FACULDADE DO VALE DO IPOJUCA – FAVIP CURSO COMUNICAÇÃO SOCIAL COM HABILITAÇÃO EM PUBLICIDADE E PROPAGANDA RODOLFO ALVES DA SILVA PLANO DE COMUNICAÇÃO PARA O INSTITUTO ALBERT EINSTEIN CARUARU – 2013 RODOLFO ALVES DA SILVA PLANO DE COMUNICAÇÃO PARA O INSTITUTO ALBERT EINSTEIN Trabalho de conclusão de curso (TCC) apresentado à Faculdade do Vale do Ipojuca - FAVIP, como requisito parcial à obtenção de graduação em Publicidade e Propaganda. Orientador: Professor Francisco Santana de Oliveira. CARUARU 2013 Catalogação na fonte Biblioteca da Faculdade do Vale do Ipojuca, Caruaru/PE S586p Silva, Rodolfo Alves da. Plano de comunicação para o Instituto Albert Einstein / Rodolfo Alves da Silva. – Caruaru: FAVIP, 2013. 257 f.: il. Orientador(a) : Francisco Santana de Oliveira. Trabalho de Conclusão de Curso (Publicidade Propaganda) -- Faculdade do Vale do Ipojuca. e Inclui anexo e apêndice. 1. Plano de comunicação. 2. Marketing educacional. 3. Instituto Albert Einstein. I. Silva, Rodolfo Alves da Silva. II. Título. CDU 659.1[14.1] Ficha catalográfica elaborada pelo bibliotecário: Jadinilson Afonso CRB-4/1367 RODOLFO ALVES DA SILVA PLANO DE COMUNICAÇÃO PARA O INSTITUTO ALBERT EINSTEIN Trabalho de conclusão de curso (TCC) apresentado ao curso de Comunicação Social da FAVIP para obtenção do grau de Bacharel em Comunicação Social com habilitação em Publicidade e propaganda. TCC aprovado em ____/____/____ Banca Examinadora: ___________________________________ Professor Orientador ___________________________________ Professor de Monografia ___________________________________ Professor Convidado Para as pessoas engajadas, para mim também. Para o Instituto Albert Einstein. Obrigado. “Os analfabetos do século 21 não serão aqueles que não sabem ler e escrever, mas aqueles que não sabem aprender, desaprender e reaprender.” Alvin Toffer RESUMO Este constitui um planejamento de comunicação para o Instituto Albert Einstein LTDA., realizado como Trabalho de Conclusão do Curso de Comunicação Social com habilitação em Publicidade e Propaganda. Foi desenvolvido com metodologia indutiva adotando como premissas o referencial teórico com pesquisa secundária, a aplicação de pesquisa para coleta de dados primários e coleta de dados para construção de briefing da referida empresa objetivando a construção do plano de comunicação como inferência das premissas apresentadas. O brienfing lista diversas informações sobre a empresa localizada na cidade de Santa Cruz do Capibaribe. O trabalho apresenta um diagnóstico da instituição onde localiza o principal problema encontrado nas pesquisas, o posicionamento institucional da empresa. O referido plano contém estratégias de comunicação mercadológica acompanhado de um planejamento de campanha publicitária, um plano de trabalho criativo que destina a conceituação da comunicação a ser efetivada e entre outras estratégias apresenta as soluções criativas para os problemas apresentados. Deve ter implementação para o período de um ano como proposta culminante que viabiliza a aplicabilidade dos estudos, acompanhado de indicações de avaliação da execução do plano. Palavras chave: Plano de comunicação. Marketing Educacional. Instituto Albert Einstein. ABSTRACT This is a communication plan for Instituto Albert Einstein LTDA., made as the Conclusion Research of the Social Communication Course with qualification in advetisiment. It was developed with inductive methodology embracing assumptions from theoretical with a secondary search, a research enforcement of the primary data and data collection in order to make a briefing for the enterprise cited above in order to build the communication plan based on the assumptions presented. The briefing lists a variety of information about the enterprise situated in the city of Santa Cruz do Capibaribe, Brazil. This work presents a diagnosis of the institute in which identifies the main problem found in the searches: the institutional positioning of the enterprise. The plan contains marketing communication strategies accompanied by a publicity campaign plan, a plan of a creative work that destines the conceptualization of the communication to be made, and among other strategies, it shows creative solutions for the problems found. The implementation must take one year as a culminating proposal which makes the applicability of the study possible, accopanied by indications of assesment of the plan execution. Keywords: Communication Plan; Educational Marketing; Communication Marketing; Instituto Albert Einstein; LISTA DE ILUSTRAÇÕES Figura 1: Forças e fraquesas das ferramentas do composto promocional ...............54 Figura 2: Esquema do processo de comunicação .................................................... .55 Figura 3: Perfil etário do total de pais pesquisados ..................................................85 Figura 4: Perfil de gênero do total de pais pesquisados ........................................... .85 Figura 5 Estado do civil total dos pais pesquisados ..................................................85 Figura 6: Perfil profissional do total dos pais pesquisados ........................................86 Figura 7: Qualificação da ocupação do total de pais pesquisados ...........................86 Figura 8: Grau de instrução do total de pais pesquisados.........................................86 Figura 9: Religião do total de pais pesquisados ........................................................86 Figura 10: Relação de estudo do total de pais pesquisados com a escola ...............87 Figura 11: Motivo de escolha da escola do total de pais pesquisados .................... ..87 Figura 12: Recebedores de descontos do total de pais pesquisados .................... ....87 Figura 13: Forma como conheceu a escola do total de pais pesquisados ...............87 Figura 14: Responsável financeiro do total de pais pesquisados .............................88 Figura 15: Relação de semelhança com concorrentes .............................................88 Figura 16: Escolas semelhantes apontadas pelo total de pais pesquisados ............88 Figura 17: Comportamento de adimplência do total de pais pesquisados ................88 Figura 18: Impressão sobre o preço do total de pais pesquisados ...........................89 Figura 19: Aspectos importantes apontados pelo total de pais pesquisados ...........89 Figura 20: Estrato de alunos novatos do total de pais pesquisados .........................89 Figura 21: Relação de alunos transferidos para a escola entre o total de pais pesquisados...............................................................................................................90 Figura 22: Demonstrativo do exodo escolar do total de pais pesquisados ..............90 Figura 23: Demonstrativo de fidelidade ao serviço entre os pais pesquisados.........90 Figura 24: Aspectos negativos apontados pelo total de pais pesquisados ...............91 Figura 25: Conhecimento da proposta pedagógica pelo total de pais pesquisados.91 Figura 26: Índice de indicação do serviço entre os pais pesquisados ......................92 Figura 27: Índice de satisfação com o serviço entre o total de pais pesquisados ....92 Figura 28: Meios de comunicação mais usados entre o total de pais pesquisados..93 Figura 29: Índice da forma de comunicação utilizada entre os pais pesquisados.....93 Figura 30: Forma como se comunica com a escola do total de pais pesquisados ...93 Figura 31: Perfil etários dos pais do ensino infantil ...................................................94 Figura 32: Perfil de gênero dos pais do ensino infantil .............................................94 Figura 33: Estado civil dos pais do ensino infantil .....................................................94 Figura 34: Perfil profissional dos pais do ensino infantil ............................................95 Figura 35: Qualificação da ocupação dos pais do ensino infantil .............................95 Figura 36: Grau de instrução dos pais do ensino infantil ..........................................95 Figura 37: Religião dos pais do ensino infantil ..........................................................95 Figura 38: Relação de estudo dos pais do ensino infantil com a escola ...................96 Figura 39: Número de filhos matriculados dos pais do ensino infantil ......................96 Figura 40: Motivo de escolha da escola pelos pais do ensino infantil .......................96 Figura 41: Recebedores de desconto entre os pais do ensino infantil ......................96 Figura 42: Forma como conheceu a escola entre os pais do ensino infantil.............97 Figura 43: Responsável financeiro entre os pais do ensino infantil...........................97 Figura 44: Relação de semelhança com outras escolas entre os pais do ensino infantil ........................................................................................................................97 Figura 16: Escolas semelhantes apontadas pelo total de pais pesquisados ............97 Figura 45: Comportamento de adimplência dos pais do ensino infantil ....................98 Figura 46: Impressão sobre o preço dos pais do ensino infantil ...............................98 Figura 47: Aspectos importantes apontados pelos pais do ensino infantil ...............98 Figura 48: Estrato de alunos novatos no ensino infantil ............................................99 Figura 49: Relação de alunos transferidos para a escola entre os pais do ensino infantil ........................................................................................................................99 Figura 22: Demonstrativo do exôdo escolar do total de pais pesquisados ...............99 Figura 50: Aspectos negativos apontados pelos pais do ensino infantil .................100 Figura 51: Conhecimento da proposta pedagógica pelos pais do ensino infantil ...100 Figura 52: Índice de indicação do serviço entre os pais do ensino infantil .............101 Figura 53: Índice de satisfação com o serviço entre os pais do ensino infantil .......101 Figura 54: Meios de comunicação mais usados entre os pais do ensino infantil ....102 Figura 55: Índice da forma de comunicação utilizada entre os pais do ensino infantil.......................................................................................................................102 Figura 56: Forma como os pais do ensino infantil se comunicam com a escola ....102 Figura 57: Perfil etários dos pais do ensino fundamental .......................................105 Figura 58: Perfil de gênero dos pais do ensino fundamental – séries iniciais .........106 Figura 59: Estado civil dos pais do ensino fundamental – séries iniciais ................106 Figura 60: Perfil profissional dos pais do ensino fundamental – séries iniciais .......106 Figura 61: Qualificação da ocupação dos pais do ensino fundamental – séries iniciais.......................................................................................................................106 Figura 62: Grau de instrução dos pais do ensino fundamental – séries iniciais .....107 Figura 63: Religião dos pais do ensino fundamental – séries iniciais .....................107 Figura 64: Relação de estudo dos pais do ensino fundamental – séries iniciais ....107 Figura 65: Relação de estudo dos pais do ensino fundamental – séries iniciais ....107 Figura 66: Motivo de escolha da escola pelos pais do ensino fundamental – séries iniciais.......................................................................................................................108 Figura 67: Recebedores de desconto entre os pais do ensino fundamental – séries iniciais ......................................................................................................................108 Figura 68: Forma como conheceu a escola entre os pais do ensino fundamental – séries iniciais ...........................................................................................................108 Figura 69: Responsável financeiro entre os pais do ensino fundamental – séries iniciais ......................................................................................................................108 Figura 70: Relação de semelhança com outras escolas entre os pais do ensino fundamental – séries iniciais ...................................................................................109 Figura 16: Escolas semelhantes apontadas pelo total de pais pesquisados ..........109 Figura 71: Comportamento de adimplência dos pais do ensino fundamental – séries iniciais ......................................................................................................................109 Figura 72: Impressão sobre o preço dos pais do ensino fundamental – séries iniciais.......................................................................................................................110 Figura 73: Aspectos importantes apontados pelos pais do ensino fundamental – séries iniciais ...........................................................................................................110 Figura 74: Estrato de alunos novatos no ensino fundamental – séries iniciais ......110 Figura 75: Relação de alunos transferidos para a escola entre os pais do ensino fundamental – séries iniciais ...................................................................................111 Figura 22: Demonstrativo do exodo escolar do total de pais pesquisados .............111 Figura 76: Demonstrativo de fidelidade ao serviço entre os pais do ensino fundamental – séries iniciais ...................................................................................112 Figura 77: Aspectos negativos apontados pelos pais do ensino fundamental – séries iniciais ......................................................................................................................112 Figura 78: Conhecimento da proposta pedagógica pelos pais do ensino fundamental – séries iniciais ........................................................................................................113 Figura 79: Índice de indicação do serviço entre os pais do ensino fundamental – séries iniciais ...........................................................................................................113 Figura 80: Índice de satisfação com o serviço entre os pais do ensino fundamental – séries iniciais ...........................................................................................................114 Figura 81: Meios de comunicação mais usados entre os pais do ensino fundamental – séries iniciais ........................................................................................................114 Figura 82: Meios de comunicação mais usados entre os pais do ensino fundamental – séries iniciais ........................................................................................................114 Figura 83: Meios de comunicação mais usados entre os pais do ensino fundamental – séries iniciais.........................................................................................................115 Figura 84: Perfil etário dos pais do ensino fundamental – séries finais...................118 Figura 85: Perfil de gênero dos pais do ensino fundamental – séries finais .......... 119 Figura 86: Estado civil dos pais do ensino fundamental – séries finais ..................119 Figura 87: Perfil profissional dos pais do ensino fundamental – séries finais .........119 Figura 88: Qualificação da ocupação dos pais do ensino fundamental – séries finais.........................................................................................................................119 Figura 89: Grau de instrução dos pais do ensino fundamental – séries finais .......120 Figura 90: Religião dos pais do ensino fundamental – séries finais .......................120 Figura 91: Número de alunos matriculados do total de pais pesquisados ..............120 Figura 92: Motivo de escolha da escola pelos pais do ensino fundamental – séries finais ........................................................................................................................120 Figura 93: Recebedores de desconto entre os pais do ensino fundamental – séries finais ........................................................................................................................121 Figura 94: Forma como conheceu a escola entre os pais do ensino fundamental – séries finais .............................................................................................................121 Figura 95: Responsável financeiro entre os pais do ensino fundamental – séries finais ........................................................................................................................121 Figura 96: Relação de semelhança com outras escolas entre os pais do ensino fundamental: séries finais ........................................................................................122 Figura 16: Escolas semelhantes apontadas pelo total de pais pesquisados ..........122 Figura 97: Comportamento de adimplência dos pais do ensino fundamental – séries finais ........................................................................................................................122 Figura 98: Impressão sobre o preço dos pais do ensino fundamental – séries finais.........................................................................................................................123 Figura 99: Aspectos importantes apontados pelos pais do ensino fundamental – séries finais .............................................................................................................123 Figura 100: Estrato de alunos novatos no ensino fundamental – séries finais .......123 Figura 101: Relação de alunos transferidos para a escola entre os pais do ensino fundamental – séries finais ......................................................................................124 Figura 22: Demonstrativo do exodo escolar do total de pais pesquisados .............124 Figura 102: Demonstrativo de fidelidade ao serviço entre os pais do ensino fundamental – séries finais ......................................................................................124 Figura 103: Aspectos negativos apontados pelos pais do ensino fundamental – séries finais .............................................................................................................125 Figura 104: Conhecimento da proposta pedagógica pelos pais do ensino fundamental – séries finais ......................................................................................125 Figura 105: Índice de indicação do serviço entre os pais do ensino fundamental – séries .......................................................................................................................126 Figura 106: Índice de satisfação com o serviço entre os pais do ensino fundamental – séries finais ..........................................................................................................126 Figura 107: Meios de comunicação mais usados entre os pais do ensino fundamental – séries ...............................................................................................127 Figura 108: Meios de comunicação mais usados entre os pais do ensino fundamental – séries finais ......................................................................................127 Figura 109: Meios de comunicação mais usados entre os pais do ensino fundamental – séries finais ......................................................................................127 Figura 110: Perfil etário dos pais do ensino médio .................................................131 Figura 111: Perfil de gênero dos pais do ensino médio ..........................................131 Figura 112: Estado civil dos pais do ensino médio .................................................132 Figura 113: Perfil profissional dos pais do ensino médio ........................................132 Figura 114: Qualificação da ocupação dos pais do ensino médio ..........................132 Figura 115: Grau de instrução dos pais do ensino médio .......................................132 Figura 116: Religião dos pais do ensino médio ......................................................133 Figura 117: Relação de estudo dos pais do ensino médio .....................................133 Figura 118: Relação de estudo dos pais do ensino médio .....................................133 Figura 119: Motivo de escolha da escola pelos pais do ensino médio ...................133 Figura 120: Recebedores de desconto entre os pais do ensino médio ..................134 Figura 121: Forma como conheceu a escola entre os pais do ensino médio .........134 Figura 122: Responsável financeiro entre os pais do ensino médio .......................134 Figura 123: Relação de semelhança com outras escolas entre os pais do ensino médio .......................................................................................................................134 Figura 16: Escolas semelhantes apontadas pelo total de pais pesquisados ..........135 Figura 124: Comportamento de adimplência dos pais do ensino médio ................135 Figura 125: Impressão sobre o preço dos pais do ensino médio ............................135 Figura 126: Aspectos importantes apontados pelos pais do ensino médio ............136 Figura 127: Estrato de alunos novatos no ensino médio ........................................136 Figura 128: Relação de alunos transferidos para a escola entre os pais do ensino médio .......................................................................................................................136 Figura 22: Demonstrativo do exodo escolar do total de pais pesquisados .............137 Figura 129: Demonstrativo de fidelidade ao serviço entre os pais do ensino médio........................................................................................................................137 Figura 130: Aspectos negativos apontados pelos pais do ensino médio ................138 Figura 131: Conhecimento da proposta pedagógica pelos pais do ensino médio...138 Figura 132: Índice de indicação do serviço entre os pais do ensino médio ............139 Figura 133: Índice de satisfação com o serviço entre os pais do ensino médio .....139 Figura 134: Meios de comunicação mais usados entre os pais do ensino médio ..140 Figura 135: Meios de comunicação mais usados entre os pais do ensino médio...140 Figura 136: Meios de comunicação mais usados entre os pais do ensino médio...140 Figura 137: Logomarca institucional da empresa ....................................................151 Figura 138: Cartão de visitas da instituição com aplicação da marca em posição obliqua e com moldura ............................................................................................151 Figura 139: Espaço da biblioteca escolar ...............................................................153 Figura 140: Espaço de entrada e recepção da escola ............................................154 Figura 141: Estrutura dos banheiros .......................................................................154 Figura 142: Estrutura do parque infantil ..................................................................155 Figura 143: Espaço de convivência e recreação – pátio .........................................155 Figura 144: Espaço de convivência e recreação – quadra .....................................155 Figura 145: Espaço do Rotadomar Clube ...............................................................156 Figura 146: Sala do setor administrativo – secretaria .............................................156 Figura 147: Rua em frente a escola com praça inacabada .....................................157 Figura 148: Evento Semana de Literatura Infantil ..................................................158 Figura 149 – Material de postagem no Facebook com marca da 2ª Mostra de conhecimento Científico ..........................................................................................158 Figura 150: Evento Sarao IAE, Eu sou Luiz Gonzaga ............................................159 Figura 151: Evento junino .......................................................................................159 Figura 152: Espaço de sala da educação infantil ....................................................162 Figura 153: Tabela de transição série/ano ..............................................................164 Figura 73: Aspectos importantes apontados pelos pais do ensino fundamental – séries iniciais ...........................................................................................................166 Figura 77: Aspectos negativos apontados pelos pais do ensino fundamental – séries iniciais ......................................................................................................................166 Figura 92: Motivo de escolha da escola pelos pais do ensino fundamental – séries finais ........................................................................................................................170 Figura 99: Aspectos importantes apontados pelos pais do ensino fundamental – séries finais .............................................................................................................171 Figura 126: Aspectos importantes apontados pelos pais do ensino médio ............176 Figura 154: Cover da página no Facebook no período de festas juninas ...............180 Figura 155: Arquivo de postagem na linha do tempo da página em agradecimento aos novos curtidores ...............................................................................................180 Figura 156: Print Screan da página do blog da escola ...........................................180 Figura 14: Responsável financeiro do total de pais pesquisados ...........................182 Figura 18: Impressão sobre o preço do total de pais pesquisados .........................183 Figura 16: Escolas semelhantes apontadas pelo total de pais pesquisados ..........185 Figura 157: Cartaz de divulgação do evento Sarau IAE .........................................189 Figura 158: Arquivo de postagem na linha do tempo da página no Facebook para campanha de matrículas .........................................................................................190 Figura 159: Arquivo de postagem na linha do tempo da página no Facebook para campanha de matrículas .........................................................................................190 Figura 160: Arquivo de postagem na linha do tempo da página no Facebook para campanha de matrículas .........................................................................................191 Figura 161: Campanha de matrículas, ensina ........................................................191 Figura 162: Campanha de matrículas, aprende ......................................................191 Figura 163: Campanha de matrículas, prepara .......................................................192 Figura 164: Folder para camapanha de matrículas .................................................192 Figura 165: Estratégia de divulgação da escola Dinâmica .....................................193 Figura 166: Outdoor campanha de matrículas da escola Santo Antônio ................193 Figura 167: Cartaz institucional para campanha de matrículas ..............................224 Figura 168: Cartaz para campanha de matrículas – ensino médio .........................225 Figura 169: Cartaz para campanha de matrículas – ensino fundamental séries finais.........................................................................................................................226 Figura 170: Cartaz para campanha de matrículas – ensino fundamental séries iniciais ......................................................................................................................227 Figura 171: Cartaz para campanha de matrículas – ensino infantil ........................228 LISTA DE TABELAS Tabela 1: Valores do serviço vigentes com descontos para alunos irmão em 2013..........................................................................................................................148 Tabela 2: Valores do serviço vigentes em 2013 ......................................................184 Tabela 3: análise S.W.O.T. .....................................................................................203 Tabela 4: Programação de mídia resumida ............................................................240 Tabela 5: Orçamento de criação .............................................................................241 Tabela 6: Orçamento de produção ..........................................................................242 Tabela 7: Orçamento de veiculação e distribuição ..................................................243 Tabela 8: Orçamento total do plano de comunicação .............................................244 LISTA DE ABREVIATURAS E SIGLAS LDB – Lei de Diretrizes da Educação IAE – Instituto Albert Einstein MEC – Ministério da Educação CDL – Câmara de Dirigentes Lojistas SMS – Short Message Service (Serviço de Mensagem Curta) AABB – Associação Atlética Banco do Brasil IDEB – Índice de Desenvolvimento da Educação Básica ENEM – Exame Nacional do Ensino Médio Prouni – Programa Universidade para todos SISU – Sistema de Seleção Unificada SUMÁRIO CAPÍTULO 1 .............................................................................................................24 INTRODUÇÃO ..........................................................................................................24 2. PROBLEMA ..........................................................................................................25 3. OBJETIVOS ..........................................................................................................26 3.1. Objetivo geral .....................................................................................................26 3.2. Objetivos específicos..........................................................................................26 4. JUSTIFICATIVA ....................................................................................................27 CAPÍTULO 2 .............................................................................................................29 5. METODOLOGIA ....................................................................................................29 5.1. O método ............................................................................................................29 5.2. O método e a base lógica da investigação ........................................................30 5.3. As premissas de investigação ............................................................................31 5.3.1. O briefing .........................................................................................................31 5.3.2. O diagnóstico ..................................................................................................32 5.3.3. A pesquisa de campo ......................................................................................32 5.3.3.1. Instrumentos de pesquisa ............................................................................33 5.3.3.2. Plano de amostragem ..................................................................................33 5.3.3.3. Método de contato ........................................................................................34 5.3.3.4. Pré-teste .......................................................................................................34 5.3.3.5. Cronograma .................................................................................................34 5.4. O CARÁTER DA PESQUISA SEGUNDO O OBJETIVO GERAL ......................35 5.5. APLICABILIDADE ..............................................................................................35 5.5.1. Abordagem quantitativa e qualitativa ..............................................................35 5.5.2. Proposição dos planos ....................................................................................37 CAPÍTULO 3 .............................................................................................................38 6. FUNDAMENTAÇÃO TEÓRICA .............................................................................38 6.1. Marketing ............................................................................................................38 6.1.1. O que é marketing............................................................................................38 6.1.2. Orientações da empresa para o mercado........................................................40 6.1.3. A necessidade do marketing............................................................................42 6.1.4. Composto de marketing...................................................................................43 6.1.4.1. Produto..........................................................................................................44 6.1.4.1.1. Produto serviço..........................................................................................46 6.1.4.1.2. Os ajustes ao produto serviço....................................................................47 6.1.4.2. Preço.............................................................................................................49 6.1.4.3. Praça.............................................................................................................51 6.1.4.4. Promoção .....................................................................................................52 6.1.4.4.1. Processo de comunicação ........................................................................55 6.1.5. Atualização dos 4ps.........................................................................................55 6.1.6. Considerações sobre o consumidor.................................................................56 6.1.6.1. Influências internas do consumidor...............................................................56 6.1.6.2. Influências externas ao consumidor..............................................................59 6.1.6.3. O processo de decisão de compras..............................................................61 6.1.7. Marketing educacional.....................................................................................61 6.1.7.1. O escopo do marketing educacional ............................................................64 6.1.7.2. O dilema ético do marketing educacional ....................................................67 6.1.7.3. Segmentação e posicionamento em instituições de ensino .........................69 6.1.7.3.1. A segmentação .........................................................................................69 6.1.7.3.2. O posicionamento .....................................................................................70 6.1.7.3.3. A escolha da escola ..................................................................................71 6.2. COMUNICAÇÃO ................................................................................................72 6.2.1. A comunicação como objeto de investigação científica ..................................72 6.2.2. Comunicação mercadológica ..........................................................................73 6.2.3. Mix de comunicação ........................................................................................76 6.2.3.1. Propaganda e publicidade ............................................................................76 6.2.3.2. Promoção de vendas ...................................................................................78 6.2.3.2.1. Calendário promocional ............................................................................79 6.2.3.3. Eventos e experiências ................................................................................79 6.2.3.4. Relações públicas ........................................................................................80 6.2.3.5. Comunicações pessoais: marketing direto, marketing interativo, marketing boca a boca e vendas pessoais ................................................................................81 CAPÍTULO 4 .............................................................................................................83 7. APRESENTAÇÃO DOS DADOS COLETADOS ...................................................83 7.1. Relatório de pesquisa .........................................................................................83 7.2. Dados gerais pesquisados da escola .................................................................85 7.3. Disposição dos dados por categorias ................................................................94 7.3.1. Dados coletados do Ensino infantil .................................................................94 7.3.2. Dados coletados do Ensino fundamental: séries iniciais ..............................105 7.3.3. Dados coletados do Ensino fundamental: séries finais .................................118 7.3.4. Dados coletados do Ensino médio ................................................................131 7.4. Conclusão da pesquisa ....................................................................................144 8. BRIEFING ..........................................................................................................145 8.1. Dados da organização .....................................................................................145 8.2. Histórico da empresa .......................................................................................146 8.3. Histórico do serviço ..........................................................................................148 8.4. Características gerais do serviço .....................................................................151 8.5. Componentes do serviço ..................................................................................152 8.6. Descrição do ensino infantil .............................................................................160 8.7. Descrição do ensino fundamental – séries iniciais ...........................................163 8.8. Descrição do ensino fundamental – séries finais .............................................168 8.9. Descrição do ensino médio ..............................................................................173 8.10. Força de vendas .............................................................................................178 8.11. Mercado .........................................................................................................181 8.12. Consumidor e público alvo .............................................................................181 8.13. Razões de compra para o serviço ..................................................................184 8.14. Preço ..............................................................................................................184 8.15. Concorrentes ..................................................................................................185 8.16. Comunicação .................................................................................................189 8.17. Objetivos quanto ao serviço ...........................................................................194 8.18. Objetivos estratégicos da empresa ................................................................194 8.19. Problemas ......................................................................................................195 8.20. Objetivos e conteúdos de comunicação .........................................................196 8.21. Mídia ...............................................................................................................196 8.22. Promoção de vendas e merchandising ..........................................................197 8.23. Verba ..............................................................................................................198 8.24. Obrigatoriedades, limitações e compromissos ...............................................198 8.25. Estratégia básica ............................................................................................199 8.26. Pesquisa .........................................................................................................199 9. DIAGNÓSTICO ...................................................................................................199 9.1. Interpretação do problema ...............................................................................199 CAPÍTULO 5 ...........................................................................................................203 10. PLANO DE COMUNICAÇÃO ............................................................................203 10.1. Análise s.w.o.t. ...............................................................................................203 10.2. Missão, visão e valores institucionais .............................................................204 10.3. Objetivos de marketing ...................................................................................204 10.4. Estratégias e táticas de marketing .................................................................204 10.4.1. Estratégia de marketing um: serviço e consumidor .....................................204 10.4.2. Estratégia de marketing dois: preço e custo ...............................................204 10.4.3. Estratégia de marketing três: promoção e comunicação ............................205 10.4.4. Estratégia de marketing quatro: praça e conveniência ...............................205 10.5. Objetivos de comunicação .............................................................................205 10.6. Conteúdo básico ............................................................................................205 10.7. Estratégias e táticas de comunicação ............................................................205 10.7.1. Estratégia de comunicação um: publicidade e propaganda ........................206 10.7.2. Estratégia de comunicação dois: promoção de vendas ..............................207 10.7.3. Estratégia de comunicação três: eventos, experiências e patrocínios ........207 10.7.4. Estratégia de comunicação quatro: relações públicas ................................209 10.7.5. Estratégia de comunicação cinco: marketing direto ....................................210 10.7.6. Estratégia de comunicação seis: marketing digital, interativo .....................210 10.7.7. Estratégia de comunicação sete: venda pessoal ........................................211 10.7.8. Estratégia de comunicação oito: merchandising .........................................212 10.7.9. Estratégia de comunicação nove: ações de endomarketing .......................213 10.8. Plano de trabalho criativo ...............................................................................216 10.8.1. Problema que a comunicação pretende resolver ........................................216 10.8.2. Objetivo da comunicação ............................................................................216 10.8.3. Posicionamento ...........................................................................................216 10.8.3.1. Afirmação básica ......................................................................................216 10.8.3.2. Justificativa da afirmação básica ..............................................................216 10.8.3.3. Atributos complementares da afirmação básica .......................................216 10.8.3.4. Conceito criativo .......................................................................................217 10.8.3.5.Tema .........................................................................................................217 10.8.3.6. Abordagem ...............................................................................................217 10.8.3.7. Assinatura ................................................................................................217 10.9. Planejamento de campanha publicitária ........................................................218 10.9.1. Tipo de campanha .......................................................................................218 10.9.2. Objetivos da campanha ...............................................................................218 10.9.3. Estratégia da campanha .............................................................................218 10.9.4. Brienfing de criação .....................................................................................218 10.9.4.1. Descrição do produto ...............................................................................218 10.9.4.2. Perfil do target ..........................................................................................218 10.9.4.3. Objetivos ..................................................................................................219 10.9.4.4. Razões de compra ...................................................................................219 10.9.4.5. Imagem da marca ....................................................................................219 10.9.5. Tema ...........................................................................................................220 10.9.6. Conceito ......................................................................................................220 10.9.7. Tag line ........................................................................................................220 10.9.8. Apelos básicos ............................................................................................220 10.9.9. Linha criativa ...............................................................................................220 10.9.10. Promessa básica .......................................................................................221 10.9.11. Justificativa ................................................................................................221 10.9.12. Promessas secundárias ............................................................................221 10.9.13. Apelos visuais ...........................................................................................221 10.9.14. Detalhamento das peças ...........................................................................221 10.9.15. Apresentação das peças ...........................................................................222 10.10. Calendário promocional ...............................................................................229 10.11. Calendário pedagógico e de eventos ...........................................................229 10.12. Ações de relações públicas ..........................................................................233 10.13. Ações de marketing direto ............................................................................233 10.14. Ações de comunicação em mídias digitais ...................................................234 10.15. Vendas pessoais ..........................................................................................234 10.16. Ações de merchandising ..............................................................................234 10.17. Plano de mídia .............................................................................................235 10.17.1. Briefing de mídia .......................................................................................235 10.17.1.1. Serviço ...................................................................................................235 10.17.1.2. Público alvo ............................................................................................236 10.17.1.3. Mercado .................................................................................................236 10.17.1.4. Concorrência ..........................................................................................236 10.17.1.5.Histórico de comunicação .......................................................................236 10.17.1.6. Objetivos de mídia ..................................................................................236 10.17.1.7. Cobertura geográfica ..............................................................................236 10.17.1.8. Duração da campanha ...........................................................................237 10.17.1.9. Alcance pretendido .................................................................................237 10.17.1.10. Frequência média .................................................................................237 10.17.2. Estratégias de mídia ..................................................................................237 10.17.2.1. Meios indicados ......................................................................................237 10.17.2.2. Justificativa dos meios ...........................................................................238 10.17.2.3. Táticas de mídia .....................................................................................239 10.17.2.4. Programação resumida de mídia ...........................................................240 11. VIABILIDADE ECONÔMICA .............................................................................241 11.1. Orçamentos ....................................................................................................241 12. CRONOGRAMA ................................................................................................244 13. AVALIAÇÃO E CONTROLE DO PLANO ..........................................................246 14. CONSIDERAÇÕES FINAIS ..............................................................................247 15. REFERÊNCIAL .................................................................................................249 16. APÊNDICE ........................................................................................................254 17. ANEXOS ...........................................................................................................257 24 CAPÍTULO 1 1. INTRODUÇÃO As constantes mudanças mercadológicas que tem cercado diversos setores da economia no Brasil são um iminente convite à profissionalização das atividades de marketing de pequenas empresas e empreendimentos. No setor educacional o cenário também tem passado por interessantes mudanças que configuram um novo momento para a concorrência entre escolas privadas. A influência das políticas públicas de melhoria da educação básica, as mudanças comportamentais do consumidor, o surgimento de novas tecnologias e novos processos de aprendizagem e de gestão dos negócios entre outros pontos, tem gerado um cenário convidativo à profissionalização das ações de marketing em escolas. Apesar desse cenário que se desenha, o setor de escolas privadas ainda permanece com problemas arraigados em suas atividades: [...] intensa e dinâmica mudança nas necessidades dos clientes; aumento na expectativa da comunidade; crescente aumento da concorrência; escassez de recursos; elevados índices de inadimplência; aumento dos custos devido ás novidades da tecnologia da informação na educação; e, ainda a situação econômica do país. (COBRA; BRAGA, 2004, p.7). Nesse contexto o presente trabalho trata de uma pesquisa bibliográfica e de campo em busca de informações e referenciais teóricos para a elaboração, implementação e controle de um plano de comunicação para o Instituto Albert Einstein LTDA., em Santa Cruz do Capibaribe, Pernambuco, uma escola construtivista, no mercado há 15 anos e com dificuldades mercadológicas na manutenção do posicionamento e atração de novos alunos. O referido plano é tido como ferramenta do marketing em processos comunicacionais, para que sejam trabalhadas a venda do serviço oferecido em um organograma específico de atividades promocionais que delineadas aos interesses institucionais serão ferramentas propícias ao alcance dos objetivos da organização. 25 2. PROBLEMA O Instituto Albert Einstein enfrenta problemas com a adesão de novos alunos bem como na relação entre suas posturas filosóficas e mercadológicas, implicando dificuldades de segmentação, direcionamento, posicionamento, e consequentemente na comunicação feita aos alunos e públicos envolvidos. 26 3. OBJETIVOS 3.1. Objetivo geral Criar plano de comunicação mercadológica para o Instituto Albert Einstein. 3.2. Objetivos específicos Pesquisar bases teóricas relacionadas a marketing, comunicação e publicidade e propaganda que respalde cientificamente o planejamento de comunicação. Diagnosticar a situação/estado mercadológica atual da empresa e seus contextos. Definir no plano propostas, estratégicas de comunicação de acordo com os objetivos organizacionais. 27 4. JUSTIFICATIVA O Instituto Albert Einstein sempre utilizou a filosofia pedagógica para buscar sua postura educacional, isso para o marketing é apenas uma das partes necessárias à elaboração de um serviço singular. A singularidade dessa oferta lançou base para que hoje um posicionamento possa ser assumido. A imagem de „escola construtivista‟ ao mesmo tempo em que fornece subsídios para um posicionamento claro não foi suficiente para estabelecer um „direcionamento competitivo‟. Outro fator histórico dentro da instituição que fez perpetuar a percepção do marketing como ferramenta desnecessária é justamente o embate ético traçado entre dois extremos: o marketing “[...] eventualmente é tomado como sinônimo de comunicação.” (YANAZE, 2006) e as posturas tipicamente aceitas (ou não) por uma instituição de ensino, construindo uma avaliação errônea do marketing, que o julgava como ferramenta que desvirtualizava a filosofia de ensino. A dúvida que recai sobre a pesquisa e interesse de solucionar os problemas é: „como obter lucros e rentabilidade com a oferta de um serviço tão específico, tendo limitações estruturais, mercadológicas? Uma vez que o número de alunos por turma é reduzido para oferecer mais qualidade no serviço agregando vantagens tangíveis ao mesmo tempo em que o valor das mensalidades cobrado configura uma desvantagem mercadológica? Qual o hiato existente nesta postura? Qual caminho é possível encontrar para mudar a situação? Assim, a importância de um acompanhamento direcionado às ferramentas de marketing e comunicação poderão endossar as qualidades, ajudar a definir os públicos de interesse da instituição e elencar objetivos claros que resultem em sucesso mercadológico, além de definir a imagem desejada e ações comunicativas para tal fim. Esse trabalho pretende contribuir para que a empresa alcance melhores resultados comerciais, dentro das posturas tão bem definidas filosoficamente, mantendo e melhorando sua imagem, como marco de um trabalho qualitativamente responsável com as demandas. 28 A relevância do projeto para o IAE está no fato de que o mesmo é uma empresa com diferenciais pontuais, nunca ou poucas vezes utilizou ferramentas de marketing e comunicação (publicidade, promoção de vendas e etc.), e se usou não foi de modo estratégico ou funcional. Então o interesse é utilizar marketing e comunicação para contribuir com esse negócio a fim de gerar resultados, melhorar o posicionamento da escola e contribuir para a adequação do serviço junto as suas demandas; é o ponto crucial que justifica a pesquisa. 29 CAPÍTULO 2 5. METODOLOGIA A metodologia científica bem como suas definições e aplicações em um trabalho de pesquisa é parte primordial para garantir a cientificidade do mesmo. Para as ciências sociais a problemática que envolve sua metodologia encontra dificuldades estruturais de experimentação, imparcialidade entre pesquisador e objetos pesquisados, porque “lidam com entidades que não são passíveis de quantificação” (GIL, 1999, p.22), e imprevisibilidade dos fenômenos humanos em decorrência dos fenômenos de ordem física e requer do pesquisador o compromisso iminente com o respaldo dado pela metodologia científica para que possa garantir relevância significativa. A seguinte definição dada para a ciência metodológica explicita que: [...] a metodologia pode ser definida como o estudo e a avaliação dos diversos métodos, com o propósito de identificar possibilidades e limitações no âmbito de sua aplicação no processo de pesquisa científica. A metodologia permite, portanto, a escolha da melhor maneira de abordar determinado problema, integrando os conhecimentos a respeito dos métodos em vigor nas diferentes disciplinas científicas. (DIEHL; TATIM, 2004, p.47). Essa definição ajuda a justificar a importância do fazer científico diante da confiabilidade metodológica para garantir processos eficazes e resultados confiáveis, verificáveis e caráter neutro como compromisso do pesquisador. 5.1. O método Procurando integrar os conhecimentos à cerca do tema, vislumbrando suas possibilidades e compreendendo suas limitações a escolha e aplicação de um método científico perpassa pelo entendimento do mesmo. Sendo assim método é definido por Marconi e Lakatos (2006, p. 83) como: 30 [...] o conjunto de atividades sistemáticas e racionais que, com maior segurança e economia, permite alcançar o objetivo – conhecimentos válidos e verdadeiros, traçando o caminho a ser seguido, detectando erros e auxiliando as decisões do cientista. E definido por Cervo e Bervian (1978:17), (apud MARCONI; LAKATOS, 2000, p. 45) da seguinte maneira: Em seu sentido mais geral, o método é a ordem que se deve impor aos diferentes processos necessários para atingir um fim dado ou um resultado desejado. Nas ciências entende-se por método o conjunto de processos que o espírito humano deve empregar na investigação e demonstração da verdade. Conclui-se por esse entendimento a necessidade da utilização do método nos processos científicos, pois há no método a segurança e apoio às diversas investigações científicas. 5.2. O método e a base lógica da investigação Segundo a as bases lógicas de investigação foi adotado como método de pesquisa o método indutivo definido por Marconi e Lakatos (2000, p. 53) como: [...] um processo mental por intermédio do qual, partindo de dados particulares, suficientemente constatados, infere-se uma verdade geral ou universal, não contida nas partes examinadas. Portanto, o objetivo dos argumentos é levar a conclusões cujo conteúdo é muito mais amplo do que o das premissas nas quais se basearam. Tal método é indicado para as ciências sociais com certa relevância pela sua adequação, onde indicado por Gil (1999, p. 29): 31 Serviu para que os estudiosos da sociedade abandonassem a postura especulativa e se inclinassem a adotar a observação como procedimento indispensável para atingir o conhecimento científico. Viu-se neste método uma adequação pontual para as necessidades do estudo realizado, bem como as inferências buscadas como resultados. 5.3. As premissas de investigação Para a pesquisa são consideradas neste trabalho, diante do raciocínio indutivo duas premissas principais articuladas entre si que possibilitarão a construção do referido Plano de Comunicação, a dizer: premissa um, referencial teórico bibliográfico das áreas afins (marketing, comunicação e publicidade e propaganda); e premissa dois a produção de briefing da empresa objeto de pesquisa. 5.3.1. O briefing O briefing é uma parte importante de projetos de comunicação, pois ele é composto de informações específicas e relevantes sobre o todo envolvido no processo comunicacional e ambientes de marketing. Públio (2008, p. 35) cita diversas maneiras de visualizar o que é briefing, tanto como documento quanto processo de coleta e mobilidade de informações entre os interessados de projetos de comunicação: “O briefing é o documento que informa do ponto de vista do anunciante: seu mercado, seus concorrentes, seu produto/serviço, sua marca e seu público-alvo, além de indicar seu problema.”. E: “Briefing significa a passagem de informação de uma pessoa para outra.”. Quando exemplifica briefing como processo de mobilidade de informações o autor localiza o ambiente da agência de comunicação como promotor desse processo, uma vez que é do interesse de todos os departamentos da mesma a troca de informações sobre o anunciante em questão. Neste estudo o briefing será uma 32 premissa indutiva utilizada para localizar na prática as pontuações teóricas da premissa um (referenciais teóricos) além de possibilitar e oferecer uma noção real dos ambientes onde a empresa está inserida oferecendo dados como verba disponível, dados de ambientes internos e externos de marketing, públicos envolvidos e objetivos institucionais com a comunicação e marketing da empresa. 5.3.2. O diagnóstico Após a construção do briefing pretende-se elaborar conclusões prováveis à cerca do objeto de estudo e dispô-las em diagnóstico. O diagnóstico é a parte final do briefing. Ele “pretende identificar um problema que esteja impedindo, ou no mínimo prejudicando, uma organização a atingir seu objetivo.” (PÚBLIO, 2008, p. 19). Através do diagnóstico é possível indicar e planejar proposições para a resolução dos problemas encontrados, com devida e cuidadosa interpretação desses problemas que ainda ressaltadas pelo mesmo autor deve ser resultado da análise da organização, das pesquisas e referencial teórico. Nesse sentido o diagnóstico e o resultado de sua interpretação serão parte fundamental do trabalho, uma vez que irá conter as generalizações interpretadas à partir do apanhado nas pesquisas bibliográficas e no briefing. 5.3.3. A pesquisa de campo Ausência de conhecimento das características do público consumidor, comportamento e influências aos serviços prestados pelo IAE. Como o público consumidor se comporta diante da oferta e como avalia o serviço? O público consumidor difere seu comportamento nos diferentes níveis de ensino prestados, ou possui comportamento igual em todas as categorias? Como ocorre e por quê? Neste contexto a pesquisa tem o objetivo de aprofundar o conhecimento sobre o público consumidor a fim de caracterizá-lo em diversos fatores para aperfeiçoar decisões de comunicação entre escola e esse público. Para tal fim se faz necessário a utilização de fontes de dados secundários na elaboração da 33 amostragem como cadernetas de frequência escolar, anamneses escolares, atas e dados primários sendo aplicado questionário junto aos pais. O levantamento será realizado por survey que segundo Kotler e Keller (2012, p.106) serve aprender sobre o conhecimento, convicções, preferências e grau de satisfação mensurando magnitudes na população em geral. 5.3.3.1. Instrumentos de pesquisa Aplicação de questionários aos pais dos alunos e cadernetas de frequência escolar das turmas. 5.3.3.2. Plano de amostragem A unidade de amostragem será o pai, mãe e ou responsável pelo aluno em seus aspectos de tutela e/ou provimento financeiro junto à instituição. No processo de decisão de compra os filhos interferem na escolha da escola, mas a decisão final da adesão é em parte significativa dos pais, seja com filhos de idades menores, adolescentes ou jovens. Quando o próprio aluno for responsável por si ou por seu provimento financeiro será considerado como personagem de igual valor. Alunos filhos de professores não participam da amostragem uma vez que o vínculo empregatício com a instituição caracterizaria uma tendência direta sobre as informações prestadas. O universo corresponde ao número de alunos matriculados na instituição no período de aplicação do questionário. Sendo esse um quantitativo de 227 alunos. A amostra necessária para validar a pesquisa é de 44 entrevistas. Porém, houve retorno de 59 questionários. Portanto conclui-se que a amostragem é suficiente. A seleção da amostragem segue critérios probabilísticos de sistematização, ou seja, “A população, ou a relação de seus componentes, deve ser ordenada, de forma tal que cada elemento seja identificado, univocamente, pela posição.” 34 (MARCONI; LAKATOS, 2009, p. 30). Para tal finalidade os alunos são considerados ordenados de acordo com a listagem de nomes dispostos em ordem alfabética na caderneta de frequência escolar. Para tal definição, ao considerar 50% de valor para amostragem pode-se escolher entre números pares ou ímpares na listagem de nomes, desde que se consiga a totalidade de 50% da população, ou seja, 113,5 de pais pesquisados. 5.3.3.3. Método de contato Realizado com envio de questionário impresso para os pais selecionados nas listagens com orientação sobre o envio, a importância da pesquisa e combinado do prazo de devolução por abordagem via telefone ou com contato pessoal, além de nota explicativa junto ao material enviado. O questionário contém perguntas abertas e de múltipla escolha, caracterizando aspectos qualitativos e quantitativos. 5.3.3.4. Pré-teste Aplicado com quatro pais de diversos perfis sociais que por ventura estejam na instituição no momento de interesse. 5.3.3.5. Cronograma Coleta de informações realizada em 29 e 30 de agosto de 2013; análise de dados realizada entre 02 e 06 de setembro de 2013, e apresentação de resultados em relatório de pesquisa e anexação junto ao trabalho acadêmico de conclusão de curso em 09 de setembro de 2013. 35 5.4. O CARÁTER DA PESQUISA SEGUNDO O OBJETIVO GERAL O projeto de pesquisa será constituído de três partes: fundamentação teórica, briefing e plano de comunicação (produto final). “Segundo o objetivo geral” (DIEHL; TATIM, 2004, p.53) a pesquisa de fundamentação teórica será considerada de caráter exploratório sendo definida por esses autores como tendo a intenção de “[...] proporcionar maior familiaridade com o problema, com vistas a torná-lo mais explícito ou a construir hipóteses.” (DIEHL; TATIM, 2004, p. 53). Os autores indicam que comumente a pesquisa exploratória envolve o levantamento bibliográfico. 5.5. APLICABILIDADE Ainda sobre a respaldo teórico é possível classificar a pesquisa no que se refere ao propósito, como pesquisa aplicada que consiste em aplicar os resultados na resolução dos problemas elucidados, uma vez que o interesse da pesquisa se trata de elaborar um produto final tendo aplicados os resultados e conclusões da mesma, assim sugere as autoras Marina e Lakatos (2002, p. 20): “[...] caracteriza-se pelo interesse prático, isto é, que os resultados sejam aplicados ou utilizados, imediatamente, na solução de problemas que ocorrem na realidade.”. Com relação aos procedimentos técnicos aplicar-se-á a pesquisa bibliográfica e documental. A primeira é explicada por Diehl e Tatim (2004, p.59) como realizada através de livros e artigos científicos e a segunda “[...] vale-se de materiais que ainda não receberam tratamento analítico [...]” (DIEHL; TATIM, 2004, p. 59) sendo o caráter de tratamento científico das informações a diferença entre elas. 5.5.1. Abordagem por pesquisa quantitativa e qualitativa O briefing organiza em tópicos diversos, conteúdos a respeito da instituição objeto de estudo contendo informações práticas de suas atividades internas e 36 externas e demandas de marketing. Nesse sentido o briefing utiliza pesquisas qualitativas e quantitativas quanto à abordagem do problema. A pesquisa quantitativa: Caracteriza-se pelo uso da quantificação tanto na coleta de dados quanto no tratamento das informações por meio de técnicas estatísticas (...) com o objetivo de garantir resultados e evitar distorções de análise e de interpretação, possibilitando uma margem de segurança maior quanto às inferências. (DIEHL; TATIN, 2004, p. 51). Está aplicada aos tópicos do briefing que dizem respeito a informações de marketing em seu contexto prático e real associadas a contabilizar números referentes aos grupos de alunos, pais e consumidores envolvidos com a instituição como dados referentes a valores, volume de compras, períodos entre outras variáveis, tabulação de dados coletados no questionário e etc. A pesquisa qualitativa tem caráter descritivo e está aplicada aos tópicos do briefing que tratam de pesquisas envolvendo a análise de dados subjetivos da empresa, como valor da empresa para os consumidores do serviço entre outras. A pesquisa qualitativa possui a seguinte definição: Os estudos qualitativos podem descrever a complexidade de determinado problema e a interação de certas variáveis, compreender e classificar os processos dinâmicos vividos por grupos sociais, [...] e possibilitar maior nível de profundidade, o entendimento do comportamento dos indivíduos. (DIEHL; TATIN, 2004, p. 52). A escolha pelas duas modalidades de pesquisa (qualitativa e quantitativa) é justificada pelo interesse de agregar maior valor às informações desta premissa possibilitando uma análise conclusiva melhor respaldada nas pesquisas, pois “É a natureza do problema ou o seu nível de aprofundamento que determinará a escolha do método.” (DIEHL; TATIM, 2004, p. 51). 37 O diagnóstico apresentado após elucidação do briefing será considerado com o aspecto de avaliação formativa em adequação ao propósito de construção do plano de comunicação, pois a avaliação formativa citada por Diehl e Tatim (2004, p. 56) pretende diagnosticar o sistema atual e trazer “sugestões para sua reformulação [...]”. 5.5.2. Proposição dos planos A parte final e conclusiva do trabalho está para a proposição de planos onde serão apresentadas “propostas de planos ou sistemas para solucionar problemas organizacionais” (DIEHL E TATIM, 2004, p. 56) compiladas num Plano de Comunicação para a instituição pesquisada. 38 CAPÍTULO 3 6. 6.1. FUNDAMENTAÇÃO TEÓRICA MARKETING 6.1.1. O que é marketing As definições de marketing tem diversas aplicações teóricas. Elas dizem respeito a conceitos organizados para o raciocínio da área em diversas situações, de modo que assim possam abranger o entendimento global da atuação do marketing. Rocha e Christensen (1999, p. 15) demonstram três campos onde o marketing é conceituado: como função gerencial, processo social e orientação administrativa. Marketing é uma função gerencial, que busca ajustar a oferta da organização a demandas específicas do mercado, utilizando como ferramental um conjunto de princípios e técnicas. Pode ser visto também, como um processo social, pelo qual são reguladas a oferta e a demanda de bens e serviços para atender as necessidades sociais. É ainda uma orientação da administração, uma filosofia, uma visão. Essa orientação reconhece que a tarefa primordial da organização é satisfazer o consumidor [...]. Dentro desses campos de atuação é considerável que o marketing seja percebido enquanto uma área do conhecimento muito abrangente e a problemática que envolve sua definição tem aspectos diferentes na evolução do conceito em diversos tempos históricos; assegurando os enfoques concernentes às exigências sociais do mercado e as variáveis ambientais de cada época como afirma Las Casas (2008). Inicialmente os conceitos davam conta de uma abrangência limitada apenas na relação de troca de mercadorias entre usuários e produtores, como definiu em 1960 a AMA American Marketing Association: “O desempenho das atividades de negócios que dirigem o fluxo de bens e serviços do produtor ao consumidor ou usuário.” (LAS CASAS, 2008, p. 9). Aos poucos e obedecendo a novas ordens e necessidades de ampliação a atividade de marketing evoluiu sua caracterização conceitual abrangendo dois aspectos distintos: o marketing com enfoque social e o marketing com enfoque operacional, gerencial ou administrativo. A definição de Philip Kotler em 1997 enfoca o aspecto gerencial: “É o processo de planejamento e execução desde a concepção, 39 preço, promoção, e distribuição de idéias bens e serviços para criar trocas que satisfaçam aos objetivos de pessoas e organizações.” (KOTLER apud LAS CASAS, 2008, p.10). Quanto à abrangência social o marketing é colocado como processo capaz de “[...] proporcionar um padrão de vida superior [...]” (COBRA, 2009, p. 3). O conceito e definição que serve ao propósito deste trabalho são citados por SANDHUSEN (apud Las Casas, 2008, p. 10), onde o mesmo defende que todas as demais conceituações dessa área dispõem de quatro aspectos convenientes: troca, necessidades e desejos, demandas e ambiente. Sendo assim: Marketing é a área do conhecimento que engloba todas as atividades concernentes às relações de troca, orientadas para a satisfação dos desejos e necessidades dos consumidores, visando alcançar determinados objetivos de empresas ou indivíduos e considerando sempre o ambiente de atuação e o impacto que essas relações causam no bem-estar da sociedade. Ao considerar os quatro aspectos citados anteriormente (troca, necessidades e desejos, demandas e ambiente) essa abordagem distribui a atuação do marketing conceituando-o. Sendo a definição de suas considerações de abrangência seu elemento preponderante de definição. É necessário acrescentar a essa definição uma preocupação levantada por Rocha e Christensen (1999, p. 15) ao observar o aspecto dinâmico que envolve tais atividades, ambientes e prerrogativas. Nesse aspecto é possível perceber que as atividades de marketing independente dos ambientes a que se aplicam dão conta de situações fluidas e contínuas, pois não lidam apenas com mercadorias e demandas de modo fixo e absoluto, mas com contextos vulneráveis e suscetíveis a transformações ao lidar com o humano e os objetos em suas infinitas relações: No processo competitivo, cada empresa está buscando o melhor ajustamento entre o produto específico que ela oferece e algum grupo de consumidores no mercado. Nisso reside a essência da concorrência entre as empresas, e ao marketing cabe a tarefa de realizar esse ajustamento. (ROCHA; CHRISTENSEN, 1999, p. 15). 40 A importância do marketing está na manutenção constante das variáveis nas demandas e nos ambientes. Entre as variáveis citadas por diversos autores lista-se: variáveis incontroláveis: do comportamento do consumidor, variáveis econômicas, políticas, legais, sociais, concorrenciais, tecnológicas, ambientais, demográficas, culturais e etc. E variáveis controláveis remetentes às decisões internas e ambientes das próprias empresas, essas são organizadas didaticamente “para entender o trabalho do marketing no nível tático” (URDAN; URDAN, 2009, p. 28). 6.1.2. Orientações da empresa para o mercado As orientações das empresas para o mercado são um conjunto de posturas filosóficas e conceituais assumidas pelas mesmas e que determinam e organizam suas ações diante dos ambientes que estão inseridas; assim conclui: As filosofias expressam os princípios de uma organização e ajudam definir a identidade, o caráter e os seus modos de agir. As filosofias se manifestam na maneira de pensar, pressupostos, padrões morais, políticas, diretrizes e normas (implícitas ou explícitas, básicas e duradouras) da empresa (URDAN; URDAN, 2009, p. 14). Nesse sentido é relevante a citação de Kotler (1998) ao apontar o questionamento dos pesos dados aos diversos modos de agir das empresas aos interesses dos envolvidos na comercialização. Sendo essa uma preocupação que reforça o caráter administrativo do marketing e dos esforços para atingir resultados. Mas que filosofias devem orientar os esforços de marketing? Que pesos relativos devem ser dados aos interesses da organização, dos consumidores e da sociedade? Muito frequentemente esses interesses conflitam (KOTLER, 1998, p.33). Já os autores Rocha e Christensen (1999) determinam que a orientação da empresa, pode ser observada nas relações entre empresa e consumidores, 41 reforçando que tais orientações se fazem dentro do escopo de ajustamento e administração entre os mesmos e cita três principais orientações: Quando se analisam as relações entre as empresas e seus consumidores, podem-se identificar três orientações básicas: a orientação para o produto, para vendas e para marketing. (ROCHA; CHRISTENSEN, 1999, p. 19). Diversos autores elencam e definem mais de três orientações das empresas, alguns às colocam como processo evolutivo do desenvolvimento do marketing, levando em consideração as mudanças pelas quais o marketing sofreu durante o tempo (revolução industrial, influência direta da lei da oferta e da procura e etc.) Outros autores consideram o fator „adequação‟ para a escolha de uma ou outra orientação. Em tese, a orientação para o marketing não é sempre a melhor do que as demais filosofias. Há contextos onde a orientação para marketing acarreta menos vantagens do que, por exemplo, a orientação para produto. O profissional avalia as opções disponíveis, analisa o contexto empresarial predominante em dado período e, então, privilegia a filosofia mais apropriada. (URDAN; URDAN, 2009, p. 16). Assim é possível julgar que as primeiras orientações (para o produto e para a produção) não são consequentemente excludentes dentro do universo possível de adoção das empresas, revelando uma variável a ser considerada diante da escolha: a adequação da orientação pelo universo a que pertence a organização. O conhecimento de tais orientações torna possível definir a posição conceitual da empresa para o mercado e também mensurar nas atitudes dos concorrentes provável tendência às orientações específicas, facilitando conhecer e inferir sobre os pontos fracos e fortes dentro do mercado viabilizando planejar a posição estratégica e respostas assertivas e consistentes. São apontadas como orientações das empresas para o mercado: a orientação para o produto, que leva em conta o desenvolvimento de produtos superiores com 42 ofertas inovadoras, essas sendo características que sustentam a preferência do consumidor (KOLTLER; KELLER, 2012, p. 16); a orientação para a produção considera as prioridades internas das empresas e segundo Kotler e Keller (2012, p. 16) com ela se pretende “[...] alcançar alta eficiência de produção, baixos custos e distribuição em massa.”. A orientação para vendas respalda o momento em que as ofertas estão acima da demanda e são realizadas ações de promoção para “pressionar os compradores” (URDAN; URDAN, 2009, p.16); orientação para marketing, onde a importância do cliente como protagonista determina as decisões de marketing. Theodore Levitt (apud ROCHA; CHRISTENSEN, 1999, p. 21) cita a mudança do enfoque: “[...] de uma perspectiva míope voltada para o produto, para o horizonte mais amplo das necessidades do cliente a serem servidas.”. Kotler e Keller (2012, p. 17) acrescentam aspectos mais abrangentes dessa tendência de orientação: [...] a chave para atingir objetivos organizacionais consiste em a empresa ser mais eficaz que os concorrentes na criação, na entrega e na comunicação de um valor superior (na opinião do cliente) aos mercados-alvo escolhidos. A orientação para marketing holístico reconhece a importância de todos os aspectos envolvidos no processo de comercialização onde “[...] “tudo é importante” e que muitas vezes se faz necessária uma perspectiva abrangente e integrada.”(KOTLER; KELLER, 2012, p. 17). Abrange segundo os mesmos autores o escopo de quatro componentes complexos de atividades de marketing à dizer: marketing de relacionamento, marketing integrado, marketing interno e marketing de desempenho. 6.1.3. A necessidade do marketing Em se tratando dos ajustes anteriormente citados por Rocha e Christensen (1999) o marketing é a figura chave essencial para as empresas inseridas em ambientes mercadológicos que envolvem muitos fatores de influência sobre os resultados desejados pelas mesmas. A necessidade do marketing para a orientação 43 das empresas como ferramenta de ajuste entre as variáveis ambientais, seus objetivos e desempenho está contextualizada em diversos aspectos citados por Kotler (1998 p. 23) nos tópicos: competição global, diferenças de renda, deterioração ambiental, infraestrutura precária, estagnação econômica, baixa formação de mão de obra, problemas sociais e econômicos, avanços tecnológicos, protagonismo do consumidor. Las Casas (2008) especifica melhor alguns aspectos dessas influências, endossando a necessidade de orientações de marketing para a garantia de melhora das posturas das empresas diante da sociedade e dos consumidores. Quanto às trocas considera a prática do marketing para as decisões do composto que o envolve (produto, preço, praça e promoção), e em se tratando de necessidades e desejos determina o papel do consumidor no foco do processo: “O mais recomendado é que o consumidor seja sempre o principal elemento no processo de comercialização.” (LAS CASAS, 2008, p.12) levando em conta o protagonismo do consumidor e suas qualidades. Também o mesmo revela o interesse de rentabilidade dos negócios baseados na utilização do marketing para ampliação das demandas: “As empresas aplicam o conceito de marketing com o objetivo de conquistar os seus consumidores e com isso alcançar suas metas e objetivos de vendas.” (LAS CASAS, 2008, p. 13) e exemplifica as influências incontroláveis do ambiente como condição inerente de constante atualização e adaptação. “As empresas, por isso, devem se atualizar e adaptar as variáveis controláveis (composto de marketing), de acordo com as mudanças ambientais.” (LAS CASAS, 2008, p. 13). 6.1.4. Composto de marketing O composto de marketing organiza as ferramentas que facilitam controlar as variáveis internas das empresas. A difusão do termo „composto de marketing‟ data do início da década de 1960 quando foi propagada a expressão (URDAN; URDAN, 2009). Nesse momento a ideia central que o composto carregava subjazia ao “executivo de marketing como um misturador de diferentes funções [...]” (URDAN; URDAN, 2009, p. 28), uma vez que também já na década de 1950 McCarthy (apud 44 LAS CASAS, 2008, p. 5) havia modificado a expressão para 4P‟s: “O autor mudou o item distribuição para ponto-de-venda, criando assim uma mnemônica.” (LAS CASAS, 2008, p. 5). As diferentes funções que os executivos de marketing, citadas acima por Urdan e Urdan (2009) misturariam são produto, preço, praça e promoção. Essa analogia (do misturador) demonstra uma máxima do composto de marketing que alerta para a integralidade entre os vários elementos do mesmo. A manipulação desses elementos precisa acontecer de forma sinérgica entre as partes a fim de manter consistência em todas as atividades desenvolvidas com foco na realização dos objetivos estabelecidos pelas organizações e pelas ações de marketing para que através da consistência e a coerência entre os elementos do mix a empresa obtenha sucesso. (URDAN; URDAN, 2009). Os autores Urdan e Urdan (2009) estruturam melhor essa máxima acrescentando dois termos distintos, porém relacionadas: consistência vertical, dizendo respeito ao alinhamento do composto de marketing com as decisões estratégicas e táticas, respaldando os interesses das empresas e consistência horizontal quando o composto é orientado para manter atividades concernentes entre os elementos em si (produto, preço, praça e promoção). Com o entendimento do composto de marketing é possível manipular as variáveis internas, ainda que com o interesse de respaldar adequadamente às necessidades e desejos das demandas externas. Realizando ajustamentos necessários para respostas favoráveis entre ofertas e demandas, ambientes internos e externos. 6.1.4.1. Produto O produto é considerado a principal variável interna de controle do marketing. Pois depende dele as relações de compra e venda, trocas e transações efetuadas nos ambientes de comercialização. Por isso recaem sobre o ele decisões importantes como o desenvolvimento e criação do produto em si, até implicações em aspectos como embalagem, marca, garantias, apoio técnico ao pós-venda, comportamento do produto em seu ciclo de vida, aceitação ou recusa junto ao público e formas de uso, atribuição de valor às percepções dos benefícios por ele 45 oferecidos e etc., que irá determinar com maior probabilidade de sucesso às organizações o bom rendimento em vendas. Nesse sentido é necessário observar que os produtos devem já na sua criação buscar “atender aos desejos e necessidades dos consumidores de determinado mercado-alvo.” (LAS CASAS, 2008, p. 255). O produto é definido por Urdan e Urdan (2009, p. 42) como: [...] um objeto concreto ou abstrato que satisfaz a necessidades e desejos dos consumidores [...]. Em comum todos eles possuem atributos, que geram benefícios e custos, ou valor, para o consumidor. Já LAS CASAS (2008, p. 255) explica “[...] o produto é o objeto principal de comercialização. Ele é desenvolvido para satisfazer ao desejo ou à necessidade de determinado grupo de consumidores.”. Quando trata do termo „comercialização‟ o autor coloca o produto como objeto entre as relações comerciais. E nesse sentido é mais fácil observar a atuação do marketing para conduzir essas relações e variáveis. Os produtos em suas diversas formas de atuação podem ser classificados e organizados em diversos tipos e significados. Inicialmente organizados como produtos de consumo e industriais. Quanto aos níveis de benefícios agregados são classificados em: básico, esperado, ampliado, diferenciado. Produtos de conveniência, produtos de escolha, de especialidade, não procurados. (LAS CASAS, 2008, p. 259 e 260). E também como tangíveis e intangíveis, pelo padrão de superioridade ou básico e como utilitários ou hedônicos (URDAN e URDAN, 2009, p. 43.). Outras pontuações norteiam no composto de marketing o item produto. Elas dizem respeito ao desenvolvimento e lançamento de novos produtos e das características mais tangíveis de produtos como as variáveis envolvendo estratégias de marca, posicionamento e segmentação e design em embalagens. Todos à serviço do entendimento e melhoria constante e controlável dos produtos para melhor acomodação junto ao público de consumidores e clientes. 46 6.1.4.1.1. Produto serviço Também é possível ao produto ampliar seu entendimento indo além do objeto concreto em si, com características tangíveis e palpáveis. Las Casas (2008) propõe esse entendimento dispondo os serviços como objeto de comercialização e por isso mesmo também como produtos, sendo essa característica considerada no marketing como “a visão ampliada do produto”. Ao falar em produto como objeto de comercialização, pode-se estender o conceito para serviços. Serviços são objetos de comercialização intangíveis, ao contrário dos bens que são tangíveis [...]. Por isso, podem ser comercializados de forma análoga aos bens. (LAS CASAS, 2008, p. 256). Por isso é preciso nesse estudo lançar um olhar de abordagem de seu entendimento como produto dentro do escopo do marketing e como objeto de comercialização. Quanto à definição buscada para serviços Cobra (2009, p. 216) aponta para algumas dificuldades “Serviços produtos são difíceis de serem identificados, quando são ao mesmo tempo comprados e consumidos.”. Mesmo assim é possível trazer algumas definições que iluminam o entendimento do mesmo, dentro de suas abordagens práticas como oferta: “Em uma definição genérica, serviços poderiam ser entendidos como “tarefas intangíveis que satisfazem as necessidades do consumidor final e usuários de negócios”.” (COBRA, 2009, p. 215). Outra definição é: Serviços são os resultados de uma atividade ou série de atividades que envolvem interações entre cliente, funcionários, equipamentos, instalações e procedimentos do prestador de serviços e atendem a necessidade e desejos dos consumidores. (GRONROOS apud URDAN; URDAN, 2009, p. 99). Algumas características ajudam a diferenciar os serviços dos produtos possibilitando uma melhor distinção entre os mesmos. Aos serviços Las Casas 47 (2008) acrescenta o composto de serviços contendo oito pês: produto, preço, praça, promoção, perfil, pessoas, processos, procedimentos. Ocorrem aos serviços outros conceitos como inseparabilidade, não sendo distintos a produção e o consumo da oferta, a intangibilidade torna iminente aos serviços a experiência de consumo, uma vez que os mesmos “não podem ser tocados, experimentados, sentidos, cheirados. Não apelam aos sentidos.” (LAS CASAS, 2008, p. 288), a variabilidade que diz respeito ao caráter mutável do serviço dependendo das empresas onde são oferecidos, dos clientes e suas características as quais se destinam o serviço e dos funcionários que executam o serviço (URDAN; URDAN, 2009, p. 103), a perecibilidade caracteriza a incapacidade de estocagem e preservação dos serviços, implicando assim estratégias que adequem as demandas de consumo em momentos distintos e adequados à oferta, a heterogeneidade implica na percepção de que os serviços mudam com o tempo, as mudanças provocadas pelos fatores humanos que as determinam como motivação e diferenças comportamentais. (LAS CASAS, 2008, p. 289). 6.1.4.1.2. Os ajustes ao produto serviço O levantamento de todos esses conceitos para o item produto serviço no composto de marketing facilita a elaboração de posturas, estratégias e táticas que norteiem a interação entre clientes e serviços produtos. Aos serviços ocorre a justificativa para a abordagem das interações onde elas determinam a avaliação que o cliente faz da oferta em suas dimensões de qualidade. Em qualquer interação os clientes exercem influência sobre si. O conjunto das interações acontecendo no processo de serviços afeta a avaliação que o cliente faz da oferta e deve haver harmonia entre elas. (URDAN; URDAN, 2009, p. 105). Os determinantes da avaliação da qualidade percebida que o cliente faz sobre os serviços estão ligados aos conceitos de confiabilidade, presteza, credibilidade, empatia e tangíveis (URDAN; URDAN, 2009, p. 107). Cobra (2009, p. 218) 48 acrescenta o termo responsabilidade o que é conceitualmente associado à presteza. E Las Casas (2008, p. 297) conceitua a qualidade de serviços levando em conta a expectativa do cliente e o resultado da oferta e classifica dois componentes: qualidade real, sendo aquilo que é entregue como oferta e qualidade de percepção, que está ligada a satisfação da percepção do cliente. As interações que ocorrem na oferta de serviços estão susceptíveis à lacunas e hiatos entre as partes que as compõem que são clientes e empresas na entrega de soluções e serviços. Cita-se na entrega de qualidades algumas dificuldades “[...] entre as expectativas de consumidores e percepções da administração sobre a expectativa do consumidor.” (LAS CASAS, 2008 p. 298), lacuna na percepção interna à respeito da qualidade formulada para a entrega e da qualidade produzida e da qualidade recebida, distorções entre o serviço oferecido e as comunicações realizadas para a promoção do mesmo, gerando falsas expectativas (URDAN; URDAN, 2009, p. 107). Conhecendo todo esse arsenal de conceitos, dificuldades e variáveis é possível traçar algumas ações que diminuam as discrepâncias entre oferta e entrega de experiências em serviços: tangibilizar o intangível com as ferramentas de comunicação (URDAN; URDAN, 2009, p. 112) utilizando propaganda, promoção de vendas, relações públicas e merchandising. A indicativa de Las Casas (2008, p. 295) é para a propaganda institucional “uma vez que as empresas prestadoras de serviços estão mais preocupadas com a imagem corporativa e da qualidade de seus produtos.”. Mas ressalta também a necessidade de combinar a propaganda institucional com outras ferramentas. Urdan e Urdan (2009, p. 112) citam “A comunicação vívida que destaca o apelo aos sentidos humanos.”. Através de uso de linguagem específica e concreta buscando facilitar o entendimento do consumidor do serviço a cerca das suas especificidades, uso de imagens, relatos de descrição individual e descrição de caso. Também é indicado pelos autores o acompanhamento das diversas lacunas envolvendo as interações no processo de venda/uso dos serviços. Cada lacuna com as devidas estratégias. 49 6.1.4.2. Preço O preço é o único item do composto de marketing que por si mesmo gera receitas. Os outros elementos (produto, praça, promoção) são objetos do composto que sofrem sua influência direta e vice e versa. Por isso mesmo a importância do preço é muito considerada, pois ela também determina como se estabelece a relação do produto com o consumidor na hora da compra: Uma das primeiras considerações que o consumidor faz na decisão de compra refere-se ao preço. Com isso é possível estabelecer um julgamento da relação custo/benefício, facilitando a alocação dos recursos aos bens adequados. (LAS CASAS, 2008, p. 355). Como parte do composto o preço deve ser considerado para além da etiquetagem, pois como procedimento estratégico: “O preço não é um número na etiqueta. Ele assume diversas formas e desempenha muitas funções.” (KOTLER; KELLER, 2012, p. 412). Segundo Las Casas (2008) as funções que o preço engloba são: delimitar as reações dos consumidores; influenciar no posicionamento das empresas; favorecer as empresas quanto aos seus objetivos, tendo o preço como ferramenta para tal; indicar qualidade; diferenciar a oferta e ser objeto de apoio para as estratégias de marketing em lançamento de produtos (preço de penetração) e preços variáveis no ciclo de vida do produto, por exemplo. Assim, sobre a influência do preço nas relações de comercialização de produtos e serviços Kotler e Keller (2012, p. 411) citam que “As decisões sobre o estabelecimento de preço devem ser coerentes com a estratégia de marketing da empresa, seus mercados-alvo e o posicionamento de suas marcas.”. Logo fica claro a integralidade do preço junto aos outros elementos do mix bem como das definições estabelecidas pelas empresas quanto ao seu posicionamento. Para estabelecer preços as empresas se utilizam de diversas estratégias de acordo com seus objetivos. É possível otimizar a relação dos consumidores com o preço levando em conta que a determinação deva se feita contando com o conhecimento do piso e do teto de preços, da análise dos preços dos concorrentes e da avaliação dos clientes. O método de determinação de preços é estabelecido 50 tendo em vista o ponto de orientação dentro dessas informações consideradas. (KOTLER; KELLER, 2012, p. 417). Ainda é possível considerar que o preço obedece a lógicas internas das empresas: maximização de lucros ou faturamento, maximização da fatia de mercado; mas sua seleção final deve ser feita considerando também o comportamento do consumidor. Kotler e Keller, (2012, p. 412) demonstram que atualmente os preços tem sido alvo de constantes inferências do consumidor e isso tem transformado os julgamentos à cerca de sua determinação. Induzidos pelas crises econômicas e pelo acesso às novas tecnologias surgem mudanças de hábitos de consumo. Com isso é possível notar novos paradigmas nas relações dos consumidores com os preços, onde eles podem: “obter comparações instantâneas entre preços de milhares de fornecedores, pagar o preço que definiram e obter produtos grátis.” (KOTLER; KELLER, 2012, p. 412). Quanto à determinação de preço devem ser levados em conta métodos que ajudam a variar as estratégias segundo o objetivo da empresa. “Dever-se procurar determinar um preço que seja adequado ao mercado, pois acima de determinado nível os clientes podem preferir produtos substitutos.” (LAS CASAS, 2008, p. 367). O mesmo autor trata dos seguintes métodos: preço por margem (mark-up) onde uma margem padrão é determinada para cobrir despesas e gerar lucros; determinação da política de preços estabelecida pela alta administração e que norteia decisões de preços favorecendo a consistência; considerações quanto ao preço psicológico, sendo utilizadas artifícios como preços com números quebrados, terminados com o „algarismos 9 e 5‟ (KOTLER; KELLER, 2012, p. 416) gerando percepções vantajosas para o consumidor; preços negociados, sendo possível prever decisões de flexibilização do preço no momento da compra em negociações; preço de linha, com foco na segmentação de mercado estabelece preços diferentes para públicos e ofertas diferenciados; preços geográficos, tendo preços diferentes por regiões de acordo com suas características; e preços por descontos. A compreensão do preço estabelecido por uma organização para seus produtos e o entendimento de sua finalidade justifica a melhor adequação das atividades de marketing e comunicação do mesmo junto aos públicos. 51 6.1.4.3. Praça A praça como item do mix de marketing compreende os canais de distribuição de produtos e serviços; são os canais formulados em atacado, varejo, distribuidores, network, redes de vendas, franquias. “Ter um bom produto ou um bom serviço não basta; é preciso que ele chegue até o consumidor no menor tempo e nas melhores condições de exposição, custo e uso.” (COBRA, 2009, p. 251). Através desse elemento é garantido o contato do consumidor com a oferta de produtos, tendo essa garantia de entrega e acesso também suas características próprias. A definição desse elemento é citada por Las Casas (2008, p. 307) como: [...] um conjunto de organizações que atuam de forma sistemática e se inter-relacionam com o objetivo de exercer determinadas funções de marketing, como transferir posse e, principalmente, distribuir produtos e serviços do produtor ao consumidor. Sua importância está no fato de que através dela são potencializadas as ofertas das empresas como resultados criados por uma boa entrega de valor. “Um de seus principais papéis é converter compradores potenciais em clientes lucrativos.” (KOTLER; KELLER, 2012, p. 448). Aos canais de distribuição são dispostas as personagens envolvidas nos processos: são os comerciantes que compram e revendem; representantes que negociam em nome do fabricante, facilitadores que apoiam a distribuição. (KOTLER; KELLER, 2012, p. 448). Dada a importância dos canais de distribuição é preciso tratar da administração desses canais. “O fabricante precisa administrar suas relações com seus distribuidores para administrar custos e controlar a prática comercial de seus parceiros.” (COBRA, 2009, p. 253). Esse autor cita a integração dos canais como forma de aperfeiçoar as vendas levando em conta o grau de relação de controle sobre o intermediário e o custo gerado por tal atividade. Quanto à escolha do melhor canal de distribuição é preciso que a orientação para a adequação da escolha dependa da estratégia de marketing da empresa: “[...] 52 as escolhas de canal em si dependem da estratégia de marketing da empresa com relação a segmentação, seleção de alvo e posicionamento.” (KOTLER; KELLER 2012, p. 448). . 6.1.4.4. Promoção O item promoção do composto de marketing trata de etapas finais no processo de comercialização de produtos e serviços. Após desenvolver o produto, estabelecer o preço e dispor de redes de distribuição, a comunicação junto aos públicos interessados deve ser feita. “Promover se relaciona com a função de informar, persuadir e influenciar a decisão de compra do consumidor.” (LAS CASAS, 2008, p. 377). A relevância desse item está na necessidade de que a oferta seja devidamente e adequadamente comunicada aos seus públicos e demandas: O marketing moderno exige mais do que desenvolver um produto adequado a um preço atraente e torná-lo acessível. As empresas precisam também se comunicar com os stakeholders atuais e potenciais, bem como com o público em geral. Para a maioria das empresas, portanto, a questão não é se, mas sim o quê, como e quando, para quem e com que frequência comunicar. (KOTLER; KELLER, 2012, p. 511). Quando a citação destaca não apenas a necessidade de comunicar, mas ressalta especificidades (o quê, como, quando, para quem, frequência) revela que essa etapa do composto deve está inserida num contexto único, onde a comunicação/promoção seja relevante ao que pretende a empresa e ainda mais aos interesses dos consumidores, por isso precisa está integrada com os demais itens: “[...] as atividades de comunicação de marketing devem estar integradas a fim de transmitirem uma mensagem coerente e um posicionamento estratégico.” (KOTLER; KELLER, 2012, p. 514). Utilizar as ferramentas de promoção ajuda a influenciar as decisões de compra e estimular as demandas servindo a diversos propósitos internos das empresas: fazer experimentar novos produtos, tornar conhecido, estimular a compra 53 entre outros. Portanto: “Ao divulgar um produto ou serviço, os consumidores podem sentir-se estimulados a comprar, tanto pelo efeito de persuasão da comunicação como pela informação que adquirem.” (LAS CASAS, 2008 p. 377). E ainda mais: O consumidor pode não saber que a empresa existe, ou desconhecer os produtos que ela vende. Ou ele já sabe sobre o produto, mas não compreende bem como aquele item específico resolveria sua necessidade. Talvez o comprador ainda não se convenceu de qual é a melhor marca entre as alternativas concorrentes. Outras vezes o consumidor já optou pelo produto da empresa, mas não efetivou a compra porque desconhece as condições de pagamento ou não sabe onde encontrá-lo. (URDAN; URDAN, 2009, p. 244). As funções da promoção são descritas por Kotler e Keller (2012) onde é possível saber que: informa, persuade e lembra os consumidores; representa a voz da empresa; serve de diálogo para o relacionamento com consumidores; é útil para os consumidores ao demonstrar uso, referenciar uma marca e impulsiona vendas. Outra questão levantada pelos autores diz respeito a como se organizam as etapas de promoção e a gestão de seus processos. É indicada em termos gerais a necessidade de planejar, escolher mídias com adequação e avaliar. Urdan e Urdan (2009, p. 246) em se tratando de gestão dispõem nove etapas para que as comunicações ocorram a contento. São elas: determinar problemas ou oportunidades; definir objetivos; caracterizar a audiência – alvo; selecionar composto promocional; elaborar as mensagens; definir os meios; determinar orçamentos; implementar estratégias e controlar os resultados. E acrescentam ao processo três princípios gerenciais que potencializam o esforço promocional: “[...] abrangência, consistência e equilíbrio.” (URDAN; URDAN, 2009, p. 246). Dentro do universo de gestão das comunicações em volta de produtos e serviços, muitas são as escolhas à disposição das empresas quanto a ferramentas para efetivar a comunicação com públicos, esse podendo ser interno e externo. O conjunto dessas ferramentas à disposição da promoção de bens e serviços é chamado por Kotler e Keller (2012, p. 513) como Mix de comunicação. Compostos 54 por formas diferentes de comunicar, através de oito principais termos: Propaganda, promoção de vendas, eventos e experiências, relações públicas e publicidade, marketing direto, marketing interativo, marketing boca a boca e vendas pessoais. As diferentes formas de promoção também possuem suas limitações e vantagens, e devem ser utilizadas com o interesse de potencializar as estratégias para efetivar uma promoção rentável. Conhecer as limitações e vantagens dessas formas facilita o planejamento mais assertivo de ações táticas. Urdan e Urdan (2009) dispõem tabela com vantagens e desvantagens de algumas ferramentas: Figura 1 – Forças e fraquesas das ferramentas do composto promocional Fonte: Urdan e Urdan (2009, p. 257) (apud Burnet e Moriarty) Ocorre à promoção também a relevância de decisões estratégicas que consideram outros fatores na tomada de decisões quanto ao mix de comunicação, citados por Kotler e Keller (2012, p. 528) sendo: as decisões quanto ao tipo de mercado de produto, elaborado para organizações ou consumidores finais, o estágio da disposição do comprador. Quando à escolha pelos melhores meios de comunicar, é definida considerando diversos momentos no processo de relação com a oferta, 55 trata-se de conscientização, compreensão, persuasão, renovação de pedidos; e finalmente o estágio do ciclo de vida do produto que indica a escolha de diferentes ferramentas de comunicação segundo o momento do ciclo de vida pelo qual está o produto, sendo eles: introdução ao mercado, crescimento, maturidade e declínio. 6.1.4.4.1. Processo de comunicação A promoção leva também em conta o processo de comunicação, tendo em vista que todas as ações desenvolvidas devem ser organizadas dentro da perspectiva de tal processo. O mesmo é demonstrado por Las Casas (2008, p. 377) no seguinte esquema: Figura 2 – Esquema do processo de comunicação Fonte: Las Casas (2008, p. 377) Todas essas variáveis apontadas quanto às diversas ferramentas envolvendo a promoção ajudam a fortalecer e aperfeiçoar as estratégias e táticas de comunicação entre empresas e consumidores. 6.1.5. Atualização dos 4ps A classificação dada por McCarthy sofre atualmente novas considerações levando em conta as transformações sociais como variáveis e abrangência das atividades de marketing. Kotler e Keller (2012, p. 23) conceituam novos 4 Ps diante do marketing holístico e acrescentam um conjunto que melhor representa o marketing moderno e que considera também pessoas, processos, programas e performance. 56 6.1.6. Considerações sobre o consumidor O consumidor está sujeito no processo de consumo de produtos e serviços a diversas influências que direcionam suas escolhas diante das possibilidades de cada oferta. Na década de 50 o marketing se volta para o consumidor (LAS CASAS, 2008) e a necessidade de análise de seu comportamento começa a facilitar os processos decisórios das empresas, pois “[...] o processo de comercialização deveria iniciar-se com a constatação dos desejos e das necessidades dos consumidores para, posteriormente, as empresas ajustarem as ofertas de forma adequada.” (LAS CASAS, 2008 p. 181). A análise de comportamento do consumidor permite a observação do processo de compra, os precedentes desse momento, considerando elementos internos e externos e ainda o comportamento do consumidor depois de realizada uma compra. Tudo isso permite ter o consumidor como objeto de influência direta nas decisões de marketing. “O objetivo é estudar as influências e as características do comprador, a fim de obter condições de fazer propostas adequadas de ofertas de marketing, aplicando-se o conceito de marketing.” (LAS CASAS, 2008 p. 181). O comportamento do consumidor é definido por Solomon (apud KOTLER; KELLER, 2012, p. 164) levando em conta o estudo de como os indivíduos, grupos e organizações, processam a relação de consumo (seleção, compra, uso e descarte) de bens, serviços, ideias em busca de satisfazer necessidades e desejos. 6.1.6.1. Influências internas do consumidor No estudo do comportamento do consumidor devem ser levadas em conta as influências internas como fatores determinantes do comportamento e consumo. Os fatores podem ser pessoais e psicológicos. Os fatores pessoais levam em conta a ocupação e circunstâncias econômicas as quais o indivíduo está inserido, sua personalidade e autoimagem assim explicada por Kotler e Keller (2012, p. 169): 57 Ao falar de personalidade, referimo-nos a um conjunto de traços psicológicos distintos, que levam a reações relativamente coerentes e contínuas a um estímulo do ambiente (inclusive o comportamento de compra). O estilo de vida e os valores pertencentes ao indivíduo também configuram características que norteiam as escolhas e preferências em relações de comercialização. Essa variação do comportamento pertence ao âmbito pessoal, pois pessoas “[...] com a mesma ocupação e subcultura podem ter estilos de vida bem diferentes.” (KOTLER; KELLER, 2012, p. 117). Para SOLOMON (2011) a definição do que é estilo de vida leva em conta as escolhas que as pessoas fazem para afirmarem quem são, com quem desejam se identificar e o que desejam evitar: “Estilo de vida refere-se a um padrão de consumo que reflete as escolhas das pessoas quanto à forma de gastar seu tempo e seu dinheiro.” Aos fatores psicológicos são elencados cinco tópicos que determinam influências sobre o comportamento do indivíduo: a motivação, que defendida por Sigmund Freud (apud KOTLER; KELLER, 2012, p. 173) existe no inconsciente, onde o indivíduo “[...] reage não somente às possibilidades declaradas [...], mas também a outros sinais menos conscientes [...]”. Já Abraham Maslow (apud KETLER; KOLLER, 2012, p. 173), elenca as necessidades em ordem hierárquica para justificar o surgimento de motivações: Ele concluiu que as necessidades humanas são dispostas em uma hierarquia, da mais urgente para a menos urgente – necessidades fisiológicas, necessidades de segurança, necessidades sociais, necessidades de estima e necessidades de autorrealização [...]. Um terceiro pensador Frederick Herzberg (apud KELLER E KOTLER, 2012, p. 174); buscar compreender a motivação é teorizando dois elementos distintos concernentes ao sujeito, os fatores que causam satisfação e os que não (satisfatores e insatisfatores). 58 A percepção é outro fator de influência interna e psicológica. Essa diz respeito ao modo como os estímulos são operacionalizados pelos consumidores: A forma de ver e de moldar o mundo é conseguida através da percepção. Ela é o processo pelo qual o indivíduo seleciona, organiza e interpreta a informação que recebe do ambiente.” (LAS CASAS, 2008, p. 200). A terceira forma de influência dada pelos fatores psicológicos é a aprendizagem. Ela garante à experiência de consumo a certificação de aspectos positivos e os relaciona com marcas e produtos, fazendo assim com que o consumidor aprenda (a relacionar) tal experiência com o produto/marca a ela associado: “Quando experiências de consumo são positivas, os clientes procurarão comprar a mesma marca no futuro para repetir a satisfação.” (LAS CASAS, 2008, p. 202). Do mesmo modo o autor considera também o fator inverso, quanto às experiências negativas, e também coloca a experiência que acontece com produtos desconhecidos, mas que determinada pelas informações que o consumidor recebe, o ajuda a decidir por novas possibilidades de compra: Ele pode ter interesse de comprar determinados produtos que desconhece, mas as informações que obtém o ajudam a analisar as diferentes possibilidades do mercado e a decidir pelas ofertas mais adequadas (LAS CASAS, 2008, p. 202). As emoções também determinam o comportamento. “A reação do consumidor não é totalmente cognitiva e racional; pode, em grande parte, ser emocional e invocar diferentes tipos de sentimento.” (KOTLER; KELLER, 2012, p. 176). Por último a memória fornece outro fator que influencia o consumo, pois se espera “[...] que os consumidores não esqueçam seus produtos.” (SOLOMON, 2011, p. 138). A esse fator existem diversas abordagens quanto aos modelos de memória (memória sensorial, de longa e de curta duração) que ajudam a localizar melhores ações de marketing para manter presente na memória e longe do esquecimento as 59 marcas e produtos, influenciando suas escolhas. “A memória envolve um processo de aquisição e armazenagem de informações de modo que estas estejam disponíveis quando necessárias.” (SOLOMON, 2011, p. 131). 6.1.6.2. Influências externas ao consumidor Segundo Las Casas (2008) as influências podem ser internas e externas. As influências externas são: ambientais, com variáveis que afetam os hábitos de consumo podendo-se citar economia, política, variáveis ambientais; influências culturais, que levam em conta a cultura, subculturas e classe social como determinantes do perfil do comprador. “As classes sociais apresentam preferências nítidas por produtos e marcas em diversas áreas, como vestuário, móveis para o lar, atividades de lazer e automóveis.” (KOTLER; KELLER, 2012, p. 165). Segundo Las Casas (2008) o levantamento de um perfil possibilita com o estudo da cultura oferecer produtos adaptados aos valores e crenças do público. Quanto às subculturas é possível estudar o comportamento do consumidor com a perspectiva etária. Essa segmenta consumidores com interesses e comportamentos comuns sob a ótica da idade considerando que “[...] nossas necessidades e preferências mudam, geralmente de maneira semelhante à de outras pessoas com a mesma idade.” (SOLOMON, 2011, p. 540). Os fatores sociais também influenciam o comportamento do consumidor e dentro dessa variável estão considerações acerca dos grupos de referência que “[...] são aqueles que exercem alguma influência direta (face a face) ou indireta sobre as atitudes ou o comportamento de uma pessoa.” (KOTLER; KELLER, 2012, p. 165). Os mesmos grupos podem ser listados em grupos de afinidade primários (família, amigos e etc.) e secundários (reunidos pela religião ou pertencimento de classes trabalhistas), com influência direta. Na mesma perspectiva Kotler e Keller (2012, p. 165) expõem os grupos os quais o consumidor não pertence tendo os grupos aspiracionais e dissociativos como também influenciadores do comportamento de compra. A família é outra variável considerada uma influência muito significativa ao indivíduo. “As famílias são as principais responsáveis por integrar as pessoas à 60 sociedade e, por esse motivo, são fortes influenciadores.” (LAS CASAS, 2008, p. 195). Dependendo de como esteja organizada a estrutura familiar essa variável dispõe de muitas possibilidades de interferência ao consumo. Assim é possível observar características diversas quanto ao consumo influenciado pela família e o estágio de seu ciclo de vida, onde é possível considerar a inferência de necessidades e desejos específicos em cada estágio e na sua configuração tipológica, quando Kotler e Keller (2012, p. 166) citam dois tipos de famílias: famílias de orientação, quando os pais ausentes ou presentes interferem no comportamento de compra e a família de procriação, quando a relação conjugal tem interferência no comportamento consumidor. Solomon aponta mais perspectivas de análise da família para conhecer suas estruturas e como essas influenciam o comportamento de compra. Ao citar família estendida como unidade familiar mais comum (extensão de convívio de gerações, incluindo avós) e família nuclear tendo “[...] uma mãe, um pai e um ou mais filhos [...]” (SOLOMON, 2011, p. 452), expressa as mudanças ocorridas na concepção familiar e infere novos modos de existência desse agrupamento tendo o conceito de unidade familiar “[...] que é considerada independente das relações entre as pessoas que ali vivam.” (SOMOLON, 2011, p 452). Outras características que dadas à família são consideradas por Solomon (2001) numa configuração de influência ao consumo, são citados os animais de estimação; a relevância da tomada de decisões pautada pelos papéis sexuais exemplificado nas situações onde “[...] apesar de os homens ainda usarem as calças, são as mulheres que as compram.” e “[...] os homens quase sempre tem a responsabilidade de comprar um automóvel, enquanto as escolhas de decoração recaem sobre as mulheres.” (SOLOMON, 2011, p. 460) e quando são observadas as situações de compras autônomas (individuais) e compras conjuntas (coletivo familiar). As crianças na família também são consideradas por Solomon (2001, p. 465) como fatores de influência direta no consumo, não apenas na perspectiva referente ao ciclo de vida, ou seja, o que a família com crianças dispõe de consumir para atender as necessidades delas, mas, de fato na autonomia dada aos pequenos em diversos processos de decisão de consumo. 61 Ainda sobre os fatores sociais a variável de status implica também influência no comportamento de consumo. De acordo com Kotler e Keller (2012, p. 167) o status é dado segundo o papel desempenhado por uma pessoa na sociedade, esses determinam a posição da pessoa no grupo. “As pessoas escolhem produtos que comuniquem seu papel e seu status, real ou desejado, na sociedade.” (KOTLER; KELLER, 2012, p. 167). 6.1.6.3. O processo de decisão de compras O conhecimento acerca do processo pelo qual o consumidor passa ao fazer um compra “[...] começa bem antes da compra real e tem consequências que perduram por muito tempo.” (KOTLER; KELLER, 2012, p. 179). Por isso o marketing se preocupa com mais esse item a fim de “[...] interferir em cada uma das etapas e assim conseguir melhores resultados.” (LAS CASAS, 2008, p. 183). Esse processo de decisão envolve cinco estágios: reconhecimento do problema/necessidade, busca de informação a cerca de possibilidades para solucionar o problema, avaliação das alternativas encontradas, decisão de compra e comportamento pós-compra. Com a delimitação desse processo é possível programar estratégias específicas para o acompanhamento do consumo. Sendo que em cada etapa é possível também inferir táticas que facilitem a continuidade do processo. 6.1.7. Marketing educacional O marketing educacional volta sua atenção para as atividades mercadológicas em organizações com oferta do serviço educativo; sendo assim sua definição requer a abrangência de um escopo específico das atividades convencionais de marketing: Toda estratégia e planejamento do marketing utilizado no mercado de prestação de serviços de ensino e capacitação é referido como marketing educacional. Visa conquistar, manter e fidelizar os alunos 62 (considerados clientes mensalistas) aos serviços determinada Instituição de Ensino. (REBOUÇAS; 2013). de uma Com essa definição é possível vislumbrar um escopo de atividades as quais o marketing educacional envolve: a captação, retenção e fidelização de alunos/clientes. Para Ariza (2006) a definição de marketing aplicada ao segmento da educação [...] é manter e conquistar alunos. Sua função dentro da escola é entender, criar, gerenciar as necessidades dos alunos, bem como as de seus pais, realizando pesquisas para desenvolver ofertas que ofereçam valor para esse público e atendendo suas expectativas. Também é função do marketing manter comunicação eficiente com seu público e divulgar o trabalho da Escola no momento e no local exatos. Essa definição abarca e esclarece também as funções de tal escopo dentro da perspectiva do marketing educacional. Já para Sion et al. (2011, p. 1) a definição dada consegue abranger uma perspectiva significativa quanto à orientação para o marcado que o marketing possibilita: O marketing educacional é a área que utiliza estratégias e táticas mercadológicas para atrair cada vez mais clientes (alunos), determina que a instituição decida sobre as necessidades e os desejos de mercados-alvos. As definições por si só esclarecem pontuações isoladas do marketing educacional, mas não elucidam sua contextualização nos ambientes escolares, sendo para isso necessário compreender essa dimensão junto a análise do contexto histórico dessa disciplina nas atividades de instituições com oferta de serviços de ensino. A escola estava imersa num contexto soberano de prover a educação de forma „inquestionável‟ quanto ao modo e forma, assim explicada pelos autores, e pouco voltada para a realidade que lhe cercava: 63 Durante grande parte do século XX, as instituições de ensino mantinham um distanciamento em relação a realidade em que se inseriam, sem se preocupar em voltar seu olhar para o público consumidor de seus serviços. Era como se a escola se auto sustentasse com a imagem de centro norteador da formação intelectual do individuo, e fizesse por ele escolhas, estabelecendo os parâmetros de satisfação. A partir de 1970, cresceu o número de instituições educacionais e de cursos, de vagas e de modelos de educação oferecidos. (MARTINS; TEIXEIRA; SILVA, 2009). Também é necessário somar ao contexto histórico, as mudanças ocorridas nos cenários do mercado educacional e considerando essas mudanças, pontuar sobre como ocorre a necessidade do marketing para as atividades do serviço de educação e ensino. Primeiro consideram-se as transformações sociais de maior abrangência, que influenciam diretamente a concepção dos atributos e valoração da escola; “Um intenso e rápido processo de transformações vem atingindo praticamente todos os campos da organização econômica, social e política das sociedades” (COBRA; BRAGA, 2004, p. 16). Tal inferência ainda pontua que essa mudança é diferente das anteriores pelo simples motivo de que dispõe do conhecimento e da centralidade da informação como itens cruciais a desempenhar o papel transformador das organizações. “Nesse contexto, o manancial educacional assume não apenas um significado social, mas incorpora, igualmente, um valor econômico.” (COBRA; BRAGA, 2004, p. 16). Com essa compreensão passa-se aos próximos argumentos que endossam as mudanças do cenário de serviços de educação, Cobra e Braga (2004) citam acesso contínuo e crescente da população aos serviços de educação, os novos atores que interessados no mercado disputam o domínio dele com as instituições tradicionais. Nagano (apud. BRAGA, 2006) revela também o crescente aumento da concorrência tendo o cenário “25 mil escolas de educação básica”, e no período estudado diminuição da demanda de alunos no ensino básico em 5% e crescimento na oferta de vagas em 35%. Levando em conta tais premissas, o marketing ganha espaço nas instituições de ensino, como ferramenta para driblar dificuldades já desde o início dos anos 70: 64 A partir dos anos 70 as instituições educacionais começaram a ficar mais receptivas ao marketing, já que era uma possível solução num momento em que o mercado estava em transição. Estudantes, membros conselheiros, fundos e outros recursos necessários passaram a ser escassos ou difíceis de atrair, e a preocupação em estabelecer estratégias para driblar essas dificuldades passou a ser constante. (NAGANO, 2007, p. 5). Martins, Teixeira e Silva (2009, p. 59) também lançam um olhar acerca de nova problemática acarretada pelo interesse no marketing e possivelmente resoluta pelo próprio (segmentação e posicionamento). Com a crescente disputa no setor educacional, os prospects são atordoados pela diversidade de instituições de ensino, o que cria a necessidade destas identificarem os segmentos de mercado de seu interesse, as características e as necessidades dos seus prospects em potencial, e a maneira como poderão atendê-los. Além disso, elas devem analisar a posição dos concorrentes e planejar o posicionamento que desejam para seu serviço. As instituições de ensino precisam entender melhor seus prospects. (MARTINS; TEIXEIRA; SILVA, 2009, p. 59). A justificativa para a necessidade do marketing em instituições de ensino existe quando as mesmas precisam acompanhar as transformações e prover de uma oferta qualitativa e adequada. 6.1.7.1. O escopo do Marketing educacional Ao marketing educacional é possível considerar segundo a atualização dos 4 Ps proposta por Kotler e Keller (2012) quanto ao item Pessoas dois personagens de interesse dentro das estratégias de marketing em instituições de ensino. Diz-se: As pessoas refletem, em parte, o marketing interno e o fato de que os funcionários são fundamentais para o sucesso do marketing. [...] Também refletem o fato de que as empresas devem ver os consumidores como pessoas e compreender suas vidas em toda sua 65 plenitude, e não apenas como alguém que compre e consome produtos. (KOTLER; KELLER, 2012, p. 24). De tal modo consideram-se no foco dos interesses do marketing educacional dois elementos principais que sustentam essa dinâmica; entre os funcionários somase a figura do quinto “P”, o professor, e quanto à clientela o aluno. Em se tratando do professor o marketing educacional o considera pela importância que carrega sendo ele que produz o serviço ofertado: Muitas vezes nos esquecemos que são os professores e não a administração ou o setor de marketing, os responsáveis diretos pela atividade mais importante de qualquer instituição acadêmica, o ensino. ARMONI (2004). Tendo a prerrogativa de produzir o serviço ofertado o professor influencia diretamente elementos do marketing que dizem respeito à instituição, criando a imagem da mesma, pois “Na nova gestão da escola, que inclui o marketing, podemos dizer que ele é o elemento-chave para a construção de uma imagem positiva da instituição.” PADILHA (2010). A mesma autora exemplifica ainda uma relação prática que, provocada pelo professor pode gerar resultados interessantes, como forma de ilustrar sua importância no marketing educacional. O professor é um grande líder, a sua postura serve de exemplo aos alunos. Por esse motivo, ele tem papel fundamental na motivação do interesse dos alunos em continuar na escola e a falar bem dela. Se o mestre divulga em uma sala do Ensino Fundamental II, por exemplo, que no Ensino Médio os alunos poderão realizar determinado projeto (lembrando que essa informação pode ser passada em uma das reuniões sobre as estratégias), estará criando expectativas positivas em relação a esse público. PADILHA (2010). O outro elemento importante no ambiente do marketing educacional é o aluno. Considerado como cliente do serviço, a atual preocupação dada ao aluno está expressa: “O foco do marketing não é mais a satisfação do cliente, mas o sucesso do cliente.” (SION; et al. 2011, p. 2; apud COBRA; BRAGA, 2004). Com 66 isso é preciso considerar algumas variáveis na oferta do serviço que indicam paradigmas a serem buscados pelas instituições, sendo esses não somente provenientes dos interesses individuais do aluno, mas também da sociedade. A longo prazo, a instituição deve assegurar as necessidades dos clientes, pois o aluno não está interessado somente em um diploma, mas também no domínio real de informações e habilidades que justifiquem essa conquista, além da necessidades da sociedade que esperam pessoas preparadas para o mercado de trabalho que possam ser produtivas e que assuma responsabilidades. (SION; et al. 2011, p. 2). O aluno possui outras variáveis em relação ao processo de compra, uma vez que “Segundo Hoyer e Brown (1990), uma decisão de maior envolvimento de recursos ou maior valor de aquisição, como é o caso da educação, gera um processo que tende a ser o mais ponderado e completo possível.” (SION; 2011, p. 2). Somam-se a este item o conhecimento dos perfis de alunos justificado pelo interesse de criar fidelidade (Ariza, 2006) a dizer: os prospects, ainda não matriculados, mas com chances de “serem alunos de determinada Escola [...]” (Ariza, 2006, p. 21); shoppers, são os visitantes; eventuais, frequentam a escola por tempo reduzido, num curso, por exemplo; o perfil dos regulares, alunos matriculados, efetivos; e os defensores, que elogiam a escola, defendem. O escopo do marketing educacional abrange diversos elementos específicos, desde relações de interesse, qualidades tangíveis e intangíveis dispostas numa oferta: Contudo, o que se pode afirmar com segurança é que o aluno quer receber um serviço educacional sério e de qualidade, oferecido por um corpo docente qualificado e capacitado, assessorado por funcionários treinados e motivados, com instalações adequadas e, obviamente, ver o nome da sua escola projetado entre as melhores. (SION; et al. p. 2. apud Colombo, 2004). 67 6.1.7.2. O dilema ético do marketing educacional O problema que desponta o dilema ético do marketing e seu vínculo com a educação está localizado na desvirtuação conceitual entre as partes. Inicialmente o entendimento de que a abordagem da oferta do serviço feita pelo marketing não deve se sobrepor às posturas pedagógicas, pois: O processo educacional pode não se enquadrar totalmente numa simples relação de troca. Ele se constitui mais em uma relação pedagógica proposta [...], a serviço do e centrada no aluno, do que em uma venda de um produto ou serviço. (Martins; Teixeira; Silva, 2009, p. 58). Outra colocação elucida melhor a divergência ética entre as partes quanto ao rompimento do aspecto humanista da educação e a perversão utilitária do mercado: A idéia de fazer conexão entre educação e mercado, (que é para onde uma estratégia de marketing nos conduz), nem sempre é vista com bons olhos por educadores, instituições acadêmicas e público estudantil. Submeter a educação à lógica utilitarista de mercado pode significar uma distorção de finalidades e mesmo uma perversão dos valores que norteiam programas educativos de formação cultural humanista. (BOMENY; BRAGA; EMERIQUE, p. 2, 1996). Os pontos elucidam uma visão resumida do marketing como objeto de influência direta sobre o que caracteriza a educação como se percebe em mais um endosso: “É como se, com uma estratégia de marketing, as instituições permitissem um divórcio entre suas finalidades específicas e as demandas mais urgentes, perecíveis e externas do mercado.” (BOMENY; BRAGA; EMERIQUE, p. 2, 1996). Considera-se então que o marketing esteja apto a determinar a educação/produto e não apenas apoiá-la, ou o contrário, a proposta educativa (enquanto missão) determinar a não utilidade do marketing. Nagano (2007) exemplifica um possível encontro entre marketing e educação, sendo essa uma conceituação básica também do marketing, a de que as estratégias dele estejam para os interesses de orientação da empresa, não sendo o marketing o respondente por todo o escopo. 68 A princípio a preocupação com a construção da imagem de instituições de ensino deveria estar em segundo plano, já que a grande responsabilidade das mesmas, além da disseminação de valores como o respeito ao próximo e a ética, é a de formar profissionais capacitados a ingressar no mercado de trabalho. A boa imagem, nesse caso, seria apenas conseqüência da qualidade do ensino e poderia naturalmente servir como ferramenta de marketing. (NAGANO, 2007). Então é possível localizar, por exemplo, que apesar da não sobreposição das partes (marketing e pedagógico), é possível inferir neste que a proposta “a serviço do e centrada no aluno” (Martins; Teixeira; Silva, 2009, p. 58) se enquadra em uma orientação da escola para o marketing no que se refere ao atendimento de sua clientela onde o cliente é protagonista e induz a determinação de decisões na empresa. A solução para o dilema pode ser vislumbrada no exercício de ver o marketing como apoio para as atividades, até por que a justificativa que torna plausível a orientação da empresa pelo marketing deixa claro que ele por si (propaganda, estratégias, comunicação) sem conteúdo (relevância do produto, adequação) e sem essência existencial da oferta é falível: Planos de marketing, estratégias de convencimento, projetos de persuasão para uma causa (um produto) esvaziam-se e se desmoralizam rapidamente quando não há consistência entre o que se diz sobre a coisa e o que a coisa em si contém. (BOMENY; BRAGA; EMERIQUE, p. 3, 1996). O marketing tem a oferecer às instituições de ensino propostas interessantes quando, por exemplo, leva a instituição a esclarecer a si própria e a seu público, demonstrando comprometimento com o serviço que oferece. O marketing pode forçar uma escola, um governo, um grupo de trabalho, uma instituição, enfim, os atores e entidades envolvidos com educação, a mostrarem o que estão fazendo ou propondo além de definirem o tipo de expectativa a que pretendem responder. (BOMENY; BRAGA; EMERIQUE, p. 3, 1996). 69 Outros itens são elencados por Kotler (apud Cobra; Braga, 2004, p. 8) quando dos benefícios agregados pelo marketing à educação: Para Kotler (1994), orientar a gestão de uma instituição de ensino pelo marketing nada tem de prejudicial ou antiético. Ao contrário, só trará benefícios, tais como: aumentar o nível de profissionalização da instituição; tornar transparente a qualidade dos serviços prestados peal instituição; obrigar a instituição a definir uma missão, metas e objetivos; impelir a instituição a trabalhar com planejamento estratégico; posicionar a instituição no mercado; selecionar mercados alvos, distinguindo os melhores segmentos com potencial de mercado; auxiliar na melhoria do produto ou serviço oferecido pela instituição, uma vez que ela volta para o atendimento das necessidades dos clientes; melhorar a satisfação dos diversos públicos da instituição. (COBRA; BRAGA – 2004 p. 8). 6.1.7.3. Segmentação e posicionamento em instituições de ensino A contribuição dada pelo marketing às organizações de ensino é de extrema importância para o atendimento das necessidades e construção de resultados. “A escola precisa agregar valor aos seus cursos para que seus alunos tenham condições de disputar no mercado de trabalho.” (COBRA; BRAGA, 2004, p.60). Sendo assim é possível acrescentar ao marketing educacional ferramentas que irão definir na prática essa contribuição, a primeira diz respeito à segmentação de mercado e a segunda é o posicionamento assumido pelas empresas. 6.1.7.3.1. A segmentação A segmentação de mercados baseia-se no raciocínio de que não apenas a oferta e suas características determinam ações de marketing, mas também nas necessidades e características de públicos específicos: “As organizações, especialmente as educacionais, precisam focar não só a oferta e a disponibilidade, mas também as necessidades do seu público.” (COBRA; RYON, 2004, p. 55). Ao segmentar um mercado as empresas selecionam, escolhem e decidem segundo as condições disponíveis, a que público consegue atender e realizar um 70 entrega de valor que o satisfaça, oferecendo melhor desempenho diante dos concorrentes e da experiência pela qual o consumidor se engaja. As empresas não podem atender a todos os clientes em mercados amplos ou diversificados. Mas podem dividir tais mercados em grupos de consumidores ou segmentos com diferentes necessidades e desejos. Uma empresa precisa, então, identificar os segmentos de mercado em que poderá atender com eficácia. (KOTLER; KELLER, 2012, p. 227). Por isso a segmentação facilita a tomada de decisões que serão realizadas em diversas áreas dentro das empresas, podendo direcionar estratégias melhor elaboradas segundo mesmo as condições pré-existentes nos públicos segmentados de interesse, pois “Identificar agrupamentos homogêneos de consumidores de conhecimento é fundamental para a formulação de estratégias adequadas, direcionadas para cada segmento de mercado.” (COBRA; BRAGA, 2004, p. 91). Kotler e Keller (2012) detalham formas de segmentação onde: “Um segmento de mercado consiste em um grupo de clientes que compartilham um conjunto semelhante de necessidades e desejos.” (KOTLER; KELLER, 2012, p. 228). As variáveis são geográficas, demográficas e psicográficas e também comportamentais. 6.1.7.3.2. O posicionamento Sobre o posicionamento Kotler e Keller (2012, p. 293) inferem “Nenhuma empresa pode vencer se seus produtos se assemelham a qualquer outro no mercado.”. Como dito por Gonçalves (2008) o posicionamento ainda é uma estratégia ausente das atividades de marketing em instituições escolares: “Sim, conquistar novos alunos para um colégio é algo mais desafiador e mais complicado do que conquistar novos alunos para uma faculdade. A primeira razão é a falta de diferenciais perceptivos. É claro que os colégios não são todos iguais. Mas aos olhos do público-alvo, podem parecer, sim, muito semelhantes. (GONÇALVES, 2008) 71 Essas constatações implicam numa necessidade da atuação do marketing junto aos serviços educacionais. Essas ferramentas oferecem possibilidades de programar ações estratégicas de marketing a fim de melhorar resultados de acordo com os objetivos. A definição de posicionamento dada por Kotler e Keller (2012, apud RIES; TROUT, 2000) explica: “Posicionamento é a ação de projetar a oferta e a imagem da empresa para que ela ocupe um lugar diferenciado na mente do público – alvo.”. Para tal os autores reconhecem que o posicionamento está inserido numa tríade conceitual de: “[...] segmentação, seleção de mercado – alvo e posicionamento [...].” (KOTLER; KELLER, 2012, p. 294). O posicionamento de uma empresa pode ser efetivado com a diferenciação da oferta, essa pode acontecer por diversos meios, através de funcionários bem treinados, com boa reputação; através de canais de distribuição que tornem cômoda a compra; também baseada na imagem da empresa, sendo atrativa a anseios sociais e psicológicos dos consumidores e diferenciação baseada em serviços, quando são levados em conta atributos de confiabilidade, resiliência (resolução de problemas) e capacidade de inovação. (KOTLER; KELLER, 2012). 6.1.7.3.3. A escolha da escola Outro aspecto a considerar no escopo do marketing educacional é como os pais escolhem e determinam a adesão à escolas para os filhos. A escolha por uma escola levou pesquisadores a elencar características diversas que são mobilizadas no momento de decisão pela escolha de uma instituição de ensino. São delimitados os seguintes atributos para a escolha da escola dos filhos sendo: “disponibilidade/acessibilidade; criatividade e eficiência na resolução de imprevistos e problemas; compreensão e apoio; maturidade e experiência; credibilidade/preparo; intelectualidade/bagagem cultural; organização; abertura/diálogo; esportes; [...] busca constante de aprendizado; carinho amizade; respeito e aceitação; autenticidade/fraqueza; competência; atenção especial; metodologia de ensino; qualidade dos professores; normas e regulamentos da escola; horário de aulas; eventos (desenvolvimento de talentos das crianças); influência da escola sobre os filhos; flexibilidade ao lidar com problemas familiares; 72 critérios de avaliação e aprovação/reprovação, trabalhos extra-classe (temas/trabalhos); turmas pequenas; atendimento personalizado; liberdade de expressão dos alunos; diálogo com os alunos; igualdade social; integração dos professores com os alunos; desenvolvimento cognitivo do aluno (estímulo ao raciocínio lógico, à leitura e a pesquisa desenvolvendo espírito crítico nos alunos); desenvolvimento social, pessoal e acadêmico do aluno; Infra-estrutura (salas, laboratório, biblioteca, quadras e ginásio, equipamentos); atividades extracurriculares; segurança, proteção e cuidado; postura da direção; SOE (Serviço de Orientação Educacional); comunicação da escola com os pais/diálogo; valores e princípios da escola; apoio da escola; uso do uniforme; disciplina e organização dos funcionários; capacidade de tratar com questões delicadas de maneira adequada.” (WELKER, apud MUCKENBERGER, 2000.) Também são acrescentados “[...] a filosofia da escola além dos aspectos pedagógicos.”, “[...] a formação dos professores e a disposição dos coordenadores e diretores em conversar com os pais.”, “[...] número de alunos por sala [...].” (CASTELLANO, 2010, p. 14). 6.2. COMUNICAÇÃO 6.2.1. A comunicação como objeto de investigação científica A comunicação é algo que está para o humano de forma inseparável de sua condição existencial. “É voz corrente a afirmação de que estamos inseridos em uma civilização da comunicação. Ora, o ser humano sempre foi por natureza um ser simbólico, ser de linguagem e de comunicação.” (SANTAELLA, 2001, p. 13). Entre muitas abordagens teóricas acerca da definição da comunicação é possível ressaltar algumas inferências citadas por Santaella (2001) num escopo de pesquisa que não delimita as fronteiras dos estudos em comunicação, quando pensa que “[...] a exponenciação da complexidade do campo da comunicação começa a atingir proporções gigantescas.” (SANTAELLA, 2001, p. 14), mas, demonstra um quadro de grande abrangência possibilitando o entendimento do caráter ilimitado da área mesmo sendo essa uma classificação comum. “As afirmações de que a complexidade da comunicação advém da sua natureza inter, 73 multi e mesmo transdisciplinar já se tornaram um truísmo.” (SANTAELLA, 2001, p. 14). Também é possível encontrar definições mais diretas da área reconhecendo o caráter processual do exercício do „comunicar-se‟ como em: “Comunicação é, pois, o processo de transmitir idéias entre indivíduos.” (ARMANDO SANT‟ANA, 2001, p. 2). Também se aponta de forma prática áreas de pesquisa que ajudam a delimitar mais o campo da comunicação e por si uma definição, não apenas teórica, mas que ao contextualizar sua abrangência e demonstrar sua variedade de atuação também á define: Nos estudos que vêm sendo realizados, não se cuida apenas da comunicação de massa, como também da comunicação interpessoal: da palavra falada, do sinal, do gesto, da imagem, da exibição, da impressão, da radiodifusão, do cinema – de todos os signos e símbolos por meio dos quais os humanos tratam de transmitir significados e valores a outros humanos. (ARMANDO SANT‟ANA, 2001, p. 1). Elucidada a abrangência que dificulta a definição, essa também acaba por definir o objeto de estudo da comunicação. A definição que melhor serve ao interesse do referido trabalho é organizada por DEVITO apud SANTAELLA, 2001, p.84: [...] “a comunicação se refere a um ato, realizado por uma ou mais pessoas, de enviar e receber mensagens que são distorcidas pelo ruído, ocorrem dentro de um contexto, produzem algum efeito e dão oportunidade à retroalimentação”. 6.2.2. Comunicação mercadológica A comunicação está a serviço de diversas finalidades, atingindo campos sociais de diversos contextos: Sfez (1994: 25) também nos alertou para o fato de que a comunicação invadiu todos os domínios: a empresa e seu proeminente setor de “relações humanas”; o marketing, antes restrito ao produto, hoje recobrindo a imagem da própria empresa; os meios 74 políticos inteiramente entregues ao marketing político e à imagem de marca; a imprensa, o audiovisual e a edição nos quais a rubrica da comunicação floresce; as psicoterapias que se pretendem comunicativas, e até as ciências exatas – física e biologia – estão contaminadas pelo vocábulo “comunicação”. (SANTAELLA, 2001, p. 76). Com esse pressuposto de participação em diversos domínios, a comunicação também é utilizada pelas empresas, quando segundo Lupetti (2007) as novas necessidades fizeram surgir modelos de pensamento sistêmico na organização das empresas, por isso a comunicação ganhou uma nova abordagem dentro do marketing. Lupetti (2007) cita a comunicação integrada às abordagens do marketing como resultado dessas necessidades: Planejar a comunicação exige interação, unificação de mensagem, instruções, boa vontade e envolvimento de todos os colaboradores. Para que isso seja possível é necessária uma comunicação integrada. (LUPETTI, 2007. p. 15). O fator de integração da comunicação é justificado pela amplitude da área de domínio do marketing nas empresas sendo assim: “A ampla gama de ferramentas de comunicação, mensagens e públicos torna obrigatório que as empresas se encaminhem para a comunicação integrada de marketing.” (KOTLER; KELLER, 2012, p.530). Tal preocupação em integrar a comunicação oferece benefícios importantes para as empresas e seus públicos: “[...] e habilmente as combina de modo a oferecer clareza, coerência e impacto máximo por meio de mensagens integradas com coesão.” (KOTLER; KELLER, 2012, p. 531). A combinação que serve ao mercado considera a “[...] combinação das atividades de propaganda, marketing e relações públicas das organizações [...].” (LUPETTI, 2007. p. 15) para criar coesão de modo integral e consistente. Comunicação mercadológica é “[...] o meio pelo qual as empresas buscam informar, persuadir e lembrar os consumidores – direta ou indiretamente – sobre os produtos e as marcas que comercializam.” (KOTLER; KELLER, 2012, p. 512). 75 Com a união dos diversos fatores da comunicação integrada Lupetti (2007) organiza quatro tipos de comunicação dispostas às empresas, a dizer: comunicação institucional, cabendo: [...] conquistar a confiança, a credibilidade e a simpatia dos públicos de interesse da organização. Além desses objetivos, estabelece um conceito público para a empresa, difundindo sua filosofia, sua missão, sua visão e seus valores, que serão retratados em suas políticas e práticas. (LUPETTI, 2007. p. 17); a comunicação administrativa, sendo de interesse os assuntos cotidianos da empresa com o objetivo fazer circular informações de trabalho rotineiro citada por Torquato (2002) (apud LUPETTI, 2007); a comunicação interna, voltada para o legado do endomarketing (LUPETTI, 2007. p. 22) que servirá para trocar informações e estimular os envolvidos na busca de objetivos comuns com a participação de todos. E por último a comunicação mercadológica, que [...] abrange toda forma de comunicação capaz de atingir um objetivo de marketing e deve ser elaborada a partir do quadro sociocultural do consumidor-alvo. Seus principais instrumentos são a propaganda, a promoção de vendas, a venda pessoal, o merchandising, os eventos e o marketing direto de relacionamento. (LUPETTI, 2007. p. 23). Para se comunicar as empresas planejam sua comunicação de modo que possam responder aos consumidores com informações diretas e pertinentes, mas também com essa comunicação pretendem-se manter uma relação consistente com as características da empresa, suas ofertas, potencialidades e objetivos: O ponto de partida do planejamento da comunicação de marketing é uma auditoria de comunicação que faz um levantamento de todas as interações com os clientes no mercado alvo possam ter com a marca e a empresa e com todos os seus bens e serviços. (KOTLER; KELLER, 2012, p.514). O levantamento de informações facilita o processo de comunicação entre as partes, pois nivela a mensagem para que seja pertinente. Após o levantamento 76 dessas interações o planejamento tem a disposição diversas formas e ferramentas para que a comunicação seja realizada. 6.2.3. Mix de comunicação Segundo Kotler e Keller (2012, p. 513) “O mix de comunicação consiste em oito formas principais de comunicação.” e alertam para a os efeitos da comunicação planejada de modo integrado para que assim gere conscientização de marca, aumento de vendas, opiniões e sentimentos quanto à marca e a imagem da empresa e fortaleça a fidelidade. Fazem parte do mix de comunicação os itens agrupados em comunicação de massa sendo: propaganda e publicidade, promoção de vendas, eventos e experiências, relações públicas e o grupo que compreende as comunicações pessoais sendo: marketing direto, marketing interativo, marketing boca a boca e vendas pessoais. 6.2.3.1. Propaganda e publicidade As definições dos termos são utilizadas comumente como sinônimos, mas possuem diferenças: “Embora usados como sinônimos, os vocábulos publicidade e propaganda não significam rigorosamente a mesma coisa.” (SANT‟ ANNA, 2002, p. 75). A explicação é de que “A publicidade é empregada com parte do processo de distribuição de produtos e serviços servindo os objetivos de curto e longo prazo tendo a finalidade de informar a existência e qualidade dos produtos.” (PINHO, 2001, p.172). Também é uma forma paga de persuasão aos públicos consumidores de produtos e serviços e que atende aos interesses de marketing dos anunciantes realizada com o objetivo de venda: A publicidade é uma técnica de comunicação de massa, paga com a finalidade precípua de fornecer informações, desenvolver atitudes e provocar ações benéficas para os anunciantes, geralmente para vender produtos e serviços. (SANT‟ ANNA, 2002, p. 76). 77 A propaganda possui o caráter persuasivo sendo citada da seguinte forma: “Técnica ou atividade de comunicação de natureza persuasiva.” (PINHO, 2001, p. 129) e contextualizada no cenário do sistema capitalista como ferramenta inerente em sua necessidade, pois, “[...] quando uma sociedade atingiu um estágio em que boa parte da população vive acima do nível de subsistência, a propaganda é inevitável, e inevitavelmente persuasiva.” (VESTERGAARD, 2004, p. 9). Em outras pontuações a diferença com a publicidade está no conceito atribuído à morfologia da palavra onde Sant‟ Anna (2002, p.75) explica a tradução de „propaganda‟ advinda da criação da Congregação da Propaganda em 1597 pelo Papa Clemente VII com o interesse de propagar o catolicismo: “Deriva do latim propagare, que significa reproduzir por meio de mergulhia, ou seja, enterrar o rebento de uma planta no solo.” (SANT‟ ANNA, 2002, p. 75). Assim a propaganda em linhas gerais obedece a interesses maiores e ideológicos com o “[...] propósito básico de influenciar o comportamento das pessoas por meio da criação, mudança ou reforço de imagens e atitudes mentais, estando presente em todos os setores da vida moderna.” (PINHO, 2001, p. 129). E ainda: “[...] propaganda compreende a idéia de implantar, de incluir uma idéia, uma crença na mente alheia.” (SANT‟ ANNA, 2002, p. 75). Há controvérsias na bibliografia consultada, uma vez que o caráter persuasivo presente na publicidade e na propaganda pode ser utilizado com fins comerciais, ou seja, para estímulo e incentivo às vendas, atendendo ao interesse das empresas, pois “De comum, propaganda e publicidade conservam o fato de serem técnicas de persuasão, mas com diferentes propósitos e funções.” (PINHO, 2001, p. 131). Encerrando o debate à cerca das proposições e diferenças Sant‟ Anna (2002, p. 75) e Pinho (2001, p. 130) dispõem as definições como genéricas, pois são usadas indistintamente no Brasil. Quanto ao desenvolvimento dessa ferramenta de comunicação junto aos interesses do marketing estabelecido pelas empresas, Kotler e Keller (2012, p. 542) estabelecem um esquema de gerenciamento dum plano de propaganda que considera os „5 Ms‟ e correspondem à: Missão: quais são os objetivos da propaganda? Moeda: como gastar e como distribuir os gastos entre os vários tipos de mídia? Mensagem: que mensagem deve ser transmitida? Mídia: que meios 78 devem ser utilizados? Mensuração: como serão avaliados os resultados? (KOTLER E KELLER, 2012, p. 542). Os 5 Ms ajudam a organizar melhor o processo de decisão diante da comunicação que será feita. 6.2.3.2. Promoção de vendas A promoção de vendas auxilia o plano de comunicação integrada. Ela age diretamente junto ao consumidor, pois enquanto outras ferramentas agem externamente trazendo o consumidor, ela o incentiva a efetivar a compra, assim “Enquanto a propaganda oferece uma razão para comprar, a promoção de vendas oferece um incentivo.” (KOTLER; KELLER, 2012, p. 556). Por está diretamente ligada ao processo de compra, diga-se, junto ao consumidor no momento de efetivação ou decisão de compra a promoção de vendas confere ao mix de comunicação vantagens mais tangíveis, pois estão mais relacionados à predisposição do consumidor aos apelos que oferecem vantagens concretas como brindes, descontos e etc., geram efeitos rápidos, é melhor mensurável e requer baixo custo para implementação. (PINHO, 2001, p. 50). A definição para promoção de vendas é citada por Walter Longo (apud. PINHO, 2001) consistindo “nos esforços de comunicação mercadológica, utilizados em espaço e tempo determinados, junto aos canais de revenda incrementando o volume total consumido ou imediatizando o consumo futuro.”. As técnicas de promoção de vendas visam “[...] levar o consumidor a solicitar, no ato da compra, a marca anunciada. [...] Desde que haja orientação adequada para atingir o fim desejado: VENDER MAIS E MELHOR.” (SANT‟ ANNA, 2002, p.24) fortalecendo assim a integração entre a comunicação e o ponto de venda, “[...] é importante deixar “a propaganda não morrer no ponto de venda”.” (SANT‟ ANNA, 2002, p.24). A promoção de vendas será utilizada em dois níveis operacionais, servirá para focar atividades promocionais junto ao público interno e público externo (ZENONE; BUAIRIDE, 2005). Em resumo a promoção de vendas para o público interno irá visar o incentivo à venda articulando esforços entre as equipes de vendas e representantes 79 contratados. O ponto principal de ação nesse nível é a contínua ação motivadora somada à distribuição de informações de apoio às vendas (com portfólios, manuais e etc.), desenvolvimento e treinamento das equipes (cursos, reuniões) e estímulo (concursos, gratificações) (ZENONE; BUAIRIDE, 2005). Os autores também citam concessões de compra, consignação, cursos, sorteios, distribuição de brindes e prêmios, liquidações, descontos, ofertas e etc. como atividades destinadas pela promoção de vendas para o público externo. Para que a atividade seja realizada, há legalmente atribuições legislativas que normatizam as ações de promoção de vendas: leis, decretos, portarias e medidas provisórias que devem ser consultadas a fim de garantir o sucesso das ações e a legitimidade das mesmas. As atividades de promoções de vendas com foco no público externo são organizadas com apoio de ações de merchandising que “[...] é toda a ação de valorização e enriquecimento do produto no ponto de venda, destacando-o da concorrência, e levando o consumidor à decisão de compra.” (ZENONE; BUAIRIDE, 2005, p. 122). 6.2.3.2.1. Calendário promocional O calendário promocional relaciona as ações desenvolvidas para que possam contar “[...] datas importantes para se anunciar e lançar campanhas para lojas comerciais, de janeiro a dezembro.” (SANT‟ ANNA, 2002, p. 26). Ele norteia o planejamento de ações de promoção de vendas e ajuda a encontrar os melhores momentos dos períodos sazonais para programar as ações. 6.2.3.3. Eventos e experiências A proximidade proporcionada pelos eventos entre as empresas e os consumidores tem uma importante relevância no que diz respeito ao relacionamento entre as partes. “Fazer parte de um momento relevante na vida pessoal dos consumidores por meio de eventos e experiências pode ampliar e aprofundar o relacionamento de uma empresa ou marca com o mercado-alvo.” (KOTLER; KELLER, 2012, p. 561). 80 Ao planejar eventos integrados ao marketing é importante considerar a qual objetivo os eventos atenderão. Alguns deles visam criar identificação com segmentos de públicos, aumentar exposição da marca, reforçar percepções da imagem da marca pelo consumidor, endossar imagem corporativa, gerar experiências, envolver-se com a comunidade em questões sociais, entreter clientes e recompensar funcionários, promover promoções em eventos. (KOTLER; KELLER, 2012, p. 562). 6.2.3.4. As Relações públicas atividades de relações públicas são desenvolvidas mirando o relacionamento da empresa com os diversos interessados sociais. A empresa precisa se relacionar de maneira construtiva não somente com consumidores, fornecedores e revendedores, mas também com um grande número de públicos de interesse. (KOTLER; KELLER, 2012, p.565). Relações públicas como atividade distinta do marketing pretende conduzir as diversas relações com os públicos, pois segundo Kunsch, 2003 (apud Kotler 2000b, p. 624) os públicos facilitam ou impedem a realização dos objetivos organizacionais. Sendo assim: “O trabalho de relações públicas nesse contexto visa agregar valor econômico e ajudar na consecução dos objetivos mercadológico das organizações.” (KUNSCH, 2003, p. 123). As atividades da área de relações públicas se integram aos objetivos de marketing e desenvolvem atividades distintas em aproximação com tais finalidades em programas de apoio comercial, junto ao departamento de recursos humanos ou programas institucionais. (KUNSCH, 2003). 81 6.2.3.5. Comunicações pessoais: marketing direto, marketing interativo, marketing boca a boca e vendas pessoais. Para Kotler e Keller (2012) o marketing direto consiste em atividades que usam canais diretos ao consumidor, a fim de obter respostas rápidas e mensuráveis, cita como ferramentas a mala direta, ofertas por catálogos, telemarketing e etc.. Essas ferramentas ganham significativa importância no atual contexto de marketing justificado pelas transformações sociais causadas pelo desenvolvimento de novas tecnologias. Sobre o poder do consumidor Gabriel (2010) justifica fala das transformações onde: É inegável que as tecnologias digitais tem se tornado cada vez mais presentes em todos os aspectos da vida humana – social, profissional, pessoal –, impactado e afetado a sociedade, a cultura, o modo como vivemos e interagimos com o mundo. (GABRIEL, 2010, p.73). A importância das novas tecnologias para o acesso da empresa aos clientes e dos clientes às empresas transforma paradigmas unilaterais de comunicação e dá importância cada vez maior a formas diretas de não apenas se comunicar mais de se relacionar com o cliente, pois [...] as atuais comunicações de marketing ocorrem cada vez mais como uma espécie de diálogo entre a empresa e seus clientes. [...] As novas tecnologias incentivam as empresas a passar da comunicação de massa para outra comunicação mais direcionada e de duas vias. (KOTLER; KELLER, 2012, p. 577). Os canais eletrônicos são atualmente os meios mais significativos e recentes em termos de interação direta com o consumidor. Para tal situação a internet oferece diversas ferramentas que possibilitam essa comunicação direta. Entre os autores consultados cita-se: site, hot site, blog, rede social, tecnologias mobile, SMS, plataformas de busca e muitos outros. Já o efeito boca a boca acontece naturalmente nas vivências dos consumidores que entre suas relações dividem experiências de consumo: “Os consumidores usam a comunicação boca a boca para falar de dezenas de marcas 82 todos os dias.” (KOTLER; KELLER, 2012, p.587). As mídias sociais digitais promovem o boca a boca e assim potencializam essa ferramenta. Já as estratégias de vendas segundo Kotler e Keller (2012) representa a atividade de visita planejada para a conquista de novos clientes, expansão dos negócios e identificação de novos consumidores. 83 CAPITULO 4 7. Apresentação dos dados coletados Os dados aqui apresentados seguem o seguinte ordenamento: relatório de pesquisa que expõe a aplicação da pesquisa de dados primários bem como suas mudanças e ajustes recorrentes às necessidades. Em seguida são apresentados os dados gerais da pesquisa com a tabulação de todos os níveis de ensino pesquisados na instituição educacional compilados em uma análise da totalidade do cenário. Logo após e com a finalidade de respaldar os objetivos traçados na metodologia, de conhecer as nuances de cada nível de ensino, são dispostos os dados referentes a cada um acompanhados ao final de uma análise e descrição do perfil de cada categoria. Por último tem-se a conclusão da pesquisa. 7.1. Relatório de pesquisa O objetivo da pesquisa foi de aprofundar o conhecimento sobre o público consumidor a fim de caracterizá-lo em diversos fatores para aperfeiçoar decisões de comunicação entre escola e esse público. A aplicação da pesquisa seguiu o seguinte cronograma: primeiro foi realizado segundo os planos um pré-teste utilizando os pais que por ventura estivessem na instituição no momento oportuno. Foram aplicados 10 questionários. Através do préteste foi possível inferir mudanças nos enunciados trazidos a fim de melhorar o desempenho da pesquisa; entre os enunciados modificados a justificativa estava na redundância dos mesmos como: excluir a opção bolsista do quesito que trata do responsável financeiro, trocar o termo “bolsista” pelo termo “não” no enunciado sobre descontos, acrescentar conjuntamente os termos “pai e mãe” no quesito sobre a responsabilidade financeira, anular a questões redundantes, acrescentar o termo “agenda” junto ao termo “anotações no caderno do aluno”. Outra modificação que o pré-teste ajudou a identificar foi a influência causada pelo vínculo empregatício de professores pais de alunos matriculados na instituição, de tal forma que esse estrato confiadamente deveria ser excluído da amostra. 84 Depois do pré-teste aplicou-se nas datas planejadas (29 e 30 de agosto de 2013) os questionários. Foram entregues segundo o critério de ordem crescente da caderneta de frequência escolar os questionários para envio aos pais. Na sequência de nomes foi adotada a nomeação de nomes listados em posições ímpares. No decorrer da entrega o distribuidor dos questionários averiguava verbalmente se o referido aluno se enquadrava em algum dos estratos excluídos da amostra e em caso positivo nomeava o aluno subsequente, mesmo sendo um aluno de número par, criando uma lista com condições próprias de nomeação de números ímpares depois de retirados os estratos. Durante a distribuição dos questionários o distribuidor explicou os motivos da pesquisa, esclareceu dúvidas dos alunos e pediu a colaboração pela imparcialidade junto aos pais. A data da entrega foi combinada. Os questionários foram impressos e organizados com uma classificação de cor para ajudar a diferenciar cada nível de ensino respondente no momento de tabulação. Sendo assim dispostos: impressão em papel rosa para os pais do ensino infantil, impressão em papel verde para os pais do ensino fundamental nas séries iniciais, impressão em papel amarelo para os pais do ensino fundamental nas séries finais e impressão em papel azul para os pais do ensino médio. A devolutiva por parte dos alunos gerou um total de 59 questionários respondidos, compondo os pais do infantil 12% desse total, os pais do ensino fundamental nas séries iniciais 26% desse total, pais do ensino fundamental nas séries finais 17% e no ensino médio 36% dessa totalidade. Nessa perspectiva a amostragem precisou ser requalificada passando a corresponder a 26% do universo (227 alunos), tendo uma margem de erro de 3 %. Os dados foram tabulados utilizando recursos tecnológicos do software Microsoft Excel 2010 para a criação de gráficos. Os resultados da tabulação foram dispostos por níveis de ensino e também pela totalidade da escola. 85 7.2. Dados gerais da escola Figura 3 – Perfil etário do total de pais pesquisados Fonte: Elaborado pelo autor, 2013 Figura 4 – Perfil de gênero do total de pais pesquisados Fonte: Elaborado pelo autor, 2013 Figura 5 – Estado civil do total dos pais pesquisados Fonte: Elaborado pelo autor, 2013 Figura 6 – Perfil profissional do total dos pais pesquisados 86 Fonte: Elaborado pelo autor, 2013 Figura 7 – Qualificação da ocupação do total de pais pesquisados Fonte: Elaborado pelo autor, 2013 Figura 8 – Grau de instrução do total de pais pesquisados Fonte: Elaborado pelo autor, 2013 Figura 9 – Religião do total de pais pesquisados Fonte: Elaborado pelo autor, 2013 Figura 10 – Relação de estudo do total de pais pesquisados com a escola 87 Fonte: Elaborado pelo autor, 2013 Figura 11 – Motivo de escolha da escola do total de pais pesquisados Fonte: Elaborado pelo autor, 2013 Figura 12 – Recebedores de descontos do total de pais pesquisados Fonte: Elaborado pelo autor, 2013 Figura 13 – Forma como conheceu a escola do total de pais pesquisados Fonte: Elaborado pelo autor, 2013 Figura 14 – Responsável financeiro do total de pais pesquisados 88 Fonte: Elaborado pelo autor, 2013 Figura 15 – Relação de semelhança com concorrentes Fonte: Elaborado pelo autor, 2013 Figura 16 – Escolas semelhantes apontadas pelo total de pais pesquisados Fonte: Elaborado pelo autor, 2013 Figura 17 – Comportamento de adimplência do total de pais pesquisados Fonte: Elaborado pelo autor, 2013 89 Entre os motivos que justificam o não pagamento em dia foram citados as datas de recebimento do trabalho não coincidirem com a validade das mensalidades, a influência do “comércio fraco” e também irresponsabilidade/esquecimento. Figura 18 – Impressão sobre o preço do total de pais pesquisados Fonte: Elaborado pelo autor, 2013 Figura 19 – Aspectos importantes apontados pelo total de pais pesquisados Fonte: Elaborado pelo autor, 2013 Figura 20 – Estrato de alunos novatos do total de pais pesquisados Fonte: Elaborado pelo autor, 2013 a 90 Figura 21 – Relação de alunos transferidos para a escola entre o total de pais pesquisados Fonte: Elaborado pelo autor, 2013 Figura 22 – Demonstrativo do exodo escolar do total de pais pesquisados Fonte: Elaborado pelo autor, 2013 Por que é importante que os filhos estudem (questão aberta)? Entre as respostas a preocupação com o futuro garantido é citada pela maior parte dos pais, independentemente do nível de ensino essa resposta aparece em todos. A aprendizagem e conhecimento são citados logo depois e seguida da preocupação com a empregabilidade e formação profissional. A formação humana aparece com menores citações, seguida de respostas como “o dever de estudar”, “o estudo como fator de herança cultural” e o “exercício da cidadania”. Figura 23 – Demonstrativo de fidelidade ao serviço entre os pais pesquisados Fonte: Elaborado pelo autor, 2013 91 O que avalia como negativo na escola (questão aberta)? As perguntas abertas trouxeram diversas citações diferentes, as mesmas foram agrupadas visando uma tabulação mais concisa. Os dados foram agrupados da seguinte forma: O termo “Estrutura” agrupa “conservação”, “lanchonete” e “localização”; o termo “Relacionamento” agrupa “Não acreditar nos pais”, “superioridade da direção”, “comunicação da secretaria” e “saída de Madellon”; o termo “Segurança” agrupa “Segurança”, “Acesso ao trânsito em frente á escola”, “falta de cuidado”; o termo “Metodologia” agrupa as citações referentes a intangibilidade do serviço; o termo “Eventos” agrupa “Eventos caros e fracos”, e “Esporte”; o termo “Pedagógico” agrupa “Rotatividade de professores”, “perca de brinquedos”, “livros pesados”, “disponibilidade de horários – turnos”, “alunos em maioria de recuperação”, “fardamento”, “reclamações do filho”, “preparo de alguns professores”, “firmeza dos professores”, “incoerência entre ensino e avaliação”, o termo “nada” é por si mesmo citado. Figura 24 – Aspectos negativos apontados pelo total de pais pesquisados Fonte: Elaborado pelo autor, 2013 Figura 25 – Conhecimento da proposta pedagógica pelo total de pais pesquisados Fonte: Elaborado pelo autor, 2013 92 Ao responder o que acham da proposta pedagógica as respostas trouxeram diversas concepções difundidas sobre a mesma como: “forma prazerosa de aprender”, “considera o potencial individual”, “sem decoreba”, “respeito às etapas do humano”. Outras respostas foram mais atenciosas e pontuaram algumas preocupações com a proposta pedagógica: “questionável”, “desde que não seja confundida com enrolação”. Figura 26 – Índice de indicação do serviço entre os pais pesquisados Fonte: Elaborado pelo autor, 2013 Entre os principais argumentos de convencimento que os pais utilizariam para falar da escola estão: a metodologia, o respeito aos alunos, a referência dos próprios filhos, o tratamento recebido, segurança e etc. Como você deseja que seja feita a educação do seu filho (questão aberta)? Os pais apontaram nas respostas o estímulo aos valores atrelado às capacidade de aprender e se desenvolver, construindo opiniões próprias, tendo estímulos diversos e comprometimento no ato de educar. Figura 27 – Índice de satisfação com o serviço entre o total de pais pesquisados Fonte: Elaborado pelo autor, 2013 93 As respostas dadas foram muito sucintas utilizando apenas os termos “sim”, “não” e “+ ou –” na maior parte dos questionários. Em alguns poucos casos os pais relacionaram a resposta positiva à relação de confiança com a escola, outros negativamente responderam “não” e citaram problemas administrativos como a troca de professores durante o ano, a formação docente e a ocupação de professores em disciplinas não correspondentes á sua formação. Figura 28 – Meios de comunicação mais usados entre o total de pais pesquisados Fonte: Elaborado pelo autor, 2013 Figura 29 – Índice da forma de comunicação utilizada entre os pais pesquisados Fonte: Elaborado pelo autor, 2013 Figura 30 – Forma como se comunica com a escola do total de pais pesquisados Fonte: Elaborado pelo autor, 2013 94 7.3. Disposição dos dados por categorias 7.3.4. Dados coletados do Ensino infantil Figura 31 – Perfil etários dos pais do ensino infantil Fonte: Elaborado pelo autor, 2013 Figura 32 – Perfil de gênero dos pais do ensino infantil Fonte: Elaborado pelo autor, 2013 Figura 33 – Estado civil dos pais do ensino infantil Fonte: Elaborado pelo autor, 2013 95 Figura 34 – Perfil profissional dos pais do ensino infantil Fonte: Elaborado pelo autor, 2013 Figura 35 – Qualificação da ocupação dos pais do ensino infantil Fonte: Elaborado pelo autor, 2013 Figura 36 – Grau de instrução dos pais do ensino infantil Fonte: Elaborado pelo autor, 2013 Figura 37 – Religião dos pais do ensino infantil Fonte: Elaborado pelo autor, 2013 96 Figura 38 – Relação de estudo dos pais do ensino infantil com a escola Fonte: Elaborado pelo autor, 2013 Figura 39 – Número de filhos matriculados dos pais do ensino infantil Fonte: Elaborado pelo autor, 2013 Figura 40 – Motivo de escolha da escola pelos pais do ensino infantil Fonte: Elaborado pelo autor, 2013 Figura 41 – Recebedores de desconto entre os pais do ensino infantil Fonte: Elaborado pelo autor, 2013 97 Figura 42 – Forma como conheceu a escola entre os pais do ensino infantil Fonte: Elaborado pelo autor, 2013 Figura 43 – Responsável financeiro entre os pais do ensino infantil Fonte: Elaborado pelo autor, 2013 Figura 44 – Relação de semelhança com outras escolas entre os pais do ensino infantil Fonte: Elaborado pelo autor, 2013 Figura 16 – Escolas semelhantes apontadas pelo total de pais pesquisados Fonte: Elaborado pelo autor, 2013 98 Figura 45 – Comportamento de adimplência dos pais do ensino infantil Fonte: Elaborado pelo autor, 2013 Entre os motivos que justificam o não pagamento em dia foram citados as datas de recebimento do trabalho não coincidirem com a validade das mensalidades, a influência do “comércio fraco” e também irresponsabilidade/esquecimento. Figura 46 – Impressão sobre o preço dos pais do ensino infantil Fonte: Elaborado pelo autor, 2013 Figura 47 – Aspectos importantes apontados pelos pais do ensino infantil Fonte: Elaborado pelo autor, 2013 a 99 Figura 48 – Estrato de alunos novatos no ensino infantil Fonte: Elaborado pelo autor, 2013 Figura 49 – Relação de alunos transferidos para a escola entre os pais do ensino infantil Fonte: Elaborado pelo autor, 2013 Figura 22 – Demonstrativo do exodo escolar do total de pais pesquisados Fonte: Elaborado pelo autor, 2013 Por que é importante que os filhos estudem (questão aberta)? Entre as respostas a preocupação com o futuro garantido é citada pela maior parte dos pais, independentemente do nível de ensino essa resposta aparece em todos. A aprendizagem e conhecimento é citada logo depois e seguida da preocupação com a empregabilidade e formação profissional. A formação humana aparece com menores citações, seguida de respostas como “o dever de estudar”, “o estudo como fator de herança cultural” e o “exercício da cidadania”. 100 As perguntas abertas trouxeram diversas citações diferentes, as mesmas foram agrupadas visando uma tabulação mais concisa. Os dados foram agrupados da seguinte forma: O termo “Estrutura” agrupa “conservação”, “lanchonete” e “localização”; o termo “Relacionamento” agrupa “Não acreditar nos pais”, “superioridade da direção”, “comunicação da secretaria” e “saída de Madellon”; o termo “Segurança” agrupa “Segurança”, “Acesso ao trânsito em frente á escola”, “falta de cuidado”; o termo “Metodologia” agrupa as citações referentes a intangibilidade do serviço; o termo “Eventos” agrupa “Eventos caros e fracos”, e “Esporte”; o termo “Pedagógico” agrupa “Rotatividade de professores”, “perca de brinquedos”, “livros pesados”, “disponibilidade de horários – turnos”, “alunos em maioria de recuperação”, “fardamento”, “reclamações do filho”, “preparo de alguns professores”, “firmeza dos professores”, “incoerência entre ensino e avaliação”. Figura 50 – aspectos negativos apontados pelos pais do ensino infantil Fonte: Elaborado pelo autor, 2013 Figura 51 – Conhecimento da proposta pedagógica pelos pais do ensino infantil Fonte: Elaborado pelo autor, 2013 Ao responder o que acham da proposta pedagógica as respostas trouxeram diversas concepções difundidas sobre a mesma como: “forma prazerosa de aprender”, “considera o potencial individual”, “sem decoreba”, “respeito às etapas do 101 humano”. Outras respostas foram mais atenciosas e pontuaram algumas preocupações com a proposta pedagógica: “questionável”, “desde que não seja confundida com enrolação”. Figura 52 – Índice de indicação do serviço entre os pais do ensino infantil Fonte: Elaborado pelo autor, 2013 Entre os principais argumentos de convencimento que os pais utilizariam para falar da escola estão: a metodologia, o respeito aos alunos, a referência dos próprios filhos, o tratamento recebido, segurança e etc. Os pais apontaram nas respostas o estímulo aos valores atrelado às capacidade de aprender e se desenvolver, construindo opiniões próprias, tendo estímulos diversos e comprometimento no ato de educar. Figura 53 – Índice de satisfação com o serviço entre os pais do ensino infantil Fonte: Elaborado pelo autor, 2013 As respostas dadas foram muito sucintas utilizando apenas os termos “sim”, “não” e “+ ou –” na maior parte dos questionários. Em alguns poucos casos os pais relacionaram a resposta positiva à relação de confiança com a escola, outros negativamente responderam “não” e citaram problemas administrativos como a troca 102 de professores durante o ano, a formação docente e a ocupação de professores em disciplinas não correspondentes á sua formação. Figura 54 – Meios de comunicação mais usados entre os pais do ensino infantil Fonte: Elaborado pelo autor, 2013 Figura 55 – Índice da forma de comunicação utilizada entre os pais do ensino infantil Fonte: Elaborado pelo autor, 2013 Figura 56 – Forma como os pais do ensino infantil se comunicam com a escola Fonte: Elaborado pelo autor, 2013 Com o interesse de observar as semelhanças e diferenças entre os pais dos níveis de ensino que a escola atende, a pesquisa conseguiu levantar o seguinte perfil dos pesquisados no Ensino Infantil. 103 A categoria recebe os pais mais jovens na instituição (24 a 39 anos, 62%), criam os filhos com maior participação dos dois responsáveis diretos (pai e mãe), pois dos respondentes a mãe participa com 62% e quando questionado sobre a responsabilidade financeira da escola a resposta “Pai e mãe” corresponde a 31%, sendo o maior número de pais participantes entre todos os níveis, além de possuir esse nível de ensino 92% de pais casados. O perfil profissional direciona a segurança financeira dos pais, onde 46% tem profissão definida, 23% possuem vínculo empregatício com carteira assinada e 61% são autônomos. A autonomia profissional apesar de indicar segurança financeira está exposta às influências do mercado local. Quanto ao grau de instrução são também os pais de maior nível de instrução com maioria tendo cursado/cursando o ensino médio e superior com 31% e 54% respectivamente. Os valores religiosos estão presentes no comportamento desse público onde 46% se denominam católicos. Outro dado interessante é o fato de que 39% não declara nenhuma postura religiosa, 39% sem resposta. Na relação com a escola poucos pais já foram alunos da escola (8%), são famílias com um filho matriculado, que conheceram o IAE por indicação (39%) e escolheram-no pela metodologia de ensino. Outras relações de valor são estabelecidas como motivo de escolha são “Assistência” e “número de alunos”, sendo esse um argumento presente nas ações de venda direta em visitações à escola. A imagem que esse público construiu da escola é de um serviço atencioso, onde as relações humanas se sobrepõem ao serviço pedagógico, pois ao citar o que acham importante na escola, a “aprendizagem diferenciada” é citada igualitariamente (13%) entre diversas características como “respeito aos alunos”, “atenção aos pais”, “simpatia” e “comprometimento da equipe”. Perguntados se conhecem alguma escola parecida com o IAE os pais do ensino infantil respondem que “não” (77%). Mas 15% respondem que “sim” e no total (geral) de escolas apontadas como parecidas a Escola Construindo o Saber aparece com 56% das respostas. Com isso é possível inferir que a postura “sócio construtivista” do concorrente agregue valor que justifique essa percepção. Também pelo fato de que no nível infantil a intangibilidade seja ainda maior que nos demais níveis (menor número de tarefas impressas, processo de desenvolvimento meticuloso não medido por avaliações escritas) tornando o “cuidado, a atenção, segurança” aos bebês uma 104 característica commodity. Empiricamente também se conhece o valor dado por alguns pais ao ensino infantil de que serve apenas para acomodar a criança enquanto trabalham, sendo possível levar em conta que nesse nível pai e mãe participam, mas também trabalham (jovens). Dentre os aspectos negativos o “pedagógico” é apontado por 34% dos pais, diferentemente da “metodologia” o critério “pedagógico” para a pesquisa agrupa situações de rotina citadas pelos pais como: perca de brinquedos, disponibilidade de horários, atividades de casa e etc. Sobre o entendimento da proposta pedagógica, os pais com 77% dizem conhecer/entender. Entre as respostas dadas para qualificar o “sim” termos frequentemente difundidos pelos professores em reuniões reaparecem como: “forma prazerosa de aprender”, “potencial individual”, “sem decoreba”, “respeito ao humano”. A relação de preço com o serviço, apontada pela pesquisa é a seguinte: 46% dos pais recebem desconto em mensalidades sendo o nível de ensino com menor índice de descontos, somado ao dado de 31% que não recebe desconto algum. Esse é um dado delicado, pois se a instituição pretende estabelecer um maior valor de mensalidades como oportunidade gerada pela melhoria da imagem cabe observar melhor a política de descontos, uma vez que essa postura pode justificar ao preço um peso maior na percepção do consumidor ao avaliar a escolha pelo IAE. Um dado que pode confirmar essa percepção é a “Impressão sobre o preço”, onde 46% dos pais dizem “Tão bom por um preço desses?” e confirmam que a possibilidade que o desconto financia a percepção de valor. A correspondência das respostas aos questionamentos levantados no questionário é: “Tão bom só podia ser caro” localiza a equivalência de preço e percepção da qualidade do serviço. “Isso tudo por esse preço” determina que o serviço não corresponda ao valor cobrado, o serviço está abaixo do que é ofertado, localiza também pais mais exigentes. “Tão bom por um preço desses” aponta para o baixo preço e superioridade da qualidade de oferta. No cumprimento com as responsabilidades financeiras 38% não consegue pagar em dia a escola, justificados pela influência do comércio local (autônomos), e irresponsabilidade/esquecimento. Ora, é o nível com maior número de novatos na escola (23%) e já se encontra com este quadro de inadimplência? Alguma falta, a instituição tem com a cobrança do cumprimento dessa responsabilidade. Essa falta 105 prejudica a saúde do negócio e contribui para criar uma imagem distorcida dos pais quanto a sua postura de responsabilidade. Quanto à satisfação com o serviço 100% indicariam a escola a outros conhecidos, 46% tem interesse em matricular outro parente na escola e 77% dos pais dizem estar o filho recebendo o serviço que imaginou. Os meios de comunicação mais usados pelos pais além dos que já são comuns à escola (avisos, recados, agenda) são: o rádio e a internet. A TV aparece entre os maios usados, mas como a cidade não possui rede de televisão própria e os valores para comunicação nessa mídia são altos, esse deve ser considerado em suas funções de influência informativa e de entretenimento, não diretamente como canal de comunicação com os pais. O celular é apontado como o mais usado entre os pais, oferecendo uma oportunidade de comunicação direta via SMS, internet e ligações pessoais. A conversa com professores foi apontada por 24% dos pais sendo a forma de receber e trocar informações sobre a criança e com a escola. Esse dado dar relevância ao quinto P do marketing educacional, o Professor. Pois esse é o portador das informações do serviço, da instituição e dos alunos, podendo estrategicamente oferecer ao marketing meios de trabalho que aperfeiçoem a relação com a escola. 7.3.2. Dados coletados do Ensino fundamental: séries iniciais Figura 57 – Perfil etários dos pais do ensino fundamental – séries iniciais Fonte: Elaborado pelo autor, 2013 106 Figura 58 - Perfil de gênero dos pais do ensino fundamental – séries iniciais Fonte: Elaborado pelo autor, 2013 Figura 59 - Estado civil dos pais do ensino fundamental – séries iniciais Fonte: Elaborado pelo autor, 2013 Figura 60 - Perfil profissional dos pais do ensino fundamental – séries iniciais Fonte: Elaborado pelo autor, 2013 Figura 61 - Qualificação da ocupação dos pais do ensino fundamental – séries iniciais Fonte: Elaborado pelo autor, 2013 107 Figura 62 - Grau de instrução dos pais do ensino fundamental – séries iniciais Fonte: Elaborado pelo autor, 2013 Figura 63 - Religião dos pais do ensino fundamental – séries iniciais Fonte: Elaborado pelo autor, 2013 Figura 64 - Relação de estudo dos pais do ensino fundamental – séries iniciais Fonte: Elaborado pelo autor, 2013 Figura 65 - Número de filhos matriculados dos pais do ensino fundamental – séries iniciais Fonte: Elaborado pelo autor, 2013 108 Figura 66 - Motivo de escolha da escola pelos pais do ensino fundamental – séries iniciais Fonte: Elaborado pelo autor, 2013 Figura 67 – Recebedores de desconto entre os pais do ensino fundamental – séries iniciais Fonte: Elaborado pelo autor, 2013 Figura 68 – Forma como conheceu a escola entre os pais do ensino fundamental – séries iniciais Fonte: Elaborado pelo autor, 2013 Figura 69 – Responsável financeiro entre os pais do ensino fundamental – séries iniciais Fonte: Elaborado pelo autor, 2013 109 Figura 70 - Relação de semelhança com outras escolas entre os pais do ensino fundamental – séries iniciais Fonte: Elaborado pelo autor, 2013 Figura 16 – Escolas semelhantes apontadas pelo total de pais pesquisados Fonte: Elaborado pelo autor, 2013 Figura 71 - Comportamento de adimplência dos pais do ensino fundamental – séries iniciais Fonte: Elaborado pelo autor, 2013 Entre os motivos que justificam o não pagamento em dia foram citados as datas de recebimento do trabalho não coincidirem com a validade das mensalidades, a influência irresponsabilidade/esquecimento. do “comércio fraco” e também a 110 Figura 72 - Impressão sobre o preço dos pais do ensino fundamental – séries iniciais Fonte: Elaborado pelo autor, 2013 Figura 73 - Aspectos importantes apontados pelos pais do ensino fundamental – séries iniciais Fonte: Elaborado pelo autor, 2013 Figura 74 - Estrato de alunos novatos no ensino fundamental – séries iniciais Fonte: Elaborado pelo autor, 2013 111 Figura 75 - Relação de alunos transferidos para a escola entre os pais do ensino fundamental – séries iniciais Fonte: Elaborado pelo autor, 2013 Figura 22 – Demonstrativo do exodo escolar do total de pais pesquisados Fonte: Elaborado pelo autor, 2013 Por que é importante que os filhos estudem (questão aberta)? Entre as respostas a preocupação com o futuro garantido é citada pela maior parte dos pais, independentemente do nível de ensino essa resposta aparece em todos. A aprendizagem e conhecimento é citada logo depois e seguida da preocupação com a empregabilidade e formação profissional. A formação humana aparece com menores citações, seguida de respostas como “o dever de estudar”, “o estudo como fator de herança cultural” e o “exercício da cidadania”. 112 Figura 76 - Demonstrativo de fidelidade ao serviço entre os pais do ensino fundamental – séries iniciais Fonte: Elaborado pelo autor, 2013 As perguntas abertas trouxeram diversas citações diferentes, as mesmas foram agrupadas visando uma tabulação mais concisa. Os dados foram agrupados da seguinte forma: O termo “Estrutura” agrupa “conservação”, “lanchonete” e “localização”; o termo “Relacionamento” agrupa “Não acreditar nos pais”, “superioridade da direção”, “comunicação da secretaria” e “saída de Madellon”; o termo “Segurança” agrupa “Segurança”, “Acesso ao trânsito em frente á escola”, “falta de cuidado”; o termo “Metodologia” agrupa as citações referentes a intangibilidade do serviço; o termo “Eventos” agrupa “Eventos caros e fracos”, e “Esporte”; o termo “Pedagógico” agrupa “Rotatividade de professores”, “perca de brinquedos”, “livros pesados”, “disponibilidade de horários – turnos”, “alunos em maioria de recuperação”, “fardamento”, “reclamações do filho”, “preparo de alguns professores”, “firmeza dos professores”, “incoerência entre ensino e avaliação”, o termo “nada” é por si mesmo citado. Figura 77 - Aspectos negativos apontados pelos pais do ensino fundamental – séries iniciais Fonte: Elaborado pelo autor, 2013 113 Figura 78 - Conhecimento da proposta pedagógica pelos pais do ensino fundamental – séries iniciais Fonte: Elaborado pelo autor, 2013 Ao responder o que acham da proposta pedagógica as respostas trouxeram diversas concepções difundidas sobre a mesma como: “forma prazerosa de aprender”, “considera o potencial individual”, “sem decoreba”, “respeito às etapas do humano”. Outras respostas foram mais atenciosas e pontuaram algumas preocupações com a proposta pedagógica: “questionável”, “desde que não seja confundida com enrolação”. Figura 79 - Índice de indicação do serviço entre os pais do ensino fundamental – séries iniciais Fonte: Elaborado pelo autor, 2013 Entre os principais argumentos de convencimento que os pais utilizariam para falar da escola estão: a metodologia, o respeito aos alunos, a referência dos próprios filhos, o tratamento recebido, segurança e etc. Os pais apontaram nas respostas o estímulo aos valores atrelado às capacidade de aprender e se desenvolver, construindo opiniões próprias, tendo estímulos diversos e comprometimento no ato de educar. 114 Figura 80 - Índice de satisfação com o serviço entre os pais do ensino fundamental – séries iniciais Fonte: Elaborado pelo autor, 2013 As respostas dadas foram muito sucintas utilizando apenas os termos “sim”, “não” e “+ ou –” na maior parte dos questionários. Em alguns poucos casos os pais relacionaram a resposta positiva à relação de confiança com a escola, outros negativamente responderam “não” e citaram problemas administrativos como a troca de professores durante o ano, a formação docente e a ocupação de professores em disciplinas não correspondentes á sua formação. Figura 81 - Meios de comunicação mais usados entre os pais do ensino fundamental – séries iniciais Fonte: Elaborado pelo autor, 2013 Figura 82 - Meios de comunicação mais usados entre os pais do ensino fundamental – séries iniciais Fonte: Elaborado pelo autor, 2013 115 Figura 83 - Meios de comunicação mais usados entre os pais do ensino fundamental – séries iniciais Fonte: Elaborado pelo autor, 2013 Com o interesse de observar as semelhanças e diferenças entre os pais dos níveis de ensino que a escola atende, a pesquisa conseguiu levantar o seguinte perfil dos pesquisados no Ensino Fundamental nas séries iniciais. O perfil etário dos pais desse nível é de maioria jovem tendo 60% dos pais idades entre 24 e 39 anos. A família se organiza também com maioria de casados (60%), os solteiros são representativos tendo 40% de participação. As mulheres tem maior envolvimento com a escola, pois 100% dos respondentes são do sexo feminino, e 46% delas é responsável pelo provimento financeiro junto à instituição. O perfil profissional desse público demonstra estabilidade, pois a grande maioria possui profissão definida (53%), é autônomo, empresário/comerciante (empreendedor) (27%) e ou trabalha com vínculo empregatício legal (20%). A autonomia profissional apesar de indicar segurança financeira está exposta às influências do mercado local. O público pesquisado tem bom nível de escolaridade mesclando a participação diversa entre os diferentes níveis e tendo 36% de pais com ensino superior. Os valores religiosos são presentes em referência ao catolicismo (40%), mas cresce aqui o número de evangélicos (27%). A relação com a escola localiza que nenhum dos pais estudou no IAE, conheceram a escola por indicação (47%) e efetivou a escolha pela metodologia (48%), essa informação destaca a importância da força de vendas presente na postura e discurso dos pais. O número de pais com dois filhos matriculados (23%) aumenta nesse nível. A imagem que os pais tem da escola também representa a sobreposição da valoração de características humanas em detrimento ao peso acadêmico do serviço. 116 Os resultados do construtivismo são citados no termo “aprendizagem diferenciada” com 13% de escolha dos pais, sendo prioritário o “respeito aos alunos” (12%), “atenção aos pais” (12%) e “segurança e cuidados” (13%). Em termos gerais essas características “afetivas” não devem se distanciar da caracterização do ambiente escolar, uma vez que filosoficamente devem ser consideradas como pertinentes ao trabalho construtivista de ensino. Para o marketing o olhar lançado é que o posicionamento pretendido pela instituição de ser vista como humana, mas que entrega resultados acadêmicos encontra nesse cenário uma dificuldade, onde todas as características são importantes mais nenhuma se sobressai, e a característica que se busca melhorar na imagem está escondida numa percepção que também não a destaca. Os próprios pais não enxergam com destaque essa qualidade. Perguntados se conhece alguma escola parecida com o IAE, 73% deles respondem que “não” e 20% não respondem. No ensino fundamental um (séries iniciais) a intangibilidade do construtivismo diminui, pois entre as atividades realizadas surgem na rotina novas posturas e desafios lançados aos alunos que materializam a proposta, são eles: o processo de alfabetização, o uso da letra bastão e da letra cursiva, a didática diferenciada com o ensino de matemática (abandono ao algoritmo – conta armada), a atividade de casa diária e etc., tudo isso ajuda a tornar o modo como o IAE faz educação mais presente na percepção dos pais. Um exemplo é que alguns professores em reuniões bimestrais preparam materiais específicos para explicar aos pais como proceder com os filhos em casa na hora da tarefa, dando dicas, mas conceituando o trabalho. Mais uma vez o professor recebe importância diante dos processos de marketing por ser a via de comunicação direta entre instituição e família, personagem capaz de diminuir e facilitar distâncias conceituais entre as duas partes. Quanto ao conhecimento/entendimento da proposta pedagógica 80% dos pais dizem conhecer, logo as respostas dadas para qualificar o “sim” também são termos frequentemente difundidos pelos professores em reuniões e reaparecem como: “forma prazerosa de aprender”, “potencial individual”, “sem decoreba”, “respeito ao humano”, destaque dado aos aspectos qualitativos do processo de avaliação. O número de alunos que vieram de outras escolas no ensino fundamental um é muito significativo, um total de 71% deles já estudaram em outras escolas. Entre as escolas citadas em todos os níveis aquelas concorrentes do IAE tiveram desempenho paritário cada uma com 12% ou 13% entre as respostas. O êxodo 117 escolar precisa ser explicado quanto as motivações que levaram esses estudantes a mudar de escola e esclarecer quais as motivações que os levaram a escolher o IAE. Entre os 7% de pais que acham haver outra escola parecida com o IAE, a Escola Construindo o Saber se relaciona pelo quantitativo de alunos. Sobre os aspectos negativos a estrutura e o pedagógico recebem destaque entre as insatisfações. O pedagógico (29%) corresponde aos aspectos de rotina diária como o uso da agenda, as atividades de tarefa de casa não enviados, desencontros de horários, uso do livro didático, troca de professores e etc. A estrutura (22%) agrupa as pontuações sobre banheiros, parque infantil, ventilação das salas e etc. A relação de preço com o serviço, apontada pela pesquisa é a seguinte: 60% recebe desconto na mensalidade e apenas 27% não recebe desconto algum. São poucos os pais que pagam o valor integral da educação dos filhos. Esse é um dado delicado, pois se a instituição pretende estabelecer um maior valor de mensalidades como oportunidade gerada pela melhoria da imagem cabe observar melhor a política de descontos, uma vez que essa postura pode justificar ao preço um peso maior na percepção do consumidor ao avaliar a escolha pelo IAE. Um dado que pode confirmar essa percepção é a “Impressão sobre o preço”, onde 53% dos pais dizem “Tão bom por um preço desses?” e confirmam que possivelmente o desconto financia a percepção de valor. A correspondência das respostas aos questionamentos levantados no questionário é: “Tão bom só podia ser caro” localiza a equivalência de preço e percepção da qualidade do serviço. “Isso tudo por esse preço” determina que o serviço não corresponda ao valor cobrado, o serviço está abaixo do que é ofertado, localiza também pais mais exigentes. “Tão bom por um preço desses” aponta para o baixo preço e superioridade da qualidade de oferta. Quanto ao cumprimento das responsabilidades financeiras, os valores que justificam a inadimplência estão presentes tendo o maior índice de todos os níveis da instituição com 53% de respostas dadas ao “Não”. É o menor nível em número de alunos e o que mais atrasa o pagamento. Consequentemente os alunos desse nível tem menos possibilidades de participar de eventos escolares com a cobrança de valores para participação, o que geralmente gera queixas quanto aos eventos escolares como ponto negativo da escola (14% - maior índice da escola). 118 A satisfação com o serviço tem 87% que indicariam a escola a outros conhecidos, 60% tem interesse em matricular outro parente na escola e 80% dos pais dizem estar o filho recebendo o serviço que imaginou. Os meios de comunicação mais usados pelos pais além dos que já são comuns à escola (avisos, recados, agenda) são: o rádio (23%) e a internet (26%). A TV aparece entre os maios usados (35%), mas como a cidade não possui rede de televisão própria e os valores para comunicação nessa mídia são altos, esse deve ser considerado em suas funções de influência informativa e de entretenimento, não diretamente como canal de comunicação com os pais. O celular (50%) é apontado como o mais usado entre os pais, oferecendo uma oportunidade de comunicação direta via SMS (20%), internet e ligações pessoais. A conversa com professores foi apontada por 16% dos pais sendo a forma de receber e trocar informações sobre a criança e com a escola, junto a esse dado os recados impressos enviados pela bolsa também são bastante considerados como forma de comunicação escola/casa com 22%. Para esse nível de ensino o uso do celular entre escola e pais também é representativo, 22% deles recebem ligações da escola e 16% ligam para a mesma em busca de informações. Esses dados dão relevância ao quinto P do marketing educacional, o Professor. Pois esse é o portador das informações do serviço, da instituição e dos alunos, podendo estrategicamente oferecer ao marketing meios de trabalho que aperfeiçoe a relação com a escola, uma vez que a pesquisa aponta a conversa e a ligação da escola para os pais como aspecto qualitativo dessa relação. 7.3.3. Dados coletados do Ensino fundamental: séries finais Figura 84 - Perfil etários dos pais do ensino fundamental – séries finais Fonte: Elaborado pelo autor, 2013 119 Figura 85 - Perfil de gênero dos pais do ensino fundamental – séries finais Fonte: Elaborado pelo autor, 2013 Figura 86 - Estado civil dos pais do ensino fundamental – séries finais Fonte: Elaborado pelo autor, 2013 Figura 87 - Perfil profissional dos pais do ensino fundamental – séries finais Fonte: Elaborado pelo autor, 2013 Figura 88 - Qualificação da ocupação dos pais do ensino fundamental – séries finais Fonte: Elaborado pelo autor, 2013 120 Figura 89 – Grau de instrução dos pais do ensino fundamental – séries finais Fonte: Elaborado pelo autor, 2013 Figura 90 - Religião dos pais do ensino fundamental – séries finais Fonte: Elaborado pelo autor, 2013 Figura 91 – Número de filhos matriculados do total de pais pesquisados ensino fundamental – séries finais Fonte: Elaborado pelo autor, 2013 Figura 92 - Motivo de escolha da escola pelos pais do ensino fundamental – séries Fonte: Elaborado pelo autor, 2013 121 Figura 93 - Recebedores de desconto entre os pais do ensino fundamental – séries Fonte: Elaborado pelo autor, 2013 Figura 94 - Forma como conheceu a escola entre os pais do ensino fundamental – séries finais Fonte: Elaborado pelo autor, 2013 Figura 95 – Responsável financeiro entre os pais do ensino fundamental – séries finais Fonte: Elaborado pelo autor, 2013 122 Figura 96 - Relação de semelhança com outras escolas entre os pais do ensino fundamental – séries finais Fonte: Elaborado pelo autor, 2013 Figura 16 – Escolas semelhantes apontadas pelo total de pais pesquisados Fonte: Elaborado pelo autor, 2013 Figura 97 - Comportamento de adimplência dos pais do ensino fundamental – séries finais Fonte: Elaborado pelo autor, 2013 Entre os motivos que justificam o não pagamento em dia foram citados as datas de recebimento do trabalho não coincidirem com a validade das mensalidades, a influência irresponsabilidade/esquecimento. do “comércio fraco” e também a 123 Figura 98 - Impressão sobre o preço dos pais do ensino fundamental – séries finais Fonte: Elaborado pelo autor, 2013 Figura 99 - Aspectos importantes apontados pelos pais do ensino fundamental – séries finais Fonte: Elaborado pelo autor, 2013 Figura 100 - Estrato de alunos novatos no ensino fundamental – séries finais Fonte: Elaborado pelo autor, 2013 124 Figura 101 - Relação de alunos transferidos para a escola entre os pais do ensino fundamental – séries finais Fonte: Elaborado pelo autor, 2013 Figura 22 – Demonstrativo do exodo escolar do total de pais pesquisados Fonte: Elaborado pelo autor, 2013 Por que é importante que os filhos estudem (questão aberta)? Entre as respostas a preocupação com o futuro garantido é citada pela maior parte dos pais, independentemente do nível de ensino essa resposta aparece em todos. A aprendizagem e conhecimento é citada logo depois e seguida da preocupação com a empregabilidade e formação profissional. A formação humana aparece com menores citações, seguida de respostas como “o dever de estudar”, “o estudo como fator de herança cultural” e o “exercício da cidadania”. Figura 102 - Demonstrativo de fidelidade ao serviço entre os pais do ensino fundamental – séries finais Fonte: Elaborado pelo autor, 2013 125 O que avalia como negativo na escola (questão aberta)? As perguntas abertas trouxeram diversas citações diferentes, as mesmas foram agrupadas visando uma tabulação mais concisa. Os dados foram agrupados da seguinte forma: O termo “Estrutura” agrupa “conservação”, “lanchonete” e “localização”; o termo “Relacionamento” agrupa “Não acreditar nos pais”, “superioridade da direção”, “comunicação da secretaria” e “saída de Madellon”; o termo “Segurança” agrupa “Segurança”, “Acesso ao trânsito em frente á escola”, “falta de cuidado”; o termo “Metodologia” agrupa as citações referentes a intangibilidade do serviço; o termo “Eventos” agrupa “Eventos caros e fracos”, e “Esporte”; o termo “Pedagógico” agrupa “Rotatividade de professores”, “perca de brinquedos”, “livros pesados”, “disponibilidade de horários – turnos”, “alunos em maioria de recuperação”, “fardamento”, “reclamações do filho”, “preparo de alguns professores”, “firmeza dos professores”, “incoerência entre ensino e avaliação”, o termo “nada” é por si mesmo citado. Figura 103 - Aspectos negativos apontados pelos pais do ensino fundamental – séries finais Fonte: Elaborado pelo autor, 2013 Figura 104 - Conhecimento da proposta pedagógica pelos pais do ensino fundamental – séries finais Fonte: Elaborado pelo autor, 2013 126 Ao responder o que acham da proposta pedagógica as respostas trouxeram diversas concepções difundidas sobre a mesma como: “forma prazerosa de aprender”, “considera o potencial individual”, “sem decoreba”, “respeito às etapas do humano”. Outras respostas foram mais atenciosas e pontuaram algumas preocupações com a proposta pedagógica: “questionável”, “desde que não seja confundida com enrolação”. Figura 105 – Índice de indicação do serviço entre os pais do ensino fundamental – séries Fonte: Elaborado pelo autor, 2013 Entre os principais argumentos de convencimento que os pais utilizariam para falar da escola estão: a metodologia, o respeito aos alunos, a referência dos próprios filhos, o tratamento recebido, segurança e etc. Os pais apontaram nas respostas o estímulo aos valores atrelado às capacidade de aprender e se desenvolver, construindo opiniões próprias, tendo estímulos diversos e comprometimento no ato de educar. Figura 106 - Índice de satisfação com o serviço entre os pais do ensino fundamental – séries finais Fonte: Elaborado pelo autor, 2013 127 As respostas dadas foram muito sucintas utilizando apenas os termos “sim”, “não” e “+ ou –” na maior parte dos questionários. Em alguns poucos casos os pais relacionaram a resposta positiva à relação de confiança com a escola, outros negativamente responderam “não” e citaram problemas administrativos como a troca de professores durante o ano, a formação docente e a ocupação de professores em disciplinas não correspondentes á sua formação. Figura 107 - Meios de comunicação mais usados entre os pais do ensino fundamental – séries Fonte: Elaborado pelo autor, 2013 Figura 108 - Meios de comunicação mais usados entre os pais do ensino fundamental – séries finais Fonte: Elaborado pelo autor, 2013 Figura 109 - Meios de comunicação mais usados entre os pais do ensino fundamental – séries finais Fonte: Elaborado pelo autor, 2013 128 Com o interesse de observar as semelhanças e diferenças entre os pais dos níveis de ensino que a escola atende, a pesquisa conseguiu levantar o seguinte perfil dos pesquisados no Ensino Fundamental nas séries finais. O perfil etário dos pais desse nível é de maioria adulta tendo 70% dos pais idades entre 40 e 49 anos. A família se organiza também com maioria de casados (60%), já os solteiros são em 20% e aparece um novo estrato, os viúvos com 10%, o que demonstra uma mudança no perfil familiar à medida que os alunos são maiores. As mulheres tem maior envolvimento com a escola, pois 80% dos respondentes são do sexo feminino, e 30% delas é responsável pelo provimento financeiro junto à instituição. Somado a essa perspectiva também é notório que a relação “pai e mãe” também estão responsáveis em 20% do provimento financeiro. Mas nesse critério o pai é o maior responsável pelas finanças escolares com 40%, indicando a centralidade do pai dentro da divisão de responsabilidades da família, entre as famílias mais maduras. O perfil profissional desse público demonstra estabilidade, pois uma maioria possui profissão definida (40%) e 40% não define a ocupação, mas trabalha; é autônomo, empresário/comerciante (empreendedor: 50%) e ou trabalha com vínculo empregatício legal (40%). A autonomia profissional apesar de indicar segurança financeira está exposta às influências do mercado local. O público pesquisado apresenta uma menor escolaridade, à medida que as séries dos filhos, e a idade dos pais avançam. O grau de instrução fica entre os ensinos “Fundamental 2” (30%) e “Ensino Médio” (50%). Os valores religiosos são presentes em referência ao catolicismo com 100% do total pesquisado. O que possibilita inferir que quanto mais velha for a família, menor for a escolaridade e maior a influência religiosa, mais tradicional é esses perfil de pais. A relação com a escola demonstra que nenhum dos pais estudou no IAE, conheceram a escola por indicação (40%) ou já tinham filhos matriculados (40%) e efetivou a escolha através da influência de parentes ou outros que indicaram a escola (57%), essa informação destaca a importância da força de vendas presente na postura e discurso dos pais, mas também está respalda na baixa escolaridade onde essa influência encontra suporte, uma vez que sendo pais de filhos veteranos (90%) estão há mais tempo matriculados, historicamente não tiveram acesso direto aos argumentos da metodologia como justificativa da escolha, pois a mesma estava sendo criada, posicionada. O número de pais com dois filhos matriculados (20%) diminui nesse nível, aqui surgem os pais com três filhos matriculados (10%). 129 A imagem que os pais tem da escola também representa a sobreposição da valoração de características humanas em detrimento ao peso acadêmico do serviço. Os resultados do construtivismo são citados no termo “aprendizagem diferenciada” com 9% de escolha dos pais, estando abaixo de outras características com o “respeito aos alunos” (11%), “atenção aos pais” (11%) e “segurança e cuidados” (13%). Em termos gerais essas qualidades “afetivas” não devem se distanciar da caracterização do ambiente escolar, uma vez que filosoficamente devem ser consideradas como pertinentes ao trabalho construtivista de ensino. Para o marketing o olhar lançado é que o posicionamento pretendido pela instituição de ser vista como humana, mas que entrega resultados acadêmicos encontra nesse cenário uma dificuldade, onde todas as características são importantes mais nenhuma se sobressai, e a característica que se busca melhorar na imagem está escondida numa percepção que também não a destaca. Os próprios pais não enxergam com destaque a qualidade dos resultados acadêmicos. Perguntados se conhecem alguma escola parecida com o IAE, 60% deles respondem que “não” e 30% não respondem, somados aos 10% que dizem “sim”, pode-se inferir a partir desse momento do ciclo de vida (período em que o aluno fica na escola) a instituição passa a se aproximar dos concorrentes no que se refere a imagem, pois a aproximação de características mais tradicionais de ensino (prova escrita, livro didático, horários de aulas, professores por disciplina e novas rotinas) ajudam a se afastar da filosofia que provavelmente os pais acompanham desde as séries iniciais dos filhos. Se observado os mesmos 9% de “aprendizagem diferenciada” citada como “O que acha importante na escola” essa perspectiva se confirma. Possivelmente a imagem de boa escola nesse nível é transferida para o atendimento, o respeito aos alunos e a equipe comprometida (13%). Quanto ao conhecimento/entendimento da proposta pedagógica 100% dos pais dizem conhecer, logo as respostas dadas para qualificar o “sim” também são termos frequentemente difundidos pelos professores em reuniões e reaparecem como: “forma prazerosa de aprender”, “potencial individual”, “sem decoreba”, “respeito ao humano”, destaque dado aos aspectos qualitativos do processo de avaliação. Aqui respostas menos amistosa aparecem como, por exemplo: “questionável” e “Desde que não seja confundida com enrolação”. O número de alunos que vieram de outras escolas no ensino fundamental dois é muito significativo, um total de 61% deles já estudaram em outras escolas. 130 Entre as escolas citadas em todos os níveis as escolas concorrentes do IAE tiveram desempenho paritário cada uma com 12% ou 13% entre as respostas. O êxodo escolar precisa ser explicado quanto às motivações que levaram esses estudantes a mudar de escola e esclarecer quais as motivações que os levaram a escolher o IAE. Entre os 10% de pais que acham haver outra escola parecida com o IAE, a Escola Construindo o Saber se relaciona pelo quantitativo de alunos. Sobre os aspectos negativos a estrutura recebe destaque entre as insatisfações. A estrutura (67%) agrupa as pontuações sobre banheiros, parque infantil, ventilação das salas, conservação do prédio e etc. é perceptível que nesse nível os pais se atenham mais aos aspectos tangíveis que convivem. A relação de preço com o serviço, apontada pela pesquisa é a seguinte: 70% recebe desconto na mensalidade e apenas 10% não recebe desconto algum. São poucos os pais que pagam o valor integral da educação dos filhos. Esse é um dado delicado, pois se a instituição pretende estabelecer um maior valor de mensalidades como oportunidade gerada pela melhoria da imagem cabe observar melhor a política de descontos, uma vez que essa postura pode justificar ao preço um peso maior na percepção do consumidor ao avaliar a escolha pelo IAE. Um dado que pode confirmar essa percepção é a “Impressão sobre o preço”, onde 50% dos pais dizem “Tão bom por um preço desses?” e confirmam que possivelmente o desconto financia a percepção de valor. A correspondência das respostas aos questionamentos levantados no questionário é: “Tão bom só podia ser caro” localiza a equivalência de preço e percepção da qualidade do serviço. “Isso tudo por esse preço” determina que o serviço não corresponda ao valor cobrado, o serviço está abaixo do que é ofertado, localiza também pais mais exigentes. “Tão bom por um preço desses” aponta para o baixo preço e superioridade da qualidade de oferta. Quanto ao cumprimento das responsabilidades financeiras, os valores que justificam a inadimplência estão presentes tendo o índice de 30% de respostas dadas ao “Não”. A satisfação com o serviço tem 80% que indicariam a escola a outros conhecidos, 50% tem interesse em matricular outro parente na escola e 70% dos pais dizem estar o filho recebendo o serviço que imaginou. Os meios de comunicação mais usados pelos pais além dos que já são comuns à escola (avisos, recados, agenda) são: o rádio (28%) e a internet (22%). A 131 TV aparece entre os maios usados (44%), mas como a cidade não possui rede de televisão própria e os valores para comunicação nessa mídia são altos, esse deve ser considerado em suas funções de influência informativa e de entretenimento, não diretamente como canal de comunicação com os pais. O celular (50%) é apontado como o mais usado entre os pais, oferecendo uma oportunidade de comunicação direta através de ligações. O SMS (15%), o telefone fixo (15%) também é comum ao uso. A conversa com professores não foi apontada pelos pais. Os recados na bolsa representam 31% da forma como se inteiram da escola. Também é significativa a ligação telefônica para os pais com 38%. Esses dados ao apontar a ausência do professor na conversa com os pais, identificam uma lacuna que pode ser usada para o marketing educacional na figura do P, o Professor. Pois esse é o portador das informações do serviço, da instituição e dos alunos, podendo estrategicamente oferecer ao marketing, meios de trabalho que aperfeiçoe a relação com a escola. 7.3.4. Dados coletados do ensino médio Figura 110 - Perfil etário dos pais do ensino médio Fonte: Elaborado pelo autor, 2013 Figura 111 - Perfil de gênero dos pais do ensino médio Fonte: Elaborado pelo autor, 2013 132 Figura 112 - Estado civil dos pais do ensino médio Fonte: Elaborado pelo autor, 2013 Figura 113 - Perfil profissional dos pais do ensino médio Fonte: Elaborado pelo autor, 2013 Figura 114 - Qualificação da ocupação dos pais do ensino médio Fonte: Elaborado pelo autor, 2013 Figura 115 – Grau de instrução dos pais do ensino médio Fonte: Elaborado pelo autor, 2013 133 Figura 116 - Religião dos pais do ensino médio Fonte: Elaborado pelo autor, 2013 Figura 117 - Relação de estudo dos pais do ensino médio Fonte: Elaborado pelo autor, 2013 Figura 118 - Relação de estudo dos pais do ensino médio Fonte: Elaborado pelo autor, 2013 Figura 119 - Motivo de escolha da escola pelos pais do ensino médio Fonte: Elaborado pelo autor, 2013 134 Figura 120 - Recebedores de desconto entre os pais do ensino médio Fonte: Elaborado pelo autor, 2013 Figura 121 - Forma como conheceu a escola entre os pais do ensino médio Fonte: Elaborado pelo autor, 2013 Figura 122 – Responsável financeiro entre os pais do ensino médio Fonte: Elaborado pelo autor, 2013 Figura 123 - Relação de semelhança com outras escola entre os pais do ensino médio Fonte: Elaborado pelo autor, 2013 135 Figura 16 – Escolas semelhantes apontadas pelo total de pais pesquisados Fonte: Elaborado pelo autor, 2013 Figura 124 - Comportamento de adimplência dos pais do ensino médio Fonte: Elaborado pelo autor, 2013 Entre os motivos que justificam o não pagamento em dia foram citados as datas de recebimento do trabalho não coincidirem com a validade das mensalidades, a influência do “comércio fraco” e irresponsabilidade/esquecimento. Figura 125 - Impressão sobre o preço dos pais do ensino médio Fonte: Elaborado pelo autor, 2013 também a 136 Figura 126 - Aspectos importantes apontados pelos pais do ensino médio Fonte: Elaborado pelo autor, 2013 Figura 127 - Estrato de alunos novatos no ensino médio Fonte: Elaborado pelo autor, 2013 Figura 128 - Relação de alunos transferidos para a escola entre os pais do ensino médio Fonte: Elaborado pelo autor, 2013 137 Figura 22 – Demonstrativo do exodo escolar do total de pais pesquisados Fonte: Elaborado pelo autor, 2013 Entre as respostas a preocupação com o futuro garantido é citada pela maior parte dos pais, independentemente do nível de ensino essa resposta aparece em todos. A aprendizagem e conhecimento é citada logo depois e seguida da preocupação com a empregabilidade e formação profissional. A formação humana aparece com menores citações, seguida de respostas como “o dever de estudar”, “o estudo como fator de herança cultural” e o “exercício da cidadania”. Figura 129 - Demonstrativo de fidelidade ao serviço entre os pais do ensino médio Fonte: Elaborado pelo autor, 2013 As perguntas abertas trouxeram diversas citações diferentes, as mesmas foram agrupadas visando uma tabulação mais concisa. Os dados foram agrupados da seguinte forma: O termo “Estrutura” agrupa “conservação”, “lanchonete” e “localização”; o termo “Relacionamento” agrupa “Não acreditar nos pais”, “superioridade da direção”, “comunicação da secretaria” e “saída de Madellon”; o termo “Segurança” agrupa “Segurança”, “Acesso ao trânsito em frente á escola”, “falta de cuidado”; o termo “Metodologia” agrupa as citações referentes a intangibilidade do serviço; o termo “Eventos” agrupa “Eventos caros e fracos”, e “Esporte”; o termo “Pedagógico” agrupa “Rotatividade de professores”, “perca de 138 brinquedos”, “livros pesados”, “disponibilidade de horários – turnos”, “alunos em maioria de recuperação”, “fardamento”, “reclamações do filho”, “preparo de alguns professores”, “firmeza dos professores”, “incoerência entre ensino e avaliação”, o termo “nada” é por si mesmo citado. Figura 130 - Aspectos negativos apontados pelos pais do ensino médio Fonte: Elaborado pelo autor, 2013 Figura 131 - Conhecimento da proposta pedagógica pelos pais do ensino médio Fonte: Elaborado pelo autor, 2013 Ao responder o que acham da proposta pedagógica as respostas trouxeram diversas concepções difundidas sobre a mesma como: “forma prazerosa de aprender”, “considera o potencial individual”, “sem decoreba”, “respeito às etapas do humano”. Outras respostas foram mais atenciosas e pontuaram algumas preocupações com a proposta pedagógica: “questionável”, “desde que não seja confundida com enrolação”. 139 Figura 132 – Índice de indicação do serviço entre os pais do ensino médio Fonte: Elaborado pelo autor, 2013 Entre os principais argumentos de convencimento que os pais utilizariam para falar da escola estão: a metodologia, o respeito aos alunos, a referência dos próprios filhos, o tratamento recebido, segurança e etc. Os pais apontaram nas respostas o estímulo aos valores atrelado às capacidade de aprender e se desenvolver, construindo opiniões próprias, tendo estímulos diversos e comprometimento no ato de educar. Figura 133 - Índice de satisfação com o serviço entre os pais do ensino médio Fonte: Elaborado pelo autor, 2013 As respostas dadas foram muito sucintas utilizando apenas os termos “sim”, “não” e “+ ou –” na maior parte dos questionários. Em alguns poucos casos os pais relacionaram a resposta positiva à relação de confiança com a escola, outros negativamente responderam “não” e citaram problemas administrativos como a troca de professores durante o ano, a formação docente e a ocupação de professores em disciplinas não correspondentes á sua formação. 140 Figura 134 - Meios de comunicação mais usados entre os pais do ensino médio Fonte: Elaborado pelo autor, 2013 Figura 135 - Meios de comunicação mais usados entre os pais do ensino médio Fonte: Elaborado pelo autor, 2013 Figura 136 - Meios de comunicação mais usados entre os pais do ensino médio Fonte: Elaborado pelo autor, 2013 Com o interesse de observar as semelhanças e diferenças entre os pais dos níveis de ensino que a escola atende, a pesquisa conseguiu levantar o seguinte perfil dos pesquisados no Ensino médio. O perfil etário dos pais desse nível é de 55% dos pais com idades entre 40 e 49 anos. A família se organiza também com maioria de casados (67%), já os solteiros são 14% e aparece um novo estrato, os divorciados com 9%, o que demonstra uma mudança no perfil familiar à medida que os alunos são maiores. As 141 mulheres tem maior envolvimento com a escola, pois 62% dos respondentes são do sexo feminino, e 29% delas é responsável pelo provimento financeiro junto à instituição. Porém mais notadamente nesse nível de ensino o pai é o maior responsável pelas finanças escolares com 52%, indicando a centralidade do pai dentro da divisão de responsabilidades da família, entre as famílias mais maduras. O perfil profissional desse público demonstra estabilidade, pois possui profissão definida (28%), é autônomo, empresário/comerciante (empreendedor) (57%) e ou trabalha com vínculo empregatício legal (24%) e só 5% não trabalha. A autonomia profissional apesar de indicar segurança financeira está exposta às influências do mercado local. O público pesquisado apresenta uma menor escolaridade, à medida que as séries dos filhos, e a idade dos pais avançam. O grau de instrução fica entre os ensinos “Fundamental 2” (45%) e “Ensino Médio” (30%) que ganham maior representatividade. Os valores religiosos são presentes em referência ao catolicismo com 48% do total pesquisado (38% não declara nenhuma religião). O que possibilita inferir que quanto mais velha for a família, menor for a escolaridade e maior a influência religiosa mais tradicionais é esse perfil. A relação com a escola demonstra que um número muito pequeno de pais estudou no IAE (5%), conheceram a escola por indicação (43%) ou já tinham filhos matriculados (28%) e efetivou a escolha pela metodologia (36%). Essa informação destaca a importância da força de vendas presente na postura e discurso dos pais. O número de pais com dois filhos matriculados (43%) aumenta nesse nível. A imagem que os pais tem da escola também representa a sobreposição da valoração de características humanas em detrimento ao peso acadêmico do serviço. Os resultados do construtivismo são citados no termo “aprendizagem diferenciada” com 12% de escolha dos pais, estando abaixo de outras características com o “respeito aos alunos” (13%), e “formação dos professores” (13%), “segurança e cuidados” (13%). Em termos gerais essas qualidades “afetivas” não devem se distanciar da caracterização do ambiente escolar, uma vez que filosoficamente devem ser consideradas como pertinentes ao trabalho construtivista de ensino. Para o marketing o olhar lançado é que o posicionamento pretendido pela instituição de ser vista como humana, mas que entrega resultados acadêmicos encontra nesse cenário uma dificuldade, onde todas as características são importantes mais nenhuma se sobressai, e a característica que se busca melhorar na imagem está 142 escondida numa percepção que também não a destaca. Os próprios pais não enxergam com destaque a qualidade dos resultados acadêmicos. Perguntados se conhece alguma escola parecida com o IAE, 67% deles respondem que “não” e 24% dizem “sim”, pode-se inferir que a partir desse momento do ciclo de vida (período em que o aluno fica na escola) a instituição passa a se aproximar dos concorrentes no que se refere a imagem, pois a aproximação de características mais tradicionais de ensino (prova escrita, livro didático, horários de aulas, professores por disciplina e novas rotinas) ajudam a se afastar da filosofia que os pais acompanham desde as séries iniciais. Se observado os mesmos 12% de “aprendizagem diferenciada” citada como “O que acha importante na escola” essa perspectiva se confirma. Possivelmente a imagem de boa escola nesse nível é transferida para o atendimento, o respeito aos alunos e a equipe comprometida (10%). Entre as escolas citadas como parecidas a escola Construindo o Saber detém no geral da escola 56% dessa impressão, mas a mesma não oferece ensino médio. Então observando as demais escolas Menino Jesus, Primeiro Mundo, Dom Pedro e Dinâmica cada uma com 11% de referência à imagem de parecida, percebe-se que todas tem aspectos em comum muito parecidos. Como commodity. Quanto ao conhecimento/entendimento da proposta pedagógica 64% dos pais dizem conhecer, logo as respostas dadas para qualificar o “sim” também são termos frequentemente difundidos pelos professores em reuniões e reaparecem como: “forma prazerosa de aprender”, “potencial individual”, “sem decoreba”, “respeito ao humano”. O número de alunos que vieram de outras escolas no ensino fundamental dois é muito significativo, um total de 60% deles já estudaram em outras escolas. Entre as escolas citadas em todos os níveis as escolas concorrentes do IAE tiveram desempenho paritário cada uma com 12% ou 13% entre as respostas. O êxodo escolar precisa ser explicado quanto às motivações que levaram esses estudantes a mudar de escola e esclarecer quais as motivações que os levaram a escolher o IAE. Sobre os aspectos negativos a estrutura recebe destaque entre as insatisfações com 32% agrupando as respostas relacionadas a banheiros, parque infantil, ventilação das salas, conservação do prédio e etc. É perceptível que nesse nível os pais se atem mais aos aspectos tangíveis que convivem, porém também 32% dos pais avaliam que não há nada negativo na escola. 143 A relação de preço com o serviço, apontada pela pesquisa é a seguinte: 67% recebe desconto na mensalidade e apenas 19% não recebe desconto algum. São poucos os pais que pagam o valor integral da educação dos filhos. Esse é um dado delicado, pois se a instituição pretende estabelecer um maior valor de mensalidades como oportunidade gerada pela melhoria da imagem cabe observar melhor a política de descontos, uma vez que essa postura pode justificar ao preço um peso maior na percepção do consumidor ao avaliar a escolha pelo IAE. Um dado que pode confirmar essa percepção é a “Impressão sobre o preço”, onde 33% dos pais dizem “Tão bom por um preço desses?” e confirmam que possivelmente o desconto financia a percepção de valor. Também se observa que esse grupo de pais valoriza oferta mais que os anteriores pois 43% deles percebem equivalência do preço com o serviço citando a resposta: “Tão bom só podia ser caro”. A correspondência das respostas aos questionamentos levantados no questionário é: “Tão bom só podia ser caro” localiza a equivalência de preço e percepção da qualidade do serviço. “Isso tudo por esse preço” determina que o serviço não corresponda ao valor cobrado, o serviço está abaixo do que é ofertado, localiza também pais mais exigentes. “Tão bom por um preço desses” aponta para o baixo preço e superioridade da qualidade de oferta. Quanto ao cumprimento das responsabilidades financeiras, os valores justificam que a inadimplência é menor entre os pais desse nível com apenas 20% deles não pagando em dia a mensalidade. A satisfação com o serviço tem 100% que indicariam a escola a outros conhecidos, 86% dos pais dizem estar o filho recebendo o serviço que imaginou. Apenas 33% tem interesse em matricular outro parente na escola, mas essa posição existe por estarem com os filhos já no final do clico de vida do serviço, ou por já terem filhos menores matriculados na instituição. Os meios de comunicação mais usados pelos pais além dos que já são comuns à escola (avisos, recados, agenda) são: o rádio (18%) e a internet (29%). A TV aparece entre os maios usados (32%), mas como a cidade não possui rede de televisão própria e os valores para comunicação nessa mídia são altos, esse deve ser considerado em suas funções de influência informativa e de entretenimento, não diretamente como canal de comunicação com os pais. O celular (54%) é apontado como o mais usado entre os pais, oferecendo uma oportunidade de comunicação direta através de ligações. O SMS (14%) também é comum ao uso. 144 A conversa com professores responde por 13% quanto a forma de acesso à comunicação com a escola. Os recados na bolsa representam 27% da forma como se inteiram da escola. Esse comportamento também é filtrado pela atitude dos próprios alunos que já são mais autônomos diante dessa comunicação escola/casa. Também é significativa a ligação telefônica para os pais 17% deles recebe ligações da escola e outros 20% ligam. O Facebook aparece com 15% entre as formas como os pais se informam da escola. 7.4. Conclusão da pesquisa É possível afirmar que foi possível conhecer melhor o perfil e comportamento dos pais da instituição, suas influências externas e o modo como acontece a relação entre eles e a escola. Também é perceptível notificar que algumas posturas institucionais como a política de preços e descontos influencia diretamente a percepção de valor e imagem da instituição, ao mesmo tempo em que o posicionamento referente a perspectiva acadêmica da escola é ofuscada com outros atributos pela relevância compartilhada entre todos, não oferecendo endosso suficiente para um posicionamento estratégico de um único ponto que se sobressaia. A escola é boa em muitas coisas, mas não se destaca em uma especificamente. Outra descoberta é que o projeto pedagógico sofre com essa imagem, ao se perder entre tantas qualidades e não se tornar por si uma característica que justifique a escolha, o posicionamento e etc. A pesquisa também sinaliza comportamentos distintos entre os pais nos diversos níveis e categorias de ensino. Seus comportamentos tem ligação direta com faixa etária, relações familiares, distinguindo o modo como se relacionam com a escola. Por último foi através da pesquisa que se descobriu a relevância que deve ser dada às formas como a comunicação entre pais e escola pode acontecer de modo efetivo, delimitando as mídias mais utilizadas por eles. 145 8. BRIEFING 8.1. Dados da organização Nome do contrato social: Instituto Albert Einstein LTDA. Nome fantasia: Instituto Albert Einstein CNPJ: 05242459/0001 – 15 Código INEP: 26148552 Registro na GRE: P – 410.017 Localização: Rua Ana Maria do Nascimento, nº78, Bairro Novo, Santa Cruz do Capibaribe, Pernambuco. CEP: 55190000 Site/blog: www.nossoiaeblog.blogspot.com.br Página no Facebook: www.facebook.com/nossoiae E-mail institucional: Fluxo Interno (professores) [email protected], demandas externas (pais, alunos e outros) [email protected]. Fone secretaria (81) 3731 1622, orelhão (81) 3731 2997. Outros Contatos: Ada Carvalho Marques, diretora pedagógica, (81) 9696 0138 – 8899 0280, e-mail.: [email protected]. Katyane Michele, diretora financeira, (81) 9696 0094, e-mail.: [email protected] . Jonatas Galindo, diretor executivo, (81) 9696 0042, e-mail.: [email protected] . Áreas de atuação: Ensino infantil, fundamental (de 9 anos) e médio. Organograma/fluxograma: direção pedagógica, direção executiva, direção financeira, corpo docente por nível de ensino, secretaria e atendimento, equipe de serviços gerais e portaria. Faturamento: estimativa de faturamento anual de R$ 573.100. Valor bruto, não considerando a diminuição de valores por grupo de alunos bolsistas, com descontos e alunos filhos de professores – não pagantes. Missão: Contribuir com a formação das pessoas, permitindo através da autonomia do pensamento a formação humana, política e acadêmica através da teoria construtivista. Visão: Tornar-se reconhecida na cidade até 2018, como a escola de melhor formação acadêmica e humana. 146 Valores: reconhecimento das competências humanas; reconhecimento do profissionalismo; respeito às diversidades; honestidade, ética e transparência; coerência pedagógica; responsabilidade. 8.2. Histórico da empresa A escola foi fundada por Nivaldo Pereira em 1998. O nome escolhido para a instituição homenageia o cientista Albert Einstein. Inicialmente o nome parecia confuso e complicado para o conhecimento (pronúncia – adesão) das pessoas, mas a postura foi desbravar e superestimar as condições disponíveis dando a oportunidade de fazer conhecer o físico alemão. Nivaldo possuía grande interesse pela física e pelo conhecimento, era um curioso nato, desde pequeno no brincar estava acompanhado por engenhocas, na física buscava respostas para as coisas que admirava na natureza: “Ele sempre foi uma pessoa que gostava de dividir o conhecimento, e uma roda de amigos pra ele era uma sala de aula”, conta Josivalda Castro irmã e primeira diretora do instituto. Com essa postura Nivaldo construiu uma escola que zelava pela descoberta, pelo pensar autônomo, e levaria o conhecimento provocando para a liberdade de construir possibilidades, a escola de Nivaldo queria mostrar ao sujeito que com o conhecimento todo mundo pode ultrapassar limites. A filosofia do IAE foi moldada nesses recortes e objetivos, e o respaldo teórico pedagógico para a realização do trabalho em sala de aula (serviço) foi referenciado na Teoria Construtivista do pensador francês Jean Piaget, com o apoio da irmã Josivalda de Castro (psicanalista). O IAE se caracterizou pelo ensino humanizado traduzido pela frase: “A imaginação é mais importante que o conhecimento.” de Albert Einstein. Também foi protagonista de iniciativas consideráveis no ramo de atuação: na formação continuada de professores a escola foi pioneira em encontros pedagógicos para disseminar a filosofia e postura do ensino voltado para o sujeito pensante e não mais o aluno que apenas copia – decora – repete, com eventos abertos aos profissionais da categoria. Essa postura também enfrentou resistências sociais, numa época em que a educação era voltada para programas tradicionais de ensino configurado em: 147 [...]um modelo em que os alunos são ensinados e avaliados de forma padronizada. Ele se inspira na ideia de que a mente das crianças é uma tabula rasa, um espaço em branco sobre o qual os diversos conteúdos - gramática, matemática, ciências, história etc. - devem ser inscritos seguindo um método rigoroso de exposição e avaliação. Mais do que qualquer outra aptidão, valoriza o acúmulo de conhecimento: quanto mais fatos e fórmulas o aluno aprende, mais bem avaliado ele é. (MENDONÇA, 2011). Caminhar em desacordo a ordem estabelecida foi um trabalho árduo e que acabou construindo uma imagem delicada e confusa da escola. A escola passou também por problemas financeiros agregando características desfavoráveis para a imagem: baixos salários como atrasos no pagamento e gerando impossibilidades para realizar trabalhos e serviços. Apesar desses problemas a consistência filosófica foi mantida. Um belo trabalho de aproximação com os pais, investimentos e capacitação técnica-pedagógica foi base para a estabilidade dessa filosofia. A direção inicial da escola foi mudada em 2010. Vendida para um grupo de três sócios a escola passou por um processo de transição delicado, a insegurança do consumidor com a nova administração, a continuidade da filosofia, as especulações sobre falência foram problemas significativos existentes no início de 2010. Atualmente a escola é administrada pelo grupo gestor composto pelos cargos de Direção Financeira, Direção Executiva e Direção Pedagógica, que pretendem manter a filosofia e compromisso social com a educação e consumidores do serviço. Entre a equipe da nova gestão dois diretores são veteranos de carreira na escola. As demais equipes são divididas em: atendimento (portaria, apoio aos serviços gerais, secretariado) e protocolo com dois funcionários, coordenações pedagógicas com três funcionários, professores e auxiliares (total de 21, divididos por níveis de ensino) e equipe de limpeza com dois funcionários. O trabalho realizado pela administração tem sido voltado para a melhoria interna do serviço administrativo, financeiro e pedagógico: ações com avaliação do preço ao consumidor e otimização de descontos em mensalidades, efetivação de sistema de controle financeiro, melhorias na estrutura física (laboratório, biblioteca), capacitação continuada de professores 148 novatos e veteranos, aproximação ao atendimento de pais e alunos (abordagens pedagógicas do desenvolvimento cognitivo), criação, manutenção e melhoria de eventos respeitados pela comunidade escolar. O IAE não desenvolveu nesses anos uma política de comunicação concreta e consistente com seus públicos de interesse. Não resolvendo assim a dissonância ocorrida entre seus stakeholders e sua filosofia de oferta do serviço educacional. 8.3. Histórico do serviço Categorias: a escola funciona com 3 níveis de ensino sendo nível infantil com 4 turmas (maternal com idades entre um ano e quatro meses à dois anos e nove meses, infantil um (três anos), infantil dois (quatro anos) e infantil três (cinco anos); nível fundamental um e dois com nove turmas e nível médio com três turmas. Local de uso e aplicação: o serviço é oferecido num espaço arrendado. O prédio é o mesmo desde a fundação, mas após a venda para o atual grupo gestor o prédio passou a ser arrendado ao grupo, sendo objeto de venda apenas a empresa, marca e registros. O espaço conta com salas de aulas amplas e ventiladas (dez), salas de departamentos administrativos (quatro), biblioteca e laboratório, pequena quadra (não coberta) com palco para eventos escolares. Forma de uso e consumo: a escola funciona durante a semana de segunda a sexta-feira nos horários diurnos (matutino e vespertino), a secretaria da escola não fica fechada em horário de almoço tendo revezamento de funcionários, no período de férias (dezembro/janeiro) ou recesso escolar (julho) a secretaria funciona apenas pelo turno da manhã. Os horários da noite e dias de finais de semana estão ociosos atualmente. No horário da tarde há quatro salas de aula ociosas. Preços e canais de distribuição vigentes em 2013: Tabela 1 – Valores do serviço vigentes com descontos para alunos irmão em 2013 TURMA Educação infantil Fundamental 1 Fundamental 2 Ensino médio MATRÍCULA R$ 300,00 R$ 240,00 R$ 260,00 MENSALIDADE R$ 165,00 R$ 175,00 R$ 190,00 R$ 215,00 Fonte: Elaborado pelo autor, 2013 MENS. IRMÃOS R$ 140,00 R$ 140,00 R$ 170,00 R$ 190,00 149 Filhos de professores não pagam. A escola mantem alunos bolsistas segundo critérios filantrópicos. Os canais de distribuição são a venda por adesão de relacionamento, propaganda pela cidade, ações promocionais relacionadas a descontos (veteranos, irmãos, indicações de novos alunos, venda direta aos pais). Imagem no mercado: de conhecimento geral a escola é tida como uma escola de ensino “diferente”, essa posição na mente do consumidor dispõe de um aspecto positivo no sentido de segmentar a oferta, mas também carrega um aspecto negativo de tornar ainda mais intangível para os pais essa diferença. Pelo aspecto trazido pela filosofia humana a escola é pioneira no atendimento à alunos com necessidades especiais, tendo essa postura configurado aspectos positivos quanto ao acolhimento mas também levantado preconceitos sobre a escola, que generalizam sua imagem de escola de alunos especiais. Alguns pais procuram a escola por saberem que ela acolhe indistintamente alunos em diversos níveis de aprendizagem e tendo filhos com necessidades especiais cognitivas e físicas. A escola não tem consistência na imagem de formação acadêmica. Diferenciais competitivos: postura filosófica e ética através do construtivismo, estrutura física. Pontos positivos: pioneirismo na elaboração de uma proposta construtivista de ensino. Pontos negativos: intangibilidade da proposta de ensino construtivista. Influências: profissionalização da gestão se tornando mais mercadológica, práticas hoje comuns em outros mercados estarão cada vez mais incorporadas à educação ao lado de critérios como: metas de produtividade, satisfação e retenção de alunos, desempenho, criatividade, inovação, capacidade empreendedora e de realização serão itens cada vez mais procurados e desejados. “Hoje, os valores foram se não alterados, diversificados, e o aluno, com a proliferação de instituições de ensino, principalmente em nível superior, está cada vez menos aluno e mais cliente.” (CAMPOS, 2010). Aumento da oferta do Ensino a distância; parcerias com sistemas de ensino; acesso a novas tecnologias; aumento do acesso a educação; ascensão da classe C; consumidor mais exigente e criterioso; predominância do sexo feminino envolvido com as relações pedagógicas dos 150 filhos; 70% dos pais pesquisados são casados, constituindo um perfil familiar nucleado e com filhos na perspectiva de influencia ao processo de compra; significativo grau de instrução crescente nos níveis de ensino pesquisados com mais pais tendo ensino médio e superior concluídos; quanto a influência religiosa se destacam dois polos entre católicos (48%) e sem resposta (38%) demarcando a presença/ausência de ideais religiosos mais paritário. Sucesso: eventos escolares abertos ao público gerando visibilidade na cidade (Sarau IAE). Alcance do 2º lugar no ENEM 2012. Insucesso: a escola em sua nova administração tentou oferecer aulas extras no contra turno como ballet; as aulas aconteceram com poucas alunas, mas durou cerca de um ano. Com a saída da professora a escola não voltou a oferecer o serviço pela ausência de demanda. Números: possui 227 alunos Marca: a marca da escola é constituída por logotipo das siglas iniciais do nome (IAE) mais elemento gráfico da síntese da forma de raios solares remetendo ao brilho. Os raios solares simbolizam a iluminação de pensamento, estão localizados na área onde seria o pingo da letra “I”, formando a síntese de uma forma humana simples onde o pingo do “I” seria a cabeça, o cérebro. A marca se constitui de família tipográfica ARIAL maiúscula, sendo a sigla sem contornos gráficos e a descrição também com família tipográfica ARIAL maiúscula, nas cores: azul e vermelho. A cor cinza faz parte da identidade visual por ter sido disposta nos fardamentos da escola durante anos. A marca não possui manual de identidade visual e os administradores não pretendem no momento realizar modificação e (re)design, a marca possui uma variação de aplicação com um quadro/moldura em oblíquo, usada atualmente como forma de facilitar a aplicação em diversos materiais. Outras variações tem sido feitas em adequação às aplicações. 151 Figura 137 – Logomarca institucional da empresa Fonte: disponibilizado pela empresa, 2011 Figura 138 – Cartão de visitas da instituição com aplicação da marca em posição obliqua e com moldura Fonte: disponibilizado pela empresa, 2013 8.4. Características gerais do serviço Tempo do serviço no mercado: 15 anos Principais mercados: confecção e moda – empreendedorismo de médias e pequenas empresas, comerciantes e feirantes do setor primário. Tamanho do mercado, quantidade de produtos da categoria: o mercado de educação no município possui 4 creches municipais, 10 escolas municipais com oferta de ensino fundamental, 4 escolas estaduais com oferta do ensino médio (integral e de referência) e 10 escolas privadas com ofertas variadas de diferentes níveis de ensino. Sazonalidade: os períodos sazonais recebem influência do mercado local, obedecendo à lógica dos períodos de feiras boas. Ou seja, quanto mais os comerciantes vedem, mais o índice de adimplência de mensalidades é 152 afetado. No processo de matrículas os pais preferem realizar a mesma após o carnaval, mesmo tendo as aulas começadas antes do período. Anualmente o mês de recesso escolar (julho) requer cuidados quanto à adimplência, pois ele acarreta atrasos em muitos dos pagamentos de mensalidade. Como se vende: a venda é efetivada diretamente pelos pais e responsáveis pelos alunos, com pouca utilização de comunicação para o público externo. Como se presta o serviço: A venda e adesão é feita aos pais e a prestação direta dos serviços é realizada aos alunos; Efeitos da propaganda: atualmente as formas de comunicação utilizadas pela instituição são os avisos da rotina pedagógica, uma página no Facebook e um blog. Para 2013 foi realizada campanha de propaganda mais significativa em incentivo às matrículas, com faixas de rua, e panfletagem. As ações não foram mensuradas. Marcha de vendas: atualmente o IAE tem tido queda na adesão/estabilidade de alunos. A fidelização de alunos está em baixa, tendo maior dificuldade os níveis de ensino fundamental. A escola não consegue mensurar motivações dessa baixa. Há durante o ano um total de alunos que são transferidos por diversas motivações naturais que também não estão mensurados. 8.5. Componentes do serviço Cantina: dispõe de uma cantina localizada no pátio da escola. Vende lanches aos alunos com um cardápio simples de salgados e refrigerantes. Diversas reclamações são levadas pelos alunos (grêmio estudantil) considerando o cardápio da cantina. A direção se preocupa em oferecer um lanche saudável, mas não tem sido efetiva na oferta diversificada de alimentos saudáveis e mais saborosos. A estrutura também é simples, não contando com equipamentos de cozimento e preparo na própria escola. A administração terceiriza a produção dos lanches. Não conta com profissional direcionado apenas para o trato com os alimentos e venda. Em 2012 foi feita parceria com profissional nutricionista que estaria para orientações interna e junto aos pais e crianças, bem como ajuda para elaboração do cardápio. A parceria chegou a ser citada no blog e página do Facebook da escola, como também realizada 153 uma primeira reunião com os pais da educação infantil, a mesma teve baixíssima adesão (quatro mães presentes). Desde então a parceria se desfez. Biblioteca: a biblioteca leva o nome da ex-diretora da escola, Maria Josivalda de Castro. Foi construída pela nova administração e conta com espaço pequeno para disposição de livros paradidáticos (os livros didáticos de pesquisa foram retirados tendo em vista o pouco espaço e pouco uso pelos alunos para pesquisa, uma vez que usam mais a pesquisa feita online e em casa). O acervo da biblioteca conta com mais títulos infantis que juvenis, não tendo sido renovado desde a instalação da biblioteca (3 anos). Entre os alunos sempre são feitas campanhas para doação de volumes através de trabalhos orientados com a disciplina de português dos ensinos fundamental 2 e médio. As atividades de doação são conduzidas pelo projeto pedagógico. A biblioteca não conta com nenhum profissional de atendimento. Figura 139 – Espaço da biblioteca escolar Fonte: disponibilizado pela empresa, 2012 Secretaria: está disposta logo na chegada/recepção da escola tem um espeço pequeno, realiza diversos trabalhos e funções: portaria (recepção de alunos, cuidados com a saída dos mesmos nos horários dos finais de turno - entrega aos pais), protocolo, matrículas/mensalidades, processo atendimento de de matrículas, reprografia, recebimento manutenção de de materiais em sala e etc. Recepção e entrada: a escola conta com uma área de recepção na chegada da escola, onde são localizadas as salas da direção, professores, secretaria e administrativo. Há cadeiras e um painel na parede onde são expostos cartazes alusivos a datas comemorativas, informes e eventos da escola. 154 Figura 140 – Espaço de entrada e recepção da escola Fonte: disponibilizado pela empresa, 2012 Banheiros: a escola dispõe de cinco banheiros. Um para meninas e um para meninos, com divisórias para três usos cada, um na sala dos professores e outros dois nas salas do ensino infantil, todos os banheiros contam com chuveiro (um em cada), os banheiros não possuem adaptação arquitetônica para mobilidade de portadores de necessidades especiais. Figura 141 – Estrutura dos banheiros Fonte: disponibilizado pela empresa, 2013 Parque: o parquinho da escola fica na caixa de areia do pátio, já está em situação precária, pois o uso contínuo sem manutenção deixou o mesmo com brinquedos quebrados (roda-roda, escorregador). Também tem poucos brinquedos, apenas três: escorregador, roda-roda, gangorras. 155 Figura 142 – Estrutura do parque infantil Fonte: disponibilizado pela empresa, 2013 Pátio: o espaço de convivência da escola conta com uma pequena quadra não coberta, que teve o espaço diminuído com a construção de um palco; o parquinho, e áreas abertas com árvores pequenas; o piso também está sem manutenção. Figura 143 – Espaço de convivência e recreação - pátio Fonte: disponibilizado pela empresa, 2013 Figura 144 – Espaço de convivência e recreação - quadra Fonte: disponibilizado pela empresa, 2013 156 Quadra do Rotadomar Clube: devido ao pouco espaço interno na área de convivência da escola, é alugado o socyet esportivo do RotaDoMar Clube que fica localizado numa rua atrás da escola. O espaço serve para oferta das atividades de educação física, e conta com campo de grama sintética, banheiros, restaurante/bar e vestiário. Figura 145 – Espaço do Rotadomar Clube Fonte: fotografado pelo autor, 2013 Salas administrativo: além da secretaria, o administrativo tem duas salas, dividas entre direção e administrativo/financeiro. Na sala da direção trabalham compartilhando o espaço diretoria pedagógica e coordenações, na sala do administrativo se localiza a reprografia, o arquivo da escola e trabalham compartilhando o espaço direção financeira e executiva. Figura 146 – Sala do setor administrativo - secretaria Fonte: disponibilizado pela empresa, 2013 Estacionamento: não possui estacionamento, os carros dos pais se utilizam de terrenos abertos ao redor da escola (lado direito) e na frente da mesma, ficando na rua. 157 Rua em frente: a rua da escola não é calçada. Esse problema acarreta a dificuldade com a poeira em tempos secos, pois a escola fica exposta (higiene, equipamentos) ao volume de poeira levantada pelos carros (volume significativo) como também expõe as crianças à conviver com esse problema. O bairro Novo fica as margens da PE 160 e possui fácil acesso. Figura 147 – Rua em frente a escola com praça inacabada Fonte: disponibilizado pela empresa, 2013 Praça: em frente à escola há um espaço ocioso cujo mérito de construção de uma praça nunca havia sido considerado pelo poder público. Em 2011 junto ao projeto Capivara (Semana da Água) o professor de geografia (Moisés Américo) resolveu programar a plantação de mudas no local. Então surgiu a ideia da construção de uma praça e a mesma seria resultado da ação pedagógica de alunos e professores envolvendo a relação interdisciplinar de diversos conteúdos em estudo. O projeto caminha em parceria com arquitetos da cidade, onde deverá ser realizadas também ações de lobby junto a Câmara de Vereadores uma vez que a intensão da escola é ter o nome do seu fundador Nivaldo Pereira (in memória) dado à praça. Eventos escolares: a escola realiza em seu calendário anual diversos eventos com interesse pedagógico. Entre os eventos corriqueiros de datas comemorativas (pai, mãe, criança, estudante) a escola tem: o Semana de Literatura Infantil, evento destinado para o ensino fundamental séries iniciais, que prioriza o desenvolvimento de atividades relacionadas à disciplina de língua portuguesa. O evento acontece durante quatro dias, tendo uma programação de mostras entre turmas, apresentações para os pais e familiares e atividades lúdicas envolvendo o universo leitor. É considerado o ensaio para o Sarau, em 2013 será realizou a 4ª edição. 158 Figura 148 – Evento Semana de Literatura Infantil Fonte: disponibilizado pela empresa, 2013 o Mostra de Conhecimento Científico, evento destinado para alunos da manhã (fundamental séries finais e médio), ocorre em apenas um dia aberta ao público de escola visitantes, mas se realiza dentro de uma semana com apreciação de projetos científicos envolvendo as disciplinas exatas, em 2013 realizou a 2ª edição. Figura 149 – Material de postagem no Facebook com marca da 2ª Mostra de conhecimento Científico Fonte: disponibilizado pela empresa, 2013 o Sarau, é o evento mais tradicional da escola, em 2013 completa 12 anos de realização. Por muito tempo foi realizado no Teatro Municipal da cidade e nos últimos dois anos na escola (construção do palco), o mesmo aborda um tema a cada ano, e se destina a amplitude dos projetos pedagógicos das disciplinas de arte, língua portuguesa e literatura, é sucesso de público e crítica junto a pais, alunos e visitantes externos, tendo venda de ingressos esgotada, casa cheia e nível de satisfação elevado. 159 Figura 150 – Evento Sarau IAE, Eu sou Luiz Gonzaga Fonte: disponibilizado pela empresa, 2012 o Evento junino: sempre realizado para o público interno de alunos e familiares. O evento junino é realizado em espaço fora da escola, o local é da AABB Santa Cruz do Capibaribe. É planejado junto com uma gincana de provas juninas para promover o envolvimento dos alunos por classes. A adesão sempre é positiva uma vez que o evento responde a necessidade cultural da cidade, pais e alunos. O evento sempre enfrenta dificuldades de adesão financeira, pois a percepção cultural de que não se deve pagar para participar do São João da escola, por ser uma tradição. Figura 151 – Evento junino Fonte: disponibilizado pela empresa, 2013 A escola não evidencia comemorações religiosas como Paixão de Cristo (a pascoa é levada para o ensino infantil e fundamental um como brincadeira da época, a caça ao chocolate e etc., mas sem cunho religioso), feriados santos, folclore, natal. 160 Feriados instituídos nas esferas nacional, estadual e municipal são respeitados, mas, não comemorados diretamente com abordagem pedagógica. 8.6. DESCRIÇÃO DO ENSINO INFANTIL Descrição do serviço anunciado: o ensino infantil é oferecido no turno da manhã com três turmas (maternal, infantil um e infantil dois) e da tarde com uma turma (infantil três). As turmas são alocadas em salas amplas e bem iluminadas, não climatizadas, com banheiro próprio (exceto um) e móveis adaptados para as crianças. Todas as turmas dessa categoria contam com uma professora titular e uma auxiliar em sala e com coordenação pedagógica com um profissional. Propriedades do serviço anunciado: o serviço preza muito pela qualidade pedagógica, uma vez que ele é a porta de entrada das crianças na instituição. Os pais são incentivados a participar efetivamente das atividades com as crianças desde o processo de adaptação ao espaço escolar até em reuniões e eventos escolares. Durante a permanência das crianças na educação infantil os pais tem a oportunidade de se aproximar da proposta pedagógica e filosófica da instituição uma vez que as reuniões pedagógicas focam bastante o desenvolvimento das crianças mediante o trabalho desenvolvido em sala em tom de informação, esclarecimento e convite à participação. Casos específicos de aprendizagem são tratados individualmente com marcação de horário e atendimento pelos professores e coordenação. Preços aos canais de distribuição e ao consumidor: O preço é estabelecido para o nível de ensino e não por turma. A matrícula anual tem o valor de R$ 300,00 e a mensalidade tem valor de R$ 165,00. Composição: quatro professoras, quatro auxiliares, uma coordenadora, diretoria pedagógica, secretária, porteiro, serviços gerais. Cada turma possui sala própria e espaços de convivência como pátio, quadra não coberta e biblioteca. Imagem no mercado: a metodologia, o ambiente, a quantidade de alunos por turma e o profissionalismo justifica mais da metade da posição dos pais quanto ao motivo de escolha da escola. Outro dado importante diz que 39% 161 dos pais do ensino infantil conheceram a escola por indicação e mais, 70% dos pais dizem que não há uma escola parecida com o IAE. Esses dados localizam uma imagem consistente na mente do consumidor. Características diferenciadoras em relação à concorrência: processo de adaptação escolar acompanhado pelos pais com total liberdade para estar na sala de aula em momentos de choro, brincadeiras e atividades. Reuniões de orientação dos diversos processos cognitivos e sociais pelos quais as crianças passam. Devolutiva das atividades realizadas e oferecidas através de atendimento individual a pais e responsáveis, conversa em sala (acolhimento), relatório escrito (semestral), fotografia, registros e etc. do processo individual da criança. Sendo assim 77% dos pais julga conhecer a proposta de ensino oferecida, o construtivismo. Pontos positivos para a conquista do consumidor: abertura a participação, simpatia, acolhimento, conversa, escuta, entrega de resultados e processos, segurança com os cuidados às crianças, ambiente confortável, diferencial filosófico (construtivismo), serviço provocador da autonomia das crianças. Pontos negativos/desfavoráveis em relação à concorrência: experiência profissional dos professores (em constante formação), troca de professores durante o ano (insegurança para os pais), parque da escola pouco atrativo. O critério de relacionamento (17%) é explicado pelas dificuldades de comunicação entre escola e pais, aparecendo sentenças como: “superioridade da direção, comunicação com a secretaria e não acreditar nos pais.” A segurança é observada no trato dos professores com os alunos em alguns momentos da rotina e no trânsito em frente à escola. Quanto à metodologia e pedagógico o aspecto negativo se dá pela intangibilidade da oferta, na ausência de atividades para casa, de atividades impressas, livros didáticos e ausência de eventos maiores. Influências: os pais do ensino infantil são mais maduros tendo idades de quarenta à cinquenta anos uma representatividade de 62%. A presença feminina junto aos alunos do nível infantil é maior que a masculina (62%), tendo as mães maior tempo, envolvimento e dedicação à educação dos filhos. 92% dos pais são casados, caracterizando um perfil familiar consistente que influencia o modo como os alunos são tratados em casa, o tipo de educação que recebem dos pais e as expectativas com o serviço. A maioria dos pais é 162 autônomo (61%) demonstrando um perfil financeiro e comportamental influenciado por essa característica. 54% possuem acesso ao ensino superior, o que indica à esses pais posições mais criteriosas quanto a qualidade do serviço, acompanhamento, cobrança e etc. A maioria é também católica e evangélica, sinalizando posturas e valores esperados na relação com a escola. Histórico do serviço: a educação infantil foi o serviço oferecido pela escola desde a fundação. Já realizou importantes eventos para a classe de professores internos e externos na cidade como o Seminário de Educação Infantil trazendo palestrantes conceituados como Jussara Roffman, José Pacheco (escola da ponte – Portugal), Reggio Emilio (São Paulo) representando Anna Barutti (Itália) e Leonardo Boff. Aparência física: Figura 152 – Espaço de sala da educação infantil Fonte: disponibilizado pela empresa, 2012 Como é usado: as aulas da educação infantil funcionam todos os dias úteis nos horários da manhã das 8 horas às 11:30 tendo tolerância de variação da hora de chegada (sono) e saída das crianças (liberdade para os pais buscarem a hora oportuna ou em combinado com a escola de acordo com a rotina da criança) e a tarde dás 13 horas às 17:30 (turminha maior – infantil 3), também com os mesmos critérios de apropriação dos horários para os pais. No início do ano a primeira aula é feita com os próprios pais na escola/sala de aula, onde serão explicadas as estratégias de conquista à criança e adaptação, como os pais podem ajudar e fortalecer o vínculo com a escola, explanação sobre a rotina diária e etc. A lista de materiais para o ano 163 é entregue aos pais no período de matrículas. A adoção dos livros paradidáticos é facultativa. Muitos pais não compram. Frequência de uso: o calendário escolar da educação infantil conta com 200 dias letivos, distribuídos em dois semestres. Os meses de janeiro e julho são destinados no calendário às férias escolares e recesso escolar respectivamente. Capacidade do serviço: a capacidade do serviço é de 20 alunos por turma. O IAE opta por reduzir esse número à 15 alunos por turma a fim de otimizar a oferta de qualidade. Disponibilidade: em 2013 o total de vagas é de 60, mas há atualmente 10 vagas ociosas. Concorrentes da categoria: Escola Santo Antônio, Escola Dinâmica, Instituto Dom Pedro Primeiro, Escola Arte da Aprendizagem, Educandário Antônio Burgus, Escola Construindo o Saber (ensino integral), Escola Menino Jesus, Escola Primeiro Mundo de Aprendizagem, creches municipais e educandários de pequeno porte e hoteizinhos (indireto). Ciclo de vida: o período da educação infantil é de quatro anos. 8.7. Descrição do ensino fundamental – séries iniciais Descrição do serviço anunciado: o ensino fundamental é oferecido com a adoção do período de nove anos (Lei nº 11.274, de 6 de fevereiro de 2006). As aulas do nível fundamental um correspondem aos anos iniciais e acontecem no turno da tarde com cinco turmas, do primeiro ao quinto ano. As turmas são alocadas em salas amplas e bem iluminadas, não climatizadas, com móveis adaptados para as crianças. Todas as turmas dessa categoria contam com um(a) professor (a) titular e professores com aulas semanais de educação física e inglês para todas as turmas e iniciação à espanhol para crianças do quinto ano. O serviço também tem coordenação pedagógica com um profissional. Abaixo a tabela que referencia a transição série/ano aplicada legalmente, essa mudança ainda causa dúvidas aos pais quanto à idade de inserção ao ensino. 164 Figura 153 – Tabela de transição série/ano Fonte: MEC, 2009 Propriedades do serviço anunciado: possui um público de crianças maiores (6 à 10 anos) e dar continuidade ao trabalho da educação infantil. Nesse nível as crianças começam a serem alfabetizadas, passam a fazer provas escritas com atribuição de notas e a utilizar os livros didáticos em sala. Também aumentam o nível de estudos no que diz respeito a organização do ensino em disciplinas (ciências, geografia, história, arte, inglês, espanhol, educação física, português e matemática). o Nesse momento de estada na escola os pais recebem outras informações durante as reuniões de pais e mestres, surgem as preocupações com a utilização do livro didático (custo benefício), o desenvolvimento da leitura e aquisição da escrita convencional (letra cursiva e letra de fôrma), a especificidade do trabalho com o pensamento lógico matemático, novas rotinas de sala de aula e de estudo, chegada à puberdade, conflitos de convivência e disciplina escolar entre outros. o A participação dos pais em reuniões também é incentivada. Há reuniões no início dos semestres para respaldar as expectativas para o período e reuniões de entrega de notas, resultados, atividades e relatórios no final das unidades bimestrais de ensino. Casos específicos de aprendizagem são tratados individualmente com marcação de horário e atendimento pelos professores e coordenação. Preços aos canais de distribuição e ao consumidor: O preço é estabelecido para o nível de ensino e não por turma. A matrícula anual tem o valor de R$ 240,00 e a mensalidade tem valor de R$ 175,00. 165 Composição: equipe de oito professores (cinco titulares de turmas e três professores semanais das disciplinas extras), um coordenador pedagógico, diretoria pedagógica, secretária, porteiro, serviços gerais. Cada turma possui sala própria e espaços de convivência como pátio, quadra não coberta e biblioteca. Imagem no mercado: a metodologia, o ambiente, a quantidade de alunos por turma e o profissionalismo justifica mais da metade da posição dos pais quanto ao motivo de escolha da escola. Outro dado importante diz que 47% dos pais do ensino fundamental um conheceram a escola por indicação e mais, 73% dos pais dizem que não há uma escola parecida com o IAE. Esses dados localizam uma imagem consistente na mente do consumidor. Entre esses pais 80% afirma conhecer a proposta educativa da escola, possibilitando observar que os pais tem uma imagem ligada diretamente a esse aspecto quando não encontram outra escola parecida. Características diferenciadoras em relação à concorrência: Liberdade para os pais de estarem em sala de aula com momentos orientados e oportunos à participação da construção do conhecimento (eventos de sala, realização de atividades com participação dos pais, brincadeiras). Reuniões de orientação dos diversos processos cognitivos e sociais pelos quais as crianças passam. Devolutiva das atividades realizadas e oferecidas através de atendimento individual a pais e responsáveis, conversa em sala (acolhimento), relatório escrito (1º ano - semestral), fotografia, registros e etc. do processo individual da criança, segurança dando atenção à utilização da agenda escolar para comunicação bidirecional entre família e escola. o Essas características apontam na pesquisa relevância na qualificação do serviço onde são apontados o “respeito aos alunos” com 12%; “atenção aos pais”, 12%; “segurança e cuidados” com 13%; “formação dos professores” 12% e “aprendizagem diferenciada” com 13% no quesito que questiona o que acham importante na escola: 166 Figura 73 - Aspectos importantes apontados pelos pais do ensino fundamental – séries iniciais Fonte: Elaborado pelo autor, 2013 Pontos positivos para a conquista do consumidor: Abertura à participação, simpatia, acolhimento, conversa, escuta, entrega de resultados e processos, segurança com os cuidados às crianças, ambiente confortável, diferencial filosófico (construtivismo), serviço provocador da autonomia das crianças, foco em processos individuais de aprendizagem, levando em conta dificuldades de cada aluno e trabalho direcionado e não padronizado. Pontos negativos/desfavoráveis em relação à concorrência: experiência profissional dos professores (em constante formação), troca de professores durante o ano (insegurança para os pais), parque da escola pouco atrativo. Figura 77 - Aspectos negativos apontados pelos pais do ensino fundamental – séries iniciais Fonte: Elaborado pelo autor, 2013 o A estrutura (22%) aparece como problema apontado referenciando a climatização das salas e os banheiros (disponibilidade de materiais). Por funcionar no horário da tarde as salas necessitam de melhor climatização, mas já possuem ventiladores. Por relacionamento (21%) entende-se a comunicação, tendo a adaptação ao uso habitual da agenda escolar algumas 167 dificuldades que não sendo usada efetivamente não justifica a compra da mesma. o O pedagógico aparece com 29% pelo motivo da constante rotatividade de professores em 2013. Influências: 60% dos pais desse nível tem idade entre 24 a 39 anos sendo um perfil de adultos jovens. A pesquisa revela que 100% dos respondentes são mulheres, apontando para uma massiva participação do sexo feminino nos processos decisórios do serviço e de participação no acompanhamento do mesmo. O estado civil desse público mescla entre casadas (60%) e solteiras (40%) indicando perspectivas distintas de comportamento. A maioria também se define por autônomo (53%), com mescla crescente entre os diversos perfis de graus de instrução tendo o ensino superior maior participação com 36%. A característica de influencia religiosa está entre católicos (40%) e evangélicos (27%). Tais dados demarcam um perfil de influencias sociais variadas, onde a religião localiza valores mais tradicionais, mas o nível de ensino pontua a possibilidade de maior abertura cultural e social: Histórico do serviço: presente no portfólio de serviços da escola desde a fundação. Vários modelos de organização do serviço já foram adotados, com professores por disciplinas e professores titulares de turmas ensinando todas as disciplinas. Historicamente o ensino fundamental um comprou algumas brigas éticas com a comunidade (pais e profissionais externos) quanto a aplicação de provas no processo de avaliação, acreditando que essa ferramenta não conseguia corresponder ao trabalho realizado em tom qualitativo de resultados e não quantitativo de notas; aboliu anos atrás a aplicação de provas nas turmas iniciais do ensino fundamental, como também não adotava livros didáticos para o trabalho em sala. Essa postura tornou ainda mais intangível as características do serviço, uma vez que os pais não visualizavam/percebiam como os resultados poderiam ser mensurados, “tocados”, vistos. Porem não conseguiu levar adiante sua postura e precisou voltar ao sistema de avaliação por notas e aplicação de provas, sendo essa uma posição contrária à filosofia. Quanto ao livro didático atualmente a escola adota o material da coleção „Projeto Presente‟ da Editora Moderna, o mesmo foi avaliado pelos professores veteranos como sendo o mais próximo em adequação à proposta pedagógica da escola. 168 Como é usado: Funciona todos os dias úteis no horário da tarde das 13 horas às 17:30, com critérios de horários mais elaborados (atrasos, falta justificada/injustificada) para os pais, disposição de horários de aulas diárias (disciplinas), cronograma feito pelo professor e entregue/colado na agenda. No início do ano são realizadas reuniões para esclarecer as estratégias de ensino e avaliação, uso do material escolar e agenda, horários, ementas de conteúdos programados, informe quanto às formas de comunicação com a escola, e incentivo à participação dos pais na escola. Frequência de uso: o calendário escolar da categoria conta com 200 dias letivos (LBD - Lei nº 9.394, de 20 de dezembro de 1996.), distribuídos em dois semestres. Os meses de janeiro e julho são destinados no calendário às férias escolares e recesso escolar respectivamente. Capacidade do serviço: as turmas necessariamente deverão ter em sala de aula 20 à 25 alunos. O IAE opta por reduzir esse número à 20 alunos por turma a fim de otimizar a oferta de qualidade. Esse também é um argumento de venda nas abordagens de matrícula. Disponibilidade: em 2013 o total de vagas é de 100, mas há atualmente 49 vagas ociosas. Concorrentes da categoria: Escola Santo Antônio, Escola Dinâmica, Instituto Dom Pedro Primeiro, Escola Arte da Aprendizagem, Educandário Antônio Burgus, Escola Construindo o Saber (ensino integral), Escola Menino Jesus, Escola Primeiro Mundo de Aprendizagem e escolas municipais indiretamente. Ciclo de vida: o período do ensino fundamental um (séries iniciais) é de 5 anos. 8.8. Descrição do ensino fundamental – séries finais Descrição do serviço anunciado: o ensino fundamental é oferecido com a adoção do período de nove anos (Lei nº 11.274, de 6 de fevereiro de 2006). As aulas do nível fundamental um correspondem aos anos finais e acontecem no turno da tarde com quatro turmas, do sexto ao nono ano. As turmas são alocadas em salas amplas e bem iluminadas, não climatizadas, com móveis 169 adequados. As turmas dessa categoria contam com um(a) professor (a) titular por disciplina, organizados num horário semanal de aulas. O serviço também conta com coordenação pedagógica tendo um profissional. Abaixo a tabela referencia a transição série/ano aplicada legalmente, essa mudança ainda causa dúvidas aos pais quanto à idade de inserção ao ensino. Propriedades do serviço anunciado: possui um público de adolescentes com idades entre 11 e 14 anos. Nesse nível de ensino os adolescentes tem contato mais aprofundado com conhecimentos científicos por área/disciplina, fazem provas escritas com atribuição de notas e utilizam os livros didáticos em sala para quase todas as disciplinas. Nesse momento de estada na escola os pais participam das reuniões de pais e mestres oferecidas, mas que ocorrem com menos frequência no calendário. A participação em reunião dos pais é menor. Os principais temas da pauta com os pais são o acompanhamento pedagógico, rotinas de sala de aula e de estudo, conflitos de convivência e disciplina escolar entre outros. A participação dos pais em reuniões é menos incentivada, mas a coordenação se mantem ativamente presente junto aos pais por diversos meios, convite para encontros individuais (também com professores), telefone, entrega de boletim bimestral apenas para responsáveis etc.. Casos específicos de aprendizagem também nesse nível são tratados individualmente com marcação de horário e atendimento pelos professores e coordenação. O público atendido por esse nível possui maior autonomia dentro da escola para, por exemplo, a saída para casa, tendo na portaria a liberdade de voltar para casa, desacompanhados, mas com consentimento dos pais através de firmamento verbal ou escrito. A característica da autonomia por idade também aponta para o comportamento do público, sendo esse mais participativo nas decisões da escola. A escola facilita essa participação através da representação de classe e da criação do grêmio estudantil. Eles também são protagonistas no processo de avaliação da qualidade do serviço oferecido sempre encontrando a porta aberta da coordenação e o diálogo com professores aberto. Dispõem de utilização do laboratório escolar para aulas de iniciação científica com a introdução das disciplinas de física e química. 170 Preços aos canais de distribuição e ao consumidor: O preço é estabelecido para o nível de ensino e não por turma. A matrícula anual tem o valor de R$ 240,00 e a mensalidade tem valor de R$ 190,00. Composição: quinze professores, coordenação pedagógica, diretoria pedagógica, secretária, porteiro, dois profissionais de serviços gerais. Cada turma possui sala própria e espaços de convivência como pátio, quadra não coberta, laboratório e biblioteca. Imagem no mercado: A metodologia (57%) e o número de alunos (15%) por turma caracterizam os motivos de escolha dos pais pesquisados, também 60% dos pais dizem não conhecer escola parecida (10% avaliam alguns concorrentes como parecidas e 30% não responderam). A imagem do serviço nesse nível de ensino começa a se tornar parecida com o de outras instituições, inclinando a proposta pedagógica para aspectos mais tangíveis oferecidos como commodity (o processo de avaliação com sistema de notas e aplicação de provas, por exemplo). Entre os pais pesquisados é possível encontrar consistência que o serviço tem imagem positiva, pois 40% afirmam terem conhecido a escola por indicação de outros parentes ou conhecidos e também 40% já tinham filhos matriculados na instituição o que demonstra confiança na oferta. Figura 92 - Motivo de escolha da escola pelos pais do ensino fundamental – séries finais Fonte: Elaborado pelo autor, 2013 Características diferenciadoras em relação à concorrência: Realização de eventos pedagógicos com foco na aprendizagem. Entrega de resultados e notas com atendimento individual (aluno a aluno) junto aos pais para entrega de boletim. Adoção de nova nomenclatura de turmas para o ensino de nove 171 anos. Negação à disponibilidade de vendas, bodegas, carrinhos de doces e outros na frente da escola prezando pela segurança dos alunos. A escola consegue fazer uma entrega de valor diversificada, tendo características positivas em diversas citações, mas não possui um posicionamento consistente que possa nesse aspecto diferenciar da concorrência. Nota-se que os itens “Respeito aos alunos”, “Atenção aos pais”, “Participação dos pais”, “Formação dos professores”, e “Equipe comprometida” estão num mesmo escopo que envolve as relações interpessoais, demarcando um quadro que somadas às partes ganha significativa relevância: Figura 99 - Aspectos importantes apontados pelos pais do ensino fundamental – séries finais Fonte: Elaborado pelo autor, 2013 Pontos positivos para a conquista do consumidor: Abertura a participação, simpatia, acolhimento, conversa, escuta, entrega de resultados e processos, segurança com os cuidados aos adolescentes (entrada e saída da escola), ambiente confortável, diferencial filosófico (construtivismo), serviço provocador da autonomia da aprendizagem, foco em processos individuais de aprendizagem, levando em conta dificuldades de cada aluno e trabalho direcionado e não padronizado. Capacitação e melhoria dos processos avaliativos, mensuração de nível de aprendizagem e foco em dificuldades específicas – planejamento pedagógico aberto às necessidades da turma, capital humano capacitado (graduados e especialistas). Pontos negativos e desfavoráveis em relação à concorrência: Pouca visibilidade comunicacional, baixo status, índice de faltas dos professores por necessidades externas (localização de moradia, trânsito, dificuldades de locomoção) troca de professores durante o ano (insegurança para os pais, e 172 alunos), ausência de equipamentos tecnológicos para aprimoramento dos processos de ensino (wifi, rede disponível de computadores e laboratório de informática, data show e etc.), baixo status. Influências: a grande maioria dos pais tem idade entre 40 e 49 anos (70%), sendo esse um perfil de adultos mais maduros que os anteriores, com outros valores. Esses são os pais de alunos veteranos na escola. O público recebe influência direta do gênero feminino com 80% indicado na pesquisa. 60% são casados, 20% solteiros e 10% viúvos ou seja o perfil familiar é tradicional. Diferentemente dos níveis anteriores esses pais possuem perfil profissional de ocupações diversas, tendo citados diversas profissões e não necessariamente sendo autônoma, a caracterização da ocupação influência o comportamento desse público quanto à disponibilidade de tempo, habilidade de lidar com o serviço, modo como a família organiza rotinas e como se comporta financeiramente. O grau de instrução localiza metade da amostra com nível de ensino médio e com influencias de valores religiosos católicos (100%). Histórico do serviço: está presente no portfólio de serviços da escola desde a fundação. Historicamente o ensino fundamental dois comprou algumas brigas éticas com a comunidade (pais e profissionais externos) quanto à aplicação de provas no processo de avaliação, acreditando que essa ferramenta não conseguia corresponder ao trabalho realizado em tom qualitativo de resultados e não quantitativo de notas, aboliu anos atrás a aplicação de provas nas turmas do ensino fundamental séries finais, como também não adotava livros didáticos para o trabalho em sala. Essa postura tornou ainda mais intangível as características do serviço, uma vez que os pais não visualizavam/percebiam como os resultados poderiam ser mensurados, “tocados”, vistos. Como não conseguiu levar adiante sua postura e precisou voltar ao sistema de avaliação por notas e aplicação de provas, sendo essa uma posição contrária à filosofia. Quanto ao livro didático atualmente adota materiais diversos das editaras Moderna e Saraiva os mesmos foram avaliados pelos professores veteranos como sendo os mais próximos em adequação à proposta pedagógica da escola. Como é usado: Funciona todos os dias úteis no horário da manhã (07:30 as 11:30) com critérios de horários mais rígidos (atrasos, falta 173 justificada/injustificada) para os pais, disposição de horários de aulas diárias, cronograma feito pelo professor e entregue aos alunos. O horário distribui aulas com tempos de 45 minutos entre diversas disciplinas entre as turmas com revezamento de professores. A lista de materiais para o ano é entregue aos pais no período de matrículas, incluindo a lista de livros didáticos e paradidáticos e dicionários. A adoção dos livros paradidáticos é facultativa. Muitos pais não compram. Frequência de uso: o calendário escolar da categoria conta com 200 dias letivos, distribuídos em dois semestres. Os meses de janeiro e julho são destinados no calendário às férias escolares e recesso escolar respectivamente. Capacidade do serviço: as turmas necessariamente deverão ter em sala de aula 20 à 25 alunos. O IAE opta por reduzir esse número à 20 alunos por turma a fim de otimizar a oferta de qualidade. Esse também é um argumento de venda nas abordagens de matrícula. Disponibilidade: em 2013 o total de vagas é de 80 vagas e há atualmente 8 vagas ociosas. Concorrentes da categoria: Escola Santo Antônio, Escola Dinâmica, Instituto Dom Pedro Primeiro, Escola Arte da Aprendizagem, Educandário Antônio Burgus, Escola Construindo o Saber (ensino integral), Escola Menino Jesus, Escola Primeiro Mundo de Aprendizagem. Ciclo de vida: o ensino fundamental 2 tem duração de 4 anos. 8.9. Descrição do ensino médio Descrição do serviço anunciado: As aulas acontecem no turno da manhã com três turmas sendo do 1º, 2º e 3º ano. As turmas são alocadas em salas amplas, bem iluminadas, não climatizadas e com móveis e adequados. As turmas dessa categoria contam com um (a) professor (a) titular por disciplina, organizados num horário semanal de aulas. O serviço também conta com coordenação pedagógica tendo um profissional. Propriedades do serviço anunciado: o serviço do ensino médio possui um público de jovens com idades entre 15 e 18. Nesse nível de ensino surgem as 174 preocupações com a escolha da carreira, a continuidade dos estudos (graduação) e a inserção no mercado de trabalho. As reuniões de pais e mestres, também ocorrem com menos frequência de calendário. A participação em reunião dos pais é menor. Os principais temas da pauta com os pais são acompanhamento pedagógico, rotinas de sala de aula e de estudo. A participação dos pais em reuniões é menos incentivada, mas a coordenação se mantem ativamente presente junto aos pais por diversos meios, convite para encontros individuais (também com professores), telefone, entrega de boletim bimestral apenas para responsáveis (contato) e etc.. Casos específicos de aprendizagem também nesse nível são tratados individualmente com marcação de horário e atendimento pelos professores e coordenação. O público atendido por esse nível possui maior autonomia dentro da escola para, por exemplo, a saída para casa, tendo na portaria a liberdade de voltar para casa, desacompanhados, mas tendo consentimento dos pais através de firmamento verbal ou escrito. A característica da autonomia por idade também aponta para o comportamento do público, sendo esse mais participativo nas decisões da escola e de participação do alunado. A escola facilita essa participação através da representação de classe e da criação do grêmio estudantil. Eles também são protagonistas no processo de avaliação da qualidade do serviço oferecido sempre encontrando a porta aberta da coordenação e o diálogo com professores aberto. Dispõem de utilização do laboratório escolar para aulas de iniciação científica com as disciplinas de física e química. Preços aos canais de distribuição e ao consumidor: O preço é estabelecido para o nível de ensino e não por turma. A matrícula anual tem o valor de R$ 260,00 e a mensalidade tem valor de R$ 215,00. Composição: quinze professores, coordenação pedagógica, diretoria pedagógica, secretária, porteiro, dois profissionais de serviços gerais. Cada turma possui sala própria e espaços de convivência como pátio, quadra não coberta, laboratório e biblioteca. Imagem no mercado: A metodologia responde por 36% dos motivos de escolha da escola, o que ajuda a identificar que essa característica ente os pais veteranos é um ponto que culmina a imagem da escola. Já 67% dos pais dizem que não encontram nenhuma outra escola parecida com o IAE, 175 acompanhado de 24% de pais que acreditam haver outras escolas parecidas, o que aponta para uma aproximação entre as escolas concorrentes no que diz respeito a imagem delas com o IAE, ou que referente ao nível de ensino especificamente o IAE perde sua característica de referência e se aproxima da imagem de escolas concorrentes com características mais tangíveis como a escolha dos livros didáticos (A editora Moderna é a mesma da Escola Santo Antônio), o processo de avaliação e os projetos de apoio e incentivo aos vestibulares (simulados, gincanas e etc.). O número de matrículas por indicação é também alto: 43%, e somado ao fato de que 60% dos estudantes do ensino médio já estudaram em outras escolas demonstra a força de vendas presente no discurso dos pais veteranos, esses mesmos acompanhados desde a fundação (a primeira turma de alunos formada integralmente pela educação IAE concluiu o ensino médio em 2012). o Outro fator que localiza uma imagem positiva da escola é o interesse em matricular outro parente na escola (60%), sendo também uma oportunidade de mercado. Os números que dizem respeito às respostas do “Não” são identificados como pais que não tem outros parentes à indicar ou que já tem todos os filhos matriculados na escola. Características diferenciadoras em relação à concorrência: Realização de eventos pedagógicos com foco na aprendizagem (SARAU IAE, Foco no vestibular, Foco no ENEM, Semana de Conhecimento Científico), entrega de resultados e notas com atendimento individual (aluno a aluno) junto aos pais através de boletim de notas, negação à disponibilidade de vendas, bodegas, carrinhos de doces e outros na frente da escola prezando pela segurança dos alunos. A escola consegue fazer uma entrega de valor diversificada, tendo características positivas em diversas citações, mas não possui um posicionamento consistente que possa nesse aspecto diferenciar da concorrência. Nota-se que os itens “Respeito aos alunos”, “Atenção aos pais”, “Simpatia”, “Participação dos pais” e “Formação dos professores” estão num mesmo escopo que envolve as relações interpessoais, demarcando um quadro que somadas as partes ganha significativa relevância: 176 Figura 126 - Aspectos importantes apontados pelos pais do ensino médio Fonte: Elaborado pelo autor, 2013 Pontos positivos para a conquista do consumidor: Abertura a participação, simpatia, acolhimento, conversa, escuta (coordenação), entrega de resultados e processos, segurança com os cuidados aos jovens (entrada e saída da escola), diferencial filosófico (construtivismo), serviço provocador da autonomia da aprendizagem, ensino não padronizado, capacitação e melhoria dos processos avaliativos, mensuração de nível de aprendizagem e foco em dificuldades específicas – planejamento pedagógico aberto às necessidades da turma, capital humano capacitado (professores graduados e especialistas). Em 2012 a escola ficou em 2º lugar no ENEM na classificação das escolas da cidade, a nota é remetente da turma de 2011. Em 2013 a escola receberá a nota remetente de 2012 e espera está no primeiro lugar. Pontos negativos e desfavoráveis em relação à concorrência: Pouca visibilidade comunicacional, baixo status, índice de faltas dos professores por necessidades externas (localização de moradia, trânsito, dificuldades de locomoção), troca de professores durante o ano (insegurança para os pais, e alunos), ausência de equipamentos tecnológicos para aprimoramento dos processos de ensino (wifi, rede disponível de computadores e laboratório de informática, data show e etc.). Influências: o perfil etário dos pais é de 45 a 51 anos (55%), presença de maioria feminina (62%), casados (67%), são também em maioria autônomos (57%) e com nível de escolaridade entre médio (45%) e superior (30%), essas características determinam as influências pelas quais o público consumidor está exposto, determinando seu comportamento social e de consumo. O ambiente externo tem influenciado significativamente a oferta com o êxodo de profissionais da escola para a rede pública municipal no início da nova gestão 177 da cidade. Os incentivos financeiros da rede estadual também são outra influência na percepção de qualidade e entrega de valor da escola pública respingando na rede de ensino privada, onde tem oferecido bolsas de estudos com intercâmbio para fora do país, garantindo atratividade para a rede pública, e provocando o êxodo discente. Somada a essa influência a imagem de qualidade da rede pública tem melhorado com a entrega de resultados cada vez mais impulsionada pelo acesso de estudantes ao ensino superior através do ENEM, Prouni e Sisu. Considerando o êxodo discente é possível observar que algum resultado presente no mérito de acesso à vestibulares bem como a programas como Prouni são da rede particular, levando em conta que o aluno teve formação escolar inteira com o ensino privado e só no ensino médio assiste aula em escolas públicas. Esse questionamento não foi pesquisado. Um dado que elucida o êxodo discente reconhece que 60% dos alunos do ensino médio já estudaram em outras escolas: Histórico do serviço: a oferta do ensino médio foi disponibilizada através da criação de outra empresa dentro do prédio; o Instituto Jean Piaget respondia pelas turmas do ensino médio e o serviço era oferecido pela mesma equipe de professores, coordenadores e diretores do Instituto Albert Einstein. A nova administração da escola regularizou toda a oferta no nome de apenas uma empresa o Instituo Albert Einstein Ltda. Sendo garantida uma unidade legal da empresa e da oferta de serviços. Como é usado: Funciona todos os dias úteis no horário da manhã (07:30 as 11:30) com critérios de horários mais rígidos (atrasos, falta justificada/injustificada) para os pais, dispõe de horários de aulas diárias, com cronograma feito pelo professor e entregue aos alunos. O horário distribui aulas com tempos de 45 minutos das diversas disciplinas entre as turmas com revezamento de professores. Frequência de uso: o calendário escolar da categoria conta com 200 dias letivos, distribuídos em dois semestres. Os meses de janeiro e julho são destinados no calendário à férias escolares e recesso escolar respectivamente. Capacidade de produção: as turmas necessariamente deverão ter em sala de aula 20 à 25 alunos. O IAE opta por reduzir esse número à 20 alunos por 178 turma a fim de otimizar a oferta de qualidade. Esse também é um argumento de venda nas abordagens de matrícula. Disponibilidade: em 2013 o total de vagas é de 60 vagas e há atualmente 6 vagas ociosas. Concorrentes por nível: Escola Santo Antônio, Escola Dinâmica, Instituto Dom Pedro Primeiro, Escola Arte da Aprendizagem, Educandário Antônio Burgus, Escola Menino Jesus e escolas estaduais no município. Ciclo de vida: duração de 3 anos. 8.10. Força de vendas Como se organizam as vendas, vendedores, distribuição: Os vendedores são os próprios diretores e atendentes da secretaria. Atualmente não há planejamento específico para vendas ou equipe. Eles atendem aos interessados (espontâneos) em matrículas na escola no período determinado, mas não recebem treinamento específico para abordagem de vendas e estão atentos apenas aos protocolos de efetivação (assinatura de contrato, preenchimento da ficha de matrícula). A equipe de vendas é desorganizada e não conhece estratégias de vendas ou as informações pertinentes ao processo, tendo que muitas vezes recorrer aos diretores para esclarecer dúvidas dos clientes, confirmar formas de pagamentos e encaminhar negociações. Também não dominam o acervo de informações pedagógicas a respeito do serviço, não podendo esclarecer dúvidas e informar aos clientes novos. o A pesquisa mostrou que os pais constituem um comportamento interessante de indicação da escola para alunos novatos, configurando-se num potencial de força de vendas da instituição. Muitos estão dispostos a indicar e muitos também vieram para o IAE por força da indicação. Preços praticados: A política de preços oferece descontos a alunos irmãos, alunos de outros municípios e incentivo a desconto na matrícula com indicação/efetivação de alunos novatos. Canais de distribuição: O processo de matrículas começa em dezembro com campanha de propaganda. Visita às salas de aula para abordagem sobre o 179 projeto pedagógico do próximo ano, reuniões de entrega de boletins e abordagem para fidelidade junto aos pais. São ações pouco efetivas, pois os pais realmente vêm à escola apenas no final de janeiro para efetivar a matrícula. Pontos de vendas: secretaria da escola. Canais utilizados: atualmente o cliente mantém efetiva presença na internet com uma página no Facebook (postagens diárias) e um blog na plataforma Blogspot. A relevância desses canais está para o relacionamento contínuo da instituição com os públicos consumidores e alvo. Mas esse público presente online é caracterizado por pessoas jovens (alunos), que não efetivamente decidem sobre a adesão. O ponto positivo é que servindo para fortalecer o relacionamento esses canais servem para fidelizar o sentimento de pertença dos alunos. Há também a oportunidade de que a mensagem institucional da escola consegue alcançar outros públicos que não estão presentes/matriculados, porém dados de conversão não estão disponíveis nem mensurados. Para os pais que estão conectados online com as plataformas, os veículos servem para compartilhamento de informações sobre as atividades da escola, enaltecendo sua filosofia e valorizando os alunos. Outro canal de comunicação utilizado é o recado impresso para casa e a agenda escolar, ambos utilizados com foco pedagógico. Em situações isoladas outros canais foram utilizados com cunho de “propaganda”: nos eventos da escola (SARAU IAE) como panfletos, vídeo institucional no Sarau. Abordagens de venda direta acontecem com frequência no período de matrículas, mas de forma desordenada e pouco estratégica, (convite aos pais virem na escola). A dificuldade encontrada é a falta de integração das ferramentas de comunicação, cronograma, organização, linha discursiva, abordagens, recursos financeiros e execução dos planos. 180 Figura 154 - Cover da página no Facebook no período de festas juninas Fonte: Disponibilizado pela empresa, 2013 Figura 155 – Arquivo de postagem na linha do tempo da página em agradecimento aos novos curtidores Fonte: Disponibilizado pela empresa, 2013 Figura 156 – Print Screan da página do blog da escola Fonte: www.nossoiaeblog.blogspot.com.br, 2013 181 8.11. Mercado Como funciona o mercado: o mercado educacional na cidade de Santa Cruz do Capibaribe possui 28 escolas. Sendo elas 14 municipais, 4 estaduais e 10 privadas. Segundo publicação da CDL (Câmara de Dirigentes Lojistas) Santa Cruz do Capibaribe com dados do IBGE (Instituto Brasileiro de Geografia e estatística) de 2010 o tamanho desse mercado em número de alunos na rede privada de ensino somados os níveis de creche, pré-escolar, fundamental e médio é de 7.541 alunos. Perspectiva de crescimento: segundo reportagem da revista Educação o perfil de ascensão sócio econômica da classe C no Brasil compõe um cenário de oportunidades para o mercado de educação privada: “A classe média recebeu um enorme contingente de novos membros, que respondem pela maior proporção de poder de compra do país – o que pode estar começando a se refletir na oferta e procura pela educação privada.” (SNACHEZ, 2011). 8.12. Consumidor e público alvo Público-alvo: mães, pais e responsáveis por crianças em idade escolar, adolescentes e jovens. Classe social: famílias pertencentes às classes B e C. Faixa etária: entre 24 e 45 anos. Comportamento: o comportamento esperado do público alvo é a importância que os pais dão aos estudos dos filhos. Mesmo assim o grupo que se pretende alcançar são pais com maiores graus de instrução e que possam perceber a estrega de valor e o diferencial da escola. O reconhecimento da necessidade de estudar norteia um critério comportamental, mas buscam-se pais preocupados com a qualidade do ensino com as características oferecidas. Público consumidor: os pais que a escola atende possuem ocupação autônoma, em maioria casados, morando com famílias formadas por mãe, pai 182 e filhos (de 01 a 02), são adeptos de valores religiosos, mas o aspecto agnóstico também aparece nos dados coletados, não como definição pura, mas como estratificação da omissão de respostas em relação à religião. Estão agrupados em diferentes grupos etários: os mais jovens são pais de alunos da educação infantil e os pais mais maduros estão entre os responsáveis dos alunos do ensino fundamental dois e médio. Quanto ao sexo, as mães estão mais presentes na relação com a escola com 75% de presença na pesquisa. Quanto à responsabilidade pelo provimento financeiro à escola os pais tem maior participação, embora o número de mães seja bem representativo. Consideram o preço cobrado baixo (45%) e se dizem satisfeitos com a entrega do serviço (80%). Decisão e local de compra: a mãe tem maior participação na relação com a escola (escolha e etc.) a figura do pai é responsável pelo provimento financeiro, mas esse comportamento é quase equitativo uma vez que a participação dos homens na relação com a escola tem melhorado e as mães tem acompanhado a responsabilidade financeira pela escola. Figura 14 – Responsável financeiro do total de pais pesquisados Fonte: Elaborado pelo autor, 2013 Ocupação profissional: são em maioria empreendedores autônomos, mas a qualificação profissional também aparece como característica significante, tendo um número de 41% deles com profissão definida mesmo sendo autônomo. Quantidade de compra: em maioria os pais tem apenas um filho matriculado. Nível de escolaridade: mescla entre três níveis de ensino fundamental, médio e superior, demonstrando que os pais tem bom nível de escolaridade e letramento, caracterizando uma demanda bem informada e exigente. 183 Necessidades satisfeitas pelo produto: a formação do indivíduo está atrelada ao planejamento com o futuro, associado a esse fator estão: a formação profissional, ocupação e empregabilidade, o exercício da cidadania e a formação humana. Atitudes do consumidor em relação a preço: em relação ao preço os pais fazem uma boa avaliação (45%) com a entrega de valor e atendimento às necessidades. Alguns ainda fazem equivalência quanto à qualidade ao justificar o preço, associando um ao outro (33%). No geral a percepção de preço está acomodada como ponto positivo na relação de compra. Figura 18 – Impressão sobre o preço do total de pais pesquisados Fonte: Elaborado pelo autor, 2013 Graus de conscientização do serviço: os pais se posicionaram favoravelmente quanto ao conhecimento da proposta pedagógica, não sendo esse um dado qualitativo, permite apenas mensurar a segurança e confiança dos pais no método e não descrever sobre os limites dessa compreensão sobre o construtivismo. Frequência de compra /uso: efetivação da matrícula bem próxima ao início das aulas, atraso na matrícula para depois do período de carnaval. Atraso com a entrega de materiais escolares no primeiro dia de aulas. Sazonalidade: período de matrículas em janeiro, período de maior inadimplência é o mês de julho (recesso escolar). Quem toma a decisão de comprar o produto: as mães e pais. Quem efetivamente faz a compra: os pais, ou ambos juntos. 184 8.13. Razões de compra para o serviço Emocional: o respeito aos alunos em seus processos individuais de aprendizagem, o espaço de participação dos pais, o acompanhamento individualizado e os valores associados à escola como simpatia, atenção, diálogo e etc. Racional: o trabalho pedagógico desenvolvido através do construtivismo e da metodologia pedagógica, e diversas razões associadas ao serviço como segurança, formação docente, comprometimento da equipe. Porque o consumidor compra: o consumidor tem o interesse de que seus filhos tenham educação para formação profissional, inclusão cidadã e formação humana. Benefícios que o consumidor espera: o diferencial metodológico oferece uma formação integral. 8.14. Preço Preços praticados do cliente: os preços praticados em 2013 pelo Instituto Albert Einstein são os seguintes: Tabela 2 – Valores do serviço vigentes em 2013 Nível de ensino Valor correspondente Ensino infantil Matrícula: 300,00 Mensalidade: R$ 165,00 Ensino fundamental Matrícula: R$ 240,00 séries iniciais Mensalidade: R$ 175,00 Ensino fundamental Matrícula: R$ 240,00 séries finais Mensalidade: R$ 190,00 Ensino médio Matrícula: R$ 260,00 Mensalidade: R$ 215,00 Fonte: Elaborado pelo autor, 2013 O nível de ensino com matrícula mais cara é o infantil, já esse mesmo nível possui a mensalidade mais barata, uma vez que é a porta de entrada dos alunos na escola. 185 Percepção do preço pelo consumidor – relação do consumidor com o preço: A percepção de preço pelo consumidor é positiva. Entre o público pesquisado 33% aponta a resposta “Tão bom só podia ser caro” incorporando ao preço a justificativa pela qualidade do serviço. Outros 45% desacredita que o serviço tenha um preço tão baixo. O que possibilita uma oportunidade de valorização melhor do serviço, através das estratégias de marketing e de comunicação. 8.15. Concorrentes Descrição dos principais concorrentes diretos (produtos, fabricantes, tamanhos, características, cores, versões): categorias, Os principais concorrentes diretos são as escolas privadas com a mesma oferta de ensino tendo em seu portfólio os mesmos níveis de ensino que o IAE. Entre as escolas citadas como as mais parecidas com o Instituto Albert Einstein encontram-se: Figura 16 – Escolas semelhantes apontadas pelo total de pais pesquisados Fonte: Elaborado pelo autor, 2013 Construindo o saber: é sabidamente a escola com preços mais caros do mercado com valores que ultrapassam R$ 500,00 com pagamento à vista feito na secretaria. Oferece ensino integral com ótima estrutura para os alunos de todos os níveis de ensino, oferecendo atividades extracurriculares no contra turno. Ainda não oferece ensino médio. O número de alunos também é reduzido. A escola se define como tendo uma proposta pedagógica, sócio – construtivista. Adota materiais didáticos mais simples como, por exemplo, os livros didáticos da editora FTD. O perfil de funcionários professores é de 186 graduados e pós-graduados. Está sediada numa antiga galeria comercial de arte, com diversas adaptações possui um bom espaço e estrutura (salas iluminadas, equipamentos e etc.). Entre os pontos positivos pesquisados citase o salário em dia, a organização e estrutura. Entre os pontos negativos está localizado o trato com o serviço interno, o diálogo entre equipe e professores. Possui uma comunicação discreta, ativa apenas em períodos de matrícula. Utilizou outdoor, faixas lonadas, anúncio em rádio e revistas. Não possui presença consistente em plataformas digitais. Dados: Rua Capitão Pedrosa, 46 - São Cristóvão, Santa Cruz do Capibaribe - PE 55190-000 - Fone: (81) 3731-2724. Escola Menino Jesus: é uma das escolas mais tradicionais da cidade, com renome na aprovação de alunos em vestibulares. O número de alunos é de 400, matriculados entre a educação infantil e o pré-vestibular. A proposta da escola não tem definição específica com nenhuma corrente educativa, apenas se posiciona como tendo uma pedagogia diversificada. Seu diferencial se apoia na estrutura de materiais e adoção de tecnologias como lousa digital, e adoção do sistema COC (sistema de ensino com diversos recursos tecnológicos). A forma de pagamento é realizada através de boleto bancário. A estrutura da escola é boa, porém alguns espaços são inadequados devido ao número de alunos por sala. o Realiza comunicação mais consistente utilizando outdoors, panfletagem e anúncios em rádios no período de matrículas em parceria com o Sistema de Ensino COC. A presença em plataformas digitais é feita com um blog (http://emjemfoco.blogspot.com.br/ - acesso em 30 de setembro de 2013 – 08:00) o mesmo se encontra desatualizado. Há também página no Facebook, porém desatualizada. Instituto Primeiro Mundo de Aprendizagem: a escola possui 21 anos de fundação. Possui dois blocos (prédios) como sede, localizados na mesma rua. Funciona nos três turnos, atendendo em média à 900 alunos entre os ensinos infantil, fundamental e médio. O posicionamento quanto a proposta pedagógica define uma oferta que mescla diferentes posturas, desde as mais tradicionais até as mais modernas. O sistema de ensino adotado para o material didático é o Sistema Sucesso, editora Construir. Um sistema relativamente barato, com direcionamento mais tradicional. Os preços 187 praticados pela instituição na mensalidade variam de R$ 105,00 para séries até o 5º ano e R$ 185,00 (teto) no ensino médio. A forma de pagamento é com carnê, diretamente na secretaria da escola, e ainda oferece diversos descontos para filhos irmãos. A estrutura da escola é considerada boa, com disposição de salas amplas, ventiladas e bem iluminadas. Também possuindo anexo um parquinho infantil e biblioteca. Como ponto negativo a escola cita o problema da barganha de preços feita de forma desleal entre os concorrentes. A comunicação da escola é feita com mais consistência em período de matrículas com cartazes, carro de som e rádio. A presença em plataformas digitais é feita por meio de página no Facebook (desatualizada) e com site (desatualizado). Instituto Dom Pedro Primeiro: a escola tem 21 anos no mercado da cidade. Oferece ensinos em todos os níveis da educação básica e pré-escolar. Possui boa estrutura física contando com diferentes anexos como área de recreação, e laboratório de informática. A comunicação da escola acontece de forma mais efetiva no período de matrículas, com distribuição de panfletos/folders na cidade de Santa Cruz do Capibaribe e cidades vizinhas. A comunicação apela para a citação da estrutura física e argumenta sobre qualidades como dedicação, disciplina, competência e sabedoria para atrair o consumidor. Também utiliza empena localizada em prédio na Avenida 29 de dezembro – Centro. A escola possui um site atualizado na internet (domínio registrado na plataforma Blogspot), e página no Facebook também atualizados, mostrando projetos didáticos, atividades e incentivos e orientações para os pais. Escola Dinâmica: a escola tem 16 anos no mercado. Oferece todos os níveis de ensino da educação básica e pré-escolar ao número de 850 alunos. Os preços praticados são na média de R$150,00 para o nível infantil e fundamental um; R$ 180,00 para fundamental dois e R$ 220,00 para alunos do ensino médio. A forma de pagamento é via carnê impresso, pago diretamente na escola e também oferece desconto para alunos irmãos. Possui uma estrutura de boa qualidade com salas climatizadas, filtro gela água e etc., mas o número de alunos causa superlotação e deficiência na qualidade do serviço. O trabalho pedagógico é caracterizado pela mescla de ensino tradicional e construtivista. O material didático utilizado é a coleção “Eu gosto” da editara IBEP que possui livros integrados (várias disciplinas em um 188 só volume impresso) e valor acessível. A comunicação da Escola Dinâmica é cuidada por uma agência freelance de publicidade, situada em Taquaritinga do Norte, a Morus Comunicação. A comunicação utiliza pintura no muro da escola, publicidade online em diversos blogs e sites da cidade, rádios e revistas locais, ação de panfletagem no trânsito, eventos, possui boa integração da identidade visual (envelopes, cartão de visitas) e etc. Está presente no Facebook com atualizações constantes tendo publicado atividades de interesse dos pais, dicas e incentivos, valorização dos alunos, e datas comemorativas. Escola Santo Antônio: é dentre as escolas da rede privada a mais antiga da cidade com 44 anos de mercado. Funciona apenas nos horários matutinos e vespertinos, com turmas de todos os níveis da educação básica e pré-escolar. Os preços praticados são de R$ 210,00 na educação infantil; R$ 220,00 no ensino fundamental um; R$ 290,00 no ensino fundamental dois e de R$ 330,00 no ensino médio, também oferece desconto de 20% para alunos irmãos. O material didático adotado são os projetos da Editora Moderna (projeto Presente e Projeto Araribá) além de seleção de livros específicos para o ensino médio. Oferece diversas atividades extracurriculares como ballet, esportes, dança e atendimento psicológico. A estrutura da escola é boa, mas é sediada num prédio de dois andares com poucos espaços amplos. Seus pontos positivos são o apoio pedagógico, salários pagos em dia, valor da hora aula, e cumprimento de direitos trabalhistas (carteira assinada). A ESA tem também tradição em realização de eventos esportivos como a Copa ESA, que recebe alunos de todas as escolas da cidade, sendo uma forma de aproximar os não alunos da escola. A comunicação é feita de diversas formas, e acontece durante todo o ano, mesmo que de modo sucinto. Utiliza comunicação de massa com outdoor (período de matrículas e datas comemorativas), rádio, guias comerciais da cidade. Recentemente a escola realizou mudanças em sua logomarca, a fim de modernizar o layout. Não houve, contudo comunicação específica sobre essa mudança. A escola possui site próprio na internet e página no Facebook. Ambos seguem atualizados e com conteúdos interessantes aos alunos. O site da ESA possui área restrita ao uso dos alunos com login para acesso ao boletim de notas. Algumas funções do site estão inutilizadas. 189 Concorrentes indiretos: o grupo de concorrentes indiretos são as escolas públicas e creches municipais. O que se observa é que o serviço público tem melhorado a qualidade da oferta, destinando fardamento, merenda de qualidade, profissionais qualificados para o ensino, acirrando ainda mais a competição entre os setores público e privado ao desconstruir a imagem da escola pública de má qualidade. Dados do IDEB assinalam a evolução desse setor no mercado com aumento sequencial de 3.8 em 2007 para 4.2 em 2009 nas séries iniciais do ensino fundamental (5º ano) e de 2.8 em 2007 para 3.3 em 2009 nas séries finais do ensino fundamental (9º ano). 8.16. Comunicação Últimas campanhas realizadas pelo cliente: Campanha de divulgação do Sarau 2012. O evento tem bastante visibilidade no meio escolar e na cidade. Gera muito interesse e é uma oportunidade de fazer conhecer a escola pelos visitantes. Figura 157 – Cartaz de divulgação do evento Sarau IAE Fonte: Disponibilizado pela empresa, 2012 Campanha de matrículas para 2013: Realizada entre os meses de outubro, novembro e dezembro de 2012. A campanha de incentivo às matrículas foi 190 simples, mas posicionou melhor a comunicação em relação à apatia de períodos anteriores. Teve como objetivo ressaltar que a escola apesar de ter um caráter humano também era uma escola de entrega de resultados/aprovações. A campanha “Ensina – Aprende – Prepara” contou com vídeo institucional exibido para platéia do SARAU 2012 (novembro), panfletagem, adequação gráfica das mídias digitais (blog e Facebook), vendas diretas aos pais, faixas lonadas espalhadas pela cidade, e promocional de desconto em matrículas por indicação de novatos. Tendo em vista o diferencial de cada público nos quatro níveis de ensino, suas perspectivas, desejos e necessidades, a comunicação assumiu uma caracterização gráfica onde as peças se diferenciavam através de cores e ícones específicos, facilitando a diferenciação das propostas de oferta para cada nível e a receptividade pelos públicos diferentes. Figura 158 - Arquivo de postagem na linha do tempo da Página no Facebook para campanha de matrículas Fonte: Disponibilizado pela empresa, 2012 Figura 159 - Arquivo de postagem na linha do tempo da Página no Facebook para campanha de matrículas Fonte: Disponibilizado pela empresa, 2012 191 Figura 160 - Arquivo de postagem na linha do tempo da Página no Facebook para campanha de matrículas Fonte: Disponibilizado pela empresa, 2012 Figura 161 – Campanha de matrículas, ensina Fonte: disponibilizado pela empresa, 2013 Figura 162 – Campanha de matrículas, aprende Fonte: Disponibilizado pela empresa, 2013 192 Figura 163 – Campanha de matrículas, prepara Fonte: Disponibilizado pela empresa, 2013 Figura 164 – Folder para camapanha de matrículas Fonte: disponibilizado pela empresa, 2013 Campanhas dos concorrentes: o Escola Dinâmica: realizou com apoio da Morus Comunicação campanha com panfletagem nas principais ruas da cidade. Envolveu alunos e funcionários na atividade de distribuição de panfletos e exibição de faixa. Outras ações semelhantes aconteceram na plataforma online com publicação desse e de outros materiais. 193 Figura 165 – Estratégia de divulgação da escola Dinâmica Fonte: Perfil do Facebook da escola, 2013 o Escola Santo Antônio: utilizou outdoor para a veiculação de campanha de matrículas, distribuídos nas cidades de Santa Cruz do Capibaribe e Taquaritinga do Norte. Realizou também a ação de sinalização nas ruas da cidade (Centro) com placas indicativas do caminho para se chegar à escola. Figura 166 – Outdoor campanha de matrículas da escola Santo Antônio Fonte: Elaborado pelo autor, 2012 o Escola Menino Jesus: utilizou outdoor para a veiculação de campanha de matrículas, distribuídos nas cidades de Santa Cruz do Capibaribe e Taquaritinga do Norte. Os outdoors traziam a marca da escola associada ao Sistema COC. A campanha foi apoiada pelo Sistema de marketing da COC, não trazia uma comunicação direta e efetiva com apelos ao público local, o argumento era genérico e padrão para os demais parceiros do Sistema COC. 194 o Escola Construindo o Saber: nenhum material foi encontrado disponível de campanhas anteriores. A escola trabalha com campanhas de comunicação de massa, mas seu foco é bem restrito ao processo de vendas diretas. 8.17. Objetivos quanto ao serviço Objetivo da lucratividade e percepção de valor: Fazer crescer a percepção de valor da instituição possibilitando o aumento significativo no valor das mensalidades. Objetivo do aumento de vendas: Aumentar número de alunos matriculados em todos os níveis de ensino. Cumprindo a meta de 20 alunos por turma. 8.18. Objetivos estratégicos da empresa Objetivos estratégicos: o Formar parcerias com empresas da cidade para promover aumento do número de alunos através dos funcionários dessas empresas; o Facilitar e melhorar o processo de matrículas para o ano subsequente possibilitando melhor índice de adesão e fidelidade, com alteração do cronograma do período de matrículas; o Reduzir o portfólio de gastos extracurriculares e curriculares simplificando as demandas de compra nas listas de material escolar, levar em conta o critério financeiro na escolha de títulos didáticos (livros) adotados para o trabalho pedagógico. Objetivos de marketing: o Ampliar a participação no mercado em número de alunos, o Traduzir a percepção de valor no aumento de preço das mensalidades. Objetivos de comunicação: o Melhorar o status da escola na mente do consumidor, o Ressaltar e posicionar a entrega de valor na capacitação acadêmica, atingindo públicos internos e externos. Espera-se que o reconhecimento dos públicos possa ser demonstrado com o aumento 195 qualitativo do número de matrículas, ou seja, que pais e alunos alvos se sintam motivados a vir para o IAE. Posicionamento do produto/serviço que deve ser comunicado: escola construtivista que entrega resultados acadêmicos consistentes. Que pontos devem ser ressaltados como benefícios secundários: formação humana e cidadã. Pontos negativos a serem evitados: A natural confusão que se faz com o ensino construtivista ao se pensar que a autonomia caracteriza um fazer de qualquer jeito, tanto do aluno quanto do professor. Fato principal que conduz as necessidades de comunicação: necessidade do aumento de número de alunos, aumento do valor das mensalidades. Problemas que atrapalham na obtenção dos objetivos: problemas administrativos com a gestão das equipes de atendimento, formação das equipes de atendimento, fluxo de saída de professores e contratação de novatos, não definição de verbas de comunicação e marketing, descumprimento de rotinas de trabalho causadas pelas necessidades avulsas da escola, estabelecimento de rotina de trabalho com o marketing da escola. Ausência das gestões em maior tempo dentro da escola. Cultura e clima organizacional com hábitos e comportamentos pouco engajados com o projeto da escola. Oportunidades que facilitam a obtenção dos objetivos: aspecto organizativo da gestão. Trabalho de melhoria da concepção de preços e descontos, gestão participativa. Posicionamento deficiente da concorrência quanto a diferenciais qualitativos do serviço. 8.19. Problemas Indefinição clara do público que a instituição deseja e pode alcançar, e suas implicações estratégicas de marketing; Inadimplência; Falta de posicionamento no mercado; Quantitativo de alunos baixo; 196 Alta rotatividade de professores; Imagem no mercado de ser apenas a escola que forma o humano e esquece o processo acadêmico; Não ser 100% equipada; Baixo status; Baixo investimento financeiro na instituição; 8.20. Objetivos e conteúdos de comunicação 1 – Mudar a atitude dos pais quanto ao cronograma de matrículas, efetivação da mesma e fidelização à escola. 2 – Endossar as qualidades da escola no seu aspecto de formação acadêmica. Esclarecendo como é feita a formação acadêmica que implica na formação humana. 3 – Melhorar a imagem e o status dos serviços. Conteúdo básico da comunicação: atividades acadêmicas, processos pedagógicos, atividades de ensino. Pontos positivos a serem destacados: índice de aprovações, resultados no ENEM e vestibulares, projetos vivenciados com as turmas, processos de aprendizagem. Especificidades de cada nível de ensino, marcando diferenciais tangíveis. Pontos a serem evitados: justificativa do ensino ligado estritamente ao sucesso profissional mercadológico. 8.21. MÍDIA Meios recomendados para atingir o público: A comunicação deve se fazer presente nos meios tradicionais e em novas plataformas tecnológicas. Segundo pesquisa realizada é possível observar que a internet responde por parte significativa no modo como se informam e se comunicam com as pessoas. As tecnologias mobile também são oportunidades para a comunicação com o público. Apesar desse cenário, as mídias tradicionais 197 ainda estão presentes no cotidiano dos pais e famílias, o rádio as mídias impressas são alternativas para efetivar a comunicação, pois respondem significativamente pela audiência desses. O rádio tradicionalmente é tido na cidade como forma de comunicação com muita audiência na cidade. Verba de produção: valores não disponibilizados. Verba de veiculação: valores não disponibilizados. Períodos: o Período de matrículas abertas para alunos veteranos em 2014: dezembro de 2014 á janeiro de 2015; o Período de antecipação de matrículas: novembro e dezembro de 2013; o Período de campanha de matrículas (interno e externo) novembro e dezembro de 2014; Praça: cidades de Santa Cruz do Capibaribe mais distritos e zona rural, Taquaritinga do Norte e seus distritos. o A cidade de Santa Cruz do Capibaribe sedia a empresa, e suas zonas rurais e distritos tem potencial econômico significativo, logo embora o resultado não seja imediato nessas áreas, é importante ser a primeira escola a manter relação com essas comunidades. A cidade de Taquaritinga do Norte tem pouca tradição de educação privada e muitos alunos vêm estudar em Santa Cruz do Capibaribe. Por isso há uma demanda de interesse nessas praças. Identidade visual da marca: a identidade visual necessariamente deve se aplicada em todas as peças gráficas para meios impressos. Não há definição específica para a aplicação da marca em meios áudio/visuais, por isso deve ser cuidados para que não descontruam a identidade de marca atual. 8.22. Promoção de vendas e merchandising A estratégia utilizada de promoção de vendas tem sido o incentivo à efetivação de matrículas recebendo descontos por indicação de novos alunos. Os resultados não tem sido em volume satisfatórios, pois há vagas ociosas em todas as turmas. 198 Atualmente tem sido desenvolvidas poucas ações de merchandising. A escola não desenvolve ações de merchandising, nem isoladamente nem integradas à comunicação. As reformas na estrutura do prédio são justificadas como manutenção do mesmo, nunca associadas à essas ações. 8.23. Verba Quanto o anunciante está disposto a investir em comunicação: valor não disponibilizado. Parcerias e permutas: o Utilizar o carro (Ducato) do diretor executivo para colagem de adesivo com propaganda. o Utilização de perfis sociais dos professores em alunos em redes sociais. o Desconto na Gráfica ADG – permuta de mensalidade aos filhos do proprietário. o Parceria com editoras. o Parceria com a livraria Compare e Compre (patrocínios). o Parceria com fotógrafo Vladimir, permuta de mensalidade à filha do mesmo; Distribuição da verba no último período: distribuída entre impressos, produção audiovisual, pagamento de um profissional de criação gráfica e alimentação das plataformas digitais. Não especificado em valores pelo cliente. 8.24. Obrigatoriedades, limitações e compromissos Restrições éticas, legais e políticas: legislação da poluição visual recentemente aprovada no município de Santa Cruz do Capibaribe (Lei 2.216 de agosto de 2013); exposição de alunos e funcionários sem a devida autorização dos pais no caso de menores de idade nas formas de comunicação utilizada pela escola. 199 Compromissos do cliente: Incluir logomarcas das empresas nas comunicações do IAE após efetivação das parcerias para matrícula de filhos de funcionários, essa obrigatoriedade se aplicará após a conclusão da campanha de matrículas. 8.25. Estratégia básica Campanha de parceria com empresas através da venda direta de matrículas aos funcionários; Campanha de antecipação de matrículas aos pais veteranos através da venda direta; Campanha de propaganda aberta aos públicos externos; Desenvolver outras ações para necessidades específicas de comunicação; 8.26. Pesquisa Realizadas: pesquisa aplicada junto aos pais para conhecer o perfil de comportamento e relacionamento com a escola. Foi desenvolvida por um estudante de publicidade e propaganda em agosto e setembro de 2013, com aplicação de questionários e amostragem de 26% do total de alunos/pais matriculados. Resultados: a pesquisa demonstrou qualitativamente a percepção de valor que os pais fazem da escola, as dificuldades determinadas pela política de preços e o posicionamento da escola para os pais, que não está referenciado ao diferencial competitivo da instituição. Apontou também pontos fortes de satisfação com o serviço, e oportunidade com a força de vendas da própria clientela. 9. DIAGNÓSTICO 9.1. Interpretação do problema O Instituto Albert Einstein LTDA. é uma escola com oferta de todos os níveis da educação pré-escolar e educação básica. Está no mercado há 15 anos e no 200 momento atual pretende através da melhoria de diversos aspectos mercadológicos, atuar de forma mais profissionalizada em suas áreas de marketing e comunicação. Sua situação atual é de instabilidade financeira marcada pela inadimplência no pagamento de mensalidades pelos pais, possui um baixo quantitativo de alunos, vagas ociosas em todos os níveis de ensino, tem sofrido consideráveis dificuldades na imagem acarretadas pela migração de profissionais para outras instituições com diversas motivações: saída voluntária, aprovações em concursos públicos e outros, gerando insegurança na clientela. A imagem do serviço no olhar do consumidor é de uma instituição que oferece diferencial com preços baixos. Essa mesma clientela não valoriza os mesmos diferenciais por limitações naturais como percepção de valor acadêmico da proposta, sobreposição do preço aos valore intangíveis e etc.. Essa imagem distorce o diferencial e abriga públicos não aptos ao serviço, fazendo sofrer o propósito por não encontrar adequação às necessidades desse público. A relação de preço criada historicamente com programas de descontos impensados gerou uma dificuldade comportamental que agora se torna complicada de resolver. Outra questão pontual é seu clima organizacional, que também sofre com atrasos no pagamento de funcionários e encontra dificuldades quanto ao engajamento na operacionalização dos serviços pedagógicos. Em se tratando de marketing e de comunicação algumas questões foram elucidadas pela pesquisa do público consumidor, e cruzadas com os objetivos mercadológicos trazem questionamentos pertinentes à construção de um plano de comunicação com implicações diretas ao marketing e consequentemente à comunicação da empresa: O argumento do baixo número alunos tido como vantagem deve ser evitado. Esse argumento limita as ações da empresa quando pretendendo aumentar o número de alunos nas classes se depara com uma falácia. Duas o soluções podem ser explicitadas: aumentar significativamente o valor das mensalidades e manter poucos alunos que mantenham a lucratividade do serviço, ou passar a endossar outras qualidades que não o número baixo de alunos. A indicação é um ponto forte na força de vendas. É preciso motivar essa força de vendas de modo melhor organizado, não apenas no período de matrículas, mas durante todo o ano. Utilizar os diversos canais de comunicação para compartilhar as referências positivas do serviço, dando mais e melhores argumentos aos pais nesse momento de convite, indicação aos novatos. A promoção de indicação no início do 201 ano durante o período de matrículas pode ser estendida durante o ano, capacitando os pais para esse momento. As relações humanas se sobrepõem ao aspecto pedagógico, pois a imagem que os pais tem do construtivismo é por longe algo que consolida a proposta. Com a preocupação de oferecer um serviço acolhedor e responsável o IAE trabalha em diversas ações, mas não consolida nenhum atributo fortemente na mente do consumidor. Bom atendimento, simpatia, segurança devem ser atributos secundários, que todo serviço deve possuir; uma vez que se pretende agregar valor ao serviço como uma escola construtivista que entrega valor de formação acadêmica é de fundamental importância que essa característica seja perseguida, melhorando a aplicação do projeto pedagógico. A cultura organizacional também precisa ser cuidada, para que assim ela possa fortalecer o projeto filosófico e alimentar a comunicação institucional, oferecendo de fato o diferencial pretendido. O preço financia a percepção de valor. As relações de preço que a escola adota são determinantes na seleção de seu público alvo, na manutenção de seu público consumidor. Por isso um plano consistente de determinação de preço precisa ser elaborado e perseguido, para que os objetivos de marketing possam ser atingidos. O baixo preço cobrado pela escola não possibilita a manutenção do serviço, atrai clientes que não necessariamente buscam o diferencial oferecido e ainda distorce o projeto pedagógico fazendo a clientela apreciar algo distante de sua percepção pela conveniência de um preço baixo, pois a escola no seu diferencial é comparada com a escola mais cara da cidade na qualificação do serviço, e convenientemente tem o preço acessível aos pais. Ao não cobrar o pagamento atrasado, a instituição endossa a postura irresponsável dos pais e de si mesma. A saúde da empresa se compromete com esse hábito pouco profissional, presente na simpatia e acolhimento historicamente construído que não separa afetividade de negócio. Prejudica a imagem, endossa a irresponsabilidade do cliente e não educa. A participação da mulher no envolvimento financeiro e decisório ficou evidente na pesquisa. Isso significa dizer que há uma oportunidade em lidar com um público que se envolvendo mais com a rotina dos filhos também seja a via de soluções financeiras, pedagógicas e de posicionamento. 202 O quinto P do marketing educacional, o Professor precisa ser motivado à participar das atividades de marketing e comunicação, sendo orientado e esclarecido do impacto de suas ações. O vínculo entre professores, alunos e pais é algo que fortalece ou não a relação da família com a escola. Sendo assim necessariamente esse P deve ser considerado em programas de marketing e de comunicação. As mídias tradicionais presente no cotidiano dos pais são mesmo aquelas que estão habituados a conviver como o rádio (presente nas empresas e armazéns de costura e em casa, com uso movido pelo interesse no noticiário local, policial e „play list‟ de músicas/programas musicais), e a TV. Novas mídias e tecnologias tem estado presente na vida do público de interesse. Sendo o aparelho celular a figura de destaque tanto para a utilização de ligações, como de SMS. A internet também está presente no cotidiano dos pesquisados como forma tanto de se informar como também de se comunicar. 203 CAPÍTULO 5 10. PLANO DE COMUNICAÇÃO 10.1. Análise SWOT: Tabela 3 – análise S.W.O.T. Forças Ambiente interno Ambiente externo Fraquezas Política de preços e Proposta pedagógica; descontos; Direção aberta e democrática; Inadimplência dos pais; Desejo de mudança e Ausência de serviço efetivo de melhoria; cobrança; Projetos pedagógicos ligados a Instabilidade financeira; realidade com aplicação prática; Migração de professores Pioneirismo com a proposta (RH); construtivista; Clima organizacional fraco; Postura ética e filosófica; Intangibilidade da proposta; Estrutura física planejada para Acessibilidade; funcionamento de uma escola; Manutenção do prédio e inovação da estrutura; Oportunidades Ameaças Maior participação da mulher no Projeto de Lei do Senador processo decisório da Humberto Costa com compra/adesão e no delimitação do número de envolvimento com a escola; alunos por classe; Profissionalização da gestão; Proposta de alteração do Utilização de mídias acessíveis e currículo do ensino médio pelo baratas pelos pais para aplicação MEC ao Conselho Nacional ao plano de comunicação; de Educação; Parceria com sistemas de Avanço rápido das novas ensino; tecnologias e Horário noturno ocioso; acompanhamento lento da Força de vendas dos pais; escola; Posicionamento não estratégico Fortalecimento e melhoria da dos concorrentes; educação pública. Aumento de participação do homem na educação dos filhos. Fonte: Elaborado pelo autor, 2013 204 10.2. Missão, visão e valores institucionais Missão: Contribuir com a formação das pessoas, permitindo através da autonomia do pensamento a formação humana, política e acadêmica através da teoria construtivista. Visão: Tornar-se reconhecida na cidade até 2018, como a escola de melhor formação acadêmica e humana. Valores: reconhecimento das competências humanas; reconhecimento do profissionalismo; respeito às diversidades; honestidade, ética e transparência; coerência pedagógica; responsabilidade. 10.3. Objetivos de marketing Melhorar o posicionamento da escola para atrair novos alunos; Possibilitar através da imagem institucional a percepção de valor do serviço; Aumentar o preço. 10.4. Estratégias e táticas de marketing 10.4.1. Estratégia de marketing um: serviço/consumidor Melhorar a qualidade da oferta; Distinguir as diferenças em cada nível de ensino, acentuando suas qualidades específicas. 10.4.2. Estratégia de marketing dois: preço/custo Melhorar a política de preços para ajudar a agregar valor na percepção da entrega do serviço com planejamento de aplicação gradativa em anos, e no ciclo de vida do serviço; 205 10.4.3. Estratégia de marketing três: promoção e comunicação Implementar um planejamento de comunicação; Realizar campanhas de propaganda. 10.4.4. Estratégia de marketing quatro: praça/conveniência Fidelizar os clientes atuais com novo cronograma de matrícula antecipada; Buscar novos clientes através parcerias empresariais. 10.5. Objetivos de comunicação Fortalecer a imagem da escola em seu posicionamento de qualificação acadêmica; Melhorar a relação da instituição com seus públicos diversos; Atrair novos clientes. 10.6. Conteúdo básico Diferencial filosófico da proposta pedagógica: construtivista; Proficiência acadêmica; Trabalho pedagógico; Desenvolvimento humano e acadêmico. 10.7. Estratégias e táticas de comunicação Utilizar táticas de comunicação institucional para melhorar o posicionamento; Integrar todas as ferramentas de comunicação a fim de fortalecer a imagem da empresa; 206 Utilizar formas diretas e estrategicamente escolhidas de meios e veículos para direcionar a comunicação aos públicos de interesse. 10.7.1 Estratégia de comunicação um: publicidade e propaganda As campanhas de publicidade e propaganda deverão trabalhar com dois focos, durante o ano letivo objetivando manter a presença da marca e melhorar a imagem da escola, com foco no endosso de argumentos institucionais. No período de matrículas a campanha deverá conter argumentos mais diretos de venda e persuasão. Poderão trabalhar na perspectiva de campanhas cooperadas com as editoras e sistemas de ensino que a escola adota, a fim de atrair novos alunos. Para tais finalidades, são possíveis ações estratégicas com as seguintes táticas: Faixa; Painel na entrada da escola (recepção); Anúncio em rádio; Folder institucional; Propaganda online nos blogs da cidade; Panfletos; Cartazes; Outdoor; Anúncio em guias comerciais da cidade; Anúncio em sacos de papel distribuídos em panificadoras; Vídeo institucional para abertura de eventos acadêmicos. 207 10.7.2. Estratégia de comunicação dois: promoção de vendas O esquema de promoção de vendas será aplicado especificamente aos eventos da escola e ao período de matrículas, agregando valor às campanhas e ajudando no incentivo à adesão do consumidor. Para tais finalidades, são possíveis ações estratégicas com as seguintes táticas: Criar programa de pontuação de adimplência, onde somados doze pontos (um a cada mês) e completando o valor da anuidade no mesmo ano, o aluno ganha um brinde para o ano seguinte podendo ser desde descontos específicos a objetos como bolsa personalizada, fardamento promocional, boné e etc.; Promoções culturais e esportivas associadas ao projeto didático, calendário escolar e eventos; Promoção de descontos na matrícula por incentivo à indicação de novatos efetivados na escola. 10.7.3. Estratégia de comunicação três: eventos, experiências e patrocínios. Os eventos produzidos pela escola são excelentes oportunidades de relacionamento com os alunos, pais, professores e comunidade. Eles deverão ter calendário e planejamento estratégico individualizado a fim de melhorar a imagem de cada um no escopo de atividades. É importante que haja a preocupação de diferenciar os eventos culturais extracurriculares oferecidos com adesão pagante, dos eventos pedagógicos da instituição ligados diretamente à prática docente e didática pedagógica. Os eventos os quais o Instituto Albert Einstein for convidado à patrocinar deverão ser diretamente ligados aos seus propósitos filosóficos, éticos e ligados ao setor de educação, esporte, cultura, lazer e ciência; estarem dentro das possibilidades financeiras e regras estabelecidas para tal fim e remeterem resultados positivos aos objetivos de marketing e comunicação estabelecidos entre eles a fidelização de alunos e alcance de novatos. Para tais finalidades, são possíveis ações estratégicas com as seguintes táticas: 208 Criar esquema de diretrizes para patrocínios de eventos; Promover encontros de ex-alunos; Banner Institucional para fixação em eventos; Evento de lançamento do site, IAE DIGITAL; Mini curso de capacitação para utilizar o site – IAE DIGITAL, incentivar a inserção de novas tecnologias no ambiente escolar; Aula inaugural do semestre, com divulgação de novidades; Reuniões de pais e mestres; Colônia ou acampamento de férias com oficinas dentro da escola; Dia das mães; Dia dos pais; Campeonato esportivo interclasses; Dia do estudante; Dia das crianças; Dia do professor; Aniversário da escola, comemorado a cada cinco anos; Lançamento de projetos pedagógicos; Criar eventos acadêmicos (palestras, oficinas de artes, música, dança e etc.); Promover palestras para os pais com temática não exclusivamente pedagógica; Aula experimental no período de férias da escola, onde um grupo de alunos veteranos convida outros estudantes para assistirem aula na escola com professores antecipadamente preparados, podendo ser uma palestra, uma 209 atividade em grupo, um grupo de debate ou uma oficina. Coletar informações sobre os prospects para manter contato pós-visita; Formatura do ensino médio; “Aulões” preparatórios para ENEM e vestibulares. 10.7.4. Estratégia de comunicação quatro: relações públicas As ações de relações públicas são de interesse da escola, pois lidam com diversos envolvidos sociais num trabalho que requer a devolutiva das ações e resultados oferecidos. Também é através desta que será possível aproximar os públicos da escola com a proposta filosófica, solidificando o posicionamento institucional e a imagem da escola. Para tais finalidades, são possíveis ações estratégicas com as seguintes táticas: Criar slogan que defina a imagem da escola e seu posicionamento; Utilizar o calendário de reuniões de pais e mestres para oportunizar o diálogo da escola junto aos pais aproximando diversas temáticas de interesse dos públicos ligados á instituição; Formar grupo de pais avaliadores da escola. Um grupo formado por pais engajados no projeto escolar, que possam participar das discussões bilaterais da instituição, com calendário próprio, aberto e de livre participação para apoiar na avaliação da qualidade do serviço pedagógico. Trabalho de relações públicas entre os meios de comunicação local, mobilizadores sociais e líderes de opinião, apoio a projetos políticos voltados para a área da educação; Releases de divulgação de projetos educativos com intervenção social; Manutenção de relacionamento com rede de comunicação local; Realizar evento de cunho pedagógico referenciando a instituição como desenvolvedora do mesmo, para disseminação das posturas ideológicas. 210 10.7.5. Estratégia de comunicação cinco: marketing direto O marketing direto possibilitará ao trabalho de comunicação institucional o reforço da imagem comprometida da escola com seus públicos. Necessariamente deverá ser organizado e planejado a fim de atender aos objetivos de marketing e comunicação, onde toda abordagem pedagógica tenha também um apelo de destaque mercadológico, contribuindo para atração de novos alunos e fidelização de alunos veteranos. Para tais finalidades, são possíveis ações estratégicas com as seguintes táticas: Organizar o envio de avisos e comunicados durante as unidades bimestrais, evitando a sobrecarga de panfletos e impressos durante a semana. Melhorar a utilização da agenda escolar. Utilizar os canais de comunicação via celular e aparelho fixo e SMS, dispondo de tecnologia para tal fim na escola. Apresentar exclusivamente e prioritariamente vantagens financeiras e de fidelidade aos pais do público interno com abordagem estrategicamente planejada; Disposição da presença de um professor veterano da escola nos períodos de matrícula para acompanhar pais novatos em visitas aos espaços e receber alunos veteranos com simpatia e acolhimento. 10.7.6. Estratégia de comunicação seis: marketing digital, interativo As ferramentas digitais serão úteis para o relacionamento com os clientes em diversos momentos da utilidade do serviço. Elas podem contribuir para uma aproximação com os públicos mantendo o diálogo com alunos, pais, professores e apresentando a escola para a comunidade. O uso dessas ferramentas deverá ser cuidadoso quanto à manutenção da imagem institucional, cuidando da linguagem adotada, linha editorial gráfica e etc. Para tais finalidades, são possíveis ações estratégicas com as seguintes táticas: 211 Criação de site com plataforma de notas (avaliação - provas), blog, redes sociais, assinatura de newslatter, ouvidoria e etc. Produção e disponibilização de conteúdos em vídeo com depoimentos dos pais, dos alunos e etc; Presença em redes sociais, com monitoramento constante das atividades e respostas dos públicos determinados; Utilização de e-mail marketing; Relacionamento via mobile via SMS; Iniciar utilização de redes sociais com uso voltado a plataformas mobile; Cronograma de relacionamento via ligações celulares; Publicidade online com os blogs e sites da cidade; Anúncios em buscadores populares; Melhorar a participação em ferramentas de busca; 10.7.7. Estratégia de comunicação sete: venda pessoal As vendas pessoais deverão ser consolidadas e melhoradas. Objetivam executar uma parte importante dos esforços da escola em obter novos alunos. Para tais finalidades, são possíveis ações estratégicas com as seguintes ferramentas: Capacitação da equipe de atendimento e protocolo na secretaria da escola; Definição de cronograma de vendas de matrículas; Visita às empresas para formar parcerias de adesão de funcionários à matrícula no IAE; Estabelecer uma equipe itinerante de vendas e relacionamento com empresas e prospects durante todo o ano; 212 10.7.8. Estratégia de comunicação oito: merchandising O merchandising da escola está na sua atuação visual e arquitetônica quanto ao favorecimento destas características aos interesses mercadológicos. Trata-se da organização espacial da escola, o conforto e a utilidade dos espaços para o trabalho interno, a acomodação dos visitantes, pais, alunos em atividades rotineiras e em eventos. Devem ser cuidados e observados melhoras para que este possa contribuir para o sucesso em marketing e comunicação da empresa. Para tais finalidades, são possíveis ações estratégicas com as seguintes táticas: Preparação da escola para receber os alunos (pintura, arrumação das salas) e disposição de cartazes de atividades espelhados pelos corredores demonstrando as atividades realizadas e criando o clima de movimentação mesmo em períodos de férias; Disposição de revistas e cadeiras na recepção da secretaria; Disposição de planta na recepção deixando o ambiente mais acolhedor; Dispor pote com guloseimas para crianças visitantes, e café para pais em espera; Dispor dos livros didáticos adotados na escola para mostrar aos pais suas características, como serão usados e etc.; Dispor do Curriculum de professores da escola numa pasta de currículos, ou em portfólio encadernado, contendo foto do professor devidamente fardado; Dispor panfletos e cartões de visita da escola para entregar aos pais novatos e veteranos contendo dados históricos, desempenho dos alunos, pessoas famosas que estudaram, trabalharam, ou brindes (calendário, agendinha note e anote, caneta personalizada, boné, garrafinha); Utilização do painel informativo da secretaria para apresentar a escola no período de matrículas; Pintura com propaganda institucional no muro da escola; 213 Produção de camisas promocionais em período de matrículas para os professores e funcionários da secretaria; Alimentar a entrega de resultados aos pais semestralmente com ações de divulgação das atividades: envelopes de atividades personalizados, boletins de notas, panfletos, jornal IAE. Dispor de álbuns de fotos de atividades da escola no período passado para os pais olharem durante a visita, a espera, um portfólio dos serviços; Emitir carta de reconhecimento da adimplência e convidar para matrícula com benefícios exclusivos; Distribuir bolsa personalizada para professores; Distribuição de broadside entre os Professores (quinto P do marketing educacional) e funcionários, antecipando o início da campanha de propaganda; Atualização da fachada da escola. 10.7.9. Estratégia de comunicação nove: ações de endomarketing O endomarketing visa melhorar o clima organizacional da escola, promovendo a valorização dos profissionais que são a ferramenta propulsora da entrega do serviço e do valor percebido pelos pais e alunos. O endomarketing pretende despertar a valorização da escola pelo alunado com o sentimento de pertença. Para tais finalidades, são possíveis ações estratégicas com as seguintes táticas: Criar ouvidoria online ou conteúdo relacionado a “dúvidas frequentes”; Jornal IAE – informativo para os pais sobre atividades da escola com versão impressa por níveis de ensino, contendo também conteúdos produzidos pelos alunos e fomentado pela biblioteca, tendo um professor editor por vez, onde a cada edição um grupo de alunos diferentes mobiliza a produção do material, com disponibilidade semestral; 214 Utilização dos quadros de avisos da escola: o quadro no início do corredor para cartazes e informes e o quadro no final do corredor para fotos das turmas maiores em diversos momentos, atividades e eventos, manter atualizado. Distribuição de agenda escolar personalizada para Professores; Definir critérios de aplicação gráfica da marca em documento de comunicação interna (provas, atividades, avisos, memorandos e etc.); Determinar uma caracterização gráfica específica para cada nível de ensino, como se fosse um game em estágios, para motivar a ascensão e a permanência na escola aliada ao programa de fidelidade; Propor a simplificação do fardamento escolar; Visitação à sala que irá estudar no ano que vem, sendo um Projeto didático de fidelização com abordagem pedagógica; Reunião de encerramento do ano, onde serão anunciados os professores do próximo ano letivo, as novidades da escola e etc.; Aniversário do professor com cartaz no corredor, citando suas conquistas, formação e parabenizando-o pela data, com foto; combinar com uma das turmas a festa do professor; a escola presentear com um presente experiência: passeio, salão de beleza, massagem; Criar manual de adaptação escolar para pais do ensino infantil como apoio á chegada dos alunos e forma de aproximar eles da proposta pedagógica, citar a rotina, argumentos racionais e emocionais e etc.; Fazer a foto do primeiro dia de aula dos alunos novatos, para catalogar sua estada na escola, ciclo de vida, anexar na anamnese discente, pasta individual; Projeto de recepção aos calouros, com grupo de alunos monitores para apresentar a escola, as rotinas, os professores e etc.; 215 Manter acompanhamento das atividades dos vestibulandos, cadastrando contatos, participações em vestibulares e concursos e manter banco de dados atualizado, para que possa servir à publicidade da escola; Acrescentar no contrato o termo de autorização de imagem; Incentivar a visitação de novos pais na escola com a ação de trazer convidados sendo familiares e conhecidos para o IAE em eventos e palestras oferecidas. Promover ações de divulgação da escola em eventos internos com distribuição de brindes personalizados, Jornal IAE, folders da escola e etc.. Planejar os discursos em abertura/encerramento de eventos para que tragam argumentos pedagógicos e mercadológicos em termos de agregar valor ao serviço, demonstrando diferenciais, dados concretos e etc.; Melhorar a participação de professores em eventos oferecidos pelas editoras e parceiros; Programar no ato da matrícula o preenchimento da anamnese da família para atualizar banco de dados; Criar o Informativo: “Sala dos professores” no site da escola, para destacar os projetos aplicados pela iniciativa dos profissionais a fim de incentivar o protagonismo dos profissionais; Capacitar os profissionais de atendimento para o período de matrículas e também todo o processo de vendas; Dispor de ficha de contato com pais novatos que visitarem a escola com interesse de matrículas, anotar e montar banco de dados para posteriormente estreitar relacionamento com os prospects. A minha história no IAE – Fazer a coleção e curadoria de fotos dos alunos, selecionando histórias interessantes dentro da escola, no ciclo de vida do serviço para ações de divulgação; 216 Fortalecer o protagonismo dos alunos junto a sua participação no Grêmio Estudantil oferecendo incentivos diversos; 10.8. Plano de trabalho criativo 10.8.1. Problema que a comunicação pretende resolver A imagem que o público tem da instituição está associada a diversos outros fatores e características que não correspondem aos objetivos e nem evidenciam corretamente o diferencial oferecido, prejudicando a percepção de valor. 10.8.2. Objetivo da comunicação Fortalecer a imagem da escola em seu posicionamento de qualificação acadêmica pelo diferencial construtivista. 10.8.3. Posicionamento 10.8.3.1. Afirmação básica: O IAE forma estudantes capacitados através do construtivismo. 10.8.3.2. Justificativa da afirmação básica: O construtivismo permite capacitar os estudantes ensinando-os através da autonomia da aprendizagem, criando resultados únicos e capacidades próprias e consistentes. 10.8.3.3. Atributos complementares da afirmação básica: Capacitar e formar estudantes para a vida é um compromisso que envolve competências humanas e acadêmicas, uma não se separa da outra. A escola não pode ser uma indústria de notas e resultados frios, mas ao lidar com o humano deve considerar que caminham juntos o conhecimento das informações disponíveis e o pensamento autônomo sobre elas. A essa receita soma-se o respeito da escola às 217 capacidades individuais e a curiosidade natural do humano em conhecer o mundo, para estimular estudantes numa formação acadêmica consistente. 10.8.3.4. Conceito criativo Capacitar-se para os desafios naturais do crescimento humano levando em conta uma formação ampla que não apenas acumule saberes mas que motive o sucesso, habilitando os alunos a saber e questionar, a conhecer e criar, descobrir e optar. 10.8.3.5. Tema O tema aproveita a oportunidade da ausência de diferenciais pedagógicos dos concorrentes e relaciona argumentos comparativos para estabelecer o posicionamento desejado: Não basta ensinar, tem que construir. 10.8.3.6. Abordagem As investidas de comunicação utilizarão linguagem comparativa entre os diversos elementos envolvidos no cenário da oferta do serviço, comparando os elementos da formação acadêmica associada à formação humana com práticas comuns do mercado de escolas privadas. Irá tornar tangível a proposta do cliente e posicioná-lo para o consumidor; por exemplo, com relação ao nível infantil a imagem de uma criança em classe, pintando o próprio corpo com guache, na maior diversão, seguida do argumento: “não basta colorir, tem que se envolver”, um aluno do ensino fundamental manipulando um experimento escolar associado ao argumento: “não basta a dúvida, tem que buscar”. 10.8.3.7. Assinatura Deverá ser feita com assinatura gráfica da marca. A instituição não tem slogan estabelecido, em casos oportunos a tag line poderá acompanhar o argumento final das peças: IAE – Ensino e aprendizagem que constrói conhecimento. 218 10.9. Planejamento de campanha publicitária 10.9.1. Tipo de campanha: Institucional e de vendas de matrículas. 10.9.2. Objetivos da campanha Melhorar o posicionamento e endossar o diferencial acadêmico da instituição; Atrair novos clientes; 10.9.3. Estratégias da campanha Adotar uma linha criativa específica com argumentos direcionados a cada público por categoria da oferta (infantil, fundamental e médio); Associar a marca da escola às empresas parceiras como editoras e sistemas de ensino que a escola adota, e empresas vinculadas á oferta de vagas para funcionários em parceria institucional; Utilizar meios de comunicação com maior aproximação dos pais e do público alvo como mídias alternativas, impressas, rádio. 10.9.4. Briefing de criação 10.9.4.1. Descrição do produto: Escola de ensino infantil e de educação básica. Com 15 anos no mercado, atende atualmente um público de classe média oferecendo o serviço com diferencial pedagógico através do construtivismo, um método de ensino desenvolvido por Jean Piaget que ensina através da autonomia de processos educativos dos alunos considerando potencialidades individuais e processos não apenas de ensino, mas também de aprendizagem. 10.9.4.2. Perfil do target Os consumidores do serviço são os alunos que usufruem da oferta, os pais e familiares estão envolvidos com as decisões de adesão (compra). São em maioria 219 da classe média (B e C). As diversas categorias de ensino tem perfis diferentes de comportamento, influências e necessidades. Sobressai-se a homogeneidade de motivações quanto a escolha pelo serviço ao se referenciarem na metodologia oferecida e associar os argumentos de preço atribuídos á qualidade. Possuem bom nível de escolaridade e famílias nucleares com apenas um filho, com maior participação da mulher/mãe no processo de escolha, mas o protagonismo do homem/pai no compromisso financeiro. 10.9.4.3. Objetivos Manter a imagem da instituição em constante lembrança durante todo o ano endossando seu posicionamento institucional; Possibilitar um ajuste no posicionamento destacando os diferenciais acadêmicos e justificando o aumento de preço; Aumentar o número de matrículas para o ano de 2014, ocupando todas as vagas ociosas disponíveis; 10.9.4.4. Razões de compra Emocional: o respeito aos alunos em seus processos individuais de aprendizagem, o espaço de participação dos pais, o acompanhamento individualizado e os valores associados à escola como simpatia, atenção, diálogo e etc. Racional: o trabalho pedagógico desenvolvido através do construtivismo e da metodologia pedagógica, e diversas razões associadas ao serviço como segurança, formação docente, comprometimento da equipe. 10.9.4.5. Imagem da marca Atual: atualmente a marca é associada á diversos atributos intangíveis, com o problema de não haver nessa imagem o destaque ao principal diferencial pretendido, a forma diferenciada de aprendizagem. 220 Imagem pretendida: a instituição deseja endossar os argumentos de formação acadêmica para melhorar o posicionamento aos clientes e fazer sobressair um diferencial competitivo no mercado. 10.9.5. Tema Não basta ensinar, tem que construir. 10.9.6. Conceito Capacitar alunos levando em conta uma formação ampla que não apenas acumule saberes, mas que motive o sucesso, habilitando-os, a saber, e questionar, a conhecer e criar, descobrir e optar. 10.9.7. Tag line Ensino e aprendizagem que constrói conhecimento. 10.9.8. Apelos básicos Diferenciais acadêmicos Proposta inovadora Formação humana 10.9.9. Linha criativa Estabelecer relação comparativa entre os atributos acadêmicos oferecidos pela escola e os concorrentes. 221 10.9.10. Promessa básica Capacitar alunos com o diferencial acadêmico que considera a formação humana no processo de construção do conhecimento oferecendo resultados melhores que os concorrentes. 10.9.11. Justificativa Esse é o principal diferencial do cliente em relação aos concorrentes, sendo um importante atrativo para novos alunos, pois nenhuma escola da cidade possui consistência em seu posicionamento filosófico e pedagógico. 10.9.12. Promessas secundárias Ensinar através da autonomia possibilita resultados únicos; Ensinar valorizando o sujeito pensante e respeitando seu processo de aprendizagem torna mais efetivo e prazeroso estudar; Despertar capacidades individuais e posicionamento crítico dos alunos ao longo do ciclo de vida do serviço; 10.9.13. Apelos visuais Rotinas e processos educativos; Imagem de alunos protagonistas da campanha; 10.9.14. Detalhamento das peças Faixa em material de banner medindo 3m X 0,90 cm; Painel impresso em papel (fixar na parede de recepção da escola) tamanho 3m X 3m, colorido. 222 Spot 30‟ para rádios locais na frequência FM; Folder institucional, tipo retangular vertical, aberto 21 cm x 21 cm, papel couchê brilho, 170g, uma dobra; Panfleto, tipo retangular vertical, 21 cm x 10,5 cm, papel couchê brilho, 170g; Cartaz, formato A3, 42cm (altura) x 29 cm (largura), papel couchê brilho 230g; Outdoor, sem aplique, tamanho: 3m x 9m; Anúncio em guias comerciais, adequação a especificidades da mídia; Anúncio em sacos de papel (saco de pães), adequação a especificidades da mídia; Vídeo institucional, duração um minuto. 10.9.15. Apresentação das peças As peças desenvolvidas para a campanha de publicidade e propaganda seguem o mesmo conceito criativo em todos os formatos. A apresentação do conceito está materializada na principal peça da campanha o cartaz, que representa dentro do plano de mídia uma mídia eficiente e acessível para a empresa, e que também possibilita distribuir as mensagens de forma organizada. Sendo necessário para tanto a disposição de cada argumento (argumentos por categorias) de venda direcionado ao encontro de seu público específico. O cartaz ilustra o potencial da escola dando status aos alunos também com referência ao seu protagonismo no uso do serviço (autonomia). As rotinas e os processos educativos apontados pelo briefing endossam junto com o texto os apelos visuais das qualidades específicas do serviço, estudo sem decorar mecânico de conteúdos, aprendizagem significativa e etc. As promessas secundárias são dispostas através de textos que usam a comparação de elementos e características do serviço como a autonomia do pensamento, para desenvolver a narrativa implícita de posicionamento que a escola pretende. Há nas peças a distribuição de cores que referenciam os quatro níveis de ensino oferecidos pela escola como elementos que evidenciam diferenças entre os serviços oferecidos, mas também entre os públicos interessados. A cor verde é 223 disposta nos cartazes para o ensino médio onde simboliza renovação, fertilidade, crescimento, segurança, esperança em abundância e confiança, algo que está presente neste momento da demanda de público atendida pelo serviço, tendo em vista os vestibulares e o desbravar do mundo além da escola. A cor amarela é escolhida para acompanhar as peças voltadas para o ensino fundamental de séries finais, pois, ela desperta e expressa leveza, descontração, otimismo. Simboliza criatividade, jovialidade e alegria, sendo esse sentimento remetente ao público de adolescentes que o serviço atende. Para o ensino fundamental de séries iniciais a cor laranja acompanha a peça sendo uma cor quente. Ela representa movimento e espontaneidade e agilidade mental, estando apropriada a características do serviço nesta categoria onde a filosofia da escola se torna mais presente no ambiente escolar. O azul é a representação que simboliza a peça do ensino infantil pois, significa tranquilidade, compreensão e frescor, que associados aos argumentos de confiança que se busca na escola para crianças muito pequenas se encontra com os argumentos de adaptação e cuidados. Cada peça também indica a que nível se destina a comunicação apresentada. O cartaz institucional dispõe de casting de alunos de todos os níveis de ensino, com endosso maior para os argumentos de venda de matrículas, pois essa é a peça que necessariamente poderá ser adaptada em outros meios impressos. As fontes escolhidas remetem ao universo escolar tendo uma disposição fácil e simplificada em posições clássicas de leitura ocidental. A ordem dos elementos facilita a leitura do texto dispondo cores marcantes e chamativas no título, que remetem a identidade visual da escola e distribui elementos que ligam o texto como o destaque dado para a cor do argumento imperativo no final do texto de apoio e a barra de cor no final do cartaz que elenca diversas formas de contato e assinatura com marca institucional. 224 Figura 167: Cartaz institucional para campanha de matrículas Fonte: Elaborado pelo autor, 2013 225 Figura 168: Cartaz para campanha de matrículas – ensino médio Fonte: Elaborado pelo autor, 2013 226 Figura 169: Cartaz para campanha de matrículas – ensino fundamental séries finais Fonte: Elaborado pelo autor, 2013 227 Figura 170: Cartaz para campanha de matrículas – ensino fundamental séries iniciais Fonte: Elaborado pelo autor, 2013 228 Figura 171: Cartaz para campanha de matrículas – ensino infantil Fonte: Elaborado pelo autor, 2013 229 10.10. Calendário promocional Início das aulas (fevereiro): divulgar o programa de pontuação por adimplência; Promoções culturais abertas aos públicos externos envolvendo eventos importantes da escola como Semana de Literatura Infantil, Sarau IAE, Semana de Conhecimento Científico como um sorteio de vale desconto para matrículas antecipadas durante estes eventos; Período de matrículas (outubro à janeiro): divulgação dos incentivos à indicação de matrículas de novatos, realizar comunicação específica no período, carta informativa por exemplo. 10.11. Calendário pedagógico e de eventos Janeiro o Finalização do período de matrículas; o Reunião administrativa com corpo docente e funcionários; o Matrículas dos retardatários. Fevereiro o Aula inaugural do semestre para apresentar novidades, professores e atividades entre pais e alunos; o 1ª palestra para pais – educação infantil, distribuir manual de adaptação escolar; o Divulgação do programa de pontuação por adimplência. Março o CARNAVAL IAE – BLOCO DE RUA; o DIA DA MULHER – Valorizar a participação feminina na educação dos filhos; 230 o Seminário de Educação Infantil – foco em professores e estudantes, realizar durante uma noite – formar parceria com escolas e faculdades – trazer convidado; o Projeto Foco no vestibular – foco motivacional para incentivo à participação em vestibulares e ENEM. Dicas de métodos de estudo, indicação de materiais e aplicação de simulado sondagem, teste de envolvimento com os estudos, palestra vocacional. Abril o 1ª reunião de pais e mestres; o Período de avaliações; o Aplicação da avaliação institucional; o A escola liga para os pais – avaliação do serviço – escuta – informar as diversas atividades da escola; o Entrega de resultados aos pais; o Implantação do projeto do Jardim IAE, plantação de mudas; o 1º encontro de ex-alunos. Maio o Aquecimento para Festa Junina; o Semana de Conhecimento Científico; o Semana das mães; o Campeonato interclasses – Torneio IAE de futsal Feminino e Masculino. Junho o Gincana Junina; o Festa Junina; o 2ª reunião de pais e mestres; o Período de avaliações; o Aplicação da avaliação institucional; 231 o Entrega de resultados aos pais; o Projeto foco no vestibular, carreiras. Palestra com apresentação de diversas profissões com profissionais convidados para oficinas sobre as atividades profissionais e estudantis nas áreas de interesse dos alunos. Julho o Período de recuperações; o Recesso escolar; o Programa de férias escolares com oficinas e atividades extracurriculares; o Aula experimental com alunos de outras escolas; o Entrega de resultados de alunos que fizeram recuperações; o Volta às aulas no final do mês; o Lançamento do novo site do IAE na aula inaugural do semestre. Agosto o Oficina para utilização do site pelos pais e alunos; o Semana dos pais; o Dia do estudante – ensinos fundamental 2 e médio; o Aulão preparatório para o ENEM; o Início do planejamento de campanha de matrículas. Setembro o Semana de literatura Infantil; o Palestra para pais – ensino fundamental 1; o Palestra para pais – ensino fundamental 2; o Simulado preparatório para o Vestibular, aberto à participação de estudantes externos – cobrar valor de inscrição; o Produção de materiais da campanha de matrículas; o Capacitação da equipe de vendas para período de matrículas. 232 Outubro o 3ª reunião de pais e mestres; o Período de avaliações; o Aplicação da avaliação institucional; o Entrega de resultados aos pais; o Semana da criança – ensinos infantil e fundamental 1; o Semana do professor; o Sarau IAE; o A escola liga para os pais e fazer avaliação do serviço com escuta e repasse de informes sobre as diversas atividades da escola; o Veiculação da campanha de matrículas; o Mês de visitação à empresas para formar parcerias de adesão em matrículas. Novembro o 2º Encontro de ex-alunos; o Palestra para pais – ensino médio; o Veiculação da campanha de matrículas; o Projeto foco no vestibular: A prova: orientações finais para o vestibular, dicas de última hora; o Distribuição de prêmios do programa de pontuação por adimplência – envio de carta de agradecimento. Dezembro o 4ª reunião de pais e mestres; o Período de avaliações; o Aplicação da avaliação institucional; o Entrega de resultados aos pais; o Período de recuperações; o Formatura do ensino médio; o Férias escolares; 233 o Veiculação da campanha de matrículas; Janeiro o Veiculação da campanha de matrículas; 10.12. Ações de relações públicas Criar agenda de contatos de interesse da escola, como formadores de opinião, políticos locais, jornalistas, revistas, blogs, rádios e meios de comunicação; Convidar pais para participar dos momentos de avaliação institucional após ou durante a semana de provas; Emitir releases dos projetos desenvolvidos pela escola, eventos e ações pedagógicas de interesse público; Emitir relatórios de marketing para as empresas parceiras da escola com listagem de ações realizadas através da parceria e resultados obtidos; Emitir relatórios de marketing para empresas apoiadoras de eventos escolares com listagem de ações realizadas através da parceria e resultados obtidos; Convidar os diversos formadores de opinião e envolvidos com mídias para coberturas jornalísticas de eventos escolares, oferecer exclusividades especiais. 10.13. Ações de marketing direto Incentivar as coordenações a cobrarem o uso das agendas escolares, criar ferramentas que habituem essa postura na escola; Utilizar telefone da escola para ligar aos pais relembrando de reuniões e atividades, informando comunicados oficiais; horários e reconhecendo o recebimento de 234 Providenciar a disponibilização de aparelho celular para facilitar a comunicação com a escola via ligações e SMS pelos pais; Envio de carta de adimplência, agradecimento e oferta de vantagens exclusivas; 10.14. Ações de comunicação em mídias digitais Criar site para presença digital; Melhorar as ações de presença em mecanismos de busca online; Fazer anúncio de links patrocinados em mecanismos de busca e de redes sociais; Utilizar táticas de e-mail marketing para divulgação de atividades da escola; 10.15. Vendas pessoais Capacitação da equipe de atendimento e vendas da escola; Preparação de materiais específicos para vendas em empresas parceiras (cartazes, cartão de visitas, slide de vendas, vídeo institucional e etc.). Criar cronograma de atividades de visitas e abordagens de venda; 10.16. Ações de merchandising Realizar pintura da escola e manutenção do prédio em dezembro. Atualização da fachada da escola, placa e pintura; Fixar atividades diversas dos alunos no ano anterior após pintura. Disposição de revistas e cadeiras na recepção da secretaria; Disposição de planta na recepção deixando o ambiente mais acolhedor; Dispor pote com guloseimas para crianças visitantes, e café para pais em espera; 235 Dispor dos livros didáticos adotados na escola para mostrar aos pais suas características, na diretoria escolar; Dispor do curriculum de professores em portfólio encadernado, contendo foto do professor devidamente fardado, deixar na diretoria da escola; Dispor panfletos e cartões de visita e distribuí-los aos pais visitantes, novatos e veteranos; Dispor brinde de visita e brinde de adesão, na secretaria; Elaborar painel informativo para apresentar a escola no período de matrículas, novembro e dezembro; Pintura com propaganda institucional no muro externo da escola, novembro; Produção de camisas promocionais do período de matrículas, final de outubro, distribuição em novembro; Programar ações de marketing junto ao calendário de reuniões de pais e mestres; Dispor de álbuns de fotos de atividades da escola no período passado para os pais olharem durante a visita, na espera, num portfólio dos serviços, na secretaria; 10.17. Plano de mídia 10.17.1. Briefing de mídia 10.17.1.1. Serviço Instituto Albert Einstein, escola privada de educação infantil e básica. 236 10.17.1.2. Público-alvo Mães, pais e responsáveis por crianças, adolescentes e jovens em idade escolar, pertencentes às classes sociais B e C, com faixa etária 24 e 45 anos. E com grau de escolaridade entre ensino médio e superior. 10.17.1.3. Mercado Abrange a cidade de Santa Cruz do Capibaribe com maior importância e cidades vizinhas com menor importância. 10.17.1.4. Concorrência: Principais concorrentes diretos: Escola Construindo o Saber, Escola Dinâmica, Escola Primeiro Mundo de Aprendizagem, Escola Santo Antônio, Escola Menino Jesus, Instituto Dom Pedro Primeiro. Principais concorrentes indiretos: Creches municipais, escolas de ensino básico municipal, escolas de nível médio estadual. 10.17.1.5. Histórico de comunicação Tem realizado baixos investimentos em mídias de massa tendo comunicação restrita ao ambiente interno. 10.17.1.6. Objetivos de mídia Atingir novos consumidores potenciais através de comunicação de massa; Endossar o posicionamento acadêmico da instituição como diferencial. 10.17.1.7. Cobertura geográfica Distribuir a comunicação para atingir a região da cidade de Santa Cruz do Capibaribe com foco na zona urbana e cidades e distritos vizinhos. 237 10.17.1.8. Duração da campanha A campanha de publicidade para o período de matrículas terá uma frequência sazonal de acordo com o período de matrículas da escola iniciado em outubro de cada ano e concluído em janeiro do ano seguinte. Os períodos de alta frequência também serão destinados à divulgação do Sarau IAE, pois o evento garante grande visibilidade da escola na cidade. A comunicação para interesses internos permanece constante durante todo o ano. 10.17.1.9. Alcance pretendido Pretende-se atingir um número de indivíduos correspondente a 70% da população urbana da cidade de Santa Cruz do Capibaribe, com interesse ao estrato da população que se endereça o público alvo da comunicação, apontado no briefing como público alvo. 10.17.1.10. Frequência média Campanha de matrículas terá duração de três meses distribuídos com foco diferentes de baixa frequência para o mês de outubro, frequência média no mês de novembro, e alta frequência para dezembro e janeiro. 10.17.2. Estratégias de mídia 10.17.2.1. Meios indicados Rádio (FM) incluindo spot com 30‟; vinheta de patrocínio, apoio cultural; Impressos incluindo panfleto, folder, painéis; Outdoors, distribuídos entre os pontos centrais e margeados da cidade em vias de acesso, ou ainda um para cada ponto central de bairros de interesse na cidade; Faixas localizadas em pontos onde não há disponibilidade de outdoor e possibilidade de instalação segundo lei de poluição visual do município. 238 Cartazes, dispostos em pontos internos de grande circulação de pessoas como em centros de compras, faculdades, pontos comerciais e etc. Internet com publicidade online através de blogs noticiosos de grande acesso da cidade. Filtrar blogs com postura jornalística tendenciosa e antiética, linguagem vulgar e conteúdo moralmente ofensivo. A duração de comunicação externa obedece ao calendário de matrículas (outubro a janeiro) e deverá ser distribuída entre os meios progressivamente até atingir alta frequência nos meses de novembro e dezembro, tornando-se simultânea para em seguida (janeiro) diminuir-se o fluxo de continuidade. Os maiores investimentos serão destinados ao período de alta frequência localizado nos meses de novembro e dezembro. 10.17.2.2. Justificativa dos meios Meios de mídia tradicional (rádio, anúncio em revista e etc.): facilitarão o alcance e a abrangência da distribuição da mensagem. Esses meios possibilitam distribuir a comunicação a muitas pessoas ao mesmo tempo e constróem impacto no fluxo de comunicação estabelecido. O rádio foi apontado na pesquisa junto aos pais como sendo uma das principais formas de comunicação utilizadas pelos pais da escola como meio de informação da cidade. A cidade não possui rede de TV local e o rádio é protagonista nas relações de distribuição da informação entre todas as classes sociais. As maiores audiências pertencem aos programas noticiosos e populares, mas o rádio também está presente na vida das pessoas em seu trabalho (operariado, empresariado empreendedores do polo de confecções) o rádio acompanha as rotinas de trabalho em diversas empresas e residências. As revistas locais também tem foco de interesse significativo de parte da população, apesar de seu conteúdo editorial não fazer relação direta com a oferta anunciada, mas neste meio uma parcela importante do público alvo está presente. Meios no mídia (marketing direto, cartaz, folhetos, faixa e folder), serão utilizados como ferramenta para estender e integrar a mensagem veiculada através das mídias tradicionais, uma vez que esse meio possibilita maior argumentação, recursos visuais diretos e no caso do marketing direto interação. 239 New mídia (internet) possibilitaram a manutenção de relacionamento com o público através tecnologias digitais e presença online. O site e redes sociais configuram formas de culminância do processo de comunicação tradicional, onde serão estendidos os argumentos maiores de venda, a apresentação da escola de modo integral e maiores possibilidades de endossar a adesão do público com outros recursos como vídeos, textos, fotos e etc. As mídias digitais são convenientes, pois estão disponíveis a qualquer hora e facilitam a relação bidirecional com a empresa além de terem baixo custo. 10.17.2.3. Táticas de mídia Anuncia na Revista Ziper. Conteúdo social como cobertura de eventos, celebridades e famosos. Circulação mensal. Público consumidor pertencente às classes A e B. Anúncio de uma página. Será utilizada nos meses iniciais da campanha (outubro e novembro). Blogs populares e publicidade online: Blog do Ney Lima, Blog Diário da Sulanca, Blog Agreste Notícia, Blog do Junior Albuquerque, Portal PEmais; possuem conteúdos diversos com notícias da região entre política, cultura, esportes e acontecimentos da região. Estão entre os mais visitados. Deverão ser utilizados entre os meses de novembro e dezembro, influenciando a alta frequência da campanha no período. Meio Rádio FM: Meio Outdoor: diversos outdoors estão localizados na cidade em pontos de destaque para a comunicação, como na rua Prefeito Braz de Lira (PE 160) e rua Vereador Rodolfo F. Aragão (PE 160) que dão acesso a cidade e ao centro, bem como ao 2º maior Centro de confecções em varejo do Brasil o Moda Center Santa Cruz, com fluxo de veículos muito intenso em dias de sábado, domingo, segunda-feira e terça-feira. Meios impressos: panfleto e folder, não serão desenvolvidas ações específicas para distribuição de panfletos e folders. Eles deverão ser distribuídos em diversos pontos comerciais da cidade como farmácias e lojas para distribuição entre os consumidores, utilizados nas estratégias de 240 marketing direto, vendas nas empresas parceiras e distribuição na secretaria da escola e entre os alunos e nos eventos escolares. 10.17.2.4. Programação resumida de mídia Tabela 4 – Programação de mídia resumida Mídia Rádio FM Spot 30‟ Período Semanas 3 e 4 de outubro (3 inserções diárias); Frequência total 210 inserções 10 semanas Semanas 1, 2, 3 e 4 de novembro; (5 inserções diárias); Revista Folder Panfleto Outdoor Faixa Cartazes Internet Anúncio saco de pão Semanas 1, 2, 3 e 4 de dezembro (4 inserções diárias). Semana 1 de outubro; Semana 1 de novembro. Distribuição em novembro. Distribuição em novembro. Semana 2 de novembro; Semana 2 de dezembro. Semana 3 de novembro; Semana 3 de novembro; Semana 1 de dezembro. Semanas 3 e 4 de novembro; Semanas 1, 2 e 3 de dezembro. Semana 3 e 4 de novembro; Semana 1, 2, 3 e 4 de dezembro. Fonte: Elaborado pelo autor, 2013 2 meses seguidos 1 mês 1 mês 2 semanas intercaladas 1 semana 2 semanas intercaladas 5 semanas seguidas 6 semanas seguidas 241 11. VIABILIDADE ECONÔMICA 11.1. Orçamentos Tabela 5 – Orçamento de criação ORÇAMENTO DE CRIAÇÃO: Identidade visual e corporativa Material Quantidade Valor unitário Cartão de visitas 1 50,00 Papel carta 1 55,00 Envelope carta 1 55,00 Envelope para ofício 1 60,00 Banner institucional 1 70,00 Total criação identidade visual e corporativa Publicidade e propaganda Material Quantidade Valor unitário Planejamento estratégico 1 1.000,00 Faixa 1 100,00 Outdoor 1 200,00 Folder 1 70,00 Panfleto 1 100,00 Cartaz médio 1 80,00 Cartaz grande 1 100,00 Anúncio saco de pão 1 70,00 Página inteira de revista 1 150,00 Roteiro spot para rádio 1 100,00 Roteiro vídeo institucional 1 250,00 Total criação publicidade e propaganda Merchandising Material Quantidade Valor unitário Sinalização do prédio 18 30,00 salas/placas Front Light – fachada da 1 200,00 escola Pintura do muro da escola 1 200,00 Informativo interno – jornal 4 200,00 Cartaz/pôster aniversário 1 80,00 Adesivagem de frota 1 300,00 Broadside 1 90,00 Fardamento discente 1 90,00 Fardamento docente 1 90,00 Fardamento atendimento 1 90,00 Portfólio institucional 1 400,00 Diploma 1 100,00 Slide para apresentações 1 80,00 Total criação merchandising Promoção de vendas Material Quantidade Valor unitário Bolsa professor 1 80,00 Brinde – boné 1 60,00 Valor total 50,00 55,00 55,00 60,00 70,00 190,00 Valor total 1.000,00 100,00 200,00 70,00 100,00 80,00 100,00 70,00 150,00 100,00 250,00 2.220,00 Valor total 540,00 200,00 200,00 800,00 80,00 300,00 90,00 90,00 90,00 90,00 400,00 100,00 80,00 3.060,00 Valor total 80,00 60,00 242 Material Quantidade Valor unitário Brinde – caneta 1 60,00 Brinde garrafinha 1 60,00 Fardamento promocional 1 90,00 Total criação promoção de vendas Web Material Quantidade Valor unitário Site 1 1.000,00 Full banner 1 150,00 Total criação web Projetos especiais Material Quantidade Valor unitário Planejamento de eventos 1 500,00 Planejamento de 1 500,00 promoções Total criação projetos especiais TOTAL DE CRIAÇÃO Valor total 60,00 60,00 90,00 350,00 Valor total 1.000,00 150,00 1.150,00 Valor total 500,00 500,00 1.000,00 8.020,00 Fonte: Elaborado pelo autor, 2013 Tabela 6 – Orçamento de produção ORÇAMENTO DE PRODUÇÃO: Identidade visual e corporativa Material Quantidade Valor unitário Cartão de visitas 200 100/30,00 Papel carta Envelope carta Envelope para ofício Banner institucional 2 60,00 Papelaria interna Total 242 produção identidade visual e corporativa Publicidade e propaganda Material Quantidade Valor unitário Faixa 8 60,00 Outdoor 2 500,00 Folder duas dobras Mínimo: 500 350,00 Panfleto Mínimo: 500 350,00 Cartaz médio Mínimo: 300 350,00 Gravação spot para rádio 2 50,00 Gravação vídeo 1 800,00 institucional Edição vídeo institucional 1 200,00 Fotógrafo 1 800,00 Tratamento de imagem 1 200,00 Produção sonora 1 300,00 Total produção publicidade e propaganda Merchandising Material Quantidade Valor unitário Sinalização do prédio 18 10,00 placas/adesivo Valor total R$ 60,00 120,00 180,00 Valor total 480,00 1.000,00 350,00 350,00 350,00 100,00 800,00 200,00 800,00 200,00 300,00 5.130,00 Valor total 180,00 243 Material Quantidade Valor unitário Valor total Front Light – fachada da 1 200,00 200,00 escola Pintura do muro da escola 1 400,00 400,00 Informativo interno – jornal Cartaz/pôster aniversário 30 10,00 300,00 Adesivagem de frota 1 300,00 300,00 Broadside 30 Fardamento discente Produção revertida em vendas aos alunos Fardamento docente 30 15,00 450,00 Fardamento atendimento 10 15,00 150,00 Portfólio-perfil institucional 1 300,00 300,00 Diploma 20 Total produção merchandising 2.280,00 Promoção de vendas Material Quantidade Valor unitário Valor total Bolsa professor 30 20,00 600,00 Brinde – boné 50 10,00 500 Brinde – caneta 50 3,50 175,00 Brinde garrafinha 100 3,50 350,00 Fardamento promocional 40 10 400,00 Total produção promoção de vendas 1.995,00 Web Material Quantidade Valor unitário Valor total Adm. de redes sociais e 12 meses 670,00 8.040,00 site Total produção web 8.040,00 Projetos especiais Material Quantidade Valor unitário Valor total Coordenador de evento 1 700,00 700,00 Locação de som 1 800,00 800,00 Locação de local 1 700,00 700,00 Total produção projetos especiais 2.200,00 TOTAL DE PRODUÇÃO 19.825 Fonte: Elaborado pelo autor, 2013 Tabela 7 – Orçamento de veiculação e distribuição ORÇAMENTO DE VEICULAÇÃO E DISTRIBUIÇÃO: Publicidade e propaganda Material Quantidade Valor unitário Outdoor 2 1.000,00 Anúncio saco de pão 6 Página inteira de revista 2 900,00 Spot para rádio 210 10,00 Total veiculação publicidade e propaganda Web Material Quantidade Valor unitário Hospedagem do site 1 ano 100,00 Full banner 5 semanas 50,00 mês Valor total 2.000,00 1.800,00 2.100,00 5.900,00 Valor total 100,00 75,00 244 Total distribuição web TOTAL DE DISTRIBUIÇÃO 175,00 6.075,00 Fonte: Elaborado pelo autor, 2013 Tabela 8 – Orçamento total do plano de comunicação ORÇAMENTO TOTAL DO PLANO Criação Produção Veiculação Outros TOTAL 8.020,00 20.175,00 6.075,00 34.270,00 Fonte: Elaborado pelo autor, 2013 O orçamento foi montado consultando serviços freelance de criação, gráficas locais e veículos disponíveis na cidade de Santa Cruz do Capibaribe durante o mês de outubro de 2013. Os itens do orçamento que não dispõem de preços unitários e totais são considerados como tendo outras possibilidades de serem viabilizados, por exemplo, com impressão dentro da própria escola (produção informativo jornal), e quanto ao fardamento discente o custo é revertido em lucro com a venda do mesmo no início do ano letivo. 11.2. CRONOGRAMA Jan Fev. Mar. Abr. Maio Jun. Jul. Diagnóstico Pesquisas ao público Briefing Diagnóstico Elaborar planejamento Estratégias de comunicação Publicidade Revista Rádio Outdoor Saco de pão Faixa Folder institucional Panfleto Cartaz Painel recepção Vídeo institucional Ago. Set. Out. Nov. Dez. 245 Publicidade online Promoção de vendas Programa de pontos Promoção cultural Indicação de novatos Bolsa professor Brinde – boné - aluno Brinde – caneta Brinde garrafinha Farda promocional Eventos Aula inaugural Encontro ex-alunos Campeonato esportivo Dia das mães Festa junina Programação férias Lançamento site Dia dos pais Feira conhecimento Dia do estudante Semana de literatura Aulão preparatório Dia das crianças Evento acadêmico Aula experimental Dia do professor Sarau IAE Reunião de pais Palestras aos pais Formatura Médio Reunião de encerramento Relações públicas Criar slogan Avaliação institucional Releases Marketing direto Aviso: programação do mês na agenda Envio de regras IAE Convite conversa Matrícula antecipada Marketing interativo Criação do site E-mail marketing SMS Venda pessoal Definir cronograma 246 Capacitar atendimento Visitas às empresas Relação às parcerias Merchandising Reforma prédio Arrumação da escola Montar pasta de currículos Painel informativo Pintura do muro Camisas promocionais Entrega de boletins Álbuns de fotos Carta adimplentes Broadside Atualizar fachada Endomarketing Criar ouvidoria online Jornal IAE Quadro de avisos Visitar turma futura Aniversário do profº Manual de adaptação Foto 1º dia de aula Receber calouros Acompanhamento dos vestibulandos Entregar anamneses Fonte: Elaborado pelo autor, 2013 12. AVALIAÇÃO E CONTROLE DO PLANO Verificação e controle Relatório de resultados financeiros Relatório de resultados de marketing Relatório de resultado pedagógico Pré-teste Pós-teste Relatório de resultados em mídia Reunião de marketing Fonte: Elaborado pelo autor, 2013 247 13. CONSIDERAÇÕES FINAIS Este trabalho apesar de ser um tratado referenciado ao escopo da comunicação de uma empresa levou em conta o entendimento do escopo do marketing para que pudesse referenciar todas as pontuações encontradas, assim é possível observar que apesar de um plano de comunicação as pesquisas ajudam a notificar posturas e pontos que determinados pelo marketing, e que é anterior ao processo de comunicação, ajudarão a referida empresa a melhorar seu posicionamento e prosperar, fazendo os ajustes necessários com o apoio de outras áreas do conhecimento como a administração, contabilidade e etc. Também é importante ressaltar a importância do levantamento de informações necessárias à todo planejamento através do brienfing. A utopia do briefing completo deve servir de respiro para as possibilidades do trabalho profissional, mas não de desculpa para a busca pelo resultado excepcional que norteia o desejo de transformar as realidades por traz de toda investigação, pesquisa ou brienfing. O briefing compreende um trabalho exaustivo de coleta de dados, mas o mesmo seleciona caminhos possíveis e norteia melhores decisões. Junto ao briefing os estudos realizados no campo das teorias do marketing e comunicação são peças essenciais para que somados fundamentem a escolha e criação de novos caminhos para solucionar problemas de interesse. As pesquisas realizadas com dados primários e secundários responderam aos objetivos iniciais possibilitando subsídios para a construção do plano de comunicação dando respaldo teórico adequado a realidade estuda. Tais objetivos só foram possível de serem alcançados uma vez que o respaldo teórico e as pesquisas de colete de dados primários encaminharam a construção de um diagnóstico muito fiel a realidade encontrada na instituição possibilitando visualizar dificuldades e oportunidades nos ambientes que a envolvem. Este plano de comunicação procurou abarcar as mais diversas possibilidades de trabalho entre as áreas disponíveis à comunicação, com o interesse de possibilitar segundo a viabilidade financeira da instituição a adoção de ideias, projetos e ações planejadas para a melhoria do serviço e a geração de valor. Sabese que a adoção completa de todo o escopo levantado pelo projeto implica em rotinas de trabalho novas, pessoal capacitado para o mesmo e investimento de 248 tempo e dinheiro, possibilitou deixar a disposição muitas possibilidades para ajudar a empresa a escolher as mais viáveis, práticas e disponíveis dentro de sua realidade além de possibilitar a abordagem prática de diversos conteúdos estudados na graduação em Comunicação Social com habilitação em Publicidade e Propaganda. O mesmo buscou representar possibilidades reais e o mais próximo possível da realidade estudada, sendo assim o Plano apresentado deve ser considerado como plano aberto e flexível. As propostas listadas e dispostas no plano de comunicação são além de um cardápio de possibilidades de trabalho isolado em cada uma (dependendo das disponibilidades financeiras da empresa) mas elas indiciam uma linha consistente de comunicação integrada, que unidas na combinação de qualquer dos elementos também poderá fomentar o sucesso da comunicação da empresa, por serem também condizentes com a realidade. 249 14. REFERÊNCIAL ARMONI, Amnon. O professor como elemento de marketing. Disponível em: <http://noticias.universia.com.br/destaque/noticia/2004/07/03/503143/professorcomo-elemento-marketing.html >. Acesso em: 06 de junho de 2013. 13:31:00. ARIZA, Ana Célia. Dicas de Marketing Escolar. Brasil: Hoper Editora, 2006. Instituto Albert Einstein. Disponível em: <www.nossoiaeblog.blogspot.com.br>. Acesso em 26 de set. de 2013. 19:21:00. BOMENY, Helena Maria Bousquet; BRAGA, Lúcia Pontual; EMERIQUE, Raquel. Marketing Social e reformas educativas: Sugestão de Análise conceitual. 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A propaganda que funciona: como obter resultados com estratégias eficazes. 3. ed. Rio de Janeiro: Elsevier, 2003. 254 15. APÊNDICE Pesquisa ao consumidor do Instituto Albert Einstein Este questionário servirá para um Trabalho de Conclusão de curso realizado pelo aluno Rodolfo Alves da Silva, ele é parte integrante das pesquisas realizadas para o fim de conhecer o consumidor em referência ao marketing educacional. A sua participação em responder o questionário é livre e gratuita; Solicita-se que seja o mais honesto possível com as respostas; Responda atentamente o questionário para não esquecer nenhuma questão; BLOCO 1 - IDENTIFICAÇÃO Nome: Idade: Sexo: ( )masc. ( ) fem. Estado civil: Endereço (rua, número, bairro, cidade): Qual sua profissão? ( ) com carteira assinada ( ) sem carteira assinada Marque sobre seu trabalho: ( ) autônomo ( ) não trabalha Grau de instrução: ( ) Ens. Fund. 1ª à 4ª ( ) Ens. Fund. 5ª à 8ª ( ) Ens. Médio série série ( ) Superior ( ) Outro: _____________________________ Religião que pratica: BLOCO 2 – RELACIONAMENTO COM A ESCOLA Você já estudou no IAE? ( ) sim ( ) não Quantos filhos têm matriculados no IAE? Porque escolheu o IAE para matricular seu(s) filho (s)? Você recebe algum desconto no pagamento da escola? ( ) desconto na matrícula ( ) desconto na mensalidade ( ) não recebo desconto ( ) outro Como passou a conhecer a escola? ( ) indicação de outros ( ) já tinha filhos matriculados parentes ( ) propagandas espalhadas ( ) outro: na cidade _________________________________ Quem é responsável financeiro pelas mensalidades do aluno? ( ) pai – ( ) mãe – ( ) filho – ( ) pai e mãe – ( ) outro parente Há outra escola que acha parecida com o IAE? Qual? Você consegue fazer o pagamento das mensalidades em dia? ( ) sim – ( ) não – Por quê? Qual sua impressão sobre o preço da mensalidade? Escolha apenas uma das 255 alternativas: ( )Tão bom só podia ser caro. ( ) Tão bom por um preço desses? ( ) Isso tudo por esse serviço? Esse é o primeiro ano do seu filho no IAE? ( ) sim ( ) não Ele já estudou em outra escola? Qual? O que você acha importante na escola? Marcação livre. ( ) respeito aos ( ) uso do fardamento ( ) formação dos alunos professores ( ) atenção aos ( ) segurança e ( ) equipe comprometida pais cuidados ( ) simpatia ( ) participação dos ( ) aprendizagem pais diferenciada ( ) OUTRO: ( ) livros utilizados pela ________________________________________ escola Por que é importante que os filhos estudem? Você gostaria de matricular mais algum parente seu no IAE? Por quê? O que avalia como negativo na escola? Você conhece/entende a proposta pedagógica da escola, o construtivismo? Se sim, o que acha sobre? Se fosse convidar algum conhecido para matricular o filho no IAE, o que iria falar para convencer? Como você deseja que seja feita a educação do seu filho? Seu filho está recebendo o serviço que imaginou? BLOCO 3 – COMUNICAÇÃO Quais os meios de comunicação que mais usou na semana passada para se manter informado? ( ) rádio ( ) revista ( ) televisão ( ) jornal impresso ( ) internet ( ) outro ______________________ Quais os meios de comunicação que mais usa para se comunicar com as pessoas? ( ) celular ( ) recados escritos ( ) telefone ligações residencial/comercial ( ) internet ( ) celular – mensagens ( ) outro de texto __________________ Entre os meios de comunicação que a escola utiliza, qual você tem mais acesso? ( ) recados enviados na ( ) quadro de avisos da ( ) página no bolsa escola Facebook ( ) a escola liga para ( ) conversa com os ( ) ligo para a mim professores secretaria 256 ( ) anotações no caderno/agenda ( ) blog da escola – internet Data em que respondeu o questionário _____/_____/2013 257 16. ANEXOS Termo de autorização Solicita-se a autorização dos senhores pais e responsáveis para a participação dos filhos enquanto alunos do Instituto Albert Einstein em seção fotográfica para realização de Trabalho de Conclusão de Curso em Comunicação Social do aluno Rodolfo Alves da Silva. A seção fotográfica e as fotos servirão para ilustrarem campanha de propaganda fictícia do Instituto Albert Einstein a ser incluídas e utilizadas apenas neste Trabalho de Conclusão de Curso e portfólio do estudante citado. Outras utilizações comerciais serão devidamente comunicadas aos pais e responsáveis. O referido trabalho não tem fins lucrativos. Assine abaixo consentindo e autorizando a participação na seção de fotográfica e utilização de imagem do seu filho para aplicação em campanha experimental de propaganda e portfólio do autor. Dados do aluno: Aluno (a): Idade: Série/Ano: Pai: Mãe: Outro responsável: Parentesco: Por esta ser expressão da minha verdade, declaro que autorizo o uso acima descrito sem que nada haja a ser reclamado a título de direitos conexos à imagem ou qualquer outro, e assino a presente autorização em duas vias de igual teor. ____________________________________________________ Assinatura/pais e responsáveis _____ de novembro de 2013 Outras utilizações alheias a essa autorização serão devidamente conversadas com os pais e solicitada autorização específica.