207 AUTO-PERCEPÇÃO DE UM PORTADOR DE SÍNDROME DE DOWN SOBRE RELACIONAMENTO AMOROSO Aline Silvana Schaefer¹ Carolina Vilela Garcia¹ Deiciane Silva Rezende¹ Denise Araújo Martins¹ Kellen Rosa da Cruz¹ Stephania Luz Poleto ² RESUMO Este trabalho objetiva conhecer a visão de um portador de Síndrome de Down sobre seu relacionamento amoroso. A pesquisa foi feita com base em revisão bibliográfica, e entrevista realizada com um portador de Down de 31 anos, na associação de pais e amigos dos excepcionais (APAE) de Barra do Garças - MT. O portador da síndrome não apresenta dificuldades em se relacionar amorosamente, pelo contrário possui um bom relacionamento igual, ou melhor, do que as pessoas não portadoras. Palavras-chave: Relacionamento Amoroso; Síndrome de Down; auto-percepção. ABSTRACT This paper aims to examine the vision of a person with Down syndrome about their relationship. The research was based on literature review, and interview with a person with Down 31, the association of parents and friends of (APAE) of Barra Herons - MT. The Down syndrome does not present difficulties in relationship, rather has a good relationship equal or better, than people without. Key-words: Loving Relationship, Down syndrome, self-perception. 1. INTRODUÇÃO A síndrome de Down (SD) foi descrita, em 1866, por John Langdon Down. Este médico inglês descreveu as características da síndrome, que acabou sendo batizada com o seu nome. Ele descobriu que a causa da síndrome de Down era genética [...]. Mas somente em 1958 foi identificada pela primeira vez pelo geneticista francês Jérôme Lejeune (Fundação Síndrome de Down, 2007). Lejeu1ne em 1953, um ano após dar início na carreira em pesquisa científica como 1 Acadêmicas do segundo ano, do curso de Farmácia, das Faculdades Unidas do Vale do Araguaia, de Barra do Garças-MT. 2. Bióloga, mestre e professora orientadora. Contato: [email protected] On-line http://revista.univar.edu.br/ ISSN 1984-431X estagiário no Centro Nacional de Pesquisas Científicas da França, o CNRS, descreveu as anomalias palmares nos portadores de SD, descrevendo a primeira doença genética conhecida. Em 1958 na Universidade de S. Gill, de Montreal, Canadá, expôs sua hipótese do determinismo cromossômico da doença que foi confirmada no final deste mesmo ano. Para SILVA, (2002) a SD é decorrente de uma alteração genética ocorrida durante ou imediatamente após a concepção. A alteração genética se caracteriza pela presença a mais do autossomo 21, ou seja, ao invés do indivíduo apresentar dois cromossomos 21, possui três, chamada também trissomia simples. Segundo MOREIRA; EL-HANI; GUSMÃO (2000), a SD é uma condição genética, [...] que constitui uma das causas mais freqüentes de deficiência mental (DM), compreendendo cerca de 18% do total de deficientes mentais em instituições especializada. Para SILVA; DESSEN (2002), a SD é uma desordem genética que causa deficiência mental em graus variados. De acordo com SNUSTAD e SIMMONS, 2010, a prevalência da SD se situa ao Interdisciplinar: Revista Eletrônica da Univar (2011) nº. 6 p. 207 - 212 208 redor de 1:700 recém nascidos (RNs) vivos, e segundo MALGARIN; ÁVILA; ROSADO, et al. 2006 há uma variação em diferentes populações, de 1:600 a 1:200. Há uma leve preponderância no sexo masculino. A causa da SD ainda não foi descoberta com exatidão, mas alguns cientistas afirmam como possíveis causas um erro na divisão durante a meiose resultando em um zigoto com três cromossomos 21, ao invés de dois. Não há cura para a SD, visto ser uma doença genética, portanto não existem medicamentos ou vacinas para erradicá-la. SIQUEIRA (2006), afirma que além de erros cromossomais, mulheres com mais idade tem o risco muito elevado de ter um filho com esta síndrome. O aumento da taxa de mães acima de 35 anos no Brasil nos últimos anos indica elevação no nascimento de crianças com SD, sendo assim, destacase a importância do estudo dessa Síndrome. De acordo com CASTELÃO; SCHIAVO; JURBERG (2003), em torno dos 20 anos a prevalência é de 1:1500, subindo para 1:380 aos 35 anos e para quase 1:28 aos 45 anos. A variante mais comum de Down é caracterizada por uma alteração cromossômica numérica, que totaliza 47 cromossomos no genoma do portador (JORDE; CAREY; BAMSHAD; WHITE, 2004). Segundo Griffiths (2008), geralmente pode ser diagnosticada ao nascimento ou logo depois por suas características dismórficas, que variam entre os pacientes, mas produzem um fenótipo distintivo. É possível que apresente todas estas características ou apenas algumas como: olhos com pálpebras, a cabeça geralmente é pequena com parte posterior levemente achatada. A boca é pequena. As mãos são curtas e largas com uma única linha transversal. A musculatura de maneira geral é mais flácida (hipotonia muscular). Pode existir pele em excesso no pescoço. As orelhas são geralmente pequenas e de implantação baixa. Pés chatos com dedos curtos, cardiopatia congênita, obesidade, envelhecimento precoce. Segundo Jones (1998, apud SIQUEIRA, 2006, p. 26): “Nenhuma criança tem todos os sinais e nenhum sinal isolado é decisivo para caracterizar o diagnóstico sendo positivo para a síndrome”. O recém-nascido com SD costuma ter uma expressão fenotípica muito típica, o que permitirá a um profissional razoavelmente experiente levantar um diagnóstico clínico com uma margem de certeza muito elevada. São muito raros os casos em que as características presentes no recém-nascido passam despercebidas, mesmo por médicos com menor experiência. (MALGARIN et al., 2006) Em qualquer eventualidade de suspeita, a certeza absoluta de um diagnóstico de SD seria somente alcançada através de cariotipagem da criança (MALGARIN et al., Apud, CARAKUSHANSKY, 2001). On-line http://revista.univar.edu.br/ ISSN 1984-431X A SD causa também, um atraso no desenvolvimento das funções motoras e mentais do indivíduo, dentre outras características, sabe-se que embora esta síndrome não tem cura, vacinas e medicamentos não existem para erradicar esta síndrome do portador. A criança pode ter um desenvolvimento enorme se for estimulada precocemente, de modo a aumentar seu desenvolvimento motor e intelectual, iniciando-se com 15 dias após o nascimento (MAIA, 1998). Mesmo com todas as medidas necessária tomadas, vale ressaltar que o portador da SD não atingirá o nível denominado “normal”, haverá coisas que ele não conseguirá realizar. A síndrome limita seu desenvolvimento, a deficiência que as crianças apresentam impedirá que elas absorvam todos os estímulos oferecidos pelo meio [...] evidentemente, conseguirão superar, embora tardiamente, parte das dificuldades nas diferentes etapas correspondente às suas idades. Haverá sempre a idade mental e a idade cronológica, uma divergência ampla, como resultado da falta de organização neurológica. MELO; SILVA (2002, apud SCHWARTZMAN, 1999). De acordo com SOUZA; RAMOS (2002), em cada uma das etapas do desenvolvimento, a criança mostrará desejos e maneiras diferentes de se relacionar. O nível de deficiência mental influirá nessas manifestações, pois faz com que a pessoa tenha diferentes níveis de elaboração de suas experiências, desejos e relacionamentos, jovens com SD também querem e precisam de: um amigo, alguém com quem falar, ter segredinhos, com quem compartilhar coisas importantes, alguém para tocar, alguém que através de um gesto diga "gosto de você", que lhe digam "você é legal". Sentir que são pessoas de valor, que são amados, mas isto não quer dizer necessariamente sexo. Precisam de interação social, a fim de evitar solidão. A discussão sobre a sexualidade dos deficientes é um dos fatores que aumentam a qualidade de vida do portador, além de ser um direito de exercer sua cidadania de maneira integral, medidas como esta, permitem que crianças com essa síndrome tenham boa expectativa no tempo de vida, segundo (MALGARIN, apud GEDYE, 1998) com a esperança média aproximando-se dos 70 anos de idade em países desenvolvidos. Não se deve esquecer que a compreensão do portador da SD é muito concreta, ou seja, a informação deve ser clara, com conteúdo simples e objetivo. Cada pessoa enxerga seu corpo de uma maneira singular, a partir de sua cultura, aprendizado, experiências de vida, limitações. Não é diferente para a pessoa com deficiência intelectual. Segundo SCHUBERT (2010) o portador da SD tem dúvidas sobre seu corpo, e procura alguém de sua confiança para explicar, salientando seu tempo e suas limitações. Interdisciplinar: Revista Eletrônica da Univar (2011) nº. 6 p. 207 - 212 209 Apesar da sexualidade dos portadores não ser muito aceita na sociedade, ter escassez de oportunidades de relações interpessoais, e ter poucos espaços de intimidade, para PAN (2010), a sexualidade se desenvolve da mesma forma em uma pessoa com síndrome de Down do que nos demais e, por isso, deverão igualmente aprender a canalizar os impulsos e os sentimentos. De acordo com SOUZA; RAMOS (2002), um comportamento comum entre os familiares é achar que o portador não tem interesse por namoro, sexo, casamento, embora esta mentalidade tenha sido mais discutida e encontra-se em processo de mudança, atualmente, acredita-se até que a falta ou a restrição de um relacionamento amoroso possa provocar um decréscimo na auto-estima dos portadores. Diante dessa realidade vimos a importância da realização deste estudo. Dentro deste contexto, o objetivo deste estudo foi analisar e conhecer, a auto-percepção de um portador de síndrome de Down sobre relacionamento amoroso, na Associação de Pais e Amigos dos Excepcionais – APAE, de Barra do Garças-MT, Brasil. 2. MATERIAL E MÉTODOS Esta pesquisa é de natureza exploratória, com embasamento em revisões bibliográficas, observações e entrevista. Antes das entrevistas, houve três contatos dos membros do grupo com a instituição e com os portadores, com a finalidade de conhecer melhor, de observar e deixar os entrevistados mais à vontade no dia da entrevista. A entrevista foi realizada na APAE (Associação de Pais e Amigos dos Excepcionais), no dia 27 de outubro de 2010, às 13:40 h, utilizando-se de um questionário com cinco perguntas fechadas. A APAE é sediada em Barra do Garças-MT, região centro-oeste do Brasil, e foi escolhida por ser uma entidade a qual apresentaria um maior número de portadores de síndrome de Down reunidos. A APAE autorizou, de forma escrita, a entrevista para fins de pesquisa, desde que a identidade dos portadores fosse preservada, salvo consentimento dos entrevistados e de seus pais ou responsáveis. O critério de escolha dos entrevistados, devido a própria limitação da síndrome e as variações nas características de cada indivíduo, se deu pela capacidade intelectual de responder às questões. FIGURA 1: Fotografia autorizada do entrevistado. 3. RESULTADOS E DISCUSSÃO A APAE possuía quatro portadores de SD, naquele momento, e apenas um indivíduo, do sexo On-line http://revista.univar.edu.br/ ISSN 1984-431X masculino, de 31 anos de idade, mostrou-se habilitado para a entrevista. Embora o número de excepcionais ser relativamente pequeno, considera-se uma vitória ter encontrado um portador com boa capacidade de entender e razoável capacidade de responder às perguntas. Neste caso, percebeu-se que os gestos, os olhares, o comportamento, são expressões às vezes até mais importantes que a própria fala. Já era sabido que o entrevistado possuía dificuldades relacionadas à fala, típicas da síndrome, tal informação foi confirmada durante a entrevista e, reafirmada quando o portador foi questionado, se ele encontra dificuldades em se relacionar com as pessoas. Para MELO e SILVA (2002), um fator que contribui para o desenvolvimento biopsicossocial é quando os portadores de síndrome de Down estudam no contexto da escola inclusiva, em que, todos devem aprender juntos, independentes de quaisquer dificuldades ou diferenças que possam ter, pois é neste ambiente que ele desenvolvera vínculos e relacionamentos. Após o portador ter revelado possuir um relacionamento amoroso, foi questionado sobre como era esse relacionamento, onde, ele disse que era estável e que não apresentava dificuldades naquele momento. Segundo DOWN21 (2009, apud PIVETTA, 2009, p.33) o adolescente com SD (FIGURA 1) tem uma vida social muito restrita e o relacionamento entre ambos os sexos, quando acontece, tem um sentido mais de amizade do que de namoro. Quando o portador de Down afirma que está namorando, muitas vezes, refere-se apenas a um adolescente do sexo oposto que lhe agrada, com quem tem relação de amizade ou mesmo só contatos eventuais. O relato do portador permitiu constatar que as percepções, desejos e outros comportamentos, não diferem daqueles característicos de jovens sem a Interdisciplinar: Revista Eletrônica da Univar (2011) nº. 6 p. 207 - 212 210 síndrome como, beijar, abraçar, passear, andar de mãos dadas e ter uma vida sexualmente ativa. Na terceira pergunta, foi questionado se o portador possuía alguma característica física, a qual tem mais dificuldade em aceitar em relação a outras pessoas da mesma idade, a resposta foi semelhante a relatados de outros estudos, a baixa estatura. O entrevistado incomoda-se com sua baixa estatura em relação aos não portadores, pode ser que ele não se sinta atraente, pelo padrão que a sociedade impõe como ressalta GLAT (2004), A formação de identidade pessoal é a essência do processo de socialização, e consiste em comparar-se e ajustar-se aos padrões reconhecidos como “normais” pelo grupo social. Assim, a imagem que um indivíduo tem de si e de seu corpo é definida a partir das percepções e representações que os outros membros do seu grupo social fazem dele. Mas verificou-se também que apesar de incomodá-lo, tal característica física não é um obstáculo para o relacionamento, o portador da síndrome entrevistado é bastante afetivo e carinhoso ultrapassando toda diferença. Como ressalta a orientadora sexual Maria Helena Brandão Gherpelli no livro Diferente, mas não Desigual “É muito mais do que simplesmente ter um corpo desenvolvido ou em desenvolvimento, apto para procriar e apresentar desejos sexuais”. O entrevistado afirma que seus pais apóiam seu relacionamento, respondendo a quarta pergunta. No entanto, ele pediu sigilo sobre o romance, acredita-se que em respeito a sua companheira, mas muito provavelmente por este relacionamento não existir, visto que, segundo ele mesmo não há controvérsias de seus pais, então, não haveria motivos para tal, quando comparado aos achados de LUIZ; KUBO (2007), que afirmam “quando as possibilidades de relacionar-se amorosamente são restritas, os portadores tendem a "fantasiar" a respeito de ter um relacionamento amoroso.” Quando foi perguntado sobre seu projeto de vida, se tinha planos de cursar uma faculdade, trabalhar, conquistar independência financeira, se casar e ter filhos, ele respondeu que sim e, com muito entusiasmo e convicção, ressaltando que constituir uma família acontecerá após a conquista financeira. No entanto, para BONOMO; GARCIA; ROSSETI (2009), a adolescência é uma fase onde os jovens experimentam a independência, e começam a definir sua identidade, para o portador Down esse processo tem perspectivas sociais e ocupacionais limitadas, On-line http://revista.univar.edu.br/ ISSN 1984-431X sendo, na maioria das vezes, insuficientes para vida adulta independente. No relato sobre seu projeto de vida, notam-se, mais uma vez, que os seus desejos assemelham-se com os da maioria das pessoas não portadoras de Down. Este fato mostra que a SD não diferencia o portador dos não portadores em relação aos seus sonhos e desejos, comparando-se a opinião de MIRANDA (2010) que afirma: Os portadores de síndrome de Down amam como nós amamos, muito mais intensamente até. E que eles têm um comprometimento muito maior em fazer carinho, no contato pele a pele, em manter uma convivência contínua e em respeitar o outro da forma mais profunda do que as pessoas sem a síndrome. O casamento entre pessoas com deficiência intelectual, pode ser uma experiência satisfatória em alguns casos, pois os portadores procuram uma independência e uma satisfação afetiva. Mas em outros essa experiência não é tão animadora, “as causas principais da dissociação foram a não satisfação das necessidades afetivas, a impossibilidade de se estruturarem de forma independente, inclusive economicamente” LEME, CRUZ (2008), são vários fatores envolvidos não só o econômico, mas também o afetivo e cultural, que com algumas limitações, sofrem constantes influências de seus parentes, desestruturando a identidade daquele lar. SCHLIEMANN, DUARTE, GARCIA, GUIMARÃES, VALDRIGHI (2005), ressaltam: Os adolescentes deficientes ficam privados de experiências que promovem seu desenvolvimento e no que dizem respeito à sexualidade, os jovens são privados de informação, contato social e até mesmo de modelos interessantes de relações afetivas. Trata-se de um mundo negado a estes jovens. Faltam orientações claras, objetivas e fidedignas acerca de temas que envolvem a sexualidade. Os familiares devem prestar uma contínua assessoria, pois muitas situações-limite podem ocorrer isso vale para todas as situações da vida, não só na vivência amorosa, mas também nas tarefas escolares, acompanhamento da vida social, o namorar deve ser acompanhado de perto. O casamento necessita de ajuda contínua, mas deve ser respeitado os direitos de privacidade, escolhas e realização. Segundo PESSOA (2006), Interdisciplinar: Revista Eletrônica da Univar (2011) nº. 6 p. 207 - 212 211 A inclusão plenificada, sem preconceitos, é uma das atitudes mais humanitárias e necessárias que uma pessoa com quaisquer necessidades especiais possa ter. Não basta freqüentar as mesmas escolas, o mesmo clube, “poder” usar os mesmos coletivos. Sobretudo é necessário apenas ser reconhecido como alguém da raça humana, apenas diferente da maioria. Diante desta realidade é necessário o desenvolvimento de trabalhos de pesquisas que investiguem, os conhecimentos, as necessidades, as experiências, os sentimentos dos portadores em relação a vida amorosa e à sexualidade. ALMEIDA (2009), ressalta que “para que a pessoa com Deficiência Mental aprenda a lidar com a sua sexualidade de forma adequada e responsável, faz-se necessária a criação e implementação de programas de educação sexual, em contexto escolar, adequados às suas características e condições de vida”. 4. CONSIDERAÇÕES FINAIS Este caso estudado e analisado permitiu perceber que embora a SD apresente características físicas específicas, no que se refere a relacionamento amoroso, ele assemelha-se muito com os casos dos não portadores. Nesta pesquisa o portador da síndrome de Down não encontrou dificuldades em sua relação amorosa, pois não se importa com beleza física. Quando o portador falou sobre o que é uma pessoa bonita, foi possível perceber que ele não se referia aos aspectos do corpo ou rosto da outra pessoa, mas sim ao próprio sentimento, então, a ênfase do que considera atraente está essencialmente naquilo que uma pessoa é capaz de fazer pela outra, ter afeto, carinho, respeitar e demonstrar o amor de cada um, tornando o relacionamento mais verdadeiro daqueles que não possuem a síndrome, isso, é apaixonar-se para ele, ter o sentimento de bem-estar, satisfação, ânimo na presença do outro. Ele leva uma vida normal assim como às pessoas não portadoras da síndrome, ele estuda, namora, se diverte e pretende capacitar-se profissionalmente para o mercado de trabalho, a fim de obter uma independência dos familiares, visto que, estes costumam ter uma super proteção em relação a ele. Sugere-se a realização de mais trabalhos direcionados a este assunto, uma vez que eles podem ampliar as informações, vencer crenças viciosas e contribuir com a independência e a auto-estima destes portadores. On-line http://revista.univar.edu.br/ ISSN 1984-431X 5. REFERÊNCIAS BIBLIOGRÁFICAS ALMEIDA, Paula A. P. F. P. C. A educação sexual na deficiência mental. Disponível em: http://repositorio.esepf.pt/bitstream/handle. Acesso em: 12 de agosto de 2011. CASTELÃO, Talita B.; SCHIAVO, Márcio R.; JURBERG, Pedro, 2003. Sexualidade da pessoa com síndrome de Down. Disponível em: http://www.scielosp.org/scielo.php?script=sci_arttext& pid=s0034-89102003000100007. Acesso em: 13 de outubro de 2011. Departamento de engenharia civil. Biografias. Jérôme Lejeune. Disponível em: http://www.dec.ufcg.edu.br/biografias/JeromLej.html. acesso em: 13 de outubro de 2011 FUNDAÇÃO SÍNDROME DE DOWN. Histórico da descoberta. Disponível em: http://www.afadportoalegre.org.br/. Acesso em: 13 de outubro de 2011. 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