SOCIEDADE DE EDUCAÇÃO DO VALE DO IPOJUCA FACULDADE DO VALE DO IPOJUCA – FAVIP COORDENAÇÃO DO CURSO DE ADMINISTRAÇÃO CURSO DE GRADUAÇÃO EM ADMINISTRAÇÃO BRUNO RAFAEL COSTA PACHECO COMUNICAÇÃO EMPRESARIAL INTERNA E SUA IMPORTÂNCIA PARA AS ORGANIZAÇÕES: UM ESTUDO DE CASO NAS CASAS ALMY CARUARU 2011 Diretor Superintendente Luiz de França Leite Diretor Superintendente Vicente Jorge Espíndola Rodrigues Diretora Executiva Mauricélia Bezerra Vidal Diretora Acadêmica Mauricélia Bezerra Vidal Coordenador do Curso de Administração Júlio César de Santana Gonçalves BRUNO RAFAEL COSTA PACHECO COMUNICAÇÃO EMPRESARIAL INTERNA E SUA IMPORTÂNCIA PARA AS ORGANIZAÇÕES: UM ESTUDO DE CASO NAS CASAS ALMY Trabalho de Conclusão de Curso apresentado à Coordenação do Curso de Administração da Faculdade do Vale do Ipojuca, como requisito parcial para obtenção do Título de Bacharel em Administração. Orientadora: Profª. Drª. Carolina Dantas. CARUARU 2011 Catalogação na fonte Biblioteca da Faculdade do Vale do Ipojuca, Caruaru/PE P116c Pacheco, Bruno Rafael Costa. Comunicação empresarial interna e sua importância para as organizações: um estudo de caso nas Casas Almy / Bruno Rafael Costa Pacheco. -- Caruaru : FAVIP, 2011. 46 f.: il. Orientador(a) : Carolina Dantas. Trabalho de Conclusão de Curso (Administração de Empresas) -Faculdade do Vale do Ipojuca. 1. Comunicação empresarial interna. 2. Qualidade dos processos. 3. Otimização dos resultados. I. Título. CDU 658[12.1] Ficha catalográfica elaborada pelo bibliotecário: Jadinilson Afonso CRB-4/1367 BRUNO RAFAEL COSTA PACHECO COMUNICAÇÃO EMPRESARIAL INTERNA E SUA IMPORTÂNCIA PARA AS ORGANIZAÇÕES: UM ESTUDO DE CASO NAS CASAS ALMY Trabalho de Conclusão de Curso apresentado à Coordenação de do Curso de Administração da Faculdade do Vale do Ipojuca, como requisito parcial para obtenção do Título de Bacharel em Administração. Orientadora: Profª. Drª. Carolina Dantas. Aprovada em: / / ________________________________ Profª. Drª. Carolina Dantas Orientadora ________________________________ Profº. Msc. Júlio César de S. Gonçalves Avaliador ________________________________ Profº. Msc. Henrique de Queiroz Chaves Avaliador CARUARU 2011 Dedico este trabalho a todas as pessoas da minha família, especialmente representadas nas pessoas de meus pais, Manoel e Neuma. AGRADECIMENTOS Agradeço primeiramente a Deus, porque sem Ele nada seria possível, muito menos a conclusão deste Curso. Aos meus pais, Manoel e Neuma, que tanto me apoiaram na realização de mais essa conquista. À minha namorada, Huanna, por todo o carinho e apoio. Ao Coordenador do Curso, Profº. Júlio Gonçalves, ao Profº. Henrique Chaves e à Profª. Orientadora Drª. Carolina Dantas, pelas suas valiosas orientações, que tanto contribuíram para a correta elaboração do presente trabalho. Por fim, mas não menos importante, a todos que contribuíram, direta ou indiretamente, para a construção do presente Trabalho de Conclusão de Curso. “A maior recompensa do nosso trabalho não é o que nos pagam por ele, mas em que ele nos transforma”. John Ruskin RESUMO O presente estudo objetiva traçar considerações relevantes acerca do tema da comunicação empresarial interna e de sua importância para as organizações, através do estudo de caso da empresa Casas Almy, situada em São Bento do Una/Pernambuco, destacando os benefícios e as contribuições positivas que uma boa comunicação empresarial interna pode trazer para a melhoria da qualidade dos processos e dos resultados das organizações que da mesma se valem, em um mercado tão competitivo como o mercado atual. Nesse contexto, tem-se que neste TCC são abordados conceitos relevantes pertinentes ao tema da comunicação empresarial interna, como sua definição, seus aspectos mais relevantes, sua relação com a cultura organizacional de uma instituição, bem como também sua ligação com a motivação, a produtividade e a qualidade de vida dos trabalhadores de uma organização. Assim sendo, e tendo em vista que o presente estudo se constitui de uma pesquisa descritiva e exploratória, realizada através de pesquisa de campo, pesquisa bibliográfica e estudo de caso, com abordagem qualitativa dos dados, aqui foi possível constatar, através do estudo de caso das Casas Almy, a importância e as contribuições da comunicação empresarial interna para a melhoria de processos e de resultados das organizações que na mesma corretamente investem, como é o caso das Casas Almy, que está se utilizando atualmente da comunicação empresarial interna como uma importante ferramenta estratégica para conseguir se destacar no ramo de materiais de construção. PALAVRAS-CHAVE: Comunicação Empresarial Interna. Qualidade dos Processos. Otimização dos Resultados. ABSTRACT This study aims to draw relevant considerations on the subject of internal corporate communication and its importance for organizations, through the case study of the company Casas Almy, located in São Bento do Una/Pernambuco, highlighting the benefits and the positive contributions that a good internal business communications can bring to improving the quality of processes and results of the same organizations that rely on a market as competitive as the current market. In this context, it is had that in this TCC are relevant concepts important to the issue of internal corporate communication, as its definition, its most relevant aspects, its relation to the organizational culture of an institution and also its connection with the motivation, productivity and quality of life of workers in an organization. Therefore, and considering that the present study is a descriptive and exploratory, done through field research, literature review and case study approach with qualitative data, was possible here to evidence, through the case study of the Casas Almy, the importance and contributions of corporate communications for internal process improvement and results of organizations that invest in it properly, such as the Casas Almy, who is currently using of the internal corporate communication as an important strategical tool for obtaining if detaching in the branch of construction materials. KEYWORDS: Internal Corporate Communication. Quality Processes. Results of Optimization. SUMÁRIO 1. INTRODUÇÃO 10 1.1. Problema de Pesquisa 11 1.2. Objetivos 11 1.2.1. Objetivo Geral 11 1.2.2. Objetivos Específicos 12 1.3. Justificativa 12 1.4. Descrição da Estrutura do Trabalho 13 2. REVISÃO DE LITERATURA 14 2.1. Definição de Comunicação Empresarial Interna 14 2.2. Aspectos Mais Relevantes da Comunicação Empresarial Interna 17 2.3. Comunicação Empresarial Interna e Cultura Organizacional 20 2.4. Comunicação Interna e sua Relação com Qualidade de Vida no Trabalho, Produtividade e Motivação 23 3. METODOLOGIA 32 3.1. Pesquisa quanto aos Fins 32 3.2. Pesquisa quanto aos Meios 32 3.3. Pesquisa quanto à Forma de Abordagem 33 3.4. Coleta e Análise dos Dados 34 4. APRESENTAÇÃO E ANÁLISE DOS RESULTADOS 35 5. CONSIDERAÇÕES FINAIS 43 REFERÊNCIAS 45 APÊNDICE – ROTEIRO DE ENTREVISTA 10 1. INTRODUÇÃO O presente Trabalho de Conclusão de Curso objetiva traçar considerações relevantes acerca do tema “comunicação empresarial interna e sua importância para as organizações”, destacando os benefícios e as contribuições positivas que uma boa comunicação empresarial interna pode trazer para a melhoria da qualidade dos processos e dos resultados das organizações que da mesma se valem, em um mercado tão competitivo como o mercado atual, no qual as empresas precisam se destacar para poderem ocupar e manter seu espaço, tudo isso através do estudo de caso específico das Casas Almy, situada em São Bento do Una/Pernambuco. Nesse contexto, pode-se desde já afirmar que uma boa comunicação empresarial interna é capaz de motivar os colaboradores de uma organização e também melhorar sua qualidade de vida no trabalho, o que conseqüentemente fará com que esses colaboradores elevem a produtividade, tendo em vista que um colaborador motivado e satisfeito é capaz de aumentar seu rendimento e melhorar os resultados obtidos pela empresa no mercado, posto que tudo o que é feito de bom e positivo dentro da organização se refletirá no cliente externo e, por conseguinte, no mercado. Eis, aqui, portanto, porque atualmente se fala tanto em valorização dos recursos humanos dentro das empresas. Sendo assim, neste TCC são abordados conceitos relevantes pertinentes ao tema da comunicação empresarial interna, como sua definição, seus aspectos mais relevantes, sua relação com a cultura organizacional de uma instituição, bem como também sua ligação com a motivação, a produtividade e a qualidade de vida dos trabalhadores de uma organização. Tudo isso visando deixar evidente que a comunicação empresarial interna atualmente se constitui em uma ferramenta estratégica para o desenvolvimento das organizações. Em assim sendo, pode-se aqui afirmar que uma boa comunicação empresarial interna é um fator essencial para a melhoria de processos nas organizações e para a otimização de suas atividades, influenciando positivamente no alcance dos objetivos estratégicos e até mesmo sendo fator decisivo para a sobrevivência dessas organizações. Assim, cumpre ressaltar que a pesquisa em apreço visa deixar evidente que a comunicação empresarial interna de qualidade (comunicação esta que deve ser transparente, ágil, democrática e participativa) é um fator indispensável 11 principalmente para a melhoria de processos das organizações, refletindo, assim, os valores das organizações diante de um mercado cada vez mais competitivo, tornando-se, dessa forma, importante realizar uma pesquisa na bibliografia contemporânea acerca do tema da comunicação empresarial interna e sua relevância e contribuição para as organizações na atualidade, visando destacar seus benefícios e suas contribuições positivas, bem como também realizar um estudo de caso para comprovar a importância e contribuição da comunicação interna na prática. 1.1. Problema de Pesquisa Nesse contexto, e diante de tudo o que até agora foi exposto, tem-se como problema norteador da pesquisa ora em apreço o seguinte questionamento: até que ponto a comunicação empresarial interna contribui para a melhoria da qualidade dos processos e dos resultados das organizações na atualidade? 1.2. Objetivos 1.2.1. Objetivo Geral Descrever a importância da comunicação empresarial interna para a melhoria de processos nas organizações, através do estudo de caso das Casas Almy, situada em São Bento do Una/PE. 12 1.2.2. Objetivos Específicos a) Caracterizar as ferramentas de comunicação empresarial interna utilizadas pela empresa Casas Almy, de São Bento do Una/PE; b) Avaliar o grau de complementariedade entre as ferramentas de comunicação interna utilizadas pela organização em estudo; c) Verificar a importância da comunicação interna para a integração interdepartamental na referida empresa objeto de estudo. 1.3. Justificativa Tem-se que a escolha do tema ‘comunicação empresarial interna’ para pesquisa se justifica justamente em virtude da relevância que o assunto vem adquirindo durante os anos, especialmente em relação à importância da comunicação interna nas organizações brasileiras para a melhoria de processos das instituições atuais, sendo cada vez mais a comunicação interna reconhecida como uma crescente necessidade, principalmente em virtude de seus benefícios. Nesse sentido, é possível afirmar, especialmente em virtude dos benefícios que a mesma pode trazer para as organizações, que a comunicação empresarial interna pode ser atualmente considerada uma ferramenta estratégica essencial ao bom funcionamento de uma organização, correspondendo a uma necessidade básica, justamente porque a mesma colabora para um melhor desempenho do elemento humano das organizações atuais, e, por conseqüência, para uma maior dinamização e melhoria de processos e resultados. Por fim, é importante esclarecer que a temática se constitui em uma questão de gestão de pessoas, estando tanto a comunicação interna quanto a gestão de pessoas relacionadas diretamente com a cultura organizacional da instituição, propiciando, assim, a interação da equipe de colaboradores no trabalho, fazendo com que a informação flua em todos os setores e níveis, colaborando para a excelência dos produtos vendidos e dos serviços prestados aos clientes. 13 1.4. Descrição da Estrutura do Trabalho O presente trabalho está estruturado da seguinte maneira: Introdução: delimita o assunto tratado, traçando os elementos necessários para situar o tema, bem como também delineando as linhas gerais da pesquisa, ao expor o problema de pesquisa, os objetivos geral e específicos, a justificativa e a presente descrição da estrutura do trabalho, fornecendo, assim, uma visão preliminar da pesquisa. Revisão de Literatura: realiza a revisão de literatura acerca do tema, utilizando aqui todo o material necessário para melhor fundamentar teoricamente a presente pesquisa, destacando o que é realmente relevante saber sobre o tema objeto da pesquisa. Metodologia: traça o percurso metodológico trilhado pela presente pesquisa para que a mesma consiga atingir os objetivos propostos, classificando a pesquisa quanto ao método, quanto aos objetivos, quanto ao procedimento técnico e quanto à forma de abordagem, bem como também expondo a forma de coleta, análise e exposição dos dados. Apresentação e Análise dos Resultados: expõe e analisa os resultados aos quais se foi possível chegar com a realização do estudo de caso desenvolvido pela pesquisa. Considerações Finais: expõem as conclusões às quais se foi possível chegar através da realização da pesquisa, bem como também expõem recomendações relevantes relacionadas ao tema de pesquisa. Referências: enumera, por ordem alfabética, as referências bibliográficas utilizadas para compor a revisão de literatura do presente trabalho. 14 2. REVISÃO DE LITERATURA 2.1. Definição de Comunicação Empresarial Interna Inicialmente, cumpre definir o que deve ser compreendido como comunicação empresarial. Nesse sentido, Pimenta (2004, p. 99) conceitua a comunicação empresarial: Como o somatório de todas as atividades de comunicação da empresa. É uma atividade multidisciplinar que envolve métodos e técnicas de relações públicas, jornalismo, assessoria de imprensa, lobby, propaganda, promoções, pesquisa, endomarketing e marketing. Para Cahen (1990), a comunicação empresarial se constitui em uma atividade sistêmica, de caráter estratégico, estando ligada aos mais altos escalões da organização, e tendo por objetivos criar, manter, ou, ainda, mudar para favorável, quando for negativa, a imagem da organização junto a seus públicos prioritários. Isso deixa bastante claro que a comunicação empresarial é um conjunto de métodos e técnicas de comunicação dentro da organização direcionada ao público interno e externo, sendo justamente o somatório de todas as atividades de comunicação da organização, devendo, portanto, ser elaborada de maneira multidisciplinar, com base em métodos e técnicas de relações públicas, propaganda, promoções, jornalismo, lobby, pesquisa e marketing, e dirigida à sociedade, consumidores, empregados e formadores de opinião, devendo ter como referência justamente o planejamento estratégico da organização (TOMASI; MEDEIROS, 2007). Portanto, pode-se constatar que a comunicação empresarial engloba um complexo conjunto de ações, estratégias e processos desenvolvidos no sentido de reforçar a imagem de uma organização perante os seus públicos de interesse (diretores, colaboradores, consumidores etc.) ou perante a opinião pública, sendo de se destacar, portanto, que a comunicação empresarial é justamente um instrumento de gestão que cria e desenvolve uma cultura organizacional positiva, na qual todos 15 os componentes humanos das organizações se sintam envolvidos e, de alguma maneira, participantes (GENELOT, 2001). Por sua vez, pode-se dizer que a comunicação empresarial interna se constitui em uma das maneiras de uma organização se comunicar com seu público prioritário, composto por seus colaboradores, tipo de comunicação esta que visa primordialmente à motivação dos funcionários de uma organização, contribuindo, dessa forma, para o desenvolvimento e a manutenção de um clima organizacional positivo, bastante propício ao cumprimento de metas estratégicas da organização e também ao crescimento continuado de suas atividades, serviços e linhas de produtos (RÊGO, 2002). Nassar e Figueiredo (2005, pp. 73-74) afirmam que a comunicação interna “é a ferramenta que vai permitir que a administração torne comuns as mensagens destinadas a motivar, estimular, considerar, diferenciar, promover, premiar e agrupar os integrantes de uma organização”, destacando que “a gestão e seu conjunto de valores, missão e visão de futuro proporcionam as condições para que a comunicação empresarial atue com eficácia”, restando claro, desde já, portanto, a importância e a contribuição de uma comunicação interna eficaz para as organizações. Isso tudo porque, consoante afirmam Tomasi e Medeiros (2007), os trabalhadores/colaboradores das organizações necessitam conhecer a organização em que trabalham, sua visão, sua missão, suas estratégias, o espírito que a anima, pois sem esse conhecimento torna-se difícil estabelecer metas para serem alcançadas, se tornando igualmente difícil, sem que os colaboradores internos tenham esse nível de consciência, passar para a sociedade a imagem institucional da organização que se almeja ter. Portanto, e de acordo com Baldissera (2000), pode-se compreender que a comunicação empresarial interna é aquela dirigida ao público interno das organizações, especialmente aos funcionários, e cuja principal finalidade é promover a máxima integração entre a organização e seus funcionários. Já segundo Kunsch (2003, p. 154), a comunicação empresarial interna se constitui em um: Setor planejado, com objetivos bem definidos, para viabilizar toda a interação possível entre a organização e seus empregados, usando ferramentas da comunicação institucional e até da mercadológica (para o caso do endomarketing ou marketing interno). 16 Para Oliveira (2005, p. 72), a comunicação empresarial interna se constitui no “conjunto de meios, processos, funções, conteúdos e comportamentos que geram oportunidades para que se estabeleça a convergência entre os valores e objetivos da empresa e os de seus colaboradores [...]”. Tem-se que a comunicação empresarial interna engloba um conjunto de diversas atividades que visam comunicar com clareza, eficiência e eficácia as informações internas para seus públicos prioritários, que no caso são seus colaboradores. Isso deixa claro que o objetivo primordial da comunicação empresarial interna é estabelecer uma conexão de motivação e de transparência entre os funcionários e a organização, através da divulgação de, por exemplo, normas, procedimentos, eventos, notícias, treinamento, metas e quaisquer outros tipos de informações que estejam diretamente relacionadas à rotina de trabalho de seus funcionários dentro da organização, o que deixa evidente que uma comunicação empresarial interna de qualidade é capaz de melhorar o relacionamento entre os colaboradores internos de uma organização, desenvolvendo formas de agir e ser, ou seja, um comportamento positivo nesses colaboradores, o que influenciará na formação da personalidade da organização, agregando, assim, valores a essa organização e impulsionando transformações bastante positivas, uma vez que uma organização que escuta seus colaboradores internos e leva em consideração suas idéias, suas críticas e suas diferenças de percepção, fazendo desse caminho uma trilha para mostrar suporte e aceitação a esses colaboradores, cria um ambiente de trabalho mais sadio e aberto, proporcionando, assim, com que esses colaboradores tenham maior satisfação e produtividade nessa organização, favorecendo, dessa forma, o crescimento e o desenvolvimento da mesma, conseguindo obter melhores resultados e alcançando seus objetivos. Logo, pode-se compreender que a comunicação empresarial interna se constitui em uma verdadeira ferramenta estratégica para compatibilização dos interesses de uma organização e de seus funcionários, isso primordialmente através do estímulo ao diálogo, à troca de informações e de experiências e também à participação dos colaboradores de todos os níveis. Nesse contexto, pode-se concluir que a comunicação empresarial interna é um verdadeiro instrumento para a melhoria de processos e também da gestão administrativa de uma organização. Aqui cumpre esclarecer o que vem a ser público interno, que, de acordo com Azevedo (1998), pode ser considerado como sendo todos aqueles que estão dentro 17 de uma organização. Já Andrade (2003) conceitua público interno como sendo “embaixadores da boa vontade”, na medida em que os clientes de uma organização e a comunidade em geral acreditarão de maneira mais fácil e mais confiável no que diz um empregado/colaborador com relação à organização na qual o mesmo trabalha do que nas reações de quaisquer outras pessoas. Tem-se que este conceito está ligado diretamente ao de cliente interno, que são justamente as pessoas a quem os empregados/colaboradores direcionam seus serviços ou que recebem algum tipo de produto, necessário à realização do trabalho dos colaboradores das organizações, podendo-se citar como exemplos de clientes internos o diretor, o chefe, o gerente ou o colega de trabalho, dentre outros. Por fim, o termo colaborador pode ser definido como sendo comumente usado para designar todos os indivíduos que colaboram com uma organização, através da oferta de trabalho, sendo, portanto, um correspondente ao termo trabalhador ou funcionário/empregado da empresa, podendo, contudo, incluir também, além das pessoas que fazem parte do quadro de trabalhadores fixos da entidade, outros prestadores de serviços que, de maneira individual, prestam serviços de maneira regular e sob as ordens de outros colaboradores de determinada organização, sendo, ainda, importante destacar que o termo colaborador faz com que o empregado se sinta mais valorizado e parte importante da organização, uma vez que o mesmo passa a tomar a consciência de que pode diretamente colaborar com o crescimento e o desenvolvimento da organização (FREITAS, 1991). 2.2. Aspectos Mais Relevantes da Comunicação Empresarial Interna Pode-se verificar que a qualidade da comunicação empresarial interna se constitui em um fator indispensável para o sucesso das organizações nos dias de hoje, isso especialmente em virtude de uma concorrência cada vez mais ágil e agressiva presente no mercado atual, uma vez que diante desse mercado, no qual diversas organizações estão presentes tentando vender os mesmos produtos e oferecendo os mesmos serviços, as organizações que conseguirão melhor atingir seu público-alvo e ocupar o lugar desejado no mercado serão justamente aquelas 18 que conseguirem se destacar, apresentando produtos e serviços de maior qualidade a um custo justo, bem como se utilizando das corretas estratégias de marketing capazes de melhor comunicar as características e os benefícios desses produtos/serviços, o que deixa claro que o sucesso de uma organização depende justamente das suas habilidades de comunicação e também de como esse processo é justamente trabalhado entre os seus colaboradores internos (como, por exemplo, seus funcionários), o que mais uma vez destaca a importância e a contribuição de uma comunicação empresarial interna efetiva e eficaz nesse processo. Portanto, torna-se evidente a relevância de uma boa comunicação interna para o sucesso e a prosperidade das organizações, posto que a competitividade do mercado hodierno está cada vez mais acirrada, fazendo com que seja indispensável que as organizações da atualidade se comuniquem de maneira estratégica com seu público interno (seus colaboradores), uma vez que o mesmo interfere e contribui diretamente nas atividades das organizações, sendo, portanto, essencial para o sucesso das mesmas, se constituindo a comunicação interna em um verdadeiro instrumento de gestão empresarial. É nesse contexto que Rêgo (2002, p. 54) destaca que a comunicação empresarial interna pode ter sua missão definida como sendo: Contribuir para o desenvolvimento e a manutenção de um clima positivo, propício ao cumprimento das metas estratégicas da organização e ao crescimento continuado de suas atividades e serviços e à expansão de suas linhas de produtos. Desta forma, ela é definida em consonância com a realidade do público interno de uma organização. Faz-se entender o porquê não existem programas de comunicação prontos, uma vez que este depende dos objetivos, metas e estratégias que são previamente definidas, sendo esta somatória dos esforços individuais que levará ao sucesso do processo comunicacional empresarial. Nesse contexto, Torquato (2004) afirma que a supracitada missão da comunicação empresarial interna somente será atingida através da consecução integrada de metas temporais (definição de intenções a serem implementadas em certos espaços de tempo) e pela realização de vários objetivos, dentre os quais se podem destacar os que seguem na tabela abaixo: 19 Motivar e integrar o corpo funcional na cadeia de mudanças organizacionais, estabelecendo mecanismos e ferramentas de informação, persuasão e envolvimento. Criar climas favoráveis à mudança de realidade, tornando a organização sensível às transformações, graças à energia criativa de seus recursos humanos. Direcionar as ações para as metas principais, racionalizar esforços, priorizar situações e tomar decisões ágeis e corretas. Contribuir para a alavancagem dos potenciais humanos, construindo as bases de uma cultura proativa e fundamentalmente direcionada ao foco negocial. Cristalizar os ideais de inovação e mudanças, pela apresentação ordenada e sistemática dos conceitos e princípios da integração sistêmica. OBJETIVOS DA Criar elementos de sinergia intersetores, contribuindo para o COMUNICAÇÃO desenvolvimento do conceito do trabalho cooperativo. EMPRESARIAL INTERNA Aperfeiçoar processo e técnicas operativas, por meio de comunicações claras, transparentes e ágeis que permitam ao funcionário captar, absorver e internalizar os inputs (as entradas, as mensagens) dos sistemas normativo, tecnológico e operativo. Reforçar o sistema de decisões, por meio de um conjunto de informações que sirvam para melhorar padrões e critérios decisórios na organização. Apoiar os novos conceitos que impregnam o modelo de gestão destacando-se entre eles o conceito de unidades de negócios (modelo descentralizado que propicia aos departamentos e setores certa autonomia para a realização de metas e objetivos). Abrir as comunicações ascendentes, permitindo maior capacidade de vazão aos potenciais e energias criativas do corpo funcional, maximizando a força produtiva da organização. Despertar sentimento de vitória e orgulho em todos os segmentos, fazendo-os conscientes de que o sucesso da organização dará a cada um a contra-partida para o sucesso pessoal. Apresentar a linha de produtos de forma que funcionários de todos os níveis conheçam os produtos de sua organização. Permitir aos níveis gerenciais maior compreensão, melhor acompanhamento e interpretação das tendências sociais e uma leitura crítica mais adequada dos cenários políticos e econômicos, por meio de comunicações especializadas. Oferecer maior transparência aos objetivos e às metas da organização, facilitando a apreensão das abordagens e promovendo maior engajamento de setores, áreas e departamentos. Exibir imagem forte, pela passagem de um conceito de fortaleza em movimento capaz de superar as dificuldades e os problemas. Tabela 1 – Principais Objetivos da Comunicação Empresarial Interna. Fonte: Adaptado de Torquato (2004, pp. 54-55). Portanto, pode-se verificar que a comunicação empresarial interna deve ser bastante dinâmica, buscando transmitir de maneira rápida, clara e objetiva as informações relevantes a todos os setores das organizações, orientando os seus colaboradores, possibilitando o compartilhamento de significados e valores, estimulando, ainda, a integração dos funcionários no sentido do sucesso e do 20 progresso da organização, uma vez que, consoante o que leciona Kunsch (2003, p. 161): A eficácia da comunicação nas organizações passa pela valorização das pessoas como indivíduos e cidadãos. Os gestores da comunicação devem desenvolver uma atitude positiva em relação à comunicação, valorizar a cultura organizacional e o papel da comunicação nos processos de gestão participativa. Devem se planejar conscientemente para a comunicação e desenvolver confiança entre emissores e receptores. Isso tudo deixa ainda mais evidente a relevância da comunicação interna para as organizações, de um modo geral, e também para os seus colaboradores, que em muito podem contribuir para um bom desenvolvimento da organização, uma vez que o fator humano se constitui em um dos melhores aliados para as organizações que pretendem se desenvolver cada vez mais no mercado atual. 2.3. Comunicação Empresarial Interna e Cultura Organizacional Segundo o que lecionam Brown e Svenson (1998, p. 9): A cultura organizacional refere-se ao padrão de crenças, valores e meios aprendidos de lidar com a experiência que tiveram durante o curso da história de uma organização, que tende a ser manifestada em seus arranjos materiais e no comportamento de seus membros. No mesmo sentido, Robbins (2005, p. 228) afirma que a cultura organizacional: É, por definição, sutil, intangível, implícita e sempre presente. Mas toda a organização desenvolve um conjunto básico de premissas, convicções e regras implícitas que governam o comportamento rotineiro no ambiente de trabalho. De acordo com Schein apud Freitas (1991), a cultura organizacional consiste justamente no modelo de pressupostos básicos que um grupo de pessoas inventou, descobriu ou desenvolveu no processo de aprendizagem, objetivando primordialmente lidar com problemas de adaptação externa e integração interna, 21 sendo importante frisar que na medida em que os supracitados pressupostos tenham funcionado suficientemente bem para serem considerados válidos, os mesmos passam a ser ensinados aos demais membros da organização como a forma correta de se perceber, pensar e sentir em relação àqueles problemas. Apresentando um conceito bem semelhante ao de Schein, Marras (2000, p. 290) advoga que: Cultura organizacional é o modelo de pressupostos básicos que um grupo assimilou na medida em que resolveu os seus problemas de adaptação externa e integração interna e que, por ter sido suficientemente eficaz, foi considerado válido e repassado (ensinado) aos demais (novos) membros como a maneira correta de perceber, pensar e sentir em relação àqueles problemas. Para Chiavenato (2004), a cultura organizacional de uma empresa representa justamente as formas informais e não escritas capazes de orientar o comportamento dos membros dessa organização no seu cotidiano e de direcionar suas ações visando à realização dos objetivos organizacionais, sendo a cultura organizacional, portanto, o conjunto de hábitos e crenças estabelecidos por meio de normas, valores, atitudes e expectativas compartilhadas por todos os colaboradores de uma organização, o que leva a afirmar, portanto, que a cultura organizacional espelha justamente a mentalidade que predomina em uma organização. Corroborando com Chiavenato, Maximiano (2000) conceitua cultura organizacional como o conjunto de hábitos, crenças e valores que as comunidades e grupos sociais desenvolvem e transmitem a seus integrantes e também às novas gerações de integrantes, podendo-se afirmar que a cultura organizacional representa justamente a “moldura” através da qual fatos, objetos e indivíduos são interpretados e avaliados. Também apresentando uma definição bastante esclarecedora, Lacombe (2005) destaca que a cultura organizacional se constitui no conjunto de valores em vigor em uma organização, suas relações e sua hierarquia, definindo e estabelecendo os padrões de comportamento e de atitudes que governam e determinam as ações e decisões mais importantes da administração, podendo, também, ser a cultura organizacional considerada como crenças em relação ao que é relevante na vida e expectativas acerca do comportamento dos membros de uma organização. 22 Por isso que Luz (2003) defende que a cultura organizacional influencia justamente o comportamento de todos os colaboradores e grupos dentro de uma organização, impactando, assim, o cotidiano dessa organização, bem como suas decisões, as atribuições de seus colaboradores, as formas de relacionamento com seus parceiros comerciais, as formas de recompensas e punições, o estilo da liderança adotado pela organização, seu mobiliário, o processo de comunicação interna e externa de uma organização, a forma como seus colaboradores se vestem e se portam no ambiente de trabalho, sua propaganda, seu padrão arquitetônico, dentre outros aspectos. Desde já, pode-se concluir, portanto, que a cultura organizacional de uma organização se refere justamente a um sistema de crenças, convicções, valores, premissas e regras compartilhados pelos membros dessa organização justamente para governar e ditar o comportamento que deve ser desenvolvido e respeitado no meio ambiente laboral, pode-se assim dizer. Portanto, e como bem ensina Marras (2000), pode-se concluir que toda organização possui uma cultura organizacional própria que identifica seus costumes, suas crenças, seus valores, suas regras, sendo justamente pela sua cultura que a organização fixa a marca do seu perfil e também orienta ou controla o comportamento dos colaboradores que a formam. Por fim, e diante de tudo o que aqui foi exposto e analisado, pode-se concluir que a cultura organizacional de uma organização está direta e intimamente ligada às premissas básicas que fundamentam seus objetivos e suas políticas, condicionando e orientando, assim, portanto, as ações e decisões dessa organização, bem como também determinando o comportamento de seus membros e colaboradores no ambiente de trabalho, o que leva a se poder afirmar que a cultura organizacional de uma empresa pode favorecer a melhoria dos processos e a otimização das atividades dessa organização. Nesse contexto, pode-se afirmar que uma boa comunicação empresarial interna está também intimamente relacionada à cultura organizacional de uma empresa, uma vez que é justamente a partir da análise da cultura organizacional de uma instituição que os profissionais de comunicação procuram as ferramentas para se comunicar e se fazerem entender no mesmo nível de expectativa do público interno dessa organização, posto que uma comunicação interna somente se torna efetiva e eficaz a partir do momento no qual seu público interno (colaboradores, 23 gerentes etc.) compreende, aceita, participa e coloca em prática um comportamento que gera as mudanças propostas pela organização, tendo, assim, portanto, o poder de criar valores e impulsionar essa organização para transformações positivas. A este respeito, é que Bueno (2003, p. 77) afirma que: Cada vez mais, fica evidente que as manifestações no campo da comunicação empresarial estão atreladas à cultura da organização e que cada indivíduo, cada fluxo ou rede, cada veículo ou canal de comunicação molda-se a esta cultura. É relevante esclarecer, de acordo com os ensinamentos de DuBrin (2001, p. 352), que se pode compreender como cultura organizacional justamente o “[...] sistema de valores e crenças compartilhados que influenciam o comportamento do trabalhador”, sendo ainda importante destacar que as forças que moldam a cultura organizacional de uma empresa, em geral, possuem origem nos valores, nas práticas administrativas e na personalidade de seu fundador, que justamente a transmite aos seus colaboradores através de ensinamentos, orientações e informações. Portanto, torna-se possível compreender a estreita ligação da cultura organizacional com a comunicação empresarial interna, uma vez que é justamente a comunicação empresarial interna que colaborará para a formação e manutenção de uma cultura organizacional (positiva ou negativa) das organizações. Por isso que Marchiori (1995, p. 40) defende que “a cultura organizacional só se efetiva a partir do momento em que o público interno entenda, participe, aceite e desempenhe um comportamento que gere a mudança proposta pela organização”, comportamento esse que se forma através de uma comunicação interna de qualidade. 2.4. Comunicação Interna e sua Relação com Qualidade de Vida no Trabalho, Produtividade e Motivação Além de estar diretamente relacionada com a cultura organizacional da empresa, pode-se afirmar que a comunicação empresarial interna também mantém íntima relação com produtividade, motivação e qualidade de vida no trabalho, na medida em que uma comunicação interna positiva e eficaz é capaz de motivar os 24 colaboradores da organização, aumentando a produtividade dos mesmos, ao mesmo tempo em que é capaz de favorecer o desenvolvimento de uma maior qualidade de vida no trabalho, ao justamente favorecer a melhoria dos processos da organização e também a otimização das atividades da empresa, fazendo, assim, conseqüentemente, com que os colaboradores da empresa passam a se sentir mais satisfeitos e mais valorizados, e passem a se sentir parte dessa organização, e a “vestirem a camisa” da empresa. Nesse contexto, passa-se a partir de agora a se tecerem considerações relevantes acerca da relação da comunicação empresarial interna e motivação, produtividade e qualidade de vida no trabalho. Inicialmente, é importante esclarecer o que se deve compreender por motivação. Nesse contexto, Motta (1997, p. 192) advoga que no “seu sentido mais comum, a motivação é vista como o grau de vontade e dedicação de uma pessoa na sua tentativa de desempenhar bem uma tarefa”. No mesmo sentido, Robbins (2003, p. 342) afirma que: Motivação é a disposição de exercer um nível elevado e permanente de esforço em favor das metas da organização, sob a condição de que o esforço seja capaz de satisfazer alguma necessidade individual. Destaque-se que foi justamente com Elton Mayo que as teorias motivacionais ganharam uma nova perspectiva, ao passarem justamente a dar importância ao indivíduo em sua totalidade, defendendo a premissa de que a melhor forma de motivar os funcionários de uma organização é justamente valorizando-os por suas atitudes, reconhecendo o seu valor pessoal, além também de buscar a satisfação de suas necessidades sociais, melhorando o ambiente de trabalho e fazendo-os se sentirem sempre parte de um grupo, sempre parte da empresa (BERGAMINI, 1997). Por isso que Casado (2002) defende a idéia de que a estratégia motivacional aplicada ao público interno de uma organização deve consistir justamente em fazer com que os colaboradores dessa organização se sintam importantes, na medida em que existem canais de comunicação interna abertos para que esses colaboradores sejam ouvidos e que suas idéias, críticas e opiniões sejam levadas em consideração, permitindo, assim, a interferência e a livre expressão desses 25 colaboradores no modo de executar seu trabalho e também o auxílio nas decisões e ações da empresa. Portanto, pode-se afirmar que a motivação dos colaboradores de uma organização passa justamente também pela compreensão de que seus colaboradores precisam saber que possuem um papel relevante na organização, e que a mesma se importa com suas necessidades, melhorando seus processos e otimizando suas atividades, ao mesmo tempo em que se empenha para melhorar o ambiente de trabalho e aperfeiçoar a cultura organizacional da empresa, adequando a satisfação das necessidades de seus colaboradores com os objetivos estratégicos da organização, criando, assim, um ambiente de trabalho no qual seus colaboradores possam se sentir bem com eles mesmos, com seus colegas de trabalho e com a gerência, fazendo, assim, com que os mesmos passem, ao mesmo tempo, a cooperarem com o grupo e a estarem sempre confiantes no atendimento das metas organizacionais, bem como também na satisfação de suas próprias necessidades. É nesse contexto que Bekin (1995) defende que a comunicação empresarial interna apresenta como uma característica preponderante a finalidade de estabelecer um processo permanente de motivação dos seus colaboradores, conferindo-lhes dignidade, responsabilidade e liberdade de iniciativa, devendo esse processo motivacional ser sempre algo integrado ao cotidiano da organização, tendo em vista que a comunicação empresarial interna possibilita criar um ambiente de interação e integração dentro da organização baseado nos valores e objetivos da empresa, envolvendo os colaboradores no planejamento e na tomada de decisões, estimulando, assim, a iniciativa e a atitude criativa dos colaboradores e, conseqüentemente, valorizando esses indivíduos dentro de seu grupo, de sua equipe de trabalho. É por isso que Hunter (2006, p. 109) defende que “a verdadeira motivação consiste em manter a pessoa entusiasmada, querendo agir e dar o melhor de si à sua equipe. Motivar é influenciar e inspirar à ação”. E é justamente nesse sentido que a comunicação interna é capaz de atuar, conforme acima foi explicitado, fazendo com que a organização possa favorecer a integração de seus colaboradores à sua cultura organizacional, tornando-a, conseqüentemente, mais produtiva e competitiva. 26 Portanto, pode-se afirmar que a comunicação empresarial interna facilita bastante a motivação dos colaboradores de uma organização, especialmente por esclarecer ao colaborador o que deve ser feito, ao avaliar a qualidade do seu desempenho e também a orientar esse colaborador acerca do que fazer para melhorá-lo. Tal fato é justamente o que leva Chiavenato (2005) a defender que a motivação constitui justamente a mola mestra do comportamento dos indivíduos no trabalho e o seu conhecimento pela organização é indispensável para que essa empresa possa contar com a colaboração irrestrita de todos os seus colaboradores, destacando, ainda, que para poder proporcionar resultados, os colaboradores de uma organização devem estar envolvidos em um ambiente de trabalho baseado em um desenho organizacional bastante favorável e em uma cultura organizacional participativa e democrática, e isso tudo requer, sem sombra de dúvidas, motivação. Diante de tudo o que até aqui foi exposto e analisado, pode-se dizer que a comunicação empresarial interna atualmente é vista como sendo mais uma ferramenta motivacional à disposição das organizações, ferramenta essa bastante capaz de contribuir justamente para a melhoria da qualidade das relações interpessoais em seu ambiente de trabalho, trazendo impactos positivos sobre o desempenho e os resultados gerais das organizações, ao possibilitar a melhoria dos processos e a otimização das atividades dessas empresas. Por sua vez, tem-se que a motivação para o trabalho é um aspecto capaz de interferir diretamente no processo de relações humanas, e, conseqüentemente, também na questão da produtividade no trabalho. Isso deixa claro, portanto, que colaboradores motivados e satisfeitos não apenas são capazes de melhorar a qualidade no trabalho, mas como também são extremamente capazes de aumentar a produtividade de uma organização. Portanto, resta claro que comunicação interna, motivação e produtividade mantém íntima e direta relação, tendo em vista que a comunicação empresarial interna de uma organização, ao ser eficiente e eficaz, é capaz de manter os colaboradores sempre motivados, o que, por sua vez, pode ser refletido positivamente na produtividade desses colaboradores na organização. É por isso que Chiavenato (2005) leciona que a impulsão da produtividade dos colaboradores de uma organização depende justamente de quão motivado estão esses colaboradores, afirmando que a motivação se constitui em um dos 27 diversos fatores que contribuem justamente para o bom desempenho no trabalho, e, portanto, também para o aumento da produtividade. Também Motta (1997) dispõe que, ao longo dos tempos, as organizações passaram a tomar consciência da íntima relação que existe entre eficiência e motivação, o que explicaria, portanto, o baixo rendimento e a baixa produtividade em algumas organizações justamente pela falta de motivação de seus colaboradores, posto que a motivação é extremamente capaz de trazer entusiasmo, dedicação, cooperação e produtividade aos colaboradores das organizações que na mesma investem. Nesse contexto, e de acordo com Maximiano (2000), o estudo e a análise da motivação são extremamente relevantes para se compreender os mecanismos que movimentam os indivíduos no trabalho, ou seja, para se compreender os comportamentos de alto desempenho, de indiferença ou de improdutividade dos trabalhadores, a favor ou contra os interesses da empresa e da administração. Portanto, se existem principalmente insatisfação e desmotivação na organização, é muito provável que as relações interpessoais não sejam satisfatórias, o que, por conseqüência, interfere na produtividade dos seus colaboradores de forma bastante negativa. Por outro ângulo, se há na organização um ambiente de qualidade, de satisfação e de motivação, no qual os colaboradores se sintam bem, é extremamente provável que os índices de produtividade dessa organização sejam bastante elevados. Isso tudo deixa mais que evidente que dentre os diversos aspectos e fatores envolvidos no processo produtivo, são justamente os colaboradores de uma organização os que assumem maior destaque e relevância, na medida em que são esses colaboradores que serão capazes de elevar ou reduzir a produtividade de uma organização, de melhorar ou piorar a qualidade de um serviço e, por conseguinte, gerar maior ou menor lucro para as empresas. Nessa esteira de idéias, a comunicação empresarial interna também assume um importante papel, tendo em vista que a mesma é uma importante ferramenta para que a organização possa disseminar uma boa comunicação interna e uma boa relação interpessoal entre seus membros, nos mais variados níveis hierárquicos, podendo assim mais fácil e claramente expor e comunicar seus objetivos estratégicos, suas metas, suas finalidades, suas estratégias, bem como também deixar claro a participação e a importância de cada um de seus colaboradores nesse 28 processo, mantendo-os sempre satisfeitos, valorizados e motivados, o que, em conseqüência, é capaz de alavancar a produtividade dessa organização. Logo, é por isso que Matos (2004) defende que os colaboradores de uma organização sentem a necessidade de participar das decisões e de conhecer melhor a empresa na qual trabalham, posto que isso influencia diretamente a identidade cultural, tendo em vista que os trabalhadores pensam e agem segundo as influências do ambiente de trabalho, o que leva a afirmar que se um profissional é bem informado acerca do que acontece e interessa à organização da qual faz parte, esse profissional sentirá que seu trabalho é valorizado e respeitado, e, por conseqüência, seu comprometimento com os resultados da organização, seu desempenho e sua produtividade irão aumentar, sem sombra de dúvidas. Portanto, pode-se claramente afirmar que uma organização que não favorece e não desenvolve a cultura da boa comunicação interna e da participação dentre seus colaboradores acaba, conseqüentemente, perdendo motivação, satisfação, qualidade, confiança, credibilidade, produtividade, competitividade e, por reflexo, também negócios, oportunidades, clientes e mercado, restando, portanto, fadada ao fracasso, o que leva a afirmar que hodiernamente é incontestável o reconhecimento pelas organizações da atualidade do fato de que a comunicação empresarial interna se reveste de uma função estratégica de resultados. Assim como a comunicação empresarial interna está intimamente relacionada com a motivação e a produtividade dos colaboradores de uma organização, pode-se afirmar, por conseqüência, que a comunicação interna também está, portanto, diretamente relacionada com a qualidade de vida no trabalho. Nesse sentido, inicialmente cumpre esclarecer o que deve ser compreendido por qualidade de vida no trabalho. Inicialmente, importante esclarecer que, segundo Rodrigues (1994, p. 76), “a qualidade de vida no trabalho tem sido uma preocupação do homem desde o início de sua existência com outros títulos em outros contextos, mas sempre voltada para facilitar ou trazer satisfação e bem-estar ao trabalhador na execução de sua tarefa”. Assim sendo, e de acordo com Bom Sucesso (1997, p. 29): Qualidade de vida trata da experiência emocional da pessoa com o seu trabalho, no momento em que tantas mudanças sociais e tecnológicas se instalam de forma intensa e acelerada. Aborda os efeitos desta realidade no bem-estar da pessoa do ponto de vista 29 emocional, enfocando as conseqüências do trabalho sobre a pessoa e seus efeitos nos resultados da organização. Chiavenato (1999), ao tratar do tema, defende que a qualidade de vida no trabalho envolve justamente os aspectos físicos do ambiente de trabalho e os aspectos psicológicos, quando de um lado está o trabalhador reivindicando por questões de bem-estar e satisfação, e do outro lado, a empresa, procurando por produtividade com qualidade. Para Matos (1997), a qualidade de vida no trabalho está essencialmente relacionada com a cultura organizacional da empresa, defendendo que são fundamentalmente a filosofia da empresa, suas crenças, sua missão, seus valores, o clima participativo e motivacional, seu programa de comunicação interna, bem como também as perspectivas concretas de desenvolvimento pessoal dos colaboradores que criam a identificação organização – trabalhador, o que leva justamente a afirmar que o componente humano é capaz de fazer a diferença na concepção da organização, em suas estratégias e em seus resultados. Por isso que Fernandes (1996) afirma que a qualidade de vida no trabalho é antes e acima de tudo uma questão de atitude, na medida em que quem faz e garante a qualidade de vida no trabalho são especialmente as pessoas que trabalham na organização, muito mais do que o sistema, as ferramentas e os métodos de trabalho, defendendo que colaboradores motivados e satisfeitos com a cultura e o clima organizacional apresentam melhor nível de qualidade de vida no trabalho e também melhor desempenho e produtividade. É justamente por isso que Bom Sucesso (2002) afirma que a análise da qualidade de vida no trabalho se inicia justamente pelo diagnóstico do clima interno da organização, através da verificação das expectativas dos colaboradores e da sua percepção sobre a organização, suas ações e seus objetivos estratégicos, de forma a conhecer os fatores de motivação, satisfação e produtividade. Indiscutível, portanto, o fato de que a participação dos colaboradores de uma organização nas decisões e nas atividades desenvolvidas no trabalho proporciona motivação profissional e, por conseguinte, maior qualidade de vida no trabalho. Portanto, é correto afirmar que, atualmente, dar destaque à motivação profissional no âmbito das organizações é justamente sinônimo de promover uma melhor qualidade de vida no trabalho. 30 Tal fato leva justamente Maximiano (2006) a defender que quanto maior for o grau de qualidade de vida no trabalho dos colaboradores de uma organização, maior será, conseqüentemente, a satisfação, a motivação e a produtividade desses colaboradores, tornando, assim, tanto o clima quanto a cultura organizacional mais positivos. Por isso que Albrecht (1992) leciona que uma boa comunicação interna, que facilite e faça fluir um bom relacionamento interpessoal entre os colaboradores da organização, criando um clima favorável e de motivação e satisfação, aliada à qualidade das condições de trabalho e do meio ambiente laboral, é capaz de elevar bastante a qualidade de vida no trabalho. Em contrapartida, pode-se facilmente verificar que a deficiência na comunicação empresarial interna de uma organização é capaz de gerar desequilíbrio nos relacionamentos interpessoais e no trabalho em grupo, bem como também baixa motivação, alta insatisfação, falhas de comunicação, desentendimentos e conflitos, baixa produtividade, e perda de qualidade de vida no trabalho. Portanto, torna-se relevante e indispensável que as organizações compreendam que a comunicação interna tem influência direta na qualidade de vida dos trabalhadores e na formação de comportamentos e atitudes positivas por parte desses colaboradores, da mesma maneira que esses seus colaboradores têm influência efetiva na formação da cultura organizacional da empresa e na qualidade de seus produtos e serviços, o que leva a afirmar que uma boa comunicação interna e um bom fluxo de informações é essencial, posto que favorecem justamente a existência de um relacionamento interpessoal favorável entre as partes da organização, podendo-se mesmo afirmar que sem uma comunicação interna eficiente não existem colaboradores unidos e integrados trabalhando por um objetivo comum, que é justamente alcançar os resultados almejados pela organização da qual fazem parte. Tal constatação é o que leva Luz (2003) a afirmar que apenas é excelente a organização que estende excelência à qualidade de vida de seus colaboradores. Logo, deve-se compreender que motivação e produtividade não devem ser os únicos motivos pelos quais se deve desenvolver uma boa comunicação empresarial interna dentro das organizações, na medida em que é evidente a relevância da 31 implementação de programas de comunicação interna que tenham como objeto primordial a melhoria da qualidade de vida no trabalho. Cumpre aqui destacar que, diante de tudo o que aqui foi exposto e analisado, pode-se concluir que, atualmente, a comunicação empresarial interna, a motivação, a produtividade e a melhora da qualidade de vida no trabalho têm sido apontadas pelos estudiosos do ramo como grande fator de diferencial competitivo empresarial, o que deixa claro que tornar uma empresa competitiva atualmente passa justamente também pela busca pela qualidade de vida de seus colaboradores, que deixou de ser um diferencial competitivo, para hodiernamente justamente se tornar uma condição de sobrevivência das organizações, que devem, portanto, canalizar seus esforços para impulsionar o comprometimento humano de seus colaboradores, tudo isso na busca pela melhora da qualidade de vida no trabalho. Portanto, resta que é essencial conhecer o que os colaboradores pensam acerca da organização na qual atuam e quais as suas posturas e atitudes em relação aos diferentes aspectos dessa organização, buscando, assim, uma participação maior por parte dos seus colaboradores (eis aqui a contribuição da comunicação interna), posto que somente assim será possível a organização melhorar a qualidade do seu ambiente de trabalho e a qualidade de vida dos seus colaboradores no trabalho, posto que, como bem informa David (2004), a qualidade de vida no trabalho não deve e não pode ser implementada apenas do ponto de vista técnico, mas sim também especialmente do humano, na medida em que a qualidade de vida no trabalho hodiernamente deve ser compreendida como sendo uma forma de pensamento envolvendo indivíduos, trabalho e organizações, no qual se sobressaem dois aspectos importantes, a saber: a preocupação primordial com o bem-estar dos colaboradores da organização e com a eficácia organizacional; e a participação desses mesmos colaboradores nas decisões e problemas do trabalho. 32 3. METODOLOGIA 3.1. Pesquisa quanto aos Fins Esta pesquisa, quanto aos fins, classifica-se como sendo de natureza descritiva e explicativa. Segundo Vergara (2003), a pesquisa descritiva é uma pesquisa conclusiva que tem como principal objetivo a descrição de algo. Já a pesquisa de ordem explicativa é a que visa identificar os fatores que determinam ou contribuem para a ocorrência de um fenômeno. Assim, esta pesquisa é descritiva porque, num primeiro momento, busca registrar de que forma se dá o processo de comunicação interna nas Casas Almy. E explicativa porque num segundo plano este TCC busca identificar a importância e as contribuições que este processo de comunicação proporciona para a melhoria dos processos organizacionais. 3.2. Pesquisa quanto aos Meios Esta pesquisa, quanto aos meios, classifica-se como pesquisa de campo, bibliográfica e estudo de caso. Segundo Vergara (2003), a pesquisa de campo é a investigação empírica realizada no local onde o fenômeno ocorre ou que dispõe de elementos para explicá-lo. No caso deste TCC, foram necessárias visitas à empresa estudada com vistas a buscar elementos que pudessem contribuir para a compreensão do processo de comunicação interna. A pesquisa bibliográfica é aquela elaborada a partir de material já publicado, constituído de livros, artigos etc. (Vergara, 2003). Nesse sentido, para a realização deste TCC foi necessária uma vasta revisão bibliográfica sobre o tema em apreço. E o estudo de caso foi a forma encontrada pelo autor deste TCC para discutir a temática em apreço com base num caso ilustrador – o da Casas Almy. 33 3.3. Pesquisa quanto à Forma de Abordagem Por fim, quanto à forma de abordagem do problema, utilizou-se aqui a abordagem qualitativa, que, de acordo com Oliveira (2004, p. 116) difere da abordagem quantitativa justamente “pelo fato de não empregar dados estatísticos como centro do processo de análise de um problema”, sendo de se enfatizar que a utilização de um tratamento qualitativo de um problema aqui se justifica por se apresentar como uma forma adequada para se poder entender a relação de causa e efeito dos fenômenos e, por conseguinte, chegar às suas verdades e razões. É por isso que Rodrigues (2006, p. 90) afirma que a pesquisa qualitativa é o tipo de abordagem científica que: Não emprega procedimentos estatísticos ou não tem, como objetivo principal, abordar o problema a partir desses procedimentos. É utilizada para investigar problemas que os procedimentos estatísticos não podem alcançar ou representar, em virtude de sua complexidade. Entre esses problemas, podemos destacar aspectos psicológicos, opiniões, comportamentos, atitudes de indivíduos ou de grupos. Por meio da abordagem qualitativa, o pesquisador tenta descrever a complexidade de uma determinada hipótese, analisar a interação entre as variáveis e ainda interpretar os dados, fatos e teorias. Portanto, em relação à forma de abordagem, tem-se que a natureza da pesquisa configurou-se como sendo qualitativa, traduzindo, portanto, as informações colhidas qualitativamente, visando, dessa forma, oferecer uma melhor compreensão acerca do problema de pesquisa, sendo ainda importante esclarecer, conforme informa Maanen (1979a), que a pesquisa qualitativa assume diferentes significados, compreendendo justamente um conjunto de diferentes técnicas interpretativas que visam descrever e decodificar os componentes de um sistema complexo de significados, tendo por finalidade traduzir e expressar o sentido dos fenômenos do mundo social, tratando de reduzir a distância entre indicador e indicado, entre teoria e dados, entre contexto e ação. 34 3.4. Coleta e Análise dos Dados A coleta de dados deste TCC se deu de março a outubro de 2011, através de entrevista em profundidade (conforme apêndice) com o Diretor das Casas Almy, Sr. Rawdson Cavalcanti, com a finalidade de buscar subsídios para descrever à luz da direção da empresa o processo de comunicação interna e o papel que ela exerce na otimização dos processos organizacionais. Soma-se a isso o fato do autor deste TCC, através da técnica da observação direta, ter tido o contato com os mecanismos de comunicação interna adotados por esta empresa (Quadros de avisos e e-mails são as únicas ferramentas observadas neste caso). 35 4. APRESENTAÇÃO E ANÁLISE DOS RESULTADOS Inicialmente, cumpre destacar que foi realizada uma entrevista em profundidade com o Diretor Geral (que também acumula a função de Diretor de Recursos Humanos) das Casas Almy, empresa que, no ano de 1982, passou a ser sucessora da Casa Osvaldo Maciel, sendo as Casas Almy uma empresa com matriz localizada em São Bento do Una/PE, e que atua no ramo de atividade comercial de material de construção e material de agricultura. Esta empresa possui duas filiais e conta com mais de 100 funcionários, vendendo no varejo e no atacado, e atendendo a todo o Estado de Pernambuco, e também aos Estados da Paraíba, Alagoas, Sergipe, Bahia e Piauí. Sua missão é atender as expectativas dos clientes, fortalecendo o compromisso entre seus funcionários e fornecedores com a empresa, visando contribuir para o desenvolvimento de sua região e também do país. Cite-se que a referida entrevista foi realizada pelo pesquisador no ambiente da própria empresa e foi composta por oito questões abertas, que foram respondidas pelo supramencionado Diretor da empresa. Nesse contexto, e passando-se agora a se analisar as respostas apresentadas pelo Diretor da empresa objeto de estudo, tem-se que quando o mesmo foi questionado o que para ele é a comunicação empresarial interna, obtevese a seguinte resposta: A comunicação interna são justamente os processos de trocas, as interações entre a direção e os colaboradores da empresa, ou seja, os relacionamentos dentro de uma empresa, posto que a comunicação interna é justamente responsável por fazer circularem as informações importantes e o conhecimento entre todos os colaboradores internos da organização, independente do nível hierárquico. Analisando-se a resposta do entrevistado, fica claro que o mesmo acredita que a comunicação empresarial interna se constitui justamente no processo de uma organização desenvolver entre seu público interno uma comunicação efetiva e eficaz que vise a facilitar que as informações relevantes fluam dentro da empresa e que todos os interessados internos possam dessas informações ter conhecimento. 36 Portanto, pode-se afirmar que o entrevistado possui uma correta noção do que vem a ser a comunicação empresarial interna, destacando que a mesma se constitui no esforço de comunicação desenvolvido por uma organização no sentido de criar canais de comunicação que tornem possível um relacionamento positivo, ágil, transparente e eficaz da direção da empresa com o seu público interno (colaboradores, gerentes etc.), como pertinentemente defende Baldissera (2000). Por sua vez, quando questionado a respeito da importância da comunicação empresarial interna para a organização Casas Almy, o entrevistado respondeu da seguinte maneira: Acredito que a comunicação interna seja importante justamente porque os colaboradores de uma empresa devem sempre ser vistos como parceiros, o que faz com que quanto mais bem informados eles estejam, mais envolvidos com a empresa, seus objetivos estratégicos, suas metas e sua missão esses colaboradores estarão, o que é bastante positivo e pode em muito ajudar para a empresa conseguir alcançar melhores resultados diante de um mercado altamente competitivo, posto que os colaboradores internos da empresa são os melhores (ou piores) propagandistas da organização em que trabalham, o que faz com que a opinião desses colaboradores sobre a empresa valha muito para quem está de fora dela, especialmente para os clientes/consumidores. Observando-se a resposta acima, pode-se comprovar que o entrevistado acredita que uma boa comunicação interna facilita sobremaneira a fluência das informações importantes entre todos os colaboradores dos mais variados setores da empresa e também favorece o desenvolvimento de um relacionamento bastante positivo entre esses colaboradores, o que acaba por se refletir em melhores resultados para a empresa, tendo em vista que colaboradores bem informados e mais envolvidos com a empresa acabam se tornando parceiros da mesma, vestindo a camisa da empresa e defendendo essa empresa, ajudando a criar uma imagem positiva da mesma perante seu público-alvo externo, o que se torna um diferencial competitivo nos dias de hoje, diante de um mercado tão acirrado como o atual. Justamente por isso que Tomasi e Medeiros (2007), ao tratarem da importância da comunicação empresarial interna para as organizações, defendem que as empresas precisam formar a consciência de que a boa comunicação interna, que deve ser transparente, democrática, participativa e ágil, é vital para o desenvolvimento e para a sobrevivência das organizações nos dias de hoje. 37 Já quando questionado se considerava atualmente a comunicação empresarial interna como uma ferramenta estratégica para as organizações conseguirem se destacar no mercado tão competitivo como o atual, o entrevistado respondeu: É evidente que considero pelas minhas respostas anteriores, posto que a boa comunicação interna, diante da acirrada concorrência que se verifica no mercado atual, é capaz de se tornar uma vantagem competitiva para a empresa, e, por sua vez, ser uma ferramenta estratégica a favor da empresa para a mesma conseguir se destacar no mercado de hoje. Verificando a resposta atual, bem como também as respostas anteriores do entrevistado, pode-se concluir que o mesmo considera sim a comunicação empresarial interna como sendo uma ferramenta estratégica para a empresa, na medida em que para ele uma boa comunicação interna é capaz de melhorar os resultados da empresa e fazer com que essa empresa, conseqüentemente, venha a se destacar entre as demais do seu mesmo ramo e conseguir, assim, mais facilmente dominar seu espaço no mercado de hoje. Por isso que Kunsch (2003) afirma que a competitividade do mercado atual está cada vez mais acirrada, o que faz com que seja essencial para as empresas que querem se destacar nesse mercado que as mesmas se comuniquem de maneira estratégica com seu público interno, tendo em vista que esse público é capaz de interferir positivamente e contribuir diretamente para se alcançar os resultados esperados pela empresa, o que torna a comunicação interna um diferencial competitivo e uma ferramenta estratégica para as empresas. Passando-se à quarta pergunta, tem-se que quando questionado acerca da relação da comunicação interna com a cultura organizacional da empresa, o entrevistado, por sua vez, assim se manifestou: Acredito que essa relação é bastante estreita, posto que a boa comunicação empresarial interna contribui para criar e manter uma cultura organizacional positiva na empresa, e que essa cultura organizacional positiva é quem determinará grande parte dos comportamentos dos colaboradores da empresa, como, por exemplo, boas relações interpessoais, bom relacionamento etc. 38 Analisando-se a resposta transcrita acima, pode-se verificar que para o entrevistado a comunicação interna e a cultura organizacional de uma empresa possuem íntima relação, posto que a comunicação interna colabora justamente para criar e manter uma cultura organizacional positiva na empresa, impulsionando a boa relação interpessoal, a motivação entre seus colaboradores, aumentando a produtividade desses colaboradores e também melhorando a qualidade de vida dos mesmos, que passam a se sentirem mais valorizados, mais importantes e mais felizes e satisfeitos, passando a trabalhar ainda com mais gosto e, assim, melhorando, por reflexo, os resultados da empresa. Por tudo isso é que Fleury e Fischer (1996) também defendem que a cultura organizacional está diretamente relacionada com a comunicação interna de uma empresa, expondo que essa relação é capaz de determinar grande parte dos comportamentos intra-organizacionais de seus colaboradores, tais como as relações interpessoais, o processo produtivo, a busca da qualidade, passando, portanto, a comunicação interna e a cultura organizacional a exercerem a função de ajudar a manter, resguardar e engrandecer a empresa. Já quando questionado acerca de quais as ferramentas de comunicação interna que a empresa Casas Almy atualmente adota para se comunicar com seus colaboradores e seu público interno, o entrevistado respondeu o seguinte: Posso afirmar que as ferramentas de comunicação interna atualmente utilizadas pela empresa são justamente os quadros de avisos (também conhecidos como murais) e os e-mails internos trocados pelos setores e pelos colaboradores da empresa entre si, posto que, dentre as demais ferramentas de comunicação interna existentes, essas foram as que se mostraram, para o caso das Casas Almy em particular, mais eficientes. Observando-se a resposta acima, fica claro que para a boa comunicação empresarial interna das Casas Almy, foram escolhidas como ferramentas de comunicação interna justamente o quadro de avisos e os e-mails internos, que demonstraram ser mais eficientes na prática de comunicação interna dessa empresa, se tornando, portanto, importantes ferramentas de integração entre seus colaboradores, posto que ambas estão entre as ferramentas de comunicação interna mais comumente utilizadas pelas empresas, como afirma Carneiro (1998), que dispõe que entre as ferramentas de comunicação interna mais usuais nas empresas 39 de hoje estão justamente as publicações internas (jornais ou revistas dirigidas ao público interno da organização); site na internet; e-mails internos; quadro-mural; eventos; reuniões; press releases (que são justamente sugestões de pautas para a imprensa envolvendo a empresa); comunicações por intranet; além da comunicação direta e das redes informais, que se constituem nos meios mais utilizados pelos colaboradores de uma empresa para obterem informações, sobretudo em organizações que não possuem um efetivo planejamento de comunicação interna. Continuando a entrevista, tem-se que quando questionado acerca da forma como a empresa Casas Almy se utilizava da comunicação interna para obter harmonia dos discursos dentro da empresa entre os colaboradores, o entrevistado respondeu da seguinte forma: Acredito que a escolha certa das ferramentas de comunicação interna mais adequadas ao caso particular das Casas Almy tem sido capaz de promover a harmonia dos discursos dentro da empresa entre os colaboradores, posto que essas ferramentas se mostraram bastante eficientes para impulsionar a fluência das informações mais relevantes entre os diversos setores e colaboradores da empresa, facilitando, dessa forma, essa harmonia dos discursos entre o público interno da organização. Analisando-se a resposta acima, pode-se perceber que a comunicação interna nas Casas Almy também foi capaz de impulsionar a harmonia dos discursos dentro da empresa entre os seus colaboradores, o que evidencia a importância do fato das organizações escolherem as ferramentas de comunicação interna mais adequadas ao seu caso em particular, posto que serão justamente essas ferramentas e seu mix que poderão auxiliar diretamente nessa integração e harmonia dos discursos, tornando-se, portanto, importante aqui esclarecer que a seleção das ferramentas e do mix de ferramentas de comunicação interna a serem utilizados pela empresa dependerá justamente dos objetivos pretendidos pela empresa, bem como também da avaliação de variáveis como custo, nível de envolvimento da coordenação de comunicação, abrangência, durabilidade, e, especialmente, efetividade e eficiência dessas ferramentas em promover uma integração, uma sinergia, uma harmonia dos discursos entre os colaboradores da empresa, tornando, assim, portanto, também eficiente e eficaz sua comunicação interna (CARNEIRO, 1998). 40 É importante que as Casas Almy possa cada vez mais aperfeiçoar sua comunicação empresarial interna e suas ferramentas de comunicação interna, tendo sempre em consideração que as ferramentas de comunicação interna eficientes atuam de forma sistêmica e integrada, e se tornam instrumentos poderosos para incentivar os funcionários a trabalharem em prol de um mesmo objetivo, que é justamente o sucesso da empresa em que trabalham. Portanto, a comunicação das Casas Almy deve ser eficaz e suas ferramentas de comunicação interna devem ser eficientes para que possam transmitir as mensagens e as informações relevantes dentro da empresa com significado, posto que se uma empresa não estiver bem informada, se seus colaboradores não se comunicarem de forma adequada, eficiente e eficaz, não será possível potencializar a força humana desse grupo. Nesse contexto, foi possível constatar que as Casas Almy se preocupam em aperfeiçoar suas ferramentas de comunicação interna, treinando e ensinando seus colaboradores a lidarem com as ferramentas de comunicação interna escolhidas pela empresa, bem como também a como interpretarem, através dessas ferramentas, as mensagens e as informações que se querem transmitir de forma correta e adequada, o que, por sua vez, se reflete também em um aperfeiçoamento ainda maior da integração interdepartamental dessa empresa, evitando, assim, desvios de informação, criando uma cadeia de responsabilidades, bem como também capacitando seus colaboradores como multiplicadores conscientes das metas e dos objetivos da empresa. Por seu turno, quando questionado acerca de que o mesmo avaliava existir integração interdepartamental na empresa Casas Almy, acerca de como essa integração poderia ser visualizada dentro da empresa e se essa integração poderia ser atribuída aos tipos de ferramentas de comunicação interna existentes na empresa, o entrevistado assim se manifestou: Acredito que a harmonia dos discursos entre o público interno da empresa, a eficiente fluência das informações e o bom relacionamento existente entre seus colaboradores já deixam evidente que existe sim uma integração interdepartamental nas Casas Almy, integração essa que possui sim relação direta com as ferramentas escolhidas para facilitar a comunicação interna de qualidade na empresa, na medida em que essas ferramentas se mostraram, na prática, serem capazes de impulsionar essa integração, tornando-a cada vez maior. 41 Portanto, verificando-se a resposta acima, pode-se concluir que existe sim integração interdepartamental nas Casas Almy, integração essa que, de acordo com seu Diretor, é fruto da harmonia dos discursos, da eficiente fluência das informações e do bom relacionamento interpessoal entre seus colaboradores, o que evidencia que essa integração é fruto direto, portanto, da boa comunicação empresarial interna que se verifica na empresa e que se estende a todos os setores da organização, organização essa que se preocupa com seu público interno e com a integração entre seus colaboradores e seus diversos departamentos, criando, assim, um clima favorável de sinergia, integração e cooperação interna, contribuindo para que a empresa funcione satisfatoriamente, como pertinentemente esclarece Bekin apud Bohnenberger e Pinheiro (2000). Isso deixa claro que o processo de integração interdepartamental das Casas Almy se encontra em um nível bastante desenvolvido, tendo em vista que a empresa estudada há muito tempo vem investindo em uma comunicação interna de qualidade que favoreça a integração de seus colaboradores e também de todos os departamentos da empresa, sempre tendo a consciência de que a circulação das informações dentro da empresa de forma fluente e eficaz é de vital importância para a dinâmica da comunicação empresarial interna, bem como também para a integração interdepartamental da organização, o que se refletirá diretamente de forma positiva na relação da empresa com o cliente ou consumidor. Já quando questionado até que ponto o processo de comunicação interna da empresa Casas Almy se encontrava condizente com o planejamento compreendido na instância do estabelecimento de objetivos e metas organizacionais, o entrevistado respondeu da seguinte maneira: Posso, diante dos resultados obtidos pelas Casas Almy perante seu público-alvo, responder afirmativamente a tal pergunta, posto que a comunicação interna planejada e executada pelas Casas Almy auxiliou a empresa de forma decisiva a conseguir atingir seus objetivos estratégicos e suas metas organizacionais, na medida em que, justamente também ao melhorar o ambiente de trabalho e a qualidade de vida de seus colaboradores, a comunicação interna das Casas Almy também foi capaz de melhorar os resultados obtidos pela empresa. A resposta acima evidencia o fato de que a comunicação empresarial interna planejada pelas Casas Almy foi capaz de ser colocada em prática pela empresa do 42 jeito que foi planejada no papel, demonstrando ser capaz de conseguir atingir os objetivos e as metas organizacionais estabelecidas pela organização, se encontrando, portanto, condizente na prática com o que foi planejado na teoria, ajudando, assim, a melhorar os resultados obtidos pelas Casas Almy perante seus clientes/consumidores, conforme dispõe Matos (2004), ao tratar da importância do correto planejamento do processo de comunicação interna para as organizações conseguirem atingir adequadamente na prática seus objetivos estratégicos e suas metas organizacionais. Por fim, e analisando-se os dados obtidos com a entrevista, pode-se afirmar que o estudo de caso das Casas Almy possibilitou constatar a importância e a contribuição da comunicação empresarial interna para a melhoria de processos e de resultados das organizações que na mesma corretamente investem, como é o caso das Casas Almy, situada em São Bento do Una/Pernambuco, que está se utilizando atualmente da comunicação empresarial interna como uma importante ferramenta para conseguir se destacar no ramo de materiais de construção, ramo altamente competitivo na região. 43 5. CONSIDERAÇÕES FINAIS Diante de tudo o que aqui foi exposto e analisado, fica evidente a importância da comunicação empresarial interna, na medida em que a mesma é capaz de equilibrar o trabalho organizacional, melhorando o clima e a cultura organizacional de uma empresa, contribuindo diretamente para influenciar e fomentar a motivação, a produtividade e a qualidade de vida no trabalho dos colaboradores de uma organização, e, assim, oferecendo alicerce na consolidação da competitividade das empresas que na mesma corretamente investem. Assim sendo, é indiscutível o fato de que quando uma organização se comunica de maneira adequada com seus colaboradores (público interno), como é o caso das Casas Almy, empresa ora objeto de estudo, cria-se dentro dessa empresa um ambiente bastante favorável, posto que esses colaboradores necessitam compreender a missão, as metas, os objetivos, as estratégias, enfim, aonde a empresa quer chegar, quais são os resultados que almeja conseguir, precisam saber o que a empresa espera deles e qual a importância de cada um para a organização, como eles podem contribuir com suas visões sobre o empreendimento, suas idéias, suas aspirações, suas opiniões, suas críticas, suas maneiras de ver as oportunidades de melhoria (em processos e serviços/produtos), aumentando, assim, a capacidade de interação entre os colaboradores de uma organização, o que se refletirá positivamente na motivação, na produtividade e na qualidade de vida desses trabalhadores. São justamente esses os benefícios e as vantagens que uma boa comunicação empresarial interna pode trazer às organizações, melhorando seus processos e otimizando suas atividades, ao mesmo tempo em que se constitui em um importante diferencial competitivo organizacional, na medida em que a comunicação empresarial interna é capaz de estabelecer relacionamentos interpessoais integrados entre os seus colaboradores, favorecendo o sentimento de união entre esses colaboradores e possibilitando oportunidades para que os mesmos se sintam valorizados e parte da empresa, gerando, por sua vez, maior comprometimento, maior motivação, maior satisfação, maior participação por parte de seus colaboradores e, por conseguinte, a elevação dos índices de qualidade de vida no trabalho e de produtividade. 44 Portanto, pode-se concluir que cada ação implementada de comunicação empresarial interna possui, intrinsecamente, uma característica motivadora, tendo em vista que procura estimular a utilização e a transmissão de informações relevantes capazes de propiciar a melhoria de processos e a otimização de atividades das organizações, ações de comunicação interna essas que demonstram de forma explícita que objetivam abrir as vias de comunicação entre os colaboradores dos mais variados níveis hierárquicos da organização, facilitando, dessa forma, a transmissão de opiniões, de idéias, de oportunidades, de solicitações, fazendo, assim, com que os colaboradores dessa organização possam se comunicar de forma adequada, contribuindo diretamente para serem atingidos os resultados que a empresa espera. Por fim, e tendo em vista que uma pesquisa não se esgota em si mesma, o estudo aqui realizado proporcionou suposições adicionais para novos estudos ligados ao tema da comunicação empresarial interna e sua importância para as organizações, podendo-se aqui serem destacadas algumas sugestões para futuras pesquisas a serem desenvolvidas acerca do tema em questão: que essas pesquisas se aprofundem e aperfeiçoem as conclusões obtidas neste trabalho por meio de análises mais detalhadas e focadas; que essas pesquisas possam se utilizar da adoção de outras metodologias ainda mais precisas para coleta, avaliação e exposição de dados, adotando, assim, uma metodologia que permitisse uma maior generalização dos resultados; e que essas pesquisas possam desenvolver ainda mais os temas pouco desenvolvidos neste trabalho, quer por falta de dados, de espaço ou mesmo de tempo para que os mesmos pudessem ser aqui mais profundamente desenvolvidos. 45 REFERÊNCIAS ALBRECHT, K. Revolução nos serviços. São Paulo: Pioneira, 1992. ANDRADE, C.T.S. Curso de relações públicas: relações com os diferentes públicos. 6. ed. São Paulo: Pioneira Thompson Learning, 2003. AZEVEDO, I.B. Primeira viagem ao mundo da comunicação. Rio de Janeiro: Editora Central da Universidade Gama Filho, 1998. BALDISSERA, R. Comunicação organizacional: o treinamento de recursos humanos como rito de passagem. 1. ed. São Leopoldo: Unisinos, 2000. BEKIN, S.F. Conversando sobre endomarketing. São Paulo: Makron Books, 1995. BERGAMINI, C.W. Motivação nas organizações. São Paulo: Atlas, 1997. BOHNENBERGER, M.C.; PINHEIRO, I.A. Endomarketing: uma ferramenta a ser explorada para obter vantagens competitivas. Revista Eletrônica de Administração, 8(4), jul./ago. 2002. BOM SUCESSO, E.P. Relações interpessoais e qualidade de vida no trabalho. Rio de Janeiro: Qualitymark, 2002. ______. Trabalho e qualidade de vida. Rio de Janeiro: Qualitymark, 1997. BROWN, M.G.; SVENSON, R.A. Measuring R&D productivity: the ideal system measures quality, quantity and cost, is simple, and emphasizes evaluation of R&D outcomes rather than behaviors. Research Technology Management/Industrial Research Institute, Lancaster, 41(6):30-35, nov./dez. 1998. BUENO, W.C. Comunicação empresarial: teoria e pesquisa. São Paulo: Manole, 2003. CAHEN, R. Tudo o que seus gurus não lhe contaram sobre comunicação empresarial. São Paulo: Best Seller, 1990. CARNEIRO, E. Perfil novo e mutante: o papel da comunicação nos processos de mudanças está a exigir um profissional com um olho na invenção e outro na gestão. Revista Brasileira de Comunicação Empresarial, 8(29), 1998. CASADO, T. A motivação e o trabalho. In: FLEURY, M.T.L. (Coord.). As pessoas na organização. 4. ed. São Paulo: Gente, 2002. CHIAVENATO, I. Comportamento organizacional: a dinâmica do sucesso das organizações. 2. ed. Rio de Janeiro: Elsevier, 2005. 46 ______. Introdução à teoria geral da administração. 2. ed. Rio de Janeiro: Campus, 1999. ______. Recursos humanos: o capital humano das organizações. 8. ed. São Paulo: Atlas, 2004. DAVID, D.E.H. Intraempreendedorismo social: perspectivas para o desenvolvimento social nas organizações. Tese (Doutorado em Engenharia de Produção). Florianópolis: UFSC, 2004. DUBRIN, A.J. Princípios da administração. 4. ed. Rio de Janeiro: LTC, 2001. FERNANDES, E. Qualidade de vida no trabalho – como medir para melhorar. Bahia: Casa da Qualidade, 1996. FLEURY, M.T.L.; FISCHER, R.M. Cultura e poder nas organizações. 2. ed. São Paulo: Atlas, 1996. FREITAS, M.E. Cultura organizacional: grandes temas em debate. Revista de Administração de Empresas, São Paulo, 31(3):73-82, jul./set. 1991. GENELOT, D. Manager dans la complexité - reflexions à l’usage des dirigents. 3. ed. Paris: Insep Consulting, 2001. HUNTER, C.J. Como se tornar um líder servidor. Rio de Janeiro: Sextame, 2006. KUNSCH, M.M.K. Planejamento de relações públicas na comunicação integrada. São Paulo: Summus Editorial, 2003. LACOMBE, F.J.M. Recursos humanos: princípios e tendências. São Paulo: Saraiva, 2005. LUZ, R. Gestão do clima organizacional. Rio de Janeiro: Qualitymark, 2003. MAANEN, J.V. Reclaiming qualitative methods for organizational research: a preface. Administrative Science Quarterly, v. 24, n. 4, dezembro 1979a, pp. 520526. MARCHIORI, M.R. Organização, cultura e comunicação: elementos para novas relações com o público interno. Dissertação (Mestrado em Comunicação: Escola de Comunicações e Artes). São Paulo: Universidade de São Paulo, 1995. MARRAS, J.P. Administração de recursos humanos: do operacional ao estratégico. 3. ed. São Paulo: Futura, 2000. MATOS, F.G. Fator QF – ciclo de felicidade no trabalho. São Paulo: Makron Books, 1997. MATOS, G.G. Comunicação sem complicação: como simplificar a prática da comunicação nas empresas. Rio de Janeiro: Elsevier, 2004. 47 MAXIMIANO, A.C.A. Administração para empreendedores. São Paulo: Pearson Prentice Hall, 2006. ______. Teoria geral da administração: da escola científica à competitividade na economia globalizada. 2. ed. São Paulo: Atlas, 2000. MOTTA, P.R. Gestão contemporânea: a ciência e a arte de ser diferente. 8. ed. Rio de Janeiro: Record, 1997. NASSAR, P.; FIGUEIREDO, R. O que é comunicação empresarial. São Paulo: Brasiliense, 2005. OLIVEIRA, H.C.L. O que temos aprendido sobre este desafio permanente. In: NASSAR, P. (Org.). Comunicação interna: a força das empresas. São Paulo: Aberje Editorial, 2005, v. 2. PIMENTA, M.A. Comunicação empresarial. 4. ed. Campinas: Alínea, 2004. RÊGO, F.G.T. Tratado de comunicação organizacional e política. São Paulo: Pioneira Thompson Learning, 2002. ROBBINS, S.P. Administração: mudanças e perspectivas. São Paulo: Saraiva, 2003. ______. Comportamento organizacional. São Paulo: Pearson Prentice Hall, 2005. RODRIGUES, M.V.C. Qualidade de vida no trabalho – evolução e análise no nível gerencial. Rio de Janeiro: Vozes, 1994. TOMASI, C.; MEDEIROS, J.B. Comunicação empresarial. São Paulo: Atlas, 2007. TORQUATO, G. Tratado de comunicação organizacional e política. São Paulo: Pioneira, 2004. VERGARA, S.C. Projetos e relatórios de pesquisa em administração. 4. ed. São Paulo: Atlas, 2003. APÊNDICE ROTEIRO DE ENTREVISTA 1. Como você definiria a comunicação empresarial interna? 2. Para você, qual a importância da comunicação empresarial interna para as organizações atuais? 3. Você considera atualmente a comunicação empresarial interna como uma ferramenta estratégica para as organizações conseguirem se destacar no mercado tão competitivo como o atual? 4. Como você descreve a relação da comunicação interna com a cultura organizacional da empresa? 5. Quais as ferramentas de comunicação interna que sua empresa adota para se comunicar com seus colaboradores? 6. De que forma sua empresa utiliza a comunicação interna para obter harmonia dos discursos dentro da empresa entre os colaboradores? 7. Você avalia existir integração interdepartamental na empresa? Como essa integração pode ser visualizada dentro da empresa? Você atribui essa integração aos tipos de ferramentas de comunicação interna existentes na empresa? 8. Até que ponto o processo de comunicação interna da empresa se encontra condizente com o planejamento compreendido na instância do estabelecimento de objetivos e metas organizacionais?