CENTRO DE TREINAMENTO SENAI “AVAK BEDOUIAN” CURSO TÉCNICO EM CALÇADOS 1ª TURMA 2009/2010 CHANDILLER EMERSON DA SILVA FÁBIO AUGUSTO RIBEIRO ESTUDO COMPARATIVO ENTRE SISTEMA DE CORTE CONVENCIONAL E AUTOMÁTICO BIRIGUI-SP 2010 CHANDILLER EMERSON DA SILVA FÁBIO AUGUSTO RIBEIRO ESTUDO COMPARATIVO ENTRE SISTEMA DE CORTE AUTOMÁTICO E CONVENCIONAL Pesquisa aplicada apresentada ao Curso Técnico em Calçados do SENAI Birigui - SP, como requisito parcial para obtenção do título de Técnico em Calçados. Área de atuação: Gestão estratégica no setor calçadista. Orientador: Prof. Luciano Schilling da Silva Co–orientador: ProfªDirlene Guimarães Arantes BIRIGUI-SP 2010 CHANDILLER EMERSON DA SILVA FÁBIO AUGUSTO RIBEIRO ESTUDO COMPARATIVO ENTRE SISTEMA DE CORTE CONVENCIONAL E AUTOMÁTICO Pesquisa aplicada apresentada ao Curso Técnico em Calçados do SENAI Birigui - SP, como requisito parcial para obtenção do título de Técnico em Calçados. Área de atuação: Gestão estratégica no setor calçadista. BANCA EXAMINADORA _______________________________________ _______________________________________ _______________________________________ _______________________________________ _______________________________________ _______________________________________ Birigui, 16 de dezembro de 2010. DEDICATÓRIA Dedicamos nosso trabalho ao nosso professor Luciano Schilling, ao grupo CALL MART, as empresas Pampili, Kidy e Cássio Calçados. AGRADECIMENTOS Agradecemos a Empresa ATOM BRASIL pelo material fornecido e o apoio que nos deram estando sempre à disposição no que foi preciso, a David Guimarães Freitas, Cirlene Ferreira da Cruz, Sueli Maurício Fernandes, Cleiton Aparecido da Luz, Ronaldo Alves Neves, Anderson Cardoso de Oliveira, Sergio Ribas, Rodrigo Soares Costa que nos forneceram os dados da pesquisa, a Aécio Marcos Rosaboni Júnior pelo apoio dado durante a mesma, aos nossos professores Dirlene Guimarães Arantes, Luciano Schilling da Silva, Emerson de Souza e Walny de Souza Bezerra e a Leandro Kuntzler da empresa ATOM BRASIL. RESUMO Vendo a necessidade de elaborar um estudo mais detalhado sobre o sistema de corte convencional com balancim, comparando o mesmo com o sistema de corte computadorizado, foi feito um estudo para ajudar as indústrias e os empresários a escolherem qual sistema seria mais viável em termos de qualidade e preço, garantindo assim, uma melhor produtividade para a empresa, tanto de média, quanto de grande porte. Analisando os dois sistemas, comprovou-se que o sistema computadorizado através da padronização proporciona um maior aproveitamento da matériaprima, reduzindo o desperdício decorrente do encaixe no corte manual. Com o crescimento das indústrias calçadistas em todo o país, há uma necessidade de ampliar a sua capacidade produtiva, para isso, exigem equipamentos eficazes que dão retorno em lucratividade e qualidade. Palavras-chave: balancim, corte computadorizado, matéria-prima, desperdício, lucratividade. ABSTRACT Seeing the need for a more detailed study of the court system with conventional rocker, comparing it with the computerized cutting system, a study was done to help industries and businesses to choose which system would be more feasible in terms of quality and price, thus ensuring better productivity for the company, both average and large. Analyzing the two systems, it was shown that the computer system through standardization provides a better utilization of raw materials, reducing waste resulting from the position in manual cutting. With the growth of footwear companies around the country, there is a need to expand its production capacity to do so, require effective equipment that give back to profitability and quality. Keywords: rocker, computerized cutting, raw material, waste, profitability. SUMÁRIO 1. INTRODUÇÃO........................................................................................................ 09 1.1. Definição do panorama atual............................................................................. 11 1.2. Objetivo geral..........................................................................................................11 1.3. Objetivo específico............................................................................................... 11 1.4. Justificativa............................................................................................................ 11 1.5. METODOLOGIA..................................................................................................... 12 1.5.1. Questionário........................................................................................................... 12 1.5.2. Respostas............................................................................................................... 13 1.5.3. Gráfico comparativo dos dois sistemas: Empresa A.................................. 14 1.5.4. Gráfico comparativo dos dois sistemas: Empresa B................................. 16 1.5.5. Gráfico comparativo dos dois sistemas: Empresa C................................. 18 2. Características e especificações da máquina automática........................ 20 2.1. Máquina automática............................................................................................. 20 2.2. Rápido......................................................................................................................20 2.3. Exato........................................................................................................................20 2.4. Economia................................................................................................................20 3. Características e especificações da Prensa Hidráulica (balancim)..........22 3.1. Prensa......................................................................................................................22 4. CONCLUSÃO..........................................................................................................23 5. REFERÊNCIAS.......................................................................................................24 9 1. INTRODUÇÃO Existem evidências de que a história do sapato começa a partir de 10.000 a.C, ou seja, no final do período paleolítico (pinturas desta época em cavernas na Espanha e no sul da França fazem referência ao calçado). Entre os utensílios de pedra dos homens das cavernas existem vários que serviam para raspar as peles, o que indica que a arte de curtir é muito antiga. Nos hipogeus (câmaras subterrâneas usadas para enterros múltiplos) egípcios, que têm idade entre 6 e 7 mil anos, foram descobertas pinturas que representavam os diversos estados do preparo do couro e dos calçados. Nos países frios o mocassim é o protetor dos pés e nos países mais quentes a sandália é mais usada. As sandálias dos egípcios eram feitas de palha, papiro e de fibra de palmeira. Sabe-se que apenas os nobres da época possuíam sandálias. Mesmo um Faraó como Tutancamon, usava calçados como sandálias e sapatos de couro simples (apesar dos enfeites de ouro). Na Mesopotâmia eram comuns sapatos de couro cru amarrados aos pés por tiras do mesmo material. Os coturnos eram símbolos de alta posição social. Os Gregos chegaram a lançar moda como a de modelos diferentes para pés direito e esquerdo. Em Roma o calçado indicava a classe social. Os cônsules usavam sapatos brancos, os senadores sapatos marrons, presos por quatro fitas pretas de couro atadas a dois nós e o calçado tradicional das legiões era a bota de cano curto que descobria os dedos. Na idade média, tanto homens como mulheres, usavam botas altas e baixas atadas à frente e ao lado. O material mais corrente era a pele de vaca, mas as botas de qualidade superior eram feitas de pele de cabra. A padronização é de origem inglesa. O rei Eduardo (1272-1307) foi quem uniformizou as medidas. A primeira referência conhecida da manufatura do calçado na Inglaterra é de 1642 quando Thomas Pendleton forneceu 4.000 pares de sapato e 600 pares de bota para o exército. As campanhas militares desta época iniciaram uma demanda substancial por botas e sapatos. 10 Em meados do século XIX, começam a surgir as máquinas para auxiliar na confecção dos calçados, mas só com o surgimento da mesma o sapato passou a ser mais acessível. A partir da quarta década do século XX, grandes mudanças começam a acontecer nas indústrias calçadistas, como a troca do couro pela borracha e pelos materiais sintéticos, principalmente nos calçados femininos e infantis. Provavelmente, os funcionários de Pendetlon fizeram os sapatos do início ao fim, porém na moderna indústria o processo é quebrado em diversas e distintas etapas como: • Modelagem: criação, elaboração e acompanhamentos dos modelos no processo de fabricação; • Almoxarifado: recebimento, armazenamento, classificação e controle do couro e demais materiais; • Corte: operação de corte das diferentes peças que compõem o cabedal (parte superior do calçado). No corte são utilizadas navalhas e facas especiais e/ou moldes do calçado para corte manual; • Chanfração: preparação do couro para atenuar as bordas e receber a costura; • Costura: junção das partes que compõem o cabedal. Em muitas empresas esse setor encontra-se subdividido em pré-costura e costura; • Pré-fabricado: fabricação de solas, saltos e palmilhas. Muitas empresas não têm esse setor, pois existem fábricas que se especializam na fabricação desses materiais; • Distribuição: controla o volume da produção, revisa a qualidade dos materiais e os distribui para os setores de montagem e acabamento; • Montagem: conjunto de operações que unem o cabedal ao solado; • Acabamento: operações finais ligadas à apresentação do calçado como escovamento, pintura e limpeza; • Expedição: embalagem, encaixotamento e envio ao mercado de destino. O objetivo deste trabalho é centralizar o foco no setor de corte onde hoje pode-se optar pelos sistemas convencionais ou sistemas ultramodernos de corte em mesas computadorizadas. 11 1.1. DEFINIÇÃO DO PANORAMA ATUAL O cenário das indústrias de calçados sofre constantes mudanças. A competitividade está acirrada, o mercado agressivo e o consumidor mais exigente. A indústria brasileira fica a mercê da concorrência e tecnologia internacional a partir da globalização. Com o avanço da tecnologia, pode-se utilizar máquinas computadorizadas para o corte do material. Entretanto, é necessário entender até que ponto a utilização do sistema será viável para determinada empresa. Qual situação a indústria deve apresentar para resolver mudar o sistema de corte convencional para o sistema de corte da máquina computadorizada? 1.2. OBJETIVO GERAL O objetivo deste estudo é mostrar as falhas e os benefícios dos dois sistemas, com o emprego das ferramentas, o desenvolvimento, fabricação e manutenção de navalhas; compra e manutenção (considerando também a vida útil) de cepos; mão de obra (economia da mesma); energia elétrica (consumo por par); espaço físico (melhorias de layout); manutenção (frequência com que a máquina quebra); consumo de insumos; trazendo assim, confiabilidade e um melhor desempenho para o setor de corte. 1.3. OBJETIVO ESPECÍFICO Visualizar através da pesquisa de campo os dois métodos de trabalho utilizados nas indústrias de calçados no setor de corte, para optar pelo método mais viável à empresa. 1.4. JUSTIFICATIVA Com um estudo mais aprofundado sobre custos, desenvolvimento de produto, mão de obra, aproveitamento de matéria-prima; utilizando o método correto no setor de corte a empresa viabilizará maior lucro. 12 1.5. METODOLOGIA A metodologia adotada para a coleta de dados foi a pesquisa de campo com entrevistas direcionadas a responsáveis pelo processo de corte em indústrias de Birigui e informações técnicas de fabricantes de máquinas de corte. 1.5.1. QUESTIONÁRIO 2. A aquisição da máquina computadorizada ocasionou que impacto na sua produção? 3. Quanto ao desenvolvimento de novos produtos, o que pode ser comentado? 4. Quais os pontos negativos e positivos dos dois sistemas? (convencional e computadorizado). 5. Possui algum histórico de cronometragem sobre a máquina computadorizada? Qual? O que melhorou na sua realidade? 6. Fazendo uma divisão, quanto por cento é cortado em cada sistema? 7. Qual a relação a custo benefício que a máquina computadorizada traz para a empresa? 8. Analisando o layout o que pode ser falado sobre os dois sistemas? 9. Tem alguma melhoria que envolva o meio ambiente? 10. Ao cortar os materiais como escolhem o que será cortado no sistema automático e no convencional? 11. Quem é responsável pela manutenção da máquina, caso venha quebrar? 12. Qual o preço de uma faca de corte no balancim? E da máquina de corte automático? 13. Quanto ao custo da máquina e do balancim, qual a posição da empresa? 13 1.5.2. RESPOSTAS Empresa A. 1° Entrevistado: Programador do sistema da máquina. 2º Entrevistado: Cronometrista. Dados: • São três programadores; • Cinco fábricas terceirizadas; • Nesta unidade tem duas máquinas computadorizadas e irá chegar mais uma, tem dez balancins convencionais e um balancim ponte; • Capacidade produtiva: 72 mil pares por semana; • Máquinas ATOM. 1. Não houve resposta. 2. Ao sair do desenvolvimento o modelo é direcionado para o sistema mais habilitado para cortar. 3. Automática – melhor velocidade e rendimento, o ganho é de 70% a 80% o que se perde é pela borda que não pode ser utilizada. Balancim – utiliza mais mão de obra e o desperdício dos materiais é maior. Enquanto no balancim a produção é contada por par, na máquina se conta peça. 4. Não pode fornecer dados de cronometragem. 5. 75% da produção são cortados na máquina automática e 25% nos balancins. 6. No balancim trabalha-se com batidas alternadas, na máquina cortam-se várias peças ao mesmo tempo e consegue-se cortar até oito camadas de material, no balancim, são apenas quatro. No entanto, o aproveitamento chega a quase 90% comparado ao corte convencional, pois neste processo há menos ação humana e maior ação digital. 7. A máquina encontra-se posicionada de maneira estratégica a fim de não necessitar de movimentação na trocas de layout. Ao modificar o layout procura-se não mudar a máquina, por isso precisa-se posicioná-la no melhor lugar possível. 8. Como a máquina perde menos material, o volume de resíduos é menor, mas todos os resíduos ou materiais que não podem ser aproveitados são 100% reciclados. 14 9. Dá-se preferência para cortar materiais tecidos que desfiam com facilidade nos balancins convencionais, pois a máquina computadorizada apresenta dificuldade para corte deste tipo de matéria-prima. 10. Contratou-se um mecânico para fazer a manutenção e somente em casos extremos entra-se em contato com o fornecedor da máquina. 11. Modelos produzidos na máquina automática de corte não necessitam de facas convencionais, ficando este custo em benefício da empresa, tendo visto que uma faca normal custa em média dezenove reais e uma coleção pode conter até cinquenta facas. 12. O preço de um balancim hidráulico normal custa aproximadamente 15mil reais para a empresa, um balancim ponte 55 mil, já a máquina computadorizada, 188 mil, contudo o lucro que se tem com ela é maior. 1.5.3. GRÁFICO COMPARATIVO DE PRODUÇÃO DOS DOIS SISTEMAS: EMPRESA A 80% 70% 60% 50% 40% 30% Máquina Automatica 20% 10% 0% Produção Balancins 15 Empresa B. 1º Entrevistado: Chefe do corte. 2º Entrevistado: Programador do sistema. Dados: • Duas máquinas automáticas nesta unidade e três balancins; • na unidade 2 são mais de 40 balancins; • as máquinas abastecem todas as terceirizadas; • dois programadores do sistema da máquina; • capacidade produtiva de 125 mil pares em média por semana; • máquinas ATOM. 1. Com a chegada da máquina a produção aumentou muito, e houve mais agilidade no serviço, além de diminuir os riscos com acidentes e o desperdício. 2. O desenvolvimento já sabe qual material terá um melhor aproveitamento se for cortado na máquina ou no balancim, direcionando o material já para o sistema certo. 3. Máquina automática Positivos: corta a produção diária de cinco cortadores, tem melhor aproveitamento da matéria-prima, chegando até 80%. Negativos: não corta estampa, não recomendável para cortar grandes variedades de modelos, como conserto e pequenas produções. Balancim Positivos: melhor para cortar retalhos e peças pequenas, consertos. Negativos: as peças grandes não têm bom encaixe, com isso, um menor aproveitamento da matéria-prima. 4. A máquina funciona em três turnos, corta 25 mil pares por dia, o balancim em dois turnos, não corta nem a metade. 5. Cinquenta por cento são cortados em cada um dos sistemas. 6. Largura da máquina é de 1,5 m por 3 m. Dependendo da matéria-prima é possível cortar até 10 camadas na máquina enquanto no balancim é no máximo seis camadas. A perda de uma peça para outra na máquina é de 1 mm, no balancim 16 5mm. Trabalham três pessoas por máquina. Os dois sistemas tendem a trabalhar juntos, é como “arroz e feijão”, um completa o outro. 7. Há um bom planejamento para que a máquina fique posicionada, mesmo assim estamos pensando em trocá-la de lugar para obter um melhor aproveitamento de pessoal e de matéria-prima. 8. Todos os resíduos são reciclados. A máquina utiliza pouco óleo, e os materiais usados, as sobras são recicladas e o dinheiro destinado a entidades de caridade. 9. Materiais que desfiam, é preferível cortar no balancim, já materiais mais caros que precisam de um aproveitamento maior corta-se na máquina. 10. Mecânico da fábrica. 11. A faca da automática custa 70 reais, para uma coleção inteira, no balancim pode-se gastar mais de 50 mil reais, economia em cepo que hoje chega a custar 3.000 reais. 12. A máquina custou 350 mil reais, um balancim custa em média, 15 mil reais. O feltro custa 400 reais, todavia dura quatro meses. 1.5.4. GRÁFICO COMPARATIVO DE PRODUÇÃO DOS DOIS SISTEMAS: EMPRESA B 50% 40% 30% 20% 10% 0% Produção Máquina Automatica Balancins 17 Empresa C. 1º Entrevistado: Supervisor de RH. 2º Entrevistado: Chefe do setor do corte há seis anos. Dados: • Capacidade produtiva de 26 mil pares por dia; • uma máquina de corte automático (LECTRA); • um programador do sistema. 1. Com a chegada dela, teve maior agilidade, porque se empregou menos mão de obra. 2. A modelagem já tem noção e define os modelos da melhor maneira, vendo qual será cortado na máquina e qual no balancim. 3. Máquina Positivo – melhor aproveitamento da matéria-prima. Negativo – existe restrições para cortar certos tipos de materiais, como tecidos que desfiam. Balancim Positivos – ao sair fichas pequenas ele rende mais, as peças com vazador podem ser cortadas facilmente. Negativos – o aproveitamento da matéria prima é menor e corta com menos números de camadas, tendo um volume de produção menor. 4. Na máquina, 12 mil pares por turno, no balancim, de 6 mil a 7 mil pares. 5. 50% em cada um, mas ainda estão em processo de adaptação. 6. Não obtive resposta. 7. Há um planejamento antes que a máquina chegue, posicionando-a no melhor lugar. 8. Reciclagem dos resíduos, com perda menor diminuímos os resíduos. 9. Não obtive resposta. 10. Mecânico da própria fábrica. 11. Não obtive resposta. 12. A máquina custa 320 mil reais, um balancim 12 mil. 18 1.5.5. GRÁFICO COMPARATIVO DE PRODUÇÃO DOS DOIS SISTEMAS: EMPRESA C 50% 40% 30% 20% 10% Máquina Automatica Balancins 0% Produção Empresa D. 1º Entrevistado: Sérgio Ribas 1. Com a aquisição da máquina computadoriza, houve uma melhoria em relação à mão-de-obra, pois a mesma diminuiu. 2. Com relação ao desenvolvimento de novos produtos, não acarretou nenhuma mudança no que já estava sendo feito. 3. Máquina: Pontos positivos: há um acréscimo sobre o rendimento do material cortado e um aumento diretamente na produtividade. Pontos negativos: a manutenção da máquina é um problema, pois só o mecânico da empresa que fabrica a máquina é autorizado fazer manutenção na mesma. Balancim: se torna inviável quando se está utilizando a máquina computadorizada. 4. A máquina computadorizada trabalhando no período de oito horas e quarenta e oito minutos alcança a produção de sessenta mil pares, com dois operadores. Com corte convencional, utilizando o balancim em oito horas e quarenta e oito minutos consegue atingir a quantidade de oito mil pares, com dois funcionários. 5. Não há divisão, só é cortado no corte convencional pedidos com pequenas quantidades, quando são feitos pedidos grandes é utilizado somente a máquina computadorizada. 19 6. Em relação ao custo pode se dizer que a máquina é mais viável para a empresa, pois com ela a produção é maior, utilizando a mesma quantidade de funcionários do que o corte convencional. 7. Sobre layout pode se comentar sobre o menor espaço utilizado pela máquina, portanto se torna melhor comparando com o corte convencional. 8. Em questão do meio ambiente nada pode ser relacionado. 9. Não há desenvolvimento de produtos específico a ser cortado em sistemas de corte diferentes, é decidido em qual sistema vai ser cortado pela quantidade de pares. 10. Caso a máquina venha quebrar, somente um mecânico do Rio Grande do Sul, autorizado pelo fabricante da máquina pode fazer a manutenção. 11. O preço de uma navalha para balancim custa em média R$20,00, no entanto sua depreciação é rápida. A faca utilizada na máquina computadorizada vale em média R$180,00, entretanto sua depreciação é lenta. 12. Não obtive resposta. 20 2. Características e especificações da máquina automática de corte: 2.1. Máquina Automática - A máquina computadorizada ou mesa de corte automático com lâmina vibrante se trata de um equipamento que pode ser integrado ao CAD, e que está apta a cortar pequenos ou grandes lotes de modelagem e\ou produção. Este equipamento adota dois postos de trabalho, no qual possibilita uma grande continuidade operacional. A máquina computadorizada dispõe de cabeça de corte dotada de lâmina vibrante, canetas de marcação, vazadores e um software desenvolvido pelo próprio fabricante da máquina computadorizada. Consegue-se trabalhar com encaixes automáticos que o própria software da máquina projeta, ou, através do encaixe proposto pelo operador, posicionando virtualmente as peças a serem cortadas no ponto em que desejar sobre o material. 2.2. Rápido - a velocidade do corte digital é de quatro a seis vezes maior do que a velocidade do corte manual tradicional, que tornam possível a entrada rápida do material na produção. É mais apropriado para as indústrias que trabalham com diversos modelos e prazos de execução curto. 2.3. Exato - a distância entre as peças pode chegar aos 0.1mm -1 mm, pois é controlada pelo computador, e ao mesmo tempo evita a situação de erros pelo corte manual, gerando assim peças mais exatas da sapata e assegura a qualidade do produto. 2.4. Economia - aumenta a taxa de utilização do material em média 5% ou mais, conservando o custo direto do produto. 21 KIT CARTONCINO LÂMINAS KIT PELLE KIT CUOIO KIT DEMO 22 3. Características e especificações da Prensa Hidráulica (balancim) 3.1. Prensa. - Equipamento manual ou mecânico destinado a comprimir entre as suas duas placas ou outras peças apropriadas, estes equipamentos podem ter o seu movimento de prensagem realizado através de sistemas mecânicos com fusos rosqueados, sistemas mecânicos excêntricos, sistemas pneumáticos, sistemas hidráulicos ou ainda, sistemas combinados, onde alguns dos sistemas acima são conjugados afim de realizar a tarefa de prensagem, que é a movimentação da placa móvel em direção da placa fixa, as prensas podem ser planas, planocilíndricas ou rotativas. Prensa hidráulica com braço giratório manual (balancim) Prensa hidráulica com braço giratório automático (balancim ponte) 23 4. CONCLUSÃO A partir das informações adquiridas pela pesquisa pode-se concluir que as empresas que trabalham com diversas linhas de produtos, em períodos curtos na linha de produção, é evidente a ineficiência do sistema de corte convencional, pois com o mesmo será preciso um desenvolvimento de facas, sendo que estas ficarão inutilizadas em pouco tempo. Quando se tem uma mão de obra especializada para o corte convencional, pode-se conseguir uma eficiência na produtividade quase tão boa quanto a da máquina computadorizada, sendo assim, ao trabalhar com uma linha que vai durar um período longo de produção o corte convencional se torna mais viável. Com a máquina computadorizada a produtividade e a eficiência no rendimento da matéria-prima é maior, tendo em vista que as empresas visam sempre a perda zero, e aumento da qualidade. No sistema de corte convencional corta-se qualquer tipo de material, já no computadorizado, existem restrições para alguns materiais. Pode-se observar que algumas empresas entrevistadas se adaptaram melhor com o sistema de corte computadorizado do que outras, portanto foi concluído que os dois sistemas de corte são viáveis, desde que haja uma compreensão da utilização de cada sistema e os mesmos se enquadrem com o fluxo de produção da empresa. 24 5. REFERÊNCIAS ATOM BRASIL, FLASHCUT. Máquinas de corte com lâmina vibrante, Novo Hamburgo. RS, Disponível em: < www.atombrasil.com.br/maquinas> . ALIBABA.COM, A melhor maneira de encontrar Global Fabricantes e Fornecedores. Máquinas de corte de couro automática, China, Disponível em: < www.portuguese.alibaba.com/product-gs/automatic-leather-cutting-magine341493201.html.> . SAPATO SITE, História do calçado, Disponível em <:www.sapatosite.com.br:> . FHASHCUT ATOM – Corte automático com lâmina oscilante com programação e encaixe de corte externo à maquina, Imation Enterprises Corp. Novo Hamburgo, 09 de Setembro de 2010. Cd com arquivos e vídeos.