1 UNIVERSIDADE CANDIDO MENDES PÓS-GRADUAÇÃO LATO SENSU INSTITUTO A VEZ DO MESTRE A IMPORTÂNCIA DO LÚDICO NA EDUCAÇÃO INFANTIL PARA O DESENVOLVIMENTO INTEGRAL DA CRIANÇA: UM ESTUDO DE CASO NA ESCOLA PEQUENO MESTRE EM PORTO VELHO. Apresentação de monografia ao Instituto A Vez do Mestre – Universidade Candido Mendes como requisito parcial especialista em para obtenção Educação Desenvolvimento. Por: Luzia Regis de Araújo do grau Infantil de e 2 AGRADECIMENTOS O Deus e os meus pais pela vida. Aos meus filhos pela compreensão durante a realização desta conquista. As minhas amigas, Geane Vagner, Roséleia e Maridalva pela dedicação paciência e colaboração para que eu pudesse concretizar este sonho. Aos meus professor da pós-graduação em especial Prof.ª Adriana Spinelli, Por sua paciência e orientação. 3 A BONECA Deixando a bola e a peteca, Com que inda há pouco brincavam, Por causa de uma boneca, Duas meninas brigavam. Dizia a primeira: “E minha!” -- “E minha!” A outra gritava; E nenhuma se continha, Nem a boneca largava. Quem mais sofria ( coitada! ) Era a boneca. Já tinha Toda a roupa estraçalhada, E amarrotada a carinha. Tanto puxaram por ela, Que a pobre rasgou-se ao meio, Perdendo a estopa amarela Que lhe formava o recheio. E, ao fim de tanta fadiga, Voltando a bola e a peteca, Ambas, por causa da briga, Ficaram sem a boneca... 4 RESUMO A pesquisa realizada sobre o lúdico como instrumento no desenvolvimento cognitivo da criança, aborda aspectos relacionados ao processo de crescimento infantil. A utilização de jogos, brinquedos e brincadeiras que acompanham toda a evolução da humanidade, possuindo características próprias, que as diferenciam em cada cultura, resgatando as origens da infância desde os primórdios das civilizações. Auxilia de maneira considerável no processo terapêutico de crianças e deve ser reconhecido como um direito assegurado por lei e necessário a saúde mental e bem estar físico e psicológico. Neste contexto, é apresentado o progresso tecnológico como agente influenciador do comportamento e atitudes das crianças. Pontua ainda, as concepções teóricas de Piaget e Vygotsky sobre o brincar, as quais estão relacionadas com a maturação física e mental da criança. Assim como, a estabilidade emocional das crianças que dela se beneficiam, recurso, então, fundamental a ser utilizado pelos psicólogos e outros profissionais, que desenvolvem trabalhos com crianças. Os procedimentos utilizados foram de acordo com a base teórica que lhe fundamenta, através da pesquisa diagnóstica e ao mesmo tempo descritiva que lhe fundamenta a realidade atual dos aspectos da aplicação do lúdico na formação da criança. A pesquisa foi desenvolvida na Escola de Educação Infantil Pequeno Mestre, localizada na Rua Percy Holder, Bairro cidade do lobo na cidade de Porto Velho – RO, onde se baseou na analise integrada entre as informações já dispostas na escola e em questão. Foi possível diagnosticar através deste estudo que se faz necessário os profissionais terem mais preparo e conhecimento da didática do lúdico na área da educação infantil e da cultura em geral, para repensarem sua prática, se reconstruírem enquanto cidadãos e atuarem enquanto sujeitos da produção de conhecimento e formadores de gerações futuras. Palavra-Chave: Lúdico. Aprendizagem. Cognição. Infância. 5 METODOLOGIA A pesquisa foi centrada na análise da importância do lúdico na educação infantil para o desenvolvimento integral da criança. Os procedimentos utilizados foram de acordo com a base teórica que lhe fundamenta, através da pesquisa diagnóstica e ao mesmo tempo descritiva, pois demonstra a realidade atual dos pecados da aplicação do lúdico na formação da criança. A pesquisa foi desenvolvida na escola educação infantil pequeno mestre localizado na Rua Percy Holder, s/n, bairro Cidade Do Lobo na cidade Porto Velho – RO, onde se baseou na analise integrada entre as informações já dispostas na escola e bibliográficas, além de entrevistas para o levantamento de dados referentes à temática em questão. Na busca de conhecer a importância do lúdico aplicado na escola de educação infantil pequeno mestre e sua contribuição para o desenvolvimento integral da criança, foi coletados dados através de questionários aplicados em sala de aula com os professores e os pais dos alunos, no período vespertino. Para a coleta de dados utilizou-se pesquisa bibliográfica em livros, teses e dissertações com dados pertinentes ao assunto, pesquisa na internet, principalmente em sites especializados sobre o assunto e a aplicação de questionários. 6 SUMÁRIO INTRODUÇÃO 07 CAPÍTULO I - Educação Infantil e sua Importância 09 CAPÍTULO II - O Lúdico e sua Importância 15 CAPÍTULO III – Metodologia da Pesquisa 34 CONCLUSÃO 46 BIBLIOGRAFIA 49 ANEXOS 51 7 INTRODUÇÃO A escolha deste tema teve como ponto de partida a necessidade de conhecer sobre a importância do brincar para a criança e sua influencia no comportamento, bem como o progresso da aprendizagem, enfatizando os aspectos cognitivos e emocionais, sendo este o objetivo principal da pesquisa. Nesse sentido, utilizou-se da pesquisa bibliográfica, que respalda todo conteúdo deste trabalho, destacando as concepções de Vygotsky, que enfatiza desenvolvimento da imaginação e da criatividade, relacionadas às funções que amadurecem para aquelas funções imaturas, e de Piaget, quanto ao aspecto cognitivo da criança através de estágios que correspondem a uma maturação do individuo de acordo com suas idades. O brincar é uma forma de atividade complexa, indispensável ao desenvolvimento infantil. Brincando, a criança constrói as bases para a compreensão sobre si própria e sobre o mundo que o cerca. O jogo e as brincadeiras favorecem o desenvolvimento das funções superiores no individuo, e a capacidade motora, ou seja, corpo e mente se beneficiam de tal atividade. Percebe-se assim, o quanto é importante, se não fundamental, para a criança o brincar. Neste momento, é visto como elas se organizam se divide, como encaram uma perda, uma briga, uma disputa, podese observar crianças tímidas, autoritárias, bem como lideres, apaziguadoras, sensíveis e cooperadoras. Geralmente assumem o papel de outros familiares e até animais, através do jogo simbólico, fazem para si seu cenário, seu mundo de diversões, contam estórias, criam profissões, preparam comidas, tudo com muita brincadeira. O brincar da criança possibilita o progresso de aprendizagem, pois facilita a construção da reflexão, da autonomia e da criatividade, estabelecendo desta forma, uma relação estreita entre jogo e aprendizagem. Sabe-se que o brincar faz parte do universo infantil, proporcionando um melhor desempenho cognitivo e afetivo. Com base nesta afirmação. Levanta-se a seguinte problemática, de que maneira o lúdico pode ser utilizado como instrumentos no desenvolvimento cognitivo da criança. Tem-se 8 observado a enorme riqueza de informações, transmitidas pelas crianças ao utilizarem os brinquedos e como este momento revela dificuldades e características de sua realidade. A partir de tais concepções, a presente pesquisa defende a hipótese de que o brincar desenvolve a percepção através dos sentidos, o pensamento e a imaginação. O brincar esta presente na memória da humanidade, os legados deixados pelos povos antigos subsistem até os dias atuais, embora tenham sofrido modificações no decorrer do tempo. Aspectos ambientais e biológicos também contribuem fornecendo, para o homem, condições de adaptação e sobrevivência. Há de se considerar ainda, os efeitos das desigualdades sociais, quando provoca o aprisionamento da criança em sua casa, e conseqüência o desaparecimento da criança em sua casa, e conseqüentemente o desaparecimento da infância. Desse modo, cabe aos pais compartilhar com os filhos o momento de diversão e aprendizagem, contribuindo para uma adequada formação do individuo. O resultado desse confinamento resulta numa série de prejuízos a criança, capazes de interferir nas diversas áreas da sua vida, com isso, é submetida á psicoterapia, que se utilizam recursos como a ludoterapia, no intuito de facilitar a comunicação e tentar remover os conflitos. A importância dos brinquedos serve não apenas para alivio de tensões, mas para se aproximar da realidade do produto. A criança utiliza-se imaginação, da imitação e da sua capacidade psíquica, para com o lúdico desenvolver habilidades que poderão ser utilizadas na vida adulta. O objetivo geral da pesquisa foi analisar a utilização do lúdico como um recurso que favorece o desenvolvimento integral da criança. O estudo de caso se deu quanto a questão do lúdico desempenha um papel de grande relevância no ensino-aprendizagem, a utilização de jogos e brincadeiras nas rotinas de aulas, os jogos e brincadeiras que aumentam a capacidade de raciocínio da criança; o comportamento da criança durante as brincadeiras, bem como a visão dos pais quanto aos médicos de ensino utilizado pelos professores na escola municipal de educação infantil Pequeno Mestre em Porto Velho - RO. 9 CAPITULO I EDUCAÇÃO INFANTIL E SUA IMPORTANCIA PARA O DESENVOLVIMENTO BIOPSICOSSOCIAL 1.1 A EDUCAÇÃO INFANTIL E SEU ENFOQUE LEGAL Algumas políticas públicas, principalmente na área da educação, foram criadas para atender as especificidades das crianças pequenas, constando inclusive na lei n. 9.394/96 (Lei de Diretrizes e Bases da Educação Nacional – LDB), que passou a normatizar a educação formal em todos os níveis. Nela, pela primeira vez, foi incluída a educação infantil, voltada para crianças de zero a cinco anos de idade, compreendendo o sistema de creche e pré-escola. Esta nova legislação respaldou a educação infantil para que começasse a compor a educação básica, considerando-a como um direito da criança, porém sem cobrar a obrigatoriedade da freqüência. Surgiram, então, os berçários e as escolas maternais, oferecidos inicialmente pela iniciativa privada, e as creches, oferecidas por algumas empresas e, posteriormente, pelas prefeituras e outros órgãos do Estado. Nesta fase, não havia uma legislação que respaldasse a educação vosta á criança pequena. O aumento crescente da demanda e os novos enfoques dados á educação, como contribuição dos avanços no conhecimento cientifico sobre o desenvolvimento da criança e o reconhecimento da importância da educação nos primeiros nos primeiros anos de programas de governo voltados para a faixa etária do zero aos seis anos, previstos em legislação federal e estadual especifica. 10 O artigo 29 da LDB estabelece “A educação infantil, primeira etapa da educação básica, tem por base o desenvolvimento integral da criança ate seis anos de idade, em seus aspectos físico, psicológico, intelectual e social, complementando a ação da família e da comunidade”. A divisão da educação infantil, nas modalidades creche e pré-escola, nos textos, constitucional de 1988 e da LDB de 1996, significava, portanto, o inicio de um processo de reestruturação administrativa, técnica, política e pedagógica, principalmente junto as instituições de educação infantil na esfera da assistência social. A lei, em seu art. 31, determinou que , na fase de educação infantil, a avaliação deverá ser feita mediante acompanhamento e registro do desenvolvimento da criança e sem qualquer objetivo de promoção ou classificação para acesso ao ensino fundamental. Segundo Fonseca (1997, p.25) a educação é tudo que permite ao individuo aprender novas aquisições, aptidões e atitudes, tudo que o ajude a crescer, se desenvolver e se adaptar. O ingresso da criança pequena na instituição de ensino(escola/creche) amplia e alarga o seu universo inicial, uma vez que o contato com outras crianças e com adultos de origens culturais diversos proporciona chances de aprender novas brincadeiras e de adquirir conhecimentos sobre diferentes realidades. A maneira como cada um se vê depende também do modo como é visto pelos outros. Os trações particulares de cada criança, o jeito de cada uma e como isso é recebido pelo professor pelo grupo que se insere, tem grande impacto na formação de sua personalidade e de sua auto-estima, já que sua identidade esta em construção. Apesar da determinação de que tanto a creche quanto a pré-escola devem estar vinculadas a educação, unificando as funções de assistir e educar, insto tem permanecido longe da prática cotidiana na educação Infantil. Para Sousa (2000, p.18): Por tradição, pertencer a categoria de instituição educativa e tarefa mais fácil para a pré-escola do que para a creche, historicamente assistencial, mesmo que ambas atendam crianças da mesma faixa 11 etária; as diferenças repercutem nas suas estruturas, formas de funcionamento, qualificação dos profissionais no modo de se relacionarem com as famílias e, principalmente, nos seus conceitos e funções. A vinculação das creches e pré-escolas ai sistema educação significou uma conquista sem precedentes no sentido da superação de uma situação administrativa que mantinha um segmento de instituições educacionais para a infância especifico para os pobres, fora do ensino regular.(KUHLMANN, 1999, p.54). A unidade fundamental da brincadeira, que permite que ela aconteça, é o papel assumido pelas crianças. O papel revela sua natureza social, bem como possibilita o desenvolvimento das regras e da imaginação. A relação entre a imaginação e os assumidos é muito importante para o ato de brincar, pois ao mesmo tempo em que a criança é livre na sua imaginação, ela tem que obedecer as regras sociais do papel assumido. No contexto lúdico a brincadeira é então, uma atividade sócio-cultural, pois ela se origina nos valores e hábitos de um determinado grupo social, onde as crianças tem a liberdade de escolher com o que é e como elas querem brincar. Para brincar as crianças utilizam-se da situações conhecidas, de processos imaginativos e da estruturação de regras. 1.2 Educação Infantil e o desenvolvimento biopsicossocial da criança A educação infantil tem como principal função aprimorar a sociabilidade das crianças, favorecendo: uma convivência feliz no lar, na escola e na sociedade; a auto-realização, a eficiência no trabalho e o civismo; experiências que promovam o desenvolvimento pessoal; a auto orientação, a cooperação, a responsabilidade, a amizade, a cortesia, o respeito as outras pessoas, boas maneiras, bons hábitos, etc. 12 A educação engloba ensinar e aprender. E também algo menos tangível, mas mais profundo: construção do conhecimento, bom julgamento e sabedoria. A educação tem nos seus objetivos fundamentais a passagem da cultura de geração para geração. A escola prepara a criança para conviver com grupos sociais mais amplos que a família; a pré escola deve fornecer-lhe elementos para conhecer esses grupos sociais, e o fará partindo do próprio universo infantil, a casa, a escola, a comunidade, as profissões, datas comemorativas, etc. Escola deve proporcionar um ambiente tranqüilo e acolhedor no sentido de amenizar a angústia do educando diante da ausência dos pais e frente a situações novas. Bujes (2001) afirma que as crianças participam das permanentes transformadas pelas experiências que adquirem neste mundo extremamente dinâmico. Para a autora, é necessário dar-se conta de que estas experiências são muito relevantes para elas e que algumas jamais se repetirão, surgindo então a necessidade de se defender o direito da criança a infância. O que tem sido muitas vezes negado a muitas delas. Nesse aspecto, é responsabilidade de toda a sociedade a promoção do acesso da infância a educação e ao cuidado, com políticas que respeitem os direitos fundamentais da criança. Mantendo firmes os critérios de qualidade para o seu atendimento biopsicossocial. Negar um atendimento de qualidade a infância é desconsiderar toda a gama de conhecimentos produzidos pela cultura humana em favor das crianças pequenas, que quando nascem para os pais, nascem também para uma sociedade, a qual terão que aprender e nela interferir. Os aspectos do cuidar e do educar como dimensões essenciais ao desenvolvimento de crianças pequenas, de modo que profissionais e crianças aprendam a conviver e a viver face á multiplicidade de interferências do cotidiano, sem deixar de lado, ao mesmo tempo, a importância de realizar ações articuladas com outros setores da sociedade igualmente responsáveis por esse espaço educativo levando a fase adulta onde já detém um grau de desenvolvimento biopsicossocial decorrente de suas trajetórias de vida. Assim, 13 suas experiências e saberes sociais necessitam apenas sistematizados e referendados cientificamente. Segundo os ensinamentos de Vygotsky a criança desde o seu nascimento o aprendizado esta relacionado ao desenvolvimento e é um aspecto necessário e universal do processo de desenvolvimento das funções psicológicas culturalmente organizadas e especificamente humanas. É o aprendizado que possibilita o desperta de processos internos de desenvolvimento, que, se não fosse o contato do individuo com certo ambiente cultural, não ocorreriam. No desenvolvimento de uma criança, o que buscamos compreender é “até onde a criança chegou”, em termos de um percurso que será percorrido por ela. Quando dizemos que a criança já sabe realizar determinada tarefa, referimo-nos a sua capacidade de realizá-la sozinha. Vygotsky determina a capacidade de realizar tarefas de forma independente de nível de desenvolvimento real que se refere as etapas já alcançadas, já conquistadas pela criança. Vygotsky destaca o fato de que para compreender adequadamente o desenvolvimento devemos considerar não apenas o nível de desenvolvimento potencial, isto é, sua capacidade de realizar tarefas com a ajuda de professores ou de companheiros mais capacitados. Essa possibilidade de alteração no desenvolvimento de uma pessoa pela interferência de outra e fundamental na teoria de Vygotsky; isto porque representa um momento desenvolvimento: não é qualquer individuo que pode, a partir da ajuda de outro, realizar qualquer tarefa, isto é , a capacidade de se beneficiar da colaboração de uma outra pessoa vai correr num certo nível de desenvolvimento, não antes. A partir da existência desses dois níveis de desenvolvimento (real e potencial) Vygotsky define a área do desenvolvimento proximal a como “a distancia entre o nível de desenvolvimento real, que se costuma determinar através da solução independente de problemas e o nível de desenvolvimento potencial determinado através da solução de problemas sob a orientação de um adulto ou em colaboração com companheiros mais capacitados, 1999, p.101”. 14 A área de desenvolvimento proximal refere-se ao caminho que o individuo vai percorrer para desenvolver funções que estão em processo de amadurecimento e que se tornarão funções consolidadas, estabelecidas no seu nível de desenvolvimento real. A área de desenvolvimento proximal é um domínio psicológico em constante transformação. Neste contexto o professor tem o papel explicito de interferir na área de desenvolvimento proximal dos alunos, provocando avanços que não ocorreriam espontaneamente. Para Vygotsky, o único bom ensino é aquele que se adianta ao desenvolvimento. Na concepção que Vygotsky tem do ser humano, portanto, a inserção do individuo num determinado ambiente cultural é parte essencial de sua própria constituição enquanto pessoa. E impossível pensar o ser humano privado de contato com um grupo cultural que lhe fornecerá os instrumentos e signos que possibilitarão o desenvolvimento das atividades psicológicas mediadas. O desenvolvimento da espécie humana e do individuo está baseado no aprendizado que para Vygotsky sempre envolve a interferência, direta ou indireta, de outros indivíduos e a reconstrução pessoal da experiência e dos significados. 15 CAPITULO II O LÚDICO E SUA IMPORTANCIA NA EDUCAÇÃO INFANTIL 2.1 O Lúdico no Espaço Escolar A utilização de atividades lúdicas nas escolas pode contribuir para uma melhoria nos resultados obtidos pelos alunos. Claro, que atividades de cunho lúdico não abarcariam toda a complexidade que envolve o processo educativo, mas poderiam auxiliar na busca de melhores resultados por parte dos educadores interessados em promover mudanças. Estas atividades seriam mediadoras de avanços e contribuiriam para tornar a sala a sala de aula um ambiente alegre e favorável. O lúdico apresenta valores específicos para todas as fases da vida humana. Assim, na idade infantil e na adolescência a finalidade é essencialmente pedagógica. A criança e mesmo o jovem opõem uma resistência a escola e ao ensino, porque acima de tudo ela não deve é lúdica, não é prazerosa. A alegria na escola deve ser vista como necessária. A maior parte das crianças em situação de fracasso são as de classe popular e elas precisam ter prazer em estudar; desistem ou abandonam a escola, se ninguém as impedem. Quanto mais os alunos enfrentam dificuldades de ordem física e econômica, mais a Escola deve ser um local que lhes traga outras coisas. Essa alegria, não pode ser uma alegria que os desvie da luta, mas eles precisam ter o estimulo ao prazer. A alegria deve ser prioridade para aqueles que sofrem mais fora da escola. 16 Estudos demonstram que através de atividades lúdicas, o educando explora muito mais sua criatividade, melhora sua conduta no processo de ensino aprendizagem e sua auto-estima. Segundo Libaneo (1996, p. 39): A função da pedagogia “dos conteúdos” é dar um passo a frente no papel transformador da escola, mas a partir de condições existentes. Assim, a condição para que a escola sirva aos interesses populares é garantir a todos um bom ensino, isto é, a apropriação dos conteúdos escolares que tenham ressonância na vida dos alunos. A escola passou a difundir um ensino enciclopédico, imaginando quanto mais conteúdos passagem, mais os alunos se desenvolveriam, o que não é verdade. Para serem assimiladas, as informações devem fazer sentidos. Dentro deste contexto podemos compreender que incide, no que Vygotsky (2001 p.25) chamou de zona de desenvolvimento proximal, a distancia entre aquilo que a criança sabe fazer sozinha que é. Chamado o desenvolvimento real e o que é capaz de realizar com ajuda de alguém mais experiente, o chamado desenvolvimento potencial. Assim, o bom ensino é o que incide na zona proximal. O sentido verdadeiro da educação lúdica, só estará garantido se o professor estiver preparado para realizá-lo e ter um profundo conhecimento sobre os fundamentos da mesma. O lúdico apresenta uma concepção teórica profunda e uma concepção pratica, atualmente e concreta no espaço escolar. O educar deve compreender que o lúdico deve estar presente em todos os momentos, pois, toma o aprendizado mais prazeroso, utilizado vários jogos e brincadeiras na sala de aula. O lúdico em sala de aula é uma maneira de aprender/ensinar que desperta prazer e assim aprendizagem se realiza. “O Lúdico é eminentemente educativo no sentido em que constitui a força impulsora de nossa curiosidade a respeito e da vida, o principio de toda descoberta e toda criação”.1 1 Disponivel 10.05.2010. em: http://www.centrorefeducacional.com.br/ludicoint.htm Acessado em 17 2.2 O Lúdico como facilitador da aprendizagem Através das leituras feitas sobre o lúdico, vimos a importância para o nosso esclarecimento conceituamos: “lúdico”, palavra de origem latina “Ludos” que significa jogos, brinquedos e divertimentos. Na educação infantil, um dos temas que tem merecido a atenção são as relações entre as brincadeiras e os processos de desenvolvimento e aprendizagem dos alunos. Neste contexto, temos por objetivo apresentar a analise e discutir o papel das brincadeiras, dos jogos e dos brinquedos na sala de aula, em que favorecem a aprendizagem da leitura e da escrita. Para Vygotsky “enquanto a criança brinca, ela se desenvolve, se socializa”. Brincando, as crianças descobrem o seu papel na sociedade e seus limites, explorem o mundo e apreendem a realidade em que vivem. As relações entre desenvolvimento e aprendizagem infantil, diferentemente resgatam a importância dos brinquedos e jogos na formação da inteligência, cabendo ao educador articular os processos de desenvolvimento e aprendizagem na sala de aula, orientar, mediar, e, ainda propor desafios aos seus alunos, estimulando sempre a curiosidade, a criatividade e a discussão, bem como o raciocínio das crianças. A vida da criança gira em torno do brincar, e é por essa razão que pedagogos necessitam utilizar brincadeira na educação, por ser uma peça importante na formação da personalidade, tornando-se uma forma de construção de conhecimento. Segundo Santos e Cruz (2005, p.115): “brincar é viver, e as crianças brincam porque esta é uma necessidade básica, assim como a nutrição, a saúde, a habilitação e a educação”. 18 A utilização do lúdico na escola caracteriza-se com um recurso pedagógico riquíssimo na busca da valorização do movimento, das relações, solidariedade. O lúdico é necessidade humana e proporciona a integração com o ambiente onde vive, sendo considerado como meio de expressão e aprendizado. 2.3 A prática pedagógica do educador diante do lúdico A ação do professor de educação infantil, como mediador das relações entre as crianças e os diversos universos sociais nos quais eles interagem, possibilita a criação de condições para que elas possam, gradativamente, desenvolver capacidades ligadas a tomada de decisões, a construção de regras, a cooperação, a solidariedade, ao dialogo, ao respeito a si mesmas e ao outro, assim como desenvolver sentimentos de justiça e ações de cuidado para com os outros. A infância é uma sucessão, a motricidade e a inteligência num processo contínuo de interações. Tudo isso só é possível quando a criança tem liberdade para brincar, porque é através da brincadeira que ela pode conhecer o mundo, é no “faz de conta” que vivencia a afetividade, a comunicação com os colegas, os conflitos, entende regras e desenvolve “normas” de como irão brincar. Segundo Piaget (1998) a atividade lúdica é o berço obrigatório das atividades intelectuais da criança, sendo, por isso, indisp0ensavel a pratica educativa. As brincadeiras permitem as crianças identificar, classificar, agrupar, ordenar, seriar, simbolizar, combinar e estimular, e ao, mesmo tempo, desenvolvem a atenção, a concentração, melhorando a expressão corporal e a postura. E através delas que a criança aprende a controlar e avaliar os seus impulsos, também, adquirir habilidades, conhecer, possibilitando as manifestações corporais encontrarem significado pela ludicidade presente na relação que as crianças mantêm com o mundo. 19 As atividades dirigidas podem sugerir idéias, oferecer oportunidades de as crianças ampliarem sua visão de mundo. As crianças podem, depois, transferir suas descobertas para suas brincadeiras. O professor pode observar o conteúdo cultural da brincadeira para desenvolver outras que, desse modo, vão partir dos interesses demonstrações pelas próprias crianças. Segundo Almeida ( 1985, p. 34): Quando nos referimos ao lúdico não estamos apenas considerando o jogo pelo jogo ou como brincadeira qualquer, mas falamos de atividades que assegurem a criança o direito de ser criança e ser feliz, o direito de ter um aprendizado significativo, prazeroso, extensão de seu próprio mundo, num desafio constante em busca do interminável. O professor também deve gostar do que faz saber justificar a utilização do lúdico, seus objetivos, ter um planejamento detalhado, preparar seus alunos para os jogos, inventar, recriar situações, encorajar-se para pesquisa e a realização de cursos. Deve atentar também para a qualidade das brincadeiras e dos jogos propostos, no sentido de que, não é qualquer brincadeira ou atividade que promoverá o desenvolvimento de habilidades cognitivas, motoras e psicológicas dos alunos. De acordo com Correa ( 2000, p.40 ) [...] O professor deve conhecer as formas de pensamento dos seus alunos a fim de que não exija o que eles ainda não podem oferecer em termos estruturais de cognição e elabora uma proposta para a linguagem que os desafie, proporcionando, uma aceleração em seu desenvolvimento intelectual. A proposta lúdica deverá embasar-se nas premissas de adequação á fase cognitiva da criança e o desafio coerente com a fase em que a criança se encontra. O lúdico garante qualidade em todos os aspectos do desenvolvimento da criança e, as conseqüências dessa proposta pedagógica serão percebidas 20 na aprendizagem da leitura e da escrita porque terão aumentado sua rede de conhecimentos. 2.4 Atividade lúdica para educação infantil As atividades desenvolvimento lúdicas cultural, possibilitam assimilação a de incorporação novos de valores, conhecimentos, desenvolvimento da sociabilidade e da criatividade. Segundo Elkonin ( 1998, p.400 ): “a importância didática do jogo é muito limitada (...) utilizar o jogo com fins meramente didático (...) se relegam a segundo plano as relações entre as pessoas no processo e os traços específicos dos jogos”. Quando o diz que através do brincar a criança aprende, porém, se usa brincadeira como recurso didático para algum conteúdo deixase de lado a especificidade desta. Os conhecimentos produzidos e os repassados para as crianças podem auxiliá-la a aumentar seu repertorio e estes se manifestam em seu brincar. O brincar na Educação infantil serve como orientador e estimulador para o desenvolvimento infantil, muito importante no desempenho de suas atividades. Para ele acontecer, é necessário que o professor tenha consciência do valor das brincadeiras e jogos para a criança, o que para tanto, indica a necessidade deste profissional conhecer as implicações nos diversos tipos de brincadeiras – orientadas, livres, com regras, faz-de-conta e outras-, bem como usá-las e orientá-las. Brincando, a criança não apenas se diverte, mas recria e interpreta o mundo em que vive, se relaciona com este mundo e aprende. Por isso, cada vez mais os educadores recomendam que os jogos e brincadeiras ocupem um lugar de destaque no programa escolar desde a educação infantil. Segundo Kishimoto ( 1999 , p.57): “independente de época, cultura e classe social, os jogos e os brinquedos fazem parte da vida da criança, pois elas vivem num mundo de fantasia, de encantamento, de alegria, de sonhos, onde realidade e faz-de-conta se confundem”. 21 2.4.1 Jogos e Matérias O jogo é uma atividade voluntária exercida dentro de acertos e determinados limites de tempo e espaço, segundo regras livremente consentidas, mas absolutamente obrigatórias, dotado de um fim em si mesmo, acompanhado de um sentimento de tensão e alegria e de uma consciência de ser diferente de vida cotidiana. ( HUIZINGA, 1980). Através do jogo as crianças exploram os objetos que os cercam, melhoram sua agilidade física, experimentam seus sentidos, e desenvolvem seu pensamento. Algumas vezes o realização sozinhos, em outras, na companhia de outras crianças, desenvolvendo também o comportamento em grupo. Para Vygotsky (1987, p.117) na brincadeira: “a criança se comporta além do comportamento habitual de sua idade, além de seu comportamento diário; no brinquedo, é como se ela fosse maior do que é na realidade”. Para o autor , a brincadeira cria uma zona de desenvolvimento proximal favorecendo e permitindo que as ações da criança ultrapassem o desenvolvimento real já alcançado permitindo-lhes novas possibilidades de ação sobre o mundo. O material deve ser suficiente tanto quanto a quantidade, como pela diversidade, pelo interesse que despertam pelo material de que são feitos. E importante respeitar e propiciar elementos que favoreçam a criatividade das crianças. A sucata é um exemplo de material que preenche vários destes requisitos. Além disso, um ponto importante é estar atento a idade e as necessidades de seus alunos para selecionar e deixar a disposição materiais adequados. Segundo Kishimoto, (1999, p.48): 22 Os brinquedos aparecem no imaginário dos professores de educação infantil como objetos culturais portadores de valores considerados inadequados. Por exemplo, bonequinhos guerreiros, tanques, armamentos e outros brinquedos, com formas bélicas, recebem o mesmo tratamento por estarem associados a reprodução da violência. Brincadeiras de casinhas com bonecas devem restringir-se ao publico feminino. Brincadeiras motoras, com carrinhos e objetos móveis, pertecem mais ao domínio masculino. Crianças pobres podem receber qualquer tipo de brinquedo, porque não dispõem de nada. A pobreza justifica o brincar desprovido de materiais e a brincadeira supervisionada. Escolas representadas por diversos etnias começam a introduzir festas folclóricas, com danças, comidas típicas, como se a multiculturalidade pudesse ser resumida e compreendida como algo turístico, pelo seu lado exótico, apenas por festas e exposições de objetos cada povo. Enfim, são tais atitudes que demonstram preconcepções propostas relacionadas ás brincadeiras introduzidas em nossas instituições de educação infantil. Os meninos e meninas expressam através de seus jogos grande parte dos usos e relações sociais que conhecem. O jogo é, por sinal, um meio extraordinário para a formação da identidade e a diferenciação pessoal. Entretanto, os professores precisam ser bastante cuidadosos e sensíveis para não reproduzir através de seus valores, influencias tradicionais. Neste sentido possibilitar que meninos e meninas joguem juntos, evitando expressões como “os meninos não jogam...” ou, “isto não é para uma menina....”, estimulando e favorecendo o crescimento e a identidade tanto de meninos , sem reforçar estereótipos sociais, ainda existentes em muitas regiões do pais ou arraigados em certas culturas. Para Vygotsky (1998, p. 45): “As maiores aquisições de uma criança são conseguidas no brinquedo”, aquisições que no futuro tornar-se-ão seu nível básico de ação real e moralidade. 23 2.4.2 A valorização das crianças pelos jogos realizados Para que as crianças sintam-se valorizadas é importante o professor observar que sua participação é necessária para enriquecer a atividade desenvolvida, introduzindo novos personagens ou novas situações que tornem o jogo mais rico e interessante para as crianças, aumentando suas possibilidades de aprendizagem e valorizar as atividades das crianças, interessando-se por elas, animando pelo esforço, evitando a competição, pois em jogos não competitivos não existem ganhadores ou perdedores. Como forma de estimular a imaginação das crianças o professor deve servir de modelo, junto ou contar como brincava quando tinha a idade delas. O professor precisar perceber a seriedade e a importância dessa atividade para o desenvolvimento da criança, ocupa-se com outras tarefas, deixando de observar atentamente para poder refletir sobre o que as crianças estão fazendo e perceber seu desenvolvimento, acompanhar sua evolução, suas novas aquisições, as relações com as outras crianças, com os adultos. Para tanto, pode ser elaborada uma planilha, um guia de observação que facilite o trabalho do professor. A atitude mais produtiva do professor é conseguir que as crianças procurem resolver conflitos, ensinando-lhes a chegar a acordos, negociar e compartilhar. Por dos jogos cada criança terá a oportunidade de expressar seus interesses, necessidades e preferências. 2.4.3 Sugestões de Atividades Lúdicas para a Educação Infantil No contexto educacional, segundo Oliveira apud Kishimoto (1998, p. 134): [...] O educador pode desempenhar um importante papel no transcorrer das brincadeiras se consegue discernir os momentos em que deve só observar, em que deve intervir na coordenação, ou em que deve integrar-se como participante das mesmas. 24 Assim, com a utilização da sucata e uma boa dose de criatividade o educador poderá, juntamente com os alunos, realizar várias construções, uma vez que tais sugestões tem como objetivo servir de base para o surgimento de novas idéias para o favorecimento do processo ensino-aprendizagem. MOMENTO LÚDICO NA SALA DE AULA 25 2.5 Atividades Lúdicas A seguir foram listadas algumas atividades que podem ser desenvolvidas em sala de aula com o objetivo de complementar a didática do lúdico no desenvolvimento infantil da criança. ATIVIDADE 01: Boliche Matemático Objetivo da Atividade: - Proporcionar a aplicação de cálculo mental - Dominar as técnicas da adução Recursos Materiais: - 6 garrafas plásticas vazias; - 6 quadrados (8 x 8) de papel sulfite; - 1 Meia velha; - Retalhos de tecido; - Fita gomada; - Barbante; - Agulha; - Linha. Montagem do jogo: Limpar as garrafas, lavando-as e retirando os outros; Nos quadrados de papel sulfite escrever os números de 1 a 6 e grudálas com o auxílio da fita gomada. Para confeccionar a bola: encha a ponta do pé da meia com retalhos de tecido formando uma bola. Amarrar bem firme com o barbante ir desvirando a meia, envolvendo-a na bola. No final, arrematar, costurando com linha bem forte. 26 Possibilidade de Exploração: Jogar como boliche, rolando a bola em direção as garrafas procurando derrubar o maior numero das mesmas. Disposição dos participantes: As crianças estarão divididas em duas filas indianas paralelas a linhas delimitada no chão com o giz, pela professora. Inicio da atividade: No momento em que a professora oralmente permitir que as crianças iniciem o jogo. Desenvolvimento: Ao sinal da professora as primeiras crianças, uma de cada fila, irão rolar a bola até as garrafas. E os números que estarão nas garrafas derrubadas serão somadas mentalmente e anotadas o resultado ou na lousa ou em uma folha de papel a parte. Depois de somados os números, a criança irá retirar-se da fila para dar lugar a próxima criança obedecendo a ordem da mesma e assim sucessivamente até o último participante. Quando o último participante concluir sua jogada a equipe se reunirá e somará os resultados o qual será comparado com o outro grupo para ver quem ganhou. Final da Atividade: Quando todas as crianças das filas tiverem jogado. Ganhará o jogo a fila que tiver maior numero de pontos. ATIVIDADE 02 – Ganhando Letras Objetivo da Atividade: - Reconhecer as letras - Formar palavras - Coordenar os movimentos 27 Recursos Materiais: - 15 garrafas plásticas vazias; - 48 tampinhas de garrafas plásticas; - 1 bastão de giz; - 1 caixa de papelão (60 x 40); - 1 folha de papel crepom; - 1 estilete. Montagem do jogo: Limpe as garrafas, lavando-as e retirando os rótulos; Corte-as a 10 cm da base (fundo); Corte a caixa de papelão na altura de 10 cm; Forre a caixa com o papel de presente e coloque dentro as garrafas; Da parte que sobrou das garrafas, recorte argolas e cubra-as, enrolando com papel crepom; Cole nas tampas avulsas, aproximadamente 4 letras de cada, iguais as que estão nas garrafas. Disposição dos participantes: As crianças estarão divididas em duas filas indianas paralelas a linha delimitada com o giz pela professora. Inicio da Atividade: No momento em que a professora oralmente permitir que as crianças iniciem o jogo. Desenvolvimento: Ao sinal da professora as primeiras crianças, uma de cada fila, irão jogar as argolas e a cada acerto ganhará da professora uma letra igual a letra acertada. Regra: Cada jogador tem direito a cinco jogadas, terminadas as crianças darão a vez para a próxima, obedecendo a ordem da fila e assim sucessivamente até a última criança participante. 28 E interessante que o educador trace no chão uma linha para delimitar a distancia de onde as argolas deverão ser atiradas Final da Atividade: Quando todas as crianças das duas filas tiverem jogado. Ganhará o jogo a fila que conseguir formar um maior número de palavras com as letras que conseguiu como bonificação. 2.6 Lista com sugestões de bons livros para trabalhar com crianças de creche e pré-escola. Para crianças até anos: A Bruxa Salomé, Ed. Brinque-Book A Casa Sonolenta, Ed. Ática A História da Dona Baratinha, Ed. Cia das Letrinhas Amigos, Ática Bem-te-vi , Ed. Cia das Letrinhas Bolinha Vai ao Parque, Ed. Martins Fontes Como Contar Crocodilos, Ed. Cia das Letrinhas Da Pequena Toupeira que Queria Saber Quem Tinha Feito Coco na Cabeça Dela, Ed. Cia das Letrinhas. Escondida, Ed. Ática Fora da Gaiola, Ed. Cia das Letrinhas Girassóis, Ed. Cia das Letrinhas Livro de Histórias, Ed. Cia das Letrinhas Mamãe Gansa, Ed. Cia das Letrinhas Maneco Caneco Chapéu de Funil, Ed. Ática Maria vai com as Outras, Ed. Ática Não Confunda, Ed. Moderna O aniversário de Ninoca, Ed. Martins Fontes O aniversário do Bolinha, Ed. Martins Flores O cabelo de Quiçá, Ed. Ática 29 O caso do Bolinho, Ed. Moderna O grande Rabanete, Ed. Moderna O menino que Descobriu as Palavras, Ed. Ática O que fazer?, Ed. Callis O Ratinho, o morango Vermelho maduro e o Grande Urso Esfomeado, Ed. Brinque-Book Olha o Bicho, Ed. Ática Onde Está o Bolinha, Ed. Martins Fontes Os Porquinhos, Ed. Brinque-Book Poemas sapecas, Rimas Traquinas, Ed. Formato Rei Bigodeira e sua Banheira, Ed. Ed. Brique-Book Ri Melhor Quem Ri Primeiro, Ed. Cia das Letrinhas Sapo Bocarrão e Outros Desta Coleção, Ed. Cia das Letrinhas Tanto! Tanto!, Ed. Ática Um Número Depois do Outro, Ed. Cia das Letrinhas Uma Cor, Duas Cores, Todas Elas, Ed. Cia das Letrinhas Você Troca?, Ed. Moderna Para crianças de 4 a 6 anos: A Bela Desadormecida, Ed. Cia das Letrinhas A Bruxa Salomé, Ed. Brinque-Book A Casa Sonolenta, Ed. Ática A Professora de Desenho e Outras Histórias, Ed. Cia de Letrinhas A Roupa Nova do Imperador, Ed. Cia das Letrinhas A Saga de Siegfried, Ed. Cia das Letrinhas A verdadeira História dos Três Porquinhos, Ed. Cia das Letrinhas Alice no País das Maravilhas, Ed. Cia das Letrinhas Armazém do Folclore, Ed. Ática Contos da Rua Brocá, Ed. Martins Fontes Contos de Andersen, Ed. Melhoramentos Contos de Enganar a Morte, Ed. Melhoramentos 30 Contos de Grimm, Ed. Melhoramentos Contos e Lendas do Antigo Egito, Ed. Cia das Letrinhas Contos e Lendas dos Cavaleiros da Távola Redonda, Ed. Cia das Letrinhas Desvendério, Ed. Peirópolis Divinas Aventuras, Ed. Cia das Letrinhas Era uma vez, Ed. Cia das Letrinhas Fábulas de Esopo, Ed. Cia das Letrinhas Histórias para Acordar, Ed. Cia das Letrinhas Marcelo Marmelo Martelo, Ed. Salamandra Maria Borralheira, Ed. Scipione Maria Vai com as Outras, Ed. Ática Meu Livro de Folclore, Ed. Ática O careca, Ed. Scipione O patinho Realmente Feio e Outras Histórias Malucas, Ed. Cia das Letrinhas O Sapo que Virou Príncipe, Ed. Cia das Letrinhas Outras Vez dos Três Porquinhos, Ed. Cia das Letrinhas Papagaio do Limo Verde, Ed. Scipione Perde Quem Fica Zangado Primeiro, Ed. Cia das Letrinhas Que História É Essa 2, Ed. Cia das Letrinhas Rei Bigodeira e Sua Banheira, Ed. Cia das Letrinhas Vice Versa ao Contrário, Ed. Cia das Letrinhas Livros Étnicos: A Tatuagem, Ed. Ediouro Bruna e a Galinha D’Angola, Ed. Pallas Gosto de África História de Lá e Daqui, Ed. Global Histórias Africanas para Contar e Recontar, Ed. Brasil Os Reizinhos de Congo, Ed. Paulinas Oxumaré – O arco-íris, Ed. Cia das Letrinhas Tranças de Bintou, Ed. CosacNaify 31 2.7 Lista com sugestões de bons livros para o professor estudar A Aprendizagem da Linguagem Escrita, Ed. Artmed A Produção de Notações, Ed. Cortez Além da Alfabetização, Ed. Ática Aprendendo a Escrever, Ed. Ática As Cem Linguagens da Criança, Ed. Artmed Avaliação, Ed. Artmed Com Todas as Letras, Ed. Cortez Construtivismo, Ed. Casa do Psicólogo Cultura Escrita e Educação, Ed. Artmed Desenvolvimento do Discurso Narrativo, Ed. Martins Fontes Escrever e Ler, Ed. Artmed Estratégias da Leitura, Ed. Artmed Formação Social da Mente, Ed. Martins Fontes Formando Crianças Leitoras e Formando Crianças Produtoras de Texto, Ed. Artmed Gêneros Orais e Escrita na Escola, Ed. Mercado das Letras Infância e Linguagem, Ed. Papirus Ler e Escrever, Entrando no Mundo da Escrita, Ed. Artmed Ler e Escrever, Ed. Artmed O Dialogo entre o Ensino e a Aprendizagem, Ed. Ática Passando e Presente dos Verbos Ler e Escrever, Ed. Cortez Pensando e Linguagem, Ed. Martins Fontes Psicopedagogia da Língua Escrita, Ed. Vozes 2.8 Lista com sugestões de bons livros para o professor conhecer as histórias e contá-las às crianças: As Mil e Umas Noites, Ed. Brasiliense Contos de Grimm, Ed. Cia das Letrinhas Fábulas de Esopo, Ed. Cia das Letrinhas 32 Histórias da Tradição Brasileira, Ed. Ediouro Histórias de todos os Dias, Ed. Cia das Letrinhas Histórias para Aprender a Sonhar, Ed. Cia das Letrinhas Volta ao Mundo em 52 Histórias, Ed. Cia das Letrinhas A ESCOLA MUNICIPAL DE ED. INFANTIL PEQUENO MESTRE. Os dados coletados foram dispostos de forma a possibilitar maiores informações possíveis, visando construir uma “resposta” para a problemática norteadora do presente estudo. 33 A pesquisa de campo centrou em conhecer através do lúdico as capacidades cognitivas da criança que são desenvolvidas, quando motivadas e impulsionadas pelas ações de explorações livres. O lúdico não é apenas uma forma de entretenimento para gastos de energia da criança, mas meios que enriquecem o desenvolvimento intelectual. Quando à prática educativa, o lúdico toma sua verdadeira forma. A população definida para a investigação foram 8 professores que equivale 60% do total entre professores e auxiliares que integram o quadro de funcionários da escola de educação pequeno mestre e 16% do total de 50 pais de alunos entre 2 a 5 anos no período vespertino. Para atender a problemática estudada serão realizadas pesquisas por meio de questionários e observação de campo na escola. A escola de educação pequeno mestre que está localizada na rua Percy Holder, s/n, Bairro Cidade do Lobo em Porto Velho – RO, possui uma área de 769 m2 construída contendo 6 salas de aula que atende a educação infantil, sendo que 4 delas são destinada a escola e,pré-escola. Conta ainda com 01 sala para direção, 01 secretária, 01 sala para orientadora e psicóloga, 01 sala de vídeo-DVD, 03 banheiros infantis e 2 para adultos, 01 deposito para armazenamento de genros alimentícios, e 01 parque para lazer das crianças. O corpo docente é composto por 12 professores, 8 auxiliares de sala. Entre os professores apenas 5 possuem com graduação e 4 cursando faculdades e 3 com qualificação em magistério. A estrutura administrativa e técnica apresentam o seguinte quadro: 01 diretora, 01 vice-diretora, 01 secretária, 01 auxiliar de secretária, 01 supervisora, 01 orientadora e 01 psicóloga. O quadro de serviços gerais composta por 5 funcionários e 4 merendeiras. Os dados coletados foram dispostos de forma a possibilitar maiores informações possíveis, visando construir uma “resposta” para a problemática norteadora do presente estudo. Portanto, utilizou-se de ferramentas especificas para o devido tratamento dos dados, como a utilização dos softwares Microsoft Word e Microsoft Excel. 34 CAPITULO III APRESENTAÇÃO E ANÁLISE DOS RESULTADOS DA PESQUISA Para uma completa análise da influencia do lúdico no desenvolvimento da criança foi realizada a pesquisa de campo que contou com a participação de 8 professores da Escola de Educação Infantil Pequeno Mestre, objetivando conhecer a visão do professor que muitas vezes ainda está cheio de preconceitos em relação ao uso do lúdico como parte necessária para a formação da criança. Na pesquisa de campo foi utilizadas a técnica do questionário com perguntas relacionadas a importância do lúdico no desenvolvimento integral da criança conforme demonstração abaixo. Professores No intuito de comprovar em campo as questões que envolvem o desenvolvimento da criança através do lúdico, aplicamos questionários aos professores abordando várias perguntas dentro da temática, conforme segue: Foi questionado aos professores quanto à utilização do lúdico como recurso que favorece o desenvolvimento integral da criança onde, todos foram 35 unânimes em afirmar que é a utilização do lúdico e de suma importância para o desenvolvimento integral da criança conforme demonstra a figura 1. Figura 1. A utilização do lúdico é um recurso que favorece o desenvolvimento integral da criança? 0% 0% SIM NÃO ÁS VEZES 100% Fonte: Professores da Escola de Educação Infantil Pequeno Mestre, 2010. Sobre este aspecto Cunha ( 1988, p.42) nos afirma: [...] no brinquedo existe necessariamente participação e engajamento, o brinquedo é certamente uma forma de desenvolver a capacidade de engajar-se, de manter-se ativo e participante. A criança que brinca bastante será um adulto trabalhador. A criança que sempre participou de jogos e brincadeiras grupais saberá trabalhar em grupo; por ter aprendido a aceitar as regras do jogo, saberá também respeitar as normas grupais e sociais. É brincando bastante que a criança vai aprendendo a ser um adulto consciente, capaz de participar e engajar-se na vida de sua comunidade. A brincadeira constitui-se, basicamente, em um sistema que integra a vida social da criança, assim as brincadeiras fazem parte do patrimônio lúdicocultural e precisam ser mais consideradas em nossas escolas, pois pela 36 análise da realidade educacional brasileira pode-se verificar que na grande maioria das instituições de ensino as atividades lúdicas são poucos exploradas e, mesmo quando são realizadas, não lhes são dado o valor que merecem, pois são vistos como simples passatempo ou divertimento sem nenhuma finalidade didática. Em relação ao papel do lúdico (figura 2) no ensino aprendizagem 75% afirmaram que sim, desempenha um papel essencial para a aprendizagem da criança. Apenas 25% afirmaram que ás vezes o lúdico não desempenha papel de relevância na aprendizagem da criança, para esse grupo o mais importante é aplicar os métodos tradicionais onde a criança é submetida a realizar tarefas em sala de aula ou em casa com o auxilio dos pais. Quanto à opção “não” os professores afirmaram não optaram por esta alternativa, o que nos leva a concluir que o lúdico é afirmaram não optaram por esta alternativa, o que nos leva a concluir que o lúdico é importante no ensino-aprendizagem da criança. Figura 2. O lúdico desempenha um papel de grande relevância no ensinoaprendizagem? 0% 25% SIM NÃO ÁS VEZES 75% Fonte: Professores da Escola de Educação Infantil Pequeno Mestre. 37 Para Piaget (1971), o lúdico não é apenas uma forma de entretenimento para gastos de energia da criança, mas meios que enriquecem o desenvolvimento intelectual. Quanto à prática educativa, mas meios que enriquecem o desenvolvimento intelectual. Quanto à prática educativa, o lúdico toma sua verdadeira forma. Segundo Kishimoto (2002, p.24), a atividade lúdica é “antes de tudo um conjunto de procedimentos que permitem tornar o jogo possível,”isto, é, uma atividade que supõe atribuir ás significações da vida comum outro sentido. Na sequencia da entrevista indagamos aos professores se os mesmos utilizam jogos e brincadeiras nas rotinas de aulas onde se obtive os seguintes resultados: Figura 3. Você utiliza jogos e brincadeiras nas rotinas de aulas? 0% 38% SIM NÃO ÁS VEZES 62% Fonte: Professores da E E.I. Escola Pequeno Mestre, 2010. A escola de educação infantil pequeno mestre optou pela didática do lúdico para aprimorar o desenvolvimento integral da criança. Questionamos ao grupo de professores (62%) se eles utilizam jogos e brincadeiras nas rotinas de aulas com suas crianças, 38% afirmam não usarem jogos e brincadeira com rotinas em suas práticas didáticas. 38 Quanto à questão dos jogos e brincadeiras aumentam a capacidade de raciocínio da criança apresentou o resultado satisfatório conforme a figura 4. Figura 4. Jogos e brincadeiras aumentam a capacidade de raciocínio da criança? 0% 38% SIM NÃO ÁS VEZES 62% Fonte: Professores E.E.I. Pequeno Mestre, 2010. Entre o grupo de professores foi questionada a contribuição dos jogos e brincadeiras para o aumento da capacidade de raciocínio das crianças onde 62% dizem que é de grande importância esta contribuição, 38% já afirmam que esta contribuição não é constante, apenas às vezes ela está contribuição aumenta a capacidade de raciocínio das crianças, visto que não depende apenas de jogos e brincadeira, mas, um conjunto de métodos voltado também para o método tradicional como questões teóricas por meio de avaliação. O lúdico em sala de aula é uma maneira de aprender ensinar que desperta prazer e assim aprendizagem se realiza. A figura 5 nos mostra a visão dos professores quanto a observação do comportamento das crianças. 39 Figura 5. O comportamento da criança é observado durante as brincadeiras? 0% 44% SIM NÃO ÁS VEZES 56% Fonte: Professores da Escola E.I. Pequeno Mestre. O comportamento da criança é observado durante as brincadeiras por 49% dos professores, 38% diz que somente às vezes realiza esta observação junto à criança durante as brincadeiras. Este resultado mostra a falta de comprometimento em sua totalidade com a analise e avaliação do desenvolvimento da criança através do lúdico. Para Vygostky “enquanto a criança brinca, ela se desenvolve, se socializa”. Brincando, as crianças descobrem o seu papel na sociedade e seus limites, exploram o mundo e aprendem a realidade em que vivem. Cabe ao educador articular os processos de desenvolvimento e aprendizagem na sala de aula, orientar, mediar, e ainda propor desafios aos seus alunos, estimulando sempre a curiosidade, a criatividade e a discussão, bem como o raciocínio das crianças e isso só são possíveis através da observação do personagem central da temática: a criança. A figura 6 trata a questão do brincar em permite a criança a criança de alguns conflitos. 40 Figura 6. O brincar permite a criança resolução de alguns conflitos? 25% SIM NÃO 50% ÁS VEZES 25% Fonte: Professores da Escola E.I.Pequeno Mestre. Finalizamos a entrevista questionando aos professores se o brincar permite a criança resolução de alguns conflitos onde 50%, disseram que sim, 25% disseram que e os restantes (25%) disseram que as vezes o brincar permite a criança resolver seus conflitos. Este resultado confirma-nos ainda mais a importância do lúdico para desperta na criança a necessidade de buscar sempre a superação de seus limites. O educador encontra-se em permanente processo de desafio e confronto com seus próprios limites diante de uma formação que o permita lidar de maneira mais eficaz com as diversas dificuldades que surgem em seu cotidiano de aprendizagem da mesma forma a criança. A brincadeira é a melhor maneira de a criança comunicar-se e relacionar-se com outras crianças. Brincando, aprende sobre o mundo que a cerca e procura integrar-se a ele. Pais 41 Também foi realizada a pesquisa de campo junto a um grupo de 18 pais de alunos da Escola E.I. Pequeno Mestre, objetivando conhecer seu ponto de vista quanto à utilização do lúdico e sua contribuição para o desenvolvimento para o desenvolvimento de seus filhos, conforme demonstração abaixo: Foi necessário o questionamento junto aos pais, pois, fazem parte do processo de desenvolvimento da criança. E neste contexto procurou-se saber se os pais tinham conhece o método de ensino utilizado pela professora do seu filho e, obteve o seguinte resultado: Figura 7. Você conhece o método de ensino utilizado pela professora do seu filho? 15% 20% SIM NÃO ÁS VEZES 65% Fonte: Pais de alunos da Escola E.I. Pequeno Mestre. Os pais precisam conhecer a vida educacional de seus filhos em todos os sentidos, pois, seu desenvolvimento integral depende a união pais e professor. Dentro deste contexto questionamos aos pais se tinham conhecimento do que método utilizado na Escola E. I. Pequeno Mestre, para ensinar a seus filhos onde, 100% disseram que não procuram conhecer o método que a escola utilizar para ensinar seus filhos durante o período de seu desenvolvimento na educacional infantil. Muitos pais desconhecem ou não respeitam a sua real necessidade do brincar como um direto que necessita se preservado a criança e que o brincar 42 também contribui para o crescimento da criança. Daí a necessidade dos pais acompanharem a didática utilizada no ambiente escolar de seus filhos. Na figura 8 ficou demonstrado que para a maioria dos pais questionados em nossa pesquisa de campo em relação a criança aprender através das brincadeiras. Como resultado 67% afirmou que mesmo desconhecido o método acreditam que a brincadeira contribui para a aprendizagem da criança. Apenas 33% dos pais afirmaram que às vezes contribui e outras podem atrapalhar visto que, a criança ainda não tem a disciplina do limite do tempo para estudar e para brincar. Para esta porcentagem o lúdico ainda é visto apenas como uma brincadeira que diverte e não ensina. Figura 8. A criança aprende brincando? 0% 33% SIM NÃO ÁS VEZES 67% Fonte: Pais de Alunos da Escola E.I. Pequeno Mestre, 2010. Procurou-se conhecer a participação dos pais em casa utilizando o lúdico onde o resultado foi demonstrado no figura 9. 43 Figura 9. Você brinca em casa com seu filho? 11% SIM NÃO 28% ÁS VEZES 61% Fonte: País de alunos da Escola M. I. Pequeno Mestre. Com resultado apenas 11% afirmaram que sim, 61% disseram que às vezes quando dá brincam com seus filhos em casa e 28% não brincam com seus filhos em casa. Este quadro é preocupante, pois a criança necessita do brincar para o seu desenvolvimento. Foram questionados junto aos pais se suas crianças dispõem de brinquedos pedagógicos em casa para desenvolver suas habilidades e aprendizagens. Quanto à abordagem obtiveram-se os seguintes resultados: 80%, afirmaram que não e, apenas 11% procuram dar brinquedos pedagógicos a seus filhos visando ajudar no seu desenvolvimento intelectual e motor (figura 10). Figura 10. Sua criança dispõe de brinquedos pedagógicos em casa para desenvolver suas habilidades e aprendizagens? 44 11% 0% SIM NÃO ÁS VEZES 89% Fonte: País de alunos da Escola M I. Pequeno Mestre, 2010. Os brinquedos pedagógicos devem ser inseridos no mundo da criança a partir do seu convívio familiar, não só na escola. A escola atua como um intermediário para aprimoramento da criança. Os pais e professores devem exercer o papel de educar em conjunto. Questionou-se aos pais de acordo com as professoras que utilizam brincadeiras em sala de aula onde, 72% disseram que sim e 28% disseram que ás vezes estão de acordo e outras não. Mas esta afirmação não se trata de acharem errado o método, mas pelo fato da criança habituar-se a tais atividades e muitas vezes os pais não terem condições de desenvolverem em casa a mesma atividade lúdica. Figura 11. Você está de acordo com as professoras que utilizam brincadeiras em sala de aula? 0% 28% SIM NÃO ÁS VEZES 72% Fonte: Pais de alunos da Escola M.I. Pequeno Mestre, 2010. 45 Seria importante que o lúdico fizesse parte da vida da criança através de brincadeiras pedagógicas facilitando assim a convivência tanto na escola como no universo familiar. A brincadeira é um recurso que transforma de forma prazerosa a aprendizagem da criança. Faz-se necessário desenvolver este habito para que possamos ter bons resultados e crianças satisfeitas e com boa qualidade de aprendizagem. Para uma melhor visão do local onde se deu à pesquisa de campo foram anexados fotos da Escola Municipal Infantil Pequeno Mestre, objetivando uma visualização do espaço físico e as condições adequadas da Escola para o desenvolvimento do lúdico no desenvolvimento infantil da criança. 46 CONCLUSÃO A utilização do lúdico na escola caracteriza-se com um recurso pedagógico riquíssimo na busca valorização do movimento, das relações, solidariedade. As atividades lúdicas possibilitam a incorporação de valores, desenvolvimento cultural, assimilação de novos conhecimentos, desenvolvimento da sociabilidade e da criatividade. A aplicação do lúdico é de suma importância para o desenvolvimento integral da criança. Diante dos resultados e confrontando-os com o referencial teórico estudado, constatamos que a utilização de atividades lúdicas demonstram relevância significativa para o desenvolvimento da criança em todos os seus aspectos, ou seja, é brincando e jogando que a criança ordena o mundo à sua volta, assimilando experiências e informações e, sobretudo, incorporando atividade e valores, pois, é fato notório que a criança aprende brincando e brinca aprendendo. É preciso que os professores se coloquem como participantes, acompanhando todo o processo da atividade, mediando os conhecimentos através da brincadeira, do jogo e outras atividades lúdicas. Entendemos, a partir dos princípios aqui expostos, que o professor deverá contemplar a brincadeira como principio norteador das atividades 47 didático-pedagógicas, possibilitando às manifestações corporais encontrarem significado pela ludicidade presente na relação que as crianças mantêm com o mundo. A criança deixa suas energias extrapolarem quando brinca. Através da brincadeira ela testemunha, antes de tudo, o ímpeto, próprio da espécie humana, pelo qual o homem procura sempre ultrapassar. No entanto, em muitos lares, os brinquedos servem apenas para “decorar” o quarto da criança, sem que sejam utilizados, pois muitos pais desconhecem ou não respeitam a sua real necessidade do brincar como um direito que necessita ser preservado da criança de ser criança e, portanto, de brincar. A criança utiliza-se da imaginação, da imitação e da sua capacidade psíquica, para com o lúdico desenvolver habilidades que poderão ser utilizadas na vida adulta. É preciso que os profissionais de educação infantil tenham acesso ao conhecimento da didática do lúdico na área da educação infantil e da cultura em geral, para repensarem sua prática, se reconstruírem enquanto cidadãos e atuarem enquanto sujeitos da produção de conhecimento. As atividades lúdicas deveriam ser alvo de planejamento, na façanha do aprender. Quando a criança aprende brincando ela reorganiza pensamentos e emoções. A tendência atual na educação é não perder de vista o lúdico, colocando-o no centro do processo ensino-aprendizagem. A atividades prazerosas deveriam fazer parte do dia-a-dia das crianças na sala de aula. Não é possível conceber a escola apenas como mediadora de conhecimentos, mas sim como um lugar de construção coletiva do saber organizado, no qual professores e alunos, a partir de suas experiências, possam criar, ousar, buscar alternativas para suas praticas, ir além do que está proposto. Portanto, diante do exposto, podemos concluir que os jogos e brincadeiras, ou seja, as atividades lúdicas são consideradas um dos fatores básicos do estímulo para uma aprendizagem significativa contemplando sua capacidade intelectual de criar e recriar, momento em que as crianças descobrem as suas potencialidades. 48 Nesse sentido, a utilização do lúdico contribui de maneira satisfatória para aqueles que apresentam dificuldades de aprendizagem; se torna uma gratificante tarefa de orientar e coordenar as atividades das crianças em busca da construção do conhecimento. Conclui-se que a participação do professor é de fundamental importância para difusão e aplicação de atividades lúdicas. O professor, ao se conscientizar das vantagens do lúdico, se adequará à determinadas situações de ensino, utilizando-as de acordo com suas necessidades. O professor, como pesquisador, estará em busca de ações educativas eficazes. Assim, o aprendizado ocorrerá em um ambiente mais agradável, pontuado pela coragem de professores que não tem medo de sonhar. Apesar das investigações realizadas terem sido de grande importância para a construção deste trabalho monográfico, reconhecemos que o estudo não está concluído, ficando como perspectiva o nosso interesse em continuálo, servindo como ponto de partida para pesquisas futuras. 49 BIBLIOGRAFIAS Almeida, Paulo Nunes de. A ciência e a arte da alfabetização. São Paulo: Saraiva, 1985. BRASIL, República Federativa do Ministério da Educação e Cultura. Lei de Diretrizes e Bases da Educação Nacional, Lei n.º 9.394/96. BRASIL, Ministério da Educação e do Desporto. Secretaria de Educação Fundamental. Referencial Curricular Nacional para a educação infantil. Volume 2. Formação pessoal e social. Brasília: MEC/SEF, 1998. BRASIL, Lei n.º 9.394, de 20 de dezembro de 1996. Brasília, D.F., 1996. BUJES, M. I. E. Escola Infantil: pra que te quero? Rm M. Craidy e G. Kaercher (Org.), Educação Infantil: pra que te quero? Porto Alegre: Artmed, 2001. CORRÊA, Márcia A. Produção de textos na escola. Porto Alegre: Alcance, 2000. ELKONIN, Daniil. Psicologia do Jogo. São Paulo. Martins Fontes. 1998. FONSECA, João Pedro da. Pré-Escola: em busca do tempo perdido In: FISCHMANN, R. (org.) Escola Brasileira, Temas e Estudos, São Paulo: Atlas, 1997. KUHLMANN jr., Moysés. Educação Infantil e Currículo. In; FARIA A.L.G. e PALHARES M.S. (Orgs.). Educação Infantil Pós-LDB: Rumos e Desafios. Campinas: Editora Autores Associados, 1999. KISHIMOTO, Tizuko Morchida (org.). Jogo, brinquedo, brincadeira e a educação. 3.º edição, São Paulo: Cortez, 1999. LIBÂNEO, José Carlos. Democratização da escola pública: A pedagogia crítica social dos conteúdos. 14.ª ed. São Paulo: Edições Loyola, 1996. PIAGET, J. A psicologia da criança. Rio de Janeiro: Bertrand Brasil, 1998. Oliveira, M. K. Vygotsky: Aprendizado e desenvolvimento – um processo sócio-histórico. São Paulo: Scipione, 1997. 50 SOUSA, Ana Maria Costa de. Educação Infantil – uma proposta de gestão municipal 2.ª ed. Campinas: Papirus, 2000. VYGOTSKY, L. LURIA, A. e LEONTIEV, A. Linguagem desenvolvimento e aprendizagem. São Paulo: Ícone/Editora da USP, 1998. VYGOTSKY, L.S. A formação social da mente. São Paulo: Martins Fontes, 1987. 51 ANEXOS 52 QUESTIONÁRIO – PROFESSORES 1. A utilização do lúdico é um recurso que favorece o desenvolvimento integral da criança? ( ) SIM ( ) NÃO ( ) Ás vezes 2. O lúdico desempenha um papel de grande relevância no ensinoaprendizagem? ( ) SIM ( ) NÃO ( ) Ás vezes 3. Você utiliza jogos e brincadeiras nas rotinas de aulas? ( ) SIM ( ) NÃO ( ) Ás vezes 4. Jogos e brincadeiras aumentam a capacidade de raciocínio da criança? ( ) SIM ( ) NÃO ( ) Ás vezes 5. O comportamento da criança é observado durante as brincadeiras? ( ) SIM ( ) NÃO ( ) Ás vezes 6. O brincar permite a criança resolução de alguns conflitos? ( ) SIM ( ) NÃO ( ) Ás vezes 7. O jogo educativo garante que haverá uma construção do conhecimento? 53 ( ) SIM ( ) NÃO ( ) Ás vezes QUESTIONÁRIO – PAIS 1. Você conhece o método de ensino utilizado pela professora do seu filho? ( ) SIM ( ) NÃO ( ) Ás vezes ) NÃO ( ) Ás vezes ( ) Ás vezes 2. A criança aprende brincando? ( ) SIM ( 3. Você brinca em casa com seu filho? ( ) SIM ( ) NÃO 4. Sua Criança dispõe de brinquedos pedagógicos em casa para desenvolver suas habilidade e aprendizagens? ( ) SIM ( ) NÃO ( ) Ás vezes 5. Você está de acordo com as professoras que utilizam brincadeiras em sala de aula? 6. ( ) SIM ( ) NÃO ( ) Ás vezes 54 LISTA DE FIGURAS Figura 1. A utilização do Lúdico é um recurso que favorece o desenvolvimento integral da criança? .............................................38 Figura 2. O Lúdico desempenha um papel de grande relevância no ensino aprendizagem? ................................................................39 Figura 3. Você utiliza jogos e brincadeiras nas rotinas de aulas? ..................40 Figura 4. Jogos e brincadeiras aumentam a capacidade de raciocínio da criança? .....................................................................41 Figura 5. O comportamento da criança é observado durante as brincadeiras? ..................................................................................42 Figura 6. O brincar permite a criança resolução de alguns conflitos? ............43 Figura 7. Você conhece o método de ensino utilizado pela professora do seu filho?......................................................................................44 Figura 8. A criança aprende brincando? .........................................................45 Figura 9. Você brinca em casa com seu filho? ................................................46 Figura 10. Sua criança dispõe de brinquedos pedagógicos em casa para desenvolver suas habilidades e aprendizagem? .............46 Figura 11. Você esta de acordo com as professoras que utilizam brincadeiras em sala de aula? ........................................................47