A IMPORTÂNCIA DE ATIVIDADES LÚDICAS PARA OS
PACIENTES COM IRCT EM TRATAMENTO HEMODIALÍTICO
THE IMPORTANCE OF LEISURE ACTIVITIES FOR PATIENTS WITH
ESRD ON HEMODIALYSIS
Alessandra Bispo Barretto 1
1
Atualiza Cursos
RESUMO
O presente trabalho nasceu com a curiosidade de como as atividades lúdicas
poderiam contribuir no tratamento do hemodialítico. O contato com pacientes
hemodíaliticos e a questão do sofrimento, levando a questionar modos que buscam
melhorar a qualidade de vida, ou mesmo aliviar a dor sentida no tratamento de
hemodiálise (MARTINS; CESARINO, 2005). Dado isso, como papel dos avanços da
medicina em buscar melhorar a saúde dos pacientes crônicos não se acompanha os
mecanismos que possibilitem um alívio aos sofrimentos que vão além das dores físicas.
O bem-estar da vida, segundo a Organização Mundial de Saúde (OMS): “O completo
bem-estar físico, psicológico e social do indivíduo” (OMS, 2008). Daí pode-se inferir
que a saúde não é apenas a ausência de doença, mas o bem-estar do indivíduo que
mesmo doente consegue ter alguma qualidade de vida.
Descritores: Atividades lúdicas, bem-estar, qualidade de vida, hemodiálise.
ABSTRACT
This work was born with curiosity as recreational activities could contribute to
the treatment of hemodialysis. Contact with hemodialysis patients and the issue of
suffering, leading to question ways that seek to improve the quality of life, or even
relieve the pain felt in hemodialysis (Martins; CESARINO, 2005). Given that, as part of
medical advances in seeking to improve the health of chronic patients is not
accompanied by mechanisms for allowing a relief to the sufferings that go beyond
physical pain. The well-being of life, according to the World Health Organization
(WHO): "The complete physical well-being, psychological and social individual"
(WHO, 2008). Hence it can be inferred that health is not merely the absence of disease
but the welfare of the individual patient can even have some quality of life.
Keywords: Leisure activities, well-being, quality of life, hemodialysis.
INTRODUÇÃO
O presente trabalho nasceu com a curiosidade de como as atividades lúdicas
poderiam contribuir no tratamento do hemodialítico. O contato com pacientes
hemodíaliticos e a questão do sofrimento, levando a questionar modos que buscam
melhorar a qualidade de vida, ou mesmo aliviar a dor sentida no tratamento de
hemodiálise (MARTINS; CESARINO, 2005).
Dado isso, como papel dos avanços da medicina em buscar melhorar a saúde dos
pacientes crônicos não se acompanha os mecanismos que possibilitem um alívio aos
sofrimentos que vão além das dores físicas. O bem-estar da vida, segundo a
Organização Mundial de Saúde (OMS): “O completo bem-estar físico, psicológico e
social do indivíduo” (OMS, 2008). Daí pode-se inferir que a saúde não é apenas a
ausência de doença, mas o bem-estar do indivíduo que mesmo doente consegue ter
alguma qualidade de vida.
Dessa forma a qualidade de vida (QV) tem se tornado importante critério na
avaliação da efetividade de tratamentos e intervenções na área da saúde.
Esses parâmetros têm sido utilizados para analisar o impacto das doenças
crônicas no cotidiano das pessoas e para isso, é necessário avaliar indicadores
de funcionamento físico, aspectos sociais, estado emocional e mental, da
repercussão de sintomas e da percepção individual de bem-estar (MARTINS;
CESARINO, 2005, p. 2).
Assim, faz-se necessário buscar além dos tratamentos convencionais outras
maneiras que possam trazer um equilíbrio para o bem-estar psicossomático, através de
alguns mecanismos tais como acompanhamento, acompanhantes, atividades lúdicas e
recreativas como leituras e narrativas de histórias.
A questão aqui empreendida é mais complexa, dado que a literatura de saúde
aponta que a questão do bem-estar e qualidade de vida é fundamental para que o
sofrimento seja minimizado no momento do tratamento.
A partir disso, fazendo uma revisão bibliográfica de artigos voltados para o
tema: A importância de atividades lúdicas para os pacientes com IRCT em tratamento
hemodialítico observa-se a necessidade de construir um fundamento teórico sobre a
temática especificada acima: Como a literatura discute a introdução de atividades lúdicas na
sessão de hemodiálise em pacientes renais crônicos?
Objetivo geral dessa monografia é identificar como a literatura discute a introdução de
atividades lúdicas na seção de hemodiálise em pacientes renais crônicos. Objetivos
específicos fazer um levantamento quantitativo da literatura que versa sobre a temática
de pacientes em tratamento hemodialítico; e verificar de que maneira a atividade lúdica
contribui para amenizar sofrimento de pacientes nas sessões de hemodiálise.
Na primeira parte do trabalho faz-se uma discussão sobre aspectos teóricos sobre
a anatomofisiologia dos rins, seu funcionamento, a questão e importância do tratamento
hemodialítico, levando em conta esses conceitos nas análises dos artigos.
A segunda parte apresenta-se a metodologia usada para a pesquisa de revisão
bibliográfica, a importância dessa metodologia para esse trabalho.
Em um terceiro momento faz-se uma apresentação quantitativa dos artigos
selecionados e um resumo desses artigos levando em conta a temática que cada um
deles apresenta metodologia usada e conclusões apresentadas.
CAPITULO I
FUNDAMENTAÇÃO TEÓRICA
1.1 Anatomofisiologia renal
Segundo Guyton & Hall (2006, p.308 e 309), os rins situam-se na parede
posterior do abdome, fora da cavidade peritoneal. Cada rim de um humano adulto pesa
cerca de 150g e tem um tamanho aproximado de uma mão fechada. O lado medial de
cada rim contém uma região indentada chamada de hilo. Pelo hilo passam a artéria e
veias renais, vasos linfáticos, suprimento nervoso e o ureter, que carreia urina do rim a
bexiga. Na bexiga, a urina é armazenada e periodicamente eliminada do corpo. O rim é
circundado por uma cápsula fibrosa resistente que protege as estruturas internas, que são
mais delicadas.
A dissecção longitudinal completa de um rim permite uma visão de duas
principais regiões: uma mais externa, o córtex, e uma interna, conhecida como medula.
A medula é dividida em múltiplas massas teciduais com o formato de cones
denominadas pirâmides renais. A base de cada pirâmide origina-se no limite entre as
regiões cortical e medular e termina na papila, que se projeta para o espaço da pelve
renal, que é uma estrutura em formato de funil que continua com a extremidade superior
do ureter. A borda externa da pelve é dividida em estruturas de fundo-seco chamada
cálices maiores, que se dividem em cálices menores, os quais coletam a urina dos
túbulos de cada papila.
As paredes dos cálices, pele e ureter contêm elementos contrateis que propelem
a urina em direção à bexiga, onde a urina é armazenada até que seja eliminada pela
micção.
Cada rim humano contém aproximadamente um milhão de néfrons, cada néfron
é composto por dois componentes mais importantes: um elemento de filtragem, que
consiste em uma rede capilar encerrada (o corpúsculo renal ou corpúsculo de Malpighi)
e seu túbulo anexado. O túbulo contém vários seguimentos anatômicos e funcionais
distintos. Eles incluem o túbulo proximal, alça de henle (composta pela porção reta do
túbulo proximal, o ramo ascendente fino e o ramo ascendente espesso), o túbulo distal e
o segmento de ligação. Eles drenam para o sistema de ductos coletores que contem o
ducto coletor cortical e os seguimentos coletores medulares externo e interno (CECIL,
2005, p.237, 238).
Os néfrons são principalmente classificados em dois tipos, com base no fato de
possuírem ou não uma alça de henle curta ou longa. Os néfrons com alça curta
geralmente se originam nas regiões superficial e cortical média, e suas alça de henle se
curvam dentro da parede externa da medula. Diferentemente, os néfrons com alças
longas se originam na região justa medular (corticomedular) e suas alças de henle se
estendem à parte interna da medula. (CECIL, 2005, p.237, 238).
O glomérulo é uma rede peculiar de capilares suspensos entre as arteríolas
aferentes e eferentes, encerrada numa estrutura epitelial (cápsula de Bowman). Os
capilares ficam dispostos em estruturas lobulares chamadas tufos glomerulares e são
revestidos por uma camada fina de células endoteliais. O centro do glomérulo consiste
em células mesangiais, justamente com a matriz mesangial em torno. Outros
componentes do glomérulo incluem a membrana basal glomerular e as células epiteliais
vicerais e parietais. As arteríolas aferentes e eferentes entram e saem do glomérulo pelo
pólo vascular, e a cápsula de Bowman continua como túbulo proximal no pólo urinário.
(CECIL, 2005, p. 238).
Todas essas partes em funcionamento atuam como um conjunto sistêmico para a
homeostasia do organismo humano. Quando não há esse equilíbrio no sistema, acontece
a Insuficiência Renal Crônica (IRC). De acordo com Harrison (2006, p.1732) a IRC é
um processo fisiopatológico de muitas patologias, resultando em inexorável desgaste do
número e da função dos néfrons, bem como, com freqüência causando doença renal
terminal (DRT), a qual representa um estado ou distúrbio clinico no qual ocorre perda e
irreversível da função renal endógena em grau suficiente para tornar o paciente
permanentemente dependente da terapia de substituição renal (diálise ou transplante)
para evitar uremia ameaçadora.
A condição crônica e o tratamento hemodialítico são fontes de estresse e
representam desvantagem por ocasionar problemas: isolamento social,
perda do emprego, dependência da Previdência Social, parcial
impossibilidade de locomoção e passeios, diminuição da atividade física,
necessidade de adaptação à perda da autonomia, alterações da imagem
corporal e ainda, um sentimento ambíguo entre medo viver e de morrer
(MACHADO; CAR, 2003, p. 28)
Brunner & Suddarth (2006, p. 1403) afirmam que a incidência de insuficiência
renal crônica aumentou em oito por cento por ano nos últimos cinco anos, com mais de
300 mil pacientes sendo tratados nos Estados Unidos.
Harrison (2006, p.1732) descreve que a fisiopatologia da IRC envolve
mecanismos desencadeantes específicos da etiologia subjacente, bem como um conjunto
de mecanismos progressivos que representam uma conseqüência comum após a redução
prolongada da massa renal, independentemente da etiologia. Essa redução da massa
renal provoca hipertrofia estrutural e funcional dos néfrons remanescentes. A hipertrofia
compensatória é mediada por moléculas vasoativas, citocinas e fatores de crescimento,
sendo, no início, causada por hiperfiltração adaptativa, mediada por aumentos da
pressão e do fluxo capilares glomerulares. Com o tempo, as adaptações em curto prazo
mostram-se inapropriadas, visto que predispõe à esclerose da população de néfrons
viáveis remanescentes. O aumento da atividade intra-renal do eixo renina-angiotensina
parece contribuir para hiperfiltração adaptativa inicial, assim como a hipertrofia
inapropriada e esclerose subseqüentes.
1.2 Tratamento hemodialítico e qualidade de vida
A diálise é um fenômeno termodinâmico que consiste em dois princípios
básicos: difusão e convecção.
O termo diálise vem do grego e significa: “passar através”. Resulta assim, na
remoção de massas e solutos e de água, do sangue dos pacientes e de compartimento
extracelular, para fora, através de membranas (membranas semipermeáveis, chamadas
de membranas dialisadoras). O processo da diálise com as membranas dialisadoras tenta
imitar, da melhor maneira possível, a filtração glomerular normal, nos pacientes renais
agudos e crônicos bem como naqueles com intoxicações exógenas ou endógenas
(CESAR; 1994, p. 201).
De acordo com Cesar (1994), a hemodiálise é a modalidade de diálise que se
processa um circuito extracorpóreo devidamente construído e instalado no “rim
artificial”. O circuito extracorpóreo (CEC) é constituído por uma linha (“set”) arterial e
outra venosa de material plástico, entre as quais se interpõe um hemodialisador.
Através de uma via de acesso vascular (fístula arteriovenosa, “shunt” etc.) é
obtido um fluxo de sangue (QB) do paciente, que, por várias horas, continuadamente,
perfunde um hemodialisador e dele retorna ao paciente pelo “set” venoso. O
hemodialisador é um artefato de plástico que contém a membrana dialisadora artificial
(CESAR; 1994, p. 201).
A membrana dialisadora (MB), pela face interna, delimita um espaço que será
perfundido pelo sangue do paciente (câmara de sangue do hemodialisador) e, pela face
externa, um espaço que será ocupado pelo dialisado ou “banho” de hemodiálise (câmara
do “banho” do hemodialisador) (CESAR; 1994, p. 201).
A MD pode ser disposta como uma longa cinta tubular, enrolada em serpentina
(hemodialisador tipo “coil”) ou como uma pilha de vários envelopes dispostos
paralelamente, uns sobre os outros: hemodialisador do tipo placas paralelas (“paralel
plate”). Mais modernamente, a membrana dialisadora é constituída por milhares de
microtúbulos, dispostos em feixe e colocados num cilindro de plástico, constituindo o
“rim capilar” ou “Hollow Fiber Artificial Kidney” (HFAK) (CESAR; 1994, p. 201).
A Insuficiência Renal Crônica e o tratamento hemodialítico, provoca uma
sucessão de situações para o paciente renal crônico, que compromete o
aspecto não só físico, como psicológico, com repercussão pessoal, familiar e
social. Na convivência com estes pacientes, ficou clara a importância da
intervenção da enfermagem em busca de solução nas limitações provocadas
pela IRC e o tratamento, sendo necessário um reaprender a viver, de uma
maneira mais humana (CESARINO; CASAGRANDE, 1998, p. 31).
A doença renal crônica terminal (DRT) e a hemodiálise (HD), modalidade
terapêutica mais freqüentemente utilizada nessa fase, estão, indubitavelmente, entre as
patologias e terapias de caráter crônico que mais afetam a Qualidade de vida (QV) dos
pacientes. As demandas da DRT tratada com HD incluem rigidez dietética e de horário,
mudanças potenciais nos contextos familiar, ocupacional e social, e preocupações
diversas com a doença e seu tratamento, fazendo com que muitos dos pacientes
encontrem dificuldades em se adaptar à doença, suas conseqüências e incerteza do
futuro. Além disso, depressão é uma desordem psiquiátrica relativamente comum em
renais crônicos, com um enorme impacto na QV. Uma complexa interação entre
depressão, QV, complicações e sobrevida é então observada nessa população de alto
risco (BARBOSA et al, 2007, p. 223).
Para Higa et all (2008) a doença renal crônica traz consigo uma série de questões
que marcam a vida do indivíduo, a partir do diagnóstico, sendo comuns as
manifestações psíquicas acarretando alterações na interação social e desequilíbrios
psicológicos, não somente do paciente como também da família que o acompanha.
Higa et all (2008) afirma ainda que a doença renal e as complicações decorrentes
do tratamento afetam as habilidades funcionais do paciente, limitando suas atividades
diárias, sendo que, freqüentemente, as alterações não são captadas nas avaliações
clínicas e biológicas convencionais. Compreender como as limitações interferem no
cotidiano dos pacientes tem sido o objetivo das avaliações da qualidade de vida
relacionadas à saúde.
O paciente com IRC, em programa de hemodiálise, é conduzido a conviver
diariamente com uma doença incurável que o obriga a uma forma de tratamento
dolorosa, de longa duração e que provoca, juntamente com a evolução da doença e suas
complicações, ainda maiores limitações e alterações de grande impacto, que repercute
tanto na sua própria qualidade de vida quanto na do grupo familiar. (HIGA et all; 2008)
As terapias de caráter crônico apresentam três objetivos básicos: aumentar a
longevidade, reduzir a morbidade e melhorar a qualidade de vida (QV) dos
pacientes. Os dois primeiros são relativamente fáceis de medir e têm sido
tradicionalmente adotados na avaliação da eficácia de determinado
tratamento, enquanto o terceiro só teve sua importância reconhecida muito
recentemente, em virtude, principalmente, da evolução de programas
preventivos e terapêuticos e aumento da sobrevida destes pacientes,
passando-se então a se desenvolver os mais variados métodos para sua
mensuração (BARBOSA et al; 2007, p. 223).
Os impactos e conseqüências de uma doença podem ser descritos de diferentes
maneiras. Entretanto, os sentimentos e as reações de cada indivíduo, frente ao processo
patológico, não são apenas influenciados pelas condições somáticas, físicas, mas
também pela personalidade e circunstâncias sociais (NOORDHOEK; LOSCHIAVO,
2005, p 242).
Machado et al. (2003) dispõe ainda que a condição crônica e o tratamento
hemodialítico são fontes de estresse e representam desvantagem por ocasionar
problemas: isolamento social, perda do emprego, dependência da Previdência Social,
parcial impossibilidade de locomoção e passeios, diminuição da atividade física,
necessidade de adaptação à perda da autonomia, alterações da imagem corporal e ainda,
um sentimento ambíguo entre medo viver e de morrer.
CAPÍTULO II
METODOLOGIA
Realizou-se um trabalho de pesquisa bibliográfica com objetivo identificar como
a literatura discute a introdução de atividades lúdicas na sessão de hemodiálise em
pacientes renais crônicos.
No primeiro momento fez o levantamento de 10 artigos científicos de quatro
periódicos científicos online durante os meses de Agosto-Outubro de 2009, observando
três categorias específicas:
a)
se no seu título há a presença de uma dessas palavras: hemodiálise,
tratamento hemodialítico, IRC, bem-estar;
b)
estudos que versam sobre a relação entre tratamento hemodialítico e
qualidade de vida;
Destaca-se que “Através da quantificação, as informações são transformadas em
indicadores empíricos e estas em variáveis e fatores mensuráveis (...)” (LOPES, 2003,
p.106). Assim, seguiram-se os seguintes passos metodológicos de pesquisa:
1 – Primeiramente, escolheu-se os objeto de pesquisa, ou seja, um recorte da
pesquisa;
2 – Fez uma pesquisa através do site Google Acadêmico (www.google.com) os
artigos que contivesse umas das palavras: hemodiálise, tratamento, hemodialítico e IRC;
3 – Os artigos foram postos numa tabela especificando: Título, Autores,
Palavras-chave, Numero das páginas, Data, Periódico, Número;
4 – Fez-se um resumo apresentando Objetivo, Metodologia e Resultados;
5 – Analisou-se o artigo, comentando sobre a profundidade, importância e
relevância do estudo apresentado no artigo.
CAPÍTULO III
ANÁLISE DOS ARTIGOS
3.1 Levantamento quantitativo
Nesta etapa do trabalho não se interessa apresentação do universo em que os
artigos estão presentes para uma análise quantitativa que demonstra numericamente a
presença a temática: tratamento hemodialítico e qualidade de vida, em meio ao universo
temático em que as revistas trabalham.
A tabela seguinte especifica como foram organizados os artigos, especificando:
Título, Autores, Palavras-chave, Numero das páginas, Data, Periódico, Número.
TITULO
Qualidade de vida
de pacientes
portadores de
insuficiência
renal crônica em
AUTOR
PALAVRAS-
Nº DAS
CHAVE
PÁGINAS
HIGA,
Qualidade de vida;
Karina; et al.
Diálise renal;
DATA
PERIÓDICO
NÚMERO
203-6.
2008
Acta Paul Enferm
21
31-40
Outubro
Rev.
4
1998
Enfermagem
Insuficiência renal
crônica
tratamento de
hemodiálise
Paciente
com
insuficiência renal
crônica
em
tratamento
hemodialítico:
Atividade educativa
do enfermeiro
Preditores de
Qualidade de Vida
em Pacientes com
Doença Renal
Crônica
em
Hemodiálise
CESARINO,
Claudia
Bernardi;
CASAGRAN
DE,
Lisete
Diniz Ribas
Enfermagem,
BARBOSA,
Luciana
Mendonça
Morais et al.
Insuficiência renal
A dialética da vida
cotidiana de doentes
com insuficiência
renal crônica:
entre o inevitável e
o casual
Efeitos de um
Programa de
Exercícios Físicos
no
Condicionamento
de Pacientes em
Hemodiálise
Revisão: Depressão
e
Insuficiência
Renal Crônica: uma
revisão
MACHADO,
Leise
Rodrigues
Carrijo;
MARCIA
Regina Car
COELHO
Douglas
Martins et al.
Insuficiência renal
crônica.
Hemodiálise.
Nefrologia.
27-35
Insuficiência renal
crônica.
Hemodiálise.
Exercícios.
Reabilitação
121-127
2006
J Bras Nefrol
28(3)
ALMEIDA,
Alexander
M;
MELEIRO
Alexandrina.
BEZERRA,
Karina
Viviani;
SANTOS,
Jair lício
Ferreira
Depressão,
insuficiência renal
crônica,
diálise,
transplante renal,
aderência.
Insuficiência renal
crônica; diálise
renal; atividades
cotidianas
192-200
2000
J Bras Nefrol
22(1)
1-6
2008
Rev
16(4)
julho-
enfermagem
educação,
hemodiálise
Latino-am.
-
ribeirão preto
222-29
crônica.
Dezembro
J
de 2007
Volume
Bras
Nefrol
2003
Rev Esc Enferm
4
Hemodiálise.
Qualidade de vida.
Depressão
O cotidiano de
pessoas com
insuficiência renal
crônica em
Tratamento
hemodialítico
37
USP
agosto
latino-am
Qualidade de vida
de pessoas com
doença renal
Crônica em
tratamento
hemodialítico
Idosos com
insuficiência renal
crônica: alterações
do
Estado de saúde
Censo sbn 2002:
informações
epidemiológicas das
unidades de
Diálise do Brasil
MARTINS,
Marielza R.
Ismael;
CESARINO,
Claudia
Bernardi
KUSUMOT
A, Luciana;
RODRIGUE
S
Rosalina
Aparecida
Partezani;
MARQUES,
Sueli
ROMÃO
JUNIOR,
João et al.
Qualidade de vida;
insuficiência renal
crônica; atividades
cotidianas; diálise
renal
670-6.
Idoso; história;
insuficiência renal
crônica;
enfermagem
525-32.
Epidemiologia.
Brasil.
Diálise. Terapia de
Substituição renal.
Prevalência.
188-99
2005
Rev
latino-am
setembro-
enfermagem
13(5)
outubro
2004
Rev
latino-am
maio-
enfermagem
12(3)
junho
2003
J bras nefrol
25(4)
Quadro 1 – Tabela dos artigos pesquisados ( BARRETTO, 2009)
3.2 Análise qualitativa
Nesta etapa do trabalho, será feita a análise qualitativa das matérias previamente
escolhidas.
3.2.1 Qualidade de vida de pacientes portadores de insuficiência renal crônica em
tratamento de hemodiálise
Objetivo: Analisar a qualidade de vida de pacientes com insuficiência renal crônica, em
tratamento de hemodiálise. Métodos: Trata-se de pesquisa quantitativa, realizada em
uma clínica de diálise em Campinas, SP, através dos dados de identificação gerais dos
sujeitos e aplicação do questionário WHOQOL-breve dividido em quatro domínios:
físico, psicológico, social e meio ambiente. Foram analisados 20 sujeitos escolhidos
aleatoriamente. Resultados: 75% homens e 25% mulheres, com predominância de
pacientes na faixa etária de 40 - 60 anos, passando por hemodiálise, e índice menor
entre os 20 e 40 anos. Observou-se, pela análise geral das médias dos domínios, que os
pacientes lidavam melhor com os aspectos psicológicos, quando comparados aos
demais âmbitos pesquisados. Os melhores resultados obtidos pertencem aos domínios
psicológico e social, relacionados à crença na cura para a insuficiência renal crônica
através de um transplante renal, proporcionando aos pacientes confiança no processo
dialítico.
Palavras-chave: Qualidade de vida; Diálise renal; Insuficiência renal crônica
Parecer do artigo: A conclusão deste trabalho permite verificar que a maioria dos
sujeitos encara o tratamento como uma modalidade dolorosa, sofrida, angustiante, com
limitações físicas, sociais e nutricionais, dificultando, muitas vezes, a interação
paciente-sociedade-família. Consideram-se vulneráveis à morte, diariamente, sendo os
riscos numerosos, desde a periodicidade da condução aos centros de hemodiálise até o
decorrer das sessões.
3.2.2 Paciente com Insuficiência Renal Crônica em Tratamento Hemodialítico:
Atividade Educativa do Enfermeiro
Objetivo: O objetivo deste estudo foi contribuir para o conhecimento da atividade
educativa do enfermeiro com paciente renal crônico em tratamento hemodialítico,
proporcionando uma melhoria da sua qualidade de vida, através da educação
conscientizadora. Metodologia: Os sujeitos desse estudo eram oito pacientes renais
crônicos, sendo quatro do sexo feminino e quatro do sexo masculino, com idade
variando entre 17 a 63 anos de idade. A trajetória metodológica foi a da pesquisa-ação,
e a coleta de dados sobre situações significativas foi realizada através da observação
participante. A interpretação dos dados relacionou-se com o referencial proposto por
PAULO FREIRE, isto é, a análise dos temas geradores. Os dados foram selecionados e
codificados em seis temas geradores: Insuficiência Renal Crônica (IRC), Causas da
IRC, Tratamento Hemodialítico, Limitações e Possibilidades do Renal Crônico em
Tratamento Hemodialítico, Transplante Renal e Apoio Familiar. Os Círculos de
Discussão desenvolveram-se segundo o Método Pedagógico de PAULO FREIRE.
Resultado: Após essa fase, foram constatadas mudanças satisfatórias na qualidade de
vida dos pacientes renais crônicos participantes do processo ensino-aprendizagem. Isso
permite concluir que houve desenvolvimento da consciência ingênua para a crítica em
relação à sua situação, pois ocorreram transformações na sua realidade.
Palavras-chave: Enfermagem; Educação; Hemodiálise
Parecer do artigo: Nesse estudo pode-se observar a importância da atividade educativa
do enfermeiro no tratamento hemodialítico. Como expõe Cesarino et al. (1998) entendo
que, na procura da excelência da assistência de enfermagem ao paciente renal crônico
em tratamento dialítico, é necessário que o enfermeiro tenha, além da fundamentação
científica e de competência técnica, também o conhecimento dos aspectos que levem
em consideração os sentimentos e as necessidades de tais pacientes. Neste contexto, o
enfermeiro deve estabelecer diálogo com os pacientes, ultrapassando o formalismo
técnico habitual , de fornecer informações frias, de difícil compreensão, estanques, no
momento errado, e onde praticamente só o profissional tem a palavra e a razão.
3.2.3 Preditores de Qualidade de Vida em Pacientes com Doença Renal Crônica em
Hemodiálise
Introdução: As terapias de caráter crônico apresentam três objetivos básicos: aumentar
a longevidade, reduzir a morbidade e melhorar a qualidade de vida (QV) dos pacientes.
Possíveis associações entre dados demográficos e clínicos objetivos e a QV podem
assegurar estratégias para melhoria do bem-estar em portadores de doença renal crônica.
Objetivo: Identificar fatores associados à QV de pacientes em hemodiálise regular.
Metodologia: Foram entrevistados 114 renais crônicos em hemodiálise, utilizando-se o
Medical Outcomes Study Questionaire 36-Item Short Form Health Survey (SF-36) para
medida da QV, e o Beck Depression Inventory para identificar a presença de depressão
na amostra. A relação entre o nível de QV, depressão e outras variáveis clínicas,
laboratoriais e sócio-demográficas foi analisada através da aplicação de modelo de
regressão, com ajuste para as diversas co-variáveis. O método de Backward foi utilizado
para seleção dos preditores de QV mais significativos (p<0,05). Resultados: Os
pacientes tinham em média 46,3 ± 13,9 anos, sendo 59,7% homens. Depressão esteve
significativa e independentemente associada a pior QV em todas 8 as dimensões do SF36. Outras co-morbidades (diabetes e doença vascular periférica), acesso vascular por
cateter, gênero masculino, idade mais avançada, ausência de ocupação regular e baixo
nível de escolaridade também estiveram significativamente associados a menores
pontuações em pelo menos uma das dimensões do SF-36 após múltiplos ajustes.
Depressão foi o maior preditor de QV da amostra. Esta associação de pior QV com
variáveis modificáveis ou preveníveis ressalta a importância de intervenções
psicossociais e médicas para melhoria do bem-estar de pacientes em hemodiálise.
Palavras-chave: Insuficiência renal crônica. Hemodiálise. Qualidade de vida.
Depressão.
Parecer do artigo: Os resultados desse estudo evidenciaram a existência de importante
rebaixamento do nível de QV entre pacientes renais crônicos em HD, principalmente no
que se refere aos aspectos físicos. Segundo Mittal et al.13 a DRT compromete mais
intensamente a QV do que outras doenças crônicas como insuficiência cardíaca, doença
pulmonar obstrutiva crônica, artrite reumatóide e angina pectoris. O menor valor médio
de QV da amostra no presente estudo foi encontrado na dimensão Aspectos Físicos
(AF), o que é concordante com os resultados de outros estudos brasileiros que
utilizaram o mesmo instrumento de medida, onde se observa predomínio de melhores
pontuações referentes às dimensões do componente mental (Aspectos Sociais (AS),
Aspectos emocionais (AE) e Saúde Mental (SM).) e piores referentes às dimensões do
componente físico (especialmente AF) entre pacientes portadores de DRC submetidos a
esquema regular de HD. Existem evidências na literatura de melhora do aspecto físico
da QV em hemodialisados após implantação de programa de prática regular de
exercícios. Esta necessidade de se realizar intervenções direcionadas a este tipo de
comprometimento torna-se ainda mais urgente ao se observar que a média de idade da
amostra (46,3 ± 13,9 anos) ainda se encontra na faixa economicamente ativa.
3.2.4 A dialética da vida cotidiana de doentes com insuficiência renal crônica: entre o
inevitável e o casual
Objetivos: Procurou-se compreender o cotidiano da vida de doentes com insuficiência
renal crônica em hemodiálise sob a visão do referencial teórico-metodológico do
materialismo histórico e dialético. Metodologia: As entrevistas realizadas com 18
doentes foram submetidas ao procedimento de análise de discurso, revelando temas da
realidade social da vida cotidiana destes doentes. Estes temas foram, então, analisados
frente às categorias: processo saúde-doença; possibilidade x realidade e necessidade x
casualidade. Resultados: Para estes doentes o tratamento hemodialítico é inevitável e o
transplante é casual e, entre esta relação dialética está a enfermagem que precisa ampliar
sua compreensão sobre a árdua, triste, difícil e monótona realidade e suas possibilidades
de transformação.
Palavras-chave: Insuficiência renal crônica; Hemodiálise; Nefrologia.
Parecer do artigo: Diante desse estudo observa-se que entre as categorias analisadas
pelos autores o processo saúde-doença é entendido como uma situação inevitável, ou
seja, não é um querer meramente humano, mas sim, uma força divina. Isso é observado
pelos depoimentos dado pelo publico alvo da pesquisa, que depõe frente o momento que
se vive frente à doença.
3.2.5 Efeitos de um Programa de Exercícios Físicos no Condicionamento de Pacientes
em Hemodiálise
Introdução: As repercussões da insuficiência renal crônica (IRC) são observadas em
todos os sistemas do corpo, levando a um prejuízo na capacidade cardiorrespiratória e a
descondicionamento físico. Objetivos: Avaliar os efeitos de um programa de exercícios
físicos no condicionamento de pacientes em hemodiálise. Metodologia: Participaram
deste estudo, cinco pacientes com idade média de 45±9 anos. Foram avaliados: teste de
caminhada de 6 minutos, teste ergométrico, pressão inspiratória máxima (PImax),
pressão expiratória máxima (PEmax), resistência dos músculos inspiratórios e força da
musculatura flexora das mãos. O programa de exercícios foi realizado em três sessões
semanais, nos dias da diálise, num total de 24 sessões. Estes pacientes submeteram-se a
um período de aquecimento, seguido de exercícios para membros superiores, bicicleta
ergométrica, esteira rolante, período de resfriamento, treinamento específico para
musculatura flexora dos dedos e para a musculatura inspiratória. Resultados: Houve
redução significativa da pressão arterial sistólica de repouso no teste de caminhada de 6
minutos após o tratamento de 153±16 para 132±18 mmHg. Foi observada melhora
significativa na PImax (de -86±29 para -117±3 cmH2O) e na PEmax (de 75±31 para
94±20 cmH2O). A força da musculatura flexora das mãos apresentou aumento
significativo (de 13,5±2,5 para 16,6±2,3 libras/polegadas2 à direita e de 12,2±1,9 para
15,5±2,8 libras/polegadas2 à esquerda), bem como o consumo máximo de oxigênio (de
25,5±5,1 para 39,9±5,0 mLO2/Kg/min). O programa de exercícios físicos mostrou
benefícios para o paciente em hemodiálise na medida em que melhorou seu
condicionamento. Trabalhos direcionados a estes pacientes devem ser estimulados.
Palavras-chave: Insuficiência renal crônica. Hemodiálise. Exercícios. Reabilitação.
Parecer do artigo: No presente estudo pode-se observar que é notório a recuperação
tanto física quanto fisiológica dos pacientes participantes dessa pesquisa. Com essa
recuperação fica claro que os portadores de IRC em tratamento hemodialítico quando
está realizando alguma atividade paralela ao tratamento, pode haver uma reintegração
sócio-econômica desses pacientes.
3.2.6 Revisão: Depressão e Insuficiência Renal Crônica: uma revisão
Objetivo: Apesar de provavelmente ser a complicação psiquiátrica mais comum nos
pacientes com Insuficiência Renal Crônica (IRC), o transtorno depressivo maior
permanece largamente subdiagnosticado. Metodologia: Revisão bibliográfica sobre a
relação da depressão, tratamento dialítico e IRC. Resultados: Há evidencias de que a
depressão diminua a aderência ao tratamento da IRC, influencie negativamente a
qualidade de vida, seja um fator importante de risco para a mortalidade cardiovascular,
aumente em 15 vezes a taxa de suicídio e, consequentemente, seja um preditor
independente e potente de menor sobrevida. Os autores discutem os principais aspectos
sobre o impacto, etiologia, diagnóstico e tratamento da depressão nos portadores de
IRC.
Palavras-chave: Depressão; Insuficiência Renal Crônica; Diálise
Parecer do Artigo: Diante desse estudo ressalva-se como os transtornos depressivos
estão presentes em pacientes com diagnóstico de IRC e em tratamento hemodialítico. O
paciente com essa patologia, antes mesmo começar o tratamento, já apresentam
sintomas depressivos com o fechamento do diagnóstico. Com o início do tratamento é
mais latente a percepção da diminuição da qualidade de vida desses indivíduos.
3.2.7 O Cotidiano de Pessoas com Insuficiência Renal Crônica em Tratamento
Hemodialítico
Objetivo: Este estudo analítico-descritivo objetivou avaliar a percepção das pessoas
com insuficiência renal crônica em relação às atividades cotidianas e ocupacionais.
Metodologia: A análise foi composta por 35 homens e 35 mulheres em tratamento
hemodialítico com idade entre 17 e 60 anos. O questionário utilizado foi o SAOF (Self
Assesment of Occupational Functioning). Os dados foram submetidos à análise
estatística e as áreas com maior escolha da alternativa “necessidade de melhora” foram
de hábitos (20%) e valores (20,5%). Resultados: Nessas áreas, a proporção relacionada
às dificuldades foi mais evidente no que se refere à organização do cotidiano, a
mudanças de rotinas e às expectativas quanto ao futuro. Portanto, a terapia ocupacional,
por apresentar recursos instrumentais para a reestruturação do cotidiano desses
pacientes, pode contribuir para a assistência deles assim como informações para a
enfermagem.
Palavras-chave: Insuficiência renal crônica; Diálise renal; Atividades cotidianas
Parecer do artigo: O presente estudo discorre sobre a importância de continuidade do
cotidiano dos pacientes em tratamento hemodialítico. Ressalta-se que com a introdução
de atividades, como a terapia ocupacional, a qualidade de vida desses pacientes tem
uma notória melhora, visto que frente a todas as mudanças impostas pelo tratamento,
não é o tratamento que o impossibilitará de continuar sua vida cotidianamente.
3.2.8 Qualidade de Vida de Pessoas com Doença Renal Crônica em Tratamento
Hemodialítico
Objetivo: Este estudo descritivo objetiva avaliar a qualidade de vida de pessoas em
tratamento de hemodiálise (HD) e identificar as atividades cotidianas que podem
comprometer sua qualidade de vida. Metodologia: Foram pesquisadas 125 pessoas com
insuficiência renal crônica (IRC) em tratamento de hemodiálise, mediante o
Questionário Genérico de Qualidade de Vida SF-36 e as atividades cotidianas por uma
entrevista semi-estruturada. Os dados foram submetidos à análise estatística, com nível
de significância de 5%. Resultados: Os resultados evidenciaram prejuízo na qualidade
de vida, demonstrando menores escores nos domínios dos aspectos físicos, emocionais e
vitalidade. Verificou-se correlação negativa entre tempo de HD e componente físico (r =
- 0,75). As atividades corporais e recreativas foram as mais comprometidas tanto na
amostra global quanto na estratificada por sexo. Observou-se correlação negativa entre
tempo de HD e as atividades cotidianas: trabalho, atividades domésticas e atividades
práticas.
Palavras-chave: Qualidade de vida; Insuficiência renal crônica; atividades cotidianas
Parecer do Artigo: Esse artigo apresenta em seus resultados que a mudança de hábitos,
dos pacientes, depois de ter iniciado o tratamento é nítida, bem como as atividades
diárias e o trabalho resultantes da saúde física, indica um prejuízo na qualidade de vida
desses indivíduos. Com esse estudo nota-se a importância de que os profissionais
estejam avaliando a qualidade de vida dos pacientes em tratamento.
3.2.9 Idosos com Insuficiência Renal Crônica: Alterações do Estado de Saúde
Objetivo: Descrever as alterações do estado de saúde vivenciadas por idosos portadores
de Insuficiência Renal Crônica (IRC), em tratamento de Diálise Peritonial Contínua
Ambulatorial (DPCA), atendidos na Unidade de Diálise e Transplante Renal de um
Hospital Público de Ribeirão Preto-SP foi o objetivo deste estudo. Metodologia:
Participaram seis idosos, com idade entre 61 e 74 anos, em tratamento com DPCA. O
referencial teórico metodológico utilizado foi a história oral temática, proposta por
Meihy. Resultados: Na análise, foi construída a categoria: alterações no estado de
saúde dos idosos e evidenciado o diagnóstico da doença, sinais e sintomas da IRC,
causas e irreversibilidade.
Palavras-chave: idoso; história; insuficiência renal crônica
Parecer do artigo: O artigo acima, tem em sua temática as alterações do estado de
saúde de idosos com IRC. Os autores concluíram que a IRC traz mudanças no estilo de
vida causam alterações corporais e comportamentais nos idosos.
3.2.10 Censo SBN 2002: informações epidemiológicas das unidades de diálise do Brasil
Introdução
Objetivo: Apresentar os dados consolidados do Censo SBN 2002, comparando-os aos
obtidos nos censos de 1999 a 2001. Metodologia: Análise de questionário padrão
enviado em de novembro de 2002 às unidades registradas na SBN. Foram obtidas
respostas de 560 das 561 unidades cadastradas. Resultados: Em 2002, existiam 561
unidades de diálise no Brasil (3,2 unidades por milhão de habitantes, sendo 62,1%
serviços privados e 18,1% filantrópicos), operadas por 2.812 nefrologistas, 8.849
profissionais de enfermagem e 2.162 funcionários administrativos. Foi relatada a
existência de 11.367 máquinas de hemodiálise (96,5% do tipo proporção), abastecidas
por água tratada por osmose reversa em 90,9% dos centros. Eram 54.523 pacientes
mantidos em diálise (prevalência de 312 pacientes pmp), sendo 48.874 em hemodiálise
(89,6%), 3.728 em CAPD (6,8%0) e 1.570 em DPA (2,9%). A prevalência de sorologia
para o HbsAg era de 3,2%, para o anti-HCV de 15,4% e anti-HIV de 0,51%. No período
1999-2002, houve um crescimento de pontos de máquinas de hemodiálise, nefrologistas
e no número absoluto de pacientes de 30,8%, 16,7% e de 27,7%, respectivamente.
Havia uma grande iniqüidade na distribuição de centros, equipamentos e prevalência
entre as cinco regiões brasileiras. A prevalência em TRS no Brasil também é pequena
quando comparada internacionalmente. Resultados: Conclusões: O projeto Censo SBN
2002 mostrou a infra-estrutura das unidades de diálise do país, com um crescente
número de pacientes, gerando informações epidemiológicas básicas evolutivas. São
marcantes as assimetrias regionais, a baixa prevalência nacional e o progressivo
endividamento financeiro dos serviços. Tais informações são importantes
para a avaliação da TRS no país e nortear projetos e recursos que proporcionem uma
melhor atenção médica aos pacientes com IRC.
Palavras-chave: Epidemiologia. Brasil. Diálise; Terapia de substituição renal;
Prevalência.
Parecer do Artigo: Os autores destacam de que como vem ocorrendo em todo o
mundo, o número de pacientes mantidos em tratamento de diálise no Brasil tem
aumentado de maneira expressiva, mostrando que essa modalidade de tratamento está
sendo disponibilizada cada vez mais à população portadora de insuficiência renal
crônica em estágio final. É sabido que a própria população com insuficiência renal
crônica vem aumentando, principalmente pelo envelhecimento da população em geral e
pelo aumento do número de portadores de hipertensão arterial e diabetes mellitus, as
duas maiores causas de DRC. Ao lado deste aumento na incidência da IRC, soma-se o
fato de que a melhoria na terapêutica dialítica aumentou a sobrevida de pacientes em
programa crônico de diálise e de que a saída de pacientes para o transplante renal no
Brasil é muito baixa.
CONSIDERAÇÕES FINAIS
Após a realização da pesquisa e a partir da leitura e das análises dos artigos,
observa-se que qualquer forma de ludicidade, atividade física, e até a forma de
expressar e lidar com os pacientes podem melhorar consideravelmente a qualidade de
vida dos indivíduos que são acometidos de IRC.
Portanto, os 10 artigos analisados são base para desenvolvimento de projetos
maiores que envolvam apresentar uma alternativa no tratamento da IRC. Porque é papel
da equipe de saúde, além de objetivar a cura e um bom tratamento, melhorar a qualidade
de vida, humanizando cada vez mais os aspectos metodológicos da saúde que mais as
vezes é tida como fria e calculista.
Uma saúde mais humana proporciona satisfação e realização ás pessoas
enfermas, mesmo que acometidos por uma doença incurável e degenerativa. Para a
enfermagem, proporcionar cuidado e qualidade de vida é uma realização imensamente
realizadora, teoricamente e profissionalmente. Pois esta vai além dos procedimentos
ordinários de um tratamento. A enfermagem é diferente...
E aí, então, onde houver um(a) enfermeiro(a) aí haverá uma saúde mais
humanizada.
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