SANTINVEST S.A. - CRÉDITO, FINANCIAMENTO E INVESTIMENTOS
CNPJ – 00.122.327/0001-36
Florianópolis – Santa Catarina
BALANÇO PATRIMONIAL DOS SEMESTRES FINDOS EM 30 DE JUNHO
(Em milhares de reais)
RELATÓRIO DA ADMINISTRAÇÃO
Senhores Acionistas,
Em cumprimento aos dispositivos estabelecidos pelo Banco Central do Brasil e pela Lei das
Sociedades por Ações, submetemos à apreciação de V.Sas. as Demonstrações Financeiras
da Santinvest S.A. – Crédito, Financiamento e Investimentos, relativas ao 1º semestre de 2015,
elaboradas em consonância com as práticas contábeis adotadas no Brasil, acompanhadas
das respectivas Notas Explicativas e do Relatório dos Auditores Independentes.
O processo de gerenciamento de capital é realizado de forma a proporcionar condições para
o alcance dos objetivos estratégicos da organização, levando em consideração o ambiente
econômico e comercial onde atua. É compatível com a natureza das operações, complexidade
dos produtos e serviços e com a dimensão da exposição a riscos de crédito, de mercado, de
liquidez, e operacional da Santinvest.
Os Comitês de Risco da Santinvest reúnem-se, semestralmente ou sempre que entender
necessário, com o objetivo de aprovar estratégias, normas e procedimentos e definir as
diretrizes para a mitigação dos riscos.
Facultado pelo artigo 9º da Resolução CMN nº 3.988/2011, a Santinvest S.A. – C.F.I. e a
Santinvest S.A. – D.T.V.M., constituíram uma unidade única responsável pela Estrutura
de Gerenciamento de Riscos do Conglomerado Financeiro, compatível com a natureza e
complexidade das suas operações, dos seus produtos e serviços prestados e a dimensão
de sua exposição a riscos. As descrições das Estruturas de Gerenciamento de Risco estão
disponíveis para acesso público na sede da Santinvest S.A. – Crédito, Financiamento e
Investimentos.
Os itens acima, bem como as Demonstrações Financeiras do Conglomerado foram objeto de
revisão pela auditoria.
Luiz Carlos Santiago
Presidente
Giorgio Rodrigo Donini
Diretor
Giovani de Matos
Diretor
Juarez Medeiros Gualberto
Diretor
Claudio Brezinski
Contador
CRC/SC-019.405
A T I V O
Nota
2015
2014
CIRCULANTE
281.025 240.231
DISPONIBILIDADES
1.630 1.590 APLICAÇÕES INTERFINANCEIRAS DE LIQUIDEZ
5
110.793 2.700
Aplicações em Depósitos Interfinanceiros
110.793 2.700
OPERAÇÕES DE CRÉDITO
6
168.457 234.127
Setor Privado
Empréstimos e Títulos Descontados
183.576 218.308
Financiamentos
12.431 28.535
(-) Provisão p/Operação em Crédito de
Liquidação Duvidosa
(27.550)
(12.716)
OUTROS CRÉDITOS
145 1.814
Diversos
7
145 1.814
NÃO CIRCULANTE
87.808 92.921
REALIZÁVEL A LONGO PRAZO
86.132 91.186
OPERAÇÕES DE CRÉDITO
6
75.093 91.164
Setor Privado
Empréstimos e Títulos Descontados
75.093 91.164
OUTROS CRÉDITOS
11.039 22
Ativo Fiscal Diferido
15
11.020 Diversos
7
19 22
IMOBILIZADO
1.282 1.342
INTANGÍVEL
391 387
DIFERIDO
3
6
TOTAL DO ATIVO
368.833 333.152
DEMONSTRAÇÃO DAS MUTAÇÕES DO PATRIMÔNIO LÍQUIDO
DOS SEMESTRES FINDOS EM 30 DE JUNHO
(Em milhares de reais)
Nota2015
2014
RECEITAS DE INTERMEDIAÇÃO FINANCEIRA
34.734 35.452
Operações de Crédito
30.446 35.208
Renda de Aplicações Interfinanceiras de Liquidez
4.287 244
DESPESAS DA INTERMEDIAÇÃO FINANCEIRA
(27.498)
(21.840)
Operações de Captação no Mercado
13
(15.262)
(11.796)
Provisão para Crédito de Liquidação Duvidosa
(12.236)
(10.044)
RESULTADO BRUTO DA INTERMEDIAÇÃO FINANCEIRA
7.236 13.612
OUTRAS DESPESAS/RECEITAS OPERACIONAIS
(5.997)
(6.246)
Receita de Prestação de Serviços
10 32
Despesas de Pessoal
(3.286)
(3.003)
Outras Despesas Administrativas
(1.768)
(1.968)
Despesas Tributárias
(913)
(1.220)
Outras Receitas / (Despesas) Operacionais
(40)
(87)
RESULTADO ANTES DA TRIBUTAÇÃO
SOBRE O LUCRO
1.239 7.366
Imposto de Renda e Contribuição Social - Valores Correntes 14
(3.508)
(6.526)
Imposto de Renda e Contribuição Social - Valores Diferidos15
2.952 LUCRO LÍQUIDO DO SEMESTRE
683 840
Lucro por ação - R$
10
3,07
3,78
Reservas de lucros
Eventos
Capital Reserva
Reserva
Lucros
realizado LegalEstatutária acumulados Total
SALDOS EM 31 DE DEZ. DE 2013 73.500 6.098 47.964 - 127.562
LUCRO LÍQUIDO DO SEMESTRE
- - - 840 840
- DESTINAÇÕES:
- Reserva Legal
- 42 - (42)
- Transferência para Reserva Estatutária - - 798 (798)
SALDOS EM 30 DE JUN. DE 2014 73.500 6.140 48.762 - 128.402
MUTAÇÕES DO SEMESTRE
- 42 798 - 840
1º SEMESTRE
SALDOS EM 31 DE DEZ. DE 2014 73.500 6.468 52.100 - 132.068
LUCRO LÍQUIDO DO SEMESTRE
- - - 683 683
- DESTINAÇÕES:
- Reserva Legal
- 35 - (35)
- Transferência para Reserva Estatutária - - 648 (648)
SALDOS EM 30 DE JUN. DE 2015 73.500 6.503 52.748 0 132.751
MUTAÇÕES DO SEMESTRE
- 35 648 0
683
As notas explicativas são parte integrante das demonstrações financeiras.
julho de 2015.
3 Principais práticas contábeis
As práticas contábeis descritas abaixo foram aplicadas de maneira consistente a todos os períodos
DEMONSTRAÇÃO DOS FLUXOS DE CAIXA DOS
apresentados nessas demonstrações financeiras.
3.1 Apuração do resultado
SEMESTRES FINDOS EM 30 DE JUNHO
O resultado foi apurado pelo regime de competência e inclui o reconhecimento dos rendimentos e
(Em milhares de reais)
encargos incidentes sobre os ativos e passivos.
1º SEMESTRE
3.2 Aplicações interfinanceiras de liquidez
20152014
São registradas ao custo de aquisição, acrescidas dos rendimentos auferidos até a data do
balanço, deduzidas de provisão para desvalorização, quando aplicável. Possuem alta liquidez e
Atividades Operacionais:
risco insignificante de mudança de valor, com prazo de vencimento de até 92 dias
Lucro Líquido do Semestre
683 840
3.3 Operações de crédito
Ajustes para Reconciliar o Lucro Líquido ao Caixa
Estão atualizadas e demonstradas pelo valor principal, acrescidas dos rendimentos e encargos
Líquido proveniente de Atividades Operacionais 7.507 8.991
decorridos até as datas dos balanços patrimoniais. As rendas de operações ativas são apropriadas
Provisão para Créditos de Liquidação Duvidosa 7.291 8.880
pro rata die. As operações prefixadas são registradas pelo valor do resgate, reduzido pelos
Reversão de Provisões
88 encargos a apropriar.
As rendas de operações de crédito vencidas há mais de 60 dias são reconhecidas como receitas
Depreciações e Amortizações 128 111
quando do seu efetivo recebimento, conforme determina o art. 9º, da Resolução nº 2.682/99, do
Lucro Líquido Ajustado 8.190 9.831
CMN.
Variação de Ativos e Obrigações (35.658)
(23.626)
3.4 Outros ativos circulante e não circulante
Redução (Aumento) em Aplicações Interfinanceiras de Liquidez (63.473)
3.002
O ativo circulante e o não circulante estão demonstrados pelos valores de realização, incluindo,
Redução (Aumento) em Operações de Crédito 34.302 (19.249)
quando aplicável, os rendimentos, juros e as variações monetárias correspondentes.
Redução (Aumento) em Outros Créditos (3.005)
(217)
3.5 Provisão para perdas prováveis na realização de ativos
As provisões para perdas prováveis nas operações de créditos e de outros créditos são
Aumento (Redução) em Outras Obrigações (3.481)
(7.162)
reconhecidas nos percentuais estabelecidos na Resolução nº 2.682/99 do Banco Central do
Caixa Líquido Aplicado em Atividades Operacionais (27.468)
(13.795)
Brasil, levando-se em consideração a análise de garantias e a experiência da instituição com
Atividades de Investimentos:
seus clientes.
Alienação de Imobilizado de Uso
1
4
3.6 Ativo imobilizado
Aplicação no Imobilizado
(114)
(492)
Os valores constantes no Imobilizado estão demonstrados ao custo de aquisição, deduzidos pela
Aplicação no Intangível (28)
(56)
depreciação acumulada.
As depreciações sobre os itens do ativo imobilizado são calculadas pelo método linear, levandoCaixa Líquido Aplicado em Atividades de Investimentos (141)
(544)
se em consideração a estimativa de vida útil-econômica dos bens, utilizando as seguintes taxas:
Atividades de Financiamentos:
As notas explicativas são parte integrante das demonstrações financeiras.
Aumento/(Redução) das disponibilidades TOTAL DO PASSIVO E PATRIMÔNIO LÍQUIDO
368.833 333.152
As notas explicativas são parte integrante das demonstrações financeiras.
DEMONSTRAÇÃO DO RESULTADO DOS
SEMESTRES FINDOS EM 30 DE JUNHO
(Em milhares de Reais)
Aumento (Redução) em Depósitos Aumento (Redução) em Recursos de Emissão de Títulos Caixa Líquido Proveniente de Atividades de Financiamentos Aumento/(Redução) das Disponibilidades
Modificações em Início do período Disponibilidades, Fim do período Líquidas
PASSIVO E PATRIMÔNIO LÍQUIDO
Nota
2015
2014
CIRCULANTE
192.919 55.358
DEPÓSITOS
8 164.773 27.282
Depósitos Interfinanceiros
550 6.680
Depósitos a Prazo
164.223 20.602
RECURSOS DE ACEITES CAMBIAIS
9 19.220 20.800
Obrigações por Aceites Cambiais
19.220 20.800
OUTRAS OBRIGAÇÕES
8.926 7.276
Cobrança e Arrecadação de Tributos e Assemelhados 404 91
Sociais e Estatutárias
4.548 510
Fiscais e Previdenciárias
3.105 5.984
Diversas
869 691
NÃO CIRCULANTE
43.163 149.392
DEPÓSITOS
8
20.256 143.890
Depósitos a Prazo
20.256 143.890
RECURSOS DE ACEITES CAMBIAIS9
22.907 5.502
Obrigações por Aceites Cambiais
22.907 5.502
PATRIMÔNIO LÍQUIDO
10 132.751 128.402
Capital:
De Domiciliados no País
73.500 73.500
Reservas de Lucros
59.251 54.902
9.138 18.083 27.221 (388)
2.018 1.630 8.218
6.592
14.810
471
1.119
1.590
(388)
471
As notas explicativas são parte integrante das demonstrações financeiras.
NOTAS EXPLICATIVAS DAS DEMONSTRAÇÕES FINANCEIRAS
DO EXERCÍCIO FINDO EM 30 DE JUNHO DE 2015
(em milhares de Reais)
1 Contexto operacional
A Instituição é uma Sociedade de Crédito, Financiamento e Investimentos, constituída de
acordo com a Portaria nº 309/59, do Ministério da Fazenda, tendo como objeto social a prática
de operações relacionadas com a concessão de crédito a médio e longo prazos e operações
no mercado de valores mobiliários. Sua matriz está localizada na Rua Nereu Ramos, 19 - 8º
andar - Centro - Florianópolis - SC.
2 Apresentação das demonstrações financeiras
As demonstrações financeiras do semestre findo em 30 de junho de 2015 foram elaboradas
de acordo com as práticas contábeis adotadas no Brasil aplicáveis às instituições autorizadas
a funcionar pelo Banco Central do Brasil.
A elaboração de demonstrações financeiras de acordo com as práticas contábeis adotadas
no Brasil, aplicáveis às instituições financeiras, requer que a administração use de julgamento
na determinação e registro de estimativas contábeis, quando for o caso. Ativos e passivos
significativos sujeitos a essas estimativas e premissas incluem: o valor residual do ativo
imobilizado, provisão para créditos de liquidação duvidosa, provisão para contingências
e outras provisões. Os valores definitivos das transações envolvendo essas estimativas
somente são conhecidos por ocasião da sua liquidação.
Em aderência ao processo de convergência com as normas internacionais de contabilidade,
algumas normas e suas interpretações foram emitidas pelo Comitê de Pronunciamentos
Contábeis - CPC, as quais serão aplicadas às instituições financeiras quando aprovadas pelo
Banco Central do Brasil. Nesse sentido, os pronunciamentos contábeis já aprovados pelo
Banco Central do Brasil são:

CPC 01 (R1) - Redução ao valor recuperável de ativos - Resolução CMN nº 3.566/08;

CPC 03 (R2) - Demonstrações do fluxo de caixa - Resolução CMN nº 3.604/08;

CPC 05 (R1) - Divulgação sobre partes relacionadas - Resolução CMN nº 3.750/09;

CPC 10 (R1) - Pagamento baseado em ações - Resolução CMN nº 3.989/11;

CPC 23 - Políticas contábeis, mudança de estimativa e retificação de erro - Resolução
CMN nº 4.007/11;

CPC 24 - Evento subsequente - Resolução CMN nº 3.973/11; e

CPC 25 - Provisões, passivos contingentes e ativos contingentes - Resolução CMN nº
3.823/09; e,

Estrutura Conceitual para a Elaboração e Apresentação das Demonstrações Contábeis Resolução CMN nº 4.144/12.
Atualmente, não é possível estimar quando o Banco Central do Brasil irá aprovar os demais
pronunciamentos contábeis do CPC e tampouco se a sua utilização será de forma prospectiva
ou retrospectiva. Com isso, ainda não é possível estimar os impactos contábeis da utilização
desses pronunciamentos nas demonstrações financeiras da Instituição.
As demonstrações financeiras foram autorizadas pela administração da instituição em 13 de
Descrição
Edificações
Móveis e equipamentos de uso
Sistema de comunicação
Sistemas de processamento de dados
Sistemas de Transporte
Taxa anual
4%
10%
10%
20%
20%
3.7 Ativo Diferido
Os valores constantes no ativo diferido estão demonstrados ao custo de aquisição, ajustados
por amortizações acumuladas, calculadas a partir do momento em que os respectivos benefícios
começam a ser usufruídos, em períodos que não ultrapassam o prazo máximo estabelecido na
Lei 6.404/76.
Esses valores serão realizados nesta conta, conforme determina a Resolução nº 3.617/2008 do
Banco Central do Brasil.
3.8 Passivos circulante e não circulante
O passivo circulante e o não circulante estão demonstrados pelos valores conhecidos ou
calculáveis, incluindo quando aplicável, os juros, a correção monetária, as variações monetárias
correspondentes e deduzidos das despesas a apropriar.
3.9 Imposto de Renda e Contribuição Social – Valores Correntes
A provisão para o imposto de renda foi constituída a alíquota de 15% e adicional de 10%,
quando aplicável, conforme a legislação vigente. A provisão para contribuição social foi
constituída a alíquota de 15% conforme Instrução Normativa nº 810 da Receita Federal do
Brasil, sendo que ambas foram provisionadas mensalmente.
A despesa com imposto de renda e contribuição social compreende o valor corrente desta
obrigação.
O imposto corrente é o imposto a pagar ou a compensar esperado sobre o lucro ou prejuízo
tributável do exercício, com base nas taxas de impostos decretadas ou substantivamente
decretadas na data de apresentação das demonstrações financeiras e qualquer ajuste aos
impostos a pagar com relação aos exercícios anteriores.
3.10 Imposto de Renda e Contribuição Social – Valores Diferidos
Os ativos fiscais diferidos (créditos tributários) são constituídos pela aplicação das
alíquotas vigentes dos tributos sobre suas respectivas bases. Para a constituição,
manutençao e baixa dos ativos fiscais diferidos são observados os critérios estabelecidos
pela resolução CVM nº 3.059/2002 alterado pelas resoluções CMN 3.355/2006 e CMN
nº 4192/2013.
4 Gerenciamento de riscos
A Instituição aborda o gerenciamento de todos os riscos inerentes às suas atividades
de modo integrado, por meio de uma área específica para gestão de riscos. Essa visão
multidisciplinar proporciona o aprimoramento dos modelos de gestão de riscos e evita a
existência de lacunas que comprometam sua correta identificação e mensuração.
a. Risco de Operacional: é a probabilidade de perdas decorrente de falhas humanas, de
processos internos, de sistemas e de eventos externos, incluindo risco legal.
Gerenciamento de risco Operacional
O gerenciamento do risco operacional é um processo de aprimoramento contínuo, com o
objetivo de levantar e dar tratamento das perdas identificadas a fim de minimizar a existência
de lacunas que possam comprometer a continuidade dos negócios da instituição.
O capital alocado é calculado semestralmente utilizando-se a metodologia de abordagem
do indicador básico, considerados os últimos três períodos anuais.
b.Risco de Mercado: é a possibilidade de ocorrência de perdas resultantes da flutuação
nos valores de mercado dos preços e das taxas de juros. Inclui os riscos das operações
sujeitas à variação cambial, das taxas de juros, dos preços de ações e dos preços de
mercadorias (commodities).
Este risco é identificado, mensurado, mitigado e gerenciado, sendo as diretrizes e limites
monitorados diariamente, de maneira independente.
RELATÓRIO DOS AUDITORES INDEPENDENTES
Aos
Acionistas e Administradores da
SANTINVEST S.A. - CRÉDITO, FINANCIAMENTO E INVESTIMENTOS.
Examinamos as demonstrações financeiras individuais da Instituição Financeira SANTINVEST
S.A. - CRÉDITO, FINANCIAMENTO E INVESTIMENTOS, que compreendem o balanço
patrimonial em 30 de junho de 2015 e as respectivas demonstrações do resultado, das
mutações do patrimônio líquido e dos fluxos de caixa para o semestre findo naquela data,
assim como o resumo das principais práticas contábeis e demais notas explicativas.
Responsabilidade da administração sobre as demonstrações financeiras
A Administração da Instituição é responsável pela elaboração e adequada apresentação dessas
demonstrações financeiras de acordo com as práticas contábeis adotadas no Brasil aplicáveis
às instituições autorizadas a funcionar pelo Banco Central do Brasil - BACEN e pelos controles
internos que ela determinou como necessários para permitir a elaboração de demonstrações
financeiras livres de distorção relevante, independentemente se causada por fraude ou erro.
Responsabilidade dos auditores independentes
Nossa responsabilidade é a de expressar uma opinião sobre essas demonstrações financeiras
com base em nossa auditoria, conduzida de acordo com as normas brasileiras e internacionais
de auditoria. Essas normas requerem o cumprimento de exigências éticas pelos auditores e
que a auditoria seja planejada e executada com o objetivo de obter segurança razoável de que
as demonstrações financeiras estão livres de distorção relevante.
Uma auditoria envolve a execução de procedimentos selecionados para obtenção de
evidência a respeito dos valores e divulgações apresentados nas demonstrações financeiras.
Os procedimentos selecionados dependem do julgamento do auditor, incluindo a avaliação
dos riscos de distorção relevante nas demonstrações financeiras, independentemente se
causada por fraude ou erro. Nessa avaliação de riscos, o auditor considera os controles
internos relevantes para a elaboração e a adequada apresentação das demonstrações
financeiras da Instituição para planejar os procedimentos de auditoria que são apropriados nas
circunstâncias, mas não para expressar uma opinião sobre a eficácia dos controles internos
da Instituição. Uma auditoria inclui também a avaliação da adequação das práticas contábeis
utilizadas e a razoabilidade das estimativas contábeis feitas pela Administração, bem como a
avaliação da apresentação das demonstrações financeiras tomadas em conjunto.
Acreditamos que a evidência de auditoria obtida é suficiente e apropriada para fundamentar
nossa opinião.
Opinião
Em nossa opinião, as demonstrações financeiras referidas acima apresentam adequadamente,
em todos os aspectos relevantes, a posição patrimonial e financeira da Instituição Financeira
SANTINVEST S.A. - CRÉDITO, FINANCIAMENTO E INVESTIMENTOS, em 30 de junho
de 2015, o desempenho de suas operações e os seus fluxos de caixa para o semestre
findo naquela data, de acordo com as práticas contábeis adotadas no Brasil, aplicáveis às
instituições autorizadas a funcionar pelo Banco Central do Brasil.
Ênfase
Conforme a nota explicativa 17, a Instituição mantêm operações de crédito no montante de
R$ 28.313 mil com a empresa Sulcatarinense Mineração, Artefatos de Cimento, Britagem
e Construções Ltda que em 14 de julho de 2015 obteve deferimento de seu pedido de
recuperação judicial.
Em 30 de junho de 2015 a Instituição mantêm provisão para perdas no montante de R$ 8.494
mil.
Outros assuntos
- Revisão dos valores correspondentes:
As demonstrações financeiras encerradas em 30 de junho de 2014, apresentadas
comparativamente, foram anteriormente examinadas por outros auditores independentes, que
emitiram relatório datado em 15 de agosto de 2014, sem modificações.
Florianópolis (SC), 13 de agosto de 2015.
ALFREDO HIRATA
Contador CRC (SC) nº 018.835/O-7-T-SP
MARTINELLI AUDITORES
CRC (SC) nº 001.132/O-9
Gerenciamento de risco de mercado
O processo de gerenciamento é diário e tem a finalidade de medir, avaliar e controlar a
exposição ao risco, identificando previamente os riscos inerentes a novos produtos, sua
adequação aos procedimentos e controles adotados.
c. Risco de crédito: consiste na possibilidade de ocorrer perdas associadas ao
não cumprimento, pelo tomador ou contraparte, de suas respectivas obrigações
financeiras nos termos pactuados, bem como à desvalorização de contrato decorrente
da deterioração na classificação de risco do tomador, e a outros valores relativos ao
descumprimento de obrigações financeiras da contraparte.
Gerenciamento do risco de crédito
É um processo contínuo de análise das operações mediante procedimentos internos
embasados em documentação e relatórios próprios com a finalidade de minimizar perdas
de crédito de manter a qualidade dos ativos.
d.Risco de Liquidez: é a possibilidade de a instituição não ser capaz de honrar
suas obrigações em razão dos descasamentos entre recebimentos e pagamentos,
considerando os prazos de liquidação de seus direitos e obrigações.
Gerenciamento do risco de liquidez
O processo de gerenciamento do risco de liquidez envolve um conjunto de controles, com o
objetivo de estabelecer limites, avaliar posições assumidas, assegurar critérios, monitorar
o processo e definir estratégias e planos de ação para situações de crise de liquidez.
e. Gerenciamento de capital: o gerenciamento de capital consiste no monitoramento e
controle do capital mantido pela Instituição, a avaliação da necessidade de capital para
fazer face aos riscos a que a Instituição está sujeita e o planejamento de metas e de
necessidade de capital.
Em 30 de junho de 2015, a Instituição encontra-se enquadrada nos limites mínimos de
capital e patrimônio, compatível com o grau de risco de sua estrutura, conforme segue:
Risco de crédito (RWACPAD)
Risco de mercado (RWAMPAD)
Risco operacional (RWAOPAD)
Ativos ponderados pelo risco (RWA)
Parcela Rban
Patrimônio de referência (PR)
Margem para o limite de Basiléia
Índice de Basiléia (PR x 100) / (RWA / 0,11)
2015
289.089
77.601
63.418
63.418
430.108
135.113
135.113
87.801
31,41%
2014
357.906
93.329
44.058
495.293
130.751
76.269
26,40%
Em conformidade com o art. 7º, da Resolução CMN nº 3.721/09, art. 6º, da Resolução
CMN nº 4.090/12, art. 6º, da Resolução CMN nº 3.464/07, art. 4º, da Resolução CMN nº
3.380/06 e art.º 7º, da Resolução CMN nº 3.988/11, encontram-se respectivamente na
sede da Instituição, os relatórios contendo as descrições da estrutura de gerenciamento
do risco de crédito, risco de liquidez, risco de mercado, risco operacional e do
gerenciamento de capital.
5 Aplicações interfinanceiras de liquidez
Em 30 de junho de 2015, a Instituição possuía o montante de R$ 110.793 (R$ 2.700
em 30 de junho de 2014) aplicados em papéis interbancários de curtíssimo prazo, com
remuneração baseada na taxa CDI.
6 Operações de crédito
As operações de crédito são compostas pelos seus níveis de vencimento, tipo de cliente
e ramos de atividades, em observância às disposições da Resolução nº 2.682/1999 do
Banco Central do Brasil.
-continua-
a. Classificação por nível de risco e constituição da provisão para créditos de liquidação duvidosa
2015
AA
A
B
C
D
E
F
G
H
Total
%
Setor privado
4200 - Indústria
-
3.875
11.268
1.205
8.285
4.590
-
-
6.139
35.362
13,04%
4300 - Comércio
-
12.041
31.360
135
27.604
28.491
-
191
476
100.298
37,00%
4500 - Outros serviços
-
7.371
-
15.960
-
1.620
448
-
475
25.874
9,55%
4600 - Pessoa Física
-
62.214
393
555
145
349
328
397
910
65.291
24,08%
4700 - Habitacionais
-
-
1.170
35.943
-
7.162
-
-
-
44.275
16,33%
Total
-
85.501
44.191
53.798
36.034
42.212
776
588
8.000
271.100
100,00%
0,00%
31,54%
16,30%
19,84%
13,29%
15,57%
0,29%
0,22%
2,95%
100,00%
-
(427)
(442)
(1.614)
(3.603)
(12.664)
(388)
(412)
(8.000)
(27.550)
0%
0,50%
1,00%
3,00%
10,00%
30,00%
50,00%
70,00%
100,00%
-
85.074
43.749
52.184
32.431
29.548
388
176
-
% de Participação
PCLD
% de Provisão
Total geral
243.550
168.457
Total circulante - Operações de crédito
75.093
Total não circulante - Operações de crédito
2014
AA
A
B
C
D
E
F
G
H
%
Total
e. Remuneração do Pessoal Chave da Administração: A remuneração total do pessoal
chave da administração para o primeiro semestre de 2015 foi de R$ 511 (R$ 839 em
2014), incluindo os benefícios de curto prazo.
12Contingências
A Instituição foi autuada pela Receita Federal do Brasil em processo administrativo
de natureza tributária em novembro de 2011. A referida autuação foi objeto de
impugnação junto à Receita Federal do Brasil em dezembro de 2011.
A autoridade tributante entendeu que a Instituição teria incorrido em infração à
legislação tributária ao optar pelo regime de tributação com base no lucro arbitrado,
pois não vislumbrou os requisitos necessários para o enquadramento em tal método,
ainda, em face da atividade econômica efetivamente explorada integrar o rol de
contribuintes cuja apuração dos resultados fiscais submete-se obrigatoriamente as
normas do lucro real.
Em que pese os argumentos da Autoridade Tributante a Turma de julgamento da
DRJ de Belém – PA (1ª Instância Administrativa), por unanimidade de votos julgou
a impugnação procedente cancelando o crédito tributário exigido, por entender que
restando conhecida a receita bruta e configurada a ocorrência de quaisquer das
hipóteses previstas nos incisos I a VII do artigo 47, da lei 8.981 de 1995, o sujeito
passivo se acha autorizado a adotar o auto arbitramento do lucro no correspondente
período. Ou seja, validou os argumentos utilizados na defesa inicial.
Não obstante, em razão do montante envolvido, os autos foram remetidos ao CARF
– Conselho Administrativo de Recursos Fiscais, em 23/09/2013, por força de recurso
de ofício. Atualmente estão com o conselheiro Eduardo Martins Neiva Monteiro, da
1ª sessão.
Com base na posição dos assessores jurídicos externos, o valor atualizado desta ação
é de R$ 10.722, sendo avaliada como de risco “possível”, de acordo com o CPC 25
não foi constituída provisão para contingências.
13Operações de captação no mercado
O montante de R$ 15.262 em 30 de junho de 2015 (R$ 11.796 em 30 de junho de
2014), registrado na rubrica de “Despesas de Intermediação Financeira” representa,
principalmente, despesas com juros sobre recursos captados, além de outras
despesas necessárias à manutenção da atividade.
14Imposto de renda e contribuição social – valores correntes
São registrados com base no lucro tributável de acordo com a legislação e alíquotas
vigentes.
Demonstração da despesa de imposto de renda e contribuição social correntes
Setor privado
4200 - Indústria
-
61.831
7.298
6.393
419
-
2.886
-
5.292
84.119
24,89%
4300 - Comércio
-
78.956
29.094
442
603
1.164
1.046
-
530
111.835
33,09%
4500 - Outros serviços
-
13.724
16.195
80
1.069
1.646
-
-
253
32.967
9,75%
2015
2014
4600 - Pessoa Física
-
65.828
95
218
354
260
251
336
1.046
68.388
20,23%
Resultado contábil antes da provisão para IR e CSLL
1.390
7.435
4700 - Habitacionais
-
37.026
1.728
1.944
-
-
-
-
-
40.698
12,04%
Total
-
257.365
54.410
9.077
2.445
3.070
4.183
336
7.121
338.007
100,00%
% de Participação
-
76,14%
16,10%
2,68%
0,72%
0,91%
1,24%
0,10%
2,10%
100%
PCLD
-
(1.287)
(544)
(272)
(244)
(921)
(2.092)
(235)
(7.121)
(12.716)
PCLD
Despesas não dedutíveis
Total das adições
Reversão de despesas não dedutíveis
0%
0,50%
1,00%
3,00%
10,00%
30,00%
50,00%
70,00%
100,00%
-
256.078
53.866
8.805
2.201
2.149
2.091
101
-
7.378
34
7.412
8.802
(3.508)
8.880
30
8.910
16.345
(6.526)
% de Provisão
Total Geral
Total circulante - Operações de crédito
325.291
234.127
Total não circulante - Operações de crédito
b. Provisão para créditos de liquidação duvidosa
A provisão constituída na forma indicada na nota explicativa nº 6.a apresentou a seguinte movimentação
no período:
2015
20.171
12.236
(4.857)
27.550
Saldo inicial
Provisão constituída no período
Baixa para prejuízos no período
Saldo final
2014
3.837
10.044
(1.165)
12.716
Empréstimos
2015
2014
19.905 1.174
Renegociações
Financiamentos
2015
2014
561
738
Conforme Resolução nº 2.682/99, do CMN, os créditos renegociados são classificados no nível de
risco anterior do contrato original, os créditos em prejuízo renegociados retornam para a carteira e são
provisionados no nível de risco H.
7 Devedores diversos
Em 30 de junho de 2015, os montantes de R$ 145 (R$ 1.814 em 30 de junho de 2014) e R$ 19 (R$ 22
em 30 de junho de 2014), contabilizados no ativo circulante e no ativo não circulante, respectivamente,
referem-se a juros a receber decorrentes de renegociação de contratos de operações de crédito e
devedores por depósitos em garantia.
8 Depósitos
Depósitosinterfinanceiros
interfinanceiros
Depósitos
CDI
Santinvest S.A - DTVM
Instituições Financeiras
Depósitos
prazo
Depósitos aaprazo
DPGE
Diversos
Total geral depósitos
Total passivo circulante
Total passivo não circulante
Grau de ligação Taxa
Ligada
100%-DI/FLU
Não Ligada
100%-DI/FLU
Não Ligadas
Vencimento
Julho/2015
-
de 108 a 122%-CDI/FLU Mai/2018
2015
550
-
91.164
DPGE - Depósito a Prazo com Garantia Especial do Fundo Garantidor de Créditos. Trata-se de
recursos pós-fixados com prazo de amortização que variam entre agosto de 2015 a maio de 2018.
9 Recursos de aceites cambiais
Recursos de Aceites Cambiais
Pessoas Físicas
Pessoas Jurídicas
Total geral
Total passivo circulante
Total passivo não circulante
c. Operações renegociadas
2014
6.680
184.479 164.492
184.479 164.492
164.223 20.602
20.256 143.890
Participação nos Lucros – Empregados
Total das exclusões
Base de cálculo do IR e CSLL
IR (25%) e CSLL (15%) correntes
2015
10.829
31.298
42.127
19.220
22.907
2014
9.808
16.494
26.302
20.800
5.502
Os recursos de aceites cambiais e emissão de títulos referem-se a letras de câmbio, captadas à
taxa máxima de 128% a.a. (117% a.a. em 30 de junho de 2014), seguindo a variação do CDI, com
vencimentos entre julho/2015 a junho/2018.
10Patrimônio líquido
a. Capital Social: Pertencente inteiramente a acionistas domiciliados no país, o capital social
é de R$ 73.500 mil (setenta e três milhões e quinhentos mil reais), representado por 222.000
(duzentas e vinte e duas mil) ações ordinárias nominativas, indivisíveis em relação ao capital e
sem valor nominal.
b. Reserva Legal: Calculada nos termos do artigo 193 da Lei 6.404/76 a razão de 5% (cinco por
cento) do lucro do exercício, considerando o item 1.16.5.1 do Plano Contábil das Instituições do
Sistema Financeiro Nacional (“COSIF”).
c. Dividendos: É garantido aos acionistas no mínimo 25% (vinte e cinco por cento) a título de
dividendos ou juros sobre o capital próprio calculados sobre o lucro líquido ajustado. No primeiro
semestre de 2015 não foram propostos dividendos.
d. Lucro por Ação: O resultado do primeiro semestre de 2015 possibilitou o retorno de R$ 3,07
(três reais e sete centavos) por ação e R$ 3,78 (três reais e setenta e oito centavos) no primeiro
semestre de 2014.
11Partes relacionadas
a. Obrigações com partes relacionadas decorrentes de captações de recursos
Natureza
Depósitos Interfinanceiros
Obrigações por Aceites Cambiais
Obrigações por Aceites Cambiais
Empresa
Santinvest DTVM
Santinvest DTVM
Santinvest
Participações
Grau de
relação
Ligada
Ligada
2015
550
4.484
2014
-
Acionista
50
4.786
15Imposto de renda e contribuição social – valores diferidos
São constituídos sobre as diferenças temporárias de acordo com a resolução CMN
3.059 de 20/12/2002.
Demonstração do cálculo do imposto de renda e contribuição social diferidos
Ativo Não
circulante
PCLD
acumulada
Base de Cálculo IRPJ (25%) CSLL (15%) 30.06.2015 30.06.2014
27.550
6.887
Consituição PCLD semestre
Imposto de renda diferido (25%)
Contribuição Social diferida (15%)
Conciliação da despesa com IRPJ e CSLL diferidos
4.132
11.020
-
2015
7.378
1.845
1.107
2.952
2014
-
16Instrumentos financeiros
Os instrumentos financeiros representados pelas disponibilidades, aplicações
interfinanceiras de liquidez, operações de crédito, depósitos e recursos de aceites
cambiais estão registrados pelo valor de custo, acrescido dos rendimentos ou
encargos incorridos, deduzidos de eventuais provisões para perdas, os quais se
aproximam dos valores de mercado. Em 30 de junho de 2015, a Instituição não tinha
qualquer transação que envolvesse operações com derivativos.
17Evento Subsequente
A Instituição mantêm operação de crédito com a empresa Sulcatarinense Mineração,
Artefatos de Cimento, Britagem e Construções Ltda com saldo a receber, em 30 de
junho de 2015, de R$ 28.313 mil.
As operações realizadas com a empresa Sulcatarinense estavam sendo renegociadas
durante o mês de junho de 2015. Em 22 de julho de 2015, a Instituição foi notificada
pelo administrador judicial sobre a recuperação judicial daquela empresa, arrolando a
Santinvest como “Titular de Crédito – Quirografário” de crédito no valor de R$ 25.325
mil.
Em 23 de julho de 2015, a Instituição foi notificada pelo Poder Judiciário sobre o
deferimento da recuperação judicial promulgada em 14 de julho de 2015. Em 03
de agosto de 2015, em função da Instituição não concordar com a classificação do
Crédito Quirografário, uma vez que detêm garantia real sobre as operações, interpôsse Embargos de Declaração, que aguarda manifestação do Administrador Judicial
e da recuperanda Sulcatarinense Mineração, Artefatos de Cimento, Britagem e
Construções Ltda.
Em 30 de junho de 2015 a Instituição constituiu provisão para perdas no montante
de R$ 8.494 mil.
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