1 Fatores que influenciam a opção pelo curso de Ciências Contábeis Anderson Giovane Sontag (UNIOESTE) [email protected], Rua Donato Schwab, 1902, Jd. Líder -Mal. Cdo Rondon – PR – CEP - 85960-000 Fone: 45 99682740 Giovane Huff (UNIOESTE) [email protected] R. Cabral, 2436 – Jd Luciana II, Mal. Cdo Rondon PR – CEP – 85960-000 – Fone 45 – 91126632 45 3254-1669 Elza Hofer (UNIOESTE) [email protected] Rua Colombo, 1720 – Centro, Mal Cdo. Rondon – PR – CEP- 85960-000 – Fone - 99190292 Jerri Antonio Langaro (FALURB) [email protected] Rua XV de Novembro, 1628 - Centro – Mal. Cdo. Rondon – PR – 85960- 000 – Fone – (45) 9965-2557 Resumo: A presente pesquisa tem por objetivo elaborar um estudo para identificar os fatores que levam os acadêmicos a cursar Ciências Contábeis na UNIOESTE, campus de Marechal Cândido Rondon. A pesquisa foi realizada por meio de estudo descritivo e exploratório. O trabalho de campo foi realizado junto aos acadêmicos do curso de Ciências Contábeis, por meio da aplicação de questionários contendo 10 questões, a fim de identificar o porquê da escolha do curso de Ciências Contábeis. O total da população objeto desta pesquisa foi de 212 alunos que estavam cursando Ciências Contábeis na UNIOESTE no ano de 2006, sendo que deste total, 50 alunos efetivamente participaram, respondendo as questões, perfazendo um percentual de 23,58% da população. Concluiu-se que fatores que levam a cursar Ciências Contábeis na UNIOESTE são oportunidades profissionais, uma profissão para o futuro, influência dos familiares, amigos e experiências de trabalho, entre outros. 1 INTRODUÇÃO Assustados, confusos, indecisos. É assim que muitos jovens se sentem na hora de escolher sua profissão, às vésperas das inscrições para os vestibulares. Aquela certeza que se tinha desde criança, acerca do que se será “quando crescer” não é mais tão certa. Surge o medo e a angústia aperta mais diante do variado leque de alternativas de cursos superiores. Novos caminhos vão surgir durante a faculdade, o mercado de trabalho pode exigir adaptações ou uma grande guinada na carreira. É comum encontrar engenheiros trabalhando na área de finanças, arquitetos se dedicando à área comercial, economistas cuidando de marketing. A mudança não significa fracasso nem frustração, mas sim a aceitação de desafios que a vida vai trazendo. Escolher uma profissão representa esboçar um projeto de vida, questionar valores, as habilidades, o que se gosta de fazer e a qualidade de vida que se pretende ter. A escolha profissional é uma temática complexa, porque não é determinada apenas por um ou dois fatores. Na verdade, a escolha profissional é influenciada tanto pelo mundo que a pessoa vive como pelo modo como a pessoa compreende o mundo. Há fatores subjetivos, emocionais e pessoais, que estão envolvidos na escolha da futura profissão. Considera-se que a relação entre o homem e o mundo é o que determina muitas das escolhas e, dentre elas, a da profissão. Uma boa escolha profissional leva em consideração vários aspectos: o desejo que se possui, o que é possível escolher em função da condição social, o que se espera do futuro, quais as competências e habilidades do sujeito, etc. O fato de o acadêmico estar cursando Ciências Contábeis não significa necessariamente que ela será um contador quando se formar. Pelo contrário, contador é apenas mais uma opção que o curso proporciona entre uma infinita gama de possibilidades, podendo o bacharel em ciências Contábeis atuar, desde a área de consultoria, análise 2 financeira, gerencial, recursos humanos, auditoria, perícia, pesquisador e professor de contabilidade. Ele poderá exercer sua profissão independentemente nas empresas ou no ensino e até em órgãos públicos. Os fatores que levam as pessoas a cursarem Ciências Contábeis podem ser inúmeros. Ao se identificar estes, pode-se melhor adaptar o ensino superior às necessidades do mercado. E em mencionando “adaptar o ensino superior”, incluem-se os docentes, peças-chave na aprendizagem, servindo de guia no decorrer do curso por meio de pesquisas e coleta de material. A pesquisa auxilia na melhoria do Ensino Superior, além de contribuir para a produção e disseminação do conhecimento, o ideal de uma universidade. Diante do exposto, a presente pesquisa objetiva elaborar um estudo para identificar os fatores que levam os acadêmicos a cursar Ciências Contábeis na UNIOESTE, campus de Marechal Cândido Rondon. Além da introdução, o artigo apresenta mais quatro tópicos. No segundo tópico fez-se o referencial teórico, em seguida apresenta-se a metodologia do trabalho. No quarto tópico, tem,-se a descrição e análise de resultados. Por fim, é apresentada a conclusão da pesquisa. 2 REFERENCIAL TEÓRICO 2.1 Um breve histórico da Contabilidade O Bacharel em Ciências Contábeis é o profissional habilitado a identificar e apresentar soluções para os diversos problemas contábeis e gerenciais pertinentes às entidades, consciente da necessidade de busca permanente de atualização e aperfeiçoamento profissional e pessoal, conhecedor das práticas contábeis, societárias, fiscais e tributárias aplicadas às entidades, tendo compromisso com a sociedade, visando aplicar seus conhecimentos em prol do engrandecimento da mesma. Para Sá (1997), a contabilidade nasceu com a civilização e jamais deixará de existir em decorrência dela; talvez, por isso, seus progressos quase sempre tenham coincidido com aqueles que caracterizam os da própria evolução do ser humano. Das formas primitivas utilizadas para quantificar o patrimônio, percorrendo o caminho do método por partidas dobradas na época do comércio medieval, os sistemas de custos na Revolução Industrial e a criação da Contabilidade Gerencial após o surgimento das sociedades por ações, verifica-se que a contabilidade sempre procurou adaptar-se às mudanças ao longo da história da humanidade, para que pudesse cumprir seu papel de fomentadora de informações sobre o patrimônio de seus usuários. Com o aparecimento de uma escola de pensamento denominada Lombarda, a contabilidade adquiriu de forma modesta a função gerencial, deixando de ser apenas um modelo de escrituração, para ser um instrumento de acompanhamento e controle, ou seja, a informação gerada pela contabilidade passou a dar apoio na administração dos negócios. Para esta escola, os registros eram apenas dados, ou seja, subsídios para estudos, devendo ser interpretados, não se admitindo que a contabilidade se limitasse apenas aos registros. Segundo Iudícibus (1998), a Contabilidade Gerencial pode ser caracterizada como um enfoque especial conferido a técnicas e procedimentos contábeis tratados na Contabilidade Financeira e na Contabilidade de Custos, colocados numa perspectiva diferente, num grau de detalhe mais analítico ou numa forma de apresentação e classificação diferenciada, de maneira a auxiliar os gerentes das entidades em seu processo decisório. A partir da utilização de algumas ferramentas gerenciais mais relevantes, o contador poderá ajudar significativamente a equipe na tomada de decisões. Conhecendo bem as técnicas contábeis, dedicando-se em explorar e explicar variações nos resultados e envolvendo-se nas decisões executivas, o contador poderá apresentar propostas consistentes, participando de todas as ações importantes da empresa. 3 O desenvolvimento da Contabilidade foi notório nos Estados Unidos, no século XX, principalmente após a Depressão de 1929, com a acentuação de pesquisas nessa área para melhor informar o usuário da contabilidade. A ascensão cultural e econômica dos EUA, o crescimento do mercado de capitais e, conseqüentemente, da Auditoria, a preocupação em tornar a contabilidade útil para a tomada de decisão, a atuação acentuada do Instituto dos Contadores Públicos americanos, a clareza didática da exposição dos autores em Contabilidade foram, entre outros, os fatores que contribuíram para a formação da Escola Contábil americana, que domina nosso cenário contábil atual. 2.2 Contabilidade no Brasil Segundo Iudícibus (2000), a contabilidade no Brasil iniciou-se em 1902, com a criação da Escola de Comércio Álvares Penteado, em São Paulo, onde se pode observar a adoção da Escola Européia de Contabilidade, basicamente a alemã e a italiana. Com a inauguração da Faculdade de Economia e Administração da USP (1946) e com o advento das multinacionais anglo-americanas (e, conseqüentemente, da Auditoria originaria dos países-sede), a Escola Contábil Americana começou a infiltrar-se em nosso país. Esta escola, todavia, começou a exercer uma influência mais significativa no ensino da Contabilidade no Brasil a partir do lançamento do livro Contabilidade Introdutória, no inicio da década de 70, por uma equipe de professores da FEA/USP. O domínio da Escola Contábil Americana, iniciado com a circular nº. 179/72 do Banco Central, tornou-se evidente com o advento da Lei nº. 6.404/76, Lei das Sociedades por Ações, que passa a adotar uma filosofia nitidamente norte-americana (MARION, 2003). 2.3 O ensino superior de Ciências Contábeis Em 1945, foi instituído o curso de Ciências Contábeis e Atuariais pela Lei nº 7.988. Em 26 de janeiro de 1946, por meio do Decreto nº 15.601, foi autorizada a funcionar na Universidade de São Paulo, a Faculdade de Ciências Econômicas e Administrativas – FCEA, surgindo também o primeiro núcleo de pesquisa em contabilidade no país, que contribuiu, significativamente, para o desenvolvimento do ensino contábil no Brasil. Para Iudícibus (2000, p. 36), “este núcleo surgiu com professores dedicando-se em tempo integral ao ensino e à pesquisa, produzindo artigos de maior conteúdo científico e escrevendo teses acadêmicas de alto valor”. Conforme Marion e Robles Jr. (1998, p. 38), “em 1951, a Lei nº 1.401 desmembrou os cursos de Ciências Contábeis e Atuarias, criando de maneira independente, o curso de Ciências Contábeis, possibilitando aos concluintes receberem o título de Bacharel em Contabilidade”. Ficou definido o prazo de quatro anos para a conclusão do curso. De acordo com Costa (2003, p. 85), na década de sessenta ocorreram profundas mudanças no ensino superior brasileiro, que refletiram nos cursos de Ciências Contábeis. Essas mudanças ocorreram em função da Lei nº 4.024, de 20 de dezembro de 1961, que fixou as Diretrizes e Bases da Educação Nacional e criou o Conselho Federal de Educação (CFE), com a finalidade de fixar os currículos mínimos e a duração dos cursos superiores destinados à formação de profissões regulamentadas em Lei. Em 1962, ocorreu outra reforma significativa em nível curricular, conforme Parecer nº 397/62, que dividiu os cursos de Ciências Contábeis em ciclo de formação básica e ciclo de formação profissional. O ciclo de formação básica consistia no ensino das disciplinas de Matemática, Estatística, Direito e Economia e, o ciclo de formação profissional no ensino das disciplinas de Contabilidade Geral, Contabilidade Comercial, Contabilidade de Custos, Auditoria, Análise de Balanços, Técnica Comercial, Administração e Direito Tributário. A Resolução nº 03/92 do extinto Conselho Federal de Educação fixava os conteúdos mínimos e a duração dos cursos de graduação. Esta duração era de 2.700 horas/aula, para o caso de Ciências Contábeis, integralizadas em um máximo de sete, e em um mínimo de 4 quatro anos no curso diurno ou cinco anos no curso noturno. A Resolução fixou também normas para todas as instituições de ensino superior elaborarem os currículos para os Cursos de Ciências Contábeis, definindo o perfil do profissional a ser formado. Para Marion e Robles Jr. (1998, p. 39-40), a Resolução nº 03/92 trouxe significativas contribuições para o aprimoramento do ensino contábil no Brasil, visto que diversas novidades foram introduzidas. Os currículos plenos foram elaborados para estimular o conhecimento teórico e prático, permitindo o competente exercício da profissão, com vistas às atribuições específicas que serão conferidas através do diploma em âmbito nacional, assegurando, ao mesmo tempo, condições para o exercício com competência e ética perante a sociedade. Em 20 de dezembro de 1996, foi publicada a Lei nº 9.394, Lei de Diretrizes e Bases, que estabelece alicerces da Educação Nacional, a qual, novamente, introduz alterações no Ensino Superior. Entre outras, destacam-se: a qualificação docente, produção intelectual, docentes com regime de tempo integral e perfil profissional ligado à formação da cultura regional e nacional. Em 03 de abril de 2002, foi editado o Parecer CES/CNE 0146/2002, que define as Diretrizes Curriculares Nacionais para cursos de graduação em Ciências Contábeis. Já, em 11 de março de 2003, foi aprovado o Parecer nº CNE/CES 67/2003, que teve por finalidade reunir, em parecer específico, todas as referências normativas existentes na Câmara de Educação Superior relacionadas com a concepção e conceituação dos Currículos Mínimos profissionalizantes fixados pelo então Conselho Federal de Educação e das Diretrizes Curriculares Nacionais estabelecidas pelo Conselho Nacional de Educação. Em 7 de maio de 2003, foi aprovado o Parecer n° CNE/CES 108/2003, que teve por objetivo promover audiências com a sociedade, durante seis meses, ensejando a discussão e avaliação da duração e integralização dos cursos de bacharelado. Em 6 de novembro, foi aprovado o Parecer CNE/CES 0289/2003, que teve por objetivo elaborar e aprovar as Diretrizes Curriculares Nacionais do Curso de Graduação em Ciências Contábeis a serem observadas pelas IES em sua organização curricular. Em 16 de dezembro de 2004, foi aprovada a Resolução CNE/CES 10/2004 que instituiu as Diretrizes curriculares Nacionais para o Curso de Graduação em Ciências Contábeis, bacharelado a serem observadas pelas Instituições de Educação Superior. O Quadro 1, a seguir, apresenta a evolução cronológica da legislação, inerente ao ensino superior de Contabilidade no Brasil e o diploma legal correspondente a cada ocorrência. ANO 1945 DIPLOMA LEGAL Lei nº 7.988; 1946 1951 Decreto 15.601 Lei nº 1.401 1961 1962 1992 1996 1997 2002 OCORRÊNCIA Instituído o curso superior de Ciências Contábeis e Atuariais Autoriza a funcionar na FCEA o curso de Ciências Contábeis e Atuariais Desmembra os cursos de Ciências Contábeis e Atuariais, criando de forma independente o curso de Ciências Contábeis, com duração de quatro anos para formar os bacharéis em Contabilidade; Lei nº 4.024 Fixa as Diretrizes e Bases da Educação Nacional, bem como cria o Conselho Federal de Educação; Parecer 397/62 Divide os cursos de Ciências Contábeis, em ciclo de formação básica e formação profissional; Resolução 3/92 Institui o currículo pleno, que fixa a duração mínima de 4 anos para os cursos diurnos e 5 anos para os curso noturnos; Lei nº 9.394 Lei de Diretrizes e Bases, que, novamente, introduz mudanças para o ensino Superior Brasileiro; Edital 04/97 Da Secretaria de Educação Superior que tem por finalidade discutir as novas Diretrizes Curriculares dos cursos superiores, adaptando-os a Lei; Parecer do CES/CNE Define as Diretrizes Nacionais para os cursos de Ciências Contábeis. 5 2003 0146/2002 Parecer n° CNE/CES 67/2003 Parecer nº CNE/CES 108/2003 Parecer nº CNE/CES 0289/2003 Referencial para as Diretrizes Curriculares Nacionais – DCN dos Cursos de Graduação 2003 Parecer que promove, audiências com a sociedade, ensejando discussão e avaliação da duração e integralização dos cursos de bacharelado. 2003 Aprova as diretrizes curriculares dos cursos de graduação em Ciências Contábeis, bacharelado a serem observadas pelas Instituições de Ensino Superior em sua organização curricular. 2004 Resolução CNE/CES 10 Institui as Diretrizes Curriculares Nacionais para o Curso de Graduação de 16 de dezembro de em Ciências Contábeis, bacharelado, a serem observadas pelas Instituições 2004 de Educação Superior Quadro 1 Cronologia da legislação que trata do ensino superior de Contabilidade Portanto, verifica-se que a preocupação com a formação de profissionais começou a mudar a partir da década de sessenta, em virtude da maior complexidade das operações requeridas pelas empresas, bem como as diversas alterações na legislação. Quando se trata de ensino superior de contabilidade, entende-se que este seja um curso para uma futura profissão, esquecendo-se que o ideal clássico de universidade diz respeito à produção e disseminação do conhecimento. Então, além do ensino de uma profissão, caberia também à universidade a transmissão de cultura, a investigação científica e educação como ciência. 2.4 Uma análise crítica sobre o ensino de contabilidade Várias pesquisas desenvolvidas a respeito do ensino superior de contabilidade demonstram que são muitos os problemas enfrentados nesta área. E quando se fala em ensino inclui-se acadêmico, professor, metodologia, a instituição em si, que formam a conjuntura responsável pela atual situação, entretanto capaz de mudar a mesma. Segundo Silva (2004), são dez os mandamentos do ensino da contabilidade: exaltar permanentemente a profissão; conduzir ao respeito e a ética profissional; alertar para os desafios da Contabilidade; Respeitar o aluno; Estimular o aluno a participar de exposições, seminários, palestras e encontros das entidades de classe (CRC’s, CFC, etc.); enfatizar “prática x teoria”; praticar estudos de caso; incentivar a educação continuada do aluno; inovar as aulas expositivas – de maneira auditiva e visual; revolucionar a sala de aula. Analisando o aspecto do professor, Nossa (1999, p. 74), em uma análise crítica ao ensino da contabilidade, salienta que “uma das principais deficiências no ensino da Contabilidade é a falta de preparo do corpo docente”. Ele ainda ressalta que os professores não têm uma experiência anterior com o magistério, geralmente possuem a graduação ou, no máximo, especialização. Nas faculdades públicas, surgem também os “professores substitutos”. que não tem tempo suficiente para realizar um bom trabalho. Segundo Rollo e Perreira (2002, p.13), “a qualificação do professor de contabilidade assume papel de vital importância na formação do futuro profissional contábil”. Por outro lado, conforme Richter (2005), o professor assume um papel de destaque e de responsabilidade no processo de ensino/aprendizagem, que será a base fundamental na formação dos futuros profissionais. Um dos fatores que fundamentam esta assertiva são os dados do INEP – Instituto Nacional de Estudos e Pesquisas Educacionais, que comprovaram que os cursos que obtiveram conceito A ou B no Provão também receberam conceito A e B na titulação docente. Diante dos vários problemas que o ensino superior da contabilidade enfrenta, Franco (1997) afirma que os bons professores que restam, acabam se desiludindo com o magistério visto que o desprestígio é muito grande no que diz respeito ao apoio e incentivo financeiro para a qualificação e aperfeiçoamento. 6 Além disso, a partir da década de 80, ocorreu um significativo crescimento quantitativo dos cursos de Ciências Contábeis no Brasil. Conforme relatório divulgado pelo Ministério de Educação (MEC), existem, atualmente, no Brasil, 751 cursos de Ciências Contábeis. Deste total, 41,4% estão localizados nas Universidades, sendo 49% nas públicas e 51% nas privadas. O Quadro 2, a seguir, apresenta as informações sobre o número, percentual e total de cursos de ciências contábeis por Região. Região Quantidade Percentual Sudeste 304 40,48% Sul 175 23,30% Nordeste 135 17,98% Centro-Oeste 90 11,98% Norte 47 6,26% Total 751 100% Quadro 2 Cursos de Ciências Contábeis por Região e total Fonte: (MINISTÉRIO DA EDUCAÇÃO 2004) No entanto, observa-se que os programas de pós-graduação, mestrado e doutorado, não apresentam a mesma evolução quantitativa em relação ao crescimento ocorrido nos cursos de graduação em Ciências Contábeis. O pequeno número de cursos de mestrado e doutorado pode afetar a qualidade do Ensino Contábil, tendo em vista que a finalidade dos cursos de mestrado e doutorado é formar professores e pesquisadores. Nº IES – UF M. PROFISSIONALIZANTE M. ACADÊMICO 01 USP – SP X 02 UNIFECAP – SP X 03 PUC – SP X 04 UERJ – RJ X 05 UFRJ – RJ X 06 FVC – BA X 07 UNB – DF/ RN/PA/PE X 08 UNISINOS – RS X 09 UFMG – MG X 10 UFSC –SC X 11 UFC – CE X 12 FUCAPE – ES X 13 FURB – SC X 14 UFPR – PR X 15 PUC-RJ X 16 USP- RP X Quadro 3 - Instituições que oferecem programas de pós-graduação e respectiva UF DOUTORADO X X 7 Fonte: (SITE CAPES, 2007) Atualmente, em se tratando de cursos de pós-graduação em contabilidade, pode-se afirmar que, no Brasil, quatorze cursos de mestrados acadêmicos, dois cursos de mestrado profissionalizante e apenas dois cursos de doutorado estão reconhecidos e aprovados pela Coordenação de Aperfeiçoamento de Pessoal de Nível Superior (CAPES). Além disso, vários cursos foram autorizados recentemente e que ainda não formaram mestres e doutores. 3. METODOLOGIA Esta pesquisa pode ser considerada descritiva e exploratória. Segundo Gil (1989, p. 44), a pesquisa exploratória “tem como objetivo proporcionar maior familiaridade com o problema, com vistas a torná-lo mais explicito ou a constituir hipóteses”. Para Gil (1989, p. 45), “a pesquisa descritiva tem como principal objetivo descrever características de determinada população ou estabelecimento de relações entre as variáveis”. Ela também é classificada como pesquisa bibliográfica e de levantamento, pois foram coletados dados através de pesquisa em acervo e por meio de questionários, pesquisando-se o comportamento dos indivíduos que se deseja conhecer. A pesquisa foi realizada junto aos acadêmicos do curso de Ciências Contábeis da Universidade Estadual do Oeste do Paraná - UNIOESTE, campus de Marechal Cândido Rondon - PR, por meio da aplicação de questionário, contendo 10 questões, com o intuito de se identificar o porquê da escolha do curso de Ciências Contábeis. O total da população objeto desta pesquisa foi de 212 alunos, os quais estavam cursando Ciências Contábeis na UNIOESTE no ano de 2006. Deste total, 50 alunos participaram, perfazendo um percentual de 23,58% da população. 4. DESCRIÇÃO E ANÁLISE DOS RESULTADOS 4.1 Curso de ciências contábeis na UNIOESTE – Campus de Marechal Cândido Rondon A criação do curso em Marechal Cândido Rondon se deu juntamente com a criação da FACIMAR – Faculdade de Ciências Humanas de Marechal Cândido Rondon, mantida pela FUNDEMAR – Fundação Educacional de Marechal Cândido Rondon, cujos recursos eram oriundos de mensalidades pagas pelos acadêmicos e de subvenções da Prefeitura Municipal de Marechal Cândido Rondon. As atividades acadêmicas tiveram inicio em 29 de setembro de 1980, data que se constituiu como marco de início da trajetória e história do Curso de Ciências Contábeis da UNIOESTE – campus de Marechal Cândido Rondon, autorizado a funcionar em 1980 pelo Decreto Federal nº. 85.055/80, e reconhecido em 1983 pela Portaria Ministerial nº. 73/83. Atualmente, o Curso de Ciências Contábeis funciona no período noturno, ofertando 40 vagas anuais. O tempo mínimo para integralização é de 5 anos e o máximo de 7 anos, com uma carga horária total de 3.570 horas-aula, das quais 170 são de atividades acadêmicas complementares, 68 de disciplina independente e 204 horas de disciplinas optativas. O grau obtido é de Bacharel em Ciências Contábeis. O Quadro 4, a seguir, apresenta a composição atual do corpo docente, a qualificação e o Regime de trabalho, evidenciando que houve uma capacitação significativa, principalmente levando-se em conta a carência de cursos de mestrado e do Doutorado no Brasil. Mesmo assim, o curso conta, atualmente, com 19 professores efetivos e 03 professores em regime temporário. Regime de trabalho RT 24 Graduado Especialista Mestre 1 4 10 Doutor Totais 15 8 RT 40 2 1 1 Sub – Total 3 5 10 1 Temporários 3 Totais 3 8 10 1 Quadro 4 – Corpo docente do curso de ciências contábeis –campus de Marechal Cândido Rondon 4 19 3 22 Em síntese, a definição e a caracterização dos princípios norteadores dos Cursos de Ciências Contábeis devem ter como parâmetro o desenvolvimento de conteúdos que atendam, contribuam e potencializam, de forma direta e objetiva, a análise ambiental das organizações e da identidade da Ciência Contábil ampliando a compreensão, análise e critica do processo sócio econômico nacional e internacional. 4.2 Análise dos resultados A seguir, são demonstrados os resultados da pesquisa, descrevendo-se cada questão. Na primeira questão, procura-se saber quantas vezes o acadêmico prestou vestibular para o Curso de Ciências Contábeis, como mostra a Tabela abaixo. Alternativas Percentual Uma vez 78% Duas vezes 10% Três vezes 8% Mais que quatro vezes 2% Transferido de outra instituição. Tabela 1 – Número de vezes que prestou vestibular para ingressar no curso de ciências contábeis 2% Conforme pode ser observado, a grande maioria dos acadêmicos, 78%, tiveram sucesso logo em seu primeiro vestibular, sendo seguidos pelos que o realizaram durante duas ocasiões, com 10%, seguidos por aqueles que realizaram-no três vezes (8 %). Apenas 2% da população analisada prestaram vestibular por mais de quatro vezes e também 2% veio para o Curso de Ciências Contábeis transferidos de outras instituições. Na Tabela 2, a população foi questionada sobre o tipo de escola em que cursou o ensino médio. Alternativas Percentual Escola Pública 92% Escola Privada 4% Ambos Tabela 2- Cursou ensino médio em escola pública ou particular 4% Verifica-se que apenas 8% dos acadêmicos estudaram em escola particular ou em ambas, e que 92 % deles vieram de escolas públicas. A seguir, na Tabela 3, a população foi questionada a respeito da realização de curso pré-vestibular, onde as respostas foram as seguintes. Alternativas Sim Percentual 24% 9 Não Tabela 3 – Realizou curso preparatório para o vestibular 76% Constatou-se que a maioria não freqüentou curso preparatório para o vestibular. 76% dos entrevistados não realizaram qualquer espécie de cursinho, enquanto que 24% freqüentou curso pré-vestibular. Na Tabela 4, são levantados os motivos para a escolha do curso de Ciências Contábeis. Alternativas Percentual Oportunidades profissionais 28% Área de interesse 17% Garantias Futuras 8% Profissão desejada 8% Oportunidades salariais 8% Desenvolvimento pessoal 5% Falta de opção 5% Complemento da formação 5% Inclinação e talento 4% Contribuição na mudança social 2% Profissão Seguro 2% Ser a menos ruim 2% Sempre pensou em fazer o Curso 1% Influência dos amigos 1% Reconhecimento Social 1% Idéias Concretas 1% Por acaso Tabela 4 - Motivos da Escolha do Curso de Ciências Contábeis 1% Pode-se notar a vasta lista de opções que levaram os acadêmicos a escolher o curso de Ciências Contábeis. Entre os motivos que se destacaram, estão as oportunidades profissionais com 28% das respostas. Seguem a área de interesse, com 17%, e garantias futuras, profissão desejada e oportunidades salariais. Estas últimas, todas com 8%. Observa-se que os acadêmicos estão buscando, por meio da profissão contábil, certa estabilidade, tanto profissional quanto financeira. A Tabela 5 demonstra as razões para a realização do curso de Ciências Contábeis. Alternativas Percentual Formação para uma futura profissão. 84% Educação Completa Tabela 5 – Razões para realizar o curso de ciências contábeis 16% Assim como na Tabela 4, nota-se o interesse em seguir a profissão, pois 84% dos entrevistados julgaram como razão para a realização do curso de Ciências Contábeis a formação para uma futura profissão, enquanto que 16% responderam que buscam uma educação completa. Na Tabela 6, os entrevistados foram questionados sobre as fontes de informação que lhes levaram a escolher o curso de Ciências Contábeis. Alternativas Percentual 10 Pais, parentes 19% Amigos 15% Experiência de Trabalho. 15% Guia de Cursos 13% Formados 11% Imprensa Escrita 10% Orientação 10% Professores 3% Imprensa Eletrônica 2% Revistas, livros (Contabilidade). 2% Esposo/esposa 2% Tabela 6 – Fontes de informações que levaram os acadêmicos a escolher o curso de Ciências Contábeis Observa-se que 19% dos entrevistados buscaram informações com seus pais e parentes, 15% com amigos, e, ainda, 15 % na experiência de trabalho, seguidos por 13 % que se alicerçaram nos guias de cursos, 11% com egressos do curso, 10 % com a imprensa escrita, outros 10 % com orientação e 9% valeram-se de outras fontes. Verificou-se uma pequena diferença no percentual das respostas, o que pode ser atribuído às inúmeras fontes de informação disponíveis. A Tabela 7 apresenta respostas sobre a possibilidade de o acadêmico seguir a carreira desejada, ao optar pelo curso de Ciências Contábeis. Alternativa Percentual Sim 72% Indiferente. 16% Não Tabela 7 – Possibilidade de seguir a carreira desejada 12% Neste caso, 72% dos entrevistados responderam que o curso de Ciências Contábeis possibilita seguir a profissão desejada e 16% disseram que estão indiferentes quanto a isto. 12% responderam que o curso não abre essa possibilidade, provavelmente por não trabalharem na área, conforme pode ser constatado na Tabela 6. Os acadêmicos foram questionados, também, sobre as áreas de interesse na contabilidade, sendo que as respostas podem ser observadas na Tabela 8 abaixo. Alternativas Percentual Contabilidade Gerencial/Finanças 29% Área Tributaria e Fiscal 17% Auditoria 14% Recursos Humanos 13% Pública 12% Custos e Controle de Estoques 7% Sistemas de Informação 5% Hospitalar Tabela 8 – Áreas de interesse 3% 11 Verifica-se grande interesse dos acadêmicos pela área Gerencial/Finanças com 29% da preferência, seguida pela área Tributária e Fiscal, com 17%; Auditoria, com 14%; Recursos Humanos, com 13%; Contabilidade Pública, com 12% e, somando-se as demais, 15%. É interessante notar a vasta gama de opções que os acadêmicos dispõem para seguirem a carreira e que não há uma área em individual que todos procuram, mas sim, várias áreas em que os acadêmicos se distribuem de modo quase que uniforme. A Tabela 9, a seguir, evidencia o percentual de acadêmicos que já trabalham na área contábil. Alternativa Percentual Sim 58% Não 32% Não trabalham Tabela 9 – Acadêmicos que já trabalham na área contábil 10% Nota-se que mais da metade dos entrevistados, 58%, já trabalham na área contábil, o que demonstra a busca pela junção da teoria contábil com a prática, tornando mais fácil o aprendizado. 32% não trabalham na área e 12% não estão empregados. Na Tabela 10, os entrevistados são questionados se gostam ou não do Curso de Ciências Contábeis. Alternativas Sim Não Tabela 10 – Gostam do curso que estão cursando Percentual 94% 6% Conforme demonstram os dados, a grande maioria, 94%, está gostando do curso e apenas 6% não estão. Questionados sobre o porquê de não estarem gostando do curso, os acadêmicos responderam que gostariam de estar cursando outra graduação, ou então não souberam o porquê de não estarem gostando, afirmando apenas: “não gosto e pronto”. CONCLUSÃO Concluiu-se que as respostas obtidas por meio dos questionários atingem o objetivo inicialmente proposto: analisar os fatores que levam os alunos a cursar Ciências Contábeis, fazendo-se uma pesquisa de campo na UNIOESTE – campus de Marechal Cândido Rondon. Concluiu-se, também, que a grande maioria dos acadêmicos é oriunda de escolas públicas e foram aprovados na primeira vez em que prestaram o concurso vestibular, já que apenas 24% deles fizeram cursinho preparatório. Isto vem ao encontro do perfil dos alunos dos cursos de Ciências Contábeis que, normalmente, estudam à noite e trabalham durante o dia. Além disso, os cursos de Ciências Contábeis também surgem nas regiões que apresentam um crescimento comercial e industrial, em função da mão-de-obra qualificada que os cursos geram. Constatou-se que o principal fator que leva os acadêmicos a cursar Ciências Contábeis é a busca de melhores oportunidades profissionais, esperando, assim, ter uma formação para uma futura profissão, o que possibilita, para muitos, seguir a carreira desejada. Verificou-se que o leque de oportunidades que o curso oferece, certamente influencia na escolha, visto que várias alternativas foram citadas. Observa-se a expressiva participação da família, amigos e experiência de trabalho como fonte de informações para a escolha do curso. 12 Dessa forma, a maior área de interesse dos alunos foi a Contabilidade Gerencial/Finanças, sendo que 58% destes já estão trabalhando na área de Ciências Contábeis. A grande maioria mencionou que gosta do curso, o que, também, corrobora as respostas anteriormente apresentadas. REFERÊNCIAS BRASIL, Decreto-Lei n. 7.988, de 22 de setembro de 1945. Dispõe sobre ensino superior de Ciências Econômicas e de Ciências Contábeis e Atuariais. 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