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PROGRAMA DE PÓS-GRADUAÇÃO EM PROMOÇÃO DA SAÚDE
MESTRADO EM PROMOÇÃO DA SAÚDE
ÁREA DE CONCENTRAÇÃO EM PROMOÇÃO DA SAÚDE
Rodrigo Muradás
EFEITOS DO EXERCÍCIO FÍSICO AERÓBICO E RESISTIDO NOS NÍVEIS DE
INTERLEUCINA-6 EM HIPERTENSOS
Santa Cruz do Sul
2012
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Rodrigo Muradás
EFEITOS DO EXERCÍCIO FÍSICO AERÓBICO E RESISTIDO NOS NÍVEIS DE
INTERLEUCINA-6 EM HIPERTENSOS
Dissertação apresentada ao Programa de Pós-Graduação em Promoção da Saúde – UNISC
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RODRIGO MURADÁS
EFEITOS DO EXERCÍCIO FÍSICO AERÓBICO E RESISTIDO NOS NÍVEIS DE
INTERLEUCINA-6 EM HIPERTENSOS
Dissertação apresentada ao Programa de Pós-Graduação em
Promoção da Saúde – Mestrado, Universidade de Santa Cruz
do Sul – UNISC, como requisito parcial para obtenção do
título de Mestre em Promoção da Saúde.
Orientador: Profª. Drª. Miria Suzana Burgos
Co-Orientador: Prof. Dr. Valeriano Antonio Corbellini
Colaboradores: Ms. Marcelo Dias Camargo, Ms. Miriam
Beatriz Reckziegel, Ms. Leandro Tibiriçá Burgos
Santa Cruz do Sul
2012
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M972e
Muradás, Rodrigo
Efeitos do exercício físico aeróbico e resistido nos níveis de
interleucina-6 em hipertensos / Rodrigo Muradás. – 2012.
111f. : il. ; 30 cm.
Dissertação (Mestrado em Promoção da Saúde) – Universidade
de Santa Cruz do Sul, 2012.
Orientação: Profª. Drª. Miria Suzana Burgos.
Co-orientação: Prof. Dr. Valeriano Antonio Corbellini.
Colaboradores: Ms. Marcelo Dias Camargo, Ms. Miriam Beatriz
Reckziegel, Ms. Leandro Tibiriçá Burgos.
1. Hipertensão. 2. Exercícios físicos. 3. Exercícios aeróbicos. 4.
Terapia por exercício. 5. Qualidade de vida. 6. Promoção da Saúde.
I. Burgos, Miria Suzana, orient. II. Corbellini, Valeriano Antonio,
orient. III. Título.
CDD: 616.132
Bibliotecária responsável Fabiana Lorenzon Prates - CRB 10/1406
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RODRIGO MURADÁS
EFEITOS DO EXERCÍCIO FÍSICO AERÓBICO E RESISTIDO NOS NÍVEIS DE
INTERLEUCINA-6 EM HIPERTENSOS
Dissertação apresentada ao Programa de Pós-Graduação em
Promoção da Saúde da Universidade de Santa Cruz do Sul UNISC, como requisito parcial para à obtenção do título de
Mestre em Promoção da Saúde.
Banca examinadora
Dra. Miria Suzana Burgos
Professora orientadora – UNISC
Dra. Hildegard Hedwig Pohl
Professora examinadora – UNISC
Dr. Ricardo Stein
Professor examinador – UFRGS
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AGRADECIMENTOS
Agradecimento especial a minha orientadora Profª. Drª. Miria Suzana Burgos e ao CoOrientador Prof. Dr. Valeriano A. Corbellini, que nesses dois anos de envolvimento estiveram
sempre ao meu lado, me orientando de maneira eficiente para construir uma grande pesquisa.
Não posso deixar de agradecer a Profª Ms. Miriam B. Reckziegel, Coordenadora do
Laboratório de Atividade Física e Saúde da UNISC, bem como seus bolsistas (Carla, Marcos,
Angelina, André), por terem auxiliado no andamento das coletas. Ao Prof. Ms. Leandro
Tibiriçá Burgos, da Academia PRECOR, que abriu as portas para o desenvolvimento da
pesquisa.
Ao Prof. Dr. Jorge Horta, por realizar as análises necessárias para a conclusão do
experimento. Não posso esquecer-me da secretária Andréia, que por inúmeras vezes nos
auxiliou com e-mails, telefonemas e informações sobre assuntos pertinentes ao programa.
Agradeço também a todos os professores do Programa de Pós-Graduação em Promoção da
Saúde, pelos ensinamentos, em especial ao professor colaborador Ms. Marcelo D. Camargo
pelo auxílio na elaboração e no andamento da pesquisa.
Agradeço a minha família, meus pais (Carlos e Miriam) pelo voto de confiança, pelo
carinho e suporte necessário para concretizar essa etapa, a minha noiva, Profª Ms. Karen
Mello de Mattos, por sempre estar ao meu lado, sendo fundamental para esse acontecimento.
Agradeço também aos meus colegas de trabalho (Vanessa, Mônica, Henrique) por darem
suporte nos atendimentos aos sujeitos do estudo E, agradeço também as Assistentes de Saúde
da ESF Margarida (Carla) e da ESF SENAI (Alessandra) por darem suporte na busca pelos
sujeitos da pesquisa e em especial aos 16 guerreiros que se submeteram a 12 semanas de
comprometimento para o sucesso do projeto. Para finalizar, obrigado àqueles que de alguma
forma ou outra estiveram envolvidos, contribuindo direta ou indiretamente nesse trabalho.
7
DEDICATÓRIA
Dedico aos meus pais Carlos e Miriam
esse trabalho, pois só eles sabem o que
foi necessário para conquistar mais essa
etapa em minha vida.
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LISTA DE ILUSTRAÇÕES
Figura 1:
Células que produzem IL-6 e atividades biológicas da IL-6......................
24
Figura 2:
Classificação Índice de Massa Corporal....................................................
37
Figura 3:
Escala de gordura corporal para adulto padrão..........................................
38
9
LISTA DE TABELAS DO PROJETO DE PESQUISA
Tabela 1:
Protocolo de Treinamento..............................................................................
41
LISTA DE TABELA DO ARTIGO
Tabela 1:
Medicamentos utilizados dos grupos estudados.........................................................
74
Tabela 2:
Características clínicas e laboratoriais dos indivíduos estudados.....................
75
Tabela 3:
Composição corporal dos indivíduos estudados, antes (pré-teste) e após
(pós-teste) a intervenção....................................................................................
75
Tabela 4:
Características clínicas dos indivíduos estudados, antes (pré-teste) e após
(pós-teste) a intervenção....................................................................................
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LISTA DE ABREVIATURAS E SIGLAS
HAS
Hipertensão Arterial Sistêmica
NHANES
“National Health and Nutrition Examination Survey”
VO2 pico
Consumo Pico de Oxigênio
TNF-α
Fator de Necrose Tumoral Alfa
IL-1β
Interleucina 1 Beta
IL-6
Inerleucina 6
IL-8
Interleucina 8
IL-1
Interleucina 1
PCR(us)
Proteína C Reativa
SUS
Sistema Único de Saúde
HDL
“High Density Lipoprotein”
PA
Pressão Arterial
mmHg
Milímetros Mercúrio
DCV
Doença Cardiovascular
TNF
Fator de Necrose Tumoral
IFN
Interferons
IL-2
Interleucina 2
RNAm
RNA mensageiro
IPAQ
Questionário Internacional de Atividade Física
ABEP
Questionário Sócio-econômico
MET
Equivalente Metabólico
IMC
Índice de Massa Corporal
PG
Peso Gordo
RCQ
Relação Cintura/Quadril
RM
Repetição Máxima
11
VO2 pico
Consumo Pico de Oxigênio
UNISC
Universidade de Santa Cruz do Sul
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APRESENTAÇÃO
Esta dissertação de mestrado, conforme ao regimento do Programa de Pós-Graduação
em Promoção da Saúde da Universidade de Santa Cruz do Sul, é composta por 5 partes:
projeto de pesquisa, relatório de trabalho de campo, artigo, nota à imprensa e anexos.
A pesquisa foi defendida em março de 2012, perante banca composta pelos
professores Dr. Ricardo Stein, Drª Hildegard H. Pohl, Drª Miria S. Burgos. A versão
apresentada aqui já inclui as modificações sugeridas pela banca.
Um artigo compõe a dissertação:
ARTIGO: Efeitos do treinamento físico combinado sobre a Interleucina-6 em homens
hipertensos (pesquisa original sobre os dados primários).
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SUMÁRIO
AGRADECIMENTOS.........................................................................................................
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DEDICATÓRIA...................................................................................................................
7
LISTA DE ILUSTRAÇÕES.................................................................................................
8
LISTA DE TABELAS..........................................................................................................
9
LISTA DE ABREVIATURAS / SIGLAS............................................................................
10
APRESENTAÇÃO...............................................................................................................
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CAPÍTULO I
PROJETO DE PESQUISA................................................................................................
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1. INTRODUÇÃO................................................................................................................
2. MARCO TEÓRICO.........................................................................................................
3. OBJETIVOS.....................................................................................................................
4. MÉTODO.........................................................................................................................
5. CRONOGRAMA DE EXECUÇÃO................................................................................
6. RECURSOS HUMANOS E INFRA-ESTRUTURA.......................................................
7. ORÇAMENTO/RECURSOS MATERIAIS....................................................................
8. RESULTADOS E IMPACTOS ESPERADOS................................................................
9. RISCOS/DIFICULDADES/LIMITAÇÕES.....................................................................
REFERÊNCIAS....................................................................................................................
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19
32
33
43
44
45
46
47
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CAPÍTULO II
RELATÓRIO DE TRABALHO DE CAMPO.................................................................
57
CAPÍTULO III
ARTIGO..............................................................................................................................
60
CAPÍTULO IV
NOTA À IMPRENSA........................................................................................................
77
ANEXOS..............................................................................................................................
80
14
CAPÍTULO I
PROJETO DE PESQUISA
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UNIVERSIDADE DE SANTA CRUZ DO SUL
PROGRAMA DE PÓS-GRADUAÇÃO EM PROMOÇÃO DA SAÚDE
MESTRADO EM PROMOÇÃO DA SAÚDE
ÁREA DE CONCENTRAÇÃO PROMOÇÃO DA SAÚDE
RODRIGO MURADÁS
EFEITO DO EXERCÍCIO FÍSICO AERÓBICO E RESISTIDO NOS NÍVEIS DE
INTERLEUCINA-6 EM HIPERTENSOS
Projeto de Dissertação apresentado ao Programa de PósGraduação em Promoção da Saúde da Universidade de Santa
Cruz do Sul - UNISC, como requisito parcial para à
obtenção do título de Mestre em Promoção da Saúde.
Orientadora: Profa. Dra. Miria Suzana Burgos
Co-orientador: Prof. Dr. Valeriano Antonio Corbellini
Santa Cruz do Sul
2012
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1. INTRODUÇÃO
Mudanças sociais vêm ocorrendo há vários anos devido ao crescimento industrial.
Tais mudanças geraram um aumento nas doenças crônicas e no estresse, provenientes de
muitos fatores, dentre eles, a falta da prática de atividade física e alimentação irregular, logo,
nada sadia. Atualmente o sedentarismo está inserido em cerca de 80% da população, onde
esse estilo de vida aumenta os fatores de risco para o desenvolvimento de doenças
cardiovasculares. Em contrapartida, a atividade física praticada regularmente pode minimizar
o desenvolvimento dessas doenças, principalmente quando falamos da Hipertensão, que
atinge grande parte da população (WHO,2009).
Hoje, a Hipertensão Arterial Sistêmica (HAS) se configura como um dos maiores
fatores causais de doenças cardiovasculares, atingindo uma grande parte da população adulta
do mundo. A HAS é um fator de risco cardiovascular muitas vezes despercebido e mal
controlado. A modificação de estilo de vida ajudam a controlar e manter valores baixos de
pressão arterial (ROBBINS et al., 2011). Dados mostram que no Brasil, entre 22% e 44% da
população adulta é portadora dessa síndrome. Em outra amostra da população dos Estados
Unidos, envolvida no National Health and Nutrition Examination Survey (NHANES) de 1999
a 2000, aproximadamente 30% dos adultos hipertensos não foram diagnosticados e mais de
40% dos indivíduos hipertensos diagnosticados não eram tratados (LATERZA; RONDON;
NEGRÃO, 2007). Diante dessa realidade, fica evidente uma abordagem intervencionista com
intuito de tratar e prevenir a HAS. Entre as medidas não farmacológicas para o tratamento da
HAS, a prática regular do exercício físico vem sendo indicada por profissionais da saúde
como uma forma de intervenção bastante efetiva para reduzir os níveis de pressão arterial em
pacientes. O exercício físico pode na maioria dos casos, influenciar no controle e tratamento
da hipertensão arterial estabelecida e, modificações no estilo de vida e prática dos mesmos são
recomendadas no tratamento da HAS (MONTEIRO; SOBRAL, 2004; LATERZA;
RONDON; NEGRÃO, 2007; ROBBINS et al., 2011). O exercício físico provoca uma série de
respostas fisiológicas nos sistemas corporais e, em especial, no sistema cardiovascular.
Já está comprovado pela literatura atual que o exercício físico, caracterizado por
repetição sistemática e regular, promove no organismo alterações morfológicas, metabólicas,
nervosas, hormonais, celulares que contribuem para uma otimização das funções fisiológicas
dos sistemas e órgãos. O exercício realizado de forma crônica promove modulações nas
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respostas do sistema imune, favorecendo uma melhor defesa orgânica anti-oxidante, com
resultados relevantes para uma melhor qualidade de vida (BERNARDES, et al., 2001).
Se realizado regularmente, é recomendado para a promoção da saúde e, inclusive, no
tratamento de patologias estabelecidas; prescritos de forma isolada ou associado ao tratamento
farmacológico (CHIESA, 2005; CAMARGO et al., 2008). Em indivíduos saudáveis, o
treinamento aeróbico, caracteriza-se pela intensidade do esforço estar na faixa de 60 a 90% da
freqüência cardíaca máxima, de acordo com a idade individual e de 50 a 80% de faixa de
consumo máximo de oxigênio (VO2 pico) sustentando por 20 a 45 minutos, com freqüência
de três a quatro vezes por semana (ACSM, 1998). Neste nível de intensidade, acima do 1º
limiar são obtidas adaptações fisiológicas nos músculos periféricos e melhorias também na
função cardíaca (HOLLOSZY; COYLE, 1984).
Os efeitos do exercício físico sobre a produção de citocinas têm sido recentemente
estudados e, mostram que a atividade física interfere na liberação de citocinas. Exercícios
extenuantes podem aumentar os níveis de inúmeras citocinas e causar inibição da secreção de
outras no nível plasmático de fator de necrose tumoral alfa (TNF-α) e nas Interleucinas (IL1β, IL-6 e IL-8) (CHIESA, 2005; GOCKHALE et al., 2007; SLOAN et al., 2007).
A interleucina-6 (IL-6) é uma citocina ou proteína com atuação na resposta imune
inata, como na adaptativa, sintetizada por monócitos, células endoteliais, fibroblastos e outras
células, em resposta a microrganismos e também à estimulação por outras citocinas,
principalmente a interleucina-1 (IL-1), além do fator de necrose tumoral (TNF-alfa) (SOUZA
et al., 2008). A IL-6 está envolvida numa série de atividades imunológicas, em especial à
síntese de substâncias de fase aguda pelo fígado, estando embargada na regulação metabólica
da própria Proteína C-Reativa (PCR) (TONET et al., 2008). As interleucinas são classificadas
como pró-inflamatórias e antiinflamatórias (CECCON et al., 2006).
A IL-6 desempenha papel importante no processo de ruptura ou erosão da placa de
aterosclerose e tem seus valores séricos aumentados nestes eventos (SOUZA et al., 2008).
Conforme Caldas e colaboradores (2008), a IL-6 consiste em um marcador sérico de reação
inflamatória. Os marcadores inflamatórios já estão bem estabelecidos no desenvolvimento da
doença aterosclerótica e são úteis na predição de risco cardiovascular entre indivíduos de
meia-idade (GOMES; MACEDO; BISPO, 2009). A redução do peso corporal mediante dieta
hipocalórica assim como o exercício físico reduz a produção de mediadores inflamatórios
(PCR e IL-6) (NICKLAS; YOU; PAHOR 2005).
A IL-6 é produzida na contração muscular em resposta ao exercício. O aumento em
seus níveis plasmáticos ocorre em resposta ao exercício prolongado (HOLMES; WATT;
18
FEBBRAIO, 2004). No músculo esquelético, a elevação de citocinas pró-inflamatórias, como
a IL-6, está associada à incidência de lesão no tecido muscular, induzida por atividades de alta
intensidade ou ações excêntricas, podendo também aumentar mesmo na ausência de lesão
(PRESTES et al., 2006). Durante o exercício a IL-6 aumenta com a intensidade e duração da
atividade e pode ser considerada como um “fator do exercício” (PEDERSEN et al., 2003;
PEDERSEN et al., 2004); pois é produzida e liberada no músculo esquelético em resposta ao
exercício físico, exerce seus efeitos em outros órgãos do corpo, como por exemplo: músculo
esquelético, fígado, tecido adiposo e cérebro (PRESTES et al., 2006).
Em virtude da carência de evidências, o estudo objetiva avaliar o efeito do treinamento
combinado aeróbico e resistido, em homens hipertensos e sedentários, sobre as possíveis
modificações nos índices de interleucina-6, através do kit enzimático e do teste cardiopulmonar de
exercício.
19
2. MARCO TEÓRICO
Algumas doenças crônicas não-transmissíveis, como as cardiovasculares, seus fatores
de risco metabólicos (diabetes mellitus, hipertensão arterial sistêmica e dislipidemias) e a
incapacidade funcional são importantes causas de morbidade e mortalidade entre adultos e
idosos (BARRETO et al., 2005). Em geral, essas doenças são de longa duração, múltiplas,
exigindo acompanhamento multidisciplinar permanente, bem como, intervenções contínuas e
requerem auxílio de grandes recursos materiais e humanos, gerando encargos ao sistema
público e social. Apesar de a herança genética ser fator de grande relevância na determinação
da susceptibilidade à doença, o desenvolvimento dessas morbidades se dá, primordialmente,
por fatores ambientais e de estilo de vida. A maior parte dos mecanismos biológicos
associados à redução, tanto da morbimortalidade por agravos não-transmissíveis, quanto da
incapacidade funcional, pela prática do exercício físico, ainda merece mais estudos, mas
aqueles já estabelecidos tornam evidente a associação da atividade física com promoção e
recuperação da saúde (COELHO; BURINI, 2009).
2.1 Doenças Cardiovasculares
As doenças cardiovasculares conglomeram as patologias do sistema cardiovascular
(coração e sistema sanguíneo) e aparecem, em primeiro lugar, entre as causas de morte em
todo mundo. Em 1950, 12% dos falecimentos ocorriam devido a estas patologias. Atualmente,
no Brasil, quase um terço dos óbitos totais e 65% do total de mortes na faixa etária de 30 a 69
anos de idade, atingindo a população adulta em plena fase produtiva (GODOY et al., 2007)
são originários das doenças cardiovasculares.
Apesar da redução da proporção de ocorrências de morte por doença cardiovascular,
nos países desenvolvidos nas últimas décadas; estes índices aumentam, significativamente,
nos países subdesenvolvidos (OLIVEIRA et al., 2010), ocasionando 82% das mortes em
homens e mulheres residentes nestes países (OMS, 2009). No Brasil, em 2007, o número de
internações ocorridas no Sistema Único de Saúde foi de 1.157.509 em decorrência das
doenças cardiovasculares (BRASIL, 2009).
Desta forma, são as principais causas de encargos financeiros sobre os cuidados
médicos prestados pelo Sistema Único de Saúde (SUS). De acordo com um estudo realizado
nos Estados Unidos, os óbitos decorrentes de doenças cardiovasculares são distribuídos da
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seguinte forma: doença cardíaca coronária (53%), acidente vascular cerebral (15%) e doença
arterial periférica (5%). (COLTRO et al., 2009).
Múltiplos fatores foram identificados como os primeiros fatores de risco para doenças
cardiovasculares: hipertensão arterial, colesterol elevado ou reduzido níveis de colesterol HDL, tabagismo, diabetes mellitus e envelhecimento (OLIVEIRA et al., 2010).
Os fatores de risco são classificados de acordo com dois grupos: relacionados ao
indivíduo e relacionados ao meio ambiente. O primeiro grupo de fator de risco foi dividido
em: fatores gerais (idade, sexo, nível educacional, herança genética), hábito de vida
(tabagismo, dieta inadequada, sedentarismo), fatores biológicos (hipertensão arterial,
obesidade e hipercolesterolemia). O segundo grupo é composto por nível socioeconômico,
cultural, ambiental e aspectos urbanos. A HAS é o fator de risco independente mais
importante e diversos ensaios clínicos controlados têm indicado uma redução da morbidade e
mortalidade por doença cardiovascular em indivíduos com diminuição terapêutica nos níveis
de pressão arterial (COLTRO et al., 2009).
A importância dos fatores de risco consagrados, tais como hiperlipidemia, hipertensão
e tabagismo, para o desenvolvimento destes estados de doença, estão bem estabelecidos. As
principais averiguações epidemiológicas têm identificado como fatores de risco primários
para o desenvolvimento de doenças cardiovasculares, a hipertensão, as dislipidemias e
também o hábito de fumar. Como fatores secundários encontram-se o sexo, a idade, a falta de
atividade física, excesso de gordura, o diabetes mellitus, o estresse emocional e histórico
familiar (PITANGA, 2004). Indivíduos com alto risco para desenvolver doenças
cardiovasculares podem ser efetivamente identificados mediante mensuração de níveis séricos
de colesterol, pressão sanguínea, hábito de fumar, entre outros (KANNEL et al., 1976).
O exercício físico é inversamente associado à morbidade e mortalidade, para diversas
doenças crônico-degenerativas e está associado ao aumento da longevidade (BLAIR et al.,
1989). O estilo de vida sedentário está associado ao aumento no risco de infarto agudo do
miocárdio e morte por doenças cardíacas coronarianas (PITANGA, 2004). Esse risco torna-se
duas vezes maior em pessoas sedentárias, quando submetidas à comparação com pessoas
ativas fisicamente (KOKKINOS et al., 1995). Estudo epidemiológico aponta que a atividade
física tem efeitos benéficos em relação a doenças cardiovasculares e, dessa forma, o
decréscimo no risco para desenvolvimento de doenças cardiovasculares, através do exercício
físico, pode ser medido pela melhoria de diversas variáveis (PITANGA, 2004).
21
2.2 Hipertensão Arterial Sistêmica
A hipertensão arterial sistêmica (HAS) consiste em uma doença crônico-degenerativa
de natureza multifatorial, na grande maioria dos casos assintomática, que compromete o
equilíbrio dos sistemas vasodilatadores e vasoconstritores o que ocasiona uma redução da luz
dos vasos e danos aos órgãos por eles irrigados como o cérebro, coração, rins e retina
(PEDROSA; DRAGER, 2008). Por ser uma doença silenciosa, os sintomas somente são
observados quando ocorrem as complicações (SILVA; SOUZA, 2004).
A HAS é uma condição clínica multifatorial caracterizada por níveis elevados e
sustentados de pressão arterial (PA) (BERTANHA et al., 2008). A HAS é uma doença que
atinge aproximadamente 30 milhões de brasileiros e cerca de 50% destes não sabem que são
hipertensos, por ser muitas vezes serem assintomáticos. A HAS é considerada um importante
fator de risco para as doenças cardiovasculares ateroscleróticas, incluindo acidente vascular
cerebral, doença coronariana, insuficiência vascular periférica e cardíaca (SPINATO et al.,
2010).
Os principais fatores desencadeantes da HAS são: características sócio-demográficas
(idade, sexo, etnia e fatores socioeconômicos), circunferência da cintura, obesidade, consumo
de sal, ingestão calórica, nível de atividade física e tabagismo. Ao analisar algum destes
fatores separadamente, Simão (2005) afirma que a elevação da pressão arterial é mais
freqüente em mulheres do que em homens em idade superior aos 40 anos. De acordo com
Campos (2004), os afro descendentes são mais suscetíveis ao desenvolvimento da HAS
devido a uma grande sensibilidade ao sal.
A obesidade é um dos principais fatores desencadeantes da HAS. Segundo Galvão
Kohlmann (2002), o excesso de peso relaciona-se diretamente à gravidade da hipertensão.
Corroborando com esta afirmação, Borges et al. (2008) também afirmam que ocorre maior
relação entre a elevação da HAS e indivíduos com excesso de peso. A alimentação
inadequada também é um fator de grande influência no desenvolvimento da patologia. Molina
et al. (2003) ressaltam que a grande ingestão de sal na dieta aumenta os níveis pressóricos,
independente da idade e de outros fatores.
A HAS propicia o aumento do risco de eventos cardiovasculares fatais e não-fatais
(SBC, 2010). Conforme Martinéz et al. (2010), a HAS é um importante fator de risco
cardiovascular. Já Ekore, Ajayi e Arije (2009) evidenciam a hipertensão como uma doença
crônica que afeta as pessoas de todas as faixas etárias, ambos os sexos e todas as classes
sócio-econômicas. É caracterizada como hipertensão, quando o valor da pressão arterial
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sistólica é igual ou superior a 140mmHg e a pressão arterial diastólica é igual ou superior a
90mmHg (VII JOINT, 2004).
A hipertensão apresenta grande morbidade, com altos custos envolvidos no seu
tratamento, elevando o custo médico-social, principalmente, pelas complicações que causa
como as doenças cerebrovasculares, arterial coronariana, vascular de extremidades,
insuficiência cardíaca e insuficiência renal crônica (SILVA et al., 2006). A HAS tem alta
prevalência e baixas taxas de controle; é considerada um dos principais fatores de risco (FR)
modificáveis (SBC, 2010). Consiste em um dos mais importantes problemas de saúde pública
mundial (EKORE, AJAYI & ARIJE, 2009).
A mortalidade por doença cardiovascular (DCV) aumenta progressivamente com a
elevação da PA, a partir de 115/75 mmHg, de forma linear, contínua e independente. No ano
de 2001, aproximadamente 7,6 milhões de mortes no mundo foram atribuídas à elevação da
PA, sendo a maioria em países de baixo e médio desenvolvimento econômico e mais da
metade em indivíduos entre 45 e 69 anos. No Brasil, as DCV têm sido a principal causa de
morte. Em 2007, ocorreram 308.466 óbitos por doenças do aparelho circulatório (SBC, 2010).
A HAS, que tem uma elevada prevalência nas diversas comunidades, é um fator de
risco maior para as doenças cardiovasculares e o tratamento do indivíduo hipertenso tem
como objetivo final a redução da mortalidade e morbidade cardiovasculares (PEREIRA,
2010). Resumindo, a HAS é um problema mundial, grande fator de risco para
desenvolvimento de doenças cardiovasculares e para seu controle torna-se necessário a
utilização de medicamento e sempre, uma intervenção não medicamentosa, como por
exemplo, a prática regular de atividade física.
2.3 Citocinas
Citocina é o termo genérico usado para designar um grupo muito grande de moléculas
envolvidas na emissão de sinais entre as células, durante o desencadeamento das respostas
imunes (NAOUM, 2001). O organismo frente a lesões, infecções, micro-traumas, sepsis
(ONZENCI, KOUWENHOVEN et al., 2000), doenças crônico-degenerativas e até exercícios
extenuantes e agudos excêntricos (PEDERSEN, 2000) promove uma barreira ou defesa
natural ao desencadear, agudamente, uma cascata de reações bioquímicas que liberam
mediadores inflamatórios do sistema imune como as citocinas plasmáticas (NICKLAS; YOU;
PAHOR, 2005; NARCISO, 2006).
23
As citocinas são proteínas biologicamente ativas, de baixo peso molecular, que
possuem diversas funções endócrinas e metabólicas (PRESTES et al., 2006). São proteínas
solúveis, secretadas por células do sistema imunológico e possuem a função de regular a
resposta imune (CHIESA, 2005).
A ação das citocinas, conforme Narciso (2006), é comparado a uma complexa
linguagem sinalizadora, possuindo várias propriedades comuns a todas elas. Elas podem atuar
por mecanismos autócrinos (na mesma célula onde é produzida) e parácrinas (em células
próximas) e endócrinas (em células distantes) (BENJAMINI, et al., 2002; LEMOS, 2008.
Uma única citocina pode agir em diferentes tipos de células, estimulando ou antagonizando
seu efeito. Além disso, elas podem ter efeitos locais e sistêmicos. Sua ação ocorre através da
ligação a receptores de membrana específicos nas células-alvo, que leva a uma alteração na
expressão gênica, resultando em novas funções celulares (NARCISO, 2006). São moléculas
extremamente potentes, mas possuem uma vida média bastante curta (LEMOS, 2008). Podem
atuar sobre muitos tipos de células diferentes e várias citocinas podem efetuar as mesmas
ações, sendo capazes de induzir efeitos diferentes sobre as mesmas células-alvo, de forma
separada no tempo ou simultaneamente, de acordo com Lemos (2008).
As citocinas podem ser pró e antiinflamatórias, responsáveis pela gênese e modulação
da dor inflamatória (LEMOS, 2008), sendo que o desenlace final de um processo inflamatório
dependerá do balanço entre citocinas pró e antiinflamatórias. As citocinas pró-inflamatórias
são: interleucina-1 (IL-1), interleucina-6 (IL-6), fator de necrose tumoral (TNF ou TNF-alfa,
interferons (IFN), interleucina-2 (IL-2) e quimiocinas (NARCISO, 2006). Atuam nas
respostas envolvidas na inflamação e na imunidade do indivíduo, podendo se enquadrar em
diferentes grupos ou categorias (NAOUM, 2001). Podem pertencer a cinco tipos de
classificação (a) regulação da resposta imune específica; (b) facilitadoras da resposta imune
inata; (c) ativação de respostas inflamatórias; (d) interventoras da movimentação de leucócitos
e, (e) ativação da hematopoiese (HIROSE, et al., 2004). O principal marcador bioquímico
dessa resposta inflamatória é a Interleucina 6 (IL-6) (NICIOLI, 2008).
2.4 Interleucina – (IL-6)
A interleucina 6 (IL-6) foi identificada pela primeira vez em 1980, durante um estudo
em fibroblastos humanos (BIFFL et al., 1996), sendo esta uma citocina, ou pequenas
proteínas endócrinas, com secreção, durante o sono e regulada pelo círculo circadiano
(CHIESA, 2005), sendo composta por 184 aminoácidos, além de 28 aminoácidos
24
hidrofóbicos em seqüência (BIFFL et al., 1996). Possui característica multifuncional, sendo
um modulador imune de citocinas com a proposta de mediar importantes funções metabólicas
(HOLMES; WATT; FEBBRAIO, 2004; PETERSEN et al., 2005).
Possui como característica, ser um importante marcador inflamatório, estando
envolvida numa série de atividades imunológicas (GOMES; MACEDO; BISPO, 2009). É
expressa em níveis baixos, na maioria dos casos, exceto durante infecções, traumas e outros
fatores estressantes. A interleucina – 6 é considerada um mediador integral fisiológico em
resposta à fase aguda da lesão, onde excessivas e prolongadas elevações de IL-6 pós-doenças
estão associadas à morbidade e mortalidade (BIFFL et al., 1996). O padrão genético,
relacionado a IL-6, também denota importância prognóstica para DCV, sendo esta
interleucina inequivocamente associada com várias características compatíveis com o risco
cardiovascular (GOMES; MACEDO; BISPO, 2009). A IL-6 se destaca por sua ampla ação
em outras áreas do corpo, mediando importantes efeitos do exercício físico contra as doenças
crônico-degenerativas e as fibras musculares parecem produzi-la através de uma via
independente do TNF-α, (Fator de Necrose Tumoral Alfa), estimulando, na circulação, o
aparecimento de outras citocinas antiinflamatórias.
A Figura 1 ilustra claramente as principais fontes clássicas de síntese da IL-6 e sua
atuação nos órgãos e tecidos.
Figura 1: Células que produzem IL-6 e atividades biológicas da IL-6. A IL-6 é produzida por células
linfóides e não linfóides, bem como células T, células B, monócitos, fibroblastos, células endoteliais,
células mesanglial, e um grupo de células tumorais (ver topo da figura). A IL-6 também abrange
grandes atividades biológicas em variadas células (ver abaixo da figura).
Modificado de Naka et al. (2002) página S234.
Como exposto na Figura 1, múltiplos locais são produtores de IL-6, entretanto, sabe-se
que hoje em dia a fundamental fonte desta interleucina é a musculatura esquelética. O
25
exercício físico gera um processo de contração muscular que instiga a síntese dessa citocina e
o acréscimo de sua expressão na célula, proporcionando maiores concentrações do seu RNA
mensageiro (RNAm IL-6) (NICIOLI, 2008).
Assim sendo, a IL-6 é a primeira citocina a ser produzida e secretada na corrente
sanguínea durante um exercício físico podendo elevar suas concentrações plasmáticas em até
100 vezes confrontada com o seu basal. O pico de seu aparecimento ocorre, na maioria das
vezes, no término do exercício, diminuindo suas concentrações horas após ter sido concluída a
atividade (PETERSEN; PEDERSEN, 2005). Suas principais funções, nestas condições de
atividade, são controlar o metabolismo de glicose, modificar os processos de lipólise,
aumentar a sensibilidade à insulina e estimular a glicogênese (NAKA et al., 2002;
RUDERMAN et al., 2006; GLUND et al., 2007).
Contudo, a alta concentração e superexpressão da IL-6 no organismo em repouso são
indicações de estressores crônicos que apressam ou acrescem os fatores de risco de doenças
relacionadas à idade, como diabetes tipo II, doenças cardiovasculares, além de estimular a
síntese de outras citocinas pró-inflamatórias, TNF-α e IL-1β (NICIOLI, 2008).
2.5 Exercício crônico e citocinas plasmáticas
O exercício promove muitas alterações no organismo, não sendo diferente com o
sistema imune, pois ocasiona alterações nos mensageiros químicos do nosso sistema. A
literatura informa que exercícios físicos realizados moderadamente podem oportunizar
melhoramentos no sistema imune, enquanto exercícios intensos acabam deixando os
indivíduos mais expostos a infecções (NEHSLEN-CANNARELLA, 1998). O músculo
esquelético é essencial na execução do exercício físico e é um extraordinário ativador do
sistema imune (PETERSEN; PEDERSEN, 2006). O método de contração muscular consegue
acionar células específicas da fibra, que amplia a síntese e excreção da IL-6, durante a
atividade, para o plasma, sendo esta interleucina um auxilio no controle fino de sinalização da
regulação dos metabolismos das gorduras, proteínas e carboidratos (FISCHER et al., 2004).
Num estudo, realizado por Gokhale et al.,(2007), onde, por 12 semanas, de exercício
aeróbico moderado, em atletas e não atletas, foi apurado diminuições nas concentrações
basais de IL-6 e TNF, sendo essas, mais exacerbadas em não atletas. Outro estudo, de Sloan e
Cols. (2007), também verificou reduções nas concentrações de TNF, em indivíduos,
submetidos a 12 semanas de treinamento aeróbico de intensidade moderada a alta. Os
resultados assinalaram, além da redução dos níveis de TNF, melhorias na prevenção de
26
doenças como aterosclerose. Dentre esses protocolos de exercício, os de características
resistidas, como por exemplo, a musculação vem comprovando, conforme Marx et al., (2001),
alterações importantes no sistema neuromuscular, metabólico, e diminuições nos valores
basais das citocinas plasmáticas inflamatórias. A IL-6 desempenha também um papel muito
importante no metabolismo durante o exercício (ANSLEY et al., 2010). A Interleucina 6 é
produzida predominantemente no trabalho de músculo esqueléticos e a atividade física
interfere na liberação de citocinas, que regulam o contato intercelular (CHIESA, 2005). A
intensidade do exercício físico está diretamente ligada à liberação da IL-6 no exercício e
quando os períodos de recuperação entre as sessões de exercícios são curtos e a intensidade do
esforço elevada, pode ocorrer elevação da Interleucina-6 (PRESTES et al., 2006).
De acordo com as evidências da literatura, o efeito crônico do exercício físico aeróbico
e resistido, causa alterações nos níveis basais de IL-6 e TNF, procedendo, numa diminuição
nos acometimentos de concentrações exacerbadas dessas cotocinas, como reumatismo,
aterosclerose, diabetes e doenças cardiovasculares (PEDERSEN et al., 2004; GOKHALE et
al., 2007). Finalizando, as citocinas plasmáticas e o exercício físico estão diretamente ligados,
sendo de suma importância a dosagem da intensidade do exercício, bem como sua variação
entre exercícios resistidos e aeróbicos.
2.6 Atividade Física e Exercício Físico: similaridades e diferenças
É muito freqüente encontrarmos, em publicações da área de Educação Física, os
termos “Atividade Física, Exercício Físico”; na maioria das vezes, estes termos são
empregados de forma incorreta, pois existe uma diferenciação entre eles que deve ser levada
em consideração. Muitas vezes aparecem sendo empregadas numa mesma frase, a atividade
física e o exercício físico são conceitos diferentes e desenvolvidos de forma distinta.
A atividade física sempre existiu na história da humanidade e a idéia de que esteja
associada com boa saúde não é nova. Presentemente, a atividade física é uma necessidade
absoluta para o ser humano, devido ao desenvolvimento tecnológico que vem tomando
grandes proporções. Desde a Revolução Industrial, tem-se observado uma enorme alteração
da sociedade, onde a maioria da população está tornando-se sujeitos estressados e ansiosos,
mesmo desfrutando do conforto que a modernidade proporciona, ainda falta harmonia
orgânica decorrente da inatividade física (MELLO et al., 2005). A atividade física é
multidimensional, podendo ser influenciada pelo desenvolvimento fisiológico, fatores
ambientais, psicológicos, sociais e demográficos (DUMITH et al., 2010). Segundo Caspersen
27
et al. (1985), a atividade física é definida como “qualquer movimento corporal produzido
pelos músculos esqueléticos que resulta em gasto de energia”. Um simples movimento de
estar sentado e ficar em pé, já bastam para ser considerada atividade física, pois o movimento
realizado gerou um gasto calórico, um gasto de energia, se comparado com a posição em que
o sujeito se encontrava.
Exercício Físico é conceituado como “uma das formas de atividade física planejada,
estruturada, repetitiva, que objetiva o desenvolvimento da aptidão física, de habilidades
motoras ou a reabilitação orgânico-funcional” (NAHAS, 2003 p. 39). O exercício físico é bem
conhecido e um constante método utilizado para melhorar o estilo de vida das pessoas,
promovendo a saúde e redutor de patologias, como por exemplo, no desenvolvimento de
doenças cardiovasculares (ANDERSSON et al., 2010). O exercício físico tem-se apontado um
grande aliado na prevenção e no tratamento da hipertensão arterial, como meio de prevenção
de cardiopatias e da possibilidade de manutenção de níveis aceitáveis de saúde (BURGOS,
2000). Seus diversos mecanismos estão envolvidos nos efeitos benéficos que proporcionam
quando praticados (ANDERSSON et al., 2010).
A associação entre a prática de atividade física e melhores padrões de saúde é
amplamente difundida, mas mesmo assim, ainda é grande a inatividade física na população
(RODRIGUES; CHEIK; MAYER, 2008). A atividade física, quando praticada regularmente
e moderadamente, reduz o risco de mortes prematuras, doenças do coração, acidente vascular
cerebral, câncer de cólon e mama e diabetes tipo II. Atua na prevenção ou redução da
hipertensão arterial, previne o ganho de peso (diminuindo o risco de obesidade), auxilia na
prevenção ou redução da osteoporose, promove bem-estar, reduz o estresse, a ansiedade e a
depressão (BRASIL, 2003). Segundo Mello et al. (2005), problemas clínicos graves e
comuns, como coronariopatias, hipertensão arterial, obesidade, problemas de humor, entre
outros, estão ligados direta e indiretamente com a ausência de atividade física. A literatura
evidencia uma relação positiva entre a prática de atividade física e a diminuição da
mortalidade, sugerindo um efeito positivo nos riscos de enfermidades cardiovasculares
(MELLO et al., 2005). Já, conforme a estratégia global para dieta, atividade física e saúde, da
Organização Mundial de Saúde, é recomendado que indivíduos se envolvam em níveis
adequados de atividade física e que esse comportamento seja mantido para a vida toda
(BRASIL, 2003).
Apesar de haver interesse crescente pelos adultos, sobre o benefício pessoal
proveniente da atividade física, evidências indicam que milhões de pessoas não se exercitam
regularmente. Esta condição de sedentarismo acaba representando uma grande ameaça para
28
nosso organismo, onde, a deterioração das funções vitais do corpo serão maiores. Hoje em
dia, sabe-se que a prática de atividade física propicia efeitos protetores que atuam nas esferas
físicas e psicológicas e ainda agem como elemento que promove mudanças, com relação aos
fatores de risco para inúmeras outras doenças (MELLO et al., 2005). A prática de atividade
física ocasiona benefícios à saúde e esses benefícios referem-se aos aspectos antropométricos,
neuromusculares, metabólicos e psicológicos. Existem efeitos no organismo, decorrentes da
prática de atividade física regular, em que ocorre o aumento do volume sistólico; aumento da
potência aeróbica; aumento da ventilação pulmonar; a melhora no perfil lipídico; a
diminuição da pressão arterial; a melhora da sensibilidade à insulina e a diminuição da
freqüência cardíaca em repouso e no trabalho submáximo. Já, com relação aos efeitos
antropométricos e neuromusculares, ocorre, a diminuição da gordura corporal, o incremento
da força e da massa muscular, da densidade óssea e da flexibilidade. Na dimensão
psicológica, a atividade física atua na melhoria da auto-estima, do auto conceito, da imagem
corporal, das funções cognitivas e de socialização, na diminuição do estresse e da ansiedade e
na diminuição do consumo de medicamentos (MATSUDO et al., 2000).
De acordo com Katch & McArdle (1996), a prática de atividades físicas regulares é
fator determinante no aumento da expectativa de vida das pessoas. Em posicionamento
oficial, através de suas diretrizes para atividade física e saúde, a Sociedade Brasileira de
Medicina do Esporte (2001), sustenta que a saúde e a qualidade de vida podem ser
preservadas e aprimoradas com a prática de atividade física. Para a melhoria da qualidade de
vida e fator de prevenção de doença, Matsudo et al.,(2000) e Matsudo (1999), reiteram a
prescrição de atividade física, assim como Nahas (2003).
A atividade física atua diretamente na contribuição da prevenção da hipertensão por
vários mecanismos: redução da atividade simpática; reduções no sistema renina-angiotensinaaldosterona; redução da resistência periférica, e reajuste dos baroreflexos (OSELLA, 2005).
Em pacientes com hipertensão, melhora o controle dos níveis pressóricos, permitindo a
redução da medicação e, inclusive, sua retirada (CASTRO et al., 1995). Também é capaz de
melhorar a capacidade aeróbica, seja pelo aumento no débito cardíaco, quanto pelo
aprimoramento na habilidade dos tecidos para extração de oxigênio do sangue (PITANGA,
2004). Alguns efeitos fisiológicos advindos da atividade física ocorrem e podem variar de
acordo com o momento de sua aparição, sendo considerados agudos ou crônicos. Os efeitos
agudos acontecem, durante a sessão de exercício e imediatamente após, quando chamamos de
fase de recuperação ou retorno às condições basais ou normais (OSELLA, 2005). A elevação
da freqüência cardíaca e volume circulatório, bem como, a ventilação pulmonar, pressão
29
arterial, temperatura corporal e sudorese são alguns desses efeitos imediatos (DURSTINE;
RUSSEL, 1994). Os efeitos crônicos acontecem em algumas semanas e meses, quado a
atividade for praticada regularmente. Dentre seus efeitos crônicos estão, a diminuição da
freqüência cardíaca em repouso, redução dos níveis pressóricos, aumento do volume sistólico;
aumento da potência aeróbica; aumento da ventilação pulmonar; a melhora no perfil lipídico;
a melhora da sensibilidade à insulina e melhora auto-estima entre outros.
Existem características peculiares que cercam o exercício físico. Podem ser aeróbicos,
anaeróbicos e resistidos ou de força (POWERS; HOWLEY, 2000). Quanto à duração e
intensidade podem ser exercícios de curta e longa duração, com alta, média ou moderada e
baixa intensidade. Os exercícios devem seguir especificidades de acordo com as necessidades
de cada indivíduo, seja ele um atleta ou não e suas especificidades favorecem adaptações
neurais e musculares (BARBOSA et al., 2000). Podemos classificar os exercícios como
primários, que são os que trabalham músculos motores primários ou agonistas, e os exercícios
de assistência, que trabalham músculos menores que auxiliam os músculos agonistas. São
também classificados em exercícios estruturais, que se caracterizam por serem
multiarticulares e os de parte específica são os que envolvem uma só articulação, são
caracterizados por serem monoarticulares (FLECK; KRAEMER, 1999). Cada exercício é
composto por repetições, que são movimentos completos de um exercício retornando a sua
posição inicial realizados continuamente sem repouso e séries que são um determinado
número de repetições seguidas de um intervalo de repouso (SANTAREM, 1999;
ANDERSON et al., 1995; LEIGHTON, 1987).
2.7 Exercício Físico e Hipertensão Arterial
A mortalidade e o risco de DCV são duas vezes maiores nas pessoas sedentárias; em
contrapartida, o exercício aeróbico é capaz de reduzir a PAS em 7 mmHg e a PAD em 5
mmHg nos hipertensos versus PAS em 2 mmHg e PAD em 1,5 mmHg nos normotensos
(MAGALHÃES et al.,2010).
Dentre os procedimentos não-medicamentosas para o controle da pressão arterial, a
prática regular de exercícios físicos vem sendo indicada por profissionais da saúde como uma
das mais eficazes (LATERZA et al., 2008; NEGRÃO; RONDON, 2001; CARDOSO et al.,
2010; BATTAGIN et al., 2010). Evidências clínicas e na literatura têm consistentemente
comprovado que o treinamento físico aeróbio, de baixa e moderada intensidade, realizado de
três a cinco vezes por semana, com duração de, no mínimo, 30 minutos por sessão, reduz os
30
níveis de pressão arterial dos pacientes hipertensos. Segundo a posição do American College
of Sports Medicine (PESCATELLO; FRANKLIN; FAGARD, 2004), a redução média da
pressão arterial sistólica e diastólica após o período de treinamento físico, em pacientes
hipertensos, é de 7,4mmHg e de 5,8mmHg, respectivamente. Diferente resultado clínico de
grande importância é que o treinamento físico aeróbico pode causar a redução pressórica
mesmo naqueles pacientes hipertensos que estão sob a utilização de medicamentos antihipertensivos. Isto acarretando, muitas vezes, uma diminuição da dose ou, em alguns casos,
até mesmo a suspensão da medicação anti-hipertensiva, reduzindo, assim, o ônus para os
órgãos de saúde pública e os efeitos colaterais decorrentes do tratamento medicamentoso
(CADE et al., 1984). Por outro lado, o efeito anti-hipertensivo do treinamento físico, que não
parece diferir entre gênero e faixa etária (PESCATELLO; FRANKLIN; FAGARD, 2004),
desaparece após a interrupção do programa de treinamento físico (LATERZA et al., 2008).
Por esse motivo deve-se praticar regularmente a atividade física e se possível ao longo da
vida.
Um estudo realizado no InCor – Instituto do Coração – Unidade de Reabilitação
Cardiovascular e Fisiologia do Exercício em São Paulo, com ratos, comprovou que a
intensidade de treinamento físico pode ser decisivo no resultado final alcançado sobre a
hipertensão arterial; enquanto o treinamento de baixa intensidade (50% do consumo de
oxigênio de pico) provocou redução significativa na pressão arterial sistólica, diastólica e
média, em hipertensos, o treinamento de alta intensidade (85% do consumo de oxigênio de
pico) não modificou o quadro de hipertensão (NEGRÃO; RONDON, 2001). De acordo com
as Diretrizes Brasileiras de Hipertensão (2010), segue as intensidades de exercícios isotônicos
segundo a frequência cardíaca:
a) Atividades leves – Mantém-se com até 70% da FC Máxima ou de pico,
recomendando-se a faixa entre 60% e 70% quando se objetiva o treinamento efetivo
eminentemente aeróbico.
b) Atividades moderadas – Mantêm-se entre 70% e 80% da FC máxima ou de pico,
sendo considerada a faixa ideal para o treinamento que visa a prevenção e o
tratamento da hipertensão arterial.
c) Atividades vigorosas – Mantém-se acima de 80% da FC máxima ou de pico,
propondo-se a faixa entre 80% e 90% quando se objetiva o treinamento com
31
expressivo componente aeróbico, desenvolvido já com considerável participação do
metabolismo anaeróbico.
Estudos sobre os efeitos do treinamento físico na hipertensão arterial realizados pelos
grupos de Fisiologia da Atividade Motora da Escola de Educação Física e Esporte da
Universidade de São Paulo e pela Unidade de Reabilitação Cardiovascular e Fisiologia do
Exercício e Unidade de Hipertensão do Instituto do Coração da Faculdade de Medicina da
Universidade de São Paulo evidenciam desde a década de 90 que a eficácia do treinamento
físico em reduzir a pressão arterial era condicionada da intensidade de exercício realizado nas
sessões de treinamento (VÉRAS-SILVA et al., 1997). Apenas o treinamento físico realizado
em intensidade leve a moderada, acomodado a 55% do VO2 de pico, atenuou a hipertensão
arterial em hipertensos severos quando confrontados a sedentários e treinados em 85% do
VO2 de pico (BRUM et al., 2004). Deste modo, a prática regular e adequada de exercício
físico deve ser recomendada para a prevenção e o tratamento da hipertensão arterial
(KOKKINOS et al., 2009; SMITH, 2010). Por fim, o treinamento físico pode se integrar ao
tratamento farmacológico minimizando seus efeitos adversos e abatendo o custo do
tratamento para o paciente e para as instituições de saúde (RONDON; BRUM, 2003).
Nesse sentido, ficam evidentes os benefícios que o exercício físico proporciona à
diminuição e controle dos níveis da pressão arterial, tornando-se um aliado bastante potente e
eficaz no tratamento não medicamentoso da Hipertensão Arterial Sistêmica.
32
3. OBJETIVOS
3.1 Objetivo geral:
Verificar os efeitos de exercício combinado sobre a Interleucina-6 em homens
hipertensos e sedentários.
3.2 Objetivos específicos:
Determinar os níveis de IL-6 antes e após o programa de exercício físico;
Verificar a composição corporal dos indivíduos antes e após a intervenção;
33
4. MATERIAL E MÉTODO
Ensaio clínico randomizado alocou voluntários do sexo masculino para permanecer
sedentários (Grupo Controle) e para um treinamento físico (Grupo Treinamento) que foi
realizado em uma academia de musculação.
4.1 Amostra
Foram selecionados 16 sujeitos divididos em dois grupos, um composto por 8
pessoas, alocadas no Grupo Controle e 8 no Grupo Treinamento. O cálculo da amostra para
poder estatístico de 90% e erro α = 0,05, foi de 7 indivíduos em cada grupo (CAMARGO et
al., 2008). Desta forma, a população-alvo incluída será composta por 16 sujeitos, com
diagnóstico de hipertensão arterial com níveis sistólicos entre 150 mmHg e 170 mmHg e
níveis diastólicos entre 90 mmHg e 110 mmHg, com faixa etária de 55 e 75 anos, do sexo
masculino, que não praticam atividades físicas, com duração maior que 15 minutos, ao menos
1 vez por semana e que, por meio de seleção aleatória, serão convidados a participar do
estudo, sendo todos residentes em Santa Cruz do Sul/RS.
Serão excluidos da pesquisa, sujeitos hipertensos que possuam diagnóstico de
Diabetes Mellitus e hipertensos com níveis sistólicos abaixo de 150 mmHg e acima de 170
mmHg e níveis diastólicos abaixo de 90 mmHg e acima de 110 mmHg. Serão excluídos
ainda, os sujeitos de faixa etária inferior aos 55 anos ou superior aos 75 anos de idade;
fumantes; com diagnostico de obesidade mórbida; doenças osteo-articulares; indivíduos que
praticam atividades físicas, com duração maior que 15 minutos ao menos 1 vez por semana;
bem como aqueles portadores de necessidades especiais; que se negaram a participar da
pesquisa e que não residirem em Santa Cruz do Sul/RS.
4.2 Delineamento Metodológico
O estudo – ensaio clínico - caracteriza-se como uma pesquisa de método quantitativo
com caráter experimental, onde o próprio investigador é o responsável pela exposição dos
indivíduos ao tratamento, exposição essa que é uma medida preventiva na busca da redução
de fatores de risco para alguma doença (HADDAD, 2004). Manipula e controla os efeitos
sobre a variável independente (GAYA, 2008). O pesquisador, no instante 0, determina a
exposição ou não, a grupos de indivíduos e, depois de um certo tempo, no momento 2,
verifica a ocorrência ou não da exposição nesses grupos (HADDAD, 2004). Conforme Gaya
34
(2008, p.133) “envolve a comparação de dois valores ou condições para uma variável
independente”. Sendo composto por meio de um grupo experimental e um grupo-controle
(GAYA, 2008). Todos os participantes têm a mesma chance de serem alocados para cada um
dos grupos de estudo. A alocação não é determinada pelo investigador, nem pelos
participantes, mas por sorteio, em que todos têm chances iguais.
4.3 Hipóteses e Variáveis
4.3.1 Hipóteses
- O exercício físico aeróbico e resistido não modifica os níveis de IL-6 em portadores
de hipertensão arterial;
4.3.2 Variáveis
Exercício físico aeróbico e resistido como variável independente;
a) Exercício Aeróbico
O Exercício aeróbico utiliza oxigênio como fonte de energia para o desempenho das
funções musculares. São exercícios contínuos e prolongados, normalmente de baixa
intensidade, como caminhada, ciclismo, trazendo grandes benefícios ao organismo, como a
diminuição de doenças cardiovasculares.
b) Exercício Resistido
Exercícios resistidos ou treinamento resistido são parte integrante dos atuais
programas de condicionamento físico e reabilitação, principalmente, para adultos e idosos.
Estes exercícios favorecem a melhora da força e resistência muscular, mantém e melhoram a
massa corporal magra (POLLOCK et al., 1998; SANTAREM, 1999; MONTEIRO, 1997;
BARBOSA et al., 2000), melhora a coordenação, a velocidade de reação, a velocidade, o
equilíbrio, previne e trata lesões e deficiências físicas (PEARL, 1996).
Interleucina – 6 como variável dependente.
c) Interleucina – 6
Citocina produzida e secretada na corrente sanguínea durante um exercício físico,
podendo elevar suas concentrações em até 100 vezes comparado ao seu basal. O pico de sua
35
expressão ocorre, geralmente, no término do exercício, reduzindo suas cocentrações horas
após ter sido finalizada a atividade (PETERSEN; PEDERSEN, 2005).
4.4 Procedimentos Metodológicos
As etapas metodológicas do estudo consistiram em:
1ª) Definição da população alvo, escolha e caracterização da amostra de estudo;
2ª) Definição, por sorteio, do grupo que sofrerá a intervenção e do grupo que será o controle;
3ª) Acomodação dos sujeitos, por sorteio, no grupo detreinamento e no grupo controle;
4ª) Realização de avaliação (pré) nos sujeitos em ambos os grupos (Avaliação antropométrica
com a verificação de níveis pressóricos, frequência cardíaca de repouso, peso, estatura, dobras
cutâneas, que indicarão o percentual de gordura, diâmetros ósseos, perímetros, para
composição corporal. Coleta de sangue para verificação dos níveis iniciais de IL-6.
5ª) Realização da intervenção, com 3 sessões de exercícios mistos por semana, com duração
de 60 a 75 minutos, durante 12 semanas, totalizando 36 sessões ao longo de três meses.
6ª) Avaliação pós intervenção nos sujeitos pertencentes a ambos os grupos (Avaliação
antropométrica com a verificação de, níveis pressóricos, frequência cardíaca de repouso, zona
alvo de treinamento, peso, estatura, dobras cutâneas, que indicarão o percentual de gordura,
diâmetros ósseos, perímetros, para composição corporal. Coleta de sangue para verificação
dos níveis iniciais de IL-6.
4.5 Técnicas e instrumentos de coleta
Foram utilizados os seguintes instrumentos de coleta de dados:
a) Questionário de Atividade Física (IPAQ versão curta) e questionário sócio econômico
(ABEP);
b) Avaliação Antropométrica (níveis pressóricos, frequência cardíaca de repouso, zona alvo
de treinamento, peso, estatura, dobras cutâneas, que indicarão o percentual de gordura,
diâmetros ósseos, perímetros, para composição corporal);
c) Procedimentos de Coleta de sangue;
d) Intervenção (Exercícios aeróbico e resistidos);
36
Ambos os grupos (Controle e Treinamento) realizaram a coleta de sangue no
laboratório por um profissional devidamente qualificado, com material totalmente
descartável, respeitando as normas de biosegurança. Esse material foi enviado ao laboratório
responsávei pela análise sangüínea, para verificarmos os níveis iniciais de Interleucina-6
antes da intervenção.
4.5.1 Atividade física - IPAQ
Para coleta de dados foi utilizado o questionário de atividade física (IPAQ) para
podermos estabelecer um indicador de atividade física (Anexo A). As perguntas se referem à
quantidade de tempo que o sujeito gasta, fazendo atividade física na última semana e sua
classificação é expressa em MET (medida índice metabólico);
4.5.2 Indicadores sócio econômicos (ABEP)
Para estimar o nível econômico que se encontram os indivíduos e famílias, utilizamos
o critério ABEP classificando-os por classes econômicas (Anexo B). Constou em um
questionário onde o sujeito responde quantos ítens existem na sua casa. Entre os ítens estão:
Televisão em cores, Rádio, Banheiro, Automóvel, Empregada mensalista, Máquina de lavar,
Vídeo Cassete e/ou DVD, Geladeira, Freezer. Além desse ítens o grau de Instrução do chefe
da família é perguntado. A pontuação inicia em “0” e termina em “9” pontos, e leva em conta
a quantidade de ítens que o sujeito possui;
4.5.3 Avaliação antropométrica
Na avaliação antropométrica foram verificados: peso corporal; estatura; composição
corporal, onde se verifica, percentual de gordura, peso ósseo, peso residual, peso muscular.
Para realizar a avaliação antropométrica, são utilizados os seguintes instrumentos
apresentados no quadro 1:
37
Quadro 1 : Instrumentos e suas funções:
Instrumentos
Especificações
Balança
Utilizada para mensurar a massa corporal total do indivíduo, mas para isso é
necessário ter alguns cuidados como a nivelação do piso, onde a balança será
colocada, a calibragem da mesma, horário em que se executa a pesagem. Além
disso, o avaliado deve estar com o mínimo de roupa possível, descalço e imóvel.
Utilizado para verificar a estatura do indivíduo. O sujeito deve estar descalço,
com calcanhares unidos e braços relaxados. Postura ereta, com a posição da
cabeça no posicionamento do plano de Frankfurt (linha imaginária que passa
pelo ponto mais baixo do bordo inferior da órbita direita e pelo ponto mais alto
do bordo superior do meato auditivo direito).
Utilizado para mesuração dos diâmetros ósseos.
Estadiômetro
Paquímetro
Compasso
de
Dobras
Permite a mesuração de gordura corporal, através das pregas (dobras) cutênas.
Cutâneas
Fita métrica
Permite obter a medida de perímetros sem haver compressão de pele,
circunferências e comprimentos dos membros.
Fonte: Marins e Giannichi (1998).
Para aferição da massa corporal total e estatura, foi utilizada a balança médica, marca
Filizola®, modelo nº 31, São Paulo, Brasil. A aferição do IMC levou em conta os índices da
Organização Mundial da Saúde (OMS) (Tabela 1). A avaliação corporal é estabelecida pelo
fracionamento do peso corporal em quatro componentes distintos: peso gordo, peso ósseo,
peso muscular e peso residual, destacando-se que os três últimos compõem a massa corporal
magra do indivíduo (HEYWARD; STOLARCZYK, 2000).
Figura 2: Classificação Índice de Massa Corporal
Fonte: OMS, 2009
Para obtenção do percentual de gordura, segundo Pollock e Wilmore (1993), foi
utilizado o protocolo de três dobras e comparado a tabela de percentual de gordura para
adultos homens (Tabela 2). A medida é realizada pelo Compasso de Dobras Cutâneas da
Figura 3: Escala de gordura corporal para adulto padrão.
38
marca CESCORF, modelo científico, da seguinte forma: pega-se firmemente, entre o polegar
e o indicador, uma dobra de tecido subcutâneo, procurando separar o tecido adiposo do
músculo. Feito isso, coloca-se a dobra entre os ramos do compasso e deixa-se a pressão do
mesmo indicar os milímetros que constituem a dobra cutânea em questão. A densidade
corporal será encontrada com a utilização da equação sugerida por Pollock e Col., e então
aplica-se esse resultado na fórmula de SIRI, encontrando assim, o percentual de gordura
(CARNAVAL, 2002).
Afim de encontrarmos a composição corporal, calcula-se o peso gordo (PG) que pode
ser adquirido com a fórmula sugerida por Pollock e Wilmore (1993). Já o peso ósseo, é
calculado pela equação de Von e Döblen. O peso residual é encontrado pela equação de
Würcle e o peso muscular encontra-se a partir do cálculo sugerido por Martiegka
(CARNAVAL, 2002).
4.5.4 Pressão Arterial
Níveis pressóricos foram aferidos, através da utilização do aparelho Upper Arm Blood
Pressure Monitor da marca Panasonic®, modelo Nº EW 3106. Um modelo de medição
oscilométrico, com faixa de medição da pressão entre 0-280mmHg e pulsação de 30-160/min.
A precisão da medição da pressão arterial é de +/- 3 mmHg e, taxa de pulso de +/- 5%. A
faixa de circunferência do perímetro braquial é de 7-3/4” a 13-1/4” e suas dimensões são de
5-29/32 "D x 4-21/64" W x 2-43/64 "H. Como padronização, foi realizada a verificação no
braço esquerdo do indivíduo, sendo realizado três verificações, antes, durante e após os
exercícios.
39
4.5.5 Coleta sangüínea
Coleta de sangue foi feita, no início e no final do estudo. Para a análise da citocina
plasmática, foi coletadas amostras por um profissional qualificado, que retirou 3ml de sangue
da veia ante cubital, em um tubo de vidro (Vacuntainer). O tubo foi mantido sob refrigeração
até a centrifugação em 2.500 rpm, durante um período de 20 a 30 minutos. O soro foi
colocado em eppendorf a uma temperatura de -80ºC para subseqüente análise da Interleucina
6.
4.5.6 Análise sanguínea
A análise da interleucina 6 (IL-6) foi realizada por um profissional devidamente
qualificado, através do método de citometria de fluxo. Os limites de detecção do kit utilizado
são em média 1.0 pg.ml-1 (Siemens, 2011). Para a mensuração das amostras foi utilizado o kit
IMMULITE IL-6 SIEMENS e ocorreram em dois momentos, pré e pós-treinamento. As
amostras foram colhidas em frascos de vidro sem conservante ou anticoagulante, para a
dosagem da citocina. Cada amostra foi identificada por um número do sujeito e do teste.
Realizamos uma coleta antes da intervenção e uma após, onde essas, foram analisadas em
triplicata. Foram em cada sujeito identificadas como teste 1 antes (R1), teste 1 depois (F1).
4.6 Procedimentos de intervenção
Procedimento de Intervenção ocorreu com exercícios aeróbicos e resistidos. Exercícios
aeróbicos possuem características a utilização de oxigênio, como fonte de energia para o
desempenho das funções musculares. São exercícios contínuos e prolongados, normalmente
de baixa intensidade, como caminhada, trazendo grandes benefícios ao organismo, como a
diminuição de doenças cardiovasculares. Já, os exercícios resistidos ou treinamento resistido
são parte integrante dos atuais programas de condicionamento físico e reabilitação,
principalmente, para adultos e idosos. Estes exercícios favorecem a melhora da força e
resistência muscular, mantém e melhoram a massa corporal magra (POLLOCK et al., 1998;
SANTAREM, 1999; MONTEIRO, 1997; BARBOSA et al., 2000), melhora a coordenação, a
velocidade de reação, a velocidade, o equilíbrio, previne e trata lesões e deficiências físicas
(PEARL, 1996). Todos os testes e avaliações foram refeitos, após o término do período de
intervenção. O grupo Treinamento sofreu uma intervenção com exercícios físicos aeróbico e
resistido em uma academia de ginástica, com aparelhagem de musculação, esteiras
ergométricas e cicloergômetro 3 vezes por semana, num período de 60 a 75min, durante 3
40
meses, totalizando 36 sessões. Já o grupo Controle, permaneceu esse mesmo período de 3
meses, sem sofrer qualquer intervenção por parte do investigador. Entretanto, o grupo
controle teve oportunidade da mesma intervenção logo após o término do estudo para que não
fossem prejudicados.
4.6.1 Protocolo de Treinamento
Os voluntários realizaram uma caminhada em esteira ergomêtrica e também um
treinamento de musculação três vezes por semana (segunda, quarta e sexta-feira) pelo período
da manhã. A caminhada na esteira se deu de forma lenta e gradual. Todos iniciaram com 15
minutos de caminhada como forma de adaptação. Na 4ª semana de treinamento elevamos o
tempo de caminada na esteira para 25 minutos e novamente na 8ª semana elevamos para 40
minutos*. O treinamento de musculação se deu da seguinte forma: da 1ª a 4ª semana de
intervenção, exercícios leves, pouca carga, visando a adaptação do sujeito e do seu organismo.
A partir da 5ª até a 8ª semana, houve um aumento de carga, de acordo com as respostas
fisiológicas de cada sujeito. Esse procedimento foi tomado novamente da 9ª semana em
diante. Antes do início da caminhada na esteira houve a verificação dos níveis pressóricos,
frequência cardíaca de cada indivíduo. Durante a caminhada foi verificada a frequencia
cardíaca de exercício, onde dependendo do número de Batimentos Cardíacos por Minuto era
solicitado o aumento ou diminuição da velocidade da esteira. Na musculação foram realizados
9 exercícios, sendo eles: puxada por trás ou pela frente, mesa extensora, remada cavalo, mesa
flexora, rosca bíceps, leg press horizontal, tríceps pulley, panturrilha e abdominal reto na
máquina. Foi determinado 3 séries, com um número de repetições de 8 a 15 como intensidade
do treinamento (DELAVIER, 2002), com ajuste individual e imediato de carga, no momento
em que o sujeito ultrapassar as 15 repetições ou não atingir as 8 repetições estipuldas. Entre as
repetições houve intervalo de 60 segundos e entre os exercícios intervalo de até 120 segundos.
De forma geral, as sessões de intervenção se deram dessa maneira: caminhada em esteira
ergométrica durante 15 a 40 minutos, exercícios resistidos com pesos livres e máquinas,
durante 25 a 30 minutos e parte final com alongamento e relaxamento por 10 a 15 minutos.
Após as 36 sessões ou 3 meses de intervenção, ambos os grupos foram submetidos mais uma
vez à todos os testes e coletas. Durante todas as sessões de intervenção, os sujeitos foram
atendidos por profissionais devidamente treinados e capacitados para toda e qualquer situação
referente aos exercícios e suas particularidades envolventes.
41
Tabela 1: Protocolo de Treinamento
PERÍODO(semanas)
ESPECIFICAÇÃO
OBJETIVO
15 min esteira + exercícios
Adaptação
resistidos leves, pouca ou
do
nenhuma carga
organismo
1ª a 4ª
SÉRIES/REP
EXERCÍCIOS
3x8
9
3 x 12/15
9
3 x 10/15
9
ao estímulo
5ª a 8ª
9ª a 12ª
25min de esteira +
Resistência
exercícios resistidos leves,
muscular
leve aumento de carga
localizada
40min de esteira +
Resistência e
exercícios resistidos, pouco
força
aumento de carga
muscular
4.7 Processamento e análise de dados / Estatística
Após a coleta dos dados, os mesmos foram digitados no programa Microsoft Excel
2007™. Os dados foram submetidos à análise estatística pelo programa Statistical Package
for Social Sciences (SPSS versão 18.0). Foi realizado a comparação de média da Interleucina6 antes e depois da intervenção, ajustada pela atribuição ao grupo.
Testes de normalidade Shapiro-Will e de homogeneidade (LEVENE) foram utilizados
para todas as variáveis. Foi aplicado o teste “t” de student pareado para comparação entre os
valores basais e experimentais, bem como ANOVA para amostras repetidas.
4.8 Considerações éticas
O Projeto foi submetido e APROVADO pelo Comitê de Ética em Pesquisa da
Universidade de Santa Cruz do Sul – UNISC (processo nº 2688/10). Cada participante
receberá e deverá assinar o Termo de Consentimento Livre e Esclarecido (TCLE), a fim de
conhecer os objetivos da pesquisa, metodologia utilizada, assim como esclarecer sobre sua
participação livre e voluntária e os possíveis riscos que poderão estar expostos (Anexo C).
O termo (TCLE) será assinado em duas vias de igual valor, sendo que uma ficará com
o pesquisador responsável e a outra com o participante. Será mantido o sigilo referente aos
dados de identificação de cada sujeito (nome, endereço). Cada sujeito será informado,
42
pessoalmente e individualmente, sobre os resultados da pesquisa a fim de garantir sua
privacidade.
43
5. CRONOGRAMA DE EXECUÇÃO
N
º
Atividades/Etapas metodológicas
1ª
Revisão da bibliografia;
Confecção / finalização do projeto;
Defesa do pré-projeto;
Encaminhamento ao Comitê de Ética;
Defesa do projeto
Levantamento de dados;
Tabulação/Análise/Discussão dos dados;
Preparo de comunicação;
Defesa da Dissertação
2ª
3ª
4ª
5ª
6ª
7ª
8ª
9ª
2010
M
x
A
x
M
x
J
X
J
X
A
x
X
X
x
2011
S
x
O
x
N
x
D
x
M
x
A
x
M
x
J
x
J
x
A
x
2012
S
x
O
x
N
x
D
x
J
x
F
M
x
x
x
x
x
x
x
x
x
x
x
x
x
x
44
6. RECURSOS HUMANOS e INFRA- ESTRUTURA
Recursos Humanos:
•
6 docentes doutores da área da saúde;
•
3 profissionais graduados em Educação Física;
•
3 bolsistas da área da saúde da Universidade de Santa Cruz do Sul – UNISC;
Infra-estrutura:
•
Academia de musculação (PRECOR)- 60m2, arejada, com luz natural e artificial,
possuindo 8 esteiras para caminhada, 6 bicicletas ergométricas e 26 equipamentos de
musculação;
•
Laboratório de Atividade Física e Saúde (LAFISA) da Universidade de Santa Cruz do
Sul – UNISC;
•
Laboratório de Análises Clínicas – Laboratório HORTA – Santa Cruz do Sul,RS.
45
7. ORÇAMENTO/ RECURSOS MATERIAIS
ESPECIFICAÇÃO
Mensalidade Academia PRECOR
Kit de IL-6
Tubo
para
coleta
sangue
Vacuntainer
Teste cardiopulmonar de exercício
Exames laboratoriais (IL-6)
Luva de procedimento cx c 50
Esparadrapo Micropore 3M
Algodão hidrófilo
Álcool etílico 96º GL
Folhas A4 para impressão pct c 500
Cartuchos de tinta para impressão
ESPECIFICAÇÃO
Medidor de Pressão Arterial adulto
Total geral
FINANCIADORES
Pesquisador
Pesquisador
Pesquisador
Pesquisador
Pesquisador
Pesquisador
Pesquisador
Pesquisador
Pesquisador
Pesquisador
Pesquisador
CUSTEIO
QUANTIDADE
12
1
30
28
28
3
10
4
3
1
2
VALOR UNIT.
65,00
2.322,00
0,30
35,00
40,00
15,00
4,50
8,00
5,00
12,00
20,00
SUB-TOTAL:
EQUIPAMENTOS E MATERIAL PERMANENTE
FINANCIADORES
QUANTIDADE
VALOR UNIT.
Pesquisador
1
80,00
SUB-TOTAL:
TOTAL
VALOR TOTAL
780,00
2.322,00
9,00
980,00
1.120,00
45,00
45,00
32,00
15,00
12,00
40,00
5.400,00
VALOR TOTAL
80,00
80,00
5.480,00
46
8. RESULTADOS E IMPACTOS ESPERADOS
Espera-se, com essa pesquisa, uma redução nos níveis de IL-6, contribuindo na
prevenção de doenças cardiovasculares (DCV) em especial a Hipertensão Arterial Sistêmica
(HAS). Se houver efeito positivo do exercício físico sobre os níveis de IL-6, espera-se que
contribuam diretamente nesse marcador inflamatório na tentativa de reduzir seus níveis e
assim, cria-se a expectativa que a taxa de prevalência de HAS venha a diminuir em grandes
proporções. Não há evidência suficiente para refutar a hipótese de não associação.
47
9. RISCOS/ DIFICULDADES/ LIMITAÇÕES
A pesquisa não sofreu perdas, todos os sujeitos envolvidos, mesmo possuindo suas
rotinas diárias de vida já estabelecidas, compareceram em todas as sessões, não havendo
desistências e ausências durante o processo de intervenção. Houve no início da intervenção,
alguma dificuldade de adaptação ao processo de caminhar na esteira ergométrica e nos
aparelhos de musculação por parte dos sujeitos da pesquisa, pelo fato de nunca terem
vivenciado tal atividade. Essa dificuldade logo foi sanada, não interferindo no processo de
intervenção e conseqüentemente nos resultados alcançados.
48
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57
CAPÍTULO II
RELATÓRIO DO TRABALHO DE CAMPO
58
1 - PRIMEIROS CONTATOS
O trabalho de campo teve início já em 2010, realizamos um levantamento sobre os
possíveis sujeitos participantes do estudo. Fomos à busca das Agentes Comunitárias de Saúde
(ACS) nas Estratégias de Saúde da Família próximas ao possível local do procedimento de
intervenção. Entrando, em contato com as Agentes Comunitárias de Saúde (ACS), chegamos
a um grande número de sujeitos, porém, muitos não se enquadravam nos critérios de inclusão,
logo, tivemos que buscar mais voluntários. Entramos em contato, via telefone, com todos os
possíveis sujeitos do estudo para, num primeiro momento, explicar o contexto da pesquisa.
Após o primeiro contato telefônico, realizamos a visita domiciliar (VD). Neste contato direto
com o possível sujeito da pesquisa foi mais esclarecedor apresentar o trabalho que seria
realizado com eles, sendo mais adequado do que via telefone. Nesta oportunidade, surgiram
algumas dúvidas por parte deles, com vistas aos procedimentos que seriam adotados.
Esclarecidas as dúvidas chegamos ao número de 18 voluntários, todos dentro dos critérios de
inclusão; logo, era hora de dar seguimento ao trabalho. Visitamos todos os 18 sujeitos mais de
uma vez, onde realizamos as entrevistas individuais, o preenchimento de questionários sobre
o nível socioeconômico da família e nível de atividade física individual do sujeito.
2 - COLETA DE DADOS
Já, em 2011, no mês de junho, foi agendado no Laboratório de Atividade Física e
Saúde (LAFISA) da UNISC às 18 pré-avaliações. Realizamos todas as pré-avaliações
necessárias para dar início a mais uma etapa da pesquisa, a intervenção.
A intervenção foi realizada entre os meses 08 e 11 de 2011, seguindo todos os
procedimentos metodológicos previstos. Durante a etapa de intervenção, houve um
contratempo, que constou da realocação um sujeito do grupo Treinamento para o Controle,
pois o mesmo veio a sofrer um procedimento cirúrgico. Fora isso não houve ausências de
qualquer um dos sujeitos; todos demonstraram grande assiduidade e comprometimento,
porém foi necessária muita paciência no momento dos atendimentos, das sessões de
exercícios, pois todos os sujeitos do grupo Treinamento nunca havia frequentado uma
academia de musculação, tão pouco utilizado algum equipamento.
Após o término do período da intervenção, foi necessário realizar o pós-teste. Nesse
momento, ocorreu um pequeno contratempo, a esteira ergométrica que usamos no pré-teste,
59
apresentou falha mecânica, impedindo a realização do pós-teste neste equipamento.
Procuramos outra esteira, similar a do LAFISA em um consultório médico, para
conseguirmos dar continuidade à pesquisa, pois do contrário, estávamos correndo riscos de
comprometer os resultados. Com tudo encaminhado, finalizamos a coleta de dados do préteste.
3 - DISSERTAÇÃO
Terminado o período da intervenção e coletas de dados do pós-teste, realizamos a
digitação e análise dos dados, confrontar os achados com outros estudos similares e realizar a
conclusão da pesquisa. Como sugestão antecipe ao máximo tudo que for possível no projeto.
Seja na elaboração, ou na conclusão do mesmo. Deixe somente para o final o que for
extremamente necessário (resultados, análise, discussão e conclusão), pois isso facilitará
bastante o andamento da dissertação.
60
CAPÍTULO III
ARTIGO
61
. Artigo Original – Hypertension Research, maio de 2012
EFEITO DO TREINAMENTO FÍSICO COMBINADO SOBRE A INTERLEUCINA-6
EM HOMENS HIPERTENSOS
Program effect of physical training on interleukin-6 in hypertensive men
R.Muradás1, M.D. Camargo2, V.A. Corbellini1, L. T. Burgos1, Miriam B. Reckziegel1, Jorge
A. Horta1, K. M. Mattos3, M. S. Burgos1
1
Universidade de Santa Cruz do Sul-UNISC, Santa Cruz do Sul, RS, Brasil
Grupo de Pesquisa em Cardiologia do Exercício HCPA/UFRGS, Porto Alegre, RS, BRASIL
3
Centro Universitário Franciscano-UNIFRA, Santa Maria, RS, Brasil
2
Endereço para correspondência:
Programa de Pós-Graduação em Promoção da Saúde – Profa. Dra. Miria Suzana Burgos
Av. . Independência, 2293 - Prédio 42, sala 4206 Bairro: Universitário 96815-900 Santa
Cruz do Sul - RS
Fone: +55 (51) 3717 7603
e-mail: [email protected] / [email protected]
62
Resumo
Introdução: A hipertensão Arterial Sistêmica (HAS) se configura como um dos maiores
fatores causais de doenças cardiovasculares. O exercício físico influencia no controle e
tratamento da HAS, porém interfere na liberação da Interleucina-6, importante marcador
sérico de reação inflamatória de doenças cardiovasculares.
Objetivo: Avaliar o efeito do treinamento combinado, em homens hipertensos e sedentários,
sobre as possíveis modificações nos índices de interleucina-6.
Método: Ensaio clínico randomizado, que avaliou 18 indivíduos do sexo masculino (62 ± 7
anos) hipertensos, sedentários, arrolados para G1 (n=10, controles), G2 (n=8, treinamento
combinado) por 12 semanas. Todos os indivíduos se encontravam a, pelo menos, um ano sem
praticar exercícios físicos regulares. Avaliações clínicas e laboratoriais foram realizadas antes
e após o período de intervenção.
Resultados: Não se observou modificações significativas nos índices de interleucina-6, tanto
no G1 (pré-teste: 1,93± ,08 e pós-teste: 2,21± ,5), quanto no G2 (pré-teste: 2,05± ,3 e pósteste: 2,37± ,5), expressos em pg/mL.
Conclusões: Até onde se tem conhecimento esse é o primeiro ECR que testou a hipótese
sobre o efeito do treinamento físico combinado sobre a interleucina-6 em hipertensos. Nesse
estudo não se observou uma relação causal entre exercício físico e modificações significativas
nos índices de interleucina-6.
Palavras-chave: exercício, exercício aeróbico, hipertensão, marcadores inflamatórios,
Interleucina-6.
63
Introdução
A partir de 1921, as doenças cardiovasculares (DCV) passaram a ser uma das principais
causas de óbitos em todo o mundo1. Dentre os principais fatores de risco destaca-se a
hipertensão arterial sistêmica (HAS)2. Caracterizada, basicamente, por apresentar elevados e
sustentados níveis de pressão arterial (PA), já representa risco em níveis que variam entre 120
- 139 ou 80- 89 mmHg, caracterizando-se dessa maneira a pré-hipertensão3,4.
Frente a infecções, micro-traumas, doenças crônico-degenerativas e, inclusive,
cardiovasculares, o sistema imunológico cria uma barreira ou defesa natural, liberando
marcadores inflamatórios5, 6,7.
Alguns marcadores inflamatórios, são utilizados para prever futuros eventos
cardiovasculares em indivíduos com e sem doença cardiovascular estabelecida. Suas
propriedades anti-inflamatórias têm sido investigadas por reduzirem substancialmente a
morbidade e mortalidade cardiovascular7-8. Atualmente, inúmeros marcadores estão sendo
empregados em estudos relacionados à Diabetes, Hipercolesterolemia, Hipertensão Arterial,
Doenças Cardiovasculares8. Dentre os vários estudados, destacamos a Interleucina-6 (IL-6).
A IL-6 é uma citocina ou proteína pró-inflamatória, que atua, tanto na resposta imune
inata, quanto na adaptativa. A mesma está envolvida numa séria de atividades imunológicas,
dentre elas a síntese de substâncias de fase aguda pelo fígado e regulação da Proteína Creativa9,10,11,12 . Além de ser produzida, liberada e modificada na contração muscular, em
resposta ao exercício físico, também tem uma relação bastante importante em relação à
intensidade do mesmo13, 14. A principal fonte de produção da IL-6 é a musculatura esquelética,
pois no processo de contração muscular é capaz de estimular a síntese da citocina,
aumentando sua expressão na célula, proporcionando maiores concentrações de RNA
64
mensageiro (RNAm). A IL-6 é a primeira a ser produzida e secretada na corrente sanguínea,
durante o exercício, podendo ter suas concentrações plasmáticas aumentadas e também
reduzidas15-18. Altas concentrações de IL-6 indicam estresse crônico, agravando os fatores de
risco das doenças cardiovasculares13, 14.
Estudos indicam que os níveis basais IL-6 podem ser expressos de acordo com a faixa
etária. Em 2010, Sahakyan e colaboradores19, ao avaliar indivíduos na faixa etária média de
35 anos encontraram valores basais de IL-6 de 1,5 pg/mL. Já, o estudo de Jobs e
colaboradores20, que avaliou 969 homens, ao longo de quatro anos, identificou que sujeitos
com idade entre 55 e 75 anos, os valores basais podem variam de 1,5 a 5,8 pg/mL. Entretanto,
em estudo mais recente de Meijer e colaboradores21, com sujeitos na faixa etária de 67 anos,
encontrou-se níveis basais de IL-6 na média de 1,80 pg/mL.
Atualmente, são inúmeros os estudos publicados em diversas revistas especializadas
que relacionam a ciência do exercício físico na promoção da saúde e no tratamento de
patologias estabelecidas; prescritos de forma isolada ou associado ao tratamento
farmacológico. Em Comunicado Oficial de 2004, o American College Sport Medicine
(ACSM) destaca, além dos benefícios, os critérios a serem seguidos, durante a prática do
exercício físico, para um funcionamento saudável do sistema cardiovascular, tanto para
normotensos como para hipertensos22.
Estudos atuais evidenciam que fatores como duração e intensidade do exercício físico
estimulam a produção de citosinas14,15,23. Entretanto, até o presente momento, nenhum estudo
propôs nosso objetivo de avaliar o efeito do treinamento físico combinado, sobre as possíveis
modificações dos níveis da interleucina-6 em homens hipertensos.
Material e Métodos
Ensaio clínico randomizado que alocou voluntários do sexo masculino para
permanecerem sedentários (G1) ou para sessões de treinamento físico realizados em uma
65
academia com atividade aeróbica e musculação (G2, treinamento combinado), de julho de
2011 a setembro de 2011.
Amostra
Foram selecionados 18 homens (62 ± 7 anos), hipertensos controlados (Tabela 1) e
sedentários, há pelo menos um ano. O cálculo da amostra para poder estatístico de 90% e erro
α = 0,05, considerando-se uma diferença de 12% na capacidade cardiorrespiratória, desviopadrão de 2,5 a 6 ml.Kg-1. min-1 foi de sete indivíduos em cada grupo24. Dez indivíduos
compuseram o grupo controle (G1) e oito, o treinamento combinado (G2). Os indivíduos
foram distribuídos aleatoriamente, com alternância homogênea para cada grupo. Foram
considerados critérios de exclusão: quaisquer doenças cardiovasculares, diabetes mellitus,
doenças crônico-degenerativas, tabagismo e alcoolismo.
Protocolo Experimental
Todos os indivíduos coletaram amostra sangüínea antes e após as 12 semanas de
treinamento. Tanto o Médico e Farmacêutico que realizaram a coleta de sangue quanto os
profissionais de Educação Física envolvidos no treinamento, no momento da randomização,
não foram informados de que grupo os indivíduos da amostra pertenciam, caracterizando o
cegamento dos mesmos.
O projeto foi aprovado pelo Comitê de Ética em Pesquisa da Universidade de Santa
Cruz do Sul – UNISC (processo nº 2688/10). Todos os participantes assinaram o Termo de
Consentimento Livre e Esclarecido (anexo I) previamente à entrada no estudo.
Técnicas Laboratoriais Utilizadas
Para a análise da citocina plasmática, foram retirados 3mL de sangue da veia ante
cubital. O tubo foi mantido sob-refrigeração até a centrifugação em 2.500 rpm, durante um
66
período de 20 a 30 minutos, sendo armazenado em eppendorf a uma temperatura de -80ºC
para subsequente análise do marcador inflamatório, Interleucina- 6.
A análise da interleucina - 6 foi realizada através do método de citometria de fluxo. Os
limites de detecção do kit utilizado são em média 2.0 pg.mL-1 . Para mensuração foi utilizado
o kit IMMULITE IL-6 SIEMENS.
Treinamento Físico
O treinamento do grupo G2 foi prescrito e acompanhado por dois profissionais de
Educação Física que monitoraram periodicamente a PA e a frequência cardíaca (FC) dos
participantes, antes e após as sessões. O grupo treinamento praticou exercícios aeróbicos e de
força três vezes por semana, nos turnos manhã/tarde, com tempo total de prática de 60 a 75
minutos por treino, ao longo de 12 semanas, com uma frequência de comparecimento à
academia superior a 95%.
1. Treinamento Aeróbico
Foi utilizada a esteira ergométrica marca Movement®, modelo LX160, que permite a
prática de caminhada e corrida com velocidade de 0 a 16 Km/h. Inicialmente, os indivíduos
foram submetidos à aquecimento e adaptação ao ergômetro, com uma caminhada de 15
minutos de duração. Já na quinta semana de treinamento, foi elevado o tempo de caminhada
na esteira para 25 minutos e na nona semana foi elevado para 40 minutos, exercitando-se com
uma FC em torno de 60% da FC max. (acompanhada com o freqüêncímetro cardíaco Polar®).
2. Treinamento de Força
Foram utilizados aparelhos de resistência dinâmica variada (RDV) da Sculptor®, linha
Strong® (Brasil), que permite a prática de exercícios resistidos, envolvendo um eixo articular
(uni-articular) ou mais (multi-articular).
67
As cargas de treinamento de força foram prescritas a partir da experimentação de
cargas progressivas, observando a percepção da resistência de cada indivíduo, para que, desse
modo, evitasse erros, principalmente pela idade e por se tratar de hipertensos, conforme
orientações do Colégio Americano de Medicina Desportiva (ACSM), adotadas por Howley e
Franks (2007) 25.
De forma geral, as sessões de intervenção ocorerram da seguinte maneira: caminhada
em esteira ergométrica, por 15 a 40 minutos, exercícios de força, durante 25 a 30 minutos e
parte final, com alongamento e relaxamento por 10 a 15 minutos.
Análise Estatística
Para todos os resultados foram observadas as características da amostra por média e
desvio padrão. Testes de normalidade Shapiro-Will e de homogeneidade (LEVENE) foram
utilizados para todas as variáveis. Foi aplicado o teste “t” de student pareado, para
comparação entre os valores basais e experimentais. Os dados foram tratados através de
ANOVA para medidas repetidas e através de post hoc com correção Bonferroni, considerando
como nível de significância p<0,05. As associações entre as variáveis foram avaliadas através
do coeficiente de correlação de Pearson. Foi utilizado para os cálculos o programa Statistical
Package for Social Sciences (SPSS) 18.0.
Resultados
Valores basais entre os grupos Controle e Treinamento são apresentados na tabela 2,
sendo valores semelhantes entre os grupos nas variáveis Idade, IMC, RCQ. Os valores médios
encontrados no grupo Controle e no grupo Treinamento foram de 28,8 (kg/m2) ± 4 e 28,6
(kg/m2) ± 5; 1 ± 0,3(m) e 1 ± 0,8(m), respectivamente para a variável IMC e RCQ,
demonstrando semelhança entre os grupos estudados.
68
Ao analisar a tabela 3, verificamos a redução nos valores da variável peso corporal do
grupo Treinamento, que no pré-teste, apresentou valores de 85,6 ± 15 (Kg) e no pós-teste 84,5
± 15 (Kg). O mesmo aconteceu na variável Percentual de Gordura (%Gord), no pré-teste o
grupo Treinamento apresentou 27 ± 3 (%) e pós-teste 26 ± 3 (%). Na variável Peso Gordo, o
grupo Treinamento apresentou valores iniciais de 23 ± 5 (Kg) e valores finais de 22 ± 5 (Kg).
Em relação à variável Massa Muscular, foram encontrados valores de 30 ± 5 (Kg), não
havendo alterações entre os valores do pré-teste e pós-teste. Os resultados aqui apresentados,
não foram significativos.
Analisando a tabela 4, podemos observar que na variável Pressão Arterial Sistólica
(PAS), ocorreu a diminuição de seus níveis no grupo treinamento se compararmos o pós-teste
com o pré-teste. No pré-teste, a PAS apresentava valores de 141 ± 19 (mmHg) e após o
período de intervenção apresentou os valores de 125 ± 4 (mmHg). Também verificamos a
diminuição da variável PAS pico no Teste de Ergométrico (TE), onde no pré-teste o grupo
treinamento apresentou valores de 174 ± 16 (mmHg) e no pós-teste 169 ± 19 (mmHg),
indicando o benefício do exercício físico no combate da hipertensão. Foram encontrados na
variável Frequência Cardíaca Pico (FC Pico) valores médios no pré-teste do grupo
treinamento de 126 ± 18 (bpm) e após a intervenção 109 ± 13 (bpm).
Discussão
Devido à falta de estudos relacionados aos efeitos crônicos do exercício físico
aeróbico e força, com relação ao comportamento da IL-6, em sujeitos hipertensos, medicados,
com idade entre 55 e 75 anos, as discussões aqui apresentadas levam em consideração
resultados de pesquisas em que foram analisadas alterações nesta variável, provocadas por
efeitos crônicos e agudos dos exercícios em populações de variadas faixas etárias. Tem se
verificado, com frequência, em vários estudos aumentos de Interleucina – 6 (IL-6), após a
realização de exercícios aeróbicos, com duração maior que 60 minutos, podendo chegar a
69
aumentos de cem vezes em sua concentração26. Esses aumentos são atribuidos à queda no
conteúdo muscular de glicogênio27,28 bem como, pela própria contração da musculatura
esquelética.
No estudo de Brenner et al29, foi analisado o perfil da citocina IL-6 em homens de 25
anos submetidos a um protocolo de exercício prolongado em cicloergômetro (2 horas a 6065% do VO2max), comparados a um grupo controle. O resultado apontou para um aumento da
IL-6. Desse forma, o exercício agudo aeróbico de longa duração gera um estímulo estressante
e inflamatório no organismo, ao promover a síntese e expressão da citocina. Keller et al29,
utilizando um protocolo de treinamento de 10 semanas, verificou que o exercício de 3 horas a
55-60% do VO2max aumentou os valores de IL-6. Dessa maneira, o exercício aeróbico
prolongado favoreceu a alteração das concentrações da IL-6, após um exercício de longa
duração, o que demonstra estar de acordo com nosso estudo.
Com relação ao treinamento de musculação, um estudo de Nicioli30 ,em São Paulo, em
que sujeitos foram submetidos a dezesseis semanas de treinamento resistido, não apresentou
resultados significativos nas concentrações plasmáticas da citocina IL-6, com o protocolo que
constava de um circuito de musculação de nove exercícios, com oito a doze repetições, três
vezes por semana, no período da pré e pós-coleta. O resultado se expressa contra o achado no
nosso estudo, pois, após o período de 12 semanas, houve um aumento nas concentrações da
IL-6. Nunes31, promoveu um estudo com quatorze sujeitos, sedentários, com 40 anos que,
durante dez semanas, se submeteram a sessões de exercícios resistidos com objetivo de
avaliar o efeito de um programa de treinamento de musculação em circuito sobre a ação aguda
do exercício resistido realizado até a exaustão nos níveis das citocinas plasmáticas, dentre
elas, a IL-6. Os resultados mostraram não haver alterações no perfil das citocinas em relação
aos testes pré-exercício. O resultado expresso por Nunes31 contraria os resultados encontrados
no nosso estudo. Entretanto, o estudo de Nunes31 está de acordo com o estudo de Brenner et
70
al28, que não encontrou alterações na concentração plasmática de IL-6, após uma sessão de
exercícios resistidos em circuito com 60-70% de 1-RM, com duração de 45 min. Todos esses
resultados estão em desacordo com Anwar et al32, que realizaram quatro séries de dez
repetições com 100% de 1-RM, em um exercício resistido e encontraram aumentos
plasmáticos de IL-6, que consequentemente acorda com o achado no nosso estudo.
Comparando exercícios aeróbicos e resistidos, tem sido demonstrado que as maiores
mudanças nas citocinas plasmáticas ocorrem em exercícios de endurance. Assim, existiriam
outros fatores envolvidos nas alterações das citocinas no sangue no caso dos exercícios
aeróbicos32. Essa diferença pode ser devida ao fato de que exercícios resistidos induzem
pouco estresse oxidativo e metabólico, além de pequena alteração hormonal, os quais são
estímulos conhecidos para liberação de citocinas32. Dessa maneira, parece ser primordial a
natureza do estímulo no perfil da resposta das citocinas produzidas após o exercício.
Exercícios de alta intensidade têm demonstrado alterar este perfil das citocinas, através da
geração de microtraumas33,34,35. Conforme apresentado na literatura, os exercícios aeróbicos,
quando exaustivos e de longa duração, são efetivos em induzir um estado de estresse, uma vez
que alteram o perfil das citocinas inflamatórias. No entanto, exercícios resistidos, sem
microtraumas, parecem não produzir tais respostas, podendo ser um possível protocolo
modelo de exercício, não estressante e efetivo em promover respostas neuromusculares e
metabólicas benéficas33. A intensidade do exercício utilizada no nosso estudo pode ter sido
um dos fatores que propiciaram o aumento da IL-6 nos sujeitos envolvidos. Fato este
evidenciado por PEDERSEN et al14,16,18,23 em que referenciam que exercícios extenuantes
podem aumentar os níveis de citocinas pró-inflamatórias, como a IL-6, sendo esta associada à
incidência de lesão no tecido muscular, induzida por atividades de alta intensidade ou ações
excêntricas. Outro achado importante diz respeito ao uso de medicamentos Betabloqueadores.
Um estudo de Kohut et al36, teve o objetivo de avaliar as mudanças dos níveis de IL-6 nos
71
indivíduos que utilizavam betabloqueadores. Adultos de 64 anos foram submetidos
aleatoriamente há um treinamento aeróbico ou resistido, três vezes por semana, por 45 min,
durante dez meses. O resultado mostrou diminuição nos níveis de IL-6, tanto no grupo
aeróbico, quanto no resistido, portanto o uso de betabloqueadores demonstra não haver
relação com a inibição ou aumento dos níveis de IL-6.
Conclusão
Até onde se tem conhecimento, esse é o primeiro ECR que testou a hipótese sobre o
efeito do treinamento físico combinado sobre a interleucina-6, em hipertensos. Nesse estudo,
não se observou uma relação causal entre exercício físico e modificações nos índices de
interleucina-6; portanto, o exercício físico combinado não promoveu aumento significativo
nos níveis de IL-6. São necessários mais estudos para aprofundarmos o conhecimento a
respeito dessa relação: treinamento e IL-6, principalmente em hipertensos de ambos os
gêneros e de diferentes faixas etárias.
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Tabelas
Tabela 1: Medicamentos utilizados dos indivíduos estudados
Controle
Treinamento
Dosagem
n=10
n=8
Atenolol
4
3
50mg
Enalapril
3
3
10mg
Hidrocloritiazida
3
2
50mg
Sinvastatina
2
4
20mg
Clortalidona
2
1
25mg
Captopril
1
1
25mg
Clortalidona
2
3
25mg
Ramipril
2
1
5mg
75
Tabela 2: Características clínicas e laboratoriais dos indivíduos estudados
Controle
Treinamento
n=10
n=8
Idade (anos)
62,1 ± 7
64,2 ± 7
Peso (Kg)
84,2 ± 10
85,6 ± 16
Estatura (cm)
1,70 ± ,07
1,72 ± ,10
IMC (kg/m2)
28,8 ± 4
28,6 ± 5
RCQ (m)
1 ± 0,3
1 ± 0,8
1,93 ± 0,8
2,05 ± 0,3
IL-6 (pg/mL)
Valores expressos em média ± DP (p<0,05). IMC: índice de massa corporal; RCQ: relação cintura quadril; IL-6:
interleucina-6.
Tabela 3: Composição corporal dos indivíduos estudados, antes (pré-teste) e após (pós-teste) a intervenção.
Pré-Teste
Pós-Teste
Controle
Treinamento
Controle
Treinamento
n=10
n=8
n=10
n=8
84,2 ± 10
85,6 ± 15
85,1 ± 11
84,5 ± 15
IMC (kg/m2)
29 ± 4
28 ± 4
29 ± 4
28 ± 4
RCQ (cm)
1 ± ,03
1 ± ,08
1 ± ,04
0,9 ± ,06
% Gord
29 ± 5
27 ± 3
30 ± 5
26 ± 3
Peso Gordo (kg)
22,4 ± 4
23 ± 5
23 ± 5
22 ± 5
Massa Musc (kg)
31 ± 4
30 ± 5
31 ± 4
30 ± 5
Peso (kg)
Valores expressos em média ± DP (p>0,05). IMC: índice de massa corporal; RCQ: relação cintura quadril; %
Gord: percentual de gordura; Massa Muscular.
76
Tabela 4: Características clínicas dos indivíduos estudados, antes (pré-teste) e após (pós-teste) a intervenção.
Pré-Teste
Pós-Teste
Controle
Treinamento
Controle
Treinamento
n=10
n=8
n=10
n=8
PAS (mmHg)
144 ± 16
141 ± 19
142 ± 9
125 ± 4
PAD (mmHg)
91 ± 6
83 ± 14
90 ± 7
80 ± 6
169 ± 19
174 ± 16
164 ± 22
169 ± 19
FC basal (bpm)
71 ± 8
70 ± 3
72 ± 6
68 ± 2
FC pico (bpm)
121 ± 16
126 ± 18
114 ± 16
109 ± 13
IL-6 (pg/mL)
1,93 ± 0,8
2,05 ± 0,3
2,21 ± 0,5
2,37 ± 0,5
PAS pico (mmHg)
ANOVA p/ medidas repetidas: grupo, tempo, interação (Não significativo). Valores expressos em média ± DP.
PAS: pressão arterial sistólica; PAD: pressão arterial diastólica; FC: frequência cardíaca; QR pico.
77
CAPÍTULO IV
NOTA À IMPRENSA
78
MANCHETE
PESQUISA EXAMINA OS EFEITOS DO EXERCÍCIO FÍSICO EM PROTEÍNA
LIGADA A DOENÇAS CARDIOVASCULARES.
O Programa de Pós-Graduação em Promoção da Saúde da Universidade de Santa Cruz
do Sul - UNISC divulga os resultados de uma pesquisa sobre os efeitos do exercício físico
sobre uma proteína ligada a doenças cardiovasculares, mais especificamente à Hipertensão
Arterial.
A pesquisa é resultado de uma dissertação de mestrado em Promoção da Saúde e teve
a participação de docentes da UNISC e UFRGS. Os pesquisadores procuraram saber quais
eram os efeitos do exercício físico combinado nos níveis de uma proteína, chamada
Interleucina 6 (IL-6), em sujeitos Hipertensos. Essa proteína é um importante marcador
inflamatório, onde a alta concentração e superexpressão no organismo em repouso são
indicativas de estressores crônicos que aceleram ou aumentam os fatores de risco de doenças
relacionadas à idade, como diabetes tipo II, doenças cardiovasculares, como Hipertensão
Arterial por exemplo. Foram selecionados 16 sujeitos, todos hipertensos que fazem uso de
medicamentos, não praticantes de atividade física e do sexo masculino. Foram divididos em
dois grupos de 8, sendo um grupo controle (que não participou do programa de exercícios
físicos combinados) o outro, treinamento (que participou dos exercícios físicos combinados).
Os participantes dos grupos foram submetidos a coletas de sangue, teste cardiopulmonar de
exercício e avaliação antropométrica, mas somente o grupo treinamento frequentou uma
academia, realizando exercícios físicos (caminhada e musculação) durante 60 a 75 minutos,
três vezes por semana, durante 36 semanas. Após esse período de atividade física, ambos os
grupos foram submetidos aos mesmos testes iniciais do estudo para que fossem verificados os
resultados.
Os resultados apresentaram um aumento nos níveis da proteína IL-6, contrariando os
resultados esperados. Tal resultado se deu, provavelmente, pela intensidade aplicada aos
exercícios físicos realizados durante esse período. Esse resultado mostra que a IL-6 está
diretamente ligada à intensidade do exercício físico, confirmando a importância de verificar
constantemente a Frequência Cardíaca (FC) do praticante.
Esse estudo alerta à sociedade da importância e dos cuidados que sujeitos com
doenças cardiovasculares devem ter quando forem praticar alguma atividade física. Antes de
saírem realizando exercícios de qualquer maneira, devem saber que muitas vezes ao invés de
ajudar, o exercício pode não estar fazendo o efeito esperado. Toda e qualquer atividade física
79
deve ser acompanhada por um profissional de Educação Física, pois ele estará preparado para
planejar seus exercícios de maneira correta e adequada, visando à promoção da saúde e o
bem-estar do ser humano, das comunidades locais, regionais e até de outras fronteiras.
80
ANEXOS
81
ANEXO I – Questionário de atividade física (IPAQ)
82
83
84
ANEXO II – Critério ABEP
85
ANEXO III- Termo de Consentimento Livre e Esclarecido
Termo de Consentimento Livre e Esclarecido
Você está sendo convidado a participar de uma pesquisa, cujo objetivo principal é verificar os efeitos
do exercício fisco aeróbico e resistido nos níveis de interleucina-6 (IL-6) em portadores de hipertensão arterial.
Os benefícios principais desta pesquisa serão: avaliar a relação entre o nível de proteína (IL-6) e fator de risco
cardiovascular: hipertensão arterial.
Para a realização dessa pesquisa será necessário a coleta de sangue para obtermos o valor dos níveis de
Interleucina-6. Para tanto será coletado somente 3ml de sangue da veia do braço. Na coleta de sangue, será
utilizado material totalmente descartável e a coleta propriamente dita, será realizada por um profissional
devidamente capacitado. Todo material utilizado será descartado em caixas específicas de recolhimento de
resíduos de saúde. Será realizada também uma avaliação antropométrica para aferir (massa corporal, estatura,
composição corporal), e teste Cardiopulmonar de Exercício para estimar o consumo de oxigênio de cada sujeito.
Os sujeitos serão submetidos a realização de exercícios físicos aeróbicos e resistidos, durante 3 meses e/ou ficar
por mais três meses sem praticar algum exercício físico para fins de poder comparar os resultados com o grupo
que sofrerá a intervenção. A intervenção ocorrerá 3 vezes por semana, com duração de 45 a 60 minutos durante 3
meses, de acordo com o grupo que pertencerem. A seleção dos grupos e a distribuição dos participantes se dará
por sorteio, onde todos têm chances iguais de participarem ou não dos grupos.
Embora não haja risco para a saúde, a coleta de sangue pode ocasionar, eventualmente, um pequeno
arroxeamento na região da coleta, que desaparece em poucos dias.
Com o resultado poderemos ter um grande aliado na prevenção de doenças cardiovasculares,
contribuindo para a saúde da população.
O referido projeto não receberá financiamento.
Pelo presente Termo de Consentimento Livre e Esclarecido, declaro que autorizo a minha participação neste
projeto de pesquisa, pois fui informado, de forma clara e detalhada, livre de qualquer forma de constrangimento
e coerção, dos objetivos, da justificativa, dos procedimentos que serei submetido, dos riscos, desconfortos e
benefícios, assim como das alternativas às quais poderia ser submetido, todos acima listados.
Fui, igualmente, informado:
• da garantia de receber resposta a qualquer pergunta ou esclarecimento a qualquer dúvida a cerca dos
procedimentos, riscos, benefícios e outros assuntos relacionados com a pesquisa;
• da liberdade de retirar meu consentimento, a qualquer momento, e deixar de participar do estudo, sem que
isto traga prejuízo à continuação de meu cuidado e tratamento;
• da garantia de que não serei identificado quando da divulgação dos resultados e que as informações obtidas
serão utilizadas apenas para fins científicos vinculados ao presente projeto de pesquisa;
• do compromisso de proporcionar informação atualizada obtida durante o estudo, ainda que esta possa afetar
a minha vontade em continuar participando;
• de que se existirem gastos adicionais, estes serão absorvidos pelo orçamento da pesquisa.
O Pesquisador Responsável por este Projeto de Pesquisa é o mestrando Rodrigo Muradas (51-96110363) do
curso de Pós-graduação em Promoção da Saúde-Mestrado.
O presente documento foi assinado em duas vias de igual teor, ficando uma com o voluntário da pesquisa ou seu
representante legal e outra com o pesquisador responsável.
Data __ / __ / ____
________________________
Nome e assinatura Paciente - Voluntário
_______________________
Nome e assinatura do responsável pela Pesquisa
ANEXO IV – Ficha de acompanhamento PRECOR
86
87
ANEXO V – Normas da revista
B1 – Saúde Coletiva
A2 – Educação Física
Hypertension Research Guide for Authors
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1. Is my manuscript suitable for Hypertension Research? (see Aims and Scope)
2. How do I format my manuscript for Hypertension Research? (see Format of Papers)
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Aims and Scope
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Prior to Submission
Editorial policy
Editor-in-Chief: Masatsugu Horiuchi
88
A manuscript will be considered for publication on the understanding that all named authors
have agreed to its submission and that if accepted it will not be later published in the same or
similar form in any language without the consent of the publishers. The editors also encourage
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carefully before you submit your manuscript. Manuscripts that are not concise or do not
conform to the conventions and standards of Hypertension Research will be returned to the
authors for revision.
Conflicts of interest
In the interests of transparency and to help reviewers assess any potential bias, Hypertension
Research requires authors of original research papers to declare any competing commercial
interests in relation to the submitted work. Referees are also asked to indicate any potential
conflict they might have reviewing a particular paper.
Electronic manipulation of images
Digital image enhancement is acceptable practice, although it can result in the presentation of
unrepresentative data as well as in the loss of meaningful signals. During manipulation of
images a positive relationship between the original data and the resulting electronic image
must be maintained. If a figure has been subjected to significant electronic manipulation, the
89
specific nature of the enhancements must be noted in the figure legend or in the 'Methods'
section. The editors reserve the right to request original versions of figures from the authors of
a paper under consideration.
Supplementary information for the editors and the reviewers
Any manuscripts under review or accepted for publication elsewhere should accompany the
submission if they are relevant to its scientific assessment. Authors should also provide upon
submission any kind of supplementary material that will aid the review process.
Content types
The content types accepted by Hypertension Research are:
Original article
Correspondence
Review
Commentary
Format of Papers
Preparation of manuscripts
All papers should be written in concise English but should contain sufficient detail to illustrate how
the results were obtained. Manuscripts should be double-spaced with wide margins.
Manuscripts are considered with the understanding that they have not been published previously in
print or electronic format and are not under consideration by another publication or electronic
medium. Copies of possibly duplicative materials that have been previously published or are being
considered elsewhere must be provided at the time of manuscript submission.
90
Manuscripts should contain a statement to the effect that all human studies have been
reviewed by the appropriate ethics committee or it should be stated clearly in the text that all
persons gave their informed consent prior to their inclusion in the study. Details that might
disclose the identity of the subjects under study should be omitted. Authors should also draw
attention to the Code of Ethics of the World Medical Association (Declaration of Helsinki,
1964 and Declaration of Tokyo, 1975, as revised in 1983).
When reporting the results from experiments on animals indicate whether the experiments
were conducted according to the National Research Council’s guidelines.
Cover Letter
The uploaded covering letter must state that the material has not been submitted for
publication elsewhere while under consideration for Hypertension Research. Identify the
name, full postal address and fax number of the corresponding author. The authors are free to
offer suggestions of suitable expert reviewers.
Original Article
Studies that are of high scientific quality and that are of interest to the diverse readership of
the journal. Manuscripts should include an abstract and appropriate experimental details to
support the conclusions. Original Articles should be no more than 5000 words and should not
normally include more than six display items (tables and/or figures).Manuscripts should
include the following sections, each starting a new page: title, abstract and keywords, text
(introduction, methods, results and discussion), references, tables and figure captions.
Correspondence
Preliminary reports of unusual urgency, significance and interest, whose subjects may be
republished in expanded form, may be submitted as Correspondence. They should contain no
91
more than 1000 words of text, one or two display items (figures or tables) and a maximum of
10 references. Correspondence does not contain an abstract, and apart from keywords there is
no obligation to divide the text into sections. In all other respects, the directions for full papers
should be followed.
Review
Reviews normally have a word limit of 5000 words including abstract but excluding
references, tables and figures. A number of Reviews will be solicited by the editors; however,
we also welcome timely, unsolicited Reviews. Authors with proposals for Reviews should
present information concerning the proposed content and authors of their Review to the
editors prior to submission. Unless otherwise informed, all changes for colour images will be
the authors’ responsibility.
Commentary
Articles that describe issues and questions from papers that have appeared in Hypertension
Research, or articles describing topics of particular interest to the hypertension research
community. Commentaries on published articles are normally solicited by invitation. The
suggested length for a commentary article is 1500 words with a maximum of 10 references.
Commentaries do not contain an abstract section, and apart from keywords there is no
obligation to divide the text into sections. The use of up to two figures to illustrate key
discussion points is encouraged.
Article sections
Please make spelling consistent with current editions of either Webster's Dictionary or Oxford
English Dictionary. In general, manuscripts should be divided in to the following sections:
Title page
92
Abstract
Introduction
Methods
Results
Discussion
Acknowledgments
References
Tables
Figure legends
Figures
Supplementary Information
Title page
The title page should give a concise but informative title, the first and last names and other
initials of all authors, as well as their affiliations (but not degrees). Names of grants covering
the research described should also be included on this page. The order in which the
contributors are listed should be agreed amongst the investigators, and should indicate that the
first listed made the greatest contribution to the paper. Full contact details should be provided
for the corresponding author. There should be fewer than 10 co-authors. Please provide a
running title of no more than 50 characters including spaces.
Abstract
An abstract of not more than 250 words. The abstract should be comprehensible to readers
before they have read the paper, and abbreviations and reference citations within the abstract
should be avoided. It should outline the purpose of the study, the basic procedures and the
most important conclusions.
93
Three to five keywords, which may or may not appear in the title, should be given in
alphabetical order below the abstract, each separated by a comma (,).Whenever possible, the
terms should be from the Medical Subject Headings list of Index Medicus.
Introduction
This should give a short, clear account of the background and reasons for undertaking the
study. It should not be a review of the literature.
Methods
This section should contain sufficient detail so that all experimental procedures can be
repeated by others in conjunction with cited references. This section may be divided into
subheadings to assist the reader. Names of products and manufacturers should be included
only if alternative sources are deemed unsatisfactory, giving both the company name and city.
Generic names of drugs should be used.
Novel experimental procedures should be described in detail, but published procedures should
be referred to by literature citation of the original article and published modifications. Use of
standard abbreviations and SI units of measurement (according to the Systeme International
d’Unites) is encouraged. Measurements that are not currently converted to SI units in
biomedical applications are blood and oxygen pressures, enzyme activity, H+ concentration,
temperature, and volume. Abbreviations, if used, should be defined on their first appearance
in the text.
Results
The description of results should not simply reiterate data that appear in tables and figures
and, likewise, the same data should not be displayed in both tables and figures. The results
section should be concise and follow a logical sequence. If the paper describes a complex
94
series of experiments, it is permissible to explain the protocol/experimental design before
presenting the results. Do not discuss the results or draw any conclusions in this section. This
section may be divided into subheadings to assist the reader. Large datasets or other
cumbersome data pertinent to the manuscript may be submitted as supplementary
information.
Discussion
Do not recapitulate the results, but discuss their significance against the background of
existing knowledge, and identify clearly those aspects that are novel. The final paragraph
should highlight the main conclusion(s), and provide some indication of the direction future
research should take.
This section may be divided into subheadings to assist the reader.
Acknowledgments
These should be brief, and should include sources of financial support, material (e.g. novel
compounds, strains, etc.) not available commercially, personal assistance, advice from
colleagues and gifts. Acknowledgments should be made only to those who have made a
significant contribution to the study.
References
Authors are responsible for the accuracy of the references. Published articles as well as those
in press (please state the name of the journal and enclose a copy of the manuscript) may be
included. In the text of the manuscript, references to the literature should be numbered
consecutively and indicated by a superscript. Each reference should be numbered individually
and listed at the end of the manuscript; examples are given below. All authors should be
quoted.
95
Example of journal citations:
1) Glodny B, Pauli G. Medullopressin: a new pressor activity from the renal medulla.
Hypertens Res 2005; 28:827–836.
2) Lender D, Arauz-Pacheco C, Breen L, Mora-Mora P, Ramirez LC, Raskin P. A doubleblind comparison of the effects of amlodipine and enalapril on insulin sensitivity in
hypertensive patients. Am J Hypertens 1999; 12:298–303.
Example of a book citation:
3) Safar ME, O’Rourke MF (eds). Handbook of Hypertension, 23rd edn. Elsevier, Edinburgh,
2006, pp 503–516.
Example of an article in a book:
4) Morrow DA, Gersch BJ, Braunwald E. Chronic coronary artery disease. In Zipes DP,
Libby P, Bonow RO, Braunwald E (eds). Heart Disease 7th edn. WB Saunders, Philadelphia,
2005, PP 1281–1341.
The names of journals cited should be abbreviated according to the ‘International List of
Periodical Title Word Abbreviations (Chemical Abstracts Service, Columbus, Ohio, USA,
1970)’.
Citations of ‘unpublished data’ and ‘S. A. Waksman, personal communication’ should be
written in the text parenthetically. Abstracts may be cited only if they are the sole sources, and
must be identified in the reference list as ‘(Abstract)’. Manuscripts that have been accepted
for publication but are not yet published must be identified in the reference list as ‘in press’.
Written proof for ‘personal communication’ and preprint for ‘in press’ may be requested for
review.
96
Tables
These should be labelled sequentially as Table 1, Table 2, etc. Each table should be saved in a
separate file, numbered and titled, and cited in the text. Reference to table footnotes should be
made by means of Arabic numerals. Tables should not duplicate the content of the text. They
should consist of at least two columns; columns should always have headings. Tables should
have a brief footnote that identifies all abbreviations used. Authors should ensure that the data
in the tables are consistent with those cited in the relevant places in the text, totals add up
correctly, and percentages have been calculated correctly. Tables should be supplied as
separate electronic files (as Word or Excel file formats).
Figures
These should be labelled sequentially as Figure 1, Figure 2, etc. Please note that when
uploading Figure files, each figure should be saved in a separate file, numbered and titled and
cited in the text. Figure legends should be submitted on a separate sheet with list of text
captions to all figures. Figures should be referred to specifically in the text of the paper but
should not be embedded within the text. The use of three-dimensional histograms is strongly
discouraged when the addition of the third dimension gives no extra information. If a table or
figure has been published before, the authors must obtain written permission to reproduce the
material in both print and electronic formats from the copyright owner and submit it with the
manuscript. This follows for quotes, illustrations and other materials taken from previously
published works not in the public domain. The original source should be cited in the figure
caption or table footnote. At submission, all figures should be of a high enough quality to be
assessed in the peer review process. A minimum resolution of 300 dpi is required at the size
the image is to appear in print. The minimum resolution for images containing text should be
97
400dpi and 1000dpi for images containing line art. Please refer to the Artwork Guidelines for
details of artwork (Figures and Images) preparation.
Accepted file formats
• Adobe Illustrator (.ai, .eps)
• CorelDRAW version 8 or above (.cdr)
• Photoshop (.psd)
• TIFF (.tiff)
• MS Word documents (.doc)
• PowerPoint (.ppt)
• MS Excel spreadsheet documents (.xls)
• JPEG image files (.jpg)
• Acrobat files (.pdf)
• TeX, LaTeX
Unless otherwise informed, all charges for color images in all article types will be the authors’
responsibility. Color figures can be reproduced if necessary, but the authors will be expected
to contribute towards the cost of publication. A quote will be supplied upon acceptance of
your paper.
Colour on the web
Authors who wish their articles to have FREE colour figures on the web (only available in the
HTML (full text) version of manuscripts) must supply separate files in the following format.
These files should be submitted as supplementary information and authors are asked to
mention they would like colour figures on the web in their submission letter.
For Single Images:
Width 500 pixels (authors should select "constrain proportions", or equivalent instructions, to
allow the application to set the correct height automatically.)
98
Resolution 125 dpi (dots per inch) or "Save for Web" if using Photoshop
Format JPEG for photographs / GIF for line drawings or charts
Filenaming Please save image with .jpg or .gif extension to ensure it can be read by all
platforms and graphics packages.
For Multi-part Images :
Width 900 pixels (authors should select "constrain proportions", or equivalent instructions, to
allow the application to set the correct height automatically.)
Resolution 125 dpi (dots per inch) or "Save for Web" if using Photoshop
Format JPEG for photographs / GIF for line drawings or charts
Filenaming Please save image with .jpg or .gif extension to ensure it can be read by all
platforms and graphics packages.
Supplementary information
Supplementary information is peer-reviewed material directly relevant to the conclusion of an
article that cannot be included in the printed version owing to space or format constraints. It is
posted on the journal's website and linked to the article when the article is published and may
consist of data files, graphics, movies or extensive tables.
The printed article must be complete and self-explanatory without the supplementary
information. Supplementary information enhances a reader’s understanding of the paper but is
not essential to that understanding. Supplementary information must be supplied to the
editorial office in its final form for peer review. On acceptance the final version of the peerreviewed supplementary information should be submitted with the accepted paper. To ensure
that the contents of the supplementary information files can be viewed by the editor(s),
99
referees and readers, please also submit a ‘read-me’ file containing brief instructions on how
to use the file.
The supplementary information may not be altered, nor new supplementary information
added, after the paper has been accepted for publication. Material in the ‘Supplementary
Materials' must be directly relevant and critical to the manuscript’s interpretation and should
only be included if these conditions are met. The Editors reserve the right not to publish and
will consult the authors in such a case.
Supplying supplementary information files
Authors should ensure that supplementary information is supplied in its FINAL format
because it is not subedited and will appear online exactly as originally submitted. It cannot be
altered, nor new supplementary information added, after the paper has been accepted for
publication.
Please supply the supplementary information via Manuscript Central, the electronic
manuscript submission and tracking system, in an acceptable file format (see below).
Authors should:
• Include a text summary (no more than 50 words) to describe the contents of each file.
• Identify the types of files (file formats) submitted.
• Include the text ‘Supplementary information is available at (the journal’s name)’s website’
at the end of the article and before the references.
Accepted file formats
• Quick Time files (.mov)
• Graphical image files (.gif)
• HTML files (.html)
• MPEG movie files (.mpg)
100
• JPEG image files (.jpg)
• Sound files (.wav)
• Plain ASCII text (.txt)
• Acrobat files (.pdf)
• MS Word documents (.doc)
• Postscript files (.ps)
• MS Excel spreadsheet documents (.xls)
• PowerPoint (.ppt)
• TeX, LaTeX
File sizes must be as small as possible, so that they can be downloaded quickly. Images
should not exceed 640 x 480 pixels (9 x 6.8 inches at 72 pixels per inch) but we would
recommend 480 x 360
pixels as the maximum frame size for movies. We would also recommend a frame rate of 15
frames per second. If applicable to the presentation of the supplementary information, use a
256- color palette. Please consider the use of lower specification for all of these points if the
supplementary information can still be represented clearly. Our recommended maximum data
rate is 150 KB/s. The number of files should be limited to eight, and the total file size should
not exceed 8 MB.
Individual files should not exceed 1 MB. Please seek advice from the editorial office before
sending files larger than our maximum size to avoid delays in publication.
Further questions about the submission or preparation of supplementary information should
be directed to the editorial office.
House Style
As the electronic submission will provide the basic material for typesetting, it is important
that papers are prepared in the general editorial style of the journal.
101
1. See the artwork guidelines for information on labelling of figures
2. Do not make lines thinner than 1pt (0.36mm)
3. Use a coarse hatching pattern rather than shading for tints in graphs
4. Colour should be distinct when being used as an identifying tool
5. Use SI units throughout
6. Spaces, not commas, should be used to separate thousands
7. Abbreviations should be preceded by the words for which they stand in the first instance of
use
8. Text should be double spaced with a wide margin
Abbreviations
The following abbreviations or acronyms may be used without explanation; others should be
defined at first use in the text.
º degree, angle
mg milligram
AM before noon
min minute
ºC Celsius
mL milliliter
c centi
mL/min milliliters per minute
cal calorie
mm, mm2, mm3 millimeters
cm, cm2, cm3 centimeters
mmHg millimeters of mercury
cpm counts per minute mol mole
cRNA complementary RNA
mRNA messenger RNA
CT computed tomography
MRI magnetic resonance imaging
d deciµ microDNA deoxyribonucleic acid
µL microliter
DNase deoxyribonuclease
µmol micromole
cDNA complementary DNA
n nano
ECG electrocardiogram
nm nanometer
Eq equivalent
102
osmol osmole
f femto- Pi inorganic phosphate
g gram
p picog
g gravitational constant
% percent
h hecto-; hour pH negative log of
hydrogen ion
concentration
Hb hemoglobin PM after noon
IC50 inhibitory concentration,
50%
r correlation coefficient
i.p. intraperitoneal RBC red blood cell
IU international unit RNA ribonucleic acid
i.v. intravenous RNase ribonuclease
k kilo- rpm revolutions per minute
kcal kilocalorie s second
kg kilogram s.c. subcutaneous
km kilometer SD standard deviation
L liter SEM standard error of the mean
log logarithm
V volt
mol/L moles/liter (molar) WBC white blood cell
m meter; millivs. versus
mEq milliequivalent
Non-Native Speakers of English
Researchers who are not native speakers of English who submit manuscripts to international
journals often receive negative comments from referees or editors about the English-language
usage in their manuscripts, and these problems can contribute to a decision to reject a paper.
To help reduce the possibility of such problems, we strongly encourage such authors to take at
least one of the following steps:
• Have your manuscript reviewed for clarity by a colleague whose native language is English.
• Use one of the many English language editing services that are available, such as that
offered by Nature Publishing Group Language Editing (http://languageediting.nature.com)
• An editor will improve the English to ensure that your meaning is clear and identify
problems that require your review.
Please note that the use of Nature Publishing Group Language Editing is at the author's own
expense and in no way implies that the article will be selected for peer review or accepted by
103
an NPG journal (or any other journal). The decisions that the editors of any NPG journal
make based on the quality and suitability of a manuscript for that journal are entirely
independent of whether that manuscript has been language-edited by Nature Publishing Group
Language Editing.
Submission of papers
Please visit the online submission page (http://mc.manuscriptcentral.com/htr) to submit a
manuscript. Note: Before you begin, you should be sure you are using Netscape 7+ or Internet
Explorer 5+. If you have an earlier version, you can download a free upgrade using the icons
found at the bottom of the Instructions and Forms screen.
Step 1: Log In
The login page gives you three options:
1. Log in with your known User ID and Password
2. Check to see if you have an existing account
3. Create a new account
Step 2: Enter your Author Center
To begin a new submission, check a previous submission, continue a submission begun
earlier, or submit a revised manuscript, choose Author Center.
Step 3: Inside Your Author Center
Existing manuscripts are found in one of three areas:
• Manuscripts to be Revised
• Partially Submitted Manuscripts
• Submitted Manuscripts
To start a NEW manuscript submission, choose ‘Submit First Draft of New Manuscript’ link.
104
Step 4: Entering Data
The following screens ask you to enter each piece of data associated with your manuscript.
Most of these data will also be included in the text of your manuscript, but need to be entered
in this format in order to make the system searchable by these fields. It is used for screen
display and email notifications only. You cannot enter text into the Manuscript Data
Summary table: scroll down each screen to enter the required information. Press ‘Save and
Continue’ at the bottom of each screen in order to save all of your work. If you press the
‘Back’ or ‘Forward’ button on your browser your work will not be saved.
Step 5: Upload Your Manuscript
The File Manager is the area where you upload your files. Click on the ‘Save and Continue’
Button to get to the upload page. Click on the ‘Browse’ button in step 1. Locate your file and
click on the name of the file to place it in the box. Select a file designation that corresponds
with the file name in step 2. Select whether the file is for review or not – the file in the first
position must be made available for review in step 3.
Click the blue upload button in step 4.
Please refer to the ‘Author Instructions’ to determine the journal preferences of format and
Always view your proof carefully prior to submitting. You will not be able to change it once
it is submitted.
Your original file will be stored and will be located under ‘Original Files/Files not for review’
on the right side of the screen. Manuscript Central will create files and place them under
‘Files for review’. You can make changes in step 5 before going to the next page. You cannot
make changes to your uploaded files. Click on ‘Save and Continue’.
Step 6: Submit Your Manuscript
105
Click on ‘View uploaded files’ – always view your proof carefully prior to submitting. You
will not be able to change it once it is submitted. Then close the file, close the ‘View uploaded
files’ window and click on ‘Submit your manuscript’. After you choose to submit, you will
see a confirmation screen. You will also receive an e-mail confirmation that you can save for
future reference.
Getting Help
If you need additional help, please refer to MC Tutorials or go to Support Central by clicking
the ‘Get help now’ link shown on the top right of the screen.
License to Publish
The corresponding author must complete and sign the License to Publish form upon
acceptance of the manuscript and return it to the editorial office. Failure to do so will result in
delays to the publication of your paper. A copy of the License to Publish form can be found at
http://mc.manuscriptcentral.com/htr.
Hypertension Research does not require authors of original research papers to assign
copyright of their published contributions. Authors grant Hypertension Research an exclusive
license to publish, in return for which they can re-use their papers in their future printed work.
NPG's author license page provides details of the policy and a sample form. Authors are
encouraged to submit their version of the accepted, peer-reviewed manuscript to their funding
body's archive, for public release six months after publication. In addition, authors are
encouraged to archive their version ofthe manuscript in their institution's repositories (as well
as on their personal websites), also six months after the original publication. Authors should
cite the publication reference and doi number on any deposited version, and provide a link
from it to the published article on the NPG website.
106
This policy complements the policies of the US National Institutes of Health, the Wellcome
Trust and other research funding bodies around the world. NPG recognizes the efforts of
funding bodies to increase access of the research they fund, and strongly encourages authors
to participate in such efforts.
Open
Upon submission of an original research paper, authors can indicate within the manuscript
tracking system whether they wish to pay an article processing charge for their article to be
published open access. The article processing charge is £2,500/$3,300/€2,700 (plus VAT
where applicable) and can be paid via credit card or by requesting an invoice be raised.
By paying the article processing charge, authors are permitted to post the final, published pdf
of their article on a website, institutional repository or other free public server immediately on
publication.
Upon acceptance, it is mandatory that authors fill out and send back the payment form along
with their licence to publish form. The licence form has been amended to offer authors the
choice of one of two creative commons licences to use on their paper.
The first option is the Creative Commons Attribution-Noncommercial-No Derivative Works
3.0 Unported Licence which allows readers to download the article and share it with others as
long as they mention the author and link back to the original article. The article cannot be
changed in any way or used commercially. The second option is the Creative Commons
Attribution Noncommercial
Share Alike 3.0 Unported Licence which allows readers to alter, transform, or build upon the
article and then distribute the resulting work under the same or similar licence to this one. The
work must be attributed back to the original author and commercial use is not permitted. For
107
further information please see the FAQs, payment form and licence to publish form at the
journal website.
Proofs
Once the manuscript has been accepted, the corresponding author will receive PDF proofs and
are responsible for proofreading and checking the entire article. Authors should correct only
typesetting errors; no major alteration of the text will be accepted. Page proofs must be
returned within 48 hours to avoid delays in publication along with the reprint order if
required.
Advance Online Publication
All articles that are published ahead of print through Advance Online Publication are the final
version of the manuscript and will subsequently appear, unchanged, in print.
Offprints
Offprints may be ordered using the order form available for download with the proofs. Later
orders submitted after the journal is printed are subject to increased reprint prices.
Contact
Queries about the submitted manuscripts should be sent to:
Hypertension Research Editorial Office
E-mail: [email protected]
Queries about accepted manuscripts in production should be sent to:
Shizuka Kaminaga
E-mail: [email protected]
108
General queries should be sent to Masayo Kobayashi
E-mail: [email protected]
For other matters, to find out who to contact for business correspondence and enquiries such
as advertising, subscriptions, permissions, or publishing a supplement, please visit our
publisher’s contacts page on http://www.nature.com/hr/about/contact_npg.html.
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