8))7HUPRGLQkPLFD$SOLFDGDD$FLDULD ,QWURGXomR ,QWURGXomR Qu a n do obser va m os u m sist em a n a n a t u r eza , com fr eqü ên cia n os per gu n t a m os se est e sist em a , se n ã o sofr er in flu ên cia s ext er n a s, per m a n ecer á n o m esm o est a do ou sofr er á a lt er a ções com o pa ssa r do t em po. E m m u it os ca sos, n ossa exper iên cia pr á t ica do dia a dia é su ficien t e pa r a pr ever se m u da n ça s ocor r er ã o, ou n ã o. Assim , por exem plo, se du a s pa r t es do sist em a t êm t em per a t u r a s difer en t es, esper a m os qu e, com o pa ssa r do t em po o ca lor seja t r a n spor t a do do pa r t e qu en t e pa r a a pa r t e fr ia , a t é qu e a t em per a t u r a do sist em a se equ a lize (F igu r a 1a ). Da m esm a for m a , em u m sist em a m ecâ n ico su jeit o a u m ca m po pot en cia l com o o ca m po gr a vit a cion a l (F igu r a 1b) esper a m os qu e o est a do m a is est á vel, pa r a o qu a l o sist em a t en der á , ser á a qu ele de m en or en er gia pot en cia l. Ou t r o exem plo em qu e n osso sen so com u m (ba sea do n a exper iên cia pr á t ica ) é su ficien t e é qu a n do exist em por ções do sist em a com difer en t es pr essões. Nest e ca so, esper a m os qu e a pr essã o se equ a lize, por exem plo a t r a vés do flu xo de m a ssa da r egiã o de pr essã o m a is a lt a pa r a a m a is ba ixa . 1 T2 T1 P2 P1 h 2 Tf (a) (b) Pf (c) F igu r a 1 A m edida qu e os sist em a s se t or n a m m en os sim ples o em pr ego do sen so com u m ou da in t u içã o com eça a t er su cesso lim it a do. Assim , en qu a n t o sa bem os qu e ca fé e leit e se m ist u r a m em qu a lqu er pr opor çã o (e qu e o pr ocesso in ver so n ã o ocor r e n a t u r a lm en t e), óleo e á gu a n em sem pr e se m ist u r a m . P or fim , qu a n do a dicion a m os a lu m ín io a o fer r o líqu ido con t en do oxigên io dissolvido, n ossa in t u içã o pou co n os a ju da n a pr evisã o do qu e ocor r er á n o sist em a (ou do qu e QmR ocor r er á ). É cla r o qu e u m com en t á r io a plicá vel a t odos est es exem plos é qu e se, por u m la do som os ca pa zes de dizer , com cer t eza , qu e det er m in a do est a do Reprodução proibida. © 1998 André Luiz V. da Costa e Silva r.2 04/2002 1-1 8))7HUPRGLQkPLFD$SOLFDGDD$FLDULD ,QWURGXomR ser á m a is est á vel do qu e ou t r o (n o sen t ido de qu e t r a n sfor m a çã o pode ocor r er n u m a dir eçã o m a s n ã o n a dir eçã o in ver sa ) n ã o podem os ga r a n t ir qu e a t r a n sfor m a çã o efet iva m en t e ocor r er á . Assim , m esm o qu e a posiçã o 2 seja m a is est á vel qu e a posiçã o 1 n a figu r a 1b, é possível qu e o cor po per m a n eça em 1 por u m t em po in defin ido se n ã o for per t u r ba do. E n t r et a n t o, t em os cer t eza qu e n ã o h á per t u r ba çã o qu e t or n e a pa ssa gem de 2 pa r a 1 “esper a da ”. Um dos m ot ivos pelo qu a l a pr evisã o do qu e ocor r e (ou QmR SRGH ocor r er ) n os ca sos da s F igu r a s 1 a , 1 b e 1c, é qu e, n os t r ês ca sos, t em os difer en ça s de pot en cia l bem ca r a ct er iza da s (T, h e P , r espect iva m en t e) qu e in dica m o sen t ido da t r a n sfor m a çã o viá vel. Na s dem a is t r a n sfor m a ções m en cion a da s, n ã o é t ã o cla r o qu e cr it ér io podem os a plica r pa r a pr ever o qu e ocor r er á . A t er m odin â m ica é u m a ciên cia cu jo objet ivo é pr ever o sen t ido da s t r a n sfor m a ções viá veis e qu a n t ifica r a s va r ia ções qu e ocor r em n est a s t r a n sfor m a ções. E m sist em a s qu e en volvem a pen a s en er gia sob a for m a de ca lor ou t r a ba lh o m ecâ n ico, os pot en cia is pr essã o e t em per a t u r a sã o a dequ a dos pa r a pr ever t r a n sfor m a ções. Qu a n do ou t r a s t r a n sfor m a ções sã o possíveis, pr in cipa lm en t e a qu ela s qu e en volvem r ea ções qu ím ica s e ou t r os pr ocessos qu e t em efeit o sobr e a com posiçã o qu ím ica do sist em a , ou t r a fu n çã o pot en cia l t em qu e ser defin ida . E st a fu n çã o, com o ser á vist o, é o pot en cia l qu ím ico. $(VWUXWXUDGD7HUPRGLQkPLFD A t er m odin â m ica é ca pa z de r ea liza r pr evisões sobr e o com por t a m en t o de sist em a s u t iliza n do m edida s exper im en t a is m a cr oscópica s. P a r a t a l, é est r u t u r a da em : Leis Defin ições Rela ções en t r e va r iá veis Cr it ér ios de equ ilíbr io. Da m esm a for m a qu e n a s dem a is ciên cia s, a s OHLV sã o ba sea da s em obser va ções exper im en t a is, e n ã o exist em exceções à su a a plica çã o. Ist o é, se a plica m a qu a lqu er sist em a , em qu a lqu er pr ocesso, a qu a lqu er m om en t o. P a r a sim plifica r o t r a t a m en t o dos pr oblem a s t er m odin â m icos, u m a sér ie de JUDQGH]DV H IXQo}HV sã o defin ida s. É im por t a n t e obser va r qu e, em t odos os ca sos, exist e u m objet ivo sim plifica dor n a in t r odu çã o de u m a n ova defin içã o! Reprodução proibida. © 1998 André Luiz V. da Costa e Silva r.2 04/2002 1-2 8))7HUPRGLQkPLFD$SOLFDGDD$FLDULD ,QWURGXomR As diver sa s gr a n deza s e fu n ções da t er m odin â m ica est ã o in t im a m en t e r ela cion a da s. E xist e u m con ju n t o de UHODo}HV en t r e est a s gr a n deza s, qu e t em , fr eqü en t em en t e, im por t â n cia pr á t ica . Toda s a s r ela ções podem ser dedu zida s m a t em a t ica m en t e com ba se n a s leis e n a s defin ições. P or fim , gr a n de pa r t e do est u do da t er m odin â m ica se dest in a a per m it ir a defin içã o da s con dições qu e r ein a m em u m sist em a qu a n do ele est á em equ ilíbr io. Assim , con h ecido o est a do de u m det er m in a do sist em a , ser á possível dizer , com ba se n a t er m odin â m ica : a ) se est e sist em a est á em equ ilíbr io (ist o é, n ã o sofr er á a lt er a çã o a o lon go do t em po se n ã o for su bm et ido a a ções ext er n a s) ou n ã o; b) n o ca so do n ã o-equ ilíbr io, defin ir em qu e dir eçã o o sist em a dever ia se m odifica r pa r a a t in gir o equ ilíbr io; c) a va r ia çã o da s ca r a ct er íst ica s do sist em a qu a n do pa ssa de u m est a do de equ ilíbr io pa r a ou t r o. O Enfoque da Termodinâmica e o de outras Ciências E n qu a n t o ou t r a s ciên cia s (com o a m et a lu r gia física , por exem plo) bu sca m a com pr een sã o do SRUTXH do com por t a m en t o obser va do em sist em a s, a t er m odin â m ica n ã o se ocu pa da com pr een sã o do m eca n ism o segu n do o qu a l os fen ôm en os por ela est u da dos ocor r em . Assim , o est u do da t er m odin â m ica de u m a r ea çã o qu ím ica n ã o con du z a com pr een sã o de com o os elem en t os se liga m pa r a for m a r u m com post o, ou da s pr opr ieda des dest e com post o. Ao a dot a r , deliber a da m en t e, u m en foqu e m a cr oscópico pa r a su a s va r iá veis, e a br ir m ã o da com pr een sã o dos m eca n ism os oper a n t es, a est r u t u r a m on t a da pela t er m odin â m ica se t or n a H[WUHPDPHQWH SRGHURVD do pon t o de vist a pr á t ico por a ssocia r va r iá veis m en su r á veis u n ivoca m en t e com o com por t a m en t o dos sist em a s. Dest a for m a , m esm o descon h ecen do o m eca n ism o r espon sá vel por det er m in a do pr ocesso, é possível pr ever - com ba se em m edida s m a cr oscópica s bem defin ida s - sob qu a is con dições est e pr ocesso pode ou n ã o ocor r er . Reprodução proibida. © 1998 André Luiz V. da Costa e Silva r.2 04/2002 1-3 8))7HUPRGLQkPLFD$SOLFDGDD$FLDULD ,QWURGXomR Resumo A t er m odin â m ica é ca pa z de r ea liza r pr evisões sobr e o com por t a m en t o de sist em a s u t iliza n do m edida s exper im en t a is m a cr oscópica s. P a r a t a l, a t er m odin â m ica é est r u t u r a da em Leis, Defin ições e Rela ções en t r e va r iá veis pa r a qu e ca r a ct er íst ica s exper im en t a is m edida s possa m ser cor r ela cion a da s com con dições exper im en t a is n ã o con h ecida s, on de se deseja fa zer a s pr evisões. Ao m esm o t em po qu e est a ca pa cida de da t er m odin â m ica é su a pr in cipa l for ça , pode pa r ecer , pa r a a lgu n s, u m a lim it a çã o. Ao u t iliza r gr a n deza s m a cr oscópica s a t er m odin â m ica a br e m ã o, deliber a da m en t e, do con h ecim en t o fen om en ológico e/ou m icr oscópico do qu e ocor r e n o sist em a . A t er m odin â m ica é u m a ciên cia qu e n os diz, com cer t eza , o qu e n ã o a con t ece e o qu e pode a con t ecer . In felizm en t e, vá r ios fa t or es de ca r á t er pr á t ico (com o a cin ét ica da s r ea ções, por exem plo) fa zem com qu e t r a n sfor m a ções qu e podem a con t ecer , n ã o a con t eça m , por exem plo, em per íodos de t em po r ea list a s. E n t r et a n t o, u m a t r a n sfor m a çã o qu e a t er m odin â m ica pr evê n ã o ocor r er á , cer t a m en t e, n ã o a con t ece. &RQFHLWRV%iVLFRV No est u do da t er m odin â m ica a lgu n s con ceit os bá sicos devem ser in t r odu zidos, pa r a u n ifor m iza r a lin gu a gem : 6LVWHPD É a por çã o do u n iver so qu e est u da m os. A ú n ica exigên cia fu n da m en t a l pa r a a defin içã o de u m sist em a é qu e seja possível, sem n en h u m a dú vida , defin ir se u m pon t o est á den t r o ou for a do sist em a . (Ist o im plica qu e o sist em a seja lim it a do por u m a su per fície fech a da im a gin á r ia .) Sist em a in clu i r efr a t á r ios e a t m osfer a Reprodução proibida. © 1998 André Luiz V. da Costa e Silva r.2 04/2002 Sist em a m et a l-escór ia n a pa n ela 1-4 8))7HUPRGLQkPLFD$SOLFDGDD$FLDULD ,QWURGXomR 3URSULHGDGHV: Va lor es n u m ér icos qu e in dica m a s con dições de u m sist em a . ([ 7HPSHUDWXUD 3UHVVmR 9ROXPH FRPSRVLomR (QWDOSLD VmRSURSULHGDGHVGHXPVLVWHPD (VWDGR GH XP VLVWHPD É ca r a ct er iza do pelo con h ecim en t o da s con dições do sist em a . Um a ca r a ct er iza çã o m icr oscópica pode ser im a gin a da (con h ecim en t o da posiçã o, velocida de, et c. de t oda s a s pa r t ícu la s de u m sist em a ) ou pode se ca r a ct er iza r o est a do do sist em a por su a s pr opr ieda des m a cr oscópica s, t a is com o pr essã o, t em per a t u r a , volu m e, et c. 3URFHVVRÉ a va r ia çã o da s con dições de u m sist em a . 'XUDQWH XP SURFHVVR FDORU RX RXWUD IRUPD GH HQHUJLD DVVLP FRPR PDVVD SRGH HQWUDU RX VDLU GR VLVWHPD 2 UHVXOWDGR ILQDO VHUiXPDDOWHUDomRQDVSURSULHGDGHVGRVLVWHPD 9DULiYHLV: E xist em va r iá veis qu e só depen dem do est a do do sist em a , e n ã o de com o est e est a do foi a t in gido. E st a s sã o ch a m a da s va r iá veis de est a do ou pr opr ieda des. As dem a is, va r iá veis, cu ja va r ia çã o depen de n ã o a pen a s do est a do in icia l e fin a l do sist em a m a s t a m bém de com o o pr ocesso é execu t a do, sã o ch a m a da sYDULiYHLVGHSURFHVVR. 9DULiYHLV7HUPRGLQkPLFDV 4XDQWLGDGHGHPDWpULD³WDPDQKR´H&RQFHQWUDomRGR6LVWHPD As pr in cipa is va r iá veis a ssocia da s a qu a n t ida de de m a t ér ia em u m sist em a sã o m a ssa (kg, g, t et c.), n ú m er o de m oles (m ol) e n ú m er o de á t om os gr a m a (a t -g). Um PRO é con st it u ído por 6.02x10 23 m olécu la s ou fór m u la s u n it á r ia s de u m com post o. Um iWRPR JUDPD (a t -g) é con st it u ído por 6.02x10 23 á t om os de u m a su bst â n cia . Reprodução proibida. © 1998 André Luiz V. da Costa e Silva r.2 04/2002 1-5 8))7HUPRGLQkPLFD$SOLFDGDD$FLDULD ,QWURGXomR E xem plo: Na qu eim a do ca r bon o for m a n do CO 2 segu n do a r ea çã o: C+O 2 =CO 2 Obser va -se qu e pa r a ca da á t om o de C é con su m ida u m a m olécu la de O 2 , for m a n do u m a m olécu la de CO 2 . Nor m a lm en t e n a t a bela per iódica dos elem en t os (t a m bém n a n et ) KWWSZZZVKHIDFXNFKHPLVWU\ZHEHOHPHQWVPDLQLQGH[QRIUKWPORX KWWSZZZLTPXQLFDPSEUZHEHOHPHQWV,ZHEHOHPHQWVKRPHKWPO en con t r a -se os pesos a t ôm icos (peso de u m á t om o gr a m a do elem en t o) qu e per m it e r ea liza r cá lcu los est equ iom ét r icos com o est e: C O O2 CO 2 P eso At ôm ico 12 16 P eso Molecu la r 2x16=32 12+2x16=44 Assim , vê-se qu e pa r a qu eim a r com plet a m en t e 12 g de ca r bon o pu r o, pr ecisa -se de 32 g de oxigên io, qu e ger a r ã o 44 g de CO 2 . F r eqü en t em en t e, deseja m os sa ber n ã o a m a ssa de gá s qu e pa r t icipa em u m a r ea çã o, m a s sim o volu m e en volvido, por ser m a is fá cil de m edir , por vezes. Um m ol de u m gá s idea l, ocu pa , a t em per a t u r a de 0 oC (273.15 K) e a pr essã o de u m a a t m osfer a (1 a t m =1,013x10 5 P a Not a : 1P a =1N/m 2 ) 22,4 lit r os (22,4x10 -3 m 3 ). Um a da s con dições de equ ilíbr io m a is con h ecida s n a t er m odin â m ica é a ch a m a da Lei dos Ga ses P er feit os (ou Idea is): P V=n RT qu e expr essa a r ela çã o en t r e pr essã o, volu m e, t em per a t u r a e qu a n t ida de de gá s, em equ ilíbr io. Na s t em per a t u r a s e pr essões u su a is de a cia r ia , t odos os ga ses se com por t a m com o ga ses idea is e o u so dest a equ a çã o a t em per a t u r a e pr essã o n or m a is pa r a ga ses r ea is n ã o ca u sa er r os sign ifica t ivos. Assim o volu m e de O 2 a t em per a t u r a a m bien t e e pr essã o a t m osfér ica , n ecessá r io pa r a qu eim a r com plet a m en t e 12 g de ca r bon o pu r o ser á ca lcu la do com o: (1,013x10 5 P a )x V = (1 m ol) (8,314 J /m ol K) (273,15+25) Logo V=0,0244 m 3 =24,4 lit r os O t a m a n h o de u m sist em a pode ser m edido em n ú m er o de á t om osgr a m a , m a ssa (kg, p.ex.) ou pelo volu m e do sist em a . Algu m a s m edida s de t a m a n h o podem ser n or m a liza da s dividin do-a s pelo volu m e do sist em a , obt en do-se m edida s específica s, t a is com o den sida de m ola r (a t -g/m 3 ), ou den sida de (kg/m 3 ). A Lei dos Ga ses P er feit os, por exem plo, pode ser a lt er a da pa r a : 3= Q 57 = Q 57 9 RX Reprodução proibida. © 1998 André Luiz V. da Costa e Silva r.2 04/2002 3 9 = 57 = 3Y = 57 Q 1-6 8))7HUPRGLQkPLFD$SOLFDGDD$FLDULD ,QWURGXomR on de Q é a den sida de m ola r (m ol/m 3 ) e v é o volu m e específico (m 3 /m ol) do sist em a . 0HGLGDVGH&RQFHQWUDomR P r a t ica m en t e em t odos os pr oblem a s r ea is de sider u r gia t r a ba lh a -se com m ist u r a s de difer en t es su bst â n cia s, e n ã o com su bst â n cia s pu r a s. É n ecessá r io est a belecer m edida s pa r a qu a n t ifica r a con cen t r a çã o (qu a n t ida de r ela t iva ) de ca da su bst â n cia em u m sist em a ou m ist u r a . A t a bela a ba ixo a pr esen t a a s u n ida des m a is com u n s u t iliza da s pa r a m edir con cen t r a çã o. A escolh a da m edida a em pr ega r depen de da sit u a çã o, com o ser á discu t ido a dia n t e. Sem pr e é possível con ver t er en t r e a s difer en t es m edida s de con cen t r a çã o. E st a s m edida s podem ser a plica da s a o sist em a com o u m t odo ou a pa r t es dele, com o, por exem plo, a ca da u m a da s fa ses pr esen t es n o sist em a . 0HGLGD P er cen t a gem em peso 6tPEROR %i )yUPXOD 3HVR GH L %L = [100 3HVR GH M ∑ F r a çã o em peso w i Z = 3HVR GH L ∑ 3HVR GH ! M 1XPHUR DW − J GH L 6LJQLILFDGR Rela çã o en t r e o peso de u m elem en t o e o peso t ot a l, expr essa em per cen t a gem (Som a de Toda s=100%) Rela çã o en t r e o peso de u m elem en t o e o peso t ot a l. (Som a de t oda s=1) Rela çã o en t r e o n ú m er o de a t -g de u m 1XPHUR DW − J GH M elem en t o e o n ú m er o #$%$&$& '( ')' *+ $&!, t ot a l. (Som a de t oda s=1) Rela çã o en t r e o 1XPHUR PRO GH L Xi ;- = n ú m er o de m ol de u m 1XPHUR PRO GH M elem en t o e o n ú m er o ./0/1/1 23 242 56 /1!7 t ot a l. (Som a de t oda s=1) Not a : Qu a n do m u it a s con ver sões sã o n ecessá r ia s, é fá cil pr epa r a r u m a pla n ilh a com est e fim . F r a çã o m ola r Xi ;" = ∑ ∑ Reprodução proibida. © 1998 André Luiz V. da Costa e Silva r.2 04/2002 1-7 8))7HUPRGLQkPLFD$SOLFDGDD$FLDULD ,QWURGXomR $V/HLVGD7HUPRGLQkPLFD 3ULPHLUD/HLGD7HUPRGLQkPLFD E xist e u m a pr opr ieda de do u n iver so, ch a m a da E NE RGIA, qu e n ã o pode m u da r , in depen den t e dos pr ocessos qu e ocor r a m n o u n iver so. 6HJXQGD/HLGD7HUPRGLQkPLFD E xist e u m a pr opr ieda de do u n iver so, ch a m a da E NTROP IA, qu e só va r ia em u m a dir eçã o, in depen den t e dos pr ocessos qu e ocor r a m n o u n iver so. 7HUFHLUD/HLGD7HUPRGLQkPLFD E xist e u m a esca la u n iver sa l de t em per a t u r a , e est a esca la t em u m va lor m ín im o, defin ido com o ZE RO ABSOLUTO. A en t r opia de t oda s a s su bst â n cia s é a m esm a n est a t em per a t u r a . 'HILQLo}HVSUiWLFDVGDV/HLVGD7HUPRGLQkPLFD 3ULPHLUD/HLGD7HUPRGLQkPLFD “A en er gia se con ser va ”. A pr im eir a lei da t er m odin â m ica é a lei qu e t em pa r a lelo n a m ecâ n ica clá ssica e. por isso, é de fá cil a ceit a çã o. E n t r et a n t o é con ven ien t e lem br a r qu e o con ceit o de en er gia é de difícil defin içã o, sen do n or m a lm en t e a ceit a a defin içã o de Lor d Kelvin de qu e "en er gia é a ca pa cida de de r ea liza r t r a ba lh o". E m ger a l a pr im eir a lei é for m u la da a t r a vés da defin içã o de u m a va r iá vel de est a do 8 HQHUJLD LQWHUQD. A exist ên cia de u m a va r iá vel de est a do (ist o é, in depen den t e do pr ocesso) qu e r epr esen t a a en er gia de u m sist em a é equ iva len t e a defin içã o de qu e a en er gia se con ser va . A for m u la çã o m a t em á t ica u su a l da pr im eir a lei é: ∆8 = 4 − : RX G8 = δ T − δ Z on de Q é o ca lor qu e en t r a n o sist em a e W é o t r a ba lh o qu e o sist em a fa z. qu e: Se o t r a ba lh o for r ea liza do con t r a a pr essã o ext er n a , pode-se m ost r a r δZ = )G[ = 3 × $G[ = 3G9 Reprodução proibida. © 1998 André Luiz V. da Costa e Silva r.2 04/2002 1-8 8))7HUPRGLQkPLFD$SOLFDGDD$FLDULD ,QWURGXomR É fá cil obser va r qu e o t r a ba lh o r ea liza do em u m pr ocesso depen de de com o o pr ocesso é r ea liza do, com o se pode obser va r : 3 Fb P2 2 Fa Fb P1 1 Fa V1 V2 9 E xer cício: Ca lcu le o t r a ba lh o r ea liza do n a t r a n sfor m a çã o do pon t o 1 a o pon t o 2, qu a n do o pr ocesso é r ea liza do de du a s for m a s difer en t es: F a ou F b . Com o ∆U é o m esm o, ca lcu le o ca lor a bsor vido em ca da u m a da s t r a n sfor m a ções. 6XJHVWmR,PDJLQHXPSLVWmRPRYLGRDJiVSUHVVXUL]DGRFHUFDGRSRUUHVLVWrQFLDVSDUD DTXHFrOR Um a da s m a n eir a s clá ssica s de r ea liza r m edida s em t er m odin â m ica é a t r a vés de FDORULPHWULD, ist o é, m edida s de ca lor a bsor vido ou cedido em t r a n sfor m a ções a qu e a m a t ér ia é su bm et ida . E n t r et a n t o, vem os qu e ca lor n ã o é u m a fu n çã o de est a do, ist o é, depen de de FRPR o pr ocesso é r ea liza do. Com o execu t a r m edida s qu e t en h a m sign ifica do? A pr im eir a m a n eir a é obser va n do qu e, qu a n do o volu m e é con st a n t e, e o ú n ico t r a ba lh o possível é o t r a ba lh o m ecâ n ico: δZ = 38 9: G9 = 0 ⇒ G8 = GT ; P or t a n t o, a m edida do ca lor a bsor vido ou cedido em u m a t r a n sfor m a çã o a volu m e con st a n t e (isom ét r ica ) é u m a fu n çã o de est a do. P ode-se defin ir en t ã o o FDORU HVSHFtILFR D YROXPH FRQVWDQWH F < (J /K) com o o ca lor n ecessá r io pa r a pr odu zir u m a a lt er a çã o de t em per a t u r a n o sist em a : Reprodução proibida. © 1998 André Luiz V. da Costa e Silva r.2 04/2002 1-9 8))7HUPRGLQkPLFD$SOLFDGDD$FLDULD ,QWURGXomR G8 FY = G7 Y Assim , u m a m edida ca lor im ét r ica per m it e con h ecer a va r ia çã o de u m a va r iá vel de est a do do sist em a . E n t r et a n t o, em m et a lu r gia e ciên cia dos m a t er ia is, on de a s fa ses m a is com u n s sã o VyOLGRV e OtTXLGRV, é m u it o difícil m a n t er o volu m e dos sist em a s con st a n t es. É m u it o m a is fá cil m a n t er a pr essã o con st a n t e. Obser va -se qu e n est e ca so: δZ = 3= >? G9 G8 = GT@ − 3= >? G9 GT@ = G8 + 3= >? G9 Ist o é, o ca lor t r oca do é u m a com bin a çã o de fu n ções de est a do. Con seqü en t em en t e, t a m bém é u m a fu n çã o de est a do. É con ven ien t e defin ir u m a n ova fu n çã o de est a do, a HQWDOSLD+: + = 8 + 39 G+ = G8 + 3G9 + 9G3 3 = FWH. ⇒ G3 = 0 H G+ = G8 + 3G9 e a ssim o FDORUHVSHFtILFRDSUHVVmRFRQVWDQWH, cp : FS = GTS G7 = G+ G7 Con h ecen do-se est a va r iá vel pa r a u m m a t er ia l ou su bst â n cia , é possível con h ecer o ca lor n ecessá r io pa r a a lt er a r su a t em per a t u r a , a pr essã o con st a n t e, u m cá lcu lo de gr a n de im por t â n cia em sist em a s m et a lú r gicos. E xem plo: Um ch u veir o elét r ico de 1kW t r a n sfer e t odo o ca lor ger a do por su a r esist ên cia pa r a a á gu a . A á gu a qu e en t r a n o ch u veir o est á a 10 oC e a t em per a t u r a deseja da pa r a o ba n h o é de 38 oC. Qu a l a va zã o m á xim a de á gu a qu e podem os u sa r n o ch u veir o, se o cp da á gu a é 18,04 ca l/(m ol oC) ou 1 ca l/(g oC). Solu çã o: P a r a a qu ecer u m m ol de á gu a de 10 oC a 38 oC a pr essã o con st a n t e ser ã o n ecessá r ios: 4 = +3112 .15 − +2832 .15 = ACB ACB 273.15+ 38 ∫ FD G7 ≅ FD (38 − 10) 273.15+10 FDO PRO (desde qu e cp seja con st a n t e ou a pr oxim a da m en t e con st a n t e n a fa ixa de in t egr a çã o) Reprodução proibida. © 1998 André Luiz V. da Costa e Silva r.2 04/2002 1-10 8))7HUPRGLQkPLFD$SOLFDGDD$FLDULD ,QWURGXomR Lem br a n do qu e 1kW=1000J /s é possível ca lcu la r a va zã o m á xim a em m ols/s e con ver t er pa r a g/s. Assim com o difer en t es elem en t os ou su bst â n cia s t êm difer en t es ca lor es específicos, a s difer en t es fa ses de u m m a t er ia l t a m bém t êm difer en t es va lor es de ca lor específico. No ca so do fer r o, por exem plo, o cp da s difer en t es fa ses est á veis a pr essã o a t m osfér ica é a pr esen t a do n a figu r a a ba ixo: T(K) Ca lor específico a p=1x10 5 P a pa r a difer en t es fa ses do fer r o, em fu n çã o da t em per a t u r a . Da dos do ba n co de da dos bin do pr ogr a m a Th er m oca lc. KWWSZZZWKHUPRFDOFVHRXKWWSZZZPHWNWKVH É com u m expr essa r o cp da s su bst â n cia s pa r a t em per a t u r a s a cim a da t em per a t u r a a m bien t e u sa n do equ a ções da for m a : F F E = D + E7 + 2 7 ou sim ila r es. E xpr essões pa r a u m gr a n de n ú m er o de su bst â n cia s e com post os est ã o dispon íveis em .XEDVFKHZVNL2$OFRFN&%6SHQFHU3 -0DWHULDOV7KHUPRFKHPLVWU\WKHG Com o os cp da s difer en t es fa ses sã o difer en t es e t em difer en t es va r ia ções com a t em per a t u r a , a s t r a n sfor m a ções de fa ses sã o a com pa n h a da s por va r ia ções de en t a lpia . (por exem plo, o ca lor qu e u m sólido a bsor ve pa r a fu n dir , ∆H fu sã o, é fr eqü en t em en t e ch a m a do “ca lor la t en t e” de fu sã o, por n ã o est a r a ssocia do a u m a va r ia çã o de t em per a t u r a ) Rea ções qu ím ica s qu e ocor r em com liber a çã o ou a bsor çã o de ca lor t a m bém est ã o a ssocia da s a va r ia ções de en t a lpia , ch a m a da s en t a lpia s de Reprodução proibida. © 1998 André Luiz V. da Costa e Silva r.2 04/2002 1-11 8))7HUPRGLQkPLFD$SOLFDGDD$FLDULD ,QWURGXomR r ea çã o ou “ca lor de r ea çã o”. (P or exem plo, a oxida çã o do a lu m ín io é u t iliza da pa r a ger a r ca lor em pr ocessos de “a lu m in ot er m ia ”, e a oxida çã o do silício do gu sa , n o con ver sor , con t r ibu i sign ifica t iva m en t e pa r a o a u m en t o da t em per a t u r a do ba n h o du r a n t e o r efin o). Qu a n do du a s su bst â n cia s se m ist u r a m , pode ocor r er a bsor çã o ou liber a çã o de ca lor , u m a va r ia çã o de en t a lpia ch a m a da en t a lpia de m ist u r a . E xem plos sã o a m ist u r a de á lcool e á gu a (liber a ca lor , exot ér m ica ) sa l e á gu a (a bsor ve ca lor , en dot ér m ica ) e a dissolu çã o do silício n o fer r o (exot ér m ica ). Resu m in do, h á qu a t r o “t ipos” pr in cipa is de va r ia ções de en t a lpia , ist o é, a s pr in cipa is a lt er a ções ou t r a n sfor m a ções qu e t em efeit o n a en t a lpia de u m sist em a , sã o: E n t a lpia a ssocia da a YDULDomRGHWHPSHUDWXUD: “Ca lor ” sen sível. Va r ia çã o de en t a lpia a ssocia da a WUDQVIRUPDomR GH IDVH: “Ca lor ” de t r a n sfor m a çã o ou “ca lor ” la t en t e. Va r ia çã o de en t a lpia a ssocia da a UHDomRTXtPLFD: “ca lor ” de r ea çã o. Va r ia çã o de en t a lpia a ssocia da a IRUPDomRGHVROXomR: “ca lor ” de m ist u r a . 1RWD $V YDULDo}HV GH HQWDOSLD VRPHQWH VmRLJXDLVDRFDORUWURFDGRVHRSURFHVVR RFRUUHDSUHVVmRFRQVWDQWH A en t a lpia da s difer en t es fa ses do fer r o pode ser ca lcu la da u t iliza n do da dos t a bela dos de cp com o os da figu r a a n t er ior . É eviden t e qu e, se u m polin ôm io for em pr ega do pa r a descr ever cp u m ou t r o polin ôm io ser á obt ido pa r a a fu n çã o en t a lpia . cp= H= m3 m1 +m3 T +m5 /T2 +m4 T 2 +m4 T /2 +m5 /T +m6 T2 (1) 3 (2) +m6 T /3 O r esu lt a do dest a in t egr a çã o depen der á do va lor da en t a lpia de ca da fa se a t em per a t u r a in icia l da in t egr a çã o. (Do pon t o de vist a m a t em á t ico ist o é eviden t e pelo a pa r ecim en t o da con st a n t e de in t egr a çã o n o polin ôm io a cim a ). Reprodução proibida. © 1998 André Luiz V. da Costa e Silva r.2 04/2002 1-12 8))7HUPRGLQkPLFD$SOLFDGDD$FLDULD ,QWURGXomR Entalpia (J/at-g) das diferentes fases do Fe, em função da temperatura, a P=1x105Pa. Entalpia do Fe BCC a 298.15K e 1x105Pa considerada como zero. Dados do banco de dados bin do Thermocalc. 2´=HURµGDV)XQo}HVGH(QHUJLD A figu r a a cim a m ost r a a en t a lpia da s fa ses CCC, CF C e líqu ido, do F er r o pu r o a 1a t m , em fu n çã o da t em per a t u r a . Obser ve qu e a s cu r va s t êm in clin a ções sem elh a n t es, m a s est ã o sepa r a da s. Se a en t a lpia de ca da fa se for obt ida pela in t egr a çã o do cp dest a fa se em u m in t er va lo de t em per a t u r a , o “ zer o” do gr á fico cor r espon der ia sem pr e a en t a lpia da fa se ou su bst â n cia n est a t em per a t u r a , pois n ã o exist e n en h u m a Lei da t er m odin â m ica qu e est a beleça qu a n do a en t a lpia ou a en er gia in t er n a de u m sist em a é zer o. Ist o n ã o é u m a ca r a ct er íst ica excepcion a l da s fu n ções t er m odin â m ica s de en er gia . Na m ecâ n ica , a en er gia pot en cia l, por exem plo, depen de da defin içã o de u m r efer en cia l. Se pa r a a a n á lise de via gen s a ér ea s o n ível do m a r pode ser u m r efer en cia l a dequ a do, cer t a m en t e n ã o é o m elh or r efer en cia l pa r a a va lia r a qu eda de cor pos em Volt a Redon da . P a r a qu e seja possível ca lcu la r a s va r ia ções de en t a lpia a ssocia da s a t r a n sfor m a ções de fa ses e a r ea ções qu ím ica s, en t r et a n t o, é n ecessá r io escolh er u m m esm o zer o pa r a t oda s a s fa ses do elem en t o, e t er u m sist em a con sist en t e de r efer ên cia s pa r a t odos os elem en t os. O zer o de en t a lpia é escolh ido, n or m a lm en t e, com o sen do a en t a lpia do elem en t o pu r o, em su a fa se m a is est á vel, a t em per a t u r a de 25 oC e pr essã o de 1 a t m . E st e est a do é ch a m a do 6(56WDQGDUG(OHPHQW5HIHUHQFH Com o o son h o dos a lqu im ist a s (a t r a n sfor m a çã o de u m n ã o exist e n a t er m odin â m ica est e zer o é escolh ido pa r a qu a n do se u sa o pa dr ã o SE R. É im por t a n t e lem br a r a r bit r á r ia e podem exist ir ou t r a s m a is con ven ien t es, em elem en t o em ou t r o) t odos os elem en t os, qu e est a escolh a é ou t r os ca sos. Assim , n o ca so do fer r o, por exem plo, t em -se: Reprodução proibida. © 1998 André Luiz V. da Costa e Silva r.2 04/2002 1-13 8))7HUPRGLQkPLFD$SOLFDGDD$FLDULD ,QWURGXomR 6(5 &&& , 298.15. ,1DWP +)H = +)H =0 É eviden t e qu e a en t a lpia da s dem a is fa ses do fer r o, n a s m esm a s con dições de P e T n ã o ser á n u la , com o se obser va n o gr á fico. P a r a ca lcu la r a va r ia çã o de en t a lpia qu a n do o fer r o é a qu ecido en t r e du a s t em per a t u r a s, é pr eciso con sider a r a s fa ses est á veis dest e elem en t o em ca da fa ixa de t em per a t u r a . (O cr it ér io de est a bilida de ser á discu t ido a dia n t e. P or en qu a n t o, a s t r a n sfor m a ções de fa se ser ã o con sider a da s con h ecida s.) L δ γ α E n t a lpia (J ) por a t -g de F e em fu n çã o da t em per a t u r a em oC. Refer ên cia F e CCC a 25 oC, 1x10 5 P a . Ca lcu la do com Th er m oca lc ba n co de da dos bin . Com o o u so de gr á ficos n em sem pr e é pr á t ico, t a bela s podem ser m a is con ven ien t es, em especia l qu a n do n ã o se t em a cesso a t a bu la ções com pu t a dor iza da s. Reprodução proibida. © 1998 André Luiz V. da Costa e Silva r.2 04/2002 1-14 8))7HUPRGLQkPLFD$SOLFDGDD$FLDULD ,QWURGXomR OUT PUT F ROM T HERMO- CAL C 98. 6. 8 16. 6.14 3KDVH%&&B$)H Pressure : 100000.00 ****************************************************************************** T Delta-Cp Delta-H DELTA-S Delta-G (K) (Joule/K) (Joule) (Joule/K) ( Joule) ****************************************************************************** 298.15 2.48446E+01 6.73586E-01 2.72797E+01 -8.13275E+03 300.00 2.48904E+01 4.66785E+01 2.74335E+01 -8.18336E+03 400.00 2.71299E+01 2.65024E+03 3.49081E+01 -1.13130E+04 500.00 2.93561E+01 5.47278E+03 4.11972E+01 -1.51258E+04 600.00 3.19293E+01 8.53312E+03 4.67698E+01 -1.95287E+04 700.00 3.50984E+01 1.18784E+04 5.19203E+01 -2.44658E+04 800.00 3.92042E+01 1.55837E+04 5.68619E+01 -2.99059E+04 900.00 4.49644E+01 1.97733E+04 6.17900E+01 -3.58377E+04 1000.00 5.42146E+01 2.46898E+04 6.69615E+01 -4.22718E+04 1100.00 4.55851E+01 2.99032E+04 7.19408E+01 -4.92317E+04 1200.00 4.12427E+01 3.42043E+04 7.56859E+01 -5.66188E+04 1300.00 3.97651E+01 3.82418E+04 7.89184E+01 -6.43522E+04 1400.00 3.93571E+01 4.21920E+04 8.18460E+01 -7.23925E+04 1500.00 3.94801E+01 4.61306E+04 8.45633E+01 -8.07144E+04 1600.00 3.99068E+01 5.00980E+04 8.71237E+01 -8.92999E+04 1700.00 4.05216E+01 5.41182E+04 8.95607E+01 -9.81351E+04 1800.00 4.12594E+01 5.82064E+04 9.18973E+01 -1.07209E+05 1900.00 4.32521E+01 6.24331E+04 9.41820E+01 -1.16513E+05 2000.00 4.44635E+01 6.68248E+04 9.64344E+01 -1.26044E+05 OUT PUT F ROM T HERMO- CAL C 98. 6. 8 16. 6.32 Phase :)&&)H Pressure : 100000.00 ****************************************************************************** T Delta-Cp Delta-H DELTA-S Delta-G (K) (Joule/K) (Joule) (Joule/K) (Joule) ****************************************************************************** 298.15 2.51980E+01 7.97354E+03 3.59016E+01 -2.73053E+03 300.00 2.52336E+01 8.02019E+03 3.60576E+01 -2.79709E+03 400.00 2.67604E+01 1.06252E+04 4.35412E+01 -6.79131E+03 500.00 2.78915E+01 1.33596E+04 4.96383E+01 -1.14595E+04 600.00 2.88709E+01 1.61986E+04 5.48116E+01 -1.66884E+04 700.00 2.97823E+01 1.91316E+04 5.93311E+01 -2.24001E+04 800.00 3.06609E+01 2.21540E+04 6.33656E+01 -2.85385E+04 900.00 3.15232E+01 2.52633E+04 6.70268E+01 -3.50609E+04 1000.00 3.23782E+01 2.84584E+04 7.03924E+01 -4.19340E+04 1100.00 3.32308E+01 3.17388E+04 7.35183E+01 -4.91314E+04 1200.00 3.40840E+01 3.51045E+04 7.64464E+01 -5.66311E+04 1300.00 3.49398E+01 3.85557E+04 7.92083E+01 -6.44151E+04 1400.00 3.57994E+01 4.20926E+04 8.18291E+01 -7.24681E+04 1500.00 3.66636E+01 4.57157E+04 8.43284E+01 -8.07769E+04 1600.00 3.75330E+01 4.94255E+04 8.67223E+01 -8.93302E+04 1700.00 3.84081E+01 5.32225E+04 8.90240E+01 -9.81183E+04 1800.00 3.92892E+01 5.71073E+04 9.12443E+01 -1.07132E+05 1900.00 4.19066E+01 6.11666E+04 9.34387E+01 -1.16367E+05 2000.0 4.35491E+01 6.54470E+04 9.56340E+01 -1.25821E+05 Reprodução proibida. © 1998 André Luiz V. da Costa e Silva r.2 04/2002 1-15 8))7HUPRGLQkPLFD$SOLFDGDD$FLDULD ,QWURGXomR OUT PUT F ROM T HERMO- CAL C 98. 6. 8 16. 7. 1 Phase :/,4)H Pressure : 100000.00 ****************************************************************************** T Delta-Cp Delta-H DELTA-S Delta-G (K) (Joule/K) (Joule) (Joule/K) (Joule) ****************************************************************************** 298.15 2.44276E+01 2.11903E+04 4.34219E+01 8.24404E+03 300.00 2.44657E+01 2.12355E+04 4.35731E+01 8.16357E+03 400.00 2.61225E+01 2.37702E+04 5.08536E+01 3.42875E+03 500.00 2.73837E+01 2.64474E+04 5.68224E+01 -1.96380E+03 600.00 2.84960E+01 2.92421E+04 6.19147E+01 -7.90670E+03 700.00 2.95465E+01 3.21446E+04 6.63868E+01 -1.43262E+04 800.00 3.05753E+01 3.51507E+04 7.03994E+01 -2.11688E+04 900.00 3.16072E+01 3.82597E+04 7.40601E+01 -2.83943E+04 1000.00 3.26625E+01 4.14730E+04 7.74446E+01 -3.59716E+04 1100.00 3.37622E+01 4.47937E+04 8.06088E+01 -4.38759E+04 1200.00 3.49309E+01 4.82277E+04 8.35960E+01 -5.20875E+04 1300.00 3.61989E+01 5.17832E+04 8.64412E+01 -6.05904E+04 1400.00 3.76036E+01 5.54720E+04 8.91743E+01 -6.93720E+04 1500.00 3.91918E+01 5.93100E+04 9.18216E+01 -7.84224E+04 1600.00 4.10207E+01 6.33184E+04 9.44079E+01 -8.77343E+04 1700.00 4.31599E+01 6.75245E+04 9.69572E+01 -9.73028E+04 1800.00 4.56932E+01 7.19635E+04 9.94938E+01 -1.07125E+05 1900.00 4.60000E+01 7.65609E+04 1.01980E+02 -1.17201E+05 2000.00 4.60000E+01 8.11609E+04 1.04339E+02 -1.27518E+05 E xem plo: Um a a cia r ia elét r ica con som e 410 kWh /t pa r a a qu ecer e fu n dir a ço a t é 1600 oC. Com pa r e est e va lor com o con su m o t eór ico en t r e 25 oC e 1600 oC a pr essã o con st a n t e de 1 atm. Da t a bela de en t a lpia do F e líqu ido podem os in t er pola r u m va lor de 7,53265E 4 J /a t -g pa r a 1873.15K. A en t a lpia do F e CCC a 25 oC (298.15K) Assim : J/at-g Fe 7,53265E4 at-g Fe/t 1000000/55.85 +FHG é 0 J (ver t a bela da fa se BCC). J/t (Ws/t) 1348728703,671 IJLK kWh/Ws 3600000 N:KW)H Not a : É im por t a n t e obser va r qu e a s t r ês t a bela s for a m ca lcu la da s r efer ida s a +FHG . IJLK E xer cício: Qu a l o “ ca lor ” con su m ido n a fu sã o de 1 a t -g de F e, a 1535 oC? Ca lcu le a en t a lpia do F e-δ e do F e-L por in t er pola çã o, com o n o exem plo a cim a . Reprodução proibida. © 1998 André Luiz V. da Costa e Silva r.2 04/2002 1-16 8))7HUPRGLQkPLFD$SOLFDGDD$FLDULD ,QWURGXomR Ger a n do a s cu r va s e t a bela s dest e ca pít u lo em Th er m oca lc: @@ Este macro usa o banco de dados SSOL ou TCFE para fazer um gráfico @@ do cp das fases do Fe entre 298 e 2000 K go data sw-d ssol @@ sw-d tcfe @@ sw-d bin @@ se não dispuser do ssol, use tcfe ou bin define-element fe reject phase * restore phase bcc fcc liq get data go p-3 set-condition t=300 n=1 p=1e5 compute-equilibrium enter function cpbcc=hm(bcc).t; enter function cpfcc=hm(fcc).t; enter function cpliq=hm(liq).t; set-axis-variable 1 T 298 2000,,,, step evaluate cpbcc,cpfcc,cpliq post enter table cps=cpbcc, cpfcc, cpliq; set-diagram-axis x T set-diagram-axis y cps,,,, set-label-curve d,,, plot,,, back set-inter @@ Este macro usa o banco de dados SSOL ou TCFE para fazer um grafico @@ da entalpia das fases do Fe entre 298 e 2000 K go data switch-data tcfe define-element fe reject phase * restore phase bcc fcc liq get data go p-3 set-condition t=300 n=1 p=1e5 compute-equilibrium set-axis-variable 1 T 298 2000,,,, step separate phase post set-diagram-axis x T set-diagram-axis y hm(*),,,, set-label-curve d plot,,, back set-inter Reprodução proibida. © 1998 André Luiz V. da Costa e Silva r.2 04/2002 1-17 8))7HUPRGLQkPLFD$SOLFDGDD$FLDULD ,QWURGXomR @@ Este macro usa o banco de dados SSOL ou TCFE para fazer um grafico @@ da entalpia das fases ESTAVEIS do Fe entre 298 e 2000 K go data switch-data tcfe define-element fe reject phase * restore phase bcc fcc liq get data go p-3 set-condition t=300 n=1 p=1e5 compute-equilibrium set-axis-variable 1 T 298 2000,,,, step normal post set-diagram-axis x T set-diagram-axis y hm,,,, set-label-curve b plot,,, back set-inter @@ tabela de entalpia de uma fase do ferro @@ (qual a referência?) go data switch-data ssol define-element fe reject phases * restore phase liq bcc fcc get go tab tab-ph bcc,,,,,,,, @@ na versao M o seguinte comando deve ser usado: @@ tab-su bcc,,,,,,, set-inter Reprodução proibida. © 1998 André Luiz V. da Costa e Silva r.2 04/2002 1-18