XVI Congresso Brasileiro de Biblioteconomia e Documentação 22 a 24 de julho de 2015 BIBLIOTECA DIGITAL DO BNDES: DEFINIÇÃO DE COLEÇÕES Caroline Brito de Oliveira. BNDES. [email protected], Clarisse Kloss Pequeno. BNDES. [email protected], Margareth Ramos do Carmo Freitas. BNDES. [email protected] Introdução: Atualmente, é recomendável que Centros de Informação ofereçam acesso remoto às suas publicações via internet, de modo que a informação possa ser disponibilizada a qualquer pessoa, em qualquer parte do mundo, bastando para isso que se tenha acesso à rede. Neste contexto, propôs-se a criação da Biblioteca Digital do BNDES, que visa reunir e tornar disponível o acervo de publicações do Banco, além de outras obras de interesse da instituição. Visto que o alcance de um dos objetivos específicos da Biblioteca Digital do BNDES, qual seja, a disseminação da produção intelectual da instituição, sofre impacto direto da utilização da ferramenta pelos usuários, e compreendendo que essa experiência determina a eficiência e eficácia do acesso às informações pesquisadas, a arquitetura da informação se apresenta como um tema de grande relevância para o estabelecimento da lógica estrutural do repositório, o que justifica a do relato deste processo. Relato da experiência: Ao longo do tempo, observou-se o aumento progressivo das solicitações de consulta e pesquisa ao acervo do BNDES, por usuários internos e externos, em busca de acesso às publicações financiadas e produzidas pelo Banco. Além disso, o fato de a biblioteca do BNDES atender, além da sede no Rio de Janeiro, as representações da empresa localizadas em outros estados do Brasil e no exterior, e o público externo, tanto nacional quanto internacional, tornou-se premente a construção de um lócus no qual as publicações da instituição pudessem ser disponibilizadas de maneira sistemática, organizada e de fácil acesso, cooperando para o aumento do número de usuários atendidos, contribuindo para a democratização e o livre acesso à informação. Entende-se a importância de uma iniciativa desta monta para o cumprimento do princípio de que o BNDES, na condição de empresa pública, tem na ampla transparência um dos pilares do seu relacionamento com os atores externos. Neste sentido, a Biblioteca Digital vem corroborar esse princípio, devolvendo à sociedade, em forma de conhecimento explícito, os recursos aplicados na instituição. Neste contexto, propôs-se a criação da Biblioteca Digital do BNDES. A estruturação da Biblioteca Digital do BNDES partiu de dois fatos bem específicos: o software DSpace, selecionado para gerir o repositório digital, e a lógica empregada nas coleções especiais do acervo. De acordo com Shintaku e Meirelles (2010, p. 22), a estrutura informacional do DSpace, pelo qual o acervo do repositório é disponibilizado, é hierárquica, composta por Comunidades, Coleções e Itens. Essa estrutura não apenas permite a organização de acervo, mas também, facilita a recuperação dos objetos,digitais depositados. [...] As comunidades e subcomunidades são estruturas informacionais que representam a organização do repositório. As comunidades são as estruturas de mais alto nível e podem conter vários níveis de subcomunidades. Assim, representam apenas a estrutura, não contendo objetos digitais diretamente. Os documentos são agrupados nas coleções, e as comunidades, por sua vez, agrupam subcomunidades e coleções. A partir desse modelo e de suas limitações, pensou-se no que poderia, com uma visão centrada no usuário, facilitar a compreensão da lógica empregada e, dessa maneira, tornar a navegação pela Biblioteca Digital e sua estrutura mais intuitiva. Buscou-se também adaptar a lógica de organização empregada nas coleções especiais do acervo físico da biblioteca para o repositório, de forma que fosse compreensível aos usuários. As coleções especiais do acervo dividem-se em 4: 1. Produção BNDES: reúne as publicações editadas oficialmente pelo BNDES, assim como aquelas cuja autoria pertença a qualquer funcionário do Banco, ainda que não tenha sido editada pela instituição. A ideia é organizar também a produção intelectual do corpo técnico, desde que possua temática de interesse do Banco. 2. Patrocínio BNDES: organiza as publicações patrocinadas pelo BNDES. 3. BNDES – Estudos contratados: reúne os estudos contratados pelo Banco através de várias modalidades. 4. BNDES em Foco: publicações diversas - estudos, artigos, trabalhos acadêmicos etc., que versam sobre a atuação do Banco. Tais coleções foram transformadas em Comunidades no repositório. Além destas, foi incluída a comunidade Centro de Memória BNDES, que não faz parte do acervo da Biblioteca, mas que é fruto do Projeto Memória da instituição e tem o caráter mais arquivístico e histórico. Ela reúne as publicações e os documentos que compõem o acervo de memória do BNDES. Como, no DSpace, apenas as coleções abrigam os itens, criamos coleções para cada tipo de material (livros, artigos, folhetos etc) e, em alguns casos específicos, uma subcomunidade, superior às coleções. Além da estruturação das comunidades e coleções, há 3 menus – 1 superior e 2 laterais -, e uma área para destaques. O menu superior traz ações práticas para o usuário: Página inicial, Fale Conosco e Pedido de Publicações que, assim como os demais menus e com exceção da área de destaques, permanece evidente para o usuário durante toda a navegação no repositório. Pensou-se nesse posicionamento tendo em vista agilizar as solicitações do usuário, tanto no caso de haver interesse no conteúdo impresso, quanto para elucidar questões no caso de dúvidas. A área de menu lateral se subdivide em duas, a saber: de navegação - “Percorrer”, e de cadastro - “Entrar”. O menu Percorrer possibilita a navegação nas comunidades e coleções, além de permitir o acesso a índices de data, autor, título, assunto, e de documentos em inglês e espanhol. O menu “Entrar” inclui as ações relacionadas a cadastro: login, serviços de alerta, edição de conta e ajuda. Esse processo de planejamento da estrutura de ambientes digitais para garantir o uso e o acesso às informações está inserido no contexto da arquitetura da informação e, embora ainda em expansão na área de Biblioteconomia e Ciência da Informação, o conceito de arquitetura da informação ao ser aplicado em Bibliotecas Digitais e outros ambientes, como websites, torna o acesso à informação mais fácil para o usuário. A partir da definição dessa arquitetura, espera-se que os usuários tenham facilidade para navegar, pesquisar e recuperar as publicações de seu interesse, garantindo assim amplo acesso ao conhecimento produzido pelo BNDES. Palavras-chave: Biblioteca Digital. Arquitetura da informação. Dspace. Referências: SHINTAKU, Milton; MEIRELLES, Rodrigo. Manual do DSPACE: administração de repositórios. Salvador: EdUFBA, 2010.