Comunicação Social Asmego Ministro Gilmar Mendes, governador Alcides Rodrigues, desembargador Paulo Teles, senadores e deputados na inauguração do CPS C E NTRO D E P AC O C IAL DE PAC ACII F I CAÇÃO S SO Projeto de Uruaçu é modelo para o país Nasce em Uruaçu-GO uma idéia que vai melhorar a resposta jurisdicional e a relação do juiz com a sociedade em todo o país. Trata-se da criação do Centro de Pacificação Social (CPS), um projeto de grande alcance, destinado a tornar a Justiça ainda mais forte, eficiente e ágil, com apoio do TJGO, CNJ e Asmego. PÁG S2e5 PÁGS Novas estratégia de gestão PAG 3 Centro Comunicação TJGO Aline Caetano Abertura do II Encontro de Diretores de Foro, na cidade de Pirenópolis Mutirão carcerário em G oiás Goiás Juízes reunidos em Trindade para dar início às ações nas comarcas PAG 8 2 | Goiânia, agosto/2009 www.asmego.org.br [email protected] EDITORIAL Magistratura em movimento Os juízes mudaram o foco, não estão mais enclausurados em seus gabinetes. Esta evolução foi natural, como ocorre na sociedade e em qualquer segmento que esteja sensível aos anseios da coletividade. Obviamente, ao magistrado ainda são impostas restrições previstas na Carta Magna e Legislação Federal, mas a evolução de postura dos membros do Poder Judiciário não arranha qualquer impedimento legal. O bom senso e qualidade dos juízes, por si só, garantem atuação institucional sensata e adequada. As associações de Magistrados e, em especial, a ASMEGO, como braço político institucional de representação classista, deve incentivar projetos e ações dos magistrados tendentes a melhorar a resposta jurisdicional, bem como a relação do juiz com a sociedade. E tem feito isto. Foi essencial o apoio prestado na divulgação do projeto, assim como poderá ser de grande ajuda na propagação de outros projetos de magistrados que visem o interesse coletivo. A dimensão proposta para o projeto do Centro de Pacificação Social só foi e é possível graças ao apoio de juízes, do Tribunal de Justiça e do Conselho Nacional de Justiça. Vários parceiros foram ainda decisivos na efetivação do projeto, como a empresa Anglo American, a OAB, o Ministério Público, o Conselho da Comunidade, Prefeitura e Câmara de Vereadores de Uruaçu e a AAVU (DMA), Associação dos Agentes Voluntários de Uruaçu, entidade sem fins lucrativos e declarada de utilidade pública por Lei. Os voluntários foram ainda peça fundamental, se não decisiva no projeto. Tenho a certeza de que sem a união de forças não seria possível a implementação do projeto, motivo pelo qual sou grato a todos aqueles que ajudaram o projeto e em nome de todo aquele que já foi atendido pelo projeto ou que virá a ser, agradeço. Muito obrigado a todos. Tenho a certeza que a legitimidade da magistratura aumentará constantemente todas as vezes que os juízes liderarem movimentos e projetos relevantes em favor do povo. O juiz ainda é voz de respeito na sociedade e devemos garantir que cada vez mais, o juiz seja agente transformador, seja elemento de diferença na sociedade. Assim, as prerrogativas dos juízes serão defendidas pela própria sociedade, já que um juiz independente é certeza de justiça forte e eficiente. É benefício para todos os jurisdicionados. Sou testemunha do compromisso dos juízes à toga no Estado de Goiás e de grandes projetos de colegas, todos voltados ao bem estar coletivo. Portanto, da minha parte, como sempre disse aos colegas, tenho grande orgulho de ser membro da magistratura brasileira e, em especial, da magistratura goiana. Estarei sempre a disposição como cidadão, como juiz ou como membro da ASMEGO, para colaborar com qualquer ação que vise colaborar com o princípio da efetividade da Justiça. Ou em outras palavras, estarei sempre pronto para colaborar com os colegas, defender a Justiça e a Constituição Federal. Murilo V ieira de F aria Vieira Faria Conselheiro da A S M AS E G O O MAGISTRADO O MAGISTRADO www.asmego.org.br II ENCONTRO DE DIRETORES DE FORO [email protected] Goiânia, agosto/2009 | 3 Carta de Pirenópolis Comunicação Social Asmego Cumprimento do Planejamento Estratégico 2009/2011 com projetos estratégicos regionalizados por subrregiões e comarcas; Regionalização e descentralização do atendimento das reivindicações das comarcas do interior; Solicitação de mais um assistente para cada juiz; Estabelecimento de tabelas de gratificação para atividades extras, sem prejuízo da função judicante própria, além de auxílio moradia; Necessidade de resposta das solicitações dos diretores do foro em tempo hábil e possibilidade de acompanhamento dos processos via intranet; Estabelecimento de cômputo geral de todos os atos jurisdicionais em programa estatístico próprio e inteligente, com médias ponderadas para se estabelecer pesos proporcionais; Presidente da Asmego Átila Amaral, presidente da Assembleia Legislativa Helder Valin e presidente do TJGO Paulo Teles, na abertura do Encontro Gestão estratégica nas comarcas s juízes diretores de foro é um administrador e deve assumir no Estado de Goiás reuessa responsabilidade”, disse. niram-se entre os dias Depois de uma palestra so12 e 15 de setembro, bre a posição do juiz enquanto em Pirenópolis, e elencaram 26 reigestor na era da convergência, do vindicações que, segundo eles, economista e consultor de empreviabilizam uma sas Carlos Hilsdorf, gestão estratégica e houve exposição das AS M EGO participativa nas boas práticas realizaAC O M PAN HAR Á das no âmbito do PoACO ANHAR comarcas. O documento, denominader Judiciário. Vários ATE N D I M E NT O ÀS projetos foram apreTEN NTO do “Carta de Pirenópolis”, resu- RE I NVI N DICAÇÕE S sentados, destacandoAÇÕES NVIN me as boas práticas se o “Motivar”, do realizadas no judiciário goiano. Ao juiz de Rio Verde, Gustavo Dalul, abrir o encontro, o ministro Gilmar “Meu Guri”, da juíza Maria SocorMendes, presidente do STF e do ro Afonso da Silva, de Aparecida CNJ, apontou o caminho de imde Goiânia, e o Centro de Pacificaplantação da gestão estratégica e ção Social, de Murilo Vieira de participativa. “O juiz precisa ser um Faria, titular da Comarca de gestor. Quem administra uma Vara Uruaçu. Comunicação Social Asmego Criação de fundo rotativo para fazer frente às despesas administrativas e a implementação de cartão ou ticket combustível, conforme necessidade de cada Comarca; Transformação do cargo de escrivão em cargo de diretor de secretaria, nos moldes da Justiça Federal; Terceirização dos concursos de servidores nas comarcas por instituição idônea ou concentração pela Comissão de Seleção e Treinamento do Tribunal; Criação de cargos administrativos ou contratação de terceirizados, visando estruturar as secretarias de diretoria de foro; Transformação dos cargos de escrevente judiciário, porteiro dos auditórios, contador, distribuidor, partidor, depositário público e avaliador em técnico e analista judiciários; Reestruturação/reclassificação das varas e comarcas, utilizando critérios objetivos, com revisão a cada dois ou três anos; Aceleração da implementação do PROJUDI-2 em substituição ao SPG, com oferecimento de cursos de capacitação para magistrados e assessores; Aquisição de equipamento para impressão de etiquetas para processos com código de barras para todas as comarcas; Utilização de capas de plástico dos autos, para facilitar o manuseio, além de permitir a conservação e a melhoria na eficiência; Instalação de detectores de metal (portal) para todos os fóruns; Solução do problema dos claros de lotação criados pelos servidores cedidos e requisitados à outra comarca sem a necessária compensação da vaga nas comarcas sede; Criação de plano de cargos e salários, com melhoria da remuneração dos servidores e assistentes do juiz, para evitar evasão e garantir a eficiência judiciária; Padronização dos procedimentos cartorários, através do gerenciamento de rotinas e criação de grupos gestores em cada Comarca; Aquisição de internet móvel para todos os magistrados, não só para os que utilizam o PROJUDI-2; Suspensão da aplicação do SDM e discussão sobre sua implantação, a fim de evitar sobrecarga dos magistrados e não prejudicar a atividade jurisdicional; Melhoria do sistema de processamento de dados e aumento da velocidade do link da internet, com treinamento dos servidores para uso do sistema; Participação dos juízes de primeiro grau nas mudanças a serem promovidas no Código de Organização Judiciária, com assento de representante da Asmego e mais um juiz; Elaboração de um Manual do Diretor do Foro do Estado de Goiás com a compilação dos principais procedimentos que os juízes gestores devem ter conhecimento; Momento de descontração de juízes no estande da Asmego Estrutura de apoio da Asmego A Asmego montou um estande de apoio aos associados participantes do Encontro de Diretores de Foro, onde aconteceram reuniões de trabalho e descontração. Após os debates, a diretora de RH do TJGO, Márcia Faiad, disse que a metodologia aplicada foi bem sucedida e o diretor-geral, Stênius Lacerda Bastos, fez avaliação positiva do encontro.O envolvimento de diretores da Asmego na organização e nos debates foi classificado como positivo pelo presidente Átila Amaral, que destacou a participação de Murilo de Faria e André Reis Lacerda. Implementação da carta precatória on line, nos moldes da Justiça Federal; Instituição do projeto pró-jovem também nas comarcas do interior; Gestionamento do Tribunal junto ao Governo do Estado para a instalação efetiva da Defensoria Pública em Goiás; Institucionalização do projeto de audiências públicas em todas as comarcas, por parte do Tribunal e com periodicidade mínima anual; Instituição de prévio juízo de admissibilidade para protocolo de representações contra magistrado na Corregedoria Geral da Justiça. 4 | Goiânia, agosto/2009 www.asmego.org.br [email protected] O MAGISTRADO GOIASPREV Central única prejudica autonomia da magistratura Assessoria Jurídica da Asmego está concluindo estudo sobre a possibilidade de recurso contra a Lei Complementar nº 66/ 2009, que cria a Autarquia Previdenciária Goiasprev, já que alguns pontos da lei são contrários aos interesses da magistratura goiana. O presidente Átila Amaral aguarda apenas que a lei seja sancionada, para entrar no STF com uma Ação Direta de Inconstitucionalidade (Adin), através da Associação dos Magistrados Brasileiros (AMB), ou questionar a Goiasprev no Tribunal de Justiça do Estado de Goiás, via Procurador Geral de Justiça. De acordo com Átila Amaral, o projeto de criação da Goiasprev viola a autonomia administrativa e financeira e o princípio da vitaliciedade dos magistrados. Dentre outros, são objetos de preocupação do presidente os seguintes pontos do projeto: a extinção de cota parte de pensionistas cujos filhos atinjam a maioridade, fatores de correção de benefícios daqueles não amparados pela paridade e manutenção de todas as garantias dos magistrados aposentados. Desde quando a Lei Complementar nº 66/2009 foi editada, a Asmego vem participando ativamen- O desafio é consolidar os direitos conquistados “P R E C I SAM OS “PR SAMO RA S MANTER AS MANTE GARANTIAS DO GARANTIA SD OS MAGIISTRAD STRADO MAG OS ADO APO NTAD AD O S” AP O S E NT Átila Naves Amaral te de discussões sobre o assunto. No início de agosto uma comissão, formada pelo presidente Átila Amaral, pelos desembargadores Messias de Souza Costa e Antônio Nery da Silva e pelo diretor financeiro do TJ Euzébio Ribeiro da Costa Júnior, concluiu um anteprojeto que regulamente a lei. Atualmente, esse anteprojeto está sendo apreciado pela Secretaria da Fazenda do Estado. ASSISTENTE DE JUIZ TJGO atende pedido de criação de mais um cargo de assistente de juiz, para todos os magistrados que atuam na Justiça de 1º Grau. INSCRIÇÕES AO XX CBM Asmego subsidia até o limite de R$ 300 a inscrição dos associados no XX Congresso Brasileiro de Magistrados, a ser realizado dias 29 a 31, em São Paulo. PROMOÇÕES E REMOÇÕES Será questionado no CNJ posicionamento do TJGO sobre a titularização dos juízes substitutos e a opção por listas unimominais para promoções e remoções por merecimento. CALDAS NOVAS A Pousada São João Bosco de Caldas Novas está fechada para conserto da rede de esgoto, devendo voltar a funcionar no final do mês de setembro. SUSPENSÃO DO SDM TJGO suspende implantação do Sistema de Decisões Democráticas (SDM), que obrigava o magistrado a registrar as decisões judiciais. Além da participação nos debates sobre a criação da Goiasprev, a Asmego vem se reunindo também com técnicos da Assembléia Legislativa, dos Tribunais de Contas e do Ministério Público na busca de uma estratégia de defesa dos interesses da classe. O presidente Átila Amaral informa que o associado Orlando Lino de Morais realizou pesquisa e localizou no STF decisão da lavra da ministra Carmem Lúcia na Adin 1578, do Estado de Alagoas, julgando inconstitucional lei semelhante que criaria naquele estado uma “central única de pagamentos”. A Asmego expôs a matéria no último encontro de Presidentes de Associações de Magistrados, realizado em maio na cidade de Natal. Na ocasião, a associação ficou incumbida de elaborar estudo e minuta de Adin para que a AMB possa questionar a lei goiana, abrindo caminho para todas as demais associações de magistrados questionarem as leis que tratam do mesmo assunto em seus estados. A minuta da petição inicial já está em poder da AMB. O desembargador Antônio Nery (foto), que acompanhou todas as reuniões no prédio do Ipasgo, afirma que a comissão do Poder Judiciário fez o que pode para garantir os direitos da magistratura. Segundo ele, a questão mais problemática para a classe é em relação ao tratamento dispensado às pensionistas e aos magistrados que se aposentaram após a reforma da previdência. O desembargador acredita que ao combater esse problema de frente a Asmego presta um grande serviço à classe. CONVÊNIO DA APAMAGIS Renovado convênio com a Associação Paulista de Magistrados, para concessão de benefícios diversos nas áreas de hotelaria e médicohospitalar. FAZENDA PÚBLICA Recomendada a transferência de unidades administrativas do TJGO para o prédio locado na Av. 85, ao invés das Varas de Fazenda Pública. HOMENAGEM A AMB Presidente da Asmego participa, em Brasília, dos eventos comemorativos em homenagem aos 60 anos da Associação dos Magistrados Brasileiros (AMB). SUSPENSÃO DE FÉRIAS Impetrado mandado de segurança contra suspensão das férias dos magistrados. RIO QUENTE Renovado convênio com a Pousada do Rio Quente, dando aos associados e seus dependentes direito a desconto nos serviços de lazer. O MAGISTRADO www.asmego.org.br [email protected] Goiânia, agosto/2009 | 5 CENTRO DE PACIFICAÇÃO SOCIAL Projeto de Uruaçu é referência para todo o país Comunicação Social Asmego mpolgado com o sucesso do projeto e com a presença das autoridades, o juiz idealizador do CPS Murilo de Faria disse que sem “esses homens públicos o projeto talvez não tivesse dado certo, mas que eles acreditaram na sociedade, nos voluntários e na possibilidade de uma Justiça diferente em Uruaçu”. Prestigiaram a inauguração do Centro de Pacificação Social: governador Alcides Rodrigues, ministro Gilmar Mendes (STF/CNJ), desembargador Paulo Teles (TJGO), Miguel Cançado (OABGO) senador Demóstenes Torres (DEM) e cerca de 50 magistrados. Em seus discursos, a tônica foi a extensão do projeto para outros municípios e para todo o País, conforme ressaltou o ministro Gilmar Mendes, que já determinou Águas Lindas é o segundo município a implantar o Projeto Juiz Murilo de Faria, idealizador do projeto, fala ao lado do governador Alcides Rodrigues, desembargador Paulo Teles e ministro Gilmar Mendes a inclusão do projeto no banco de dados do CNJ. O presidente do TJ recomendou a todos os juízes goianos que implantem em suas comarcas o projeto do CPS. O juiz Átila Amaral (Asmego) é um entusiasta da ideia e diz que o projeto do colega Murilo de Faria é hoje modelo de pacificação de conflitos no País. “É um modelo barato de gestão, que simplifica a atuação do Judiciário”. Melhoria no atendimento à comunidade Foto/Blog CPS No dia 21 de julho, Moisés Rosa França era uma das pessoas que aguardavam para ser atendidas pelo mutirão da conciliação que estava sendo realizado na cidade de Uruaçu. Cidadão do município, 43 anos, nasceu na fazenda e sempre foi lavrador. Em 1991, sofreu um acidente em que machucou a perna esquerda, o braSede ço e o ouvido direitos. Após dois anos tentando voltar ao trabalho, Moisés percebeu que não poderia mais lavrar a terra. Foi quando decidiu requerer o auxílio doença ao Instituto do Seguro Social (INSS) e não foi atendido. Depois disso, requereu outras vezes o beneficio, não sendo ainda atendido. Ao ouvir comentários de que haveria um mutirão da conciliação envolvendo processos do INSS em Uruaçu, resolveu que iria lá tentar novamente. “Agora eu quero é me aposentar”, disse Moisés, enquanto aguardava para é, de nunca ter contribuído para o INSS, houve um parecer do perito de que sua incapacidade é apenas parcial. Daí a impossibilidade de conceder a ele a aposentadoria”, explica o procurador do INSS, componente da banca. Situações como a de Moiséis chegam às centenas nos foros das comarcas do indo Centro de Pacificação Social de Uruaçu terior e, não raro, gasta-se anos para resolver. Com a realizaser atendido pela banca de concição dos mutirões apoiados pelo Triliação. Lá dentro, após 20 minubunal de Justiça, além de desafogar tos de conversa e troca de papéis, a pauta da Justiça, a comunidade gaa banca chega a uma conclusão: nha tempo e agilidade na solução Moisés não poderia se aposentar, de suas demandas. Em Uruaçu, o mas teria direito ao auxilio doenmutirão fez parte das atividades de ça. “Além de não ser segurado, isto inauguração do Centro de Pacificação Social (CPS), um projeto destinado a melhorar a resposta P RO OM E LH O RA ROJJ ET ETO ME LHO jurisdicional e a relação do juiz com AR E LAÇÃO D O RE DO a sociedade. Realizado durante dois dias, o mutirão contou com 12 banCO JUIZ C OM A cas de conciliação e atendeu cerca de 500 pessoas, com taxa de acorE S O CI E DAD ADE dos superior a 50%. A juíza de Águas Lindas, Flávia Cristina Zuza, é a primeira a implantar Centro de Pacificação Social, nos moldes do projeto desenvolvido em Uruaçu. O projeto funcionará em instalações improvisadas e com número reduzido de atividades e atendimentos, mas o objetivo, segundo a magistrada, é alcançar a forma integral, nos moldes do que foi instalado em Uruaçu, inclusive com sede própria. Em breve estarão funcionando as bancas permanentes de conciliação, uma unidade de prevenção à criminalidade e o conselho da comunidade. Segundo Flávia Zuza, como o número de processos no município é elevado, serão instaladas de imediato no mínimo dez bancas de conciliação, já que existe uma quantidade razoável de pessoas dispostas a trabalhar como voluntárias. A expectativa é de que essas bancas possam alcançar números expressivos na solução de conflitos. Há algum tempo o município possui banca permanente de conciliação que trabalha com processos do executivo fiscal e que tem sido muito bem sucedida. Como em Uruaçu, a Asmego apóia integralmente o projeto desenvolvido em Águas Lindas, que conta ainda com respaldo do CNJ, do TJGO, da Comarca de Uruaçu, das Policias Militar e Civil e do Ministério Público. Em outubro, mês das crianças, Flávia Zuza quer desenvolver atividades voltadas elas, realizando registros de nascimento, reconhecimento de paternidade e diversas atividades recreativas, como sessão de cinema e distribuição de kits escolares, arrecadados de transação penal. 6 | Goiânia, agosto/2009 www.asmego.org.br [email protected] O MAGISTRADO Congresso capacitará juízes na área de gestão e planejamento comissão organizadora Magistrados (Enfam) durante o biêdo IX Congresso nio 2007/2009. Nagib Slaibi Filho é Goiano da Magistratudesembargador da 6ª Câmara Cível ra, que acontecerá nos do Tribunal de Justiça do Rio de Jadias 22 e 23 de outubro, na Asmego, neiro e professor da Escola da Maestá finalizando os preparativos para gistratura do Estado do Rio de Janeio evento. Já confirmaram presença, ro (Emerj) e da Universidade Salgacomo palestrantes: o do de Oliveira (UniINSCRIÇÕES ATÉ ministro do Superior verso). Ex-presidente 10 DE OUTUBRO Tribunal de Justiça do TJ-RJ, desembarga(STJ) Nilson Naves, o dor Sérgio Cavalieri R$ 40 para desembargador do TriFilho é professor da estudantes bunal de Justiça do Emerj e da UniversidaEstado do Rio de Jade Estácio de Sá, e um R$ 70 para neiro (TJ-RJ), Nagib dos desembargadores profissionais Slaibi Filho e o ex-preque compõem o Órgão sidente do TJ-RJ, desembargador, Especial do TJ-RJ. Sérgio Cavalieri Filho. As inscrições para o congresO ministro Nilson so serão feitas através do portal da Naves encerrará o congresso, no dia Asmego (www.asmego.org.br). O 23. Naves é ministro do STJ desde congressista deve imprimir a ficha 1988, presidiu a Escola Nacional de de inscrição e pagar o boleto em Formação e Aperfeiçoamento de qualquer agência bancária. Oportunidade para o debate Mensagem: O tema “Gestão Democrática da Magistratura” focalizará a necessidade de participação efetiva do primeiro grau de jurisdição na construção do Poder Judiciário. A necessidade de permeabilidade e diálogo constante com os diversos setores que atuam junto ao Poder são requisitos indispensáveis na busca de uma prestação jurisdicional cada vez mais eficiente. As demandas do Judiciário Nacional exigem do magistrado cada vez mais capacitação na área de gestão. Somente com a efetivação de planejamentos estratégicos em todas as unidades e repercussão das boas práticas administrativas é que se conseguirá atingir a melhoria da prestação jurisdicional. Nesta perspectiva é que a Asmego conclama a todos os operadores do Direito e a comunidade acadêmica em geral a participar deste Congresso, de forma a enriquecer os debates sob uma ótica de democraticidade, imprescindível na conformação da sociedade plural e justa que queremos. E NTR EVI ST A - D esembargador Aluízio A taídes de S ousa NTREVI EVIST STA Desembargador Ataídes Sousa Os 39 anos de magistratura do desembargador Aluízio Ataídes de Sousa e sua recente despedida das atividades judicantes foram comemorados em sessão solene do Tribunal de Justiça, por proposta do seu colega Gilberto Marques Filho. Além de acompanhar de perto a criação da Asmego, em 1968, o homenageado exerceu por vários anos o cargo de diretor Administrativo da associação. Para falar de sua brilhante carreira na magistratura e de sua atuação nos quadros diretivos da entidade, Aluízio Ataídes concedeu a seguinte entrevista ao MAGISTRADO: Após 39 anos de carreira, quais momentos valem a pena ser lembrados? Público, no Estado do Tocantins. Foi uma carreira maravilhosa, trabalhei muito. Quando estive no Tribunal de Justiça do Estado de Goiás, na 2ª Câmara Cível, fui um dos desembargadores que mais processos julgou, embora minha área não fosse o Direito Civil. Trabalhei na área criminal por mais de 15 anos como juiz. Nessa época, tive a oportunidade de participar da banca examinadora do concurso para juiz substituto. E também fui um dos examinadores dos primeiros concursos do Ministério Como o senhor avalia a evolução da entidade classista da qual foi diretor? É uma das principais entidades de classe do Brasil e uma das principais filiadas à AMB (Associação dos Magistrados Brasileiros). Faz um trabalho de relevância para os juízes de primeiro e segundo grau. Quais os desafios que o senhor vê para a magistratura, no futuro? O Brasil precisa de uma Justiça mais atuante, mais rápida e para que isso ocorra, são necessárias modificações nas Leis de Rito. Já houve melhorias de uns anos para cá. O júri, por exemplo, já não tem mais aquele formalismo. Mas os avanços virão, eu não tenho dúvida. Que conselho o senhor daria para os juízes que estão iniciando na carreira? Que estudem, que leiam. Não tenham medo de julgar. O importante é o juiz julgar, às vezes ele peca por medo, receio de não agradar essa ou aquela parte. A Justiça precisa ser célere. *O discurso proferido pelo desembargador Aluízio na sessão solene está disponível no portal da Asmego (www.asmego.org.br) Aos novos juízes: “Não tenham medo de julgar” O MAGISTRADO www.asmego.org.br [email protected] Goiânia, agosto/2009 | 7 DESCENTRALIZAÇÃO Número de participantes nos Encontros Regionais é cada vez maior Comunicação Social Asmego Asmego realizou dia 28 agosto, na cidade de Goiás, o II Encontro Regional do Vale do Araguaia e o terceiro encontro regional da associação este ano. O evento foi marcado pela informalidade e grande participação do público presente. Diretor do Fórum, Silvânio Divino Alvarenga abriu os trabalhos expondo sugestões à presidência do Tribunal de Justiça do Estado de Goiás. Ele ressaltou a urgência da revisão do Plano de Cargos e Salários dos servidores da Justiça que são, a seu ver, o maior patrimônio do Poder Judiciário. O diretor sugeriu que os notebooks antigos do TJGO, atualmente sendo substituídos, fiquem nas comarcas do interior, para que ainda possam ser utilizados. Outra questão levantada pelo diretor foi em relação a atual situação política e social da cidade de Goiás. “O município sofreu uma terrível injustiça ao perder o posto de Capital do Estado e não recebeu nenhuma compensação em troca”, disse. Lembrou que a Constituição do Estado, Presidente da Asmego, Átila Amaral, abre o II Encontro Regional do Vale do Araguaia de 1935, previa compensações financeiras à cidade, mas que isso não foi realizado. O juiz explicou que é necessário compreender essa situação a partir da tese da ética histórica restauradora, cujo conceito é de que quando uma determinada cidade, num determinado momento histórico, sofre uma grande injustiça, deve ser compensada. Conheça as reivindicações inseridas na Carta da Cidade de Goiás Aprovação imediata do PCS dos servidores; Repasse dos antigos notebooks anteriormente doados pelo TJ às comarcas da região; Adesão ao movimento por “Ética Histórica Restauradora da Cidade de Goiás”; Elevação da Comarca de Goiás à entrância final; Instalação de Juizado na Comarca de Itaberaí; Apoio à implantação do Centro de Pacificação Social na cidade de Goiás; Apoio do Tribunal para que os Foros do interior se tornem autossuficientes; Elaboração de um manual de procedimentos para facilitar as atividades do diretor de Foro; Que a Corregedoria arquive de plano as representações infundadas; Elaboração de critérios objetivos para rotatividade de juízes substitutos. Troca de experiência e aproximação entre juízes Comunicação Social Asmego O presidente da Asmego, Átila Amaral, ressaltou que os encontros regionais têm propiciado não só uma troca de experiência, mas também maior aproximação entre os juízes. “Passei doze anos da minha carreira no interior, sei do isolamento por que passam nossos colegas, mas, a partir desses encontros, estamos buscando caminhos e tenÁtila Amaral (C) reunido com juízes tando avançar em termos da região do Vale do Araguaia de administração e de medidas recentes, como os decremelhoria na prestação jurisdicional tos de reajuste das diárias dos mano interior do Estado”, disse. Sua gistrados e do valor a ser pago pelo expectativa é de que os resultados quilômetro rodado. Antes da reudo encontro possam ser revertidos, nião para elaborar a Carta da Cidasobretudo, para a comunidade da de de Goiás, o juiz Murilo Viera de cidade de Goiás. Faria ministrou palestra sobre o funEm nome da presidência do cionamento do Centro de PacificaTribunal de Justiça, o juiz auxiliar ção Social de Uruaçu, que desperEnyon Arthur Fleury de Lemos intou bastante interesse das pessoas formou sobre o andamento das reipresentes. vindicações feitas ao Tribunal, anunO próximo encontro será no ciando para breve o encaminhadia 25 de setembro, em Caldas mento do P CS à Assembléia Novas. Legislativa. Explicou também sobre 8 | Goiânia, agosto/2009 www.asmego.org.br [email protected] O MAGISTRADO SISTEMA CARCERÁRIO Mutirão revê processos e beneficia sentenciados em Goiás Centro de Comunicação TJGO ma equipe composta por magistrados, promotores de justiça, servidores e defensores públicos realizou a segunda etapa do mutirão carcerário no Estado de Goiás, entre os dias 17 e 20 de agosto, analisando processos das comarcas do Sudeste e Entorno do Distrito Federal. O mutirão é uma iniciativa do CNJ em parceria com o TJGO. Ao todo, foram revistos 1198 processos nas cidades de Formosa, Planaltina, Cristalina, Caldas Novas, Catalão e Morrinhos. Em Formosa, onde foram analisados 299 processos, 40 presos tiveram o benefício da liberdade, dois em razão da progressão de regime e 38 com a liberdade provisória. Além disso, sete detentos receberam o direito de cumprir o restante da pena em regime semi-aberto. Em Planaltina, 124 processos revisados e 16 benefícios concedidos, sendo 12 referentes a presos provisórios, dois con- Juiz Auxiliar do CNJ Erivaldo Ribeiro Santos e o juiz de Trindade Éder Jorge denados e dois beneficiados com o regime semi-aberto. Em Cristalina, revistos 124 processos, 14 presos libertados, sendo dois condenados e 12 presos provisórios. Em Caldas Wilson Dias nomeado Juiz A uxiliar do C NJ Auxiliar CN O titular da 4ª Vara Criminal de Goiânia, Wilson da Silva Dias, ex-presidente da Asmego, foi nomeado juiz auxiliar da presidência do Conselho Nacional de Justiça (CNJ), em substituição a Paulo Tamborini, de Minas Gerais, que assumiu o cargo de conselheiro do órgão. Integram o quadro de juízes auxiliares da presidência do Conselho dois juízes estaduais e dois federais. Como juiz auxiliar, Wilson participou da escolha do juiz Fábio Cristovão de Campos Faria, titular da 9ª Vara Criminal da capital para compor um grupo de estudos sobre Varas e Cartórios Criminais de todo o país. O grupo se reunirá para discutir melhorias e sugestões. A intenção é criar um modelo ideal de funcionamento para essas Varas. Wilson Dias comentou que a aproximação entre o CNJ e a magistratura goiana beneficia o judiciário estadual. “É importante abrir espaço para a participação de juízes e servidores nos projetos desenvolvidos pelo órgão”. O objetivo do CNJ, segundo o juiz, é orientar os tribunais na rotinização dos trabalhos. Wilson Dias, um juiz goiano no CNJ Novas, 234 processos analisados e 24 presos beneficiados. Em Catalão e Morrinhos 14 presos libertados e analisados 417 processos. A estimativa do coordenador do mutirão carcerário em Goiás, Carlos Magno Rocha da Silva, é de que até o dia 16 de outubro, data prevista para terminar os trabalhos, sejam revistos cerca de 10.000 processos em todo o Estado. Até o final de agosto, serão visitadas Itaberaí, Trindade e Anápolis. Nas três cidades devem ser revisados mais de 900 processos. A média de concessão de benefícios, até agora, está em torno de 17%. Ainda faltam ser visitadas: Itumbiara, Quirinópolis, Rio Verde, Jataí, Niquelândia, Minaçu, Uruaçu, Goianésia, Goiânia e Aparecida de Goiânia. A primeira etapa realizada em Goiás, no mês de junho, contemplou as cidades de Santo Antônio do Descoberto, Águas Lindas, Luziânia, Novo Gama, Valparaíso e Cidade Ocidental, todas localizadas na região do Entorno do Distrito Federal. Foram analisados mais de mil processos e concedidos, pelo menos, cem benefícios a presos provisórios e condenados. P E NA S AL TE R NATIV AS ALTE TER TIVA Juiz fiscaliza aplicação de recursos arrecadados O titular do 1º Juizado Especial Criminal de Anápolis, Mateus Milhomem de Sousa (foto), instituiu medida fiscalizadora do uso da verba oriunda do pagamento de penas alternativas. Por meio de portaria, o juiz determinou que as instituições ou projetos que se beneficiarem com algum recurso têm prazo de 60 dias para comprovar a quantia recebida e o emprego da verba por meio de notas fiscais e recibos. O mesmo ato fixa prazo de 10 dias para regularização da situação das instituições beneficiárias que estejam inadimplentes. Além disso, caso as medidas não sejam cumpridas, as instituições são excluídas da lista de beneficiárias por cinco anos e, posteriormente, serão alvo de investigação por parte do Ministério Público Estadual, que verificará possíveis irregularidades na aplicação da verba pública. O juiz também tornou obrigatória a apresentação de documentação fotográfica que comprove a utilização da verba. Milhomem explicou que o próximo passo é solicitar ao TJGO a montagem de um painel, nas proximidades do Juizado, que exponha a prestação de contas.