AGRICULTORES FAMILIARES: CARACTERIZAÇÃO DO SISTEMA DE
INTEGRAÇÃO SUINÍCOLA E OS IMPASSES ATUAIS EM TORNO DA
CONTINUIDADE DA ATIVIDADE
[email protected]
APRESENTACAO ORAL-Agricultura Familiar e Ruralidade
LETICIA PALUDO VARGAS; ROSANI MARISA SPANEVELLO.
CENTRO DE EDUCAÇÃO SUPERIOR NORTE - UNIVERSIDADE FEDERAL DE
SANTA MARIA, PALMEIRA DAS MISSÕES - RS - BRASIL.
Agricultores familiares: caracterização do sistema de integração
suinícola e os impasses atuais em torno da continuidade da atividade
Family farmers: characterization of the swine integration system and
present impasse around continuation of the activity
Grupo de Pesquisa: Agricultura familiar e ruralidade
Resumo
Este estudo objetiva analisar as características do sistema de integração suinícola entre
agricultores familiares e as principais dificuldades em relação a continuidade da atividade e
das propriedades. A coleta de dados foi realizada através de um questionário aplicado aos
agricultores integrados a empresas e/ou cooperativas, na primeira quinzena de agosto de
2009, no município de Concórdia - Santa Catarina. A partir da entrevistas foi possível
constatar que os agricultores são integrados a empresas e cooperativas e a forma de
integração estabelecida é através de contratos, ficando a cargo das empresas e/ou
cooperativas integradoras o fornecimento do transporte pré-abate, ração, assistência técnica
e medicamentos. Quanto às exigências/critérios a serem atendidos pelos agricultores, os
principais são o tipo de alimento a ser usado e o tratamento de dejetos. As vantagens da
produção integrada são obtidas principalmente pela garantia de venda, renda fixa da
atividade, enquanto as desvantagens são o baixo preço pago e o tratamento de dejetos.
Apesar da suinocultura se constituir numa atividade geradora de renda para os agricultores,
os mesmos enfrentam dificuldades quanto a continuidade da atividade, especialmente pela
necessidade de adequação a legislação ambiental e pela falta de perspectivas da
permanência dos filhos que deixam as propriedades em busca de novas oportunidades e
melhores perspectivas de vida. Os resultados da pesquisa refletem a necessidade de
políticas e projetos de desenvolvimento rural voltados a melhorar as condições
socioeconômicas dos agricultores para garantir a continuidade da atividade e das
propriedades.
Palavras-chaves: agricultores, integração, suinocultura, sucessão
Abstract
1
Campo Grande, 25 a 28 de julho de 2009,
Sociedade Brasileira de Economia, Administração e Sociologia Rural
This study aimed to analyze the characteristics of the swine integration system between
family farmers and the main difficulties related to the continuity of the activities in their
properties. The collection of the data was realized through out a questionnaire applied to
the farmers integrated to companies and/or cooperatives, in the first half of August, 2009,
in the town of Concórdia – Santa Catarina. From the interviews it was possible to notice
that the farmers are integrated to companies and cooperatives and the form of integration is
to establish through the contracts and the companies and/or cooperatives being responsible
for the provision of the pre-slaughter transportation, food, technical assistance and
medicines. As the requirements / criterions to be attended by farmers, the main ones are the
kind of food to be used into the waste treatment. The advantages of integrated production
are obtained mainly by the guarantee of sale, fixed income activity, while the
disadvantages are the low price paid and the waste treatment. Although the swine
production being composed in an income generator activity to the farmers, they face
difficulties as the continuation of the activity, especially by the need the adaptation of the
environmental legislation and the lack of perspectives about the permanence of the
children in the activity when they leave the property searching for new opportunities and
better perspective of life. The survey results reflect the need for policies and rural
development projects aimed at improving the farmer’s socioeconomic conditions to ensure
the continuation of the activities and the properties.
Key words: farmers, integration, swine production, succession.
1 INTRODUÇÃO
As regiões de agricultura familiar, e o meio rural como um todo, vêm enfrentando
cada vez mais modificações nas suas formas de produzir em razão da modernização e
introdução de tecnologias nos mais variados sistemas de produção. Na região Oeste do
estado de Santa Catarina, uma das principais atividades realizadas pelos agricultores
familiares é a criação de suínos sob o regime de integração com diferentes empresas ou
cooperativas. O sistema de integração substitui as formas tradicionais de produção de
suínos por outra mais moderna, ditada pelas agroindústrias com normas e regras
estabelecidas, cabendo ao agricultor se adequar a esta forma de produção. Uma das mais
recentes normas é a adequação dos agricultores produtores de suínos à legislação
ambiental.
O que a literatura nos mostra é que o sistema de integração tem características
peculiares. Conhecer como funciona este processo, como os agricultores produzem dentro
deste sistema, quais as vantagens e desvantagens é um dos focos desta pesquisa. Outro
foco é visualizar os principais entraves ou impasses enfrentados pelos agricultores e suas
propriedades para manter a atividade à longo prazo, sejam impasses internos (de dentro da
família e da propriedade) ou externos (relativos a mercado, adequação à legislação
ambiental, entre outros).
De maneira específica, este artigo trata de analisar, sob a ótica dos agricultores
produtores de suínos, as características da integração, considerando as vantagens e
desvantagens deste sistema para os agricultores e os impasses atuais em torno da
continuidade da atividade e das propriedades rurais.
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2 PROCEDIMENTOS METODOLÓGICOS
O estudo foi realizado com agricultores produtores de suínos, indicados pela
Associação Catarinense de Criadores de Suínos1 (ACCS), com sede em Concórdia, região
Oeste do estado de Santa Catarina. Foram selecionados 15 agricultores familiares que
produzem suínos sob o regime de integração com diferentes empresas ou cooperativas do
município de Concórdia.
A coleta de dados ocorreu através de entrevistadas realizadas nas propriedades dos
agricultores durante a primeira quinzena de agosto de 2009. Nas entrevistas buscou-se
levantar aspectos referentes à caracterização do sistema de integração e as dificuldades que
os agricultores tem para manter a atividade, especialmente a longo prazo com a questão
ambiental e a perspectiva da não permanência dos filhos. De maneira complementar
também foi realizada uma entrevista com o vice-presidente da ACCS, com o objetivo de
responder a alguns questionamentos sobre a suinocultura catarinense e sobre as questões
específicas da pesquisa.
3 SISTEMA DE INTEGRAÇÃO SUINÍCOLA E O AGRICULTOR INTEGRADO
As atividades relacionadas à suinocultura ocupam lugar de destaque na matriz
produtiva do agronegócio brasileiro, destacando-a como uma atividade de importância no
âmbito econômico e social. Segundo estimativas, mais de 730 mil pessoas dependem
diretamente da suinocultura, sendo essa atividade responsável pela renda de mais de 2,7
milhões de pessoas (ROPPA, 2002).
Dados do último Censo Agropecuário (2006) nos mostram que a evolução da
suinocultura fica mais nítida ao compararmos os dados com o Censo Agropecuário de
1985, quando a produção era voltada basicamente para o mercado interno. Em 2006, o
efetivo de suínos foi ligeiramente superior (+2,3%) ao de 1985, mas o volume de animais
vendidos (43,16 milhões de cabeças) foi 197,0% superior ao de 1985 (14,51 milhões de
cabeças). Deve-se considerar que nas décadas de 1970 e de 1980 havia a predominância de
animais para produção de banha, que exigia maior tempo até o abate, e nas décadas
seguintes o rebanho passou a ser predominantemente composto de raças com aptidão para
produção de carne, para atender às mudanças de hábitos alimentares que resultou na
substituição de gordura animal por óleos vegetais. O efetivo nacional de suínos, que vinha
declinando desde o Censo Agropecuário de 1980, cresceu 14,9% em relação ao Censo
Agropecuário 1995-1996. Porém, o percentual de animais vendidos cresceu 62,1% no
mesmo período, mantendo a tendência observada em 1996, e pela primeira vez a
quantidade de animais vendidos ultrapassou o efetivo de animais alojados na data de
referência.
Segundo Talamini (2005) nos últimos anos a suinocultura no Brasil tem ganhado
ainda mais importância, principalmente no mercado internacional, por algumas vantagens
comparativas que tornam a atividade competitiva no cenário externo. Com um sistema
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ACCS é uma instituição fundada em 1959 com o objetivo de consolidar a organização da suinocultura no
estado, visando alguns aspectos como produção de carne e melhoramento genético.
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produtivo baseado na integração vertical, demanda pelas agroindústrias, e com
disponibilidade de insumos básicos para a produção, principalmente de grãos essenciais
como soja e milho, e investimentos em tecnologia, a produção de suínos no Brasil
apresenta custos inferiores aos principais competidores mundiais.
De acordo com a ACCS (2005), no Brasil o suíno sempre se destacou pela
produção de gordura, perdendo espaço no mercado de banha nos anos de 1950 com a
chegada de grandes produtores de óleos. A partir daí a carne suína passou a ser privilegiada
e surgiu um novo perfil de consumo. Na busca por mais carne e menos gordura, os
produtores trouxeram novas raças para o Brasil, como a Large White, Landrace, Berkshire,
Hampshire e Wessesx. A respeito dos custos de produção, em relação à América do Sul, o
Brasil apresenta um dos menores custos de produção de suínos, sendo favorecido pela alta
produtividade em relação aos concorrentes geograficamente mais próximos.
Considerando o estado de Santa Catarina, pode-se afirmar que concentra-se a
melhor e mais desenvolvida suinocultura do país. Com rebanho permanente de 4,5 milhões
de cabeças, 17% do rebanho nacional, responde por mais de um terço dos abates totais,
totalizando 7,8 milhões de cabeças e por 40% dos abates industriais. Situados em Santa
Catarina, os cinco maiores conglomerados agroindustriais do país sustentam 60% dos
abates e 70% dos negócios suinícolas (ACCS, 2005).
Segundo a ACCS (2005) a suinocultura de Santa Catarina vem se destacando por
vários motivos, dentre eles: é competitiva internacionalmente; melhor nível de
produtividade do País, tanto no campo como na indústria; índices de produtividade
semelhantes e superiores aos dos europeus e americanos; abrange cerca de 12 mil
suinocultores; é responsável por 25% da produção nacional, que é de 2,7 milhões de
toneladas/ano; participa com 45% das exportações brasileiras; mercado de suínos nacional
está concentrado em cinco grandes empresas, todas com matriz em Santa Catarina; dos
abates totais, 82% originam-se nos Sistemas Integrados; dos abates inspecionados, 90%
dos suínos são dos Sistemas Integrados; emprega diretamente em torno de 65 mil e,
indiretamente, mais de 140 mil pessoas; livre de Febre Aftosa desde 1993 e da peste Suína
Clássica desde 1990 e tem fácil acesso ao Porto de Itajaí.
A região Oeste de Santa Catarina possui quase uma centena de pequenos
municípios com população inferior a 10 mil habitantes e que se aglomeram em torno de
outros cinco municípios mais populosos, formando pólos microrregionais. A economia
regional está apoiada na agropecuária, cuja característica é a agricultura familiar com
produção diversificada. Neste cenário, a suinocultura desde a colonização da região
desempenhou um papel central e esteve presente na maioria das propriedades.
Para Miranda (2005) a suinocultura representou para os agricultores familiares da
região Oeste catarinense uma atividade extremamente importante, uma vez que, além de
agregar valor aos grãos produzidos na propriedade, permitiu uma ocupação mais intensa da
mão-de-obra familiar e um fluxo de recursos mais estável para as famílias.
Reardon e Barrett (2000) mostram que as relações contratuais entre produtores
rurais e agroindústrias se difundiram nos países subdesenvolvidos. No Brasil, o sistema de
integração produtiva para a criação de suínos foi adotado no final dos anos de 1960
(REGIÕES: dossiê suinícola, 2002). A substituição do sistema de criação tradicional pelo
sistema de integração, segundo Paulilo (1990, p. 108) se deve “a substituição da banha
pelos óleos vegetais e a criação do frigorífico”.
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Para Antunes (2006) a modernização das pocilgas foi outro elemento importante
para se compreender a opção pela suinocultura integrada. O comedor automático, o bico de
água e o chamado “trato seco” forma inovações que reduziam drasticamente o trabalho do
criador. Se, na criação tradicional, a engorda era trabalhosa, pois dependia da colheita de
batata-doce, mandioca ou abóbora, com a modernização, o milho moído misturado ao
concentrado bastava.
De acordo com Antunes (2005) a maior concentração da produção de suínos na
região Sul do Brasil deve-se principalmente ao território propício para o desenvolvimento
das culturas (especialmente o milho), e a predominância do sistema de integração entre as
agroindústrias e os produtores de suínos. Ou seja, as agroindústrias suinícolas fazem parte
do sistema de produção de suínos, onde todas as etapas de produção e transformação
influenciam o sistema para uma maior integração para trás (com fornecedores), ou para
frente (em direção aos consumidores), evidenciando uma relação direta entre a compra da
matéria-prima e o mercado consumidor de carne suína.
Segundo Pônzio (2007) apud Gomes et al. (2008) as integrações agroindustriais
constituem o conjunto de atividades que compõe todo o agronegócio de um ou mais
produtos, “antes, durante e após a porteira”, (formando um sistema único). Ainda de
acordo com Pônzio (2007) apud Gomes et al. (2008), as principais vantagens da integração
para os produtores rurais são: segurança de venda dos produtos no dia certo e a preços
previamente acordados; garantia de assistência técnica; utilização de mão-de-obra familiar,
elevando a renda da família; maior possibilidade de especialização; diminuição dos
desembolsos financeiros durante o processo de produção. O autor ainda ressalta que em
relação às empresas integradoras, as vantagens são: garantia de matéria prima para suas
agroindústrias no momento certo; diminuição de encargos sociais e de possíveis problemas
trabalhistas; terceirização da produção agropecuária diminuindo recursos financeiros
necessários à produção; fixar baixos preços dos produtos rurais nas integrações, gerando
pequena margem de ganho.
Considerando o sistema de integração sob a ótica do produtor, define-se um
produtor como integrado quando produz matéria-prima para uma empresa sob supervisão
direta da mesma, recebendo dela insumos e orientação técnica, e comprometendo-se a
entregar-lhe sua produção (PAULILO, 1992).
Quando se fala de agricultores produtores de suínos, é importante notar a diferença
na organização administrativa destes, a qual afeta sua capacidade de competir no mercado.
Nesse aspecto, os sistemas de produção de suínos no Brasil predominam sob duas formas
principais: produção integrada e produção independente. A primeira caracteriza-se pela
presença de uma empresa processadora que integra verticalmente várias fases do processo
produtivo, como melhoramento genético, nutrição, abate dos animais e processamento da
carne, além de fornecer o aparato necessário à criação dos animais pelos suinocultores,
geralmente sob a forma de contrato. Nesse arranjo, o suinocultor oferece terra, mão-deobra, instalações e equipamentos e concentra-se na produção dos suínos. Esse tipo de
arranjo produtivo cria dependência direta entre produtores e empresa. Já a outra forma de
organização, denominada independente, é caracterizada por não ter vínculo mais intenso
entre o suinocultor e as empresas. Os suinocultores compram todos os insumos,
desenvolvem o produto e vendem ao mercado, dessa forma, assumindo maiores riscos e
utiliza capital de giro próprio (ROCHA, 2006).
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Miranda (1997), estudando o processo decisório dos produtores familiares de
suínos do Oeste Catarinense, conclui que, mesmo estando eles inseridos em uma economia
de mercado, não agem com uma racionalidade capitalista típica e, além do lucro,
consideram também outros objetivos em seu processo decisório, como: a) produtividade,
em termos de rendimento físico por unidade de animal e em termos de dispêndio de
trabalho e de esforço físico pelos suinocultores; b) segurança, minimizando riscos; c)
continuidade, procurando conservar a terra e as instalações para eles e seus filhos
permanecerem na atividade; d) identidade, a preocupação deles em se identificarem com a
cultura local. Em um sistema de produção de suínos o proprietário desempenha o papel
mais importante, uma vez que é ele o responsável pela maneira com que o sistema é
conduzido tanto nos aspectos financeiros de produção, bem como pela compatibilização
entre disponibilidade de recursos de ordem humana, meio ambiente, genética, sanitária e
física.
4 ANÁLISE DOS RESULTADOS
a) Caracterização dos agricultores integrados
Os agricultores rurais entrevistados residem nas localidades de Sede Brum, Alto
Suruvi, Linha São Paulo e Tamanduá, com idades que variam entre 39 e 74 anos. A
composição das famílias dos entrevistados é de 3 a 8 pessoas, sendo que a maioria é
composta de 4 pessoas, um casal e dois filhos. Em apenas 20% das famílias entrevistadas
todos os moradores moram e trabalham na propriedade, e estas geralmente são compostas
de um casal e um filho, onde o único filho trabalha na propriedade ajudando a família. Das
famílias entrevistadas, 54% têm pelo menos um membro da família trabalhando fora da
propriedade.
A respeito da caracterização das propriedades, o tamanho variou de 5,3 a 46
hectares. Com base nestas características é possível constatar que a produção de suínos é
advinda dos agricultores familiares, que trabalham neste tipo de atividade a mais de 25
anos, sendo que muitos seguiram na mesma atividade executada pelos seus pais. Neste
caso, os agricultores aprenderam com seus pais a atividade através da socialização do
trabalho. Conforme Silvestro et al. (2001, p. 28)
(...) na agricultura familiar, os filhos e filhas integram-se aos
processos de trabalho - auxiliando a conduzir os animais,
acompanhando os pais em algumas tarefas, ajudando na casa - desde
muito cedo. Aos poucos vão assumindo atribuições de maior
importância e chegam à adolescência não só dominando as técnicas
observadas durante sua vida, mas os principais aspectos da própria
gestão do estabelecimento.
Os agricultores foram questionados sobre as motivações que os fizeram seguir na
atividade suinícola e foram obtidas diferentes respostas, dentre elas: é uma fonte
diferenciada de renda e obtém um bom ganho com a atividade; porque a família sempre
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trabalhou com produção de suínos, estão na atividade porque gostam de trabalhar com
suínos ou ainda por não ter outra opção.
No entanto, a produção de suínos não é a única atividade geradora de renda para o
grupo familiar. Os entrevistados afirmam ter alguma forma de complemento de renda e a
mais utilizada é a produção de leite (associada com Cooperativas ou com empresas de
laticínios). Ainda foram citadas as seguintes formas de complemento de renda agrícola:
produção de laranja, madeira, milho, aves e gado de corte e renda não-agrícola: aluguéis,
aposentadoria, serviços de transporte com caminhão e trabalhos fora da propriedade,
fomentando a pluriatividade2 nas propriedades rurais. Esta racionalidade econômica dos
agricultores mesclando distintas entradas de rendas, segundo Rohenkohl (2007) está
centrada no fato do suinocultor familiar do sul do Brasil não objetivar apenas o lucro, mas
sim uma renda mensal segura. O agricultor raciocina em termos de uma renda anual
positiva, derivada das várias atividades agrícolas e não-agrícolas exercidas dentro e fora da
propriedade.
b) Caracterização do sistema de integração
A respeito da integração, 86% dos entrevistados são integrados. No sistema de
integração, aproximadamente 66% dos agricultores relataram que não é necessário
comprar nada além do fornecido, outros 44% explanaram que é necessário comprar mais
ração para fornecer aos animais.
A integração é realizada com empresas (especialmente a Sadia), Pamplona ou com
a cooperativa Copérdia (Cooperativa de Produção e Consumo Concórdia), onde os animais
são repassados à cooperativa Aurora. A formalização da integração é feita através de
contratos entre a empresa e o agricultor, ficando ambos com as responsabilidades cabíveis
do contrato, como por exemplo: prazos a serem cumpridos, número de animais recebidos
pela empresa, o que será fornecido ao produtor, a forma de pagamento, etc. De acordo com
o vice-presidente da ACCS, a integração funciona como um ciclo. O integrado entra com o
investimento do galpão, mão-de-obra para prestar os serviços durante o período de tempo
que os animais ficam na propriedade (geralmente 120 dias) e a indústria fornece os
animais, ração, medicamentos, matrizes e sêmen. Em algumas integrações com empresas,
o produtor recebe preço diferenciado por qualidade da carne, conversão alimentar, taxa de
mortalidade, etc.
Os entrevistados apontam como motivos para ser integrado com determinada
empresa ou cooperativa, as seguintes vantagens: a empresa ou cooperativa oferece mais
vantagens como garantia de pagamento, prefere trabalhar com a cooperativa ou empresa, já
era associado da cooperativa, sendo que para os entrevistados, tanto as empresas ou
cooperativas trabalham numa lógica semelhante quanto à assistência. Um diferencial entre
as empresas e cooperativas é que os produtores parecem ter maior inserção nas
cooperativas tendo em vista que são associados também com outros tipos de atividades,
podendo comprar insumos com o dinheiro de outras produções.
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A pluriatividade é entendida como a combinação da atividade agrícola com atividades não-agrícolas por
uma mesma unidade familiar, responsável pela introdução de novas alternativas de trabalho para a população
rural, sobretudo originária de famílias de pequenos agricultores (CARNEIRO, 1998).
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A respeito do processo de produção através da integração, foi relatado que as
empresas fornecem transporte pré-abate, ração, assistência técnica e medicamentos.
Conforme a empresa ou cooperativa integradora ainda ocorre o pagamento de preço
diferenciado, fornecimento de assistência na forma de construção de instalações e
distribuição de sêmen ou leitões, caso necessário.
Levando em consideração as exigências/critérios a serem atendidos, os
entrevistados ressaltam o tipo de alimento a ser usado, que deve ser somente o fornecido
pela empresa, o tratamento de dejetos, que deve estar de acordo com as leis ambientais, o
manejo, que deve ser de acordo para evitarem imprevistos e a localização da granja, que
deve estar em área própria para produção de suínos. Ainda, segundo os agricultores há
outros critérios a serem observados, tais como: período de entrega, capacitação para os
produtores, tipo de instalações e produção mínima de animais por lote.
Quando questionados sobre as vantagens de serem integrados, 80% dos agricultores
ressaltaram como benefício a garantia de venda, renda fixa da atividade e mão-de-obra
familiar. Ainda foi colocado que é vantajoso ser integrado, pois recebem serviços
diferenciados, como por exemplo, a assistência técnica, preço contratado para venda e
auxílio para saberem como lidar com o aproveitamento de dejetos. Araújo (2003) obteve
resultados semelhantes a respeito da produção integrada, onde destaca as vantagens para os
integrados que são a segurança na venda e preços previamente acordados entre os
produtores e as empresas integradoras e garantia de matéria-prima no momento certo.
No entanto, considerando as desvantagens do sistema de integração ou de ser um
agricultor integrado, os entrevistados citam o preço pago, considerado baixo quando
comparado com os custos de produção, conforme expressa um dos entrevistados: “O preço
dos insumos é muito alto, nós acabamos ganhando muito pouco” (Agricultor 14). O preço
pago parece ser o limitante à manutenção do agricultor na atividade suinícola, conforme
ressalta um dos entrevistados “A produção de suínos não dá lucro como antigamente”
(Agricultor 13). Ainda foram colocadas as seguintes desvantagens: necessidade de
contratação de mão-de-obra fora da propriedade, renovação de equipamentos, destino dos
dejetos e exigências da produção como um todo. Na sua totalidade, os entrevistados
afirmam que o que deveria ser melhorado no sistema de integração é o preço pago, redução
das exigências de produção e maior suporte da assistência técnica.
Os agricultores entrevistados mostram que conseguiram fazer melhorias na
propriedade a partir da integração, que vão desde a infra-estrutura produtiva da própria
criação de suínos, tais como galpões, construção de silos para armazenamento de ração, até
compra de equipamentos novos ou novas áreas de terra e automóveis. O agricultor
integrado tem uma situação econômica mais estável ao longo dos anos, ou seja, sua renda
não apresenta grandes alterações durante os ciclos de alta e baixa da atividade. Isso se deve
à ação das empresas integradoras, que “sustentam” o integrado durante os períodos de
crise, mas, em compensação, não lhes permite alcançar altos retornos durante os períodos
de alta na atividade (ROCHA, 2006).
Durante o roteiro de entrevistas, o agricultor número 9 ressaltou: “Quando o preço
da carne suína está em alta é vantagem ser independente, pois a empresa que estou
integrado não paga o valor que os terceiros pagam”
Por essas e outras razões, já citadas anteriormente, os agricultores não vivem
exclusivamente da atividade suinícola. Para boa parte dos entrevistados a renda dos suínos
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representa de 20 a 50% do total da renda gerada pela propriedade, para os demais
produtores (20% dos entrevistados) a renda da produção de suínos é mais representativa:
cerca de 70 a 80% da renda total da família.
c) Os impasses atuais na continuação da atividade
Os impasses atuais identificadas pela nossa pesquisa, citados como entraves na
continuação da atividade são basicamente dois: um que pode se considerado externo, pela
pressão da produção ambientalmente mais correta, como é o caso do tratamento de dejetos
e o outro é de caráter mais interno, como a falta de perspectiva dos filhos permanecerem na
atividade.
Considerando o primeiro fator – tratamento dos dejetos -, os entrevistados afirmam
que a questão relativa à produção com maiores cuidados ao meio ambiente é, atualmente,
um dos aspectos que torna a suinocultura uma atividade onerosa e com alta demanda de
mão-de-obra, pois a distribuição é trabalhosa e ainda requer uma grande área para a
eliminação desses dejetos. Conforme já mencionado acima, as áreas ou o tamanho das
propriedades dos entrevistados são de até 46 hectares, enquanto a produção de dejetos
geralmente é superior a área disponível das propriedades para o escoamento.
As dificuldades estão centradas nos que possuem as menores áreas, pois os
agricultores com maior área fazem o escoamento dos dejetos na própria granja,
distribuindo na forma de adubo orgânico. No entanto, os agricultores com menor posse de
terra mandam os dejetos para outras áreas, através de um sistema chamado de “parceria de
dejetos”. A principal característica deste sistema é a união de pequenos agricultores para
arrendar uma área de terra de forma coletiva para o escoamento de dejetos gerados em
cada uma das suas propriedades.
A problemática ambiental dos dejetos de suínos é muito visada na região, pela alta
contaminação gerada pela atividade. Para tentar amenizar os impactos dos dejetos oriundos
da produção de suínos, recentemente foi criado o TAC (Termo de Ajustamento de
Conduta). Este Termo tem como objetivo, auxiliar os produtores a se adequarem à
legislação ambiental, tendo em vista que as agroindústrias colocam a adequação à
legislação como um dos requisitos para a comercialização da produção dos seus
integrados. Para se adequar ao TAC, os agricultores contam com a ajuda de diferentes
instituições como a ACSS (Associação Catarinense de Criadores de Suínos), EMBRAPA
(Empresa Brasileira de Pesquisa Agropecuária) – Suínos e Aves, EPAGRI (Empresa de
Pesquisa Agropecuária e Extensão Rural de Santa Catarina), entre outras. No entanto, os
agricultores têm muitas dificuldades na adequação à legislação, principalmente pela
situação econômica desfavorável em que os mesmos se encontram, pois precisam melhorar
suas condições infra-estruturais, tais como esterqueiras e galpões. Além disso, devem
respeitar a recomposição da mata ciliar das propriedades, o que pode significar a redução
da área produtiva e ainda suas propriedades não devem estar localizadas no perímetro
urbano. Neste sentido, embora o TAC auxilie os agricultores a produzirem de acordo com
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a legislação ambiental, é possível prever que esta adequação envolva a necessidade de
recursos econômicos que nem sempre os agricultores têm disponíveis. Nestes casos, o
agricultor pode deixar a atividade.
Em razão das dificuldades já registradas acima, a produção suinícola integrada
enfrenta outra situação que sugere impasses quanto à continuidade da atividade – a
negação dos filhos em suceder3 seus pais nas propriedades. Na maior parte das
propriedades (53,33%) os filhos moram na cidade e não exercem qualquer atividade no
meio rural, ou seja, os agricultores não contam com a ajuda dos filhos, pois os mesmos já
deixaram a propriedade. Entre os que conseguem contar com a mão-de-obra dos filhos, é
devido aos jovens ainda não terem concluído o ensino médio e por residirem na
propriedade, ajudando os pais com a produção.
Pesquisas, tais com a Brumer e Spanevello (2008) apontam que 27% das moças e
19% dos rapazes da região sul do Brasil acreditam que ninguém da sua família irá
permanecer como agricultor. Considerando a realidade de Santa Catarina, a mesma
pesquisa mostra que 30% das moças e 20,8% dos rapazes afirmaram não existir ninguém
dos filhos com interesse de ficar na propriedade. Os projetos futuros das moças
catarinenses, segundo Brumer e Spanevello (2008) é fazer um curso superior (44%),
enquanto a maioria dos rapazes se divide entre se estabelecer como agricultor ou fazer um
curso superior. A pesquisa de Silvestro et al. (2001), realizada na região do Oeste
Catarinense mostra que os entraves sucessórios tendem a ser maiores em propriedades
descapitalizadas.
Segundo os entrevistados, uma das justificativas para a saída dos filhos é a alta
demanda por mão-de-obra na atividade, com carga de trabalho exaustiva, inclusive no
período noturno e nos finais de semana. Associado a estes fatores, a suinocultura oferece
outras condições que motivam os jovens a sair da atividade: dificuldades no manejo de
dejetos, exigências de produção das empresas ou cooperativas integradoras em termos de
alimentação e sanidade, o que eleva os custos para os produtores, e ainda a necessidade de
contratação de mão-de-obra, quando não disponível nas propriedades.
Os fatores citados acima, considerados não atrativos para os filhos, acabam
desestimulando os mesmos a permanecer na atividade e, conseqüentemente, manter a
sucessão da propriedade. Nesses casos, os filhos não desistem apenas da atividade
produtiva, mas da manutenção da propriedade através das gerações. Ao sair para estudar
ou trabalhar no meio urbano, os filhos dos produtores estão se negando a seguir a mesma
ocupação dos pais, rompendo com a lógica que filho de agricultor também é agricultor e
modificando a própria dinâmica do meio rural que tende ao esvaziamento com a saída da
população jovem, devido as dificuldade de constituição de novas famílias no campo
(SILVESTRO et al. 2001; SPANEVELLO, 2008).
3
Por sucessão profissional, entende-se transferência do controle ou do gerenciamento sobre o uso do
patrimônio familiar aos filhos sucessores ou à próxima geração (GASSON e ERRINGTON, 1993; RAMOS,
2004). Na Região Sul do Brasil, o modelo sucessório ainda vigente tem as seguintes características: o filho
mora com o pai, mas participa muito pouco do processo de tomada de decisões das atividades do
estabelecimento, apesar de conviver e trabalhar com seu pai e sua família por muitos anos no
estabelecimento. O filho é tido como uma força de trabalho importante no estabelecimento e assume como
sucessor em caso da morte ou aposentadoria do pai (GASSON e ERRINGTON, 1993).
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A recusa dos filhos é visível, tanto nos depoimentos dos produtores como no dos
próprios filhos e filhas. No momento da entrevista, o produtor número 1, quando
questionado sobre a sucessão de seus filhos na propriedade, antes de responder a pergunta,
sua filha fazia gestos para a entrevistadora afirmando que não queria ficar. Esse é um fato
que mostra a situação das famílias rurais, onde quase a totalidade dos jovens pretende sair
da atividade agrícola.
Segundo os entrevistados, os filhos desejam sair da atividade e da propriedade para
seguir os estudos no meio urbano. A saída representa novas perspectivas de vida,
especialmente através do estudo: Curso superior na área das Ciências Agrárias ou Sociais
Aplicadas (Administração), Cursos Técnicos voltados às atividades agropecuárias (Colégio
Agrícola). Além do estudo, os filhos também deixam as propriedades para trabalhar em
diferentes empregos em estabelecimentos como frigoríficos, oficinas mecânicas, lojas,
supermercados, entre outros. Conforme Carneiro (1998) boa parte das pequenas e médias
unidades produtivas não é mais capaz de garantir a reprodução social dos membros do
grupo doméstico. A tendência ao trabalho externo, sobretudo dos jovens, é uma das
evidências do caráter pluriativo de um número considerável das famílias agrícolas atuais.
Com base nas considerações expostas acima, observa-se que as perspectivas de vida
dos jovens não estão centradas no meio rural e na atividade de produção de suínos sob o
regime de integração. Em alguns casos, a desistência dos filhos é motivada pelos próprios
pais que visualizam melhores possibilidades fora da propriedade e da atividade suinícola,
pois gostariam que seus sucessores tivessem um futuro melhor, estudando ou trabalhando
em uma profissão menos desgastante. Entre os agricultores que desejam que seus filhos
permaneçam para dar continuidade à produção de suínos dos pais, os argumentos usados
para “convencer” os filhos a ficar são que a produção oferece uma renda fixa, além de ser
uma atividade tradicional da família.
De forma indireta, a sucessão vem se apresentando como um problema, não apenas
para os agricultores, mas para os agentes de desenvolvimento local da região e as próprias
empresas4. O investimento nas propriedades, especialmente os infra-estruturais, tais como
reforma de galpões e esterqueiras, construção de silos, entre outros, fomentados pelas
integradoras como necessárias na adequação a uma produção competitiva pode se tornar
obsoleta nas propriedades em que não haverá filhos dispostos a permanecerem no lugar
dos pais já na próxima geração. As propriedades que hoje não tem garantias quanto à
permanência de pelo menos um filho, podem apresentar, em torno de 10 a 15 anos, a
redução ou o fim da produção de suínos em razão da não sucessão. Como conseqüência,
pode haver o comprometimento do potencial produtivo local.
5 CONSIDERAÇÕES FINAIS
Os dados apresentados apontam que a produção de suínos é tocada praticamente
pelos pais que estão nesta atividade pela renda gerada ou pela tradição da família em
4
Segundo técnicos da EPAGRI, a preocupação de cooperativas e empresas integradoras já é recorrente. A
preocupação é dada especialmente pelos resultados de pesquisas, tal como a de Silvestro et al (2001), que
ressaltam a desmotivação dos jovens do Oeste Catarinense em permanecer no meio rural na condição de
agricultores.
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trabalhar nesta atividade. A produção ocorre em propriedades terminantemente familiares,
através do regime de integração caracterizado por contratos entre empresas e agricultores.
As desvantagens e vantagens de produzir sob o regime de integração relatadas pelos
entrevistados estão essencialmente ligadas ao que é fornecido para os agricultores pelas
integradoras. A renda fixa e as garantias de venda são apontadas como vantagens. As
desvantagens estão relacionadas à formação dos preços. Por isso, apesar da produção de
suínos ser uma fonte de renda importante para os agricultores, observa-se que as
propriedades também trabalham com outros sistemas produtivos, diversificando as
atividades, em razão das dificuldades de viver apenas da produção suinícola.
Os impasses em torno da continuidade da atividade são demarcados pela
necessidade dos agricultores em se adequar à legislação ambiental. Um dos maiores
problemas é o escoamento dos dejetos. Esse processo exige muita mão-de-obra para a
distribuição, necessidade de áreas mais extensas (o que não é o caso das áreas dos
entrevistados), demandando investimentos financeiros por parte dos agricultores,
diminuindo a renda dos mesmos. Além disso, a saída dos filhos das propriedades em busca
de outras perspectivas de vida, tais como estudo e trabalho no meio urbano devido às
dificuldades econômicas da atividade e das suas exigências em termos de trabalho, agrava
as perspectivas de continuidade da atividade e das propriedades.
A adequação à legislação ambiental e a desmotivação dos filhos podem impactar no
desenvolvimento desta atividade no contexto socioeconômico regional. Torna-se
necessário a formulação de políticas e projetos de desenvolvimento rural voltadas a
melhorar as condições socioeconômicas dos agricultores para garantir a continuidade da
atividade e das propriedades.
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