Página 1 de 48 Associação de Ensino e Pesquisa Graccho Cardoso S/C LTDA FANESE Faculdade de Administração e Negócios de Sergipe Projeto Pedagógico do Curso Superior de Bacharelado em Ciências Contábeis Aracaju - Sergipe Janeiro de 2015 Página 2 de 48 SUMÁ RIO 1 INTRODUÇÃO...................................................................................................................................................................... 4 2 IDENTIFICAÇÃO DO CURSO................................................................................................................................................. 4 2.1 TÍTULO..........................................................................................................................................................................................4 2.2 REGIME DE MATRÍCULA....................................................................................................................................................................4 2.3 TOTAL DAS VAGAS ANUAIS................................................................................................................................................................4 2.4 TURNOS DE FUNCIONAMENTO:..........................................................................................................................................................4 2.5 ENDEREÇO DE FUNCIONAMENTO:......................................................................................................................................................4 2.6 CARGA HORÁRIA.............................................................................................................................................................................4 2.7 MODALIDADE DE ENSINO.................................................................................................................................................................4 2.8 LEGISLAÇÃO E NORMAS QUE REGEM O CURSO DE CIÊNCIAS CONTÁBEIS...................................................................................................5 3 COORDENADORA DO CURSO.............................................................................................................................................. 5 4 CARACTERIZAÇÃO DA INSTITUIÇÃO.................................................................................................................................... 6 4.1 HISTÓRICO.....................................................................................................................................................................................6 4.2 MISSÃO E VISÃO DA FACULDADE........................................................................................................................................................7 4.2.1 MISSÃO......................................................................................................................................................................................7 4.2.2 VISÃO........................................................................................................................................................................................7 4.3 FINALIDADE....................................................................................................................................................................................7 4.4 OBJETIVOS.....................................................................................................................................................................................7 4.4.1 OBJETIVO GERAL..........................................................................................................................................................................7 4.4.2 OBJETIVOS ESPECÍFICOS.................................................................................................................................................................7 5 CARACTERIZAÇÃO DA REGIÃO............................................................................................................................................ 8 6 CONTEXTO DE INSERÇÃO DO CURSO NA REGIÃO............................................................................................................. 12 7 CONCEPÇÃO DO CURSO.................................................................................................................................................... 14 8 OBJETIVOS DO CURSO....................................................................................................................................................... 16 8.1 OBJETIVO GERAL...........................................................................................................................................................................16 8.2 OBJETIVOS ESPECÍFICOS:................................................................................................................................................................16 9 FORMAÇÃO DO PERFIL E DAS HABILIDADES DO PROFISSIONAL.......................................................................................17 9.1 PERFIL DO EGRESSO.......................................................................................................................................................................17 9.1.1 QUADRO DEMONSTRATIVO: PERFIL DO EGRESSO X DISCIPLINAS.........................................................................................................19 9.1.2 HABILIDADES E COMPETÊNCIAS....................................................................................................................................................21 10. MATRIZ CURRICULAR..................................................................................................................................................... 22 11 FORMAS DE INGRESSO NA INSTITUIÇÃO........................................................................................................................ 25 11.1 ATIVIDADES COMPLEMENTARES.....................................................................................................................................................25 11.2 APROVEITAMENTO DO CONHECIMENTO...........................................................................................................................................26 12 ATIVIDADES ACADÊMICAS ARTICULADAS COM A FORMAÇÃO PROFISSIONAL...............................................................26 13 ATIVIDADES PRÁTICAS, TRANSVERSALIDADE E SEMINÁRIOS INTEGRADOS...................................................................27 14 ESTÁGIO CURRICULAR SUPERVISIONADO ............................................................................................................ 31 15 TRABALHO DE CONCLUSÃO DE CURSO........................................................................................................................... 32 16 PRINCÍPIOS E ORIENTAÇÕES QUANTO ÀS PRÁTICAS PEDAGÓGICAS..............................................................................34 16.1 PRÁTICAS PEDAGÓGICAS INOVADORAS............................................................................................................................................34 16.2 INTEGRAÇÃO, TEORIA E PRÁTICA....................................................................................................................................................34 16.2.1 MODOS DE INTEGRAÇÃO: DA GRADUAÇÃO COM A COMUNIDADE LOCAL...........................................................................................35 16.2.2 INTERDISCIPLINARIDADE............................................................................................................................................................35 16.2.3 ATENDIMENTO AO DISCENTE......................................................................................................................................................36 a) Cursos de Nivelamento........................................................................................................................................................37 b) Núcleo de Apoio Psicopedagógico (NAP)............................................................................................................................38 17 OUVIDORIA..................................................................................................................................................................... 38 Página 3 de 48 18 AUTOAVALIAÇÃO............................................................................................................................................................. 38 19 PERIÓDICOS E LABORATÓRIOS ESPECÍFICOS................................................................................................................... 40 19.1 PERIÓDICOS ESPECÍFICOS DO CURSO DE CIÊNCIAS CONTÁBEIS.............................................................................................................40 19.2 LABORATÓRIOS ESPECÍFICOS..........................................................................................................................................................41 20 COLEGIADO DE CURSO.................................................................................................................................................... 43 20.1 QUADRO DEMONSTRATIVO DO CORPO DOCENTE POR DISCIPLINA.......................................................................................................44 21 NÚCLEO DOCENTE ESTRUTURANTE (NDE)...................................................................................................................... 45 21.1 JUSTIFICATIVA......................................................................................................................................................................45 21.2 DEFINIÇÃO.......................................................................................................................................................................... 45 21.3 ATRIBUIÇÕES DO NÚCLEO DOCENTE ESTRUTURANTE........................................................................................................45 21.4 CONSTITUIÇÃO DO NÚCLEO DOCENTE ESTRUTURANTE - NDE...........................................................................................45 22. SISTEMA DE AVALIAÇÃO DO PROJETO DO CURSO............................................................................................................46 22 AVALIAÇÃO DO PROCESSO ENSINO-APRENDIZAGEM E DO CURSO................................................................................47 Página 4 de 48 1 INTRODUÇÃO A elaboração deste Projeto surgiu não somente da necessidade da Faculdade de Administração e Negócios de Sergipe - FANESE definir novos rumos quanto ao desenvolvimento do seu Curso de Ciências Contábeis, mas, sobretudo, de uma exigência do Ministério da Educação e do Desporto em dispor de mecanismos concretos de avaliação institucional. Trata-se de um documento que, além da preocupação com a estrutura curricular e da metodologia didática a ser operacionalizada, sintetiza e explicita a missão, a estratégia, os objetivos e as metas da Instituição para com o desenvolvimento do seu Curso de Ciências Contábeis, na busca de um perfil de profissional a ser formado frente às demandas do mercado de trabalho no contexto do atual cenário de globalização econômica. Como tal, o conteúdo do Projeto consubstancia-se numa tarefa, indispensável e dignificante, a ser executada por todos os que fazem o Curso de Graduação em Ciências Contábeis. 2 IDENTIFICAÇÃO DO CURSO 2.1 Título Bacharelado em Ciências Contábeis. 2.2 Regime de Matrícula Matrícula por: Crédito Periodicidade Letiva: Semestral 2.3 Total das Vagas Anuais 100 vagas anuais 2.4 Turnos de funcionamento: Noturno 2.5 Endereço de Funcionamento: Rua Sargento Duque, 85, Bairro Industrial CEP: 49065-750, Aracaju-SE. 2.6 Carga Horária Total do curso: 3.085 horas Limite mínimo (semestres): 8 2.7 Modalidade de Ensino Presencial 2.8 Legislação e Normas que regem o Curso de Ciências Contábeis O Curso de Graduação em Ciências Contábeis oferecido pela FANESE está fundamentado na Lei de Diretrizes e Bases nº 4.024 de 20 de dezembro de 1961, com a redação dada pela Lei N° 9.131, de 25 de novembro de 1995, e tendo em vista as diretrizes e os princípios fixados pelos Pareceres CNE/CES 776, de 3/12/97, CNE/CES 583, de 4/4/2001, CNE/CES 67, de 11/3/2003, bem como o Parecer CNE/CES 289, de 6/11/2003, alterado pelo Parecer CNE/CES 269, de 16/09/2004. O curso é autorizado pelo MEC através da portaria nº 276, de 03 de março de 2000, reconhecido mediante Portaria nº 1.010, de 30 de março de 2005 e publicada no (DOU), de 01 de abril de 2005 e renovação de reconhecimento conforme Portaria nº 402, de 29 de setembro de 2011. Página 5 de 48 3 COORDENADORA DO CURSO Dados Pessoais Nome: End.: Luciana Matos dos Santos Figueiredo Barreto Avenida Adélia Franco, 3494, Edf. Jardins, Apto. 1103 Cidade: Aracaju Fone: (79) 9956-9224 e-mail: [email protected] UF: SE CEP: 49040-020 Fax: Breve Curriculum Vitae: A coordenadora do curso possui graduação em Ciências Contábeis pela Universidade Tiradentes (2001) e especialização em Auditoria Contábil pela Universidade Federal de Sergipe - UFS (2003). Exerce atualmente o cargo de professora titular e coordenadora do curso superior de Ciências Contábeis da FANESE, desde julho de 2010, ministrando as disciplinas Contabilidade Geral e Contabilidade Industrial. Representa o Conselho Regional de Contabilidade do Estado de Sergipe – CRCSE, como vice-presidente de Desenvolvimento Profissional, na atual gestão de 2014 a 2015 e, como conselheira de 2014 a 2017. Também foi membro da Comissão Própria de Avaliação como representante dos coordenadores de curso da Faculdade de Administração de Sergipe conforme portaria nº 20, de 23 de julho de 2010, na qual permaneceu até o primeiro semestre de 2013. Membro do Conselho Superior de Ensino, Pesquisa e Extensão – CEPE, nomeada em 2011, como representante dos docentes de curso da Faculdade de Administração de Sergipe, até o presente momento. Também participa do Núcleo Docente Estruturante (NDE), de bancas examinadoras e seleção de professores. Tem experiência na área de Contabilidade, atuando principalmente nos temas relacionados com a Contabilidade Comercial, Contabilidade de Custos, Contabilidade Industrial e Contabilidade Gerencial. Exerceu a função de professor universitário na Universidade Federal de Sergipe durante o período de julho de 2002 a junho de 2004, onde atuou como professora substituta, em nível de professora Auxiliar, lotada no Departamento de Ciências Sociais do Centro de Ciências Sociais Aplicadas, ministrando as disciplinas Técnica Comercial, Ética Geral e Profissional, Teoria Contábil, Contabilidade e Análise de Balanço, Contabilidade de Serviços, Contabilidade Geral I, para o curso de Ciências Contábeis e a disciplina Contabilidade Aplicada administração II, para o curso de Administração. Ocupou o cargo de Contadora, na empresa Samam Veículos, de abril de 2004 a junho de 2010, desenvolvendo atividades na área de contabilidade. Durante o período de abril de 2006 a junho de 2010 exerceu também o cargo de Professora assistente da Universidade Tiradentes – UNIT, Aracaju-SE, onde ministrou as disciplinas Contabilidade das Sociedades por Ações, Contabilidade de Serviços, Contabilidade de Custos e Gerencial, Contabilidade Industrial, Gestão de Custos, Trabalho de Conclusão de Curso. 4 CARACTERIZAÇÃO DA INSTITUIÇÃO 4.1 Histórico Página 6 de 48 A FANESE é uma Instituição de Ensino Superior, autorizada a funcionar através da Portaria nº 2.246, de 19 de dezembro de 1997, do Ministério da Educação e do Desporto, oferecendo inicialmente o Curso Superior de Administração em 1998 e, posteriormente, os cursos de Engenharia de Produção (2000), de Ciências Contábeis (2001), de Direito (2007) e os de graduação tecnológica em Processos Gerenciais, Gestão da Tecnologia da Informação, Sistemas para Internet, Gestão de Recursos Humanos, Logística e Marketing, a partir de 2005. A instituição atua também com cursos de pós-graduação, entendendo que desta forma contribui, através do ensino, da pesquisa e da extensão, para o desenvolvimento do Estado de Sergipe e do país, mantendo atualmente, segundo o quadro abaixo, os seguintes cursos: Quadro n.1 Atos Autorizativos da Fanese Credenciamento da Fanese Portaria Nº 2.246, de 12 de Dezembro de 1997 Nome do Curso Administração Engenharia de Produção Ciências Contábeis Direito Processos Gerenciais Gestão em Recursos Humanos Marketing Logística Gestão da Tecnologia da Informação Sistemas para Internet Redes de Computadores Engenharia de Petróleo Engenharia Civil Recredenciamento da Fanese Portaria Nº 296, de 31 de Março de 2014 Portaria Reconhecimento Autorização Portaria Nº 2246, de 19 de Dezembro de 1997 Portaria Nº 1172, de 03 de Dezembro de 1999 Portaria Nº 276, de 03 de Março de 2000 Portaria Nº 300, de 05 de Abril de 2007 Portaria Nº 1524, de 05 de Maio de 2005 Portaria Nº 575, de 29 de Novembro de 2007 Portaria Nº 1523, de 05 de Maio 2005 Portaria Nº 575, de 29 de Novembro de 2007 Portaria Nº 3181, de 14 de Setembro de 2005 Portaria Nº 669, de 02 de Março de 2005 Portaria nº 337, de 29 de maio de 2014 Processo Nº 201304056, protocolado em 28 de Fevereiro de 2013 Processo N° 201414068, protocolado em 12 de setembro de 2014 Portaria Nº 2322, de 28 Agosto de 2003 Portaria Nº 1187, de 08 Abril de 2005 Portaria Nº 1010, de 30 Março de 2005; Portaria Nº 445, de 01º Novembro de 2011 Portaria Nº 63, de 02 Janeiro de 2007 Portaria Nº 469, de 22 novembro de 2011 Portaria Nº64, de 02 Janeiro de 2007 Portaria Nº 471, de 22 Novembro de 2011 Portaria Nº 493, de 06 Novembro de 2008 Portaria Nº 492, de 06 Novembro de 2008 Renovação de Reconhecimento de de de de de Portaria Nº 473, de 22 de Novembro de 2011 Portaria Nº 286, de 21 de Dezembro de 2012 Portaria Nº 402, de 29 de Setembro de 2011 Processo Nº 2014025504, protocolado em 25 de Fevereiro de 2014 Processo Nº 201100994, protocolado em 28 de Fevereiro de 2011 de de ---Processo Nº 201100993, protocolado em 28 de Fevereiro de 2011 de de de ---Processo Nº 201348921, protocolado em 16 de Agosto de 2013 Processo Nº 201350080, protocolado em 16 de Agosto de 2013 ---- ---- ---- ---- ---- ---- 4.2 Missão e Visão da Faculdade 4.2.1 Missão Promover ações efetivas de educação superior, sobretudo na área de negócio, de modo a estimular a formação de profissionais com visão empreendedora, em sintonia com o mundo globalizado. 4.2.2 Visão Ser um Centro Educacional de Referencia, principalmente, na área de negócios. Página 7 de 48 4.3 Finalidade Transmitir conhecimentos, em especial sob a forma de desenvolvimento de competências e habilidades profissionais. Atenta às freqüentes mudanças pelas quais vem passando o mundo do trabalho contemporâneo, a IES oferecerá cursos superiores em bacharelado e de tecnologia de qualidade, em consonância com as reais necessidades do mercado e as pretensões do seu público-alvo. É compromisso da FANESE, dinamizar as suas condições de ensino, em função das diretrizes curriculares pré-estabelecidas pelo MEC, assim como desenvolver os mecanismos institucionais articulando-os com os demais setores organizados da sociedade civil, em especial aqueles cuja atividade tenha referência com as áreas profissionais dos cursos superiores ofertados pela Faculdade. 4.4 Objetivos 4.4.1 Objetivo Geral Desenvolver suas atividades em um modelo de gestão co-participativa, pautada pelos princípios da prevalência das atividades-fim sobre as atividades-meio; da eficiência e eficácia dos processos; da correta aplicação dos recursos e utilização de seu patrimônio; da coordenação sistematizada e articulada; da responsabilidade e competência funcional; do espírito de solidariedade e cooperação, privilegiando o desenvolvimento de competências profissionais de áreas em que possa contribuir para suprir as necessidades do mercado local, regional e nacional. 4.4.2 Objetivos Específicos Ser um centro de referências no âmbito regional e nacional; Ofertar serviços na instância de ensino de graduação, extensão e pós-graduação em sintonia com a demanda do mercado; Elevar a qualidade das atividades gerenciais; Desenvolver competências e habilidades do corpo discente, tornando-o apto a exercer a profissão; Contribuir, através do exercício da Responsabilidade Social, preservação do meio ambiente para a melhoria da qualidade de vida do cidadão brasileiro; Propiciar a auto-realização da comunidade interna (dirigentes, docentes, técnico-administrativos e discentes). 5 CARACTERIZAÇÃO DA REGIÃO O Estado de Sergipe está localizado na região Nordeste do Brasil, é dividido em 75 municípios e ocupa uma área de 21.915,116km2, correspondente a 0,26% do território nacional. Sua população absoluta é de 2.068.017 habitantes (Contagem da População 2010 - IBGE). O Estado é drenado por seis bacias hidrográficas, sendo a Bacia do São Francisco a mais importante. Seu clima é tropical, mais úmido próximo ao litoral, e semi-árido no sertão, e seu relevo, do litoral até a região central, é predominantemente de terras planas ou ligeiramente onduladas. Sergipe limita-se com os Estados da Bahia e Alagoas e com o oceano Atlântico. Segundo o IBGE, a população estimada de Sergipe para o ano de 2013 é de 2.195.662 habitantes. A maioria dos habitantes de Sergipe reside em áreas urbanas (73,5%), a população rural corresponde a 26,5% do contingente Página 8 de 48 total. Segundo o IBGE (2010), na capital – Aracaju – vivem 614.577 habitantes, aproximadamente 27% do total de Sergipe. Aracaju ocupa uma área de 174 km² do território sergipano, limitando-se com os municípios de São Cristóvão, Nossa Senhora do Socorro, Barra dos Coqueiros e Itaporanga D’Ajuda. A economia sergipana tem apresentado desempenho significativamente positivo nos últimos anos como consequência do ambiente econômico favorável aos negócios, resultado provocado especialmente pelos estímulos das políticas públicas. Os investimentos públicos e privados tiveram papel fundamental no processo de expansão, somados aos estímulos ao consumo das famílias (decorrentes do crescimento do emprego, da renda e do crédito). Tais investimentos têm provocado uma transformação da base produtiva do Estado, resultando em maior diversificação e dinamismo. Considerando os dados do IBGE, no período de 2003 a 2013, a economia sergipana cresceu a uma taxa média de 3,49%, enquanto a economia do Nordeste cresceu a uma media de 3,0% e a economia nacional a uma média de 2,3%. Nessa dinâmica de crescimento devem ser destacados alguns elementos importantes, como o comportamento de investimentos, o peso do setor público e o grau de abertura econômica. No ano de 2010 o PIB per capita de Sergipe foi de 11.572,44. Já no ano de 2011, o PIB per capita de Sergipe foi de R$ 12.536,00, o melhor do Nordeste; o segundo lugar foi para Pernambuco, que teve PIB per capita de 11.776,10. A participação do PIB nacional passou de 0,4% em 2001 para 0,6% em 2011. Isso vem demonstrando crescimento significativo do Estado. O PIB em Sergipe está centrado na administração pública, petróleo e gás, indústria e extrativismo mineral. Os dados acima enumerados podem ser vistos como resultado dos esforços do Governo do Estado na atração de empresas, no investimento de políticas públicas e no incentivo às pequenas empresas. Um índice de PIB per capita elevado tende a favorecer ao Estado a chegada de novos investimentos. Todavia, há que considerar que ainda há muito trabalho a ser feito para garantir que o crescimento sergipano não seja minado de desigualdades sociais. Tal contexto acarretou em uma evolução do número de empregos, a qual foi percebida nos últimos anos. Segundo o Ministério do Trabalho e do Emprego (MTE), o crescimento do número de postos de trabalho em Sergipe nos últimos 12 meses – considerando-se o mês de agosto de 2012 – foi de 9,21%, o que significa um acréscimo de 20.430 contratações no estoque de ocupações formais do Estado. Em verdade, Sergipe tem acompanhado a recente transformação que se perfaz na região Nordeste, onde o número de unidades produtivas aumentou de 22.643, em 1996, para 40.077, em 2007. Em termos de pessoal ocupado, a elevação foi de 1,1 milhão para 1,8 milhão, no mesmo período. Isso produziu uma ampliação do número de unidades de trabalho em 17.434 e de 759.354 postos de trabalho, entre 1996 e 2007. O desempenho da indústria sergipana foi superior ao desempenho das indústrias do Brasil e ao da média nordestina, no período citado. Em 1996, a indústria sergipana contava com 475 unidades produtivas e 18.969 pessoas ocupadas. Em 2007, o número de unidades produtivas já se apresentava 80% superior e o pessoal ocupado quase havia dobrado, respectivamente 855 unidades e 37.097 pessoas ocupadas (IBGE 1996-2007). De acordo com o IGBE, em 2012, foi constatada a existência de 2.463 indústrias em Sergipe. Apontando de forma clara que o Estado cresce a largos passos. Segundo a RAIS/MTE, o estoque de empregos formais por setor de atividade, registrado em 2010 em Sergipe, totalizou 365.579, correspondendo a um aumento de 7,42% no número de trabalhadores com carteira assinada. Página 9 de 48 Considerando a variação absoluta, o setor serviço desponta com a criação de 10.949 empregos, seguido da construção civil (7.055), indústria de transformação (5.124) e do comércio com 4.957 postos de trabalho. Em termos relativos, o maior crescimento ocorreu na construção civil com 32,57%, seguida pela indústria de transformação (14,10%), serviços (12,27%), agropecuária (11,64%) e serviços industriais de utilidade pública (10,96%). No acumulado de 2010, com relação ao saldo total verificado no mesmo período do ano anterior, o CAGED, que apresenta o movimento de admissão e desligamento por Estado, registrou em Sergipe um grande crescimento de 147,87% no número de empregos formais criados. O que representou ao longo do ano um saldo positivo de 27.757 empregos contra 11.198 registrados em 2009. Ainda segundo dados do MTE, no ano de 2014, essa realidade de crescimento se mantém, colocando Sergipe como líder na geração de emprego no Brasil, um aumento de 6,32% em relação a 2013. A média do Brasil é de 2,57% e a do Nordeste é 3,76%. Foram gerados, em Sergipe cerca de 18 mil novos empregos formais, entre os meses de abril/13 a março/14, sendo que o maior destaque de novos empregos formais foi no setor de serviços que contratou 9.765 pessoas. Assim sendo, uma evolução do número de empregos foi percebida nos últimos anos. Segundo o MTE, os setores de atividade que mais contribuíram para o crescimento do emprego em Sergipe foram, nos últimos meses: os Serviços, a Construção Civil, a Indústria de Transformação, o Comércio, a Indústria de Extração Mineral e os Serviços de Utilidade Pública. De fato, além das riquezas naturais existentes no espaço geográfico de Sergipe, o Estado localiza-se estrategicamente no eixo de grandes cidades nordestinas (Salvador, Recife, dentre outras), é dotado de riquezas naturais, recursos minerais e, além disso, tem um parque industrial moderno e diversificado. Apesar de pequeno, o Estado já conquistou importantes indicadores e condições que proporcionam uma conjectura favorável ao crescimento, atraindo investimentos em diversos segmentos, a saber: agronegócio, turismo, aquicultura, setor energético, na construção civil e naval, na área de tecnologia e saúde. A influência de grandes empresas na economia sergipana como a Petrobrás e a VALE é consideravelmente expressiva. Nos últimos anos essas empresas investiram fortemente em Sergipe e há expectativa de investimentos ainda maiores, conforme anúncios das mesmas, o que demandará ainda mais mão-de-obra qualificada em diversas áreas. Outras empresas de grande, médio e pequeno porte, além das microempresas, estão expandindo investimentos ou se instalando em Sergipe, atraídas pelo ambiente de negócios, pelos incentivos governamentais, pela vocação produtiva do Estado e pela infraestrutura produtiva, urbana e social em modernização. Os investimentos em infraestrutura produtiva, urbana e social realizados e em realização pelos Governos dos diversos níveis aqui no Estado, principalmente Federal e Estadual, e pelas Estatais, em particular nas áreas energética, logística, mobilidade urbana, saneamento e habitação, além das inversões privadas, deverão impulsionar ainda mais a expansão econômica do Estado. A Infraestrutura produtiva e social em construção no território sergipano deverá provocar resultados expressivos, especialmente, no turismo, na indústria extrativa mineral, na indústria de transformação, na agricultura e, como consequência do efeito multiplicador da renda resultante dos investimentos nesses setores de atividade, os serviços em geral e o comércio sofrerão impacto não menos importante. Página 10 de 48 Como principais investimentos podem ser citados: a ampliação da capacidade de produção e transporte de petróleo, gás, e outros minerais, neste último caso, principalmente para a fabricação de fertilizantes (destaque nacional, dada a disponibilidade da matéria prima); a reforma, readequação e ampliação da infraestrutura logística como a duplicação da BR 101, a construção de pontes, o aumento da capacidade do porto e do aeroporto existente e construção de um novo aeroporto em Sergipe; o aumento do fornecimento de água com a duplicação da adutora do Rio São Francisco e a construção da barragem do Rio Poxim; a construção do parque eólico de Sergipe; a construção de unidades habitacionais com saneamento básico, o que deverá oferecer melhor qualidade de vida ao trabalhador; a melhoria da mobilidade urbana a partir de investimentos que deverão tornar o transporte de trabalhadores e mercadorias mais ágil e seguro, como abertura de novas vias de acesso à capital, duplicação de viadutos, construção de pontes; dentre outras ações. O clima é favorável também para o agronegócio. Sergipe destaca-se no setor de fruticultura, com a produção de laranja, manga, maracujá, banana e coco-anão. Na pecuária estadual, chamam a atenção os segmentos da avicultura e da bovinocultura, este último voltado, principalmente, para a pecuária extensiva de gado de corte e para a produção de leite. Ainda em relação à agricultura, percebe-se aumento dos incentivos governamentais e investimentos públicos na agricultura familiar. Isto tende a ter grande impacto tanto social quanto econômico devido à capacidade de gerar emprego e renda, especialmente quando amparada por um ambiente caracterizado por: acesso à terra; acesso à energia elétrica e água potável; financiamento acessível e com assessoria gerencial; acompanhamento técnico próprio ao perfil da atividade; infraestrutura produtiva local adequada como irrigação, facilidade de escoamento da produção, mercados públicos bem estruturados; existência de equipamentos sociais que garantam educação, saúde e segurança no campo; dentre outras ações. Não somente as políticas públicas têm influenciado no circulo virtuoso pelo qual tem passado a economia sergipana, mas vale observar que há um conjunto de forças no sentido de criar um ambiente, cada vez mais, propício a estimular iniciativas empreendedoras. Esforços de diversos atores da sociedade, mesmo que raramente organizados em conjunto, têm tornado mais fácil empreender em Sergipe. Como exemplo pode-se destacar: maior facilidade de abertura de empresas; maior diversidade e qualidade de escolas de capacitação e qualificação profissional, sejam elas de nível técnico ou de nível superior; maior diversidade de cursos de capacitação e qualificação profissional com foco nas vocações produtivas do Estado; maior esforço e investimento público e privado em pesquisa, desenvolvimento e inovação tecnológica; maior aceitação e entendimento do empresariado sergipano de que os investimentos em formação, pesquisa e assessoria técnica empresarial influenciam significativamente o resultado dos negócios, inclusive a sobrevivência do mesmo; o consumidor sergipano está mais instruído e mais exigente quanto à qualidade do produto e atendimento que adquire; entre outras forças não menos importantes. Além dos avanços significativos nos indicadores econômicos, Sergipe apresenta evolução sensível no Índice de Desenvolvimento Humano – IDH. As estatísticas mais recentes demonstraram que o Estado tem apresentado os melhores resultados do Nordeste no crescimento do IDH (0,923) (CEPAL/PNUD/OIT, 2011), elevando o status de baixo (de 0 a 0,499) para médio desenvolvimento (entre 0,500 e 0,799), considerando-se os critérios de avaliação do desenvolvimento humano utilizados para classificar os diversos países. Vale observar que, para se determinar o IDH são considerados indicadores de educação (alfabetização e taxa de matrícula), longevidade (esperança de vida ao nascer) e renda (PIB per capita). Página 11 de 48 Todo o crescimento do estado parece materializar-se, na capital, tornando-se facilmente visível em Aracaju, onde a FANESE se situa. Aracaju, desde seu surgimento, apresenta destaques. Sua fundação ocorreu inversamente ao convencional. Ou seja, não surgiu de forma espontânea como as demais cidades, foi planejada especialmente para ser a sede do Governo do Estado. Por ter o privilégio de estar localizado no litoral e ser banhado pelos rios Sergipe e Vaza-Barris, o pequeno povoado “Santo Antônio de Aracaju” foi escolhido pelo presidente da província, Inácio Joaquim Barbosa, para ser a sede do Governo. A FANESE, atualmente, localiza-se na zona norte de Aracaju, entre os bairros históricos de Santo Antônio e Industrial, principais eixos de preservação culturais. Trata-se, por conseguinte, de uma importante área da cidade, seu nascedouro, conforme conta a sua história. Tal região, com o crescimento que correu em outras direções, ficou por anos abandonada, não tendo visibilidade. Trata-se de uma área perto do centro da cidade, então, fortemente marcada pelo comércio, mas, ao longo dos anos, foi sendo esquecida. Ao chegar à região, a FANESE reafirmou seu compromisso com a sociedade aracajuana de promover o desenvolvimento por meio da educação. Sua chegada ao centro histórico da cidade trouxe grandes mudanças positivas, atraindo novos investimentos nos bairros Santo Antônio e Industrial, valorizando os mesmo e melhorando a qualidade de inúmeras pessoas que vivem nas proximidades. Diante do exposto, depreende-se que o modelo educacional proposto pela FANESE pretende oferecer ao aluno a oportunidade de obtenção e da utilização de conhecimentos adequados à realidade econômico-social vigente, inter-relacionados com seus desejos e realizações, buscando sempre a concretização e a consolidação interativa do saber, da curiosidade científica e técnica, seguindo os padrões ideais perseguidos pelo homem contemporâneo. Estes requisitos são indispensáveis, para o desenvolvimento de hábitos de investigação sobre novas fontes de informação, bem como para a capacitação de profissionais preparados para atuar como agentes de mudança, em prol da melhoria da qualidade de vida da sociedade, especialmente da Região Nordeste. Neste sentido, os atores que se agregam à vida acadêmica – professor, aluno, instituição educacional, comunidade local e mercado – fornecem uma identidade clara da estrutura do Curso de Ciências Contábeis da FANESE. 6 CONTEXTO DE INSERÇÃO DO CURSO NA REGIÃO Dentre o rol dos Cursos ofertados pela FANESE, o Curso de Ciências Contábeis caracteriza-se por considerar que nenhum conhecimento humano se desenvolve fora de um contexto social e, por isso, vai ao encontro de sua justificativa e necessidade baseado nos princípios teóricos-sociais e metodológicos gerais que norteiam as práticas acadêmicas no âmbito do Ensino, Pesquisa e Extensão da IES. A saber, a FANESE utiliza-se do conhecimento como conceito de inovação, mudança e transformação. Para a FANESE, o ser humano como é agente de sua história, tendo como relevância a valorização da cidadania; a busca do conhecimento profissional e emancipatório e assim, consiste num compromisso assumido pela IES oferecer um ensino superior crítico, pautado na ética, responsabilidade social e solidariedade. Inserido num espaço geográfico marcado por um amplo desenvolvimento industrial, comercial e do setor de serviços, o curso de Ciência Contábeis da FANESE não somente se destaca como um curso de fundamental Página 12 de 48 importância por garantir a formação de profissionais qualificados e comprometidos com o desempenho profissional, mas destaca-se, sobretudo, dada a necessidade evidente de que o crescimento do estado demanda profissionais da área, para serem absorvidos pelas empresas que crescem e pelas novas empresas que se inserem neste contexto evolutivo, principalmente em função de que não existem empresas de quaisquer tamanho sem que haja um espaço/tempo no qual a contabilidade é pensada, estudada e, inclusive, programada. Segundo a Junta Comercial de Sergipe – JUCESE é crescente o número de novas empresas abertas no Estado de Sergipe. De 2006 a 2013 foram mais de 30 mil, o que representa um crescimento de 44%. Dessas empresas, o maior número (1250 novos estabelecimentos) está concentrado no setor de serviços (restaurantes, salões de beleza e transporte coletivo). Já o setor de comércio (lojas, confecções e supermercados) representa no ano 2014, cerca de 800 novas empresas e, por fim, o segmento industrial, com cerca de 100 novas empresas. A ampliação também ocorre no setor de contabilidade, com base nos dados do Cadastro Geral de Empregados e Desempregados – Caged, do Ministério do Trabalho e Emprego, as atividades de contabilidade, consultoria e auditoria contábil e tributária em Sergipe criaram uma média aproximada de 100 empregos por ano nos últimos cinco anos. Segundo o mesmo Cadastro, de janeiro de 2010 a outubro de 2014 foram acumulados 499 postos de trabalho formais na referida área, sendo possível perceber um desempenho crescente ao longo do período analisado. O retrato do mercado de trabalho das atividades de contabilidade, consultoria e auditoria contábil e tributária em Sergipe demonstrado abaixo, somado ao quadro apresentado no gráfico a seguir, demonstram a dinâmica deste mercado em Sergipe. É possível perceber um desempenho crescente ao longo do período analisado, demonstrado por uma mancha cada vez mais espessa a partir de 2009 até 2014. Sergipe – Saldo de empregos nas Atividades de Contabilidade, Consultoria e Auditoria Contábil e Tributária – jan. 2009 a out. 2014 80 70 60 50 40 30 20 10 39 81 39 4 90 39 4 99 5 40 08 40 7 17 40 9 26 9 40 36 0 40 45 40 2 54 4 40 63 4 40 72 40 5 81 40 7 90 9 41 00 41 0 09 41 1 18 3 41 27 5 41 36 41 5 45 6 41 54 8 41 64 41 0 73 41 0 82 1 0 Pri mei ro e mprego Nota1: Saldo de empregos acumulados no ano. Reemprego Página 13 de 48 Nota 2: Em 2014 o período do saldo de empregos acumulados foi de janeiro a outubro. Fonte: Caged Estabelecimentos (2014) A dinâmica do atual crescimento econômico de Aracaju e região metropolitana demonstram e justificam a importância do curso de Ciências Contábeis. Presume-se, com isso, a crescente participação de contadores no setor de serviços, comércio, bem como da indústria necessitando, portanto, da formação de profissionais com visão empreendedora local e regional. Isso se torna evidente ao se perceber, no quadro abaixo, o volume de contratações na área. Sergipe – Admissões nas Atividades de Contabilidade, Consultoria e Auditoria Contábil e Tributária – jan. 2009 a out. 2014 80 70 60 50 40 30 20 10 39 81 39 4 90 39 4 99 40 5 08 40 7 17 40 9 26 40 9 36 40 0 45 40 2 54 40 4 63 40 4 72 40 5 81 40 7 90 41 9 00 41 0 09 41 1 18 41 3 27 41 5 36 41 5 45 41 6 54 41 8 64 41 0 73 41 0 82 1 0 Pri mei ro emprego Reemprego Nota 1: Em 2014 o período observado foi de janeiro a outubro, conforme disponibilidade do Caged durante a pesquisa. Fonte: Caged Estabelecimentos (2014) Destaca-se também o desempenho mais forte das admissões referentes ao primeiro emprego, em especial nos anos 2012 e 2013. Porém, apesar do desempenho relativamente menos positivo no final de 2013 e início de 2014, espera-se uma trajetória crescente no final de 2014 em diante, conforme tendência percebida no gráfico acima. Dessa maneira, o curso de Ciência Contábeis da FANESE não somente se destaca como um curso de fundamental importância, por garantir a formação de contabilistas qualificados e comprometidos com o desempenho profissional, mas destaca-se, sobretudo, dada a necessidade evidente de que o crescimento do estado demanda profissionais da área, para serem absorvidos pelas empresas que crescem e pelas novas empresas se inserem neste contexto evolutivo. Observando atentamente os inúmeros desafios, o curso de Ciências Contábeis da FANESE, procura formar profissionais com capacidade de mensurar toda a gama de informações obtidas por meio das análises contábeis, colocando em prática um sistema capaz de auxiliá-los a tomar decisões, na promoção de um gerenciamento eficaz. Sendo necessário, possuir uma visão global do meio social, político, econômico e cultural, com domínio total das habilidades técnicas da ciência da contabilidade, e sendo, além de tudo, um profissional ético, pronto a vencer desafios impostos pelo mercado e ciente da responsabilidade que detém. Página 14 de 48 Diante desta realidade, ao Curso de Ciências Contábeis cabe cumprir o desígnio pelo qual foi criado: a construção da cidadania através da produção do conhecimento, do fomento de idéias, da inovação do conhecimento existente, de soluções sociais inovadoras e de formação de quadros profissionais de qualidade colocados a serviço da empresa e da sociedade. Portanto, a trajetória de participação do Curso de Ciências Contábeis no contexto regional é marcada por duas características básicas: o compromisso com a formação de um profissional que esteja apto para contribuir com o crescimento da região e o compromisso com a formação de um profissional voltado para o futuro e para o trabalho com competência e seriedade, baseado na interdisciplinaridade dos métodos, e na transdisciplinaridade da compreensão dos profissionais, conscientes da expectativa de atuarem dotados de senso crítico, criatividade, competência e responsabilidade no atendimento da comunidade local e regional. Nestes termos, torna-se importante a formatação do curso de acordo com os aspectos da cidade onde está localizado. Afinal, o município é o local mais próximo de identificação contextual passível de ser verificado, pelo que, pode trazer implicações de extrema relevância na realização de uma proposta de cunho pedagógico. 7 CONCEPÇÃO DO CURSO O Projeto Pedagógico do Curso de Bacharelado em Ciências Contábeis foi construído a partir de trabalhos conjuntos com o Núcleo Docente Estruturante – NDE, buscando a elaboração de uma matriz curricular em conformidade com a Resolução CNE/CES 10, de 16/12/2004, que instituiu as Diretrizes Curriculares Nacionais para o Curso de Graduação em Ciências Contábeis, Bacharelado; Resolução CNE/CES Nº 2, de 18/06/2007, que dispõe sobre carga horária mínima e procedimentos relativos à integralização e duração dos cursos de graduação, bacharelado, na modalidade presencial; Lei nº 9.394 de 20/12/1996, Lei de Diretrizes e Bases da Educação Brasileira – LDB; e as demais legislações vigentes. Tendo como fundamento as diretrizes curriculares nacionais, sob a ótica interdisciplinar, levando em consideração os desafios dos novos paradigmas dos processos de ensino e aprendizagem, este projeto pedagógico foi concebido visando a proporcionar ao egresso a capacidade para além do positivismo, ou seja, possibilidade de consubstanciar uma postura crítico-reflexiva a fim de tornar efetivos os valores substanciais da Ciência Contábil, em uma interpretação interdisciplinar. Neste sentido, o projeto contempla aspectos fundamentais, como por exemplo, a busca constante da qualidade nas atividades acadêmicas, baseadas nas diretrizes curriculares, e em consonância com os objetivos do Plano de Desenvolvimento Institucional - PDI, buscando proporcionar as respostas necessárias à complexidade da sociedade contemporânea, e a permanente relação comunicativa com a comunidade na qual o curso está inserido. O presente projeto integra-se na totalidade de uma proposta de Desenvolvimento Institucional da FANESE, como agente capaz de implementar um processo de transformação social, a partir de critérios científicos, tecnológicos e humanistas (o que insere o Curso em uma concepção cooperativa e comprometida em sua função social), com intuito de atender às demandas da sociedade local, regional e global. Em sintonia com a globalização e a evolução tecnológica e aliado ao crescimento do estado de Sergipe e do país, está ocorrendo nas empresas uma procura por profissionais mais qualificados, capazes de realizar o seu trabalho com competência, de estabelecer conexões, de aprender e de dominar as técnicas da profissão. Página 15 de 48 Dentro deste contexto e ciente de sua função na comunidade o curso superior de Ciências Contábeis da FANESE busca aliar as necessidades e anseios da comunidade empresarial com o desenvolvimento da região e do país, proporcionando ao acadêmico uma formação ética, técnica, criativa e humanística, que possibilite ao futuro profissional, ser um cidadão responsável, empreendedor e investigador, apto a desempenhar sua profissão interagindo em uma sociedade plena de transformações, em especial no que se refere aos procedimentos contábeis e às novas tecnologias associadas a estes processos. O atual processo de evolução da humanidade como um todo tem modificado sobremaneira a vida das empresas, independentemente de seu tamanho ou do seu nível de organização administrativa gerencial, trazendo com isto substancial preocupação aos profissionais da área contábil. Cada vez mais as informações devem chegar às mãos do tomador de decisões com rapidez e precisão, impondo uma agilidade à atividade gerencial imprescindível para as empresas competirem e crescerem no atual cenário sócio-econômico, afetado pela velocidade das mudanças do mundo moderno. Para apoiar o processo decisório a empresa precisa cercar-se de informações das mais diferentes ordens e fazer o melhor uso das mesmas, reduzindo assim as incertezas do futuro e otimizando o uso dos recursos. Diante deste cenário a Contabilidade configura-se como uma das mais importantes fontes de informações que a empresa dispõe, sendo capaz de influenciar o seu comportamento em aspectos operacionais e estratégicos da maior relevância, como o planejamento e controle das operações, gerenciamento de custos e o próprio planejamento estratégico. As informações de ordem econômica e financeira, originárias do sistema da contabilidade gerencial devem estar disponíveis com qualidade e em tempo hábil para apoio à tomada de decisões em qualquer nível da atividade administrativa. Considerando as circunstâncias que envolvem as atividades dos Contadores no País atualmente, cita-se como aspecto relevante neste contexto, a exigência da sociedade que passará cada vez mais a exigir destes profissionais suas responsabilidades sociais e com o mercado, bem como a constante busca da eficiência, da redução de custos e maior atuação junto às empresas, assim, a ampliação e diversificação das atividades do Contador serão uma decorrência natural deste processo. Estes profissionais, por conseqüência, deverão constantemente atentar para sua atualização técnica – profissional e intelectual a fim de ocupar espaços próprios da sua atividade. Em virtude de tais dados, a FANESE elaborou o projeto pedagógico do curso superior de Bacharelo em Ciências Contábeis, como tentativa de suprir a necessidade mercadológica acima expressa, apresentando os dados necessários para que o curso possa ser compreendido em sua totalidade. Assim, o curso proposto foi concebido dentro dos preceitos determinados pelo MEC, com o compromisso de oferecer formação técnica ao lado de uma formação ética e humanística, levando em consideração a conjuntura social e econômica do Estado, a qual chegou à IES por meio de uma clara demanda. Para tanto, é de suma importância que as disciplinas estejam organizadas em seus ciclos, de acordo com os conteúdos requeridos pelas diretrizes curriculares, privilegiando uma nova estrutura epistemológica que produz entendimento e, de sobremaneira, uma estrutura de atividades complementares, além das práticas formativas e das já tradicionais atividades pedagógicas desenvolvidas em sala de aula. 8 OBJETIVOS DO CURSO Página 16 de 48 8.1 Objetivo Geral Formar profissionais cujo desempenho na profissão seja voltado para o desenvolvimento social como um todo, baseado na ética e competência técnica, necessários ao entendimento, interpretação na realidade econômica nacional e internacional, instrumentalizando-os com métodos, técnicas e recursos que possibilitem uma atuação competente nas suas funções contábeis. Incentivar o estudo e a pesquisa em Ciências Contábeis, com objetividade, eficiência e utilidade. 8.2 Objetivos Específicos: Nesse sentido, em consonância com as finalidades e metas estabelecidas pela FANESE, buscou-se uma proposta curricular que apresentasse como objetivos: Adequar, sistematicamente, a matriz curricular do Curso seguindo as exigências das Diretrizes Curriculares Nacionais para o curso de Bacharelado em Ciências Contábeis e as novas tendências do mercado; Buscar sempre a estruturação de um corpo docente sintonizado com as diretrizes da instituição e, naturalmente, comprometido tanto com um sistema de ensino de excelência em qualidade, quanto com o crescimento do seu capital intelectual, através do desenvolvimento de atividades de pesquisa e da publicação de trabalhos científicos; Disponibilizar, bem como modernizar, os recursos tecnológicos e de infra-estrutura física, como biblioteca, laboratórios e instrumentos didático-pedagógicos objetivando proporcionar um ambiente universitário propício ao desenvolvimento das atividades acadêmicas; Promover eventos sobre temas livres, transversais à programação curricular, que estimulem o aluno a desenvolver ações empreendedoras, mantendo-o atualizado de acordo com as novas correntes de pensamento e tendências do mercado; Estimular os egressos, formados pela FANESE, a participarem de associações representativas da categoria de Contadores, bem como a incorporação de valores como a educação continuada; Atender às demandas sociais e às necessidades de desenvolvimento da região, com o compromisso de oferecer formação técnica e humanística, através de uma estrutura curricular que contempla conteúdos de formação geral, conteúdos profissionalizantes e conteúdos específicos à dimensão da Ciência Contábil, além de atividades complementares as quais objetivarão desenvolver posturas de cooperação, comunicação e liderança; Formar profissionais em Ciências Contábeis que exerçam com ética e proficiência as atribuições que lhes são prescritas através de legislação específica, uma vez que a formação do contador pressupõe o oferecimento de capacitação científica e instrumental e, ao mesmo tempo, o desenvolvimento de uma percepção crítica da realidade, que lhes permitam auxiliar no processo de tomada de decisão, com vistas ao desenvolvimento e continuidade das entidades. Página 17 de 48 Atuar com foco na sustentabilidade regional e global; Conscientizar o estudante da necessidade da atualização constante. 9 FORMAÇÃO DO PERFIL E DAS HABILIDADES DO PROFISSIONAL 9.1 Perfil do Egresso O bacharel em Ciências Contábeis tem formação profissional voltada para uma área específica, desenvolvendo determinadas habilidades e competências, em sua área de interesse profissional, para se inserir rapidamente no mercado de trabalho. Ele também tem uma formação voltada para a gestão, o desenvolvimento, planejamento de toda a área financeira da empresa. Essa graduação tem duração média de quatro a quatro anos e meio, e dá direito a um diploma de graduação, o que permite a continuidade dos estudos em nível de pós-graduação, mestrado e/ou doutorado. Os avanços tecnológicos em várias áreas do conhecimento têm introduzido mudanças radicais em todo o mundo, em um ritmo cada vez mais acelerado. No que diz respeito à área de contabilidade, o mercado de trabalho tem exigido a formação de profissionais capacitados em dirigir processos de gestão com análise crítica, tendo por base os conhecimentos de tecnologia, bem como de seus instrumentos, auxiliando suas ações consignadas pela dialogia, sua relação com a comunicação e com a ética. A grande procura por profissionais de contabilidade vem sofrendo mudanças estruturais muito acentuadas, em relação à criação e dependência de novas necessidades de informação e mudanças no paradigma de atuação profissional. Esta situação implica em uma maior demanda por profissionais, com formações muito diferenciadas daquelas tradicionalmente oferecidas. Esse contexto tem propiciado o surgimento de novas oportunidades profissionais e exigido um nível de qualificação e capacitação de excelência por parte daquelas pessoas que resolveram se dedicar às atividades da área. O Curso Superior de Bacharelado em Ciências Contábeis da FANESE busca formar profissionais com capacidade de mensurar toda a gama de informações obtidas por meio das análises contábeis, colocando em prática um sistema capaz de auxiliá-los a tomar decisões, na promoção de um gerenciamento eficaz. Sendo necessário, possuir uma visão global do meio social, político, econômico e cultural, com domínio total das habilidades técnicas da ciência da contabilidade, e sendo, além de tudo, um profissional ético, pronto a vencer desafios impostos pelo mercado e ciente da responsabilidade que detém. O profissional da contabilidade deve ser capaz de empreender nas empresas locais, sugerindo alternativas de solução embasada no conhecimento adquirido, diagnosticar os ambientes atuais como também os cenários futuros, de modo integrado, sistêmico e estratégico. Para tal, o profissional será preparado para entender a tecnologia aplicada à Ciência Contábil, aplicando as melhores soluções dentro das organizações e do ambiente onde está inserido. A partir do desenvolvimento de competências e habilidades estará garantida ao cidadão a formação e informação - métodos e meios, para que o aluno possa compreender e aperfeiçoar a capacidade de "aprender a aprender" – o que estimulará sua autoconfiança, sua sensibilidade, determinação, nível de organização pessoal e no trabalho, o que alicerçará sua habilidade de trabalho em equipe e facilidade de adaptação a contextos novos, sua Página 18 de 48 criatividade, espírito inovador, poder de liderança e decisão, confiabilidade e habilidade comunicativa, capacidade de síntese, de crítica e de inovação; além de sua atualização tecnológica. Nesse sentido, o curso de Bacharelado em Ciências Contábeis, dada a demanda de atendimento às necessidades de mercado, particularmente, no estado de Sergipe, cria uma nova sistemática de ação, fundamentada nas necessidades da comunidade, de mão-de-obra especializada, formação de profissionais capacitados para suprir a necessidade desse mercado. Tal perfil vai ao encontro de um mercado de trabalho em franca expansão e carente de profissionais com sólida formação, com habilidades e competências na área de Ciência Contábil, em empresa, tanto na iniciativa privada nos setores industriais, comerciais e de prestação de serviços, quanto nos órgãos públicos. O profissional bacharelado em Ciências Contábeis formado pela FANESE será capaz de atuar no mercado competitivo privado e público, em âmbito nacional e internacional, adotando uma postura ética, consciente de sua função social e de sua responsabilidade civil e penal, aplicando os embasamentos teóricos e práticos consoantes os Princípios Fundamentais da Ciência Contábil. Ele deverá atuar com eficiência e eficácia nas atividades de análise e interpretação dos fatos que afetam o patrimônio das entidades, e também nas seguintes atividades: gerenciais, auditoria, perícia contábil, arbitragens, atuariais, nas instituições nacionais e internacionais. Tudo em harmonia com as normas e padrões nacionais e internacionais aplicados à contabilidade e áreas afins, e pelas peculiaridades das organizações governamentais e não governamentais, utilizando-se da tecnologia da informação, com uma visão crítico-analítica para solucionar as questões organizacionais. Ao Bacharel em Ciências Contábeis cabe exercer: planejamento, controle, tomada de decisão e mensuração patrimonial das entidades jurídica, com ou sem finalidade lucrativa, governamental, como também de pessoas físicas. Uma vez dotado destas competências e habilidades o egresso de Ciências Contábeis estará habilitado para atuar nos seguintes campos ou funções: contador de entidades privadas ou públicas, controller, auditoria, perícia, arbitragem, gerente financeiro, gerente fiscal, gerente de carteira de investimento, analista econômico-financeiro, atuária, empreendedor contábil, analista de custos, personal finance, analista contábil, analista fiscal, analista de tributos. O profissional egresso do curso de Ciências Contábeis estará apto para a sua inserção no campo do desenvolvimento social, consoante as peculiaridades curriculares do curso, resultando em um profissional apto às mudanças. Almeja-se que tais habilitações tenham em seu bojo e como objetivo final as características de ética, levando à maior transparência da informação, atendendo à função social e o respeito à cidadania com o fito de se contribuir para uma sociedade mais justa e igualitária. 9.1.1 Quadro Demonstrativo: Perfil do Egresso x Disciplinas Perfil do Egresso Disciplinas Página 19 de 48 Compreender as etapas do processo contábil e como o patrimônio é estruturalmente formado e apresentado na demonstração patrimonial contábil; Aplicar os princípios fundamentais da contabilidade no cotidiano da estruturação patrimonial das entidades empresariais; Utilizar a prática do balancete de verificação, tudo com base em lançamentos contábeis; Utilizar vivências e experiências pessoais em relação aos resultados patrimoniais, financeiros e econômicos, buscando relacionar, de modo coerente, a relação teoria e prática; Controlar exatidão e pertinência dos tributos lançados e pagos; Manter livros fiscais e sua exata e tempestiva escrituração; Preparar mapas, resumos e demais informações para o sistema contábil sobre tributos recolhidos ou devolvidos; Elaborar calendário de pagamentos individuais; Organizar controles internos sobre o ciclo de pagamento de imposto. Identificar as oportunidades e os possíveis problemas jurídicos envolvidos na gestão de negócios, qualquer que seja o tipo de empreendimento; Identificar a interação entre o ordenamento jurídico e a vida social; e, Cumprir e saber como defender os direitos jurídicos dos empreendimentos. Avaliar e aplicar as Funções Administrativas: Planejamento, Organização, Direção e Controle, através das técnicas e ferramentas de Gestão. Utilizar os conceitos, habilidades, metodologias e técnicas para: realizar cálculos com expressões algébricas, funções lineares, quadráticas, exponenciais e logarítmicas, realizar cálculos com limites e derivadas. Compreender, de modo dialético, as relações entre os problemas individuais fundamentais e as principais questões sociais da contemporaneidade. Verificar a imbricação entre estas duas dimensões da realidade social e desenvolver uma postura crítica diante desta relação. Possibilitar uma formação teórica diferenciando e caracterizando os institutos de Direito Tributário; Desenvolver uma visão interdisciplinar do Direito Tributário com os outros ramos do Direito; Preparar o aluno para captar e compreender os princípios do Direito Tributário; Demonstrar para o aluno as principais características do Sistema Constitucional Tributário; Conhecer os institutos da Obrigação e Créditos Tributários; Aprofundar o conhecimento na área do Direito Tributário possibilitando ao aluno uma aprendizagem satisfatória. Identificar sistemas contábeis quando ao banco de dados, parâmetros, segurança dos dados, rotinas e procedimentos e Identificar falhas e limitações nos sistemas demonstrados. Elaborar demonstrativos contábeis gerenciais, identificando o impacto de cada objeto de custo no resultado da empresa. Avaliar se o método de custeio adotado pela empresa proporciona informações confiáveis para orientar o processo decisório da empresa. Antecipar as conseqüências de variações ocorridas no volume, nos custos fixos e variáveis e no preço. Orientar o processo racional de redução de custos, através da análise da cadeia de valor. Desenvolver processos de apuração de custos para empresas industriais. Implementar processo orçamentário em empresas industriais. Desenvolver e implementar um modelo de gestão adequado ao perfil da empresa. Implementar o controle interno. Organizar serviços específicos a serem executados para elaboração do planejamento Orçamentário. Elaborar rotinas e métodos particulares de Planejamento Orçamentário e avaliar as informações necessárias. Montar, com base na legislação, cronogramas de apuração e pagamentos, recolhimentos e retenções de tributos, inseridos no Planejamento Tributário. Possibilitar uma formação teórica diferenciando e caracterizando os institutos de Direito do Trabalho. Desenvolver uma visão interdisciplinar do Direito do Trabalho com os outros ramos do Direito. Compreender os princípios do Direito do Trabalho. Conhecer os principais aspectos constitucionais trabalhistas. Conhecer as características do Contrato de Trabalho. Interpretar as exigências legais. Conhecer os benefícios previdenciários decorrentes do trabalho. Contabilidade Geral I Contabilidade Geral II Estrutura das Demonstrações Contábeis Contabilidade Comercial Contabilidade Tributária Planejamento Gerencial, Financeiro e Tributário Introdução ao Estudo do Direito Direito Empresarial I Introdução à Administração Matemática Básica Sociologia das Organizações Direito Tributário I Análise dos Sistemas Contábeis Contabilidade de Custos Contabilidade Industrial Contabilidade Gerencial Controladoria Planejamento Ger. Financeiro e Tributário Direito do Trabalho I Página 20 de 48 Desenvolver uma perspectiva investigativa e crítica da realidade. Compreensão e domínio sobre os diversos tipos de trabalhos acadêmicos. Potencializar a instrumentação para a pesquisa, produção, comunicação e divulgação do conhecimento. Compreender todo o processo de pesquisa na área de contabilidade. Compreender o desenvolvimento das atividades contábeis. Compreender o a metodologia de pesquisa científica. Identificar os principais temas da contabilidade. Aplicar os conhecimentos sobre o orçamento público na vivência social e profissional, com capacidade de estabelecer análises críticas sobre o planejamento e execução das ações públicas. Estabelecer conceitos, avaliações, características e distinções sobre o orçamento público em sua aplicabilidade nas ações governamentais. Utilizar o orçamento público como instrumento de participação social; estabelecendo enfoques críticos sobre as funções sociais e econômicas do orçamento público em todas as etapas do processo orçamentário. Construir análises críticas sobre as estruturas dos instrumentos legais do orçamento público - PPA, LDO e LOA elaborados e executados no âmbito governamental. Investigar o processo de discussões e encaminhamentos da proposta orçamentária no âmbito da etapa legislativa do orçamento público, levantando questionamentos analíticos sobre o seu desenvolvimento. Propiciar o desenvolvimento de mecanismos de controle e avaliação da execução do orçamento público, focados no que determinam os princípios do orçamento público. Elaborar e executar o orçamento público. Saber proceder os lançamentos necessários aos eventos de reestruturação societária e as demonstrações precedentes e posteriores a esses eventos. Elaborar as demonstrações consolidadas e convertidas em moeda estrangeira, em atendimento às normas contábeis. Exercer suas responsabilidades com expressivo domínio das funções contábeis. Desenvolver, analisar e implantar sistemas de informação contábil voltado para as unidades prestadoras de serviços. Exercer com ética e proficiência as atribuições e prerrogativas que lhes são prescritas através da legislação específica. Identificar principais tipos de usuários da análise das demonstrações contábeis. Preparar os demonstrativos contábeis para serem analisados. Identificar a importância da análise das demonstrações contábeis. Mensurar a evolução e a representatividade de cada componente das demonstrações contábeis, através da análise vertical e horizontal. Calcular os índices econômicos e financeiros a partir das demonstrações contábeis. Calcular o índice-padrão de empresas de um mesmo setor. Utilizar e entender o modelo de análise dinâmica do capital de giro. Utilizar modelos de previsão de falência. Elaborar relatórios de análise das demonstrações contábeis. Noções de atuárias. Ter discernimento para aplicar seus conhecimentos técnicos-contábeis em todas as situações. Aplicar Normas Brasileiras de Contabilidade pertinentes à prática da perícia. Aplicar Legislações relativas as profissão contábil e das Normas Jurídicas. Estar capacitados para o entendimento científico dos conceitos básicos da estrutura contábil. Identificação, entendimento e aplicação dos Princípios Fundamentais da Contabilidade. Distinguir uma Norma Técnica de uma Norma Profissional. Identificar uma Interpretação Técnica e a sua aplicação. Identificar um Comunicado Técnico. Compreender a estruturação das Normas Técnicas Internacionais de Contabilidade. Conhecer as normas de auditoria. Adquirir conhecimentos aplicáveis às Normas Brasileiras de Contabilidade. Compreender os conceitos e as metodologias para o planejamento em auditoria, alertando para a importância e significado de cada uma das fases. Aplicar as técnicas de auditoria de forma oportuna, conforme os trabalhos desenvolvidos. Avaliar os controles internos das entidades auditadas. Avaliar os riscos de auditoria. Aplicar a Revisão Analítica. Elaborar o parecer de auditoria, conforme o tipo identificado na execução dos trabalhos. Elaborar o relatório de auditoria. Exercer com dignidade e honradez as ações profissionais. Saber diferenciar a relação da Ética e o Direito. Entender a Ética na profissão. Aplicar os Códigos de conduta e ética. 9.1.2 Habilidades e Competências Metodologia de Trabalhos Acadêmicos Trabalho de Conclusão de Curso I Orçamento e Contabilidade Pública Contabilidade Avançada Contabilidade de Serviços Análise das Demonstrações Contábeis Administração Financeira I Noções de Atuárias Perícia Contábil e Arbitragem Teoria da Contabilidade Auditoria Ética Geral e Profissional Página 21 de 48 Em concordância com as Diretrizes Curriculares Nacionais para o Curso de Graduação em Ciências Contábeis (Artigo 4º da Resolução CNE/CES nº 10/2004), com o perfil do egresso anunciado para esse curso e com as tendências de mercado, o bacharelado deverá possuir, pelo menos, as seguintes competências e habilidades: utilizar adequadamente a terminologia e a linguagem das Ciências Contábeis e Atuariais; demonstrar visão sistêmica e interdisciplinar da atividade contábil; elaborar pareceres e relatórios que contribuam para o desempenho eficiente e eficaz de seus usuários, quaisquer que sejam os modelos organizacionais; aplicar adequadamente a legislação inerente às funções contábeis; desenvolver, com motivação e através de permanente articulação, a liderança entre equipes multidisciplinares para a captação de insumos necessários aos controles técnicos, à geração e disseminação de informações contábeis, com reconhecido nível de precisão; exercer suas responsabilidades com o expressivo domínio das funções contábeis, incluindo informações financeiras, patrimoniais e governamentais, que viabilizem aos agentes econômicos e aos administradores de qualquer segmento produtivo ou institucional o pleno cumprimento de seus encargos quanto ao gerenciamento, aos controles e à prestação de contas de sua gestão perante a sociedade, gerando também informações para a tomada de decisão, organização de atitudes e construção de valores orientados para a cidadania; desenvolver, analisar e implantar sistemas de informação contábil e de controle gerencial, revelando capacidade crítico-analítica para avaliar as implicações organizacionais com a tecnologia da informação; e, exercer com ética e proficiência as atribuições e prerrogativas que lhe são prescritas através da legislação específica, revelando domínios adequados aos diferentes modelos organizacionais. Conceituado nos chamados quatro pilares da educação – aprender a conhecer, aprender a fazer, aprender a viver juntos (atitude) e aprender a ser (ação- reflexão-ação) –, o trabalho desenvolvido durante o curso enfoca, comprometendo-se com o sucesso dos alunos, o respeito à diversidade cultural, vislumbra o conhecimento como instrumento de compreensão do mundo e de si mesmo e promove uma visão ampla do mundo profissional, articulando os processos com o conhecimento, ambos inseparáveis, sempre voltado para o crescimento integral da pessoa humana. 10. MATRIZ CURRICULAR Segundo a Resolução nº 10 de 16.12.2004, da Câmara de Educação Superior – CES/Conselho Nacional de Educação – CNE, o curso de graduação em Ciências Contábeis, bacharelado, deverá contemplar conteúdos que revelem conhecimento do cenário econômico e financeiro, nacional e internacional, de forma a proporcionar a harmonização das normas e padrões internacionais de contabilidade, em conformidade com a formação exigida pela Página 22 de 48 Organização Mundial do Comércio e pelas peculiaridades das organizações governamentais, observado o perfil definido para o formando. Os grupos de conhecimentos discriminados a seguir abrangem o que está sendo considerado no curso como o repertório básico para que o egresso, em seu exercício profissional, faça novas construções e adquira novos conhecimentos. O curso de Ciências Contábeis segue o regime semestral. As matrículas acontecem por disciplina, possibilitando a flexibilidade curricular. A integralização do curso se dá em, no mínimo, 4 anos. A organização curricular objetiva formar um profissional apto para o exercício da profissão escolhida, bem como um indivíduo pronto para enfrentar um mercado de trabalho dinâmico e competitivo. O egresso, ao concluir o curso, está capacitado a ser um operador das competências específicas de sua profissão, além de se tornar um cidadão formador de opiniões e produtor de inovações, com interesse e cuidado pelas questões éticas, ambientais, sociais e econômicas. O curso tem como carga horária total de 3.085 horas, com 39 disciplinas que estão assim divididas: disciplinas de formação básica: 780 horas; disciplinas de formação profissional: 1.875 horas; disciplinas de formação teóricaprática que contemplam as disciplinas optativas: 45 horas, o Estágio Supervisionado: 150 horas, as Atividades complementares: 160 horas e o TCC: 75 horas. Conteúdo de Formação Básica: composto pelas seguintes disciplinas: Matemática Básica; Análise Estatística; Análise Econômica I e II; Matemática Financeira; Introdução à Administração; Introdução ao Estudo do Direito; Sociologia das Organizações; Administração Financeira I; Metodologia de Trabalho Acadêmico e Microinformática. Conteúdos de Formação Profissional: composto pelas disciplinas: Contabilidade Geral I, II e Estrutura das Demonstrações Contábeis; Teoria da Contabilidade; Análise das Demonstrações Contábeis; Contabilidade de Serviços; Contabilidade Industrial; Análise dos Sistemas Contábeis; Contabilidade Comercial; Contabilidade Avançada; Contabilidade de Custos; Auditoria; Controladoria; Contabilidade Gerencial; Contabilidade Tributária; Orçamento e Contabilidade Pública; Perícia Contábil e Arbitragem; Noções de Atuárias; Ética Geral e Profissional; Planejamento Gerencial, Financeiro e Tributário, Direito Empresarial I e Direito do Trabalho I; Direito Tributário I e Empreendedorismo. Conteúdo de Formação Teórico-Prática: é composto pelas disciplinas: Trabalho de Conclusão de Curso, Atividade Complementares, Disciplinas Optativas e Estágio Supervisionado Prática Contábil I e II. A cada semestre serão ofertadas distintas possibilidades de disciplinas optativas que podem ser escolhidas pelo aluno, considerando a que melhor se adequa ao interesse ou horário do estudante. Assim, somadas essas horas o curso detém flexibilidade de oferecer a diversidade de temas atuais das disciplinas de Tópicos Especiais em Contabilidade visando a integração entre saberes e de articulação com a prática profissional. Destaca-se que se almeja articular teoria e prática além de favorecer uma formação ampliada de modo que em cada disciplina há 10h de prática formativa, além de 5h de transversalidade. A prática formativa é uma estratégia de ampliação no processo de formação do estudante, ofertando modalidades de estudo/aprofundamento para melhor acomodação do conteúdo, enquanto as horas de transversalidade se referem a atividades desenvolvidas na IES que discutem temas transversais fundamentais à formação cidadã. Página 23 de 48 Assim sendo, se busca a consolidação do conhecimento interdisciplinar por meio da articulação feita com outros cursos da IES por meio de várias formas; podendo ser destacado: os ciclos de palestras transversais realizados semestralmente com a abordagem de temas de interesse dos diversos cursos, os seminários integrados focados na educação ambiental, além das atividades interdisciplinares realizadas pelos professores, as quais são incentivadas pela coordenação do curso. A flexibilidade é garantida por meio da existência de disciplinas optativas, por meio da existência das atividades complementares extraclasse (componente integrante da matriz curricular) e por meio do aproveitamento de conhecimento. O Aproveitamento do Conhecimento ocorrerá quando obedecidos critérios relevantes, através de equivalências de disciplinas de outro curso superior, bem como admissão por proficiência acadêmica. Desta forma, para que seja aceito o processo de aproveitamento, o aluno deverá atender aos requisitos das normas internas da IES, descritas no Guia Acadêmico e na portaria da IES nº35 de 06/10/10. MATRIZ CURRICULAR DO CURSO SUPERIOR DE CIÊNCIAS CONTÁBEIS SEMESTRE I PréRequisito Distribuição da Carga Horária Código Denominação da disciplina Créditos 60 60 60 60 60 300 10 10 10 10 10 50 Transversalida de 5 5 5 5 5 25 SEMESTRE II 05 60 07 90 05 60 05 60 05 60 27 330 10 10 10 10 10 50 5 5 5 5 5 25 75 105 75 75 75 405 20 425 CON001 MAT001 MAT001 Vestibular DIR010 SEMESTRE III 05 60 05 60 05 60 05 60 05 60 25 300 10 10 10 10 10 50 5 5 5 5 5 25 75 75 75 75 75 375 20 395 CON002 ECO001 MAT001 DIR010 DIR010 SEMESTRE IV 05 60 05 60 05 60 05 60 07 90 27 330 10 10 10 10 10 50 5 5 5 5 5 25 75 75 75 75 105 405 20 425 MAT031 CON002 CON038 Vestibular CON002 SEMESTRE V 05 60 05 60 05 60 07 90 22 270 10 10 10 10 40 5 5 5 5 20 75 75 75 105 330 20 350 CON038 CON032 CON017 CON038 SEMESTRE VI 05 60 05 60 05 60 10 10 10 5 5 5 75 75 75 CON013 CON014 CON038 Teoria CON001 Contabilidade Geral I MAT001 Matemática Básica DIR010 Introdução ao Estudo do Direito ADM010 Introdução à Administração INF002 Microinformática Total Parcial Atividades Complementares Extra-classe Carga Horária Total do Semestre CON002 Contabilidade Geral II EST003 Análise Estatística ECO001 Análise Econômica I SOC001 Sociologia das Organizações DIR022 Direito Empresarial I Total Parcial Atividades Complementares Extra-classe Carga Horária Total do Semestre CON038 Estrutura das Demonstrações Contábeis ECO002 Análise Econômica II MAT031 Matemática Financeira DIR003 Direito Tributário I DIR034 Direito do Trabalho I Total Parcial Atividades Complementares Extra-classe Carga Horária Total do Semestre ADM019 Administração Financeira I CON032 Contabilidade de Custos CON017 Contabilidade Comercial FIL300 Metodologia de Trabalho Acadêmico CON010 Orçamento e Contabilidade Pública Total Parcial Atividades Complementares Extra-classe Carga Horária Total do Semestre CON013 Análise Demonstrações Contábeis CON018 Contabilidade Industrial CON039 Contabilidade Tributária CON014 Auditoria Total Parcial Atividades Complementares Extra-classe Carga Horária Total do Semestre CON004 CON040 CON019 Contabilidade Avançada Perícia Contábil e Arbitragem Contabilidade de Serviços 05 05 05 05 05 25 Prática Total 75 75 75 75 75 375 20 395 Vestibular Vestibular Vestibular Vestibular Vestibular Página 24 de 48 CON016 Análise Sistemas Contábeis CON041 Noções de Atuárias Total Parcial Atividades Complementares Extra-classe Carga Horária Total do Semestre 05 03 23 60 30 270 SEMESTRE VII 05 60 05 60 05 60 ADM012 CON003 CON033 Empreendedorismo Teoria da Contabilidade Contabilidade Gerencial Trabalho de Conclusão de Curso em Ciências CON042 Contábeis CON043 Estágio Supervisionado - Prática Contábil I Total Parcial Atividades Complementares Extra-classe Carga Horária Total do Semestre 05 60 05 25 60 300 10 10 50 5 5 25 75 45 345 20 365 CON017 ADM019 10 10 10 10 5 5 5 5 75 75 75 75 ADM010 CON017 CON032 10 50 5 25 75 375 20 395 CON016 10 5 75 10 10 10 10 50 5 5 5 5 25 75 45 75 45 315 20 335 FIL300 SEMESTRE VIII Planejamento Gerencial, Financeiro e Tributário CON034 Controladoria FIL002 Ética Geral e Profissional CON044 Estágio Supervisionado - Prática Contábil II Optativa Total Parcial Atividades Complementares Extra-classe Carga Horária Total do Semestre ADM028 05 60 05 03 05 03 21 60 30 60 30 240 ADM019 CON033 Vestibular CON043 - Carga Horária do Curso Distribuição Nº de Horas Teoria Práticas Formativas Transversalidade (Seminários Integrados) Atividades Extra-Classe Total 2.340 390 195 160 3.085 DISCIPLINAS OPTATIVAS PréRequisito Distribuição da Carga Horária Código Denominação da disciplina COM001 ADM022 ADM013 ADM025 GRH002 0ADM207 DIR035 ADM110 LIB001 ENG211 POR001 ADM300 ADM301 FIL009 PSI002 GRH008 ADM020 GRH01 ADM115 Comunicação Empresarial Administração de Sistemas de Informação Planejamento Estratégico Fundamentos de Marketing Psicologia e Comportamento Organizacional Elaboração e Análise de Projetos Direito Administrativo I Estratégia de Produção Libras Sistema de Gestão Ambiental Português Instrumental Tópico Especial I Tópico Especial II Rel. Étnico Raciais e Cultura. Afro-brasileira Dinâmica de grupo e criatividade Gestão Sustentável Administração Financeira II Diagnóstico e Consultoria Organizacional Sistema de Gestão da Qualidade Créditos Teoria 05 05 05 05 05 05 05 05 05 05 05 05 05 05 03 05 05 05 05 60 60 60 60 60 60 60 60 60 60 60 60 60 60 30 60 60 60 60 Prática 10 10 10 10 10 10 10 10 10 10 10 10 10 10 10 10 10 10 10 Transversalida de 5 5 5 5 5 5 5 5 5 5 5 5 5 5 5 5 5 5 5 Total 75 75 75 75 75 75 75 75 75 75 75 75 75 75 45 75 75 75 75 ADM010 ADM010 OADM012 ADM010 Vestibular Vestibular DIR022 ADM010 Vestibular ADM010 Vestibular Vestibular Vestibular Vestibular ADM019 ADM010 Vestibular 11 FORMAS DE INGRESSO NA INSTITUIÇÃO Para ingressar nos cursos oferecidos pela FANESE, o candidato deverá ser aprovado no processo seletivo vestibular ou utilizar sua pontuação obtida no ENEM, instrumentos de avaliação que abrangem conhecimentos comuns ao Ensino Médio. Na hipótese de restarem vagas não ocupadas, novo processo seletivo poderá ser realizado. Vale ressaltar que essas vagas remanescentes também podem ser preenchidas por portadores de diplomas de curso superior ou por alunos transferidos de outras instituições nacionais de ensino superior, independentemente de processo seletivo. Página 25 de 48 A IES ampliou as formas de acesso aos Cursos, aderindo aos programas PROUNI e FIES do governo federal, assumindo a importância da democratização do ensino, ampliando as possibilidades de crescimento da região através das transformações possibilitadas pela educação. 11.1 Atividades Complementares Considerando a flexibilidade curricular como de suma importância o presente Projeto Pedagógico demarca a importância das Atividades Complementares. Assim sendo, o percurso curricular aqui expresso admite que parte da carga horária a ser cumprida pelo aluno possa ser adquirida por meio de diferentes atividades. As Atividades Complementares serão obrigatórias e o aluno deverá apresentá-las e comprová-las para que se dê a integralização do curso. Elas visam proporcionar a oportunidade de participação em atividades relacionadas à área de conhecimento do curso, favorecendo um modo flexível de aquisição de conhecimento. Estas atividades seguem as diretrizes pré-estabelecidas no Projeto Pedagógico Institucional idealizado pela FANESE, no qual as atividades complementares são consideradas parte importante para a formação do profissional. As atividades complementares extraclasse, consideradas necessárias à formação do aluno do Curso de Ciências Contábeis da FANESE, tem como principais objetivos proporcionar oportunidade aos alunos de participarem de eventos complementares relacionados à área de conhecimento do seu curso e valorizar a experiência dos alunos em atividades práticas. Neste sentido, as atividades complementares consistem em componentes curriculares enriquecedores e implementadores do próprio perfil do formando, valorizando atividades como: Estágios extracurriculares; monitorias; trabalhos científicos; atividades de extensão; cursos on-line; experiência profissional; entre outras. As atividades acadêmicas complementares estão inseridas no núcleo de formação teórico-prática do projeto pedagógico do Curso de Ciências Contábeis, sendo de caráter obrigatório para a integralização curricular. A inserção das atividades complementares no presente projeto atende às determinações das Diretrizes Curriculares do Curso de Ciências Contábeis. As atividades acadêmicas complementares no Curso de Ciências Contábeis corresponderão a uma carga horária total mínima de 160 horas e a forma de aproveitamento destas atividades, tais como estágio extracurricular, monitoria, participação em congressos, experiência profissional, entre outras. O modo de contabilizar tais atividades para a transformação de cada uma em carga horária, bem como a lista de atividades possíveis ao aluno está regulamentada na IES por meio da Resolução N o 06 CEPE de 20 de dezembro de 2012, disponível à professores, alunos e coordenadores. Caberá ao aluno a tarefa de procurar as atividades que lhe interessa, de acompanhar e de cumprir as exigências de totalização das horas necessárias para a integralização das atividades complementares, bem como a responsabilidade pela apresentação dos comprovantes durante o semestre letivo, obedecendo às datas do calendário acadêmico. Entretanto, caberá à coordenação do curso também acompanhar as atividades realizadas pelo aluno, além de propiciar devida orientação e oferta de possibilidades de atividades para a integralização das atividades acadêmicas complementares por parte do estudante. A FANESE não determinará onde os alunos desenvolverão as atividades a serem contabilizadas como créditos, mas apontará possibilidades na própria IES, que sempre promoverá: palestras, seminários, monitorias etc. Página 26 de 48 Como componentes curriculares, as atividades complementares concedem flexibilidade curricular ao curso, proporcionando a aquisição de conteúdos variáveis, contemporâneos aos avanços e às mudanças da sociedade, da ciência e da tecnologia e do mundo do trabalho. 11.2 Aproveitamentos do Conhecimento Para implementar a flexibilidade curricular, outra estratégia é disponibilizada para o aluno do curso, a qual se resume no Aproveitamento do Conhecimento. Conforme consta nas Diretrizes Curriculares, será possível o “Aproveitamento do Conhecimento" quando obedecidos critérios relevantes. Assim podem ser adquiridos créditos para integralização do curso através dos seguintes meios: a) Requerimento de equivalência de disciplina, sendo que o aluno: - tenha cursado em outra instituição de ensino, legalmente reconhecida e licenciada para atuar no ensino de nível superior, disciplina de igual conteúdo programático daquela que requer aproveitamento; - tenha sido aprovado com menção igual ou superior a menção mínima exigida para aprovação para este curso. Tenha frequentado, no mínimo, 75% (setenta e cinco por cento) das aulas da disciplina; - comprove mediante apresentação de Histórico Escolar original emitido pela instituição de ensino de origem, as exigências apontadas acima; - a critério da Comissão de Avaliação, o requerente será submetido à entrevista técnica, onde será arguido sobre suas Ementas dentro dos assuntos relativos à unidade curricular a que se refere seu pleito; b) Requerimento de Avaliação de Proficiência Acadêmica, sendo que o aluno: - comprove competência técnica e científica dentro da área do conhecimento da unidade curricular a que requer aproveitamento. Neste caso a Comissão adotará critérios de avaliação, podendo utilizar-se de: entrevista técnica, prova prática e teórica de conhecimentos, análise curricular e demais mecanismos que lhe convir; - nos demais casos previstos pela Lei. Vale lembrar que para que seja aceito o processo de aproveitamento, o aluno deverá atender aos requisitos da portaria FANESE Nº 35 de 06 de outubro de 2010. 12 ATIVIDADES ACADÊMICAS ARTICULADAS COM A FORMAÇÃO PROFISSIONAL É política pedagógica da IES o processo ensino-aprendizagem, a associação teoria e prática, a utilização da interdisciplinaridade e práticas visando à transversalidade como forma de dar continuidade ao processo de integração. Nesse processo, para garantir a articulação no processo ensino-aprendizagem, os docentes são instruídos a cumprirem a política pedagógica da FANESE, com destaque para os seguintes aspectos que contribuem para a flexibilidade curricular: Aulas expositivas nas quais a teoria é articulada à prática, sendo que a pesquisa bibliográfica é usada como estratégia de interpretação da realidade, servido de fundamentação para atividades complementares e práticas formativas; Aulas práticas, seminários, estudo de casos, resolução de problemas, entre outras estratégias sempre articuladas à disciplina, à maturidade acadêmica dos alunos e ao contexto sociocultural; Incentivo às atividades complementares como: workshops, palestras, seminários, cursos etc., além do fomento às visitas técnicas nas quais o aluno poderá contextualizar os conhecimentos adquiridos no transcorrer do Página 27 de 48 curso, sendo possível que o mesmo compartilhe sua experiência por meio de relatórios ou outros meios de apresentação de resultados; Discussão e debates em grupos, favorecendo a eloquência na exposição das ideias, articulação de conteúdos e capacidade argumentativa dos alunos; Resolução orientada de problemas reais, estreitando a vida acadêmica à atuação no mercado de trabalho, mostrando para o aluno que o conhecimento adquirido na academia promove ampliação dos horizontes a fim de favorecer a solução dos problemas que surgem na vivência profissional. Cabe destacar que as práticas pedagógicas adotadas pelos professores estão sempre em processo de avaliação para que o exercício da docência nunca se desconecte da prática profissional visada. Não obstante a isso, embora os docentes sejam instruídos a seguirem determinadas regras e incentivados ao exercício de algumas práticas, é sempre dado aos professores a autonomia para que a construção dos planos de curso e aula preserve a identidade daquele profissional do ensino. Nesse contexto, considerando a peculiaridade da FANESE – que se refere à incansável busca por ensino de qualidade – para garantir que a vivência do estudante tenha relação com a prática profissional, haverá uma busca por atividades curriculares que favoreçam e potencializem a flexibilidade curricular, considerando a pluralidade de aquisição, produção e socialização dos conhecimentos. Para isso, é essencial o respeito aos conhecimentos prévios dos alunos, advindos de suas experiências de vida, articulando-os aos novos conhecimentos construídos no processo de formação. Assim, é essencial considerar a inter, trans, e multidisciplinaridade, considerando diversas interfaces, como a existente entre ensino e pesquisa; além disso, há um foco no entrelaçamento das habilidades técnicas e humanísticas o que possibilitará a participação, o debate entre docentes e discentes além de tornar perceptível para os discentes o seu papel na comunidade em que está inserido, como também a aplicabilidade dos conhecimentos adquiridos ao longo da sua formação. 13 ATIVIDADES PRÁTICAS, TRANSVERSALIDADE E SEMINÁRIOS INTEGRADOS Para viabilização do desenvolvimento tanto das atividades práticas, bem como das interdisciplinares, os docentes e discentes da FANESE têm a sua disposição o suporte técnico, de infraestrutura dos laboratórios de informática, biblioteca, transporte etc. Todo docente é incentivado a estabelecer articulações entre a disciplina que ministra e as demais disciplinas do curso. Para tanto, nas reuniões de colegiado os professores fazem um intercâmbio de ideias e constroem metodologias de trabalho que permitam uma conexão entre os saberes. Tais atividades obedecerão a programações desenvolvidas pela coordenação de curso, juntamente com os docentes das disciplinas. E, como parte integrante desta programação, já foram incorporados ao calendário acadêmico da FANESE: a Semana Nacional da Ciência e da Tecnologia, Semana da Responsabilidade Social no Ensino Superior Particular, Seminários Integrados. Além disso, vale ressaltar que em todo período há sempre uma organização entre coordenações e professores de modo que, ao longo de cada semestre, devem ser realizados ciclos de palestras de temas diversos, sendo que o aluno, ao final do semestre, terá vivenciado os conhecimentos referentes à sua área de estudo de forma prática e transversal. Os Seminários Integrados se instituem como um evento já consolidado na FANESE, o qual ocorre semestralmente e surgiram da necessidade de proporcionar ao aluno um caminho diferenciado no processo de Página 28 de 48 aquisição de conhecimento e um contato com práticas existentes na comunidade sergipana. Não obstante a isso, a IES percebeu novas necessidades que levaram a reformulação dos Seminários Integrados. Na nova roupagem, o evento passou a ser parte essencial da política de Educação Ambiental da IES. Sendo a temática da Educação Ambiental de fundamental importância o Governo brasileiro, em 1999, aprovou a Lei nº 9.795 que dispõe sobre a Educação Ambiental e instituiu a Política Nacional de Educação Ambiental. No ano de 2002, o então Presidente da República, juntamente com os Ministros da Educação e do Meio Ambiente, publicou o Decreto nº 4.281, esclarecendo como a Política Nacional de Educação Ambiental deveria ser executada. Os documentos acima citados sustentam e fundamentam o novo formato dos Seminários Integrados da FANESE, que assumem os ideais propostos na Política de Educação Ambiental sancionada pelo Governo do Brasil. Na FANESE a Educação Ambiental toma o meio ambiente como um todo, discutindo e refletindo sobre a vida moderna em sua complexidade, por meio de temas como: sustentabilidade, cidadania, solidariedade, fortalecimento das relações entre os povos, entre outros. Tal perspectiva comunga perfeitamente com outros objetivos da IES na busca de um ensino de qualidade. Considerando o exposto, são objetivos dos Seminários Integrados: Desenvolver na comunidade acadêmica da FANESE uma compreensão integrada do meio ambiente em suas múltiplas e complexas relações, envolvendo aspectos ecológicos, psicológicos, legais, políticos, sociais, econômicos, científicos culturais e éticos; Articular teoria e prática ao mostrar exemplos reais de práticas ecológicas e responsáveis nas empresas de Sergipe; Fomentar entre os participantes o desenvolvimento de uma consciência crítica sobre a problemática ambiental e social; Incentivar a participação individual e coletiva, permanente e responsável, na preservação do equilíbrio do meio ambiente, entendendo-se a defesa da qualidade ambiental como um valor inseparável do exercício da cidadania; Fortalecer a cidadania e a solidariedade, mostrando que tais valores não são somente possíveis nos ambientes das organizações públicas ou privadas, mas são, sobretudo, estratégias essenciais ao desenvolvimento e manutenção dos negócios na atualidade; Promover o intercâmbio entre a comunidade acadêmica e a sociedade por meio do debate das práticas de responsabilidade social que atualmente ocorrem nas organizações sergipanas; Favorecer a criação de novas ideias e práticas sustentáveis, a serem adotadas nas empresas do Estado. Tal evento ocorre em três etapas, garantindo uma Educação Ambiental de modo eficaz e contínuo. Na primeira etapa dos Seminários Integrados os professores são chamados para discutir e avaliar maneiras de levar a Educação Ambiental à sala de aula de maneira continua e permanente. Tal etapa ocorre em reunião do colegiado, antes do início do semestre. Nesta reunião são escolhidas as disciplinas do curso deverão reservar duas das suas aulas para Página 29 de 48 fazer uma explanação sobre temáticas concernentes ao exercício da cidadania e Educação Ambiental. Isso deverá ocorrer em variados conteúdos curriculares ao longo de todos os cursos. Essa primeira etapa garante que os alunos entrem em contato com a referida questão, sendo que essa aproximação permanece nos períodos seguintes até que a graduação se complete. É de fundamental importância elucidar que o conteúdo de educação ambiental e cidadania não é colocado no plano de aula dos professores de forma desconexa ou descontextualizada. Tais questões, de fato, perpassam a vida contemporânea e se tornam pertinentes ao passo que os professores estabelecem conexões entre a teoria e a prática, ou apresentam articulações entre o que é expresso nos manuais de ensino e a maneira de suprir as demandas da sociedade em que vivemos hoje. Na segunda etapa dos Seminários Integrados, as coordenações de todos os cursos buscam convidados para realizarem, na FANESE, exposições orais afeitas à temática da Educação Ambiental. Nesta etapa, ocorrem duas palestras. Uma mais geral e outra mais específica, a qual deve estreitar as relações entre teoria e prática. Tais palestras devem dar ao aluno a conotação de que a Educação Ambiental hoje é, sobretudo, visão estratégica na área de negócios. A terceira etapa dos Seminários Integrados leva às últimas consequências a sua perspectiva integradora. Nesse momento, deverá haver integração de todos os cursos num grande encontro, no qual diferentes profissionais de variadas áreas se unem para discutir a Educação Ambiental de forma interdisciplinar. Os alunos e professores são convidados a organizar e participar do evento. Dessa maneira, o evento é, também, uma tentativa de fazer com que os alunos vislumbrem a integração entre a teoria e a prática, demarcando que a questão do cuidado com o ambiente (considerando o homem como parte fundamental do mesmo) não se refere a um mero discurso da moral, mas refere-se, por sua vez, a práticas sustentáveis de mercado que podem gerar o engrandecimento de profissionais e empresas, além do respeito ao meio. Tal acontecimento tende a gerar questões muito produtivas para o processo de ensino e aprendizagem. Vale lembrar que como os Seminários Integrados ocorrem para todos os cursos, possibilitam, inclusive, uma integração entre os alunos de diferentes períodos e distintos cursos. Do mesmo modo, o evento favorece a integração dos professores que se mobilizam em favor do evento, incentivando a interdisciplinaridade ao passo em que os docentes voltam à sala de aula (na semana seguinte às palestras) e discutem na aula a percepção dos alunos sobre o assunto abordado, articulando isso às disciplinas estudadas naquele período. Cabe destacar que, em cada disciplina, os professores são instruídos a desenvolverem atividades práticas, as quais deverão somar 10 horas por disciplina. Dessa forma, cada docente, respeitando sua matéria e sua metodologia de trabalho, deve auxiliar a articulação da teoria com a prática, bem como deve promover o desenvolvimento de atividades que favoreçam a aquisição do conhecimento, através do que na IES se denomina: Prática Formativa. No rol destas atividades podem ser encontrados: trabalhos de campo, visitas técnicas, estudos de casos, elaboração de projetos, leituras complementares, atividades extraclasse etc. As práticas formativas serão, a cada semestre, registradas pelos docentes no Controle Acadêmico, favorecendo à coordenação do curso a possibilidade de mapear o tipo de prática que tem corroborado com o aprendizado. O referido registro possibilita, ainda, que o coordenador mantenha as atividades práticas sob frequente Página 30 de 48 avaliação, podendo, inclusive, pôr tais questões em pauta nas reuniões do colegiado, favorecendo a troca de ideias entre os docentes como forma de incentivar a revitalização de práticas já consolidadas, bem como a criação de novas atividades que se constituam como práticas formativas. Ressalta-se que todas as Práticas Formativas devem ser construídas pelos professores tendo sempre a ideia de que a atividade a ser desenvolvida precisa, necessariamente, ter objetivos claros e bem definidos, sempre associados ao desenvolvimento das competências e habilidades almejadas na disciplina ministrada, que orienta essa mesma prática. Tais atividades vão possibilitar ao aluno vivenciar na prática, ou mesmo aprofundar, conteúdos vistos em sala de aula. Vale destacar também que os alunos do curso de Ciências Contábeis terão a oportunidade de construir e aplicar conhecimento através das atividades de extensão desenvolvidas pela instituição, os quais deverão ser desenvolvidos durante o período de vigência do curso. Desta forma, constitui-se como algo de grande importância para a formação do aluno, pois permite associação da teoria à prática através da investigação e vivência profissional. As atividades de Extensão favorecem tanto para alunos como para professores o exercício da interdisciplinaridade e se estabelecem no curso como um importante ponto de articulação entre a teoria e a prática, fazendo com que alunos e professores tenham a privilegiada oportunidade de por em análise o contexto real encontrado no mercado de trabalho. As atividades que o curso desenvolve são: 1. Curso Prático de Preenchimento de Declaração do Imposto de Renda: realizado no laboratório, com a utilizar de programa específico, propicia aos participantes o desenvolvimento de competências voltadas para a elaboração de IRPF; 2. Projeto de Preenchimento de Declaração do Imposto de Renda: apresenta como objetivo, especialmente no que diz respeito a confecção do IRPF, complementar o conhecimento do discente com a prática. Realizado no laboratório da FANESE, com a utilização de programa específico, apresenta como finalidade atender contribuintes obrigados a declararem o referido imposto e, não têm conhecimento suficiente, acesso a Internet e/ou recursos financeiros para procurar um profissional. O evento não é de cunho lucrativo e o seu foco é o conhecimento e o auxilio a sociedade; 3. Projeto Dia do Profissional da Contabilidade: apresenta como objetivo promover e valorizar a profissão do Contabilista entre os alunos da FANESE, seus egressos, bem como estudantes de outras IES e profissionais da área, proporcionando a integração dos alunos com profissionais qualificados. O evento é realizado com palestras sobre temas atuais, realizado todos os anos como homenagem ao Dia do Profissional da Contabilidade comemorado no dia 25 de abril; 4. Semana do Contabilista (Dia do Contador): discutir sobre as modificações ocorridas na contabilidade nos últimos três anos, descrever as oportunidades do curso, analisar o perfil do profissional que o mercado deseja, identificar as diversas áreas de atuação e apresentar o atual cenário da contabilidade; 5. Ciclo de Estudos Contábeis: realizado em cada semestre, apresenta como foco o conhecimento como fator essencial para o crescimento profissional, de nossos estudantes e demais interessados, através de palestras que envolvem temas atuais e relevantes; e, Página 31 de 48 6. Fórum Exame de Suficiência: realizado em cada semestre busca auxiliar os alunos, do 1º ao 8º períodos do curso, nos estudos necessários para a bem sucedida aprovação no exame realizado pelo Conselho Federal de Contabilidade, através de debates com apresentação da base conceitual e prática necessária à utilização das técnicas e conceitos da contabilidade, buscando demonstrar uma visão ampla do exame. Agregando no aluno competências e habilidades próprias na medida em que avança o cumprimento dos estudos até alcançar os níveis finais, onde possa encontrar espaço para confirmar esse aproveitamento e marcar seu posicionamento profissional, como resultado aprovação no exame; entre outros. 14 ESTÁGIOS CURRICULARES SUPERVISIONADO O Estágio Supervisionado é um dos componentes curriculares obrigatórios do núcleo de formação teóricoprática e é direcionado para a consolidação dos desempenhos desejados no profissional de Ciências Contábeis, regulamentado pela Portaria da IES nº 28, de 30 de dezembro de 2013, fundamenta-se nas sugestões do Art. 7º da Resolução CNE/CES 10/2004 que trata das Diretrizes Curriculares Nacionais para o curso de graduação em Ciências Contábeis e na legislação federal vigente sobre estágio, Lei 11.788 de 25 de setembro de 2008. O Estágio Supervisionado tem por objetivo complementar a formação acadêmica e profissional do discente, com a qualidade que o mercado exige, proporcionando ao discente a oportunidade de desenvolver a prática de conhecimentos teóricos absorvidos durante o curso e permitindo a avaliação de seus próprios conhecimentos, habilidades e atitudes diante de situações práticas, alinhando, desta forma, sua vocação e preferências profissionais. Destaca-se que as atividades pertinentes ao estágio supervisionado do Curso de Ciências Contábeis serão realizadas na própria IES, em dois semestres consecutivos, no 7º e 8º períodos, com duração total de 150 horas, compondo as disciplinas Estágio Supervisionado Prática Contábil I e II. Assim sendo, no estágio, a vivência profissional é experimentada quando a prática contábil de uma empresa-modelo é aplicada em laboratório com o uso de software específico para tanto, possibilitando o exercício de diversas práticas correspondentes aos diferentes ensinamentos das Ciências Contábeis. Para permitir um amplo aproveitamento dos conteúdos aplicados sob uma visão prática, a matrícula na disciplina de Estágio Supervisionado Prática Contábil I somente poderá ser realizada após ter cumprido o prérequisito exigido na Matriz Curricular do curso. Consequentemente, a matrícula na disciplina Prática Contábil II, como sequência de conteúdo, somente poderá ser realizada mediante aprovação na disciplina Prática Contábil I. Na disciplina Prática Contábil I, o aluno obtém o conhecimento, por meio de atividades práticas, de todo o processo de constituição de uma empresa, das atividades gerais e dos controles contábeis, bem como da estruturação e dos lançamentos contábeis e elaboração das demonstrações contábeis de determinada empresa fictícia. Na disciplina Prática Contábil II, o aluno terá a oportunidade de avançar o conhecimento, colocando em prática, os procedimentos de Escrituração Fiscal e Pessoal. Em cada disciplina o estágio é constituído por cinco etapas, sendo finalizada com a entrega, pelo aluno, do Relatório Final de Estágio Supervisionado. As aulas e o acompanhamento dos estagiários serão exercidos por professores do Curso de Ciências Contábeis, designados para este fim, enquanto a Coordenação do Estágio Supervisionado Obrigatório será exercida Página 32 de 48 pelo coordenador do curso de Ciências Contábeis, que deverá supervisionar todas as atividades relacionadas à prática do Estágio. A avaliação do Estágio Supervisionado Prática Contábil I e II será realizada pelo professor da disciplina e será composta pela média aritmética simples das notas atribuídas, sendo considerado aprovado o aluno que obtiver média igual ou superior a 7,0 e que tenha presença mínima a todas as atividades de estágio de 75%, conforme Regimento Geral da FANESE. Enfim, o Estágio Supervisionado busca oferecer ao aluno a oportunidade de fazer uma comparação crítica entre os conhecimentos e habilidades aprendidas no curso e as práticas contábeis existentes, iniciando-o na vida profissional, se ainda não o fez. 15 TRABALHOS DE CONCLUSÃO DE CURSO O Trabalho de Conclusão de Curso é regulamentado pela Resolução CEPE Nº. 05/2013, disponível no controle acadêmico da Instituição, onde constam a sua finalidade, definição, objetivos, obrigatoriedade, áreas de realização, processo de orientação, atribuições da coordenação de TCC, do professor orientador e dos acadêmicos, os critérios de avaliação, banca examinadora, defesa dos TCCs e as disposições finais. Conforme regulamento próprio o TCC deve ser desenvolvido sob a forma de um artigo científico, investigado de acordo com os recursos metodológicos, no qual sejam aplicados conhecimentos e técnicas das Ciências Contábeis, podendo ser tanto uma revisão bibliográfica, quanto pesquisa de campo, de acordo com as linhas de pesquisa destacadas no regulamento. O Trabalho de Conclusão de Curso (TCC) consistirá em um dos componentes obrigatórios da estrutura curricular do Curso de Ciências Contábeis da FANESE, apesar de ser um componente opcional nas diretrizes do Conselho Nacional de Educação. A decisão do curso de considerá-lo como componente obrigatório fundamenta-se: na obtenção de um profissional com maior capacidade de investigação e de argumentação, no estímulo ao interesse dos graduandos pela pesquisa científica, no fortalecimento da área acadêmica como um campo de trabalho profícuo para o contador e no estímulo à pós-graduação, que exigirá do aluno experiência com a pesquisa e com a produção científica. Nestas perspectivas, o TCC tem por objetivo: buscar subsídios para o aperfeiçoamento profissional; iniciar o aluno na prática da pesquisa científica; e favorecer o desenvolvimento de atitude crítica sobre determinado tema contábil. As atividades referentes ao trabalho de conclusão de curso serão desenvolvidas na disciplina de Trabalho de Conclusão de Curso em Ciências Contábeis, com carga de 75 horas. Esta disciplina pertence ao núcleo de formação teórico-prática do estudante e será ofertada no 7º período. A disciplina de TCC ficará a cargo de um professor de metodologia científica com o intuito de capacitar o aluno para a elaboração do artigo científico e sob a responsabilidade dos professores orientadores escolhidos conforme interesse pela pesquisa nas suas áreas específicas de trabalho. Página 33 de 48 Conforme a Resolução CEPE 05/13 que institui Regulamento do TCC do curso superior de graduação bacharelado de Ciências Contábeis, em seu artigo 7º, a orientação será realizada por meio de: encontros presenciais, preferencialmente quinzenais, com o professor orientador e acompanhamento semanal com o professor de Metodologia Científica, para acompanhamento da evolução do trabalho proposto. Cada professor orientador poderá ter, no máximo, 5 (cinco) alunos sob sua orientação, por semestre e como tarefas lhe cabe: facilitar os meios para realização do trabalho, sugerir métodos e técnicas, indicar bibliografia, incentivar o trabalho do aluno, acompanhar o cronograma do aluno sob sua orientação e dar o retorno (feedback) sobre as atividades do aluno no decorrer do trabalho.. O processo de avaliação segue por várias etapas, as quais foram, inclusive, recentemente remodeladas por meio da Portaria nº 14 de 31 de julho de 2014. Assim sendo, todo o processo de elaboração do TCC deve, necessariamente, obedecer a um cronograma, sendo que o aluno que não cumpre a tarefa dentro do prazo fica automaticamente reprovado. Próximo ao fim do semestre é chegada uma etapa denominada de Qualificação. Para a qualificação, cada aluno deve entregar 3 cópias do seu TCC, em espiral, e o mesmo trabalho em 1 CD com arquivo em formato Word. As cópias impressas são entregues para o professor orientador e dois outros avaliadores que vão fazer uma correção do trabalho, considerando os seguintes critérios: clareza e objetividade; atendimento aos objetivos do trabalho e cumprimento adequado dos procedimentos metodológicos; clareza dos conceitos empregados; estrutura gráfica e diagramação estética do trabalho, seguindo as normas técnicas da ABNT; coesão e coerência; importância do tema. Os professores que corrigem os trabalhos na etapa da qualificação devem, considerando os critérios explicitados, dar sugestões aos alunos para que sejam realizados os ajustes necessários antes da entrega final do trabalho, a qual antecede uma nova etapa referente à apresentação pública do trabalho para uma banca de avaliadores. Todavia, só segue para etapa da apresentação o aluno aprovado na qualificação. Vale destacar que o aluno entrega o seu TCC em CD para que seja usado um programa de computador que investiga a existência de plágio. Nos casos em que há plágio integral, parcial ou conceitual, o aluno é automaticamente reprovado. Para que o aluno entenda plenamente o que é plágio, é disponibilizado ao mesmo material informativo. A IES divulga a lista de alunos aprovados na etapa da qualificação e estes devem fazer, nos seus trabalhos, as correções indicadas pelos professores avaliadores. Após isso, o aluno entrega mais três cópias do TCC em espiral e mais uma cópia do trabalho em CD com arquivo em formato Word. Avalia-se novamente a possibilidade de plágio, bem como os avaliadores averiguam se os alunos fizeram as alterações sugeridas na etapa da qualificação. As apresentações dos TCCs ocorrem durante uma semana, sendo que esta semana já é anunciada aos alunos desde o início do semestre (assim como é expresso para o alunado todo o cronograma de trabalho, bem como os seus prazos). Na apresentação do TCC, o aluno faz uma exposição oral para uma banca composta por seu orientador e dois outros professores e será avaliado considerando os seguintes critérios: Clareza na exposição do conteúdo; domínio dos conteúdos; postura e competência comunicativa; estrutura gráfica do trabalho; coerência e coesão textual; uso adequado dos recursos didáticos; desenvoltura, objetividade e domínio diante dos questionamentos da banca; utilização adequada do tempo. Página 34 de 48 O aluno tem 20 minutos para sua exposição oral e a nota final do TCC é a média das notas de cada um dos membros da banca avaliadora, sendo que é aprovado o aluno que tem média 7,0. O resultado da defesa, ou seja, a avaliação da banca, é registrado em ata. Por fim, uma vez aprovado, o aluno deve entregar na secretaria uma via do seu trabalho com encadernação de capa dura e uma cópia em CD em formato PDF, as quais ficam na IES para servir de fonte de pesquisa para outros estudantes. 16 PRINCÍPIOS E ORIENTAÇÕES QUANTO ÀS PRÁTICAS PEDAGÓGICAS 16.1 Práticas Pedagógicas Inovadoras As práticas pedagógicas na faculdade para o curso respeitam a legislação vigente, entretanto incentiva a liberdade de ensino dentro de cada unidade curricular ao tempo em que fomento o empreendedorismo, a multirreferencialidade e a eficácia dos processos em cada uma das disciplinas em questão, bem como em cada módulo. O professor é motivado pela direção a utilizar os recursos disponíveis (laboratórios), através de aulas práticas, os recursos modernos também previstos, tais e como o acesso a Internet. Para o desenvolvimento das competências dos núcleos: básico para formação profissional, serão incentivadas, dentro de cada unidade curricular a atividades com o uso de recursos modernos tais como: listas de discussões, grupos de estudos, seminários, palestras, workshop, pesquisa, recursos tecnológicos, entre outros. Não obstante a isso, vale ressaltar que os professores são incentivados a buscar formas de inovar a transmissão do conteúdo e o processo de ensino e aprendizagem, valorizando a criatividade e a busca pelo novo, mantendo sempre a cautela necessária para que o ensino de qualidade seja a principal meta. Nesse sentido, espera-se um forte engajamento do corpo discente e docente bem como uma forte articulação com empresas do setor, através de convênios e parcerias. O curso de Ciências Contábeis será formado de Princípios e Práticas Pedagógicas para a melhor execução das atividades acadêmicas. 16.2 Integrações, Teoria e Prática Os docentes que irão compor o corpo docente deste curso estarão preparados para ministrar aulas onde exista a total integração entre a teoria estudada e a prática a ser vivenciada pelo egresso no mercado de trabalho, observando sempre as constantes mudanças e crescimento das empresas, neste caso, a integração deverá ocorrer com as empresas que tenham a necessidade de profissionais com o perfil do Curso proposto, de modo à sempre manter esta relação efetivamente utilizada, o qual formará profissionais preparados atuar na profissão de forma competente, atualizada e qualificada. O principal recurso didático-metodológico presente no curso de Ciências Contábeis para essa integração é a disciplina Estágio Supervisionado Prática Contábil I e II. Essas disciplinas possibilitam aos alunos, estudos práticos, em laboratório, das diversas técnicas aplicadas no Curso de Ciências Contábeis. Desse modo, o aluno utiliza todos os conhecimentos aprendidos durante a graduação e além de estudar aspectos considerados relevantes para o objeto em estudo. Página 35 de 48 A partir da essencialidade atribuída a essa relação entre teoria e prática, ela é vista como essencial para a formação do bacharel em Ciências Contábeis, pois, em grande maioria, os egressos do curso se destinam a ocupação de cargos nos mais diversos tipos de organizações. Assim sendo, os docentes do curso da FANESE, são em grande maioria profissionais com experiência no mercado de trabalho que têm conhecimentos necessários para ministrar aulas que busquem confrontar as proposições de autores da área como as práticas do mercado local. Proporciona-se a partir do exposto a geração de conhecimento com respaldo local, já que as analogias inerentes às exposições em sala de aula tornam-se mais realistas já que confrontam teoria e prática. 16.2.1 Modos de Integração: da Graduação com a Comunidade Local A política de envolvimento da Instituição com a comunidade se dará: através da atuação institucional junto aos campos nos quais serão desenvolvidos o Projeto Imposto de Renda e outros trabalhos acadêmicos, bem como da atuação da IES ante aos espaços de estágios extracurriculares; através do oferecimento de cursos de Pós-Graduação; através dos contratos de assessoria; através da utilização pela comunidade do espaço físico da biblioteca e dos laboratórios da Instituição; através do cumprimento e ampliação de convênios; através da realização de diversos eventos (seminários, colóquios, visitas etc.). 16.2.2 Interdisciplinaridade Os conteúdos programáticos das disciplinas do curso foram elaborados preservando a integração entre as mesmas, na produção de conhecimento. Os professores poderão programar trabalhos em conjunto de uma ou mais disciplinas, integrando-as, o que acaba por demonstrar ao corpo discente a utilização conjunta destes conhecimentos. As diretrizes curriculares nacionais para os cursos de graduação apontam, como aspecto fundamental na composição dos currículos, a flexibilidade curricular, além da perspectiva interdisciplinar. Essa flexibilidade expressa a importância da configuração de um currículo que possibilite aos futuros profissionais a mobilidade nos sentidos teórico e prático da formação profissional. Trata-se de superar a rigidez com que antigamente eram abordados os currículos das graduações. Logo, a flexibilidade curricular permite a inovação e a construção cotidiana da identidade de cada curso. No caso específico do Curso de Bacharelado em Ciências Contábeis, os conteúdos programáticos das disciplinas foram elaborados de forma integrada, objetivando que, no fim, o aluno tenha uma visão holística da área. Considerando isso, os professores desenvolvem atividades que permitam ao aluno internalizar os conhecimentos das diversas disciplinas da grade. Merece destaque afirmar que a grade curricular em questão contempla elementos concernentes às habilidades e competências esperadas no profissional da área. As atividades complementares, a serem desenvolvidas a critério do aluno e previstas na matriz de atividades curriculares do Curso, também permitem a integração de conhecimentos. Para por em prática a interdisciplinaridade, a FANESE adota a negação/superação do ensino tradicional, contemplando: Página 36 de 48 Aulas expositivas: todas as disciplinas deverão contar com aulas expositivas, buscando-se sempre uma ênfase na abordagem interdisciplinar e na visão crítico-reflexiva. Além disso, se procurará dar um caráter participativo, superando-se a visão de professor como senhor do conhecimento. O acesso ao conhecimento, com a revolução tecnológica, foi radicalmente ampliado, de forma que o novo professor de ensino superior deve servir como um orientador dos conteúdos estudados, amparando o do aluno na busca de leituras, na contextualização e reflexão sobre si mesmo (como futuro profissional que tem uma prática questionadora). Leituras orientadas: os conteúdos transmitidos em sala de aula devem ser acomodados pelos alunos com auxílio de leituras orientadas pelo professor da disciplina. Com isso, pretende-se fortalecer, no aluno, sua capacidade de construir o próprio conhecimento. Além disso, um profissional da contabilidade precisa ter conhecimento da atualidade, o que se dará com a leitura orientada de periódicos da área, além da leitura de jornais e revistas e outras publicações de assuntos relacionados com a área de conhecimento do curso, permitindo aos alunos a discussão de problemas atuais, na perspectiva dos conhecimentos teóricos das disciplinas da grade. Estudo do meio: É um estudo direto do contexto natural e social no qual o estudante se insere, focando uma determinada problemática para compreendê-la e analisá-la de forma interdisciplinar. Tal funcionamento cria condições para o contato com a realidade e propicia a aquisição de conhecimentos de forma direta, por meio da experiência vivida. 16.2.3 Atendimento ao Discente Os discentes têm atendimento prioritário no curso, tanto em sala de aula, onde os docentes atendem as dúvidas e questionamentos dos acadêmicos, pertinentes ao conteúdo previsto para aquele período, quanto em atendimento extraclasse, no qual docentes de distintas matérias se colocam disponíveis para tratar de questões referentes às suas respectivas disciplinas. Sendo assim, quando necessário, os docentes atendem individualmente aos acadêmicos em horários previamente agendados, que não coincidam com as aulas ou atividades práticas previstas no calendário acadêmico. Para o atendimento individual o docente utiliza sua própria sala ou as salas de estudo na biblioteca, salas de aula, sala dos professores, ou outras instalações. Da mesma maneira que os professores devem se colocar à disposição dos alunos, os coordenadores devem ser vir ao estudante como um constante ponto de apoio. No entendimento da FANESE, o coordenador se coloca sempre como um orientador, disponível ao aluno para tirar dúvidas sobre sua vida educacional, instruindo o aluno na direção do melhor aproveitamento da vida acadêmica. O Curso também oportuniza aos acadêmicos atendimentos específicos prestado pela Instituição. A IES mantém o NAP (Núcleo de Atendimento Psicopedagógico) regulamentado através de Resolução interna que tem como objetivo principal o apoio aos estudantes, por meio do desenvolvimento de programas e projetos de assistência estudantil. Acompanha, orienta e facilita o acesso às informações dos estudantes, sendo este, um órgão pelo qual os acadêmicos recebem as informações institucionais. Outros setores da IES também assumem a responsabilidade de atender bem o alunado, sendo que se almeja manter a constante busca pela integração entre equipe institucional e discentes. Essa perspectiva parte do Página 37 de 48 pressuposto de que a busca pelo conhecimento é, indubitavelmente, um processo que envolve aspectos cognitivos, volitivos, afetivos e culturais. Nesse sentido, a vinculação entre a equipe organizacional e corpo discente é vista como tão importante quanto à vinculação entre professores e alunos. Seguindo essa lógica, busca-se manter um funcionamento desde a recepção, passando pela secretaria e tesouraria, no qual o aluno possa sentir-se acolhido e, consequentemente preparado para empenhar-se a introjetar todo o conhecimento e amadurecimento que a IES se propõe a favorecer. Mantendo tais pressupostos, a biblioteca, por sua vez, auxilia e orienta os acadêmicos disponibilizando normas da ABNT (Associação Brasileira de normas Técnicas) para elaboração de trabalhos científicos e acadêmicos , assim como disponibiliza as orientações necessárias para que todo o material bibliográfico da IES seja plenamente aproveitado pelo aluno. Afora tais modalidades gerais de atendimento ao discente, vale destacar que a FANESE desenvolve ações e atividades as quais merecem destaque, são elas: a) Cursos de Nivelamento A FANESE parte do pressuposto de que haja, para o ensino superior de qualidade, é imprescindível de uma boa base, a qual envolve conhecimentos da educação fundamental. Dado o fato de que, na atualidade, inúmeros estudantes de nível superior têm (por distintos motivos) dificuldades como a expressão escrita ou com o domínio da matemática, a referida instituição busca formas de capacitar adequadamente os seus alunos para o pleno aprendizado e domínio dos conteúdos serem adquiridos nos cursos superiores. Considerando isso, após constatar que alguns alunos ingressavam na IES com dificuldades (oriundas de formação básica e fundamental deficitária ou do excessivo tempo distante dos estudos) as quais poderiam entravar o processo de aquisição de novos conhecimentos, a FANESE instituiu os cursos de nivelamento. Tais cursos de nivelamento são opcionais e são sempre oferecidos aos sábados, quando, supostamente, os alunos têm mais tempo. Todavia, para que todos os alunos tenham toda a oportunidade de apoio na sua jornada de estudo, os cursos de nivelamento também são ofertados durante a semana, em turno complementar. Assim, como já costuma acontecer na FANESE, serão ofertados dois cursos de nivelamento: o curso de Produção e Interpretação e Texto e o curso de Matemática Básica. b) Núcleo de Apoio Psicopedagógico (NAP) Um dos principais objetivos do NAP é a ampliação e aperfeiçoamento dos instrumentos de auxilio ao estudante, isto é, o NAP objetiva favorecer e ampliar possibilidades de vivência acadêmica produtiva. Não obstante ao fato de que o atendimento ao discente é uma das funções prioritárias do NAP, vale ressaltar que este setor da faculdade se propõe a uma prática que integra vários aspectos relacionais educacionais e organizacionais. Portanto, mantendo uma tônica que é de orientação pedagógica e psicossocial, o NAP atende discentes, docentes, bem como o corpo administrativo da IES. Dito isto, pode-se afirmar que o NAP é um Núcleo de Apoio Psicopedagógico que presta assistência e/ou orientação psicopedagógica aos discentes, família, corpo docente e colaboradores da referida instituição. Este Núcleo foi criado para atender, mediar e auxiliar na solução de situações que possam dificultar o processo de ensino-aprendizagem, através de orientações e aconselhamentos para assegurar uma adaptação satisfatória dos protagonistas do processo acima citado. Página 38 de 48 Esse Núcleo compreende a importância da formação global do discente/docente – formação psicossocial – para isso, é necessário o desenvolvimento de relações interpessoais satisfatórias e o bem-estar psicopedagógico do discente/docente. Aos discentes pretende-se realizar atendimento emergencial e informativo de acordo com suas demandas: a escuta da situação-problema; a identificação das áreas de dificuldade fornecendo informações objetivas que o orientem, minimizando a ansiedade presente; e se necessário fazer encaminhamento para profissionais e serviços especializados. Já aos docentes oferecer suporte necessário para um melhor aproveitamento no processo ensino-aprendizagem. Não esquecendo, ainda, das necessidades dos colaboradores da IES que podem ter espaço no NAP, onde irão dispor, quando necessário, de escuta especializada. 17 OUVIDORIA A Ouvidoria da FANESE é um serviço institucionalizado de interação entre a comunidade acadêmica, discentes, docentes, egressos, colaboradores e sociedade civil organizada (usuário/cidadão), com instâncias administrativas da IES, visando a contribuir para o aperfeiçoamento da gestão institucional, no que se refere ao tratamento das demandas das comunidades interna e externa. O serviço tem como atribuições: ouvir as reclamações, denúncias, elogios, solicitações, sugestões ou esclarecer as dúvidas sobre os serviços prestados; além de receber, analisar e encaminhar as manifestações dos cidadãos aos setores responsáveis; e por fim, acompanhar as providências adotadas, cobrando soluções e mantendo o cidadão informado. Vale destacar, ainda, que a ouvidoria se preocupa em responder com clareza as manifestações dos usuários, no menor prazo possível. 18 AUTOAVALIAÇÃO A FANESE desenvolve sua Avaliação Interna a partir de um planejamento e, em função deste, estabelece o cronograma de reuniões, cria ou aprimora os instrumentos de avaliação, realiza a coleta sistemática de informações e as analisa coletivamente. A partir disto, diagnostica as fragilidades e potencialidades diante dos resultados apresentados, estabelecendo as ações corretivas para as anomalias identificadas, bem como as estratégias para a manutenção ou superação das potencialidades identificadas. Vale destacar que é considerado como sendo importante a divulgação dos resultados obtidos nas pesquisas, entendendo que a autoavaliação é um processo cíclico, de constante aprendizado, no qual a melhoria contínua é o maior objetivo de todos os agentes envolvidos. Sendo assim, a fim de atender os requisitos propostos pelo SINAES, a FANESE estruturou a sua CPA de modo a operar com uma Secretaria Executiva para dar apoio ao desenvolvimento das atividades de avaliação realizadas pela Comissão. Os componentes da CPA bem como da Secretaria Executiva são designados através de Portaria, tendo em sua composição representante dos docentes, dos discentes, dos funcionários, dos coordenadores de curso, da sociedade civil, entre outros, abrangendo o maior número de representantes da comunidade acadêmica. Para obter uma maior coordenação da equipe a IES conta ainda com uma Coordenadora da CPA, de maneira a intensificar as ações de planejamento e organização das atividades relativas à autoavaliação, procurando manter o Página 39 de 48 interesse de toda a comunidade acadêmica por esse importante processo, promovendo sensibilização e fornecendo assessoramento aos diferentes setores da IES, ajudando a promover a reflexão sobre a avaliação como um todo. Assim sendo, os integrantes da instituição (desde o discente até o dirigente maior) são partícipes do processo de avaliação permanente que se enseja manter na IES. Os discentes são incentivados a participar cada vez mais ativamente e de maneira mais consciente dos processos avaliativos, seja através de reuniões promovidas pela Coordenadora da CPA ou em outros eventos promovidos pela Coordenação Acadêmica. Os docentes, por sua vez, são peças fundamentais na operacionalização de muitas das ações da CPA e na conscientização dos alunos sobre a importância dos processos de autoavaliação. Por parte dos membros da CPA e Secretaria Executiva, há um compromisso genuíno em propor ações que levem à melhoria do serviço educacional prestado pela IES. O Coordenador Acadêmico funciona como sendo o elo entre a Direção, a CPA e demais atores do processo de avaliação. Isso sinaliza a importância do processo de avaliação como uma maneira de integrar os diferentes setores para que seja feito um questionamento sobre como esses mesmos setores estão funcionando. Pode-se afirmar que há um compromisso por parte da Direção ao fornecer os subsídios necessários para a condução do processo avaliativo, sem necessariamente haver interferência direta nas ações da CPA, oferecendo a liberdade necessária para a atuação desta. Diversos são os instrumentos de avaliação aplicados, sendo que um deles refere-se à Avaliação dos Docentes e das Disciplinas (que direcionam, em muitos casos, as alterações necessárias para a melhoria de um curso). Através deste instrumento, busca-se conhecer a realidade vivenciada pelo aluno com relação às disciplinas cursadas por ele durante o semestre e os professores que a lecionaram. O instrumento usado nesta avaliação considera aspectos como: didática, pontualidade, frequência, relacionamento docente-discente, entre outros. Também merece destaque a Avaliação Institucional, na qual o aluno avalia a instituição como um todo, desde as instalações físicas, prezando pela qualidade do estacionamento, das salas de aula, da biblioteca, até a eficiência e eficácia da Coordenação de Cursos, Coordenação Acadêmica e Direção Geral. Vale frisar que, no processo de autoavaliação da IES os dados são devidamente coletados, processados, analisados e interpretados, de maneira que as informações decorrentes desse processo sejam consideradas válidas e confiáveis para uma avaliação que suscita resultados consideráveis. Por conseguinte, tais informações (resultados) geram subsídios para que a IES forme um retrato de sua realidade institucional e, a partir dele, planeje suas ações, a fim de superar as dificuldades apresentadas nos processos avaliativos, aprimorar suas metas e estratégias, além de buscar a crescente melhoria de seus resultados. 19 PERIÓDICOS E LABORATÓRIOS ESPECÍFICOS 19.1 Periódicos Específicos do Curso de Ciências Contábeis 1. Revista Contabilidade, Gestão e Governança http://cgg-amg.unb.br/index.php/contabil 2. Revista Evidenciação Contábil & Finanças http://periodicos.ufpb.br/ojs/index.php/recfin 3. Revista Contemporânea de Contabilidade Página 40 de 48 https://periodicos.ufsc.br/index.php/contabilidade 4. Portal da Revista UNB Contábil http://www.cgg-amg.unb.br/ 5. Revista Sinergia http://www.seer.furg.br/sinergia 6. Revista Contabilidade Vista & Revista http://web.face.ufmg.br/face/revista/index.php/contabilidadevistaerevista 7. Revista Enfoque: Reflexão Contábil http://www.periodicos.uem.br/ojs/index.php/Enfoque 8. Revista do TCU http://portal2.tcu.gov.br/portal/page/portal/TCU/publicacoes_institucionais/periodicos/revista_tcu. 9. Revista do ICEG (PUC-MINAS) http://periodicos.pucminas.br/index.php/economiaegestao 10. Revista do Conselho Regional de Contabilidade / CRCRS– RS http://www.crcrs.org.br/revista-do-crcrs/ 11. Revista do Conselho Regional do Paraná / CRCPR http://www.crcpr.org.br/new/content/publicacao/revista/anteriores.php 12. Revista Ambiente Contábil www.atena.org.br 13. Revista de Contabilidade do Mestrado em Ciências Contábeis da UERJ http://www.e-publicacoes.uerj.br/index.php/rcmccuerj 14. Revista de Ciências Empresariais da UNIPAR (TOLEDO/PR) http://revistas.unipar.br/empresarial/ 15. Revista Bovespa http://www.bmfbovespa.com.br/pt-br/a-bmfbovespa/download/revista-nova-bolsa.pdf 16. Revista Análise (PUC/RS) http://revistaseletronicas.pucrs.br/ojs/index.php/face 17. Revista Fenacon www.fenacon.org.br 18. Revista Contabilidade & Finanças / USP www.fea.usp.br 19. Revista Balanço Sócio Ambiental www.portalcfc.org.br 20. GT – Revista Governança Tributária www.governancatributaria.com.br 21. Revista Fecontesp www.fecontesp.org.br 22. RCO – Revista de Contabilidade e Organizações http://www.rco.usp.br/index.php/rco 23. Revista Catarinense de Ciências Contábeis www.crcsc.org.br 24, Revista Abracicon Sabre Página 41 de 48 25, Revista de Direito do Trabalho 26. IOB – Guia Prático de Contabilidade 27. Revista Brasileira de Contabilidade 28. Revista Brasileira de Administração 29. Revista Tributária e de Finanças Públicas 30. Revista Fenacon 31. Revista Pequenas Empresas & Grandes Negócios 32. Revista Gestão Empresarial 33. Revista Brasileira de Gestão de Negócios 19.2 Laboratórios Específicos Os laboratórios da instituição são utilizados principalmente para atividades didáticas sob a responsabilidade do professor. Os alunos, professores e funcionários da FANESE - Faculdade de Administração de Negócios de Sergipe, contam com acesso a INTERNET de forma ilimitada, no horário de funcionamento da IES, necessitando somente verificar a disponibilidade de máquinas ou, se for o caso, fazer a reserva do laboratório junto à coordenação ou ao Departamento de Tecnologia - DTEC. A FANESE possui um provedor de acesso à Internet próprio, o qual se encontra sob a supervisão do responsável pelo Departamento de Tecnologia, com funcionamento e manutenção de contas de acesso sob permanente gerenciamento de usuários internos e externos, atualizando o software para garantir performance adequada aos padrões de qualidade exigidos pela direção da instituição. Para o acesso aos computadores, cada aluno e cada professor terá uma senha individual que permitirá o adequado controle desse uso de equipamentos e instalações, além de permitir avaliações sobre o uso de cada software disponível. Os laboratórios estão disponíveis no turno matutino: das 08 h às 12 h; vespertino: das 14 h às 18 h e noturno: das 18 h às 22 h; permanecendo à disposição da comunidade acadêmica um funcionário técnico, responsável pelo controle e pelo bom funcionamento da rede instalada, bem como pela manutenção da ordem e adequação das condições ambientais necessárias. À disposição dos alunos/professores existe um total de nove laboratórios equipados com uma média de 25 computadores cada, todos ligados à internet com os softwares adequados. Mas, vale destacar que há um laboratório específico para os alunos. Neste laboratório os alunos podem fazer pesquisas, fazer trabalhos ou dispor das máquinas para qualquer atividade de estudo. Para o uso deste laboratório não é necessária nenhuma reserva, ele está permanentemente aberto e disponível a todo o tempo em que a IES está em funcionamento. Além disso, na Biblioteca, também existem laboratórios disponíveis para os alunos. A FANESE possui infraestrutura de servidores própria, assim como uma equipe de gerenciamento de rede Internet que garante o acesso contínuo e de qualidade na rede. Página 42 de 48 A IES dispõe, ainda, de contrato de concessão de uso de software com a Microsoft e IBM e, além destes contratos, vários outros softwares de uso gratuito estão instalados e podem ser utilizados durante as aulas. Através do programa Microsoft MSDNAA (“Academic Alliance”), ou Aliança Acadêmica, é colocado gratuitamente à disposição dos alunos toda a plataforma Microsoft, incluindo software servidores e diversas ferramentas de desenvolvimento. Todo o conjunto de software pode ser instalado em todas as máquinas do laboratório de computação, sem limite de quantidade, desde que usado exclusivamente para fins educacionais e de pesquisa. Tanto o corpo docente como os estudantes podem através de mídia ou “download”, instalar o software em seus computadores pessoais, o que vai permitir a eles aumentar a possibilidade de estudo. Com o programa IBM Academic Iniciative, colocamos a disposição de professores a alunos uma grande diversidade de software e treinamentos IBM de livre acesso a comunidade acadêmica. O Setor de Multimeios disponibiliza para todos os laboratórios televisores de trinta e duas polegadas, conectado aos computadores, para exibição de slides e vídeos. Parte-se do pressuposto de que estas ações tanto facilitam os trabalhos de estudo e pesquisa quanto contribuem para a evolução qualitativa dos egressos, tornando-os mais competitivos frente às necessidades impostas pelo mercado de trabalho. Nos laboratórios, existe, ainda, a possibilidade – através de software específico para este fim – de exibir as imagens da tela do computador do professor para a tela de todos os computadores dos alunos simultaneamente, facilitando o acompanhamento do aluno às aulas. Tal recurso funciona também com ferramenta de bloqueio da tela dos computadores do aluno, com a finalidade de atrair a atenção de todos para o professor durante as explicações mais importantes. Para o desenvolvimento de Estágio Supervisionado, do curso de Ciências Contábeis, também são encontrados os seguintes programas de computador: AC Contábil (Sistema de Contabilidade Geral), AC Pessoal (Sistema de Pessoal), AG Financeiro (Sistema de Gestão Financeira), RH (Sistema de Recursos Humanos) e todos os demais softwares que a Fortes tenha formato de versões acadêmicas. Os programas foram cedidos, considerando o PAE (Programa de Apoio ao Estudante e à Iniciação Profissional), através de Convênio, pela FORTES INFORMÁTICA, a título de doação, sem exclusividade, o direito de uso das versões acadêmicas (cópias executáveis) ou versões web, via browser, Diante do acordo a FANESE poderá fazer dos sistemas utilizados mediante versões acadêmicas, tantas cópias forem necessária ao melhor aprendizado de seus alunos, respeitada a finalidade exclusivamente acadêmica, conforme convênio assinado no dia 22 de fevereiro de 2013. 20 COLEGIADO DE CURSO O Colegiado do curso de Ciências Contábeis funciona como os demais colegiados da IES. Diz-se que o Colegiado de Curso é órgão deliberativo e consultivo responsável pela fixação das diretrizes didático-pedagógicas do Página 43 de 48 curso, respeitadas as normas superiores, bem como pela definição do perfil profissional de seu formando. Integram o Colegiado de Curso: o coordenador do curso e os docentes que ministram aulas no curso. É também concebido como espaço destinado à coordenação pedagógica, envolvendo estudos, planejamento, socialização das experiências metodológicas; elaboração e organização de projetos, de eventos, seminários e outras iniciativas. Informações sobre o colegiado podem ser encontradas no Regulamento Geral do Colegiado de Curso e no PDI da IES, que também expressam que compete ao colegiado: Elaborar, por meio dos docentes, os planos de ensino, conteúdos programáticos, bibliografia e ementas de cada disciplina, conforme as exigências do projeto pedagógico do curso, antes do início do período letivo; sugerir mudanças para promover a melhora do curso; planejar a distribuição equitativa, ao longo do período letivo, dos trabalhos escolares a serem exigidos dos alunos, nas várias disciplinas do curso, de acordo com o Calendário da IES; sugerir e propor para o Coordenador do Curso atividades na IES que possam compor e auxiliar a formação do aluno (cursos, seminários); indicar ao Coordenador, bibliografia especifica necessária para ser adquirida pela IES; promover o entrosamento das matérias e/ou disciplinas de sua área com as demais, proporcionando o bom andamento dos conteúdos programáticos; zelar pela execução das atividades e dos planos de ensino das disciplinas que o integram; propor medidas para o aperfeiçoamento do ensino e produção de conhecimento. Para que mudanças pensadas no Colegiado (como alteração na matriz curricular, por exemplo) sejam institucionalizadas na IES é preciso que a proposta de mudança seja encaminhada para o Conselho de Ensino Pesquisa e Extensão (CEPE). O CEPE é um órgão colegiado acadêmico da natureza deliberativa, normativa, consultiva e de recursos, cuja atribuição é zelar pelos objetivos acadêmicos. É composto pelo Diretor Geral, pelo Coordenador Acadêmico, por um Coordenador de Curso, por cinco representantes dos docentes e por um representante discente. Qualquer membro do colegiado pode enviar propostas de mudança para o CEPE. O NDE trabalha lado a lado com o colegiado levando para este questões que devem necessariamente ser discutidas por todos os professores do curso, ou por especialistas específicos, a exemplo de alterações nas ementas das disciplinas. Os colegiados costumam se reunir pelo menos 2 vezes por semestre, uma sempre no início do período letivo. Todavia, caso haja necessidade de mais reuniões, elas são devidamente agendadas pelo coordenador. Vale destacar que as reuniões de colegiado são usadas pelos professores como um espaço para troca de experiências docentes, de maneira que os professores, nesse momento, de diálogo auxiliam uns aos outros na promoção de práticas de ensino inovadoras. São trocadas ideias a respeito de atividades práticas, visitas técnicas e trabalhos acadêmicos, fomentando a construção de novas práticas e o incentivo a atividades interdisciplinares. Assim, as reuniões de colegiado são informativas (ao passo que são usadas pelo coordenador para informar questões institucionais deliberadas em instâncias superiores) e construtivas (por construírem novas formas de materialização do PPC). As questões discutidas nas reuniões de colegiado são registradas em ata e os encaminhamentos são levados ao NDE, à coordenação acadêmica ou à Direção, conforme o caso. 20.1 Quadro Demonstrativo do Corpo Docente por Disciplina Índice Professor Disciplinas Titulação Regime de Trabalho CPF Página 44 de 48 01 02 Christine Arndt de Santana Noções de Atuárias Contabilidade Avançada Controladoria Contabilidade Comercial Analise Estatística Matemática Básica Contabilidade Geral II Auditoria Orçamento e Contabilidade Pública Comunicação Empresarial (Optativa) Clara Angélica Gonçalves Introdução ao Estudo do Direito Alex Santos Almeida Alyson Paulo Santos Cantidiano Novais Dantas 03 04 05 06 Cleayton Ribeiro de Medeiros Gonçalves 07 Edgard Dantas dos Santos Junior 08 09 Everton Gonçalves de Ávila Fernanda Aguillera 10 11 Flávia Moreira Guimarães Pessoa Hortência de Abreu Gonçalves 12 José Valter de Sá Santos 13 14 15 16 17 Luciana Matos dos Santos F. Barreto Marlene Hernandez Leites Paulo Freire de Carvalho Filho Ricardo Ariel Correa Rabelo Rodolpho Orsini Filho Rodrigo Cesar Reis de Oliveira 18 Rogério Teles Santos 19 20 21 Saulo Bispo dos Reis Ulisses Pereira Ribeiro Estagio Supervisionado-Pratica Contábil II Análise Demonstrações Contábeis Analise Sistemas Contábeis Estrutura das Demonstrações Contábeis Contabilidade de Custos Contabilidade Tributária Trabalho de Conclusão de Curso em Ciências Contábeis Relações Étnico Raciais e Cultura Afro Brasileira e Indígena (Optativa) Psicologia e Comportamento Organizacional (Optativa) Direito do Trabalho I Metodologia de Trabalhos Acadêmicos Perícia Contábil e Arbitragem Teoria da Contabilidade Contabilidade Gerencial Planejamento Gerencial, Financeiro e Tributário Contabilidade Geral I Contabilidade Industrial Sociologia das Organizações Matemática Financeira Microinformática Direito Empresarial I Direito Tributário I Introdução à Administração Administração Financeira I Empreendedorismo Contabilidade de Serviços Ética Geral e Profissional Estágio Supervisionado-Pratica Contábil I Analise Econômica II Analise Econômica I Especialista Parcial 653.743.125-53 Doutorado Horista 805.603.855-87 Especialista Parcial 278.690.325-49 Doutorado Parcial 887.470.935-87 Doutorado Parcial 901.342.735-91 Especialista Integral 534.010.345-53 Especialista Parcial 532.422.625-49 Doutorado Integral 465.569.580-34 Doutorado Parcial Doutorado Doutorado Parcial Parcial 720.098.455-87 138.007.015-53 Especialista Parcial 060.396.695-00 Especialista Integral 937.840.075-20 Doutorado Parcial 272.265.300-15 Mestrado Parcial 153.824.005-04 Mestrado Parcial 662.222.305-04 Mestrado Parcial 070.777.948-06 Mestrado Parcial 007.840.255-76 Especialista Horista 776.898.955-49 Doutorado Parcial 075.413.095-91 Mestrado Parcial 878.516.955-20 248.023.708-83 21 NÚCLEO DOCENTE ESTRUTURANTE (NDE) 21.1 JUSTIFICATIVA O Núcleo Docente Estruturante (NDE) refere-se a um conceito criado pela Portaria Nº 147, de 2 de fevereiro de 2007, com o intuito de qualificar o envolvimento docente no processo de concepção e consolidação de um curso de graduação. A institucionalização do mesmo é normatizada pela publicação do MEC constada na Resolução Nº 1, de junho de 2010. Tal Resolução defende que o NDE constitui-se de um grupo de docentes com atribuições acadêmicas de acompanhamento, atuante no processo de construção, consolidação e reavaliação do Projeto Pedagógico do curso. O NDE é sempre composto por docentes da instituição que apresentam um perfil diferenciado, demonstrando-se como sujeito atuante para a constante avaliação do curso e busca pela melhora do mesmo. Página 45 de 48 Além disso, tal grupo de profissionais objetiva atender as dimensões propostas pelo Sistema Nacional de Avaliação da Educação Superior – SINAES, tomando como uma de suas mais importantes tarefas a permanente avaliação do Projeto Pedagógico do Curso, bem como uma reflexão da maneira pela qual o mesmo se materializa no cotidiano da IES. 21.2 DEFINIÇÃO O Núcleo Docente Estruturante (NDE) é o órgão consultivo responsável pela concepção do Projeto Pedagógico do curso de Ciências Contábeis e tem, por finalidade, a implantação do mesmo. 21.3 ATRIBUIÇÕES DO NÚCLEO DOCENTE ESTRUTURANTE a) Elaborar o Projeto Pedagógico do curso definindo sua concepção e fundamentos; b) Estabelecer o perfil profissional do egresso do curso; c) Atualizar periodicamente o projeto pedagógico do curso; d) Conduzir os trabalhos de reestruturação curricular, para aprovação no Colegiado de Curso, sempre que necessário; e) Supervisionar as formas de avaliação e acompanhamento do curso definidas pelo Colegiado; f) Analisar e avaliar os Planos de Ensino dos componentes curriculares; g) Promover a integração horizontal e vertical do curso, respeitando os eixos estabelecidos pelo projeto pedagógico; h) Acompanhar as atividades do corpo docente, recomendando ao Colegiado de Curso a indicação ou substituição de docentes, quando necessário. 21.4 CONSTITUIÇÃO DO NÚCLEO DOCENTE ESTRUTURANTE - NDE O Núcleo Docente Estruturante será constituído pelos seguintes membros: MEMBRO Luciana Matos dos Santos Figueiredo Barreto Paulo Freire de Carvalho Filho Rodrigo Cesar Reis de Oliveira Edgard Dantas dos Santos Ulisses Pereira Ribeiro TITULAÇÃO Especialista Mestrado Mestrado Especialista Mestrado FUNÇÃO Coordenadora Professor Professor Professor Professor REGIME DE TRABALHO Integral Parcial Parcial Parcial Parcial 22. SISTEMA DE AVALIAÇÃO DO PROJETO DO CURSO Em primeiro lugar, vale destacar que o Projeto Pedagógico do Curso de Bacharelado em Ciências Contábeis da FANESE foi pensado em coletividade, a partir de estudos de mercado e da solicitação de clientes internos e externos à IES, que buscavam contatos informais (por meio de funcionários da instituição) ou por meios formais (canais de escuta como a ouvidoria). O primeiro PPC do curso foi elaborado considerando o PDI da faculdade ainda vigente, sendo o curso incorporado ao rol de oferta da IES devido a diagnósticos colocados pela por distintos setores da IES, apontando a possibilidade de crescimento da mesma, reafirmando as metas institucionais. Foi a partir disso que membros de colegiado de cursos afins, junto à coordenação acadêmica se estruturam na busca da construção de uma equipe de trabalho para forjar o Projeto Pedagógico do curso em questão. Página 46 de 48 Tal equipe de trabalho foi constituída pelo professor escolhido pela IES para assumir o papel de coordenador de curso, além de outros docentes da área escolhidos para compor o grupo, e do coordenador acadêmico, o qual assumiu um papel gerenciador deste processo. Essa equipe esboçou um primeiro projeto que, a partir de então, passou por distintas avaliações e mudanças. Dessa maneira, o primeiro esboço do referido PPC passou por diferentes setores da IES para que estes avaliassem e complementassem o documento aqui discutido. Esses setores da FANESE apresentaram a necessidade de que o projeto de curso contemplasse, além dos aspectos pedagógicos anteriormente estabelecidos pelos docentes, aspectos institucionais consoantes com as questões referidas no PDI, os quais são de fundamental importância para que se entenda como o curso vai funcionar dentro do contexto institucional. Uma vez reestruturado, o Projeto passou a ser avaliado pelo coordenador do curso e pela coordenação acadêmica, que fizeram um estudo dos professores da casa, os quais atenderiam ao perfil de docente adequado ao novo curso; fazendo, também, um mapeamento do perfil de professores os quais deveriam, no futuro, ser contratados. Nesta outra etapa de avaliação, várias reuniões foram feitas com a leitura exaustiva das ementas associadas aos currículos dos docentes, buscando projetar um modo de funcionamento que garantisse ao alunado um ensino de qualidade. Dadas às mudanças correntes no Ensino Superior, o curso foi se ajustando e evoluindo ainda mais e, publicado o Parecer CONAES Nº 4, de 17 de junho de 2010, o curso assumiu manter-se fiel à proposta que repousa na ideia de que o NDE constitui-se como sendo a “alma do curso”, sendo composto por professores que de maneira atuante pensam e repensam concepção, a consolidação e a contínua atualização do Projeto Pedagógico. Assim sendo, um grupo de professores passou a assumir de forma mais preponderante os compromissos para com a avaliação contínua do PPC, sendo, inclusive, remunerados para tanto. Por fim, fica então esclarecido, que cabe ao NDE deste curso a avaliação do referido Projeto Pedagógico, entendendo que tal avaliação deve considerar as impressões coletadas pelos professores do colegiado do curso, através da prática docente; as demandas dos alunos e do mercado; a primazia pela qualidade do ensino; além das considerações advindas da avaliação do curso proporcionadas pela autoavaliação institucional. Vale destacar que o curso passou por reformulações as quais levaram em consideração relatórios elaborados pela coordenação, pela CPA e por comissões de visita in loco do MEC. Do mesmo modo, as mudanças estabelecidas no presente PPC consideraram as evoluções de mercado que porventura podem impor uma ou outra modificação nas ementas, para incremento de conteúdo (considerando as novas tendências), ou ainda mudanças de nomenclatura afeitas aos novos paradigmas da área. Ressalta-se, também, que com vistas a uma educação de qualidade, o presente PPC considera frequentemente em seu processo de avaliação as diretrizes do ENADE publicadas a cada 3 anos – no ano em que o curso é avaliado. Tais diretrizes são estudadas pelo NDE o qual apresenta as mesmas ao colegiado do curso, propondo, quando é o caso, alguma mudança. As possibilidades de mudança são discutidas sempre com os professores especialistas de modo que, se necessário, são feitos grupos específicos para tratar de assuntos específicos. Esse foi o movimento seguido para elaborar a última mudança de grade do curso, garantindo que os professores especialistas em determinados assuntos se voltassem às discussões que envolviam diretamente as disciplinas que abarcavam as suas especialidades. Página 47 de 48 Evidencia-se por fim, que o NDE tem autonomia para propor as mudanças na matriz curricular. Todavia, tal órgão não é soberano, devendo a mudança proposta ser avaliada pelo Conselho de Ensino, Pesquisa e Extensão da faculdade (CEPE) – com representantes das esferas administrativa, docente e discente – o qual faz a votação a respeito das alterações solicitadas, mantendo uma lógica de gestão participativa na IES. 23 AVALIAÇÃO DO PROCESSO ENSINO-APRENDIZAGEM E DO CURSO Em todos os cursos da FANESE, a avaliação é considerada como sendo uma etapa do processo de ensino aprendizagem. Assim, busca-se aferir o desenvolvimento do discente, considerando que isso é uma um forma de fazer com que o aluno identifique as áreas que precisa desenvolver com mais afinco. Vale destacar que a avaliação também é uma maneira de identificar se um curso atingiu ou não seus objetivos, considerando o perfil do egresso. Nesse sentido, é de fundamental importância que a avaliação seja vivenciada como um processo que tem fundamentos filosóficos, psicológicos e pedagógicos, apoiados no dinamismo, continuidade, integração, progressividade, abrangência, cooperação e versatilidade, procurando, sempre, desenvolver as funções diagnósticas e de capacidade formativa. Nesse ínterim, as avaliações devem ser fundamentadas em princípios que superam o simples repasse de conhecimento ou mesmo as possibilidades de respostas decoradas e acríticas. Dessa maneira, busca-se nas provas, favorecer no alunado a articulação de ideias e a capacidade crítico-reflexiva, mantendo sempre uma ligação entre a teoria e a prática. Nessa perspectiva, a avaliação alicerça sempre o seu alvo na formação de um profissional eficiente, consciente e responsável, capaz de associar, sobrepor e cruzar distintos conteúdos com a finalidade de escolher os melhores argumentos técnicos para a solução de problemas existentes no contexto da realidade. Considerando isto, o Exame Nacional de Desempenho do Estudante (ENADE), por ser avaliado pela IES como um tipo de avaliação que contempla inúmeros aspectos relevantes para a nossa proposta educacional, é considerado como modelo inspirador das avaliações elaboradas por nossos docentes. Esclarece-se que em cada disciplina serão realizadas 3 avaliações ao longo do semestre, sendo que é aprovado o aluno que alcança (na soma das 3 notas) número igual superior a 15 (média 5,0). As avaliações referemse a provas escritas e individuais que podem valer no máximo 10,0 pontos. Caso os professores julguem necessário e interessante para a aquisição de conhecimento, podem ser feitos trabalhos acadêmicos valendo até 3,0 pontos, de modo que a prova escrita, então, passa a valer 7,0 pontos. Qualquer avaliação diferente deste formato deve ser apresentada à coordenação, em forma de projeto, para ser avaliada, antes de ser posta em prática. Destaca-se ainda que, segundo norma da IES (Portaria nº11 de 6 de maio de 2013), algumas regras devem ser seguidas no processo de avaliação. Salienta-se, por exemplo, que no ato de elaboração das questões da prova o docente deverá levar em conta: a) Objetividade, clareza e simplicidade, evitando dubiedades; b) A exploração do raciocínio lógico, buscando sempre o aprendizado mediante a formulação das indagações, O Que? Como? e Por que?; Página 48 de 48 c) Estabelecer o valor de cada questão em fração mínima de 0,5, de tal forma que o somatório dos valores atribuídos às questões seja a nota máxima: 10,0. d) Compatibilidade entre o tamanho e o grau de dificuldade da prova em relação ao tempo gasto para a sua resolução. Vale frisar, ainda, que é considerado reprovado, todo aluno que não obtiver no mínimo 75% (setenta cinco por cento) de frequência nas aulas e nas atividades desenvolvidas pela IES, mesmo que este tenha obtido a média mínima para aprovação. Além disso, é atribuída nota zero ao aluno que usar meios ilícitos nas provas escritas ou nos trabalhos. Devem, também, ser consideradas as seguintes questões, previstas no Projeto Pedagógico Institucional: A frequência às aulas e a todas as atividades desenvolvidas pela IES, só é permitido aos alunos matriculados. Sendo vedado o abono de faltas, salvo nos casos previstos na legislação pertinente. A verificação e registro de frequência é responsabilidade total do docente. A obrigação da Secretaria Geral do Aluno é o controle destes registros, fazendo cumprir o item anterior; Ao aluno que deixar de comparecer à verificação do conhecimento na data pré-fixada, será concedida segunda oportunidade, requerida no prazo de 10 (dez) dias, desde que a falta seja comprovada e esteja dentro das faltas justificadas no regimento interno; As medidas são apuradas até a primeira decimal, sem arredondamento; O aluno reprovado repetirá as disciplinas em que foi reprovado no semestre, sujeito, na repetência, às mesmas exigências de aproveitamento e de frequência, estabelecidas no regimento interno.