UNIVERSIDADE CANDIDO MENDES A INCLUSÃO DO PORTADOR DE SÍNDROME DE DOWN NA SOCIEDADE (ESCOLA X TRABALHO) AIDIL DA SILVA JUNQUEIRA FOLHA DA FICHA CATALOGRÁFICA JUNQUEIRA, Aidil da Silva A Inclusão do Portador de Síndrome de Down na Sociedade (Escola X Trabalho) Rio de Janeiro, 02 de Junho de 2004. 40 páginas. Monografia apresentada à Universidade Cândido Mendes para a obtenção do grau EM Docência do Ensino Superior. Dedico à Deus por estar presente em todos os momentos de minha caminhada, a meu esposo, minhas filhas e minha neta. Agradeço em primeiro lugar à Deus, que me concedeu a serenidade necessária para aceitar as coisas que não posso mudar, coragem para mudar aquelas que posso e sabedoria para distinguir uma das outras, a meu esposo, minhas filhas e minha neta. SUMÁRIO CAPÍTULO I Introdução ................................................................................................................................08 CAPÍTULO II – O QUE É SÍNDROME DE DOWN? Conhecendo a Síndrome de Down ...........................................................................................09 Características Principais do Portador de Síndrome de Down .................................................11 Deficiência Mental X Síndrome de Down ...............................................................................12 Dificuldade de Aprendizagem do Portador de Síndrome de Down .........................................14 CAPÍTULO III – A EDUCAÇÃO E O PORTADOR DE SÍNDROME DE DOWN A Educação Especial do portador de Síndrome de Down .......................................................16 Acesso à Educação: Passo a Passo ...........................................................................................17 Política Nacional de Educação Especial ..................................................................................18 Enfoque da Intervenção Pedagógica junto a Criança Down ....................................................19 A Educação Básica ...................................................................................................................22 Preparando a Escola Inclusiva .................................................................................................25 Educação X Família .................................................................................................................26 Capacitação Profissional ..........................................................................................................28 A Inclusão sem Medo da Exclusão ..........................................................................................29 . Inclusão X Integração: Escola para todos ..............................................................................29 . Inclusão X Preconceito ..........................................................................................................30 . Preconceito ............................................................................................................................30 . Nada de Preconceito ..............................................................................................................30 . Cidadania e o Portador de Síndrome de Down ......................................................................31 CAPÍTULO IV - SÍNDROME DE DOWN X TRABALHO Inclusão de Deficientes Conquista Espaço nas Empresas ........................................................32 Preparando Trabalhadores ........................................................................................................33 Acessibilidade ..........................................................................................................................34 Inclusão ....................................................................................................................................35 Conscientização .......................................................................................................................36 Alguns Eventos realizados sobre A Inclusão do Portador de Síndrome de Down no Mercado de Trabalho ..............................................................................................................................37 . Procuradores participam de Evento sobre Qualificação Profissional de PPDs em São Paulo ...................................................................................................................................................37 . Subprocuradora-Geral participa de Encontro com entidade de Deficientes Físicos ..............37 . Seminário discute Inclusão das Pessoas com Síndrome de Down .........................................38 CAPÍTULO V Conclusão ................................................................................................................................39 Referências Bibliográficas .......................................................................................................40 CAPÍTULO I – INTRODUÇÃO Esta monografia tem como tema A Inclusão do Portador de Síndrome de Down na Sociedade (Escola X Trabalho), baseado em primeiro lugar, na possível inclusão do mesmo e a absorção por parte da sociedade, que deve estar orientada por relações de acolhimento à diversidade humana, de aceitação das diferenças individuais, de esforço coletivo na equiparação de oportunidade de desenvolvimento. A Síndrome de Down é uma condição genética caracterizada pela presença de um cromossomo a mais no par 21, das células de seu portador, por isso, é também chamada de trissomia. Ainda não foi exatamente esclarecida a causa da síndrome, no entanto, alguns fatores são considerados de riscos devido a grande incidência em que gestações na presença destes vem apresentando alterações genéticas. Os fatores de riscos podem ser classificados como endógenos e exógenos. Um dos principais fatores de risco endógenos é a idade da mãe, que em idade avançada apresentam índices bem mais altos de riscos, devido o fato de seus óvulos envelhecerem se tornando mais propensos a alterações. Os fatores de riscos são muito importantes, pois nos permite prevenir a ocorrência das alterações genéticas ou ainda minimizar os fatores de riscos. Seus objetivos são: identificar porque muitas vezes a tentativa de inclusão pode se tornar uma exclusão; abordar se a falta de capacitação do professor pode interferir na inclusão e identificar as possíveis condições de inclusão do portador de Síndrome de Down na sociedade (escola e trabalho). Nela mostro se a falta de capacitação, a falta de conhecimento a respeito da síndrome, a falta de possibilidades de escolas/trabalhos para o portador ou até mesmo o preconceito pode dificultar essa inclusão. Na elaboração desta monografia utilizei como marco referencial teórico o autor Schwartzman. E deixo no “ar” uma incógnita para vocês leitores no decorrer da leitura desta monografia descobrirem e tirarem suas próprias conclusões: Por que a tentativa de inclusão do portador de Síndrome de Down escola e no mercado de trabalho muitas vezes se torna uma exclusão? CAPÍTULO II - O QUE É SÍNDROME DE DOWN? 1. CONHECENDO A SÍNDROME DE DOWN A Síndrome de Down é uma condição genética caracterizada pela presença de um cromossomo a mais no par 21, das células de seu portador, por isso, é também chamada de trissomia. A trissomia do cromossomo 21, foi a primeira anomalia cromossômica detectada na espécie humana, sendo esta descoberta realizada pôr Lejeune, Gautier e Turpin em 1959, dados a pacientes com a Síndrome caracterizada em 1866 pôr John Langdon Haydon Down, daí o nome Síndrome de Down. Diferente do que muitas pessoas pensam, a Síndrome de Down não é uma doença, mais sim um acidente genético que ocorre por ocasião da formação do bebê, no início da gravidez. No entanto podemos encontrar outras alterações genéticas que causam a Síndrome de Down, como por exemplo: alteração genéticas decorrentes de translocação, pela qual o autossomo 21, a mais, está fundido a outro autossomo e erro genético pela proporção variável de células trissômicas presentes ao lado de células citogeneticamente normais. Esse acidente genético produz um variável grau de atraso no desenvolvimento mental e motor das pessoas com esta síndrome. A incidência é de 1 à 3% da população do mundo, 1 em cada 700 a 800 nascimentos, é portador da Síndrome de Down. Isso ocorre com maior freqüência quando a mãe tem menos de 20 anos ou mais de 40 anos. Além disso, a probabilidade de ter uma criança com Síndrome de Down (erradamente denominado como mongolismo) é maior (cerca de 1 a cada 50) quando o casal já teve outra criança com essa síndrome ou algum caso na família. Em alguns países, incluindo o Brasil, é possível fazer um teste chamado Aminiocentese aos 4 meses de gravidez, para verificar se a criança tem Síndrome de Down. É somente o exame do Cariótipo é que realmente comprova o cromossomo extra com um número total de 47, como resultante de uma trissomia do cromossomo 21. Na Síndrome de Down, há uma tendência espontânea para a melhora. O objetivo terapêutico é acelerar este impulso espontâneo de desenvolvimento. Uma criança com Síndrome de Down sendo logo levada pelos pais para um tratamento terapêutico, a tendência é a espera de resultados positivos, não podemos esperar um milagre já que um indivíduo dito “normal” é diferente um dos outros também. A ajuda dos pais, também proporciona a sociabilidade da criança, pois simplesmente a Síndrome de Down é uma pequena parte da estrutura genética, é bom frisar que ao contrário do que se afirmava antigamente, não significa que o indivíduo com Síndrome de Down, sejam incapazes de fazer isto ou aquilo, de aprender, por falar em aprender, muitas crianças ditas “normais” as vezes tem dificuldades em aprender, por isso se lhe derem oportunidade, seu filho vai andar, correr, brincar, falar e as vezes até demais e muitos até trabalhar. 2. CARACTERÍSTICAS PRINCIPAIS DO PORTADOR DE SINDROME DE DOWN Segundo SCHWARTZMAN (1999), a Síndrome de Down é marcada por muitas alterações associadas, que são observados em muitos casos. As principais alterações orgânicas, que acompanham a síndrome são: cardiopatias, prega palmar única, baixa estatura, atresia duodenal, comprimento reduzido do fêmur e úmero, bexiga pequena e hiperecongenica, ventriculomegalia cerebral, hidronefrose e dismorfismo da face e ombros. Outras alterações como braquicefalia, fissuras palpebrais, hipoplasia da região mediana da face, diâmetro fronto-ocipital reduzido, pescoço curto, língua protusa e hipotônica e distância aumentada entre o primeiro, o segundo dedo dos pés, crânio achatado, mais largo e comprido; narinas normalmente arrebitadas por falta de desenvolvimento dos ossos nasais; quinto dedo da mão muito curto, curvado para dentro e formado com apenas uma articulação; mãos curtas; ouvido simplificado, lóbulo auricular aderente e coração anormal. Quanto às alterações fisiológicas podemos observar nos primeiros dias de vida uma grande sonolência, dificuldade de despertar, dificuldade de realizar sucção e deglutição, porém estas alterações vão se atenuando ao longo do tempo, à medida que a criança fica mais velha e se torna mais alerta. A pessoa Down normalmente apresenta grande hipotonia e segundo HOYER e LIMBROCK, citado por SCHWARTZMAN (1999), o treino muscular precoce da musculatura poderá diminuir a hipotonia. A hipotonia costuma ir se atenuando à medida que a criança fica mais velha e pode haver algum aumento na ativação muscular através da estimulação tátil. (LOTT apud SCHWARTZMAN, (1999, p. 28). Alterações fisiológicas também se manifestam através do retardo no desaparecimento de alguns reflexos como o de preensão, de marcha e de Moro. Este atraso no desaparecimento destes reflexos é patológico e resulta no atraso das aquisições motoras e cognitivas deste período, já que muitas atividades dependem desta inibição reflexa para se desenvolverem como reflexo de Moro, que é substituído pela marcha voluntária. 3. DEFICIÊNCIA MENTAL X SINDROME DE DOWN Segundo descreve Ferreira, na obra Miniaurélio, o termo deficiência falta, carência ou insuficiência. Assim podemos entender por deficiência mental a insuficiência funcional das funções neurológicas. O cérebro da criança Down não atingir seu pleno desenvolvimento e assim todas suas funções estão alteradas: “O conceito de deficiência mental apóia-se, basicamente, em três idéias que tem sido utilizadas para definir este termo. É essencial examina-las do ponto de vista interativo. A primeira diz respeito ao binômio de desenvolvimento-aprendizagem (...) A segunda idéia se refere aos fatores biológicos (...) A última tem a ver com o ambiente físico e social (...)” (SCHWARTZMAN, 1999, p.243) Os três conceitos a que o autor citado se refere podem ser explicados como bases das atividades mentais. Na verdade o cérebro de um portador de Síndrome de Down recém nascido possui capacidades de aprendizagem, no entanto, estas serão desenvolvidas através da internalização de estímulos e esta se dá através da aprendizagem e esta intimamente associada aos fatores biológicos, como integridade orgânica e ainda sofre influencias diretas dos fatores ambientais e sociais. Esta afirmação feita por SCHWARTZMAN (1999), é muito aceita e podemos observar inúmeros trabalhos de outros autores coerentes a esta abordagem, como por exemplo Piaget, que afirma, que os indivíduos nascem apenas com potencialidades (capacidade inata) a capacidade de aprender. Assim, todo conhecimento e desenvolvimento da criança depende de exposição ao meio e dos estímulos advindos deste. Para ele, a base do conhecimento é a transferência e assimilação de “estruturas”, sendo assim, um conhecimento, um estímulo do meio é encarado como uma estrutura que será “assimilada” pelo indivíduo através de sua capacidade de aprender. A aprendizagem é realizada com sucesso se capacidades de assimilação, reorganização e acomodação, estiverem integradas, assim vão se dando as aquisições ao longo do tempo. O portador de Síndrome de Down possui certa dificuldade de aprendizagem que na grande maioria dos casos são dificuldades generalizadas, que afetam todas as capacidades: linguagem, autonomia, motricidade e integração social. Estas podem se manifestar em maior ou menor grau. 4. DIFICULDADES DE APRENDIZAGEM DO PORTADOR DE SÍNDROME DE DOWN O portador de Síndrome de Down tem idade cronológica diferente da idade funcional, sendo assim, não devemos esperar uma resposta idêntica à resposta dos ditos “normais”, que não apresentam alterações de aprendizagem. Esta deficiência decorre de lesões cerebrais e desajustes funcionais do sistema nervoso: “O fato de a criança não ter desenvolvido uma habilidade ou demonstrar conduta imatura em determina idade, comparativamente a outras com idêntica condição genética, não significa impedimento para adquiri-la mais tarde, pois é possível que madure lentamente.” (SCHWARTZMAN, 1999, P.246) A prontidão para a aprendizagem depende da complexa integração dos processos neurológicos e da harmoniosa evolução de funções específicas como linguagem, percepção, esquema corporal, orientação têmporo-espacial e lateralidade. É comum observarmos na pessoal Down, alterações severas de internalizações de conceitos de tempo e espaço, que dificultarão muitas aquisição de linguagem. Pessoas especiais como as portadoras de Síndrome de Down, não desenvolvem estratégias espontâneas e este é um fato que deve ser considerado em seu processo de aquisição de aprendizagem, já que esta terá muitas dificuldades em resolver problemas e encontrar soluções sozinhas. Outras deficiências que acometem a pessoa Down e implicam dificuldades ao desenvolvimento da aprendizagem são: alterações auditivas e visuais; incapacidade de organizar atos cognitivos e condutas, debilidades de associar e programar seqüências. Estas dificuldades ocorrem principalmente por que a imaturidade nervosa e não mielinização das fibras pode dificultar funções mentais como : habilidade para usar conceitos abstratos, memória, percepção geral, habilidades que incluam imaginação, relações espaciais, esquema corporal, habilidade no raciocínio, estocagem do material aprendido e transferência na aprendizagem. As deficiências destas funções dificultam principalmente as atividades escolares: “Entre outras deficiências que acarretam repercussão sobre o desenvolvimento neurológico da criança com síndrome de Down, podemos determinar dificuldades na tomada de decisão e iniciação de uma ação; na elaboração do pensamento abstrato; no calculo; na determinadas seleção fontes e eliminação de informativas; no bloqueio das funções perceptivas (atenção e percepção); nas funções motoras e alterações da emoção e do afeto”. (SCHWARTZMAN, 199, p.247) No entanto, a pessoa com Síndrome de Down tem possibilidades de se desenvolver e executar atividades diárias e até mesmo adquirir formação profissional e no enfoque evolutivo, a linguagem e as atividades como leitura podem ser desenvolvidas a partir das experiências da própria pessoa. Do ponto de vista motor, hipocinesias associadas à falta de iniciativa e espontaneidade ou hipercinesias e desinibição são freqüentes. Estes padrões débeis também interferem a aprendizagem, pois o desenvolvimento psicomotor é a base da aprendizagem. As inúmeras alterações do sistema nervoso repercutem em alterações do desenvolvimento global e da aprendizagem. Não há um padrão estereotipo previsível nas pessoas com Síndrome de Down e o desenvolvimento da inteligência não depende exclusivamente da alteração cromossômica, mas é também influenciada por estímulos provenientes do meio. No entanto, o desenvolvimento da inteligência é deficiente e normalmente encontramos um atraso global. As disfunções cognitivas observadas neste paciente não são homogêneas e a memória seqüencial auditiva e visual geralmente são severamente acometidas. CAPÍTULO II – A EDUCAÇÃO E O PORTADOR DE SÍNDROME DE DOWN 1. A EDUCAÇÃO ESPECIAL DO PORTADOR DE SÍNDROME DE DOWN A educação especial é uma modalidade de ensino, que visa promover o desenvolvimento global a alunos portadores de deficiências, que necessitam de atendimento especializado, respeitando as diferenças individuais, de modo a lhes assegurar o pleno exercício dos direitos básicos de cidadão e efetiva integração social. Proporcionar ao portador de deficiência a promoção de suas capacidades, envolve o desenvolvimento pleno de sua personalidade, a participação ativa na vida social e no mundo do trabalho, são objetivos principais da educação especial e assim como o desenvolvimento bio-psiquico-social, proporcionando aprendizagem que conduzam a criança portadora de necessidades especiais maior autonomia. A prática pedagógica adaptada as diferenças individuas vêem sendo promovidas dentro das escolas do ensino regulas. No entanto, requerem metodologias, procedimentos pedagógicos, materiais e equipamentos adaptados. O professor especializado deve valorizar as reações afetivas de seus alunos e estar atento a seu comportamento global, para solicitar recursos mais sofisticados como a revisão médica ou psicológica. E outro fato de estrema importância na educação especial é o fato de que o professor deve considerar o aluno como uma pessoa inteligente, que tem vontades e afetividades e estas devem ser respeitadas, pois o aluno não é apenas um ser que aprende. A educação especial atualmente é prevista por lei e foi um direito e foi adquirido ao longo da conquista dos direitos humanos. A garantia de acesso a educação e permanência da escola requer a prática de uma política de respeito às diferenças individuais. 2. ACESSO À EDUCAÇÃO ESPECIAL: PASSO A PASSO Crianças com necessidades especiais podem e devem freqüentar a rede municipal de ensino. O primeiro passo que os pais devem seguir será o de garantir a matrícula de seu filho em escolas próximas às suas residências . A própria escola, através de sua equipe técnicopedagógica, avaliará se aquela unidade de ensino pode atender às necessidades do aluno, colocando-o uma turma especial ou integrando-o em turmas regulares. Caso contrário, a direção da escola a encaminhará para o Instituto Helena Antipoff, que coordena as escolas de Educação especial distribuídas em nove bairros do Município do Rio de Janeiro: Santa Cruz, Campo Grande, Bangu, Deodoro, Ilha do Governador, Quintino. Engenho de Dentro, Maracanã e Botafogo. Segundo Mércia Cabral de Oliveira, assistente de direção do Instituto Helena Antipoff, um professor itinerante a encaminhará para uma escola especial e fará acompanhamento tanto do aluno como da equipe desta unidade de ensino. Depois de integrado a uma turma regular, o aluno continuará recebendo acompanhamento de um professor de sala de recursos para aprimorar os conceitos nos quais a criança tenha mais dificuldades inerentes à sua deficiência, como a compreensão de textos, leituras etc. 3. POLÍTICA NACIONAL DE EDUCAÇÃO ESPECIAL A política nacional de educação especial consiste de objetivos gerais e específicos necessários a portadores de deficiências, que fundamentam e orientam o processo de educação especial, visando garantir o atendimento educacional ao aluno portador de necessidades especiais. Os objetivos formulados pela política de educação especial são: promover a integração social; desenvolver práticas de educação física, atividades físicas e sociais; promover direito de escolher; desenvolver habilidades lingüísticas; incentivar autonomia e possibilitar o desenvolvimento social, cultural, artístico e profissional, das crianças especiais. Para assegurar a educação especializada algumas medidas devem ser tomadas, como: aumento da oferta de serviços de educação especial com equipamentos, equipe qualificada, material didático especializado e espaço físico adequado às necessidades especiais dos deficientes, assim como criação de programas de preparo para o trabalho, estímulo a aprendizagem informal e orientação à família. No entanto, a falta de atendimento especial principalmente em pré-escolas, carência de recursos e equipe qualificada, inadequação do ambiente físico, falta de novas propostas de ensino, descontinuidade de planejamento e ações, desigualdade de recursos e oportunidades, vem dificultando o acesso de muitas crianças especiais ao ensino especializado. A Secretaria de Educação especial do Ministério da Educação (SEESP) é responsável pela coordenação, implementação, supervisão e fomento da Política Nacional de Educação Especial. Ela tem como função identificar oportunidades, estimular iniciativas, gerar alternativas e apoiar negociações que encaminhem o melhor atendimento educacional a pessoas com necessidades educativas especiais (PPNEE), de forma a garantir a sua integração escolar e social, pelo desdobramento da política de atendimento preconizada, nos diferentes níveis da ação governamental. Para permitir uma efetiva integração do aluno com necessidades educacionais especiais na rede regular, o MEC/SEESP criou o PROGRAMA NACIONAL DE CAPACITAÇÃO DE RECURSOS HUMANOS, dirigido a quem atua no ensino regular. Em sua fase inicial, o programa atenderá, no mínimo, a 135 municípios brasileiros e utilizará, inclusive, recursos da Educação a Distância, possibilitando, assim, maior oferta de atendimento aos alunos com necessidades especiais. 4. ENFOQUES DA INTERVENÇÃO PEDAGÓGICA JUNTO A CRIANÇA DOWN A criança Down apresenta muitas debilidades e limitações, assim o trabalho pedagógico deve primordialmente respeitar o ritmo da criança e propiciar-lhe estimulação adequada para desenvolvimento de suas habilidades. Programas devem ser criados e implementados de acordo com as necessidades específicas das crianças. Segundo MILLS (apud SCHWARTZMAN, 1999, P. 233) a educação da criança é uma atividade complexa, pois exige adaptações de ordem curricular que requerem cuidadoso acompanhamento dos educadores e pais. Freqüentar a escola permitirá a criança especial adquirir, progressivamente, conhecimentos cada vez mais complexos que serão exigidos da sociedade e cujas bases são indispensáveis para a formação de qualquer indivíduo. Segundo a psicogênese, o indivíduo é considerado como instrumento essencial à interação e ação. E como descreve PIAGET, o conhecimento não procede, em suas origens, nem de um sujeito consciente de si mesmo, nem de objetos já constituídos e que a ele se imponham. O conhecimento resulta da interação entre os dois. Desta forma consideramos, que a escola deve adotar uma proposta curricular, que se baseie na interação sujeito objeto, envolvendo o desenvolvimento desde o começo. O ensino das crianças especiais deve ocorrer de forma sistemática e organizada, seguindo passos previamente estabelecidos, o ensino não deve ser teórico e metódico e sim deve ocorrer de forma agradável e que desperte interesse na criança. Normalmente o lúdico atrai muito a criança, na primeira infância, e é um recurso muito utilizado, pois permite o desenvolvimento global da criança através da estimulação de diferentes áreas. O atendimento a criança portadora de Síndrome de Down deve ocorrer de forma gradual, pois estas crianças não conseguem absorver grande número de informações. Também não devem ser apresentadas, a criança Down, informações isoladas ou mecânicas, de forma que a aprendizagem deva ocorrer de forma facilitada, através de momentos prazerosos. É importante que o profissional promova o desenvolvimento da aprendizagem nas situações diárias da criança, e a evolução gradativa da aprendizagem deve ser respeitada. Não é adequado pularmos etapas ou exigirmos da criança atividades que ela não possa realizar, pois estas atitudes não trazem benefícios a criança e ainda podem causar lhe estresse. Em crianças com Síndrome de Down é comum observarmos evolução desarmônica e movimentos estereotipados. Esta defasagem pode ser compensadas através do planejamento psicomotor bem direcionada, que lhe proporcionam experiências fundamentais para sua adaptação. A atividade física na escola tem proporcionado não só a crianças normais como também as crianças portadoras de necessidades especiais, um grande desenvolvimento global que será a base para as demais aquisições. Frente a grande variação das habilidades e dificuldades da Síndrome de Down, programas individuais devem ser considerados e nestes enfatiza-se as possibilidades de aprendizagem de cada criança e a motivação necessária para o desenvolvimento destas. Para tanto, o professor deve conhecer as diferenças de aprendizagem da cada criança de forma a organizar seu trabalho e programação didática. A sala de recursos deve consistir em local apropriado a receber as crianças especiais, que deverão receber assistência pedagógica especializada. Normalmente encontramos as salas de recursos em escolas normais onde crianças “normais” ficam juntas das especiais. Assim a sala de recursos funciona desenvolvendo com as crianças especiais as atividades que já trabalhou com seus demais colegas. O professor de recursos deve priorizar as atividades em que o portador de deficiência tem dificuldades e precisa de auxílio. Este pode servir como tutor dos estudantes deficientes em suas classes e deve cuidar de que os professores das crianças deficientes e de que estas recebam os materiais e equipamentos didáticos, que se façam necessários. Um fato determinante para uma boa assistência a crianças especiais é não sobrecarregar demais a sala de recursos especiais para que o professor possa trabalhar bem. E é fundamental também, que o professor indicado esteja preparado, para ser capaz de atender as necessidades de seus alunos e trabalhar em harmonia com o professor da classe regular. Alguns cuidados básicos devem ser considerados em relação ao ensino de crianças especiais como as portadoras de Síndrome de Down: - As atividades devem ser centradas em coisas concretas, que devem ser manuseadas pelos alunos; - As experiências devem ser adquiridas no meio próprio do aluno; - Situações que possam provocar stresse ou venham a ser traumatizantes devem ser evitadas; - A criança deve ser respeitada em todos aspectos de sua personalidade; - A família da criança deve participar do processo intelectivo. A classe especial é a estratégia atualmente mais indicada para o trabalho com crianças especiais, pois permite a integração destas na sociedade. Podemos encontrar classes parcialmente integradas, ou seja, onde as crianças e professores passam parte do dia nas classes regulares e o resto do tempo em classes especiais. Este método é muito utilizado no ensino ginasial e permite aos deficientes participarem de aulas regulares de arte, música, educação física, trabalhos práticos e economia doméstica. Enquanto as matérias mais complexas como matemática, gramática, ciências e outras são destinadas ao ensino especializado com professores especiais. Também é comum observarmos, escolas especiais, e este método também é muito utilizado principalmente para crianças portadoras de incapacidades múltiplas. Estas escolas normalmente possuem condições considerável e instalações e equipamentos especiais. Os profissionais são especialmente treinados e garantem a assistência e a instrução destas crianças. A escola é encarregada de supervisionar as crianças e assegura-las quanto à aprendizagem. Quanto ao fato de separar as crianças deficientes das crianças “ditas normas” tem por objetivo promover a educação especializada e diferenciada. No entanto, é necessário a integração destas crianças. As desvantagens da escola especial são muitas, no entanto, as principais são ambiente muito segregado que não favorece a integração social; estigma da classe especial menor que o da escola separada, o isolamento físico e social dos alunos da classe especial e seu professor é situado em nível inferior da escola de prestígio profissional e maior custo de instalações especiais e equipamentos para várias salas de aula. 5. A EDUCAÇÃO BÁSICA Os fins da educação nacional, expressos no art. 1º da Lei nº 4024/61, refletem os ideais de liberdade, solidariedade e valorização do homem, que devem orientar toda educação no Pis. Mantendo estes princípios, a Lei nº 5692/71, no seu art. 1º, estabelece o objetivo geral do ensino. Desta forma geral, o objetivo consiste em proporcionar ao educando a formação necessária ao desenvolvimento de suas potencialidades e como elemento de auto-realização, na qualificação para o trabalho e preparo para o exercício consciente da cidadania. O desenvolvimento, ampliação e especialização das possibilidades psicomotoras da criança Down permitem que esta realize atividades didáticas simples e assim se inicia o processo de alfabetização, onde a criança não só esta criando, formando conceitos e categorias conceituais para perceber a realidade e ordenar o mundo que a rodeia. Nesta fase a participação da criança é ativa e é fundamental que a escola desenvolva o máximo, em todas as áreas, as potencialidades do conhecimento, as habilidades atuais e futuras de aprendizagem do aluno com Síndrome de Down. O trabalho com a criança deve se centrar no contato e interação com o outro e as eventuais complementações das atividades pedagógicas desenvolvidas devem ser informais, através de jogos espontâneos, relação com o colega e com o material adequado. Assim de forma agradável e prazerosa a criança vai desenvolvendo atividades físicas, emocionais e cognitivas que possibilitam a elaboração do pensamento. Nesta fase, segundo SCHWARTZMAN, a manutenção da fluidez e flexibilidade neuropsicológica é fundamental para se evitar rigidez precoce, que acarreta redução da utilização de estratégias no âmbito da aprendizagem. A participação da criança Down no ensino médio é muito benéfica ao desenvolvimento, pois a própria articulação de matérias e sua multiplicidade colocam novos problemas de adaptação aos aspectos relativos à vida em grupo e à organização de novos modelos de conhecimento defrontam o aluno com obstáculos e dificuldades. As escolas devem concentrar esforços párea desenvolver as potencialidades e capacidades do aluno, levando em consideração os objetivos e estratégias que lhe poderão ser mais úteis, não importa o tipo de escola comum ou especial. O fator mais importante é que o professor crie em sala de aula condições que lhe permitam um melhor convívio grupal e para isto pode trabalhar as dinâmicas de grupo. Inicialmente é muito importante que a escola conheça cada dificuldade e habilidade de cada criança com intuito de promover suas necessidades básicas para aprendizagem e desenvolvimento. Procura se identificar na criança os rendimentos, atitudes, motivação, interesse, relações pessoais, forma de assumir tarefas e enfrentar situações. A partir dos resultados desta observação são planejadas as adaptações direcionadas ao apoio pedagógico favorecendo as aquisições através de intervenções planejadas e organizadas em prol de um objetivo primordial que deve ser a organização dos elementos pessoais e materiais que possibilitarão novas aprendizagens. O trabalho pedagógico com estas crianças é um processo complexo e resulta em uma dinâmica evolutiva baseada nas capacidades do indivíduo. Alguns pontos devem ser considerados quanto à educação do portador da Síndrome de Down: - Estruturar seu auto-conhecimento; - Desenvolver seu campo perceptivo; - Desenvolver a compreensão da realidade; - Desenvolver a capacidade de expressão; - Progredir satisfatoriamente em desenvolvimento físico; - Adquirir hábitos de bom relacionamento; - Trabalhar cooperativamente; - Adquirir destrezas com materiais de uso diário; - Atuar em situações do dia a dia; - Adquirir conceitos de forma, quantidade, tamanho, espaço, tempo e ordem; - Familiarizar com recursos da comunidade onde vive; - Conhecer e aplicar regras básicas de segurança física; - Desenvolver interesse, habilidades e destrezas que o oriente em atividades profissionais futuras; - Ler e interpretar textos expressos em frases diretas; - Desenvolver habilidades e adquirir conhecimentos práticos que o levem a descobrir conhecimentos práticos que o levem a descobrir valores que favoreçam seu comportamento no lar, na escola e na comunidade. Com relação à alfabetização, não é um método voltado especificamente para as crianças com Síndrome de Down e cada criança requer uma forma de intervenção especifica, a qual se adequa. Não só à alfabetização, mas também na segunda série o atendimento deve atender as características específicas de cada aluno, propiciar o desenvolvimento do seu equilíbrio emocional, de sua autoconfiança, de sua capacidade de criação e expressão, de condições essenciais à sua integração e harmonia na sociedade. Deverão, também, prepara-lo para alfabetização, que se iniciará posteriormente quando a criança for capaz de descrever objetos e ações; discriminar sons; identificar semelhanças em diferenças entre sons iniciais e finais de palavras; identificar símbolos gráficos; articular fonemas corretamente; estabelecer relações simples entre objetos; combinar elementos concretos para a formatação de conjuntos; organizar, perceptivamente, seqüências da esquerda para a direita; utilizar conceitos simples estabelecer relações símbolos e significados; participar de conversas; organizar idéias em seqüência lógica; demonstrar controle muscular; reconstruir ações passadas e prever ações futuras; demonstrar criatividade e estabelecer pensamento crítico. É muito difícil para estas crianças desenvolverem habilidades de leitura e escrita, no entanto, este processo está mais facilitado se for permitida a criança vivenciar, interagir e experimentar. Alguns princípios devem nortear a aprendizagem da leitura e escrita: - Favorecer a realização de atividades relacionadas com leitura e escrita; - Ajustar a competência da criança ao contexto lingüístico; - Facilitar o contato com materiais de leitura e escrita. 6. PREPARANDO A ESCOLA INCLUSIVA O primeiro passo é sensibilizar e treinar todos os funcionários da instituição, orientadores e todo o pessoal que trabalha ali. É importantíssimo também sensibilizar os pais – sobretudo os dos não deficientes. Todos devem desempenhar um papel ativo no processo de inclusão. CLÁUDIA WERNECK, escritora, jornalista e membro do Down Syndrome Medical Interest Group (Grupo de interesse em Síndrome de Down que reúne cerca de 60 especialistas no mundo), explica em seu livro ninguém Mais Vai Ser Bonzinho na Sociedade Inclusiva: “Partindo da premissa de que quanto mais a criança interage espontaneamente com situações diferenciadas mais ela adquire o genuíno conhecimento, fica fácil entender por que a segregação não é prejudicial apenas para o aluno deficiente. A segregação prejudica a todos, porque impede que as crianças das escolas regulares tenham oportunidades de conhecer a vida humana com todas as suas dimensões e desafios. Sem bons desafios, como evoluir?” Segundo relatório da ONU, todo mudo se beneficia da educação inclusiva. Confira abaixo: Estudantes com deficiência: - Aprendem a gostar da diversidade; - Adquirem experiência direta com a variedade das capacidades humanas; - Demonstram crescente responsabilidade e melhor aprendizagem através do trabalho em grupo, com outros deficientes ou não; - Ficam melhor preparados para a vida adulta em uma sociedade diversificada: entendem que são diferentes, mas são inferiores. Estudantes sem deficiência: - Tem acesso a uma gama bem mais ampla de papéis sociais; - Perdem o medo e o preconceito em relação ao diferente; desenvolvem a cooperação e a tolerância ; - Adquirem grande senso de responsabilidade e melhoram o rendimento escolar; - São melhor preparados para a vida adulta porque desde cedo assimilam que as pessoas, as famílias e os espaços sociais não são homogêneos e que as diferenças são enriquecimento para o ser humano. 7. EDUCAÇÃO X FAMÍLIA A família deve ser orientada e motivada a colaborar e participar do programa educacional, promovendo desta forma uma interação maior com o portador. Também é fundamental que a família incentive a prática de tudo que o portador assimila. “A qualidade da estimulação no lar e a interação dos pais com a criança associam ao desenvolvimento se e aprendizagem de crianças mental”. (CRAWLEY; SPIKER, 1983) Assim é fundamental o aconselhamento a família, que deve considerar, sobretudo a natureza da informação e a maneira como a pessoa ´pe informada, com o propósito de orientala quanto à natureza intelectual, emocional e comportamental. Os pais e familiares do portador de Síndrome de Down necessitam de informações sobre a natureza e extensão da excepcionalidade; quanto aos recursos e serviços existentes para a assistência, tratamento e educação, e quanto ao futuro que se reserva ao portador de necessidades especiais. No entanto, a informação puramente intelectual, é notoriamente insuficiente, pois o sentimento das pessoas tem mais peso que os seus intelecto. Portanto, auxiliar os familiares requer prestar informações adequadas que permitam aliviar a ansiedade e diminuir as dúvidas. Assim os conselhos devem se preocupar com os temores e ansiedades, sentimentos de culpa e vergonha, dos familiares e deficientes. Devem reduzir a vulnerabilidade emocional e as tensões sofridas, aumentando a capacidade de tolerância. O objetivo principal é ajudar pessoas a lidar mais adequadamente com os problemas decorrentes das deficientes e no aconselhamento alguns pontos são importantes: ouvir as dúvidas e questionamentos, utilizar termos mais fáceis e que facilitem a compreensão, promover maior aceitação do problema, aconselhar a família inteira, trabalhar os sentimentos e atitudes, e facilitar a interação social do portador de necessidades especiais. A superproteção dos pais em relação à criança pode influenciar de forma negativa no processo de desenvolvimento da criança e normalmente estes se concentram suas atenções nas deficiências da crianças de modo que os fracassos recebem mais atenção que os sucessos e a criança fica limitada nas possibilidades que promovem a independência e a interação social. “As possibilidades de autonomia pessoal e social proporcional melhor qualidade de vida, pois favorecem a relação, a independência, interação, satisfação pessoal e atitudes positivas”. (BROWN, 1989) 8. CAPACITAÇÃO PROFISSIONAL O que fazer quando a escola recebe o primeiro aluno deficiente? Para começar, o diretor entra em contato com a respectiva Secretaria de educação (estadual ou municipal). A Secretaria faz um estudo do caso e vê se pode remanejar a criança para uma escola próxima que já esteja capacitada a acolher deficientes. Caso não seja possível, ela envia uma solicitação ao MEC para providenciar um curso de capacitação. Em princípio o MEC oferece 1 fita de vídeo e 1 livro sobre deficiência mental e 1 vídeo e 3 livros sobre deficiência auditiva. Somado a isso, os professores escolhidos para a capacitação recebem um curso de no mínimo 80 horas, fornecido pela Secretaria de Educação – que recebe um suplemento de verbas do MEC. O MEC recomenda dois tipos de parceira: com as Universidades e com as ONGs. Ambas oferecem consultorias e especialistas para ensinar ao professor como lidar com o aluno especial. As APAEs, por exemplo, costumam enviar seus profissionais para treinar professores de escolas regulares em processo de inclusão. Entre as ONGs envolvidas na capacitação, destacam-se também a AACD, as sociedades Pestalozzi e a FENEIS. Tanto a capacitação como as parcerias são bastante flexíveis, ou seja, adaptam-se à natureza e à quantidade de deficiências em cada escola. O MEC planeja ampliar aos poucos essa capacitação, até que toda a rede pública esteja equipada para receber qualquer portador de necessidades especiais. Veja o que nos mostra o censo escolar de Junho de 1999: Censo Escolar – Brasil Alunos com necessidades especiais por tipo de Deficiência Tipo de Necessidades Deficiência Visual Deficiência auditiva Deficiência Física Deficiência Mental Deficiência Múltipla Problema de Conduta Superdotação Outras Total Brasil 1996 8.081 30,578 7.921 121.021 23.522 9.529 490 201.142 1997 13.875 43.241 13.135 189.370 47.481 25.681 1.724 334.507 1998 14.473 42.408 16.462 181.332 42.578 8.976 1,187 28.588 337.004 Variação 91,5% 38,7% 107,8% 49,8% 81,0% - 5,8% 142,2% 67,5% (Fonte: INEP/MEC 9 . A INCLUSÃO SEM MEDO DA EXCLUSÃO 9.1. Inclusão X Integração: Escola para todos Os termos Inclusão x Integração, para a família, tem importância apenas relativa do ponto de vista teórico. O que é importante atualmente, á a prática de processo de matrícula de uma pessoa com Síndrome de Down numa escola regular. Os espaços de inclusão para essas pessoas, dependendo do nível de comprometimento são variados, pois existem diferentes variantes para o processo. Do ponto de vista teórico, a complexidade que permeia a questão da inclusão tem levado pais, especialistas e organismos nacionais e internacionais a discutirem formas de como reestruturar o sistema para atender aos desafios dessa realidade cada vez mais presente, passando a exigir dos atores sociais envolvidos uma postura e um compromisso mais efetivo dessa busca. Pensar no processo de exclusão que hoje a escola vem gerando para todas as crianças indiscriminadamente, faz-se necessário compreender as mudanças urgentes que devemos realizar na educação com vistas a construção de uma pedagogia mais humanizada, que represente os anseios do cidadão desse tempo, onde o homem possa ter uma postura crítica e ativa na vida social, possibilitando a solidariedade, a justiça e o exercício pleno da cidadania. É importante sabermos que o comportamento cognitivo das pessoas com Síndrome de Down e a ampliação de oportunidades nos vários ramos da atividade humana, aliando ao conjunto de valores e potencialidades faz com que ousemos afirmar que não podemos mais aceitar a educação dessas pessoas fora da escola regular. Mas para transformar a realidade atual no que diz respeito a inclusão escolar, temos que diagnostica-la, interpreta-la e conhecela a fundo. Identificar os mecanismos geradores dessa inclusão, implantar e propor políticas públicas que atendam as necessidades da maioria das pessoas com necessidades especiais. “Para que possamos vislumbrar uma escola para todos, também faz-se necessário dizer, que a inclusão não deve ser de interesse somente dos pais e seus filhos, deve ser interesse de todos, pois é uma proposta irreversível para os que compreenderam o papel da escola no momento atual e para aqueles que a tem colocado em prática. Qualquer pessoa pode ser uma grande peça deste quebra-cabeça. Tudo depende de qual lado estamos e de quais princípios se acredita”.(Mantoan, 1995). 9.2. Inclusão X Preconceito A professora, psicóloga e pós graduada em Psicomotricidade na UERJ, Fernanda Pontes Collares Xavier que promove a inclusão de crianças portadoras de necessidades especiais em turmas de educação Infantil, na Escola Especial Rotary Club, diz que o trabalho deve começar com a proposta da construção da identidade individual e grupal, através da aceitação das diferenças, incluindo a turma de Educação Infantil regular na escola especial, abrindo, assim, aporta para uma sala que conta uma histórica única. E, entre os pontos básicos a serem observados, a professora aponta:a mudança do olhar das mães e das crianças portadoras de necessidades especiais; a parceira entre a família presente, a escola, o professor e os alunos; o ambiente escolar harmonioso e alegre. Pintando com desenhos infantis e parquinhos com tanques de areia; e o repensar dos conceitos de dinâmica de trabalho. A mudança de olhar das mães, que passam a acreditar no contato com a criança portadora de necessidades especiais como algo que levaria à formação de um ser humano menos dependente e mais dinâmico, é fundamental, explica, afirmando que é importante os pais participarem das dinâmicas de grupos. Raíssa, portadora de Síndrome de Down, estudou numa turma regular da Escola Municipal Rotary Club, na Ilha do Governador, onde pode quebrar esse tabu do preconceito em relação aos portadores de necessidades especiais, quando as criança aceitaram Raíssa e fizeram assim, com que seus pais a aceitassem também. 9.3.Preconceito A discriminação dos deficientes nas escolas inclusivas começa pelos pais Sônia Dreyfuss, diretora do Centro Educacional Jean Piaget, relata que vários pais deixam de matricular seus filhos em escolas normais ao saber que eles conviveriam com crianças “diferentes”. Vejamos alguns casos positivos e outros negativos. 9.4. Nada de preconceito Não é o caso do casal Carmem e Paulo, pais de Mariana, 12 anos, portadora de Síndrome de Down: “Queremos que a Mariana seja uma pessoa útil e feliz. Mas com uma utilidade real, não mascarada, e isso só encontramos numa escola regular. Certos pais de deficientes são tão preconceituosos que não matriculam todos os filhos na mesma escola. Para eles, escolca inclusiva é mais fraca, e isso não é verdade. Tanto que nosso filho Guilherme é perfeitamente normal e estuda na mesma escola sem nenhum problema”, garantem. Mariana é extrovertida, falante e às vezes briguenta. Está na 6ª série e tem muitas dificuldades de aprendizado, mas participa das atividades. “Respeito seus limites, peço só o que ela pode fazer e levo em conta seu comprometimento”, explica a professora Selma Cordeiro. 9.5. Cidadania e o portador de síndrome de Down A cidadania é um direito básico do homem, porque supõe, nada menos, que o direito de ter direitos. Entende-se por cidadania o exercício dos direitos individuais e coletivos: acesso igualitário os bens e serviços comunitários e pressupões a emancipação. A emancipação caracteriza-se pela cidadania organizada. A cidadania é a relação da pessoa com a sociedade. Viver é exercer cidadania. É importante, neste momento, que se analise os aspectos que compõe o conceito de pessoas: - Filosóficos: ser que existe, se protege, percebe o outro, “convive”, é solidário. - Jurídico: cidadão (direitos e deveres), participação social, beneficiário e agente. - Portador de deficiência: pessoa – igualdade de direitos, equiparação de oportunidades, necessidades especiais. A deficiência leva ao portador uma desvantagem que é a perda ou limitação das oportunidades de participar da vida em comunidade em condições de igualdade com os demais pessoas. É a visão do social que é responsável pela maior ou menor integração da pessoa ao meio em que vive. Novos posicionamentos de ordem jurídica e moral estão transformando a necessidade de integração a nível comunitário e escolar favorecendo o convívio com a diversidade. O portador de Síndrome de Down se inclui nessas considerações, uma vez que as suas necessidades especiais exigem o respeito e garantias dos direitos que lhe permitem o exercício pleno da cidadania. As pessoas com deficiência, a família e a comunidade em geral devem assumir, juntamente com o estado, sua quota-parte de responsabilidade da defesa dos interesses coletivos e difusos desse grupo social. CAPÍTULO IV– SÍNDROME DE DOWN X TRABALHO 1. INCLUSÃO DE DEFICIENTES CONQUISTA ESPAÇO NAS EMPRESAS Aos poucos, aumenta no mercado de trabalho o número de deficientes desempenhando inúmeras funções profissionais. No Brasil, várias empresas começam a descobrir a eficiência dessas pessoas. Os deficientes físicos e mentais são um dos grupos que estão se beneficiando das mudanças sociais ocorridas no final do século XX, deixando de ser alvos de preconceitos e isolamento. Um dos maiores problemas enfrentados pelos deficientes é a entrada no mercado de trabalho e no Brasil a luta está só no começo. Para se ter uma idéia, na Europa e nos Estados Unidos, cerca de 30% a 40% dessas pessoas estão empregadas enquanto aqui apenas 2% delas tem um trabalho regular. É pouco, porém a tendência é o aumento desse número, devendo contribuir muito para isso a lei 8.213/91, aprovada há 9 anos e reeditada em 1999. Essa lei garante uma cota de vagas para deficientes, variando de 2% a 5% do quadro de funcionários, dependendo do total de empregados que a empresa possuir. A lei abrange apenas aquelas que tenham mais que 200 pessoas registradas. Com isso os deficientes avançam no reconhecimento da igualdade de seus direitos, resultado da luta de inúmeras entidades que tem contribuído com as mais variadas formas para a inclusão dessas pessoas no mercado de trabalho. 2. PREPARANDO TRABALHADORES Uma dessas entidades é a AVAPE – Associação para Valorização e Promoção de Excepcionais, criada há 17 anos por funcionários da Volkswagem e que hoje é parâmetro internacional e detentora de qualidade absoluta através do certificado ISSO 9002. Entre os trabalhos de preparação profissional desenvolvidos pela AVAPE está o Projeto Padaria, com a unidade de produção instalada no Centro de Treinamento e Aperfeiçoamento (CTA) da entidade, em Santo André. A padaria-escola, além de formar deficientes mentais e físicos para desempenhar várias funções, produz 4.000 itens e atende restaurantes e lanchonetes de empresas da região. Atualmente, Volkswagem, Ford, Mercedez-Bens, Johnson & Johnson, Denadai, RealFood, entre outras empresas, são parceiras da AVAPE e tem nessa entidade toda orientação e apoio para empregar funcionários com algum tipo de deficiência. A entidade também possui, em parceria com AACD – Associação de Assistência à Criança Defeituosa, um programa de trabalho que utiliza matéria-prima cedida pela Volkswagem e experiência de funcionários aposentados da empresa, para produção de prótese e aparelhos que viabilizam a reintegração do portador de deficiência física à vida social e profissional. 3. ACESSIBILIDADE Para contratar portadores de deficiência física as empresas precisam tornar possível o acesso dessas pessoas às dependências. Até mesmo para estar de acordo com as novas leis, que passam a exigir que qualquer prédio onde circulem mais de 100 pessoas, terá que adaptar suas instalações para receber portadores de deficiência. “A adaptação de um prédio não deve ser impedimento para contratar um deficiente”, comenta Ruy Villani, Consultor de Acessibilidade. “As interferências, muitas vezes são pequenas, podem implicar apenas na construção de uma rampa, aumento de largura de portas e adaptação nos banheiros. São obras, geralmente, debaixo custo. O importante é que sejam feitas dentro de medidas e parâmetros corretos. Por exemplo: uma rampa com inclinação inadequada pode se tornar mais um risco do que uma ajuda para a locomoção de um deficiente.” 4. INCLUSÃO As estimativas apontam que existem no Brasil, atualmente, cerca de 16 milhões de pessoas com algum tipo de deficiência. Destes, 30% tem deficiência moderada ou severa e 70% possuem um tipo de deficiência leve. Portanto existe muita gente que pode desenvolver algum tipo de trabalho mas ainda está isolada do convívio profissional. Disponibilizar trabalho para essas pessoas não é caridade, mas sim respeitar o princípio básico da igualdade perante a sociedade. Uma das entidades mais antigas em São Paulo, a APAE – Associação de Pais e Amigos dos Excepcionais, dispões há muitos tempo de programas de profissionalização. Através do NAAP – Núcleo de Aprendizagem e Atividades Profissionais, o deficiente passa por um processo de treinamento que o capacita a executar várias tarefas em diversos setores do mercado de trabalho. O programa de formação inclui itens como a reprodução do ambiente de trabalho das empresas. Com isso, o aluno identifica as características dos locais onde irá atuar. Respeito a normas e horários, atitudes adequadas, comportamento no trabalho, direitos e deveres são outros assuntos abordados nesse treinamento. Maria Tereza de Barros Ferez, coordenadora de um dos cursos do NAAP, acrescenta: “Temos atualmente 54 empresas atendidas por funcionários formados nos nossos cursos. Desde o início do programa já atendemos a cerca de 300 empresas em São Paulo. Algumas delas através de serviços executados em nossas oficinas, outras com colocação de funcionários dentro das próprias empresas. Vigor, Fritex, Kellogs são algumas marcas já que utilizaram nossos serviços.” 5. CONSCIENTIZAÇÃO O trabalho mais difícil, muitas vezes, não é com o deficiente, mas com a conscientização da sociedade e com a queda de preconceitos e receios de pessoas e empresas. Uma divisão da Gelre desenvolve um trabalho de colocação de deficientes no mercado, dá suporte profissional às empresas e assessora o trabalhador nas necessidades específicas. O portador de deficiência no uso de suas aptidões, que não dependem de suas deficiências, é tão ou mais produtivo que qualquer outra pessoa. Esse talvez seja o princípio básico para um empresário avaliar quando se sente inseguro em relação ao assunto. Existem inúmeros exemplos de deficientes que se sobressaem quando colocados em funções adequadas. As experiências de inclusão de deficientes em algumas empresas já estão estimulando outras a adotarem a mesma atitude, pois tem gerado resultado bastante positivo. Glória Amato Moreira Salles, presidente do Carpe Diem, que trabalha com deficientes mentais, acrescenta: “antes de mandar o funcionário treinado por nossa associação para o novo ambiente de trabalho fazemos uma preparação dos empregados que irão conviver com ele. Assim são quebrados alguns preconceitos e esclarecidos pontos que causam insegurança nas pessoas e elas são orientadas para se comportar adequadamente na nova situação. Vários casos relatados por contratantes indicam que, após um certo período de tempo, a presença do deficiente contribui para humanizar as relações no ambiente de trabalho, ajuda a melhorar o clima organizacional e eleva a qualidade de vida do grupo de pessoas no qual passa a conviver. Uma das lojas do Mc Donald’s que contratou um de nossos alunos, está tão satisfeita com a melhoria de relacionamento depois da primeira inclusão, que pretende colocar mais um deficiente em outro turno da lanchonete.” O Carpe Diem encaminha funcionários para empresas como Mc Donald’s, Baked Potato, Friday’s, Prodam, Academia Stadium, entre outras e tem parceria com o CIEE – Centro de Integração Empresa-Escola. 6. ALGUNS EVENTOS REALIZADOS SOBRE A INCLUSÃO DO PORTADOR DE SÍNDROME DE DOWN NO MERCADO DE TRABALHO 6.1. Procuradores participam de evento sobre qualificação profissional de PPDs em São Paulo O Procurador-Geral do Trabalho, Guilherme Mastrichi Basso, e a Coordenadora da Câmara de Coordenação e Revisão, Maria Aparecida Gugel, participaram, dia 03 de outubro de 2002, da solenidade de encerramento do 1º Ciclo do Programa de Qualificação Profissional da Pessoa Portadora de Deficiência, patrocinado por bancos filiados à Frebraban e realizado em São Paulo. O evento incluiu debates sobre assuntos que tem estreita ligação com a legislação sobre a contratação de pessoas portadoras de deficiência. O Procurador-Geral fez um dos pronunciamentos de encerramento. Também foi apresentada palestra sobre o tema “Preparando a recepção de PPDs no ambiente de trabalho”, proferida por Carmem Leite Ribeiro Bueno. 6.2. Subprocuradora-Geral participa de encontro com entidades de deficientes físicos A Coordenadora da Câmara de Coordenação e Revisão, Subprocuradora-Geral Maria Aparecida Gugel, participou, em outubro de 2002, do XIII Encontro Nacional de Entidades de deficientes Físicos, em Brasília. Promovido pela Organização Nacional de Entidades de Deficientes Físicos – ONEDEF, o evento também contou com a presença do então secretário de Estado de direitos Humanos, Paulo Sérgio Pinheiro. Maria Aparecida Gugel, expôs o tema “A Pessoa Portadora de Deficiência e o Mercado de Trabalho”, no painel “Políticas Públicas e Ações Governamentais Referentes às Pessoas Portadoras de Deficiência.” A Subprocuradora-Geral falou sobre os convênios firmados entre associações e tomadores de serviço da administração publica indireta, demonstrando as hipóteses legais restritivas para a intermediação de serviços, pois aqueles devem fazer concurso público. Ao final da exposição, foram feitas perguntas sobre aptidão plena, habilitação, qualificação profissional, cooperativas sociais, benefício da prestação continuada etc. O encontro foi encerrado dia 02 de novembro, com a apresentação, discussão e votação dos relatórios dos grupos de trabalho. 6.3.Seminário discute inclusão das pessoas com Síndrome de Down Aconteceu, de 09 a 11 de dezembro de 2002, em Recife, o XV Seminário Pernambucano sobre a Síndrome de Down – Educação, saúde e trabalho continuando a busca da inclusão. O objetivo foi desencadear nas pessoas com Síndrome de Down, pais, professores, profissionais e participantes de áreas afins um processo de implementação dos valores e da prática da inclusão. No dia 09, a Coordenadora da Coordenadoria Nacional de Promoção da Igualdade de Oportunidade e Eliminação da Discriminação no Trabalho, Subprocuradora-Geral do trabalho Maria Aparecida Gugel, participou do evento, na mesa redonda “O Mercado de trabalho e a pessoa com deficiência mental: direitos e deveres.” De acordo com ela, o portador de deficiência tem direito à proteção integral, cabendo ao Estado criar programas e integrá-lo socialmente, mediante o treinamento para o trabalho e a convivência, e a facilitação do acesso aos bens e serviços coletivos, com a eliminação de preconceitos e obstáculos arquitetônicos. Houve ainda exposição de temas como inclusão no trabalho e experiências das famílias, entre outros. O seminário foi uma realização da Associação de Pais e amigos dos Portadores da Síndrome de Down – ASPAD, com apoio de órgãos do governo e não governamentais. CAPÍTULO V – CONCLUSÃO Com a realização desta monografia pude verificar que o portador de Síndrome de Down é capaz de integrar-se socialmente, estudar e trabalhar como qualquer ser humano. A integração possibilita maior oportunidade para o aumento de cooperação, tolerância, compreensão e apóio entre cidadãos e outros portadores de Síndrome de Down. O convício com pessoas em todos os lugares com diferentes tipos de integração o ajudará nas suas necessidades, diminuindo assim tabus, mitos e preconceitos. Só o convívio poderá trazer uma variedade de desafios, estímulos e outras inúmeras oportunidades ao portador de Síndrome de Down. Alguns portadores de Síndrome de Down precisam de escolas especializadas por não terem condições de agir sozinhos. Assim, o processo de integração respalda-se em direitos civis, cidadania, igualdade de oportunidade, tratamento com dignidade e não com discriminação. Nesta monografia falo das empresas que estão abrindo suas portas para os deficientes, mais elas estão abrindo porque foi decretada uma lei na qual diz que toda empresa com mais de 200 funcionários deveria oferecer oportunidade de emprego para o portador de deficiência física. A nossa sociedade ainda é muito preconceituosa, muitas vezes ela até quer tentar, mais o próprio preconceito dela mesma a impede, e é por essa razão que muitas vezes a tentativa de inclusão se torna uma exclusão. Não devemos permitir que se trate o portador de Síndrome de Down como um indivíduo que só merece do Estado e da Sociedade o sentimento de “pena”, ainda que não exista serviços adequados e suficientes de orientação que estejam ao alcance de todas as classes sociais. REFERENCIAS BIBLIOGRÁFICAS BAHIA, Luiz Henrique Nunes. Educação Especial na Escola. Secretaria do Estado do Rio de Janeiro. CÂNDIDA, Rute Freitas. Por uma Política Setorial – Subsídios para Implementação de uma Educação Inclusiva. GLAT, R. A Integração Social dos Portadores de Deficiências: uma reflexão. Rio de Janeiro: Agir, 1995. GLAT, R; KADLEC V. A Criança e suas Deficiências : métodos e técnicas de ação psicopedagógica. Rio de Janeiro: Agir, 1995. GUIMARÃES, Arthur. Inclusão que Funciona. Revista nova escola. Setembro de 2003. JOVER, Ana. Inclusão: Qualidade para Todos. Revista Nova Escola. Junho de 1999. MARTINS, Sandra. Jornal Appai – Inclusão e Letramento: Uma Proposta de Educação. Infantil. PIERRE, Vayer; CHARLES, Rocin. A Integração da Criança Deficiente na Classe. São Paulo: Manole, 1989. Trad. Maria Ermandina Galvão Gomes Pereira. SCHWARTZAN, J. S. Síndrome de Down.São Paulo: Mackenzie, 1999. VAYER, Pierre; RONCIN, Charles. Itegração da Criança Deficiente na Classe. São Paulo: Manole, 1989. WWW. GOOGLE.COM.BR. Inclusão do Portador de Síndrome de Down no Mercado de Trabalho.