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Comissão Organizadora
___________________________________________________________________
Elizabeth MacGregor
Larissa Araújo
Charli Ludtke
Ingrid Eder
Coordenação
___________________________________________________________________
Elizabeth MacGregor
Comitê Científico
___________________________________________________________________
Rita Garcia
Carla Molento
Mariângela Souza
Stélio Luna
Nestor Calderon
Irvênia Prada
Letícia Souza Dantas
Apoio
___________________________________________________________________
Revista Clínica Veterinária
Realização
2
Sumário
_____________________________________________
IMPORTANCIA DA QUALIDADE DE INTERAÇÃO DO
PROPRIETÁRIO COM O CÃO NA PREVENÇÃO DA SÍNDROME
DE ANSIEDADE DE SEPARAÇÃO............................................................................5
ANÁLISE DO CONFORTO TÉRMICO DE VACAS LEITEIRAS
EM FREESTALL.........................................................................................................7
USO DE ANIMAIS VIVOS NO CICLO BÁSICO DO CURSO
DE MEDICINA VETERINÁRIA DA UNIME/BA: RAZÃO E EMOÇÃO
DE TAL PRÁTICA, EXPRESSO PELOS GRADUANDOS .......................................10
OPINIÃO PÚBLICA SOBRE ABATE HUMANITÁRIO DE PEIXES
NO MUNICÍPIO DE ARAUCÁRIA, PARANÁ............................................................12
PERCEPÇÃO E ATITUDE DA POPULAÇÃO EM RELAÇÃO
AO USO DE ANIMAIS PARA ENTRETENIMENTO EM CURITIBA,
PARANÁ...................................................................................................................14
PERCEPÇÃO E ATITUDE DA POPULAÇÃO EM RELAÇÃO
AO BEM-ESTAR DE ANIMAIS DE PRODUÇÃO EM CURITIBA,
PARANÁ...................................................................................................................16
COMPORTAMENTO COMPENSATÓRIO EM CODORNAS
JAPONESAS ............................................................................................................18
BEM-ESTAR ANIMAL E ZOOTECNIA: EXPERIMENTANDO
UM NOVO OLHAR......................................................................................................... 20
A NECESSIDADE DA HABITUAÇÃO PARA ANÁLISES
COMPORTAMENTAIS DE BEM-ESTAR ANIMAL ....................................................... 22
MEDIDAS SIMPLES DE MELHORIAS DO BEM-ESTAR
DE EQÜINOS ESTABULADOS MANTIDOS EM HÍPICAS .......................................... 25
USO DE ANIMAIS PARA PESQUISA POR ESPÉCIE, GRAU
DE INVASIVIDADE E PROCEDÊNCIA DOS ARTIGOS PUBLICADOS
NO PERIÓDICO ARCHIVES OF VETERINARY SCIENCE EM 2006......................27
CASO CLÍNICO: RECUPERAÇÃO SOCIAL DE CADELA
PARAPLÉGICA COM DESORDENS COMPULSIVAS................................................. 30
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A VOCALIZAÇÃO DE LEITÕES COMO MEDIDA DE
BEM-ESTAR ANIMAL .................................................................................................... 33
INTERAÇÃO HOMEM-CAVALO DE TRAÇÃO: PERSPECTIVA
DE PROPRIETÁRIOS ATENDIDOS NO PROJETO CARROCEIRO
DA UNIVERSIDADE DE CUIABÁ, MT .....................................................................36
EFICÁCIA E VIABILIDADE DA VASECTOMIA PARA EMPREGO
EM LARGA ESCALA NO CONTROLE POPULACIONAL DE CÃES:
DADOS PRELIMINARES .........................................................................................39
PERCEPÇÃO E ATITUDE DA POPULAÇÃO DE LAURO DE FREITAS,
BAHIA, EM RELAÇÃO AOS ANIMAIS: DADOS PRELIMINARES...........................42
AMBIENTE TÉRMICO E COMPORTAMENTO DE SUÍNOS EM
CRECHE – ESTUDO DE CASO.................................................................................... 44
BEM-ESTAR DE CAMUNDONGOS UTILIZADOS EM
LABORATÓRIO DE PESQUISA – AVALIAÇÃO DO COMPORTAMENTO
SOCIAL E INDIVIDUAL ............................................................................................47
UMA PROPOSTA METODOLÓGICA PARA ANÁLISE
ECONÔMICA DE SISTEMAS DE PRODUÇÃO PREOCUPADOS COM
O BEM-ESTAR ANIMAL ................................................................................................ 50
OPINIÃO DOS ORDENHADORES SOBRE SUAS INTERAÇÕES COM
AS VACAS LEITEIRAS .................................................................................................. 53
LEGISLAÇÃO E NORMAS PADRÃO PARA SUÍNOS
SUBMETIDOS A SISTEMA INTENSIVO DE PRODUÇÃO:
RESULTADOS PRELIMINARES..............................................................................55
O SIGNIFICADO DA LIBERAÇÃO DE EMOÇÕES ATRAVÉS
DE UM ANIMAL DIFERENTE, O ESCARGOT: BEM ESTAR ANIMAL....................58
QUALIDADE DA RELAÇÃO HUMANO-ANIMAL NA CRIAÇÃO
DE VACAS LEITEIRAS (Bos taurus taurus) A PASTO: VALIDAÇÃO
DE TÉCNICAS PARA A AVALIAÇÃO DO MEDO ....................................................60
A INFLUÊNCIA DO MOVIMENTO DE PROTEÇÃO,
DEFESA E BEM-ESTAR ANIMAL NA POLÍTICA PÚBLICA DE
CONTROLE ÉTICO DAS POPULAÇÕES DE CÃES E GATOS
NA CIDADE DE SÃO PAULO, SÃO PAULO, SP .....................................................63
BEM ESTAR ANIMAL E EDUCAÇÃO DE CRIANÇAS E JOVENS:
ATRAVÉS DAS CINCO LIBERDADES ......................................................................... 65
EDUCANDO PARA O BEM ESTAR ANIMAL ATRAVÉS DO TEATRO....................... 67
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AVALIAÇÃO DOS EFEITOS DA APLICAÇÃO DE AFAGO
NO COMPORTAMENTO E DESENVOLVIMENTO DE BEZERROS
BUBALINOS .............................................................................................................70
AVALIAÇÃO DO BEM-ESTAR DURANTE O MANEJO PRÉ-ABATE
DE SUÍNOS NA REGIÃO OESTE DE SANTA CATARINA ......................................73
EFEITO DAS CONDIÇÕES DE EMBARQUE, TRANSPORTE
E DESEMBARQUE NO BEM-ESTAR DOS SUÍNOS...............................................75
ESTUDO DO IMPACTO DA SONDAGEM VESICAL NO
GRAU DE BEM-ESTAR DE ÉGUAS PARA SUBSÍDIO ÀS COMISSÕES
DE ÉTICA NO USO DE ANIMAIS ............................................................................78
OFICIAL DE CONTROLE ANIMAL: ALIADO DA COMUNIDADE
E DO ANIMAL ..........................................................................................................80
A CONSTRUÇÃO DO CONCEITO DE QUALIDADE DE VIDA ANIMAL .................82
DOCÊNCIA EM BEM-ESTAR ANIMAL – HUMANIZAÇÃO
E CIÊNCIA DE MÃOS DADAS.................................................................................84
EFEITO DO TIPO DE VEÍCULO NA QUALIDADE DA
CARNE DE BOVINOS COMO INDICADOR DO BEM-ESTAR DURANTE
O TRANSPORTE .....................................................................................................86
EFEITOS DA DISTÂNCIA DE VIAGEM NA QUALIDADE
DE CARNE DE BOVINOS COMO INDICADOR DO BEM-ESTAR
DURANTE O TRANSPORTE ...................................................................................88
A PRODUÇÃO DE OVOS E O BEM ESTAR ANIMAL SOBRE
O PONTO DE VISTA DO CONSUMIDOR................................................................90
AVALIAÇÃO DAS CONDIÇÕES DE BEM-ESTAR DE CÃES
EM DOIS ABRIGOS BRASILEIROS ........................................................................92
BEM-ESTAR ANIMAL E FILOSOFIA DA CIÊNCIA E ÉTICA:
RELAÇÃO DE INTERDISCIPLINARIDADE NO CURSO DE MEDICINA
VETERINÁRIA .........................................................................................................94
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EFEITO DO TIPO DE VEÍCULO NA QUALIDADE
DA CARNE DE BOVINOS COMO INDICADOR DO BEM-ESTAR
DURANTE O TRANSPORTE
_____________________________________________
JOSÉ RODOLFO P. CIOCCA⏐(1,2); JULIA EUMIRA GOMES NEVES (1,3);
PATRÍCIA CRUZ BARBALHO (4); STAVROS PLATON TSEIMAZIDES (5);
MATEUS J. R. PARANHOS DA COSTA (6)
ABSTRACT: CIOCCA, J.R.; NEVES, J.E.G.;BARBALHO, P.C.; TSEIMAZIDES, S.P.; PARANHOS
DA COSTA, M.J.R. Effect of vehicle type on meat quality as indicator of animal welfare during cattle
transportation.
The objective of this study was to evaluate the influence of the vehicle type used in cattle transport on the the
frequency of bruising in the carcass and the meat pH, both as indicators of the animal welfare. The study was
done with 1776 animals, 69.9% of them transported non-articulated trucks and 30.1% in articulated trucks,
following the the usual routine adopted for cattle transportation. The evaluation of bruises in the carcasses was
done according the Aus-Meat4 and the pH was measured in the muscle longissimus dorsi 24 hours after slaughter
(pHu). There were significant effects (P<0.05) of the vehicle type on the two studied variables. The pHu was
lightly higher for animals transported in non-articulated trucks (pHu= 5.77) than those transported in articulated
ones (pHu= 5.72). The frequency of bruises followed the same tendency, with 1.43 bruises/animal transported in
non-articulated trucks and 1.39 bruises/animal transported in articulated ones. In spite of these significant
differences is not possible to conclude which vehicle was the best, due to the small differences between the
means and the large concentration of non-articulated trucks transporting cattle in short distances (up to 200Km),
which was more stressful to the animals than the other categories of distances.
KEY WORDS: transport, vehicle, bruising, cattle.
INTRODUÇÃO
O transporte de bovinos como parte do manejo pré-abate tem efeitos negativos no bem-estar dos animais e
também na qualidade da carne, resultando em dor e sofrimento aos animais e perdas econômicas aos produtores
e frigoríficos1. Durante o transporte há esforço físico e estresse psicológico (decorrente do estado emocional de
medo), que pode levar a depleção de glicogênio muscular, resultando em problemas no pH e conseqüentemente
maior risco de ocorrência de cortes escuros2. Há também o risco dos manejos envolvidos aumentarem a
freqüência de contusões nas carcaças, que também é indicativa de problemas de bem-estar animal e
econômicos3. Esse trabalho teve como objetivo avaliar a influência do tipo de veículo utilizado no transporte de
bovinos no pH da carne e na freqüência de hematomas em carcaças de bovinos, como indicadores do bem-estar
animal.
MATERIAL E MÉTODOS
Foram avaliados 1776 animais, sendo 69,9% em caminhões não articulados com três eixos (tipo “truck”, com
capacidade média para 18 animais) e 30,1% em caminhões articulados com um piso (tipo carreta de um andar,
com capacidade média para 27 animais). As avaliações foram realizadas seguindo a rotina normal de trabalho
durante o transporte dos animais. Para avaliação das contusões nas carcaças, seguiu-se o critério descrito pela
Aus-Meat 4, que definiu hematoma como qualquer lesão no tecido muscular, caracterizada por apresentar pelo
menos 2 cm de profundidade ou 10 cm de diâmetro (ou área equivalente), exceto para as lesões no contra-filé
(longissimus dorsi), que foram sempre consideradas graves independentemente do tamanho. Essas avaliações
foram realizadas na linha de abate, logo após a retirada do couro, sendo registrada a identidade de cada animal e
⏐
1- Grupo ETCO – Grupo de Estudos e Pesquisas em Etologia e Ecologia Animal.
2- Graduação em Zootecnia – FCAV-UNESP, Jaboticabal-SP.
3- Programa de Pós Graduação em Zootecnia- FCAV-UNESP, Jaboticabal-SP. E-mail: [email protected]
4- Zootecnista, mestre pelo Programa de Pós-Graduação em Zootecnia, FCAV-UNESP, Jaboticabal-SP.
5- Frigorífico Marfrig S.A., Promissão-SP.
6- Departamento de Zootecnia, FCAV-UNESP, 14884-900, Jaboticabal-SP. Email: [email protected].
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o local do hematoma (quando ocorria), marcando “x” em desenhos de carcaças. Ao final da linha de abate, as
carcaças eram levadas para a câmara fria a uma temperatura nunca inferior a 2°C, onde permaneciam por
aproximadamente 24 horas. Após este período (24 horas) foi mensurado o pH no músculo longissimus dorsi
(pHu) de cada animal, utilizando-se o peagômetro digital Mettler-Toledo, modelo 1140. Para a análise dos dados
foi usado o procedimento GLM do pacote estatístico Statistical Analisys System5. Foram consideradas como
variáveis dependentes a freqüência de hematomas por carcaça e o pHu. Dada a alta ocorrência de valores zero
(0) na freqüência de hematomas por carcaça, esses dados foram transformados em raiz quadrada de (x + 1) antes
de proceder às análises.
RESULTADOS E DISCUSSÃO
Houve efeitos significativos (P<0,05) do tipo de veículo nas duas variáveis estudadas. A média de pHu foi
ligeiramente mais alta para animais transportados em caminhões do tipo truck (pHu= 5,77) do que para os
animais transportados em carretas (pHu= 5,72). Apesar da diferença ser pequena, deve-se ter em conta que
valores de pHu acima de 5,8 podem resultar em restrições comerciais, de forma que valores próximos a este
devem ser considerados como indicadores de risco. Entretanto, deve-se considerar que geralmente os caminhões
do tipo truck são destinados a viagens mais curtas e às carretas a viagens mais longas, o que pode causar um
confundimento de ambos os fatores (distância e tipo de veículo utilizado). No presente caso houve maior
freqüência do uso de “trucks” em viagens com distancia entre 0 e 200km, havendo evidências de que distâncias
mais curtas causam mais estresse dos animais. O que esta de acordo com Warriss et al.1 que sugeriram em seu
trabalho que a queda da concentração do cortisol ocorrida durante longos períodos de viagem pode ser devido a
adaptação dos animais ao transporte. Com relação aos hematomas os resultados encontrados diferiram
estatisticamente, porém com baixa variação. Encontrando para caminhões do tipo truck uma média de 1,43
hematomas/animal, enquanto que para as carretas foi encontrada média de 1,39 hematomas/animal. Apesar das
diferenças significativas entre as médias não é possível concluir qual o melhor tipo de veículo usado para o
transporte de bovinos, principalmente porque houve maior concentração de caminhões do tipo truck nas
categorias de distâncias curtas (até 200Km), que se mostraram mais estressantes do que distâncias mais longas.
REFERÊNCIAS BIBLIOGRÁFICAS
1.
2.
3.
4.
5.
WARRISS, P. D.; BROWN, S. N.; KNOWLES, T. G.; KESTIN, S. C.; EDWARDS, J. E.; DOLAN, S. K.;
PHILIPS, A. J. Effects on cattle of transport by road for up 15 hours. Veterinary Record, London, v. 136,
n. 1, p. 319-323, 1995.
MCVEIGH, J. M.; TARRANT, P.V. Behavioral stress and skeletal muscle glycogen metabolism in young
bulls. J. Anim.Sci. 54:790-795. 1982.
JARVIS, A.M.; COCKRAM, M.S. Effects of handling and transport on bruising of sheep sent directly from
farms to slaughter. The Veterinary Record, Vol 135, Issue 22, 523-527, 1994.
AUS-MEAT LIMITED. Beef & veal language. South Brisbane, 2001. 4p.
SAS INSTITUTE. System for microsoft windows: release 8.2. Cary, 2001. 1 CD-ROM.
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Efeito do tipo de veículo na qualidade da carne de bovinos