1
Antonio LEMBO
João USBERCO
Qu í m i c a
Manual do Professor
1º Ano – Ensino Médio
DIRETOR-GERAL
Mário Ghio Junior
DIRETOR EDITORIAL
Miguel Castro Cerezo
CONSELHO EDITORIAL
Helena Serebrinic
Luís Ricardo Arruda de Andrade
Marco Antônio Ferraz
Milton de Gaspari
Tania Fontolan
REVISÃO TÉCNICA
Rachele C. de P. Chaves
ASSISTÊNCIA EDITORIAL
Alex Alves de Almeida
Carla F. Guimarães Costa
Carlos Alberto Arie
Creonice de Jesus S. Figueiredo
Hosana Zotelli dos Santos
Marília Gabriela M. Pagliaro
Pâmella Pacheco
Paula P. O. C. Kusznir
PROJETO GRÁFICO
Ulhôa Cintra Comunicação Visual
ARTE, EDITORAÇÃO E FOTOLITO
Gráfica e Editora Anglo S/A
IMPRESSÃO E ACABAMENTO
Gráfica e Editora Anglo S/A
Gráfica e Editora Anglo S/A
MATRIZ
Rua Gibraltar, 368 - Santo Amaro
CEP 04755-000 - São Paulo - SP
(0XX11) 3273-6000
Código: 626153114
Apresentação
“Escreve-se pensando num leitor. [...] Quando a obra estiver terminada, estabelece-se um diálogo entre o texto e seus leitores (do qual está
excluído o autor).”
Umberto Eco
Quando escreveu a frase acima, certamente Umberto Eco referia-se
à obra literária, não a um livro didático ou a um sistema de ensino.
O diálogo entre o material didático e o aluno, que é o leitor, é
mediado pelo Professor, que explica, expande, exemplifica, relativiza a
importância de cada item, contextualiza e cobra o conteúdo. O diálogo
é a três: material didático, aluno, Professor.
O autor do material didático escreve para um aluno médio, fruto de
sua experiência em sala de aula, cabendo ao Professor fazer a adaptação para o aluno médio de sua sala de aula. O autor preocupa-se com
a média, o Professor leva em conta o desvio padrão.
Quem se utiliza do material didático de um sistema de ensino precisa conhecer as intenções do autor ao estabelecer uma programação,
ao escrever cada aula, ao escolher um exercício, ao fazer certo recorte no
conteúdo. O Professor pode preferir outra programação, escolher diferentes exercícios para fazer em sala, substituir uma parte do conteúdo
por outra. Pode ainda querer expor suas dificuldades na utilização prática do material. Daí a necessidade de um meio de comunicação para o
autor se explicar, o Manual, e de outro para o Professor se manifestar, o
nosso site.
No Manual, encontramos:
• o desenvolvimento das habilidades do Enem;
• a fundamentação pedagógica do sistema;
• os objetivos gerais da matéria;
• a programação da matéria;
• os planos de aula detalhados.
Sobre o último tema, um alerta: os planos de aula apresentados
são sugestões. É uma descrição de como o autor daria aquela aula,
não se constituindo, em nenhuma hipótese, uma tentativa de impor
um modo de proceder, que é prerrogativa exclusiva do Professor.
Em resumo, em nosso Sistema de Ensino:
“Escreve-se pensando num aluno hipotético […] Quando a obra
estiver terminada, estabelece-se um diálogo entre o texto, o professor e
seus alunos (sem que o autor esteja excluído).”
____________________________________
LUIS RICARDO ARRUDA DE ANDRADE
COORDENADOR GERAL
Índice
Desenvolvendo as habilidades do ENEM ..............................
6
Fundamentação pedagógica ...............................................
7
Material didático: organização e utilização ..........................
8
Química
Objetivos gerais ............................................................
9
Programação Anual ......................................................
13
Química I
Planos de aula ..............................................................
17
Química II
Planos de aula ..............................................................
23
Desenvolvendo as habilidades do ENEM
A prova do Enem existe desde 1998. Essa avaliação ganhou hoje uma importância nacional,
por vários motivos. Entre eles, destacamos três pontos: sua utilização pelo MEC para distribuir
as vagas do Prouni; o aproveitamento do desempenho na prova como nota parcial ou total em
vários vestibulares; e, finalmente, a clara intenção do MEC de que o Enem venha a substituir,
um dia, o próprio vestibular.
Independentemente do porquê da utilização da prova, as questões do Enem representam
uma inovação importante no processo de avaliação. As questões de vestibulares tentavam,
no passado, medir principalmente o “conteúdo” assimilado pelo candidato. Nas questões do
Enem, transparece outra preocupação: o que o candidato é capaz de fazer com o conteúdo
que aprendeu? Em outras palavras, essas questões se propõem a verificar as competências
e habilidades do candidato para resolver um problema, utilizando o conteúdo aprendido. As
questões são sempre contextualizadas, ou seja, propõem um problema atual, real ou fictício, mas
pelo menos plausível. Insistimos, assim, no seguinte ponto: o Enem também cobra conteúdos,
sim, não pelo conteúdo em si, mas pelo fato de servir como “ferramenta” para resolver o
problema que a questão propõe.
Em função disso, está claro que há, nas questões do Enem, algumas “capacidades” muito
valorizadas e cobradas de forma recorrente. Por exemplo, ler um texto e ser capaz de interpretá-lo;
analisar um esquema, um mapa, um gráfico ou uma tabela, e deles selecionar as informações
relevantes; utilizar as informações do enunciado e integrá-las ao conhecimento anterior, como
o adquirido na escola, para resolver o problema proposto.
Indiscutivelmente, o modelo das questões do Enem tem influenciado, nos últimos anos, os
principais vestibulares do país, cujas questões se aproximam cada vez mais do “padrão Enem”.
As habilidades mensuradas pelo Enem podem ser reconhecidas em muitas das questões que
temos proposto em classe; trata-se apenas – para nós educadores – de analisar as questões e nos
conscientizarmos das habilidades que elas implicam.
Nesse sentido, como autores do material, fizemos uma análise das questões propostas pelo
nosso Livro. Como resultado, sugerimos, para algumas delas, as habilidades que nos parecem
mais compatíveis com a questão. Repare no seguinte, caro professor: para cada questão,
sugerimos às vezes mais de uma habilidade. Na verdade, uma leitura atenta das habilidades
propostas pelo Enem evidencia que os limites entre elas nem sempre estão muito definidos,
podendo haver várias intersecções.
E quanto a nosso aluno, qual deve ser nossa atitude em relação às competências e habilidades?
A nosso ver, a preocupação maior do aluno deve ser utilizar suas capacidades para resolver
a questão, sem se preocupar em demasia com formalismos pedagógicos que só interessam
aos educadores. Isso não impede, é claro, que, ao discutirmos uma questão em classe, sejam
ressaltadas suas características e aquilo que se faz necessário para sua resolução: por exemplo, a
leitura atenta do enunciado, a capacidade de entender o gráfico, o conhecimento de determinado
ponto da matéria, etc.
Não deixe de nos enviar, no decorrer do ano, suas sugestões. Desejamos-lhe um bom trabalho
para este ano letivo.
Os autores
Para maiores detalhes sobre a estrutura da prova do Enem – Eixos cognitivos, competências
e habilidades –, sugerimos consultar a Matriz de Referência do Enem. Basta entrar, na internet,
no portal do MEC:
http://portal.mec.gov.br/index.php?Itemid=310&id=13318&option=com_content&view=article
e clicar sobre o item “Matriz de Referência para o Enem 2009”.
Fundamentação pedagógica
Nosso Sistema de Ensino apoia-se em cinco pilares:
É natural que, ao fazerem os exercícios em casa, os
alunos queiram conferir os resultados. É nesse momento
que eles necessitam das respostas, para eliminar dúvidas. Além disso, acreditamos que o procedimento de
dar as respostas e as resoluções posteriormente apresenta uma outra desvantagem: obriga os alunos a fazer
as tarefas do dia e conferir as anteriores. Isso representa
um acúmulo de trabalho que, certamente, desorganizará
a sua vida.
Pensando nisso, incluímos as respostas em todos os
Cadernos de Exercícios.
Sempre que oportuno, fazemos uma interligação do
assunto em estudo com as tecnologias atuais e o cotidiano, no Livro ou no Manual do Professor. Esses fatores
contribuem para que tenhamos um curso estimulante.
A avaliação final das aulas será feita por você, professor,
que poderá aperfeiçoá-las, enviando-nos suas sugestões.
❶ Aula bem proposta
O programa está distribuído criteriosamente pelas
aulas de que dispomos para desenvolver cada curso.
Procuramos dimensionar cada uma delas dando
tempo suficiente para a exposição teórica e a realização
de exercícios pelos alunos em classe.
No final de cada aula, propomos as seguintes atividades: Tarefa Mínima e Tarefa Complementar.
A Tarefa Mínima é um convite para o estudo em
casa e tem as seguintes características:
•aborda de maneira simples a essência da teoria
trabalhada, para encorajar os alunos;
• prepara-os para assistir à aula seguinte;
• é planejada para 20 minutos, em média.
A Tarefa Complementar, dimensionada, no mínimo,
para 20 minutos, tem por finalidade proporcionar aos
alunos uma oportunidade de se aprofundarem na matéria.
❷ Aula bem preparada
Os planos de aula são bem detalhados, fornecendo
as informações necessárias para a preparação do seu
trabalho. É importante que você observe bem o material do aluno, veja as questões propostas e considere
a possibilidade de introduzir audiovisuais. Examine as
Tarefas Mínimas e as Complementares. Resolva com
antecedência todos os exercícios envolvidos.
Eles serão orientados pelo Coordenador Pedagógico
a respeito de nossa importante estratégia:
Aula dada, aula estudada.
Como estudar em casa?
1o)Resolver todas as Tarefas Mínimas do dia.
A nossa meta é que todos estudem, no mínimo,
2 horas diariamente. Aos poucos, vão adquirir
hábito de estudo, vão ter prazer em estudar e se
animarão para enfrentar as Tarefas Complementares.
❸ Aula bem dada
Sempre que o professor conseguir motivar a classe,
mantendo um diálogo constante com os alunos, e eles
sentirem que estão aprendendo, a aula terá sido eficiente.
Não pactue com os dispersivos.
2o)Resolver as Tarefas Complementares possíveis,
utilizando o índice-controle de estudo para registrar o trabalho de cada dia.
❹ Aula bem assimilada
Exige dos alunos concentração, participação nos diá-logos e muita garra durante as atividades de classe.
Como verificar se essa orientação está sendo seguida?
•Fazer chamada oral precedida de visto no caderno das tarefas.
❺ Aula bem estudada
• Aplicar prova mensal baseada nas Tarefas Mínimas.
É o resultado da resolução diária de todas as Tarefas
Mínimas e de pelo menos parte das Tarefas Complementares. Os alunos devem ser orientados para fazer a
avaliação de seu desempenho após cada prova e procurar o Plantão de Dúvidas para esclarecimentos sobre as
atividades propostas para casa.
Você poderá comentar uma ou outra tarefa em classe,
até mesmo para ligar a aula com a anterior. Mas, se resolver todas elas com a turma, sacrificará o programa.
Por isso recomendamos o Plantão de Dúvidas.
A aula é o ponto central do nosso Sistema de Ensino.
ensino médio
7
1º ano
Material didático: organização e utilização
O material didático do projeto do Ensino Médio reúne quatro componentes:
Livro-Texto
Contém toda a teoria correspondente à
programação apresentada, desenvolvida
em capítulos, com modelos de aplicação e/ou
exercícios resolvidos, quando necessário.
Livro do Aluno
Utilizada nas aulas. Cada aula é estruturada
da seguinte forma:
• nesta aula – contém uma apresentação da aula,
em forma de resumo, sinopse, esquema, roteiro
ou descrição dos assuntos, conforme o caso;
• em classe – são os exercícios de aula;
• em casa – contém as Tarefas Mínimas e as Tare-fas Complementares que remetem o aluno para
o Livro e/ou o Caderno de Exercícios.
• Folhas verdes – inseridas ao final do livro do
aluno, as folhas verdes contêm exercícios extras
referentes aos capítulos da etapa e, em alguns
casos, à seção SAIBA MAIS, que aborda assuntos
complementares do conteúdo programático.
Caderno de Exercícios
Contém todos os exercícios
propostos nas Tarefas Mínimas
e nas Complementares,
e traz também as respostas
e as resoluções desses exercícios.
Observação:
Algumas aulas apresentam
desdobramentos (exemplo:
aula 6, “6.1”, “6.2”). O professor
poderá abordar os assuntos
fracionados em uma mesma
aula ou estendê-los de acordo
com sua perspectiva.
Manual do Professor
Contém:
• planos de aula;
• exercícios resolvidos, exclusivos do professor;
• referências bibliográficas e sites da Internet, quando
for o caso;
• referências interdisciplinares à tecnologia e ao cotidiano,
quando for o caso.
O professor receberá:
•Livro-Texto;
• Caderno de Exercícios;
• Livro do Aluno, com indicação das respostas dos exercícios feitos em aula;
• Manual do Professor.
Inter-relação de atividades: característica fundamental do
material didático do projeto do Ensino Médio.
ensino médio
8
1º ano
Objetivos gerais
pouco se surpreenderia, pois métodos e tecnologia são quase os mesmos. Continua-se fazendo
Educação com artesania. Há, todavia, significativos sinais de transição nessa área. Antes de parecer profeta do apocalipse, preciso dizer que estou
cada vez mais convencido de que nesse quadro da
História, de tão fantásticas transformações tecnológicas, o professor informador – refiro-me àquela ou àquele que se gratifica em ser transmissor
de conteúdo – está superado. Ele é sério candidato
ao desemprego ou será aproveitado pelo sistema
para continuar fazendo algo (in)útil nessa tendência
neo­l iberal de se transformar o ensino (e não a Educação, como apregoam os adeptos da Qualidade
Total) em uma mercadoria para fazer clientes satisfeitos. Mas o professor formador, ou a professora
formadora, será cada vez mais importante nesta
virada de milênio.
Conhecer Química significa compreender as
transformações químicas que ocorrem no mundo
físico de forma abrangente e integrada, e assim poder julgar de forma mais fundamentada as informações advindas da tradição cultural, da mídia e
da escola, e tomar suas próprias decisões enquanto
indivíduo e cidadão, de acordo com sua faixa etária
e grupo social. (...)
Para tanto, a Química no Ensino Médio deve
possibilitar ao aluno uma compreensão dos processos químicos em si, conhecimento científico,
em estreita relação com as aplicações tecnológicas, suas implicações ambientais, sociais, políticas
e econômicas.
Secretaria de Educação Média e
Tecnológica do MEC, Semtec-MEC
Estruturação das aulas
Professor Attico Chassot
O curso de Química que propomos é formado por
dois setores, com duas aulas semanais cada um. A
equipe organizadora preocupou-se principalmente
em construir um curso apoiado em modernas concepções pedagógicas, que agora resumiremos.
Todos aqueles que atuam nas áreas de ensino-aprendizagem concordam que é fundamental que
tanto o professor como o aluno gostem do que estão fazendo, para que as construções conceituais
tenham evolução satisfatória. É claro que não iremos sonhar, a ponto de imaginar que todos os alunos devam amar Química, mas é muito importante
que, no mínimo, não detestem essa disciplina, que
tenham uma mínima predisposição para enfrentar
as naturais dificuldades desse campo do conhecimento. Afinal, não é verdade que um segmento importante de alunos que termina o nono Ano
detesta Química? Nesse sentido, organizamos um
curso que, se não é construtivista de forma ortodoxa, também está longe de apresentar um cunho
tradicional, no qual o professor é dono dos saberes
e o aluno é considerado um espaço vazio a ser preenchido.
O Sistema de Ensino analisou cuidadosamente os pareceres divulgados pela Semtec-MEC e
percebeu que muitas das recomendações propostas já estavam sendo aplicadas com sucesso
em nossas salas de aula. Notamos, com satisfação, que muitas de nossas concepções pedagógicas sobre o ensino da Química, desenvolvidas
ao longo dos anos – apoiadas em ideias de vários
Em nossa linguagem cotidiana, fenômeno significa acontecimento extraordinário, não corriqueiro. Dentro do campo científico, fenômeno assume
significado oposto: cientistas trabalham cotidianamente com fenômenos ou transformações variadas.
E mais: a forma de concebermos o fenômeno científico associa-se diretamente à nossa própria concepção de ciência.
Professora Alice R. C. Lopes
Entendo, pois, que o processo educativo é a
passagem da desigualdade à igualdade.
Professor Dermeval Saviani
Com toda uma fantástica evolução tecnológica,
inclusive naquela disponível para a Educação, uma
profissão que durante séculos não teve modificações significativas é a de professor. Se Anchieta,
cujo quarto centenário se evocou em 1997 e que foi
um dos primeiros professores neste Brasil pós-cabrálio, entrasse hoje em nossas salas de aula, muito
ensino médio
9
1º ano
educadores, tais como Dermeval Saviani e Attico
Chassot –, também se ajustavam de maneira clara e espontânea às sugestões do MEC. Assim, o
resultado final de todas essas análises foi a elaboração de um projeto de ensino de Química que
se apoia no caminho sintetizado pelas expressões
problematização, instrumentalização, concei-tuação.
f) Nunca apresente apenas o lado negativo da Química! Mostre como essa ciência é importante
e fascinante. Explique por que você gosta de
Química.
g) Deixe muito claro que não haverá necessidade de decorar fórmulas, nomes e equações de
reações químicas. Os alunos costumam trazer
impressões negativas, adquiridas em anos anteriores do Ensino Fundamental.
Problematização →
Contextualização e
interdisciplinaridade
A instrumentalização
Instrumentalização →Contextualização
As competências e habilidades cognitivas e afetivas desenvolvidas no ensino da Química deverão
capacitar os alunos a tomar suas decisões em situações problemáticas, contribuindo assim para o desenvolvimento do educando como pessoa humana
e cidadão.
Conceituação
A problematizaçãocontextualização
Semtec-MEC
Em um primeiro momento, utilizando-se a vivência dos alunos e os fatos do dia a dia, a tradição
cultural, a mídia, a vida escolar, busca-se reconstruir os conhecimentos químicos que permitiriam
refazer essas leituras de mundo, agora com fundamentação também na Ciência.
Neste momento devemos abordar, discutir e
treinar todos os conteúdos necessários para o desenvolvimento do assunto. Se o tema for o conceito de mol, por exemplo, devemos também avaliar
os saberes relativos a cálculos com potências de
dez e com grandezas diretamente proporcionais;
discutir o significado de números muito pequenos
ou muito grandes; treinar conversão de unidades
de medida, etc.
A fase da instrumentalização também poderá
envolver modelos atômicos, experimentos, pesquisas bibliográficas, aulas expositivas, palestras,
entrevistas, livros didáticos e paradidáticos, etc.
Semtec-MEC
Em termos simples, esta etapa consiste em:
a) Discutir como o assunto se relaciona com o cotidiano dos alunos.
b) Discutir o que os alunos pensam a respeito.
c) Mostrar as razões pelas quais o assunto deverá
ser investigado.
Nesta fase podemos registrar situações e/ou
questões a serem resolvidas e quais conteúdos
deveriam ser estudados, eventualmente, para
possíveis soluções daquelas questões. Aqui, naturalmente, surgirão associações com outras
áreas diferentes da Química. Observe que a eficiente contextualização passa, necessariamente,
pela interdisciplinaridade.
A problematização também pode incluir experimentos, palestras, entrevistas, filmes, pesquisas em revistas, jornais, internet, etc.
d) Nesta fase, o professor não deve descartar nenhuma das hipóteses e/ou soluções levantadas
pelos alunos, nem tampouco indicar respostas.
e) O professor precisa evitar, a todo custo, o experimentalismo puro e simples, isto é, demonstrações tipo show, sem ligações com o tema a
ser estudado.
ensino médio
A conceituação
Os conhecimentos difundidos no ensino da
Química permitem a construção de uma visão de
mundo mais articulada, menos fragmentada, contribuindo para que o indivíduo se enxergue como
participante de um mundo em constante transformação.
Semtec-MEC
Este deverá ser o passo no qual os alunos vão
reestruturar seus saberes comuns e adquirir conhecimentos sólidos, pensados e ajustados à rea-lidade. Se tivermos sucesso, os alunos poderão
alinhar hipóteses interessantes para resolver algumas das questões problematizadoras.
10
1º ano
Sobre a programação
informações, a representação simbólica das transformações químicas. A memorização indiscriminada de símbolos, fórmulas, nomes de substâncias
não contribui para competências e habilidades desejáveis no Ensino Médio.
O professor deve ter em mãos a programação
completa de nossas aulas. Procuramos construir
uma grade em que cada um dos dois setores fornecesse os eventuais pré-requisitos para o outro. A
maioria das aulas foi dimensionada para um tempo de exposição relativamente curto, de tal forma
que se aumentasse o grau de liberdade do professor e se atenuassem os quase inevitáveis atrasos
na programação. Pretendemos, porém, que essa
programação seja constantemente aprimorada
e, para isso, contamos com suas sugestões sobre
eventuais alterações e/ou aperfeiçoamentos.
Semtec-MEC
Todos sabem que não há um método único e
ideal, que seja consenso absoluto, aplicado de tal
modo que os conteúdos de Química possam ser
assimilados com perfeição. O que existe, na verdade, é um conjunto de procedimentos interessantes
para serem adotados em uma determinada situação. Desse conjunto, costumamos eleger o melhor
caminho para abordar um determinado conteúdo,
que dependerá da infraestrutura de que a escola
dispõe, do nível socioeconômico da classe e até de
nossas próprias fronteiras intelectuais.
Como usar este Manual
Um bom curso de Química precisa fugir da
monotonia. Devemos evitar um excesso de aulas
expositivas, convencionais, nas quais apenas o
professor fala. Tais aulas são importantes, mas no
momento adequado. Por outro lado, também não
será eficiente um curso demasiadamente aberto,
com pesquisas que podem se tornar ineficientes e
atreladas a um experimentalismo inútil.
Este Manual também aponta itens que podem
ser abordados, ou não, a critério de cada professor.
Entretanto, como estratégias gerais, extraídas
da experiência de muitos professores, podemos
apresentar alguns passos.
1. Prepare a aula com cuidado
a) Estabeleça o conteúdo a ser analisado.
b) Decida em qual nível esse conteúdo será abordado, ou seja, até que grau de profundidade deveremos chegar.
c) Se a aula for expositiva, avalie o conteúdo, tal
que o tempo necessário de exposição seja de
aproximadamente 20 minutos.
Sobre as aulas
Em nossos planejamentos, o tempo médio de
exposição dos conteúdos é de aproximadamente
20 minutos por aula.
Uma aula convencional poderá ser dividida nas
seguintes fases:
d) Estabeleça um plano de ação apropriado, caso
a aula comporte outros recursos pedagógicos,
tais como: palestras, demonstrações experimentais, vídeos, slides, etc.
• Resolução de dúvidas de aulas anteriores (aproximadamente 10 minutos).
2. Tenha em mente a meta central:
fazer o aluno gostar de Química
• Exposição de novos conteúdos (aproximadamente 20 minutos).
Muitos alunos do oitavo ano adquirem uma certa resistência ao aprendizado de Química. Tal fato
deve-se, provavelmente, a dois fatores principais:
• Discussão dos exercícios da Apostila-caderno
(o tempo restante).
a) Falta de contextualidade
Os alunos não conseguem relacionar os conteúdos com o dia a dia. Assim, acabam tendo
uma sensação de inutilidade. Ou seja, não sabem por que estão estudando aquele assunto.
Sobre o método pedagógico
Deve-se considerar que a Química utiliza uma
linguagem própria para representação do real, as
transformações químicas, através de símbolos,
fórmulas, convenções e códigos. Assim, é necessário que o aluno desenvolva competências adequadas para reconhecer e saber utilizar tal linguagem,
sendo capaz de entender e empregar, a partir das
ensino médio
b) Memorização excessiva
11
Há professores que ainda insistem em métodos
pelos quais os alunos precisam decorar fórmulas, nomes, tabelas, etc.
1º ano
Os dois fatores mencionados desmotivam intensamente os alunos. Nossas sugestões apontarão para direções opostas, ou seja, temos de criar
condições favoráveis e agradáveis para o ensino e
a aprendizagem de Química. Portanto, com a necessária frequência, o aluno precisa saber:
• para que servem os conteúdos que estão sendo
analisados e como tais assuntos se inserem no
cotidiano e/ou na comunidade.
• que não haverá pressões para que se decore
nada. Os conceitos serão desenvolvidos racionalmente e as memorizações ocorrerão naturalmente. Afinal, quem não lembra que a fórmula da água é H2O?
Outras considerações
3. Não se preocupe em demasia
com atrasos na programação
• Todos os assuntos serão desenvolvidos de forma simples, sem perder de vista o necessário
rigor conceitual.
• Os setores estão entrosados de tal forma que
um setor discutirá os pré-requisitos do outro.
Essa forma de planejar é típica deste Sistema
de Ensino e tem se aperfeiçoado ao longo dos
anos, resultando em abordagens de extraordinária eficiência.
• A respeito dos conceitos de números quânticos
e de orbitais atômicos e moleculares, seguiremos a tendência moderna, sugerida pela maioria dos educadores e das universidades: esses
itens ou serão abolidos ou discutidos o mínimo
possível.
Os programas nacionais do Ensino Médio são
vastos. Se um curso for dado de maneira acelerada, não haverá tempo para as devidas discussões
e sedimentações de conceitos. Afinal, é melhor o
aluno ter uma ótima base sobre 70% da programação do que uma visão muito superficial – e inútil – sobre 100% dos conteúdos.
A respeito de eventuais atrasos na programação, o professor deverá entrar em contato conosco, e cada caso será analisado individualmente.
ensino médio
• Os planos de aula irão detalhar, caso a caso, as
estratégias ideais para cada situação. Nesses
planos, o professor saberá, por exemplo, quais
atividades experimentais serão sugeridas, os
materiais necessários e os possíveis resultados.
Também discutiremos, nos planos de aula, até
que ponto cada assunto pode ser aprofundado
e quais recursos de apoio estarão à disposição
dos professores.
12
1º ano
PROGRAMAÇÃO ANUAL
QUÍMICA I
1ª Etapa (8 semanas)
Caderno
Semana
Capítulo
1
1
Folhas Verdes
Tema
SAIBA MAIS : “Matéria e Energia”
Aulas
1
1
2
Folhas Verdes
SAIBA MAIS : “Matéria e Energia”
2
1
3
Folhas Verdes
SAIBA MAIS : “Leis Ponderais”
3
1
4
Folhas Verdes
1
5
1
SAIBA MAIS : “Leis Ponderais”
4
Massa Atômica, massa molecular e mol
5
1
6
1
Massa Atômica, massa molecular e mol
6
1
7
1
Massa Atômica, massa molecular e mol
7
1
8
1
Massa Atômica, massa molecular e mol
8
2ª Etapa (9 semanas)
Caderno
Semana
Capítulo
Tema
Aulas
2
9
2
Estado gasoso
9
2
10
2
Estado gasoso
10
2
11
2
Estado gasoso
11
2
12
2
Estado gasoso
12
2
13
2
Estado gasoso
13
2
14
2
Estado gasoso
14
2
15
2
Estado gasoso
15
2
16
2
Estado gasoso
16
2
17
2
Estado gasoso
17
3ª Etapa (7 semanas)
Caderno
Semana
Capítulo
3
18
3
Cálculos químicos
Tema
Aulas
18
3
19
3
Cálculos químicos
19
3
20
3
Cálculos químicos
20
3
21
3
Cálculos químicos
21
3
22
3
Cálculos químicos
22
3
23
3
Cálculos químicos
23
3
24
3
Cálculos químicos
24
4ª Etapa (6 semanas)
Caderno
Semana
Capítulo
Tema
Aulas
4
25
Folhas Verdes
SAIBA MAIS:“Cálculos com reações consecutivas e com dados
expressos em volume; Reagentes em excesso e limitante”
25
4
26
Folhas Verdes
SAIBA MAIS:“Cálculos com reações consecutivas e com dados
expressos em volume; Reagentes em excesso e limitante”
26
4
27
Folhas Verdes
SAIBA MAIS:“Cálculos com reações consecutivas e com dados
expressos em volume; Reagentes em excesso e limitante”
27
4
28
4
Cálculos com pureza e rendimento
28
4
29
4
Cálculos com pureza e rendimento
29
4
30
4
Cálculos com pureza e rendimento
30
ensino médio
13
1º ano
QUÍMICA II
1ª Etapa (8 semanas)
Caderno
Semana
Capítulo
1
1
5
Substâncias e misturas
Tema
Aulas
1
1
1
5
Substâncias e misturas
2
1
2
5
Substâncias e misturas
3
1
2
5
Substâncias e misturas
4
1
3
5
Substâncias e misturas
5
1
3
5
Substâncias e misturas
6
1
4
6
Separação de misturas
7
1
4
6
Separação de misturas
8
1
5
6
Separação de misturas
9
1
5
6
Separação de misturas
10
1
6
7
Estrutura atômica
11
1
6
7
Estrutura atômica
12
1
7
7
Estrutura atômica
13
1
7
7
Estrutura atômica
14
1
8
Folhas Verdes
SAIBA MAIS:“Números quânticos e espécies isoeletrônicas”
15
1
8
Folhas Verdes
SAIBA MAIS:“Números quânticos e espécies isoeletrônicas”
16
2ª Etapa (9 semanas)
Caderno
Semana
Capítulo
2
9
8
Tema
Aulas
Classificação periódica dos elementos
17
2
9
8
Classificação periódica dos elementos
18
2
10
8
Classificação periódica dos elementos
19
2
10
8
Classificação periódica dos elementos
20
2
11
8
Classificação periódica dos elementos
21
2
11
8
Classificação periódica dos elementos
22
2
12
9
Radioatividade
23
2
12
9
Radioatividade
24
2
13
10
Ligações químicas
25
2
13
10
Ligações químicas
26
2
14
10
Ligações químicas
27
2
14
10
Ligações químicas
28
2
15
10
Ligações químicas
29
2
15
10
Ligações químicas
30
2
16
10
Ligações químicas
31
2
16
10
Ligações químicas
32
2
17
10
Ligações químicas
33
2
17
10
Ligações químicas
34
ensino médio
14
1º ano
3ª Etapa (7 semanas)
Caderno
Semana
Capítulo
Tema
Aulas
3
18
11
Geometria e polaridade das moléculas
35
3
18
11
Geometria e polaridade das moléculas
36
3
19
11
Geometria e polaridade das moléculas
37
3
19
11
Geometria e polaridade das moléculas
38
3
20
11
Geometria e polaridade das moléculas
39
3
20
12
Ligações intermoleculares
40
3
21
12
Ligações intermoleculares
41
3
21
12
Ligações intermoleculares
42
3
22
12
Ligações intermoleculares
43
3
22
13
Oxidorredução ou oxirredução
44
3
23
13
Oxidorredução ou oxirredução
45
3
23
13
Oxidorredução ou oxirredução
46
3
24
13
Oxidorredução ou oxirredução
47
3
24
13
Oxidorredução ou oxirredução
48
4ª Etapa (6 semanas)
Caderno
Semana
Capítulo
4
25
14
Funções inorgânicas
49
4
25
14
Funções inorgânicas
50
4
26
14
Funções inorgânicas
51
4
26
14
Funções inorgânicas
52
4
27
14
Funções inorgânicas
53
4
27
14
Funções inorgânicas
54
4
28
14
Funções inorgânicas
55
4
28
14
Funções inorgânicas
56
4
29
15
Reações químicas
57
4
29
15
Reações químicas
58
4
30
15
Reações químicas
59
4
30
15
Reações químicas
60
ensino médio
Tema
15
Aulas
1º ano
Planos de aula
Química I – Volume 1 – 1º ano
• Saiba Mais: Matéria
e
Energia
Aulas 1 e 2
Matéria e Energia ...................................................... 19
• Saiba Mais: Leis Ponderais
Aulas 3 e 4
Leis Ponderais.............................................................. 19
• Capítulo 1: Massa atômica, massa molecular e mol
Aula 5
Massas atômicas e moleculares................................ 20
Aula 6
Mol e massa molar..................................................... 20
Aulas 7 e 8
Cálculos da quantidade de mol................................. 21
Química I
Aulas
1e 2
Saiba Mais:
Matéria e Energia
Objetivos
1) Definir matéria e suas tranformações e todo tipo de energia;
2) Classificar as propriedades que a matéria apresenta, ajudando na compreensão de que a constância de
propriedades de uma substância é um reflexo da sua constituição molecular.
Estratégias
A aula deve iniciar relembrando os conceitos de matéria, corpo e objeto. Em seguida deve-se falar sobre
os tipos de energia e as propriedades da matéria, apresentando a Química no cotidiano com exemplos do
dia-a-dia. Pode haver dificuldade do aluno em diferenciar as propriedades da matéria, porém o texto explica detalhadamente como deve ser feito essa classificação. É importante mostrar que essas propriedades
fazem parte do seu dia, podendo ser apresentadas figuras com recursos digitais, por meio de multimídia.
As questões foram baseadas no estilo cobrado nos vestibulares, englobando o cotidiano, que ajudarão os
alunos na fixação deste conteúdo.
Aulas
3e 4
Saiba Mais:
Leis Ponderais
Objetivos
1) Fazer o aluno compreender os conceitos das leis de Lavoisier, de Proust e de Dalton no estudo das reações químicas;
2) Iniciar uma preparação para o estudo do cálculo estequiométrico.
Estratégias
A aula inicia com um breve conceito sobre elemento químico e em seguida é feito um comentário sobre
os cientistas Dalton, Lavoisier e Proust, para que o aluno fique curioso sobre o assunto. Em seguida é necessário relacionar esse assunto com o cotidiano mostrando reações químicas simples, como a queima do
papel e da palha de aço, apresentando dessa forma as Leis Ponderais. A abordagem mais importante é a
referente à diferenciação das leis. Uma leitura cuidadosa, intercalada com exemplos, talvez seja necessário.
Foram selecionadas questões baseadas em exames vestibulares e com temas mais relacionados ao ENEM.
ensino médio
19
1º ano
Aula
5
Massas atômicas e moleculares
Objetivo
• Conhecer a unidade de massa atômica e como relacioná-la às massas atômicas e moleculares.
Estratégias
1. Introduzir o conceito de unidade de massa atômica.
2. Conceituar massa atômica como sendo a massa do átomo medida em unidades de massa atômica.
3. Conceituar massa molecular como sendo a massa da fórmula química da substância (molecular ou iônica),
medida em unidades de massa atômica.
4. Como a massa do elétron é desprezível, mostrar que a massa de um íon é numericamente igual à massa
do átomo ou molécula correspondente.
Aula
6
Mol e massa molar
Objetivos
• Saber diferenciar a massa atômica ou molecular da massa molar.
• Relacionar a Constante de Avogadro com as massas e as massas molares.
Estratégias
1. Esta é uma das aulas mais difíceis da programação. Trabalhe sem pressa. Atrasos na programação serão
recuperados nas semanas “livres” que nosso calendário possibilita.
2. Mostrar que 1g = 6,0 ⋅ 1023 unidades de massa atômica.
3. O valor 6,0 ⋅ 1023 denomina-se Constante de Avogadro ou mol.
4. A massa em gramas de um mol de partículas é a massa molar.
ensino médio
20
1º ano
Aulas
7e 8
Cálculos da quantidade de mol
Objetivo
• Estabelecer relações entre quantidades de átomos, moléculas, etc. com número de mol (quantidade de
matéria) e massas das espécies.
Estratégias
1. Sugerimos que o professor resolva todos os exercícios de aula! Dessa maneira, os alunos terão modelos úteis
para estudos em qualquer época.
2. Após cada exercício resolvido, o professor poderá passar um exercício extra semelhante para ser resolvido em folha à parte.
Sugestões para exercícios extras ou avaliações
1. (PUC-PR) Em 100 gramas de alumínio, quantos átomos desse elemento estão presentes?
(Dados: M(A) = 27g/mol; 1 mol = 6,02 ⋅ 1023 átomos)
a)2,22 ⋅ 1024
b)27,31 ⋅ 1023
c)3,7 ⋅ 1023
d)27 ⋅ 1022
e)3,7 ⋅ 1022
Resolução:
1mol de átomos A
100g
27g
x
6,02 ⋅ 1023 átomos
x = 2,22 ⋅ 1024 átomos
Resposta: A
ensino médio
21
1º ano
(Dados: C = 12, O = 16, N = 6,02 ⋅ 1023)
2. (FMU-FIAM-FAAM) Se em um litro de água do
mar há 390mg de potássio, o número de átomos
desse elemento aí existente é:
(Dado: massa atômica do K = 39)
a)3,90 ⋅ 1023
b)3,90 ⋅ 1020
c)6,02 ⋅ 1024
a)1030
b)1026
c)1023
d)6,02 ⋅ 1023
e)6,02 ⋅ 1021
Resolução
1ton
103 kg
106 g
6
88ton = 88 ⋅ 10 g
1 mol de
moléculas CO2
44g
88 ⋅ 106 g
x = 1,2 ⋅ 103 moléculas
Resposta: A
Resolução:
390mg = 0,39g
1 mol de átomos K
39g
x
0,39g
x = 6,0 ⋅ 1021 átomos
Resposta: E
6,0 ⋅ 1023 átomos
Resolução:
1L
1,0 ⋅ 10 –8 mol
x
3L
x = 3,0 ⋅ 10 –8 mol
1 mol NO2
3,0 ⋅ 10–8 mol
II.nHe = 100 mol
100
mol
III.nPb =
207
100
mol
4
a)12,8
b)14,4
100
100 100


 100
23
6,0 ⋅ 10
207
4
c)26,8
d)40,4
Resolução:
Resposta: C
0,2 mol SO2
4. (CESGRANRIO-RJ) O efeito estufa é um fenômeno
de graves consequências climáticas que se deve
a altas concentrações de CO2 no ar. Considere
que, em dado período, uma indústria “contribuiu” para o efeito estufa, lançando 88 toneladas
de CO2 na atmosfera. O número de moléculas
do gás lançado no ar, naquele período, foi aproximadamente:
ensino médio
x
6. (PUC-MG) Os motores a diesel lançam na atmosfera diversos gases, entre eles o dióxido de enxofre
e o monóxido de carbono. Uma amostra dos gases emitidos por um motor a diesel foi recolhida.
Observou-se que ela continha 0,2 mol de dióxido
de enxofre e 3,0 ⋅ 1023 moléculas de monóxido de
carbono. A massa total, em gramas, referente à
amostra dos gases emitidos, é igual a:
(Dados: S = 32; C = 12; O = 16)
Quanto maior o no de mol, maior o no de átomos
100
I.nPb =
mol
6,0 ⋅ 1023
IV.nHe =
6,0 ⋅ 1023 moléculas
x = 1,8 ⋅ 1016 moléculas
Resposta: C
Resolução:
6,0 ⋅ 1023 moléculas
x
5. (UNESP) No ar poluído de uma cidade, detectou-se uma concentração de NO2 correspondente a 1,0 ⋅ 10–8 mol/L. Supondo que uma pessoa
inale 3 litros de ar, o número de moléculas de
NO2 por ela inalada é:
d)2,7 ⋅ 1022
a)1,0 ⋅ 108
b)6,0 ⋅ 1015
e)6,0 ⋅ 1023
16
c)1,8 ⋅ 10
3. (UFPE) A relação entre a quantidade de átomos e
uma determinada massa da substância é um dos
marcos na História da Química, pois é um dos
exemplos que envolvem grandes números. Considere os sistemas a seguir:
I. 100 átomos de chumbo
II. 100 mol de hélio
III. 100g de chumbo
IV. 100g de hélio
Considerando as seguintes massas atômicas
(g/mol) He = 4 e Pb = 207, assinale a alternativa
que representa a ordem crescente de número
de átomos nos sistemas anteriores:
a)III  I  IV  II
d)I  IV  III  II
b)III  II  I  IV
e) IV  III  II  I
c)I  III  IV  II
d)1027
e)1024
3,0 ⋅ 1023 moléculas de CO = 0,5 mol CO
1 mol SO2
0,2 mol
1 mol CO
0,5 mol CO
64g
x = 12,8g
x
28g
x = 14g
x
MT = 26,8g
Resposta: C
22
1º ano
Planos de aula
Química II – Volume 1 – 1º ano
•Capítulo 5: Substâncias E Misturas
Aula 1
A química como ciência. O método científico ...........
Aula 2
Transformações físicas e químicas .............................
Aula 3
Substâncias e misturas................................................
Aula 4
Mudanças de estado físico .........................................
Aulas 5 e 6
Fases e componentes ..................................................
•Capítulo 6: Separação
de
25
27
27
28
28
Misturas
Aulas 7 a 10
Separação de misturas ............................................... 29
• Capítulo 7: Estrutura
atômica
Aula 11
Os modelos atômicos até Rutherford ........................
Aula 11.1
Número atômico, número de massa, íons ................
Aula 12
Isótopos e isóbaros .....................................................
Aula 13
Modelo atômico de Böhr ............................................
Aula 14
Distribuições eletrônicas em níveis e subníveis ............
• Saiba Mais: Números
30
31
31
32
33
quânticos e espécies isoeletrônicas
Aulas 15 e 16
Números quânticos e espécies isoeletrônicas ...................33
Química II
Aula
1
A química como ciência. O método científico
Objetivos
Ensaiei a frio,
experimentei ao lume,
de todas as vezes
deu-me o que é costume:
Introduzir o conjunto de procedimentos que
formam o método científico e desmistificar o papel
negativo associado à Química, aproximando-a do
cotidiano do aluno.
nem sinais de negro,
nem vestígios de ódio.
Água (quase tudo)
e cloreto de sódio.
O professor pode utilizar essa poesia
para introduzir o método científico
Química da poesia ou poesia da química?
(António Gedeão)
Lágrima de preta
Estratégias
Encontrei uma preta
que estava a chorar
pedi-lhe uma lágrima
para analisar.
Leitura da poesia “Lágrima de preta”, utilizando ou não a sua forma musicada sugerida no site
abaixo. A interpretação do texto será usada como
exemplo para o diagrama e tem como intuito apresentar ao aluno os procedimentos que formam o
método científico.
São ainda sugeridos mais dois experimentos,
caso o professor tenha tempo e queira ilustrar
mais a aula. A vizualização das reações servirá
para a proposição de hipóteses e teorias, através
da observação dos fenômenos.
No site abaixo, pode-se ver a interpretação musical do poema “Lágrima de preta”.
Recolhi a lágrima
com todo cuidado
num tubo de ensaio
bem esterilizado.
Olhai-a de um lado,
do outro e de frente:
tinha um ar de gota
muito transparente.
Mandei vir os ácidos
as bases e os sais,
as drogas usadas
em casos que tais.
ensino médio
http://letras.terra.com.br/manuel-freire/512426
25
1º ano
A partir da leitura e interpretação do texto, introduzir o conjunto de procedimentos que formam o
método científico:
Revisão da hipótese se os
experimentos não a confirmaram.
Observação de
fenômenos naturais
ou resultados
experimentais.
Hipótese:
tentativa de
explicação.
Modificação da teoria se os
experimentos não a comprovarem.
Novos experimentos
ou observações para
testar a hipótese.
Criação de uma
teoria (ou modelo) que
aprimore a hipótese
e permita revisões.
Lei: descrição de eventos que ocorrem de maneira uniforme e invariável.
Algumas leis podem apresentar uma relação matemática constante.
A teoria é aceita até que novos experimentos
e observações a contrariem.
Experimento 2
Material
• 2 comprimidos de antiácido inteiros
• 1 copo com água quente
• 1 copo com água gelada
• 1 relógio (ou cronômetro)
Se achar conveniente , realize os experimentos:
Imaginando explicações (hipóteses)
Experimento 1
Material
• 0,5mL de água oxigenada 10 volumes
• 1 pedaço de batata
• 1 pedaço de fígado de boi
• 1 pedaço pequeno de papel branco
• 1 conta-gotas
Procedimento
Aos dois copos, que devem conter a mesma
quantidade de água, adicione separadamente um
comprimido de antiácido.
Escreva detalhadamente o que observou e, em
seguida, resolva as questões:
1.O fenômeno ocorreu com a mesma velocidade
nos dois copos?
2.Crie uma explicação para o efeito provocado pela
diferença de temperatura da água nos copos.
3.Em quais condições você pode obter uma velocidade maior em um experimento usando o
antiácido e a água?
Perceba que, tanto no experimento 1 quanto
no 2, você precisa criar algumas hipóteses
e, a partir delas, fazer outros experimentos
para testá-las. Tenha sempre o cuidado de
manter inalteradas, em todos eles, as demais
condições.
Procedimento
Corte um pedaço da batata, do fígado e do papel
e coloque duas gotas de água oxigenada em cada
um deles. Observe atentamente e responda:
1.Por que usamos a mesma quantidade de água
oxigenada em cada um dos materiais?
2.A efervescência foi observada nos três experimentos?
3.A efervescência indica que água oxigenada
está fervendo? Justifique.
4.Quando se aplica água oxigenada sobre um
ferimento, por exemplo, nota-se certa efervescência. Crie algumas hipóteses para explicar a efervescência observada nos experimentos mencionados.
ensino médio
Novos experimentos
para testar as previsões
baseadas na teoria.
• Resolva os exercícios com os alunos.
26
1º ano
Aula
2
Transformações físicas e químicas
Objetivo
• a fusão e a solidificação da parafina, um processo físico.
Apresentar os conceitos que caracterizam as transformações físicas e químicas, de modo a que possam
ser identificadas nos experimentos propostos.
Outras transformações físicas que podem ser
demonstradas são a fusão e a solidificação de uma
solda. A queima de um pedaço de palha de aço é
um exemplo de transformação química.
Estratégias
Utilizando uma vela acesa, o professor poderá
discutir a ocorrência de duas transformações:
• a queima da parafina, que constitui um fenômeno químico;
• Deixe que os alunos resolvam os exercícios e
depois corrija-os.
Aula
3
Substâncias e misturas
Objetivos
e mencionar que cada elemento é representado
por um símbolo. Será conveniente definir elemento químico somente após o conceito de número
atômico.
A seguir, explique que as substâncias são formadas pela união dos átomos dos elementos H2,
O2, NaC , H2O e classifique os mesmos em substâncias simples ou compostas e, posteriormente,
defina misturas.
Definir e estabelecer as diferenças acerca dos
conceitos de elemento químico, átomo, substâncias e misturas.
Estratégias
Inicialmente o professor poderá mostrar alguns símbolos de elementos, tais como:
H = hidrogênio
Resolva os exercícios com os alunos.
O = oxigênio
C = cloro
Na = Sódio
ensino médio
27
1º ano
Aula
4
Mudanças de estado físico
Objetivo
1.http://www.oup.com/uk/orc/bin/9780199264636/
01student/video/
É uma página que estrutura dezenas de vídeos,
de acordo com os capítulos do livro Inorganic
Chemistry de Atkins e Shriver (2006). Nas páginas dos vídeos, há uma descrição do experimento e reações que ocorrem. Os vídeos, normalmente, duram menos de um minuto.
Conceituar o fenômeno das mudanças de estado físico, enfatizando cada uma das suas etapas.
Estratégias
Utilizando uma espiriteira e algumas pedras de
gelo, o professor pode discutir os estados físicos e
mudanças, aproveitando para mencionar os nomes
das transformações físicas e estabelecer uma comparação macroscópica com a estrutura microscópica.
Utilizando iodo (I2) sólido, comprado em farmácia, pode-se mostrar a sublimação. Para isso,
deve-se aquecer o iodo dentro de uma garrafa ou
de um tubo de ensaio fechado.
2.http://www.cwrl.utexas.edu/%7Ebump/E388M2/
students/christie/experiment.html
A página apresenta um texto como uma breve
discussão sobre solubilidade, soluto, solvente e
solução de sais e propõe experiências simples
de dissolução de sais. Para acompanhar cada
experimento, vídeos são usados.
Propriedades da matéria
Acreditamos que, além do conceito de TF e TE,
devemos ensinar aos alunos como interpretar uma
tabela e um gráfico, como construir um gráfico a
partir de uma tabela e vice-versa.
• Leia o texto com os alunos, discuta e resolva os
exercícios 1, 2 e 3.
• Deixe que os alunos resolvam os demais exercícios, para depois corrigir.
• Caro professor, a seguir destacamos alguns sites que podem ser consultados:
Páginas que disponibilizam videos sobre fenômenos químicos e mudanças de estado.
3.http://www.chem.ox.ac.uk/vrchemistry/livechem/
transitionmetals_content.html
Nessa página é possível “realizar experimentos”, ou seja, podem-se escolher os reagentes e
assistir ao vídeo da mistura, ou reação, caso os
íons reajam entre si. É possível combinar dezenas de reagentes entre si.
4.http://www.lapeq.fe.usp.br/labdig/sequens/
Página do Laboratório de Pesquisa em Ensino
de Química e Tecnologias Educativas, da USP,
que fornece algumas sequências de ensino, por
meio de vídeos e animações.
Aulas
5e6
Fases e componentes
Objetivo
álcool hidratado (por exemplo, 96ºGL), um pacote
de sal (sal de cozinha iodado) e um pacote de açúcar.
Em seguida, discuta a composição em cada caso,
conceituando e diferenciando substância composta
e mistura.
Apresente também a composição de algumas ligas (ouro 18 quilates, aço, etc…).
Identificar o número de fases e de componentes
que formam uma mistura.
Estratégias
Leve para a sala de aula água destilada, garrafa de água mineral com a composição no rótulo,
ensino médio
28
1º ano
Tipos de misturas
A partir dos nomes e das fórmulas escritas na
lousa, peça aos alunos que respondam às seguintes questões sobre o sistema:
Utilize água, álcool, sal, óleo e granito e construa sistemas dessas substâncias duas a duas.
Explique o conceito de fase e, no fi nal, crie um
sistema com todas as susbtâncias mencionadas.
Se possível, realize o experimento; caso seja
possível, represente-o na lousa e faça as perguntas propostas.
1. Quantas fases apresenta? (3 fases)
2. Quantos componentes apresenta? (5 componentes) Obs.: Os alunos costumam se esquecer
da água.
3. Quantos elementos químicos apresenta? (7 elementos)
Experimento
Para trabalhar esse assunto, o professor pode
montar o sistema a seguir em uma proveta ou em
um tubo de ensaio:
a) um pequeno volume de tetracloroeteno —
C
C C
C
4. Quais das fases tiveram sua massa aumentada
ao adicionarmos o I2? (C2C 4 e C7H8)
5. O que acontecerá se agitarmos o sistema? (Formar-se-ão duas fases.)
6. Como separar as fases no sistema fi nal? (Fazer
uma sifonação ou utilizar o funil de bromo.) Cobre dos alunos soluções para essa pergunta.
C C
b) solução aquosa de sulfato de cobre — CuSO4;
c) um pequeno volume de tolueno — C7H8;
d) uma pitada de iodo sólido — I2.
Ao fi nal, o sistema terá o seguinte aspecto:
Após essa apresentação, deixe que os alunos
resolvam os exercícios.
C7H8 + I2
CuSO4 (aq)
colorações
avermelhadas
C2C4 + I2
Aulas
7 a 10
Separação de misturas
Objetivos
Algo a mais
Com a realização do experimento a seguir, o aluno
perceberá a ação de diferentes tipos de filtros, bem
como a influência do tempo no processo de extração.
Apresentar os métodos utilizados para separação
de misturas, tanto heterogêneas quanto homogêneas.
Estratégias
pó de café
Para criar misturas e discutir métodos para separá-las, o professor poderá utilizar areia, sal, limalha
de ferro, ímã, água, coador com filtro de papel e óleo.
Exemplos:
• areia + limalha
• água + sal
• areia + sal
• água + óleo
• água + areia
filtro de
papel para
coar café
funil
copo
É fundamental discutir as técnicas mais importantes, como a destilação, devido à sua larga utilização no dia a dia e na indústria.
ensino médio
filtro de
papel
laboratório
A
29
B
1º ano
Acrescente, simultaneamente, água em ebulição
aos dois sistemas representados na figura — no sistema A, usa-se filtro de coar café; no sistema B, filtro de laboratório.
Compare, em cada um dos processos, o tempo
de extração e o sabor do café obtido.
Resolva os exercícios de classe com os alunos.
Aula
11
Os modelos atômicos até Rutherford
Objetivos
3. Grude grãos de feijão dentro e na superfície da
bola. Diga que é o modelo físico das ideias de
Thomson. Tudo isso deve ser feito de maneira
dinâmica.
Apresentar aos alunos a evolução dos modelos
atômicos, passando por Dalton e Thompson até
chegar a Rutherford.
Na lousa, pode-se acrescentar mais informações
que despertem a curiosidade dos alunos:
Estratégias
1
FATO
Abordar os seguintes tópicos:
Leis de Lavoisier e Proust (pesagem de massas
Teoria Atômica de Dalton (esfera
de reações)
sólida)
•A química como ciência que estuda estrutura
e comportamento de substâncias.
Teoria Atômica de
Descoberta do elétron
Thomson (“pudim de passas”)
•Desmistificação da Química como culpada por
todos os problemas ambientais, mas ciência
presente e fundamental no nosso dia a dia.
Descoberta da radioatividade (partículas alfa)
Átomo com núcleo e eletrosfera
Para a apresentação dos conceitos de hipótese
e teoria de fatos experimentais, o professor poderá
fazer uso do diagrama utilizado na aula 1 do setor
A, consolidando os procedimentos que compõem
o método científico, e unindo-o à evolução dos modelos atômicos. Para tal, sugere-se uma atividade
prática, em que o aluno, através da observação,
poderá formular hipóteses a respeito do ocorrido,
e o professor terá a oportunidade de apresentar
os modelos atômicos por meio do experimento.
A seguir, discuta os exercícios 1, 2 e 3.
Obs.:Há professores que preferem ampliar
essa abertura e usar duas aulas. Não há
problemas. Lembre que temos espaços
previstos para esses ajustes nas programações que fornecemos.
2
Discuta o experimento de Rutherford e suas
conclusões. Neste momento, devemos chegar até o
conceito de núcleo positivo, envolvido pela eletrosfera. Outros conceitos como prótons e nêutrons serão
discutidos na próxima aula. Conclua os exercícios
restantes.
1. Leve para Aula 1 uma pequena porção de massa de moldar (do tamanho de uma laranja) e um
punhado de feijões brancos (ou grãos de arroz).
2. Faça uma bola e diga que é um modelo físico
das ideias de Dalton.
ensino médio
TEORIA
30
1º ano
Aula
11.1
Número atômico, número de massa, íons
Objetivo
Tabelas são construídas para sintetizarem infor­
mações e não para serem memorizadas.
Abordar os conceitos de número atômico, nú­
mero de massa e íons.
7.O átomo neutro possui o mesmo número de
prótons e nêutrons. Os íons possuem diferentes
quantidades daquelas partículas. Utilize esferas
de duas cores para ilustrar esses conceitos. Os
alunos costumam entender facilmente o valor
da carga de íons monoatômicos utilizando
essas esferas ou desenhando na lousa esferas
de diferentes cores para números de prótons e
nêutrons. Exemplo:
Estratégias
1. Retome o modelo de Rutherford e mostre que o
núcleo contém prótons e nêutrons como partí­
culas fundamentais.
2. Compare massas e cargas de próton, nêutron e
elétron. Ressalte a massa desprezível da atmos­
fera.
Elemento Nitrogênio (Z = 7)
mente neutro
3. O raio atômico é aproximadamente cem mil ve­
zes maior que o raio do núcleo. Proponha uma
regra de três: se o núcleo fosse uma laranja com
5 cm de raio, quantos quilômetros teria o raio de
um átomo correspondente? Isso corresponderia
aproximadamente a distância da sala de aula até
que local da cidade?
átomo eletrica­
Mostrar ou desenhar:
7 esferas vermelhas = 7 prótons
7 esferas verdes = 7 elétrons
Íon (ânion) nitreto = N – 3
Carga = –3
3 elétrons a mais em relação ao número de prótons
4. Discuta os conceitos de número atômico e nú­
mero de massa.
5. Conceitue elemento químico como sendo o con­
junto de átomos de mesmo número atômico.
Mostrar ou desenhar:
7 esferas vermelhas = 7 prótons
10 esferas verdes = 10 elétrons
6. Use uma tabela periódica e comente rapidamente
a respeito dos símbolos e nomes dos elementos.
Enfatize que não será necessário decorar!
8. Trabalhe os exercícios.
Aula
12
Isótopos e isóbaros
Objetivo
2. Discuta, com pelo menos um exemplo, os conceitos
de isótopo e isóbaro.
Apresentar aos alunos a definição dos concei­
tos de isótopos e isóbaros.
3. O conceito de isótono (mesmo número de nêu­
trons) pode ser citado, mas não apresenta impor­
tância. Sugerimos comentar apenas no momento
de resolver alguma questão de vestibular.
Estratégias
1. Revise os conceitos de número atônico e número
de massa.
ensino médio
31
1º ano
va. Clicando no símbolo do elemento é possível
observar a enorme quantidade de informações.
Neste local há todos os isótopos dos elementos
e suas ocorrências porcentuais.
4. Trabalhe os exercícios.
Observações:
a)Cerca de 20 elementos possuem apenas um
tipo de átomo, como o flúor-19, o alumínio-13
e o berílio-9. É usual dizer que esses elemen­
tos possuem “apenas 1 isótopo”. Na verdade,
o conceito de isótopos pressupõe a existência
de no mínimo de dois tipos de átomos. Mas po­
deríamos argumentar que a expressão “apenas
1 isótopo” refere-se a um único isótopo natural, já que teoricamente sempre é possível a
produção de isótopos artificiais.
Atenção: para escolas com a devida infraes­
trutura, entrar nesse site em aula possibilita
exemplificar muitos itens, tais como: usos
principais de cada elemento. Isso será parti­
cularmente interessante quando mostrarmos
Propriedades periódicas.
Para demais pesquisas como biografias de cien­
tistas, vídeos de testes de chama e animações com
átomos representados por esferas, sugerem-se os
sites:
b)Esse assunto pode ser explorado em uma
pesquisa encomendada no site:
www.webelements.com
Esse é um portal de Química bastante completo.
Possui uma excelente tabela periódica interati-
•http://www.slideshare.net/Padme/qumica-mo
delos-atmicos
•http://www.youtube.com/watch?v=qsNhxzFKh0I
Aula
13
Modelo atômico de Böhr
Objetivo
5. Dois anos depois (1913) Niels Böhr propôs uma
solução válida para o átomo de hidrogênio.
Abordar os conceitos referentes ao modelo atô­
mico de Böhr.
FATO
teoria
Espectros luminosos (tubo de neon)
dos saltos quânticos entre níveis de energia.
Estratégia
1. Nesta aula podemos usar um CD e uma lanterna.
Apresente a ideia de nível de energia, salto do
elétron recebendo energia e retorno devolven­
do energia na forma de ondas eletromagnéticas.
2.Pré-requisitos teóricos, se necessário: concei­
tos de ondas eletromagnéticas; a luz como onda
eletromagnética. Espectro: conjunto de ondas,
espectro da luz branca.
6. Mostre que esses saltos explicam emissões de
luz, como provas de chama com metais, fogos
de artifício, fosforescência, fluorescência e tu­
bos luminosos.
3. Retome o modelo de Rutherford, com elétrons
fora do núcleo, e pergunte para os alunos: “Se
elétrons e prótons possuem cargas opostas, por
que os elétrons não caem no núcleo?”
7. Use uma lanterna e um CD para mostrar o es­
pectro da luz branca (arco – íris).
4. Comente que o comportamento dos elétrons não
estava previsto no Modelo de Rutherford. O expe­
rimento da placa de ouro indicava existência do
núcleo, mas não permitia previsões sobre a ele­
trosfera.
ensino médio
TEORIA
8. Se houver possibilidade, faça testes de chama
com sais de sódio, cobre, etc.
9. Trabalhe os exercícios.
32
1º ano
Aula
14
Distribuições eletrônicas em níveis e subníveis
Objetivos
Apresentar ao aluno a construção do Diagrama de Linus Pauling, abordando a sua importância para a
distribuição eletrônica em níveis e subníveis de energia.
Estratégias
1. Apresente o diagrama de ordem crescente de energia dos subníveis (“Diagrama de Pauling”).
2. Mostre a distribuição eletrônica de um átomo.
3. Proponha exercícios.
4. Faça a distribuição eletrônica de um ânion e de um cátion.
5. Proponha exercícios.
Aulas
15 e 16
Saiba Mais:
Números quânticos e espécies isoeletrônicas
Objetivo
Desenvolver uma noção sobre a evolução das ideias dentro do estudo do átomo.
Estratégias
A aula deve começar com uma breve explicação sobre átomo e a evolução cronológica do seu estudo. Após
essa introdução, inicia-se o estudo sobre órbitas eletrônicas, subcamadas, orbitais e spin, usando recursos digi­
tais, como a multimídia, para a apresentação dos números quânticos. É importante que o professor mostre a dife­
rença entre os números quânticos, seus significados físicos, como forma de orbitais e eixo de rotação dos elétrons.
Para iniciar a explicação das espécies isoeletrônicas é preciso que se revise rapidamente as notações utilizadas em
atomística. Foram selecionadas questões baseadas em exames vestibulares e com temas relacionados ao ENEM.
ensino médio
33
1º ano
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Química