Agência Nacional de Vigilância Sanitária | Anvisa RELATÓRIO DE AVALIAÇÃO DOS DADOS DE PRODUÇÃO DOS BANCOS DE TECIDOS HUMANOS ANO 2014 RELATÓRIO DE AVALIAÇÃO DOS DADOS DE PRODUÇÃO DOS BANCOS DE TECIDOS HUMANOS | 2014 Agência Nacional de Vigilância Sanitária | Anvisa 1 Copyright © 2015. Agência Nacional de Vigilância Sanitária. É permitida a reprodução parcial ou total desta obra, desde que citada a fonte. Agência Nacional de Vigilância Sanitária (Anvisa) Diretor-presidente Jarbas Barbosa da Silva Júnior Diretores Jarbas Barbosa da Silva Júnior Ivo Bucareski José Carlos Magalhães da Silva Moutinho Renato Alencar Porto Adjuntos Pedro Ivo Sebba Ramalho Trajano Augustus Tavares Roberto Cézar Vasconcelos Luciana Shimizu Takara Chefe de Gabinete Leonardo Batista Paiva Elaboração Agência Nacional de Vigilância Sanitária – Anvisa SIA Trecho 5, Área Especial 57, Lote 200 CEP: 71.205-050 Brasília/DF Telefone: (61) 3462-6000 www.anvisa.gov.br www.twitter.com/anvisa_oficial Anvisa Atende: 0800-642-9782 [email protected] Coordenação Fabricio Oliveira Carneiro Gerente da Gerência de Sangue, Tecidos, Células e Órgãos Autores Equipe Técnica da Gerência de Sangue, Tecidos, Células e Órgãos Adriano Marafiga Andreia Viana Pires Laila Sofia Mouawad Marilia Rodrigues Mendes Takao Marina Leal Bicelli de Aguiar Renata Miranda Parca Valéria Oliveira Chiaro Revisão Dulce Bergmann Projeto gráfico e diagramação Roberta Alpino 1. APRESENTAÇÃO A Agência Nacional de Vigilância Sanitária (Anvisa), por meio da Gerência de Sangue, Tecidos, Células e Órgãos (GSTCO) da Gerência-Geral de Produtos Biológicos, Sangue, Tecidos, Células e Órgãos (GGPBS), publica a 5a Avaliação dos Dados de Produção dos Bancos de Tecidos Oculares (BTOCs) e a 3a Avaliação dos Dados de Produção dos Bancos de Tecidos Musculoesqueléticos (BTMEs) e dos Bancos de Pele (BPs), com o objetivo de informar à sociedade, ao setor regulado e ao governo os dados de produção utilizados para o monitoramento dos Bancos de Tecidos Humanos em funcionamento no Brasil. Os dados inéditos apresentados neste relatório referem-se ao ano de 2014 e originam-se dos próprios bancos, que informam sua produção regularmente à Anvisa por meio do envio de planilhas Excel ou com a utilização da ferramenta FormSUS/Datasus. Cabe ressaltar que é de responsabilidade dos bancos a veracidade das informações prestadas e que o não envio dos dados de produção à Anvisa constitui infração sanitária, sujeitando os bancos às penalidades previstas na Lei 6.437, de 20 de agosto de 1977. A versão das planilhas em formato Excel ou FormSUS e as orientações para o seu preenchimento estão disponíveis no endereço eletrônico www.anvisa.gov.br > Sangue, Tecidos e Órgãos > Assuntos de Interesse: Dados de Produção. A publicação desse relatório está amparada pela Lei 12.527/2011 (Lei de Acesso à Informação), que tem por objetivo assegurar o direito fundamental de acesso à informação, de acordo com as diretrizes de observância da publicidade como preceito geral e do sigilo como exceção; da divulgação de informações de interesse público, independentemente de solicitações; da utilização dos meios de comunicação viabilizados pela tecnologia da informação; e do fomento ao desenvolvimento da cultura de transparência e desenvolvimento do controle social da Administração Pública. A lei determina, também, que informações classificadas como não sigilosas devem ser divulgadas ao público. RELATÓRIO DE AVALIAÇÃO DOS DADOS DE PRODUÇÃO DOS BANCOS DE TECIDOS HUMANOS | 2014 Agência Nacional de Vigilância Sanitária | Anvisa 3 2. OBJETIVO O objetivo deste relatório é apresentar os dados de produção e os indicadores de qualidade dos Bancos de Tecidos Humanos. Esses indicadores, associados às inspeções sanitárias, possibilitam uma melhor avaliação do funcionamento dos bancos e do cumprimento dos requisitos de qualidade e segurança previstos na legislação. As fichas dos indicadores de qualidade dos bancos foram desenvolvidas utilizando-se a metodologia proposta pela Rede Interagencial de Informações para a Saúde (Ripsa – http://www.ripsa.org.br). Os anexos 1, 2 e 3 descrevem em detalhes os indicadores, seus conceitos, interpretação, abrangência e limitações. RELATÓRIO DE AVALIAÇÃO DOS DADOS DE PRODUÇÃO DOS BANCOS DE TECIDOS HUMANOS | 2014 Agência Nacional de Vigilância Sanitária | Anvisa 4 3. APRESENTAÇÃO DOS DADOS A Figura 1 apresenta a distribuição dos Bancos de Tecidos Humanos por região do país e a Tabela 1 mostra o número de bancos em funcionamento no ano de 2014. Cabe destacar que a Anvisa ainda não avalia os dados de produção dos Bancos de Tecidos Cardiovasculares (BTCs). Figura 1. Distribuição dos Bancos de Tecidos Humanos em funcionamento, por região. Brasil, 2014. 11 BTOCS 02 BTOCS Regiões Norte Nordeste Centro-Oeste Sudeste Sul 05 BTOCS 18 BTOCS 04 BTMES Tabela 1. Número de Bancos de Tecidos Humanos em funcionamento. Brasil, 2014. BANCOS 2014 01 BP 13 BTOCS 01 BTME BTOC 49 BTME 05 02 BPs BP 03 01 BTC BTC 01 Total 58 Fonte: Agência Nacional de Vigilância Sanitária, 2014. RELATÓRIO DE AVALIAÇÃO DOS DADOS DE PRODUÇÃO DOS BANCOS DE TECIDOS HUMANOS | 2014 Agência Nacional de Vigilância Sanitária | Anvisa 5 3.1 DADOS DE PRODUÇÃO DOS BTOCs EM 2014 Os dados apresentados pelos gráficos 1, 2 e 3 abaixo apresentam a evolução do número de doadores, de globos oculares obtidos e descartados, de córneas retiradas por excisão in situ e de córneas e escleras preservadas e descartadas no Brasil, no período de 2011 a 2014. Gráfico 1. Evolução do número de doadores, de globos oculares obtidos e de córneas retiradas por excisão in situ. Brasil, 2011-2014. Doadores Globos obdos Córneas in situ 35.000 30.000 26.818 28.990 27.775 26.788 25.000 20.000 15.000 14.665 15.004 14.364 13.942 895 700 712 688 2011 2012 2013 2014 10.000 5.000 0 Gráfico 2. Evolução do número de córneas e escleras preservadas, Brasil, 2011-2014. Córneas preservadas Escleras preservadas 30.000 25.000 25.542 25.674 1.941 2011 24.819 24.229 2.461 2.681 2.488 2012 2013 2014 20.000 15.000 10.000 5.000 0 RELATÓRIO DE AVALIAÇÃO DOS DADOS DE PRODUÇÃO DOS BANCOS DE TECIDOS HUMANOS | 2014 Agência Nacional de Vigilância Sanitária | Anvisa 6 Gráfico 3. Evolução do número de córneas, globos oculares e escleras descartados. Brasil, 2011-2014. Córneas 10.000 9.000 8.000 7.000 6.000 5.000 4.000 3.000 2.000 1.000 0 Globos Escleras 9.428 9.116 8.721 3.942 3.737 662 775 1.004 807 2011 2012 2013 2014 7.518 3.207 3.199 A Tabela 2 indica os percentuais de descarte de globos oculares e córneas preservadas, por motivo, em relação ao total de tecidos que foram obtidos. A fórmula utilizada para o cálculo foi a seguinte: Soma dos globos oculares descartados, por motivo + soma das córneas preservadas descartadas, por motivo x 100 Nº de globos oculares obtidos + nº de córneas retiradas por excisão in situ Assim, tomando como exemplo o marcador para hepatite B – anti-HBc –, temos que, de cada 100 tecidos obtidos (globo ocular + córnea in situ), dez foram descartados por sorologia reagente para esse marcador. Tabela 2. Percentual de descarte, por motivo, de globos oculares obtidos e de córneas preservadas em relação ao total de tecidos obtidos pelos BTOCs. Brasil, 2014. Motivo Percentual Qualidade imprópria 12 Anti-HBc 10 Validade córnea tectônica* 8 HBsAg 4 Validade córnea óptica* 3 Anti-HCV 3 Contraindicação 2 Outros 2 Anti-HIV 1 e 2 1 Sorologia não realizada 1 Acondicionamento e/ou transporte inadequados 0 Contaminação* 0 *Motivo de descarte referente apenas às córneas preservadas. RELATÓRIO DE AVALIAÇÃO DOS DADOS DE PRODUÇÃO DOS BANCOS DE TECIDOS HUMANOS | 2014 Agência Nacional de Vigilância Sanitária | Anvisa 7 A Tabela 3 indica o descarte de córneas preservadas em relação ao total de córneas preservadas. A fórmula utilizada para o cálculo foi a seguinte: Nº de córneas descartadas, por motivo x 100 Nº de córneas preservadas Assim, tomando como exemplo o motivo “validade córnea tectônica”, temos que, de cada 100 córneas preservadas, nove foram descartadas por esse motivo. Tabela 3. Percentual de descarte, por motivo, de córneas preservadas em relação ao total de córneas preservadas pelos BTOCs. Brasil, 2014. Motivo Percentual Validade córnea tectônica 9 Anti-HBc 9 Qualidade imprópria 6 HBsAg 4 Validade córnea óptica 4 Anti-HCV 3 Anti-HIV 1 e 2 1 Contraindicação 1 Sorologia não realizada 1 Outros 1 Contaminação 0 Acondicionamento e/ou transporte inadequados 0 O Gráfico 4 apresenta a evolução do número de córneas por destinação final no Brasil, no período de 2011 a 2014. Gráfico 4. Evolução do número de córneas por destinação final. Brasil, 2011-2014. Transplante 18.000 16.000 Outros* 16.505 15.873 262 459 709 514 2011 2012 2013 2014 15.983 14.929 14.000 12.000 10.000 8.000 6.000 4.000 2.000 0 *Ensino, pesquisa, treinamento e/ou validação de processos. RELATÓRIO DE AVALIAÇÃO DOS DADOS DE PRODUÇÃO DOS BANCOS DE TECIDOS HUMANOS | 2014 Agência Nacional de Vigilância Sanitária | Anvisa 8 A Tabela 4 apresenta o número absoluto de doadores, de globos oculares obtidos, de córneas retiradas por excisão in situ, de globos oculares descartados, de córneas preservadas, descartadas e fornecidas para transplante, por BTOC. Além dos indicadores que serão mostrados nesse relatório, é interessante observar a produção dos bancos em números absolutos. Cabe destacar que alguns BTOCs não informaram toda a sua produção referente a 2014. Tabela 4. Quantidade de doadores, de globos oculares obtidos, de córneas retiradas por excisão in situ, de globos oculares descartados, de córneas preservadas, descartadas e fornecidas para transplante por BTOC. Brasil, 2014. UF Cidade Banco Doadores Globos oculares obtidos Córneas in situ Globos oculares descartados Córneas preservadas Córneas descartadas Córneas fornecidas para transplante AL Maceió Banco de Olhos do Hospital Universitário Professor Alberto Antunes 80 158 0 20 138 56 82 AM Manaus Banco de Olhos do Amazonas 136 256 0 9 247 54 212 BA Salvador Banco de Olhos do Hospital Geral Roberto Santos 259 516 0 94 422 134 288 CE Fortaleza Banco de Olhos do Hospital Geral de Fortaleza 505 1.000 0 151 849 61 776 DF Brasília Banco de Olhos do Distrito Federal 369 620 0 143 479 125 397 ES Vila Velha Banco de Olhos do Hospital Universitário de Vila Velha 158 314 0 5 305 137 169 ES Vitória Banco de Olhos do Espírito Santo 111 222 0 82 135 34 97 GO Goiânia Banco de Olhos da Universidade Federal de Goiás 179 357 0 7 350 97 277 GO Goiânia Fundação Banco de Olhos de Goiás 315 623 0 10 610 177 434 MA São Luís Banco de Olhos do Hospital Universitário Materno Infantil 24 48 0 12 38 11 24 MG Alfenas Fundação de Ensino e Tecnologia de Alfenas 133 265 0 0 265 40 221 MG Belo Horizonte Banco de Tecidos Oculares do Hospital João XXIII 649 1.295 0 244 1.045 328 707 MG Governador Valadares Banco de Olhos do Hospital Bom Samaritano 120 237 236 4 233 80 153 MG Juiz de Fora Banco de Olhos do Hospital Regional Dr. João Penido 114 226 0 82 144 50 93 MG Uberlândia Banco de Tecidos Oculares do Hospital de Clínicas 196 351 0 28 325 63 272 MS Campo Grande Banco de Olhos da Santa Casa Anjos da Visão 114 228 0 0 228 80 144 RELATÓRIO DE AVALIAÇÃO DOS DADOS DE PRODUÇÃO DOS BANCOS DE TECIDOS HUMANOS | 2014 Agência Nacional de Vigilância Sanitária | Anvisa 9 UF Cidade Banco Doadores Globos oculares obtidos Córneas in situ Globos oculares descartados Córneas preservadas Córneas descartadas Córneas fornecidas para transplante MT Cuiabá Banco de Olhos de Cuiabá 44 86 0 86 86 35 51 PA Belém Banco de Olhos do Hospital Ophir Loyola 82 119 0 37 82 3 74 PB João Pessoa Banco de Olhos do Hospital de Emergência e Trauma Senador Humberto Lucena 171 263 0 79 217 72 146 PE Recife Banco de Olhos do Recife 199 395 0 61 334 86 253 PE Recife Banco de Olhos do Instituto de Medicina Integral Professor Fernando Figueira 459 916 0 176 740 172 718 PE Petrolina Fundação Banco de Olhos Vale do São Francisco 4 8 0 0 8 6 8 PI Teresina Banco de Olhos da Fundação Getúlio Vargas 126 243 0 0 243 107 136 PR Cascavel Banco de Olhos do Hospital de Cascavel 280 556 2 70 558 264 282 PR Curitiba Banco de Olhos do Hospital de Olhos do Paraná 286 560 11 0 446 118 405 PR Londrina Banco de Olhos Regional de Londrina 131 220 38 2 258 131 122 PR Maringá Hoftalmar 113 207 19 32 194 70 125 RJ Rio de Janeiro Banco de Olhos do Instituto de Traumatologia e Ortopedia Jamil Haddad 74 146 0 2 142 44 98 RJ Volta Redonda Banco de Olhos do Hospital São João Batista 217 431 0 128 303 158 198 RN Natal Banco de Olhos do Hospital Universitário Onofre Lopes 105 184 0 0 207 83 124 RS Caxias do Sul Banco de Olhos do Hospital Pompeia 195 390 0 4 386 141 245 RS Caxias do Sul Banco de Olhos do Hospital Geral 132 264 0 34 230 92 138 RS Passo Fundo Banco de Tecido Ocular Humano do Hospital São Vicente de Paulo 17 33 0 2 31 8 23 RS Pelotas Banco de Olhos da Universidade Federal de Pelotas 98 194 0 2 191 88 101 RELATÓRIO DE AVALIAÇÃO DOS DADOS DE PRODUÇÃO DOS BANCOS DE TECIDOS HUMANOS | 2014 Agência Nacional de Vigilância Sanitária | Anvisa 10 UF Cidade Banco Doadores Globos oculares obtidos Córneas in situ Globos oculares descartados Córneas preservadas Córneas descartadas Córneas fornecidas para transplante RS Porto Alegre Banco de Olhos da Santa Casa 326 650 0 12 638 309 328 RS Porto Alegre Banco de Olhos do Hospital de Clínicas 63 126 0 8 88 37 53 SC Chapecó Banco de Olhos do Hospital Regional do Oeste 49 98 0 0 98 84 12 SC Joinville Banco de Olhos de Joinville 285 564 0 185 379 171 206 SC São José Banco de Olhos do Hospital Regional Homero de Miranda Gomes 581 1.155 0 233 955 455 469 SE Aracaju Banco de Olhos de Sergipe 78 144 0 10 142 16 126 SP Botucatu Banco de Olhos da Unesp 90 180 0 23 157 115 42 SP Campinas Banco de Olhos da Unicamp 67 133 0 0 133 43 90 SP Marília Banco de Olhos do Hospital das Clínicas 88 36 140 8 176 65 107 SP São José do Rio Preto Banco de Olhos do Hospital de Base 266 530 0 69 522 306 198 SP Ribeirão Preto Banco de Tecido Ocular Humano do Hospital das Clínicas 754 1.502 0 729 816 379 412 SP São Paulo Banco de Olhos do Hospital São Paulo 397 789 0 98 691 288 398 SP São Paulo Banco de Tecido Ocular da Santa Casa 153 62 242 0 304 166 163 SP São Paulo Banco de Olhos de Sorocaba 2.520 4.994 0 134 4.866 2.066 2.668 SP Sorocaba Banco de Olhos de Sorocaba 2.030 3.894 0 84 3.795 1.723 2.064 13.942 26.788 688 3.199 24.229 9.428 14.929 Total As tabelas 5, 6 e 7 apresentam os resultados nacionais, regionais e individuais dos indicadores de qualidade selecionados para os BTOCs, a saber: • Indicador 1: eficácia de preservação de córneas; • Indicador 2: coeficiente geral de descarte de córneas; e • Indicador 3: eficácia de fornecimento de córneas para transplante. O método de cálculo dos indicadores pode ser verificado no Anexo 1 deste relatório. RELATÓRIO DE AVALIAÇÃO DOS DADOS DE PRODUÇÃO DOS BANCOS DE TECIDOS HUMANOS | 2014 Agência Nacional de Vigilância Sanitária | Anvisa 11 Tabela 5. Comparação dos resultados nacionais dos indicadores de qualidade. Brasil, 20092014. Indicadores Eficácia de preservação de córneas 2009 2010 2011 2012 2013 2014 --- * ---* 92 86 87 88 Coeficiente geral de descarte de córneas 51 46 29 36 35 39 Eficácia de fornecimento de córneas para transplante 56 62 63 64 64 62 *A planilha utilizada para preenchimento dos dados de produção em 2009 e 2010 não previa todos os campos necessários para fins de cálculo deste indicador. Tabela 6. Comparação dos resultados regionais dos indicadores de qualidade, por região. Brasil, 2014. Região Eficácia de preservação de córneas Coeficiente geral de descarte de córneas Eficácia de fornecimento de córneas para transplante Norte 88 17 87 Nordeste 86 24 80 Centro-Oeste 92 29 74 Sul 88 44 56 Sudeste 88 42 57 Nacional 88 39 62 Tabela 7. Indicadores de qualidade por BTOC. Brasil, 2014. Indicador 1 Indicador 2 Indicador 3 AL UF Maceió Cidade Banco de Olhos do Hospital Universitário Professor Alberto Antunes Banco 87 41 59 AM Manaus Banco de Olhos do Amazonas 96 22 86 BA Salvador Banco de Olhos do Hospital Geral Roberto Santos 82 32 68 CE Fortaleza Banco de Olhos do Hospital Geral de Fortaleza 85 7 91 DF Brasília Banco de Olhos do Distrito Federal 77 26 83 ES Vila Velha Banco de Olhos do Hospital Universitário de Vila Velha 97 45 55 ES Vitória Banco de Olhos do Espírito 61 Santo 25 72 GO Goiânia Banco de Olhos da Universidade Federal de Goiás 98 28 79 GO Goiânia Fundação Banco de Olhos de Goiás 98 29 71 MA São Luís Banco de Olhos do Hospital Universitário Materno Infantil 79 29 63 MG Alfenas Fundação de Ensino e Tecnologia de Alfenas 100 15 83 RELATÓRIO DE AVALIAÇÃO DOS DADOS DE PRODUÇÃO DOS BANCOS DE TECIDOS HUMANOS | 2014 Agência Nacional de Vigilância Sanitária | Anvisa 12 UF Cidade Banco Indicador 1 Indicador 2 Indicador 3 MG Belo Horizonte Banco de Tecidos Oculares do Hospital João XXIII 81 31 68 MG Governador Valadares Banco de Olhos do Hospital Bom Samaritano 49 34 66 MG Juiz de Fora Banco de Olhos do Hospital Regional Dr. João Penido 64 35 65 MG Uberlândia Banco de Tecidos Oculares do Hospital de Clínicas 93 19 84 MS Campo Grande Banco de Olhos da Santa Casa Anjos da Visão 100 35 63 MT Cuiabá Banco de Olhos de Cuiabá 100 41 59 PA Belém Banco de Olhos do Hospital Ophir Loyola 69 4 90 PB João Pessoa Banco de Olhos do 83 Hospital de Emergência e Trauma Senador Humberto Lucena 33 67 PE Recife Banco de Olhos do Recife 85 26 76 PE Recife Banco de Olhos do Instituto de Medicina Integral Professor Fernando Figueira 81 23 97 PE Petrolina Fundação Banco de Olhos Vale do São Francisco 100 75 100 PI Teresina Banco de Olhos da Fundação Getúlio Vargas 100 44 56 PR Cascavel Banco de Olhos do Hospital de Cascavel 100 47 51 PR Curitiba Banco de Olhos do Hospital de Olhos do Paraná 78 26 91 PR Londrina Banco de Olhos Regional de Londrina 100 51 47 PR Maringá Hoftalmar 86 36 64 RJ Rio de Janeiro Banco de Olhos do Instituto de Traumatologia e Ortopedia Jamil Haddad 97 31 69 RJ Volta Redonda Banco de Olhos do Hospital São João Batista 70 52 65 RN Natal Banco de Olhos do Hospital Universitário Onofre Lopes 113 40 60 RS Caxias do Sul Banco de Olhos do Hospital Pompeia 99 37 63 RS Caxias do Sul Banco de Olhos do Hospital Geral 87 40 60 RS Passo Fundo Banco de Tecido Ocular Humano do Hospital São Vicente de Paulo 94 26 74 RS Pelotas Banco de Olhos da Universidade Federal de Pelotas 98 46 53 RELATÓRIO DE AVALIAÇÃO DOS DADOS DE PRODUÇÃO DOS BANCOS DE TECIDOS HUMANOS | 2014 Agência Nacional de Vigilância Sanitária | Anvisa 13 UF Cidade Banco Indicador 1 Indicador 2 Indicador 3 RS Porto Alegre Banco de Olhos da Santa Casa 98 48 51 RS Porto Alegre Banco de Olhos do Hospital de Clínicas 70 42 60 SC Chapecó Banco de Olhos do 100 Hospital Regional do Oeste 86 12 SC Joinville Banco de Olhos de Joinville 67 45 54 SC São José Banco de Olhos do Hospital Regional Homero de Miranda Gomes 83 48 49 SE Aracaju Banco de Olhos de Sergipe 99 11 89 SP Botucatu Banco de Olhos da Unesp 87 73 27 SP Campinas Banco de Olhos da Unicamp 100 32 68 SP Marília Banco de Olhos do Hospital das Clínicas 100 37 61 SP São José do Rio Preto Banco de Olhos do Hospital de Base 98 59 38 SP Ribeirão Preto Banco de Tecido Ocular Humano do Hospital das Clínicas 54 46 50 SP São Paulo Banco de Olhos do Hospital São Paulo 88 42 58 SP São Paulo Banco de Tecido Ocular da Santa Casa 100 55 54 SP São Paulo Banco de Olhos de Sorocaba 97 42 55 SP Sorocaba Banco de Olhos de Sorocaba 97 45 54 88 39 62 Indicador Nacional Assim, no ano de 2014, temos que: • Todas as cinco regiões do país apresentaram valores semelhantes para o indicador “eficácia de preservação de córneas”. • Da mesma forma que em 2013, as regiões Nordeste, Norte e Centro-Oeste apresentaram o indicador “coeficiente geral de descarte de córneas” abaixo da média nacional, e as regiões Sul e Sudeste ficaram acima da média para esse indicador. • Assim como em 2013, as regiões Nordeste, Norte e Centro-Oeste apresentaram o indicador “eficácia de fornecimento de córneas para transplante” acima da média nacional, e as regiões Sul e Sudeste ficaram abaixo da média para esse mesmo indicador. • Os valores dos indicadores das regiões Sudeste e Sul se aproximaram muito dos valores da média nacional. De maneira geral, o indicador “eficácia de preservação de córneas” tem se mantido estável desde 2012; o indicador “coeficiente geral de descarte de córneas” apresentou discreto aumento em 2014, após manterse estável em 2013 e 2012; e o indicador “eficácia de fornecimento de córneas para transplante” tem se mantido estável desde 2010. RELATÓRIO DE AVALIAÇÃO DOS DADOS DE PRODUÇÃO DOS BANCOS DE TECIDOS HUMANOS | 2014 Agência Nacional de Vigilância Sanitária | Anvisa 14 3.2 DADOS DE PRODUÇÃO DOS BTMEs EM 2014 Todos os BTMEs em funcionamento enviaram as planilhas de dados de produção conforme o modelo proposto. Para análise das tabelas, é importante considerar as seguintes legendas: • HSVP: Banco de Tecidos Musculoesqueléticos do Hospital São Vicente de Paulo, Passo Fundo/RS; • STA CASA SP: Banco de Tecidos Salvador Arena da Santa Casa de Misericórdia de São Paulo/SP; • UNIOSS: Banco de Tecidos Musculoesqueléticos de Marília/SP; • IOT USP: Banco de Tecidos do Instituto de Ortopedia e Traumatologia da Universidade de São Paulo/ SP; e • INTO: Banco de Tecidos Musculoesqueléticos do Instituto Nacional de Traumatologia e Ortopedia, Rio de Janeiro/RJ. Para análise e comparação dos dados no período de 2011 a 2014, é importante considerar que a quantidade de BTMEs em funcionamento variou nesse período. Dessa forma, uma queda ou aumento nos números absolutos não significa necessariamente uma diminuição ou aumento da eficácia dos bancos. A Tabela 8 apresenta o percentual de doadores de tecidos musculoesqueléticos excluídos, por motivo, em relação ao número total de potenciais doadores que foram notificados ao banco e submetidos à triagem clínica, social, física e laboratorial para fins de avaliação da oportunidade de retirada. Tabela 8. Percentual de doadores de tecidos musculoesqueléticos excluídos, por motivo, em relação ao total de doadores triados, segundo o BTME. Brasil, 2014. UF Banco Perfil do doador (histórico clínico, social e físico) Infecção Hemotransfusão Sorologia não realizada Outros RS HSVP 20 15 1 0 38 RJ INTO 37 17 1 0 29 SP IOT USP 50 23 12 0 3 SP STA CASA SP 29 29 7 0 10 SP UNIOSS 12 22 1 0 17 Obs.: O mesmo doador pode ter sido excluído por mais de um motivo. RELATÓRIO DE AVALIAÇÃO DOS DADOS DE PRODUÇÃO DOS BANCOS DE TECIDOS HUMANOS | 2014 Agência Nacional de Vigilância Sanitária | Anvisa 15 O Gráfico 5 apresenta a evolução do número de doadores efetivos (vivos e falecidos), ou seja, aqueles cuja retirada do tecido foi realizada, e do número de peças obtidas. Consideram-se “peças” o tecido ósseo, tendão, fáscia, cartilagem, inteiros ou em pedaços, retirados do doador. “Unidade” é a peça ou o derivado da peça submetido ao processamento. Não foi solicitada a inclusão dos dados sobre calotas cranianas para uso autólogo. Gráfico 5. Evolução do número de doadores efetivos de tecidos musculoesqueléticos e de peças obtidas. Brasil, 2011-2014. Doadores efevos Peças obdas 2.500 2.075 2.000 1.681 1.500 1.422 1.198 1.000 612 607 500 197 196 2013 2014 0 2011 2012 O percentual de doadores efetivos de tecidos musculoesqueléticos desqualificados por sorologia reagente em relação ao total de doadores efetivos foi de 11% em 2014. A Tabela 9 mostra o percentual de doadores efetivos desqualificados por sorologia reagente para cada marcador exigido para a triagem de doadores de tecidos musculoesqueléticos. Tabela 9. Percentual de doadores efetivos de tecidos musculoesqueléticos desqualificados por sorologia reagente para cada marcador exigido, em relação ao número de doadores efetivos. Brasil, 2014. Motivo Percentual Anti-HBc 9 Citomegalovírus 1 HBsAg 1 Anti-HCV 1 Sífilis 1 Anti-HTLV 0 Chagas 0 Toxoplasmose 0 Anti-HIV 0 Obs.: O mesmo doador pode ter sido excluído por mais de um motivo. Verificou-se que, em 2014, 77 peças (5%) foram desqualificadas no pré-processamento, em relação às 1.422 peças obtidas, e que 925 unidades (4%) foram desqualificadas no pós-processamento em relação às 25.210 unidades produzidas. O Gráfico 6 apresenta o destino final das unidades de tecidos musculoesqueléticos. RELATÓRIO DE AVALIAÇÃO DOS DADOS DE PRODUÇÃO DOS BANCOS DE TECIDOS HUMANOS | 2014 Agência Nacional de Vigilância Sanitária | Anvisa 16 Gráfico 6. Evolução do número de unidades de tecidos musculoesqueléticos por destinação final. Brasil, 2011-2014. uso odontológico 25.000 23.289 uso ortopédico 22.481 21.633 19.967 20.000 15.000 10.000 5.000 1.374 1.547 1.509 1.680 2011 2012 2013 2014 0 O Gráfico 7 mostra a evolução do número de unidades de tecidos musculoesqueléticos descartadas, nos anos de 2012 a 2014. Gráfico 7. Evolução do número de unidades de tecidos musculoesqueléticos descartadas, segundo o BTME. Brasil, 2012-2014. HSVP STA CASA SP 400 IOT USP INTO 342 350 300 UNIOSS 286 266 250 243 200 150 100 50 0 105 53 18 0 2012 107 79 44 0 2013 30 19 5 2014 RELATÓRIO DE AVALIAÇÃO DOS DADOS DE PRODUÇÃO DOS BANCOS DE TECIDOS HUMANOS | 2014 Agência Nacional de Vigilância Sanitária | Anvisa 17 A Tabela 10 apresenta os resultados nacionais e individuais dos indicadores de qualidade selecionados para os BTMEs, a saber: - Indicador 1: eficácia da efetivação da doação; - Indicador 2: eficácia de fornecimento de tecidos musculoesqueléticos para uso terapêutico ortopédico; e - Indicador 3: eficácia de fornecimento de tecidos musculoesqueléticos para uso terapêutico odontológico. O método de cálculo dos indicadores pode ser verificado no Anexo 2 deste relatório. Tabela 10. Indicadores de qualidade segundo o BTME. Brasil, 2014. UF Banco Indicador 1 Indicador 2 Indicador 3 90 RS HSVP 30 24 RJ INTO 11 39 6 SP IOT USP 16 14 62 SP STA CASA SP 24 9 103* SP UNIOSS 48 2 85 21 7 79 Indicador nacional *Valores acima de 100% podem indicar erro de preenchimento da planilha ou interferência de tecidos disponíveis obtidos no período anterior ao analisado. A análise do indicador 1 permite concluir que permanecem as divergências em relação à oportunidade de retirada de tecidos entre os bancos. Os indicadores 2 e 3 evidenciam o maior fornecimento de tecidos musculoesqueléticos para uso terapêutico odontológico. 3.3 DADOS DE PRODUÇÃO DOS BPs EM 2014 Todos os BPs enviaram as planilhas de dados de produção conforme o modelo proposto. Para análise das tabelas, é importante considerar as seguintes legendas: • HUEC: Banco de Pele do Hospital Universitário Evangélico de Curitiba/PR; • STA CASA POA: Banco de Tecidos Humanos Dr. Roberto Corrêa Chem da Santa Casa de Misericórdia de Porto Alegre/RS; e • HC FMUSP: Banco de Tecidos do Instituto Central do Hospital das Clínicas da Faculdade de Medicina da Universidade de São Paulo/SP. Para análise e comparação dos dados no período de 2011 a 2014, é importante considerar que a quantidade de BPs em funcionamento variou nesses anos. Dessa forma, uma queda ou aumento nos números absolutos não significa necessariamente uma diminuição ou aumento da eficácia dos bancos. A Tabela 11 apresenta o percentual de doadores de pele excluídos, por motivo, em relação ao número total de potenciais doadores que foram notificados ao banco e submetidos à triagem clínica, social, física e laboratorial para fins de avaliação da oportunidade de retirada. RELATÓRIO DE AVALIAÇÃO DOS DADOS DE PRODUÇÃO DOS BANCOS DE TECIDOS HUMANOS | 2014 Agência Nacional de Vigilância Sanitária | Anvisa 18 Tabela 11. Percentual de doadores de pele excluídos, por motivo, em relação ao total de doadores triados, segundo o BP. Brasil, 2014. UF Banco Perfil do doador (histórico clínico, social e físico) Infecção Hemotransfusão Sorologia não realizada Outros PR HUEC 0 0 0 0 0 RS STA CASA POA 0 0 0 0 9 SP HC FMUSP 45 48 3 0 14 Obs.: O mesmo doador pode ter sido excluído por mais de um motivo. O Gráfico 8 apresenta a evolução do número de doadores efetivos de pele nos anos de 2011 a 2014, e o Gráfico 9 a evolução da quantidade de pele produzida, em cm2, após o processamento. Gráfico 8. Evolução do número de doadores efetivos de pele. Brasil, 2014. Doadores efevos 120 104 100 80 60 40 53 52 2012 2013 27 20 0 2011 2014 Gráfico 9. Evolução da quantidade de pele produzida, em cm2. Brasil, 2014. Quandade de pele produzida 74.528 80.000 70.000 57.630 60.000 50.000 36.340 40.000 30.000 21.195 20.000 10.000 0 2011 2012 2013 2014 RELATÓRIO DE AVALIAÇÃO DOS DADOS DE PRODUÇÃO DOS BANCOS DE TECIDOS HUMANOS | 2014 Agência Nacional de Vigilância Sanitária | Anvisa 19 O percentual de doadores efetivos de pele desqualificados por sorologia reagente em relação ao total de doadores efetivos foi de 2% em 2014. A Tabela 12 mostra o percentual de doadores efetivos desqualificados por sorologia reagente para cada marcador exigido para a triagem de doadores de pele. Tabela 12. Percentual de doadores efetivos de pele desqualificados por sorologia reagente para cada marcador exigido, em relação ao número de doadores efetivos. Brasil, 2014. Motivo Percentual Anti-HIV 1 Anti-HBc 1 HBsAg 1 Sífilis 1 Citomegalovírus 0 Anti-HCV 0 Anti-HTLV 0 Chagas 0 Toxoplasmose 0 Obs.: O mesmo doador pode ter sido excluído por mais de um motivo. A quantificação da pele obtida se adapta à rotina do serviço, sendo, portanto preenchida em quantidade de lote ou em cm². O HUEC captou 79 lotes de pele, a STA CASA POA captou 86 lotes de pele e o HC FMUSP captou 17.654,5 cm2 de pele. Na etapa pré-processamento, foram desqualificados 21 lotes de pele pelo HUEC, 15 lotes de pele pela STA CASA POA e 15.530 cm2 de pele pelo HC FMUSP. O HC FMUSP relatou que toda a pele desqualificada foi irradiada e processada posteriormente. Na etapa pós-processamento, foram desqualificados oito lotes de pele pela STA CASA POA (cinco por positividade para fungos, dois por bactérias Gram-positivas e dois por bactérias Gram-negativas) e 5.510,75 cm2 de pele pelo HC FMUSP (2.279 cm2 por positividade para fungos e 3.231,75 cm2 por bactérias Gram-positivas). O HUEC não desqualificou pele nessa etapa. O Gráfico 10 apresenta a evolução da quantidade de pele produzida e a quantidade de pele fornecida para transplante, em cm2. Gráfico 10. Evolução da quantidade de pele produzida e fornecida para transplante. Brasil, 2011-2014. Pele fornecida para transplante (cm²) Pele produzida (cm²) 74.528 80.000 70.000 60.000 57.630 50.000 42.170 40.000 30.000 20.000 10.000 62.863 36.890 36.340 22.465 21.195 0 2011 2012 2013 2014 RELATÓRIO DE AVALIAÇÃO DOS DADOS DE PRODUÇÃO DOS BANCOS DE TECIDOS HUMANOS | 2014 Agência Nacional de Vigilância Sanitária | Anvisa 20 A Tabela 13 apresenta os resultados nacionais e individuais dos indicadores de qualidade selecionados para os BPs, a saber: - Indicador 1: eficácia da efetivação da doação; e - Indicador 2: eficácia de fornecimento da pele. O método de cálculo dos indicadores pode ser verificado no Anexo 3 deste relatório. Tabela 13. Indicadores de qualidade segundo o BP. Brasil, 2014. UF Banco Indicador 1 Indicador 2 PR HUEC 100 87 RS STA CASA POA 100 88 SP HC FMUSP 66 72 91 84 Indicador nacional A análise do indicador 1 mostra que o HUEC e a STA CASA POA tiveram aproveitamento de 100% dos doadores triados. A análise do indicador 2 mostra que os bancos da região Sul do país forneceram mais pele em relação ao estoque disponível. RELATÓRIO DE AVALIAÇÃO DOS DADOS DE PRODUÇÃO DOS BANCOS DE TECIDOS HUMANOS | 2014 Agência Nacional de Vigilância Sanitária | Anvisa 21 RELATÓRIO DE AVALIAÇÃO DOS DADOS DE PRODUÇÃO DOS BANCOS DE TECIDOS HUMANOS | 2014 Agência Nacional de Vigilância Sanitária | Anvisa 22 4. CONSIDERAÇÕES FINAIS E PERSPECTIVAS Com a publicação deste relatório, a Anvisa conclui mais uma etapa de avaliação e monitoramento dos Bancos de Tecidos Humanos, com o uso de indicadores de qualidade que, em conjunto com as demais informações acerca dos serviços, poderão ser utilizados pelas Vigilâncias Sanitárias locais como instrumento para subsidiar as ações de fiscalização sanitária, e também pelos próprios bancos como parâmetros de eficiência, buscando a melhoria dos seus processos. Cabe ressaltar que, apesar de com menos frequência que nos anos anteriores, ainda foram observadas inconsistências de preenchimento das planilhas, o que pode ter prejudicado a avaliação do serviço, individualmente, ou da UF. A proposta da Anvisa é utilizar cada vez mais os indicadores de qualidade dos Bancos de Tecidos como ferramentas para o planejamento de suas atividades de regulamentação, monitoramento e fiscalização e para as ações coordenadas com o Ministério da Saúde na definição de políticas aplicadas a esses estabelecimentos. RELATÓRIO DE AVALIAÇÃO DOS DADOS DE PRODUÇÃO DOS BANCOS DE TECIDOS HUMANOS | 2014 Agência Nacional de Vigilância Sanitária | Anvisa 23 5. REFERÊNCIAS 1. Agência Nacional de Vigilância Sanitária. RDC 67, de 30 de setembro de 2008. Dispõe sobre o Regulamento Técnico para o Funcionamento de Bancos de Tecidos Oculares de origem humana. Diário Oficial da União, Brasília, DF, 1º de outubro de 2008. 2. Agência Nacional de Vigilância Sanitária. RDC 220, de 27 de dezembro de 2006. Dispõe sobre o Regulamento Técnico para o Funcionamento de Bancos de Tecidos Musculoesqueléticos e Bancos de Pele de Origem Humana. Diário Oficial da União, Brasília, DF, 29 de dezembro de 2006. 3. Agência Nacional de Vigilância Sanitária. Relatório de Avaliação dos Dados de Produção dos Bancos de Tecidos Humanos – Anos 2011/2012/2013. Disponível em: www.anvisa.gov.br > Sangue, Tecidos e Órgãos > Assuntos de Interesse: Publicações e Apresentações > Relatórios. 4. Presidência da República. Lei 12.527, de 18 de novembro de 2011. Regula o acesso a informações previsto no inciso XXXIII do art. 5º, no inciso II do § 3º do art. 37 e no § 2º do art. 216 da Constituição Federal; altera a Lei 8.112, de 11 de dezembro de 1990; revoga a Lei 11.111, de 5 de maio de 2005, e dispositivos da Lei 8.159, de 8 de janeiro de 1991; e dá outras providências. Diário Oficial da União, Brasília, DF, 18 de novembro de 2011. 5. Presidência da República. Lei 6.437, de 20 de agosto de 1977. Configura infrações à legislação sanitária federal, estabelece as sanções respectivas, e dá outras providências. Diário Oficial da União, Brasília, DF, 24 de agosto de 1977. RELATÓRIO DE AVALIAÇÃO DOS DADOS DE PRODUÇÃO DOS BANCOS DE TECIDOS HUMANOS | 2014 Agência Nacional de Vigilância Sanitária | Anvisa 24 ANEXO 1 Ficha de Indicadores para Avaliação dos Bancos de Tecidos Oculares Indicador 1. Eficácia de preservação de córneas 1. Conceito Percentual de córneas preservadas em relação aos globos oculares obtidos e às córneas retiradas por excisão in situ. 2. Interpretação Entende-se como preservação da córnea a sua separação do globo ocular e imersão em meio de preservação. Cada globo ocular obtido pode gerar uma córnea preservada. Cabe ressaltar que as córneas retiradas por excisão in situ já são consideradas como preservadas, visto que são colocadas em meio de preservação imediatamente após a retirada. 3. Usos O indicador poderá ser utilizado para analisar fatores como: observância ao intervalo de tempo entre a parada cardiorrespiratória e a retirada do globo ocular/córnea por excisão in situ; manutenção do globo ocular após a retirada; intervalo de tempo entre a retirada e a preservação; transporte do globo ocular do local de retirada ao BTOC; treinamento de recursos humanos; infraestrutura física disponível para a preservação; materiais, instrumentos e equipamentos utilizados; disponibilidade de meio de preservação, entre outros. Os valores do indicador deverão ser utilizados para comparação com períodos anteriores para o próprio serviço, UF, região ou país. 4. Limitações Serviços que realizam a retirada da córnea por excisão in situ poderão ter um valor maior do indicador. Deve-se dar atenção à representatividade dos dados ao analisar o percentual por região e UF. Com relação à qualidade dos dados, destaca-se que os mesmos são informados pelos próprios serviços e que são auditados pela Vigilância Sanitária durante inspeção sanitária ou fiscalização. Poderá haver outras limitações não descritas, que serão incluídas a partir do recebimento de informações do uso do indicador. 5. Fonte de verificação Planilha FormSUS. 6. Método de cálculo Nº de córneas preservadas Nº de globos oculares obtidos + nº de córneas retiradas por excisão in situ x 100 7. Categorias sugeridas para análise Unidade temporal: anual para análise da Vigilância Sanitária e mensal para avaliação do serviço. Unidade geográfica: Brasil, regiões, UFs e serviços individuais. 8. Dados estatísticos e comentários Ver tabelas 5 a 7. RELATÓRIO DE AVALIAÇÃO DOS DADOS DE PRODUÇÃO DOS BANCOS DE TECIDOS HUMANOS | 2014 Agência Nacional de Vigilância Sanitária | Anvisa 25 Indicador 2. Coeficiente geral de córneas descartadas 1. Conceito Percentual de córneas descartadas, por todos os motivos, em relação às córneas preservadas. 2. Interpretação É normal e esperado que haja descarte de córneas preservadas. Isso ocorre devido aos critérios de qualidade e segurança estabelecidos em legislações nacionais e internacionais ou determinados pelos próprios BTOCs. 3. Usos O objetivo deste indicador é obter um “coeficiente de descarte de córneas esperado” que será adotado como referencial comparativo. Os valores do indicador deverão ser utilizados para comparação com períodos anteriores para o próprio serviço, UF, região ou país. 4. Limitações As córneas devolvidas ao BTOC após terem sido disponibilizadas para transplante e que não foram reintegradas ao estoque e imediatamente descartadas não são contabilizadas nesse indicador. Esse indicador deve ser analisado em conjunto com o “coeficiente de descarte de córneas por motivo”, pois o seu valor, isoladamente, pode não apontar falhas ou melhorias no processo de trabalho do BTOC ou Central de Transplantes. Deve-se dar atenção à representatividade dos dados ao analisar o percentual por região e UF. Com relação à qualidade dos dados, destaca-se que os mesmos são informados pelos próprios serviços e que são auditados pela Vigilância Sanitária durante inspeção sanitária ou fiscalização. Poderá haver outras limitações não descritas, que serão incluídas a partir do recebimento de informações do uso do indicador. 5. Fonte de verificação Planilha FormSUS. 6. Método de cálculo Nº de córneas descartadas Nº de córneas preservadas x 100 As córneas devolvidas ao BTOC que foram reintegradas ao estoque e posteriormente descartadas devem ser acrescentadas ao numerador. 7. Categorias sugeridas para análise Unidade temporal: anual para análise da Vigilância Sanitária e mensal para avaliação do serviço. Unidade geográfica: Brasil, regiões, UFs e serviços individuais. 8. Dados estatísticos e comentários Ver tabelas 5 a 7. RELATÓRIO DE AVALIAÇÃO DOS DADOS DE PRODUÇÃO DOS BANCOS DE TECIDOS HUMANOS | 2014 Agência Nacional de Vigilância Sanitária | Anvisa 26 Indicador 3. Eficácia de fornecimento de córneas para transplante 1. Conceito Percentual de córneas fornecidas para transplante em relação às córneas preservadas. 2. Interpretação É um indicador que permite avaliar o aproveitamento efetivo das córneas preservadas para o seu principal objetivo, que é o transplante. 3. Usos O indicador poderá ser utilizado para analisar fatores como a comunicação entre o BTOC e a Central de Transplantes, a quantidade de pessoas inscritas na lista de espera para transplante de córnea, principalmente na área de abrangência do BTOC, entre outros. 4. Limitações Esse indicador deve ser analisado em conjunto com o “coeficiente de córneas descartadas por validade” e com as informações da lista de espera para transplante de córneas. Deve-se dar atenção à representatividade dos dados ao analisar o percentual por região e UF. Com relação à qualidade dos dados, destaca-se que os mesmos são informados pelos próprios serviços e que são auditados pela Vigilância Sanitária durante inspeção sanitária ou fiscalização. Poderá haver outras limitações não descritas, que serão incluídas a partir do recebimento de informações do uso do indicador. 5. Fonte de verificação Planilha FormSUS. 6. Método de cálculo Nº de córneas fornecidas para transplante Nº de córneas preservadas x 100 7. Categorias sugeridas para análise Unidade temporal: anual para análise da Vigilância Sanitária e mensal para avaliação do serviço. Unidade geográfica: Brasil, regiões, UFs e serviços individuais. 8. Dados estatísticos e comentários Ver tabelas 5 a 7. RELATÓRIO DE AVALIAÇÃO DOS DADOS DE PRODUÇÃO DOS BANCOS DE TECIDOS HUMANOS | 2014 Agência Nacional de Vigilância Sanitária | Anvisa 27 ANEXO 2 Ficha de Indicadores para Avaliação dos Bancos de Tecidos Musculesqueléticos Indicador 1. Eficácia de efetivação da doação 1. Conceito Percentual de doadores potenciais triados em relação ao número de doadores efetivos vivos e falecidos. 2. Interpretação Os bancos, quando notificados pela Central de Transplantes da existência de um potencial doador, realizam uma avaliação para constatar se é possível a retirada de tecidos seguindo a triagem clínica, social, física e laboratorial do doador. Dessa forma, o indicador irá medir a oportunidade de retirada. 3. Usos O indicador poderá ser utilizado para analisar fatores como a evolução de notificações de potenciais doadores no período, as condições logísticas no acesso ao doador, o quantitativo disponível de recursos humanos, o treinamento dos responsáveis pela triagem do doador, a política de doação (realização de campanhas de doação, por exemplo) na região estudada, entre outros. Os valores do indicador deverão ser utilizados para comparação com períodos anteriores para o próprio serviço, UF, região ou país. 4. Limitações Quando a categoria de análise é o serviço, desvios no percentual não necessariamente refletem problema no banco, uma vez que em algumas UFs é a Central de Transplantes ou são as equipes de retirada que realizam esta etapa do processo, seguindo os critérios de triagem estabelecidos pelo banco. Deve-se dar atenção à representatividade dos dados ao analisar o percentual por região e UF. Com relação à qualidade dos dados, destaca-se que os mesmos são informados pelos próprios serviços e que são auditados pela Vigilância Sanitária durante inspeção sanitária ou fiscalização. Poderá haver outras limitações não descritas, que serão incluídas a partir do recebimento de informações do uso do indicador. 5. Fonte de verificação Sistema de informação da Anvisa de produção dos Bancos de Tecidos Musculoesqueléticos/Pele. 6. Método de cálculo Nº de doadores vivos e falecidos efetivos* Nº de doadores triados x 100 *O numerador deve incluir a somatória de doadores vivos e falecidos efetivos triados pelas equipes dos bancos, equipes de retirada ou Centrais de Transplantes cujos tecidos tenham sido retirados. 7. Categorias sugeridas para análise Unidade temporal: anual para a Vigilância Sanitária e mensal para avaliação do serviço. Unidade geográfica: Brasil, regiões, UFs e serviços individuais. 8. Dados estatísticos e comentários Ver Tabela 10. RELATÓRIO DE AVALIAÇÃO DOS DADOS DE PRODUÇÃO DOS BANCOS DE TECIDOS HUMANOS | 2014 Agência Nacional de Vigilância Sanitária | Anvisa 28 Indicador 2. Eficácia de fornecimento de tecidos musculoesqueléticos para uso terapêutico ortopédico 1. Conceito Percentual de tecidos musculoesqueléticos (ME) fornecidos pelo banco para transplante ortopédico em relação à soma do total de tecidos ME produzidos e liberados para uso no período. 2. Interpretação É um indicador que permite avaliar o aproveitamento efetivo dos tecidos processados para fins ortopédicos. 3. Usos O indicador poderá ser utilizado para analisar fatores como a comunicação da disponibilização dos tecidos entre o banco e as equipes transplantadoras, a quantidade de pessoas inscritas na lista de espera local para transplante ortopédico, principalmente na área de abrangência do banco, entre outros. Os valores do indicador deverão ser utilizados para comparação com períodos anteriores para o próprio serviço, UF, região ou país. 4. Limitações Para análise deste indicador, devem ser considerados os motivos de desqualificação pós- processamento dos tecidos musculoesqueléticos e as informações da lista de espera local para transplante. Deve-se dar atenção à representatividade dos dados ao analisar o percentual por região e UF. Com relação à qualidade dos dados, destaca-se que os mesmos são informados pelos próprios serviços e que são auditados pela Vigilância Sanitária durante inspeção sanitária ou fiscalização. Poderá haver outras limitações não descritas, que serão incluídas a partir do recebimento de informações do uso do indicador. 5. Fonte de verificação Sistema de Informação da Anvisa de Produção dos Bancos de Tecidos Musculoesqueléticos/Pele. 6. Método de cálculo Nº de unidades ME fornecidos para uso terapêutico ortopédico Nº de unidades ME produzidas x 100 7. Categorias sugeridas para análise Unidade temporal: anual para a Vigilância Sanitária e mensal para avaliação do serviço. Unidade geográfica: Brasil, regiões, UFs e serviços individuais. 8. Dados estatísticos e comentários Ver Tabela 10. RELATÓRIO DE AVALIAÇÃO DOS DADOS DE PRODUÇÃO DOS BANCOS DE TECIDOS HUMANOS | 2014 Agência Nacional de Vigilância Sanitária | Anvisa 29 Indicador 3. Eficácia de fornecimento de tecidos musculoesqueléticos para uso terapêutico odontológico 1. Conceito Percentual de tecidos musculoesqueléticos fornecidos pelo banco para tratamento odontológico em relação à soma do total de tecidos musculoesqueléticos produzidos e liberados para uso no período. 2. Interpretação É um indicador que permite avaliar o aproveitamento efetivo dos tecidos processados para fins odontológicos. 3. Usos O indicador poderá ser utilizado para analisar fatores como a comunicação da disponibilização dos tecidos entre o banco e os cirurgiões-dentistas, o percentual de pacientes com potencialidade de serem submetidos ao tratamento odontológico com tecidos humanos, entre outros. 4. Limitações Para análise deste indicador, devem ser considerados os motivos de desqualificação pós-processamento dos tecidos musculoesqueléticos. Deve-se dar atenção à representatividade dos dados ao analisar o percentual por região e UF. Com relação à qualidade dos dados, destaca-se que os mesmos são informados pelos próprios serviços e que são auditados pela Vigilância Sanitária durante inspeção sanitária ou fiscalização. Poderá haver outras limitações não descritas, que serão incluídas a partir do recebimento de informações do uso do indicador. 5. Fonte de verificação Sistema de Informação da Anvisa de Produção dos Bancos de Tecidos Musculoesqueléticos/Pele. 6. Método de cálculo Nº de unidades musculoesqueléticas fornecidas para uso terapêutico odontológico Nº de unidades musculoesquelética produzidas x 100 7. Categorias sugeridas para análise Unidade temporal: anual para a Vigilância Sanitária e mensal para avaliação do serviço. Unidade geográfica: Brasil, regiões, UFs e serviços individuais. 8. Dados estatísticos e comentários Ver Tabela 10. RELATÓRIO DE AVALIAÇÃO DOS DADOS DE PRODUÇÃO DOS BANCOS DE TECIDOS HUMANOS | 2014 Agência Nacional de Vigilância Sanitária | Anvisa 30 ANEXO 3 Ficha de Indicadores para Avaliação dos Bancos de Pele Indicador 1. Eficácia de efetivação da doação 1. Conceito Percentual de doadores potenciais triados em relação ao número de doadores efetivos falecidos. 2. Interpretação Os bancos, quando notificados pela Central de Transplantes da existência de um potencial doador, realizam uma avaliação para constatar se é possível a retirada de tecidos seguindo a triagem clínica, social, física e laboratorial do doador. Dessa forma, o indicador irá medir a oportunidade de retirada. 3. Usos O indicador poderá ser utilizado para analisar fatores como a evolução de notificações de potenciais doadores no período, as condições logísticas no acesso ao doador, o quantitativo disponível de recursos humanos, o treinamento dos responsáveis pela triagem do doador, a política de doação (realização de campanhas de doação, por exemplo) na região estudada, entre outros. Os valores do indicador deverão ser utilizados para comparação com períodos anteriores para o próprio serviço, UF, região ou país. 4. Limitações Quando a categoria de análise é o serviço, desvios no percentual não necessariamente refletem problema no banco, uma vez que em algumas UFs é a Central de Transplantes ou são as equipes de retirada que realizam esta etapa do processo, seguindo os critérios de triagem estabelecidos pelo banco. Deve-se dar atenção à representatividade dos dados ao analisar o percentual por região e UF. Com relação à qualidade dos dados, destaca-se que os mesmos são informados pelos próprios serviços e que são auditados pela Vigilância Sanitária durante inspeção sanitária ou fiscalização. Poderá haver outras limitações não descritas, que serão incluídas a partir do recebimento de informações do uso do indicador. 5. Fonte de verificação Sistema de informação da Anvisa de produção dos Bancos de Tecidos Musculoesqueléticos/Pele. 6. Método de cálculo Nº de doadores falecidos efetivos Nº de doadores triados x 100 7. Categorias sugeridas para análise Unidade temporal: anual para a Vigilância Sanitária e mensal para avaliação do serviço. Unidade geográfica: Brasil, regiões, UFs e serviços individuais. 8. Dados estatísticos e comentários Ver Tabela 13. RELATÓRIO DE AVALIAÇÃO DOS DADOS DE PRODUÇÃO DOS BANCOS DE TECIDOS HUMANOS | 2014 Agência Nacional de Vigilância Sanitária | Anvisa 31 Indicador 2. Eficácia de fornecimento de pele para uso terapêutico 1. Conceito Percentual de pele fornecida pelo banco para uso terapêutico em relação à soma do total de pele produzida e liberada para uso no período. 2. Interpretação É um indicador que permite avaliar o aproveitamento efetivo dos tecidos processados para fins terapêuticos. 3. Usos O indicador poderá ser utilizado para analisar fatores como a comunicação da disponibilização dos tecidos entre o banco e as equipes transplantadoras, a quantidade de pacientes em potencial que possam se beneficiar com o uso do tecido, principalmente na área de abrangência do banco, entre outros. Os valores do indicador deverão ser utilizados para comparação com períodos anteriores para o próprio serviço, UF, região ou país. 4. Limitações Para análise deste indicador, devem ser considerados os motivos de desqualificação pós- processamento da pele e as informações da lista de espera local para transplante, quando couber. Deve-se dar atenção à representatividade dos dados ao analisar o percentual por região e UF. Com relação à qualidade dos dados, destaca-se que os mesmos são informados pelos próprios serviços e que são auditados pela Vigilância Sanitária durante inspeção sanitária ou fiscalização. Poderá haver outras limitações não descritas, que serão incluídas a partir do recebimento de informações do uso do indicador. 5. Fonte de verificação Sistema de Informação da Anvisa de Produção dos Bancos de Tecidos Musculoesqueléticos/Pele. 6. Método de cálculo Quantidade de pele (cm²) fornecida para uso terapêutico Quantidade de pele (cm²) produzida x 100 7. Categorias sugeridas para análise Unidade temporal: anual para a Vigilância Sanitária e mensal para avaliação do serviço. Unidade geográfica: Brasil, regiões, UFs e serviços individuais. 8. Dados estatísticos e comentários Ver Tabela 13. RELATÓRIO DE AVALIAÇÃO DOS DADOS DE PRODUÇÃO DOS BANCOS DE TECIDOS HUMANOS | 2014 Agência Nacional de Vigilância Sanitária | Anvisa 32 Agência Nacional de Vigilância Sanitária - Anvisa SIA Trecho 5 - Área especial 57 - Lote 200 CEP: 71205-050 Brasília - DF Telefone: 61 3462 6000 www.anvisa.gov.br www.twitter.com/anvisa_oficial Anvisa Atende: 0800-642-9782 [email protected] Ministério da Saúde