SECRETARIA DE ESTADO DA EDUCAÇÃO SUPERINTENDÊNCIA DA EDUCAÇÃO PROGRAMA DE DESENVOLVIMENTO EDUCACIONAL – PDE UNIVERSIDADE FEDERAL DO PARANÁ PROFESSOR - PDE: ZECLIZ STADLER ORIENTADORA: PROF.ª DR.ª LIANE MARIA VARGAS BARBOZA OBJETO DE APRENDIZAGEM COLABORATIVO – OAC Proposta nº 7462 Autor: Zecliz Stadler Estabelecimento: Col. E. Pres. Lamenha Lins – E. Fund. Méd. Prof. Ensino: Ensino Médio Disciplina: Química Conteúdo Estruturante: Matéria e sua Natureza Conteúdo Específico: Ligações Químicas Palavras-chaves: ligação química, alternativa, octeto. 1 Recurso de Expressão LIGAÇÕES QUÍMICAS: uma alternativa ao “dogma do octeto” Como explicar ligações químicas onde o macroscópico explica o microscópico? Relato: Os livros didáticos normalmente trazem uma abordagem relacionando ligações químicas com a regra do octeto, onde a ”tendência dos átomos a perderem ou a ganharem elétrons para completar o octeto” é explicação para a estabilidade química, esquecem-se que é a energia envolvida na situação que estabiliza o composto e não a “vontade” do átomo em atingir a configuração eletrônica do gás nobre mais próximo. Segundo MORTIMER, MOL e DUARTE (1994), a regra do octeto tem sua importância história, “afinal possui 45 anos de idade”, e é um procedimento útil para prever valência e fórmulas de compostos de elementos da tabela periódica, porém não pode ser usada como um dogma para explicar ligações entre átomos, substituindo princípios como a variação de energia envolvida na formação das ligações. MELO (2002), mostra a importância do ensino de Química através de modelos e as conseqüências desfavoráveis à aprendizagem de ligações químicas, quando justificada pela regra do octeto, tais como: o comportamento macroscópico dos compostos iônicos e moleculares não se justifica pelo octeto; induz o aluno a pensar que o número de “ligações” entre o cátion e o ânion, por exemplo, na ligação iônica, fica limitado ao número de elétrons transferidos; o compartilhamento de um par de elétrons mantém os átomos unidos por atingir o octeto, ao invés do compartilhamento ser visto como uma situação energeticamente mais favorável aos átomos do que se comparada aquela onde eles estão isolados; dificulta a aceitação da reatividade dos gases nobres; não justifica a formação de compostos que apresentam elétrons de valência a partir do 3º nível de energia; a partir do inicio da ligação, os pares de elétrons não pertencem mais a um ou outro núcleo, mas a molécula formada, portanto não há sentido em usar o termo “ligação covalente dativa”. Diante deste contexto, faz-se necessário elaborar um material didático direcionado aos professores de Química no Ensino Médio para o ensino do conteúdo de ligações químicas. Este material poderá servir de apoio ao professor, mostrando-lhe os principais problemas relacionados com esse conteúdo e proporcionar uma reflexão da linguagem a ser adotada quando da abordagem do conteúdo de ligações químicas. Referências: MORTIMER, E. F.; MOL, G.; DUARTE, L.P. : Regra do Octeto e teoria da ligação química no ensino médio: dogma ou ciência? Química Nova, v.17, n. 3. 1994. MELO, M.R. Estrutura Atômica e Ligações Químicas - uma abordagem para o ensino Médio. Dissertação de mestrado - Universidade Estadual de Campinas, São Paulo, 2002. Disponível em: http://biq.iqm.unicamp.br/arquivos/teses/vtls000309606.pdf. Acesso em: 21 abr. 2007. 2 Recursos de Informação 2.1 Sugestões de Leitura Título: Regra do Octeto e teoria da ligação química no ensino médio: dogma ou ciência? Comentário: Ao discutirem uma questão da prova de química do vestibular da Universidade Federal de Minas Gerais, de 1992, os autores, exploram as concepções da regra do octeto sobre a aprendizagem de ligações químicas. Para os autores, o resultado desta pesquisa mostra a necessidade de resgatar os princípios químicos e a relação com fatos experimentais, pois a substituição destes por regras que levam a memorização, só reforçam a má fama da Química como “ciência da memória”. Referência MORTIMER, E. F.; MOL, G.; DUARTE, L. P. : Regra do Octeto e teoria da ligação química no ensino médio: dogma ou ciência? Química Nova, v.17, n. 3. 1994. Disponível em: < http://quimicanova.sbq.org.br/qn/qnol/1994/vol17n3/v17_n3_%20 (11).pdf> Acesso em: 21 abr. 2007. Título: Estrutura Atômica e Ligações Químicas - uma abordagem para o ensino Médio. Comentário: Muito importante à leitura, na íntegra, desta dissertação de mestrado. A autora apresenta os principais problemas do uso da regra do octeto para ensinar ligações químicas. Segundo a autora, 100% dos professores entrevistados utilizam a regra do octeto, por constar na maioria dos livros didáticos, como regra única e absoluta para o ensino de ligações químicas. A dissertação da autora apresenta uma proposta que trabalha ligações químicas numa abordagem diferente daquela normalmente usada no Ensino Médio, a partir do macroscópico explica-se o microscópico. Referência MELO, M.R. Estrutura Atômica e Ligações Químicas - uma abordagem para o Ensino Médio. Dissertação de mestrado - Universidade Estadual de Campinas, São Paulo, 2002. Disponível em: <http://biq.iqm.unicamp.br/arquivos/teses/vtls000309606.pdf> Acesso em: 21 abr. 2007. Título: Concepções dos estudantes sobre Ligação Química Comentário: A partir de uma revisão da literatura, os autores apresentam um alerta aos professores sobre as concepções mais comuns dos alunos sobre ligações químicas. Segundo os autores, ao tomar ciência das principais concepções dos alunos sobre ligações químicas, o professor pode diagnosticar as dificuldades e planejar suas ações pedagógicas de modo a tentar superá-las. Conforme os autores, é essencial construir o conhecimento químico com modelos, pois sem eles, a Química fica reduzida a uma mera descrição do mundo microscópico e macroscópico. Referência FERNANDEZ, C. ; MARCONDES,E.R. Concepções dos estudantes sobre Ligação Química. Química Nova na Escola, São Paulo, n. 24, nov. 2006. Titulo: Ligações Químicas: uma abordagem centrada no cotidiano Comentário: Artigo com uma proposta de ensino em relação à ligação química numa abordagem onde vários aspectos são trabalhados, tais como: parte do macroscópico comportamento de diferentes materiais e vai para o microscópico, buscando modelos que expliquem esses diferentes comportamentos; respeita o nível de maturidade dos alunos quando aumenta gradativamente a complexidade dos conteúdos; trabalha as ligações covalentes segundo a Teoria da Repulsão dos Pares dos Elétrons de Valência, que segundo a autora, se diferencia da forma tradicional de realizar o estudo das ligações covalentes por ser uma teoria mais abrangente. Referência FERREIRA, MARIA. Ligações Químicas: uma abordagem centrada no cotidiano. Universidade Federal do Rio Grande do Sul. Porto Alegre, 1998. Disponível em: <http://www.iq.ufrgs.br/aeq/html/publicacoes/matdid/livros/df/ligacoes.pdf> Acesso em: 08 out. 2007. Título. Ligação Química: abordagem clássica ou quântica Comentário: Neste artigo, o autor ressalta que modelos de ligação química não são absolutos, são construções históricas de uma realidade que se modifica com o desenvolvimento da ciência. Segundo o autor, o modelo de Lewis é bastante útil na descrição qualitativa das ligações químicas. Porém, quando se discute questões energéticas ou aspectos de natureza espectroscópica, tornam-se necessárias às teorias quânticas que enfocam a ligação química em termos da combinação de orbitais. Conforme TOMA (1997), a visão sobre a ligação química não pode se restringir ao compartilhamento de um par de elétrons entre dois átomos, pois ao explorar os vários tipos de ligações, o aluno terá maior contato com os aspectos tridimensionais da química e talvez venha a ter uma nova visão estética do mundo em que vive. Este artigo, por apresentar um conteúdo mais aprofundado, deve ser utilizado para enriquecer o conhecimento do professor. Referência TOMA, H. E. Ligação Química: abordagem clássica ou quântica. Química Nova na Escola, n. 6, nov 1997. Disponível em: http://sbqensino.foco.fae.ufmg.br/uploads/YX/Md/YXMdq3jvw3_cDFSEQSf_jA/conceito.pd f> Acesso em: nov. 2007. Título: Ligações Químicas: ligação iônica, covalente e metálica. Comentário: Segundo o autor, a natureza da ligação química é revelada a partir da estrutura eletrônica dos átomos e mostra como esta afeta as propriedades macroscópicas das substâncias. Os tipos mais comuns de ligações químicas (iônica, covalente e metálica) consideradas fortes e que estão presentes na maioria das moléculas, são discutidas sob as concepções de várias teorias, tais como: teoria de ligação de valência (TLV) onde a formação de uma ligação química, ocorre quando dois orbitais, cada um com apenas um elétron se superpõem construtivamente; teoria dos orbitais moleculares (TOM), segundo a qual, pode-se afirmar que a energia dos orbitais atômicos é mais alta do que a dos orbitais moleculares ocupados. Este artigo, por apresentar um conteúdo mais aprofundado, deve ser utilizado para enriquecer o conhecimento do professor. Referência DUARTE, H. A. Ligações Químicas: ligação iônica, covalente e metálica. Química Nova na Escola - Cadernos Temáticos. São Paulo, n. 4, maio 2001. Disponível em: http://sbqensino.foco.fae.ufmg.br/uploads/MZ/PS/MZPS4zbtWMrX76fKS9tDA/ligacoes.pdf> Acesso em: nov. 2007. 2.2 Notícias Título: Cientistas conseguem quebrar ligações químicas com raios laser Fonte: Inovação Tecnológica - Da redação:23/05/2006 Endereço indicado: http://www.inovacaotecnologica.com.br/noticias/noticia.php?artigo=010110060523 Texto: “Separar átomos de hidrogênio e silício com um laser: é apenas o primeiro passo, ainda em escala de laboratório, mas a técnica abre caminho para um novo paradigma na construção de componentes eletrônicos”. Utilizando raios laser cientistas norte-americanos realizam o sonho, de várias décadas, quebrar as ligações entre átomos. Segundo o cientista Philip Cohen, da Universidade de Minnesota, "Nós podemos quebrar apenas as ligações químicas que quisermos”. O professor pode usar esta notícia para trabalhar não só o conteúdo de ligações químicas como tabela periódica (propriedades de elementos químicos como hidrogênio e silício); fazer interdisciplinaridade com física ao trabalhar - faixas de vibração da luz, raio laser, entre outros. Acesso em: 06 nov. 2007 Titulo: Segurança alimenta e o uso de radiação Endereço indicado: http://www.coleparmer.com/techinfo/techinfo.asp?htmlfile=food safety_PO.htm&ID=302 Fonte: Cole-Parmer Technical Library Texto: O uso de radiação em diversos gêneros alimentícios, incluindo temperos e ervas, frutas e vegetais foi aprovado pelo FDA. Quando a radiação atinge bactérias e outros microrganismos, sua alta potência quebra as ligações químicas nas moléculas que são necessárias para o crescimento celular. Assim, os microrganismos são eliminados ou não conseguem mais se multiplicar e causar doenças ou deteriorações. A quebra de ligações químicas com o uso de radiação é conhecida por radiólise. Com este artigo o professor pode explorar além do conteúdo de ligações químicas, radioatividade, entre outros, fazer interdisciplinaridade com biologia ao trabalhar com microorganismos. Acesso em: 7 out. 2007. Título: Leitor de CD-ROM substitui equipamento de US$100 mil Fonte: Inovação Tecnológica - Da redação 21/08/2003 Endereço indicado: http://www.inovacaotecnologica.com.br/noticias/noticia.php?artigo=010110030821 Comentário: Esta notícia mostra que químicos da Universidade da Califórnia, Estados Unidos, desenvolveram um novo método para detectar moléculas utilizando um leitor de Cd-rom comum. Segundo a notícia, esta descoberta fornece uma forma barata de visualização de interações moleculares, sendo uma alternativa para análises laboratoriais. Acesso em: 11 dez. 2007. 2.3 Destaques Título: O artigo original de Linus Pauling sobre a origem das ligações químicas e a eletronegatividade! Fonte: QMCWEB - Revista Eletrônica Brasileira de Química Texto: (o texto original da reportagem esta em inglês) A NATUREZA DA LIGAÇÃO QUÍMICA. A ENERGIA DE LIGAÇÕES E A ELETRONEGATIVIDADE RELATIVA DOS ÁTOMOS POR LINUS PAULING. Jornal da Sociedade Química Americana, v. 54, p. 35703582, setembro 1932. RECEBIDO EM 18, 1932. PUBLICADO SETEMBRO 5, 1932. [...] O desenvolvimento recente na aplicação da mecânica quântica aos problemas de estrutura molecular indicaram que as propriedades de uma ligação entre dois átomos estão determinadas, freqüentemente, principalmente, por uma função orbital da onda do único-elétron para cada átomo, e não afetadas fortemente pelos outros átomos na molécula [...]. Disponível em:<http://www.qmc.ufsc.br/qmcweb/artigos/historia/historia_pauling.html Acesso em: 07 out. 2007. Título: Femtoquímica Fonte: QMCWEB - Revista Eletrônica Brasileira de Química Texto: Você sabe o que é femtoquímica? Segundo o artigo, este termo surgiu após o professor Ahmed H. Zewail receber o Prêmio Nobel de Química, em 1999. O professor utilizou uma "câmera fotográfica" com resolução temporal de femtossegundos (10-15 segundos) que através do uso de flashes de laser, acompanhou átomos e moléculas durante uma reação, observando o que realmente acontece quando as ligações químicas quebradas e novas são formadas. Artigo muito interessante com fotos da dissociação do ICN (primeira femtoquímica observada pelo professor Zewail), onde é possível observar a quebra da ligação química I – C, no estado de transição da reação. Disponível em: http://www.qmc.ufsc.br/qmcweb/exemplar17.html#femto Acesso em: 22 out. 2007 2.4 Paraná Título: Nanotubo de carbono com óxido de ferro Texto: Uma nova rota química que prepara, em um único passo, nanotubos de carbono com um filamento de óxido de ferro encapsulado acaba de ser desenvolvida por pesquisadores do Grupo de Química de Materiais da Universidade Federal do Paraná (UFPR). Fonte: Helen Mendes. Ciência Hoje on-line, 02/08/05. Disponível em: http://cienciahoje.uol.com.br/3474 3 Recursos Didáticos 3.1 Sítios Título: PONTE DE HIDROGÊNIO, força intermolecular intrigante! Endereço indicado: http://hermes.ucs.br/ccet/defq/naeq/material_didatico/textos_ interativos_33.htm Comentário: Sítio do Núcleo de Apoio ao Ensino de Química – NAEQ. Permite o acesso há recursos, tais como: fitas de vídeo, livros didáticos, experimentos, textos interativos, sites de Química. No recurso ‘textos interativos - resignificando conceitos da Química’, há vários artigos interessantes de Química e Física, como: PONTE DE HIDROGÊNIO, força intermolecular intrigante! Acesso em: out. 2007. Título: QMCWEB - Revista Eletrônica Brasileira de Química. Endereço indicado: http://www.qmc.ufsc.br/quimica/index.html Comentário: Sítio da Revista Eletrônica do Departamento de Química da Universidade Federal de Santa Catarina. É uma excelente base de dados com informações úteis para professores de Química, possibilitando o acesso há vários recursos como: entrevistas, especiais, arquivos, downlood, entre outros. Em “arquivos” estão disponíveis vários artigos contextualizados, interdisciplinares e muito interessantes, tais como: FORÇAS INTERMOLECULARES (Como as lagartixas sobem pelas paredes? Como alguns insetos conseguem andar sobre a água?), A QUÍMICA DO CABELO (Como se faz o cabelo “permanente”? Como o cabelo pode ser colorido?), VACINAS COMESTÍVEIS (Será que é possível? Quais são os avanços da medicina nesse campo?), entre outros. Acesso em: nov. 2007. Título: MOCHO – Portal de Ensino das Ciências e Cultura Cientifica Endereço indicado: http://www.mocho.pt/ Comentário: Portal da Universidade de Coimbra com o objetivo de desenvolver a Ciência e a cultura científica junto à população. Sítio com uma base de informações muito rica para o ensino das Ciências: Química, Física, Matemática, Biologia, entre outras. Possui vários recursos, como: vídeos, simulações, artigos, jogos, laboratório virtual, softwares educativos, imagens, link para outros sítios interessantes, entre outros. Acesso em: nov. 2007 Título: Paulo José Santos Carriço Portugal Endereço: http://profs.ccems.pt/PauloPortugal/ Comentário: Sítio eletrônico desenvolvido pelo professor Paulo José Santos Carriço Portugal, licenciado em Física pela Faculdade de Ciências e Tecnologia da Universidade de Coimbra, onde é possível o acesso ao portal de físico-química, portal de física e portal de química. No portal de físico-química há vários links, como: Atividades laboratoriais, História e Ciência, Do macrocosmo ao microcosmo, entre outros. Em Tutoriais e Apoio encontra-se Investigando a Estrutura das Moléculas, uma explicação para o conteúdo de ligação química pelo Princípio da Energia mínima. Acesso em: 11 dez. 2007. Título: Instituto Educacional GABRIELA LEOPOLDINA Endereço: http://iegl.com.br/quimica/ Comentário: Sítio eletrônico desenvolvido pelo Instituto Educacional Gabriela Leopoldina, Belo Horizonte, com links variados sobre diferentes disciplinas. Em Química há vários links para softwares ou simulações, como: Ligações químicas que mostra a formação de ligações iônicas, covalentes polares e apolares, interações intermoleculares dipolos permanentes, induzidos e interações de hidrogênio. Acesso em: 11 dez. 2007. 3.2 Sons e Vídeos Título: Moleculariun – Simulações em Química Comentário: Projeto desenvolvido pela Faculdade de Ciências -Universidade do Porto. Departamento de Química e pelo Exploratório - Centro de Física Computacional da e Centro de Computação Gráfica, com o objetivo de produzir e divulgar software para o ensino, aprendizagem e divulgação das ciências básicas. Neste projeto entre outras ferramentas encontra-se o vídeo: As moléculas de água são polares e as simulações: Interações e Radiação Microondas, que o professor poderá utilizar para discutir o conteúdo sobre ligações químicas. Autores: PAIVA, João. ; SALGUEIRO, Manuel. ; GONÇALVES, Jorge. Programador: MARTINS, Ilídio. Endereço: http://molecularium.net/molecularium/pt/ligintermol/index.html> Acesso em: 17 out.2007. Para informações sobre outros vídeos consulte o endereço a seguir: http://allchemy.iq.usp.br/estruturando/videos.html 3.3 Proposta de atividades Título: WEBQUÍMICA - UMA VISITA ÀS LIGAÇÕES QUÍMICAS – Zecliz Stadler Texto: UMA VISITA ÀS LIGAÇÕES QUÍMICAS é uma Webquímica desenvolvida por ZECLIZ STADLER, para a 1ª série do Ensino Médio, sobre o conteúdo de ligações químicas, numa abordagem onde o macroscópico procura explicar o microscópico analisando-se a quantidade de energia envolvida no sistema. Esta webquímica esta estruturada com as etapas a seguir: introdução, tarefa, processo, avaliação e conclusão. A tarefa proposta aos alunos consiste em: se você fosse cientista e tivesse que defender suas idéias...O que faria? Webquest é um método dinâmico que utiliza a tecnologia/ Internet para aprendizagem. Com o auxílio de uma questão-problema os alunos são incentivados à pesquisa e a solução de problemas. É uma atividade orientada para a pesquisa que favorece, também, um trabalho em equipe. A pesquisa é feita pela Internet e o aluno "navega" com metas e com um rumo definido. Esta metodologia foi proposta por Bernie Dodge, em 1995, e hoje tem diversas páginas na Web, com propostas de educadores de diversas partes do mundo (EUA, Canadá, Islândia, Austrália, Portugal, Brasil, Holanda, entre outros). Endereço: P.S. ainda se faz necessário um endereço de sítio para “hospedar” a webquest, preferencialmente no portal dia-a-dia educação, o que requer o assessoramento técnico da SEED ou da Celepar. P.S. Anexo – texto da atividade. Título: WEBQUÍMICA - FORÇAS DE ATRAÇÃO – Zecliz Stadler Texto: FORÇAS DE ATRAÇÃO é uma webquímica desenvolvida por Zecliz Stadler para a 1ª série do Ensino Médio, sobre o conteúdo de ligações químicas – forças intermoleculares. Esta webquímica esta estruturada com as etapas: introdução, tarefa, processo, avaliação e conclusão. A tarefa proposta aos alunos consiste em organizar uma equipe composta por dois pesquisadores, um cientista e dois cronista que deverão resolver o desafio a seguir: O que os insetos que podem andar sobre a água tem em comum com o DNA e com a lagartixa? P.S. ainda se faz necessário um endereço de sítio para “hospedar” a webquest, preferencialmente no portal dia-a-dia educação, o que requer o assessoramento técnico da SEED ou da Celepar. P.S. Anexo – texto da atividade 3.4 Imagens Metal Papel Madeira Plásticos Comentário: Materiais diferentes como metal, papel, madeira e plástico apresentam propriedades físicas e químicas diferentes, tais como: temperatura de fusão, temperatura de ebulição, solubilidade em água, condução da corrente elétrica, entre outras. Será que há uma relação entre as propriedades dos materiais, às ligações químicas e o cientista Linus Pauling? Esta situação-problema poderá ser utilizada para iniciar o conteúdo de ligações químicas, também poderão ser usadas charges, disponíveis nos sítios eletrônicos: http://ronesdias.sites.uol.com.br/charges/chargesdequimica.htm http://www.cq.ufam.edu.br/cd_24_05/Quadrinhos_charge.html http://www.cbpf.br/~eduhq/html/tirinhas/tirinhas.php Sugestão de Imagem Título da Imagem: Linus Pauling - Modelo molecular da água. Descrição da Imagem: O cientista Linus Pauling vestido de terno preto e camisa branca em frente ao quadro de giz com algumas anotações, apresentando seu modelo molecular da água. Proprietário da Imagem: Enciclopédia Britânica. Fonte Bibliografia: Encyclopedia Britannica on-line. Disponível em: http://www.britannica.com/eb/art-88477/Linus-Pauling-holding-models-of-water-oleculesin-a-classroom e/ ou disponível em: http://web2097.blogspot.com/2007/08/web-20- learning-molecular-biology.html. Acesso em: 11 dez. 2007. LINUS PAULING - MODELO MOLÉCULAR DA ÁGUA. Fonte: Encyclopedia Britannica on-line. P.S. Se possível disponibilizar a imagem sugerida na visualização do OAC. Se não for possível à liberação dessa imagem, substituir por outra do mesmo cientista. 4 Recursos de Investigação 4.1 Investigação Disciplinar Titulo: Como trabalhar modelos de ligações químicas sem abordar a regra do octeto? Texto: Esta proposta é uma alternativa no que se refere ao ensino de ligação química, trazendo uma abordagem que a partir das propriedades dos diferentes materiais (macroscópico), busca modelos (microscópico) que expliquem os diferentes comportamentos desses materiais. Os trabalhos existentes, sobre ligações químicas que venham sendo aplicados com bons resultados, podem ser adequados às diferentes realidades, desde que o professor esteja disposto a diversificar a prática de ensino. Portanto, cabe apresentar ao professor de Química, do Ensino Médio, recursos didáticos e estratégias de ensino, tais como: MORTIMER, E. F.; MACHADO, A. H. Ligações químicas, interações intermoleculares e propriedade dos materiais. In: Química - para o ensino médio. São Paulo: Scipione, p. 178-203, 2003. Onde os autores usam os aspectos macroscópicos, através de experimentos com propriedades como condutividade elétrica, solubilidade, temperatura de fusão, entre outras, para explicar o microscópico (tipos de ligações químicas). O que mantêm os átomos unidos? Qual a relação entre a grande variedade de materiais com propriedades diferentes e as ligações químicas? São algumas das questões respondidas analisando-se a quantidade de energia envolvida no sistema e não com a regra do octeto. LIMA, M.B.; NETO, P. de L. Construção de modelos para ilustração de estruturas moleculares em aulas de química. In: Química Nova, São Paulo, v.22, n. 6, 1999. Neste artigo, o autor mostra como construir modelos moleculares simples que permitam a visualização das ligações químicas existentes entre os núcleos atômicos que compõem uma molécula, como também possibilita desenvolver no aluno a percepção do arranjo espacial destas. Segundo o autor, a construção de modelos moleculares pode ser feita de várias formas e usando os mais variados materiais. Disponível em: http://www.scielo.br/scielo.php?pid=S0100-40421999000600021& script =sci_arttext&tlng=pt > Acesso em: 28 out. 2007. FERREIRA, M. Ligações Químicas: uma abordagem centrada no cotidiano. Porto Alegre: Universidade Federal do Rio Grande do Sul. Instituto de Química, 1998. Nesse texto, a autora mostra uma proposta de ensino em relação à ligação química, aplicada em um colégio da Universidade Federal do Rio Grande do Sul. Traz uma abordagem onde vários aspectos são trabalhados, tais como: parte do macroscópico - comportamento de diferentes materiais e vai para o microscópico, buscando modelos que expliquem esses diferentes comportamentos; respeita o nível de maturidade dos alunos quando aumenta gradativamente a complexidade dos conteúdos; trabalha as ligações covalentes segundo a Teoria da Repulsão dos Pares dos Elétrons de Valência, que segundo a autora, se diferencia da forma tradicional de realizar o estudo das ligações covalentes por ser uma teoria mais abrangente. Disponível em: http://www.iq.ufrgs.br/aeq/html/publicacoes/matdid/livros/pdf/ ligacoes.pdf>. Acesso em: out. 2007. GEPEQ. Propriedades e transformações da matéria – novas explicações. In: Interações e transformações. São Paulo: Edusp, p.299-305, 1993. Os autores através das propriedades físicas explicam as interações (ligações) nas moléculas de água e cloreto de sódio. São propostos experimentos para explicar as propriedades como: temperatura de fusão e ebulição, condutividade elétrica, viscosidade, entre outras, através de textos, como: energia nas transformações, que aspectos devem ser considerados na escolha de um combustível, como explicar que a matéria possa produzir, conduzir e consumir corrente elétrica, entre outros. 4.2 Perspectiva Interdisciplinar Título: A QUÍMICA NA COZINHA APRESENTA: O SAL Texto: Nesse texto há várias perspectivas interdisciplinares, tais como: • Língua Portuguesa - figuras de linguagem, metáforas, por exemplo: “Ela é linda, mas não tem o menor sal?” Ou superstições como a que diz que, se uma pessoa derrama sal, deve pegar alguns cristais caídos e jogá-los para trás do ombro esquerdo - o lado que representava o mal; • Química - conservação de alimentos, aditivos além de ligação química; • Biologia – trocas iônicas das células, desidratação, papilas gustativas, relação do sal com a hipertensão, osmose, entre outros; • História - Na Antigüidade, os assírios já utilizavam o sal nos cultos. Na religião judaica, por outro lado, o sal sempre teve forte presença simbólica. Para os hebreus, o sal era um elemento purificador, símbolo da perenidade da aliança entre Deus e o povo de Israel. O ritual de batismo da Igreja Católica Romana, em que cristais de sal são colocados nos lábios dos recém-nascidos, reafirma a crença judaica no sal como purificador. Título: O forno de microondas e a ligação covalente polar. Texto: Há possibilidade de interdisciplinaridade com a Física ao trabalhar com os conteúdos: eletromagnetismo, freqüência de energia, fóton, equação de Planck; e, também, com Biologia ao trabalhar os conteúdos: deteriorização de alimentos, microrganismos, efeitos das microondas sobre alimentos ou sobre a saúde do ser humano, entre outros. 4.3 Contextualização Título: A QUÍMICA NA COZINHA APRESENTA: O SAL Tema Transversal: saúde Texto: No texto desenvolvido pelo professor Emiliano Chemello há vários hiperlinks onde é possível investigar questões, como: aspectos históricos, aspectos microscópicos, função do sal no organismo humano, curiosidades, para saber mais, bibliografia e como aplicar esta matéria em sala de aula. Em ‘ aspecto microscópico’, encontra-se: ‘Por que os átomos estabelecem ligações químicas? Esta é uma boa pergunta para começar a explicar a formação do cloreto de sódio. ...Para que uma ligação química se estabeleça entre dois átomos, deverá ocorrer um nítido decréscimo na energia do sistema...’ Endereço indicado: CHEMELLO, Emiliano. A Química na Cozinha apresenta: O Sal. In: Revista Eletrônica ZOOM da Editora Cia da Escola. São Paulo, ano 6, n. 3, 2005. Disponível em: <http://www.ciadaescola.com.br/zoom/materia.asp?materia=277&pagina=2#materia> Acesso em: 17 out. 2007. Título: O forno de microondas e a ligação covalente polar Tema transversal: trabalho e consumo Texto: O artigo discute a importância do caráter polar de moléculas covalentes através da explicação do funcionamento do forno de microondas. Segundo o professor MINATTI, ‘’as microondas são geradas numa válvula eletrônica denominada magnétron, que emite ondas - fótons - na freqüência de 2,45 GHZ. As ondas passam sobre pedaços de vidro ou plásticos sem efeitos apreciáveis. Porém elas possuem efeitos consideráveis sobre moléculas polares...”. Artigo desenvolvido pelo professor MINATTI e esta no sítio da QMCWEB - Revista Eletrônica do Departamento de Química da Universidade de Santa Catarina. Disponível em: http://www.qmc.ufsc.br/qmcweb/artigos/sala_de_aula_microondas.html. Acesso em: 22 out. 2007.