Língua Portuguesa – Redação – 1º bimestre
O poema
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O poema – parte I
Leia os textos abaixo:
Se Essa Rua Fosse Minha
Cantigas Populares
Se essa rua
Se essa rua fosse minha
Eu mandava
Eu mandava ladrilhar
Com pedrinhas
Com pedrinhas de brilhante
Só pra ver
Só pra ver meu bem passar
Nessa rua
Nessa rua tem um bosque
Que se chama
Que se chama solidão
Dentro dele
Dentro dele mora um anjo
Que roubou
Que roubou meu coração
Se eu roubei
Se eu roubei teu coração
Tu roubaste
Tu roubaste o meu também
Se eu roubei
Se eu roubei teu coração
Foi porque
Só porque te quero bem
Se essa rua fosse minha
Se essa rua fosse minha,
não mandava ladrilhar.
não mandava botar pedras,
não deixava asfaltar.
Deixaria o chão de terra,
ou talvez plantasse grama.
Encheria as calçadas de flores,
um vasinho em cada poste.
Margarida, amor-perfeito,
azaleia, dália e rosa.
E na janela de cada casa um gerânio
ou, quem sabe, uma violeta.
Tudo isso eu faria,
se essa rua fosse minha.
Se essa rua fosse minha,
seria toda colorida.
Teria casa amarela,
casa vermelha,
lilás, azul e laranja.
Só não teria casa cinza,
porque cinza é a cor da sombra.
Mas teria casa verde,
porque o verde é a cor da esperança.
(...)
Eduardo Amos. Se essa rua fosse minha, Editora
Moderna.
Observe a forma do texto e responda oralmente:
a) As palavras ocupam todo o espaço da página ou apenas parte dela?
b) Há espaços em branco entre algumas linhas do texto?
c) Essa forma sugere que você vai ler uma carta ou um poema? Por quê?
O texto acima é um poema e possui algumas características próprias:
 Poema: é um texto estruturado em versos.
 Verso: é o nome que se dá a cada linha de um poema.
 Estrofe: é um conjunto de versos separado por um espaço em branco.
 Rima: é a coincidência de sons no final das palavras.
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Exercícios
1. Leia novamente os textos acima e responda:
a) Em que os dois textos são diferentes?
b) Com o que e para que a rua da poesia 2 seria ladrilhada?
c) Por que, em sua opinião, o poeta da poesia 2 não mandaria ladrilhar a sua rua?
d) Quais as vantagens e as desvantagens de se morar em uma rua asfaltada e em uma rua
sem asfalto?
e) Que sensação as flores nos postes e nas janelas produziriam na rua que o poeta mora?
f) E as casas coloridas, que efeito produziria?
g) Por que a rua do poeta não teria casa cinza? Por que ela teria casa verde?
h) Em sua opinião, a cor escolhida para uma casa determina sensações diferentes? Por
quê?
2. No seu caderno, desenhe a rua que o poeta imagina e depois escolha as palavras listadas
abaixo que você usaria para caracterizar a rua imaginada e descrita pelo poeta e copie-as.
simples – calma – sossegada – agitada – aconchegante – violenta – triste – alegre –
tranquila – elegante – poética – encantadora – fascinante – adorável – agradável
3. Escreva palavras que, no poema, pudessem rimar com:
minha
flores
colorida
amarela
O Poema – parte II
Leia os textos abaixo:
A farmácia e a livraria
Pedro Bandeira.
Lá na rua em que eu pensava
tinha uma livraria
bem ao lado da farmácia.
Todo mundo ia à farmácia
comprar frascos de saúde.
E depois ia ao lado
pra comprar a liberdade.
A Caminhada
Sidónio Muralha
Nessa mata ninguém mata
a pata que vive ali,
com duas patas de pata,
pata acolá, pata aqui.
Pata que gosta de matas
visita as matas vizinhas,
com as suas duas patas
seguidas de dez patinhas.
E cada patinha tem,
como a pata lá da mata,
duas patinhas também
que são patinhas de pata.
A respeito desses textos, responda oralmente: qual dos dois permite uma leitura mais
marcada? O que possibilita isso?
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Exercícios
1. A respeito do poema A caminhada, identifique, com lápis colorido, as palavras que rimam
entre si.
2. Leia os versos abaixo:
“Nessa mata ninguém mata”
“com duas patas de pata”
As palavras repetidas em cada verso possuem o mesmo significado?
3. Qual a relação do título do poema com o verso “pata acolá, pata aqui”.
Leia o texto abaixo:
O Pato
Comeu um pedaço
Surrou a galinha
Vinicius de Moraes De genipapo
Bateu no marreco
Ficou
engasgado
Pulou do poleiro
Qüén! Qüen! Qüén! Qüen!
Com dor no papo
No pé do cavalo
Qüén! Qüen! Qüén! Qüen!
Caiu
no
poço
Levou um coice
Qüén! Qüen! Qüén! Qüen!
Quebrou a tigela
Criou um galo...
Qüén! Qüen! Qüén! Qüen!
Tantas fez o moço
Que foi prá panela...
Comeu um pedaço
Lá vem o Pato
De genipapo
Pata aqui, pata acolá
Quá! Quá! Quá! Quá Quá!
Ficou engasgado
Lá vem o Pato
Com dor no papo
Para ver o que é que há...(2x) Quá! Quá! Quá! Quá Quá!
Quá! Quá! Quá! Quá Quá!
Caiu no poço
Quebrou a tigela
O Pato pateta
Lá
vem
o
Pato
Tantas fez o moço
Pintou o caneco
Pata aqui, pata acolá
Que foi prá panela...
Surrou a galinha
Lá
vem
o
Pato
Bateu no marreco
Para ver o que é que há...(2x)
Caiu no poço
Pulou do poleiro
Quebrou a tigela
No pé do cavalo
O Pato pateta
Tantas fez o moço
Levou um coice
Pintou o caneco
Que foi prá panela...
Criou um galo...
4. Qual o comportamento do pato? Quais as consequências?
5. Será que o ritmo do poema tem algo a ver com o pato e com o seu fim?
6. Destaque as rimas da primeira estrofe. Que efeito essa rima imprime na primeira estrofe?
Marque, com lápis de cor, as demais rimas do poema.
Leia o texto abaixo:
Ninguém podia dormir na rede
A Casa
Vinicius de Moraes Porque na casa não tinha parede
Era uma casa muito engraçada
Não tinha teto, não tinha nada
Ninguém podia entrar nela, não
Porque na casa não tinha chão
Ninguém podia fazer pipi
Porque penico não tinha ali
Mas era feita com muito esmero
Na rua dos bobos, número zero
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7. Faça uma versão da música acima trocando o objeto casa por outro de sua escolha.
Cuidado com as rimas. Veja o exemplo abaixo:
A Faca
Era uma faca
Sempre amolada
Cortava tudo
Ficava nada
Leia os textos abaixo:
As Abelhas
Vinicius de Moraes
A abelha-mestra
E as abelhinhas
Estão todas prontinhas
Para ir para a festa
Num zune-que-zune
Lá vão pro jardim
Brincar com a cravina
Valsar com o jasmim
Da rosa pro cravo
Do cravo pra rosa
Da rosa pro favo
E de volta pra rosa
O mosquito
Vinicius de Moraes
O mundo é tão esquisito:
Tem mosquito.
Venham ver como dão mel
As abelhas do céu
Venham ver como dão mel
As abelhas do céu
Tudo de mau
Você reúne
Mosquito pau
Que morde e zune.
A abelha-rainha
Está sempre cansada
Engorda a pancinha
E não faz mais nada
Num zune-que-zune
Lá vão pro jardim
Brincar com a cravina
Valsar com o jasmim
Da rosa pro cravo
Do cravo pra rosa
Da rosa pro favo
E de volta pra rosa
Você gostaria
De passar o dia
Numa serraria Gostaria?
Por que, mosquito, por que
Eu... e você?
Você é o inseto
Mais indiscreto
Da Criação
Tocando fino
Seu violino
Na escuridão.
Pois você parece uma serraria!
Venham ver como dão mel
As abelhas do céu
Venham ver como dão mel
As abelhas do céu
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8. Relacione o ritmo imposto pelas rimas aos sentidos do poema.
9. Explique – com trechos do poema – os efeitos gerados pelas rimas.
10. Identifique expressões e jogo de palavras que contribuam para a construção dos
sentidos do poema.
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Revisando
Leia este poema:
A bailarina
Esta menina
tão pequenina
quer ser bailarina.
Não conhece nem dó nem ré
mas sabe ficar na ponta do pé.
Não conhece nem mi nem fá
Mas inclina o corpo para cá e para lá
Não conhece nem lá nem si,
mas fecha os olhos e sorri.
Roda, roda, roda, com os bracinhos no ar
e não fica tonta nem sai do lugar.
Põe no cabelo uma estrela e um véu
e diz que caiu do céu.
Esta menina
tão pequenina
quer ser bailarina.
Mas depois esquece todas as danças,
e também quer dormir como as outras
crianças.
Cecília Meireles
1. Poema é um texto feito em versos. Verso é cada linha do poema. Quantos versos têm o
poema “A bailarina”?
2. Um conjunto de versos se chama estrofe. Uma linha em branco separa uma estrofe da
outra. Quantas estrofes de dois versos têm esse poema? Quantas estrofes de três versos?
E de cinco versos?
3. Esse poema caracteriza-se por apresentar uma forte sonoridade, construída por meio de
repetições, ritmo, rimas.
a) Retire do poema um verso em que há repetição de uma palavra.
b) Retire do poema dois versos em que há repetição da estrutura para construir essa
sonoridade.
4. No poema “A bailarina”, o poeta brincou com as palavras, explorando a sonoridade,
principalmente, das vogais com a finalidade de imitar o balanço da dança. Retire do poema
as palavras cuja rima seja alcançada através de vogais.
5. Quando você canta uma melodia, certamente a canta num determinado ritmo musical. Um
poema também tem ritmo, que lhe é dado pela alternância de sílabas átonas (fracas) e
tónicas (fortes). Leia em voz alta a estrofe a seguir, pronunciando de modo mais forte as
sílabas destacadas:
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Não conhece nem mi nem fá
Mas inclina o corpo para cá e para lá
O que você percebeu quanto à sonoridade ao ler a estrofe?
6. Poema é um gênero textual que se constrói com ideias e sentimentos, com sonoridade,
ritmo e rima. E também com imagens: palavras, expressões e frases tomadas em sentido
figurado, isto é, com sentido diferente daquele que lhes é comum.
No poema, por exemplo, uma menina que roda com os bracinhos no ar constitui uma
imagem. Identifique outras imagens no poema.
7. Em um poema, podemos ter palavras e expressões associadas aos sentidos: à visão, ao
olfato, à audição, ao paladar ou ao tato. Que palavras do poema “A bailarina” se associam à
audição?
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Poesia fora da estante – as quadras enquadram os versos
Poema 1:
Vou-me embora vou-me embora
Vou-me embora pra Belém
Vou colher cravos e rosas
Volto a semana que vem
Vou-me embora paz da terra
Paz da terra repartida
Uns têm muita terra
Outros nem pra uma dormida
Não tenho onde cair morto
Fiz gorar a inteligência
Vou reentrar no meu povo
Reprincipiar minha ciência
Vou-me embora vou-me embora
Volto a semana que vem
Quando eu voltar minha terra
Será dela ou de ninguém.
Mário de Andrade
Poema 2:
Canção de Inverno
“Pinhão quentinho!
Quentinho o pinhão!”
(E tu bem juntinho
Do meu coração...)
Mário Quintana
Poema 3:
Canção de junto do berço
Não te movas, dorme, dorme
O teu soninho tranquilo.
Não te movas (diz-lhe a Noite)
Que ainda está cantando um grilo…
Abre os teus olhinhos de ouro
(O Dia lhe diz baixinho).
É tempo de levantares
Que já canta um passarinho…
Sozinho, que pode um grilo
Quando já tudo é revoada?
E o Dia rouba o menino
No manto da madrugada…
Mário Quintana
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Poema 4:
A arteira e a arte
Mamãe me empresta tua bolsa
teu colar e teus sapatos
depois me passa batom
que vou tirar um retrato.
Deixa eu me olhar no espelho
deixa só por um instante.
Quero batom mais vermelho
quero um colar mais brilhante.
A sala é uma passarela
requebro e faço proeza
sou artista de novela
a rainha da beleza.
Será que o sonho termina
quando desço dos sapatos?
Será que baixa a cortina
quando chega o fim do ato?
Dilan Camargo
Poema 5:
H de hora
Há hora pra tudo, dizem,
e tudo tem sua hora
mas ninguém fez no relógio
a hora de não ter hora
Elza Beatriz
Poema 6:
O peixe toma banho
saltando a cada instante,
usando por chuveiro
a tromba do elefante.
Walmir Ayala
Poema 7:
Lá vão cutiazinhas
corridas mato abaixo,
sob a risada fina
das pedras do riacho.
Pedrinha com pedrinha;
onda com viração;
e o sol cruzando espadas
no olhar do gavião.
Walmir Ayala
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Poema 8:
Mapa
Tinha tanto remendo
a calça do Raimundo,
que ele estudava nela
a geografia do mundo.
Maria Dinorah
Poema 9:
Vivacidade
Galinha viva
pra continuar viva
não faz uma coisa:
negócio com a raposa.
Rato que não dá rata,
rato que vê seu ato,
não chega nem perto
de pata de gato.
Sapo que é cobra
e sabe onde põe o pé,
não se aproxima de cobra
e fica longe do jacaré.
Menino sabido
sabe bem esse lema:
mocinho vence o bandido
só mesmo no cinema.
Elias José
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Agora é a sua vez! – Redação 1
Atividade 1
No livro Mania de explicação, a escritora Adriana Falcão criou uma personagem que
gosta de inventar uma explicação poética para cada coisa. Veja algumas delas:
Indecisão é quando você sabe muito bem o que quer, mas acha que
devia querer outra coisa.
Ainda é quando a vontade está no meio do caminho.
Autorização é quando a coisa é tão importante que só dizer “eu deixo” é
pouco.
Irritação é um alarme de carro que dispara bem no meio do seu peito.
Beijo é um carimbo que serve para mostrar que a gente gosta daquilo.
(São Paulo: Moderna, 2001.)
Faça o mesmo. Explique poeticamente o que é:
medo
menino
talvez
vergonha
recreio
televisão
alegria
Faça no formato de um único poema.
Atividade 2
A seguir você vai ler o início de um poema de Ricardo de Azevedo1. Complete-o. Fale
de outras coisas, reais ou imaginárias, que você vê de sua janela. No início de alguns
versos, repita a palavra vejo; no de outros, dispense-a.
1Dezenove poemas desengonçados. São Paulo: Ática, 1999. P. 29.
Pela janela
Lá do alto da janela,
vejo a vida e vejo a luz.
Vejo
Atividade 3
Escreva um poema cujo tema seja alguma coisa que lhe dê inspiração. Para isso siga
as instruções abaixo:
a) escreva em versos, rimados ou não, mas sempre com ritmo. Se quiser, agrupe os versos
em estrofes.
b) faça um rascunho primeiro e só passe seu texto a limpo depois de realizar uma revisão
cuidadosa, seguindo as orientações do boxe abaixo. Refaça o texto, se necessário.
Avalie o seu poema
Observe se o poema está organizado em versos e estrofes; se explora recursos sonoros como
ritmo e rima; se está adequada aos leitores e ao gênero textual.
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Algumas formalidades – sentido literal e sentido figurado
Leia os poemas abaixo:
1)
você está tão longe
que às vezes penso
que nem existo
nem fale em amor
que amor é isto
2)
amarga mágoa
o pobre pranto tem
por que cargas d’água
chove tanto
e você não vem?
3)
coisas do vento
a rede balança
sem ninguém dentro
1. O que fala cada um dos poemas? Faça uma “paráfrase” de cada poema, ou seja, explicite
seu conteúdo no nível mais literal possível (saiba mais no Box abaixo).
Paráfrase
Na paráfrase, o leitor deve se ater ao que as palavras significam literalmente, no seu
sentido usual, como se estivessem fora de contexto.
2. Do que falam os poemas? Arrisque uma interpretação do sentido figurado, das entrelinhas
de cada poema.
Sentido figurado é o significado que palavras ou expressões adquirem, em situações
particulares de uso. A palavra tem valor conotativo quando seu significado é ampliado ou
alterado no contexto em que é empregada, sugerindo ideias que vão além de seu sentido
mais usual.
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O poema
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O primeiro poema fala do sentimento de vazio provocado pela ausência da pessoa
amada, e que amar é sentir-se deixar de existir diante da ausência do outro.
No poema dois, realizando uma analogia entre o choro e a chuva, o eu lírico também
reclama a ausência do ser amado.
No último poema, o eu lírico constata o vazio diante da ausência de um ser que
preenchia uma rede com seu corpo e agora não a preenche mais.
Refletindo:
 Os três poemas falam da mesma coisa?
 Os três poemas falam do mesmo jeito?
 No que os poemas são diferentes?
De fato, os três poemas de Paulo Leminski se aproximam tematicamente na medida
em que tratam de ausência e saudade. No entanto, é importante observar que são muito
diferentes no que se refere à sua forma: para falar do mesmo “assunto”, cada um usa uma
imagem e cada um faz um jogo diferente com as palavras. Vejamos:
O primeiro poema figura a saudade do ser amado usando uma rima bastante
significativa: existo e isto. O ser amado vai para longe e ele sente como se não existisse e,
muito por meio da rima, afirma que isso é que é o amor.
O segundo poema figura o mesmo tipo de saudade fazendo uma analogia entre o
pranto e a chuva. Quando o eu lírico pergunta “porque cargas d’água chove tanto e você não
vem” e a palavra “vem” rima com a amarga mágoa que o pobre pranto “tem”, percebemos a
analogia entre pranto e chuva. O que o eu lírico reclama é a ausência do ser amado mesmo
diante de seu intenso sofrimento (traduzido em pranto, figurado em chuva).
O último poema, rimando vento e dentro, figura a ausência por meio da imagem de
uma rede vazia.
Mais poemas de Paulo Leminsk
o bicho alfabeto
tem vinte e três patas
ou quase
por onde ele passa
nascem palavras
e frases
com frases
se fazem asas
palavras
o vento leve
o bicho alfabeto
passa
fica o que não se escreve
http://revistaescola.abril.com.br/lingua-portuguesa/pratica-pedagogica/literatura-escola-6o-ano-poemas-paulo-leminski-553855.shtml
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Algumas formalidades – paráfrase e paródia
Leia o poema de Manuel Bandeira transcrito abaixo:
Teresa
A primeira vez que vi Teresa
Achei que ela tinha pernas estúpidas
Achei também que a cara parecia uma perna
Quando vi Teresa de novo
Achei que os olhos eram muito mais velhos que o resto do corpo
(Os olhos nasceram e ficaram dez anos esperando que o resto do corpo nascesse)
Da terceira vez não vi mais nada
Os céus se misturaram com a terra
E o espírito de Deus voltou a se mover sobre a face das águas.
Bandeira, Manuel. Belo Belo e outros poemas. José Olympio
1. a) O que fala o poema? Faça uma “paráfrase” (leia o boxe abaixo), ou seja, explicite seu
conteúdo no nível mais literal possível.
b) Quais são as três impressões do eu lírico sobre Teresa?
Na paráfrase, o leitor deve ater-se ao que as palavras significam literalmente, no seu
sentido usual, como se estivessem fora de contexto.
Quando interpretamos um poema, buscamos seu sentido figurado, aquele que só
existe em situações não usuais. Para isso, temos que ler nas entrelinhas.
2. Do que fala o poema? Arrisque uma interpretação do sentido figurado, das entrelinhas de
Teresa.
O poema figura uma aproximação amorosa entre o eu lírico e Teresa. Num primeiro
momento, ele rejeita a sua aparência física; num segundo momento, se interessa pelo seu
olhar; por fim, se apaixona cegamente.
Na primeira estrofe, o eu lírico conta que, quando viu Teresa pela primeira vez, achou-a
estúpida. Note que primeiro ele olha para as pernas – o que pode sugerir que ela seja mais
alta que ele – e depois para o rosto. A escolha da palavra “cara” sugere também um eu lírico
de pensamento infantil, pois a perna é estúpida e Teresa tem cara de perna.
Na segunda estrofe, percebemos uma mudança de olhar do eu lírico sobre Teresa: ele
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atenta para o olhar da moça – não para os olhos ou para a “cara” – e reflete sobre sua
maturidade.
Na última estrofe, as palavras são empregadas no sentido figurado com mais
opacidade. A metáfora utilizada por Bandeira exige reconhecimento da intertextualidade com
o texto bíblico do Gênesis, em que é descrita a versão cristã para a criação do Universo.
3. Vocês conhecem explicações não científicas para o surgimento do Universo? Redija um
parágrafo descrevendo esse conhecimento.
A explicação científica para a origem do Universo só se tornou hegemônica na Europa,
no século XIX. Antes disso, o homem produzia explicações mitológicas, a fim de dar sentido
aos fenômenos que nos cercam. A essas explicações, damos o nome de mito.
4. Busquem, no poema, os versos que remetem à explicação cristã para a criação do
Universo.
5. O que muda do fragmento bíblico para os versos de Bandeira?
Podemos deduzir que o eu lírico se apaixona por Teresa na terceira estrofe. No verso
“Na terceira vez não vi mais nada”, o poema dialoga com uma metáfora da fala cotidiana –
estar cego de paixão, ou “o amor é cego”.
Os dois últimos versos confirmam a paixão na medida em que parodiam o texto bíblico,
invertendo a ordenação divina em desordem passional. Mais ainda, o encontro do céu e da
terra sugere o enlace erótico de forma sublimada.
Paródia
A paródia é uma imitação de uma composição literária (também existem paródias de
filmes e músicas), possuindo uma crítica, seja utilizando a ironia ou o deboche. Ela
geralmente é parecida com a obra de origem, e quase sempre tem sentidos diferentes.
Na literatura a paródia é um processo de intertextualização, com a finalidade de
desconstruir ou reconstruir um texto.
A paródia surge a partir de uma nova interpretação, da recriação de uma obra já
existente e, em geral, consagrada. Seu objetivo é adaptar a obra original a um novo
contexto, passando diferentes versões para um lado mais despojado, e aproveitando o
sucesso da obra original para passar um pouco de alegria. A paródia pode ter
intertextualidade.
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6. Leia atentamente o poema O adeus de Teresa, de Castro Alves:
O adeus de Tereza
A vez primeira que eu fitei Teresa,
Passaram tempos... séculos de delírio...
Como as plantas que arrasta a correnteza,
Prazeres divinais... gozos do Empíreo...
A valsa nos levou nos giros seus...
...Mas um dia volvi aos lares meus.
E amamos juntos... E depois na sala
Partindo eu disse – “Voltarei!... descansa!...”
“Adeus” eu disse-lhe a tremer coa fala...
Ela, chorando mais que uma criança,
E ela, corando, murmurou-me: “adeus”.
Ela em soluços murmurou-me: “adeus!”
Uma noite... entreabriu-se um reposteiro...
E da alcova saiu um cavaleiro
Inda beijando uma mulher sem véus...
Era eu... Era a pálida Teresa!
“Adeus” lhe disse conservando-a presa...
Quando voltei... era o palácio em festa!...
E a voz d’Ela e de um homem lá na
orquestra
Preenchiam de amor o azul dos céus.
Entrei!... Ela me olhou branca... surpresa!
Foi a última vez que eu vi Teresa!...
E ela entre beijos murmurou-me: “adeus!”
E ela arquejando murmurou-me: “adeus!”
Castro Aves
Agora responda:
a) O poema de Castro Alves foi escrito aproximadamente um século antes do de Manuel
Bandeira. O poema de Bandeira pode ser lido como uma paródia do de Castro Alves?
b) O que da estrutura do poema O adeus de Teresa se mantém em Teresa?
c) Em qual dos dois poemas a linguagem se aproxima mais da fala cotidiana? Por quê?
d) No poema de Manuel Bandeira, o eu lírico termina unido à sua amada. Ocorre o mesmo
no de Castro Alves?
e) Há algum momento, no poema de Bandeira, em que ele sai do registro cotidiano da
linguagem e se torna mais parecido com o de Castro Alves? Por quê?
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Alguns exemplos de paródias
Bom xibom, xibom, bombom
Analisando essa cadeia hereditária
Quero me livrar dessa situação precária
Onde o rico fica cada vez mais rico
E o pobre cada vez mais pobre
E o motivo todo mundo já conhece
É que o de cima sobe e o de baixo desce
As meninas
Champignon, chan champignon
Vou colocar numa forma refratária
Creme de leite, frango por cima batata palha
Chan champingon
Esse prato todo mundo já conhece
Ao invés do strogonof eu vou fritar os
croquete
Champignon chan chan
Comida dos astros
Faroeste Caboclo
Faroeste Caboclo (Paródia)
Não tinha medo o tal João de Santo Cristo
Era o que todos diziam quando ele se
perdeu
Deixou pra trás todo o marasmo da fazenda
Só pra sentir no seu sangue o ódio que
Jesus lhe deu
Quando criança só pensava em ser bandido
Ainda mais quando com um tiro de soldado o
pai morreu
Era o terror da sertania onde morava
E na escola até o professor com ele
aprendeu
Lá tinha queijo
pão, feijão e ovo frito
Era o que todos comiam
no almoço e no jantar
De vez em quando fazia uma lentilha
Fritava a polenta de fubá
Frango assava
com batata e ervilha
De sobremesa gelatina
Purê de abóbora
com salada russa
To esperando acabar de assar
Suflê
Comida dos artistas
Ia pra igreja só pra roubar o dinheiro
Que as velhinhas colocavam na caixinha do
altar
Sentia mesmo que era mesmo diferente
Sentia que aquilo ali não era o seu lugar
(…)
Legião Urbana
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Teu Nome
Teu nariz
Teu nome, Maria Lúcia.
Tem qualquer coisa que afaga.
Como uma lua macia.
Brilhando à flor de uma vaga.
Parece um mar que marulha.
De manso sobre uma praia.
Tem o palor que irradia.
A estrela quando desmaia.
É um doce nome de filha.
E um belo nome de amada.
Lembra um pedaço de ilha.
Surgindo de madrugada.
Tem um cheirinho de murta.
E é suave como a pelúcia.
É acorde que nunca finda.
É coisa por demais linda.
Teu nome, Maria Lúcia…
Vinícius de Moraes
Teu nariz, Zé Luís.
Tem alguma coisa engraçada.
Parece o de um juiz.
Em meio a uma boa jogada.
Porém, quando está meio torto.
Sinal de que esteve nervoso.
Tem a ponta bem fina.
Que às vezes costuma brilhar.
É um grande nariz.
É um nariz diferente.
Há quem diga atraente.
Não sei se para te agradar.
Ou será para te gozar?
Sente o cheirinho de tudo.
Mesmo a grande distância.
Só quero te ver logo mais.
Em torno dos 20 ou 30.
E esse nariz Zé Luís, será que cresce ainda?
Maria Eunice Barbosa
Retirado do site:
http://parodiadoaluno.wikispaces.com/
Cerveja.
Hoje é sexta-feira, chega de canseira.
Nada de tristeza, pegue uma cerveja.
E põe na minha mesa.
Hoje é sexta-feira, traga mais cerveja.
Tô de saco cheio, tô pra lá do meio.
Da minha cabeça.
Chega de aluguel, chega de patrão.
O coração no céu. O sol no coração.
Pra tanta solidão:Cerveja, cerveja, cerveja,
cerveja. Cerveja.
Leandro e Leonardo
Cê veja.
É segunda-feira, dia de canseira.
Chego em minha casa. Abro a geladeira.
A situação tá feia.
É segunda-feira, só dá mais tristeza.
Vou até a gaveta. Pego as minhas contas.
Boto sobre a mesa.
Devo o aluguel. Já faz um tempão.
Meu nome já está sujo. Venceu a prestação.
É tanta conta irmão.
Cê veja, cê veja, cê veja, cê veja.
Cê veja: a minha situação!
Chalimar Rocco
Chalimar Rocco
Retirado do site:
http://parodiadoaluno.wikispaces.com/
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Língua Portuguesa – Redação – 1º bimestre
O poema
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Colégio Integral – série 7º ano – 2014
Comida
Comida
Bebida é água!
Comida é pasto!
Você tem sede de que?
Você tem fome de que?...
Leitura é água
Escrita é pasto
Você tem sede de quê?
Você tem fome de quê?
A gente não quer só comida
A gente quer comida
Diversão e arte
A gente não quer só comida
A gente quer saída
Para qualquer parte...
A gente não quer só comida
A gente quer bebida
Diversão, balé
A gente não quer só comida
A gente quer a vida
Como a vida quer...
A gente não quer só “ditado”
A gente quer criação, diversão e arte
A gente não quer só “continha”,
A gente quer solução para qualquer parte
A gente não quer só geografia,
A gente quer conhecer nosso chão
A gente não quer só história,
A gente quer conhecer a vida como a vida é
Leitura é água
Escrita é pasto
Você tem sede de quê?
Você tem fome de quê?
Bebida é água!
Comida é pasto!
Você tem sede de que?
Você tem fome de que?...
A gente não quer só ler,
A gente quer amar e quer viver o amor
A gente não quer só responder
A gente quer entender para aliviar a dor
A gente não quer só ouvir
A gente quer ouvir e refletir
A gente não quer só o que temos
A gente quer inteiro e não pela metade
A gente não quer só comer
A gente quer comer
E quer fazer amor
A gente não quer só comer
A gente quer prazer
Prá aliviar a dor...
A gente não quer
Só dinheiro
A gente quer dinheiro
E felicidade
A gente não quer
Só dinheiro
A gente quer inteiro
E não pela metade...
Escola é água
Viver é pasto
Desejo, necessidade, vontade
Necessidade, desejo
Postado por C. e Julião Nogueira
Retirado do site:
http://jnevolucao.blogspot.com.br/2008/05/pardia-damsica-comida-tits.html
Bebida é água!
Comida é pasto!
Você tem sede de que?
Você tem fome de que?...
(…)
Titãs
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Colégio Integral – série 7º ano – 2014
O Poema – parte II
Leia os poemas abaixo:
URGENTE!
A PRIMAVERA ENDOIDECEU
Uma
gota
de
orvalho
caiu hoje, às 8h, do dedo anular
direito, do Cristo Redentor, no
Rio de Janeiro
Seus restos
não foram
encontrados
A Polícia
não acredita em
acidente
Suspeito: o
vento
Os meteorologistas, os poetas e
os passarinhos choram inconsoláveis. Testemunha
presenciou a queda: “Horrível!
Ela se evaporou na metade do caminho!”
CAPARELLI, Sérgio. Tigres no quintal. Porto Alegre:
Sobre o poema “Urgente!”, responda:
1. Que texto é esse?
a) (
) Uma notícia.
c) (
) Um anúncio.
b) (
) Um poema.
d) (
) Uma reportagem.
2. A forma de colocar as palavras no papel lembra a imagem
a) (
) de uma cruz;
c) (
) de passarinhos;
b) (
) de uma gota de orvalho;
d) (
) do Cristo Redentor.
3. O poema lido:
a) (
) não possui versos nem estrofes;
b) (
) apresenta uma estrofe de vinte e três versos;
c) (
) é formado por vinte e três versos, divididos em duas estrofes;
d) (
) possui três estrofes de seis versos.
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O poema
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Colégio Integral – série 7º ano – 2014
4. Qual a intenção do autor ao criar esse texto?
a) (
) Mexer com os sentimentos do leitor, representando de forma poética e visual um
fato que jamais seria matéria de uma notícia.
b) (
) Denunciar a incapacidade dos policiais diante de um crime.
c) (
) Informar ao leitor um fato de utilidade pública.
d) (
) Desenhar um ponto turístico do Rio de Janeiro.
5. Assinale a sequência de ideias apresentada na primeira estrofe do texto.
a) (
) Primeiro, o autor diz o que aconteceu; depois, quando aconteceu; em seguida,
onde aconteceu; ao final, ele diz por que aconteceu.
b) (
) Primeiro, o autor diz quando aconteceu; depois, o que aconteceu; em seguida,
por que aconteceu; ao final, ele diz onde aconteceu.
c) (
) Primeiro, o autor diz o que aconteceu; depois, por que aconteceu; em seguida,
onde aconteceu; ao final, ele diz quando aconteceu.
d) (
) Não há sequência de ideias no texto.
6. Pela forma que o poeta escolheu para expressar suas ideias, é possível afirmar que,
nesse texto, ele finge (simula) ser:
a) (
) um policial;
c) (
) uma testemunha;
b) (
) um turista;
d) (
) um jornalista, um repórter.
7. Quem é o suspeito de ter provocado a queda da gota de orvalho?
a) (
) O Cristo Redentor.
c) (
) Os poetas.
b) (
) O vento.
d) (
) Os pichadores.
Sobre o poema “A primavera endoideceu”, responda:
9. O poema “A primavera endoideceu”, além de fazer uso de recursos sonoros, faz uso
também de recursos visuais.
a) Que relação há entre a palavra primavera do título e o formato do poema?
b) O miolo da flor é formado por uma onomatopeia. Que som zum zum reproduz?
c) As expressões malmequer e bem-me-quer formam as pétalas da flor. Os apaixonados
costumam despetalar uma flor recitando essas expressões; dependendo da expressão que
coincide com a última pétala, o enamorado julga-se correspondido ou não. Em sua opinião,
há alguma relação entre essas expressões nas pétalas e o eu lírico do poema?
Sobre os dois poemas acima, responda:
8. Os poemas acima foram feitos para serem lidos apenas?
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Além de trabalhar com a sonoridade, com a rima e com o ritmo, o poema também faz
uso de outros recursos, como os visuais e os gráficos. Isso quer dizer que o poeta pode
organizar seus versos de um modo incomum, dispondo-os de maneira que mostrem, por
exemplo, o formato de alguma coisa ou explorem as letras e o significado das palavras,
como nesses poemas que você acabou de ver e ler.
Muitos poemas não se destinam apenas a serem lidos, mas também a serem vistos,
como uma fotografia, um desenho, um cartaz. Trabalhando com as letras, com as palavras e
seus significados, eles procuram transmitir, além de emoções e sentimentos, impressões
relacionadas a cor, forma, movimento, etc.
Os poemas que fazem uso desses recursos são chamados de poemas concretos.
Poesia fora da estante – a gente constrói com palavras
Poema 1:
Haroldo de Campos
Poema 2:
Ferreira Gullar
Poema 3:
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Ferreira Gullar
Poema 4:
Jacaré Letrado
Sérgio Capparelli
Poema 5:
Pássaro em vertical
Libério Neves
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Poema 6:
Ronaldo Azeredo
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Agora é a sua vez! – Redação 2
Atividade 1
Veja os poemas concretos abaixo:
Augusto de Campos, 1962.
http://culturabrasileiranoppe.pbworks.co
m/w/page/9772637/Poesia%20concreta
http://chacara.wordpress.com/category/poesia/
Os poemas acima são chamados de poemas concretos. A sua tarefa será criar uma
poesia concreta que represente situações por meio da exploração de recursos visuais e
gráficos.
Na caixa de texto abaixo temos algumas situações sugeridas:
25
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




uma viagem em família em que haja adultos e crianças;
um beija-flor se alimentando no ar;
o recreio da escola, a fila da cantina;
um caminho impedido por algum motivo;
uma fila de cinema ou fila de terminal de ônibus.
Atividade 2
Veja outros exemplos de poesia concreta:
26
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O poema
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Com base nos poemas lidos, crie com as palavras a seguir, ou com outras de sua
preferência, montagens e desmontagens capazes de gerar significados:
nascimento, primavera, sobreviver, início, aprovação, desarmado
Se quiser, introduza novas letras, números, símbolos, sinais de pontuação, troque
sílabas de lugar, empregue letras de tamanhos e formatos variados, pinte com lápis ou
canetinhas coloridas.
Atividade 3
Crie um poema concreto a partir destes temas:







a vida
o espelho
o palhaço
o arco-íris
a fraternidade
os pássaros
o futebol
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2014_7ano_1bim_Redacao