ABCD
Comercial Lupo S.A.
Demonstrações financeiras em
31 de dezembro de 2011 e 2010
ABCD
Comercial Lupo S.A.
Demonstrações financeiras
em 31 de dezembro de 2011 e 2010
Conteúdo
Relatório dos auditores independentes sobre as
demonstrações financeiras
3-4
Balanços patrimoniais
5
Demonstrações de resultados
6
Demonstrações das mutações do patrimônio líquido
7
Demonstrações dos fluxos de caixa – método indireto
8
Notas explicativas às demonstrações financeiras
2
9 - 61
ABCD
KPMG Auditores Independentes
Rua Sete de Setembro, 1950
13560-180 - São Carlos, SP - Brasil
Caixa Postal 708
13560-970 - São Carlos, SP - Brasil
Relatório dos auditores
demonstrações financeiras
Central Tel.
Fax
Internet
independentes
55 (16) 2106-6700
55 (16) 2106-6767
www.kpmg.com.br
sobre
as
Aos
Conselho Fiscal e Diretoria da
Comercial Lupo S.A.
Araraquara - SP
Examinamos as demonstrações financeiras individuais e consolidadas da Comercial Lupo S.A.,
identificados como Controladora e Consolidado respectivamente, que compreendem o balanço
patrimonial em 31 de dezembro de 2011 e as respectivas demonstrações de resultado, das
mutações do patrimônio líquido e dos fluxos de caixa para o exercício findo naquela data, assim
como o resumo das principais práticas contábeis e demais notas explicativas.
Responsabilidade da administração sobre as demonstrações financeiras
A Administração da Companhia é responsável pela elaboração e adequada apresentação dessas
demonstrações financeiras de acordo com as práticas contábeis adotadas no Brasil e pelos
controles internos que ela determinou como necessários para permitir a elaboração de
demonstrações financeiras livres de distorção relevante, independentemente se causada por
fraude ou erro.
Responsabilidade dos auditores independentes
Nossa responsabilidade é a de expressar uma opinião sobre essas demonstrações financeiras com
base em nossa auditoria, conduzida de acordo com as normas brasileiras e internacionais de
auditoria. Essas normas requerem o cumprimento de exigências éticas pelos auditores e que a
auditoria seja planejada e executada com o objetivo de obter segurança razoável de que as
demonstrações financeiras estão livres de distorção relevante.
3
KPMG Auditores Independentes, uma sociedade simples brasileira e
firma-membro da rede KPMG de firmas-membro independentes e
afiliadas à KPMG International Cooperative (“KPMG International”),
uma entidade suíça.
KPMG Auditores Independentes, a Brazilian entity and a member
firm of the KPMG network of independent member firms affiliated
with KPMG International Cooperative (“KPMG International”), a
Swiss entity.
ABCD
Uma auditoria envolve a execução de procedimentos selecionados para obtenção de evidência a
respeito dos valores e divulgações apresentados nas demonstrações financeiras. Os
procedimentos selecionados dependem do julgamento do auditor, incluindo a avaliação dos riscos
de distorção relevante nas demonstrações financeiras, independentemente se causada por fraude
ou erro. Nessa avaliação de riscos, o auditor considera os controles internos relevantes para a
elaboração e adequada apresentação das demonstrações financeiras da Companhia para planejar
os procedimentos de auditoria que são apropriados nas circunstâncias, mas não para fins de
expressar uma opinião sobre a eficácia desses controles internos da Companhia. Uma auditoria
inclui, também, a avaliação da adequação das práticas contábeis utilizadas e a razoabilidade das
estimativas contábeis feitas pela Administração, bem como a avaliação da apresentação das
demonstrações financeiras tomadas em conjunto.
Acreditamos que a evidência de auditoria obtida é suficiente e apropriada para fundamentar nossa
opinião.
Opinião
Em nossa opinião, as demonstrações financeiras individuais e consolidadas acima referidas
apresentam adequadamente, em todos os aspectos relevantes, a posição patrimonial e financeira
individual e consolidada da Comercial Lupo S.A. em 31 de dezembro de 2011, o desempenho
individual e consolidado de suas operações e os seus fluxos de caixa individual e consolidado
para o exercício findo naquela data, de acordo com as práticas contábeis adotadas no Brasil.
São Carlos, 02 de março de 2012
KPMG Auditores Independentes.
CRC 2SP014428/O-6
Alberto Bressan Filho
Contador CRC 1SP144380/O-7
4
Comercial Lupo S.A.
Balanços patrimoniais
em 31 de dezembro de 2011 e 2010
(Em milhares de Reais)
Consolidado
Ativos
Caixa e equivalentes de caixa
Contas a receber de clientes e outros créditos
Estoques
Impostos a recuperar
Dividendos e juros sobre o capital próprio
Nota
5
6
7
8
16
Total do ativo circulante
Contas a receber de clientes e outros créditos
Impostos a recuperar
Depósitos judiciais e outros
Imposto de renda e contribuição social diferidos
6
8
9
2011
Controladora
2010
2011
Consolidado
2010
Passivo
25.342
132.315
72.124
4.230
-
14.509
115.836
59.691
4.356
-
1.117
19.880
834
17
12.839
1.384
3.898
4.349
202
13.165
Fornecedores e outras contas a pagar
Empréstimos e financiamentos
Salários e férias a pagar
Impostos e contribuições a recolher
Dividendos e juros sobre capital próprio
234.011
194.392
34.687
22.998
Total do passivo circulante
4.936
2.098
687
2.805
1.621
251
3.110
5
108
6
504
Nota
Investimentos
10
142
142
241.843
243.961
2.140
2.140
2.140
2.140
Imobilizado
11
199.985
184.803
27.430
27.768
Intangível
12
2.593
409
259
259
215.386
192.476
271.785
274.638
Total do ativo não circulante
1.838
921
1.221
6.648
55.520
51.005
15.111
10.628
4.936
6.334
6.376
28.341
3.494
72
7.761
4.901
24.830
3.117
7.099
127
6.379
-
49.481
40.681
7.226
6.379
119.322
1.619
2.979
53.641
95.993
10.581
123.000
1.252
3.265
63.312
79.620
10.180
119.322
1.619
2.979
53.641
95.993
10.581
123.000
1.252
3.265
63.312
79.620
10.180
284.135
280.629
284.135
280.629
60.261
14.553
-
-
Total do patrimônio líquido
344.396
295.182
284.135
280.629
Total do passivo e patrimônio líquido
449.397
386.868
306.472
297.636
Patrimônio líquido
Capital social
Reserva de capital
Reserva legal
Ajustes de avaliação patrimonial
Reserva para investimento
Dividendo adicional proposto
Participação dos não controladores
449.397
386.868
306.472
297.636
2010
5.174
249
1.684
8.004
Patrimônio líquido atribuído aos controladores
Total do ativo
2011
15.434
10.221
8.816
8.958
7.576
15
16
13
14
15
9
17
Total do passivo não circulante
Propriedades de investimento
Controladora
2010
14.804
12.128
6.990
10.181
11.417
Fornecedores e outras contas a pagar
Empréstimos e financiamentos
Impostos e contribuições a recolher
Imposto de renda e contribuição social diferidos
Provisão para contingências
13
14
2011
As notas explicativas são parte integrante das demonstrações financeiras.
5
19
Comercial Lupo S.A.
Demonstrações de resultados
Exercícios findos em 31 de dezembro de 2011 e 2010
(Em milhares de Reais)
Consolidado
Nota
Receita líquida
20
5 Custos dos produtos vendidos e serviços prestados
Lucro bruto
6
7
8
Outras receitas (despesas) operacionais
Vendas
Administrativas e gerais
Outras despesas operacionais
21
22
Resultado antes das receitas (despesas) financeiras
liquidas, resultado de equivalência patrimonial e impostos
9
#
Receitas financeiras
Despesas finaceiras
23
23
#
Resultado de equivalência patrimonial
12
2010
2011
2010
521.814
469.393
56.773
56.975
(288.563)
(263.504)
(46.440)
(47.996)
233.251
205.889
10.333
8.979
(96.890)
(29.895)
(2.978)
(87.259)
(26.652)
(2.427)
(3.455)
(1.101)
(3.040)
(698)
103.488
89.551
5.777
5.241
7.590
(7.655)
5.782
(4.152)
-
Lucro antes do imposto de renda e da contribuição social
#
#
2011
Controladora
56.582
43
(18)
60.894
91.181
62.556
66.160
(25.862)
(3.816)
(24.888)
2.729
(1.861)
(1.116)
(1.449)
589
73.745
69.022
59.579
65.300
Acionistas controladores
Acionistas não controladores
59.579
14.166
65.300
3.722
59.579
-
65.300
-
Lucro líquido do exercício
73.745
69.022
59.579
65.300
-
-
Imposto de renda e contribuição social - corrente
Imposto de renda e contribuição social - diferido
103.423
-
214
(17)
16
16
Lucro líquido do exercício
Lucro líquido do exercício atribuído a:
As notas explicativas são parte integrante das demonstrações financeiras.
6
Comercial Lupo S.A.
Demonstrações das mutações do patrimônio líquido
Exercício findo em 31 de dezembro de 2011 e 2010
(Em milhares de Reais)
Capital
social
Saldos em 1º de janeiro de 2010
93.190
Aumento de capital conforme AGOE 23/04/2010
29.810
Reserva
de capital
Ações em
tesouraria
1.167
-
Reserva
legal
Ajustes de avaliação
patrimonial
4.217
66.765
(4.217)
Reserva para
Investimento
54.798
Dividendo
Adicional
Proposto
-
(3.453)
85
Destinação do lucro líquido:
Reserva legal
Juros sobre capital próprio
Dividendos propostos
Reserva para investimentos
3.265
10.180
50.415
123.000
Aumento de capital conforme AGOE 29/04/2011
32.470
Redução de capital conforme AGOE 29/04/2011
(36.148)
Variação de participação em Controladas
1.252
-
3.265
63.312
(3.265)
79.620
367
(5.056)
Lucro líquido do exercício
Destinação do lucro líquido:
Reserva legal
Juros sobre capital próprio
Dividendos propostos
Reserva para investimentos
2.979
10.581
52.297
119.322
1.619
-
2.979
53.641
As notas explicativas são parte integrante das demonstrações financeiras.
7
95.993
10.581
-
-
-
-
-
-
(85)
-
3.722
69.022
(3.265)
(7.535)
(12.192)
(50.415)
(7.535)
(2.012)
-
(546)
(541)
-
(8.081)
(2.553)
-
-
11.700
(4.615)
236.794
85
(10.180)
Realização do custo atribuido
Total
12.003
65.300
10.180
(6.719)
Participação de
acionistas não
controladores
65.300
(29.205)
Distribuição de dividendos
Saldos em 31 de dezembro de 2011
#
10 Total
224.791
3.453
Lucro líquido do exercício
Saldos em 31 de dezembro de 2010
4.654
(25.593)
Realização do custo atribuido
Variação de participação em Controladas
Lucros
acumulados
Patrimônio
líquido
atribuído aos
controladores
280.629
14.553
295.182
-
-
-
(36.148)
36.148
-
292
(292)
(10.180)
(10.180)
4.615
-
-
-
59.579
59.579
14.166
73.745
(2.979)
(8.583)
(12.035)
(52.297)
(8.583)
(1.454)
-
(2.618)
(1.696)
-
(11.201)
(3.150)
-
60.261
344.396
-
284.135
Comercial Lupo S.A.
Demonstrações dos fluxos de caixa
Exercícios findos em 31 de dezembro de 2011 e 2010
(Em milhares de Reais)
Consolidado
2011
Controladora
2010
2011
2010
Fluxos de caixa das atividades operacionais
Lucro líquido do exercício
Ajustes para conciliar o resultado ao caixa e equivalente
de caixa gerados pelas atividades operacionais:
Depreciação e amortização
Equivalência Patrimonial
Provisões para contingências
Imposto de renda e contribuição social diferidos
Variação monetária, cambial e juros
Provisão para devedores duvidosos
Ajuste a valor presente
Provisão para perdas de estoques
Custo do ativo imobilizado baixado
73.745
69.022
59.579
65.300
11.732
250
3.816
2.912
(20)
38
719
10.330
500
(2.729)
1.524
370
1
250
131
501
(56.582)
1.116
3
495
(60.894)
(589)
57
15.688
6.117
11.409
6.345
Dividendos e juros sobre capital próprio de controladas
Dividendos e lucros recebidos
Juros sobre capital próprio recebidos
Variações nos ativos e passivos
Aumento em contas a receber de clientes e outros créditos
(Aumento) redução nos estoques
(Aumento) redução em impostos a recuperar
Aumento em fornecedores e outras contas a pagar
(Redução) aumento de salários e férias a pagar
Aumento (redução) em impostos e contribuições a recolher
Aumento (redução) em dividendos e juros sobre o capital próprio
-
-
(41.690)
(12.432)
(351)
24.186
(1.759)
874
217
(22.048)
(27.582)
(1.778)
3.282
3.760
(2.880)
-
(15.982)
3.515
185
3.336
(629)
463
217
(3.120)
(2.020)
1.690
243
300
(553)
(116)
62.237
32.153
17.527
18.547
(587)
(26.901)
(363)
(31.939)
(166)
(3.162)
(1.165)
(27.488)
(32.302)
(166)
(4.327)
Fluxos de caixa das atividades de financiamentos
Pagamento de dividendos e lucros
Pagamento de juros sobre capital próprio
Financiamentos e empréstimos tomados (*)
Pagamentos de financiamentos e empréstimos
Juros pagos por financiamentos e empréstimos
(12.441)
(6.712)
26.060
(29.117)
(1.706)
(8.743)
(5.905)
5.600
(12.883)
(1.683)
(12.254)
(5.374)
-
(8.208)
(5.511)
-
Caixa usado em atividades de financiamento
(23.916)
(23.614)
(17.628)
(13.719)
Aumento (redução) do caixa e equivalente de caixa
10.833
(23.763)
(267)
Demonstração do aumento (redução) líquida em caixa e equivalente de caixa
No início do exercício
No fim do exercício
14.509
25.342
38.272
14.509
10.833
(23.763)
Fluxo de caixa líquido decorrente das atividades operacionais
Fluxos de caixa das atividades de investimentos
Compra de ações em tesouraria de controlada
Aquisições de intangível
Aquisição de ativo imobilizado (*)
Fluxo de caixa decorrente das atividades de investimento
Aumento (redução) do caixa e equivalente de caixa
(*)
1.384
1.117
(267)
Durante o exercício de 2011, a Empresa adquiriu ativos imobilizado e intagível ao custo total de R$ 29.816 (R$ 33.354 em 2010),
dos quais R$ 2.328 (R$ 2.217 em 2010) por meio de financiamentos e empréstimos.
As notas explicativas são parte integrante das demonstrações financeiras.
8
501
883
1.384
501
Comercial Lupo S.A.
Notas explicativas às demonstrações financeiras
Exercícios findos em 31 de dezembro de 2011 e 2010
(Em milhares de reais)
1
Contexto operacional
A Comercial Lupo S.A. foi fundada em 12 de setembro de 1.979 e o endereço registrado do
escritório da Companhia é na Avenida Arcangelo Nigro, 355, localizado no bairro Centro, na
cidade de Araraquara, São Paulo. A Companhia tem por objeto indústria e comércio de meias,
malharia em geral; compra, venda e arrendamento de bens imóveis e a realização de
empreendimentos imobiliários; exploração agrícola, pecuária, avícola, florestamento e
reflorestamento; importação e exportação; apoio administrativo nas áreas de suas atividades;
atividades de vigilância e segurança privada; representação de outras sociedades, nacionais ou
estrangeiras, sendo permitido à sociedade agir por conta própria ou de terceiros, na base de
comissão, consignação ou de outra forma permitida em lei; prestação de serviços nas áreas de
suas atividades; hotelaria e restaurante; empreender, explorar, locar unidades e administrar
shopping center; participação em outras sociedades, na qualidade de sócia quotista ou acionista.
Contexto operacional da Companhia Controlada Lupo S.A.
A Lupo S.A. é uma entidade domiciliada no Brasil e tem por objeto, a industrialização e
comércio de meias, malharias e confecções têxteis em geral, importação e exportação,
representação por conta própria ou de terceiros na base de comissão, consignação ou de outra
forma permitida em lei.
Contexto operacional da Companhia Controlada Lupo Administração e Participações Ltda.
Em 30 de abril de 2007 foi constituída a Lupo Administração e Participações Ltda. tendo por
objeto a administração de bens próprios; a participação em outras sociedades e o comércio de
produtos têxteis; a locação, arrendamento e ou/ parceria rurais de imóveis; a exploração de
atividades agrícolas e pecuárias em geral; e o comércio de produtos agrícolas e pecuários.
2
Base de preparação das demonstrações financeiras
a) Declaração de conformidade (com relação às normas do Comitê de Pronunciamentos
Contábeis - CPC)
As demonstrações financeiras individuais e consolidadas da Comercial Lupo S.A. foram
preparadas conforme as práticas contábeis adotadas no Brasil (BR GAAP).
9
Comercial Lupo S.A.
Notas explicativas às demonstrações financeiras
(Em milhares de reais)
As demonstrações financeiras individuais e consolidadas da Comercial Lupo S.A. foram
aprovadas pela Administração e autorizadas para emissão em 02 de março de 2012.
b) Base de mensuração
As demonstrações financeiras individuais e consolidadas da Comercial Lupo S.A. foram
preparadas com base no custo histórico com exceção dos seguintes itens materiais
reconhecidos nos balanços patrimoniais:
• os instrumentos financeiros não derivativos mensurados pelo valor justo por meio do
resultado;
• os ativos imobilizados mensurados pelo valor justo (custo atribuído);
• propriedades para investimento mensuradas pelo valor justo (custo atribuído);
c) Moeda funcional e moeda de apresentação
Essas demonstrações financeiras individuais e consolidadas são apresentadas em Real, que é a
moeda funcional da Companhia. Todas as informações financeiras apresentadas em Real foram
arredondadas para o milhar mais próximo, exceto quando indicado de outra forma.
d) Uso de estimativas e julgamentos
A preparação das demonstrações financeiras individuais e consolidadas da Comercial Lupo S.A.
em conformidade com as práticas contábeis adotadas no Brasil, as quais abrangem a legislação
societária, os Pronunciamentos, as Orientações e as Interpretações emitidas pelo Comitê de
Pronunciamentos Contábeis (CPC) requerem que Administração faça julgamentos, estimativas e
premissas que afetam a aplicação de políticas contábeis e os valores reportados de ativos,
passivos, receitas e despesas. Os resultados reais podem divergir dessas estimativas.
Estimativas e premissas são revistos de uma maneira contínua. Revisões com relação a
estimativas contábeis são reconhecidas no exercício em que as estimativas são revisadas e em
quaisquer exercícios futuros afetados.
As informações sobre julgamentos críticos referente as políticas contábeis adotadas que
apresentam efeitos sobre os valores reconhecidos nas demonstrações financeiras individuais e
consolidadas estão incluídas nas seguintes notas explicativas:
10
Comercial Lupo S.A.
Notas explicativas às demonstrações financeiras
(Em milhares de reais)
• Nota 06 – Provisão para devedores duvidosos
• Nota 07 – Provisão para perdas em estoque
• Nota 09 – Imposto de renda e contribuição social diferidos
As informações sobre incertezas sobre premissas e estimativas que possuam um risco
significativo de resultar em um ajuste material dentro do próximo exercício financeiro estão
incluídas nas seguintes notas explicativas:
• Nota 11 – Depreciação do ativo imobilizado
• Nota 17 – Provisões para contingências
3
Resumo das principais políticas contábeis
As políticas contábeis descritas em detalhes abaixo têm sido aplicadas de maneira consistente a
todos os exercícios apresentados nessas demonstrações financeiras individuais e consolidadas.
a.
Base de consolidação
Transações eliminadas na consolidação
Saldos e transações intragrupo, e quaisquer receitas ou despesas derivadas de transações
intragrupo, são eliminados na preparação das demonstrações financeiras consolidadas.
Ganhos não realizados, se houver, oriundos de transações com Companhias investidas
registrado por equivalência patrimonial são eliminados contra o investimento na proporção
da participação da Companhia nas controladas. Prejuízos não realizados, se houver, são
eliminados da mesma maneira como são eliminados os ganhos não realizados, mas somente
até o ponto em que não haja evidência de perda por redução ao valor recuperável.
Descrição dos principais procedimentos de consolidação:
Eliminação dos saldos das contas de ativos e passivos entre as Companhias consolidadas;
Eliminação das participações da controladora no patrimônio líquido das entidades
controladas;
11
Comercial Lupo S.A.
Notas explicativas às demonstrações financeiras
(Em milhares de reais)
Eliminação dos saldos de receitas e despesas, bem como de lucros não realizados, se
aplicável, decorrentes de negócios entre as Companhias. Perdas não realizadas são
eliminadas da mesma maneira, mas apenas quando não há evidências de problemas de
recuperação dos ativos relacionados;
Destaque do valor da participação dos acionistas não controladores nas demonstrações
financeiras consolidadas.
b.
Moeda estrangeira
Transações em moeda estrangeira são convertidas para a moeda funcional da Companhia
pela taxa de câmbio na data da transação. Ativos e passivos monetários denominados e
apurados em moedas estrangeiras na data de apresentação são reconvertidos para a moeda
funcional à taxa de câmbio apurada naquela data. O ganho ou perda cambial em itens
monetários é a diferença entre o custo amortizado da moeda funcional no começo do
período, ajustado por juros e pagamentos efetivos durante o período, e o custo amortizado
em moeda estrangeira à taxa de câmbio no final do período de apresentação. As diferenças
de moedas estrangeiras resultantes na reconversão são reconhecidas no resultado.
c.
Instrumentos financeiros
i. Ativos financeiros não derivativos
A Companhia reconhece os empréstimos e recebíveis e depósitos inicialmente na data em
que foram originados. Todos os outros ativos financeiros (incluindo os ativos designados
pelo valor justo por meio do resultado) são reconhecidos inicialmente na data da
negociação na qual a Companhia se torna uma das partes das disposições contratuais do
instrumento.
A Companhia desreconhece um ativo financeiro quando os direitos contratuais aos fluxos
de caixa do ativo expiram, ou quando a Companhia transfere os direitos ao recebimento
dos fluxos de caixa contratuais sobre um ativo financeiro em uma transação no qual
essencialmente todos os riscos e benefícios da titularidade do ativo financeiro são
transferidos. Eventual participação que seja criada ou retida pela Companhia nos ativos
financeiros é reconhecida como um ativo ou passivo individual.
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Notas explicativas às demonstrações financeiras
(Em milhares de reais)
Os ativos ou passivos financeiros são compensados e o valor líquido apresentado no
balanço patrimonial quando, somente quando, a Companhia tenha o direito legal de
compensar os valores e tenha a intenção de liquidar em uma base líquida ou de realizar o
ativo e liquidar o passivo simultaneamente.
A Companhia possui os seguintes ativos financeiros não derivativos: ativos financeiros
registrados pelo valor justo por meio do resultado e empréstimos e recebíveis.
Ativos financeiros registrados pelo valor justo por meio do resultado
Um ativo financeiro é classificado pelo valor justo por meio do resultado caso seja
classificado como mantido para negociação e seja designado como tal no momento do
reconhecimento inicial. Os ativos financeiros são designados pelo valor justo por meio
do resultado se a Companhia gerencia tais investimentos e toma decisões de compra e
venda baseadas em seus valores justos de acordo com a gestão de riscos e a estratégia de
investimentos da Companhia. Os custos da transação, após o reconhecimento inicial, são
reconhecidos no resultado como incorridos. Ativos financeiros registrados pelo valor
justo por meio do resultado são medidos pelo valor justo, e mudanças no valor justo
desses ativos são reconhecidas no resultado do exercício.
Empréstimos e recebíveis
Empréstimos e recebíveis são ativos financeiros com pagamentos fixos ou calculáveis
que não são cotados no mercado ativo. Tais ativos são reconhecidos inicialmente pelo
valor justo acrescido de quaisquer custos de transação atribuíveis. Após o
reconhecimento inicial, os empréstimos e recebíveis são medidos pelo custo amortizado
através do método dos juros efetivos, decrescidos de qualquer perda por redução ao valor
recuperável.
Os empréstimos e recebíveis abrangem caixa e equivalentes de caixa, contas a receber de
clientes e outros créditos.
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Notas explicativas às demonstrações financeiras
(Em milhares de reais)
Caixa e equivalentes de caixa
Caixa e equivalentes de caixa abrangem saldos de caixa e investimentos financeiros com
vencimento original de três meses ou menos a partir da data da contratação, os quais
estão sujeitos a um risco insignificante de alteração no valor, e são utilizadas na gestão
das obrigações de curto prazo.
ii. Passivos financeiros não derivativos
A Companhia reconhece títulos de dívida emitidos e passivos subordinados inicialmente
na data em que são originados. Todos os outros passivos financeiros (incluindo passivos
designados pelo valor justo registrado no resultado) são reconhecidos inicialmente na
data de negociação na qual a Companhia se torna uma parte das disposições contratuais
do instrumento. A Companhia baixa um passivo financeiro quando tem suas obrigações
contratuais retirada, cancelada ou vencida.
Tais passivos financeiros são reconhecidos inicialmente pelo valor justo acrescido de
quaisquer custos de transação atribuíveis. Após o reconhecimento inicial, esses passivos
financeiros são medidos pelo custo amortizado através do método dos juros efetivos.
A Companhia possui os seguintes passivos financeiros não derivativos: fornecedores e
outras contas a pagar e empréstimos e financiamentos.
iii. Capital Social
A Companhia possui somente ações ordinárias classificadas no seu patrimônio líquido
compondo seu capital social.
Os dividendos mínimos obrigatórios conforme definido em estatuto são reconhecidos
como passivo.
d.
Contas a receber de clientes e outros créditos
As contas a receber de clientes são registradas pelo valor faturado, ajustado ao valor presente
quando aplicável, incluindo os respectivos impostos diretos de responsabilidade tributária da
Companhia, menos os impostos retidos na fonte, os quais são considerados créditos
tributários.
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Notas explicativas às demonstrações financeiras
(Em milhares de reais)
O cálculo do valor presente é efetuado para cada transação com base numa taxa de juros que
reflete o prazo, a moeda e o risco de cada transação. A contrapartida dos ajustes a valor
presente das contas a receber é contra a receita bruta no resultado. A diferença entre o valor
presente de uma transação e o valor de face do faturamento é considerada receita financeira
e será apropriada com base nos métodos do custo amortizado e da taxa de juros efetiva ao
longo do prazo de vencimento da transação.
A provisão para devedores duvidosos foi constituída em montante considerado suficiente
pela administração para suprir as eventuais perdas na realização dos créditos.
e.
Estoques
Os estoques são mensurados pelo menor valor entre o custo e o valor realizável líquido. O
custo dos estoques é baseado na média ponderada móvel e inclui gastos incorridos na
aquisição de estoques, custos de produção e transformação e outros custos incorridos em
trazê-los às suas localizações e condições existentes. No caso dos estoques manufaturados e
produtos em elaboração, o custo inclui uma parcela dos custos gerais de fabricação baseado
na capacidade operacional normal.
O valor realizável líquido é o preço estimado de venda no curso normal dos negócios,
deduzido dos custos estimados de conclusão e despesas de vendas.
f.
Investimentos
Os investimentos em controladas com participação no capital votante superior a 20% ou com
influência significativa e em demais sociedades que fazem parte de um mesmo grupo ou que
estejam sob controle comum são avaliadas por equivalência patrimonial.
g.
Propriedade para investimento
Propriedade para investimento é a propriedade mantida para auferir receita de aluguel ou
para valorização de capital ou para ambos, mas não para venda no curso normal dos
negócios, utilização na produção ou fornecimento de produtos ou serviços ou para
propósitos administrativos. A propriedade para investimento é mensurada pelo custo no
reconhecimento inicial e subseqüentemente ao valor justo. Alterações no valor justo são
reconhecidas no resultado.
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Notas explicativas às demonstrações financeiras
(Em milhares de reais)
Custo incluí, despesa que é diretamente atribuível a aquisição de uma propriedade para
investimento.
h. Imobilizado
i)
Reconhecimento e mensuração
Itens do imobilizado são mensurados pelo custo histórico de aquisição ou construção,
deduzido de depreciação acumulada. O custo inclui gastos que são diretamente
atribuíveis à aquisição de um ativo. O custo de ativos construídos pela própria
Companhia inclui o custo de materiais e mão de obra direta, quaisquer outros custos
para colocar o ativo no local e condição necessários para que esses sejam capazes de
operar da forma pretendida pela administração, os custos de desmontagem e de
restauração do local onde estes ativos estão localizados, e custos de empréstimos sobre
ativos qualificáveis.
Quando partes de um item do imobilizado têm diferentes vidas úteis, elas são
registradas como itens individuais (componentes principais) de imobilizado.
Ganhos e perdas na alienação de um item do imobilizado são apurados pela comparação
entre os recursos advindos da alienação com o valor contábil do imobilizado, e são
reconhecidos líquidos dentro de outras receitas operacionais no resultado.
ii)
Custos subsequentes
Gastos subseqüentes são capitalizados na medida em que seja provável que benefícios
futuros associados com os gastos serão auferidos pela Companhia Gastos de
manutenção e reparos recorrentes são registrados no resultado.
iii) Depreciação
A depreciação é calculada sobre o valor depreciável, que é o custo de um ativo, ou
outro valor substituto do custo, deduzido do valor residual.
A depreciação é reconhecida no resultado baseando-se no método linear com relação às
vidas úteis estimadas de cada parte de um item do imobilizado, já que esse método é o
que mais perto reflete o padrão de consumo de benefícios econômicos futuros
incorporados no ativo. Terrenos não são depreciados.
16
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Notas explicativas às demonstrações financeiras
(Em milhares de reais)
Itens do ativo imobilizado são depreciados a partir da data em que são instalados e estão
disponíveis para uso, ou em caso de ativos construídos internamente, do dia em que a
construção é finalizada e o ativo está disponível para utilização.
As vidas úteis médias estimadas para os exercícios corrente e comparativo são as
seguintes:
Edifícios
Máquinas, equipamentos e instalações
Móveis e utensílios
Veículos e implementos
Benfeitorias imóveis de terceiros
50 anos
09 anos
09 anos
06 anos
34 anos
Os métodos de depreciação, as vidas úteis e os valores residuais serão revistos a cada
encerramento de exercício financeiro e eventuais ajustes são reconhecidos como
mudança de estimativas contábeis.
i.
Ativo Intangível
Os ativos intangíveis que são adquiridos pela Companhia e que têm vidas úteis definidas são
mensurados pelo custo, deduzido da amortização acumulada.
Amortização
Amortização é calculada sobre o custo de um ativo, ou outro valor substituto do custo,
deduzido do valor residual.
A amortização é reconhecida no resultado baseando-se no método linear com relação às
vidas úteis estimadas de ativos intangíveis, a partir da data em que estes estão disponíveis
para uso, já que esse método é o que mais perto reflete o padrão de consumo de benefícios
econômicos futuros incorporados no ativo.
17
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Notas explicativas às demonstrações financeiras
(Em milhares de reais)
j.
Ativos arrendados
Os arrendamentos em cujos termos a Companhia assume os riscos e benefícios inerentes à
propriedade são classificados como arredamentos financeiros. No reconhecimento inicial o
ativo arrendado é medido pelo valor igual ao menor valor entre o seu valor justo e o valor
presente dos pagamentos mínimos do arrendamento mercantil. Após o reconhecimento
inicial, o ativo é registrado de acordo com a política contábil aplicável ao ativo.
Os outros arrendamentos mercantis são arrendamentos operacionais e não são reconhecidos
no balanço patrimonial da Companhia.
j. Redução ao valor recuperável (impairment)
i Ativos financeiros
Um ativo financeiro não mensurado pelo valor justo por meio do resultado é avaliado a
cada data de apresentação para apurar se há evidência objetiva de que tenha ocorrido
perda no seu valor recuperável. Um ativo tem perda no seu valor recuperável se uma
evidência objetiva indica que um evento de perda ocorreu após o reconhecimento inicial
do ativo, e que aquele evento de perda teve um efeito negativo nos fluxos de caixa
futuros projetados que podem ser estimados de uma maneira confiável.
A evidência objetiva de que os ativos financeiros (incluindo títulos patrimoniais)
perderam valor pode incluir o não-pagamento ou atraso no pagamento por parte do
devedor, a reestruturação do valor devido ao Grupo sobre condições de que o Grupo não
consideraria em outras transações, indicações de que o devedor ou emissor entrará em
processo de falência, ou o desaparecimento de um mercado ativo para um título. Além
disso, para um instrumento patrimonial, um declínio significativo ou prolongado em seu
valor justo abaixo do seu custo é evidência objetiva de perda por redução ao valor
recuperável.
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Notas explicativas às demonstrações financeiras
(Em milhares de reais)
Ativos financeiros mensurados pelo custo amortizado
A Companhia considera evidência de perda de valor de ativos mensurados pelo custo
amortizado tanto no nível individualizado como no nível coletivo. Ativos
individualmente significativos são avaliados quanto a perda de valor específico. Todos
os recebíveis são então avaliados coletivamente quanto a qualquer perda de valor que
tenha ocorrido, mas não tenha sido ainda identificada. Ativos individualmente
importantes são avaliados coletivamente quanto a perda de valor por agrupamento
conjunto desses títulos com características de risco similares.
Ao avaliar a perda de valor recuperável de forma coletiva a Companhia utiliza tendências
históricas da probabilidade de inadimplência, do prazo de recuperação e dos valores de
perda incorridos, ajustados para refletir o julgamento da administração quanto às
premissas se as condições econômicas e de crédito atuais são tais que as perdas reais
provavelmente serão maiores ou menores que as sugeridas pelas tendências históricas.
Uma redução do valor recuperável com relação a um ativo financeiro medido pelo custo
amortizado é calculada como a diferença entre o valor contábil e o valor presente dos
futuros fluxos de caixa estimados descontados à taxa de juros efetiva original do ativo.
As perdas são reconhecidas no resultado e refletidas em uma conta de provisão contra
recebíveis, quando aplicável. Os juros sobre o ativo que perdeu valor continuam sendo
reconhecidos através da reversão do desconto. Quando um evento subseqüente indica
reversão da perda de valor, a diminuição na perda de valor é revertida e registrada no
resultado.
ii. Ativos não financeiros
Os valores contábeis dos ativos não financeiros da Companhia, que não os estoques e
imposto de renda e contribuição social diferidos, são revistos a cada data de apresentação
para apurar se há indicação de perda no valor recuperável. Caso ocorra tal indicação,
então o valor recuperável do ativo é determinado.
O valor recuperável de um ativo ou unidade geradora de caixa é o maior entre o valor em
uso e o valor justo menos despesas de venda. Ao avaliar o valor em uso, os fluxos de
caixa futuros estimados são descontados aos seus valores presentes através da taxa de
desconto antes de impostos que reflita as condições vigentes de mercado quanto ao
período de recuperabilidade do capital e os riscos específicos do ativo.
19
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Notas explicativas às demonstrações financeiras
(Em milhares de reais)
A Administração da Companhia não identificou qualquer evidência que justificasse a
necessidade de provisão para recuperabilidade de ativos em 31 de dezembro de 2011 e
2010.
k. Provisões
Uma provisão é reconhecida, em função de um evento passado, se a Companhia tem uma
obrigação legal ou construtiva que possa ser estimada de maneira confiável, e é provável que
um recurso econômico seja exigido para liquidar a obrigação.
l. Benefícios a empregados
Benefícios de curto prazo a empregados
Obrigações de benefícios de curto prazo a empregados são mensuradas em uma base não
descontada e são incorridas como despesas conforme o serviço relacionado seja prestado. O
passivo é reconhecido pelo valor esperado a ser pago sob os planos de bonificação em
dinheiro ou participação nos lucros de curto prazo se a Companhia tem uma obrigação legal
ou construtiva de pagar esse valor em função de serviço passado prestado pelo empregado, e
a obrigação possa ser estimada de maneira confiável.
m. Receita operacional
Venda de bens
A receita operacional da venda de bens no curso normal das atividades é medida pelo valor
justo da contraprestação recebida ou a receber. A receita operacional é reconhecida quando
existe evidência convincente de que os riscos e benefícios mais significativos inerentes à
propriedade dos bens foram transferidos para o comprador, de que for provável que os
benefícios econômicos financeiros fluirão para a entidade, de que os custos associados e a
possível devolução de mercadorias podem ser estimados de maneira confiável, de que não
haja envolvimento contínuo com os bens vendidos, e de que o valor da receita operacional
possa ser mensurado de maneira confiável. Caso seja provável que descontos serão
concedidos e o valor possa ser mensurado de maneira confiável, então o desconto é
reconhecido como uma redução da receita operacional conforme as vendas são
reconhecidas.
20
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Notas explicativas às demonstrações financeiras
(Em milhares de reais)
Receita de aluguel
A receita de aluguel é reconhecida no resultado na base da linha reta durante o prazo do
contrato de aluguel. Uma receita não é reconhecida se há uma incerteza significativa na sua
realização.
Serviços
A receita de serviços prestados é reconhecida no resultado em função de sua realização.
Uma receita não é reconhecida se há uma incerteza significativa na sua realização.
n. Receitas financeiras e despesas financeiras
As receitas financeiras abrangem receitas de juros sobre fundos investidos, variações no
valor justo de ativos financeiros mensurados pelo valor justo por meio do resultado e
variações de juros de ajuste a valor presente das contas a receber, reconhecida no resultado
através do método dos juros efetivos.
As despesas financeiras abrangem despesas com juros sobre empréstimos, líquidas do
desconto a valor presente das provisões e variações no valor justo de ativos financeiros
mensurados pelo valor justo por meio do resultado. Custos de empréstimo que não são
diretamente atribuíveis à aquisição, construção ou produção de um ativo qualificável são
mensurados no resultado através do método de juros efetivos.
o. Imposto de renda e contribuição social
O Imposto de Renda e a Contribuição Social do exercício corrente e diferido são calculados
com base nas alíquotas de 15%, acrescidas do adicional de 10% sobre o lucro tributável
excedente de R$ 240 para imposto de renda e 9% sobre o lucro tributável para contribuição
social sobre o lucro líquido, e consideram a compensação de prejuízos fiscais e base
negativa de contribuição social, limitada a 30% do lucro tributável anual.
A despesa com imposto de renda e contribuição social compreende os impostos de renda
correntes e diferidos. O imposto corrente e o imposto diferido são reconhecidos no resultado
a menos que estejam relacionados à combinação de negócios, ou itens diretamente
reconhecidos no patrimônio líquido ou em outros resultados abrangentes.
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Notas explicativas às demonstrações financeiras
(Em milhares de reais)
O imposto corrente é o imposto a pagar ou a receber esperado sobre o lucro ou prejuízo
tributável do exercício, a taxas de impostos decretadas ou substantivamente decretadas na
data de apresentação das demonstrações financeiras e qualquer ajuste aos impostos a pagar
com relação aos exercícios anteriores.
O imposto diferido é reconhecido com relação às diferenças temporárias entre os valores
contábeis de ativos e passivos para fins contábeis e os correspondentes valores usados para
fins de tributação.
O imposto diferido é mensurado pelas alíquotas que se espera serem aplicadas às diferenças
temporárias quando elas revertem, baseando-se nas leis que foram decretadas ou
substantivamente decretadas até a data de apresentação das demonstrações financeiras.
Na determinação do imposto de renda corrente e diferido a Companhia leva em consideração
o impacto de incertezas relativas a posição fiscais tomadas e se o pagamento adicional de
imposto de renda e juros tenha que ser realizado. A Companhia acredita que a provisão para
imposto de renda no passivo está adequada para com relação a todos os períodos fiscais em
aberto baseada em sua avaliação de diversos fatores, incluindo interpretações das leis fiscais
e experiência passada. Essa avaliação é baseada em estimativas e premissas que podem
envolver uma série de julgamentos sobre eventos futuros. Novas informações pode ser
disponibilizadas o que levariam a Companhia a mudar o seu julgamento quanto a adequação
da provisão existente; tais alterações impactarão a despesa com imposto de renda no ano em
que forem realizadas.
Os ativos e passivos fiscais diferidos são compensados caso haja um direito legal de
compensar passivos e ativos fiscais correntes, e eles se relacionam a impostos de renda
lançados pela mesma autoridade tributária sobre a mesma entidade sujeita à tributação.
Um ativo de imposto de renda e contribuição social diferido é reconhecido por perdas
fiscais, créditos fiscais e diferenças temporárias dedutíveis não utilizadas quando é provável
que lucros futuros sujeitos à tributação estejam disponíveis e contra os quais serão
utilizados.
Ativos de imposto de renda e contribuição social diferido são revisados a cada data de
relatório e serão reduzidos na medida em que sua realização não seja mais provável.
22
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Notas explicativas às demonstrações financeiras
(Em milhares de reais)
Imposto de renda e contribuição social – Controlada Lupo Administração e Participação
Ltda.
O imposto de renda e a contribuição social da controlada Lupo Administração e Participação
Ltda. são apurados através de “lucro presumido”. Com base nesse regime, o lucro tributável
corresponde a 8% (vendas de produtos/recebimentos) e 32% (locação de imóveis), acrescido
de outras receitas operacionais, para fins de imposto de renda e 12% (vendas de
produtos/recebimentos) e 32% (locação de imóveis), acrescido de outras receitas
operacionais, para fins de contribuição social.
Imposto de renda corrente - calculado à alíquota de 15% sobre o lucro presumido tributável
acrescido do adicional de 10%.
Contribuição social corrente - calculada à alíquota de 9% sobre o lucro presumido tributável.
p. Aspectos ambientais
A Companhia considera que suas instalações e atividades estão sujeitas as regulamentações
ambientais. A Companhia diminui os riscos associados com assuntos ambientais, por
procedimentos operacionais e controles com investimentos em equipamento de controle de
poluição e sistemas. A Companhia acredita que nenhuma provisão para perdas relacionadas
a assuntos ambientais é requerida atualmente, baseada nas atuais leis e regulamentos em
vigor.
4
Determinação do valor justo
Diversas políticas e divulgações contábeis da Companhia exigem a determinação do valor
justo, tanto para os ativos e passivos financeiros como para os nãos financeiros. Os valores
justos têm sido apurados para propósitos de mensuração e/ou divulgação baseados nos
métodos abaixo. Quando aplicável, as informações adicionais sobre as premissas utilizadas
na apuração dos valores justos são divulgadas nas notas específicas àquele ativo ou passivo.
a. Caixa e equivalentes de caixa
Os valores contábeis informados no balanço patrimonial aproximam-se dos valores justos em
virtude do curto prazo de vencimento destes instrumentos.
23
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Notas explicativas às demonstrações financeiras
(Em milhares de reais)
b. Contas a receber de clientes e outros créditos
O valor justo de contas a receber de clientes e outros créditos, é estimado como o valor
presente de fluxos de caixa futuros, descontado pela taxa de mercado dos juros apurados na
data de apresentação. Esse valor justo é determinado para fins de divulgação.
c. Estoques
O valor justo de estoques adquiridos é apurado baseando-se no preço de venda estimado no
curso normal de atividades do negócio, menos dos custos estimados de conclusão e despesas
de venda, e em uma razoável margem de lucro baseada no esforço exigido para concluir e
vender os estoques.
d. Imobilizado e propriedades de investimento
O valor de mercado da propriedade é o valor estimado para o qual um ativo poderia ser
trocado na data de avaliação entre partes conhecedoras e interessadas em uma transação sob
condições normais de mercado. O valor justo dos itens do ativo imobilizado é baseado na
abordagem de mercado e nas abordagens de custos através de preços de mercado cotados
para itens semelhantes, quando disponíveis, e custo de reposição quando apropriado.
e. Passivos financeiros não derivativos
O valor justo, que é determinado para fins de divulgação, é calculado baseando-se no valor
presente do principal e fluxos de caixa futuros, descontados pela taxa de mercado dos juros
apurados na data de apresentação das demonstrações financeiras.
5
Caixa e equivalentes de caixa
Consolidado
2011
2010
Caixa
Saldo bancário
Aplicação financeira de curto prazo
Caixa e equivalentes de caixa na demonstração dos fluxos de caixa
24
59
9.234
16.049
25.342
21
5.240
9.248
14.509
Controladora
2011
2010
26
317
774
1.117
13
1.160
211
1.384
Comercial Lupo S.A.
Notas explicativas às demonstrações financeiras
(Em milhares de reais)
As aplicações financeiras de curto prazo, de alta liquidez, são prontamente conversíveis em um
montante conhecido de caixa e estão sujeitos a um insignificante risco de mudança de valor. As
aplicações são remuneradas por taxas variáveis de 100% a 103% do Certificado de Depósito
Interbancário - CDI (idêntico em 2010), tendo como contraparte bancos de primeira linha para
minimizar o risco de crédito, política esta adotada pela Companhia no gerenciamento desses
ativos financeiros.
A exposição da Companhia a riscos de taxas de juros e uma análise de sensibilidade para ativos e
passivos financeiros são divulgadas na nota explicativa 18.
6
Contas a receber de clientes e outros créditos
Consolidado
2011
2010
Controladora
2011
2010
Nota
Contas a receber – no país
Contas a receber – no exterior
Contas a receber – partes relacionadas
Outros créditos
Outros créditos – partes relacionadas
16
Menos:
Provisão para devedores duvidosos
Ajustes a valor presente
20
16
Ativo circulante
Ativo não circulante
124.900
4.111
10.615
-
111.325
2.854
4.014
-
889
17.800
16
1.225
737
3.179
26
6
(1.410)
( 965)
137.251
(1.430)
( 927)
115.836
(50)
19.880
(50)
3.898
132.315
4.936
137.251
115.836
115.836
19.880
19.880
3.898
3.898
A exposição da Companhia a riscos de crédito relacionadas a contas a receber de clientes e outros
créditos, são divulgadas na nota explicativa 18.
25
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Notas explicativas às demonstrações financeiras
(Em milhares de reais)
7
Estoques
Consolidado
2011
2010
Produtos acabados
Produtos em elaboração
Matérias-primas e materiais de consumo
Importações em andamento
Adiantamento a fornecedores
Outros estoques
Provisão para perdas (*)
44.034
3.608
23.229
2.923
555
91
( 2.316)
72.124
26.590
3.815
23.806
4.403
3.176
75
( 2.174)
59.691
Controladora
2011
2010
937
39
(142)
834
742
3.585
22
4.349
Em 2011, matérias-primas, materiais de consumo e alterações em produtos acabados e estoques
em processo, reconhecidos nos custos de venda, no consolidado, totalizavam R$ 288.563
(R$ 263.504 em 2010).
(*) Referem-se basicamente a provisão para perdas por descontinuidade de produtos acabados e
matérias-primas e materiais de consumo obsoletos e de lenta movimentação.
Consolidado
Saldo em 31 de dezembro de 2010
Créditos provisionados no exercício
Saldo em 31 de dezembro de 2011
2.174
142
2.316
Controladora
Saldo em 31 de dezembro de 2010
Créditos provisionados no exercício
Saldo em 31 de dezembro de 2011
142
142
26
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Notas explicativas às demonstrações financeiras
(Em milhares de reais)
8
Impostos a recuperar
Consolidado
2011
2010
Circulante
ICMS a recuperar
IPI a recuperar
Imposto de renda pessoa jurídica – IRPJ
Contribuição social compensar – CSLL
PIS e COFINS a compensar
Outros
Não Circulante
ICMS a recuperar
PIS e COFINS a compensar
9
Controladora
2011
2010
2.356
717
892
188
30
47
4.230
1.292
905
1.613
534
12
4.356
14
3
17
14
81
104
3
202
1.990
108
2.098
1.621
1.621
-
-
Imposto de renda e contribuição social diferidos
O IRPJ e a CSLL diferidos, são registrados para refletir os efeitos fiscais futuros atribuíveis: (i) às
diferenças temporárias, entre a base fiscal de contas do resultado e seus respectivos registros
contábeis em regime de competência, e (ii) aos efeitos gerados pela adoção do Regime Tributário
de Transição (RTT).
27
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Notas explicativas às demonstrações financeiras
(Em milhares de reais)
Impostos e contribuições diferidos de ativos e passivos foram atribuídos da seguinte forma:
Provisão sobre o custo atribuído
Provisão para perda dos estoques
Provisão para créditos duvidosos
Provisão de ajuste a valor presente
Provisões para contingências
Prejuízos fiscais de imposto de renda e base negativa
de contribuição social
Provisão sobre o leasing de software
Provisão de depreciação por diferença de taxas
Provisão sobre o custo atribuído
Provisão para créditos duvidosos
Prejuízos fiscais de imposto de renda e base negativa de
contribuição social
Provisão para perda dos estoques
Provisões para contingências
Provisão de depreciação por diferença de taxas
28
Consolidado
Ativos
Passivos
2011
2010
2011
2010
22.952
24.830
787
739
496
503
328
315
1.194
1.066
2.805
487
3.110
265
5.124
28.341
24.830
Controladora
Ativos
Passivos
2011
2010
2011
2010
6.932
6.379
17
17
48
43
108
487
504
167
7.099
6.379
Comercial Lupo S.A.
Notas explicativas às demonstrações financeiras
(Em milhares de reais)
Movimento das diferenças temporárias durante o exercício:
Consolidado
Saldo em 31
de dezembro
de 2010
Reconhecidos
no resultado
do exercício
Saldo em 31
de dezembro
de 2011
739
503
315
1.066
48
(7)
13
128
787
496
328
1.194
487
3.110
( 487)
( 305)
2.805
24.830
24.830
(1.878)
265
5.124
3.511
22.952
265
5.124
28.341
Ativos
Provisão para perda dos estoques
Provisão para créditos duvidosos
Provisão de ajuste a valor presente
Provisões para contingências
Prejuízos fiscais de imposto de renda e base negativa de
contribuição social
Passivos
Provisão sobre o custo atribuído
Provisão sobre o leasing de software
Provisão de depreciação por diferença de taxas
Efeito no resultado
3.816
29
Comercial Lupo S.A.
Notas explicativas às demonstrações financeiras
(Em milhares de reais)
Controladora
Ativos
Provisão para créditos duvidosos
Provisões sobre prejuízos fiscais
Provisões para contingências
Provisão para perda dos estoques
Saldo em 31
de dezembro
de 2010
Reconhecidos
no resultado
exercício
Saldo em 31
de dezembro
de 2011
17
487
504
(487)
43
48
( 396)
17
43
48
108
6.379
6.379
553
167
720
6.932
167
7.099
Passivos
Provisão sobre o custo atribuído
Provisão de depreciação por diferença de taxas
Efeito no resultado
1.116
A Administração da Companhia considera que os ativos diferidos decorrentes de diferenças
temporárias, serão realizados na proporção da resolução final das contingências e dos eventos.
30
Comercial Lupo S.A.
Notas explicativas às demonstrações financeiras
(Em milhares de reais)
A conciliação da despesa calculada pela aplicação das alíquotas fiscais combinadas e da despesa
de imposto de renda e contribuição social debitada em resultado é demonstrada como segue:
Consolidado
2011
2010
Reconciliação da taxa efetiva
Lucro contábil antes do imposto de renda e da
contribuição social
(+) Receitas de juros sobre capital próprio
(-) Deduções de juros sobre capital próprio
Alíquota fiscal combinada
Imposto de renda e contribuição social:
Pela alíquota fiscal combinada
PAT
Cultural
Criança e Adolescente
Caráter desportivo
Deduções incentivos fiscais (*)
Compensação de prejuízo fiscal e base negativa
103.423
(11.126)
92.297
34%
91.181
( 8.080)
83.101
34%
62.556
9.457
( 8.583)
63.430
34%
66.160
8.455
(7.535)
67.080
34%
31.381
28.254
21.566
22.807
(455)
(480)
(114)
(120)
(2.602)
(486)
(426)
(452)
(107)
(107)
(1.607)
(636)
(25)
(6)
(486)
(26)
(636)
182
763
398
469
91
11
17
62
-
-
(19.238)
(20.704)
(1.208)
(76)
( 923)
(803)
(
95)
52)
71)
25.862
( 3.816)
24.888
2.729
1.861
( 1.116)
1.449
589
28%
30%
3%
2%
Despesas não dedutíveis
Adições temporárias:
Adições permanentes:
Exclusões permanentes:
Resultado de equivalência patrimonial
Efeito da diferença de apuração do imposto de
controlada (**)
Receitas isentas de impostos
Exclusões temporárias
Despesa de imposto de renda e contribuição social
no resultado do exercício
Imposto de renda e contribuição social – diferido
Controladora
2011
2010
Alíquota efetiva
31
(
(
Comercial Lupo S.A.
Notas explicativas às demonstrações financeiras
(Em milhares de reais)
(*) A partir do ano-calendário de 2006, a pessoa jurídica poderá excluir do lucro líquido, na
determinação do lucro real e da base de cálculo da CSLL, o valor correspondente a até 60%
(sessenta por cento) da soma dos dispêndios realizados no período de apuração com pesquisa
tecnológica e desenvolvimento de inovação tecnológica, classificáveis como despesa pela
legislação do IRPJ, na forma do inciso I do caput do art. 17 desta Lei 11.196/05.
(**) Ajuste em virtude do imposto de renda e a contribuição social da controlada Lupo
Administração e Participação Ltda. serem apurados através de “lucro presumido”. Maiores
detalhes veja nota explicativa 3.
10
Investimentos (controladora)
a. Composição dos saldos:
Consolidado
Participação em Companhias controladas
Outros investimentos
Total
32
Controladora
2011
2010
2011
2010
142
142
142
142
241.843
241.843
243.961
243.961
Comercial Lupo S.A.
Notas explicativas às demonstrações financeiras
(Em milhares de reais)
b. Movimentação dos saldos - Controlada:
Controladora
2011
Lupo S.A.
Ações/quotas possuídas
Capital social
Patrimônio líquido
Percentual de participação
Valor contábil do investimento no início do exercício
Compra de ações em tesouraria da controlada
Dividendos e lucros recebidos
Dividendos a receber
Juros sobre capital próprio
Resultado da equivalência patrimonial
Redução de capital mediante redução de participação em
controlada (*)
Ganhos e perdas de variação do percentual de participação
Valor contábil do investimento no final do exercício
156.844
156.199
284.401
78,8115%
225.889
(3.792)
(5.405)
(9.457)
52.688
Lupo Adm. e
Particip. Ltda.
2.660
2.660
17.944
99,9999%
18.072
(4.265)
3.894
(36.148)
367
224.142
17.701
33
2010
Total
Lupo S.A.
243.961
(8.057)
(5.405)
(9.457)
56.582
54.932
121.992
240.441
93,8454%
181.759
3.161
(8.401)
(8.455)
57.738
(36.148)
367
241.843
87
225.889
Lupo Adm. e
Particip. Ltda.
2.660
2.660
18.072
99,9999%
18.207
(3.291)
3.156
18.072
Total
199.966
3.161
(3.291)
(8.401)
(8.455)
60.894
87
243.961
Comercial Lupo S.A.
Notas explicativas às demonstrações financeiras
(Em milhares de reais)
(*) Através da Assembléia Geral Extraordinária realizada em 29 de abril de 2011 a Comercial Lupo S.A,
entendendo que seu capital social se demonstra excessivo às necessidades operacionais, aprovou sua
redução no montante de R$ 36.148, vertendo aos seus acionistas a quantidade de 29.919.205 ações da
controlada Lupo S.A. Desta forma sua participação nesta controlada reduziu de 93,8454% para 78,8115%.
34
Comercial Lupo S.A.
Notas explicativas às demonstrações financeiras
(Em milhares de reais)
11
Imobilizado
Consolidado
Máquinas,
Terrenos e
equipamentos e
Móveis e
edifícios
instalações
acessórios
Veículos
Benfeitorias em bens
de terceiros Bens em construção
Importações em
Adiantamento a
andamento
fornecedor
Outros
Total
Custo ou custo atribuído:
Saldo em 1º de janeiro de 2010
Adições
Alienações
Transferências
Saldo em 31 de dezembro de 2010
Adições
Alienações
Transferências
Saldo em 31 de dezembro de 2011
47.419
(180)
47.239
44
(269)
616
47.630
154.290
2.469
(2.394)
15.795
170.160
1.801
(1.669)
18.296
188.588
4.473
440
(829)
937
5.021
802
(84)
5.739
659
176
(51)
784
15
(30)
769
8.667
59
17.565
26.291
5.183
31.474
14.179
9.511
(18.394)
5.296
13.031
( 6.653)
11.674
1.579
16.507
(13.084)
5.002
11.283
(13.178)
3.107
1.590
4.995
(2.819)
3.766
615
(4.264)
117
144
144
144
233.000
34.157
(3.454)
263.703
27.591
(2.052)
289.242
Depreciação:
Saldo em 1º de janeiro de 2010
Depreciação no período
Alienações
Saldo em 31 de dezembro de 2010
Depreciação no período
Alienações
Saldo em 31 de dezembro de 2011
(2.331)
(577)
151
( 2.757)
(556)
( 3.313)
(65.790)
(8.792)
2.327
(72.255)
(9.902)
1.226
(80.931)
(1.989)
(478)
791
(1.676)
(604)
84
(2.196)
(315)
(112)
53
(374)
(111)
24
(461)
(1.463)
(332)
( 1.795)
(518)
( 2.313)
-
-
-
(43)
( 43)
( 43)
(71.931)
(10.291)
3.322
(78.900)
(11.691)
1.334
( 89.257)
45.088
44.482
44.317
88.500
97.905
107.657
2.484
3.345
3.543
344
410
308
7.204
24.496
29.161
14.179
5.296
11.674
1.579
5.002
3.107
1.590
3.766
117
101
101
101
161.069
184.803
199.985
Valor contábil:
Em 1º de janeiro de 2010
Em 31 de dezembro de 2010
Em 31 de dezembro de 2011
35
Comercial Lupo S.A.
Notas explicativas às demonstrações financeiras
(Em milhares de reais)
Controladora
Terrenos e
edifícios
Máquinas,
equipamentos e
instalações
Móveis e
acessórios
Veículos
Bens em
construção
Adiantamento
a fornecedor
Outros
Total
Custo ou custo atribuído:
Saldo em 1º de janeiro de 2010
Adições
Alienações
Transferências
Saldo em 31 de dezembro de 2010
Adições
Alienações
Transferências
Saldo em 31 de dezembro de 2011
29.128
(180)
28.948
44
616
29.608
173
(25)
148
31
179
586
293
(142)
737
85
822
29
29
9
(8)
30
609
609
(609)
-
7
7
(7)
-
4
4
4
29.920
909
(347)
30.482
169
(8)
30.643
Depreciação:
Saldo em 1º de janeiro de 2010
Depreciação no período
Alienações
Saldo em 31 de dezembro de 2010
Depreciação no período
Alienações
Transferências
Saldo em 31 de dezembro de 2011
(2.059)
(396)
151
(2.304)
(383)
( 2.687)
(112)
(36)
25
(123)
(38)
(161)
(312)
(59)
114
(257)
(81)
(338)
(24)
(2)
(26)
(2)
5
(23)
-
-
( 4)
( 4)
( 4)
(2.511)
(493)
290
(2.714)
(504)
5
(3.213)
27.069
26.644
26.921
61
25
18
274
480
484
5
3
7
609
-
7
-
-
27.409
27.768
27.430
Valor contábil:
Em 1º de janeiro de 2010
Em 31 de dezembro de 2010
Em 31 de dezembro de 2011
36
Comercial Lupo S.A.
Notas explicativas às demonstrações financeiras
(Em milhares de reais)
Garantia
Em 31 de Dezembro de 2011, propriedades com valor contábil de R$ 27.000 (R$ 26.911 em
2010) estão sujeitas a uma fiança registrada para garantir empréstimos bancários (ver nota
explicativa 14).
Imobilizado em construção
Os custos incorridos até a data das demonstrações financeiras totalizavam R$ 13.031. Tais
montantes se referem a aumento da capacidade de produção com recursos próprios, não incluindo
custos de empréstimos capitalizados
12
Intangível
Custo:
Saldo em 1º de janeiro de 2010
Adições
Baixas
Saldo em 31 de dezembro de 2010
Adições
Saldo em 31 de dezembro de 2011
Amortização:
Saldo em 1º de janeiro de 2010
Amortização do período
Baixas
Saldo em 31 de dezembro de 2010
Amortização do período
Saldo em 31 de dezembro de 2011
Valor contábil:
Em 1º de janeiro de 2010
Em 31 de dezembro de 2010
Em 31 de dezembro de 2011
Sistemas de
informática
Leasing
software
Consolidado
Honorários
profissionais
Fundo de
comércio
Total
313
108
(88)
333
54
387
1.527
1.527
644
644
191
252
443
443
504
360
(88)
776
2.225
3.001
(233)
(36)
88
(181)
( 41)
(222)
-
-
(186)
(186)
(186)
(419)
(36)
88
( 367)
( 41)
( 408)
80
152
165
1.527
644
5
257
257
85
409
2.593
37
Comercial Lupo S.A.
Notas explicativas às demonstrações financeiras
(Em milhares de reais)
Sistemas de informática
Controladora
Fundo de comércio
Total
2
1
3
3
192
252
443
443
193
253
446
446
(1)
(1)
(1)
(186)
(186)
(186)
(187)
(187)
(187)
1
2
2
5
257
257
6
259
259
Custo:
Saldo em 1º de janeiro de 2010
Adições
Saldo em 31 de dezembro de 2010
Adições
Saldo em 31 de dezembro de 2011
Amortização:
Saldo em 1º de janeiro de 2010
Amortização do período
Saldo em 31 de dezembro de 2010
Amortização do período
Saldo em 31 de dezembro de 2011
Valor contábil:
Em 1º de janeiro de 2010
Em 31 de dezembro de 2010
Em 31 de dezembro de 2011
Os ativos intangíveis são demonstrados ao valor de custo deduzidos de amortização e perda por
redução ao valor recuperável acumuladas, quando aplicável. São registrados como parte dos
custos em andamento os honorários profissionais e, no caso de ativos qualificáveis, os custos de
empréstimos capitalizados de acordo com a política contábil da Companhia. A amortização
desses ativos inicia-se quando eles estão prontos para o uso pretendido na mesma base dos outros
ativos intangíveis.
13
Fornecedores e outras contas a pagar
Nota
Fornecedores mercado interno
Fornecedores - partes relacionadas
Fornecedores mercado externo
Outras contas a pagar
Outras contas a pagar – partes relacionadas
16
16
Passivo circulante
Passivo não circulante
38
Consolidado
2011
2010
Controladora
2011
2010
9.192
1.198
9.350
19.740
10.324
291
4.891
15.506
247
3.111
172
1.644
5.174
637
815
326
60
1.838
14.804
4.936
19.740
15.434
72
15.506
5.174
5.174
1.838
1.838
Comercial Lupo S.A.
Notas explicativas às demonstrações financeiras
(Em milhares de reais)
A exposição da Companhia a riscos de moeda e liquidez relacionados a contas a pagar a
fornecedores e outras contas a pagar é divulgada na nota explicativa 18.
14
Financiamentos e empréstimos (consolidado)
Esta nota explicativa fornece informações sobre os termos contratuais dos empréstimos com
juros, que são mensurados pelo custo amortizado. Para mais informações sobre a exposição do
grupo a riscos de taxa de juros, moeda estrangeira e liquidez, veja nota explicativa 18.
Passivo circulante
Empréstimos bancários garantidos
Passivo não circulante
Empréstimos bancários garantidos
Total
Termos e cronograma de amortização da dívida
Termos e condições dos empréstimos em aberto foram os seguintes:
39
2011
2010
12.128
10.221
6.334
18.462
7.761
17.982
Lupo S.A.
Notas explicativas às demonstrações financeiras
(Em milhares de reais)
Taxa de juros
Finalidade
Moeda Indexador
nominal
Capital Giro
R$
Pré-fixado
8,5% a.a.
Ativo Imobilizado R$
Pré-fixado
13,3% a.a.
Ativo Imobilizado R$
UMBNDES+5% a.a. 9,16% a.a.
Ativo Imobilizado R$
TJLP + 5% a.a
11,0% a.a.
Ativo Imobilizado R$
Pré-fixado
9,6% a.a.
Ativo Imobilizado R$
TJLP + 1,4% a.a
7,4% a.a.
Ativo Imobilizado R$
TJLP + 1,2% a.a
7,2% a.a.
Ativo Imobilizado R$
Pré-fixado
9,0% a.a.
Ativo Imobilizado R$
Pré-fixado
4,5% a.a.
Ativo Imobilizado R$
Pré-fixado
4,5% a.a.
Ativo Imobilizado R$
Pré-fixado
4,5% a.a.
Ativo Imobilizado R$
Pré-fixado
4,5% a.a.
Ativo Imobilizado R$
Pré-fixado
4,5% a.a.
Exportação
US$
Pré-fixado
7,0% a.a.
Ativo Imobilizado R$
Pré-fixado
5,5% a.a.
Ativo Imobilizado R$
Pré-fixado
5,5% a.a.
Ativo Imobilizado R$
Pré-fixado
8,7% a.a.
Ativo Imobilizado R$
Pré-fixado
8,7% a.a.
Ativo Imobilizado R$
Pré-fixado
8,7% a.a.
Exportação
US$
Libor + 2% a.a.
2,8% a.a.
Leasing Software R$
Pré-fixado
13,91% a.a.
Total de passivos com incidência de juros
Ano de
vencimento
jan/2011
mai/2011
jun/2011
jun/2011
nov/2011
mai/2012
set/2012
abr/2014
dez/2014
jan/2015
fev/2015
abr/2015
jun/2015
dez/2011
dez/2015
jan/2016
jun/2016
jul/2016
ago/2016
dez/2012
ago/2016
40
Valor de
face
1.048
446
10.000
644
674
208
387
304
80
88
76
285
161
7.169
1.638
23.208
2011
Valor
Justo
97
73
5.676
447
487
156
304
250
74
83
71
270
153
8.386
1.484
18.011
Valor
contábil
97
75
5.833
483
519
165
323
266
80
88
76
285
161
8.482
1.529
18.462
Valor
de face
10.000
1.891
309
1.753
887
1.048
446
10.000
644
674
208
387
304
5.600
34.151
2010
Valor
Justo
555
234
38
216
218
324
169
8.047
603
634
195
363
283
5.504
17.383
Valor
contábil
558
233
38
216
220
333
175
8.365
645
680
209
390
304
5.616
17.982
Comercial Lupo S.A.
Notas explicativas às demonstrações financeiras
(Em milhares de reais)
Os empréstimos bancários da Controlada Lupo S.A.estão garantidos por máquinas e
equipamentos, notas promissórias no valor contábil de R$ 26.093 (2010: R$ 39.911).
A Controlada Lupo S.A.está sujeita e vem cumprindo, determinadas cláusulas restritivas
existentes nos contratos de financiamentos e empréstimos sendo as mais significativas, como
segue:

Cumprir o disposto na legislação referente à Política Nacional de Meio Ambiente, adotando,
durante o prazo de vigência do contrato medidas e ações destinadas a evitar ou corrigir danos
ao meio ambiente, segurança e medicina do trabalho, que possam vir a ser causados pelo
projeto financiado;

Manter em situação regular suas obrigações junto aos órgãos do meio-ambiente, durante o
prazo de vigência do contrato;

Não ceder ou transferir os direitos e obrigações decorrentes do contrato;

Manter em dia o pagamento de todas as obrigações de natureza tributária, trabalhista,
previdenciária e outras de caráter social, inclusive as contribuições devidas ao COFINS,
FGTS, PIS/PASEP;

Enviar periodicamente ao BNDES, balanços, balancetes, informações sobre a Companhia;

Cumprir a legislação referente ao transporte de bens importados financiados com recursos
próprios.
Os empréstimos e financiamentos classificados no passivo não circulante têm seus vencimentos
nos seguintes anos:
Ano de vencimento:
2013
2014
2015
2016
3.555
1.887
594
298
6.334
41
Comercial Lupo S.A.
Notas explicativas às demonstrações financeiras
(Em milhares de reais)
15
Impostos e contribuições a recolher
Consolidado
2011
2010
Controladora
2011
2010
ICMS
Previdência social a recolher
Contribuição Social Lei 11.051/04 (*)
FGTS a recolher
IRRF a recolher
Cofins a recolher
PIS a recolher
IRPJ a recolher
Outros
5.082
1.897
6.944
1.020
580
587
127
213
107
16.557
2.727
3.223
5.236
932
748
675
140
101
77
13.859
1.263
110
28
8
132
29
100
14
1.684
588
316
90
18
132
29
32
16
1.221
Passivo circulante
Passivo não circulante
10.181
6.376
16.557
8.958
4.901
13.859
1.684
1.684
1.221
1.221
(*) O saldo da Contribuição Social refere-se ao benefício da Lei 11.051/04 que dá direito às
pessoas jurídicas tributadas com base no lucro real utilizar crédito relativo à Contribuição Social
sobre o Lucro Líquido-CSLL, à razão de vinte e cinco por cento sobre a depreciação contábil de
máquinas, aparelhos, instrumentos e equipamentos novos, relacionados em regulamento,
adquiridos entre 1º de outubro de 2004 e 31 de dezembro de 2010, destinados ao ativo
imobilizado e empregados em processo industrial. O valor utilizado a título de crédito esta sendo
adicionado à CSLL devida a partir de 2010.
42
Comercial Lupo S.A.
Notas explicativas às demonstrações financeiras
(Em milhares de reais)
16
Partes Relacionadas
Consolidado
2011
Relacionamento
Passivo Circulante
Dividendos e juros sobre o capital próprio
Juros sobre capital próprio
Acionistas
Dividendos
Acionistas
Relacionamento
Venda de Produtos
Lupo S.A.
Aluguéis a receber
Lupo S.A.
Juros s/ capital próprio
Lupo S.A.
Lucros e dividendos a receber
Lupo S.A.
Lupo Adm. Part. Ltda.
2010
Receitas
Saldos (despesas)
8.511
2.906
11.417
Nota
-
Saldos
Saldos
Receitas
(despesas)
6.500
1.076
7.576
-
Controladora
Receitas
(despesas)
Saldos
Receitas
(despesas)
Controlada
6
17.800
46.549
3.179
66.047
Controlada
6
1.225
19.025
46.549
6
3.185
36
66.083
Controlada
6.550
-
6.500
-
Controlada
Controlada
5.405
884
12.839
31.864
46.549
6.519
146
13.165
16.350
66.083
Total do ativo
43
Comercial Lupo S.A.
Notas explicativas às demonstrações financeiras
(Em milhares de reais)
Controladora
2011
Relacionamento
Passivo Circulante
Compra de produtos
Lupo S.A.
Compra de insumos
Lupo S.A.
Nota
Controlada
Controlada
13
Compra de terras
Lupo Adm. Part. Ltda
Adiantamentos
Lupo S.A.
Controlada
13
Dividendos e juros sobre o capital
próprio
Juros sobre capital próprio
Dividendos
Acionistas
Acionistas
Total do passivo
2010
Receitas
(despesas)
Saldos
Receitas
(despesas)
2.900
(2.689)
579
(2.307)
211
3.111
(1.117)
(3.806)
384
(384)
236
815
-
(2.813)
(5.120)
-
1.260
1.644
( 384)
60
60
-
6.550
1.454
8.004
12.759
(4.190)
6.500
148
6.648
7.523
(5.120)
Saldos
Lupo S.A.
O saldo a pagar e a receber com a Lupo S.A.. referem-se respectivamente, a compra de produtos
para revenda nas lojas de propriedade da Companhia, como meias, cuecas, “lingeries”, entre
outros, e a compra de matéria prima, produtos como, cuecas e calcinhas e recebimento dos juros
sobre capital próprio e dividendos.
Lupo Administração e Participações Ltda.
O saldo com a Lupo Administração e Participações Ltda. refere-se ao recebimento de lucros do
exercício.
44
Comercial Lupo S.A.
Notas explicativas às demonstrações financeiras
(Em milhares de reais)
Remuneração da Diretoria
Os diretores são as pessoas chaves que têm autoridade e responsabilidade por planejamento,
direção e controle das atividades da Companhia. No exercício findo em 31 de dezembro de
2011 e 31 de dezembro de 2010, foram pagos aos administradores benefícios de curto prazo
(ordenados, salários, participação nos lucros, assistência médica, entre outros), contabilizados
na rubrica “Despesas com Dirigentes”.
Os montantes referentes à remuneração do pessoal chave da administração estão apresentados
abaixo:
Remuneração da diretoria
2011
2010
3.954
2.863
A Companhia não possui outros tipos de remuneração, tais como, benefícios pós-emprego, outros
benefícios de longo prazo ou benefícios de rescisão de contrato de trabalho.
17
Provisão para contingências
A Companhia possui ações judiciais e processos administrativos perante vários tribunais e órgãos
governamentais, decorrentes do curso normal das operações, envolvendo questões tributárias e
trabalhistas.
A Administração, com base em informações de seus assessores jurídicos, análise das demandas
judiciais pendentes e, quanto às ações trabalhistas, com base na experiência anterior referente às
quantias reivindicadas, constituiu provisão em montante considerado suficiente para cobrir as
prováveis perdas estimadas com as ações em curso, como se segue:
Tributária
3.000
250
3.250
Saldo em 31 de dezembro de 2010
Provisões efetuadas durante o período
Saldo em 31 de dezembro de 2011
45
Consolidado
Cíveis e
Trabalhistas
117
127
244
Total
3.117
377
3.494
Comercial Lupo S.A.
Notas explicativas às demonstrações financeiras
(Em milhares de reais)
Tributária
-
Saldo em 31 de dezembro de 2010
Provisões efetuadas durante o período
Saldo em 31 de dezembro de 2011
Controladora
Cíveis e
Trabalhistas
127
127
Total
127
127
Provisão tributária
As provisões tributárias referem-se a levantamentos feitos pela Receita Federal do Brasil e que se
encontra “Sub Judice”.
Provisões tributárias, cíveis e trabalhistas
Em 31 de dezembro de 2011, a Companhia mantinha em andamento processos de ordem
tributária, cível e trabalhista, cuja materialização, na avaliação dos consultores jurídicos, é
possível de perda, mas não provável, no valor aproximado de R$ 2.993 (R$ 2.199 em 2010), para
os quais nenhuma provisão foi constituída, tendo em vista que as práticas contábeis adotadas no
Brasil não requerem sua contabilização.
18
Instrumentos financeiros
Gerenciamento de riscos financeiros
Visão Geral
A Companhia apresenta exposição aos seguintes riscos advindos do uso de instrumentos
financeiros:




Risco de crédito;
Risco de liquidez;
Risco de mercado;
Risco operacional.
46
Comercial Lupo S.A.
Notas explicativas às demonstrações financeiras
(Em milhares de reais)
Essa nota apresenta informações sobre a exposição da Companhia a cada um dos riscos
supramencionados, os objetivos da Companhia, políticas e processos para a mensuração e
gerenciamento de risco, e o gerenciamento de capital da Companhia. Divulgações quantitativas
adicionais são incluídas ao longo dessas demonstrações financeiras.
Estrutura do gerenciamento de risco
A Administração tem responsabilidade global pelo estabelecimento e supervisão da estrutura de
gerenciamento de risco da Companhia. A Administração é responsável pelo desenvolvimento e
acompanhamento das políticas de gerenciamento de risco da Companhia. Os gestores de cada
departamento se reportam regularmente a Administração sobre as suas atividades.
As políticas de gerenciamento de risco da Companhia são estabelecidas para identificar e analisar
os riscos enfrentados pela Companhia, para definir limites e controles de riscos apropriados, e
para monitorar riscos e aderência aos limites.
As políticas e sistemas de gerenciamento de riscos são revisados frequentemente para refletir
mudanças nas condições de mercado e nas atividades da Companhia. A Companhia, através de
suas normas e procedimentos de treinamento e gerenciamento, objetiva desenvolver um ambiente
de controle disciplinado e construtivo, no qual todos os empregados entendem os seus papéis e
obrigações.
Risco de crédito
Risco de crédito é o risco de prejuízo financeiro da Companhia caso um cliente ou contraparte em
um instrumento financeiro falhe em cumprir com suas obrigações contratuais, que surgem
principalmente dos recebíveis da Companhia de clientes e em títulos de investimento.
Contas a receber de clientes e outros créditos
A exposição da Companhia ao risco de crédito é influenciada, principalmente, pelas
características individuais de cada cliente. Aproximadamente 3% (2010: 3%) da receita da
Companhia é atribuída a operações de venda com um único cliente, não havendo concentração de
risco de crédito.
47
Comercial Lupo S.A.
Notas explicativas às demonstrações financeiras
(Em milhares de reais)
A Companhia estabeleceu uma política de crédito sob a qual todo o novo cliente tem sua
capacidade de crédito analisada individualmente antes dos termos e das condições padrão de
pagamento e entrega da Companhia serem oferecidos. A análise da Companhia inclui avaliações
externas, quando disponíveis, e em alguns casos referências bancárias. Limites de compras são
estabelecidos para cada cliente, que representam o montante máximo em aberto sem exigir a
aprovação da diretoria; estes limites são revisados anualmente. Clientes que falharem em cumprir
com o limite de crédito estabelecido pela Companhia somente poderá operar em base de
pagamentos antecipados.
Mais de 90 % dos clientes da Companhia têm operado há mais de quatro anos, com raro prejuízo.
No monitoramento do risco de crédito com clientes, os clientes são agrupados de acordo com
suas características de crédito, incluindo pessoa jurídica, atacadistas, varejistas ou consumidores
finais, localização geográfica, perfil de idade, maturidade e existência de dificuldades financeiras
anteriores.
Contas a receber de clientes e outros créditos são relacionadas principalmente aos clientes de
varejo, atacado e franquias da Companhia. Clientes classificados como de "alto risco" são
colocados em uma lista de clientes restritos e monitorados pela diretoria, sendo que suas vendas
futuras são feitas com base em pagamentos antecipados. A Companhia não exige garantias com
relação às contas a receber de clientes e outros créditos.
A Companhia estabelece uma provisão para redução ao valor recuperável que representa sua
estimativa de perdas incorridas com relação às contas a receber de clientes e outros créditos. A
provisão para créditos duvidosos foi constituída em montante julgado suficientes para cobrir
prováveis perdas na realização e o critério definido pela administração é, substancialmente,
provisionar todo o saldo de contas a receber vencido há mais de 90 dias.
Contas a receber – vencidos
De 0 a 30 dias
De 31 a 60 dias
De 61 a 90 dias
Acima de 90 dias
48
2011
2010
1.786
450
161
1.288
3.685
2.784
481
213
1.277
4.755
Comercial Lupo S.A.
Notas explicativas às demonstrações financeiras
(Em milhares de reais)
Risco de liquidez
Risco de liquidez é o risco em que a Companhia irá encontrar dificuldades em cumprir com as
obrigações associadas com seus passivos financeiros que são liquidados com pagamentos à vista
ou com outro ativo financeiro. A abordagem da Companhia na administração de liquidez é de
garantir, o máximo possível, que sempre tenha liquidez suficiente para cumprir com suas
obrigações ao vencerem, sob condições normais e de estresse, sem causar perdas inaceitáveis ou
com risco de prejudicar a reputação da Companhia.
A Administração julga que a Companhia não tem risco de liquidez, considerando a sua
capacidade de geração de caixa no conceito de (Ebitda) Earning before income taxes,
depreciation and amortization e sua estrutura de capital com baixa participação de capital de
terceiros.
Adicionalmente, são analisados periodicamente mecanismos e ferramentas que permitam captar
recursos de forma a reverter posições que poderiam prejudicar nossa liquidez.
Além disso, a Companhia mantém linha de crédito de R$119 milhões que podem ser sacados em
parcelas para atender a necessidades de financiamentos de curto prazo. Esta linha de crédito
possui vencimento de 365 dias, que é renovado automaticamente de acordo com a opção da
Companhia. Os juros seriam pagos de acordo com o CDI mais 3% a.a. pontos base (2010: CDI
mais 3% a.a. pontos base).
A seguir, estão as maturidades contratuais de ativos e passivos financeiros, incluindo pagamentos
de juros estimados e excluindo o impacto de acordos de negociação de moedas pela posição
líquida.
Consolidado - 2011
Ativos financeiros não Derivativos
Caixa e equivalentes de caixa
Contas a receber de clientes e outros créditos
Passivos financeiros não Derivativos
Empréstimos e financiamentos
Fornecedores e outras contas a pagar
Valor
Contábil
6 meses
ou menos
7 - 12
meses
1-2
anos
3-5
Anos
25.342
137.251
25.342
125.019
7.296
4.536
400
18.462
17.695
96
12.759
12.032
-
3.555
4.936
2.779
-
49
Comercial Lupo S.A.
Notas explicativas às demonstrações financeiras
(Em milhares de reais)
Valor
Contábil
Ativos financeiros não Derivativos
Caixa e equivalentes de caixa
Contas a receber de clientes e outros créditos
Passivos financeiros não Derivativos
Empréstimos e financiamentos
Fornecedores e outras contas a pagar
Consolidado - 2010
6 meses
7 - 12
ou menos
meses
1-2
anos
3-5
Anos
14.509
115.836
14.509
111.241
4.595
-
-
17.982
15.506
4.385
15.434
5.836
-
1.516
72
6.245
-
Valor
6 meses
7 - 12
1-2
3-5
Contábil
ou menos
meses
anos
Anos
Controladora - 2011
Ativos financeiros não Derivativos
Caixa e equivalentes de caixa
Contas a receber de clientes e outros créditos
Passivos financeiros não Derivativos
Fornecedores e outras contas a pagar
1.117
1.117
-
-
-
19.880
19.880
-
-
-
5.174
5.174
-
-
-
Valor
6 meses
7 - 12
1-2
3-5
Contábil
ou menos
meses
anos
Anos
Controladora - 2010
Ativos financeiros não Derivativos
Caixa e equivalentes de caixa
Contas a receber de clientes e outros créditos
Passivos financeiros não Derivativos
Fornecedores e outras contas a pagar
1.384
1.384
-
-
-
3.898
3.898
-
-
-
1.838
1.838
-
-
-
Não é esperado que fluxos de caixa, incluídos nas análises de maturidade da Companhia, possam
ser realizados antecipadamente.
50
Comercial Lupo S.A.
Notas explicativas às demonstrações financeiras
(Em milhares de reais)
Risco de mercado
Risco de mercado é o risco que alterações nos preços de mercado, tais como as taxas de câmbio e
taxas de juros, têm nos ganhos da Companhia ou no valor de suas participações em instrumentos
financeiros. O objetivo do gerenciamento de risco de mercado é gerenciar e controlar as
exposições a riscos de mercados, dentro de parâmetros aceitáveis, e ao mesmo tempo aperfeiçoar
o retorno.
Os resultados da Companhia estão suscetíveis de sofrer variações, em função dos efeitos da
volatilidade da taxa de câmbio sobre as transações atreladas às moedas estrangeiras,
principalmente o Dólar norte-americano e o Euro que encerraram o exercício findo em 31 de
dezembro de 2011 com valorização em relação ao Real de 12,58% (Dólar), 9,21% (Euro) e com
desvalorização de 4,31% (Dólar), 11,14% (Euro), respectivamente, em relação a 31 de dezembro
de 2010.
A Companhia mantém constante mapeamento de riscos, ameaças e oportunidades, com base na
projeção dos cenários e seus impactos nos seus resultados. Adicionalmente também são
analisados quaisquer outros fatores de risco e a possibilidade da realização de operações para
proteção contra os mesmos.
Risco cambial
Esse risco está atrelado à possibilidade de alteração nas taxas de câmbio, afetando a despesa
financeira (ou receita) e o saldo passivo (ou ativo) de contratos que tenham como indexador uma
moeda estrangeira. A Companhia possui instrumentos financeiros atrelados ao dólar norteamericano e ao euro. Os instrumentos expostos à variação cambial são representados por
duplicatas a receber, financiamentos de importação e exportação e fornecedores.
A exposição cambial total da Companhia é de US$ 2.698 mil e € 102 mil (US$1.698 mil e € 110
mil em 2010) e está dentro do limite estabelecido pela política interna de gestão de risco.
Análise de sensibilidade – Cambial
Com base nos saldos dos instrumentos de proteção e dos objetos protegidos em 31 de dezembro
de 2011, foram substituídas as taxas de câmbio e outros indexadores quando aplicável e
calculadas as variações entre o novo saldo em Reais e o saldo em Reais em 31 de dezembro de
2010 em cada um dos cenários.
51
Comercial Lupo S.A.
Notas explicativas às demonstrações financeiras
(Em milhares de reais)
A tabela abaixo demonstra os eventuais impactos no resultado na hipótese dos respectivos
cenários apresentados:
Cenários
Ativos e Passivos financeiros
Contas a receber
Fornecedores
Nota
6
13
Consolidado
Provável
Alta
25,00%
50,00%
4.111
1.198
1.027
300
Baixa
25,00%
50,00%
2.055
600
(1.027)
(300)
(2.055)
(600)
Risco taxa juros
O valor contábil dos ativos financeiros que representam a exposição máxima ao risco de taxas de
juros na data das demonstrações financeiras foi:
Consolidado
Nota
Caixa e equivalentes de caixa
Empréstimos e financiamentos
5
14
Posição líquida
2011
2010
25.342
(18.462)
14.509
(17.982)
6.880
( 3.473)
1.117
1.384
1.117
1.384
Controladora
Caixa e equivalentes de caixa
5
Posição líquida
As operações da Companhia são indexadas a taxas pré e pós fixadas, sendo as taxas pós fixadas,
por TJLP e CDI, sendo assim, a administração de uma maneira geral entende que qualquer
oscilição nas taxas de juros, não representaria nenhum impacto significativo nos resultados da
Companhia.
52
Comercial Lupo S.A.
Notas explicativas às demonstrações financeiras
(Em milhares de reais)
Risco operacional
Risco operacional é o risco de prejuízos diretos ou indiretos decorrentes de uma variedade de
causas associadas a processos, pessoal, tecnologia e infraestrutura da Companhia e de fatores
externos, exceto riscos de crédito, mercado e liquidez, como aqueles decorrentes de exigências
legais e regulatórias e de padrões geralmente aceitos de comportamento Empresarial. Riscos
operacionais surgem de todas as operações da Companhia.
O objetivo da Companhia é administrar o risco operacional para evitar a ocorrência de prejuízos
financeiros e danos à reputação da Companhia e buscar eficácia de custos e para evitar
procedimentos de controle que restrinjam iniciativa e criatividade.
Gestão de capital
A política da Companhia é manter uma sólida base de capital para manter a confiança do
investidor, credor e mercado e manter o desenvolvimento futuro do negócio. A Diretoria
monitora os retornos sobre capital, que a Companhia define como resultados de atividades
operacionais divididos pelo capital empregado médio (EVA) Economic Value Added. A Diretoria
também monitora o nível de dividendos para os acionistas.
A Companhia procura manter um equilíbrio entre os mais altos retornos possíveis com níveis
mais adequados de empréstimos e as vantagens e a segurança proporcionada por uma posição de
capital saudável. O objetivo da Companhia é atingir um retorno sobre capital entre 25% e 27%;
em 2011, o retorno foi de 25% (2010: 25%). Em comparação, a média ponderada de despesas de
juros sobre empréstimos (custo do capital de terceiros e o custo do capital próprio) foi de 14,7%
(2010: 13,7%).
A dívida da Companhia para relação ajustada do capital ao final do exercício é apresentada a
seguir:
Consolidado
Total do passivo
Menos: Caixa e equivalentes de caixa
Dívida líquida (A)
Total do patrimônio líquido (B)
Relação divida líquida sobre capital ajustado em 31 de dezembro (A/B)
53
2011
105.001
( 25.342)
79.659
344.396
23,3%
2010
91.686
( 14.509)
77.177
295.182
26,2%
Comercial Lupo S.A.
Notas explicativas às demonstrações financeiras
(Em milhares de reais)
Controladora
2011
22.337
( 1.117)
21.220
284.135
7.5%
Total do passivo
Menos: Caixa e equivalentes de caixa
Dívida líquida (A)
Total do patrimônio líquido (B)
Relação divida líquida sobre capital ajustado em 31 de dezembro (A/B)
2010
17.007
( 1.384)
15.623
280.629
5,6%
Não houve alterações na abordagem da Companhia à administração de capital durante o ano.
Demonstração dos instrumentos financeiros em suas respectivas classificações por categorias
Os valores contábeis dos ativos financeiros representam a exposição máxima do crédito. A
exposição máxima do risco do crédito na data das demonstrações financeiras foi:
Nota
Ativos
Caixa e equivalentes de caixa
Contas a receber de clientes e outros créditos
Passivos
Fornecedores e outras contas a pagar
Empréstimos e financiamentos
Total
Consolidado
2011
Valor justo através
Empréstimos e
do resultado
Recebíveis
(Negociação)
Passivos pelo
custo amortizado
5
6
16.049
-
9.293
137.251
-
13
14
16.049
146.544
(17.695)
(18.462)
(36.157)
54
Comercial Lupo S.A.
Notas explicativas às demonstrações financeiras
(Em milhares de reais)
Nota
Ativos
Caixa e equivalentes de caixa
Contas a receber de clientes e outros créditos
Passivos
Fornecedores e outras contas a pagar
Total
774
-
343
19.880
-
13
774
20.223
(5.174)
(5.174)
Consolidado
2010
Valor justo através
Empréstimos e
do resultado
Recebíveis
(Negociação)
Passivos pelo
custo amortizado
5
6
9.248
-
5.261
115.836
-
13
14
9.248
121.097
(15.506)
(17.982)
(33.488)
Nota
Ativos
Caixa e equivalentes de caixa
Contas a receber de clientes e outros créditos
Passivos
Fornecedores e outras contas a pagar
Empréstimos e financiamentos
Total
Passivos pelo
custo amortizado
5
6
Nota
Ativos
Caixa e equivalentes de caixa
Contas a receber de clientes e outros créditos
Passivos
Fornecedores e outras contas a pagar
Empréstimos e financiamentos
Total
Controladora
2011
Valor justo através
Empréstimos e
do resultado
Recebíveis
(Negociação)
Controladora
2010
Valor justo através
Empréstimos e
do resultado
Recebíveis
(Negociação)
Passivos pelo
custo amortizado
5
6
211
-
1.173
3.898
-
13
14
211
5.071
(1.838)
(1.838)
55
Comercial Lupo S.A.
Notas explicativas às demonstrações financeiras
(Em milhares de reais)
Determinação do valor justo de instrumentos financeiros
O valor justo estimado para os instrumentos financeiros contratados pela Companhia foi
determinado por meio de informações disponíveis no mercado de metodologias adequadas de
avaliações. Entretanto, considerável julgamento foi requerido na interpretação dos dados de
mercado para produzir a estimativa do valor justo de cada operação. Como consequência as
estimativas a seguir não indicam, necessariamente, os montantes que efetivamente serão
realizados quando da liquidação financeira das operações.
Consolidado
2011
2010
Valor
Valor
Valor
Contábil
Justo
Contábil
Justo
25.342
25.342
14.509
14.509
Contas a receber de clientes e outros créditos
137.251
137.251
115.836
115.836
Empréstimos e financiamentos
(18.462)
(18.462)
(17.982)
(17.382)
Fornecedores e outras contas a pagar
(17.695)
(17.695)
(15.506)
(15.506)
Caixa e equivalentes a caixa
Valor
Controladora
2011
2010
Valor
Valor
Valor
Valor
Contábil
Justo
Contábil
Justo
Caixa e equivalentes a caixa
1.117
1.117
1.384
1.384
Contas a receber de clientes
20.236
20.236
3.866
3.866
Fornecedores e outras contas a pagar
(5.174)
(5.174)
(1.838)
(1.838)
Instrumentos financeiros derivativos
A Companhia não operou com instrumentos financeiros derivativos ao longo do exercício.
Hierarquia de valor justo
Para os valores justos reconhecidos no balanço, o CPC 40 – Instrumentos Financeiros
Evidenciação requer a divulgação para cada classe de instrumentos financeiros e derivativos, a
qual classe de apuração do valor justo foi utilizada, seguindo as definições abaixo:
56
Comercial Lupo S.A.
Notas explicativas às demonstrações financeiras
(Em milhares de reais)
• Nível 1: preços cotados (não ajustados) em mercados ativos para ativos e passivos e idênticos
• Nível 2: inputs, exceto preços cotados, incluídas no Nível 1 que são observáveis para o ativo ou
passivo, diretamente (preços) ou indiretamente (derivado de preços)
• Nível 3: premissas, para o ativo ou passivo, que não são baseadas em dados observáveis de
mercado (inputs não observáveis).
Para tanto, a Lupo S.A. definiu os respectivos níveis da seguinte forma:
Nível 2 – são classificados nesse nível, caixa e bancos, registrados pelo valor depositado nas
instituições financeiras, caixa e equivalente de caixa, representado por aplicações financeiras
CDB – DI, negociados com seus respectivos bancos e mensurados pela cotação de mercado,
divulgados pelas respectivas bolsas de valores (BM&F Bovespa e CETIP).
Consolidado
Ativos
Caixa e equivalentes de caixa
Controladora
Ativos
Caixa e equivalentes de caixa
19
Valor contábil em 2011
Nível 1
Nível 2
Nível 3
16.049
Valor contábil em 2011
Nível 1
16.049
Nível 2
Nível 3
774
-
774
-
Patrimônio líquido - controladora

Capital social
O capital social, totalmente integralizado, é de R$ 119.323 (R$ 123.000 em 2010), divididos
em 59.000.191 ações ordinárias nominativas (idêntico em 2010), sem valor nominal.

Reserva de lucros

Reserva legal
É constituído à razão de 5% do lucro líquido apurado em cada exercício social nos
termos do art. 193 da Lei nº 6.404/76, até o limite de 20% do capital social.

Reserva de investimento em controlada e própria
57
Comercial Lupo S.A.
Notas explicativas às demonstrações financeiras
(Em milhares de reais)
É destinada à aplicação em investimentos futuros, que visa financiar parte do orçamento de
capital, preparado pela diretoria, compreendendo aquisição de equipamentos e máquinas,
desenvolvimento do parque industrial e capital de giro, seu valor foi proposto pela
Administração para posterior aprovação dos acionistas em Assembléia a ser realizada em
2012.

Destinação do lucro líquido
O estatuto social da Companhia determina a distribuição de um dividendo mínimo
obrigatório de 12% do resultado do exercício, ajustado na forma da lei. Os dividendos a
pagar foram destacados do patrimônio líquido no encerramento do exercício e registrados
como obrigação no passivo.
Os dividendos foram calculados conforme segue:
2011
Lucro líquido do exercício
Reserva legal (5%)
Realização líquida do custo atribuído
Redução de participação em controladas
Base de cálculo
Juros sobre capital próprio
Dividendos propostos
Dividendo adicional proposto
Reserva para investimento
59.579
(2.979)
4.615
11.700
72.915
(8.583)
(1.454)
(10.581)
(52.297)
(*) De acordo com a faculdade prevista na Lei nº 9.249/95, a Companhia calculou juros sobre
o capital próprio com base na Taxa de Juros de Longo Prazo (TJLP) vigente no exercício, no
montante de R$ 8.583 (R$ 7.535 em 2010), os quais foram contabilizados em despesas
financeiras, conforme requerido pela legislação fiscal. Para efeito dessas demonstrações
financeiras, esses juros foram eliminados das despesas financeiras do exercício e estão sendo
apresentados na conta de lucros acumulados em contrapartida do passivo circulante.
58
Comercial Lupo S.A.
Notas explicativas às demonstrações financeiras
(Em milhares de reais)
O Imposto de Renda e a Contribuição Social do exercício foram reduzidos em R$ 2.900
(R$ 2.500 em 2010), aproximadamente, em decorrência da dedução desses impostos pelos
juros sobre o capital próprio creditados aos acionistas.
As destinações propostas serão objeto de aprovação pelos acionistas em assembléia a ser
realizada em 2012.

Ajuste de avaliação patrimonial
Na medida em que os bens, objeto da atribuição de novo valor, são depreciados ou
baixados contra o resultado, os respectivos valores são transferidos da conta de Ajuste de
Avaliação Patrimonial para Lucros acumulados.
20
Receita operacional
Consolidado
Nota
Receita bruta fiscal
Menos:
Ajustes a valor presente das contas a receber
Impostos sobre vendas
Devoluções e abatimentos
Total de receita contábil
6
59
Controladora
2011
2010
2011
2010
660.313
605.781
72.169
72.144
(965)
(113.411)
( 24.123)
521.814
(927)
(114.272)
( 21.189)
469.393
(15.379)
( 17)
56.773
(15.121)
( 48)
56.975
Comercial Lupo S.A.
Notas explicativas às demonstrações financeiras
(Em milhares de reais)
21
Despesas com vendas - consolidado
2011
29.791
19.386
17.728
13.414
9.388
6.301
334
548
96.890
Comissões sobre as vendas
Propaganda e publicidade
Despesas gerais
Despesas com pessoal
Direitos autorais
Materiais de consumo
Depreciação e amortização
Outros
22
2010
26.661
17.165
14.982
11.838
10.172
5.715
243
483
87.259
Despesas administrativas e gerais
Consolidado
2011
2010
Despesas gerais
Despesas com pessoal
Despesas com dirigentes e outros
Materiais de consumo
Depreciação e amortização
11.682
11.641
4.767
985
820
29.895
60
11.262
10.175
3.122
1.292
801
26.652
Controladora
2011
2010
1.238
1.622
72
105
418
3.455
1.227
1.162
43
178
430
3.040
Comercial Lupo S.A.
Notas explicativas às demonstrações financeiras
(Em milhares de reais)
23
Receitas e despesas financeiras
Consolidado
2011
2010
Receita financeira:
Juros sobre contas a receber
Descontos obtidos
Juros sobre depósitos bancários
Ganho de variação cambial
Realização dos ajustes a valor presente das contas a receber
1.058
424
1.235
3.946
927
7.590
Despesa financeira:
Despesa de juros sobre passivos financeiros mensurados
pelo custo amortizado
Perda de variação cambial
Despesas bancárias
Descontos concedidos
Financeiras líquidas
24
Controladora
2011
2010
701
212
2.385
1.558
926
5.782
148
66
214
13
30
43
(1.785) (1.523)
(4.346) (1.505)
(2)
-
-
(1.056)
(990)
( 468) ( 134)
(7.655) (4.152)
( 65) 1.630
(10)
( 5)
( 17)
197
(17)
( 1)
( 18)
25
Cobertura de seguros
A Companhia adota a política de contratar cobertura de seguros para os bens sujeitos a riscos por
montantes considerados suficientes para cobrir eventuais sinistros, considerando a natureza de
sua atividade. As premissas de riscos adotadas, dada a sua natureza, não fazem parte do escopo
de uma auditoria de demonstrações financeiras, consequentemente não foram examinadas pelos
nossos auditores independentes. Em 31 de dezembro de 2011, a cobertura de seguros contra
riscos operacionais e danos materiais era composta por R$ 29.360 e R$ 1.000 para
responsabilidade civil.
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61
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Demonstrações financeiras em 31 de dezembro de 2011 e