Asteri Energia S.A. Demonstrações financeiras em 31 de dezembro de 2014 e 2013 KPDS 113540 Asteri Energia S.A. Demonstrações financeiras em 31 de dezembro de 2014 e 2013 Conteúdo Relatório de revisão dos auditores independentes 3 Balanços patrimoniais 5 Demonstrações de resultados 7 Demonstrações de resultados abrangentes 8 Demonstrações das mutações do patrimônio líquido 9 Demonstrações dos fluxos de caixa 10 Notas explicativas às demonstrações financeiras 11 2 KPMG Auditores Independentes R. Dr. Renato Paes de Barros, 33 04530-904 - São Paulo, SP - Brasil Caixa Postal 2467 01060-970 - São Paulo, SP - Brasil Central Tel Fax Nacional Internacional Internet 55 (11) 2183-3000 55 (11) 2183-3001 55 (11) 2183-3034 www.kpmg.com.br Relatório de revisão dos auditores independentes Aos Conselheiros e Acionistas da Asteri Energia S.A. São Paulo - SP Revisamos as demonstrações financeiras individuais e consolidadas da Asteri Energia S.A. (“Companhia”), que compreendem o balanço patrimonial em 31 de dezembro 2014 e as respectivas demonstrações do resultado, do resultado abrangente, das mutações no patrimônio líquido e dos fluxos de caixa para o exercício findo naquela data, assim como o resumo das principais práticas contábeis e demais notas explicativas. Responsabilidade da administração sobre as demonstrações financeiras A administração da Companhia é responsável pela elaboração e adequada apresentação das demonstrações financeiras individuais e consolidadas, de acordo com as práticas contábeis adotados no Brasil e pelos controles internos que ela determinou como necessários para permitir a elaboração de demonstrações financeiras livres de distorção relevante, independentemente se causada por fraude ou erro. Responsabilidade dos auditores independentes Nossa responsabilidade é a de expressar uma conclusão sobre as demonstrações financeiras com base em nossa revisão, conduzida de acordo com a norma brasileira e a norma internacional de revisão de demonstrações financeiras (NBC TR 2400 e ISRE 2400). Essas normas requerem o cumprimento de exigências éticas e que seja apresentada conclusão se algum fato chegou ao nosso conhecimento que nos leve a acreditar que as demonstrações financeiras, tomadas em conjunto, não estão elaboradas, em todos os aspectos relevantes, de acordo com a estrutura de relatório financeiro aplicável. Uma revisão de demonstrações financeiras de acordo com as referidas normas é um trabalho de asseguração limitada. Os procedimentos de revisão consistem, principalmente, de indagações à administração e outros dentro da entidade, conforme apropriado, bem como execução de procedimentos analíticos e avaliação das evidências obtidas. Os procedimentos aplicados na revisão são substancialmente menos extensos do que os procedimentos executados em auditoria conduzida de acordo com as normas brasileiras e internacionais de auditoria. Portanto, não expressamos uma opinião de auditoria sobre essas demonstrações financeiras. 3 KPMG Auditores Independentes, uma sociedade simples brasileira e firma-membro da rede KPMG de firmas-membro independentes e afiliadas à KPMG International Cooperative (“KPMG International”), uma entidade suíça. KPMG Auditores Independentes, a Brazilian entity and a member firm of the KPMG network of independent member firms affiliated with KPMG International Cooperative (“KPMG International”), a Swiss entity. Conclusão Com base em nossa revisão, não temos conhecimento de nenhum fato que nos leve a acreditar que as demonstrações financeiras individuais e consolidadas acima referidas não apresentam adequadamente, em todos os aspectos relevantes, a posição patrimonial e financeira da Asteri Energia S.A. em 31 de dezembro de 2014, o desempenho de suas operações e os seus fluxos de caixa para o exercício findo naquela data, de acordo com as práticas contábeis adotadas no Brasil. São Paulo, 24 de março de 2015 KPMG Auditores Independentes CRC 2SP014428/O-6 José Luiz Ribeiro de Carvalho Contador CRC 1SP141128/O-2 4 Asteri Energia S.A. Balanços patrimoniais em 31 de dezembro de 2014 e 2013 (Em milhares de Reais) ATIVO Nota Ativo circulante Caixa e equivalentes de caixa Clientes Outros créditos Impostos de renda e contribuição social a recuperar Tributos a recuperar Total do ativo circulante 6 7 8 9 Ativo não circulante Tributos a recuperar Aplicações financeiras Total Realizável a Longo Prazo 9 10 Investimentos Imobilizado Intangível 11 12 13 Total do ativo não circulante Total do ativo Controladora 2014 2013 1.543 2.014 2 3.559 3 3.234 2 3.239 10.762 8.584 1.686 213 5.068 26.313 3.557 3.294 3.742 864 5.492 16.949 - - 4.220 7.252 11.472 4.039 14.808 18.847 160.843 160.843 151.330 151.330 30.488 139.057 15.475 185.020 26.682 147.216 16.387 190.285 160.843 151.330 196.492 209.132 164.402 154.569 222.805 226.081 As notas explicativas são parte integrante das demonstrações financeiras. 5 Consolidado 2014 2013 Asteri Energia S.A. Balanços patrimoniais em 31 de dezembro de 2014 e 2013 (Em milhares de Reais) PASSIVO E PATRIMÔNIO LÍQUIDO Controladora 2014 2013 Nota Passivo circulante Fornecedores Dividendos a pagar Empréstimos e financiamentos Outras obrigações Total do passivo circulante 8 14 Passivo não circulante Empréstimos e financiamentos Passivo fiscal diferido Total do passivo não circulante 14 15 Total do passivo Patrimônio líquido Capital social Reserva Legal Reserva Dividendos Reservas de capital Total do patrimônio líquido 16 16 16 16 Total do passivo e patrimônio líquido 3 1.543 4 1.550 80 1.543 4.900 99 6.622 722 4.904 886 6.512 - 50.891 2.441 53.331 55.607 9.837 65.444 1.550 444 59.953 71.956 15.154 1.184 19.452 127.062 162.852 15.154 138.971 154.125 15.154 1.184 19.452 127.062 162.852 15.154 138.971 154.125 164.402 154.569 222.805 226.081 - As notas explicativas são parte integrante das demonstrações financeiras. ala ços P atr imoniais 6 444 444 Consolidado 2014 2013 Asteri Energia S.A. Demonstrações de resultados do exercício findo em 31 de dezembro de 2014 e 2013 (Em milhares de Reais, exceto lucro por ação) Controladora Nota Receita operacional líquida Custos da operação e conservação Lucro bruto 2014 Consolidado 2013 2014 2013 17 - - 26.562 13.701 18 - - (12.452) 14.110 (10.026) 3.675 19 (1.018) (787) (1.766) (1.407) 11 22.682 2.352 5.184 3.824 21.664 1.565 17.528 6.092 Receitas (despesas) operacionais Administrativas,pessoal e gerais Resultado de equivalência patrimonial Lucro antes das receitas (despesas) financeiras liquidas e impostos Receitas financeiras Despesas financeiras Receita (despesas) financeiras líquidas 20 436 20 - Lucro antes do imposto de renda e da contribuição social Imposto de Renda e Contribuição Social 21 Lucro Liquido do exercício Número de ações/diluído Lucro por ação básico (R$) 22 As notas explicativas são parte integrante das demonstrações financeiras 7 12 - 1.902 1.121 (4.283) (3.380) 436 12 (2.381) (2.259) 22.100 1.577 15.147 3.833 - - 6.953 (2.256) 22.100 1.577 22.100 1.577 40.000 40.000 0,5525000 0,0394250 Demonstrações de resultados abrangentes Asteri Energia S.A. Demonstrações de resultados abrangentes para o exercício findo em 31 de dezembro de 2014 e 2013 (Em milhares de Reais, exceto lucro por ação) Controladora 2014 2013 Consolidado 2014 2013 Lucro Líquido do exercício 22.100 1.577 22.100 1.577 Resultado Abrangente total 22.100 1.577 22.100 1.577 As notas explicativas são parte integrante das demonstrações financeiras 8 Asteri Energia S.A. Demonstrações das mutações do patrimônio líquido para os exercícios findos em 31 de dezembro de 2014 e 2013 (Em milhares de Reais) Nota Saldos em 01 de janeiro de 2013 Aumento de capital Aumento Reserva Capital Lucro líquido do exercício Reserva Dividendos Reserva Estatutária Dividendos Obrigatórios 16 16 16 16 16 16 Saldos em 31 de dezembro de 2013 Lucro líquido do exercício Distribuição de dividendos prioritários Reserva Dividendos Reserva Estatutária Saldos em 31 de dezembro de 2014 16 16 16 16 Capital social 15.154 - Reserva de Capital 137.769 - Reserva Dividendos 1.123 - Reserva Legal - 15.154 137.769 1.123 79 - (10.707) - (1.123) 19.452 - 15.154 127.062 19.452 As notas explicativas são parte integrante das demonstrações financeiras 9 79 - Lucros acumulados 1.577 (1.123) (79) (375) Total 15.154 137.769 1.577 (375) - 154.125 1.105 22.100 (1.543) (19.452) (1.105) 22.100 (13.373) - 1.184 - 162.852 Asteri Energia S. A. Demonstrações dos fluxos de caixa dos exercícios findos em 31 de dezembro 2014 e 2013 (Em milhares de Reais) Controladora 2014 Fluxo de caixa das atividades operacionais Resultado antes de impostos Ajustes para: Despesa com depreciação e amortização Despesa com amortização - ágio Resultado de equivalência patrimonial Receita financeira de investimentos mantidos até o vencimento Juros incorridos Consolidado 2013 2014 22.100 1.577 957 (22.683) - 718 (2.352) - 8.194 957 (5.184) (950) 4.331 6.110 718 (3.824) (800) 2.209 - - - (5.290) 243 64 (2.877) 11.383 3.234 3.150 315 (174) (7.193) 141 - - 69 - (642) (438) (142) (4.315) 627 549 (2.190) Caixa líquido gerado nas atividades operacionais 3.170 703 Fluxo de caixa das atividades de investimento Aquisição de ativo intangível Caixa obtido na incorporação de controlada Recebimento de caixa de controlada 10.200 - 56 - (20) 806 - Caixa Líquido usado nas atividades de investimento 10.200 - 56 786 Fluxo de caixa das atividades de financiamentos Pagamento principal (empréstimos) Pagamento de dividendos (11.830) (700) (4.736) (11.830) (700) (11.830) (700) (16.566) (700) (Aumento) redução nos ativos Contas a receber clientes Impostos e contribuições a recuperar Outros créditos Aplicações em investimentos mantidos até o vencimento Resgates de investimentos mantidos até o vencimento Recebimento de dividendos 2 - 3.234 Aumento (redução) nos passivos Fornecedores Outras contas a pagar Imposto de renda e contribuições sociais pagos Pagamento de juros 2 (442) Caixa Líquido gerado (usado) nas atividades de financiamento Aumento (redução) líquida em caixa e equivalentes de caixa (2) 694 1.540 Demonstração do aumento (redução) do caixa e equivalente de caixa No início do período No fim do período 3 1.543 1.540 As notas explicativas são parte integrante das demonstrações financeiras 10 15.147 2013 23.715 3.833 3.471 3 7.205 3.557 3 3.557 10.762 3.557 3 7.205 3.557 - Asteri Energia S.A. Demonstrações financeiras em 31 de dezembro de 2014 e 2013 Notas explicativas às demonstrações financeiras (Em milhares de Reais) 1 Contexto operacional Asteri Energia S.A (“Companhia” ou “Grupo”) é uma sociedade de capital fechado, constituída em 31 de agosto de 2011. Tem como objetivo a assessoria, avaliação, intermediação, elaboração, desenvolvimento de estudos, projetos, pesquisas, planejamento, participações e negócios na área de energia renovável, incluindo, mas não se limitando a pequenas centrais hidrelétrica (PCH), parques eólicos (CGE) e usinas termelétricas movidas a biomassa (UTE), e atividadades relacionadas, e o investimento do capital de outras sociedades nos setores de energia, recursos naturais, infraestrutura ou serviços a estas relacionados. 2 Entidades do Grupo As demonstrações financeiras consolidadas incluem demonstrações daCompanhia e suas controladas a seguir relacionadas: Quadro de participações 31/12/2014 31/12/2013 Hidrelétrica Pipoca S.A.* 51% 51% Gargaú Energética S.A. 100% 100% * Controle compartilhado Hidrelétrica Pipoca S.A. (“Pipoca”). Hidrelétrica Pipoca S.A. é uma sociedade anônima de capital fechado, constituída em 17 de junho de 2004. A Pipoca obteve por meio da Resolução Autorizativa nº 474 de 06 de março de 2006, a transferência da autorização objeto da Resolução nº 388 de 10 de setembro de 2001, anteriormente outorgada à HP2 do Brasil S.A., para implantar e explorar a PCH Pipoca até setembro de 2031. Em outubro de 2008, foram iniciadas as obras de implantação da Pequena Central Hidrelétrica Pipoca, localizada no Rio Manhuaçu, entre os Municípios de Ipanema e Caratinga. A Hidrelétrica iniciou sua operação de geração de energia em outubro de 2010 com capacidade instalada de 20 MW. Gargaú Energética S.A. (“GESA”). A Gargaú Energética S.A., sociedade por ações de capital fechado, anteriormente denominada Centropomus Partcipações S.A., foi constituída em 17 de outubro de 2007, tendo como objeto social o propósito específico de realizar serviços de estudo, pesquisa, viabilidade, projetos, construção, gerenciamento de obras, operação e manutenção, destinados à ampliação, exploração, repotencialização, produção e geração de energia eólica. A Gargaú obteve por meio da Resolução Autorizativa 2.145 de 27 de outubro de 2009, a transferência da autorização objeto da Resolução nº 534 de 01 de outubro de 2002, anteriormente outorgada à SeaWest do Brasil Ltda., para implantar e explorar a usina eólica Gargaú, situada em São Francisco de Itabapoana, no norte do Estado do Rio de Janeiro, com capacidade produtiva de 28,05 MW. O empreendimento entrou em operação comercial em 28 de outubro de 2010, tendo o contrato de energia através do Programa de Incentivo às Fontes Alternativas de Energia Elétrica - Proinfa, sendo a Eletrobrás seu cliente exclusivo. 11 Asteri Energia S.A. Demonstrações financeiras em 31 de dezembro de 2014 e 2013 3 3.1 Base de preparação Declaração de conformidade As demonstrações financeiras foram elaboradas de acordo com as práticas contábeis adotadas no Brasil, as quais abrangem a legislação societária, os Pronunciamentos, as Orientações e as Interpretações emitidas pelo Comitê de Pronunciamentos Contábeis (CPC) e as normas emitidas pelo Conselho Federal de Contabilidade (CFC). A emissão das demonstrações financeiras foram autorizadas pela diretoria em 24 de março de 2015. 3.2 Base de mensuração As demonstrações financeiras individuais e consolidadas foram preparadas com base no custo histórico com exceção dos ativos financeiros disponíveis para venda que são mensurados pelo valor justo. 3.3 Moeda funcional e moeda de apresentação As demonstrações financeiras são apresentadas em Real (R$), que é a moeda funcional do Grupo. Todas as informações financeiras apresentadas em Real foram arredondadas para o milhar mais próximo, exceto quando indicado de outra forma. 3.4 Uso de estimativas e julgamentos Na preparação destas demonstrações financeiras individuais e consolidadas, a Administração utilizou julgamentos, estimativas e premissas que afetam a aplicação de políticas contábeis do Grupo e os valores reportados de ativos, passivos, receitas e despesas. Os resultados reais podem divergir dessas estimativas. Estimativas e premissas são revistas de uma maneira contínua. Revisões com relação a estimativas contábeis são reconhecidas no exercício em que as estimativas são revisadas e em quaisquer exercícios futuros afetados. a. Julgamentos e incertezas sobre premissas e estimativas As informações sobre os julgamentos e as incertezas sobre premissas e estimativas que possuam um risco significativo de resultar em um ajuste material no exercício a findar-se em 31 de dezembro de 2014 estão incluídas nas seguintes notas explicativas: • Nota 16 - Reconhecimento de ativos fiscais diferidos: disponibilidade de lucro tributável futuro contra o qual prejuízos fiscais possam ser utilizados. Mensuração do valor justo Ao mensurar o valor justo de um ativo ou um passivo, o Grupo usa dados observáveis de mercado, tanto quanto possível. Os valores justos são classificados em diferentes níveis em uma hierarquia baseada nas informações (inputs) utilizadas nas técnicas de avaliação da seguinte forma. • Nível 1: preços cotados (não ajustados) em mercados ativos para ativos e passivos e idênticos. • Nível 2: inputs, exceto os preços cotados incluídos no Nível 1, que são observáveis para o ativo ou passivo, diretamente (preços) ou indiretamente (derivado de preços). 12 Asteri Energia S.A. Demonstrações financeiras em 31 de dezembro de 2014 e 2013 • Nível 3: inputs, para o ativo ou passivo, que não são baseados em dados observáveis de mercado (inputs não observáveis). O Grupo reconhece as transferências entre níveis da hierarquia do valor justo no final do período das demonstrações financeiras em que ocorreram as mudanças. Informações adicionais sobre as premissas utilizadas na mensuração dos valores justos estão incluídas nas seguintes notas explicativas: • Nota 24 - Instrumentos financeiros 4 Principais políticas contábeis a. Base de consolidação (i) Participação de acionistas não controladores O Grupo elegeu mensurar qualquer participação de não-controladores na adquirida pela participação proporcional nos ativos líquidos identificáveis na data de aquisição. Mudanças na participação do Grupo em uma subsidiária que não resultem em perda de controle são contabilizadas como transações de patrimônio líquido. (ii) Controladas O Grupo controla uma entidade quando está exposto a, ou tem direito sobre, os retornos variáveis advindos de seu envolvimento com a entidade e tem a habilidade de afetar esses retornos exercendo seu poder sobre a entidade. As demonstrações financeiras de controladas são incluídas nas demonstrações financeiras consolidadas a partir da data em que o controle se inicia até a data em que o controle deixa de existir. Nas demonstrações financeiras individuais da controladora as informações financeiras de controladas e controladas em conjunto, assim como as coligadas, são reconhecidas através do método de equivalência patrimonial. (iii) Perda de controle Quando da perda de controle, o Grupo desreconhece os ativos e passivos da controlada, qualquer participação de não-controladores e outros componentes registrados no patrimônio líquido referentes a essa controlada. Qualquer ganho ou perda originado pela perda de controle é reconhecido no resultado. Se o Grupo retém qualquer participação na antiga subsidiária, então essa participação é mensurada pelo seu valor justo na data em que há a perda de controle. (iv) Investimentos em entidades contabilizadas pelo método de equivalência patrimonial Os investimentos do Grupo em entidades contabilizadas pelo método da equivalência patrimonial compreendem suas participações em coligadas e empreendimentos controlados em conjunto (joint ventures). As coligadas são aquelas entidades nas quais o Grupo, direta ou indiretamente, tenha influência significativa, mas não controle ou controle conjunto, sobre as políticas financeiras e operacionais. Uma entidade controlada em conjunto consiste em um acordo contratual através do qual o Grupo possui controle compartilhado, aonde o Grupo tem direito aos ativos líquidos do acordo contratual, e não direito aos ativos e passivos específicos resultantes do acordo. 13 Asteri Energia S.A. Demonstrações financeiras em 31 de dezembro de 2014 e 2013 Os investimentos em coligadas e entidades controladas em conjunto são contabilizados por meio do método de equivalência patrimonial. Tais investimentos são reconhecidos inicialmente pelo custo, o qual inclui os gastos com a transação. Após o reconhecimento inicial, as demonstrações financeiras consolidadas incluem a participação do Grupo no lucro ou prejuízo do exercício e outros resultados abrangentes da investida até a data em que a influência significativa ou controle conjunto deixa de existir. (v) Transações eliminadas na consolidação Saldos e transações intergrupo, e quaisquer receitas ou despesas não realizadas derivadas de transações intergrupo, são eliminados na preparação das demonstrações trimestrais consolidadas. Ganhos não realizados oriundos de transações com investidas registradas por equivalência patrimonial são eliminados contra o investimento na proporção da participação do Grupo na Investida. Perdas não realizadas são eliminados da mesma maneira como são eliminados os ganhos não realizados, mas somente na extensão em que não haja evidência de perda por redução ao valor recuperável. b. Moeda estrangeira Transações em moeda estrangeira são convertidas para as respectivas moedas funcionais das entidades do Grupo pelas taxas de câmbio nas datas das transações. c. Instrumentos financeiros O Grupo classifica ativos financeiros não derivativos nas seguintes categorias: investimentos mantidos até o vencimento, empréstimos e recebíveis e ativos financeiros disponíveis para venda. O Grupo classifica passivos financeiros não derivativos na categoria de outros passivos financeiros. (i) Ativos e passivos financeiros não derivativos - reconhecimento e desreconhecimento O Grupo reconhece os empréstimos e recebíveis e depósitos inicialmente na data em que foram originados. Todos os outros ativos financeiros são reconhecidos na data da negociação. O Grupo desreconhece um ativo financeiro quando os direitos contratuais aos fluxos de caixa do ativo expiram, ou quando o Grupo transfere os direitos ao recebimento dos fluxos de caixa contratuais sobre um ativo financeiro em uma transação no qual essencialmente todos os riscos e benefícios da titularidade do ativo financeiro são transferidos. Qualquer participação que seja criada ou retida pelo Grupo nos ativos financeiros são reconhecidos como um ativo ou passivo separado. O Grupo desreconhece um passivo financeiro quando sua obrigação contratual é retirada, cancelada ou expirada. Os ativos ou passivos financeiros são compensados e o valor líquido apresentado no balanço patrimonial quando, e somente quando, o Grupo tenha o direito legal de compensar os valores e tenha a intenção de liquidá-los em uma base líquida ou de realizar o ativo e liquidar o passivo simultaneamente. 14 Asteri Energia S.A. Demonstrações financeiras em 31 de dezembro de 2014 e 2013 (ii) Ativos e passivos financeiros não derivativos - mensuração Ativos financeiros mantidos até o vencimento Esses ativos são reconhecidos inicialmente pelo valor justo acrescido de quaisquer custos de transação diretamente atribuíveis. Após seu reconhecimento inicial, os ativos financeiros mantidos até o vencimento são mensurados pelo custo amortizado utilizando o método dos juros efetivos. Empréstimos e recebíveis Esses ativos são reconhecidos inicialmente pelo valor justo acrescido de quaisquer custos de transação atribuíveis. Após o reconhecimento inicial, os empréstimos e recebíveis são medidos pelo custo amortizado utilizando do método dos juros efetivos. Caixa e equivalentes de caixa Incluem caixa, contas bancárias e investimentos de curto prazo com liquidez imediata e baixo risco de alteração do seu valor. Os investimentos de curto prazo estão demonstrados pelo custo acrescido dos rendimentos auferidos. Ativos financeiros disponíveis para venda Esses ativos são reconhecidos inicialmente pelo seu valor justo acrescido de quaisquer custos de transação diretamente atribuíveis. Após o reconhecimento inicial, eles são mensurados pelo valor justo e as mudanças, que não sejam perdas por redução ao valor recuperável, são reconhecidas em outros resultados abrangentes e acumuladas dentro do patrimônio líquido como ajustes de avaliação patrimonial. Quando esses ativos são desreconhecidos, os ganhos e perdas acumulados mantidos como ajustes de avaliação patrimonial são reclassificados para o resultado. (iii) Passivos financeiros não derivativos - mensuração Passivos financeiros não derivativos são reconhecidos inicialmente pelo valor justo deduzidos de quaisquer custos de transação atribuíveis. Após o reconhecimento inicial, esses passivos financeiros são mensurados pelo custo amortizado utilizando o método dos juros efetivos. (iv) Passivos financeiros derivativos O Grupo não possui instrumentos financeiros derivativos em 31 de dezembro de 2014. (v) Capital social Ações ordinárias Ações ordinárias são classificadas como patrimônio líquido. Custos adicionais diretamente atribuíveis à emissão de ações são reconhecidos como dedução do patrimônio líquido, líquido de quaisquer efeitos tributários. Os dividendos mínimos obrigatórios, conforme definido em estatuto, são reconhecidos como passivo. 15 Asteri Energia S.A. Demonstrações financeiras em 31 de dezembro de 2014 e 2013 d. Imobilizado (i) Reconhecimento e mensuração Itens do imobilizado são mensurados pelo custo histórico de aquisição ou construção, deduzido de depreciação acumulada e perdas de redução ao valor recuperável (impairment) acumuladas. Quando partes de um item do imobilizado têm diferentes vidas úteis, elas são registradas como itens individuais (componentes principais) de imobilizado. Ganhos e perdas na alienação de um item do imobilizado são reconhecidos em outras receitas/ despesas operacionais no resultado. (ii) Custos subsequentes Gastos subsequentes são capitalizados na medida em que seja provável que benefícios futuros associados com os gastos serão auferidos pelo Grupo. (iii) Depreciação Usina ( em serviço ) Edificações, Obras Civis e Benfeitorias Máquinas e Equipamentos Móveis e Utensílios Sitema de Transmissão e conexão Edificações, Obras Civis e Benfeitorias Máquinas e Equipamentos 4,00% 4,80% 10,00% Administração (em serviço) Intangiveis Máquinas e Equipamento Veiculos Móveis e Utensílios 20,00% 10,00% 10,00% 10,00% 4,00% 2,74% Itens do ativo imobilizado são depreciados pelo método linear no resultado do exercício baseado na vida útil econômica estimada de cada componente ou no prazo de autorização, dos dois o menor. Terrenos não são depreciados. O valor residual e vida útil dos ativos e os métodos de depreciação são revisados no encerramento de cada exercício e ajustados de forma prospectiva, quando for o caso. Itens do ativo imobilizado são depreciados a partir da data em que são instalados e estão disponíveis para uso, ou em caso de ativos construídos internamente, do dia em que a construção é finalizada e o ativo está disponível para utilização. Conforme resolução normativa da ANEEL nº 474, de 7 de fevereiro de 2012, os ativos imobilizados são depreciados conforme orientação apresentada na normativa que representa a estimativa de vida útil, esta norma estabelece novas taxas anuais de depreciação para os ativos em serviço outorgado no setor elétrico, alterando as tabelas I e XVI do manual de controle patrimonial do setor elétrico - MCPSE, aprovado pela resolução normativa n. 367, de 2 de junho de 2009.Itens do ativo imobilizado são depreciados pelo método linear no resultado do exercício baseado na vida útil econômica estimada de cada componente. Terrenos não são depreciados. 16 Asteri Energia S.A. Demonstrações financeiras em 31 de dezembro de 2014 e 2013 e. (i) Ativos intangíveis Outros ativos intangíveis Outros ativos intangíveis que são adquiridos pelo Grupo e que têm vidas úteis finitas são mensurados pelo custo, deduzido da amortização acumulada e das perdas por redução ao valor recuperável acumuladas. A Companhia possui ágio proveniente da aquisição da usina Gargaú Energética S.A, sendo atribuída a mais valia pela aquisição de sua carteira de clientes Eletrobras, a amortização é reconhecida no resultado por meio do método linear até dezembro de 2026 quando encerra-se o contrato com a Eletrobrás. (ii) Gastos subsequentes Os gastos subsequentes são capitalizados somente quando eles aumentam os futuros benefícios econômicos incorporados no ativo específico ao qual se relacionam. Todos os outros gastos são reconhecidos no resultado conforme incorridos. (iii) Amortização A amortização é reconhecida no resultado por meio do método linear baseada na vida útil estimada de ativos intangíveis, a partir da data em que estes estão disponíveis para uso. As vidas úteis estimadas para o período corrente e comparativo são as seguintes: Sistema ERP Ágio Gargaú 5 anos 20 anos Métodos de amortização, vidas úteis e valores residuais são revistos a cada encerramento de exercício financeiro e ajustados caso seja adequado. f. (i) Redução ao valor recuperável (impairment) Ativos financeiros não derivativos Ativo financeiros não classificado como ativos financeiros ao valor justo por meio do resultado, incluindo investimentos contabilizados pelo método de equivalência patrimonial, são avaliados a cada data de balanço para determinar se há evidência objetiva de impairment. A evidência objetiva de que os ativos financeiros perderam valor pode incluir o não pagamento ou atraso no pagamento por parte do devedor; a reestruturação do valor devido o Grupo sobre condições de que o Grupo não consideraria em outras transações, indicações de que o devedor ou emissor entrará em processo de falência, ou o desaparecimento de um mercado ativo para um título. Além disso, para um instrumento patrimonial, um declínio significativo ou prolongado em seu valor justo abaixo do seu custo é evidência objetiva de perda por redução ao valor recuperável. (ii) Ativos não financeiros Os valores contábeis dos ativos não financeiros do Grupo que não imposto de renda e contribuição social diferidos ativos são revistos a cada data de apresentação para apurar se há indicação de perda no valor recuperável. Caso ocorra tal indicação, então o valor recuperável do ativo é estimado. 17 Asteri Energia S.A. Demonstrações financeiras em 31 de dezembro de 2014 e 2013 Uma perda por redução no valor recuperável é reconhecida se o valor contábil do ativo exceder o seu valor recuperável. O valor recuperável de um ativo é o maior entre o valor em uso e o valor justo menos custos para vender. O valor em uso é baseado em fluxos de caixa futuros estimados, descontado ao seu valor presente usando uma taxa de desconto antes de impostos que reflita as avaliações atuais de mercado do valor do dinheiro no tempo e os riscos específicos do ativo. g. Benefícios a empregados (i) Benefícios de curto prazo a empregados As obrigações de benefícios de curto prazo a empregados são reconhecidas como despesas de pessoal conforme o serviço correspondente seja prestado. O passivo é reconhecido pelo montante que se espera que será pago se o Grupo tem uma obrigação legal ou construtiva presente de pagar esse montante em função de serviço passado prestado pelo empregado, e a obrigação possa ser estimada de maneira confiável. h. Provisões Uma provisão é reconhecida, em função de um evento passado, se o Grupo tem uma obrigação legal ou construtiva que possa ser estimada de maneira confiável, e é provável que sim do que não que um recurso econômico seja exigido para liquidar a obrigação. O Grupo é parte de processos judiciais e administrativos. Provisões são constituídas para todas as contingências referentes a processos judiciais para os quais é mais provável que não que uma saída de recursos seja feita para liquidar a contingência ou obrigação e uma estimativa razoável possa ser feita. Em 31 de dezembro de 2014 e em 31 de dezembro de 2013, não existia nenhuma provisão referente a processos judiciais. i. Receita operacional A receita operacional da venda de energia no curso normal das atividades é medida pelo valor justo da contraprestação recebida ou a receber. A receita operacional é reconhecida quando existe evidência convincente de que os riscos e benefícios mais significativos inerentes à propriedade dos bens foram transferidos para o comprador, de que seja provável que os benefícios econômicos financeiros fluirão para o Grupo, e de que o valor da receita operacional possa ser mensurada de maneira confiável. Caso seja provável que descontos serão concedidos e o valor possa ser mensurado de maneira confiável, então o desconto é reconhecido como uma redução da receita operacional conforme as vendas são reconhecidas. j. Receitas financeiras e despesas financeiras As receitas financeiras abrangem substancialmente as receitas de juros sobre as aplicações financeiras. As despesas financeiras abrangem despesas com juros sobre empréstimos e taxas bancárias. A receita e a despesa de juros são reconhecidas no resultado por meio do método dos juros efetivos. A receita de dividendos é reconhecida no resultado na data em que o direito do Grupo de receber o pagamento é estabelecido. 18 Asteri Energia S.A. Demonstrações financeiras em 31 de dezembro de 2014 e 2013 k. Imposto de renda e contribuição social O imposto de renda e a contribuição social do exercício corrente e diferido são calculados com base nas alíquotas de 15%, acrescidas do adicional de 10% sobre o lucro tributável excedente de R$ 240 para imposto de renda e 9% sobre o lucro tributável para contribuição social sobre o lucro líquido, e consideram a compensação de prejuízos fiscais e base negativa de contribuição social, limitada a 30% do lucro real. A despesa com imposto de renda e contribuição social compreende os impostos correntes e diferidos. O imposto corrente e o imposto diferido são reconhecidos no resultado a menos que estejam relacionados à combinação de negócios, ou à itens diretamente reconhecidos no patrimônio líquido ou em outros resultados abrangentes. 5 Novas normas e interpretações ainda não adotadas Uma série de novas normas, alterações de normas e interpretações serão efetivas para exercícios iniciados após 1º de janeiro de 2014 e não foram adotadas na preparação destas demonstrações financeiras intermediárias. Aquelas que podem ser relevantes para o Grupo estão mencionadas abaixo. O Grupo não planeja adotar estas normas de forma antecipada. IFRS 9 Financial Instruments (Instrumentos Financeiros) A IFRS 9, publicada em julho de 2014, substitui as orientações existentes na IAS 39 Financial Instruments: Recognition and Measurement (Instrumentos Financeiros: Reconhecimento e Mensuração). A IFRS 9 inclui orientação revista sobre a classificação e mensuração de instrumentos financeiros, incluindo um novo modelo de perda esperada de crédito para o cálculo da redução ao valor recuperável de ativos financeiros, e novos requisitos sobre a contabilização de hedge. A norma mantém as orientações existentes sobre o reconhecimento e desreconhecimento de instrumentos financeiros da IAS 39. IFRS 15 Revenue from contracts with customers (Receita de contratos com clientes) A IFRS 15 exige uma entidade a reconhecer o montante da receita refletindo a contraprestação que elas esperam receber em troca do controle desses bens ou serviços. A nova norma vai substituir a maior parte da orientação detalhada sobre o reconhecimento de receita que existe atualmente em IFRS e U.S. GAAP quando a nova norma for adotada. A nova norma é aplicavel a partir de ou apos 1º de janeiro de 2017, com adoção antecipada permitida pela IFRS . A norma poderá ser adotada de forma retrospectiva, utilizando um abordagem de efeitos cumulativos. O Grupo está avaliando os efeitos que o IFRS 15 vai ter nas demonstrações financeiras e na suas divulgações. O Grupo ainda não escolheu o método de transição para a nova norma nem determinou os efeitos da nova norma nos relatórios financeiros atuais. Adicionalmente, não se espera que as seguintes novas normas ou modificações possam ter um impacto significativo nas demonstrações financeiras consolidadas do Grupo. • IFRS 14 - Regulatory Deferral Accounts (Contas Regulatórias de Diferimento) • Accounting for Aquisitions of Interests in Joint Operations (Contabilização de Aquisições de participações em Operações em conjunto) (alteração do IFRS 11) • Clarification of Acceptable Methods of Depreciation and Amortisation(Esclarecimento sobre Métodos Aceitáveis de Depreciação e Amortização) (alterações da IAS 16 e IAS 38) 19 Asteri Energia S.A. Demonstrações financeiras em 31 de dezembro de 2014 e 2013 • Defined Benefit Plans: Employee Contributions (Plano de Benefício Definido: Contribuição de empregados) (alteração da IAS 19) • Agricultura: Plantas Produtivas (alterações a IAS 16 e IAS 41) • Melhorias anuais das IFRSs de 2010-2012 • Melhorias anuais das IFRSs de 2011-2013 O Comitê de Pronunciamentos Contábeis ainda não emitiu pronunciamento contábil ou alteração nos pronunciamentos vigentes correspondentes as estas normas e consequentemente a sua adoção antecipada não é permitida. 6 Caixa e equivalentes de caixa Controladora 31/12/14 31/12/13 31/12/14 31/12/13 1 3 776 3.387 1.542 - 9.986 170 1.543 3 10.762 3.557 Bancos Aplicações financeiras de liquidez imediata Consolidado As aplicações financeiras de curto prazo estão sujeitas a um insignificante risco de mudança de valor. São representadas substancialmente por aplicações em renda fixa indexada em média CDI, em 31 de dezembro de 2014, 98,46% (96,96% em 31 de dezembro de 2013). 7 Clientes Consolidado Eletrobrás 31/12/14 31/12/13 8.584 3.294 8.584 3.294 Referem-se aos valores de fornecimento de energia. Não há saldos em atraso em 31 de dezembro de 2014. O aumento do saldo em 31 de dezembro de 2014 em relação ao mesmo período de 2013 se deve a geração de energia excedente. A variação física excedente foi de aproximadamente 21,72%. Este excedente entrará no caixa ao longo do ano de 2015, conforme contrato de venda de energia. 8 Partes relacionadas a. Controladora e controladora final A Companhia é controlada em conjunto pela Omega Energia Renovável., esta, tendo como acionistas a Tarpon, Warburg Pincus, Ecopart, Administradores e Fip-IE XP. 20 Asteri Energia S.A. Demonstrações financeiras em 31 de dezembro de 2014 e 2013 b. Saldos com partes relacionadas Ativo Controladora 31/12/14 31/12/13 Consolidado 31/12/14 31/12/13 Outros créditos Hidrelétrica Pipoca S.A* (a) Gargaú Energética S.A (b) 1.272 3.234 1.272 3.234 742 - - - 2.014 3.234 1.272 3.234 2.014 3.234 1.272 3.234 (a) Dividendos a receber a coligada Hidrelétrica Pipoca S.A. (b) Dividendos a receber da controlada Gargaú Energética S.A. Passivo Controladora 31/12/14 Consolidado 31/12/13 31/12/14 31/12/13 Outras obrigações Dividendos ( c ) (c) 9 1.543 - 1.543 - 1.543 - 1.543 - Dividendos a distribuir aos cotista Fip-IE-XP Impostos a recuperar Controladora Consolidado 31/12/14 31/12/13 31/12/14 31/12/13 PIS/COFINS (a) - - 8.096 8.389 IRRF (b) Outros - 2 2 1.183 9 9.288 1.142 9.531 Ativo Circulante 2 2 5.068 5.492 Ativo Não Circulante - - 4.220 4.039 (a) A partir da data de entrada da operação comercial da controlada Gargaú, em outubro de 2010, a controlada Gargaú decidiu tomar os créditos de Programa de Integração Social - PIS e Contribuição para o Financiamento da Seguridade Social - COFINS sobre o valor de aquisição de máquinas e equipamentos, no montante total de R$11.179 (valor original). Em 31 de Dezembro de 2014, o saldo remanescente é de R$8.096 e será realizado na proporção de 1/48 avos mensais. (b) Imposto de renda a recuperar referente a IR retido de aplicações financeiras R$ 357 e imposto de renda retido na fonte do cliente Eletrobrás. 21 Asteri Energia S.A. Demonstrações financeiras em 31 de dezembro de 2014 e 2013 10 Cauções e depósitos vinculados. Consolidado Aplicações Financeiras 31/12/14 31/12/13 7.252 14.808 7.252 14.808 As aplicações financeiras de curto prazo são remuneradas pelo Certificado de Depósito Interbancário (CDI) de instituições financeiras de primeira linha, contratadas em condições e taxas normais de mercado. Os valores apresentados em 2014 e 2013 referem-se ao saldo das Contas Reservas, mantidas no Banco Itaú, conforme contrato do BNDES, equivalente a (i) Conta Reserva do Serviço da Divida: soma do valor das 3 (três) últimas prestações de amortização e juros do contrato de financiamento BNDES; (ii) Conta Reserva de O&M: soma do valor das 3 (três) últimas prestações do contrato de Operação e Manutenção; e (iii) Conta Reserva Especial: com saldo mínimo de R$ 2.500. As aplicações de renda fixa são indexadas em média 100% do Certificado de Depósito Interbancário (CDI), aplicados em fundo de investimentos. A variação negativa do saldo originou-se da exclusão da obrigação em mantermos recursos na conta centralizadora, conforme anuência do BNDES. 11 Investimentos Hidrelétrica Pipoca * Gargaú Total 31 de dezembro de 2014 Participação Ativos Circulantes Ativos não circulantes Total de ativos 51% 15.650 23.498 39.148 106.941 150.832 257.773 122.591 174.330 296.921 Passivos circulantes Passivos não circulantes Total de passivo Patrimônio Líquido Receita Despesas Lucro 100% 9.777 5.815 15.593 56.620 53.332 109.952 66.397 59.147 125.544 56.194 115.183 171.377 25.151 26.562 51.713 (15.264) (9.063) (24.327) 9.887 17.499 27.386 5.183 17.499 22.682 Equivalência Patrimonial * Controle Compartilhado 22 Asteri Energia S.A. Demonstrações financeiras em 31 de dezembro de 2014 e 2013 Composição dos investimentos %31/12/14 Pipoca * Gargaú Patrimônio Liquido Ágio Lucro Investimento 51% 56.194 1.777 9.887 30.487 5.183 100% 115.183 15.171 17.499 130.355 17.499 171.377 16.948 27.386 160.842 22.682 * Controle Compartilhado Movimentação do investimento Pipoca Gargaú Total 26.682 124.648 151.330 Aumento (redução) de Capital - (10.200) (10.200) Amortização de ágio (55) (850) (905) 5.183 17.499 22.682 (1.272) (742) (2.014) Saldo em 31/12/2013 Resultado de equivalência patrimonial Dividendos Outras movimentações Saldo em 31/12/2014 12 (51) - 30.487 130.355 (51) 160.842 Imobilizado Consolidado 31/12/14 31/12/13 172.927 172.927 528 528 Móveis e utensílios 88 88 Veículos 34 34 Depreciação (34.520) (26.361) Total 139.057 147.216 Imobilizado em serviço Máquinas e equipamentos O valor do imobilizado em serviço é composto conforme quadro abaixo: Máquinas e equipamentos Edificações 31/12/14 31/12/13 166.478 166.478 6.338 6.338 111 111 172.927 172.927 Móveis e utensílios Total Equivalência Patrimonial 23 Asteri Energia S.A. Demonstrações financeiras em 31 de dezembro de 2014 e 2013 Movimentação do Imobilizado Consolidado Movimentação do Imobilizado Consolidado Móveis e Utensílios Saldo em 31 de dezembro de 2012 Máquinas e Equipamentos - - Imobilizado em Serviço Veículos Total - - - Obtenção de Controle de Gargaú Energética S.A 88 528 172.927 34 173.577 Saldo em 31 de dezembro de 2013 88 528 172.927 34 173.577 Saldo em 31 de dezembro de 2014 88 528 172.927 34 173.577 Móveis e Utensílios Máquinas e Equipamentos - Imobilizado em Serviço Movimentação da Depreciação do Imobilizado Consolidado Movimentação do Imobilizado Consolidado - Saldo em 31 de dezembro de 2012 Obtenção de Controle de Gargaú Energética S.A Depreciação Saldo em 31 de dezembro de 2013 Depreciação Saldo em 31 de dezembro de 2014 13 (11) Veículos - (132) Total - (22.157) - (9) (22.309) (4.052) (26.361) (2) (26) (4.022) (2) (13) (158) (26.179) (11) (5) (53) (8.098) (3) (18) (211) (34.277) (14) (8.159) (34.520) Intangível Consolidado ERP Saldo em 31 de dezembro de 2012 Ágio na obtenção de controle Gargaú Energética S.A Ágio Total - - - - 16.448 16.448 366 - 366 20 - 20 Saldo em 31 de dezembro de 2013 386 16.448 16.834 Saldo em 31 de dezembro de 2014 386 16.448 16.834 Intangível obtenção controle Gargaú Adição Consolidado ERP Saldo em 31 de dezembro de 2012 Amortização do Ágio na obtenção de controle Gargaú (a) Ágio - Total - - - (447) (447) Saldo em 31 de dezembro de 2013 Amortização (a) (3) (447) (909) (447) (912) Saldo em 31 de dezembro de 2014 (3) (1.356) (1.359) Ágio proveniente da aquisição da usina Gargaú Energética S.A, a amortização é reconhecida no resultado por meio do método linear até dezembro de 2026 quando encerra-se o contrato com a Eletrobrás 24 Asteri Energia S.A. Demonstrações financeiras em 31 de dezembro de 2014 e 2013 14 Empréstimos e financiamentos Consolidado 31/12/14 31/12/13 55.918 Financiamento - BNDES Custo de captação Circulante Não Circulante 60.660 (127) (149) 55.791 60.511 4.900 4.904 50.891 55.607 A movimentação dos empréstimos é como segue: Principal Encargos Custo Transação Total Saldos em 31 de dezembro de 2012 Amortização BNDES Encargos financeiros pagos Encargos financeiros provisionados 64.822 (4.341) - 217 (4.582) 4.543 (149) - 64.891 (4.341) (4.582) 4.543 Saldos em 31 de dezembro de 2013 Amortização BNDES Custo Transação BNDES Encargos financeiros pagos Encargos financeiros provisionados Saldos em 31 de dezembro de 2014 60.481 (4.736) 55.745 178 (4.315) 4.309 173 (149) 22 (127) 60.511 (4.736) 22 (4.315) 4.309 55.791 Empréstimo obtido junto ao BNDES pela controlada Gargaú Energética S.A. destinado a implantação do Complexo Eólico Gargaú Energética S.A.. As liberações estão segregadas em: (a) Subcrédito A, a ser pago em 192 meses, com vencimento inicial em 15/06/2011,no valor principal de R$ 65.525 (valor original) liberado até 31 de dezembro de 2011, sobre os quais incidem juros de 2,34% ao ano acrescido da taxa de Juros de Longo Prazo - TJLP; e (b) subcrédito B, no montante de R$ 4.356, a ser pago em 114 parcelas com vencimento inicial em 15/06/2011, liberado até 31/12/10, sobre os quais incidem juros de 5,5% ao ano. Desses subcréditos foram liberados R$ 69.881 (valor original).O cronograma de pagamento dos empréstimos está demonstrado a seguir. Em 31 de dezembro de 2014 o saldo em aberto é de R$ 55.918 para a Gargaú Energética S.A. 25 Asteri Energia S.A. Demonstrações financeiras em 31 de dezembro de 2014 e 2013 O fluxo de pagamento projetado trata-se da projeção da dívida considerando os juros estimados. Conforme contrato de empréstimo, a Controlada Gargaú mantém aplicações financeiras no montante de R$ 7.252 , como forma de garantia para pagamento de três parcelas do empréstimo. Este valor não faz parte da composição do caixa e equivalentes de caixa. Covenants Em cumprimento das obrigações assumidas no contrato de repasse entre a controlada Gargaú , BNDES, seguem as obrigações e índices com base nas demonstrações financeiras: • ICP (Índice de Capital Próprio) • ICSD (Índice de Cobertura do Serviço da Dívida) Obrigação: manter, durante todo o período de amortização do presente contrato, definido pela relação Patrimônio Líquido sobre Ativo total, igual ou superior a 30% (trinta por cento) que será apurado semestralmente Obrigação: manter durante todo o período de amortização do presente contrato, de, no mínimo, 1,3 (um inteiro e três décimos), que será apurado semestralmente com base nas demonstrações financeiras. O não cumprimento dos itens acima, por um semestre, implica na possibilidade de antecipação do vencimento da dívida. O fluxo de pagamento projetado trata-se da projeção da dívida considerando os juros estimados. Em 31 de dezembro de 2014, os índices ICP e ICSD correspondiam a 60,50% e 1,61 respectivamente, desta forma a controlada Gargaú estava adimplente com com os covenants quantitativos e covenants qualitativos. 15 Outras obrigações Controladora Dividendos Prioritários * 31/12/14 31/12/13 31/12/14 31/12/13 1.543 - 1.543 - - 444 - 674 1.543 444 1.543 674 Diversos * Consolidado Referem-se a dividendos prioritários, conforme explicado a seguir na nota 17. Esse saldo refere-se a parcela de caixa que a Companhia possui na data-base e que por conta do Acordo de Acionistas será destinado como dividendos prioritários aos acionistas preferenciais no primeiro semestre de 2015. 26 Asteri Energia S.A. Demonstrações financeiras em 31 de dezembro de 2014 e 2013 16 Passivo fiscal diferido Balanço Patrimonial Prejuízo fiscal e base de cálculo negativa (a) Base Depreciação incentivada (b) 31/12/2014 31/12/2013 10.404 - (12.845) (9.837) (2.441) (9.837) Passivo Fiscal diferido líquido Resultado 31/12/2014 31/12/2013 10.404 (3.008) (3.008) Prejuízo fiscal e base de cálculo negativa (a) Base Depreciação incentivada (b) Receita (despesa) de imposto de renda e contribuição social diferidos 7.396 (3.008) (a) A controlada Gargaú possui prejuízos fiscais e base negativa de contribuição social e passou a apresentar histórico de lucros tributáveis em 2014, dessa forma, a controlada Gargaú reconheceu um imposto de renda diferido decorrente de prejuízos fiscais e base negativa de contribuição social suportada pela estimativa de lucros tributáveis futuros baseados no plano de negócios aprovado pela Diretoria. (b) Passivo fiscal diferido constituído através do cálculo entre a diferença de taxa de depreciação Aneel e taxa de depreciação aceita pelo fisco.(art. 37 da Lei nº 11.196/05) dispõe que poderão ser utilizadas, para os bens novos adquiridos até 31.12.2013, as taxas de depreciação previstas pela RFB para fins de apuração da base de cálculo do IRPJ e da CSLL. Portanto, a diferença entre o valor do encargo decorrente das taxas anuais de depreciação fixadas pela RFB e o valor do encargo contabilizado decorrente das taxas anuais de depreciação fixadas pela ANEEL aos bens do ativo imobilizado, exceto terrenos, adquiridos ou construídos por empresas de geração de energia elétrica, poderá ser excluída do lucro líquido da controlada Gargaú para a apuração da base de cálculo do IRPJ e da CSLL. 17 Patrimônio líquido Ações ON ON (mil) (% ) 20.000 100,00% 20.000 100,00% Omega Energia Renovável S.A BJJ Fundo de Investimento em Participações WP X Omega Fundo de Investimento em Participações Ecopart Investimentos S.A. Antonio Augusto Torres de Bastos Filho Gustavo Barros Mattos FIP-IE XP Total Ações PN (mil) 3.354 2.328 448 30 20 13.820 20.000 PN (% ) 16,77% 11,64% 2,24% 0,15% 0,10% 69,10% Capital Total 50,00% 8,39% 5,82% 1,12% 0,07% 0,05% 34,55% 100,00% Capital social O capital social totalmente subscrito e integralizado em 31 de dezembro de 2014 é de R$ 15.154, representado por 20.000.001 ações ordinárias nominativas, sem valor nominal, sem valor nominal e 20.000.000 ações preferenciais. 27 Asteri Energia S.A. Demonstrações financeiras em 31 de dezembro de 2014 e 2013 Distribuição dos lucros A Companhia, conforme previsto no Acordo de Acionistas, possui dividendos prioritários. Esses dividendos são distribuidos aos acionistas preferenciais, no mínimo anualmente, para que esses dividendos sejam distribuidos é necessário que a Companhia apresente no final do exercício saldo de caixa e equivalente de caixa superior ao seu passivo circulante, respeitando um valor máximo anual de R$ 7,75 por ação mais a variação do IPCA, mesmo que não tenha apurado lucro, nesses casos, a distribuição é realizada por meio da reserva de capital. Após a definição dos dividendos prioritários, a Companhia avalia a distribuição do dividendo mínimo obrigatório, de 25% (vinte e cinco por cento) do lucro, ajustado a forma legal, caso os montantes distribuidos como dividendos prioritários ultrapasse 25% do lucro, não há obrigatoriedade na distribuição do mínimo. Caso o montante fique abaixo de 25% do lucro, é realizado um complemento a distribuição. Os respectivos valores ficarão a disposição dos acionistas a partir de 30 dias após a Assembléia Geral que deliberar sobre a matéria e, caso não reclamados no prazo máximo de 3 anos serão revertidos para a Companhia. Durante o exercício, a Companhia distribuiu a título de dividendos de prioritários um montante de R$ 11.830, equivalente a R$ 0,59 por ação preferencial, sendo realizadas as distribuições aprovadas em Assembléia Geral em 30 de abril de 2014 e 06 de novembro de 2014, nos montantes de R$ 5.508 e R$ 6.222 respectivamente. Em 31 de dezembro foi provisionado o valor de R$ 1.543 para pagamento no primeiro semestre de 2015. Reserva de capital e estatutária De acordo com a legislação societária brasileira, a Companhia deve transferir 5% do lucro líquido anual apurado nos seus livros societários, preparados de acordo com as práticas contábeis adotadas no Brasil, para reserva legal até que essa reserva seja equivalente a 20% do capital social. Os dividendos são demonstrados conforme quadro abaixo Lucro líquido 2014 Reserva Legal Reserva Legal 2013 Reserva Legal 2014 Dividendos obrigatórios Reserva de Lucros Reserva Dividendos Total Reservas 22.100 1.184 79 1.105 5.249 15.746 15.746 16.930 28 Asteri Energia S.A. Demonstrações financeiras em 31 de dezembro de 2014 e 2013 18 Receita operacional líquida Consolidado 31/12/14 31/12/13 28.725 15.359 (2.163) (1.658) 26.562 13.701 Receita Bruta Impostos sobre vendas Em 2014 o Grupo apresentou um volume de venda de energia de 78 GWh (63 GWh em 2013). 19 Custos da Operação e Conservação Consolidado 31/12/14 31/12/13 (8.165) (6.110) (1.989) (1.991) (1.168) (849) (433) (498) (148) (113) (316) (348) (75) (66) (24) (30) (134) (21) (12.452) (10.026) Depreciação da Usina Serviços de O&M Taxas regulatorias Despesas com terras - Operação Seguros Custos com manutenção Telecomunicação Custos gerais de O&M Ações Sócios Ambientais 20 Despesas Administrativas, Despesas Gerais e de Pessoal Controladora 31/12/14 31/12/13 (16) (24) (2) (1) (5) (44) (39) (957) (718) (1.019) (787) Despesas Pessoal ( a ) Despesas Administrativas (b) Despesas Gerais ( c ) Despesas com Serviços de Terceiros (d) Amortização de Ágio Consolidado 31/12/14 31/12/13 (535) (376) (131) (68) (31) (71) (112) (174) (957) (718) (1.766) (1.407) (a) Despesas com Pessoal: Referem-se a salários, férias, 13º, transporte, alimentação e encargos sociais dos funcionários administrativos. (b) Serviços de Terceiros: Referem-se a serviços profissionais contratados, tais como consultoria jurídica, trabalhista, contábil, consultoria de engenharia e comercialização de energia. (c) Despesas Administrativas: Referem-se a despesas com aluguéis, condomínio, energia elétrica, material de escritório e telefonia fixa . (d) Despesas Gerais: Referem-se as despesas de viagens, locação de veículos, publicações, telefone móvel, contribuição sindical patronal e eventos corporativos. 29 Asteri Energia S.A. Demonstrações financeiras em 31 de dezembro de 2014 e 2013 21 Resultado financeiro Controladora 31/12/14 31/12/13 Consolidado 31/12/14 31/12/13 Receitas Financeiras Juros s/ aplicações financeiras Outras receitas 436 436 12 12 1.696 206 1.902 832 289 1.121 - - (4.132) (151) (4.283) (3.333) (47) (3.380) 436 12 (2.381) (2.259) Despesas Financeiras Juros s/ empréstimos Outras despesas Total 30 Asteri Energia S.A. Demonstrações financeiras em 31 de dezembro de 2014 e 2013 22 Imposto de renda e contribuição social Controladora 31/12/2014 31/12/2013 Controladora 31/12/2014 31/12/2013 a) Composição dos tributos no resultado Correntes Diferidos Total - b) demonstração do cálculo dos tributos - despesa Resultado antes dos impostos - (443) 7.396 6.953 (3.008) (3.008) 22.100 1.577 10.546 3.091 74 (8.847) (26.150) (34.923) 3 74 (8.847) (7.310) (16.080) 74 (8.847) (8.773) 3 74 (8.847) (8.770) Base de cálculo do IRPJ e CSLL antes da compensação Compensação de prejuízo fiscal e base de cálculo negativa (3.976) - (5.656) - 1.773 (408) (5.506) - Base de cálculo do IRPJ e CSLL do exercício (3.976) Adições e Exclusões Despesas não dedutíveis Provisões Diferença de taxas de depreciação ANEEL/Fisco Receita Equivalencia Total 1.365 34% 34% 34% 34% Despesa com tributos às aliquotas nominais - - (443) - Reconhecimento de imposto diferido decorrente de prejuízos fiscais e base de cálculo negativa Reconhecimento de imposto diferido decorrente de diferenças de taxas de depreciação - - 10.404 (3.008) (3.008) Total da receita (despesa) com imposto de renda e contribuição social - - 6.953 (3.008) Aliquota nominal Lucro antes do IR/CS Alíquota Efetiva 31 15.147 3.833 46% 78% Asteri Energia S.A. Demonstrações financeiras em 31 de dezembro de 2014 e 2013 A Asteri possui prejuízo fiscal e base de cálculo negativa de CSLL no valor de R$ 636 em 31 de dezembro de 2014 (R$ 56 em 31 de dezembro de 2013), sendo que para esse montante, a Companhia não estima lucros tributáveis futuros e dessa forma não reconheceu ativo fiscal diferido sobre esses créditos. 23 Lucro por ação 31/12/2014 31/12/2013 22.100 1.577 40.000 40.000 0,55250000 0,03942500 Numerador Lucro do exercício Denominador Média ponderada do número de ação Lucro básico por ação (R$) Não houve outras transações envolvendo ações ordinárias ou potenciais ações ordinárias entre a data do balanço patrimonial e a data de conclusão destas demonstrações financeiras intermediárias. 24 Instrumentos financeiros O Grupo apresenta exposição aos seguintes riscos advindos do uso de instrumentos financeiros: • Risco de crédito; • Risco operacional; • Risco de regulação; • Risco de acelerações de dívida; • Risco de mercado (taxa de juros); • Risco de liquidez. As políticas de gerenciamento de risco do Grupo são estabelecidas para identificar e analisar os riscos avaliados pela Administração, para definir limites e controles de riscos apropriados, e para monitorar riscos e aderência aos limites. As políticas e sistemas de gerenciamento de riscos são revisados frequentemente para refletir mudanças nas condições de mercado e nas atividades do Grupo. O Grupo, por meio de suas normas e procedimentos de treinamento e gerenciamento, objetiva desenvolver um ambiente de controle disciplinado e construtivo, no qual todos os colaboradores entendam os seus papéis e obrigações. Risco de crédito O risco surge da possibilidade do Grupo e controladas virem a incorrer em perdas resultantes da dificuldade de recebimento de valores faturados a seus clientes. Este risco é avaliado pela Administração com base nos riscos de mercado e operacionais. A exposição máxima era de R$ 8.584 (R$ 3.294 em 31 de dezembro de 2013) referente às contas a receber de clientes. 32 Asteri Energia S.A. Demonstrações financeiras em 31 de dezembro de 2014 e 2013 Risco operacional O risco operacional é o risco de prejuízos diretos ou indiretos decorrentes de uma variedade de causas associadas a processos, pessoal, tecnologia e infraestrutura do Grupo de fatores externos, exceto riscos de crédito, mercado e liquidez, como aqueles decorrentes de exigências legais e regulatórias e de padrões geralmente aceitos de comportamento empresarial. O objetivo da Empresa é administrar o risco operacional e risco na qualidade de serviços para evitar a ocorrência de prejuízos financeiros e danos à reputação do Grupo Risco de acelerações de dívida O Grupo tem contrato de financiamentos com cláusulas restritivas (“covenants”) normalmente aplicáveis a esses tipos de operações, relacionadas ao atendimento de índices econômicofinanceiros, geração de caixa e outros. Essas cláusulas restritivas foram atendidas e não limitam a capacidade de condução do curso normal das operações, veja nota explicativa n. 10 Risco de mercado (taxa de juros) Este risco é oriundo da possibilidade do Grupo vir a incorrer em perdas por conta de flutuações nas taxas de juros que aumentem as despesas financeiras relativas a empréstimos e financiamentos. O Grupo possui financiamento de longo prazo a índices atrelados à TJLP. O risco de mercado referente a juros está exposto em quadro no tópico “Análise de sensibilidade dos passivos financeiros”. Análise da sensibilidade dos passivos financeiros Os principais riscos atrelados às operações do Grupo estão ligados à variação da TJLP para financiamentos junto ao BNDES. Com o objetivo de verificar a sensibilidade do indexador nas dívidas ao qual o Grupo está exposta na data de 31 de dezembro de 2014, foram definidos 03 cenários diferentes. Com base nos valores da TJLP para financiamentos com BNDES, foi definido o cenário provável para o ano de 2014 e a partir deste, calculadas variações de 25% e 50%. Para cada cenário foi calculada a despesa financeira bruta não levando em consideração incidência de tributos e o fluxo de vencimentos de cada contrato programado para 2014. A data base utilizada para os financiamentos foi 31 de dezembro de 2014 projetando os índices para um ano e verificando a sensibilidade dos mesmos em cada cenário. Exposição em 31-Dez-14 Financiamento mediante repasse de recursos do BNDES R$ 55.918 Total R$ 55.918 Risco variação da TJLP Cenário I* Elevação de índice em 25% Elevação de índice em 50% R$ 4.736 R$ 5.920 R$ 7.104 R$ 4.736 R$ 5.920 R$ 7.104 Risco de liquidez Este risco é oriundo da possibilidade do Grupo vir a encontrar dificuldades em cumprir com as obrigações associadas com seus passivos financeiros que são liquidados com pagamentos à vista ou com outro ativo financeiro. A abordagem da Administração é de garantir, o máximo possível, que sempre tenha liquidez suficiente para cumprir com suas obrigações ao vencerem, sob condições normais, sem causar perdas inaceitáveis ou com risco de prejudicar a reputação do Grupo. O principal passivo financeiro contratado são os empréstimos bancários com o BNDES e seus vencimentos contratuais estão demonstrados na Nota Explicativa nº11. 33 Asteri Energia S.A. Demonstrações financeiras em 31 de dezembro de 2014 e 2013 Análise do valor justo dos instrumentos financeiros É apresentada a seguir uma tabela de comparação por classe de valor contábil e do valor justo dos instrumentos financeiros do Grupo, apresentados nas demonstrações financeiras: Os valores desses instrumentos reconhecidos no balanço patrimonial não diferem dos valores justos. Valor Justo Caixas e equivalentes Valor Contábil 31/12/2014 31/12/2013 31/12/2014 31/12/2013 10.762 3.557 10.762 3.557 7.252 14.808 7.252 14.808 Aplicações Financeiras Clientes 8.584 3.294 8.584 3.294 Outros Créditos 1.686 3.742 1.686 3.742 55.791 60.511 55.791 60.511 80 722 80 722 5.249 - 5.249 - Empréstimos e Financiamentos Fornecedores Dividendos • Caixa e equivalentes de caixa, contas a receber de clientes, outras contas a receber, fornecedores e outras contas a pagar se aproximam de seu respectivo valor contábil em grande parte devido ao vencimento no curto prazo destes instrumentos. • Empréstimos e financiamentos são corrigidos conforme contrato e representam a saldo a ser liquidado na data do encerramento das obrigações contratuais. Instrumentos financeiros por categoria Consolidado Valor Contábil 31/12/2014 Caixas e equivalentes Categoria 31/12/2013 10.762 3.557 A Aplicações Financeiras 7.252 14.808 B Clientes 8.584 3.294 C Outros Créditos 1.686 3.742 C 55.791 60.511 D 80 722 D 5.249 - D Empréstimos e Financiamentos Fornecedores Dividendos A Ativo disponível para venda B Ativo financeiro mantido até o vencimento C Empréstimos e recebíveis D Outros Passivos Financeiros 34 Asteri Energia S.A. Demonstrações financeiras em 31 de dezembro de 2014 e 2013 Hierarquia de valor justo O Grupo detém instrumentos financeiros qualificados no nível 1, correspondentes à caixa e equivalentes de caixa R$ 776 (R$ 3.387 em 2013) e instrumentos financeiros qualificados no nível 2, correspondentes à aplicações financeiras R$ 17.238 (R$ 14.978 em 2013). * * * Antonio Augusto Torres de Bastos Filho Diretor Presidente Ricardo Martins Pinto Diretor Financeiro Igor Henrique de Oliveira Silva Contador CRC SP-234606/O-5 35