O ENSINO DE ARTE NA REDE PÚBLICA DO ESTADO DO ESPIRITO SANTO: UMA ANÁLISE DE SUA APLICABILIDADE NO ESPAÇO ESCOLAR FONSECA Maria da Penha Secretaria de Estado da Educação do Espírito Santo Faculdade Novo Milênio SILVA Mirtes Angela Moreira Secretaria de Estado da Educação do Espírito Santo RESUMO O Ensino da Arte na Educação Básica enfrenta desafios mesmo depois de dezessete anos de promulgada a Lei de Diretrizes e Bases da Educação Nacional - LDB nº 9394/96 determinando sua obrigatoriedade em toda Educação Básica, pois não há professores habilitados atender a demanda das escolas. No Estado do Espírito Santo investimentos e ações têm sido desenvolvidos, porém constata-se a carência de profissionais habilitados para a regência de ensino de arte. A Secretaria de Estado da Educação do Espírito Santo (SEDU), por meio da Assessoria de Esporte e Cultura na Escola tem realizado de ações de formação continuada visando a construção de conhecimentos em ensino de arte, tais como cursos, seminários, workshops para professores, concertos musicais didáticos, espetáculos cênicos didáticos e visitas às exposições de artes visuais, eventos em Educação e Arte. Considerando que no estado não há número suficiente de professores habilitados em Artes Visuais, menos ainda em licenciatura em Música, estabeleceram-se parcerias para a Formação Continuada dos professores já atuantes nas escolas da rede pública estadual. Dentre as ações de formação continuada com o professor, a que tem envolvido o maior número de professores e que tem alcançado maior efeito dentro do espaço da escola é a parceria estabelecida com o Serviço Social do Comércio do Espírito Santo – SESC/ES, cujo setor de cultura tem proposto desde o ano de 2010 a Formação com professores de Arte em diferentes linguagens artísticas. Não defendemos a polivalência e consideramos fundamental que o Ensino da Arte seja lecionado por professores habilitados de acordo com sua formação na linguagem artística, no entanto, esta não é a realidade que vivemos, assim, temos buscado meios de proporcionar subsídios aos professores para que possam elaborar e desenvolver seus projetos nas diferentes linguagens. Paralelamente, vamos mudando formas de percepção e valorização da Arte para a formação do aluno por parte de nossos pares na comunidade escolar e buscando meios de ampliar espaços para o Ensino da Arte. Palavras chave: Ensino de Arte. Formação Continuada. Aprendizagem. RESUMEM El resumen que la educación del arte en las caras básicas de la educación desafía iguales después de años del dezessete de promulgó la ley de líneas de la dirección y de bases de la educación nacional - nº 9394/96 de LDB que determinaba su obligatoriness en toda la educación básica, por lo tanto no ha calificado a profesores tomar el cuidado de la demanda de las escuelas. En el estado de las inversiones y de la acción de Espirito Santo se han desarrollado, no obstante es carencia evidenciada de los profesionales cualificados para la regencia de la educación del arte. La secretaria del estado de la educación del Espirito Santo (SEDU), por medio del Assessorship del deporte y cultura en la escuela ha llevado a través de la acción de la formación continuada que tenía como objetivo la construcción del conocimiento en la educación del arte, tal como cursos, los seminarios, los talleres para los profesores, los conciertos musicales didácticos, los espectáculos escénicos didácticos y las visitas a las exposiciones de artes visuales, los acontecimientos en la educación y arte. La consideración de eso en el estado le no tiene bastante número de los profesores todavía cualificados en los artes visuales, menos en licenciatura en la música, sociedades para la formación continuada de los profesores de funcionamiento ya en las escuelas del estado que la red pública había sido establecida. Entre las acciones de la formación continuadas con el profesor, el que ha implicado el número más grande de los profesores y a que ha alcanzado un efecto más grande dentro del espacio de la escuela es la sociedad establecida con el servicio social del comercio de Espirito Santo - SESC/ES, que sector de cultura ha considerado desde el año de 2010 la formación con los profesores del arte en diversas idiomas artísticas. No defendemos la polivalencia y consideramos básico que Ensino del arte es lecionado de los profesores cualificados de acuerdo con su formación en la lengua artística, sin embargo, ésta no es la realidad que vivimos, así, ha buscado mitad para proporcionar subsidios a los profesores de modo que puedan elaborar y desarrollar sus proyectos en las diversas idiomas. Paralelo, vamos a cambiar formas de opinión y la valuación del arte para la formación de la pupila de parte de nuestros pares en referente a comunidad de la escuela y a buscar mitad para extender los espacios para Ensino del arte. Llave de las palabras: Educación del arte. Formación continuada. El aprender. Palabras clave: Ensino del arte. Formación continuada. Aprendizagem. INTRODUÇÃO Nos dias de hoje o Ensino da Arte na Educação Básica enfrenta desafios e busca garantir seus espaços de atuação. Mesmo após dezessete (17) anos da promulgação da Lei de Diretrizes e Bases da Educação Nacional LDB nº 9394/96 determinando a obrigatoriedade do Ensino de Arte na Educação Básica percebe-se que esta não foi contemplada em sua totalidade nos estados brasileiros. No Estado do Espírito Santo investimentos e ações têm sido desenvolvidos, porém constata-se a carência de profissionais habilitados para a regência de ensino de arte, não só em cidades do interior, mas também na Região da Grande Vitória. A Formação inicial dos professores se dá na Universidade Federal do Espírito Santo, com os cursos de licenciatura plena em Artes Visuais e Músicas (presencial) em Vitória; e Artes Visuais/Educação à Distância via Polos da Universidade Aberta do Brasil – UAB, localizados pelo interior do Estado. O curso de Licenciatura em Artes Visuais/EAD formou sua primeira turma, porém ainda não atende a demanda das escolas da rede pública estadual. Segundo Iavelberg (Disponível em: http://aguarras.com.br/2007/05/04/entrevista-comrosa-iavelberg Acesso em 28/03/2011) a docência em arte feita por pessoas consideradas não capacitadas adequadamente ocorre em prejuízo em um ensino de arte, pois o tempo didático costuma ser curto, e se neste tempo não se oferece aos alunos a oportunidade de aprendizagem, por falta de profissionais preparados, privando-o de participação sociocultural informada e de ações criativas, nas quais, sua subjetividade dialoga com as produções individuais, coletivas e de artistas em diferentes linguagens artísticas. Além disto, escolhas teóricas inadequadas e orientações didáticas equivocadas podem imprimir uma visão deformada de arte, sem qualidade artística e estética. A qualidade no ensino de arte no espaço escolar só será possível quando os avanços teóricos conceituais e metodológicos estiverem a serviço de uma efetiva formação dos profissionais, tanto inicial quanto continuada, promovendo assim uma mudança de atitude perante a complexidade do processo ensino aprendizagem da arte. Em concordância com Iavelberg e a fim de buscar alternativas para amenizar a falta de professores de arte com conhecimentos específicos na sala de aula levantamos alguns questionamentos relativos à aplicabilidade do documento curricular em escolas da educação básica na rede pública estadual: Quais soluções poderiam ser aplicadas para superar o déficit de professores habilitados? E não habilitados? Como o currículo proposto pelo Currículo Básico Comum tem sido trabalhado? Como são realizados estudos para sua compreensão, assimilação e aplicação? Quais recursos são utilizados pelos professores de arte? Quais linguagens e expressões artísticas são priorizadas? Como o campo das visualidades (novas mídias) se integram ao currículo? Como avaliam o processo de aprendizagem dos alunos? Partindo das questões acima levantadas, a Secretaria de Estado da Educação do Espírito Santo (SEDU), por meio da Assessoria de Esporte e Cultura na Escola tem realizado a proposição de ações que ampliem os espaços de construção de conhecimentos em ensino de arte, tais como cursos, seminários, workshops para professores, concertos musicais didáticos, espetáculos cênicos didáticos e visitas às exposições de artes visuais, eventos em Educação e Arte como proposta de formação continuada do professor de Arte da Rede Estadual nos últimos anos. Serve-nos como aporte teórico pesquisas realizadas por estudiosos sobre o Ensino da Arte, da manipulação da imprensa escrita (jornais e revistas), catálogos, meios eletrônicos, meios audiovisuais, material cartográfico e outras publicações específicas sobre a temática. O corpus empírico é delimitado a partir do diálogo entre o que está proposto no Currículo Básico Estadual / ARTE e os relatos de experiência no ensino de arte no ensino fundamental e médio apresentados nos Encontros Regionais de Professores de Arte nas onze Superintendências Regionais de Educação do Estado do Espírito Santo. O ENSINO DA ARTE E SUA OBRIGATORIEDADE Para uma melhor contextualização dos encaminhamentos dados à proposta resgataremos um pouco da trajetória do ensino de arte a partir da LDB nº 9394/96, com o objetivo de situar a área dentro das políticas de educação no tocante de sua obrigatoriedade, dos documentos que nortearam seu ensino na rede de ensino público e a formação continuada do professor de arte: Somente a partir da LDB, Lei nº 9394/96, § 2°, definindo a obrigatoriedade do ensino de arte no Brasil é que esta foi introduzida na organização curricular da educação infantil, ensino fundamental e ensino médio. Esta lei também determina que a formação do professor “far-se-á em nível superior, em curso de licenciatura, de graduação plena”, admitindo a formação no Curso Normal de nível médio para as séries iniciais do ensino fundamental e educação infantil; estabelece 300 horas de prática de ensino (BRASIL, 1997, p. 52, 67-68). A situação da formação dos professores de Arte no Brasil tem uma história peculiar. Os conhecidos Cursos de Educação Artística, que surgiram na década de 70, foram conseqüência da primeira obrigatoriedade institucional de ensino da Arte na escola brasileira. [...] Na década de 80, o fracasso dessas licenciaturas curtas e da própria polivalência foi amplamente discutido pelos professores em seus encontros e associações e os cursos buscaram reformular seus currículos se adequando às demandas daquele momento. Os cursos de licenciatura em Arte no Brasil vêm, ao longo de sua história, caminhando a reboque das políticas educacionais implantadas, tentando conjugar estas exigências com as necessidades dos professores. O quadro que se apresenta hoje não é diferente. Depois de passar por um processo de avaliação da Comissão de Especialistas do Ensino das Artes (CEEARTES), das Comissões do MEC e da própria Federação de Arte Educadores do Brasil (FAEB), quase todas as licenciaturas em Arte do país vêm buscando adequar-se à nova LDB 9394/96 e aos Parâmetros Curriculares Nacionais divulgados em 1998 (COUTINHO, in BARBOSA, 2002, p. 154). Os Parâmetros Curriculares Nacionais - PCN/ARTE, lançado em 1998, apresenta orientações aos professores de arte, inclusive que este tenha momentos de experimentações e vivências de criação pessoal em arte. Tais momentos lhe propiciam a assimilação de conhecimentos específicos, a transposição didática nas situações de aprendizagem, evitando que ele esteja preso a atividades prontas – as famosas receitinhas. Ou seja, o professor de arte deve, no mínimo, saber sobre arte, saber sobre aprendizagem em arte e ter experiência em processo de criação pessoal. Para Iavelberg (2003) sem fascinação pela arte é difícil empreendermos uma formação continuada. É preciso que o professor se sinta estimulado para envolver-se com o estudo e a reflexão da arte na escola, e que amplie o pensar crítico, valorizando as atividades em sala de aula, desenvolvendo práticas de ver e conhecer a arte, assim como frequentar espaços culturais da cidade e/ou o estado. É necessário que o professor seja um estudante fascinado por arte, pois só assim terá que ensinar e transmitir a seus alunos a vontade de aprender. Nesse sentido, um professor mobilizado para a aprendizagem contínua, em sua vida pessoal e profissional, saberá ensinar essa postura a seus estudantes (IAVELBERG, 2003, p. 12). Nos anos de 2007 e 2008, a Secretaria de Educação do Estado do Espírito Santo, promoveu a formação continuada, com o intuito de construir uma proposta curricular que levasse em conta o contexto local sem perder de vista questões fundamental para os processos de aprendizagem das áreas de conhecimento. Foram convidados consultores para todas as áreas de conhecimento, que se propuseram a desenvolver um trabalho que priorizasse um currículo com foco integrado para o Ensino Fundamental e Médio, em que professores e gestores pudessem participar efetivamente na construção curricular. Após documento escrito e publicado, temos o desafio do art. 3º da Lei nº 11.769, de 18/8/2008, que determina que os sistemas de ensino terão três anos letivos para se adaptarem a essa exigência, no caso da música o prazo foi agosto de 2011.“§ 6º A música deverá ser conteúdo obrigatório, mas não exclusivo, do componente curricular de que trata o § 2o deste artigo”. Não se pode dizer que aqui se inicia um processo de formação continuada, mas podemos sinalizar uma nova etapa, com o objetivo de rever e (re) avaliar questões relevantes para o ensino e aprendizagem de acordo com o contexto no qual está inserido. A FORMAÇÃO CONTINUADA DO PROFESSOR DE ARTE Sabe-se que é dever do Estado e/ou da instituição de ensino possibilitar aos professores a formação continuada, não só pela responsabilidade social, mas também pela necessidade das práticas educacionais estarem articuladas com os rumos desejados para a educação. A formação habilita o professor a exercer adequadamente sua função e garante ao aluno um ensino de qualidade. E nos últimos anos, a escola pública vem conquistando junto às Secretarias de Educação novas expectativas quanto a um projeto de educação continuada, com o oferecimento de cursos, convênios com Universidades, programas de extensão e pelas próprias secretarias, as quais são realizadas de forma presencial ou à distância. Considerando que não há na rede pública do Estado do Espírito Santo número suficiente de professores habilitados em Artes Visuais, que são poucos profissionais habilitados com licenciatura em Música, que no estado não havia formação em nível superior em Artes Cênicas/Teatro e que na dança a maioria são os professores de Educação Física que atuam, estabeleceram-se parcerias para a Formação Continuada dos professores já atuantes nas escolas da rede pública estadual. De acordo com Ferraz e Fusari (1992) o professor de arte precisa saber arte e saber ser professor de arte; saber os conteúdos e os procedimentos a fim de propiciar a si e a seus alunos momentos de criação e reflexão do/com o objeto artístico. Ou seja, ensinar arte exige domínio de conhecimentos específicos em arte e dos fundamentos do seu ensino, inclusive da proposta curricular da instituição à qual se está ligado. Somente a intimidade com o fenômeno artístico e com o educacional pode possibilitar ao professor o exercício da sua flexibilidade na articulação dos conteúdos, recursos e técnicas em sala de aula. Teoria e prática juntas podem estar presentes em um percurso artístico pessoal e provocar a ressignificação da atividade docente em arte. Dentre as ações de formação continuada com o professor, desenvolvidas pela SEDU/Assessoria de Esporte e Cultura na Escola, a que tem envolvido o maior número de professores e que tem alcançado maior efeito dentro do espaço da escola é a parceria estabelecida com o Serviço Social do Comércio do Espírito Santo – SESC/ES, cujo setor de cultura tem proposto desde o ano de 2010 a Formação com professores de Arte em diferentes linguagens artísticas. A princípio, em 2010 a Formação em Teatro foi realizada como projeto piloto com carga horária de 150 horas, envolvendo trinta (30) professores da rede estadual, que foram selecionados, tendo como um dos critérios de classificação já desenvolver projetos na linguagem teatral dentro do espaço escolar. Os professores envolvidos participaram de seis encontros realizados aos finais de semana, na sexta-feira, sábado e domingo. Após a conclusão dos encontros, os professores desenvolveram um projeto com um grupo em sua escola de origem e apresentaram nas suas respectivas regionais. Nos ano de 2011, o SESC/ES Cultura ampliou a formação proposta no ano anterior, oferecendo além da linguagem do Teatro; o Cinema, a Dança e a Música. Os professores tiveram conhecimento a partir da publicação de Edital e se inscreveram na linguagem que mais se identificaram. Foram selecionados trinta (30) professores por linguagem, cada uma delas com uma proposta de conteúdos específicos à mesma. O desenho da formação foi mantido em carga horária e desenvolvimento de projeto junto aos alunos de suas respectivas escolas. Os projetos de Teatro, Dança e Música foram apresentados na escola e nas Regionais Estadual de Educação. Dois grupos de Teatro e dois de Dança foram convidados a se apresentarem nas finais dos JOGOS NA REDE11, realizado no mês de novembro em Guarapari/ES. Os projetos desenvolvidos com a linguagem do Cinema foram apresentados para a comunidade escolar e ao final do ano participaram da MOSTRA DE CURTAS, realizado no CINE JARDINS, em Vitória/ES. No ano de 2012, o SESC/ES Cultura a pedido do SESC Nacional, abriu o Encontro de Formação a outras Redes de Ensino, envolvendo então também professores de rede municipal e privada. Com a mesma carga horária da primeira edição, mas sendo realizado apenas aos sábados e domingos. Considerando a experiência com a Mostra de Curtas, da Formação de Cinema do ano anterior e dos resultados obtidos nos projetos realizados pelos professores junto aos seus alunos na linguagem do Teatro, a Assessoria de Esporte e Cultura/SEDU percebeu a necessidade da organização da Mostra Estadual de Teatro, realizada no Theatro Carlos Gomes, em dois dias consecutivos. A mostra foi uma experiência de muita emoção, apreciação e contemplação, tanto para nós, equipe de técnicos da secretaria, quanto para os professores e seus alunos, ao terem suas produções realizadas no espaço escolar apresentado no palco do principal teatro do estado. EEEFM Arquimino Mattos/ SRE de Guaçuí Fonte: do Autor 1 EEEFM Joaquim Fonseca/SRE de São Mateus Fonte: do Autor JOGOS NA REDE – ação esportiva e cultural entre os estudantes das escolas do Ensino Médio da rede estadual de educação. Está previsto no Projeto de Desenvolvimento Integrado de Ações de Esporte e Cultura nas Escolas da Rede Estadual. Acontece em duas etapas: regional e Final. Em 2013, o SESC/ES Cultura ampliou o Projeto de Formação inserindo também o curso Artes Visuais, com foco na Arte Contemporânea e o curso de Literatura, totalizando agora seis linguagens. As vagas foram divididas entre SEDU, outras redes de ensino e artistas plásticos. Nesta proposta foram convidados professores da área de linguagens e códigos da rede pública estadual, por meio de edital próprio, os quais foram inscritos e selecionados, conforme distribuição de vagas por regional. A etapa presencial do curso já foi concluída no mês de julho, estando em realização às etapas regionais de Teatro, Dança e Música. Durante o mês de agosto, o SESC/ES realizará a etapa regional do Projeto ALDEIA SESC, no qual são apresentados espetáculos cênicos durante uma semana. Os professores participantes das turmas de Teatro e Dança, participam de oficinas com os grupos profissionais e trazem seus alunos para assistirem aos espetáculos de teatro e dança. No mês de outubro, o SESC/ES Cultura realizará o Seminário “PIC Art”, com palestras, mesas redondas e apresentação de pôsteres relatando as práticas desenvolvidas pelos professores que integraram as turmas da Formação em Arte em 2013. CONSIDERAÇÕES FINAIS Consideramos fundamental que o Ensino da Arte seja lecionado por professores habilitados de acordo com sua formação na linguagem artística. Não defendemos a polivalência, porém, não é esta a realidade do estado do Espírito Santo. Assim sendo, temos buscado meios de proporcionar subsídios aos professores para que possam elaborar e desenvolver seus projetos nas diferentes linguagens. Paralelamente, vamos mudando formas de percepção e valorização da Arte para a formação do aluno por parte de nossos pares na comunidade escolar e buscando meios de ampliar espaços para o Ensino da Arte. Reconhecemos que não existem fórmulas mágicas ou caminhos definitivos e homogêneos, mas estamos em construção e encontramos algumas respostas para as questões levantadas no início deste artigo: Para superar o déficit de professores habilitados nas diferentes linguagens temos buscado fornecer-lhes subsídios teóricos e práticos; Garantia do horário de planejamento semanal para estudo e consulta ao Currículo Básico Comum /ARTE; Observou-se o uso de diferentes recursos em sala de aula, tanto para aula teóricas quanto práticas, pois apesar de poucas escolas possuírem sala ambiente, as escolas possuem equipamentos de multimídia, inclusive várias com quadro digital; As novas mídias são bastante utilizadas nas séries finais do Ensino Fundamental e Médio, inclusive, animação de vídeo, cinema e fotografia; Com relação à questão “Avaliação”, percebemos durante o acompanhamento da Formação Continuada deste ano que era um assunto a ser trabalhado e o inserimos como temática do VII Fórum Estadual de Educação Física Escolar / III Encontro de Professores de Educação Física e Arte que acontecerá ao final do mês de novembro, em Vitória, envolvendo trezentos professores. Defendemos que a proposta curricular em Arte será um instrumento funcional para a escola se, paralelamente, houver um trabalho de formação continuada, composta de estudos, relatos de experiência das ações docentes, avaliação da aprendizagem e construção contínua do conhecimento. Para tanto, o professor também deve se preocupar com sua formação inicial e continuada, estar em constante busca na ampliação do conhecimento e consciente de sua importância na inserção do aluno na arte. Principalmente nos dias atuais, em que as tecnologias e as informações evoluem de tal forma que podemos nos considerar defasados em muito pouco tempo, por isso é preciso formar, fundamentar conhecimentos sobre as tecnologias: conhecimentos técnicos e teóricos. Ser um pesquisador, buscar sua autoformação cultural, pensar em mudanças para a melhoria de sua prática pedagógica, privilegiar uma concepção da arte na criação, na vivência, na prática artística, como prática simbólica, a fim de criticar e refletir sobre a vida contemporânea. A forma como os demais profissionais da educação, alunos e familiares reconhecerão seu trabalho depende de seu desempenho pedagógico. “É necessário que o professor seja capaz de construir sua própria competência, movido por ações de querer, poder, dever e fazer, apropriando-se conscientemente da própria vontade de construir-se competente” (BUORO, 2002). É preciso organização e sistematização das propostas de arte, pois por meio delas podemos conquistar novos espaços no currículo educacional e, quem sabe, mudar o rumo da Arte no sistema educacional e até mesmo mudar esse sistema, ainda tão engessado e tão distante do que realmente pensamos e desejamos para o ensino da arte em nosso tempo/espaço/lugar. Teoria e prática devem se relacionar com o contexto no qual está inserido. É preciso ter o espaço de sala de aula como espaço de diálogo crítico e criativo e de produção permanente de conhecimento. REFERÊNCIAS BARBOSA, Ana Mae. Tópicos Utópicos. Belo Horizonte: C/Arte, 1998. _________.( org.) Arte-educação: leitura no subsolo. São Paulo: Cortez, 1997. _________.(org.) Inquietações e mudanças no ensino da arte.São Paulo: Cortez, 2002. BARBOSA, Ana Mãe. COUTINHO, Rejane Galvão (org.). Arte-Educação como mediação cultural e social. São Paulo: Editora UNESP, 2009. BRASIL, Ministério da Educação e do Desporto. Secretária de Educação Fundamental. Parâmetros Curriculares Nacionais: Arte. Brasília: MEC/SEF, 1997. BUORO, Anamélia Bueno. Olhos que pintam O olhar em construção: uma experiência de ensino e aprendizagem da arte na escola. São Paulo: Cortez, 1996. ___________. O Olhar em Construção: uma experiência de ensino e aprendizagem da arte na escola. 5. ed. São Paulo: Cortez, 2001. ESPÍRITO SANTO (Estado). Secretaria de Educação. Ensino Médio: área de Linguagens e Códigos (Currículo Básico Escola Estadual; v. 01) / Secretaria da Educação – Vitória: SEDU, 2009. FACCI, M.G.D. Valorização ou esvaziamento do trabalho do professor: um estudo crítico-comparativo da Teoria do Professor Reflexivo, do Construtivismo e da Psicologia Vigotskiana. Campinas: Autores Associados, 2004. FUSARI, Maria F. R.; FERRAZ, Maria H. C. T. Arte na educação escolar. São Paulo: Cortez, 1992. IAVELBERG (Disponível em: iavelberg Acesso em 28/03/2011) http://aguarras.com.br/2007/05/04/entrevista-com-rosa- ____________. Para Gostar de Aprender Artes: sala de aula e formação de professores. Porto Alegre: Artmed, 2003. LAKATOS, E. M.; MARCONI, M. A. Metodologia científica. 4. ed. São Paulo: Atlas, 2004. FONSECA Maria da Penha Mestra em Educação pela Universidade Federal do Espírito Santo; Especialização em Abordagens Contemporâneas em Arte-Educação/UFES; Graduada em Licenciatura Plena Ed Artística - Artes Plásticas (UFES). Atua na Secretaria do Estado da Educação do Espírito Santo como Coordenadora de Ação e Formação na Assessoria de Esporte e Cultura na Escola; Professora do Curso de Pedagogia na Faculdade Novo Milênio e Coordenadora do Polo Arte na Escola/FNM. Link para o currículo Lattes: http://lattes.cnpq.br/6644156236926277 SILVA Mirtes Angela Moreira Especialização em Abordagens Contemporâneas em Arte-Educação/UFES; Graduada em Licenciatura Plena Ed Artística - Artes Plásticas (UFES). Atua na Secretaria do Estado da Educação do Espírito Santo como Coordenadora de Ação e Formação na Assessoria de Esporte e Cultura na Escola;