UNIVERSIDADE DE BRASÍLIA FACULDADE DE TECNOLOGIA DEPARTAMENTO DE ENGENHARIA FLORESTAL ESTABELECIMENTO E CRESCIMENTO INICIAL DE ESPÉCIES FLORESTAIS EM PLANTIOS DE RECUPERAÇÃO DE MATAS DE GALERIA DO DISTRITO FEDERAL CAMILO CAVALCANTE DE SOUZA ORIENTADOR: CARLOS EDUARDO LAZARINI DA FONSECA DISSERTAÇÃO DE MESTRADO EM CIÊNCIAS FLORESTAIS PUBLICAÇÃO: EFLM023A BRASÍLIA/DF: JUNHO/2002 UNIVERSIDADE DE BRASÍLIA FACULDADE DE TECNOLOGIA DEPARTAMENTO DE ENGENHARIA FLORESTAL ESTABELECIMENTO E CRESCIMENTO INICIAL DE ESPÉCIES FLORESTAIS EM PLANTIOS DE RECUPERAÇÃO DE MATAS DE GALERIA DO DISTRITO FEDERAL CAMILO CAVALCANTE DE SOUZA Dissertação de mestrado submetida ao Departamento de Engenharia Florestal da Faculdade de Tecnologia da Universidade de Brasília como parte dos requisitos necessários para a obtenção do grau de mestre. APROVADO POR: _______________________________________________________________ CARLOS EDUARDO LAZARINI DA FONSECA, PhD, EMBRAPA SEDE. (ORIENTADOR) _________________________________________________ MANOEL CLÁUDIO DA SILVA JÚNIOR, PhD, EFL-UnB. (EXAMINADOR INTERNO) _______________________________________________ JOSÉ FELIPE RIBEIRO, PhD, EMBRAPA CERRADOS. (Examinador Externo) ____________________________________________ JEANINE MARIA FELFILI FAGG, PhD, EFL - UnB. (EXAMINADOR SUPLENTE) Brasília-DF, 28 junho de 2002. FICHA CATALOGRÁFICA SOUZA, CAMILO CAVALCANTE DE Estabelecimento e Crescimento Inicial de Espécies Florestais em Plantios de Recuperação de Matas de Galeria do Distrito Federal. 2002. xiv, 91 p., 297 mm (EFL/FT/UnB, Mestre, Ciências Florestais, 2002) Dissertação de Mestrado – Universidade de Brasília. Faculdade de Tecnologia. Departamento de Engenharia Florestal. 1. Mata de Galeria 2. Recuperação de matas de Galeria 3. Plantios experimentais 4. Modelo de recuperação de área degradada I. EFL/FT/UnB II. Título (série) REFERÊNCIA BIBLIOGRÁFICA SOUZA, C. C. (2002). Estabelecimento e Crescimento Inicial de Espécies Florestais em Plantios de Recuperação de Matas de Galeria do Distrito Federal. Dissertação de Mestrado, Publicação EFLM23A, Departamento de Engenharia Florestal, Universidade de Brasília, Brasília,DF, 91p. CESSÃO DE DIREITOS NOME DO AUTOR: CAMILO CAVALCANTE DE SOUZA* TÍTULO DA DISSERTAÇÃO: Estabelecimento e Crescimento Inicial de Espécies Florestais em Plantios de Recuperação de Matas de Galeria do Distrito Federal. GRAU/ANO: Mestre/2002. É concedida à Universidade de Brasília permissão para reproduzir cópias desta dissertação de mestrado e para emprestar ou vender tais cópias somente para propósitos acadêmicos e científicos. O autor reserva outros direitos de publicação e nenhuma parte desta dissertação de mestrado pode ser reproduzida sem autorização por escrito do autor. _________________________________________________ *Camilo Cavalcante de Souza [email protected] [email protected] DEDICATÓRIA Aos meus pais, que me apoiaram incondicionalmente para a realização deste trabalho; A todas as pessoas que, de alguma forma, tem contribuído para a conservação, preservação e recuperação da flora brasileira, principalmente as Matas de Galeria. AGRADECIMENTOS À Universidade de Brasília, por ter me dado a oportunidade de concluir o Mestrado em Ciências Florestais, principalmente ao Departamento de Engenharia Florestal. À Embrapa Cerrados, por ter me concedido a oportunidade de participar do Subprojeto: Conservação e Recuperação da Biodiversidade em Matas de Galeria do Bioma Cerrado. À Embrapa Cenargen, por ter me concedido uma bolsa de aperfeiçoamento acadêmico para que eu pudesse participar do grupo de pesquisa do Projeto de Etnobiologia, Conservação de Recursos Genéticos e Bem-estar Alimentar em Comunidades Tradicionais. Ao Ministério do Meio Ambiente por ter acreditado no trabalho que desenvolvi nas instituições anteriormente mencionadas e ter me dado a oportunidade de fazer parte do grupo de trabalho da Secretaria de Coordenação da Amazônia - Projeto de Recuperação de Áreas Alteradas na Amazônia. Aos proprietários que cederam parte de suas terras para que esse trabalho fosse realizado. A equipe de campo da Embrapa Cerrados, João Batista dos Santos e Djalma Pereira de Souza e toda a equipe do Laboratório de Biologia Vegetal da Embrapa Cerrados, principalmente o Dr. José Carlos Sousa-Silva. Ao meu Orientador o Dr. Carlos Eduardo Lazarini da Fonseca, pela orientação e pela confiança e carinho de sempre. Ao Dr. Jose Felipe Ribeiro, Dr. Manoel Cláudio da Silva Júnior e a Drª. Jeanine Felfili Fagg, os quais sempre demonstraram confiança no trabalho que foi desenvolvido durante esses dois anos. A todos aqueles que de uma forma ou de outra colaboraram para que esta dissertação pudesse ser concluída. Agradeço a Deus por ter me proporcionado mais essa vitória. RESUMO ESTABELECIMENTO E CRESCIMENTO INICIAL DE ESPÉCIES FLORESTAIS EM PLANTIOS DE RECUPERAÇÃO DE MATAS DE GALERIA DO DISTRITO FEDERAL O objetivo deste estudo foi avaliar o estabelecimento e o crescimento inicial de 30 espécies florestais utilizadas em plantios de recuperação de cinco fragmentos degradados de Mata de Galeria, sendo três localizados às margens do Rio Jardim, um às margens do Córrego Sobradinho e outro na foz do Córrego Olaria. Para tanto realizou-se monitoramentos aos 6, 12 e aos 18 meses, para os plantios efetuados em 1999 e aos 30 meses para os plantios efetuados em 1998. Foram avaliados o crescimento e a sobrevivência nas cinco áreas para diferentes tratos culturais pós-plantio. Utilizou-se o delineamento em anéis hexagonais com 7, 13 e 19 espécies. As espécies que apresentaram índice de sobrevivência igual ou acima de 60%, aos 18 meses, independente de tratos culturais foram: Anadenanthera falcata (88%), Tabebuia serratifolia (87%), Enterolobium contortirsiliquum (81%), Genipa americana (72%), Pouteria ramifolia (69%), Anadenanthera colubrina (68%), Hymenaea stilbocarpa (67%) e Myracrodruon urundeuva (64%) e Cariana estrellensis (60%). Essas seriam indicadas para plantios nas condições de degradação estudadas no Distrito Federal, pois além de apresentarem taxa de sobrevivência dentro do padrão esperado possuem crescimento médio acima de 100 cm e diâmetro médio acima de 2,00 cm em ambientes antropizados, ou seja, comportam-se como pioneiras antrópicas. Porém, Dalbergia miscolobium, Ormosia stipularis, Erytrina fusca, Copaifera langsdorffii, Sterculia striata, Clusia criuva, Swietenia macrophylla, Inga vera, Salacia elliptica e Euterpe edulis apresentaram sobrevivência baixa, ou seja, abaixo de 33% e crescimento lento tanto em altura quanto em diâmetro. Assim, essas não seriam indicadas para plantios de recuperação em áreas onde quase não há tratos culturais. Nas áreas com tratos culturais as espécies que apresentaram sobrevivência acima de 70%, aos 18 meses foram: Genipa americana (94%), Tabebuia serratifolia (100%), Pouteria ramifolia (95%), Machaerium aculatum (71%), Swartzia oblata (82%), Tapirira guianensis (71%), Hymenaea stilbocarpa (89%), Anadenanthera colubrina (84%) e Enterolobium contortisiliquum (94%) com alturas médias de 221 cm, 332 cm, 170 cm, 264 cm, 207 cm, 342 cm, 177 cm, 334 cm e 120 cm, respectivamente. Aos 30 meses Genipa americana, Tabebuia serratifolia, Anadenanthera colubrina e Machaerium aculeatum apresentaram sobrevivência média acima de 70% e crescimento médio em altura acima de 230 cm. ABSTRACT ESTABLISHMENT AND INITIAL GROWTH OF FOREST SPECIES IN RECLAIM PLANTINGS ON GALERY FORESTS IN FEDERAL DISTRICT, BRAZIL This study aimed to appraise the establishment and initial growth of 30 forest species, which seedlings were used to reclaim five gallery forest degraded fragments, three of them located on Jardim river margins, one on Sobradinho creek margins and another on the mouth of Olaria creek. For that purpose, monitoring were conducted on 6, 12 and 18 months periods, for plantings taken place in 1999, and on 30 months period for 1998 plantings. Growth and survival were evaluated in the five areas in relation to the different after planting crop care. Honeycomb design outline was used with 7, 13 and 19 species. The species that presented survival rates equal or above 60% at 18 months, independent of crop care, were: Anadenanthera falcata (88%), Tabebuia serratifolia (87%), Enterolobium contortisiliquum (81%), Genipa americana (72%), Pouteria ramifolia (69%), Anadenanthera colubrina (68%), Hymenaea stilbocarpa (67%) e Myracrodruon urundeuva (64%) and Cariana estrellensis (60%). These species would be indicated to reclaim degraded areas in the Federal District, considering their survival rates on expected patterns, average growth above 100 cm and average diameter above 2,00 cm in environments disturbed by human activities, behaving as anthropic pioneers. However, Dalbergia miscolobium, Ormosia stipularis, Erytrina fusca, Copaifera langsdorffii, Sterculia striata, Clusia criuva, Swietenia macrophylla, Inga vera, Salacia elliptica e Euterpe edulis showed low survival rate, below 33%, and slow growth, both in height and diameter. These species would not be indicated to areas that have no manegement. In areas with manegement, the species that survedl above 70%, at 18 months, were: Genipa americana (94%), Tabebuia serratifolia (100%), Pouteria ramifolia (95%), Machaerium aculatum (71%), Swartzia oblata (82%), Tapirira guianensis (71%), Hymenaea stilbocarpa (89%), Anadenanthera colubrina (84%) and Enterolobium contortisiliquum (94%), with average heights of 221 cm, 332 cm, 170 cm, 264 cm, 207 cm, 342 cm, 177 cm, 334 cm and 120 cm respectively. At after 30 months, Genipa americana, Tabebuia serratifolia, Anadenanthera colubrina and Machaerium aculeatum averaged survival above 70% for survival and above 230 cm in height. ÍNDICE Capítulo Página 1. INTRODUÇÃO ...................................................................................................... 1.1 – HIPÓTESE ........................................................................................................ 1.2 – JUSTIFICATIVA .............................................................................................. 1 2 3 2. REVISÃO BIBLIOGRÁFICA ............................................................................... 2.1 ASPECTOS LEGAIS DA RECUPERAÇÃO DOS ECOSSISTEMAS 4 RIPÁRIOS ......................................................................................................... 2.2 - O ESTADO DA ARTE SOBRE IMPLANTAÇÃO DE MATA CILIAR/GALERIA E 4 RECUPERAÇÃO DE ÁREAS DEGRADADAS NO BRASIL ............................................................................................................. 2.2.1 – Conceituação ................................................................................................... 2.2.2 - Sucessão Ecológica ........................................................................................ 2.2.3 - Bases Teóricas para Programas de Recuperação de Áreas Ribeirinhas ......... 2.2.4 - Critérios para Seleção de Espécies .................................................................. 2.2.5 - Modelos de Implantação ................................................................................ 5 5 6 9 9 10 3. MATERIAL E MÉTODOS .................................................................................... 3.1 - ÁREA DE ESTUDO .......................................................................................... 3.2 - CARACTERIZAÇÃO DAS ÁREAS DE ESTUDO ......................................... 3.2.1 - Área 1: Núcleo Rural de Alexandre de Gusmão – Brazlândia ........................ 3.2.2 - Área 2: Núcleo Rural de Tabatinga - Planaltina ............................................. 3.2.3 - Área 3: Núcleo Rural de Tabatinga - Planaltina ............................................. 3.2.4 - Área 4: Núcleo Rural de Tabatinga - Planaltina ............................................. 3.2.5 - Área 5: Núcleo Rural Capão da Erva – Sobradinho ........................................ 3.3 - CARACTERIZAÇÃO DO SOLO ..................................................................... 3.4 - PREPARO DAS ÁREAS PARA PLANTIO..................................................... 3.5 – COLETA DE SEMENTES E SELEÇÃO DAS ESPÉCIES ............................. 3.6 – DESENVOLVIMENTO E ADAPTAÇÃO DAS ESPÉCIES ........................... 3.7 – ANÁLISE DOS DADOS .................................................................................. 12 12 14 14 15 15 16 16 17 18 19 21 22 4. RESULTADOS E DISCUSSÕES .......................................................................... 4.1 – AVALIAÇÃO DAS ESPÉCIES NAS CINCO ÁREAS (PLANTIO 98/99) .... 4.2 - PLANTIOS SEM TRATOS CULTURAIS ....................................................... 4.3 - PLANTIO COM TRATO CULTURAL ........................................................... 4.4 - Avaliação das espécies em uma área com diferentes tratos culturais (pós-plantio) – Área 23 23 31 38 5 ................................................................................................ 4.5 - Avaliação conjunta dos dados da área 5 ............................................................ 41 53 5. CONCLUSÕES ...................................................................................................... 55 REFERÊNCIAS BIBLIOGRÁFICAS ....................................................................... 57 ANEXO A .................................................................................................................. ANEXO B.................................................................................................................... ANEXO C ................................................................................................................... ANEXO D .................................................................................................................. ANEXO E ................................................................................................................... ANEXO F ................................................................................................................... ANEXO G .................................................................................................................. ANEXO H .................................................................................................................. ANEXO I ................................................................................................................... ANEXO J ................................................................................................................... ANEXO L ................................................................................................................... 65 66 67 68 69 70 71 72 79 81 86 LISTA DE FIGURAS Figura Página Figura 3.1 – Localização das áreas onde foram realizados os plantios de recuperação de Mata de Galeria do Distrito Federal .................................................... 13 Figura 3.2 – Modelo de plantio em anéis hexagonais utilizando 9 espécies ................. 18 Figura 4.1 – Sobrevivência e altura média aos 18 meses das 13 espécies que foram plantadas em 1998 .................................................................................... 25 Figura 4.2 – Sobrevivência e altura média aos 18 meses das 24 espécies que foram plantadas em 1999 .................................................................................... 25 Figura 4.3 – Sobrevivência e altura média aos 18 meses das 24 espécies que foram plantadas em 1998/1999 ........................................................................... 26 Figura 4.4 – Sobrevivência e altura média aos 18 meses das 7 espécies que foram plantadas em 1998 (área 2) ....................................................................... 32 Figura 4.5 – Sobrevivência e altura média aos 18 meses das 19 espécies que foram plantadas em 1999 (área 1) ....................................................................... 33 Figura 4.6 – Sobrevivência e altura média aos 18 meses das 13 espécies que foram plantadas em 1999 (área 3) ....................................................................... 34 Figura 4.7 – Sobrevivência e altura média aos 18 meses das 13 espécies que foram plantadas em 1999 (área 4) ....................................................................... 39 Figura 4.8 – Sobrevivência e altura média aos 18, 24 e 30 meses das 13 espécies que foram plantadas em 1998 (subárea 5.1)..................................................... 42 Figura 4.9 – Sobrevivência e altura média aos 18 meses das 13 espécies que foram plantadas em 1998 (subárea 5.2) .............................................................. 43 Figura 4.10 – Sobrevivência e altura média aos 18 meses das 13 espécies que foram plantadas em 1998 (subárea 5.3) .............................................................. 45 Figura 4.11 – Sobrevivência e altura média aos 18 meses das 13 espécies que foram plantadas em 1998 (subárea 5.4) .............................................................. 49 Figura 4.12 – Comparação da sobrevivência, altura e diâmetro à altura do solo (DAS) das espécies plantadas na Área 5 dos 6 aos 18 meses de idade, em quatro subáreas com diferentes tipos de tratos culturais, preparo e manejo do solo. ..................................................... ................................... 52 Figura 4.13 – Altura e sobrevivência média das 13 espécies aos 18 meses, plantio de 1998 (análise conjunta dos dados) ............................................................ 53 LISTA DE TABELAS Tabela Tabela 2.1 – Dimensões das faixas de áreas de preservação permanente, baseadas nas dimensões do curso d’água, segundo o novo Código Florestal ................ Página 4 Tabela 3.1 – Espécies de formações florestais utilizadas nos plantios de recuperação nas cinco áreas ribeirinhas de Matas de Galeria que fizeram parte deste estudo ........................................................................................................ 20 Tabela 4.1 – Valores médios da sobrevivência (Sob%), crescimento médio e desvio padrão(±) aos 6, 12 e 18 meses de idade de 10 espécies nativas e 3 exóticas às Matas de Galeria, plantadas em 1998 ..................................... 28 Tabela 4.2 – Valores médios da sobrevivência (Sob%), crescimento médio e desvio padrão(±) aos 6, 12 e 18 meses de idade de 10 espécies nativas e 3 exóticas às Matas de Galeria, plantadas em 1999 ..................................... 29 Tabela 4.3 – Valores médios da sobrevivência (Sob%), crescimento médio e desvio padrão(±) aos 6, 12 e 18 meses de idade de 19 espécies nativas e 10 exóticas às Matas de Galeria, plantadas em 1998/1999 ........................... 30 Tabela 4.4 – Valores médios da Sobrevivência (Sob.%), crescimento médio e desvio padrão (±) aos 6, 12 e 18 meses de idade de 7 espécies nativas de Matas de Galeria, que não houve tratos culturais, plantadas em 1998 (área 2)... 35 Tabela 4.5 – Valores médios da Sobrevivência (Sob.%), crescimento médio e desvio padrão (±) aos 6, 12 e 18 meses de idade de 18 espécies nativas de Matas de Galeria, que não houve tratos culturais, plantadas em 1999 (área 1) ...................................................................................................... 36 Tabela 4.6 – Valores médios da Sobrevivência (Sob.%), crescimento médio e desvio padrão (±) aos 6, 12 e 18 meses de idade de 7 espécies nativas de Matas de Galeria, que não houve tratos culturais, plantadas em 1999 (área 3) .. 37 Tabela 4.7 – Valores médios da sobrevivência (Sob.%), crescimento médio e desvio padrão (±) aos 6, 12 e 18 meses de idade de 9 espécies nativas e 4 exóticas às de Matas de Galeria, que houve tratos culturais, plantadas em 1999 (área 4) ....................................................................................... 40 Tabela 4.8 – Valores médios da sobrevivência (Sob.%), crescimento médio e desvio padrão (±) dos 6 aos 30 meses de idade de 10 espécies nativas e 3 exóticas às de Matas de Galeria, em uma onde houve tratos culturais plantadas (Subárea 5.1), Plantio de 1998 .................................................. 46 Tabela 4.9 – Valores médios da sobrevivência (Sob.%), crescimento médio e desvio padrão (±) aos 6, 12 e 18 meses de idade de 10 espécies nativas e 3 exóticas às de Matas de Galeria, em uma onde houve tratos culturais plantadas (Subárea 5.2), Plantio de 1998 .................................................. 47 Tabela 4.10 – Valores médios da sobrevivência (Sob.%), crescimento médio e desvio padrão (±) aos 6, 12 e 18 meses de idade de 10 espécies nativas e 3 exóticas às de Matas de Galeria, que não houve tratos culturais, plantadas em 1998 (Subárea 5.3) .............................................................. 48 Tabela 4.11 – Valores médios da sobrevivência (Sob.%), crescimento médio e desvio padrão (±) aos 6, 12 e 18 meses de idade de 10 espécies nativas e 3 exóticas às de Matas de Galeria, que não houve tratos culturais, plantadas em 1998 (Subárea 5.4) .............................................................. 50 Tabela 4.12 – Valores médios da sobrevivência (Sob.%), crescimento médio e desvio padrão (±) aos 6, 12 e 18 meses de idade de 10 espécies nativas e 3 exóticas às de Matas de Galeria, plantadas em 1998 na área 5 (análise conjunta dos 54 dados) .................................................................................. LISTA DE SÍMBOLOS Acacia farnesiana (l.) Willd ................................................................................................... Afa Anadenanthera colubrina (Vell.) Brenan ............................................................................... Ac Anadenanthera falcata (BentH.) Speg ................................................................................... Af Anadenanthera macrocarpa (Benth.) ..................................................................................... Am Astronium fraxinifolium Schott ............................................................................................... Afr Calophyllum brasiliense Camb. .............................................................................................. Cb Cariana estrellensis (Raddi) Ktze. ........................................................................................ Cs Clusia criuva Camb. ............................................................................................................... Cc Copaifera langsdorffii Desf. ................................................................................................... Cl Dalbergia miscolobium Benth. ............................................................................................... Dm Dalbergia nigra (Franz.) Allen. .............................................................................................. Dn Enterolobium contortirsiliquum (Vell.) Mor. ......................................................................... Ec Erytrina fusca Lour. ................................................................................................................ Ef Euterpe edulis Mart. ............................................................................................................... Ee Genipa americana L. .............................................................................................................. Ga Hymenaea stilbocarpa Hayne ................................................................................................. Hs Inga vera Wild. ssp. Affinis ..................................................................................................... Iv Machaerium aculeatum Raddi ................................................................................................ Ma Myracrodruon urundeuva Fr. Allem. .................................................................................... Au Ormosia stipularis Ducke ....................................................................................................... Os Pouteria ramifolia Radlk. ....................................................................................................... Pr Rapanea guianensis Aubl ....................................................................................................... Rg Salacia elliptica (Mart.) G. Don ............................................................................................. Se Sterculia striata St. Hil et Naund ........................................................................................... Ss Swartzia oblata Cowan ........................................................................................................... So Swietenia macrophylla King ................................................................................................... Sm Tabebuia serratifolia (Vahl) Nich .......................................................................................... Ts Tapirira guianensis Aubl ........................................................................................................ Tg Triplaris americana R.H. Schomb ......................................................................................... CAPÍTULO 1 1. INTRODUÇÃO O Bioma Cerrado apresenta diferentes formações vegetais, entre elas a Mata de Galeria é a vegetação florestal que acompanha pequenos cursos de água dos Planaltos do Brasil Central formando pequenas galerias, corredores fechados, sobre os cursos de água, e sendo encontrada encravada no fundo de vales e/ou nas cabeceiras de drenagem (Ribeiro et al. 1999). Essas matas contêm espécies endêmicas, espécies de mata amazônica, de mata atlântica e das matas da Bacia do rio Paraná, além de espécies típicas do Cerrado sensu stricto e das Matas Mesofíticas do Brasil Central, o que caracteriza sua importância como repositórios de biodiversidade (Silva Júnior & Felfili, 1996). Essa fitofisionomia é associada a uma grande variedade de solos, desde aos distróficos do tipo Latossolo, Cambissolos, Areia Quartzoza e até solos mesotróficos. Ocorrem também em solos Hidromórficos estacionalmente inundáveis (Gleys) com vários níveis de matéria orgânica. Em geral os solos das Matas de Galeria são similares aos das formações circunvizinhas, porém apresentam condições mais favoráveis ao desenvolvimento de floresta devido ao elevado teor de matéria orgânica proveniente de ciclagem de nutrientes da própria mata (Silva Júnior & Felfili 1996). As Matas de Galeria evitam a erosão e o assoreamento dos cursos d'água filtra os nutrientes e o excesso de agrotóxico presente na água de escoamento superficial, fornece abrigo e alimento para peixes, aves e animais, além de ajudar a manter o equilíbrio térmico da água (Schiavini, 1992). Destaca–se também pelas riquezas de fauna e flora. Segundo Silva Júnior et al (1998), com base em 22 levantamentos em matas do Brasil Central, foram relacionadas 446 espécies lenhosas para essa formação, o que mostra sua riqueza de espécies. Além disso, apesar da área reduzida que ocupa no bioma, aproximadamente 5%, as Matas de Galeria são as mais ricas fisionomias dentre as que compõem o Cerrado (Felfili, 2000). De acordo com Mendonça et al (1998), essa fitofisionomia contribui com 2031 espécies, sendo 854 arbóreas, ou cerca de 30% da flora fanerógama do bioma Cerrado. Ta Devido a sua importância, essas matas são protegidas pelo Código Florestal e são consideradas área de preservação permanente e de manutenção obrigatória. Porém, estas garantias legais não as têm livrado das ações antrópicas perturbadoras que vêm sofrendo, junto com todas as fitofisionomias do Cerrado do Brasil Central. O processo de uso e ocupação do solo tem causado sérios danos a esta vegetação, principalmente a contaminação dos mananciais por resíduos químicos, erosão e assoreamentos, os quais modificam a paisagem natural (Rezende et al, 1999). Devido às ações antrópicas, no Distrito Federal e região do entorno, as matas encontram–se de mediano a alto grau de degradação e como são áreas com altos teores de matéria orgânica, são muito utilizadas para a agricultura e pastoreio (FABRANDT-IEMA-MMA, 1996; Schiavini, 1992). Essa ocupação, que vem sendo feita de forma não muita ordenada, interfere na bacia hidrográfica, diminuindo a disponibilidade e qualidade da água. Apesar da rápida taxa de conversão destas áreas em monoculturas, ainda são poucos os estudos de ecologia e recuperação de áreas degradadas no Cerrado que possam orientar o delineamento de políticas públicas para a conservação e manejo racional dos recursos do Bioma (Felfili et al, 1997). Dentro deste contexto, torna–se prioritário o estabelecimento de estratégias que direcionem a aplicação de medidas de conservação dos fragmentos remanescentes e recuperação daqueles que por motivos diversos foram degradados (Nave et al, 1997). Dessa forma, o reflorestamento, com espécies arbóreas nativas, surge como alternativa para a recuperação da vegetação de Mata de Galeria, pois a rápida retirada dessa vegetação nativa, tanto no bioma (40%) quanto no Distrito Federal (46%), torna os trabalhos de pesquisa nessa fitofisionomia ainda mais urgentes (Silva Júnior, 2001). Sendo assim, o presente trabalho tem como objetivo avaliar o estabelecimento e o crescimento inicial de diferentes espécies florestais utilizadas para plantios de recuperação de Matas de Galeria na região do cinturão verde do Distrito Federal. 1.1 – HIPÓTESE Entre as diversas espécies florestais nativas existem aquelas que tem maior plasticidade ambiental e consequentemente maior capacidade de adaptação aos diferentes níveis de degradação de áreas de Mata de Galeria. 1.2 – JUSTIFICATIVA A conservação e recuperação das Matas de Galeria dependem do manejo dado ao ecossistema que, por sua vez, depende do conhecimento de modelos de recuperação dessas formações florestais. Em sua maioria, esses modelos buscam seguir o entendimento dos processos dinâmicos de sucessão ecológica de espécies que compõem esses ambientes. Nesse sentido, vários trabalhos de recuperação de ambientes ripícolas são baseados na sucessão natural, como por exemplo, Kageyama & Gandara (2000), Parron et al (2000), Silveira et al (1998), Macedo (1993), Cromberg & Bovi (1992), Barbosa et al (1992), Kageyama et al (1990), Carpanezzi et al (1990), dentre outros. Porém, pouco se conhece sobre o comportamento dessas espécies em plantios de recuperação de áreas alteradas com diferentes níveis de degradação. O conhecimento do comportamento dessas espécies, quanto ao estabelecimento e crescimento inicial nessas áreas ajudaria a definir aquelas mais aptas para serem utilizadas, com sucesso, em plantios de recuperação. CAPÍTULO 2 2. REVISÃO BIBLIOGRÁFICA 2.1 – ASPECTOS LEGAIS DA RECUPERAÇÃO DOS ECOSSISTEMAS RIPÁRIOS A ação antrópica em ambientes ripários em áreas rurais e no entorno de nascentes é um procedimento ilegal, pois estes ambientes são protegidos por lei desde 1934, quando foi instituído o antigo Código Florestal, em seu artigo 4º, que foi o primeiro instrumento jurídico de proteção às Matas Ciliares e de Galeria. O novo Código Florestal (Lei 4771/65), conferiu maior proteção a estas áreas denominado–as, dentre outras, como Área de Preservação Permanente (APP). Assim, são asseguradas como áreas de preservação permanente as florestas e demais formas de vegetação existentes ao redor de rios, nascentes, lagos, lagoas e inclusive dos reservatórios artificiais. O Código Florestal, também especifica a dimensão mínima da faixa marginal que varia de acordo com a largura dos cursos d’água, abrangendo de 30 a 500 metros (Tabela 2.1). A proteção das Matas Ciliares é reforçada pela Política Nacional de Recursos Hídricos (Lei n.º 9.433 de 1997), que assegura a disponibilidade de água para todas as gerações, como também, tem como objetivo preservar e recuperar os recursos hídricos. Tabela 2.1 – Dimensões das faixas de áreas de preservação permanente, baseadas nas dimensões do curso d’água, segundo o novo Código Florestal. Tipos de cursos d’água Largura do curso Largura de faixa de preservação d’água em cada margem Córregos Menor que 10m 30m Córregos e rios Entre 10 e 50m 50m Rios Entre 50 e 200m 100m Rios Entre 200 e 600m 200m Rios Maior que 600m 500m Nascentes ou olhos d’água e Veredas –––––––––––––––– 50m de raio Fonte: Fonseca et al (2001). A supressão desta vegetação representa um significativo impacto sobre a biodiversidade local uma vez que diminui a área protetora dos recursos hídricos, da fauna e diminuição da flora local. Por conseguinte, a obrigatoriedade da reposição florestal com espécies nativas dessas áreas constitui um importante passo para garantir a conservação do ambiente onde estas estão inseridas (Lei 4771, art. 18). Os dispositivos legais da obrigatoriedade da reabilitação de áreas degradadas estão presentes também no inciso VIII do artigo 2º da Lei n.º 6.938/81, nos parágrafos 2º e 3º do artigo 225 da Constituição Federal e no Decreto n.º 97.632, de 10 de abril de 1989. Além dessas leis há uma terceira que determinou que as Áreas de Preservação Permanente (APP), deveriam ser recuperadas gradualmente ao longo de 30 anos e em função disto muitos projetos tem sido realizado para atingirem tal meta, ou seja, para cumprir a Lei de Política Agrícola – Lei n.º 8.171 de 17 de janeiro de 1991 (Kageyama & Gandara, 2000). A Lei de Crimes Ambientais (Lei n.º 9.605/98), condena ações de quem venha a causar a degradação ambiental, cujas penas previstas são detenção de um a três anos, multa ou ambas as penalidades cumulativamente (Souza, 2000). Nas áreas urbanas, artigo 2º parágrafo único do novo código florestal, estabelece que a proteção das matas ribeirinhas deverá ser contemplada pelo plano diretor local e leis de uso do solo, respeitando os princípios e limites dispostos em lei. Porém, apesar de existir inúmeros mecanismos legais de proteção dessas áreas, a retirada da cobertura florestal ainda é o principal fator de degradação desses ambientes. Portanto, a implantação de matas ribeirinhas tem sido objeto de estudo de diversos projetos de recuperação. 2.2 – O ESTADO DA ARTE SOBRE IMPLANTAÇÃO DE MATA CILIAR/GALERIA E RECUPERAÇÃO DE ÁREAS DEGRADADAS NO BRASIL 2.2.1 – Conceituação Segundo Dias & Griffith (1998), e Balensifiefer (1997), a recuperação de áreas degradadas no Brasil é uma atividade relativamente recente, que envolve diferentes áreas do conhecimento. Assim, encontramos termos como recuperação, reabilitação, recomposição, restauração, reflorestamento, florestamento e implantação para definir um único processo. Porém, de acordo com Dias & Griffith (1998), os termos mais aceitos são: reabilitação e recuperação, pois o termo restauração sugere que a área degradada venha a ter as mesmas características que antecederam a degradação. Mas, Kageyama (1999), afirma que o avanço da tecnologia tem proporcionado aos projetos de revegetação melhoras marcantes que os torna cada vez mais próximos da restauração de ecossistemas. Porém, o termo recuperação ainda é muito usado para designar qualquer ação que possibilite a reversão de uma área degradada, para a condição de não degradada (Majoer, 1989), citado por Rodrigues & Gandolfi, (2000). O tema recuperação de áreas degradadas tem sido objeto de numerosos estudos nas últimas décadas, já constituindo numa consolidada linha de pesquisa. O recente avanço teórico e metodológico desse tema deveu–se fundamentalmente à aplicação do conhecimento acumulado na área ecológica, com destaque para a dinâmica de comunidades florestais (Rodrigues et al, 2000). Vários pesquisadores que atuam na área de recuperação ambiental têm o consenso de que formar uma floresta semelhante à original, com todas as suas peculiaridades de diversidade, regeneração e interação, representa um ideal quase utópico (Kageyama & Gandara 2000). Logo, reconstruir ou reorganizar um ecossistema florestal implica no conhecimento da complexidade dos fenômenos que se desenvolvem nestes ambientes (Rodrigues & Gandolfi, 2000). Então, a recuperação de áreas degradadas tem como finalidade recuperar e dar a funcionalidade ecológica ao ecossistema. Nesse contexto, a recuperação ambiental não se tem restringido a simples plantios de árvores, e sim no de desenvolvimento de pesquisas e programas de recuperação ambiental, que levam em consideração as estratégias ou disputas das espécies dentro da dinâmica das florestas (Durigan & Silveira, 1999). Segundo Fonseca et al (2001), a recuperação ambiental é a reconstrução de um ambiente que ao ser alterado, ou seja, ao perder parte e/ou suas características originais, com ou sem ação antrópica, poderá ser recuperado a partir da reativação da dinâmica natural da comunidade local (flora e fauna), a qual poderá ser similar àquela preexistente. Sendo assim, a recuperação ambiental baseada na sucessão florestal tem sido o sistema de mais êxito, devido ao fato de que favorece o rápido recobrimento do solo e consequentemente a autorenovação da floresta (Botelho et al, 1995). 2.2.2 – Sucessão Ecológica A recuperação de uma área pode se dar pela sucessão primária ou secundária. A sucessão primária seria a instalação de seres vivos em uma área que nunca foi povoada, ou seja, seria uma colonização. A sucessão secundária seria o povoamento de uma área que anteriormente havia uma vegetação natural. Logo, para programas de recuperação, o termo mais adequado é a sucessão secundária, haja vista que a sucessão natural constitui numa seqüência de mudanças florísticas e estruturais que ocorrem em um ambiente que sofreu distúrbio, pois a substituição ordenada das espécies faz com que a vegetação atinja um ponto de equilíbrio dinâmico (Carvalho, 1997; Pires–O’Brien & Pires–O’Brien, 1995). De acordo com a teoria da sucessão ecológica, o ecossistema apresenta um estágio de crescimento rápido e outro estágio de crescimento mais lento, os quais levam ao estágio clímax. (Pires–O’Brien & Pires–O’Brien, 1995). Assim, Whitmore (1990), citado por (Pires– O’Brien & Pires–O’Brien, 1995), reconhece que existem três fases no desenvolvimento de uma floresta tropical: (i) fase de clareiras; (ii) fase de regeneração e (iii) fase madura. Logo, o conhecimento dos processos sucessionais das florestas tropicais torna mais fácil classificar grupos ecológicos que tenham espécies com características biológicas e ecológicas comuns. Porém, como a maioria das propostas de classificação é direcionada para trabalhos específicos temos mais de onze propostas de classificação de espécies, o que torna difícil definir uma padronização quanto aos grupos ecológicos (Carvalho, 1997) Mas, para tanto, os estudos de dinâmica de populações têm nos mostrado que o comportamento das espécies pode apresentar características biológicas e ecológicas comuns quando estiverem em florestas primárias, florestas secundárias e em ambientes degradados. Portanto, o entendimento da autorenovação de florestas primárias constitui um conceito chave para a compreensão do processo de sucessão natural. Em função disto Budowski (1965), definiu os primeiros critérios para o agrupamento das espécies em grupos ecofisiológicos, ou seja, as espécies foram classificadas, seguindo o estágio sucessional, em: Pioneiras, Secundárias Iniciais, Secundárias Tardias e Climácicas. Esta classificação tem sido utilizada para entender o comportamento das espécies, principalmente as pioneiras, na sucessão secundária, pois define a função de cada espécies dentro do ecossistema florestal que está em processo de recuperação natural (Kageyama,1997), citado por Souza (2000). Swaine e Whitmore (1988), definiram grupos ecológicos para as espécies arbóreas de florestas tropicais separando–as em duas categorias maiores: as espécies pioneiras e climácica. Essas últimas foram classificadas em climácica exigentes de luz (CL) e climácica tolerantes à sombra (CS), estas espécies vivem mais que as pioneiras e crescem lentamente até atingir o dossel. As espécies pioneiras são aquelas que surgem após perturbações, tem crescimento rápido e vida curta em comparação com as climácica, que expõe o solo à luz. Por outro lado, há estudos que procuram entender a dinâmica das florestas secundárias. A floresta secundária é a vegetação arbórea–arbustiva que se desenvolve secundariamente a partir da regeneração natural em uma área que perdeu mais de 90% da cobertura vegetal primária (Brown & Lugo, 1990; Davies et al, 1998), citados por Pereira e Vieira (2001). Por conseguinte, Kageyama e Gandara (2000), classificam a sucessão em duas situações: a sucessão antrópica e a sucessão secundária de maneira a separar claramente os diferentes grupos ecológicos. Assim, a sucessão secundária seria aquela que ocorre em formações de clareiras na floresta primária e a sucessão antrópica seria aquela ocorre em áreas degradadas (desmatamento, agricultura, fogo, corte seletivo, áreas mineradas), principalmente, em áreas de grandes extensões. Segundo os autores nessas áreas ocorre uma sucessão diferenciada da que ocorre em ecossistemas florestais, pois algumas espécies no início da sucessão natural podem apresentar mudança de hábito quando em situações antrópica. Nesse contexto, Kageyama e Gandara (2000), identificaram as espécies pioneiras antrópicas como sendo aquelas espécies de crescimento mais rápido, onde estariam as pioneiras típicas e aquelas não pioneiras típicas que fazem o papel de pioneira típica em áreas degradadas. No segundo grupo, estariam as secundárias antrópicas, isto é, espécies secundárias e/ou climácicas que em áreas antropizadas fazem o papel de pioneiras. Aliada à classificação anterior destaca–se a classificação proposta por Almeida (2000), a qual baseou–se em observações de campo e em trabalhos publicados. A partir disso agrupa as espécies pertencentes aos diferentes grupos ecofisiológicos, de conformidade com suas características próprias, em: espécies pioneiras, sendo aquelas que se desenvolvem em grandes clareiras, bordas de fragmentos florestais, locais abertos e áreas degradadas; secundárias iniciais são aquelas plantas que se desenvolvem em locais totalmente abertos, semi–abertos e clareiras na floresta, isto é, são aquelas que aceitam sombreamento parcial; secundárias tardias desenvolvem–se exclusivamente sombreadas, crescem e completam o seu ciclo à sombra. Segundo Fonseca et al (2001), essa diferença na classificação sucessional pode ser devido à situação de manejo e características do ambiente em recuperação ou pode ser também devido à variabilidade genética natural da espécie. Por outro lado, as florestas primárias estão se transformando em florestas secundárias, devido à ação antrópica, a uma taxa de 6,4% ao ano, e só na América Latina essa conversão está em torno de 40% (FAO, 1995, citado por Pereira & Vieira, 2001). Assim sendo, essas influências negativas aos ambientes naturais podem estar modificando a dinâmica populacional das espécies e, por conseguinte o seu comportamento sucessional. Portanto, a escolha das espécies para programa e projetos de recuperação deverá levar em conta tanto o comportamento das espécies em florestas primárias quanto em florestas secundárias e/ou antropizadas. 2.2.3 – Bases Teóricas para os Programas de Recuperação de Áreas Ribeirinhas A recriação de uma vegetação existente anteriormente a perturbação e/ou degradação da vegetação ribeirinha deve–se prender a manutenção da diversidade vegetal e animal, que são características desse ecossistema como também a recomposição da estrutura e das funções biológicas e físicas dessas áreas (Kageyama et al, 1989). Logo, os modelos de recuperação de matas ciliares/galerias constituem, via de regra, plantios mistos ou heterogêneos de espécies pertencentes aos diferentes grupos ecológicos tendo como princípio a sucessão ecológica secundária das florestas tropicais. Nos plantios de recuperação, faz–se uma simulação da “cicatrização” natural com que as florestas se renovam após a abertura de clareiras seguidas de queda de árvores ou abandono de cultivos. Mistura–se, então dois grupos de plantas: i. Pioneiras ou Sombreadoras que são espécies de crescimento mais rápido, onde estão incluídas as secundárias iniciais; ii. Não Pioneiras ou Sombreadas que são espécies de crescimento mais lento beneficiadas por um sombreamento parcial, onde estão incluídas as espécies secundárias tardias e as climácicas que formam o último estágio da floresta (Budowski 1965; Kageyama & Gandara 2000). Com este sistema de plantio, espera–se atingir rapidamente o recobrimento do solo e a introdução de grande número de espécies nativas locais de forma que acelere sucessão natural a fim de promover o restabelecimento do ecossistema. 2.2.4 – Critérios para seleção de espécies A escolha adequada de espécies é um aspecto fundamental para a implantação de programas de recuperação, os quais devem considerar a adaptabilidade das espécies para cada condição ambiental. Conforme enfatizado por Rodrigues & Gandolfi (2000), a seleção adequada das espécies é senão a principal, uma das principais garantias de sucesso nos programas de recuperação. A identificação das espécies da flora regional, através de levantamentos fitossociológicos, subsidia a escolha correta das espécies prioritárias nos plantios. O uso de espécies nativas é fundamental visto que as espécies que evoluíram no local já têm as interações com polinizadores, dispersores e predadores estabelecidos, garantindo assim a reprodução e regeneração das populações implantadas, bem como torna o ecossistema mais próximo daquele originalmente existente e mais equilibrado ecologicamente (Kageyama & Gandara 2000; Barbosa et al, 1992). Rodrigues & Gandolfi (1996), ainda salientam que a revegetação através de plantio de mudas e espécies nativas aceleram o processo de regeneração natural. No entanto, a maioria dos plantios de recuperação de Mata Ciliar e Mata de Galeria tem sido plantios mistos, isto é, espécies nativas associadas a espécies exóticas ao ecossistema e/ou ao Bioma, pois a obtenção de mudas de espécies nativas para os projetos de recuperação desses ecossistemas é a principal dificuldade, porque a maioria dos viveiros de mudas dispõe de pouca diversidade de espécies florestais nativas. Além disso, quando dispõem de uma quantidade de mudas, geralmente, é insuficiente para atender a demanda (Fonseca et al, 2001; Sousa–Silva et al, 2001; Santarelli, 2000; Melo et al, 1998; Ramos & Monteiro, 1995). 2.2.5 – Modelos de Implantação De acordo com Griffith et al, (2000), até 1994, os processos de recuperação ambiental apresentavam dois caminhos distintos, que envolviam estratégias mutuamente exclusivas de revegetação. A estratégia mais popular, tapete verde, consistia no estabelecimento de espécies agressivas e de rápido crescimento, como capim–gordura (Melinis minutiflora) e braquiária (Brachiaria decumbens), ou arbóreas como o eucalipto (Eucaliptus sp). Por outro lado, alguns especialistas em recuperação apoiavam uma estratégia inteiramente baseada na sucessão ecológica, que se apoia na dinâmica sucessional das espécies, isto é, mudança da composição em espécies e da estrutura da comunidade vegetal. Portanto, a definição dos métodos de recuperação de cada situação encontrada ao redor dos cursos d’água depende do grau de preservação da área. Vale ressaltar, que numa mesma microbacia podem ser encontrados e/ou usados diferentes modelos de recuperação, pois os plantios mistos geralmente são compostos por espécies de diferentes estágios de sucessão a fim de assemelhar a florestas naturais (Kageyama, 1990). De acordo com Carpanezzi (2000), em solos não degradados, as opções de recuperação podem ser desde a cobertura total da área (talhão facilitador) até a simples proteção da área contra novos distúrbios. Assim, o talhão facilitador constitui de plantios diversificados de espécies arbóreas nativas, que tem por base a sucessão secundária, e nesses plantios são realizados tratos culturais até o estabelecimento das mudas. Por outro lado, pode– se realizar plantios com pequenos grupos de espécies invasoras em forma de renques ou grupos pequenos de árvores a fim de criar condições para que haja gradativamente a ocupação da área por conta da regeneração natural. O autor sugere também, que em alguns casos além de cercar a área pode enriquecê-la com espécies nativas que sejam atraentes para aves e animais, pois a regeneração natural ao redor dessas árvores poderá ser mais variada. Para solos degradados, onde a intenção inicial é parar e/ou restabelecer a fertilidade do solo é indicado modelos de recuperação que contemple o uso de espécies herbáceas, arbustivas rústicas e espécies com associações simbióticas. Quando o terreno permitir deve–se realizar o plantio de árvores, principalmente, leguminosas a fim de facilitar a sucessão natural. Portanto, o plano de implantação e recuperação de áreas degradadas através da revegetação dever–se–á seguir a legislação vigente e com as técnicas disponíveis priorizar em primeiro plano as áreas que constituem corredores florestais com a característica de possibilitar o fluxo de alta diversidade de espécies da região com a finalidade de implantar ilhas de vegetação em áreas degradadas, visando garantir condição do estabelecimento de mudas provenientes da regeneração natural ou plantas da região, as quais foram introduzidas por semeio ou por mudas (Griffith et al, 2000). Assim, os programas de plantios mistos de espécies nativas vêm sendo desenvolvidos com relativo sucesso, principalmente, porque tem aplicado técnicas silviculturais aos plantios, o que tem facilitado a exeqüibilidade de tais programas de forma a favorecer o inicio do processo de revegetação de uma área degradada (Kageyama et al., 1992). Mas, Carpanezzi (2000), ressalta que esse fato tem ocorrido em plantios que contemplem não somente os atributos ecológicos das espécies, mas também o comportamento silvicultural das espécies nas diferentes condições de plantios, ou seja, o sucesso da recuperação dependerá da aplicação de técnicas adequadas para cada caso e local, como também da aplicação de práticas de implantação, manutenção e manejo do plantio. Por isso, hoje em dia os principais modelos utilizados no Brasil baseiam–se na utilização de espécies arbóreas nativas da região respeitando–se os conhecimentos silviculturais sobre as espécies selecionadas para os plantios de recomposição florestal (Higa & Higa, 2000; Schiavini, 1993; Schiavini & Joly, 1991). CAPÍTULO 3 3. MATERIAL E MÉTODOS 3.1 – ÁREA DE ESTUDO As cinco áreas de estudo integram pequenas propriedades rurais da região do cinturão verde de Brasília e que fizeram parte do Subprojeto Conservação e Recuperação da Biodiversidade em Mata de Galeria do Bioma Cerrado, desenvolvido sob a coordenação da Embrapa Cerrados e executado com a parceria da Universidade de Brasília e da Universidade Federal de Uberlândia, nos anos de 1998 a 2000 (Ribeiro et al, 2001). A primeira área localiza–se no Núcleo Rural de Alexandre Gusmão (Brazlândia), às margens do córrego Olaria, o qual faz parte da Bacia Hidrográfica do Rio Descoberto (S 15º43’40’’ e W 47º42’58’’). A segunda, terceira e quarta área localizam–se no Núcleo Rural de Tabatinga (Planaltina), às margens do rio Jardim (S 15º50’28’’ e W 47º 29’ 21’’, S 15º50’27’’ e W 47º 29’ 22’’, S 15º50’26’’ e W 47º 29’ 25’’, respectivamente). A quinta área está no Núcleo Rural Capão da Erva (Sobradinho), às margens do córrego Sobradinho, o qual faz parte da Bacia do São Bartolomeu (S 15º43’40’’ e W 47º 42’ 50’’). O clima da região é do tipo tropical Aw e tropical de altitude Cwa e Cwb, Köppen. No clima do Distrito Federal observa–se a existência de duas estações, uma chuvosa, no verão, e outra seca, no inverno. A temperatura média situa–se acima de 19 graus centígrados. As temperaturas mais baixas ocorrem entre junho e julho, com uma média de 19,6 graus centígrados, nas mais altas entre setembro e outubro, com média de 22,8 graus centígrados. A precipitação pluviométrica anual excede 1500 mm, caracterizando–se as chuvas como de grande intensidade e de curta duração, distribuídas irregularmente. De abril a setembro, devido a ausência quase total de chuvas, com menos de 1% da precipitação anual, a umidade relativa do ar sofre uma queda sensível em relação as suas médias anuais, de 68%, atingindo níveis inferiores a 25% (França,1977). Segundo Reatto et al (2001), os solos de ocorrências nas Matas de Galeria do Distrito Federal são geralmente solos hidromórficos indiscriminados, álicos e alguns alumínicos. E dentro de uma classificação mais específica os solos hidromórficos são detalhados em Gley Húmico e Gley Pouco Húmico, o que representa 80% desses solos álicos. Nessas matas também ocorre a classe Podzólico Vermelho–Amarelo álico, em 20%. Na classificação dos latosssolos de Matas de Galeria, há as seguintes classes: Latossolo Vermelho–Amarelo álico e Latossolo Vermelho–Escuro distrófico. Os solos Aluviais são representados pelos solos álicos (50%) e pelos solos distróficos (50%). Nesse mesmo estudo Reatto et al (2001), chegaram a conclusão que as Classes Gley Húmico, Latossolo–Amarelo possuem alto teor de matéria orgânica no horizonte A, a qual varia de 4,3% e 5,4%. Porém, o Podzólico Vermelho–Amarelo e Aluvial possui teores intermediários entre 2,8% e 3,5% e Cambissolo e Gley Pouco Húmico com teores muito baixo, ou seja, variando entre 0,21 e 1,4%. Figura 3.1 – Localização das áreas onde foram realizados os plantios de recuperação de Mata de Galeria do Distrito Federal. 3.2 – CARACTERIZAÇÃO DAS ÁREAS DE ESTUDO Inicialmente foi feita a caracterização das áreas a fim de fazer um breve histórico do ambiente. A caracterização ou diagnóstico constou–se de uma visita in loco para verificar os tipos de solos, se havia atividades agropecuárias e silviculturais, a topografia do terreno e se havia presença de erosão aparente. Além disso, foi observado se havia indícios de regeneração natural, se a área em questão anteriormente fora ocupada por Mata de Galeria e/ou outro tipo de vegetação, haja vista que nem sempre a faixa dos 30 m exigida por lei é típica de Mata de Galeria, Fonseca et al (2001). Ressalta–se que por se tratar de plantios em propriedades particulares houve uma parceria para que os plantios fossem realizados. Assim, o fornecimento das mudas, as técnicas de plantio e parte da mão–de–obra utilizada nos plantios foram de responsabilidade da Embrapa Cerrados. O preparo do solo, o combate às formigas e a outra parte da mão–de–obra para o plantio e o manejo da área após o plantio foram de responsabilidade dos proprietários. Inicialmente, foi feito combate às formigas cortadeiras (Atta sp.) em todas as propriedades. O preparo do solo constou, conforme o caso, de apenas uma capina num raio de 30 a 50 cm no local do plantio da muda (áreas 1 a 4) até práticas de aração, gradagem e calagem (Área 5), cujas informações mais detalhadas encontram–se a seguir: 3.2.1 – Área 1: Núcleo Rural de Alexandre Gusmão – Brazlândia Esta área é banhada pelo Córrego Olaria e desde 1976/77 vem sendo utilizada para pastagem. Mas, devido ao abandono da área nos últimos anos (pela atividade da pecuária extensiva) no espaço que era dominado por Brachiaria decumbens cv Basilisk, começou a surgir Vernonia sp. No fragmento de Mata de Galeria, de pouco mais de 5 metros de largura para cada lado, foram identificados indivíduos das seguintes espécies: Tapirira guianensis, Copaifera langsdorffii, Hymenaea stilbocarpa, dentre outras espécies presentes, principalmente, nas bordas do fragmento. Salienta–se que ao longo do experimento houve somente uma capina manual, a qual foi realizada antes da primeira avaliação, e foi quando se colocou a cobertura morta (restos de capina) ao redor da muda. Porém, mesmo havendo formiga cortadeira e outras pragas no local o proprietário não fez nenhum controle das mesmas. Assim, essa propriedade foi enquadrada como sendo uma propriedade que não houve tratos culturais pós–plantio. A área de plantio foi de 0,38 ha e o croqui desta área encontra–se no Anexo A. 3.2.2 – Área 2: Núcleo Rural de Tabatinga – Planaltina A área de plantio localiza–se às margens do Rio Jardim e segundo relato dos funcionários e observação in loco, nos últimos anos tem sido utilizada para pastagem, haja vista o predomínio de capim–braquiária (Brachiaria decumbens cv Basilisk), capim–gordura (Melinis minutiflora Beauv.) e algumas touceiras de andropogon (Andropogon sp.). Apesar do proprietário ter cercado a área, na época das avaliações, foi encontrada grande quantidade de adubo de gado e de eqüinos. No fragmento de Mata de Galeria, de pouco mais de 6 metros de largura para cada lado, há a presença de Tapirira guianensis, Copaifera langsdorffii, Hymenaea stilbocarpa, Dimorphandra mollis, Inga sp., Mauritia flexuosa, Rapanea guianensis dentre outras espécies. Ressalta–se que nesta área foi encontrada a maior quantidade de espécies da flora local se regenerando, principalmente, nas bordas do fragmento. Porém, como não houve nenhum trato cultural a área foi enquadrada como área sem tratos culturais pós–plantio. A área de plantio foi de 0,50 ha e o croqui dessa área encontra–se no Anexo B. 3.2.3 – Área 3: Núcleo Rural de Tabatinga – Planaltina A área de plantio dessa propriedade localiza–se às margens do Rio Jardim e segundo relato dos proprietários e observação in loco, essa área foi utilizada para o cultivo de arroz (Oryza sativa). Com o abandono da área, o capim tomou conta com predominância de braquiária (Brachiaria decumbens) e capim–gordura (Melinis minutiflora). Além das gramíneas encontra–se exemplares da flora local e algumas espécies se regenerando, dentre elas destaca–se: Dimorphandra mollis, Inga sp., Mauritia flexuosa, Copaifera langsdorffii, Tapirira guianensis, dentre outras. Nessa propriedade o fragmento de Mata de Galeria presente era de pouco mais de 5 metros de largura em cada margem. Quanto ao plantio houve somente um coroamento de 30 cm ao redor das mudas antes do plantio completar 12 meses, mas salienta–se que o coroamento foi parcial, pois foi feito somente ao redor de algumas mudas. Porém, como as atividades de pós–manejo não foram realizadas para toda a área e como houve muita mortalidade nos trechos onde não houve tratos culturais, principalmente onde havia formigas cortadeiras, a área foi enquadrada como sendo uma área que não houve tratos culturais pós–plantio. A área de plantio foi de 0,52 ha e o croqui da área encontra no Anexo C. 3.3.4 – Área 4: Núcleo Rural de Tabatinga – Planaltina A área quatro também é banhada pelo Rio Jardim e, segundo relato do proprietário, esta propriedade fez parte do PROVARZEAS – Programa de Drenagem de Várzeas – e em 1979 foi feita uma calagem e no ano de 1987 a área foi plantada com arroz, em 1988 foi feita uma capineira e 1989 foi plantada com banana. Mas, devido ao abandono o Brachiaria decumbens tomou conta de toda a área. Na Mata de Galeria, de pouco mais de 10 metros de largura para cada lado, há presença de Tapirira guianensis, Dimorphandra mollis, Inga sp., Mauritia flexuosa, Copaifera langsdorffii, Hymenaea stilbocarpa, Rapanea guianensis dentre outras espécies. Nessa área foram realizados os seguintes tratos culturais: coroamento, combate às formigas cortadeiras, tutoramento das mudas e adubação de cobertura; na época da seca o plantio foi irrigado, pelo menos uma vez por semana. Assim, a área foi enquadrada como sendo uma área que houve tratos culturais pós–plantio. A área de plantio foi de 0,80 ha e o croqui da área encontra–se no Anexo D. 3.3.5 – Área 5: Núcleo Rural Capão da Erva – Sobradinho A área cinco localiza–se as margens do ribeirão Sobradinho, para melhor caracterização, essa área foi dividida em 4 subáreas, uma vez que havia tratos culturais e condições diferentes de vegetação remanescente nestas porções do terreno. – Área 5.1: primeira área da porção do terreno no sentido oeste – leste. Existência de vegetação remanescente em toda sua extensão, à margem do ribeirão, de aproximadamente 2 metros. Para o plantio o solo foi arado, calcareado e gradeado (4 ton/ha). Aproximadamente um ano após o plantio nessa subárea ocorreu o plantio de grama esmeralda, japonesa e batatais. Na área de plantio observou–se regeneração de Vernonia sp. (assa–peixe). As espécies, visualmente mais presentes, na borda externa do remanescente vegetacional são Tapirira guianensis, Dimorphandra mollis, Inga spp., Mauritia flexuosa, Copaifera langsdorffii e Volchisia piramidalis. Assim, esta subárea foi enquadrada como sendo área com tratos culturais pós–plantio. – Área 5.2: presença de Brachiaria decumbens que se destinava à pastagem de caprinos. Ocorrência de erosão na margem do ribeirão, numa porção mais central desta área, e vegetação remanescente inexistente. O solo foi todo calcareado, porém não houve incorporação, ou seja, na época do plantio foram jogados a lanço 4 toneladas de calcário por hectare. Logo após o plantio o proprietário realizou atividades agrícolas, como por exemplo, o plantio de milho e o plantio adensado de Myracroduon urundeuva, como também, o replantio das espécies que morreram. Ressalta–se que a atividade realizada nesta subárea, pelo proprietário, lembra a implantação de um sistema agroflorestal. – Área 5.3: presença de Brachiaria decumbens degradada. Existência de vegetação remanescente de Mata de Galeria em uma faixa de aproximadamente 2 metros de largura a partir da margem do ribeirão, por toda a extensão desta área. Na área de plantio observou–se regeneração de Vernonia sp. (assa–peixe). As espécies, visualmente mais presentes, na borda externa do remanescente vegetacional são as mesmas das subáreas anteriormente supracitadas, ou seja, Tapirira guianensis, Dimorphandra mollis, Inga spp., Mauritia flexuosa, Copaifera langsdorffii e Volchisia piramidalis. Porém, apesar de toda a área ter sido cercada não houve nenhum trato cultural pós–plantio. Portanto, a área foi enquadrada como sendo área em que não houve tratos culturais pós–plantio. – Área 5.4: presença de Brachiaria decumbens não degradada e bastante desenvolvida. Existência de vegetação remanescente de Mata de Galeria em uma faixa de aproximadamente 2 metros de largura a partir da margem do ribeirão, por toda a extensão desta área. Na área de plantio observou–se regeneração de Vernonia sp. (assa–peixe). As espécies, visualmente mais presentes, na borda externa do remanescente vegetacional são as mesmas das subáreas anteriormente supracitadas, ou seja, Tapirira guianensis, Dimorphandra mollis, Inga spp., Mauritia flexuosa, Copaifera langsdorffii e Volchisia piramidalis. Porém, não houve nenhum trato cultural pós–plantio na área. Assim, essa área também foi enquadrada como sendo área em que não houve tratos culturais pós–plantio. A área total desse plantio foi de 0,93ha e o croqui contendo as quatro subáreas encontra–se no Anexo E. 3.3 – CARACTERIZAÇÃO DO SOLO As amostras de solos foram coletadas tendo como parâmetro três microhabitats (borda, centro e margem). A distância de cada local de coleta foi sistematicamente da borda ao centro e a margem de 10 m cada trecho. Foram coletadas amostras nas camadas superficiais (0–20 cm) e nas camadas subsuperficiais (40–60 cm) nas cinco áreas de estudo. Essas amostras foram submetidas às análises químicas e físicas de rotina segundo metodologias da Embrapa (1978), no laboratório de Solos da Embrapa Cerrados, avaliando: pH (H2O), Al, H + Al, Ca + Mg, P, K, matéria orgânica e análise textural. Os resultados da caracterização físico–química dos solos encontram–se nos Anexo F e G. Ressalta–se que, apesar de ter sido feito as caracterizações do solo, não foram realizadas correções de solo, a não ser as que foram realizadas pelos proprietários, conforme descrição das áreas de estudo, pois o objetivo da caracterização foi verificar em que condições físicas e químicas de solo que os plantios foram realizados. 3.4 – PREPARO DAS ÁREAS PARA PLANTIO Após as caracterizações das áreas em questão, deu–se início a marcação das áreas, cujo delineamento experimental utilizado foi Anéis Hexagonais (Figura 3.2) com 19, 7, 13, 13 e 13 espécies para as áreas 1, 2, 3, 4 e 5 respectivamente (croquis, Anexos A, B, C, D e E). Esse delineamento experimental geralmente é utilizado para seleção de genótipos superiores no melhoramento de plantas (Fasoulas, 1981). Portanto, esse delineamento vem sendo utilizado pela Embrapa Cerrados para estudos de consórcios de fruteiras perenes (Sano et al, 1994), e mais recentemente em plantios de recuperação de Mata de Galeria (Fonseca et al, 2001; Mourão, 2000). Esse modelo tem a vantagem da isocompetição entre todos os indivíduos e uma distribuição uniforme das espécies ao longo da área experimental (Fasoulas & Fasoulas, 1995; Fasoulas, 1981). Assim, as mudas foram dispostas sistematicamente no espaçamento 4x4 m (13,84m2) de forma que cada muda mantenha a distância de 4 m uma da outra e 3,46 m entre linhas. Nesse sistema as mudas de cada espécie foram sistematicamente colocadas no vértice e no centro de cada hexágono. • 8 • 9• 7 • 8• 9 • 7• 8 • 9 • 7• 8 • 9• 7 • 8• 9 • 7• 8 • 9 • 7• 5 • 6 • 4 • 5 • 6 • 4 • 5 • 6 • 4 • 5 • 6 • 4 • 5 • 6 • 4 • 5 • 6 • 4 • 5 • 3• 1 • 2• 3 • 1• 2 • 3• 1• 2 • 3• 1 • 2• 3 • 1• 2 • 3• 1• 2 • 9 • 7 • 8 • 9 • 7 • 8 • 9 • 7 • 8 • 9 • 7 • 8 • 9 • 7 • 8 • 9 • 7 • 8 • 9 • 4• 5 • 6• 4 • 5• 6 • 4• 5• 6 • 4• 5 • 6• 4 • 5• 6 • 4• 5• 6 • 1 • 2 • 3 • 1 • 2 • 3 • 1 • 2 • 3 • 1 • 2 • 3 • 1 • 2 • 3 • 1 • 2 • 3 • 1 • 8 • 9• 7 • 8• 9 • 7• 8 • 9 • 7• 8 • 9• 7 • 8• 9 • 7• 8 • 9 • 7• Figura 3.2 – Modelo de plantio em anéis hexagonais utilizando 9 espécies. Os plantios de recuperação foram realizados no início do período chuvoso de 1998 e 1999, entre os meses de outubro e dezembro. As covas foram de 40x40x40 cm para sacos de polietileno preto sanfonado com 30 cm de altura, 22 cm de largura e 0,15 mm de espessura. Para as mudas produzidas em tubetes de plático rígido com 19 cm de altura, 5 centímetros de diâmetro interno e capacidade de 288 cm3 de substrato cada um as covas foram de 25x15x25 cm. Salienta-se que cada cova recebeu 100 g de superfosfato simples. As mudas foram produzidas no viveiro da Embrapa Cerrados e o substrato utilizado para os sacos de polietileno foi composto de subsolo de Latossolo Vermelho–Escuro, areia e esterco curtido de curral, na proporção de 3:1:1, acrescido 2 kg da fórmula de NPK 4–14–8 por m3 da mistura. Já o substrato utilizado nos tubetes consistitu de em uma mistura de 108 litros de terra de subsolo Latossolo VermelhoEscuro, 54 litros de esterco, 54 litros de carvão moído, adicionado a 150 g de calcário, 80 g de cloreto de potássio e 250 de superfosfato simples. As mudas foram para o campo após ficarem no viveiro por um período de 6 a 10 meses e tinham altura média entre 20 e 60 cm. 3.5 – COLETA DE SEMENTES E SELEÇÃO DAS ESPÉCIES As espécies utilizadas na maioria das propriedades foram de origem de Mata de Galeria. Por conseguinte, os estudos de fitossociologia e dinâmica de populações realizados por Silva Júnior 1999, Silva Júnior et al 1998, Sampaio et al 1997, Silva Júnior & Felfili (1996), e Walter (1995), foram imprescindíveis para a determinação das espécies nativas que deveriam ser utilizadas nos plantios. Também, foram coletadas sementes de espécies exóticas ao ecossistema, bem como foram plantadas as mudas provenientes dessas coletas, pois na época de plantio não havia mudas de diversas espécies nativas em quantidade suficiente para realizar os plantios. As sementes usadas para produção de mudas que foram utilizadas nos plantios foram coletadas, principalmente, em fragmento de matas próximas aos plantios. As coletas foram realizadas sistematicamente durante todos os meses dos anos de 1998 e 1999, uma vez que a frutificação das espécies consideradas de Mata de Galeria ocorre durante todo o ano. Entretanto a maioria dos frutos maduros foram encontrados no período de setembro e outubro e até meados de dezembro/janeiro. Todos os frutos coletados foram enviados para o laboratório de Ecofisiologia Vegetal e Sementes da Embrapa Cerrados para processamento e testes de germinação. As espécies que foram utilizadas nos plantios estão relacionadas na Tabela 3.1. Tabela 3.1 – Espécies de formações florestais utilizadas nos plantios de recuperação nas cinco áreas ribeirinhas de Matas de Galeria que fizeram parte deste estudo. Nome Científico Família Estágio Autor Nome Comum Sucessional Mimosoideae P 2 Acacia farnesiana (l.) Willd.1 Esponginha Anadenanthera colubrina (Vell.) Brenan 2,3 Angico–branco Anadenanthera falcata (BentH.) Speg. Angico Anadenanthera macrocarpa (Benth.) Angico–preto Astronium fraxinifolium Schott3 Gonçalo–alves Calophyllum brasiliense Camb. Landim Cariana estrellensis (Raddi) Ktze. Jequitibá Clusia criuva Camb. Cebola–brava Copaifera langsdorffii Desf. Pau–d’óleo Dalbergia miscolobium Benth.4 Mimosoideae P 1,8,11 Mimosoideae P 2 Mimosoideae P 1,8,11 Anacardiaceae P 1 Guttifera C,S 10,11 Lecythydaceae C 8,10,11 Clusiaceae S 3 Caesalpinoideae C,S 5,6,10,11 Papilinioideae P 1 Papilinioideae P,C 1,10 Mimosoideae P, S 7,8,10,11 Papilinioideae S,C 2,10 Palmae P,C 1,11 Rubiaceae C 8,10,11 Caesalpinoideae C,S 4,5,8,9 Mimosoideae S,C,P 8,10,11,12 Papilinioideae C,P 10,11 Anacardiaceae P 1 Jacarandá Dalbergia nigra (Franz.) Allen.1 Jacarandá–da–bahia Enterolobium contortirsiliquum (Vell.) Mor. Tamboril Erytrina fusca Lour.1 Capitão–do–mato Euterpe edulis Mart. Palmiteiro Genipa americana L. Jenipapo Hymenaea stilbocarpa Hayne Jatobá Inga vera Wild. ssp. affinis Ingá Machaerium aculeatum Raddi Pau–ferro Myracrodruon urundeuva Fr. Allem. 3 Aroeira Ormosia stipularis Ducke Tento Pouteria ramifolia Radlk. Guapeva Papilinioideae Sapotaceae C Tabela 3.1 – Continuação Rapanea guianensis Aubl. Capororoca–branca Salacia elliptica (Mart.) G. Don Bacupari–da–mata Sterculia striata St. Hil et Naund4 Pau–rei Swartzia oblata Cowan Braúna Swietenia macrophylla King1 Myrsinaceae C 10 Sterculiaceae P 2 Papilionoideae S 2 Meliaceae P 2 Bignoliaceae C 5,6 Anacardiaceae P 1,6,10,11 Hippocrateaceae Mogno Tabebuia serratifolia (Vahl) Nich.1 Ipê Tapirira guianensis Aubl. Pau–pombo Triplaris americana R.H. Schomb.3 Polygonaceae Pau–jeu 1 Espécie exótica ao bioma Cerrado. 2 Espécie de ocorrência em Mata Ciliar. 3 Espécie de ocorrência em Mata Seca. 4 Espécie de ocorrência em Cerrado. Autor:1. Lorenzi (1992); 2. Lorenzi (1998); 3. Walter & Ribeiro (1997); 4. Kageyama et al. (1992); 5. Davide (1994); 6. Oliveira–Filho et al. (1995); Carvalho (1994); Barbosa (2000); 9. Parron et al. (2000); 10 Prado et al. (1999); 11. Barbosa (1999); e 12. Silva Jr. (1995). P = Pioneira; S = Secundária; C = Climácica 3.6 – DESENVOLVIMENTO E ADAPTAÇÃO DAS ESPÉCIES Para verificar o estabelecimento das espécies foram realizadas avaliações aos 6, 12, 18, 24 e 30 meses para os plantios de 1998, enquanto para o plantio de 1999 foram realizadas três avaliações, aos 6, 12 e 18 meses de idade. As avaliações dizem respeito à: • Altura total das plantas: Medida (em centímetros) entre a base do caule até a gema apical principal. Para a medição da altura foram utilizadas réguas graduadas em centímetro. • Diâmetro do caule ao nível do solo (DAS): Medida (em centímetros) do diâmetro no ponto mais baixo do caule. O diâmetro do caule foi medido com paquímetro com precisão de milímetros. • Sobrevivência 3.7 – ANÁLISE DOS DADOS Os dados das avaliações dos 6 aos 30 meses (plantio de 1998) e dos 6 aos 18 meses (plantio de 1999) foram analisados em planilhas do Microsoft Excel 2000 a partir de estatísticas descritivas para altura (cm) e diâmetro a altura do solo – DAS – (cm). Assim, foram feitas tabelas (contendo n.º de indivíduos por plantio, sobrevivência por período, média e desvio padrão da média em altura e diâmetro) para cada ano (1998/99) e para cada uma das cinco áreas analisadas. Para verificar o comportamento eco–silvicultural das espécies os dados referentes à última medição, aos 30 meses para a subárea 5.1 do plantio de 1998 e aos 18 meses para o plantio de 1999, foram plotados em gráficos de dispersão para verificar quais espécies estariam comportando–se como pioneiras antrópicas ou não pioneiras antrópicas. O critério utilizado para classificar as espécies foi sobrevivência igual ou acima de 60% e crescimento em altura igual ou superior a 100 cm para o período analisado (aos 18 meses ou aos 30 meses). Ressalto que tal procedimento foi com base nos dados de crescimento apresentados por diversos autores, como por exemplo: Duringan & Silveira (1999), Pereira et al (1999), Primavesi et al (1997), Meneses Filho et al (1996), Cromberg & Bovi (1992), dentre outros trabalhos. Além disso, foram feitos gráficos de curva de sobrevivência e curva de crescimento para verificar o comportamento das espécies quando foram submetidas a condições diferentes de tratos culturais pós–plantio. Assim, para cada área e subárea foram feitos tais gráficos. Como houve situações diferentes de tratos culturais para os plantios os resultados e discussão foram separados em áreas sem tratos culturais pós–plantio e com tratos culturais pós–plantio, para que se pudesse descrever o comportamento das espécies nas diferentes condições de plantio. CAPÍTULO 4 4. RESULTADOS E DISCUSSÃO 4.1 – AVALIAÇÃO DAS ESPÉCIES NAS CINCO ÁREAS (PLANTIO 98/99) As avaliações de sobrevivência, altura da planta e diâmetro do caule à altura do solo (DAS), feitas dos 6 aos 18 meses, para o plantio de 1998 mostraram que a taxa de sobrevivência variou de 14% para Euterpe edulis a 98% para Genipa americana e Tabebuia serratifolia aos 6 meses de idade, sem considerar os tipos específicos de tratos culturais aplicados. As médias de sobrevivência para as espécies nativas de Mata de Galeria foram de 66%, 47% e 40% e das exóticas 90%, 82% e 70%, aos 6, 12 e 18 meses de idade, respectivamente. No plantio de 1999, a média de sobrevivência para as nativas foi de 79%, 53% e 50% e para as exóticas de 72%, 45% e 40%, respectivamente (Tabela 4.1. e 4.2). A sobrevivência média de todas as espécies (nativas e exóticas) aos 6, 12 e 18 meses foram de 74%, 52% e de 46%, respectivamente. Aos 18 meses foram analisadas 1007 mudas das 2189 mudas que foram plantadas (Tabela 4.3). Independente dos tratos culturais 22 das 29 espécies plantadas, aos 6 meses, apresentaram sobrevivência média acima de 60%, enquanto que aos 12 meses, somente dez espécies tiveram sobrevivência acima de 60% e aos 18 meses, apenas oito espécies tiveram sobrevivência acima de 60%, as quais foram: Anadenanthera falcata (88%), Tabebuia serratifolia (87%), Enterolobium contortirsiliquum (81%), Genipa americana (72%), Pouteria ramifolia (69%), Anadenanthera colubrina (68%), Hymenaea stilbocarpa (67%) e Astronium urundeuva (64%), Tabela 4.3. As espécies que apresentaram crescimento médio acima de um metro aos 18 meses foram: Anadenanthera colubrina (197 ± 126 cm), Tabebuia serratifolia (189 ± 133 cm), Machaerium aculeatum (172 ± 119 cm), Anadenanthera macrocarpa (157 ± 56 cm), Tapirira guianensis (147 ± 88 cm), Enterolobium contortirsiliquum (132 ± 48 cm), Swartzia oblata (126 ± 94 cm), Acacia farnesiana (111 ± 40 cm), Pouteria ramifolia (107 ± 73 cm) e Rapanea guianensis (106 cm ± 71 cm). Nos dados apresentados para as espécies supracitadas observa–se que o erro padrão da média foi maior para Anadenanthera colubrina, Tabebuia serratifolia e Machaerium aculeatum. Além disso, após duas estações chuvosas e uma seca observa–se que de modo geral a sobrevivência nessas condições, sem tratos culturais, foi baixa e o ritmo de crescimento das mudas foi mais lento quando compartados com as áreas com tratos culturais pós-plantio, pois tal tais fatos podem ter sido devido a competição com as ervas daninhas e com a pastagem degradada (Tabela 4.3). Fatos estes que também foram observados por Duringan & Silveira (1999), em plantios de recuperação de Mata Ciliar. Nessa tabela observa–se também que, aos 18 meses, o crescimento em diâmetro das mudas (DAS) foi maior para as mudas que tiveram maior desenvolvimento em altura e sobrevivência, ou seja, Anadenanthera colubrina (3,74 ± 3,37 cm) e Tabebuia serratifolia (5,49 ± 3,91 cm). Machaerium aculeatum apesar de ter apresentado sobrevivência baixa (35%) teve crescimento diamétrico (3,12 ± 2,36 cm) semelhante ao crescimento das espécies que apresentaram as melhores taxas de sobrevivência e a melhores médias em altura. Portanto, o que pode ter ocorrido neste caso e no caso das outras espécies que apresentaram comportamento semelhante foi que essas espécies investiram em crescimento radicular. Por outro lado, Acacia farnesiana, Dalbergia nigra, Astronium fraxinifolium, Dalbergia miscolobium, Swietenia macrophylla, Euterpe edulis apresentam baixa sobrevivência e crescimento reduzido. Assim, essas espécies não seriam indicadas para plantios de recuperação em condições semelhantes as dos plantios que foram analisados por este estudo. Ressalta–se que Euterpe edulis, que é uma palmeira que ocorre em áreas úmidas, foi a espécie que menos se adaptou às condições do plantio, apresentando aos 18 meses as mais baixas taxas de sobrevivência. Assim sendo, de acordo com a classificação eco– silvicultural essas espécies poderiam ser classificadas como não pioneiras e dentro das não pioneiras as espécies Acacia farnesiana, Dalbergia nigra, Astronium fraxinifolium, Dalbergia miscolobium, Swietenia macrophylla poderiam ser classificadas como secundárias tardias (oportunistas) e Euterpe edulis como climácica (Figuras 4.1, 4.2 e 4.3). Segundo Corrêa & Cardoso (1998), há mudança de comportamento ecológico, para algumas espécies, quando as mesmas são submetidas a condições diferentes daquelas encontradas naturalmente. Portanto, se as plantas apresentarem alta taxa de crescimento e alta taxa de sobrevivência demonstra que as espécies são bem adaptadas às condições adversas ao ambiente natural. Figura 4.1 – Sobrevivência e altura média aos 18 meses das 13 espécies que foram plantadas em 1998. Sobrevivência (%) Plantio 1999 100 90 80 70 60 50 40 30 20 10 0 Af Ga Cs Mu Cb Hs Dn Rg Cl Dm Ef Ss Os Afr Sm1 Ee, Ma Iv 0 50 100 Ec Ac Tg Af Am 150 200 250 Altura (cm) aos 18 Meses Figura 4.2 – Sobrevivência e altura média aos 18 meses das 24 espécies que foram plantadas em 1999. Figura 4.3 – Sobrevivência e altura média aos 18 meses das 24 espécies que foram plantadas em 1998/1999. Na análise dos dados (Figura 4.1), as espécies Tabebuia serratifolia, Anadenanthera colubrina, Enterolobium contortirsiliquum, Pouteria ramifolia, Hymenaea stilbocarpa comportaram–se como pioneiras e segundo a classificação proposta por Kageyama e Gandara (2000), as mesmas poderiam ser classificadas como pioneiras antrópicas e as demais espécies estariam no grupo das não pioneiras antrópicas. Porém, vale ressaltar que as espécies Anadenanthera falcata, Genipa americana e Cariana estrellensis, apesar de não comportarem como pioneiras, tiveram alta sobrevivência e crescimento reduzido, o que segundo Corrêa & Cardoso (1998), é uma característica importante para o plantio, pois espécies que tem crescimento reduzido, mas conseguem sobrevivem em condições adversas, possibilitam o recobrimento do solo e o aumento da diversidade ou o estímulo ao aparecimento da fauna. De acordo com o exposto, a maioria das espécies não se adaptou às condições em que os plantios foram conduzidos, pois mais da metade das espécies antes de completarem 24 meses morreram. Isto reflete que mais de 50% das espécies testadas não são indicadas para plantios de recuperação que apresentem condições semelhantes aos desse trabalho. Nestes plantios, observou–se que em algumas propriedades, houve regeneração de Anadenanthera macrocarpa, Copaifera langsdorffii, Vernonia sp, Croton urundeuva dentre outras. No entanto, cerca de 90% das propriedades não houve este tipo de regeneração devido ao Brachiaria decumbens, e ao Andropogon sp ainda serem o gradiente gramíneo predominante nas áreas de plantio e nas áreas que foram identificadas como sendo área de pastoreio e/ou que estavam em pousio. Segundo Oliveira (1999), na fase em que um plantio ainda está constituído na sua maioria por mudas, a regeneração natural torna–se bastante irregular devido a diferenças entre sítios, parâmetros avaliados e métodos de investigação. Todavia, o crescimento da regeneração natural é essencialmente dependente da quantidade de suprimento de água e da quantidade de radiação luminosa que atinge o solo da floresta e/ou da área que está em processo de recuperação. Sendo assim, estudos de dinâmica de crescimento e regeneração natural deverão ser realizados para se obter maiores informações da dinâmica de regeneração das Matas de Galeria que foram submetidas a plantios de recuperação. Cromberg & Bovi (1992), salientaram que apesar uma porcentagem de sobrevivência acima de 60% ser relativamente alta para um plantio de recuperação, deve–se lembrar que plantios muito jovens com até 24 meses, os quais ainda não ultrapassaram a provável fase crítica (como por exemplo, a demanda por nutrientes) a mortalidade poderá ainda ser maior, principalmente, nos casos em que a demanda por nutrientes for mais acentuada. Corrêa & Cardoso (1998), relata que o estresse hídrico, a competição com ervas daninhas e o ataque por formigas diminuem ainda mais a taxa de sobrevivência das mudas. Portanto, plantios jovens, como os que estão sendo analisados, ainda podem apresentar uma taxa de mortalidade acima de 40%, pois as mudas ainda não atingiram a idade crítica, onde a demanda por nutrientes poderá influenciar o desenvolvimento das mudas e aumentar ainda a mais a taxa de mortalidade (Duringan, 1990). Tabela 4.1 – Valores médios da sobrevivência (Sob%), crescimento médio e desvio padrão(±) aos 6, 12 e 18 meses de idade de 10 espécies nativas e 3 exóticas às Matas de Galeria, plantadas em 1998. Nome Científico Ni 6 meses Altura 51 ± 14 DAS (cm) 2,03 ± 0,63 12 meses N Sob.(%) 95 83 Altura (cm) 87 ± 58 DAS (cm) 2,71 ± 1,35 18 meses N Sob . (%) 86 75 Altura (cm) 106 ± 69 DAS (cm) 3,04 ± 1,82 71 110 ± 54 2,34 ± 1,69 36 69 107 ± 73 2,56 ± 1,98 2,26 ± 1,81 24 44 169 ± 114 2,84 ± 2,54 85 1,76 ± 1,56 38 35 172 ± 119 3,12 ± 2,36 106 ± 67 2,22 ± 2,01 15 28 141 ± 85 3,20 ± 3,21 33 57 ± 22 1,22 ± 0,49 30 27 84 ± 42 1,81 ± 1,03 33 32 50 ± 30 0,92 ± 0,52 10 10 51 ± 28 0,95 ± 0,83 0,39 ± 0,13 14 13 47 ± 25 0,88 ± 0,32 49 46 69 ± 35 1,45 ± 0,58 1,39 ± 0,38 14 12 61 ± 76 1,65 ± 0,80 7 6 59 ± 61 3,01 ± 1,18 47 92 374 40 4,49 ± 2,98 45 87 189 ± 133 5,49 ± 3,68 77 2,33 ± 2,10 29 56 126 ± 94 2,35 ± 1,81 147 ± 114 2,94 ± 3,05 35 67 211 ± 140 4,21 ± 3,90 Genipa americana L. 114 N Sob. (%) 112 98 Hymenaea stilbocarpa Hayne 108 101 93 74 ± 26 1,29 ± 0,47 82 76 96 ± 32 2,09 ± 1,30 77 Pouteria ramifolia Radlk. 52 48 92 42 ± 27 0,84 ± 0,45 38 73 85 ± 64 1,95 ± 1,37 Machaerium aculatum Raddi 56 44 78 59 ± 38 1,07 ± 0,63 31 55 124 ± 75 111 75 67 51 ± 42 0,92 ± 0,72 69 62 111 ± 53 29 56 45 ± 47 0,98 ± 0,59 25 47 Copaifera langsdorffii Desf. 110 57 52 27 ± 50 0,99 ± 1,14 37 Salacia elliptica (Mart.) G. Don 106 46 44 19 ± 50 0,47 ± 0,21 Tapirira guianensis Aubl. 107 107 83 18 ± 50 Euterpe edulis Mart. 115 16 14 13 ± 34 Total Nativas 932 634 66 Tabebuia serratifolia (Vahl) Nich. 52 51 98 78 ± 57 2,82 ± 1,63 51 98 Swartzia oblata Cowan 52 49 94 49 ± 26 0,97 ± 0,61 39 75 Anadenanthera colubrina (Vell.) Brenan 52 40 77 70 ± 49 1,09 ± 0,89 37 71 156 140 90 82 1088 774 70 52 Rapanea guianensis Aubl. Clusia criuva Camb. Total Exóticas Total Geral Ni= quantidade de mudas no plantio N= quantidade de muda analisadas aos 6,12 e 18 meses 39 147 ± 105 93 ± 70 483 45 Tabela 4.2 – Valores médios da sobrevivência (Sob%), crescimento médio e desvio padrão(±) aos 6, 12 e 18 meses de idade de 10 espécies nativas e 3 exóticas às Matas de Galeria, plantadas em 1999. Nome Científico Enterolobium contortisiliquum (Vell.) Mor Anadenanthera falcata (BentH.) Speg. Genipa americana L. Hymenaea stilbocarpa Hayne Tapirira guianensis Aubl. Calophyllum brasiliense Camb. Triplaris americana R.H. Schomb. Cariana strellensis (Raddi) Ktze. Anadenanthera macrocarpa (Benth.) Brenan Rapanea guianensis Aubl. Ormosia stipularis Ducke Copaifera langsdorffii Desf. Sterculia striata St. Hil et Naund Inga vera Wild. ssp. affinis Euterpe edulis Mart. Ni 89 43 89 73 89 45 14 15 43 73 87 84 67 32 12 Total Nativas Anadenanthera columbrina (Vell.) Brenan Dalbergia nigra (Franz.) Allen. Acacia farnesiana (l.) Willd. Myracrodroun urundeuva Fr. Allem. Astronium fraxinifolium Schott Dalbergia miscolobium Benth. Machaerium aculeatum Raddi Erytrina fusca Lour. Swietenia macrophylla King 89 85 13 56 46 15 14 14 87 Total exóticas Total 832 N 87 42 84 68 79 40 12 12 33 58 58 51 37 14 0 6 Meses Sob (%) Altura (cm) Diâmetro (cm) 98 108 ± 37 1,67 ± 0,75 98 105 ± 38 1,00 ± 0,23 94 46 ± 14 1,27 ± 0,39 93 61 ± 18 0,91 ± 0,28 89 104 ± 34 1,25 1,03 89 30 ± 9 0,51 ± 0,14 86 63 ± 19 1,02 0,30 80 83 ± 20 1,01 ± 0,24 77 109 ± 50 1,23 ± 1,54 79 31 ± 13 0,70 0,24 67 22 ± 8 0,72 0,24 61 30 ± 16 0,59 ± 0,29 56 15 ± 7 0,39 0,13 44 19 ± 5 0,34 ± 0,16 0 676 79 89 78 12 47 32 10 9 9 42 100 92 92 84 70 67 64 64 48 328 72 1268 77 87 50 44 26 43 49 26 55 25 ± ± ± ± ± ± ± ± ± 57 Ni = quantidade de mudas no plantio. N = quantidade de mudas analisadas aos 6, 12 e 18 meses. 40 32 24 23 12 28 14 11 26 22 1,04 0,65 0,58 0,41 0,60 0,50 0,39 1,86 0,53 ± ± ± ± ± ± ± ± 0,32 0,34 0,14 0,19 0,40 0,15 0,13 1,02 0,23 N 72 37 65 46 55 26 11 9 12 42 30 36 18 3 Sob (%) 81 86 73 63 62 58 79 60 27 58 34 42 26 9 461 53 83 47 7 40 16 6 0 7 18 93 55 54 71 35 40 0 50 21 224 834 12 Meses Altura (cm) Diâmetro (cm) 133 ± 39 2,28 ± 1,19 101 ± 39 1,32 ± 0,51 55 ± 19 1,64 ± 0,48 71 ± 19 1,35 ± 0,42 121 ± 37 2,29 ± 2,76 50 ± 20 0,77 ± 0,26 87 ± 24 1,59 ± 0,49 88 ± 14 1,13 ± 0,24 135 ± 45 1,58 ± 0,51 61 ± 23 1,25 ± 0,47 37 ± 19 1,12 ± 0,41 48 ± 24 1,03 ± 0,43 22 ± 6 0,53 ± 0,13 22 ± 6 0,57 ± 0,05 N 72 38 60 44 54 26 7 9 16 38 20 33 17 1 Sob (%) 81 88 67 60 61 58 50 60 36 52 23 39 25 3 434 50 64 46 5 36 13 4 0 4 15 71 54 38 64 28 27 0 29 17 45 187 40 51 754 47 133 71 63 41 70 65 0 69 29 ± ± ± ± ± ± ± ± ± 53 32 14 19 29 20 0 21 8 1,71 1,27 1,07 0,62 1,14 1,02 0,00 3,44 0,71 ± ± ± ± ± ± ± ± ± 0,59 0,53 0,35 0,28 0,45 0,34 0,00 1,18 0,16 18 Meses Altura (cm) Diâmetro (cm) 132 ± 47 2,59 ± 1,33 86 ± 41 1,33 ± 0,52 50 ± 24 1,89 ± 0,66 72 ± 19 1,47 ± 0,53 126 ± 43 2,36 ± 0,78 60 ± 23 1,02 ± 0,38 89 ± 20 1,69 ± 0,31 89 ± 12 1,30 ± 0,19 157 ± 54 1,94 ± 0,83 71 ± 21 1,29 ± 0,39 43 ± 21 1,24 ± 0,66 52 ± 22 0,93 ± 0,50 21 ± 6 0,54 ± 0,40 81 ± 0 0,60 ± 0,00 149 75 111 36 69 90 0 76 31 ± ± ± ± ± ± ± ± ± 56 36 36 19 30 27 0 17 8 2,10 1,49 1,98 0,59 1,66 1,99 0,00 4,22 0,68 ± ± ± ± ± ± ± ± ± 0,56 0,64 0,64 0,42 0,78 0,55 0,00 1,08 0,20 Tabela 4.3 – Valores médios da sobrevivência (Sob%), crescimento médio e desvio padrão(±) aos 6, 12 e 18 meses de idade de 19 espécies nativas e 10 exóticas às Matas de Galeria, plantadas em 1998/1999. 98 Nome Científico N Enterolobium contorsiliquum (Vell.) Moro. 89 Anadenanthera falcata (BentH.) Speg. 43 Genipa americana L. 89 Hymenaea stilbocarpa Hayne 73 Pouteria ramifolia Radlk. 0 Calophyllum brasiliense Camb. 45 Tapirira guianensis Aubl. 89 Cariana estrellensis (Raddi) Ktze. 15 Anadenanthera macrocarpa (Benth.) Brenan 43 Machaerium aculeatum Raddi 14 Rapanea guianensis Aubl. 73 Astronium fraxinifolium Schott 46 Ormosia stipularis Ducke 87 Copaifera langsdorffii Desf. 84 Clusia criuva Camb. 0 Inga vera Wild. ssp. affinis 32 Salacia elliptica (Mart.) G. Don 0 Euterpe edulis Mart. 12 99 Nº N 98/99 0 89 0 43 106 195 101 174 52 52 0 45 104 193 0 15 0 43 55 69 107 180 0 46 0 87 95 179 54 54 0 32 103 103 110 122 Total nativas Tabebuia serratifolia (Vahl) Nich. Swartzia oblata Cowan Acacia farnesiana (l.) Willd. Dalbergia nigra (Franz.) Allen. Triplaris americana R.H. Schomb. Myracrodroun urundeuva Fr. Allem. Anadenanthera colubrina (Vell.) Brenan Dalbergia miscolobium Benth. Erytrina fusca Lour. Sterculia striata St. Hil et Naund Swietenia macrophylla King 0 0 13 85 14 56 13 15 14 67 87 54 52 0 0 0 0 52 0 0 0 0 Total Exóticas Geral N 87 42 188 162 48 40 165 12 33 52 130 32 58 100 30 14 45 15 6 Meses Sob.% Altura (cm) 98 108 ± 37 98 105 ± 38 96 49 ± 18 93 69 ± 21 92 42 ± 24 89 30 ± 9 85 80 ± 41 80 83 ± 20 77 109 ± 51 75 46 ± 33 72 39 ± 25 70 43 ± 28 67 22 ± 8 56 25 ± 14 56 27 ± 10 44 19 ± 6 44 18 ± 5 12 13 ± 7 N 72 37 153 123 38 26 112 9 12 34 92 16 30 66 18 3 13 13 Sob.% 81 86 78 71 73 58 58 60 27 49 51 35 34 37 33 9 13 11 866 50 53 39 7 47 11 40 49 6 7 18 18 98 75 54 55 79 71 76 40 50 26 21 12 Meses Altura (cm) 133 ± 40 101 ± 40 73 ± 48 86 ± 30 85 ± 64 50 ± 21 122 ± 59 88 ± 15 135 ± 47 111 ± 85 85 ± 57 70 ± 30 37 ± 19 49 ± 27 57 ± 22 22 ± 7 47 ± 25 61 ± 76 Diâmtro (cm) 2,28 ± 1,20 1,32 ± 0,52 2,26 ± 1,19 1,81 ± 1,12 1,95 ± 1,37 0,77 ± 0,27 2,28 ± 2,33 1,13 ± 0,26 1,58 ± 0,53 1,76 ± 1,56 1,78 ± 1,59 1,14 ± 0,46 1,12 ± 0,41 0,98 ± 0,48 1,22 ± 0,49 0,57 ± 0,06 0,88 ± 0,32 1,65 ± 0,80 N 72 38 140 116 36 26 102 9 16 24 75 13 20 59 15 1 10 7 Sob.% 81 88 72 67 69 58 53 60 36 35 42 28 23 33 28 3 10 6 778 45 47 29 5 46 7 36 44 4 4 17 15 87 56 38 54 50 64 68 27 29 25 17 1721 1254 72 54 52 13 85 14 56 65 15 14 67 87 53 49 12 78 12 47 53 10 9 37 42 98 94 92 92 86 84 82 67 64 56 48 403 80 295 59 254 50 1656 74 1161 52 1032 46 Ni = quantidade de mudas no plantio. N = quantidade de mudas analisadas aos 6, 12 e 18 meses. 41 Diâmtro (cm) 1,67 ± 0,75 1,00 ± 0,24 1,69 ± 0,66 1,13 ± 0,44 0,84 ± 0,45 0,51 ± 0,14 1,15 ± 0,85 1,01 ± 0,25 1,23 ± 1,56 0,83 ± 0,69 0,86 ± 0,49 0,60 ± 0,41 0,72 ± 0,24 0,53 ± 0,26 0,99 ± 1,14 0,34 ± 0,17 0,39 ± 0,13 1,39 ± 0,38 78 49 44 50 63 26 74 49 55 15 25 ± ± ± ± ± ± ± ± ± ± ± 57 26 24 24 20 13 46 15 27 7 22 2,82 0,97 0,58 0,65 1,02 0,41 1,07 0,50 1,86 0,39 0,53 ± ± ± ± ± ± ± ± ± ± ± 1,63 0,61 0,15 0,34 0,32 0,19 0,79 0,16 1,06 0,13 0,24 147 93 63 71 87 41 143 65 69 22 29 ± ± ± ± ± ± ± ± ± ± ± 106 77 15 33 25 19 102 22 22 6 9 4,49 2,33 1,07 1,27 1,59 0,62 2,62 1,02 3,44 0,53 0,71 ± ± ± ± ± ± ± ± ± ± ± 2,98 2,11 0,38 0,54 0,52 0,28 2,69 0,37 1,28 0,14 0,16 18 Meses Altura (cm) 132 ± 48 86 ± 42 84 ± 62 96 ± 48 107 ± 73 60 ± 24 147 ± 88 89 ± 12 157 ± 56 172 ± 119 106 ± 71 69 ± 32 43 ± 22 52 ± 25 84 ± 42 81 ± 0 69 ± 35 59 ± 61 189 126 111 75 89 36 197 90 76 21 31 ± ± ± ± ± ± ± ± ± ± ± 133 94 40 36 22 20 129 31 20 6 9 Diâmtro (cm) 2,59 ± 1,34 1,33 ± 0,53 2,57 ± 1,57 2,02 ± 1,45 2,56 ± 1,98 1,02 ± 0,39 2,60 ± 1,88 1,30 ± 0,20 1,94 ± 0,85 3,12 ± 2,36 2,23 ± 2,45 1,66 ± 0,81 1,24 ± 0,67 0,94 ± 0,68 1,81 ± 1,03 0,60 ± 0,00 1,45 ± 0,58 3,01 ± 1,18 5,49 2,35 1,98 1,49 1,69 0,59 3,74 1,99 4,22 0,54 0,68 ± ± ± ± ± ± ± ± ± ± ± 3,91 1,81 0,72 0,65 0,33 0,43 3,37 0,63 1,25 0,41 0,21 4.2 PLANTIOS SEM TRATOS CULTURAIS Outro aspecto importante para o sucesso da recuperação é o manejo pós–plantio, pois algumas espécies na sua fase inicial de campo não sobrevivem em plantios que não foram realizados os tratos culturais, como por exemplo, coroamento, roçadas periódicas até o fechamento das copas e controle permanente de formigas cortadeiras. Segundo Duringan & Nogueira (1997), o desenvolvimento das mudas pode ser beneficiado quando as mesmas s_o tutoradas, principalmente, em locais onde h_ fortes correntes de vento. Além disso, o combate ao fogo, que pode ser feito a partir do controle de gram_neas altas e/ou at_ mesmo pelo pastoreio controlado, tamb_m s_o medidas que favorecem o desenvolvimento das mudas no campo. Por outro lado, quando não há capinas manuais e/ou mecanizadas na linha de plantio ou ao redor das covas, geralmente há perda de crescimento e baixa sobrevivência das mudas (Carvalho, 2000). Na área 2, aos 18 meses, Genipa americana, Hymenaea stilbocarpa e Rapanea guianensis apresentaram sobrevivência igual e/ou acima de 50% e desenvolvimento médio em altura acima de 80 cm, o que demonstra que as espécies apresentam relativa adaptação em se desenvolver em áreas não manejadas. Por outro lado, Tapirira guianensis apresentou alta taxa de crescimento e baixo índice de sobrevivência nessas condições de plantios. Mas, se for levado em consideração que esta espécie atrai a fauna local, principalmente as aves, ela torna–se uma espécie interessante para ser utilizada como poleiro natural na sua fase jovem, pois pode haver deposição de sementes por defecação e/ou regurgitação de modo a auxiliar a regeneração natural (Carvalho, 2000). Aos 30 meses, na área 2, a sobrevivência média foi de 36%, a altura do plantio foi de 113 ± 65 cm e o resultado do DAS foi de 2,37 ± 1,35 cm, sendo que Hymenaea stilbocarpa (62%; 106 ± 44; 2,35 ± 1,20) Tapirira guianensis (42%; 185 ± 90 cm; 2,58 ± 1,06) e Rapanea guianensis (30%; 146 ± 42 cm; 2,26 ± 0,67) foram as espécies que apresentaram os melhores resultados em sobrevivência, altura e diâmetro a altura do solo. Copaifera langsdorffii apresentou as seguintes médias: 38%; 48,52 ± 30,47; e 0,70 ± 0,28 para sobrevivência, altura e diâmetro, respectivamente. Além disso, todas as mudas de Euterpe edulis e Salacia elliptica, aos 18 meses haviam morrido. A falta de tratos culturais pós-plantio influenciou negativamente o estabelecimento das espécies, pois a taxa de sobrevivência média e o crescimento em altura e em diâmetro foram menores do que os encontrados nas áreas onde ocorreram tratos culturais. 42 De acordo com a classificação eco–silvicultural proposta por Kageyama & Gandara (2000), nas condições em que os plantios foram conduzidos, as espécies não se comportaram como pioneiras antrópicas, principalmente as que foram plantadas na área 2 (Figura 4.4). Portanto, Genipa americana, Hymenaea stilbocarpa e Tapirira guianensis poderiam ser classificadas como secundárias tardias e Salacia elliptica, Euterpe edulis e Copaifera langsdorffii como espécies climácicas. De acordo com o exposto, Salacia elliptica, Euterpe edulis e Copaifera langsdorffii não são indicadas para plantios em área em que não há nenhum e/ou quase nenhum trato cultural. Segundo Durigan e Silveira (1999), geralmente a sobrevivência tem sido baixa e o ritmo de crescimento das espécies tem sido muito lento em plantios de recuperação, o que parece ser regra para a maioria dos plantios de recomposição em matas ribeirinhas (Barbosa et al, Durigan e Silveira (1999). Por outro lado, em plantios em que existiram manejos das áreas plantadas como, por exemplo, combate às formigas, reposição de mudas, controle da erosão e o impedimento da entrada de animais domésticos herbívoros (eqüinos e bovinos), a taxa de mortalidade pode ser muito baixa (inferior a 5%) e o desenvolvimento das mudas pode ser vigoroso (Neto et al, 1997). No entanto, como nas áreas 1, 2 e 3 não houve tratos culturais, aos 18 meses, a maioria das espécies apresentaram taxa de sobrevivência, crescimento em altura e diâmetro abaixo do estipulado neste trabalho, ou seja, taxa de Sobrevivência (%) sobrevivência inferior a 60% e crescimento médio inferior a 100 cm (Tabelas 4.4 e 4.6). 100 90 80 70 60 50 40 30 20 10 0 Ga Hs Rg Cl Tg Ee, Se 0 50 100 150 200 Altura (cm) aos 18 Meses Figura 4.4 – Sobrevivência e altura média aos 18 meses das 7 espécies que foram plantadas na área 2. 43 Mas, segundo Ferreira (1989), algumas espécies introduzidas desenvolvem–se melhor em ambientes similares às suas áreas de ocorrência, podendo em alguns casos apresentar desenvolvimento melhor que as espécies nativas, principalmente nas áreas marginais da vegetação local. Dentro deste contexto, a espécie que apresentou, aos 18 meses, a melhor taxa de sobrevivência e crescimento médio em altura foi Dalbergia nigra, ou seja, 77% de sobrevivência e 76 cm de altura média ( Tabela 4.5). As espécies que tiveram melhor desenvolvimento quanto à plasticidade adaptativa, áreas 1 e 3, foram Enterolobium contortirsiliquum e Anadenanthera colubrina (Figura 4.4 e 4.5). Logo, segundo os critérios adotados neste trabalho, essas espécies seriam indicadas para plantios de recuperação em condições semelhantes aos das áreas 1 e 3. Porém, nessas condições, mesmo as espécies que tiveram maior taxa de sobrevivência Enterolobium contortirsiliquum, Anadenanthera colubrina e maior crescimento em altura, também não se comportaram como pioneiras antrópicas. Sobrevivência (%) Desenvolvimento das Espécies aos 18 Meses 100 90 80 70 60 50 40 30 20 10 0 Dn Afr Ga Ec Cs Ta Af Au Cl,Ma,Mu,Os, Sm,Eu 0 50 Ac Tg Am 100 150 200 Altura (cm) Figura 4.5 – Sobrevivência e altura média aos 18 meses das 19 espécies que foram plantadas em 1999 (área 1). 44 Sobrevivência (%) Desenvolvimento das Espécies aos 18 Meses 100 90 80 70 60 50 40 30 20 10 0 Ec Am Ga Ss,Sm 0 Hs Rg Os,Af Dn 50 Tg Cl Iv 100 150 200 Altura (cm) Figura 4.6 – Sobrevivência e altura média aos 18 meses das 13 espécies que foram plantadas em 1999 (área 3). Observou–se seca de ponteira e crescimento irregular das espécies, como por exemplo, para: Copaifera langsdorffii (área 1); Copaifera langsdorffii e Salacia elliptica (área 2); e Hymenaea stilbocarpa, Tapirira guianensis, Ormosia stipularis e Copaifera langsdorffii (área 3). Além disso, as espécies que apresentaram maior desenvolvimento em altura média também apresentaram maiores desenvolvimentos em diâmetro, o que parece implicar que não houve estiolamento para a maioria das espécies. Este fato pode ser observado nas Tabelas 4.4, 4.5 e 4.6, as quais mostram os índices de sobrevivência, crescimento em altura e em diâmetro à altura do solo (DAS) em cada uma das três áreas de plantio, nas avaliações feitas aos 6, 12 e 18 meses de idade. Como exemplos mais específicos, as Figuras do Anexo H, I e J ilustram o índice de sobrevivência, crescimento em altura e diâmetro à altura do solo (DAS) das espécies que foram plantadas nessas áreas, em avaliações feitas aos 6, 12 e 18 meses de idade. Nessas figuras pode ser observado que a falta de tratos culturais tiveram efeito negativo para a maioria das espécies. Mesmo assim, Genipa americana, Enterolobium contortirsiliquum e Dalbergia nigra apresentaram taxa de sobrevivência acima de 60% aos 18 meses (área 1). Na área 2, as espécies que apresentaram sobrevivência acima de 60% foram Genipa americana e Hymenaea stilbocarpa. Já na área 3 nenhuma espécie apresentou taxa de sobrevivência acima de 60%. Além disso, pode observar que nessas áreas o crescimento médio das mudas foram abaixo de 100 cm. 45 Tabela 4.4 – Valores médios da Sobrevivência (Sob%), crescimento médio e desvio padrão (±) aos 6, 12 e 18 meses de idade de 7 espécies nativas de Matas de Galeria, que não houve tratos culturais, plantadas em 1998 (área 2). Nome Científico Genipa americana L. Hymenaea stilbocarpa Hayne Tapirira guianensis Aubl. Rapanea guianensis Aubl. Copaifera langsdorffii Desf. Sallacia elliptica (Mart.) G. Don Euterpe edulis Mart. Total Ni 57 58 56 58 57 56 59 401 6 Meses N Sob (%) Altura (cm) Diâmetro (cm) 56 98 50 ± 10 1,97 ± 0,36 55 94 67 ± 19 1,14 ± 0,35 46 83 49 ± 17 0,88 ± 0,26 47 81 36 ± 14 0,84 ± 0,35 38 67 18,4 ± 8 0,46 ± 0,23 33 59 17 ± 5 0,36 ± 0,10 0 0 275 68 Ni = quantidade de mudas no plantio. N = quantidade de mudas analisadas aos 6, 12 e 18 meses. 46 12 Meses N Sob (%) Altura (cm) Diâmetro (cm) 42 74 74 ± 22 2,36 ± 0,59 36 63 85 ± 18 1,55 ± 0,40 26 46 114 ± 35 1,72 ± 0,51 29 50 74 ± 20 1,34 ± 0,41 20 36 44 ± 31 0,80 ± 0,41 0 18 Meses N Sob (%) Altura (cm) Diâmetro (cm) 42 74 84 ± 24 2,38 ± 0,46 36 63 88 ± 30 1,67 ± 0,67 26 46 132 ± 56 1,77 ± 0,72 29 50 98 ± 37 1,44 ± 0,47 22 38 38 ± 16 0,51 ± 0,15 154 155 38 38 Tabela 4.5 – Valores médios da Sobrevivência (Sob%), crescimento médio e desvio padrão (±) aos 6, 12 e 18 meses de idade de 18 espécies nativas de Matas de Galeria, que não houve tratos culturais, plantadas em 1999 (área 1). Nome Científico Genipa amaricana L. Anadenanthera colubrina (Vell.) Brenan Enterolobium contortisiliquum (Vell.) Moro. Acacia farnesiana (l.) Willd. Dalbergia nigra (Franz.) Allen. Astronium fraxinifolium Schott Triplaris americana R.H. Schomb. Cariana strellensis (Raddi) Ktze. Dalbergia miscolobium Benth. Tapirira guianensis Aubl. Machaerium aculeatum Raddi Erytrina fusca Lour. Astronium urudeuva Fr. Allem. Anadenanthera macrocarpa (Benth.) Brenan Copaifera langsdorffii Desf. Ormosia stipularis Ducke Swietenia macrophylla King Euterpe edulis Mart. Total Ni 13 15 13 14 16 16 15 15 14 14 14 14 15 15 15 15 16 13 233 6 Meses N Sob (%) Altura (cm) 13 100 57 ± 12 15 100 87 ± 33 12 93 85 ± 25 13 92 44 ± 24 15 92 65 ± 27 14 88 65 ± 26 13 86 63 ± 20 12 80 83 ± 20 9 67 49 ± 15 9 64 81 ± 36 9 64 26 ± 11 9 64 55 ± 27 8 53 39 ± 13 7 47 35 ± 18 6 40 22 ± 6 4 27 17 ± 6 3 19 48 ± 17 0 0 168 65 Ni = quantidade de mudas no plantio. N = quantidade de mudas analisadas aos 6, 12 e 18 meses. 47 Diâmetro (cm) 0,99 ± 0,41 1,04 ± 0,34 1,42 ± 0,56 0,58 ± 0,15 0,90 ± 0,22 0,93 ± 0,38 1,02 ± 0,32 1,01 ± 0,25 0,50 ± 0,16 1,92 ± 3,04 0,39 ± 0,14 1,86 ± 1,06 0,49 ± 0,14 1,46 ± 3,21 0,52 ± 0,24 0,78 ± 0,15 0,90 ± 0,20 N 13 14 10 7 11 12 10 7 4 3 0 5 3 1 1 0 0 Sob (%) 100 93 86 54 77 88 79 60 40 36 0 50 40 20 20 0 0 102 44 12 Meses Altura (cm) 55 ± 32 133 ± 55 124 ± 32 63 ± 15 81 ± 27 77 ± 25 87 ± 25 88 ± 15 65 ± 22 125 ± 56 69 54 68 28 84 ± ± ± ± 22 21 28 17 Diâmetro (cm) 1,48 ± 0,39 1,71 ± 0,62 2,57 ± 0,89 1,07 ± 0,38 1,24 ± 0,41 1,24 ± 0,38 1,59 ± 0,52 1,13 ± 0,26 1,02 ± 0,37 1,84 ± 0,93 3,44 0,71 1,17 1,22 ± ± ± ± 1,28 0,23 0,40 0,41 N Sob (%) 9 69 11 71 10 79 5 38 12 77 12 75 8 50 9 60 4 27 5 36 4 3 3 0 29 20 20 0 80 34 18 Meses Altura (cm) 68 ± 26 149 ± 59 135 ± 42 111 ± 40 76 ± 29 71 ± 33 89 ± 22 89 ± 12 90 ± 31 142 ± 64 Diâmetro (cm) 1,94 ± 0,66 2,10 ± 0,59 3,11 ± 1,22 1,98 ± 0,72 1,55 ± 0,44 1,71 ± 0,83 1,69 ± 0,33 1,30 ± 0,20 1,99 ± 0,63 2,57 ± 1,12 76 ± 20 68 ± 10 121 ± 34 4,22 ± 1,25 1,18 ± 0,18 1,69 ± 0,83 Tabela 4.6 – Valores médios da Sobrevivência (Sob%), crescimento médio e desvio padrão (±) aos 6, 12 e 18 meses de idade de 7 espécies nativas de Matas de Galeria, que não houve tratos culturais, plantadas em 1999 (área 3). Nome Científico Enterolobium contortsiliquum (Vell.) Mor. Genipa amaricana L. Hymenaea stilbocarpa Hayne Astronium fraxinifolium Schott Anadenanthera macrocarpa (Benth.) Brenan Dalbergia nigra (Franz.)Allen. Tapirira guianensis Aubl. Ormosia stipularis Ducke Rapanea guianensis Aubl. Inga vera Wild. ssp. affinis Copaifera langsdorffii Desf. Swietenia macrophylla King Sterculia striata St. Hil et Naund Total Ni 28 30 29 30 28 30 30 28 28 31 28 30 27 292 6 Meses N Sob (%) Altura (cm) 28 100 120 ± 39 29 97 53 ± 13 28 97 64 ± 22 18 60 25 ± 11 26 93 131 ± 33 27 90 38 ± 18 26 87 107 ± 38 16 57 20 ± 8 14 52 29 ± 18 14 44 19 ± 6 10 37 35 ± 19 8 26 32 ± 50 6 24 14 ± 8 196 67 Ni = quantidade de mudas no plantio. N = quantidade de mudas analisadas aos 6, 12 e 18 meses 48 12 Meses 18 Meses Diâmetro (cm) N Sob (%) Altura (cm) Diâmetro (cm) N Sob (%) Altura (cm) Diâmetro (cm) 2,32 ± 0,83 15 52 167 ± 1,27 3,54 ± 1,27 17 59 163 ± 44 3,58 ± 1,13 1,38 ± 0,35 11 35 57 ± 0,34 1,48 ± 0,34 11 35 54 ± 30 1,75 ± 0,52 0,90 ± 0,27 8 28 74 ± 0,37 1,14 ± 0,37 5 17 52 ± 35 1,12 ± 0,43 0,32 ± 0,12 2 7 21 ± 0,14 0,40 ± 0,14 1 3 50 ± 0,00 1,00 ± 0,00 1,15 ± 0,31 9 31 157 ± 0,52 1,71 ± 0,52 13 45 166 ± 58 1,99 ± 0,88 0,35 ± 0,18 0 0 1,08 ± 0,32 8 27 117 ± 0,26 1,31 ± 0,26 6 20 74 ± 45 2,17 ± 1,05 0,60 ± 0,19 2 7 52 ± 0,21 0,35 ± 0,21 1 4 50 ± 0,00 1,00 ± 0,00 0,55 ± 0,22 3 10 28 ± 0,15 0,47 ± 0,15 2 7 56 ± 10,61 0,80 ± 0,28 0,34 ± 0,17 3 9 22 ± 0,06 0,57 ± 0,06 1 3 81 ± 0,00 0,60 ± 0,00 0,53 ± 0,29 1 4 87 ± 0,00 1,40 ± 0,00 1 4 80 ± 0 1,40 ± 0,00 0,49 ± 0,36 0 0 0,32 ± 0,08 0 0 47 16 45 15 4.31 Plantio com trato cultural – Área 4 A irrigação do plantio na época da seca proporcionou ao plantio sobrevivência média das mudas acima de 70% porém, somente Enterolobium contortirsiliquum e Tapirira guianensis tiveram crescimento acima de um metro, ou seja, as demais mudas das outras espécies apresentaram altura no entorno de 86 cm de altura (Tabela 4.7). Nessa área pouca variação da altura média das mudas dentro da mesma espécie. Indicando assim, que dentro do mesmo grupo de espécie houve crescimento mais uniforme entre os indivíduos. Porém, os maiores erros padrões da média foram para as espécies que apresentaram as menores médias em altura e menor taxa de sobrevivência, aos 18 meses. Nessa área espécies Enterolobium contortirsiliquum e Tapirira guianensis foram as espécies que apresentaram taxa de sobrevivência acima de 90% e crescimento médio acima de 100 cm. Logo, nessas condições de plantio foram as espécies que sobressaíram no plantio. Assim, as mesmas poderiam ser classificadas como pioneira antrópica. No caso de Anadenanthera falcata, Dalbergia nigra, Hymenaea stilbocarpa, Astronium urundeuva e Copaifera langsdorffii, nessa situação de plantio se comportaram como não pioneiras antrópicas (Figura 4.7). Porém, Sterculia striata e Swietenia macrophylla, mesmo com tratos culturais intensivos não tiveram desenvolvimento satisfatório. No caso de Swietenia macrophylla não apresentou bom desenvolvimento apesar de ser uma espécie muito procurada para compor programas de recomposição de áreas alteradas de matas ribeirinhas. Assim, para que essa espécie seja utilizada em programas de recomposição deve haver mais estudos de campo. Neste caso, foi observado que os tratos culturais tiveram efeito positivo na sobrevivência e no crescimento da maioria das espécies (Figura 4.7). Essa prática favoreceu principalmente, Hymenaea stilbocarpa que apresentou sobrevivência média acima de 80%, dos 6 aos 18 meses e bom desenvolvimento das mudas tanto em altura quanto em diâmetro. Ressalta–se que as outras 12 espécies apresentaram maior variação na sobrevivência, mas os crescimentos das mudas foram mais uniformes. 49 Sobrevivência (%) Desenvolvimento das Espécies aos 18 Meses 100 90 80 70 60 50 40 30 20 10 0 Au Hs Ga Dn Rg Cl Af Ec Tg Cb Ss 0 Sm Os 50 100 150 200 Altura (cm) Figura 4.7 – Sobrevivência e altura média aos 18 meses das 13 espécies que foram plantadas em 1999 (área 4). 50 Tabela 4.7 – Valores médios da sobrevivência (Sob%), crescimento médio e desvio padrão (±) aos 6, 12 e 18 meses de idade de 9 espécies nativas e 4 exóticas às de Matas de Galeria, que houve tratos culturais, plantadas em 1999 (área 4). Nome Científico Enterolobium contorsiliquum (Vell.) Moro. Rapanea guianensis Aubl. Tapirira guianensis Aubl. Anadenanthera falcata (BentH.) Speg. Astronium urudeuva Fr. Allem. Genipa amaricana L. Dalbergia nigra (Franz.)Allen. Hymenaea stilbocarpa Hayne Calophyllum brasiliense Camb. Ormosia stipularis Ducke Copaifera langsdorffii Desf. Sterculia striata St. Hil et Naund Swietenia macrophylla King Total Ni 46 45 43 44 43 47 45 45 47 46 44 41 46 490 N 45 44 42 43 41 43 42 41 42 40 37 31 33 523 Sob (%) 97 97 97 97 95 91 92 90 88 86 83 74 72 6 Meses Altura (cm) 106 + 35 31 + 22 106 + 34 105 + 39 22 + 17 38 + 15 53 + 34 59 + 13 30 + 20 23 + 16 30 + 24 15 + 6 20 + 8 Ni = quantidade de mudas no plantio. N = quantidade de mudas analisadas aos 6, 12 e 18 meses 51 Diâmetro (cm) 1,37 + 0,47 0,75 + 0,22 1,20 + 0,25 1,00 + 0,23 0,39 + 0,20 1,26 + 0,38 0,78 + 0,31 0,90 + 0,29 0,50 + 0,14 0,75 + 0,25 0,61 + 0,30 0,40 + 0,14 0,50 + 0,18 N 44 40 40 38 36 43 41 39 27 29 33 17 19 445 Sob (%) 96 89 93 86 83 91 90 86 58 64 74 42 50 12 Meses Altura (cm) Diâmetro (cm) 124 + 35 1,81 + 0,91 63 + 22 1,3 + 0,43 122 + 34 2,53 + 3,09 101 + 39 1,32 + 0,51 39 + 17 0,6 + 0,29 55 + 15 1,73 + 0,52 69 + 34 1,28 + 0,57 70 + 13 1,39 + 0,42 50 + 20 0,76 + 0,26 36 + 16 1,17 + 0,36 50 + 24 1,00 + 0,43 22 + 6 0,53 + 0,13 29 + 9 0,71 + 0,16 N 43 37 41 39 35 42 38 40 27 20 33 16 16 426 Sob (%) 94 82 96 88 80 89 85 89 58 43 74 40 34 18 Meses Altura (cm) 120 + 46 72 + 21 132 + 36 86 + 41 33 + 17 45 + 20 75 + 38 75 + 14 60 + 23 43 + 22 51 + 22 21 + 6 31 + 8 Diâmetro (cm) 2,12 + 1,20 1,32 + 0,38 2,36 + 0,71 1,33 + 0,52 0,54 + 0,40 1,92 + 0,69 1,49 + 0,69 1,52 + 0,53 1,02 + 0,38 1,25 + 0,67 0,91 + 0,50 0,54 + 0,40 0,68 + 0,20 Conforme pode ser observado na Figura 4.7, as espécies da área apresentaram, aos 18 meses, maiores índices de sobrevivência, altura e diâmetro em relação a maioria das espécies plantadas nas áreas onde não houve tratos culturais (área 1, 2 e 3). Fato este que pode ser atribuído às práticas de irrigação, combate às formigas e coroamento, o que, em conjunto, favoreceram o estabelecimento das mudas (Anexo J). 4.4 – Avaliação das espécies em uma área com diferentes tratos culturais (pós–plantio) – Área 5 Notou–se que, na subárea 5.1, 8 das 13 espécies alcançaram, aos 18 meses de idade média de sobrevivência igual ou superior à 60%, sendo essas: Genipa americana (94%), Tabebuia serratifolia (100%), Pouteria ramifolia (95%), Machaerium aculeatum (71%), Swartzia oblata (82%), Tapirira guianensis (71%), Hymenaea stilbocarpa (89%) e Anadenanthera colubrina (84%), com alturas médias de 221 cm, 332 cm, 170 cm, 264 cm, 207 cm, 342 cm, 177 cm e 334 cm, respectivamente (Tabela 4.8). A espécie Rapanea guianensis apresentou índice de sobrevivência de 53%, com altura média de 261 cm. As espécies Clusia criuva, Copaifera langsdorffii e Euterpe edulis apresentaram as menores médias de sobrevivência aos 18 meses (37%, 28% e 16%, respectivamente) sendo que o crescimento médio em alturas foram de 87 cm, 92 cm e 30 cm, respectivamente. Aos 24 meses, todas as mudas de Euterpe edulis morreram (Tabela 4.8). Mourão (2000), que também realizou estudo de acompanhamento do plantio nessa área, concluiu que a alta taxa de sobrevivência associada ao bom crescimento em altura e diâmetro, principalmente, na subárea 5.1 pode ser atribuído aos tratos culturais dispensados ao plantio como irrigação, aração, gradagem e calagem. Devido aos tratos culturais nesta área pode–se aproveitar todos os dados coletados nas avaliações de campo. Os dados coletados na subárea 5.1 mostram claramente que em plantios onde há preparo do solo e tratos culturais, principalmente práticas de irrigação no período da seca (pelo menos uma ou duas vezes por semana), controle de gramíneas invasoras e combate a formigas cortadeiras, proporcionam aos plantios maior desenvolvimento tanto em altura quanto em uma maior taxa sobrevivência (Figura 4.8). Porém, mesmo havendo tratos culturais Euterpe edulis, Salacia elliptica, Clusia criuva e Copaifera langsdorffii apresentaram sobrevivência abaixo de 40%, aos 18 meses, indicando possível inviabilidade da utilização dessas espécies em condição de plantios a pleno sol, pois mesmo em condições de tratos culturais mais essas espécies apresentaram crescimento reduzido (Fonseca et al, 2001). 52 100 90 80 70 60 50 40 30 20 10 0 Pr Hs Desenvolvimento das Espécies aos 24 Meses Ts Ga Ac So Ma Tg Sobrevivência (%) Sobrevivência (%) Desenvolvimento das Espécies aos 18 meses Rg Se Cc Cl 100 90 80 70 60 100 200 300 400 Ts Hs Ac Ga So Ma1 Tg Rg 50 40 30 20 10 0 Eu 0 Pr Cc Cl Se Ee 0 100 200 Altura (cm) 300 400 500 Altura (cm) Desenvolvimento das Espécies aos 30 Meses 100 Pr Sobrevivência 90 80 70 Ts Ga Ac Hs So Ma Tg 60 Rg 50 40 30 20 Se Cl Cc 10 Ee 0 0 100 200 300 400 500 600 Altura (cm) Figura 4.8 – Sobrevivência e altura média aos 18, 24 e 30 meses das 13 espécies que foram plantadas em 1998 (subárea 5.1). Por outro lado, essas práticas favoreceram o estabelecimento de Genipa americana, Tabebuia serratifolia, Pouteria ramifolia, Hymenaea stilbocarpa, Swartzia oblata, Anadenanthera colubrina, Tapirira guianensis e Machaerium aculeatum, pois as mudas aos 30 meses apresentaram altura média acima de 2 metros e sobrevivência mínima de 71% (Figura 4.8). Logo, estas espécies comportaram–se como pioneiras antrópicas e somente Rapanea guianensis comportou–se como não pioneira antrópica. Na subárea 5.2 observa–se que, aos 18 meses de idade, as espécies alcançaram a segunda maior média de crescimento (72 cm), porém não se diferenciando significativamente 53 da subárea 5.3 (65 cm) e sendo superior à subárea 5.4 (43 cm). A sobrevivência média dessa subárea foi de 33%, sendo superadas pelas subárea 5.1 (65%) e subárea 4 (43%). Nessa subárea 5.2, aos 18 meses de idade, apenas 5 das 13 espécies obtiveram índice de sobrevivência acima de 60%: Genipa americana (100%), Tabebuia serratifolia (100%), Hymenaea stilbocarpa (73%), Pouteria ramifolia (67%) e Anadenanthera colubrina (67%), com as respectivas alturas médias de 109 cm, 108 cm, 128 cm, 118 cm e 128 cm. A espécie Copaifera langsdorffii apresentou sobrevivência de 75% porém crescimento lento, 64 cm, o qual foi próximo ao crescimentos das espécies que apresentaram baixa sobrevivência (Tabela 4.9). Na subárea 5.2 ocorreu mais mortalidade devido a capina não seletiva, pois algumas mudas de Copaifera langsdorffii, Salacia elliptica e Clusia criuva foram capinadas, pois, como mencionado na descrição dessa subárea, o proprietário fazia também uso agrossilvicultural, como por exemplo, plantio intercalado de milho. Quanto ao comportamento sucessional observou–se que Genipa americana, Tabebuia serratifolia, Hymenaea stilbocarpa e Anadenanthera colubrina se comportaram como pioneira antrópica (Figura 4.9). Sobrevivência (%) Desaenvolvimento das Espécies aos 18 Meses 100 90 80 70 60 50 40 30 20 10 0 Ga Cl Pr So Ts Hs Rg Cc Se Ma Pr Tg Ee 0 50 100 150 200 Altura (cm) Figura 4.9 – Sobrevivência e altura média aos 18 meses das 13 espécies que foram plantadas em 1998 (subárea 2). 54 A subárea 5.3, aos 18 meses de idade, apresentou a terceira maior média de crescimento em altura com 77 cm, sendo superior ao da subárea 5.4, com média de 62 cm de altura. Por outro lado, comparando a média de sobrevivência, esta subárea apresentou a média mais baixa (32%), em relação às outras subáreas, porém sendo muito próxima a média alcançada na subárea 2 (33%). Apenas 2 espécies alcançaram médias de sobrevivência acima de 60%, aos 18 meses de idade, as quais foram Hymenaea stilbocarpa (90%) e Anadenanthera macrocarpa (67%) e altura média de 85 cm e 106 cm, respectivamente. Machaerium aculeatum, Clusia criuva e Euterpe edulis apresentaram médias de sobrevivência de 15%, 9% e 8%. O crescimento médio foi de 138, 37 e 40 cm (Tabela 4.10). Todas as mudas de Copaifera langsdorffii e Salacia elliptica aos 18 meses estavam mortas. Os tratos culturais nesta subárea se resumiram ao coroamento na época do plantio, portanto as espécies, aos 12 e 18 meses de idade, ficaram submetidas à competição com braquiária alto, existente desde a época do plantio, o que pode ter comprometido o crescimento e sobrevivência das espécies plantadas. Na subárea 5.3, aos 18 meses, nenhuma espécie teve o comportamento de pioneira antrópica, principalmente por causa do Brachiaria decumbens e, pela análise preliminar, esta vegetação influenciou o desenvolvimento tanto em altura quanto em diâmetro das espécies. Logo, as espécies que se destacaram nestas condições foram: Hymenaea stilbocarpa, Genipa americana (64%) e Tabebuia serratifolia (55%) apresentaram as maiores taxas de sobrevivência, 90%,64% e 55%, respectivamente. Portanto, essas espécies poderiam ser classificadas como não pioneira antrópicas. Nessa área as espécies que apresentaram maior erro padrão da média foram Rapanea guianensis (138 ± 117 cm), Machaerium aculeatum (62 ± 49 cm) e Anadenanthera colubrina (92 ± 45 cm), conforme pode ser observado na Tabela 4.10. Assim, Machaerium aculeatum, Clusia criuva, Copaifera langsdorffii, Rapanea guianensis, Salacia elliptica e Euterpe edulis não são indicadas para plantios de áreas degradadas onde há muita competição com Brachiaria decumbens e/ou outras gramíneas tão competitivas por nutrientes e luz 55 Sobrevivência (%) Desenvolvimento das Espécies aos 18 Meses 100 90 80 70 60 50 40 30 20 10 0 Hs Ac Ga Ts Pr Cl, Se Cc Ee 0 50 Tg Ma So 100 Rg 150 200 Altura (cm) Figura 4.10 – Sobrevivência e altura média aos 18 meses das 13 espécies que foram plantadas em 1998 (subárea 5.3). 56 Tabela 4.8 – Valores médios da sobrevivência (Sob%), crescimento médio e desvio padrão (±) dos 6 aos 30 meses de idade de 10 espécies nativas e 3 exóticas às de Matas de Galeria, em uma onde houve tratos culturais plantadas (Subárea 5.1), Plantio de 1998. Nome Científico 6 meses 12 meses Sob. Altura (cm) (%) Ni N Sob. (%) Genipa americana L. 18 18 100 78 +30 2,87 + 0,93 17 94 Tabebuia serratifolia (Vahl) Nich. 19 19 100 135 + 60 4,53 + 1,50 19 Pouteria raminifolia Radlk. 18 17 95 67 + 22 1,34 + 0,29 Hymenaea stilbocarpa Hayne 17 16 94 86 + 21 Swartzia oblata Cowan 17 16 94 Anadenanthera colubrina (Vell.) Brenan 20 18 Tapirira guianensis Aubl. 17 Rapanea guianensis Aubl. Altura (cm) DAS (cm) 24 meses DAS (cm) N N 183 + 61 4,96 + 1,29 17 94 221 + 73 6,28 + 1,39 15 83 297 + 79 6,91 + 1,72 17 94 317 + 106 100 273 + 69 8,09 + 1,66 19 100 332 + 82 9,67 + 2,33 18 95 396 + 114 11,11 + 3,1 19 100 420 + 105 17 95 138 + 55 3,26 + 0,85 17 95 170 + 45 4,32 + 1,16 16 89 188 + 44 4,57 + 1,07 17 95 190 + 59 1,72 + 0,66 16 94 132 + 42 4,23 + 1,32 15 89 178 + 67 5,14 + 1,57 14 83 213 + 76 6,15 + 1,87 13 78 231 + 83 77 + 240 1,67 + 0,56 15 88 171 + 69 3,57 + 1,55 13 76 207 + 74 3,92 + 1,41 12 71 212 + 46 4,32 + 2,08 12 71 229 + 49 89 108 + 51 1,80 + 0,88 17 84 248 + 102 5,70 + 2,81 17 84 334 + 111 7,43 + 3,07 17 84 459 + 159 10,83 + 4,66 17 84 519 + 163 12 71 131 + 21 2,56 + 0,34 11 65 254 + 34 5,58 + 1,39 12 71 346 + 72 7,02 + 2,05 12 71 378 + 60 7,96 + 1,83 12 71 425 + 97 19 13 68 93 + 37 1,93 + 0,61 13 68 203 + 53 4,88 + 2,28 10 53 261 + 43 7,85 + 2,67 10 53 270 + 32 7,86 + 2,86 10 53 278 + 32 Machaerium aculeatum Raddi 17 11 65 91 + 45 1,94 + 0,74 12 71 207 + 64 3,50 + 1,35 12 71 264 + 89 4,53 + 1,69 11 65 309 + 95 5,83 + 2,04 12 71 353 + 115 Clusia criuva Camb. 20 13 63 36 + 9 1,38 + 1,75 8 42 74 + 12 1,61 + 0,38 7 37 87 + 9 2,07 + 0,99 5 26 106 + 19 2,30 + 0,66 3 16 129 + 30 Euterpe edulis Mart. 20 9 47 14 + 9 1,56 + 0,33 6 32 82 +110 2,13 + 0,65 3 16 30 + 10 2,67 + 0,83 0 0 Copaifera langsdorffii Desf. 19 6 33 28 + 14 0,68 + 0,23 5 28 82 + 28 1,58 + 0,64 5 28 92 + 28 2,10 + 0,86 5 28 129 + 41 2,54 + 1,12 5 28 159 + 54 Salacia elliptica (Mart.) Don 18 6 33 21 + 6 0,55 + 0,23 5 28 30 + 15 1,02 + 0,33 5 28 49 + 20 1,36 + 0,40 5 28 53 + 29 1,16 + 0,54 5 28 59 + 36 Total 239 174 73 162 68 153 65 141 60 143 60 N = quantidade de mudas analisadas aos 6, 12 e 18 meses. 57 DAS (cm) N Sob. (%) Altura (cm) 30 meses Sob. Altura (cm) (%) DAS (cm) Ni = quantidade de mudas no plantio. N 18 meses Sob. Altura (cm) (%) Tabela 4.9 – Valores médios da sobrevivência (Sob%), crescimento médio e desvio padrão (±) aos 6, 12 e 18 meses de idade de 10 espécies nativas e 3 exóticas às de Matas de Galeria, em uma onde houve tratos culturais plantadas (Subárea 5.2), Plantio de 1998. Nome Científico Ni N Sob. (%) 6 meses Altura DAS (cm) (cm) Genipa americana L. 10 10 100 41 + 10 1,79 + 0,31 10 100 63 + 15 2,00 + 0,71 10 100 109 + 26 3,03 + 0,93 Machaerium aculeatum Raddi 10 10 100 36 + 8 0,53 + 0,09 6 60 81 + 33 1,20 + 0,61 5 50 108 + 82 3,12 + 2,79 Swartzia oblata Cowan 11 11 100 30 + 14 0,58 + 0,26 7 64 44 + 39 1,19 + 0,68 6 55 Tabebuia serratifolia (Vahl) Nich. 10 10 100 45 + 10 1,93 + 0,49 10 100 83 + 22 2,63 + 0,75 10 100 128 + 37 3,87 + 1,38 Pouteria raminifolia Radlk. 9 8 89 29 + 9 0,54 + 0,18 7 78 37 + 13 0,86 + 0,24 6 67 Hymenaea stilbocarpa Hayne 11 9 82 86 + 22 1,32 + 0,43 9 82 92 + 19 1,60 + 0,49 8 73 118 + 42 2,02 + 0,56 Tapirira guianensis Aubl. 10 8 80 41 + 23 0,74 + 0,31 4 40 87 + 44 1,48 + 0,49 5 50 144 + 85 2,00 + 0,58 Rapanea guianensis Aubl. 10 7 70 28 + 13 0,56 + 0,11 4 40 59 + 10 0,93 + 0,31 6 60 Anadenanthera colubrina (Vell.) Brenan 9 6 67 49 + 28 0,82 + 0,75 6 67 66 + 40 0,93 + 0,33 6 67 126 + 58 2,22 + 0,95 Copaifera langsdorffii Desf. 9 5 50 16 + 4 0,43 + 0,10 5 50 51 + 18 0,90 + 0,38 7 75 64 + 22 1,47 + 1,02 Salacia elliptica (Mart.) Don 10 5 50 22 + 9 0,42 + 0,04 5 50 60 + 27 0,76 + 0,32 5 50 88 + 37 1,54 + 0,75 Clusia criuva Camb. 11 5 45 23 + 7 0,70 + 0,21 2 18 51 + 24 0,87 + 0,39 6 55 96 + 62 1,92 + 1,01 Euterpe edulis Mart. 10 3 27 11 + 1 1,03 + 0,25 3 27 39 + 25 1,08 + 0,60 3 27 93 + 88 3,60 + 1,59 Total 130 96 74 77 59 82 63 Ni = quantidade de mudas no plantio. N = quantidade de mudas analisadas aos 6, 12 e 18 meses 58 N 12 meses Sob. Altura DAS (cm) (%) (cm) N 18 meses Sob . Altura DAS (cm) (%) (cm) 69 + 62 1,75 + 0,93 59 + 19 1,23 + 0,37 89 + 14 1,82 + 0,84 Tabela 4.10 – Valores médios da sobrevivência (Sob%), crescimento médio e desvio padrão (±) aos 6, 12 e 18 meses de idade de 10 espécies nativas e 3 exóticas às de Matas de Galeria, que não houve tratos culturais, plantadas em 1998 (subárea 5.3). Nome Científico Ni N 6 meses Altura Sob. (%) (cm) DAS (cm) N 12 meses Altura Sob. (%) (cm) DAS (cm) N 18 meses Altura Sob . (%) (cm) DAS (cm) Genipa americana L. 12 11 91 39 + 13 1,66 + 0,29 11 91 55 + 20 2,17 + 0,50 8 64 66 + 18 1,63 + 0,71 Pouteria raminifolia Radlk. 12 11 91 30 + 7 0,61 + 0,14 7 55 40 + 12 0,80 + 0,27 5 45 43 + 13 0,66 + 0,18 Swartzia oblata Cowan 11 10 91 37 + 10 0,66 + 0,21 6 55 45 + 18 1,12 + 0,30 1 9 100 + 0,0 0,80 + 0,00 Tabebuia serratifolia (Vahl) Nich. 12 11 91 40 + 13 1,68 + 0,57 11 91 74 + 27 2,21 + 0,58 7 55 74 + 33 2,02 + 0,76 Hymenaea stilbocarpa Hayne 11 10 90 74 + 13 1,20 + 0,34 11 100 83 + 18 1,34 + 0,43 10 90 85 + 24 1,27 + 0,54 Anadenanthera colubrina (Vell.) Brenan 12 10 83 42 + 26 0,52 + 0,25 7 58 79 + 33 0,90 + 0,44 8 67 106 + 40 1,34 + 0,84 Tapirira guianensis Aubl. 11 9 83 42 + 14 0,80 + 0,16 6 50 63 + 19 1,17 + 0,33 5 42 92 + 45 1,40 + 0,62 Machaerium aculeatum Raddi 15 11 71 31 + 10 0,58 + 0,27 6 43 52 + 35 0,65 + 0,21 2 14 62 + 49 0,65 + 0,21 Clusia criuva Camb. 11 6 55 22 + 5 0,73 + 0,21 2 18 40 + 4 1,10 + 0,14 1 9 37 + 0 0,60 + 0,00 Copaifera langsdorffii Desf. 11 5 42 14 + 4 0,40 + 0,07 1 8 30 + 0 0,50 + 0,00 0 0 Rapanea guianensis Aubl. 12 5 38 37 + 13 0,68 + 0,15 2 15 107 + 74 2,20 + 1,98 2 15 Salacia elliptica (Mart.) Don 10 2 22 21 + 3 0,35 + 0,07 1 11 38 + 0 1,00 + 0,00 0 0 Euterpe edulis Mart. 13 1 8 14 + 6 1,35 + 0,49 1 8 66 + 0 2,20 + 0,00 1 8 Total 153 101 66 70 46 49 32 Ni = quantidade de mudas no plantio. N = quantidade de mudas analisadas aos 6, 12 e 18 meses 59 138 + 117 1,25 + 0,92 40 + 0 2,30 + 0,00 A subárea 5.4, aos 18 meses de idade, apresentou média de sobrevivência (43%), sendo superior à subárea 5.3 (32%). Nesse caso, vale a pena ressaltar que a sobrevivência foi boa para as duas áreas não manejadas, pois quando comparada com a área 5.3, nas mesmas condições de tratos culturais, essa apresentou apenas 15% de sobrevivência para o mesmo período (18 meses). Apenas 5 das 13 espécies tiveram taxa de sobrevivência superior aos 60%, ou seja, Tabebuia serratifolia (86%), Genipa americana (82%), Hymenaea courbaril (82%), Tapirira guianensis (69%) e Swartzia oblata (69%). Porém o crescimento médio em altura para as espécies foi muito irregular, haja vista que nessa área havia mudas de Anadenanthera colubrina com 61 cm de altura até 123 cm (Tabela 4.10). As espécies Rapanea guianensis e Clusia criuva, apresentaram sobrevivência média de 9% e 8% e alturas de 30 cm e 40 cm, respectivamente. Euterpe edulis obteve 0% de sobrevivência (Tabela 4.11). Semelhante à subárea 5.3, o coroamento realizado na subárea 4 foi feito apenas na época do plantio. Portanto, as espécies aos 12 e 18 meses de idade, entraram em competição com o Brachiaria decumbens, o que pode ter comprometido o crescimento e sobrevivência das mudas. As espécies que se destacaram nesta condição de plantio foram Hymenaea stilbocarpa, Tabebuia serratifolia, Tapirira guianensis Aubl., conforme pode ser observado na Figura 4.11. Desenvolvim ent o das espécies ao s 18 Meses 100 Sobrevivência (%) 90 T s1 80 Ga 70 Tg 60 Hs So1 Pr 50 40 Ac Ma1 30 20 Cl Rg 10 Cc Ee, Se 0 0 20 40 60 80 100 120 140 160 180 2 00 Alt ura (cm ) Figura 4.11 – Sobrevivência e altura média aos 18 meses das 13 espécies que foram plantadas em 1998 (subárea 5.4) 60 Tabela 4.11 – Valores médios da sobrevivência (Sob%), crescimento médio e desvio padrão (±) aos 6, 12 e 18 meses de idade de 10 espécies nativas e 3 exóticas às de Matas de Galeria, que não houve tratos culturais, plantadas em 1998 (subárea 5.4). Nome Científico Ni N Sob. (%) 6 meses Altura (cm) DAS (cm) 12 meses Altura N Sob. (%) (cm) DAS (cm) N Sob . (%) 18 meses Altura (cm) DAS (cm) Genipa americana L. 17 17 100 39 + 8 1,69 + 0,29 14 82 46 + 12 1,95 + 0,45 14 82 48 + 11 1,67 + 0,49 Hymenaea stilbocarpa Hayne 12 12 100 80 + 26 1,35 + 0,36 11 91 88 + 25 1,50 + 0,28 10 82 91 + 30 1,31 + 0,31 1,95 + 0,70 14 100 72 + 22 2,60 + 1,25 12 86 72 + 22 1,96 + 0,54 0,76 + 0,30 11 85 34 + 30 1,10 + 0,37 9 69 77 + 23 1,16 + 0,46 0,48 + 0,15 Tabebuia serratifolia (Vahl) Nich. 14 14 100 50 + 13 Tapirira guianensis Aubl. 13 13 100 47 + 20 Pouteria raminifolia Radlk. 14 13 92 25 + 8 8 54 34 + 17 0,70 + 0,26 8 54 30 + 12 0,51 + 0,13 Swartzia oblata Cowan 13 12 92 40 + 14 0,64 + 0,22 11 85 45 + 21 2,00 + 2,99 9 69 49 + 18 0,64 + 0,32 Machaerium aculeatum Raddi 14 12 86 42 + 15 0,59 + 0,20 10 71 49 + 24 0,70 + 0,18 5 36 58 + 24 0,70 + 0,19 0,40 + 0,08 4 42 63 + 24 0,60 + 0,27 4 42 87 + 26 0,94 + 0,58 Anadenanthera colubrina (Vell.) Brenan 10 6 58 37 + 15 Clusia criuva Camb. 14 8 54 20 + 5 0,76 + 0,19 2 15 30 + 7 0,90 + 0,07 1 8 41 + 0 0,50 + 0,00 Copaifera langsdorffii Desf. 13 4 31 16 + 5 0,35 + 0,06 2 15 26 + 4 0,50 + 0,14 2 15 27 + 6 0,40 + 0,00 Rapanea guianensis Aubl. 11 3 27 24 + 7 0,50 + 0,10 2 18 36 + 8 0,70 + 0,28 1 9 30 + 0 0,50 + 0,00 Salacia elliptica (Mart.) Don 15 2 13 20 + 4 0,35 + 0,07 0 0 0 0,0 0 0 0 0,00 Euterpe edulis Mart. 14 1 7 11 + 0 1,00 + 0,00 0 0 0 0,0 0 0 0 0,00 Total 174 116 89 51 75 43 66 Ni = quantidade de mudas no plantio. N = quantidade de mudas analisadas aos 6, 12 e 18 meses 61 Conforme pode ser observado na Figura 4.12, as espécies da subárea 5.1 apresentaram os maiores índices de sobrevivência, altura e diâmetro. Fato este que pode ser atribuído às práticas de irrigação, combate às formigas e coroamento, o que, em conjunto, favoreceram o estabelecimento das mudas. Porém, mesmo havendo tratos culturais Euterpe edulis, Copaifera langsdorffii e Salacia elliptica apresentaram baixa taxa de sobrevivência e crescimento aos 18 meses. Portanto, essas espécies não seriam indicadas para plantios de recuperação de Matas de Galeria que apresente condições semelhantes aos das áreas estudadas. Genipa americana L. Genipa Americana L. 400 8,00 80 60 40 20 0 300 6,00 DAS (cm) 100 Altura (cm) Sobrevivência (%) Genipa americana L. 200 100 12 18 6 12 Meses 6 18 300 DAS (cm) Altura (cm) Sobrevivência (%) 400 200 100 6 12 Meses 6,00 DAS (cm) Altura (cm) Sobrevivência (%) 8,00 300 200 100 6 12 6 12 Meses Hymenaea stilbocarpa Hayne 400 8,00 300 6,00 DAS (cm) Altura (cm) 18 Meses Hymenaea stilbocarpa Hayne 200 100 4,00 2,00 0,00 6 18 12 18 6 12 Meses Meses Swartzia oblata Cowan 18 Meses Swartzia oblata Cowan Swartzia oblata Cowan 400 8,00 300 DAS (cm) 100 80 60 40 20 0 Altura (cm) Sobrevivência (%) 2,00 18 0 12 4,00 0,00 18 100 80 60 40 20 0 18 Pouteria ramifolia Radlk. 400 Hymenaea stilbocarpa Hayne 6 12 Meses Pouteria ramifolia Radlk. Meses Sobrevivência (%) 6 18 0 12 6,00 4,00 2,00 Meses Pouteria ramifolia Radlk. 6 10,00 8,00 0,00 0 18 100 80 60 40 20 0 18 Tabebuia serratifolia (Vahl) Nich. Tabebuia serratifolia (Vahl) Nich. 100 80 60 40 20 0 12 12 Meses Meses Tabebuia serratifolia (Vahl) Nich. 6 2,00 0,00 0 6 4,00 200 100 0 6 12 Meses 18 6,00 4,00 2,00 0,00 6 12 Meses 18 6 12 18 Meses 62 Tapirira guianensis Aubl. 400 8,00 300 6,00 200 100 0 6 12 18 8,00 6,00 200 100 18 12 18 6 4,00 3,00 2,00 DAS (cm) 5,00 80 60 40 20 0 6 12 6 18 6,00 DAS (cm) Altura (cm) 8,00 300 200 100 0 12 18 6 8,00 300 6,00 DAS (cm) 400 200 100 4,00 2,00 0,00 6 12 18 Meses Meses ■ subárea 5.1 18 Anadenanthera colubrina (Vell.) Brenan 0 18 12 Meses Anadenanthera colubrina (Vell.) Brenan Altura (cm) 100 80 60 40 20 0 12 2,00 Meses Meses 6 4,00 0,00 6 Anadenanthera colubrina (Vell.) Brenan 18 Euterpe edulis Mart. 400 18 12 Meses Euterpe edulis Mart. 50 40 30 20 10 0 12 1,00 0,00 Meses Euterpe edulis Mart. 18 Machaerium aculatum Raddi 100 18 12 Meses Machaerium aculatum Raddi Meses 6 2,00 Meses Altura (cm) 12 4,00 0,00 6 100 80 60 40 20 0 18 Rapanea guianensis Aubl. 0 6 12 Meses DAS (cm) Altura (cm) Sobrevivência (%) 6 300 Machaerium aculatum Raddi Sobrevivência (%) 18 400 Meses Altura (cm) 12 Rapanea guianensis Aubl. 100 80 60 40 20 0 12 2,00 Meses Rapanea guianensis Aubl. 6 4,00 0,00 6 Meses Sobrevivência (%) Tapirira guianensis Aubl. DAS (cm) 100 80 60 40 20 0 Altura (cm) Sobrevivência (%) Tapirira guianensis Aubl. ▲ subárea 5.2 6 12 18 Meses ♦ subárea 5.3 ● Subárea 5.4 Figura 4.12 – Comparação da sobrevivência, altura e diâmetro à altura do solo (DAS) das espécies plantadas na Área 5 dos 6 aos 18 meses de idade, em quatro subáreas com diferentes tipos de tratos culturais, preparo e manejo do solo. 4.5 – Avaliação conjunta dos dados da área 5 63 Nessa análise conjunta dos dados observa–se a importância dos tratos culturais, haja vista que aos 18 meses apenas seis espécies apresentaram sobrevivência acima de 60%, as quais foram: Tabebuia serratifolia (Vahl) Nich. (89%), Genipa americana (86%), Hymenaea stilbocarpa (86%), Pouteria ramifolia (69%), Anadenanthera colubrina e Tapirira guianensis (60%) com as respectivas alturas médias de 189 cm, 125 cm, 128 cm, 107 cm, 194 cm e 211 cm. Neste caso Swartzia oblata apesar de ter apresentado sobrevivência de 56%, poderia ser indicada para plantio de recuperação de Matas de Galeria. Ressalta–se também que devido a taxa de sobrevivência ser igual e/ou superior a 60% e apresentar crescimento acima de 100 cm, essas espécies foram consideradas neste trabalho como sendo pioneiras antrópicas (Figura 4.13). Por outro lado, as espécies que apresentaram a menor taxa de sobrevivência foram: Machaerium aculeatum (44%), Rapanea guianensis (36%), Clusia criuva (28%), Copaifera langsdorffii (25%), Salacia elliptica e Euterpe edulis (13%). No entanto, Copaifera langsdorffii, Salacia elliptica e Euterpe edulis além de apresentarem baixa taxa de sobrevivência, apresentaram também as menores médias em crescimento em altura, 69 cm, 69 cm, e 59 cm. Assim, essas espécies não são indicadas para plantios de recuperação de áreas com grau de degradação semelhante aos que foram analisados por este estudo. Desenvolvimento das Espécies aos 18 Meses 100 Sobrevivência (%) 90 Ga 80 70 Hs Ts Pr 60 Ac Tg So 50 Ma 40 Cl 30 20 Ee 10 Cc Rg Se 0 0 50 100 150 200 250 Altura (cm) Figura 4.13 – Altura e sobrevivência média das 13 espécies aos 18 meses, plantio de 1998 (análise conjunta dos dados). 64 Tabela 4.12 – Valores médios da sobrevivência (Sob.%), crescimento médio e desvio padrão (±) aos 6, 12 e 18 meses de idade de 10 espécies nativas e 3 exóticas às de Matas de Galeria, plantadas em 1998 na área 5 (análise conjunta dos dados). Nome Científico Ni Genipa americana L. 57 Tabebuia serratifolia (Vahl) Nich. 52 Swartzia oblata Cowan 52 Hymenaea stilbocarpa Hayne 50 Pouteria ramifolia Radlk. 52 Tapirira guianensis Aubl. 51 Machaerium aculeatum Raddi 56 Anadenanthera colubrina (Vell.) Brenan 52 Clusia criuva Camb. 53 Rapanea guianensis Aubl. 53 Copaifera langsdorffii Desf. 53 Salacia elliptica (Mart.) Don 50 Euterpe edulis Mart. 56 Total 687 N 56 51 49 46 48 42 44 40 29 28 20 14 15 483 6 Meses Sob (%) Altura (cm) 98 52,2 ± 26 98 77,8 ± 56 94 48,9 ± 26 92 82,3 ± 21 92 42,4 ± 24 83 68,2 ± 43 78 50,6 ± 34 77 70 ± 49 56 27,3 ± 10 53 59,3 ± 40 37 19,3 ± 10 29 21 ± 6 27 13 ± 7 70 Ni = quantidade de mudas no plantio. N = quantidade de mudas analisadas aos 6, 12 e 18 meses. 65 DAS (cm) 2,10 ± 0,79 2,82 1,62 0,97 0,61 1,45 ± 0,52 0,84 ± 0,45 1,26 0,82 0,92 ± 0,72 1,09 ± 0,89 0,99 ± 1,12 1,21 0,79 0,48 ± 0,19 0,45 0,16 1,39 ± 0,37 N Sob (%) 52 91 51 98 39 75 45 90 38 73 32 63 35 62 37 71 18 33 23 43 15 27 13 25 13 23 410 60 12 Meses Altura (cm) 97 ± 71 147 ± 105 93 ± 76 103 ± 36 85 ± 63 131 ± 93 111 ± 84 147 ± 112 57 ± 22 143 ± 82 57 ± 28 47 ± 24 61 ± 73 DAS (cm) 2,99 ± 1,63 4,49 ± 2,96 2,33 ± 2,08 2,46 ± 1,55 1,95 ± 1,35 2,65 ± 2,23 1,76 ± 1,53 2,94 ± 3,01 1,22 ± 0,48 3,26 ± 2,54 1,06 ± 0,59 0,88 ± 0,31 1,65 ± 0,76 N Sob (%) 49 86 46 89 29 56 43 86 36 69 30 60 24 44 35 67 15 28 19 36 14 25 10 19 7 13 357 52 18 Meses Altura (cm) 125 ± 87 189 ± 132 126 ± 92 128 ± 61 107 ± 72 194 ± 135 172 ± 117 211 ± 138 84 ± 40 182 ± 96 69 ± 30 69 ± 33 59 ± 56 DAS (cm) 3,58 ± 2,28 5,49 ± 3,86 2,35 ± 1,78 2,88 ± 2,03 2,56 ± 1,95 3,60 ± 3,01 3,12 ± 2,31 4,21 ± 3,63 1,81 ± 0,99 4,86 ± 3,69 1,55 ± 0,98 1,45 ± 0,55 3,01 ± 1,09 5. CONCLUSÕES As espécies que apresentaram índices de sobrevivência média igual ou acima de 60%, aos 18 meses, independentes de tratos culturais foram: Anadenanthera falcata (88%), Tabebuia serratifolia (87%), Enterolobium contortirsiliquum (81%), Genipa americana (72%), Pouteria ramifolia(69%), Anadenanthera colubrina (68%), Anadenanthera falcata (88%), Hymenaea stilbocarpa (67%) e Myracrodruon urundeuva (64%), Cariana estrellensis (60%), Tapirira guianensis (69%). Assim sendo, essas espécies podem ser indicadas para plantios de recuperação de Matas de Galeria, no Distrito Federal e região do entorno, pois além de apresentarem taxa de sobrevivência dentro do padrão esperado (acima 60%), as mesmas possuem crescimento médio em altura acima de 100 cm e em diâmetro acima de 2,00 cm, o que demonstra que essas espécies desenvolvem–se satisfatoriamente em ambientes antropizados, ou seja, podem ser consideradas como pioneiras antrópicas. Por outro lado, Swartzia oblata, Dalbergia nigra, Calophyllum brasiliense, Triplaris americana, apresentaram sobrevivência entre 50% e 60% e crescimento médio em altura variando de 60 cm a 147 cm e diamétrico de 1,02 a 2,60 cm. Assim, apesar da taxa de sobrevivência não ser alta, estas espécies podem ser utilizadas em plantios de recuperação, porque as mesmas apresentaram desenvolvimento em altura semelhante aos índices estabelecidos nesse estudo, isto é, sobrevivência igual ou acima de 60% e crescimento igual ou acima de 100 cm. Porém, apesar de não aterem alcançado o índice de 60 % de sobrevivência, estas espécies podem ainda ser indicadas podem ser indicadas para plantios de recuperação em áreas semelhantes às áreas desse estudo. Dalbergia miscolobium, Ormosia stipularis, Erytrina fusca, Copaifera langsdorffii, Sterculia striata, Clusia criuva, Swietenia macrophylla, Inga Vera Wild spp. Afinis, Salacia elliptica e Euterpe edulis, nas condições em que os plantios foram conduzidos apresentaram sobrevivência baixa, ou seja, abaixo de 27% e crescimento lento tanto em altura quanto em diâmetro. Assim, essas espécies não devem ser indicadas para plantios de recuperação em áreas onde não há ou quase não há tratos culturais. Nas áreas sem tratos culturais, as espécies que apresentaram sobrevivência acima de 60% foram: Genipa americana, Hymenaea stilbocarpa e Rapanea guianensis. Essas espécies, nessas condições apresentaram crescimento médio entre 70 cm e 90 cm. Logo, nessas condições, elas se comportaram como não pioneiras antrópicas, isto é, apesar de ter índice de sobrevivência de 60%, apresentaram crescimento abaixo de 100 cm, aos 18 meses. Porém, essas espécies ainda poderiam ser potencialmente indicadas para plantios com pouco ou quase 66 nenhum trato cultural. Nas áreas com tratos culturais, a maioria das espécies apresentou sobrevivência acima de 80% e crescimento em altura acima de 100 cm, aos 18 meses,. As espécies que melhor responderam aos tratos culturais foram: Enterolobium contortirsiliquum, Tapirira guianensis, Genipa americana, Tabebuia serratifolia, Pouteria ramifolia, Hymenaea stilbocarpa e Anadenanthera colubrina. Porém, mesmo havendo tratos culturais, algumas espécies não se desenvolveram bem, como por exemplo, Euterpe edulis, Salacia elliptica, Copaifera langsdorffii, Clusia criuva, Swietenia macrophylla, Sterculia striata e Ormosia stipularis. 67 REFERÊNCIAS BIBLIOGRÁFICAS ALMEIDA, D.S. Recuperação ambiental da mata atlântica. Ilhéus: Editus, 2000, 130p. BALENSIEFER, M. Recuperação de áreas degradadas no Brasil. Conselho Nacional da Reserva da Biosfera da Mata Atlântica. 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Área 1 0 Covas -> 1 Linhas 2 3 4 5 6 7 1 2 3 4 5 6 7 8 9 10 11 12 76 1 12 • 4 • 5 15 • 16 • 8 • 9 19 • 1 • 12 • 13 4 • 5 • 16 • 17 8 • 9 • • 13 • 17 • 2 • 6 • 10 2 • 6 • 10 • 14 • 18 • • 14 • 18 • 3 • 7 • 11 3 • 7 • 11 • 15 • 19 • 9 10 0 1 2 3 1 12 • • 2 13 • • 3 14 • • 15 • 16 • • 16 • 1 • 5 • 9 • 13 • 17 • 2 • 6 • 10 • 14 • 18 • 3 • 7 • 11 • 15 • 19 • 4 • 8 • 12 • 16 • 1 • 5 • 9 • 13 • 17 8 • 15 • 19 • 4 • 8 • 12 4 • 8 • 12 • 16 • 1 • 5 • 9 • 13 • 17 • 2 • 6 • 10 • 14 • 18 • 3 • 7 • 11 • 15 • 19 • 4 • 8 • 12 • 16 • 1 • 5 • 9 • 13 • 17 • 2 • 6 • 4 • 2 • 6 • 10 • 14 • 18 10 • 14 • 18 • 3 • 7 • 5 • 3 • 7 • 11 • 15 • 19 • 15 • 19 • 4 • 8 • 6 • 8 • 12 • 16 • 1 16 • 1 • 5 • 9 • 7 • 9 • 13 • 17 • 2 • 2 • 6 • 10 • 8 10 • 14 • 18 • 3 18 • 3 • 7 • 11 • 20 0 9 • 11 • 15 • 19 • 4 19 • 4 • 8 • 12 • • 12 • 16 • 1 • 5 1 • 5 • 9 • 13 • 1 • 13 • 17 • 2 • 6 2 • 6 • 10 • 14 • 2 • 14 • 18 • 3 • 7 • 7 • 11 • 15 • 3 15 • 19 • 4 • 8 • 8 • 12 • 16 • 4 16 • 1 • 5 • 9 5 • 9 • 13 • 17 • 5 • 17 • 2 • 6 • 10 6 • 10 • 14 • 18 • 6 • 18 • 3 • 7 • 11 7 • 11 • 15 • 19 • 7 15 • 19 • 4 • 8 • 12 • 8 • 12 • 16 • 1 • 8 16 • 1 • 5 • 9 • 13 • 9 • 13 • 17 • 2 • 9 17 • 2 • 6 • 10 • 14 6 • 10 • 14 • 18 • 3 • 30 0 1 • 18 • 19 • • 11 • 12 • 3 • • • 11 • • 4 15 • • 16 • 2 ANEXO. B – Croqui Área 2 (esquema geral) – Esquema geral anéis hexagonais com 7 espécies. 77 Area 2 Covas -> 0 1 2 3 4 5 6 7 8 9 10 0 1 2 3 4 5 6 7 8 9 20 0 1 2 3 4 5 6 7 8 9 30 0 1 2 3 Linhas 1 Córrego Jardim ==> 2 2 • 3 3 • 4 • 5 6 • 7 7 • 1 • 9 2 • 3 • Córrego Jardim ==> 5 • 6 • 7 • 1 • 2 • 3 • 4 • 7 • 1 • 2 • 3 • 4 • 5 • 6 • 7 • 1 • 2 • 3 • 4 • 5 • 6 • 2 • 3 • 4 • 5 • 6 • 7 • 1 • 2 • 3 • 4 • 5 • 6 • 7 • 1 • 4 • 5 • 6 • 7 • 1 • 2 • 3 • 4 • 5 • 6 • 7 • 1 • 2 • 3 • 7 • 1 • 2 • 3 • 4 • 5 • 6 • 7 • 1 • 2 • 3 • 4 • 5 • 6 • 7 • 1 • 2 • 3 • 4 • 5 • 6 • 7 • 1 • 2 • 3 • 4 • 5 • 6 • 7 • 1 • 2 • 3 • 4 • 5 • 7 • 1 • 2 • 3 • 4 • 5 • 6 • 7 • 1 • 2 • 15 5 • 6 • 7 • 1 • 2 • 3 • 4 • 5 • 6 • 16 4 • 5 • 6 • 7 • 1 • 2 • 17 19 20 21 3 • 3 • 4 • 5 • 6 • 7 • 18 78 5 • 6 • 7 • 1 • 2 • 3 • 4 • 5 • 6 • 7 • 1 • 7 • 1 • 2 • 3 • 4 • 5 • 2 • 3 • 4 • 5 • 6 • 7 • 1 • 2 • 5 • 6 • 7 • 1 • 2 • 3 • 4 • 5 • 6 • 7 • 1 • 2 • 3 • 4 • 5 • 6 • 7 • 1 • 2 • 3 • 4 • 5 • 6 • 7 • 10 14 <== Córrego Jardim 3 • 4 • 5 • 6 • 7 • 1 • 2 • 3 • 4 • 5 • 6 • 7 • 1 • 2 • 3 • 4 • 5 • 6 • 7 • 1 • 2 • 3 • 4 • 8 13 3 • 4 • 5 • 6 • 7 • 1 • 2 • 1 • 2 • 3 • 4 • 5 • 6 • 7 • 1 • 2 • 3 • 4 • 5 • 6 • 7 • 1 • 2 • 3 • 4 • 5 • 6 • 6 12 3 • 4 • 5 • 6 • 7 • 1 • 2 • 6 • 7 • 1 • 2 • 3 • 4 • 5 • 6 • 7 • 1 • 2 • 3 • 4 • 5 • 6 • 7 • 4 11 6 • 7 • 1 • 2 • 3 • 4 • 5 • 6 • 2 • 3 • 4 • Pontos de Coleta de Solo 1 • 4 • 5 • 6 • 7 • 1 • 2 • 3 • 4 • 5 • 6 • 7 • 1 • 2 • 3 • 4 • 5 • 6 • 7 • 1 • 2 • 5 • 6 • 7 • 1 • 2 • 3 • 4 • 5 • <== Córrego Jardim 6 • 3 • 4 • 5 • 6 • 7 • 1 • 2 • 3 • 4 • 5 • 1 • 2 • 3 • 4 • 5 • 6 • 7 • 1 • 2 • 6 • 7 • 1 • 2 • 3 • 4 • 5 • 6 • 7 • 1 • 4 • 5 • 6 • 7 • 1 • 2 • 3 • 4 • 5 • 6 • 2 • 3 • 4 • 5 • 6 • 7 • 1 • 2 • 3 • 1 • 2 • 3 • 4 • 5 • 6 • 7 • 6 • 7 • 1 • 2 • 3 • 4 • 5 • 5 • 6 • 7 • 1 • 2 • 3 • 4 • 5 • 6 • 7 • 1 • ANEXO. C – Croqui Área 3 (esquema geral) – Esquema geral anéis hexagonais com 13 espécies. Área 3 Covas 0 10 -> 1 2 3 4 5 6 7 8 9 20 0 1 2 3 4 5 6 7 8 9 30 0 1 2 3 4 5 6 7 8 9 40 0 1 2 3 4 5 6 7 8 9 50 0 1 2 3 4 5 6 7 8 9 0 Linhas 1 3 2 6 3 13 • 1 • 2 • 3 • 4 • 5 • 6 13 • 1 • 2 • 9 10 5 1 • 2 • 10 • 11 • 12 13 14 • 4 • 6 • 9 • 1 • 8 • 9 • 10 • 11 • 5 • 6 • 12 • 9 • 10 • 11 • 12 • • 6 • 7 • 8 • 9 17 11 13 • 1 • 2 • 3 • 5 • 9 • 10 • 11 • 12 • • 6 • 7 • 8 • 9 • 9 • 10 • 11 • 12 • • 6 • 7 • 8 • 9 • 10 5 • • 1 • 2 • • 10 • 11 • 12 6 12 • 4 • 1 • 2 • 3 • 4 • 8 • 9 • 10 • 11 • 12 • 13 • 3 • 4 • 5 • 6 • 7 • 8 • 9 • 10 • 13 • 1 • 2 • 3 • 4 • 5 • 6 • • 1 • 2 • 11 • 12 • 13 • • 7 • 8 • 9 • 10 • 11 • 12 • 13 • 1 • 2 • 3 • 4 • 5 • 6 • 7 • 8 • 9 • 10 • 11 • 12 • 13 • 1 • 2 • 3 3 • 4 • 5 • 6 • 7 • 8 • 9 • 10 • 11 • 12 • 13 • 1 • 2 • 3 • 4 • 5 • 6 • 7 • 8 • 9 • 10 • 11 • 12 • 10 • 6 2 • 4 • 5 1 • 2 • 3 • 4 • 5 • 6 • 7 • 8 • 9 • 10 • 11 • 12 • 13 • 1 • 2 • 3 • 4 • 5 • 6 • 7 • 8 • 9 • 10 • 11 • 12 • 13 • 1 • 2 • 3 • 4 • 5 • 6 • 7 • 8 • 9 • 11 • 12 • 13 • 1 • 2 • 3 • 4 • 5 • 6 • 7 • 8 • 9 • 10 • 11 • 12 • 13 • 1 • 2 • 3 • 4 • 5 • 6 • 7 • 8 • 9 • 10 • 11 • 12 • 13 • 1 • 2 • 3 • 4 • 5 • 6 • 7 • 8 • 9 • 10 • 11 • 12 • 2 • 3 • 4 • 5 • 6 • 7 • 8 • 9 • 10 • 11 • 12 • 13 • 1 • 2 • 3 • 4 • 5 • 6 • 7 • 8 • 9 • 10 • 11 • 12 • 13 • 1 • 2 • 3 • 4 • 5 • 6 • 7 • 8 • 9 • 10 • 11 • 12 • 13 • 1 • 2 • 3 • 4 • 5 • 6 • 7 • 8 • 9 • 10 • 11 • 12 • 13 • 1 • 2 • 3 • 4 • 5 • 6 • 7 • 8 • 9 • 10 • 11 • 12 • 13 • 1 • 2 • 3 • 4 • 5 • 6 • 7 • 8 • 9 • 10 • 11 • 12 • 13 • 1 • 2 • 3 • 4 • 5 • 6 • 7 • 8 • 9 • 10 • 11 • • 12 • 13 • 1 • 2 • 3 • 4 • 5 • 6 • 7 • 8 • 9 • 10 • 11 • 12 • 13 • 1 • 2 • 3 • 4 • 5 • 6 • 7 • 8 • 9 • 10 • 11 • 12 • 13 • 1 • 2 • 3 • 4 • 5 • 6 • 7 • 8 • 9 • 10 • 11 • 12 • 13 • 1 • 2 • 3 • 4 • 5 • 6 • 7 • 8 Pontos de Coleta de solo 79 • 1 13 5 2 15 16 • • • • • 9 5 11 12 • 4 4 8 8 7 7 8 • • • 3 Rio Jardim 5 11 2 12 3 4 • • • • • • • • • • ANEXO. D – Croqui Área 4 (esquema geral) – Esquema geral anéis hexagonais com 13 espécies. Área 4 0 Covas -> 1 Linhas 3 4 1 2 3 4 5 • 1Rio Jardim 1 • 2 2 10 • 11 • 3 6 • 7 • 8 4 3 • 4 • 5 12 • 13 • 1 6 9 • 10 • 7 5 • 6 • 7 8 2 • 3 • 9 11 • 12 • 13 10 7 • 8 • 9 • 11 4 • 5 • 6 12 1 • 2 • Pontos de Coleta de solo 4 13 • 10 6 • • 3 12 • • 9 5 • • 2 11 • • 8 4 • • 1 10 • • 7 3 • 80 2 5 • 1 • 7 • 13 • 6 • 12 • 5 • 11 • 4 5 • 11 • 4 • 10 • 3 • 9 • 2 • 8 • 6 • 2 • 8 • 1 • 7 • 13 • 6 • 12 • 5 • 12 • 5 • 11 • 4 • 10 • 3 • 9 • 7 • 9 • 2 • 8 • 1 • 7 • 13 • 6 13 • 6 • 12 • 5 • 11 • 4 • 10 • 8 4 • 10 • 3 • 9 • 2 • 8 • 1 • 7 • 1 • 7 • 13 • 6 • 12 • 5 • 11 • 10 0 9 5 • 11 • 4 • 10 • 3 • 9 • 2 • 8 • 2 • 8 • 1 • 7 • 13 • 6 • 12 • 6 • 12 • 5 • 11 • 4 • 10 • 3 • 9 • 3 • 9 • 2 • 8 • 1 • 7 • 13 • 1 7 • 13 • 6 • 12 • 5 • 11 • 4 • 10 • 4 • 10 • 3 • 9 • 2 • 8 • 1 • 2 8 • 1 • 7 • 13 • 6 • 12 • 5 • 11 • 5 • 11 • 4 • 10 • 3 • 9 • 2 • 3 9 • 2 • 8 • 1 • 7 • 13 • 6 • 12 • 6 • 12 • 5 • 11 • 4 • 10 • 3 • 4 • 3 • 9 • 2 • 8 • 1 • 7 • 13 7 • 13 • 6 • 12 • 5 • 11 • 4 • 5 • 4 • 10 • 3 • 9 • 2 • 8 • 1 • 1 • 7 • 13 • 6 • 12 • 5 • 6 5 • 11 • 4 • 10 • 3 • 9 • 2 9 • 2 • 8 • 1 • 7 • 13 • 6 • 7 • 6 • 12 • 5 • 11 • 4 • 10 • 3 10 • 3 • 9 • 2 • 8 • 1 • 7 • 8 • 7 • 13 • 6 • 12 • 5 • 11 • 4 11 • 4 • 10 • 3 • 9 • 2 • 8 • 20 0 9 • 8 • 1 • 7 • 13 • 6 • 12 • 5 12 • 5 • 11 • 4 • 10 • 3 • 9 • • 9 • 2 • 8 • 1 • 7 • 13 • 6 13 • 6 • 12 • 5 • 11 • 4 • 10 • 1 • 10 • 3 • 9 • 2 • 8 • 1 • 7 1 • 7 • 13 • 6 • 12 • 5 • 11 • 2 • 11 • 4 • 10 • 3 • 9 • 2 • 8 2 • 8 • 1 • 7 • 13 • 6 • 12 • 3 • 12 • 5 • 11 • 4 • 10 • 3 • 9 4 5 6 7 8 30 0 9 1 2 3 4 5 6 7 8 9 40 0 1 2 • 6 • 12 • 5 • 11 • 1 • 11 7 • • 4 13 • • 10 6 • • 3 12 • • 2 • 8 • 1 • 7 • 13 3 4 5 6 7 8 9 50 0 1 Rio Jardim • 9 • 2 • 8 • 1 • 7 • 13 • 13 • 6 • 12 • 5 • 11 • 4 • 10 • 10 • 3 • 9 • 2 • 8 • 1 • 1 • 7 • 13 • 6 • 12 • 5 • 11 • 11 • 4 • 10 • 3 • 9 • 2 • 2 • 8 • 1 • 7 • 13 • 6 • 12 • 12 • 5 • 11 • 4 • 10 • 3 • • 9 • 2 • 8 • 1 • 7 • 13 13 • 6 • 12 • 5 • 11 • 4 • • 10 • 3 • 9 • 2 • 8 • 1 1 • 7 • 13 • 6 • 12 • 5 • • 11 • 4 • 10 • 3 • 9 • 2 2 • 8 • 1 • 7 • 13 • 6 • • 12 • 5 • 11 • 4 • 10 • 3 3 • 9 • 2 • 8 • 1 • 7 • • 13 • 6 • 12 • 5 • 11 • 4 4 • 10 • 3 • 9 • 2 • 8 • • 1 • 7 • 13 • 6 • 12 • 5 5 • 11 • 4 • 10 • 3 • 9 • • 2 • 8 • 1 • 7 • 13 • 6 6 • 12 • 5 • 11 • 4 • 10 • • 3 • 9 • 2 • 8 • 1 • 7 7 • 13 • 6 • 12 • 5 • 11 • • 4 • 10 • 3 • 9 • 2 • 8 8 • 1 • 7 • 13 • 6 • 12 • • 5 • 11 • 4 • 10 • 3 • 9 • 2 • 8 • 1 • 7 • 13 • 6 • 12 • 5 • 11 • 4 • 10 • 3 • 9 • 2 • 8 • 1 • 13 • 6 • 12 • 5 • 4 • 10 • 3 • 9 • 2 8 • 1 • 7 • 13 • 6 • • 5 • 11 • 4 • 10 • 3 9 • 2 • 8 • 1 • 7 • • 3 • 9 • 2 • 8 • 12 • 5 • 11 • 4 • 3 • 9 • 2 • 8 • • 10 • 6 • 12 • 5 4 • 10 • 3 • 9 • • 1 • 7 • 10 • 5 • 11 • 4 • 10 • 2 • 8 • 7 • 6 • 12 • 5 • 12 • 3 • 9 • 2 • • 10 • 6 • 4 • 10 • 8 • 1 • 7 Rio Jardim • 5 • 6 • 7 • • 2 • 3 • 11 • 12 • • ANEXO. E – Croqui Área 5 (esquema geral) – Esquema geral anéis hexagonais com 13 espécies. Á rea 5 0 Covas -> 1 10 2 3 4 5 6 7 8 9 20 0 1 2 3 4 5 6 7 8 9 30 0 1 2 3 4 5 6 7 8 9 40 0 1 2 3 4 5 6 7 8 9 50 0 1 2 3 4 5 6 7 8 9 60 0 1 2 3 4 5 6 7 8 9 3 0 1 2 3 4 5 5 Linhas 8 1 2 2 Córrego S obradinho ==> 3 2 4 6 6 1 • 2 7 9 8 5 • 6 9 1 • 2 10 7 • 8 • 7 • 8 • 3 • 9 12 4 • 5 13 1 14 8 7 18 3 19 8 • 9 21 3 22 • 12 23 7 • • 13 • 1 • 2 • 4 • 5 • 8 • 3 • 4 3 • 4 • 5 • 6 11 • 12 • 13 • 1 • 2 6 27 2 28 • 7 • 3 • 8 • 4 • 5 11 • 12 • 13 • 1 29 Córrego S obradinho ==> 7 30 3 31 • 8 • 4 • 5 13 • 1 32 33 7 • 8 34 3 35 11 • 12 • 13 • 1 36 8 4 38 • 9 • 4 • 2 • 2 • 7 • 3 • 8 7 3 • 8 • 9 • 4 • 5 13 • 1 • 7 • 3 • 8 • 4 • 5 • 6 • 2 • 7 • 8 • 3 • 4 • 7 • 3 • • 7 • 8 • 8 4 • 3 • 4 11 • 12 • 13 • 1 • Córrego S obradinho ==> • 5 • • 5 • 6 • 2 • • 7 3 • 8 • 9 • 4 • 5 • 6 • 7 • 4 • 5 • 8 • 9 • 6 • 2 • 7 • 8 • 3 • 4 • 7 • 8 • 3 • 4 • 6 • 7 • 2 • 3 • 7 • 8 • 2 • 3 • 4 • 6 • 8 • 9 • 4 • 5 10 2 3 4 S ub-área 5.1 Ponto de Coleta de s olo 5 6 7 8 9 0 • 3 • 8 • 4 • • 9 • 2 • 2 • 7 • 3 • 6 • 10 • 11 • 12 • 13 • 1 • 2 • 8 • 7 • 7 • 8 • 9 1 2 3 • 9 • 4 • 5 • 10 • 11 • 12 • 13 • 1 6 5 • 3 • 2 • 8 • 9 • 10 • 11 • 6 • 2 • 7 • 8 • 3 • 4 8 • 3 • 4 • 5 13 • 1 • 5 • 10 • 11 • 12 • 13 • 1 • 6 2 3 4 5 6 7 8 9 0 • 9 • 10 • 11 • 12 • • 5 • 6 • 7 • 2 • 3 • 4 • 5 • 6 • 7 • 2 • 3 • 8 • 9 • 4 • 5 • 6 8 • 9 • 4 • 5 • 10 • 11 • 12 • 13 • 1 • 2 • 6 • 7 • 8 • 3 • 4 • 7 • • 3 • 9 • 5 5 6 7 8 3 • 3 • 8 • 4 • 8 • 9 • 10 • 11 • 12 • 13 • 1 • 2 • 3 1 3 8 9 7 • 8 • 4 • 9 • 9 • 4 • 5 • 6 • 10 • 11 • 12 • 13 • 1 • 2 • 5 • 6 • 2 • 4 • 5 • 13 • 1 • • 7 • 3 • 2 • 8 • 3 • 9 • 4 • 5 • 10 • 11 • 12 • 13 • 1 • 7 9 • 8 • 10 • 11 • 12 • 13 • 1 • 6 • 7 • 10 • 11 • 12 • 13 • 1 • 6 • 30 4 • 10 • 11 • 12 • 6 • 9 • 10 • 11 • 12 • 13 • 1 • 2 • 11 • 12 • 13 • 1 • 2 7 • 8 • 9 • • 10 • 11 • 6 • 2 9 • 8 4 • 5 • 1 • 7 • 8 • 9 • 10 • 11 • 12 • 13 1 3 4 5 6 • 7 • 8 • 3 • 4 • 5 • 9 • 10 • 5 • 6 • • 3 • 2 • 9 • 2 • 8 • 3 • 4 • • 10 • 11 • • 5 • 6 • 2 • 2 • 7 • 3 • • • 7 • 3 • 8 • • 4 • • 10 • 11 • 12 • 13 • • 7 • 3 • 9 • 4 • 5 • 8 • • • • 10 • • 6 • 2 • 9 • 4 • 5 • • • 10 • 11 • • 10 • 11 • 6 • 7 • 8 • 9 • • 10 • 11 • 12 • • 5 • 6 • 9 • 10 • 11 • 12 • 13 • 1 • 2 • 3 • 8 • 4 • 9 • 5 • 6 • 7 • • 3 • • • 9 • • 5 • 6 • • • 9 • 10 • • 6 • • 2 • • 11 • 7 • • 2 • • 7 • 2 • 3 • • 9 • 10 • 11 • 12 • 6 • 12 • 13 • 1 • 7 • 8 • 7 • 8 • 3 • 4 • 12 • 13 • 1 1 • 9 • 8 • 4 • 10 • 11 • • 6 13 • 1 • • 3 • • 5 • 6 • • 3 • • • • 7 • 3 • 4 • 10 • 11 • 12 • 13 • 1 • 6 • 2 • 6 • 2 • 10 • 11 • 12 • 13 • • 6 • 2 • 10 • 11 • 8 • 4 • 3 • 7 • 8 • 5 6 • 2 • • 9 • 10 • 11 • • 6 • • • 2 • 20 1 • • 8 • 12 • 13 • 1 • • 9 • 10 • 7 • 3 • 4 • 7 • 10 • 11 • • 6 • 2 • 3 • 4 • 5 • 10 • 11 • 12 • 13 • 1 • 5 • 6 • 1 • 9 • 4 • • 5 • 6 11 • 12 • 13 • 1 • 9 • 10 • 11 • 12 • 13 • 5 • 10 • 11 • 12 • 13 • 1 • • 5 • 10 • 11 • 12 • 13 • 1 • 6 • 9 • 10 • 11 • 12 • 13 • 1 • 2 • 5 7 2 • 2 • 3 • 9 • 10 • 11 • 12 • 13 • 1 0 1 2 • 10 • 11 • • 10 • 11 • 12 • 13 • 1 • 6 • 2 • 9 • 10 • 11 • 12 • 13 • 1 • 6 • 2 • 9 • 4 • 5 10 • 11 • 12 • 13 • 1 40 • 10 • 11 • 12 • 13 • • 10 • 11 • 12 • 13 • 1 • 5 • 6 1 • 9 • 5 • 6 6 • 9 • 9 • 3 • 5 • 6 • 7 • 6 • 4 • 2 • • 10 • 11 • 2 • • 10 • 11 • 12 • 13 • 1 • 6 • 7 • 2 • 9 • 10 • 11 • 12 • 13 • 25 Covas -> • • 11 • 4 • 10 • 11 • 12 • 13 • 1 • 4 • 12 • 13 • 1 • 6 • 13 • 1 • 2 9 24 26 81 • 8 • 4 • 5 • 5 • 6 • 7 • 2 12 • 13 • 1 • 9 20 • 4 • 9 • 10 • 11 • 12 • 13 • 1 5 • 6 17 42 • 9 11 • 12 • 13 • 1 16 Croqui Nº 5 • 3 • 4 • 5 • 6 • 7 • 2 15 41 • 7 • 8 • 10 • 11 • 12 • 13 • 1 10 • 11 • 12 • 13 • 1 11 39 • 4 • 5 • 2 • 8 • 3 • • 3 10 • 11 • 12 • 13 • 1 5 37 6 • 5 • • 13 • 8 9 0 40 2 S ub-área 5.2 4 5 6 7 0 50 2 7 8 9 0 60 1 2 S ub-áea 5.3 3 4 7 8 9 0 70 1 2 3 4 5 6 7 S ub-área 5.4 8 9 0 1 2 3 4 5 • ANEXO. F – Caracterização física e química das amostras de solo das duas áreas plantadas em 1998. Plantio - 1998 Área 2 Local Núcleo Rural de Tabatinga (Planaltina, DF) Horiz. camada Argila Silte Areia (cm) Borda Centro Margem Área 5 Local Centro Margem Margem Margem Margem V m P C --3 % -1 mg.dm g.Kg 33 26 5,30 2,50 0,59 3,09 2,44 6,68 9,77 31,63 44,13 0,48 0,62 26 36 4,90 0,80 0,46 1,26 4,28 5,02 6,28 20,08 77,23 0,75 0,36 A 0-20 38 30 32 5,00 2,90 2,03 4,93 3,48 6,66 11,59 42,52 41,40 1,40 1,18 C 40-60 37 22 41 5,00 0,52 0,67 1,19 3,39 6,50 7,69 15,44 74,07 0,14 0,28 A 0-20 31 30 39 4,80 0,82 0,95 1,77 4,25 8,44 10,21 17,33 70,61 1,30 1,27 C 40-60 32 30 38 4,80 0,72 0,51 1,23 4,26 6,62 7,85 15,70 77,56 0,60 0,76 Ca + Mg K S Al H + Al CTC Núcleo Rural Capão da Erva (Sobradinho, DF) pH H2O camada Argila Silte Areia (cm) cmolc.dm 0-20 36 38 25 5,80 C 40-60 34 34 29 6,00 A 0-20 33 30 35 5,90 C 40-60 33 30 36 5,20 A 0-20 30 21 39 C 40-60 44 31 24 camada Argila (cm) V -3 % A Silte Areia 14,40 0,08 14,48 0,00 4,56 0,03 4,59 0,04 11,45 0,70 11,52 0,02 0,00 99,50 4,55 32,81 0,86 4,70 2,90 9,18 20,70 55,65 0,17 6,60 30 12,00 72,00 1,70 2,2 8,86 19,25 53,97 3,71 2,20 3,65 7,96 20,06 60,32 0,08 1,00 2,6 10,32 0,07 10,39 0,40 6,00 12,06 0,04 12,10 0,01 K S Al -1 g.Kg 64,82 5,80 Ca + Mg C --3 9,40 13,99 12,90 14,78 H + Al CTC V -3 % P mg.dm 7,86 22,34 1,88 1,76 pH H2O 1,86 0,02 m % cmolc.dm m P C --3 % -1 mg.dm g.Kg A 0-20 37 38 24 5,80 11,46 0,07 11,53 0,00 9,58 21,11 54,62 0,00 5,60 3,85 C 40-60 50 29 21 5,80 8,14 0,03 8,08 16,25 50,28 0,85 1,90 2,20 A 0-20 33 43 23 6,30 15,72 0,07 15,79 0,00 5,06 20,85 75,73 0,00 15,60 3,94 C 40-60 46 32 22 5,70 5,71 0,04 5,75 0,29 10,56 16,31 35,25 4,80 2,00 2,17 A 0-20 35 35 29 5,60 6,98 0,06 7,04 0,29 11,90 18,94 37,17 3,96 3,10 3,94 C 40-60 45 29 25 5,10 2,35 0,02 2,37 1,65 11,66 14,03 16,89 41,04 1,10 1,60 Argila Silte Areia pH H2O Ca + Mg K S Al H + Al CTC camada (cm) 8,17 0,07 V -3 % cmolc.dm m P C --3 mg.dm % -1 g.Kg A 0-20 37 38 22 5,70 10,02 0,06 10,08 0,03 8,12 18,20 55,38 0,30 3,50 3,13 C 40-60 50 29 21 5,70 7,50 0,02 7,52 0,07 8,20 15,72 47,84 0,92 1,20 1,80 A 0-20 33 43 23 6,20 4,90 19,15 74,41 C 40-60 46 32 22 5,30 2,53 0,02 2,55 1,53 12,28 14,83 A 0-20 42 33 25 5,90 9,48 0,09 9,57 0,00 C 40-60 49 27 24 5,30 2,49 0,04 2,53 1,18 camada Sub-área 4 Centro CTC 38 Local Borda H + Al -3 41 Sub-área 3 Centro Al 40-60 Local Borda S cmolc.dm 0-20 Sub-área 2 Centro K C Local Borda Ca + Mg A Sub-área 1 Borda pH H2O % Argila (cm) Silte Areia pH H2O 14,18 0,07 14,25 0,00 Ca + Mg K S Al 0,00 4,80 3,94 17,19 37,50 1,90 2,20 9,02 18,59 51,48 0,00 2,80 2,90 9,90 12,43 20,35 31,81 2,20 1,53 H + Al CTC -3 % cmolc.dm V m P C --3 % -1 mg.dm g.Kg A 0-20 39 37 23 5,90 10,31 0,08 10,39 0,02 9,28 19,67 52,82 0,19 3,50 3,30 C 40-60 44 31 24 5,50 6,46 0,04 6,50 0,33 9,40 15,90 40,88 4,83 1,20 1,42 A 0-20 34 37 27 5,60 9,18 0,11 9,29 0,07 12,82 22,11 42,02 0,75 4,80 4,60 C 40-60 48 27 23 5,40 2,92 0,03 2,95 1,31 12,18 15,13 19,50 30,75 1,90 2,06 A 0-20 44 34 22 5,50 7,15 0,22 7,37 0,19 12,12 19,49 37,81 2,51 2,80 3,21 C 40-60 53 26 21 5,00 1,77 0,05 1,82 2,26 12,88 14,70 12,38 55,39 2,20 1,71 Legenda: Ca + Mg (cálcio + magnésio); K (Potássio); S (soma de bases (Ca + Mg + K); Al (alumínio); CTC = T (capacitade de troca catiônica = (S + H + Al); V (saturação por bases) = (S/T)x100; m (saturação por alumínio) = Al/(S + Al)x100; P (fósforo);C(carbono orgânico)=matéria orgânica/1,724. 82 ANEXO. G – Caracterização física e química das amostras de solo das três áreas plantadas em 1999. Plantio - 1999 Área 1 Local Núcleo Rural Alexandre de Gusmão (Brazlândia, DF) camada Argila Silte Areia pH H2O (cm) Borda Centro Margem Área 3 Local Centro Margem Área 4 Local Centro Margem S Al H + Al CTC V -3 cmolc.dm 0-20 50 20 30 5,40 4,00 2,64 6,64 9,28 C 40-60 56 18 26 4,90 0,75 0,41 1,16 1,57 A 0-20 59 19 22 5,30 4,00 1,13 5,13 6,26 C 40-60 68 18 13 4,80 0,60 0,28 0,88 1,16 2,05 3,21 A 0-20 68 15 17 4,70 0,75 1,05 1,80 2,85 4,65 7,51 C 40-60 69 13 18 4,60 0,50 0,36 0,86 1,22 2,08 3,29 Núcleo Rural de Tabatinga (Planaltina, DF) Horiz. camada Argila Silte Areia pH H2O Ca + Mg K S Al 15,92 25,21 P C --3 mg.dm -1 g.Kg 41,13 66,33 6,72 4,91 4,30 7,03 11,33 1,05 2,31 11,38 17,64 29,03 46,67 3,83 4,15 8,47 0,90 2,96 12,16 19,67 2,21 4,12 0,91 2,82 2,73 H + Al CTC 5,26 5,37 8,67 V m -3 % m % A cmolc.dm P C --3 -1 % mg.dm g.Kg A 0-20 31 20 49 5,10 2,83 1,56 4,39 2,04 8,44 12,83 34,22 31,73 2,75 2,92 C 40-60 34 25 41 5,70 1,19 0,48 1,67 4,61 5,78 7,45 22,42 73,41 0,46 0,73 A 0-20 32 35 33 5,30 4,98 1,61 6,59 1,25 5,02 11,61 56,76 15,94 1,63 0,29 C 40-60 40 27 33 5,00 3,50 1,25 4,75 2,22 6,02 10,77 44,10 31,85 7,22 1,8 A 0-20 35 28 37 4,90 1,75 1,23 2,98 4,02 7,6 10,58 28,17 57,43 1,72 2,19 C 40-60 40 22 38 4,90 0,96 0,56 1,52 6,77 9,08 10,60 14,34 81,66 0,49 1,36 pH H2O Ca + Mg Núcleo Rural de Tabatinga (Planaltina, DF) camada Argila Silte Areia (cm) Borda K % (cm) Borda Ca + Mg K S Al H + Al CTC -3 % cmolc.dm V m P C --3 mg.dm % -1 g.Kg A 0-20 26 34 37 5,30 1,26 0,49 1,75 2,23 3,98 6,22 16,41 6,70 0,18 3,886 C 40-60 33 30 36 5,10 0,55 0,23 0,78 1,01 1,79 2,80 7,40 3,37 0,03 1,955 A 0-20 33 30 35 5,10 1,03 0,51 1,54 2,06 3,60 5,65 14,91 3,02 0,34 1,752 C 40-60 30 21 39 4,90 0,20 0,15 0,35 0,51 0,86 1,37 3,60 3,62 0,03 2,1 A 0-20 30 20 41 4,90 0,31 0,49 0,80 1,08 1,88 2,96 7,79 2,87 0,04 1,665 C 40-60 34 21 29 5,10 0,20 0,15 0,35 0,51 0,86 1,37 3,60 3,12 0,03 1,81 Legenda: Ca + Mg (cálcio + magnésio); K (Potássio); S (soma de bases (Ca + Mg + K); Al (alumínio); CTC=T (capacitade de troca catiônica = (S + H + Al); V (saturação por bases)= (S/T)x100; m (saturação por alumínio)= Al/(S + Al)x100; P(fósforo); C (carbono orgânico) = matéria orgânica/1,724. 83 ANEXO. H – Comparação da sobrevivência, altura e diâmetro à altura do solo (DAS) de espécies florestais nativas e exóticas as Matas de Galeria dos 6 aos 18 meses de idade, em um plantio onde não houve tratos culturais pós–plantio (Área 1). 84 ANEXO. H – Continuação. 85 ANEXO. H – Continuação. 86 ANEXO. H – Continuação. 87 ANEXO. H – Continuação. 88 ANEXO. H – Continuação. 89 ANEXO. H – Continuação. 90 ANEXO. I – Comparação da sobrevivência, altura e diâmetro à altura do solo (DAS) de espécies florestais nativas e exóticas as Matas de galeria dos 6 aos 18 meses de idade, em um plantio onde não houve tratos culturais pós-plantio (Área 2).. 91 ANEXO. I – Continuação. 92 ANEXO. J – Comparação da sobrevivência, altura e diâmetro à altura do solo (DAS) de espécies florestais nativas e exóticas as Matas de Galeria dos 6 aos 18 meses de idade, em um plantio onde não houve tratos culturais pós–plantio (Área 3). Enterolobium contortisiliquum (Vell.) Mor. 8 80 300 6 60 40 20 DAS (cm) 400 200 100 12 6 18 2 12 6 18 Genipa amaricana L. Genipa amaricana L. 300 6 20 0 DAS (cm) 8 Altura (cm) 400 80 40 200 100 0 6 12 Meses 18 18 Genipa amaricana L. 100 60 12 Meses Meses Meses Sobrevivência (%) 4 0 0 0 6 93 Enterolobium contorsiliquum (Vell.) Mor. 100 Altura (cm) Sobrevivência (%) Enterolobium contortisiliquum (Vell.) Mor. 4 2 0 6 12 Meses 18 6 12 Meses 18 ANEXO. J – Continuação. Hymenaea stilbocarpa Hayne 8 80 300 6 60 40 20 200 times 100 0 0 12 6 18 4 2 0 12 18 6 Meses Meses 300 6 20 DAS (cm) 8 80 Altura (cm) 400 40 200 100 0 0 6 12 Meses 18 18 Dalbergia nigra (Franz.)Allen. 100 60 12 Meses Dalbergia nigra (Franz.)Allen. Dalbergia nigra (Franz.)Allen. Sobrevivência (%) DAS (cm) 400 6 94 Hymenaea stilbocarpa Hayne 100 Altura (cm) Sobrevivência (%) Hymenaea stilbocarpa Hayne 4 2 0 6 12 Meses 18 6 12 Meses 18 ANEXO. J – Continuação. 80 60 40 20 0 400 8 300 6 DAS (cm) 100 200 100 0 6 12 18 6 12 18 6 Astronium fraxinifolium Schott 300 6 20 DAS (cm) 8 Altura (cm) 400 40 200 100 2 Meses 3 4 2 0 0 0 18 Astronium fraxinifolium Schott 80 60 12 Meses 100 1 times 2 Meses Astronium fraxinifolium Schott Sobrevivência (%) 4 0 Meses 95 Tapirira guianensis Aubl. Tapirira guianensis Aubl. Altura (cm) Sobrevivência (%) Tapirira guianensis Aubl. 6 12 Meses 18 6 12 Meses 18 ANEXO. J – Continuação. 400 8 80 300 6 60 40 20 DAS (cm) 100 200 100 12 6 18 2 12 1 18 Rapanea guianensis Aubl. 8 80 300 6 20 0 DAS (cm) 400 Altura (cm) 100 40 200 100 12 Meses 18 4 2 0 0 6 3 Rapanea guianensis Aubl. Rapanea guianensis Aubl. 60 2 Meses M eses Meses Sobrevivência (%) 4 0 0 0 6 96 Ormosia stipularis Ducke O r m o s ia s tip u la r is D u c k e A ltu r a ( c m ) Sobrevivência (%) Ormosia stipularis Ducke 6 12 Meses 18 6 12 Meses 18 ANEXO. J – Continuação. Inga vera Wild. ssp. affinis 8 80 300 6 60 40 20 0 DAS (cm) 400 200 100 12 18 6 Meses 60 40 20 0 18 12 18 Meses Copaifera langsdorffii Desf. 400 8 300 6 200 100 0 Meses 6 18 DAS (cm) 80 Altura (cm) Sobrevivência (%) 12 Copaifera langsdorffii Desf. 100 12 2 Meses Copaifera langsdorffii Desf. 6 4 0 0 6 97 Inga vera Wild. ssp. affinis 100 Altura (cm) Sobrevivência (%) Inga vera Wild. ssp. affinis 4 2 0 6 12 Meses 18 6 12 Meses 18 ANEXO. L – Comparação da sobrevivência, altura e diâmetro à altura do solo (DAS) de espécies florestais nativas e exóticas as Matas de Galeria dos 6 aos 18 meses de idade, em um plantio onde não houve tratos culturais pós–plantio (Área 4). Enterolobium contorstiliquum (Vell.) Mor. 8,00 80 300 6,00 60 40 20 0 DAS (cm) 400 200 100 0 6 12 18 18 6 Meses 18 Rapanea guianensis Aubl. 8,00 DAS (cm) 300 200 100 6,00 4,00 2,00 0,00 0 18 12 Meses 400 Altura (cm) Sobrevivência (%) 12 Rapanea guianensis Aubl. 120 100 80 60 40 20 0 12 2,00 Meses Rapanea guianensis Aubl. 6 4,00 0,00 6 Meses 98 Enterolobium contorsiliquum (Vell.) Mor. 100 Altura (cm) Sobrevivência (%) Enterolobium contortsiliquum (Vell.) Mor. 6 12 Meses 18 6 12 Meses 18 ANEXO. L – Continuação. Tapirira guianensis Aubl. 60 40 20 0 6 12 400 8,00 300 6,00 200 100 0 18 60 40 20 0 18 8,00 30 0 6,00 20 0 10 0 2 M eses 18 Myracrodroun urundeuva Fr. Allem . 40 0 1 12 M eses 0 M eses 6 18 DAS(cm) 80 Altura (cm) Sobrevivência (cm) 12 Myracrodroun urundeuva Fr. Allem . 100 12 2,00 Meses Myracrodroun urundeuva Fr. Allem . 6 4,00 0,00 6 Meses 99 Tapirira guianensis Aubl. DAS (cm) 100 80 Altura (cm) Sobrevivência (%) Tapirira guianensis Aubl. 3 4,00 2,00 0,00 6 12 M eses 18 ANEXO. L – Continuação. Genipa a m aricana L. 40 0 80 30 0 60 40 20 8,00 6,00 20 0 10 0 0 0 6 12 6 18 Dalbergia nig ra (Franz.)Allen. 2,00 0,00 18 6 8,00 80 30 0 6,00 20 DAS (cm) 40 0 40 20 0 10 0 0 0 6 12 M eses 18 18 Dalbergia nigra (Franz.)Allen. 10 0 60 12 M eses Dalbergia nigra (Franz.)Allen. Altura (cm) Sobrevivência (%) 12 4,00 M eses M eses 10 0 Genipa a m aricana L. DAS (cm) 10 0 Altura (cm) Sobrevivência (%) Genipa am aricana L. 4,00 2,00 0,00 6 12 M eses 18 6 12 M eses 18 ANEXO. L – Continuação. Hym enaea stilbocarpa Hayne 8,00 80 30 0 6,00 60 40 20 DAS (cm) 40 0 0 20 0 10 0 0 6 12 18 18 60 40 20 0 18 12 18 M eses Calophyllum brasiliense Cam b. 40 0 8,00 30 0 6,00 20 0 10 0 4,00 2,00 0,00 0 M eses 6 DAS (cm) 80 Altura (cm) Sobrevivência (%) 12 Calophyllum brasiliense Cam b. 10 0 12 2,00 M eses Calophyllum brasiliense Cam b. 6 4,00 0,00 6 M eses 10 1 Hym enaea stilbocarpa Hayne 10 0 Altura (cm) Sobrevivência (%) Hym enaea stilbocarpa Hayne 6 12 M eses 18 6 12 M eses 18 80 Altura (cm) Sobrevivência (%) ANEXO. 100 L – Continuação. 60 40 20 0 6 12 8,00 400 350 300 250 200 150 100 50 0 18 6,00 Times 6 12 40 0 80 30 0 60 40 20 8,00 6,00 20 0 10 0 6 M eses 18 18 Copaifera langsdorffii Desf. 0 0 12 Meses DAS (cm) 100 12 6 18 Copaifera langsdorffii Desf. Altura (cm) Sobrevivência (%) 2,00 Meses Copaifera langsdorffii Desf. 6 4,00 0,00 Meses 10 2 Ormosia stipularis Ducke Ormosia stipularis Ducke DAS (cm) Ormosia stipularis Ducke M12 eses 18 4,00 2,00 0,00 6 12 M eses 18 Sterculia striata St. Hil et Naund Sterculia striata St. Hil et Naund 400 D A S (cm) 80 60 40 20 0 A ltura (cm) Sobrevivência (%) 100 ANEXO. L – Continuação. 300 200 100 0 6 12 18 6,00 4,00 2,00 12 18 6 Meses Swietenia m acrophylla King 8,00 30 0 6,00 20 D A S (cm) 40 0 80 40 20 0 10 0 0 0 6 6 12 M eses 18 12 M eses 18 S wietenia macrophylla King 10 0 60 12 Meses Swiet enia m acrophylla King Altura (cm) Sobrevivência (%) 8,00 0,00 6 Meses 10 3 Sterculia striata St. Hil et Naund 18 4,00 2,00 0,00 6 12 M eses 18