1
UNIVERSIDADE CANDIDO MENDES
PÓS-GRADUAÇÃO LATO SENSU
INSTITUTO A VEZ DO MESTRE
A IMPORTÂNCIA DO LÚDICO NA EDUCAÇÃO INFANTIL PARA
O DESENVOLVIMENTO INTEGRAL DA CRIANÇA: UM ESTUDO
DE CASO NA ESCOLA PEQUENO MESTRE EM PORTO VELHO.
Apresentação de monografia ao Instituto A Vez do
Mestre – Universidade Candido Mendes como
requisito
parcial
especialista
em
para
obtenção
Educação
Desenvolvimento.
Por: Luzia Regis de Araújo
do
grau
Infantil
de
e
2
AGRADECIMENTOS
O Deus e os meus pais pela vida. Aos meus
filhos pela compreensão durante a realização desta
conquista. As minhas amigas, Geane Vagner,
Roséleia e Maridalva pela dedicação paciência e
colaboração para que eu pudesse concretizar este
sonho. Aos meus professor da pós-graduação em
especial Prof.ª Adriana Spinelli, Por sua paciência e
orientação.
3
A BONECA
Deixando a bola e a peteca,
Com que inda há pouco brincavam,
Por causa de uma boneca,
Duas meninas brigavam.
Dizia a primeira: “E minha!”
-- “E minha!” A outra gritava;
E nenhuma se continha,
Nem a boneca largava.
Quem mais sofria ( coitada! )
Era a boneca. Já tinha
Toda a roupa estraçalhada,
E amarrotada a carinha.
Tanto puxaram por ela,
Que a pobre rasgou-se ao meio,
Perdendo a estopa amarela
Que lhe formava o recheio.
E, ao fim de tanta fadiga,
Voltando a bola e a peteca,
Ambas, por causa da briga,
Ficaram sem a boneca...
4
RESUMO
A
pesquisa
realizada
sobre
o
lúdico
como
instrumento
no
desenvolvimento cognitivo da criança, aborda aspectos relacionados ao
processo de crescimento infantil. A utilização de jogos, brinquedos e
brincadeiras que acompanham toda a evolução da humanidade, possuindo
características próprias, que as diferenciam em cada cultura, resgatando as
origens da infância desde os primórdios das civilizações. Auxilia de maneira
considerável no processo terapêutico de crianças e deve ser reconhecido como
um direito assegurado por lei e necessário a saúde mental e bem estar físico e
psicológico. Neste contexto, é apresentado o progresso tecnológico como
agente influenciador do comportamento e atitudes das crianças. Pontua ainda,
as concepções teóricas de Piaget e Vygotsky sobre o brincar, as quais estão
relacionadas com a maturação física e mental da criança. Assim como, a
estabilidade emocional das crianças que dela se beneficiam, recurso, então,
fundamental a ser utilizado pelos psicólogos e outros profissionais, que
desenvolvem trabalhos com crianças. Os procedimentos utilizados foram de
acordo com a base teórica que lhe fundamenta, através da pesquisa
diagnóstica e ao mesmo tempo descritiva que lhe fundamenta a realidade atual
dos aspectos da aplicação do lúdico na formação da criança. A pesquisa foi
desenvolvida na Escola de Educação Infantil Pequeno Mestre, localizada na
Rua Percy Holder, Bairro cidade do lobo na cidade de Porto Velho – RO, onde
se baseou na analise integrada entre as informações já dispostas na escola e
em questão. Foi possível diagnosticar
através deste estudo que se faz
necessário os profissionais terem mais preparo e conhecimento da didática do
lúdico na área da educação infantil e da cultura em geral, para repensarem sua
prática, se reconstruírem enquanto cidadãos e atuarem enquanto sujeitos da
produção de conhecimento e formadores de gerações futuras.
Palavra-Chave: Lúdico. Aprendizagem. Cognição. Infância.
5
METODOLOGIA
A pesquisa foi centrada na análise da importância do lúdico na educação
infantil para o desenvolvimento integral da criança.
Os procedimentos utilizados foram de acordo com a base teórica que lhe
fundamenta, através da pesquisa diagnóstica e ao mesmo tempo descritiva,
pois demonstra a realidade atual dos pecados da aplicação do lúdico na
formação da criança.
A pesquisa foi desenvolvida na escola educação infantil pequeno mestre
localizado na Rua Percy Holder, s/n, bairro Cidade Do Lobo na cidade Porto
Velho – RO, onde se baseou na analise integrada entre as informações já
dispostas na escola e bibliográficas, além de entrevistas para o levantamento
de dados referentes à temática em questão.
Na busca de conhecer a importância do lúdico aplicado na escola de
educação infantil pequeno mestre e sua contribuição para o desenvolvimento
integral da criança, foi coletados dados através de questionários aplicados em
sala de aula com os professores e os pais dos alunos, no período vespertino.
Para a coleta de dados utilizou-se pesquisa bibliográfica em livros, teses
e dissertações com dados pertinentes ao assunto, pesquisa na internet,
principalmente em sites especializados sobre o assunto e a aplicação de
questionários.
6
SUMÁRIO
INTRODUÇÃO
07
CAPÍTULO I - Educação Infantil e sua Importância
09
CAPÍTULO II - O Lúdico e sua Importância
15
CAPÍTULO III – Metodologia da Pesquisa
34
CONCLUSÃO
46
BIBLIOGRAFIA
49
ANEXOS
51
7
INTRODUÇÃO
A escolha deste tema teve como ponto de partida a necessidade de
conhecer sobre a importância do brincar para a criança e sua influencia no
comportamento, bem como o progresso da aprendizagem, enfatizando os
aspectos cognitivos e emocionais, sendo este o objetivo principal da pesquisa.
Nesse sentido, utilizou-se da pesquisa bibliográfica, que respalda todo
conteúdo deste trabalho, destacando as concepções de Vygotsky, que enfatiza
desenvolvimento da imaginação e da criatividade, relacionadas às funções que
amadurecem para aquelas funções imaturas, e de Piaget, quanto ao aspecto
cognitivo da criança através de estágios que correspondem a uma maturação
do individuo de acordo com suas idades.
O brincar é uma forma de atividade complexa, indispensável ao
desenvolvimento infantil. Brincando, a criança constrói as bases para a
compreensão sobre si própria e sobre o mundo que o cerca.
O jogo e as brincadeiras favorecem o desenvolvimento das funções
superiores no individuo, e a capacidade motora, ou seja, corpo e mente se
beneficiam de tal atividade. Percebe-se assim, o quanto é importante, se não
fundamental, para a criança o brincar. Neste momento, é visto como elas se
organizam se divide, como encaram uma perda, uma briga, uma disputa, podese observar crianças tímidas, autoritárias, bem como lideres, apaziguadoras,
sensíveis e cooperadoras. Geralmente assumem o papel de outros familiares e
até animais, através do jogo simbólico, fazem para si seu cenário, seu mundo
de diversões, contam estórias, criam profissões, preparam comidas, tudo com
muita brincadeira.
O brincar da criança possibilita o progresso de aprendizagem, pois
facilita a construção da reflexão, da autonomia e da criatividade, estabelecendo
desta forma, uma relação estreita entre jogo e aprendizagem.
Sabe-se que o brincar faz parte do universo infantil, proporcionando
um melhor desempenho cognitivo e afetivo. Com base nesta afirmação.
Levanta-se a seguinte problemática, de que maneira o lúdico pode ser utilizado
como instrumentos no desenvolvimento cognitivo da criança. Tem-se
8
observado a enorme riqueza de informações, transmitidas pelas crianças ao
utilizarem os brinquedos e como este momento revela dificuldades e
características de sua realidade. A partir de tais concepções, a presente
pesquisa defende a hipótese de que o brincar desenvolve a percepção através
dos sentidos, o pensamento e a imaginação. O brincar esta presente na
memória da humanidade, os legados deixados pelos povos antigos subsistem
até os dias atuais, embora tenham sofrido modificações no decorrer do tempo.
Aspectos ambientais e biológicos também contribuem fornecendo, para o
homem, condições de adaptação e sobrevivência.
Há de se considerar ainda, os efeitos das desigualdades sociais,
quando provoca o aprisionamento da criança em sua casa, e conseqüência o
desaparecimento
da
criança
em
sua
casa,
e
conseqüentemente
o
desaparecimento da infância.
Desse modo, cabe aos pais compartilhar com os filhos o momento de
diversão e aprendizagem, contribuindo para uma adequada formação do
individuo.
O resultado desse confinamento resulta numa série de prejuízos a
criança, capazes de interferir nas diversas áreas da sua vida, com isso, é
submetida á psicoterapia, que se utilizam recursos como a ludoterapia, no
intuito de facilitar a comunicação e tentar remover os conflitos.
A importância dos brinquedos serve não apenas para alivio de tensões,
mas para se aproximar da realidade do produto. A criança utiliza-se
imaginação, da imitação e da sua capacidade psíquica, para com o lúdico
desenvolver habilidades que poderão ser utilizadas na vida adulta.
O objetivo geral da pesquisa foi analisar a utilização do lúdico como um
recurso que favorece o desenvolvimento integral da criança. O estudo de caso
se deu quanto a questão do lúdico desempenha um papel de grande relevância
no ensino-aprendizagem, a utilização de jogos e brincadeiras nas rotinas de
aulas, os jogos e brincadeiras que aumentam a capacidade de raciocínio da
criança; o comportamento da criança durante as brincadeiras, bem como a
visão dos pais quanto aos médicos de ensino utilizado pelos professores na
escola municipal de educação infantil Pequeno Mestre em Porto Velho - RO.
9
CAPITULO I
EDUCAÇÃO INFANTIL E SUA IMPORTANCIA PARA O
DESENVOLVIMENTO BIOPSICOSSOCIAL
1.1 A EDUCAÇÃO INFANTIL E SEU ENFOQUE LEGAL
Algumas políticas públicas, principalmente na área da educação,
foram criadas para atender as especificidades das crianças pequenas,
constando inclusive na lei n. 9.394/96 (Lei de Diretrizes e Bases da Educação
Nacional – LDB), que passou a normatizar a educação formal em todos os
níveis. Nela, pela primeira vez, foi incluída a educação infantil, voltada para
crianças de zero a cinco anos de idade, compreendendo o sistema de creche e
pré-escola.
Esta nova legislação respaldou a educação infantil para que
começasse a compor a educação básica, considerando-a como um direito da
criança, porém sem cobrar a obrigatoriedade da freqüência.
Surgiram, então, os berçários e as escolas maternais, oferecidos
inicialmente pela iniciativa privada, e as creches, oferecidas por algumas
empresas e, posteriormente, pelas prefeituras e outros órgãos do Estado.
Nesta fase, não havia uma legislação que respaldasse a educação vosta á
criança pequena.
O aumento crescente da demanda e os novos enfoques dados
á educação, como contribuição dos avanços no conhecimento cientifico sobre o
desenvolvimento da criança e o reconhecimento da importância da educação
nos primeiros nos primeiros anos de programas de governo voltados para a
faixa etária do zero aos seis anos, previstos em legislação federal e estadual
especifica.
10
O artigo 29 da LDB estabelece “A educação infantil, primeira etapa da
educação básica, tem por base o desenvolvimento integral da criança ate seis
anos de idade, em seus aspectos físico, psicológico, intelectual e social,
complementando a ação da família e da comunidade”.
A divisão da educação infantil, nas modalidades creche e pré-escola,
nos textos, constitucional de 1988 e da LDB de 1996, significava, portanto, o
inicio de um processo de reestruturação administrativa, técnica, política e
pedagógica, principalmente junto as instituições de educação infantil na esfera
da assistência social.
A lei, em seu art. 31, determinou que , na fase de educação infantil, a
avaliação deverá ser feita mediante acompanhamento e registro do
desenvolvimento da criança e sem qualquer objetivo de promoção ou
classificação para acesso ao ensino fundamental.
Segundo Fonseca (1997, p.25) a educação é tudo que permite ao
individuo aprender novas aquisições, aptidões e atitudes, tudo que o ajude a
crescer, se desenvolver e se adaptar.
O ingresso da criança pequena na instituição de ensino(escola/creche)
amplia e alarga o seu universo inicial, uma vez que o contato com outras
crianças e com adultos de origens culturais diversos proporciona chances de
aprender novas brincadeiras e de adquirir conhecimentos sobre diferentes
realidades.
A maneira como cada um se vê depende também do modo como é
visto pelos outros. Os trações particulares de cada criança, o jeito de cada uma
e como isso é recebido pelo professor pelo grupo que se insere, tem grande
impacto na formação de sua personalidade e de sua auto-estima, já que sua
identidade esta em construção.
Apesar da determinação de que tanto a creche quanto a pré-escola
devem estar vinculadas a educação, unificando as funções de assistir e educar,
insto tem permanecido longe da prática cotidiana na educação Infantil.
Para Sousa (2000, p.18):
Por tradição, pertencer a categoria de instituição educativa e tarefa
mais fácil para a pré-escola do que para a creche, historicamente
assistencial, mesmo que ambas atendam crianças da mesma faixa
11
etária; as diferenças repercutem nas suas estruturas, formas de
funcionamento, qualificação dos profissionais no modo de se
relacionarem com as famílias e, principalmente, nos seus conceitos e
funções.
A vinculação das creches e pré-escolas ai sistema educação significou
uma conquista sem precedentes no sentido da superação de uma situação
administrativa que mantinha um segmento de instituições educacionais para a
infância especifico para os pobres, fora do ensino regular.(KUHLMANN, 1999,
p.54).
A unidade fundamental da brincadeira, que permite que ela aconteça, é
o papel assumido pelas crianças. O papel revela sua natureza social, bem
como possibilita o desenvolvimento das regras e da imaginação. A relação
entre a imaginação e os assumidos é muito importante para o ato de brincar,
pois ao mesmo tempo em que a criança é livre na sua imaginação, ela tem
que obedecer as regras sociais do papel assumido.
No contexto lúdico a brincadeira é então, uma atividade sócio-cultural,
pois ela se origina nos valores e hábitos de um determinado grupo social, onde
as crianças tem a liberdade de escolher com o que é e como elas querem
brincar. Para brincar as crianças utilizam-se da situações conhecidas, de
processos imaginativos e da estruturação de regras.
1.2 Educação Infantil e o desenvolvimento biopsicossocial da
criança
A educação infantil tem como principal função aprimorar a sociabilidade
das crianças, favorecendo: uma convivência feliz no lar, na escola e na
sociedade; a auto-realização, a eficiência no trabalho e o civismo; experiências
que promovam o desenvolvimento pessoal; a auto orientação, a cooperação, a
responsabilidade, a amizade, a cortesia, o respeito as outras pessoas, boas
maneiras, bons hábitos, etc.
12
A educação engloba ensinar e aprender. E também algo menos tangível,
mas mais profundo: construção do conhecimento, bom julgamento e sabedoria.
A educação tem nos seus objetivos fundamentais a passagem da cultura de
geração para geração.
A escola prepara a criança para conviver com grupos sociais mais
amplos que a família; a pré escola deve fornecer-lhe elementos para conhecer
esses grupos sociais, e o fará partindo do próprio universo infantil, a casa, a
escola, a comunidade, as profissões, datas comemorativas, etc. Escola deve
proporcionar um ambiente tranqüilo e acolhedor no sentido de amenizar a
angústia do educando diante da ausência dos pais e frente a situações novas.
Bujes (2001) afirma que as crianças participam das permanentes
transformadas pelas experiências que adquirem neste mundo extremamente
dinâmico. Para a autora, é necessário dar-se conta de que estas experiências
são muito relevantes para elas e que algumas jamais se repetirão, surgindo
então a necessidade de se defender o direito da criança a infância. O que tem
sido muitas vezes negado a muitas delas.
Nesse aspecto, é responsabilidade de toda a sociedade a promoção do
acesso da infância a educação e ao cuidado, com políticas que respeitem os
direitos fundamentais da criança. Mantendo firmes os critérios de qualidade
para o seu atendimento biopsicossocial. Negar um atendimento de qualidade a
infância é desconsiderar toda a gama de conhecimentos produzidos pela
cultura humana em favor das crianças pequenas, que quando nascem para os
pais, nascem também para uma sociedade, a qual terão que aprender e nela
interferir.
Os aspectos do cuidar e do educar como dimensões essenciais ao
desenvolvimento de crianças pequenas, de modo que profissionais e crianças
aprendam a conviver e a viver face á multiplicidade de interferências do
cotidiano, sem deixar de lado, ao mesmo tempo, a importância de realizar
ações articuladas com outros setores da sociedade igualmente responsáveis
por esse espaço educativo levando a fase adulta onde já detém um grau de
desenvolvimento biopsicossocial decorrente de suas trajetórias de vida. Assim,
13
suas experiências e saberes sociais necessitam apenas sistematizados e
referendados cientificamente.
Segundo os ensinamentos de Vygotsky a criança desde o seu
nascimento o aprendizado esta relacionado ao desenvolvimento e é um
aspecto necessário e universal do processo de desenvolvimento das funções
psicológicas culturalmente organizadas e especificamente humanas. É o
aprendizado
que
possibilita
o
desperta
de
processos
internos
de
desenvolvimento, que, se não fosse o contato do individuo com certo ambiente
cultural, não ocorreriam.
No desenvolvimento de uma criança, o que buscamos compreender é
“até onde a criança chegou”, em termos de um percurso que será percorrido
por ela. Quando dizemos que a criança já sabe realizar determinada tarefa,
referimo-nos a sua capacidade de realizá-la sozinha.
Vygotsky determina a capacidade de realizar tarefas de forma
independente de nível de desenvolvimento real que se refere as etapas já
alcançadas, já conquistadas pela criança. Vygotsky destaca o fato de que para
compreender adequadamente o desenvolvimento devemos considerar não
apenas o nível de desenvolvimento potencial, isto é, sua capacidade de realizar
tarefas com a ajuda de professores ou de companheiros mais capacitados.
Essa possibilidade de alteração no desenvolvimento de uma pessoa pela
interferência de outra e fundamental na teoria de Vygotsky; isto porque
representa um momento desenvolvimento: não é qualquer individuo que pode,
a partir da ajuda de outro, realizar qualquer tarefa, isto é , a capacidade de se
beneficiar da colaboração de uma outra pessoa vai correr num certo nível de
desenvolvimento, não antes.
A partir da existência desses dois níveis de desenvolvimento (real e
potencial) Vygotsky define a área do desenvolvimento proximal a como “a
distancia entre o nível de desenvolvimento real, que se costuma determinar
através da solução independente de problemas e o nível de desenvolvimento
potencial determinado através da solução de problemas sob a orientação de
um adulto ou em colaboração com companheiros mais capacitados, 1999,
p.101”.
14
A área de desenvolvimento proximal refere-se ao caminho que o
individuo vai percorrer para desenvolver funções que estão em processo de
amadurecimento e que se tornarão funções consolidadas, estabelecidas no seu
nível de desenvolvimento real. A área de desenvolvimento proximal é um
domínio psicológico em constante transformação.
Neste contexto o professor tem o papel explicito de interferir na área de
desenvolvimento proximal dos alunos, provocando avanços que não ocorreriam
espontaneamente. Para Vygotsky, o único bom ensino é aquele que se adianta
ao desenvolvimento.
Na concepção que Vygotsky tem do ser humano, portanto, a inserção do
individuo num determinado ambiente cultural é parte essencial de sua própria
constituição enquanto pessoa. E impossível pensar o ser humano privado de
contato com um grupo cultural que lhe fornecerá os instrumentos e signos que
possibilitarão o desenvolvimento das atividades psicológicas mediadas. O
desenvolvimento da espécie humana e do individuo está baseado no
aprendizado que para Vygotsky sempre envolve a interferência, direta ou
indireta, de outros indivíduos e a reconstrução pessoal da experiência e dos
significados.
15
CAPITULO II
O LÚDICO E SUA IMPORTANCIA NA EDUCAÇÃO INFANTIL
2.1 O Lúdico no Espaço Escolar
A utilização de atividades lúdicas nas escolas pode contribuir para uma
melhoria nos resultados obtidos pelos alunos. Claro, que atividades de cunho
lúdico não abarcariam toda a complexidade que envolve o processo educativo,
mas poderiam auxiliar na busca de melhores resultados por parte dos
educadores interessados em promover mudanças. Estas atividades seriam
mediadoras de avanços e contribuiriam para tornar a sala a sala de aula um
ambiente alegre e favorável.
O lúdico apresenta valores específicos para todas as fases da vida
humana. Assim, na idade infantil e na adolescência a finalidade é
essencialmente pedagógica. A criança e mesmo o jovem opõem uma
resistência a escola e ao ensino, porque acima de tudo ela não deve é lúdica,
não é prazerosa.
A alegria na escola deve ser vista como necessária. A maior parte das
crianças em situação de fracasso são as de classe popular e elas precisam ter
prazer em estudar; desistem ou abandonam a escola, se ninguém as impedem.
Quanto mais os alunos enfrentam dificuldades de ordem física e
econômica, mais a Escola deve ser um local que lhes traga outras coisas. Essa
alegria, não pode ser uma alegria que os desvie da luta, mas eles precisam ter
o estimulo ao prazer. A alegria deve ser prioridade para aqueles que sofrem
mais fora da escola.
16
Estudos demonstram que através de atividades lúdicas, o educando
explora muito mais sua criatividade, melhora sua conduta no processo de
ensino aprendizagem e sua auto-estima.
Segundo Libaneo (1996, p. 39):
A função da pedagogia “dos conteúdos” é dar um passo a frente no
papel transformador da escola, mas a partir de condições existentes.
Assim, a condição para que a escola sirva aos interesses populares é
garantir a todos um bom ensino, isto é, a apropriação dos conteúdos
escolares que tenham ressonância na vida dos alunos.
A escola passou a difundir um ensino enciclopédico, imaginando quanto
mais conteúdos passagem, mais os alunos se desenvolveriam, o que não é
verdade. Para serem assimiladas, as informações devem fazer sentidos.
Dentro deste contexto podemos compreender que incide, no que
Vygotsky (2001 p.25) chamou de zona de desenvolvimento proximal, a
distancia entre aquilo que a criança sabe fazer sozinha que é. Chamado o
desenvolvimento real e o que é capaz de realizar com ajuda de alguém mais
experiente, o chamado desenvolvimento potencial. Assim, o bom ensino é o
que incide na zona proximal.
O sentido verdadeiro da educação lúdica, só estará garantido se o
professor estiver preparado para realizá-lo e ter um profundo conhecimento
sobre os fundamentos da mesma.
O lúdico apresenta uma concepção teórica profunda e uma concepção
pratica, atualmente e concreta no espaço escolar.
O educar deve compreender que o lúdico deve estar presente em todos
os momentos, pois, toma o aprendizado mais prazeroso, utilizado vários jogos
e brincadeiras na sala de aula. O lúdico em sala de aula é uma maneira de
aprender/ensinar que desperta prazer e assim aprendizagem se realiza.
“O Lúdico é eminentemente educativo no sentido em que constitui a
força impulsora de nossa curiosidade a respeito e da vida, o principio de toda
descoberta e toda criação”.1
1
Disponivel
10.05.2010.
em:
http://www.centrorefeducacional.com.br/ludicoint.htm
Acessado
em
17
2.2 O Lúdico como facilitador da aprendizagem
Através das leituras feitas sobre o lúdico, vimos a importância para o
nosso esclarecimento conceituamos: “lúdico”, palavra de origem latina “Ludos”
que significa jogos, brinquedos e divertimentos.
Na educação infantil, um dos temas que tem merecido a atenção são as
relações entre as brincadeiras e os processos de desenvolvimento e
aprendizagem dos alunos.
Neste contexto, temos por objetivo apresentar a analise e discutir o
papel das brincadeiras, dos jogos e dos brinquedos na sala de aula, em que
favorecem a aprendizagem da leitura e da escrita.
Para Vygotsky “enquanto a criança brinca, ela se desenvolve, se
socializa”. Brincando, as crianças descobrem o seu papel na sociedade e seus
limites, explorem o mundo e apreendem a realidade em que vivem.
As
relações
entre
desenvolvimento
e
aprendizagem
infantil,
diferentemente resgatam a importância dos brinquedos e jogos na formação da
inteligência, cabendo ao educador articular os processos de desenvolvimento e
aprendizagem na sala de aula, orientar, mediar, e, ainda propor desafios aos
seus alunos, estimulando sempre a curiosidade, a criatividade e a discussão,
bem como o raciocínio das crianças.
A vida da criança gira em torno do brincar, e é por essa razão que
pedagogos necessitam utilizar brincadeira na educação, por ser uma peça
importante na formação da personalidade, tornando-se uma forma de
construção de conhecimento.
Segundo Santos e Cruz (2005, p.115):
“brincar é viver, e as crianças brincam porque esta é uma
necessidade básica, assim como a nutrição, a saúde, a habilitação e
a educação”.
18
A utilização do lúdico na escola caracteriza-se com um recurso
pedagógico riquíssimo na busca da valorização do movimento, das relações,
solidariedade.
O lúdico é necessidade humana e proporciona a integração com o
ambiente onde vive, sendo considerado como meio de expressão e
aprendizado.
2.3 A prática pedagógica do educador diante do lúdico
A ação do professor de educação infantil, como mediador das relações
entre as crianças e os diversos universos sociais nos quais eles interagem,
possibilita a criação de condições para que elas possam, gradativamente,
desenvolver capacidades ligadas a tomada de decisões, a construção de
regras, a cooperação, a solidariedade, ao dialogo, ao respeito a si mesmas e
ao outro, assim como desenvolver sentimentos de justiça e ações de cuidado
para com os outros.
A infância é uma sucessão, a motricidade e a inteligência num processo
contínuo de interações. Tudo isso só é possível quando a criança tem liberdade
para brincar, porque é através da brincadeira que ela pode conhecer o mundo,
é no “faz de conta” que vivencia a afetividade, a comunicação com os colegas,
os conflitos, entende regras e desenvolve “normas” de como irão brincar.
Segundo Piaget (1998) a atividade lúdica é o berço obrigatório das
atividades intelectuais da criança, sendo, por isso, indisp0ensavel a pratica
educativa.
As brincadeiras permitem as crianças identificar, classificar, agrupar,
ordenar, seriar, simbolizar, combinar e estimular, e ao, mesmo tempo,
desenvolvem a atenção, a concentração, melhorando a expressão corporal e a
postura. E através delas que a criança aprende a controlar e avaliar os seus
impulsos,
também,
adquirir
habilidades,
conhecer,
possibilitando
as
manifestações corporais encontrarem significado pela ludicidade presente na
relação que as crianças mantêm com o mundo.
19
As atividades dirigidas podem sugerir idéias, oferecer oportunidades de
as crianças ampliarem sua visão de mundo. As crianças podem, depois,
transferir suas descobertas para suas brincadeiras. O professor pode observar
o conteúdo cultural da brincadeira para desenvolver outras que, desse modo,
vão partir dos interesses demonstrações pelas próprias crianças.
Segundo Almeida ( 1985, p. 34):
Quando nos referimos ao lúdico não estamos apenas considerando o
jogo pelo jogo ou
como brincadeira qualquer, mas falamos de
atividades que assegurem a criança o direito de ser criança e ser
feliz, o direito de ter um aprendizado significativo, prazeroso,
extensão de seu próprio mundo, num desafio constante em busca do
interminável.
O professor também deve gostar do que faz saber justificar a utilização
do lúdico, seus objetivos, ter um planejamento detalhado, preparar seus alunos
para os jogos, inventar, recriar situações, encorajar-se para pesquisa e a
realização de cursos. Deve atentar também para a qualidade das brincadeiras
e dos jogos propostos, no sentido de que, não é qualquer brincadeira ou
atividade que promoverá o desenvolvimento de habilidades cognitivas, motoras
e psicológicas dos alunos.
De acordo com Correa ( 2000, p.40 )
[...] O professor deve conhecer as formas de pensamento dos seus
alunos a fim de que não exija o que eles ainda não podem oferecer
em termos estruturais de cognição e elabora uma proposta para a
linguagem que os desafie, proporcionando, uma aceleração em seu
desenvolvimento intelectual.
A proposta lúdica deverá embasar-se nas premissas de adequação á
fase cognitiva da criança e o desafio coerente com a fase em que a criança se
encontra.
O lúdico garante qualidade em todos os aspectos do desenvolvimento
da criança e, as conseqüências dessa proposta pedagógica serão percebidas
20
na aprendizagem da leitura e da escrita porque terão aumentado sua rede de
conhecimentos.
2.4 Atividade lúdica para educação infantil
As
atividades
desenvolvimento
lúdicas
cultural,
possibilitam
assimilação
a
de
incorporação
novos
de
valores,
conhecimentos,
desenvolvimento da sociabilidade e da criatividade.
Segundo Elkonin ( 1998, p.400 ): “a importância didática do jogo é muito
limitada (...) utilizar o jogo com fins meramente didático (...) se relegam a
segundo plano as relações entre as pessoas no processo e os traços
específicos dos jogos”. Quando o diz que através do brincar a criança aprende,
porém, se usa brincadeira como recurso didático para algum conteúdo deixase de lado a especificidade desta. Os conhecimentos produzidos e os
repassados para as crianças podem auxiliá-la a aumentar seu repertorio e
estes se manifestam em seu brincar.
O brincar na Educação infantil serve como orientador e estimulador para
o desenvolvimento infantil, muito importante no desempenho de suas
atividades. Para ele acontecer, é necessário que o professor tenha consciência
do valor das brincadeiras e jogos para a criança, o que para tanto, indica a
necessidade deste profissional conhecer as implicações nos diversos tipos de
brincadeiras – orientadas, livres, com regras, faz-de-conta e outras-, bem como
usá-las e orientá-las.
Brincando, a criança não apenas se diverte, mas recria e interpreta o
mundo em que vive, se relaciona com este mundo e aprende. Por isso, cada
vez mais os educadores recomendam que os jogos e brincadeiras ocupem um
lugar de destaque no programa escolar desde a educação infantil.
Segundo Kishimoto ( 1999 , p.57):
“independente de época, cultura e classe social, os jogos e os
brinquedos fazem parte da vida da criança, pois elas vivem num
mundo de fantasia, de encantamento, de alegria, de sonhos, onde
realidade e faz-de-conta se confundem”.
21
2.4.1 Jogos e Matérias
O jogo é uma atividade voluntária exercida dentro de acertos e
determinados limites de tempo e espaço, segundo regras livremente
consentidas, mas absolutamente obrigatórias, dotado de um fim em si mesmo,
acompanhado de um sentimento de tensão e alegria e de uma consciência de
ser diferente de vida cotidiana. ( HUIZINGA, 1980).
Através do jogo as crianças exploram os objetos que os cercam,
melhoram sua agilidade física, experimentam seus sentidos, e desenvolvem
seu pensamento. Algumas vezes o realização sozinhos, em outras, na
companhia de outras crianças, desenvolvendo também o comportamento em
grupo.
Para Vygotsky (1987, p.117) na brincadeira:
“a criança se comporta além do comportamento habitual de sua
idade, além de seu comportamento diário; no brinquedo, é como se
ela fosse maior do que é na realidade”.
Para o autor , a brincadeira cria uma zona de desenvolvimento proximal
favorecendo
e permitindo
que as ações
da
criança ultrapassem o
desenvolvimento real já alcançado permitindo-lhes novas possibilidades de
ação sobre o mundo.
O material deve ser suficiente tanto quanto a quantidade, como pela
diversidade, pelo interesse que despertam pelo material de que são feitos. E
importante respeitar e propiciar elementos que favoreçam a criatividade das
crianças. A sucata é um exemplo de material que preenche vários destes
requisitos. Além disso, um ponto importante é estar atento a idade e as
necessidades de seus alunos para selecionar e deixar a disposição materiais
adequados.
Segundo Kishimoto, (1999, p.48):
22
Os brinquedos aparecem no imaginário dos professores de educação
infantil como objetos culturais portadores de valores considerados
inadequados.
Por
exemplo,
bonequinhos
guerreiros,
tanques,
armamentos e outros brinquedos, com formas bélicas, recebem o
mesmo tratamento por estarem associados a reprodução da violência.
Brincadeiras de casinhas com bonecas devem restringir-se ao publico
feminino. Brincadeiras motoras, com carrinhos e objetos móveis,
pertecem mais ao domínio masculino. Crianças pobres podem receber
qualquer tipo de brinquedo, porque não dispõem de nada. A pobreza
justifica
o
brincar
desprovido
de
materiais
e
a
brincadeira
supervisionada. Escolas representadas por diversos etnias começam a
introduzir festas folclóricas, com danças, comidas típicas, como se a
multiculturalidade pudesse ser resumida e compreendida como algo
turístico, pelo seu lado exótico, apenas por festas e exposições de
objetos cada povo. Enfim, são tais atitudes que demonstram
preconcepções propostas relacionadas ás brincadeiras introduzidas em
nossas instituições de educação infantil.
Os meninos e meninas expressam através de seus jogos grande parte
dos usos e relações sociais que conhecem. O jogo é, por sinal, um meio
extraordinário para a formação da identidade e a diferenciação pessoal.
Entretanto, os professores precisam ser bastante cuidadosos e sensíveis para
não reproduzir através de seus valores, influencias tradicionais. Neste sentido
possibilitar que meninos e meninas joguem juntos, evitando expressões como
“os meninos não jogam...” ou, “isto não é para uma menina....”, estimulando e
favorecendo o crescimento e a identidade tanto de meninos , sem reforçar
estereótipos sociais, ainda existentes em muitas regiões do pais ou arraigados
em certas culturas.
Para Vygotsky (1998, p. 45): “As maiores aquisições de uma criança são
conseguidas no brinquedo”, aquisições que no futuro tornar-se-ão seu nível
básico de ação real e moralidade.
23
2.4.2 A valorização das crianças pelos jogos realizados
Para que as crianças sintam-se valorizadas é importante o professor
observar que sua participação é necessária para enriquecer a atividade
desenvolvida, introduzindo novos personagens ou novas situações que tornem
o jogo mais rico e interessante para as crianças, aumentando suas
possibilidades de aprendizagem e valorizar as atividades das crianças,
interessando-se por elas, animando pelo esforço, evitando a competição, pois
em jogos não competitivos não existem ganhadores ou perdedores.
Como forma de estimular a imaginação das crianças o professor deve
servir de modelo, junto ou contar como brincava quando tinha a idade delas. O
professor precisar perceber a seriedade e a importância dessa atividade para o
desenvolvimento da criança, ocupa-se com outras tarefas, deixando de
observar atentamente para poder refletir sobre o que as crianças estão fazendo
e perceber seu desenvolvimento, acompanhar sua evolução, suas novas
aquisições, as relações com as outras crianças, com os adultos. Para tanto,
pode ser elaborada uma planilha, um guia de observação que facilite o trabalho
do professor.
A atitude mais produtiva do professor é conseguir que as crianças
procurem resolver conflitos, ensinando-lhes a chegar a acordos, negociar e
compartilhar. Por dos jogos cada criança terá a oportunidade de expressar
seus interesses, necessidades e preferências.
2.4.3 Sugestões de Atividades Lúdicas para a Educação Infantil
No contexto educacional, segundo Oliveira apud Kishimoto (1998, p. 134):
[...] O educador pode desempenhar um
importante papel no
transcorrer das brincadeiras se consegue discernir os momentos em
que deve só observar, em que deve intervir na coordenação, ou em
que deve integrar-se como participante das mesmas.
24
Assim, com a utilização da sucata e uma boa dose de criatividade o
educador poderá, juntamente com os alunos, realizar várias construções, uma
vez que tais sugestões tem como objetivo servir de base para o surgimento de
novas idéias para o favorecimento do processo ensino-aprendizagem.
MOMENTO LÚDICO NA SALA DE AULA
25
2.5 Atividades Lúdicas
A seguir foram listadas algumas atividades que podem ser desenvolvidas
em sala de aula com o objetivo de complementar a didática do lúdico no
desenvolvimento infantil da criança.
ATIVIDADE 01: Boliche Matemático
Objetivo da Atividade:
- Proporcionar a aplicação de cálculo mental
- Dominar as técnicas da adução
Recursos Materiais:
- 6 garrafas plásticas vazias;
- 6 quadrados (8 x 8) de papel sulfite;
- 1 Meia velha;
- Retalhos de tecido;
- Fita gomada;
- Barbante;
- Agulha;
- Linha.
Montagem do jogo:
Limpar as garrafas, lavando-as e retirando os outros;
Nos quadrados de papel sulfite escrever os números de 1 a 6 e grudálas com o auxílio da fita gomada.
Para confeccionar a bola: encha a ponta do pé da meia com retalhos de
tecido formando uma bola. Amarrar bem firme com o barbante ir desvirando a
meia, envolvendo-a na bola. No final, arrematar, costurando com linha bem
forte.
26
Possibilidade de Exploração:
Jogar como boliche, rolando a bola em direção as garrafas procurando
derrubar o maior numero das mesmas.
Disposição dos participantes:
As crianças estarão divididas em duas filas indianas paralelas a linhas
delimitada no chão com o giz, pela professora.
Inicio da atividade:
No momento em que a professora oralmente permitir que as crianças
iniciem o jogo.
Desenvolvimento:
Ao sinal da professora as primeiras crianças, uma de cada fila, irão rolar
a bola até as garrafas. E os números que estarão nas garrafas derrubadas
serão somadas mentalmente e anotadas o resultado ou na lousa ou em uma
folha de papel a parte. Depois de somados os números, a criança irá retirar-se
da fila para dar lugar a próxima criança obedecendo a ordem da mesma e
assim sucessivamente até o último participante.
Quando o último participante concluir sua jogada a equipe se reunirá e
somará os resultados o qual será comparado com o outro grupo para ver quem
ganhou.
Final da Atividade: Quando todas as crianças das filas tiverem jogado.
Ganhará o jogo a fila que tiver maior numero de pontos.
ATIVIDADE 02 – Ganhando Letras
Objetivo da Atividade:
- Reconhecer as letras
- Formar palavras
- Coordenar os movimentos
27
Recursos Materiais:
- 15 garrafas plásticas vazias;
- 48 tampinhas de garrafas plásticas;
- 1 bastão de giz;
- 1 caixa de papelão (60 x 40);
- 1 folha de papel crepom;
- 1 estilete.
Montagem do jogo:
Limpe as garrafas, lavando-as e retirando os rótulos;
Corte-as a 10 cm da base (fundo);
Corte a caixa de papelão na altura de 10 cm;
Forre a caixa com o papel de presente e coloque dentro as garrafas;
Da parte que sobrou das garrafas, recorte argolas e cubra-as, enrolando com
papel crepom;
Cole nas tampas avulsas, aproximadamente 4 letras de cada, iguais as que
estão nas garrafas.
Disposição dos participantes:
As crianças estarão divididas em duas filas indianas paralelas a linha
delimitada com o giz pela professora.
Inicio da Atividade:
No momento em que a professora oralmente permitir que as crianças
iniciem o jogo.
Desenvolvimento:
Ao sinal da professora as primeiras crianças, uma de cada fila, irão jogar
as argolas e a cada acerto ganhará da professora uma letra igual a letra
acertada.
Regra: Cada jogador tem direito a cinco jogadas, terminadas as crianças
darão a vez para a próxima, obedecendo a ordem da fila e assim
sucessivamente até a última criança participante.
28
E interessante que o educador trace no chão uma linha para delimitar a
distancia de onde as argolas deverão ser atiradas
Final da Atividade:
Quando todas as crianças das duas filas tiverem jogado. Ganhará o jogo
a fila que conseguir formar um maior número de palavras com as letras que
conseguiu como bonificação.
2.6 Lista com sugestões de bons livros para trabalhar com crianças de
creche e pré-escola.
Para crianças até anos:
A Bruxa Salomé, Ed. Brinque-Book
A Casa Sonolenta, Ed. Ática
A História da Dona Baratinha, Ed. Cia das Letrinhas
Amigos, Ática
Bem-te-vi , Ed. Cia das Letrinhas
Bolinha Vai ao Parque, Ed. Martins Fontes
Como Contar Crocodilos, Ed. Cia das Letrinhas
Da Pequena Toupeira que Queria Saber Quem Tinha Feito Coco na
Cabeça Dela, Ed. Cia das Letrinhas.
Escondida, Ed. Ática
Fora da Gaiola, Ed. Cia das Letrinhas
Girassóis, Ed. Cia das Letrinhas
Livro de Histórias, Ed. Cia das Letrinhas
Mamãe Gansa, Ed. Cia das Letrinhas
Maneco Caneco Chapéu de Funil, Ed. Ática
Maria vai com as Outras, Ed. Ática
Não Confunda, Ed. Moderna
O aniversário de Ninoca, Ed. Martins Fontes
O aniversário do Bolinha, Ed. Martins Flores
O cabelo de Quiçá, Ed. Ática
29
O caso do Bolinho, Ed. Moderna
O grande Rabanete, Ed. Moderna
O menino que Descobriu as Palavras, Ed. Ática
O que fazer?, Ed. Callis
O Ratinho, o morango Vermelho maduro e o Grande Urso Esfomeado, Ed.
Brinque-Book
Olha o Bicho, Ed. Ática
Onde Está o Bolinha, Ed. Martins Fontes
Os Porquinhos, Ed. Brinque-Book
Poemas sapecas, Rimas Traquinas, Ed. Formato
Rei Bigodeira e sua Banheira, Ed. Ed. Brique-Book
Ri Melhor Quem Ri Primeiro, Ed. Cia das Letrinhas
Sapo Bocarrão e Outros Desta Coleção, Ed. Cia das Letrinhas
Tanto! Tanto!, Ed. Ática
Um Número Depois do Outro, Ed. Cia das Letrinhas
Uma Cor, Duas Cores, Todas Elas, Ed. Cia das Letrinhas
Você Troca?, Ed. Moderna
Para crianças de 4 a 6 anos:
A Bela Desadormecida, Ed. Cia das Letrinhas
A Bruxa Salomé, Ed. Brinque-Book
A Casa Sonolenta, Ed. Ática
A Professora de Desenho e Outras Histórias, Ed. Cia de Letrinhas
A Roupa Nova do Imperador, Ed. Cia das Letrinhas
A Saga de Siegfried, Ed. Cia das Letrinhas
A verdadeira História dos Três Porquinhos, Ed. Cia das Letrinhas
Alice no País das Maravilhas, Ed. Cia das Letrinhas
Armazém do Folclore, Ed. Ática
Contos da Rua Brocá, Ed. Martins Fontes
Contos de Andersen, Ed. Melhoramentos
Contos de Enganar a Morte, Ed. Melhoramentos
30
Contos de Grimm, Ed. Melhoramentos
Contos e Lendas do Antigo Egito, Ed. Cia das Letrinhas
Contos e Lendas dos Cavaleiros da Távola Redonda, Ed. Cia das Letrinhas
Desvendério, Ed. Peirópolis
Divinas Aventuras, Ed. Cia das Letrinhas
Era uma vez, Ed. Cia das Letrinhas
Fábulas de Esopo, Ed. Cia das Letrinhas
Histórias para Acordar, Ed. Cia das Letrinhas
Marcelo Marmelo Martelo, Ed. Salamandra
Maria Borralheira, Ed. Scipione
Maria Vai com as Outras, Ed. Ática
Meu Livro de Folclore, Ed. Ática
O careca, Ed. Scipione
O patinho Realmente Feio e Outras Histórias Malucas, Ed. Cia das
Letrinhas
O Sapo que Virou Príncipe, Ed. Cia das Letrinhas
Outras Vez dos Três Porquinhos, Ed. Cia das Letrinhas
Papagaio do Limo Verde, Ed. Scipione
Perde Quem Fica Zangado Primeiro, Ed. Cia das Letrinhas
Que História É Essa 2, Ed. Cia das Letrinhas
Rei Bigodeira e Sua Banheira, Ed. Cia das Letrinhas
Vice Versa ao Contrário, Ed. Cia das Letrinhas
Livros Étnicos:
A Tatuagem, Ed. Ediouro
Bruna e a Galinha D’Angola, Ed. Pallas
Gosto de África História de Lá e Daqui, Ed. Global
Histórias Africanas para Contar e Recontar, Ed. Brasil
Os Reizinhos de Congo, Ed. Paulinas
Oxumaré – O arco-íris, Ed. Cia das Letrinhas
Tranças de Bintou, Ed. CosacNaify
31
2.7 Lista com sugestões de bons livros para o professor estudar
A Aprendizagem da Linguagem Escrita, Ed. Artmed
A Produção de Notações, Ed. Cortez
Além da Alfabetização, Ed. Ática
Aprendendo a Escrever, Ed. Ática
As Cem Linguagens da Criança, Ed. Artmed
Avaliação, Ed. Artmed
Com Todas as Letras, Ed. Cortez
Construtivismo, Ed. Casa do Psicólogo
Cultura Escrita e Educação, Ed. Artmed
Desenvolvimento do Discurso Narrativo, Ed. Martins Fontes
Escrever e Ler, Ed. Artmed
Estratégias da Leitura, Ed. Artmed
Formação Social da Mente, Ed. Martins Fontes
Formando Crianças Leitoras e Formando Crianças Produtoras de Texto,
Ed. Artmed
Gêneros Orais e Escrita na Escola, Ed. Mercado das Letras
Infância e Linguagem, Ed. Papirus
Ler e Escrever, Entrando no Mundo da Escrita, Ed. Artmed
Ler e Escrever, Ed. Artmed
O Dialogo entre o Ensino e a Aprendizagem, Ed. Ática
Passando e Presente dos Verbos Ler e Escrever, Ed. Cortez
Pensando e Linguagem, Ed. Martins Fontes
Psicopedagogia da Língua Escrita, Ed. Vozes
2.8 Lista com sugestões de bons livros para o professor conhecer as
histórias e contá-las às crianças:
As Mil e Umas Noites, Ed. Brasiliense
Contos de Grimm, Ed. Cia das Letrinhas
Fábulas de Esopo, Ed. Cia das Letrinhas
32
Histórias da Tradição Brasileira, Ed. Ediouro
Histórias de todos os Dias, Ed. Cia das Letrinhas
Histórias para Aprender a Sonhar, Ed. Cia das Letrinhas
Volta ao Mundo em 52 Histórias, Ed. Cia das Letrinhas
A ESCOLA MUNICIPAL DE ED. INFANTIL PEQUENO MESTRE.
Os dados coletados foram dispostos de forma a possibilitar maiores
informações possíveis, visando construir uma “resposta” para a problemática
norteadora do presente estudo.
33
A pesquisa de campo centrou em conhecer através do lúdico as
capacidades cognitivas da criança que são desenvolvidas, quando motivadas e
impulsionadas pelas ações de explorações livres.
O lúdico não é apenas uma forma de entretenimento para gastos de
energia da criança, mas meios que enriquecem o desenvolvimento intelectual.
Quando à prática educativa, o lúdico toma sua verdadeira forma.
A população definida para a investigação foram 8 professores que
equivale 60% do total entre professores e auxiliares que integram o quadro de
funcionários da escola de educação pequeno mestre e 16% do total de 50 pais
de alunos entre 2 a 5 anos no período vespertino. Para atender a problemática
estudada serão realizadas pesquisas por meio de questionários e observação
de campo na escola.
A escola de educação pequeno mestre que está localizada na rua Percy
Holder, s/n, Bairro Cidade do Lobo em Porto Velho – RO, possui uma área de
769 m2 construída contendo 6 salas de aula que atende a educação infantil,
sendo que 4 delas são destinada a escola e,pré-escola. Conta ainda com 01
sala para direção, 01 secretária, 01 sala para orientadora e psicóloga, 01 sala
de vídeo-DVD, 03 banheiros infantis e 2 para adultos, 01 deposito para
armazenamento de genros alimentícios, e 01 parque para lazer das crianças.
O corpo docente é composto por 12 professores, 8 auxiliares de sala.
Entre os professores apenas 5 possuem com graduação e 4 cursando
faculdades e 3 com qualificação em magistério.
A estrutura administrativa e técnica apresentam o seguinte quadro: 01
diretora, 01 vice-diretora, 01 secretária, 01 auxiliar de secretária, 01
supervisora, 01 orientadora e 01 psicóloga. O quadro de serviços gerais
composta por 5 funcionários e 4 merendeiras.
Os dados coletados foram dispostos de forma a possibilitar maiores
informações possíveis, visando construir uma “resposta” para a problemática
norteadora do presente estudo. Portanto, utilizou-se de ferramentas especificas
para o devido tratamento dos dados, como a utilização dos softwares Microsoft
Word e Microsoft Excel.
34
CAPITULO III
APRESENTAÇÃO E ANÁLISE DOS RESULTADOS DA PESQUISA
Para uma completa análise da influencia do lúdico no desenvolvimento
da criança foi realizada a pesquisa de campo que contou com a participação de
8 professores da Escola de Educação Infantil Pequeno Mestre, objetivando
conhecer a visão do professor que muitas vezes ainda está cheio de
preconceitos em relação ao uso do lúdico como parte necessária para a
formação da criança.
Na pesquisa de campo foi utilizadas a técnica do questionário com
perguntas relacionadas a importância do lúdico no desenvolvimento integral da
criança conforme demonstração abaixo.
Professores
No intuito de comprovar em campo as questões que envolvem o
desenvolvimento da criança através do lúdico, aplicamos questionários aos
professores abordando várias perguntas dentro da temática, conforme segue:
Foi questionado aos professores quanto à utilização do lúdico como
recurso que favorece o desenvolvimento integral da criança onde, todos foram
35
unânimes em afirmar que é a utilização do lúdico e de suma importância para o
desenvolvimento integral da criança conforme demonstra a figura 1.
Figura 1. A utilização do lúdico é um recurso que favorece o desenvolvimento
integral da criança?
0%
0%
SIM
NÃO
ÁS VEZES
100%
Fonte: Professores da Escola de Educação Infantil Pequeno Mestre, 2010.
Sobre este aspecto Cunha ( 1988, p.42) nos afirma:
[...] no brinquedo existe necessariamente participação e engajamento,
o brinquedo é certamente uma forma de desenvolver a capacidade de
engajar-se, de manter-se ativo e participante. A criança que brinca
bastante será um adulto trabalhador. A criança que sempre participou
de jogos e brincadeiras grupais saberá trabalhar em grupo; por ter
aprendido a aceitar as regras do jogo, saberá também respeitar as
normas grupais e sociais. É brincando bastante que a criança vai
aprendendo a ser um adulto consciente, capaz de participar e
engajar-se na vida de sua comunidade.
A brincadeira constitui-se, basicamente, em um sistema que integra a
vida social da criança, assim as brincadeiras fazem parte do patrimônio lúdicocultural e precisam ser mais
consideradas em nossas escolas, pois pela
36
análise da realidade educacional brasileira pode-se verificar que na grande
maioria das instituições de ensino as atividades lúdicas são poucos exploradas
e, mesmo quando são realizadas, não lhes são dado o valor que merecem,
pois são vistos como simples passatempo ou divertimento sem nenhuma
finalidade didática.
Em relação ao papel do lúdico (figura 2) no ensino aprendizagem 75%
afirmaram que sim, desempenha um papel essencial para a aprendizagem da
criança. Apenas 25% afirmaram que ás vezes o lúdico não desempenha papel
de relevância na aprendizagem da criança, para esse grupo o mais importante
é aplicar os métodos tradicionais onde a criança é submetida a realizar tarefas
em sala de aula ou em casa com o auxilio dos pais. Quanto à opção “não” os
professores afirmaram não optaram por esta alternativa, o que nos leva a
concluir que o lúdico é afirmaram não optaram por esta alternativa, o que nos
leva a concluir que o lúdico é importante no ensino-aprendizagem da criança.
Figura 2. O lúdico desempenha um papel de grande relevância no ensinoaprendizagem?
0%
25%
SIM
NÃO
ÁS VEZES
75%
Fonte: Professores da Escola de Educação Infantil Pequeno Mestre.
37
Para Piaget (1971), o lúdico não é apenas uma forma de entretenimento
para gastos de energia da criança, mas meios que enriquecem o
desenvolvimento intelectual. Quanto à prática educativa, mas meios que
enriquecem o desenvolvimento intelectual. Quanto à prática educativa, o lúdico
toma sua verdadeira forma.
Segundo Kishimoto (2002, p.24), a atividade lúdica é “antes de tudo um
conjunto de procedimentos que permitem tornar o jogo possível,”isto, é, uma
atividade que supõe atribuir ás significações da vida comum outro sentido.
Na sequencia da entrevista indagamos aos professores se os mesmos
utilizam jogos e brincadeiras nas rotinas de aulas onde se obtive os seguintes
resultados:
Figura 3. Você utiliza jogos e brincadeiras nas rotinas de aulas?
0%
38%
SIM
NÃO
ÁS VEZES
62%
Fonte: Professores da E E.I. Escola Pequeno Mestre, 2010.
A escola de educação infantil pequeno mestre optou pela didática do
lúdico para aprimorar o desenvolvimento integral da criança. Questionamos ao
grupo de professores (62%) se eles utilizam jogos e brincadeiras nas rotinas de
aulas com suas crianças, 38% afirmam não usarem jogos e brincadeira com
rotinas em suas práticas didáticas.
38
Quanto à questão dos jogos e brincadeiras aumentam a capacidade de
raciocínio da criança apresentou o resultado satisfatório conforme a figura 4.
Figura 4. Jogos e brincadeiras aumentam a capacidade de raciocínio da
criança?
0%
38%
SIM
NÃO
ÁS VEZES
62%
Fonte: Professores E.E.I. Pequeno Mestre, 2010.
Entre o grupo de professores foi questionada a contribuição dos jogos e
brincadeiras para o aumento da capacidade de raciocínio das crianças onde
62% dizem que é de grande importância esta contribuição, 38% já afirmam que
esta contribuição não é constante, apenas às vezes ela está contribuição
aumenta a capacidade de raciocínio das crianças, visto que não depende
apenas de jogos e brincadeira, mas, um conjunto de métodos voltado também
para o método tradicional como questões teóricas por meio de avaliação.
O lúdico em sala de aula é uma maneira de aprender ensinar que
desperta prazer e assim aprendizagem se realiza.
A figura 5 nos mostra a visão dos professores quanto a observação do
comportamento das crianças.
39
Figura 5. O comportamento da criança é observado durante as brincadeiras?
0%
44%
SIM
NÃO
ÁS VEZES
56%
Fonte: Professores da Escola E.I. Pequeno Mestre.
O comportamento da criança é observado durante as brincadeiras por
49% dos professores, 38% diz que somente às vezes realiza esta observação
junto à criança durante as brincadeiras. Este resultado mostra a falta de
comprometimento em sua totalidade com a analise e avaliação do
desenvolvimento da criança através do lúdico.
Para Vygostky “enquanto a criança brinca, ela se desenvolve, se
socializa”. Brincando, as crianças descobrem o seu papel na sociedade e seus
limites, exploram o mundo e aprendem a realidade em que vivem.
Cabe ao educador articular os processos de desenvolvimento e
aprendizagem na sala de aula, orientar, mediar, e ainda propor desafios aos
seus alunos, estimulando sempre a curiosidade, a criatividade e a discussão,
bem como o raciocínio das crianças e isso só são possíveis através da
observação do personagem central da temática: a criança.
A figura 6 trata a questão do brincar em permite a criança a criança de
alguns conflitos.
40
Figura 6. O brincar permite a criança resolução de alguns conflitos?
25%
SIM
NÃO
50%
ÁS VEZES
25%
Fonte: Professores da Escola E.I.Pequeno Mestre.
Finalizamos a entrevista questionando aos professores se o brincar
permite a criança resolução de alguns conflitos onde 50%, disseram que sim,
25% disseram que e os restantes (25%) disseram que as vezes o brincar
permite a criança resolver seus conflitos. Este resultado confirma-nos ainda
mais a importância do lúdico para desperta na criança a necessidade de buscar
sempre a superação de seus limites.
O educador encontra-se em permanente processo de desafio e
confronto com seus próprios limites diante de uma formação que o permita lidar
de maneira mais eficaz com as diversas dificuldades que surgem em seu
cotidiano de aprendizagem da mesma forma a criança.
A brincadeira é a
melhor maneira de a criança comunicar-se e relacionar-se com outras crianças.
Brincando, aprende sobre o mundo que a cerca e procura integrar-se a ele.
Pais
41
Também foi realizada a pesquisa de campo junto a um grupo de 18 pais
de alunos da Escola E.I. Pequeno Mestre, objetivando conhecer seu ponto de
vista quanto à utilização do lúdico e sua contribuição para o desenvolvimento
para o desenvolvimento de seus filhos, conforme demonstração abaixo:
Foi necessário o questionamento junto aos pais, pois, fazem parte do
processo de desenvolvimento da criança. E neste contexto procurou-se saber
se os pais tinham conhece o método de ensino utilizado pela professora do seu
filho e, obteve o seguinte resultado:
Figura 7. Você conhece o método de ensino utilizado pela professora do seu
filho?
15%
20%
SIM
NÃO
ÁS VEZES
65%
Fonte: Pais de alunos da Escola E.I. Pequeno Mestre.
Os pais precisam conhecer a vida educacional de seus filhos em todos
os sentidos, pois, seu desenvolvimento integral depende a união pais e
professor.
Dentro
deste
contexto
questionamos
aos pais se
tinham
conhecimento do que método utilizado na Escola E. I. Pequeno Mestre, para
ensinar a seus filhos onde, 100% disseram que não procuram conhecer o
método que a escola utilizar para ensinar seus filhos durante o período de seu
desenvolvimento na educacional infantil.
Muitos pais desconhecem ou não respeitam a sua real necessidade do
brincar como um direto que necessita se preservado a criança e que o brincar
42
também contribui para o crescimento da criança. Daí a necessidade dos pais
acompanharem a didática utilizada no ambiente escolar de seus filhos.
Na figura 8 ficou demonstrado que para a maioria dos pais questionados
em nossa pesquisa de campo em relação a criança aprender através das
brincadeiras.
Como resultado 67% afirmou que mesmo desconhecido o método
acreditam que a brincadeira contribui para a aprendizagem da criança. Apenas
33% dos pais afirmaram que às vezes contribui e outras podem atrapalhar visto
que, a criança ainda não tem a disciplina do limite do tempo para estudar e
para brincar. Para esta porcentagem o lúdico ainda é visto apenas como uma
brincadeira que diverte e não ensina.
Figura 8. A criança aprende brincando?
0%
33%
SIM
NÃO
ÁS VEZES
67%
Fonte: Pais de Alunos da Escola E.I. Pequeno Mestre, 2010.
Procurou-se conhecer a participação dos pais em casa utilizando o
lúdico onde o resultado foi demonstrado no figura 9.
43
Figura 9. Você brinca em casa com seu filho?
11%
SIM
NÃO
28%
ÁS VEZES
61%
Fonte: País de alunos da Escola M. I. Pequeno Mestre.
Com resultado apenas 11% afirmaram que sim, 61% disseram que às
vezes quando dá brincam com seus filhos em casa e 28% não brincam com
seus filhos em casa. Este quadro é preocupante, pois a criança necessita do
brincar para o seu desenvolvimento.
Foram questionados junto aos pais se suas crianças dispõem de
brinquedos pedagógicos em casa para desenvolver suas habilidades e
aprendizagens. Quanto à abordagem obtiveram-se os seguintes resultados:
80%, afirmaram que não e, apenas 11% procuram dar brinquedos pedagógicos
a seus filhos visando ajudar no seu desenvolvimento intelectual e motor (figura
10).
Figura 10. Sua criança dispõe de brinquedos pedagógicos em casa para
desenvolver suas habilidades e aprendizagens?
44
11%
0%
SIM
NÃO
ÁS VEZES
89%
Fonte: País de alunos da Escola M I. Pequeno Mestre, 2010.
Os brinquedos pedagógicos devem ser inseridos no mundo da criança a
partir do seu convívio familiar, não só na escola. A escola atua como um
intermediário para aprimoramento da criança. Os pais e professores devem
exercer o papel de educar em conjunto.
Questionou-se aos pais de acordo com as professoras que utilizam
brincadeiras em sala de aula onde, 72% disseram que sim e 28% disseram que
ás vezes estão de acordo e outras não. Mas esta afirmação não se trata de
acharem errado o método, mas pelo fato da criança habituar-se a tais
atividades e muitas vezes os pais não terem condições de desenvolverem em
casa a mesma atividade lúdica.
Figura 11. Você está de acordo com as professoras que utilizam brincadeiras
em sala de aula?
0%
28%
SIM
NÃO
ÁS VEZES
72%
Fonte: Pais de alunos da Escola M.I. Pequeno Mestre, 2010.
45
Seria importante que o lúdico fizesse parte da vida da criança através de
brincadeiras pedagógicas facilitando assim a convivência tanto na escola como
no universo familiar.
A brincadeira é um recurso que transforma de forma prazerosa a
aprendizagem da criança. Faz-se necessário desenvolver este habito para que
possamos ter bons resultados e crianças satisfeitas e com boa qualidade de
aprendizagem.
Para uma melhor visão do local onde se deu à pesquisa de campo foram
anexados fotos da Escola Municipal Infantil Pequeno Mestre, objetivando uma
visualização do espaço físico e as condições adequadas da Escola para o
desenvolvimento do lúdico no desenvolvimento infantil da criança.
46
CONCLUSÃO
A utilização do lúdico na escola caracteriza-se com um recurso
pedagógico riquíssimo na busca valorização do movimento, das relações,
solidariedade.
As atividades lúdicas possibilitam a incorporação de valores,
desenvolvimento
cultural,
assimilação
de
novos
conhecimentos,
desenvolvimento da sociabilidade e da criatividade. A aplicação do lúdico é de
suma importância para o desenvolvimento integral da criança.
Diante dos resultados e confrontando-os com o referencial teórico
estudado, constatamos que a utilização de atividades lúdicas demonstram
relevância significativa para o desenvolvimento da criança em todos os seus
aspectos, ou seja, é brincando e jogando que a criança ordena o mundo à sua
volta, assimilando experiências e informações e, sobretudo, incorporando
atividade e valores, pois, é fato notório que a criança aprende brincando e
brinca aprendendo. É preciso que os professores se coloquem como
participantes, acompanhando todo o processo da atividade, mediando os
conhecimentos através da brincadeira, do jogo e outras atividades lúdicas.
Entendemos, a partir dos princípios aqui expostos, que o professor
deverá contemplar a brincadeira como principio norteador das atividades
47
didático-pedagógicas, possibilitando às manifestações corporais encontrarem
significado pela ludicidade presente na relação que as crianças mantêm com o
mundo.
A criança deixa suas energias extrapolarem quando brinca. Através da
brincadeira ela testemunha, antes de tudo, o ímpeto, próprio da espécie
humana, pelo qual o homem procura sempre ultrapassar. No entanto, em
muitos lares, os brinquedos servem apenas para “decorar” o quarto da criança,
sem que sejam utilizados, pois muitos pais desconhecem ou não respeitam a
sua real necessidade do brincar como um direito que necessita ser preservado
da criança de ser criança e, portanto, de brincar.
A criança utiliza-se da imaginação, da imitação e da sua capacidade
psíquica, para com o lúdico desenvolver habilidades que poderão ser utilizadas
na vida adulta.
É preciso que os profissionais de educação infantil tenham acesso ao
conhecimento da didática do lúdico na área da educação infantil e da cultura
em geral, para repensarem sua prática, se reconstruírem enquanto cidadãos e
atuarem enquanto sujeitos da produção de conhecimento.
As atividades lúdicas deveriam ser alvo de planejamento, na façanha
do aprender. Quando a criança aprende brincando ela reorganiza pensamentos
e emoções. A tendência atual na educação é não perder de vista o lúdico,
colocando-o no centro do processo ensino-aprendizagem. A atividades
prazerosas deveriam fazer parte do dia-a-dia das crianças na sala de aula.
Não é possível conceber a escola apenas como mediadora de
conhecimentos, mas sim como um
lugar de construção coletiva do saber
organizado, no qual professores e alunos, a partir de suas experiências,
possam criar, ousar, buscar alternativas para suas praticas, ir além do que está
proposto.
Portanto, diante do exposto, podemos concluir que os jogos e
brincadeiras, ou seja, as atividades lúdicas são consideradas um dos fatores
básicos do estímulo para uma aprendizagem significativa contemplando sua
capacidade intelectual de criar e recriar, momento em que as crianças
descobrem as suas potencialidades.
48
Nesse sentido, a utilização do lúdico contribui de maneira satisfatória
para aqueles que apresentam dificuldades de aprendizagem; se torna uma
gratificante tarefa de orientar e coordenar as atividades das crianças em busca
da construção do conhecimento.
Conclui-se que a participação do professor é de fundamental
importância para difusão e aplicação de atividades lúdicas. O professor, ao se
conscientizar das vantagens do lúdico, se adequará à determinadas situações
de ensino, utilizando-as de acordo com suas necessidades. O professor, como
pesquisador, estará em busca de ações educativas eficazes. Assim, o
aprendizado ocorrerá em um ambiente mais agradável, pontuado pela coragem
de professores que não tem medo de sonhar.
Apesar das investigações realizadas terem sido de grande importância
para a construção deste trabalho monográfico, reconhecemos que o estudo
não está concluído, ficando como perspectiva o nosso interesse em continuálo, servindo como ponto de partida para pesquisas futuras.
49
BIBLIOGRAFIAS
Almeida, Paulo Nunes de. A ciência e a arte da alfabetização. São Paulo:
Saraiva, 1985.
BRASIL, República Federativa do Ministério da Educação e Cultura. Lei de
Diretrizes e Bases da Educação Nacional, Lei n.º 9.394/96.
BRASIL, Ministério da Educação e do Desporto. Secretaria de Educação
Fundamental. Referencial Curricular Nacional para a educação infantil. Volume
2. Formação pessoal e social. Brasília: MEC/SEF, 1998.
BRASIL, Lei n.º 9.394, de 20 de dezembro de 1996. Brasília, D.F., 1996.
BUJES, M. I. E. Escola Infantil: pra que te quero? Rm M. Craidy e G. Kaercher
(Org.), Educação Infantil: pra que te quero? Porto Alegre: Artmed, 2001.
CORRÊA, Márcia A. Produção de textos na escola. Porto Alegre: Alcance,
2000.
ELKONIN, Daniil. Psicologia do Jogo. São Paulo. Martins Fontes. 1998.
FONSECA, João Pedro da. Pré-Escola: em busca do tempo perdido In:
FISCHMANN, R. (org.) Escola Brasileira, Temas e Estudos, São Paulo: Atlas,
1997.
KUHLMANN jr., Moysés. Educação Infantil e Currículo. In; FARIA A.L.G. e
PALHARES M.S. (Orgs.). Educação Infantil Pós-LDB: Rumos e Desafios.
Campinas:
Editora Autores Associados, 1999.
KISHIMOTO, Tizuko Morchida (org.). Jogo, brinquedo, brincadeira e a
educação. 3.º edição, São Paulo: Cortez, 1999.
LIBÂNEO, José Carlos. Democratização da escola pública: A pedagogia
crítica social dos conteúdos. 14.ª ed. São Paulo: Edições Loyola, 1996.
PIAGET, J. A psicologia da criança. Rio de Janeiro: Bertrand Brasil, 1998.
Oliveira, M. K. Vygotsky: Aprendizado e desenvolvimento – um processo
sócio-histórico. São Paulo: Scipione, 1997.
50
SOUSA, Ana Maria Costa de. Educação Infantil – uma proposta de gestão
municipal 2.ª ed. Campinas: Papirus, 2000.
VYGOTSKY, L. LURIA, A. e LEONTIEV, A. Linguagem desenvolvimento e
aprendizagem. São Paulo: Ícone/Editora da USP, 1998.
VYGOTSKY, L.S. A formação social da mente. São Paulo: Martins Fontes,
1987.
51
ANEXOS
52
QUESTIONÁRIO – PROFESSORES
1. A utilização do lúdico é um recurso que favorece o desenvolvimento
integral da criança?
(
) SIM
(
) NÃO
(
) Ás vezes
2. O lúdico desempenha um papel de grande relevância no ensinoaprendizagem?
(
) SIM
(
) NÃO
(
) Ás vezes
3. Você utiliza jogos e brincadeiras nas rotinas de aulas?
(
) SIM
(
) NÃO
(
) Ás vezes
4. Jogos e brincadeiras aumentam a capacidade de raciocínio da criança?
(
) SIM
(
) NÃO
(
) Ás vezes
5. O comportamento da criança é observado durante as brincadeiras?
(
) SIM
(
) NÃO
(
) Ás vezes
6. O brincar permite a criança resolução de alguns conflitos?
(
) SIM
(
) NÃO
(
) Ás vezes
7. O jogo educativo garante que haverá uma construção do conhecimento?
53
(
) SIM
(
) NÃO
(
) Ás vezes
QUESTIONÁRIO – PAIS
1. Você conhece o método de ensino utilizado pela professora do seu
filho?
(
) SIM
(
) NÃO
(
) Ás vezes
) NÃO
(
) Ás vezes
(
) Ás vezes
2. A criança aprende brincando?
(
) SIM
(
3. Você brinca em casa com seu filho?
(
) SIM
(
) NÃO
4. Sua Criança dispõe de brinquedos pedagógicos em casa para
desenvolver suas habilidade e aprendizagens?
(
) SIM
(
) NÃO
(
) Ás vezes
5. Você está de acordo com as professoras que utilizam brincadeiras em
sala de aula?
6.
(
) SIM
(
) NÃO
(
) Ás vezes
54
LISTA DE FIGURAS
Figura 1. A utilização do Lúdico é um recurso que favorece o
desenvolvimento integral da criança? .............................................38
Figura 2. O Lúdico desempenha um papel de grande relevância
no ensino aprendizagem? ................................................................39
Figura 3. Você utiliza jogos e brincadeiras nas rotinas de aulas? ..................40
Figura 4. Jogos e brincadeiras aumentam a capacidade de
raciocínio da criança? .....................................................................41
Figura 5. O comportamento da criança é observado durante as
brincadeiras? ..................................................................................42
Figura 6. O brincar permite a criança resolução de alguns conflitos? ............43
Figura 7. Você conhece o método de ensino utilizado pela professora
do seu filho?......................................................................................44
Figura 8. A criança aprende brincando? .........................................................45
Figura 9. Você brinca em casa com seu filho? ................................................46
Figura 10. Sua criança dispõe de brinquedos pedagógicos em
casa para desenvolver suas habilidades e aprendizagem? .............46
Figura 11. Você esta de acordo com as professoras que utilizam
brincadeiras em sala de aula? ........................................................47
Download

universidade candido mendes pós-graduação lato sensu instituto a