SANTINVEST S.A. - CRÉDITO, FINANCIAMENTO E INVESTIMENTOS CNPJ – 00.122.327/0001-36 Florianópolis – Santa Catarina BALANÇO PATRIMONIAL DOS SEMESTRES FINDOS EM 30 DE JUNHO (Em milhares de reais) RELATÓRIO DA ADMINISTRAÇÃO Senhores Acionistas, Em cumprimento aos dispositivos estabelecidos pelo Banco Central do Brasil e pela Lei das Sociedades por Ações, submetemos à apreciação de V.Sas. as Demonstrações Financeiras da Santinvest S.A. – Crédito, Financiamento e Investimentos, relativas ao 1º semestre de 2015, elaboradas em consonância com as práticas contábeis adotadas no Brasil, acompanhadas das respectivas Notas Explicativas e do Relatório dos Auditores Independentes. O processo de gerenciamento de capital é realizado de forma a proporcionar condições para o alcance dos objetivos estratégicos da organização, levando em consideração o ambiente econômico e comercial onde atua. É compatível com a natureza das operações, complexidade dos produtos e serviços e com a dimensão da exposição a riscos de crédito, de mercado, de liquidez, e operacional da Santinvest. Os Comitês de Risco da Santinvest reúnem-se, semestralmente ou sempre que entender necessário, com o objetivo de aprovar estratégias, normas e procedimentos e definir as diretrizes para a mitigação dos riscos. Facultado pelo artigo 9º da Resolução CMN nº 3.988/2011, a Santinvest S.A. – C.F.I. e a Santinvest S.A. – D.T.V.M., constituíram uma unidade única responsável pela Estrutura de Gerenciamento de Riscos do Conglomerado Financeiro, compatível com a natureza e complexidade das suas operações, dos seus produtos e serviços prestados e a dimensão de sua exposição a riscos. As descrições das Estruturas de Gerenciamento de Risco estão disponíveis para acesso público na sede da Santinvest S.A. – Crédito, Financiamento e Investimentos. Os itens acima, bem como as Demonstrações Financeiras do Conglomerado foram objeto de revisão pela auditoria. Luiz Carlos Santiago Presidente Giorgio Rodrigo Donini Diretor Giovani de Matos Diretor Juarez Medeiros Gualberto Diretor Claudio Brezinski Contador CRC/SC-019.405 A T I V O Nota 2015 2014 CIRCULANTE 281.025 240.231 DISPONIBILIDADES 1.630 1.590 APLICAÇÕES INTERFINANCEIRAS DE LIQUIDEZ 5 110.793 2.700 Aplicações em Depósitos Interfinanceiros 110.793 2.700 OPERAÇÕES DE CRÉDITO 6 168.457 234.127 Setor Privado Empréstimos e Títulos Descontados 183.576 218.308 Financiamentos 12.431 28.535 (-) Provisão p/Operação em Crédito de Liquidação Duvidosa (27.550) (12.716) OUTROS CRÉDITOS 145 1.814 Diversos 7 145 1.814 NÃO CIRCULANTE 87.808 92.921 REALIZÁVEL A LONGO PRAZO 86.132 91.186 OPERAÇÕES DE CRÉDITO 6 75.093 91.164 Setor Privado Empréstimos e Títulos Descontados 75.093 91.164 OUTROS CRÉDITOS 11.039 22 Ativo Fiscal Diferido 15 11.020 Diversos 7 19 22 IMOBILIZADO 1.282 1.342 INTANGÍVEL 391 387 DIFERIDO 3 6 TOTAL DO ATIVO 368.833 333.152 DEMONSTRAÇÃO DAS MUTAÇÕES DO PATRIMÔNIO LÍQUIDO DOS SEMESTRES FINDOS EM 30 DE JUNHO (Em milhares de reais) Nota2015 2014 RECEITAS DE INTERMEDIAÇÃO FINANCEIRA 34.734 35.452 Operações de Crédito 30.446 35.208 Renda de Aplicações Interfinanceiras de Liquidez 4.287 244 DESPESAS DA INTERMEDIAÇÃO FINANCEIRA (27.498) (21.840) Operações de Captação no Mercado 13 (15.262) (11.796) Provisão para Crédito de Liquidação Duvidosa (12.236) (10.044) RESULTADO BRUTO DA INTERMEDIAÇÃO FINANCEIRA 7.236 13.612 OUTRAS DESPESAS/RECEITAS OPERACIONAIS (5.997) (6.246) Receita de Prestação de Serviços 10 32 Despesas de Pessoal (3.286) (3.003) Outras Despesas Administrativas (1.768) (1.968) Despesas Tributárias (913) (1.220) Outras Receitas / (Despesas) Operacionais (40) (87) RESULTADO ANTES DA TRIBUTAÇÃO SOBRE O LUCRO 1.239 7.366 Imposto de Renda e Contribuição Social - Valores Correntes 14 (3.508) (6.526) Imposto de Renda e Contribuição Social - Valores Diferidos15 2.952 LUCRO LÍQUIDO DO SEMESTRE 683 840 Lucro por ação - R$ 10 3,07 3,78 Reservas de lucros Eventos Capital Reserva Reserva Lucros realizado LegalEstatutária acumulados Total SALDOS EM 31 DE DEZ. DE 2013 73.500 6.098 47.964 - 127.562 LUCRO LÍQUIDO DO SEMESTRE - - - 840 840 - DESTINAÇÕES: - Reserva Legal - 42 - (42) - Transferência para Reserva Estatutária - - 798 (798) SALDOS EM 30 DE JUN. DE 2014 73.500 6.140 48.762 - 128.402 MUTAÇÕES DO SEMESTRE - 42 798 - 840 1º SEMESTRE SALDOS EM 31 DE DEZ. DE 2014 73.500 6.468 52.100 - 132.068 LUCRO LÍQUIDO DO SEMESTRE - - - 683 683 - DESTINAÇÕES: - Reserva Legal - 35 - (35) - Transferência para Reserva Estatutária - - 648 (648) SALDOS EM 30 DE JUN. DE 2015 73.500 6.503 52.748 0 132.751 MUTAÇÕES DO SEMESTRE - 35 648 0 683 As notas explicativas são parte integrante das demonstrações financeiras. julho de 2015. 3 Principais práticas contábeis As práticas contábeis descritas abaixo foram aplicadas de maneira consistente a todos os períodos DEMONSTRAÇÃO DOS FLUXOS DE CAIXA DOS apresentados nessas demonstrações financeiras. 3.1 Apuração do resultado SEMESTRES FINDOS EM 30 DE JUNHO O resultado foi apurado pelo regime de competência e inclui o reconhecimento dos rendimentos e (Em milhares de reais) encargos incidentes sobre os ativos e passivos. 1º SEMESTRE 3.2 Aplicações interfinanceiras de liquidez 20152014 São registradas ao custo de aquisição, acrescidas dos rendimentos auferidos até a data do balanço, deduzidas de provisão para desvalorização, quando aplicável. Possuem alta liquidez e Atividades Operacionais: risco insignificante de mudança de valor, com prazo de vencimento de até 92 dias Lucro Líquido do Semestre 683 840 3.3 Operações de crédito Ajustes para Reconciliar o Lucro Líquido ao Caixa Estão atualizadas e demonstradas pelo valor principal, acrescidas dos rendimentos e encargos Líquido proveniente de Atividades Operacionais 7.507 8.991 decorridos até as datas dos balanços patrimoniais. As rendas de operações ativas são apropriadas Provisão para Créditos de Liquidação Duvidosa 7.291 8.880 pro rata die. As operações prefixadas são registradas pelo valor do resgate, reduzido pelos Reversão de Provisões 88 encargos a apropriar. As rendas de operações de crédito vencidas há mais de 60 dias são reconhecidas como receitas Depreciações e Amortizações 128 111 quando do seu efetivo recebimento, conforme determina o art. 9º, da Resolução nº 2.682/99, do Lucro Líquido Ajustado 8.190 9.831 CMN. Variação de Ativos e Obrigações (35.658) (23.626) 3.4 Outros ativos circulante e não circulante Redução (Aumento) em Aplicações Interfinanceiras de Liquidez (63.473) 3.002 O ativo circulante e o não circulante estão demonstrados pelos valores de realização, incluindo, Redução (Aumento) em Operações de Crédito 34.302 (19.249) quando aplicável, os rendimentos, juros e as variações monetárias correspondentes. Redução (Aumento) em Outros Créditos (3.005) (217) 3.5 Provisão para perdas prováveis na realização de ativos As provisões para perdas prováveis nas operações de créditos e de outros créditos são Aumento (Redução) em Outras Obrigações (3.481) (7.162) reconhecidas nos percentuais estabelecidos na Resolução nº 2.682/99 do Banco Central do Caixa Líquido Aplicado em Atividades Operacionais (27.468) (13.795) Brasil, levando-se em consideração a análise de garantias e a experiência da instituição com Atividades de Investimentos: seus clientes. Alienação de Imobilizado de Uso 1 4 3.6 Ativo imobilizado Aplicação no Imobilizado (114) (492) Os valores constantes no Imobilizado estão demonstrados ao custo de aquisição, deduzidos pela Aplicação no Intangível (28) (56) depreciação acumulada. As depreciações sobre os itens do ativo imobilizado são calculadas pelo método linear, levandoCaixa Líquido Aplicado em Atividades de Investimentos (141) (544) se em consideração a estimativa de vida útil-econômica dos bens, utilizando as seguintes taxas: Atividades de Financiamentos: As notas explicativas são parte integrante das demonstrações financeiras. Aumento/(Redução) das disponibilidades TOTAL DO PASSIVO E PATRIMÔNIO LÍQUIDO 368.833 333.152 As notas explicativas são parte integrante das demonstrações financeiras. DEMONSTRAÇÃO DO RESULTADO DOS SEMESTRES FINDOS EM 30 DE JUNHO (Em milhares de Reais) Aumento (Redução) em Depósitos Aumento (Redução) em Recursos de Emissão de Títulos Caixa Líquido Proveniente de Atividades de Financiamentos Aumento/(Redução) das Disponibilidades Modificações em Início do período Disponibilidades, Fim do período Líquidas PASSIVO E PATRIMÔNIO LÍQUIDO Nota 2015 2014 CIRCULANTE 192.919 55.358 DEPÓSITOS 8 164.773 27.282 Depósitos Interfinanceiros 550 6.680 Depósitos a Prazo 164.223 20.602 RECURSOS DE ACEITES CAMBIAIS 9 19.220 20.800 Obrigações por Aceites Cambiais 19.220 20.800 OUTRAS OBRIGAÇÕES 8.926 7.276 Cobrança e Arrecadação de Tributos e Assemelhados 404 91 Sociais e Estatutárias 4.548 510 Fiscais e Previdenciárias 3.105 5.984 Diversas 869 691 NÃO CIRCULANTE 43.163 149.392 DEPÓSITOS 8 20.256 143.890 Depósitos a Prazo 20.256 143.890 RECURSOS DE ACEITES CAMBIAIS9 22.907 5.502 Obrigações por Aceites Cambiais 22.907 5.502 PATRIMÔNIO LÍQUIDO 10 132.751 128.402 Capital: De Domiciliados no País 73.500 73.500 Reservas de Lucros 59.251 54.902 9.138 18.083 27.221 (388) 2.018 1.630 8.218 6.592 14.810 471 1.119 1.590 (388) 471 As notas explicativas são parte integrante das demonstrações financeiras. NOTAS EXPLICATIVAS DAS DEMONSTRAÇÕES FINANCEIRAS DO EXERCÍCIO FINDO EM 30 DE JUNHO DE 2015 (em milhares de Reais) 1 Contexto operacional A Instituição é uma Sociedade de Crédito, Financiamento e Investimentos, constituída de acordo com a Portaria nº 309/59, do Ministério da Fazenda, tendo como objeto social a prática de operações relacionadas com a concessão de crédito a médio e longo prazos e operações no mercado de valores mobiliários. Sua matriz está localizada na Rua Nereu Ramos, 19 - 8º andar - Centro - Florianópolis - SC. 2 Apresentação das demonstrações financeiras As demonstrações financeiras do semestre findo em 30 de junho de 2015 foram elaboradas de acordo com as práticas contábeis adotadas no Brasil aplicáveis às instituições autorizadas a funcionar pelo Banco Central do Brasil. A elaboração de demonstrações financeiras de acordo com as práticas contábeis adotadas no Brasil, aplicáveis às instituições financeiras, requer que a administração use de julgamento na determinação e registro de estimativas contábeis, quando for o caso. Ativos e passivos significativos sujeitos a essas estimativas e premissas incluem: o valor residual do ativo imobilizado, provisão para créditos de liquidação duvidosa, provisão para contingências e outras provisões. Os valores definitivos das transações envolvendo essas estimativas somente são conhecidos por ocasião da sua liquidação. Em aderência ao processo de convergência com as normas internacionais de contabilidade, algumas normas e suas interpretações foram emitidas pelo Comitê de Pronunciamentos Contábeis - CPC, as quais serão aplicadas às instituições financeiras quando aprovadas pelo Banco Central do Brasil. Nesse sentido, os pronunciamentos contábeis já aprovados pelo Banco Central do Brasil são: CPC 01 (R1) - Redução ao valor recuperável de ativos - Resolução CMN nº 3.566/08; CPC 03 (R2) - Demonstrações do fluxo de caixa - Resolução CMN nº 3.604/08; CPC 05 (R1) - Divulgação sobre partes relacionadas - Resolução CMN nº 3.750/09; CPC 10 (R1) - Pagamento baseado em ações - Resolução CMN nº 3.989/11; CPC 23 - Políticas contábeis, mudança de estimativa e retificação de erro - Resolução CMN nº 4.007/11; CPC 24 - Evento subsequente - Resolução CMN nº 3.973/11; e CPC 25 - Provisões, passivos contingentes e ativos contingentes - Resolução CMN nº 3.823/09; e, Estrutura Conceitual para a Elaboração e Apresentação das Demonstrações Contábeis Resolução CMN nº 4.144/12. Atualmente, não é possível estimar quando o Banco Central do Brasil irá aprovar os demais pronunciamentos contábeis do CPC e tampouco se a sua utilização será de forma prospectiva ou retrospectiva. Com isso, ainda não é possível estimar os impactos contábeis da utilização desses pronunciamentos nas demonstrações financeiras da Instituição. As demonstrações financeiras foram autorizadas pela administração da instituição em 13 de Descrição Edificações Móveis e equipamentos de uso Sistema de comunicação Sistemas de processamento de dados Sistemas de Transporte Taxa anual 4% 10% 10% 20% 20% 3.7 Ativo Diferido Os valores constantes no ativo diferido estão demonstrados ao custo de aquisição, ajustados por amortizações acumuladas, calculadas a partir do momento em que os respectivos benefícios começam a ser usufruídos, em períodos que não ultrapassam o prazo máximo estabelecido na Lei 6.404/76. Esses valores serão realizados nesta conta, conforme determina a Resolução nº 3.617/2008 do Banco Central do Brasil. 3.8 Passivos circulante e não circulante O passivo circulante e o não circulante estão demonstrados pelos valores conhecidos ou calculáveis, incluindo quando aplicável, os juros, a correção monetária, as variações monetárias correspondentes e deduzidos das despesas a apropriar. 3.9 Imposto de Renda e Contribuição Social – Valores Correntes A provisão para o imposto de renda foi constituída a alíquota de 15% e adicional de 10%, quando aplicável, conforme a legislação vigente. A provisão para contribuição social foi constituída a alíquota de 15% conforme Instrução Normativa nº 810 da Receita Federal do Brasil, sendo que ambas foram provisionadas mensalmente. A despesa com imposto de renda e contribuição social compreende o valor corrente desta obrigação. O imposto corrente é o imposto a pagar ou a compensar esperado sobre o lucro ou prejuízo tributável do exercício, com base nas taxas de impostos decretadas ou substantivamente decretadas na data de apresentação das demonstrações financeiras e qualquer ajuste aos impostos a pagar com relação aos exercícios anteriores. 3.10 Imposto de Renda e Contribuição Social – Valores Diferidos Os ativos fiscais diferidos (créditos tributários) são constituídos pela aplicação das alíquotas vigentes dos tributos sobre suas respectivas bases. Para a constituição, manutençao e baixa dos ativos fiscais diferidos são observados os critérios estabelecidos pela resolução CVM nº 3.059/2002 alterado pelas resoluções CMN 3.355/2006 e CMN nº 4192/2013. 4 Gerenciamento de riscos A Instituição aborda o gerenciamento de todos os riscos inerentes às suas atividades de modo integrado, por meio de uma área específica para gestão de riscos. Essa visão multidisciplinar proporciona o aprimoramento dos modelos de gestão de riscos e evita a existência de lacunas que comprometam sua correta identificação e mensuração. a. Risco de Operacional: é a probabilidade de perdas decorrente de falhas humanas, de processos internos, de sistemas e de eventos externos, incluindo risco legal. Gerenciamento de risco Operacional O gerenciamento do risco operacional é um processo de aprimoramento contínuo, com o objetivo de levantar e dar tratamento das perdas identificadas a fim de minimizar a existência de lacunas que possam comprometer a continuidade dos negócios da instituição. O capital alocado é calculado semestralmente utilizando-se a metodologia de abordagem do indicador básico, considerados os últimos três períodos anuais. b.Risco de Mercado: é a possibilidade de ocorrência de perdas resultantes da flutuação nos valores de mercado dos preços e das taxas de juros. Inclui os riscos das operações sujeitas à variação cambial, das taxas de juros, dos preços de ações e dos preços de mercadorias (commodities). Este risco é identificado, mensurado, mitigado e gerenciado, sendo as diretrizes e limites monitorados diariamente, de maneira independente. RELATÓRIO DOS AUDITORES INDEPENDENTES Aos Acionistas e Administradores da SANTINVEST S.A. - CRÉDITO, FINANCIAMENTO E INVESTIMENTOS. Examinamos as demonstrações financeiras individuais da Instituição Financeira SANTINVEST S.A. - CRÉDITO, FINANCIAMENTO E INVESTIMENTOS, que compreendem o balanço patrimonial em 30 de junho de 2015 e as respectivas demonstrações do resultado, das mutações do patrimônio líquido e dos fluxos de caixa para o semestre findo naquela data, assim como o resumo das principais práticas contábeis e demais notas explicativas. Responsabilidade da administração sobre as demonstrações financeiras A Administração da Instituição é responsável pela elaboração e adequada apresentação dessas demonstrações financeiras de acordo com as práticas contábeis adotadas no Brasil aplicáveis às instituições autorizadas a funcionar pelo Banco Central do Brasil - BACEN e pelos controles internos que ela determinou como necessários para permitir a elaboração de demonstrações financeiras livres de distorção relevante, independentemente se causada por fraude ou erro. Responsabilidade dos auditores independentes Nossa responsabilidade é a de expressar uma opinião sobre essas demonstrações financeiras com base em nossa auditoria, conduzida de acordo com as normas brasileiras e internacionais de auditoria. Essas normas requerem o cumprimento de exigências éticas pelos auditores e que a auditoria seja planejada e executada com o objetivo de obter segurança razoável de que as demonstrações financeiras estão livres de distorção relevante. Uma auditoria envolve a execução de procedimentos selecionados para obtenção de evidência a respeito dos valores e divulgações apresentados nas demonstrações financeiras. Os procedimentos selecionados dependem do julgamento do auditor, incluindo a avaliação dos riscos de distorção relevante nas demonstrações financeiras, independentemente se causada por fraude ou erro. Nessa avaliação de riscos, o auditor considera os controles internos relevantes para a elaboração e a adequada apresentação das demonstrações financeiras da Instituição para planejar os procedimentos de auditoria que são apropriados nas circunstâncias, mas não para expressar uma opinião sobre a eficácia dos controles internos da Instituição. Uma auditoria inclui também a avaliação da adequação das práticas contábeis utilizadas e a razoabilidade das estimativas contábeis feitas pela Administração, bem como a avaliação da apresentação das demonstrações financeiras tomadas em conjunto. Acreditamos que a evidência de auditoria obtida é suficiente e apropriada para fundamentar nossa opinião. Opinião Em nossa opinião, as demonstrações financeiras referidas acima apresentam adequadamente, em todos os aspectos relevantes, a posição patrimonial e financeira da Instituição Financeira SANTINVEST S.A. - CRÉDITO, FINANCIAMENTO E INVESTIMENTOS, em 30 de junho de 2015, o desempenho de suas operações e os seus fluxos de caixa para o semestre findo naquela data, de acordo com as práticas contábeis adotadas no Brasil, aplicáveis às instituições autorizadas a funcionar pelo Banco Central do Brasil. Ênfase Conforme a nota explicativa 17, a Instituição mantêm operações de crédito no montante de R$ 28.313 mil com a empresa Sulcatarinense Mineração, Artefatos de Cimento, Britagem e Construções Ltda que em 14 de julho de 2015 obteve deferimento de seu pedido de recuperação judicial. Em 30 de junho de 2015 a Instituição mantêm provisão para perdas no montante de R$ 8.494 mil. Outros assuntos - Revisão dos valores correspondentes: As demonstrações financeiras encerradas em 30 de junho de 2014, apresentadas comparativamente, foram anteriormente examinadas por outros auditores independentes, que emitiram relatório datado em 15 de agosto de 2014, sem modificações. Florianópolis (SC), 13 de agosto de 2015. ALFREDO HIRATA Contador CRC (SC) nº 018.835/O-7-T-SP MARTINELLI AUDITORES CRC (SC) nº 001.132/O-9 Gerenciamento de risco de mercado O processo de gerenciamento é diário e tem a finalidade de medir, avaliar e controlar a exposição ao risco, identificando previamente os riscos inerentes a novos produtos, sua adequação aos procedimentos e controles adotados. c. Risco de crédito: consiste na possibilidade de ocorrer perdas associadas ao não cumprimento, pelo tomador ou contraparte, de suas respectivas obrigações financeiras nos termos pactuados, bem como à desvalorização de contrato decorrente da deterioração na classificação de risco do tomador, e a outros valores relativos ao descumprimento de obrigações financeiras da contraparte. Gerenciamento do risco de crédito É um processo contínuo de análise das operações mediante procedimentos internos embasados em documentação e relatórios próprios com a finalidade de minimizar perdas de crédito de manter a qualidade dos ativos. d.Risco de Liquidez: é a possibilidade de a instituição não ser capaz de honrar suas obrigações em razão dos descasamentos entre recebimentos e pagamentos, considerando os prazos de liquidação de seus direitos e obrigações. Gerenciamento do risco de liquidez O processo de gerenciamento do risco de liquidez envolve um conjunto de controles, com o objetivo de estabelecer limites, avaliar posições assumidas, assegurar critérios, monitorar o processo e definir estratégias e planos de ação para situações de crise de liquidez. e. Gerenciamento de capital: o gerenciamento de capital consiste no monitoramento e controle do capital mantido pela Instituição, a avaliação da necessidade de capital para fazer face aos riscos a que a Instituição está sujeita e o planejamento de metas e de necessidade de capital. Em 30 de junho de 2015, a Instituição encontra-se enquadrada nos limites mínimos de capital e patrimônio, compatível com o grau de risco de sua estrutura, conforme segue: Risco de crédito (RWACPAD) Risco de mercado (RWAMPAD) Risco operacional (RWAOPAD) Ativos ponderados pelo risco (RWA) Parcela Rban Patrimônio de referência (PR) Margem para o limite de Basiléia Índice de Basiléia (PR x 100) / (RWA / 0,11) 2015 289.089 77.601 63.418 63.418 430.108 135.113 135.113 87.801 31,41% 2014 357.906 93.329 44.058 495.293 130.751 76.269 26,40% Em conformidade com o art. 7º, da Resolução CMN nº 3.721/09, art. 6º, da Resolução CMN nº 4.090/12, art. 6º, da Resolução CMN nº 3.464/07, art. 4º, da Resolução CMN nº 3.380/06 e art.º 7º, da Resolução CMN nº 3.988/11, encontram-se respectivamente na sede da Instituição, os relatórios contendo as descrições da estrutura de gerenciamento do risco de crédito, risco de liquidez, risco de mercado, risco operacional e do gerenciamento de capital. 5 Aplicações interfinanceiras de liquidez Em 30 de junho de 2015, a Instituição possuía o montante de R$ 110.793 (R$ 2.700 em 30 de junho de 2014) aplicados em papéis interbancários de curtíssimo prazo, com remuneração baseada na taxa CDI. 6 Operações de crédito As operações de crédito são compostas pelos seus níveis de vencimento, tipo de cliente e ramos de atividades, em observância às disposições da Resolução nº 2.682/1999 do Banco Central do Brasil. -continua- a. Classificação por nível de risco e constituição da provisão para créditos de liquidação duvidosa 2015 AA A B C D E F G H Total % Setor privado 4200 - Indústria - 3.875 11.268 1.205 8.285 4.590 - - 6.139 35.362 13,04% 4300 - Comércio - 12.041 31.360 135 27.604 28.491 - 191 476 100.298 37,00% 4500 - Outros serviços - 7.371 - 15.960 - 1.620 448 - 475 25.874 9,55% 4600 - Pessoa Física - 62.214 393 555 145 349 328 397 910 65.291 24,08% 4700 - Habitacionais - - 1.170 35.943 - 7.162 - - - 44.275 16,33% Total - 85.501 44.191 53.798 36.034 42.212 776 588 8.000 271.100 100,00% 0,00% 31,54% 16,30% 19,84% 13,29% 15,57% 0,29% 0,22% 2,95% 100,00% - (427) (442) (1.614) (3.603) (12.664) (388) (412) (8.000) (27.550) 0% 0,50% 1,00% 3,00% 10,00% 30,00% 50,00% 70,00% 100,00% - 85.074 43.749 52.184 32.431 29.548 388 176 - % de Participação PCLD % de Provisão Total geral 243.550 168.457 Total circulante - Operações de crédito 75.093 Total não circulante - Operações de crédito 2014 AA A B C D E F G H % Total e. Remuneração do Pessoal Chave da Administração: A remuneração total do pessoal chave da administração para o primeiro semestre de 2015 foi de R$ 511 (R$ 839 em 2014), incluindo os benefícios de curto prazo. 12Contingências A Instituição foi autuada pela Receita Federal do Brasil em processo administrativo de natureza tributária em novembro de 2011. A referida autuação foi objeto de impugnação junto à Receita Federal do Brasil em dezembro de 2011. A autoridade tributante entendeu que a Instituição teria incorrido em infração à legislação tributária ao optar pelo regime de tributação com base no lucro arbitrado, pois não vislumbrou os requisitos necessários para o enquadramento em tal método, ainda, em face da atividade econômica efetivamente explorada integrar o rol de contribuintes cuja apuração dos resultados fiscais submete-se obrigatoriamente as normas do lucro real. Em que pese os argumentos da Autoridade Tributante a Turma de julgamento da DRJ de Belém – PA (1ª Instância Administrativa), por unanimidade de votos julgou a impugnação procedente cancelando o crédito tributário exigido, por entender que restando conhecida a receita bruta e configurada a ocorrência de quaisquer das hipóteses previstas nos incisos I a VII do artigo 47, da lei 8.981 de 1995, o sujeito passivo se acha autorizado a adotar o auto arbitramento do lucro no correspondente período. Ou seja, validou os argumentos utilizados na defesa inicial. Não obstante, em razão do montante envolvido, os autos foram remetidos ao CARF – Conselho Administrativo de Recursos Fiscais, em 23/09/2013, por força de recurso de ofício. Atualmente estão com o conselheiro Eduardo Martins Neiva Monteiro, da 1ª sessão. Com base na posição dos assessores jurídicos externos, o valor atualizado desta ação é de R$ 10.722, sendo avaliada como de risco “possível”, de acordo com o CPC 25 não foi constituída provisão para contingências. 13Operações de captação no mercado O montante de R$ 15.262 em 30 de junho de 2015 (R$ 11.796 em 30 de junho de 2014), registrado na rubrica de “Despesas de Intermediação Financeira” representa, principalmente, despesas com juros sobre recursos captados, além de outras despesas necessárias à manutenção da atividade. 14Imposto de renda e contribuição social – valores correntes São registrados com base no lucro tributável de acordo com a legislação e alíquotas vigentes. Demonstração da despesa de imposto de renda e contribuição social correntes Setor privado 4200 - Indústria - 61.831 7.298 6.393 419 - 2.886 - 5.292 84.119 24,89% 4300 - Comércio - 78.956 29.094 442 603 1.164 1.046 - 530 111.835 33,09% 4500 - Outros serviços - 13.724 16.195 80 1.069 1.646 - - 253 32.967 9,75% 2015 2014 4600 - Pessoa Física - 65.828 95 218 354 260 251 336 1.046 68.388 20,23% Resultado contábil antes da provisão para IR e CSLL 1.390 7.435 4700 - Habitacionais - 37.026 1.728 1.944 - - - - - 40.698 12,04% Total - 257.365 54.410 9.077 2.445 3.070 4.183 336 7.121 338.007 100,00% % de Participação - 76,14% 16,10% 2,68% 0,72% 0,91% 1,24% 0,10% 2,10% 100% PCLD - (1.287) (544) (272) (244) (921) (2.092) (235) (7.121) (12.716) PCLD Despesas não dedutíveis Total das adições Reversão de despesas não dedutíveis 0% 0,50% 1,00% 3,00% 10,00% 30,00% 50,00% 70,00% 100,00% - 256.078 53.866 8.805 2.201 2.149 2.091 101 - 7.378 34 7.412 8.802 (3.508) 8.880 30 8.910 16.345 (6.526) % de Provisão Total Geral Total circulante - Operações de crédito 325.291 234.127 Total não circulante - Operações de crédito b. Provisão para créditos de liquidação duvidosa A provisão constituída na forma indicada na nota explicativa nº 6.a apresentou a seguinte movimentação no período: 2015 20.171 12.236 (4.857) 27.550 Saldo inicial Provisão constituída no período Baixa para prejuízos no período Saldo final 2014 3.837 10.044 (1.165) 12.716 Empréstimos 2015 2014 19.905 1.174 Renegociações Financiamentos 2015 2014 561 738 Conforme Resolução nº 2.682/99, do CMN, os créditos renegociados são classificados no nível de risco anterior do contrato original, os créditos em prejuízo renegociados retornam para a carteira e são provisionados no nível de risco H. 7 Devedores diversos Em 30 de junho de 2015, os montantes de R$ 145 (R$ 1.814 em 30 de junho de 2014) e R$ 19 (R$ 22 em 30 de junho de 2014), contabilizados no ativo circulante e no ativo não circulante, respectivamente, referem-se a juros a receber decorrentes de renegociação de contratos de operações de crédito e devedores por depósitos em garantia. 8 Depósitos Depósitosinterfinanceiros interfinanceiros Depósitos CDI Santinvest S.A - DTVM Instituições Financeiras Depósitos prazo Depósitos aaprazo DPGE Diversos Total geral depósitos Total passivo circulante Total passivo não circulante Grau de ligação Taxa Ligada 100%-DI/FLU Não Ligada 100%-DI/FLU Não Ligadas Vencimento Julho/2015 - de 108 a 122%-CDI/FLU Mai/2018 2015 550 - 91.164 DPGE - Depósito a Prazo com Garantia Especial do Fundo Garantidor de Créditos. Trata-se de recursos pós-fixados com prazo de amortização que variam entre agosto de 2015 a maio de 2018. 9 Recursos de aceites cambiais Recursos de Aceites Cambiais Pessoas Físicas Pessoas Jurídicas Total geral Total passivo circulante Total passivo não circulante c. Operações renegociadas 2014 6.680 184.479 164.492 184.479 164.492 164.223 20.602 20.256 143.890 Participação nos Lucros – Empregados Total das exclusões Base de cálculo do IR e CSLL IR (25%) e CSLL (15%) correntes 2015 10.829 31.298 42.127 19.220 22.907 2014 9.808 16.494 26.302 20.800 5.502 Os recursos de aceites cambiais e emissão de títulos referem-se a letras de câmbio, captadas à taxa máxima de 128% a.a. (117% a.a. em 30 de junho de 2014), seguindo a variação do CDI, com vencimentos entre julho/2015 a junho/2018. 10Patrimônio líquido a. Capital Social: Pertencente inteiramente a acionistas domiciliados no país, o capital social é de R$ 73.500 mil (setenta e três milhões e quinhentos mil reais), representado por 222.000 (duzentas e vinte e duas mil) ações ordinárias nominativas, indivisíveis em relação ao capital e sem valor nominal. b. Reserva Legal: Calculada nos termos do artigo 193 da Lei 6.404/76 a razão de 5% (cinco por cento) do lucro do exercício, considerando o item 1.16.5.1 do Plano Contábil das Instituições do Sistema Financeiro Nacional (“COSIF”). c. Dividendos: É garantido aos acionistas no mínimo 25% (vinte e cinco por cento) a título de dividendos ou juros sobre o capital próprio calculados sobre o lucro líquido ajustado. No primeiro semestre de 2015 não foram propostos dividendos. d. Lucro por Ação: O resultado do primeiro semestre de 2015 possibilitou o retorno de R$ 3,07 (três reais e sete centavos) por ação e R$ 3,78 (três reais e setenta e oito centavos) no primeiro semestre de 2014. 11Partes relacionadas a. Obrigações com partes relacionadas decorrentes de captações de recursos Natureza Depósitos Interfinanceiros Obrigações por Aceites Cambiais Obrigações por Aceites Cambiais Empresa Santinvest DTVM Santinvest DTVM Santinvest Participações Grau de relação Ligada Ligada 2015 550 4.484 2014 - Acionista 50 4.786 15Imposto de renda e contribuição social – valores diferidos São constituídos sobre as diferenças temporárias de acordo com a resolução CMN 3.059 de 20/12/2002. Demonstração do cálculo do imposto de renda e contribuição social diferidos Ativo Não circulante PCLD acumulada Base de Cálculo IRPJ (25%) CSLL (15%) 30.06.2015 30.06.2014 27.550 6.887 Consituição PCLD semestre Imposto de renda diferido (25%) Contribuição Social diferida (15%) Conciliação da despesa com IRPJ e CSLL diferidos 4.132 11.020 - 2015 7.378 1.845 1.107 2.952 2014 - 16Instrumentos financeiros Os instrumentos financeiros representados pelas disponibilidades, aplicações interfinanceiras de liquidez, operações de crédito, depósitos e recursos de aceites cambiais estão registrados pelo valor de custo, acrescido dos rendimentos ou encargos incorridos, deduzidos de eventuais provisões para perdas, os quais se aproximam dos valores de mercado. Em 30 de junho de 2015, a Instituição não tinha qualquer transação que envolvesse operações com derivativos. 17Evento Subsequente A Instituição mantêm operação de crédito com a empresa Sulcatarinense Mineração, Artefatos de Cimento, Britagem e Construções Ltda com saldo a receber, em 30 de junho de 2015, de R$ 28.313 mil. As operações realizadas com a empresa Sulcatarinense estavam sendo renegociadas durante o mês de junho de 2015. Em 22 de julho de 2015, a Instituição foi notificada pelo administrador judicial sobre a recuperação judicial daquela empresa, arrolando a Santinvest como “Titular de Crédito – Quirografário” de crédito no valor de R$ 25.325 mil. Em 23 de julho de 2015, a Instituição foi notificada pelo Poder Judiciário sobre o deferimento da recuperação judicial promulgada em 14 de julho de 2015. Em 03 de agosto de 2015, em função da Instituição não concordar com a classificação do Crédito Quirografário, uma vez que detêm garantia real sobre as operações, interpôsse Embargos de Declaração, que aguarda manifestação do Administrador Judicial e da recuperanda Sulcatarinense Mineração, Artefatos de Cimento, Britagem e Construções Ltda. Em 30 de junho de 2015 a Instituição constituiu provisão para perdas no montante de R$ 8.494 mil.