UNIVERSIDADE DA AMAZÔNIA – UNAMA Marcelino Afonso Lobato Marcos Fábio Ribeiro de Abreu PERFIL CLÍNICO EPIDEMIOLÓGICO DOS PACIENTES COM FRATURAS DE MEMBROS INFERIORES ATENDIDOS NO HOSPITAL METROPOLITANO DE URGÊNCIA E EMERGÊNCIA BELÉM 2008 Marcelino Afonso Lobato Marcos Fábio Ribeiro de Abreu PERFIL CLÍNICO EPIDEMIOLÓGICO DOS PACIENTES COM FRATURAS DE MEMBROS INFERIORES ATENDIDOS NO HOSPITAL METROPOLITANO DE URGÊNCIA E EMERGÊNCIA Trabalho de Conclusão de Curso apresentado ao curso de Fisioterapia do Centro de Ciências Biológicas e da Saúde da Universidade da Amazônia como requisito para obtenção da graduação de bacharel em Fisioterapia. Orientador: Profº. Erielson dos Santos Bossini Co-orientadora: Tereza Cristina dos Reis Ferreira BELÉM 2008 Abreu, Marcos Fábio Ribeiro de; Lobato, Marcelino Afonso, Perfil Clínico Epidemiológico dos Pacientes com Fraturas de Membros Inferiores Atendidos no Hospital Metropolitano de Urgência e Emergência / Marcelino Afonso Lobato; Marcos Fábio Ribeiro de Abreu – Belém: 2008. N f. Trabalho de Conclusão de Curso (Graduação) – Universidade da Amazônia, 2008. Curso: Fisioterapia. Orientador: Erielson dos Santos Bossini Marcelino Afonso Lobato Marcos Fábio Ribeiro de Abreu PERFIL CLÍNICO EPIDEMIOLÓGICO DOS PACIENTES COM FRATURAS DE MEMBROS INFERIORES ATENDIDOS NO HOSPITAL METROPOLITANO DE URGÊNCIA E EMERGÊNCIA Trabalho de Conclusão de Curso apresentado ao curso de Fisioterapia do Centro de Ciências Biológicas e da Saúde da Universidade da Amazônia como requisito para obtenção da graduação de bacharel em Fisioterapia. Orientador: Profº. Erielson dos Santos Bossini Co-orientadora: Fisioterapeuta Tereza Cristina dos Reis Ferreira Banca Examinadora ___________________________________ ____________________________________ ____________________________________ Apresentado em: ___/___/_____ Conceito: ____________________ BELÉM 2008 Dedico este trabalho as minhas mães Idalina Lobato e Teresinha Oliveira que me proporcionaram pela dedicação, paciência e força para realização deste sonho. E a todos meus amigos que me proporcionaram muitos momentos bons nesta longa jornada. Marcelino lobato Dedico este trabalho aos meus pais Marcos e Marly Abreu e à minha irmã Lívia Abreu pelas oportunidades e conselhos dados, pela amizade e força que fizeram com que mais um sonho se tornasse realidade. Marcos Fábio Abreu AGRADECIMENTOS Agradeço imensamente A DEUS, por sempre estar iluminando meu caminho e nunca deixou que eu desistisse dos meus ideais. A minha MÃE Teresinha Oliveira por me oportunizar trilhar meu caminho na vida e nos estudos e sempre me incentivou a não escurecer diante das dificuldades. A minha MÃE Idalina Lobato por ter me dado a vida, o amor e me ensinado a ser humilde e paciente diante das dificuldades e por ter suportado a distância com bravura. Aos meus mestres que me transmitiram conhecimento e possibilitaram-me produzir conhecimento, e a me tornar um profissional objetivo e competente. Aos meus orientadores Erielson Bossini e Teresa Reis que tiveram grandes idéias para podermos transformá-los em realidade. Ao Marcus Silva por ter me proporcionado a vivenciar a realidade do atendimento Fisioterapêutico, por me ensinado muito mais que técnicas, mas como lidar com as dificuldades impostas pela profissão que estou me engajando. A minha dupla de TCC, Marcos Fábio por ter me suportado todos esses meses, pelo companheirismo e pela ajuda na construção deste projeto em realidade. A todos aos meus amigos, pelo companheirismo, incentivo, longos estudos madrugada adentro, pelas caronas, pelos momentos de pura descontração, pelas orientações Mille, em fim pelos momentos muito felizes que passamos juntos. Pela gentileza das meninas do SAME, Elizete, Mara e Socorro que possibilitaram o andamento perfeito de nossa pesquisa, e pelo ótimo tratamento que recebemos. Em fim a todos que contribuíram para meu crescimento pessoal e profissional durante este longo tempo meu muito obrigado!!! Marcelino Afonso Lobato AGRADECIMENTOS Agradeço aos meus pais Marcos Fonseca de Abreu e Marly Ribeiro de Abreu pelas oportunidades dadas, pelos incentivos e principalmente pelo apoio em mais uma fase da minha vida. Agradeço à minha irmã Lívia Cristina Ribeiro de Abreu pelos conhecimentos e pelo exemplo de força de vontade, de luta para que eu nunca desistisse dos meus sonhos. Agradeço à minha namorada Adriele Machado Alcântara por sempre estar ao meu lado, por tornar meus dias mais alegres me dando ânimo e incentivo para que eu pudesse desempenhar um ótimo trabalho. Agradeço à minha dupla de TCC Marcelino Afonso Lobato que foi sempre paciente, persistente, esforçado, interessado, batalhador e merecedor. Que me ajudou e apoiou e esteve comigo nos momentos difíceis fazendo com que esse sonho pudesse se tornar realidade. Agradeço aos meus amigos por toda alegria que representaram na minha vida, pelas cobranças, pelos bons momentos, pelos trabalhos, estágios juntos sempre compartilhando experiências incentivando-nos em sempre seguir em frente. Agradeço aos meus familiares que sempre quiseram o meu melhor fazendo com que eu me esforçasse para nunca desapontá-lo. Agradeço a todos os meus pacientes que me deram as melhores experiências da minha vida, conhecimento fazendo com que eu pudesse crescer profissionalmente me tornando um bom profissional e uma boa pessoa de caráter. Agradeço a todos, pois cada um teve a sua importância no meu crescimento profissional e pessoal. Muito obrigado a todos. Marcos Fábio Ribeiro de Abreu Oração da Fisioterapia “Senhor, eu sou fisioterapeuta. Um dia, depois de anos de estudos, me entregaram um diploma, dizendo que eu estava oficialmente autorizado a reabilitar. E eu jurei faze-lo conscientemente. Não é fácil, Senhor, não é nada fácil viver este juramento na rotina sempre repetida da vida de um fisioterapeuta: avaliando, tratando, reavaliando, tratando. acompanhando passo a passo a recuperação, às vezes lenta, dos pacientes. Contudo, Senhor, eu quero ser fisioterapeuta. Alguém junto de alguém. Não mecânico de uma engrenagem, mas gente reabilitando gente. Que todo aquele que me procura em busca de cura física encontre em mim algo mais que o profissional. . . Que eu saiba parar para ouvi-lo. . .sentar junto ao seu leito par animá-lo. . . É muito importante, Senhor: que eu não perca a capacidade de chorar. Que eu saiba ser fisioterapeuta. . .alguém junto de alguém. . . Gente reabilitando gente, com a tua ajuda, Senhor.” "Não há amizade, que por mais profunda que seja, que resista a uma série de canalhices." [Jô Soares] RESUMO A época atual que se valoriza em participação individual, tráfego de alta velocidade, indústria complexa, esportes competitivos e recreativos, bem poderia ser chamada de a era da lesão ou era do trauma. Fratura é toda e qualquer solução de continuidade do tecido ósseo, ou seja, uma interrupção completa na continuidade de um osso. A pesquisa foi realizada segundo uma abordagem Quantitativa, Observacional, Transverso Retrospectiva. O presente estudo desenvolveu - se no SAME (Serviço de Arquivo Médico Estatístico), do Hospital Metropolitano de Urgência e Emergência (HMUE), para compor a pesquisa os prontuários deveriam estar compreendidos no período de Março de 2006 à Dezembro de 2007, contando com 1.835 prontuários aos quais foram selecionados e retirados uma amostra de 715 prontuários de pacientes com fraturas de membros inferiores. No presente estudo, verificamos que ocorreu uma maior incidência de pacientes do sexo masculino, na faixa etária entre 15 a 59 anos, vítimas de queda da própria altura como variável isolada e causas relacionadas ao trânsito como: acidente motociclístico, automobilístico e atropelamentos, com fratura fechada de fêmur, submetido ao tratamento cirúrgico com fixação interna com placa e parafuso, não tendo recebido atendimento fisioterapêutico. Palavras-chave: Trauma, Membros inferiores, Fraturas. ABSTRACT The current time that if values in individual participation, high speed traffic, complex industry, competitive and recreational sports, well could be called the age of the injury or age of trauma. Fracture is all and any solution of continuity of the bone tissue, that is, a complete interruption in the continuity of a bone. The research was carried through according to a Quantitative boarding, Observational, Transverse Retrospect. The present study was developed at the SSMA (Service of Statistical Medical Archive), of the Metropolitan Hospital of Urgency and Emergency (MHUE), to compose the research the handbooks would have to be understood in the period of March of 2006 to the December of 2007, counting on 1.835 handbooks which had been calculated and removed a sample of 715 handbooks of patients with fractures of inferior members. In the present study, we verify that a bigger incidence of patients of the masculine sex occurred, in the age band enters the 15 to 59 years, victims of proper height fall as a isolated cause and causes related to the transit as: motorbiking accident, automobile accident and running overs, with closed fracture of the femur, submitted to the surgical treatment with internal setting with plate and screw, not having received physicaltherapy attendance. Key-words: Inferior trauma, Members, Breaking. LISTA DE FIGURAS Figura 1: Atendimento no Hospital Metropolitano de Urgência e Emergência de Belém, Segundo Município de Procedência por Causa da Fratura ......................................................................................................................... 40 Figura 2: Atendimento no Hospital Metropolitano de Urgência e Emergência de Belém, Segundo a Faixa Etária ............................................................................................................................................................................... 42 Figura 3: Atendimento no Hospital Metropolitano de Urgência e Emergência de Belém, Segundo o Sexo ......... 42 Figura 4: Atendimento no Hospital Metropolitano de Urgência e Emergência de Belém, Segundo Causa da Fratura. .................................................................................................................................................................. 43 Figura 5: Atendimento no Hospital Metropolitano de Urgência e Emergência de Belém, Segundo Tipo de Fratura por Procedimento Realizado.................................................................................................................................. 43 Figura 6: Atendimento no Hospital Metropolitano de Urgência e Emergência de Belém, Segundo Tipo de Tratamento Conservador Realizado ...................................................................................................................... 44 Figura 7: Atendimento no Hospital Metropolitano de Urgência e Emergência de Belém, Segundo Procedimento Cirúrgico Realizado ............................................................................................................................................... 44 Figura 8: Atendimento no Hospital Metropolitano de Urgência e Emergência de Belém, Segundo Realização de Tratamento Fisioterapêutico .................................................................................................................................. 45 Figura 9: Atendimento no Hospital Metropolitano de Urgência e Emergência de Belém, Segundo Causa da Fratura pelo Procedimento Realizado.................................................................................................................... 45 Figura 10: Atendimento no Hospital Metropolitano de Urgência e Emergência de Belém, Segundo Causa da Fratura Por Traço................................................................................................................................................... 46 Figura 11: Atendimento no Hospital Metropolitano de Urgência e Emergência de Belém, Segundo Tipo de Fratura por Ossos Acometidos .............................................................................................................................. 47 Figura 12: Atendimento no Hospital Metropolitano de Urgência e Emergência de Belém, Segundo parte Óssea Afetada do Fêmur .................................................................................................................................................. 47 Figura 13: Atendimento no Hospital Metropolitano de Urgência e Emergência de Belém, Segundo Faixa Etária por Tempo de Internação. ...................................................................................................................................... 48 Figura 14: Atendimento no Hospital Metropolitano de Urgência e Emergência de Belém, Segundo Causa da Fratura por Tempo De Internação ......................................................................................................................... 48 Figura 15: Atendimento no Hospital Metropolitano de Urgência e Emergência de Belém, Segundo Causa da Fratura por Principais Complicações ..................................................................................................................... 49 Figura 16: Atendimento no Hospital Metropolitano de Urgência e Emergência de Belém, Segundo................... 50 Procedimento Realizado por Principais Complicações. ........................................................................................ 50 Figura 17: Atendimento no Hospital Metropolitano de Urgência e Emergência de Belém, Segundo Principais Complicações por Tipo de Alta. ............................................................................................................................ 51 LISTA DE TABELA Tabela 1: Classificação das fraturas segundo TSCHERNE & GOTZEN de 1983. ............................................... 29 LISTA DE ABREVIATURAS E SIGLAS CCBS Centro de Ciências Biológicas e da Saúde CEP Comitê de Ética em Pesquisa IBGE Instituto Brasileiro de Geografia e Estatística HMUE Hospital Metropolitano de Urgência e Emergência PAF Perfuração por Arma de Fogo UNAMA Universidade da Amazônia SAME Serviço de Arquivo Médico Estatístico SUMÁRIO 1. INTRODUÇÃO................................................................................................................................................. 27 2 PRESSUPOSTOS TEÓRICOS ......................................................................................................................... 29 2.1 Tratamentos Hospitalar ............................................................................................................................... 31 2.1.1 Gesso .................................................................................................................................................... 32 2.1.2 Fixação Interna ..................................................................................................................................... 32 2.1.3 Fixação Intramedular ............................................................................................................................ 33 2.1.4 Fixação Externa .................................................................................................................................... 34 2.2 Tratamentos Fisioterapêutico ...................................................................................................................... 34 3 MÉTODO .......................................................................................................................................................... 37 3.1 Tipo De Estudo ............................................................................................................................................ 37 3.2 Local da Pesquisa ........................................................................................................................................ 37 3.3 Aspectos Éticos ........................................................................................................................................... 37 3.4 Os Sujeitos................................................................................................................................................... 37 3.5 Materiais Utilizados..................................................................................................................................... 38 3.6 Coleta de Dados........................................................................................................................................... 38 3.7 Tratamento dos Dados ................................................................................................................................. 39 4 RESULTADOS ................................................................................................................................................. 40 5 DISCUSSÃO ...................................................................................................................................................... 52 CONSIDERAÇÕES FINAIS ................................................................................................................................ 54 REFERÊNCIAS .................................................................................................................................................... 55 APÊNDICES ......................................................................................................................................................... 59 ANEXOS ............................................................................................................................................................... 61 27 1. INTRODUÇÃO A época atual que se valoriza em participação individual, tráfego de alta velocidade, indústria complexa, esportes competitivos e recreativos, bem poderia ser chamada de a era da lesão ou era do trauma. Tal incidência aumenta assustadoramente, e as lesões significativas que acometem o homem, pelo menos dois terços envolvem o sistema músculo-esquelético: fraturas, luxações e lesões associadas de tecidos moles (SALTER, 2001). Fratura é toda e qualquer solução de continuidade do tecido ósseo, ou seja, uma interrupção completa na continuidade de um osso ou uma “rachadura” parcial (SALTER, 2001; SCHWARTSMANN, 2003). A consolidação de uma fratura é o mais notável processo de reparação do corpo humano, porque dele resulta a reconstituição do tecido lesado em outro semelhante à sua forma original (MENDES, et al, 2001). Para MENDES et al, (2001) tal consolidação ocorre em três fases intimamente integradas e seqüenciais: 1) fase inflamatória, durante a qual o tecido necrótico é removido; 2) fase reparatória, quando a rápida síntese de nova matriz ocorre e 3) fase de remodelação, onde a matriz sofre processo de maturação tornando-se compacta e funcionalmente eficiente. A fratura ocorre na maioria dos casos, devido traumas por choques diretos ou indiretos, porém pode ocorrer por fadiga ou estresse e por fatores patológicos, temos como exemplo as fraturas de patela que ocorrem devido traumatismos diretos na face anterior do joelho, ou ainda por força exercida pelo quadríceps femoral, que gera força suficiente para fraturar um dos pólos da patela (WEINSTEIN, 2000). Para GUIMARÃES & FARINATTI (2005), as quedas são um problema de saúde pública entre os idosos, em vista da mortalidade, morbidade e dos custos sociais e econômicos decorrentes; as quedas levam à dependência funcional, mudando radicalmente a vida cotidiana, restringindo as atividades, ocorre um maior isolamento social e declínio na saúde. 28 Aproximadamente 30% desses indivíduos com mais de 65 anos de idade caem ao menos uma vez por ano dos quais, a metade foi de forma recorrente. Além do prejuízo físico e psicológico, esses acidentes geram um aumento dos custos com cuidados de saúde expressos pela utilização de serviços especializados e aumento do número de hospitalizações (TINETTI, 2003; GUIMARÃES & FARINATTI, 2005; REIS, 2007). Dentre as fraturas mais incapacitantes estão as expostas, pelo fato de ocorrer comunicação do foco fraturado, com o meio externo contaminado com germes e bactérias, onde o diagnóstico da mesma (fratura exposta), pode ser fácil, quando existe a visualização do fragmento ósseo através da ferida, porém, em alguns casos pode ser difícil, quando a ferida é pequena ou está distante do local da fratura (FREIRE, 2001; PACCOLA, 2001). CUNHA et al, (2007) relata que as fraturas da diáfise femoral em crianças são comuns e freqüentemente levam à hospitalização e à necessidade de anestesia para a realização do procedimento ortopédico. Fraturas da parte distal do fêmur são definidas como as que envolvem dos 9 a 15 cm distais do osso, podendo envolver a diáfise e a metáfise óssea, ocorrendo também fraturas intra-articulares. (SIZÍNIO et al, 2003). É sabido que os estudos epidemiológicos contribuem notadamente para especificar características de determinadas lesões traumato-ortopédicas, bem como, auxiliar na sua prevenção e tratamento, logo este estudo visa analisar o perfil clinico epidemiológico assim como suas causas, tratamentos e atuação fisioterapêutica nos pacientes acometidos por fraturas de membros inferiores atendidos no Hospital Metropolitano de Urgência e Emergência (HMUE). 29 2. PRESSUPOSTOS TEÓRICOS SALTER (2001) assegura que a fratura é descrita de acordo com sua localização, extensão, configuração, relação dos fragmentos fraturários entre si, relação da fratura com o meio externo e finalmente a presença ou ausência de complicações. O diagnóstico é feito clinicamente e radiologicamente, em alguns casos a fratura pode ser identificada visualmente, porém o histórico da lesão é de extrema importância para identificar o tipo de lesão e as estruturas envolvidas. O paciente com fratura apresenta dor, impotência funcional, deformidade e mobilidade anormal. (SCHWARTSMANN, 2003). O exame radiológico é indispensável em suspeita de fratura, tanto para identificar a estrutura lesionada quanto o tipo de fratura e para o acompanhamento da consolidação da mesma. As fraturas são classificadas quanto à integridade da pele, sítio de localização, traço de fratura, estabilidade e deslocamento (SCHWARTSMANN, 2003). Tabela 1: Classificação das fraturas segundo TSCHERNE & GOTZEN de 1983. Fratura Fechada Grau 0 Fratura fechada, sem lesão de partes moles; Grau 1 Trauma indireto, contusão de dentro, laceração superficial; Grau 2 Usualmente, trauma direto com abrasão profunda, contaminada, ou trauma direto grave com formação de bolhas e grande edema; síndrome de compartimento; Grau 3 Usualmente, trauma direto com contusão extensa ou esmagamento; dano muscular possivelmente extenso; dano vascular ou síndrome de compartimento; Fratura Exposta Grau 1 Laceração cutânea por fragmento ósseo perfurante; nenhuma ou pouca contusão da pele; fratura usualmente simples; Grau 2 Qualquer tipo de laceração cutânea com contusão simultânea circunscrita ou contusão de partes moles e moderada contaminação; qualquer tipo de fratura; 30 Grau 3 Grave dano as partes moles, freqüentemente com lesão vasculonervosa concomitante, fraturas acompanhada de isquemia e grave cominuição; acidentes em ambientes rurais e contaminados com material orgânico; síndrome de compartimento; Grau 4 Amputação traumática total ou subtotal, necessitando reparo arterial para manter vitalidade do membro distalmente. Fonte: PACCOLA, (2001). KOBERLE (2001); LIMA et al, (2003) mencionam que as fraturas do terço proximal do fêmur são comuns em indivíduos idosos e ocorrem principalmente na região transtrocanteriana e podem estar associadas a traumas de grande e pequena energia. Acometem mais o sexo feminino e, embora apresentem boa consolidação, estão associadas a elevadas taxas de morbidade e mortalidade. Distúrbios de postura e marcha, reduzida acuidade visual, uso de medicações que diminuem o estado de alerta, deficiência de acessibilidade e doenças associadas são alguns dos fatores de risco para o aumento dessas fraturas em idosos; tem-se observado aumento de tais fraturas à medida que a expectativa de vida da população mundial vem aumentando. (LIMA et al, 2003). As fraturas de patela representam cerca de 1% de todas as fraturas e acometem todas as faixas etárias, sendo mais freqüente entre 20 e 50 anos de idade. O sexo masculino é duas vezes mais acometido que o sexo feminino. (COHEN & LAURINDO, 2007). A incidência de fraturas expostas varia, evidentemente de região para região, dependendo da atividade dos indivíduos, do tamanho das cidades, entre outras variantes (PACCOLA, 2001), relata que a incidência de 21,3% das fraturas é em ossos longos, onde o mais afetado foi a tíbia, com 21,6 %, seguida de fêmur, com 21,1 %. A Tíbia é um dos ossos que mais sofre fraturas, especialmente em decorrência dos acidentes de trânsito. O pára-choque do veículo, ao bater nesta região do corpo, transmite forças de elevada energia aos tecidos causando lesões geralmente graves. (FREIRE, 2001). 31 Embora a tíbia seja um dos ossos do membro inferior mais acometido pela fratura exposta, seu tratamento ainda permanece controverso. Há 150 anos, elas freqüentemente eram tratadas com amputação, e ocorria elevada probabilidade do paciente evoluir com sepse e morte. (BALBACHEVSKY et al, 2005). 2.1 Tratamentos Hospitalar O princípio do tratamento das fraturas teve um grande avanço na ultima década ao melhor entendimento dos fatores que favorecem a consolidação, a evolução da biomecânica aplicada e ao desenvolvimento de novos implantes; o padrão ouro de tratamento é a redução indireta e a fixação da estabilidade relativa sem comprometimento do foco fraturário feito por técnica minimamente invasiva. (ZUMIOTTI, 2007). Ainda segundo o Autor, as osteossínteses biológicas vêm ganhando popularidade sendo feitas com sucesso por meio de técnicas minimamente invasivas. Com a evolução das técnicas de fixação das fraturas expostas, desenvolvimento tecnológico, a antibiótico-terapia e o tratamento das partes moles, o prognóstico destas vítimas sofreu melhora substancial. (BALBACHEVSKY et al, 2005). O tratamento das fraturas baseia-se em evitar afecções, consolidar a fratura e preservar ou restaurar a função dentro do limite possível (PACCOLA, 2001). As fraturas diafisárias requerem redução indireta, com o objetivo de preservar a vascularização e estabilização axial e rotacional. (MALTA et al, 2002). O tratamento das fraturas expostas passa por várias fases visando inicialmente a preservação da vida, depois, a preservação da perna seguido por prevenção das infecções e atualmente associados à preocupação de preservar a função do membro afetado (LIMA, et al, 2004) Nas últimas duas décadas, objetivando diminuir o tempo de internação e o prejuízo social do paciente e dos seus familiares, alguns autores têm preconizado o tratamento 32 cirúrgico, porém o emprego dos métodos cirúrgicos limita-se pela morbidade de suas complicações, tais como a infecção e as lesões fisárias. (CUNHA et al, 2007). 2.1.1 Gesso A imobilização para fraturas é utilizada desde a antiguidade. O gesso foi popularizado na França no século XIX e seu uso com bandagens foi descrito por Antonius Mathijsen (1805-1878), (SCHWARTSMANN, 2003). Ao se analisar a atual situação das imobilizações gessadas diante das novas gerações de ortopedistas, depara-se com uma realidade descontente com a falta de conhecimento da razão de ser das manobras e técnicas de confecção dos aparelhos gessados, por falta dos tratamentos conservadores muitas vezes substituídos por cirúrgicos com grandes vantagens na sua aplicação pelo cirurgião, porém com sérios riscos para a boa evolução do paciente. (TUCCI NETO & LAREDO FILHO, 2007). 2.1.2 Fixação Interna Inicialmente utilizavam-se arames de prata e parafusos de aço, posteriormente foi introduzida a fixação interna por placa e parafuso. O uso deste método possibilita restaurar o alinhamento ósseo e a mobilidade articular precoce, mas não permite apoio precoce e sua colocação leva à lesões de partes moles que podem alterar a cicatrização óssea. (FALAVINHA & COSTA, 1997; LIMA et al, 2003). Estudos têm demonstrado que o sistema placa- parafuso deslizante é nos dias de hoje o método preferido pela maioria dos autores, principalmente nas fraturas de extremidades proximais de fêmur. (OSNES, 2001). O princípio do parafuso deslizante colocado na cabeça femoral é fornecer estabilidade e compressão à fratura através do colapso controlado do fragmento principal sobre o distal. (LIMA et al, 2003). Para que a fixação interna seja satisfatória, Robert Danis (1880-1962) impôs três requisitos: 33 1º- Permitir movimento imediato dos músculos da região afetada e das articulações adjacentes; 2º- Permitir restauração completa do formato original do osso; 3º- Permitir união direta dos fragmentos sem calo ósseo visível que é a consolidação per primam. (SCHWARTSMANN, 2003). 2.1.3 Fixação Intramedular Devido a dificuldade de chegar dentro do osso, as cirurgias eram realizadas com acessos pequenos para evitar infecção. No começo a fixação intramedular não foi bem aceita devido usarem short pegs e depois fios que não davam estabilidade, porém, com a introdução de hastes rígidas fresadas, foi muito bem aceita. (FERNANDES 1996; SCHWARTSMANN, 2003). Para LIANZA, (2000); COURT-BROWN, (2004) esta é a melhor opção no tratamento de fraturas do ponto de vista anatômico, funcional e fisiológico. Esta técnica é a mais utilizada atualmente e ainda apresenta uma percentagem extraordinária, um pouco maior que 99% de união de fraturas, estatísticas associando velocidade de recuperação, de deambulação, movimentação do joelho e tempo de permanência no hospital são invocadas para sustentar esta afirmação. FERNANDES (2002); FRANCO & LOURENÇO, (2007), ressaltam que alguns ortopedistas se encontram tão obcecados com a idéia de restaurar rapidamente a movimentação do joelho após uma fratura diafisárias de fêmur, que escolhem a fixação intramedular para fraturas que consolidariam muito bem com tratamento conservador, por isso é essencial a avaliação e a determinação da técnica correta a ser empregada para correção das fraturas. Em determinados tipos de fratura, no entanto, a estabilização com hastes convencionais é deficiente, especialmente nas fraturas diafisárias baixas e nas cominutivas. (FERNANDES, 2002). 34 2.1.4 Fixação Externa Os fixadores externos ocupam destacada posição no tratamento de fraturas em pacientes cujo risco de perderem a vida ou o membro lesado seja iminente, o uso do mesmo no tratamento de fraturas de membros inferiores é conhecido desde longas datas. (FERNANDES et al, 2007). Atualmente, tem sido usado não apenas como estabilizador de fraturas, mas também como alongador e compressor do osso, transportador de fragmentos ou segmentos ósseos e redutores de fraturas. (BHANDARI, 2000). Seu uso teve um começo lento devido o risco de infecção no contato pino-pele. Foram utilizados vários tipos de materiais nos primeiros aparelhos como madeira, fios, gesso e pinos. (SCHWARTSMANN, 2003). O fixador externo atualmente é composto basicamente por fios ou pinos de fixação, hastes longitudinais de sustentação, elementos de conexão entre os pinos ou fios e as hastes. Quanto a estrutura e função de cada sistema de fixação externa, depende da forma de seus principais componentes, os ortopedistas baseados apenas nas conexões pinos-hastes, distinguem três tipos de fixadores: os simples, os de plataforma e os de anéis. (MERCADANTE et al, 2003; FERNANDES et al, 2007). Entre as várias indicações do fixador externo, o uso na fratura exposta e no polifraturado é freqüente. Nessas situações recomenda-se a utilização de fixador externo uniplanar unilateral (linear), por ele evitar maior lesão das partes moles, preservar a vascularização óssea e ser de fácil e rápida instalação. (BHANDARI , 2000). 2.2 Tratamentos Fisioterapêutico Deve-se lembrar que, a fixação antecipada dos ossos longos permite uma mobilização mais rápida do paciente, facilitando o tratamento do sistema respiratório além da prevenção de complicações relacionadas ao repouso prolongado. (LIANZA, 2000). 35 É importante lembrar que o organismo sofre alterações fisiológicas e estruturais frente à imobilização, sendo essas manifestações diversas e localizadas em praticamente todos os órgãos e sistemas do corpo como diminuição da força muscular e da coordenação motora e ainda alterações no sistema respiratório necessitando da atenção do fisioterapeuta. (LOPEZ & MELO, 2006). A Fisioterapia tem como objetivo nesta fase da reabilitação, minimizar as seqüelas do pós-operatório e acelerar a recuperação funcional do paciente em fase hospitalar, visando um retorno mais breve às suas atividades de vida diária, prevenindo com isso os efeitos deletérios da imobilização. (MACHADO, 2002; LOPEZ & MELO, 2006)). A avaliação é de fundamental importância para o êxito do tratamento, para que o fisioterapeuta possa estabelecer com segurança os objetivos da conduta e selecionar as modalidades terapêuticas mais indicadas. Devem ser realizados alguns procedimentos essenciais na avaliação, como a anamnese, exame físico, inspeção e palpação do membro, análise dos exames complementares, técnica cirúrgica utilizada e ainda o resultado da cirurgia. (LIANZA, 2000). A mobilização articular e a realização de exercícios precocemente no paciente submetido à cirurgia ortopédica para correção de fratura, como nas fraturas diafisárias de fêmur é importante para prevenir atrofias e possíveis deformidades nas articulações em outros órgãos e sistemas corporais, permitindo assim um menor tempo de internação e uma reabilitação funcional mais rápida em fase ambulatorial. (KISNER & COLBY, 2004). Objetivos fisioterapêutico (durante e após fixação) ¾ Diminuir o quadro álgico; ¾ Reduzir edema; ¾ Melhorar circulação local; ¾ Manter ou melhorar tônus muscular; ¾ Manter integridade articular; ¾ Reeducação funcional do membro. 36 Tratamento fisioterapêutico durante a imobilização ¾ Redução do edema é muito importante para evitar a formação de aderências, isso também ajuda no alívio da dor; ¾ Exercícios ativos através da atividade muscular isométrica ou isotônica ajuda a manter um bom suprimento sanguíneo nos tecidos moles; ¾ Manter a função muscular por contrações isométricas ou isotônicas; ¾ Manter ou melhorar ADM; ¾ Ensinar o paciente como usar os aparelhos especiais como: muletas, bengalas, dispositivos diversos e como cuidar dos mesmos. 37 3 MÉTODO 3.1 Tipo De Estudo A pesquisa foi realizada segundo uma abordagem Quantitativa, Observacional, Transverso Retrospectiva. 3.2 Local da Pesquisa O presente estudo desenvolveu-se no SAME (Serviço de Arquivo Médico Estatístico), do Hospital Metropolitano de Urgência e Emergência (HMUE), a pesquisa teve duração de dois meses (Setembro/Outubro 2008). 3.3 Aspectos Éticos Tratando esta pesquisa de uma exclusiva revisão de prontuário onde não há nenhum tipo de contato com os pacientes, segundo a resolução CNS 196/96, ficam responsáveis pela pesquisa os autores e o responsável pelo setor de pesquisa da instituição envolvida na mesma, neste caso a coordenadora da divisão de ensino e pesquisa do HUME, assinou declaração de aceite (anexo I), para a realização da pesquisa. 3.4 Os Sujeitos Os prontuários utilizados na pesquisa foram reunidos a partir dos dados coletados de levantamentos estatísticos no respectivo local de procedência. 38 O estudo contou com 1.835 (mil oitocentos e trinta e cinco) prontuários aos quais foram calculados e retirado uma amostra de 715 (setecentos e quinze), que se enquadravam nos critérios da pesquisa, tendo esta amostra relevância estatística, ou seja, 5 (cinco) prontuários para cada município Paraense, onde foram considerados como critério de inclusão todos os prontuários de pacientes atendidos no Hospital Metropolitano de Urgência e Emergência (HMUE), de ambos os sexos e idades, com fratura (s) de membros inferiores. Para compor a pesquisa os prontuários deveriam estar compreendidos no período de Março de 2006 à Dezembro de 2007 e como critério de exclusão, foram extraídos da pesquisa prontuários de pacientes que não sofreram fratura de membros inferiores, prontuários com informações duvidosas, prontuários de pacientes atendidos em outra instituição, prontuários de pacientes que sofreram apenas ferimentos nos membros inferiores embora tenha sofrido fratura de outras partes do corpo, além de prontuários de pacientes que sofreram amputação seja ela traumática ou não. 3.5 Materiais Utilizados - Ficha de Avaliação – Apêndice A, para coleta de dados referentes a variáveis pesquisadas. 3.6 Coleta de Dados A base de dados teve como fonte principal à literatura dos últimos oito anos (8), a partir de livros do sistema de Biblioteca da Universidade da Amazônia (UNAMA), artigos de revistas científicas e sites indexados referentes ao assunto em questão tais como: fraturas, membros inferiores, tratamentos cirúrgicos e temas associados. A pesquisa contou com 715 prontuários, na qual foram tiradas as informações necessárias através de uma fichada criada pelos autores para a realização do trabalho. 39 3.7 Tratamento dos Dados As informações coletadas junto ao Hospital Metropolitano de Urgência e Emergência de Belém, nas fichas de prontuários de atendimento, que correspondia ao período de março de 2006 a dezembro de 2007 a 1.835 prontuários foram tratadas considerando uma amostragem de 5% que foram inseridas num banco de dados criado no Microsoft Office Access, para tabulação e cruzamento das informações, gerando assim as tabelas que foram posteriormente migradas para o Microsoft Office Excel, para devida sistematização e elaboração dos gráficos, já com os resultados expostos de forma percentual, a ser inseridos no corpo do presente trabalho em forma de figuras. Isto posto, gerou-se, assim, os gráficos por meio de análise múltiplas das informações coletadas, obtidos por meio dos prontuários do HMUE. 40 4. RESULTADOS Os aspectos abordados na coleta de dados dos prontuários foram organizados de acordo com o objetivo do trabalho, que consiste em analisar o perfil clinico epidemiológico dos pacientes com fraturas de membros inferiores atendidos no Hospital Metropolitano de Urgência e Emergência de Belém. Figura 1: Atendimento no Hospital Metropolitano de Urgência e Emergência de Belém, Segundo Município de Procedência por Causa da Fratura Fonte: HMUE 2008. Segundo a amostragem colhida os pacientes atendidos eram na maioria de: Abaetetuba, Abel Figueiredo, Augusto Corrêa, Baião, Barcarena, Brasil Novo, Cachoeira do Arari, Cametá, Magalhães Barata, Marapanin, Paragominas, Portel onde 100% dos pacientes foram vítimas de queda da própria altura; Nos municípios de Curionópolis, Ulianópolis e Viseu 100% dos pacientes eram vítimas de queda de altura; Nos municípios de Capanema, Ourém e Parauapebas, 100% dos pacientes eram vítima de acidente de moto; Nos municípios de Marituba e Tomé Açu, 100% dos casos foram de atropelamento; 41 Já nos municípios de Acará, Moju e Salinópolis, 50% dos pacientes foram vítimas de acidente de moto e 50% outras causas; Em Almerim e em Conceição do Araguaia, 100% dos pacientes foram vítimas de outras causas; Em Ananindeua, 35% dos pacientes foram vítimas de queda da própria altura, 19% acidente de moto, 15% outras causas, 4% queda de alturas e vítima de PAF; No município de Aurora do Pará, 50% dos pacientes foram vítimas de acidente de moto e 50% foram vítimas de atropelamento; Em Belém, 35% dos pacientes foram vítimas de queda da própria altura, 18% acidente de moto, 12% atropelamento, arma de fogo e queda de alturas, 6% vítima de acidente de carro e outras causas; No município de Benevides, 50% dos pacientes foram vítimas de atropelamento e 50% outras causas; No município de Bonito, 100% dos casos registrados foram de pacientes vítimas de acidente de carro; Em Bragança, 67% dos pacientes foram vítimas de queda de própria altura e 33% vítima de acidente de moto; No município de Cachoeira do Piriá, 50% dos pacientes foram vítimas de acidente de moto e 50% foram vítimas de queda da própria altura; Em Castanhal, 50% dos pacientes foram vítimas de queda de própria altura, 33% acidente de moto e 17% acidente de carro; No município de Colares, 50% dos pacientes foram vítimas de queda da própria altura e 50% outras causas; No município de Concórdia do Pará, 50% dos pacientes foram vítimas de acidente de carro e 50% acidente de moto; No município de Santa Isabel do Pará, 33% dos pacientes foram vítimas de acidente de moto, queda da própria altura ou queda de alturas; Em São Miguel do Guamá, 67% dos pacientes foram vítimas de queda de alturas e 33% vítima de atropelamento. 42 Figura 2: Atendimento no Hospital Metropolitano de Urgência e Emergência de Belém, Segundo a Faixa Etária Fonte: HMUE 2008. De acordo com o estudo, não houve casos de indivíduos abaixo de 1 ano de idade tendo porém predominância na faixa etária de 15 a 59 anos com, 58% seguido de pacientes acima de 60 anos com 31% e 11% para faixa etária entre 1 e 14 anos. Figura 3: Atendimento no Hospital Metropolitano de Urgência e Emergência de Belém, Segundo o Sexo Fonte: HMUE 2008. Segundo os prontuários estudados, houve predominância do sexo masculino com 57,58% dos casos encontrados e 42,42% do sexo feminino, acometido por fraturas no membro inferior. 43 Figura 4: Atendimento no Hospital Metropolitano de Urgência e Emergência de Belém, Segundo Causa da Fratura. Fonte: HMUE 2008. A maioria das causas das fraturas foram devido queda da própria altura, com 35% seguido por acidente de moto com 22%. Outras causas e atropelamento tiveram 13% dos casos, queda de alturas teve 10% e por último com menos incidência, teve acidente de carro com 4% e acidente de Perfuração por arma de fogo com 3%. Figura 5: Atendimento no Hospital Metropolitano de Urgência e Emergência de Belém, Segundo Tipo de Fratura por Procedimento Realizado Fonte: HMUE 2008. Nas fraturas expostas, 95% dos pacientes foram submetidos ao tratamento cirúrgico e 5% ao tratamento conservador. As fraturas fechadas 75% dos pacientes foram submetidos ao tratamento cirúrgico e 22% ao tratamento conservador e 3% não constava no prontuário. 44 Figura 6: Atendimento no Hospital Metropolitano de Urgência e Emergência de Belém, Segundo Tipo de Tratamento Conservador Realizado. Fonte: HMUE 2008. Os pacientes submetidos ao tratamento conservador 76% foram tratados de formas não especificadas, 18% com gesso e 6% com redução incruenta. Figura 7: Atendimento no Hospital Metropolitano de Urgência e Emergência de Belém, Segundo Procedimento Cirúrgico Realizado Fonte: HMUE 2008. Quanto ao procedimento cirúrgico realizado teve-se: 30% dos pacientes que fizeram redução cirúrgica, 22% utilizaram Placa e Parafusos, 18% outros procedimentos, 14% Haste Intramedular Bloqueada, 9% utilizaram Fixador Externo, 7% Artroplastia parcial de Quadril e 1% não foi especificado. 45 Figura 8: Atendimento no Hospital Metropolitano de Urgência e Emergência de Belém, Segundo Realização de Tratamento Fisioterapêutico Fonte: HMUE 2008. Quanto ao atendimento fisioterapêutico, 78% dos pacientes não receberam o atendimento enquanto que apenas 22% receberam atendimento fisioterapêutico. Figura 9: Atendimento no Hospital Metropolitano de Urgência e Emergência de Belém, Segundo Causa da Fratura pelo Procedimento Realizado Fonte: HMUE 2008. Dos pacientes que sofreram queda de alturas, 30% foram submetidos ao tratamento conservador e 70% ao cirúrgico, queda da própria altura 20% foram submetidos ao tratamento conservador, 77% ao cirúrgico e 3% a outros tipos de tratamento. Vítimas de atropelamento 23% foram submetidos ao tratamento conservador e 77% ao cirúrgico, quanto a arma de fogo, 33% ao tratamento conservador e 67% ao cirúrgico, em acidentes de moto 14% dos tratamentos foram conservador e 86% cirúrgico, em acidentes de carro, 100% dos pacientes 46 foram submetido ao tratamento cirúrgico e quanto a outras causas, 8% foram submetidos ao tratamento conservador, 86% ao tratamento cirúrgico e 8% à outros tipos de tratamento (tratamento clínico medicamentoso). Figura 10: Atendimento no Hospital Metropolitano de Urgência e Emergência de Belém, Segundo Causa da Fratura Por Traço Fonte: HMUE 2008. Pacientes que sofreram queda de alturas 10% tiveram fratura com o traço transversal, 15% oblíqua e 69% não consta no prontuário, nas quedas de própria altura, 9% eram transversal, 50% oblíqua e 40% não constava. Em atropelamento 23% tinham o traço transversal, 38% oblíqua, 8% espiral e 31% não constavam, acidentes por arma de fogo 67% tinham traço oblíquo e 33% não constava nos prontuários, em acidentes de moto 9% eram transversal, 59% oblíqua, 5% espiral e 27% não constava e quanto aos acidentes de carro, 50% da fraturas tinham traço transversal e 50% não constava. 47 Figura 11: Atendimento no Hospital Metropolitano de Urgência e Emergência de Belém, Segundo Tipo de Fratura por Ossos Acometidos. Fonte: HMUE 2008. Nas fraturas expostas o osso com maior incidência foi a fíbula com 46% seguido do fêmur com 23%, tíbia com 15%, 12% foram a patela e 4% ossos do tarso. As fraturas fechadas tiveram como maior incidência o fêmur com 72%, seguidos pela fíbula com 13% depois pela patela com 6%, 4% a tíbia e por último com 3% tiveram os ossos do tarso e outros que não constavam no prontuário. Figura 12: Atendimento no Hospital Metropolitano de Urgência e Emergência de Belém, Segundo parte Óssea Afetada do Fêmur. Fonte: HMUE 2008. Quanto ao comprometimento do fêmur em ralação as fraturas têm-se: 24% foram diáfise média, 21% diáfise distal e transtrocanteriana, 15% foram as fraturas do colo femoral, 12% diáfise proximal e 6% outras partes do fêmur. 48 Figura 13: Atendimento no Hospital Metropolitano de Urgência e Emergência de Belém, Segundo Faixa Etária por Tempo de Internação. Fonte: HMUE 2008. Obteve-se 27% dos pacientes com a faixa etária entre 1 e 14 anos que ficaram internados de 1 a 7 dias, de 8 a 15 dias ou de 16 a 30 dias. Os pacientes da faixa etária de 15 a 59 anos, 26% ficaram de 1 a 7 dias, 8 a 15 dias ou de 16 a 30 dias, 19% ficaram internados de 31 a 60 dias e 2% de 61 a 90 dias ou de 91 a 120 dias. Pacientes acima dos 60 anos, 39% ficaram de 8 a 15 dias, 23% de 16 a 30 dias ou de 31 a 60 dias, 10% ficaram de 1 a 7 dias e 3% ficaram internados de 61 a 90 dias ou de 91 a 120 dias. Figura 14: Atendimento no Hospital Metropolitano de Urgência e Emergência de Belém, Segundo Causa da Fratura por Tempo De Internação Fonte: HMUE 2008. 49 Dos pacientes que sofreram queda de alturas, 60% ficaram internados de 1 a 7 dias, 20% de 16 a 30 dias e 10% ficaram entre 8 a 15 dias ou 31 a 60 dias. Já os que sofreram queda da própria altura, a maioria ficou internada de 8 a 15 dias com 40% dos casos, 26% ficaram de 31 a 60 dias, 23% de 16 a 30 dias, 9% ficaram de 1 a 7 dias e 2% apenas ficaram de 61 a 90 dias. Nos casos de atropelamento os pacientes ficaram predominantemente de 1 a 7 dias e de 31 a 60 dias sendo 30% por cada período, 23% ficaram de 8 a 15 dias e por último com 8%, os pacientes ficavam entre 16 a 30 dias e de 91 a 120 dias. Em casos de arma de fogo 33% dos pacientes ficaram entre 1 a 7 dias ou de 8 a 15 dias ou de 31 a 60 dias. Nos acidentes de moto 32% dos pacientes ficaram de 16 a 30 dias, 23% de 8 a 15 dias, 18% ficaram ou de 1 a 7 dias ou de 31 a 60 dias. E nos casos de acidente de carro, 50% dos pacientes ficaram de 16 a 30 dias, e os pacientes referentes aos outros 50%, 25% ficaram de 8 a 15 dias e 25% de 31 a 60 dias. Figura 15: Atendimento no Hospital Metropolitano de Urgência e Emergência de Belém, Segundo Causa da Fratura por Principais Complicações Fonte: HMUE 2008. Dos pacientes vítimas de acidente de carro, 40% evoluíram com infecção, 20% não tiveram intercorrência, ou evoluiu com osteomielite ou outra complicação. Pacientes vítimas de acidente de moto, 58% não tiveram intercorrências, 19% evoluíram com infecção, 8% com dor e edema e 4% tiveram necrose vascular ou teve outra complicação. 100% dos pacientes vítimas de acidente por arma de fogo não tiveram intercorrências. Dos pacientes vítimas de atropelamento, 50% não tiveram intercorrências, 11% evoluíram com infecção, dor, edema ou outras complicações e 6% evoluíram com osteomielite. Pacientes vítimas de queda de própria altura evoluíram sem intercorrência (68%), outras complicações (23%), 3% dos pacientes 50 evoluíram com dor, edema ou infecção. 100% dos pacientes vítimas de queda de altura evoluíram sem intercorrência. E 100% dos pacientes vítimas de outras causas não tiveram intercorrências. Figura 16: Atendimento no Hospital Metropolitano de Urgência e Emergência de Belém, Segundo Procedimento Realizado por Principais Complicações. Fonte: HMUE 2008. Dos pacientes que foram submetidos ao tratamento conservador, 65% não tiveram intercorrências, 5% apresentaram edema, dor ou não constava no prontuário e 20% apresentavam outras complicações. Dos que foram submetidas ao tratamento cirúrgico, 62% não apresentaram intercorrência, 10% apresentaram infecção ou não constava no prontuário, 4% apresentaram dor e edema e 7% apresentaram outras intercorrências. 51 Figura 17: Atendimento no Hospital Metropolitano de Urgência e Emergência de Belém, Segundo Principais Complicações por Tipo de Alta. Fonte: HMUE 2008. Dos pacientes que não tiveram intercorrências, 81% tiveram alta melhorado, 17% foram transferidos ou teve seu estado inalterado e 1% teve outro tipo de alta. Obteve-se 100% dos pacientes com osteomielite, dor, edema e necrose vascular, tiveram alta melhorado. Pacientes que evoluíram com infecção 90% tiveram alta melhorado e 10% foram transferidos ou tiveram seu estado inalterado. E pacientes com outro tipo de intercorrência, 45% tiveram alta melhorado, 36% foram transferidos ou teve seu estado inalterado e 18% evoluíram a óbito. 52 5. DISCUSSÃO A pesquisa apontou que o perfil dos pacientes atendidos no Hospital Metropolitano de Urgência e Emergência de Belém, no período de Março de 2006 a Dezembro de 2007 foram predominantemente pacientes da região metropolitana de Belém, pertencentes ao sexo masculino com faixa etária entre 15 e 59 anos que sofreram queda de própria altura, com fratura fechada, oblíqua de fêmur, com maior comprometimento da diáfise média, submetido ao tratamento cirúrgico com redução e fixação interna com Placa e Parafusos, ficando a maioria internada num período de 8 a 15 dias, sem receber tratamento fisioterapêutico e tendo alta hospitalar melhorada Obteve-se nesta pesquisa 58% dos pacientes em uma faixa etária compreendida entre 15 a 59 anos (estabelecida pelo IBGE) (figura 2). Enquanto que Rocha et al, 2001 obteve 27,99% dos pacientes em uma faixa etária de 71 a 80 anos, apesar de a porcentagem ser menor, esse resultado foi encontrado como predominância em seu estudo. No presente estudo 57,58% dos pacientes pertencem ao sexo masculino (figura 3). CUNHA et al, 2007, fez um estudo com 71 pacientes com idade abaixo de 16 anos apresentando fraturas de fêmur houve predomínio do sexo masculino com 67,6%, assim como em estudo anterior realizado por Malta et al, 2002, com 50 pacientes com fraturas de fêmur e fazendo uso de haste intramedular bloqueada, no presente estudo teve-se predomínio do sexo masculino em 80% dos casos. O mesmo foi obtido por ORR et al, 2002, que estudou 14 casos de pacientes com fraturas multifragmentárias do fêmur onde houve predomínio do sexo masculino em 80% dos casos. Em contra partida no estudo epidemiológico de Rocha et al, 2001, revisando 1.054 prontuários obteve 56,36% dos pacientes pertencentes ao sexo feminino. Assim como Köberle, 2001, que em sua pesquisa obteve também predomínio do sexo feminino sobre o masculino na razão de 2:1 a 8:1. A maioria das causas das fraturas foram devido queda da própria altura, com 35% seguido por acidente de moto com 22% (figura 4), porém quando somados os acidentes de 53 trânsito como ocorridos com motocicletas, atropelamentos, e acidentes automobilísticos têmse 39% dos casos. Assim como MALTA et al, 2002, em seu estudo realizado na Faculdade de Medicina de Ribeirão Preto principalmente com pacientes com fratura de fêmur obteve-se o acidente de trânsito como causa mais freqüente com 74% dos casos, seguida de perfuração por arma de fogo (PAF) com 14% dos casos, em contra partida no presente estudo os pacientes vítimas de fraturas causadas por perfuração por arma de fogo foram apenas 3% ou seja o menor índice. O estudo realizado por LIMA, et al (2003) em pacientes com fratura intertrocanteriana, teve como resultado o mecanismo de trauma mais comum a queda da própria altura com 97,9% dos casos, dando ênfase que isoladamente tal estudo endossa o resultado da presente pesquisa embora nosso índice seja menor pois trata-se, do membro inferior como um todo. Nas fraturas expostas, 95% dos pacientes foram submetidos ao tratamento cirúrgico e 75% dos pacientes que sofreram fraturas fechadas (figura 5). ROCHA et al, (2001), em seu estudo constatou que o tratamento mais utilizado foi osteossíntese com 86,32%, porém Cunha, et al, 2007, em seu estudo constatou que quanto ao tratamento, 91,7% dos pacientes foram submetidos ao tratamento conservador e 8,3% apenas ao tratamento cirúrgico, tal divergência pode estar acontecendo pelo motivo do autor ter realizado o estudo com crianças e adolescentes, e o presente estudo envolver todas a idades. Segundo estudo realizado com 132 pacientes por LIMA et al, (2004), a grande maioria dos pacientes que sofreram fratura exposta foram vítimas de acidentes de alta energia como: 32% atropelamento, 29% acidentes com motocicletas, 17% acidentes automobilísticos, 11% quedas de alturas, 7,5% ferimentos por arma de fogo. Em um estudo realizado por COURT-BROWN et al, (2004), relatou uma incidência de 21,3% de fraturas expostas em osso longo sendo a tíbia o osso mais acometido com 21,6% seguido do fêmur com 21,1%. Porém nesta pesquisa o fêmur foi acometido em 23% dos casos e a tíbia em 15% dos casos tendo uma maior incidência a fíbula com 46% dos pacientes que sofreram fraturas expostas. 54 CONSIDERAÇÕES FINAIS No presente estudo, verificamos que ocorreu uma maior incidência de pacientes do sexo masculino, na faixa etária entre 15 e 59 anos, vítimas de queda da própria altura como variável isolada e causas relacionadas ao trânsito como: acidente motociclístico, automobilístico e atropelamentos, com fratura fechada de fêmur, submetido ao tratamento cirúrgico com fixação interna com placa e parafuso, não tendo recebido atendimento fisioterapêutico. Devemos considerar que embora poucos estudos tenham sido realizados colocando em questão o acometimento do membro inferior por fraturas de modo generalizado, os estudos existentes demonstram que o fêmur é o osso mais atingido, e que a causa mais freqüente do trauma são as quedas e os acidentes envolvendo o trânsito. Levando-se em consideração que o Hospital em questão, no início de seu atendimento à população não tinha a quantidade de profissionais Fisioterapeutas necessários para uma melhor cobertura da demanda de paciente dos mais variados municípios do Pará, justificando assim o grande percentual de indivíduos, que não receberam atendimento Fisioterapêutico. É necessário ressaltar que a falta de políticas de saúde responsáveis em nossos municípios levam à superlotação dos hospitais da capital, pois a municipalização da Saúde não supriu as expectativas esperadas por todos envolvidos no atendimento aos pacientes que sofrem fraturas. A falta de um código nacional de trânsito mais rigoroso leva os usuários ao excesso de barbáries nos trânsito, onde os resultados dessas irresponsabilidades levam a um aumento significativo de pacientes que sofreram fraturas graves por conta de acidentes no trânsito. E finalmente no pós-trauma, incluindo o pré-operatório e pós-operatório imediato, a fisioterapia promove intervenções desde posicionamentos adequados para evitar complicações, diminuição do desconforto, até o treino de marcha com o paciente, diminuindo assim o tempo de internação e os gastos hospitalares. 55 REFERÊNCIAS ANGELINI FJ, et al, Fratura por Avulsão do planalto Tibial Medial (segond medial). Acta. Ortopédica Brasileira, 2007; 15 (3): 169-170. [periódico da Internet] Disponível em www.scielo.br/aob acesso em 16/10/2008. BHANDARI M., GUYATT G.H., SWIONTKOWSKI M.F., SCHEMITSCH E.H.: Treatment of open fractures of the shaft of the tibia. J Bone Joint Surg [Br] 82: 62-68, 2000. [periódico da Internet] disponível em http://www.ncbi.nlm.nih.gov/pubmed acesso em 15/10/2008. BALBACHEVSKY, D. et al, Como são tratadas as fraturas expostas da tíbia no Brasil? Estudo Transversal. Acta. 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B. editora Atheneu, São Paulo, 2007. 59 APÊNDICES 60 APÊNDICE A PROTOCOLO DE COLETA DE DADOS 1 N° do protocolo: ________________ Idade: ___________Anos Sexo: M ( ) F ( ) 2 Procedência (Cidade/Estado): __________________________________________________ 3 Causa da fratura: ( ) Arma de fogo, ( ) Acidente de moto, ( ) Acidente de carro, ( ) Queda da própria altura, ( ) Queda de alturas, ( ) Atropelamento, ( ) Outros. ___________________________________ 4 Tipo de fratura: ( ) Exposta: ( ) I, ( ) II, ( ) III, ( ) IV ( ) Fechada: ( ) Simples, ( ) Composta, ( ) Galho verde, ( ) Cominutiva 5 Traço: ( ) Transversal, ( ) Oblíqua, ( ) Espiral 6 Ossos acometidos: ( ) Fêmur, ( ) Patela, ( ) Tíbia, ( ) Fíbula, ( ) Ossos do tarso, ( ) Ossos dos metatarsos e falanges; parte óssea afetada do fêmur (esq) (dir): ( ) colo; ( ) Diáfise proximal; ( ) Diáfise distal; ( ) Diáfise média ( ) Transtrocanteriana; ( ) Outros __________________________ Tíbia/Fíbula: ( ) Diáfise proximal; ( ) Diáfise Média ( ) Diáfise distal; ( ) Maléolos ( ) outros___________________________________ 7 Procedimento realizado: ( ) Conservador: ( ) Redução Incruenta, ( ) Gesso, ( ) Outro. ____________________________ ( ) Cirúrgico: ( ) Redução, ( ) Fixador Externo, ( ) Placa/Parafuso, ( ) Haste Intramedular Bloqueada ( ) Artroplastia, ( ) total ( ) parcial 8 ( ) Outro. ______________________ Realizou tratamento Fisioterapêutico: ( )Sim: ( ) Cinesioterapia, ( ) Eletroterapia, ( ) Termoterapia, ( ) Massoterapia, ( ) Fisioterapia respiratória, ( ) Outros___________________________________________ ( ) Não 9 Principais complicações: ( ) Tromboembolismo, ( ) Infecção, ( ) Retardo de consolidação, ( ) Necrose avascular, ( ) Dor, ( ) Edema, ( ) Perda da Função, ( ) Deformidade, ( ) Osteomielite ( ) Outros.________ ( ) Sem Intercorrência 10 Tipo de Alta: ( ) Melhorado, ( ) Transferido/inalterado, ( ) Óbito, ( ) Outros. _______________ 11 Período de Internação: __________ meses __________ dias. 61 ANEXOS 62 ANEXO I PROJETO DE PESQUISA Orientador: Ft. Erielson dos Santos Bossini Co-orientador: Ft. Msc. Tereza Cristina dos Reis Ferreira Eu, Dra. Ana Maria Ventura, coordenadora da Divisão de Ensino e Pesquisa do Hospital Metropolitano de Urgência e Emergência de Belém-PA, declaro aceitação da realização do trabalho de conclusão de Curso - TCC intitulado “Perfil clínico Epidemiológico dos Pacientes com Fraturas de Membros Inferiores atendidos no Hospital Metropolitano de Urgência e Emergência” dos acadêmicos Marcelino Afonso Lobato (matricula 0511909055) e Marcos Fábio Ribeiro de Abreu (matricula 0421905045) do oitavo semestre letivo de 2008, do curso de Fisioterapia da Universidade da Amazônia – UNAMA. Belém, 17 de setembro de 2008. ____________________________________ Dra. Ana Maria Ventura Coordenadora da Divisão de Ensino e Pesquisa Hospital Metropolitano de Urgência e Emergência