Capítulo II - Desafios Enfrentados por Cooperativas que Trabalham com o Processamento do Leite
em Busca de Desenvolvimento para seus Associados na Região Noroeste Colonial - Rio
Grande do Sul: o caso da COOPEQ
Desafios Enfrentados por Cooperativas que Trabalham com o Processamento
do Leite em Busca de Desenvolvimento para seus Associados na Região
Noroeste Colonial - Rio Grande do Sul: o caso da COOPEQ
BURATTI, João Vítor3
COTRIM, Décio4
RESUMO
As organizações cooperativas da agricultura familiar, formadas através de agricultores
que sofreram o processo de exclusão das cooperativas do modelo tradicional,
representam uma alternativa de organização da produção, agroindustrialização e
comercialização para os agricultores familiares da Região Noroeste Colonial do estado
do Rio Grande do Sul. A pecuária leiteira é uma das importantes fontes alternativas de
renda em pequenas propriedades da agricultura familiar. O objetivo deste trabalho é
analisar e discutir sobre a Cooperativa dos Pequenos Produtores de Leite da Linha
Gramado (COPEQ), analisando as causas que levaram a cooperativa, em certos
momentos, a obter sucesso no processamento do leite e como, na atualidade, esta
prática não tem mais êxito. Os dados e informações foram obtidos através de
entrevistas semiestruturadas, e o método de pesquisa aplicado foi o qualitativo, através
de um estudo de caso. As entrevistas foram realizadas de 26 de junho a 29 de julho de
2013, através de um membro da equipe de técnicos extensionistas da Unidade de
Cooperativismo de Ijuí da ASCAR/EMATER-RS, sendo abordadas as seguintes áreas:
histórico da cooperativa, agroindústria, resfriamento de leite e comercialização do leite.
A formação da associação, logo após a constituição da cooperativa, ocorreu através de
um plano de governo do poder público municipal. Na visão da administração municipal
e das entidades, o campo, comparado com o meio urbano, poderia melhorar e atingir
um desenvolvimento com as agroindústrias. A cooperativa exerce um papel social
importante para os seus associados da agricultura familiar, apesar de enfrentar
dificuldades no âmbito financeiro, organizacional e no processo de agroindustrialização.
As cooperativas que são administradas com o objetivo de somente criar condições de
melhorias de preço e entrar na lógica de competição correm riscos econômicos e
sociais.
Palavras-chave: Organização. Agroindústria. Renda.
ABSTRACT
The family agriculture cooperative organizations that were created by farmers who
suffered from the exclusion process by the traditional model cooperative
associations, serve as an alternative organization of production, agro-industry and
sales made by family farmers of the rural Northwest Region of Rio Grande
3
4
Engenheiro Agrônomo/Extensionista Rural/EMATER/RS-ASCAR.
Engenheiro Agrônomo, Doutor em Desenvolvimento Rural PGDR-UFRGS, Gerente de Recursos
Humanos da EMATER/RS-ASCAR
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Grande do Sul: o caso da COOPEQ
do Sul State, Brazil. Dairy production is one of the most important alternative ways of
income for small farm of family agriculture. The objective of this work is to analyze
and discuss about the cooperative of small milk producers called Cooperativa dos
Pequenos Produtores de Leite da Linha Gramado (COPEQ), evaluating the causes
for this cooperative success in certain moments regarding processing milk knowing
that this practice is no longer successful nowadays. Data and information were
collected using semi-structured interviews and the research method applied was
qualitative in a case study. The interviews took place from June 26th to July 29th of
2013, applied by a member of the extension technicians’ team of the Unity of
Cooperatives of Ijuí part of the ASCAR/EMATER-RS, and the following areas were
approached: cooperative history, agro-industry, milk cooling process and
commercialization. The association was created right after the constitution of the
cooperative, through a governmental plan from the Panambi/RS city. From the point
of view of the municipal administration and of the entities, when compared to the
urban environment, the field could be improved and achieve development via agroindustries. The cooperative has an important social role to its members, despite
facing financial, organizational and agro-industry process difficulties. Cooperatives
that are managed with the objective of only create better conditions on price and then
enter the competition logic are at economic and social risks.
Keywords: Organization. Agro-industry. Income.
1 INTRODUÇÃO
As organizações cooperativas da agricultura familiar, formadas através de
agricultores que sofreram o processo de exclusão das cooperativas do modelo
tradicional,
representam
uma
alternativa
de
organização
da
produção,
industrialização e comercialização para os agricultores familiares da Região
Noroeste Colonial do estado do Rio Grande do Sul (RS). Estas organizações, na sua
maioria, são formadas por um baixo número de sócios, as propriedades são
compostas por pequenas áreas de terra, sendo necessárias fontes alternativas de
renda oriundas da agricultura e a organização da produção para a comercialização.
A pecuária leiteira é uma das importantes fontes alternativas de renda nas pequenas
propriedades.
A globalização provocou uma reestruturação no setor alimentar, modificando
as formas de comercialização do leite in natura e seus derivados. As indústrias
compradoras na região estão selecionando agricultores, ampliando a produção
individual e reduzindo o número de produtores, sem diminuir o volume de leite fluido
comprado. As grandes indústrias compradoras de leite seguem a lógica das
indústrias integradoras de aves e suínos, impondo uma nova dinâmica ao processo
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produtivo, que, pelos novos padrões tecnológicos, exige um aumento na produção e
nos índices de produtividade. Este processo, apesar de consistir em uma estratégia
de crescimento de algumas propriedades familiares, fez aumentar as diferenças
socioeconômicas excluindo agricultores que não atingem os padrões impostos pela
indústria, muito próximo a conclusão de Ploeg (2008).
Nos últimos anos, as políticas públicas voltadas para a agricultura familiar
foram ampliadas, melhorando a renda e as formas de trabalho. Estas políticas
públicas vão ao encontro das mais diversas atividades que correspondem à
agricultura. São exemplos de políticas públicas direcionadas ao crédito agrícola:
Programa Nacional de Fortalecimento da Agricultura Familiar (PRONAF) – Pronaf
Custeio, Pronaf Mais Alimentos-Investimentos, Pronaf Agroindústria, Pronaf
Agroecologia, Pronaf Eco, Pronaf Floresta, Pronaf Semiárido, Pronaf Mulher, Pronaf
Jovem, Pronaf Custeio e Comercialização de Agroindústrias Familiares, Pronaf CotaParte e Microcrédito Rural. (BRASIL, 2013).
Também podem ser destacados como políticas públicas os programas
governamentais de cada estado e munícipio. As agroindústrias familiares e
agroindústrias formadas através de associações e cooperativas são beneficiadas por
estas políticas públicas, e têm o objetivo de agregação de valor aos produtos da
agricultura familiar tornando, assim, os agricultores independentes das grandes
indústrias. A grande maioria das políticas públicas agrícolas, a fundo perdido, são
canalizadas para associações e cooperativas de agricultores familiares. As
associações e cooperativas, em certos casos, são formadas somente para absorver
uma política pública existente, sem o consentimento de seus associados, ou seja, a
estrutura física existe, mas a estrutura social, em certos casos, é deficitária.
Desta maneira, na região Noroeste do RS, pequenos produtores de leite
estão envolvidos em experiência cooperativa, imbuídos em melhorar a participação
no mercado, buscando formas de agroindustrialização coletiva do leite, negociação e
venda coletiva de leite in natura das unidades de produção para aumentar o poder
de troca com as indústrias de laticínios. (PERONI, 2009).
O presente estudo ocorreu na Cooperativa dos Pequenos Produtores de Leite
da Linha Gramado (COPEQ), situada na Linha Gramado, interior do município de
Panambi, localizada na região Noroeste Colonial do RS. A cooperativa conta com 63
sócios atuantes, e o número de sócios é variável conforme o preço do litro de leite
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praticado através da cooperativa. A sede física da cooperativa está situada às
margens da BR 285, e sua área de ação compreende os municípios de Ajuricaba,
Condor e Panambi.
Agricultores do interior de Panambi, insatisfeitos com a situação à qual
estavam submetidos no setor do leite, em que eram obrigados a vender sua
produção para empresas do ramo lácteo a preços baixos e preestabelecidos, foram
incentivados a organizar-se coletivamente, buscando formas de ingressar no
mercado de uma maneira alternativa, que não fosse diretamente através das
empresas estabelecidas.
A COPEQ tem sua origem através da formação de uma associação de
produtores, sendo que a idealização partiu da prefeitura municipal do município de
Panambi, no ano de 1996. Esta associação contou com o apoio da Fundação do
Banco do Brasil (Fundec). A Fundec conseguiu recursos para dar início às obras, e,
desta forma, foi construída parte das estruturas existentes atualmente. Em
contrapartida, a associação e a prefeitura deveriam participar com a mão de obra e o
trabalho de infraestrutura, sendo que o terreno foi doação de um dos sócios.
Com o apoio da Fundec, adquiriram estruturas e equipamentos para formar
uma pequena agroindústria de leite. A agroindústria foi complementada em 2003
com recursos do Programa Estadual da Agricultura Familiar, sendo, então,
constituída a COPEQ. A forma jurídica de organização cooperativa facilita o ato do
comércio, o que, por lei, não é permitido à associação. A cooperativa, através da
agroindústria, fabricava queijo colonial, bebida láctea e leite pasteurizado, e
comercializava para o Programa Nacional de Alimentação Escolar (PNAE) e para
supermercados através de equipe de vendas terceirizada.
A industrialização do leite, com a produção de queijo prato, bebida láctea e
leite pasteurizado, está, atualmente, com suas atividades suspensas. Os agricultores
apontam as seguintes razões: dificuldades na comercialização, baixa escala de
produção, multas por problemas sanitários, alto custo de produção, deficiência de
controles administrativos e alto grau de descapitalização, que levaram a mesma a
paralisar suas atividades por um determinado período.
Com a paralização da agroindústria, no ano de 2012, a cooperativa ampliou o
número de equipamentos para resfriar o leite, aumentando a capacidade diária atual
para 120.000 litros. Desta forma, passa a ser prestadora de serviços de refrigeração
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de leite para grandes empresas do ramo lácteo, sendo esta a principal atividade
geradora de renda desenvolvida através da cooperativa. Como a refrigeração do
leite é fortemente influenciada por fatores climáticos e também por questões
logísticas e mercadológicas das empresas que terceirizam este serviço, a
cooperativa passa a ser extremamente dependente de fatores difíceis de serem
controlados. Os fatores logísticos e mercadológicos, por exemplo, são determinados
pelas empresas para as quais a cooperativa presta serviço. Além disso, os
integrantes da administração da cooperativa e os funcionários devem ser
extremamente capacitados, com expertise para negociação e controle de qualidade,
para que prejuízos não aconteçam. Por todas estas dificuldades enfrentadas, os
membros da direção da cooperativa decidem alugar o posto de resfriamento de leite
para uma empresa do ramo de laticínios.
Ao longo de sua história, a cooperativa sempre realizou a compra do leite dos
associados para a agroindustrialização, e, em outros períodos, comercializou para
empresas de laticínios com o objetivo de buscar melhores preços para os
associados.
Neste sentido, este artigo tem como objetivo mostrar, através de um estudo
de caso, os principais desafios encontrados por uma cooperativa da agricultura
familiar que atualmente organiza a comercialização de leite in natura e também
possui estrutura para o resfriamento e agroindustrialização, e que está alugada para
uma empresa do ramo lácteo. O principal objetivo deste trabalho foi analisar e
discutir, com base em um estudo de caso, as causas que levaram a cooperativa
COPEQ a conseguir, em certos momentos, realizar o processamento do leite (queijo,
bebida láctea, etc.), e como, na atualidade, esta prática não tem mais êxito.
Este estudo se justifica pela importância que as organizações cooperativas da
agricultura familiar têm ao serem promotoras do desenvolvimento local dos atores
rurais, desde que as mesmas exerçam a sua função perante o seu quadro social e,
ao mesmo tempo, os seus sócios reconheçam que a mesma é importante.
2 METODOLOGIA
Os dados e informações foram obtidos através de entrevista semiestruturada
com pessoas que possuem ou que já tiveram ligações com a cooperativa (COPEQ),
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sendo as seguintes as amostras de público: 3 (três) dirigentes da cooperativa, 3
(três) ex-dirigentes, 3 (três) associados ativos, 3 (três) associados inativos, 1
assistente técnico regional (ATR) da ASCAR/EMATER-RS de Ijuí/RS e 1
extensionista rural de cada escritório municipal da EMATER de Condor, Panambi e
Pejuçara. As entrevistas ocorreram no período de 26 de junho a 29 de julho de 2013.
O método de pesquisa aplicado na entrevista semiestruturada foi o qualitativo,
através de um estudo de caso, segundo Gerhardt e Silveira (2009), em que não
existe uma preocupação com representatividade numérica, mas, sim, com o
aprofundamento da compreensão de um grupo social, de uma organização. Os
dados coletados foram descritos através de exposições de determinadas situações,
levando em consideração a diversidade de opiniões do público entrevistado
relacionado à cooperativa.
A partir das entrevistas, realizou-se uma coleta de dados através das
amostras de público escolhidas pelo pesquisador, com o objetivo de esclarecer os
principais problemas e as condições que os geram, a fim de elaborar os meios e as
estratégias para resolvê-los. As entrevistas aprofundaram o contato com o
pesquisador e o entrevistado, e com o assunto que estava sendo pesquisado,
através dos trabalhos de campo.
As entrevistas abordaram as seguintes áreas: histórico da cooperativa,
agroindústria, resfriamento de leite e comercialização do leite dos associados. As
perguntas foram formuladas de acordo com o contexto da agricultura familiar. Em
contato com os entrevistados, foi marcado o local e a data para a entrevista, sendo
explicada a forma da realização da mesma. As entrevistas foram gravadas e
transcritas, e após foi realizada a análise dos resultados.
3 REFERENCIAL TEÓRICO
Segundo Favareto (2006), a interrogação fundamental a ser enfrentada por
qualquer trabalho que se pretenda ilustrar e que envolva a ideia de desenvolvimento
é saber se é possível decantar o que há de científico e o que há de normativo, de
ideológico, de meramente discursivo por detrás dela. Mas embora a questão pareça
simples, é preciso reconhecer de partida que poucas ideias têm sido objeto de
tamanhas controvérsias como a ideia de desenvolvimento. Atualmente, várias visões
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distintas coexistem e disputam os significados da ideia de desenvolvimento. A
primeira é a mais usual, e pode ser encontrada em qualquer bom manual de
economia: nela desenvolvimento é tomado como sinônimo de crescimento ou, numa
pequena variação, o desenvolvimento é resultado do crescimento. (ROSTOW, 1960;
JONES, 2000 apud FAVARETO, 2006, p. 33).
A segunda, mais sofisticada, toma o desenvolvimento como mito. Mas não
necessariamente em sua acepção enganosa, e sim em algo mais próximo do que se
poderia chamar por poder mobilizador e organizador do mito. (FURTADO, 1974
apud FAVARETTO, 2006, p. 33). Uma terceira vertente, por sua vez, não vê
qualquer validade teórica ou prática na ideia de desenvolvimento, apenas ilusão ou
argumento ideológico falseador das reais intenções das políticas cunhadas a este
título. (RIST, 2001; RIVERO, 2002 apud FAVARETTO, 2006 p. 33). Isto sem falar
nas inúmeras adjetivações que surgiram à luz da crítica aos rumos do
desenvolvimento no capitalismo contemporâneo e que deram origem a teorias
inovadoras, como a do desenvolvimento como liberdade (SEN, 2000 apud
FAVARETTO, 2006, p. 33), ou a utopias de grande valor ético e social, como a
retórica do desenvolvimento sustentável. (COMISSÃO BRUNDTLAND, 1985 apud
FAVARETTO, 2006, p. 33).
Para Kayser (apud FAVARETTO, 2006, p. 33), a chave do desenvolvimento
das áreas rurais está no fator populacional e nos efeitos de enriquecimento da
sociedade em geral. Para Basile e Cecchi (1997 apud FAVARETTO, 2006, p. 115), a
questão está na diferenciação produtiva, na mudança da composição setorial da
economia das áreas rurais até a emergência das atividades não agrícolas:
diferenciação traz novos atores, novas formas de uso dos recursos naturais, novas
relações entre atores e entre setores, além de novos modos de integração do rural
ao sistema econômico. De acordo com Favaretto (2006), estes estudos, e tantos
outros que poderiam aqui ser citados, não respondem o que é justamente porque
estes efeitos não são generalizáveis para o conjunto de áreas rurais. E isto, pelo
simples fato de que não era esta a pergunta que está na base de seus esforços.
Mas há, desde os anos 70, diferentes programas de pesquisa tentando encontrar
estas respostas: os estudos dedicados à compreensão dos fenômenos de
desenvolvimento rural, propriamente ditos, aqueles consagrados à análise dos
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fenômenos de industrialização difusa, e aqueles destinados a compreender os
fatores de êxito e fracasso das tentativas de indução ao desenvolvimento.
Segundo Ploeg (2008), no mundo criado e estruturado pelos impérios
alimentares, tudo perde sua identidade. Os produtos alimentícios já não são
produzidos num determinado lugar, por determinadas pessoas, num determinado
momento e depois levados através de circuitos mais ou menos conhecidos, ou pelo
menos que se pode conhecer, até os consumidores.
O mesmo autor destaca que o efeito da artificialização do processo agrícola
de produção, o modo empresarial de fazer agricultura é caracterizado por um grau
elevado de modernização. Ou seja, as várias subtarefas de um processo de
produção e de trabalho anteriormente integral são transferidas para instituições
externas e agentes mercantis e controladas por eles. A partir desse momento, são
criadas novas relações de dependência entre essas instituições e agentes e as
unidades agrícolas envolvidas. Essas relações de dependência são de natureza
dupla: elas incluem novas relações mercantis, bem como relações técnicoadministrativas através das quais o processo de trabalho na unidade é prescrito,
condicionado e controlado.
Ploeg (2008) faz uma relação do modo camponês e empresarial de agir no
mercado. No modo camponês (que se fundamenta num distanciamento e autonomia
relativa), o mercado é, essencialmente, uma saída – o lugar onde os produtos são
vendidos quer isso seja vantajoso ou não. No modo empresarial, o mercado é,
acima de tudo, um princípio orientador. Devido ao grau elevado de integração e
dependência dos mercados, a unidade de produção empresarial tem de seguir a
“lógica de mercado”.
Segundo Samborski e Peroni (2008), para os agricultores familiares/
camponeses da região, o leite foi durante o final dos anos 90 e o início desse século
a principal alternativa produtiva para a geração de renda. A importância do leite não
está apenas na garantia de um ingresso financeiro mensal que permite o pagamento
das despesas e movimenta a economia, mas sim na sua presença em milhares de
pequenas propriedades que formam a estrutura agrária da região.
As cooperativas tritícolas que detinham grande parte do mercado do leite
optaram por concentrar suas atividades na cadeia de grãos e acabaram vendendo
sua participação do leite no setor. De acordo com Samborski e Peroni (2008), na
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região Noroeste Colonial, a saída das cooperativas do ramo leiteiro foi variada, mas
invariavelmente significou perda de espaço e atenção dedicada aos pequenos
produtores. Descobrir novas formas de resistir e permanecer enquanto produtores
de leite nessa situação, levou-os à constituição de grupos e cooperativas para a
comercialização e/ou agroindustrialização conjunta.
4 RESULTADOS
O município de Panambi é conhecido por ser um município industrial. A
formação da associação, logo após a constituição da COPEQ, foi formalizada
através de um plano de governo do poder público municipal da época, uma vez que
o meio urbano de Panambi é formado por indústrias que são o carro chefe gerador
de renda e desenvolvimento para o município, o campo também deveria ser
industrializado, através do associativismo. Na visão da administração municipal e
das entidades, o campo, comparado com o meio urbano, poderia melhorar e atingir
um desenvolvimento com as agroindústrias. Ploeg (2008) destaca que, desta forma,
os agricultores estariam buscando uma autonomia em um contexto caracterizado
por condições de dependência, marginalização e privações, permitindo ao homem
interagir com o mercado.
O plano de governo foi concretizado, foram criadas associações que
trabalhavam com máquinas e equipamentos para prestação de serviços, abatedouro
de frangos, agroindústria de geleias e conservas, criação de suínos e agroindústrias
de laticínios. Atualmente a COPEQ é o único empreendimento que trabalha de
forma associativa ou cooperada, os demais paralisaram as atividades ou se
tornaram empresas.
Pode ser afirmado que a COPEQ foi criada por políticas públicas
direcionadas, de cima para baixo, ou seja, baixa participação efetiva e interesse dos
associados. Os recursos para a implantação da associação foram financiados
através do Banco do Brasil, com baixos juros. A cooperativa obteve apoio do poder
público municipal e entidades ligadas à agricultura, para a implantação, e os grupos
interessados cederam terrenos para a construção. Surge, então, a dúvida se, talvez,
o associado não deveria ter participado mais, ter conhecimento de que a associação
e, por conseguinte, a cooperativa que ele estava construindo era de sua propriedade
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e, também, dos associados que viriam a se associar, uma vez que esta foi criada
sob a forma jurídica de cooperativa para possibilitar a realização do ato do comércio,
o que não é permitido à associação.
O crescimento do quadro social voltou-se exclusivamente para o preço e a
forma de recolhimento do leite, que era realmente uma necessidade da época. O
preço praticado através da cooperativa na época era atrativo em relação ao mercado
comprador de leite, ocasionando desconforto para a concorrência, atraindo
associados exclusivamente por preços e não por uma consciência de que o
cooperativismo é a forma ideal de enfrentar determinadas adversidades daquele
momento e talvez de momentos futuros.
No que se refere à questão do que mudou após a formação da cooperativa
para o associado até os dias atuais, foi possível perceber que a grande maioria dos
associados não tem clareza dos benefícios e pensa na forma de comercialização do
leite que está voltada exclusivamente para a ideia de receber o melhor preço, e no
fato de que as empresas concorrentes, muitas vezes, pagam mais. Os associados
não tem clareza da diferença de uma cooperativa para uma empresa e levam esta
falta de clareza para a cooperativa.
Os entrevistados não percebem os incentivos diretos por parte da
cooperativa, como as mudanças referentes à atividade leiteira, ou seja, o incremento
da produção que se destina ao manejo de animais, pastagens, qualidade do leite,
máquinas e equipamentos. Através da implantação de grandes plantas industriais na
região Noroeste do Estado do Rio Grande do Sul, pode-se perceber que as
mudanças estão mais voltadas para um sistema de produção que auxilia e promove
o crescimento da atividade leiteira, sendo esta ainda a principal atividade que gera
recursos para a pequena propriedade, mas que também promove a exclusão.
A forma como são criadas as associações e cooperativas se dá através de
interesses econômicos e sociais por parte de seus associados. Estes, através de um
objetivo e dificuldades enfrentadas em suas atividades, formam uma associação ou
cooperativa de acordo com seus interesses. Em certos casos, constituem-se por
entidades, como a Secretaria da Agricultura, Emater, Sindicatos, ou seja, sem a
participação dos agricultores, que são a sua base. Através das entrevistas, a
concepção por parte dos associados é de que a cooperativa foi formada porque
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estavam sendo explorados pelo mercado comprador de leite. A seguinte resposta é
dada quando é realizada a pergunta: “Como foi formada a cooperativa?” (AA 04).
Uma turma de produtores se ‘reuniram’ para ganhar mais pelo preço do
leite.
O transportador de leite terceirizado também influenciou os agricultores para
que estes se associassem e comercializassem o leite na cooperativa, isto quer dizer
que, embora muitos agricultores tenham se associado por necessidade e de forma
consciente, em certos casos, isso aconteceu por influência do próprio freteiro.
Dirigentes atuais e ex-dirigentes, principalmente associados que foram presidente ou
vice-presidente da cooperativa, apresentam clareza sobre como e por que a
cooperativa foi formada e do que é participar e ser cooperativista. Os mesmos
afirmam que a cooperativa iniciou através de incentivos e do auxílio de políticas
públicas, e que entidades, como a Prefeitura do Município de Panambi, Escritório
Municipal da Emater-RS/Ascar de Panambi e UNIJUÍ-Universidade Regional do
Noroeste do Estado do Rio Grande do Sul, auxiliaram em diversos momentos na
organização do quadro social, na administração e na agroindustrialização junto à
COPEC.
Após a formação da COPEQ eram as cooperativas tritícolas que organizavam
a coleta e a comercialização do leite para a Cooperativa Central Gaúcha Ltda.
(CCGL). Com a paralização das atividades da CCGL, os produtores, principalmente
os pequenos produtores, foram obrigados a comercializar o leite para um oligopólio,
sendo explorados por preços, foi então que a COPEQ auxiliou na organização e
comercialização do leite dos seus associados.
Após a formação da cooperativa, percebe-se que a mesma tem um
crescimento
expressivo
tanto
em
infraestrutura
como
em
associados.
A
infraestrutura composta por escritório, agroindústria, rampa de lavagem de
caminhões, caldeira, sistema de coleta de dejetos, veículo, equipamentos em geral e
sistema de inspeção é construída, em parte, através de políticas públicas. A
estrutura física para o processamento do leite da cooperativa atende às suas
necessidades e é bem localizada. A cooperativa tem o Sistema de Inspeção Federal
(SIF), que possibilita à mesma comercializar os seus produtos para todo o território
nacional, o que demonstra que uma pequena agroindústria deve seguir as mesmas
regras de uma grande agroindústria.
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A concepção defendida atualmente de que a agricultura familiar pode
industrializar a sua produção é de grande relevância, sendo esta, também, uma das
formas de manter o jovem no campo. Os princípios que levaram à criação da
associação e, por conseguinte, da COPEQ, de acordo com o entrevistado ER 11
foram:
Trabalhar com associados de comunidades próximas, com uma produção
de leite mais limpa, formar uma identidade ao produto, ter satisfação do
consumidor no momento da compra. O associado estar integrado com a
cooperativa, ou seja, a cooperativa diferenciar o produto das grandes
empresas, sendo criada uma identidade ao produto.
O entendimento no momento da criação da cooperativa vai contra as formas
de produção e mercado das grandes indústrias de laticínios. De acordo com Ploeg
(2008), no mundo criado e estruturado pelos impérios alimentares, tudo perde sua
identidade. Os produtos alimentícios já não são produzidos num determinado lugar,
por determinadas pessoas, num determinado momento e depois levados através de
circuitos mais ou menos conhecidos, ou pelo menos que se pode conhecer, até os
consumidores.
Perguntou-se aos entrevistados se surgiram problemas após a formação da
cooperativa. A grande maioria respondeu que não tem informação suficiente, mas,
ao realizar as entrevistas com extensionistas da Emater e ex-dirigentes da
cooperativa ou dirigentes atuais, os mesmos apresentam clareza sobre o assunto e
respondem que a cooperativa, desde a sua formação, sofreu com problemas
administrativos, fiscais, tributários, agroindustrialização e com o quadro social, ou
seja, a cooperativa não contou com profissionais (colaboradores) que realmente
dominassem
o
assunto,
para
que
não
ocorressem
dificuldades
que
comprometessem o bom andamento da cooperativa. Isso é destacado através do
entrevistado ED 15:
O grande problema é a consciência de ser cooperativista, a concorrência
é muito forte, deve haver diferença no produto, ou seja, por quantidade ou
qualidade. Gastavam muito dinheiro para adequar e sempre faltava
alguma coisa. Colocar um administrador, faltou isso no passado, gente de
conhecimento, não contrataram profissionais na gestão e na produção.
Foi relatado através do ER 11 que, após a agroindústria estar pronta para o
funcionamento, os associados não tinham poder para tomar decisões e colocar em
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funcionamento a compra do leite, a agroindústrialização e a comercialização. O
entrevistado ER 11 destaca:
A prefeitura que iniciou o funcionamento da agroindústria, a prefeitura
fazia a licitação da compra de leite dos agricultores e agroindustrializou
por um determinado tempo, todos os funcionários eram da prefeitura.
A política pública que a prefeitura estava implementando pode ser destacada
como uma tentativa de indução ao desenvolvimento, de acordo com Favaretto
(2006), os estudos dedicados à compreensão dos fenômenos de desenvolvimento
rural, propriamente ditos, aqueles consagrados à análise dos fenômenos de
industrialização difusa, e aqueles destinados a compreender os fatores de êxito e
fracasso das tentativas de indução ao desenvolvimento.
Perguntou-se, também, se a agroindústria é viável, se é interessante para a
cooperativa retomar a agroindustrialização. Os entrevistados que tiveram a
oportunidade de ter uma participação junto à cooperativa respondem que sim, de
acordo com ER 10:
É interessante retomar agroindustrialização, possui viabilidade, possibilita
agregação de valor ao produto processado, o ponto de venda é excelente,
possibilidade de venda para a merenda escolar. Mas o que falta é os
associados se sentirem donos da cooperativa.
A cooperativa pode ser viável, pois o momento é favorável para
comercialização dos produtos oriundos da agricultura familiar, mas, ao mesmo
tempo, devemos levar em consideração que a mesma deve ter uma gestão que
possibilite que os associados sintam-se parte da cooperativa, uma vez que o
cooperativismo é uma forma de possibilitar autonomia às pessoas. Ploeg (2008)
destaca que a luta social deve ser vista como um esforço substancial para melhorar
os recursos disponíveis, provocando pequenas adaptações que, no seu conjunto,
contribuem para a criação de um bem-estar aumentado, de uma renda mais elevada
e de melhores perspectivas de futuro. Neste aspecto, a cooperação é
frequentemente um mecanismo-chave.
Através das dificuldades enfrentadas pela cooperativa do estudo de caso,
deve-se levar em consideração que, ao fomentar a criação de uma associação ou
cooperativa, deve-se discutir com as bases, que são formadas pelas pessoas que
vão buscar pela realização dos seus interesses e objetivos, ou seja, deve-se dar
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em Busca de Desenvolvimento para seus Associados na Região Noroeste Colonial - Rio
Grande do Sul: o caso da COOPEQ
capacidade e autonomia aos associados. A extensão rural e as entidades públicas e
privadas devem estar presentes, mas a autonomia das associações e cooperativas
deve existir.
5 CONSIDERAÇÕES FINAIS
O principal objetivo da criação desta organização através de entidades
fomentadoras do processo era de promover o desenvolvimento do associado e,
consequentemente, da região de atuação da cooperativa. A cooperativa exerce um
papel social importante para os seus associados da agricultura familiar, apesar de
enfrentar dificuldades no âmbito financeiro, organizacional e no processo de
agroindustrialização. Os sócios produzem em baixa escala de produção e com
dificuldades para produzir leite dentro dos padrões de qualidade, sendo necessário o
apoio das organizações cooperativas para a comercialização do leite in natura e a
agroindustrialização, dentre outras atividades, ou correm o risco de estar fora do
processo de comercialização.
A outra questão observada é de que existe consenso entre empresas do ramo
lácteo de que as organizações cooperativas não são interessantes e utilizam-se de
estratégias mercadológicas que favorecem a desestruturação do associativismo,
tornando a cooperativa – neste caso, a do presente estudo –, extremamente frágil,
em um mercado globalizado e competitivo.
Através deste estudo de caso, podemos observar que ocorreram e ocorrem
investimentos consideráveis em estruturas que possibilitam a agroindustrialização e
a refrigeração do leite para a agricultura familiar, através de políticas públicas que,
em certos casos, são pré-estruturadas de fora para dentro, sendo que, muitas vezes,
é meramente o que as grandes indústrias já operacionalizam, com grande
competitividade e tornando os produtores dependentes. Ploeg (2008) destaca que
as relações de dependência são de natureza dupla: elas incluem novas relações
mercantis, bem como relações técnico-administrativas através das quais o processo
de trabalho na unidade é prescrito, condicionado e controlado através dos impérios
alimentares.
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em Busca de Desenvolvimento para seus Associados na Região Noroeste Colonial - Rio
Grande do Sul: o caso da COOPEQ
Para haver o fortalecimento e o desenvolvimento das cooperativas que
trabalham ou que pretendem trabalhar com agroindustrialização e comercialização
do leite, como o exemplo do presente estudo, é necessário:
Em primeiro lugar, realizar trabalhos de base com associados, nas cadeias
produtivas e educação cooperativa. É interessante que as cooperativas da
agricultura familiar trabalhem com seus sócios através de núcleos por aproximação
e, através destes núcleos, os associados podem receber informações das ações
realizadas pela cooperativa periodicamente. Podem ser inseridos nestes núcleos
trabalhos de fomento na produção e cursos de formação em educação cooperativa,
principalmente com crianças e jovens.
Em segundo lugar, a organização de serviços de máquinas, equipamentos e
compra de insumos para os associados. O associado, através de suas atividades na
agricultura, necessita de serviços para o bom andamento de sua propriedade. Estes
serviços podem ser realizados, muitas vezes, pelo próprio associado, através de
suas máquinas e equipamentos, o que pode, porém, gerar ociosidade e custos
desnecessários. Então, a cooperativa, de forma coletiva, pode fornecer estes
serviços aos associados. A compra coletiva de insumos auxilia na barganha de
preços. A cooperativa, através da diversificação de suas atividades, pode fidelizar o
associado, ou seja, quanto maior o número de atividades a oferecer, de forma
transparente e rentável, mais a cooperativa se fortalece junto a seu associado.
Em terceiro lugar, mostrar as funções das cooperativas para os atores sociais
e a importância que as mesmas exercem para a agricultura familiar. É interessante
que as cooperativas da agricultura familiar divulguem suas ações, suas funções e a
sua importância, para os diversos atores sociais de sua área de ação, pois estes
atores, ao conhecerem a cooperativa, poderão auxiliar e fortalecer a mesma.
Em quarto lugar, organizar a comercialização para mercados institucionais. A
cooperativa pode auxiliar na organização e comercialização para os mercados
institucionais, ou seja, a cooperativa, conhecendo o que seus associados produzem,
pode buscar mercados e fazer a comercialização destes produtos, melhorando a
renda do associado e auxiliando na viabilização da cooperativa.
Em quinto lugar, diferenciar os produtos, usar ferramentas para garantir a
qualidade e a identidade ao consumidor. Os produtos produzidos através das
agroindústrias das cooperativas e de seus associados podem ser diferenciados dos
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produtos tradicionais encontrados no mercado e que são produzidos por grandes
indústrias. Ou seja, pode-se agregar valor, por exemplo, através do queijo produzido
com leite oriundo da agricultura familiar de determinada região, produzido de forma
mais limpa. Atinge-se, assim, o objetivo central, que é diferenciar e agregar valor ao
produto da agricultura familiar.
Em sexto lugar, a intercooperação entre as cooperativas da agricultura
familiar. Através da intercooperação, as cooperativas podem suprir as necessidades
umas das outras, aumentando o poder de barganha entre as mesmas, fortalecendo
as relações econômicas e sociais, beneficiando o associado e fortalecendo o
cooperativismo.
Portanto,
pode-se
afirmar
que
estamos
realizando
processos
de
desenvolvimento rural, ou, ao contrário, estamos copiando exatamente os modelos
tradicionais praticados pelas grandes empresas. Ploeg (2008) afirma que, no modo
empresarial, o mercado é, acima de tudo, um princípio orientador. Devido ao grau
elevado de integração e dependência dos mercados, a unidade de produção
empresarial tem que seguir a “lógica de mercado”.
As cooperativas que são administradas com o objetivo de somente criar
condições de melhorias de preço e entrar na lógica de competição por preços do
leite in natura e, até mesmo, de seus subprodutos correm riscos econômicos e
sociais.
REFERÊNCIAS
BRASIL. Ministério de Desenvolvimento Agrário. Linhas de crédito: conheça as
linhas de crédito do Pronaf: Brasília, 2013. Disponível em: <http://www.mda.gov.br/
portal/saf/programas/pronaf/2258856>. Acesso em: 17 jun. 2013.
FAVARETO, A. Paradigmas do desenvolvimento rural em questão: do agrário ao
territorial. 2006. 200 f. Tese (Doutorado em Ciência Ambiental) – Programa de PósGraduação em Ciência Ambiental, Universidade de São Paulo, São Paulo, 2006.
GERHARDT, T. E. ; SILVEIRA, D. T. (Org.). Métodos de pesquisa. Porto Alegre:
Editora da UFRGS, 2009. 120 p.
PERONI, N. D. Redes de cooperação versus custo de transação: um estudo de
caso da Associação Gaúcha de Empreendimentos Lácteos (AGEL) na mesorregião
noroeste do Rio Grande do Sul. 2009. Dissertação (Mestrado) Programa de Pósgraduação em Extensão Rural, UFSM, Santa Maria, RS, 2009.
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Grande do Sul: o caso da COOPEQ
PLOEG, J. D. Camponeses e impérios alimentares: lutas por autonomia e
sustentabilidade na era da globalização. Porto Alegre: Editora da UFRGS, 2008.
SAMBORSKI, T.; PERONI, N. O movimento das novas cooperativas da
agricultura familiar/camponesa e a diferenciação no cooperativismo
agropecuário na Região Noroeste Colonial do RS. Santo Augusto: Instituto
Federal Farroupilha; ASCAR/EMATER-RS, 2008.
ANEXO A - LISTA DE ABREVIATURAS
AA= Associados Ativos
ER= Extensionista Rural
ED= Ex-Dirigente
ER= Extensionista Rural
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