REVISTA DA FENACHE . FEDERAÇÃO NACIONAL DAS COOPERATIVAS DE HABITAÇÃO
editorial
Com redobrado empenho
Guilherme Vilaverde
Recompostos das dificuldades operacionais que impossi-
Coradinho representa, indiscutivelmente, para o universo cooperativista
bilitaram a publicação da HABITAR HOJE no segundo semestre de
nacional e internacional, para a Fenache e para a Caselcoop em
2007, cá estamos de novo a dar continuidade a esta que consideramos
particular, um rude golpe cuja gradual resolução e transposição exigirá
tarefa crucial da actividade e responsabilidade de uma organização do
de todos nós um REDOBRADO EMPENHO futuro.
nosso tipo.
O ano de 2008 começou com o sistemático anúncio e a mais
Informar e formar membros, agentes, parceiros e a própria comunidade
do que visível confirmação das enormes dificuldades que o País irá
envolvida nos nossos projectos e acções cooperativistas é pois, sem
continuar a defrontar na superação das suas dificuldades económicas e
sombra de dúvida, uma questão estratégica e um dos fundamentais
sociais em tempo de definição e concretização de estruturais reformas
pilares indispensáveis ao nosso desenvolvimento e sustentabilidade.
do Estado e da Sociedade, nem sempre bem explicadas e ainda menos
Na verdade, como muitas vezes afirmamos, como desenvolver,
bem entendidas.
credibilizar e tornar desejável a presença e acção das cooperativas em
No campo imobiliário e particularmente no que à acção das
geral e das habitacionais em particular se as suas actividades e respectiva
Cooperativas de Habitação mais intervenientes no sector diz respeito,
valia social não forem do conhecimento geral e ao mesmo tempo
são óbvias e crescentemente visíveis as dificuldades que sentem no
reconhecidas como de importância vital e decisiva para o progresso
social e económico das comunidades servidas e do próprio País?
Esta acção deve merecer-nos, agora e cada vez mais, o nosso maior e
REDOBRADO EMPENHO futuro.
Depois de cerca de um ano em que se foi progressivamente
desempenho da sua missão perante o actual cenário económico e
social do País e a ausência de perspectivas de evolução favorável do
ambiente dominante nos tempos mais próximos.
A excessiva e desregulada oferta imobiliária a que todos temos vindo a
assistir nos últimos anos, a efectiva diminuição do poder de compra dos
estratos populacionais que constituem as nossas classes médias/baixas,
afastando do nosso trabalho e convívio quotidiano, por força de
a ausência de uma estratégia clara, objectiva e a falta de medidas
grave doença que acabou por determinar o seu falecimento em 30
de acção politica decididamente voltadas para uma consequente
de Dezembro último, a Fenache, a Caselcoop, a família e o largo ciclo
intervenção dos agentes do sector nos domínios da reabilitação/
de companheiros cooperativistas e amigos de CARLOS CORADINHO
revitalização urbana das nossas cidades são, inequivocamente, razões
iniciaram o ano de 2008 envolvidos em grande tristeza, consternação
por demais evidentes que justificam o mau momento que o sector
e dor pela irreparável perda que sofreram todos os que tiveram o
atravessa e que, muito seguramente, deverá ter que continuar a
privilégio de com ele viver, trabalhar e partilhar as coisas boas da vida.
enfrentar no decurso deste novo ano de 2008.
Depois de José Barreiros Mateus, companheiro que há cerca de
Daí que, e uma vez mais, se exija de todos nós, também neste capítulo,
dois anos, exactamente em 7 de Dezembro de 2005, embora aí
um elevado esforço de mobilização e concentração das nossas melhores
em circunstâncias absolutamente inesperadas, nos deixou ficar
energias para que possamos enfrentar e resolver, em acrescidos
profundamente abalados pela sua partida, a enorme perda que todos
patamares de sucesso, novas e indispensáveis etapas do nosso próximo
sentimos pela partida do nosso seio do cooperativista e amigo Carlos
desenvolvimento, com o REDOBRADO EMPENHO de todos.
03
destaques
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PRÉMIO INH/IHRU 2007
Cooperativas de Habitação no centro desta edição
Com dois prémios ex-aequo na categoria de Promoção Cooperativa, no âmbito do Estatuto Fiscal Cooperativo, e
três menções honrosas, a FENACHE e as suas filiadas estiveram no centro de todas as atenções na 19ª edição dos
Prémios INH/IHRU, decorridos no passado dia 3 de Julho, no Palácio de Cristal, Porto.
Guilherme Vilaverde, Presidente da FENACHE e da Cooperativa (Águas
Férreas) e da União (Norbiceta), galardoadas com o prémio, referiu
no seu discurso de agradecimento, ser este um claro reconhecimento
do Estado, do Sector e dos parceiros para a crescente qualidade que
pauta actualmente o trabalho das Cooperativas de Habitação, que nos
últimos anos se encontram na vanguarda da adopção dos melhores
instrumentos e técnicas para a promoção de Habitação integradora,
sustentável e economicamente viável para as famílias dum estrato
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social sem acesso à apoios por parte do Estado, mas igualmente sem
capacidade de compra no mercado livre.
Mais salientou, o “carácter distinto das intervenções agora
homenageadas com este importante prémio” revelam as enormes
capacidades que assistem às nossas organizações, e que vão muito
para além da “mera construção de cimento e tijolo”.
Também o Secretário de Estado do Ordenamento do Território e das
Cidades, Prof. João Ferrão realçou no seu discurso, a qualidade dos
projectos apresentados, referindo que é preciso “ousar, ser exigente e
fazer diferente como se fez com estes empreendimentos”, alertando
ainda para a necessidade dos promotores imobiliários desenvolverem,
doravante, a sua obra com consciência social, procurando soluções para
a mobilidade de todos, e sem esquecer as urgentes responsabilidades
ambientais.
A cerimónia foi ainda o momento escolhido pelo Secretário de Estado
para apresentar oficialmente o novo Instituto Público que regula o
sector imobiliário, o IHRU – Instituto de Habitação e Reabilitação
Urbana, IP, bem como o Presidente do Conselho Directivo deste
novo organismo, o Eng. Nuno Vasconcelos, reforçando a intenção
governamental de orientar a Politica Nacional de Habitação para os
desafios da Reabilitação e Regeneração Urbana, em detrimento da mera
construção nova, e de acordo com os princípios da sustentabilidade
ambiental, económica e social.
destaques
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O que disse o Júri sobre os empreendimentos vencedores
Empreendimento da Bouça, Porto | 72 Fogos, Cooperativa Águas Férreas
“Trata-se dum notável conjunto habitacional,
referência de um período muito significativo
do nosso passado recente, de que se realça
o facto de ter sido reabilitado e concluído
com a colaboração dos moradores de
origem, trinta anos após a sua concepção e
execução parcial. A forma como se articulam
o edificado e o espaço aberto, através
da forma e exposição das fachadas que
delimitam espaços ajardinados que se
abrem à envolvente urbana, potencia a
diversidade de usos e permite também uma
regulação climática. É de grande relevância
o tratamento exemplar da luz, nesta obra de
grande beleza formal e actualidade.”
Empreendimento Ponte da Pedra, Matosinhos | 101 Fogos, União NORBICETA
“Este empreendimento destaca-se pela
sua preocupação de sustentabilidade
com instalação de equipamentos para
o aproveitamento de energia solar, para
reciclagem e consumo racional da água,
além da selecção dos resíduos sólidos,
enquadrando-se no programa europeu
Sustainable Housing in Europe. Estes
aspectos são implementados num projecto
equilibrado, dotado de espaços exteriores
verdes, abundantes, relativamente à
massa edificada e ao número de habitantes
a acolher. Estes espaços são também
valorizados com intervenções de arte urbana
e parterre d’eau, que complementam os
elementos de natureza viva implantados
no espaço público, orientando-se também
pelo conceito de circuito fechado com
vista ao tratamentos e economia de água.
Numa perspectiva de futuro, é um exemplo
pioneiro a seguir por todos os promotores
de habitação de interesse social.”
Empreendimento da
Ponte da Pedra retratado em Livro
Com o intuito de eternizar aquela que foi a primeira experiência de
Habitação Sustentável promovida por uma Cooperativa de Habitação
no nosso país, para a camada de médio e médio baixo rendimento,
a FENACHE, em colaboração com o Município de Matosinhos e INH
- Instituto Nacional de Habitação, apresentou na cerimónia de entrega
de Prémio INH/IHRU um livro evocativo, em palavras e fotografias, de
todo o percurso da obra, desde a velha fábrica à cidade cooperativa
que hoje aí se encontra.
Assim, podem ser encontradas nas páginas do livro as intervenções e
mais valias incorporadas na 2ª fase do Empreendimento, bem como
as premissas do Projecto SHE – Sustainable Housing in Europe, e
testemunhos que retratam de forma inequívoca a qualidade da obra
e a sua indiscutível mais valia para moradores e para a Comunidade
onde se insere, num exemplo de urgente replicação por parte de outras
cooperativas e das organizações de habitação social no geral.
Os interessados em disporem na sua biblioteca dum exemplar do “O
primeiro Empreendimento Cooperativo de Habitação Sustentável em
Portugal – da Velha Fábrica à Cidade Cooperativa da Ponte da Pedra”
poderão contactar os serviços da FENACHE.
05
destaques
REVISTA DA FENACHE . FEDERAÇÃO NACIONAL DAS COOPERATIVAS DE HABITAÇÃO
GRUPO MCH ALGARVE
Celebra 15 anos de Cooperativismo Habitacional
a garantia futura do mesmo, elevando os
índices de confiança dos cooperadores no
seu importante investimento habitacional.
Mais recentemente, e conscientes que
os desafios de futuro exigem mais, o
Grupo avançou na busca de projectos que
privilegiem a Sustentabilidade futura das
Cidades e o adequado reaproveitamento
dos recursos que a natureza nos oferece,
O Grupo MCH – Algarve celebrou no
relação de proximidade com aquelas que são
nomeadamente no que respeita à eficiência
passado dia 29 de Setembro, 15 anos de
as principais ambições dos sócios não só em
energética.
trabalho cooperativo, e de empenho no
matéria de soluções residenciais adequadas,
desenvolvimento local e regional.
cerne da actividade da organização, como
Para celebrar tão importante marco, o Grupo
igualmente na procura de respostas do foro
organizou um programa comemorativo que
social, desportivo, cultural e educacional
para além da tradicional sessão solene,
que colmatem as dificuldades sentidas
contemplou o lançamento da 1ª Pedra do
pelas famílias que dão corpo ao projecto
Programa Cooperativo da Urbanização
cooperativo que se encontra na génese do
da Catalunha, promovido ao abrigo do
Grupo.
protocolo
estabelecido
E foi exactamente com esses objectivos em
entre a FENACHE e o Município de Vila Real
mente, que o Grupo assumiu como dossiers
de Santo António, numa intervenção que
centrais da sua actuação nos últimos anos,
ascenderá a 170 fogos.
a adesão e implementação dos princípios
O momento de celebração recordou ainda,
contidos na Carta da Qualidade da Habitação
nas palavras de Orlando Vargas, Presidente do
Cooperativa promovida pela FENACHE, bem
Grupo, um percurso, que não obstante várias
como a adopção da Apólice de Seguro Decenal
vicissitudes, tem sabido consolidar-se, não
sobre as obras, que em conjunto, permitiram
só no que respeita à sua estrutura orgânica,
um aumento significativo não só da própria
como a todo um processo produtivo, e
qualidade do produto construtivo final, como
de
colaboração
E recebe Certificação de Qualidade
Foi também no decorrer da cerimónia de aniversário que os
responsáveis do Grupo MCH Algarve, receberam, da APCER
– Associação Portuguesa de Certificação, o diploma que atesta
a Certificação do Sistema de Gestão da Qualidade do Grupo em
conformidade com a norma NP EN ISO 9001:2000, no âmbito da
Concepção, Promoção e Colocação de Empreendimentos, Gestão
de Construção de Empreendimentos, Avaliação da Satisfação dos
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Cooperadores, Conservação e Gestão do Património, Gestão dos
Empreendimentos Habitados e Prestação de Serviços de Gestão e
Contabilidade.
Com este reconhecimento ascende o número de cooperativas
da FENACHE certificadas pela norma ISO 9001:2000, sendo que
estamos certos que rapidamente outras filiadas se associarão a
este objectivo estratégico.
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destaques
LAR PARA TODOS COMEMORA 30 ANOS
Com lançamento de novo Programa Habitacional
Encarar o futuro com optimismo, mas também com responsabilidade
A Cooperativa Lar para Todos comemorou no passado dia 3 de
Também Guilherme Vilaverde, Presidente da FENACHE, enalteceu no
Novembro, 30 anos de actividade em prol do cooperativismo
seu discurso de celebração de 30 anos da Lar para Todos, o decisivo
habitacional.
e fundamental papel que a Cooperativa e seus dirigentes têm
Como forma de celebrar um indiscutível percurso de sucesso, e porque
desenvolvido no Concelho, quer pela produção da obra física, que
é de cada novo projecto que se constrói o futuro, a Direcção da
muito orgulha o Movimento Cooperativo Habitacional, como a nível
Cooperativa entendeu associar a este importante marco a cerimónia de
nacional na constante presença e empenho com vista à progressiva
lançamento da primeira pedra daquela que é a 12ª fase da Cooperativa
qualificação, visibilidade e consolidação institucional do sector e da
e que terá lugar na Quinta D’El Rey, no Bairro da Pelame, em Beja, com
sua organização de cúpula, a FENACHE.
a construção de 90 novas habitações.
Não obstante, o Presidente da FENACHE quer, como sempre o
Na cerimónia de lançamento do empreendimento, o Presidente da
caracteriza, mais e melhor e por isso a finalizar deixou o desafio à
Cooperativa, Adriano Nascimento reforçou as dificuldades do percurso
Cooperativa “Por favor, continuem com a vossa Obra! Muito mais, mas
trilhado e o indiscutível apoio que associados e parceiros locais
muito mesmo, temos ainda por realizar…”
desempenharam nestes anos o que não só valorizou a organização e
os seus membros, como a própria Cidade, capacitando-a em matéria
de habitação de qualidade para os estratos populacionais de médio e
médio - baixo rendimento.
A hora de celebração foi igualmente o momento escolhido pelo
Presidente da Cooperativa para recordar alguns dos empreendimentos
marco, como foi o caso da intervenção da Lar para Todos no Centro
Histórico de Beja, reconstruindo 2 edifícios habitacionais, numa
iniciativa pioneira no âmbito cooperativo, e cujo sucesso procura agora
réplicas no restante território nacional.
A finalizar Adriano Nascimento chamou ainda a atenção para os
desafios que as novas problemáticas da habitação sustentável
apresentam e que a Cooperativa ambiciona abraçar, convictos das
potencialidades da sua intervenção e da qualidade final do produto.
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destaques
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FENACHE/MUNÍCIPIO DE ODIVELAS
Arranque oficial da 2ª Fase da Parceria
Teve lugar no passado dia 20 de Novembro a cerimónia oficial de
Seguiu-se uma breve visita a cada um dos locais onde irá nascer a
arranque da 2º fase dos trabalhos previstos no protocolo genérico de
obra, tendo em cada uma delas realizadas cerimónias simbólicas de
colaboração estabelecido entre a FENACHE e a edilidade de Odivelas,
lançamento da primeira pedra do programa, que culminavam com
e cujo pontapé de saída foi preconizado pela nossa filiada MARVI,
algumas palavras proferidas pelos presidentes de cada uma das
em meados do ano transacto, numa excelente intervenção PER.
Cooperativas envolvidas, e que manifestavam o empenho e vontade
Mais de 100 pessoas puderam desta forma testemunhar o lançamento
destas entidades em dar rápida prossecução a estes projectos.
da primeira pedra de 3 novos programas habitacionais a desenvolver
sob os auspícios do protocolo geral de colaboração estabelecido
entre as partes, e que será desta feita dinamizado localmente, pelas
cooperativas da FENACHE: O Lar Ferroviário, Programa Habitacional
da Arroja, freguesia de Odivelas, NHC – Programa Habitacional do
Bairro da Gulbenkian, freguesia de Odivelas, e Colmeia – Programa
Habitacional da Rua da Pinheira, freguesia de Famões.
A cerimónia teve início com uma sessão de discursos no Salão Nobre
da autarquia, proferidas pelo Presidente da FENACHE, Guilherme
Vilaverde, pela Presidente da Câmara Municipal de Odivelas,
Dra. Susana Amador e Secretário de Estado do Ordenamento
do Território e das Cidades, Prof. Dr. João Ferrão, que numa clara
sintonia de vontades e perspectivas de trabalho futuro, reforçaram
as potencialidades da intervenção cooperativa nos processo de
regeneração urbana e requalificação do tecido social das Cidades,
nomeadamente agora que o Movimento Cooperativa se posiciona
como pioneiro na introdução de elementos de sustentabilidade
ambiental e de fervorosos critérios de poupança energética na
construção de habitação de interesse social no nosso país.
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REVISTA DA FENACHE . FEDERAÇÃO NACIONAL DAS COOPERATIVAS DE HABITAÇÃO
destaques
Factos e Números destes Programas
Arroja, Odivelas
Promotor: O Lar Ferroviário / Finalidade: Realojamento PER
Fogos: 28 / Tipologias: 9 T1, 11 T2 e 8 T3
Inserida numa zona urbana da Freguesia de Odivelas, esta
urbanização compreende no total 15 lotes para habitação,
4 lotes para equipamento e diversos espaços destinados a
actividades económicas e equipamento social.
Este loteamento, de iniciativa municipal, constitui uma
intervenção de requalificação urbana na Arroja, tendo em vista
a revalorização do espaço público e a definição de alternativas
aos bairros degradados e de construção precária que existiam
no local.
Os 3 lotes a serem dinamizados pela Cooperativa O Lar
Ferroviário constituem a 2ª fase PER desta Urbanização, e
terminam a parte habitacional da totalidade da intervenção.
Bairro Gulbenkian, Odivelas
Promotor: Nova Habitação Cooperativa / Finalidade: Realojamento PER
Fogos: 26 / Tipologias: 8 T1, 12 T2 e 6 T3
Localizado no centro de Odivelas, e delimitado a sul pela Avenida Dr. Abreu
Lopes, o Bairro Gulbenkian teve na sua génese o Plano de Realojamento dos
desalojados pelas inundações de 1967, estabelecido pelo Ministério das Obras
Públicas de então e pela Fundação Gulbenkian.
Sendo constituído por 33 lotes de habitação, este bairro caracteriza-se pela
sua imagem consolidada e equilibrada, tanto em relação ao edificado como ao
espaço público existente.
Os 3 novos lotes da responsabilidade da NHC integram-se na malha urbana
e rematam bandas de edifícios igualmente já existentes. A intervenção da
cooperativa prevê ainda a requalificação dos espaços verdes e a criação de
equipamentos destinados a actividades económicas e sociais.
Rua da Pinheira, Famões
Promotor: Colmeia / Finalidade: Venda a Jovens no regime
dos Custos Controlados
Fogos: 20 / Tipologias: 2 T1, 12 T2 e 6 T3
Este arruamento situa-se no centro da Freguesia de Famões,
numa área urbana consolidada e com muitos serviços na
envolvente imediata. Também nesta zona é notável o
esforço de valorização do espaço público e de criação de
nova imagem urbana equilibrada e integradora.
O lote a ser dinamizado pela Colmeia remata uma banda
edificada relativamente recente, e contemplará a introdução
de técnicas inovadoras no que concerne às exigências mais
actuais de construção sustentável.
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destaques
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EM AMBIENTE DE FESTA E MUITA EMOÇÃO
NHC encerra comemorações do 20º aniversário
A NHC nasceu em 1987. Entre essa data e os dias de hoje, organizou-se, consolidou processos e procedimentos,
implementou-se no mercado da economia social, inovou, liderou, cresceu... transformando-a na organização sólida
que hoje é e que muito tem ajudado na resolução dos problemas de habitação de muitas famílias portuguesas.
Em 2007 cumpriu, por isso, o seu 20º aniversário. E foi com alegria, mas
também com sentido de responsabilidade, que decidiu celebrar a data,
delineando um programa de comemorações a que deu o título genérico
de “ 20 Anos... 20 Actividades” e que foi concretizando ao longo do ano.
Assim, festas de Aniversário, de Natal, provas desportivas e culturais,
concursos, encontros de quadros e dirigentes, entre outras actividades,
foram-se sucedendo ao longo de 2007 com a adesão participada e
activa de colaboradores e cooperadores. Recebeu, também, muitas
felicitações... mas a prenda maior veio com a concessão da Certificação
do Sistema de Gestão da Qualidade (NP EN ISO 9001:2000) por tal
facto se constituir, por um lado, como o reconhecimento da correcção e
justeza de práticas já implementadas, e, por outro, nos obrigar a trilhar
um caminho de busca contínua de maior qualidade, certos de que é
desta forma que melhor serviremos os nossos cooperadores.
O culminar das celebrações ocorreu, contudo, dia 7 de Dezembro. A
data não foi escolhida ao acaso. Pretendeu-se, com esta escolha,
homenagear o grande timoneiro de 18 anos da NHC, no dia em que se
completava o 2º aniversário da sua partida. Elaborou-se, por isso, um
programa singelo mas carregado de significado, que se concretizou no
moderníssimo auditório da Cooperativa que transporta o seu nome e
que constou essencialmente de três pontos:
1. Entrega, por parte da APCER, do Certificado de Gestão da Qualidade
...a todas as organizações integrantes do Grupo NHC;
2. Homenagem aos cooperadores com 20 anos de ligação à NHC;
3. Assembleia – Geral
Perante uma numerosa assembleia de convidados, e após a entrega do
certificado da qualidade e uma alocução, a propósito, da representante
da APCER, um a um, os cooperadores que completaram 20 anos de
ligação à NHC foram recebendo, das mãos dos directores da Cooperativa,
um troféu individualizado em cristal, como prova de reconhecimento da
sua fidelização. Usaram da palavra, na altura, o Presidente da NHC,
Manuel Tereso, que sublinhou o significado da cerimónia e traçou,
com muita esperança, o rumo que idealiza para a “sua” Cooperativa,
uma cooperativa que deseja viva, actuante e com cada vez mais e
melhor participação daqueles a quem serve – os seus cooperadores;
o Presidente da FENACHE, Guilherme Vilaverde que referiu a sua
cumplicidade com os êxitos e lutas da NHC – de que é “padrinho” já
que a si se deve o nome da Cooperativa; o representante da Câmara
Municipal de Loures Dr Fernando Jorge Neves que sublinhou o trabalho
da NHC na ajuda à ultrapassagem dos problemas habitacionais do
Concelho, e o Dr Canaveira Campos que, como lhe é usual, fez uma
intervenção de fundo sobre os valores e virtualidades do cooperativismo,
os caminhos que percorre – a sustentabilidade económica, ambiental
e social, nomeadamente – e o comprometimento da NHC e dos seus
actuais dirigentes com esses valores, facto que faz antever um FUTURO
de sucessos na linha dos que alcançou nos primeiros 20 anos.
A cerimónia culminou com a realização da Assembleia-Geral.
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actividades
Cooperativas celebram Dia do Cooperador Habitacional
Dando resposta ao desafio lançado pela FENACHE, a CUPH –
Urbanização Varandas de Queijas, I, de que fazem parte as cooperativas:
CHEUNI, NHC e COOHABITA, organizou, no passado dia 16 de Junho,
as celebrações do Dia do Cooperador Habitacional.
A iniciativa destinou-se, neste ano, aos associados inscritos no já
mencionado empreendimento de Varandas de Queijas, e teve como
objectivo estimular as relações de boa vizinhança entre futuros
vizinhos, e entre estes, as suas organizações cooperativas de origem.
Neste sentido, o programa dos festejos iniciou-se com uma visita à
obra em curso, um andar e moradia modelo, por forma, a possibilitar
aos sócios inscritos uma melhor visão sobre a evolução da obra, bem
como o esclarecimento de eventuais dúvidas.
Não obstante o enorme sucesso da iniciativa e o contentamento geral
de todos os presentes, os organizadores da iniciativa não puderam
deixar de manifestar o seu desalento pelo facto da forte e inesperada
chuva ter impossibilitado a realização da totalidade das actividades
programadas e que incluíam um passeio pelos mais emblemáticos
locais históricos da freguesia de Queijas, tal como são os Moinhos de
Vento, a casa de D. Miguel, a casa de Cesário Verde, o Santuário da
Senhora da Rocha, entre outros, e que tinham como objectivo dar a
conhecer aos futuros residentes, alguns elementos históricos da sua
nova comunidade.
Assim, as festividades foram encerradas com o tradicional almoço
de convívio, onde, também cumprindo a tradição não faltaram as
sardinhas e febras. A satisfação generalizada dos presentes e a grata
sensação do dever cumprido garantem a repetição da iniciativa nos
anos vindouros.
AREIASUCHA
Cooperativas do Porto unem-se para nova Promoção Cooperativa
Na linha do que vem sendo a já tradicional
promoção de habitação cooperativa em
parceria, oito Cooperativas do Norte do país
juntaram-se com o intuito de promover um
Empreendimento de, aproximadamente, 151
habitações localizadas no Porto Oriental.
As Cooperativas Água Viva, As Sete Bicas,
Ceta, Coopermaia, Habece, Portocoope, Santo
António das Antas e Tripeira, que integram
a UCHA – União Cooperativa Habitacional,
UCRL, entenderam formar uma nova União
Promotora – AREIASUCHA - que se destinará
a promover este novo Empreendimento
Habitacional das Areias.
Esta obra, que deverá começar a crescer no
terreno no primeiro semestre de 2008, surge
como consequência da acção da FENACHE
junto da Câmara Municipal do Porto, do que
resultou a cedência, em direito de superfície,
do terreno num novo pólo de desenvolvimento
da cidade (Porto Oriental) onde o Sector
Cooperativo irá, uma vez mais, desbravar um
processo de qualificado desenvolvimento
urbanístico na cidade.
Trata-se de um projecto especialmente
direccionado para os jovens numa perspectiva
de retorno e repovoação da cidade pela
população jovem, inserida num propósito
comum de rejuvenescimento.
Com um investimento global aproximado
de 12 milhões de euros, o Empreendimento
será promovido no âmbito do regime da HCC
(habitação a custos controlados), respeitará
os princípios de construção sustentável con-
sagrados já em promoções anteriores e também o novo regime de acessibilidades.
Espera-se que esta Promoção corresponda,
por um lado, às expectativas dos Cooperadores inscritos nas várias Cooperativas e que
os futuros moradores contribuam, por outro
lado, para inverter a tendência de despovoamento da cidade do Porto, em especial da
camada da população mais jovem.
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actividades
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NORBICETA
Qualidade construtiva
sustentável e visual em
Leça da Palmeira
No sentido de repercutir as boas práticas construtivas experimentadas
na Ponte da Pedra 2ª Fase ao nível da sustentabilidade nas futuras
promoções Cooperativas, a NORBICETA utilizou os mesmos
princípios de gestão construtiva na sua mais recente promoção – o
Empreendimento de Leça da Palmeira.
É particularmente reconfortante ver que todo o terreno desbravado
até aqui ao nível da concretização dos princípios da sustentabilidade
construtiva e dos conhecimentos adquiridos pode ser replicado em
quaisquer outras promoções cooperativas, desde que consideradas as
condicionantes do Empreendimento.
Desta vez o edifício cooperativo sustentável situa-se em zona nobre
de Leça da Palmeira, município de Matosinhos, inclui 29 habitações e
um comércio, e avaliar pela reacção dos moradores que já habitam nas
suas novas casas, este novo projecto veio trazer um significativo valor
acrescentado ao local onde se integra e às vidas destas famílias.
A localização é excelente, próxima ao mar, e, embora com acentuadas
diferenças de arquitectura, houve de igual modo as mesmas
preocupações de sustentabilidade, com a instalação de painéis
solares para aquecimento de água quente sanitária, com o reforço
dos isolamentos térmicos e acústicos, a preocupação por assegurar
a permanente ventilação de todos os compartimentos das fracções,
incluindo salas e quartos, a colocação de baldes de lixo diferenciado
dentro das habitações, a utilização de torneiras termostáticas e de
dispositivos de dupla descarga nos sanitários, com vista a racionalizar
o consumo de água.
A escolha de materiais arrojados na fachada principal do edifício e
a ousada peça de arte colocada no átrio de entrada do edifício são
também marcas distintivas do Empreendimento, na linha do que já
nos habituou esta União de Cooperativas que integra a Sete Bicas, a
Nortecoope e a Ceta. É pois com prazer que registamos aquela que
começa a ser prática corrente destas promoções cooperativas – aliar
a garantia de qualidade residencial ao conforto visual da presença da
arte no edificado…mais uma manifestação da qualidade de concepção
das Cooperativas de Habitação.
COOBITAL
Celebrou 32ª aniversário
A Cooperativa COOBITAL celebrou no ano de
2007, 32 anos de trabalho e empenho pela
causa do Cooperativismo Habitacional na
Região do Algarve. Privilegiando actividades
direccionadas para o interior da organização,
a comemoração da efeméride contemplou a
realização dum conjunto de iniciativas, que
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pretenderam mobilizar a participação dos
cooperadores, de forma a reforçar os laços
de companheirismo e solidariedade desta
família cooperativa.
Assim, tiveram lugar Jornadas técnicas
para Dirigentes e Quadros, com visitas
aos empreendimentos dinamizados pelo
Grupo MCH – Algarve, garantindo-se desta
forma, a capacidade, de quando necessário,
dar respostas concretas e efectivas às questões
colocadas pelos cooperadores, mais uma edição
do Passeio Mistério, o 1º Passeio Cicloturista
“Coobital 2007” e a 1ª Maratona de Snooker
“Coobital 2007”.
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actividades
CHEUNI
Dá continuidade ao trabalho
A CHEUNI terminou o ano de 2007 com a conclusão do programa
habitacional da Urbanização Moinho do Murganhal, situado em
Caxias, composto por 2 lotes de 20 fogos de tipologias, T1, T2 e T3
e abraçou o novo ano com renovado empenho na continuidade dos
programas em curso e de significativa importância para a Cooperativa
e seus associados. O primeiro desses projectos é o da Urbanização de Queijas, a ser
promovida em parceria com a NHC e a COOHABITA, e cuja gestão
é assegurada pela CUPH Varandas de Queijas I. Após vários anos de
espera, resultante dos habituais constrangimentos administrativos
e construtivos, prevê-se agora que a conclusão da 1ª fase do
empreendimento ocorra já no final do corrente mês e a conclusão total
da obra no final de 2008.
De forma a dinamizar o espaço e incutir já nos futuros moradores
desta Urbanização os bons princípios cooperativos, foi igualmente
este o espaço seleccionado pela Cooperativa para os festejos do Dia
do Cooperador Habitacional, e do qual demos conta nas primeiras
páginas desta rubrica.
A Cooperativa encontra-se igualmente a promover uma urbanização
de moradias no Casal dos Olheiros, no Concelho de Torres Vedras,
cujas infra-estruturas estão já em fase de execução, bem como a
desenvolver diligências com vista a dar prossecução ao Protocolo
estabelecido entre a FENACHE e a Câmara Municipal de Alpiarça, que
prevê a construção de 36 moradias.
A finalizar continuam os trabalhos referentes ao programa do Bairro do
Condado, fruto igualmente do Protocolo FENACHE/Câmara Municipal
de Lisboa, que por estar localizado na zona de influência da nova
travessia sobre o Tejo – rede ferroviária de alta velocidade – carece de
parecer favorável da REFER e CCDR de Lisboa e Vale do Tejo para seguir
em frente, e o que se espera venha a acontecer já no inicio deste ano.
HABECE
Eleições na Cooperativa
No passado dia 26 de Março tomaram posse os Corpos Sociais da
HABECE eleitos para o triénio 2007/2009. A sua composição aponta
para a gradual e necessária renovação com a inclusão de três novos
dirigentes cuja juventude e habilitações proporcionarão um acréscimo
de dinamismo qualitativo.
Além da renovação, o plano de acção dos eleitos consagra, também como
essenciais, os objectivos da inovação (reabilitação, turismo, equipamento
social) e da sustentabilidade dos recursos (económicos e financeiros).
Deixaram de pertencer aos Órgãos Sociais os membros Adriano Lorga
da Silva e Orlando Amorim da Silva Reis cujas qualidades, humanas e
profissionais, constituíram para a HABECE uma mais valia indelével.
A Habitar Hoje deseja aos novos e aos já experientes órgãos sociais
desta cooperativa, votos dum mandato cheio de sucesso e de trabalho
cooperativo de qualidade, tal como a HABECE nos tem vindo a brindar
em todos estes anos de filiação na FENACHE.
13
actividades
REVISTA DA FENACHE . FEDERAÇÃO NACIONAL DAS COOPERATIVAS DE HABITAÇÃO
COLMEIA
Celebra 30 anos de trabalho Cooperativo
De 17 de Junho de 1977 a 17 de junho de 2007
Nascida genuína e generosamente da força de um grupo de cidadãos que, convictamente, assumiram o projecto
de constituir uma cooperativa de habitação, a Colmeia percorreu nestes 30 anos um caminho onde já se cruzaram
várias centenas de famílias num total superior a 1500 Cooperadores.
A aproximação aos seus membros, a natural aptidão para se relacionar
a felicidade de ter celebrado o 30º aniversário da Colmeia. Com uma
com a comunidade, a diversa e intensa actividade, foram alavancas
mensagem de especial reconhecimento aos fundadores, o dia 17 de
para o posicionamento actual da cooperativa: 1000 Cooperadores
Junho último festejou o 30º aniversário da Colmeia com juventude,
no activo; creche, infantário e ATL com 110 crianças; 440 fogos
alegria, movimento e cultura: uma oportunidade de celebrar as relações
concluídos; 290 em desenvolvimento e, brevemente, lar/residência para
humanas entre Amigos, Parceiros, Dirigentes de outras Cooperativas,
23 seniores são algumas das motivações para que todos partilhemos
Colaboradores e Cooperadores da família Colmeia.
Com projectos em várias frentes
Na sequência do protocolo celebrado entre a Fenache e a Câmara
do interior. O empreendimento, cujo projecto está em fase de estudo e
Municipal de Odivelas, coube à Colmeia, a promoção dum lote para
desenvolvimento, será constituído por cerca de 50 fogos de tipologia T1
construção de 20 fogos a custos controlados, onde serão aplicados os
e T2, e constitui mais um importante passo da cooperativo no sentido
princípios de sustentabilidade ambiental, numa iniciativa de carácter
de promover respostas às necessidades de jovens e famílias pouco
pioneiro para o Município de Odivelas. O empreendimento tem
numerosas que por razões de ordem económica se têm afastado do
ainda a particularidade de se destinar à população Jovem (até aos
coração da cidade ribeirinha.
35 anos) que trabalhe ou resida no concelho, num esforço evidente
A finalizar a Cooperativa encontra-se igualmente a promover um
da autarquia em fixar as camadas jovens no território, enriquecendo
programa habitacional especificamente destinado ao segmento médio
o tecido social envolvente. Ainda no âmbito de novos projectos, a
e médio – alto, desta feita no Belas Clube de Campo, que com 80
Colmeia adquiriu um prédio devoluto da zona da baixa lisboeta, a
apartamentos.
100 passos do Metro, destinado à reabilitação e reconstrução total
14
REVISTA DA FENACHE . FEDERAÇÃO NACIONAL DAS COOPERATIVAS DE HABITAÇÃO
actividades
LARCOOPE
Integra elemento de sustentabilidade na 5ª fase
igualmente levar a cabo uma cerimónia de entrega dos fogos aos
cooperadores. Nesta construção de custos controlados, desenvolvida
com o apoio do IHRU (ex-INH) e em regime de direito de superfície,
é de salientar o empenho da Direcção da Cooperativa em associar
ao projecto inicial, e dentro das limitações de custos impostas, 32
colectores solares térmicos (um por cada residência) o que permitirá
aos seus novos utilizadores não só um melhor aproveitamento da
energia solar, como uma considerável redução (cerca de 85%) dos
gastos para aquecimento de águas sanitárias.
Com esta iniciativa, a LARCOOPE não só mostra a sua determinação
em levar em conta as orientações da FENACHE em matéria de
Construção de Habitação Sustentável, como prova a capacidade de
A Larcoope Paranhos está prestes a concluir um dos seus objectivos
de 2007, a 5ª Fase, no gaveto das Ruas Óscar da Silva e Aval de Baixo,
localizado em Paranhos, na Cidade do Porto.
A obra encontra-se na recta final e espera-se a sua conclusão efectiva
para os primeiros meses de 2008, momento em que a Direcção conta
se promoverem pequenas
alterações aos projectos
inicialmente
previstos,
com resultados claramente
mais compensadores para
os sócios e para o meio
ambiente em geral.
LAR PARA TODOS
Adquire 3 terrenos em Moura
Na sequencia do trabalho que vem sendo desenvolvido pela
O excelente relacionamento dos intervenientes e a efectiva vontade
Cooperativa, com o apoio da FENACHE com vista à celebração de um
de trabalhar em prol da melhoria das condições habitacionais das
Protocolo de Colaboração entre a Autarquia de Moura e a Federação
populações locais levam igualmente a Cooperativa a optar desde já
Nacional, e cuja celebração deverá ocorrer ainda no primeiro trimestre
pela elaboração dos estudos prévios de desenvolvimento para a zona,
deste ano, a Lar para Todos adquiriu recentemente 3 terrenos que darão
bem como pelo desenvolvimento respectivos projectos.
enquadramento físico ao acordo verbal já existente entre as partes.
UNIÃO METRÓPOLIS
Com novas associadas
Com o objectivo de fortalecer o importante poder de lobby da União
responsável pela gestão politico - administrativa da Federação Nacional
na região de Lisboa, os dirigentes da Metrópolis entenderam por bem
convidar todas as filiadas da FENACHE a associarem-se igualmente na
estrutura regional.
Assim, e desde o final do ano transacto, são novas filiadas da União
Metrópolis as seguintes cooperativas: Aqui Estamos, Casamar, Sete
Colinas, Querer é Poder, Olicoop, Cortelecoop e Abrigo de Chelas.
Assim se reforça o trabalho e a força do Movimento Cooperativo
Habitacional na Região de Lisboa.
15
actividades
REVISTA DA FENACHE . FEDERAÇÃO NACIONAL DAS COOPERATIVAS DE HABITAÇÃO
LAR FERROVIÁRIO
Inicia trabalhos de novo programa habitacional
Ao abrigo do Protocolo de Colaboração celebrado entre a FENACHE e
de requalificação urbana da Arroja, tendo em vista a revalorização
o Município de Odivelas, foi atribuído à Cooperativa O Lar Ferroviário
do espaço público através da necessária articulação com o território
a condução futura do programa habitacional da Arroja.
envolvente e definição de alternativas aos bairros degradados de
O empreendimento a desenvolver compreenderá a construção de 28 novos
construções precárias que existiam no local, integrando-lhe a forte
fogos de tipologias T1, T2 e T3 e constituem a 2ª fase da intervenção PER
componente humana que caracteriza as nossas organizações e que
nesta Urbanização, tendo sido a 1ª fase de promoção municipal.
lamentavelmente nem sempre é totalmente conseguida nas acções de
A intervenção cooperativa integra assim uma intervenção municipal
realojamento promovidas pelo Estado ou pelas Autarquias Locais.
MCH-ALGARVE
Dinamiza protocolo com
Munícipio de Vila Real de Santo António
A MCH Algarve na qualidade de entidade designada pela FENACHE,
para executora do protocolo de colaboração estabelecido com a
autarquia de Vila Real de Santo António, prepara-se, para neste novo
ano, dar andamento a 5 novos programas habitacionais: a Urbanização
da Catalunha, a implementar em Monte Gordo e composta por 170
fogos, cuja cerimónia de lançamento da primeira pedra decorreu já no
passado dia 29 de Setembro, em simultâneo com a celebração dos
15 anos do Grupo; o Edifício Luz do Guadiana, a implantar na malha
urbana de Vila Real de Santo António, constituído por 28 fogos; a
Urbanização Janelas do Guadiana, em idêntico local de implantação e
composto por 81 fogos e o Edifício da Bela Vista, localizado junto ao
Matadouro e disponibilizando 34 fogos.
E lança nova empresa
Como forma de responder de forma mais eficaz às solicitações e
necessidades do Grupo, foi recentemente criada a MCH Algarve
informática e Serviços, SA, sucessora do Departamento Informático.
Esta nova sociedade irá naturalmente possuir autonomia própria,
agilizando por isso a sua dinâmica, e ainda alargar a sua influência
noutras áreas conexas, nomeadamente o desenvolvimento de
projectos e trabalhos de soluções integradas de comunicação, tais
como webdesign, programação, registo, alojamento e manutenção de
conteúdos, incluindo publicidade.
NHC
Promove encontro de Quadros e Dirigentes
e lança Campanha Cooperador 3000
Teve lugar no dia 17 de Novembro, no Centro de Caparide do
No mesmo âmbito de dinamização da organização, a Cooperativa
Ministério da Educação, um encontro de quadros e dirigentes da
lançou recentemente uma campanha de incentivo à admissão de novos
NHC e suas participadas – NHC (Gest) e NHC (Social).Os resultados
Cooperadores, que trás benefícios tanto para os novos Cooperadores,
da reunião darão origem a um questionário que após submetido aos
como para os Cooperadores proponentes.
cooperadores se fará reflectir no próximo Plano Estratégico 2008/2012.
16
REVISTA DA FENACHE . FEDERAÇÃO NACIONAL DAS COOPERATIVAS DE HABITAÇÃO
actividades
SANTO ANTÓNIO DAS ANTAS
Celebra 30 anos e tem novos projectos em curso
A Cooperativa Santo António das Antas comemorou três décadas da
sua História, com muita emoção, alegria e memórias do longo caminho
percorrido pelos seus órgãos dirigentes e cooperadores ao “redor” da
“grande casa” que somos. Grande nos feitos, construiu e constrói casas,
ruas e lugares, e ainda também construiu e constrói laços fraternos e
solidários que completam e alicerçam os fins das Instituições.
O dia vinte e nove de Setembro de 2007 foi mais um “marco” que
guardamos como nosso, mas também do Movimento Cooperativo
Português de quem somos parte integrante. A subida do Rio Douro
com destino à Régua bem cedo, ainda à luz da lua, num barco que nos
serviu um belo pequeno almoço, seguido de almoço e visita organizada
à Quinta S. Luiz, foi interrompido por um momento singular…
Travessa da Póvoa, Porto
O Agraciamento feito pela Direcção da Santo António das Antas aos
Cooperadores, de há 30 e 25 anos com a chamada de cada um através
do certificado da sua admissão, que os emocionou, e com a entrega
de um alfinete de peito com o emblema da CCH, envolvido em ouro,
como que a avisar que o bem é imperecível e tem de ser cultivado por
cada membro que se constitui na Santo António das Antas. O Douro,
com as suas barragens, a de Crestuma e a do Carrapatelo, com as
suas eclusas de 14 e 35 metros de desnível, permitiram-nos ver a
importância da engenharia para tornear e vencer obstáculos de modo
à usufruição da natureza e seu uso. O Rio foi a grande testemunha da
alegria, memória e satisfação de todos nós.
Bem haja à sua Direcção!
AreiasUCHA, Porto
Madalena, Vila nova de Gaia
A CCH Santo António das Antas tem em andamento 3 novos
projectos habitacionais, dois dos quais desenvolvidos em parceria
com cooperativas da região do Grande Porto, e que apresentam já os
primeiros resultados.
O primeiro destes projectos e o único desenvolvido pela Cooperativa a
título individual, localiza-se na Travessa da Póvoa, e resulta do Protocolo
de Colaboração estabelecido entre a FENACHE e a Câmara Municipal
do Porto no ano transacto. O novo programa contempla a construção
duma Urbanização com capacidade para 14 habitações, garagens e
respectivos arrumos, estando previsto o início da sua construção ainda
para o 1º trimestre deste ano. No âmbito das parcerias intercooperativas
a CCH Santo António das Antas, participa na União de Cooperativas
AREIASUCHA, que num terreno adquirido à Câmara Municipal do
Porto promoverá um programa habitacional composto por 151 fogos,
garagens e arrumos e cujo início dos trabalhos da 1ª das três fases
previstas se espera que venha a ter lugar no decorrer dos primeiros
meses do ano.
A finalizar, a Cooperativa apresentou no passado dia 15 de Dezembro
o andar modelo do Programa da Quinta da Belavista, situado na
Madalena, em Vila Nova de Gaia, e cuja gestão recai sobre a União
GAIACOOP.
A Cooperativa faz ainda questão de recordar que todos os projectos
a iniciar respeitam o enquadramento legal da habitação a custos
controlados/estatuto fiscal cooperativo, e irão dispor dum “Certificado
de Qualidade” emitido por entidade técnica independente com
vista à obtenção de uma Apólice de Seguros Decenal, orientandose a construção pelos princípios construtivos da Sustentabilidade:
maximização da eficiência energética, aumento do conforto ambiental,
poupança e racionalização do consumo de água e separação de resíduos
para reciclagem, premissas base do trabalho das filiadas da FENACHE.
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parcerias
REVISTA DA FENACHE . FEDERAÇÃO NACIONAL DAS COOPERATIVAS DE HABITAÇÃO
FENACHE em Conferência da Área Metropolitana de Lisboa
Manuel Tereso, enquanto Director da FENACHE responsável pela
região de Lisboa, participou, na qualidade de moderador, na
Conferência “Políticas Públicas de Coesão Social”, promovida pela
Área Metropolitana de Lisboa, e que teve lugar nos passados dias 24
e 25 de Maio, no Fórum Lisboa.
A iniciativa visou criar um adequado espaço de diálogo e de reflexão
que permitisse aos decisores políticos e sociedade civil, trocarem
experiências, actualizar informação, discutir alternativas e perspectivar
linhas de orientação com vista a “sermos capazes de encontrar
as soluções de equilíbrio que garantam o efectivo crescimento
económico gerador de riqueza, que todos desejamos, sem abdicar da
sustentabilidade ambiental e da coesão social”. O convite à Federação
Nacional para moderar o painel referente à problemática da Habitação
surgiu na sequência do trabalho que a FENACHE tem vindo a desenvolver
junto das diferentes autarquias locais, e cujos frutos começam a surgir,
tal como vos damos conta nas páginas desta revista.
O painel apelidado de “Políticas Sociais de Habitação”, contou ainda
com a participação do Eng. Teixeira Monteiro, em representação do
INH, responsável pela apresentação genérica da Política Social de
Habitação, bem como das autarquias de Sesimbra, Cascais e Odivelas.
FENACHE assina Protocolo de Colaboração com Sousel
Na sequência das diligências efectuadas no âmbito do estabelecimento de
protocolos de colaboração entre a FENACHE e as edilidades do território
nacional, foi ratificado no passado mês de Abril mais um destes documentos,
desta feita com o Município de Sousel.
A parceria deverá agora aguardar o desenvolvimento dum projecto
habitacional em concreto, cuja gestão deverá caber, como é nossa
tradição, a uma das filiadas da região.
A Habitar Hoje continuará a acompanhar o desenvolvimento deste
importante dossier, dando sempre que seja pertinente, conta das
suas principais evoluções.
Na forja: parceria com Munícipo de Moura
Igualmente neste âmbito, a FENACHE, através do trabalho localmente
desenvolvido pela nossa filiada Lar para Todos, está em vias de assinar
Protocolo de Colaboração com o Município alentejano de Moura.
18
Com esta ascende a 20 o número de autarquias com protocolos de
Colaboração com a Federação Nacional, e a 8 os estabelecidos para a
Região do Alentejo.
REVISTA DA FENACHE . FEDERAÇÃO NACIONAL DAS COOPERATIVAS DE HABITAÇÃO
jogos nacionais
JOGOS NACIONAIS DA FENACHE
16 anos de Convívio Cooperativo
Mais um ano, mais uma edição de sucesso para a iniciativa lúdico desportiva mais antiga do Movimento Cooperativo Português!
A 16ª edição dos Jogos Nacionais das Cooperativas de Habitação/
FENACHE, realizada em Faro, de 28 a 30 de Abril, e da responsabilidade
local da União MCH – Algarve, e suas filiadas CHASFA e COOBITAL,
decorreu uma vez mais em clima de enorme sucesso e salutar convívio.
Mais de 450 pessoas, entre atletas, dirigentes e acompanhantes
passaram pela Cidade de Faro nos dias do evento, ajudando a
celebrar de forma entusiasta, saudável e desportiva a grande festa da
família Cooperativa, a que a FENACHE e as suas mais activas filiadas,
intitularam de Jogos Nacionais das Cooperativas de Habitação.
No plano puramente desportivo, as várias competições decorreram
em clima de salutar competição, não comprometendo contudo o
espírito combativo das delegações, que procuram sempre os melhores
resultados para a sua Cooperativa.
Ainda neste âmbito, mas remetendo para o plano intelectual, a edição
do Concurso de Conto e Poesia deste ano foi das mais concorridas de
sempre, com cerca de 40 textos a concurso, destacando-se alguns com
sendo dum elevadíssimo nível técnico.
No que toca às restantes actividades lúdicas que tradicionalmente
acompanham as provas desportivas, a organização assegurou a
existência de local apropriado às exibições de talentos das nossas
cooperativas, tendo uma vez mais a Coopermaia e a Sete Bicas
primado por apresentações de excelência ao nível da dança, do canto
e da performance teatral, bem como a COOBITAL com a apresentação
do seu novo núcleo de artes marciais.
A sustentabilidade da Habitação Cooperativa em debate
Dando uma vez mais prossecução o objectivo
de associar a todas as edições dos Jogos
Cooperativos, iniciativas de reflexão técnica,
particularmente dirigida aos Dirigentes e
Quadros das cooperativas filiadas na FENACHE
presentes nestes dias, teve lugar na tarde do
dia 28 de Abril, após a cerimónia oficial de
abertura dos Jogos, um seminário sobre a
temática da Sustentabilidade da Habitação
Cooperativa.
O evento contou com a participação de mais
de duas dezenas de interessados que durante
cerca de 3 horas partilharam experiências
e opiniões sobre a problemática em debate,
tendo como alavancas de discussão as
apresentações proferidas pelo Arq. João
Branco Pedro, investigador do LNEC, e pelo
Eng. Daniel Lucas, técnico da Cooperativa As
Sete Bicas.
Centradas na questão específica da
Sustentabilidade da Habitação Cooperativa,
as prelecções foram díspares, mas contudo
complementares.
A apresentação do Arq. João Branco Pedro
centrou-se na caracterização do conceito lato
da sustentabilidade, nas e das, nossas cidades,
com especial incidência para a questão da
rentabilização dos recursos naturais e efectivo
planeamento urbano, com um impressionante
power point que levou todos os presentes a
uma incisiva reflexão sobre a efectiva relação
causa - efeito que as nossas acções diariamente
provocam no habitat natural em que circulamos
e que teimosamente continuamos a entender
como sendo absolutamente infinito.
Por seu lado a apresentação do Eng. Daniel
Lucas, direccionou-se à apresentação
dum caso concreto, nomeadamente o
do Empreendimento da Ponte da Pedra,
onde muitos dos factores anteriormente
identificados foram efectivamente incorporados
no desenvolvimento da obra, por forma a
potenciar ou evitar os seus resultados.
O claro interesse dos participantes por mais
esta sessão técnica, leva-nos a concluir,
que esta não é de todo uma problemática
esgotada, mas sim campo de trabalho onde
muito ainda existe por reflectir, aprender e
aplicar nas nossas obras.
19
jogos nacionais
REVISTA DA FENACHE . FEDERAÇÃO NACIONAL DAS COOPERATIVAS DE HABITAÇÃO
17º JOGOS NACIONAIS DA FENACHE
Vila Nova de Gaia recebe esta edição
Respeitando a tradicional rotatividade deste evento, caberá à zona
norte, a tarefa de organizar a 17ª edição dos Jogos Nacionais das
Cooperativas de Habitação.
Após alguma reflexão foi decisão da Direcção da FENACHE convidar
a Cooperativa Santo António das Antas a levar a bom porto esta
iniciativa no ano que agora se inicia, desafio desde logo aceite pela
Direcção da nossa filiada.
Assim, a 17ª edição dos Jogos Nacionais terão lugar na cidade de Vila
Nova de Gaia, nos dias 25, 26 e 27 de Abril. A Cooperativa conta já com
o activo apoio da Câmara Municipal, que desde o primeiro momento
se disponibilizou a apoiar a organização local em todos os aspectos
logísticos a que um evento desta natureza obriga.
As Cooperativas interessadas em participar em mais uma edição
deverão pois ficar atentas à informações enviadas pela FENACHE, bem
como às noticias publicadas no nosso site:
(www.fenache.coop).
PROGRAMA PROVISÓRIO
SEXTA-FEIRA . 25 de Abril
10,00 – Abertura do Secretariado para recepção às delegações
12,00 – Almoço
14,15 – Concentração das delegações junto ao Pavilhão e organização do cortejo
15,00 – Cerimónia de Abertura da 17ª edição dos Jogos Nacionais
15,30 – Mostra do Grupo de Ginástica de Exibição (a confirmar)
19,30 – Jantar de Confraternização
SÁBADO . 26 de Abril
06,00 – Concentração dos participantes da Pesca Desportiva no Pavilhão Municipal.
07,30 – Inicio da prova de Pesca
08,30 – Inicio das provas de Atletismo e BTT
09,00 – Inicio das restantes modalidades, a decorrerem a simultâneo
12,00 - 15,00 – Almoço
15,30 – Continuação das provas desportivas
20,00 – Jantar de convívio com animação a confirmar
DOMINGO . 27 de Abril
09,00 – IV Caminhada Cooperativista José Barreiros Mateus
12,00 – Entrega de Prémios
13h30 – Almoço de Confraternização e de Encerramento
REVISTA DA FENACHE . FEDERAÇÃO NACIONAL DAS COOPERATIVAS DE HABITAÇÃO
fenache . jovem
DEPARTAMENTO JOVEM
Acompanha Delegação da República Checa
A Fenache acolheu e acompanhou, através
do seu Departamento Jovem, a Delegação de
Representantes de Cooperativas de Habitação
da República Checa.
A visita do grupo a Portugal decorreu entre os
dias 3 e 10 de Outubro de 2007 e contemplou,
para além da visita a vários pontos turísticos
de todo o país, tais como às cidades do Porto,
Coimbra, Évora, Sagres, Lagos, Portimão,
Silves e Lisboa, uma visita de estudo a três
Cooperativas de Habitação portuguesas.
A Direcção da Fenache seleccionou a CHE
As Sete Bicas CRL, no Norte, o Grupo NHC,
na capital e o Grupo MCH Algarve, no sul e
instruiu os membros do Departamento Jovem
representantes dessas Cooperativas para
receber o grupo.
Os Programas de visita às Cooperativas
incluíram uma apresentação formal da organização em sala e a visita a um Empreendimento
chave da Cooperativa. O Grupo apreciou a arte
de bem receber das nossas Cooperativas e o
interesse dos programas preparados, tendo
lançado, desde logo, o convite para que as
Cooperativas portuguesas visitem a República
Checa, concretizando as verdadeiras iniciativas
de intercâmbio cooperativo internacional.
PERFIL
Nome: Jorge Guilherme
Idade: 33 anos
Cooperativa: NHC – Nova Habitação
Admissão em: Maio de 1991
Habilitações: Licenciatura em Gestão de Empresas
Funções na Cooperativa: Director (NHC (Gest))
membros integrados nas suas Cooperativas, e tendo intervenção directa
Para ti o cooperativismo habitacional é:
É uma excelente prova de que em comunidade e colectivamente, em áreas como a educação, a promoção habitacional, o arrendamento
com o empenho de todos, é possível dar vida a projectos social.
habitacionais acessíveis a todos e com uma qualidade exemplar
No teu entender qual será o papel do Departamento
Jovem na construção do futuro do MCH:
As Cooperativas sempre tiveram, e penso que vão continuar a ter,
um papel fundamental, junto das camadas mais jovens, que não
querem ver o seu futuro hipotecado a um banco, pelo facto de
possuírem uma habitação para viverem. O Departamento Jovem,
já faz parte do futuro do movimento cooperativo, estando os seus
Medidas imediatas para uma Politica Habitacional que respeite os
condicionalismos económicos e sociais dos jovens portugueses, e
o papel das cooperativas nesse processo:
Quanto a este tema, acho que as questões não deverão ser encaradas
como um pacote de medidas que resolvam os problemas de todos,
devem ser dadas opções variadas, para irem de encontro às necessidades
de cada um.
21
Apoia os Jogos Nacionais
das Cooperativas de
Habitação/FENACHE
projecto . SHE
REVISTA DA FENACHE . FEDERAÇÃO NACIONAL DAS COOPERATIVAS DE HABITAÇÃO
CONGRESSO CONSTRUÇÃO 2007 - COIMBRA
Qualidade e Inovação destacam trabalho das Cooperativas de Habitação
A FENACHE assegurou a sua participação no 3º Congresso Construção
2007 que teve lugar em Coimbra, entre os dias 17 e 19 de Dezembro
de 2007. Representada pelo Engenheiro José Coimbra, a Fenache
apresentou, uma vez mais, o Primeiro Empreendimento Cooperativo
de Construção Sustentável, numa Sessão Paralela do encontro
subordinada ao tema “Sustentabilidade da Construção”.
A inovação da abordagem residiu no facto de a apresentação das
características de construção sustentável do Empreendimento da
Ponte da Pedra 2ª Fase ter sido feita sob o pressuposto de que esse é
o ponto de partida para todas as promoções cooperativas posteriores.
Na verdade, todos os Empreendimentos promovidos após o mês de
Novembro de 2006 (data da inauguração da Ponte da Pedra 2ª Fase)
incluíram nos seus programas os mesmos requisitos de sustentabilidade
construtiva ao nível da gestão energética, gestão de resíduos, gestão
da água e conforto ambiental, procurando, contudo, inovar os padrões
já exigentes implementados na Ponte da Pedra. Assim se passou nos
Empreendimentos de Leça da Palmeira, Guifões, Moradias de Angeiras,
Quinta da Belavista e assim se passará também no Empreendimento
de Areias e nos que hão-de vir.
Neste Congresso, a FENACHE passou a imagem de que as Cooperativas
de Habitação apostam na inovação permanente dos seus projectos
e é essa postura arrojada que as faz sobreviver no feroz mercado
concorrencial do momento e as destaca positivamente dos restantes
promotores imobiliários.
Ponte da Pedra na agenda do Bloco de Esquerda
O Ambiente está na ordem do dia e é objecto
de debate a todos os níveis. O Bloco de
Esquerda levou a cabo, entre Julho e Setembro,
as Jornadas das Alterações do Clima.
No âmbito desta iniciativa, teve lugar a visita
ao Empreendimento da Ponte da Pedra, no dia
15 de Setembro, cuja agenda foi dedicada ao
consumo de energia no meio urbano.
A visita contou com uma apresentação detalhada
das características de sustentabilidade construtiva do Empreendimento e de uma visita
aos espaços comuns do mesmo.
A importância da visita ao nosso
Empreendimento Sustentável pode medir-se
simplesmente pela presença do líder desta
organização política Francisco Louçã e da
Deputada Alda Macedo.
A NORBICETA assumiu com grande agrado
o papel de pioneira na implementação
das regras da sustentabilidade em
Empreendimentos Cooperativos, construídos
no âmbito do Estatuto Fiscal Cooperativo, e
a importância desta posição foi amplamente
reconhecida e apoiada por todos os
visitantes, ainda mais porque esta postura
construtiva foi adoptada como a única
possível, amiga do ambiente e respeitadora
do novo Regulamento Energético, e que,
por isso, será implementada em todos os
Empreendimentos futuros promovidos pela
Sete Bicas.
As Jornadas do Bloco culminaram com a
Conferência Internacional “Ninguém se pode
esconder das alterações do Clima – Desafios
e Respostas” que teve lugar, no passado dia
22 de Setembro, no Instituto Superior de
Ciências do Trabalho e da Empresa.
Ponte da Pedra certificada pelo sistema LiderA
Atendendo à relevante inovação que o Empreendimento da Ponte da
Pedra trouxe ao panorama da construção de Habitação no nosso país,
tem o mesmo sido alvo de inúmeras atenções quer por parte dos meios
de comunicação social, como partidos políticos e meio académico
nacional e internacional.
Na senda deste percurso chegou o momento da obra ser oficialmente
reconhecida pelo seu desempenho ambiental, que aliás esteve já em
destaque num livro da iniciativa do Instituto do Ambiente, da autoria
do Prof. Manuel Pinheiro, e de seu título “Ambiente e Construção
Sustentável”. Assim, a obra foi oficialmente reconhecida com o
Certificado Ambiental atribuído pelo Sistema LiderA – Sistema de
Avaliação e Certificação Ambiental da Construção Sustentável, cuja
cerimónia de entrega ocorreu no passado dia 29 de Outubro no
auditório do Padrão dos Descobrimentos em Belém.
23
na primeira pessoa
REVISTA DA FENACHE . FEDERAÇÃO NACIONAL DAS COOPERATIVAS DE HABITAÇÃO
NA PRIMEIRA PESSOA
Nuno Teotónio Pereira
Doutor em Arquitectura
REABILITAÇÃO DO PARQUE HABITACIONAL PÚBLICO
O papel das Cooperativas
O parque habitacional público, quer do Estado, quer de propriedade municipal, tem
hoje uma enorme dimensão, em resultado da construção, ao longo de décadas,
de empreendimentos de habitação social. Esta massa de edifícios, espalhada
por todo o país, vem colocando exigências de manutenção a que as diferentes
entidades não têm podido ou sabido dar resposta. É por isso que muitos bairros,
para além de frequentes problemas resultantes de deficiente inserção urbana,
apresentam hoje graves situações de degradação ao nível dos edifícios.
Que a percepção deste problema não é de agora, atesta-o o facto de, após o 25
de Abril, quando foi criado o Instituto Nacional de Habitação, ter aparecido pouco
depois o IGAPHE – Instituto de Gestão e Alienação do Património Habitacional do
Estado. Procurava-se, já nessa altura, que a grande quantidade de fogos existentes
passasse para as mãos de municípios ou outras entidades, e até para as dos próprios
moradores, endossando assim as responsabilidades da respectiva conservação.
Foi neste quadro que uma parte dessas habitações foi sendo alienada, mas a
um ritmo claramente insuficiente face às necessidades e expectativas. O mesmo
aconteceu com os edifícios construídos pelas Caixas de Previdência, que foram
sendo vendidos aos arrendatários, fogo-a-fogo, sucedendo que, na maioria deles,
existem ainda fracções na posse do Instituto de Gestão Financeira da Segurança
Social.
Com o intuito de acelerar este processo, a lei nº 107-8 de 2003 regulamentou a
alienação do património habitacional do Estado para os Municípios. No entanto
perante o facto de, em muitos casos, estes os terem rejeitado nas condições
propostas, foi mais tarde facultada a respectiva transferência para outras
entidades, nomeadamente IPSS, fundações e Misericórdias. Este processo tem-se
desenrolado entretanto com muita morosidade e foi manchado com a polémica
atribuição de um bairro social de Lisboa a uma fundação que fez aumentar as
rendas de forma brutal, provocando a revolta dos moradores.
É precisamente no sentido de evitar erros e injustiças que o movimento
cooperativo vem afirmando a sua capacidade, como parceiro do Poder Central
e Local, na alienação do património habitacional público. Nesta perspectiva,
uma comunicação apresentada ao recente VIII Congresso Nacional da FENACHE
(Federação Nacional das Cooperativas de Habitação Económica), é reveladora da
vocação específica deste sector da economia social para levar avante o complexo
processo de reabilitação que não pode esperar mais.
Trata-se de experiências iniciadas em três bairros de habitação social (Leiria,
Salvaterra de Magos e Nisa), em que a metodologia de intervenção assentou em
dois eixos fundamentais: contacto permanente com os moradores e utilização
de um programa informático especifico para cálculo e controlo das rendas. Estas
experiências, promovidas pela cooperativa de habitação NHC e relatadas na revista
“Habitar Hoje”, criaram expectativas muito favoráveis quanto ao desenvolvimento
desse trabalho a nível da reabilitação social e física dos bairros envolvidos.
Assistindo-se neste momento a uma profunda revisão legislativa no campo da
24
habitação social, com a redefinição do programa Prohabita
e a criação de novos instrumentos, como o Proreabilita
e a Porta 65, é de esperar que sejam aproveitadas as
virtualidades específicas do movimento cooperativo
também no campo da reabilitação. Na verdade, as
cooperativas de habitação, como foi exuberantemente
demonstrado no referido Congresso, têm-se pautado por
um desempenho nos últimos anos que augura as melhores
expectativas para o futuro. É neste sentido que todas as
sinergias possíveis devem ser potencializadas.
REVISTA DA FENACHE . FEDERAÇÃO NACIONAL DAS COOPERATIVAS DE HABITAÇÃO
internacional
HABITAR Compromisso com todos
Quinzena da Habitação
A Presidência Portuguesa da União Europeia, a que se associou o
Comité Europeu de Coordenação da Habitação Social (CECODHAS)
e o seu filiado CECODHAS.P (organismo Português que integra todos
os promotores nacionais de habitação social), decidiu promover,
entre 2 e 17 de Outubro, a Quinzena de Habitação Social.
Subordinada ao tema genérico “Habitar – Compromisso com
Todos” teve como referência a afirmação de quatro premissas
fundamentais: o reconhecimento de todos sem excepção a
uma casa condigna – “Habitar, compromisso com Todos”; a
inclusão social como meta a atingir – “Habitar sem Muros para
Derrubar”; o exercício da cidadania praticada pela universalidade
dos cidadãos – “Habitar, a Casa e a Cidade”; e a construção de
um futuro mais sustentável através da preservação do ambiente
– “Habitar, Escolhas a pensar no Futuro”. Teve ainda como
preocupação, e tentando, logo na sua planificação, dar resposta
aos quesitos fixados, a realização de iniciativas espalhadas um
pouco por todo o País, cumprindo 3 workshops – no Porto, em Faro e em
Coimbra. O dia 2 de Outubro foi escolhido para dar início a esta quinzena
por ser o Dia Mundial do Habitat, a que este ano a ONU dedicou o tema
“ Uma cidade segura é uma cidade justa”. Daí que as individualidades
provenientes da Comissão do Poder Local da Assembleia da República,
da Comissão dos Direitos Humanos da ONU, da Comissão de Habitação
do Parlamento Europeu, e o Sr. Secretário de Estado do Ordenamento do
Território e Cidades Dr. João Ferrão tivessem, na abertura institucional
da quinzena realizada na Assembleia da República, subordinado as suas
intervenções ao tema proposto: “Políticas Sociais de habitação: Desafios
da Actualidade”.
Tentando diversificar as diversas realizações, e como já referimos atrás, no
dia 3 de Outubro realizou-se, no Porto, o Workshop “Acesso à habitação:
construção de percursos residenciais”; Faro viu concretizar-se, no dia 9, o
workshop “ Um olhar sobre a habitação: apontamentos estratégicos” e
no dia 11 coube a Coimbra prover o workshop “Promoção da qualidade
no habitar”, este da responsabilidade do Grupo Habitar. Contudo, o
clímax da quinzena foi atingido com a realização, no Fórum Lisboa, no dia
17, de uma conferência internacional a que se deu o título genérico de
“Tendências nas Políticas Sociais de Habitação: Evoluir no séc. XXI”.
Contando com muitos especialistas nacionais e internacionais viu tratados
temas tão diversos como os contextos habitacionais, a reabilitação urbana,
o desenvolvimento da habitação social na União Europeia, a habitação e
os jovens ou as parcerias público-privadas, temas esses que motivaram a
assembleia e suscitaram vivo debate. Terminava assim uma quinzena de
intensa reflexão sobre a habitação que se quer para todos, rumo a um
compromisso colectivo que nos levará à construção de uma sociedade mais
justa, inclusiva e alicerçada na qualidade e sustentabilidade ambiental.
CECODHAS
Associa-se à Quinzena de Habitação Social
O CECODHAS - Comité Europeu de Coordenação da Habitação
Social associou-se, a convite do seu homólogo Português,
à Quinzena de Habitação Social que decorreu entre 2 e 17 de
Outubro um pouco por todo o País, realizando em Lisboa, as suas
tradicionais reuniões de Outono. Com efeito, representantes das
organizações – membro provenientes dos 27 países integrantes
da União Europeia, devidamente divididos pelas três secções que
integram o CECODHAS – Cooperativa, Pública e Associativa – cumpriram
com entusiasmo todos os trabalhos previstos e que constavam, para além
das reuniões das secções, de uma reunião de direcção, de visitas profissionais
a diversos empreendimentos de promoção pública ou cooperativa, e da
participação quer no seminário por si organizado quer na Conferência
Internacional do dia 17 onde diversos dos seus membros dinamizaram,
com muito interesse, alguns dos painéis previstos no programa.
25
internacional
CECODHAS
Realce especial merece a visita ao programa cooperativo de Vale Formoso onde
os cerca de uma vintena de representantes cooperativos europeus puderam
visionar, em apresentação preparada para o efeito, a complexidade, o rigor e a
qualidade organizativa e de construção de todo o empreendimento. Recebidos na
nova sede da FENACHE, que eles muito apreciaram, foram formulando questões
a que o Presidente da CUPH, Sr Manuel Tereso, foi respondendo e visitaram todo
o 1º piso do último bloco a ser construído. No fim, fizeram questão de realçar
a qualidade habitacional do empreendimento e felicitaram a FENACHE e as
cooperativas envolvidas pelo excelente trabalho realizado.
CECODHAS
Inaugura Centro Europeu de Habitação
Foi a 7 de Novembro último, que Michel Delebarre, Presidente do Comité de
Regiões da EU (à esquerda) presidiu à cerimónia de inauguração do Centro
Europeu de Habitação, promovido pelo CECODHAS, que com esta iniciativa dá
resposta ao sonho colectivo de congregar num espaço único os serviços do
Comité Europeu e das Organizações Nacionais de Habitação Social com sede
em Bruxelas, criando um pólo técnico de referencia em matéria de Habitação
Social na capital da UE.
Exemplo disso mesmo foi o lançamento de duas novas publicações da
organização: a primeira intitulada O Desenvolvimento da Habitação Social
na União Europeia – Quando o Interesse Geral coincide com o Interesse da
Comunidade, da responsabilidade de Laurent Ghekiere, e o tradicional relatório
bi-anual produzido pelo Observatório de Habitação Social, apelidada de
Habitação na Europa 2007 – A Habitação Social, Cooperativa e Pública nos 27
Estados Membro, elementos técnicos de referência para qualquer verdadeiro
interessado nestas matérias, bem como para parlamentares europeus, que
encontram nestas obras e no trabalho diário do CECODHAS importante
apoio na luta pela integração das questões do foro habitacional nas políticas
comunitários dos 27.
Os interessados em obter mais informação sobre estas publicações, ou sobre o
trabalho do CECODHAS poderão faze-lo no site www.cecodhas.org
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REVISTA DA FENACHE . FEDERAÇÃO NACIONAL DAS COOPERATIVAS DE HABITAÇÃO
momento verde
Momento Verde
Tudo o que fazemos tem um significativo impacto ao nível das alterações climáticas, principalmente devido à forma como
utilizamos de forma mais ou menos adequada a energia: a forma como nos deslocamos, aquecemos e arrefecemos as nossas
casas, escolas e escritórios, o tipo de lâmpadas que utilizamos, a triagem dos lixos domésticos, etc.
Pelo simples facto de alterarmos pequenos hábitos do nosso dia-a-dia possibilitamos a diminuição de emissões de gases com
efeito de estufa, contribuindo de forma peremptória e eficaz no combate às alterações climáticas.
Atendendo a isto, a Habitar Hoje inicia neste número uma nova rubrica: o Momento Verde, onde em cada edição pretendemos
deixar pequenas dicas para o dia a dia, que certamente contribuirão para uma maior poupança dos recursos naturais,
diminuição dos custos com as nossas habitações e ajudarão no combate às alterações climáticas.
Convidamos pois todas as Cooperativas ou seus associados, a nos fazerem chegar ideias, iniciativas ou projectos que estejam
a ser desenvolvidos nas vossas comunidades e que replicados contribuirão para um Mundo Melhor para Todos Nós.
DICA HABITAR HOJE PARA UM MUNDO MELHOR
Pare um minuto e veja como pode contribuir:
UTILIZAR LÂMPADAS ECONÓMICAS
As lâmpadas económicas podem consumir 5 vezes menos electricidade do que uma lâmpada normal e com a mesma luminosidade!
Se consome 5 vezes menos electricidade, para além de causar 5 vezes menos emissões também diminui 5 vezes a factura da electricidade! Assim,
as lâmpadas, embora mais caras que as normais, acabam por se pagar num reduzido espaço de tempo.
Recomendações de Leitura
Título: Uma Verdade Inconveniente
Autor: Al Gore
Editora: Esfera do Caos
Podemos ainda evitar o colapso do Mundo tal como o conhecemos? Diz o autor que “estamos em colisão com o sistema ecológico do planeta,
o que resulta na ruína dos seus componentes mais vulneráveis”. Contudo, acrescenta “ainda vamos a tempo de escolher um futuro pelo qual
os nossos filhos nos agradecerão”. Para vencer este titânico desafio, precisamos apenas e tão-somente de vontade política e participação de
todos os Cidadãos! Um livro que tem tudo o que precisa de saber para compreender a totalidade do problema e as melhores formas para agir
… e exigir. Concilia a informação científica mais recente e rigorosa com uma clareza de comunicação invulgar.
Preço Editor: 33,00 euros
Título: O Banqueiro dos Pobres
Autor: Muhammad Yunus
Editora: Difel
Galardoado com o Prémio Nobel da Paz de 2006, Muhammad Yunus é o criador da ideia revolucionária do Microcrédito. Com a rara qualidade
de transformar sonhos em realidade, o autor do Bangladesh faz-nos acreditar que a erradicação da pobreza, na versão extrema de miséria,
não é uma utopia e está ao alcance do comum dos mortais.
Uma história de vida que nos obriga a ver o Mundo com outros olhos e a acreditar que cada gesto conta.
27
breves
REVISTA DA FENACHE . FEDERAÇÃO NACIONAL DAS COOPERATIVAS DE HABITAÇÃO
FENACHE no
Conselho Consultivo do IHRU
A FENACHE, na pessoa do seu Presidente, Guilherme Vilaverde, esteve
A agenda dos trabalhos privilegiou a apresentação do Conselho
presente nos trabalhos da primeira reunião do Conselho Consultivo do
Directivo do novo Instituto, bem como uma explanação do Plano
IHRU, criado na sequencia da implementação do PRACE e respectiva
Estratégico para a Habitação, cujos eixos centrais, foram já por
reorganização dos serviços do Ministério do Ordenamento do Território
diferentes ocasiões enumerados pelo Secretário de Estado, e sobre os
e das Cidades, que integrou num instituto único o INH, IGAPHE e
quais demos já conta na anterior edição da nossa revista (ver noticia
DGEMN.
Seminário da Câmara Municipal de Peniche).
A reunião teve lugar no passado dia 5 de Novembro, e contou como
A FENACHE continuará acompanhar o desenvolvimento deste dossier
tradicionalmente no arranque dos trabalhos do Conselho, com a
sempre promovendo o debate no seio deste organismo sobre as matérias
presença do Secretário de Estado do Ordenamento do Território e das
que nos pareçam de particular pertinência para as nossas organizações
Cidades, Prof. Dr. João Ferrão.
e sobre as quais vos daremos conta nas páginas da Habitar.
Cooperativas de todo o mundo
reúnem-se em Lisboa
A Cidade de Lisboa receberá de 23 a 25 de Outubro deste ano a
Prevê-se que estejam presentes em Lisboa por ocasião da Exposição
maior feira de Cooperativas de todo o mundo, a ICA Expo – Exposição
mais de 200 organizações cooperativas oriundas dos 5 continentes, e
Mundial de Cooperativas.
que os visitantes do espaço ascendam aos 15.000.
Organizada pela Aliança Cooperativa Internacional, com o apoio local
Esta é uma oportunidade única para as organizações portuguesas que
do INSCOOP, CONFECOOP e CONFAGRI e com o patrocínio da TAP
deverão efectuar o maior dos esforços no sentido de rentabilizarem a
Portugal, o evento que terá lugar nas instalações da FIL, visa promover
sua participação no eventos, quer seja como visitantes potenciando
o negócio cooperativo ao mesmo tempo que promove a imagem
oportunidades de negócio com as cooperativas congéneres, quer como
das organizações do sector como entidades comerciais credíveis e
expositores captando a atenção de novos clientes e investidores para
altamente qualificadas, pautadas por critérios rigorosos de qualidade,
os seus produtos e serviços.
cuja finalidade ultima é o de satisfação dos interesses comunitários ou
Os interessados em obter mais informação sobre esta iniciativa
invés da simples proliferação de lucros.
poderão aceder ao link: www.icaexpo.coop
REVISTA DA FENACHE . FEDERAÇÃO NACIONAL DAS COOPERATIVAS DE HABITAÇÃO
in memoriam
IN MEMORIAM
Carlos Coradinho
(30/09/1945 - 30/12/2007)
TESTEMUNHOS
A equipa da CASELCOOP
Receber um telefonema a comunicar a morte de alguém é sempre
indesejado.
Receber essa notícia em plena época natalícia é muito doloroso.
Quando, no entanto, esta comunicação atinge alguém que nos é
próximo é ainda mais doloroso.
É verdade, por muito que nos doa o Coradinho partiu.
Não podemos dizer que fosse uma surpresa total, que fosse algo
inesperado. Com efeito, tendo em conta o estado de doença prologada
de que sofria há algum tempo, este desenlace era previsível, ainda que,
quem com ele privou na última reunião de direcção a que presidiu,
pudesse acreditar que ainda o teríamos na nossa companhia por mais
algum tempo.
O Presidente da Caselcoop demitiu-se das suas funções, tão
brilhantemente desempenhadas desde 1991 até ao presente e, em
boa verdade, deixa um vazio difícil de preencher.
Sendo certo que não há pessoas insubstituíveis, no caso presente
quase nos atrevemos a por em causa esta verdade inquestionável.
Aliás, o próprio Coradinho, homem de ampla visão e espírito
pragmático, com obra feita que o perpetuará no tempo, seria o
primeiro a dizer que não existem insubstituíveis.
Pela nossa parte, mais emotivos e menos pragmáticos, temos
obrigatoriamente que dizer que sentimos saudades da sua presença,
que sentimos a sua falta, sempre determinado e exigente, sempre
bem atento a tudo o que o rodeava, permanentemente preocupado
com a expansão e solidificação da obra da social da Caselcoop.
Vão somando, dia a dia, as saudades e a sua memória está cada vez
mais presente.
Até sempre amigo!
Até sempre Coradinho!
Fernando Rodriguez Lopez*
Na hora da partida de nosso amigo Carlos, sinto pena por não poder
que transmitam à sua família meu reconhecimento e admiração para
desfrutar mais do meu amigo, sinto pesar pela sua família e por todos
esse grande homem, a essa grande pessoa, a esse grande amigo e
os cooperativistas de Portugal que perderam um grande líder.
que a paz lhe acompanhe para sempre, que esteja desfrutando já
Foi o primeiro cooperativista português que conheci em Valência e
da companhia de nossos outros amigos que já não estão connosco
rapidamente tive a oportunidade de conhecer o Mateus. A eles devo
e que para o que seja necessário contem comigo, que me sinto
ser amigo de todos os cooperativistas de Portugal e por alem dos de
orgulhoso de ter conhecido a ele e de poder servir a seus familiares
Brasil e de ter desfrutado muito durante estes 10 anos de convivência.
como se fossem ele.
Coradinho era meu amigo, era generosidade e amabilidade, era uma
Força e coragem, amigos, que o serviço à economia social não acaba
boa pessoa, era respeitoso e disposto; poucas pessoas se sentirão tão
com uma pessoa e que a memória dos que a serviram nos alimente a
orgulhosas de ter vivido reconhecidamente e ensinado a tanta gente.
seguir neste projecto que é o da sociedade do futuro, uma sociedade
Caros amigos, meu amigo Coradinho já me escutou e sente meu
justa, de igualdade e fraternidade.
pesar por não poder desfrutar mais vezes de nossa amizade. Quero
Animo.
* Doctor Ingeniero de Caminos, Profesor Titular Universidad Politécnica de Madrid, Presidente CPV
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in memoriam
REVISTA DA FENACHE . FEDERAÇÃO NACIONAL DAS COOPERATIVAS DE HABITAÇÃO
JOSÉ MATEUS
Cronologia de Eventos
28 de Março de 2007 – Assembleia Geral da Cooperativa NHC
Atribuição de título de Membro honorário da cooperativa NHC, da qual foi fundador e Presidente até ao seu súbito desaparecimento no
dia 7 de Dezembro de 2005
27 de Abril de 2007 – Encontro de Antigos Dirigentes da NHC
Inauguração, no âmbito das Comemorações do 20º Aniversário da Cooperativa, e por iniciativa do Conselho Cultural da NHC, do auditório
da sede da organização em Sacavém, doravante apelidado de Auditório José Barreiros Mateus.
30 de Abril de 2007 – 3ª Caminhada Cooperativista José Barreiros Mateus, no Parque da Ria Formosa, Faro
Mais de 150 pessoas com idades compreendidas entre os 10 e os 65 anos associaram-se a mais um importante momento de evocação e
homenagem à memória do Dr. José Mateus, numa iniciativa integrada na 16ªedição dos jogos Cooperativos da FENACHE, dos quais era
um acérrimo defensor e entusiasta participante.
26 de Julho de 2007 – Cinemateca Portuguesa – Museu do Cinema, Bucelas
Sessão solene de atribuição, a título póstumo, da Medalha de Mérito e Dedicação, da Cidade de Loures ao Dr. José Ernesto Barreiros
Mateus – Dirigente Cooperativo.
Recebeu este agraciamento a esposa, Dra. Albertina Mateus.
3 de Novembro de 2007 – Comemoração do 30º Aniversário da Cooperativa LAR PARA TODOS, Beja
Atribuição, a título póstumo, de título de Membro Honorário da Cooperativa LAR PARA TODOS, pelo trabalho e dedicação que sempre
manifestou em prol das causas do Cooperativismo Habitacional e do indiscutível apoio prestado à Cooperativa, auxiliando em torná-la na
importante organização que hoje é.
Recebeu este agraciamento a esposa Dra. Albertina Mateus.
7 de Dezembro de 2007 – Auditório “José Mateus”, Cooperativa NHC, Sacavém
Cerimónia de homenagem à memória e trabalho pela sua Cooperativa de sempre, a NHC, no momento em que esta realiza um dos seus
mais antigos e desejados sonhos, o da entrega do Certificado de Gestão de Qualidade a todas as organizações do Grupo NHC.
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REVISTA DA FENACHE . FEDERAÇÃO NACIONAL DAS COOPERATIVAS DE HABITAÇÃO
in memoriam
CÂMARA MUNICIPAL DE LOURES
Homenageia memória de José Mateus
Na continuidade do que tem vindo a ser
pratica em muitas das autarquias onde o
nosso colega e amigo José Mateus deixou
uma importante marca de dinamismo e
capacidade, também a edilidade de Loures
não quis passar à lado da memória de uma
das mais proeminentes figuras do Movimento
Cooperativo Habitacional português e o
mentor de um dos mais importante projectos
a ser desenvolvido actualmente pela autarquia
em colaboração com a NHC – Social.
Assim, teve lugar no passado dia 26 de
Julho, a Cerimónia oficial de entrega da
Medalha de Mérito e Dedicação do Concelho
de Loures à memoria de José Mateus, pelo
trabalho desenvolvido em colaboração com
os técnicos e responsáveis da autarquia com
vista ao aumento da qualidade residencial
dos residentes do Concelho e ao fomento
de políticas de integração pela Habitação,
tão indispensáveis num Concelho cuja
pluralidade cultural representa quase 80% da
população residente. Recebeu uma vez mais
este agraciamento a título póstumo a esposa
Dra. Albertina Mateus
A FENACHE aproveita esta oportunidade para
uma vez mais agradecer a todos os responsáveis
autárquicos as sentidas homenagens que se
tem vindo a perpetuar e replicar por todo o
território num claro reconhecimento pelos
anos de incansável trabalho e inestimável
espírito cooperativo que o nosso companheiro
Mateus sempre transmitiu.
3ª Caminhada Cooperativista
José Barreiros Mateus
Mais de 150 participantes das iniciativas dos Jogos Cooperativos
tomaram o seu lugar na linha de partida da 3ª Caminhada
Cooperativista José Barreiros Mateus, decorrida em faro no dia 30
de Abril, como forma de homenagear a memória duma das maiores
figuras do Cooperativismo Habitacional em Portugal.
A associação desta iniciativa aos Jogos Nacionais acresce ainda de
maior importância se pensarmos que esta era no entender do Dr.
José Mateus, a representação máxima do importante trabalho que as
filiadas da FENACHE desenvolvem junto das comunidades, às quais em
paralelo com uma habitação condigna proporcionam actividades de
efectiva integração, pela educação, cultura e desporto.
LAR PARA TODOS
Cerimónia de homenagem a José Mateus
No momento da celebração do 30º aniversário, e porque é nestes
momentos que mais falta nos fazem os amigos, foi decisão da
Lar para Todos dar lugar no encerrar das comemorações a uma
pequena cerimónia de homenagem à memória do companheiro
José Mateus.
Assim sendo, Adriano Nascimento, em representação da Direcção,
entregou à esposa Dra. Albertina Mateus, uma Salva em Prata que
pretende representar o título de sócio honorário que foi atribuído, a
título póstumo, pela Assembleia - geral da Cooperativa, ao Dr. José
Mateus. Num breve e emocionado discurso, o Presidente da Lar
para Todos evocou ainda a memória deste grande cooperativista,
enaltecendo o relacionamento institucional e pessoal que desde a
primeira hora estabeleceu com o mesmo.
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última hora - economia social
REVISTA DA FENACHE . FEDERAÇÃO NACIONAL DAS COOPERATIVAS DE HABITAÇÃO
CONFECOOP
Elege novos Corpos Sociais
Teve lugar no passado dia 25 de Janeiro a eleição dos novos
corpos sociais da Confederação Cooperativa Portuguesa. Mantendo
a tradição da rotatividade da Direcção, caberá neste biénio à
FENACOOP o exercício da Presidência, assegurando essa tarefa
o Dr. Jerónimo Teixeira, Director Geral da Mútua dos Pescadores. A
FENACHE continua a contribuir para a consolidação deste importante
projecto, exercendo funções na Direcção, Conselho Fiscal e Mesa da
Assembleia-Geral.
FENACHE
Participa em iniciativa da CONFECOOP
A FENACHE, e um vasto conjunto das suas filiadas, esteve presente
no Seminário “O Movimento Cooperativo Português – Que futuro?”,
promovido pela CONFECOOP, no passado dia 26 de Janeiro, nas
instalações da Pluricoop, em Setúbal.
Com a ambição de discutir estratégias e abordagens aos problemas
que se começam a fazer sentir nas organizações cooperativas
portuguesas, bem como concertar linhas de força que nos permitam
uma abordagem concertada do sector perante a Sociedade e o
Estado, o seminário decorreu num ambiente de amplo debate e troca
de ideias, potenciando a formalização de linhas de força da actuação
futura do sector cooperativo não agrícola em Portugal, como se
poderá verificar do texto das conclusões que se publica em seguida.
Assim, cerca de uma centena de dirigentes, quadros e técnicos das
cooperativas com expressão no seio da Confederação Nacional,
assistiram as prelecções de Bruno Roelants, representante da CICOPA
– Organização Internacional de Cooperativas de Produção Industrial,
Artesanato e Serviços, e de José Alberto Pitacas, em representação
32
da Direcção da Associação Mutualista do Montepio Geral, sobre,
respectivamente, as especificidades do cooperativismo de serviços
e produção operária e uma breve reflexão sobre o percurso politico
económico do sector e a sua expressão social nos últimos anos de
democracia portuguesa.
Os trabalhos concluíram-se pela tarde, com a realização duma Mesa
Redonda sobre a problemática central do debate – O Presente e Futuro
do Cooperativismo e da Economia Social - presidida pelo Presidente
da FENACHE, Guilherme Vilaverde, e na qual participaram o recém
eleito Presidente da CONFECOOP, Jerónimo Teixeira, a Secretária
Adjunta da CONFAGRI, Aldina Fernandes e o representante do Grupo
Parlamentar do PCP, o deputado Agostinho Lopes.
A lamentar somente a indisponibilidade manifestada pelas restantes
forças politicas e Secretaria de Estado do Emprego e Formação
Profissional, em participarem neste importante evento de reflexão
sobre o Cooperativismo em Portugal.
REVISTA DA FENACHE . FEDERAÇÃO NACIONAL DAS COOPERATIVAS DE HABITAÇÃO
última hora - economia social
SEMINÁRIO - CONCLUSÕES
O Movimento Cooperativo Português - Que Futuro?
A CONFECOOP – Confederação Cooperativa Portuguesa, crl, estrutura de representação do sector cooperativo
não agrícola, promoveu no dia 26 de Janeiro de 2008, nas instalações da PLURICOOP, na Terroa, Setúbal, um
Seminário subordinado ao tema : “O Movimento Cooperativo Português – Que futuro?”
A iniciativa contou com a presença de perto de uma centena de
cooperativistas, numa reflexão que envolveu dirigentes cooperativos,
profissionais e representantes de entidades institucionais.
O objectivo do Seminário foi abrir um debate e análise sobre a
realidade do sector e contribuir para a definição de prioridades,
linhas de acção estratégica, que permitam a promoção e a
afirmação do Movimento Cooperativo Português, através da
projecção de uma imagem positiva junto dos interlocutores
institucionais e da comunidade em geral, assim como, dinamizar
e alargar o papel do sector cooperativo no contexto da Economia
Social e na sociedade.
Assim, sublinha-se que no âmbito das intervenções concretizadas
no decorrer do Seminário – “O Movimento Cooperativo Português
– Que futuro?”, foram perspectivadas as seguintes ideias-força:
. É fundamental que o Movimento Cooperativo Português reafirme
a importância e o papel das cooperativas enquanto agentes na
promoção e criação de emprego, com estabilidade, assim como o seu
papel na valorização de práticas de inclusão social;
às cooperativas, enquanto empresas e organizações inspiradas
pelo espírito de solidariedade, responder às necessidades dos seus
membros e da sociedade, incluindo as dos grupos desfavorecidos, a
fim de os inserir na sociedade;
. Salientar os princípios consagrados pela OIT – Organização
Internacional do Trabalho, na Recomendação nº. 193 relativa à
promoção das cooperativas, aprovada na sua 90ª. sessão, realizada
em Genebra, a 20 de junho de 2002, que foi adoptada por mais de
cem países, incluindo Portugal;
. Salientar a importante dimensão do Movimento Cooperativo na
criação de emprego, sublinhando que, na Europa, 1/3 do emprego é
garantido pelo cooperativismo;
. Salientar que, na referida recomendação, os Governos, reconhecendo
a importância das cooperativas para a criação de empregos, a
mobilização de recursos e o estímulo ao investimento, bem como
a sua contribuição para a economia e que as Cooperativas, sob as
suas diversas formas, promovem a mais completa participação no
desenvolvimento económico e social de todas as pessoas, assumem
o compromisso da adopção de medidas específicas que permitam
. Sublinhar que o Movimento Cooperativo deve articular políticas
comuns, a nível Nacional e Europeu, no sentido de serem
implementadas novas relações entre os Estados e as Cooperativas,
quer na definição, quer na concretização de politicas sociais e na
manutenção do emprego;
. Reconhecer que no desenvolvimento das dinâmicas cooperativas é
essencial alargar a participação dos seus membros como meio de
valorização do projecto cooperativo;
33
última hora - economia social
REVISTA DA FENACHE . FEDERAÇÃO NACIONAL DAS COOPERATIVAS DE HABITAÇÃO
. Salientar a importância de ser fomentada a inter-cooperação, o
alargamento de relações intersectoriais, promovendo-se a articulação
de iniciativas entre cooperativas de diferentes ramos;
. Reafirmar que a cooperação intersectorial deve ser perspectivada
como uma linha estratégica essencial ao desenvolvimento das
cooperativas;
. Alertar para o facto de, ao nível do QREN – Quadro de Referência
Estratégica Nacional – estarem definidas um leque de medidas,
através das quais é vedado o acesso aos programas a estruturas que
não enquadrem o “clube da concertação social”, donde afinal as
cooperativas e a Economia Social estão arredados;
. O Movimento Cooperativo exige o direito de participar nos espaços
de diálogo e concertação social;
. Referenciar a importância do reforço do trabalho intersectorial,
essencial, na criação de massa critica, com peso social e económico,
com consciência reivindicativa e como motor do desenvolvimento do
Movimento Cooperativo;
. Sublinhar que o quadro jurídico-constitucional, as linhas programáticas
do Governo, podem ser uma base de reflexão, de forma a que o
Estado não se limite a valorizar, por um lado, apenas uma visão
instrumental do sector cooperativo, e, por outro lado, se limite a dar
uincamente um enfoque à dimensão da sua acção social;
. Recordar que em Portugal existem 3200 cooperativas, que dão
emprego a 51 mil trabalhadores e envolvem perto de 3 milhões
de membros, sendo um sector de grande relevo na Economia e na
Sociedade e essencial ao desenvolvimento do país;
. Sublinhar a urgência de se alterar a situação actual (por todos
reconhecida) de falta de visibilidade do sector cooperativo, na opinião
pública, nos órgãos de comunicação social, não se espelhando o
muito trabalho que é realizado através da sua acção quotidiana, nem
sequer a sua importância e papel, no desenvolvimento, na criação de
emprego e no enriquecimento das comunidades;
. Reforçar a ideia que a cooperativa valoriza-se ao estimular a sua
dimensão de empresa, promovendo a gestão integrada, mas, de
forma alguma, pode ou deve ignorar a sua dimensão associativa,
promovendo relações de proximidade com os seus membros e com
a comunidade;
. Manter em aberto a necessidade de ser dada continuidade ao
debate sobre o conceito de economia social, de forma a afirmar a
sua importância na vida nacional, exigindo o reconhecimento do seu
papel, não só em palavras, mas em estratégias concretas;
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. Alertar para o facto de que a extinção do INSCOOP – Instituto
António Sérgio do Sector Cooperativo, de forma alguma, vai ser uma
ajuda ao desenvolvimento do Movimento Cooperativo;
. Sublinhar a necessidade de serem promovidas políticas coerentes
que contribuam para gerar condições de financiamento, promoção
da formação, reconhecimento do Movimento Cooperativo Português,
como parceiro do desenvolvimento;
. Referenciar que o Movimento Cooperativo, nos desafios de futuro,
não pode, nem deve ignorar que a sua acção diferencia-se de outras
entidades, por valores e princípios, que foram herdados do trabalho
de gerações;
. Salientar que na sua actividade as cooperativas devem ter como
linhas de acção permanente: encontrar respostas à competitividade
dos dias de hoje; apostar de forma constante na modernização;
garantir uma gestão com base na sustentabilidade económica e
financeira; garantir a qualidade nos serviços prestados; promover as
suas práticas ao nível interno e externo com uma dimensão ética – ao
serviço das pessoas;
. Repensar e dinamizar a acção e o papel do Fórum Intercooperativo;
. Reafirmar que devemos continuar o debate, aprofundar a reflexão,
alargar as capacidades de comunicação para o exterior e para o interior,
de forma a dar ao trabalho do Movimento Cooperativo uma dimensão
positiva, com os olhos no futuro e com orgulho no caminho percorrido.
Afirmar que, o futuro, o nosso futuro, está na força das
raízes da nossa história.
Afirmar que, é tempo de dar voz à nossa voz.
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