UNIVERSIDADE DE BRASÍLIA
FACULDADE DE TECNOLOGIA
DEPARTAMENTO DE ENGENHARIA FLORESTAL
ESTABELECIMENTO E CRESCIMENTO INICIAL DE
ESPÉCIES FLORESTAIS EM PLANTIOS DE RECUPERAÇÃO
DE MATAS DE GALERIA DO DISTRITO FEDERAL
CAMILO CAVALCANTE DE SOUZA
ORIENTADOR: CARLOS EDUARDO LAZARINI DA FONSECA
DISSERTAÇÃO DE MESTRADO EM CIÊNCIAS FLORESTAIS
PUBLICAÇÃO: EFLM023A
BRASÍLIA/DF: JUNHO/2002
UNIVERSIDADE DE BRASÍLIA
FACULDADE DE TECNOLOGIA
DEPARTAMENTO DE ENGENHARIA FLORESTAL
ESTABELECIMENTO E CRESCIMENTO INICIAL DE ESPÉCIES
FLORESTAIS EM PLANTIOS DE RECUPERAÇÃO DE MATAS DE
GALERIA DO DISTRITO FEDERAL
CAMILO CAVALCANTE DE SOUZA
Dissertação de mestrado submetida ao Departamento de Engenharia Florestal da Faculdade de Tecnologia da
Universidade de Brasília como parte dos requisitos necessários para a obtenção do grau de mestre.
APROVADO POR:
_______________________________________________________________
CARLOS EDUARDO LAZARINI DA FONSECA, PhD, EMBRAPA SEDE.
(ORIENTADOR)
_________________________________________________
MANOEL CLÁUDIO DA SILVA JÚNIOR, PhD, EFL-UnB.
(EXAMINADOR INTERNO)
_______________________________________________
JOSÉ FELIPE RIBEIRO, PhD, EMBRAPA CERRADOS.
(Examinador Externo)
____________________________________________
JEANINE MARIA FELFILI FAGG, PhD, EFL - UnB.
(EXAMINADOR SUPLENTE)
Brasília-DF, 28 junho de 2002.
FICHA CATALOGRÁFICA
SOUZA, CAMILO CAVALCANTE DE
Estabelecimento e Crescimento Inicial de Espécies Florestais em Plantios de Recuperação de Matas de
Galeria do Distrito Federal. 2002.
xiv, 91 p., 297 mm (EFL/FT/UnB, Mestre, Ciências Florestais, 2002)
Dissertação de Mestrado – Universidade de Brasília.
Faculdade de Tecnologia. Departamento de Engenharia Florestal.
1. Mata de Galeria
2. Recuperação de matas de Galeria
3. Plantios experimentais
4. Modelo de recuperação de área degradada
I. EFL/FT/UnB
II. Título (série)
REFERÊNCIA BIBLIOGRÁFICA
SOUZA, C. C. (2002). Estabelecimento e Crescimento Inicial de Espécies Florestais em Plantios de
Recuperação de Matas de Galeria do Distrito Federal. Dissertação de Mestrado, Publicação EFLM23A,
Departamento de Engenharia Florestal, Universidade de Brasília, Brasília,DF, 91p.
CESSÃO DE DIREITOS
NOME DO AUTOR: CAMILO CAVALCANTE DE SOUZA*
TÍTULO DA DISSERTAÇÃO: Estabelecimento e Crescimento Inicial de Espécies Florestais em
Plantios de Recuperação de Matas de Galeria do Distrito Federal.
GRAU/ANO: Mestre/2002.
É concedida à Universidade de Brasília permissão para reproduzir cópias desta dissertação de
mestrado e para emprestar ou vender tais cópias somente para propósitos acadêmicos e científicos. O
autor reserva outros direitos de publicação e nenhuma parte desta dissertação de mestrado pode ser
reproduzida sem autorização por escrito do autor.
_________________________________________________
*Camilo Cavalcante de Souza
[email protected]
[email protected]
DEDICATÓRIA
Aos meus pais, que me apoiaram incondicionalmente para a realização deste trabalho;
A todas as pessoas que, de alguma forma, tem contribuído para a conservação, preservação e
recuperação da flora brasileira, principalmente as Matas de Galeria.
AGRADECIMENTOS
À Universidade de Brasília, por ter me dado a oportunidade de concluir o Mestrado em Ciências
Florestais, principalmente ao Departamento de Engenharia Florestal.
À Embrapa Cerrados, por ter me concedido a oportunidade de participar do Subprojeto: Conservação
e Recuperação da Biodiversidade em Matas de Galeria do Bioma Cerrado.
À Embrapa Cenargen, por ter me concedido uma bolsa de aperfeiçoamento acadêmico para que eu
pudesse participar do grupo de pesquisa do Projeto de Etnobiologia, Conservação de Recursos Genéticos e
Bem-estar Alimentar em Comunidades Tradicionais.
Ao Ministério do Meio Ambiente por ter acreditado no trabalho que desenvolvi nas instituições
anteriormente mencionadas e ter me dado a oportunidade de fazer parte do grupo de trabalho da Secretaria
de Coordenação da Amazônia - Projeto de Recuperação de Áreas Alteradas na Amazônia.
Aos proprietários que cederam parte de suas terras para que esse trabalho fosse realizado. A
equipe de campo da Embrapa Cerrados, João Batista dos Santos e Djalma Pereira de Souza e toda a equipe
do Laboratório de Biologia Vegetal da Embrapa Cerrados, principalmente o Dr. José Carlos Sousa-Silva.
Ao meu Orientador o Dr. Carlos Eduardo Lazarini da Fonseca, pela orientação e pela confiança e
carinho de sempre. Ao Dr. Jose Felipe Ribeiro, Dr. Manoel Cláudio da Silva Júnior e a Drª. Jeanine Felfili
Fagg, os quais sempre demonstraram confiança no trabalho que foi desenvolvido durante esses dois anos.
A todos aqueles que de uma forma ou de outra colaboraram para que esta dissertação pudesse ser
concluída.
Agradeço a Deus por ter me proporcionado mais essa vitória.
RESUMO
ESTABELECIMENTO E CRESCIMENTO INICIAL DE ESPÉCIES FLORESTAIS EM
PLANTIOS DE RECUPERAÇÃO DE MATAS DE GALERIA
DO DISTRITO FEDERAL
O objetivo deste estudo foi avaliar o estabelecimento e o crescimento inicial de 30 espécies florestais utilizadas
em plantios de recuperação de cinco fragmentos degradados de Mata de Galeria, sendo três localizados às
margens do Rio Jardim, um às margens do Córrego Sobradinho e outro na foz do Córrego Olaria. Para tanto
realizou-se monitoramentos aos 6, 12 e aos 18 meses, para os plantios efetuados em 1999 e aos 30 meses para os
plantios efetuados em 1998. Foram avaliados o crescimento e a sobrevivência nas cinco áreas para diferentes
tratos culturais pós-plantio. Utilizou-se o delineamento em anéis hexagonais com 7, 13 e 19 espécies. As
espécies que apresentaram índice de sobrevivência igual ou acima de 60%, aos 18 meses, independente de tratos
culturais foram: Anadenanthera falcata (88%), Tabebuia serratifolia (87%), Enterolobium contortirsiliquum
(81%), Genipa americana (72%), Pouteria ramifolia (69%), Anadenanthera colubrina (68%), Hymenaea
stilbocarpa (67%) e Myracrodruon urundeuva (64%) e Cariana estrellensis (60%). Essas seriam indicadas para
plantios nas condições de degradação estudadas no Distrito Federal, pois além de apresentarem taxa de
sobrevivência dentro do padrão esperado possuem crescimento médio acima de 100 cm e diâmetro médio acima
de 2,00 cm em ambientes antropizados, ou seja, comportam-se como pioneiras antrópicas. Porém, Dalbergia
miscolobium, Ormosia stipularis, Erytrina fusca, Copaifera langsdorffii, Sterculia striata, Clusia criuva,
Swietenia macrophylla, Inga vera, Salacia elliptica e Euterpe edulis apresentaram sobrevivência baixa, ou seja,
abaixo de 33% e crescimento lento tanto em altura quanto em diâmetro. Assim, essas não seriam indicadas para
plantios de recuperação em áreas onde quase não há tratos culturais. Nas áreas com tratos culturais as espécies
que apresentaram sobrevivência acima de 70%, aos 18 meses foram: Genipa americana (94%), Tabebuia
serratifolia (100%), Pouteria ramifolia (95%), Machaerium aculatum (71%), Swartzia oblata (82%), Tapirira
guianensis (71%), Hymenaea stilbocarpa (89%), Anadenanthera colubrina (84%) e Enterolobium
contortisiliquum (94%) com alturas médias de 221 cm, 332 cm, 170 cm, 264 cm, 207 cm, 342 cm, 177 cm, 334
cm e 120 cm, respectivamente. Aos 30 meses Genipa americana, Tabebuia serratifolia, Anadenanthera
colubrina e Machaerium aculeatum apresentaram sobrevivência média acima de 70% e crescimento médio em
altura acima de 230 cm.
ABSTRACT
ESTABLISHMENT AND INITIAL GROWTH OF FOREST SPECIES IN RECLAIM PLANTINGS ON
GALERY FORESTS IN FEDERAL DISTRICT, BRAZIL
This study aimed to appraise the establishment and initial growth of 30 forest species, which seedlings
were used to reclaim five gallery forest degraded fragments, three of them located on Jardim river
margins, one on Sobradinho creek margins and another on the mouth of Olaria creek. For that
purpose, monitoring were conducted on 6, 12 and 18 months periods, for plantings taken place in
1999, and on 30 months period for 1998 plantings. Growth and survival were evaluated in the five
areas in relation to the different after planting crop care. Honeycomb design outline was used with 7,
13 and 19 species. The species that presented survival rates equal or above 60% at 18 months,
independent of crop care, were: Anadenanthera falcata (88%), Tabebuia serratifolia (87%),
Enterolobium contortisiliquum (81%), Genipa americana (72%), Pouteria ramifolia (69%),
Anadenanthera colubrina (68%), Hymenaea stilbocarpa (67%) e Myracrodruon urundeuva (64%)
and Cariana estrellensis (60%). These species would be indicated to reclaim degraded areas in the
Federal District, considering their survival rates on expected patterns, average growth above 100 cm
and average diameter above 2,00 cm in environments disturbed by human activities, behaving as
anthropic pioneers. However, Dalbergia miscolobium, Ormosia stipularis, Erytrina fusca, Copaifera
langsdorffii, Sterculia striata, Clusia criuva, Swietenia macrophylla, Inga vera, Salacia elliptica e
Euterpe edulis showed low survival rate, below 33%, and slow growth, both in height and diameter.
These species would not be indicated to areas that have no manegement. In areas with manegement,
the species that survedl above 70%, at 18 months, were: Genipa americana (94%), Tabebuia
serratifolia (100%), Pouteria ramifolia (95%), Machaerium aculatum (71%), Swartzia oblata (82%),
Tapirira guianensis (71%), Hymenaea stilbocarpa (89%), Anadenanthera colubrina (84%) and
Enterolobium contortisiliquum (94%), with average heights of 221 cm, 332 cm, 170 cm, 264 cm, 207
cm, 342 cm, 177 cm, 334 cm and 120 cm respectively. At after 30 months, Genipa americana,
Tabebuia serratifolia, Anadenanthera colubrina and Machaerium aculeatum averaged survival above
70% for survival and above 230 cm in height.
ÍNDICE
Capítulo
Página
1. INTRODUÇÃO ......................................................................................................
1.1 – HIPÓTESE ........................................................................................................
1.2 – JUSTIFICATIVA ..............................................................................................
1
2
3
2. REVISÃO BIBLIOGRÁFICA ...............................................................................
2.1
ASPECTOS
LEGAIS
DA
RECUPERAÇÃO
DOS
ECOSSISTEMAS
4
RIPÁRIOS .........................................................................................................
2.2 - O ESTADO DA ARTE SOBRE IMPLANTAÇÃO DE MATA CILIAR/GALERIA E
4
RECUPERAÇÃO
DE
ÁREAS
DEGRADADAS
NO
BRASIL .............................................................................................................
2.2.1 – Conceituação ...................................................................................................
2.2.2 - Sucessão Ecológica ........................................................................................
2.2.3 - Bases Teóricas para Programas de Recuperação de Áreas Ribeirinhas .........
2.2.4 - Critérios para Seleção de Espécies ..................................................................
2.2.5 - Modelos de Implantação ................................................................................
5
5
6
9
9
10
3. MATERIAL E MÉTODOS ....................................................................................
3.1 - ÁREA DE ESTUDO ..........................................................................................
3.2 - CARACTERIZAÇÃO DAS ÁREAS DE ESTUDO .........................................
3.2.1 - Área 1: Núcleo Rural de Alexandre de Gusmão – Brazlândia ........................
3.2.2 - Área 2: Núcleo Rural de Tabatinga - Planaltina .............................................
3.2.3 - Área 3: Núcleo Rural de Tabatinga - Planaltina .............................................
3.2.4 - Área 4: Núcleo Rural de Tabatinga - Planaltina .............................................
3.2.5 - Área 5: Núcleo Rural Capão da Erva – Sobradinho ........................................
3.3 - CARACTERIZAÇÃO DO SOLO .....................................................................
3.4 - PREPARO DAS ÁREAS PARA PLANTIO.....................................................
3.5 – COLETA DE SEMENTES E SELEÇÃO DAS ESPÉCIES .............................
3.6 – DESENVOLVIMENTO E ADAPTAÇÃO DAS ESPÉCIES ...........................
3.7 – ANÁLISE DOS DADOS ..................................................................................
12
12
14
14
15
15
16
16
17
18
19
21
22
4. RESULTADOS E DISCUSSÕES ..........................................................................
4.1 – AVALIAÇÃO DAS ESPÉCIES NAS CINCO ÁREAS (PLANTIO 98/99) ....
4.2 - PLANTIOS SEM TRATOS CULTURAIS .......................................................
4.3 - PLANTIO COM TRATO CULTURAL ...........................................................
4.4 - Avaliação das espécies em uma área com diferentes tratos culturais (pós-plantio) – Área
23
23
31
38
5 ................................................................................................
4.5 - Avaliação conjunta dos dados da área 5 ............................................................
41
53
5. CONCLUSÕES ......................................................................................................
55
REFERÊNCIAS BIBLIOGRÁFICAS .......................................................................
57
ANEXO A ..................................................................................................................
ANEXO B....................................................................................................................
ANEXO C ...................................................................................................................
ANEXO D ..................................................................................................................
ANEXO E ...................................................................................................................
ANEXO F ...................................................................................................................
ANEXO G ..................................................................................................................
ANEXO H ..................................................................................................................
ANEXO I ...................................................................................................................
ANEXO J ...................................................................................................................
ANEXO L ...................................................................................................................
65
66
67
68
69
70
71
72
79
81
86
LISTA DE FIGURAS
Figura
Página
Figura 3.1 – Localização das áreas onde foram realizados os plantios de recuperação de Mata de
Galeria do Distrito Federal ....................................................
13
Figura 3.2 – Modelo de plantio em anéis hexagonais utilizando 9 espécies .................
18
Figura 4.1 – Sobrevivência e altura média aos 18 meses das 13 espécies que foram plantadas em
1998 ....................................................................................
25
Figura 4.2 – Sobrevivência e altura média aos 18 meses das 24 espécies que foram plantadas em
1999 ....................................................................................
25
Figura 4.3 – Sobrevivência e altura média aos 18 meses das 24 espécies que foram plantadas em
1998/1999 ...........................................................................
26
Figura 4.4 – Sobrevivência e altura média aos 18 meses das 7 espécies que foram plantadas em 1998
(área 2) .......................................................................
32
Figura 4.5 – Sobrevivência e altura média aos 18 meses das 19 espécies que foram plantadas em 1999
(área 1) .......................................................................
33
Figura 4.6 – Sobrevivência e altura média aos 18 meses das 13 espécies que foram plantadas em 1999
(área 3) .......................................................................
34
Figura 4.7 – Sobrevivência e altura média aos 18 meses das 13 espécies que foram plantadas em 1999
(área 4) .......................................................................
39
Figura 4.8 – Sobrevivência e altura média aos 18, 24 e 30 meses das 13 espécies que foram plantadas
em 1998 (subárea 5.1).....................................................
42
Figura 4.9 – Sobrevivência e altura média aos 18 meses das 13 espécies que foram plantadas em 1998
(subárea 5.2) ..............................................................
43
Figura 4.10 – Sobrevivência e altura média aos 18 meses das 13 espécies que foram plantadas em
1998 (subárea 5.3) ..............................................................
45
Figura 4.11 – Sobrevivência e altura média aos 18 meses das 13 espécies que foram plantadas em
1998 (subárea 5.4) ..............................................................
49
Figura 4.12 – Comparação da sobrevivência, altura e diâmetro à altura do solo (DAS) das espécies
plantadas na Área 5 dos 6 aos 18 meses de idade, em quatro subáreas com diferentes
tipos
de
tratos
culturais,
preparo
e
manejo
do
solo. ..................................................... ...................................
52
Figura 4.13 – Altura e sobrevivência média das 13 espécies aos 18 meses, plantio de 1998 (análise
conjunta dos dados) ............................................................
53
LISTA DE TABELAS
Tabela
Tabela 2.1 – Dimensões das faixas de áreas de preservação permanente, baseadas nas dimensões do
curso d’água, segundo o novo Código Florestal ................
Página
4
Tabela 3.1 – Espécies de formações florestais utilizadas nos plantios de recuperação nas cinco áreas
ribeirinhas
de
Matas
de
Galeria
que
fizeram
parte
deste
estudo ........................................................................................................
20
Tabela 4.1 – Valores médios da sobrevivência (Sob%), crescimento médio e desvio padrão(±) aos 6,
12 e 18 meses de idade de 10 espécies nativas e 3 exóticas às Matas de Galeria,
plantadas em 1998 .....................................
28
Tabela 4.2 – Valores médios da sobrevivência (Sob%), crescimento médio e desvio padrão(±) aos 6,
12 e 18 meses de idade de 10 espécies nativas e 3 exóticas às Matas de Galeria,
plantadas em 1999 .....................................
29
Tabela 4.3 – Valores médios da sobrevivência (Sob%), crescimento médio e desvio padrão(±) aos 6,
12 e 18 meses de idade de 19 espécies nativas e 10 exóticas às Matas de Galeria,
plantadas em 1998/1999 ...........................
30
Tabela 4.4 – Valores médios da Sobrevivência (Sob.%), crescimento médio e desvio padrão (±) aos 6,
12 e 18 meses de idade de 7 espécies nativas de Matas de Galeria, que não houve
tratos culturais, plantadas em 1998 (área 2)...
35
Tabela 4.5 – Valores médios da Sobrevivência (Sob.%), crescimento médio e desvio padrão (±) aos 6,
12 e 18 meses de idade de 18 espécies nativas de Matas de Galeria, que não houve
tratos
culturais,
plantadas
em
1999
(área
1) ......................................................................................................
36
Tabela 4.6 – Valores médios da Sobrevivência (Sob.%), crescimento médio e desvio padrão (±) aos 6,
12 e 18 meses de idade de 7 espécies nativas de Matas de Galeria, que não houve
tratos culturais, plantadas em 1999 (área 3) ..
37
Tabela 4.7 – Valores médios da sobrevivência (Sob.%), crescimento médio e desvio padrão (±) aos 6,
12 e 18 meses de idade de 9 espécies nativas e 4 exóticas às de Matas de Galeria, que
houve
tratos
culturais,
plantadas
em
1999
(área
4) .......................................................................................
40
Tabela 4.8 – Valores médios da sobrevivência (Sob.%), crescimento médio e desvio padrão (±) dos 6
aos 30 meses de idade de 10 espécies nativas e 3 exóticas às de Matas de Galeria, em
uma onde houve tratos culturais plantadas (Subárea 5.1), Plantio de
1998 ..................................................
46
Tabela 4.9 – Valores médios da sobrevivência (Sob.%), crescimento médio e desvio padrão (±) aos 6,
12 e 18 meses de idade de 10 espécies nativas e 3 exóticas às de Matas de Galeria, em
uma onde houve tratos culturais plantadas (Subárea 5.2), Plantio de
1998 ..................................................
47
Tabela 4.10 – Valores médios da sobrevivência (Sob.%), crescimento médio e desvio padrão (±) aos
6, 12 e 18 meses de idade de 10 espécies nativas e 3 exóticas às de Matas de Galeria,
que
não
houve
tratos
culturais,
plantadas
em
1998
(Subárea
5.3) ..............................................................
48
Tabela 4.11 – Valores médios da sobrevivência (Sob.%), crescimento médio e desvio padrão (±) aos
6, 12 e 18 meses de idade de 10 espécies nativas e 3 exóticas às de Matas de Galeria,
que
não
houve
tratos
culturais,
plantadas
em
1998
(Subárea
5.4) ..............................................................
50
Tabela 4.12 – Valores médios da sobrevivência (Sob.%), crescimento médio e desvio padrão (±) aos
6, 12 e 18 meses de idade de 10 espécies nativas e 3 exóticas às de Matas de Galeria,
plantadas
em
1998
na
área
5
(análise
conjunta
dos
54
dados) ..................................................................................
LISTA DE SÍMBOLOS
Acacia farnesiana (l.) Willd ...................................................................................................
Afa
Anadenanthera colubrina (Vell.) Brenan ...............................................................................
Ac
Anadenanthera falcata (BentH.) Speg ...................................................................................
Af
Anadenanthera macrocarpa (Benth.) .....................................................................................
Am
Astronium fraxinifolium Schott ...............................................................................................
Afr
Calophyllum brasiliense Camb. ..............................................................................................
Cb
Cariana estrellensis (Raddi) Ktze. ........................................................................................
Cs
Clusia criuva Camb. ...............................................................................................................
Cc
Copaifera langsdorffii Desf. ...................................................................................................
Cl
Dalbergia miscolobium Benth. ...............................................................................................
Dm
Dalbergia nigra (Franz.) Allen. ..............................................................................................
Dn
Enterolobium contortirsiliquum (Vell.) Mor. .........................................................................
Ec
Erytrina fusca Lour. ................................................................................................................
Ef
Euterpe edulis Mart. ...............................................................................................................
Ee
Genipa americana L. ..............................................................................................................
Ga
Hymenaea stilbocarpa Hayne .................................................................................................
Hs
Inga vera Wild. ssp. Affinis .....................................................................................................
Iv
Machaerium aculeatum Raddi ................................................................................................
Ma
Myracrodruon urundeuva Fr. Allem. ....................................................................................
Au
Ormosia stipularis Ducke .......................................................................................................
Os
Pouteria ramifolia Radlk. .......................................................................................................
Pr
Rapanea guianensis Aubl .......................................................................................................
Rg
Salacia elliptica (Mart.) G. Don .............................................................................................
Se
Sterculia striata St. Hil et Naund ...........................................................................................
Ss
Swartzia oblata Cowan ...........................................................................................................
So
Swietenia macrophylla King ...................................................................................................
Sm
Tabebuia serratifolia (Vahl) Nich ..........................................................................................
Ts
Tapirira guianensis Aubl ........................................................................................................
Tg
Triplaris americana R.H. Schomb .........................................................................................
CAPÍTULO 1
1. INTRODUÇÃO
O Bioma Cerrado apresenta diferentes formações vegetais, entre elas a Mata de
Galeria é a vegetação florestal que acompanha pequenos cursos de água dos Planaltos do
Brasil Central formando pequenas galerias, corredores fechados, sobre os cursos de água, e
sendo encontrada encravada no fundo de vales e/ou nas cabeceiras de drenagem (Ribeiro et
al. 1999).
Essas matas contêm espécies endêmicas, espécies de mata amazônica, de mata
atlântica e das matas da Bacia do rio Paraná, além de espécies típicas do Cerrado sensu stricto
e das Matas Mesofíticas do Brasil Central, o que caracteriza sua importância como
repositórios de biodiversidade (Silva Júnior & Felfili, 1996).
Essa fitofisionomia é associada a uma grande variedade de solos, desde aos distróficos
do tipo Latossolo, Cambissolos, Areia Quartzoza e até solos mesotróficos. Ocorrem também
em solos Hidromórficos estacionalmente inundáveis (Gleys) com vários níveis de matéria
orgânica. Em geral os solos das Matas de Galeria são similares aos das formações
circunvizinhas, porém apresentam condições mais favoráveis ao desenvolvimento de floresta
devido ao elevado teor de matéria orgânica proveniente de ciclagem de nutrientes da própria
mata (Silva Júnior & Felfili 1996).
As Matas de Galeria evitam a erosão e o assoreamento dos cursos d'água filtra os
nutrientes e o excesso de agrotóxico presente na água de escoamento superficial, fornece
abrigo e alimento para peixes, aves e animais, além de ajudar a manter o equilíbrio térmico da
água (Schiavini, 1992). Destaca–se também pelas riquezas de fauna e flora.
Segundo Silva Júnior et al (1998), com base em 22 levantamentos em matas do Brasil
Central, foram relacionadas 446 espécies lenhosas para essa formação, o que mostra sua
riqueza de espécies. Além disso, apesar da área reduzida que ocupa no bioma,
aproximadamente 5%, as Matas de Galeria são as mais ricas fisionomias dentre as que
compõem o Cerrado (Felfili, 2000). De acordo com Mendonça et al (1998), essa
fitofisionomia contribui com 2031 espécies, sendo 854 arbóreas, ou cerca de 30% da flora
fanerógama do bioma Cerrado.
Ta
Devido a sua importância, essas matas são protegidas pelo Código Florestal e são
consideradas área de preservação permanente e de manutenção obrigatória. Porém, estas
garantias legais não as têm livrado das ações antrópicas perturbadoras que vêm sofrendo,
junto com todas as fitofisionomias do Cerrado do Brasil Central. O processo de uso e
ocupação do solo tem causado sérios danos a esta vegetação, principalmente a contaminação
dos mananciais por resíduos químicos, erosão e assoreamentos, os quais modificam a
paisagem natural (Rezende et al, 1999). Devido às ações antrópicas, no Distrito Federal e
região do entorno, as matas encontram–se de mediano a alto grau de degradação e como são
áreas com altos teores de matéria orgânica, são muito utilizadas para a agricultura e pastoreio
(FABRANDT-IEMA-MMA, 1996; Schiavini, 1992). Essa ocupação, que vem sendo feita de
forma não muita ordenada, interfere na bacia hidrográfica, diminuindo a disponibilidade e
qualidade da água.
Apesar da rápida taxa de conversão destas áreas em monoculturas, ainda são poucos
os estudos de ecologia e recuperação de áreas degradadas no Cerrado que possam orientar o
delineamento de políticas públicas para a conservação e manejo racional dos recursos do
Bioma (Felfili et al, 1997).
Dentro deste contexto, torna–se prioritário o estabelecimento de estratégias que
direcionem a aplicação de medidas de conservação dos fragmentos remanescentes e
recuperação daqueles que por motivos diversos foram degradados (Nave et al, 1997).
Dessa forma, o reflorestamento, com espécies arbóreas nativas, surge como alternativa
para a recuperação da vegetação de Mata de Galeria, pois a rápida retirada dessa vegetação
nativa, tanto no bioma (40%) quanto no Distrito Federal (46%), torna os trabalhos de pesquisa
nessa fitofisionomia ainda mais urgentes (Silva Júnior, 2001).
Sendo assim, o presente trabalho tem como objetivo avaliar o estabelecimento e o
crescimento inicial de diferentes espécies florestais utilizadas para plantios de recuperação de
Matas de Galeria na região do cinturão verde do Distrito Federal.
1.1 – HIPÓTESE
Entre as diversas espécies florestais nativas existem aquelas que tem maior
plasticidade ambiental e consequentemente maior capacidade de adaptação aos diferentes
níveis de degradação de áreas de Mata de Galeria.
1.2 – JUSTIFICATIVA
A conservação e recuperação das Matas de Galeria dependem do manejo dado ao
ecossistema que, por sua vez, depende do conhecimento de modelos de recuperação dessas
formações florestais. Em sua maioria, esses modelos buscam seguir o entendimento dos
processos dinâmicos de sucessão ecológica de espécies que compõem esses ambientes. Nesse
sentido, vários trabalhos de recuperação de ambientes ripícolas são baseados na sucessão
natural, como por exemplo, Kageyama & Gandara (2000), Parron et al (2000), Silveira et al
(1998), Macedo (1993), Cromberg & Bovi (1992), Barbosa et al (1992), Kageyama et al
(1990), Carpanezzi et al (1990), dentre outros. Porém, pouco se conhece sobre o
comportamento dessas espécies em plantios de recuperação de áreas alteradas com diferentes
níveis de degradação. O conhecimento do comportamento dessas espécies, quanto ao
estabelecimento e crescimento inicial nessas áreas ajudaria a definir aquelas mais aptas para
serem utilizadas, com sucesso, em plantios de recuperação.
CAPÍTULO 2
2. REVISÃO BIBLIOGRÁFICA
2.1 – ASPECTOS LEGAIS DA RECUPERAÇÃO DOS ECOSSISTEMAS RIPÁRIOS
A ação antrópica em ambientes ripários em áreas rurais e no entorno de nascentes é
um procedimento ilegal, pois estes ambientes são protegidos por lei desde 1934, quando foi
instituído o antigo Código Florestal, em seu artigo 4º, que foi o primeiro instrumento jurídico
de proteção às Matas Ciliares e de Galeria. O novo Código Florestal (Lei 4771/65), conferiu
maior proteção a estas áreas denominado–as, dentre outras, como Área de Preservação
Permanente (APP). Assim, são asseguradas como áreas de preservação permanente as
florestas e demais formas de vegetação existentes ao redor de rios, nascentes, lagos, lagoas e
inclusive dos reservatórios artificiais.
O Código Florestal, também especifica a dimensão mínima da faixa marginal que
varia de acordo com a largura dos cursos d’água, abrangendo de 30 a 500 metros (Tabela 2.1).
A proteção das Matas Ciliares é reforçada pela Política Nacional de Recursos Hídricos
(Lei n.º 9.433 de 1997), que assegura a disponibilidade de água para todas as gerações, como
também, tem como objetivo preservar e recuperar os recursos hídricos.
Tabela 2.1 – Dimensões das faixas de áreas de preservação permanente, baseadas nas
dimensões do curso d’água, segundo o novo Código Florestal.
Tipos de cursos d’água
Largura do curso
Largura de faixa de preservação
d’água
em cada margem
Córregos
Menor que 10m
30m
Córregos e rios
Entre 10 e 50m
50m
Rios
Entre 50 e 200m
100m
Rios
Entre 200 e 600m
200m
Rios
Maior que 600m
500m
Nascentes ou olhos d’água e Veredas ––––––––––––––––
50m de raio
Fonte: Fonseca et al (2001).
A supressão desta vegetação representa um significativo impacto sobre a
biodiversidade local uma vez que diminui a área protetora dos recursos hídricos, da fauna e
diminuição da flora local. Por conseguinte, a obrigatoriedade da reposição florestal com
espécies nativas dessas áreas constitui um importante passo para garantir a conservação do
ambiente onde estas estão inseridas (Lei 4771, art. 18). Os dispositivos legais da
obrigatoriedade da reabilitação de áreas degradadas estão presentes também no inciso VIII do
artigo 2º da Lei n.º 6.938/81, nos parágrafos 2º e 3º do artigo 225 da Constituição Federal e no
Decreto n.º 97.632, de 10 de abril de 1989. Além dessas leis há uma terceira que determinou
que as Áreas de Preservação Permanente (APP), deveriam ser recuperadas gradualmente ao
longo de 30 anos e em função disto muitos projetos tem sido realizado para atingirem tal
meta, ou seja, para cumprir a Lei de Política Agrícola – Lei n.º 8.171 de 17 de janeiro de 1991
(Kageyama & Gandara, 2000).
A Lei de Crimes Ambientais (Lei n.º 9.605/98), condena ações de quem venha a
causar a degradação ambiental, cujas penas previstas são detenção de um a três anos, multa ou
ambas as penalidades cumulativamente (Souza, 2000).
Nas áreas urbanas, artigo 2º parágrafo único do novo código florestal, estabelece que a
proteção das matas ribeirinhas deverá ser contemplada pelo plano diretor local e leis de uso
do solo, respeitando os princípios e limites dispostos em lei.
Porém, apesar de existir inúmeros mecanismos legais de proteção dessas áreas, a
retirada da cobertura florestal ainda é o principal fator de degradação desses ambientes.
Portanto, a implantação de matas ribeirinhas tem sido objeto de estudo de diversos projetos de
recuperação.
2.2 – O ESTADO DA ARTE SOBRE IMPLANTAÇÃO DE MATA CILIAR/GALERIA
E RECUPERAÇÃO DE ÁREAS DEGRADADAS NO BRASIL
2.2.1 – Conceituação
Segundo Dias & Griffith (1998), e Balensifiefer (1997), a recuperação de áreas
degradadas no Brasil é uma atividade relativamente recente, que envolve diferentes áreas do
conhecimento. Assim, encontramos termos como recuperação, reabilitação, recomposição,
restauração, reflorestamento, florestamento e implantação para definir um único processo.
Porém, de acordo com Dias & Griffith (1998), os termos mais aceitos são: reabilitação e
recuperação, pois o termo restauração sugere que a área degradada venha a ter as mesmas
características que antecederam a degradação.
Mas, Kageyama (1999), afirma que o avanço da tecnologia tem proporcionado aos
projetos de revegetação melhoras marcantes que os torna cada vez mais próximos da
restauração de ecossistemas. Porém, o termo recuperação ainda é muito usado para designar
qualquer ação que possibilite a reversão de uma área degradada, para a condição de não
degradada (Majoer, 1989), citado por Rodrigues & Gandolfi, (2000).
O tema recuperação de áreas degradadas tem sido objeto de numerosos estudos nas
últimas décadas, já constituindo numa consolidada linha de pesquisa. O recente avanço
teórico e metodológico desse tema deveu–se fundamentalmente à aplicação do conhecimento
acumulado na área ecológica, com destaque para a dinâmica de comunidades florestais
(Rodrigues et al, 2000).
Vários pesquisadores que atuam na área de recuperação ambiental têm o consenso de
que formar uma floresta semelhante à original, com todas as suas peculiaridades de
diversidade, regeneração e interação, representa um ideal quase utópico (Kageyama &
Gandara 2000). Logo, reconstruir ou reorganizar um ecossistema florestal implica no
conhecimento da complexidade dos fenômenos que se desenvolvem nestes ambientes
(Rodrigues & Gandolfi, 2000).
Então, a recuperação de áreas degradadas tem como finalidade recuperar e dar a
funcionalidade ecológica ao ecossistema. Nesse contexto, a recuperação ambiental não se tem
restringido a simples plantios de árvores, e sim no de desenvolvimento de pesquisas e
programas de recuperação ambiental, que levam em consideração as estratégias ou disputas
das espécies dentro da dinâmica das florestas (Durigan & Silveira, 1999).
Segundo Fonseca et al (2001), a recuperação ambiental é a reconstrução de um
ambiente que ao ser alterado, ou seja, ao perder parte e/ou suas características originais, com
ou sem ação antrópica, poderá ser recuperado a partir da reativação da dinâmica natural da
comunidade local (flora e fauna), a qual poderá ser similar àquela preexistente.
Sendo assim, a recuperação ambiental baseada na sucessão florestal tem sido o sistema
de mais êxito, devido ao fato de que favorece o rápido recobrimento do solo e
consequentemente a autorenovação da floresta (Botelho et al, 1995).
2.2.2 – Sucessão Ecológica
A recuperação de uma área pode se dar pela sucessão primária ou secundária. A
sucessão primária seria a instalação de seres vivos em uma área que nunca foi povoada, ou
seja, seria uma colonização. A sucessão secundária seria o povoamento de uma área que
anteriormente havia uma vegetação natural. Logo, para programas de recuperação, o termo
mais adequado é a sucessão secundária, haja vista que a sucessão natural constitui numa
seqüência de mudanças florísticas e estruturais que ocorrem em um ambiente que sofreu
distúrbio, pois a substituição ordenada das espécies faz com que a vegetação atinja um ponto
de equilíbrio dinâmico (Carvalho, 1997; Pires–O’Brien & Pires–O’Brien, 1995).
De acordo com a teoria da sucessão ecológica, o ecossistema apresenta um estágio de
crescimento rápido e outro estágio de crescimento mais lento, os quais levam ao estágio
clímax. (Pires–O’Brien & Pires–O’Brien, 1995). Assim, Whitmore (1990), citado por (Pires–
O’Brien & Pires–O’Brien, 1995), reconhece que existem três fases no desenvolvimento de
uma floresta tropical: (i) fase de clareiras; (ii) fase de regeneração e (iii) fase madura. Logo, o
conhecimento dos processos sucessionais das florestas tropicais torna mais fácil classificar
grupos ecológicos que tenham espécies com características biológicas e ecológicas comuns.
Porém, como a maioria das propostas de classificação é direcionada para trabalhos específicos
temos mais de onze propostas de classificação de espécies, o que torna difícil definir uma
padronização quanto aos grupos ecológicos (Carvalho, 1997)
Mas, para tanto, os estudos de dinâmica de populações têm nos mostrado que o
comportamento das espécies pode apresentar características biológicas e ecológicas comuns
quando estiverem em florestas primárias, florestas secundárias e em ambientes degradados.
Portanto, o entendimento da autorenovação de florestas primárias constitui um
conceito chave para a compreensão do processo de sucessão natural. Em função disto
Budowski (1965), definiu os primeiros critérios para o agrupamento das espécies em grupos
ecofisiológicos, ou seja, as espécies foram classificadas, seguindo o estágio sucessional, em:
Pioneiras, Secundárias Iniciais, Secundárias Tardias e Climácicas. Esta classificação tem sido
utilizada para entender o comportamento das espécies, principalmente as pioneiras, na
sucessão secundária, pois define a função de cada espécies dentro do ecossistema florestal que
está em processo de recuperação natural (Kageyama,1997), citado por Souza (2000).
Swaine e Whitmore (1988), definiram grupos ecológicos para as espécies arbóreas de
florestas tropicais separando–as em duas categorias maiores: as espécies pioneiras e
climácica. Essas últimas foram classificadas em climácica exigentes de luz (CL) e climácica
tolerantes à sombra (CS), estas espécies vivem mais que as pioneiras e crescem lentamente até
atingir o dossel. As espécies pioneiras são aquelas que surgem após perturbações, tem
crescimento rápido e vida curta em comparação com as climácica, que expõe o solo à luz.
Por outro lado, há estudos que procuram entender a dinâmica das florestas
secundárias. A floresta secundária é a vegetação arbórea–arbustiva que se desenvolve
secundariamente a partir da regeneração natural em uma área que perdeu mais de 90% da
cobertura vegetal primária (Brown & Lugo, 1990; Davies et al, 1998), citados por Pereira e
Vieira (2001).
Por conseguinte, Kageyama e Gandara (2000), classificam a sucessão em duas
situações: a sucessão antrópica e a sucessão secundária de maneira a separar claramente os
diferentes grupos ecológicos. Assim, a sucessão secundária seria aquela que ocorre em
formações de clareiras na floresta primária e a sucessão antrópica seria aquela ocorre em áreas
degradadas
(desmatamento,
agricultura,
fogo,
corte
seletivo,
áreas
mineradas),
principalmente, em áreas de grandes extensões. Segundo os autores nessas áreas ocorre uma
sucessão diferenciada da que ocorre em ecossistemas florestais, pois algumas espécies no
início da sucessão natural podem apresentar mudança de hábito quando em situações
antrópica.
Nesse contexto, Kageyama e Gandara (2000), identificaram as espécies pioneiras
antrópicas como sendo aquelas espécies de crescimento mais rápido, onde estariam as
pioneiras típicas e aquelas não pioneiras típicas que fazem o papel de pioneira típica em áreas
degradadas. No segundo grupo, estariam as secundárias antrópicas, isto é, espécies
secundárias e/ou climácicas que em áreas antropizadas fazem o papel de pioneiras.
Aliada à classificação anterior destaca–se a classificação proposta por Almeida (2000),
a qual baseou–se em observações de campo e em trabalhos publicados. A partir disso agrupa
as espécies pertencentes aos diferentes grupos ecofisiológicos, de conformidade com suas
características próprias, em: espécies pioneiras, sendo aquelas que se desenvolvem em
grandes clareiras, bordas de fragmentos florestais, locais abertos e áreas degradadas;
secundárias iniciais são aquelas plantas que se desenvolvem em locais totalmente abertos,
semi–abertos e clareiras na floresta, isto é, são aquelas que aceitam sombreamento parcial;
secundárias tardias desenvolvem–se exclusivamente sombreadas, crescem e completam o seu
ciclo à sombra.
Segundo Fonseca et al (2001), essa diferença na classificação sucessional pode ser
devido à situação de manejo e características do ambiente em recuperação ou pode ser
também devido à variabilidade genética natural da espécie. Por outro lado, as florestas
primárias estão se transformando em florestas secundárias, devido à ação antrópica, a uma
taxa de 6,4% ao ano, e só na América Latina essa conversão está em torno de 40% (FAO,
1995, citado por Pereira & Vieira, 2001). Assim sendo, essas influências negativas aos
ambientes naturais podem estar modificando a dinâmica populacional das espécies e, por
conseguinte o seu comportamento sucessional.
Portanto, a escolha das espécies para programa e projetos de recuperação deverá levar
em conta tanto o comportamento das espécies em florestas primárias quanto em florestas
secundárias e/ou antropizadas.
2.2.3 – Bases Teóricas para os Programas de Recuperação de Áreas Ribeirinhas
A recriação de uma vegetação existente anteriormente a perturbação e/ou degradação
da vegetação ribeirinha deve–se prender a manutenção da diversidade vegetal e animal, que
são características desse ecossistema como também a recomposição da estrutura e das funções
biológicas e físicas dessas áreas (Kageyama et al, 1989).
Logo, os modelos de recuperação de matas ciliares/galerias constituem, via de regra,
plantios mistos ou heterogêneos de espécies pertencentes aos diferentes grupos ecológicos
tendo como princípio a sucessão ecológica secundária das florestas tropicais.
Nos plantios de recuperação, faz–se uma simulação da “cicatrização” natural com que
as florestas se renovam após a abertura de clareiras seguidas de queda de árvores ou abandono
de cultivos. Mistura–se, então dois grupos de plantas: i. Pioneiras ou Sombreadoras que são
espécies de crescimento mais rápido, onde estão incluídas as secundárias iniciais; ii. Não
Pioneiras ou Sombreadas que são espécies de crescimento mais lento beneficiadas por um
sombreamento parcial, onde estão incluídas as espécies secundárias tardias e as climácicas
que formam o último estágio da floresta (Budowski 1965; Kageyama & Gandara 2000). Com
este sistema de plantio, espera–se atingir rapidamente o recobrimento do solo e a introdução
de grande número de espécies nativas locais de forma que acelere sucessão natural a fim de
promover o restabelecimento do ecossistema.
2.2.4 – Critérios para seleção de espécies
A escolha adequada de espécies é um aspecto fundamental para a implantação de
programas de recuperação, os quais devem considerar a adaptabilidade das espécies para cada
condição ambiental. Conforme enfatizado por Rodrigues & Gandolfi (2000), a seleção
adequada das espécies é senão a principal, uma das principais garantias de sucesso nos
programas de recuperação. A identificação das espécies da flora regional, através de
levantamentos fitossociológicos, subsidia a escolha correta das espécies prioritárias nos
plantios. O uso de espécies nativas é fundamental visto que as espécies que evoluíram no
local já têm as interações com polinizadores, dispersores e predadores estabelecidos,
garantindo assim a reprodução e regeneração das populações implantadas, bem como torna o
ecossistema mais próximo daquele originalmente existente e mais equilibrado ecologicamente
(Kageyama & Gandara 2000; Barbosa et al, 1992). Rodrigues & Gandolfi (1996), ainda
salientam que a revegetação através de plantio de mudas e espécies nativas aceleram o
processo de regeneração natural.
No entanto, a maioria dos plantios de recuperação de Mata Ciliar e Mata de Galeria
tem sido plantios mistos, isto é, espécies nativas associadas a espécies exóticas ao
ecossistema e/ou ao Bioma, pois a obtenção de mudas de espécies nativas para os projetos de
recuperação desses ecossistemas é a principal dificuldade, porque a maioria dos viveiros de
mudas dispõe de pouca diversidade de espécies florestais nativas. Além disso, quando
dispõem de uma quantidade de mudas, geralmente, é insuficiente para atender a demanda
(Fonseca et al, 2001; Sousa–Silva et al, 2001; Santarelli, 2000; Melo et al, 1998; Ramos &
Monteiro, 1995).
2.2.5 – Modelos de Implantação
De acordo com Griffith et al, (2000), até 1994, os processos de recuperação ambiental
apresentavam dois caminhos distintos, que envolviam estratégias mutuamente exclusivas de
revegetação. A estratégia mais popular, tapete verde, consistia no estabelecimento de espécies
agressivas e de rápido crescimento, como capim–gordura (Melinis minutiflora) e braquiária
(Brachiaria decumbens), ou arbóreas como o eucalipto (Eucaliptus sp). Por outro lado, alguns
especialistas em recuperação apoiavam uma estratégia inteiramente baseada na sucessão
ecológica, que se apoia na dinâmica sucessional das espécies, isto é, mudança da composição
em espécies e da estrutura da comunidade vegetal.
Portanto, a definição dos métodos de recuperação de cada situação encontrada ao
redor dos cursos d’água depende do grau de preservação da área. Vale ressaltar, que numa
mesma microbacia podem ser encontrados e/ou usados diferentes modelos de recuperação,
pois os plantios mistos geralmente são compostos por espécies de diferentes estágios de
sucessão a fim de assemelhar a florestas naturais (Kageyama, 1990).
De acordo com Carpanezzi (2000), em solos não degradados, as opções de
recuperação podem ser desde a cobertura total da área (talhão facilitador) até a simples
proteção da área contra novos distúrbios. Assim, o talhão facilitador constitui de plantios
diversificados de espécies arbóreas nativas, que tem por base a sucessão secundária, e nesses
plantios são realizados tratos culturais até o estabelecimento das mudas. Por outro lado, pode–
se realizar plantios com pequenos grupos de espécies invasoras em forma de renques ou
grupos pequenos de árvores a fim de criar condições para que haja gradativamente a ocupação
da área por conta da regeneração natural. O autor sugere também, que em alguns casos além
de cercar a área pode enriquecê-la com espécies nativas que sejam atraentes para aves e
animais, pois a regeneração natural ao redor dessas árvores poderá ser mais variada. Para
solos degradados, onde a intenção inicial é parar e/ou restabelecer a fertilidade do solo é
indicado modelos de recuperação que contemple o uso de espécies herbáceas, arbustivas
rústicas e espécies com associações simbióticas. Quando o terreno permitir deve–se realizar o
plantio de árvores, principalmente, leguminosas a fim de facilitar a sucessão natural.
Portanto, o plano de implantação e recuperação de áreas degradadas através da
revegetação dever–se–á seguir a legislação vigente e com as técnicas disponíveis priorizar em
primeiro plano as áreas que constituem corredores florestais com a característica de
possibilitar o fluxo de alta diversidade de espécies da região com a finalidade de implantar
ilhas de vegetação em áreas degradadas, visando garantir condição do estabelecimento de
mudas provenientes da regeneração natural ou plantas da região, as quais foram introduzidas
por semeio ou por mudas (Griffith et al, 2000).
Assim, os programas de plantios mistos de espécies nativas vêm sendo desenvolvidos
com relativo sucesso, principalmente, porque tem aplicado técnicas silviculturais aos plantios,
o que tem facilitado a exeqüibilidade de tais programas de forma a favorecer o inicio do
processo de revegetação de uma área degradada (Kageyama et al., 1992). Mas, Carpanezzi
(2000), ressalta que esse fato tem ocorrido em plantios que contemplem não somente os
atributos ecológicos das espécies, mas também o comportamento silvicultural das espécies
nas diferentes condições de plantios, ou seja, o sucesso da recuperação dependerá da
aplicação de técnicas adequadas para cada caso e local, como também da aplicação de práticas
de implantação, manutenção e manejo do plantio.
Por isso, hoje em dia os principais modelos utilizados no Brasil baseiam–se na
utilização de espécies arbóreas nativas da região respeitando–se os conhecimentos
silviculturais sobre as espécies selecionadas para os plantios de recomposição florestal (Higa
& Higa, 2000; Schiavini, 1993; Schiavini & Joly, 1991).
CAPÍTULO 3
3. MATERIAL E MÉTODOS
3.1 – ÁREA DE ESTUDO
As cinco áreas de estudo integram pequenas propriedades rurais da região do cinturão
verde de Brasília e que fizeram parte do Subprojeto Conservação e Recuperação da
Biodiversidade em Mata de Galeria do Bioma Cerrado, desenvolvido sob a coordenação da
Embrapa Cerrados e executado com a parceria da Universidade de Brasília e da Universidade
Federal de Uberlândia, nos anos de 1998 a 2000 (Ribeiro et al, 2001).
A primeira área localiza–se no Núcleo Rural de Alexandre Gusmão (Brazlândia), às
margens do córrego Olaria, o qual faz parte da Bacia Hidrográfica do Rio Descoberto (S
15º43’40’’ e W 47º42’58’’).
A segunda, terceira e quarta área localizam–se no Núcleo Rural de Tabatinga
(Planaltina), às margens do rio Jardim (S 15º50’28’’ e W 47º 29’ 21’’, S 15º50’27’’ e W 47º
29’ 22’’, S 15º50’26’’ e W 47º 29’ 25’’, respectivamente).
A quinta área está no Núcleo Rural Capão da Erva (Sobradinho), às margens do
córrego Sobradinho, o qual faz parte da Bacia do São Bartolomeu (S 15º43’40’’ e W 47º 42’
50’’).
O clima da região é do tipo tropical Aw e tropical de altitude Cwa e Cwb, Köppen. No
clima do Distrito Federal observa–se a existência de duas estações, uma chuvosa, no verão, e
outra seca, no inverno. A temperatura média situa–se acima de 19 graus centígrados. As
temperaturas mais baixas ocorrem entre junho e julho, com uma média de 19,6 graus
centígrados, nas mais altas entre setembro e outubro, com média de 22,8 graus centígrados. A
precipitação pluviométrica anual excede 1500 mm, caracterizando–se as chuvas como de
grande intensidade e de curta duração, distribuídas irregularmente. De abril a setembro,
devido a ausência quase total de chuvas, com menos de 1% da precipitação anual, a umidade
relativa do ar sofre uma queda sensível em relação as suas médias anuais, de 68%, atingindo
níveis inferiores a 25% (França,1977).
Segundo Reatto et al (2001), os solos de ocorrências nas Matas de Galeria do Distrito
Federal são geralmente solos hidromórficos indiscriminados, álicos e alguns alumínicos. E
dentro de uma classificação mais específica os solos hidromórficos são detalhados em Gley
Húmico e Gley Pouco Húmico, o que representa 80% desses solos álicos. Nessas matas
também ocorre a classe Podzólico Vermelho–Amarelo álico, em 20%. Na classificação dos
latosssolos de Matas de Galeria, há as seguintes classes: Latossolo Vermelho–Amarelo álico e
Latossolo Vermelho–Escuro distrófico. Os solos Aluviais são representados pelos solos álicos
(50%) e pelos solos distróficos (50%).
Nesse mesmo estudo Reatto et al (2001), chegaram a conclusão que as Classes Gley
Húmico, Latossolo–Amarelo possuem alto teor de matéria orgânica no horizonte A, a qual
varia de 4,3% e 5,4%. Porém, o Podzólico Vermelho–Amarelo e Aluvial possui teores
intermediários entre 2,8% e 3,5% e Cambissolo e Gley Pouco Húmico com teores muito
baixo, ou seja, variando entre 0,21 e 1,4%.
Figura 3.1 – Localização das áreas onde foram realizados os plantios de recuperação de Mata
de Galeria do Distrito Federal.
3.2 – CARACTERIZAÇÃO DAS ÁREAS DE ESTUDO
Inicialmente foi feita a caracterização das áreas a fim de fazer um breve histórico do
ambiente. A caracterização ou diagnóstico constou–se de uma visita in loco para verificar os
tipos de solos, se havia atividades agropecuárias e silviculturais, a topografia do terreno e se
havia presença de erosão aparente. Além disso, foi observado se havia indícios de regeneração
natural, se a área em questão anteriormente fora ocupada por Mata de Galeria e/ou outro tipo
de vegetação, haja vista que nem sempre a faixa dos 30 m exigida por lei é típica de Mata de
Galeria, Fonseca et al (2001).
Ressalta–se que por se tratar de plantios em propriedades particulares houve uma
parceria para que os plantios fossem realizados. Assim, o fornecimento das mudas, as técnicas
de plantio e parte da mão–de–obra utilizada nos plantios foram de responsabilidade da
Embrapa Cerrados. O preparo do solo, o combate às formigas e a outra parte da mão–de–obra
para o plantio e o manejo da área após o plantio foram de responsabilidade dos proprietários.
Inicialmente, foi feito combate às formigas cortadeiras (Atta sp.) em todas as
propriedades. O preparo do solo constou, conforme o caso, de apenas uma capina num raio de
30 a 50 cm no local do plantio da muda (áreas 1 a 4) até práticas de aração, gradagem e
calagem (Área 5), cujas informações mais detalhadas encontram–se a seguir:
3.2.1 – Área 1: Núcleo Rural de Alexandre Gusmão – Brazlândia
Esta área é banhada pelo Córrego Olaria e desde 1976/77 vem sendo utilizada para
pastagem. Mas, devido ao abandono da área nos últimos anos (pela atividade da pecuária
extensiva) no espaço que era dominado por Brachiaria decumbens cv Basilisk, começou a
surgir Vernonia sp. No fragmento de Mata de Galeria, de pouco mais de 5 metros de largura
para cada lado, foram identificados indivíduos das seguintes espécies: Tapirira guianensis,
Copaifera
langsdorffii,
Hymenaea
stilbocarpa,
dentre
outras
espécies
presentes,
principalmente, nas bordas do fragmento.
Salienta–se que ao longo do experimento houve somente uma capina manual, a qual
foi realizada antes da primeira avaliação, e foi quando se colocou a cobertura morta (restos de
capina) ao redor da muda. Porém, mesmo havendo formiga cortadeira e outras pragas no local
o proprietário não fez nenhum controle das mesmas. Assim, essa propriedade foi enquadrada
como sendo uma propriedade que não houve tratos culturais pós–plantio. A área de plantio foi
de 0,38 ha e o croqui desta área encontra–se no Anexo A.
3.2.2 – Área 2: Núcleo Rural de Tabatinga – Planaltina
A área de plantio localiza–se às margens do Rio Jardim e segundo relato dos
funcionários e observação in loco, nos últimos anos tem sido utilizada para pastagem, haja
vista o predomínio de capim–braquiária (Brachiaria decumbens cv Basilisk), capim–gordura
(Melinis minutiflora Beauv.) e algumas touceiras de andropogon (Andropogon sp.). Apesar do
proprietário ter cercado a área, na época das avaliações, foi encontrada grande quantidade de
adubo de gado e de eqüinos. No fragmento de Mata de Galeria, de pouco mais de 6 metros de
largura para cada lado, há a presença de Tapirira guianensis, Copaifera langsdorffii,
Hymenaea stilbocarpa, Dimorphandra mollis, Inga sp., Mauritia flexuosa, Rapanea
guianensis dentre outras espécies. Ressalta–se que nesta área foi encontrada a maior
quantidade de espécies da flora local se regenerando, principalmente, nas bordas do
fragmento. Porém, como não houve nenhum trato cultural a área foi enquadrada como área
sem tratos culturais pós–plantio. A área de plantio foi de 0,50 ha e o croqui dessa área
encontra–se no Anexo B.
3.2.3 – Área 3: Núcleo Rural de Tabatinga – Planaltina
A área de plantio dessa propriedade localiza–se às margens do Rio Jardim e segundo
relato dos proprietários e observação in loco, essa área foi utilizada para o cultivo de arroz
(Oryza sativa). Com o abandono da área, o capim tomou conta com predominância de
braquiária (Brachiaria decumbens) e capim–gordura (Melinis minutiflora). Além das
gramíneas encontra–se exemplares da flora local e algumas espécies se regenerando, dentre
elas destaca–se: Dimorphandra mollis, Inga sp., Mauritia flexuosa, Copaifera langsdorffii,
Tapirira guianensis, dentre outras. Nessa propriedade o fragmento de Mata de Galeria
presente era de pouco mais de 5 metros de largura em cada margem. Quanto ao plantio houve
somente um coroamento de 30 cm ao redor das mudas antes do plantio completar 12 meses,
mas salienta–se que o coroamento foi parcial, pois foi feito somente ao redor de algumas
mudas. Porém, como as atividades de pós–manejo não foram realizadas para toda a área e
como houve muita mortalidade nos trechos onde não houve tratos culturais, principalmente
onde havia formigas cortadeiras, a área foi enquadrada como sendo uma área que não houve
tratos culturais pós–plantio. A área de plantio foi de 0,52 ha e o croqui da área encontra no
Anexo C.
3.3.4 – Área 4: Núcleo Rural de Tabatinga – Planaltina
A área quatro também é banhada pelo Rio Jardim e, segundo relato do proprietário,
esta propriedade fez parte do PROVARZEAS – Programa de Drenagem de Várzeas – e em
1979 foi feita uma calagem e no ano de 1987 a área foi plantada com arroz, em 1988 foi feita
uma capineira e 1989 foi plantada com banana. Mas, devido ao abandono o Brachiaria
decumbens tomou conta de toda a área. Na Mata de Galeria, de pouco mais de 10 metros de
largura para cada lado, há presença de Tapirira guianensis, Dimorphandra mollis, Inga sp.,
Mauritia flexuosa, Copaifera langsdorffii, Hymenaea stilbocarpa, Rapanea guianensis dentre
outras espécies.
Nessa área foram realizados os seguintes tratos culturais: coroamento, combate às
formigas cortadeiras, tutoramento das mudas e adubação de cobertura; na época da seca o
plantio foi irrigado, pelo menos uma vez por semana. Assim, a área foi enquadrada como
sendo uma área que houve tratos culturais pós–plantio. A área de plantio foi de 0,80 ha e o
croqui da área encontra–se no Anexo D.
3.3.5 – Área 5: Núcleo Rural Capão da Erva – Sobradinho
A área cinco localiza–se as margens do ribeirão Sobradinho, para melhor
caracterização, essa área foi dividida em 4 subáreas, uma vez que havia tratos culturais e
condições diferentes de vegetação remanescente nestas porções do terreno.
– Área 5.1: primeira área da porção do terreno no sentido oeste – leste. Existência de
vegetação remanescente em toda sua extensão, à margem do ribeirão, de aproximadamente 2
metros. Para o plantio o solo foi arado, calcareado e gradeado (4 ton/ha). Aproximadamente
um ano após o plantio nessa subárea ocorreu o plantio de grama esmeralda, japonesa e
batatais. Na área de plantio observou–se regeneração de Vernonia sp. (assa–peixe). As
espécies, visualmente mais presentes, na borda externa do remanescente vegetacional são
Tapirira guianensis, Dimorphandra mollis, Inga spp., Mauritia flexuosa, Copaifera
langsdorffii e Volchisia piramidalis. Assim, esta subárea foi enquadrada como sendo área
com tratos culturais pós–plantio.
– Área 5.2: presença de Brachiaria decumbens que se destinava à pastagem de caprinos.
Ocorrência de erosão na margem do ribeirão, numa porção mais central desta área, e
vegetação remanescente inexistente. O solo foi todo calcareado, porém não houve
incorporação, ou seja, na época do plantio foram jogados a lanço 4 toneladas de calcário por
hectare. Logo após o plantio o proprietário realizou atividades agrícolas, como por exemplo, o
plantio de milho e o plantio adensado de Myracroduon urundeuva, como também, o replantio
das espécies que morreram. Ressalta–se que a atividade realizada nesta subárea, pelo
proprietário, lembra a implantação de um sistema agroflorestal.
– Área 5.3: presença de Brachiaria decumbens degradada. Existência de vegetação
remanescente de Mata de Galeria em uma faixa de aproximadamente 2 metros de largura a
partir da margem do ribeirão, por toda a extensão desta área. Na área de plantio observou–se
regeneração de Vernonia sp. (assa–peixe). As espécies, visualmente mais presentes, na borda
externa do remanescente vegetacional são as mesmas das subáreas anteriormente
supracitadas, ou seja, Tapirira guianensis, Dimorphandra mollis, Inga spp., Mauritia
flexuosa, Copaifera langsdorffii e Volchisia piramidalis. Porém, apesar de toda a área ter sido
cercada não houve nenhum trato cultural pós–plantio. Portanto, a área foi enquadrada como
sendo área em que não houve tratos culturais pós–plantio.
– Área 5.4: presença de Brachiaria decumbens não degradada e bastante desenvolvida.
Existência de vegetação remanescente de Mata de Galeria em uma faixa de aproximadamente
2 metros de largura a partir da margem do ribeirão, por toda a extensão desta área. Na área de
plantio observou–se regeneração de Vernonia sp. (assa–peixe). As espécies, visualmente mais
presentes, na borda externa do remanescente vegetacional são as mesmas das subáreas
anteriormente supracitadas, ou seja, Tapirira guianensis, Dimorphandra mollis, Inga spp.,
Mauritia flexuosa, Copaifera langsdorffii e Volchisia piramidalis. Porém, não houve nenhum
trato cultural pós–plantio na área. Assim, essa área também foi enquadrada como sendo área
em que não houve tratos culturais pós–plantio. A área total desse plantio foi de 0,93ha e o
croqui contendo as quatro subáreas encontra–se no Anexo E.
3.3 – CARACTERIZAÇÃO DO SOLO
As amostras de solos foram coletadas tendo como parâmetro três microhabitats (borda,
centro e margem). A distância de cada local de coleta foi sistematicamente da borda ao centro
e a margem de 10 m cada trecho.
Foram coletadas amostras nas camadas superficiais (0–20 cm) e nas camadas
subsuperficiais (40–60 cm) nas cinco áreas de estudo. Essas amostras foram submetidas às
análises químicas e físicas de rotina segundo metodologias da Embrapa (1978), no laboratório
de Solos da Embrapa Cerrados, avaliando: pH (H2O), Al, H + Al, Ca + Mg, P, K, matéria
orgânica e análise textural. Os resultados da caracterização físico–química dos solos
encontram–se nos Anexo F e G.
Ressalta–se que, apesar de ter sido feito as caracterizações do solo, não foram
realizadas correções de solo, a não ser as que foram realizadas pelos proprietários, conforme
descrição das áreas de estudo, pois o objetivo da caracterização foi verificar em que condições
físicas e químicas de solo que os plantios foram realizados.
3.4 – PREPARO DAS ÁREAS PARA PLANTIO
Após as caracterizações das áreas em questão, deu–se início a marcação das áreas,
cujo delineamento experimental utilizado foi Anéis Hexagonais (Figura 3.2) com 19, 7, 13, 13
e 13 espécies para as áreas 1, 2, 3, 4 e 5 respectivamente (croquis, Anexos A, B, C, D e E).
Esse delineamento experimental geralmente é utilizado para seleção de genótipos superiores
no melhoramento de plantas (Fasoulas, 1981). Portanto, esse delineamento vem sendo
utilizado pela Embrapa Cerrados para estudos de consórcios de fruteiras perenes (Sano et al,
1994), e mais recentemente em plantios de recuperação de Mata de Galeria (Fonseca et al,
2001; Mourão, 2000). Esse modelo tem a vantagem da isocompetição entre todos os
indivíduos e uma distribuição uniforme das espécies ao longo da área experimental (Fasoulas
& Fasoulas, 1995; Fasoulas, 1981).
Assim, as mudas foram dispostas sistematicamente no espaçamento 4x4 m (13,84m2)
de forma que cada muda mantenha a distância de 4 m uma da outra e 3,46 m entre linhas.
Nesse sistema as mudas de cada espécie foram sistematicamente colocadas no vértice e no
centro de cada hexágono.
• 8 • 9• 7 • 8• 9 • 7• 8 • 9 • 7• 8 • 9• 7 • 8• 9 • 7• 8 • 9 • 7•
5 • 6 • 4 • 5 • 6 • 4 • 5 • 6 • 4 • 5 • 6 • 4 • 5 • 6 • 4 • 5 • 6 • 4 • 5
• 3• 1 • 2• 3 • 1• 2 • 3• 1• 2 • 3• 1 • 2• 3 • 1• 2 • 3• 1• 2 •
9 • 7 • 8 • 9 • 7 • 8 • 9 • 7 • 8 • 9 • 7 • 8 • 9 • 7 • 8 • 9 • 7 • 8 • 9
• 4• 5 • 6• 4 • 5• 6 • 4• 5• 6 • 4• 5 • 6• 4 • 5• 6 • 4• 5• 6 •
1 • 2 • 3 • 1 • 2 • 3 • 1 • 2 • 3 • 1 • 2 • 3 • 1 • 2 • 3 • 1 • 2 • 3 • 1
• 8 • 9• 7 • 8• 9 • 7• 8 • 9 • 7• 8 • 9• 7 • 8• 9 • 7• 8 • 9 • 7•
Figura 3.2 – Modelo de plantio em anéis hexagonais utilizando 9 espécies.
Os plantios de recuperação foram realizados no início do período chuvoso de 1998 e
1999, entre os meses de outubro e dezembro.
As covas foram de 40x40x40 cm para sacos de polietileno preto sanfonado com 30
cm de altura, 22 cm de largura e 0,15 mm de espessura. Para as mudas produzidas em tubetes
de plático rígido com 19 cm de altura, 5 centímetros de diâmetro interno e capacidade de 288
cm3 de substrato cada um
as covas foram de 25x15x25 cm. Salienta-se que cada cova
recebeu 100 g de superfosfato simples. As mudas foram produzidas no viveiro da Embrapa
Cerrados e o substrato utilizado para os sacos de polietileno foi composto de subsolo de
Latossolo Vermelho–Escuro, areia e esterco curtido de curral, na proporção de 3:1:1,
acrescido 2 kg da fórmula de NPK 4–14–8 por m3 da mistura. Já o substrato utilizado nos
tubetes consistitu de em uma mistura de 108 litros de terra de subsolo Latossolo VermelhoEscuro, 54 litros de esterco, 54 litros de carvão moído, adicionado a 150 g de calcário, 80 g de
cloreto de potássio e 250 de superfosfato simples. As mudas foram para o campo após ficarem
no viveiro por um período de 6 a 10 meses e tinham altura média entre 20 e 60 cm.
3.5 – COLETA DE SEMENTES E SELEÇÃO DAS ESPÉCIES
As espécies utilizadas na maioria das propriedades foram de origem de Mata de
Galeria. Por conseguinte, os estudos de fitossociologia e dinâmica de populações realizados
por Silva Júnior 1999, Silva Júnior et al 1998, Sampaio et al 1997, Silva Júnior & Felfili
(1996), e Walter (1995), foram imprescindíveis para a determinação das espécies nativas que
deveriam ser utilizadas nos plantios. Também, foram coletadas sementes de espécies exóticas
ao ecossistema, bem como foram plantadas as mudas provenientes dessas coletas, pois na
época de plantio não havia mudas de diversas espécies nativas em quantidade suficiente para
realizar os plantios.
As sementes usadas para produção de mudas que foram utilizadas nos plantios foram
coletadas, principalmente, em fragmento de matas próximas aos plantios. As coletas foram
realizadas sistematicamente durante todos os meses dos anos de 1998 e 1999, uma vez que a
frutificação das espécies consideradas de Mata de Galeria ocorre durante todo o ano.
Entretanto a maioria dos frutos maduros foram encontrados no período de setembro e outubro
e até meados de dezembro/janeiro.
Todos os frutos coletados foram enviados para o laboratório de Ecofisiologia Vegetal
e Sementes da Embrapa Cerrados para processamento e testes de germinação. As espécies que
foram utilizadas nos plantios estão relacionadas na Tabela 3.1.
Tabela 3.1 – Espécies de formações florestais utilizadas nos plantios de recuperação nas
cinco áreas ribeirinhas de Matas de Galeria que fizeram parte deste estudo.
Nome Científico
Família
Estágio
Autor
Nome Comum
Sucessional
Mimosoideae
P
2
Acacia farnesiana (l.) Willd.1
Esponginha
Anadenanthera colubrina (Vell.) Brenan 2,3
Angico–branco
Anadenanthera falcata (BentH.) Speg.
Angico
Anadenanthera macrocarpa (Benth.)
Angico–preto
Astronium fraxinifolium Schott3
Gonçalo–alves
Calophyllum brasiliense Camb.
Landim
Cariana estrellensis (Raddi) Ktze.
Jequitibá
Clusia criuva Camb.
Cebola–brava
Copaifera langsdorffii Desf.
Pau–d’óleo
Dalbergia miscolobium Benth.4
Mimosoideae
P
1,8,11
Mimosoideae
P
2
Mimosoideae
P
1,8,11
Anacardiaceae
P
1
Guttifera
C,S
10,11
Lecythydaceae
C
8,10,11
Clusiaceae
S
3
Caesalpinoideae
C,S
5,6,10,11
Papilinioideae
P
1
Papilinioideae
P,C
1,10
Mimosoideae
P, S
7,8,10,11
Papilinioideae
S,C
2,10
Palmae
P,C
1,11
Rubiaceae
C
8,10,11
Caesalpinoideae
C,S
4,5,8,9
Mimosoideae
S,C,P
8,10,11,12
Papilinioideae
C,P
10,11
Anacardiaceae
P
1
Jacarandá
Dalbergia nigra (Franz.) Allen.1
Jacarandá–da–bahia
Enterolobium contortirsiliquum (Vell.) Mor.
Tamboril
Erytrina fusca Lour.1
Capitão–do–mato
Euterpe edulis Mart.
Palmiteiro
Genipa americana L.
Jenipapo
Hymenaea stilbocarpa Hayne
Jatobá
Inga vera Wild. ssp. affinis
Ingá
Machaerium aculeatum Raddi
Pau–ferro
Myracrodruon urundeuva Fr. Allem. 3
Aroeira
Ormosia stipularis Ducke
Tento
Pouteria ramifolia Radlk.
Guapeva
Papilinioideae
Sapotaceae
C
Tabela 3.1 – Continuação
Rapanea guianensis Aubl.
Capororoca–branca
Salacia elliptica (Mart.) G. Don
Bacupari–da–mata
Sterculia striata St. Hil et Naund4
Pau–rei
Swartzia oblata Cowan
Braúna
Swietenia macrophylla King1
Myrsinaceae
C
10
Sterculiaceae
P
2
Papilionoideae
S
2
Meliaceae
P
2
Bignoliaceae
C
5,6
Anacardiaceae
P
1,6,10,11
Hippocrateaceae
Mogno
Tabebuia serratifolia (Vahl) Nich.1
Ipê
Tapirira guianensis Aubl.
Pau–pombo
Triplaris americana R.H. Schomb.3
Polygonaceae
Pau–jeu
1 Espécie exótica ao bioma Cerrado.
2 Espécie de ocorrência em Mata Ciliar.
3 Espécie de ocorrência em Mata Seca.
4 Espécie de ocorrência em Cerrado.
Autor:1. Lorenzi (1992); 2. Lorenzi (1998); 3. Walter & Ribeiro (1997); 4. Kageyama et al.
(1992); 5. Davide (1994); 6. Oliveira–Filho et al. (1995); Carvalho (1994); Barbosa (2000); 9.
Parron et al. (2000); 10 Prado et al. (1999); 11. Barbosa (1999); e 12. Silva Jr. (1995).
P = Pioneira; S = Secundária; C = Climácica
3.6 – DESENVOLVIMENTO E ADAPTAÇÃO DAS ESPÉCIES
Para verificar o estabelecimento das espécies foram realizadas avaliações aos 6, 12,
18, 24 e 30 meses para os plantios de 1998, enquanto para o plantio de 1999 foram realizadas
três avaliações, aos 6, 12 e 18 meses de idade. As avaliações dizem respeito à:
•
Altura total das plantas: Medida (em centímetros) entre a base do caule até a gema
apical principal. Para a medição da altura foram utilizadas réguas graduadas em
centímetro.
•
Diâmetro do caule ao nível do solo (DAS): Medida (em centímetros) do diâmetro
no ponto mais baixo do caule. O diâmetro do caule foi medido com paquímetro
com precisão de milímetros.
•
Sobrevivência
3.7 – ANÁLISE DOS DADOS
Os dados das avaliações dos 6 aos 30 meses (plantio de 1998) e dos 6 aos 18 meses
(plantio de 1999) foram analisados em planilhas do Microsoft Excel 2000 a partir de
estatísticas descritivas para altura (cm) e diâmetro a altura do solo – DAS – (cm). Assim,
foram feitas tabelas (contendo n.º de indivíduos por plantio, sobrevivência por período, média
e desvio padrão da média em altura e diâmetro) para cada ano (1998/99) e para cada uma das
cinco áreas analisadas.
Para verificar o comportamento eco–silvicultural das espécies os dados referentes à
última medição, aos 30 meses para a subárea 5.1 do plantio de 1998 e aos 18 meses para o
plantio de 1999, foram plotados em gráficos de dispersão para verificar quais espécies
estariam comportando–se como pioneiras antrópicas ou não pioneiras antrópicas. O critério
utilizado para classificar as espécies foi sobrevivência igual ou acima de 60% e crescimento
em altura igual ou superior a 100 cm para o período analisado (aos 18 meses ou aos 30
meses). Ressalto que tal procedimento foi com base nos dados de crescimento apresentados
por diversos autores, como por exemplo: Duringan & Silveira (1999), Pereira et al (1999),
Primavesi et al (1997), Meneses Filho et al (1996), Cromberg & Bovi (1992), dentre outros
trabalhos.
Além disso, foram feitos gráficos de curva de sobrevivência e curva de crescimento
para verificar o comportamento das espécies quando foram submetidas a condições diferentes
de tratos culturais pós–plantio. Assim, para cada área e subárea foram feitos tais gráficos.
Como houve situações diferentes de tratos culturais para os plantios os resultados e discussão
foram separados em áreas sem tratos culturais pós–plantio e com tratos culturais pós–plantio,
para que se pudesse descrever o comportamento das espécies nas diferentes condições de
plantio.
CAPÍTULO 4
4. RESULTADOS E DISCUSSÃO
4.1 – AVALIAÇÃO DAS ESPÉCIES NAS CINCO ÁREAS (PLANTIO 98/99)
As avaliações de sobrevivência, altura da planta e diâmetro do caule à altura do solo
(DAS), feitas dos 6 aos 18 meses, para o plantio de 1998 mostraram que a taxa de
sobrevivência variou de 14% para Euterpe edulis a 98% para Genipa americana e Tabebuia
serratifolia aos 6 meses de idade, sem considerar os tipos específicos de tratos culturais
aplicados. As médias de sobrevivência para as espécies nativas de Mata de Galeria foram de
66%, 47% e 40% e das exóticas 90%, 82% e 70%, aos 6, 12 e 18 meses de idade,
respectivamente. No plantio de 1999, a média de sobrevivência para as nativas foi de 79%,
53% e 50% e para as exóticas de 72%, 45% e 40%, respectivamente (Tabela 4.1. e 4.2).
A sobrevivência média de todas as espécies (nativas e exóticas) aos 6, 12 e 18 meses
foram de 74%, 52% e de 46%, respectivamente. Aos 18 meses foram analisadas 1007 mudas
das 2189 mudas que foram plantadas (Tabela 4.3). Independente dos tratos culturais 22 das 29
espécies plantadas, aos 6 meses, apresentaram sobrevivência média acima de 60%, enquanto
que aos 12 meses, somente dez espécies tiveram sobrevivência acima de 60% e aos 18 meses,
apenas oito espécies tiveram sobrevivência acima de 60%, as quais foram: Anadenanthera
falcata (88%), Tabebuia serratifolia (87%), Enterolobium contortirsiliquum (81%), Genipa
americana (72%), Pouteria ramifolia (69%), Anadenanthera colubrina (68%), Hymenaea
stilbocarpa (67%) e Astronium urundeuva (64%), Tabela 4.3.
As espécies que apresentaram crescimento médio acima de um metro aos 18 meses
foram: Anadenanthera colubrina (197 ± 126 cm), Tabebuia serratifolia (189 ± 133 cm),
Machaerium aculeatum (172 ± 119 cm), Anadenanthera macrocarpa (157 ± 56 cm), Tapirira
guianensis (147 ± 88 cm), Enterolobium contortirsiliquum (132 ± 48 cm), Swartzia oblata
(126 ± 94 cm), Acacia farnesiana (111 ± 40 cm), Pouteria ramifolia (107 ± 73 cm) e
Rapanea guianensis (106 cm ± 71 cm).
Nos dados apresentados para as espécies supracitadas observa–se que o erro padrão da
média foi maior para Anadenanthera colubrina, Tabebuia serratifolia e Machaerium
aculeatum. Além disso, após duas estações chuvosas e uma seca observa–se que de modo
geral a sobrevivência nessas condições, sem tratos culturais, foi baixa e o ritmo de
crescimento das mudas foi mais lento quando compartados com as áreas com tratos culturais
pós-plantio, pois tal tais fatos podem ter sido devido a competição com as ervas daninhas e
com a pastagem degradada (Tabela 4.3). Fatos estes que também foram observados por
Duringan & Silveira (1999), em plantios de recuperação de Mata Ciliar. Nessa tabela
observa–se também que, aos 18 meses, o crescimento em diâmetro das mudas (DAS) foi
maior para as mudas que tiveram maior desenvolvimento em altura e sobrevivência, ou seja,
Anadenanthera colubrina (3,74 ± 3,37 cm) e Tabebuia serratifolia (5,49 ± 3,91 cm).
Machaerium aculeatum apesar de ter apresentado sobrevivência baixa (35%) teve
crescimento diamétrico (3,12 ± 2,36 cm) semelhante ao crescimento das espécies que
apresentaram as melhores taxas de sobrevivência e a melhores médias em altura. Portanto, o
que pode ter ocorrido neste caso e no caso das outras espécies que apresentaram
comportamento semelhante foi que essas espécies investiram em crescimento radicular.
Por outro lado, Acacia farnesiana, Dalbergia nigra, Astronium fraxinifolium,
Dalbergia miscolobium, Swietenia macrophylla, Euterpe edulis apresentam baixa
sobrevivência e crescimento reduzido. Assim, essas espécies não seriam indicadas para
plantios de recuperação em condições semelhantes as dos plantios que foram analisados por
este estudo. Ressalta–se que Euterpe edulis, que é uma palmeira que ocorre em áreas úmidas,
foi a espécie que menos se adaptou às condições do plantio, apresentando aos 18 meses as
mais baixas taxas de sobrevivência. Assim sendo, de acordo com a classificação eco–
silvicultural essas espécies poderiam ser classificadas como não pioneiras e dentro das não
pioneiras as espécies Acacia farnesiana, Dalbergia nigra, Astronium fraxinifolium, Dalbergia
miscolobium, Swietenia macrophylla poderiam ser classificadas como secundárias tardias
(oportunistas) e Euterpe edulis como climácica (Figuras 4.1, 4.2 e 4.3).
Segundo Corrêa & Cardoso (1998), há mudança de comportamento ecológico, para
algumas espécies, quando as mesmas são submetidas a condições diferentes daquelas
encontradas naturalmente. Portanto, se as plantas apresentarem alta taxa de crescimento e alta
taxa de sobrevivência demonstra que as espécies são bem adaptadas às condições adversas ao
ambiente natural.
Figura 4.1 – Sobrevivência e altura média aos 18 meses das 13 espécies que foram plantadas
em 1998.
Sobrevivência (%)
Plantio 1999
100
90
80
70
60
50
40
30
20
10
0
Af
Ga
Cs
Mu Cb Hs
Dn
Rg
Cl
Dm
Ef
Ss
Os Afr
Sm1
Ee, Ma
Iv
0
50
100
Ec
Ac
Tg
Af
Am
150
200
250
Altura (cm) aos 18 Meses
Figura 4.2 – Sobrevivência e altura média aos 18 meses das 24 espécies que foram plantadas
em 1999.
Figura 4.3 – Sobrevivência e altura média aos 18 meses das 24 espécies que foram plantadas
em 1998/1999.
Na análise dos dados (Figura 4.1), as espécies Tabebuia serratifolia, Anadenanthera
colubrina, Enterolobium contortirsiliquum, Pouteria ramifolia, Hymenaea stilbocarpa
comportaram–se como pioneiras e segundo a classificação proposta por Kageyama e Gandara
(2000), as mesmas poderiam ser classificadas como pioneiras antrópicas e as demais espécies
estariam no grupo das não pioneiras antrópicas. Porém, vale ressaltar que as espécies
Anadenanthera falcata, Genipa americana e Cariana estrellensis, apesar de não comportarem
como pioneiras, tiveram alta sobrevivência e crescimento reduzido, o que segundo Corrêa &
Cardoso (1998), é uma característica importante para o plantio, pois espécies que tem
crescimento reduzido, mas conseguem sobrevivem em condições adversas, possibilitam o
recobrimento do solo e o aumento da diversidade ou o estímulo ao aparecimento da fauna.
De acordo com o exposto, a maioria das espécies não se adaptou às condições em que
os plantios foram conduzidos, pois mais da metade das espécies antes de completarem 24
meses morreram. Isto reflete que mais de 50% das espécies testadas não são indicadas para
plantios de recuperação que apresentem condições semelhantes aos desse trabalho.
Nestes plantios, observou–se que em algumas propriedades, houve regeneração de
Anadenanthera macrocarpa, Copaifera langsdorffii, Vernonia sp, Croton urundeuva dentre
outras. No entanto, cerca de 90% das propriedades não houve este tipo de regeneração devido
ao Brachiaria decumbens, e ao Andropogon sp ainda serem o gradiente gramíneo
predominante nas áreas de plantio e nas áreas que foram identificadas como sendo área de
pastoreio e/ou que estavam em pousio. Segundo Oliveira (1999), na fase em que um plantio
ainda está constituído na sua maioria por mudas, a regeneração natural torna–se bastante
irregular devido a diferenças entre sítios, parâmetros avaliados e métodos de investigação.
Todavia, o crescimento da regeneração natural é essencialmente dependente da quantidade de
suprimento de água e da quantidade de radiação luminosa que atinge o solo da floresta e/ou da
área que está em processo de recuperação.
Sendo assim, estudos de dinâmica de crescimento e regeneração natural deverão ser
realizados para se obter maiores informações da dinâmica de regeneração das Matas de
Galeria que foram submetidas a plantios de recuperação.
Cromberg & Bovi (1992), salientaram que apesar uma porcentagem de sobrevivência
acima de 60% ser relativamente alta para um plantio de recuperação, deve–se lembrar que
plantios muito jovens com até 24 meses, os quais ainda não ultrapassaram a provável fase
crítica (como por exemplo, a demanda por nutrientes) a mortalidade poderá ainda ser maior,
principalmente, nos casos em que a demanda por nutrientes for mais acentuada. Corrêa &
Cardoso (1998), relata que o estresse hídrico, a competição com ervas daninhas e o ataque por
formigas diminuem ainda mais a taxa de sobrevivência das mudas.
Portanto, plantios jovens, como os que estão sendo analisados, ainda podem apresentar
uma taxa de mortalidade acima de 40%, pois as mudas ainda não atingiram a idade crítica,
onde a demanda por nutrientes poderá influenciar o desenvolvimento das mudas e aumentar
ainda a mais a taxa de mortalidade (Duringan, 1990).
Tabela 4.1 – Valores médios da sobrevivência (Sob%), crescimento médio e desvio padrão(±) aos 6, 12 e 18 meses de idade de 10 espécies
nativas e 3 exóticas às Matas de Galeria, plantadas em 1998.
Nome Científico
Ni 6 meses
Altura
51 ± 14
DAS (cm)
2,03 ± 0,63
12 meses
N Sob.(%)
95
83
Altura (cm)
87 ± 58
DAS (cm)
2,71 ± 1,35
18 meses
N Sob . (%)
86
75
Altura (cm)
106 ±
69
DAS (cm)
3,04 ± 1,82
71
110 ±
54
2,34 ± 1,69
36
69
107 ±
73
2,56 ± 1,98
2,26 ± 1,81
24
44
169 ±
114
2,84 ± 2,54
85
1,76 ± 1,56
38
35
172 ±
119
3,12 ± 2,36
106 ±
67
2,22 ± 2,01
15
28
141 ±
85
3,20 ± 3,21
33
57 ±
22
1,22 ± 0,49
30
27
84 ±
42
1,81 ± 1,03
33
32
50 ±
30
0,92 ± 0,52
10
10
51 ±
28
0,95 ± 0,83
0,39 ± 0,13
14
13
47 ±
25
0,88 ± 0,32
49
46
69 ±
35
1,45 ± 0,58
1,39 ± 0,38
14
12
61 ±
76
1,65 ± 0,80
7
6
59 ±
61
3,01 ± 1,18
47
92
374
40
4,49 ± 2,98
45
87
189 ±
133
5,49 ± 3,68
77
2,33 ± 2,10
29
56
126 ±
94
2,35 ± 1,81
147 ± 114
2,94 ± 3,05
35
67
211 ±
140
4,21 ± 3,90
Genipa americana L.
114
N Sob. (%)
112
98
Hymenaea stilbocarpa Hayne
108
101
93
74 ± 26
1,29 ± 0,47
82
76
96 ±
32
2,09 ± 1,30
77
Pouteria ramifolia Radlk.
52
48
92
42 ± 27
0,84 ± 0,45
38
73
85 ±
64
1,95 ± 1,37
Machaerium aculatum Raddi
56
44
78
59 ± 38
1,07 ± 0,63
31
55
124 ±
75
111
75
67
51 ± 42
0,92 ± 0,72
69
62
111 ±
53
29
56
45 ± 47
0,98 ± 0,59
25
47
Copaifera langsdorffii Desf.
110
57
52
27 ± 50
0,99 ± 1,14
37
Salacia elliptica (Mart.) G. Don
106
46
44
19 ± 50
0,47 ± 0,21
Tapirira guianensis Aubl.
107
107
83
18 ± 50
Euterpe edulis Mart.
115
16
14
13 ± 34
Total Nativas
932
634
66
Tabebuia serratifolia (Vahl) Nich.
52
51
98
78 ± 57
2,82 ± 1,63
51
98
Swartzia oblata Cowan
52
49
94
49 ± 26
0,97 ± 0,61
39
75
Anadenanthera colubrina (Vell.) Brenan
52
40
77
70 ± 49
1,09 ± 0,89
37
71
156
140
90
82
1088
774
70
52
Rapanea guianensis Aubl.
Clusia criuva Camb.
Total Exóticas
Total Geral
Ni= quantidade de mudas no plantio
N= quantidade de muda analisadas aos 6,12 e 18 meses
39
147 ± 105
93 ±
70
483
45
Tabela 4.2 – Valores médios da sobrevivência (Sob%), crescimento médio e desvio padrão(±) aos 6, 12 e 18 meses de idade de 10 espécies
nativas e 3 exóticas às Matas de Galeria, plantadas em 1999.
Nome Científico
Enterolobium contortisiliquum (Vell.) Mor
Anadenanthera falcata (BentH.) Speg.
Genipa americana L.
Hymenaea stilbocarpa Hayne
Tapirira guianensis Aubl.
Calophyllum brasiliense Camb.
Triplaris americana R.H. Schomb.
Cariana strellensis (Raddi) Ktze.
Anadenanthera macrocarpa (Benth.) Brenan
Rapanea guianensis Aubl.
Ormosia stipularis Ducke
Copaifera langsdorffii Desf.
Sterculia striata St. Hil et Naund
Inga vera Wild. ssp. affinis
Euterpe edulis Mart.
Ni
89
43
89
73
89
45
14
15
43
73
87
84
67
32
12
Total Nativas
Anadenanthera columbrina (Vell.) Brenan
Dalbergia nigra (Franz.) Allen.
Acacia farnesiana (l.) Willd.
Myracrodroun urundeuva Fr. Allem.
Astronium fraxinifolium Schott
Dalbergia miscolobium Benth.
Machaerium aculeatum Raddi
Erytrina fusca Lour.
Swietenia macrophylla King
89
85
13
56
46
15
14
14
87
Total exóticas
Total
832
N
87
42
84
68
79
40
12
12
33
58
58
51
37
14
0
6 Meses
Sob (%) Altura (cm) Diâmetro (cm)
98
108 ± 37 1,67 ± 0,75
98
105 ± 38 1,00 ± 0,23
94
46 ± 14 1,27 ± 0,39
93
61 ± 18 0,91 ± 0,28
89
104 ± 34 1,25
1,03
89
30 ± 9 0,51 ± 0,14
86
63 ± 19 1,02
0,30
80
83 ± 20 1,01 ± 0,24
77
109 ± 50 1,23 ± 1,54
79
31 ± 13 0,70
0,24
67
22 ± 8 0,72
0,24
61
30 ± 16 0,59 ± 0,29
56
15 ± 7 0,39
0,13
44
19 ± 5 0,34 ± 0,16
0
676
79
89
78
12
47
32
10
9
9
42
100
92
92
84
70
67
64
64
48
328
72
1268
77
87
50
44
26
43
49
26
55
25
±
±
±
±
±
±
±
±
±
57
Ni = quantidade de mudas no plantio.
N = quantidade de mudas analisadas aos 6, 12 e 18 meses.
40
32
24
23
12
28
14
11
26
22
1,04
0,65
0,58
0,41
0,60
0,50
0,39
1,86
0,53
±
±
±
±
±
±
±
±
0,32
0,34
0,14
0,19
0,40
0,15
0,13
1,02
0,23
N
72
37
65
46
55
26
11
9
12
42
30
36
18
3
Sob (%)
81
86
73
63
62
58
79
60
27
58
34
42
26
9
461
53
83
47
7
40
16
6
0
7
18
93
55
54
71
35
40
0
50
21
224
834
12 Meses
Altura (cm) Diâmetro (cm)
133 ± 39 2,28 ± 1,19
101 ± 39 1,32 ± 0,51
55 ± 19 1,64 ± 0,48
71 ± 19 1,35 ± 0,42
121 ± 37 2,29 ± 2,76
50 ± 20 0,77 ± 0,26
87 ± 24 1,59 ± 0,49
88 ± 14 1,13 ± 0,24
135 ± 45 1,58 ± 0,51
61 ± 23 1,25 ± 0,47
37 ± 19 1,12 ± 0,41
48 ± 24 1,03 ± 0,43
22 ± 6 0,53 ± 0,13
22 ± 6 0,57 ± 0,05
N
72
38
60
44
54
26
7
9
16
38
20
33
17
1
Sob (%)
81
88
67
60
61
58
50
60
36
52
23
39
25
3
434
50
64
46
5
36
13
4
0
4
15
71
54
38
64
28
27
0
29
17
45
187
40
51
754
47
133
71
63
41
70
65
0
69
29
±
±
±
±
±
±
±
±
±
53
32
14
19
29
20
0
21
8
1,71
1,27
1,07
0,62
1,14
1,02
0,00
3,44
0,71
±
±
±
±
±
±
±
±
±
0,59
0,53
0,35
0,28
0,45
0,34
0,00
1,18
0,16
18 Meses
Altura (cm) Diâmetro (cm)
132 ± 47 2,59 ± 1,33
86 ± 41 1,33 ± 0,52
50 ± 24 1,89 ± 0,66
72 ± 19 1,47 ± 0,53
126 ± 43 2,36 ± 0,78
60 ± 23 1,02 ± 0,38
89 ± 20 1,69 ± 0,31
89 ± 12 1,30 ± 0,19
157 ± 54 1,94 ± 0,83
71 ± 21 1,29 ± 0,39
43 ± 21 1,24 ± 0,66
52 ± 22 0,93 ± 0,50
21 ± 6 0,54 ± 0,40
81 ± 0 0,60 ± 0,00
149
75
111
36
69
90
0
76
31
±
±
±
±
±
±
±
±
±
56
36
36
19
30
27
0
17
8
2,10
1,49
1,98
0,59
1,66
1,99
0,00
4,22
0,68
±
±
±
±
±
±
±
±
±
0,56
0,64
0,64
0,42
0,78
0,55
0,00
1,08
0,20
Tabela 4.3 – Valores médios da sobrevivência (Sob%), crescimento médio e desvio padrão(±) aos 6, 12 e 18 meses de idade de 19 espécies
nativas e 10 exóticas às Matas de Galeria, plantadas em 1998/1999.
98
Nome Científico
N
Enterolobium contorsiliquum (Vell.) Moro. 89
Anadenanthera falcata (BentH.) Speg.
43
Genipa americana L.
89
Hymenaea stilbocarpa Hayne
73
Pouteria ramifolia Radlk.
0
Calophyllum brasiliense Camb.
45
Tapirira guianensis Aubl.
89
Cariana estrellensis (Raddi) Ktze.
15
Anadenanthera macrocarpa (Benth.) Brenan 43
Machaerium aculeatum Raddi
14
Rapanea guianensis Aubl.
73
Astronium fraxinifolium Schott
46
Ormosia stipularis Ducke
87
Copaifera langsdorffii Desf.
84
Clusia criuva Camb.
0
Inga vera Wild. ssp. affinis
32
Salacia elliptica (Mart.) G. Don
0
Euterpe edulis Mart.
12
99
Nº
N 98/99
0
89
0
43
106 195
101 174
52
52
0
45
104 193
0
15
0
43
55
69
107 180
0
46
0
87
95
179
54
54
0
32
103 103
110 122
Total nativas
Tabebuia serratifolia (Vahl) Nich.
Swartzia oblata Cowan
Acacia farnesiana (l.) Willd.
Dalbergia nigra (Franz.) Allen.
Triplaris americana R.H. Schomb.
Myracrodroun urundeuva Fr. Allem.
Anadenanthera colubrina (Vell.) Brenan
Dalbergia miscolobium Benth.
Erytrina fusca Lour.
Sterculia striata St. Hil et Naund
Swietenia macrophylla King
0
0
13
85
14
56
13
15
14
67
87
54
52
0
0
0
0
52
0
0
0
0
Total Exóticas
Geral
N
87
42
188
162
48
40
165
12
33
52
130
32
58
100
30
14
45
15
6 Meses
Sob.% Altura (cm)
98
108 ± 37
98
105 ± 38
96
49 ± 18
93
69 ± 21
92
42 ± 24
89
30 ± 9
85
80 ± 41
80
83 ± 20
77
109 ± 51
75
46 ± 33
72
39 ± 25
70
43 ± 28
67
22 ± 8
56
25 ± 14
56
27 ± 10
44
19 ± 6
44
18 ± 5
12
13 ± 7
N
72
37
153
123
38
26
112
9
12
34
92
16
30
66
18
3
13
13
Sob.%
81
86
78
71
73
58
58
60
27
49
51
35
34
37
33
9
13
11
866
50
53
39
7
47
11
40
49
6
7
18
18
98
75
54
55
79
71
76
40
50
26
21
12 Meses
Altura (cm)
133 ± 40
101 ± 40
73 ± 48
86 ± 30
85 ± 64
50 ± 21
122 ± 59
88 ± 15
135 ± 47
111 ± 85
85 ± 57
70 ± 30
37 ± 19
49 ± 27
57 ± 22
22 ± 7
47 ± 25
61 ± 76
Diâmtro (cm)
2,28 ± 1,20
1,32 ± 0,52
2,26 ± 1,19
1,81 ± 1,12
1,95 ± 1,37
0,77 ± 0,27
2,28 ± 2,33
1,13 ± 0,26
1,58 ± 0,53
1,76 ± 1,56
1,78 ± 1,59
1,14 ± 0,46
1,12 ± 0,41
0,98 ± 0,48
1,22 ± 0,49
0,57 ± 0,06
0,88 ± 0,32
1,65 ± 0,80
N
72
38
140
116
36
26
102
9
16
24
75
13
20
59
15
1
10
7
Sob.%
81
88
72
67
69
58
53
60
36
35
42
28
23
33
28
3
10
6
778
45
47
29
5
46
7
36
44
4
4
17
15
87
56
38
54
50
64
68
27
29
25
17
1721
1254
72
54
52
13
85
14
56
65
15
14
67
87
53
49
12
78
12
47
53
10
9
37
42
98
94
92
92
86
84
82
67
64
56
48
403
80
295
59
254
50
1656
74
1161
52
1032
46
Ni = quantidade de mudas no plantio.
N = quantidade de mudas analisadas aos 6, 12 e 18 meses.
41
Diâmtro (cm)
1,67 ± 0,75
1,00 ± 0,24
1,69 ± 0,66
1,13 ± 0,44
0,84 ± 0,45
0,51 ± 0,14
1,15 ± 0,85
1,01 ± 0,25
1,23 ± 1,56
0,83 ± 0,69
0,86 ± 0,49
0,60 ± 0,41
0,72 ± 0,24
0,53 ± 0,26
0,99 ± 1,14
0,34 ± 0,17
0,39 ± 0,13
1,39 ± 0,38
78
49
44
50
63
26
74
49
55
15
25
±
±
±
±
±
±
±
±
±
±
±
57
26
24
24
20
13
46
15
27
7
22
2,82
0,97
0,58
0,65
1,02
0,41
1,07
0,50
1,86
0,39
0,53
±
±
±
±
±
±
±
±
±
±
±
1,63
0,61
0,15
0,34
0,32
0,19
0,79
0,16
1,06
0,13
0,24
147
93
63
71
87
41
143
65
69
22
29
±
±
±
±
±
±
±
±
±
±
±
106
77
15
33
25
19
102
22
22
6
9
4,49
2,33
1,07
1,27
1,59
0,62
2,62
1,02
3,44
0,53
0,71
±
±
±
±
±
±
±
±
±
±
±
2,98
2,11
0,38
0,54
0,52
0,28
2,69
0,37
1,28
0,14
0,16
18 Meses
Altura (cm)
132 ± 48
86 ± 42
84 ± 62
96 ± 48
107 ± 73
60 ± 24
147 ± 88
89 ± 12
157 ± 56
172 ± 119
106 ± 71
69 ± 32
43 ± 22
52 ± 25
84 ± 42
81 ± 0
69 ± 35
59 ± 61
189
126
111
75
89
36
197
90
76
21
31
±
±
±
±
±
±
±
±
±
±
±
133
94
40
36
22
20
129
31
20
6
9
Diâmtro (cm)
2,59 ± 1,34
1,33 ± 0,53
2,57 ± 1,57
2,02 ± 1,45
2,56 ± 1,98
1,02 ± 0,39
2,60 ± 1,88
1,30 ± 0,20
1,94 ± 0,85
3,12 ± 2,36
2,23 ± 2,45
1,66 ± 0,81
1,24 ± 0,67
0,94 ± 0,68
1,81 ± 1,03
0,60 ± 0,00
1,45 ± 0,58
3,01 ± 1,18
5,49
2,35
1,98
1,49
1,69
0,59
3,74
1,99
4,22
0,54
0,68
±
±
±
±
±
±
±
±
±
±
±
3,91
1,81
0,72
0,65
0,33
0,43
3,37
0,63
1,25
0,41
0,21
4.2 PLANTIOS SEM TRATOS CULTURAIS
Outro aspecto importante para o sucesso da recuperação é o manejo pós–plantio, pois
algumas espécies na sua fase inicial de campo não sobrevivem em plantios que não foram
realizados os tratos culturais, como por exemplo, coroamento, roçadas periódicas até o
fechamento das copas e controle permanente de formigas cortadeiras.
Segundo Duringan & Nogueira (1997), o desenvolvimento das mudas pode ser
beneficiado quando as mesmas s_o tutoradas, principalmente, em locais onde h_ fortes
correntes de vento. Além disso, o combate ao fogo, que pode ser feito a partir do controle de
gram_neas altas e/ou at_ mesmo pelo pastoreio controlado, tamb_m s_o medidas que
favorecem o desenvolvimento das mudas no campo.
Por outro lado, quando não há capinas manuais e/ou mecanizadas na linha de plantio
ou ao redor das covas, geralmente há perda de crescimento e baixa sobrevivência das mudas
(Carvalho, 2000).
Na área 2, aos 18 meses, Genipa americana, Hymenaea stilbocarpa e Rapanea
guianensis apresentaram sobrevivência igual e/ou acima de 50% e desenvolvimento médio
em altura acima de 80 cm, o que demonstra que as espécies apresentam relativa adaptação em
se desenvolver em áreas não manejadas. Por outro lado, Tapirira guianensis apresentou alta
taxa de crescimento e baixo índice de sobrevivência nessas condições de plantios.
Mas, se for levado em consideração que esta espécie atrai a fauna local,
principalmente as aves, ela torna–se uma espécie interessante para ser utilizada como poleiro
natural na sua fase jovem, pois pode haver deposição de sementes por defecação e/ou
regurgitação de modo a auxiliar a regeneração natural (Carvalho, 2000).
Aos 30 meses, na área 2, a sobrevivência média foi de 36%, a altura do plantio foi de 113 ±
65 cm e o resultado do DAS foi de 2,37 ± 1,35 cm, sendo que Hymenaea stilbocarpa (62%;
106 ± 44; 2,35 ± 1,20) Tapirira guianensis (42%; 185 ± 90 cm; 2,58 ± 1,06) e Rapanea
guianensis (30%; 146 ± 42 cm; 2,26 ± 0,67) foram as espécies que apresentaram os melhores
resultados em sobrevivência, altura e diâmetro a altura do solo. Copaifera langsdorffii
apresentou as seguintes médias: 38%; 48,52 ± 30,47; e 0,70 ± 0,28 para sobrevivência, altura
e diâmetro, respectivamente. Além disso, todas as mudas de Euterpe edulis e Salacia
elliptica, aos 18 meses haviam morrido.
A falta de tratos culturais pós-plantio influenciou negativamente o estabelecimento das
espécies, pois a taxa de sobrevivência média e o crescimento em altura e em diâmetro foram
menores do que os encontrados nas áreas onde ocorreram tratos culturais.
42
De acordo com a classificação eco–silvicultural proposta por Kageyama & Gandara (2000),
nas condições em que os plantios foram conduzidos, as espécies não se comportaram como
pioneiras antrópicas, principalmente as que foram plantadas na área 2 (Figura 4.4). Portanto,
Genipa americana, Hymenaea stilbocarpa e Tapirira guianensis poderiam ser classificadas
como secundárias tardias e Salacia elliptica, Euterpe edulis e Copaifera langsdorffii como
espécies climácicas.
De acordo com o exposto, Salacia elliptica, Euterpe edulis e Copaifera langsdorffii
não são indicadas para plantios em área em que não há nenhum e/ou quase nenhum trato
cultural.
Segundo Durigan e Silveira (1999), geralmente a sobrevivência tem sido baixa e o
ritmo de crescimento das espécies tem sido muito lento em plantios de recuperação, o que
parece ser regra para a maioria dos plantios de recomposição em matas ribeirinhas (Barbosa
et al, Durigan e Silveira (1999). Por outro lado, em plantios em que existiram manejos das
áreas plantadas como, por exemplo, combate às formigas, reposição de mudas, controle da
erosão e o impedimento da entrada de animais domésticos herbívoros (eqüinos e bovinos), a
taxa de mortalidade pode ser muito baixa (inferior a 5%) e o desenvolvimento das mudas
pode ser vigoroso (Neto et al, 1997). No entanto, como nas áreas 1, 2 e 3 não houve tratos
culturais, aos 18 meses, a maioria das espécies apresentaram taxa de sobrevivência,
crescimento em altura e diâmetro abaixo do estipulado neste trabalho, ou seja, taxa de
Sobrevivência (%)
sobrevivência inferior a 60% e crescimento médio inferior a 100 cm (Tabelas 4.4 e 4.6).
100
90
80
70
60
50
40
30
20
10
0
Ga
Hs
Rg
Cl
Tg
Ee, Se
0
50
100
150
200
Altura (cm) aos 18 Meses
Figura 4.4 – Sobrevivência e altura média aos 18 meses das 7 espécies que foram plantadas
na área 2.
43
Mas, segundo Ferreira (1989), algumas espécies introduzidas desenvolvem–se melhor
em ambientes similares às suas áreas de ocorrência, podendo em alguns casos apresentar
desenvolvimento melhor que as espécies nativas, principalmente nas áreas marginais da
vegetação local. Dentro deste contexto, a espécie que apresentou, aos 18 meses, a melhor taxa
de sobrevivência e crescimento médio em altura foi Dalbergia nigra, ou seja, 77% de
sobrevivência e 76 cm de altura média ( Tabela 4.5).
As espécies que tiveram melhor desenvolvimento quanto à plasticidade adaptativa,
áreas 1 e 3, foram Enterolobium contortirsiliquum e Anadenanthera colubrina (Figura 4.4 e
4.5). Logo, segundo os critérios adotados neste trabalho, essas espécies seriam indicadas para
plantios de recuperação em condições semelhantes aos das áreas 1 e 3. Porém, nessas
condições, mesmo as espécies que tiveram maior taxa de sobrevivência Enterolobium
contortirsiliquum, Anadenanthera colubrina e maior crescimento em altura, também não se
comportaram como pioneiras antrópicas.
Sobrevivência (%)
Desenvolvimento das Espécies aos 18 Meses
100
90
80
70
60
50
40
30
20
10
0
Dn
Afr
Ga
Ec
Cs
Ta
Af
Au
Cl,Ma,Mu,Os,
Sm,Eu
0
50
Ac
Tg
Am
100
150
200
Altura (cm)
Figura 4.5 – Sobrevivência e altura média aos 18 meses das 19 espécies que foram plantadas
em 1999 (área 1).
44
Sobrevivência (%)
Desenvolvimento das Espécies aos 18 Meses
100
90
80
70
60
50
40
30
20
10
0
Ec
Am
Ga
Ss,Sm
0
Hs
Rg
Os,Af Dn
50
Tg
Cl Iv
100
150
200
Altura (cm)
Figura 4.6 – Sobrevivência e altura média aos 18 meses das 13 espécies que foram plantadas
em 1999 (área 3).
Observou–se seca de ponteira e crescimento irregular das espécies, como por
exemplo, para: Copaifera langsdorffii (área 1); Copaifera langsdorffii e Salacia elliptica
(área 2); e Hymenaea stilbocarpa, Tapirira guianensis, Ormosia stipularis e Copaifera
langsdorffii (área 3).
Além disso, as espécies que apresentaram maior desenvolvimento em altura
média também apresentaram maiores desenvolvimentos em diâmetro, o que parece implicar
que não houve estiolamento para a maioria das espécies. Este fato pode ser observado nas
Tabelas 4.4, 4.5 e 4.6, as quais mostram os índices de sobrevivência, crescimento em altura e
em diâmetro à altura do solo (DAS) em cada uma das três áreas de plantio, nas avaliações
feitas aos 6, 12 e 18 meses de idade.
Como exemplos mais específicos, as Figuras do Anexo H, I e J ilustram o índice de
sobrevivência, crescimento em altura e diâmetro à altura do solo (DAS) das espécies que
foram plantadas nessas áreas, em avaliações feitas aos 6, 12 e 18 meses de idade. Nessas
figuras pode ser observado que a falta de tratos culturais tiveram efeito negativo para a
maioria das espécies. Mesmo assim, Genipa americana, Enterolobium contortirsiliquum e
Dalbergia nigra apresentaram taxa de sobrevivência acima de 60% aos 18 meses (área 1). Na
área 2, as espécies que apresentaram sobrevivência acima de 60% foram Genipa americana e
Hymenaea stilbocarpa. Já na área 3 nenhuma espécie apresentou taxa de sobrevivência acima
de 60%. Além disso, pode observar que nessas áreas o crescimento médio das mudas foram
abaixo de 100 cm.
45
Tabela 4.4 – Valores médios da Sobrevivência (Sob%), crescimento médio e desvio padrão (±) aos 6, 12 e 18 meses de idade de 7 espécies
nativas de Matas de Galeria, que não houve tratos culturais, plantadas em 1998 (área 2).
Nome Científico
Genipa americana L.
Hymenaea stilbocarpa Hayne
Tapirira guianensis Aubl.
Rapanea guianensis Aubl.
Copaifera langsdorffii Desf.
Sallacia elliptica (Mart.) G. Don
Euterpe edulis Mart.
Total
Ni
57
58
56
58
57
56
59
401
6 Meses
N Sob (%) Altura (cm) Diâmetro (cm)
56
98
50 ± 10 1,97 ± 0,36
55
94
67 ± 19 1,14 ± 0,35
46
83
49 ± 17 0,88 ± 0,26
47
81
36 ± 14 0,84 ± 0,35
38
67
18,4 ± 8 0,46 ± 0,23
33
59
17 ± 5 0,36 ± 0,10
0
0
275
68
Ni = quantidade de mudas no plantio.
N = quantidade de mudas analisadas aos 6, 12 e 18 meses.
46
12 Meses
N Sob (%) Altura (cm) Diâmetro (cm)
42
74 74 ± 22 2,36 ± 0,59
36
63 85 ± 18 1,55 ± 0,40
26
46 114 ± 35 1,72 ± 0,51
29
50 74 ± 20 1,34 ± 0,41
20
36 44 ± 31 0,80 ± 0,41
0
18 Meses
N Sob (%) Altura (cm) Diâmetro (cm)
42
74
84 ± 24 2,38 ± 0,46
36
63
88 ± 30 1,67 ± 0,67
26
46 132 ± 56 1,77 ± 0,72
29
50
98 ± 37 1,44 ± 0,47
22
38
38 ± 16 0,51 ± 0,15
154
155
38
38
Tabela 4.5 – Valores médios da Sobrevivência (Sob%), crescimento médio e desvio padrão (±) aos 6, 12 e 18 meses de idade de 18 espécies
nativas de Matas de Galeria, que não houve tratos culturais, plantadas em 1999 (área 1).
Nome Científico
Genipa amaricana L.
Anadenanthera colubrina (Vell.) Brenan
Enterolobium contortisiliquum (Vell.) Moro.
Acacia farnesiana (l.) Willd.
Dalbergia nigra (Franz.) Allen.
Astronium fraxinifolium Schott
Triplaris americana R.H. Schomb.
Cariana strellensis (Raddi) Ktze.
Dalbergia miscolobium Benth.
Tapirira guianensis Aubl.
Machaerium aculeatum Raddi
Erytrina fusca Lour.
Astronium urudeuva Fr. Allem.
Anadenanthera macrocarpa (Benth.) Brenan
Copaifera langsdorffii Desf.
Ormosia stipularis Ducke
Swietenia macrophylla King
Euterpe edulis Mart.
Total
Ni
13
15
13
14
16
16
15
15
14
14
14
14
15
15
15
15
16
13
233
6 Meses
N Sob (%) Altura (cm)
13 100
57 ± 12
15 100
87 ± 33
12
93
85 ± 25
13
92
44 ± 24
15
92
65 ± 27
14
88
65 ± 26
13
86
63 ± 20
12
80
83 ± 20
9
67
49 ± 15
9
64
81 ± 36
9
64
26 ± 11
9
64
55 ± 27
8
53
39 ± 13
7
47
35 ± 18
6
40
22 ± 6
4
27
17 ± 6
3
19
48 ± 17
0
0
168
65
Ni = quantidade de mudas no plantio.
N = quantidade de mudas analisadas aos 6, 12 e 18 meses.
47
Diâmetro (cm)
0,99 ± 0,41
1,04 ± 0,34
1,42 ± 0,56
0,58 ± 0,15
0,90 ± 0,22
0,93 ± 0,38
1,02 ± 0,32
1,01 ± 0,25
0,50 ± 0,16
1,92 ± 3,04
0,39 ± 0,14
1,86 ± 1,06
0,49 ± 0,14
1,46 ± 3,21
0,52 ± 0,24
0,78 ± 0,15
0,90 ± 0,20
N
13
14
10
7
11
12
10
7
4
3
0
5
3
1
1
0
0
Sob (%)
100
93
86
54
77
88
79
60
40
36
0
50
40
20
20
0
0
102
44
12 Meses
Altura (cm)
55 ± 32
133 ± 55
124 ± 32
63 ± 15
81 ± 27
77 ± 25
87 ± 25
88 ± 15
65 ± 22
125 ± 56
69
54
68
28
84
±
±
±
±
22
21
28
17
Diâmetro (cm)
1,48 ± 0,39
1,71 ± 0,62
2,57 ± 0,89
1,07 ± 0,38
1,24 ± 0,41
1,24 ± 0,38
1,59 ± 0,52
1,13 ± 0,26
1,02 ± 0,37
1,84 ± 0,93
3,44
0,71
1,17
1,22
±
±
±
±
1,28
0,23
0,40
0,41
N Sob (%)
9
69
11
71
10
79
5
38
12
77
12
75
8
50
9
60
4
27
5
36
4
3
3
0
29
20
20
0
80
34
18 Meses
Altura (cm)
68 ± 26
149 ± 59
135 ± 42
111 ± 40
76 ± 29
71 ± 33
89 ± 22
89 ± 12
90 ± 31
142 ± 64
Diâmetro (cm)
1,94 ± 0,66
2,10 ± 0,59
3,11 ± 1,22
1,98 ± 0,72
1,55 ± 0,44
1,71 ± 0,83
1,69 ± 0,33
1,30 ± 0,20
1,99 ± 0,63
2,57 ± 1,12
76 ± 20
68 ± 10
121 ± 34
4,22 ± 1,25
1,18 ± 0,18
1,69 ± 0,83
Tabela 4.6 – Valores médios da Sobrevivência (Sob%), crescimento médio e desvio padrão (±) aos 6, 12 e 18 meses de idade de 7 espécies
nativas de Matas de Galeria, que não houve tratos culturais, plantadas em 1999 (área 3).
Nome Científico
Enterolobium contortsiliquum (Vell.) Mor.
Genipa amaricana L.
Hymenaea stilbocarpa Hayne
Astronium fraxinifolium Schott
Anadenanthera macrocarpa (Benth.) Brenan
Dalbergia nigra (Franz.)Allen.
Tapirira guianensis Aubl.
Ormosia stipularis Ducke
Rapanea guianensis Aubl.
Inga vera Wild. ssp. affinis
Copaifera langsdorffii Desf.
Swietenia macrophylla King
Sterculia striata St. Hil et Naund
Total
Ni
28
30
29
30
28
30
30
28
28
31
28
30
27
292
6 Meses
N Sob (%) Altura (cm)
28
100
120 ± 39
29
97
53 ± 13
28
97
64 ± 22
18
60
25 ± 11
26
93
131 ± 33
27
90
38 ± 18
26
87
107 ± 38
16
57
20 ± 8
14
52
29 ± 18
14
44
19 ± 6
10
37
35 ± 19
8
26
32 ± 50
6
24
14 ± 8
196
67
Ni = quantidade de mudas no plantio.
N = quantidade de mudas analisadas aos 6, 12 e 18 meses
48
12 Meses
18 Meses
Diâmetro (cm) N Sob (%) Altura (cm) Diâmetro (cm) N Sob (%) Altura (cm) Diâmetro (cm)
2,32 ± 0,83 15
52
167 ± 1,27 3,54 ± 1,27 17 59
163 ± 44
3,58 ± 1,13
1,38 ± 0,35 11
35
57 ± 0,34 1,48 ± 0,34 11 35
54 ± 30
1,75 ± 0,52
0,90 ± 0,27 8
28
74 ± 0,37 1,14 ± 0,37 5
17
52 ± 35
1,12 ± 0,43
0,32 ± 0,12 2
7
21 ± 0,14 0,40 ± 0,14 1
3
50 ± 0,00 1,00 ± 0,00
1,15 ± 0,31 9
31
157 ± 0,52 1,71 ± 0,52 13 45
166 ± 58
1,99 ± 0,88
0,35 ± 0,18 0
0
1,08 ± 0,32 8
27
117 ± 0,26 1,31 ± 0,26 6
20
74 ± 45
2,17 ± 1,05
0,60 ± 0,19 2
7
52 ± 0,21 0,35 ± 0,21 1
4
50 ± 0,00 1,00 ± 0,00
0,55 ± 0,22 3
10
28 ± 0,15 0,47 ± 0,15 2
7
56 ± 10,61 0,80 ± 0,28
0,34 ± 0,17 3
9
22 ± 0,06 0,57 ± 0,06 1
3
81 ± 0,00 0,60 ± 0,00
0,53 ± 0,29 1
4
87 ± 0,00 1,40 ± 0,00 1
4
80 ± 0
1,40 ± 0,00
0,49 ± 0,36 0
0
0,32 ± 0,08 0
0
47
16
45 15
4.31 Plantio com trato cultural – Área 4
A irrigação do plantio na época da seca proporcionou ao plantio sobrevivência média
das mudas acima de 70% porém, somente Enterolobium contortirsiliquum e Tapirira
guianensis tiveram crescimento acima de um metro, ou seja, as demais mudas das outras
espécies apresentaram altura no entorno de 86 cm de altura (Tabela 4.7). Nessa área pouca
variação da altura média das mudas dentro da mesma espécie. Indicando assim, que dentro do
mesmo grupo de espécie houve crescimento mais uniforme entre os indivíduos. Porém, os
maiores erros padrões da média foram para as espécies que apresentaram as menores médias
em altura e menor taxa de sobrevivência, aos 18 meses.
Nessa área espécies Enterolobium contortirsiliquum e Tapirira guianensis foram as
espécies que apresentaram taxa de sobrevivência acima de 90% e crescimento médio acima de
100 cm. Logo, nessas condições de plantio foram as espécies que sobressaíram no plantio.
Assim, as mesmas poderiam ser classificadas como pioneira antrópica. No caso de
Anadenanthera falcata, Dalbergia nigra, Hymenaea stilbocarpa, Astronium urundeuva e
Copaifera langsdorffii, nessa situação de plantio se comportaram como não pioneiras
antrópicas (Figura 4.7).
Porém, Sterculia striata e Swietenia macrophylla, mesmo com tratos culturais
intensivos não tiveram desenvolvimento satisfatório. No caso de Swietenia macrophylla não
apresentou bom desenvolvimento apesar de ser uma espécie muito procurada para compor
programas de recomposição de áreas alteradas de matas ribeirinhas. Assim, para que essa
espécie seja utilizada em programas de recomposição deve haver mais estudos de campo.
Neste caso, foi observado que os tratos culturais tiveram efeito positivo na
sobrevivência e no crescimento da maioria das espécies (Figura 4.7). Essa prática favoreceu
principalmente, Hymenaea stilbocarpa que apresentou sobrevivência média acima de 80%,
dos 6 aos 18 meses e bom desenvolvimento das mudas tanto em altura quanto em diâmetro.
Ressalta–se que as outras 12 espécies apresentaram maior variação na sobrevivência, mas os
crescimentos das mudas foram mais uniformes.
49
Sobrevivência (%)
Desenvolvimento das Espécies aos 18 Meses
100
90
80
70
60
50
40
30
20
10
0
Au
Hs
Ga
Dn
Rg
Cl
Af
Ec
Tg
Cb
Ss
0
Sm
Os
50
100
150
200
Altura (cm)
Figura 4.7 – Sobrevivência e altura média aos 18 meses das 13 espécies que foram plantadas
em 1999 (área 4).
50
Tabela 4.7 – Valores médios da sobrevivência (Sob%), crescimento médio e desvio padrão (±) aos 6, 12 e 18 meses de idade de 9 espécies
nativas e 4 exóticas às de Matas de Galeria, que houve tratos culturais, plantadas em 1999 (área 4).
Nome Científico
Enterolobium contorsiliquum (Vell.) Moro.
Rapanea guianensis Aubl.
Tapirira guianensis Aubl.
Anadenanthera falcata (BentH.) Speg.
Astronium urudeuva Fr. Allem.
Genipa amaricana L.
Dalbergia nigra (Franz.)Allen.
Hymenaea stilbocarpa Hayne
Calophyllum brasiliense Camb.
Ormosia stipularis Ducke
Copaifera langsdorffii Desf.
Sterculia striata St. Hil et Naund
Swietenia macrophylla King
Total
Ni
46
45
43
44
43
47
45
45
47
46
44
41
46
490
N
45
44
42
43
41
43
42
41
42
40
37
31
33
523
Sob (%)
97
97
97
97
95
91
92
90
88
86
83
74
72
6 Meses
Altura (cm)
106 + 35
31 + 22
106 + 34
105 + 39
22 + 17
38 + 15
53 + 34
59 + 13
30 + 20
23 + 16
30 + 24
15 + 6
20 + 8
Ni = quantidade de mudas no plantio.
N = quantidade de mudas analisadas aos 6, 12 e 18 meses
51
Diâmetro (cm)
1,37 + 0,47
0,75 + 0,22
1,20 + 0,25
1,00 + 0,23
0,39 + 0,20
1,26 + 0,38
0,78 + 0,31
0,90 + 0,29
0,50 + 0,14
0,75 + 0,25
0,61 + 0,30
0,40 + 0,14
0,50 + 0,18
N
44
40
40
38
36
43
41
39
27
29
33
17
19
445
Sob (%)
96
89
93
86
83
91
90
86
58
64
74
42
50
12 Meses
Altura (cm) Diâmetro (cm)
124 + 35 1,81 + 0,91
63 + 22
1,3 + 0,43
122 + 34 2,53 + 3,09
101 + 39 1,32 + 0,51
39 + 17
0,6 + 0,29
55 + 15 1,73 + 0,52
69 + 34 1,28 + 0,57
70 + 13 1,39 + 0,42
50 + 20 0,76 + 0,26
36 + 16 1,17 + 0,36
50 + 24 1,00 + 0,43
22 + 6 0,53 + 0,13
29 + 9 0,71 + 0,16
N
43
37
41
39
35
42
38
40
27
20
33
16
16
426
Sob (%)
94
82
96
88
80
89
85
89
58
43
74
40
34
18 Meses
Altura (cm)
120 + 46
72 + 21
132 + 36
86 + 41
33 + 17
45 + 20
75 + 38
75 + 14
60 + 23
43 + 22
51 + 22
21 + 6
31 + 8
Diâmetro (cm)
2,12 + 1,20
1,32 + 0,38
2,36 + 0,71
1,33 + 0,52
0,54 + 0,40
1,92 + 0,69
1,49 + 0,69
1,52 + 0,53
1,02 + 0,38
1,25 + 0,67
0,91 + 0,50
0,54 + 0,40
0,68 + 0,20
Conforme pode ser observado na Figura 4.7, as espécies da área apresentaram, aos 18
meses, maiores índices de sobrevivência, altura e diâmetro em relação a maioria das espécies
plantadas nas áreas onde não houve tratos culturais (área 1, 2 e 3). Fato este que pode ser
atribuído às práticas de irrigação, combate às formigas e coroamento, o que, em conjunto,
favoreceram o estabelecimento das mudas (Anexo J).
4.4 – Avaliação das espécies em uma área com diferentes tratos culturais (pós–plantio) –
Área 5
Notou–se que, na subárea 5.1, 8 das 13 espécies alcançaram, aos 18 meses de idade
média de sobrevivência igual ou superior à 60%, sendo essas: Genipa americana (94%),
Tabebuia serratifolia (100%), Pouteria ramifolia (95%), Machaerium aculeatum (71%),
Swartzia oblata (82%), Tapirira guianensis (71%), Hymenaea stilbocarpa (89%) e
Anadenanthera colubrina (84%), com alturas médias de 221 cm, 332 cm, 170 cm, 264 cm,
207 cm, 342 cm, 177 cm e 334 cm, respectivamente (Tabela 4.8).
A espécie Rapanea guianensis apresentou índice de sobrevivência de 53%, com altura
média de 261 cm. As espécies Clusia criuva, Copaifera langsdorffii e Euterpe edulis
apresentaram as menores médias de sobrevivência aos 18 meses (37%, 28% e 16%,
respectivamente) sendo que o crescimento médio em alturas foram de 87 cm, 92 cm e 30 cm,
respectivamente. Aos 24 meses, todas as mudas de Euterpe edulis morreram (Tabela 4.8).
Mourão (2000), que também realizou estudo de acompanhamento do plantio nessa
área, concluiu que a alta taxa de sobrevivência associada ao bom crescimento em altura e
diâmetro, principalmente, na subárea 5.1 pode ser atribuído aos tratos culturais dispensados
ao plantio como irrigação, aração, gradagem e calagem. Devido aos tratos culturais nesta área
pode–se aproveitar todos os dados coletados nas avaliações de campo.
Os dados coletados na subárea 5.1 mostram claramente que em plantios onde há
preparo do solo e tratos culturais, principalmente práticas de irrigação no período da seca
(pelo menos uma ou duas vezes por semana), controle de gramíneas invasoras e combate a
formigas cortadeiras, proporcionam aos plantios maior desenvolvimento tanto em altura
quanto em uma maior taxa sobrevivência (Figura 4.8). Porém, mesmo havendo tratos
culturais Euterpe edulis, Salacia elliptica, Clusia criuva e Copaifera langsdorffii
apresentaram sobrevivência abaixo de 40%, aos 18 meses, indicando possível inviabilidade da
utilização dessas espécies em condição de plantios a pleno sol, pois mesmo em condições de
tratos culturais mais essas espécies apresentaram crescimento reduzido (Fonseca et al, 2001).
52
100
90
80
70
60
50
40
30
20
10
0
Pr
Hs
Desenvolvimento das Espécies aos 24 Meses
Ts
Ga
Ac
So
Ma
Tg
Sobrevivência (%)
Sobrevivência (%)
Desenvolvimento das Espécies aos 18 meses
Rg
Se
Cc
Cl
100
90
80
70
60
100
200
300
400
Ts
Hs
Ac
Ga
So
Ma1
Tg
Rg
50
40
30
20
10
0
Eu
0
Pr
Cc Cl
Se
Ee
0
100
200
Altura (cm)
300
400
500
Altura (cm)
Desenvolvimento das Espécies aos 30 Meses
100
Pr
Sobrevivência
90
80
70
Ts
Ga
Ac
Hs
So
Ma
Tg
60
Rg
50
40
30
20
Se
Cl
Cc
10
Ee
0
0
100
200
300
400
500
600
Altura (cm)
Figura 4.8 – Sobrevivência e altura média aos 18, 24 e 30 meses das 13 espécies que foram
plantadas em 1998 (subárea 5.1).
Por outro lado, essas práticas favoreceram o estabelecimento de Genipa americana,
Tabebuia serratifolia, Pouteria ramifolia, Hymenaea stilbocarpa, Swartzia oblata,
Anadenanthera colubrina, Tapirira guianensis e Machaerium aculeatum, pois as mudas aos
30 meses apresentaram altura média acima de 2 metros e sobrevivência mínima de 71%
(Figura 4.8). Logo, estas espécies comportaram–se como pioneiras antrópicas e somente
Rapanea guianensis comportou–se como não pioneira antrópica.
Na subárea 5.2 observa–se que, aos 18 meses de idade, as espécies alcançaram a
segunda maior média de crescimento (72 cm), porém não se diferenciando significativamente
53
da subárea 5.3 (65 cm) e sendo superior à subárea 5.4 (43 cm). A sobrevivência média dessa
subárea foi de 33%, sendo superadas pelas subárea 5.1 (65%) e subárea 4 (43%).
Nessa subárea 5.2, aos 18 meses de idade, apenas 5 das 13 espécies obtiveram índice
de sobrevivência acima de 60%: Genipa americana (100%), Tabebuia serratifolia (100%),
Hymenaea stilbocarpa (73%), Pouteria ramifolia (67%) e Anadenanthera colubrina (67%),
com as respectivas alturas médias de 109 cm, 108 cm, 128 cm, 118 cm e 128 cm. A espécie
Copaifera langsdorffii apresentou sobrevivência de 75% porém crescimento lento, 64 cm, o
qual foi próximo ao crescimentos das espécies que apresentaram baixa sobrevivência (Tabela
4.9).
Na subárea 5.2 ocorreu mais mortalidade devido a capina não seletiva, pois algumas
mudas de Copaifera langsdorffii, Salacia elliptica e Clusia criuva foram capinadas, pois,
como mencionado na descrição dessa subárea, o proprietário fazia também uso
agrossilvicultural, como por exemplo, plantio intercalado de milho.
Quanto ao comportamento sucessional observou–se que Genipa americana, Tabebuia
serratifolia, Hymenaea stilbocarpa e Anadenanthera colubrina se comportaram como
pioneira antrópica (Figura 4.9).
Sobrevivência (%)
Desaenvolvimento das Espécies aos 18 Meses
100
90
80
70
60
50
40
30
20
10
0
Ga
Cl
Pr
So
Ts
Hs
Rg
Cc
Se
Ma
Pr
Tg
Ee
0
50
100
150
200
Altura (cm)
Figura 4.9 – Sobrevivência e altura média aos 18 meses das 13 espécies que foram plantadas
em 1998 (subárea 2).
54
A subárea 5.3, aos 18 meses de idade, apresentou a terceira maior média de
crescimento em altura com 77 cm, sendo superior ao da subárea 5.4, com média de 62 cm de
altura. Por outro lado, comparando a média de sobrevivência, esta subárea apresentou a média
mais baixa (32%), em relação às outras subáreas, porém sendo muito próxima a média
alcançada na subárea 2 (33%). Apenas 2 espécies alcançaram médias de sobrevivência acima
de 60%, aos 18 meses de idade, as quais foram Hymenaea stilbocarpa (90%) e
Anadenanthera macrocarpa (67%) e altura média de 85 cm e 106 cm, respectivamente.
Machaerium aculeatum, Clusia criuva e Euterpe edulis apresentaram médias de
sobrevivência de 15%, 9% e 8%. O crescimento médio foi de 138, 37 e 40 cm (Tabela 4.10).
Todas as mudas de Copaifera langsdorffii e Salacia elliptica aos 18 meses estavam mortas.
Os tratos culturais nesta subárea se resumiram ao coroamento na época do plantio, portanto as
espécies, aos 12 e 18 meses de idade, ficaram submetidas à competição com braquiária alto,
existente desde a época do plantio, o que pode ter comprometido o crescimento e
sobrevivência das espécies plantadas.
Na subárea 5.3, aos 18 meses, nenhuma espécie teve o comportamento de pioneira
antrópica, principalmente por causa do Brachiaria decumbens e, pela análise preliminar, esta
vegetação influenciou o desenvolvimento tanto em altura quanto em diâmetro das espécies.
Logo, as espécies que se destacaram nestas condições foram: Hymenaea stilbocarpa, Genipa
americana (64%) e Tabebuia serratifolia (55%) apresentaram as maiores taxas de
sobrevivência, 90%,64% e 55%, respectivamente. Portanto, essas espécies poderiam ser
classificadas como não pioneira antrópicas.
Nessa área as espécies que apresentaram maior erro padrão da média foram Rapanea
guianensis (138 ± 117 cm), Machaerium aculeatum (62 ± 49 cm) e Anadenanthera colubrina
(92 ± 45 cm), conforme pode ser observado na Tabela 4.10. Assim, Machaerium aculeatum,
Clusia criuva, Copaifera langsdorffii, Rapanea guianensis, Salacia elliptica e Euterpe edulis
não são indicadas para plantios de áreas degradadas onde há muita competição com
Brachiaria decumbens e/ou outras gramíneas tão competitivas por nutrientes e luz
55
Sobrevivência (%)
Desenvolvimento das Espécies aos 18 Meses
100
90
80
70
60
50
40
30
20
10
0
Hs
Ac
Ga
Ts
Pr
Cl, Se
Cc
Ee
0
50
Tg
Ma
So
100
Rg
150
200
Altura (cm)
Figura 4.10 – Sobrevivência e altura média aos 18 meses das 13 espécies que foram
plantadas em 1998 (subárea 5.3).
56
Tabela 4.8 – Valores médios da sobrevivência (Sob%), crescimento médio e desvio padrão (±) dos 6 aos 30 meses de idade de 10 espécies
nativas e 3 exóticas às de Matas de Galeria, em uma onde houve tratos culturais plantadas (Subárea 5.1), Plantio de 1998.
Nome Científico
6 meses
12 meses
Sob.
Altura (cm)
(%)
Ni
N
Sob.
(%)
Genipa americana L.
18
18
100
78 +30
2,87 + 0,93
17
94
Tabebuia serratifolia (Vahl) Nich.
19
19
100
135 + 60
4,53 + 1,50
19
Pouteria raminifolia Radlk.
18
17
95
67 + 22
1,34 + 0,29
Hymenaea stilbocarpa Hayne
17
16
94
86 + 21
Swartzia oblata Cowan
17
16
94
Anadenanthera colubrina (Vell.) Brenan
20
18
Tapirira guianensis Aubl.
17
Rapanea guianensis Aubl.
Altura (cm)
DAS (cm)
24 meses
DAS (cm)
N
N
183 + 61
4,96 + 1,29
17
94
221 + 73
6,28 + 1,39
15
83
297 + 79
6,91 + 1,72
17
94 317 + 106
100
273 + 69
8,09 + 1,66
19
100
332 + 82
9,67 + 2,33
18
95
396 + 114
11,11 + 3,1
19
100 420 + 105
17
95
138 + 55
3,26 + 0,85
17
95
170 + 45
4,32 + 1,16
16
89
188 + 44
4,57 + 1,07
17
95
190 + 59
1,72 + 0,66
16
94
132 + 42
4,23 + 1,32
15
89
178 + 67
5,14 + 1,57
14
83
213 + 76
6,15 + 1,87
13
78
231 + 83
77 + 240
1,67 + 0,56
15
88
171 + 69
3,57 + 1,55
13
76
207 + 74
3,92 + 1,41
12
71
212 + 46
4,32 + 2,08
12
71
229 + 49
89
108 + 51
1,80 + 0,88
17
84
248 + 102
5,70 + 2,81
17
84
334 + 111
7,43 + 3,07
17
84
459 + 159 10,83 + 4,66
17
84 519 + 163
12
71
131 + 21
2,56 + 0,34
11
65
254 + 34
5,58 + 1,39
12
71
346 + 72
7,02 + 2,05
12
71
378 + 60
7,96 + 1,83
12
71
425 + 97
19
13
68
93 + 37
1,93 + 0,61
13
68
203 + 53
4,88 + 2,28
10
53
261 + 43
7,85 + 2,67
10
53
270 + 32
7,86 + 2,86
10
53
278 + 32
Machaerium aculeatum Raddi
17
11
65
91 + 45
1,94 + 0,74
12
71
207 + 64
3,50 + 1,35
12
71
264 + 89
4,53 + 1,69
11
65
309 + 95
5,83 + 2,04
12
71 353 + 115
Clusia criuva Camb.
20
13
63
36 + 9
1,38 + 1,75
8
42
74 + 12
1,61 + 0,38
7
37
87 + 9
2,07 + 0,99
5
26
106 + 19
2,30 + 0,66
3
16
129 + 30
Euterpe edulis Mart.
20
9
47
14 + 9
1,56 + 0,33
6
32
82 +110
2,13 + 0,65
3
16
30 + 10
2,67 + 0,83
0
0
Copaifera langsdorffii Desf.
19
6
33
28 + 14
0,68 + 0,23
5
28
82 + 28
1,58 + 0,64
5
28
92 + 28
2,10 + 0,86
5
28
129 + 41
2,54 + 1,12
5
28
159 + 54
Salacia elliptica (Mart.) Don
18
6
33
21 + 6
0,55 + 0,23
5
28
30 + 15
1,02 + 0,33
5
28
49 + 20
1,36 + 0,40
5
28
53 + 29
1,16 + 0,54
5
28
59 + 36
Total
239
174
73
162
68
153
65
141
60
143
60
N = quantidade de mudas analisadas aos 6, 12 e 18 meses.
57
DAS (cm)
N
Sob. (%) Altura (cm)
30 meses
Sob.
Altura (cm)
(%)
DAS (cm)
Ni = quantidade de mudas no plantio.
N
18 meses
Sob.
Altura (cm)
(%)
Tabela 4.9 – Valores médios da sobrevivência (Sob%), crescimento médio e desvio padrão (±) aos 6, 12 e 18 meses de idade de 10 espécies
nativas e 3 exóticas às de Matas de Galeria, em uma onde houve tratos culturais plantadas (Subárea 5.2), Plantio de 1998.
Nome Científico
Ni
N
Sob.
(%)
6 meses
Altura
DAS (cm)
(cm)
Genipa americana L.
10
10
100
41 + 10 1,79 + 0,31
10
100 63 + 15 2,00 + 0,71
10
100 109 + 26 3,03 + 0,93
Machaerium aculeatum Raddi
10
10
100
36 + 8 0,53 + 0,09
6
60
81 + 33 1,20 + 0,61
5
50 108 + 82 3,12 + 2,79
Swartzia oblata Cowan
11
11
100
30 + 14 0,58 + 0,26
7
64
44 + 39 1,19 + 0,68
6
55
Tabebuia serratifolia (Vahl) Nich.
10
10
100
45 + 10 1,93 + 0,49
10
100 83 + 22 2,63 + 0,75
10
100 128 + 37 3,87 + 1,38
Pouteria raminifolia Radlk.
9
8
89
29 + 9 0,54 + 0,18
7
78
37 + 13 0,86 + 0,24
6
67
Hymenaea stilbocarpa Hayne
11
9
82
86 + 22 1,32 + 0,43
9
82
92 + 19 1,60 + 0,49
8
73 118 + 42 2,02 + 0,56
Tapirira guianensis Aubl.
10
8
80
41 + 23 0,74 + 0,31
4
40
87 + 44 1,48 + 0,49
5
50 144 + 85 2,00 + 0,58
Rapanea guianensis Aubl.
10
7
70
28 + 13 0,56 + 0,11
4
40
59 + 10 0,93 + 0,31
6
60
Anadenanthera colubrina (Vell.) Brenan
9
6
67
49 + 28 0,82 + 0,75
6
67
66 + 40 0,93 + 0,33
6
67 126 + 58 2,22 + 0,95
Copaifera langsdorffii Desf.
9
5
50
16 + 4 0,43 + 0,10
5
50
51 + 18 0,90 + 0,38
7
75
64 + 22 1,47 + 1,02
Salacia elliptica (Mart.) Don
10
5
50
22 + 9 0,42 + 0,04
5
50
60 + 27 0,76 + 0,32
5
50
88 + 37 1,54 + 0,75
Clusia criuva Camb.
11
5
45
23 + 7 0,70 + 0,21
2
18
51 + 24 0,87 + 0,39
6
55
96 + 62 1,92 + 1,01
Euterpe edulis Mart.
10
3
27
11 + 1 1,03 + 0,25
3
27
39 + 25 1,08 + 0,60
3
27
93 + 88 3,60 + 1,59
Total
130
96
74
77
59
82
63
Ni = quantidade de mudas no plantio.
N = quantidade de mudas analisadas aos 6, 12 e 18 meses
58
N
12 meses
Sob. Altura
DAS (cm)
(%)
(cm)
N
18 meses
Sob . Altura
DAS (cm)
(%)
(cm)
69 + 62 1,75 + 0,93
59 + 19 1,23 + 0,37
89 + 14 1,82 + 0,84
Tabela 4.10 – Valores médios da sobrevivência (Sob%), crescimento médio e desvio padrão (±) aos 6, 12 e 18 meses de idade de 10 espécies
nativas e 3 exóticas às de Matas de Galeria, que não houve tratos culturais, plantadas em 1998 (subárea 5.3).
Nome Científico
Ni
N
6 meses
Altura
Sob. (%)
(cm)
DAS (cm)
N
12 meses
Altura
Sob. (%)
(cm)
DAS (cm)
N
18 meses
Altura
Sob . (%)
(cm)
DAS (cm)
Genipa americana L.
12
11
91
39 + 13 1,66 + 0,29
11
91
55 + 20 2,17 + 0,50
8
64
66 + 18 1,63 + 0,71
Pouteria raminifolia Radlk.
12
11
91
30 + 7 0,61 + 0,14
7
55
40 + 12 0,80 + 0,27
5
45
43 + 13 0,66 + 0,18
Swartzia oblata Cowan
11
10
91
37 + 10 0,66 + 0,21
6
55
45 + 18 1,12 + 0,30
1
9
100 + 0,0 0,80 + 0,00
Tabebuia serratifolia (Vahl) Nich.
12
11
91
40 + 13 1,68 + 0,57
11
91
74 + 27 2,21 + 0,58
7
55
74 + 33 2,02 + 0,76
Hymenaea stilbocarpa Hayne
11
10
90
74 + 13 1,20 + 0,34
11
100
83 + 18 1,34 + 0,43
10
90
85 + 24 1,27 + 0,54
Anadenanthera colubrina (Vell.) Brenan
12
10
83
42 + 26 0,52 + 0,25
7
58
79 + 33 0,90 + 0,44
8
67
106 + 40 1,34 + 0,84
Tapirira guianensis Aubl.
11
9
83
42 + 14 0,80 + 0,16
6
50
63 + 19 1,17 + 0,33
5
42
92 + 45 1,40 + 0,62
Machaerium aculeatum Raddi
15
11
71
31 + 10 0,58 + 0,27
6
43
52 + 35 0,65 + 0,21
2
14
62 + 49 0,65 + 0,21
Clusia criuva Camb.
11
6
55
22 + 5 0,73 + 0,21
2
18
40 + 4 1,10 + 0,14
1
9
37 + 0 0,60 + 0,00
Copaifera langsdorffii Desf.
11
5
42
14 + 4 0,40 + 0,07
1
8
30 + 0 0,50 + 0,00
0
0
Rapanea guianensis Aubl.
12
5
38
37 + 13 0,68 + 0,15
2
15
107 + 74 2,20 + 1,98
2
15
Salacia elliptica (Mart.) Don
10
2
22
21 + 3 0,35 + 0,07
1
11
38 + 0 1,00 + 0,00
0
0
Euterpe edulis Mart.
13
1
8
14 + 6 1,35 + 0,49
1
8
66 + 0 2,20 + 0,00
1
8
Total
153
101
66
70
46
49
32
Ni = quantidade de mudas no plantio.
N = quantidade de mudas analisadas aos 6, 12 e 18 meses
59
138 + 117 1,25 + 0,92
40 + 0 2,30 + 0,00
A subárea 5.4, aos 18 meses de idade, apresentou média de sobrevivência (43%),
sendo superior à subárea 5.3 (32%). Nesse caso, vale a pena ressaltar que a sobrevivência foi
boa para as duas áreas não manejadas, pois quando comparada com a área 5.3, nas mesmas
condições de tratos culturais, essa apresentou apenas 15% de sobrevivência para o mesmo
período (18 meses). Apenas 5 das 13 espécies tiveram taxa de sobrevivência superior aos
60%, ou seja, Tabebuia serratifolia (86%), Genipa americana (82%), Hymenaea courbaril
(82%), Tapirira guianensis (69%) e Swartzia oblata (69%). Porém o crescimento médio em
altura para as espécies foi muito irregular, haja vista que nessa área havia mudas de
Anadenanthera colubrina com 61 cm de altura até 123 cm (Tabela 4.10). As espécies
Rapanea guianensis e Clusia criuva, apresentaram sobrevivência média de 9% e 8% e alturas
de 30 cm e 40 cm, respectivamente. Euterpe edulis obteve 0% de sobrevivência (Tabela 4.11).
Semelhante à subárea 5.3, o coroamento realizado na subárea 4 foi feito apenas na
época do plantio. Portanto, as espécies aos 12 e 18 meses de idade, entraram em competição
com o Brachiaria decumbens, o que pode ter comprometido o crescimento e sobrevivência
das mudas.
As espécies que se destacaram nesta condição de plantio foram Hymenaea stilbocarpa,
Tabebuia serratifolia, Tapirira guianensis Aubl., conforme pode ser observado na Figura
4.11.
Desenvolvim ent o das espécies ao s 18 Meses
100
Sobrevivência (%)
90
T s1
80
Ga
70
Tg
60
Hs
So1
Pr
50
40
Ac
Ma1
30
20
Cl
Rg
10
Cc
Ee, Se
0
0
20
40
60
80
100
120
140
160
180
2 00
Alt ura (cm )
Figura 4.11 – Sobrevivência e altura média aos 18 meses das 13 espécies que foram
plantadas em 1998 (subárea 5.4)
60
Tabela 4.11 – Valores médios da sobrevivência (Sob%), crescimento médio e desvio padrão (±) aos 6, 12 e 18 meses de idade de 10 espécies
nativas e 3 exóticas às de Matas de Galeria, que não houve tratos culturais, plantadas em 1998 (subárea 5.4).
Nome Científico
Ni
N
Sob.
(%)
6 meses
Altura
(cm)
DAS (cm)
12 meses
Altura
N Sob. (%)
(cm)
DAS (cm)
N
Sob .
(%)
18 meses
Altura
(cm)
DAS (cm)
Genipa americana L.
17
17
100
39 + 8
1,69 + 0,29 14
82
46 + 12
1,95 + 0,45 14
82
48 + 11
1,67 + 0,49
Hymenaea stilbocarpa Hayne
12
12
100
80 + 26
1,35 + 0,36 11
91
88 + 25
1,50 + 0,28 10
82
91 + 30
1,31 + 0,31
1,95 + 0,70 14
100
72 + 22
2,60 + 1,25 12
86
72 + 22
1,96 + 0,54
0,76 + 0,30 11
85
34 + 30
1,10 + 0,37
9
69
77 + 23
1,16 + 0,46
0,48 + 0,15
Tabebuia serratifolia (Vahl) Nich.
14
14
100
50 + 13
Tapirira guianensis Aubl.
13
13
100
47 + 20
Pouteria raminifolia Radlk.
14
13
92
25 + 8
8
54
34 + 17
0,70 + 0,26
8
54
30 + 12
0,51 + 0,13
Swartzia oblata Cowan
13
12
92
40 + 14
0,64 + 0,22 11
85
45 + 21
2,00 + 2,99
9
69
49 + 18
0,64 + 0,32
Machaerium aculeatum Raddi
14
12
86
42 + 15
0,59 + 0,20 10
71
49 + 24
0,70 + 0,18
5
36
58 + 24
0,70 + 0,19
0,40 + 0,08
4
42
63 + 24
0,60 + 0,27
4
42
87 + 26
0,94 + 0,58
Anadenanthera colubrina (Vell.) Brenan
10
6
58
37 + 15
Clusia criuva Camb.
14
8
54
20 + 5
0,76 + 0,19
2
15
30 + 7
0,90 + 0,07
1
8
41 + 0
0,50 + 0,00
Copaifera langsdorffii Desf.
13
4
31
16 + 5
0,35 + 0,06
2
15
26 + 4
0,50 + 0,14
2
15
27 + 6
0,40 + 0,00
Rapanea guianensis Aubl.
11
3
27
24 + 7
0,50 + 0,10
2
18
36 + 8
0,70 + 0,28
1
9
30 + 0
0,50 + 0,00
Salacia elliptica (Mart.) Don
15
2
13
20 + 4
0,35 + 0,07
0
0
0
0,0
0
0
0
0,00
Euterpe edulis Mart.
14
1
7
11 + 0
1,00 + 0,00
0
0
0
0,0
0
0
0
0,00
Total
174 116
89
51
75
43
66
Ni = quantidade de mudas no plantio.
N = quantidade de mudas analisadas aos 6, 12 e 18 meses
61
Conforme pode ser observado na Figura 4.12, as espécies da subárea 5.1 apresentaram
os maiores índices de sobrevivência, altura e diâmetro. Fato este que pode ser atribuído às
práticas de irrigação, combate às formigas e coroamento, o que, em conjunto, favoreceram o
estabelecimento das mudas. Porém, mesmo havendo tratos culturais Euterpe edulis,
Copaifera langsdorffii e Salacia elliptica apresentaram baixa taxa de sobrevivência e
crescimento aos 18 meses. Portanto, essas espécies não seriam indicadas para plantios de
recuperação de Matas de Galeria que apresente condições semelhantes aos das áreas
estudadas.
Genipa americana L.
Genipa Americana L.
400
8,00
80
60
40
20
0
300
6,00
DAS (cm)
100
Altura (cm)
Sobrevivência (%)
Genipa americana L.
200
100
12
18
6
12
Meses
6
18
300
DAS (cm)
Altura (cm)
Sobrevivência (%)
400
200
100
6
12
Meses
6,00
DAS (cm)
Altura (cm)
Sobrevivência (%)
8,00
300
200
100
6
12
6
12
Meses
Hymenaea stilbocarpa Hayne
400
8,00
300
6,00
DAS (cm)
Altura (cm)
18
Meses
Hymenaea stilbocarpa Hayne
200
100
4,00
2,00
0,00
6
18
12
18
6
12
Meses
Meses
Swartzia oblata Cowan
18
Meses
Swartzia oblata Cowan
Swartzia oblata Cowan
400
8,00
300
DAS (cm)
100
80
60
40
20
0
Altura (cm)
Sobrevivência (%)
2,00
18
0
12
4,00
0,00
18
100
80
60
40
20
0
18
Pouteria ramifolia Radlk.
400
Hymenaea stilbocarpa Hayne
6
12
Meses
Pouteria ramifolia Radlk.
Meses
Sobrevivência (%)
6
18
0
12
6,00
4,00
2,00
Meses
Pouteria ramifolia Radlk.
6
10,00
8,00
0,00
0
18
100
80
60
40
20
0
18
Tabebuia serratifolia (Vahl) Nich.
Tabebuia serratifolia (Vahl) Nich.
100
80
60
40
20
0
12
12
Meses
Meses
Tabebuia serratifolia (Vahl) Nich.
6
2,00
0,00
0
6
4,00
200
100
0
6
12
Meses
18
6,00
4,00
2,00
0,00
6
12
Meses
18
6
12
18
Meses
62
Tapirira guianensis Aubl.
400
8,00
300
6,00
200
100
0
6
12
18
8,00
6,00
200
100
18
12
18
6
4,00
3,00
2,00
DAS (cm)
5,00
80
60
40
20
0
6
12
6
18
6,00
DAS (cm)
Altura (cm)
8,00
300
200
100
0
12
18
6
8,00
300
6,00
DAS (cm)
400
200
100
4,00
2,00
0,00
6
12
18
Meses
Meses
■ subárea 5.1
18
Anadenanthera colubrina (Vell.) Brenan
0
18
12
Meses
Anadenanthera colubrina (Vell.) Brenan
Altura (cm)
100
80
60
40
20
0
12
2,00
Meses
Meses
6
4,00
0,00
6
Anadenanthera colubrina (Vell.) Brenan
18
Euterpe edulis Mart.
400
18
12
Meses
Euterpe edulis Mart.
50
40
30
20
10
0
12
1,00
0,00
Meses
Euterpe edulis Mart.
18
Machaerium aculatum Raddi
100
18
12
Meses
Machaerium aculatum Raddi
Meses
6
2,00
Meses
Altura (cm)
12
4,00
0,00
6
100
80
60
40
20
0
18
Rapanea guianensis Aubl.
0
6
12
Meses
DAS (cm)
Altura (cm)
Sobrevivência (%)
6
300
Machaerium aculatum Raddi
Sobrevivência (%)
18
400
Meses
Altura (cm)
12
Rapanea guianensis Aubl.
100
80
60
40
20
0
12
2,00
Meses
Rapanea guianensis Aubl.
6
4,00
0,00
6
Meses
Sobrevivência (%)
Tapirira guianensis Aubl.
DAS (cm)
100
80
60
40
20
0
Altura (cm)
Sobrevivência (%)
Tapirira guianensis Aubl.
▲ subárea 5.2
6
12
18
Meses
♦ subárea 5.3
● Subárea 5.4
Figura 4.12 – Comparação da sobrevivência, altura e diâmetro à altura do solo (DAS) das
espécies plantadas na Área 5 dos 6 aos 18 meses de idade, em quatro subáreas com diferentes
tipos de tratos culturais, preparo e manejo do solo.
4.5 – Avaliação conjunta dos dados da área 5
63
Nessa análise conjunta dos dados observa–se a importância dos tratos culturais, haja
vista que aos 18 meses apenas seis espécies apresentaram sobrevivência acima de 60%, as
quais foram: Tabebuia serratifolia (Vahl) Nich. (89%), Genipa americana (86%), Hymenaea
stilbocarpa (86%), Pouteria ramifolia (69%), Anadenanthera colubrina e Tapirira guianensis
(60%) com as respectivas alturas médias de 189 cm, 125 cm, 128 cm, 107 cm, 194 cm e 211
cm. Neste caso Swartzia oblata apesar de ter apresentado sobrevivência de 56%, poderia ser
indicada para plantio de recuperação de Matas de Galeria. Ressalta–se também que devido a
taxa de sobrevivência ser igual e/ou superior a 60% e apresentar crescimento acima de 100
cm, essas espécies foram consideradas neste trabalho como sendo pioneiras antrópicas (Figura
4.13).
Por outro lado, as espécies que apresentaram a menor taxa de sobrevivência foram:
Machaerium aculeatum (44%), Rapanea guianensis (36%), Clusia criuva (28%), Copaifera
langsdorffii (25%), Salacia elliptica e Euterpe edulis (13%). No entanto, Copaifera
langsdorffii, Salacia elliptica e Euterpe edulis além de apresentarem baixa taxa de
sobrevivência, apresentaram também as menores médias em crescimento em altura, 69 cm, 69
cm, e 59 cm. Assim, essas espécies não são indicadas para plantios de recuperação de áreas
com grau de degradação semelhante aos que foram analisados por este estudo.
Desenvolvimento das Espécies aos 18 Meses
100
Sobrevivência (%)
90
Ga
80
70
Hs
Ts
Pr
60
Ac
Tg
So
50
Ma
40
Cl
30
20
Ee
10
Cc
Rg
Se
0
0
50
100
150
200
250
Altura (cm)
Figura 4.13 – Altura e sobrevivência média das 13 espécies aos 18 meses, plantio de 1998
(análise conjunta dos dados).
64
Tabela 4.12 – Valores médios da sobrevivência (Sob.%), crescimento médio e desvio padrão (±) aos 6, 12 e 18 meses de idade de 10 espécies
nativas e 3 exóticas às de Matas de Galeria, plantadas em 1998 na área 5 (análise conjunta dos dados).
Nome Científico
Ni
Genipa americana L.
57
Tabebuia serratifolia (Vahl) Nich.
52
Swartzia oblata Cowan
52
Hymenaea stilbocarpa Hayne
50
Pouteria ramifolia Radlk.
52
Tapirira guianensis Aubl.
51
Machaerium aculeatum Raddi
56
Anadenanthera colubrina (Vell.) Brenan 52
Clusia criuva Camb.
53
Rapanea guianensis Aubl.
53
Copaifera langsdorffii Desf.
53
Salacia elliptica (Mart.) Don
50
Euterpe edulis Mart.
56
Total
687
N
56
51
49
46
48
42
44
40
29
28
20
14
15
483
6 Meses
Sob (%) Altura (cm)
98
52,2 ± 26
98
77,8 ± 56
94
48,9 ± 26
92
82,3 ± 21
92
42,4 ± 24
83
68,2 ± 43
78
50,6 ± 34
77
70 ± 49
56
27,3 ± 10
53
59,3 ± 40
37
19,3 ± 10
29
21 ± 6
27
13 ± 7
70
Ni = quantidade de mudas no plantio.
N = quantidade de mudas analisadas aos 6, 12 e 18 meses.
65
DAS (cm)
2,10 ± 0,79
2,82
1,62
0,97
0,61
1,45 ± 0,52
0,84 ± 0,45
1,26
0,82
0,92 ± 0,72
1,09 ± 0,89
0,99 ± 1,12
1,21
0,79
0,48 ± 0,19
0,45
0,16
1,39 ± 0,37
N Sob (%)
52
91
51
98
39
75
45
90
38
73
32
63
35
62
37
71
18
33
23
43
15
27
13
25
13
23
410
60
12 Meses
Altura (cm)
97 ± 71
147 ± 105
93 ± 76
103 ± 36
85 ± 63
131 ± 93
111 ± 84
147 ± 112
57 ± 22
143 ± 82
57 ± 28
47 ± 24
61 ± 73
DAS (cm)
2,99 ± 1,63
4,49 ± 2,96
2,33 ± 2,08
2,46 ± 1,55
1,95 ± 1,35
2,65 ± 2,23
1,76 ± 1,53
2,94 ± 3,01
1,22 ± 0,48
3,26 ± 2,54
1,06 ± 0,59
0,88 ± 0,31
1,65 ± 0,76
N Sob (%)
49
86
46
89
29
56
43
86
36
69
30
60
24
44
35
67
15
28
19
36
14
25
10
19
7
13
357
52
18 Meses
Altura (cm)
125 ± 87
189 ± 132
126 ± 92
128 ± 61
107 ± 72
194 ± 135
172 ± 117
211 ± 138
84 ± 40
182 ± 96
69 ± 30
69 ± 33
59 ± 56
DAS (cm)
3,58 ± 2,28
5,49 ± 3,86
2,35 ± 1,78
2,88 ± 2,03
2,56 ± 1,95
3,60 ± 3,01
3,12 ± 2,31
4,21 ± 3,63
1,81 ± 0,99
4,86 ± 3,69
1,55 ± 0,98
1,45 ± 0,55
3,01 ± 1,09
5. CONCLUSÕES
As espécies que apresentaram índices de sobrevivência média igual ou acima de 60%,
aos 18 meses, independentes de tratos culturais foram: Anadenanthera falcata (88%),
Tabebuia serratifolia (87%), Enterolobium contortirsiliquum (81%), Genipa americana
(72%), Pouteria ramifolia(69%), Anadenanthera colubrina (68%), Anadenanthera falcata
(88%), Hymenaea stilbocarpa (67%) e Myracrodruon urundeuva (64%), Cariana estrellensis
(60%), Tapirira guianensis (69%). Assim sendo, essas espécies podem ser indicadas para
plantios de recuperação de Matas de Galeria, no Distrito Federal e região do entorno, pois
além de apresentarem taxa de sobrevivência dentro do padrão esperado (acima 60%), as
mesmas possuem crescimento médio em altura acima de 100 cm e em diâmetro acima de 2,00
cm, o que demonstra que essas espécies desenvolvem–se satisfatoriamente em ambientes
antropizados, ou seja, podem ser consideradas como pioneiras antrópicas.
Por outro lado, Swartzia oblata, Dalbergia nigra, Calophyllum brasiliense, Triplaris
americana, apresentaram sobrevivência entre 50% e 60% e crescimento médio em altura
variando de 60 cm a 147 cm e diamétrico de 1,02 a 2,60 cm. Assim, apesar da taxa de
sobrevivência não ser alta, estas espécies podem ser utilizadas em plantios de recuperação,
porque as mesmas apresentaram desenvolvimento em altura semelhante aos índices
estabelecidos nesse estudo, isto é, sobrevivência igual ou acima de 60% e crescimento igual
ou acima de 100 cm. Porém, apesar de não aterem alcançado o índice de 60 % de
sobrevivência, estas espécies podem ainda ser indicadas podem ser indicadas para plantios de
recuperação em áreas semelhantes às áreas desse estudo.
Dalbergia miscolobium, Ormosia stipularis, Erytrina fusca, Copaifera langsdorffii,
Sterculia striata, Clusia criuva, Swietenia macrophylla, Inga Vera Wild spp. Afinis, Salacia
elliptica e Euterpe edulis, nas condições em que os plantios foram conduzidos apresentaram
sobrevivência baixa, ou seja, abaixo de 27% e crescimento lento tanto em altura quanto em
diâmetro. Assim, essas espécies não devem ser indicadas para plantios de recuperação em
áreas onde não há ou quase não há tratos culturais.
Nas áreas sem tratos culturais, as espécies que apresentaram sobrevivência acima de
60% foram: Genipa americana, Hymenaea stilbocarpa e Rapanea guianensis. Essas espécies,
nessas condições apresentaram crescimento médio entre 70 cm e 90 cm. Logo, nessas
condições, elas se comportaram como não pioneiras antrópicas, isto é, apesar de ter índice de
sobrevivência de 60%, apresentaram crescimento abaixo de 100 cm, aos 18 meses. Porém,
essas espécies ainda poderiam ser potencialmente indicadas para plantios com pouco ou quase
66
nenhum trato cultural.
Nas áreas com tratos culturais, a maioria das espécies apresentou sobrevivência acima
de 80% e crescimento em altura acima de 100 cm, aos 18 meses,. As espécies que melhor
responderam aos tratos culturais foram: Enterolobium contortirsiliquum, Tapirira guianensis,
Genipa americana, Tabebuia serratifolia, Pouteria ramifolia, Hymenaea stilbocarpa e
Anadenanthera colubrina. Porém, mesmo havendo tratos culturais, algumas espécies não se
desenvolveram bem, como por exemplo, Euterpe edulis, Salacia elliptica, Copaifera
langsdorffii, Clusia criuva, Swietenia macrophylla, Sterculia striata e Ormosia stipularis.
67
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75
ANEXO. A – Croqui Área 1 (esquema geral) – Esquema geral anéis hexagonais com 19 espécies.
Área 1
0
Covas -> 1
Linhas
2
3
4
5
6
7
1
2
3
4
5
6
7
8
9
10
11
12
76
1
12 •
4 • 5
15 • 16 •
8 • 9
19 • 1 •
12 • 13
4 • 5 •
16 • 17
8 • 9 •
•
13
•
17
•
2
•
6
•
10
2
•
6
•
10
•
14
•
18
•
•
14
•
18
•
3
•
7
•
11
3
•
7
•
11
•
15
•
19
•
9
10
0
1
2
3
1
12 •
• 2
13 •
• 3
14 •
•
15 •
16 •
•
16
•
1
•
5
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9
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17
•
2
•
6
•
10
•
14
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18
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3
•
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11
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19
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4
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1
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5
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4
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1
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5
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9
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2
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•
14
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18
•
3
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7
•
11
•
15
•
19
•
4
•
8
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12
•
16
•
1
•
5
•
9
•
13
•
17
•
2
•
6
•
4
•
2
•
6
•
10
•
14
•
18
10
•
14
•
18
•
3
•
7
•
5
•
3
•
7
•
11
•
15
•
19
•
15
•
19
•
4
•
8
•
6
•
8
•
12
•
16
•
1
16
•
1
•
5
•
9
•
7
•
9
•
13
•
17
•
2
•
2
•
6
•
10
•
8
10
•
14
•
18
•
3
18
•
3
•
7
•
11
•
20
0
9
•
11
•
15
•
19
•
4
19
•
4
•
8
•
12
•
•
12
•
16
•
1
•
5
1
•
5
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9
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13
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1
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13
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17
•
2
•
6
2
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6
•
10
•
14
•
2
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14
•
18
•
3
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7
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7
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11
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15
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3
15
•
19
•
4
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8
•
8
•
12
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16
•
4
16
•
1
•
5
•
9
5
•
9
•
13
•
17
•
5
•
17
•
2
•
6
•
10
6
•
10
•
14
•
18
•
6
•
18
•
3
•
7
•
11
7
•
11
•
15
•
19
•
7
15
•
19
•
4
•
8
•
12
•
8
•
12
•
16
•
1
•
8
16
•
1
•
5
•
9
•
13
•
9
•
13
•
17
•
2
•
9
17
•
2
•
6
•
10
•
14
6
•
10
•
14
•
18
•
3
•
30
0
1
•
18 • 19 •
• 11 • 12 •
3 •
•
•
11 •
• 4
15 •
•
16 •
2
ANEXO. B – Croqui Área 2 (esquema geral) – Esquema geral anéis hexagonais com 7 espécies.
77
Area 2
Covas ->
0
1
2
3
4
5
6
7
8
9
10
0
1
2
3
4
5
6
7
8
9
20
0
1
2
3
4
5
6
7
8
9
30
0
1
2
3
Linhas
1
Córrego Jardim ==>
2
2 •
3
3 • 4 •
5
6 •
7
7 • 1 •
9
2 • 3 •
Córrego Jardim ==>
5 • 6 • 7 • 1 • 2 • 3 • 4 •
7 • 1 • 2 • 3 • 4 • 5 • 6 •
7 • 1 • 2 • 3 • 4 • 5 • 6 •
2 • 3 • 4 • 5 • 6 • 7 • 1 •
2 • 3 • 4 • 5 • 6 • 7 • 1 •
4 • 5 • 6 • 7 • 1 • 2 • 3 •
4 • 5 • 6 • 7 • 1 • 2 • 3 •
7 • 1 • 2 • 3 • 4 • 5 • 6 • 7 • 1 • 2 • 3 • 4 •
5 •
6 • 7 • 1 • 2 • 3 • 4 • 5 •
6 • 7 • 1 •
2 • 3 • 4 • 5 • 6 • 7 • 1 • 2 • 3 • 4 • 5 •
7 •
1 • 2 • 3 • 4 • 5 • 6 • 7 •
1 • 2 •
15
5 • 6 • 7 • 1 • 2 • 3 • 4 • 5 • 6 •
16
4 • 5 • 6 • 7 • 1 • 2 •
17
19
20
21
3 •
3 • 4 • 5 • 6 • 7 •
18
78
5 • 6 • 7 • 1 • 2 • 3 • 4 •
5 • 6 • 7 • 1 •
7 • 1 • 2 • 3 • 4 • 5 •
2 • 3 • 4 • 5 • 6 • 7 • 1 •
2 •
5 • 6 • 7 • 1 • 2 • 3 • 4 • 5 • 6 • 7 • 1 • 2 • 3 • 4 • 5 • 6 • 7 • 1 • 2 • 3 • 4 • 5 • 6 • 7 •
10
14
<== Córrego Jardim
3 • 4 • 5 • 6 • 7 • 1 • 2 • 3 • 4 • 5 • 6 • 7 • 1 • 2 • 3 • 4 • 5 • 6 • 7 • 1 • 2 • 3 • 4 •
8
13
3 • 4 • 5 • 6 • 7 • 1 • 2 •
1 • 2 • 3 • 4 • 5 • 6 • 7 • 1 • 2 • 3 • 4 • 5 • 6 • 7 • 1 • 2 • 3 • 4 • 5 • 6 •
6
12
3 • 4 • 5 • 6 • 7 • 1 • 2 •
6 • 7 • 1 • 2 • 3 • 4 • 5 • 6 • 7 • 1 • 2 • 3 • 4 • 5 • 6 • 7 •
4
11
6 • 7 • 1 • 2 • 3 • 4 • 5 • 6 •
2 • 3 • 4 •
Pontos de Coleta de Solo
1 •
4 • 5 • 6 • 7 • 1 • 2 • 3 •
4 • 5 •
6 • 7 • 1 • 2 • 3 • 4 • 5 • 6 • 7 • 1 • 2 •
5 •
6 • 7 • 1 • 2 • 3 • 4 • 5 •
<== Córrego Jardim
6 •
3 • 4 • 5 • 6 • 7 • 1 • 2 • 3 • 4 • 5 •
1 • 2 • 3 • 4 • 5 • 6 • 7 •
1 • 2 •
6 • 7 • 1 • 2 • 3 • 4 • 5 • 6 • 7 • 1 •
4 • 5 • 6 • 7 • 1 • 2 •
3 • 4 • 5 • 6 •
2 • 3 • 4 • 5 • 6 • 7 • 1 • 2 • 3 •
1 • 2 • 3 • 4 •
5 • 6 • 7 •
6 • 7 • 1 • 2 • 3 • 4 • 5 •
5 • 6 •
7 • 1 • 2 • 3 •
4 • 5 • 6 • 7 • 1 •
ANEXO. C – Croqui Área 3 (esquema geral) – Esquema geral anéis hexagonais com 13 espécies.
Área 3
Covas
0
10
-> 1
2
3
4
5
6
7
8
9
20
0
1
2
3
4
5
6
7
8
9
30
0
1
2
3
4
5
6
7
8
9
40
0
1
2
3
4
5
6
7
8
9
50
0
1
2
3
4
5
6
7
8
9
0
Linhas
1
3
2
6
3
13
•
1
•
2
•
3
•
4
•
5
•
6
13
•
1
•
2
•
9
10
5
1
•
2
•
10
•
11
•
12
13
14
•
4
•
6
•
9
•
1
•
8
•
9
•
10
•
11
•
5
•
6
•
12
•
9
•
10
•
11
•
12
•
•
6
•
7
•
8
•
9
17
11
13
•
1
•
2
•
3
•
5
•
9
•
10
•
11
•
12
•
•
6
•
7
•
8
•
9
•
9
•
10
•
11
•
12
•
•
6
•
7
•
8
•
9
•
10
5
•
•
1
•
2
•
•
10
•
11
•
12
6
12
•
4
•
1
•
2
•
3
•
4
•
8
•
9
•
10
•
11
•
12
•
13
•
3
•
4
•
5
•
6
•
7
•
8
•
9
•
10
•
13
•
1
•
2
•
3
•
4
•
5
•
6
•
•
1
•
2
•
11
•
12
•
13
•
•
7
•
8
•
9
•
10
•
11
•
12
•
13
•
1
•
2
•
3
•
4
•
5
•
6
•
7
•
8
•
9
•
10
•
11
•
12
•
13
•
1
•
2
•
3
3
•
4
•
5
•
6
•
7
•
8
•
9
•
10
•
11
•
12
•
13
•
1
•
2
•
3
•
4
•
5
•
6
•
7
•
8
•
9
•
10
•
11
•
12
•
10
•
6
2
•
4
•
5
1
•
2
•
3
•
4
•
5
•
6
•
7
•
8
•
9
•
10
•
11
•
12
•
13
•
1
•
2
•
3
•
4
•
5
•
6
•
7
•
8
•
9
•
10
•
11
•
12
•
13
•
1
•
2
•
3
•
4
•
5
•
6
•
7
•
8
•
9
•
11
•
12
•
13
•
1
•
2
•
3
•
4
•
5
•
6
•
7
•
8
•
9
•
10
•
11
•
12
•
13
•
1
•
2
•
3
•
4
•
5
•
6
•
7
•
8
•
9
•
10
•
11
•
12
•
13
•
1
•
2
•
3
•
4
•
5
•
6
•
7
•
8
•
9
•
10
•
11
•
12
•
2
•
3
•
4
•
5
•
6
•
7
•
8
•
9
•
10
•
11
•
12
•
13
•
1
•
2
•
3
•
4
•
5
•
6
•
7
•
8
•
9
•
10
•
11
•
12
•
13
•
1
•
2
•
3
•
4
•
5
•
6
•
7
•
8
•
9
•
10
•
11
•
12
•
13
•
1
•
2
•
3
•
4
•
5
•
6
•
7
•
8
•
9
•
10
•
11
•
12
•
13
•
1
•
2
•
3
•
4
•
5
•
6
•
7
•
8
•
9
•
10
•
11
•
12
•
13
•
1
•
2
•
3
•
4
•
5
•
6
•
7
•
8
•
9
•
10
•
11
•
12
•
13
•
1
•
2
•
3
•
4
•
5
•
6
•
7
•
8
•
9
•
10
•
11
•
•
12
•
13
•
1
•
2
•
3
•
4
•
5
•
6
•
7
•
8
•
9
•
10
•
11
•
12
•
13
•
1
•
2
•
3
•
4
•
5
•
6
•
7
•
8
•
9
•
10
•
11
•
12
•
13
•
1
•
2
•
3
•
4
•
5
•
6
•
7
•
8
•
9
•
10
•
11
•
12
•
13
•
1
•
2
•
3
•
4
•
5
•
6
•
7
•
8
Pontos de Coleta de solo
79
•
1
13
5
2
15
16
•
•
•
•
•
9
5
11
12
•
4
4
8
8
7
7
8
•
•
•
3
Rio Jardim
5
11
2
12
3
4
•
•
•
•
•
•
•
•
•
•
ANEXO. D – Croqui Área 4 (esquema geral) – Esquema geral anéis hexagonais com 13 espécies.
Área 4 0
Covas -> 1
Linhas
3
4
1
2
3
4
5 •
1Rio Jardim
1 • 2
2
10 • 11 •
3
6 • 7 • 8
4
3 • 4 •
5
12 • 13 • 1
6
9 • 10 •
7
5 • 6 • 7
8
2 • 3 •
9
11 • 12 • 13
10 7 • 8 • 9 •
11
4 • 5 • 6
12
1 • 2 •
Pontos de Coleta de solo
4
13 •
10
6 •
• 3
12 •
• 9
5 •
• 2
11 •
• 8
4 •
• 1
10 •
• 7
3 •
80
2
5
•
1
•
7
•
13
•
6
•
12
•
5
•
11
•
4
5
•
11
•
4
•
10
•
3
•
9
•
2
•
8
•
6
•
2
•
8
•
1
•
7
•
13
•
6
•
12
•
5
•
12
•
5
•
11
•
4
•
10
•
3
•
9
•
7
•
9
•
2
•
8
•
1
•
7
•
13
•
6
13
•
6
•
12
•
5
•
11
•
4
•
10
•
8
4
•
10
•
3
•
9
•
2
•
8
•
1
•
7
•
1
•
7
•
13
•
6
•
12
•
5
•
11
•
10
0
9
5
•
11
•
4
•
10
•
3
•
9
•
2
•
8
•
2
•
8
•
1
•
7
•
13
•
6
•
12
•
6
•
12
•
5
•
11
•
4
•
10
•
3
•
9
•
3
•
9
•
2
•
8
•
1
•
7
•
13
•
1
7
•
13
•
6
•
12
•
5
•
11
•
4
•
10
•
4
•
10
•
3
•
9
•
2
•
8
•
1
•
2
8
•
1
•
7
•
13
•
6
•
12
•
5
•
11
•
5
•
11
•
4
•
10
•
3
•
9
•
2
•
3
9
•
2
•
8
•
1
•
7
•
13
•
6
•
12
•
6
•
12
•
5
•
11
•
4
•
10
•
3
•
4
•
3
•
9
•
2
•
8
•
1
•
7
•
13
7
•
13
•
6
•
12
•
5
•
11
•
4
•
5
•
4
•
10
•
3
•
9
•
2
•
8
•
1
•
1
•
7
•
13
•
6
•
12
•
5
•
6
5
•
11
•
4
•
10
•
3
•
9
•
2
9
•
2
•
8
•
1
•
7
•
13
•
6
•
7
•
6
•
12
•
5
•
11
•
4
•
10
•
3
10
•
3
•
9
•
2
•
8
•
1
•
7
•
8
•
7
•
13
•
6
•
12
•
5
•
11
•
4
11
•
4
•
10
•
3
•
9
•
2
•
8
•
20
0
9
•
8
•
1
•
7
•
13
•
6
•
12
•
5
12
•
5
•
11
•
4
•
10
•
3
•
9
•
•
9
•
2
•
8
•
1
•
7
•
13
•
6
13
•
6
•
12
•
5
•
11
•
4
•
10
•
1
•
10
•
3
•
9
•
2
•
8
•
1
•
7
1
•
7
•
13
•
6
•
12
•
5
•
11
•
2
•
11
•
4
•
10
•
3
•
9
•
2
•
8
2
•
8
•
1
•
7
•
13
•
6
•
12
•
3
•
12
•
5
•
11
•
4
•
10
•
3
•
9
4
5
6
7
8
30
0
9
1
2
3
4
5
6
7
8
9
40
0
1
2
•
6
•
12
•
5
•
11
•
1 •
11
7 •
• 4
13 •
• 10
6 •
• 3
12 •
•
2
•
8
•
1
•
7
•
13
3
4
5
6
7
8
9
50
0
1
Rio Jardim
•
9
•
2
•
8
•
1
•
7
•
13
•
13
•
6
•
12
•
5
•
11
•
4
•
10
•
10
•
3
•
9
•
2
•
8
•
1
•
1
•
7
•
13
•
6
•
12
•
5
•
11
•
11
•
4
•
10
•
3
•
9
•
2
•
2
•
8
•
1
•
7
•
13
•
6
•
12
•
12
•
5
•
11
•
4
•
10
•
3
•
•
9
•
2
•
8
•
1
•
7
•
13
13
•
6
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12
•
5
•
11
•
4
•
•
10
•
3
•
9
•
2
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8
•
1
1
•
7
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13
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6
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12
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5
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•
11
•
4
•
10
•
3
•
9
•
2
2
•
8
•
1
•
7
•
13
•
6
•
•
12
•
5
•
11
•
4
•
10
•
3
3
•
9
•
2
•
8
•
1
•
7
•
•
13
•
6
•
12
•
5
•
11
•
4
4
•
10
•
3
•
9
•
2
•
8
•
•
1
•
7
•
13
•
6
•
12
•
5
5
•
11
•
4
•
10
•
3
•
9
•
•
2
•
8
•
1
•
7
•
13
•
6
6
•
12
•
5
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11
•
4
•
10
•
•
3
•
9
•
2
•
8
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1
•
7
7
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13
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6
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12
•
5
•
11
•
•
4
•
10
•
3
•
9
•
2
•
8
8
•
1
•
7
•
13
•
6
•
12
•
•
5
•
11
•
4
•
10
•
3
•
9
•
2
•
8
•
1
•
7
•
13
•
6
•
12
•
5
•
11
•
4
•
10
•
3
•
9
•
2
•
8
•
1
•
13
•
6
•
12
•
5
•
4
•
10
•
3
•
9
•
2
8
•
1
•
7
•
13
•
6
•
•
5
•
11
•
4
•
10
•
3
9
•
2
•
8
•
1
•
7
•
•
3
•
9
•
2
•
8
•
12
•
5
•
11
•
4
•
3
•
9
•
2
•
8
•
•
10
•
6
•
12
•
5
4
•
10
•
3
•
9
•
•
1
•
7
•
10
•
5
•
11
•
4
•
10
•
2
•
8
•
7
•
6
•
12
•
5
•
12
•
3
•
9
•
2
•
•
10
•
6
•
4
•
10
•
8
•
1
•
7
Rio Jardim
•
5 • 6 • 7 •
• 2 • 3 •
11 • 12 •
•
ANEXO. E – Croqui Área 5 (esquema geral) – Esquema geral anéis hexagonais com 13 espécies.
Á rea 5
0
Covas ->
1
10
2
3
4
5
6
7
8
9
20
0
1
2
3
4
5
6
7
8
9
30
0
1
2
3
4
5
6
7
8
9
40
0
1
2
3
4
5
6
7
8
9
50
0
1
2
3
4
5
6
7
8
9
60
0
1
2
3
4
5
6
7
8
9
3
0
1
2
3
4
5
5
Linhas
8
1
2
2
Córrego S obradinho ==>
3
2
4
6
6
1 • 2
7
9
8
5 • 6
9
1 • 2
10
7 • 8
• 7 • 8
• 3
• 9
12
4 • 5
13
1
14
8
7
18
3
19
8 • 9
21
3
22
• 12
23
7
•
• 13 • 1
• 2
• 4
• 5
• 8
• 3 • 4
3
• 4 •
5
• 6
11 • 12 • 13 • 1
•
2
6
27
2
28
• 7
• 3
• 8
• 4 • 5
11 • 12 • 13 • 1
29
Córrego S obradinho ==>
7
30
3
31
• 8
• 4 • 5
13 • 1
32
33
7
• 8
34
3
35
11 • 12 • 13 • 1
36
8
4
38
• 9
• 4
• 2
• 2
• 7
• 3
• 8
7
3
• 8
• 9
• 4 • 5
13 • 1
• 7
• 3
• 8
• 4 • 5
• 6
• 2
• 7
• 8
• 3 • 4
• 7
• 3 •
• 7
• 8
• 8
4
• 3 • 4
11 • 12 • 13 • 1
•
Córrego S obradinho ==>
• 5 •
• 5
• 6
• 2 •
• 7
3
• 8 • 9
• 4 • 5
• 6
• 7
• 4 • 5
• 8 •
9
• 6
• 2
• 7
• 8
• 3 • 4
• 7
• 8
• 3 • 4
• 6
• 7
• 2 • 3
•
7
• 8
• 2 • 3
•
4
• 6
• 8 • 9
• 4
• 5
10
2
3
4
S ub-área 5.1
Ponto de Coleta de s olo
5
6
7
8
9
0
• 3
• 8
• 4
•
• 9
• 2
• 2
• 7
• 3
• 6
• 10 • 11 • 12 • 13 • 1
•
2
• 8
• 7
• 7
• 8
• 9
1
2
3
• 9
• 4 • 5
• 10 • 11 • 12 • 13 • 1
6
5
• 3
• 2
• 8
• 9
• 10 • 11
• 6
• 2
• 7
• 8
• 3 • 4
8
• 3 •
4
• 5
13
•
1
• 5
• 10 • 11 • 12 • 13 • 1
• 6
2
3
4
5
6
7
8
9
0
• 9 • 10 • 11 • 12 •
• 5
• 6
• 7
• 2 • 3
• 4
• 5
• 6
• 7
• 2 • 3
• 8 • 9
• 4
• 5
•
6
8
• 9
• 4
•
5
• 10 • 11 • 12 • 13 •
1
• 2
• 6
• 7 • 8
• 3
• 4
• 7 •
• 3
• 9
• 5
5
6
7
8
3
• 3
• 8
• 4
• 8 • 9
• 10 • 11 • 12 • 13 • 1
• 2
• 3
1
3
8
9
7
• 8
•
4
• 9
• 9
• 4 •
5
• 6
• 10 • 11 • 12 • 13 • 1
•
2
• 5 • 6
• 2
• 4 • 5
• 13 • 1
•
• 7
• 3
• 2
• 8
• 3
• 9
• 4 • 5
• 10 • 11 • 12 • 13 • 1
• 7
9
• 8
• 10 • 11 • 12 • 13 • 1
• 6 • 7
• 10 • 11 • 12 • 13 • 1
• 6 •
30
4
•
10 • 11 • 12
• 6
• 9 • 10 • 11 • 12 • 13 • 1 • 2
• 11 • 12 • 13 • 1 • 2
7
• 8 • 9
•
• 10 • 11
• 6
• 2
9
•
8
4
• 5
•
1
• 7
• 8
• 9
• 10 • 11 • 12 • 13
1
3
4
5
6
• 7
•
8
• 3 •
4
• 5
• 9 • 10
• 5
• 6
•
• 3
• 2
• 9
• 2
• 8
• 3 • 4
•
• 10 • 11 •
• 5 • 6
• 2
• 2
• 7
• 3
•
•
• 7
• 3
• 8
•
• 4 •
• 10 • 11 • 12 • 13 •
• 7
• 3
• 9
• 4 • 5
• 8
•
•
•
• 10 •
• 6
• 2
• 9
• 4 • 5
•
•
• 10 • 11 •
• 10 • 11 • 6
• 7 • 8
• 9
•
• 10 • 11 • 12 •
• 5 • 6
• 9 • 10 • 11 • 12 • 13 • 1
• 2 • 3
• 8
• 4
• 9
• 5 • 6
• 7
•
• 3 •
•
• 9 •
• 5
• 6 •
•
• 9 • 10 •
• 6 •
• 2 •
• 11 •
7
•
• 2 •
• 7
• 2 • 3
•
•
9 • 10 • 11 • 12 •
6
• 12 • 13 • 1
• 7
• 8
• 7 • 8
• 3 • 4
• 12 • 13 • 1
1
• 9
• 8
• 4
• 10 • 11 •
• 6
13 • 1
•
• 3 •
• 5 • 6
•
• 3 •
•
•
• 7
• 3 • 4
• 10 • 11 • 12 • 13 • 1
• 6
• 2
• 6
• 2
• 10 • 11 • 12 • 13 •
• 6
• 2
• 10 • 11
• 8
• 4
• 3
• 7
• 8 •
5
6
• 2 •
• 9 • 10 • 11 •
• 6
•
•
• 2 •
20
1
•
• 8
• 12 • 13 • 1
•
• 9 • 10
• 7
• 3 • 4
• 7
• 10 • 11 •
• 6
• 2
• 3
• 4 • 5
• 10 • 11 • 12 • 13 • 1
• 5 • 6
• 1
• 9
• 4 •
• 5 • 6
11 • 12 • 13 • 1
• 9 • 10 • 11 • 12 • 13
• 5
• 10 • 11 • 12 • 13 • 1
•
• 5
• 10 • 11 • 12 • 13 • 1
• 6
• 9 • 10 • 11 • 12 • 13 • 1 • 2
• 5
7
2
• 2 • 3
• 9 • 10 • 11 • 12 • 13 • 1
0
1
2
• 10 • 11 •
• 10 • 11 • 12 • 13 • 1
• 6
• 2
• 9
• 10 • 11 • 12 • 13 • 1
• 6
• 2
• 9
• 4 • 5
10 • 11 • 12 • 13 • 1
40
• 10 • 11 • 12 • 13 •
• 10 • 11 • 12 • 13 • 1
• 5 • 6
1
• 9
• 5 • 6
6
• 9
• 9
• 3
• 5 • 6
• 7
• 6 • 4
• 2
•
• 10 • 11 • 2 •
• 10 • 11 • 12 • 13 • 1
• 6 • 7
• 2
• 9
• 10 • 11 • 12 • 13 •
25
Covas ->
•
• 11 • 4
• 10 • 11 • 12 • 13 • 1
• 4 • 12 • 13 • 1
• 6
• 13 • 1 • 2
9
24
26
81
• 8
• 4 • 5
• 5
• 6 • 7
• 2
12 • 13 • 1 • 9
20
• 4
• 9
• 10 • 11 • 12 • 13 • 1
5 • 6
17
42
• 9
11 • 12 • 13 • 1
16
Croqui Nº 5
• 3
• 4 • 5
• 6 • 7
• 2
15
41
• 7 • 8
• 10 • 11 • 12 • 13 • 1
10 • 11 • 12 • 13 • 1
11
39
• 4 • 5
• 2 • 8
• 3
•
• 3
10 • 11 • 12 • 13 • 1
5
37
6
• 5 •
• 13 • 8
9
0
40
2
S ub-área 5.2
4
5
6
7
0
50
2
7
8
9
0
60
1
2
S ub-áea 5.3
3
4
7
8
9
0
70
1
2
3
4
5
6
7
S ub-área 5.4
8
9
0
1
2
3
4
5
•
ANEXO. F – Caracterização física e química das amostras de solo das duas áreas plantadas
em 1998.
Plantio - 1998
Área 2
Local
Núcleo Rural de Tabatinga (Planaltina, DF)
Horiz. camada
Argila Silte Areia
(cm)
Borda
Centro
Margem
Área 5
Local
Centro
Margem
Margem
Margem
Margem
V
m
P
C
--3
%
-1
mg.dm
g.Kg
33
26
5,30
2,50
0,59
3,09
2,44
6,68
9,77
31,63 44,13
0,48
0,62
26
36
4,90
0,80
0,46
1,26
4,28
5,02
6,28
20,08 77,23
0,75
0,36
A
0-20
38
30
32
5,00
2,90
2,03
4,93
3,48
6,66
11,59
42,52 41,40
1,40
1,18
C
40-60
37
22
41
5,00
0,52
0,67
1,19
3,39
6,50
7,69
15,44 74,07
0,14
0,28
A
0-20
31
30
39
4,80
0,82
0,95
1,77
4,25
8,44
10,21
17,33 70,61
1,30
1,27
C
40-60
32
30
38
4,80
0,72
0,51
1,23
4,26
6,62
7,85
15,70 77,56
0,60
0,76
Ca + Mg
K
S
Al
H + Al
CTC
Núcleo Rural Capão da Erva (Sobradinho, DF)
pH H2O
camada
Argila Silte Areia
(cm)
cmolc.dm
0-20
36
38
25
5,80
C
40-60
34
34
29
6,00
A
0-20
33
30
35
5,90
C
40-60
33
30
36
5,20
A
0-20
30
21
39
C
40-60
44
31
24
camada
Argila
(cm)
V
-3
%
A
Silte
Areia
14,40 0,08 14,48 0,00
4,56 0,03
4,59 0,04
11,45 0,70 11,52 0,02
0,00
99,50
4,55
32,81
0,86
4,70
2,90
9,18 20,70
55,65
0,17
6,60
30
12,00 72,00
1,70
2,2
8,86 19,25
53,97
3,71
2,20
3,65
7,96 20,06
60,32
0,08
1,00
2,6
10,32 0,07 10,39 0,40
6,00
12,06 0,04 12,10 0,01
K
S
Al
-1
g.Kg
64,82
5,80
Ca + Mg
C
--3
9,40 13,99
12,90 14,78
H + Al
CTC
V
-3
%
P
mg.dm
7,86 22,34
1,88 1,76
pH H2O
1,86 0,02
m
%
cmolc.dm
m
P
C
--3
%
-1
mg.dm
g.Kg
A
0-20
37
38
24
5,80
11,46
0,07 11,53 0,00
9,58
21,11
54,62
0,00
5,60
3,85
C
40-60
50
29
21
5,80
8,14
0,03
8,08
16,25
50,28
0,85
1,90
2,20
A
0-20
33
43
23
6,30
15,72
0,07 15,79 0,00
5,06
20,85
75,73
0,00
15,60
3,94
C
40-60
46
32
22
5,70
5,71
0,04
5,75
0,29
10,56
16,31
35,25
4,80
2,00
2,17
A
0-20
35
35
29
5,60
6,98
0,06
7,04
0,29
11,90
18,94
37,17
3,96
3,10
3,94
C
40-60
45
29
25
5,10
2,35
0,02
2,37
1,65
11,66
14,03
16,89 41,04
1,10
1,60
Argila
Silte
Areia
pH H2O
Ca + Mg
K
S
Al
H + Al
CTC
camada
(cm)
8,17
0,07
V
-3
%
cmolc.dm
m
P
C
--3
mg.dm
%
-1
g.Kg
A
0-20
37
38
22
5,70
10,02 0,06
10,08 0,03
8,12 18,20
55,38
0,30
3,50
3,13
C
40-60
50
29
21
5,70
7,50 0,02
7,52 0,07
8,20 15,72
47,84
0,92
1,20
1,80
A
0-20
33
43
23
6,20
4,90 19,15
74,41
C
40-60
46
32
22
5,30
2,53 0,02
2,55 1,53
12,28 14,83
A
0-20
42
33
25
5,90
9,48 0,09
9,57 0,00
C
40-60
49
27
24
5,30
2,49 0,04
2,53 1,18
camada
Sub-área 4
Centro
CTC
38
Local
Borda
H + Al
-3
41
Sub-área 3
Centro
Al
40-60
Local
Borda
S
cmolc.dm
0-20
Sub-área 2
Centro
K
C
Local
Borda
Ca + Mg
A
Sub-área 1
Borda
pH H2O
%
Argila
(cm)
Silte
Areia
pH H2O
14,18 0,07 14,25 0,00
Ca + Mg
K
S
Al
0,00
4,80
3,94
17,19 37,50
1,90
2,20
9,02 18,59
51,48
0,00
2,80
2,90
9,90 12,43
20,35 31,81
2,20
1,53
H + Al
CTC
-3
%
cmolc.dm
V
m
P
C
--3
%
-1
mg.dm
g.Kg
A
0-20
39
37
23
5,90
10,31
0,08 10,39 0,02
9,28
19,67
52,82
0,19
3,50
3,30
C
40-60
44
31
24
5,50
6,46
0,04
6,50
0,33
9,40
15,90
40,88
4,83
1,20
1,42
A
0-20
34
37
27
5,60
9,18
0,11
9,29
0,07
12,82
22,11
42,02
0,75
4,80
4,60
C
40-60
48
27
23
5,40
2,92
0,03
2,95
1,31
12,18
15,13
19,50 30,75
1,90
2,06
A
0-20
44
34
22
5,50
7,15
0,22
7,37
0,19
12,12
19,49
37,81
2,51
2,80
3,21
C
40-60
53
26
21
5,00
1,77
0,05
1,82
2,26
12,88
14,70
12,38 55,39
2,20
1,71
Legenda: Ca + Mg (cálcio + magnésio); K (Potássio); S (soma de bases (Ca + Mg + K); Al
(alumínio); CTC = T (capacitade de troca catiônica = (S + H + Al); V (saturação por bases) =
(S/T)x100; m (saturação por alumínio) = Al/(S + Al)x100; P (fósforo);C(carbono orgânico)=matéria
orgânica/1,724.
82
ANEXO. G – Caracterização física e química das amostras de solo das três áreas plantadas
em 1999.
Plantio - 1999
Área 1
Local
Núcleo Rural Alexandre de Gusmão (Brazlândia, DF)
camada Argila Silte Areia pH H2O
(cm)
Borda
Centro
Margem
Área 3
Local
Centro
Margem
Área 4
Local
Centro
Margem
S
Al
H + Al CTC
V
-3
cmolc.dm
0-20
50
20
30
5,40
4,00 2,64
6,64 9,28
C
40-60
56
18
26
4,90
0,75 0,41
1,16 1,57
A
0-20
59
19
22
5,30
4,00 1,13
5,13 6,26
C
40-60
68
18
13
4,80
0,60 0,28
0,88 1,16
2,05
3,21
A
0-20
68
15
17
4,70
0,75 1,05
1,80 2,85
4,65
7,51
C
40-60
69
13
18
4,60
0,50 0,36
0,86 1,22
2,08
3,29
Núcleo Rural de Tabatinga (Planaltina, DF)
Horiz. camada Argila Silte Areia
pH H2O
Ca + Mg
K
S
Al
15,92 25,21
P
C
--3
mg.dm
-1
g.Kg
41,13 66,33
6,72
4,91
4,30
7,03 11,33
1,05
2,31
11,38 17,64
29,03 46,67
3,83
4,15
8,47
0,90
2,96
12,16 19,67
2,21
4,12
0,91
2,82
2,73
H + Al CTC
5,26
5,37
8,67
V
m
-3
%
m
%
A
cmolc.dm
P
C
--3
-1
%
mg.dm
g.Kg
A
0-20
31
20
49
5,10
2,83
1,56 4,39 2,04
8,44
12,83
34,22 31,73
2,75
2,92
C
40-60
34
25
41
5,70
1,19
0,48 1,67 4,61
5,78
7,45
22,42 73,41
0,46
0,73
A
0-20
32
35
33
5,30
4,98
1,61 6,59 1,25
5,02
11,61
56,76 15,94
1,63
0,29
C
40-60
40
27
33
5,00
3,50
1,25 4,75 2,22
6,02
10,77
44,10 31,85
7,22
1,8
A
0-20
35
28
37
4,90
1,75
1,23 2,98 4,02
7,6
10,58
28,17 57,43
1,72
2,19
C
40-60
40
22
38
4,90
0,96
0,56 1,52 6,77
9,08
10,60
14,34 81,66
0,49
1,36
pH H2O
Ca + Mg
Núcleo Rural de Tabatinga (Planaltina, DF)
camada Argila Silte Areia
(cm)
Borda
K
%
(cm)
Borda
Ca + Mg
K
S
Al
H + Al CTC
-3
%
cmolc.dm
V
m
P
C
--3
mg.dm
%
-1
g.Kg
A
0-20
26
34
37
5,30
1,26 0,49
1,75 2,23
3,98
6,22
16,41
6,70
0,18
3,886
C
40-60
33
30
36
5,10
0,55 0,23
0,78 1,01
1,79
2,80
7,40
3,37
0,03
1,955
A
0-20
33
30
35
5,10
1,03 0,51
1,54 2,06
3,60
5,65
14,91
3,02
0,34
1,752
C
40-60
30
21
39
4,90
0,20 0,15
0,35 0,51
0,86
1,37
3,60
3,62
0,03
2,1
A
0-20
30
20
41
4,90
0,31 0,49
0,80 1,08
1,88
2,96
7,79
2,87
0,04
1,665
C
40-60
34
21
29
5,10
0,20 0,15
0,35 0,51
0,86
1,37
3,60
3,12
0,03
1,81
Legenda: Ca + Mg (cálcio + magnésio); K (Potássio); S (soma de bases (Ca + Mg + K); Al
(alumínio); CTC=T (capacitade de troca catiônica = (S + H + Al); V (saturação por bases)=
(S/T)x100; m (saturação por alumínio)= Al/(S + Al)x100; P(fósforo); C (carbono orgânico) = matéria
orgânica/1,724.
83
ANEXO. H – Comparação da sobrevivência, altura e diâmetro à altura do solo (DAS) de espécies florestais nativas e exóticas as Matas de
Galeria dos 6 aos 18 meses de idade, em um plantio onde não houve tratos culturais pós–plantio (Área 1).
84
ANEXO. H – Continuação.
85
ANEXO. H – Continuação.
86
ANEXO. H – Continuação.
87
ANEXO. H – Continuação.
88
ANEXO. H – Continuação.
89
ANEXO. H – Continuação.
90
ANEXO. I – Comparação da sobrevivência, altura e diâmetro à altura do solo (DAS) de espécies florestais nativas e exóticas as Matas de
galeria dos 6 aos 18 meses de idade, em um plantio onde não houve tratos culturais pós-plantio (Área 2)..
91
ANEXO. I – Continuação.
92
ANEXO. J – Comparação da sobrevivência, altura e diâmetro à altura do solo (DAS) de espécies florestais nativas e exóticas as Matas de
Galeria dos 6 aos 18 meses de idade, em um plantio onde não houve tratos culturais pós–plantio (Área 3).
Enterolobium contortisiliquum (Vell.) Mor.
8
80
300
6
60
40
20
DAS (cm)
400
200
100
12
6
18
2
12
6
18
Genipa amaricana L.
Genipa amaricana L.
300
6
20
0
DAS (cm)
8
Altura (cm)
400
80
40
200
100
0
6
12
Meses
18
18
Genipa amaricana L.
100
60
12
Meses
Meses
Meses
Sobrevivência (%)
4
0
0
0
6
93
Enterolobium contorsiliquum (Vell.) Mor.
100
Altura (cm)
Sobrevivência (%)
Enterolobium contortisiliquum (Vell.) Mor.
4
2
0
6
12
Meses
18
6
12
Meses
18
ANEXO. J – Continuação.
Hymenaea stilbocarpa Hayne
8
80
300
6
60
40
20
200
times
100
0
0
12
6
18
4
2
0
12
18
6
Meses
Meses
300
6
20
DAS (cm)
8
80
Altura (cm)
400
40
200
100
0
0
6
12
Meses
18
18
Dalbergia nigra (Franz.)Allen.
100
60
12
Meses
Dalbergia nigra (Franz.)Allen.
Dalbergia nigra (Franz.)Allen.
Sobrevivência (%)
DAS (cm)
400
6
94
Hymenaea stilbocarpa Hayne
100
Altura (cm)
Sobrevivência (%)
Hymenaea stilbocarpa Hayne
4
2
0
6
12
Meses
18
6
12
Meses
18
ANEXO. J – Continuação.
80
60
40
20
0
400
8
300
6
DAS (cm)
100
200
100
0
6
12
18
6
12
18
6
Astronium fraxinifolium Schott
300
6
20
DAS (cm)
8
Altura (cm)
400
40
200
100
2
Meses
3
4
2
0
0
0
18
Astronium fraxinifolium Schott
80
60
12
Meses
100
1
times
2
Meses
Astronium fraxinifolium Schott
Sobrevivência (%)
4
0
Meses
95
Tapirira guianensis Aubl.
Tapirira guianensis Aubl.
Altura (cm)
Sobrevivência (%)
Tapirira guianensis Aubl.
6
12
Meses
18
6
12
Meses
18
ANEXO. J – Continuação.
400
8
80
300
6
60
40
20
DAS (cm)
100
200
100
12
6
18
2
12
1
18
Rapanea guianensis Aubl.
8
80
300
6
20
0
DAS (cm)
400
Altura (cm)
100
40
200
100
12
Meses
18
4
2
0
0
6
3
Rapanea guianensis Aubl.
Rapanea guianensis Aubl.
60
2
Meses
M eses
Meses
Sobrevivência (%)
4
0
0
0
6
96
Ormosia stipularis Ducke
O r m o s ia s tip u la r is D u c k e
A ltu r a ( c m )
Sobrevivência (%)
Ormosia stipularis Ducke
6
12
Meses
18
6
12
Meses
18
ANEXO. J – Continuação.
Inga vera Wild. ssp. affinis
8
80
300
6
60
40
20
0
DAS (cm)
400
200
100
12
18
6
Meses
60
40
20
0
18
12
18
Meses
Copaifera langsdorffii Desf.
400
8
300
6
200
100
0
Meses
6
18
DAS (cm)
80
Altura (cm)
Sobrevivência (%)
12
Copaifera langsdorffii Desf.
100
12
2
Meses
Copaifera langsdorffii Desf.
6
4
0
0
6
97
Inga vera Wild. ssp. affinis
100
Altura (cm)
Sobrevivência (%)
Inga vera Wild. ssp. affinis
4
2
0
6
12
Meses
18
6
12
Meses
18
ANEXO. L – Comparação da sobrevivência, altura e diâmetro à altura do solo (DAS) de espécies florestais nativas e exóticas as Matas de
Galeria dos 6 aos 18 meses de idade, em um plantio onde não houve tratos culturais pós–plantio (Área 4).
Enterolobium contorstiliquum (Vell.) Mor.
8,00
80
300
6,00
60
40
20
0
DAS (cm)
400
200
100
0
6
12
18
18
6
Meses
18
Rapanea guianensis Aubl.
8,00
DAS (cm)
300
200
100
6,00
4,00
2,00
0,00
0
18
12
Meses
400
Altura (cm)
Sobrevivência (%)
12
Rapanea guianensis Aubl.
120
100
80
60
40
20
0
12
2,00
Meses
Rapanea guianensis Aubl.
6
4,00
0,00
6
Meses
98
Enterolobium contorsiliquum (Vell.) Mor.
100
Altura (cm)
Sobrevivência (%)
Enterolobium contortsiliquum (Vell.) Mor.
6
12
Meses
18
6
12
Meses
18
ANEXO. L – Continuação.
Tapirira guianensis Aubl.
60
40
20
0
6
12
400
8,00
300
6,00
200
100
0
18
60
40
20
0
18
8,00
30 0
6,00
20 0
10 0
2
M eses
18
Myracrodroun urundeuva Fr. Allem .
40 0
1
12
M eses
0
M eses
6
18
DAS(cm)
80
Altura (cm)
Sobrevivência (cm)
12
Myracrodroun urundeuva Fr. Allem .
100
12
2,00
Meses
Myracrodroun urundeuva Fr. Allem .
6
4,00
0,00
6
Meses
99
Tapirira guianensis Aubl.
DAS (cm)
100
80
Altura (cm)
Sobrevivência (%)
Tapirira guianensis Aubl.
3
4,00
2,00
0,00
6
12
M eses
18
ANEXO. L – Continuação.
Genipa a m aricana L.
40 0
80
30 0
60
40
20
8,00
6,00
20 0
10 0
0
0
6
12
6
18
Dalbergia nig ra (Franz.)Allen.
2,00
0,00
18
6
8,00
80
30 0
6,00
20
DAS (cm)
40 0
40
20 0
10 0
0
0
6
12
M eses
18
18
Dalbergia nigra (Franz.)Allen.
10 0
60
12
M eses
Dalbergia nigra (Franz.)Allen.
Altura (cm)
Sobrevivência (%)
12
4,00
M eses
M eses
10
0
Genipa a m aricana L.
DAS (cm)
10 0
Altura (cm)
Sobrevivência (%)
Genipa am aricana L.
4,00
2,00
0,00
6
12
M eses
18
6
12
M eses
18
ANEXO. L – Continuação.
Hym enaea stilbocarpa Hayne
8,00
80
30 0
6,00
60
40
20
DAS (cm)
40 0
0
20 0
10 0
0
6
12
18
18
60
40
20
0
18
12
18
M eses
Calophyllum brasiliense Cam b.
40 0
8,00
30 0
6,00
20 0
10 0
4,00
2,00
0,00
0
M eses
6
DAS (cm)
80
Altura (cm)
Sobrevivência (%)
12
Calophyllum brasiliense Cam b.
10 0
12
2,00
M eses
Calophyllum brasiliense Cam b.
6
4,00
0,00
6
M eses
10
1
Hym enaea stilbocarpa Hayne
10 0
Altura (cm)
Sobrevivência (%)
Hym enaea stilbocarpa Hayne
6
12
M eses
18
6
12
M eses
18
80
Altura (cm)
Sobrevivência (%)
ANEXO.
100 L – Continuação.
60
40
20
0
6
12
8,00
400
350
300
250
200
150
100
50
0
18
6,00
Times
6
12
40 0
80
30 0
60
40
20
8,00
6,00
20 0
10 0
6
M eses
18
18
Copaifera langsdorffii Desf.
0
0
12
Meses
DAS (cm)
100
12
6
18
Copaifera langsdorffii Desf.
Altura (cm)
Sobrevivência (%)
2,00
Meses
Copaifera langsdorffii Desf.
6
4,00
0,00
Meses
10
2
Ormosia stipularis Ducke
Ormosia stipularis Ducke
DAS (cm)
Ormosia stipularis Ducke
M12
eses
18
4,00
2,00
0,00
6
12
M eses
18
Sterculia striata St. Hil et Naund
Sterculia striata St. Hil et Naund
400
D A S (cm)
80
60
40
20
0
A ltura (cm)
Sobrevivência (%)
100
ANEXO.
L – Continuação.
300
200
100
0
6
12
18
6,00
4,00
2,00
12
18
6
Meses
Swietenia m acrophylla King
8,00
30 0
6,00
20
D A S (cm)
40 0
80
40
20 0
10 0
0
0
6
6
12
M eses
18
12
M eses
18
S wietenia macrophylla King
10 0
60
12
Meses
Swiet enia m acrophylla King
Altura (cm)
Sobrevivência (%)
8,00
0,00
6
Meses
10
3
Sterculia striata St. Hil et Naund
18
4,00
2,00
0,00
6
12
M eses
18
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Estabelecimento e crescimento inicial de espécies florestais