ABCD Comercial Lupo S.A. Demonstrações financeiras em 31 de dezembro de 2011 e 2010 ABCD Comercial Lupo S.A. Demonstrações financeiras em 31 de dezembro de 2011 e 2010 Conteúdo Relatório dos auditores independentes sobre as demonstrações financeiras 3-4 Balanços patrimoniais 5 Demonstrações de resultados 6 Demonstrações das mutações do patrimônio líquido 7 Demonstrações dos fluxos de caixa – método indireto 8 Notas explicativas às demonstrações financeiras 2 9 - 61 ABCD KPMG Auditores Independentes Rua Sete de Setembro, 1950 13560-180 - São Carlos, SP - Brasil Caixa Postal 708 13560-970 - São Carlos, SP - Brasil Relatório dos auditores demonstrações financeiras Central Tel. Fax Internet independentes 55 (16) 2106-6700 55 (16) 2106-6767 www.kpmg.com.br sobre as Aos Conselho Fiscal e Diretoria da Comercial Lupo S.A. Araraquara - SP Examinamos as demonstrações financeiras individuais e consolidadas da Comercial Lupo S.A., identificados como Controladora e Consolidado respectivamente, que compreendem o balanço patrimonial em 31 de dezembro de 2011 e as respectivas demonstrações de resultado, das mutações do patrimônio líquido e dos fluxos de caixa para o exercício findo naquela data, assim como o resumo das principais práticas contábeis e demais notas explicativas. Responsabilidade da administração sobre as demonstrações financeiras A Administração da Companhia é responsável pela elaboração e adequada apresentação dessas demonstrações financeiras de acordo com as práticas contábeis adotadas no Brasil e pelos controles internos que ela determinou como necessários para permitir a elaboração de demonstrações financeiras livres de distorção relevante, independentemente se causada por fraude ou erro. Responsabilidade dos auditores independentes Nossa responsabilidade é a de expressar uma opinião sobre essas demonstrações financeiras com base em nossa auditoria, conduzida de acordo com as normas brasileiras e internacionais de auditoria. Essas normas requerem o cumprimento de exigências éticas pelos auditores e que a auditoria seja planejada e executada com o objetivo de obter segurança razoável de que as demonstrações financeiras estão livres de distorção relevante. 3 KPMG Auditores Independentes, uma sociedade simples brasileira e firma-membro da rede KPMG de firmas-membro independentes e afiliadas à KPMG International Cooperative (“KPMG International”), uma entidade suíça. KPMG Auditores Independentes, a Brazilian entity and a member firm of the KPMG network of independent member firms affiliated with KPMG International Cooperative (“KPMG International”), a Swiss entity. ABCD Uma auditoria envolve a execução de procedimentos selecionados para obtenção de evidência a respeito dos valores e divulgações apresentados nas demonstrações financeiras. Os procedimentos selecionados dependem do julgamento do auditor, incluindo a avaliação dos riscos de distorção relevante nas demonstrações financeiras, independentemente se causada por fraude ou erro. Nessa avaliação de riscos, o auditor considera os controles internos relevantes para a elaboração e adequada apresentação das demonstrações financeiras da Companhia para planejar os procedimentos de auditoria que são apropriados nas circunstâncias, mas não para fins de expressar uma opinião sobre a eficácia desses controles internos da Companhia. Uma auditoria inclui, também, a avaliação da adequação das práticas contábeis utilizadas e a razoabilidade das estimativas contábeis feitas pela Administração, bem como a avaliação da apresentação das demonstrações financeiras tomadas em conjunto. Acreditamos que a evidência de auditoria obtida é suficiente e apropriada para fundamentar nossa opinião. Opinião Em nossa opinião, as demonstrações financeiras individuais e consolidadas acima referidas apresentam adequadamente, em todos os aspectos relevantes, a posição patrimonial e financeira individual e consolidada da Comercial Lupo S.A. em 31 de dezembro de 2011, o desempenho individual e consolidado de suas operações e os seus fluxos de caixa individual e consolidado para o exercício findo naquela data, de acordo com as práticas contábeis adotadas no Brasil. São Carlos, 02 de março de 2012 KPMG Auditores Independentes. CRC 2SP014428/O-6 Alberto Bressan Filho Contador CRC 1SP144380/O-7 4 Comercial Lupo S.A. Balanços patrimoniais em 31 de dezembro de 2011 e 2010 (Em milhares de Reais) Consolidado Ativos Caixa e equivalentes de caixa Contas a receber de clientes e outros créditos Estoques Impostos a recuperar Dividendos e juros sobre o capital próprio Nota 5 6 7 8 16 Total do ativo circulante Contas a receber de clientes e outros créditos Impostos a recuperar Depósitos judiciais e outros Imposto de renda e contribuição social diferidos 6 8 9 2011 Controladora 2010 2011 Consolidado 2010 Passivo 25.342 132.315 72.124 4.230 - 14.509 115.836 59.691 4.356 - 1.117 19.880 834 17 12.839 1.384 3.898 4.349 202 13.165 Fornecedores e outras contas a pagar Empréstimos e financiamentos Salários e férias a pagar Impostos e contribuições a recolher Dividendos e juros sobre capital próprio 234.011 194.392 34.687 22.998 Total do passivo circulante 4.936 2.098 687 2.805 1.621 251 3.110 5 108 6 504 Nota Investimentos 10 142 142 241.843 243.961 2.140 2.140 2.140 2.140 Imobilizado 11 199.985 184.803 27.430 27.768 Intangível 12 2.593 409 259 259 215.386 192.476 271.785 274.638 Total do ativo não circulante 1.838 921 1.221 6.648 55.520 51.005 15.111 10.628 4.936 6.334 6.376 28.341 3.494 72 7.761 4.901 24.830 3.117 7.099 127 6.379 - 49.481 40.681 7.226 6.379 119.322 1.619 2.979 53.641 95.993 10.581 123.000 1.252 3.265 63.312 79.620 10.180 119.322 1.619 2.979 53.641 95.993 10.581 123.000 1.252 3.265 63.312 79.620 10.180 284.135 280.629 284.135 280.629 60.261 14.553 - - Total do patrimônio líquido 344.396 295.182 284.135 280.629 Total do passivo e patrimônio líquido 449.397 386.868 306.472 297.636 Patrimônio líquido Capital social Reserva de capital Reserva legal Ajustes de avaliação patrimonial Reserva para investimento Dividendo adicional proposto Participação dos não controladores 449.397 386.868 306.472 297.636 2010 5.174 249 1.684 8.004 Patrimônio líquido atribuído aos controladores Total do ativo 2011 15.434 10.221 8.816 8.958 7.576 15 16 13 14 15 9 17 Total do passivo não circulante Propriedades de investimento Controladora 2010 14.804 12.128 6.990 10.181 11.417 Fornecedores e outras contas a pagar Empréstimos e financiamentos Impostos e contribuições a recolher Imposto de renda e contribuição social diferidos Provisão para contingências 13 14 2011 As notas explicativas são parte integrante das demonstrações financeiras. 5 19 Comercial Lupo S.A. Demonstrações de resultados Exercícios findos em 31 de dezembro de 2011 e 2010 (Em milhares de Reais) Consolidado Nota Receita líquida 20 5 Custos dos produtos vendidos e serviços prestados Lucro bruto 6 7 8 Outras receitas (despesas) operacionais Vendas Administrativas e gerais Outras despesas operacionais 21 22 Resultado antes das receitas (despesas) financeiras liquidas, resultado de equivalência patrimonial e impostos 9 # Receitas financeiras Despesas finaceiras 23 23 # Resultado de equivalência patrimonial 12 2010 2011 2010 521.814 469.393 56.773 56.975 (288.563) (263.504) (46.440) (47.996) 233.251 205.889 10.333 8.979 (96.890) (29.895) (2.978) (87.259) (26.652) (2.427) (3.455) (1.101) (3.040) (698) 103.488 89.551 5.777 5.241 7.590 (7.655) 5.782 (4.152) - Lucro antes do imposto de renda e da contribuição social # # 2011 Controladora 56.582 43 (18) 60.894 91.181 62.556 66.160 (25.862) (3.816) (24.888) 2.729 (1.861) (1.116) (1.449) 589 73.745 69.022 59.579 65.300 Acionistas controladores Acionistas não controladores 59.579 14.166 65.300 3.722 59.579 - 65.300 - Lucro líquido do exercício 73.745 69.022 59.579 65.300 - - Imposto de renda e contribuição social - corrente Imposto de renda e contribuição social - diferido 103.423 - 214 (17) 16 16 Lucro líquido do exercício Lucro líquido do exercício atribuído a: As notas explicativas são parte integrante das demonstrações financeiras. 6 Comercial Lupo S.A. Demonstrações das mutações do patrimônio líquido Exercício findo em 31 de dezembro de 2011 e 2010 (Em milhares de Reais) Capital social Saldos em 1º de janeiro de 2010 93.190 Aumento de capital conforme AGOE 23/04/2010 29.810 Reserva de capital Ações em tesouraria 1.167 - Reserva legal Ajustes de avaliação patrimonial 4.217 66.765 (4.217) Reserva para Investimento 54.798 Dividendo Adicional Proposto - (3.453) 85 Destinação do lucro líquido: Reserva legal Juros sobre capital próprio Dividendos propostos Reserva para investimentos 3.265 10.180 50.415 123.000 Aumento de capital conforme AGOE 29/04/2011 32.470 Redução de capital conforme AGOE 29/04/2011 (36.148) Variação de participação em Controladas 1.252 - 3.265 63.312 (3.265) 79.620 367 (5.056) Lucro líquido do exercício Destinação do lucro líquido: Reserva legal Juros sobre capital próprio Dividendos propostos Reserva para investimentos 2.979 10.581 52.297 119.322 1.619 - 2.979 53.641 As notas explicativas são parte integrante das demonstrações financeiras. 7 95.993 10.581 - - - - - - (85) - 3.722 69.022 (3.265) (7.535) (12.192) (50.415) (7.535) (2.012) - (546) (541) - (8.081) (2.553) - - 11.700 (4.615) 236.794 85 (10.180) Realização do custo atribuido Total 12.003 65.300 10.180 (6.719) Participação de acionistas não controladores 65.300 (29.205) Distribuição de dividendos Saldos em 31 de dezembro de 2011 # 10 Total 224.791 3.453 Lucro líquido do exercício Saldos em 31 de dezembro de 2010 4.654 (25.593) Realização do custo atribuido Variação de participação em Controladas Lucros acumulados Patrimônio líquido atribuído aos controladores 280.629 14.553 295.182 - - - (36.148) 36.148 - 292 (292) (10.180) (10.180) 4.615 - - - 59.579 59.579 14.166 73.745 (2.979) (8.583) (12.035) (52.297) (8.583) (1.454) - (2.618) (1.696) - (11.201) (3.150) - 60.261 344.396 - 284.135 Comercial Lupo S.A. Demonstrações dos fluxos de caixa Exercícios findos em 31 de dezembro de 2011 e 2010 (Em milhares de Reais) Consolidado 2011 Controladora 2010 2011 2010 Fluxos de caixa das atividades operacionais Lucro líquido do exercício Ajustes para conciliar o resultado ao caixa e equivalente de caixa gerados pelas atividades operacionais: Depreciação e amortização Equivalência Patrimonial Provisões para contingências Imposto de renda e contribuição social diferidos Variação monetária, cambial e juros Provisão para devedores duvidosos Ajuste a valor presente Provisão para perdas de estoques Custo do ativo imobilizado baixado 73.745 69.022 59.579 65.300 11.732 250 3.816 2.912 (20) 38 719 10.330 500 (2.729) 1.524 370 1 250 131 501 (56.582) 1.116 3 495 (60.894) (589) 57 15.688 6.117 11.409 6.345 Dividendos e juros sobre capital próprio de controladas Dividendos e lucros recebidos Juros sobre capital próprio recebidos Variações nos ativos e passivos Aumento em contas a receber de clientes e outros créditos (Aumento) redução nos estoques (Aumento) redução em impostos a recuperar Aumento em fornecedores e outras contas a pagar (Redução) aumento de salários e férias a pagar Aumento (redução) em impostos e contribuições a recolher Aumento (redução) em dividendos e juros sobre o capital próprio - - (41.690) (12.432) (351) 24.186 (1.759) 874 217 (22.048) (27.582) (1.778) 3.282 3.760 (2.880) - (15.982) 3.515 185 3.336 (629) 463 217 (3.120) (2.020) 1.690 243 300 (553) (116) 62.237 32.153 17.527 18.547 (587) (26.901) (363) (31.939) (166) (3.162) (1.165) (27.488) (32.302) (166) (4.327) Fluxos de caixa das atividades de financiamentos Pagamento de dividendos e lucros Pagamento de juros sobre capital próprio Financiamentos e empréstimos tomados (*) Pagamentos de financiamentos e empréstimos Juros pagos por financiamentos e empréstimos (12.441) (6.712) 26.060 (29.117) (1.706) (8.743) (5.905) 5.600 (12.883) (1.683) (12.254) (5.374) - (8.208) (5.511) - Caixa usado em atividades de financiamento (23.916) (23.614) (17.628) (13.719) Aumento (redução) do caixa e equivalente de caixa 10.833 (23.763) (267) Demonstração do aumento (redução) líquida em caixa e equivalente de caixa No início do exercício No fim do exercício 14.509 25.342 38.272 14.509 10.833 (23.763) Fluxo de caixa líquido decorrente das atividades operacionais Fluxos de caixa das atividades de investimentos Compra de ações em tesouraria de controlada Aquisições de intangível Aquisição de ativo imobilizado (*) Fluxo de caixa decorrente das atividades de investimento Aumento (redução) do caixa e equivalente de caixa (*) 1.384 1.117 (267) Durante o exercício de 2011, a Empresa adquiriu ativos imobilizado e intagível ao custo total de R$ 29.816 (R$ 33.354 em 2010), dos quais R$ 2.328 (R$ 2.217 em 2010) por meio de financiamentos e empréstimos. As notas explicativas são parte integrante das demonstrações financeiras. 8 501 883 1.384 501 Comercial Lupo S.A. Notas explicativas às demonstrações financeiras Exercícios findos em 31 de dezembro de 2011 e 2010 (Em milhares de reais) 1 Contexto operacional A Comercial Lupo S.A. foi fundada em 12 de setembro de 1.979 e o endereço registrado do escritório da Companhia é na Avenida Arcangelo Nigro, 355, localizado no bairro Centro, na cidade de Araraquara, São Paulo. A Companhia tem por objeto indústria e comércio de meias, malharia em geral; compra, venda e arrendamento de bens imóveis e a realização de empreendimentos imobiliários; exploração agrícola, pecuária, avícola, florestamento e reflorestamento; importação e exportação; apoio administrativo nas áreas de suas atividades; atividades de vigilância e segurança privada; representação de outras sociedades, nacionais ou estrangeiras, sendo permitido à sociedade agir por conta própria ou de terceiros, na base de comissão, consignação ou de outra forma permitida em lei; prestação de serviços nas áreas de suas atividades; hotelaria e restaurante; empreender, explorar, locar unidades e administrar shopping center; participação em outras sociedades, na qualidade de sócia quotista ou acionista. Contexto operacional da Companhia Controlada Lupo S.A. A Lupo S.A. é uma entidade domiciliada no Brasil e tem por objeto, a industrialização e comércio de meias, malharias e confecções têxteis em geral, importação e exportação, representação por conta própria ou de terceiros na base de comissão, consignação ou de outra forma permitida em lei. Contexto operacional da Companhia Controlada Lupo Administração e Participações Ltda. Em 30 de abril de 2007 foi constituída a Lupo Administração e Participações Ltda. tendo por objeto a administração de bens próprios; a participação em outras sociedades e o comércio de produtos têxteis; a locação, arrendamento e ou/ parceria rurais de imóveis; a exploração de atividades agrícolas e pecuárias em geral; e o comércio de produtos agrícolas e pecuários. 2 Base de preparação das demonstrações financeiras a) Declaração de conformidade (com relação às normas do Comitê de Pronunciamentos Contábeis - CPC) As demonstrações financeiras individuais e consolidadas da Comercial Lupo S.A. foram preparadas conforme as práticas contábeis adotadas no Brasil (BR GAAP). 9 Comercial Lupo S.A. Notas explicativas às demonstrações financeiras (Em milhares de reais) As demonstrações financeiras individuais e consolidadas da Comercial Lupo S.A. foram aprovadas pela Administração e autorizadas para emissão em 02 de março de 2012. b) Base de mensuração As demonstrações financeiras individuais e consolidadas da Comercial Lupo S.A. foram preparadas com base no custo histórico com exceção dos seguintes itens materiais reconhecidos nos balanços patrimoniais: • os instrumentos financeiros não derivativos mensurados pelo valor justo por meio do resultado; • os ativos imobilizados mensurados pelo valor justo (custo atribuído); • propriedades para investimento mensuradas pelo valor justo (custo atribuído); c) Moeda funcional e moeda de apresentação Essas demonstrações financeiras individuais e consolidadas são apresentadas em Real, que é a moeda funcional da Companhia. Todas as informações financeiras apresentadas em Real foram arredondadas para o milhar mais próximo, exceto quando indicado de outra forma. d) Uso de estimativas e julgamentos A preparação das demonstrações financeiras individuais e consolidadas da Comercial Lupo S.A. em conformidade com as práticas contábeis adotadas no Brasil, as quais abrangem a legislação societária, os Pronunciamentos, as Orientações e as Interpretações emitidas pelo Comitê de Pronunciamentos Contábeis (CPC) requerem que Administração faça julgamentos, estimativas e premissas que afetam a aplicação de políticas contábeis e os valores reportados de ativos, passivos, receitas e despesas. Os resultados reais podem divergir dessas estimativas. Estimativas e premissas são revistos de uma maneira contínua. Revisões com relação a estimativas contábeis são reconhecidas no exercício em que as estimativas são revisadas e em quaisquer exercícios futuros afetados. As informações sobre julgamentos críticos referente as políticas contábeis adotadas que apresentam efeitos sobre os valores reconhecidos nas demonstrações financeiras individuais e consolidadas estão incluídas nas seguintes notas explicativas: 10 Comercial Lupo S.A. Notas explicativas às demonstrações financeiras (Em milhares de reais) • Nota 06 – Provisão para devedores duvidosos • Nota 07 – Provisão para perdas em estoque • Nota 09 – Imposto de renda e contribuição social diferidos As informações sobre incertezas sobre premissas e estimativas que possuam um risco significativo de resultar em um ajuste material dentro do próximo exercício financeiro estão incluídas nas seguintes notas explicativas: • Nota 11 – Depreciação do ativo imobilizado • Nota 17 – Provisões para contingências 3 Resumo das principais políticas contábeis As políticas contábeis descritas em detalhes abaixo têm sido aplicadas de maneira consistente a todos os exercícios apresentados nessas demonstrações financeiras individuais e consolidadas. a. Base de consolidação Transações eliminadas na consolidação Saldos e transações intragrupo, e quaisquer receitas ou despesas derivadas de transações intragrupo, são eliminados na preparação das demonstrações financeiras consolidadas. Ganhos não realizados, se houver, oriundos de transações com Companhias investidas registrado por equivalência patrimonial são eliminados contra o investimento na proporção da participação da Companhia nas controladas. Prejuízos não realizados, se houver, são eliminados da mesma maneira como são eliminados os ganhos não realizados, mas somente até o ponto em que não haja evidência de perda por redução ao valor recuperável. Descrição dos principais procedimentos de consolidação: Eliminação dos saldos das contas de ativos e passivos entre as Companhias consolidadas; Eliminação das participações da controladora no patrimônio líquido das entidades controladas; 11 Comercial Lupo S.A. Notas explicativas às demonstrações financeiras (Em milhares de reais) Eliminação dos saldos de receitas e despesas, bem como de lucros não realizados, se aplicável, decorrentes de negócios entre as Companhias. Perdas não realizadas são eliminadas da mesma maneira, mas apenas quando não há evidências de problemas de recuperação dos ativos relacionados; Destaque do valor da participação dos acionistas não controladores nas demonstrações financeiras consolidadas. b. Moeda estrangeira Transações em moeda estrangeira são convertidas para a moeda funcional da Companhia pela taxa de câmbio na data da transação. Ativos e passivos monetários denominados e apurados em moedas estrangeiras na data de apresentação são reconvertidos para a moeda funcional à taxa de câmbio apurada naquela data. O ganho ou perda cambial em itens monetários é a diferença entre o custo amortizado da moeda funcional no começo do período, ajustado por juros e pagamentos efetivos durante o período, e o custo amortizado em moeda estrangeira à taxa de câmbio no final do período de apresentação. As diferenças de moedas estrangeiras resultantes na reconversão são reconhecidas no resultado. c. Instrumentos financeiros i. Ativos financeiros não derivativos A Companhia reconhece os empréstimos e recebíveis e depósitos inicialmente na data em que foram originados. Todos os outros ativos financeiros (incluindo os ativos designados pelo valor justo por meio do resultado) são reconhecidos inicialmente na data da negociação na qual a Companhia se torna uma das partes das disposições contratuais do instrumento. A Companhia desreconhece um ativo financeiro quando os direitos contratuais aos fluxos de caixa do ativo expiram, ou quando a Companhia transfere os direitos ao recebimento dos fluxos de caixa contratuais sobre um ativo financeiro em uma transação no qual essencialmente todos os riscos e benefícios da titularidade do ativo financeiro são transferidos. Eventual participação que seja criada ou retida pela Companhia nos ativos financeiros é reconhecida como um ativo ou passivo individual. 12 Comercial Lupo S.A. Notas explicativas às demonstrações financeiras (Em milhares de reais) Os ativos ou passivos financeiros são compensados e o valor líquido apresentado no balanço patrimonial quando, somente quando, a Companhia tenha o direito legal de compensar os valores e tenha a intenção de liquidar em uma base líquida ou de realizar o ativo e liquidar o passivo simultaneamente. A Companhia possui os seguintes ativos financeiros não derivativos: ativos financeiros registrados pelo valor justo por meio do resultado e empréstimos e recebíveis. Ativos financeiros registrados pelo valor justo por meio do resultado Um ativo financeiro é classificado pelo valor justo por meio do resultado caso seja classificado como mantido para negociação e seja designado como tal no momento do reconhecimento inicial. Os ativos financeiros são designados pelo valor justo por meio do resultado se a Companhia gerencia tais investimentos e toma decisões de compra e venda baseadas em seus valores justos de acordo com a gestão de riscos e a estratégia de investimentos da Companhia. Os custos da transação, após o reconhecimento inicial, são reconhecidos no resultado como incorridos. Ativos financeiros registrados pelo valor justo por meio do resultado são medidos pelo valor justo, e mudanças no valor justo desses ativos são reconhecidas no resultado do exercício. Empréstimos e recebíveis Empréstimos e recebíveis são ativos financeiros com pagamentos fixos ou calculáveis que não são cotados no mercado ativo. Tais ativos são reconhecidos inicialmente pelo valor justo acrescido de quaisquer custos de transação atribuíveis. Após o reconhecimento inicial, os empréstimos e recebíveis são medidos pelo custo amortizado através do método dos juros efetivos, decrescidos de qualquer perda por redução ao valor recuperável. Os empréstimos e recebíveis abrangem caixa e equivalentes de caixa, contas a receber de clientes e outros créditos. 13 Comercial Lupo S.A. Notas explicativas às demonstrações financeiras (Em milhares de reais) Caixa e equivalentes de caixa Caixa e equivalentes de caixa abrangem saldos de caixa e investimentos financeiros com vencimento original de três meses ou menos a partir da data da contratação, os quais estão sujeitos a um risco insignificante de alteração no valor, e são utilizadas na gestão das obrigações de curto prazo. ii. Passivos financeiros não derivativos A Companhia reconhece títulos de dívida emitidos e passivos subordinados inicialmente na data em que são originados. Todos os outros passivos financeiros (incluindo passivos designados pelo valor justo registrado no resultado) são reconhecidos inicialmente na data de negociação na qual a Companhia se torna uma parte das disposições contratuais do instrumento. A Companhia baixa um passivo financeiro quando tem suas obrigações contratuais retirada, cancelada ou vencida. Tais passivos financeiros são reconhecidos inicialmente pelo valor justo acrescido de quaisquer custos de transação atribuíveis. Após o reconhecimento inicial, esses passivos financeiros são medidos pelo custo amortizado através do método dos juros efetivos. A Companhia possui os seguintes passivos financeiros não derivativos: fornecedores e outras contas a pagar e empréstimos e financiamentos. iii. Capital Social A Companhia possui somente ações ordinárias classificadas no seu patrimônio líquido compondo seu capital social. Os dividendos mínimos obrigatórios conforme definido em estatuto são reconhecidos como passivo. d. Contas a receber de clientes e outros créditos As contas a receber de clientes são registradas pelo valor faturado, ajustado ao valor presente quando aplicável, incluindo os respectivos impostos diretos de responsabilidade tributária da Companhia, menos os impostos retidos na fonte, os quais são considerados créditos tributários. 14 Comercial Lupo S.A. Notas explicativas às demonstrações financeiras (Em milhares de reais) O cálculo do valor presente é efetuado para cada transação com base numa taxa de juros que reflete o prazo, a moeda e o risco de cada transação. A contrapartida dos ajustes a valor presente das contas a receber é contra a receita bruta no resultado. A diferença entre o valor presente de uma transação e o valor de face do faturamento é considerada receita financeira e será apropriada com base nos métodos do custo amortizado e da taxa de juros efetiva ao longo do prazo de vencimento da transação. A provisão para devedores duvidosos foi constituída em montante considerado suficiente pela administração para suprir as eventuais perdas na realização dos créditos. e. Estoques Os estoques são mensurados pelo menor valor entre o custo e o valor realizável líquido. O custo dos estoques é baseado na média ponderada móvel e inclui gastos incorridos na aquisição de estoques, custos de produção e transformação e outros custos incorridos em trazê-los às suas localizações e condições existentes. No caso dos estoques manufaturados e produtos em elaboração, o custo inclui uma parcela dos custos gerais de fabricação baseado na capacidade operacional normal. O valor realizável líquido é o preço estimado de venda no curso normal dos negócios, deduzido dos custos estimados de conclusão e despesas de vendas. f. Investimentos Os investimentos em controladas com participação no capital votante superior a 20% ou com influência significativa e em demais sociedades que fazem parte de um mesmo grupo ou que estejam sob controle comum são avaliadas por equivalência patrimonial. g. Propriedade para investimento Propriedade para investimento é a propriedade mantida para auferir receita de aluguel ou para valorização de capital ou para ambos, mas não para venda no curso normal dos negócios, utilização na produção ou fornecimento de produtos ou serviços ou para propósitos administrativos. A propriedade para investimento é mensurada pelo custo no reconhecimento inicial e subseqüentemente ao valor justo. Alterações no valor justo são reconhecidas no resultado. 15 Comercial Lupo S.A. Notas explicativas às demonstrações financeiras (Em milhares de reais) Custo incluí, despesa que é diretamente atribuível a aquisição de uma propriedade para investimento. h. Imobilizado i) Reconhecimento e mensuração Itens do imobilizado são mensurados pelo custo histórico de aquisição ou construção, deduzido de depreciação acumulada. O custo inclui gastos que são diretamente atribuíveis à aquisição de um ativo. O custo de ativos construídos pela própria Companhia inclui o custo de materiais e mão de obra direta, quaisquer outros custos para colocar o ativo no local e condição necessários para que esses sejam capazes de operar da forma pretendida pela administração, os custos de desmontagem e de restauração do local onde estes ativos estão localizados, e custos de empréstimos sobre ativos qualificáveis. Quando partes de um item do imobilizado têm diferentes vidas úteis, elas são registradas como itens individuais (componentes principais) de imobilizado. Ganhos e perdas na alienação de um item do imobilizado são apurados pela comparação entre os recursos advindos da alienação com o valor contábil do imobilizado, e são reconhecidos líquidos dentro de outras receitas operacionais no resultado. ii) Custos subsequentes Gastos subseqüentes são capitalizados na medida em que seja provável que benefícios futuros associados com os gastos serão auferidos pela Companhia Gastos de manutenção e reparos recorrentes são registrados no resultado. iii) Depreciação A depreciação é calculada sobre o valor depreciável, que é o custo de um ativo, ou outro valor substituto do custo, deduzido do valor residual. A depreciação é reconhecida no resultado baseando-se no método linear com relação às vidas úteis estimadas de cada parte de um item do imobilizado, já que esse método é o que mais perto reflete o padrão de consumo de benefícios econômicos futuros incorporados no ativo. Terrenos não são depreciados. 16 Comercial Lupo S.A. Notas explicativas às demonstrações financeiras (Em milhares de reais) Itens do ativo imobilizado são depreciados a partir da data em que são instalados e estão disponíveis para uso, ou em caso de ativos construídos internamente, do dia em que a construção é finalizada e o ativo está disponível para utilização. As vidas úteis médias estimadas para os exercícios corrente e comparativo são as seguintes: Edifícios Máquinas, equipamentos e instalações Móveis e utensílios Veículos e implementos Benfeitorias imóveis de terceiros 50 anos 09 anos 09 anos 06 anos 34 anos Os métodos de depreciação, as vidas úteis e os valores residuais serão revistos a cada encerramento de exercício financeiro e eventuais ajustes são reconhecidos como mudança de estimativas contábeis. i. Ativo Intangível Os ativos intangíveis que são adquiridos pela Companhia e que têm vidas úteis definidas são mensurados pelo custo, deduzido da amortização acumulada. Amortização Amortização é calculada sobre o custo de um ativo, ou outro valor substituto do custo, deduzido do valor residual. A amortização é reconhecida no resultado baseando-se no método linear com relação às vidas úteis estimadas de ativos intangíveis, a partir da data em que estes estão disponíveis para uso, já que esse método é o que mais perto reflete o padrão de consumo de benefícios econômicos futuros incorporados no ativo. 17 Comercial Lupo S.A. Notas explicativas às demonstrações financeiras (Em milhares de reais) j. Ativos arrendados Os arrendamentos em cujos termos a Companhia assume os riscos e benefícios inerentes à propriedade são classificados como arredamentos financeiros. No reconhecimento inicial o ativo arrendado é medido pelo valor igual ao menor valor entre o seu valor justo e o valor presente dos pagamentos mínimos do arrendamento mercantil. Após o reconhecimento inicial, o ativo é registrado de acordo com a política contábil aplicável ao ativo. Os outros arrendamentos mercantis são arrendamentos operacionais e não são reconhecidos no balanço patrimonial da Companhia. j. Redução ao valor recuperável (impairment) i Ativos financeiros Um ativo financeiro não mensurado pelo valor justo por meio do resultado é avaliado a cada data de apresentação para apurar se há evidência objetiva de que tenha ocorrido perda no seu valor recuperável. Um ativo tem perda no seu valor recuperável se uma evidência objetiva indica que um evento de perda ocorreu após o reconhecimento inicial do ativo, e que aquele evento de perda teve um efeito negativo nos fluxos de caixa futuros projetados que podem ser estimados de uma maneira confiável. A evidência objetiva de que os ativos financeiros (incluindo títulos patrimoniais) perderam valor pode incluir o não-pagamento ou atraso no pagamento por parte do devedor, a reestruturação do valor devido ao Grupo sobre condições de que o Grupo não consideraria em outras transações, indicações de que o devedor ou emissor entrará em processo de falência, ou o desaparecimento de um mercado ativo para um título. Além disso, para um instrumento patrimonial, um declínio significativo ou prolongado em seu valor justo abaixo do seu custo é evidência objetiva de perda por redução ao valor recuperável. 18 Comercial Lupo S.A. Notas explicativas às demonstrações financeiras (Em milhares de reais) Ativos financeiros mensurados pelo custo amortizado A Companhia considera evidência de perda de valor de ativos mensurados pelo custo amortizado tanto no nível individualizado como no nível coletivo. Ativos individualmente significativos são avaliados quanto a perda de valor específico. Todos os recebíveis são então avaliados coletivamente quanto a qualquer perda de valor que tenha ocorrido, mas não tenha sido ainda identificada. Ativos individualmente importantes são avaliados coletivamente quanto a perda de valor por agrupamento conjunto desses títulos com características de risco similares. Ao avaliar a perda de valor recuperável de forma coletiva a Companhia utiliza tendências históricas da probabilidade de inadimplência, do prazo de recuperação e dos valores de perda incorridos, ajustados para refletir o julgamento da administração quanto às premissas se as condições econômicas e de crédito atuais são tais que as perdas reais provavelmente serão maiores ou menores que as sugeridas pelas tendências históricas. Uma redução do valor recuperável com relação a um ativo financeiro medido pelo custo amortizado é calculada como a diferença entre o valor contábil e o valor presente dos futuros fluxos de caixa estimados descontados à taxa de juros efetiva original do ativo. As perdas são reconhecidas no resultado e refletidas em uma conta de provisão contra recebíveis, quando aplicável. Os juros sobre o ativo que perdeu valor continuam sendo reconhecidos através da reversão do desconto. Quando um evento subseqüente indica reversão da perda de valor, a diminuição na perda de valor é revertida e registrada no resultado. ii. Ativos não financeiros Os valores contábeis dos ativos não financeiros da Companhia, que não os estoques e imposto de renda e contribuição social diferidos, são revistos a cada data de apresentação para apurar se há indicação de perda no valor recuperável. Caso ocorra tal indicação, então o valor recuperável do ativo é determinado. O valor recuperável de um ativo ou unidade geradora de caixa é o maior entre o valor em uso e o valor justo menos despesas de venda. Ao avaliar o valor em uso, os fluxos de caixa futuros estimados são descontados aos seus valores presentes através da taxa de desconto antes de impostos que reflita as condições vigentes de mercado quanto ao período de recuperabilidade do capital e os riscos específicos do ativo. 19 Comercial Lupo S.A. Notas explicativas às demonstrações financeiras (Em milhares de reais) A Administração da Companhia não identificou qualquer evidência que justificasse a necessidade de provisão para recuperabilidade de ativos em 31 de dezembro de 2011 e 2010. k. Provisões Uma provisão é reconhecida, em função de um evento passado, se a Companhia tem uma obrigação legal ou construtiva que possa ser estimada de maneira confiável, e é provável que um recurso econômico seja exigido para liquidar a obrigação. l. Benefícios a empregados Benefícios de curto prazo a empregados Obrigações de benefícios de curto prazo a empregados são mensuradas em uma base não descontada e são incorridas como despesas conforme o serviço relacionado seja prestado. O passivo é reconhecido pelo valor esperado a ser pago sob os planos de bonificação em dinheiro ou participação nos lucros de curto prazo se a Companhia tem uma obrigação legal ou construtiva de pagar esse valor em função de serviço passado prestado pelo empregado, e a obrigação possa ser estimada de maneira confiável. m. Receita operacional Venda de bens A receita operacional da venda de bens no curso normal das atividades é medida pelo valor justo da contraprestação recebida ou a receber. A receita operacional é reconhecida quando existe evidência convincente de que os riscos e benefícios mais significativos inerentes à propriedade dos bens foram transferidos para o comprador, de que for provável que os benefícios econômicos financeiros fluirão para a entidade, de que os custos associados e a possível devolução de mercadorias podem ser estimados de maneira confiável, de que não haja envolvimento contínuo com os bens vendidos, e de que o valor da receita operacional possa ser mensurado de maneira confiável. Caso seja provável que descontos serão concedidos e o valor possa ser mensurado de maneira confiável, então o desconto é reconhecido como uma redução da receita operacional conforme as vendas são reconhecidas. 20 Comercial Lupo S.A. Notas explicativas às demonstrações financeiras (Em milhares de reais) Receita de aluguel A receita de aluguel é reconhecida no resultado na base da linha reta durante o prazo do contrato de aluguel. Uma receita não é reconhecida se há uma incerteza significativa na sua realização. Serviços A receita de serviços prestados é reconhecida no resultado em função de sua realização. Uma receita não é reconhecida se há uma incerteza significativa na sua realização. n. Receitas financeiras e despesas financeiras As receitas financeiras abrangem receitas de juros sobre fundos investidos, variações no valor justo de ativos financeiros mensurados pelo valor justo por meio do resultado e variações de juros de ajuste a valor presente das contas a receber, reconhecida no resultado através do método dos juros efetivos. As despesas financeiras abrangem despesas com juros sobre empréstimos, líquidas do desconto a valor presente das provisões e variações no valor justo de ativos financeiros mensurados pelo valor justo por meio do resultado. Custos de empréstimo que não são diretamente atribuíveis à aquisição, construção ou produção de um ativo qualificável são mensurados no resultado através do método de juros efetivos. o. Imposto de renda e contribuição social O Imposto de Renda e a Contribuição Social do exercício corrente e diferido são calculados com base nas alíquotas de 15%, acrescidas do adicional de 10% sobre o lucro tributável excedente de R$ 240 para imposto de renda e 9% sobre o lucro tributável para contribuição social sobre o lucro líquido, e consideram a compensação de prejuízos fiscais e base negativa de contribuição social, limitada a 30% do lucro tributável anual. A despesa com imposto de renda e contribuição social compreende os impostos de renda correntes e diferidos. O imposto corrente e o imposto diferido são reconhecidos no resultado a menos que estejam relacionados à combinação de negócios, ou itens diretamente reconhecidos no patrimônio líquido ou em outros resultados abrangentes. 21 Comercial Lupo S.A. Notas explicativas às demonstrações financeiras (Em milhares de reais) O imposto corrente é o imposto a pagar ou a receber esperado sobre o lucro ou prejuízo tributável do exercício, a taxas de impostos decretadas ou substantivamente decretadas na data de apresentação das demonstrações financeiras e qualquer ajuste aos impostos a pagar com relação aos exercícios anteriores. O imposto diferido é reconhecido com relação às diferenças temporárias entre os valores contábeis de ativos e passivos para fins contábeis e os correspondentes valores usados para fins de tributação. O imposto diferido é mensurado pelas alíquotas que se espera serem aplicadas às diferenças temporárias quando elas revertem, baseando-se nas leis que foram decretadas ou substantivamente decretadas até a data de apresentação das demonstrações financeiras. Na determinação do imposto de renda corrente e diferido a Companhia leva em consideração o impacto de incertezas relativas a posição fiscais tomadas e se o pagamento adicional de imposto de renda e juros tenha que ser realizado. A Companhia acredita que a provisão para imposto de renda no passivo está adequada para com relação a todos os períodos fiscais em aberto baseada em sua avaliação de diversos fatores, incluindo interpretações das leis fiscais e experiência passada. Essa avaliação é baseada em estimativas e premissas que podem envolver uma série de julgamentos sobre eventos futuros. Novas informações pode ser disponibilizadas o que levariam a Companhia a mudar o seu julgamento quanto a adequação da provisão existente; tais alterações impactarão a despesa com imposto de renda no ano em que forem realizadas. Os ativos e passivos fiscais diferidos são compensados caso haja um direito legal de compensar passivos e ativos fiscais correntes, e eles se relacionam a impostos de renda lançados pela mesma autoridade tributária sobre a mesma entidade sujeita à tributação. Um ativo de imposto de renda e contribuição social diferido é reconhecido por perdas fiscais, créditos fiscais e diferenças temporárias dedutíveis não utilizadas quando é provável que lucros futuros sujeitos à tributação estejam disponíveis e contra os quais serão utilizados. Ativos de imposto de renda e contribuição social diferido são revisados a cada data de relatório e serão reduzidos na medida em que sua realização não seja mais provável. 22 Comercial Lupo S.A. Notas explicativas às demonstrações financeiras (Em milhares de reais) Imposto de renda e contribuição social – Controlada Lupo Administração e Participação Ltda. O imposto de renda e a contribuição social da controlada Lupo Administração e Participação Ltda. são apurados através de “lucro presumido”. Com base nesse regime, o lucro tributável corresponde a 8% (vendas de produtos/recebimentos) e 32% (locação de imóveis), acrescido de outras receitas operacionais, para fins de imposto de renda e 12% (vendas de produtos/recebimentos) e 32% (locação de imóveis), acrescido de outras receitas operacionais, para fins de contribuição social. Imposto de renda corrente - calculado à alíquota de 15% sobre o lucro presumido tributável acrescido do adicional de 10%. Contribuição social corrente - calculada à alíquota de 9% sobre o lucro presumido tributável. p. Aspectos ambientais A Companhia considera que suas instalações e atividades estão sujeitas as regulamentações ambientais. A Companhia diminui os riscos associados com assuntos ambientais, por procedimentos operacionais e controles com investimentos em equipamento de controle de poluição e sistemas. A Companhia acredita que nenhuma provisão para perdas relacionadas a assuntos ambientais é requerida atualmente, baseada nas atuais leis e regulamentos em vigor. 4 Determinação do valor justo Diversas políticas e divulgações contábeis da Companhia exigem a determinação do valor justo, tanto para os ativos e passivos financeiros como para os nãos financeiros. Os valores justos têm sido apurados para propósitos de mensuração e/ou divulgação baseados nos métodos abaixo. Quando aplicável, as informações adicionais sobre as premissas utilizadas na apuração dos valores justos são divulgadas nas notas específicas àquele ativo ou passivo. a. Caixa e equivalentes de caixa Os valores contábeis informados no balanço patrimonial aproximam-se dos valores justos em virtude do curto prazo de vencimento destes instrumentos. 23 Comercial Lupo S.A. Notas explicativas às demonstrações financeiras (Em milhares de reais) b. Contas a receber de clientes e outros créditos O valor justo de contas a receber de clientes e outros créditos, é estimado como o valor presente de fluxos de caixa futuros, descontado pela taxa de mercado dos juros apurados na data de apresentação. Esse valor justo é determinado para fins de divulgação. c. Estoques O valor justo de estoques adquiridos é apurado baseando-se no preço de venda estimado no curso normal de atividades do negócio, menos dos custos estimados de conclusão e despesas de venda, e em uma razoável margem de lucro baseada no esforço exigido para concluir e vender os estoques. d. Imobilizado e propriedades de investimento O valor de mercado da propriedade é o valor estimado para o qual um ativo poderia ser trocado na data de avaliação entre partes conhecedoras e interessadas em uma transação sob condições normais de mercado. O valor justo dos itens do ativo imobilizado é baseado na abordagem de mercado e nas abordagens de custos através de preços de mercado cotados para itens semelhantes, quando disponíveis, e custo de reposição quando apropriado. e. Passivos financeiros não derivativos O valor justo, que é determinado para fins de divulgação, é calculado baseando-se no valor presente do principal e fluxos de caixa futuros, descontados pela taxa de mercado dos juros apurados na data de apresentação das demonstrações financeiras. 5 Caixa e equivalentes de caixa Consolidado 2011 2010 Caixa Saldo bancário Aplicação financeira de curto prazo Caixa e equivalentes de caixa na demonstração dos fluxos de caixa 24 59 9.234 16.049 25.342 21 5.240 9.248 14.509 Controladora 2011 2010 26 317 774 1.117 13 1.160 211 1.384 Comercial Lupo S.A. Notas explicativas às demonstrações financeiras (Em milhares de reais) As aplicações financeiras de curto prazo, de alta liquidez, são prontamente conversíveis em um montante conhecido de caixa e estão sujeitos a um insignificante risco de mudança de valor. As aplicações são remuneradas por taxas variáveis de 100% a 103% do Certificado de Depósito Interbancário - CDI (idêntico em 2010), tendo como contraparte bancos de primeira linha para minimizar o risco de crédito, política esta adotada pela Companhia no gerenciamento desses ativos financeiros. A exposição da Companhia a riscos de taxas de juros e uma análise de sensibilidade para ativos e passivos financeiros são divulgadas na nota explicativa 18. 6 Contas a receber de clientes e outros créditos Consolidado 2011 2010 Controladora 2011 2010 Nota Contas a receber – no país Contas a receber – no exterior Contas a receber – partes relacionadas Outros créditos Outros créditos – partes relacionadas 16 Menos: Provisão para devedores duvidosos Ajustes a valor presente 20 16 Ativo circulante Ativo não circulante 124.900 4.111 10.615 - 111.325 2.854 4.014 - 889 17.800 16 1.225 737 3.179 26 6 (1.410) ( 965) 137.251 (1.430) ( 927) 115.836 (50) 19.880 (50) 3.898 132.315 4.936 137.251 115.836 115.836 19.880 19.880 3.898 3.898 A exposição da Companhia a riscos de crédito relacionadas a contas a receber de clientes e outros créditos, são divulgadas na nota explicativa 18. 25 Comercial Lupo S.A. Notas explicativas às demonstrações financeiras (Em milhares de reais) 7 Estoques Consolidado 2011 2010 Produtos acabados Produtos em elaboração Matérias-primas e materiais de consumo Importações em andamento Adiantamento a fornecedores Outros estoques Provisão para perdas (*) 44.034 3.608 23.229 2.923 555 91 ( 2.316) 72.124 26.590 3.815 23.806 4.403 3.176 75 ( 2.174) 59.691 Controladora 2011 2010 937 39 (142) 834 742 3.585 22 4.349 Em 2011, matérias-primas, materiais de consumo e alterações em produtos acabados e estoques em processo, reconhecidos nos custos de venda, no consolidado, totalizavam R$ 288.563 (R$ 263.504 em 2010). (*) Referem-se basicamente a provisão para perdas por descontinuidade de produtos acabados e matérias-primas e materiais de consumo obsoletos e de lenta movimentação. Consolidado Saldo em 31 de dezembro de 2010 Créditos provisionados no exercício Saldo em 31 de dezembro de 2011 2.174 142 2.316 Controladora Saldo em 31 de dezembro de 2010 Créditos provisionados no exercício Saldo em 31 de dezembro de 2011 142 142 26 Comercial Lupo S.A. Notas explicativas às demonstrações financeiras (Em milhares de reais) 8 Impostos a recuperar Consolidado 2011 2010 Circulante ICMS a recuperar IPI a recuperar Imposto de renda pessoa jurídica – IRPJ Contribuição social compensar – CSLL PIS e COFINS a compensar Outros Não Circulante ICMS a recuperar PIS e COFINS a compensar 9 Controladora 2011 2010 2.356 717 892 188 30 47 4.230 1.292 905 1.613 534 12 4.356 14 3 17 14 81 104 3 202 1.990 108 2.098 1.621 1.621 - - Imposto de renda e contribuição social diferidos O IRPJ e a CSLL diferidos, são registrados para refletir os efeitos fiscais futuros atribuíveis: (i) às diferenças temporárias, entre a base fiscal de contas do resultado e seus respectivos registros contábeis em regime de competência, e (ii) aos efeitos gerados pela adoção do Regime Tributário de Transição (RTT). 27 Comercial Lupo S.A. Notas explicativas às demonstrações financeiras (Em milhares de reais) Impostos e contribuições diferidos de ativos e passivos foram atribuídos da seguinte forma: Provisão sobre o custo atribuído Provisão para perda dos estoques Provisão para créditos duvidosos Provisão de ajuste a valor presente Provisões para contingências Prejuízos fiscais de imposto de renda e base negativa de contribuição social Provisão sobre o leasing de software Provisão de depreciação por diferença de taxas Provisão sobre o custo atribuído Provisão para créditos duvidosos Prejuízos fiscais de imposto de renda e base negativa de contribuição social Provisão para perda dos estoques Provisões para contingências Provisão de depreciação por diferença de taxas 28 Consolidado Ativos Passivos 2011 2010 2011 2010 22.952 24.830 787 739 496 503 328 315 1.194 1.066 2.805 487 3.110 265 5.124 28.341 24.830 Controladora Ativos Passivos 2011 2010 2011 2010 6.932 6.379 17 17 48 43 108 487 504 167 7.099 6.379 Comercial Lupo S.A. Notas explicativas às demonstrações financeiras (Em milhares de reais) Movimento das diferenças temporárias durante o exercício: Consolidado Saldo em 31 de dezembro de 2010 Reconhecidos no resultado do exercício Saldo em 31 de dezembro de 2011 739 503 315 1.066 48 (7) 13 128 787 496 328 1.194 487 3.110 ( 487) ( 305) 2.805 24.830 24.830 (1.878) 265 5.124 3.511 22.952 265 5.124 28.341 Ativos Provisão para perda dos estoques Provisão para créditos duvidosos Provisão de ajuste a valor presente Provisões para contingências Prejuízos fiscais de imposto de renda e base negativa de contribuição social Passivos Provisão sobre o custo atribuído Provisão sobre o leasing de software Provisão de depreciação por diferença de taxas Efeito no resultado 3.816 29 Comercial Lupo S.A. Notas explicativas às demonstrações financeiras (Em milhares de reais) Controladora Ativos Provisão para créditos duvidosos Provisões sobre prejuízos fiscais Provisões para contingências Provisão para perda dos estoques Saldo em 31 de dezembro de 2010 Reconhecidos no resultado exercício Saldo em 31 de dezembro de 2011 17 487 504 (487) 43 48 ( 396) 17 43 48 108 6.379 6.379 553 167 720 6.932 167 7.099 Passivos Provisão sobre o custo atribuído Provisão de depreciação por diferença de taxas Efeito no resultado 1.116 A Administração da Companhia considera que os ativos diferidos decorrentes de diferenças temporárias, serão realizados na proporção da resolução final das contingências e dos eventos. 30 Comercial Lupo S.A. Notas explicativas às demonstrações financeiras (Em milhares de reais) A conciliação da despesa calculada pela aplicação das alíquotas fiscais combinadas e da despesa de imposto de renda e contribuição social debitada em resultado é demonstrada como segue: Consolidado 2011 2010 Reconciliação da taxa efetiva Lucro contábil antes do imposto de renda e da contribuição social (+) Receitas de juros sobre capital próprio (-) Deduções de juros sobre capital próprio Alíquota fiscal combinada Imposto de renda e contribuição social: Pela alíquota fiscal combinada PAT Cultural Criança e Adolescente Caráter desportivo Deduções incentivos fiscais (*) Compensação de prejuízo fiscal e base negativa 103.423 (11.126) 92.297 34% 91.181 ( 8.080) 83.101 34% 62.556 9.457 ( 8.583) 63.430 34% 66.160 8.455 (7.535) 67.080 34% 31.381 28.254 21.566 22.807 (455) (480) (114) (120) (2.602) (486) (426) (452) (107) (107) (1.607) (636) (25) (6) (486) (26) (636) 182 763 398 469 91 11 17 62 - - (19.238) (20.704) (1.208) (76) ( 923) (803) ( 95) 52) 71) 25.862 ( 3.816) 24.888 2.729 1.861 ( 1.116) 1.449 589 28% 30% 3% 2% Despesas não dedutíveis Adições temporárias: Adições permanentes: Exclusões permanentes: Resultado de equivalência patrimonial Efeito da diferença de apuração do imposto de controlada (**) Receitas isentas de impostos Exclusões temporárias Despesa de imposto de renda e contribuição social no resultado do exercício Imposto de renda e contribuição social – diferido Controladora 2011 2010 Alíquota efetiva 31 ( ( Comercial Lupo S.A. Notas explicativas às demonstrações financeiras (Em milhares de reais) (*) A partir do ano-calendário de 2006, a pessoa jurídica poderá excluir do lucro líquido, na determinação do lucro real e da base de cálculo da CSLL, o valor correspondente a até 60% (sessenta por cento) da soma dos dispêndios realizados no período de apuração com pesquisa tecnológica e desenvolvimento de inovação tecnológica, classificáveis como despesa pela legislação do IRPJ, na forma do inciso I do caput do art. 17 desta Lei 11.196/05. (**) Ajuste em virtude do imposto de renda e a contribuição social da controlada Lupo Administração e Participação Ltda. serem apurados através de “lucro presumido”. Maiores detalhes veja nota explicativa 3. 10 Investimentos (controladora) a. Composição dos saldos: Consolidado Participação em Companhias controladas Outros investimentos Total 32 Controladora 2011 2010 2011 2010 142 142 142 142 241.843 241.843 243.961 243.961 Comercial Lupo S.A. Notas explicativas às demonstrações financeiras (Em milhares de reais) b. Movimentação dos saldos - Controlada: Controladora 2011 Lupo S.A. Ações/quotas possuídas Capital social Patrimônio líquido Percentual de participação Valor contábil do investimento no início do exercício Compra de ações em tesouraria da controlada Dividendos e lucros recebidos Dividendos a receber Juros sobre capital próprio Resultado da equivalência patrimonial Redução de capital mediante redução de participação em controlada (*) Ganhos e perdas de variação do percentual de participação Valor contábil do investimento no final do exercício 156.844 156.199 284.401 78,8115% 225.889 (3.792) (5.405) (9.457) 52.688 Lupo Adm. e Particip. Ltda. 2.660 2.660 17.944 99,9999% 18.072 (4.265) 3.894 (36.148) 367 224.142 17.701 33 2010 Total Lupo S.A. 243.961 (8.057) (5.405) (9.457) 56.582 54.932 121.992 240.441 93,8454% 181.759 3.161 (8.401) (8.455) 57.738 (36.148) 367 241.843 87 225.889 Lupo Adm. e Particip. Ltda. 2.660 2.660 18.072 99,9999% 18.207 (3.291) 3.156 18.072 Total 199.966 3.161 (3.291) (8.401) (8.455) 60.894 87 243.961 Comercial Lupo S.A. Notas explicativas às demonstrações financeiras (Em milhares de reais) (*) Através da Assembléia Geral Extraordinária realizada em 29 de abril de 2011 a Comercial Lupo S.A, entendendo que seu capital social se demonstra excessivo às necessidades operacionais, aprovou sua redução no montante de R$ 36.148, vertendo aos seus acionistas a quantidade de 29.919.205 ações da controlada Lupo S.A. Desta forma sua participação nesta controlada reduziu de 93,8454% para 78,8115%. 34 Comercial Lupo S.A. Notas explicativas às demonstrações financeiras (Em milhares de reais) 11 Imobilizado Consolidado Máquinas, Terrenos e equipamentos e Móveis e edifícios instalações acessórios Veículos Benfeitorias em bens de terceiros Bens em construção Importações em Adiantamento a andamento fornecedor Outros Total Custo ou custo atribuído: Saldo em 1º de janeiro de 2010 Adições Alienações Transferências Saldo em 31 de dezembro de 2010 Adições Alienações Transferências Saldo em 31 de dezembro de 2011 47.419 (180) 47.239 44 (269) 616 47.630 154.290 2.469 (2.394) 15.795 170.160 1.801 (1.669) 18.296 188.588 4.473 440 (829) 937 5.021 802 (84) 5.739 659 176 (51) 784 15 (30) 769 8.667 59 17.565 26.291 5.183 31.474 14.179 9.511 (18.394) 5.296 13.031 ( 6.653) 11.674 1.579 16.507 (13.084) 5.002 11.283 (13.178) 3.107 1.590 4.995 (2.819) 3.766 615 (4.264) 117 144 144 144 233.000 34.157 (3.454) 263.703 27.591 (2.052) 289.242 Depreciação: Saldo em 1º de janeiro de 2010 Depreciação no período Alienações Saldo em 31 de dezembro de 2010 Depreciação no período Alienações Saldo em 31 de dezembro de 2011 (2.331) (577) 151 ( 2.757) (556) ( 3.313) (65.790) (8.792) 2.327 (72.255) (9.902) 1.226 (80.931) (1.989) (478) 791 (1.676) (604) 84 (2.196) (315) (112) 53 (374) (111) 24 (461) (1.463) (332) ( 1.795) (518) ( 2.313) - - - (43) ( 43) ( 43) (71.931) (10.291) 3.322 (78.900) (11.691) 1.334 ( 89.257) 45.088 44.482 44.317 88.500 97.905 107.657 2.484 3.345 3.543 344 410 308 7.204 24.496 29.161 14.179 5.296 11.674 1.579 5.002 3.107 1.590 3.766 117 101 101 101 161.069 184.803 199.985 Valor contábil: Em 1º de janeiro de 2010 Em 31 de dezembro de 2010 Em 31 de dezembro de 2011 35 Comercial Lupo S.A. Notas explicativas às demonstrações financeiras (Em milhares de reais) Controladora Terrenos e edifícios Máquinas, equipamentos e instalações Móveis e acessórios Veículos Bens em construção Adiantamento a fornecedor Outros Total Custo ou custo atribuído: Saldo em 1º de janeiro de 2010 Adições Alienações Transferências Saldo em 31 de dezembro de 2010 Adições Alienações Transferências Saldo em 31 de dezembro de 2011 29.128 (180) 28.948 44 616 29.608 173 (25) 148 31 179 586 293 (142) 737 85 822 29 29 9 (8) 30 609 609 (609) - 7 7 (7) - 4 4 4 29.920 909 (347) 30.482 169 (8) 30.643 Depreciação: Saldo em 1º de janeiro de 2010 Depreciação no período Alienações Saldo em 31 de dezembro de 2010 Depreciação no período Alienações Transferências Saldo em 31 de dezembro de 2011 (2.059) (396) 151 (2.304) (383) ( 2.687) (112) (36) 25 (123) (38) (161) (312) (59) 114 (257) (81) (338) (24) (2) (26) (2) 5 (23) - - ( 4) ( 4) ( 4) (2.511) (493) 290 (2.714) (504) 5 (3.213) 27.069 26.644 26.921 61 25 18 274 480 484 5 3 7 609 - 7 - - 27.409 27.768 27.430 Valor contábil: Em 1º de janeiro de 2010 Em 31 de dezembro de 2010 Em 31 de dezembro de 2011 36 Comercial Lupo S.A. Notas explicativas às demonstrações financeiras (Em milhares de reais) Garantia Em 31 de Dezembro de 2011, propriedades com valor contábil de R$ 27.000 (R$ 26.911 em 2010) estão sujeitas a uma fiança registrada para garantir empréstimos bancários (ver nota explicativa 14). Imobilizado em construção Os custos incorridos até a data das demonstrações financeiras totalizavam R$ 13.031. Tais montantes se referem a aumento da capacidade de produção com recursos próprios, não incluindo custos de empréstimos capitalizados 12 Intangível Custo: Saldo em 1º de janeiro de 2010 Adições Baixas Saldo em 31 de dezembro de 2010 Adições Saldo em 31 de dezembro de 2011 Amortização: Saldo em 1º de janeiro de 2010 Amortização do período Baixas Saldo em 31 de dezembro de 2010 Amortização do período Saldo em 31 de dezembro de 2011 Valor contábil: Em 1º de janeiro de 2010 Em 31 de dezembro de 2010 Em 31 de dezembro de 2011 Sistemas de informática Leasing software Consolidado Honorários profissionais Fundo de comércio Total 313 108 (88) 333 54 387 1.527 1.527 644 644 191 252 443 443 504 360 (88) 776 2.225 3.001 (233) (36) 88 (181) ( 41) (222) - - (186) (186) (186) (419) (36) 88 ( 367) ( 41) ( 408) 80 152 165 1.527 644 5 257 257 85 409 2.593 37 Comercial Lupo S.A. Notas explicativas às demonstrações financeiras (Em milhares de reais) Sistemas de informática Controladora Fundo de comércio Total 2 1 3 3 192 252 443 443 193 253 446 446 (1) (1) (1) (186) (186) (186) (187) (187) (187) 1 2 2 5 257 257 6 259 259 Custo: Saldo em 1º de janeiro de 2010 Adições Saldo em 31 de dezembro de 2010 Adições Saldo em 31 de dezembro de 2011 Amortização: Saldo em 1º de janeiro de 2010 Amortização do período Saldo em 31 de dezembro de 2010 Amortização do período Saldo em 31 de dezembro de 2011 Valor contábil: Em 1º de janeiro de 2010 Em 31 de dezembro de 2010 Em 31 de dezembro de 2011 Os ativos intangíveis são demonstrados ao valor de custo deduzidos de amortização e perda por redução ao valor recuperável acumuladas, quando aplicável. São registrados como parte dos custos em andamento os honorários profissionais e, no caso de ativos qualificáveis, os custos de empréstimos capitalizados de acordo com a política contábil da Companhia. A amortização desses ativos inicia-se quando eles estão prontos para o uso pretendido na mesma base dos outros ativos intangíveis. 13 Fornecedores e outras contas a pagar Nota Fornecedores mercado interno Fornecedores - partes relacionadas Fornecedores mercado externo Outras contas a pagar Outras contas a pagar – partes relacionadas 16 16 Passivo circulante Passivo não circulante 38 Consolidado 2011 2010 Controladora 2011 2010 9.192 1.198 9.350 19.740 10.324 291 4.891 15.506 247 3.111 172 1.644 5.174 637 815 326 60 1.838 14.804 4.936 19.740 15.434 72 15.506 5.174 5.174 1.838 1.838 Comercial Lupo S.A. Notas explicativas às demonstrações financeiras (Em milhares de reais) A exposição da Companhia a riscos de moeda e liquidez relacionados a contas a pagar a fornecedores e outras contas a pagar é divulgada na nota explicativa 18. 14 Financiamentos e empréstimos (consolidado) Esta nota explicativa fornece informações sobre os termos contratuais dos empréstimos com juros, que são mensurados pelo custo amortizado. Para mais informações sobre a exposição do grupo a riscos de taxa de juros, moeda estrangeira e liquidez, veja nota explicativa 18. Passivo circulante Empréstimos bancários garantidos Passivo não circulante Empréstimos bancários garantidos Total Termos e cronograma de amortização da dívida Termos e condições dos empréstimos em aberto foram os seguintes: 39 2011 2010 12.128 10.221 6.334 18.462 7.761 17.982 Lupo S.A. Notas explicativas às demonstrações financeiras (Em milhares de reais) Taxa de juros Finalidade Moeda Indexador nominal Capital Giro R$ Pré-fixado 8,5% a.a. Ativo Imobilizado R$ Pré-fixado 13,3% a.a. Ativo Imobilizado R$ UMBNDES+5% a.a. 9,16% a.a. Ativo Imobilizado R$ TJLP + 5% a.a 11,0% a.a. Ativo Imobilizado R$ Pré-fixado 9,6% a.a. Ativo Imobilizado R$ TJLP + 1,4% a.a 7,4% a.a. Ativo Imobilizado R$ TJLP + 1,2% a.a 7,2% a.a. Ativo Imobilizado R$ Pré-fixado 9,0% a.a. Ativo Imobilizado R$ Pré-fixado 4,5% a.a. Ativo Imobilizado R$ Pré-fixado 4,5% a.a. Ativo Imobilizado R$ Pré-fixado 4,5% a.a. Ativo Imobilizado R$ Pré-fixado 4,5% a.a. Ativo Imobilizado R$ Pré-fixado 4,5% a.a. Exportação US$ Pré-fixado 7,0% a.a. Ativo Imobilizado R$ Pré-fixado 5,5% a.a. Ativo Imobilizado R$ Pré-fixado 5,5% a.a. Ativo Imobilizado R$ Pré-fixado 8,7% a.a. Ativo Imobilizado R$ Pré-fixado 8,7% a.a. Ativo Imobilizado R$ Pré-fixado 8,7% a.a. Exportação US$ Libor + 2% a.a. 2,8% a.a. Leasing Software R$ Pré-fixado 13,91% a.a. Total de passivos com incidência de juros Ano de vencimento jan/2011 mai/2011 jun/2011 jun/2011 nov/2011 mai/2012 set/2012 abr/2014 dez/2014 jan/2015 fev/2015 abr/2015 jun/2015 dez/2011 dez/2015 jan/2016 jun/2016 jul/2016 ago/2016 dez/2012 ago/2016 40 Valor de face 1.048 446 10.000 644 674 208 387 304 80 88 76 285 161 7.169 1.638 23.208 2011 Valor Justo 97 73 5.676 447 487 156 304 250 74 83 71 270 153 8.386 1.484 18.011 Valor contábil 97 75 5.833 483 519 165 323 266 80 88 76 285 161 8.482 1.529 18.462 Valor de face 10.000 1.891 309 1.753 887 1.048 446 10.000 644 674 208 387 304 5.600 34.151 2010 Valor Justo 555 234 38 216 218 324 169 8.047 603 634 195 363 283 5.504 17.383 Valor contábil 558 233 38 216 220 333 175 8.365 645 680 209 390 304 5.616 17.982 Comercial Lupo S.A. Notas explicativas às demonstrações financeiras (Em milhares de reais) Os empréstimos bancários da Controlada Lupo S.A.estão garantidos por máquinas e equipamentos, notas promissórias no valor contábil de R$ 26.093 (2010: R$ 39.911). A Controlada Lupo S.A.está sujeita e vem cumprindo, determinadas cláusulas restritivas existentes nos contratos de financiamentos e empréstimos sendo as mais significativas, como segue: Cumprir o disposto na legislação referente à Política Nacional de Meio Ambiente, adotando, durante o prazo de vigência do contrato medidas e ações destinadas a evitar ou corrigir danos ao meio ambiente, segurança e medicina do trabalho, que possam vir a ser causados pelo projeto financiado; Manter em situação regular suas obrigações junto aos órgãos do meio-ambiente, durante o prazo de vigência do contrato; Não ceder ou transferir os direitos e obrigações decorrentes do contrato; Manter em dia o pagamento de todas as obrigações de natureza tributária, trabalhista, previdenciária e outras de caráter social, inclusive as contribuições devidas ao COFINS, FGTS, PIS/PASEP; Enviar periodicamente ao BNDES, balanços, balancetes, informações sobre a Companhia; Cumprir a legislação referente ao transporte de bens importados financiados com recursos próprios. Os empréstimos e financiamentos classificados no passivo não circulante têm seus vencimentos nos seguintes anos: Ano de vencimento: 2013 2014 2015 2016 3.555 1.887 594 298 6.334 41 Comercial Lupo S.A. Notas explicativas às demonstrações financeiras (Em milhares de reais) 15 Impostos e contribuições a recolher Consolidado 2011 2010 Controladora 2011 2010 ICMS Previdência social a recolher Contribuição Social Lei 11.051/04 (*) FGTS a recolher IRRF a recolher Cofins a recolher PIS a recolher IRPJ a recolher Outros 5.082 1.897 6.944 1.020 580 587 127 213 107 16.557 2.727 3.223 5.236 932 748 675 140 101 77 13.859 1.263 110 28 8 132 29 100 14 1.684 588 316 90 18 132 29 32 16 1.221 Passivo circulante Passivo não circulante 10.181 6.376 16.557 8.958 4.901 13.859 1.684 1.684 1.221 1.221 (*) O saldo da Contribuição Social refere-se ao benefício da Lei 11.051/04 que dá direito às pessoas jurídicas tributadas com base no lucro real utilizar crédito relativo à Contribuição Social sobre o Lucro Líquido-CSLL, à razão de vinte e cinco por cento sobre a depreciação contábil de máquinas, aparelhos, instrumentos e equipamentos novos, relacionados em regulamento, adquiridos entre 1º de outubro de 2004 e 31 de dezembro de 2010, destinados ao ativo imobilizado e empregados em processo industrial. O valor utilizado a título de crédito esta sendo adicionado à CSLL devida a partir de 2010. 42 Comercial Lupo S.A. Notas explicativas às demonstrações financeiras (Em milhares de reais) 16 Partes Relacionadas Consolidado 2011 Relacionamento Passivo Circulante Dividendos e juros sobre o capital próprio Juros sobre capital próprio Acionistas Dividendos Acionistas Relacionamento Venda de Produtos Lupo S.A. Aluguéis a receber Lupo S.A. Juros s/ capital próprio Lupo S.A. Lucros e dividendos a receber Lupo S.A. Lupo Adm. Part. Ltda. 2010 Receitas Saldos (despesas) 8.511 2.906 11.417 Nota - Saldos Saldos Receitas (despesas) 6.500 1.076 7.576 - Controladora Receitas (despesas) Saldos Receitas (despesas) Controlada 6 17.800 46.549 3.179 66.047 Controlada 6 1.225 19.025 46.549 6 3.185 36 66.083 Controlada 6.550 - 6.500 - Controlada Controlada 5.405 884 12.839 31.864 46.549 6.519 146 13.165 16.350 66.083 Total do ativo 43 Comercial Lupo S.A. Notas explicativas às demonstrações financeiras (Em milhares de reais) Controladora 2011 Relacionamento Passivo Circulante Compra de produtos Lupo S.A. Compra de insumos Lupo S.A. Nota Controlada Controlada 13 Compra de terras Lupo Adm. Part. Ltda Adiantamentos Lupo S.A. Controlada 13 Dividendos e juros sobre o capital próprio Juros sobre capital próprio Dividendos Acionistas Acionistas Total do passivo 2010 Receitas (despesas) Saldos Receitas (despesas) 2.900 (2.689) 579 (2.307) 211 3.111 (1.117) (3.806) 384 (384) 236 815 - (2.813) (5.120) - 1.260 1.644 ( 384) 60 60 - 6.550 1.454 8.004 12.759 (4.190) 6.500 148 6.648 7.523 (5.120) Saldos Lupo S.A. O saldo a pagar e a receber com a Lupo S.A.. referem-se respectivamente, a compra de produtos para revenda nas lojas de propriedade da Companhia, como meias, cuecas, “lingeries”, entre outros, e a compra de matéria prima, produtos como, cuecas e calcinhas e recebimento dos juros sobre capital próprio e dividendos. Lupo Administração e Participações Ltda. O saldo com a Lupo Administração e Participações Ltda. refere-se ao recebimento de lucros do exercício. 44 Comercial Lupo S.A. Notas explicativas às demonstrações financeiras (Em milhares de reais) Remuneração da Diretoria Os diretores são as pessoas chaves que têm autoridade e responsabilidade por planejamento, direção e controle das atividades da Companhia. No exercício findo em 31 de dezembro de 2011 e 31 de dezembro de 2010, foram pagos aos administradores benefícios de curto prazo (ordenados, salários, participação nos lucros, assistência médica, entre outros), contabilizados na rubrica “Despesas com Dirigentes”. Os montantes referentes à remuneração do pessoal chave da administração estão apresentados abaixo: Remuneração da diretoria 2011 2010 3.954 2.863 A Companhia não possui outros tipos de remuneração, tais como, benefícios pós-emprego, outros benefícios de longo prazo ou benefícios de rescisão de contrato de trabalho. 17 Provisão para contingências A Companhia possui ações judiciais e processos administrativos perante vários tribunais e órgãos governamentais, decorrentes do curso normal das operações, envolvendo questões tributárias e trabalhistas. A Administração, com base em informações de seus assessores jurídicos, análise das demandas judiciais pendentes e, quanto às ações trabalhistas, com base na experiência anterior referente às quantias reivindicadas, constituiu provisão em montante considerado suficiente para cobrir as prováveis perdas estimadas com as ações em curso, como se segue: Tributária 3.000 250 3.250 Saldo em 31 de dezembro de 2010 Provisões efetuadas durante o período Saldo em 31 de dezembro de 2011 45 Consolidado Cíveis e Trabalhistas 117 127 244 Total 3.117 377 3.494 Comercial Lupo S.A. Notas explicativas às demonstrações financeiras (Em milhares de reais) Tributária - Saldo em 31 de dezembro de 2010 Provisões efetuadas durante o período Saldo em 31 de dezembro de 2011 Controladora Cíveis e Trabalhistas 127 127 Total 127 127 Provisão tributária As provisões tributárias referem-se a levantamentos feitos pela Receita Federal do Brasil e que se encontra “Sub Judice”. Provisões tributárias, cíveis e trabalhistas Em 31 de dezembro de 2011, a Companhia mantinha em andamento processos de ordem tributária, cível e trabalhista, cuja materialização, na avaliação dos consultores jurídicos, é possível de perda, mas não provável, no valor aproximado de R$ 2.993 (R$ 2.199 em 2010), para os quais nenhuma provisão foi constituída, tendo em vista que as práticas contábeis adotadas no Brasil não requerem sua contabilização. 18 Instrumentos financeiros Gerenciamento de riscos financeiros Visão Geral A Companhia apresenta exposição aos seguintes riscos advindos do uso de instrumentos financeiros: Risco de crédito; Risco de liquidez; Risco de mercado; Risco operacional. 46 Comercial Lupo S.A. Notas explicativas às demonstrações financeiras (Em milhares de reais) Essa nota apresenta informações sobre a exposição da Companhia a cada um dos riscos supramencionados, os objetivos da Companhia, políticas e processos para a mensuração e gerenciamento de risco, e o gerenciamento de capital da Companhia. Divulgações quantitativas adicionais são incluídas ao longo dessas demonstrações financeiras. Estrutura do gerenciamento de risco A Administração tem responsabilidade global pelo estabelecimento e supervisão da estrutura de gerenciamento de risco da Companhia. A Administração é responsável pelo desenvolvimento e acompanhamento das políticas de gerenciamento de risco da Companhia. Os gestores de cada departamento se reportam regularmente a Administração sobre as suas atividades. As políticas de gerenciamento de risco da Companhia são estabelecidas para identificar e analisar os riscos enfrentados pela Companhia, para definir limites e controles de riscos apropriados, e para monitorar riscos e aderência aos limites. As políticas e sistemas de gerenciamento de riscos são revisados frequentemente para refletir mudanças nas condições de mercado e nas atividades da Companhia. A Companhia, através de suas normas e procedimentos de treinamento e gerenciamento, objetiva desenvolver um ambiente de controle disciplinado e construtivo, no qual todos os empregados entendem os seus papéis e obrigações. Risco de crédito Risco de crédito é o risco de prejuízo financeiro da Companhia caso um cliente ou contraparte em um instrumento financeiro falhe em cumprir com suas obrigações contratuais, que surgem principalmente dos recebíveis da Companhia de clientes e em títulos de investimento. Contas a receber de clientes e outros créditos A exposição da Companhia ao risco de crédito é influenciada, principalmente, pelas características individuais de cada cliente. Aproximadamente 3% (2010: 3%) da receita da Companhia é atribuída a operações de venda com um único cliente, não havendo concentração de risco de crédito. 47 Comercial Lupo S.A. Notas explicativas às demonstrações financeiras (Em milhares de reais) A Companhia estabeleceu uma política de crédito sob a qual todo o novo cliente tem sua capacidade de crédito analisada individualmente antes dos termos e das condições padrão de pagamento e entrega da Companhia serem oferecidos. A análise da Companhia inclui avaliações externas, quando disponíveis, e em alguns casos referências bancárias. Limites de compras são estabelecidos para cada cliente, que representam o montante máximo em aberto sem exigir a aprovação da diretoria; estes limites são revisados anualmente. Clientes que falharem em cumprir com o limite de crédito estabelecido pela Companhia somente poderá operar em base de pagamentos antecipados. Mais de 90 % dos clientes da Companhia têm operado há mais de quatro anos, com raro prejuízo. No monitoramento do risco de crédito com clientes, os clientes são agrupados de acordo com suas características de crédito, incluindo pessoa jurídica, atacadistas, varejistas ou consumidores finais, localização geográfica, perfil de idade, maturidade e existência de dificuldades financeiras anteriores. Contas a receber de clientes e outros créditos são relacionadas principalmente aos clientes de varejo, atacado e franquias da Companhia. Clientes classificados como de "alto risco" são colocados em uma lista de clientes restritos e monitorados pela diretoria, sendo que suas vendas futuras são feitas com base em pagamentos antecipados. A Companhia não exige garantias com relação às contas a receber de clientes e outros créditos. A Companhia estabelece uma provisão para redução ao valor recuperável que representa sua estimativa de perdas incorridas com relação às contas a receber de clientes e outros créditos. A provisão para créditos duvidosos foi constituída em montante julgado suficientes para cobrir prováveis perdas na realização e o critério definido pela administração é, substancialmente, provisionar todo o saldo de contas a receber vencido há mais de 90 dias. Contas a receber – vencidos De 0 a 30 dias De 31 a 60 dias De 61 a 90 dias Acima de 90 dias 48 2011 2010 1.786 450 161 1.288 3.685 2.784 481 213 1.277 4.755 Comercial Lupo S.A. Notas explicativas às demonstrações financeiras (Em milhares de reais) Risco de liquidez Risco de liquidez é o risco em que a Companhia irá encontrar dificuldades em cumprir com as obrigações associadas com seus passivos financeiros que são liquidados com pagamentos à vista ou com outro ativo financeiro. A abordagem da Companhia na administração de liquidez é de garantir, o máximo possível, que sempre tenha liquidez suficiente para cumprir com suas obrigações ao vencerem, sob condições normais e de estresse, sem causar perdas inaceitáveis ou com risco de prejudicar a reputação da Companhia. A Administração julga que a Companhia não tem risco de liquidez, considerando a sua capacidade de geração de caixa no conceito de (Ebitda) Earning before income taxes, depreciation and amortization e sua estrutura de capital com baixa participação de capital de terceiros. Adicionalmente, são analisados periodicamente mecanismos e ferramentas que permitam captar recursos de forma a reverter posições que poderiam prejudicar nossa liquidez. Além disso, a Companhia mantém linha de crédito de R$119 milhões que podem ser sacados em parcelas para atender a necessidades de financiamentos de curto prazo. Esta linha de crédito possui vencimento de 365 dias, que é renovado automaticamente de acordo com a opção da Companhia. Os juros seriam pagos de acordo com o CDI mais 3% a.a. pontos base (2010: CDI mais 3% a.a. pontos base). A seguir, estão as maturidades contratuais de ativos e passivos financeiros, incluindo pagamentos de juros estimados e excluindo o impacto de acordos de negociação de moedas pela posição líquida. Consolidado - 2011 Ativos financeiros não Derivativos Caixa e equivalentes de caixa Contas a receber de clientes e outros créditos Passivos financeiros não Derivativos Empréstimos e financiamentos Fornecedores e outras contas a pagar Valor Contábil 6 meses ou menos 7 - 12 meses 1-2 anos 3-5 Anos 25.342 137.251 25.342 125.019 7.296 4.536 400 18.462 17.695 96 12.759 12.032 - 3.555 4.936 2.779 - 49 Comercial Lupo S.A. Notas explicativas às demonstrações financeiras (Em milhares de reais) Valor Contábil Ativos financeiros não Derivativos Caixa e equivalentes de caixa Contas a receber de clientes e outros créditos Passivos financeiros não Derivativos Empréstimos e financiamentos Fornecedores e outras contas a pagar Consolidado - 2010 6 meses 7 - 12 ou menos meses 1-2 anos 3-5 Anos 14.509 115.836 14.509 111.241 4.595 - - 17.982 15.506 4.385 15.434 5.836 - 1.516 72 6.245 - Valor 6 meses 7 - 12 1-2 3-5 Contábil ou menos meses anos Anos Controladora - 2011 Ativos financeiros não Derivativos Caixa e equivalentes de caixa Contas a receber de clientes e outros créditos Passivos financeiros não Derivativos Fornecedores e outras contas a pagar 1.117 1.117 - - - 19.880 19.880 - - - 5.174 5.174 - - - Valor 6 meses 7 - 12 1-2 3-5 Contábil ou menos meses anos Anos Controladora - 2010 Ativos financeiros não Derivativos Caixa e equivalentes de caixa Contas a receber de clientes e outros créditos Passivos financeiros não Derivativos Fornecedores e outras contas a pagar 1.384 1.384 - - - 3.898 3.898 - - - 1.838 1.838 - - - Não é esperado que fluxos de caixa, incluídos nas análises de maturidade da Companhia, possam ser realizados antecipadamente. 50 Comercial Lupo S.A. Notas explicativas às demonstrações financeiras (Em milhares de reais) Risco de mercado Risco de mercado é o risco que alterações nos preços de mercado, tais como as taxas de câmbio e taxas de juros, têm nos ganhos da Companhia ou no valor de suas participações em instrumentos financeiros. O objetivo do gerenciamento de risco de mercado é gerenciar e controlar as exposições a riscos de mercados, dentro de parâmetros aceitáveis, e ao mesmo tempo aperfeiçoar o retorno. Os resultados da Companhia estão suscetíveis de sofrer variações, em função dos efeitos da volatilidade da taxa de câmbio sobre as transações atreladas às moedas estrangeiras, principalmente o Dólar norte-americano e o Euro que encerraram o exercício findo em 31 de dezembro de 2011 com valorização em relação ao Real de 12,58% (Dólar), 9,21% (Euro) e com desvalorização de 4,31% (Dólar), 11,14% (Euro), respectivamente, em relação a 31 de dezembro de 2010. A Companhia mantém constante mapeamento de riscos, ameaças e oportunidades, com base na projeção dos cenários e seus impactos nos seus resultados. Adicionalmente também são analisados quaisquer outros fatores de risco e a possibilidade da realização de operações para proteção contra os mesmos. Risco cambial Esse risco está atrelado à possibilidade de alteração nas taxas de câmbio, afetando a despesa financeira (ou receita) e o saldo passivo (ou ativo) de contratos que tenham como indexador uma moeda estrangeira. A Companhia possui instrumentos financeiros atrelados ao dólar norteamericano e ao euro. Os instrumentos expostos à variação cambial são representados por duplicatas a receber, financiamentos de importação e exportação e fornecedores. A exposição cambial total da Companhia é de US$ 2.698 mil e € 102 mil (US$1.698 mil e € 110 mil em 2010) e está dentro do limite estabelecido pela política interna de gestão de risco. Análise de sensibilidade – Cambial Com base nos saldos dos instrumentos de proteção e dos objetos protegidos em 31 de dezembro de 2011, foram substituídas as taxas de câmbio e outros indexadores quando aplicável e calculadas as variações entre o novo saldo em Reais e o saldo em Reais em 31 de dezembro de 2010 em cada um dos cenários. 51 Comercial Lupo S.A. Notas explicativas às demonstrações financeiras (Em milhares de reais) A tabela abaixo demonstra os eventuais impactos no resultado na hipótese dos respectivos cenários apresentados: Cenários Ativos e Passivos financeiros Contas a receber Fornecedores Nota 6 13 Consolidado Provável Alta 25,00% 50,00% 4.111 1.198 1.027 300 Baixa 25,00% 50,00% 2.055 600 (1.027) (300) (2.055) (600) Risco taxa juros O valor contábil dos ativos financeiros que representam a exposição máxima ao risco de taxas de juros na data das demonstrações financeiras foi: Consolidado Nota Caixa e equivalentes de caixa Empréstimos e financiamentos 5 14 Posição líquida 2011 2010 25.342 (18.462) 14.509 (17.982) 6.880 ( 3.473) 1.117 1.384 1.117 1.384 Controladora Caixa e equivalentes de caixa 5 Posição líquida As operações da Companhia são indexadas a taxas pré e pós fixadas, sendo as taxas pós fixadas, por TJLP e CDI, sendo assim, a administração de uma maneira geral entende que qualquer oscilição nas taxas de juros, não representaria nenhum impacto significativo nos resultados da Companhia. 52 Comercial Lupo S.A. Notas explicativas às demonstrações financeiras (Em milhares de reais) Risco operacional Risco operacional é o risco de prejuízos diretos ou indiretos decorrentes de uma variedade de causas associadas a processos, pessoal, tecnologia e infraestrutura da Companhia e de fatores externos, exceto riscos de crédito, mercado e liquidez, como aqueles decorrentes de exigências legais e regulatórias e de padrões geralmente aceitos de comportamento Empresarial. Riscos operacionais surgem de todas as operações da Companhia. O objetivo da Companhia é administrar o risco operacional para evitar a ocorrência de prejuízos financeiros e danos à reputação da Companhia e buscar eficácia de custos e para evitar procedimentos de controle que restrinjam iniciativa e criatividade. Gestão de capital A política da Companhia é manter uma sólida base de capital para manter a confiança do investidor, credor e mercado e manter o desenvolvimento futuro do negócio. A Diretoria monitora os retornos sobre capital, que a Companhia define como resultados de atividades operacionais divididos pelo capital empregado médio (EVA) Economic Value Added. A Diretoria também monitora o nível de dividendos para os acionistas. A Companhia procura manter um equilíbrio entre os mais altos retornos possíveis com níveis mais adequados de empréstimos e as vantagens e a segurança proporcionada por uma posição de capital saudável. O objetivo da Companhia é atingir um retorno sobre capital entre 25% e 27%; em 2011, o retorno foi de 25% (2010: 25%). Em comparação, a média ponderada de despesas de juros sobre empréstimos (custo do capital de terceiros e o custo do capital próprio) foi de 14,7% (2010: 13,7%). A dívida da Companhia para relação ajustada do capital ao final do exercício é apresentada a seguir: Consolidado Total do passivo Menos: Caixa e equivalentes de caixa Dívida líquida (A) Total do patrimônio líquido (B) Relação divida líquida sobre capital ajustado em 31 de dezembro (A/B) 53 2011 105.001 ( 25.342) 79.659 344.396 23,3% 2010 91.686 ( 14.509) 77.177 295.182 26,2% Comercial Lupo S.A. Notas explicativas às demonstrações financeiras (Em milhares de reais) Controladora 2011 22.337 ( 1.117) 21.220 284.135 7.5% Total do passivo Menos: Caixa e equivalentes de caixa Dívida líquida (A) Total do patrimônio líquido (B) Relação divida líquida sobre capital ajustado em 31 de dezembro (A/B) 2010 17.007 ( 1.384) 15.623 280.629 5,6% Não houve alterações na abordagem da Companhia à administração de capital durante o ano. Demonstração dos instrumentos financeiros em suas respectivas classificações por categorias Os valores contábeis dos ativos financeiros representam a exposição máxima do crédito. A exposição máxima do risco do crédito na data das demonstrações financeiras foi: Nota Ativos Caixa e equivalentes de caixa Contas a receber de clientes e outros créditos Passivos Fornecedores e outras contas a pagar Empréstimos e financiamentos Total Consolidado 2011 Valor justo através Empréstimos e do resultado Recebíveis (Negociação) Passivos pelo custo amortizado 5 6 16.049 - 9.293 137.251 - 13 14 16.049 146.544 (17.695) (18.462) (36.157) 54 Comercial Lupo S.A. Notas explicativas às demonstrações financeiras (Em milhares de reais) Nota Ativos Caixa e equivalentes de caixa Contas a receber de clientes e outros créditos Passivos Fornecedores e outras contas a pagar Total 774 - 343 19.880 - 13 774 20.223 (5.174) (5.174) Consolidado 2010 Valor justo através Empréstimos e do resultado Recebíveis (Negociação) Passivos pelo custo amortizado 5 6 9.248 - 5.261 115.836 - 13 14 9.248 121.097 (15.506) (17.982) (33.488) Nota Ativos Caixa e equivalentes de caixa Contas a receber de clientes e outros créditos Passivos Fornecedores e outras contas a pagar Empréstimos e financiamentos Total Passivos pelo custo amortizado 5 6 Nota Ativos Caixa e equivalentes de caixa Contas a receber de clientes e outros créditos Passivos Fornecedores e outras contas a pagar Empréstimos e financiamentos Total Controladora 2011 Valor justo através Empréstimos e do resultado Recebíveis (Negociação) Controladora 2010 Valor justo através Empréstimos e do resultado Recebíveis (Negociação) Passivos pelo custo amortizado 5 6 211 - 1.173 3.898 - 13 14 211 5.071 (1.838) (1.838) 55 Comercial Lupo S.A. Notas explicativas às demonstrações financeiras (Em milhares de reais) Determinação do valor justo de instrumentos financeiros O valor justo estimado para os instrumentos financeiros contratados pela Companhia foi determinado por meio de informações disponíveis no mercado de metodologias adequadas de avaliações. Entretanto, considerável julgamento foi requerido na interpretação dos dados de mercado para produzir a estimativa do valor justo de cada operação. Como consequência as estimativas a seguir não indicam, necessariamente, os montantes que efetivamente serão realizados quando da liquidação financeira das operações. Consolidado 2011 2010 Valor Valor Valor Contábil Justo Contábil Justo 25.342 25.342 14.509 14.509 Contas a receber de clientes e outros créditos 137.251 137.251 115.836 115.836 Empréstimos e financiamentos (18.462) (18.462) (17.982) (17.382) Fornecedores e outras contas a pagar (17.695) (17.695) (15.506) (15.506) Caixa e equivalentes a caixa Valor Controladora 2011 2010 Valor Valor Valor Valor Contábil Justo Contábil Justo Caixa e equivalentes a caixa 1.117 1.117 1.384 1.384 Contas a receber de clientes 20.236 20.236 3.866 3.866 Fornecedores e outras contas a pagar (5.174) (5.174) (1.838) (1.838) Instrumentos financeiros derivativos A Companhia não operou com instrumentos financeiros derivativos ao longo do exercício. Hierarquia de valor justo Para os valores justos reconhecidos no balanço, o CPC 40 – Instrumentos Financeiros Evidenciação requer a divulgação para cada classe de instrumentos financeiros e derivativos, a qual classe de apuração do valor justo foi utilizada, seguindo as definições abaixo: 56 Comercial Lupo S.A. Notas explicativas às demonstrações financeiras (Em milhares de reais) • Nível 1: preços cotados (não ajustados) em mercados ativos para ativos e passivos e idênticos • Nível 2: inputs, exceto preços cotados, incluídas no Nível 1 que são observáveis para o ativo ou passivo, diretamente (preços) ou indiretamente (derivado de preços) • Nível 3: premissas, para o ativo ou passivo, que não são baseadas em dados observáveis de mercado (inputs não observáveis). Para tanto, a Lupo S.A. definiu os respectivos níveis da seguinte forma: Nível 2 – são classificados nesse nível, caixa e bancos, registrados pelo valor depositado nas instituições financeiras, caixa e equivalente de caixa, representado por aplicações financeiras CDB – DI, negociados com seus respectivos bancos e mensurados pela cotação de mercado, divulgados pelas respectivas bolsas de valores (BM&F Bovespa e CETIP). Consolidado Ativos Caixa e equivalentes de caixa Controladora Ativos Caixa e equivalentes de caixa 19 Valor contábil em 2011 Nível 1 Nível 2 Nível 3 16.049 Valor contábil em 2011 Nível 1 16.049 Nível 2 Nível 3 774 - 774 - Patrimônio líquido - controladora Capital social O capital social, totalmente integralizado, é de R$ 119.323 (R$ 123.000 em 2010), divididos em 59.000.191 ações ordinárias nominativas (idêntico em 2010), sem valor nominal. Reserva de lucros Reserva legal É constituído à razão de 5% do lucro líquido apurado em cada exercício social nos termos do art. 193 da Lei nº 6.404/76, até o limite de 20% do capital social. Reserva de investimento em controlada e própria 57 Comercial Lupo S.A. Notas explicativas às demonstrações financeiras (Em milhares de reais) É destinada à aplicação em investimentos futuros, que visa financiar parte do orçamento de capital, preparado pela diretoria, compreendendo aquisição de equipamentos e máquinas, desenvolvimento do parque industrial e capital de giro, seu valor foi proposto pela Administração para posterior aprovação dos acionistas em Assembléia a ser realizada em 2012. Destinação do lucro líquido O estatuto social da Companhia determina a distribuição de um dividendo mínimo obrigatório de 12% do resultado do exercício, ajustado na forma da lei. Os dividendos a pagar foram destacados do patrimônio líquido no encerramento do exercício e registrados como obrigação no passivo. Os dividendos foram calculados conforme segue: 2011 Lucro líquido do exercício Reserva legal (5%) Realização líquida do custo atribuído Redução de participação em controladas Base de cálculo Juros sobre capital próprio Dividendos propostos Dividendo adicional proposto Reserva para investimento 59.579 (2.979) 4.615 11.700 72.915 (8.583) (1.454) (10.581) (52.297) (*) De acordo com a faculdade prevista na Lei nº 9.249/95, a Companhia calculou juros sobre o capital próprio com base na Taxa de Juros de Longo Prazo (TJLP) vigente no exercício, no montante de R$ 8.583 (R$ 7.535 em 2010), os quais foram contabilizados em despesas financeiras, conforme requerido pela legislação fiscal. Para efeito dessas demonstrações financeiras, esses juros foram eliminados das despesas financeiras do exercício e estão sendo apresentados na conta de lucros acumulados em contrapartida do passivo circulante. 58 Comercial Lupo S.A. Notas explicativas às demonstrações financeiras (Em milhares de reais) O Imposto de Renda e a Contribuição Social do exercício foram reduzidos em R$ 2.900 (R$ 2.500 em 2010), aproximadamente, em decorrência da dedução desses impostos pelos juros sobre o capital próprio creditados aos acionistas. As destinações propostas serão objeto de aprovação pelos acionistas em assembléia a ser realizada em 2012. Ajuste de avaliação patrimonial Na medida em que os bens, objeto da atribuição de novo valor, são depreciados ou baixados contra o resultado, os respectivos valores são transferidos da conta de Ajuste de Avaliação Patrimonial para Lucros acumulados. 20 Receita operacional Consolidado Nota Receita bruta fiscal Menos: Ajustes a valor presente das contas a receber Impostos sobre vendas Devoluções e abatimentos Total de receita contábil 6 59 Controladora 2011 2010 2011 2010 660.313 605.781 72.169 72.144 (965) (113.411) ( 24.123) 521.814 (927) (114.272) ( 21.189) 469.393 (15.379) ( 17) 56.773 (15.121) ( 48) 56.975 Comercial Lupo S.A. Notas explicativas às demonstrações financeiras (Em milhares de reais) 21 Despesas com vendas - consolidado 2011 29.791 19.386 17.728 13.414 9.388 6.301 334 548 96.890 Comissões sobre as vendas Propaganda e publicidade Despesas gerais Despesas com pessoal Direitos autorais Materiais de consumo Depreciação e amortização Outros 22 2010 26.661 17.165 14.982 11.838 10.172 5.715 243 483 87.259 Despesas administrativas e gerais Consolidado 2011 2010 Despesas gerais Despesas com pessoal Despesas com dirigentes e outros Materiais de consumo Depreciação e amortização 11.682 11.641 4.767 985 820 29.895 60 11.262 10.175 3.122 1.292 801 26.652 Controladora 2011 2010 1.238 1.622 72 105 418 3.455 1.227 1.162 43 178 430 3.040 Comercial Lupo S.A. Notas explicativas às demonstrações financeiras (Em milhares de reais) 23 Receitas e despesas financeiras Consolidado 2011 2010 Receita financeira: Juros sobre contas a receber Descontos obtidos Juros sobre depósitos bancários Ganho de variação cambial Realização dos ajustes a valor presente das contas a receber 1.058 424 1.235 3.946 927 7.590 Despesa financeira: Despesa de juros sobre passivos financeiros mensurados pelo custo amortizado Perda de variação cambial Despesas bancárias Descontos concedidos Financeiras líquidas 24 Controladora 2011 2010 701 212 2.385 1.558 926 5.782 148 66 214 13 30 43 (1.785) (1.523) (4.346) (1.505) (2) - - (1.056) (990) ( 468) ( 134) (7.655) (4.152) ( 65) 1.630 (10) ( 5) ( 17) 197 (17) ( 1) ( 18) 25 Cobertura de seguros A Companhia adota a política de contratar cobertura de seguros para os bens sujeitos a riscos por montantes considerados suficientes para cobrir eventuais sinistros, considerando a natureza de sua atividade. As premissas de riscos adotadas, dada a sua natureza, não fazem parte do escopo de uma auditoria de demonstrações financeiras, consequentemente não foram examinadas pelos nossos auditores independentes. Em 31 de dezembro de 2011, a cobertura de seguros contra riscos operacionais e danos materiais era composta por R$ 29.360 e R$ 1.000 para responsabilidade civil. * * 61 *