UNIVERSIDADE CANDIDO MENDES
PRÓ-REITORIA DE PLANEJAMENTO E DESENVOLVIMENTO
DIRETORIA DE PROJETOS ESPECIAIS
PROJETO “A VEZ DO MESTRE”
EDUCAÇÃO NUTRICIONAL:
CONSCIENTIZAÇÃO DE UMA ALIMENTAÇÃO SAUDÁVEL
PARA PAIS E ALUNOS NO PRÉ-ESCOLAR
ANA CARLA DA SILVA GASPAR MORAES
ORIENTADOR:
PROFª. Ms. MARY SUE CARVALHO PEREIRA
RIO DE JANEIRO
ABRIL/2002
I
UNIVERSIDADE CANDIDO MENDES
PRÓ-REITORIA DE PLANEJAMENTO E DESENVOLVIMENTO
DIRETORIA DE PROJETOS ESPECIAIS
PROJETO “A VEZ DO MESTRE”
EDUCAÇÃO NUTRICIONAL:
CONSCIENTIZAÇÃO DE UMA ALIMENTAÇÃO SAUDÁVEL
PARA PAIS E ALUNOS NO PRÉ-ESCOLAR
ANA CARLA DA SILVA GASPAR MORAES
Apresentação de monografia ao Conjunto Universitário
Candido Mendes como condição prévia para a
conclusão do Curso de Pós-Graduação “Lato Sensu”
em Docência do Ensino Fundamental e Médio.
RIO DE JANEIRO
ABRIL/2002
II
AGRADECIMENTOS
Agradeço este trabalho a minha família: minha
mãe Arlinda, meu pai Mário, meu irmão Sérgio,
meu marido Searon, minha filha Leticia e
principalmente a Deus.
Agradeço aos colegas Maria de Lurdes, Adriana
Motta, João Carlos e especialmente Maria “Teresa”
pela grande ajuda proporcionada.
III
DEDICATÓRIA
Dedico este trabalho a minha mãe Arlinda,
pela pessoa que representa em minha vida.
IV
RESUMO
Não é nova a compreensão de que uma nutrição adequada nos
primeiros anos de vida é fundamental para o desenvolvimento físico e mental
das crianças. Neste processo tem a escola um papel extremamente importante
na formação de atitudes corretas em face da alimentação.
O objetivo da educação é preparar para a vida. E esta preparação
inclui a atitude correta em face da alimentação racional, conhecidas que já são
as repercussões profundas de boa alimentação sobre a vida do indivíduo e da
coletividade.
A boa alimentação colabora para o interesse dos alunos pelas aulas
e melhora o relacionamento social e a afinidade dos escolares entre si, bem
como entre eles e o professor.
Considerando-se a correlação psicossomática e se a nutrição
garante a higidez da soma, esta deve ser o ponto de partida para todos
aqueles que se preocupam com a educação.
V
METODOLOGIA
A nutrição é, isoladamente, o elemento mais importante no
desenvolvimento do ser humano. O objetivo da nutrição é, naturalmente,
alcançar e manter a saúde. Por isso, ela deve ser adequada.
Não pode haver desenvolvimento, nem progresso nem riqueza, onde
a população é ignorante, doente ou mal alimentada. Logo quando há
educação, saúde e alimentação adequadas, existem, também as condições
básicas para um conveniente desenvolvimento integral.
A ciência da nutrição estuda os alimentos e suas relações com a
saúde em todas as fases da vida humana. Daí ser ela considerada uma ciência
multissetorial. O envolvimento direto com o ensino, através da função de
complemento escolar, via merenda, é de fundamental importância para milhões
de crianças brasileiras.
Em geral, diz-se que o objetivo dos programas de merenda escolar
não é somente combater a desnutrição, mas também orientar os alunos em
termos nutricionais, e, ao mesmo tempo, fornecer a alimentação propriamente
dita. É importante, em todo esse desdobramento, incutir nas crianças hábitos
alimentares saudáveis, que lhes servirão para toda a vida.
A educação nutricional é o instrumento adequado que permite
concretizar um determinado número de exigências dietéticas em nível de
exigências cotidianas e adaptar as escolhas alimentares às necessidades
fisiológicas, culturais, psicológicas e econômicas.
Como se depreende dessa concepção, não se trata de uniformizar a
dieta de um país em todas as regiões, mas educar para boa nutrição, usando
para isso as famílias e os alunos do pré-escolar.
VI
SUMÁRIO
INTRODUÇÃO
08
CAPÍTULO I
Ensinamentos básicos de nutrição
09
CAPÍTULO II
A nutrição, o desenvolvimento infantil e a alimentação escolar 19
CONCLUSÃO
27
BIBLIOGRAFIA
28
ÍNDICE
29
ANEXOS
30
FOLHA DE AVALIAÇÃO
31
VII
INTRODUÇÃO
O principal objetivo na relação entre educação e nutrição é contribuir para a
formação de cidadãos conscientes quanto aos hábitos alimentares. Para isso, é
necessário mais do que informações e conceitos, a escola se proponha a trabalhar com
atitudes favoráveis à saúde, com formação de valores, com o ensino e a aprendizagem
de habilidades e procedimentos. Esse é um grande desafio para a educação.
Comportamentos “nutricialmente corretos” serão aprendidos na prática do
dia-a-dia na escola: gestos de solidariedade, hábitos de higiene pessoal e dos diversos
ambientes, participação em pequenas negociações podem ser exemplos disso.
As crianças e adolescentes trazem noções e emoções sobre nutrição,
adquiridos em casa, em suas vivências e em suas relações pessoais, além do que
recebem pelos meios de comunicação. A orientação deve considerar esse repertório e
possibilitar a reflexão, o debate e a formação do aluno para o exercício da cidadania,
compreendendo a motivação e a capacitação para o autocuidado, assim como a
compreensão da saúde como direito e responsabilidade pessoal e social∗ .
∗
Parâmetros Curriculares Nacionais – Ministério da Educação e do Desporto / Secretária de Educação
Fundamental – Brasília – 1998
VIII
CAPÍTULO I
ENSINAMENTOS BÁSICOS DE NUTRIÇÃO
Para se gozar de boa saúde é indispensável uma boa alimentação. O
crescimento e o desenvolvimento de uma criança dependem muito de sua situação
alimentar e do próprio alimento.
A maneira de oferecer o alimento é tão importante quanto o próprio
alimento. As preparações que são dadas à criança devem ser delicadas, agradáveis ao
paladar, sem condimento, exceto sal ou açúcar, em quantidade moderada, nem muito
frias, nem muito quentes; nem cruas, nem tostadas; sem grumos e de consistência
líquida, semilíquida ou sólida, dependendo da idade. Criança que tem no prato a comida
de que gosta e como a quantidade que quer, acha agradável comer.
Existem quatro paladares básicos – doce, azedo, salgado e amargo – que
devem ser explorados gradativamente.
Se a criança não aprende a comer os alimentos certos, os de que necessita, e
em quantidade suficiente, poderá ficar desnutrida. A má alimentação, principalmente a
falta de alimentos de origem animal, como carnes, leite, queijos e ovos, provoca a
desnutrição que, prolongada, pode deixar seqüelas permanentes. Daí a importância de
ensinar a comer e de maneira correta. É preciso que a criança coma aquilo de que
necessita e não só o que gosta. O alimento com o qual a criança está menos
familiarizada deve ser oferecido no começo das refeições, quando ela está com fome.
Na alimentação não deve haver deficiências nem exageros. Deficiências
acarretam desnutrição, exageros qualitativos ou quantitativos provocam perturbações
digestivas / obesidade; entretanto excesso de farinha (amido) e açúcar determinam
fermentação intestinal, que resulta, pelo menos, em distensão abdominal e flatulência.
Excesso de gordura atrasa o esvaziamento gástrico, perturba a digestão e traz
desconforto abdominal. Essas dietas ricas em amido e gordura costumam ser deficientes
IX
nas outras substâncias nutritivas, indispensáveis à boa saúde da criança. Às vezes é a
quantidade excessiva do próprio alimento.
Os alimentos essenciais para a saúde, crescimento e desenvolvimento da
criança são: leite e derivados; carne, aves e peixe; ovos, frutas e vegetais; cereais e pão.
Importante é fazer seu filho gostar dos alimentos adequados.
Crianças doentes deve alimentar-se bem, para poder recuperar-se mais
prontamente.
O melhor índice de boa nutrição, o mais fácil de avaliar, é o aumento de
peso e de estatura.
Uma das razões da perda do apetite é comer entre as refeições. Não permita
que seu filho lambisque ou coma entre as refeições, inclusive doces, sorvetes, balas etc.
Há grande prejuízo para as crianças em substituir alimentos ricos em vitaminas,
minerais,
proteínas
(carne,
leite,
ovos),
por
guloseimas
que
contém
somente/praticamente, só açúcar. Não é só nocivo porque enche o estômago com
substâncias incompletas, levando a carência nutritivas, como favorece a formação de
cáries dentárias. A fermentação do açúcar na superfície do esmalte permite a ação de
germes que produzem cáries.
É vício quase universal premiar crianças com guloseimas, começando pela
sobremesa. Constitui uma arma disciplinar, para muitos pais: “fique quieto que lhe darei
um doce”, “acabe a comida logo, que lhe darei um doce”. Pela vida inteira fixa-se a
idéia que bons mesmo é doce. Na hora de fazer uma dieta, devido ao abuso de doces e
farináceos é muito difícil desligar o condicionamento. Porque doce há de representar
amor e segurança.
Não ofereça assim, doces como recompensa para não acostumar as crianças;
pois quantas crianças há que iniciam sua tendência à obesidade pelo estímulo constante
de ingestão de açúcar e açucarados , que depois favorecem ao aparecimento de
diabetes/obesidade, em casos em que exista uma propensão hereditária.
X
Algumas crianças exigem, excepcionalmente, alimento entre as refeições.
Muitos pré-escolares podem precisar comer entre as refeições, porque não comem o
necessário em cada refeição, por terem o estômago pequeno, etc. Leite, suco de frutas,
frutas devem ser os alimentos preferidos para esse momento.
Para certas crianças uma merenda é necessária. Dê-lhe, então, sanduíche de
carne ou presunto, frutas ou sucos da mesma, de preferência da época. Se ela tomar um
copo grande de leite poderá perder o apetite para a próxima refeição. Leite é muito bom
alimento: sirva-lhe um copo pequeno.
Às vezes o problema de querer comer entre as refeições é emocional.
Freqüentemente é necessidade de mais afeição.
1.1. BONS HÁBITOS ALIMENTARES
Ensinar a comer não é ensinar a encher o estômago. Ensinar a comer é
ensinar bons hábitos alimentares, hábitos alimentares sadios, é ensinar seu filho a se
alimentar corretamente, desde o nascimento, para manter boa saúde. É estabelecer
atitudes e hábitos que resultem em seleção inteligente dos alimentos, para que a criança
receba uma dieta rica em princípios nutritivos, em todas as idades.
O ensino de bons hábitos alimentares é da máxima importância em todas as
camadas da população e deveria fazer parte da educação global do indivíduo,
considerando sua cultura, crenças a respeito dos alimentos, condições sócioeconômicas, levando-o ao acúmulo de conhecimentos, que, colocados em práticas,
podem permitir uma boa nutrição.
A educação nutricional constitui importante estratégia de ação em saúde
pública. É disciplina obrigatória nos cursos de nutrição e faz parte das ações do
nutricionista em todos os campos de atividade, segundo a Lei Federal 8.234/91 que
regulamenta a profissão.
XI
Portanto, segundo trabalhos técnicos consultados, na educação nutricional,
tanto o nutricionista como o educador devem levar o educando a desejar a melhoria na
sua na sua alimentação, respeitando é claro as características referentes ao grupo a que
pertence este indivíduo, reforçando as boas práticas e buscando mudanças de outras
práticas incorretas. Deve ser sensível e capaz de criar um ambiente em que o
relacionamento com as pessoas seja o mais próximo possível. Para isso é preciso que a
mãe conheça os princípios básicos dos alimentos e adquira educação nutricional. Esses
princípios guardam relação com os da educação em geral, principalmente da educação
sanitária e educação ambiental.
1.2. EDUCAÇÃO
A educação no nosso país não tem tido prestígio político, o que se reflete
nas verbas reduzidas com que é tratada, como se ela não fosse a prioridade das
prioridades.
A educação deverá alcançar um dia a sua importância, como ocorreu em
países mais desenvolvidos, que assim se tornaram exatamente por que a trataram como
sua prioridade número um.
Que haja transformação dos jovens, base do que se supõe seja elo da
educação de amanhã, sendo assim um cidadão futuramente saudável.
XII
1.3. EDUCAÇÃO SANITÁRIA
O ar, a água e o solo são indispensáveis para o homem. Esses elementos
constituem o ambiente em que vivemos. Entretanto, o ambiente também pode ser
prejudicial, quando se torna um meio propício para a transmissão de doenças. É claro
que nem o ar, nem a água e nem o solo são causadores de doenças, mas é através deles
que certos organismos nocivos à saúde encontram condições favoráveis para se
transmitirem.
1.3.1. Noções de higiene
Normalmente, a palavra higiene está associada a idéia de asseio, limpeza.
Entretanto, essa palavra tem um sentido mais amplo, servindo para designar tudo aquilo
que contribui para manter a nossa saúde em perfeitas condições. Assim, são medidas de
higiene a construção de esgotos, a vacinação, a coleta de lixo etc.
A medida que as cidades crescem, aumentam os problemas de saúde da
população. Por esse motivo nós educadores, e os meios de comunicação poder-se-á
alertar e educar sobre os perigos que a poluição do ambiente pode oferecer às pessoas.
Por esse motivo, as autoridades e educadores têm de tomar providências para evitar que
esses males ameacem à saúde da população.
Promove-se, para isso, o chamado saneamento básico, que é o conjunto de
medidas visando o bem-estar de todos. As principais medidas de saneamento básico
são: a construção de esgotos, a remoção de lixo e o abastecimento de água.
O asseio corporal, para mantermos a nossa saúde, é necessário tomarmos
certos cuidados com o corpo. O primeiro deles é o banho diário, através do qual
removemos as impurezas que se depositam sobre a nossa pele, como a poeira, o suor
etc. Os dentes por exemplo também são parte do corpo que merecem atenção especial.
Com isso professores/nutricionistas tem seu papel relevante nesta educação, ensinando
que devemos escová-los três vezes por dia, principalmente após as refeições, para
remover os resíduos alimentares.
XIII
Tem que haver um mandamento de uma boa refeição, não basta escolher
bem os alimentos e orientar a alimentação, alguns requisitos de ordens higiênicas e até
um pouco de arte deve presidir as refeições habituais afim de que seja atendido um fator
da maior importância para a saúde: uma boa digestão. De uma boa digestão depende,
com efeito, uma boa assimilação, um bom aproveitamento dos alimentos.
Seguem-se algumas regras que devem ser observadas à mesa:
• O ambiente deve ser suficientemente arejado, com boa luz e disposição
correta do mobiliário e outros objetos.
• A toalha, o guardanapo, os talheres, pratos e copos devem ser
rigorosamente limpos e bem distribuídos.
• As mãos, o rosto e a roupa devem ser convenientemente limpos, o asseio
prévio é obrigatório antes das refeições.
• A comida deve ser apetitosa e atraente e bem arranjados os pratos na sua
apresentação. Um certo bom gosto é necessário.
• O prato não deve ser muito cheio nem grandes bocados devem ser
levados à boca. A mastigação deve-se fazer devagar de forma triturar bem os alimentos
(cerca de 16 vezes para cada bocado). Uma boa mastigação é indispensável a uma boa
digestão.
• Os alimentos não devem ser levados demasiadamente quentes à boca.
• Não devem ingerir líquidos às refeições e/ou após delas.
• Evitar usos freqüentes de embutidos como: salsicha, mortadela, salame
etc.
• As cores dos alimentos influenciam na harmonia do prato, em
decorrência da aceitação ou não.
• Na hora da refeição não conversar muito, para que a criança não perca o
apetite etc.
Coligindo os conhecimentos sobre nutrição, Pedro Escudero formulou 04
leis fundamentais da alimentação, que, como justíssima homenagem ao ilustre mestre
argentino, denominou “Lei de Escudero” – Bases Fisiológicas da Alimentação.
XIV
1) Lei da quantidade: a quantidade da alimentação deve ser suficiente para
cobrir as exigências calóricas do organismo e manter o equilíbrio do seu balanço.
2) Lei da qualidade: o regime alimentar deve ser completo em sua
composição, a fim de oferecer ao organismo, como unidade indivisível, todas as
substâncias que integram.
3) Lei da harmonia: as qualidades dos diversos princípios que integram a
alimentação devem guardar uma relação de proporção entre si.
4) Lei da adequação: a finalidade da alimentação está subordinada à sua
adequação ao organismo.
As 4 leis de Escudero são conexas e concordantes. Não obstantes, a lei da
qualidade se refere mais especialmente aos alimentos combustíveis, ao passo que as
demais, dependem sempre da primeira.
1.4. EDUCAÇÃO AMBIENTAL
Na atual Constituição Federal torna-se obrigatória a Educação Ambiental
nas escolas, isso já é uma esperança. Assim poder-se-á criar uma ética ecológica que
seja capaz de recuperar a estabilidade da vida na Terra. A educação ambiental é o
recurso mais poderoso para conscientizar a população de que a vida, a natureza, deve
ser respeitada e preservada para a sobrevivência do próprio homem. Não basta fiscalizar
ou reprimir. É preciso que as pessoas compreendam que o meio ambiente está
diretamente ligado a elas, que é de onde tiram sua sobrevivência.
A educação ambiental é uma norma constitucional, e cabe ao poder público
promovê-la em todos os níveis de ensino, isso não se deve limitar a educação formal,
embora ela seja também importante e prioritária. Precisar-se-á de todos os meios
possíveis através de entidades governamentais, para uma educação ampla que alcance a
sociedade de um modo geral. (ver figura, em anexo)
1.5. SAÚDE E O MEIO DE COMUNICAÇÃO
XV
A
utilização
destes
meios
interfere
tanto
positivamente
quanto
negativamente para o bem-estar do indivíduo. Caberá a nós os educadores a esclarecer o
certo do errado; sendo ela de vital importância. A mídia eletrônica, pelo seu poder de
penetração, atingindo todas as camadas da população torna-se uma arma preciosa de
informação que poderá ser usada para denunciar a destruição e ao mesmo tempo
sensibilizar a sociedade para a necessidade da preservação do meio ambiente, a
importância da educação sanitária e educação alimentar.
O trabalho da equipe escolar deve estar articulado com os da família
(educação preventiva) tendo:
• Desenvolver-se nas crianças desde a mais tenra idade as atitudes e
aptidões criadoras, para que elas consigam escapar ao enfado do lazer comercializado
“propaganda”.
• Selecionar o que vão consumir, inclusive consumo cultural – num mundo
em que os apelos se multiplicam de forma indiscriminada.
• Enfatizar-se-á ao risco do produto desconhecido e consumido.
• Informar-se-á aos alunos não só sobre os efeitos psicológicos (mau
humor, vergonha etc.), mas também sobre as interferências do funcionamento no
organismo (cárie, obesidade, hipertensão entre outras).
XVI
1.6. TABUS ALIMENTARES
Para que nós educadores, eduquemos os indivíduos a comer bem, é
imprescindível que esteja consciente de que hábitos alimentares são grandemente
influenciados por fatores subjetivos, como tradição, crenças, preconceitos e tabus.
Tabu é rito supersticioso, instinto de medo, força condicionada, ligada ao
temor, que depois se torna independente e fica enraizado culturalmente na mente do
povo.
Pessoas há que apreciam camarões e carne de porco, mas não os comem
porque sua religião os proíbe. Há pessoas que gostam de variadas frutas, mas por tabu,
têm medo de ingeri-las em determinadas ocasiões. Há pessoas que gostariam de provar
preparações de carne ou pescado cru, mas tem preconceito quanto ao aspecto ou ao fato
de não estarem cozidos; no entanto comem presunto e lingüiças crus, defumados.
De ouvir dizer que faz mal, sem nunca ter provado, há quem recuse comer
pepino, beterraba, nabo ou outros vegetais. Há quem oponha resistência a qualquer
alimento diferente daqueles incluídos, por tradição ou rotina, no seu padrão alimentar.
Tal é o poder de convicção de tais fatores que superam até o gosto
individual, a preferência, o prazer que possa proporcionar o uso do alimento, sobre o
qual recai a possível interdição.
Por uma série de tabus, diferentes mas existentes nas diversas regiões do
Brasil, as crianças ficam muitas vezes grandemente prejudicadas em sua alimentação.
É preciso lutar contra esses tabus, vencer os preconceitos, verificando sua
inconseqüência, dessa maneira contribuir para melhores padrões alimentares,
oferecendo um futuro alimentar melhor para o Brasil.
XVII
XVIII
CAPÍTULO II
A NUTRIÇÃO, O DESENVOLVIMENTO INFANTIL
E A ALIMENTAÇÃO ESCOLAR
2.1. O CRESCIMENTO E O DESENVOLVIMENTO
A verificação do crescimento e desenvolvimento é um dever tanto do
médico/nutricionista como dos pais e das professoras que têm a investidura de cuidar de
uma criança.
O crescimento e o desenvolvimento se dão de maneira conjunta e
harmônica, embora traduzem processos diferentes. O crescimento é o aumento da
massa, filosófico, contínuo e progressivo, operando à custa da multiplicação celular,
enquanto o desenvolvimento é o aumento complexo resultante da citogênese ou
morfogênese (formação especializada de células e tecidos), acarretando uma
diferenciação progressiva dos vários órgãos e tecidos. Existem seres muito crescidos e
altamente desenvolvidos como o homem, quando a diferenciação das células dos
diversos aparelhos atinge o maior grau.
O peso traduz a massa total do corpo enquanto a estatura indica o
crescimento longitudinal do esqueleto. Dos 2 aos 6 anos, o aumento médio do peso é de
2 quilos e meio por ano, que se processa no entanto de modo brusco e inconstante. As
etapas de crescimento são diferentes e assim, entre 1 e 4 anos, a criança engorda
relativamente mais do que cresce, é o período denominado de estirão, seguido dos 8 aos
10 anos de outro período de repleção e dos 11 aos 13 anos outro período de estirão.
Uma das causas que interferem desfavoravelmente no desenvolvimento das
crianças são: inapetência – alergia ou intolerância ao leite de vaca – verminose – a falta
de exercício, sobretudo dos esportes que estimulam a respiração e, portanto, a função
respiratória e a circulação, entre outras. (ver tabela de altura e pesos, em anexo)
XIX
2.2. A CRIANÇA E O RENDIMENTO ESCOLAR
A questão do aproveitamento dos trabalhos escolares é um assunto que
interessa extraordinariamente não só os pais e as professoras, como também aos
médicos/nutricionistas e administradores. De um modo geral, quando a criança não
rende em sua aprendizagem deve ser encaminhada ao médico/nutricionista escolar.
Depois do inquérito clínico e exame respectivo é que será decidido se trata de um
problema clínico de saúde, ou se a criança deverá ser encaminhada ao especialista –
otorrino, oculista, psiquiatra, psicólogo ou se é caso puramente pedagógico.
Procurando situar o problema, vamos analisar as causas mais freqüentes da
falta do aproveitamento escolar, para em seguida focalizarmos para a professora ou
pessoa responsável pela criança, o problema da alimentação como fator de excepcional
importância do bom rendimento escolar.
A instrução dos filhos representa um relevante papel na vida dos pais, do lar
e da própria criança. Quando a criança vai à escola, os pais dividem a responsabilidade
da educação com os professores, mas não ficam absolutamente livres ou isentos do
dever educacional. A criança não só ganhará instrução, mas também o sentido da
socialização e da afirmação de sua personalidade, fatores indispensáveis para as lutas e
os sucessos da vida futura.
Dentre as principais causas de deficiências do aproveitamento escolar no
pré-escolar está relacionado com a importância da alimentação, que pode, sem dúvida
interferir na tragédia das notas más. No qual pode ser catalogado em 4 itens:
1) Crianças com regimes deficientes
Esta deficiência pode se processar na quantidade alimentar reduzida, os pais
não tem recursos de fornecer à criança o número de refeições e o volume necessário à
sua cobertura calórica, protéica e vitamínica. Este é sem dúvida o ponto mais dramático,
é a miséria. O segundo é o fornecimento de certos alimentos em volume, mas sem a
devida proporção indispensável ao todo, e a imprescindível presença de vitaminas.
XX
2) Técnica culinária defeituosa
A importância de saber preparar o alimento, é de grande importância.
Havendo assim, a possibilidade da criança estar comendo um volume e uma ração bem
equilibrada, mas com o seu valor alimentar destruído pela má técnica de seu preparo ou
pela conservação defeituosa.
3) Ambientes domésticos
A disciplina ou lares atribulados pela dificuldade de vida podem levar a
criança à subnutrição. A criança, emocionalmente desequilibrada, por temor ou por
neurose coletiva da família, sobretudo da mãe ou pessoa responsável, fica angustiada e
não pode comer o que deve. Na verdade, infelizmente, ainda temos que admitir que a
criança da faixa vulnerável da miséria vão a escola com fome, por falta absoluta de
alimentos em casa. Porém, existem outras que vão nas mesmas condições, não por falta
de recursos dos pais, mas sim por falta de educação dos mesmos, lares indisciplinados,
mães desorganizadas, que não mantém método em casa, e a última hora chama a criança
gritando: - “está na hora de ir para o colégio” – e apresentam-lhe alimentos que ela não
suporta porque não gosta ou por aversão de natureza alérgica. Com a pressa a mãe faz
com que a criança engula rapidamente os alimentos, pode acabar vômitos ou para se
defender queixar-se de dor de barriga para não comer. Existem mães que preparam
alimentos cheios de frituras, de digestão demorada e mandam a criança para a escola,
arriscando ter uma digestão difícil com sonolência e pouca capacidade de atenção,
especialmente se for uma criança de fígado insuficiente. Os refrigerantes e as gulodices
constituem um elemento certo de desordem alimentar pois apesar de darem uma
sensação falsa de fartura, não tem valor nutritivo. Tomando-os, a criança uma ou duas
horas depois, estará com fome e começará a beliscar os alimentos para em seguida
perder o apetite para a próxima refeição principal, que será seguramente mal feita.
4) Os cardápios
XXI
Saber preparar os desjejum e o almoço para a criança que vai a escola é uma
arte da pessoa responsável pela mesma. Deve obedecer sem dúvida alguma aos recursos
econômicos da família, às possibilidades da região em que se vive, as inclinações
alimentares da criança, respeitando as suas aversões espontâneas na esfera do paladar e
as alergias que se tinham revelado, mas devemos procurar alimentá-la bem. Uma fruta
pela manhã é um hábito indispensável. Um mingau de um cereal, um ovo quente ou
uma fatia de queijo serão bem indicados. O pão com manteiga é uma boa tradição
acompanhando o café com leite. Quando não houver pão, um bom pedaço de batata
doce, aipim ou inhame dará o mesmo efeito. Não se esquecer que a primeira refeição
segue a um jejum de 10 a 12 horas que se deu durante o sono. Quando há dúvida em
como alimentar a criança satisfatoriamente, a mãe estará muito certa, se lhe der um copo
de leite, queijo doce ou geléia com pão, manteiga e uma fruta. Crê que é pouco?
Podemos assegurar que esta criança estará razoavelmente alimentada. O almoço pode
ser simples, mas substancial. Uma salada de vegetais, arroz ou massa comedidamente,
feijão, uma variedade de carne, batata ou legumes cozidos, um ovo cozido, uma
sobremesa de frutas e doce mesmo caseiro se apetecer, eis um bom almoço. Não
empanturrar a criança com excesso de massas e frituras. Pouca gordura (só a de cocção)
e pouco tempero são mais saudáveis.
XXII
2.3. REGIME ALIMENTAR NA IDADE PRÉ-ESCOLAR
Nesta fase é necessário tornar a alimentação sempre mais variada e mesmo
reforçada em quantidade para que possa atender não só aos ativos processos de
crescimento como à extraordinária movimentação de que são dotadas as crianças em tal
fase da vida.
Devem merecer particular referência os alimentos que possam melhor
concorrer para a formação do pequeno organismo. Esses alimentos também chamados
“plásticos” são:
a) produtos de origem animal: leite, ovos, carnes e miúdos, peixe (contém
“proteína” de boa qualidade);
b) alimentos crus: frutas, saladas (encerram vitaminas);
c) vegetais de folhas (ricos em sais).
Esses alimentos – produtos animais, especialmente o leite, frutas e vegetais
de folhas – devem constituir por assim dizer a “chave” do regime de nutrição habitual
do pré-escolar. Os demais alimentos, e legumes em geral – embora de grande valor e
também indispensáveis, pois atendem às necessidades chamadas “energéticas”,
reclamadas pelos movimentos, não figuram no mesmo plano daqueles quanto ao ponto
de vista do crescimento e desenvolvimento corporal.
O regime alimentar da criança no período de 3 a 6 anos obedecerá, pois, aos
seguintes princípios gerais:
1) A criança deve ingerir diariamente de 600 a 700 gramas de leite
(conforme a idade). Se houver invencível aversão pelo leite, há o recurso de se
empregarem os sucedâneos destes (queijo fresco, coalhada, requeijão) ou produtos que
o contenham em quantidade apreciável (doces de leite, manjares).
XXIII
O queijo constitui um precioso recurso a ser empregado nas crianças
refratárias ao uso do leite, visto que possui os principais elementos nutritivos em maior
grau de concentração (proteínas e sais).
Deve ser preferido queijo fresco de Minas (não curado) e não há
necessidade de quantidades excessivas; 15 gramas de queijo correspondem
aproximadamente a 100 gramas de leite, 35 gramas aproximadamente a um copo.
Para atender a questão de digestibilidade, o queijo será dado em fatias finas,
com doces ou sanduíche, ou melhor ainda ralado.
2) Em cada refeição deverá ser incluído sempre um produto de origem
animal além do leite: ovos, carne, fígado ou peixe. Para a carne são bastantes de 30 a 50
gramas por dia; ovos de 1 à 2 (semanalmente e segundo à idade).
3) Incluir sempre que possível um vegetal de folhas (bertalha, alface, agrião,
espinafre, couve etc.) às refeições do almoço e jantar. O alimento poderá ser dado
isolado ou incorporado a outros.
4) Os alimentos crus (frutas, saladas) deverão figurar em, pelo menos 3 das
refeições do dia. Salada ao almoço e fruta ao jantar, ou vice-versa, ou frutas em ambas e
na hora da merenda. Fica facultada uma sobremesa de doce ao almoço ou jantar.
5) As refeições diárias serão em número de 4. Entre a primeira refeição da
manhã e o almoço será dado um pouco de suco de frutas ou frutas leves, o que constitui
pequeno suplemento e não refeição.
Para as crianças dotadas de extraordinário apetite ou que se alimentam mal
na primeira refeição da manhã, é permitido, entretanto, além das frutas ou suco de
frutas, uma pequena merenda sólida. Essa merenda terá, então, caráter facultativo e será
levada à escola como as frutas. As crianças habitualmente inapetentes, não deve ser
usada esta fruta para que elas não deixe de prejudicar o seu apetite do almoço.
XXIV
6) De um modo geral, a alimentação da criança nesta idade deverá ser isenta
o quanto possível de artifícios. Deverá ser simples, nutritiva, de bom aspecto e boa
qualidade. Evitar-se-ão os alimentos em conserva, os molhos por demais gordurosos ou
picantes e mesmo os alimentos fritos serão dados com moderação as crianças mais
tenras.
7) As saladas serão temperadas com vinagre fino ou, melhor com suco de
limão.
2.3.1. Relação de alimentos aconselháveis
• Produtos animais – leite, carne de vaca, vitela, carneiro, galinha,
vísceras: fígado, rim, miolos, tutano; ovos, peixe de preferência espécies magras:
pescada, pescadinha, robalo, garoupa, badejo, linguado, cherne, piaba.
• Verduras e legumes – vegetais de folhas ou verduras: espinafre,
bertalha, taioba, chicória, alface, agrião, repolho, couve, salsa. Legumes: chuchu,
cenoura, beterraba, couve-flor, nabo, moranga, quiabo, vagem, batata inglesa, batata
doce, mandioca e farinha de mandioca, cará, ervilha fresca, abóbora. Leguminosas:
ervilha (seca), quando, lentilhas, soja.
• Frutas – laranja, banana, abacate, mamão, abacaxi, fruta de conde,
sapoti, figo, uva, pêra, maçã, ameixa.
• Cereais – aveia, milho, canjica, arroz. Farinhas de araruta, arroz, aveia,
milho, tapioca, trigo.
• Gorduras – manteiga, gordura de porco, fresca (toucinho) sendo
conveniente, para crianças novas sobretudo, evitar as “banhas” já preparadas, gordura
de coco fina.
• Condimentos (temperos) – sal, tomate, cheiro verde, alho (usado com
moderação) cebola (cozida).
• Doces – em massa: goiabada, marmelada, bananada, pessegada, figada
etc.; compotas: marmelo, banana, goiaba, ameixa, manjar branco, pudim de pão, pudins,
cremes, geléias, doce de leite, arroz doce, doce de abóbora, batata etc. Mel e melado
fino com moderação.
• Bebidas – mate, chá e café fraco, refrescos de frutas, guaraná.
XXV
2.4. TIPOS DE REGIME ALIMENTAR PARA O PERÍODO PRÉESCOLAR
Podem ser organizados os seguintes tipos de regime alimentar que se
distribuirão pelos diferentes dias da semana, podendo haver associação de uns e outros,
com troca dos respectivos componentes alimentares, de acordo com as conveniências do
momento.
A quantidade de leite, nos limites indicados, serão reguladas pela idade da
criança.
Para os pré-escolares que freqüentam o jardim de infância no turno da tarde
e que tenham dificuldade de levar leite à escola, serão indicados tipos de merenda
escolar, fáceis de transportar, tendo, todos, por base queijo fresco de Minas ou outros
produtos derivados do leite, tipo iogurte, danone etc.
Levar frutas é uma ótima opção.
Sucos/refrescos de frutas quando guardados adequadamente também será
uma ótima opção.
Sanduíches de pão com: carne, ovo e queijo fresco preferencialmente serão
outras opções.
Biscoitos tipos maizena, Maria são os de melhores recomendações. Geléias
inseridas nelas são bem aceitas.
CONCLUSÃO
A ciência da nutrição, indica haver uma grande correlação entre o grau de
nutrição, com a integridade do sistema nervoso, o bom funcionamento neuro-muscular,
o equilíbrio psicológico, a capacidade e predisposição de aprender do escolar.
XXVI
Na boa nutrição, que é a absorção suficiente e equilibrada de nutrimentos
pelo organismo, fica garantida a normal condução do estímulo nervoso do cérebro ao
músculo, principalmente, através dos sais minerais, sódio e potássio como
estimuladores e do cálcio e magnésio como depressores, bem como fica garantida a base
para o equilíbrio psico-fisiológico.
A capacidade de aprender, diretamente relacionada com o SNC e periférico,
sobretudo com o central ou cérebro, depende bem grande parte do ambiente
somocultural, onde a criança se desenvolve.
Modernamente conceitua-se alimento como sendo o meio ambiente, sendo o
ar atmosférico o 1º componente em importância, e a água em 2º. Admite-se que o estado
nutricional seja uma conseqüência natural das circunstâncias culturais e sócioeconômicas existentes; tudo isso mostra a nítida correlação entre o meio, nutrição e
capacidade de aprender do aluno.
XXVII
BIBLIOGRAFIA
MURCE, Álvaro. Guia para a alimentação da criança em todas as idades
(do nascimento aos 16 anos). Para pais e professores. Alimentação Sadia,
Criança Forte! RJ-SP-BH: Editora Civilização Brasileira, 1945.
NISKIER, Arnaldo. Educação em primeiro lugar. São Paulo: Moderna, 1977.
Nutrição Escolar no Processo Educativo. Rio de Janeiro: Estado do Rio de
Janeiro e Secretaria de Estado de Educação e cultura, Niterói Imprensa Oficial,
1977.
ORNELLAS, Alfredo & ORNELLAS, Lieselotte H. Alimentação da Criança.
São Paulo: Atheneu, 1970.
ORNELLAS, Alfredo & ORNELLAS, Lieselotte H. Ensine seu filho a comer.
Rio de Janeiro: José Olympio Editora, 1973.
UFG, INEP, SEC, CNAE. Nutrição e Aprendizagem. Pesquisa sobre a
influência da alimentação no rendimento das atividades escolares.
WACHTER,
E.
Manual
de
Educação
Nutricional
para
as
Mães
(Nutricionista da OMS). Coleção Saúde e Comunidade. v. 12, São Paulo:
Paulinas, 1981.
XXVIII
ÍNDICE
FOLHA DE ROSTO
AGRADECIMENTO
DEDICATÓRIA
RESUMO
METODOLOGIA
INTRODUÇÃO
II
III
IV
V
VI
08
CAPÍTULO I
Ensinamentos básicos de nutrição
1.1. Bons hábitos alimentares
1.2. Educação
1.3. Educação sanitária
1.3.1. Noções de higiene
1.4. Educação ambiental
1.5. Saúde e o meio de comunicação
1.6. Tabus alimentares
09
11
12
13
13
15
16
17
CAPÍTULO II
A nutrição, o desenvolvimento infantil e a alimentação escolar
2.1. O crescimento e o desenvolvimento
2.2. A criança e o rendimento escolar
2.3. Regime alimentar na idade pré-escolar
2.3.1. Relação de alimentos aconselháveis
2.4. Tipos de regime alimentar para o período pré-escolar
19
19
20
23
25
26
CONCLUSÃO 27
BIBLIOGRAFIA
ANEXOS
FOLHA DE AVALIAÇÃO
28
30
31
XXIX
ANEXOS
XXX
FOLHA DE AVALIAÇÃO
UNIVERSIDADE CANDIDO MENDES
Instituto de Pesquisa Sócio-Pedagógicas
Pós-Graduação “Latu Sensu”
Título da Monografia
Data da Entrega: ___________________________
Avaliado por: ______________________________Grau: ________________
Rio de Janeiro, ______ de ______________________ de ________
_______________________________________________________________
Coordenação do Curso
XXXI
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