Universidade Estadual do Norte Fluminense Darcy Ribeiro
Centro de Biociências e Biotecnologia
Curso de Licenciatura em Ciências Biológicas
PROJETO PEDAGÓGICO DO CURSO
CIÊNCIAS BIOLÓGICAS
(MODALIDADE LICENCIATURA)
Aprovado no Colegiado do Curso em 24/06/2009
Aprovado no Conselho de Centro em 26/06/2009
Aprovado na Câmara de Graduação em 21/07/2009
Aprovado no Colegiado Acadêmico (COLAC) em 14/09/2009
Campos dos Goytacazes-RJ
2009
Direção Administrativa e Acadêmica da UENF/CCTA
Reitor
Prof. Almy Junior Cordeiro de Carvalho
Vice-Reitor
Prof. Antonio Abel Gonzalez Carrasquilla
Chefe de Gabinete
Prof. Antônio Constantino de Campos
Secretário Geral
Prof. Antônio Teixeira do Amaral Junior
Pró-Reitora de Graduação
Profa. Ana Beatriz Garcia
Pró-Reitor de Pesquisa e Pós-Graduação
Prof. Edson Correa da Silva
Pró-Reitor de Extensão e Assuntos Comunitários
Prof. Silvério de Paiva Freitas
Diretor Geral de Administração
Prof. Marco Antonio Martins
Diretor de Projetos
Prof. Ronaldo Pinheiro da Rocha Paranhos
Secretária Acadêmica
Profa. Anna L. Okorokova Façanha
Prefeitura do Campus
Prof. Paulo Maia
Coordenador do Curso de Licenciatura em Ciências Biológicas
Profª Antonia Elenir Amâncio Oliveira
A UENF E SUA HISTÓRIA
A implantação de uma universidade pública já era um sonho antigo da
população de Campos dos Goytacazes (RJ) quando uma mobilização da sociedade
organizada conseguiu incluir na Constituição Estadual de 1989 uma emenda popular
prevendo a criação da Universidade Estadual do Norte Fluminense. O movimento
envolveu entidades, associações e lideranças políticas.
No início da década de 1990, o grande desafio do movimento popular próUENF foi cumprir o prazo legal para a criação da Universidade, que se extinguiria
em 1990. Após um intenso esforço coletivo de sensibilização das autoridades,
finalmente foi aprovada pela Assembléia Legislativa a lei 1.740 de criação da UENF,
sancionada pelo então governador Moreira Franco em 08/11/90. A lei autorizava o
Poder Executivo a criar a Universidade Estadual do Norte Fluminense - UENF, com
sede em Campos dos Goytacazes.
Em 1991, cumprindo compromisso de campanha assumido em Campos (RJ),
o recém empossado governador do Estado Leonel Brizola delegou ao professor e
senador Darcy Ribeiro a tarefa de conceber o modelo da nova universidade e de
coordenar os trabalhos de sua implantação. Em 27/02/91, o Decreto 16.357 criou a
UENF e aprovou seu Estatuto. Em 23 de dezembro de 1991, o decreto nº.17.206
instituiu, junto à Secretaria Extraordinária de Programas Especiais, a Comissão
Acadêmica de Implantação, sob a “chancela” do senador Darcy Ribeiro.
Ao receber a missão de fundar a UENF, Darcy Ribeiro concebeu um modelo
inovador, onde os departamentos - que, na Universidade de Brasília, já tinham
representado um avanço ao substituir as cátedras - dariam lugar a laboratórios
temáticos e multidisciplinares como célula da vida acadêmica. Darcy Ribeiro cercouse de pensadores e pesquisadores renomados para elaborar o projeto e o estatuto
da UENF e apresentou-a como a 'Universidade do Terceiro Milênio'. Previu a
presença da UENF não só em Campos, mas como uma instituição multicampi, com
centros e laboratórios distribuídos noutras cidades do norte e noroeste fluminense,
conforme as respectivas vocações regionais.
Ao projetar a UENF, Darcy Ribeiro tinha em mente uma universidade
moderna, capaz de dominar, transmitir conjunta e integralmente as novas ciências e
tecnologias, além de garantir ao interior Fluminense os instrumentos técnicos,
científicos e pessoal
qualificado indispensáveis para o desenvolvimento das
atividades produtivas. A UENF foi criada, então, com objetivo primordial de
alavancar o desenvolvimento científico-educacional e sócio-econômico da região.
O primeiro vestibular para a UENF foi realizado em 3 de junho de 1993. Em julho de
1993, foram instituídos os laboratórios e os quatro centros de pesquisa — o Centro
de Ciência e Tecnologia (CCT), o Centro de Biociências e Biotecnologia (CBB), o
Centro de Ciências e Tecnologias Agropecuárias (CCTA) e o Centro de
Humanidades (CCH). Nesses centros, foram concentradas as atividades de ensino e
pesquisa em nível de graduação e pós-graduação.
Em virtude da decisão de contratar apenas docentes portadores do título de
Doutor e com experiência acadêmica, a UENF rapidamente passou a oferecer
programas de pós-graduação de alto nível. As Atividades de Pesquisa e PósGraduação iniciaram-se na UENF praticamente com o início da instituição, em
agosto de 1993, quando chegaram a Campos dos Goytacazes os primeiros Grupos
de Pesquisa, que imediatamente se dedicaram aos trabalhos de montagem de
laboratórios de pesquisa e a implantação dos programas de ensino. A primeira aula
no campus da UENF foi ministrada aos 16 de agosto de 1993, data afinal definida
como a da implantação ou “aniversário” da Universidade.
Aos 08 de dezembro de 1993 foi inaugurada a Casa de Cultura Villa Maria,
instalada em palacete de estilo eclético de 1918. Símbolo da união umbilical da
UENF com a sociedade de Campos, o casarão tinha sido deixado em testamento
pela senhora Maria Tinoco Queiroz - conhecida como D. Finazinha, falecida aos 18
de dezembro de 1970 - para ser a sede de uma futura universidade. Hoje se
constitui um centro cultural universitário de grande importância em Campos.
Somente em 1998 foram realizados os concursos públicos para regularização
da situação trabalhista dos docentes e demais servidores. Até então, a Universidade
era subordinada administrativa a uma fundação estatal - Fundação Estadual do
Norte Fluminense (FENORTE). A conquista da autonomia administrativa, marco
histórico da jovem universidade, veio após intensa luta política de professores,
estudantes e servidores técnico-administrativos, com apoio da comunidade campista
e setores importantes da imprensa, especialmente durante os anos de 1999 a 2001.
“Se a criação da UENF nascera de um movimento épico da sociedade
campista, confluindo-se com os mais legítimos anseios da comunidade científica
brasileira, a conquista de sua autonomia administrativa e patrimonial seria fruto de
uma campanha heróica da própria comunidade acadêmica, de braços dados com a
sociedade regional”.
Em 23 de outubro de 2001, através da Lei complementar n.° 99, sancionada
pelo governador Anthony Garotinho, a Universidade conquista sua autonomia
administrativa, separando-se da antiga mantenedora e incorpora o nome do seu
fundador, passando a se chamar Universidade Estadual do Norte Fluminense Darcy
Ribeiro, conforme previsto em Lei n.º 2.786, de 15 de setembro de 1997. A partir do
reconhecimento de sua autonomia administrativa, a UENF iniciou movimento
vigoroso de aproximação com a sociedade regional, incluindo as prefeituras, as
agências de desenvolvimento, as instituições de ensino superior e as entidades da
sociedade organizada.
A UENF foi a primeira universidade brasileira que todos os professores têm
doutorado. A ênfase na pesquisa e na pós-graduação, sem paralelo na história da
universidade brasileira, fez da UENF uma universidade para formar cientistas. Por
ter obtido o maior percentual de ex-alunos participantes da Iniciação Científica
ingressando em cursos de mestrado e doutorado, a UENF ganhou, em 2003, o
Prêmio Destaque do Ano na Iniciação Científica, conferido pelo CNPq (Conselho
Nacional de Desenvolvimento Científico e Tecnológico).
Em 2008, a UENF foi reconhecida pelo MEC como uma das 15 melhores
universidades brasileiras, ficando em 12.º lugar no ranking nacional baseado no IGC
(Índice Geral de Cursos da Instituição). O IGC compila num único índice uma série
de parâmetros de qualidade da totalidade dos cursos de graduação e pós-graduação
de cada instituição. Também, em 2008, a UENF recebeu o Prêmio Nacional de
Educação em Direitos Humanos, categoria Extensão Universitária, concedido pela
Organização dos Estados Ibero-americanos para a Educação, a Ciência e a Cultura
(OEI) em parceria com o Ministério da Educação (MEC) e a Secretaria Especial de
Direitos Humanos da Presidência da República (SEDH).
A UENF foi também uma das instituições públicas pioneiras na oferta de
cursos de graduação à distância no Brasil. Pela Fundação CECIERJ/Consórcio
CEDERJ (Fundação Centro de Ciências e Educação Superior a Distância do Estado
do Rio de Janeiro), a UENF foi responsável, no início de 2002, pelo primeiro curso
de graduação (licenciatura) em Ciências Biológicas a distância implantado no país.
Em 2009, a universidade completou 16 anos de existência, diplomando mais de dois
mil alunos de graduação e titulando quase mil pós-graduandos, mestres e doutores,
transformando-se num centro de referência nacional e internacional de ensino,
pesquisa e tecnologia. Até novembro de 2009, 947 teses e dissertações foram
defendidas e os Programas de Pós-Graduação registraram freqüência de 1013
alunos (752 regulares e 195 especiais) desenvolvendo pesquisas, nas mais variadas
áreas do saber. O número total de alunos matriculados na graduação (50% em
cursos presenciais e 50% em cursos à distância) chegou a próximo de 4.000, dos
quais aproximadamente 75% são originários das regiões Norte e Noroeste
Fluminense.
Atualmente, a UENF oferece 17 cursos de graduação, sendo 15 presenciais e
02
à
distância
(ministrados
em
parceria
com
o
Consórcio
CEDERJ
-
http://www.cederj.edu.br/) e está presente em oito municípios do Estado do Rio de
Janeiro, oferecendo cerca de 1.000 vagas anuais. O quadro de docentes
permanentes da UENF é composto por cerca de 300 professores doutores, além de
569 técnicos-administrativos.
Novos cursos, já aprovados pelo Conselho Universitário (Consuni), estão
sendo criados: Engenharia de Alimentos, Farmácia e Administração (com ênfase em
administração pública), e deverão ser iniciados nos próximos anos. Dos 17 cursos
de graduação atualmente oferecidos pela UENF, dez são de bacharelado
(Agronomia, Ciências da Educação, Ciências Biológicas, Ciências Sociais,
Engenharia Civil, Engenharia Metalúrgica, Engenharia de Produção, Engenharia de
Exploração e Produção de Petróleo, Medicina Veterinária e Zootecnia) e seis são
licenciaturas (Biologia, Biologia a Distância, Física, Matemática e Química e Química
a Distância). Na UENF existem 13 programas de pós-graduação recomendados pela
CAPES. Destes, 10 programas incluem os níveis de mestrado e doutorado: Ecologia
e Recursos Naturais (Ms e DS), Biociências e Biotecnologia (Ms e DS), Ciências de
Engenharia (Ms), Cognição e Linguagem (Ms), Políticas Sociais (Ms), Ciências
Naturais (Ms), Engenharia Civil (Ms), Engenharia de Reservatório e de Exploração
(Ms), Engenharia e Ciências dos Materiais (Ms e DS), Ciência Animal (Ms e DS),
Produção Vegetal (Ms e DS) e Genética e Melhoramento de Plantas (Ms e DS).
Fonte: site da UENF <http://www.uenf.br>
DA UNIVERSIDADE E SEUS FINS
De acordo com o Estatuto da Universidade, aprovado pelo Conselho
Universitário em 29 de novembro de 2001 e Publicado no Diário Oficial do Estado do
Rio de Janeiro em 19 de fevereiro de 2002:
Art. 1º- A Universidade Estadual do Norte Fluminense Darcy Ribeiro – UENF, com
sede e foro na Cidade de Campos dos Goytacazes e unidades instaladas em outros
Municípios do Estado do Rio de Janeiro, organizada como Fundação Pública nos
termos da Lei nº 3.685 de 3 de outubro de 2001, é uma instituição estadual de
educação superior caracterizada pela indissociabilidade das atividades de ensino,
pesquisa e extensão.
Art. 2º- A UENF com autonomia patrimonial, financeira, administrativa, didáticocientífica e disciplinar, na forma do disposto no Artigo 207 da Constituição Federal e
nos artigos 53 e 54 da Lei Federal nº 9394 de 20 de dezembro de 1996, rege-se
pelo presente Estatuto, pelo Regimento Geral e demais normas aplicáveis nos
termos da legislação vigente.
CAPÍTULO I
DOS OBJETIVOS E FUNÇÕES
Art. 3º- A UENF, através de sistema indissociável do ensino, da pesquisa e da
extensão, tem por objetivos buscar, gerar e difundir conhecimentos em todos os
campos do saber fundamental e aplicado, incumbindo-se de:
I - realizar pesquisas e estimular atividades criadoras nas ciências, nas letras e nas
artes;
II - ministrar ensino em níveis de graduação e pós-graduação, formando
profissionais e especialistas;
III - estender o ensino e a pesquisa à comunidade mediante metodologias de
transferência de conhecimentos e tecnologias e prestação de serviços especiais.
CÂMARAS
Art. 17º - As Câmaras são órgãos normativos e deliberativos nas áreas específicas
em que a administração acadêmica acha-se subdividida na UENF.
Câmara de Graduação é constituída dos seguintes membros:
I - O Pro -Reitor de Graduação, como seu presidente;
II - 02 (dois) Professores de cada Centro;
III - 01 (um) representante do corpo discente;
CAPÍTULO II
DA
ADMINISTRAÇÃO
DOS
CENTROS,
DOS
LABORATÓRIOS
E
DAS
COORDENAÇÕES DE CURSO
SEÇÃO I DOS CENTROS
Art.30º- Os Centros são os órgãos que administram o exercício simultâneo de
atividades de ensino, pesquisa e extensão, em uma ou mais áreas do
conhecimento, respeitadas as normas legais e as resoluções dos órgãos
competentes.
Art. 31º - A Universidade é constituída dos seguintes Centros.
I - Centro de Ciência e Tecnologia
II - Centro de Biociências e Biotecnologia
III - Centro de Ciências e Tecnologias Agropecuárias
IV - Centro de Ciências do Homem
Art. 32º - A administração do Centro é da competência do Diretor e de seu
respectivo Conselho.
Art. 33º - O Conselho de Centro é constituído dos seguintes membros:
I - Diretor do Centro, como seu presidente;
II - Chefes de Laboratório;
III - 01 (um) representante dos Coordenadores dos Cursos de Graduação e 01
(um) representante dos Coordenadores dos Programas de Pós- Graduação;
O CENTRO DE BIOCIÊNCIAS E BIOTECNOLOGIA
O Centro de Biociências e Biotecnologia (CBB) dispõe de 55 professores e 64
técnicos de nível superior, médio e fundamental. O centro possui seis laboratórios:
Laboratório de Biologia Celular e Tecidual (LBCT); Laboratório de Biologia do
Reconhecer (LBR); Laboratório de Biotecnologia (LBT); Laboratório de Ciências
Ambientais (LCA); Laboratório de Fisiologia e Bioquímica de Microorganismos
(LFBM); Laboratório de Química e Função de Proteínas e Peptídeos (LQFPP). É no
Centro de Biociências e Biotecnologia que está lotado o curso de Licenciatura em
Ciências Biológicas.
HISTÓRICO DO CURSO DE LICENCIATURA EM CIÊNCIAS BIOLÓGICAS
O Curso iniciou suas atividades no segundo semestre do ano de 1999, com o
nome de Licenciatura em Biologia, tendo sido credenciado pelo MEC em 24/02/2006
(Portaria CEE nº 232/06, D.O. de 06/03/2006).
O Curso, oferecido pelo Centro de Biociências e Biotecnologia, tem como
objetivo a formação de professores de Ciências para o ensino fundamental e de
Biologia para o ensino médio.
No ano de 2009 por aprovação em reuniões do Colegiado do Curso (Ata nº
40- em anexo) e do Conselho de Centro (Ata nº 10/2009 - em anexo) e Câmara de
Graduação (Ata nº 171º) o curso passou a se chamar Licenciatura em Ciências
Biológicas por entender que essa denominação expressa de forma mais
consistente a proposta do curso.
A Matriz Curricular é formada pelas disciplinas de fundamentação
pedagógica; pelas que compõem as práticas curriculares promovendo a articulação
entre a biologia e o ensino (disciplinas de Instrumentação para o ensino... - sendo
que cada área da biologia possui uma instrumentação correlata); pelo estágio
supervisionado (capacitando os futuros profissionais da Educação); pelas atividades
acadêmico-científico-culturais, além das disciplinas específicas da área biológica. O
núcleo de conhecimentos específicos envolvendo as diferentes áreas da biologia,
comuns a modalidade Bacharelado, tais como genética, bioquímica, zoologia,
botânica, fisiologia, ecologia, biologia molecular está vinculado ao Centro de
Biociências e Biotecnologia. Outras disciplinas básicas para a formação do professor
de Ciências, tais como Física, Química e Informática envolvem a colaboração do
Centro de Ciências e Tecnologia. A formação pedagógica é coordenada pelo Centro
de Ciências do Homem nas disciplinas específicas como Didática, Psicologia,
Fundamentos da Educação, Estrutura e Funcionamento do Sistema de Ensino,
Ciência e Sociedade. Os alunos vinculados ao Curso de Licenciatura possuem
acesso as informações do Centro de Biociências e Biotecnologia que é voltado para
as mais diferentes áreas de pesquisa básica e aplicada, sendo desta forma um local
de
constante
criação
e
transmissão
do
conhecimento. Além do
Estágio
Supervisionado obrigatório para a formação do professor, os alunos são orientados
no desenvolvimento de projetos de pesquisa, nas diferentes áreas do conhecimento,
principalmente de pesquisa em ensino de ciências. Tal proposta prevê a elaboração
de material didático, conteúdos e aplicação de metodologias de ensino inovadoras e
eficientes.
A proposta de formação de professores oferecida pelo Curso de Licenciatura
em Ciências Biológicas tem como principal objetivo o alto nível do conhecimento
adquirido, possibilitando a melhoria na qualidade do ensino que estará sob as
responsabilidades desses professores.
O Curso já formou 182 Licenciados em Biologia, até o 2º semestre de 2008,
mantendo uma média de aproximadamente 30 novos profissionais formados a cada
ano, desde 2003 (ano da primeira turma de formandos).
O Curso funciona no período noturno, com duração de 08 (oito) semestres
letivos, com ingresso realizado através de processo seletivo anual, sendo oferecidas
40 (quarenta) vagas anuais, totalizando hoje 110 alunos matriculados.
ESTRUTURA ADMINISTRATIVA DO CURSO E QUADRO DOCENTE
O curso de Licenciatura em Ciências Biológicas conta com a infraestrutura do
Centro de Biociências e Biotecnologia e demais dependências da UENF. O CBB
possui cerca de 53 professores doutores, engajados em seis laboratórios.
Coordenação do Curso de Licenciatura em Ciências Biológicas
Dra. Antonia Elenir Amâncio Oliveira (Coordenadora)- início 03/2009
Ligia Cristina Palácio Leite (Bióloga- Técnica em Biotecnologia)
Kátia Maria Manhães Seabra (Secretária Tecnico- adminstrativo)
QUADRO DOCENTE DIVIDIDO POR LABORATÓRIO
Laboratório de Biologia Celular e Tecidual - LBCT
Dr. Arnoldo Rocha Façanha
Dr. Arthur Giraldi Guimarães
Dra. Claudete Santa Catarina
Dr. Cláudio Andrés Retamal Martinez
Dr. Clóvis de Paula Santos
Dr. Edésio José Tenório de Melo
Dr. Fábio Lopes Olivares
Dr. Flávio Costa Miguens
Dra.Maria Luisa Lopes Alvarez
Dra.Maura da Cunha
Dra.Nadir Francisca Sant’Anna
Dr. Renato Augusto DaMatta (Chefe do laboratório)
Laboratório de Biologia do Reconhecer - LBR
Dr. Andréa Cristina Veto Arnholdt (Chefe do laboratório)
Dra. Elena Lassounskaia
Dr. Jorge Hudson Petretski
Dra. Lílian Maria Garcia Bahia de Oliveira
Dr. Milton Masahiko Kanashiro
Laboratório de Biotecnologia - LBT
Dra. Ana Beatriz Garcia
Dra. Denise Saraiva Dagnino
Dr. Enrique Medina-Acosta
Dr. Francisco José Alves Lemos
Dr. Gonçalo Apolinário de Souza Filho
Dra. Marília Amorim Berbert de Molina (Chefe do laboratório)
Dra. Tânia Jacinto Freitas da Silva
Dr. Vanildo Silveira
Dr. Victor Martins Quintana Flores
Laboratório de Ciências Ambientais - LCA
Dr. Álvaro Ramon Coelho Ovalle
Dra. Ana Paula Madeira Di Beneditto
Dra. Ângela Pierre Vitória
Dr. Carlos Eduardo de Rezende (Chefe do laboratório)
Dr. Carlos Eduardo Veiga de Carvalho
Dr. Carlos Ramon Ruiz-Miranda
Dra. Cristina Maria Magalhães de Souza
Dra. Dora Maria Villela José
Dra. Glauca Torres Aragon
Dra. Illana Rosental Zalmon
Dr. Marcelo Trindade Nascimento
Dra. Maria Cristina Gaglianone
Dra. Marina Satika Suzuki
Dr. Paulo Pedrosa Andrade
Dr. Ronaldo Novelli
Laboratório de Fisiologia e Bioquímica de Microrganismos - LFBM
Dra. Ana Okorokova
Dr. João Carlos Aquino Almeida
Dr. Júlio César Ferreira
Dr. Lev Alexandrovitch Okorokov
Dra. Valdirene Moreira (Chefe do Laboratório)
Laboratório de Química e Função de Peptídeos e Proteínas - LQFPP
Dra. Antonia Elenir Amâncio Oliveira (Coordenadora do Curso)
Dr. Carlos Jorge Logullo
Dr. Elias Walter Alves
Dr. Jorge Hernandez Fernandez
Dra. Kátia Valevski Sales Fernandes
Dra. Marilvia Dansa de Alencar Petretski
Dra. Olga Lima Tavares Machado (Chefe do Laboratório)
Todos os Laboratórios estão envolvidos no Curso de Licenciatura em
Ciências Biológicas, nas disciplinas de conteúdo específico, nas disciplinas de
Instrumentação para o Ensino e nas orientações dos Projetos de Monografia. As
disciplinas de Instrumentação para o Ensino e Projeto de Monografia, que
apresentam perfil misto, podem ser desenvolvidas em parcerias entre os
professores das áreas de concentração específica (CBB, podendo haver a
participação de um ou mais professores, dependendo do conteúdo a ser trabalhado)
e professores colaboradores que possuem grande experiência na área de Ensino de
Ciências e Prática de Ensino, de outros centros ou até outras instituições.
As
disciplinas
de
Estágio
Supervisionado,
Monografia
e
Atividades
Acadêmico-Científico-Culturais podem ficar sob a coordenação do Coordenador do
Curso, podem ser desenvolvidas em parcerias com outros professores das áreas de
concentração específica do CBB, podendo também haver a participação de um ou
mais professores colaboradores de outros centros ou de outras instituições.
As disciplinas de formação geral como Física e Química estão sob a
responsabilidade do Centro de Ciências e Tecnologias (CCT - UENF). A disciplina
Bioestatística está sob a responsabilidade do Centro de Ciências e Tecnologias
Agropecuárias (CCTA-UENF). As disciplinas de formação pedagógica tais como
Ciência e Sociedade, Fundamentos da Educação, Didática, Psicologia da Educação
e Estrutura e Funcionamento do Sistema de Ensino, estão sob a responsabilidade
do Centro de Ciências do Homem (CCH - UENF).
OBJETIVOS DO CURSO
O curso de Licenciatura em Ciências Biológicas da Universidade Estadual do
Norte Fluminense Darcy Ribeiro tem como objetivo a formação de professores em
nível superior para atuação na Educação Básica, especificamente na área de
Ciências, nos últimos anos do Ensino Fundamental e Biologia no Ensino Médio.
A criação do Curso teve como objetivo principal suprir a carência regional de
professores qualificados para atuar na Educação Básica, bem como para atender à
Lei de Diretrizes e Bases da Educação Nacional (LDBEN 9394, de 20 de dezembro
de 1996) que determinou o período que se findou em 2006, como a década da
educação, tendo como uma das suas metas a formação, em nível superior, de todos
os profissionais de educação. A nova Lei promoveu mudanças no sistema de ensino
com a criação dos Parâmetros Curriculares Nacionais para o Ensino Fundamental e
Médio, determinando como educação básica do cidadão, a soma dos dois ciclos e
desfazendo o antigo sistema de primeiro e segundo graus. Além disso, determinou
a criação de uma comissão responsável pela posterior elaboração das Diretrizes
para Formação de Professores em Cursos de Nível Superior, que teve como
principal objetivo a elaboração do documento norteador das regulamentações para
as instituições de ensino superior que visam a formação de profissionais da
educação.
A proposta pedagógica do curso de Licenciatura em Ciências Biológicas,
oferecido pela UENF, segue os princípios norteadores determinados nas "Diretrizes
Curriculares Nacionais para a Formação de Professores da Educação, em nível
superior, curso de Licenciatura de graduação plena" (documento aprovado pelo
Conselho Pleno CNE/CP 009/2001 em 08/05/2001).
O curso possui integralidade própria caracterizada pela Coordenação do
Curso, por Colegiado próprio, e representatividade no Conselho de Centro e na
Câmara de Graduação. Esta característica define o perfil pedagógico do curso,
desvinculado do bacharelado e rompendo o antigo modelo de formação 3 + 1, onde
os três primeiros anos visavam à formação do Biólogo e o último ano visava sua
formação pedagógica.
O Colegiado do Curso é composto pelo Coordenador, por um professor
representante de cada um dos seis laboratório e por um representante discente,
possuindo então 8 membros. As funções do Colegiado seguem o estipulado pela
Resolução Nº 007/2000 da Câmara de Graduação.
PERFIL DO EGRESSO
O Curso de Licenciatura em Ciências Biológicas tem como objetivo o
compromisso na formação de profissionais com as seguintes características.
• Pleno domínio dos conteúdos biológicos básicos que estão presentes no currículo
de ensino fundamental e médio, além de atualização constante sobre as mais
recentes pesquisas nas diferentes áreas da biologia. Deverá também estar apto a
ministrar conteúdos básicos das áreas de física, química e geociências nas séries
do ensino fundamental;
• Pleno domínio da produção de conhecimento no campo pedagógico seja da
educação de forma ampla, seja do ensino de ciências/biologia, capacitando-o a:
i) Realizar de forma competente os processos de transposição do conhecimento
científico para o contexto de ensino;
ii) Atuar de forma reflexiva, crítica e informada como profissional da educação.
MATRIZ CURRICULAR DO CURSO
A proposta curricular montada para o curso de Licenciatura em Ciências
Biológicas, apresentada a seguir, visa atender as Diretrizes do Conselho Nacional
de Educação, para uma melhor preparação do Professor de Biologia e de Ciências,
para o ensino fundamental e médio. A proposta incorpora horas de disciplinas
específicas das áreas de ciências e biologia, disciplinas pedagógicas que visam
embasar e preparar o futuro profissional para o exercício do magistério, bem como
carga horária de Prática Curricular onde o discente é preparado para o
desenvolvimento e para o treinamento de habilidades pedagógicas para o ensino de
Ciências e Biologia, nominada de instrumentações para o ensino.
O Curso tem em sua totalidade 3.026 horas, dentre as quais destaca-se 408
horas de estágio supervisionado e disciplinas dedicadas a prática como componente
curricular. O curso tem carga horária integralizada em 4 (quatro) anos letivos
divididos em 8 semestres. O controle da integralização curricular é feito pelo sistema
de créditos, correspondendo um crédito a 17 (dezessete) horas de atividades
teóricas ou a 34 (trinta e quatro) horas de atividades práticas ou a 68 (sessenta e
oito) horas de atividades curriculares suplementares (extracurricular).
As disciplinas, com as ementas detalhadas no anexo 2, estão incluídas em 5
grandes áreas do conhecimento, a saber:
♦ Disciplinas específicas da área de ciências (biológica; física; química)
♦ Disciplinas de fundamentação pedagógica:
♦ Disciplinas de instrumentação para o ensino;
♦ Estágio supervisionado;
♦ Monografia de final de curso.
MATRIZ CURRICULAR
Obs. T: aulas teóricas; P: aulas práticas; EC: extra curricular
Código
LEL04101
QUI01102
LCA02101
LBR02102
CCH04101
LEL04106
Código
LEL04107
QFP02201
BCT02101
LCA02202
LEL04105
Código
BCT02202
QFP02102
LCA02105
CBB02202
1.º Período
Disciplinas
Carga
horária
semanal
Português Instrumental I
4
Química Geral I
3
Dinâmica da Terra
3
Introdução à Informática
2
Ciência e Sociedade
2
Fundamentos
da
3
Educação
Total
17
Disciplinas
Estrutura
e
Funcionamento
do
Sistema de Ensino
Bioquímica Geral
Biologia Celular I
Zoologia
dos
Invertebrados I
Psicologia da Educação
Total
Disciplinas
Biologia Celular II
Bioquímica II
Zoologia
dos
Invertebrados II
Biologia dos Vegetais
Carga
horária
semestral
68P
51T
17T34P
34P
34T
51T
Créditos
153T136P
13
Carga
horária
semestral
51T
Créditos
4
4
4
34T34P
34T34P
34T34P
3
3
3
3
18
51T
204T102P
3
15
Carga
horária
semestral
34T34P
34T34P
34T34P
Créditos
34T34P
3
2.º Período
Carga
horária
semanal
3
Prérequisito
Prérequisito
3.º Período
Carga
Préhorária
requisito
semanal
4
BCT02101
4
QFP02201
4
4
2
3
2
1
2
3
3
3
3
3
LEL04108
Código
LBT02203
LCA02206
LBT02101
LCA02104
CBB42301
EAG03114
Código
BCT02204
LCA02108
LCA02103
FIS01152
CBB42415
CBB42311
Inferiores
Didática
Total
3
19
4.º Período
Carga
horária
semanal
Biologia Molecular
4
Zoologia dos Vertebrados
4
Genética Básica
2
Biologia dos Vegetais
4
Superiores
Instrumentação para o
2
Ensino em Bioquímica e
Biologia Celular
Disciplinas
Bioestatística
Total
BCT02206
BCT02110
QFP02201
QFP02102
BCT02101
BCT02202
3
19
5.º Período
Carga
horária
semanal
Anatomia Vegetal
3
Biologia Evolutiva
4
Ecologia Geral
4
Física para professores
3
de Ciências
Instrumentação para o
2
Ensino de Ciências
Estágio Supervisionado I
4
Disciplinas
Total
Código
Prérequisito
Prérequisito
LEL04106
LEL04107
20
Disciplinas
6.º Período
Carga
horária
semanal
4
de
2
LBR02101
CBB02103
CBB42412
Biologia Tecidual
Embriologia Geral
Vertebrados
Imunobiologia Geral
Fisiologia Vegetal
Estágio Supervisionado II
3
4
6
CBB42403
Instrumentação
2
para
o
Prérequisito
BCT02202
LEL04105
LEL04108
CBB42311
LBT02101
51T
187T136P
3
15
Carga
horária
semestral
34T34P
34T34P
34T
34T34P
Créditos
34P
1
51T
187T136P
3
15
Carga
horária
semestral
17T34P
68T
34T34P
51T
Créditos
34P
1
68P
2
170T170P
15
Carga
horária
semestral
34T34P
34T
Créditos
51T
34T34P
102P
3
3
3
34P
1
3
3
2
3
2
4
3
3
3
2
Ensino de Genética
Total
Código
CBB42404
FBM02201
BCT02109
BCT02205
CBB42308
CBB42310
Código
CBB42307
CBB42405
21
153T204P
15
Carga
horária
semestral
34P
Créditos
34T34P
34T
34T34P
3
2
3
CBB42412
102P
102P
102T 306P
3
3
16
Prérequisito
Carga
horária
semestral
Créditos
34P
34P
1
1
136P
4
204P
204EC
6
3
4
34T 34P
3
38
442P 34T
204EC
16
7.º Período
Disciplinas
Carga
horária
semanal
Instrumentação p/o ensino
2
de Zoologia
Microbiologia
4
Parasitologia Geral
2
Anatomia
e
Fisiologia
4
Humana
Estágio Supervisionado III
6
Projeto de Monografia I
6
Total
26
8.º Período
Carga
horária
semanal
Instrumentação para
o
ensino em Corpo Humano
e Programa de Saúde
2
Instrumentação para
o
2
Ensino de Biologia Vegetal
Disciplinas
CBB42409
Estágio Supervisionado IV
CBB42411
Projeto de Monografia II
CBB42414
Atividades
AcadêmicoCientífico-Culturais
Língua Brasileira de Sinais
LIBRAS:
inclusão
educacional da pessoa
surda ou com deficiência
auditiva
Total
LEL04410
LBT02203
8
12
12
Prérequisito
CBB02202
LCA02104
BCT02204
CBB02103
CBB42308
CBB42310
1
As disciplinas de conteúdo específico estão distribuídas ao longo de oito
períodos (tempo mínimo de integralização curricular), em paralelo com as disciplinas
de fundamentação pedagógica - Ciências e Sociedade, Fundamentos da Educação,
Psicologia da Educação, Didática e Estrutura e Funcionamento do Sistema de
Ensino - que são oferecidas a partir do primeiro período e compõem o eixo
articulador dos conhecimentos a serem ensinados e dos conhecimentos filosóficos
educacionais e pedagógicos que fundamentam a ação educativa.
No quarto período, inicia-se um conjunto de disciplinas denominado
Instrumentação para o Ensino (sendo que cada área da biologia possui uma
Instrumentação correlata), totalizando seis disciplinas. Essas disciplinas que
compõem a prática curricular do curso se iniciam a partir do quarto semestre,
período esse onde o aluno já domina os conteúdos básicos de ciências e biologia,
podendo desta forma ter melhor aproveitamento e aprendizagem desses conteúdos.
O grande desafio da proposta consiste na integração dos conteúdos específicos e
pedagógicos e a transposição didática que está sendo trabalhada conforme descrito
a seguir:
As disciplinas INSTRUMENTAÇÃO PARA O ENSINO têm o papel de
promover a articulação entre os conteúdos biológicos e os conteúdos pedagógicos,
necessários para a formação do futuro professor de biologia. Nelas, se realiza a
análise crítica dos processos de ensino-aprendizagem, a partir do estudo dos
recursos, estratégias e materiais didáticos aplicados ao ensino e à divulgação da
biologia. Incluem-se também os espaços não formais de educação e do
desenvolvimento de experiências que estimulem a elaboração de materiais e de
planos de atividades pelos alunos, aprofundando desta forma, os conhecimentos
nos campos específicos da biologia e do ensino. Tem assim, por finalidade, refletir
sobre o processo de transposição do conhecimento científico biológico para o
ensino, entendendo este último, também como campo produtor de conhecimento.
No entanto, essas disciplinas não devem centralizar suas atividades nas dimensões
técnicas
do
processo
de
ensino-aprendizagem,
mas
entendê-lo
na
sua
multidimensionalidade. Assim, as discussões sobre as dimensões humanas e
políticas da formação de professores também deve ser garantida através destas
disciplinas.
Para além dos conceitos biológicos, que serão trabalhados nestas disciplinas,
alguns temas constam do programa das INSTRUMENTAÇÕES para que a sua
finalidade seja cumprida. Os temas estão divididos em dois grupos, a saber:
GRUPO 1- Temas relacionados à prática pedagógica da área
I. Proximidades e distâncias entre a Linguagem Científica e a Linguagem do Ensino
e da divulgação.
II. Análise de materiais didáticos: livros didáticos e paradidáticos, kits de ciências,
revistas de divulgação científica, etc.
III. Modalidades de Ensino - análise crítica, desenvolvimento e avaliação de
atividades:
• Aulas expositivas;
• Dinâmicas de grupo;
• Demonstrações;
• Aulas práticas;
• Excursões;
• Estudo de campo;
• Simulações e Jogos;
• Exposições;
• Produção de softwares, audiovisuais, kits, etc.
• Projetos
IV. Recursos Tecnológicos no Ensino - a mediação na relação professor-alunosaber:
• Computador, vídeo e outros recursos audiovisuais; ciências e biologia;
• O laboratório no ensino de biologia.
A imagem no ensino de
V. Diálogo (e ausência de) na relação Professor-Aluno
VI. O papel político-social do professor na sociedade contemporânea e no contexto
brasileiro.
GRUPO 2 - Aspectos abordados durante o desenvolvimento dos conteúdos
biológicos
I. Histórico dos conceitos biológicos;
II. Conceitos estruturais do conhecimento biológico;
III. Implicações políticas, sociais, econômicas e ambientais dos conhecimentos
biológicos;
IV. Discussão sobre o papel político-social do biólogo na sociedade contemporânea
e no contexto brasileiro.
DISCIPLINA DE LINGUA BRASILEIRA DE SINAIS- LIBRAS
No oitavo período do curso de Licenciatura em Ciências Biológicas temos a
disciplina de Língua Brasileira de Sinais-LIBRAS com carga horária de 68 horas
sendo 34 horas de aulas práticas e 34 h de aulas teóricas. Nessa disciplina são
abordados os conceitos iniciais básicos sobre deficiência auditiva (surdez) e o
indivíduo surdo: identidade, cultura e educação.
Essa disciplina foi introduzida no curso para atender o DECRETO Nº 5.626,
DE 22 DE DEZEMBRO DE 2005 que Regulamenta a Lei n 10.436, de 24 de abril de
2002, que dispõe sobre a Língua Brasileira de Sinais - Libras, e o art. 18 da Lei
nº.10.098, de 19 de dezembro de 2000.
ESTÁGIO SUPERVISIONADO
De acordo com as Diretrizes Curriculares Nacionais para a Formação de
Professores - Art 13 § 3º O estágio curricular supervisionado, definido por lei, a ser
realizado em escola de educação básica, e respeitado o regime de colaboração
entre os sistemas de ensino, deve ser desenvolvido a partir do início da segunda
metade do curso e ser avaliado conjuntamente pela escola formadora e a escola
campo de estágio.
Desta forma o estágio supervisionado do curso de Licenciatura em Ciências
Biológicas inicia-se no quinto período, totalizando 408 horas ao final do 8º período.
As atividades envolvem os três momentos pedagógicos: observação, coparticipação e intervenção e estão descritas a seguir.
1a Fase - A escola em sua totalidade - projeto pedagógico (teoria e prática) duração: um semestre letivo, total de 68 horas.
Esta etapa deve possuir caráter teórico/prático, isto é, a observação do
contexto escolar deve ser analisada tendo também a literatura especializada como
suporte.
Os seguintes aspectos devem ser incluídos na observação:
I. Histórico, filosofia e regimento da escola;
II. Estrutura organizacional - descrição e análise dos diversos serviços oferecidos
pela escola, complementada por apresentação gráfica ou organograma;
III. Estrutura administrativa:
a. Recursos
humanos:
Caracterização
dos
integrantes
do
corpo
técnico
administrativo (componentes funções e formação);Caracterização dos professores
(número por disciplina e formação profissional); Caracterização geral dos alunos
(número de alunos por turno, série e curso; procedência; índice de evasão e
repetência; nível sócio económico); Caracterização dos
funcionários
auxiliares
(atividades desenvolvidas, escolaridade e número).
b. Recursos Financeiros e Gestão: Fontes mantenedoras (municipal, estadual,
federal, outras); Estrutura de Apoio Pedagógico; Serviços de orientação pedagógica
e educacional (histórico dos serviços, tempo de funcionamento, integrantes da
equipe, linhas de ação)
IV.
Aspectos físicos e funcionais: Edificação do prédio: construído para fim
escolar ou adaptado; Condições de conservação e limpeza; Adequações das
instalações ao número de alunos; Disponibilidade de salas para todos os serviços
oferecidos;
Quadras
esportivas;
Pátio;
Laboratórios;
Biblioteca;
Salas
de
informática/número de computadores por aluno; Sala de vídeo;
V.
Serviços/recursos tecnológicos e material de apoio ao trabalho pedagógico:
Serviços de computação; Serviços de reprodução (xerox); Televisão e vídeo; Papel;
Giz; Material de laboratório; Mapas.
VI.
Ações de integração escola/comunidade: Conselho de pais; Convênios com
empresas; Representantes da comunidade na escola; Participação em projetos de
bairro;
VII.
Serviços de apoio aos alunos: serviços de saúde (médico, odontológico,
psicológico); serviço de apoio ao aluno carente;
VIII.
Planejamento anual: geral e específico dos diversos serviços
IX.
Implementação de ações que promovam ACESSIBILIDADE
2a Fase - O trabalho com a turma - Esta fase terá duração de dois semestres letivos
(204 horas) e será dividida em três momentos.
I. Momento de aprofundamento das observações realizadas na 1a Fase - Nesta
etapa as observações em relação às turmas de ensino fundamental e médio, ou
seja, o perfil das mesmas deve ser aprofundado. Gráficos comparativos de
rendimento nas diversas disciplinas, dentre outros, devem ser levantados.
Os alunos terão também a oportunidade de se familiarizar com os planos de
curso e a aula dos professores; observar as estratégias de ensino adotadas pelo
professor e as reações dos estudantes às mesmas; observar os critérios de
avaliação adotados, bem como o relacionamento dos alunos entre si e com o
professor.
Devem identificar aqueles alunos que apresentam dificuldades especiais na
disciplina, e juntamente com os professores, proporem estratégias que facilitem a
aprendizagem dos mesmos.
De acordo com as necessidades e possibilidades constatadas na escola, e
em consonância com as experiências dos alunos, serão desenvolvidas as atividades
propostas nas disciplinas de Instrumentação para o Ensino e desenvolvidas na
Oficina de Criação para o Ensino de Ciências.
Os alunos devem ainda participar como observadores das reuniões
pedagógicas de suas respectivas áreas, do conselho de classe da turma, e das
reuniões com os pais realizadas pela escola.
II. Momento de planejamento ou de reformulação de uma proposta de curso - Nesta
fase o estagiário deve elaborar plano de curso da disciplina, para os níveis de ensino
em que vai atuar. Deve também confeccionar material para sua execução e/ou que
possa auxiliar futuramente no desempenho da profissão;
III. Momento de execução parcial do planejamento - Espera-se nesta etapa a
execução de uma unidade de planejamentos elaborados para um dos níveis de
ensino. Os alunos devem também receber dos colegas e professores o retorno da
sua atuação, o que poderá conduzir a reformulação de suas condutas na direção de
classe.
3a Fase - Continuidade de execução do planejamento e avaliação final do estágioEsta fase terá duração de um semestre (136 horas) e os alunos darão continuidade
à execução do planejamento elaborado, desta vez trabalhando num nível de ensino
diferente ao anterior. A avaliação final do estágio constará de duas partes.
I. Na própria escola - os alunos deverão elaborar um documento final descrevendo as
atividades desenvolvidas, e apresentando as observações significativas do estágio,
que deverão ser discutidas num encontro com a direção e professores da escola. A
escola também deverá fazer uma avaliação do trabalho dos estagiários. A
experiência também deverá ser divulgada entre os futuros estagiários da UENF,
para que possam dar continuidade ao mesmo;
II. Realização de um fórum com a presença de todos os estagiários concludentes,
para discussão de temas ligados ao Ensino de Biologia
Durante todo o período do estágio, os alunos participarão de reuniões
mensais na UENF com o professor/coordenador do ESTÁGIO SUPERVISIONADO.
Nesta ocasião serão trocadas experiências, apresentadas as dúvidas que possam
surgir e o resultado dos trabalhos. Os professores da UENF estarão em contato
permanente com as Escolas a fim de avaliar o desempenho dos alunos.
As colaborações entre as Escolas envolvidas e a UENF estão sob a
responsabilidade da Pró-Reitoria de Graduação e da Pró-Reitoria de Extensão.
ATIVIDADES ACADÊMICO-CIENTÍFICO-CULTURAIS
A introdução das atividades acadêmico-científico-culturais na grade curricular
do curso de Licenciatura em Ciências Biológicas tem por finalidade proporcionar o
enriquecimento curricular, favorecendo a formação mais ampla do professor, seu
conhecimento da realidade dos vários grupos sociais, seus saberes e manifestações
culturais. Estas atividades estão previstas nas resoluções do Conselho Nacional de
Educação (Resolução CNE/CP 2/2002 e Resolução CNE/CES 2/2007).
Os alunos serão estimulados e incentivados à organização e à participação
em eventos, seminários, encontros e congressos científicos, jornadas, exposições,
feiras de cultura, feiras de ciências, etc.
Para integralização da estrutura curricular do curso de graduação, em
conformidade com a legislação educacional, os acadêmicos deverão apresentar a
comprovação das horas de participação e/ou organização nessas atividades
acadêmico-científico-culturais.
As Atividades Acadêmico-Científico-Culturais integram obrigatoriamente o
currículo do curso e constituem-se como requisito indispensável para a colação de
grau, sendo parte do aprofundamento da formação acadêmica. Desta forma, caso o
acadêmico não cumpra com a carga horária obrigatória das AACC, ficará
impossibilitado de participar da colação de grau, devendo cumpri-la na íntegra no
semestre ou período letivo imediatamente posterior.
As atividades podem ser realizadas em 03 (três) grupos, a saber:
Grupo I: Atividades de Ensino e Iniciação à Docência;
Grupo II: Atividades de Iniciação à Pesquisa;
Grupo III: Atividades de Extensão e Atividades/Eventos Variados.
Para efetivação e aproveitamento das atividades acadêmico-científicoculturais, foram estabelecidos critérios e procedimentos a serem adotados pelos
licenciandos e pela coordenação do curso. Esses critérios e procedimentos
compõem
o
documento
REGULAMENTAÇÃO
PARA
AS
ATIVIDADES
ACADÊMICO-CIENTÍFICO-CULTURAIS DO CURSO DE LICENCIATURA EM
BIOLOGIA DA UENF (em anexo), devidamente aprovado pelo colegiado do curso.
O PROJETO DE MONOGRAFIA
Importância da pesquisa na formação do Professor
As modificações na Lei de Diretrizes e Bases, as discussões sobre a nova
formação de professores, a elaboração dos Parâmetros e Diretrizes Curriculares
para a Formação de Professores e os programas de avaliação demonstram a
dimensão que as instâncias governamentais vêm dando à questão educacional, em
especial no que se refere à formação dos professores. Diante disso, as licenciaturas,
nas diferentes áreas das ciências, possuem a responsabilidade e o compromisso de
conhecer, produzir e socializar o conhecimento que vem sendo elaborado neste
campo. Para tanto é importante que o Professor saiba como são produzidos os
conhecimentos que ensina, que tenha noções sólidas dos contextos e dos métodos
de investigação usados nas áreas de ciências; que saiba elaborar e executar
projetos de pesquisas; que conheça e saiba usar procedimentos de pesquisa: como
levantamento de hipóteses, delimitação de problemas, registro e analise de dados,
etc; que tenha a capacidade de elaborar e utilizar novas metodologias, estratégias
de ensino e materiais de apoio. Nesse contexto a execução e a elaboração das
monografias de final de curso desponta como uma etapa fundamental para o
exercício do método científico e para a formação do professor e futuro pesquisador
no campo das ciências.
Elaboração das Monografias
A elaboração das monografias tem o objetivo de proporcionar a formação de
competência na produção do conhecimento com atividades que levem o aluno a:
procurar, interpretar, analisar e selecionar informações; identificar problemas,
realizar experimentos e projetos de pesquisa.
Considera-se que a elaboração das monografias, além de ser uma etapa
importante na formação do futuro pesquisador, é também na formação de um
professor reflexivo sobre sua prática pedagógica. Assim, é importante que os
trabalhos desenvolvidos possam auxiliar na compreensão, análise e reflexão desta
prática. É interessante também que as investigações tenham uma dimensão
propositiva, levando aos estudantes/pesquisadores a sugerir caminhos e fornecer
propostas de mudanças para o ensino de biologia. Trabalhos teóricos de diferentes
naturezas, que tenham o ensino como foco de estudo, devem ser incentivados.
Sobretudo temas nos campos da história, sociologia, epistemologia e filosofia da
ciência, aplicados ao ensino, devem ser contemplados pelas investigações no
ensino de biologia.
Por outro lado, é desejável que os trabalhos desenvolvidos possam estar
articulados tanto com as pesquisas desenvolvidas no campo biológico como no da
educação e ensino de ciências. Esta seria uma maneira de relacionar os
conhecimentos mais recentes nos campos referidos com a prática pedagógica,
sendo mais um caminho para levar as inovações científicas para a escola. Neste
sentido, trabalhos que possam articular outras áreas das ciências - como a física, a
química e a matemática, vão ao encontro da necessidade de se estabelecer estudos
interdisciplinares e representariam um caráter inovador para as investigações na
área.
Para realização das investigações no campo do ensino de ciências, o
estudante/pesquisador
deverá
conhecer
com
profundidade
os
conteúdos
fundamentais da biologia e da educação e ensino de ciências. Esta etapa de
formação será feita através das disciplinas do curso de Licenciatura. É importante,
nesta etapa, que o aluno entre em contato com as pesquisas realizadas no âmbito
do ensino para que possa se familiarizar com as temáticas e metodologias
desenvolvidas. Desta forma, as escolhas quanto a temas, orientação, além da
realização de pesquisas bibliográficas que irão fundamentar sua investigação
deverão ser feitas durante o próprio curso. No último semestre, porém, o
estudante/pesquisador deverá se dedicar com mais intensidade a elaboração da
monografia.
Quanto ao modelo de texto para monografia e ao processo de avaliação da
mesma, esses devem seguir os parâmetros já adotados para os demais cursos da
Universidade de acordo com a RESOLUÇÃO N.º003/2008 DO COLEGIADO
ACADÊMICO.
FORMAÇÃO COMPLEMENTAR
1- Iniciação Científica
Os alunos do curso de Licenciatura em Ciências Biológicas podem realizam
estágios de Iniciações Científicas (IC) tanto nos laboratórios do Centro de
Biociências e Biotecnologia (CBB) como em laboratórios do outros Centros da
UENF. Podem concorrer a bolsas de IC pelo sistema PIBIC ou ainda possuírem
bolsas de IC através de cotas próprias dos orientadores. A iniciação científica é um
momento onde o aluno pode desenvolver projetos aplicando a metodologia científica
para o planejamento e execução de uma pesquisa, buscando o entendimento dos
processos biológicos e biotecnológicos e a geração de conhecimentos novos.
Nestas atividades o aluno também desenvolve habilidades para a sua inserção no
mercado de trabalho e para o entendimento da necessidade de sua formação
continuada. As bolsas PIBIC têm período de vigência de doze meses (renováveis) e
são concedidas através de seleção após a divulgação de um Edital. A distribuição
das bolsas em cada Centro é de acordo com critérios estabelecidos por uma
Comissão composta por docentes da UENF. Esta mesma Comissão é responsável
por acompanhar o desenvolvimento dos bolsistas através de formulário semestral,
relatórios anuais, e no Encontro Anual de Iniciação Científica.
2- Atividades de Extensão
Os alunos do Curso de Licenciatura em Ciências Biológicas podem participar,
como bolsista, de atividades de extensão e projetos de extensão cadastrados na
Pró-Reitoria de Extensão e Assuntos Comunitários (PROEX) da UENF. Os alunos
podem participar de projetos nas áreas temáticas, de acordo com a Rede Nacional
de Extensão (RENEX): Comunicação, Cultura, Direitos Humanos, Educação, Meio
Ambiente, Saúde, Tecnologia e Trabalho.
3- Atividades Administrativas
Essas atividades envolvem participações em órgãos colegiados, comissões,
entidades de classe, como titular ou suplente, devidamente indicados.
De acordo com a RESOLUÇÃO 001/2000 DA PRÓ-REITORIA DE GRADUAÇÃO os
alunos tem o direito de organizar-se em Centros Acadêmicos (CA’s) e no Diretório
Central dos Estudantes (DCE) e usar de seu livre direito de expressão. Ser
formalmente representado nos Órgãos Colegiados da Administração Acadêmica da
Universidade Estadual do Norte Fluminense, com direito a voz e voto, conforme
especificado nos respectivos regulamentos.
4- Monitoria
A monitoria na Universidade está regulamentada pela Resolução 001/2004 da
Câmara de Graduação e tem como objetivos:
* Despertar no aluno o interesse pela carreira docente e assegurar a cooperação do
corpo discente com o corpo docente nas atividades de ensino.
* Complementar a formação acadêmica de aluno;
*Auxiliar os professores na orientação dos alunos, visando a execução dos planos
de ensino e á integração do discente na universidade.
São atribuições dos monitores: auxiliar os professores em tarefas didáticas,
incluindo a preparação de material didático; Auxiliar os alunos em aulas práticas,
uso de biblioteca, etc.
De acordo com a regulamentação da comissão de monitoria da UENF
(001/2005) os alunos poderão ainda desempenhar função de monitores voluntários,
com as mesmas atribuições da monitoria remunerada.
NORMAS E CRITÉRIOS PARA AVALIAÇÃO
O Curso de Licenciatura em Ciências Biológicas utiliza o sistema de avaliação
da aprendizagem no sentido de considerar o desempenho do discente. De acordo
com as normas da Graduação para a AVALIAÇÃO DA APRENDIZAGEM CAPÍTULO X que dispõe:
Art. 33 - A avaliação da aprendizagem em cada disciplina compreende a apuração
do aproveitamento obtido nos trabalhos escolares realizados durante o período
letivo, o qual é expresso em uma única nota final, numa escala numérica de 0 a 10.
§ 1- Compreende-se por trabalhos escolares, para efeito de avaliação da
aprendizagem: exames escritos ou orais, monografias, relatórios, seminários,
estágios e outros trabalhos a critério do professor e de acordo com a natureza das
disciplinas. § 2 - Compete ao professor responsável pela disciplina determinar o
número
de
trabalhos escolares
necessário
para
efeito
de
avaliação
da
aprendizagem.
Art. 35 - Em cada disciplina, os alunos que obtiverem aproveitamento igual ou
superior a 6 ao final do período letivo, de acordo com Art.33, são considerados
aprovados, desde que cumpridos, no mínimo, 75% de freqüência às atividades
didáticas programadas.
Parágrafo Único - Os alunos com aproveitamento inferior a 6 serão submetidos a
uma avaliação final, cuja forma será determinada pelo professor responsável pela
disciplina desde que observada a exigência de cumprimento de no mínimo, 75% de
frequência. A nota final segue a seguinte fórmula: NF= (MS+AF)/2 [Nota Final =
(Média do Semestre + Avaliação Final) / 2]. Para que o aluno seja considerado
aprovado, a Nota Final “NF” deve ser igual ou superior a 6.
Art. 36 - Ao término de cada período letivo e ao término do curso de graduação, o
aluno terá um coeficiente de rendimento (CR).
Parágrafo Único - Para o cálculo do CR, são considerados o número de créditos das
disciplinas (NC) e as respectivas notas finais (N), de acordo com a seguinte fórmula:
CR= (NC1xN1) + (NC2xN2) + ... + (NCnxNn)
NC1 + NC2 + ... + NCn
Onde: NCi ? Número de créditos da disciplina i
Ni = Nota atribuída à disciplina i
onde i é = 1,2 ..., n.
Ao discente que faltar a quaisquer das avaliações de aprendizagem, serão
asseguradas avaliações especiais de aprendizagem (segunda chamada), sempre
compatíveis com as possibilidades de sua consecução pela Universidade e pelo
aluno (Resolução nº. 4 da Câmara de Graduação da UENF de 21/07/2007), nos
seguintes casos:
a) que esteja amparado pela Lei Nº 6.202/75 (aluna gestante), pelo Decreto-Lei Nº
41.475//57 (Serviços Militares) e pelo Decreto-Lei Nº 1.044/69 (aluno portador de
traumas físicos ou psíquicos e doenças infecto-contagiosas);
b) que esteja sob impedimento legal, tais como: intimações para depoimento em
inquéritos oficiais, convocações para júri popular e para Justiça Eleitoral e outras
convocações judiciais;
c) que tenha motivos de força maior: falecimento e funeral de pais, irmãos, cônjuge,
filhos e avós, o nascimento de filhos, núpcias e intervenções cirúrgicas de
emergência e procedimentos médicos de emergência;
d) que esteja participando de atividades externas de interesse da graduação,
oficializadas pela Universidade.
É direito de todo discente a vista e revisão de qualquer avaliação escrita,
conforme determinado na Resolução Nº 01 da Câmara de Graduação da UENF, de
02/06/2000.
FORMAS DE INGRESSO
PROCESSO SELETIVO
O Curso oferece 40 vagas anuais com entrada única no primeiro semestre de
cada ano. O processo seletivo se dava mediante aprovação no vestibular, entretanto
a partir do ingresso em 2010 as vagas serão oferecidas por meio do Sistema de
Seleção Unificada – Sisu do Ministério da Educação e serão preenchidas
exclusivamente com base nos resultados obtidos pelos candidatos no Exame
Nacional do Ensino Médio – ENEM referente ao ano de 2009.
Poderão se inscrever nos processos seletivos do SiSU apenas os candidatos que
tenham participado do ENEM 2009.
Em cumprimento à Lei Estadual no. 5348/2008, que dispõe sobre o sistema
de cotas, as vagas ofertadas estão distribuídas da seguinte forma:
VAGAS TOTAIS
NÃO RESERVADAS
40
RESERVADAS COTAS
22
RP
N/I
D/F*
8
8
2
RP, aluno oriundo da rede pública de ensino;
N/I, negro e indígena;
D/F*, pessoas com deficiência,
A distribuição dos pesos por carreira e por matéria na prova do Enem está
discriminada no quadro abaixo:
Linguagem, Códigos
Matemática e suas
Ciências Humanas
Ciências
da
e suas tecnologias
Tecnologias
e suas Tecnologias
Natureza e suas
Redação
Tecnologias
Pesos
2
1
1
4
2
O Curso também oferece vagas remanescentes para processos de
transferência, reingresso e isenção do vestibular seguindo os procedimentos
estabelecidos pelas Normas da Universidade como descrito abaixo:
Normas da Graduação
CAPÍTULO VII - DA TRANSFERÊNCIA
Art. 26- A transferência de alunos procedentes de outras instituições do País ou do
exterior, assim como de um curso para outro dentro da Universidade, observa a
legislação vigente e as normas complementares estabelecidas pela Câmara de
Graduação.
§ 1 - Quando não houver na Universidade cursos de graduação correspondentes ao
de origem, podem ser aceitas transferências para cursos afins.
§ 2 - A transferência para a Universidade é condicionada à análise do histórico
escolar (mínimo de um ano) emitido pela instituição de origem, podendo, ainda, a
juízo da Câmara de Graduação, ser dependente de um exame de seleção específico
do curso pretendido.
§ 3 - A efetivação da transferência só ocorre após o recebimento dos documentos
do aluno enviados pela instituição de origem.
Parágrafo Único - Todos os pedidos de transferência são submetidos aos
Colegiados dos Cursos de Graduação e retornam à Pró-Reitoria para homologação.
CAPÍTULO VIII - DO REINGRESSO
Art. 29 - Entende-se por reingresso o retorno de aluno que já pertenceu ao corpo
discente da UENF;
Art. 30 - Ao reingressar, o aluno mantém o número de matrícula de seu primeiro
ingresso, sendo mantido o seu histórico escolar com todas as ocorrências.
Art. 31 - O graduado em curso da UENF pode, a qualquer momento, nos períodos
de matrícula, retornar para complementar outra habilitação e/ou modalidade do
curso em que se graduou, mediante aprovação do Colegiado do Curso.
CAPÍTULO IX - DA ISENÇÃO DO VESTIBULAR
Art. 32 - O candidato à vaga, em cursos oferecidos na UENF, que houver concluído
o 3º grau ou equivalente em instituição de ensino superior nacional ou estrangeira,
está isento do vestibular.
§ 1 - O número de vagas para alunos isentos é determinado pela Coordenação do
Curso pretendido.
§ 2 - O Colegiado do Curso pode determinar critérios internos para avaliação do
candidato.
§ 3 - O aluno isento está sujeito a todas as normas estabelecidas para o corpo
discente.
REFERÊNCIAS BIBLIOGRÁFICAS CONSULTADAS
DECRETO Nº 5.626, DE 22 DE DEZEMBRO DE 2005. Regulamenta a Lei n 10.436,
de 24 de abril de 2002, que dispõe sobre a Língua Brasileira de Sinais - Libras, e o
art. 18 da Lei n 10.098, de 19 de dezembro de 2000.
PARECER CNE/CES nº 1.301, de 6 de novembro de 2001. Aprova as Diretrizes
Curriculares Nacionais do curso de graduação em Ciências Biológicas (Bacharelado
e Licenciatura).
PARECER CNE/CP nº 9, de 8 de maio de 2001. Diretrizes Curriculares Nacionais
para a Formação de Professores da Educação Básica, em nível superior, curso de
licenciatura, de graduação plena.
PARECER CNE/CP nº 27, de 2 de outubro de 2001. Dá nova redação ao item 3.6,
alínea c, do Parecer CNE/CP 9/2001, que dispõe sobre as Diretrizes Curriculares
Nacionais para a Formação de Professores da Educação Básica, em nível superior,
curso de licenciatura, de graduação plena.
PARECER CNE/CP nº 28, de 2 de outubro de 2001. Dá nova redação ao Parecer
CNE/CP 21/2001, que estabelece a duração e a carga horária dos cursos de
Formação de Professores da Educação Básica, em nível superior, curso de
licenciatura, de graduação plena.
PARECER CNE/CP nº 1, de 18 de fevereiro de 2002. Institui Diretrizes Curriculares
Nacionais para a Formação de Professores da Educação Básica, em nível superior,
curso de licenciatura, de graduação plena.
PARECER CNE/CP nº 9, de 5 de dezembro de 2007. Reorganização da carga
horária mínima dos cursos de Formação de Professores, em nível superior, para a
Educação Básica e Educação Profissional no nível da Educação Básica.
RESOLUÇÃO CP/CNE nº 2, de 18 de fevereiro de 2002. Institui a duração e a carga
horária dos cursos de licenciatura, de graduação plena, de formação de professores
da Educação Básica em nível superior
RESOLUÇÃO CNE/CES nº 7, de 11 de março de 2002. Estabelece as Diretrizes
Curriculares para os cursos de Ciências Biológicas (Bacharelado e Licenciatura).
RESOLUÇÃO Nº 1, CNE/CP nº 1, de 17 de novembro de 2005. Altera a Resolução
CNE/CP 01 de 2002, que institui Diretrizes Curriculares Nacionais para a Formação
de Professores da Educação Básica, em nível superior, curso de Licenciatura de
graduação plena.
RESOLUÇÃO N.º 04/2004 DA CÂMARA DE GRADUAÇÃO de 21/07/2004. Dispõe
sobre avaliações especiais de aprendizagem e regulamenta a revisão da correção
de avaliação escrita.
RESOLUÇÃO N.º003/2008 DO COLEGIADO ACADÊMICO de 12/11/2007. Normas
para elaboração e defesa de Trabalho Final de Conclusão de Curso de Graduação
da Universidade.
ANEXOS
ANEXO 1- ATAS, RESOLUÇÕES E NORMAS DA UNIVERSIDADE ESTADUAL DO
NORTE FLUMINENSE
ANEXO 2- DISTRIBUIÇÃO DAS DISCIPLINAS POR LABORATÓRIOS E CENTROS
DA UENF E EMENTAS DAS DISCIPLINAS
ANEXO 3- DIPLOMAS DE GRADUAÇÃO, MESTRADO E DOUTORADO DO
CORPO DOCENTE
ANEXO 4- RELAÇÃO DE PROFESSORES ORIENTADORES, MONOGRAFIAS
DEFENDIDAS E LISTA DE ALUNOS FORMADOS.
ANEXO
5-
INFRA-ESTRUTURA
BIOTECNOLOGIA
DO
CENTRO
DE
BIOCIÊNCIAS
E
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