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Noções de Economia
Módulo VI
13. A Racionalidade Econômica do Governo (continuação)
13.4. Déficit Público e Inflação
A inflação é um fenômeno econômico de natureza essencialmente monetária. Caracteriza-se
por um aumento contínuo e generalizado no nível geral de preços. A inflação é um dos
problemas macroeconômicos que mais preocupam o Governo, uma vez que este fenômeno
produz efeitos nocivos, que são sentidos pela população em geral.
É importante ressaltar que os movimentos inflacionários representam elevações na maior
parte dos bens produzidos pela economia; assim, um eventual aumento do preço de um
determinado bem não representa, por si só, um fato suficientemente relevante para
caracterizar a inflação.
Além disso, para caracterizar um fenômeno inflacionário é necessário que se verifique uma
elevação contínua dos preços durante um período de tempo. Essa continuidade é representada
por aumentos sucessivos nos preços.
A conseqüência imediata da inflação é a depreciação do valor real da moeda ao longo do
tempo. Em outros termos, podemos afirmar que R$ 100,00 valem mais hoje do que valerão
daqui a um ano, porque a quantidade de bens que podemos comprar hoje com R$ 100,00 é
maior do que a quantidade que poderemos adquirir naquele momento futuro, afinal de contas,
os preços estão aumentando continuamente.
Assim, por definição, a inflação é um fenômeno monetário. Um ponto importante é que o
excesso de moeda em circulação contribui para elevar a inflação, através de mecanismos que
iremos analisar a seguir. Porém, o combate à inflação não passa somente por um controle
mais rígido do estoque de moeda, mas exige a utilização de determinados instrumentos, os
quais também serão objeto de nossa análise.
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Outra observação a fazer é o fato de que a inflação representa um conflito distributivo
existente na economia. A disputa dos diversos agentes econômicos pela distribuição da renda
representa uma questão fundamental na compreensão do fenômeno inflacionário. Como existe
uma grande de diversidade de agentes econômicos, o processo inflacionário pode ter a sua
origem em várias situações de desequilíbrio na economia.
Um exemplo é o desequilíbrio financeiro do setor público. Quando o Governo apresenta
sucessivos déficits fiscais, e financia parte deste resultado negativo com emissão de moeda
(da qual detém o monopólio), acaba induzindo uma elevação do estoque de moeda em taxas
acima do crescimento do produto. Com mais moeda em circulação, a tendência é de
aquecimento da demanda agregada num ritmo mais veloz que o crescimento da oferta
agregada, gerando elevação dos preços.
Outro exemplo de conflito distributivo acontece na esfera das relações entre preços e
salários. Nesta situação, o problema reside numa disputa pelo produto entre a classe
trabalhadora e a classe empresarial. Trabalhadores se comportam no sentido de obter reajustes
salariais e de apropriar parte dos ganhos de produtividade. Empresários, por sua vez, buscam
se apropriar dos ganhos de produtividade para elevar seus lucros. Desequilíbrios nesta relação
podem levar a flutuações nos níveis de preços e de salários, com tendência de crescimento.
Uma outra situação pode ainda explicar o aparecimento do fenômeno inflacionário:
instabilidade nas relações entre a economia nacional e o resto do mundo. É o caso dos
chamados choques externos como, por exemplo, uma elevação repentina dos preços de
insumos e matérias-primas importadas, com repercussão nos custos de produção internos;
trata-se de um outro tipo de conflito distributivo, que também pode dar origem a um processo
inflacionário.
Finalmente, as peculiaridades de cada economia levam a diferentes manifestações do
fenômeno inflacionário em cada país. Economias onde predominam estruturas de mercado
oligopolizadas (com alta concentração do produto por parte de poucas empresas) apresentam
um comportamento de preços distinto daquele verificado em países onde predominam
estruturas mais concorrenciais (com um número maior de empresas produzindo os bens e
concorrendo entre si).
Em mercados mais concentrados (oligopólios, monopólios, etc) existe uma tendência de que
os preços apresentem certa “rigidez” para a queda, uma vez que as empresas, neste tipo de
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mercados, têm um poder maior para determinar seu mark-up (margem de ganho sobre os
custos), imprimindo altas aos preços de seus produtos.
Diversos outros fatores ainda podem influir no fenômeno inflacionário: o poder de barganha
das organizações sindicais, por exemplo, pode levar a uma tendência de maiores ou menores
conflitos no âmbito das relações entre preços e salários; o grau de abertura da economia ao
comércio exterior, a partir de uma certa estrutura de tarifas sobre importação, pode aumentar
ou reduzir a concorrência com o setor externo, tornando os preços internos mais ou menos
flexíveis, etc.
Efeitos nocivos da Inflação sobre a economia
A maior parte dos países convive com taxas anuais de inflação mais ou menos estáveis, sendo
monitoras pelas autoridades monetárias – normalmente, o Banco Central ou instituição
equivalente. É comum, portanto, haver um certo movimento de alta dos preços, por conta da
influência dos fatores vistos anteriormente.
Porém, quando as taxas de inflação aumentam, e iniciam uma trajetória ascendente, ocorrem
várias conseqüências nocivas para a economia, gerando sérias distorções, as quais iremos
analisar a seguir:
a) Efeitos sobre a distribuição de renda
Um dos piores efeitos da inflação se refere à redução relativa do poder aquisitivo das classes
que dependem de rendimentos fixos, ou seja, que possuem datas de reajuste definidas
legalmente.
Nessa categoria estão enquadrados os trabalhadores assalariados. Com o passar do tempo,
seus orçamentos vão se tornando cada vez mais reduzidos. O valor real de sua remuneração
vai sendo corroído, ao longo do ano, pela alta sucessiva dos preços, até a chegada da database, quando ocorrerá um novo reajuste. Nesse momento, se tentará fazer a reposição de parte
das perdas acumuladas no período.
Com outros segmentos da população esse problema não ocorre. Por exemplo, no caso dos
proprietários de imóveis, que auferem rendas provenientes de aluguéis; eles sofrem também
uma perda do valor real dos aluguéis recebidos ao longo do contrato, mas podem
antecipadamente estabelecer reajustes periódicos e automáticos, fixados no próprio contrato
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de locação. Além disso, no longo prazo podem obter ganhos decorrentes da própria
valorização imobiliária.
A classe empresarial também possui maior margem de defesa contra os efeitos nocivos da
inflação sobre seus rendimentos reais. Os empresários procuram repassar os aumentos de
custos provocados pela inflação para o preço final das mercadorias vendidas, tentando assim
preservar a manutenção de seus lucros.
b) Efeitos sobre as transações no mercado financeiro
Num processo inflacionário muito intenso, o valor real da moeda tende a se reduzir
rapidamente. Isto provoca um desestímulo à aplicação de recursos no mercado financeiro, por
parte dos agentes superavitários, porque a inflação tende a corroer o rendimento real das
aplicações.
Assim, por exemplo, não vale a pena comprar um título que ofereça um rendimento préfixado de 12% ao ano, se a inflação atingir a taxa de 15% ao ano. Nessas condições, o
investidor estaria tendo perda real do valor aplicado.
Assim, as aplicações em poupança e títulos tendem a sofrer uma retração. Ao mesmo tempo, a
inflação muito alta acaba estimulando a aplicação de recursos em outros ativos, como
imóveis, ouro e dólar. Os chamados ativos “reais” passam a ser mais procurados (imóveis,
gado, mercadorias, etc).
No Brasil esse tipo de distorção no mercado financeiro foi bastante minimizado pela
instituição do mecanismo da correção monetária, através do qual diversas aplicações, como
por exemplo, os títulos públicos, cadernetas de poupança e títulos privados, passaram a serem
indexadas, ou seja, seu valor passou a ser reajustado por índices de preços que refletem
aproximadamente o crescimento da inflação no período.
Assim várias operações passaram ter seu rendimento pós-fixado; como exemplo, um
determinado título poderia prometer a seu possuidor um rendimento de 2% mais a variação do
IGP-M (ou seja, 2% de ganho real mais a correção monetária correspondente à variação do
IGP-M, índice geral de preços calculado pela FGV - Fundação Getúlio Vargas – este é um dos
diversos índices utilizados para se medir a inflação no Brasil).
Entretanto, quando a economia se encontra altamente indexada, a aceleração da inflação
acaba contribuindo para um desvio em massa de recursos de investimentos no setor produtivo,
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para aplicação no mercado financeiro, o que também é uma distorção, pois leva ao
agravamento de outros problemas estruturais no longo prazo, como o comprometimento do
próprio crescimento da economia, uma vez que o estoque de capital físico passa a crescer num
ritmo menor.
c) Efeitos sobre o balanço de pagamentos
Elevadas taxas de inflação, em níveis superiores ao aumento de preços internacionais, tornam
o produto nacional relativamente mais caro em relação ao seu similar, produzido
externamente. Desse modo, a inflação tende a provocar um estímulo às importações e um
desestímulo às exportações, prejudicando o saldo da balança comercial.
Se o país estiver enfrentando um déficit na sua balança comercial, este problema tende a se
agravar, gerando um perigoso círculo vicioso.
Suponhamos que, num dado momento, o Banco Central pretenda reduzir um eventual déficit
no Balanço de Pagamentos. Uma alternativa possível seria desvalorizar a moeda nacional
frente à moeda estrangeira. Assim, o Banco Central começa a comprar divisas, o que aumenta
a taxa de câmbio (maior demanda por divisas) e, portanto reduz o valor da moeda nacional
frente à moeda estrangeira.
Essa medida acaba estimulando as exportações, e tornando as importações mais caras. De fato
haverá uma melhora na Balança Comercial, o que auxilia o país nas suas contas externas.
Entretanto, algumas importações são essenciais, pois alguns bens importados podem não ter
similar nacional ou ainda nossa oferta interna pode não atender completamente à demanda do
mercado. Alguns bens tais como certos produtos agrícolas, equipamentos, fertilizantes, gás,
etc, não podem de modo algum deixar de ser importados.
Essas importações vão se tornar mais caras, pressionando os custos de produção das empresas
que utilizam largamente os produtos importados. O resultado será um incremento no processo
inflacionário, provocado pelo repasse do aumento de custos aos preços dos produtos,
inclusive os produtos exportados, e dessa forma gerando novas pressões negativas sobre a
balança comercial.
d) Efeitos sobre as expectativas dos agentes econômicos
Outra distorção provocada por uma inflação muito elevada está ligada ao processo de
formação das expectativas dos agentes econômicos sobre o futuro. O setor empresarial é
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bastante sensível a esse tipo de situação, uma vez que sua atividade está sujeita a riscos, dada
a relativa instabilidade e imprevisibilidade de seus lucros.
A Teoria Econômica considera que o empresário formula suas expectativas acerca da
conjuntura inflacionária atual e futura, e tenta fazer previsões sobre o comportamento dos
preços nos próximos meses. Se as expectativas caminharem no sentido de que são esperadas
maiores taxas de inflação, dificilmente os empresários aumentarão seus investimentos na
expansão da capacidade produtiva.
Desse modo, numa conjuntura inflacionária, a própria capacidade de produção futura da
economia poderá ser comprometida e, conseqüentemente, o nível de emprego poderá ser
afetado.
e) Efeitos sobre os pagamentos de empréstimos e impostos
Nas etapas iniciais de um processo inflacionário, os agentes econômicos que contraíram
dívidas, no passado, tendem a ganhar, porque não incorporaram nos seus contratos nenhuma
expectativa inflacionária. Neste caso os credores tendem a sofrer perdas, ao receber, na data
de vencimento, a quantia emprestada, cujo valor real foi reduzido pela inflação. Porém, vimos
que se existirem mecanismos de indexação, esta situação será minimizada.
Quanto aos impostos, durante certo tempo foi uma prática comum no Brasil o atraso
deliberado do pagamento desses débitos, pois os juros da mora eram irrisórios, e o atraso
significava, em termos reais, uma diminuição do valor do imposto. Com a Reforma Tributária
de 1967, essa vantagem deixou de existir, uma vez que passaram a ser cobrados juros da
mora, acrescidos de multas e de correção monetária. Atualmente os tributos federais sofrem
ainda atualização pela taxa SELIC.
Portanto, a inflação, sejam quais forem os seus efeitos predominantes naquele momento,
tende a desarticular o sistema econômico, intensificando o conflito distributivo, com efeitos
danosos caso a mesma persista no longo prazo.
Tipos de Inflação
a) Inflação de Demanda
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Considerada o tipo mais "clássico" de inflação, corresponde ao excesso de demanda agregada,
em relação à produção disponível de bens e serviços. Podemos entendê-la como "dinheiro
demais à procura de poucos bens".
A possibilidade de ocorrer inflação de demanda aumenta quanto mais a economia estiver
próxima do pleno emprego. Se houver desemprego em larga escala na economia, é de se
esperar que um aumento da demanda agregada deva corresponder a um aumento na produção
agregada de bens e serviços, pela maior utilização de recursos antes desempregados, sem que
necessariamente ocorra um aumento generalizado de preços. Quanto mais próximo do pleno
emprego, menor a possibilidade de uma expansão rápida da produção, e a repercussão maior
deve se dar sobre os preços.
O gráfico ao lado demonstra essa relação. A Curva de Oferta Agregada (OA) vai se tornando
cada vez mais inelástica, à medida que a Renda (Y) vai se aproximando da Renda de Pleno
Emprego.
Dessa forma, sucessivos aumentos da Demanda Agregada (DA) num ritmo muito mais
acentuado do que o aumento da capacidade produtiva da economia, vão fazendo com que a
variação dos preços (P1 – P0) seja cada vez maior do que a variação real (física) da produção
(Y1 - Y0).
No caso-limite em que a Renda nacional corresponde à Renda de Pleno emprego, todos os
aumentos da Demanda Agregada repercutem apenas sobre os preços.
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Esse tipo de inflação está associado ao excesso de demanda agregada. No curto prazo, a
demanda agregada é mais sensível às alterações de política econômica que a oferta agregada,
pois nesta última, os ajustes normalmente se dão a prazos relativamente longos. Assim, a
política geralmente usada para combater esse tipo de inflação se baseia em instrumentos que
provoquem uma redução da demanda agregada por bens e serviços.
O Governo pode agir tanto direta como indiretamente para reduzir o processo de inflação de
demanda. A atuação direta dá-se pela redução dos próprios gastos do Governo. Assim, a
redução dos gastos de um dos principais compradores de bens e serviços (o próprio Governo)
tem um efeito imediato e eficaz sobre a demanda agregada.
A atuação indireta do Governo ocorre por meio de políticas que venham a desencorajar o
consumo e o investimento privado. Por exemplo, pode implementar uma política monetária
que procure restringir a quantidade de moeda e de crédito, ou então uma política fiscal que
provoque um aumento da carga tributária, tanto sobre bens de consumo como sobre bens de
capital.
Nesta última hipótese é comum o Governo lançar mão de um imposto de renda progressivo,
ou seja, aquele cuja alíquota aumenta à medida que a renda se eleva. Esta tributação
progressiva funciona como um estabilizador automático da demanda agregada. À medida
que a renda se eleva, a receita tributária do Governo cresce mais rapidamente, reduzindo
assim o ritmo de expansão da própria demanda agregada.
No Brasil uma das principais práticas usadas nos últimos anos tem sido também a manutenção
de altas taxas de juros, inibindo, portanto, o crescimento dos gastos dos agentes privados.
b) Inflação de custos
Esse tipo de inflação corresponde a uma inflação tipicamente de oferta. O nível de demanda
permanece praticamente o mesmo, mas os custos de certos insumos e matérias-primas
importantes dentro da cadeia produtiva aumentam, e são repassados aos preços dos demais
bens e serviços produzidos.
O seu mecanismo de funcionamento é o seguinte: o preço de um bem ou serviço tende a
relacionar-se bastante com seus custos de produção. Se estes aumentarem, mais cedo ou mais
tarde o preço do bem provavelmente aumentará.
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Uma razão freqüente para o aumento de custos está nos aumentos salariais, decorrentes de
reajustes legais, acordos judiciais ou mesmo após movimentos grevistas conduzidos pelos
sindicatos. O aumento dos salários, entretanto, não necessariamente significa que os custos
unitários de produção de um bem aumentaram.
Se a produtividade da mão-de-obra empregada aumenta na mesma proporção dos salários, os
custos unitários por unidade de produto não são afetados. Por exemplo, se os salários
aumentam em 10% e a produção por trabalhador aumenta na mesma proporção, não há razão
para as empresas elevarem os preços, pois os custos salariais, por unidade de produto,
permaneceram os mesmos.
Porém, se eventualmente sindicatos com maior poder de barganha forem capazes de forçar
um aumento de salários a níveis acima dos índices de produtividade, os custos de produção
dos bens e serviços irão aumentar, como resultado da ação dos empresários no sentido de
manterem suas margens de lucro. Se os preços dos produtos finais seguem os custos de
produção, resulta uma inflação impulsionada pelos custos de produção (no caso, pelo aumento
de salários).
A inflação de custos também está associada ao fato de algumas empresas, com elevado poder
sobre o mercado, (por exemplo, monopólio ou oligopólio), terem condições de elevar seus
lucros acima do aumento dos custos de produção. Nesse caso, a inflação de custos também é
conhecida denominada inflação de lucros.
Outra fonte de inflação impulsionada pelos custos surgiu a partir da crise de energia de 1973,
com a elevação de preços de matérias-primas e insumos básicos, que representaram pressões
sobre os custos de produção das empresas. A partir de então, popularizou-se o termo "choque
de oferta", para caracterizar eventos que podem desencadear uma inflação de custos.
No gráfico a seguir podemos observar uma inflação de custos motivada por um choque de
oferta:
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Um aumento repentino nos custos de produção do país, motivado pela subida dos preços de
insumos básicos, provoca um deslocamento para a esquerda e para cima da curva de Oferta
Agregada, pois as empresas tendem a reduzir as quantidades físicas produzidas, visando
diminuir o impacto dos custos de produção variáveis (aqueles que dependem do volume
produzido).
O resultado é uma redução no volume total do produto (e da Renda) nacional, paralelamente
ao um aumento nos níveis de preço. Observe que também nesse caso, se a economia estiver
próxima do pleno emprego, o impacto sobre os preços será mais elevado.
Um fenômeno recente tem sido a estagflação. Isto acontece quando se ocorrem paralelamente
taxas significativas de inflação, e recessão econômica com desemprego.
Uma das razões é devida ao fato de que, em períodos de queda de atividade produtiva
(recessão), as firmas com maior poder de mercado (monopólios e oligopólios) têm condições
de manter constantes suas margens de lucros sobre seus próprios custos.
A isto se denomina poder de mark-up. Estas firmas conseguem manter seus lucros ao
aumentarem o preço de seus produtos finais. Nessa situação, mesmo com o nível de produto e
de emprego caindo, os preços dos bens e serviços estão subindo.
c) Inflação Inercial
A partir da década de 70 e especialmente após o fato de que em algumas economias
proliferaram os mecanismos de indexação, surgiu o fenômeno da inflação inercial, que é um
tipo de inflação que se auto-reproduz.
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Em setores muito oligopolizados, as elevações de custos podem com mais facilidade ser
repassadas aos preços. Assim, caso ocorram elevações de custos (aumentos salariais, preços
de matérias-primas etc); as empresas imediatamente repassam tais acréscimos de custos aos
preços. Os sindicatos, por sua vez, tendem a antecipar futuros aumentos da inflação ao
fazerem suas reivindicações salariais.
Os contratos de financiamento e empréstimos, por sua vez, ao incorporarem a inflação futura,
por meio da indexação prévia dos valores a serem pagos pelo devedor, acabam por elevar os
custos desses recursos, repercutindo sobre os custos de produção das empresas.
Assim, se todos os agentes econômicos começarem a incorporar, no seu comportamento,
mecanismos de indexação ou de proteção ao valor real de suas rendas futuras, o resultado em
termos macroeconômicos é que efetivamente haverá pressões inflacionárias no futuro. A
inflação inercial, portanto, está ligada às próprias expectativas dos agentes econômicos.
A Curva de Phillips
A curva de Phillips representa um dos dilemas da política econômica. Trata-se de uma relação
inversa entre duas variáveis: inflação e desemprego.
A formulação original da Curva de Phillips mostra que a taxa de crescimento dos salários
guarda uma relação inversa com a taxa de desemprego da economia. Como os salários
representam um tipo de “preço” (pago pelas empresas para utilizarem o fator de produção
“trabalho”), pode-se ampliar o raciocínio para os demais preços de bens e serviços produzidos
pela economia.
Assim, a Curva de Phillips é também apresentada na literatura econômica como uma relação
inversa entre a taxa de inflação (π) e a taxa de desemprego (u), conforme gráfico a seguir:
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Mesmo que a economia se encontre numa situação de Pleno-emprego, a teoria considera que
haveria ainda uma taxa de desemprego natural, representada por un, devido à própria
rotatividade da mão-de-obra. Nesse ponto a taxa de inflação é igual a zero. Aumentos do nível
de emprego (ou seja, quedas na taxa de desemprego) implicam em aumentos no nível geral de
preços, isto é, acontecerá inflação de demanda nessa economia.
Assim, se a taxa de desemprego cai de u2 para u1, a taxa de inflação sobe, de π2 para π1. Desse
modo, o dilema (“trade-off”)do Governo será escolher entre reduzir a inflação e aumentar o
desemprego, ou reduzir o desemprego e aumentar a inflação.
A Curva de Phillips pode ser representada pela seguinte relação:
π = - β. (u – un)
na qual:
•
π = Taxa de inflação num determinado momento;
•
β = Elasticidade (sensibilidade) da inflação às variações na taxa de desemprego;
•
u = taxa de desemprego num determinado momento;
•
un = taxa natural de desemprego da economia.
Suponha que o parâmetro β seja igual a 2, que a taxa de desemprego natural un seja igual a
5% e a taxa de desemprego atual na economia seja de 4%. A inflação deverá ser igual a:
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π = - 2 . (0,04 – 0,05) = -2 . (- 0,01) = 0,02 = 2%
Se o Governo desejar reduzir a taxa de desemprego para 3%, a inflação agora será igual a:
π = - 2. (0,03 – 0,05) = -2 . (- 0,02) = 0,04 = 4%
Existe ainda a versão aceleracionista da Curva de Phillips, que incorpora ao modelo as
expectativas dos agentes econômicos e a possibilidade de choques de oferta:
π = πe - β. (u – un) + E
Onde:
•
πe = Taxa de inflação esperada pelos agentes econômicos;
•
E = Choques de Oferta
Nesse modelo as expectativas dos agentes econômicos tendem a reproduzir a inflação passada
para a inflação futura, através de mecanismos como, por exemplo, a indexação.
Além disso, a possibilidade da ocorrência de choques de oferta pode também aumentar a
inflação, ainda que se mantenha inalterada a taxa de desemprego na economia.
Um choque adverso de oferta pode ocorrer, por exemplo, na hipótese de uma elevação súbita
no preço de insumos importados. Isso provocará um deslocamento para cima da Curva de
Phillips, implicando numa taxa maior de inflação, para uma mesma taxa de desemprego.
No longo prazo, porém, a Curva de Phillips se torna vertical. As expectativas dos agentes
econômicos sobre a inflação se tornam racionais e, portanto, a inflação tende a ser exatamente
a inflação esperada (e não a inflação passada), mesmo que a economia esteja com seu
desemprego no nível da taxa natural de desemprego.
No curto prazo a taxa de desemprego e a taxa de inflação são negativamente correlacionadas
(quando uma se reduz a outra aumenta, e vice-versa). Choques de oferta deslocam a Curva de
Phillips para cima, fazendo com que a uma mesma taxa de desemprego a economia
experimente uma taxa de inflação mais elevada.
A correlação negativa existe no curto prazo, quando as expectativas dos agentes econômicos
são adaptativas e, portanto, a inflação tende a ser igual à inflação passada. No longo prazo as
expectativas são racionais, os agentes econômicos conseguem antecipar a taxa de inflação,
que será exatamente a inflação esperada, daí a Curva de Phillips se tornar vertical.
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Questões de Concursos
01 - (ESAF) - Melhor caracteriza um estado de inflação de demanda:
a) Excesso de demanda global em relação à oferta global.
b) Desequilíbrio setorial entre oferta e demanda, associado à rigidez dos preços no sentido
descendente.
c) Ganância desenfreada dos empresários produtores e comerciantes.
d) Alta administrada dos preços dos fatores de produção.
e) Nenhuma das anteriores.
02 - (ESAF) - O conceito de inflação de demanda atribui a elevação contínua e generalizada dos
preços a
a) Um excesso da oferta agregada sobre a demanda agregada ao nível de preços vigente.
b) Um excesso da demanda agregada sobre a oferta agregada ao nível de preços vigente.
c) Ma pressão dos proprietários dos fatores de produção em busca de remunerações mais
elevadas, em termos reais, para esses mesmos fatores.
d) Uma queda do valor da moeda nacional devido à valorização da moeda estrangeira.
e) Nenhuma das anteriores.
03 - (ESAF) - Dado o gráfico abaixo:
a) Um aumento nos gastos do governo deslocaria para cima a curva de oferta agregada e
provocaria inflação de demanda.
b) Um aumento nos gastos do governo deslocaria para cima a curva de oferta agregada e
provocaria inflação de custos.
c) Um aumento nos gastos do governo, tudo o mais constante, provocaria inflação de demanda.
d) Um aumento nos salários dos trabalhadores provocaria maior demanda efetiva e, daí, maior
oferta agregada real (aumento do produto real).
e) Um aumento nas alíquotas do imposto de renda das pessoas físicas provocaria inflação de
demanda.
04 - (ESAF) - Supondo que a economia se encontre a pleno-emprego,
a) Um aumento nos gastos do governo, tudo mais constante, provocaria aumento do produto
real e redução do nível geral de preços.
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b) Uma redução nos tributos, tudo mais constante, levaria a uma redução no produto real da
economia.
c) Uma expansão dos meios de pagamento, tudo mais constante, provocaria inflação de oferta.
d) Um aumento nos níveis de investimento, tudo mais constante, provocaria inflação de oferta.
e) Um aumento nos níveis de investimento, tudo mais constante, provocaria inflação de
demanda.
05 - (ESAF) - A Curva de Phillips originalmente descreve uma relação inversa entre
a) O nível geral de preços e o estoque de moeda da economia.
b) A taxa de crescimento dos salários e o nível de desemprego.
c) A taxa de câmbio e o volume de reservas cambiais.
d) A taxa de juros e o volume de investimentos.
e) As alíquotas dos impostos e o nível de arrecadação dos impostos.
06 - (ESAF) - Inflação inercial é aquela alimentada por
a) Expectativas de aceleração inflacionária.
b) Pressões por aumentos de salários.
c) Excesso de emissão de moeda.
d) Déficits públicos.
e) Mecanismos de indexação.
07 - (ESAF) - A finalidade de se adotar um imposto progressivo em períodos inflacionários é
a) Exercer um controle automático sobre a demanda, fazendo com que a receita tributária
diminua mais rapidamente do que a renda nacional.
b) Aumentar o crescimento da renda pessoal disponível.
c) Atenuar o ritmo de queda na atividade econômica.
d) Aumentar o crescimento na demanda e na renda do setor privado.
e) Exercer um controle automático sobre a demanda, fazendo com que a receita tributária
cresça mais rapidamente do que a renda nacional.
08 - (ESAF) - Em relação ao conceito de inflação, pode-se afirmar que
a) A inflação de demanda pode ocorrer quando há uma redução nas taxas de juros numa
situação na qual a economia encontra-se muito próxima do pleno emprego.
b) Se um país A possui um nível geral de preços maior do que um país B, então a inflação em A
é maior do que a inflação em B.
c) A inflação de custos só ocorre com a economia operando abaixo do nível de pleno emprego.
d) Não existe a possibilidade de ocorrência de inflação de custos numa economia aberta.
e) Se não existe indexação na economia, então não existe a possibilidade de ocorrência de
inflação.
09 - (ESAF) - De acordo com a "Curva de Phillips" de curto prazo, para um dado estado de
expectativa dos agentes econômicos e na ausência de choques de oferta, uma redução da taxa de
inflação deverá ser acompanhada por uma
a) Elevação da taxa real de juros.
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b) Elevação da taxa de emprego.
c) Elevação da taxa nominal de juros.
d) Redução dos salários reais.
e) Elevação da taxa de desemprego.
10 - (ESAF) – A curva de Phillips se desloca para cima sempre que:
a) A inflação aumenta;
b) A inflação cai;
c) O desemprego aumenta;
d) O desemprego cai;
e) Ocorre um choque adverso de oferta.
11 - Sobre o fenômeno da inflação, aponte a única afirmativa incorreta:
a) A inflação é um fenômeno de natureza monetária, em que se verifica o comprometimento da
função “reserva de valor” da própria moeda.
b) Desequilíbrios entre o montante de receitas e despesas públicas podem gerar inflação, caso
o Governo recorra à emissão de moeda para financiar seu déficit.
c) Na análise dos processos inflacionários é preciso considerar a existência de um conflito
distributivo na sociedade, que determina a competição entre os agentes econômicos pela
renda gerada na economia.
d) Originando-se num desequilíbrio do setor público, a inflação provoca efeitos internos sobre
preços e salários, não tendo, porém, impactos nas relações do país com o exterior.
e) As causas da inflação podem estar ligadas tanto ao comportamento dos consumidores
quanto ao comportamento dos produtores.
12 - Sobre os efeitos nocivos que a inflação causa à economia de um país, podemos citar os
seguintes, exceto:
a) Efeitos sobre as expectativas dos empresários, que diante de um quadro de instabilidade
econômica acabam por limitar seus investimentos.
b) Perda progressiva do poder de compra internamente, levando a um menor nível de
importações de produtos estrangeiros, prejudicando a indústria nacional que necessita de
insumos importados.
c) Deterioração do perfil de distribuição de renda na economia, uma vez que a inflação onera
com mais intensidade as camadas sociais que têm rendimentos fixos.
d) Maior possibilidade de déficit no Balanço de Pagamentos, afetando negativamente as
exportações de produtos para o exterior.
e) Desestímulo às operações no Mercado Financeiro, se não existirem mecanismos de
preservação do valor real dos ativos transacionados neste mercado.
13 - Aponte dentre as alternativas a seguir aquela que poderia ser utilizada pelo Governo para
combater uma “Inflação de Demanda”:
a) O Governo poderia determinar uma desvalorização cambial, fazendo o país ganhar mais
competitividade no mercado internacional.
b) Os impostos indiretos poderiam ser reduzidos para tornar os diversos bens e serviços mais
baratos para a população.
c) O Banco Central poderia efetuar um leilão de venda de títulos da dívida pública no mercado
aberto.
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d) Os juros poderiam ser reduzidos para estimular o investimento e a produção de mais bens e
serviços.
e) O Governo deveria iniciar novas obras públicas para gerar emprego e com isso aquecer a
economia.
14 - Sobre a “Inflação de Custos”, podemos afirmar que:
a) Numa economia onde predominam mercados altamente concentrados, com monopólios e
oligopólios, as firmas têm maior poder de mark-up, o que produz certa rigidez dos preços
para baixo, gerando uma maior possibilidade de inflação de custos.
b) Mercados altamente competitivos, com um grande número de pequenas empresas
concorrendo entre si, são mais propensos a apresentar episódios de inflação de custos.
c) A inflação de custos pode ser causada por choques externos de oferta, quando, por exemplo,
um outro país aumenta rapidamente o nível de compras dos nossos produtos.
d) O Governo deve combater a inflação de custos através do uso de políticas econômicas que
promovam uma contração da demanda agregada, preservando, porém, o nível de emprego
da economia.
e) Uma desvalorização do câmbio, fortalecendo a moeda nacional diante da moeda estrangeira,
pode ser empregada com sucesso pelo Governo para combater a inflação de custos.
15 - A idéia fundamental por trás do conceito de “Inflação Inercial” é:
a) Num contexto de inflação elevada, os agentes econômicos ficam inertes, isto é, não adotam
nenhum comportamento específico, o que faz com que a inflação se mantenha.
b) Num contexto de inflação elevada, os agentes econômicos não acreditam que a inflação
passada vai se reproduzir no futuro, por isso acabam sofrendo passivamente a perda do valor
real de suas rendas.
c) A existência de mecanismos de indexação faz com que os agentes econômicos incorporem
aos seus contratos reajustes para as perdas no passado, recuperando deste modo seus
rendimentos e evitando com sucesso possíveis perdas futuras.
d) Num contexto de inflação elevada, os agentes econômicos tentam usar vários expedientes
possíveis para manter o valor real de suas rendas, recorrendo à indexação, e com isso
reproduzindo no futuro a inflação passada.
e) Uma inflação de demanda pode se transformar em inflação inercial, se o Governo não adotar
imediatamente medidas que garantam a indexação dos contratos em geral.
16 – (UEPA/Técnico - 2008 - CESPE) - As políticas fiscais e monetárias constituem um importante
instrumento da ação do governo para a estabilização da economia. Acerca desse assunto, assinale a
opção correta.
a) Políticas fiscais expansionistas financiadas mediante o uso de criação monetária conduzem a
níveis mais elevados de produção, porém, são potencialmente mais inflacionárias.
b) No âmbito da política fiscal, programas de seguro-desemprego bem como o imposto de
renda progressivo constituem exemplos típicos de multiplicadores de orçamento
equilibrado.
c) A implementação de uma política monetária contracionista pode se fazer mediante o
aumento da taxa de redesconto combinada com a compra de títulos públicos nas operações
de mercado aberto e pela redução da taxa de reservas.
d) A principal vantagem do uso de políticas monetárias para estabilizar a economia advém do
fato de essas políticas serem particularmente efetivas durante os períodos de forte recessão.
17 – (FCPTN/2007 – CESPE) - As políticas fiscais e monetárias constituem importante instrumento da
ação do governo para a estabilização econômica. A esse respeito, assinale a opção correta.
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a) Uma reforma tributária bem sucedida, que reduza os impostos sobre a renda e sobre os bens
e serviços, é um exemplo de política fiscal expansionista.
b) A adoção de programas de gastos públicos destinados a reduzir a pobreza, como o programa
Bolsa Família, funciona como um estabilizador automático da política fiscal.
c) A redução das taxas de juros, no Brasil em 2006, decidida no âmbito do Comitê de Política
Monetária (COPOM), deslocou a função de demanda agregada da economia brasileira para
baixo e para a esquerda.
d) Na visão monetarista, um aumento permanente na taxa de crescimento do estoque
monetário nominal conduzirá a aumentos na taxa de crescimento da produção e do
emprego.
18 – (FCPTN/2007 – CESPE) - Em relação ao processo inflacionário, assinale a opção correta.
a) Fatores que elevam a demanda agregada, como o aumento dos gastos públicos e a alta das
exportações, explicam a inflação de custos.
b) A indexação das faixas de imposto de renda, em um contexto inflacionário, aumenta a carga
tributária e, portanto, constitui um dos custos da inflação.
c) A coexistência de níveis elevados de inflação com baixas taxas de desemprego é consistente
com uma curva de Philips de curto prazo, negativamente inclinada.
d) Inflações não antecipadas redistribuem a renda em favor dos empregadores e em
detrimento dos trabalhadores.
(PRMB/2007 – CESPE) – Consumo, poupança e investimento são variáveis macroeconômicas básicas
para a determinação da renda e do produto de equilíbrio. Em relação a essas variáveis, julgue os
itens subseqüentes:
19 – A queda recente da inflação no Brasil, por aumentar o valor real do estoque de riqueza da
economia, desloca para cima a função consumo keynesiana e, portanto, expande os gastos de
consumo, para determinado nível de renda.
20 – O fato de que muitos aposentados do Instituto Nacional de Seguridade Social (INSS) utilizam
parte de sua poupança para financiar sues níveis de consumo colide com a hipótese do ciclo de vida,
que explica o comportamento da poupança ao longo da vida dos indivíduos.
21 – Reduções das taxas de juros reais conduzem ao aumento dos níveis de investimento e se
traduzem em deslocamento ao longo da curva de demanda de investimento.
(PRMB/2007 – CESPE) – A utilização de políticas fiscais e monetárias é fundamental para que o
governo possa estabilizar a economia. Com relação a esse assunto, julgue os itens seguintes:
22 – A expansão da demanda agregada brasileira, decorrente dos investimentos anunciados pelo
governo para melhorar a infra-estrutura do país, será tanto maior quanto mais elevada for a nossa
propensão marginal a consumir e menos elástica for a demanda de investimentos em relação à taxa
de juros.
23 – Os adeptos do keynesianismo recomendam a utilização de regras fixas de política monetária,
como, por exemplo, a adoção de taxa de crescimento constante para o estoque monetário.
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(IEMA/2007 – CESPE) – A respeito das políticas fiscais e monetárias, que influenciam,
significativamente, o desempenho da economia, julgue os itens subseqüentes:
24 – Estabilizadores automáticos, como o seguro-desemprego e o imposto de renda progressivo,
embora não eliminem as flutuações econômicas, concorrem para atenuá-la, reduzindo, assim, a
necessidade de se recorrer a políticas fiscais discricionárias.
25 – De acordo com a visão monetarista, políticas monetárias expansionistas, por elevarem os gastos
de investimentos, concorrem, no longo prazo, para a expansão da renda e do emprego.
(IEMA/2007 – CESPE) – Acerca da economia monetária, essencial ao entendimento de questões
relevantes da economia, julgue os itens que se seguem:
26 – A inflação decorrente do aumento dos gastos públicos é correntemente denominada inflação de
custos.
27 – As vendas de títulos públicos por meio de operações de mercado aberto conduzem à retração
da oferta de moeda e, portanto, concorrem para elevar a taxa de juros.
28 – O aumento do custo de detenção da moeda, por reduzir a quantidade de moeda em poder do
público, eleva os depósitos bancários, permitindo, assim a expansão do crédito.
29 – (CESPE/PF - 2004 - Escrivão) - Ceteris paribus, quanto maior for o crescimento da economia,
mais fácil será manter constante a razão dívida/PIB e, portanto, menor será a necessidade de se
gerar superávits primários para estabilizar a razão dívida/PIB (CERTO ou ERRADO)?
30 – (CESPE/PF - 2004 - Agente) - Na maioria dos países, o aumento histórico da participação do
gasto público no PIB explica-se, em parte, pelo aumento expressivo das demandas sociais gerado
pela intensificação do processo de urbanização (CERTO ou ERRADO)?
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Gabarito
01 – A
02 – B
03 – C
04 – E
05 – B
06 – E
07 – E
08 – A
09 – E
10 – E
11 – D
12 – B
13 – C
14 – A
15 – D
16 – A
17 – A
18 – C
19 – CERTO
20 – ERRADO
21 – CERTO
22 – CERTO
23 – ERRADO
24 – CERTO
25 – ERRADO
26 – ERRADO
27 – CERTO
28 – CERTO
29 – CERTO
30 – CERTO
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Noções de Economia Módulo VI 13. A Racionalidade Econômica do