SOCIEDADE DE EDUCAÇÃO DO VALE DO IPOJUCA
FACULDADE DO VALE DO IPOJUCA – FAVIP
COORDENAÇÃO DO CURSO DE ADMINISTRAÇÃO
CURSO DE GRADUAÇÃO EM ADMINISTRAÇÃO
BRUNO RAFAEL COSTA PACHECO
COMUNICAÇÃO EMPRESARIAL INTERNA E SUA IMPORTÂNCIA PARA AS
ORGANIZAÇÕES: UM ESTUDO DE CASO NAS CASAS ALMY
CARUARU
2011
Diretor Superintendente
Luiz de França Leite
Diretor Superintendente
Vicente Jorge Espíndola Rodrigues
Diretora Executiva
Mauricélia Bezerra Vidal
Diretora Acadêmica
Mauricélia Bezerra Vidal
Coordenador do Curso de Administração
Júlio César de Santana Gonçalves
BRUNO RAFAEL COSTA PACHECO
COMUNICAÇÃO EMPRESARIAL INTERNA E SUA IMPORTÂNCIA PARA AS
ORGANIZAÇÕES: UM ESTUDO DE CASO NAS CASAS ALMY
Trabalho
de
Conclusão
de
Curso
apresentado à Coordenação do Curso de
Administração da Faculdade do Vale do
Ipojuca, como requisito parcial para
obtenção do Título de Bacharel em
Administração. Orientadora: Profª. Drª.
Carolina Dantas.
CARUARU
2011
Catalogação na fonte Biblioteca da Faculdade do Vale do Ipojuca, Caruaru/PE
P116c
Pacheco, Bruno Rafael Costa.
Comunicação empresarial interna e sua importância para as
organizações: um estudo de caso nas Casas Almy / Bruno Rafael
Costa Pacheco. -- Caruaru : FAVIP, 2011.
46 f.: il.
Orientador(a) : Carolina Dantas.
Trabalho de Conclusão de Curso (Administração de Empresas) -Faculdade do Vale do Ipojuca.
1. Comunicação empresarial interna. 2. Qualidade dos processos.
3. Otimização dos resultados. I. Título.
CDU 658[12.1]
Ficha catalográfica elaborada pelo bibliotecário: Jadinilson Afonso CRB-4/1367
BRUNO RAFAEL COSTA PACHECO
COMUNICAÇÃO EMPRESARIAL INTERNA E SUA IMPORTÂNCIA PARA AS
ORGANIZAÇÕES: UM ESTUDO DE CASO NAS CASAS ALMY
Trabalho
de
Conclusão
de
Curso
apresentado à Coordenação de do Curso
de Administração da Faculdade do Vale do
Ipojuca, como requisito parcial para
obtenção do Título de Bacharel em
Administração. Orientadora: Profª. Drª.
Carolina Dantas.
Aprovada em:
/
/
________________________________
Profª. Drª. Carolina Dantas
Orientadora
________________________________
Profº. Msc. Júlio César de S. Gonçalves
Avaliador
________________________________
Profº. Msc. Henrique de Queiroz Chaves
Avaliador
CARUARU
2011
Dedico este trabalho a todas as pessoas da
minha família, especialmente representadas
nas pessoas de meus pais, Manoel e Neuma.
AGRADECIMENTOS
Agradeço primeiramente a Deus, porque sem Ele nada seria possível, muito menos
a conclusão deste Curso.
Aos meus pais, Manoel e Neuma, que tanto me apoiaram na realização de mais
essa conquista.
À minha namorada, Huanna, por todo o carinho e apoio.
Ao Coordenador do Curso, Profº. Júlio Gonçalves, ao Profº. Henrique Chaves e à
Profª. Orientadora Drª. Carolina Dantas, pelas suas valiosas orientações, que tanto
contribuíram para a correta elaboração do presente trabalho.
Por fim, mas não menos importante, a todos que contribuíram, direta ou
indiretamente, para a construção do presente Trabalho de Conclusão de Curso.
“A maior recompensa do nosso trabalho não
é o que nos pagam por ele, mas em que ele
nos transforma”.
John Ruskin
RESUMO
O presente estudo objetiva traçar considerações relevantes acerca do tema da
comunicação empresarial interna e de sua importância para as organizações,
através do estudo de caso da empresa Casas Almy, situada em São Bento do
Una/Pernambuco, destacando os benefícios e as contribuições positivas que uma
boa comunicação empresarial interna pode trazer para a melhoria da qualidade dos
processos e dos resultados das organizações que da mesma se valem, em um
mercado tão competitivo como o mercado atual. Nesse contexto, tem-se que neste
TCC são abordados conceitos relevantes pertinentes ao tema da comunicação
empresarial interna, como sua definição, seus aspectos mais relevantes, sua relação
com a cultura organizacional de uma instituição, bem como também sua ligação com
a motivação, a produtividade e a qualidade de vida dos trabalhadores de uma
organização. Assim sendo, e tendo em vista que o presente estudo se constitui de
uma pesquisa descritiva e exploratória, realizada através de pesquisa de campo,
pesquisa bibliográfica e estudo de caso, com abordagem qualitativa dos dados, aqui
foi possível constatar, através do estudo de caso das Casas Almy, a importância e
as contribuições da comunicação empresarial interna para a melhoria de processos
e de resultados das organizações que na mesma corretamente investem, como é o
caso das Casas Almy, que está se utilizando atualmente da comunicação
empresarial interna como uma importante ferramenta estratégica para conseguir se
destacar no ramo de materiais de construção.
PALAVRAS-CHAVE: Comunicação Empresarial Interna. Qualidade dos Processos.
Otimização dos Resultados.
ABSTRACT
This study aims to draw relevant considerations on the subject of internal corporate
communication and its importance for organizations, through the case study of the
company Casas Almy, located in São Bento do Una/Pernambuco, highlighting the
benefits and the positive contributions that a good internal business communications
can bring to improving the quality of processes and results of the same organizations
that rely on a market as competitive as the current market. In this context, it is had
that in this TCC are relevant concepts important to the issue of internal corporate
communication, as its definition, its most relevant aspects, its relation to the
organizational culture of an institution and also its connection with the motivation,
productivity and quality of life of workers in an organization. Therefore, and
considering that the present study is a descriptive and exploratory, done through field
research, literature review and case study approach with qualitative data, was
possible here to evidence, through the case study of the Casas Almy, the importance
and contributions of corporate communications for internal process improvement and
results of organizations that invest in it properly, such as the Casas Almy, who is
currently using of the internal corporate communication as an important strategical
tool for obtaining if detaching in the branch of construction materials.
KEYWORDS: Internal Corporate Communication. Quality Processes. Results of
Optimization.
SUMÁRIO
1. INTRODUÇÃO
10
1.1. Problema de Pesquisa
11
1.2. Objetivos
11
1.2.1. Objetivo Geral
11
1.2.2. Objetivos Específicos
12
1.3. Justificativa
12
1.4. Descrição da Estrutura do Trabalho
13
2. REVISÃO DE LITERATURA
14
2.1. Definição de Comunicação Empresarial Interna
14
2.2. Aspectos Mais Relevantes da Comunicação Empresarial Interna
17
2.3. Comunicação Empresarial Interna e Cultura Organizacional
20
2.4. Comunicação Interna e sua Relação com Qualidade de Vida no Trabalho,
Produtividade e Motivação
23
3. METODOLOGIA
32
3.1. Pesquisa quanto aos Fins
32
3.2. Pesquisa quanto aos Meios
32
3.3. Pesquisa quanto à Forma de Abordagem
33
3.4. Coleta e Análise dos Dados
34
4. APRESENTAÇÃO E ANÁLISE DOS RESULTADOS
35
5. CONSIDERAÇÕES FINAIS
43
REFERÊNCIAS
45
APÊNDICE – ROTEIRO DE ENTREVISTA
10
1. INTRODUÇÃO
O presente Trabalho de Conclusão de Curso objetiva traçar considerações
relevantes acerca do tema “comunicação empresarial interna e sua importância para
as organizações”, destacando os benefícios e as contribuições positivas que uma
boa comunicação empresarial interna pode trazer para a melhoria da qualidade dos
processos e dos resultados das organizações que da mesma se valem, em um
mercado tão competitivo como o mercado atual, no qual as empresas precisam se
destacar para poderem ocupar e manter seu espaço, tudo isso através do estudo de
caso específico das Casas Almy, situada em São Bento do Una/Pernambuco.
Nesse contexto, pode-se desde já afirmar que uma boa comunicação
empresarial interna é capaz de motivar os colaboradores de uma organização e
também melhorar sua qualidade de vida no trabalho, o que conseqüentemente fará
com que esses colaboradores elevem a produtividade, tendo em vista que um
colaborador motivado e satisfeito é capaz de aumentar seu rendimento e melhorar
os resultados obtidos pela empresa no mercado, posto que tudo o que é feito de
bom e positivo dentro da organização se refletirá no cliente externo e, por
conseguinte, no mercado. Eis, aqui, portanto, porque atualmente se fala tanto em
valorização dos recursos humanos dentro das empresas.
Sendo assim, neste TCC são abordados conceitos relevantes pertinentes ao
tema da comunicação empresarial interna, como sua definição, seus aspectos mais
relevantes, sua relação com a cultura organizacional de uma instituição, bem como
também sua ligação com a motivação, a produtividade e a qualidade de vida dos
trabalhadores de uma organização. Tudo isso visando deixar evidente que a
comunicação empresarial interna atualmente se constitui em uma ferramenta
estratégica para o desenvolvimento das organizações. Em assim sendo, pode-se
aqui afirmar que uma boa comunicação empresarial interna é um fator essencial
para a melhoria de processos nas organizações e para a otimização de suas
atividades, influenciando positivamente no alcance dos objetivos estratégicos e até
mesmo sendo fator decisivo para a sobrevivência dessas organizações.
Assim, cumpre ressaltar que a pesquisa em apreço visa deixar evidente que a
comunicação empresarial interna de qualidade (comunicação esta que deve ser
transparente,
ágil,
democrática
e
participativa)
é
um
fator
indispensável
11
principalmente para a melhoria de processos das organizações, refletindo, assim, os
valores das organizações diante de um mercado cada vez mais competitivo,
tornando-se, dessa forma, importante realizar uma pesquisa na bibliografia
contemporânea acerca do tema da comunicação empresarial interna e sua
relevância e contribuição para as organizações na atualidade, visando destacar seus
benefícios e suas contribuições positivas, bem como também realizar um estudo de
caso para comprovar a importância e contribuição da comunicação interna na
prática.
1.1. Problema de Pesquisa
Nesse contexto, e diante de tudo o que até agora foi exposto, tem-se como
problema norteador da pesquisa ora em apreço o seguinte questionamento: até que
ponto a comunicação empresarial interna contribui para a melhoria da qualidade dos
processos e dos resultados das organizações na atualidade?
1.2. Objetivos
1.2.1. Objetivo Geral
Descrever a importância da comunicação empresarial interna para a melhoria
de processos nas organizações, através do estudo de caso das Casas Almy, situada
em São Bento do Una/PE.
12
1.2.2. Objetivos Específicos
a) Caracterizar as ferramentas de comunicação empresarial interna utilizadas
pela empresa Casas Almy, de São Bento do Una/PE;
b) Avaliar o grau de complementariedade entre as ferramentas de
comunicação interna utilizadas pela organização em estudo;
c) Verificar a importância da comunicação interna para a integração
interdepartamental na referida empresa objeto de estudo.
1.3. Justificativa
Tem-se que a escolha do tema ‘comunicação empresarial interna’ para
pesquisa se justifica justamente em virtude da relevância que o assunto vem
adquirindo durante os anos, especialmente em relação à importância da
comunicação interna nas organizações brasileiras para a melhoria de processos das
instituições atuais, sendo cada vez mais a comunicação interna reconhecida como
uma crescente necessidade, principalmente em virtude de seus benefícios.
Nesse sentido, é possível afirmar, especialmente em virtude dos benefícios
que a mesma pode trazer para as organizações, que a comunicação empresarial
interna pode ser atualmente considerada uma ferramenta estratégica essencial ao
bom funcionamento de uma organização, correspondendo a uma necessidade
básica, justamente porque a mesma colabora para um melhor desempenho do
elemento humano das organizações atuais, e, por conseqüência, para uma maior
dinamização e melhoria de processos e resultados.
Por fim, é importante esclarecer que a temática se constitui em uma questão
de gestão de pessoas, estando tanto a comunicação interna quanto a gestão de
pessoas relacionadas diretamente com a cultura organizacional da instituição,
propiciando, assim, a interação da equipe de colaboradores no trabalho, fazendo
com que a informação flua em todos os setores e níveis, colaborando para a
excelência dos produtos vendidos e dos serviços prestados aos clientes.
13
1.4. Descrição da Estrutura do Trabalho
O presente trabalho está estruturado da seguinte maneira:
Introdução: delimita o assunto tratado, traçando os elementos necessários
para situar o tema, bem como também delineando as linhas gerais da pesquisa, ao
expor o problema de pesquisa, os objetivos geral e específicos, a justificativa e a
presente descrição da estrutura do trabalho, fornecendo, assim, uma visão
preliminar da pesquisa.
Revisão de Literatura: realiza a revisão de literatura acerca do tema,
utilizando aqui todo o material necessário para melhor fundamentar teoricamente a
presente pesquisa, destacando o que é realmente relevante saber sobre o tema
objeto da pesquisa.
Metodologia: traça o percurso metodológico trilhado pela presente pesquisa
para que a mesma consiga atingir os objetivos propostos, classificando a pesquisa
quanto ao método, quanto aos objetivos, quanto ao procedimento técnico e quanto à
forma de abordagem, bem como também expondo a forma de coleta, análise e
exposição dos dados.
Apresentação e Análise dos Resultados: expõe e analisa os resultados aos
quais se foi possível chegar com a realização do estudo de caso desenvolvido pela
pesquisa.
Considerações Finais: expõem as conclusões às quais se foi possível chegar
através da realização da pesquisa, bem como também expõem recomendações
relevantes relacionadas ao tema de pesquisa.
Referências: enumera, por ordem alfabética, as referências bibliográficas
utilizadas para compor a revisão de literatura do presente trabalho.
14
2. REVISÃO DE LITERATURA
2.1. Definição de Comunicação Empresarial Interna
Inicialmente, cumpre definir o que deve ser compreendido como comunicação
empresarial. Nesse sentido, Pimenta (2004, p. 99) conceitua a comunicação
empresarial:
Como o somatório de todas as atividades de comunicação da
empresa. É uma atividade multidisciplinar que envolve métodos e
técnicas de relações públicas, jornalismo, assessoria de imprensa,
lobby, propaganda, promoções, pesquisa, endomarketing e
marketing.
Para Cahen (1990), a comunicação empresarial se constitui em uma
atividade sistêmica, de caráter estratégico, estando ligada aos mais altos escalões
da organização, e tendo por objetivos criar, manter, ou, ainda, mudar para favorável,
quando for negativa, a imagem da organização junto a seus públicos prioritários.
Isso deixa bastante claro que a comunicação empresarial é um conjunto de
métodos e técnicas de comunicação dentro da organização direcionada ao público
interno e externo, sendo justamente o somatório de todas as atividades de
comunicação da organização, devendo, portanto, ser elaborada de maneira
multidisciplinar, com base em métodos e técnicas de relações públicas, propaganda,
promoções, jornalismo, lobby, pesquisa e marketing, e dirigida à sociedade,
consumidores, empregados e formadores de opinião, devendo ter como referência
justamente o planejamento estratégico da organização (TOMASI; MEDEIROS,
2007).
Portanto, pode-se constatar que a comunicação empresarial engloba um
complexo conjunto de ações, estratégias e processos desenvolvidos no sentido de
reforçar a imagem de uma organização perante os seus públicos de interesse
(diretores, colaboradores, consumidores etc.) ou perante a opinião pública, sendo de
se destacar, portanto, que a comunicação empresarial é justamente um instrumento
de gestão que cria e desenvolve uma cultura organizacional positiva, na qual todos
15
os componentes humanos das organizações se sintam envolvidos e, de alguma
maneira, participantes (GENELOT, 2001).
Por sua vez, pode-se dizer que a comunicação empresarial interna se
constitui em uma das maneiras de uma organização se comunicar com seu público
prioritário, composto por seus colaboradores, tipo de comunicação esta que visa
primordialmente à motivação dos funcionários de uma organização, contribuindo,
dessa forma, para o desenvolvimento e a manutenção de um clima organizacional
positivo, bastante propício ao cumprimento de metas estratégicas da organização e
também ao crescimento continuado de suas atividades, serviços e linhas de
produtos (RÊGO, 2002).
Nassar e Figueiredo (2005, pp. 73-74) afirmam que a comunicação interna “é
a ferramenta que vai permitir que a administração torne comuns as mensagens
destinadas a motivar, estimular, considerar, diferenciar, promover, premiar e agrupar
os integrantes de uma organização”, destacando que “a gestão e seu conjunto de
valores, missão e visão de futuro proporcionam as condições para que a
comunicação empresarial atue com eficácia”, restando claro, desde já, portanto, a
importância e a contribuição de uma comunicação interna eficaz para as
organizações.
Isso tudo porque, consoante afirmam Tomasi e Medeiros (2007), os
trabalhadores/colaboradores das organizações necessitam conhecer a organização
em que trabalham, sua visão, sua missão, suas estratégias, o espírito que a anima,
pois sem esse conhecimento torna-se difícil estabelecer metas para serem
alcançadas, se tornando igualmente difícil, sem que os colaboradores internos
tenham esse nível de consciência, passar para a sociedade a imagem institucional
da organização que se almeja ter.
Portanto, e de acordo com Baldissera (2000), pode-se compreender que a
comunicação empresarial interna é aquela dirigida ao público interno das
organizações, especialmente aos funcionários, e cuja principal finalidade é promover
a máxima integração entre a organização e seus funcionários. Já segundo Kunsch
(2003, p. 154), a comunicação empresarial interna se constitui em um:
Setor planejado, com objetivos bem definidos, para viabilizar toda a
interação possível entre a organização e seus empregados, usando
ferramentas da comunicação institucional e até da mercadológica
(para o caso do endomarketing ou marketing interno).
16
Para Oliveira (2005, p. 72), a comunicação empresarial interna se constitui no
“conjunto de meios, processos, funções, conteúdos e comportamentos que geram
oportunidades para que se estabeleça a convergência entre os valores e objetivos
da empresa e os de seus colaboradores [...]”. Tem-se que a comunicação
empresarial interna engloba um conjunto de diversas atividades que visam
comunicar com clareza, eficiência e eficácia as informações internas para seus
públicos prioritários, que no caso são seus colaboradores.
Isso deixa claro que o objetivo primordial da comunicação empresarial interna
é estabelecer uma conexão de motivação e de transparência entre os funcionários e
a organização, através da divulgação de, por exemplo, normas, procedimentos,
eventos, notícias, treinamento, metas e quaisquer outros tipos de informações que
estejam diretamente relacionadas à rotina de trabalho de seus funcionários dentro
da organização, o que deixa evidente que uma comunicação empresarial interna de
qualidade é capaz de melhorar o relacionamento entre os colaboradores internos de
uma organização, desenvolvendo formas de agir e ser, ou seja, um comportamento
positivo nesses colaboradores, o que influenciará na formação da personalidade da
organização, agregando, assim, valores a essa organização e impulsionando
transformações bastante positivas, uma vez que uma organização que escuta seus
colaboradores internos e leva em consideração suas idéias, suas críticas e suas
diferenças de percepção, fazendo desse caminho uma trilha para mostrar suporte e
aceitação a esses colaboradores, cria um ambiente de trabalho mais sadio e aberto,
proporcionando, assim, com que esses colaboradores tenham maior satisfação e
produtividade nessa organização, favorecendo, dessa forma, o crescimento e o
desenvolvimento da mesma, conseguindo obter melhores resultados e alcançando
seus objetivos.
Logo, pode-se compreender que a comunicação empresarial interna se
constitui em uma verdadeira ferramenta estratégica para compatibilização dos
interesses de uma organização e de seus funcionários, isso primordialmente através
do estímulo ao diálogo, à troca de informações e de experiências e também à
participação dos colaboradores de todos os níveis. Nesse contexto, pode-se concluir
que a comunicação empresarial interna é um verdadeiro instrumento para a melhoria
de processos e também da gestão administrativa de uma organização.
Aqui cumpre esclarecer o que vem a ser público interno, que, de acordo com
Azevedo (1998), pode ser considerado como sendo todos aqueles que estão dentro
17
de uma organização. Já Andrade (2003) conceitua público interno como sendo
“embaixadores da boa vontade”, na medida em que os clientes de uma organização
e a comunidade em geral acreditarão de maneira mais fácil e mais confiável no que
diz um empregado/colaborador com relação à organização na qual o mesmo
trabalha do que nas reações de quaisquer outras pessoas.
Tem-se que este conceito está ligado diretamente ao de cliente interno, que
são justamente as pessoas a quem os empregados/colaboradores direcionam seus
serviços ou que recebem algum tipo de produto, necessário à realização do trabalho
dos colaboradores das organizações, podendo-se citar como exemplos de clientes
internos o diretor, o chefe, o gerente ou o colega de trabalho, dentre outros.
Por fim, o termo colaborador pode ser definido como sendo comumente
usado para designar todos os indivíduos que colaboram com uma organização,
através da oferta de trabalho, sendo, portanto, um correspondente ao termo
trabalhador ou funcionário/empregado da empresa, podendo, contudo, incluir
também, além das pessoas que fazem parte do quadro de trabalhadores fixos da
entidade, outros prestadores de serviços que, de maneira individual, prestam
serviços de maneira regular e sob as ordens de outros colaboradores de
determinada organização, sendo, ainda, importante destacar que o termo
colaborador faz com que o empregado se sinta mais valorizado e parte importante
da organização, uma vez que o mesmo passa a tomar a consciência de que pode
diretamente colaborar com o crescimento e o desenvolvimento da organização
(FREITAS, 1991).
2.2. Aspectos Mais Relevantes da Comunicação Empresarial Interna
Pode-se verificar que a qualidade da comunicação empresarial interna se
constitui em um fator indispensável para o sucesso das organizações nos dias de
hoje, isso especialmente em virtude de uma concorrência cada vez mais ágil e
agressiva presente no mercado atual, uma vez que diante desse mercado, no qual
diversas organizações estão presentes tentando vender os mesmos produtos e
oferecendo os mesmos serviços, as organizações que conseguirão melhor atingir
seu público-alvo e ocupar o lugar desejado no mercado serão justamente aquelas
18
que conseguirem se destacar, apresentando produtos e serviços de maior qualidade
a um custo justo, bem como se utilizando das corretas estratégias de marketing
capazes de melhor comunicar as características e os benefícios desses
produtos/serviços, o que deixa claro que o sucesso de uma organização depende
justamente das suas habilidades de comunicação e também de como esse processo
é justamente trabalhado entre os seus colaboradores internos (como, por exemplo,
seus funcionários), o que mais uma vez destaca a importância e a contribuição de
uma comunicação empresarial interna efetiva e eficaz nesse processo.
Portanto, torna-se evidente a relevância de uma boa comunicação interna
para o sucesso e a prosperidade das organizações, posto que a competitividade do
mercado hodierno está cada vez mais acirrada, fazendo com que seja indispensável
que as organizações da atualidade se comuniquem de maneira estratégica com seu
público interno (seus colaboradores), uma vez que o mesmo interfere e contribui
diretamente nas atividades das organizações, sendo, portanto, essencial para o
sucesso das mesmas, se constituindo a comunicação interna em um verdadeiro
instrumento de gestão empresarial.
É nesse contexto que Rêgo (2002, p. 54) destaca que a comunicação
empresarial interna pode ter sua missão definida como sendo:
Contribuir para o desenvolvimento e a manutenção de um clima
positivo, propício ao cumprimento das metas estratégicas da
organização e ao crescimento continuado de suas atividades e
serviços e à expansão de suas linhas de produtos.
Desta forma, ela é definida em consonância com a realidade do
público interno de uma organização. Faz-se entender o porquê não
existem programas de comunicação prontos, uma vez que este
depende dos objetivos, metas e estratégias que são previamente
definidas, sendo esta somatória dos esforços individuais que levará
ao sucesso do processo comunicacional empresarial.
Nesse contexto, Torquato (2004) afirma que a supracitada missão da
comunicação empresarial interna somente será atingida através da consecução
integrada de metas temporais (definição de intenções a serem implementadas em
certos espaços de tempo) e pela realização de vários objetivos, dentre os quais se
podem destacar os que seguem na tabela abaixo:
19
Motivar e integrar o corpo funcional na cadeia de mudanças
organizacionais, estabelecendo mecanismos e ferramentas de
informação, persuasão e envolvimento.
Criar climas favoráveis à mudança de realidade, tornando a
organização sensível às transformações, graças à energia criativa
de seus recursos humanos.
Direcionar as ações para as metas principais, racionalizar esforços,
priorizar situações e tomar decisões ágeis e corretas.
Contribuir para a alavancagem dos potenciais humanos,
construindo as bases de uma cultura proativa e fundamentalmente
direcionada ao foco negocial.
Cristalizar os ideais de inovação e mudanças, pela apresentação
ordenada e sistemática dos conceitos e princípios da integração
sistêmica.
OBJETIVOS DA
Criar elementos de sinergia intersetores, contribuindo para o
COMUNICAÇÃO
desenvolvimento do conceito do trabalho cooperativo.
EMPRESARIAL INTERNA Aperfeiçoar processo e técnicas operativas, por meio de
comunicações claras, transparentes e ágeis que permitam ao
funcionário captar, absorver e internalizar os inputs (as entradas, as
mensagens) dos sistemas normativo, tecnológico e operativo.
Reforçar o sistema de decisões, por meio de um conjunto de
informações que sirvam para melhorar padrões e critérios decisórios
na organização.
Apoiar os novos conceitos que impregnam o modelo de gestão
destacando-se entre eles o conceito de unidades de negócios
(modelo descentralizado que propicia aos departamentos e setores
certa autonomia para a realização de metas e objetivos).
Abrir as comunicações ascendentes, permitindo maior capacidade
de vazão aos potenciais e energias criativas do corpo funcional,
maximizando a força produtiva da organização.
Despertar sentimento de vitória e orgulho em todos os segmentos,
fazendo-os conscientes de que o sucesso da organização dará a
cada um a contra-partida para o sucesso pessoal.
Apresentar a linha de produtos de forma que funcionários de todos
os níveis conheçam os produtos de sua organização.
Permitir aos níveis gerenciais maior compreensão, melhor
acompanhamento e interpretação das tendências sociais e uma
leitura crítica mais adequada dos cenários políticos e econômicos,
por meio de comunicações especializadas.
Oferecer maior transparência aos objetivos e às metas da
organização, facilitando a apreensão das abordagens e
promovendo maior engajamento de setores, áreas e
departamentos.
Exibir imagem forte, pela passagem de um conceito de fortaleza em
movimento capaz de superar as dificuldades e os problemas.
Tabela 1 – Principais Objetivos da Comunicação Empresarial Interna.
Fonte: Adaptado de Torquato (2004, pp. 54-55).
Portanto, pode-se verificar que a comunicação empresarial interna deve ser
bastante dinâmica, buscando transmitir de maneira rápida, clara e objetiva as
informações relevantes a todos os setores das organizações, orientando os seus
colaboradores, possibilitando o compartilhamento de significados e valores,
estimulando, ainda, a integração dos funcionários no sentido do sucesso e do
20
progresso da organização, uma vez que, consoante o que leciona Kunsch (2003, p.
161):
A eficácia da comunicação nas organizações passa pela valorização
das pessoas como indivíduos e cidadãos. Os gestores da
comunicação devem desenvolver uma atitude positiva em relação à
comunicação, valorizar a cultura organizacional e o papel da
comunicação nos processos de gestão participativa. Devem se
planejar conscientemente para a comunicação e desenvolver
confiança entre emissores e receptores.
Isso tudo deixa ainda mais evidente a relevância da comunicação interna para
as organizações, de um modo geral, e também para os seus colaboradores, que em
muito podem contribuir para um bom desenvolvimento da organização, uma vez que
o fator humano se constitui em um dos melhores aliados para as organizações que
pretendem se desenvolver cada vez mais no mercado atual.
2.3. Comunicação Empresarial Interna e Cultura Organizacional
Segundo o que lecionam Brown e Svenson (1998, p. 9):
A cultura organizacional refere-se ao padrão de crenças, valores e
meios aprendidos de lidar com a experiência que tiveram durante o
curso da história de uma organização, que tende a ser manifestada
em seus arranjos materiais e no comportamento de seus membros.
No mesmo sentido, Robbins (2005, p. 228) afirma que a cultura
organizacional:
É, por definição, sutil, intangível, implícita e sempre presente. Mas
toda a organização desenvolve um conjunto básico de premissas,
convicções e regras implícitas que governam o comportamento
rotineiro no ambiente de trabalho.
De acordo com Schein apud Freitas (1991), a cultura organizacional consiste
justamente no modelo de pressupostos básicos que um grupo de pessoas inventou,
descobriu
ou
desenvolveu
no
processo
de
aprendizagem,
objetivando
primordialmente lidar com problemas de adaptação externa e integração interna,
21
sendo importante frisar que na medida em que os supracitados pressupostos
tenham funcionado suficientemente bem para serem considerados válidos, os
mesmos passam a ser ensinados aos demais membros da organização como a
forma correta de se perceber, pensar e sentir em relação àqueles problemas.
Apresentando um conceito bem semelhante ao de Schein, Marras (2000, p.
290) advoga que:
Cultura organizacional é o modelo de pressupostos básicos que um
grupo assimilou na medida em que resolveu os seus problemas de
adaptação externa e integração interna e que, por ter sido
suficientemente eficaz, foi considerado válido e repassado (ensinado)
aos demais (novos) membros como a maneira correta de perceber,
pensar e sentir em relação àqueles problemas.
Para Chiavenato (2004), a cultura organizacional de uma empresa representa
justamente as formas informais e não escritas capazes de orientar o comportamento
dos membros dessa organização no seu cotidiano e de direcionar suas ações
visando à realização dos objetivos organizacionais, sendo a cultura organizacional,
portanto, o conjunto de hábitos e crenças estabelecidos por meio de normas,
valores, atitudes e expectativas compartilhadas por todos os colaboradores de uma
organização, o que leva a afirmar, portanto, que a cultura organizacional espelha
justamente a mentalidade que predomina em uma organização.
Corroborando
com
Chiavenato,
Maximiano
(2000)
conceitua
cultura
organizacional como o conjunto de hábitos, crenças e valores que as comunidades e
grupos sociais desenvolvem e transmitem a seus integrantes e também às novas
gerações de integrantes, podendo-se afirmar que a cultura organizacional
representa justamente a “moldura” através da qual fatos, objetos e indivíduos são
interpretados e avaliados.
Também apresentando uma definição bastante esclarecedora, Lacombe
(2005) destaca que a cultura organizacional se constitui no conjunto de valores em
vigor em uma organização, suas relações e sua hierarquia, definindo e
estabelecendo os padrões de comportamento e de atitudes que governam e
determinam as ações e decisões mais importantes da administração, podendo,
também, ser a cultura organizacional considerada como crenças em relação ao que
é relevante na vida e expectativas acerca do comportamento dos membros de uma
organização.
22
Por isso que Luz (2003) defende que a cultura organizacional influencia
justamente o comportamento de todos os colaboradores e grupos dentro de uma
organização, impactando, assim, o cotidiano dessa organização, bem como suas
decisões, as atribuições de seus colaboradores, as formas de relacionamento com
seus parceiros comerciais, as formas de recompensas e punições, o estilo da
liderança adotado pela organização, seu mobiliário, o processo de comunicação
interna e externa de uma organização, a forma como seus colaboradores se vestem
e se portam no ambiente de trabalho, sua propaganda, seu padrão arquitetônico,
dentre outros aspectos.
Desde já, pode-se concluir, portanto, que a cultura organizacional de uma
organização se refere justamente a um sistema de crenças, convicções, valores,
premissas e regras compartilhados pelos membros dessa organização justamente
para governar e ditar o comportamento que deve ser desenvolvido e respeitado no
meio ambiente laboral, pode-se assim dizer.
Portanto, e como bem ensina Marras (2000), pode-se concluir que toda
organização possui uma cultura organizacional própria que identifica seus costumes,
suas crenças, seus valores, suas regras, sendo justamente pela sua cultura que a
organização fixa a marca do seu perfil e também orienta ou controla o
comportamento dos colaboradores que a formam.
Por fim, e diante de tudo o que aqui foi exposto e analisado, pode-se concluir
que a cultura organizacional de uma organização está direta e intimamente ligada às
premissas básicas que fundamentam seus objetivos e suas políticas, condicionando
e orientando, assim, portanto, as ações e decisões dessa organização, bem como
também determinando o comportamento de seus membros e colaboradores no
ambiente de trabalho, o que leva a se poder afirmar que a cultura organizacional de
uma empresa pode favorecer a melhoria dos processos e a otimização das
atividades dessa organização.
Nesse contexto, pode-se afirmar que uma boa comunicação empresarial
interna está também intimamente relacionada à cultura organizacional de uma
empresa, uma vez que é justamente a partir da análise da cultura organizacional de
uma instituição que os profissionais de comunicação procuram as ferramentas para
se comunicar e se fazerem entender no mesmo nível de expectativa do público
interno dessa organização, posto que uma comunicação interna somente se torna
efetiva e eficaz a partir do momento no qual seu público interno (colaboradores,
23
gerentes etc.) compreende, aceita, participa e coloca em prática um comportamento
que gera as mudanças propostas pela organização, tendo, assim, portanto, o poder
de criar valores e impulsionar essa organização para transformações positivas.
A este respeito, é que Bueno (2003, p. 77) afirma que:
Cada vez mais, fica evidente que as manifestações no campo da
comunicação empresarial estão atreladas à cultura da organização e
que cada indivíduo, cada fluxo ou rede, cada veículo ou canal de
comunicação molda-se a esta cultura.
É relevante esclarecer, de acordo com os ensinamentos de DuBrin (2001, p.
352), que se pode compreender como cultura organizacional justamente o “[...]
sistema de valores e crenças compartilhados que influenciam o comportamento do
trabalhador”, sendo ainda importante destacar que as forças que moldam a cultura
organizacional de uma empresa, em geral, possuem origem nos valores, nas
práticas administrativas e na personalidade de seu fundador, que justamente a
transmite aos seus colaboradores através de ensinamentos, orientações e
informações.
Portanto, torna-se possível compreender a estreita ligação da cultura
organizacional com a comunicação empresarial interna, uma vez que é justamente a
comunicação empresarial interna que colaborará para a formação e manutenção de
uma cultura organizacional (positiva ou negativa) das organizações. Por isso que
Marchiori (1995, p. 40) defende que “a cultura organizacional só se efetiva a partir do
momento em que o público interno entenda, participe, aceite e desempenhe um
comportamento que gere a mudança proposta pela organização”, comportamento
esse que se forma através de uma comunicação interna de qualidade.
2.4. Comunicação Interna e sua Relação com Qualidade de Vida no Trabalho,
Produtividade e Motivação
Além de estar diretamente relacionada com a cultura organizacional da
empresa, pode-se afirmar que a comunicação empresarial interna também mantém
íntima relação com produtividade, motivação e qualidade de vida no trabalho, na
medida em que uma comunicação interna positiva e eficaz é capaz de motivar os
24
colaboradores da organização, aumentando a produtividade dos mesmos, ao
mesmo tempo em que é capaz de favorecer o desenvolvimento de uma maior
qualidade de vida no trabalho, ao justamente favorecer a melhoria dos processos da
organização e também a otimização das atividades da empresa, fazendo, assim,
conseqüentemente, com que os colaboradores da empresa passam a se sentir mais
satisfeitos e mais valorizados, e passem a se sentir parte dessa organização, e a
“vestirem a camisa” da empresa.
Nesse contexto, passa-se a partir de agora a se tecerem considerações
relevantes acerca da relação da comunicação empresarial interna e motivação,
produtividade e qualidade de vida no trabalho.
Inicialmente, é importante esclarecer o que se deve compreender por
motivação. Nesse contexto, Motta (1997, p. 192) advoga que no “seu sentido mais
comum, a motivação é vista como o grau de vontade e dedicação de uma pessoa na
sua tentativa de desempenhar bem uma tarefa”.
No mesmo sentido, Robbins (2003, p. 342) afirma que:
Motivação é a disposição de exercer um nível elevado e permanente
de esforço em favor das metas da organização, sob a condição de
que o esforço seja capaz de satisfazer alguma necessidade
individual.
Destaque-se que foi justamente com Elton Mayo que as teorias motivacionais
ganharam uma nova perspectiva, ao passarem justamente a dar importância ao
indivíduo em sua totalidade, defendendo a premissa de que a melhor forma de
motivar os funcionários de uma organização é justamente valorizando-os por suas
atitudes, reconhecendo o seu valor pessoal, além também de buscar a satisfação de
suas necessidades sociais, melhorando o ambiente de trabalho e fazendo-os se
sentirem sempre parte de um grupo, sempre parte da empresa (BERGAMINI, 1997).
Por isso que Casado (2002) defende a idéia de que a estratégia motivacional
aplicada ao público interno de uma organização deve consistir justamente em fazer
com que os colaboradores dessa organização se sintam importantes, na medida em
que existem canais de comunicação interna abertos para que esses colaboradores
sejam ouvidos e que suas idéias, críticas e opiniões sejam levadas em
consideração, permitindo, assim, a interferência e a livre expressão desses
25
colaboradores no modo de executar seu trabalho e também o auxílio nas decisões e
ações da empresa.
Portanto, pode-se afirmar que a motivação dos colaboradores de uma
organização
passa
justamente
também
pela
compreensão
de
que
seus
colaboradores precisam saber que possuem um papel relevante na organização, e
que a mesma se importa com suas necessidades, melhorando seus processos e
otimizando suas atividades, ao mesmo tempo em que se empenha para melhorar o
ambiente de trabalho e aperfeiçoar a cultura organizacional da empresa, adequando
a satisfação das necessidades de seus colaboradores com os objetivos estratégicos
da organização, criando, assim, um ambiente de trabalho no qual seus
colaboradores possam se sentir bem com eles mesmos, com seus colegas de
trabalho e com a gerência, fazendo, assim, com que os mesmos passem, ao mesmo
tempo, a cooperarem com o grupo e a estarem sempre confiantes no atendimento
das metas organizacionais, bem como também na satisfação de suas próprias
necessidades.
É nesse contexto que Bekin (1995) defende que a comunicação empresarial
interna apresenta como uma característica preponderante a finalidade de
estabelecer um processo permanente de motivação dos seus colaboradores,
conferindo-lhes dignidade, responsabilidade e liberdade de iniciativa, devendo esse
processo motivacional ser sempre algo integrado ao cotidiano da organização, tendo
em vista que a comunicação empresarial interna possibilita criar um ambiente de
interação e integração dentro da organização baseado nos valores e objetivos da
empresa, envolvendo os colaboradores no planejamento e na tomada de decisões,
estimulando, assim, a iniciativa e a atitude criativa dos colaboradores e,
conseqüentemente, valorizando esses indivíduos dentro de seu grupo, de sua
equipe de trabalho.
É por isso que Hunter (2006, p. 109) defende que “a verdadeira motivação
consiste em manter a pessoa entusiasmada, querendo agir e dar o melhor de si à
sua equipe. Motivar é influenciar e inspirar à ação”. E é justamente nesse sentido
que a comunicação interna é capaz de atuar, conforme acima foi explicitado,
fazendo com que a organização possa favorecer a integração de seus
colaboradores à sua cultura organizacional, tornando-a, conseqüentemente, mais
produtiva e competitiva.
26
Portanto, pode-se afirmar que a comunicação empresarial interna facilita
bastante a motivação dos colaboradores de uma organização, especialmente por
esclarecer ao colaborador o que deve ser feito, ao avaliar a qualidade do seu
desempenho e também a orientar esse colaborador acerca do que fazer para
melhorá-lo.
Tal fato é justamente o que leva Chiavenato (2005) a defender que a
motivação constitui justamente a mola mestra do comportamento dos indivíduos no
trabalho e o seu conhecimento pela organização é indispensável para que essa
empresa possa contar com a colaboração irrestrita de todos os seus colaboradores,
destacando, ainda, que para poder proporcionar resultados, os colaboradores de
uma organização devem estar envolvidos em um ambiente de trabalho baseado em
um desenho organizacional bastante favorável e em uma cultura organizacional
participativa e democrática, e isso tudo requer, sem sombra de dúvidas, motivação.
Diante de tudo o que até aqui foi exposto e analisado, pode-se dizer que a
comunicação empresarial interna atualmente é vista como sendo mais uma
ferramenta motivacional à disposição das organizações, ferramenta essa bastante
capaz de contribuir justamente para a melhoria da qualidade das relações
interpessoais em seu ambiente de trabalho, trazendo impactos positivos sobre o
desempenho e os resultados gerais das organizações, ao possibilitar a melhoria dos
processos e a otimização das atividades dessas empresas.
Por sua vez, tem-se que a motivação para o trabalho é um aspecto capaz de
interferir diretamente no processo de relações humanas, e, conseqüentemente,
também na questão da produtividade no trabalho.
Isso deixa claro, portanto, que colaboradores motivados e satisfeitos não
apenas são capazes de melhorar a qualidade no trabalho, mas como também são
extremamente capazes de aumentar a produtividade de uma organização.
Portanto, resta claro que comunicação interna, motivação e produtividade
mantém íntima e direta relação, tendo em vista que a comunicação empresarial
interna de uma organização, ao ser eficiente e eficaz, é capaz de manter os
colaboradores sempre motivados, o que, por sua vez, pode ser refletido
positivamente na produtividade desses colaboradores na organização.
É por isso que Chiavenato (2005) leciona que a impulsão da produtividade
dos colaboradores de uma organização depende justamente de quão motivado
estão esses colaboradores, afirmando que a motivação se constitui em um dos
27
diversos fatores que contribuem justamente para o bom desempenho no trabalho, e,
portanto, também para o aumento da produtividade.
Também Motta (1997) dispõe que, ao longo dos tempos, as organizações
passaram a tomar consciência da íntima relação que existe entre eficiência e
motivação, o que explicaria, portanto, o baixo rendimento e a baixa produtividade em
algumas organizações justamente pela falta de motivação de seus colaboradores,
posto que a motivação é extremamente capaz de trazer entusiasmo, dedicação,
cooperação e produtividade aos colaboradores das organizações que na mesma
investem.
Nesse contexto, e de acordo com Maximiano (2000), o estudo e a análise da
motivação são extremamente relevantes para se compreender os mecanismos que
movimentam os indivíduos no trabalho, ou seja, para se compreender os
comportamentos de alto desempenho, de indiferença ou de improdutividade dos
trabalhadores, a favor ou contra os interesses da empresa e da administração.
Portanto, se existem principalmente insatisfação e desmotivação na
organização, é muito provável que as relações interpessoais não sejam satisfatórias,
o que, por conseqüência, interfere na produtividade dos seus colaboradores de
forma bastante negativa. Por outro ângulo, se há na organização um ambiente de
qualidade, de satisfação e de motivação, no qual os colaboradores se sintam bem, é
extremamente provável que os índices de produtividade dessa organização sejam
bastante elevados.
Isso tudo deixa mais que evidente que dentre os diversos aspectos e fatores
envolvidos no processo produtivo, são justamente os colaboradores de uma
organização os que assumem maior destaque e relevância, na medida em que são
esses colaboradores que serão capazes de elevar ou reduzir a produtividade de
uma organização, de melhorar ou piorar a qualidade de um serviço e, por
conseguinte, gerar maior ou menor lucro para as empresas.
Nessa esteira de idéias, a comunicação empresarial interna também assume
um importante papel, tendo em vista que a mesma é uma importante ferramenta
para que a organização possa disseminar uma boa comunicação interna e uma boa
relação interpessoal entre seus membros, nos mais variados níveis hierárquicos,
podendo assim mais fácil e claramente expor e comunicar seus objetivos
estratégicos, suas metas, suas finalidades, suas estratégias, bem como também
deixar claro a participação e a importância de cada um de seus colaboradores nesse
28
processo, mantendo-os sempre satisfeitos, valorizados e motivados, o que, em
conseqüência, é capaz de alavancar a produtividade dessa organização.
Logo, é por isso que Matos (2004) defende que os colaboradores de uma
organização sentem a necessidade de participar das decisões e de conhecer melhor
a empresa na qual trabalham, posto que isso influencia diretamente a identidade
cultural, tendo em vista que os trabalhadores pensam e agem segundo as
influências do ambiente de trabalho, o que leva a afirmar que se um profissional é
bem informado acerca do que acontece e interessa à organização da qual faz parte,
esse profissional sentirá que seu trabalho é valorizado e respeitado, e, por
conseqüência, seu comprometimento com os resultados da organização, seu
desempenho e sua produtividade irão aumentar, sem sombra de dúvidas.
Portanto, pode-se claramente afirmar que uma organização que não favorece
e não desenvolve a cultura da boa comunicação interna e da participação dentre
seus colaboradores acaba, conseqüentemente, perdendo motivação, satisfação,
qualidade, confiança, credibilidade, produtividade, competitividade e, por reflexo,
também negócios, oportunidades, clientes e mercado, restando, portanto, fadada ao
fracasso, o que leva a afirmar que hodiernamente é incontestável o reconhecimento
pelas organizações da atualidade do fato de que a comunicação empresarial interna
se reveste de uma função estratégica de resultados.
Assim como a comunicação empresarial interna está intimamente relacionada
com a motivação e a produtividade dos colaboradores de uma organização, pode-se
afirmar, por conseqüência, que a comunicação interna também está, portanto,
diretamente relacionada com a qualidade de vida no trabalho.
Nesse sentido, inicialmente cumpre esclarecer o que deve ser compreendido
por qualidade de vida no trabalho.
Inicialmente, importante esclarecer que, segundo Rodrigues (1994, p. 76), “a
qualidade de vida no trabalho tem sido uma preocupação do homem desde o início
de sua existência com outros títulos em outros contextos, mas sempre voltada para
facilitar ou trazer satisfação e bem-estar ao trabalhador na execução de sua tarefa”.
Assim sendo, e de acordo com Bom Sucesso (1997, p. 29):
Qualidade de vida trata da experiência emocional da pessoa com o
seu trabalho, no momento em que tantas mudanças sociais e
tecnológicas se instalam de forma intensa e acelerada. Aborda os
efeitos desta realidade no bem-estar da pessoa do ponto de vista
29
emocional, enfocando as conseqüências do trabalho sobre a pessoa
e seus efeitos nos resultados da organização.
Chiavenato (1999), ao tratar do tema, defende que a qualidade de vida no
trabalho envolve justamente os aspectos físicos do ambiente de trabalho e os
aspectos psicológicos, quando de um lado está o trabalhador reivindicando por
questões de bem-estar e satisfação, e do outro lado, a empresa, procurando por
produtividade com qualidade.
Para Matos (1997), a qualidade de vida no trabalho está essencialmente
relacionada com a cultura organizacional da empresa, defendendo que são
fundamentalmente a filosofia da empresa, suas crenças, sua missão, seus valores, o
clima participativo e motivacional, seu programa de comunicação interna, bem como
também as perspectivas concretas de desenvolvimento pessoal dos colaboradores
que criam a identificação organização – trabalhador, o que leva justamente a afirmar
que o componente humano é capaz de fazer a diferença na concepção da
organização, em suas estratégias e em seus resultados.
Por isso que Fernandes (1996) afirma que a qualidade de vida no trabalho é
antes e acima de tudo uma questão de atitude, na medida em que quem faz e
garante a qualidade de vida no trabalho são especialmente as pessoas que
trabalham na organização, muito mais do que o sistema, as ferramentas e os
métodos de trabalho, defendendo que colaboradores motivados e satisfeitos com a
cultura e o clima organizacional apresentam melhor nível de qualidade de vida no
trabalho e também melhor desempenho e produtividade.
É justamente por isso que Bom Sucesso (2002) afirma que a análise da
qualidade de vida no trabalho se inicia justamente pelo diagnóstico do clima interno
da organização, através da verificação das expectativas dos colaboradores e da sua
percepção sobre a organização, suas ações e seus objetivos estratégicos, de forma
a conhecer os fatores de motivação, satisfação e produtividade.
Indiscutível, portanto, o fato de que a participação dos colaboradores de uma
organização nas decisões e nas atividades desenvolvidas no trabalho proporciona
motivação profissional e, por conseguinte, maior qualidade de vida no trabalho.
Portanto, é correto afirmar que, atualmente, dar destaque à motivação profissional
no âmbito das organizações é justamente sinônimo de promover uma melhor
qualidade de vida no trabalho.
30
Tal fato leva justamente Maximiano (2006) a defender que quanto maior for o
grau de qualidade de vida no trabalho dos colaboradores de uma organização, maior
será, conseqüentemente, a satisfação, a motivação e a produtividade desses
colaboradores, tornando, assim, tanto o clima quanto a cultura organizacional mais
positivos.
Por isso que Albrecht (1992) leciona que uma boa comunicação interna, que
facilite e faça fluir um bom relacionamento interpessoal entre os colaboradores da
organização, criando um clima favorável e de motivação e satisfação, aliada à
qualidade das condições de trabalho e do meio ambiente laboral, é capaz de elevar
bastante a qualidade de vida no trabalho.
Em contrapartida, pode-se facilmente verificar que a deficiência na
comunicação empresarial interna de uma organização é capaz de gerar
desequilíbrio nos relacionamentos interpessoais e no trabalho em grupo, bem como
também
baixa
motivação,
alta
insatisfação,
falhas
de
comunicação,
desentendimentos e conflitos, baixa produtividade, e perda de qualidade de vida no
trabalho.
Portanto,
torna-se
relevante
e
indispensável
que
as
organizações
compreendam que a comunicação interna tem influência direta na qualidade de vida
dos trabalhadores e na formação de comportamentos e atitudes positivas por parte
desses colaboradores, da mesma maneira que esses seus colaboradores têm
influência efetiva na formação da cultura organizacional da empresa e na qualidade
de seus produtos e serviços, o que leva a afirmar que uma boa comunicação interna
e um bom fluxo de informações é essencial, posto que favorecem justamente a
existência de um relacionamento interpessoal favorável entre as partes da
organização, podendo-se mesmo afirmar que sem uma comunicação interna
eficiente não existem colaboradores unidos e integrados trabalhando por um objetivo
comum, que é justamente alcançar os resultados almejados pela organização da
qual fazem parte.
Tal constatação é o que leva Luz (2003) a afirmar que apenas é excelente a
organização que estende excelência à qualidade de vida de seus colaboradores.
Logo, deve-se compreender que motivação e produtividade não devem ser os
únicos motivos pelos quais se deve desenvolver uma boa comunicação empresarial
interna dentro das organizações, na medida em que é evidente a relevância da
31
implementação de programas de comunicação interna que tenham como objeto
primordial a melhoria da qualidade de vida no trabalho.
Cumpre aqui destacar que, diante de tudo o que aqui foi exposto e analisado,
pode-se concluir que, atualmente, a comunicação empresarial interna, a motivação,
a produtividade e a melhora da qualidade de vida no trabalho têm sido apontadas
pelos estudiosos do ramo como grande fator de diferencial competitivo empresarial,
o que deixa claro que tornar uma empresa competitiva atualmente passa justamente
também pela busca pela qualidade de vida de seus colaboradores, que deixou de
ser um diferencial competitivo, para hodiernamente justamente se tornar uma
condição de sobrevivência das organizações, que devem, portanto, canalizar seus
esforços para impulsionar o comprometimento humano de seus colaboradores, tudo
isso na busca pela melhora da qualidade de vida no trabalho.
Portanto, resta que é essencial conhecer o que os colaboradores pensam
acerca da organização na qual atuam e quais as suas posturas e atitudes em
relação aos diferentes aspectos dessa organização, buscando, assim, uma
participação maior por parte dos seus colaboradores (eis aqui a contribuição da
comunicação interna), posto que somente assim será possível a organização
melhorar a qualidade do seu ambiente de trabalho e a qualidade de vida dos seus
colaboradores no trabalho, posto que, como bem informa David (2004), a qualidade
de vida no trabalho não deve e não pode ser implementada apenas do ponto de
vista técnico, mas sim também especialmente do humano, na medida em que a
qualidade de vida no trabalho hodiernamente deve ser compreendida como sendo
uma forma de pensamento envolvendo indivíduos, trabalho e organizações, no qual
se sobressaem dois aspectos importantes, a saber: a preocupação primordial com o
bem-estar dos colaboradores da organização e com a eficácia organizacional; e a
participação desses mesmos colaboradores nas decisões e problemas do trabalho.
32
3. METODOLOGIA
3.1. Pesquisa quanto aos Fins
Esta pesquisa, quanto aos fins, classifica-se como sendo de natureza
descritiva e explicativa. Segundo Vergara (2003), a pesquisa descritiva é uma
pesquisa conclusiva que tem como principal objetivo a descrição de algo. Já a
pesquisa de ordem explicativa é a que visa identificar os fatores que determinam ou
contribuem para a ocorrência de um fenômeno.
Assim, esta pesquisa é descritiva porque, num primeiro momento, busca
registrar de que forma se dá o processo de comunicação interna nas Casas Almy. E
explicativa porque num segundo plano este TCC busca identificar a importância e as
contribuições que este processo de comunicação proporciona para a melhoria dos
processos organizacionais.
3.2. Pesquisa quanto aos Meios
Esta pesquisa, quanto aos meios, classifica-se como pesquisa de campo,
bibliográfica e estudo de caso. Segundo Vergara (2003), a pesquisa de campo é a
investigação empírica realizada no local onde o fenômeno ocorre ou que dispõe de
elementos para explicá-lo. No caso deste TCC, foram necessárias visitas à empresa
estudada com vistas a buscar elementos que pudessem contribuir para a
compreensão do processo de comunicação interna.
A pesquisa bibliográfica é aquela elaborada a partir de material já publicado,
constituído de livros, artigos etc. (Vergara, 2003). Nesse sentido, para a realização
deste TCC foi necessária uma vasta revisão bibliográfica sobre o tema em apreço.
E o estudo de caso foi a forma encontrada pelo autor deste TCC para discutir
a temática em apreço com base num caso ilustrador – o da Casas Almy.
33
3.3. Pesquisa quanto à Forma de Abordagem
Por fim, quanto à forma de abordagem do problema, utilizou-se aqui a
abordagem qualitativa, que, de acordo com Oliveira (2004, p. 116) difere da
abordagem quantitativa justamente “pelo fato de não empregar dados estatísticos
como centro do processo de análise de um problema”, sendo de se enfatizar que a
utilização de um tratamento qualitativo de um problema aqui se justifica por se
apresentar como uma forma adequada para se poder entender a relação de causa e
efeito dos fenômenos e, por conseguinte, chegar às suas verdades e razões.
É por isso que Rodrigues (2006, p. 90) afirma que a pesquisa qualitativa é o
tipo de abordagem científica que:
Não emprega procedimentos estatísticos ou não tem, como objetivo
principal, abordar o problema a partir desses procedimentos. É
utilizada para investigar problemas que os procedimentos estatísticos
não podem alcançar ou representar, em virtude de sua
complexidade. Entre esses problemas, podemos destacar aspectos
psicológicos, opiniões, comportamentos, atitudes de indivíduos ou de
grupos. Por meio da abordagem qualitativa, o pesquisador tenta
descrever a complexidade de uma determinada hipótese, analisar a
interação entre as variáveis e ainda interpretar os dados, fatos e
teorias.
Portanto, em relação à forma de abordagem, tem-se que a natureza da
pesquisa configurou-se como sendo qualitativa, traduzindo, portanto, as informações
colhidas qualitativamente, visando, dessa forma, oferecer uma melhor compreensão
acerca do problema de pesquisa, sendo ainda importante esclarecer, conforme
informa Maanen (1979a), que a pesquisa qualitativa assume diferentes significados,
compreendendo justamente um conjunto de diferentes técnicas interpretativas que
visam descrever e decodificar os componentes de um sistema complexo de
significados, tendo por finalidade traduzir e expressar o sentido dos fenômenos do
mundo social, tratando de reduzir a distância entre indicador e indicado, entre teoria
e dados, entre contexto e ação.
34
3.4. Coleta e Análise dos Dados
A coleta de dados deste TCC se deu de março a outubro de 2011, através de
entrevista em profundidade (conforme apêndice) com o Diretor das Casas Almy, Sr.
Rawdson Cavalcanti, com a finalidade de buscar subsídios para descrever à luz da
direção da empresa o processo de comunicação interna e o papel que ela exerce na
otimização dos processos organizacionais.
Soma-se a isso o fato do autor deste TCC, através da técnica da observação
direta, ter tido o contato com os mecanismos de comunicação interna adotados por
esta empresa (Quadros de avisos e e-mails são as únicas ferramentas observadas
neste caso).
35
4. APRESENTAÇÃO E ANÁLISE DOS RESULTADOS
Inicialmente, cumpre destacar que foi realizada uma entrevista em
profundidade com o Diretor Geral (que também acumula a função de Diretor de
Recursos Humanos) das Casas Almy, empresa que, no ano de 1982, passou a ser
sucessora da Casa Osvaldo Maciel, sendo as Casas Almy uma empresa com matriz
localizada em São Bento do Una/PE, e que atua no ramo de atividade comercial de
material de construção e material de agricultura. Esta empresa possui duas filiais e
conta com mais de 100 funcionários, vendendo no varejo e no atacado, e atendendo
a todo o Estado de Pernambuco, e também aos Estados da Paraíba, Alagoas,
Sergipe, Bahia e Piauí. Sua missão é atender as expectativas dos clientes,
fortalecendo o compromisso entre seus funcionários e fornecedores com a empresa,
visando contribuir para o desenvolvimento de sua região e também do país.
Cite-se que a referida entrevista foi realizada pelo pesquisador no ambiente
da própria empresa e foi composta por oito questões abertas, que foram
respondidas pelo supramencionado Diretor da empresa.
Nesse contexto, e passando-se agora a se analisar as respostas
apresentadas pelo Diretor da empresa objeto de estudo, tem-se que quando o
mesmo foi questionado o que para ele é a comunicação empresarial interna, obtevese a seguinte resposta:
A comunicação interna são justamente os processos de trocas, as
interações entre a direção e os colaboradores da empresa, ou seja,
os relacionamentos dentro de uma empresa, posto que a
comunicação interna é justamente responsável por fazer circularem
as informações importantes e o conhecimento entre todos os
colaboradores internos da organização, independente do nível
hierárquico.
Analisando-se a resposta do entrevistado, fica claro que o mesmo acredita
que a comunicação empresarial interna se constitui justamente no processo de uma
organização desenvolver entre seu público interno uma comunicação efetiva e eficaz
que vise a facilitar que as informações relevantes fluam dentro da empresa e que
todos os interessados internos possam dessas informações ter conhecimento.
36
Portanto, pode-se afirmar que o entrevistado possui uma correta noção do
que vem a ser a comunicação empresarial interna, destacando que a mesma se
constitui no esforço de comunicação desenvolvido por uma organização no sentido
de criar canais de comunicação que tornem possível um relacionamento positivo,
ágil, transparente e eficaz da direção da empresa com o seu público interno
(colaboradores, gerentes etc.), como pertinentemente defende Baldissera (2000).
Por sua vez, quando questionado a respeito da importância da comunicação
empresarial interna para a organização Casas Almy, o entrevistado respondeu da
seguinte maneira:
Acredito que a comunicação interna seja importante justamente
porque os colaboradores de uma empresa devem sempre ser vistos
como parceiros, o que faz com que quanto mais bem informados eles
estejam, mais envolvidos com a empresa, seus objetivos
estratégicos, suas metas e sua missão esses colaboradores estarão,
o que é bastante positivo e pode em muito ajudar para a empresa
conseguir alcançar melhores resultados diante de um mercado
altamente competitivo, posto que os colaboradores internos da
empresa são os melhores (ou piores) propagandistas da organização
em que trabalham, o que faz com que a opinião desses
colaboradores sobre a empresa valha muito para quem está de fora
dela, especialmente para os clientes/consumidores.
Observando-se a resposta acima, pode-se comprovar que o entrevistado
acredita que uma boa comunicação interna facilita sobremaneira a fluência das
informações importantes entre todos os colaboradores dos mais variados setores da
empresa e também favorece o desenvolvimento de um relacionamento bastante
positivo entre esses colaboradores, o que acaba por se refletir em melhores
resultados para a empresa, tendo em vista que colaboradores bem informados e
mais envolvidos com a empresa acabam se tornando parceiros da mesma, vestindo
a camisa da empresa e defendendo essa empresa, ajudando a criar uma imagem
positiva da mesma perante seu público-alvo externo, o que se torna um diferencial
competitivo nos dias de hoje, diante de um mercado tão acirrado como o atual.
Justamente por isso que Tomasi e Medeiros (2007), ao tratarem da
importância da comunicação empresarial interna para as organizações, defendem
que as empresas precisam formar a consciência de que a boa comunicação interna,
que deve ser transparente, democrática, participativa e ágil, é vital para o
desenvolvimento e para a sobrevivência das organizações nos dias de hoje.
37
Já
quando
questionado
se
considerava
atualmente
a
comunicação
empresarial interna como uma ferramenta estratégica para as organizações
conseguirem se destacar no mercado tão competitivo como o atual, o entrevistado
respondeu:
É evidente que considero pelas minhas respostas anteriores, posto
que a boa comunicação interna, diante da acirrada concorrência que
se verifica no mercado atual, é capaz de se tornar uma vantagem
competitiva para a empresa, e, por sua vez, ser uma ferramenta
estratégica a favor da empresa para a mesma conseguir se destacar
no mercado de hoje.
Verificando a resposta atual, bem como também as respostas anteriores do
entrevistado, pode-se concluir que o mesmo considera sim a comunicação
empresarial interna como sendo uma ferramenta estratégica para a empresa, na
medida em que para ele uma boa comunicação interna é capaz de melhorar os
resultados da empresa e fazer com que essa empresa, conseqüentemente, venha a
se destacar entre as demais do seu mesmo ramo e conseguir, assim, mais
facilmente dominar seu espaço no mercado de hoje.
Por isso que Kunsch (2003) afirma que a competitividade do mercado atual
está cada vez mais acirrada, o que faz com que seja essencial para as empresas
que querem se destacar nesse mercado que as mesmas se comuniquem de
maneira estratégica com seu público interno, tendo em vista que esse público é
capaz de interferir positivamente e contribuir diretamente para se alcançar os
resultados esperados pela empresa, o que torna a comunicação interna um
diferencial competitivo e uma ferramenta estratégica para as empresas.
Passando-se à quarta pergunta, tem-se que quando questionado acerca da
relação da comunicação interna com a cultura organizacional da empresa, o
entrevistado, por sua vez, assim se manifestou:
Acredito que essa relação é bastante estreita, posto que a boa
comunicação empresarial interna contribui para criar e manter uma
cultura organizacional positiva na empresa, e que essa cultura
organizacional positiva é quem determinará grande parte dos
comportamentos dos colaboradores da empresa, como, por exemplo,
boas relações interpessoais, bom relacionamento etc.
38
Analisando-se a resposta transcrita acima, pode-se verificar que para o
entrevistado a comunicação interna e a cultura organizacional de uma empresa
possuem íntima relação, posto que a comunicação interna colabora justamente para
criar e manter uma cultura organizacional positiva na empresa, impulsionando a boa
relação interpessoal, a motivação entre seus colaboradores, aumentando a
produtividade desses colaboradores e também melhorando a qualidade de vida dos
mesmos, que passam a se sentirem mais valorizados, mais importantes e mais
felizes e satisfeitos, passando a trabalhar ainda com mais gosto e, assim,
melhorando, por reflexo, os resultados da empresa.
Por tudo isso é que Fleury e Fischer (1996) também defendem que a cultura
organizacional está diretamente relacionada com a comunicação interna de uma
empresa, expondo que essa relação é capaz de determinar grande parte dos
comportamentos intra-organizacionais de seus colaboradores, tais como as relações
interpessoais, o processo produtivo, a busca da qualidade, passando, portanto, a
comunicação interna e a cultura organizacional a exercerem a função de ajudar a
manter, resguardar e engrandecer a empresa.
Já quando questionado acerca de quais as ferramentas de comunicação
interna que a empresa Casas Almy atualmente adota para se comunicar com seus
colaboradores e seu público interno, o entrevistado respondeu o seguinte:
Posso afirmar que as ferramentas de comunicação interna
atualmente utilizadas pela empresa são justamente os quadros de
avisos (também conhecidos como murais) e os e-mails internos
trocados pelos setores e pelos colaboradores da empresa entre si,
posto que, dentre as demais ferramentas de comunicação interna
existentes, essas foram as que se mostraram, para o caso das
Casas Almy em particular, mais eficientes.
Observando-se a resposta acima, fica claro que para a boa comunicação
empresarial interna das Casas Almy, foram escolhidas como ferramentas de
comunicação interna justamente o quadro de avisos e os e-mails internos, que
demonstraram ser mais eficientes na prática de comunicação interna dessa
empresa, se tornando, portanto, importantes ferramentas de integração entre seus
colaboradores, posto que ambas estão entre as ferramentas de comunicação interna
mais comumente utilizadas pelas empresas, como afirma Carneiro (1998), que
dispõe que entre as ferramentas de comunicação interna mais usuais nas empresas
39
de hoje estão justamente as publicações internas (jornais ou revistas dirigidas ao
público interno da organização); site na internet; e-mails internos; quadro-mural;
eventos; reuniões; press releases (que são justamente sugestões de pautas para a
imprensa envolvendo a empresa); comunicações por intranet; além da comunicação
direta e das redes informais, que se constituem nos meios mais utilizados pelos
colaboradores de uma empresa para obterem informações, sobretudo em
organizações que não possuem um efetivo planejamento de comunicação interna.
Continuando a entrevista, tem-se que quando questionado acerca da forma
como a empresa Casas Almy se utilizava da comunicação interna para obter
harmonia dos discursos dentro da empresa entre os colaboradores, o entrevistado
respondeu da seguinte forma:
Acredito que a escolha certa das ferramentas de comunicação
interna mais adequadas ao caso particular das Casas Almy tem sido
capaz de promover a harmonia dos discursos dentro da empresa
entre os colaboradores, posto que essas ferramentas se mostraram
bastante eficientes para impulsionar a fluência das informações mais
relevantes entre os diversos setores e colaboradores da empresa,
facilitando, dessa forma, essa harmonia dos discursos entre o público
interno da organização.
Analisando-se a resposta acima, pode-se perceber que a comunicação
interna nas Casas Almy também foi capaz de impulsionar a harmonia dos discursos
dentro da empresa entre os seus colaboradores, o que evidencia a importância do
fato das organizações escolherem as ferramentas de comunicação interna mais
adequadas ao seu caso em particular, posto que serão justamente essas
ferramentas e seu mix que poderão auxiliar diretamente nessa integração e
harmonia dos discursos, tornando-se, portanto, importante aqui esclarecer que a
seleção das ferramentas e do mix de ferramentas de comunicação interna a serem
utilizados pela empresa dependerá justamente dos objetivos pretendidos pela
empresa, bem como também da avaliação de variáveis como custo, nível de
envolvimento da coordenação de comunicação, abrangência, durabilidade, e,
especialmente, efetividade e eficiência dessas ferramentas em promover uma
integração, uma sinergia, uma harmonia dos discursos entre os colaboradores da
empresa, tornando, assim, portanto, também eficiente e eficaz sua comunicação
interna (CARNEIRO, 1998).
40
É importante que as Casas Almy possa cada vez mais aperfeiçoar sua
comunicação empresarial interna e suas ferramentas de comunicação interna, tendo
sempre em consideração que as ferramentas de comunicação interna eficientes
atuam de forma sistêmica e integrada, e se tornam instrumentos poderosos para
incentivar os funcionários a trabalharem em prol de um mesmo objetivo, que é
justamente o sucesso da empresa em que trabalham.
Portanto, a comunicação das Casas Almy deve ser eficaz e suas ferramentas
de comunicação interna devem ser eficientes para que possam transmitir as
mensagens e as informações relevantes dentro da empresa com significado, posto
que se uma empresa não estiver bem informada, se seus colaboradores não se
comunicarem de forma adequada, eficiente e eficaz, não será possível potencializar
a força humana desse grupo.
Nesse contexto, foi possível constatar que as Casas Almy se preocupam em
aperfeiçoar suas ferramentas de comunicação interna, treinando e ensinando seus
colaboradores a lidarem com as ferramentas de comunicação interna escolhidas
pela empresa, bem como também a como interpretarem, através dessas
ferramentas, as mensagens e as informações que se querem transmitir de forma
correta e adequada, o que, por sua vez, se reflete também em um aperfeiçoamento
ainda maior da integração interdepartamental dessa empresa, evitando, assim,
desvios de informação, criando uma cadeia de responsabilidades, bem como
também capacitando seus colaboradores como multiplicadores conscientes das
metas e dos objetivos da empresa.
Por seu turno, quando questionado acerca de que o mesmo avaliava existir
integração interdepartamental na empresa Casas Almy, acerca de como essa
integração poderia ser visualizada dentro da empresa e se essa integração poderia
ser atribuída aos tipos de ferramentas de comunicação interna existentes na
empresa, o entrevistado assim se manifestou:
Acredito que a harmonia dos discursos entre o público interno da
empresa, a eficiente fluência das informações e o bom
relacionamento existente entre seus colaboradores já deixam
evidente que existe sim uma integração interdepartamental nas
Casas Almy, integração essa que possui sim relação direta com as
ferramentas escolhidas para facilitar a comunicação interna de
qualidade na empresa, na medida em que essas ferramentas se
mostraram, na prática, serem capazes de impulsionar essa
integração, tornando-a cada vez maior.
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Portanto, verificando-se a resposta acima, pode-se concluir que existe sim
integração interdepartamental nas Casas Almy, integração essa que, de acordo com
seu Diretor, é fruto da harmonia dos discursos, da eficiente fluência das informações
e do bom relacionamento interpessoal entre seus colaboradores, o que evidencia
que essa integração é fruto direto, portanto, da boa comunicação empresarial interna
que se verifica na empresa e que se estende a todos os setores da organização,
organização essa que se preocupa com seu público interno e com a integração entre
seus colaboradores e seus diversos departamentos, criando, assim, um clima
favorável de sinergia, integração e cooperação interna, contribuindo para que a
empresa funcione satisfatoriamente, como pertinentemente esclarece Bekin apud
Bohnenberger e Pinheiro (2000).
Isso deixa claro que o processo de integração interdepartamental das Casas
Almy se encontra em um nível bastante desenvolvido, tendo em vista que a empresa
estudada há muito tempo vem investindo em uma comunicação interna de qualidade
que favoreça a integração de seus colaboradores e também de todos os
departamentos da empresa, sempre tendo a consciência de que a circulação das
informações dentro da empresa de forma fluente e eficaz é de vital importância para
a dinâmica da comunicação empresarial interna, bem como também para a
integração interdepartamental da organização, o que se refletirá diretamente de
forma positiva na relação da empresa com o cliente ou consumidor.
Já quando questionado até que ponto o processo de comunicação interna da
empresa Casas Almy se encontrava condizente com o planejamento compreendido
na instância do estabelecimento de objetivos e metas organizacionais, o
entrevistado respondeu da seguinte maneira:
Posso, diante dos resultados obtidos pelas Casas Almy perante seu
público-alvo, responder afirmativamente a tal pergunta, posto que a
comunicação interna planejada e executada pelas Casas Almy
auxiliou a empresa de forma decisiva a conseguir atingir seus
objetivos estratégicos e suas metas organizacionais, na medida em
que, justamente também ao melhorar o ambiente de trabalho e a
qualidade de vida de seus colaboradores, a comunicação interna das
Casas Almy também foi capaz de melhorar os resultados obtidos
pela empresa.
A resposta acima evidencia o fato de que a comunicação empresarial interna
planejada pelas Casas Almy foi capaz de ser colocada em prática pela empresa do
42
jeito que foi planejada no papel, demonstrando ser capaz de conseguir atingir os
objetivos e as metas organizacionais estabelecidas pela organização, se
encontrando, portanto, condizente na prática com o que foi planejado na teoria,
ajudando, assim, a melhorar os resultados obtidos pelas Casas Almy perante seus
clientes/consumidores, conforme dispõe Matos (2004), ao tratar da importância do
correto planejamento do processo de comunicação interna para as organizações
conseguirem atingir adequadamente na prática seus objetivos estratégicos e suas
metas organizacionais.
Por fim, e analisando-se os dados obtidos com a entrevista, pode-se afirmar
que o estudo de caso das Casas Almy possibilitou constatar a importância e a
contribuição da comunicação empresarial interna para a melhoria de processos e de
resultados das organizações que na mesma corretamente investem, como é o caso
das Casas Almy, situada em São Bento do Una/Pernambuco, que está se utilizando
atualmente da comunicação empresarial interna como uma importante ferramenta
para conseguir se destacar no ramo de materiais de construção, ramo altamente
competitivo na região.
43
5. CONSIDERAÇÕES FINAIS
Diante de tudo o que aqui foi exposto e analisado, fica evidente a importância
da comunicação empresarial interna, na medida em que a mesma é capaz de
equilibrar o trabalho organizacional, melhorando o clima e a cultura organizacional
de uma empresa, contribuindo diretamente para influenciar e fomentar a motivação,
a produtividade e a qualidade de vida no trabalho dos colaboradores de uma
organização, e, assim, oferecendo alicerce na consolidação da competitividade das
empresas que na mesma corretamente investem.
Assim sendo, é indiscutível o fato de que quando uma organização se
comunica de maneira adequada com seus colaboradores (público interno), como é o
caso das Casas Almy, empresa ora objeto de estudo, cria-se dentro dessa empresa
um ambiente bastante favorável, posto que esses colaboradores necessitam
compreender a missão, as metas, os objetivos, as estratégias, enfim, aonde a
empresa quer chegar, quais são os resultados que almeja conseguir, precisam saber
o que a empresa espera deles e qual a importância de cada um para a organização,
como eles podem contribuir com suas visões sobre o empreendimento, suas idéias,
suas aspirações, suas opiniões, suas críticas, suas maneiras de ver as
oportunidades de melhoria (em processos e serviços/produtos), aumentando, assim,
a capacidade de interação entre os colaboradores de uma organização, o que se
refletirá positivamente na motivação, na produtividade e na qualidade de vida desses
trabalhadores.
São justamente esses os benefícios e as vantagens que uma boa
comunicação empresarial interna pode trazer às organizações, melhorando seus
processos e otimizando suas atividades, ao mesmo tempo em que se constitui em
um importante diferencial competitivo organizacional, na medida em que a
comunicação empresarial interna é capaz de estabelecer relacionamentos
interpessoais integrados entre os seus colaboradores, favorecendo o sentimento de
união entre esses colaboradores e possibilitando oportunidades para que os
mesmos se sintam valorizados e parte da empresa, gerando, por sua vez, maior
comprometimento, maior motivação, maior satisfação, maior participação por parte
de seus colaboradores e, por conseguinte, a elevação dos índices de qualidade de
vida no trabalho e de produtividade.
44
Portanto, pode-se concluir que cada ação implementada de comunicação
empresarial interna possui, intrinsecamente, uma característica motivadora, tendo
em vista que procura estimular a utilização e a transmissão de informações
relevantes capazes de propiciar a melhoria de processos e a otimização de
atividades das organizações, ações de comunicação interna essas que demonstram
de forma explícita que objetivam abrir as vias de comunicação entre os
colaboradores dos mais variados níveis hierárquicos da organização, facilitando,
dessa forma, a transmissão de opiniões, de idéias, de oportunidades, de
solicitações, fazendo, assim, com que os colaboradores dessa organização possam
se comunicar de forma adequada, contribuindo diretamente para serem atingidos os
resultados que a empresa espera.
Por fim, e tendo em vista que uma pesquisa não se esgota em si mesma, o
estudo aqui realizado proporcionou suposições adicionais para novos estudos
ligados ao tema da comunicação empresarial interna e sua importância para as
organizações, podendo-se aqui serem destacadas algumas sugestões para futuras
pesquisas a serem desenvolvidas acerca do tema em questão: que essas pesquisas
se aprofundem e aperfeiçoem as conclusões obtidas neste trabalho por meio de
análises mais detalhadas e focadas; que essas pesquisas possam se utilizar da
adoção de outras metodologias ainda mais precisas para coleta, avaliação e
exposição de dados, adotando, assim, uma metodologia que permitisse uma maior
generalização dos resultados; e que essas pesquisas possam desenvolver ainda
mais os temas pouco desenvolvidos neste trabalho, quer por falta de dados, de
espaço ou mesmo de tempo para que os mesmos pudessem ser aqui mais
profundamente desenvolvidos.
45
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APÊNDICE
ROTEIRO DE ENTREVISTA
1. Como você definiria a comunicação empresarial interna?
2. Para você, qual a importância da comunicação empresarial interna para as
organizações atuais?
3. Você considera atualmente a comunicação empresarial interna como uma
ferramenta estratégica para as organizações conseguirem se destacar no mercado
tão competitivo como o atual?
4. Como você descreve a relação da comunicação interna com a cultura
organizacional da empresa?
5. Quais as ferramentas de comunicação interna que sua empresa adota para se
comunicar com seus colaboradores?
6. De que forma sua empresa utiliza a comunicação interna para obter harmonia dos
discursos dentro da empresa entre os colaboradores?
7. Você avalia existir integração interdepartamental na empresa? Como essa
integração pode ser visualizada dentro da empresa? Você atribui essa integração
aos tipos de ferramentas de comunicação interna existentes na empresa?
8. Até que ponto o processo de comunicação interna da empresa se encontra
condizente com o planejamento compreendido na instância do estabelecimento de
objetivos e metas organizacionais?
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