Ecopart Investimentos S.A. Demonstrações Financeiras Referentes ao Exercício Findo em 31 de Dezembro de 2013 e Relatório dos Auditores Independentes sobre as Demonstrações Financeiras Deloitte Touche Tohmatsu Auditores Independentes ECOPART INVESTIMENTOS S.A. BALANÇOS PATRIMONIAIS LEVANTADOS EM 31 DE DEZEMBRO DE 2013 E DE 2012 (Valores expressos em milhares de reais - R$) ATIVO CIRCULANTE Caixa e equivalentes de caixa Impostos a recuperar Outros ativos Total do ativo circulante NÃO CIRCULANTE Partes relacionadas Investimentos Imobilizado Total do ativo não circulante Nota explicativa 6 8 7 Controladora 31.12.13 Consolidado 31.12.12 31.12.12 (Reapresentado) (Reapresentado) 5.833 157 115 6.105 256 138 118 512 273 138 247 658 199 55.495 1 113 89.698 - 113 89.589 9 55.695 89.811 89.711 PASSIVO E PATRIMÔNIO LÍQUIDO CIRCULANTE Fornecedores Debêntures Impostos a recolher Outras contas a pagar Total do passivo circulante NÃO CIRCULANTE Debêntures Provisão para riscos tributários, cíveis e trabalhistas Adiantamento para futuro aumento de capital Total do passivo não circulante PATRIMÔNIO LÍQUIDO Capital social Reserva de capital Prejuízos acumulados Total do patrimônio líquido TOTAL DO ATIVO 61.800 90.323 90.369 TOTAL DO PASSIVO E PATRIMÔNIO LÍQUIDO Controladora Nota explicativa 31.12.13 31.12.12 (Reapresentado) Consolidado 31.12.12 (Reapresentado) 28 6.024 163 2 6.217 48 6.113 148 2 6.311 48 6.113 148 2 6.311 9 10 12.049 885 12.934 18.340 1.106 19.446 18.340 1.106 46 19.492 11 71.014 9.726 (38.091) 42.649 84.214 9.726 (29.374) 64.566 84.214 9.726 (29.374) 64.566 61.800 90.323 90.369 9 As notas explicativas são parte integrante das demonstrações financeiras. 3 ECOPART INVESTIMENTOS S.A. DEMONSTRAÇÕES DO RESULTADO PARA OS EXERCÍCIOS FINDOS EM 31 DE DEZEMBRO DE 2013 E DE 2012 (Valores expressos em milhares de reais - R$) Nota explicativa RECEITA OPERACIONAL LÍQUIDA Venda de energia Construção dos ativos da concessão Total CUSTOS DE CONSTRUÇÃO E DE OPERAÇÃO Custos de operação e manutenção Construção dos ativos da concessão Total - 12.987 453 13.440 14 14 - - (9.377) (453) (9.830) - - 3.610 14 7 15 15 (PREJUÍZO) LUCRO ANTES DO IMPOSTO DE RENDA E DA CONTRIBUIÇÃO SOCIAL IMPOSTO DE RENDA E CONTRIBUIÇÃO SOCIAL Corrente Diferidos (PREJUÍZO) LUCRO LIQUIDO DO EXERCÍCIO LUCRO (PREJUÍZO) POR AÇÃO Consolidado 2012 (Reapresentado) - (PREJUÍZO) LUCRO OPERACIONAL ANTES DO RESULTADO FINANCEIRO RESULTADO FINANCEIRO Receitas financeiras Despesas financeiras 2012 (Reapresentado) 13 13 LUCRO BRUTO (DESPESAS) RECEITAS OPERACIONAIS Despesas gerais e administrativas Despesas com pessoal Serviços de terceiros Reversão (provisão) para riscos tributários, cíveis e trabalhistas Equivalência patrimonial Ganho (perda) na alienação de participação Mudanças no valor justo sobre investimentos Outras receitas (despesas), liquidas Total Controladora 2013 16 16 (104) (98) (246) 221 (3.601) (2.493) 29 (6.292) (517) (99) (5.237) 169 (3.359) 16.471 6.002 (309) 13.121 (1.827) (447) (4.778) 169 (132) 16.471 6.002 (294) 15.164 (6.292) 13.121 18.774 567 (2.992) 377 (10.955) 1.121 (15.075) (8.717) 2.543 4.820 - (82) - (8.717) 2.461 (0,09) 0,02 (82) (2.277) 2.461 As notas explicativas são parte integrante das demonstrações financeiras. 4 ECOPART INVESTIMENTOS S.A. DEMONSTRAÇÕES DO RESULTADO ABRANGENTE PARA OS EXERCÍCIOS FINDOS EM 31 DE DEZEMBRO DE 2013 E DE 2012 (Valores expressos em milhares de reais - R$) Controladora 2013 2012 (Reapresentado) Consolidado 2012 (Reapresentado) (PREJUÍZO) LUCRO LÍQUIDO DO EXERCÍCIO (8.717) 2.461 2.461 RESULTADO ABRANGENTE TOTAL DO EXERCÍCIO (8.717) 2.461 2.461 As notas explicativas são parte integrante das demonstrações financeiras. 5 ECOPART INVESTIMENTOS S.A. DEMONSTRAÇÕES DAS MUTAÇÕES DO PATRIMÔNIO LÍQUIDO PARA OS EXERCÍCIOS FINDOS EM 31 DE DEZEMBRO DE 2013 E DE 2012 (Valores expressos em milhares de reais - R$) Capital social Capital integralizado SALDOS EM 31 DE DEZEMBRO DE 2011 Aumento de capital em 4 de novembro de 2012 com AFACs Lucro líquido do exercício SALDOS EM 31 DE DEZEMBRO DE 2012 (Reapresentados) Aumento de capital Redução de capital Prejuízo do exercício SALDOS EM 31 DE DEZEMBRO DE 2013 Reserva de capital Ágio na subscrição Pagamento de ações baseado em ações Prejuízos acumulados Total do patrimônio líquido (31.835) 53.105 2.461 9.000 2.461 75.214 7.787 1.939 9.000 - - - 84.214 7.787 1.939 (29.374) 64.566 - - (8.717) 800 (14.000) (8.717) 7.787 1.939 (38.091) 42.649 800 (14.000) 71.014 As notas explicativas são parte integrante das demonstrações financeiras. 6 ECOPART INVESTIMENTOS S.A. DEMONSTRAÇÃO DOS FLUXOS DE CAIXA PARA OS EXERCÍCIOS FINDOS EM 31 DE DEZEMBRO DE 2013 E 2012 (Valores expressos em milhares de reais - R$) Controladora Controladora 2013 2012 2012 (Reapresentado) (Reapresentado) FLUXO DE CAIXA DAS ATIVIDADES OPERACIONAIS (Prejuízo) lucro líquido do exercício Ajuste para reconciliar o lucro (prejuízo) do exercício com o caixa líquido aplicado nas atividades operacionais: Encargos financeiros sobre empréstimos e financiamentos Encargos financeiros sobre debêntures Imposto de renda e contribuição social diferidos Equivalência patrimonial Mudanças de valor justo dos investimentos Reversão de provisão para riscos tributários, cíveis e trabalhistas Baixa de ativo intangível/imobilizado Perda (ganho) na alienação de participação Depreciações e amortizações (Aumento) redução dos ativos operacionais: Contas a receber de clientes Impostos a recuperar Despesas antecipadas Adiantamentos Outros ativos Aumento (redução) dos passivos operacionais: Fornecedores Impostos a recolher Outras contas a pagar Caixa gerado pelas (aplicado nas) atividades operacionais Pagamento de juros Caixa líquido aplicado nas atividades operacionais 2.461 (8.717) 2.461 2.907 2.493 (221) 3.601 - 1.648 9.307 3.359 (6.002) (169) 159 (16.471) 137 5.768 9.307 2.277 132 (6.002) (172) 841 (16.471) 6.250 (19) 3 23 867 10 (91) 968 285 1.000 320 (112) (20) 15 42 (2.070) (2.028) (88) 52 (3) (152) 36 (7) (4.801) (11.515) (16.316) 6.729 (15.623) (8.894) FLUXO DE CAIXA DAS ATIVIDADES DE INVESTIMENTO Aquisições de ativo imobilizado Adições ao intangível Aporte de capital Alienação de investimentos Caixa líquido gerado pelas atividades de investimento (1) (10.041) 38.042 28.000 62.140 62.140 (487) (38) (46) 59.622 59.051 FLUXO DE CAIXA DAS ATIVIDADES DE FINANCIAMENTO Captação de empréstimos e financiamentos Emissão de debêntures Aplicações financeiras vinculadas Pagamentos de empréstimos e financiamentos Partes relacionadas Aumento de capital Redução de capital Caixa líquido aplicado nas atividades de financiamento (7.217) 22 800 (14.000) (20.395) 14.805 (73.745) 86 (58.854) 40 14.805 (2.326) (77.377) (27) (64.885) AUMENTO (REDUÇÃO) LÍQUIDO(A) NO SALDO DE CAIXA E EQUIVALENTES DE CAIXA 5.577 (13.030) (14.728) Caixa e equivalentes de caixa no início do exercício Caixa e equivalentes de caixa no fim do exercício 256 5.833 13.286 256 15.001 273 AUMENTO (REDUÇÃO) LÍQUIDO(A) NO SALDO DE CAIXA E EQUIVALENTES DE CAIXA 5.577 (13.030) (14.728) As notas explicativas são parte integrante das demonstrações financeiras. 7 ECOPART INVESTIMENTOS S.A. NOTAS EXPLICATIVAS ÀS DEMONSTRAÇÕES FINANCEIRAS PARA OS EXERCÍCIOS FINDOS EM 31 DE DEZEMBRO DE 2013 E DE 2012 (Em milhares de reais - R$, exceto quando de outra forma indicado) 1. CONTEXTO OPERACIONAL A Ecopart Investimentos S.A. (“Sociedade”), sociedade por ações de capital fechado, anteriormente denominada Ecopart Investimentos Ltda. (até 15 de maio de 2008), foi constituída em 6 de dezembro de 2002, tendo como objeto social a participação em outras sociedades brasileiras e estrangeiras, incluindo fundos de investimento, que atuam no setor de geração de energias renováveis, respectivas infraestruturas de suporte, derivados e correlatos; o investimento em projetos no setor de geração de energias renováveis, respectivas infraestruturas de suporte, derivados e serviços correlatos; e a prestação de consultoria e assessoria a projetos correlatos à geração de energia. A Sociedade iniciou suas atividades em 13 de fevereiro de 2003. Insuficiência de capital circulante líquido A Sociedade possui deficiência de capital circulante líquido de R$112 (R$5.653, no consolidado, em 31 de dezembro de 2012). Para saldar as dívidas de curto prazo, a Sociedade possui, linhas de créditos disponíveis e acesso a recursos de sua controladora Taelinvest Investimentos e Participações S.A. por meio de adiantamentos para futuro aumento de capital. Controladas a) Gargaú Energética S.A. A Sociedade detinha participação na controlada Gargaú Energética S.A. (“Gargaú”), sociedade por ações de capital fechado, anteriormente denominada Centropomus Participações S.A., foi constituída em 17 de outubro de 2007, tendo como objeto social o propósito específico de realizar serviços de estudo, pesquisa, viabilidade, projetos, construção, gerenciamento de obras, operação e manutenção, destinados à ampliação, exploração, repotencialização, produção e geração de energia eólica. Em 3 de outubro de 2012, a Sociedade, por meio de Contrato de Compra e Venda, alienou a totalidade de sua participação societária detida na Gargaú Energética S.A., para a Omega Energia Renovável S.A. (“Ômega”) (vide nota explicativa nº 7). b) SeaWest do Brasil - Projetos e Participações Ltda. A SeaWest do Brasil - Projetos e Participações Ltda. (“SeaWest”), sociedade por cotas de responsabilidade limitada, anteriormente denominada SeaWest do Brasil Ltda., foi constituída em 14 de junho de 2000, tendo como objeto social a realização de serviços de estudos, pesquisa e projetos relativos à viabilidade, manutenção e operação de centrais geradoras de energia eólica, destinados à implantação, ampliação, exploração ou repotenciação de centrais geradoras eólicas e de outras fontes de energia elétrica; a participação em outras empresas como sócia, acionista ou cotista; e a participação em projetos e operações diretamente ou como parceira ou consorciada, como investidora de recursos próprios ou de terceiros, como dívida ou capital. 8 Ecopart Investimentos S.A. Em 28 de fevereiro de 2013, a controlada SeaWest foi incorporada pela Sociedade. Coligada c) Gamma Energia S.A. A Gamma Energia S.A. (“Gama”), sociedade por ações de capital fechado, anteriormente denominada Capri SP Participações S.A., foi constituída em 27 de julho de 2010, tendo como objeto social estudar, planejar, projetar, construir, desenvolver, operar, manter e explorar empreendimentos e sistemas de geração de energia elétrica, assim como sistemas de transmissão, transformação, distribuição, comercialização de interesse restrito das centrais e empreendimentos de geração de energia elétrica, bem como serviços correlatos que lhe venham a ser concedidos ou autorizados pelo órgão ou entidade competente por qualquer título de direito, além de exercer todas e quaisquer atividades afins ou correlatas ao seu objeto social ou necessárias ao regular desenvolvimento das atividades da Sociedade. d) Outros investimentos Outros investimentos são representados por participações menores que 10% e que não há influência significativa nas operações, compreendendo as seguintes empresas: Omega Energia Renovável S.A. (“Omega”) Musca Energia S.A. (“Musca”) (*) Potami Energia S.A. (“Potami”) (*) Kyria Energia S.A. (“Kyria”) (*) Asteri Energia S.A. (“Asteri”) (*) (*) Empresas constituídas em 2013 através de cisão das ações de Omega. 2. APRESENTAÇÃO DAS DEMONSTRAÇÕES FINANCEIRAS 2.1. Declaração de conformidade As demonstrações financeiras foram elaboradas e estão sendo apresentadas de acordo com as práticas contábeis adotadas no Brasil, que compreendem os pronunciamentos técnicos, as orientações e as interpretações técnicas emitidos pelo Comitê de Pronunciamentos Contábeis - CPC e aprovados pelo Conselho Federal de Contabilidade - CFC. 2.2. Base de elaboração As demonstrações financeiras foram elaboradas com base no custo histórico, exceto por determinados instrumentos financeiros mensurados pelos seus valores justos, conforme descrito nas práticas contábeis a seguir. O custo histórico geralmente é baseado no valor justo das contraprestações pagas em troca de ativos. 9 Ecopart Investimentos S.A. 2.3. Moeda funcional e de apresentação As demonstrações financeiras da Sociedade são apresentadas em reais (R$), que é a moeda funcional e de apresentação. 2.4. Principais estimativas e julgamentos contábeis críticos A preparação das demonstrações financeiras exige que a Administração da Sociedade faça julgamentos e adote estimativas e premissas que afetam a aplicação de políticas contábeis e os valores reportados de ativos, passivos, receitas e despesas. Por definição, as estimativas contábeis resultantes raramente serão iguais aos respectivos resultados reais. Desta forma, a Administração da Sociedade revisa as estimativas e premissas adotadas de maneira contínua. Os ajustes oriundos no momento destas revisões são reconhecidos no período em que as estimativas são revisadas e também aplicadas de maneira prospectiva. As notas explicativas que requerem a adoção de premissas e estimativas, que estão sujeitas a um maior grau de incertezas e que possuam um risco de resultar em um ajuste material caso essas premissas e estimativas sofram mudanças significativas dentro do próximo exercício financeiro são: Provisão para riscos trabalhistas, tributários e cíveis (nota explicativa nº 10). Instrumentos financeiros (nota explicativa nº 12). 2.5. Reapresentação das demonstrações financeiras individuais de 2012 A Administração da Sociedade, com o objetivo de aprimoramento do conjunto de suas demonstrações financeiras, revisitou as demonstrações financeiras referentes ao exercício findo em 31 de dezembro de 2012 e concluiu pela necessidade de reapresentação para contemplar ajustes e reclassificações nas contas de investimentos, impostos a pagar e a recuperar e outros ativos e passivos, conforme prevê o Pronunciamento Técnico CPC 23 - Políticas Contábeis, Mudanças de Estimativas e Retificação de Erro. Os ajustes e reclassificações não produziram efeitos nos períodos anteriores a 1º de janeiro de 2012. A adoção das IFRSs 10 e 11, equivalente ao CPC 19 (R2) e CPC 36 (R3) resultou em alterações na contabilização de determinadas participações societárias mantidas pela Sociedade nas Demonstrações Financeiras consolidadas. A Sociedade não está apresentando a abertura da reapresentação das demonstrações financeiras consolidadas de 31 de dezembro de 2012, que continha a consolidação proporcional da coligada Gamma. A Sociedade apresenta a seguir os impactos em suas demonstrações financeiras de 31 de dezembro de 2012 desses ajustes e reclassificações: 10 Ecopart Investimentos S.A. a) Balanço patrimonial Balanço ajustado - 31.12.2012 Originalmente Ajustes e apresentado reclassificações Reapresentado ATIVO CIRCULANTE Caixa e equivalentes de caixa Impostos a recuperar Outros ativos Total do ativo circulante 256 236 116 608 (98) 2 (96) 256 138 118 512 NÃO CIRCULANTE Partes relacionadas Investimentos Total do ativo não circulante 113 90.536 90.649 (838) (838) 113 89.698 89.811 TOTAL DO ATIVO 91.257 (934) 90.323 48 6.113 163 3 6.327 (15) (1) (16) 48 6.113 148 2 6.311 18.340 - 18.340 1.106 19.446 - 1.106 19.446 PATRIMÔNIO LÍQUIDO Capital social Reserva de capital Prejuízos acumulados Total do patrimônio líquido 84.214 9 .726 (28.456) 65.484 (918) (918) 84.214 9.726 (29.374) 64.566 TOTAL DO PASSIVO E PATRIMÔNIO LÍQUIDO 91.257 (934) 90.323 PASSIVO E PATRIMÔNIO LÍQUIDO CIRCULANTE Fornecedores Debêntures Impostos a recolher Outras contas a pagar Total do passivo circulante NÃO CIRCULANTE Debêntures Provisão para riscos tributários, cíveis e trabalhistas Total do passivo não circulante 11 Ecopart Investimentos S.A. b) Demonstração do resultado Resultado do exercício ajustado - 31.12.2012 Originalmente Ajustes e apresentado reclassificações Reapresentado (Despesas) receitas operacionais Resultado financeiro Imposto de renda e contribuição social Lucro do exercício 14.053 (10.578) (932) - 13.121 (10.578) (96) 3.379 14 (918) (82) 2.461 c) Demonstração do fluxo de caixa Fluxo de caixa do exercício ajustado 31.12.2012 Originalmente Ajustes e apresentado reclassificações Reapresentado Caixa líquido aplicado nas atividades operacionais Caixa líquido gerado pelas atividades de investimento Caixa líquido aplicado nas atividades de financiamento Redução no saldo de caixa e equivalentes de caixa 3. (16.316) - (16.316) 62.140 - 62.140 (58.854) - (58.854) (13.030) - (13.030) BASE DE CONSOLIDAÇÃO E INVESTIMENTO EM CONTROLADAS Em 31 de dezembro de 2012, as demonstrações consolidadas incluiam as demonstrações da Sociedade e de sua ex-controlada, sendo aplicado para tanto o método de consolidação integral abaixo relacionadas: Método de consolidação Controladas SeaWest do Brasil - Projetos e Participações Ltda. Integral Participação - % 31.12.13 31.12.12 - 99,99 Os principais critérios de consolidação até a data da incorporação da controlada estão descritos abaixo: Eliminação dos saldos das contas de ativos e passivos entre as empresas, a controladora e as controladas, de forma que as demonstrações financeiras representem saldos de contas a receber e a pagar efetivamente com terceiros. Eliminação das participações no patrimônio líquido das controladas (capital, reservas e lucros acumulados). 12 Ecopart Investimentos S.A. 4. PRINCIPAIS PRÁTICAS CONTÁBEIS As principais práticas contábeis adotadas na elaboração das demonstrações financeiras são: 4.1. Caixa e equivalentes de caixa Compreendem os saldos de caixa, os depósitos bancários à vista e as aplicações financeiras com prazo de resgate em até 90 dias da data da aplicação. Essas aplicações financeiras estão demonstradas ao custo, acrescido dos rendimentos auferidos até as datas dos balanços, sem prazos fixados para resgate, com liquidez imediata, e estão sujeitas a um insignificante risco de mudança de valor. 4.2. Investimentos A participação societária em coligada era avaliada pelo método de equivalência patrimonial. Os demais investimentos estão avaliados pelo custo ou valor justo. 4.3. Imobilizado Registrado ao custo histórico de aquisição. Os ativos estão deduzidos de depreciação acumulada e das perdas por recuperação, quando aplicável. A depreciação é calculada pelo método linear, por categoria de bem, a taxas anuais que representam a vida útil-econômica estimada desses bens. O resultado na alienação ou na retirada de um item do ativo imobilizado é determinado pela diferença entre o valor da venda e o saldo contábil do ativo e é reconhecido no resultado do exercício. 4.4. Provisão para redução valor de realização dos ativos A Sociedade analisa periodicamente a existência de evidências de não realização do valor contábil de um ativo. Caso sejam identificadas tais evidências, a Sociedade estima o valor recuperável do ativo (“impairment”) para determinar eventual provisão para trazer os saldos contábeis aos valores de realização. A Administração revisa a recuperação do valor contábil dos ativos não circulantes ou de longa duração. O objetivo dessa revisão é determinar e avaliar a ocorrência de eventos ou mudanças nas circunstâncias indicando que o valor contábil de um ativo ou grupo de ativos poderá não ser recuperado. Os ativos são agrupados e avaliados segundo a possível não recuperação, com base nos fluxos de caixa descontados do negócio projetados para o período correspondente à vida remanescente estimada dos ativos. Uma perda é reconhecida com base no montante pelo qual o valor contábil excede o valor provável de recuperação de um ativo de longa duração. O valor provável de recuperação é determinado como sendo o maior entre: (i) o valor de venda estimado dos ativos menos os custos estimados para venda; e (ii) o valor em uso, determinado pelo valor presente esperado dos fluxos de caixa futuros do ativo ou da unidade geradora de caixa. 13 Ecopart Investimentos S.A. Quando uma provisão para redução ao provável valor recuperável é revertida em períodos subsequentes, o valor contábil do ativo é aumentado para refletir a estimativa revisada do valor de realização. O valor da reversão da provisão para redução ao provável valor de realização dos ativos de vida longa está limitado ao valor da provisão constituída em períodos anteriores e é registrado no resultado do exercício em que houve a revisão da estimativa. 4.5. Debêntures Mensurados pelo custo amortizado, ou seja, atualizados monetariamente pelas variações monetárias e acrescidos de encargos financeiros conforme disposições contratuais, incorridos até as datas dos balanços. As variações monetárias e os demais encargos financeiros são apropriados ao resultado, exceto quando elegíveis para capitalização no imobilizado ou intangível. Os encargos financeiros são apropriados em despesas financeiras, exceto pela parte apropriada ao custo das obras em andamento, que é registrada no ativo imobilizado, quando aplicável. 4.6. Provisão para riscos tributários, cíveis e trabalhistas Uma provisão é reconhecida no balanço quando a Sociedade possui uma obrigação legal ou constituída como resultado de um evento passado e é provável que um recurso econômico seja requerido para saldar a obrigação. As provisões são registradas tendo como base as melhores estimativas do risco envolvido e consideradas suficientes para cobrir desembolsos futuros segundo a Administração da Sociedade. 4.7. Uso de estimativas A preparação das demonstrações financeiras requer que a Administração efetue estimativas e adote premissas, no seu melhor julgamento, que afetam os montantes apresentados de certos ativos, passivos e despesas e outras transações, tais como determinação de taxas de depreciação do ativo imobilizado e provisões necessárias para passivos contingentes e provisão para redução ao valor recuperável dos ativos. Os valores reais podem diferir dessas estimativas. 4.8. Outros ativos e passivos Os ativos são demonstrados pelos valores realizáveis e os passivos pelos valores conhecidos ou calculáveis, acrescidos, quando aplicável, dos correspondentes encargos e variações monetárias. 4.9. Reconhecimento da receita - 2012 O resultado das operações é apurado em conformidade com o regime contábil de competência de exercício e, portanto, inclui o fornecimento de energia já realizado, porém ainda não faturado ao Poder Concedente. A receita de venda inclui somente os ingressos brutos de benefícios econômicos recebidos e a receber pela Sociedade e o ganho contábil líquido auferido nas vendas dos parques eólicos pela Sociedade. Uma receita não é reconhecida se há uma incerteza significativa quanto à sua realização. 14 Ecopart Investimentos S.A. A receita da Sociedade também advém da receita de construção dos ativos da infraestrutura da concessão - direito de exploração. A interpretação técnica ICPC 01 e a orientação técnica OCPC 05 - Contratos de Concessão estabelecem que o concessionário de energia elétrica deva registrar e mensurar a receita dos serviços que presta de acordo com os pronunciamentos técnicos CPC 17 e CPC 30, mesmo quando regidos por um único contrato de concessão. A Sociedade contabiliza receitas de construção relativas a serviços de construção da infraestrutura utilizada na prestação de serviços de geração e comercialização de energia elétrica. 4.10. Imposto de renda e contribuição social 4.10.1. Impostos correntes A provisão para imposto de renda e contribuição social está baseada no lucro tributável do exercício. O lucro tributável difere do lucro apresentado na demonstração do resultado, porque exclui receitas ou despesas tributáveis ou dedutíveis em outros exercícios, além de excluir itens não tributáveis ou não dedutíveis de forma permanente. A provisão para imposto de renda e contribuição social é calculada individualmente por cada empresa da Sociedade com base nas alíquotas vigentes no fim do exercício. 4.10.2. Impostos diferidos O imposto de renda e contribuição social diferidos (“imposto diferido”) é reconhecido sobre as diferenças temporárias no final de cada período de relatório entre os saldos de ativos e passivos reconhecidos nas demonstrações financeiras e as bases fiscais correspondentes usadas na apuração do lucro tributável, incluindo saldo de prejuízos fiscais, quando aplicável. Os impostos diferidos passivos são geralmente reconhecidos sobre todas as diferenças temporárias tributáveis e os impostos diferidos ativos são reconhecidos sobre todas as diferenças temporárias dedutíveis, apenas quando for provável que a empresa apresentará lucro tributável futuro em montante suficiente para que tais diferenças temporárias dedutíveis possam ser utilizadas. 4.11. Resultado por ação O resultado por ação é calculado com base na quantidade de ações existentes nas datas dos balanços. 4.12. Acordo de pagamento baseado em ações da Sociedade O plano de remuneração baseado em ações para empregados e outros provedores de serviços similares são mensurados pelo valor justo dos instrumentos de patrimônio na data da outorga. Os detalhes a respeito da determinação do valor justo desses planos estão descritos na nota explicativa nº 8.1. 15 Ecopart Investimentos S.A. O valor justo das opções concedidas determinado na data da outorga é registrado pelo método linear como despesa no resultado do exercício durante o prazo no qual o direito é adquirido, com base em estimativas da Sociedade sobre quais opções concedidas serão eventualmente adquiridas, com correspondente aumento do patrimônio. No final de cada período de relatório, a Sociedade revisa suas estimativas sobre a quantidade de instrumentos de patrimônio que serão adquiridos. O impacto da revisão em relação às estimativas originais, se houver, é reconhecido no resultado do período, de tal forma que a despesa acumulada reflita as estimativas revisadas com o correspondente ajuste no patrimônio líquido na conta “Reserva” que registrou o benefício aos empregados. 4.13. Instrumentos financeiros Os ativos e passivos financeiros são reconhecidos quando a Sociedade e sua coligada forem parte das disposições contratuais do instrumento. Os ativos e passivos financeiros são inicialmente mensurados pelo valor justo. Os custos da transação diretamente atribuíveis à aquisição ou emissão de ativos e passivos financeiros (exceto por ativos e passivos financeiros reconhecidos ao valor justo no resultado) são acrescidos ou deduzidos do valor justo dos ativos ou passivos financeiros, se aplicável, após o reconhecimento inicial. Os custos da transação diretamente atribuíveis à aquisição de ativos e passivos financeiros ao valor justo por meio do resultado são reconhecidos imediatamente no resultado. Ativos financeiros Os ativos financeiros são classificados dentro das seguintes categorias: ativos financeiros mensurados ao valor justo por meio do resultado, investimentos mantidos até o vencimento, ativos financeiros “disponíveis para venda” e empréstimos e recebíveis. Essa classificação depende da natureza e do propósito do ativo financeiro, sendo determinada no seu reconhecimento inicial. O ativo financeiro deve ser reconhecido na data de sua negociação (data em que a Sociedade se compromete a comprar ou vender um ativo). O método de reconhecimento deve ser consistente para todas as compras e vendas de ativos financeiros que pertençam à mesma categoria. O ativo financeiro é reconhecido inicialmente pelo seu valor justo, acrescido dos custos de transação vinculados diretamente à sua aquisição ou emissão, exceto para aqueles designados como valor justo por meio do resultado. Passivos financeiros Os passivos financeiros são reconhecidos quando a Sociedade possui uma obrigação presente (legal ou construtiva) resultante de um evento passado, cuja obrigação será requerida a ser liquidada e cujo montante da obrigação é estimado de forma confiável. 16 Ecopart Investimentos S.A. Uma obrigação construtiva, ou não formalizada, é aquela que decorre das ações da Sociedade que, por via de um padrão estabelecido de práticas passadas, de políticas publicadas ou de uma declaração atual suficientemente específica, indiquem a outras partes que a Sociedade aceita certas responsabilidades e, em consequência, criarão uma expectativa válida nessas outras partes de que cumprirá com essas responsabilidades. O montante reconhecido como uma provisão é a melhor estimativa do valor requerido para liquidar a obrigação nas datas dos balanços, levando em conta os riscos e as incertezas da obrigação. A Sociedade baixa os passivos financeiros quando, e somente quando, as obrigações são extintas, ou seja, quando as obrigações são liquidadas, canceladas ou prescritas. 5. NOVAS NORMAS, ALTERAÇÕES E INTERPRETAÇÕES DE NORMAS As IFRSs novas e revisadas a seguir, em vigor para períodos anuais iniciados em ou após 1º de janeiro de 2013, foram adotadas nas informações financeiras. CPC IFRS/IAS Descrição IAS 1 Modificações à norma - Apresentação dos Itens de Outro Resultado Abrangente Modificações à norma - Divulgação - Compensação de Ativos Financeiros e Passivos Financeiros (Revisada em 2011) - Demonstrações Financeiras Consolidadas (Revisada em 2011) - Negócios em Conjunto - Demonstrações Financeiras Separadas Divulgação de Participações em Outras Entidades Mensuração do Valor Justo (Revisada em 2011) - Benefícios a Empregados (Revisada em 2011) - Demonstrações Financeiras Separadas (Revisada em 2011) - Investimentos em Coligadas e “Joint Ventures” Taxas do governo IFRS 7 CPC 36 (R3) CPC 19 (R2) IFRS 10 IFRS 11 CPC 45 CPC 46 CPC 33 (R1) CPC 35 (R2) CPC 18 (R2) IFRS 12 IFRS 13 IAS 19 IAS 27 IAS 28 IFRIC 21 Normas e interpretações novas ainda não adotadas IAS 32 IFRS 9 Modificações às IFRSs 9 e 7 Compensação de Ativos e Passivos Financeiros Instrumentos Financeiros Data de Aplicação Mandatória da IFRS 9 e Divulgações de Transição O CPC ainda não editou todos os respectivos pronunciamentos e modificações correlacionados às IFRSs novas e revisadas apresentadas anteriormente. Em decorrência do compromisso do CPC e do CFC de manter atualizado o conjunto de normas emitido com base nas atualizações feitas pelo IASB, é esperado que esses pronunciamentos e modificações sejam editados pelo CPC e aprovados pelo CFC, de modo que sejam aplicados a partir de sua aplicação obrigatória conforme previsto pelas IFRSs. Administração da Sociedade avaliou as novas normas e não espera efeitos significativos sobre os valores reportados, decorrentes de sua aplicação. 17 Ecopart Investimentos S.A. 6. CAIXA E EQUIVALENTES DE CAIXA Controladora Consolidado 31.12.13 31.12.12 31.12.12 (Reapresentado) (Reapresentado) Caixa e bancos Aplicações financeiras Total 1 5.832 5.833 256 256 273 273 Em 31 de dezembro de 2013 e 2012, as aplicações financeiras estavam classificadas como caixa e equivalentes de caixa e compostas da seguinte forma: Instituição financeira Tipo Banco Itaú Outros Total CDB Controladora Consolidado 31.12.13 31.12.12 31.12.12 (Reapresentado) (Reapresentado) 5.832 256 256 17 5.832 256 273 As aplicações financeiras compromissadas são prontamente conversíveis em um montante conhecido de caixa e estão sujeitas a um insignificante risco de mudança de valor. Tais aplicações financeiras foram remuneradas em média por 98% da variação do Certificado de Depósito Interbancário - CDI. 18 [página intencionalmente deixada em branco] 19 Ecopart Investimentos S.A. 7. INVESTIMENTOS Quantidade de ações/ quotas total das empresas 31.12.13 31.12.12 SeaWest do Brasil Ltda. Gamma Energia S.A. Omega Energia Renovável S.A. Musca Energia S.A. Potami Energia S.A. Kyria Energia S.A. Asteri Energia S.A. Participação no capital Lucro (prejuízo) integralizado - % Patrimônio líquido do exercício 31.12.13 31.12.12 31.12.13 31.12.12 31.12.13 31.12.12 499 3.452.901 3.452.901 312.610.024 312.610.024 22.179.177 79.168.211 95.112.113 40.000.001 - 30,00 7,26 7,26 7,26 7,26 1,16 99,99 30,00 12,35 - 2.819 342.868 22.141 79.822 95.262 152.923 152 2.819 515.483 - (17.912) 329 186 (214) 1.577 (5) (440) (10.603) - Movimentação dos investimentos: Critério de avaliação Saldos em 31 de dezembro de 2011 Equivalência patrimonial Aquisição de investimento Permuta de ações (b) Mudanças no valor justo dos investimentos Perda na participação de investimento Venda de participação de investimentos (a) Saldos em 31 de dezembro de 2012 (reapresentado) Incorporação de ativos de controlada (c) Permuta de ações (e) Aporte de capital (g) Venda de participações (f) Mudanças no valor justo dos investimentos Total de investimentos Gargaú Equivalência patrimonial 109.424 (3.222) (106.202) - SeaWest. Equivalência patrimonial Gamma Equivalência patrimonial 114 (5) 109 5.686 (132) (4.242) (466) 846 (109) - 846 Omega. Valor justo Musca Potami Kyria Asteri Custo Custo Custo Custo 17.500 60.999 4.242 6.002 88.743 - (20.600) (25.723) (2.493) 39.927 1.432 900 (722) 1.610 177 7.703 (2.135) 5.745 9.635 1.439 (4.171) 6.903 9.356 (8.892) 464 Total 132.724 (3.359) 60.999 6.002 (466) (106.202) 89.698 (109) 10.042 (41.623) (2.493) 55.495 20 [página intencionalmente deixada em branco] 21 Ecopart Investimentos S.A. (a) Em 3 de outubro de 2012, a Sociedade, por meio de Contrato de Compra e Venda, alienou a totalidade de sua participação societária detida na Gargaú Energética S.A., pelo valor de R$123.139, sendo R$62.140 pagos em dinheiro e a parcela remanescente foi quitada, mediante troca de ações pelo valor de R$60.999 (valor justo), passando a Ecopart a deter nesta data 12,18% do capital social da Omega. O ganho total apurado na alienação da Gargaú foi de R$16.937. (b) Em Assembleia Geral Extraordinária de 30 de novembro de 2012, a Gamma aprovou a cisão parcial de seu acervo líquido, através da redução do seu capital social no montante de R$4.375, de modo que seu capital social passou de R$7.828 para R$3.453, sem alteração na distribuição do capital social da Gamma. Em razão da incorporação do acervo líquido cindido da Gamma pela Omega, foi aprovado o aumento do capital social da Omega no montante total de R$1.313, equivalente à 30% do acervo líquido cindido da Ecopart, em troca da emissão de 2.609 novas ações ordinárias da Omega no valor de R$1,6256, totalizando R$4.242 (valor justo). As ações foram subscritas na sua totalidade pela Ecopart, passando a deter 12,35% do capital social da Omega. (c) Em 28 de fevereiro de 2013, a Sociedade incorporou o acervo líquido da sua controlada SeaWest no montante de R$109. (d) Em 30 de agosto de 2013, através do Contrato de Compra e Venda de Ações, a Sociedade adquiriu da Omega 12 ações ordinárias, nominativas e sem valor nominal, equivalente a 12% do capital social das empresas Kyria, Musca e Potami, pelo montante de R$12,00 (doze reais). (e) Em Assembleia Geral Extraordinária de 2 de setembro de 2013, foi aprovada pelos Acionistas da Omega a cisão parcial de seu acervo líquido, seguida da incorporação do acervo cindido pelas novas empresas constituídas Musca, Potami, Kyria e Asteri Energia S.A. (“Asteri”), sendo esta última, sociedade subsidiária integral da Omega. A cisão parcial da Omega resultou na redução de seu capital social no montante de R$166.830, equivalente à participação da Sociedade de R$20.600, sem o cancelamento de ações. A incorporação da parcela do acervo cindido da Omega resultou em aumento proporcional da participação da Sociedade nas empresas Musca em R$1.432, Potami em R$177e Kyria em R$9.635 e aquisição de 6,17% das ações de Asteri, no montante de R$9.356. (f) Em 4 de dezembro de 2013, através do Contrato de Compra e Venda de Ações, a Sociedade vendeu 1.679.000 ações preferenciais da Asteri para o Fundo de Investimento em Participações em Infraestrutura XP Omega I (“FIP-IE XP Omega I”), reduzindo assim, sua participação no capital de 6,17% para 1,96%. Em 4 de dezembro de 2013, através do Contrato de Compra e Venda de Ações, a Sociedade vendeu ao BJJ Fundo de Investimentos em Participações as ações ordinárias, equivalentes à participação de 5,09% da Sociedade em Omega, Kyria, Potami e Musca, reduzindo sua participação nestes investimentos para 7,26%. Nesta mesma data a Sociedade vendeu 0,8% da sua participação nas ações de Asteri, reduzindo sua participação para 1,16%. Em decorrência das alienações das participações em Omega, Kyria, Musca, Potami e Asteri, descrita acima, a Sociedade recebeu o montante de R$38.042, apurando uma perda no montante de R$3.602, registrado na rubrica “perda na alienação de participação”. 22 Ecopart Investimentos S.A. (g) Em Assembleia Geral Extraordinária de 7 de outubro de 2013 e 20 de dezembro de 2013, foram aprovados aumentos de capital de Kyria, Potami e Musca, mediante a emissão de novas ações, totalmente subscritas pelos Acionistas na proporção detida por eles no capital social de cada uma dessas sociedades no montante total de R$10.042. 8. PARTES RELACIONADAS A Sociedade participa de transações com partes relacionadas, das quais se destacam: Controladora Consolidado 31.12.13 31.12.12 31.12.12 (Reapresentado) (Reapresentado) Ativo não circulante: Gamma Energia S.A. (a) Ecoinvest Carbon Brasil Ltda. (b) Total 113 86 199 113 113 113 113 (a) Despesas pagas pela Sociedade no desenvolvimento de projetos. (b) Conta corrente entre empresas sob controle comum. 8.1. Plano de pagamento baseado em ações Em reunião dos acionistas realizada em 3 de março de 2011, foi aprovado o Programa de pagamento baseado em ações, com outorga de 17.500.000 opções de compra de ações. Os beneficiários do Plano de Opção de Ações poderão exercer suas opções dentro de até dez anos contados da respectiva outorga. Valor justo das opções de compra de ações outorgadas durante o exercício A Sociedade precificou as opções com o modelo de precificação de opções Black-Scholes. Quando relevante, a expectativa de vida usada no modelo foi ajustada com base na melhor estimativa da Administração em relação aos efeitos da não transferência de restrições do exercício (incluindo a probabilidade de atender às condições no mercado ligadas à opção) e aspectos comportamentais. Dados utilizados no modelo para precificação das opções: Preço da ação na data de outorga Preço de exercício Volatilidade esperada (a) Dividendos Duração da opção (b) Taxa de juros livre de risco (c) 1ª Série 2ª Série 3ª Série 1,00 1,00 37,38% 2,2 10,40% 1,00 1,25 37,38% 2,2 10,40% 1,00 1,50 37,38% 2,2 10,40% (a) Representa a volatilidade média do histórico de três anos das empresas do mesmo setor. 23 Ecopart Investimentos S.A. (b) Considerou-se que a opção será exercida na metade do exercício. (c) Os valores da taxa de juros livre de risco foram obtidos a partir da curva dos contratos de juros futuros (DI Futuros) negociados na BM&FBOVESPA na data-base da avaliação do bônus de subscrição. Durante o exercício de 2013 nenhuma opção foi exercida ou cancelada. As opções em aberto no fim do exercício possuíam preço médio ponderado de exercício de R$0,46. 9. DEBÊNTURES Saldo em 31.12.11 73.114 Saldo em 31.12.12 24.453 Adições (recursos liberados) Despesas de captação 15.000 Adições (recursos liberados) - Encargos financeiros (195) Pagamento de juros 9.307 Despesas de captação Encargos financeiros - 2.907 (9.865) Pagamento de juros (2.070) Pagamento principal Saldo em 31.12.12 (Reapresentado) (62.908) 24.453 Pagamento principal (7.217) Saldo em 31.12.13 18.073 Quinta emissão - Banco Indusval - R$15.000 (valor original) Em Assembleia Geral Extraordinária realizada em 19 de março de 2012, os acionistas aprovaram a emissão adicional de 3 novas debêntures, não conversíveis em ações, com o valor nominal unitário de R$5.000, totalizando R$15.000, com prazo de vigência de 36 meses, vencendo em 27 de março de 2015 e estão sendo amortizadas em 4 parcelas semestrais, iniciando em 27 de setembro de 2013. Sobre o valor principal incide 100% da taxa média diária de juros dos CDIs, acrescida de uma taxa de 5,5% ao ano a título de remuneração. Em 31 de dezembro de 2013, o saldo devedor é de R$18.073. “Covenants” Quinta emissão - As debêntures serão consideradas antecipadamente vencidas caso os seguintes eventos de inadimplemento venham a ocorrer: Pedido de recuperação extrajudicial ou judicial ou declaração de autofalência da emissora ou das controladas. Liquidação ou pedido de falência deferido contra a emissora ou as controladas. Extinção ou dissolução da emissora. Extinção ou dissolução das controladas sem prévia aprovação dos debenturistas. Descumprimento de obrigações do contrato. 24 Ecopart Investimentos S.A. Inadimplemento de obrigações ou vencimento antecipado de debêntures, venda ou alienação de ativos sem a prévia autorização dos debenturistas e/ou trânsito em julgado de sentenças arbitrais definitivas paras as quais a Sociedade não tenha feito provisão para pagamento no montante superior à R$5.000. Vencimento antecipado de debêntures concedidos à emissora ou a controladas, desde que os procedimentos de execução tenham sido iniciados. Vencimentos Ano Valor 2014 2015 2017 Total 6.024 6.024 6.025 18.073 10. PROVISÃO PARA RISCOS TRIBUTÁRIOS CÍVEIS E TRABALHISTAS A Administração da Sociedade identificou riscos trabalhistas e previdenciários relacionados a prestadores de serviços. Para tal risco, em 31 de dezembro de 2013, a Administração da Sociedade registrou a provisão de R$885 (R$1.106 em 31 de dezembro de 2012). A Administração entende que essa provisão é suficiente para cobrir eventuais riscos a que a Sociedade está exposta. Saldo em 2011 1.275 Reversões Saldo em 2012 (Reapresentado) Reversões Saldo em 2013 (169) 1.106 (221) 885 11. PATRIMÔNIO LÍQUIDO - CONTROLADORA 11.1. Capital social Em 31 de dezembro de 2013, o capital social subscrito e integralizado da Sociedade é de R$71.014 (R$84.214 em 31 de dezembro de 2012), dividido em 102.500.000 (101.000.000 em 2012) de ações ordinárias nominativas, sem valor nominal. Acionistas Taelinvest Participações S.A. Ecoinvest Assessoria Desenvolvimento e Participações Ltda. Total 25 31.12.2013 Número de ações % 89.000.000 87 13.500.000 102.500.000 13 100 31.12.2012 Número de ações % 87.500.000 87 13.500.000 13 101.000.000 100 Ecopart Investimentos S.A. 11.2. Aumento de capital em 4 de dezembro de 2013 Em assembleia geral extraordinária realizada em 4 de dezembro de 2013 os acionistas deliberaram sobre o aumento do capital social, no valor total de R$800 mediante a emissão de 1.500.000 novas ações ordinárias nominativas e sem valor nominal, com a consequente reforma do artigo 5º do Estatuto Social da Companhia. O referido aumento de capital social é foi totalmente subscrito e integralizado pela acionista Taelinvest Participações S.A. 11.3. Redução de capital em 5 de dezembro de 2013 Em assembleia geral extraordinária realizada em 5 de dezembro de 2013 os acionistas deliberaram sobre a redução do capital social no valor total de R$14.000, sem cancelamento de ações da Sociedade. 11.4. Reserva de ágio na subscrição de ações A reserva de ágio constituída em 2009 e em 2008, nos montantes de R$3.451 e R$4.336, respectivamente, totalizando R$7.787, representa o valor excedente pago pela acionista Taelinvest Participações S.A. na emissão de ações. 11.5. Reserva legal De acordo com o previsto no artigo 193 da Lei nº 6.404/76, 5% do lucro líquido do exercício deverá ser utilizado para constituição de reserva legal, que não pode exceder 20% do capital social. 11.6. Dividendos Conforme Estatuto Social, os acionistas têm direito a dividendo mínimo obrigatório de 25% do lucro líquido ajustado conforme disposto na Lei das Sociedades por Ações. 11.7. Lucro (prejuízo) por ação O lucro (prejuízo) por ação básico e diluído é calculado por meio do resultado do exercício atribuível aos acionistas controladores da Companhia e a média ponderada das ações ordinárias em circulação no respectivo exercício, considerando os efeitos dilutivos de instrumentos conversíveis em ações. Em conformidade com a IAS 33 equivalente ao pronunciamento técnico CPC 41 - Lucro por Ação, a tabela a seguir reconcilia o lucro líquido aos montantes usados para calcular o lucro básico e diluído por ação. 26 Ecopart Investimentos S.A. Controladora 31/12/2013 31/12/2012 (Reapresentado) Lucro (prejuízo) básico e diluído por ação Numerador Lucro (prejuízo) disponível aos acionistas ordinários (em milhares R$) DenominadorMédia ponderada de número de ações ordinárias (4.789) 101.125.000 Lucro (prejuízo) básico e diluído por ação (R$ por ação) 2.461 101.000.000 (0,05) 0,02 Os efeitos apurados no denominador do cálculo de lucro (prejuízo) por ação diluído oriundos do plano de pagamento baseado em ações (nota explicativa nº 8.1) foram considerados anti dilutivos em 31 de dezembro de 2013 e 2012. Por este motivo, estes efeitos não foram incluídos no cálculo do exercício. 12. INSTRUMENTOS FINANCEIROS A utilização de instrumentos financeiros pela Sociedade está restrita a caixa e bancos, aplicações financeiras, contas a receber de partes relacionadas, fornecedores e debêntures. Todos esses instrumentos financeiros são registrados em contas patrimoniais, que se destinam a atender às necessidades, bem como a reduzir a exposição a riscos de mercado, de taxa de juros e outros. A Administração desses riscos, bem como dos respectivos instrumentos, é realizada por meio de definição de estratégias, a qual é monitorada diretamente pelos acionistas controladores. 12.1. Fatores de risco que podem afetar os negócios da Sociedade e de suas controladas a) Risco de taxa de juros A exposição da Sociedade ao risco de mudanças nas taxas de juros de mercado está relacionada à dívida com as debêntures que são atrelados à variação do CDI. A Sociedade entende que não é necessário celebrar contratos de derivativos financeiros para cobrir esse risco, mas vem monitorando continuamente as taxas de juros de mercado de longo prazo, a fim de observar eventual necessidade de contratação. b) Análise de sensibilidade dos instrumentos financeiros A análise de sensibilidade foi determinada com base na exposição às taxas de juros dos instrumentos financeiros no fim exercício. Para os passivos com taxas pós-fixadas, a análise é preparada assumindo-se que o valor do passivo em aberto no fim do exercício esteve em aberto durante todo o exercício. Um aumento ou uma redução de 10% é utilizado para apresentar internamente os riscos de taxa de juros ao pessoalchave da Administração e corresponde à avaliação da Administração das possíveis mudanças nas taxas de juros. 27 Ecopart Investimentos S.A. Se as taxas de juros fossem 10% mais altas/baixas e todas as outras variáveis se mantivessem constantes, o prejuízo do exercício findo em 31 de dezembro de 2013 aumentaria/diminuiria em R$299. Isso ocorre, principalmente, devido à exposição da Sociedade às taxas de juros das debêntures feitos a taxas pós-fixadas. c) Risco de vencimento antecipado das debêntures Risco proveniente do descumprimento de cláusulas contratuais restritivas, presente no contrato de debêntures, as quais estão mencionadas na nota explicativas nº 9. d) Risco de liquidez A responsabilidade final pelo gerenciamento do risco de liquidez é da Administração e dos acionistas controladores. Esse gerenciamento é feito com base em um modelo apropriado de gestão de risco de liquidez para o gerenciamento das necessidades de captação e gestão de liquidez a curto, médio e longo prazos da Sociedade. Os acionistas controladores mantêm linhas de crédito bancárias e linhas de crédito para captação de empréstimos disponíveis e que julguem adequados para financiar as operações da Sociedade, através do monitoramento contínuo dos fluxos de caixa previstos e reais e pela combinação dos perfis de vencimento dos ativos e passivos financeiros. 12.2. Classificação dos instrumentos financeiros Os instrumentos financeiros são classificados como: a) Ativos financeiros, tendo como categorias: (i) empréstimos e recebíveis; (ii) mensurados ao valor justo através do resultado; (iii) mantidos até o vencimento; e (iv) disponíveis para venda. A classificação é realizada com base nos seguintes critérios: (i) Empréstimos e recebíveis São ativos financeiros, com pagamentos fixos ou determináveis, que não são cotados em mercado ativo. Tais ativos financeiros são registrados ao custo histórico pelo método do custo amortizado. A Companhia tem como principais ativos financeiros classificados nesta categoria: Caixa e equivalentes de caixa (nota explicativa nº 6). Partes relacionadas (nota explicativa nº 8). (ii) Mensurados ao valor justo através do resultado São ativos financeiros os: (1) mantidos para negociação no curto prazo; (2) designados ao valor justo, com o objetivo de confrontar os efeitos do reconhecimento de receitas e despesas, a fim de obter-se informação contábil mais relevante e consistente; ou (3) derivativos. Os ativos financeiros ao valor justo por meio do resultado são demonstrados ao valor justo, e quaisquer ganhos ou perdas resultantes são reconhecidos no resultado. 28 Ecopart Investimentos S.A. A Companhia tem como principais ativos financeiros classificados nesta categoria: Investimentos na Omega (nota explicativa nº 7). (iii) Mantidos até o vencimento Correspondem aos ativos financeiros não derivativos com pagamentos fixos ou determináveis com vencimentos definidos e para os quais a Companhia tem a intenção de mantê-los até o vencimento. Os ativos financeiros referentes a esta classificação são registrados ao custo histórico pelo método do custo amortizado. A Companhia não possui ativos financeiros classificados nesta categoria. (iv) Disponíveis para venda Referem-se aos ativos financeiros que não se enquadram em nenhuma classificação anterior ou que sejam designados como disponíveis para venda. O registro desses ativos financeiros é realizado aos respectivos valores justos e, para qualquer alteração na mensuração subsequente dos valores justos, a contrapartida é o patrimônio líquido. A Companhia não possui ativos financeiros classificados nesta categoria. b) Passivos financeiros, tendo como categorias: (i) mensurados ao valor justo através do resultado; e (ii) outros passivos financeiros. A classificação é realizada conforme os seguintes critérios: (i) Mensurados ao valor justo através do resultado São passivos financeiros os: (1) mantidos para negociação no curto prazo; (2) designados ao valor justo com o objetivo de confrontar os efeitos do reconhecimento de receitas e despesas a fim de se obter informação contábil mais relevante e consistente; ou (3) derivativos. Esses passivos são registrados pelos respectivos valores justos e quaisquer ganhos ou perdas resultantes são reconhecidos no resultado. A Companhia não possui passivos financeiros nesta categoria. (ii) Outros passivos financeiros São os demais passivos financeiros que não se enquadram na classificação anterior. Os passivos financeiros referentes a esta classificação são reconhecidos e amortizados seguindo essencialmente o método do custo amortizado. Os principais passivos financeiros classificados nesta categoria são: Debêntures (nota explicativa nº 9). Fornecedores. 29 Ecopart Investimentos S.A. O valor justo dos instrumentos financeiros registrados pelo custo amortizado foi estimado com base em cotações de mercado disponíveis ou o uso de técnicas de avaliação, entre elas, o valor presente dos fluxos de caixa futuros. No entanto, métodos e premissas utilizados para a divulgação do valor justo são julgamentais. Assim, o valor justo estimado não reflete, necessariamente, valores que seriam recebidos ou pagos em caso de liquidação imediata desses instrumentos. O uso de metodologias ou premissas diferentes poderia ter um efeito material nos valores de mercado estimados. 12.3. Ativos registrados a valor justo no balanço patrimonial A Sociedade classifica seus instrumentos financeiros que são mensurados pelo valor justo após o reconhecimento inicial, entre os Níveis 1 a 3, como descrito abaixo, com base no grau observável da apuração do valor justo: Mensurações de valor justo de Nível 1 são obtidas através de preços cotados (não ajustados) em mercados ativos para ativos ou passivos idênticos. Mensurações de valor justo de Nível 2 são obtidas por meio de outras variáveis além dos preços cotados incluídos no Nível 1, que são observáveis para o ativo ou passivo diretamente (ou seja, como preços) ou indiretamente (ou seja, com base em preços). Mensurações de valor justo de Nível 3 são as obtidas por meio de técnicas de avaliação que incluem variáveis para o ativo ou passivo, mas que não têm como base os dados observáveis de mercado (dados não observáveis). A Sociedade classifica seus Investimentos como sendo mensurações de valor justo de Nível 3. 12.4. Instrumentos financeiros derivativos A Administração não negociou com instrumentos financeiros derivativos durante 2013 e 2012. 12.5. Valor contábil e valor justo dos demais instrumentos financeiros Em 31 de dezembro de 2013 e de 2012, os valores contábeis dos instrumentos financeiros ativos e passivos, quando comparados com os valores que poderiam ser obtidos na sua negociação em um mercado ativo ou, na ausência deste, com o valor presente líquido ajustado com base na taxa vigente de juros no mercado, aproximam-se substancialmente de seus correspondentes valores de mercado, tendo em vista os prazos e a natureza das transações. Os instrumentos financeiros são avaliados ao custo amortizado. 30 Ecopart Investimentos S.A. 13. RECEITA OPERACIONAL LÍQUIDA - CONSOLIDADO Consolidado 31.12.12 (Reapresentado) Receita de construção dos ativos de concessão Receitas de venda de energia Subtotal (-) Impostos sobre o faturamento - PIS e COFINS Total 453 14.311 14.764 (1.324) 13.440 14. CUSTO DE OPERAÇÃO E DESPESAS GERAIS E ADMINISTRATIVAS POR NATUREZA Consolidado 31.12.12 (Reapresentado) Custos de construção e operação - controlada Gargaú Construção dos ativos da concessão Custos com pessoal Serviços de terceiros Depreciações e amortizações Aluguel de terras Sistema de transmissão de energia Outros Total Despesas gerais e administrativas Utilidades Baixa de imobilizado/intangível Seguros Viagens e estadas Depreciações e amortizações Outras despesas Total (453) (133) (1.448) (6.154) (333) (856) (453) (9.830) Controladora 31.12.13 31.12.12 (Reapresentado) (101) (3) (104) (198) (159) (3) (2) (137) (18) (517) Consolidado 31.12.12 (Reapresentado) (1.046) (159) (171) (11) (96) (344) (1.827) 15. RESULTADO FINANCEIRO Controladora 31.12.13 31.12.12 (Reapresentado) Receitas financeiras: Aplicações financeiras Outras Total 31 556 11 567 377 377 Consolidado 31.12.12 (Reapresentado) 1.121 1.121 Ecopart Investimentos S.A. Controladora 31.12.13 31.12.12 (Reapresentado) Despesas financeirasJuros e encargos sobre debêntures Total (2.992) (2.992) Consolidado 31.12.12 (Reapresentado) (10.955) (10.955) (15.075) (15.075) 16. IMPOSTO DE RENDA E CONTRIBUIÇÃO SOCIAL A reconciliação da taxa efetiva de imposto de renda e contribuição social nos exercícios findos em 31 de dezembro de 2013 e de 2012 encontra-se a seguir: Controladora Consolidado 31.12.13 31.12.12 31.12.12 (Reapresentado) (Reapresentado) (a) Cálculo do imposto (Prejuízo) lucro antes do imposto de renda e da contribuição social Diferenças temporárias/permanentes sobre (adições) exclusões: Equivalência patrimonial Valor justo de instrumentos financeiros Despesas indedutíveis Depreciação incentivada Provisão para riscos tributários, cíveis e trabalhistas Outros Base de cálculo antes da compensação de prejuízos acumulados Não constituição de prejuízos acumulados Base de cálculo Impostos correntes Impostos diferidos (b) Reconciliação da taxa efetiva (Prejuízo) lucro antes do imposto de renda e da contribuição social Alíquota vigente Expectativa de crédito (despesa) de imposto de renda e contribuição social, de acordo com alíquota vigente Efeito do imposto de renda e da contribuição social sobre as diferenças permanentes: Equivalência patrimonial Valor justo de instrumentos financeiros Despesas indedutíveis Efeito do imposto de renda e da contribuição social sobre as diferenças temporárias e prejuízos fiscais: Diferenças temporárias Não constituição de prejuízos fiscais e base negativa Imposto de renda e contribuição social - corrente Imposto de renda e contribuição social - diferido Alíquota efetiva 2.543 4.820 (1.263) (221) - 3.359 (6.002) 409 (169) 101 132 (6.002) 409 (6.406) (169) 281 (6.273) 6.273 - 241 241 (6.935) (6.935) - (82) - (82) (2.277) (4.789) 2.543 4.820 (4.789) 34% 34% 34% 1.628 (865) (1.639) (848) - (1.142) 2.041 (139) (45) 2.041 (139) 75 (780) 23 - (2.215) (362) - (82) - (82) (2.277) 0,0% 3,22% 48,94% 32 Ecopart Investimentos S.A. As alíquotas estatutárias aplicáveis para o imposto de renda e a contribuição social são de 25% e 9%, respectivamente, o que representa uma alíquota total de 34%. Os valores de imposto de renda e contribuição social diferidos são provenientes das mudanças de práticas contábeis ocorridas no Brasil, principalmente, por provisões não dedutíveis e receitas não tributáveis temporariamente, e foram registrados considerando a sua expectativa de realização. 17. TRANSAÇÕES NÃO ENVOLVENDO CAIXA Controladora Consolidado 31.12.13 31.12.12 31.12.12 (Reapresentado) (Reapresentado) Aquisição de investimento com ações Integralização de capital com AFACs 27.042 - 60.999 9.000 60.999 9.000 18. SEGUROS A Sociedade mantém cobertura de seguro para a cobertura de riscos sobre seus ativos e/ou responsabilidades no montante total de R$677. 19. EVENTOS SUBSEQUENTES a) Em assembleia geral dos debenturistas realizada em 28 de janeiro de 2014 foi aprovado o sexto adiantamento ao instrumento particular de escritura da 5ª Emissão de debêntures simples, não conversíveis em ações, da espécie com garantia real e flutuante, em série única, para distribuição pública com esforços restritos de colocação, da Sociedade. b) Em assembleia geral dos debenturistas realizada em 18 de fevereiro de 2014 foi deliberado a respeito da 5ª emissão de debêntures a amortização do Valor Nominal Unitário. O Valor Nominal Unitário das Debêntures será amortizado em 2 parcelas, a primeira parcela no dia 27 de setembro de 2014 no percentual de amortização sobre Valor Nominal após Incorporação de 63% e a segunda parcela no dia 27 de março de 2015 no percentual de amortização sobre Valor Nominal após Incorporação de 37%. c) No dia 28 de março de 2014, a Sociedade adquiriu da Omega 7% das ações de emissão de cada uma das seguintes holdings não operacionais mantidas pela Omega: Sosti Energia S.A. e Kalista Energia S.A. (“Kalista”), pelo valor de R$7,00 (sete reais). d) Em assembleia geral extraordinária realizada em 31 de março de 2014 foi aprovado o protocolo de justificativa da cisão parcial da empresa Omega com incorporação das parcelas patrimoniais cindidas pela Kalista e Kyria, através do laudo de Avaliação a Valor Patrimonial para fins de Cisão Parcial de Acervo Liquido com data base de 28 de fevereiro de 2014. A participação da Sociedade nestas empresas foi mantida em 7,57%. e) Em 30 de abril de 2014, a Sociedade vendeu sua participação em ações preferenciais de Asteri ao FIP-IE XP Omega I, reduzindo sua participação para 1,12%. 33 Ecopart Investimentos S.A. f) Em 20 de maio de 2014, foi aprovada a incorporação da totalidade das ações de emissão da Potami e da Musca pela Omega E&I (anteriormente Kalista), com a consequente transformação destas em suas subsidiárias integrais, e resultando no aumento do capital social da Omega E&I com emissão de novas ações. g) Em 30 de junho de 2014, foi aprovada pelos Acionistas uma cisão parcial da Omega com a incorporação do acervo cindido composto exclusivamente de caixa pela Omega E&I e Kyria. 20. AUTORIZAÇÃO PARA CONCLUSÃO DAS DEMONSTRAÇÕES FINANCEIRAS A conclusão das demonstrações financeiras foi autorizada pela Diretoria Executiva em 10 de fevereiro de 2015. 2013-3399 34