Colégio
REINO AZUL
Tel.: 3246-3421 - CGC 85.375.632/0001-92
SEE Port. E 121/93 - Decreto 3.345 de 09/11/98
Resolução COMESJ Nº 13/2002
PROJETO
PEDAGÓGICO
EDUCAÇÃO INFANTIL
E
ENSINO FUNDAMENTAL
CENTRO EDUCACIONAL REINO AZUL
RUA: OTTO JÚLIO MALINA Nº 626 e 521 - B. IPIRANGA
SÃO JOSÉ - SANTA CATARINA - CEP 88.111-500
FONE/FAX: 3246-3421
E-mail: colé[email protected]
SUMÁRIO
APRESENTAÇÃO ..................................................................................................................................... 3
TITULO I – DO C.E.R.A: ALGUNS ASPECTOS DA SUA HISTÓRIA ....................................................... 5
1. CENTRO EDUCACIONAL REINO AZUL – Um breve relato histórico ...................................................... 5
1.1 Contexto Comunitário ............................................................................................................................... 5
1.2 Raízes históricas da comunidade ............................................................................................................... 6
1.3 A organização social, política, econômica e cultural ................................................................................. 6
1.4 Cultura, Tradições e Inserção Social do C.E.R.A na comunidade ............................................................ 7
1.5 A Estrutura Educacional ............................................................................................................................ 7
1.6 Organização escolar................................................................................................................................... 8
1.6.1 Regime de funcionamento ..................................................................................................................... 8
1.6.2 Educação Infantil .................................................................................................................................... 8
1.6.3 Ensino Fundamental ............................................................................................................................... 8
1.6.4 Carga horária anual ................................................................................................................................. 8
1.7 Condições físicas e ambientais ................................................................................................................. 8
1.7.1 Educação Infantil .................................................................................................................................... 8
1.7.1.1 Instalações ........................................................................................................................................... 8
1.7.1.1.1 Equipamentos ................................................................................................................................... 8
1.7.1.1.2 Parquinho infatil ............................................................................................................................... 8
1.7.1.1.3 Brinquedoteca ................................................................................................................................... 8
1.7.1.1.4 Sala de aula ....................................................................................................................................... 8
1.7.1.1.5 Cozinha ............................................................................................................................................. 8
1.7.1.1.6 Área para lanche ............................................................................................................................... 8
1.7.2 Condições Físicas e ambientais .............................................................................................................. 8
1.7.2.1 Ensino Fundamental ............................................................................................................................ 8
1.7.2.1.1 Instalações ....................................................................................................................................... 8
1.7.2.1.2 Equipamentos ................................................................................................................................... 8
1.7.2.1.3 Direção ............................................................................................................................................. 8
1.7.2.1.4 Secretaria .......................................................................................................................................... 8
1.7.2.1.5 Sala dos professores ......................................................................................................................... 8
1.7.2.1.6 Refeitório .......................................................................................................................................... 8
1.7.2.1.7 Cozinha ............................................................................................................................................. 8
1.7.2.1.8 Sala de aula ....................................................................................................................................... 8
1.7.2.1.9 Biblioteca ......................................................................................................................................... 8
1.7.1.1.10 Laboratório ..................................................................................................................................... 8
1.7.1.1.11 Sala para artes ................................................................................................................................ 8
1.7.1.1.12 Ginásio de esportes ......................................................................................................................... 8
TITULO II - O PROJETO PEDAGÓGICO ................................................................................................. 16
2. MISSÃO, VISÃO E OBJETIVOS INSTITUCIONAIS ................................................................................ 16
2.1 MISSÃO .................................................................................................................................................. 16
2.2 VISÃO ..................................................................................................................................................... 16
2.3 OBJETIVOS INSTITUCIONAIS ........................................................................................................... 17
3. Fundamentos.............................................................................................................................................. 18
3.1 Fundamentos éticos e políticos ................................................................................................................ 18
3.2 Os Fundamentos Epistemológicos ........................................................................................................... 18
3.3 Os Fundamentos Didáticos Pedagógicos ................................................................................................. 18
4. PROJETOS SETORIAIS .............................................................................................................................. 22
4.1 Visão da Instituição e Proposta de Interação com a Família ................................................................... 22
5. DA ORGANIZAÇÃO NO COTIDIANO NO TRABALHO ESCOLAR...................................................... 22
5.1 Proposta Curricular para Educação Infantil ............................................................................................. 24
5.1.1 Objetivos .............................................................................................................................................. 26
5.1.2 Objetivos Gerais da Educação Infantil ................................................................................................. 27
5.1.3 Conteúdos ............................................................................................................................................. 28
5.2. Proposta Curricular para Ensino Fundamental 1ª ao 9ª ano .................................................................... 31
5.2.1 Línguagens códigos e suas tecnologias ................................................................................................. 32
5.2.1.2 Língua Portuguesa ........................................................................................................................... 32
5.2.1.2.3 Objetivos Gerais de Língua Portuguesa para o Ensino Fundamental ............................................. 32
5.2.1.2.4 Conteúdos Propostos para o ensino de Língua Portuguesa ............................................................. 33
5.2.1.2.4.1 Eixos articuladores ..................................................................................................................... 33
5.2.1.1.4.2 Seqüência e organização dos conteúdos ..................................................................................... 33
5.2.1.2.4.3 Os conteúdos de Língua Portuguesa e os Temas Transversais ................................................... 33
5.2.1.3 Matemática ....................................................................................................................................... 35
5.2..3.1 Objetivos gerais para Matemática para o Ensino Fundamental ........................................................ 35
5.2.3.2 Conteúdos propostos para Matemática .............................................................................................. 35
5.2.1.3.3 Seleção de conteúdos ...................................................................................................................... 35
5.2.1.4 Ciências ............................................................................................................................................. 38
5.2.1.4.1 Objetivos gerais de Ciências para o Ensino Fundamental .............................................................. 38
5.2.1.4.2 Conteúdos Propostos para o Ciências ............................................................................................. 38
5.2.1.4.3 Blocos temáticos............................................................................................................................. 39
5.2.1.5 História .............................................................................................................................................. 41
5.2.1.5.1 Objetivos Gerais de História para o Ensino Fundamental .............................................................. 41
5.2.1.5.2 Critérios de seleção e organização dos conteúdos de História ....................................................... 41
5.2.1.6 Geografia ........................................................................................................................................... 43
5.2.1.6.1 Objetivos Gerais da Geografia para o Ensino Fundamental ........................................................... 43
5.2.1.6.2 Critérios de seleção e organização dos conteúdos de Geografia .................................................... 44
5.2.1.7 Educação Física ................................................................................................................................. 48
5.2.1.7.1 Objetivos Gerais de Educação Física para o Ensino Fundamental ................................................. 48
5.2.1.7.2 Critérios de seleção e organização dos conteúdos .......................................................................... 49
5.2.1.7.3 Relevância social............................................................................................................................ 49
5.2.1.7.4 Características dos alunos .............................................................................................................. 49
5.2.1.7.5 Características da própria disciplina .............................................................................................. 50
5.2.1.7.6 Blocos de conteúdo ........................................................................................................................ 50
5.2.1.8 Artes .................................................................................................................................................. 50
5.2.1.8.1 Objetivos Gerais de Artes para o Ensino Fundamental .................................................................. 50
5.2.1.8.2 Conteúdos propostos para o Ensino Fundamental .......................................................................... 50
5.2.1.8.3 Critérios para a seleção de conteúdos ............................................................................................. 53
5.2.1.9 Língua Estrangeira ............................................................................................................................ 53
5..2.1.10 Filosofia e Ética .............................................................................................................................. 54
6. TEMAS TRANSVERSAIS NO ENSINO FUNDAMENTAL .................................................................. 56
6.1 Pluralidade Cultural ................................................................................................................................ 56
6.1.2 Objetivos Gerais da Pluralidade Cultural ............................................................................................. 56
6.1.3 Conteúdos ............................................................................................................................................. 57
6.3 Orientação Sexual ................................................................................................................................... 57
6.3.1 Objetivos gerais da Orientação Sexual ................................................................................................. 57
6.3.2 Conteúdos ............................................................................................................................................ 58
6.4 Educação Para a Saúde ............................................................................................................................ 59
6.4.1 Objetivos gerais na Educação para a Saúde.......................................................................................... 59
6.4.2 Conteúdos ............................................................................................................................................ 60
6.4.3 Critérios de Seleção .............................................................................................................................. 61
6.5 Temática Ambiental................................................................................................................................. 62
6.5.1 Objetivos gerais da Temática Ambiental .............................................................................................. 62
6.5.2 Conteúdos ............................................................................................................................................ 63
6.5.3 Matriz curricular do Ensino Fundamental ........................................................................................... 64
6.5.4 Processo de articulação Educação Infantil e Ensino Fundamental ....................................................... 64
5.5.5 Da Organização do Ensino ................................................................................................................... 64
6.5.5.1 Avaliação Institucional da Escola ..................................................................................................... 64
6.5.5.2 Da avaliação escolar .......................................................................................................................... 65
6.5.5.3 Conselhos de Classe .......................................................................................................................... 65
6.5.5.3.1 Finalidade do conselho de classe .................................................................................................... 66
6.5.5.3.2 Atribuições do conselho de classe .................................................................................................. 66
6.6 Calendário Escolar .................................................................................................................................. 66
7. MATRÍCULA E RENOVAÇAO .............................................................................................................. 67
7.1 Matrícula e renovação ............................................................................................................................. 67
7.1.1 Documentos para matrícula .................................................................................................................. 67
7.1.2 Documentos para rematrícula ............................................................................................................... 67
7.1.3 Transferência ....................................................................................................................................... 67
7.1.4 Freqüêencia ......................................................................................................................................... 68
7.1.5 Da Classificação ................................................................................................................................... 68
7.1.6 Da Reclassificação ............................................................................................................................... 68
3
APRESENTAÇÃO
Ao introduzir as questões relativas ao Projeto Pedagógico, procurou-se fazer uma
pequena reflexão, buscando conciliar alguns aspectos. Em conformidade com a expectativa da
UNESCO, do MEC, da nova LDB e, em particular, com as finalidades da Mantenedora e sua
filosofia educativa. O Centro Educacional Reino Azul – C.E.R.A., ao longo dos seus 25 anos
vêm procurando oferecer uma Educação, que realmente cumpra seu objetivo, qual seja,
construir na criança os alicerces não apenas para um mundo tecnologicamente evoluído, mas,
sobretudo, os fundamentos que tornam o mundo um lugar aprazível para se viver.
Para que o C.E.R.A possa atingir os objetivos propostos de compromisso com a
excelência na qualidade educacional, se faz necessário estabelecer um debate franco e salutar,
não apenas na dimensão horizontal, interdisciplinar e humana, mas também vertical, na
direção do transcendente, levando seus educandos e educadores à descoberta de um novo
significado em cada disciplina ou área de estudo, as quais, contribuíram significativamente
para a elevação do relacionamento família/escola/sociedade.
Para atingir a VISÃO no compromisso com a excelência, é mister alçar vôo além do
“aprender a aprender”, não desmerecendo sua importância relativa no contexto da sua
aplicação. Mas quando se define metas que transcendem o calendário letivo, é impossível não
pensar numa proposta inovadora para se discutir as normas e preceitos do C.E.R.A, em
sentido amplo, envolvendo não apenas o educando enquanto elemento-chave da existência da
escola, mas também todas as pessoas responsáveis pela Educação, em especial os pais sobre
quem recai a responsabilidade do projeto inicial da vida, qual seja: gerar um filho para uma
realização pessoal, contribuindo desta forma, com o plano de extensão e existência da própria
espécie humana.
Neste sentido, família e escola devem construir uma parceria educacional centrada nos
valores éticos e morais, contemplando o respeito mútuo com responsabilidade, priorizando a
formação ao invés da instrução, para o bem individual e social, pautando portando a conduta
individual e coletiva nos princípios que elevam a valorização do homem como ser humano, na
construção da comunidade.
Portanto, o Projeto Pedagógico, contendo os princípios norteadores do Centro
Educacional Reino Azul - (C.E.R.A), constitui-se na carta magna do Planejamento
4
Pedagógico e das ações educativas, objetivando qual a visão de Homem e Sociedade que
desejamos construir.
A estruturação deste projeto iniciou-se no de 2000, sintetizando a experiência em 25
anos de atividades educacionais. Em constante reformulação, não somente para adequar-se à
legislação, mas também, para atender as transformações sociais, este projeto está alicerçado
nos seguintes pilares:
Projetos
Projetos
de Disciplinas
Setoriais
Fundamentos
Missão, Visão e,
Objetivos Institucionais
Educar implica vivenciar. Nesse sentido, este Projeto Pedagógico pretende constituirse em verdadeiro manual, contendo indicações seguras à comunidade escolar, onde
educadores e educandos encontrem motivos para construir conhecimento de forma prazerosa,
responsável e criativa.
Para que um mapa cumpra sua função, há que ser manuseado de forma correta. De
igual modo, o Projeto Pedagógico só será, em realidade, instrumento de transformação, se
houver um engajamento de todos em busca de um mesmo objetivo.
5
TITULO I – DO C.E.R.A: ALGUNS ASPECTOS DA SUA HISTÓRIA
1. CENTRO EDUCACIONAL REINO AZUL – Um breve relato histórico
Fundando em 24 de Abril de 1984, sob a portaria E 121/93 expedida pela Secretaria
Estadual de Educação, Cultura e Desporto, teve como mantenedora a professora Rosangela
Maria do Livramento atuando com nome fantasia de: Berçário, Maternal e Jardim Reino Azul.
Inicialmente foi administrado familiarmente, envolvidos no processo educativo as irmãs:
Rosangela e Cláudia. Neste período atendia crianças de 4 meses até 6 anos, distribuídos do
berçário ao pré escolar. Já no primeiro ano de funcionamento, foi gratificante interagir com os
20 alunos matriculados.
Posteriormente em 24 de Agosto de 1992, a professora Rosangela transferiu à sua irmã,
professora Cláudia, a responsabilidade administrativa e pedagógica da escola, a qual passou a
se chamar: Centro Educacional Reino Azul, tendo como mantenedora a Cláudia Regina do
Livramento CNPJ 85.375.632/0001-92. Durante este período manteve-se a estrutura
educacional voltada à Educação Infantil compreendida do: maternal ao pré-escolar.
Em 1988, obteve-se a autorização para implantação do Ensino Fundamental sob o
decreto nº 3.345, expedido pela S.E.E. o qual autorizava o funcionamento de 1º a 4º série.
Posteriormente em 2004, foi implantado o segundo nível do Ensino Fundamental – 5º a 8º
séries. Em 2007, atendendo aos preceitos da Lei nº 11.214/2006, incorporou-se o pré-escolar
ao Ensino Fundamental, tendo a partir de então 9 anos de estudo distribuídos do 1º ao 9º ano.
1.1 Contexto Comunitário
Com objetivo de localizar e delinear o contexto comunitário onde a escola está
inserida, possibilitando assim preservar a sua identidade como instituição, abordar-se-á a
história da formação da comunidade, a organização social, econômica, política, cultural e a
estrutura do sistema educacional, da instituição.
6
1.2 Raízes históricas da comunidade
A história do povo Josefense data da fundação do município por açorianos em
26/10/1750, localizando-se na região da grande Florianópolis, possui uma área geográfica de
113 km2, com uma população apontada pelo IBGE no senso de 2007, da ordem de 196.887
habitantes. A cultura açoriana, permeada pela cultura campeira, sustentam um conjunto de
valores culturais que identificam, gaúchos e catarinenses.
São José possui atualmente três distritos, sendo um deles o distrito de Barreiros, o qual
possui uma vasta diversidade comercial, envolvendo vários setores econômicos.
Neste
cenário, encontra-se o bairro Ipiranga (sede do C.E.R.A), com uma abrangente área física e
servindo de caminho alternativo para outros importantes bairros da região, adquiriu
importância dentro do município, através da expansão demográfica, a qual motivou o
surgimento de várias unidades educacionais, públicas e privadas.
1.3 A organização social, política, econômica e cultural
São José tornou-se importante centro sociocultural e socioeconômico, motivado pela
expansão industrial e comercial, possibilitando a sustentabilidade do município, no bojo do
esforço e da luta conjunta de diferentes etnias, tendo como base: açorianos, negros, alemães e
italianos.
A estrutura comunitária está centrada no sistema comercial/industrial, o qual busca
satisfazer as necessidades econômicas, para sobrevivência do município, desencadeando
assim, atuações políticas exigindo com isto uma resposta cultural no atendimento à estes
anseios.
Neste cenário a importância do C.E.R.A focada na execução de uma política
educacional onde a formação sobrepõe-se à instrução, preparando com solidez os educandos,
para atuarem de forma construtiva na comunidade, a qual é formada predominantemente pela
classe média.
7
1.4 Cultura, Tradições e Inserção Social do C.E.R.A na comunidade
Segundo o historiador Vilson Francisco, “a cultura popular pode ser definida como o
conjunto de saber ser e fazer de um povo.” Contribuindo assim, de tempos em tempos para a
formação de valores culturais, expressados na forma de agir e pensar da comunidade.
A comunidade Josefense, constrói sua tradição na diversidade étnica, advinda das
sucessivas gerações de comunidades circunvizinhas, refletindo através da cultura açoriana:
simplicidade, orgulho, misticismo e religiosidade.
Neste cenário o C.E.R.A possui, a exemplo de outras instituições, relevante
importância social no fomento das tradições culturais, para que a comunidade não perca sua
identidade cultural.
O trabalho desenvolvido nesta tônica prioriza a valorização das manifestações
populares, as quais contribuem para uma aproximação da família na escola. Neste sentido, o
C.E.R.A organiza anualmente várias atividades congregantes, tais como: Grito de carnaval,
Dia do circo, Teatro na escola, Festa Junina, Homenagem aos pais e mães, Gincana
comunitária, Visita às famílias carentes, Dia das bruxas (Halloween), Festa natalina e
Congresso de Pais.
1.5 A Estrutura Educacional
O C.E.R.A, está estruturado em níveis de educação, sendo o nível básico formado por
alunos da Educação Infantil e Ensino Fundamental, conforme previsto no art. 21 da LDB.
Por sua vez, subdivido em fases que compreendem:
1.5.1 Educação Infantil
1.5.1.2 Creche. Alunos de 1 a 3 anos.
1.5.1.2 1º Período. Alunos com 4 anos.
1.5.1.3 2º Período. Alunos com 5 anos.
8
1.5.2 Ensino Fundamental
1.5.2.1 1º Ano. Alunos com 6 anos completos ou à completarem durante o ano letivo.
* Conforme Parecer nº 362, aprovado em 12/12/2006 pelo CEE.
1.5.2.2 2º Ano. Alunos com 7 anos completos ou à completarem durante o ano letivo.
1.5.2.3 3º Ano. Alunos aprovados no ano anterior.
1.6 A Organização Escolar
1.6.1 Regime de Funcionamento
O Centro Educacional Reino Azul prezará pelo respeito as normas emanadas pela
legislação, que rege a educação brasileira, atendendo alunos em turno diurno, nos períodos:
matutino e vespertino, na Educação Básica, compreendido pela Educação Infantil em nível:
Creche e Jardim e Ensino Fundamental em nível de 1º ao 9º ano na modalidade regular, com
avaliação no processo.
1.6.2 Educação Infantil
O horário de funcionamento é das 7:15 às 12hs e das 13:15 às 18:45hs, de segunda a
sexta-feira.
O espaço físico é constituído de salas especialmente desenvolvidas para a Educação
Infantil, espaço livre para recreação e lazer. Instalações e equipamentos apropriados para a
efetivação da prática pedagógica.
O Centro Educacional Reino Azul tem como objetivo atender a demanda na Educação
Infantil, ampliando para o atendimento ao Ensino Fundamental 1ª ao 9ª ano.
1.6.3 Ensino Fundamental
O regime de funcionamento é anual.
9
1.6.4 Carga Horária Anual
A carga horária mínima anual é composta de 800 (oitocentas) horas, distribuídas em pelo
menos 200 (duzentos) dias letivos, de acordo com o calendário de atividades previsto para o
ano em curso.
O número de semanas letivas anuais é de 40 (quarenta) semanas.
1.7 Condições Físicas e Ambientais
1.7.1 Educação Infantil
Área do
terreno
Área
construída
360 M2
400 M2
Tipo de construção
Pavimentos
Ano de
construção
Alvenaria em
andares
02
2000
1.7.1.1 Instalações
DEPENDÊNCIA QUANTIDADE DIMENSÃO
UNITÁRIA
Parquinho Infantil
01
180M2
Brinquedoteca
01
27,0 M2
com sala de vídeo
Área coberta
02
120M2
Deposito
01
4M2
Sala de aula
04
44M2
Banheiros
03
10M2
Cozinha
01
10M2
Área para lanche
01
40M2
ESTADO DE CONSERVAÇÃO
OTIMO
BOM
RUIM
X
X
X
X
X
X
X
X
10
1.7.1 Equipamentos
1.7.1.1 Parquinho Infantil

01 Parquinho infantil com 14 desafios, 01 piscina de bolinha (2,00 x 2,00), 01 Casinha
de bonecas, 01 Trenzinho, Brinquedos para areia, 50 peças para prática da Educação
Física (bolas, arcos, cordas, bastão, rede, cones, etc), 01 bebedouro com 3 bicos.
1.7.1.2 Brinquedoteca

01 Aparelho de TV, 01 Aparelho de DVD, 60 fantoches, 51 fantasias em pano, 30
jogos de montagem, 15 jogos de memória.
1.7.1.3 Sala de Aula

Cada sala possui: 01 quadro negro (3,00 x 1,50), 01 mesa para o professor com
cadeira, carteiras e cadeiras na quantidade necessária ao número de alunos,
respeitando-se 1,5m2 por aluno, com dimensões de acordo com a faixa etária, 01
armário embutido com 6 prateleiras para acomodação adequada do material dos
alunos, luminárias, ventiladores de teto e cortinas nas janelas, todas as salas são
decoradas valorizando a sintonia do ambiente.
1.7.1.4 Cozinha

01 Fogão, 01 pia, 01 armário, 01 geladeira, 01 liquificador, 01 Microondas, talheres,
pratos e copos.
1.7.1.5 Área para lanche

04 mesas de 3,00 metros para lanche com 08 bancos.
1.7.2 Condições Físicas e Ambientais
1.7.2.1 Ensino Fundamental
Área do
terreno
Área
construída
1800 M2
1320 M2
Tipo de construção
Pavimentos
Ano de
construção
Alvenaria em
andares
02
2000
11
1.7.2.1.1 Instalações
DEPENDÊNCIA QUANTIDADE DIMENSÃO
UNITÁRIA
Direção
01
10,5M2
Secretaria
01
10,2 M2
Refeitório
01
50 M2
Coberto
Cozinha
01
12 M2
Cantina
01
10M2
Deposito
02
20 M2
Banheiros
09
20 M2
Área Recreação
01
150 M2
Coberta
Refeitório
01
50M2
Área Recreação
01
260M2
Descoberta
Sala de aula
09
45 M2
Biblioteca
01
45 M2
Sala de Artes
01
45M2
Sala de
01
80 M2
Atividades Extra
Curriculares:
Jazz, Caratê,
Capoeira
Sala de Vídeo
01
50 M2
Ginásio de
01
600M2
Esportes Coberto
Sala de
01
40 M2
Informática
Laboratório de:
01
50 M2
Biologia,
Química e Física
Espaço dos
01
10 M2
Professores
ESTADO DE CONSERVAÇÃO
OTIMO
BOM
RUIM
X
X
X
X
X
X
X
X
X
X
X
X
X
X
X
X
X
X
X
1.7.2.1.2. Equipamentos
1.7.2.1.3 Direção

01 Computador com conexão a internet banda larga, conectado em rede interna, 01
mesa, 02 cadeiras, 01 armários arquivos, 01 aparelho telefônico.
12
1.7.2.1.4 Secretaria

04 Computador com conexão a internet banda larga, conectado em rede interna, 01
aparelho de fax, 01 aparelho telefônico, 01 impressora lazer e 01 impresora color,
conectadas em rede interna, 02 mesas, 05 cadeiras, 01 gaveteiro, 01 aparelho de ar
condicionado, 01 reprodutora xerográfica, 01 estufa para papéis, 04 armários para
arquivo, 01 extintor contra incêndio, material de expediente, 01 edital para avisos.
1.7.2.1.5 Espaço dos Professores

02 Computadores com conexão a internet banda larga, conectado em rede interna, 02
Mesas, 02 Cadeiras, 01 Relógio de ponto eletrônico, 01 Edital para avisos.
1.7.2.1.6 Refeitório

05 Mesas de 3m, 10 bancos, 01 bebedouro com 05 bicos.
1.7.2.1.7 Cozinha

01 Fogão, 01 pia, 01 armário, 01 mesa, 02 cadeiras, 01 geladeira, 01 cafeteira, 01
liquificador, talheres, pratos e copos.
1.7.2.1.8 Salas de aula

Cada sala possui: 01 quadro negro (3,00 x 1,50), 01 mesa para o professor com
cadeira, carteiras e cadeiras na quantidade necessária ao número de alunos,
respeitando-se 1,5m2 por aluno, 01 armário embutido com 6 prateleiras para
acomodação adequada do material dos alunos, luminárias, ventiladores de teto e
cortinas nas janelas, 01 aparelho de ar condicionado, 02 ventiladores de teto.
1.7.2.1.9 Biblioteca

08 Mesas, 27 cadeiras, 12 Estantes, Aproximadamente 1.640 obras distribuídas em
várias temáticas, coleções e enciclopédias, dicionários língua Portuguesa, Espanhola e
Inglesa, 06 Assinaturas de revistas, 60 Jogos de carimbos pedagógicos, 20 mapas
geográficos.
1.7.2.1.10 Laboratório

08 Mesas, 24 cadeiras, 01 pia, 110 vidros com animais peçonhentos conservados,
tubos de ensaios e reagentes.
1.7.2.1.1.11 Sala para Artes

02 mesas de 3m, 04 bancos de 3m, 01 bebedouro.
13
1.7.2.1.12 Ginásio de esportes

10 bolas para volei, 10 bolas para futsal, 05 bolas para basquetebol, 03 bolas para
handebol, 12 cones plásticos, 06 arcos, 12 balizas, 06 obstáculos, 01 vestiário, 02
banheiros.
1.7.2.1.13 Sala de Atividades Extra Curriculares

50 tatami de borracha
1.7.2.1.14 Sala de vídeo

01 Aparelho de TV, 01 Aparelho DVD, 01 Aparelho de VHS, 50 Títulos em VHS
aproximadamente, 60 títulos de Cds musicais de cunho pedagógico, 02 aparelhos de
som portáteis, 01 caixa de som amplificada, 02 microfones.
1.8 Recursos Humanos
1.8.1 Técnico Administrativo
Nome
Claudia Regina do Livramento
Marlon Rodrigues Bissolo
Regina Katia Zacarias r. Borges
Osmar Campezato da Costa
Habilitação
Magistério
Pedagogia com
licenciatura
Pedagogia
Pedagogia
Função
Mantenedora
Diretor Pedagógico
Orientação Educacional
Diretor Geral
1.8.2 Corpo Docente: Educação Infantil
Nome
Habilitação
Função
Camila Pian Olivo
Pedagogia
Professora - creche mat.
Maristela Gasperi Cardoso
Marlise Schuttel Longen
Rosana dos Santos
Marileia Cilene Farias da Silva
Magistério
Magistério
Ens. Fundamental
Pedagogia
Professora – 1º perído mat.
Professora - creche vesp.
Auxiliar de Classe – 1º perído
Professora – 2º período vesp
1.8.3 Corpo Docente: Ensino Fundamental - 1ª ao 9ª Ano
14
Nome
André Borges Silva
Antonio Cláudio Borges Dias
Daniela Cipriani
Alexandre Nascimento
Habilitação
Função
Licenciatura Plena Professor matemática 5° ano
Licenciatura Plena Professor de Artes e Filosofia do
1º ao 9º ano
Pedagogia
Professora 1º ano mat.
Magistério
Professor de Educação Física do
1º ao 5º ano
Elaine Terezinha Martins
Elizabete de Lourdes Silveira
Magistério
Magistério
Professora 2º ano vesp
Professora 1º ano vesp.
Giselly Karina Ferreira
Magistério
Professora 5º ano
Marcio Luiz de Souza
Dora Lucia da Silva Padilha
Licenciatura Plena Professor de Inglês 1º ao 5º ano
Serviços Gerais – limpeza
Rita de Cássia Margarida
Licenciatura Plena Professora de Português 6º ao 9º
ano e Inglês 6º ano ao 9º
Juliana Souza Querino
Magistério
Professora Jazz
1.9 Corpo Discente
O Corpo Discente é constituído por todos os alunos regularmente matriculados nos
cursos em funcionamento na Unidade Escolar.
1.9.1 Normas de Convivência
1.9.1.2 Direito dos Alunos

Freqüentar as aulas e ter acesso à uma educação de qualidade;

Respeitar os horários de aula;

Utilizar todo o espaço físico do ambiente escolar;

Usar o acervo da biblioteca para pesquisas, tratando as obras com civilidade;

Apresentar sugestões aos professores e direção para o bom andamento da escola;
15

Ser atendido no período das aulas, não somente no âmbito educativo, mas também,
emocional e integridade física;

Receber em igualdade de condições e oportunidade a orientação necessária pra realizar
suas atividades escolares , bem como,, usufruir de todos os benefícios de caráter
educativo: cultural, social, recreativo, religioso, esportivo, artístico e outros que a
escola venha a oferecer;

Requerer transferência, matrícula ou cancelamento desta, através dos pais ou
responsáveis;

Solicitar sempre que necessário orientações aos professores.
1.9.1.3 Deveres dos Alunos

Freqüentar com assiduidade as aulas e demais atividades escolares;

Possuir material didático individual necessário, apresentando-o quando solicitado;

Fazer e manter atualizada as tarefas escolares;

Comparecer ás aulas devidamente uniformizado;

Tratar com respeito todos os funcionários e colaboradores da escola, assim como, seus
colegas;

Respeitar as normas disciplinares da escola;

Apresentar a agenda escolar devidamente assinada pelos pais ou responsável, quando
solicitado;

Zelar pelas instalações, equipamentos ou materiais de apoio pedagógico;

Contribuir para o bom andamento das aulas evitando conversas de assuntos que não
dizem respeito ao à abordagem da temática;

Não utilizar materiais ou equipamentos que possam distrair sua atenção, bem como, a
dos seus com colegas;

Abster-se dos palavrões no relacionamento com todos da comunidade escolar;

Dirigir-se aos colegas e demais colaboradores da escola de forma respeitosa, não
somente quando dentro da área física escolar;

Estar preparado para realização das avaliações e trabalhos, sem o emprego de meios
ilícitos;
16

Acatar demais atos não descritos acima, mas que a critério da Direção, sejam julgados
como imprescindíveis ao bom andamento da educação.
TITULO II - O PROJETO PEDAGÓGICO
Este documento sintetiza as orientações básicas para o encaminhamento da proposta
educacional do Centro Educacional Reino Azul, denominado pela sigla C.E.R.A.., conforme
já indicado anteriormente.
2. MISSÃO, VISÃO E OBJETIVOS INSTITUCIONAIS
Propomos aqui, finalidades e objetivos a serem alcançados no curso deste projeto , não
apenas durante o ano letivo, mas também como agente histórico da educação.
2.1 MISSÃO
Oferecer ensino de excelência à comunidade, proporcionando condições para uma
aprendizagem significativa e atualizada, visando à educação básica como condição
indispensável ao exercício da cidadania.
2.2 VISÃO
17
Fazer do Centro Educacional Reino Azul uma escola de referência estadual.
2.3 OBJETIVOS INSTITUCIONAIS
A missão Educacional pressupõe sustentabilidade na vida, no desenvolvimento da
capacidade humana pela compreensão da sociedade planetária, como condição indispensável à
sobrevivência com qualidade de vida para toda sociedade.
Compete a escola, provocar o entendimento do passado, vivenciar o presente e
vislumbrar o futuro, criando condições para que as pessoas possam se desenvolver
plenamente, em um parceria entre a escola e a família, fomentando uma consciência
responsável, participativa, independente e criativa, respeitando a individualidade do aluno.
Buscamos, oferecer educação formativa e qualitativa na educação básica.
Proporcionar condições para uma educação significativa, de forma que os alunos sejam
preparados para a continuidade dos estudos e/ou exercício profissional com competência.
Proporcionar um ambiente de convivência harmônica na base da participação, diálogo
e respeito mútuo em todos os níveis.
Incentivar a formação de liderança, espírito crítico, senso de responsabilidade e ética.
Preservar a tradição étnica da comunidade, através dos festejos folclóricos e
manifestações populares.
Oferecer condições para o constante aprimoramento do corpo docente, através de
cursos ou encontros, na esfera nacional e não somente local.
Oportunizar ao educando condições para sua auto-realização nos planos da vida
escolar, familiar, social, vocacional e religiosa.
Orientar para o desenvolvimento integral da personalidade do aluno e participação
com responsabilidade na obra do bem comum.
Preparar o aluno para a utilização dos recursos científicos e tecnológicos, para que lhe
permita vencer as dificuldades do meio ambiente, interagindo telematicamente.
Enfatizar a necessidade do trabalho humano como força de expressão criadora e
necessária para o desenvolvimento e o fortalecimento do País.
Propiciar condições para o desenvolvimento do ‘SER’ crítico, criativo e participativo.
18
Desenvolver nos alunos hábitos de estudo, gosto pela leitura, interesse pela pesquisa e
aprofundamento dos estudos.
Promover a assistência didático-pedagógico aos alunos com dificuldades de
aprendizagem.
3. FUNDAMENTOS
Os fundamentos encontram-se divididos em três grupos. Em primeiro lugar, os
fundamentos ético-políticos, onde são propostos os valores que serão trabalhados como
indicadores da identidade do C.E.R.A. Em segundo lugar, são propostos os fundamentos
epistemológicos, em que se define a opção epistemológica no tocante à produção do
conhecimento e sua apropriação. O terceiro pilar é constituído pelos fundamentos didáticopedagógicos ligados às relações entre o professor e o aluno na interação determinante dos
processos de ensino e de aprendizagem.
3.1 Os Fundamentos Ético Políticos
O C.E.R.A tem como compromisso social estabelecido desde a sua origem, não ater-se
somente na mera transmissão de informações. Como instituição educadora, necessita criar um
contexto, onde os valores éticos sejam desenvolvidos nos educandos.
Em parceria com a família, a escola procura trabalhar valores como: responsabilidade,
participação, autonomia, criatividade, respeito à individualidade, possibilitando o exercício
pleno da cidadania, com vista ao desenvolvimento das competências à uma adequada
formação profissional.
3.2 Os Fundamentos Epistemológicos
Um dos princípios orientadores diz respeito à função da escola na sociedade, expressa
em afirmações, tais como: “para ensinar as pessoas”, “para transmitir conhecimentos aos
alunos, construídos pelas sociedades ao longo dos tempos”, “para preparar os alunos para a
19
vida”. Tais assertivas sugerem um denominador comum, ou seja, na escola trabalha-se com o
conhecimento.
Disso derivam outros questionamentos: O que é o conhecimento? Como ele se produz?
Como as pessoas dele se apropriam? As respostas resultantes, no decurso da história da
humanidade, deram origem às várias correntes epistemológicas, isto é, às diferentes teorias
relativas ao conhecimento.
Uma dessas teorias está ligada ao processo de construção do conhecimento. Nela o
conhecimento é visto como resultado de uma interação entre o sujeito que quer conhecer e o
objeto a ser conhecido.
Trata-se de uma interação dinâmica, pois à medida que o sujeito age sobre o objeto do
conhecimento ele o transforma e se transforma.
Nesse contexto, objeto não é entendido como corpo físico, mas sim, objetos do
conhecimento, isto é: conceitos, idéias, definições que são construções sociais, existentes nas
mentes das pessoas e que possibilitam identificar características e formas de porções da
matéria do mundo físico e de fenômenos do mundo social. Assim, se alguém jamais viu uma
cadeira, por exemplo, olhará para um monte de madeira, que as pessoas afirmam ser uma
cadeira, e dirá simplesmente que é madeira, porque não construiu o objeto de conhecimento
cadeira.
Por sua vez, ao interagir com os objetos de conhecimento já socialmente construídos, o
sujeito lhes atribui interpretação própria, modifica-os refletindo sobre suas características, e
em conseqüência, modifica-se a si mesmo. Esse processo dinâmico e contínuo de
transformações, ou seja, de construção e reconstrução do conhecimento, alinha-se uma prática
pedagógica.
Por outro lado, a interação se dá no interior do sujeito que quer aprender, por meio das
habilidades e estruturas mentais desenvolvidas pelo mesmo. Trata-se de uma interação
realizada por intermédio do meio físico e social.
Nesta perspectiva, o sujeito da aprendizagem é histórico e social e o objeto do
conhecimento é cultural. O primeiro, porque considera o sujeito inscrito nos valores e no
momento histórico de sua comunidade. O segundo, porque é construído pela cultura de cada
grupo social.
3.3 Os Fundamentos Didático-Pedagógicos
20
Para direcionar as atividades educativas, propriamente ditas, é mister uma opção
epistemológica. Assim, se a opção for pela visão de conhecimento como uma representação
do mundo, o professor buscará, em primeiro lugar, as concepções prévias do aluno sobre o
assunto que será estudado para, depois, propor uma explicação escolar.
Nesta abordagem, o professor está mais interessado em saber o que o aluno já sabe,
para servir-lhe de âncora ao conhecimento acadêmico a ser proposto. Por sua vez, os alunos
ressignificarão as mensagens do professor dentro do contexto de suas estruturas cognitivas,
construídas no cotidiano individual, dentro do seio social.
Considerando que as relações entre o professor e o aluno na escola são orientadas pela
Pedagogia, cujo foco de trabalho é a educação, o C.E.R.A, fundamenta-se nos princípios
Construtivistas, ou seja, acreditando na idéia de que nada, a rigor, está pronto, acabado, e de
que, especificamente, o conhecimento não é dado, em nenhuma instância, como algo
terminado. Ele se constitui pela interação do indivíduo com o meio físico e social, com o
mundo das relações sociais, e se constitui por força de sua ação.
Entende-se, de modo genérico e caricatural, escola tradicional, aquela que estabelece
uma relação conforme a esquematizada a seguir:
P: Professor como centro do processo
C: Conhecimento
A: Aluno receptor-repetidor
Esta é uma relação de dominação, de “ação sobre”, de autoritarismo.
Neste esquema:
O conhecimento é um conjunto de verdades que correspondem à uma descrição do
mundo físico e social;
21
O professor é o transmissor deste conhecimento, isto é, ele estuda, capta o que os
cientistas descobriram e “passa” para os alunos, reproduzindo esquemas, exercícios e pseudoproblemas;
O aluno é um receptor-repetidor. Recebe o que lhe é transmitido, decora alguns
‘macetes’ via exercícios e na hora das provas tenta devolver ao professor o que este lhe havia
transmitido. Nesta visão, a preocupação do aluno é “responder exatamente o que o professor
quer como retorno”. Ele sabe que na escola o papel do professor é fazer perguntas e do aluno
dar respostas. Se as respostas são mecânicas ou sem sentido, não importa, o que importa é que
estejam “certas”.
O C.E.R.A fez sua opção pedagógica oposta a esta ora descrita. Sua opção foi pela
escola que proporciona as condições para a construção do conhecimento, isto é, aquela que
desenvolve uma Pedagogia alicerçada nos princípios das visões epistemológicas que se
fundamentam num processo de construção do conhecimento, numa interação entre o sujeito
cognoscente e o objeto de conhecimento.
Dessa perspectiva, a escola propõe uma nova relação entre o professor, o aluno e o
conhecimento. O esquema que segue ilustra esta interação.
C: Conhecimento
P: Professor, visto como mediador do processo da aprendizagem.
A: Aluno, o construtor de seu próprio conhecimento.
Esta é uma relação de interação. É uma relação construtiva, compartilhada,
democrática.
Nesta abordagem, o conhecimento passa a ser visto como um conjunto de verdades
relativas, que correspondem a uma interpretação que o homem dá ao mundo físico e social.
O professor exerce o papel de mediador no processo de interação que ocorre entre o
sujeito da aprendizagem (o aluno) e o objeto do conhecimento social (o conhecimento social
compartilhado). Ensinar, nesta visão, é preparar as melhores condições para que possa haver
aprendizagem. Em conseqüência, cabe ao professor conhecer seus alunos, interagir com eles,
22
buscando sua história e permitir-lhes que manifestem suas concepções prévias diante dos
assuntos a serem estudados.
Por sua vez, o aluno deixa de ser um mero receptor de informações, passando a ser um
construtor, numa Pedagogia inspirada nos princípios da construção do conhecimento. Em
outros termos, o conhecimento se constitui nas relações que cada sujeito estabelece, frente às
interpretações que o professor lhe faz de um saber construído e aceito socialmente. Assim, o
processo de aprendizagem ocorre de dentro para fora, ou seja, é o próprio aluno que, a partir
de sua experiência de vida, de seu próprio universo simbólico fará uma interpretação do
“saber oficial”, interpretação esta que deverá ser compartilhada ao máximo com outros
membros da sociedade.
Uma Pedagogia inspirada nos pressupostos ora apresentados, fará do C.E.R.A uma
escola com visão atual do processo educativo, objetivando oferecer as condições para o
desenvolvimento harmonioso dos alunos nos domínios cognitivos, afetivo, psicológico,
biológico e social. Em conseqüência, formar um cidadão autônomo e competente, capaz de
viver plenamente sua cidadania.
4. PROJETOS SETORIAIS
Para elaboração desta parte do Projeto Pedagógico, contou-se com a participação da
direção e de todos os docentes envolvidos na proposta educacional do C.E.R.A, desde a
Educação Infantil ao Ensino Fundamental através de um diagnóstico por área e setor de
atuação, retratando a metodologia da escola hoje.
Desse relato foram então elencadas as atividades desenvolvidas, fundamentadas numa
abordagem construtivista e sócio-interacionista, cuja dinâmica difere da escola puramente
tradicional.
4.1 Visão da Instituição e Proposta de Interação com a Família
Buscando atingir os objetivos propostos, a Instituição desenvolve diversos eventos,
oportunizando ao educando a participação em atividades variadas, procurando, assim, a
complementação da sua formação.
23
Dentre as atividades educacionais, incluem-se, além das aulas regulamentares, aulas
para recuperação paralela, aos alunos do Ensino Fundamental, com dificuldades na
aprendizagem.
Para fomentar a formação de lideranças e participação nas questões relacionadas ao
processo ensino-aprendizagem, visando a melhoria na qualidade, busca-se no corpo docente, a
formação do professor pesquisador, através de cursos de atualização, pós-graduação, grupos
de estudo, orientação de projetos, entre outros.
Além disso, procura-se manter integração escola-comunidade, através dos eventos já
elencados anteriormente no tópico: Cultura, Tradições e Inserção Social do C.E.R.A na
comunidade, agregando-se à estes: reuniões de pais, atendimento individualizado aos pais,
dentre outros.
Por outro lado, para preservar a tradição étnica, oportuniza-se a aprendizagem de:
instrumentos musicais através da: Fanfarra Mirim, Capoeira, Karatê e Jazz, além da formação
de grupos artísticos e culturais, danças folclóricas e modernas, desenvolvidas nas aulas de
artes. E, como preservação das raízes culturais, inclui-se a comemoração de eventos
tradicionais como: Grito de Carnaval, Dia do artista Circense, Dia da árvore, Semana da
alimentação, Desfile de 7 de Setembro, Dia do Hallowen, e Festa Natalina. Outras atividades
que congregam não somente os alunos, mas principalmente a família, com vistas è uma
profunda participação comunitária, são: a gincana escolar, a qual em uma das etapas acontece
uma mobilização na arrecadação de alimentos não perecíveis, os quais são doados à uma
igreja da comunidade, sendo parte da distribuição destes donativos executada pelos alunos do
Ensino Fundamental, diretamente nas comunidades carentes e, o congresso de pais realizado
anualmente com a participação dos pais e responsáveis, os quais assistem palestras proferidas
por educadores renomados abordando temas emergentes escolhidos pela comunidade.
Como atividade de apoio o C.E.R.A faz orientação pedagógica, não somente aos
alunos, mas também à família, mediante orientação de como proceder com os estudos no lar,
na concretização das tarefas docentes e aconselhamento enquanto uma palavra amiga e
fraterna quando da desarmonia familiar. Aos professores, por sua vez, oportuniza-se encontros
pedagógicos, visando à formação da consciência profissional e do crescimento em equipe.
5. DA ORGANIZAÇÃO NO COTIDIANO DO TRABALHO ESCOLAR
24
A organização curricular de cada nível da Educação Básica, deverá estar em
consonância com os Parâmetros Curriculares Nacionais e, demais legislações que regulem
supletivamente a educação nacional.
As atividades escolares serão ministradas através das: aulas, exercícios, explorações in
loco, manifestações folclóricas, culturais e artísticas, bem como, demais atividades
necessárias à condução do processo educativo do aluno.
Quando surge uma nova proposta dentro da Educação, questionamos: “O que deve ser
mudado?” “Será que tudo o que fiz até agora estava errado?”.
Descobrimos então, que não mudamos muito, só o essencial: a nossa postura diante
dos mesmos conteúdos e, muitas vezes, das mesmas atividades.
O que tem sido diferente na nossa prática diária é a maneira de ensinar “velhos
conteúdos”. Um pacto pedagógico pode contribuir para que o crescimento da turma seja
produtivo. Levar os alunos ao raciocínio através de questionamentos, relacionar a sua
experiência de vida com o conhecimento apresentado, para que, a partir daí, ele possa
construir o seu aprendizado, é uma outra maneira de termos o aluno que queremos. Relacionar
o conteúdo novo com a atualidade, com outras disciplinas, também favorece a construção do
conhecimento.
Metodologicamente, parte-se do conhecimento, visão que o aluno possui do conteúdo,
buscando refletir o mesmo, acrescentar as novas informações e levando sempre à produção
prática (textos, projetos, teatro, e outras).
Trabalhos centrados nos interesses dos alunos, através de temas, por eles escolhidos e
enriquecidos com leituras complementares, contribuem para uma construção mais duradoura
do conhecimento. Elaboração de projetos de estudo, individuais ou em grupos, atividades
lúdicas que exigem um trabalho independente e criatividade por parte do aluno, são
incentivados.
Na maioria das vezes, não são as grandes mudanças que fazem uma proposta dar certo;
são os pequenos passos, as reflexões sobre o que se faz e a confiança no melhor que podemos
fazer é que faz com que estejamos inseridos dentro de uma nova concepção de Educação.
5.1 Proposta Curricular para Educação Infantil
25
As atividades desenvolvidas na Educação Infantil fases: Creche (subdivididas em:
Maternal I e II) e Períodos (subdividido em: jardim I e II), desenvolvem: visitas a locais da
comunidade, incluindo: peças teatrais, zoológico, zoobotânico e praças públicas.
A docência compõe-se em: aulas de educação física, atividades ao ar livre, explorando
o meio-ambiente, mini-projetos; orientações nutricionais, higiene bucal e corporal, trânsito,
construção de murais, dramatizações, musicalização, além dos passeios de integração entre a
Educação Infantil e o Ensino Fundamental, proporcionados pelo Trenzinho da Alegria, Feira
de Ciências e a Gincana Escolar, a qual concentra-se nas brincadeiras e execução de tarefas
onde o raciocínio, a atenção e a concentração tonificam a competição.
Para explorar a criatividade da criança, empregam-se no âmbito artístico, atividades
com: recorte, colagem, pintura e montagem, culinária, jogos, modelagem e experiências com
cultivo de plantas. As festas comemorativas da cultura local, como: a Festa da Farinha e a
Festa da Igreja Santa Cruz, juntamente com as datas festivas do calendário, oferecem espaço à
criatividade na confecção de presentes (pai, mãe, páscoa, natal,) além de inúmeras atividades
de interação social realizadas em sala de aula, explorando-se ainda, os eventos emergentes,
tais como: Jogos Olímpicos, Jogos Panamericanos, Copa do Mundo de Futebol, Eleições, etc.
Considerando-se as especificidades afetivas, emocionais, sociais e cognitivas das
crianças de zero a seis anos, a qualidade das experiências oferecidas que podem contribuir
para o exercício da cidadania devem estar embasadas nos seguintes princípios educativos:
o respeito à dignidade e aos direitos das crianças, consideradas nas suas diferenças
individuais, sociais, econômicas, culturais, étnicas, religiosas, etc.;
o direito das crianças a brincar, como forma particular de expressão, pensamento,
interação e comunicação infantil;
o
acesso
das
crianças
aos
bens
socioculturais
disponíveis,
ampliando o
desenvolvimento das capacidades relativas à expressão, à comunicação, aos afetos, à interação
social, ao pensamento, à ética e à estética;
a socialização das crianças por meio de sua participação e inserção nas mais
diversificadas práticas sociais, sem discriminação de espécie alguma;
o
atendimento
aos
cuidados essenciais
associados
à sobrevivência e ao
desenvolvimento de sua identidade;
A estes princípios cabe acrescentar que as crianças têm direito, antes de tudo, de viver
experiências prazerosas nas instituições.
26
5.1.1 Objetivos
Os objetivos explicitam intenções educativas e estabelecem capacidades que as
crianças poderão desenvolver como conseqüência das ações intencionais do professor. Assim,
os objetivos auxiliam na seleção dos conteúdos e meios didáticos.
A definição dos objetivos em termos de capacidades — e não de comportamentos —
visa a ampliar a possibilidade de concretização das intenções educativas, uma vez que as
capacidades se expressam por meio de diversos comportamentos e as aprendizagens que
convergem para ela podem ser de naturezas diversas. Ao estabelecer objetivos nesses termos,
o professor amplia suas possibilidades de atendimento à diversidade apresentada pelas
crianças, podendo considerar diferentes habilidades, interesses e maneiras de aprender no
desenvolvimento de cada capacidade.
Embora as crianças desenvolvam suas capacidades de maneira heterogênea, a educação
tem por função criar condições para o desenvolvimento integral de todas as crianças,
considerando, também, as possibilidades de aprendizagem que apresentam nas diferentes
faixas etárias. Para que isso ocorra, faz-se necessário uma atuação que propicia o
desenvolvimento de capacidades envolvendo aquelas de ordem física, afetiva, cognitiva, ética,
estética, de relação interpessoal e inserção social.
As capacidades de ordem física estão associadas à possibilidade de apropriação e
conhecimento das potencialidades corporais, ao auto conhecimento, ao uso do corpo na
expressão das emoções, ao deslocamento com segurança.
As capacidades de ordem cognitiva estão associadas ao desenvolvimento dos recursos
para pensar, o uso e apropriação de formas de representação e comunicação envolvendo
resolução de problemas.
As capacidades de ordem afetiva estão associadas à construção da auto estima, às
atitudes no convívio social, à compreensão de si mesmo e dos outros.
As capacidades de ordem estética estão associadas à possibilidade de produção artística
e apreciação desta produção oriundas de diferentes culturas.
As capacidades de ordem ética estão associadas à possibilidade de construção de
valores que norteiam a ação das crianças.
27
As capacidades de relação interpessoal estão associadas à possibilidade de
estabelecimento de condições para o convívio social. Isso implica aprender a conviver com as
diferenças de temperamentos, de intenções, de hábitos e costumes, de cultura, etc.
As capacidades de inserção social estão associadas à possibilidade de cada criança
perceber-se como membro participante de um grupo de uma comunidade e de uma sociedade.
5.1.2 Objetivos Gerais da Educação Infantil
A prática da educação infantil deve se organizar de modo que as crianças desenvolvam
as seguintes capacidades:
 desenvolver uma imagem positiva de si, atuando de forma cada vez mais independente,
com confiança em suas capacidades e percepção de suas limitações;
 descobrir e conhecer progressivamente seu próprio corpo, suas potencialidades e seus
limites, desenvolvendo e valorizando hábitos de cuidado com a própria saúde e bemestar;
 estabelecer vínculos afetivos e de troca com adultos e crianças, fortalecendo sua auto
estima e ampliando gradativamente suas possibilidades de comunicação e interação
social;
 estabelecer e ampliar cada vez mais as relações sociais, aprendendo aos poucos a articular
seus interesses e pontos de vistas com os dos demais, respeitando a diversidade e
desenvolvendo atitudes de ajuda e colaboração;
 observar e explorar o ambiente com atitude de curiosidade, percebendo-se cada vez mais
como integrante, dependente e agente transformador do meio ambiente e valorizando
atitudes que contribuam para sua conservação;
 brincar, expressando emoções, sentimentos, pensamentos, desejos e necessidades;
 utilizar as diferentes linguagens (corporal, musical, plástica, oral e escrita) ajustadas às
diferentes intenções e situações de comunicação, de forma a compreender e ser
compreendido, expressar suas idéias, sentimentos, necessidades e desejos e avançar no
seu processo de construção de significados, enriquecendo cada vez mais sua capacidade
expressiva;
28
 conhecer algumas manifestações culturais, demonstrando atitudes de interesse, respeito e
participação frente a elas e valorizando a diversidade.
5.1.3 Conteúdos
As diferentes aprendizagens se dão por meio de sucessivas reorganizações do
conhecimento e este processo é protagonizado pelas crianças quando podem vivenciar
experiências que lhes forneçam conteúdos apresentados de forma não simplificada e
associados a práticas sociais reais. É importante marcar que não há aprendizagens sem
conteúdos.
Pesquisas e produções teóricas realizadas, principalmente durante a última década,
apontam, a importância das aprendizagens específicas para os processos de desenvolvimento e
socialização do ser humano, ressignificando o papel dos conteúdos nos processos de
aprendizagem.
Muitas das pautas culturais e saberes socialmente constituídos são aprendidos por meio
do contato direto ou indireto com atividades diversas que ocorrem nas diferentes situações de
convívio social das quais as crianças participam no âmbito familiar e cotidiano. Outras
aprendizagens, no entanto, dependem de situações educativas criadas especialmente para que
ocorram. O planejamento dessas situações envolve a seleção de conteúdos específicos a essas
aprendizagens.
Nessa perspectiva, este referencial concebe os conteúdos, por um lado, como a
concretização dos propósitos da instituição e, por outro, como um meio para que as crianças
desenvolvam suas capacidades e exercitem sua maneira própria de pensar, sentir e ser,
ampliando suas hipóteses acerca do mundo ao qual pertencem e constituindo-se em um
instrumento para a compreensão da realidade. Os conteúdos abrangem, para além de fatos,
conceitos e princípios, também os conhecimentos relacionados a procedimentos, atitudes,
valores e normas como objetos de aprendizagem. A explicitação de conteúdos de naturezas
diversas aponta para a necessidade de se trabalhar de forma intencional e integrada com
conteúdos que na maioria das vezes não são tratados de forma explícita e consciente.
Esta abordagem é didática visando destacar a importância de se dar um tratamento
apropriado aos diferentes conteúdos, instrumentalizando o planejamento do professor para que
possa contemplar as seguintes categorias: os conteúdos conceituais que dizem respeito ao
29
conhecimento de conceitos, fatos e princípios; os conteúdos procedimentais referem-se ao
“saber fazer” e os conteúdos atitudinais estão associados a valores, atitudes e normas. Nos
eixos de trabalho, estas categorias de conteúdos estão contempladas embora não estejam
explicitadas de forma discriminada.
A seguir, as categorias de conteúdos serão melhor explicadas de forma a subsidiar a
reflexão e o planejamento do professor.
Os conteúdos conceituais referem-se à construção ativa das capacidades para operar
com símbolos, idéias, imagens e representações que permitem atribuir sentido à realidade.
Desde os conceitos mais simples até os mais complexos, a aprendizagem se dá por meio de
um processo de constantes idas e vindas, avanços e recuos nos quais as crianças constroem
idéias provisórias, ampliam-nas e modificam-nas, aproximando-se gradualmente de
conceitualizações cada vez mais precisas.
O conceito que uma criança faz do que seja um cachorro, por exemplo, depende das
experiências que ela tem que envolvam seu contato com cachorros. Se num primeiro
momento, ela pode, por exemplo, designar como “Au-Au” todo animal, fazendo uma
generalização provisória, o acesso a uma nova informação, por exemplo, o fato de que gatos
diferem de cachorros, permite-lhe reorganizar o conhecimento que possui e modificar a idéia
que tem sobre o que é um cachorro. Esta conceitualização, ainda provisória, será suficiente
por algum tempo, até o momento em que ela entrar em contato com um novo conhecimento.
Assim, deve-se ter claro que alguns conteúdos conceituais são possíveis de serem
apropriados pelas crianças durante o período da educação infantil. Outros não, e estes
necessitarão de mais tempo para que possam ser construídos. Isso significa dizer que muitos
conteúdos serão trabalhados com o objetivo apenas de promover aproximações a um
determinado conhecimento, de colaborar para elaboração de hipóteses e para a manifestação
de formas originais de expressão.
Os conteúdos procedimentais referem-se ao saber fazer. A aprendizagem de
procedimentos está diretamente relacionada à possibilidade de a criança construir
instrumentos e estabelecer caminhos que lhes possibilitem a realização de suas ações. Longe
de ser mecânica e destituída de sentido, a aprendizagem de procedimentos constitui-se em um
importante componente para o desenvolvimento das crianças, pois relaciona-se a um percurso
de tomada de decisões. Desenvolver procedimentos significa apropriar-se de “ferramentas” da
cultura humana necessárias para viver. No que se refere à educação infantil, saber manipular
corretamente os objetos de uso cotidiano que existem à sua volta, por exemplo, é um
30
procedimento fundamental, que responde a necessidades imediatas para inserção no universo
mais próximo. É o caso de vestir-se ou amarrar os sapatos, que constituem-se em ações
procedimentais importantes no processo de conquista da independência.
Dispor-se a perguntar é uma atitude fundamental para o processo de aprendizagem. Da
mesma forma, para que as crianças possam exercer a cooperação, a solidariedade e o respeito,
por exemplo, é necessário que aprendam alguns procedimentos importantes relacionados às
formas de colaborar com o grupo, de ajudar e pedir ajuda, etc.
Deve-se ter em conta que a aprendizagem de procedimentos será, muitas vezes,
trabalhada de forma articulada com conteúdos conceituais e atitudinais.
Os conteúdos atitudinais tratam dos valores, das normas e das atitudes. Conceber
valores, normas e atitudes como conteúdos implica torná-los explícitos e compreendê-los
como passíveis de serem aprendidos e planejados.
As instituições educativas têm uma função básica de socialização e, por esse motivo,
têm sido sempre um contexto gerador de atitudes. Isso significa dizer que os valores
impregnam toda a prática educativa e são aprendidos pelas crianças, ainda que não sejam
considerados como conteúdos a serem trabalhados explicitamente, isto é, ainda que não sejam
trabalhados de forma consciente e intencional. A aprendizagem de conteúdos deste tipo
implica uma prática coerente, onde os valores, as atitudes e as normas que se pretende
trabalhar estejam presentes desde as relações entre as pessoas até a seleção dos conteúdos,
passando pela própria forma de organização da instituição. A falta de coerência entre o
discurso e a prática é um dos fatores que promove o fracasso do trabalho com os valores.
Nesse sentido, dar o exemplo evidencia que é possível agir de acordo com valores
determinados. Do contrário, os valores tornam-se vazios de sentido e aproximam-se mais de
uma utopia não realizável do que de uma realidade possível.
Para que as crianças possam aprender conteúdos atitudinais, é necessário que o
professor e todos os profissionais que integram a instituição possam refletir sobre os valores
que são transmitidos cotidianamente e sobre os valores que se quer desenvolver. Isso significa
um posicionamento claro sobre o quê e o como se aprende nas instituições de educação
infantil.
Deve-se ter em conta que, por mais que se tenha a intenção de trabalhar com atitudes e
valores, nunca a instituição dará conta da totalidade do que há para ensinar. Isso significa
dizer que parte do que as crianças aprendem não é ensinado de forma sistemática e consciente
31
e será aprendida de forma incidental. Isso amplia a responsabilidade de cada um e de todos
com os valores e as atitudes que cultivam.
5.2. Proposta Curricular para Ensino Fundamental 1ª ao 9ª ano
As atividades, de modo geral, abrangem diferentes recursos e estratégias, conforme se
evidencia a seguir.
Empregam-se textos de jornais, revistas, histórias em quadrinhos, filmes. Valoriza-se o
relato de experiências dos alunos. Dramatizações, teatros, apresentações artísticas, pesquisas
de campo e elaboração de histórias infantis, usando várias técnicas, e diversas atividades de
interação social em sala de aula, fazem parte da docência.
Também se realizam orientação nas áreas de: saúde, nutrição, educação sexual,
trânsito; visitas ao comércio local: correio, banco, supermercado, igreja, olarias, além de
locais históricos de São José. Também são realizadas visitas exploratórias no: museu,
planetário, zoológico, zoobotânico e praças públicas
Dentre as atividades de pesquisa, desenvolve-se mini-projetos, experiências com
cultivo de diversas plantas, construção de maquetes, de terrário, aquário, mapas, murais,
cartazes, confecção de vestimentas típicas com sucatas, peças teatrais e produtos de baixo
valor nominal.
5.2.1 Linguagens Códigos e suas Tecnologias
5.2.1.2 Língua Portuguesa
5.2.1.2.3 Objetivos gerais da Língua Portuguesa para o Ensino Fundamental
No processo de aprendizagem dos diferentes ciclos do Ensino Fundamental, espera-se
que o aluno amplie o domínio ativo do discurso nas diversas situações comunicativas,
sobretudo nas instâncias públicas de uso da linguagem, de modo a possibilitar sua inserção
efetiva no mundo da escrita, ampliando suas possibilidades de participação social no exercício
da cidadania.
32
Para tanto, o C.E.R.A deverá organizar um conjunto de atividades que,
progressivamente possibilite ao aluno:

Utilizar a linguagem na produção e compreensão de textos: orais e escritos, atendendo
à múltiplas demandas sociais, respondendo a diferentes propósitos comunicativos,
expressivos e instanciados nas diferentes condições de discurso;

Utilizar a linguagem para estruturar a experiência e explicar a realidade, operando
sobre essas representações em várias áreas do conhecimento;

Saber como proceder para ter acesso, compreender e fazer uso das informações
contidas nos textos, reconstruindo o modo pelo qual se organizam em sistemas
coerentes;

Ser capaz de operar sobre o conteúdo representacional dos textos, identificando
aspectos relevantes, organizando notas, elaborando roteiros, resumos, índices,
esquemas, etc;

Analisar criticamente os diferentes discursos, desenvolvendo a capacidade de
avaliação dos textos, contrapondo sua interpretação da realidade a diferentes opniões,
inferindo as possíveis intenções do autor marcadas no texto, identificando referencias
intertextuais, percebendo os processos de convencimento utilizados para atuas sobre o
interlocutor/leitor;

Identificar e repensar juízo de valor tanto sócio-ideológicos(preconceituosos ou não),
quanto histórico-culturais(inclusive estéticos), associados à linguagem e à língua;

Conhecer e respeitar as diferentes variedades do Português, combatendo todo tipo de
preconceito lingüístico;

Usar os conhecimentos adquiridos por meio da prática da análise lingüística para
expandir as possibilidades de uso da linguagem e a capacidade de análise crítica;
5.2.1.2.4 Conteúdos Propostos para Língua Portuguesa
5.2.1.2.4.1 Eixos Articuladores
O estabelecimento de eixos articulares dos conteúdos de Língua Portuguesa no Ensino
Fundamental, parte do pressuposto de que a língua se realiza no uso, nas práticas sociais, em
que os indivíduos se apropriam dos conteúdos, transformando-os em conhecimento próprio,
através da ação sobre eles, da importância do indivíduo expandir sua capacidade de uso
33
lingüístico e adquirir outras que não possua, em situações significativas. A linguagem verbal
discursiva que é, tem como resultado textos orais ou escritos. Textos que são produzidos para
serem
compreendidos. Os processos de produção e compreensão desdobram-se,
respectivamente, em atividades de fala e escrita, leitura e escuta.
Desta forma, os conteúdos propostos neste documento estão organizados em função de
tais eixos, caracterizando-se por um lado, como prática de compreensão dos textos e prática
de produção, ambas articuladas no eixo USO e eixo REFLEXÃO.
5.2.1.2.4.2 Seqüência e organização dos conteúdos
A organização dos conteúdos decorrente do eixo USO→REFLEXÃO→USO,
pressupõe um tratamento cíclico, pois de um modo geral, os mesmos conteúdos aparecem ao
longo de toda a escolaridade, variando apenas o grau de aprofundamento e sistematização.
Para garantir esse tratamento cíclico é preciso seqüênciar os conteúdos segundo critérios que
possibilitem a continuidade das aprendizagens. São eles:

Considerar os conhecimentos anteriores dos alunos em relação ao que se pretende
ensinar, identificando até que ponto os conteúdos ensinados foram realmente
aprendidos;

Considerar o nível de complexidade dos diferentes conteúdos como definidor do grau
de autonomia possível aos alunos, na realização das atividades nos diferentes ciclos;

Considerar o nível de aprofundamento possível de conteúdo, em função das
possibilidades de compreensão dos alunos nos diferentes momentos do seu processo
educativo;
Disso decorre que os conteúdos devem ser selecionados em função do
desenvolvimento dessas habilidades e articulados em torno de dois eixos básicos:

Uso da língua oral e escrita;

Reflexão sobre a língua e linguagem.
De maneira mais específica, considerar a articulação dos conteúdos nos eixos citados
significa compreender que tanto o ponto de partida como a finalidade educativa da língua é a
produção e compreensão dos discursos. Quer dizer: as situações didáticas são organizadas em
função da análise que se faz dos produtos obtidos nesse processo e do próprio processo. Essa
34
análise permite ao professor levantar necessidades, dificuldades e facilidades dos alunos e
priorizar aspectos a serem abordados. Isso favorece uma revisão dos procedimentos e dos
recursos lingüísticos utilizados na produção do conhecimento e da aprendizagem de novos
recursos com vistas à produções futuras.
O princípio que se busca garantir com essa organização, decorre da compreensão da
linguagem enquanto trabalho. Portanto os conteúdos devem se dar num espaço em que as
práticas de uso da linguagem sejam compreendidas em sua dimensão histórica e em que a
necessidade de análise e sistematização teórica do conhecimento lingüístico, decorra destas
práticas. Consequentemente a análise da dimensão discursiva e pragmática da linguagem é
privilegiada. Os conhecimentos sobre a língua com os quais se opera, oferecem os suportes
necessários para a compreensão dos fenômenos de interação.
5.2.1.2.4.3 Os conteúdos da Língua Portuguesa e os Temas Transversais
A transversalidade em Língua Portuguesa pode ser abordada a partir de duas questões:
o fato de a língua ser um veículo de representações concepções e valores socioculturais e o
seu caráter de instrumento de intervenção social.
Os temas transversais (ética, pluralidade cultural, meio ambiente, saúde e orientação
sexual), por tratarem de questões sociais, pertencem à dimensão do espaço público e, portanto,
necessitam de participação efetiva e responsável dos cidadãos na sua gestão, manutenção e
transformação. Todos eles demandam tanto a capacidade de análise crítica e reflexão sobre
valores e concepções quanto a capacidade de participação. Neste sentido, também salienta-se
a necessidade dos alunos desenvolverem sua capacidade de compreender textos orais e
escritos, de assumir a palavra e produzir texto, em situações de participação social. Ao propor
que se ensine aos alunos o uso das diferentes formas de linguagem verbal (ora e escrita),
busca-se o desenvolvimento da capacidade de atuação construtiva e transformadora. O
domínio do diálogo na explicação, discussão, contraposição e argumentação de idéias é
fundamental na aprendizagem da cooperação e no desenvolvimento de atitude de
autoconfiança, de capacidade para interagir e de respeito ao outro.
Os conteúdos dos temas transversais, assim como as práticas pedagógicas organizadas
em função da sua aprendizagem, podem contextualizar significativamente a aprendizagem da
língua, fazendo com que o trabalho dos alunos reverta em produções de interesse do convívio
escolar e da comunidade. Desta forma, o C.E.R.A procurará buscará introduzir situações tais
35
como: produção e distribuição de livros, jornais ou quadrinhos, veiculando informações sobre
os temas estudados, murais, seminários, palestras e panfletos de orientação como parte de
campanhas para o uso racional dos recursos naturais e para a prevenção de doenças que
afetam a comunidade, folhetos instrucionais sobre primeiros socorros, cartazes com os direitos
humanos, da criança e do consumidor.
5.2.1.3 Matemática
5.2.1.3.1 Objetivos gerais para Matemática para o Ensino Fundamental
O C.E.R.A buscará levar o aluno à:

identificar os conhecimentos matemáticos como meios para compreender e
transformar o mundo à sua volta e perceber o caráter de jogo intelectual característico
da matemática, como aspecto que estimula o interesse, a curiosidade, o espírito de
investigação e o desenvolvimento da capacidade para resolver problemas;

fazer observações sistemáticas de aspectos quantitativos e qualitativos do ponto de
vista do conhecimento e estabelecer o maior número possível de relações entre eles,
utilizando para isso o conhecimento matemático (aritmétrico, geométrico, métrico,
algébrico, estatístico, combinatório, probabilístico), selecionar, organizar e produzir
informações relevantes para interpretá-las e avaliá-las criticamente;

resolver situações-problema, sabendo validar estratégias e resultados, desenvolvendo
formas de raciocínio e processos, como redução, indução, intuição, analogia,
estimativa, e utilizando conceitos e procedimentos matemáticos, bem como,
instrumentos tecnológicos disponíveis;

comunicar-se matematicamente, ou seja, descrever, representar e apresentar resultados
com precisão e argumentar sobre suas conjecturas,fazendo uso da linguagem oral e
estabelecendo relação entre ela e diferentes representações matemáticas;

estabelecer conexões entre temas matemáticos de diferentes campos e entre temas e
conhecimentos de outras áreas curriculares;
36

sentir-se seguro da própria capacidade de construir conhecimentos matemáticos,
desenvolvendo a auto-estima e a perseverança na busca de soluções;

interagir com seus pares de forma cooperativa, trabalhando coletivamente na busca de
soluções para problemas propostos, identificando aspectos consensuais ou não na
discussão de assunto, respeitando o modo de pensar dos colegas e aprendendo com
eles;
5.2.1.3.2 Os conteúdos propostos para Matemática
A discussão sobre a seleção e a organização dos conteúdos tem como diretriz a
consecução dos objetivos arrolados acima, e seu caráter de essencialidade ao desempenho das
funções básicas do cidadão brasileiro.
Assim sendo, trata-se de uma discussão complexa e que não se resolve com a
apresentação de uma listagem de conteúdos comuns a serem desenvolvidos racionalmente.
5.2.1.3.3 Seleção dos Conteúdos
Há um razoável consenso no sentido de que o currículo de matemática para o Ensino
Fundamental deva contemplar o estudo dos números e das operações (no campo da Aritmética
e da álgebra), o estudo do espaço e das formas (campo da Geometria) e o estudo das
grandezas e das medidas (que permite interligações entre os campos da Aritmética, da Álgebra
e da Geométrica).
Assim o desafio do C.E.R.A será o de apresentar e identificar dentro de cada um
desses vastos campos, quais conhecimentos, competências, hábitos e valores são socialmente
relevantes, e em que medida contribuem para o desenvolvimento intelectual do aluno, ou seja,
na construção e coordenação do pensamento lógico-matemático, da criatividade, da intuição,
da capacidade de análise crítica, que constituem esquemas lógicos de referencia para
interpretar fatos e fenômenos.
Um olhar mais atendo para nossa sociedade mostra a necessidade de acrescentar a
esses conteúdos, situações que permitam ao cidadão “tratar” as informações que recebe
cotidianamente, aprendendo a lidar com dados estatísticos, tabelas e gráficos, a raciocinar
utilizando idéias relativas à probabilidade e à combinatória.
37
Embora nestes Parâmetros a lógica não se constitua como bloco de conteúdo a ser
abordado de forma sistemática no Ensino Fundamental, alguns de seus princípios podem ser
tratados de forma integrada aos demais conteúdos, desde as séries iniciais. Tais elementos
construídos através de exemplos relativos a situação-problema, ao serem explicados, podem
ajudar a melhor compreender as próprias situações.
Assim, por exemplo, ao estudarem números, os alunos podem perceber e verbalizar
relações de inclusão, como a de que todo número par é natural, mas observando que a
recíproca desta afirmação não é verdadeira, pois nem todo número natural é par. No estudo
das formas, mediantes a observação de diferentes figuras triangulares, podem perceber que o
fato de um triângulo ter ângulo com medidas idênticas ás medidas dos ângulos de um outro
triângulo é uma condição necessária, embora não suficiente para que os dois triângulos sejam
congruentes.
A proporcionalidade por exemplo, está presente na resolução de problemas
multiplicativos, nos estudos de porcentagem, de semelhança de figuras, na matemática
financeira, na análise de tabelas e gráficos. O fato de que vários aspectos do cotidiano
funcionam de acordo com leis de proporcionalidade evidencia que o raciocínio proporcional é
últil na interpretação de fenômenos do mundo real. Ele está ligado à interferência e à predição
e envolve metidos de pensamento qualitativos e quantitativos ( Essa resposta faz sentido? Ela
deveria ser maior ou menor?). Para raciocinar com proporções, é preciso abordar os
problemas de vários pontos de vista e também identificar situações em que o que está em jogo
é a não-proporcionalidade.
Finalmente, a seleção de conteúdos a serem trabalhados pode dar-se numa perspectiva
mais ampla, ao procurar não só identificar os conteúdos mas também, os procedimentos e as
atitudes a serem trabalhados em classe, o que trará certamente um enriquecimento ao processo
da aprendizagem.
5.2.1.4 Ciências
5.2.1.4.1 Objetivos gerais de Ciências para o Ensino Fundamental
Os objetivos de Ciências no Ensino Fundamental serão concebidos para que o aluno
desenvolva competências que lhe permita compreender o mundo e atuar como indiviuo e
como cidadão, utilizando conhecimentos da natureza, da ciência e tecnologia. Esses objetivos
38
de área são coerentes com os objetivos gerais estabelecidos na Introdução dos Parâmetros
Curriculares Nacionais, bem com, aos temas Transversais.
Assim, o C.E.R.A evidenciará no estudo das Ciências Naturais, as seguintes
capacidades:

compreender a natureza como um todo dinâmico e o ser humano, em sociedade,
como agente de transformação do mundo em que vive, em relação essencial com os
demais seres vivos;

compreender a Ciência como um processo de produção de conhecimento e uma
atividade humana, histórica, associada a aspectos de ordem social, econômica,
política e cultural;

identificar relações entre conhecimento científico, produção de tecnologia e
condições de vida no mundo de hoje e em sua evolução histórica e compreender a
tecnologia como meio para suprir necessidades humanas, mas sabendo elaborar juízo
sobre riscos e benefícios das práticas tecnológicas;

compreender a saúde pessoal, social e ambiental como bens individuais e coletivos os
quais devem prover pela ação de diferentes agentes;

formular questões, diagnosticar e propor soluções para problemas reais a partir de
elementos das Ciências Naturais, colocando em prática conceitos, procedimentos e
atitudes desenvolvidas no aprendizado escolar;

saber utilizar conceitos científicos básicos, associados a energia, matéria,
transformação, espaço, tempo, sistema, equilíbrio e vida;

saber combinar leituras, observações, experimentações e registros para coleta,
organização, comunicação e discussão de fatos e informações;

valorizar o trabalho em grupo, sendo capaz de ação crítica e cooperativa para a
construção coletiva do conhecimento;
5.2.1.4.2 Os conteúdos propostos para Ciências
Reconhecida a complexidade das Ciências Naturais e da Tecnologia, é preciso
aproximá-las da compreensão do aluno, favorecendo seu processo pessoal de construção do
conhecimento e de outras capacidades necessárias à cidadania.
Sob esta perspectiva e com aquelas voltadas para a educação em Nível Fundamental, o
C.E.R.A buscará com que:
39

os conteúdos devam favorecer a construção pelos alunos de uma visão de mundo como
um todo, formado por elementos inter-relacionados, entre os quais o homem, seja um
agente de transformação. Devem relacionar diferentes fenômenos naturais e objetos da
tecnologia entre si e reciprocamente, possibilitando a percepção e a explicação de um
mundo permanentemente reelaborado;

os conteúdos sejam relevantes do ponto de vista social e cultural, permitindo ao aluno
compreender, em seu cotidiano as relações entre o homem e a natureza mediadas pela
tecnologia, superando interpretações ingênuas sobre a realidade à sua volta;

os conteúdos devam se construir em fatos, conceitos, procedimentos, atitudes e valores
a serem promovidos de forma compatível com o nível de desenvolvimento intelectual
do aluno, de maneira que ele possa operar com tais conteúdos e avançar efetivamente
nos seus conhecimentos.
5.2.1.4.3 Blocos Temáticos
São quatro os blocos temáticos propostos para o ensino Fundamental: Ambientes, Ser
Humano e Saúde, Recursos Tecnológicos, Terra e universo.
O C.E.R.A procurará explorar suas possíveis conexões e inúmeras possibilidades,
sugerindo que o educador oriente seu planejamento considerando a realidade social em que se
esta inserido.
Cada bloco sugere conteúdos indicando também as perspectivas de abordagem. Tais
conteúdos serão ser organizados em temas compostos pelo professor ao desenhar seu
planejamento. Na composição dos temas podem articular-se conteúdos dos diferentes blocos.
Ciências possui variados temas, considerando assuntos relacionados ao ser humano e
ao mundo os quais são estudados a partir da Educação Infantil nas abordagens como: água,
poluição, energia, máquinas, culinárias, etc. Os quais podem ser abordados com aspectos
sócio culturais.
De certo ponto, os temas são aleatórios. Por exemplo, uma notícia de jornal, um filme,
um programa de TV, um acontecimento na comunidade podem sugerir assuntos a serem
trabalhados e converterem-se em temas de investigação. Um mesmo tema pode ser tratado de
muitas maneiras, escolhendo-se abordagens compatíveis com o desenvolvimento intelectual
da classe, com a finalidade de realizar processos consistentes de aprendizagem.
40
A opção por organizar o currículo segundo temas facilita o tratamento interdisciplinar
das ciências. É também mais flexível para se adequar ao interesse e às características do
aluno, pois é menos rigorosa que a estrutura das disciplinas. Os temas podem ser escolhidos
considerando-se a realidade da comunidade escolar, ou seja, do contexto social e da vivencia
cultural dos alunos e educadores.
O tratamento dos conteúdos através de temas não deve significar entretanto, que a
estrutura do conhecimento cientifico não tenha papel no currículo. É essa estrutura que
embassará os conhecimentos a serem transmitidos, e compreendê-la é uma das metas da
evolução conceitual de alunos e educadores.
5.2.1.5 História
5.2.1.5.1 Objetivos gerais de História para o Ensino Fundamental
Espera-se que ao longo do Ensino Fundamental, os alunos gradativamente possam ler
e compreender sua realidade, posicionar-se, fazer escolhas e agir criteriosamente. Nesse
sentido, os alunos deverão ser capazes de:

organizar alguns repertórios histórico-culturais que lhes permita localizar
acontecimentos numa multiplicidade de tempo, de modo a formular explicar para
algumas questões do presente e do passado;

conhecer e respeitar o modo de vida de diferentes grupos sociais, em diversos
tempos e espaços, em suas manifestações culturais, econômicas, políticas e sociais,
reconhecendo semelhanças e diferenças entre eles;

reconhecer mudanças e permanências nas vivencias humanas, presentes na sua
realidade e em outras comunidades próximas ou distantes no tempo e espaço;

questionar sua realidade, identificando alguns de seus problemas e refletindo sobre
algumas de suas possíveis soluções, reconhecendo formas de atuação política
institucionais e organizações coletivas da sociedade civil;
41

utilizar metidos de pesquisa e de produção de textos de conteúdo histórico,
aprendendo a ler diferentes registros escritos, iconográficos, sonoros;

valorizar o patrimônio sociocultural e respeitar a diversidade, reconhecendo-a como
um direito dos povos e indivíduos e elemento fortalecedor da democracia.
5.2.1.5.2 Critérios de seleção e organização dos conteúdos de História
É consensual a impossibilidade de estudar a história de todos os tempos e sociedades,
sendo necessário fazer seleções baseadas em determinados critérios para estabelecer os
conteúdos. A seleção dos conteúdos tem sido varia, mas geralmente é feita segundo uma
tradição e, rearticulada e reintegrada em novas dimensões de acordo com os temas relevantes
para o momento histórico da geração.
A preocupação central na escolha dos temas é o de propiciar aos alunos o
dimensionamento de si mesmos e de outros indivíduos e grupos em temporalidades históricas.
Assim eles foram selecionados para sensibilizar e fundamentar a compreensão dos alunos de
que os problemas atuais não podem ser expicados unicamente a partir de acontecimentos
restritos ao presente, requerem questionamentos ao passado e comparações e relações entre
vivencias sociais no tempo.
Os conteúdos expressam assim, três grandes intenções: contribuir para a formação
intelectual e cultural dos alunos; favorecer o conhecimento sobre diversas sociedades
historicamente constituídas por meio de estudos que considerem múltiplas temporalidades; e
propiciar a compreensão de que as historias individuais e coletivas se integram e fazem parte
da história nacional e mundial.
Na escolha dos conteúdos prevalece a História do Brasil e suas elações coma História
Catarinense, enfocando a capital do estado, assim como, a do município de São José, cede do
C.E.R.A. os conteúdos estão organizados de modo a permitir a construção de relações de
semelhanças e diferenças entre o presente e outros contextos históricos e entre o espaço local,
regional e nacional.
A opção dói por organizar os conteúdos em eixos temáticos, a partir de problemáticas
amplas da História e desdobrá-los em temas que orientam a construção de relações entre os
acontecimentos históricos. São sugeridos então a partir dos temas, um amplo leque de
acontecimentos, apresentados como sugestões de possibilidades de estudo, mas que deverão
ser selecionados pelo professor de acordo com questões contemporâneas, pertinentes à
42
realidade social, econômica, política e cultural, da localidade onde moram, de sua própria
região e do seu pais. As questões históricas a nível de mundo, serão abordadas em
conformidade com o interesse dos alunos, normalmente incentivados por um evento de
repercussão, tais como: Olimpíadas, Jogos Panamericanos, copa do Mundo de Futebol, Jogos
Abertos de Santa Catarina, Volta de Santa Catarina no ciclismo, etc.
5.2.5.3 A articulação com os Temas Transversais
As abordagens de História priorizarão:

as relações de trabalho existentes entre os indivíduos e as classes, envolvendo a
produção de bens, o consumo, as desigualdades sociais, as transformações técnicas e
tecnológicas e a apropriação ou a expropriação dos meios de produção pelos
trabalhadores;

as diferenças culturais, étnicas, de idade, religião, costumes, gêneros, poder
econômico, na perspectiva de fortalecer laços de identidade e de refletir criticamente
sobre as conseqüências históricas das atitudes de discriminação e segregação;

a relação entre o homem e a natureza, nas dimensões culturais e materiais, individuais
e coletivas, contemporâneas e históricas, envolvendo discernimento quanto às formas
de manipulação, uso e preservação da fauna, flora e recursos naturais;

reflexões em diferentes sociedades e tempos, sobre a saúde, a higiene, as concepções
sobre a vida e a morte, as doenças endêmicas e epidêmicas, as “drogas”.;

as imagens e os valores em relação ao corpo, relacionados à história da sexualidade,
dos tabus coletivos, da organização das famílias, da educação sexual e da distribuição
de papéis entre os gêneros nas diferentes sociedades historicamente constituídas;

e os acordo ou desacordos que favorecem ou desfavorecem convivências humanas
mais igualitárias e pacíficas e que podem auxiliar na disseminação da paz, do respeito
pela vida e da alteridade.
5.2.1.6 Geografia
5.2.1.6.1 Objetivos gerais da Geografia para o Ensino Fundamental
43
Espera-se que ao longo do Ensino Fundamental, os alunos construam um conjunto de
conhecimentos referentes a conceitos, procedimentos e atitudes relacionados à Geografia, que
lhes permita ser capazes de:

identificar e avaliar as ações dos homens em sociedade e suas conseqüências em
diferentes espaços e tempos, de modo a construir referenciais que possibilitem uma
participação propositiva e reativa nas questões socioambientais locais;

conhecer o funcionamento da natureza em suas múltiplas relações, de modo a
compreender o papel das sociedades na construção do território, da paisagem e do
lugar;

compreender que as melhorias nas condições de vida, os direitos políticos, os avanços
tecnológicos e as transformações socioculturais são conquistas ainda não usufruídas
por todos os seres humanos e, dentro de suas possibilidades, empenhar-se em
democratizá-las;

conhecer e saber utilizar procedimentos de pesquisa da Geografia para compreender a
paisagem, o território e o lugar, seus processos de construção, identificando suas
relações, problemas e contradições;

orientá-los a compreender a importância das diferentes linguagens na leitura da
paisagem, desde as imagens, musica e literatura de dados e de documentos de
diferentes fontes de informação, de modo a interpretar, analisar e relacionar
informações sobre o espaço;

saber utilizar a linguagem cartográfica para obter informações e representar a
espacialidade dos fenômenos geográficos, valorizar o patrimônio sociocultural e
respeitar a sociodiversidade, reconhecendo-a como um direito dos povos e indivíduos
e um elemento de fortalecimento da democracia.
5.2.1.6.2 Critérios de seleção e organização dos conteúdos de Geografia
O C.E.R.A. buscará apresentar a Geografia aos alunos como um conjunto de eixos
temáticos que sirvam como parâmetros norteadores, nos quais os professores poderão
encontrar algumas diretrizes que lhes permitam uma orientação na escolha dos conteúdos,
para que, de forma flexível, possam compor o programa disciplinar.
44
Cada eixo temático guarda em si uma multiplicidade de subtemas que permitirão ao
professor ampla reflexão sobre os diferentes enfoques que poderão ser feitos pela Geografia
na busca da explicação e compreensão dos lugares do mundo.
Esses eixos temáticos formam uma totalidade que nasce de uma visão de Geografia
fundamentada no princípio de sua unidade como ciência, em que a Geografia e o homem
interajam reciprocamente, em que o fato social não poderá ser explicado isoladamente da
natureza, mesmo reconhecendo que ambos possuem suas próprias leis.
Os conteúdos representam algumas intenções importantes a serem assinaladas. A
primeira é fornecer formação intelectual e cultural aos alunos por meio do estudo da
Geografia. A segunda é trabalhar o mundo atual em sua diversidade favorecendo o
conhecimento de como as paisagens, os lugares e territórios se constroem. Costumamos dizer
que os alunos devem reconhecer as paisagens com sua identidade e temporalidade.
Em Geografia significa propor temáticas em que o tempo social e o tempo natural
possam ser compreendidos em suas especificidades e interações. Uma terceira intenção é que
os alunos se apropriem do conhecimento Geográfico, utilizando o saber como forma de
compreender e explicar a sua própria vida.
Partindo-se do pressuposto de que a realidade do mundo é muito mais ampla do que a
possibilidade teórica de qualquer área do conhecimento para dar conta de sua explicação e
compreensão isoladamente, e de que isso não pode ser feito de forma fragmentada, a pratica
didática e pedagógica da interdisciplinaridade toma-se um recurso para impedir o ensino
fragmentado do mundo.
Os eixos temáticos oferecidos como proposta para a organização de conteúdos,
deverão também contemplar os temas transversais. Isso não significa abrir mão dos objetivos
e metodologias especificas da área, mas abrir-se à possibilidade de introduzir esses temas para
garantir uma formação integrada do aluno com seu cotidiano.
Temas relacionados com a ética, Pluralidade Cultural, Trabalho-Consumo e Cidadania,
Saúde, Orientação Sexual, Meio Ambiente, Educação para o Trânsito, fazem parte do
universo cotidiano e, poderão ser incluídos nas preocupações do educador e dos demais
educadores de outras disciplinas. É importante lembrar que esses temas transversais são
emergentes no seu cotidiano e que, além de possibilitar a formação integrada do aluno,
poderão garantir o trânsito pela interdisciplinaridade. O aluno estará assim, percebendo que a
preocupação do educador, não estará se limitando a uma visão estreita da sua área, mas
fazendo dela um momento de valorização de sua personalidade, destacando temas presentes
45
em seu cotidiano, e que o C.E.R.A e a sal de aula representam lugares de debates e de
possibilidades de explicação e compreensão desses assuntos.
Quando pensamos a sociedade, pensamos em homens interagindo entre si, mediando
suas relações com as instituições políticas, sociais e econômicas, historicamente constituídas.
Porém sempre que assim procedemos, estaremos também nos relacionando com objetos. As
instituições não são corpos etéreos, elas se realizam no processo social mediante um sistema
de objetos.
Quando estas instituições são constituídas, produz-se território pelo trabalho, criando
as condições materiais para que elas funcionem. As igrejas necessitam de seus templos, as
empresas de seus estabelecimentos, maquinários, ferramentas, o direito dos cartórios, palácios
de justiça; e as famílias de suas moradias. Ou seja, homem e instituições interagem em seus
espaços.
Historicamente, o homem, individual ou coletivamente, aprimorou-se nos espaços,
construindo seus territórios para consolidarem suas instituições. Assim, também, a Praça dos
Três Poderes, em Brasília, considerada como território, é a manifestação simbólica do poder
das instituições políticas brasileiras.
Os territórios não se constituem em simples elementos que estabelecem as medições
no fluxo dessas ações. Eles são parte integrante delas. Como dissemos anteriormente, o
território resulta da apropriação do espaço pelo trabalho social do homem, está contido nele.
Também a natureza desse trabalho, que pode estar representado na materialidade dos objetos
produzidos e nos fluxos contínuos das atividades com eles operados.
Sabemos que filósofos e matemáticos vêm discutindo o conceito do espaço deste há
muito tempo.Porém, a preocupação da Geografia é com o espaço terrestre e a forma como a
sociedade se apropria dele. Assim, é na construção do território como parte integrante da
sociedade humana e em suas interações dinâmicas, que se fundamenta o conceito de espaço
geográfico como uma categoria no interior das ciências humanas ou sociais.
Esses pressupostos teóricos são fundamentais para que o professor de Geografia possa
realmente transmitir a seus alunos a perspectiva de uma forma de conhecimento da sociedade
e do mundo na qual eles não estejam do “lado de fora” do espaço geográfico, mas sejam
agentes ativos e dinâmicos de sua constituição.
Adquirir conhecimentos básicos de Geografia é algo importante para a vida em
sociedade, em particular para o desempenho das funções da cidadania: cada cidadão, ao
conhecer as características sociais, culturais e naturais do lugar onde vive, bem como as de
46
outros lugares, pode comparar, explicar, compreender e espacializar as múltiplas relações que
diferentes sociedades em épocas variadas estabeleceram a estabelecem com a natureza na
construção do seu espaço geográfico. A aquisição desses conhecimentos permite maior
consciência dos limites e responsabilidade da ação individual e coletiva com relação ao seu
lugar e a contextos mais amplos, da escola nacional a mundial. Para tanto, a seleção de
conteúdos da Geografia para o ensino fundamental deve contemplar temáticas de relevância
social, cuja compreensão, por parte dos alunos, mostra-se essencial em sua formação como
cidadão.
O estudo da Geografia permite que os alunos desenvolvam hábitos e construam
valores importantes para a vida em sociedade. Os conteúdos selecionados devem permitir o
pleno desenvolvimento do papel de cada um na construção de uma identidade com o lugar
onde vive e, em sentido mais abrangente, com a nação brasileira e mesmo com o mundo,
valorizando os aspectos sócio-ambientais que caracterizam seu patrimônio cultural e
ambiental. Devem permitir, também, o desenvolvimento da consciência de que o território
nacional é constituído por múltiplas e variadas culturas, povos e etnias, distintos em suas
percepções e relações com o espaço, desenvolvendo atitudes de respeito ás diferenças
socioculturais que marcam a sociedade brasileira.
Outro critério importante na seleção de conteúdos refere-se às categorias de análise da
própria Geografia. Procurou-se delinear um trabalho a partir de algumas categorias
consideradas essenciais: paisagem, território, lugar e região. A partir delas é que podemos
identificar a singularidade do saber geográfico. È importante que os conteúdos a serem
estudados pos parte dos alunos, de como as diferentes sociedades estabeleceram relações
sócias, políticas e culturais que resultaram em uma apropriação histórica da natureza pela
sociedade, mediante diferentes formas de organização do trabalho, de perceber e sentir a
natureza, de nela intervir e transformá-la.
Dentro desta perspectiva, levando em consideração que os alunos estão desenvolvendo
processos cognitivos de conhecimento do mundo em níveis mais elevados de abstrações,
poderemos selecionar conteúdos com temas que permitam a construção de raciocínios mais
complexos sobre o tempo e o espaço. Nesta etapa da escolaridade, os alunos desenvolvem
formas de comportamento em que começam a definir um critério mais independente de se
relacionar com as pessoas e os lugares. A escolha dos amigos, o deslocamento para a escola e
atividades de recreação são realizadas com maior grau de autonomia. Sua inserção no
cotidiano do lugar é realizada com formas mais complexas de juízos de valor.
47
Neste momento, quando a realidade a ser estudada pelo já é apresenta de forma
individualizada pelas diferentes áreas de conhecimento que constituem o seu currículo, com
diferentes
professores,
é
importante
que
se
explore
de
forma
sistemática
a
interdisciplinaridade. Pela amplitude e diversidade da abordagem no estudo dessa realidade,
em que trabalha com fenômenos naturais e sociais interagindo, a Geografia nunca deve perder
de vista que tem papel importante como “ciência ponte” entre diferentes formas de saber.
Um cuidado do professor de Geografia deve ter ao relacionar o conteúdo dos seus
temas, neste momento em que, pela primeira vez, ele aparece juntamente com sua disciplina
de forma personalizada, é não pretender estar formando pequenos geógrafos. Seu papel deve
ser um educador que está colocando o seu saber, como especialista, para criar condições para
os alunos construírem um conhecimento critico sobre o mundo. Criar condições para formar
cidadãos que saibam trabalhar com o saber geográfico e não transformá-los em “homenzinhos
geógrafos”.
É importante que esse professor tenha uma boa formação para que, ao trabalhar seus
temas e conteúdos, garanta ao aluno perceber a identidade da Geografia como disciplina. O
fato de trabalhar com interfaces de uma diversidade muito grande de formas de conhecimento
pode comprometê-lo metodologicamente, ora fazendo parecer com uma ou com outra
disciplina.
Para, tanto deverá ter clareza do método e objeto na escolha e como trabalhar seus
temas e conteúdos. È importante que não perca de vista que seu objeto de estudo e ensinos é o
espaço geográfico: seu território, paisagens e lugares. Que as paisagens guardam em si uma
gama muito grande de tempos passados que explicam a dinâmica de suas transformações.
Porém, é muito importante que se tenha a consciência de que a Geografia está procurando
capturar este espaço no seu tempo presente.
Este fato explica por que a observação e a descrição direta das paisagens tornam-se
recursos imprescindíveis para o método geográfico. É a partir daí que se procurará resgatar
sua temporalidade, explicá-la e compreendê-la. Neste sentido é que se diz que a Goegrafia é a
história do presente.
5.2.1.7 Educação Física
5.2.1.7.1 Objetivos gerais da Educação Física para o Ensino Fundamental
48
Espera-se que ao longo do Ensino Fundamental os alunos sejam capazes de:

participar de atividades corporais, estabelecendo relações equilibradas e construtivas
com os outros, reconhecendo e respeitando características físicas e de desempenho de
si próprio e dos outros, sem discriminar por características pessoais, físicas, sexuais ou
sociais;

adotar atitudes de respeito mútuo, dignidade e solidariedade em situações lúdicas e
esportivas, repudiando qualquer espécie de violência;

conhecer, valorizar, respeitar e desfrutar da pluralidade de manifestações de cultura
corporal do Brasil e do estado de Santa Catarina, percebendo-as com o recurso valioso
para a integração entre pessoas e entre diferentes grupos sociais;

reconhecer-se como elemento integrante do ambiente, adotando hábitos saudáveis de
higiene, alimentação e atividades corporais, relacionando-os com os efeitos sobre a
própria saúde e de recuperação, manutenção e melhoria da saúde coletiva;

solucionar problemas de ordem corporal em diferentes contextos, regulando e dosando
o esforço em um nível compatível com as possibilidades, considerando que o
aperfeiçoamento e o desenvolvimento da competências corporais decorrem de
perseverança e regularidade e que devem ocorrer de modo saudável e equilibrado;

reconhecer condições de trabalho que comprometam os processos de crescimento e
desenvolvimento, não as aceitando para si nem para os outros, reivindicando
condições de vida dignas;

conhecer a diversidade de padrões de saúde, beleza e estética corporal que existem nos
diferentes grupos sociais, compreendendo sua inserção dentro da cultura em que são
produzidos, analisando criticamente os padrões divulgados pela mídia e evitando o
consumismo e o preconceito;

conhecer, organizar e interferir no espaço de forma autônoma, bem como reivindicar
locais adequados para promover atividades corporais e de lazer, reconhecendo-as
como uma necessidade básica do ser humano e um direito do cidadão.
5.2.1.7.2 Critérios de seleção e organização dos conteúdos
Com a preocupação de garantir a coerência com a exposta de efetivar os objetivos,
foram eleitos os seguintes critérios para a seleção dos conteúdos propostos.
49
5.2.1.7.3 Relevância social
Foram selecionados práticas da cultura corporal que têm presença marcante na
sociedade brasileira e, no estado de Santa Catarina, cuja aprendizagem favorece a ampliação
das capacidades de interação sócio cultural, o usufruto das possibilidades de lazer, a promoção
e a manutenção da saúde pessoal e coletiva.
Considerou-se também de fundamental importância que os conteúdos da área
contemplem as demandas sociais apresentadas pelos Temas Transversais.
5.2.1.7.4 Características dos alunos
A definição dos conteúdos buscou guardar uma amplitude que possibilite a
consideração das diferenças entre regiões, cidades e localidades brasileiras e suas respectivas
populações. Além disso, tomou-se como referencial a necessidade dos alunos nesta etapa da
escolaridade.
5.2.1.7.5 Características da própria disciplina
Os conteúdos são um recorde possível de enorme gama de conhecimentos que vêm
sendo produzidos sobre a cultura corporal e que estão incorporados pela Educação Física.
5.2.1.7.6 Blocos do conteúdo
Os conteúdos estão organizados em três blocos, que deverão ser desenvolvidos ao
longo de todo Ensino Fundamental.
Essa organização tem a função de evidenciar quais são os objetos de ensino e
aprendizagem que estão sendo priorizados, servindo como subsídio ao trabalho do professor,
que deverá distribuir os conteúdos a serem trabalhados de maneira equilibrada e adequada.
Assim, não se trata de uma estrutura estática ou inflexível, mas sim de uma forma de
organizar o conjunto de conhecimentos abordado, segundo os diferentes enfoques que podem
ser dados:
50
5.2.1.8 Artes
5.2.1.8.1 Objetivos Gerais de Artes para o Ensino Fundamental
No transcorrer do ensino fundamental, o aluno poderá desenvolver sua competência
estética e artística nas diversas linguagens da área de Arte (Artes Visuais, Dança, Música,
Teatro), tanto para produzir trabalhos pessoais e grupais como para que possa,
progressivamente, apreciar, desfrutar, valorizar e julgar os bens artísticos de distintos povos e
culturas produzidos ao longo da história e na contemporaneidade.
Nesse sentido, o ensino de Arte deverá organizar-se de modo interdisciplinar,
objetivando:
 experimentar e explorar as possibilidades de cada linguagem artística;
 expressar e comunicar-se em arte mantendo uma atitude de busca pessoal e/ou coletiva,
articulando a percepção, a imaginação, a emoção, a investigação, a sensibilidade e a
reflexão ao realizar e fruir produções artísticas;
 experimentar e conhecer materiais, instrumentos e procedimentos variados em artes
(Artes Visuais, Dança, Música, Teatro), de modo a utilizá-los nos trabalhos pessoais,
identificá-los na apreciação e contextualizá-los culturalmente;
 construir uma relação de autoconfiança com a produção artística pessoal e conhecimento
estético, respeitando a própria produção e a dos colegas, sabendo receber e elaborar
críticas;
 identificar, relacionar e compreender a arte como fato histórico contextualizado nas
diversas culturas, conhecendo, respeitando e podendo observar as produções presentes
no entorno, assim como as demais do patrimônio cultural e do universo natural,
identificando a existência de diferenças nos padrões artísticos e estéticos de diferentes
grupos culturais;
 observar as relações entre arte e a realidade refletindo, investigando, indagando, com
interesse e curiosidade, exercitando a discussão, a sensibilidade, argumentando e
apreciando a arte de modo sensível;
 identificar, relacionar e compreender diferentes funções da arte, do trabalho e da
produção dos artistas;
51
 identificar, investigar e organizar informações sobre a arte reconhecendo e
compreendendo a variedade dos produtos artísticos e concepções estéticas presentes na
história das diferentes culturas e etnias.
5.2.1.8.2 Conteúdos propostos para o Ensino Fundamental
Os Parâmetros Curriculares Nacionais enfatizam o ensino e a aprendizagem de
conteúdos que colaboram para a formação do cidadão, buscando que o aluno adquira um
conhecimento com o qual saiba situar a produção de arte. A seleção e a organização de
conteúdos gerais de arte requerem a clarificação de alguns critérios, que também encaminham
a elaboração dos conteúdos de Artes Visuais, Música, Teatro e Dança e, no conjunto,
procuram promover a formação artística e estética do aluno e a sua participação na sociedade.
Com relação aos conteúdos, orienta-se o ensino da área de modo a acolher a
diversidade do repertório cultural que o aluno traz para a escola, trabalhar com os produtos da
comunidade na qual a escola está inserida e também que se introduzam conteúdos das
diversas culturas e épocas a partir de critérios de seleção adequados à participação do
estudante na sociedade como cidadão informado.
Os conteúdos da área de Arte estão relacionados de tal maneira que a aprendizagem
dos alunos se desenvolverá num processo contínuo e cada vez mais amplo. Diz respeito à
possibilidade de os alunos desenvolverem aprendizagens cada vez mais complexas no
domínio do conhecimento artístico e estético, seja no exercício do seu próprio processo
criador, pelo fazer, seja no contato com obras de arte e com outras manifestações presentes
nas culturas ou na natureza. O estudo, a análise e a apreciação da arte podem contribuir tanto
para o processo pessoal de criação dos alunos como também para o conhecimento progressivo
e significativo das funções que ela desempenha nas culturas humanas.
O conjunto de conteúdos está articulado dentro do processo de ensino e aprendizagem
e pode ser visualizado em três eixos norteadores: produzir, apreciar e contextualizar.
A estrutura dos eixos de aprendizagem e sua articulação com os tipos de conteúdos da
área e dos Temas Transversais configuram uma organização para que as escolas criem seus
desenhos curriculares com liberdade, levando em consideração seu contexto educacional.
52
Os três eixos estão articulados na prática, ao mesmo tempo em que, mantêm seus
espaços próprios. Os conteúdos poderão ser trabalhados em qualquer ordem, segundo decisão
do professor, em conformidade com o desenho curricular de sua equipe.
Cabe ressaltar que as relações de ensino e aprendizagem de Arte não acontecem no
vazio, mas sempre se ligam a determinado espaço cultural, tempo histórico e a condições
particulares que envolvem aspectos sociais, ambientais, econômicos, culturais, etários...
As relações entre arte e ensino/aprendizagem propiciam que o aluno seja capaz de
situar o que conhece e de pensar sobre o que está fazendo a partir da experiência individual e
compartilhada de aprender. Isso traz consciência do desenvolvimento de seu papel de
estudante em arte e do valor e continuidade permanente dessas atitudes ao longo de sua vida.
Produzir refere-se ao fazer artístico e ao conjunto de questões a ele relacionadas, no
âmbito do fazer do aluno e do desenvolvimento de seu percurso de criação pessoal informado.
Apreciar refere-se à apreciação significativa de arte e do universo a ela relacionado. Tal
ação contempla a fruição da produção dos colegas e da produção histórico-social em sua
diversidade.
Contextualizar refere-se, a saber, situar o conhecimento sobre o trabalho artístico
pessoal e dos colegas e sobre a arte como produto da história e da pluralidade das culturas
humanas, com ênfase na formação do cidadão e na preparação para a vida cotidiana e futura.
Na prática das salas de aula, observa-se que os eixos do produzir e do apreciar já estão
de alguma maneira contemplado, mesmo que o professor o faça de maneira intuitiva e
assistemática. Entretanto, a produção e a apreciação ganham níveis consideravelmente mais
avançados de articulação na aprendizagem dos alunos quando estão complementadas pela
contextualização.
Nesta prática considera-se que as pessoas, no caso, os alunos, estarão aprendendo arte
por meio de âmbitos perceptivos, sensíveis e cognitivos. Eles poderão perceber, imaginar,
recordar, compreender, aprender, fazer conexões e formar idéias, hipóteses ou teorias pessoais
sobre seus trabalhos artísticos e de outros, assim como sobre o meio em geral, pois situam a
arte nas culturas em diversos tempos da história e sabem perceber, distinguir e argumentar
sobre qualidades.
Assim a contextualização está relacionada à pesquisa e refere-se ao domínio reflexivo
pessoal e compartilhado no qual o aluno dialoga com a informação e percebe que não aprende
individualmente e sim em contextos de interação. Desta maneira, a ação de contextualizar
favorece saber pensar sobre arte, ao invés de operacionalizar um saber cumulativo na área.
53
A reflexão compartilhada gera um contexto de ensino aprendizagem cooperativo, que
expressa a natureza social do saber. Essa experiência coletiva, por sua vez, realimenta a
reflexão de cada aluno, pois envolve níveis distintos de elaboração de saberes, o que provoca,
desequilibra e promove transformações nas aprendizagens individuais. Neste ambiente, devese educar para o exercício de respeito mútuo, crítica (fazer e receber), solidariedade, diálogo,
recepção à diversidade de intuições, idéias, expressões, sentimentos, construções e outras
manifestações que emergem nas situações de aprendizagem artística e estética.
5.2.1.8.3 Critérios para a seleção de conteúdos
Os conteúdos a serem trabalhados nos três eixos podem impulsionar a percepção da
cultura do outro e relativizar as normas e valores da cultura de cada um.
O fazer, o apreciar e o contextualizar relacionados na aprendizagem mantém atmosfera
de interesse e curiosidade na sala de aula acerca das culturas compartilhadas pelos alunos,
tendo em vista que cada um de nós, no exercício da vida cotidiana, participa de mais de um
grupo cultural.
Tendo em conta os três eixos como articuladores do processo de ensino e
aprendizagem, acredita-se que para a seleção e a organização dos conteúdos gerais de Artes
Visuais, Teatro e Dança por ciclo é preciso considerar os seguintes critérios:
 Conteúdos que favoreçam a compreensão da arte como cultura, do artista como ser
social e dos alunos como produtores e apreciadores;
 Conteúdos que valorizem as manifestações artísticas de povos e culturas de diferentes
épocas e locais, incluindo a contemporaneidade e a arte brasileira;
 Conteúdos que possibilitem que os três eixos da aprendizagem possam ser realizados;
 Conteúdos que permitam grau crescente de elaboração e aprofundamento nos três eixos;
 Conteúdos que permitam a relação interdisciplinar.
5.9 Língua Estrangeira Inglês
As aulas de Inglês, são ministradas a partir da 1ª ano complementando o processo de
alfabetização iniciado na Educação Infantil. São propostos diferentes temas durante o ano
54
letivo, que são trabalhados reforçando o domínio da leitura e escrita, coerente à faixa etária.
Os temas são explorados de forma à incentivar a pesquisa e a produção de textos. Sempre que
possível, procura-se desenvolver tais temas de forma simultânea aos temas empregados na
alfabetização em língua portuguesa.
Além disso, o trabalho é complementado com jogos educativos, dramatizações, rimas
acompanhadas de movimentos corporais e gestos indicativos da ação, ou tema em estudo:
lateralidade, equilíbrio ou outro, visando a memorização e ampliação do vocabulário.
Observa-se a partir do 5a ano uma tendência na discussão de temas polêmicos da
atualidade, quando se procura desenvolver o senso crítico, e a formação da opinião própria.
Uma atividade que tem despertado interesse, refere-se ao intercâmbio de cartas com
outras turmas, servindo para socialização e relacionamento, estabelecendo novas amizades,
além de ampliar o vocabulário e melhorar a comunicação escrita.
Todas as cartas podem ser socializadas pelas respectivas turmas, proporcionando
assim, a interação social.
A partir do 7ª ano, alguns temas são sugeridos pelos alunos, levando-se em conta sua
área de interesse. Há incentivo à pesquisa, fazendo com que os alunos mesmo os menores
aprendam a construir o conhecimento.
Dependendo do tema em estudo, os alunos são conduzidos na elaboração do roteiro de
pesquisa ou entrevistas, de forma individual ou em grupo, envolvendo a comunidade local ou
biblioteca, cujo resultado é compartilhado na forma de exposição, apresentação oral, painéis,
cartazes, etc. Esses trabalhos são enriquecidos por leituras complementares afins.
Como estratégia para fixação e revisão do conteúdo, empregam-se jogos educativos
confeccionados pelo professor ou pelos alunos, algumas vezes por iniciativa própria destes.
Também são realizadas atividades lúdicas que exigem o trabalho independente e a
criatividade do aluno.
De modo geral, a gramática vem sendo trabalhada de acordo com as dificuldades
detectadas nas produções de textos dos alunos.
5.10 Filosofia e Ética
As discussões filosóficas iniciam-se no 1ª ano do Ensino Fundamental, partindo-se de
questionamentos que envolvem o sujeito e sua relação com a sociedade, neste cenário são
abordadas perguntas, como por exemplo: “Quem eu sou?” “Como eu vivo?” “Para onde eu
55
vou?” “Eu e o outro”. Toda essa reflexão está diretamente relacionada com o comportamento,
as atitudes, princípios, enfim, com o modo de ser das pessoas em suas relações com e no
mundo em que vivem. Assim, os objetivos básicos da filosofia, visão provocar uma reflexão
do sujeito, enquanto elemento singular no ceio da sociedade, sua relação com seus
semelhantes e com o mundo que o cerca; posicionar-se frente as contradições e desafios da
realidade, assumindo um compromisso transformador da mesma.
Portanto, busca-se sempre o incentivo à reflexão própria do educando, havendo,
algumas vezes, a produção de textos, cartazes, pinturas, dramatizações.
As reflexões filosóficas, também remetem à Ética, a qual por sua vez busca o
entendimento à princípios e valores e não apenas as regras, buscando a inspiração de valores e
cooperação, para que o aluno aprenda não apenas racionalmente, mas envolvendo os
sentimentos e toda a sua personalidade.
Desta forma, busca-se na educação básica, possibilitar que o aluno seja capaz de:
 Compreender o conceito de justiça baseado na equidade e sensibilizar-se pela
necessidade da construção de uma sociedade justa;
 Adotar atitudes de respeito pelas diferenças entre as pessoas, respeito este
necessário ao convívio numa sociedade democrática e pluralista, adotando no
dia a dia, atitudes de solidariedade, de cooperação e de repúdio às injustiças e
às discriminações;
 Compreender a vida escolar como participação no espaço público e social
utilizando e aplicando os conhecimentos adquiridos na construção de uma
sociedade democrática e solidária;
 Valorizar e empregar o diálogo como forma de esclarecer conflitos e tomar
decisões coletivas;
 Construir uma imagem positiva de si, o respeito próprio traduzido pela
confiança em sua capacidade de escolher e de realizar seu projeto de vida e
pela legitimação das normas morais que garantam, a todos essa realização;
 Assumir posições segundo seu próprio juízo de valor, considerando diferentes
pontos de vista e aspectos de cada situação.
56
6. TEMAS TRANSVERSAIS NO ENSINO FUNDAMENTAL
6.1 Pluralidade Cultural
6.1.2 Objetivos Gerais da Pluralidade Cultural
O tema da Pluralidade Cultural busca contribuir para a construção da cidadania na
sociedade pluriétnica e pluricultural. Com esse objetivo maior em vista, propõe o
desenvolvimento das seguintes capacidades:
 Conhecer a diversidade do patrimônio etnocultural brasileiro, cultivando atitude de
respeito para com pessoas e grupos que a compõem, reconhecendo a diversidade
cultural como um direito dos povos e dos indivíduos e elemento de fortalecimento da
democracia;
 Valorizar as diversas culturas presentes na constituição do Brasil como nação,
reconhecendo sua contribuição no processo de constituição da identidade brasileira;
 Reconhecer as qualidades da própria cultura, valorando-as criticamente, enriquecendo a
vivência de cidadania;
 Desenvolver uma atitude de empatia e solidariedade para com aqueles que sofrem
discriminação;
 Repudiar toda discriminação baseada em diferenças de raça/etnia, classe social, crença
religiosa, sexo e outras características individuais ou sociais;
 Exigir respeito para si, denunciando qualquer atitude de discriminação que sofra, ou
qualquer violação dos direitos de criança e cidadão;
 Valorizar o convívio pacífico e criativo dos diferentes componentes da diversidade
cultural;
 Compreender a desigualdade social como um problema de todos e como uma realidade
passível de mudanças;
 analisar com discernimento as atitudes e situações fomentadoras de todo tipo de
discriminação e injustiça social.
57
6.1.3
Conteúdos
A amplitude do tema Pluralidade Cultural determinou a seleção dos conteúdos
voltados para uma aproximação do conhecimento da realidade cultural brasileira, quanto à sua
formação histórica e configuração atual. Espera-se que os conteúdos propostos sirvam de
suporte para que o professor possa contemplar a abrangência solicitada pelo tema, adequandoos, ao mesmo tempo, aos objetivos e à realidade do seu trabalho, assim como às
possibilidades de seus alunos.
Os critérios utilizados para seleção dos conteúdos foram os seguintes:
 a relevância sociocultural e política, considerando a necessidade e a importância da
atuação da escola em fornecer informações básicas que permitam conhecer a ampla
diversidade sociocultural brasileira, divulgar contribuições dessas diferentes culturas
presentes em território nacional e eliminar conceitos errados, culturalmente
disseminados, acerca de povos e grupos humanos que constituem o Brasil;
 a possibilidade de desenvolvimento de valores básicos para o exercício da cidadania,
voltados para o respeito ao outro e a si mesmo, aos Direitos Universais da Pessoa
Humana e aos direitos estabelecidos na Constituição Federal;
 a possibilidade de capacitar o aluno a compreender, respeitar e valorizar a diversidade
sociocultural e a convivência solidária em uma sociedade democrática.
6.3 Orientação Sexual
6.3.1 Objetivos gerais da Orientação Sexual
O objetivo do trabalho de Orientação Sexual é contribuir para que os alunos possam
desenvolver e exercer sua sexualidade com prazer e responsabilidade. Esse tema vincula-se ao
exercício da cidadania na medida em que, por um lado, se propõe a trabalhar o respeito a si e
ao outro, e, por outro lado, busca garantir direitos básicos a todos, como a saúde, a informação
e o conhecimento, elementos fundamentais para a formação de cidadãos responsáveis e
conscientes de suas capacidades.
58
Assim, o tema Orientação Sexual será abordado de forma interdisciplinar na medida
em que o professor perceba a necessidade informativa do grupo, sendo que o enfoque centrarse-á em:
 Respeitar a diversidade de valores, crenças e comportamentos relativos à sexualidade,
reconhecendo e respeitando as diferentes formas de atração sexual e o seu direito à
expressão, garantida a dignidade do ser humano;
 Superar tabus e preconceitos referentes à sexualidade, evitando comportamentos
discriminatórios e intolerantes e analisando criticamente os estereótipos;
 Compreender a busca de prazer como um direito e uma dimensão da sexualidade
humana;
 Conhecer seu corpo, valorizar e cuidar de sua saúde como condição necessária para
usufruir prazer sexual;
 Reconhecer como determinações culturais as características socialmente atribuídas ao
masculino e ao feminino, posicionando-se contra discriminações a eles associadas;
 Identificar e expressar seus sentimentos e desejos, respeitando os sentimentos e desejos
do outro;
 Proteger-se de relacionamentos sexuais coercitivos ou exploradores;
 Reconhecer o consentimento mútuo como necessário para usufruir prazer numa relação
a dois;
 Agir de modo solidário em relação aos portadores do HIV e de modo propositivo na
implementação de políticas públicas voltadas para prevenção e tratamento das doenças
sexualmente transmissíveis/AIDS;
 Conhecer as práticas de sexo protegido, desde o início do relacionamento sexual;
 Conhecer algumas doenças sexualmente transmissíveis, inclusive o vírus da AIDS;
 Desenvolver consciência crítica e tomar decisões responsáveis a respeito de sua
sexualidade.
6.3.2 Conteúdos
Os conteúdos a serem trabalhados não são dados “a priori”, mas resultam da
necessidade e do interesse que as crianças e os adolescentes manifestam.
59
Os trabalhos já existentes de Orientação Sexual indicam que as questões trazidas pelos
alunos são predominantemente ligadas à compreensão de informações sobre sexualidade. A
curiosidade gira em torno da tentativa de compreender o que é o relacionamento sexual, como
ele ocorre, as transformações no corpo durante a puberdade e os mecanismos da concepção,
gravidez e parto.
São temas que refletem as preocupações e ansiedades dos jovens, dizem respeito ao
que eles vêem, lêem e ouvem, despertando curiosidade, ou ainda temas que as novelas de TV
colocam na ordem do dia. Questões como mães de aluguel, hermafroditismo, transexualismo,
novas tecnologias reprodutivas, por exemplo, são trazidas através da veiculação pela mídia,
aparecendo então como demanda de conhecimento e debate real.
Os assuntos mais importantes para o grupo e de maior relevância social devem ser
objeto prioritário do trabalho de Orientação Sexual. Quaisquer que sejam eles, os eixos
básicos da atuação permanecem: todos os assuntos incluem as dimensões do Corpo, as
Relações de Gênero e a Prevenção das DST/AIDS na sua discussão.
6.4 Educação para a Saúde
6.4.1 Objetivos Gerais na Educação para a saúde
A educação para a saúde cumprirá seus objetivos ao promover a conscientização dos
alunos para o direito à saúde, sensibilizá-los para a busca permanente da compreensão de seus
determinantes e capacitá-los para a utilização de medidas práticas de promoção, proteção e
recuperação da saúde ao seu alcance.
Espera-se, portanto, que os alunos em particular o Ensino Fundamental sejam capazes
de:
 Introjetar saúde como direito de cidadania, valorizando as ações voltadas para sua
promoção, proteção e recuperação;
 Compreender a saúde nos seus aspectos físico, psíquico e social como uma dimensão
essencial do crescimento e desenvolvimento do ser humano;
 Compreender que a saúde é produzida nas relações com o meio físico, econômico e
sócio-cultural, identificando fatores de risco à saúde pessoal e coletiva presentes no
meio em que vive;
60
 Conhecer e utilizar formas de intervenção sobre os fatores desfavoráveis à saúde
presentes na sua realidade, agindo com responsabilidade em relação à sua saúde e à
saúde coletiva;
 Conhecer os recursos da comunidade que favorecem a promoção, proteção e
recuperação da saúde, em especial os serviços de saúde;
 Responsabilizar-se pessoalmente pela própria saúde, adotando hábitos de autocuidado,
respeitando as possibilidades e limites do próprio corpo.
6.4.2 Conteúdos
Selecionados no intuito de atender às demandas da prática social, segundo critérios de
relevância e atualidade, os conteúdos da “Educação para a Saúde” estão organizados de
maneira a dar sentido às suas dimensões conceitual, procedimental e atitudinal profundamente
interconectadas. Essencialmente, devem subsidiar práticas para a vida saudável.
A apresentação da concepção do tema e da organização de seus conteúdos atende ao
objetivo de compor a visão geral dentro da qual esta temática pode permear, de maneira
consistente, as diferentes áreas do conhecimento e da vivência escolar. Ao mesmo tempo,
considera-se que a flexibilidade é necessária na abordagem dos tópicos indicados e outros que
venham a ganhar importância na escola - para que se tomem em conta as experiências e
necessidades sentidas e expressas pelos próprios alunos a fim de que os conteúdos ganhem
significado e potencialidade de aplicação.
O desenvolvimento dos conteúdos precisa levar em conta as particularidades da faixa
de crescimento e desenvolvimento da classe, que pode ser bastante heterogênea, para que o
professor possa trabalhar os procedimentos, as atitudes e conceitos de interesse para a maioria
do grupo. Além disso, procedimentos e atitudes não concretizados, embora com
desenvolvimento
previsto
em
momento
anterior,
poderão
ganhar
prioridade
independentemente da etapa formal (série ou ciclo) em que o aluno se encontre. A
correspondência com a fase do crescimento e desenvolvimento dos alunos deve ser avaliada
para que os conteúdos e o tratamento dado aos temas tenham a maior relação possível com
questões presentes na vida dos alunos.
Na abordagem dos diversos componentes dos blocos de conteúdo, o enfoque principal
deve estar na saúde e não na doença. Os detalhes relativos a processos fisiológicos ou
61
patológicos ganharão sentido no processo de aprendizagem na medida em que contribuírem
para a compreensão dos cuidados em saúde a eles associados. Não é pressuposto da educação
para a saúde a existência do professor “especialista” ou a formação de alunos capazes de
discorrer sobre conceitos complexos, nem o aprendizado exaustivo dos aspectos funcionais e
orgânicos do corpo humano. O que se pretende é um trabalho pedagógico no qual as
condições que se fazem necessárias para a saúde, sua valorização e a realização de
procedimentos que a favorecem sejam o foco principal.
Os conteúdos e sua abordagem se aprofundam em termos de conceituação ao longo dos
ciclos do ensino fundamental para permitir a ampliação do espectro de análise e formulação
de alternativas frente aos diferentes desafios que se apresentam de maneira crescente,
inclusive na dimensão afetiva que necessariamente trazem consigo. O aumento progressivo da
profundidade dos conteúdos informativos e conceituais está correlacionado, portanto, à
ampliação do espaço de atuação e formação de opinião.
Deve ampliar-se progressivamente a geração de oportunidades para o posicionamento
diante de situações, inclusive do ponto de vista teórico e conceitual.
6.4.3 Critérios de Seleção
Na busca de atingir os objetivos da educação para a saúde, os conteúdos foram
selecionados levando-se em conta os seguintes critérios:
 A relevância no processo de crescimento e desenvolvimento em quaisquer condições de
vida e saúde particulares à criança e sua realidade social;
 Os fatores de risco mais significativos na realidade brasileira e na faixa etária dos alunos
do Ensino Fundamental;
 A possibilidade de prestar-se à reflexão conjunta sobre as medidas de promoção,
proteção e recuperação da saúde;
 A possibilidade de tradução da aprendizagem em práticas de cuidado em saúde e
exercício da cidadania e ao alcance do aluno.
62
6.5 Temática Ambiental
6.5.1 Objetivos Gerais da Temática Ambiental
Considerando a importância da temática ambiental e a visão integrada de mundo, tanto
no tempo como no espaço, a escola procurará em ambos os níveis: Educação Infantil e Ensino
Fundamental, (respeitando a coerência entre o conhecimento cognitivo e o conhecimento a ser
apreendido), oferecer meios efetivos para que cada aluno compreenda os fatos naturais e
humanos a esse respeito, desenvolva suas potencialidades e adote posturas pessoais e
comportamentos sociais que lhe permitam viver numa relação construtiva consigo mesmo e
com seu meio, colaborando para que a sociedade seja ambientalmente sustentável e
socialmente justa; protegendo, preservando todas as manifestações de vida no planeta; e
garantindo as condições para que ela prospere em toda a sua força, abundância e diversidade.
Para tanto propõe-se que o trabalho com o tema Meio Ambiente contribua para que os
alunos, em particular o Ensino Fundamental, sejam capazes de:
 Conhecer e compreender de modo integrado e sistêmico as noções básicas relacionadas
ao meio ambiente;
 Adotar posturas na escola, em casa e em sua comunidade, que os levem a interações
construtivas, justas e ambientalmente sustentáveis;
 Observar e analisar fatos e situações do ponto de vista ambiental, de modo crítico,
reconhecendo a necessidade e as oportunidades de atuar de modo reativo e propositivo
para garantir um meio ambiente saudável e a boa qualidade de vida;
 Perceber, em diversos fenômenos naturais, encadeamentos e relações de causa-efeito
que condicionam a vida no espaço (geográfico) e no tempo (histórico), utilizando essa
percepção para posicionar-se criticamente diante das condições ambientais de seu meio;
 Compreender a necessidade e dominar alguns procedimentos de conservação e manejo
dos recursos naturais com os quais interagem, aplicando-os no dia-a-dia;
 Perceber, apreciar e valorizar a diversidade natural e sociocultural, adotando posturas de
respeito aos diferentes aspectos e formas do patrimônio natural, étnico e cultural;
 Identificar-se como parte integrante da natureza, percebendo os processos pessoais
como elementos fundamentais para uma atuação criativa, responsável e respeitosa em
relação ao meio ambiente.
63
6.5.2 Conteúdos
Os bens da Terra são necessários à sobrevivência de toda a humanidade. Seu uso deve
estar sujeito a regras de respeito às condições básicas da vida no mundo, dentre elas a
qualidade de vida de quantos dependam desses bens e do espaço do entorno em que eles são
extraídos ou processados. Deve-se cuidar, portanto, para que esse uso pelos seres humanos
seja conservativo, isto é, que gere o menor impacto possível e respeite as condições de
sustentabilidade 10 , de máxima renovabilidade possível dos recursos.
Além disso, o maior bem-estar das pessoas não é diretamente proporcional à maior
quantidade de bens que consomem. O atual modelo econômico estimula um consumo
crescente e irresponsável de bens materiais, mas depara-se com a constatação de que há um
limite para esse consumo que de fato condena a vida na Terra a uma rápida destruição.
Portanto, uma tarefa importante para o professor, associada ao tema Meio Ambiente, é
a de favorecer ao aluno o reconhecimento de fatores que produzam real bem-estar; ajudá-lo a
desenvolver um espírito de crítica às induções ao consumismo e o senso de responsabilidade e
solidariedade no uso dos bens comuns e recursos naturais, de modo a respeitar o ambiente e as
pessoas de sua comunidade. A responsabilidade e a solidariedade devem se expressar desde a
relação entre as pessoas com seu meio até as relações entre povos e nações, passando pelas
relações sociais, econômicas e culturais.
Nas 4º e 5º anos, essa dinâmica de relações que se devem expressar no espaço escolar é
diferente das séries anteriores, forjando a necessidade de se pensar outras alternativas para
tratamento dos conteúdos valorativos, nesse novo contexto.
No entanto, valores e compreensão só não bastam. É preciso que as pessoas saibam
como atuar, como adequar sua prática a esses valores.
A aprendizagem de procedimentos adequados e acessíveis é indispensável para o
desenvolvimento das capacidades ligadas à participação, à co-responsabilidade e à
solidariedade. Assim, fazem parte dos conteúdos procedimentais desde formas de manutenção
da limpeza do ambiente escolar (jogar lixo nos cestos, cuidar das plantas da escola, manter o
banheiro limpo), práticas orgânicas nas experiências de ciências, ou formas de evitar o
desperdício até como elaborar e participar de uma campanha ou saber dispor dos serviços
existentes relacionados com as questões ambientais (por exemplo, os órgãos ligados à
prefeitura ou às organizações não-governamentais que desenvolvem trabalhos, exposições,
64
oferecem serviços à população, possuem material e informações de interesse da escola e dos
alunos etc.).
Qualquer agrupamento de conceitos no tema meio ambiente é meramente didático e
uma série de conteúdos, principalmente valorativos e procedimentais, é comum a todos eles.
Até os conteúdos conceituais são extremamente entrelaçados, de modo que eles não podem
ser tratados de maneira fragmentada, mas sim integrada.
6.5.3 MATRIZ CURRICULAR DO ENSINO FUNDAMENTAL
Curso de Ensino Fundamental: 1ª a 9ª ano.
Unidade Escolar: Centro Educacional Reino Azul.
Turno: Diurno
Número de dias de efetivo trabalho Escolar: 200
Número de dias semanais: 05
Número de semanas letivas anuais: 40
Duração da hora aula: 50’ de 1º a 9º ano
Carga horária mínima anual: 800 h.
DISCIPLINAS
B
A
S
E
C
O
M
U
M
Diversificada
Numero de Aulas Semanais Por Ano
Língua Portuguesa
Matemática
Ciências
Historia
Geografia
Artes
Educação Física
Filosofia e Ética
1ª
6
6
2
2
2
2
2
1
2ª
6
6
2
2
2
2
2
1
3ª
6
6
2
2
2
2
2
1
4ª
6
6
2
2
2
2
2
1
5ª
6
6
2
2
2
2
2
1
6ª
4
4
3
3
3
2
2
1
7ª
4
4
3
3
3
2
3
1
8ª
4
4
3
3
3
2
3
1
9º
4
4
3
3
3
2
3
1
Língua Estrangeira Inglês
-
-
-
-
3
3
3
3
3
20
20
20
20
25
25
25
25
25
TOTAL SEMANAL
65
6.5.4 PROCESSO
DE
ARTICULAÇÃO-EDUCAÇÃO
INFANTIL E ENSINO
FUNTAMENTAL
Os alunos matriculados no curso de Educação infantil e com condições legais de
ingressar no Curso de Ensino Fundamental Séries Iniciais será efetuado mediante a
continuidade da proposta pedagógica contida no Projeto Político Pedagógico, assim terá
continuidade na articulação dos conhecimentos adquiridos.
6.5.5 DA ORGANIZAÇÃO DE ENSINO
6.5.5.1 Avaliação institucional da Escola
Toda avaliação deve ser continua, participativa, sendo um processo diagnóstico dos
avanços e das dificuldades dos objetivos propostos, buscando sempre alternativas que
possibilitem a resoluções e ou propostas para a solução de problemas enfrentados.
6.5.5.2 Da Avaliação Escolar
Conforme Resolução 023/00/CEE/SC no seu Artigo 3º “A avaliação do
aproveitamento do aluno será continua e de forma global, mediante verificação de
competências e de aprendizagem de conhecimentos, em atividades classes e extraclasse,
incluídos os procedimentos próprio de recuperação paralela.
A avaliação do aproveitando será expressa em notas numéricas de 0,1 (um) a 10 (dez)
e os resultados obtidos durante o ano letivo preponderam sobre os das provas finais.
A avaliação do aproveitamento se fará pela observação do aluno e pela aplicação da
apropriação de conhecimentos através detestes, provas, trabalhos individuais ou em equipes,
pesquisas, tarefas, atividades em classe ou extra-classe e demais atividades que se
possibilitem verificação do conhecimento adquirido.
Será aprovado quanto ao aproveitamento o aluno que:
66
1. Alcançar a nota 7 (sete) durante o ano, em cada disciplina e ou área de estudo,
independente de avaliação final.
2. Com aproveitamento inferior ao previsto no item 1 e que submetido à avaliação
final deverá alcançar média 5,0 (cinco) em cada disciplina e/ou área de estudo.
3. Para obtenção da media anual final após a avaliação final, adotar-se-á a seguinte
formula:
MAAR + NRA / 2
Onde:
MAAR: Média anual antes da recuperação anual
NRA..: Nota da recuperação anual
6.5.5.3 Conselhos de classe
O conselho de classe é o órgão de natureza deliberativa, tendo por objetivo avaliar o
processo ensino-aprendizagem e os aspectos dele decorrentes e os procedimentos adequados a
cada caso.
6.5.5.3.1 Finalidade do conselho de classe
I.
Acompanhar e aperfeiçoar o processo ensino-aprendizagem bem como
diagnosticar seus resultados e atribuir-lhes valor;
II.
Avaliar os ressaltados de aprendizagem do aluno, na perspectiva do processo de
apropriação do conhecimento, da organização dos conteúdos e dos conhecimentos
metodológicos da prática pedagógica;
O conselho de Classe é constituído por representantes de todos os segmentos de Centro
Educacional Reino Azul.
6.5.5.3.2 Atribuições do conselho de Classe
I.
Emitir parecer sobre assuntos referentes ao processo ensino-aprendizagem;
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II.
Propor estratégias de execução da programação, com vistas a melhoria do
processo de ensino-aprendizagem;
III.
Propor medidas para melhoria do aproveitamento escolar, integração e
relacionamentos da comunidade escolar.
6.6 CALENDARIO ESCOLAR
O calendário Escolar será elaborado em comum acordo com o corpo docente,
coordenado pelo diretor do C.E.R.A. Este documento será elaborado anualmente,
considerando as variações temporais, decorrentes de datas móveis e fixas, resultando em um
novo documento que se integra à proposta.
7. MATRÍCULA E RENOVAÇÃO
7.1 Matricula e Renovação:
A Direção elaborará o edital de matricula que será divulgado no edital na secretaria,
bem como, encaminhado aos alunos já matriculados, observando:
7.1.1 Documentos para a Efetivação de matricula

Fotocópia do Registro de nascimento do aluno;

Fotocópia da carteira de saúde;

Comprovante de residência;

CPF e RG do responsável no ato da matrícula;

1 fotos 3x4 – recente;

Preenchimento pelos pais e ou responsáveis do contrato de Prestação de
Educacionais.

Histórico escolar (para os alunos do Ensino Fundamental)
7.1.2 Documentos para efetivação da rematrícula
 Comprovante de residência atualizado;
Serviços
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 Atualização dos dados no prontuário do aluno;
 Assinatura do Requerimento de Matrícula;
 Assinatura pelos pais e ou responsáveis do contrato de Prestação de Serviços
Educacionais.
O Centro Educacional Reino Azul, não se responsabiliza por dados falsos emitidos
pelos pais ou responsáveis durante a matrícula, sendo de total responsabilidade dos mesmos
arcando com as penalidades previstas no Código Civil Brasileiro.
7.1.3 Transferência
Será concedida e recebida em qualquer época do ano letivo.
Ao receber a documentação de transferência de aluno matriculado será feito uma
analise dos documentos a fim de verificar sua autenticidade e posterior encaminhamento
quando for o caso para aproveitamento de estudos, reclassificação e outras formas necessárias
a regularizar a vida escolar do aluno, respeitando e legislação vigente.
7.1.4 Freqüência
O Registro da freqüência estará sob responsabilidade do professor, sendo a mesma
registrada em diário de classe ou documento adotado pela unidade.
Ter-se-á como aprovado por freqüência o aluno que obtiver durante o ano letivo o
percentual de 75% de freqüência em cada disciplina do currículo escolar, salvo os casos
expressos na lei.
7.1.5 Da classificação
Na classificação aluno é posicionado por ano, compatíveis com a idade, conhecimento,
experiência e poderá ocorrer:
- Por promoção, para alunos que cursaram, com aproveitamento, o ano anterior, na
própria escola.
- Por transferência, para alunos procedentes de outras escolas.
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- Por avaliação, independente de comprovação de escolarização, mediante avaliação
feita pela escola, que defina o grau de desenvolvimento e experiência do aluno e permita sua
inscrição no ano ou etapa adequada.
7.1.6 Da reclassificação
- Reposicionar o aluno numa serie diferente daquela indicada em seu histórico escolar.
- A reclassificação acontecerá, tendo como base nas normas curriculares gerais
estabelecidas pela lei 9394/96.
- Poderá ocorrer quando o aluno demonstrar e comprovar maior desempenho para o
ano que está cursando.
- Transferência entre estabelecimentos situados no País e no exterior, tendo com base
as normas curriculares gerais.
Cláudia Regina do Livramento
Osmar Campezato da Costa
Entidade Mantenedora
Diretor
São José, 23 de Janeiro de 2012
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Projeto Político Pedagógico