INVENTARIANDO A “HISTÓRIA DAS INSTITUIÇÕES
EDUCATIVAS”: EDUCERE 2008-2011.
FARIA, Thais Bento1 - UEL/SEED PARANÁ
IVASHITA, Simone Burioli 2 - UEL
Grupo de Trabalho – História da Educação
Agência Financiadora: não contou com financiamento
Resumo
Este escrito objetiva inventariar os trabalhos que se referem à História das Instituições
Educativas (HIE) apresentados no Congresso Nacional de Educação - o EDUCERE, um
evento importante para o Brasil, para a Região Sul e, em especial, para o Paraná. O assunto,
nos últimos anos, tem chamado a atenção dos historiadores da educação devido a convicção
de que os espaços educativos e, particularmente a escola, tem história. A investigação se pauta
em alguns destes intelectuais: Saviani (2005), Magalhães (1999) e Werle (2004). Por focalizar
no EDUCERE, fez-se necessário delinear, mesmo que de modo breve, o histórico do
Congresso e acompanhar as mudanças e permanências dos eixos temáticos. O levantamento
se deteve nas nomenclaturas dos Grupos de Trabalhos (GTs) de 2004, 2005, 2006, 2007,
2008, 2009 e 2011. O acesso fácil e rápido proporcionado pela divulgação eletrônica dos
Anais auxiliaram no contato com os trabalhos completos do Congresso Nacional de
Educação. Entretanto, foram os anos de 2008 a 2011 que centra esta investigação, haja vista
que, em 2008, surgiu um GT denominado “História e Política” e, em 2009 e 2011, o
designado “História da Educação”. Portanto, optou-se por analisar o socializado nestes eixos,
ou seja, as fontes documentais foram os próprios artigos publicados pelo site deste Congresso.
Com a finalidade de dar organicidade aos dados, elaborou-se uma ficha e, a partir dela,
verificou-se a falta de informações acerca dos autores, quase a totalidade não contou com
financiamento para a investigação, houve um aumento dos trabalhos concernentes à temática,
bem como notou-se, mediante análise das nomenclaturas dos GTs, uma oscilação e
dificuldade em manter as áreas. Este estudo, ainda de caráter preliminar, necessita
acompanhar a história que está por escrever do EDUCERE e ratifica a importância de
inventariar outros eventos que abordam pesquisas sobre a HIE.
Palavras-chave: História das Instituições Escolares. Anais de eventos. EDUCERE 20082011.
1
Mestre em Educação pela Universidade Estadual de Maringá (PR). Professora do Curso de
Pedagogia/PARFOR da Universidade Estadual de Londrina. Pedagoga da Secretaria Estadual de Educação do
Paraná (SEED-PR). E-mail: [email protected].
2 Doutoranda do Programa de Pós-Graduação em Educação da Universidade Estadual de Maringá. Professora
do Curso de Pedagogia da Universidade Estadual de Londrina. E-mail: [email protected].
21717
Introdução
Primeiro importa esclarecer o que nos move, o que nos impulsiona em direção à
temática “História das Instituições Educativas” (HIE), em especial para a “História das
Instituições Escolares”. A principal motivação, indubitavelmente, é a convicção que nos
acompanha de que “a escola tem história”. É uma instituição social de caráter permanente e,
como diria Saviani (2005, p. 28), “[...] se as instituições são criadas para satisfazer
determinadas necessidades humanas, isto significa que elas não se constituem como algo
pronto e acabado [...] são criadas como unidade de ação”.
É, portanto, esta escrita da história da educação a partir da escola que nos seduz,
contrapondo muitos discursos quase que naturalizados, e também na segurança de que se a
“escola nem sempre foi assim”, acreditamos que ela pode mudar, projetar novos caminhos –
trata-se, desta maneira, de um estudo que prima por trabalhar com a História da Educação
rompendo com a linearidade e na defesa da tríade passado-presente-futuro.
Também para justificar esta primeira premissa e talvez seja um tanto redundante,
definimos ainda que o conceito de escola que adotamos, o qual é vislumbrado nas
investigações que tomam como objeto de estudo a história das instituições escolares, refere-se
a uma instituição que reproduz e produz cultura, que confere autonomia mesmo que relativa,
visto que é composta por sujeitos históricos, não meros autômatos, e dialoga com os
condicionantes sociais que a fizeram surgir e justificam sua existência. (SAVIANI, 2005).
Referimo-nos à escola e sua história mergulhada em seu contexto, em uma história da
escola que também é a história da cidade e vice-versa. Por que então focalizar nestas histórias,
da cidade e da escola? Quais são os motivos que levam historiadores da educação a olhar para
a história tecida no dia a dia escolar? Dentre as justificativas elencamos quatro. Primeiro,
porque a análise histórica institucional pode propor questões para o presente; segundo, “[...]
oferece um retrato da instituição com certo afastamento [...]”; a terceira motivação é que, ao
historiar a escola, isto pode ser um fator para construção da identidade da instituição e, por
último, “[...] explicita a importância da preservação de documentos para a memória
institucional e da sociedade”. (WERLE, 2004, p. 31).
O conceito de escola de que partimos e a certeza de que estudar a história das
instituições escolares é fundamental para a escrita da História da Educação a partir do lócus
privilegiado de disseminação de saber – a escola, direcionam-nos ao estudo do tema nos
últimos anos. Para ratificar nosso vínculo com pesquisas que envolvem a HIE, importa
21718
mencionar o Projeto de Pesquisa do qual participamos desde 2010 intitulado de “Localização
e catalogação de fontes para pesquisa da História das Instituições Educativas escolares e não
escolares de Londrina”, desenvolvido no Laboratório de Ensino e Pesquisa em História da
Educação (LEPHE), na Universidade Estadual de Londrina (UEL). Ambos, o projeto de
pesquisa e a criação do LEPHE, selam o compromisso em prol da preservação e da
manutenção dos arquivos históricos das escolas e da crença de que estes espaços guardam
materiais valiosos para a micro-história, a tecida no interior da instituição educativa e, que,
portanto, os diversos suportes devem ser coletados, sistematizados e disponibilizados para
futuros estudos históricos. (ABBUD, 2011). Também, vale citar, são inúmeros os Trabalhos
de Conclusão de Curso que a área de História da Educação, dessa universidade, vem
orientando no que tange ao assunto.
Ainda para confirmar a conexão com a História das Instituições Escolares, Faria
(2010) em seu estudo dissertativo historiou a primeira instituição primária pública de
Londrina3 (PR) e Ivashita, em seu projeto de doutorado em andamento, enfoca o processo de
institucionalização das escolas primárias paranaenses.
Diante da aproximação com a temática, para esta comunicação oral, objetivamos
inventariar os trabalhos que tratam da História das Instituições Educativas divulgados no
Congresso Nacional de Educação (EDUCERE), um evento acadêmico importante realizado
na capital paranaense (Curitiba-Brasil), que, pela nossa proximidade geográfica e relevância
nacional, congrega pesquisadores da área da educação do Paraná e, que, nas últimas edições,
abriu espaço para a História da Educação, grupo de trabalho que permite socializar o assunto
focalizado. Este levantamento é a oportunidade de analisar numericamente e, principalmente,
abordar de modo qualitativo os trabalhos que tratam da História das Instituições Educativas,
paranaenses ou não.
Com esta finalidade, a fonte privilegiada para este estudo foram os trabalhos
divulgados no EDUCERE e, metodologicamente, a investigação se desenvolveu mediante a
pesquisa bibliográfica. Neste percurso metodológico adotamos o seguinte procedimento: a
priori, acessamos o site do evento que disponibiliza os anais de 2004, 2005, 2006, 2007, 2008,
2009 e 2011; analisados os títulos dos GTs (Grupos de Trabalhos), percebemos que somente
em 2008 surgiu um denominado “História e Política” e, em 2009 e 2011, o GT específico
sobre “História da Educação”, estes GTs e o publicizado entre 2008 e 2011 foi eleito para a
3
Para saber mais ver Faria (2010).
21719
presente análise; em todos os escritos listados líamos o título e, quando se aproximava ao
tema HIE, analisávamos o resumo e palavras-chave e, em caso de dúvida, ainda avaliávamos
o texto em sua íntegra; todos os relativos à temática foram salvos e analisados em seus
pormenores.
Nesta avaliação pormenorizada, centramo-nos em alguns aspectos e, para manter o
mesmo procedimento metodológico em todos os artigos elegidos, elaboramos uma ficha no
intuito de dar organicidade ao levantamento proposto.
Por tratar-se de um estudo que toma como fonte o divulgado pelo EDUCERE, neste
escrito, primeiro aclaramos, mesmo que brevemente, o histórico deste evento, as mudanças de
nomenclaturas dos grupos de trabalho até a consolidação do GT de “História da Educação”,
um avanço para o campo de pesquisa histórica. Posterior a esta breve história do evento,
tabelamos as informações que buscávamos e analisamos os trabalhos selecionados
considerando alguns dados contidos na ficha que elaboramos para esta investigação. Ao fim,
trazemos as considerações parciais, na confiança de que outros eventos científicos precisam
ser inventariados, uma oportunidade de sistematizar e avaliar a produção historiográfica que
se atenta para o passado das instituições educativas.
Breve histórico do EDUCERE – Congresso Nacional de Educação
Antes da tentativa de historiar o Congresso Nacional de Educação, o EDUCERE,
esclarecemos que para este pequeno histórico, que se detém, especialmente em analisar os
grupos de trabalho existentes, respaldamo-nos nos Anais disponíveis no site do próprio
Congresso, destarte, avaliamos os encontros de 2004, 2005, 2006, 2007, 2008, 2009 e 2011. A
possibilidade de acesso a estas fontes documentais eletronicamente é que permitem as
análises futuras, mais uma vez a internet diminui a distância e auxilia na promoção do
conhecimento e, neste caso, ajuda na construção, ainda que parcial, do histórico do
EDUCERE. (CONGRESSO NACIONAL DE EDUCAÇÃO, 2013).
Desde 2001 é que acontece o Congresso Nacional de Educação na cidade de Curitiba
(Paraná), por iniciativa de um grupo de professores da Pós-graduação e da Graduação em
Educação da Pontifícia Universidade Católica do Paraná (PUC-PR) e tem por objetivo
socializar os resultados das pesquisas realizadas por acadêmicos da Graduação, da PósGraduação e diferentes profissionais da área educacional. No decorrer de mais de dez anos,
este evento aproxima “[...] docentes e estudantes da Educação Superior e os professores da
21720
Educação Básica oportunizando um fórum permanente de discussões de modo a aprimorar a
formação inicial e continuada dos profissionais da Educação”4.
Em outubro de 2004 aconteceu o IV EDUCERE e II Congresso Nacional da área de
Educação e dentre seus muitos desígnios, destacamos o de divulgar conhecimentos e
experiências consolidadas e inovadoras no campo da educação. Neste ano as áreas temáticas
eram assim indicadas: 1. Filosofia, Política e Educação; 2. Formação de Educadores; 3.
Políticas e Gestão Educacional; 4. Tecnologias e Mídias Educacionais; 5. Teorias e
Metodologias de Ensino; 6. Educação e Linguagem; 7. Educação e Meio Ambiente e 8.
Educação e Matemática.
No ano de 2005 temos o V EDUCERE e III Congresso Nacional da área de
Educação, que procurou discutir a educação a partir da dimensão do conhecer, contando com
11 áreas: 1. Filosofia, Política e Educação; 2. Formação de Educadores; 3. Políticas e Gestão
Educacional; 4. Tecnologias e Mídias Educacionais; 5. Teorias e Metodologias do Ensino; 6.
Educação e Relações Etno-Culturais5; 7. Educação e Linguagem; 8. Educação e Meio
Ambiente; 9. Educação e Matemática; 10. Educação e Religião e, por fim, 11. Arte e
Educação. Neste ano percebemos a ampliação das temáticas, abrangendo questões referentes
às relações etno-culturais, religião e arte.
O VI EDUCERE e IV Congresso Nacional de Educação, datado de novembro de
2006, teve em voga a educação com base na dimensão da práxis. Neste ano o evento
computou 10 áreas: 1. Políticas Públicas e Gestão da Educação; 2. Educação, Comunicação e
Tecnologia; 3. Currículo e Saberes; 4. Profissionais da Educação: formação, concepções e
perspectivas; 5. Processos de ensinar e aprender: teorias, metodologias e práticas; 6. Educação
e Movimentos sociais; 7. Educação e Relações etno-culturais; 8. Educação especial; 9. Arte e
Educação e 10. Educação e Religião. Nota-se que houve muitas alterações referentes às
temáticas, apenas quatro permaneceram em relação ao ano anterior.
Em 2007 o VII Congresso Nacional de Educação – EDUCERE, em sua edição
internacional, como indica o site do evento, centrou-se no assunto “Saberes Docentes”.
4
Todas as informações acerca do histórico do EDUCERE foram obtidas pelo acesso ao site:
http://educere.pucpr.br/sobre-o-educere. (CONGRESSO NACIONAL DE EDUCAÇÃO, 2013).
5
Mantivemos a palavra “etno-culturais” como era escrita no período, apesar de sabermos que houve alteração
para “etnoculturais”, após as novas normas da ortografia da Língua Portuguesa.
21721
Paralelo a este se realizou o V Encontro Nacional sobre atendimento Escolar Hospitalar6.
Naquele ano houve 14 áreas temáticas: 1. Políticas Públicas e Gestão da Educação; 2.
Educação, Comunicação e Tecnologia; 3. Currículo e Saberes; 4. Profissionais da Educação:
formação, concepções e perspectivas; 5. Processos de Ensinar e Aprender: teorias,
metodologias e práticas; 6. Educação, Recreação e Lazer; 7. Educação, movimentos sociais,
violência e exclusão social; 8. Educação e Relações Etno-Culturais; 9. Educação Especial; 10.
Arte e Educação; 11. Educação e Religião; 12. Escolarização em contexto hospitalar; 13.
Educação Ambiental e 14. Educação matemática.
A comparação dos temas permite confirmar o acréscimo de 4 (quatro) áreas, entre
elas: Educação, Recreação e Lazer; Escolarização em contexto hospitalar; Educação
ambiental e Educação matemática. Apontamos, igualmente, a modificação da nomenclatura
que de “Educação e Movimentos sociais” passa a “Educação, Movimentos Sociais, violência
e exclusão social”, uma tentativa de abranger o assunto “violência e exclusão social”
presentes no interior da sociedade e, logo, das instituições educativas. Todavia, observa-se
que a inclusão do tema em um grupo de trabalho não deu conta de sua complexidade, o que
resultou, no ano posterior, em uma edição em parceria com o III Congresso Ibero-Americano
sobre violência nas escolas, abaixo citado.
O VIII Congresso Nacional de Educação – EDUCERE – Edição Internacional,
aconteceu em outubro de 2008 juntamente com o III Congresso Ibero-Americano sobre
violências nas escolas (CIAVE) e primou pela “formação de professores”. Este evento
aparece com áreas separadas para cada congresso, o EDUCERE contou com 9 (nove) eixos:
1. Educação: Políticas Públicas e Gestão da Educação; 2. Educação: Comunicação e
Tecnologia; 3. Educação: Currículo e Saberes; 4. Educação: profissionalização docente e
Formação; 5. Educação: Teorias, Metodologias e Práticas; 6. Educação: recreação e Lazer; 7.
Educação: Diversidade e Inclusão; 8. Educação: História e Políticas; 9. Educação: Práticas e
Estágios nas Licenciaturas. Já o CIAVE indicou 9 (nove) eixos temáticos: 1. Violências e
convivências nas Escolas: Formação de professor; 2. Violências e convivências nas Escolas:
Fatores, manifestações e relações sociais no espaço; 3. Violências e convivências nas Escolas:
Gestão e políticas públicas para a educação; 4. Violências e convivências nas Escolas:
processos de inclusão, acesso e permanência; 5. Violências e convivências nas Escolas:
6
Este evento teve seu primeiro encontro em 2000 no Rio de Janeiro, 2002 em Goiânia, 2004 em Salvador, 2005
em Porto Alegre. Sua pretensão foi reunir profissionais de todo o Brasil para dividirem experiências sobre o
atendimento escolar hospitalizado ou em ambiente domiciliar.
21722
complexidade, diversidade e multirreferencialidade; 6. Violências e convivências nas Escolas:
relações interculturais, infância, juventude, gênero e raça; 7. Violências e convivências nas
Escolas: Políticas de saúde pública; 8. Violências e convivências nas Escolas: Legislação e
direitos humanos e 9. Violências e convivências nas Escolas: cidadania e mídia.
Importante ressaltar que foi só no ano de 2008 que tivemos, pela primeira vez, uma
temática ligada a História. A presença desta área também se nota em 2009, momento em que
ocorreu o IX Congresso Nacional de Educação e o III Encontro Sul Brasileiro de
Psicopedagogia para debater sobre as “Políticas e práticas educativas: desafios da
aprendizagem”. Este evento teve 13 (treze) eixos: 1. Políticas Públicas e Gestão da Educação;
2. Comunicação e Tecnologia; 3. Cultura, currículo e Saberes; 4. Formação de Professores e
Profissionalização docente; 5. Didática: teorias, metodologias e práticas; 6. Diversidade e
Inclusão, 7. História da Educação; 8. Práticas e Estágios nas licenciaturas; 9. Educação
Infantil; 10. Psicopedagogia, 11. Pedagogia hospitalar; 12. Violências nas escolas e 13.
Educação e Matemática.
Os anos de 2008 e 2009 foram de fundamental importância para nossa pesquisa, pois
neste período foram inaugurados, respectivamente, no âmbito do EDUCERE, o eixo “História
e Política” e “História da Educação”, o último coordenado pelos docentes Maria Elizabeth
Blanck Miguel e Peri Mesquida.
Ainda frente à meta de promover formação inicial e continuada aos profissionais da
educação, em novembro de 2011, o Centro Internacional de Estudos em Representações
Sociais e Subjetividade – Educação (CIERS-ed) da Fundação Carlos Chagas (São Paulo,
Brasil) e a PUC-PR somaram esforços para realizar o I Seminário Internacional de
Representações Sociais, Subjetividade e Educação (SIRSSE) no âmbito do EDUCERE.
Esforço similar é identificado em outros anos em que se buscou congregar estudiosos de
variados assuntos educacionais, ao realizar, simultâneo ao EDUCERE, outros eventos como:
V Encontro Nacional sobre atendimento Escolar Hospitalar, em 2005; o III Congresso IberoAmericano sobre violências nas escolas (CIAVE), em 2008; e o III Encontro Sul Brasileiro de
Psicopedagogia, em 2009. Quiçá o intento fosse torná-lo não apenas um evento nacional,
aliando-se a um evento ibero-americano e internacional. De modo semelhante, cremos que
almejava abranger a muldimensionalidade da educação, seus diversos assuntos que merecem
espaço para debate.
21723
No que tange à principal discussão do X Congresso Nacional de Educação –
EDUCERE - e do I SIRSSE, “Formação para mudanças no contexto da educação: políticas,
representações sociais e práticas” foi a pauta primordial. Naquele ano o evento propôs 16
(dezesseis) eixos temáticos: 1. Políticas Públicas, Avaliação e Gestão da Educação; 2.
Comunicação e Tecnologia; 3. Cultura, Currículo e Saberes; 4. Formação de professores e
profissionalização docente; 5. Didática: teorias, metodologias e práticas; 6. Diversidade e
Inclusão; 7. História da educação; 8. Práticas e Estágios nas Licenciaturas; 9. Educação da
Infância; 10. Educação Matemática; 11. Educação, Arte e Movimento; 12. Educação e Saúde;
13. Pedagogia hospitalar; 14. Violências nas escolas; 15. Ensino Religioso e 16.
Psicopedagogia.
Tal como em 2009, a “História da Educação” permaneceu no evento, coordenada
ainda pelos professores Maria Elizabeth Blanck Miguel e Peri Mesquida, acrescida da docente
Alboni Marisa D.P. Vieira. A repetição dos nomes na coordenação da área sugere que a
presença de pesquisadores, que têm esta área como foco de investigação, ajuda na
consolidação de um grupo de trabalho em um evento científico importante como o
EDUCERE. Avaliamos como um avanço para a pesquisa histórica e, sobretudo, aos que se
dedicam à História da Educação, em seus vários desdobramentos, a participação destes
investigadores para manutenção deste GT.
Destacamos, e por isso deixamos as denominações do EDUCERE analisados em
negrito, que a própria nomenclatura do evento se modificou ao longo dos anos. Também,
mediante este breve histórico do EDUCERE, verificamos a oscilação de áreas temáticas entre
2004 e 2011, no entanto quatro eixos, mesmo que com alteração nas designações, estiveram
presentes no decorrer destes anos - tecnologia, mídia e educação; formação de professores;
política e gestão educacional; teoria, metodologias e práticas de ensino.
Partimos do pressuposto de que este evento focalizou nos assuntos que por tradição
tratou de manter e, igualmente, intentou abordar diferentes assuntos relevantes ao campo
educacional, o que pode se identificado também como um ponto frágil, visto que dificulta a
consolidação dos grupos de trabalho.
Reiteramos, para nós interessados por História da Educação e, em específico, pela
História das Instituições Educativas, a importância da criação do eixo em 2008 (ainda com
outra formatação), sua nova versão em 2009, manutenção em 2011 e em 2013.
21724
Deste modo, é nestes anos que enfocamos o presente artigo, de 2008 a 2011, nos
trabalhos que abordam a HIE e, por isso, no subtópico que segue analisamos o selecionado,
ainda na necessidade de inventariar outros eventos científicos e acompanhar o que se tem por
escrever da história do EDUCERE, um congresso relevante para o Paraná, para a Região Sul
e para o Brasil.
GT de “História e Política” e de “História da Educação”: os Anais de 2008, 2009 e 2011.
Como assinalamos na introdução deste escrito, a fim de garantir uniformidade e
organicidade ao inventário dos trabalhos sobre a História das Instituições Educativas,
elaboramos uma ficha que buscava saber quem eram os autores que se interessavam pelo
assunto investigado, em especial sua formação e atuação profissional; a instituição de ensino
que mantinha vínculo e de qual região era proveniente; se se vinculava a algum grupo de
pesquisa; a presença ou ausência de financiamento; qual era o objetivo do trabalho; que
modalidade e nível de ensino centrava sua investigação; as fontes utilizadas; bem como o
recorte temporal e espacial. Todavia, por tratar-se ainda de uma análise parcial dos resultados,
detemo-nos nos seguintes itens: informações acerca dos autores; as instituições a que se
vinculam; região originária e financiamento do estudo.
Entretanto, antes de coletar os dados selecionados, separamos as pesquisas que se
caracterizavam como uma HIE, para isso, centramo-nos no título, resumo, palavras-chave e
referência, a qual demonstra a utilização de fontes primárias ou secundárias, ambas válidas e
necessárias ao se historiar os espaços educativos. Apesar de não diferenciarmos os que se
alicerçavam em fontes primárias e/ou secundárias, substancial é pontuar que compactuamos
com Magalhães. O autor destaca que o que torna um trabalho original e criativo é sua “[...]
consonância com fontes primárias inéditas, ou em consonância com (re)leituras de fontes
secundárias [...]”, o que notamos nos textos elegidos (1999, p. 68).
Com a finalidade de explanar o localizado ao leitor, apresentamos a Tabela 1 que
objetiva exibir os Anais analisados (2008, 2009 e 2011), os títulos relativos à História das
Instituições Educativas e sua quantia.
21725
Tabela 1 - Trabalhos acerca do assunto História das Instituições Educativas
Ano do
Título
Evento
1. Educação feminina e civilidade cristã. (PILLA, 2008).
2008
2. A moderna matemática no ensino primário e o Colégio de Aplicação da UFSC: primeiras
impressões. (ARRUDA, 2008).
3. Educação em União da Vitória: do projeto para a escola pública como direito de todos à Escola
Normal Secundária formando professores. (STENTZLER, 2009).
2009
4. FAFI/UEPG: experiências e lembranças de professores ampliando os caminhos da História.
(SILVA, 2009).
5. A educação Árabe na década de 1970 em Curitiba. (STORTI, 2011a).
2011
6. A educação física na rede federal de educação profissionalizante em Mato Grosso de 1909 a 1965:
da previsão legal à efetivação da prática. (ALMEIDA; MOREIRA, 2011).
7. A escola dos imigrantes alemães no Centro Oeste do Paraná: 1951-1974. (ECKSTEIN; VECHIA,
2011).
8. A escola normal regional no interior do Paraná e as orientações de Erasmo Pilotto – a realidade e a
idealidade de suas práticas pedagógicas. (HERVATINI; SCHELBAUER, 2011).
9. Aspectos históricos da Pedagogia, sua trajetória no ensino superior brasileiro: criação das FAFIS
no contexto paranaense. (VERGOPOLAN, 2011).
10. A história da educação a distância no Brasil.(FARIA, 2011).
11. A história da escola de Educação especial ecumênica. (CERQUEIRA; VECHIA, 2011).
12. A institucionalização das escolas de trabalhadores rurais no Paraná. (MARTINIAK, 2011).
13. A leitura de imagens escolares na escola Santa Teresinha do Menino Jesus. (STORTI, 2011b).
14. A redenção da escola primária: a instalação dos Grupos Escolares no Estado de Mato Grosso:
1910-1927. (COSSATO; TREVISAN, 2011).
15. Instituto de Antropologia Câmara Cascudo: História e Memória de um itinerário científicocultural na UFRN. (PEREIRA; SILVA, 2011).
16. Notas sobre a origem do curso de formação de docentes em Maringá: da escola normal à
modalidade normal. (VIEIRA; MARTINIAK, 2011).
17. O ensino da arte para infância: a criação do Centro juvenil de Artes Plásticas na trajetória
intelectual de Eny Caldeira. (SILVA, 2011).
18. O pioneirismo da escola normal colegial Dr. Xavier da Silva na formação de professores na região
de Pato Branco – 1960-1986. (GEMI; MIGUEL, 2011).
19. Periódicos escolares católicos e educação feminina. (PEREIRA, 2011).
20. Reconstrução histórica do centro de atendimento especializado na área da surdez – CAES, Campo
Largo, PR. (GONÇALVES, 2011).
21. Um olhar historiográfico das práticas corporais na escola Nilza de Oliveira Pipino – Sinop/MT –
de 1978-1990: relatos dos diários de classe. (CRUZ;MOREIRA, 2011).
TOTAL De 154 trabalhos, 21 abordam o assunto.
Fonte: Dados organizados pelas autoras, com base nos Anais de 2008, 2009 e 2011, disponíveis no site do
Congresso Nacional de Educação.
Como demonstra o sistematizado, observa-se um aumento significativo de trabalhos
sobre a HIE entre 2008 e 2011. No que tange ao GT de “História e Política”, de 2008, 27
(vinte e sete) foram os trabalhos deste eixo e apenas 02 (dois) referiram-se à História das
Instituições Educativas. No ano de 2009 e 2011, o GT já era designado de “História da
Educação”. Verifica-se que em 2009, de 51 (cinquenta e um) inscritos, ainda permaneceu com
dois trabalhos relativos ao que centramos esta investigação. No evento datado de 2011, no GT
selecionado, percebe-se um crescimento considerável de estudos acerca do tema: 76 (setenta e
seis) foram os trabalhos, desta quantia 17 (dezessete) sobre o estudado. Portanto, entre 2008 e
21726
2011, de um total de 154 (cento e cinquenta e quatro) trabalhos, 21(vinte e um) abordaram a
HIE, um percentual menor que 14% de todos os inscritos nos GTs avaliados.
Como já fizemos menção, na ficha que elaboramos para esta pesquisa, intentamos
descobrir quem são os estudiosos que se interessam pela temática, contudo dos artigos que
serviram de fonte de pesquisa, dois deles apenas indicam este dado. Sendo que uma era
pedagoga e professora do Ensino Fundamental da rede pública do Paraná, bem como se
vinculava a um Programa de Pós-Graduação em Educação (PPE), em nível de Mestrado; a
outra, era professora de um Colégio de Aplicação e doutoranda. Há também dois trabalhos
que trazem a palavra “orientadora” no nome do coautor, inferimos que se tratavam de
estudantes de algum PPE. Esboçar análises conclusivas acerca deste dado torna-se difícil haja
vista a ausência desta informação, imprescindível para compreender quem são os que
tencionam reconstruir a HIE.
No concernente à presença de financiamento, verificamos que: dois trabalhos não
identificam se houve ou não; dos outros dezenove, somente um foi financiado pela CAPES
(Coordenação de Aperfeiçoamento de Pessoal de Nível Superior), os demais não contaram
com recursos financeiros específicos para a pesquisa. Este dado evidencia que a história dos
espaços educativos só é objeto de investigação graças ao interesse de estudiosos convictos de
sua importância. Fato que não nos espanta, entretanto indigna.
Sobre as instituições a que se vinculavam os estudos que tivemos como fonte, a com
mais de um trabalho inscrito foi a: Universidade Tuiuti do Paraná (UTP), Universidade
Estadual de Ponta Grossa (UEPG), Pontifícia Universidade Católica (PUC-PR) e
Universidade Federal do Mato Grosso (UFMT). Importa salientar que três artigos não
identificaram a instituição a que se atrelava. Percebe-se, também, que o EDUCERE congrega
majoritariamente pesquisadores do Estado do Paraná, sobretudo oriundos das universidades.
Citamos ainda que, dos trabalhos que versam sobre a temática, apenas dois se apresentaram
em forma de pôster, os demais como comunicação oral.
A sistematização das informações que pretendíamos coletar para este estudo ainda não
está concluída, é necessário lapidar os demais dados para conferir mais consistência ao
inventariado, bem como comparar este levantamento com outros com características
semelhantes ou, caso não tenha pesquisas acerca, realizá-las.
21727
Considerações Finais
Este texto teve por objetivo inventariar os trabalhos apresentados no Congresso
Nacional de Educação – EDUCERE, que se referiram especificamente sobre a História das
Instituições Educativas. Dada a importância deste evento sediado no Estado do Paraná,
retomamos brevemente seu percurso indicando as mudanças e permanências dos Grupos de
Trabalhos, o que pode ser justificado pela intenção de ampliar as temáticas.
Temporalmente recortamos os anos de 2008 a 2011, tendo em vista que neste período
surgiu o GT denominado “História e Política” e que, posteriormente, passa a se chamar
“História da Educação”. Nossas fontes de pesquisa foram os artigos completos publicados
pelo site deste Congresso, iniciando a seleção pelo título, resumo, palavras-chave e
referências, se ainda persistia alguma dúvida, tomamos por princípio a leitura completa do
trabalho. Nesta trajetória metodológica elaboramos uma ficha catalográfica, no intuito de dar
organicidade e tabular os dados.
Entendemos importante relatar as dificuldades enfrentadas, sendo assim, a disparidade
entre título, resumo e conteúdo nos tomou bastante tempo, visto que os trabalhos, de modo
geral, não trazem em seu título clareza em relação ao tema estudado, o que, por vezes, pode
gerar uma falsa expectativa.
Nesta operação historiográfica, conceito adotado de Certeau (2006), podemos destacar
ainda a dificuldade quanto a falta de informações acerca dos autores. O questionamento em
torno de “quem são os sujeitos que se dedicam a historiar os espaços educativos”, manteve-se
sem resposta. Contudo, inferimos que pela experiência agregada ao longo de sua trajetória, o
EDUCERE tratou de solucionar esta questão, ao formular normas claras para a escrita de
textos divulgados no evento, inclusive, exigindo nota de rodapé com dados sobre os autores
dos trabalhos.
Reiteramos, este estudo, ainda de caráter preliminar, necessita acompanhar a história
que se está por escrever do Congresso Nacional de Educação e ratifica a importância de
inventariar outros eventos que abordam pesquisas sobre a HIE.
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