Clipping Nacional
de
Educação
Sexta-feira, 21 de Março de 2014
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Valor Econômico
21/03/14
BRASIL
00
Acordo pretende estimular
inovação nas exportadoras
Por Elisa Soares | Do Rio
A Finep e Agência Brasileira
de Promoção de Exportações e
Investimentos (Apex-Brasil)
assinaram, ontem, um acordo para
estreitar relações e tornar as
empresas exportadoras brasileiras
mais inovadoras. A parceria vale
tanto para empresas apoiadas pela
Finep e que desejam começar a
exportar, ou aquelas que já
exportam, associadas à Apex, e
que precisam melhorar sua base
tecnológica.
"Não tem como montar fundos
de tecnologia ou desenvolver
empresas fortes em tecnologia sem
abertura para o mundo. Por isso, a
aliança com a Apex é importante.
Ela tem nove escritórios fora do
Brasil", ressaltou o presidente da
financiadora, Glauco Arbix.
O presidente da Apex,
Mauricio Borges, concorda. "As
empresas brasileiras não são
competitivas no mercado
internacional sem inovação. Cerca
de 90% das empresas que a gente
apoia têm necessidade ou já está
desenvolvendo inovações e
tecnologias. Então existe demanda
para essa associação", justificou.
Arbix lembrou ainda que a
atuação da Apex no mercado
internacional é importante para
buscar fundos e empresas que se
dispõem a investir no país, onde o
venture capital e o capital semente
são conceitos novos.
No acordo, ao qual o Valor teve
acesso com exclusividade, a Finep
será o braço financeiro e de
inovação enquanto a Apex será o
braço comercial.
"A parceria vai abrir
perspectiva para que, nas áreas
chaves definidas pelo governo,
empresas comecem a exportar com
alto conteúdo tecnológico. O
segundo passo é o ingresso dessas
empresas nas cadeias globais mais
intensivas em conhecimento.
Vamos estimular a ambição
tecnológica das empresas", disse
o presidente da Finep.
De acordo com Arbix, entre os
setores selecionados como
prioritários pelo governo estão
saúde, petróleo e gás, energia,
materiais, biotecnologia e saúde.
Em 2013, a Finep emprestou R$
6,4 bilhões a empresas. "Temos
como meta para este ano, mesmo
com todas as restrições fiscais do
governo, atingir R$ 10 bilhões.
Isso é um recorde histórico. Em
2010, por exemplo, nossos
contratos de créditos foram de R$
700 milhões", disse Arbix.
Dos
recursos
não
reembolsáveis - que incluem
participações em fundos, recursos
para universidades, centros de
pesquisa, projetos cooperativos e
fundos perdidos para empresas R$ 2 bilhões foram desembolsados
em 2013, patamar que deve se
repetir este ano. Esse total, de
aproximadamente R$ 12 bilhões,
é o que a Finep tem em caixa para
apoiar parcerias e iniciativas
ligadas à inovação.
Valor Econômico
21/03/14
00
POLÍTICA
Para Ibope, Dilma tem 43%,
Aécio, 15%, e Campos, 7%
Por Cristiane Agostine | De São
Paulo
A presidente Dilma Rousseff
seria reeleita no primeiro turno nas
eleições deste ano segundo
pesquisa Ibope divulgada ontem
pelo site do jornal "O Estado de
S. Paulo". Candidata à reeleição,
Dilma tem 43% das intenções de
voto, o mesmo percentual da
pesquisa anterior, divulgada em
novembro.
Em segundo lugar está o
senador e pré-candidato do PSDB,
Aécio Neves, com 15% das
intenções de voto. O tucano
oscilou um ponto percentual para
cima, dentro da margem de erro
da pesquisa, de dois pontos
percentuais, para mais ou para
menos. O governador de
Pernambuco e pré-candidato do
PSB, Eduardo Campos, repetiu os
7% registrados em novembro.
Votos em branco e nulos
somaram 25%. Dos entrevistados,
11% não souberam ou não
quiseram responder em quem
votarão em outubro.
Em outro cenário testado pelo
Ibope, Dilma aparece com 41%,
seguida por Aécio, com 14% e pela
ex-senadora Marina Silva (PSB),
com 12% das intenções de voto.
Em outubro, Marina tinha 21% e
em novembro a ex-senadora
registrou 14%. Os entrevistados
que pretendem votar em branco ou
anular o voto totalizaram 22% e
os que não souberam ou não
quiseram responder somaram 10%.
O instituto de pesquisa testou
um cenário com pré-candidatos
nanicos. Dilma teria 40% das
intenções de voto, seguida por
Aécio, com 13% e Campos, com
6%. O pastor Everaldo (PSC)
aparece em quarto lugar, com 3%.
Na sequência figura o senador
Randolfe Rodrigues (PSOL-AP)
com 1%. Eymael (PSDC), Levy
Fidelix (PRTB) e Mauro Isai
(PCB) não pontuaram. Votos em
branco e nulos somaram 24% das
intenções de voto e 12% não
souberam ou não quiseram
responder.
Em um eventual segundo turno,
Dilma também sairia vitoriosa.
Contra Aécio a petista venceria por
47% das intenções de voto, ante
20% registrados para o senador do
PSDB. Nesse cenário, votos em
branco e nulos somam 25%; 9%
não souberam ou não quiseram
responder.
Na disputa contra Campos, a
presidente teria uma vantagem
ainda maior. A petista registrou
47% ante 16% do governador de
Pernambuco. Votos em branco e
nulos totalizaram 26% e 11%
disseram não saber em quem
votarão ou não quiseram responder.
Dilma também venceria em uma
eventual disputa contra Marina no
segundo turno. A presidente
registrou 45% e Marina, 21%.
Brancos e nulos somaram 24% e
não sabe/ não responderam são
10%.
O Ibope entrevistou 2002
pessoas em 140 municípios, entre
os dias 13 e 17 de março. A
pesquisa está registrada no
Tribunal Superior Eleitoral (TSE)
sob o número 00031/2014.
Valor Econômico
21/03/14
00
OPINIÃO
Dois milhões de jovens em risco
Naercio Menezes Filho
Segundo as estimativas do
IBGE, em 2012 havia cerca de 29
milhões de jovens entre 15 a 24
anos de idade no Brasil. Dentre
eles, 40% tinham terminado o
ensino fundamental, 27%
concluíram o ensino médio e cerca
de 10% estavam na faculdade. O
problema é que dois milhões
desses jovens ainda não haviam
concluído o primeiro ciclo do
ensino fundamental com essa
idade. Além disso, 630 mil jovens
não chegaram a completar um ano
completo de estudo, ou seja, nem
mesmo a primeira série. Ou seja,
em pleno século XXI, após todos
os avanços que tivemos em termos
de acesso à educação no Brasil,
uma parcela substancial dos
nossos jovens não está
conseguindo avançar na escola.
Quem são esses jovens? O que
fazem? O que os espera no futuro?
Os dados mostram que 64%
desses dois milhões de jovens
estão no Norte/Nordeste e 36%
nas demais regiões do país, sendo
que 66% deles vivem em áreas
urbanas. A renda familiar desses
jovens é de R$ 1200 por mês, com
renda familiar per capita de R$
320 (38% da renda média do país).
Ou seja, grande parte desses
jovens está em famílias pobres,
mas não extremamente pobres.
Interessante notar que há famílias
com renda mensal acima de R$ 2
mil que têm filhos que ainda não
atingiram a 5ª série aos 15 anos de
idade.
Dentre esses jovens, 63% são
homens, 39% só trabalham, 20%
só estudam, 12% estudam e
trabalham e 29% nem estudam nem
trabalham. A renda média desses
jovens que estudam e que trabalham
era R$ 460 e a dos que só trabalham
era R$ 590. Vale lembrar que o
salário mínimo em 2012 era R$
622. Ou seja, eles trabalham para
ganhar pouco.
Saneamento e escola pública
com qualidade são indispensáveis.
Esse deve ser o futuro do BolsaFamília
O que os aguarda? Podemos
prever que esses jovens
enfrentarão grandes dificuldades
no futuro. Somente 32% deles ainda
frequentavam a escola, mas
provavelmente não irão muito
longe nos estudos. Os demais já
haviam desistido. O salário médio
de adultos com até 4 anos de
escolaridade hoje em dia é R$ 788.
Por outro lado, o salário médio
dos adultos com ensino médio é de
R$ 1300 e com ensino superior, de
R$ 3 mil. Ou seja, cada um desses
jovens está perdendo cerca de R$
500 por mês pelo resto da vida por
não concluir o ensino médio. A taxa
de não participação no mercado de
Continua
Continuação
trabalho entre os adultos com
pouca escolaridade é de 26%,
contra 9% entre os que têm ensino
superior. Isso aumenta os gastos
com seguro desemprego (para os
que já trabalharam) e com
programas de qualificação do
trabalhador.
O país perde muito com isso.
Em primeiro lugar, porque esses
jovens poderiam contribuir mais
para o país, com o aumento de
produtividade e talento que vem da
maior educação. Além disso,
sabemos que pessoas com maior
escolaridade cuidam mais da
saúde, do meio ambiente e votam
melhor. Mais ainda, há o risco de
que parte desses jovens acabe
atraída para a criminalidade, tendo
em vista as poucas perspectivas no
mercado de trabalho e a sensação
de impunidade que prevalece no
país. Caso somente 1% desses
jovens entrassem na criminalidade,
seriam 20 mil jovens que, se
cometessem um crime por semana,
provocariam mais de 1 milhão de
novos crimes todos os anos.
Muitos desses morreriam antes de
completar 30 anos. Grande parte
desses custos poderiam ser
evitados se conseguíssemos reter
esses 2 milhões de jovens por mais
tempo na escola.
O que podemos fazer para
conseguir isso? Está claro que a
política pública deve começar nos
primeiros anos de vida da criança.
Hoje sabemos, por meio das
pesquisas em neurociências, que o
21/03/14
desenvolvimento infantil saudável
é condição necessária para o
aprendizado futuro. É nos
primeiros anos de vida que são
desenvolvidas as habilidades
cognitivas que facilitarão todo o
processo de aprendizado futuro.
Além disso, essas habilidades
interagem com as habilidades não
cognitivas, tais como estabilidade
emocional,
extroversão,
perseverança e motivação, que são
fundamentais para que os jovens
permaneçam na escola, apesar das
dificuldades e da baixa qualidade
da escola pública brasileira.
Hoje em dia, o Brasil tem
programas sociais muito bem
sucedidos, que chegam às famílias
mais pobres, como o Bolsa
Família e o Saúde na Família.
Pesquisas mostram que esses
programas conseguiram reduzir
bastante a mortalidade infantil nos
municípios em que a cobertura foi
maior, especialmente devido à
redução dos casos de desnutrição,
diarreia e infecções respiratórias1.
Entretanto, é preciso ir além. Além
da sobrevivência, é necessário
fazer com que as crianças tenham
um desenvolvimento saudável, ou
seja, que suas capacidades
cognitivas e não cognitivas se
desenvolvam no ritmo adequado.
Para isso, é necessário evitar
que a criança enfrente situações de
estresse prolongado nos primeiros
anos de vida e, mais ainda, que
haja um processo de interação
saudável entre as crianças e os
adultos que as cercam. Isso,
infelizmente, parece não estar
ocorrendo em grande parte das
famílias brasileiras. Assim, é
necessário utilizar o cadastro
social único para visitar as
famílias e mensurar o que de fato
está acontecendo com as crianças
(através de testes cientificamente
aceitos e validados) e direcionálas para especialistas em caso de
problemas. Além disso, é
necessário ensinar as mães e avós
a interagir de forma saudável com
elas. Por fim, saneamento básico
e escola pública com qualidade
são indispensáveis. Esse deve ser
o futuro do Bolsa-Família.
Vários ramos da ciência
moderna têm convergido para a
necessidade de concentrar os
recursos públicos nos primeiros
anos de vida das pessoas. Está na
hora dos políticos e gestores
também caminharem nessa
direção.
1 Rasella e Paes-Souza,
"Combining Conditional Cash
Transfers and Primary Health Care
to Reduce Childhood Mortality in
Brazil'.
Naercio Menezes Filho,
professor titular - Cátedra IFB e
coordenador do Centro de
Políticas Públicas do Insper, é
professor associado da FEA-USP
e escreve mensalmente às sextasfeiras. [email protected]
Valor Econômico
21/03/14
00
EMPRESAS
Estácio capta mais alunos e lucro dobra em 2013
Por Beth Koike | De São Paulo
A Estácio fechou o ano passado
com seu melhor lucro líquido
desde a abertura de capital em
2007. No quarto trimestre, o valor
da última linha do balanço da
companhia triplicou, para R$ 45
milhões. No acumulado do ano, a
expansão foi 123% o que fez o
lucro líquido chegar a R$ 245
milhões. A receita anual subiu
25,1% e chegou a R$ 1,7 bilhão.
Dois fatores contribuíram para
o bom desempenho. O primeiro
deles foi o crescimento de 16,3%
no número de alunos que atingiu
315,7 mil no fim do ano. Outro
item de destaque no balanço foi o
resultado financeiro que em 2012
havia sido negativo em R$ 34
milhões e no ano passado somou
R$ 8,2 milhões. "Como a
companhia vem gerando lucro e,
consequentemente caixa, houve um
aumento de 270,8% nos
rendimentos de aplicações
financeiras no ano", explicou
Virgílio Gibbon, diretor executivo
de finanças e relações com
investidores da Estácio. O fluxo
de caixa da companhia foi de R$
122,5 milhões.
Além disso, a companhia
também conseguiu uma expansão
de receita superior aos custos e
despesas. No ano passado, a
receita líquida avançou 25,1%
para R$ 1,7 bilhão. Já os custos
dos
serviços
prestados
aumentaram 18% e as despesas
24,8%. A margem operacional teve
ganho de 3,3 pontos percentuais
para 18,5% no acumulado do ano.
O grupo educacional também
registrou forte aumento no número
de alunos com Fies, financiamento
do governo que ajuda a reduzir a
inadimplência e evasão. Em
dezembro, 32% dos alunos de
graduação presencial estudavam
com o Fies. Um ano antes, esse
percentual era de 19,7%.
A Estácio também deve
apresentar um primeiro semestre
com resultados fortes. A companhia
estima uma expansão de 18% no
volume de calouros com o
vestibular do início do ano. Além
disso, a Estácio receberá entre 5
mil e 7 mil alunos da Gama Filho
e da UniverCidade, que foram
descrendenciadas pelo Ministério
da Educação (MEC).
Nos próximos trimestres, a
companhia também contabilizará
as receitas provenientes do
Pronatec, programa do governo
que concede bolsas para alunos de
cursos técnicos. A Estácio recebeu
autorização do MEC para oferecer
24 mil vagas de cursos dessa
modalidade.
Na área corporativa, a Estácio
fechou parceria com a empresa de
telemarketing Contax para
capacitar 4 mil funcionários, cujo
contrato é de R$ 30 milhões.
O grupo educacional carioca
aguarda ainda aprovação do
Conselho Administrativo de
Defesa Econômica (Cade) sobre a
aquisição da UniSEB, anunciada
no ano passado por R$ 615 milhões
e que fortalecerá a atuação da
Estácio no segmento de ensino a
distância.
21/03/14
00
O PAÍS
21/03/14
A2
OPINIÃO
Currículo nacional
Hélio Schwartsman
SÃO PAULO - Concordo com
o novo presidente do Inep, Chico
Soares, quando afirma que o
currículo do ensino básico no Brasil
precisa ser mais bem definido. Vou
um pouco mais longe e acho que
deveríamos considerar seriamente a
possibilidade de um currículo
nacional daqueles bem detalhados e
quem sabe até a adoção de alguns
sistemas estruturados (apostilas).
A questão é controversa entre
educadores. Para os que são contra,
o material didático padronizado
amarra o professor e inibe a
criatividade. Eu mesmo já pensei
assim (mas faz tempo). E continuaria
pensando não fosse por uma
reflexão matemática.
A autonomia é de fato ótima,
desde que você tenha professores
excepcionais. E o problema é que,
por uma fatalidade estatística,
contamos com poucos docentes
muito bons, uma grande massa de
mestres medianos e alguns bem
ruinzinhos. Nessas condições, os
sistemas estruturados, ao contribuir
para puxar um pouquinho a média
para cima, produzem mais ganhos do
que prejuízos.
Essa intuição parece ser
corroborada por dados empíricos.
Num estudo de 2010, as
pesquisadoras Ilona Becskeházy e
Paula Lozano, da Fundação Lemann,
compararam o desempenho na
Prova Brasil de escolas municipais
paulistas que usavam apostilas com
o de instituições semelhantes que não
usavam e concluíram que os sistemas
tendem a ter efeitos positivos no
aprendizado. Não se trata de
nenhuma revolução, mas é algo que
traz um ganho incremental que
parece consistente.
Tal resultado não chega a ser uma
surpresa, quando se constata que as
apostilas ajudam o professor a
organizar-se para a aula e que um
dos grandes problemas identificados
na escola pública brasileira é que o
docente não sabe o que fazer com o
tempo de que dispõe.
Acho que vale a pena tentar. Já
passamos muito tempo apostando na
autonomia aos professores e os
resultados estão longe de brilhantes.
21/03/14
00
PODER
Com 43% dos votos, Dilma seria
reeleita no 1º turno, aponta Ibope
ELEIÇÕES 2014
DE SÃO PAULO - Se as
eleições ocorressem agora, Dilma
Rousseff (PT) seria reeleita
presidente, de acordo com pesquisa
Ibope divulgada ontem.
A presidente manteve o mesmo
percentual de intenções de voto que
tinha em novembro do ano passado:
43%.
Os outros dois pré-candidatos
mais bem colocados, o senador
Aécio Neves (PSDB-MG) e o
governador Eduardo Campos
(PSB-PE), aparecem com 15% e
7% das intenções de voto,
respectivamente.
A presidente venceria, portanto,
no primeiro turno.
Se a disputa fosse entre Dilma,
Aécio e Marina Silva (PSB/Rede),
os candidatos receberiam,
respectivamente, 41%, 14% e 12%
dos votos.
Em um eventual segundo turno,
Dilma sairia vitoriosa.
A pesquisa ouviu 2.002 eleitores
em 140 municípios, entre os dias 13
e 17 de março.
21/03/14
00
COTIDIANO
Alunos da USP Leste irão para
Fatec e instituição particular
Aulas também foram transferidas
para unidade de Pinheiro, a 30 km
do campus original; decisão
desagradou estudantes e direção
FÁBIO TAKAHASHI
DE SÃO PAULO
A USP decidiu alocar
provisoriamente os estudantes da
USP Leste em sua unidade na zona
oeste, em uma universidade
particular e em uma faculdade
estadual.
O campus da zona leste da USP,
que possui cerca de 5.000 alunos,
está interditada judicialmente devido
à contaminação do solo.
Após dois adiamentos, o ano
letivo começará na segunda-feira,
mais de um mês depois dos demais
campi.
Os estudantes do período
noturno terão de se deslocar para a
unidade da USP em Pinheiros (zona
oeste), no chamado "quadrilátero da
saúde", a cerca de 30 km do campus
da zona leste. Ou para a Fatec
Itaquera (zona leste).
Já os alunos da manhã e da tarde
usarão instalações da Unicid,
universidade particular no Carrão
(zona leste).
A USP não informou se pagará
pelo uso de prédios das outras
instituições.
A distribuição foi decidida pela
reitoria da universidade e desagradou
alunos e direção do campus.
Em nota, a USP Leste afirmou
que as opções de Pinheiros e da
Fatec trazem "maiores complicações
logísticas".
A diretora Cristina Toledo e sua
vice, Neli de Mello-Théry,
declararam reconhecer que a
"solução apresentada não é a melhor"
e que estão "empenhadas em garantir
as melhores condições possíveis". A
unidade, porém, não foi unânime em
definir qual seria a opção
preferencial.
As diretoras disseram na nota
oficial que buscavam concentrar os
cursos na Cidade Universitária, no
Butantã. Parte dos alunos queria um
local mais próximo possível do
campus da USP Leste.
Até o fechamento desta edição,
a reitoria da USP não havia se
manifestado sobre as críticas nem
explicado o porquê de sua decisão.
Na nota sobre a distribuição das
aulas, disse que os locais escolhidos
são próximos do metrô.
21/03/14
00
POLÍTICA
Continua
Continuação
21/03/14
Continua
Continuação
21/03/14
21/03/14
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METRÓPOLE
MPdenuncia cartel de
fornecimento de uniformes
Continua
Continuação
21/03/14
21/03/14
00
METRÓPOLE
Continua
Continuação
21/03/14
CORREIO BRAZILIENSE
21/03/14
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BRASIL
EDUCAÇÃO » Inclusão exige
mais professores na escola
Famílias de crianças com
síndrome de Down defendem a
presença de um mediador nas salas
de aula dos colégios regulares
para facilitar não só o processo de
aprendizagem, como também a
integração com os colegas
DANIELA GARCIA
ANA POMPEU
HORIZONTE
ABERTO
Fotógrafa profissional, Jéssica
relembra as dificuldades por que
passou na escola e como foi
importante ter uma professora
dedicada
Toda vez que a professora
convocava os alunos para fazer
trabalho em grupo na sala de aula,
Jéssica ficava fora da divisão.
Mesmo quando os colegas aceitavam
a presença dela no grupo, avisavam
que o nome da colega iria constar no
trabalho, mas a aluna, com síndrome
de Down, não teria o que fazer no
grupo, nenhuma tarefa seria dada à
ela. Aos 8 anos, Jéssica era uma
menina tímida e não se atrevia a
contar para a mãe como era seu dia
a dia na escola. A rotina de exclusão
só chegou aos ouvidos da mãe, a
servidora pública Ana Cláudia
Mendes de Figueiredo, de 49 anos,
depois que ela contratou uma
pedagoga para acompanhar de perto
as atividades da filha no ambiente
escolar. “Ela me relatava quando
acontecia esse tipo de coisa com a
Jéssica”, detalha (leia depoimento).
Assim como Ana Cláudia, mães e
pais de crianças com síndrome de
Down defendem cada vez mais a
presença de profissionais que atuem
como mediadores do aprendizado dos
filhos em unidades regulares de ensino.
Hoje, Dia Internacional da Síndrome
de Down, o Correio mostra como essa
pode ser uma boa alternativa para a
inclusão dos alunos com deficiência.
A discussão sobre a presença desse
auxiliar — ou cuidador — dentro da
sala de aula motivou a apresentação
do Projeto de Lei nº8014/10, que
tramita no Congresso. Se aprovado,
escolas públicas e privadas terão que
manter um educador a mais na sala
de aula, para atender alunos com
deficiência intelectual ou física.
A proposta, do deputado Eduardo
Barbosa (PSDB-MG), foi aprovada
na semana passada em caráter
conclusivo na Câmara. Pais e
especialistas aprovam a iniciativa, mas
fazem ressalvas sobre o termo
“cuidador”, utilizado no texto do
projeto. “Pessoas com síndrome de
Down precisam mesmo é de um
mediador nas atividades escolares.
Cuidador seria necessário em caso de
crianças com dificuldades físicas ou
de locomoção”, argumenta a
coordenadora-geral do Movimento
Down, Maria Antônia Goulart. Ana
Cláudia, que participa da Federação
Brasileira das Associações de
Síndrome de Down, defende o termo
“professor auxiliar”.
É assim que Ohana Dielly
Damasceno, 23 anos, gosta de ser
chamada. Estagiária no Centro
Educacional Maria Auxiliadora
(Cema), na Asa Sul, a estudante de
pedagogia
acompanha
o
desenvolvimento de duas alunas do 2º
ano do ensino fundamental. As
meninas, com síndrome de Down,
nem sempre conseguem seguir o ritmo
dos colegas. Ao ver que a criança
enfrenta dificuldades para ler ou
pronunciar alguma palavra, Ohana
tem a liberdade, por exemplo, de
sugerir à professora que indique
exercícios específicos. “O dia a dia é
uma descoberta tanto para mim
quanto para elas.”
A iniciativa de contratar a
professora auxiliar foi tomada pela
própria escola. Mãe de Lia, uma das
alunas de Ohana, a aposentada
Lourdes Lima, 52 anos, conta que a
filha já estudou em outras instituições,
mas nenhuma oferecia esse tipo de
atendimento. A modalidade ainda é
rara no Brasil, explica Maria Antônia.
A maioria das unidades privadas de
ensino regular cobra ilegalmente uma
taxa extra para ter o profissional ou
sugere que os pais contratem, por
conta própria, esse auxiliar. “Quando
procurei o Cema e disse que minha
filha tinha síndrome de Down, a
coordenadora já me respondeu: ‘A
escola está aberta para todas as
crianças’. É isso que eu defendo: o
Continua
Continuação
mundo não é para um grupo
específico, é de todos. A escola deve
ser um local em que as crianças
estejam todas juntas.”
Bons resultados
A partir de 2007, começou a ser
implantado na rede pública de ensino
o Atendimento Educacional
Especializado (AEE), prestado em
horário complementar ao turno
regular. De acordo com o programa,
o Ministério da Educação (MEC)
fornece equipamentos de informática,
mobiliário e material pedagógico e de
acessibilidade para a organização do
espaço de atendimento educacional
especializado. Cabe às escolas
oferecer o espaço físico para
implantação dos equipamentos e
também contratar um professor para
o local.
Tanto o professor auxiliar na sala
de aula como o programa do MEC
têm obtido bons resultados com os
alunos Down no Brasil, garantem as
entidades. No caso dos mediadores,
Maria Antônia ressalta que eles nem
sempre são necessários ao longo da
vida escolar. “Às vezes, a criança
precisa dessa ajuda só por um
momento, em uma série.”
Na educação de Jéssica, a figura
da professora auxiliar esteve presente
na sala de aula da 2ª à 6ª série. Hoje,
aos 22 anos, com diploma de uma
faculdade de fotografia, aquela
menina tímida que enfrentou muitos
percalços se sente realizada na
profissão que escolheu. Mas, antes de
conquistar a autonomia, a mãe, Ana
Cláudia, revela que a filha nem sequer
sabia que aquela pedagoga que dava
atenção especial a ela na sala de aula
havia sido contratada pela própria
21/03/14
família. “A mediadora ficava no fundo
da sala. Assessorava todos os alunos,
mas se dedicava às dificuldades de
Jéssica, como tinha se saído na
inclusão dos grupos. Muitas vezes,
essa era uma questão problemática”,
recorda. Quando Ana Cláudia
relembra as dificuldades enfrentadas
pela filha, Jéssica confirma: “Foi difícil
mesmo, mãe, foi difícil. Eu me lembro
até hoje do meu primeiro grupo, que
me excluiu”.
O QUE DIZ A LEI
Resolução nº 4, de 2009
» Determina que as escolas devem
matricular alunos com distúrbios
genéticos nas classes comuns do
ensino regular e no Atendimento
Educacional Especializado. O projeto
pedagógico deve conter salas
multifuncionais, cronograma de
atendimento e atividades educacionais
específicas.
Decreto nº 3.956, de 2001
» Pessoas com distúrbios genéticos
têm os mesmos direitos e liberdades
fundamentais que os demais. O
decreto considera discriminação toda
diferenciação, exclusão ou restrição
baseada em deficiência.
Resolução CNE nº 2, de 2001
» Institui as diretrizes nacionais
para a educação de alunos com
deficiência. Os sistemas de ensino
devem matricular todos os alunos,
cabendo às escolas organizarem-se
para ofertar atendimento que
assegure as condições necessárias à
educação de qualidade para todos.
Constituição Federal, artigo 208
» Garante a universalização do
atendimento especializado a alunos
com deficiência na rede de ensino
regular, com educação inclusiva, e
estabelece o direito à integração plena
dessas pessoas em todas as áreas da
sociedade.
“O mundo não é para um grupo
específico, é de todos. A escola deve
ser um local em que as crianças
estejam todas juntas”
Lourdes Lima, mãe de Lia, de 8
anos, que tem síndrome de Down
DEPOIMENTO // Ana Cláudia
Mendes de Figueiredo, mãe de Jéssica
Mendes
“Jéssica sempre foi uma menina
que gostou de ir à escola, mas, no início
do primeiro ano do ensino
fundamental, passou a demonstrar
desinteresse pelas aulas . Comecei,
então, a visitar o colégio mais
frequentemente para saber o que se
passava. Percebi que ela não se sentia
acolhida naquela escola. Um dia,
apareci no horário da aula e vi que a
turma estava dividida em grupos, mas
Jéssica e um amigo que usava cadeira
de rodas estavam em um canto da
sala, sozinhos, alheios à atividade
proposta. Perguntei para a professora
por que eles não estavam incluídos em
um grupo, participando do trabalho
solicitado. Ela respondeu que a
cadeira de rodas ‘não se encaixava’
nas carteiras dos demais e que Jéssica,
para não o deixar sozinho, pedira para
ficar com ele. Depois, a coordenadora
me disse que Jéssica passava o
intervalo com o amigo, empurrando a
cadeira de rodas dele. Identificavamse, certamente, com o sentimento de
não pertencimento àquela turma. Não
se pode colocar um aluno na sala de
aula simplesmente para dizer que ele
está incluído. Ele pode se tornar uma
ilha, e a experiência, em vez de
promover liberdade, desenvolvimento
e alegria, desencadeará tristeza e
angústia.”
CORREIO BRAZILIENSE
21/03/14
BRASIL
00
Cobrança ilegal se mantém
Apesar de a legislação proibir
taxas extras para a contratação
de professores auxiliares de
crianças com deficiência, algumas
escolas do DF insistem no abuso.
A prática que foi denunciada pelo
Correio em 2012
ANA POMPEU
DANIELA GARCIA
SEM DESPESA Tatiana Mares
Guia, com Augusto e Guilherme:
"Cobrança de taxa extra é ilegal. As
escolas têm que lutar contra o
sistema, não contra os pais"
Não bastasse a dificuldade em
conseguir matricular filhos com
síndrome de Down, os pais passam
também por problemas no próprio
relacionamento com as escolas.
Além dos obstáculos pedagógicos,
ainda há muitas instituições de ensino
pelo país que insistem em cobrar
uma taxa extra — quase uma
segunda mensalidade — para aceitar
a matrícula de um aluno com Down
ou com qualquer outra deficiência.
Entidades de pais e associações de
defesa das pessoas com deficiência
denunciam que a prática é comum e
não significa, necessariamente,
melhor qualidade na prestação do
serviço.
Em maio de 2012, o Correio
mostrou que escolas da rede privada
cobravam um adicional para manter
um acompanhante de crianças com
deficiência. À época, a reportagem
mostrou que um professor auxiliar
custava, em média, R$ 600, se
sugerido pela instituição; e R$ 1 mil,
se contratado por fora. Apesar de o
Distrito Federal ter se tornado, em
março do ano passado, a primeira
(e, até hoje, a única) unidade da
Federação a ter uma lei específica
para proibir a cobrança de taxas
extras em mensalidades de crianças
com deficiência, pais e ONGs contam
que a prática ainda não se extinguiu.
Tatiana Mares Guia, 46 anos, é
mãe de duas crianças especiais.
Augusto, 13 anos, tem síndrome de
Down. O mais novo, Guilherme, 10
anos, não recebeu diagnóstico para
a deficiência que provoca
dificuldades para andar e falar. Os
dois frequentam a mesma escola
desde pequenos. Há três anos, ela
não banca mais os tutores que
acompanham as crianças. “Eu me
dispus a pagar metade do salário dos
estagiários de pedagogia que ficavam
com meus filhos. Agora, a escola arca
sozinha pelos mesmos serviços, sem
prejuízo para as crianças”, conta.
Para ela, é importante que os
meninos tenham um professor
auxiliar diariamente, principalmente o
caçula, que precisa de ajuda para
comer e ir ao banheiro. Mas ela é
enfática: “Cobrança de taxa extra é
ilegal. As escolas têm que lutar contra
o sistema, não contra os pais”, diz.
Uma alternativa, na visão dela, seria
pedir isenção ou redução de
impostos, mas jamais cobrar dos
pais.
Denunciar é preciso
A escola de Augusto e Guilherme
recebe crianças da educação infantil
e da primeira fase do ensino
fundamental. No próximo ano,
Tatiana vai ter que matricular Augusto
em outra unidade. “Estou histérica há
dois anos. Dos 13 anos em diante é
uma selva. Temo ter que pagar para
alguém educar os meninos dentro de
casa. E aí, o conceito da inclusão vai
todo por água abaixo”, se preocupa.
Pelo menos, no que diz respeito
à legislação, não há mais brechas. A
promotora de Defesa da Educação
(Proeduc), Márcia Pereira da Rocha,
explica que a recomendação emitida
em dezembro do ano passado é
bastante esclarecedora. “Agora, é a
vez de o cidadão denunciar casos de
irregularidades. Um contrato com
uma taxa dessas é nulo. Os pais têm
a missão de se informar para não se
submeterem a esses acertos”,
enfatiza a promotora.
O casal Christiane, 37, e Diego
Bonomo, 33, apresentou uma
notificação ao MP, no ano passado,
contra uma escola que propôs cobrar
taxa extra para matricular Vito, de 3
Continua
Continuação
anos. “É uma frustração você ver que
a escola ainda tem esse tipo de
atitude”, lamenta Diego. Segundo
ele, o tratamento mudava quando os
responsáveis pela instituição ficam
sabendo que Vito tem síndrome de
Down. “Muitas escolas mudam
imediatamente o discurso e colocam
uma série de empecilhos: não tem
vaga, a lista de espera é muito grande,
é um caso especial que deveria ser
tratado de outra forma, tudo isso vai
contra a lei.”
A promotora Márcia Pereira da
Rocha recomenda que os pais
procurem o MP em situações
polêmicas. Ela diz que a relação entre
atendimento adequado e custos mais
elevados não é direta. “A preparação
da escola exige coordenação
pedagógica, uma equipe que dê
apoio ao professor, conversas com
os pais”, detalha. Em caso de ônus
adicional, o MP defende que o valor
seja compartilhado na mensalidade
de todos os pais. A instituição deve
estar preparada para receber
qualquer tipo de estudante.
A ausência de queixas formais não
significa, no entanto, o fim dos
abusos. Coordenadora da ONG
Ápice Down, fisioterapeuta do
Centro de Referência Interdisciplinar
de Síndrome de Down (Crisdown)
do Hospital Regional da Asa Norte
(Hran), e mãe de Ana Beatriz, 4
anos, Nadja Quadros, recebe, em
21/03/14
média, dois relatos de cobrança ilegal
por mês. “A forma (de cobrar) é que
mudou, mas a prática permanece. As
escolas fazem isso de forma mais
velada. Dizem que não têm preparo
para acolher a criança ou a
matriculam e, mais tarde, dizem que,
apesar de estarem fazendo o
possível, a criança não está
acompanhando a turma. E aí,
recomendam a contratação de um
tutor particular”, relata.
Na opinião do presidente da
Associação de Pais de Alunos das
Instituições de Ensino (Aspa-DF),
Luiz Cláudio Megiorin, as escolas
particulares estão em dívida com a
educação inclusiva. “A inclusão está
sendo deixada toda na conta da rede
pública. Isso é fato, é notório. O
discurso é que elas são inclusivas,
mas não atendem nem os alunos com
altas habilidades nem os que tem
algum transtorno global de
aprendizagem (TGA)”, analisa.
Megiorin acredita que essa
responsabilidade também deve ser
cobrada da rede privada de ensino.
“Que façam uma inclusão
responsável, e não matriculem alunos
e os deixem no canto da sala sem a
atenção devida.”
A gafe de Renan e o choro de
Romário
Em cerimônia, ontem, no plenário
do Senado para comemorar o Dia
Internacional da Síndrome de Down,
o presidente da Casa, Renan
Calheiros (PMDB-AL), cometeu
uma gafe ao classificar a síndrome
de Down como uma doença.
Depois, Renan responsabilizou sua
assessoria pela informação
equivocada. “Queria pedir desculpas
a todos, em nome da nossa
assessoria,
por
ter,
equivocadamente, chamado Down
de doença.” Na mesma sessão, o
deputado Romário (PSB-RJ), pai
uma menina com a síndrome, chorou
ao falar da relação com a filha. “Sou
um cara melhor, sou um cara mais
humano, sou um cara que aprendeu
a respeitar algumas coisas que —
não que as desrespeitasse —
passavam despercebidas na minha
vida.”
NÚMEROS DA INCLUSÃO
NO BRASIL
Escolas especiais — 2.062
Públicas — 328
Privadas — 1.734
Alunos nas escolas especiais —
199.656
Escolas especiais públicas —
58.225
Escolas especiais privadas —
141.431
Alunos nas escolas regulares —
620.777
Escolas públicas — 584.119
Escolas privadas — 37.158
CORREIO BRAZILIENSE
21/03/14
00
MEMÓRIA
Uma conta salgada
Em março de 2012, o Correio visitou seis escolas e
constatou que em três era exigida a contratação de um
acompanhante no ato da matrícula para fazer companhia à
criança com deficiência. Um serviço que deveria ser pago
pelas próprias famílias. A transcrição dos diálogos entre a
reportagem e duas das escolas procuradas, e os relatos
dos pais e de ONGs levantaram um debate na capital
federal. No dia 30 daquele mês, o jornal publicou a primeira
de cinco matérias sobre o tema.
As escolas alegavam falta de orientação e de condições
para assumir o ônus de um profissional específico, mas
especialistas classificaram a cobrança como danosa. Órgãos
do governo pediram explicações sobre a cobrança feita
pelas escolas. A Ordem dos Advogados do Brasil no
Distrito Federal (OAB-DF) mandou um ofício exigindo
esclarecimentos para as quatro unidades de ensino
mostradas na reportagem. Entidades representativas de
pessoas com síndrome de Down procuraram ajuda do
Ministério Público.
Um ano mais tarde, em 26 de março do ano passado,
uma lei publicada no Diário Oficial do Distrito Federal
proibiu a cobrança de valores adicionais. Em dezembro
de 2013, as promotorias de Justiça de Defesa da Educação
(Proeduc), do Consumidor (Prodecon) e da Pessoa com
Deficiência (Proped) expediram recomendação para que
as instituições de ensino se abstenham de cobrar qualquer
quantia extra para o atendimento de alunos especiais. O
documento foi enviado ao secretário de Educação do DF
e à presidente do Sindicato dos Estabelecimentos
Particulares de Ensino do DF (Sinepe).
BRASIL
CORREIO BRAZILIENSE
21/03/14
00
BRASIL
ARTIGO//
Escola boa para todos
Desde sua fundação, em 1961,
a Apae de São Paulo desenvolveu
diversas ações no sentido de atender
às demandas das pessoas com
deficiência intelectual. Em 2007, a
instituição, em respeito e apoio as
novas diretrizes educacionais do
Ministério da Educação, decidiu
manter a escola especial apenas para
os 109 alunos que frequentavam a
Apae na ocasião, até que todos
fossem inseridos na rede regular de
ensino ou em espaços de educação
não formal.
Foi realizada uma avaliação dos
alunos matriculados na Escola
Especial, tentando-se agrupar e
classificar as respostas ao
instrumento de sondagem
pedagógica, que teve como
proposta mensurar o desempenho
dos alunos nas seguintes áreas:
identidade
e
autonomia;
socialização; comunicação e
expressão — linguagem receptiva e
expressiva; raciocínio lógico
matemático; e motricidade.
Os objetivos foram analisar a
evolução dos alunos encaminhados
à escola regular e comparar os
resultados obtidos pelos alunos
matriculados em classes comuns da
escola regular e de instituições
especializadas. O estudo evidenciou
melhoras no desenvolvimento integral
dos alunos que passaram a frequentar
as escolas de ensino regular. Para o
sucesso da inclusão, é necessário
considerar alguns componentes
essenciais: ambiente estruturado e
adaptado às necessidades de cada
um, abordagem de ensino que facilite
seu aprendizado e flexibilização
curricular, fatores estes que não
devem ser utilizados unicamente para
os alunos com deficiência, mas para
todos que necessitem de um currículo
adequado à sua individualidade.
Por Roseli Olher, pedagoga e
coordenadora pedagógica da Apae/
SP, e Laura M. F. Ferreira Guilhoto,
médica, pedagoga e coordenadora
de Pesquisa do Instituto da Apae/SP
CORREIO BRAZILIENSE
21/03/14
00
EDITORIAL
Estado tem de se adaptar à realidade
É inegável a revolução dos costumes que o Brasil
sofreu nos últimos 50 anos. Além da urbanização
acelerada, sobressai a mudança da paisagem humana.
Parcelas da população antes invisíveis passaram a
frequentar o espaço público e a ocupar postos antes
destinados aos grupos que se sucediam desde as
Capitanias Hereditárias. Entre os que ganharam
visibilidade, encontram-se os deficientes.
Durante séculos, famílias que tinham entre os
membros pessoas “diferentes” sentiam constrangimento
de exibi-las a amigos ou a estranhos. Mantinham-nas
isoladas em dependências distantes das áreas comuns
da casa. Não raro, internavam-nas em instituições que
se encarregavam de escondê-las até a morte. Eram vivosmortos. Ou mortos-vivos.
O desenvolvimento das comunicações, aliado aos
avanços científicos e às conquistas dos movimentos
libertários que sacudiram a segunda metade do século
passado, acarretou radical mudança de mentalidade. O
isolamento a que eram condenadas as pessoas com
deficiência ficou no passado. Hoje adultos e crianças
circulam nas ruas, ocupam praças, frequentam escolas e
locomovem-se em transporte coletivo.
O Estado, porém, não seguiu o passo à frente da
sociedade. Deixou de dar tratamento especial a
brasileiros especiais. Ônibus continuam sem
rebaixamento de degraus, edifícios sem rampas de
acesso, semáforos sem sinal sonoro, calçadas sem
condições de trânsito de cadeirantes ou cidadãos com
dificuldade de locomoção. Não só. Escolas tampouco
se prepararam para responder à nova exigência.
Crianças com síndrome de Down, por exemplo, não
contam com trabalhador qualificado apto a lhes
acompanhar o processo de aprendizagem. Os pais
precisam contratar mediadores para que os filhos
mantenham o ritmo dos colegas. Arcam, por imposição
do colégio, com o pagamento extra. A educação, vale
lembrar, é dever do Estado — quer o estudante tenha
ou não necessidades especiais.
É oportuno, pois, o projeto de lei do deputado
Eduardo Barbosa (PSDB-MG) que torna obrigatória a
presença de profissional, além do professor regente, apto
a atender estudantes com deficiência intelectual ou física
sempre que necessário. Seria um professor auxiliar. A
proposição, aprovada em caráter conclusivo na Câmara,
precisa tramitar com celeridade para que as escolas se
organizem e incluam nos quadros os especialistas exigidos
por lei.
CORREIO BRAZILIENSE
21/03/14
00
OPINIÃO
Incompetência sólida
RENATO FERRAZ
[email protected]
Certamente você, caro leitor,
acompanhou a grande mobilização
do Ocidente (Estados Unidos e
União Europeia) para impedir que a
Rússia anexasse e tomasse a
Crimeia da Ucrânia. A princípio,
essa jornada é cívica e humanitária
— ou, simplesmente, uma
comovente história de como são os
ocidentais, com sua imensa
capacidade de se ver como os outros
os veem, de ver outrem como os
outros os veem e também como ele
mesmo se vê. Uma “banal” história
do bem contra o mal, certo? Afinal,
os malvados russos estão oprimindo
a população daquela região e temos
que a libertar.
Paralelamente, líderes europeus
fizeram uma reunião emergencial
para estudar como, em 25 anos,
conseguiriam livrar o continente da
bilionária dependência do gás da
Rússia (40% dele transportado via
Ucrânia). Ah, bom: agora entendi. E
lembrei-me de quando o Ocidente
invadiu o Iraque, rico em petróleo,
para salvar o pobre povo iraquiano
das mãos do sanguinário Saddam
Hussein, que detinha armas
químicas. E lembrei-me da anexação
do petrolífero Texas mexicano pelos
Estados Unidos — e de outras
tantas, ocidentais ou orientais,
modernas ou medievais, do norte ao
leste, na saúde e na doença.
E me assustei com a possibilidade:
e se um dia, em vez de Ocidente e
Oriente, a guerra for hemisférica
(Norte e Sul) e o objeto do
“humanitarismo” for a água? Quem
virá defender os interesses dos
“oprimidos” habitantes da Amazônia
brasileira, essa estupenda reserva
natural de água? Assim como o povo
ucraniano, crimeano e iraquiano, o
povo brasileiro teria competência
governamental, moral ou até
civilizatória para cuidar desse
patrimônio? Poderia se defender
sozinho?
Não, não estou surtando nem
sendo alarmista ao extremo, mas o
“precioso líquido” será, sim, causa
de brigas, guerras e mortes. BoutrosGhali, ex-secretário da ONU, já
cogitou até uma guerra no Oriente
Médio. Sim: o Egito vai atacar, não
duvidem disso, o primeiro vizinho
que “roubar” água do Nilo; e a
Etiópia estuda construir um
megarreservatório no histórico rio.
Amanhã é o Dia Mundial da Água e
a gente vai virar a semana discutindo
se o povo de São Paulo pode beber
água do Jaguari, rio do povo do Rio
de Janeiro. Nesse caso, não é a falta
do líquido a razão do quiproquó,
mas a sólida incompetência dos
agentes públicos em geri-lo.
P. S.: E como será no encino
fundamentau?
CORREIO BRAZILIENSE
21/03/14
00
Ainda a educação
Análises, dados, gráficos, estatísticas e
números da economia explicam, em parte,
as razões que mantêm o Brasil eternamente
no corredor de acesso ao patamar de
nação desenvolvida. Todas variáveis que
abordam o tema do subdesenvolvimento
acabam, no final da equação, apontando o
fator educação como o ponto de partida
para alcançar os moldes do primeiro
mundo. Fato é que nenhum país rico logrou
essa posição negligenciando a educação.
Esse é o xis da questão. As principais
avaliações mundiais de qualidade do ensino
colocam o Brasil na rabeira das listas. Em
ranking elaborado pela Organização para
a Cooperação e Desenvolvimento
Económico (OCDE), com base no
Programa Internacional de Avaliação de
Alunos (Pisa), o Brasil alcançou o 58º lugar
entre 65 países. Já em avaliação feita pela
Unesco, estamos, entre 127 países, na 88ª
posição. Somente no quesito desigualdade
e contrastes entre escolas para ricos e para
pobres é que somos imbatíveis na primeira
posição. Com 5.564 municípios, muitos
deles com sérios problemas de recursos
próprios, o custeio da educação acaba
sendo relegado em favor de outras
necessidades mais urgentes e/ou mais
visíveis ao eleitorado. No livro Educação
é a solução. É possível!, o senador e exreitor da UnB, Cristovam Buarque (PDTDF), lançou a ideia da federalização das
escolas públicas do país, com a ampliação
das 451 escolas atuais para 156.164.
Conseguiu apoio de vários senadores.
ARI CUNHA
CORREIO BRAZILIENSE
21/03/14
00
Será?
» Mais de 65% no aumento das
contas das obras no Estádio Mané
Garrincha. E corre à boca miúda que
o GDF está tentando minar a Escola
de Música de Brasília, por falta de
verba.
ARI CUNHA
CORREIO BRAZILIENSE
21/03/14
CIDADES
00
VESTIBULAR » Cespe elimina 58 aprovados
Concurso para a Escola Superior
de Ciências da Saúde teve notas de
redação relacionadas ao nome dos
autores de forma incorreta. O órgão
publicou edital com os candidatos
incluídos para os cursos de medicina
e enfermagem
» SAULO ARAÚJO
Aluno chega para fazer a prova
da ESCS este ano: dezenas já
tinham pedido a revisão para o
Cespe
Um erro no sistema do Centro
de Seleção e de Promoção de
Eventos da Universidade de Brasília
(Cespe/UnB) fez com que a lista de
aprovados no último vestibular da
Escola Superior de Ciências da
Saúde (ESCS) fosse alterada. No
dia 11 de fevereiro, o edital
publicado trazia 160 nomes de
alunos classificados no certame de
medicina e enfermagem. Porém, um
mês depois, verificou-se uma falha
na correção das avaliações. Com os
resultados revistos, 58 pessoas que
constavam como aprovadas na
primeira relação foram substituídas.
Um novo edital foi divulgado ontem.
O Cespe se manifestou por meio
de nota. No texto, explica que o
problema ocorreu na hora da
correção das redações. Um
programa faz o mascaramento do
nome do candidato — para ele não
ser identificado e, assim, evitar
qualquer tipo de fraude —, e a
avaliação dele passa a ser
relacionada a um código. O
procedimento é adotado a fim de
evitar associação do texto ao autor.
Ao término da correção das provas
e lançadas as notas, ocorre o
processo de desmascaramento, e a
identidade do candidato volta a ser
revelada. Foi justamente na última
etapa que ocorreu a falha, pois as
notas de cada redação não foram
agregadas corretamente aos
respectivos autores.
Depois de os resultados se
tornarem públicos, dezenas de
candidatos identificaram as falhas e
entraram com recurso no Cespe
pedindo revisão — alguns até
acionaram a Justiça. O órgão, após
uma longa análise, admitiu a falha e
lamentou o imprevisto. “Constatado
o erro, o Cespe, como órgão da
Administração Pública, de forma a
garantir justiça, precisão, correção e
lisura ao processo de seleção,
princípios e valores estes que
norteiam o seu trabalho, corrigiu
imediatamente a falha, garantindo,
portanto, a credibilidade do sistema
de seleção”, pronunciou-se o
Centro, por meio de nota, se
colocando à disposição daqueles
que participaram do exame para
prestar esclarecimentos. Segundo a
assessoria de imprensa do Cespe,
todas as chamadas (até a quinta
chamada de enfermagem e até a
terceira chamada de medicina) estão
anuladas.
Alívio
O estudante Breno Baeza, de 19
anos, seria um dos prejudicados,
caso o erro não fosse detectado a
tempo. Ele ficou surpreso ao conferir
a lista de aprovados para o vestibular
de medicina na entidade distrital.
“Pelo gabarito, eu fui muito bem.
Quando saiu o resultado oficial, meu
nome não aparecia em lugar algum.
Fiquei muito decepcionado, mas nem
questionei. Só passei a correr atrás
de respostas e entrar com recurso
ao perceber que várias outras
pessoas estavam na mesma situação.
Depois, verificamos que muitos dos
aprovados tinham notas bem
inferiores à nossa”, explicou.
Apesar do susto, ele agora se
sente aliviado. “Demorou, mas a
justiça foi feita. Já estava me
preparando para o próximo
vestibular e acabou sendo uma
agradável surpresa saber que eu já
havia passado”, comemorou o
estudante morador do Valparaíso
(GO).
Continua
Continuação
21/03/14
Por outro lado, Naiana
Magalhães Coelho, 28 anos, estava
decepcionada com a situação. No
primeiro resultado divulgado, ela
estava classificada em 57º lugar e foi
aprovada em segunda chamada.
Com o resultado correto, a
classificação dela caiu para 76ª e ela
não sabe se conseguirá ser
matriculada. “Eu cursava o segundo
semestre de medicina do Uniceub e,
quando passei no vestibular da
ESCS, larguei tudo para ir para lá.
Trabalho em órgão público e
organizei todo o meu horário de
trabalho e a minha vida em função
do curso. Agora, nos deixaram
assim. A culpa não é da ESCS porque
esses alunos, em teoria, não deveriam
nem estar matriculados. Mas é uma
decepção e uma angústia muita
grande”, lamenta.
Colaborou Ana Paula Lisboa
JORNAL DE BRASÍLIA
21/03/14
00
CIDADES
ESCS
Alunos terão de sair
Continua
Continuação
21/03/14
JORNAL DE BRASÍLIA
21/03/14
00
CIDADES
G1.COM - DISTRITO FEDERAL
http://g1.globo.com/distrito-federal
20/03/2014
Erro em vestibular tira vaga de
30 candidatos em faculdade do GDF
Falha
em
correção
classificou 30 alunos que não
obtiveram nota suficiente.
Cespe
informou
que
'lamenta' erro e que já tomou
as 'medidas necessárias'.
Do G1 DF
Alunos de medicina em frente
à faculdade em Brasília (Foto:
Lucas Salomão/G1)
Uma falha no sistema de
correção do vestibular de
medicina da Escola Superior de
Ciências da Saúde (ESCS) do
Distrito Federal trocou a nota
dos candidatos e alterou a
classificação final da prova,
deixando 30 alunos que
obtiveram nota suficiente para
serem aprovados de fora das
48 vagas disponíveis para o
curso. O certame teve 4.760
inscritos, uma concorrência de
99 candidatos por vaga.
O Centro de Seleção e de
Promoção de Eventos da
Universidade de Brasíliax
(Cespe/UnB), responsável pela
realização do concurso,
informou que a correção das
provas de redação é feita sem
que haja a identificação do
candidato. O processo gera um
código que é associado ao
autor do texto após a
avaliação.
“Mesmo não tendo sido
afetado, sinto muito pelos
alunos. Tem gente que veio
de outros estados, alugou
apartamento com contrato de
dois anos. E agora eles não
sabem o que fazer. Eu acho
que esses 30 que já estão
fazendo o curso deveriam
continuar e o Cespe arcar
com o custo dos outros 30
que deveriam estar aqui. É o
mais justo"
Lucas da Silva, aluno que
permaneceu entre os
aprovados mesmo após a
correção das notas
De acordo com o Cespe,
ocorreu
um
erro
de
programação no processo que
não associou a nota de cada
texto ao respectivo autor. O
erro, porém, só foi repassado
para a direção da instituição
de ensino durante o Carnaval,
duas semanas depois do início
das aulas, após um candidato
que tirou uma nota alta na
prova pedir a revisão do
certame, já que ele não teve sua
redação corrigida.
Em nota, o Cespe afirmou
que "lamenta profundamente o
erro" cometido e informou que
tomou todas as "providências
administrativas necessárias". A
entidade, no entanto, não
informou que medidas foram
adotadas (veja a íntegra da
Continua
Continuação
20/03/2014
nota
ao
reportagem).
final
desta
A escola de medicina
decidiu suspender as aulas até
o dia 22 de abril. A medida,
segundo os alunos, é para
favorecer os candidatos
envolvidos no erro do
vestibular e dar tempo de eles
acionarem a Justiça.
Uma candidata aprovada
no vestibular que não quis se
identificar disse que perdeu 48
posições após a identificação
do erro. Ela afirmou que foi
orientada a entrar na Justiça
com um mandado de segurança
para conseguir manter a vaga.
"São dois anos de estudo,
horas de dedicação para
perder meu sonho desse jeito.
É um absurdo o Cespe, uma
instituição desse tamanho,
cometer um erro tão absurdo.
A sensação é de desespero e
tristeza", disse a aluna.
O aluno Lucas da Silva, de
20 anos, foi aprovado, mas
com a identificação do erro,
ficou apenas duas posições
acima da nota de corte. "Mesmo
não tendo sido afetado, sinto
muito pelos alunos. Tem gente
que veio de outros estados,
alugou apartamento com
contrato de dois anos. E agora
eles não sabem o que fazer",
disse. "Eu acho que esses 30
que já estão fazendo o curso
deveriam continuar e o Cespe
arcar com o custo dos outros
30 que deveriam estar aqui. É
o mais justo."
Veja a nota do Cespe
"20/03/2014 - NOTA
Vestibular FEPECS - Nota
de Esclarecimento
Nota de esclarecimento
sobre o Vestibular da Escola
Superior de Ciências da Saúde
(ESCS)
O Centro de Seleção e de
Promoção de Eventos da
Universidade de Brasília
(CespeUnB), com relação à
retificação das notas das
provas de redação e da nota
final do vestibular de 2014 da
Escola Superior de Ciências da
Saúde (ESCS), divulgada por
meio do Edital nº 3, de 20 de
março de 2014, esclarece o que
se segue.
Antes de iniciar a avaliação
das referidas provas de
redação, e para garantir a
segurança e a isonomia na
avaliação, realizou-se um
processo de mascaramento, em
que cada texto foi associado a
um código identificador, e, em
seguida, eliminou-se da folha
de texto definitivo qualquer
identificação do autor. Após o
mascaramento, as provas foram
passadas para as bancas
avaliadoras realizarem o
trabalho de avaliação com os
textos desidentificados, ou
seja, no momento da avaliação,
a banca não é capaz de
associar o texto ao autor.
Concluída a avaliação,
ocorreu o processo de
desmascaramento, e as notas
dadas
pelas
bancas
avaliadoras foram associadas
aos autores dos textos por meio
do código identificador.
Tanto o processo de
mascaramento quanto o de
desmascaramento dos textos
demandam programação, a
qual é feita especificamente
para cada evento. No caso em
Continua
Continuação
20/03/2014
comento, ocorreu erro de
programação no processo de
desmascaramento, de modo
que a nota de cada texto não
foi associada corretamente ao
respectivo autor. Essa falha foi
detectada por meio de
reclamação de participantes do
vestibular
apresentada
judicialmente a este Centro.
Constatado o erro, o
CespeUnB, como órgão da
Administração Pública, de
forma a garantir justiça,
precisão, correção e lisura ao
processo de seleção, princípios
e valores estes que norteiam o
seu
trabalho,
corrigiu
imediatamente
a
falha,
garantindo, portanto, a
credibilidade do sistema de
seleção.
Este
Centro
lamenta
profundamente
o
erro
cometido, informa que já
tomou todas as providências
administrativas necessárias e
coloca-se à disposição para
esclarecimentos adicionais.
Atenciosamente,
CespeUnB"
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