EDIÇÃO 6 / ANO II JUNHO DE 2015 JUNHO DE 2015 Pela independência da Magistratura no Brasil No último número desta revista, que circulou durante o Encontro de Minas Gerais, reiteramos a importância de nos mantermos unidos na luta por uma solução definitiva para a revalorização da carreira da Magistratura que enfrenta o crônico desincentivo da falta de uma parcela remuneratória correspondente à experiência decorrente dos anos de exercício da judicatura. E, não obstante tenhamos acentuado que a difícil conjuntura enfrentada pelo país orientava mudanças de natureza estratégica, deixamos clara a inexistência de qualquer recuo proclamando que a luta continua. Na mesma oportunidade, dentre as questões que apontamos de agenda obrigatória para este ano, destacamos a elaboração do Estatuto da Magistratura a ser adotado mediante Lei Complementar de iniciativa do Supremo Tribunal Federal, conforme dispõe o art. 93 da Constituição da República, para substituir a velha Lei Orgânica da Magistratura Nacional (LC nº 35 de 14.03.1979). Há 27 anos, mais exatamente desde 5 de outubro de 1988, o Judiciário brasileiro espera por isso, embora seja forçoso reconhecer que esta longa demora se justifica não só pela necessidade de serem antes procedidos ajustes no próprio Texto Constitucional – os quais inclusive alteraram o elenco de princípios que devem nortear o Estatuto (EC nº 19/98, EC nº 20/98 e EC nº 45/2004) – mas, sobretudo, ante a importância de ser aguardada a plena consolidação do modelo de estado democrático de direito adotado pelo país. Por essa razão, mais do que oportuna, é digna de aplausos a divulgação pelo STF de uma primeira minuta do anteprojeto dispondo sobre a matéria, em especial porque, sendo um esboço inicial para amplo debate, em sua elaboração foi adotada a metodologia de reunir, sem cortes e com absoluta ausência de qualquer prévio controle, todas as propostas até então existentes a respeito dos direitos e deveres da magistratura nacional, organização da carreira, regime disciplinar, etc. Em outras palavras, o Supremo Tribunal Federal, que poderia ter publicado um anteprojeto elaborado exclusivamente por seus Ministros, com a minuta divulgada não está apoiando ou avalizando nada, porém apenas, e tão somente, tornando públicos e submetendo à discussão nacional os anseios, pretensões e até mesmo sonhos de alguns ou de todos os juízes brasileiros organizados ou não em associações. Portanto todas as críticas a esse esboço normativo são oportunas e, tanto quanto objetivem aperfeiçoá-lo, mediante qualquer proposta modificativa, supressiva, aditiva ou redacional, será bem-vinda. Impõe-se, todavia, ressaltar que a atribuição de autoria a este ou àquele Ministro da Suprema Corte do texto dos seus artigos, 3 “Dentre as questões que apontamos de agenda obrigatória para este ano, destacamos a elaboração do Estatuto da Magistratura" Desembargador Milton Nobre Presidente do CPPTJB JUNHO DE 2015 parágrafos, incisos ou alíneas, em nada contribuí para a melhoria do anteprojeto e, quando pouco, revela intenções distantes do propósito de contribuir. O espaço democrático do debate só se agasalha confortavelmente sob o pálio da sinceridade. Nesse ambiente de diálogo, ser contra ou a favor de algo, exercer o direito de concordar ou discordar, sequer precisa de justificativas. Contudo, ao ultrapassar esse limite da autenticidade, antes de desvalorizar o que se é contrário, termina-se por desqualificar a própria contrariedade esvaziando o seu conteúdo ético de legitimação. Daí porque, estando a confecção do anteprojeto em sua primeira fase, parece-nos fundamental essa advertência para que não se desvie do bom caminho que, no ambiente das construções democráticas, não reside nos proponentes e sim nas propostas. É, por sinal, mantendo essa linha que o CPPTJB se manifesta contra a recente Proposta de Emenda Constitucional nº 64 de 2015, que objetiva dar nova redação ao art. 93, cabeça, da Constituição para estabelecer que a Lei Complementar que disporá sobre o Estatuto da Magistratura será de "iniciativa concorrente do Supremo Tribunal Federal, do Presidente da República, de Senadores e Deputados". Essa PEC, malnascida – por ofender a cláusula granítica insculpida no inciso III do § 4º do artigo 60 da Constituição, na medida em que notoriamente tendente a abolir a separação dos poderes, além de maltratar a independência do Poder Judiciário e, em con- sequência, ferir o princípio basilar do modelo republicano/democrático brasileiro da independência e harmonia dos Poderes (CR: art. 2º) – foi apresentada com a extravagante afirmação justificativa de que “o Poder Judiciário, como uma função do Poder de Estado, realizado pelos Juízes não pode ficar à margem do controle social”. O controle social da magistratura brasileira, qualquer observador verdadeiramente isento sabe disso, além de solidamente institucionalizado através da eficiente participação da Ordem dos Advogados do Brasil em todas as fases dos concursos de ingresso na carreira e da ação controladora do Conselho Nacional de Justiça, integrado por representantes da OAB, do Ministério Público, do Congresso Nacional e com a ampla competência fiscalizadora conferida pelo art. 103B da Constituição, efetiva-se mediante permanente e vigilante sindicância da atuação dos juízes pelas partes nos processos judiciais e, por que não dizer?, diretamente pelo olhar da comunidade sobre o comportamento tanto público quanto privado que demonstram. A democracia não enfrenta tempos difíceis, onde existem Juízes independentes e que garantam a liberdade e os direitos das minorias. Daí porque o constituinte originário reser vou ao órgão máximo da justiça brasileira a iniciativa do Estatuto da Magistratura, enumerando os princípios que confor marão a sua elaboração e blindando a independência dos Juízes da possível interferência de maiorias legislativas eventuais. 4 "O espaço democrático do debate só se agasalha confortavelmente sob o pálio da sinceridade. (...) Contudo, ao ultrapassar esse limite da autenticidade, antes de desvalorizar o que se é contrário, termina-se por desqualificar a própria contrariedade esvaziando o seu conteúdo ético de legitimação." JUNHO DE 2015 NESTA EDIÇÃO LEONARDO STABILE / WIKIMEDIA COMMONS Recife sedia o 103º encontro do Colégio Permanente de Presidentes PÁGINAS 28 A 49. Tribunais rejeitam projeto 183/2015 Pelo fortalecimento da Justiça Em Minas Gerais, Colégio Permanente de Presidentes avalia cenário econômico e defende o fotalecimento do Poder Judiciário. Proposta mexe em recursos de depósitos judiciais. PÁGINAS 8 A 12. PÁGINAS 20 E 21. Fachin assume vaga no STF Indicado pela presidente Dilma Rousseff e aprovado pelo Senado Federal, Luiz Edson Fachin toma posse na mais alta Corte da Justiça Brasileira. EXPEDIENTE PÁGINAS 22 A 24. Editor responsável WALBERT MONTEIRO Colégio é Órgão Consultivo Ministro Ricardo Lewandowski aprova a criação de organismo para tratar de questões que afetem diretamente os Tribunais de Justiça. DRT 1095/PA Fotos Assessorias dos Tribunais de Justiça, CNJ, Wikimedia PÁGINAS 18 A 19. 5 JUNHO DE 2015 COLÉGIO PERMANENTE DE PRESIDENTES DE TRIBUNAIS DE JUSTIÇA DO BRASIL Tribunal de Justiça do Acre Desa. MARIA CEZARINETE DE SOUZA ANGELIM (2015-2017) Tribunal de Justiça do Maranhão Desa. CLEONICE SILVA FREIRE (2013-2015) Tribunal de Justiça do Rio de Janeiro Des. LUIZ FERNANDO RIBEIRO DE CARVALHO (2015-2017) Tribunal de Justiça de Alagoas Des. WASHINGTON LUIZ DAMASCENO FREITAS (2015-2017) Tribunal de Justiça do Mato Grosso Des. PAULO DA CUNHA (2015-2017) Tribunal de Justiça do Rio Grande do Norte Des. CLAUDIO SANTOS (2015-2017) Tribunal de Justiça do Amazonas Desa. MARIA DAS GRAÇAS PESSOA FIGUEIREDO (2014-2016) Tribunal de Justiça do Mato Grosso do Sul Des. JOÃO MARIA LÓS (2015-2017) Tribunal de Justiça do Rio Grande do Sul Des. JOSÉ AQUINO FLÔRES CAMARGO (2014-2016) Tribunal de Justiça do Amapá Desa. SUELI PEREIRA PINI (2015-2017) Tribunal de Justiça de Minas Gerais Des. PEDRO CARLOS BITENCOURT MARCONDES (2014-2016) Tribunal de Justiça de Rondônia Des. ROWILSON TEIXEIRA (2013-2015) Tribunal de Justiça da Bahia Des. ESERVAL ROCHA (2014-2016) Tribunal de Justiça do Pará Des. CONSTANTINO AUGUSTO GUERREIRO (2015-2017) Tribunal de Justiça de Roraima Des. ALMIRO PADILHA (2015-2017) Tribunal de Justiça do Ceará Desa. MARIA IRACEMA MARTINS DO VALE (2015-2017) Tribunal de Justiça da Paraíba Des. MARCOS CAVALCANTI DE ALBUQUERQUE (2015-2017) Tribunal de Justiça de Santa Catarina Des. NELSON SCHAEFER MARTINS (2014-2016) Tribunal de Justiça do DF e Territórios Des. GETÚLIO VARGAS DE MORAES OLIVEIRA (2014-2016) Tribunal de Justiça do Paraná Des. PAULO ROBERTO VASCONCELOS (2015-2017) Tribunal de Justiça de São Paulo Des. JOSÉ RENATO NALINI (2014-2016) Tribunal de Justiça do Espírito Santo Des. SÉRGIO BIZZOTTO PESSOA DE MENDONÇA (2013-2015) Tribunal de Justiça de Pernambuco Des. FREDERICO RICARDO DE ALMEIDA NEVES (2014-2016) Tribunal de Justiça de Sergipe Des. LUIZ ANTÔNIO ARAÚJO MENDONÇA (2015-2017) Tribunal de Justiça de Goiás Des. LEOBINO VALENTE CHAVES (2015-2017) Tribunal de Justiça do Piauí Des. RAIMUNDO EUFRÁSIO ALVES FILHO (2014-2016) Tribunal de Justiça do Tocantins Des. RONALDO EURÍPEDES DE SOUZA (2015-2017) COMISSÃO EXECUTIVA COM MANDATO ATÉ MARÇO DE 2016 Presidente: Desembargador MILTON AUGUSTO DE BRITO NOBRE (TJPA) Membros: Des. ARMANDO TOLEDO (TJSP) Des. JOÃO DE JESUS ABDALA SIMÕES (TJAM) Des. JOSÉ CARLOS MALTA MARQUES (TJAL) Des. MARCELO BANDEIRA PEREIRA (TJRS) Des. MARCUS ANTONIO DE SOUZA FAVER (TJRJ) Des. LUZIA NADJA GUIMARÃES NASCIMENTO (TJPA) Des. OTÁVIO AUGUSTO BARBOSA (TJDFT) Des. NELSON SCHAEFER MARTINS (TJSC) 6 JUNHO DE 2015 TJMG / DIVULGAÇÃO ENCONTRO AVALIA CRISE E DEFENDE JUSTIÇA FORTE PRESIDENTES DE TRIBUNAIS DE JUSTIÇA DO BRASIL DISCUTEM O IMPACTO DOS PROBLEMAS ECONÔMICOS NA GESTÃO ADMINISTRATIVA E ORÇAMENTÁRIA DO JUDICIÁRIO E ANALISAM ESTRATÉGIAS PARA ATINGIR A MODERNIZAÇÃO Transfor mar o Colégio Per manente de Presidentes de Tribunais de Justiça em um órgão institucional com função estratégica e autonomia para for talecer e aprimorar a Justiça nos Estados e o impacto da crise econômica na gestão administrativa e orçamentária do Judiciário foram dois dos principais temas debatidos durante o 102º Encontro do Colégio Per manente de Presidentes de Tribunais de Ju s t iç a, re alizado nos dias 1 2 , 1 3 e 1 4 de març o de s t e ano, no Palác io da Ju s t iç a, e m B e lo Horizont e ( MG ). O e vento teve a participação dos presidentes 8 PRESTÍGIO Presidentes de Tribunais de Justiça com o vice-presidente da República, Michel Temer, a ministra Cármen Lúcia, vicepresidente do STF, a ministra da Secretaria de Políticas para as Mulheres, Eleonora Menicucci, durante o Encontro de Belo Horizonte TJMG / DIVULGAÇÃO dos Tribunais de Justiça do País, incluindo os 15 novos presidentes, que passaram a integ rar desde janeiro último o Colégio. O presidente do Colégio de Presidentes, desembargador Milton Augusto de Brito Nobre, frisou na solenidade de abertura que o Encontro favorece a troca de experiências entre os presidentes de tribunais de Justiça de todo o País, permitindo que, juntos, possam discutir alternativas para agilizar e tornar mais eficiente a Justiça brasileira. Ao abordar um dos problemas enfrentados atualmente pelo Judiciário – poucos recursos para demandas cada vez mais crescentes –, Milton Nobre disse que os desdobramentos da atual crise econômica enfrentada pelo Brasil afetam diretamente a administração e o orçamento do Poder Judiciário. O magistrado frisou que o Judiciário precisa de mais investimentos para atingir as metas traçadas, de forma mais rápida e eficiente. O suporte financeiro, reiterou ele, é essencial para o alcance das metas, que se refletem no atendimento eficaz às demandas da sociedade na área judicial. TJMG / DIVULGAÇÃO JUNHO DE 2015 MODERNIZAÇÃO O presidente do Tribunal de Justiça de Minas Gerais, desembargador Pedro Bitencourt Marcondes, anfitrião do Encontro, destacou em seu pronunciamento a importância do planejamento na gestão pública e da busca constante pela modernização e por resultados. Segundo ele, o sucesso é consequência de um planejamento estratégico eficiente, participativo e transparente, baseado em dados estatísticos sobre a realidade, capazes de mostrar os avanços que podem ser alcançados. Para o magistrado, o Colégio de Presidentes deve participar desse debate e “apresentar propostas, ao invés de simplesmente receber comandos”, passando a atuar de for ma sistematizada e regular perante o Executivo PRESENÇAS Acima, desembargadores Milton Nobre e Pedro Marcondes com o desembargador José Fernandes Filho. No alto, participantes do Encontro. 9 JUNHO DE 2015 TJMG / DIVULGAÇÃO e o Legislativo, nos Estados e com a União, e também com instituições parceiras e outras ligadas ao funcionamento do Judiciário. Para o presidente do TJMG, com maior autonomia, o Colégio de Presidentes será uma ferramenta oficial dos Tribunais de Justiça para defender seus interesses. O magistrado disse ainda que o Judiciário brasileiro tem de continuar aprimorando as leis e os “bons relacionamentos com os órgãos essenciais à prestação jurisdicional”, com o apoio de um “órgão representativo, forte e estruturado”. O desembargador Pedro Bitencourt Marcondes afirmou que o Colégio de Presidentes deve se posicionar como protagonista na defesa da Justiça e da magistratura nos Estados, tanto no STF quanto no Conselho Nacional de Justiça, pois é comum as demandas estaduais serem negligenciadas durante as decisões que afetam a gestão nos tribunais estaduais, principalmente nas questões referentes ao orçamento. “ Tor na-s e c ada ve z mais de c is ivo q u e o Colé g io de P re s ide nt e s s e t rans f or me e m u m órg ão ins t it u c ional, c om f u nç ão e s trat é g ic a, vis ando f or t ale c e r e aprimorar a Ju s t iça Es t adu al” , re it e rou o d e s e mbarg ador, para q u e m é ne c e s s ário lu t ar pe la au t onomia do Ju dic iário e s t adu al e pe la mode rnizaç ão adm inis t rat iva, c om ag ilidade e e f iciê nc ia. HOMENAGEM E AUTORIDADES Na solenidade de abertura do evento houve ainda a homenagem ao desembargador Fernandes Filho, que presidiu o Tribunal de Justiça de Minas Gerais e também o Colégio Permanente. A homenagem foi o reconhecimento aos trabalhos realizados pelo magistrado durante sua gestão no Colégio de Presidentes. Autoridades de vários setores – incluindo ministros de tribun ais 10 DEBATES Presidentes dos Tribunais de Justiça garantem um Judiciário fortalecido com atuação do Colégio Permanente. JUNHO DE 2015 TJMG / DIVULGAÇÃO s u pe riore s, ju íze s, d e s e m barg adores e representantes do Poder Legislativo – participaram da solenidade de abertura do 102º Encontro, entre as quais o juiz Ricardo Santos Costa, presidente da Associação dos Magistrados Brasileiros (AMB); o desembarg ador Herbert Carneiro, presidente da Associação dos Magistrados Mineiros (Amagis); e o desembarg ador Antônio Sér vulo, cor regedor-geral de Justiça do TJMG. No segundo dia do evento, a presidente da República, Dilma Rousseff, foi representada pelo vice-presidente, Michel Temer. A programação de sexta-feira (11) contou ainda com as presenças da ministra Eleonora Menicucci, da Secretaria de Políticas para as Mulheres da Presidência da República; do g overnador de Minas Gerais, Fernando Pimentel; e do prefeito de Belo Horizonte, Márcio Lacerda. Com infor mações da Ascom do Tribunal de Minas Gerais. DESTAQUES No alto, o vicepresidente Michel Temer discursa para os presidentes de Tribunais. À esquerda, desembargador José Renato Nalini, presidente do TJSP. 11 JUNHO DE 2015 ÍNTEGRA DA CARTA DE BELO HORIZONTE O COLÉGIO PERMANENTE DE PRESIDENTES DE TRIBUNAIS DE JUSTIÇA DO BRASIL, reunido na cidade de Belo Horizonte (MG), ao final de seu 102º Encontro, no período de 12 a 14 de março de 2015, divulga, para conhecimento público, as seguintes conclusões aprovadas por unanimidade: 01) Exigir respeito às propostas orçamentárias do Poder Judiciário estadual, bem como que os repasses devidos sejam efetuados na sua integralidade. 02) Reafirmar o compromisso da magistratura estadual com todas as ações que assegurem a igualdade de direitos e promovam a pacificação nos lares, tomando como exemplo a campanha “JUSTIÇA PELA PAZ EM CASA”; 03) Incentivar métodos consensuais de soluções de litígios e desenvolver ações que venham a estreitar as relações dos Tribunais de Justiça com o Superior Tribunal de Justiça; 04) Estimular a adoção de audiência de custódia como instrumento de efetiva tutela dos direitos fundamentais do cidadão. Belo Horizonte, 14 de março de 2015 Des. Milton Augusto de Brito Nobre Presidente do Colégio Permanente de Presidentes de Tribunais de Justiça do Brasil Des. Pedro Carlos Bitencourt Marcondes Presidente do Tribunal de Justiça do Estado de Minas Gerais 12 JUNHO DE 2015 TJMG / DIVULGAÇÃO METAS EXIGEM MEIOS PARA SEREM ALCANÇADAS DESEMBARGADOR MILTON NOBRE ENTENDE COMO INADIÁVEL QUE O CONSELHO NACIONAL DE JUSTIÇA (CNJ) APOIE OS TRIBUNAIS NO ESFORÇO PARA A OBTENÇÃO DE RECURSOS FINANCEIROS NECESSÁRIOS À PRESTAÇÃO JURISDICIONAL EFICIENTE Senhoras e senhores: Foi no Egrégio Tribunal de Justiça de Minas Gerais, nos idos de outubro de 1992, por feliz sugestão do desembargador Odyr Porto, então presidente do Tribunal de Justiça do Estado de São Paulo, que nasceu o Colégio Permanente de Presidentes de Tribunais de Justiça do Brasil. Há quase 23 anos, pois, quando o país vivia seus primeiros anos de um novo ordenamento constitucional. Seu primeiro presidente foi o querido amigo, hoje aposentado, Desembargador José Fernandes Filho, àquela altura Chefe do Poder Judiciário mineiro, que soube conduzir com maestria a ÀUPHFRQVROLGDomRGR&ROpJLRFXMDDWXDomR pelo tanto produzido, tem lugar de destaque na história da Justiça brasileira. Por feliz coincidência, nosso último enconWUR WHYH FRPR DQÀWULmR R WULEXQDO SDXOLVWD de Odyr Porto, autor da ideia, e hoje somos recepcionados pelos conterrâneos e colegas de José Fernandes Filho, o timoneiro seguro das primeiras jornadas por caminhos que nem sempre foram fáceis de serem percorridos. Feito este registro inicial, quero cumprir, desde já, o prazeroso dever de saudar o extraordinário 14 APOIO Des. Milton Nobre destaca o papel do Conselho Nacional de Justiça (CNJ) no esforço para a obtenção de recursos para os tribunais. JUNHO DE 2015 povo mineiro, nas pessoas de seus Magistrados e Servidores, Advogados e Membros do Ministério Público, bem como das autoridades dos diversos Poderes e escalões, que prestigiam esta sessão solene de abertura deste 102º Encontro. Honra-nos estar – e sei que neste ponto expresso com integral precisão o sentimento de todos os Presidentes dos Tribunais de Justiça – na terra dos InconÀGHQWHVEUDYRV precursores da nossa independência, a quem tanto deve a Nação brasileira. Aqui, nas “Alterosas”, se respira história e arte, prosa e poesia, na lembrança de nossos PiUWLUHV GD ,QFRQÀGrQFLD GD P~VLFD VD cra do padre José Joaquim Mesquita e das obras fantásticas de Aleijadinho, de Guimarães Rosa e Carlos Drummond de Andrade, alguns dos exemplos emblemáticos do orgulho que sentimos por Minas Gerais. Em diferentes cidades brasileiras, por mais de 100 vezes, de forma sistemática e produtiva, reuniram-se os Presidentes dos Tribunais de Justiça construindo, muito além de uma sólida amizade, uma nova visão institucional dos dirigentes da magistratura estadual centrada na necessidade de ações conjuntas, na troca de experiências e na convicção de que a nossa luta é FRPXPSHODHÀFLHQWHGLVWULEXLomRGDMXVWL ça e a manutenção da paz social no nosso imenso país. E essa luta não pode prescindir da coesão que não apenas nos fortalece para melhor enfrentá-la, mas, igualmente, se projeta no legítimo respeito da sociedade e de suas instituições representativas. Nosso caminhar, como de qualquer instituição semelhante, tem-se caracterizado, também, como uma verdadeira prova de revezamento, de continuidade sem continuísmo, na defesa da efetividade da Constituição, das leis do país e da justiça que se UHÁHWHQDDSOLFDomRH[DWDGR'LUHLWR3UHVL dentes cumprem o seu mandato, abraçam a nossa causa comum, dedicam o melhor de seus esforços na condução do Judiciário e deste Colégio e são substituídos por RXWURVHPVDOXWDUHEHQpÀFRURGt]LRTXH contribui para oxigenar e enriquecer o "Nosso caminhar, como de qualquer instituição semelhante, tem-se caracterizado, também, como uma verdadeira prova de revezamento, de continuidade sem continuísmo, na defesa da efetividade da Constituição, das leis do país e da justiça que se reflete na aplicação exata do Direito." 15 maior segmento da Justiça brasileira. Assim é que, neste 102º ENCONTRO, o Colégio recepciona nada menos que 15 novos Presidentes, o que representa uma renovação de mais da metade dos seus membros, a quem, desde já, dou as boas-vindas e manifesto a alegria de poder contar com o concurso de suas ideias, decidida participação nos debates e imprescindível colaboração nas nossas demais atividades, dentro do princípio de que nada se constrói solitariamente e de que somente com a comunhão de esforços seremos capazes de enfrentar e vencer os muitos obstáculos em nosso caminho. Referindo-me ao que reputo ser o principal desses obstáculos, durante o Encontro de São Paulo, baseado em índices econôPLFRVRÀFLDLVHQGRVVHLDVSUHYLV}HVKRMH LQIHOL]PHQWHFRQÀUPDGDVGHTXHHP o Brasil viveria um tempo difícil. Objetivei, HQWmRDSHQDVUHVVDOWDURVUHÁH[RVTXHGDt decorreriam para os cenários administrativo e de gestão do Judiciário estadual, com o propósito de demonstrar a necessidade de o Conselho Nacional de Justiça apoiar os Tribunais de Justiça, de modo permanente e sistemático, no enfrentamento do sempre difícil diálogo político necessário à construção de consensos em matéria orçaPHQWiULDHÀQDQFHLUD Confesso que não pretendia voltar a esse tema. Todavia, em face de algumas situações mais graves ocorridas em alguns (VWDGRV QR ÀQDO GR DQR TXH ÀQGRX VRX forçado a reprisá-lo. Ninguém desconhece que o Poder Judiciário brasileiro opera no limite para, contando com cerca de 16.500 juízes, processar e julgar quase 100 milhões de processos. Merece, porém, ser igualmente divulgado que, conforme o Relatório Justiça em Números, editado pelo Conselho Nacional de Justiça em 2014, o Judiciário dos Estados, possuindo 11.361 magistrados, responde por cerca de 80% dessa carga processual, embora concentre apenas 55% das despesas do Poder Judiciário nacional, o que indica, sem margem para dúvida, que faltam recursos para investimento e custeio compatíveis JUNHO DE 2015 à demanda sob responsabilidade da Justiça Estadual. Qualquer gestor, em especial da coisa S~EOLFDVDEHTXHDVGHPDQGDVVmRLQÀQL WDVHRVUHFXUVRVÀQLWRVVHPSUHOLPLWDGRV Que é preciso, pois, priorizar objetivos e estabelecer metas sob o pálio de um rigoroso planejamento enquanto ferramenta necessária para o saber/fazer holisticamente pensado. Contudo, se, em nível federal, ainda em tempo recente, foi necessário recorrer à via nobre do Mandado de Segurança (STF: MS 33186 – MC/DF) para serem mantidas íntegras, vale dizer, sem cortes ou ajustes pelo Executivo, as propostas orçamentárias enviadas pelo Supremo e pela PGR para serem simplesmente remetidas à deliberação do Congresso Nacional, pode-se ter certeza das GLÀFXOGDGHV TXH RV 7ULEXQDLV GH -XVWLoD não raro enfrentam a esse respeito. É, portanto, inadiável que o CNJ apoie os Tribunais de Justiça no esforço para a REWHQomRGRVUHFXUVRVÀQDQFHLURVQHFHV ViULRV j SUHVWDomR MXULVGLFLRQDO HÀFLHQWH não apenas por ações episódicas, mas de modo contínuo e programado, dando, assim, uma concreta demonstração de cumprimento, em sua inteireza, do que determina o § 4º do art. 103-B da Constituição GD5HS~EOLFD$ÀQDOFRPRMiUHVVDOWHLHP outra oportunidade, de nada adianta eleger metas, sem meios correspondentes para alcançá-las. $VTXHVW}HVGHRUGHPRUoDPHQWiULDHÀ nanceira certamente não esgotam o grande rol das adversidades enfrentadas pelo Judiciário Estadual para distribuir justiça e contribuir para a paz social nos mais longínquos rincões do nosso território. Há outros problemas de elevada complexidade e gravidade a serem arrostados. Não tenho, contudo, como tratá-los nos limites desta oração, sem ultrapassar as barreiras da duração adequada à cortesia devida às autoridades e distintos convidados que prestigiam esta solenidade. Por essa razão, reservando-me para abordá-los durante os nossos dois dias de trabalho, devo concluir o meu pronunciamento. "As questões de ordem orçamentária e financeira certamente não esgotam o grande rol das adversidades enfrentadas pelo Judiciário Estadual para distribuir justiça e contribuir para a paz social nos mais longínquos rincões do nosso território. Há outros problemas de elevada complexidade e gravidade a serem arrostados." 16 Encerrando, agradeço a simpática atenção com que todos me ouviram. Com igual propósito, registro o reconhecimento do Colégio Permanente de Presidentes dos Tribunais de Justiça do Brasil ao Desembargador Pedro Carlos Bitencourt Marcondes, Presidente do e. Tribunal de Justiça de Minas Gerais, nosso atencioso anfitrião, não só pela fidalga acolhida nesta bela e agradável cidade de Belo Horizonte como pela primorosa organização que, contando com sua dedicada equipe, conferiu ao evento. Agradeço aos colegas Presidentes de Tribunais de Justiça que, mais uma vez, demonstram apoio às atividades da nossa instituição, mediante o comparecimento quase unânime ao Encontro. Expresso também meus agradecimentos na pessoa do Dr. João Ricardo Costa, Presidente da Associação dos Magistrados Brasileiros, às dignas autoridades e demais convidados que, com as suas presenças, engrandecem esta solenidade. Agradeço igualmente ao Senhor Ministro Ricardo Lewandowiski, Presidente do Supremo Tribunal Federal e do CNJ, que estará conosco no dia de amanhã, bem como ao Excelentíssimo Senhor Ministro Luís Felipe Salomão, do Superior Tribunal de Justiça, que saFULÀFRX FRPSURPLVVRV DJHQGDGRV SDUD comparecer ao Encontro, e ainda aos demais conferencistas convidados. 3RUÀPDQWHFLSRPHXVHVSHFLDLVDJUD decimentos ao Excelentíssimo Senhor Michel Temer, Vice-Presidente da República Federativa do Brasil, que amanhã, num momento ímpar para a história do Colégio, receberá dos nossos Tribunais de Justiça, através da Excelentíssima Senhora Ministra Carmem Lúcia, Vice-Presidente do Supremo Tribunal Federal e do Conselho Nacional de Justiça, grande incentivadora e coordenadora da campanha “Justiça pela Paz em Casa”, uma apresentação dos trabalhos até então realizados. Muito obrigado! JUNHO DE 2015 TJMG / DIVULGAÇÃO COLÉGIO É NOVO ÓRGÃO CONSULTIVO MINISTRO RICARDO LEWANDOWSKI ANUNCIA A CRIAÇÃO DE ORGANISMO NO CONSELHO NACIONAL DE JUSTIÇA (CNJ) PARA OPINAR SOBRE ASSUNTOS QUE AFETEM DIRETAMENTE AS CORTES ESTADUAIS O ministro Ricardo Lewandowski, presidente do Conselho Nacional de Justiça (CNJ) e do Supremo Tribunal Federal (STF), apoiou a criação de um órgão consultivo ligado à presidência do CNJ que terá a atribuição de ser ouvido antes de deliberações que envolvam os Tribunais de Justiça. A proposta foi apresentada pelo presidente do Tribunal de Justiça de Minas Gerais (TJMG), desembargador Pedro Bitencourt Marcondes, e pelo presidente do Colégio Permanente de Presidentes de Tribunais de Justiça do Brasil, desembargador Milton Augusto de Brito Nobre. O desembargador Pedro Bitencourt Mar- condes ressaltou, em nome dos presidentes de Tribunais de Justiça, a necessidade de o CNJ ter um conselho consultivo ligado às Cortes Estaduais para tomada de decisões que afetem diretamente todos os assuntos relacionados a esses Tribunais. Para o presidente do TJMG, tal conselho daria suporte às deliberações do CNJ. O presidente do Colégio de Presidentes, desembargador Milton Nobre, ponderou TXH DV HVSHFLÀFLGDGHV GRV 7ULEXQDLV HVWD duais devem ser levadas em consideração pelo CNJ. Segundo o desembargador, R GLiORJRpHVVHQFLDOSDUDTXHDRÀQDO 18 REFERENDO No Encontro de Belo Horizonte, presidentes de Tribunais destacaram que Órgão Consultivo garante suporte às deliberações do CNJ. JUNHO DE 2015 metas e objetivos do CNJ sejam alcançados, o que contribuirá para uma prestação jurisdicional mais TXDOLÀFDGD O presidente do CNJ, Ricardo Lewandowski, ao acatar a proposta, disse que é necessário valorizar a Justiça Estadual. Para o ministro, com esse órgão consultivo as deliberações do CNJ tendem a ser mais corretas porque serão ouvidos os magistrados que são sobrecarregados uma carga altíssima de trabalho e têm conhecimento das soluções para reduzir o acervo processual. Disse, ainda, que os Tribunais Estaduais merecem mais prestígio, o que, será resgatado por ele. Lewandowski pontuou que os Tribunais de Justiça são peça chave para a manutenção da estabilidade das instituições públicas brasileiras. Segundo ele, o processo democrático está ameaçado, diante da instabilidade política no país, e o Poder Judiciário surge com fundamental papel de manter a paz social. O ministro Ricardo Lewandowski manifestou sua preocupação também quanto à cultura da litigiosidade que sinaliza o despreparo da sociedade GHUHVROYHUSHTXHQRVFRQÁLWRVTXH vêm parar no Poder Judiciário. Ele defendeu a necessidade de meios DOWHUQDWLYRVQDVROXomRGHFRQÁLWRV serem buscados, como a conciliação e a mediação. Outra preocupação diz respeito à cultura do encarceramento. O presidente do CNJ defendeu a realização de audiência de custódia (garantir o contato da pessoa presa com um juiz HPKRUDVDSyVVXDSULVmRHPÁD grante) como um instrumento para minimizar esse quadro. Lewandowski instituiu, por portaria assinada no dia 24 de março, o Conselho Consultivo da 3UHVLGrQFLD GR &1- FRQÀUPDQGR a disposição que apresentou durante o 102º Encontro do Colégio Permanente de Presidentes de Tribunais de Justiça. NOTA OFICIAL Recentemente, notícias veiculadas pela mídia nacional DÀUPDUDP TXH SRVVtYHLV DO terações na Lei Orgânica da Magistratura Nacional (LOMAN), em estudo no âmbito do Supremo Tribunal Federal, poderiam reduzir os poderes do Conselho Nacional de Justiça. Nos debates a respeito do tema, especulou-se de permeio sobre os efeitos da designação deste Colegiado como órgão consultivo junto à presidência do CNJ. A esse propósito, o Colégio Permanente de Presidentes de Tribunais de Justiça do Brasil esclarece o seguinte: a) o Colégio de Presidentes foi fundado em 1992 para preencher lacuna decorrente do fato da Constituição de 1988 ter criado o Conselho da Justiça Federal e o Conselho Superior da Justiça do Trabalho sem dotar a Justiça Estadual de um órgão semelhante, no âmbito do qual pudessem ser construídos, pelo menos, consensos quanto ao acolhimento de práticas uniformes de JHVWmRFRPDÀQDOLGDGHGHDOFDQ oDU HÀFLrQFLD QRV VHUYLoRV VRE encargo do maior segmento do Judiciário Nacional; b) nos 23 anos de sua existência, o Colégio de Presidentes tem pautado sua atuação dentro de limites exclusivamente institucionais, entendendo que outras relevantes questões que possam afetar a magistratura devem ser consideradas no âmbito das Associações, as quais representam, SDUD WRGRV RV ÀQV RV PDJLVWUD dos brasileiros; 19 c) a defesa da manutenção da autonomia administrativoÀQDQFHLUD GRV 7ULEXQDLV GH Justiça, enquanto Poderes Constitucionais nos Estados-membros da Federação, em nenhuma hipótese, é capaz de criar embaraços ou imunidades à atuação do CNJ, órgão nacional de controle do Poder Judiciário, cujas funções se legitimam na medida em que sejam desempenhadas com pleno equilíbrio entre o exercício da competência de controlar e o cumprimento do dever de zelar por essa autonomia (CR: art. 103-B, § 4º, I); d) a inserção do Colégio Permanente de Presidentes de Tribunais de Justiça do Brasil como órgão consultivo da Presidência do Conselho Nacional de Justiça, nada mais é do que a institucionalização de um canal de diálogo já existente de fato, uma vez que o Colégio há muito tem participado ativamente, a convite do próprio CNJ, de seus Encontros Nacionais e Audiências Públicas. HDDWXDomRÀUPHHFRUDMRVD do Excelentíssimo Senhor Ministro Ricardo Lewandowski na condução do Supremo Tribunal Federal e do Conselho Nacional de Justiça, bem como o seu posicionamento em defesa da valorização da magistratura brasileira serão sempre merecedores de reconhecimento e aplauso. Em 9 de abril de 2015 Des. Milton Augusto de Brito Nobre Presidente do CPPTJB JUNHO DE 2015 TJMG / DIVULGAÇÃO BALANÇO A ministra Cármen Lúcia, vice-presidente do STF, apresenta um relato do projeto durante o Encontro de Belo Horizonte TRIBUNAIS APOIAM O PROGRAMA PAZ EM CASA MINISTRA DO STF FAZ BALANÇO DA CAMPANHA JUSTIÇA PELA PAZ EM CASA A ministra Cármen Lúcia, vice-presidente do Supremo Tribunal Federal (STF), apresentou na manhã da sexta-feira, 13 de março, o balanço dos trabalhos realizados pelos Tribunais de Justiça do Brasil durante a campanha Justiça pela Paz em Casa, que mobilizou magistrados e servidores de todo o país para o julgamento de ações relacionadas à violência doméstica. A apresentação fez parte da programação do 102º Encontro do Colégio Permanente de Presidentes de Tribunais de Justiça. A propósito do tema, o desembargador Milton Nobre afirmou que o “objetivo da campanha Justiça pela Paz em Casa é firmar um novo paradigma no lar brasileiro”, ressaltando que o respeito mútuo e a igualdade de todos são fundamentais para a paz na nação brasileira. VIOLÊNCIA CONTRA A MULHER “Uma grande causa justifica esta solenidade: lutar contra o preconceito e contra a impunidade”, ressaltou o presidente do TJMG, desembargador Pedro Bitencourt Marcondes. Lembrando que o ideal seria que não fossem necessárias campanhas como a Justiça pela Paz em Casa, ele destacou o fato de o preconceito de gênero ainda encontrar ressonância em nossa sociedade, sendo frequentes as notícias de violência contra a mulher. “Em20 bora tenha ocorrido alguma evolução, o quadro persiste. Precisamos evoluir e extirpar de vez algo que não faz sentido em pleno século 21”, declarou. DADOS NACIONAIS Ao discursar, a ministra Cármen Lúcia fez um agradecimento especial a cada um dos tribunais de justiça e aos juízes dos 26 estados brasileiros e do Distrito Federal pela adesão ao convite dela para se mobilizarem, na tentativa de coordenar práticas e providências conjuntas para reduzir o déficit que o Judiciário possui para com a sociedade brasileira. “Neste momento, o convite feito aos tribunais estaduais foi para JUNHO DE 2015 OS BENEFÍCIOS DOS MEIOS EXTRAJUDICIAIS MINISTRO DO STJ LUIS FELIPE SALOMÃO DEFENDE FORTALECIMENTO DAS MEDIDAS ALTERNATIVAS Os meios extrajudiciais de soOXomR GH FRQÁLWRV DOWHUQDWLYDV diante da crescente demanda do Judiciário, foram abordados em palestra feita pelo ministro do Superior Tribunal de Justiça (STJ), Luis Felipe Salomão, dentro da programação do 102º Encontro do Colégio Permanente de Presidentes de Tribunais de Justiça. O magistrado abriu as exposições da tarde, que tiveram ainda palestra sobre o funcionamento da Central Nacional de Bens Indisponíveis e o debate de assuntos internos dos tribunais brasileiros. Em sua fala, o ministro Luis Felipe Salomão apontou a importância de promover o fortaleFLPHQWRHDHÀFiFLDGDVVROXo}HV alternativas à Justiça. Segundo ele, em 1988, foram ajuizadas 350 mil ações no Brasil. Em 2013, em todos os segmentos da Justiça, esse número saltou para 28,3 milhões. 2FUHVFLPHQWRDÀUPRXRPLQLV tro, não foi acompanhado de um aumento correspondente no nú- mero de juízes, que passaram de 4,9 mil para 19,6 mil. Em 2015, há mais de 95 milhões de processos em andamento no Brasil, cenário que exige a busca por novos caminhos. Para o magistrado, os meios alternativos não crescem à sombra GDV GHÀFLrQFLDV H GLÀFXOGDGHV do Judiciário, mas, ao contrário, representam um avanço para os cidadãos. “A humanidade, de maneira consciente, busca meFDQLVPRV GH SDFLÀFDomR VRFLDO HÀFLHQWHVµ DÀUPRX $VVLP LQGL retamente, os meios extrajudiciais GHVROXomRGHFRQÁLWRVFDUUHJDP a perspectiva de racionalidade para a Justiça, hoje assoberbada com o volume de processos. Para o ministro, além do fortalecimento das medidas alternativas, são necessárias a valorização das decisões locais/ regionais, formas adequadas de recrutamento e capacitação do servidor/juiz e planejamento, entre outras ações. TJMG / DIVULGAÇÃO atuarem no tema Justiça pela Paz em Casa. E esta campanha mostrou que o Judiciário tem condições de oferecer a Justiça que a sociedade merece ter; somos capazes de prestar a melhor jurisdição. Ao longo desta semana, houve um aumento, em quantidade de julgamentos e de audiências, de quase 1.000%; foram realizados mais de 50 júris relacionados à violência contra a mulher no país, envolvendo também a atuação intensa do Ministério Público”, informou. A ministra explicou que o tema da campanha foi resultado do pensamento de que a violência começa em casa e não se interrompe “nos umbrais do portão”. “Ela ganha a rua, ganha a praça e se transforma em fúria, e depois não há quem consiga aplacá-la. Mas somos responsáveis, cada um de nós, pela pacificação das relações. E nós, juízes, temos que aceitar que existe um deficit do Judiciário para com a sociedade, nesse sentido. Não somos culpados, mas somos responsáveis por resolver isso, cada um, em seus espaços”, afirmou. Na avaliação da ministra, o Judiciário precisa passar por uma transformação, que passa pela valorização e pelo fortalecimento dos tribunais de justiça estaduais. “Se caminharmos juntos, seremos capazes de promover transformações em todas as áreas do Poder Judiciário”, disse a ministra, que fez ainda uma homenagem especial à estilista =X]X $QJHO FXMR ÀOKR IRL DVVDVVL nado pela ditadura militar no Brasil. “Assim como ela, nem quando estiver morta eu cruzarei meus braços diante das injustiças do mundo.” Citou ainda o livro Por Quem os Sinos Dobram, do escritor norte-americano Ernest Hemingway: “Se me perguntam por quem os sinos dobram, digo: toda vez que uma mulher é espancada, os sinos dobram por mim”. MINISTRO Luis Felipe Salomão, do STJ, durante o Encontro de Belo Horizonte 21 JUNHO DE 2015 FOTOS: TJMG/DIVULGAÇÃO TRIBUNAIS REPUDIAM O PROJETO 183/2015 PRESIDENTES CONSIDERAM ALTAMENTE PREJUDICIAL PARA A JUSTIÇA A PROPOSTA QUE PREVÊ TRANSFERÊNCIA DOS RECURSOS DOS DEPÓSITOS JUDICIAIS PARA ESTADOS E MUNICÍPIOS Reunido no Tribunal de Justiça de São Paulo (TJ–SP), o Colégio Permanente dos Presidentes dos Tribunais de Justiça do Brasil manifestou repúdio ao Projeto de Lei nº 183/2015, em tramitação no Senado Federal, que prevê o uso de recursos dos depósitos judiciais pelos estados e municípios, bem como a qualquer outra iniciativa que venha alterar o sistema vigente. O Colégio considera o projeto “altamente prejudicial à administração do Poder Judiciário e, principalmente aos jurisdicionados, ao afetar os investimentos imprescindíveis ao aperfeiçoamento da prestação da Justiça”. Como resultado da reunião extraordinária, o Colégio de Presidentes também recomendou aos presidentes 22 REAÇÃO Colégio Permanente de Presidentes dos Tribunais alerta que proposta contraria as normas constitucionais e fere a autonomia do Judiciário. JUNHO DE 2015 dos Tribunais de Justiça do País que “se acautelem, no âmbito dos Estados, quanto ao encaminhamento de leis no sentido de modificação do regime de administração dos depósitos judiciais e administrativos”. A desembargadora Graça Figueiredo, presidente do Tribunal de Justiça do Amazonas (TJAM), advertiu que o projeto "contraria as normas constitucionais do Estado federativo e fere a autonomia administrativa e financeira do Judiciário". Caso o Congresso aprove o projeto, estados e municípios poderão sacar, de imediato, cerca de R$ 21,1 bilhões de recursos em depósitos judiciais. O cálculo é da assessoria do senador tucano, que estima uma liberação anual, a partir do segundo ano, de R$ 1,6 bilhão para os entes. Interessados em aprovar mais rapidamente a proposta, senadores defendem que o PL 183/2015 seja transformado em emenda ao projeto de lei complementar 15/2015, que obriga a regulamentação do indexador da dívida dos estados e municípios, em tramitação em regime de urgência. NOTA DE REPÚDIO "O Colégio Permanente de Presidentes de Tribunais de Justiça do Brasil, reunido extraordinariamente, nesta data, na cidade de São Paulo, torna público o seguinte: a) Manifestar sua veemente reprovação ao Projeto de Lei 183/2015, em tramitação pelo Senado Federal, que dispõe sobre os depósitos judiciais e administrativos no âmbito dos Estados, do Distrito Federal e dos Municípios e a qualquer outra iniciativa que objetive alterar a sistemática ora vigente, por ser altamente prejudicial à administração do Poder Judiciário e, principalmente aos jurisdicionados, ao afetar os investimentos imprescindíveis ao apefeiçoamento da prestação da Justiça; b) Recomendar aos Excelentíssimos Senhores Presidentes de Tribunais de Justiça que se acautelem, no âmbito dos Estados, quanto ao encaminhamento de leis no sentido de modificação do regime de administração dos depósitos judiciais e administrativos". DEBATES No alto, des. Milton Nobre, presidente do Colégio; des. José Renato Nalini e des. Eros Piceli, presidente e vice do TJSP. Acima, des. Paulo Roberto Vasconcelos. 23 JUNHO DE 2015 MARCELO CAMARGO / AGÊNCIA BRASIL SENADO APROVA FACHIN PARA CADEIRA NO STF INDICADO PELA PRESIDENTE DILMA ROUSSEFF, E APROVADO PELO PLENÁRIO DO SENADO FEDERAL, PROFESSOR LUIZ EDSON FACHIN VAI OCUPAR A VAGA ABERTA PELA APOSENTADORIA DO MINISTRO JOAQUIM BARBOSA NA MAIS ALTA CORTE DA JUSTIÇA Por 52 votos favoráveis e 27 contrários, o Plenário do Senado Federal aprovou, no dia 19 de maio, a indicação de Luiz Edson Fachin para o Supremo Tribunal Federal (STF). Ele ocupará a vaga aberta pela aposentadoria do ministro Joaquim Barbosa. No dia 12 de maio, o indicado foi sabatinado pela Comissão de Constituição, Justiça e Cidadania do Senado, e aprovado por 20 votos a sete. O ministro Ricardo Lewandowski, presidente do STF, ressaltou que o Supremo Tribunal Federal se sente prestigiado pela escolha do professor Luiz Edson Fachin para ocupar uma das cadeiras da mais alta Corte do país. “Jurista que reúne plenamente os requisitos constitucionais de notável saber jurídico e reputação ilibada. A criteriosa indicação pela Presidência da República, seguida de cuidadoso processo de aprovação pelo Senado Federal, revelaram a força de nossas LQVWLWXLo}HVUHSXEOLFDQDVDÀUPRX Para o ministro Teori Zavascki, foi uma aprovação merecida. “Luiz Edson Fachin é um jurista à altura do Tribunal e vai quaOLÀFDUDLQGDPDLVD6XSUHPD&RUWHGHQRV so país”, disse. Ao se pronunciar sobre a aprovação de Fachin, o ministro Luís Roberto Barroso 24 MÉRITO Doutor em Direito Civil, o professor Luiz Edson Fachin assume lugar no Supremo Tribunal Federal com prestígio e aprovação. MARCELO CAMARGO / AGÊNCIA BRASIL declarou: “Está em Camões: 'As coisas árduas e lustrosas se alcançam com trabalho e com fadiga'". O ministro acrescentou que "a digna altivez com que o professor Fachin enfrentou as críticas mais ferozes valorizam-no como ser humano. E certamente reforçaram o seu espírito para ser um juiz sereno e independente”. A escolha de ministro para o STF é de livre iniciativa da Presidência da República entre cidadãos com idade entre 35 e 65 anos, notável saber jurídico e reputação ilibada, conforme estabelece o artigo 101 da Constituição Federal. A indicação de Fachin para ocupar vaga no 67)IRLSXEOLFDGDQR'LiULR2ÀFLDOGD8QLmR do dia 15 de abril deste ano. A vaga em questão está aberta desde 31 de julho de 2014, TXDQGRIRLRÀFLDOL]DGDDDSRVHQWDGRULDGRPL nistro Joaquim Barbosa, que deixou o cargo antes da idade limite de 70 anos. A solenidade de posse está marcada para 16 de junho, às 16 horas, no Plenário do Supremo. A cerimônia ocorre tradicionalmente em sessão solene que se inicia com a execução do Hino Nacional e a condução do novo ministro ao plenário pelo decano da Corte e o ministro mais recente no Tribunal, respectivamente os ministros Celso de Mello e Luís Roberto Barroso. Em seguida, o diretor-geral do STF faz a leitura do termo de posse e o novo ministro presta compromisso como integrante da Suprema Corte, assina o termo e o livro de posse. Para a cerimônia, são convidadas autoridades dos Três Poderes da República, de entidades representativas da sociedade, familiares e amigos do empossado. Luiz Edson Fachin nasceu em 8 de fevereiro de 1958, em Rondinha (RS). Ele é professor titular de Direito Civil da Universidade Federal do Paraná (UFPR), a mesma em que se graduou em Direito em 1980. Tem mestrado e doutorado, também em Direito Civil, pela Pontifícia Universidade Católica de São Paulo (PUC/SP), concluídos respectivamente em 1986 e 1991. Fez pós-doutorado no Canadá, atuou como pesquisador convidado do Instituto Max Planck, em Hamburgo, na Alemanha, e também como professor visitante do King’s College, em Londres. WILSON DIAS / AGÊNCIA BRASIL JUNHO DE 2015 SABATINA No alto, a votação em plenário. Acima, Luiz Edson Fachin, o novo ministro do STF, responde a questionamentos dos senadores da República. 25 JUNHO DE 2015 MARCELO CAMARGO / AGÊNCIA BRASIL ELOGIOS O ministro Celso de Mello, decano do SuSUHPR 7ULEXQDO )HGHUDO 67) FODVVLÀFRX como “muito feliz” a indicação de Luiz Edson Fachin para a Corte. "Trata-se de um jurista eminente, professor de Direito Civil em importante universidade (a Universidade )HGHUDOGR3DUDQiTXHSRVVXLyWLPDVTXDOLÀ cações acadêmicas, autor de livros e trabalhos jurídicos de alto relevo e que tem longa expeULrQFLDSURÀVVLRQDOFRPRDGYRJDGRPLOLWDQ WHµ DÀUPRX 3DUD R PLQLVWUR )DFKLQ UH~QH todas as condições para ser um grande juiz na Suprema Corte do Brasil. “Sua presença certamente enriquecerá os trabalhos do Supremo Tribunal Federal.” O ministro Luís Roberto Barroso, o mais novo da Corte, também elogiou a escolha da presidente Dilma Rousseff. “Edson Fachin é bom jurista, bom ca- ráter e certamente será um bom juiz. É uma felicidade para o Supremo e para o país tê-lo aqui", disse. Ao falar sobre a indicação de Fachin, o ministro Marco Aurélio Mello destacou: "Sua trajetória é de êxito. Tem uma vida acadêmica exemplar, e chegará ao Supremo já talhado". Para o ministro Gilmar Mendes, Fachin possui as TXDOLÀFDo}HVTXHVHH[LJHPGHXPMXULVWDSDUD o exercício da função. "Sem dúvida nenhuma pXPMXULVWDFRPWRGDDTXDOLÀFDomR6HXQRPH já tinha sido cogitado, e reconheço nele competência para integrar o STF. Não vou fazer juízo VREUHIDWRVHVSHFtÀFRVPDVWLYHPRVMXt]HVTXH vieram da vida política." O Colégio Permanente de Presidentes dos Tribunais de Justiça aplaudiu a escolha de Fachin para o STF. Com informações da Secretaria de Comunicação Social do STF. 26 PARABÉNS Senadores cumprimentam Fachin, depois da sabatina. JUNHO DE 2015 TEMPOS DE CARESTIA Quando se g asta mais do que se g anha, o que se faz? Economiza-se. Cortam-se despesas. Mesmo aquelas que, aparentemente, não poderiam ser descartadas. Mas sobrevive-se. Não é diferente em relação ao serviço público. Tenho a responsabilidade de ordenar despesas do maior Tribunal de Justiça do mundo. Nada se equipara à Justiça comum de São Paulo, com seus cinquenta mil funcionários, dois mil e quinhentos magistrados e mais de vinte e cinco milhões de processos. O orçamento é sempre mutilado. Nos últimos sete anos, enquanto o orçamento geral do Estado cresceu 97%, o do Judiciário cresceu somente 54%. Não há condições de resg ate do que já se perdeu, num ano em que a ar recadação caiu vertiginosamente e nada indica recuperação em breve de uma economia em estado de penúria. A receita é apertar o cinto. E como se mostra impossível deixar de cumprir as obrigações com o pag amento de pessoal – mais de 95% do orçamento são destinados a satisfazer a folha salarial – o remédio tem de contemplar outros elementos do custeio. Impõe-se um regime de severidade idêntico ao da economia da água. Gastar menos energia elétrica, pois ela sofreu reajustes e a verba reservada para pagá-la é mais do que insuficiente. Gastar menos papel, menos clips, menos telefone, menos combustível. Usar a criatividade. Insistir no trabalho a distância, na redução das viagens, no transporte solidário, no julg amento monocrático em lugar das sessões que se mostrarem desnecessárias, quando os temas se repetem e inócua a concentração de muitas pessoas para solucionar o que já está previamente decidido. Rende muito mais a decisão tomada na serenidade e até para o trânsito é melhor que as sessões sejam mais espaçadas. Alguém avalia o custo de um deslocamento para atos que podem ser praticados à distância? O TJSP elegeu há pouco um desembarg ador para integ rar o Órgão Especial, numa eleição eletrônica, sem a necessidade de utilização de g rande estr utura, de uso de veículos e de perda de um tempo melhor aproveitado na elaboração de decisões que solucionarão prob le mas c o nc re t os d a popu laç ão q u e c u s t e ia o s is t e ma Ju s t iç a. I s s o f u nc iona. A t e c nolog ia e s t á dis pon íve l. Por q u e não u t ilizá- la mais e re s e r var dinhe iro para o q u e é e s s e nc ial? Cu ida- s e de ope raç ão s imple s : o c ote jo do cu s t o be ne f ício e m mome ntos de crise. A criatividade e o engenho superam em muito os óbices for mais e o ritualismo estéril. É evidente que muitos reagirão a esse regime de contenção talvez nunca antes e nf re n t a d o p e l o s i s t e m a Ju s t i ç a . M a s e m l u g a r d a s q u e i x a s e r e c l a m a ç õ e s, va m os pe ns ar e m of e re c e r alt e r nat ivas. 28 "É evidente que muitos reagirão a esse regime de contenção talvez nunca antes enfrentado pelo sistema Justiça. Mas em lugar das queixas e reclamações, vamos pensar em oferecer alternativas." Des. José Renato Nalini Presidente do Tribunal de Justiça de São Paulo JUNHO DE 2015 Onde buscar receita para o Judiciário sobreviver? O discurso do xeque-mate em relação ao Governo não funcionará. Ele também está cortando na carne. Vamos buscar outras opções. Enquanto isso, continuemos a fazer o que é possível para garantir a ocupação de milhares de pessoas que têm g arantida a sua remuneração e que não acrescentam aflições às filas dos que procuram empreg o e não podem atender às necessidades vitais de suas famílias. Mais do que tudo, esperança de que as crises sejam superadas, que o Estado também tenha juízo e se enxugue, que se reduzam seus custos, a começar pela propag anda que, mesmo sob o rótulo “institucional”, parece atender preferencialmente a interesses eleiçoeiros. Quem o diz é Eugênio Bucci, jornalista que ofereceu recente livro com a análise do que significa o incremento da comunicação por parte do Estado Brasileiro, em todos os níveis da Federação. Todos somos chamados a um enfrentamento consciente e consistente de uma crise que é muito mais g rave do que se poderia prenunciar, circunstância de que tantos ainda não se deram conta e continuam a reivindicar, como se os recursos financeiros pudessem surgir por encanto e atender aos clamores. Por mais legítimos que eles sejam. Ainda não estamos numa economia de guer ra. Mas, se não tomarmos tento, lamentavelmente cheg aremos lá. 29 JUNHO DE 2015 ARQUIVO / TJPE JUSTIÇA PERNAMBUCANA MAIS PERTO DO CIDADÃO TJPE DESCENTRALIZA 2º GRAU COM A CÂMARA REGIONAL DE CARUARU, INVESTE EM TECNOLOGIA DE INFORMAÇÃO E AMPLIA ACESSO À JUSTIÇA COM PROJETOS DE INOVAÇÃO PARA MELHORAR O ATENDIMENTO Promover um maior acesso à Justiça e a melhoria no atendimento à população. Esta é a principal marca da atual gestão do Tribunal de Justiça de Pernambuco (TJPE), que tem como presidente o desembargador Frederico Ricardo de Almeida Neves no biênio 2014/2015. Com essa proposta, a Presidência investiu em tecnologia da informação, na instalação de câmaras extraordinárias, reorganização judiciária da Capital, realização de mutirões e promoção de concurso para juízes. O plano de ação colocado em prática tem resultado no desenvolvimento da prestação jurisdicional e num desempenho ainda melhor do Judiciário pernambucano, que em 2015 completa 193 anos. “Neste ano em que recebemos o 30 SEDE Prédio do TJPE, em Recife. A capital pernambucana vai sediar o 103º Encontro do Colégio Permanente de Presidentes de Tribunais de Justiça. 103º Encontro do Colégio Permanente de Presidentes de Tribunais de Justiça, temos a satisfação e a honra de compartilhar as experiências da atual gestão do TJPE com os chefes do Poder Judiciário Estadual de todo o país. O empenho de magistrados e servidores demonstra que buscamos prestar um serviço público cada vez mais eficiente para o cidadão, destinatário final dos serviços da Justiça”, destaca o presidente Frederico Neves. O pioneirismo tem marcado a atual gestão do TJPE. Em 2014, o Poder Judiciário pernambucano inaugurou a 1ª Câmara Regional do Estado, descentralizando os serviços judiciais do 2º Grau, que durante 192 anos funcionaram na Capital. “Compreendemos que o Estado precisa crescer como um todo, e a Câmara Regional é indutora e catalisadora desse desenvolvimento. Essa proposta aproxima o juiz do jurisdicionado, reduz o custo do processo e facilita a defesa do Direito em Juízo”, detalha o presidente Frederico Neves. Outra inovação do TJPE no biênio 2014/2015 é a ampliação do horário de atendimento ao público e da capacidade de julgamento das Varas Cíveis da Capital. Desde 2014, as unidades judiciárias funcionam com horário ampliado ao público e mais juízes titulares. A medida faz parte do plano de priorização do 1º Grau de Jurisdição, onde tramita o maior número de processos da Justiça estadual. Em 2014, o TJPE se destacou como a Corte que mais realizou julgamentos em todo o país durante a I Semana Nacional do Júri. Foram 352 sessões de júri, ocorridas entre os dias 17 e 21 de março. Pela atuação na iniciativa, 50 varas do TJPE foram premiadas com o Selo Bronze pelo Conselho Nacional de Justiça (CNJ). No quesito tecnologia, Pernambuco ficou em primeiro lugar entre todos os tribunais do País com melhor porte em Tecnologia da Informação e Comunicação (TIC), o que demonstra a priorização que o tema tem recebido, com destaque para o avanço na implantação do Processo Judicial Eletrônico (PJe). O ranking trata da estrutura física e humana empregada pe- TJPE/ DIVULGAÇÃO JUNHO DE 2015 los tribunais em tecnologia da informação e comunicação, após análise de critérios como força de trabalho, governança e capacitações na área. Em 2014, o TJPE realizou também, pela primeira vez, um mutirão carcerário em prisões femininas no Estado, ajudando a regularizar o andamento dos processos, e o primeiro evento de conciliação em apoio ao idoso, trazendo solução definitiva para ações que envolviam pessoas com 60 anos ou mais. Priorizar ações que busquem melhorar a prestação jurisdicional continua sendo a principal meta do TJPE, que conta com uma estrutura formada por 150 comarcas, 500 varas, 55 juizados, 11 centrais, 6.823 servidores, 451 juízes e 52 desembargadores. ACESSO À JUSTIÇA Para facilitar o acesso à Justiça e acelerar o julgamento das ações mais antigas do 2º Grau, o TJPE instalou, em 2014, três câmaras extraordinárias, sendo uma Cível, uma Criminal e uma de Direito Público. A medida contribuiu significativamente para o cumprimento da Meta 2 no 2º Grau. 31 ANFITRIÃO Des. Frederico Neves, presidente do TJPE: gestão pioneira será compartilhada com presidentes dos Tribunais de todo o País. ASSIS LIMA /TJPE/ DIVULGAÇÃO JUNHO DE 2015 AÇÃO Desembargadores de Pernambuco desenvolvem programas que aproximam a Justiça do cidadão. O julgamento de ações do 2º Grau ganhou reforço no Interior do Estado com a implantação da 1ª Câmara Regional, no município de Caruaru. No total foram julgados até o momento 2.003 processos de natureza cível, criminal e fazendária, dos quais 592 em sessões e 1.411 de forma monocrática. O órgão é composto por duas turmas de desembargadores, cada uma formada por três magistrados. A iniciativa beneÀFLDXPDSRSXODomRGHPLOK}HV de habitantes que vivem no Agreste e 1,6 milhão que moram no Sertão. Ainda no Interior de PernamEXFR D SRSXODomR IRL EHQHÀFLDGD com a posse de 61 novos juízes, em fevereiro deste ano, para trabalhar nas comarcas em que havia uma carência maior de pessoal. Mesmo com a realização do concurso, ainda existem cerca de 200 vagas abertas. Com o orçamento reduzido, o TJPE promoveu um novo concurso para suprir 50 vagas desse total, em 2014. A expectativa é que o resultado do certame seja divulgado em janeiro de 2016. Haverá formação de cadastro de reserva para provimento de mais vagas ao longo do prazo de validade do concurso, que é de dois anos, podendo ser prorrogado por mais dois. O plano para facilitar o acesso à Justiça nos municípios do Interior também passa pela estrutura física dos prédios que abrigam os serviços judiciais. Foram construídos os novos fóruns de Quipapá e Panelas, que serão inaugurados ainda neste semestre, e estão sendo construídos os fóruns das cidades de Arcoverde, Serra Talhada e Goiana, e reformado o Fórum de Altinho. Na Capital, o investimento do Tribunal para atender ao maior número de pessoas possível se deu com a adoção de uma série de medidas, entre elas a reorganização judiciária das Varas Cíveis da Capital. As unidades passaram a funcionar das 7h às 19h e com dois juízes titulares cada uma. A medida foi adotada porque, dos processos 32 que tramitam no Recife, 49% do total se concentram nessas unidades. A iniciativa buscou aumentar a capacidade de julgamento sem que fosse necessária a ampliação do espaço físico ou realização de obras. No Recife também foram criadas duas Varas de Execução de Títulos Extrajudiciais. As unidades ficam responsáveis por processar e julgar ações de execuções cíveis em que o direito ao crédito já está garantido à parte cobradora, como notas promissórias, duplicatas, cheques, escrituras públicas ou outros documentos públicos assinados pelo devedor, que não precisam de uma decisão judicial que defina se os valores são devidos ou não. Hoje, as ações de Execução Fiscal correspondem a 52% de todos os processos em tramitação no Judiciário brasileiro e 38% na Justiça de Pernambuco. Antes essas ações eram levadas às Varas Cíveis e entravam na fila para aguardar julgamento, misturadas com outros processos mais complexos. JUNHO DE 2015 ALTA PRODUTIVIDADE É A MARCA DO TJPE CUMPRIMENTO DE METAS E AVANÇO TECNOLÓGICO COLOCAM A JUSTIÇA PERNAMBUCANA EM POSIÇÃO DE DESTAQUE. EM 2014, FORAM JULGADOS 341.188 PROCESSOS, NÚMERO ACIMA DA MÉDIA EXIGIDA PELO CNJ. A alta produtividade no julgamento de processos ainda marcou o Tribunal no cumprimento da Meta 1 de 2014 estabelecida para o Judiciário. Só no ano passado, foram 341.188 processos julgados, fazendo com que o TJPE atingisse a marca de 96,65% de cumprimento, acima da média de 92% de toda a Justiça estadual. A Meta 1 estabelece que todos os Tribunais devem julgar mais processos do que a quantidade que ingressou no Judiciário no mesmo ano. Os números foram revelados pelo CNJ na reunião preparatória para o 9º Encontro Nacional do Judiciário, realizada abril deste ano. No que diz respeito à Meta 2 – que prioriza ações mais antigas distribuídas até 32 de dezembro de 2011 – o 2º Grau do TJPE ultrapassou o número de julgamentos esperados, com índice de 108,4%. O melhor atendimento à população tem também como base o processo de modernização pelo qual o Judiciário pernambucano tem passado. Eleito pelo CNJ como o Tribunal com melhor porte em Tecnologia da Informação e Comunicação (TIC), o TJPE investiu em práticas desenvolvidas para controles efetivos e a ampliação dos processos de segurança e desempenho em TIC. O nível de maturidade da governança de tecnologia da informação foi consequência do desenvolvimento de um conjunto estruturado de competências e habilidades estratégicas para profissionais de TI responsáveis pelo planejamento, 33 ASSIS LIMA / ASCOM TJPE INDICADORES TJPE tem superado as metas e proporcionado ao cidadão uma justiça mais célere. implantação, controle e monitoramento de programas e projetos. Ainda no quesito tecnologia, o Judiciário de Pernambuco avançou com uma maior expansão do Processo Judicial eletrônico (PJe). A ferramenta eletrônica alcançou, em 2014 e nos primeiros cinco meses de 2015, 140 novas unidades do TJPE. Isso representa mais de 80% do total implantado desde 2011, ano em que o sistema começou a ser utilizado no Tribunal. A modernização do Judiciário garante mais rapidez e segurança à tramitação de ações. Foram distribuídos até 30 de abril deste ano 318.665 processos no 1º Grau e 6.937 ações no 2º Grau operando com o software, desenvolvido pelo CNJ com a colaboração de tribunais brasileiros. Governança diferenciada Em 2015, o Judiciário de Pernambuco passou a integrar o Programa Nacional de Governança Diferenciada das Execuções Fiscais lançado pela Corregedoria Nacional de Justiça. Por meio da iniciativa, são adotadas estratégias de gestão para reduzir o congestionamento nas Varas de Executivos Fiscais e da Fazenda Pública, acelerando ações de cobrança de tributos. Hoje, as ações de Execução Fiscal correspondem a 52% de todos os processos em tramitação no Judiciário brasileiro e 38% na Justiça de Pernambuco. O número tem motivado gestores nos tribunais a buscar soluções para reduzir esse impacto. "Estamos determinados a avançar nessa área. Não apenas para reduzir a taxa de congestionamento nas varas, mas também com vistas à elevação da arrecadação municipal e estadual, em ordem a permitir a adoção de novas políticas públicas que venham a beneficiar a população", enfatiza o presidente do TJPE, desembargador Frederico Neves. De acordo com a ministra corregedora nacional de Justiça, Nancy Andrighi, a solução proposta pelo Programa Nacional de Governança Diferenciada das Execuções Fiscais passa por um modelo de administração das varas em colaboração com os Poderes Executivo e Legislativo. Nas duas Varas de Executivos Fiscais Mu- JAIR ALVES / AGÊNCIA RODRIGO MOREIRA / TJPE DIVULGAÇÃO JUNHO DE 2015 nicipais do Recife funciona, desde novembro de 2013, um regime especial que fez o número de ações em tramitação cair de 722 mil para 441 mil entre janeiro de 2013 e janeiro de 2015. Ao mesmo tempo, o valor bloqueado nas contas de devedores saltou de R$ 3,5 milhões em 2013 para R$ 17,2 milhões em 2014. Entre as estratégias adotadas, estão a formação de um grupo de trabalho, triagem de petições pendentes, implantação do Processo Judicial Eletrônico, padronização de rotinas de trabalho e convênio com a Fazenda Pública municipal – que assumiu a responsabilidade de citar as partes do processo por meio de carta. Outro projeto que contribui para a reorganização judiciária na Capital é a Central de Agilização Processual Cível. A unidade foi criada em 2014 com o objetivo de antecipar o julgamento dos processos da Meta 2 de 2014 para o 34 EXPANSÃO Processo Judicial eletrônico (PJe) avança em todo o Estado. Modernização garante rapidez e segurança à tramitação das ações. JUNHO DE 2015 Judiciário, que acelera as ações mais antigas em tramitação. Seis juízes exclusivos e um coordenador atuam na unidade, que funciona no Fórum Desembargador Rodolfo Aureliano, no Recife. Em janeiro de 2015, a Central de Agilização Processual Cível da Capital ganhou reforço com a designação de mais 12 magistrados. O grupo dedica-se especificamente a processos de presos provisórios, o que ajuda a reduzir o acervo nas Varas Criminais. MUTIRÕES Em relação aos eventos locais, o Poder Judiciário de Pernambuco investiu na promoção de mutirões pioneiros. Em 2014, o TJPE realizou a 1ª Quinzena de Conciliação em Apoio ao Idoso embasando a Política Judiciária de Apoio ao Idoso, que está sendo implantada pelo desembargador presidente Frederico Neves. Nesse mutirão, foram promovidas 383 audiências. Esta foi a primeira de uma série de iniciativas com o objetivo de priorizar os processos em que as pessoas idosas são parte em todo o Tribunal. Um primeiro mutirão também foi promovido em prisões femininas no Estado, nas unidades do Bom Pastor e de Abreu e Lima. Com a iniciativa, foram analisados 576 processos, com a concessão de 115 benefícios, da progressão de regime ao livramento condicional. O trabalho ajudou a 35 regularizar o andamento dos processos e evitou possíveis injustiças no cumprimento das penas. Atuaram na ação três magistrados e 14 servidores. Outra meta que compõe o conjunto de prioridades da atual gestão é garantir a segurança de vítimas e testemunhas de processos no Judiciário estadual. Para buscar a proteção de vítimas e testemunhas de processos que sofram ameaças, o Tribunal inaugurou a Central de Apoio ao Programa de Proteção às Vítimas e Testemunhas Ameaçadas (Provita), em maio deste ano. Por meio da unidade, coordenada pelo conselheiro do Provita, desembargador Bartolomeu Bueno, os desembargadores e juízes do Estado poderão solicitar informações e pedir providências em relação às testemunhas e vítimas ameaçadas. A instalação da Câmara garante o depoimento seguro das pessoas ameaçadas e seus familiares, o que é fundamental para a apuração da autoria e da materialidade dos crimes. Empenhado em estabelecer essa segurança para crianças e adolescentes vítimas ou testemunhas de violência e buscar a redução de danos psicológicos, o Tribunal inaugurou também, em maio deste ano, a Central de Depoimento Acolhedor em Caruaru. As crianças e adolescentes são ouvidos por servidores especializados, em ambiente que evita constrangimento e reduz danos psicológicos, pois não há contato com os réus. Esta é a quarta Central de Depoimento Acolhedor do TJPE, que já conta com o serviço nas comarcas de Recife, Camaragibe e Petrolina. Em sua gestão, o presidente Frederico Neves implantou as centrais nas cidades do interior e de Camaragibe, na Região Metropolitana do Recife. Nessas unidades, a interação com a sala de audiência, onde estão juiz, promotor de justiça, advogados, serventuários e réu, é realizada por videoconferência – o que melhora a qualidade do atendimento. Ao final do primeiro semestre do segundo ano do seu mandato, o presidente do TJPE, desembargador Frederico Neves, vem cumprindo as propostas estabelecidas ASSIS LIMA / TJPE/ DIVULGAÇÃO JUNHO DE 2015 CARUARU Município está entre os que receberam Vara de Violência Doméstica e Familiar contra a Mulher em sua posse, priorizando a produtividade e o comprometimento com o jurisdicionado. ATENDIMENTO À POPULAÇÃO A evolução da prestação jurisdicional é percebida também por meio do engajamento aos eventos jurídicos. Após se destacar durante a realização da I Semana Nacional do Júri, em 2014, quando ficou em primeiro lugar pela produtividade, o Tribunal manteve um bom desempenho na II Semana Nacional do Júri, promovida neste ano de 2015. O Judiciário pernambucano foi o terceiro no País em número de júris realizados. No total foram promovidos 282 julgamentos. As decisões resultaram na condenação de 133 réus autores de crimes dolosos contra a vida. A partir do sucesso na iniciativa, o Tribunal tem a perspectiva de realizar semanas regionais do júri em Pernambuco para avançar na promoção de júris antes mesmo da próxima Semana Nacional, em 2016. Um número expressivo em resolução de ações também marcou a participação do TJPE na Semana da Justiça pela Paz em Casa, promovida em março deste ano, e coordenada pela ministra do Supremo Tribunal Federal Cármen Lúcia. O Tribunal agilizou mais de 4.000 processos de violência contra a mulher. Cerca de 1.800 audiências foram realizadas em todo o Estado durante a mobilização. Também integrou as atividades da Semana a sanção da lei que cria Varas de Violência Doméstica e Familiar Contra a Mulher em Caruaru e Petrolina, Agreste e Sertão do Estado. O projeto de lei, de iniciativa do 36 presidente do TJPE, foi aprovado pela Assembleia Legislativa de Pernambuco antes de seguir para sanção do governador Paulo Câmara. Hoje, no Estado, existem sete Varas de Violência Doméstica e Familiar Contra a Mulher, no Recife e Região Metropolitana. Com as duas novas varas, o atendimento especializado à mulher será levado ao Interior do Estado. Uma Vara de Violência Doméstica itinerante também funcionou durante a Semana da Justiça pela Paz em Casa, ao lado de uma delegacia móvel da Secretaria de Defesa Social de Pernambuco. Uma equipe interinstitucional formada por juízes, promotores, defensores, delegados, assistentes sociais, psicólogos e oficias de justiça atendeu mulheres em busca de orientação e apoio sobre a Lei Maria da Penha. JUNHO DE 2015 PRESIDENTE TEM CARREIRA DEDICADA À MAGISTRATURA o ouvidor do TJPE. Em 9 de fevereiro de 2012, foi empossado corregedor geral da Justiça do Tribunal para o biênio 2012/2013, tendo sido eleito por seus pares, por unanimidade, no mês d e d e z e m b r o d e 2 0 1 1 . Ta m b é m p o r u n a n i midade foi eleito presidente do TJPE no dia 11 de novembro de 2013. O desembargador compõe a 1a Câmara Cível, o 1º Gr upo de C â m a r a s C í v e i s, a C o r t e E s p e c i a l e o Tribunal Pleno. Ocupou os cargos de diretor do Centro de Estudos Judiciários do Tribunal de Justiça de Pernambuco em duas gestões e de diretor-presidente da Escola Judicial do TJPE no biênio 2008/2009. Presidiu a Comissão da Associação dos Magistrados Brasileiros (AMB), constituída para colaborar na elaboração do anteprojeto do Novo Código de Processo Civil. O desembargador é um dos responsáveis pela Regência Teórica da disciplina de Direito Processual Civil do Departamento de Ciências Jurídicas da Universidade Católica de Pernambuco, onde leciona desde 1988. Realizou o curso de especialização em Ciências Jurídicas na Universidade Clássica de Lisboa/Portugal (1997/1998) e o curso de Mestrado em Ciências Jurídicas na Universidade 37 Clássica de Lisboa/Portugal, tendo se submetido a provas públicas, com êxito, em 2001. Paralelamente ao trabalho na magistratura, profere palestras no Brasil e em Portugal e publica artigos, periodicamente, em revistas especializadas. É autor dos livros “Breves Comentários sobre a Ação Monitória”, ´$JUDYRî1RYD6LVWHPiWLFDµH “Alteração das Circunstâncias î (IHLWRV *HUDLV î $OJXPDV Questões Processuais”. ASSIS LIMA / TJPE/ DIVULGAÇÃO Eleito presidente do TJPE para o biênio 2014/2015, o desembargador Frederico Ricardo de Almeida Neves atuou como corregedor geral da Justiça no biênio 2012/2013. Nasceu no Recife no dia 30 de agosto de 1954. Graduou-se bacharel em Ciências Jurídicas pela Universidade Católica de Pernambuco em 1980. Em seguida, trabalhou como advogado e assessor da Presidência do Consórcio dos Trens Metropolitanos do 5HFLIH0HWURUHFî&%78 O ingresso na magistratura estadual aconteceu em junho de 1985, quando assumiu o cargo de juiz substituto da Comarca de Santa Maria da Boa Vista. No ano seguinte, foi removido para a Comarca de Lagoa dos Gatos, localizada no Agreste do Estado. Em 1988, foi promovido para o cargo de juiz substituto de Segunda Entrância, tendo atuado nas comarcas de Jaboatão dos Guararapes, Cabo de Santo Agostinho, Paulista e Olinda. Em 1990, foi promovido, pelo critério de merecimento, para a Comarca do Recife, onde atuou como auxiliar na 3ª Vara Cível, e como titular da 16ª Vara Cível. Em maio de 2002, foi promovido, por merecimento, para o cargo de desembargador do TJPE. No biênio 2010/2011, foi PROFESSOR Des. Frederico Ricardo de Almeida Neves, presidente do TJPE, leciona Direito em universidade. JUNHO DE 2015 ASSIS LIMA / TJPE / DIVULGAÇÃO CENTRAL DARÁ APOIO A VÍTIMAS E TESTEMUNHAS UNIDADE CRIADA PELO PODER JUDICIÁRIO PERNAMBUCANO VAI ASSESSORAR MAGISTRADOS QUE ATUAM EM PROCESSOS NOS QUAIS A INTEGRIDADE HUMANA ESTEJA SOFRENDO QUAISQUER AMEAÇAS O Poder Judiciário de Pernambuco já dispõe de um espaço especializado em assessorar magistrados que atuam em processos nos quais as vítimas ou testemunhas sofram ameaças. O presidente do Tribunal de Justiça de Pernambuco (TJPE), desembargador Frederico Neves, inaugurou a Central de Apoio ao Programa de Proteção às Vítimas e Testemu- nhas Ameaçadas (Provita), coordenada pelo conselheiro do Provita para o biênio 2014/2015, desembargador Bartolomeu Bueno. Atualmente, cerca de 100 pessoas contam com a proteção do programa em Pernambuco. Na Central, localizada no Fórum Thomaz de Aquino, os desembargadores e 38 INAUGURAÇÃO Unidade oferece apoio ao Programa de Proteção às Vítimas e Testemunhas Ameaçadas (Provita). JUNHO DE 2015 juízes de Pernambuco poderão solicitar informações e pedir providências em relação ao Provita e às testemunhas ameaçadas. A unidade contribui para garantir o depoimento seguro dessas pessoas e seus familiares, sem que sua integridade física corra riscos. Dessa forma, ao apoiar o Provita, o TJPE busca efetivar o combate ao crime e à impunidade. Em sua gestão, o presidente Frederico Neves determinou prioridade para os processos nos quais haja vítimas ou testemunhas sob ameaça. "O êxito da atuação do Poder Judiciário na apuração da autoria e da materialidade dos crimes é fundamental. A impunidade, ao contrário, estimula a prática do crime. Por outro lado, o juiz não deve olhar apenas o aspecto jurídico, mas também para as questões sociológicas, filosóficas e humanísticas. Este programa revela uma atuação preocupada fundamentalmente com a dignidade da pessoa humana, e a Presidência do Tribunal está à disposição para avançar com esse propósito na busca da paz social", reiterou. Durante a inaguração da Central de Apoio ao Provita, o desembargador Bartolomeu Bueno entregou ao presidente do TJPE o 2º Relatório de sua atuação como conselheiro do programa. O vice-conselheiro é o assessor jurídico João Passos. Entre as realizações no biênio, estão o 1º Curso Provita para juízes, promotores e servidores; a participação ativa no Conselho Deliberativo do programa (Condel); e a disponibilidade de um telefone exclusivo para atender 24 horas por dia as demandas dos magistrados, além da criação da Central. O desembargador Bartolomeu Bueno ressaltou, ainda, o pioneirismo do Poder Judiciário de Pernambuco em ofertar esse espaço aos magistrados. "O presidente tem se comprometido com o cidadão, notadamente aqueles que mais necessitam do apoio da Justiça. É mais um passo no sentido de buscar uma aproximação cada vez maior com a população pernambucana", frisou. Com informações da Ascom TJPE. TJPE GANHA PRÊMIO POR INCENTIVO À CONCILIAÇÃO O programa Semana de Conciliação da Corregedoria Geral da Justiça de Pernambuco (CGJ-PE), do Tribunal de Justiça de Pernambuco (TJPE), recebeu menção honrosa na categoria Tribunal Estadual do prêmio Conciliar é Legal, edição 2014, realizado pelo Conselho Nacional de Justiça (CNJ). A premiação analisou práticas de estimulo à conciliação em entidades de vários estados do país, utilizando critérios como HÀFLrQFLD FULDWLYLGDGH DOFDQFH social e satisfação dos usuários, entre outros. A inscrição na premiação se deu por iniciativa da Corregedoria, no intuito de divulgar o programa Semana de Conciliação, ação instituída pela Corregedoria Geral da Justiça que realiza Jornadas de Conciliação em diversas cidades do estado de Pernambuco, com o objetivo de fomentar a conciliação como gestão e prática nas unidades judiciárias, diminuindo a taxa de congestionamento processual e estimulando a cultura de SD]QDUHVROXomRGRVFRQÁLWRV Nas Semanas de Conciliação são realizados mutirões de audiência de conciliação, especialmente em unidades judiciárias de elevado acervo processual. Na ocasião, a CGJ viabiliza a estrutura para a ocorrência das audiências, disponibilizando servidores de seu quadro de funcionários para atuarem como conciliadores e realizando parcerias com o Ministério Público do Estado de Pernambuco, a Defensoria Pública Es39 tadual e as Procuradorias dos Municípios alvo do programa, contando, ainda com o apoio das unidades judiciárias contempladas. A Semana de Conciliação promove audiências em processos cíveis e criminais em curso, com índices de conciliação em torno de 70%. Em matéria criminal, a Corregedoria prioriza os processos envolvendo crimes de menor potencial ofensivo, pois leva-se em conta o curto lapso prescricional de tais delitos, evitando-se dessa forma a incidência da famigerada prescrição. Quanto aos feitos cíveis, as audiências são realizadas com ênfase aos processos reODWLYRVDFRQÁLWRVGHIDPtOLD FRPRÀPGHVROXFLRQDUWDLV OLWtJLRV GH PDQHLUD SDFtÀFD H efetiva. Na comarca de Salgueiro, cidade a 514 km da capital, a jornada de conciliação foi realizada no período de 15 a 16 de dezembro de 2014. Foram realizadas 314 audiências, com êxito em média de 84% de acordos. Tendo como prioridade a diminuição do acervo processual das unidades jurisdicionais e a excelência na prestação jurisdicional, a Corregedoria Geral da Justiça, gerida pelo desembargador Eduardo Paurá Peres, continua as atividades de conciliação até o final da gestão, em fevereiro de 2016. Com informações da Ascom CGJ-TJPE. JUNHO DE 2015 REPRODUÇÃO DJACI FALCÃO DEIXOU LEGADO AO DIREITO FALECIDO EM 2012, MINISTRO APOSENTADO DO SUPREMO TRIBUNAL FEDERAL (STF) TORNOU-SE REFERÊNCIA DE CULTURA JURÍDICA E MODELO ANTOLÓGICO DO MAGISTRADO BRASILEIRO, PELA GRANDE FORMAÇÃO HUMANÍSTICA No Encontro de Pernambuco, o Colégio Per manente de Presidentes dos Tribunais de Justiça do Brasil reser va homenagem especial ao ministro aposentado do Supremo Tribunal Federal (STF) Djaci Falcão, falecido em 2012, aos 92 anos, pai do ministro Francisco Falcão, atual presidente do Superior Tribunal de Justiça (STJ). Djaci Falcão deixou uma importante obra de literatura jurídica. Dentre as suas principais publicações estão “Da responsabilidade civil, extensão da responsabilidade do proposto ao proponente”; “Do mandado de segurança contra decisão judicial”; “Da igualdade perante a lei”; “Alguns aspectos do poder do juiz na direção do processo”; “O Poder Judiciário e a conjuntura nacional”; “Refor ma do Poder Judiciário”. Djaci Alves Falcão nasceu em Monteiro (PB). Formou-se pela Faculdade de Direito do Recife (UFPE). Em 1944, obteve o primeiro lugar em concurso e ingressou na magistratura do Estado 40 EXEMPLO Ministro Djaci Falcão, em foto de quando presidiu o Supremo Tribunal Federal (STF): sentenças são legado ao Direito brasileiro. JUNHO DE 2015 despachos são reproduzidos em publicações especializadas. Foi casado com Maria do Carmo de Araújo Falcão e deixou três filhos, Francisco Falcão, Maria da Conceição e Luciano. HISTÓRIA No livro “Djaci Falcão, Ministro do Supremo Tribunal Federal”, publicado pela Universidade Católica de Pernambuco (Unicap), o ministro aposentado do STF e ex-ministro da Justiça Francisco Rezek, um dos mais expressivos juristas brasileiros, diz que a imagem do presidente Djaci Falcão fixou-se, por certo, como a do modelo antológico do magistrado de carreira. “Ninguém o excedeu no cuidado, na percuciência, na preocupação constante com o correto dizer do Direito”, afirma. No mesmo livro, a título de apresentação, o desembargador Nildo Nery dos Santos, ex-presidente do Tribunal de Justiça de Pernambuco, afirma que Djaci Falcão era grandioso, sem ostentar a grandeza, e que suas palavras evidenciavam grande formação humanística. “A preocupação contra o mal era uma constante. Não podia admitir a inteligência humana a desserviço da humanidade. Era simples, possuidor de verdadeira modéstia, que tão bem caracteriza os verdadeiros sábios”, diz. O ministro José Américo de Almeida afirmou que Djaci Falcão distinguiu sua terra, a Paraíba, em todos os escalões da Justiça que ocupou. Para o ministro Victor Nunes, Djaci Falcão marcou sua passagem pela mais alta Corte brasileira como um homem de palavra firme, serena e autorizada, “sempre garantia de 41 boa justiça”. Inúmeros acórdãos de sua lavra estão reproduzidos em revistas especializadas, tais como: Revista Trimestral de Jurisprudência, Revista Forense, Revista de Direito Administrativo, Arquivo Forense, Revista dos Tribunais etc. Em 20 de outubro de 1995, o Tribunal Regional Federal da 5ª Região inaugurou placa na Corte, que passou a denominar-se de Ed. Sede “Ministro Djaci Falcão”. DIVULGAÇÃO de Pernambuco. Serviu como juiz nas comarcas de Serrita, Triunfo, São Joaquim do Monte, Paulista e Recife e, em março de 1957, chegou ao cargo de desembargador do Tribunal de Justiça de Pernambuco (TJPE). O ministro aposentado também integrou o Tribunal Regional Eleitoral (TRE), assumindo a sua presidência em 1966. No ano seguinte, foi nomeado ministro do STF, por decreto do presidente Castelo Branco, cargo no qual permaneceu por 22 anos. Foi presidente do Tribunal Superior Eleitoral (TSE) entre os anos de 1971 e 1973 e do STF no biênio 1975-1977. Altamente homenageado, suas principais condecorações são Medalha do Mérito de Pernambuco, Medalha do Mérito da Cidade do Recife, Medalha do Mérito Judiciário (TJ-SP), Medalha da Ordem do Mérito Eleitoral Frei Caneca (TRE-PE), Título de Cidadão do Estado de Pernambuco, Título de Cidadão do Estado de Goiás, Grã-Cruz da Ordem do Mérito de Rio Branco, Ordem do Mérito da República de Portugal e Ordem do Mérito da República da Romênia, entre outras. Em 1995, quando o TRF5 foi inaugurado, o edifício-sede ganhou o nome do ministro. Djaci Falcão aposentou-se em janeiro de 1989. Após a aposentadoria, tornou-se assistente da disciplina Direito Civil da Faculdade de Direito do Recife (onde se formou). Depois, foi promovido a regente e titular da mesma disciplina na Faculdade de Direito do Recife e passou a lecionar Direito Civil na Faculdade de Direito da Universidade Católica de Pernambuco. Até hoje seus MINISTRO DJACI FALCÃO Nome completo: Djaci Alves Falcão Data de Nascimento: 4/8/1919, Monteiro/PB Indicação para o Supremo Tribunal Federal: 5/1/1967 Nomeação para o Supremo Tribunal Federal: 1/2/1967 Posse no Supremo Tribunal Federal: 22/2/1967 Posse na Vice-Presidência do Supremo Tribunal Federal: 9/2/1973 Posse na Presidência do Supremo Tribunal Federal: 14/2/1975 Aposentadoria do Supremo Tribunal Federal: 26/1/1989 Data de Falecimento: 26/1/2012, Recife/PE JUNHO DE 2015 RECIFE SEMEIA CULTURA E BELEZA COM ATRAÇÕES PARA TODOS OS GOSTOS , CAPITAL PERNAMBUCANA OFERECE NATUREZA EXUBERANTE E HISTÓRIA RICA QUE ATRAVESSAM DO MAR AO SERTÃO Quando se fala no Recife, a maioria das pessoas pensa em banho de mar nas piscinas naturais da praia de Boa Viagem, passeios pelas pontes e rios e, claro, Carnaval. Mas tudo isso é só o começo. A capital pernambucana é toda de atrações e atrativos, sete dias por semana, para todos os tipos de público. Além de uma eficiente rede de serviços e equipamentos culturais que abordam desde a história colonial à arte contemporânea, a cidade conta com um moderno aeroporto, é dadivosa em tradições culturais populares, oferece uma irresistível gastronomia e ainda tem muita história para contar. Os encantos recifenses não demoram a se apresentar. Ao desembarcar no Aeroporto Internacional do Recife, a dica é seguir caminho pela orla de Boa Viagem, um dos principais cartões-postais da cidade, que teve seus oito quilômetros requalificados. Além de módulos de musculação em aço inoxidável em toda a sua extensão, a orla teve sua ciclofaixa remodelada, as 42 ENCANTOS Rios que cortam a capital pernambucana estão entre as atrações turísticas. JUNHO DE 2015 ANDRE REGO BARROS / PSB / DIVULGAÇÃO quadras esportivas requalificadas e ainda ganhou uma praça com academia gratuita e ao ar livre, pista de cooper em asfalto ecológico e um grande letreiro onde se lê o nome da cidade. Outro cartão-postal imperdível é o Recife Antigo, a perfeita tradução da cidade mascate metade roubada às águas, metade à imaginação, segundo o poeta. Banhada pelo Atlântico, cortada por rios, a cidade cresceu a partir da sua Zona Portuária. Andar pelo lugar é como voltar no tempo: suas paisagens contam das origens de nossa geografia e das colonizações portuguesas e holandesas. Uma vez no Bairro do Recife, é imperativo a todo visitante apreciar a vista do ponto onde tudo começa: o Marco Zero. Da praça que ostenta uma Rosa dos Ventos concebida pelo artista plástico 43 Cícero Dias no piso, é possível vislumbrar prédios históricos e o Parque das Esculturas de Brennand, uma verdadeira gaçeria de arte a céu aberto, assinada pelo célebre artista recifense Francisco Brennand. Além de entorno repleto de belíssimas construções históricas, a praça reserva outra surpresa: um letreiro onde se lê o nome da cidade. Uma boa caminhada descortinará a arquitetura colonial do antigo Bairro portuário e o visitante pode seguir o para a Rua do Bom Jesus e visitar a Sinagoga Kahal Zur Israel, a mais antiga das das Américas e um marco da história judaica no Brasil. A instituição funcionou entre 1641 e 1654, durante o domínio Holandês. Outros dois protagonistas entre os atrativos do bairro mostram a capacidade que a cidade tem de se reinventar, sem perder de vista sua história. O Cais do Sertão e o Paço do Frevo são belíssimos e novos equipamentos que usam e abusam da tecnologia para retratar algumas de nossas mais caras tradições. Instalado diante da Praça do Arsenal da Marinha, o Paço do Frevo (www.pacodofrevo.org. br), inaugurado em fevereiro, é um espaço dedicado à difusão, pesquisa, lazer e formação nas áreas da dança e música do frevo. Nele, os visitantes são convidados a mergulhar em um vasto universo de personalidades, histórias, memórias e experimentar o carnaval pernambucano durante o ano inteiro. Com dois mil metros quadrados de área, o Cais do Sertão (www. caisdosertao.com.br), instalado no antigo Armazém 10 do Porto do Recife, oferece aos visitantes uma belíssima exposição permanente sobre a cultura e os personagens que brotaram da seca e da aridez JUNHO DE 2015 TJPE/ DIVULGAÇÃO do Sertão, retratado com a ajuda de um de seus mais célebres cicerones: Luiz Gonzaga. Usando e abusando da tecnologia, o museu oferece um passeio no infinitivo do Sertão, a partir dos verbos viver, trabalhar, cantar, ocupar, crer, migrar e criar. Atravessando a Ponte Buarque de Macedo, todos os caminhos levam ao Mercado de São José. Inaugurado em 7 de setembro de 1875, o equipamento arquitetônico exibe uma estrutura em ferro típica do século XIX, inspirada no mercado público de Grenelle, em Paris. Tombado pelo Patrimônio Histórico, o mercado ocupa uma área coberta de 3.541 metros quadrados, formado por dois pavilhões com 377 boxes onde se pode encontrar todo o tipo de produto, de alimentos a roupas, além de todo tipo de artesanato. O Forte das Cinco Pontas, construído pelos holandeses em 1630, é o símbolo da resistência holandesa. Hoje, a construção, localizada no bairro de São José, chama a atenção em dois aspectos: o primeiro é que o local abriga, desde 1982, o Museu da Cidade do Recife, e o segundo e mais curioso é que, apesar do nome, o Forte possui apenas quatro pontas. O formato que contradiz o nome é resultado de uma reconstrução feita após a destruição do equipamento arquitetônico durante os combates que expulsaram os holandeses do Recife, em 1654 . O museu destaca-se por conter em seu acervo documentos iconográficos de extrema importância – são quase 150 mil imagens e de peças provenientes de antigas residências e da Igreja do Senhor Bom Jesus dos Martírios, já demolida. Subverter o ângulo de contemplação 44 PASSEIO Viagem pelo rio revela paisagem da arquitetura histórica de Recife. JUNHO DE 2015 da cidade também é uma programação imperdível. Num passeio de catamarã pelos dois principais rios da cidade, o Capibaribe e o Beberibe, é possível passear pelas entranhas úmidas do Recife e avistar algumas de suas maiores belezas, como o casario antigo da Rua da Aurora, os jardins do Palácio do Governo, o prédio da Assembleia Legislativa de Pernambuco, sem falar nas características pontes da capital. Aos domingos, outra opção de passeio panorâmico é a Ciclofaixa de Turismo e Lazer. O percurso de 36,5 quilômetros atravessa 30 bairros da cidade e permite aos visitantes conhecer e explorar alguns de seus pontos turísticos de bicicleta. São oferecidas três rotas, tendo o Marco Zero, no Recife Antigo, como ponto de convergência. O trajeto garante um passeio inesquecível por lugares como o Mercado de Casa Amarela, Sítio da Trindade, Parque da Jaqueira, Museu do Estado, Câmara Municipal do Recife, Parque Treze de Maio, Lagoa do Araçá, Faculdade de Direito de Pernambuco, Teatro de Santa Isabel, Praça da República, Palácio da Justi- ça e Centro de Artesanato. Longe do centro, outro atrativo imperdível: a Oficina de Brennand, do artista plástico Francisco Brennand, conhecido em várias partes do mundo e considerado um importante ceramista contemporâneo. Lugar de beleza única, a oficina reúne algumas das peças pernambucanas mais desejadas no mercado internacional das artes. Pertinho dali, o Instituto Ricardo Brennand (IRB), eleito em 2014 o melhor museu da América do Sul e o 17º do mundo pelos usuários do TripAdvisor, guarda uma fabulosa coleção de armas brancas, telas do Brasil Colonial, obras de arte de diversas épocas e procedências. É a maior coleção privada do pintor holandês Frans Post. Destaque para esculturas de Botero e uma réplica de O pensador, de Rodin. Para quem busca ainda outros atrativos culturais e históricos, são imperdíveis as igrejas do centro da cidade, que tem um dos mais ricos conjuntos da arquitetura sacra do País. Seis delas contam com guias treinados pela Secretaria de Turismo e Lazer do Recife para oferecer informações aos visitantes: Madre TRADIÇÃO Casarões restaurados dão toque especial ao Recife Antigo ANDRE REGO BARROS / TJPE/ DIVULGAÇÃO 45 JUNHO DE 2015 HUGO ACIOLY / SETUR PE RELIGIÃO Igrejas e capelas são patrimônios culturais da cidade. de Deus, Capela Dourada, Nossa Senhora do Rosário dos Homens Pretos do Recife, Basílica de Nossa Senhora do Carmo, Santa Tereza D’Ávila da Ordem Terceira do Carmo e Nossa Senhora de Boa Viagem. O Museu do Homem do Nordeste, com quase 15 mil peças no acervo retratando a formação do povo nordestino, é outra parada obrigatória. A instituição é considerada um dos mais importantes museus antropo46 lógicos brasileiros. Vale ainda uma visita até a Casa-Museu Magdalena e Gilberto Freyre, onde o escritor viveu por mais de 40 anos. $FDVDÀFDQREDLUURGH$SLSXFRVWRWDOPHQ te conservada com objetos, móveis e livros, exatamente na mesma posição como eram no tempo de Gilberto Freyre. Pertinho de alguns dos principais hotéis da cidade e projetado pelo renomado arquiteto Oscar Niemeyer, o Parque Dona Lindu se destaca como espaço cultural e esportivo, pertinho do aeroporto. Inaugurado em março de 2011, o Parque Dona Lindu, equipamento cultural e esportivo da Prefeitura do Recife, já foi incorporado à rotina dos recifenses, mas não perdeu o ineditismo, nem a majestade. Trata-se de um equipamento único na cidade, importante espaço público de convivência na zona sul onde a população pode praticar esportes, além de usufruir de atividades gratuitas para crianças, mostras de arte, espetáculos de teatro, dança, circo, ópera, apresentações musicais, descanso e contemplação. Localizado entre as avenidas Visconde de Jequitinhonha e Boa Viagem, o equipamento dispõe de teatro, galeria de arte, dois parques infantis, pista de skate, quadra poliesportiva, playground, pista de cooper, banheiros, fraldário e equipamentos de ginástica. Grandioso desde a planta, o parque foi projetado pelo célebre arquiteto Oscar Niemeyer e inseriu o Recife no importante roteiro turístico nacional das obras do arquiteto internacionalmente conhecido. Se depois de bater muita perna Recife afora você precisar repor as energias, não se preocupe. Recife é terra de mesa farta, onde se misturam a intensidade da culinária de matriz africana, a suavidade da doçaria portuguesa e a naturalidade das tradições alimentares indígenas. Tapioca, cartola, bolo de rolo, nego bom: não nos faltam embaixadores comestíveis. Mas nem só de tradições de põe a mesa recifense. Variedade também é tempero desse destino ensolarado de respeitável praça gastronômica. Aqui é possível provar desde a mais inusitada comida peruana até a mais tradicional das receitas francesas. Recife é uma cidade para todos os gostos. JUNHO DE 2015 ENCANTOS DO LITORAL AO SERTÃO HUGO ACIOLY / SETUR PE INTERIOR DE PERNAMBUCO OFERECE CENÁRIOS DE RARA BELEZA, COM PRAIAS DE ÁGUAS MORNAS E CACHOEIRAS. CULINÁRIA VARIADA E TRADIÇÕES CULTURAIS TAMBÉM SÃO MARCANTES. Expressões culturais únicas e de grande ULTXH]DGDVPDLVYDULDGDVLQÁXrQFLDV(VWD do com uma natureza extremamente generosa, que possui praias de águas mornas e mar azul o ano inteiro. Gastronomia com elementos que vão da culinária típica à internacional. Uma das melhores redes hoteleiras do Nordeste brasileiro e um dos mais importantes polos de turismo de negócios do país. Terra de um povo receptivo e 47 OLINDA Ladeiras atraem turistas do mundo todo. JUNHO DE 2015 HUGO ACIOLY / SETUR PE acolhedor. Assim é Pernambuco, estado localizado no Nordeste do Brasil e que possui atrativos em diversos segmentos turísticos, como sol e mar, história, aventura, cultura e negócios. Pernambuco é dotado de belas paisagens que revelam a exuberância e a riqueza histórica do Estado. Do Litoral ao Sertão, PE oferece aos seus admiradores uma deliciosa e atrativa combinação de cultura e modernidade. Características que fazem desse lugar um verdadeiro presente para os olhos. Pernambuco respira, vive e se renova de suas tradições e costumes, aliado ao seu povo acolhedor, faz disso uma escolha de roteiro imprescindível para qualquer viajante. LITORAL O litoral presenteia os visitantes com um mar de águas mornas e cristalinas. Dentro da cidade, temos a famosa praia urbana de Boa Viagem com 8km de extensão, com seus recifes de corais, características que deram nome à cidade. No restante do Estado, os cenários convidativos de praias paradisía- cas como Tamandaré e Porto de Galinhas são apenas alguns dos inúmeros atrativos que se sobressaem, ainda, na magnitude e importância histórica de suas tradições culturais, como os festejos carnavalescos e juninos. Com 187 km de extensão, entre praias e falésias, zonas urbanas e locais praticamente intocados, o litoral representa o principal atrativo turístico do Estado. A praia dos Carneiros, localizada no município de Tamandaré, no litoral sul de Pernambuco, é conhecida por sua paisagem quase intocável. Misturando manguezais, piscinas naturais e recifes de corais criou-se um cenário de tirar o fôlego. Dotada de mesma beleza e encanto, Porto de Galinhas, no município de Ipojuca, é possível fazer um mergulho com os peixes e admirar os corais, completando o visual. Um pouco mais distante da capital, encontramos o arquipélago de Fernando de Noronha, composto por 16 belas praias, uma delas, a Baía do Sancho, considerada recentemente a praia mais bela do mundo. 48 FOLIA Os bonecos de Olinda fazem a alegria de quem gosta do carnaval pernambucano. JUNHO DE 2015 MINISTÉRIO DO TURISMO / DIVULGAÇÃO Saindo do litoral, os equipamentos turísticos revelam a história e a imponência arquitetônica encontradas no Estado. A Casa da Cultura, no bairro de Santo Antônio, no Recife, foi fundada em 1973. Antes era a Casa de Detenção do Recife, hoje funciona um centro de cultura e artesanato da cidade. Em Olinda, entre as 20 edificações religiosas, destaca-se o Mosteiro de São Bento, que teve o início da sua construção no século XVI, e após a invasão holandesa, em XVII, foi reconstruído no século XVIII. O Mosteiro é uma verdadeira obra-prima da arte barroca. REGIÃO METROPOLITANA Ainda na Região Metropolitana do Recife as atrações são inúmeras. O Recife Antigo, bairro mais tradicional da capital pernambucana, polo cultural e de animação, é ponto de visitação imperdível para o turista. São bares, restaurantes, boates, feirinha de artesanato, além do marco zero da cidade e da primeira sinagoga das Américas, a Kahal Zur Israel, construída em 1637 por judeus que vieram de Amsterdã para viver no Recife. A capital do Estado também se destaca SHORSLRQHLULVPRQDFLQHPDWRJUDÀDHSRU ser berço de talentos criativos e empreendedores e todos os anos a cidade do Recife se transforma no palco do cinema nacional. No CINE PE são exibidos os melhoUHVÀOPHVEUDVLOHLURVGDWHPSRUDGDHHVWmR SUHVHQWHVFLQHDVWDVTXHÀ]HUDPQRPHQR cinema nacional, assim como jovens realizadores, produtores, atores e atrizes, uma vitrine da sétima arte que já entrou no calendário nacional. O Sítio Histórico de Olinda é uma atração à parte para os sedentos de cultura. Um dos mais importantes conjuntos arquitetônicos do país, Olinda recebeu o título de Patrimônio Cultural da Humanidade, concedido pela Unesco, e de primeira capital brasileira da cultura. Os antigos casarios e as charmosas ladeiras contribuem para o charme da cidade, que também é palco de uma das festas mais populares do Brasil: o Carnaval. 49 LAZER Mar azul de águas mornas: perfeito para o turismo. JUNHO DE 2015 ANTONIO MECOP / SETUREL PE Pernambuco também tem umas das igrejas mais antigas do Brasil, localizada no município de Igarassu, na Região Metropolitana do Recife. A igreja dedicada a São Cosme e Damião, que data de 1535, faz parte de um Centro Histórico com 396 m² tombados pelo IPHAN. Um dos mais antigos e bem conservados conjuntos arquitetônicos, civil e religioso do Estado. AGRESTE Já no Agreste, o distrito de Fazenda Nova, em Brejo da Madre de Deus, localizada a cerca de 200km da capital, abriga o maior teatro ao ar livre do mundo, segundo o Guiness Book. O local serve de cenário para a encenação da Paixão de Cristo de Nova Jerusalém. Outra atração imperdível é a a Feira de Caruaru, a maior feira livre do mundo, considerada patrimônio imaterial do Brasil pelo IPHAN. No Agreste está o paraíso dos esportes radicais. Bonito, com oito quedas d’água que variam de 2 a 30 metros de altura, proporciona aos aventureiros, trilhas, arvorismos, trekkings e rapéis de tirar o fôlego. Formadas pelas águas do Rio Verdinho e riacho Águas Vermelhas, as ca- choeiras de Bonito compõem uma das mais belas paisagens do Estado. Também no agreste pernambucano um dos atrativos é o clima. A cidade de Gravatá, a 80 km do Recife, está a uma altitude de 447 metros. Nos meses de junho e julho, as baixas temperaturas, as atividades que caracterizam a vida no campo e a gastronomia local atraem milhares de visitantes. Nas cidades de maior altitude, no chamado Planalto da Borborema, o frio inspirou eventos culturais como o Festival de Inverno de Garanhuns. O município, a 230 km do Recife, sedia há mais de vinte anos um dos maiores festivais de música do estado. 1R 6HUWmR R GHVWDTXH ÀFD FRP D 5RWD do Vinho, uma área de belezas naturais, às margens do Rio São Francisco. O local já p UHVSRQViYHO SRU GRV YLQKRV ÀQRV do Brasil, considerado como região de procedência. O sertão do estado também tem um sítio de clima diferenciado. A 1.004 PHWURVGHDOWLWXGHÀFDDFLGDGHGH7ULXQIRD mais alta do território pernambucano. O Parque Nacional da Serra do Catimbau, entre o Agreste e o Sertão pernambucano, formado por um complexo de serras, vales 50 AGRESTE Lugar perfeito para a contemplação da natureza. JUNHO DE 2015 IANDECY PEREIRA / SETUREL PE e rochas sedimentares, distribuídos em 90 mil hectares, impressiona pela grandiosidade e primitivismo; a Serra Negra, em Bezerros, situada em uma altitude de 960 metros com temperatura de até 9º C, cercada por uma reserva ecológica, que faz da sua beleza um cenário para cartão postal. CULTURA As manifestações culturais se misturam com a história do estado e carregam as características do seu povo festeiro e acolhedor. Ciranda, coco de roda, maracatu, frevo, xaxado e forró são algumas das tradições que fazem do estado um berço multicultural. O frevo, símbolo centenário de Pernambuco, é conhecido mundialmente. Para dançar coladinho, arrastando o pé no chão, só mesmo o forró. Quem souber o famoso “dois-pra-lá-dois-pra-cá” se arrisca sem medo no salão. Com todo esse roteiro por Pernambuco, DJDVWURQRPLDQmRSRGHULDÀFDUGHIRUD'R café-da-manhã ao jantar, o Estado oferece um FDUGiSLRYDVWRHGLYHUVLÀFDGRSDUDVHXVKDEL tantes e visitantes. Do cuscuz, passando pelo inhame, macaxeira (ou aipim) com charque, o SmR]LQKR FRP PDQWHLJD ÀFD GH FRDGMXYDQWH na mesa do pernambucano no começo e no ÀPGRGLD2DOPRoRpXPEDQTXHWHGHIUX tos do mar e peixes, valorizando, na mesa, o que o litoral tem de melhor a oferecer para a culinária. Peixada pernambucana, marisco, sururu, peixe ao coco, entre outros. Com tantas opções, derivam-se os caldinhos de peixe, camarão, a famosa caldeirada e a casquinha de siri. +i TXHP SUHÀUD FRPLGDV PDLV FRQVLV tentes e a pedida pra esse tipo de paladar com certeza se encontra aqui. A buchada de bode, sarapatel ou vaca atolada são alguns dos itens desse cardápio tipicamente nordestino. E para os dias de calor, as frutas locais como caju, carambola e acerola dão um sabor a mais aos sucos. Das belas paisagens, seguidas de boa música como o frevo e o forró, o artesanato, as comidas típicas e o clima agradável, Pernambuco é quase um presente para os cinco sentidos do corpo humano. Pernambuco está sempre de braços abertos para receber os turistas. Além da riqueza natural, dispõe de moderna e capacitada rede hoteleira. Sem falar na hospitalidade sem igual do povo pernambucano. 51 ÁGUAS Cachoeiras encantam os turistas em regiões do interior do Estado. JUNHO DE 2015 PELOS TRIBUNAIS TJMS OFERECE CURSOS DE QUALIFICAÇÃO PROGRAMA DE FORMAÇÃO DA ESCOLA JUDICIAL DO TRIBUNAL DE JUSTIÇA DO MATO GROSSO DO SUL (EJUD-MS) ATENDE 97 PESSOAS, ENTRE MAGISTRADOS, SERVIDORES E PÚBLICO EXTERNO Marques, e os juízes da COVEP Juliano Rodrigues Valentim e Thiago Nagasawa Tanaka participaram, em Brasília, do Workshop Nacional dos GMFs: uma Visão Inovadora para a Execução Penal. O evento foi realizado pelo Departamento de Monitoramento e Fiscalização do Sistema Carcerário e do Sistema de Execução de Medidas Socioeducativas (DMF). A programação é voltada para desembargadores, juízes, servidores dos Tribunais de Justiça e Tribunais Regionais Federais, membros dos Grupos de Monitoramento e Fiscalização do Sistema Carcerário (GMFs) e tem por objetivo debater ações para o sistema de justiça criminal. O workshop busca aperfeiçoar e disseminar novas técnicas para a administração da Justiça na execução penal. Também protagoniza todo o workshop a discussão sobre a implantação GH XP 6LVWHPD GH ([HFXomR 3HQDO 8QLÀFD GR6HHXFDSD]GHIDFLOLWDUDÀVFDOL]DomRHD gestão do cumprimento das penas de todos os detentos no Brasil. Com informações da Secretaria de Comunicação do TJMS. TJMS / DIVULGAÇÃO O Tribunal de Justiça de Mato Grosso do Sul (TJMS), por meio da Escola Judicial (Ejud-MS), realizou, no mês de maio, nove cursos de qualificação que atenderam 97 pessoas, entre magistrados, servidores e público externo. Destaque para o Mestrado em Garantismo, Direitos Fundamentais e Processo Judicial e o XV Curso de Mediação Judicial. No dia 25 teve início a capacitação para psicólogo, que ocorreu no Fórum de Campo Grande. No mesmo dia começou o XV Curso de Mediação Judicial, realizado durante toda a semana, no Auditório do Núcleo Permanente GH0pWRGRV&RQVHQVXDLVGH6ROXomRGH&RQÁL WRVGR7-06FRPXPS~EOLFRGHSURÀVVLR nais de diversas áreas. No dia 26, foram realizadas as capacitações de Teoria Geral do Juizado Especial Cível (1ª turma) e Execução Penal – Cálculo de Pena (2ª Turma). Este último curso teve duração de cinco dias. No dia 27, a 2ª turma Teoria Geral do Juizado Especial Cível também foi capacitada. No período de 27 a 30 de maio, 30 magistrados estaduais começam a Pós-Graduação Stricto Sensu em Garantismo, Direitos Fundamentais e Processo Judicial, realizada em convênio com a universidade espanhola de Girona. O último curso que teve início nesta semana de capacitações foi a 3ª turma de Teoria Geral do Juizado Especial Cível, ocorrido nas dependências da Ejud-MS, no dia 28. Duas capacitações ocorreram fora do Estado: o Colóquio Educação Judicial como um agente de Liderança e Mudança, em Vitória (ES), e o Colóquio Técnico 2015: Tendências de ataques e vulnerabilidades recentes - Impactos no tratamento de incidentes, em Brasília (DF). Também em maio, o coordenador da Coordenadoria das Varas de Execução Penal (COVEP), desembargador Luiz Gonzaga Mendes 52 RECICLAGEM Escola Judicial do TJMS oferece cursos para qualificar servidores. JUNHO DE 2015 PELOS TRIBUNAIS FOTOS: ERIKA NUNES / TJPA / DIVULGAÇÃO CONFERÊNCIA TRAZ LEWANDOWSKI A BELÉM PRESIDENTE DO SUPREMO TRIBUNAL FEDERAL (STF) E DO CONSELHO NACIONAL DE JUSTIÇA (CNJ) PARTICIPOU DA ABERTURA DA VI CONFERÊNCIA INTERNACIONAL DE DIREITOS HUMANOS, EVENTO PROMOVIDO PELA ORDEM DOS ADVOGADOS DO BRASIL O presidente do Supremo Tribunal Federal (STF) e do Conselho Nacional de Justiça (CNJ), ministro Ricardo Lewandowski, participou em Belém, no dia 27 de abril, da solenidade de abertura da VI Conferência Internacional de Direitos Humanos, promovida pela Ordem dos Advogados do Brasil (OAB). O presidente do Tribunal de Justiça da Pará (TJPA), desembargador Constantino Guerreiro, recebeu o ministro em visita à sede do TJPA. 'XUDQWH D YLVLWD /HZDQGRZVNL UHDÀUPRX que a criação, no âmbito do CNJ, do Conselho Consultivo formado pelos Tribunais de Justiça de todo o País é um avanço para a democracia e para o Judiciário brasileiro. Segundo ele, o Conselho terá o papel de auxiliar a Presidência do CNJ nas tomadas de deciV}HVDGPLQLVWUDWLYDVTXHUHÁHWHPQRIXQFLR namento da Justiça Estadual. Lewandowski FRQÀUPRX TXH R REMHWLYR GHVVD LQLFLDWLYD p aproximar e integrar os tribunais, sem prejuízo do papel do CNJ. A criação do Conselho Consultivo com a participação dos presidentes dos Tribunais de Justiça dos estados foi anunciada no dia 16 de março, durante o encerramento do 102º Encontro do Colégio Permanente de Presidentes de Tribunais de Justiça, realizado em Belo Horizonte (MG). Na ocasião, o ministro 54 INICIATIVA Em Belém, Lewandowski reafirmou que criação de Conselho Consultivo é um avanço para o Judiciário brasileiro JUNHO DE 2015 Ricardo Lewandowski destacou a necessidade de ampliar o diálogo para a análise de matérias relacionadas à Justiça Estadual e à magistratura. Durante a Conferência Internacional de Direitos Humanos, o presidente da OAB, Marcus Vinícius Coêlho, e o presidente do STF e CNJ, Ricardo Lewandowski, assinaram o acordo de cooperação técnica para a implementação da Audiência de Custódia, experiência já vivenciada em projeto piloto que funciona em São Paulo. Em reunião no TJPA, o ministro observou que a audiência de custódia pode contribuir para reduzir em até 40% a população carcerária no Brasil. O presidente do TJPA, Constantino Guerreiro, informaou que seus juízes auxiliares estiveram em São Paulo para conhecer a experiência e avaliar a implantação da medida no Pará. O presidente da OAB-PA, Jarbas Vasconcelos, disse que em pouco tempo o ministro Ricardo Lewandowski provocou mudanças jurídicas no Brasil, em função de sua atuação à frente do STF e do CNJ. Wady Damous, conselheiro federal da OAB e presidente da Comissão de Direitos Humanos, também ressaltou a conduta do ministro /HZDQGRZVNL H DÀUPRX D LPSRUWkQFLD GH lutar e representar os Direitos Humanos para dar consistência ao debate. “A efetividade dos Direitos Humanos é uma carência brasileira”, completou. O governador do Estado, Simão Jatene, ressaltou as peculiaridades da região amazônica, que ocupa 60% do território brasileiro. “A região carece de um olhar diferenciado e é a oportunidade do Brasil conhecer melhor o Brasil”, disse. O ministro Ricardo Lewandowski, ao lado do ex-ministro Paulo Vannachi, recebeu o prêmio OAB de Direitos Humanos. Lewandowski defendeu a importância dos direitos fundamentais do povo. “Temos hoje no Brasil contrariedades à presunção da inocência, mas o Judiciário e a OAB estão empenhados em varrer essas ameaças”, disse o presidente do STF, acrescentando a necessidade de implantar a audiência de cus- FOTOS: ERIKA NUNES / TJPA / DIVULGAÇÃO tódia a nível nacional em função de o Brasil ter a segunda maior população carcerária no mundo, com 600 mil presos, sendo 240 mil de presos provisórios. Na ocasião, o presidente do CNJ tocou em assuntos como precarização do trabalho e as privatizações nas áreas da saúde, educação e previdenciária. 55 BOAS-VINDAS No alto, o des. Constantino Guerreiro (centro) recebe o ministro (à direita) em visita à sede do TJPA. JUNHO DE 2015 PELOS TRIBUNAIS TJSE / DIVULGAÇÃO SISTEMA INFORMATIZADO AUXILIA PRÁTICA JURÍDICA PROGRAMA DESENVOLVIDO PELO TRIBUNAL DE JUSTIÇA DE SERGIPE (TJSE) CONSOLIDA A PARCERIA ENTRE O CENTRO JURÍDICO DE SOLUÇÃO DE CONFLITOS E CIDADANIA (CEJUSC) E ESTUDANTES DO NÚCLEO DA UNIVERSIDADE TIRADENTES 2&HQWUR-XGLFLiULRGH6ROXomRGH&RQÁL tos e Cidadania (Cejusc) e o Núcleo de Práticas Jurídicas (NPJ) da UNIT (Universidade Tiradentes) foram apresentados, no dia 18 de maio, ao sistema informatizado desenvolvido pela Secretaria de Tecnologia e Diretoria de Modernização do Tribunal de Justiça de Sergipe (TJSE) para efetivação das conciliações pré-processuais que serão realizadas pelos estudantes voluntários do núcleo Cejusc/ UNIT. De acordo com a Juíza Coordenadora do Cejusc, Maria Luiza Foz Mendonça, com a homologação do sistema, as sessões pré-processuais já poderão ser realizadas. Conforme explicou a magistrada, com a homologação será possível o cadastramento dos acordos no sistema informatizado do TJSE e a posterior homologação pelo juiz. “Cada aluno será treinado para utilização do VLVWHPDHTXDQGRKRXYHUXPDFRUGRÀUPDGR entre as partes nas sessões pré-processuais, o Cejusc receberá os acordos para a homologação pelo juiz e será gerada uma estatística das conciliações pré-processuais pelo Judiciário sergipano”, destacou a Juíza Maria Luiza Mendonça. O Núcleo de Práticas Jurídicas da UNIT reservará, inicialmente, três salas para o atendimento à população através de sessões de conciliação, nos turnos da manhã e 56 PARCERIA Centro Jurídico do TJSE reforça ação conjunta com estudantes universitários. JUNHO DE 2015 tarde. As conciliações pré-processuais serão realizadas pelos 45 alunos/mediadores treinados pela Escola Judicial de Sergipe (Ejuse). Para a Coordenadora do NPJ/ UNIT, Franciele Faistel, com o sistema homologado, o próximo passo é marcar as conciliações. “Com o sistema em pleno funcionamento já poderemos fazer uma ampla divulgação para que a sociedade sergipana saiba dos serviços oferecidos pelo Cejusc/UNIT e, assim, iniciarmos as sessões de conciliação.” O objetivo do TJSE, através do Núcleo Permanente de Métodos Consensuais e SoOXomRGH&RQÁLWRVH&LGDGDQLD²1XSHPHF é ampliar ainda mais os serviços de conciliação pré-processual. “Estamos buscando novos parceiros para efetivação das conciliações pré-processuais e um deles poderá ser o Procon Municipal de Aracaju”, acrescentou a Juíza Coordenadora do Cejusc, Maria Luiza Foz Mendonça. TJSE / DIVULGAÇÃO PREMIAÇÃO duzida para matéria da Revista Judiciarium O Tribunal de Justiça de Sergipe, através VREUHWUiÀFRGHSHVVRDVFULPHTXHWHPYi da Diretoria de Comunicação, é finalista ULDVPRGDOLGDGHVSRUpPDLQGDVXEQRWLÀFD em três categorias do XIII Prêmio Na- do e de pouca visibilidade social no Brasil. cional de Comunicação e Justiça: Comu- Nessa categoria, a Dircom venceu, no ano nicação de Interesse Público, Reportagem SDVVDGRFRPXPDIRWRJUDÀDGH'HQLVH5R Escrita e Fotografia. drigues feita no Presídio Feminino. Na categoria Comunicação de InteresA Diretoria de Comunicação Social do se Público, que premia o melhor projeto TJSE já conquistou cinco estatuetas “Deusa realizado por uma instituição entre todos GD-XVWLoDµÀFRXHPVHJXQGROXJDUSRUGXDV os órgãos do sistema judiciário, o TJSE vezes no Prêmio Nacional de Comunicação concorre ao prêmio com o projeto Comu- e Justiça, recebeu uma menção honrosa e nicação para os Feirões do Limpa Nome, ainda conquistou por duas vezes a terceira que foi coordenado, em 2014, pelo servi- colocação. dor Luciano Augusto. O Prêmio é uma iniciativa do Fórum NaJá na categoria Reportagem Escrita, a Dir- cional de Comunicação e Justiça, uma orgacom concorre com a matéria Marcas da di- nização dos assessores de comunicação do tadura no Brasil estão guardadas em proces- Poder Judiciário, Ministério Público, Defensos judiciais, da jornalista Janaina Cruz, que sorias, Tribunais de Contas, Ordem dos Adlembra os 50 anos do golpe e mostra como YRJDGRVHLQVWLWXLo}HVDÀQV2VYHQFHGRUHV os arquivos, especialmente os Judiciários, do prêmio serão conhecidos no próximo dia contribuíram com novas investigações feitas 19 de junho, durante a solenidade de encerpela Comissão Nacional da Verdade (CNV). ramento do Conbrascom 2015, o Congresso 1DFDWHJRULD)RWRJUDÀDR7-6(FRQFRUUH Brasileiro dos Assessores de Comunicação SHORELFDPSHRQDWRFRPDIRWRJUDÀD([SOR da Justiça, que acontece em Belo Horizonte, rados e Enganados, de Bruno César, pro- a partir do dia 18 de junho. 57 FORMAÇÃO Trabalho com universidade também ajuda na qualificação dos futuros advogados. JUNHO DE 2015 PELOS TRIBUNAIS TJMT / DIVULGAÇÃO UNASUL DISCUTE CRIAÇÃO DE TRIBUNAL DE INTEGRAÇÃO SEMINÁRIO JURÍDICO E CONGRESSO DISCUTEM TENDÊNCIAS DO DIREITO NOS PAÍSES DA AMÉRICA DO SUL. ENTRE AS PROPOSTAS EM DEBATE ESTÁ A IMPLANTAÇÃO DE UMA CORTE SUPREMA PARA TUTELAR O MEIO AMBIENTE E COMBATER A CRIMINALIDADE. A criação de um Tribunal para julgar conÁLWRVHFULPHVLQWHUQDFLRQDLVDSDUWLUGHUH gras jurídicas comuns para todos os países da América do Sul. Essa foi uma das principais propostas levadas à discussão no “Seminário Jurídico e Congresso da Unasul - Tendências do Direito e Integração Sul-Americana”, realizado pelo Tribunal de Justiça de Mato Grosso de Mato Grosso (TJMT) e Universidade Federal de Mato Grosso (UFMT), em Cuiabá, entre os dias 25 e 30 de maio. A iniciativa pretende integrar e sensibilizar os países sul-americanos para a criação desta suprema corte que combateria, por exemplo, a legalização na Bolívia de carros roubados no Brasil. Um dos idealizadores do projeto é o coordenador do Centro de Estudos da América Latina, desembargador Márcio Vidal. Segundo ele, apenas na América Central e na Europa existe um tribunal nesses moldes. O Tribunal da Unasul (União das Nações Sul-Americanas) iria julgar determinadas causas que envolvam países do Mercosul. “Recentemente o Paraguai foi excluído do Mercosul. $TXHPHOHYDLUHFRUUHU"µH[HPSOLÀFD3DUDR desembargador, é necessária a criação de um direito comum para tutelar o meio ambiente e combater a criminalidade. “A realidade brasileira não está desconectada dos demais países. Mato Grosso é banhado pela bacia Amazônica e da Prata, que também deságua 58 ENCONTRO Seminário reuniu, em Cuiabá, personalidades de destaque no Direito dos países do Mercosul. JUNHO DE 2015 em outros países, e se não houver uma convergência de práticas políticas de proteção ao meio ambiente não vai ter efeito nenhum”, explica. Além disso, diz, o estado possui 700 km de fronteira seca e HVWiQDURWDGRWUiÀFRGHHQWRUSH centes, de armas, pessoas, órgãos e pedras preciosas. “Os crimes são transnacionais. Sempre quando há uma organização criminosa ela tem um braço fora do país e elas migram rapidamente”, alerta. Vidal defende que a globalização não tem que ser somente comercial e sim de ideias. “Se todos tivessem igualdade de condições evitaríamos guerras e desavenças”, defende. Outro objetivo do evento é debater a inclusão da disciplina Direito da Integração na grade curricular de todas as faculdades de Direito do país. O magistrado conta que o Tribunal de Justiça de Mato Grosso abraça essas ideias porque tem a missão de promover a paz social e porque tem consciência da importância da cooperação mútua entre os países do bloco para a atividade judicante. O Poder Judiciário participou da fase internacional do seminário, no dia 28 de maio, para tratar do tema “A Unasul e os novos Paradigmas para a Integração Regional”. O evento reuniu nomes de peso para o debate como, por exemplo, de um jurista da Bolívia, José Antonio Santibañes, de um funcionário da Organização Internacional do Trabalho (OIT), Diego Luís Alonso Massa, e de um senador da República, Waldemir Moka. O governador Pedro Taques e o ministro Gilmar Mendes, do Supremo Tribunal Federal (STF), particparam como palestrantes. Com informações da Coordenadoria de Comunicação do TJMT. DESEMBARGADORA DEFENDE UNIÃO Magistrados, juristas brasileiros e do exterior, professores e estudantes do curso de Direito participaram da segunda etapa do “Seminário Jurídico e Congresso da Unasul - Tendências do Direito e Integração Sul-Americana”, no dia 28 de maio, no teatro da Universidade Federal de Mato Grosso (UFMT), em Cuiabá. As discussões giraram em torno da necessidade de criação de um Tribunal Internacional para julgar crimes H FRQÁLWRV LQWHUQDFLRQDLV EHP como regras jurídicas comuns para os países da América do Sul. A vice-presidente do Tribunal de Justiça de Mato Grosso, desembargadora Clarice Claudino da Silva, em sua fala na abertura, destacou a importância dessa união de esforços. “Assim como existem os organismos para cuidar das questões dos continentes, é preciso que o Brasil e nossos países vizinhos possam se unir. Mato Grosso precisa fomentar essa ideia e sair dessa perspectiva de localização e unidade federativa isolada, porque esses novos paradigmas, essas integrações, são necessárias”, ressaltou. De acordo com a desembargadora, o Judiciário Mato-grossense apoia o evento e entende a necessidade da integração entre países sul-americanos. “O Tribunal de Justiça, em nome do desembargador Paulo da Cunha, está atento a essa perspectiva, essa necessidade, e está apoiando o evento justamente porque entende que toda união fortalece. Essa oportunidade deve ser registrada como um momento para enxergarmos mais longe no sentido de justiça para uma 59 FRPXQLGDGHPDLVSDFtÀFDµGLVVH Um dos idealizadores da proposta, o desembargador Márcio Vidal informou que a ideia é alargar a jurisdição. “O Judiciário não SRGHÀFDUDOKHLRDLVVRVHUSURYR cado o tempo todo e recebendo uma carga excessiva de trabalho. A efetividade acaba sendo comprometida porque não temos uma regra comum que compõe a Unasul, muito menos um tribunal. Para quem recorrer num caso de FRQÁLWR"µTXHVWLRQRX Conforme o magistrado, essa ideia é reforçada com o modelo que já existe na Europa. “O tribunal teria uma competência especíÀFD QXP FRQÁLWR TXH HQYROYHVVH estrangeiros. O Tribunal de Justiça de Mato Grosso já há alguns anos tem pensado em promover essa cooperação”, informou. O vice-reitor da UFMT, João Carlos Souza Maia, falou que grande parte do nosso aprendizado está justamente na integração. Segundo ele, é preciso investir em pessoas capacitadas para a ampliação de discussões como essa. “A universidade é um espaço de discussão e está de portas abertas, por isso parabenizo os organizadores do evento, porque esse Seminário passa a ser uma forma GHDSUHQGL]DGRSDUDWRGRVµDÀU mou. Após a cerimônia de abertura os presentes puderam conferir as palestras do jurista, advogado e ex-ministro do Tribunal Constitucional da Bolívia, José Antonio Santivañes, e do senador Waldemir Moka. Com informações da Coordenadoria de Comunicação do TJMT. JUNHO DE 2015 PELOS TRIBUNAIS TJAC / DIVULGAÇÃO PROGRAMA MOSTRA O DIREITO ÀS CRIANÇAS TJAC E ESJUD LANÇAM A 4ª EDIÇÃO DO PROJETO CIDADANIA E JUSTIÇA NA ESCOLA. OBJETIVO É DESENVOLVER A CONSCIÊNCIA CIDADÃ, PARA QUE OS JOVENS ESTABELEÇAM RELAÇÕES DE RESPEITO E SOLIDARIEDADE. “A partilha de conhecimentos, envolvendo magistrados, servidores, alunos, diretores, professores e pais, permitirá a troca de experiências, o ensinamento, o aprendizado e o conhecimento – que levarão à garantia dos direitos dos cidadãos, proporcionando o bem de toda a sociedade.” As palavras da delineiam a relevância do projeto Cidadania e Justiça na Escola, lançado no Centro Cultural do Palácio da Justiça, em Rio Branco, no Acre. Após a execução do Hino Acriano, pela banda de música da Polícia Militar, a mesa de honra foi composta, além da presidente do Tribunal de Justiça do Acre, pelo desembargador Samoel Evangelista, diretor da Escola do Poder Judiciário (Esjud); pelo procurador geral de Justiça, Oswal- do D’Albuquerque; pelo presidente da OAB-Seccional Acre, Marcos Vinícius; pelo vice-prefeito Márcio Batista, representando na ocasião a Prefeitura de Rio Branco, parceira no projeto, e pela juíza de Direito Lílian Deise, representando a Associação dos Magistrados do Acre (Asmac). A 4ª edição do projeto Cidadania e Justiça na Escola, no âmbito da Comarca da Capital, envolverá 13 escolas municipais e contemplará mais de mil alunos do 5º ano do ensino fundamental. “Só tenho que agradecer porque esta Administração tem dado todo apoio possível. Esta iniciativa tem o intuito de orientar, conscientizar e educar e está prevista no Planejamento Estratégico (2015-2020) do Tribunal”, ressaltou o desembargador 60 CIDADANIA Crianças recebem aulas para desenvolver consciência cidadã, no Acre. JUNHO DE 2015 Samoel Evangelista, diretor da Esjud e coordenador geral do projeto. “Vejo a seriedade e o zelo do Tribunal com essa ação, que tem uma natureza fantástica e traz enriquecimento curricular. Por isso apoiamos e queremos ampliar a nossa participação”, disse Márcio Batista. A desembargadora-presidente Cezarinete Angelim destacou que “quando vejo cada uma dessas crianças aqui hoje, encontro em seu olhar a inocência e a esperança de uma sociedade mais justa e melhor. Que vocês não deixem nunca de sonhar!”. Ela também assinalou que a iniciativa faz parte da Justiça do Terceiro Milênio, que visa a uma sociedade mais justa e à pacificação social. Após os pronunciamentos, a banda da PM voltou a se apresentar – com a participação das crianças-estudantes -, desta vez com a música “A Paz”, que é o hino do projeto. Em seguida, elas e as autoridades se dirigiram à escadaria do Palácio da Justiça, para o registro fotográfico que demarcou o lançamento oficial do projeto. COMO VAI FUNCIONAR As atividades envolvem a visita de magistrados e colaboradores ao ambiente escolar para a realização de palestras educativas sobre o tema ‘Cidadania: Direitos e Deveres’. Em seguida, os alunos das escolas parceiras são convidados a conhecer a estrutura e funcionamento de algumas unidades estratégicas do Poder Judiciário. Além disso, os estudantes também participam da realização de atividades didático-culturais e júris simulados ao longo do desenvolvimento do projeto. ESCOLAS PARCEIRAS Álvaro Vieira da Rocha, Anice Adib Jatene, Ione Portela da Costa Casas, Chico Mendes, José Potyguara, Francisco Augusto Bacurau, Maria Lúcia Moura Marin, Padre Peregrino Carneiro de Lima, Irmã Maria Gabriela Soares, Theodolina Falcão Macedo, Mariana da Silva Oliveira, Francisco de Paula Oiticica Filho, Juvenal Antunes e Ismael Gomes de Carvalho. TJAC / DIVULGAÇÃO O PROJETO O Cidadania e Justiça na Escola está vinculado ao programa “Justiça e Cidadania Também se Aprendem na Escola”, criado e implementado nacionalmente pela Associação dos Magistrados Brasileiros (AMB) e tem por objetivo a conscientização de crianças sobre democracia, direitos e deveres, bem como sobre a estrutura e as atribuições do Poder Judiciário. O projeto matriz foi lançado em 1993 e desde então vem sendo difundido por todo o País. A edição acreana tem como proposta primordial complementar o ensino, estabelecendo relações entre o conteúdo curricular das escolas e as atividades do Poder Judiciário no contexto do regime democrático brasileiro. As atividades envolvem a visita de magistrados e colaboradores ao ambiente escolar para a realização de palestras educativas. Em seguida, os alunos das escolas parceiras são convidados a conhecer a estrutura e funcionamento de algumas unidades estratégicas do Poder Judiciário. Os estudantes também participam da realização de atividades didático-culturais e júris simulados. Com informações do site do TJAC. 61 TRABALHO Acima, equipe do projeto. Abaixo, a desembargadora Cezarinete Angelim, presidente do TJAC. JUNHO DE 2015 PELOS TRIBUNAIS ATENDIMENTO TJPR levou assistência para moradores de Paranaguá, no interior do Estado. TJPR / DIVULGAÇÃO JUSTIÇA NO BAIRRO VAI ATÉ A COMARCA DE PARANAGUÁ PROGRAMA ITINERANTE DESENVOLVIDO PELO TRIBUNAL DE JUSTIÇA DO PARANÁ REALIZA 97 AUDIÊNCIAS DE INSTRUÇÃO E JULGAMENTO EM PROCESSOS REFERENTES A ACIDENTES AMBIENTAIS NA REGIÃO DA COMARCA O Programa Justiça no Bairro/SESC Cidadão se deslocou mais uma vez ao litoral paranaense, até a Comarca de Paranaguá, atendendo ao pedido do juiz da 1ª Vara Cível, Guilherme Moraes Nieto. O magistrado realizou nos dias 23 e 24 de abril 97 audiências de instrução e julgamento nos processos em trâmite referente aos acidentes ambientais, para tomada de depoimento pessoal dos pescadores e testemunhas. O alcance do evento foi além da celeridade dos processos, possibilitando esclarecimentos necessários e indispensáveis a pessoas simples que buscam a informação e a efetividade do seu direito. Para a agilização das audiências o evento contou com a ativa participação dos juízes; Dra. Renata Bolzan Jauris, de Apucarana, Dr. Thiago Flores Carvalho, de Matelândia, Dra. Chélida Roberta Soterroni Heitzmann, de Cornélio Procópio, Gabriel Kutianski Gonzalez Vieira, de Bela Vista do Paraíso, Louise Nascimento e Silva, Emanuela Costa Almeida Bueno e Christiano Camargo, de Antonina e ainda, dos juízes da Comarca de Paranaguá: Dr. Guilherme Moraes Nieto, Dra. Mércia do Nascimento Franchi, Dra. Débora Cassiano Redmond, Dra. Cíntia Graeff de Luca e Dra. Giovana Ehlers Fabro Esmanhotto, além da imprescindível participação do representante do Ministério Público na pessoa do Dr. Regis Rogerio Vicente Sartori. 62 JUNHO DE 2015 No sábado (25) foram realizadas mais de 100 audiências de conciliação na área de Família, além de 84 atendimentos da demanda reprimida, com a efetiva entrega da prestação jurisdicional. Como sempre o resultado foi extremamente proveitoso no que diz respeito a efetivação de 33 perícias de interdição, realizadas pelos médicos Dr. Ivan Pinto Arantes, do Complexo Médico Penal e do Dr. José Nilton Marcus Flauzino, do Exército Brasileiro, importante parceiro do Programa Justiça no Bairro, trazendo satisfação à população que ansiosa esperava a resposta, além dos atendimentos realizados junto ao Asilo São Vicente de Paulo cujos idosos há muito tempo esperavam a regularização. No encerramento do evento a coordenadora do Projeto, Desembargadora Joeci Machado Camargo, celebrou o casamento coletivo de 72 casais. Além da equipe de servidores do Poder Judiciário e dos demais voluntários do Programa houve a participação da FAE, sob a coordenação da professora Tania Francisca dos Santos, da PUC, com a Professora Regina Cardoso de Almeida Andrade Costa, além da colaboração dos advogados da APPA – Administração dos Portos de Paranaguá e Antonina que juntamente com os professores e alunos da Isulpar atenderam a demanda. Ainda, colaboraram com o evento os parceiros Sistema Fecomércio, Prefeitura Municipal, o Instituto Curitiba de Informática – ICI, Copel, Hospital Erasto Gaertner e Cartório de Registro Civil. 2.Projeto Justiça no Bairro Desde o ano de 2003, o Programa Justiça no Bairro com a estrutura do Núcleo de Conciliação das Varas de Família de Curitiba-Pr desenvolve atendimento jurídico com atividade jurisdicional descentralizada junto à população de baixa renda, ou seja, a família vulnerável economicamente a garantir-lhes o efetivo exercício da cidadania. Para isto, envolve o poder público como um WRGR HQWLGDGHV SULYDGDV SURÀVVLRQDLV YROXQ tários, estudantes e outros parceiros, que irmanados no sentimento de solidariedade e responsabilidade, devolvem a dignidade à pessoa humana ao despertar a esperança, participando da construção da felicidade. O Projeto se iniciou em 29 de março de 2003 em um dos bairros mais populoso e carente - a Rua da Cidadania do Bairro Novo, local no qual esta concentrada uma gama enorme de serviços sociais a disposição da população, estendendo-se também ao interior do Estado, dada a característica itinerante. 3.Polos Avançados de Conciliação O Polo de Conciliação constitui, na essência, a descentralização das varas de família. FunINFORMAÇÕES COMPLEMENTARS ciona junto aos núcleos de prática jurídica das 1.Núcleo de Conciliação universidades e faculdades de direito, como das Varas de Família forma do judiciário participar do despertar da O Núcleo de Conciliação surgiu com o pro- solidariedade com responsabilidade na formapósito de incentivar a liturgia da conciliação, ção do obreiro do direito. Seu piloto foi instiSHUPLWLQGRDVROXomRPDLVFRQFUHWDHHÀFD]D tuído na Universidade Federal do Paraná em H[WHUPLQDURFRQÁLWRGLPLQXLQGRDJUDQGHGH agosto de 2003 e posteriormente se estendeu manda dos processos em trâmite. as demais instituições que atuam nesta capital. Instalado em 20 de maio de 2003, por A iniciativa teve como proposta a utilização meio do Decreto Judiciário 39/2003 no pré- da estrutura dos escritórios modelos ou núdio das varas de família de Curitiba descen- cleo de pratica jurídica, possibilitando além do tralizou as suas atividades aos Escritó- atendimento de rotina a população, a inclusão rios Modelos das Faculdades de Direito de audiências de prévia conciliação a se realie instituiu a Justiça Itinerante inclusive zar, mensalmente, com a participação do Juiz e junto aos presídios. equipe interdisciplinar. 63 JUNHO DE 2015 PELOS TRIBUNAIS TJPR / DIVULGAÇÃO TJPR PROMOVE ENCONTRO DE TURMAS RECURSAIS EVENTO FOI REALIZADO PELA ESCOLA DA MAGISTRATURA. SERVIDORES E JUÍZES APRESENTARAM RELATÓRIO DE ATIVIDADES E DISCUTIRAM AÇÕES DE PLANEJAMENTO ESTRATÉGICO PARA ATINGIR PADRÕES DE EFICIÊNCIA. O Tribunal de Justiça do Paraná (TJPR) reuniu mais de 70 pessoas, entre servidores e juízes, no Primeiro Encontro das Turmas Recursais do Estado do Paraná, realizado nos dias 13 e 14 de abril, na Escola da Magistratura. O evento surgiu em consequência de um pedido de diversos magistrados que integram o Sistema dos Juizados Especiais e foi organizado em parceria entre a 2ª Vice-Presidência, Turmas Recursais e servidores responsáveis pelo Planejamento Estratégico do TJPR. Na abertura estiveram presentes: o Presidente do Tribunal de Justiça do Paraná, Desembargador Paulo Roberto Vasconcelos, o 1º Vice-Presidente, Desembargador Renato Braga Bettega; o 2º Vice-Presidente e Supervisor-Geral do Sistema dos Juizados Especiais, Desembargador Fernando Wolff Bodziak, entre outras autoridades. Foram dois dias de muito trabalho e união. Dentre as atividades desenvolvidas, destacou-se a realização de um diagnóstico, mediante a utilização de técnica de planejamento estratégico. Juízes e servidores mostraram pontos fortes, fracos, ameaças e oportunidades que envolvem o trabalho desenvolvido em todo o Sistema. O material foi encaminhado à 2ª Vice-Presidência, que pretende utilizá-lo para auxiliar no desenvolvimento de novas estratégias. "A análise SWOT, ferramenta institucional do TJPR no âmbito de seu Planejamento Estratégico, forneceu à Supervisão-Geral importantes informações para adequação de sua política judiciária junto ao Sistema dos Juizados 64 PADRÃO Servidores e magistrados do TJPR discutiram ações de planejamento estratégico. JUNHO DE 2015 Especiais, mormente porque contou com a efetiva participação dos SURÀVVLRQDLVTXHDWXDPQDVXQLGD des judiciárias e nos órgãos colegiados recursais”, destacou o Des. Fernando Wolff Bodziak. Os magistrados também discutiram enunciados e entendimentos adotados pelas Turmas Recursais do Paraná. Ao todo, 31 juízes, de todas as partes do Estado, puderam participar da discussão de forma presencial e via Webcast. Para o presidente das Turmas Reunidas, Juiz Leo Henrique Furtado Araújo, o resultado desse trabalho superou as expectativas. "Esse intervalo SDUDVHUHÁHWLUTXDQWRDRVDVVXQWRV das Turmas e do Sistema como um todo foi muito salutar. Também o sentir dos magistrados que atuam nos juizados, os servidores e assessores no tocante aos entendimentos adotados das Turmas foi muito LPSRUWDQWH SDUD D QRVVD UHÁH[mR e até para esclarecer os posicionamentos adotados", disse. Diante de tais resultados, o Primeiro Encontro das Turmas Recursais deixou um saldo positivo. O 2º Vice-Presidente agradeceu a participação de todos e enfatizou: "Este Encontro representa a união GHWRGRVRVSURÀVVLRQDLVTXHDWXDP no Sistema dos Juizados Especiais, H UHDÀUPD TXH R PHOKRU FDPLQKR para a obtenção das soluções e suSHUDomRGRVGHVDÀRVHVWiQRWUDED lho em equipe, com diálogo constante e apresentação de propostas por quem atua, cotidianamente, com as causas apresentadas ao Poder Judiciário". Com o sucesso do evento, a peGLGRGRVSUySULRVSDUWLFLSDQWHVÀ cou acertado que os Encontros das Turmas Recursais serão semestrais. Com informações da Comunicação Social TJPR. TJPR / DIVULGAÇÃO FORÇA-TAREFA ATUA EM PINHAIS A Força-Tarefa da Corregedoria-Geral de Justiça – braço da Corregedoria concebido para dar suporte às Varas do Estado diagnosticadas como “em situação de crise” – formalizou, no último dia 4 de maio, a conclusão dos trabalhos de apoio à 1ª Vara Cível de São José dos Pinhais, iniciados em 7 de janeiro. Juízes que estiveram no Foro ReJLRQDO GR PXQLFtSLR YHULÀFDUDP D existência de um acervo de aproximadamente cinco mil processos aguardando provimento jurisdicional, entre autos físicos e eletrônicos, os quais foram triados e analisados durante noventa dias. A ação da Força-Tarefa vai ao encontro dos anseios dos jurisdicionados de São José dos Pinhais, que clamavam por uma providência do Tribunal de Justiça no intuito de restabelecer a normalidade na tramitação dos processos e na tutela dos seus 65 direitos. Magistrados integrantes da Força-Tarefa prolataram 2.361 despachos, 865 decisões interlocutórias e 1.583 sentenças, impulsionando um total de 4.809 processos. Sob o comando do Corregedor-Geral da Justiça, Desembargador Eugênio Achille Grandinetti, e coordenação do Juiz Auxiliar da Corregedoria, Alexandre Barbosa Fabiani, a equipe da Força-Tarefa da Corregedoria é composta pelos juízes Adriano Vieira de Lima, Carolina Delduque Sennes Basso, Ernani Mendes Silva Filho, Fernando Augusto Fabrício de Melo, Maurício Pereira Doutor e Michela Vechi Saviato, bem como pelas servidoras Angélica Elisa Gadens, Debora Jacques Vieira, Glaucia Herrera Melo Pereira e Thereza Christina Figueiredo de Aguiar. Com informações da Comunicação Social TJPR. JUNHO DE 2015 PELOS TRIBUNAIS ANTONIO CARRETA / TJSP TELETRABALHO GARANTE AUMENTO DE PRODUTIVIDADE PROJETO-PILOTO IMPLANTADO NO JUIZADO DE JABAQUARA APONTA MELHORA NAS ROTINAS DO JUDICIÁRIO E REPRESENTA GANHO EM QUALIDADE DE VIDA PARA OS SERVIDORES. INICIATIVA SERÁ LEVADA PARA TODAS AS UNIDADES DE SÃO PAULO. 2WHOHWUDEDOKRIRLLPSODQWDGRRÀFLDOPHQWH no dia 21 de maio, no Tribunal de Justiça de São Paulo. A solenidade ocorreu no Juizado Especial Cível do Foro Regional do Jabaquara, unidade que participou de projeto-piloto que antecedeu a implantação do programa. Inicialmente, a modalidade será exercida nas unidades da Capital. A juíza assessora da Presidência, Maria de Fátima Pereira da Costa e Silva, integrante da comissão de implantação do teletrabalho, relatou que no projeto-piloto a produtividade dos funcionários aumentou, em média, 33% na elaboração de expedientes e 47% nas movimentações. “O teletrabalho proporciona aumento da produtividade, com melhoria da qualidade de vida do servidor.” O desembargador José Roberto Coutinho de Arruda, coordenador do programa de teletrabalho, agradeceu a todos os magistrados e servidores que colaboraram com a iniciativa. “O Poder Judiciário paulista está de parabéns.” Ao encerrar a solenidade, o presidente do TJSP, desembargador José Renato Nalini, destacou a coragem dos envolvidos no projeto que gerava muitas dúvidas. “Temos de estar prontos para o novo. Aquilo que era uma utopia passou no teste e deu certo.” Em seguida, elogiou a atuação da servidora Adriana Faria Santos, que se destacou na atividade, pela ótima produtividade. O juiz responsável pelo JEC Jabaquara, Marcos Blank Gonçalves, acredita que a adesão ao teletrabalho será grande. “Os juízes devem acreditar na modalidade, 66 NOVO Servidores do TJSP trabalham para o sucesso do programa inovador lançado no Estado. JUNHO DE 2015 pois o cartório ganha com isso.” O programa foi regulamentado por meio do provimento conjunto da Presidência e da Corregedoria nº 05/2015, e tem a participação da Secretaria da Primeira Instância (SPI), da Secretaria de Tecnologia da Informação (STI) e da Secretaria de Planejamento de Recursos Humanos (SPRH). A modalidade será exercida por escreventes técnicos judiciários que trabalham com processo digital, em cartórios judiciais. É pré-requisito principal possuir perfil para a atividade – que será praticada somente em um ou dois dias na semana e nunca às segundas e sextas-feiras. O número de funcionários em teletrabalho não poderá exceder 20% do contingente da unidade. A atividade será considerada dia normal, para efeito de frequência e salário, com permanência do auxílio-alimentação. O servidor não receberá, neste dia, auxílio-transporte. Será disponibilizado na internet, em breve, manual de teletrabalho para gestores e servidores. Cada unidade deverá comunicar previamente a SPRH, caso resolva implantá-lo, para controle e acompanhamento da Secretaria. O funcionário em teletrabalho deverá apresentar aumento de produtividade de, no mínimo, 15% em relação ao que realiza no cartório, na forma presencial. A escolha do funcionário, o controle da frequência e RSODQHMDPHQWRGDDWXDomRÀFDUmRD cargo do coordenador do cartório, com conhecimento e autorização do juiz da unidade. Prestigiaram o evento o juiz diretor do Foro Regional do Jabaquara, Fabio Fresca; o conselheiro seccional da Ordem dos Advogados do Brasil – Seção São Paulo, Alexandre Luís Mendonça ANTONIO CARRETA / TJSP PARTICIPAÇÃO O presidente do TJSP, des. José Renato Nalini, acompanhou a implantação do teletrabalho. Rollo, representando o presidente da entidade; o presidente da OAB – Subseção de Jabaquara, Antonio Ricardo Miranda Junior; a promotora Ana Trotta Yaryd, representando o presidente da Associação Paulista do Ministério Público; o juiz coordenador do gabinete civil da Presidência, Afonso de Barros Faro Júnior; os juízes assessores da Presidência Fernando Pavlovsky e Antonio Carlos Alves Braga Júnior; juízes do Foro Regional do Jabaquara Michelle Fabiola Dittert Pupulim, Alessandra Laperuta Nascimen67 to Alves de Moura, Ana Paula de Oliveira Reis, Camila Sani Pereira Quinzani, Cristiane Vieira, Danilo Mansano Barioni, Lidia Regina Rodrigues Monteiro Cabrini, Marco Antonio Botto Muscari, Paulo Roberto Ferreira Sampaio e Samira de Castro Lorena; o secretário da Primeira Instância (SPI), Pedro Cristóvão Pinto; a secretaria de Planejamento de Recursos Humanos (SPRH), Lilian Salvador Paula; demais autoridades, servidores e convidados. Com informações da Comunicação Social TJSP. JUNHO DE 2015 PELOS TRIBUNAIS PENHORA ONLINE E OFÍCIO ELETRÔNICO SISTEMAS PIONEIROS OPERADOS PELA ASSOCIAÇÃO DOS REGISTRADORES IMOBILIÁRIOS DE SÃO PAULO ASSEGURA CELERIDADE E EFETIVIDADE A DECISÕES JUDICIAIS E PROPORCIONA A TROCA DE INFORMAÇÕES EM TEMPO REAL PELA INTERNET Tecnologia que agrega agilidade ao Judiciário, Administração Pública e cidadãos e que também traz benefícios ao meio ambiente. Este é o Ofício Eletrônico®, um sistema pioneiro disponível na Central de Serviços Eletrônicos Compartilhados dos Registradores de Imóveis, operada pela Associação dos Registradores Imobiliários de São Paulo – ARISP e o Instituto de Registro Imobiliário do Brasil – IRIB. Em funcionamento desde 2005 a ferramenta que substitui os tradicionais ofícios em papel e proporciona a troca de informações e dados em tempo real, sem custo algum ao órgão requisitante, já ultrapassou mais de 400 milhões de pesquisas realizadas, que, tradicionalmente, cada uma delas exigiria um ofício em papel. A marca revela a grande utilização do sistema pelos Registradores de Imóveis, Poder Judiciário e Órgãos da Administração Pública, representando uma economia orçamentária superior a 3,5 bilhões de reais, em recursos e serviços, como papel, correio e impressões. O sistema, que conta com atualizações a cada 30 segundos, dá rapidez ao procedimento de requisição e expedição de certidões e informações dos cartórios de registros de imóveis, com o objetivo de atender, gratuitamente, as demandas do Poder Judiciário e 68 REPRODUÇÃO / ARISP FACILIDADE Dados podem ser consultados em página na internet. Atualização é feita a cada 30 segundos. JUNHO DE 2015 de órgãos da administração pública. A ferramenta permite a interoperabilidade no intercâmbio das informações registrais: emissão e recepção eletrônica de documentos por notários, juízes, advogados, gestores públicos, empresas e pessoas físicas. E, sobretudo, atende a proposta de evolução do Direito Processual, mediante o uso da Internet nas comunicações de atos judiciais, e também a arquitetura e-PING (Padrões de Interoperabilidade de Governo Eletrônico), tudo com rapidez e segurança, por meio do acesso com uso GHFHUWLÀFDGRGLJLWDO “O Ofício Eletrônico e a Penhora Online estão dentro das diretrizes preconizadas pelo Direito Processual, que prevê que as comunicações devem ser feitas prioritariamente por sistema eletrônico. É uma ferramenta que responde também a expectativa geral da sociedade pela utilização das novas tecnologias”, ressalta Flauzilino Araújo dos Santos, presidente da ARISP. Segundo Flauzilino o sistema reúne um conjunto de benefícios que YmRGHVGHDDJLOLGDGHFRQÀDELOLGDGH DWp RV EHQHItFLRV GH RUGHP ÀQDQ ceira, econômica e ambiental. Mais de 600 mil árvores deixaram de ser cortadas e foram economizados mais de 1 milhão de reais com água e outros 50 milhões de reais com energia elétrica. A consulta é feita pelos números de CPFs ou CNPJs de proprietários, ex-proprietários e de outros titulares de direitos sobre imóveis registrados. O sistema informa se há imóveis e outros direitos reais vinculados ao nome do executado, bem como em quais cartórios estão registrados. Todo o procedimento é feito com o certificado digital, que proporciona a segurança necessária para o tráfego dessas informações pela Internet, uma vez que permite identificar e responsabilizar civil, administrativa e criminalmente o requisitante da informação. “É evidente que todos os mecanismos que facilitam o acesso à informação, especialmente quanto à titularidade de bem imóvel é de suma importância para o Poder Público que evita a evasão de divisas e consegue tornar mais célere eventual recuperação de ativos. A celeridade e facilidade importa a redução dos custos Brasil, tão em voga hodiernamente que irá culminar em vantagem ao cidadão, inclusive com redução de juros”, afirmou Joélcio Escobar, diretor de Tecnologia da Informação da ARISP. Toda a sociedade pode acompanhar os números do sistema, acessando o contador digital disponível em ZZZRÀFLRHOHWURQLFRFRPEU Penhora Online A ARISP desenvolveu sistemas que funcionam de forma integrada e que se complementam em pleno atendimento ao Poder Judiciário em todas as comunicações com os Cartórios de Registro de Imóveis do país, incluídos o arresto, sequestro, penhora e indisponibilidade de bens, hoje integrados na Central de Serviços Compartilhados dos Registradores de Imóveis. O sistema de Penhora Online, que completou seis anos de funcionamento neste mês de junho, ultrapassa a marca de mais de 91 mil penhoras realizadas. Foi inicialmente implantado pelo Tribunal de Justiça do Estado de São Paulo e atualmente já é utilizado por outros 29 Tribunais, sendo 14 TRTs, 10 TJs, 5 TRFs e 1 TRT. A ferramenta representa celeridade e efetividade para as decisões 69 judiciais. O procedimento pelo sistema garante não apenas a economia de tempo, mas também a redução dos custos de produção. Sem a necessidade do material físico, menos papel, tinta de impressora e energia são utilizados. Outro benefício é a diminuição de “idas e vindas” do documento. O Judiciário cadastra a penhora no sistema, disparando a ordem de penhora, sendo que o Registro de Imóveis, imediatamente, recebe um aviso no computador, uma espécie de banner, semelhante aos emitidos SHOR 2XWORRN QRWLÀFDQGR GD H[LV tência da penhora. O Registrador de Imóveis deve prenotar a solicitação de averbação de penhora recebida e informar no sistema de Penhora Online o número do protocolo e prazo de validade da prenotação. Concluída a averbação da penhora é remetida uma certidão para o Juízo de origem. “Os sistemas funcionam de forma integrada com a Penhora Online, a Central Nacional de Indisponibilidade de Bens e a Certidão Digital, se complementam e todos têm condições robustas para atender todos os Tribunais do território nacional e também todos os Cartórios de Registro de Imóveis do país. E é essa a nossa expectativa. Aguardamos que as Corregedorias dos Tribunais de Justiça dos Estados que ainda não normatizaram as comunicações eletrônicas com os cartórios sob sua fiscalização, que logo o façam, para que o sistema contemple todos os imóveis matriculados e todos os Cartórios de Registros Imobiliários possam ser encontrados em um só lugar”, disse Flauzilino. O Sistema de Penhora Eletrônica de Imóveis está disponível em www. penhoraonline.org.br JUNHO DE 2015 PELOS TRIBUNAIS TJSC / DIVULGAÇÃO FONAJE DISCUTE ATUAÇÃO DOS JUIZADOS ESPECIAIS MAGISTRADOS DE TODO O BRASIL, REUNIDOS EM FLORIANÓPOLIS, AVALIARAM O DESEMPENHO DOS TRIBUNAIS NA BUSCA DA CONCILIAÇÃO. TROCA DE EXPERIÊNCIA TEM POR FINALIDADE APRIMORAR O FUNCIONAMENTO DAS CORTES. Cerca de 400 magistrados de todo o país participaram, em Florianópolis, capital catarinense, de 27 a 29 de maio, do 37º Fórum Nacional dos Juizados Especiais (Fonaje). O evento, que ocorre semestralmente, é um espaço de debates que busca interpretar noções para os operadores que atuam nos juizados especiais, intensificar a troca de experiências bem-sucedidas e fortalecer a atuação dos juizados no âmbito estadual. O tema desta edição foi "Juizados Especiais: 20 anos de compromisso com a conciliação e novos desafios". A abertura do Fonaje ocorreu no Costão do Santinho, norte da Ilha. Logo após a solenidade inaugural,o juiz inglês John Matthews abordou o tema "The Courts of England and Wales: a look at the small claims" (Os tribunais da Inglaterra e do País de Gales: um olhar sobre as pequenas causas). Na programação, houve debates sobre os mais variados temas ligados à atividade do Sistema de Juizados Especiais Cíveis e Criminais, especialmente a conciliação e a repercussão das alterações do novo Código de Processo Civil, desafios decorrentes da ampliação de competência na Lei dos Juizados da Fazenda Pública, e outros temas correlatos. A estrutura em Santa Catarina aponta a existência de 30 varas de juizados especiais, sem contar os juizados especiais adjuntos - hoje, são mais de 77 unidades. "Todos com o objetivo de possibilitar o acesso à Justiça, a celeridade e a oportunidade de o cidadão, por meio da conciliação, participar cooperativamente na solução de seus conflitos", explica a juíza de 2º grau Janice Goulart Garcia Ubialli, vice-presidente do Fórum Nacional 70 ABERTURA Magistrados participaram do evento que analisou o desempenho dos Juizados Especiais, no Fonaje. JUNHO DE 2015 dos Juizados Especiais (Fonaje) e integrante da Coordenadoria Estadual dos Juizados Especiais e Programas Alternativos de Solução de Conflitos do TJSC, sob o comando do desembargador Jaime Ramos. Em paralelo ao Fonaje, acontecerá o 12º Fórum Estadual de Juizados Especiais (Fejesc) e o 2º Encontro Estadual de Secretários dos Juizados Especiais Cíveis, Criminais e da Fazenda e Turmas Recursais de Santa Catarina. Informações sobre a programação estão no site do evento (http://portal.tjsc.jus. br/web/fonaje). CONCILIAÇÃO A palestra do juiz inglês John Matthews foi o ponto alto da cerimônia de abertura do 37º Fórum Nacional dos Juizados Especiais (Fonaje), realizada na noite de quarta-feira (27/5) nas dependências do Costão do Santinho, e que reuniu mais de 400 magistrados brasileiros em torno de um sistema que, ao completar 20 anos de existência, reforça sua condição de opção mais que viável para dar combate à cultura da litigiosidade reinante no país. "Sempre digo às pessoas que propor uma ação judicial deveria ser sua última alternativa. É muito melhor tentar e negociar um acordo com os seus oponentes", garantiu Matthews, com sua experiência de juiz distrital na Inglaterra, país em que 60% das demandas tramitam nas chamadas small claims (pequenas causas). A Justiça no Brasil caminha nesse sentido, uma vez que a conciliação ganha cada vez mais espaço na agenda do Judiciário. "Os Juizados Especiais foram e são precursores deste momento em que se busca um novo modelo de enfrentamento de litígios, com ferramentas disponibilizadas pelos métodos QmRDGYHUVDULDLVGHUHVROXomRGHFRQÁLWRV pontuou o juiz Gustavo Diefenthaler, presidente do Fonaje. Para ele, a Justiça brasileira precisa ser inoculada com esse "vírus que os Juizados Especiais já carregam em seu DNA desde sua criação, em 1995". O presidente do Tribunal de Justiça, desembargador Nelson Schaefer Martins, também deu seu testemunho da importância dos meios TJSC / DIVULGAÇÃO DOWHUQDWLYRVGHUHVROXomRGHFRQÁLWRV$ priorização dos métodos não adversariais implicará inclusive a racionalização dos UHFXUVRVGR3RGHU-XGLFLiULRDÀUPRX(OH destacou ainda a importância em dar combate sem tréguas à cultura da litigiosidade. "Santa Catarina registrou o ingresso de 250 mil novas ações nos Juizados Especiais QRV~OWLPRVPHVHVpXPGHVDÀRHQRU me dar conta dessa demanda", advertiu. O desembargador Jaime Ramos, coordenador estadual dos Juizados Especiais de Santa Catarina, cobrou investimentos na melhor estruturação dos juizados e pregou harmonização entre eles e outros programas alternativos existentes. "Os juizados devem servir de guia para outras experiências mais novas", disse. O juiz Sérgio Junckes, vice-presidente da Associação dos Magistrados Brasileiros (AMB), garantiu seu apoio às reivindicações de melhores condições para atuação dos juizados no país. "A AMB está irmanada ao Fonaje em busca do aprimoramento constante do sistema em sua luta na superação dos prinFLSDLVGHVDÀRVDÀUPRX(OHFRQVLGHUDR Fórum um importante espaço para a troca de ideias e experiências. "Trata-se de um canal fundamental de diálogo entre os juí]HVTXHDWXDPQRVLVWHPDÀQDOL]RX 71 PERSONALIDADES Acima, Nelson Schaefer, presidente do TJSC. Abaixo, John Matthews, palestrante. JUNHO DE 2015 PELOS TRIBUNAIS TJSC / DIVULGAÇÃO PROJETO VAI IMPLANTAR CÂMARAS DE CONCILIAÇÃO SANTA CATARINA INOVA COM PROGRAMA DE EXPANSÃO DOS ACORDOS PRÉ-PROCESSUAIS NA ÁREA TRIBUTÁRIA MUNICIPAL. PREFEITURA DE FLORIANÓPOLIS DARÁ PARTIDA NAS PARCERIAS LANÇADAS PELO TJSC. Os Juizados Especiais da Fazenda Pública, criados através da Lei n. 12.153/2009 e só então integrados ao Sistema dos Juizados Especiais, já demonstram maturidade e articulação dignas de seus primos mais velhos - os Juizados Especiais Cíveis e Criminais, com 20 anos de atuação. Em solenidade marcada para o segundo dia de atividades do 37º Fórum Nacional dos Juizados Especiais (Fonaje), em Florianópolis, Judiciário, Executivo e Legislativo uniram esforços para firmar uma parceria que em breve implantará câmaras de conciliação pré-processual em matéria tributária nos 295 municípios catarinenses. O primeiro passo para isso partiu de parceria entre o Tribunal de Justiça de Santa Catarina (TJSC) e a administração municipal de Florianópolis. O prefeito da Capital, César Souza Júnior, esteve no evento para, em plenária, assinar projeto de lei com previsão de implantação desse mecanismo alternativo de resolução de conflitos. "Este ato representa aconcretização de um pacto a favor da cidadania", interpretou o presidente do TJSC, desembargador Nelson Schaefer Martins. Para o magistrado, a inclusão da conciliação pré-processual na área tributária municipal será revertida em benefício da sociedade. Esses recursos, acrescentou, após resgatados pelo município, bancarão investimentos fundamentais aos cidadãos. "Não queremosresolver apenas os problemas do Judiciário, mas sim ajudar na construção da cidadania", concluiu, ao lembrar que só na Capital tramitam cerca de 100 mil executivos fiscais municipais. 72 CONVÊNIO Prefeito de Florianópolis, César Souza Júnior, e presidente do TJSC, Nelson Schaefer Martins, assinam acordo de parceria. TJSC / DIVULGAÇÃO JUNHO DE 2015 O prefeito César Souza também se mostrou satisfeito em colaborar na busca de uma solução para essa situação. Revelou que a prefeitura da Capital possui mais de R$ 1 bilhão em recursos judicializados. Ele acredita que, por meio dessa ação conjunta, a área tributária municipal e sua estrutura de cobrança ganhará credibilidade. A Federação Catarinense dos Municípios (Fecam) também firmou carta de intenções em que se compromete a divulgar, apoiar e auxiliar na instalação dessas câmaras de conciliação em todos os municípios do Estado. "Registro minha satisfação em presenciar este momento de união rara entre Judiciário e Executivo na busca por solução para um problema comum. Santa Catarina mais uma vez demonstra sua vocação para o pioneirismo", destacou o desembargador paulista Ricardo Cunha Chimenti, também presente ao evento. Segundo o magistrado, 51% das demandas ajuizadas no país neste momento se referem a processos de execução fiscal. ÉTICA O presidente do Tribunal de Justiça de São Paulo, desembargador José Renato Nalini, adicionou filosofia à programação do 37º Fórum Nacional dos Juizados Especiais (Fonaje), evento que se encerrou no dia 29 de maio e reuniu cerca de 400 magistrados de todo país em Florianópolis. Ele propôs uma reflexão sobre as mutações sociais e éticas da sociedade contemporânea e suas influências no cotidiano do juiz. Em uma época de certezas transitórias, o presidente do maior Tribunal de Justiça do país discorreu sobre o desafio que vive a magistratura ao deparar com uma agenda moral que a todos surpreende e cobra posicionamentos, tanto na esfera íntima quanto na global. "A ética está na UTI ou já morreu?", questiona o magisWUDGR GHVFRQÀDGR DLQGD FRP D SRVVLELOL dade dela ter sido substituída pela estética. "A preocupação com a aparência suplanta DTXHODFRPRFRQWH~GRH[HPSOLÀFD Porém, acrescenta, a lei está a reboque da realidade e ao juiz cabe enfrentá-la e fazer valer sua vontade concreta. O desembargador acredita ainda que a dúvida que porventura se instala na cabeça do juiz não é um pecado mortal, antes talvez um caminho para encontrar as soluções. "A moralidade está na consciência de cada um", diz. 1DOLQLDRÀQDOGHVXDSDUWLFLSDomRHPSDL nel realizado nesta manhã, concluiu que, embora envergonhada ou escondida, a moral não foi amputada, apenas anestesiada. E conclamou: "Vamos sair desta ressaca moral!". 73 PRÁTICAS José Renato Nalini, presidente do TJSP, propôs uma reflexão sobre as éticas nas sociedades contemporâneas. JUNHO DE 2015 PELOS TRIBUNAIS DANIELA PACHECO COSTA/TJSC PRESIDENTE DO TJSC APOIA COMBATE À CORRUPÇÃO PRESIDENTE NELSON SCHAEFER MARTINS DECLARA APOIO A PROJETO DA MAÇONARIA PARA ENFRENTAR A CORRUPÇÃO NO PAÍS. DESEMBARGADOR RESSALTOU O RESGATE DE UM PAPEL HISTÓRICO EM FAVOR DA SOCIEDADE. O presidente do Tribunal de Justiça, Nelson Schaefer Martins, recebeu no dia 28 de maio o procurador de justiça Durval da Silva Amorim, que lhe apresentou o projeto de lei de iniciativa popular "Corrupção Nunca Mais". O desembargador Nelson Schaefer Martins, acompanhado do coordenador do Núcleo de Comunicação Institucional do Tribunal de Justiça, desembargador Ricardo Roesler, deu total apoio à campanha e ressaltou a importância da atuação da maçonaria brasileira nesse projeto. "É a maçonaria brasileira resgatando seu papel histórico de transformação da sociedade", afirmou o presidente. A Grande Loja Maçônica de Minas Gerais foi quem deu início à defesa do projeto, apresentando-o para todas as grandes lojas maçônicas do Brasil, que assumiram o compromisso de divulgar a iniciativa. O procurador, representando a maçonaria estadual, afir mou que o projeto de lei objetiva alterações no Códig o Penal - inclusive em relação a crimes contra a administração pública - e na Lei de Licitações, além do estabelecimento de sanções mais rig orosas por atos de improbidade administrativa. A intenção, segundo Amorim, é que sejam recolhidas 300 mil assinaturas de eleitores em Santa Catarina e 1,5 milhão em todo o Brasil. 74 COMPROMISSO Nelson Schaefer Martins (à direita) no encontro com o procurador de justiça Durval da Silva Amorim. JUNHO DE 2015 PELOS TRIBUNAIS TJDFT LANÇA PLANO DE LOGÍSTICA SUSTENTÁVEL NO DIA DO MEIO AMBIENTE, TRIBUNAL DE JUSTIÇA DO DISTRITO FEDERAL E DOS TERRITÓRIOS ANUNCIA FORMAÇÃO DE GRUPO GESTOR PARA DEFINIR AÇÕES E METAS DE SUSTENTABILIDADE &RQÀUPDQGR PDLV XPD YH] VHX empenho em prol da sustentabilidade - ambiental, social e econômica - o TJDFT (Tribunal de Justiça do Distrito Federal e dos Territórios) disponibilizou, no dia 5 de junho (data em que se comemora o Dia do Meio Ambiente), a Portaria Conjunta N. 53, que institui o Plano de Logística Sustentável - PLS do órgão. O PLS é uma ferramenta estratégica de aperfeiçoamento contínuo da gestão dos consumos e gastos orçamentários relacionados a itens de custeio administrativo, e está previsto na Resolução 201 de 3 de março de 2015, do Conselho Nacional de Justiça. A Portaria 53 do TJDFT cria um grupo gestor formado pelos titulares da Secretaria Geral e das Secretarias de Planejamento e Gestão Estratégica, de Materiais, Predial, de Orçamento e pela Coordenação de Gestão Socioambiental, a quem compete GHÀQLU DV GLUHWUL]HV H LQGLFDGRUHV do PLS, bem como avaliar as metas e iniciativas para seu alcance. Até o dia 20 de dezembro, todos os tribunais do país deverão enviar ao CNJ o primeiro relatório de desempenho dos indicadores dos PLS para composição do Balanço Socioambiental do Poder Judiciário. O TJDFT utiliza ferramenta eletrônica de monitoramento dos seus consumos e gastos, que dá suporte ao PLS, com resultados concretos. De janeiro a março deste ano, por exem- plo, o consumo do almoxarifado foi reduzido em cerca de 30% (31,19%), em comparação ao ano anterior, gerando uma economia de cerca de R$ 150 mil. Nos sete Juizados Especiais Cíveis de Brasília onde o Processo Judicial Eletrônico (PJE) está implantando desde julho/2014, o consumo de papel foi reduzido em 56%. Também contribuiu para esse resultado, a sensibilização e conscientização do corpo funcional sobre os novos paradigmas sustentáveis da administração. Além disso, todas as impressoras utilizadas no órgão estão sendo monitoradas de forma eletrônica. O sistema foi desenvolvido por técnicos do TribuQDOHpFDSD]GHLGHQWLÀFDUDORFDOL]D ção, tipo de impresso e a matrícula do solicitante. O objetivo é coibir o uso SDUWLFXODUGHHTXLSDPHQWRFRPÀQVGH trabalho, e, dessa forma, evitar desperdícios. Outra ação em andamento é a implantação dos hidrômetros digitais. O projeto piloto, resultado de parceria entre o Tribunal e a concessionária de água e esgoto do DF, visa à manutenção HPWHPSRUHDOGHYD]DPHQWRVLGHQWLÀ cados pelo sistema. Em 2014, ano da crise hídrica no sudeste, o TJDFT reduziu o consumo de água em 12,58%, a partir da manutenção preventiva dos equipamentos e do apoio dos servidores ao consumo racional. Contribuição do PLS, que merece destaque, é o fato de que ele monitora os indicadores de gastos com telefonia, combustível, manutenção de 75 veículos, energia, água encanada, água envazada em embalagens plásticas, alterações de layouts e terceirização de serviços de limpeza e vigilância. O objetivo, além da redução do impacto ambiental das atividades, é alcançar o "ponto de equilíbrio" entre o consumo necessário à execução da prestação jurisdicional, sem prejuízo à qualidade do serviço. O modelo de PLS do TJDFT despertou o interesse de vários órgãos governamentais, entre eles, o Tribunal de Contas da União, do Superior Tribunal de Justiça, Tribunal Regional do Trabalho de Minas Gerais e dos Tribunais de Justiça do Rio de Janeiro, Sergipe e Tocantins. Representantes das áreas de planejamento estratégico e gestão ambiental desses órgãos visitaram o TJDFT na última semana para conhecer a ferramenta eletrônica e a forma de trabalho adotada pela Justiça do DF. JUNHO DE 2015 HISTÓRIA TRIBUNAL DE JUSTIÇA DE SÃO PAULO E SEUS 141 ANOS DE EXISTÊNCIA FOTOS: ACERVO TJSP O Tribunal de Justiça de São Paulo completou em 3 de fevereiro 141 anos. Criado em 1874, hoje é responsável por 25 milhões de ações. Todos os números que se referem ao Judiciário de São Paulo são altos. Segundo seu presidente, desembargador José Renato Nalini, “o Judiciário brasileiro, com mais de 100 milhões de processos, quatro instâncias e mais de cinquenta oportunidades de reapreciação do mesmo tema, nos mostra de um quadro recursal caótico e São Paulo tem um quarto desses processos”. Órgão da Justiça Estadual, o TJSP tem competência para julgar a grande maioria dos casos que chegam ao Judiciário e que discutem as questões mais comuns, diretamente relacionadas ao dia a dia dos cidadãos como direito de família, relações de consumo, infância e juventude, crimes comuns etc. É a chamada “competência residual”, ou seja, o que não for matéria da Justiça Militar, do Trabalho, Eleitoral ou Federal, fica a cargo da Justiça Estadual. Considerado o maior Tribu76 nal do mundo, nele hoje há 360 desembargadores, 2.077 juízes. 45 mil servidores, 10 mil funcionários terceirizados e outros 10 mil estagiários, 1.448 varas instaladas, 317 comarcas e foros distritais, 76 Câmaras e 600 mil novos processos/mês. Isso tudo para uma população estimada em mais de 44 milhões de habitantes. Dividida em duas instâncias: a) a 1ª instância é representada pelos juízes ou júri (no caso de crimes intencionais contra a vida) que julgam o processo e tomam a decisão, chamada de sentença. JUNHO DE 2015 HISTÓRIA Foto antiga mostra a fachada do prédio do Tribunal de Justiça de São Paulo Quando uma das partes não concorda com a sentença, recorre para que o caso seja analisado em 2ª instância; b) a 2ª instância é representada pelos desembargadores. Nela, o caso é analisado por um colegiado de pelo menos três magistrados e a decisão, que pode modificar ou manter a sentença, é chamada de acórdão. Hoje, entre suas principais atividades e/ou serviços estão: emissão de certidões Cíveis e Criminais; juizados especiais (Cíveis; Criminais e Fazenda Pública); Centros Judiciários de Solução de Conflitos e Cidadania (Cejuscs); Varas cíveis, criminais, da fazenda pública, acidentes do trabalho, da infância e juventude, de família e sucessões, de violência doméstica e familiar contra a mulher, de registros públicos, de júri, de execuções criminais, juizado itinerante, Juizados Especiais nos Aeroportos, Anexo de Defesa do Torcedor, execução de precatórios, varas de execuções fiscais ou anexos fiscais e setores de conciliação. É manifestamente claro o papel e o monopólio que a Constituição Federal atribuiu ao Judiciário. Assim, é inquestio77 nável que a sua missão perante a sociedade é a de fazer Justiça, servir como garantidor dos direitos fundamentais da pessoa humana e, consequentemente, como instrumento de estabilidade social. E o que o TJSP almeja é ter o reconhecimento e a confiança integral da sociedade em seus órgãos e respeito por suas decisões. A Presidência entende que o Judiciário só pode conquistar e ser merecedor de confiança maior se tiver condições de decidir com celeridade, sem perder a segurança; se garantir o acesso ao sistema JUNHO DE 2015 PALÁCIO Iluminado, prédio do TJSP tem realçada sua arquitetura a todos e se agir com transparência. E para atingir tal grau de excelência, sabe-se que é fundamental a participação de todos os servidores e magistrados que trabalham na instituição. Por isso, o TJSP tem trabalhado arduamente para que seus funcionários mantenham-se motivados, comprometidos e alinhados ao planejamento estratégico. O trabalho não é fácil, dada a sua grandiosidade, e, especialmente, por um obstácu- lo, quase que intransponível à concretização dos projetos – a falta de recursos orçamentários ¬– que dificulta a aproximação em curto e médio prazos dos modelos idealizados e esperados. Atualmente, o orçamento anual é de R$ 8 bilhões. Desde a apresentação do projeto inicial de construção do Palácio da Justiça, em 1911, o Poder Judiciário, assim como todo o Estado de São Paulo, cresceu e se agigantou, mas, ainda hoje, 78 o Palácio da Justiça é a casa que melhor representa e dignifica o maior Tribunal de Justiça do mundo. “Conhecendo a magnitude de sua construção e a sua rica simbologia, ao assimilar a filosofia e a história existentes por trás de cada detalhe da arquitetura, a pessoa que entra neste prédio, não vê somente mais um prédio público bonito e suntuoso, mas vê, sim, aqui, o Templo de Themis”, diz a servidora Maria Cristina Maia de Castro. JUNHO DE 2015 Um pouco da história O primeiro presidente foi o cearense Tristão de Alencar Araripe. Hoje, o desembargador José Renato Nalini, é a 78ª gestão distinta no comando do tribunal. A primeira sede, em 1874, localizava-se na Rua Boa Vista, época em que era denominado “Tribunal da Relação de São Paulo e Paraná”. Nessa época, contava com apenas sete desembargadores. Com a promulgação da Constituição, em 1891, surgiu o “Tribunal de Justiça do Estado de São Paulo”. Em razão do crescimento demográfico e da expansão do judiciário, fez-se necessária a construção de uma sede para abrigar o Tribunal de Justiça, até então instalado em casarões precários no centro de São Paulo. O arquiteto Ramos de Azevedo foi incumbido do projeto, mas devido a problemas burocráticos e à demolição do quartel da cavalaria instalado no local, somente em 1920 foi lançada a pedra fundamental. A maioria dos operários empregados na construção do prédio era imigrante italiano e espanhol. A presença de grandes espaços tornou a obra pioneira no uso de estruturas metálicas. Sua fachada foi inspirada no Palácio da Justiça de Roma, com acabamentos luxuosos e ornamentado com figuras, cariátides e símbolos do judiciário. Após 13 anos, em janeiro de 1933, começaram as atividades no Palácio da Justiça. Uma segunda inauguração ocorreu em 25 de janeiro de 1942, em homenagem a São Pau- No alto, o 1º presidente, Tristão de Alencar Araripe. Acima, imagens históricas do TJSP. lo pelo seu 388º aniversário. Construído em estilo neoclássico com cunho barroco, o prédio tornou-se orgulho para o Judiciário. Como já dito, a edificação foi inaugurada em duas datas distintas, em 1933 e 1942, quando foi concluído o 5º pavimento, destinado a algumas salas de julgamento e gabinetes do órgão diretivo, sendo tombado pelo Condephaat em 1981. Hoje, o TJSP é compos79 to por 360 desembargadores e nos órgãos de cúpula estão o presidente, o vice-presidente, o corregedor-geral da Justiça, o decano e os presidentes das seções de Direto Criminal, Direito Público e Direito Privado. Eles integram o Conselho Superior da Magistratura. Também, há o Órgão Especial, composto por 25 desembargadores: o presidente, 12 mais antigos e 12 eleitos. JUNHO DE 2015 Museu Criado pela Portaria 2815/95, o Museu do Tribunal de Justiça, tem por principal objetivo preservar e divulgar os elementos materiais relacionados à vida e tradições do Poder Judiciário paulista. Inaugurado em 1º de fevereiro de 1995, no Palácio da Justiça, esse setor cultural tem por função realizar a levantamento de todo acervo histórico existente no Estado de São Paulo, a fim de designar locais adequados à sua exposição, bem como proceder à necessária catalogação e preservação. Pela montagem de núcleos permanentes e exposições temporárias, cumpre a importante missão de preservar para as novas gerações a história e os objetos ligados à evolução do Poder Judiciário Paulista, com destaque aos eminentes vultos do passado que marcaram época desde a implantação do “Tribunal da Relação”, em 1874, na então província de São Paulo. O Museu do Tribunal, desde 80 2007, encontra-se sediado no Palacete Conde de Sarzedas, onde mantém importantes coleções atinentes à criação e evolução do Poder Judiciário, bem como dois núcleos de exposições permanentes, localizados no Palácio da Justiça, “Sala Desembargador Emeric Levai” e “Espaço Cultural Poeta Paulo Bomfim”. Exposições temporárias – itinerantes são inauguradas junto à “Sala dos Passos Perdidos” – hall de circulação principal da Sede do Poder Judiciário. JUNHO DE 2015 Palacete Conde de Sarzedas O Palacete Conde de Sarzedas, que abriga o Centro Cultural do Museu do Tribunal de Justiça, aberto ao público de segunda a sexta-feira, das 10h às 18h, guarda relíquias como togas de desembargadores que se aposentaram, objetos antigos como máquina de escrever e documentos históricos sobre jurisprudências do Tribunal de Justiça. Dentre os objetos e fotos expostas, sobre a família Sarzedas, a do casal Luiz e Luiza, produzida por um estúdio profissional em Paris, em 1900, mata a curiosidade dos visitantes em saber como era esse casal que, cem anos depois, torna-se celebridade novamente, por conta de uma obra arquitetônica que ressurge em uma megalópole como São Paulo, como forma de exemplo para a cultura do país. No final do século 19, a região conhecida hoje como o bairro da Liberdade foi ocupada de fato. Dentre as propriedades tradicio81 nais que ali existiam, uma sempre se destacou: tombado pelo patrimônio histórico municipal, o “Castelinho” localizado na Rua Conde de Sarzedas, nº 100, centro de São Paulo, estava por ser demolido. Só não o foi, graças a ação de uma técnica do Departamento do Patrimônio Histórico solicitou o tombamento do imóvel. Ela também tentou salvar um belo conjunto de sobrados que ficava do lado do palacete, mas esses não tiveram a mesma sorte. JUNHO DE 2015 Palacete que hoje abriga o Centro Cultural foi erguido no fim do século XIX a pedido de Luiz Rodrigues Ferreira O “Castelinho” O prédio, que atualmente abriga o Centro Cultural, foi construído por volta de 1891 a pedido de Luiz Rodrigues Ferreira, (algumas publicações dão como certo o nome de Luís de Lorena Rodrigues Ferreira) descendente do Conde de Sarzedas e deputado por São Paulo. O palacete era um presente para sua futura esposa, a jovem francesa Maria Luiza Belanger Rodrigues Ferreira (também denominada de Marie Louise Dallanger). Conta-se que, com 60 anos de idade e apaixonado pela garota de 18 anos, Luiz mandou levantar a edificação que ficou conhecida como “Castelinho do Amor”. Vitrais franceses, madeiras nobres, ladrilhos hidráulicos, lustres importados compunham o cenário idealizado por Luiz Ferreira para a sua amada. O casarão, também, estava localizado em local privilegiado: no topo de uma colina. Subindo por uma escada estreita, chegava-se a um mirante, de onde se podia avistar todo o vale do Ta82 manduateí. Hoje, a vista da construção, a partir do mirante, pode-se ver, ainda, a Catedral da Sé e o Palácio da Justiça. Após a morte do proprietário, 0DULD/XL]DVHXÀOKRHQRUDDLQGD permaneceram no Castelinho até 1939. Depois desse período, o local abrigou de tudo: igreja evangélica, cortiços, invasões, até que em 2001 foi aberto o processo de tombamento pelo Conselho Municipal de Preservação do Patrimônio Histórico, Cultural e Ambiental da Cidade de São Paulo. JUNHO DE 2015 Edifício Conde de Sarzedas Idealizado pela Fundação Carlos Chagas para ser o novo espaço do Tribunal de Justiça tem 29.400m² de área construída, num terreno 2.388,00m². Sua fachada em pele de vidro tem formas côncavas e convexas. Na face curva, os vidros são azuis, enquanto nas outras uma combinação de tons define uma marcação horizontal: opacos na frente de laje, fumê no vão-luz e azul no peitoril. No total, foram usados 11.750m² de vidros laminados para a obra. Com 106 metros de altura, lajes em balanço, pilares de transição, fachadas curvas e retas e parede-diafragma, o prédio enfrentou, na construção, grandes desafios e elevado grau de complexidade. Responsável pela obra, a construtora Blokos programou os trabalhos de forma a tornar o processo ágil e garantir a qualidade, evitando desperdícios, além de organizar a logística para não interferir no trânsito da região central de São Paulo. A área central de São Paulo influenciou a arquitetura e o nome do edifício. Como o casarão deveria ser preservado, o arquiteto Ruy Ohtake desenhou uma torre de linhas curvas e fachada-cortina, compondo recuos que envolvem a antiga edificação. Um arranha-céu espelhado de 29 andares é o responsável pela recuperação de um casarão de 110 anos, escondido em um canto da cidade – na Rua Conde de Sarzedas, travessa da Rua Conselheiro Furtado, atrás do Fórum João Mendes, no centro de São Paulo. Agora, o edifício abriga o Museu do Tribunal de Justiça e passou a ser um polo turístico muito visitado. Sem o Castelinho, Fachada de vidro é contraponto a entorno histórico do TJSP o edifício Conde de Sarzeda seria apenas mais um arranha-céu perdido e anônimo entre milhares de outros, na capital paulista. Junto com a construção do edifício, a Fundação Carlos Chagas restaurou o Castelinho, patrimônio histórico da cidade de São Paulo e que agora abriga o Museu do Tribunal de Justiça. Há pouca documentação a respeito da construção. Entre os vários exemplares do gênero que datam do fim do século 19 esse é um dos mais preservados interna e externamente, segundo o arquiteto Samuel Kruchin, responsável pelo restauro, iniciada em 2002. A falta de documentos e as péssimas condições de conservação mantiveram o casarão fora da lista de tombamento do Conselho Municipal de Preservação do Patrimônio Histórico (Compresp), até começarem as pesquisas para orientar a construção, acabou tombada pelo Compresp. A beleza dos afrescos, de madeira e estuque, e o fato de ser dos únicos exem83 plares desse tipo no centro velho pesaram na decisão. Os detalhes internos dão pistas de que o local teve certo prestígio na capital na virada para o século 20. Cada uma das salas, entre as várias espalhadas por quase mil m², tem cores e decoração de paredes próprias. Desenhos de flores em cores vibrantes, ladrilhos hidráulicos decorados e ornamentos de madeira compõem os ambientes. Da sala principal segue-se para a escada, em uma única pilastra, que dá acesso ao andar superior e a um mirante. De lá, ainda é possível avistar a Catedral da Sé e a Várzea do Carmo, denunciando a localização privilegiada. Certos detalhes permitem imaginar que o escritório de Ramos de Azevedo teve alguma participação na obra. Hoje, além dos objetos históricos, o Museu do Tribunal reúne artistas que se apresentam, no horário do almoço, no projeto nas “Quintas Musicais”, todas as primeiras quintas-feiras de cada mês. JUNHO DE 2015 COMPOSIÇÃO DO TRIBUNAL DE JUSTIÇA DO ESTADO DE SÃO PAULO Des. José Renato Nalini PRESIDENTE DO TRIBUNAL DE JUSTIÇA DO ESTADO Des. Eros Piceli VICE-PRESIDENTE DO TRIBUNAL DE JUSTIÇA DO ESTADO Des. Hamilton Elliot Akel Des. CORREGEDOR GERAL Des. José Renato Nalini Presidente do Tribunal de Justiça do Estado de São Paulo (2014-2016) Sérgio Jacintho Guerrieri Rezende José Carlos Gonçalves Xavier de Aquino Hamilton Elliot Akel José Damião Pinheiro Machado Cogan Antonio Carlos Malheiros Moacir Andrade Peres Fernando Antonio Ferreira Rodrigues Luiz Antonio de Godoy Péricles de Toledo Piza Júnior Ricardo Cardozo de Mello Tucunduva Getúlio Evaristo dos Santos Neto Márcio Orlando Bártoli João Carlos Saletti Ericson Maranho Roberto Mário Mortari Luiz Antonio Ambra Carlos Vico Mañas Francisco Antonio Casconi José Renato Nalini Renato Sandreschi Sartorelli Carlos Augusto Lorenzetti Bueno Augusto Francisco Mota Ferraz de Arruda Ademir de Carvalho Benedito Antonio José Silveira Paulilo Roberto Galvão de França Carvalho Artur Marques da Silva Filho Everaldo de Melo Colombi Paulo Miguel de Campos Petroni Gastão Toledo de Campos Mello Filho 84 Tarcísio Ferreira Vianna Cotrim Fábio Monteiro Gouvêa Manuel Matheus Fontes Eros Piceli Itamar Gaino Aroldo Mendes Viotti Ricardo Henry Marques Dip Luiz Antonio Figueiredo Gonçalves João Luiz Morenghi Fábio Poças Leitão José Benedito Franco de Godoi Angélica de Maria Mello de Almeida Carlos Alberto Lopes Fernando Melo Bueno Filho Manoel de Queiroz Pereira Calças Antonio Carlos Mathias Coltro Celso José Pimentel Luiz Augusto Gomes Varjão Ruy Coppola Álvaro Torres Júnior Luiz Correia Lima Mário Devienne Ferraz Ricardo Santos Feitosa José Orestes de Souza Nery Luis Carlos de Barros José Luiz Gavião de Almeida Reinaldo Felipe Ferreira Francisco Thomaz de Carvalho Júnior Luiz Alberto de Lorenzi JUNHO DE 2015 Raymundo Amorim Cantuária Roque Antonio Mesquita de Oliveira Antonio Roberto Midolla José Roberto Lino Machado Paulo Celso Ayrosa Monteiro de Andrade Nestor Duarte Kioitsi Chicuta Nilo Cardoso Perpétuo José Marcos Marrone José Araldo da Costa Telles Antonio Rigolin Antonio de Almeida Sampaio Luis Soares de Mello Neto Euvaldo Chaib Henrique Nelson Calandra Vanderci Álvares Sebastião Flávio da Silva Filho Cyro Ricardo Saltini Bonilha Luis Antonio Ganzerla Geraldo Francisco Pinheiro Franco Ivan Ricardo Garisio Sartori Carlos Alberto Russo Carlos Alberto de Sá Duarte Maria Cristina Zucchi Oswaldo Erbetta Filho Sebastião Alves Junqueira Paulo Roberto Grava Brazil Otávio Henrique de Sousa Lima William Marinho de Faria Luiz Antonio Cerqueira Leite Guilherme Gonçalves Strenger Ricardo José Negrão Nogueira Antonio Carlos Tristão Ribeiro Rui Cascaldi Luiz Eurico Costa Ferrari José Roberto Coutinho de Arruda Vicente Antonio Marcondes D Angelo Marcos Antonio de Oliveira Ramos Antonio Teixeira da Silva Russo João Camillo de Almeida Prado Costa Alberto de Oliveira Andrade Neto Jayme Queiroz Lopes Filho Antonio Carlos Villen Enio Santarelli Zuliani Berenice Marcondes Cesar Antonio Celso Aguilar Cortez Maria Tereza do Amaral Jovino de Sylos Neto Vito José Guglielmi Nilson Xavier de Souza Antonio José Martins Moliterno Ricardo Graccho Fernando Antonio Maia da Cunha Sérgio Godoy Rodrigues de Aguiar Cesar Lacerda Alberto Gentil de Almeida Pedroso Neto Carlos Eduardo Cauduro Padin Renato de Salles Abreu Filho Aldemar José Ferreira da Silva José Henrique Arantes Theodoro Carlos Teixeira Leite Filho Sebastião Thiago de Siqueira Geraldo Euclides Araujo Xavier Luiz Edmundo Marrey Uint Ligia Cristina de Araújo Bisogni Eutálio José Porto Oliveira Decio Leme de Campos Júnior Carlos Eduardo Donegá Morandini Willian Roberto de Campos Antonio Carlos Machado de Andrade Artur Cesar Beretta da Silveira Gilberto Pinto dos Santos Ricardo Cintra Torres de Carvalho José Raul Gavião de Almeida Cláudio Antonio Soares Levada Teresa Cristina Motta Ramos Marques Thiers Fernandes Lobo Walter Pinto da Fonseca Filho Ana de Lourdes Coutinho Silva da Fonseca Virgilio de Oliveira Júnior Sergio Coimbra Schmidt Paulo Dimas de Bellis Mascaretti Francisco Occhiuto Júnior Vera Lucia Angrisani João Negrini Filho Roberto Nussinkis Mac Cracken João Alberto Pezarini Paulo Roberto de Santana Luiz Augusto de Salles Vieira Danilo Panizza Filho Gil Ernesto Gomes Coelho Heraldo de Oliveira Silva Luiz Augusto de Siqueira Adilson de Araújo Paulo Magalhães da Costa Coelho Sérgio Gomes José Ruy Borges Pereira Fábio de Oliveira Quadros Walter Piva Rodrigues José Carlos Ferreira Alves Luiz Antonio Silva Costa 85 Sidney Romano dos Reis Wellington Maia da Rocha Osvaldo Magalhães Júnior José Maria Simões de Vergueiro Osvaldo José de Oliveira Wanderley José Federighi Luiz Burza Neto Egidio Jorge Giacoia José Roberto Neves Amorim Natan Zelinschi de Arruda Venicio Antonio de Paula Salles Manoel Ricardo Rebello Pinho Marco Antonio Marques da Silva Newton de Oliveira Neves Fernando Antonio Torres Garcia Carlos Nunes Neto Fermino Magnani Filho José Percival Albano Nogueira Júnior Otávio Augusto de Almeida Toledo Erickson Gavazza Marques Eduardo Almeida Prado Rocha de Siqueira Ricardo Mair Anafe Francisco José Galvão Bruno Osvaldo Capraro Décio de Moura Notarangeli Hermann Herschander José Jacob Valente Waldir Sebastião de Nuevo Campos Júnior Geraldo Luís Wohlers Silveira José Manoel Ribeiro de Paula Luiz Fernando Salles Rossi Oswaldo Luiz Palu Spencer Almeida Ferreira Tasso Duarte de Melo Teodozio de Souza Lopes Luiz Antonio Cardoso Walter da Silva Dimas Borelli Thomaz Júnior Reinaldo Miluzzi Luiz Toloza Neto José Joaquim dos Santos Mario Carlos de Oliveira Ruy Alberto Leme Cavalheiro Francisco Olavo Guimarães Peret Filho Sérgio Antonio Ribas Valdecir José do Nascimento José Luiz Mônaco da Silva Gilberto Gomes de Macedo Leme Paulo Alcides Amaral Salles JUNHO DE 2015 Roberto Martins de Souza Edison Vicentini Barroso Sérgio Seiji Shimura Jair Martins Aben-Athar de Paiva Coutinho Paulo Antonio Rossi Silvia Rocha James Alberto Siano Miguel Angelo Brandi Júnior Hugo Crepaldi Neto Francisco Antonio Bianco Neto Marco Antonio De Lorenzi Pedro Luiz Baccarat da Silva Sandra Maria Galhardo Esteves Luís Fernando Nishi Armando Camargo Pereira Mario Antonio Silveira Marco Antônio Pinheiro Machado Cogan Antonio Benedito do Nascimento Galdino Toledo Júnior Plinio Novaes de Andrade Júnior Fernando Luiz Sastre Redondo Antonio Sérgio Coelho de Oliveira José Helton Nogueira Diefenthäler Júnior Luís Francisco Aguilar Cortez Ronaldo Sérgio Moreira da Silva José Jarbas de Aguiar Gomes Flávio Cunha da Silva Maria Beatriz Dantas Braga Louri Geraldo Barbiero Antonio Carlos Morais Pucci Eduardo Cortez de Freitas Gouvêa Álvaro Augusto dos Passos Francisco Giaquinto Francisco Eduardo Loureiro Miguel Marques e Silva Jeferson Moreira de Carvalho Claudio Hamilton Barbosa Irineu Jorge Fava João Francisco Moreira Viegas Cesar Mecchi Morales Luiz Felipe Nogueira Júnior Francisco Orlando de Souza Sérgio Rui da Fonseca Elcio Trujillo Miguel Petroni Neto Ricardo Pessoa de Mello Belli Rubens Rihl Pires Corrêa Juvenal José Duarte Maria Olívia Pinto Esteves Alves Cesar Ciampolini Neto Pedro de Alcântara da Silva Leme Filho Afonso Celso Nogueira Braz Renato Rangel Desinano José Tarciso Beraldo Renato Delbianco Leonel Carlos da Costa Israel Góes dos Anjos Maria de Lourdes Rachid Vaz de Almeida Octavio Augusto Machado de Barros Filho Walter Cesar Incontri Exner Dácio Tadeu Viviani Nicolau Carlos Eduardo Pachi Alberto Marino Neto Oscild de Lima Júnior Alex Tadeu Monteiro Zilenovski João Batista Morato Rebouças de Carvalho Edson Ferreira da Silva Eduardo Sá Pinto Sandeville Pedro Yukio Kodama Roberto Grassi Neto João Carlos Sá Moreira de Oliveira Christine Santini José Antonio Encinas Manfré Luiz Beethoven Giffoni Ferreira Luís Fernando Balieiro Lodi Paulo Pastore Filho Luis Mario Galbetti Paulo Barcellos Gatti Mauro Conti Machado Carlos Alberto Garbi Marcelo Martins Berthe Henrique Harris Júnior Dimas Rubens Fonseca José Roberto de Souza Meirelles Carlos Alberto de Salles Carlos Henrique Abrão Antonio Mário de Castro Figliolia José Luiz Germano João Batista Silvério da Silva Ivo de Almeida Camilo Léllis dos Santos Almeida José Antonio de Paula Santos Neto Edison Aparecido Brandão Edgard Silva Rosa Alexandre Alves Lazzarini Paulo Sérgio Brant de Carvalho Galizia Márcio Martins Bonilha Filho 86 Luciana Almeida Prado Bresciani Henrique Rodriguero Clavisio Roberto Caruso Costabile e Solimene Maria Cristina Cotrofe Biasi Mary Grün Mônica de Almeida Magalhães Serrano Carlos Alberto Mousinho dos Santos Monteiro Violante Amaro José Thomé Filho Nelson Paschoal Biazzi Júnior Luís Paulo Aliende Ribeiro Ana Luiza Liarte Caio Marcelo Mendes de Oliveira Luiz Antonio Coelho Mendes Theodureto de Almeida Camargo Neto Maria Laura de Assis Moura Tavares Guilherme de Souza Nucci Fábio Guidi Tabosa Pessoa Ricardo Sale Junior Alcides Malossi Junior Ana Catarina Strauch Alberto Gosson Jorge Junior Mauricio Pessoa Achile Mario Alesina Junior Claudia Grieco Tabosa Pessoa Fernando Geraldo Simão João Pazine Neto Carlos Henrique Miguel Trevisan Luiz Sergio Fernandes de Souza Helio Marques de Faria Nelson Jorge Júnior Rômolo Russo Júnior Maria Lúcia Ribeiro de Castro Pizzotti Mendes Daise Fajardo Nogueira Jacot Flávio Abramovici Raul José De Felice Vicente de Abreu Amadei Antonio Tadeu Ottoni Alberto Anderson Filho José Wagner de Oliveira Melatto Peixoto Adalberto José Queiroz Telles de Camargo Aranha Filho Flora Maria Nesi Tossi Silva Carlos Otávio Bandeira Lins Cesar Luiz de Almeida Claudio Luiz Bueno de Godoy José Roberto Furquim Cabella Aguinaldo de Freitas Filho Gilberto Leme Marcos Garcia Milton Paulo de Carvalho Filho