25 de fevereiro de 2013 O conteúdo das matérias é de inteira responsabilidade dos meios de origem A missão da ADIMB é a de promover o desenvolvimento técnico-científico e a capacitação de recursos humanos para a Indústria Mineral Brasileira VALE ARREMATA MEGAJAZIDA DE TITÂNIO Uma das maiores jazidas de titânio do país foi arrematada ontem pela Vale Fertilizantes, braço da mineradora Vale. O leilão ocorreu no município de Catalão, em Goiás, onde está localizada a jazida. A Vale apresentou proposta para as três áreas que tinham seus direitos minerários sob controle da Metais de Goiás S/A (Metago). Empresa pública do governo estadual, a Metago está em processo de liquidação e realizou o leilão para pagar suas dívidas. Ao todo, as três áreas leiloadas possuem cerca de 85 milhões de toneladas de titânio. Segundo o geólogo responsável pelos estudos técnicos da jazida, o especialista Wanderlino Teixeira de Carvalho, trata-se da última grande jazida de titânio do Brasil e uma das maiores do mundo. Ao vencer o leilão, a Vale garantiu praticamente o controle nacional para produção de titânio, mineral que é muito utilizado na fabricação de tintas, computadores, instrumentos musicais, bicicletas e peças de implante ósseo, entre outras utilidades. A licitação foi realizada em duas etapas. Na primeira, a Vale surpreendeu os responsáveis pela concorrência, ao apresentar uma proposta que prevê o pagamento ao governo de Goiás de uma alíquota de 8% de royalty sobre a exploração. O lance também inclui o pagamento de R$ 8 milhões para assumir o direito minerário da jazida. O edital da concorrência previa o pagamento de um percentual mínimo de 2% de royalty e um lance mínimo de R$ 4 milhões para transferência das áreas. "Esse percentual de 8% é realmente alto, bem acima da média internacional, que fica em torno de 4%. O resultado é muito positivo", disse Carvalho ao Valor. Na segunda etapa do leilão, quando foi oferecida uma terceira área com menor teor de titânio, a mineradora acabou oferecendo o piso do que foi proposto para aquele lote - royalty de 2% e lance de R$ 1 milhão. Ao todo, 17 empresas chegaram a retirar o edital para avaliar a licitação, mas apenas a Vale acabou fazendo uma proposta formal pelas jazidas de titânio. Procurada, a Vale Fertilizantes não comentou o assunto até o fechamento desta edição. Hoje o Brasil é um importador de titânio. O valor das importações brasileiras em 2011, segundo informações do Departamento Nacional de Produção Mineral (DNPM), foi de US$ 580,5 milhões. Enquanto isso, as exportações totalizaram pouco mais que 10% desse valor, causando um déficit na balança comercial de titânio e derivados de US$ 515,5 milhões. Os maiores produtores mundiais são Austrália (19,4%), África do Sul (17,3%), Canadá (10,4%) e Índia (8,6%). O Brasil é o maior produtor da América Latina, com 1,1% da produção mundial de titânio em 2011. Em 2011, o Brasil importou mais de 200 mil toneladas de produtos de titânio. Os compostos químicos, basicamente pigmentos para tintas, representam cerca de 80% dessas importações. Hoje, os principais municípios produtores de titânio no Brasil são Mataraca (PB), São Francisco de Itabapoana (RJ) e Santa Bárbara de Goiás (GO). A produção brasileira de titânio concentrado cresceu 26,5% em 2011, passando de 56.259 toneladas em 2010 para 71.148 toneladas, no ano seguinte. A demanda pelo mineral no país, segundo o DNPM, tem crescido a uma média de 15% por ano. Na região de Catalão, onde já atuam a própria Vale e a mineradora britânica Anglo American, em produção de fosfato, está localizada a maior concentração de terras raras do mundo. Nas áreas da Anglo American, segundo o DNPM, há um depósito com 1,1 milhão de toneladas de fosfato que contêm cério e lantânio, dois dos 17 elementos químicos que compõe o grupo das terras raras. Hoje esse mercado é dominado pela China, que possui cerca de 50% das reservas mundiais de terras raras e que lidera a produção mundial desses elementos, com mais de 97% dos óxidos de terras raras produzidos em 2011. O Brasil gastou US$ 53,64 milhões com importação de compostos químicos e produtos manufaturados com terras raras em 2011. A expectativa é de que investimentos nessa área sejam retomados neste ano. Fonte: Valor Econômico Data: 20/02/2013 BRASILEIROS AVANÇAM RUMO ÀS SUPERLIGAS DE NIÓBIO Trio metálico O desenvolvimento de novas superligas à base de nióbio poderá levar a uma maior eficiência energética em usinas termelétricas e em sistemas de propulsão de aviões e foguetes. É o que pesquisadores brasileiros demonstraram ao desenvolver o diagrama de fases para os elementos nióbio (Nb), cromo (Cr) e boro (B). O diagrama de fases é uma espécie de mapa sobre o que vai ocorrer com a estrutura microscópica da mistura desses três elementos em quaisquer proporções e em diferentes temperaturas. "Podemos fazer uma analogia do diagrama de fases pensando nos elementos nióbio, cromo e boro como se eles fossem ingredientes de um bolo. A proporção correta de ingredientes, assim como a temperatura do forno, é fundamental para que o produto final [o bolo] esteja adequado para consumo", explica o professor Gilberto Carvalho Coelho, do Departamento de Engenharia de Materiais (Demar) da USP. Superligas O grande interesse nesses metais está na fabricação das chamadas superligas, ou ligas de alto desempenho. As superligas são compostos de vários metais que apresentam elevada resistência mecânica, estabilidade superficial e resistência à corrosão e oxidação, além de serem relativamente leves. Para o desenvolvimento de uma nova superliga é necessário descobrir as proporções corretas de cada ingrediente, ou seja, de cada metal. "Então, o diagrama de fases desenvolvido [pela equipe], adicionado a outros diagramas de fases, de outros elementos, fornece os dados necessários para os engenheiros de materiais desenvolverem as novas superligas", destaca o pesquisador. O professor Gilberto conta que os três elementos - nióbio, cromo e boro - foram escolhidos para compor o diagrama de fases exatamente pelas propriedades que conferem à liga final. "O nióbio foi utilizado pensando na sua altíssima temperatura de fusão [2.468 °C], que o torna tão atraente para a indústria. Já o cromo confere resistência à oxidação a uma peça metálica através da formação de uma camada protetora, como uma pele, em sua superfície. No caso de uma turbina, por exemplo, o processo de aquecer e esfriar pode fazer essa camada trincar. O boro ajuda na regeneração dessa camada protetora da superfície da peça", descreve o pesquisador. Superliga de nióbio Devido ao altíssimo ponto de fusão, o nióbio é utilizado na produção de materiais estruturais sólidos, na construção de turbinas de termelétricas e em sistemas de propulsão da indústria aeronáutica e aeroespacial, e em mais uma série de outras utilizações. Outro exemplo é na fabricação de ligas supercondutoras - sem resistência à passagem de corrente elétrica - para peças de tomógrafos por ressonância magnética nuclear. Cerca de 90% das reservas mundiais de nióbio economicamente viáveis de exploração estão localizadas no Brasil, principalmente na cidade de Araxá, em Minas Gerais. Recentemente ele foi listado na "lista de risco" dos metais mais raros da Terra. Atualmente, grande parte da indústria utiliza as superligas de níquel para estas aplicações, cuja temperatura de trabalho é, no máximo, de aproximadamente 1.150°C. "Porém, estas ligas já são aplicadas em ambientes cuja temperatura é próxima de seus pontos de fusão, em torno de 1.350°C, o que limita ganhos adicionais de eficiência das turbinas," comenta o pesquisador, lembrando que o preço das superligas de nióbio ainda é muito elevado. Quanto maior for a temperatura com que uma turbina puder trabalhar, maior será sua eficiência energética. No caso de uma termelétrica, por exemplo, a turbina converte o gás natural em energia elétrica. Nessa conversão, se for usado menos combustível, serão gerados menos poluentes. Por isso, os aspectos ecológico e econômico da proposta de se desenvolver novas superligas a base de nióbio são tão interessantes. Fonte: Inovação e Tecnologia Data: 18/02/2013 BACTÉRIA MINERADORA PRODUZ PARTÍCULAS DE OURO Garimpeiros podem vir um dia a utilizar placas de Petri para ajudar nas suas buscas. Uma espécie de bactéria forma nanopartículas de ouro para se desenvolver em soluções tóxicas do metal precioso, informa um artigo publicado na revista Nature Chemical Biology. A molécula com a qual as bactérias criam essas partículas pode um dia vir a ser usada para extrair ouro de resíduos de minério, diz Frank Reith, um microbiologista ambiental da Universidade de Adelaide, na Austrália, que trabalha com bactérias processadoras de ouro, mas não esteve envolvido neste último estudo. Reith encontrou uma primeira evidência convincente que as bactérias se desenvolvem em partículas de ouro há dez anos. Em diversos locais, separados por milhares de quilômetros, ele e sua equipe acharam a bactéria Cupriavidus metallidurans vivendo em biofilmes em pepitas de ouro. Essas bactérias desintoxicam o ouro líquido, secretando-o em nanopartículas inertes dentro de suas células. Reith e seus colegas passaram a última década tentando entender como isso ocorre, mas ainda não publicaram suas conclusões finais. Alguns biofilmes também continham uma segunda espécie de bactéria: Delftia acidovarans. Nathan Magarvey, bioquímico da Universidade McMaster, em Hamilton, no Canadá, e sua equipe cultivaram essa espécie na presença de uma solução de ouro e descobriram que as colônias bacterianas estavam cercadas por halos escuros de nanopartículas de ouro. Os pesquisadores concluíram que a D. acidovarans estava de alguma forma criando partículas de ouro no exterior de sua parede celular, e não dentro, como a C. metallidurans. Genes de ouro Por meio de análises bioquímicas e do genoma, os pesquisadores descobriram um conjunto de genes e um metabólito químico que foram responsáveis por precipitar o ouro. Bactérias que foram modificadas para não terem esses genes mostraram não formar mais halos escuros e tiveram o crescimento retardado na presença de ouro. A equipe também isolou uma substância química produzida por bactérias não modificadas que provocou a precipitação das partículas de ouro a partir de uma solução. Essa substância química foi denominada delftibactina. Os investigadores sugerem que os genes que identificaram estão envolvidos na produção e desvio da delftibactina para fora da célula. Ao precipitar o ouro, a D. acidovarans pode impedir que o metal entre em suas células. Magarvey, porém, diz que é possível que a D. acidovarans também use outros mecanismos para desintoxicar o ouro que rompe as suas paredes celulares. O trabalho de Magarvey 'complementa o nosso muito bem', diz Reith. Essas duas espécies bacterianas podem viver em simbiose, com a D. acidovarans utilizando a delftibactina para diminuir o ouro solúvel até níveis com as quais ambas as espécies consigam lidar. Pode ser que uma corrida do ouro auxiliada pelos micróbios ainda venha a acontecer, diz Reith. A delftibactina poderia ser usada para produzir nanopartículas de ouro catalisadoras de muitas reações químicas, ou para precipitar ouro a partir da água residual produzida nas minas. 'A ideia é utilizar uma bactéria ou metabólito para semear essas pilhas de resíduos, deixá-las descansando durante uns anos, e ver se partículas maiores se formam', diz Reith. Magarvey está levando essas possíveis aplicações a sério: ele garantiu direitos de propriedade intelectual sobre a delftibactina. Contudo, enfatiza que está mais interessado em entender as propriedades químicas dos metabólitos. 'Adoraria poder dizer que estamos aqui, no Canadá, cultivando quilos de ouro todos os dias.' Fonte: The New York Time Data: 19/02/2013 BRASIL ESTRÉIA NA EXTRAÇÃO DE VANÁDIO COM MINA NA BAHIA A canadense Largo Resources inaugura hoje, em Maracás (BA), uma das principais mineradoras de vanádio do mundo e a primeira da Américas, que será responsável por 8% da produção global do metal - e com o menor custo do mundo, segundo a companhia. Resistente a choques e à corrosão, o vanádio é utilizado para dar mais força para ligas de aço. É usado, por exemplo, nas indústrias bélica, aeronáutica, aeroespacial, na construção civil, na produção de aço inoxidável para instrumentos cirúrgicos e ferramentas e em uma gama de produtos menores, como os isqueiros. Os primeiros quilos do metal da Vanádio de Maracás, subsidiária da Largo Resources e dona do projeto, serão produzidos no último trimestre deste ano, segundo Mark Brennan, presidente da companhia canadense. A empresa já obteve a maior parte das licenças necessárias para produzir e está em fase de finalização das obras, na etapa de instalações elétricas e montagem de equipamentos. O investimento somará US$ 275 milhões, sendo US$ 175 milhões do BNDES, tendo como garantidores os bancos Itaú, Bradesco e Votorantim. O valor inclui a compra do projeto, em 2007, da Odebrecht e da Vale, que até a ocasião haviam estimado as reservas de minerais em 10 milhões de toneladas. Em estudos posteriores, a Vanádio de Maracás identificou o volume de 23 milhões de toneladas, o que dará à mina uma vida útil de 29 anos. "Agora, não precisamos mais de recursos, só precisamos finalizar a construção," disse o executivo ao Valor. Ele afirma que a unidade vai gerar receita anual de pelo menos US$ 120 milhões a partir do ano que vem. Neste ano, serão desembolsados US$ 35 milhões. O alto teor de vanádio contido em Maracás - de 1,34%, contra 0,5% em algumas das principais minas do mundo - deve garantir altas margens à companhia, afirma Brennan. Segundo ele, o custo do quilo do vanádio do projeto foi estimado em US$ 12, enquanto o preço de mercado está em US$ 32. O pentóxido de vanádio, que será o primeiro produto produzido pela empresa e tem os mesmos usos das ligas ferro-vanádio, terá um custo de US$ 2,10 por libra-peso, enquanto o preço no mercado está em torno de US$ 7 por libra-peso. Em 2014, a companhia espera operar com sua capacidade total, de cerca de 9,6 mil toneladas por ano de pentóxido de vanádio (sendo cerca de 5,5 mil de vanádio contido) e empregar 400 pessoas. Dois anos depois, o objetivo é aumentar a produção em 50%, após ampliações na estrutura original. O destino da produção da Vanádio de Maracás esta nas mãos da Glencore, que comprará a totalidade do volume produzido pela empresa. Atualmente, o Brasil é importador líquido de Vanádio, tendo comprado do exterior 1.180 toneladas da liga ferro-vanádio em 2011, segundo os dados mais recentes do Departamento Nacional de Produção Mineral (DNPM), e exportado 74 toneladas. Além da Vanádio de Maracás, a Largo Resources possui outros dois projetos no país: em Currais Novos (RN), de tungstênio, e em Campo Alegre de Lourdes (BA), com reservas de minério de ferro, titânio e vanádio, mas esta em fase inicial de desenvolvimento. Fora do Brasil, a empresa produz tungstênio em Yukon, no Canadá. Fonte: Valor Econômico Data: 21/02/2013 GOVERNO BRASILEIRO DISCUTE MARCO DA MINERAÇÃO COM ESTADOS O governo tem realizado reuniões com representantes de Estados produtores de minerais para apresentar e discutir o texto do marco regulatório da mineração, afirmou nesta quarta-feira o ministro de Minas e Energia, Edison Lobão. Lobão disse que se encontrou nesta quarta-feira com a ministra da Casa Civil, Gleisi Hoffmann, para tratar do tema, e reiterou que as novas regras do setor deverão ser encaminhadas em breve ao Congresso Nacional. "O código está em fase final de elaboração", afirmou o ministro em Brasília, antes de uma reunião com primeiro-ministro da Rússia. Segundo fontes com conhecimento do assunto, o governo estuda implementar royalties mais elevados em regiões com maior nível de produção, como, por exemplo, em Carajás, no Pará, onde a Vale explora uma das maiores jazidas de minério de ferro do mundo. O modelo seria semelhante ao que já ocorre no setor de petróleo, com a cobrança de participações especiais sobre campos com grande produtividade. Também entrou na discussão a possibilidade de royalties flexíveis sobre a exploração mineral, de maneira que, quando os preços de um determinado mineral ou metal suba expressivamente, a alíquota de royalty também aumente. Além dos Estados produtores, o governo tem se reunido com representantes da iniciativa privada para a finalização do novo marco da mineração. Um dos objetivos do governo brasileiro com a nova legislação é mudar o critério de aquisição de concessões minerárias, com a criação de leilões para áreas consideradas estratégicas. Até então, quem solicitava a outorga primeiro conseguia a licença, provocando filas nos escritórios do Departamento Nacional de Produção Mineral (DNPM) espalhados pelo país. Outras medidas que podem constar do texto a ser enviado ao Congresso Nacional são a fixação de prazos exploratórios e a criação de uma agência reguladora para o setor, tal como no setor de petróleo. Fonte: Reuters Brasil Data: 20/02/2013 GOVERNO PODE FLEXIBILIZAR ROYALTY DE MINÉRIO DE FERRO As exportações de commodities minerais, como o minério de ferro, deverão ser objeto da cobrança de uma alíquota variável, uma taxa que aumentará de acordo com a elevação do preço da matéria-prima no mercado internacional. A mudança nas regras de pagamento de royalty do setor mineral faz parte do texto do novo código de mineração que o governo pretende encaminhar ao Congresso em março. A informação foi confirmada pelo ministro de Minas e Energia (MME), Edison Lobão. Em entrevista ao Valor PRO, serviço de notícias em tempo real do Valor, Lobão disse que o governo trabalha com a proposta de escalonamento da Compensação Financeira pela Exploração de Recursos Minerais (Cfem), como é chamado o royalty da mineração. Hoje, para exportação de minério de ferro, o minerador paga uma taxa de 2% sobre o resultado líquido de suas transações, sem qualquer variação deste percentual. Os municípios ficam com 65% do que é arrecadado, enquanto os Estados retêm 23% e a União, 12%. Segundo Lobão, a perspectiva é que a cobrança da Cfem para exportação de minério de ferro suba para até 6% sobre o faturamento das mineradoras, conforme a oscilação de preço do minério. Trata-se, portanto, de triplicar o recolhimento que é feito hoje pelas empresas. A adoção do royalty flexível atende a reivindicações feitas pelo Pará e Minas Gerais, Estados que, juntos, respondem por 97% da produção nacional de minério de ferro, principal produto da balança comercial, responsável por cerca de 14% das exportações brasileiras. "Recebemos esse pedido de flexibilização da Cfem de Minas Gerais e também do Pará. É uma proposta viável. Acredito que temos todas as condições de viabilizá-la", disse Edison Lobão. A mudança também foi bem recebida pelo ministro do Desenvolvimento, Fernando Pimentel, que tem acompanhado de perto as discussões sobre o novo código de mineração. "Me parece uma proposta interessante. Já sabemos que o royalty precisa subir, mas ainda não definimos detalhes de como isso será feito", afirmou o ministro. A produção brasileira de minério de ferro atingiu 398,1 milhões de toneladas em 2011 e respondeu por 14,2% do volume mundial. A mineradora Vale, que lavra minério de ferro nos Estados de Minas Gerais, Mato Grosso do Sul e Pará, foi responsável por 81% de toda a produção em 2011. O restante ficou distribuído entre outras 34 empresas. Procurada pelo Valor, a Vale informou que não se pronunciaria sobre o assunto, pelo fato de o texto definitivo do novo marco regulatório ainda ser desconhecido em seus detalhes. Em 2011, as exportações brasileiras de minério de ferro e pelotas totalizaram 330,8 milhões de toneladas, com movimentação de US$ 41,8 bilhões. Em quantidade de exportação, o volume foi 6,4% superior ao de 2010. Em valor, porém, a alta foi de 44,6%. É exatamente essa diferença que os Estados querem capturar, com a flexibilização da Cfem. Nesta semana, representantes dos governos do Pará e de Minas estiveram reunidos com a ministra-chefe da Casa Civil, Gleisi Hoffmann, para discutir detalhes da proposta que será encaminhada ao Congresso. A expectativa é grande em torno do novo marco regulatório do setor. No ano passado, o ministro Edison Lobão chegou a admitir que o governo está retendo a liberação de autorizações de pesquisa e lavra no Departamento Nacional de Pesquisa Mineral (DNPM), até que entrassem em vigor as novas regras do setor. Uma das medidas polêmicas que a União defende é a realização de leilões para conceder áreas de exploração mineral. Hoje o acesso às jazidas é dado por meio de uma autorização concedida pelo DNPM. A intenção do governo é gerar competição entre as empresas e, paralelamente, evitar especulações no controle de terras, como acontece hoje. São muitos os casos em que empresas conseguem autorizações de pesquisa de áreas no DNPM, mas passam décadas pedido a renovação daquela autorização, sem iniciar efetivamente a lavra mineral. No setor, porém, a decisão de licitar as áreas de mineração não é unanimidade. Especialistas afirmam que, na prática, o governo não vai conseguir gerar a competição que procura, uma vez que, antes de submeter determinada região ao mercado, é preciso saber se aquela área, de fato, permite uma exploração economicamente viável. Como os estudos preliminares são complexos e, muitas vezes, levam anos para serem concluídos, o governo não teria condições de fornecer essas informações previamente aos interessados. "Acredito que a licitação das áreas é um caminho positivo, desde que ela seja feita caso a caso", disse o vice-governador do Pará, Helenilson Pontes. "É uma regra que deve ser aplicada apenas a determinados minérios ou naquelas áreas em que o governo já tenha um bom conhecimento técnico de sua potencialidade." Fonte: Valor Econômico Data: 21/02/2013 MINERAÇÃO VOLTA À MESA DE NEGOCIAÇÕES DOS GOVERNOS DE MINAS E DA UNIÃO Depois de um ano paralisado e várias promessas descumpridas, o novo marco regulatório da mineração pode sair da gaveta. Nessa quarta-feira, o governador Antonio Anastasia (PSDB) se reuniu com a ministra chefe da Casa Civil, Gleisi Hoffmann, e com o ministro de Minas e Energia, Edison Lobão, para discutir a proposta que está sendo elaborada pelas equipes técnicas das duas pastas. Segundo Anastasia, a ministra confirmou a disposição do governo em alterar os critérios da Compensação Financeira pela Exploração de Recursos Mineração (Cfem) – royalties da mineração – como uma das mudanças incluídas no marco. A alteração cria expectativa principalmente para municípios mineiros, que esperam há três anos o reajuste prometido na arrecadação dos royalties do minério. “Nós apresentamos uma preocupação, que coincide com a do governo federal, de sempre estimular os investimentos no setor. São investimentos importantes, porque a economia mineira é muito calcada ainda na cadeia produtiva que se origina na mineração”, afirmou o governador. No encontro, os ministros reafirmaram que o projeto está em sua fase final, com poucos detalhes pendentes, e deverá ser entregue ao Congresso no mês que vem. Anastasia afirmou também que espera sensibilidade dos parlamentares para garantir agilidade na tramitação do projeto. Em Brasília, o governador cobrou maior valorização para a exploração de minério, que, em comparação com outros royalties, representa muito pouco na arrecadação dos estados e municípios. “Minas tem 50% da produção mineral do Brasil. Então, naturalmente, a posição de Minas é relevante. E mostramos que os valores atuais são pequenos diante, especialmente, de royalties de outros produtos, como o petróleo”, reiterou Anastasia. Enquanto em 2011, a exploração de petróleo rendeu R$ 25,8 bilhões – ficando a maior parte para estados e cidades produtores – a arrecadação com a Cfem foi de R$ 1,5 bilhão. Desse total, 12% foram para a União, 23% para os estados e 65% para os municípios mineradores. Minas ficou com R$ 181,4 milhões com a arrecadação dos royalties do minério, enquanto o Rio de Janeiro, no mesmo ano, recebeu R$ 7 bilhões com a exploração do petróleo, valor 38 vezes maior. Atualmente, as alíquotas da Cfem chegam a 2% para a extração de ferro, fertilizantes e carvão, e 3% para minério de alumínio, manganês, sal-gema e potássio. A avaliação de governadores e prefeitos é de que seria preciso reajustar esses percentuais para valorizar a produção mineral. Fonte: Estado de Minas Data: 21/02/2013 EXTRAIR METAIS NO ESPAÇO PODE SER RENTÁVEL EM ATÉ 30 ANOS, DIZ CIENTISTA Encontro na Austrália discute possibilidades futuras na Lua e em asteroides. Transportar 1 kg de material à Lua custaria atualmente quase R$ 200 mil. A atual tecnologia permite extrair minerais no espaço, mas a rentabilidade dessas operações ainda é questionável, afirmaram cientistas reunidos nesta quarta-feira (20) na Austrália. Segundo René Frader, um dos diretores do Laboratório de Propulsão a Jato da Nasa – departamento responsável pela atual missão do robô Curiosity –, a extração espacial poderá ser possível e rentável em 20 a 30 anos. Pode parecer interessante a possibilidade de obter "terras-raras", metais indispensáveis para a indústria de alta tecnologia, tanto na Lua quanto em asteroides, segundo os cientistas e diretores de grupos de mineração reunidos no Fórum de Minas Fora da Terra, o primeiro do gênero. "Acredito que estamos no ponto em que as pessoas dizem: 'Sim, acredito que isso é possível'", declarou Andrew Dempster, do Centro Australiano para a Engenharia Espacial. "A parte mais importante da tecnologia está pronta, mas tem que ser rentável", completou. Os custos são grandes, segundo as atuais estimativas: transportar um quilo de material de extração à Lua custa US$ 100 mil (quase R$ 200 mil), sem contar o valor do próprio material. A gravidade, as temperaturas, a pressão atmosférica, as radiações e a consistência do solo apresentam dificuldades sem precedentes. Mas as operações no espaço seriam em grande parte automáticas e teleguiadas, segundo os cientistas. Fonte: G1 Data: 20/02/2013 VALE TALKS SLATED FOR ARGENTINIAN POTASH PROJECT INVESTMENT Brazil-based miner Vale (BOV:VALE5) may have a new investor to partner with on the Rio Colorado potash project in Mendoza, Argentina, reports Spanish-language news daily La Nueva Provincia. Francisco Perez, the provincial governor of Mendoza, along with representatives from Vale and the potential investor, which has not yet been named, will meet in Buenos Aires next week to discuss a deal. Perez has denied rumours that the interested party is from China. Investments for the project were initially estimated at $6 billion but later ballooned to $10 billion mainly as a result of the country's high inflation rate. The Rio Colorado potash mining project is the largest in the country. The company suspended construction work recently due to financial problems. More than 5,000 workers have been laid off. Fonte: Mining.com Data: 23/02/2012 TRÊS FATORES PRESSIONAM A VALE, QUE JÁ CAI 20% DESDE O PICO DO ANO Empresa enfrenta seu pior mês desde 2008, no auge da crise financeira; tributos no exterior, código da mineração e prejuízo no quarto trimestre podem pesar O ano de 2013 tem sido péssimo para as ações da Vale (VALE3; VALE5), que depois de ver suas ações preferenciais registrarem uma alta de 4,23% no primeiro pregão do ano, entrou em tendência de queda. Do topo do ano, aos R$ 43,09 até o fundo, os R$ 34,19, atingido na última quinta-feira (21) já são 20,65% de queda. Com a sua principal commodity, o minério de ferro, em alta, o que acontece com a mineradora? Três fatores estão pressionando a mineradora, na opinião de Mitsuko Kaduoka, diretora de análise de investimentos da Indusval & Partners Corretora: o prejuízo que deve ser contabilizado no quarto trimestre de 2012, o julgamento no STF (Supremo Tribunal Federal) sobre impostos sobre o lucro de subsidiárias no exterior e a votação sobre o novo código minerário, que pode significar mais tributos pagos pela companhia - sobretudo na forma de royalties. Com isso, os papéis preferenciais da mineradora recuaram em seis das oito semanas que compõem o ano até agora, acumulando perdas de 16,56%. O movimento se acentuou nas últimas sessões, com sete quedas nas últimas oito sessões. Só em fevereiro, a queda é de 11,89% e com quatro pregões restantes, é possível que a companhia tenha seu pior mês desde outubro de 2008, quando o ativo caiu 20,08% - no meio do furacão da crise de 2008. 1º prejuízo em 10 anos Assim, a expectativa é que a Vale registre seu primeiro prejuízo em dez anos: a última vez que a companhia teve um prejuízo ela ainda era chamada de Vale do Rio Doce. Desta vez, a companhia acostumada a lucrar bilhões - deverá ter um prejuízo contábil e não-recorrente, o que ameniza a situação. "Os investidores costumam olhar para a geração de caixa da companhia e isso não vai mudar", afirma a diretora. Em termos operacionais, a situação para a Vale deve ser confortável, já que o preço do minério se manteve bastante forte durante todo o quarto trimestre, o que fortalece a posição da companhia. "Por isso, acredito que o resultado do quarto trimestre deve ser melhor que o do terceiro trimestre", acredita Mitsuko. Isso não apaga a pressão negativa que um prejuízo deverá ter - mesmo que psicologicamente - nos investidores. A Vale é uma boa pagadora de dividendos, e esta baixa contábil pode prejudicar ainda mais o já decadente pagamento de proventos da companhia. "Para a cotação voltar a subir, a parte operacional tem que ser muito, mas muito, melhor do que no trimestre anterior", diz. Lucro no exterior e código minerário As outras duas questões são tão importantes quanto: a decisão do STF em relação ao lucro das empresas no exterior e o código minerário. A expectativa de Mitsuko é que a empresa deva sofrer muito com a quantia devida ao governo, principalmente por ser uma empresa bastante internacionalizada - embora boa parte da produção se concentre em Minas Gerais e Pará. A questão de tributos também pesa no novo código minerário, já que a possibilidade é que o peso do estado se eleve em relação aos resultados da empresa - visto que a atual política em relação às commodities é de que "riquezas naturais são um bem do povo brasileiro". "Novos royalties devem surgir, quem sabe um novo tributo", diz a diretora. Rodrigo Galindo, fundador da Flag Asset, acredita que esse é o principal fator que pesa na companhia atualmente. "As potenciais mudanças no código de mineração podem até incluir uma participação especial do governo, a qual não está precificada nos números do mercado ainda", avalia. Para ele, há uma desconfiança generalizada dos investidores em relação à empresa por conta dessa tal "participação especial" - se ela, eventualmente, for incluída na proposta final. "O Ministério de Minas e Energia indicou que as mudanças no Código de Mineração deveriam ser enviadas para o Congresso em março, logo é possível que o papel fique sob pressão até lá", finaliza Galindo. Fonte: InfoMoney Data: 25/02/2013 AGNELLI, EX-VALE, CRIA SUA MINIVALE Executivo apresentou seu projeto a investidores num evento em Belo Horizonte e disse que pretende produzir 30 milhões de toneladas de minério em cinco anos A B&A Mineração prevê produzir 30 milhões de toneladas anuais de minério de ferro em cinco anos, mas a principal fonte de receita da empresa criada pelo ex-presidente da Vale Roger Agnelli em parceria com o BTG Pactual virá da produção de fertilizantes, disseram executivos nesta sexta-feira. A joint venture pretende produzir por ano 500 mil toneladas de potássio e 1 milhão de toneladas de fosfato em cinco anos, disse o presidente da companhia, Eduardo Ledsham, em evento em Belo Horizonte para apresentar a companhia a autoridades, jornalistas e participantes do setor de mineração. A B&A Mineração fez em dezembro uma proposta para adquirir a totalidade da Rio Verde Mineração, empresa canadense com projetos de fertilizantes no Brasil. A empresa já possuía 30 por cento do capital da empresa. A empresa de Agnelli herdou desta aquisição jazidas de fosfato no Pará, Maranhão e no Ceará. Um deles é uma mina de fosfato em Rio Bonito, no Pará, que vai começar a produzir em setembro, com volume estimado em 150 mil toneladas/ano. Agnelli disse no evento que aposta na entrada de um bilhão de pessoas na classe média em todo mundo nos próximos sete anos, o que aumentará a demanda por produtos de sua empresa. E destacou ainda o potencial crescimento de áreas agrícolas no Brasil e na África, alimentando o consumo de fertilizantes. A empresa também passou a ter presença em reservas de potássio no Sergipe, no município de São Cristóvão, onde pesquisas mostraram um bom potencial para o mineral. Além de fertilizantes e minério de ferro, a empresa planeja extrair anualmente 200 mil toneladas de cobre em cinco anos. O BTG Pactual, maior banco de investimento independente do Brasil, juntou-se a Agnelli com previsão de investir até 520 milhões de dólares em mineração por meio de aquisições e projetos, segundo informou a instituição de André Esteves em julho. SIMANDOU O presidente da companhia descartou interesse no projeto de minério de ferro de Simandou, na Guiné. "Estamos conversando com BHP sobre o projeto Nimba, não temos nenhum interesse em Simandou, que já tem dois bons sócios", disse o executivo, referindo-se à Vale e a BSG Resources (BSMR). Fontes familiarizadas com o negócio disseram à Reuters em novembro que a empresa de Agnelli estava entre os ofertantes para comprar a fatia da BHP Billiton no projeto Nimba, de minério de ferro, na Guiné. Outros ofertantes pela fatia da joint venture que detém a concessão da mina Nimba incluem a maior siderúrgica do mundo, a ArcelorMittal, que tem uma mina próxima, do outro lado da fronteira com a Libéria, disseram as fontes. Fala-se que a empresa de Agnelli estaria atuando como conselheira do governo da Guiné num momento em que os governantes reavaliam o processo de concessão das jazidas de Simandou, uma gigantesca reserva de minério de ferro cujos direitos de exploração estão sendo questionados. A Vale, uma das empresas com participação no negócio, decidiu retirar o projeto do seu plano de negócios. Há alguns anos, à frente da Vale, Agnelli empurrou a mineradora gigante para a Guiné, para uma controversa aquisição de participação em ativos de minério de ferro que incluíam blocos do depósito de Simandou confiscados da rival Rio Tinto. Fonte: Reuters Data: 22/02/2013 MINERADORA ENFRENTA “GREVE DE CAPITAL” Os recursos levantados pelas companhias de mineração e metalurgia caíram mais de 25% no ano passado em comparação a 2011, na primeira queda anual desde a crise financeira mundial de 2008-09. Trata-se do primeiro cálculo anual divulgado pela consultoria Ernst & Young. A queda na captação de recursos foi tão crítica no segundo semestre do ano que fontes do setor chegaram a mencionar, em tom de brincadeira, uma "greve de capital", uma vez que muitas empresas cancelaram projetos. A Ernst & Young estima que o volume de capital levantado pelas companhias mineradoras e metalúrgicas chegou a US$ 249 bilhões em 2012, em comparação a US$ 340 bilhões em 2011, fruto de uma grande queda nos recursos oriundos de ofertas públicas iniciais de ações e empréstimos bancários sindicalizados. A "greve de capital" foi particularmente sentida pelas companhias mineradoras em início de atividade listadas nas bolsas de valores de Toronto, Londres e Sidnei. Essas mineradoras arcam com a maior parte dos esforços de exploração na indústria mineradora e executivos temem que a falta de recursos possa resultar em menos descobertas de depósitos de minério de ferro. Lee Downham da Ernst & Young diz: "A suspensão dos investimentos por muitas companhias mineradoras e metalúrgicas, diante da alta dos custos e da queda dos preços em 2012, continuará enquanto os preços das commodities não se recuperarem o suficiente para encorajar novos investimentos." A maior queda na captação de recursos atingiu o mercado de ações, tanto no segmento de ofertas públicas iniciais de ações, quanto no de emissões de direitos de subscrição. O valor das IPOs recuou no ano passado ao seu menor patamar desde 2007, com uma queda de 81% nos recursos captados, para US$ 1,3 bilhão. "É difícil encontrar lógica na natureza indiscriminada da retirada das ações", disse a consultoria. Além disso, a grande aversão ao risco resultou em redução de 48% nos recursos obtidos com operações no mercado secundário de ações, para US$ 26 bilhões. "Cerca de 20% das emissões feitas pelas companhias mais novas foram vendidas a preços menores que os pretendidos, indicando o tamanho das dificuldades para se conseguir recursos." Os empréstimos bancários também diminuíram bastante, já que os bancos reduziram sua exposição ao setor para fortalecer seus balanços em antecipação às novas regras do Acordo da Basileia III. Os bancos emprestaram US$ 106 bilhões às mineradoras e metalúrgicas no ano passado, uma queda de 43% em relação a 2011. "Para essas companhias, a disponibilidade reduzida de endividamento bancário inevitavelmente aumentou os custos dos empréstimos e resultou em cláusulas contratuais cada vez mais restritivas", disse a consultoria em sua análise trimestral do setor minerador. As emissões de bônus foram o único ponto positivo, com os recursos atingindo recorde de US$ 113 bilhões, em comparação a US$ 83 bilhões em 2011, uma vez que as companhias usaram os mercados de bônus para reduzir sua dependência do endividamento bancário. A consultoria disse que o cupom médio sobre os títulos de 5 e 10 anos em dólares, das companhias mineradoras e metalúrgicas com grau de investimento, caiu para 3,9% no ano passado, depois de chegar a 4,7% em 2011. A capacidade do setor de captar recursos pode melhorar este ano, uma vez que o crescimento da economia mundial ganha força. "Em última análise, o jogo do financiamento mudou." Fonte: Valor Econômico Data: 22/02/2013 MINÉRIO POR ESCOLAS Royalty: O governo vai editar uma MP para mudar o Código de Mineração e cobrar mais impostos do setor Quando o carnaval de 2003 terminou, a indús-tria da mineração era pura folia. Com patrocí-nio de 2,5 milhões de reais da Vale, maior mineradora brasileira, o carnavalesco Joãosinho Trinta levara à Marquês de Sapucaí a história da exploração de pedras preciosas e minérios no País. O enredo renderia um bronze aos Acadêmicos do Grande Rio, sua melhor colocação até então, e a estreia da escola no desfile das campeãs no Rio de Janeiro. Uma década depois, o fim do carnaval promete notícias nada festivas para quem lucra com o subsolo brasileiro. Especialmente para a Vale. A Quarta-Feira de Cinzas disparou a contagem regressiva imposta a si mesmo pelo governo para redigir uma nova lei que mudará as regras do jogo da mineração. Com atraso de quatro anos, o Palácio do Planalto planeja editar até março uma Medida Provisória para modernizar a legislação e elevar a cobrança de royalties do setor. O governo ainda não definiu exatamente as novas alíquotas, mas deseja ao menos triplicar a arrecadação em relação a 2012, quando os cofres públicos receberam 1,8 bilhão de reais das mineradoras. Ou seja, alcançar no mínimo 6 bilhões de reais ao ano. Dilma Rousseff promete, a exemplo do que tenta fazer com os recursos do petróleo, investir o dinheiro extra prioritariamente em educação. E aposta em um período de baixa popularidade das mineradoras entre os parlamentares para vencer a batalha no Congresso Nacional. Segundo o governo, o atual Código Brasileiro de Mineração, herdado da ditadura, é permissivo nas concessões de minas. A exploração depende de autorização oficial, mas basta aos interessados justificar os pedidos. A permissão é gratuita e repassada ao primeiro a reivindicá-la. Uma vez concedida, dura enquanto o indivíduo viver, a empresa existir ou a mina não se esgotar. O sistema, entende o governo, é o oásis dos atravessadores. Gente interessada apenas em amealhar dinheiro com o comércio de permissões e que pode se dar ao luxo de esperar por um comprador, pois a autorização não tem prazo. Contra a especulação, o governo quer endurecer a liberação de autorizações para pesquisa e exploração em áreas mais valiosas. Elas devem ter data de validade e ser leiloadas (leva quem paga mais) em licitações abertas somente a empresas ou a associações e cooperativas. Já é assim na indústria petroleira. A Austrália, um dos grandes produtores mundiais, adota modelo semelhante. Para Brasília, regras mais claras levariam as empresas a investir mais em pesquisa e extração. Um dos cinco gigantes globais do setor, o Brasil poderia quintuplicar a produção, segundo o Plano Nacional de Mineração 2030. O maior potencial está no fundo do mar, chamado de “a última fronteira” da mineração em documento oficial de 2011. Nas próximas semanas, o Brasil deve pedir à ONU, pela primeira vez na história, o direito de pesquisar com exclusividade uma área perto da costa, mas já em águas internacionais, onde a Companhia de Pesquisa de Recursos Minerais (CPRM) achou indícios de reservas minerais, ferro entre elas. O governo também se move pelo sentimento de que as mineradoras poderiam contribuir mais com o País, dados os enormes lucros registrados neste século. De 2000 a 2012, ficaram mais caros, bem mais caros, diga-se, os dez metais comuns e preciosos que o Banco Mundial monitora. Seis deles ouro, prata, ferro, cobre, estanho e chumbo explodiram, com altas acima de 300%. Um dos campeões de aumento foi o ferro, cuja extração no Brasil é a maior do planeta. De 2000 a 2011, o minério só subiu menos que a prata. Não por acaso, a Vale, principal exploradora do metal no País, registrou em 2011 o maior lucro da história de uma empresa em terras nativas, 37,8 bilhões de reais, 2,8 vezes o que o governo pagou aos beneficiários do Bolsa Família naquele ano. No embalo das cotações internacionais, o cofre das mineradoras em atividade no Brasil ficou abarrotado. A receita saltou de 7,7 bilhões de dólares, em 2001, para 55 bilhões em 2012, segundo o Instituto Brasileiro de Mineração (Ibram). Aumento de 614%, mais que o dobro da valorização do salário mínimo em dólar (283%). Com o galope do faturamento, as empresas passaram a entregar mais dinheiro à União, estados e municípios a título de royalties. O pagamento pulou de 326 milhões de reais, em 2004, para 1,834 bilhão de no ano passado. Apesar de a arrecadação ter crescido cinco vezes e meia, o governo acha pouco diante do que as mineradoras têm embolsado. As empresas, principalmente a Vale, es-tão encurraladas. Não podem alegar que a rentabilidade dos últimos tempos é passageira. Apesar de certa freada em 2012, a maioria dos metais tende a continuar em alta. Em seu último boletim com previsões para o preço de commodities, divulgado em janeiro, o Banco Mundial estima o aumento das cotações de seis metais até 2025 (alumínio, ferro, chumbo, zinco, estanho e níquel). Só o cobre e os preciosos (ouro, prata e platina) devem baratear um pouco, mas nada que os devolva aos níveis das décadas de 1980 e 1990 (gráficos). Qual a explicação para a reviravolta no mercado dos metais? “A medida que as nações ao redor do mundo se industrializam e as populações se esforçam para melhorar seus padrões de vida, a mineração vem para assumir um papel mais central no cenário mundial”, diz um relatório de 2012 da Deloitte, uma das maiores consultorias globais. Em outras palavras, o crescimento dos países emergentes, liderado pela China, esquentou a compra de metais, que estão por toda a parte. O ferro vira o aço que fabrica máquinas, tratores, carros. O cobre é ótimo condutor de eletricidade (a geração de energia segue a industrialização) e matéria-prima de tubos de prédios e casas. A platina, além do uso tradicional como joia, serve para refinar petróleo, outro produto cuja procura cresce em ciclos de desenvolvimento. O boom de mineração despertou o apetite dos países donos de reservas, não importa a linha política de seus governos. Na Austrália, terra das duas principais rivais da Vale, a Rio Tinto e a BHP Billiton, o governo trabalhista aprovou em 2012 um Imposto de Renda especial de 30% sobre os superlucros (acima do equivalente a 150 milhões de reais) das companhias. No Chile, fonte de metade do cobre mundial, o neoliberal Sebastián Pinera propôs em seu primeiro ano, 2010, uma lei que elevou os royalties de 4% para entre 5% e 9%. No Peru, onde metade da arrecadação depende do extrativismo, a moderada gestão de Ollanta Humala dobrou em 2011 a cobrança de royalties, para até 6%. Na Tanzânia, quarto maior produtor de ouro da África, o governo do Partido Revolucionário baixou uma nova lei de mineração em 2010 e elevou de 3% para 4% os royalties dos metais preciosos. A índia, democracia mais populosa, subiu para 10% os royalties da mineração em 2009. A China, regime autoritário mais populoso, aumentou os impostos em 2011. Na sexta-feira 8, véspera do carnaval, o ministro das Finanças de Quebec, maior província do Canadá, convocou as mineradoras para uma reunião em março para rever a taxação, sob o argumento de que “o mercado de minerais não é o que era há dez anos” e que é necessário “maximizar os benefícios” à população. No caso brasileiro, a convocação aconteceu nos primeiros dias de 2013. A presidenta Dilma Rousseff voltou das férias na Bahia disposta a priorizar a nova lei da mineração e mandou a equipe apressar os trabalhos. Para ela, é hora de pôr um ponto final numa discussão que se arrasta há anos no governo. O tema havia sido deixado de lado pela concentração de esforços na legislação do pré-sal, pelo cálculo político de que ainda não era o momento de comprara briga e pelas eleições de 2010 e 2012. Por ordem da presidenta, a chefa da Casa Civil, Gleisi Hoffmann, comandou a partir de 15 de janeiro uma série de reuniões com técnicos do governo e representantes do setor privado. Já foram ao Palácio do Planalto os presidentes e diretores de Vale, Gerdau, Votorantim Metais, Ibram e Associação Brasileira de Pesquisa Mineral (ABPM). As reuniões ocorreram em clima cordial, mas difícil, pois os empresários encaram a proposta como outra forma de “ingerência estatal”. Hoffmann expôs com franqueza a mudança no jogo. Para o governo, disse, há uma intolerável especulação no caminho da produção. Adotar o sistema de licitação e impor datas de validade para as permissões afastariam os atravessadores e estimulariam os investimentos. Pediu contribuições aos interlocutores e solicitou aos empresários que mantivessem o assunto longe da mídia. Dilma Rousseff sente-se confortável para uma nova batalha dos royalties, pois acredita ser melhor para as mineradoras fecharem um acordo com o governo do que buscar apoio parlamentar contra o projeto. O lobby mineral no Congresso está enfraquecido. Na eleição de 2006, as doações da Vale irrigaram a campanha de 46 deputados, a maior “bancada” de uma empresa. Em 2010, a companhia mudou de atitude e só financiou os diretórios do PSDB de São Paulo, do PMDB de Minas Gerais e do Rio de Janeiro, além do PCdoB em nível nacional. Na avaliação de uma autoridade do governo, poucos setores são tão impopulares no Congresso atualmente como a mineração. As empresas não podem apelar nem aos adversários da presidenta. Ao contrário. Desde 2011, o PSDB comanda a tropa de-fensora de uma tributação maior para a indústria mineral e tem seu presidenciável, o senador mineiro Aécio Neves, na linha de frente. O partido dirige dois estados, Minas e Pará, que, juntos, respondem por 75% da produção nacional. Quanto mais royalties, dos quais 88% são rateados entre governos e prefeituras, melhor para eles. Projetos de senadores dos dois estados dão ideia do ibope em baixada mineração. Flexa Ribeiro (PSDB-PA) quer proibir as empresas de descontar certas despesas da base de cálculo dos royalties e justifica: seria uma forma de “reduzir substancialmente a sonegação”. Clésio Andrade (PMDB-MG), que foi vice de Aécio no governo mineiro, propôs dobrar os royalties do ferro para 4%. “Se a indústria da mineração não tem interesse em criar novos empregos e renda no Brasil, preferindo exportá-los para a China, pelo menos que se aumente a receita da União, de estados e municípios”, afirmou. Relator do projeto do colega tucano, Aécio endureceu o texto. O senador defende que a taxação do ferro suba de 2% para 5% e cria para o setor uma taxa semelhante àquela aplicada no petróleo, a participação especial. “O que as empresas pagaram até agora é irrisório. Apesar do lobby das mineradoras, é possível aprovar uma mudança nos royalties”, afirma. Segundo Aécio, trata-se de uma questão “urgente” para a qual o governo deve uma resposta desde 2008. “Já são cinco anos de prejuízos que não têm retorno.” A taxação das mineradoras foi tema da campanha para prefeitos no ano passado e opôs Dilma Rousseff a seu provável rival tucano na eleição presidencial de 2014. Na reta final da campanha, a presidenta vetou uma lei na qual o Congresso, em demonstração dos atuais sentimentos nutridos pela Vale no Parlamento, criara um dispositivo para cobrar mais royalties da mineradora. Acusada pelo PSDB de defender a companhia, a presidenta teve de se explicar no último comício em Minas: “Minério tem de pagar royalty como paga o petróleo. Não há hipótese de o governo federal não colocar para aprovação no Congresso uma lei de mineração”. O uso eleitoral do tema não é uma jabuticaba brasileira. Antes de a Austrá-lia aprovar o IR especial da mineração, o primeiro-ministro trabalhista, Kevin Rudd, comprou uma briga com as empresas que lhe custou popularidade e obrigou-o a desistir da reeleição em 2010, o que abriu caminho à rival de partido Julia Gillard. No Chile, o presidente Sebastián Pinera enfrentou um adversário em 2010 que prometia dobrar os royalties. O relatório de Aécio foi tema de uma audiência pública no Senado em outubro de 2011 que expôs o desconforto do empresariado. Segundo o presidente da Vale, Murilo Ferreira, as mineradoras pagam impostos demais no Brasil. “BHP, Rio Tinto, Vedanta, Xstrata, as grandes mineradoras mundiais não estão no Brasil. Por que será?” O então presidente do Ibram, Paulo Camilo Penna, reclamara de que o debate parecia ter surgido somente por causa dos lucros da Vale. “Essa percepção do Código de Mineração, da agência de mineração, da legislação de royalties, deve ser analisada num ambiente de mais de 10 mil empresas que funcionam no Brasil.” CartaCapital procurou a Vale e o Ibram para conhecer suas posições em 2013. Por meio da assessoria de imprensa, a Vale informou que quem opina pelo setor é o Ibram. Já a assessoria do instituto afirmou que seu atual presidente, José Fernando Coura, não estaria disponível no período em que a reportagem era elaborada. Professor e pesquisador de Mineração na Universidade Federal de Juiz de Fora (UFJF), Rodrigo Salles Santos discorda do argumento de que o setor paga altos impostos no Brasil. O especialista comparou a carga tributária de 27 países e três províncias e concluiu que o País estava entre os cinco com as menores taxas. “As companhias mineradoras têm pouco do que se queixar.” Especialista em legislação mineral, o advogado Luiz Fernando Visconti, do escritório Tozzini Freire, revela uma apreensão por parte das empresas, pois até agora elas nem tiveram acesso por escrito às propostas do governo nem sabem como será a transição para o novo modelo. Segundo Visconti, a mudança será interpretada como um aumento do controle estatal. “Tudo isso vai certamente causar um impacto direto no custo das empresas, mas acredito que o Brasil continuará atrativo para investimentos, o País tem muitas riquezas minerais.” Uma nova fase de expansão do setor é algo que preocupa alguns movimentos sociais. A Casa Civil, hoje palco de negociações com os empresários, recebeu no ano passado um manifesto assinado por sindicatos e deputados que reivindicava um debate a envolver as comunidades onde ocorre a exploração de minas. O extrativismo, anota o texto, avança sem preocupação social, ambiental e trabalhista. “A discussão até agora é sobre como aumentar a extração e a fatia do Estado. Não se pensa como o royalty deveria ser usado para desenvolver a economia local independentemente do minério, que um dia vai acabar. Esta é uma visão muito anos 70″, diz o engenheiro e doutor em política ambiental Bruno Milanez, assessor de alguns signatários do manifesto. Fonte: Carta Capital Autor: André Barrocal Data: 20/02/2013 VOSSAS EXCELÊNCIAS, OS GARIMPEIROS Ex-deputados do PT, Virgílio Guimarães e Paulo Rocha celebram um fabuloso negócio com associação de garimpeiros de Serra Pelada para ficar com 56% da exploração de duas jazidas de ouro. Acordo vai ser investigado pelo Ministério Público Candidato derrotado a uma vaga de suplente de senador em 2010, o ex-deputado Vírgilio Guimarães, do PT de Minas Gerais, fez uma aparição espetacular no garimpo de Serra Pelada, no domingo 17. Conduzido por outro ex-parlamentar, o também petista Paulo Rocha, do Pará, Virgílio deu uma palestra para 545 garimpeiros e voltou para casa com um contrato fabuloso. Atuando como consultor de empresas interessadas em investir em duas jazidas com reservas calculadas em 33 toneladas de ouro, Virgílio e seus clientes terão direito a ficar com 56% de toda a riqueza que for extraída do lugar, reservando 44% para a cooperativa que reúne 38 mil garimpeiros de Curionópolis, a 700 quilômetros de Belém. Virgílio admite a negociata: “Fui lá fazer uma palestra de gestão. Aí me desafiaram: se o senhor é tão bom gestor, pode nos ajudar aqui?” As condições do contrato da empresa de Virgílio, a Brasil Século III, que privilegiam os gastos de investidores sobre os garimpeiros, estão próximas do que se pratica no mercado. Mas o acordo, firmado no último fim de semana, já produz descontentes. Garimpeiros levaram o caso para o Ministério Público Estadual, reclamando que a firma, registrada em Belo Horizonte com capital de R$ 20 mil, não tem capacidade econômica e técnica para explorar as cerca de 33 toneladas de ouro estimadas nas duas lavras. O ex-deputado se defende: “A minha empresa foi contratada para fazer gestão. Minha missão é viabilizar o negócio. Vou buscar mineradora para fazer a exploração”, confirma. Nascido numa família de posses, o próprio Virgílio irá acumular uma pequena fortuna se o negócio prosperar. Ficará com 5% do ouro extraído. Se a área tiver, mesmo, 33 toneladas de ouro, sua fatia será equivalente a 1,6 toneladas, ou R$ 132 milhões pelo valor do metal na semana passada. Já Rocha uniu-se a Virgílio não apenas pelo ouro – mas também pelos votos. Aquecendo os motores de uma eventual candidatura ao governo do Estado em 2014, ele transformou seu gabinete político, em Belém, em ponto de encontro para defender uma reivindicação histórica dos garimpeiros. Quer convencer a Caixa Econômica Federal a honrar uma dívida de -R$ 550 milhões, acumulada em décadas de erros e desvios na pesagem de ouro que foram vendidos à instituição. A legitimidade do pleito já foi reconhecida em decisões monocráticas de dois tribunais, o Tribunal Regional Federal e o Superior Tribunal de Justiça, mas a Caixa mantém recurso que contesta a decisão. Numa típica disputa que terá um desfecho político, Rocha não esconde que pretende usar de prestígio junto ao governo federal para liberar o dinheiro. Uma influência a peso de ouro. No Planalto, a postura é não se envolver no caso – até que os garimpeiros apresentem um projeto sustentável de exploração do ouro da região. *Veja a matéria na íntegra acessando o link: http://www.istoe.com.br/reportagens/277860_VOSSAS+EXCELENCIAS+OS+GARIMPEIROS?pathImagens=&path=&actualA rea=internalPage Fonte: IstoÉ, Ano 37, Nº 2258 Data: 22/02/2013 MERCÚRIO EM DETALHES “Mercúrio é em dos planetas menos compreendidos do nosso sistema solar”, disse o astrofísico da Nasa David Blewett durante o encontro anual da Sociedade Americana para o Progresso da Ciência (AAAS, na sigla em inglês), em Boston. Na ocasião, o cientista apresentou pela primeira vez para o público a imagem acima: o mais completo mapa global de Mercúrio já feito. A imagem foi construída com milhares de fotos tiradas pela sonda Messenger durante um ano. As cores vivas do globo não representam o que veríamos se pudéssemos nos aproximar do planeta. Os tons foram exagerados para indicar aos pesquisadores a composição química da superfície do planeta. As regiões alaranjadas mostram vulcões e as azuis mais escuras um mineral misterioso que os cientistas ainda não conhecem. Os pontinhos azuis claro são crateras formadas por impactos de meteoros quando a superfície do planeta ainda estava se constituindo, segundo os astrônomos da Nasa. Antes da visita da sonda Messenger, Mercúrio só havia recebido a sonda Mariner 10, que fez três voos até o planeta nos anos 1970 cobrindo menos da metade de sua superfície, descobrindo que ele tem um campo magnético. A Messenger também criou a imagem abaixo, um mapa de toda a superfície de Mercúrio. A resolução da imagem original é assustadora: cada pixel mostra 200 m. Mesmo para o menor planeta do sistema solar, é um feito e tanto. A sonda Messenger deve operar até 2015, quando o seu combustível provavelmente chegará ao fim. Em dezembro do ano passado, outros dados obtidos pela sonda apontaram a possível existência de água no planeta mais próximo do nosso Sol. Fonte: Instituto Ciência Hoje Data: 20/02/2012 IMPACTOS DA MINERAÇÃO NA ECONOMIA BRASILEIRA Atualmente o Brasil ocupa lugar de destaque no setor mineral. Fato este proporcionado pelos seus mais de 8,5 milhões de Km2 compostos de diferentes terrenos e formações geológicas, conferindo-lhe uma grande diversidade de minérios. Com estes recursos gera-se uma produção de 72 substâncias minerais, das quais 23 são metálicas, 45 não-metálicas e 4 energéticas. Com tantos recursos a serem explorados o país necessita de uma enorme quantidade de unidades explotadoras. Sendo, no total, 3.354 minas, que se dividem em: As minas em funcionamento no Brasil também podem ser classificadas como de pequeno, médio e grande porte havendo uma tendência das minas de pequeno porte em explotar minerais da classe dos não-metálicos. O gráfico abaixo mostra o número de minas em função das classes minerais e de acordo com dados de 2010. Na economia mundial o país ocupa posições importantes nas exportações de substâncias minerais estratégicas. Veja no quadro abaixo: Hoje em dia percebemos uma certa aversão da população de muitas cidades à instalação de um mineração no local. Fato este, aceitável já que grande parte da mídia pode impor à sociedade uma visão degradadora das mineradoras. Entretanto, pensando com mais serenidade sobre o assunto percebe-se que não são causados apenas danos aos locais de instalação da empresa. Vários benefícios são trazidos às populações circundantes do local. Abaixo são listados alguns : Benefícios sociais: Geração de emprego e renda; Geração de impostos e taxas (IR, ICMS, CFEM); Melhoria da infra da infra-estrutura estrutura e sua e sua interiorização; interiorização; Crescimento do consumo devido à maior renda e sua redistribuição; Desenvolvimento de cadeias produtivas e agregação de valor, melhorando a competitividade setorial. Abordando-se a questão da geração de empregos percebe-se o grande número de cargos criados em todo o Brasil na área da mineração. No gráfico abaixo é mostrada a evolução dos postos de trabalho no Brasil dividindo os trabalhadores entre as áreas de extração e transformação mineral. E o número de empregados do setor pode aumentar já que, de acordo com dados do IBRAM, serão investidos no período de 2011 a 2015, cerca de 68,5 bilhões de dólares ao longo do território nacional. Estes investimentos estão espalhados por quase todo o país sendo concentrados principalmente em Minas Gerais que e no Pará que receberão respectivamente 36% e 35% do total. Segue no gráfico abaixo a projeção dos investimentos em mineração no território brasileiro: Mesmo com tamanho desenvolvimento do setor ,ainda há diversos desafios estratégicos aos profissionais da área. Desafios estes que poderiam tornar ainda mais volumosa e lucrativa a economia do setor. Dentre os principais podemos citar: Conhecimento geológico Infraestrutura Mão de obra especializada Crédito O Brasil investe muito pouco na área em comparação à outros países importantes do ramo. Países como México e Chile investem cerca de 365 milhões de dólares, enquanto o Brasil, que possui um território bem maior a ser explorado, investe cerca de 234 milhões de dólares. Para o aumento significativo dos lucros do setor é necessário o investimentos em áreas como: transporte e logística, energia e telecomunicações. Atualmente, no país, provavelmente também pela falta de investimentos, formam-se cerca de 30 mil engenheiros por ano, enquanto em outros países, como Índia, China e Coréia do Sul, este número chega, respectivamente a 350, 151 e 80 mil engenheiros por ano. Ainda pode-se citar outros desafios como a mineração em áreas indígenas e na plataforma continental. Assim, percebe-se na análise dos dados que o setor minerário tem grande importância para o Brasil tanto por colocá-lo em posição de destaque no mercado internacional, quanto por trazer benefícios à economia do próprio país. Entretanto, investimentos na melhoria do setor ainda são escassos e poderiam gerar um lucro bem maior proveniente da área. FONTES: http://www.cetem.gov.br/palestras/residuos_tecnologias/painel-02/01-importancia-mineracao-brasil.pdf http://www.mdic.gov.br/sistemas_web/renai/public/arquivo/arq1314392332.pdf http://www.ibram.org.br/sites/1300/1382/00001068.pdf Fonte: Zona da Tecnologia