IMPLEMENTAÇÃO DO SISTEMA DE GESTÃO AMBIENTAL NA EMPRESA FL BRASIL LTDA– UM ESTUDO DE CASO Meny Aparecida da Silva PUC-MG – Departamento de Administração de Empresas / Email: [email protected] Av. Dom José Gaspar, 500 – Coração Eucarístico – CEP: 30535-610 – Belo Horizonte – Minas Gerais Luiz das Graças do Carmo Júnior PUC-MG – Departamento de Administração de Empresas / Email: [email protected] Av. Dom José Gaspar, 500 – Coração Eucarístico – CEP: 30535-610 – Belo Horizonte – Minas Gerais João Evangelista de Almeida Saint’yves PUC-MG – Departamento de Administração de Empresas / Email: [email protected] Av. Dom José Gaspar, 500 – Coração Eucarístico – CEP: 30535-610 – Belo Horizonte – Minas Gerais ABSTRACT: This article intends to show the importance of environmental management system implementation, in a company that will be the first one, in Brasil, in its segment manufacturing and sales of lubricants and preventive oils, greases and radiador fluid, for automotive and industrial use, to be certificated in ISO 14001. Key Words: Environmental Environmental Protection. Management System; Sustainable Development; 1- INTRODUÇÃO A preocupação com o meio ambiente tornou-se uma tendência mundial irreversível. Ao longo de várias décadas de desenvolvimento industrial desprovido de cuidados com o meio ambiente, surge o conceito de desenvolvimento sustentável, o qual condiciona o crescimento econômico e a geração de riquezas à preservação do meio ambiente através do uso racional dos recursos naturais, a fim de garantir as condições de vida adequadas para as gerações futuras e atuais. A conferência das Nações Unidas sobre Meio Ambiente e Desenvolvimento, realizada no Rio de Janeiro em 1992, contribuiu para consolidar o conceito de Desenvolvimento Sustentável e estabelecer diretrizes para o tratamento do tema ambiental nas próximas décadas, através da cooperação entre os Estados, os diversos setores da sociedade e a população de maneira geral. A agenda 21, um documento-programa de ação que visa por em prática as declarações firmadas na conferência das Nações Unidas, propõe a redução da quantidade de energia e de materiais utilizados na produção de bens e serviços, a disseminação de tecnologias ambientais e a promoção de pesquisas que visem o desenvolvimento de novas fontes de energia e de recursos naturais renováveis. Propunha ainda o mesmo documento pela incorporação dos custos ambientais nas decisões dos produtores e consumidores, de forma que os preços reflitam o valor total dos recursos utilizados e previnam a degradação ambiental. É, em suma, um reconhecimento da importância da Qualidade Ambiental na gestão dos negócios das empresas e na relação com seus clientes e com a sociedade. Adotando a Norma ISO 14001 (1996), organizações de todos os tipos assumem estarem cada vez mais preocupadas em atingir e demonstrar um desempenho ambiental correto, controlando o impacto de suas atividades, produtos ou serviços no meio ambiente, levando em consideração a política e seus objetivos ambientais. Esse comportamento se insere no contexto de uma legislação cada vez mais exigente, no desenvolvimento de políticas econômicas, de outras medidas destinadas a estimular a proteção ao meio ambiente e de uma crescente preocupação das partes interessadas em relação às questões ambientais e ao desenvolvimento sustentável. Nesta perspectiva, a cultura ambiental empresarial surge, não como uma novidade, mas sim, como uma necessidade. O Meio Ambiente torna-se então, um importante fator para o processo decisório das empresas que proporcionará a garantia de competitividade e sobrevivência no mundo globalizado. 2- IMPLEMENTAÇÃO DO SISTEMA DE GESTÃO AMBIENTAL Tendo como finalidade a prevenção dos danos ambientais em razão dos processos produtivos e dos produtos colocados no mercado, a empresa parte em busca de sua certificação na Norma ISO 14001, através da implantação de um Sistema de Gestão Ambiental (S.G.A) efetivo. A Norma ISO 14001, especifica requisitos relativos ao S.G.A, permitindo que a empresa formule sua política ambiental e elabore seus objetivos e metas ambientais, levando em consideração os requisitos legais e as informações referentes aos seus impactos ambientais significativos que podem ser controlados. A Política Ambiental, segundo Cyro Eyer (1995), deve estabelecer os objetivos ambientais estratégicos da organização, a partir de um processo de discussão interna no qual participem seus dirigentes e funcionários. A definição da Política Ambiental foi a primeira providência tomada pela empresa para a implantação do S.G.A., nesta política a empresa declara que se compromete, através da promoção de treinamentos e do envolvimento de seus empregados, e do incentivo à conscientização ambiental de seus parceiros comerciais, à: - Estabelecer, manter e melhorar continuamente seu S.G.A., através do estabelecimento e revisão dos seus objetivos e metas ambientais; - Prevenir a poluição e otimizar a utilização dos recursos materiais, com a redução dos seus impactos ambientais significativos; - Atender aos requisitos legais, normas ambientais aplicáveis e outros requisitos pertinentes. Após definir a Política Ambiental, o S.G.A passará por quatro etapas, conforme o modelo PDCA proposto pela Norma ISO 14001 (Planejamento, Implementação e Operação, Verificação da Ação Corretiva, e Analise Critica do Sistema pela Alta Administração). Este modelo pode ser visualizado conforme ilustração abaixo: POLÍTICA AMBIENTAL MELHORAMENTO CONTÍNUO PLANEJAMENTO - REVISÃO DO GERENCIAMENTO - Aspectos Ambientais Requisitos Legais e Outros Objetivos e Metas Programas de Gerenciamento Ambiental IMPLEMENTAÇÃO E OPERAÇÃO CHECAGEM DA AÇÃO CORRETIVA - Monitoramento e Medição Não Conformidade e Ações Corretivas Registros Auditoria do Sistema de Gerenciamento Ambiental - Estrutura e Responsabilidade Treinamento, Conscientização e Competência Comunicação Documentação do Sistema de Gerenciamento Ambiental Controle Operacional Controle Emergencial e Responsabilidades Figura 1- Modelo PDCA do Sistema de Gestão Ambiental conforme a NBR 14001. 2.1 – PLANEJAMENTO - (1º ETAPA) A estrutura de planejamento do S.G.A. da empresa, buscou estabelecer a sistematização dos procedimentos para identificação dos impactos ambientais relevantes de suas atividades e processos, de forma a serem controlados, considerando os seus requisitos legais. O objetivo da avaliação dos impactos ambientais é garantir que os aspectos, responsáveis por impactos significativos sejam levados em consideração para o estabelecimento dos objetivos e metas definidos pela empresa. 2.1.1- LEVANTAMENTO DOS ASPECTOS E IMPACTOS Para o levantamento de seus aspectos ambientais, a empresa identificou os elementos das atividades, produtos e serviços desenvolvidos por ela, que podem interagir com o meio ambiente. Em seguida foram analisados os impactos ambientais relacionados aos aspectos identificados, que causam ou poderão vir a causar qualquer modificação do meio ambiente, adversa ou benéfica. Com a finalidade de facilitar e agilizar o processo de identificação dos aspectos e impactos ambientais, o departamento responsável pela implementação do S.G.A, criou um macro-fluxograma relacionando todas as atividades e processos desenvolvidos por cada setor da empresa. Foi elaborado um procedimento, estabelecendo a dinâmica a ser realizada para o levantamento dos aspetos e impactos ambientais provocados pelas atividades, produtos e serviços da empresa em seus diversos setores. Este procedimento estabeleceu critérios para classificar os aspectos e impactos ambientais registrados, de acordo com sua importância e significância. Espera-se que através dos impactos ambientais significativos identificados, a empresa possa adotar medidas no intuito de minimizar a ação destes impactos sobre o meio ambiente, através da diminuição de resíduos sólidos gerados, do uso racional da energia elétrica, do consumo de água e outros. 2.1.1- REQUISITOS LEGAIS A Constituição Federal Brasileira de 1988 deu grande destaque à preservação ambiental. Ela trouxe, implicitamente, a máxima de que é preciso aprender a conviver harmoniosamente com o meio ambiente. Com base no principio da prevenção, a legislação passou a inserir, como objetivos dessa política pública, a compatibilização do desenvolvimento econômico-social, com a preservação da qualidade do meio ambiente e do equilíbrio ecológico e , mais, a preservação dos recursos ambientais, com vistas à sua utilização racional e disponibilidade permanente. Em 1999, a empresa obteve a sua Licença Ambiental emitida pelo Conselho Estadual de Política Ambiental (COPAM). No intuito de atender aos requisitos expressos nas condicionantes desta licença, foi construída a Estação de Tratamento de Efluentes (ETE), garantindo o lançamento dos efluentes líquidos industriais na rede pública coletora dentro dos parâmetros legais. Uma empresa, prestadora de assessoria jurídica, foi contratada, a qual fez o levantamento de cerca de 50 leis (nos âmbitos federal, estadual e municipal) aplicáveis às atividades, produtos e serviços, usando como base de dados as informações coletadas através do levantamento dos aspectos e impactos, da licença de operação e os documentos relativos às solicitações de partes interessadas da empresa em estudo. A conformidade permanente da empresa com a legislação, além do caráter obrigatório de que se reveste, confere a empresa a imagem de “empresa ambientalmente correta” e possibilita a programação e antecipação do cumprimento de exigências futuras, cujos prazos para que essas leis passem a vigorar ainda não estejam regulamentados. 2.1.3- OBJETIVOS E METAS DO S.G.A. E PLANO DE GESTÃO AMBIENTAL Segundo Cyro Eyer (1995) o S.G.A. é operacionalizado através de um plano de gestão ambiental (P.G.A.) que é um instrumento gerencial dinâmico e sistemático, com metas ambientais e objetivos pré-determinados. Para a elaboração do P.G.A. requer-se a identificação precisa dos processos, matérias primas e insumos energéticos utilizados na instalação; e dos resíduos sólidos, efluentes e emissões gerados. Com esta finalidade, foi criado pela empresa, um procedimento para determinar as diretrizes para se estabelecer os objetivos e metas ambientais proposto por sua política ambiental e elaborar os planos de gestão ambiental, de acordo com as tarefas desenvolvidas por cada departamento. Todas as medidas propostas pelo P.G.A na empresa (implantação da coleta seletiva, projeto de recirculação de água de resfriamento nos reatores, otimização na utilização de água na lavagem dos tanques de mistura) visam o uso racional de recursos naturais e a busca pela diminuição dos impactos ambientais. O uso dos planos de gestão ambiental, propostos pela empresa, serão os elementos essenciais necessários ao sucesso da implementação do S.G.A. 2.2- IMPLEMENTAÇÃO E OPERAÇÃO - (2ª ETAPA) Para que o S.G.A. seja eficiente, as funções e as responsabilidades dentro da organização devem ser definidas, documentadas e comunicadas à toda organização. Além disso, os recursos necessários à implementação e ao controle do sistema de gestão devem estar assegurados. O conceito de recurso, neste caso, engloba a tecnologia necessária, os recursos financeiros, os recursos humanos e as qualificações específicas. 2.2.1- ESTRUTURA E RESPONSABILIDADE A eficácia do S.G.A. dependerá do comprometimento de todos os empregados da empresa. A Norma ISO 14001 (1996), recomenda que o comprometimento comece nos níveis gerenciais mais elevados da organização. A alta administração irá definir a política ambiental, assegurando que os objetivos e metas da empresa sejam alcançados e ao propiciar o fornecimento de um nível apropriado de recursos, atua como a principal responsável pelo sucesso da implementação do S.G.A. O departamento responsável pela implementação do S.G.A. na empresa é o de Garantia da Qualidade, sendo que a gerência do mesmo fica responsável por informar sempre o desempenho do sistema à alta administração, para que possam ser efetuados eventuais revisões, visando seu aprimoramento futuro. Para facilitar a implementação do S.G.A, foi criada a Comissão Interna do Meio Ambiente (CIMA), composta por funcionários de todos os setores da empresa, a fim de propagar os conceitos ambientais e despertar o comprometimento ambiental entre os mesmos. 2.2.2- TREINAMENTO, CONSCIENTIZAÇÃO E COMPETÊNCIA Para a obtenção de sua certificação ambiental é imprescindível a participação de todos os setores da empresa, nesta perspectiva, a educação ambiental, sob a forma de treinamento exerce importante papel no que se refere a conscientização ambiental entre os membros da organização. Cyro Eyer ( 1995), destaca que é fundamental que os funcionários reconheçam na educação ambiental um novo fator de progresso, não o tratando apenas como treinamento profissional, muito embora os dois se completem. No caso da empresa estudada, foram promovidos os cursos de “Educação Ambiental”, “Levantamento de Aspectos e Impactos Ambientais”, “Formação de Auditores Ambientais Internos”, “FMEA (Failure Mode and Effect Analysis – Análise do modo e efeito de falha)”, “Coleta Seletiva”, “Divulgação da Política Ambiental”, “Treinamento de Procedimentos Ambientais”, “Treinamento de Instrução de Trabalhos Ambientais”, entre outros. Todos os treinamentos foram ministrados a fim de proporcionarem aos funcionários o conhecimento e o comportamento necessário ao cumprimento dos objetivos e metas ambientais, priorizando aqueles que possam vir a causar impactos significativos no meio ambiente através do desenvolvimento de suas tarefas. 2.2.3- COMUNICAÇÃO Outro aspecto importante a ser considerado para eficiência do S.G.A. é a implementação de um sistema de comunicação entre os diferentes níveis da empresa. Tal sistema levou em consideração tanto as comunicações recebidas internamente, quanto aquelas relativas às partes interessadas externas. A divulgação da política ambiental através de cartazes, folders, jornais de circulação interna e out-doors, foi de grande importância para este processo. Merecendo destaque também, os planos de gestão ambiental e os treinamentos, despertando entre os funcionários um maior envolvimento com o sistema. 2.2.4- DOCUMENTAÇÃO DO S.G.A. A ISO 14001 (1996), recomenda que o detalhamento da documentação seja suficiente para descrever os elementos principais do S.G.A. e sua interação, fornecendo orientação sobre fontes de informações mais detalhadas, sobre o funcionamento de partes específicas do sistema de gestão ambiental. É importante ressaltar que o fato da empresa já ser certificada na Norma ISO 9002, foi um fator facilitador para o processo de implantação do S.G.A, pois vários procedimentos do Sistema da Qualidade foram revisados e adaptados para satisfazer à gestão ambiental. 2.2.5- CONTROLE OPERACIONAL O controle operacional tem como objetivo a identificação das operações e atividades associados aos seus impactos ambientais significativos, conforme estabelecido na política ambiental, nos seus objetivos e metas. Mais especificamente, esse controle procura identificar as situações que, se não atendidas, podem acarretar desvio no cumprimento dos objetivos da política ambiental. As instruções de trabalho, elaboradas pelos respectivos setores responsáveis em conjunto com o departamento de Garantia da Qualidade, são os principais instrumentos do controle operacional. 2.2.6- CONTROLES EMERGENCIAIS E RESPONSABILIDADES A norma ISO 14001 (1996), propõe que a organização deve estabelecer e manter procedimentos para identificar o potencial e atender a acidentes e situações de emergência, bem como para prevenir e mitigar os impactos ambientais que possam estar associados a eles. Foram elaborados procedimentos para garantir o potencial de resposta à acidentes, e criada a brigada de emergência, composta por funcionários da empresa, devidamente treinados para esta função. 2.3- VERIFICAÇÃO DA AÇÃO CORRETIVA - (3ª ETAPA) 2.3.1- MONITORAMENTO E MEDIÇÃO A empresa elaborou procedimentos e documentou-os, a fim de facilitar o processo de monitoramento e medição, de suas principais atividades que possam causar impactos significativos no meio ambiente. Periodicamente deverá ser enviada a Fundação Estadual do Meio Ambiente (FEAM), os resultados referentes à monitorização dos efluentes líquidos, dos efluentes atmosféricos e as informações referentes a geração e movimentação de resíduos sólidos 2.3.2- NÃO CONFORMIDADE E AÇÃO PREVENTIVA Caso sejam observadas não conformidades com a norma ISO 14001, devem ser adotadas ações que minimizem os impactos, por meio da execução de ações preventivas e/ou corretivas adequadas. Neste caso caberá ao departamento responsável pela manutenção do S.G.A., a adoção das medidas pertinentes. Tais medidas se concretizarão através da emissão de um Relatório Interno de Não Conformidade e Ação Corretiva (RINAC), a qualquer setor que não esteja de acordo com a Norma ISO 14001, a fim de se obter as ações corretivas cabíveis. Um procedimento do sistema da qualidade (Elaboração de FMEA), foi revisado para auxiliar a detecção de falhas no processo do S.G.A., que consiste em uma metodologia preventiva, tendo como função a analise das possíveis falhas em um produto, processo ou projeto, verificando a probabilidade de sua ocorrência e as suas possíveis conseqüências. 2.3.3- REGISTROS DO S.G.A. Os registros são a evidência da implementação do S.G.A., neste caso, pode-se considerar como registros da empresa, no que se refere ao seu sistema ambiental: a Licença de Operação, os relatórios de aspectos e impactos associados, os resultados de monitoramento e medição, os registros de treinamentos de empregados, os registros de não conformidade e ações corretivas e preventivas adotadas, os dados de manutenção, inspeção e calibração de instrumentos e equipamentos, etc. 2.3.4- AUDITORIA DO S.G.A. A auditoria ambiental é o meio pelo qual a empresa possuirá informações a cerca do desempenho do S.G.A., se o mesmo está em conformidade com as disposições planejadas para a gestão ambiental conforme os requisitos da Norma ISO 14001. Apesar da empresa em questão ainda não ser certificada na referida norma, a sua auditoria interna, já está marcada, para junho de 2001. 2.4- ANÁLISE CRÍTICA DO SISTEMA PELA ALTA ADMINISTRAÇÃO - (4ª ETAPA) A análise crítica do S.G.A pela alta administração sucederá a realização da auditoria ambiental, tendo como objetivo abordar a necessidade de alteração da política ambiental, objetivos e outros elementos do S.G.A, garantindo assim a busca pela melhoria contínua como forma de assegurar o aperfeiçoamento do desempenho ambiental da empresa. 3- CONCLUSÃO A implementação do Sistema de Gestão Ambiental foi o primeiro passo da empresa em busca do Desenvolvimento Sustentável, convergindo os seus interesses técnicos, econômicos e comerciais à prevenção da poluição ambiental e à redução dos impactos significativos causados por suas atividades. O Sistema de Gestão Ambiental permitirá que a empresa alcance a sua excelência ambiental buscando a sua melhoria continua, que se concretizará através da otimização de seus processos, da redução dos custos de desperdício, de distribuição, de consumo de energia e materiais concomitantemente melhorando a sua imagem junto aos clientes, investidores, fornecedores e entidades regulamentadoras. Desta forma, ao reconhecer a importância da qualidade ambiental na gestão de seus negócios, a empresa garante não só a melhoria do meio ambiente e a da população, mas também assegura a sua competitividade em um mercado altamente globalizado. A certificação ambiental será a conseqüência da implementação bem sucedida de cada etapa do Sistema de Gestão Ambiental, principalmente no que se refere ao cumprimento das metas e objetivos propostos pela política ambiental. Além do mais, a empresa em estudo se reveste de uma grande satisfação, por se tratar da primeira no Brasil, no ramo de produção e comercialização de óleos lubrificantes, fluidos, protetivos e graxas, a conquistar a certificação na Norma ISO 14001. 4- REFERÊNCIAS BIBLIOGRAFIAS BRAGA, J R B et al. Introdução à engenharia ambiental, São Paulo, Escola Politécnica da USP, 1994. COMISSÃO MUNDIAL SOBRE MEIO AMBIENTE E DESENVOLVIMENTO. Nosso futuro comum, Rio de Janeiro, Fundação Getúlio Vargas, 1991. ISO 14001. Sistemas de gestão ambiental : especificação e diretrizes para uso, Rio de Janeiro: ABNT 1996. MAIMON, Dália. Passaporte verde: Gestão ambiental e competitividade, Rio de Janeiro, Qualitymark, 1996. SMA. Entendendo o meio ambiente: ISO 14000 sistema de gestão ambiental, São Paulo: Secretaria de Estado do Meio Ambiente de São Paulo Fábio Feldmann, 1997. TAUK, Sâmia Maria Tauk. Análise ambiental: Uma visão multidisciplinar, São Paulo, UNESP, 1991. VALLE, Cyro Eyer do. O desafio de ser competitivo protegendo o meio ambiente: qualidade ambiental (Como se preparar para as normas ISO 14001), São Paulo: Pioneira, 1995.