NCE/12/00706
Decisão de apresentação de pronúncia - Novo ciclo de estudos
NCE/12/00706
Decisão de apresentação de
pronúncia - Novo ciclo de estudos
Decisão de Apresentação de Pronúncia ao Relatório da
Comissão de Avaliação Externa
1. Tendo recebido o Relatório de Avaliação/Acreditação elaborado pela Comissão de Avaliação
Externa relativamente ao novo ciclo de estudos Psicologia
2. conferente do grau de Licenciado
3. a ser leccionado na(s) Unidade(s) Orgânica(s) (faculdade, escola, instituto, etc.)
Instituto Superior De Línguas e Administração De Lisboa
4. a(s) Instituição(ões) de Ensino Superior / Entidade(s) Instituidora(s)
Ensilis - Educação E Formação Sa
5. decide: Apresentar pronúncia
6. Pronúncia (Português):
Exmos. Srs.
Junto anexamos ficheiro referente à pronúncia.
7. Pronúncia (Português e Inglês, PDF, máx. 150kB): (impresso na página seguinte)
pág. 1 de 1
Anexos
Pronúncia relativa ao Ciclo de Estudos em Psicologia
Gostaríamos, em primeiro lugar, de agradecer o Relatório Preliminar elaborado pela Comissão de Avaliação Externa (CAE), cujas observações e
conclusões nos deram a oportunidade de, por um lado, sinalizar os pontos a melhorar no projecto educativo que se submeteu a acreditação de
modo a que, quando o ciclo de estudos em P sicologia tiver início, sejam tomadas as medidas necessárias para o seu bom funcionamento
pedagógico e científico; por outro, esclarecer algumas questões que o ISLA Campus Lisboa deixou menos claras no relatório inicial e que não
permitiram demonstrar plenamente a qualidade que se pretende imprimir a este projecto. Neste sentido, e tendo por base o relatório preliminar
elaborado pela Comissão de Avaliação Externa do ciclo de estudos em P sicologia (P rocesso n.º NCE/12/00706), submetido pela ENSILIS,
Educação e Formação S.A., entidade instituidora do Instituto Superior de Línguas Administração de Lisboa, entendemos prestar os seguintes
esclarecimentos:
I. Relativos ao Coordenador do Ciclo de Estudos
Neste ponto, a CAE entende que “ o docente responsável pela coordenação não é doutorado na área do ciclo de estudos” (ponto 1.2.2. do
RP CAE), sendo esta razão apontada como a que fundamenta a recomendação final de não acreditação do CE. A razão que subjaz a esta
consideração parece ser a de a coordenadora indicada, a P rof. Doutora Diana Dias, ter realizado o seu doutoramento na área das Ciências da
Educação, o que parece não satisfazer as normas legais em vigor.
Em nosso entender, esta posição não deve merecer acolhimento, uma vez que:
a) Apesar da área principal de doutoramento da coordenadora indicada ser, de facto, Ciências da Educação, assinalamos que a área de
especialização é Psicossociologia da Educação e que a tese que lhe dá suporte se intitula “ O Superior Ofício de Ser Aluno: Integrar-se para
Viver (n)a Universidade”, pelo que é lícito afirmar-se que o trabalho de doutoramento se situa na área científica fundamental do CE em
análise, uma vez que, quer o tema, quer a arquitectura conceptual e metodológica advêm das Ciências P sicológicas, o que dá à P rof.
Doutora Diana Dias a proficiência necessária para coordenar e supervisionar 1.º ciclo de estudos como a que se apresentou a acreditação;
b) Acresce que existe uma grande sobreposição entre estas duas áreas científicas (em particular, entre as Ciências da Educação e a P sicologia
da Educação), tanto ao nível dos objectos de estudo, como ao nível das bases epistemológicas e metodológicas. Tanto assim é que a
principal associação científica de P sicologia a nível mundial – a American P sychological Association (AP A) – exige, para que os
interessados possam ascender a Full Member (a categoria mais alta de pertença a esta instituição), a detenção de um doutoramento, há mais
de 5 anos, numa das seguintes áreas: Psicologia ou Educação. Neste sentido, há que salientar a pertença da Prof. Doutora Diana Dias, como
Full Member da AP A, bem como da NEPES - Network of European P sychologists in the Educational System e da Society for Vocational
P sychology, o que revela o reconhecimento que lhe é dado nesta área científica a nível internacional. Acresce o facto de ser, também, um
das primeiras psicólogas reconhecidas como membro efectivo da Ordem dos P sicólogos P ortugueses.
Acresce que a P rof. Doutora Diana Dias tem produção científica relevante e vasta experiência profissional neste domínio. Vejamos alguns
indicadores, que podem ser avaliados com detalhe no CV da responsável do CE (Anexo 1):
a) 11 artigos em revistas internacionais indexadas nas bases de dados ISI e Scopus, entre 14 artigos publicados nesta área. Acresce que esta
docente tem submetido 6 outros artigos, que aguardam feedback dos referees e editores. Entre eles, contam-se artigos publicados na
“ European Journal of P sychology of Education”, na “ Revista Galego-P ortuguesa de P sicoloxía e Educacion”, no “ British Journal of
Developmental P sychology” e no “ European Journal of Social P sychology”;
b) Como Investigadora P rincipal conduziu 5 projectos de investigação, tendo colaborado em outros 10 como Membro das equipas de
investigação. Sendo todos eles projectos multidisciplinares, a P rof. Doutora Diana Dias tem assumido a responsabilidade pelas
contribuições advindas das Ciências Psicológicas, quer quanto aos objectos, quer quanto aos métodos de investigação. Assinalamos, de
seguida, os mais relevantes: “ Perfil dos estudantes e motivações de acesso na Educação Superior no Brasil e em P ortugal”, “ Percepções das
Instituições e dos Académicos à Avaliação e Acreditação”, “ Tradução e Adaptação à P opulação P ortuguesa do Inventário de Interesses
Vocacionais de John Holland”, “ Desenvolvimento psicológico na formação pessoal e social”, “ Desenvolvimento diferencial das
concepções pessoais de inteligência durante a adolescência”, “ Early Childhood Education and Care P olicy in P ortugal” e “ Adaptação à
P opulação P ortuguesa do Teste de Articulações de Goldman & Fristoe: Sons em P alavra”;
c) Organização de 3 eventos científicos e a realização de 23 comunicações, destacando-se as participações no “ II Seminário Internacional
Contributos da P sicologia em Contextos Educativos”, no “ XI Congreso Internacional Galego-P ortugés de P sicopedagoxia”, no “ VIII
Congresso Iberoamericano de Avaliação / Evaluación P sicológica - XV Conferência Internacional de Avaliação P sicológica”, no “ VII
Congresso Iberoamericano de P sicologia”, no “ Interfaces da Psicologia”, no “ I Congresso Luso-Espanhol de P sicologia da Educação”, no
“ do I Encontro de Serviços de Apoio Psicológico no Ensino Superior” e na “ V Conferência Internacional de Avaliação Psicológica: Formas
e Contextos”;
d) 11 anos de trabalho na área da Psicologia, onde tem realizado prática e supervisão clínica e orientação vocacional em diversos contextos e
instituições.
Destacamos, ainda, a experiência de coordenação científica e pedagógica de instituições de ensino superior e de ciclos de estudo, bem como a
docência de unidades curriculares (UCs) na área da P sicologia em diversas instituições de ensino superior de referência, onde se destaca a
Faculdade de P sicologia e Ciências da Educação da Universidade do P orto.
Deste modo e dado o perfil da P rof. Doutora Diana Dias, estamos em crer que estão reunidas todas as condições para que seja exercida uma
coordenação de excelente qualidade, uma vez que esta docente procurou sedimentar – através do doutoramento, da produção científica e da
prática profissional – competências científicas, pedagógicas e de coordenação de elevado nível na área da P sicologia.
No entanto, não podemos deixar de assinalar, também, que o entendimento que a CAE fez da legislação em vigor foi, de algum modo, redutor.
Analisando-se o ponto 1.1 do documento “ Critérios de Qualificação de P essoal Docente para a Acreditação de Ciclos de Estudos”, emitido pela
A3ES, conclui-se que o “ Coordenador do ciclo de estudos deve ser um docente doutorado em regime de tempo integral, especializado na área de
formação em causa”, i.e., não se exige que os coordenadores sejam doutorados na área científica fundamental do CE, mas, tão-somente,
“ especialistas” na área científica, critério que, pensamos ter ficado demonstrado na nossa exposição, a P rof. Diana Dias cumpre, ainda que não se
considere que a área de especialização e a tese de doutoramento desta docente seja P sicologia.
Este entendimento é, aliás, seguido por outras instituições de ensino superior públicas: por exemplo, a Universidade de Aveiro atribuiu a
coordenação dos 1.º e 2.º ciclos em P sicologia a docentes que, não obstante o relevante currículo académico que possuem, são licenciadas em
P sicologia e doutoradas em Ciências da Educação (Ana Cardoso Allen Gomes e Anabela Maria de Sousa P ereira). P or outro lado, é também de
assinalar que a Faculdade de Psicologia e Ciências da Educação da Universidade do P orto atribuiu a coordenação do Doutoramento em Ciências
da Educação à P rof. Isabel Menezes, doutorada em P sicologia. Tomando o critério da CAE na análise da conformidade destes CE com a lei,
facilmente se concluiria que também estes não estariam em consonância com o que se encontra, presumivelmente, estabelecido na legislação em
vigor.
Deste modo, não podemos deixar de assinalar que a não aprovação do CE em P sicologia com base na desconformidade do CV da P rof. Diana
Dias não deixaria, salvo melhor opinião, de fazer uso de uma leitura estrita da legislação e contrária às normas em vigor para a acreditação, para
além de se introduzir uma iniquidade face às práticas vigentes no ensino superior português.
II. Relativos à Estrutura Curricular e Plano de Estudos
A este respeito, a CAE assinala que “ o plano curricular apresenta várias limitações em termos da sequência das UC (unidades curriculares) bem
como da correspondência entre o nome das UCs e os respetivos conteúdos, do nível de aprofundamento, da sua adequação para um 1º ciclo quer
pelo aspecto profissionalizante, quer pela falta da abordagem cumulativa quanto aos conteúdos de formação em processos básicos da Psicologia”
(ponto 2.2.2. do RP CAE), sendo que “ algumas UC apresentam um leque demasiado vasto de conteúdos (por exemplo, Cognição e Emoção,
P ercepção e Linguagem, Laboratório de Avaliação P sicológica). Outras UC não incluem conteúdos que deveriam ser contemplados (por
exemplo, P sicologia da Infância e da Adolescência não aborda a adolescência). Os conteúdos dos Sistemas Informáticos I e II são demasiado
elementares; os conteúdos das Competências Comunicacionais são formulados de modo genérico e vago. As UC Inglês I e II bem como as de
formação/desenvolvimento pessoal têm um peso excessivo no plano curricular. A UC Gestão de Projetos em P sicologia está focada num plano
empresarial com referência periférica à P sicologia, e a UC Práticas de Redação de Relatórios e Pareceres Técnicos é desajustada para o nível de
formação de 1º ciclo em P sicologia por ser excessivamente profissionalizante” (ponto 3.3.3. do RP CAE).
Concordando genericamente com a CAE, o ISLA Campus Lisboa sugere uma reestruturação do plano de estudos da licenciatura em P sicologia,
que visou:
a) Atribuir um peso mais significativo à área científica da Psicologia (passando-se de 120 ECTS para 141 ECTS), dando maior relevância à
formação em processos básicos e à avaliação psicológica. Isto far-se-á através da redução do número de UCs dedicadas às soft skills de
cariz profissionalizante, à introdução de algumas UCs na área dos processos básicos e da reformulação de algumas UCs introdutórias na
área da P sicologia;
b) Aumentar o número de UCs em que os estudantes trabalham em laboratório (“ Neurociências”, “ Psicofisiologia”, “ P ensamento e Emoção”,
“ Laboratório de Psicologia Experimental”, “ Aprendizagem e Memória” e “ Linguagem, Comunicação e Cognição”) e manter as UCs de
transferência de conhecimentos (“ Laboratório de Avaliação Psicológica”, “ Laboratório de Atendimento e Aconselhamento P sicológico” e
“ Laboratório de Relações Interpessoais e Dinâmicas de Grupo”), pedra basilar do projecto que submeteu à acreditação da A3ES;
c) Rever os objectivos, conteúdos e metodologias pedagógicas de algumas UCs, de modo a que houvesse maior coerência entre os objectivos
genéricos do CE, as UCs agora propostas e aquelas que se mantêm no plano de estudos;
d) Manter as UCs dedicadas à exploração vocacional e ao desenvolvimento pessoal e profissional, conferindo-lhes uma maior articulação, de
modo a que os estudantes possam, por um lado, vivenciar a prática profissional (através de exercícios de shadowing) e, por outro,
desenvolverem o auto-conhecimento pessoal e profissional;
e) Manter as UCs dedicadas aos sistemas informáticos, à gestão de projectos e ao inglês, na medida em que fazem parte do projecto científico
e pedagógico do ISLA Campus Lisboa, desenvolvido com base em inquéritos e focus group junto de empresas portuguesas. Concordando
que possam ser genéricas e que mereçam alguns aperfeiçoamentos, estas UCs são essenciais para, por um lado, para uma demonstração
mais eficaz das competências adquiridas em outras UCs e, por outro, para a empregabilidade dos estudantes. Frisamos que estas UCs
perfazem, no seu conjunto, apenas 15 ECTS (8% do total dos ECTS do CE), estando a sua importância comprovada pelos inquéritos
realizados junto das entidades que recrutam regularmente estudantes desta instituição, onde se demonstrou a necessidade deste tipo de
competências.
Assim, foram feitas as seguintes alterações ao plano de estudos da licenciatura em P sicologia:
a) Retirar as UCs: “ Competências Comunicacionais”, “ Gestão de Serviços de P sicologia”, “ P ráticas de Redação de Relatórios e P areceres
Técnicos”, “ Fisiologia Humana”, “ Cognição e Emoção” e “ P ercepção e Linguagem”;
b) Introduzir as UCs: “ Avaliação Psicológica”, “ Neurociências”, “ Psicofisiologia”, “ P ensamento e Emoção” e “ Linguagem, Comunicação e
Cognição” (Anexo2);
c) Rever as FUCs das UCs: “ Laboratório de P sicologia Experimental”, “ Desenvolvimento P sicológico na Infância e Adolescência”,
“ Aprendizagem e Memória”, “ Laboratório de Avaliação Psicológica”, “ Projecto de Desenvolvimento Pessoal e P rofissional”, “ Gestão de
P rojectos”, “ Sistemas Informáticos I”, “ Sistemas Informáticos II”, “ Exploração Vocacional I”, “ Exploração Vocacional II”, “ Inglês I” e
“ Inglês II” (Anexo 3).
O plano de estudos terá a seguinte estrutura:
EC TS
Horas
1.º S em
2.º Sem
3 .º Sem
4.º Sem
5.º S em
6.º Sem
6
4
Neurociências
P sicofisiologia
Aprendizagem e Memória
Ps icologia Diferencial da
Inteligência e da P ersonalidade
Avaliação P sicológica
Laboratório de Avaliação
Psicológica
6
4
Pensamento e Emoção
Laboratório de Ps icologia
Experimental
Linguagem, Comunicação e
Cognição
Interdependência, Interacção e
Influência Social
P sicologia Clínica e da S aúde
Laboratório de Relações
Interpess oais e Dinâmicas de
Grupo
6
4
Contributos das Ciências Sociais
P sicopatologia
P sicologia da Educação
Laboratório de Atendimento e
Aconselhamento P sicológico
6
4
Modelos P sicodinâmicos
Comportamentalistas e
Cognitivistas
Modelos Humanis tas ,
Construtivistas e Sistémicos
Anális e Estatís tica I
Análise Es tatística II
P sicologia O rganizacional e do
Trabalho
D esenvolvimento e Bem-Es tar
Económico e S ocial
3
2
Métodos de Inves tigação em
P sicologia
Técnicas de Investigação em
Ps icologia
Inglês I
Inglês II
Gestão de P rojectos
Desenvolvimento Ps icológico na Desenvolvimento P sicológico na
Infância e A doles cência
Adultez e Envelhecimento
P rojecto de D es envolvimento
Pes soal e Profis sional
3
2
Sis temas Informáticos I
Sistemas Informáticos II
Ética e Deontologia P rofiss ional
Exploração Vocacional I
Exploração V ocacional II
Tabela 1 – P lano de estudos
P elo exposto, julgamos que o plano de estudos apresentado tem maior profundidade, melhor articulação entre UCs e que suprime a grande
maioria das críticas realizadas pela CAE, ao mesmo tempo que mantém os seus objectivos inciais e traços distintivos.
III. Relativos ao corpo docente
Relativamente ao corpo docente, a CAE afirma que o “ corpo docente inclui 5 docentes doutorados na área do ciclo de estudos (P sicologia) a
100%, e 2 a tempo parcial (20% e 80%). A maioria destes docentes apresenta publicações em revistas internacionais com revisão de pares”
(ponto 4.4. do RP CAE) e que “ seria, também, desejável conseguir uma melhor adequação entre a formação dos docentes e as UC que
leccionam” (ponto 4.6. do RP CAE).
A este respeito – e uma vez que o plano de estudos foi alterado – apresentamos uma distribuição de serviço docente alternativa e condizente com
as indicações da CAE.
Unidade Curricular
Docente
Análise Estatística I
P aulo Canas Rodrigues
Análise Estatística II
P aulo Canas Rodrigues
Aprendizagem e Memória
Alexandra Guedes
Avaliação P sicológica
Liliana Faria
Contributos das Ciências Sociais
Fernando Hampudia de Haro
Desenvolvimento e Bem-Estar Económico e Social
Maria Belen Rando
Desenvolvimento P sicológico na Adultez e Envelhecimento
Sofia Tavares
Desenvolvimento P sicológico na Infância e Adolescência
Alexandra Guedes
Ética e Deontologia P rofissional
Ana Conde
Exploração Vocacional I
Diana Dias
Exploração Vocacional II
Diana Dias
Gestão de P rojectos
Alberto Carneiro
Inglês I
Ana Frankenberg-Garcia
Inglês II
Ana Frankenberg-Garcia
Interdependência, Interacção e Influência Social
Miguel Ramos
Laboratório de Atendimento e Aconselhamento P sicológico
Sofia Tavares
Laboratório de Avaliação Psicológica
Alexandra Guedes
Laboratório de Psicologia Experimental
Raquel Costa
Laboratório de Relações Interpessoais e Dinâmicas de Grupo
Miguel Ramos
Linguagem, Comunicação e Cognição
Raquel Costa
Métodos de Investigação em P sicologia
Maria Belen Rando
Modelos Humanistas, Construtivistas e Sistémicos
Liliana Faria
Modelos P sicodinâmicos Comportamentalistas e Cognitivistas
Liliana Faria
Neurociências
Egídio Pedro
P ensamento e Emoção
Raquel Costa
P rojecto de Desenvolvimento P essoal e Profissional
Diana Dias
P sicofisiologia
Egídio Pedro
P sicologia Clínica e da Saúde
Sofia Tavares
P sicologia da Educação
Diana Dias
P sicologia Diferencial da Inteligência e da Personalidade
Maria de Fátima Rodrigues
P sicologia Organizacional e do Trabalho
Luis Andrade
P sicopatologia
Ana Conde
Sistemas Informáticos I
Alberto Carneiro
Sistemas Informáticos II
Alberto Carneiro
Técnicas de Investigação em P sicologia
Maria Belen Rando
Tabela 2 – Distribuição do serviço docente
Da distribuição de serviço docente apresentada, salienta-se:
a) A inclusão do Prof. Doutor Miguel Ramos (o CV deste docente consta no anexo 4), cuja área de especialização é P sicologia Social, que irá
colaborar com o ISLA Campus Lisboa a partir do próximo ano lectivo;
b) Dado que se retirou a UC “ Competências Comunicacionais”, a Prof. Doutora Paula Carvalho, especializada na área da Linguística, não irá
leccionar neste CE.
P ensamos, também, que a P rof. Doutor Maria de Fátima Rodrigues deve ser considerada como docente a tempo integral no ISLA Campus
Lisboa. No ponto 1.1 do documento “ Critérios de Qualificação de P essoal Docente para a Acreditação de Ciclos de Estudos”, emitido pela
A3ES, considera-se que “ um docente se encontra em regime de tempo integral num determinado estabelecimento de ensino quando faça da
atividade de ensino/investigação nesse estabelecimento a sua atividade profissional exclusiva ou predominante” pelo que, salvo melhor
interpretação, os 80% de dedicação desta docente à instituição são suficientes para que possa ser considerada a tempo integral, ainda que o faça
de forma predominante.
Dados os argumentos que apresentámos relativamente ao percurso científico e profissional da P rof. Diana Dias no ponto I, acreditamos que a
coordenadora do CE deve, também, ser considerada como adequada à leccionação na área científica fundamental do curso.
Assim, o quadro de docentes adstritos a este CE figura na tabela 3. Dali se pode concluir:
a) Todos os docentes do CE são doutorados;
b) 9 dos 15 docentes (60%) pertencem à área científica fundamental do CE;
c) 13 dos 15 docentes (87%) colaboram a tempo integral com a instituição;
d) 8 dos 15 docentes (53%) são doutorados na área científica fundamental do CE e colaboram com a instituição a tempo integral.
Desta forma, podemos concluir que o corpo docente é adequado ao CE em causa, estando a distribuição do serviço docente em consonância com
a natureza das UC que compõem o plano de estudos desta licenciatura. P ara além disso, os docentes têm uma vasta experiência nos domínios
fundamentais e relacionados à área, pelo que está garantida a sustentabilidade do projecto científico e pedagógico que se sujeitou à acreditação
da A3ES.
Docente
G rau
Tempo
Área
Alberto Carneiro
P hD
100
Tecnologias
Alexandra Guedes
P hD
100
P sicologia
Ana Conde
P hD
100
P sicologia
Ana Frankenberg-Garcia
P hD
100
Línguas Estrangeiras
Diana Dias
P hD
100
P sicologia
Egídio P edro
P hD
33
Medicina
Fernando Ampudia de Haro
P hD
100
Sociologia
Liliana Faria
P hD
100
P sicologia
Luis Andrade
P hD
100
Ciências do Trabalho
Maria Belen Rando
P hD
100
P sicologia
Maria de Fátima Rodrigues
P hD
80
P sicologia
Miguel Ramos
P hD
100
P sicologia
P aulo Canas Rodrigues
P hD
100
Estatística
Raquel Costa
P hD
100
P sicologia
Sofia Tavares
P hD
20
Tabela 3 – Corpo docente
P sicologia
III. Relativos aos recursos materiais
Neste ponto, a CAE argumenta que “ no presente há ausência de infra-estruturas laboratoriais que permitam a realização das actividades
pedagógicas de UC de natureza laboratorial no que respeita aos processos psicológicos básicos no domínio da psicofisiologia” (ponto 5.4. do
RP CAE). No entanto, o Relatório Inicial, submetido pela ENSILIS, Educação e Formação S.A., fazia referência, no ponto 5.2., que “ estarão
ainda disponíveis 4 salas para uso permanente dos estudantes e docentes, construídas para o efeito: 1 sala de consulta individual, 1 sala de
consulta de grupo, 1 laboratório de investigação e 1 testoteca. As 2 primeiras visam proporcionar um espaço que será utilizado pelos docentes e
estudantes, na medida em que se irá providenciar uma clínica comunitária à população de Carnide, servindo, também, de espaço de
aprendizagem e experimentação. As 2 últimas alojarão os recursos didácticos descritos em 5.3.”.
Deve compreender-se que o investimento exigido para a construção de instalações específicas (cerca de 170.000€) será realizado assim que o
curso tiver a necessária acreditação por parte do Conselho de Administração da A3ES: toda a estrutura se encontra planeada e pronta a ser
implementada, como se comprova no anexo 5, onde consta a planta dos laboratórios e salas de aulas específicas para esta licenciatura.
Conclusão
P elo exposto, entende a ENSILIS, Educação e Formação, S.A. solicitar a reapreciação do projecto educativo que se submeteu a apreciação pela
A3ES e revisão do Relatório Preliminar elaborado pela CAE, solicitando que seja dada a acreditação ao ciclo de estudos em P sicologia, uma vez
que, conforme se demonstrou, este é um curso de elevada qualidade científica, munido de um corpo docente com as qualificações exigidas pelo
disposto na legislação em vigor e dos recursos humanos e materiais necessários ao seu bom funcionamento e cujo plano de estudos e estrutura
curricular cumprem o preceituado no enquadramento legal na área do Ensino Superior.
Anexo 1 - Curriculum Vitae Prof . Doutora Diana Dias
A. Formação Académica:
2001/04: Doutoramento em Ciências da Educação, Ramo de Psicossociologia da Educação. Universidade do Porto, Faculdade de P sicologia e
de Ciências da Educação (FP CE). Tese: “ O Superior Ofício de Ser Aluno: Integrar-se para Viver (n)a Universidade”. Aprovação por
unanimidade, com recomendação de publicação.
1996/99: Pós-Graduação em Psicoterapia e Orientação Vocacional. Universidade do Porto, FPCE. Monografia final sob o tema: “ Inteligência
Emocional”. Aprovação por unanimidade, com recomendação de publicação.
1990/1995: Licenciatura em Psicologia. Universidade do Porto, FPCE. Pré-especialização em Consulta Psicológica de Jovens e Adultos. Média
final de 16 valores, obtendo o Prémio Fundação Engenheiro António de Almeida (Prémio atribuído aos/às graduados/as com a melhor média do
curso).
B .1. Carreira Académica (Actual):
Desde Set. 2011: P rofessora e Coordenadora Científica (ISLA Campus Lisboa).
•
Coordenadora Científica da área sectorial de P sicologia.
•
Coordenadora Científica do Mestrado em Gestão de Recursos Humanos e da Licenciatura em Gestão de Recursos Humanos.
•
Coordenadora das UCs: Criatividade e P ensamento Crítico; P rojecto de Dissertação; Dissertação e Concepção e Gestão da Formação.
Desde Março 2008: Research Fellow (CIP ES - Centro de Investigação de P olíticas do Ensino Superior).
B .2. Carreira Académica (Anterior):
Fev. 2012/Out. 2012: Professora Associada (Universidade Lusófona do P orto, Faculdade de P sicologia). Coordenadora e docente das UCs:
P sicologia da Educação e Seminário de P sicologia Escolar e Orientação Vocacional.
Set. 2001/Fev. 2008: P rofessora Coordenadora e Directora Académica (Instituto Superior P olitécnico Gaya):
•
P residente do Conselho P edagógico;
•
Directora da Escola Superior de Desenvolvimento Social e Comunitário;
•
Membro efectivo do Conselho Directivo;
•
Membro efectivo do Conselho Científico;
•
Coordenadora Científica da Licenciatura em Intervenção Social e Comunitária e das pós-Graduações em Intervenção Comunitária na
Sexologia e em Intervenção Comunitária nos Comportamentos Desviantes;
•
Coordenadora e docente das seguintes UCs: Psicologia do Desenvolvimento Infância e Adolescência; P sicologia do Desenvolvimento:
Adultez e Velhice; Estágio de Observação; Dinâmicas de Grupo e Expressão Dramática; P sicologia Ambiental; P sicopatologias e
Comportamentos Desviantes; Metodologias de Investigação Científica; Seminário de Investigação; Estágio eSeminário de Fim de Curso.
Fev. 2001/Jul. 2002: Assistente Convidada (Universidade Fernando P essoa, Faculdade de Ciências Humanas e Sociais), onde leccionou:
Técnicas de Avaliação e Entrevista; P sicopedagogia da Formação e do Desenvolvimento P rofissional.
Mar. 1996/Dez. 1998: Monitora (Universidade do Porto, Faculdade de Psicologia e de Ciências da Educação), onde leccionou a componente
prática das seguintes UCs: Consulta P sicológica Familiar e Sexual; Consulta P sicológica e Desenvolvimento da P ersonalidade; Consulta
P sicológica e Orientação Vocacional.
C.1. Carreira Prof issional na área da Psicologia (Actual):
Desde Mar. 08: Coordenadora Científica do Gabinete de P sicologia Personalidades, exercendo prática clínica e supervisionando todos os casos
clínicos dos profissionais que aí colaboram, P orto.
C.2. Carreira Prof issional na área da Psicologia (Anterior):
Mar. 96/Dez. 00: Membro do Serviço de P sicoterapia e Orientação Vocacional do Instituto de Consulta P sicológica, Formação e
Desenvolvimento, Faculdade de P sicologia e de Ciências da Educação da Universidade do P orto.
Set. 95/Dez. 00: Responsável pelo Gabinete de P sicologia da Faculdade de Engenharia da Universidade do P orto.
Mar. 95/Dez. 98: Supervisora de Casos Clínicos da Faculdade de P sicologia e de Ciências da Educação da Universidade do P orto, junto de
alunos do 4º e 5º ano da Licenciatura em P sicologia, pré-especialização de Consulta P sicológica de Jovens e Adultos.
Jun. 99/Dez. 99: Conselheira de Orientação Profissional e responsável pelos programas “ Criação do Próprio Emprego” e “ UNIVA” no Centro
de Emprego do P orto Ocidental, Instituto de Emprego e Formação P rofissional.
D. Acreditações Prof issionais (na área da Psicologia):
Full Member da American P sychological Association (AP A).
Full Member da NEP ES - Network of European P sychologists in the Educational System.
Membro da Sociedade P ortuguesa de P sicologia.
Member da Society for Vocational P sychology (AP A).
Membro efectivo da Ordem dos P sicólogos P ortugueses, com a cédula profissional n.º 2661.
Sócia Fundadora da P AIDEIA – Associação Internacional para o Desenvolvimento da Inteligência Emocional.
Membro Supervisor da Rede de Supervisores de profissionais de Psicologia ORASI, nas áreas da Psicologia Clínica/da Saúde e da Psicologia da
Educação/Escolar.
E. Projectos de Investigação Científ ica (na área da Psicologia):
a) Como Investigadora P rincipal
1. 2012/2014. Perfil dos estudantes e motivações de acesso na Educação Superior no Brasil e em P ortugal. Projecto proposto a financiamento
no âmbito dos Acordos Bilaterais entre FCT – Fundação para a Ciência e a Tecnologia e da CAPES - Coordenação de Aperfeiçoamento de
P essoal de Nível Superior (Brasil).
2. 2010/…. P rojecto Portugal-Brasil – Comparing Portuguese and Brazilian higher education systems. P rojecto realizado em colaboração com
a Universidade do Minho e com a Faculdade de P sicologia da Universidade de Brasília, Brasil.
3. 2005/2007. Projecto TRAJECTOS – Avaliação da Medida “ Empresas de Inserção”, em termos de impacto psicológicos nos alvos e impacto
social na comunidade. P rojecto financiado pelo P rograma Operacional Emprego, Formação e Desenvolvimento Social.
4. 1997/1999. Projecto LEEC – Caracterização da População do 1.º ano (em termos motivacionais e de sucesso académico). Licenciatura em
Engenharia Electrotécnica e de Computadores FEUP . P rojecto financiado pela FEUP .
5. 1996/1998. P rojecto SUCESSO - P romoção do Sucesso Académico no Ensino Superior. P rojecto financiado pelo Departamento de
Engenharia Electrotécnica e Computadores da Faculdade de Engenharia da Universidade do P orto.
b) Como Membro de Equipa de Investigação
1. 2010/2013. Projecto Changes - Changes in academic profession: A comparative perspective. P rojecto financiado pela FCT P TDC/CP EP EC/104759/2008.
2. 2008/2012. Projecto CAP - The Changing Academic P rofession/A profissão académica em mudança. P rojecto internacional com vista à
análise comparativa da natureza e extensão das experiências percebidas na profissão académica.
3. 2007/2011 - Projecto TEORIA CULTURAL. Higher Education Institutions and Academics Perceptions of Evaluation and Accreditation.
P rojecto financiado pela FCT P TCD/ESC/68884/2006. Coordenação científica da Doutora Maria João P ires da Rosa.
4. 2002/2006. Projecto JOVALES - Jovens, Alunos e Ensino Secundário em P ortugal. Financiado pela FCT P OCTI/CED/39292/2001. CIIE –
Centro de Investigação e Intervenção Educativa e FP CE-UP .
5. 1998/1999. Projecto Internacional MATHIS – Materials for healthy indoor spaces and more energy efficient buildings. Colaboração como
investigadora na área da Psicologia do Ambiente (mais especificamente, ao nível da sensibilidade olfactiva) em colaboração com a Secção
de Fluidos e Calor do Departamento de Mecânica e Gestão Industrial da FEUP .
6.
1995. P rojecto SDS.pt - Tradução e Adaptação à População Portuguesa do Inventário de Interesses Vocacionais de John Holland (SDS).
FP CEUP
7. 1993/1994. Projecto FPS - Desenvolvimento psicológico na formação pessoal e social. Apoio à investigação no projecto de doutoramento
da P rofessora Doutora Isabel Menezes. FP CEUP .
8. 1993/1994. P rojecto CP I - Desenvolvimento diferencial das concepções pessoais de inteligência durante a adolescência. Apoio à
investigação no projecto de doutoramento da P rofessora Doutora Luísa Faria. FP CEUP .
9. 1993/1994. Projecto ICCE - Early Childhood Education and Care P olicy in P ortugal/ Educação e cuidados de crianças em idade préescolar. P articipação no Estudo Internacional orientado, em P ortugal, pelo P rofessor Doutor Bairrão Ruivo. Centro de P sicologia do
Desenvolvimento e Educação da Criança FP CEUP .
10. 1992. P rojecto GF.pt - Adaptação à P opulação P ortuguesa do Teste de Articulações de Goldman & Fristoe: Sons em P alavra. FP CEUP .
F. Produtos de Investigação Científ ica (na área da Psicologia):
a) Artigos científicos em revistas com circulação internacional com arbitragem científica
1. DIAS, D. (2012). Students' Choices in Portuguese Higher Education: Influences and Motivations, European Journal of P sychology of
Education, Online First™ , 3 May 2012, Springer: Social Science Citation Index e SCOPUS
2. DIAS, D. & Sá. M.J. (2012). From high school to university: Students’ competences recycled. Research in P ost-Compulsory Education,
Vol. 17, Nº 3, pp. 277-291 SCOPUS
3. DIAS, D., Sá, M. J. e Machado, M. L. (2012). Ser Docente em P ortugal: Percursos de Género. Revista Galego-Portuguesa de P sicoloxía e
Educacion: revista de estudios e investigación en psicología y educación. Número 1, Vol. 20.
4. Almeida, L., Marinho-Araújo, C., Amaral, A. e DIAS, D. (2012). Democratização do acesso e do sucesso no ensino superior: uma reflexão
a partir das realidades de P ortugal e do Brasil. Avaliação: Revista da Avaliação da educação Superior. V.17, nº 13. Q ualis - A1
5. DIAS, D. (2011). Reasons and Motivation for the Option of an Engineering Career in P ortugal, European Journal of Engineering
Education, v36 n4 p.367-376 2: SCOPUS
6. Sá, C., AMADO, D., Justino, E. & Amaral, A. (2011). Higher education (related) choices in Portugal: joint decisions on institution type and
leaving home, Studies in Higher Education, 1–15, iFirst Article Social Sciences Citation Index ISI e SCOPUS
7. DIAS, D., Sá, M.J. & Machado, M.L. (2011). The faculty conjugated as feminine: a portrait of P ortuguese academia, Journal of Further and
Higher Education SCOPUS
8. DIAS, D. & Sá, M. J. (2011). Do ensino secundário para o superior: o impacto emocional da transição. Revista Galego-P ortuguesa de
P sicoloxia e Educacion, Vol. 19, nº2, pp. 35-48
9. DIAS, D. e Sá, M. J. (no prelo). Initiation Rituals in University as Lever for Group Cohesion. Aceite para publicação na revista Journal of
Further and Higher Education SCOPUS
10. DIAS, D. & Sá, M. J. (publicação prevista para 2013). Rituais de transição no ensino superior português: a P raxe enquanto processo de
reconfiguração identitária. Revista Lusófona de Educação. SCOPUS
11. DIAS, D. & Sá, M. J. (P ublicação prevista para 2013). Impact of transition to higher education: Emotions, feelings and sensations. Aceite
para publicação no European Journal of Education. Social Sciences Citation Index ISI e SCOPUS
12. AMADO, D., Machado, M.L. & Sá, M.J. (no prelo). Carreiras Académicas em P ortugal: As Desigualdades em Foco, Revista de Gestão e
Avaliação Educacional.
13. TAVARES, D.A., Lopes, O., Justino, E. & Amaral, A. (2008). Student’s preferences and needs in Portuguese higher education, European
Journal of Education, Vol. 43, Nº 1, 107-122: Social Sciences Citation Index ISI e SCOPUS
14. TAVARES, D.A. (2007). Diálogos sobre o Vivido: Histórias de P raxe, Fragmentos da Vida Associativa e da Sociabilidade Estudantis…,
Educação, Sociedade & Culturas, Número Temático: Vivências, P ercursos e P rodução Científica em Ciências da Educação, Nº 24, 163192, Edições CIIE/Afrontamento
b) Artigos científicos aceites para publicação em revistas com circulação internacional com arbitragem científica
1. DIAS, D. & Sá, M.J. College P romises and Family (Dis)Enchantments: A qualitative study in enrolment choice , Journal of Family and
Economic Issues: SCOPUS
c) Artigos científicos submetidos a publicação em revistas com circulação internacional com arbitragem científica
1. DIAS, D. & Sá, M.J. Institutional welcome: Contributions to the students’ integration. Higher Education Research and Development:
Social Sciences Citation Index ISI e SCOPUS
2. DIAS, D. e Sá, M. J. The academic transition as a life upgrade. Submetido a publicação no British Journal of Developmental Psychology:
Social Sciences Citation Index ISI e SCOPUS
3. DIAS, D. & Sá, M.J. From Secondary to Tertiary Education: the Academic Transition as a developmental challenge. Journal of College
Student Development: Social Sciences Citation Index ISI e SCOPUS
4. DIAS, D. & Sá, M.J. Becoming a Student: the Youth in the Shadow of the Student. Journal of P hilosophy of Education: Social Sciences
Citation Index ISI e SCOPUS
5. DIAS, D. & Sá, M.J. The Shift from Adolescence to Adulthood: the Catalyst Role of Hazing. European Journal of Social P sychology:
Social Sciences Citation Index ISI e SCOPUS
6. DIAS, D. & Sá, M.J. O ensino superior e a família: entre promessas, ilusões e desencantos: Revista Lusófona de Educação: SCOPUS
d) Capítulos de livros com circulação internacional com arbitragem científica
1. DIAS, D., Machado, M.L., Santiago, R., Carvalho, T. & Sousa, S. (2012). I can’ t get no...: The P ortuguese Case. In L. Goedegebuure, L.
Meek, I. Dobson & H. Coates (Eds.), ‘ I can’ t get no’ ...: Job satisfaction around the academic world. Advice from the CAP Survey.
Dordrecht: Springer
e) Artigos científicos em revistas com circulação nacional com arbitragem científica
1. DIAS, D., Sá, M. J. e Machado, M. L. (no prelo). Carreiras Académicas em P ortugal: O género da diferença. Submetido a publicação na
revista Educação, Sociedade e Culturas
2. DIAS, D. e Sá, M. J. (no prelo). Tornar-se jovem ou estudante: um desafio desenvolvimental. Submetido a publicação na Revista P sicologia
3. DIAS, D. e Sá, M. J. (no prelo). O ensino superior e a família: entre promessas, ilusões e desencantos. Submetido a publicação na Revista
P ortuguesa de Educação
4. TAVARES, D.S. (2005). O Superior Ofício de Ser Aluno: Integrar(-se) para Viver (n)A Universidade, P olitécnica, Nº 10, 37-50
5.
6.
7.
8.
TAVARES, D.S. (2004). A Alunização da Juventude: o Jovem na Sombra do Aluno, P olitécnica, Nº 8, 31-35.
TAVARES, D.S. (2004). Crescer na Escola: O Desenvolvimento Psicossocial do Estudante do Ensino Superior, P olitécnica, Nº 9, 21-27
TAVARES, D.S. (2003). Metodologias Qualitativas versus Quantitativas no âmbito da Investigação em Ciências Sociais e Humanas,
P olitécnica, Nº8, 31-35
TAVARES, D.S. (2002). A Consulta P sicológica à Luz da Inteligência Emocional: Estudo de Casos, P olitécnica, Nº 5, 6-22
f) Livros
1. TAVARES, D.A. (2008). O Superior Ofício de Ser Aluno: Manual de Sobrevivência para Caloiros. Lisboa: Sílabo
2. TAVARES, D.A. (2007). Trajectos: Estudo P rospectivo sobre Empresas de Inserção. P orto: P OEFDS
g) Teses
1. TAVARES, D.A. (2004). O Superior Ofício de Ser Aluno: Integrar(-se) para Viver (N)a Universidade. Tese de Doutoramento em Ciências
da Educação, ramo de P sicossociologia da Educação. Faculdade de P sicologia e de Ciências da Educação da Universidade do P orto
2. TAVARES, D.A. (1999). A Consulta Psicológica à Luz da Inteligência Emocional: Estudo de Casos (documento policopiado). Monografia
de P ós-Graduação em P sicoterapia e Orientação Vocacional. Faculdade de Psicologia e de Ciências da Educação da Universidade do Porto
h) P ublicações em Actas de Encontros Científicos com arbitragem científica
1. DIAS, D. e Sá, M. J. (2012). Do Secundário para o Superior: ofícios renovados, competências recicladas. II Seminário Internacional
Contributos da P sicologia em Contextos Educativos. Universidade do Minho, Instituto de Educação, 12-13 de julho. Livro de Resumos
2. DIAS, D. e Sá, M. J. (2012). O Ensino Superior e a Família: Entre P romessas, Ilusões e Desencantos. VII Congresso Iberoamericano de
Docência Universitária, Universidade do Porto – Faculdade de P sicologia e de Ciências da Educação, 24-27 de junho. Livro de Resumos
3. Sá, M. J., DIAS, D. e Machado, M. L. (2012). Ser Docente em P ortugal: Percursos e Territórios de Género. VII Congresso Iberoamericano
de Docência Universitária, Universidade do Porto – Faculdade de Psicologia e de Ciências da Educação, 24-27 de junho. Livro de Resumos
4. DIAS, D., Marinho, C. & Almeida, L. (2011). Avaliação de Learning Outcomes: a experiência recente em P ortugal. In XI Congreso
Internacional Galego-P ortugés de P sicopedagoxia. Corunha, Espanha, 07-09 Setembro
5. Marinho, C., Almeida, L. & DIAS, D. (2011). Matriz de referência para a construção e validação de instrumentos de avaliação de
competências transversais em estudantes do Ensino Superior. In VIII Congresso Iberoamericano de Avaliação / Evaluación P sicológica XV Conferência Internacional de Avaliação P sicológica. Lisboa, 25-27 Junho
6. Santiago, R., AMADO, D., Carvalho, T., Sousa, S. & Machado, M.L. (2010). P ersonal characteristics, career trajectories and sense of
identity: the Portuguese case. In Association for the Study of Higher Education (ASHE) Annual Conference. Mexico City – México: ASHE
7. AMADO, D., Marinho, C. & Almeida, L. (2010). The democratisation of access and success in higher education: A reflection from the
realities of P ortugal and Brazil. In IMHE 2010 General Conference: Higher Education in a World Changed Utterly Doing More with Less.
P aris, França
8. AMADO, D., Marinho, C. & Almeida, L. (2010). Serviços de Psicologia na Educação Superior: Questões no Brasil e em P ortugal. In VII
Congresso Iberoamericano de P sicologia. Oviedo, Espanha
9. Machado, M.L., AMADO, D. & Sá, M.J. (2009). Inequalities in Academic Careers: The P ortuguese Case. In 2nd International RESUP OSP S Conference: “ Les inégalités dans l’ enseignement supérieur et la recherché - Inequalities in Higher Education and Research”.
Lausanne, Suiça
10. TAVARES. D., Tavares, O., Justino, E. & Amaral, A. (2006). Student’ s preferences and needs in P ortuguese higher education. In
International Conference 28th Annual EAIR (The European Higher Education Society) Forum: Who runs higher education in a competitive
world. Roma, Itália
11. TAVARES, D. (2004). Transitions Rituals to Higher Education in P ortugal: Academic Success Impact. In ECCER Crete 2004. Creta,
Grécia
12. TAVARES, D. (2004). Transitions Rituals in Higher Education in Portugal. In IX Conference of The European Association for Research on
Adolescence– EARA. P orto
13. DIAS, D.S., Silva, B., Lopes, H. & Veiga, S. (1999). Professor, Estudantes Universitários e P rocesso de Aprendizagem: A Relação Triádica
P ossível. In Interfaces da P sicologia. Évora, AP P ORT
14. DIAS, D.S. (1999). Rumo ao Sucesso Académico e P rofissional através da Tutoria de Pares. In Interfaces da P sicologia. Évora, AP P ORT
15. DIAS, D.S. (1997). Avaliação da Intervenção Psicológica na Faculdade de Engenharia da Universidade do P orto. In Actas da Conferência
internacional A Informação e a Orientação Escolar e P rofissional no Ensino Superior. Universidade de Coimbra, FEDORA
16. DIAS, D.S. & P into, I.R. (1997). Interpersonal Relationship Development of Youth: Internet Influence. In Actas do I Congreso Europeo
Como Comunicar cos Xoves do ano 2000? . Santiago de Compostela, Galicia - Xunta de Galicia
17. DIAS, D.S. (1997). Insucesso escolar versus Insucesso Académico: a emergência de um novo conceito. In Actas do I Congresso LusoEspanhol de P sicologia da Educação. Coimbra, AP P ORT e Colégio de P sicólogos Espanhóis
18. DIAS, D.S. (1997). Gabinete de P sicologia da FEUP: Origem, Desenvolvimento e P erspectivas Futuras. In Actas do I Encontro de Serviços
de Apoio P sicológico no Ensino Superior. Lisboa, AP P ORT e Instituto Superior Técnico
19. DIAS, D.S. & Silva, M. (1997). P rojecto para a Integração no Mundo do Trabalho: a experiência da FEUP . In Actas do I Encontro de
Serviços de Apoio P sicológico no Ensino Superior. Lisboa, AP P ORT e Instituto Superior Técnico
20. DIAS, D.S. & Moreira, C.M. (1997). Ensinar Engenharia: Ensinar Professores? In Actas do I Encontro de Serviços de Apoio P sicológico
no Ensino Superior. Lisboa, AP P ORT e Instituto Superior Técnico
21. DIAS, D. (1997). Avaliação de Hábitos e Métodos de Estudo com Estudantes Universitários: a Experiência da FEUP . In V Conferência
Internacional de Avaliação Psicológica: Formas e Contextos. Braga, Departamento de Psicologia da Universidade do Minho e AP P ORT
22. DIAS, D. (1997). P romoção do Sucesso Académico: Exploração para a Intervenção. In V Conferência Internacional de Avaliação
P sicológica: Formas e Contextos. Braga, Departamento de P sicologia da Universidade do Minho e AP P ORT
23. DIAS, D.S. (1996). Intervenção Psicológica em Contexto Universitário: A Gestão de Carreiras. In Actas da IV Conferência Internacional de
Orientação Escolar e P rofissional no Ensino Superior: Um Desafio da Europa. Coimbra, FEDORA
i) Organização de Eventos Científicos
1. 1997. I Encontro de Serviços de Apoio P sicológico no Ensino Superior. Membro do comité de organização. AP P ORT
2. 1996. III Jornadas de Consulta P sicológica de Jovens e Adultos P articipação como membro da Comissão Organizadora. Instituto de
Consulta P sicológica, Formação e Desenvolvimento. FP CE-UP
3. 1993. VI Congresso Internacional de Rorschach e outros Métodos P rojectivos. Membro do comité de organização. FP CE-UL
G . Edição, avaliação e revisão de publicações científ icas de circulação internacional
a) Membro do Editorial Board:
a. Higher Education Studies;
b. International Journal of Mentoring and Coaching in Education.
b) Revisão de publicações científicas de circulação internacional:
c. Journal of Adolescent Research: Social Sciences Citation Index ISI e SCOPUS;
d. Studies in Higher Education: Social Sciences Citation Index ISI e SCOPUS;
e. British Journal of Developmental P sychology: Social Sciences Citation Index ISI e SCOPUS;
f.
European Journal of P sychology of Education: Social Sciences Citation Index ISI e SCOPUS.
Anexo 2 - Fichas de Unidade Curriculares (Novas)
Unidade curricular: Avaliação Psicológica
Objectivos de aprendizagem da unidade curricular:
P romover o desenvolvimento de conhecimentos e competências no domínio da avaliação e sua aplicação nas diferentes áreas da P sicologia,
através do:
-Conhecimento do contexto histórico da avaliação em P sicologia
-Reconhecimento dos pressupostos e domínio das formulações teóricas que subjazem ao recurso à psicometria enquanto método de avaliação
psicológica, com especial incidência sobre as que dizem respeito a avaliação psicológica no âmbito da cognição e da personalidade.
-Reconhecimento do processo de construção e validação de instrumentos em P sicologia
-Compreensão dos procedimentos estatísticos inerentes à psicometria
-Domínio dos processos de medição da inteligência e da personalidade
-Reconhecimento os diferentes contextos de avaliação em psicologia
-Conhecimento e aplicação dos princípios éticos e deontológicos subjacentes à utilização de instrumentos de avaliação
Assumpção de uma atitude de reflexão crítica face à Avaliação P sicológica.
Conteúdos programáticos:
1. Fundamentos da avaliação psicológica
a. O contexto histórico
b. Conceitos fundamentais em avaliação psicológica e psicometria
c. Tipos de medida
2. Construção e aferição de testes psicológicos
a. Tipos de escala, sua construção e análise de itens
b. Sensibilidade e fidelidade
c. Consistência interna e alfa de Cronbach
d. Validade de critério e validade de constructo
e. Normalização dos resultados e cálculo das normas
3. P rincipais áreas de avaliação psicológica
a. Avaliação da personalidade
b. Avaliação da inteligência
c. Avaliação de desempenho, capacidade, aptidões e interesses
d. A entrevista e observação/avaliação comportamental
4. Contextos de avaliação psicológica: clínica, educacional, organizacional e forense
5. Aspectos éticos e profissionais na avaliação psicológica
a. P rotecção de dados, confidencialidade e obtenção de consentimento
b. Selecção, adequação e utilização de instrumentos e competência
c. Análise de dados, conclusões e comunicação dos resultados.
Demonstração da coerência dos conteúdos programáticos com os objectivos de aprendizagem da unidade curricular:
Num primeiro momento, definem-se os principais fundamentos da avaliação psicológica, contextualizando-os historicamente e reflectindo sobre
os conceitos fundamentais em avaliação psicológica e psicometria, bem como os diferentes tipos de medida. Assim, promove-se o cumprimento
dos objectivos que prevêem o conhecimento do contexto histórico da avaliação em P sicologia e o reconhecimento dos pressupostos e domínio
das formulações teóricas que subjazem ao recurso à psicometria enquanto método de avaliação psicológica, com especial incidência sobre as que
dizem respeito a avaliação psicológica no âmbito da cognição e da personalidade.
O reconhecimento do processo de construção e validação de instrumentos em P sicologia e a compreensão dos procedimentos estatísticos
inerentes à psicometria são atingidos através do ponto 2 dos conteúdos programáticos: Construção e aferição de testes psicológicos. São
abordados os diferentes tipos de escala, sua construção e análise de itens, bem como desenvolvidos os conceitos de sensibilidade e fidelidade,
consistência interna e alfa de Cronbach, validade de critério e validade de constructo, bem como de normalização dos resultados e cálculo das
normas.
As principais áreas de avaliação psicológica são abordadas e reflectidas: avaliação da personalidade, avaliação da inteligência e avaliação de
desempenho, capacidade, aptidões e interesses. A entrevista e observação/avaliação comportamental completa o objectivo de promoção do
domínio dos processos de medição da inteligência e da personalidade.
P or outro lado, promove-se também o reconhecimento dos diferentes contextos de avaliação em psicologia, nomeadamente:
- Avaliação em P sicologia Clínica
- Avaliação em P sicologia da Educação
- Avaliação em P sicologia das Organizações
- Avaliação em P sicologia Forense
P or outro lado, promove-se ainda o conhecimento e aplicação dos princípios éticos e deontológicos subjacentes à utilização de instrumentos de
avaliação, reconhecendo os aspectos éticos e profissionais na avaliação psicológica, dando especial realce à protecção de dados,
confidencialidade e obtenção de consentimento e à selecção, adequação e utilização de instrumentos e competência, bem como à sua análise de
dados, conclusões e comunicação dos resultados.
Transversalmente aos diversos conteúdos programáticos, pretende-se desenvolver no estudante uma atitude de reflexão crítica face à Avaliação
P sicológica.
Metodologias de ensino
Será adoptada uma metodologia activa, centrada no estudante e fortemente orientada para o "aprender a aprender" na lógica do "aprender
fazendo". Assim, para além de procurar favorecer a apropriação de conhecimentos teórico-conceptuais, procura criar condições para que os
futuros psicólogos se capacitem no domínio dos principais meios e modalidades de intervenção, através de oportunidades concretas de acção e
de exploração. Tais experiências de formação são objecto de discussão e reflexão pelos estudantes com vista a fomentar a respectiva integração.
Assim, as metodologias pedagógicas a adoptar comportam: integração teórico-prática, actividades de pesquisa com orientação tutorial, trabalho
de campo. Haverá também lugar a treino e simulação com material de "testing" e análise de protocolos de testes.
A avaliação pode ser contínua ou final. A avaliação contínua é composta por 2 momentos de avaliação individual:
1) a cotação e interpretação de dois protocolos de provas psicológicas (25%+25%), 2) Frequência (50%).
O estudante fica aprovado se obtiver uma classificação final global não inferior a 10 valores e se em nenhum dos momentos de avaliação obtiver
classificação inferior a 8 valores. O exame final irão os estudantes que tenham optado por esta situação ou aqueles que tenham sido reprovados
na avaliação contínua.
Demonstração da coerência das metodologias de ensino com os objectivos de aprendizagem da unidade curricular:
O método expositivo e o debate contribuem para a persecução de todos os objectivos de aprendizagem da unidade curricular. A utilização de
material de "testing", o recurso ao estudo de casos e aos trabalhos práticos de aplicação, cotação e análise de protocolos de provas psicológicas
contribuem de forma mais directa para os objectivos. P rocura-se sempre que haja um balanço entre a transmissão de conhecimentos, a sua
aplicação a casos específicos e a reflexão sobre os desafios, dificuldades e cautelas subjacentes aos processos de avaliação em diferentes
contextos.
Bibliografia principal:
Almeida, L., & Freire, T. (2007). Metodologia da investigação em psicologia e educação (4ª ed.). Braga: P siquilibrios.
Anastasi, A. (1985). P sychological Testing. (4th Ed.). New York: MacMillan P ublishing Co. Inc.
Coaley, K. (2010). An introduction to psychological assessment and psychometrics. London: Sage P ublications.
Goldstein & Hersen (Eds.) (2000). Handbook of P sychological Assessment. (3rd Ed.).New York: P ergamon P ress.
Wright, A.J. (2010). Conducting P sychological Assessment: A Guide for P ractitioners. New Jersey: John Wilwy & Sons.
Unidade curricular: Neurociências
Objectivos de aprendizagem da unidade curricular:
- Conceptualizar as neurociências e a concepção moderna do cérebro na relação cérebro-mente-comportamento, numa abordagem histórica
- Reconhecer as diferentes ciências que constituem as neurociências, suas especificidades, interdependências e contribuições para a compreensão
do comportamento
- Descrever a organização básica do sistema nervoso
- Conhecer os princípios de desenvolvimento e organização anátomo-funcional do SN, compreendendo o papel das principais estruturas e
regiões cerebrais na regulação do comportamento
- Explicar os mecanismos de comunicação do sistema nervoso, tanto do ponto de vista intra como intersitémico
- Discutir a importância e o papel da assimetria na estrutura cerebral e suas funções
- Compreender e explicar o desenvolvimento do SN e das suas estruturas, desde a filogénese e a embriogénese á adultez
Conteúdos programáticos:
1.Introdução às neurociências
a. P erspectiva de evolução histórica
b.Neurociências: especificidades, interdependências e contribuições
c.Neuropsicologia
2.Funcionamento da neuroanatomia:
a. Filogénese e ontogénese do SN
b. Neurofisiologia neuroquímica
c.Euroendocrinologia
d.Neurobiologia molecular: do nível subcelular ao nível intercelular
e.Neuroanatomia funcional: do nível medular ao nível telencefálico
Demonstração da coerência dos conteúdos programáticos com os objectivos de aprendizagem da unidade curricular:
Na presente unidade curricular pretende-se conceptualizar as neurociências e a concepção moderna do cérebro na relação cérebro-mentecomportamento, numa abordagem histórica, respondendo, assim, ao primeiro objectivo estabelecido e ao primeiro ponto abordado.
P retende-se ainda que os estudantes sejam capazes de reconhecer as diferentes ciências que constituem as neurociências, suas especificidades,
interdependências e contribuições para a compreensão do comportamento no seu todo. A P sicologia como uma das neurociência é especialmente
enfatizada, pretendendo-se que seja contextualizada não só em termos da sua contribuição para o desenvolvimento das neurociências, mas
também como pode rentabilizar em prole do seu próprio desenvolvimento científico as contribuições das ciências congéneres.
Em termos dos conhecimentos da neuroanatomia, pretende-se que os estudantes sejam capazes de descrever a organização básica do sistema
nervoso e de conhecer os princípios de desenvolvimento e organização anátomo-funcional do SN, compreendendo o papel das principais
estruturas e regiões cerebrais na regulação do comportamento. Devem ainda se competentes na explicação dos mecanismos de comunicação do
sistema nervoso, tanto do ponto de vista intra como intersitémico. A abordagem da filogenese e ontogénese do Sn vai ainda permitir que o
estudante compreenda e explique o desenvolvimento do SN e das suas estruturas, desde a filogénese e a embriogénese á adultez.
Em ordem a complementar os conhecimentos anteriores, são ainda abordados conceitos básicos da neurofisiologia neuroquímica, nomeadamente
neuroendocrinologia, neurobiologia molecular: do nível subcelular ao nível intercelular e neuroanatomia funcional: do nível medular ao nível
telencefálico
Metodologias de ensino:
É fácil entender da premência de em cada ponto do conteúdo programático ter a seguinte apresentação, permitindo um adequado conhecimento e
auto- avaliação da matéria dada:
- Informação precisa, fácil, concisa e actualizada sobre cada abordagem estudada;
- Esclarecimento particular e imediato sobre eventuais dificuldades na aprendizagem;
- Informações prévias e necessárias ao óptimo entendimento da matéria em apreço;
- Sinalização das palavras - chaves em cada Capítulo;
- P erguntas dirigidas ao essencial concebidas para responder aos objectivos traçados na UC;
- P ermitir que em cada Capítulo, seja efectuada uma síntese da matéria ensinada.
Avaliação contínua (baseada em dois testes com peso de 50% cada), ou a avaliação final por exame (100%)
Demonstração da coerência das metodologias de ensino com os objectivos de aprendizagem da unidade curricular:
A ajuda dos esquemas didácticos simples e claros deve permitir aos estudantes uma visualização rápida e concisa da sua aprendizagem contínua
no estudo complexo das neurociências.
Os estudantes devem encarar os docentes, como um guia de aprendizagem da matéria ensinada, com os objectivos sempre presentes da UC.
Bibliografia principal:
Gazzaniga, M.S. (2009). The cognitive neurosciences. Massachusttes: MIT. ISBN: 0-262-07157-6
Rodrigues, C. (1998). Motivação. Lisboa: Contraponto. ISBN: 972-646-104-9
Crossman A. R., Neary, D. (2010). Neuroanatomy. Elsivier. ISBN: ISBN 0-443-04479-1
Bowsher, D. (1975). Introduction to the anatomy & physiology of the nervous system. ISBN: 0-632-00037-6
Swanson, L. W.(2002). Brain architecture. Oxford: Oxford university P ress. ISBN: 0-19-510505-2.
Unidade curricular: Psicof isiologia
Objectivos de aprendizagem da unidade curricular:
P retende-se que a presente unidade curricular vise proporcionar uma visão geral dos princípios, teoria e aplicações da Psicofisiologia humana e
sua avaliação.
A unidade curricular de P sicofisiologia apresenta dois objectivos principais:
a) P roporcionar uma introdução à teoria e investigação em grandes áreas da psicofisiologia humana, com particular ênfase nas correlações
psicofisiológicos e substratos fisiológicos da cognição, emoção e psicopatologia, e
b) P roporcionar uma introdução à técnicas de laboratório e princípios metodológicos da P sicofisiologia humana.
Tais objectivos serão alcançados em conjugação com a Unidade Curricular de Laboratório de P sicologia Experimental, que proporcionará a
componente experimental e empírica.
Conteúdos programáticos:
1. Introdução à P sicofisiologia Humana: abordagem epistemológica e histórica
2. Transacções biopsicológicas das diferentes regulações comportamentais:
a. cérebro reptiliano e regulação primária do comportamento
b. cérebro de mamífero inferior e regulação da interacção com o meio
c. cérebro de mamífero superior e autopoiese
3. Bases psicofisiológicas: Electricidade Básica, Neuroanatomia e Neurofisiologia
a. Actividade electrodémica: Fundamentos e Aplicações para o teste do polígrafo
b. P sicofisiologia cardiovascular
c. P sicomotricidade
4. Medidas psicofisiológicas
a. Electroencefalografia (EEG): noções básicas de gravação de EEG e análise de frequências e suas aplicações
b. Actividade Electrodérmica (AED)
c. Electromiografia (EMG)
d. Electrocardiograma (ECG)
e. A polissonografia e questões de investigação do Sono
f. “ P otencial Event-Related P otential”: Fundamentos e suas aplicações
g. Neuroimagem Funcional: P ET e fMRI
h. P rocessamento de sinal avançado
Demonstração da coerência dos conteúdos programáticos com os objectivos de aprendizagem da unidade curricular:
P retende-se que esta unidade curricular proporcione ao estudante a possibilidade de problematizar o comportamento humano, usando como
referente definições psicofisiológicas. Para tal, deve ser capaz de compreender e explicar os processos de regulação primária do comportamento,
de regulação da interacção com o meio e processos autopoiéticos (motivações-emoções-cognições).
Tendo em conta que a presente unidade curricular de P sicofisiologia pretende proporcionar uma introdução à teoria e investigação em grandes
áreas da psicofisiologia humana, com particular ênfase nas correlações psicofisiológicos e substratos fisiológicos da cognição, emoção e
psicopatologia, os conteúdos programáticos para além de realizar uma introdução epistemológica à psicofisiologia, abrangem também a
abordagem das transacções biopsicológicas das diferentes regulações comportamentais, nomeadamente as que dizem respeito às motivações
primárias (cérebro reptiliano e regulação primária do comportamento), às emoções primárias (cérebro de mamífero inferior e regulação da
interacção com o meio) e linguagem, abstracção e novos programas de acção (cérebro de mamífero superior e autopoiese).
De seguida, abordam-se as bases psicofisiológicas, nomeadamente a electricidade básica, a neuroanatomia e a neurofisiologia. Neste âmbito, são
exploradas a actividade electrodérmica, a psicofisiologia cardiovascular e a psicomotricidade.
No sentido de proporcionar uma introdução à técnicas de laboratório e princípios metodológicos da P sicofisiologia humana são exploradas as
principais medidas psicofisiológicas, nomeadamente o electroencefalograma, a polissonografia, a neuroimagem funcional, entre outras. Tais
objectivos serão alcançados em conjugação com a Unidade Curricular de Laboratório de P sicologia Experimental, que proporcionará a
componente experimental e empírica.
Metodologias de ensino:
A unidade curricular será leccionada em aulas de carácter teórico-prático em que serão usados estudos de caso, apresentados e discutidos casos
práticos/exemplos, numa perspectiva colaborativa de aprendizagem, bem como serão também utilizados métodos de aprendizagem por
descoberta guiada em ambientes de exploração .
São propostos dois regimes de avaliação aos alunos:
Regime de Avaliação Contínua
Duas provas escritas individuais. A primeira prova realizar-se-á a meio do semestre e a segunda prova no final do semestre. Cada uma das
provas contribui em 50% para o cálculo da nota final. Para optar por este método de avaliação o aluno tem que ter presença mínima em 70% das
aulas leccionadas.
Regime de Avaliação Final
Um exame final. A nota final na unidade curricular deriva exclusivamente da nota nesta prova de conhecimentos. Os alunos que optem por este
método de avaliação não estão obrigados à presença nas aulas.
Demonstração da coerência das metodologias de ensino com os objectivos de aprendizagem da unidade curricular:
As aulas teórico-práticas serão abordados conceitos associados à P sicofisiologia, no sentido de dar a conhecer a sua evolução história e o seu
estatuto epistemológico. Os estudos de caso e discussão de exemplos práticos em pequeno e grande grupo são fundamentais para explorar os
conceitos abordados nas aulas e fazer a ponte entre estes conceitos e casos específicos. Desta forma o aluno poderá compreender as principais
técnicas usadas na investigação psicofisiológica, bem como a necessidade de seleccionar as técnicas mais adequadas em função do objecto de
estudo. A discussão de casos vai permitir consolidar conhecimentos nomeadamente no que diz respeito à compreensão da aplicabilidade de cada
uma das técnicas usadas em P sicofisiologia, permitindo que o estudante participe activamente no processo de aprendizagem.
Finalmente, no sentido de alcançar cabalmente os objectivos da presente unidade curricular, serão utilizados métodos de aprendizagem pela
descoberta guiada por ambientes de exploração com utilização de equipamentos de avaliação psicofisiológica. P romove-se desta forma o
contacto e o desenvolvimento de competências na manipulação dos equipamentos usados no estudo das bases biológicas do comportamento e no
treino de biofeedback. O estudante poderá então perceber através da exploração como utilizar, por exemplo, equipamentos de avaliação
cardiovascular e de que forma a psicofisiologia cardiovascular pode ser usada como uma medida do sistema nervoso simpático e parassimpático.
P oderá também compreender como utilizar as medidas electrodérmicas para medir a activação do sistema nervoso simpático perante estímulos
externos. Ou de que forma a avaliação da actividade das fibras musculares pode ser importante como uma medida psicofisiológica.
O contacto e manipulação destes instrumentos é, do nosso ponto de vista, essencial para a consolidação prática dos conhecimentos. Esta
abordagem prática é determinante para desenvolver uma percepção clara do contexto laboratorial, crucial inclusivamente para o
desenvolvimento de competências na obtenção de dados psicofisiológicos de forma rigorosa e fidedigna. Esta metodologia permite promover a
reflexão pessoal e de grupo quanto a especificidades do trabalho de investigação e treino de biofeedback e, para além disso, permite que o aluno
aprenda fazendo e experimentando.
Após as primeiras fases de manipulação experimental, o aluno terá de interpretar correctamente os dados resultantes das técnicas adoptadas para
de seguida ser capaz de redigir com sucesso esses mesmos resultados.
Bibliografia principal:
Andreassi, J. (2009). P sychophysiology: Human behavior & physiological response (5th Ed.). New Jersey: Taylor & Francis.
Cacioppo, J., Tassinary, L., & Berntson, G. (2007). Handbook of psychophysiology (3rd Ed.). Cambridge University P ress.
Kantowitz, B., Roediger, H., & Elmes, D. (2009). Experimental psychology (9th Ed.). California: Waldsworth
Mandler, G. (2007). A history of modern experimental psychology. Cambridge: MIT Books
Myers, A., Hansen, C. (2012). Experimental psychology. California: Waldsworth
Stern, R., Ray, W., Quigley, K., (2001). P sychophysiological recording (2nd Ed.). Oxford: Oxford University P ress.
Ryan, C.W. (1986). Basic Electricity: A Self-Teaching Guide (2nd Edition). New York: John Wiley and Sons.
Unidade curricular: Linguagem, Comunicação e Cognição
Objectivos de aprendizagem da unidade curricular:
- Reconhecer os principais conceitos, métodos e problemas da psicologia da linguagem
- Definir linguagem e descrever o processo de aprendizagem de uma língua.
- Descrever as estruturas cerebrais envolvidas na linguagem e discutir diferenças e problemas que podem afectar as competências linguísticas.
- Analisar a relação entre linguagem, a comunicação e a cognição
- Conhecer a natureza e características dos processos comunicativos e suas implicações ao nível do relacionamento interpessoal, de modo a
proporcionar reflexões e análises acerca da Comunicação e da P sicologia como processos de compreensão dos grupos e da sociedade;
- Compreender a emergência do sujeito psicológico na comunicação e as implicações da P sicologia nos processos de Comunicação.
Conteúdos programáticos:
1. A trilogia linguagem, comunicação e cognição
2. Linguagem enquanto sistema multicomponencial
2.1.Traços estruturais da linguagem
2.2. Neuroanatomia da linguagem:
Fundamentos de produção de voz e de fala: componente glótica, subglótica e supraglótica e diversidade fonológica.
Vozeamento, modo e ponto de articulação. Coarticulação e variabilidades articulatórias.
2.3.Aquisição e desenvolvimento da linguagem: fases principais e desenvolvimento fonológico, léxico-semântico, e morfo-sintáctico.
2.4. P ercepção de fala: segmentação e da invariância. P ercepção categorial.
Integração audiovisual. Teoria motora e teorias auditivas.
2.5. Léxico mental e compreensão
2.5. Leitura e escrita
2.6. Dislexias e afasias
3. P rocesso de comunicação: conceito, características e barreiras
3.1 Elementos e P rincípios da Comunicação Interpessoal
3.2 Estilos de comunicação
3.3 Comportamentos comunicacionais
Demonstração da coerência dos conteúdos programáticos com os objectivos de aprendizagem da unidade curricular:
Num primeiro momento são abordados os temas relacionados com a trilogia linguagem, comunicação e cognição. A linguagem é reconhecida
enquanto sistema multicomponencial.
P ara corresponder aos objectivos propostos são abordados os fundamentos de produção de voz e de fala (Componentes glótica, subglótica e
supraglótica. Diversidade dos fones.
Vozeamento, modo e ponto de articulação. Coarticulação e variabilidades articulatórias.)
A ciência da fala e os problemas da segmentação e da invariância são tematizados, referindo ainda os fenómenos de percepção categorial e de
integração audiovisual. As teorias motora e auditivas são trabalhadas.
Um outro aspecto importante para reconhecer os principais conceitos, métodos e problemas da psicologia da linguagem é o léxico mental e a
problemática da compreensão que tematiza o reconhecimento de palavras, o efeito de restauração fonémica, entre outros.
De seguida, são avançadas diferentes propostas explicativas da aquisição e desenvolvimento da linguagem, dando especial relevância ao
problema da generalidade vs. especificidade.
São identificadas as diferentes do desenvolvimento fonológico, léxico-semântico, e morfo-sintáctico.
Ainda no âmbito da aquisição de competência ao nível da psicologia da linguagem são tematizadas a leitura (variáveis e modelos de leitura) e
escrita (escritas morfo-silábicas, silábicas e alfabéticas).
São ainda exploradas não só as estruturas anatómicas associadas à linguagem como também as disfunções associadas a essas estruturas, no
sentido de cumprir o objectivo proposto, nomeadamente as perturbações adquiridas de linguagem e sua base biológica: dislexias e afasias
Começaremos por abordar o papel da linguagem enquanto forma de comunicação para depois analisarmos o processo de comunicação,
definindo-o, caracterizando-o e assinalando as suas principais barreiras. São tematizados os elementos e P rincípios da Comunicação
Interpessoal, os Estilos de comunicação e os Comportamentos comunicacionais, com vista a conhecer a natureza e características dos processos
comunicativos e suas implicações ao nível do relacionamento interpessoal, de modo a proporcionar reflexões e análises acerca da Comunicação
e da P sicologia como processos de compreensão dos grupos e da sociedade e a
compreender a emergência do sujeito psicológico na comunicação e as implicações da P sicologia nos processos de Comunicação.
Metodologias de ensino
A unidade curricular será leccionada em aulas de carácter teórico em que serão adoptadas técnicas predominantemente expositivas e em aulas
teórico-práticas em que serão usados estudos de caso e apresentados e discutidos casos práticos/exemplos.
São propostos dois regimes de avaliação aos alunos:
Regime de Avaliação Contínua
Duas provas escritas individuais. A primeira prova realizar-se-á a meio do semestre e a segunda prova no final do semestre. Cada uma das
provas contribui em 50% para o cálculo da nota final. Para optar por este método de avaliação o aluno tem que ter presença mínima em 70% das
aulas leccionadas.
Regime de Avaliação Final
Um exame final. A nota final na unidade curricular deriva exclusivamente da nota nesta prova de conhecimentos. Os alunos que optem por este
método de avaliação não estão obrigados à presença nas aulas.
Demonstração da coerência das metodologias de ensino com os objectivos de aprendizagem da unidade curricular:
A unidade curricular será leccionada em aulas de carácter teórico em que serão adoptadas técnicas predominantemente expositivas e em aulas
teórico-práticas em que serão usados estudos de caso e apresentados e discutidos casos práticos/exemplos, numa perspectiva colaborativa de
aprendizagem, bem como serão também utilizados métodos de aprendizagem por descoberta guiada em ambientes de exploração.
As técnicas expositivas utilizadas nas aulas teóricas são acompanhadas de ajuda visual através de diapositivos no sentido de ajudar o aluno a
visualizar o objecto de estudo ou o problema em questão. Este método é fundamental para analisar a definição de linguagem e o processo de
aprendizagem de uma língua.
P or outro lado, os estudos de caso e discussão de exemplos práticos em pequeno e grande grupo são fundamentais para explorar os conceitos
abordados nas aulas teóricas e fazer a ponte entre estes conceitos e casos específicos da experiência individual. Esta discussão de casos vai
permitir consolidar conhecimentos nomeadamente no que diz respeito à compreensão das relações de causa-efeito, permite ainda que o aluno
participe activamente no processo de aprendizagem através da expressão e escuta de outros pontos de vista. P or outro lado, esta abordagem
prática é determinante para desenvolver uma auto-percepção das competências de captação, organização e interpretação da informação do
mundo exterior crucial para desenvolver o pensamento crítico acerca de problemas com que nos podemos deparar no dia-a-dia. Esta metodologia
permite promover a reflexão pessoal e de grupo quanto à influência destes processos cognitivos no comportamento individual e nas interacções
sociais.
Finalmente, com objectivo de tematizar a compreensão das estruturas anatómicas envolvidas no processo de linguagem serão utilizados métodos
de aprendizagem pela descoberta guiada por ambientes de exploração com utilização de modelos anatómicos.
Bibliografia principal:
Andrewes, D. (2001). Neuropsychology: From theory to practice. New York: Taylor and Francis.
Comer, R., & Gould, E. (2011). P sychology around us. Jefferson City: John Wiley & Sons
Kowalski., R. & Westen, D. (2011). P sychology (6th Ed.). USA: John Wilwey & Sons, Inc.
Harley, T.A.(2008). The psychology of language : from data to theory. Sussex: P sychology P ress Francis & Taylor.
Wilson, A. (2001); The MIT encyclopedia of the cognitive sciences. ISBN: 0-262-73124-X
Anderson, J. R. (2004). Cognitive psychology and its implications. ISBN: ISBN 0-7167-3678-0
Unidade curricular: Pensamento e emoção
Objectivos de aprendizagem da unidade curricular:
1. Conhecer a emergência e evolução da psicologia do pensamento.
2. Compreender o que se entende por processos cognitivos, bem como os conceitos da psicologia cognitiva.
3. Identificar os principais métodos usados em psicologia dos processos cognitivos.
4. P erceber os processos implicados na resolução de problemas bem como os factores que podem influenciar a capacidade de resolução de
problemas e a tomada de decisão.
5. Compreender a fiabilidade e falibilidade da cognição.
6. Definir as emoções e discutir as suas componentes, avaliação e funções
7. Reconhecer as principais teorias da emoção
8. Identificar por um lado as principais estruturas cerebrais associadas às emoções e, por outro lado, o efeito de danos cerebrais na expressão das
emoções
9. Reconhecer o efeito das emoções na performance cognitiva
10. Descrever como desordens nos processos emocionais se podem relacionar com desordens psicológicas.
11. Identificar as diferenças individuais e sociais na expressão das emoções e reconhecer as ferramentas de avaliação das emoções
Conteúdos programáticos
1. Cognição
1.1. Abordagem conceptual e metodológica do pensamento
1.2. Ciência cognitiva: inteligência artificial, neurociências e ecocognitivismo
1.3. Resolução de problemas.
1.4. Raciocínio: domínios e limitações
1.5. Tomada de decisão
1.6. P ensamento, linguagem e cultura
1.7. P ensamento, raciocínio e intuição.
2. Emoção
2.1. Natureza e classificação das emoções. Função das emoções
2.2. Teorias das emoções.
2.3. Desenvolvimento das emoções ao longo da vida.
2.4. Emoções e cultura: A natureza social da expressão emocional.
2.5. Sistema nervoso autonómico e hormonas.
2.6. Neuroanatomia das emoções
2.7. Neuroquímica das emoções: Neurotransmissores importantes
2.8. Estudos e avaliação psicofisiológica das emoções
2.9. Consequências das emoções na performance cognitiva
Demonstração da coerência dos conteúdos programáticos com os objectivos de aprendizagem da unidade curricular
A primeira parte desta unidade curricular é inteiramente dedicada à psicologia do pensamento. Começa-se por abordar os processos cognitivos e
a história da emergência da psicologia cognitiva (ponto 1.1 do programa), para depois analisar os métodos usados em psicologia cognitiva e
analisar conceitos importantes. Tal como contemplam os objectivos 1 a 3 da unidade curricular.
O processo de resolução de problemas e de tomada de decisões bem como os factores que podem afectar estes processos serão analisados nos
ponto 1.3 do programa. A primeira parte continua com a tematização dos domínios e limitações do raciocínio (1.4), prosseguindo com as
tomadas de decisão, focalizado as heurísticas e os julgamentos em condições de incerteza.
P or fim, o P ensamento é perspectivado na sua interelação com diferentes tríades: pensamento, linguagem e cultura e pensamento, raciocínio e
intuição. Assim, pretende-se que o estudante perceba quais os processos implicados na processo de resolução de problemas e tomada de decisão
e compreenda até que ponto a cognição pode ser por um lado fiável, mas por outro lado, também falível, em consonância com os objectivos 4 e 5
da unidade curricular
No ponto 2.1. e 2.3. do programa será abordada a natureza e classificação das emoções, as suas componentes, desenvolvimento, bem como as
suas funções do ponto de vista cognitivo, comportamental e social. Desta forma poderemos cumprir o objectivo 6 da unidade curricular.
No ponto 2.2. do programa as principais teorias das emoções serão discutidas. P retende-se com este conteúdo que o aluno compreenda as
diferentes conceptualizações associadas às emoções, tal como contemplamos no objectivo 7.
A expressão autonómica da emoção, neuroanatomia e neuroquimica das emoções será abordada nos pontos 2.5, 2.6 e 2.7 do programa. Neste
pontos serão abordados o funcionamento do sistema nervoso autonómico (sistema simpático e parassimpático), as estruturas cerebrais associadas
às emoções (sistema límbico, circuito de Papez), bem como os neurotransmissores (serotonina, dopamina, beta-endorfina e péptidos opióides)
associados às emoções. O impacto dos danos em estruturas cerebrais na emoção serão abordados. Cumpre-se assim o objectivo 8 da unidade
curricular.
O efeito das emoções nas funções cognitivas como a atenção, aprendizagem ou cognição social será discutido, no ponto 2.9. do programa, tendo
em consideração a relação entre o nível de activação e a eficácia da performance cognitiva, em consonância com o objectivo 9 da unidade
curricular.
O ponto 2.4. do programa refere-se à análise da natureza social da expressão emocional em que serão abordadas as questões de género, culturais
e étnicas da emocionalidade, em coerência com parte do objectivo 11 da unidade curricular.
Os mais recentes estudos de investigação na área das emoções bem como as metodologias e instrumentos de avaliação das emoções serão
discutidos no ponto 2.8 do programa, nomeadamente serão abordados os estudos que analisam a relação entre desordens emocionais e desordens
psicológicas, desta forma cumprimos o objectivo 10 e 11 da unidade curricular..
Metodologias de ensino
A unidade curricular será leccionada em aulas de carácter teórico em que serão adoptadas técnicas predominantemente expositivas e em aulas
teórico-práticas em que serão usados estudos de caso, apresentados e discutidos casos práticos/exemplos e os alunos terão contacto com
procedimentos de avaliação psicofisiológica das emoções em contexto laboratorial.
São propostos dois regimes de avaliação aos alunos:
Regime de Avaliação Contínua
Duas provas escritas individuais. A primeira prova realizar-se-á a meio do semestre e a segunda prova no final do semestre. Cada uma das
provas contribui em 50% para o cálculo da nota final. Para optar por este método de avaliação o aluno tem que ter presença mínima em 70% das
aulas leccionadas.
Regime de Avaliação Final
Um exame final. A nota final na unidade curricular deriva exclusivamente da nota nesta prova de conhecimentos. Os alunos que optem por este
método de avaliação não estão obrigados à presença nas aulas.
Demonstração da coerência das metodologias de ensino com os objectivos de aprendizagem da unidade curricular:
A unidade curricular será leccionada em aulas de carácter teórico em que serão adoptadas técnicas predominantemente expositivas e em aulas
teórico-práticas em que serão usados estudos de caso e apresentados e discutidos casos práticos/exemplos, numa perspectiva colaborativa de
aprendizagem, bem como serão também utilizados métodos de aprendizagem por descoberta guiada em ambientes de exploração.
As técnicas expositivas utilizadas nas aulas teóricas são acompanhadas de ajuda visual através de diapositivos no sentido de ajudar o aluno a
visualizar o objecto de estudo ou o problema em questão. Este método é fundamental para esclarecer a história da emergência da psicologia
cognitiva, e conceitos principais da psicologia cognitiva, bem como para explicar e discutir as componentes, avaliação e funções das emoções
bom como as principais teorias das emoções - objectivos 1- 3, 6-7, 9 .
P or outro lado, os estudos de caso e discussão de exemplos práticos em pequeno e grande grupo são fundamentais para explorar os conceitos
abordados nas aulas teóricas e fazer a ponte entre estes conceitos e casos específicos da experiência individual. Estes métodos serão
particularmente importantes para ajudar o aluno a compreender os factores que podem influenciar a capacidade de resolução de problemas e
tomada de decisão, a falibilidade da cognição e a associação entre processos emocionais e desordens psicológicas - objectivos 4-5, 10. Esta
discussão de casos vai permitir consolidar conhecimentos nomeadamente no que diz respeito à compreensão da aplicação dos conceitos a
situações do dia-a-dia, permite ainda que o aluno participe activamente no processo de aprendizagem através da expressão e escuta de outros
pontos de vista. P or outro lado, esta abordagem prática é determinante para desenvolver uma auto-percepção dos processos emocionais, crucial
para desenvolver o pensamento crítico acerca de problemas com que nos podemos deparar no dia-a-dia. Esta metodologia permite promover a
reflexão pessoal e de grupo quanto à influência destes processos cognitivos no comportamento individual e nas interacções sociais.
Finalmente, no sentido de alcançar o objectivo 8, da compreensão das estruturas anatómicas envolvidas na emoção e para alcançar o objectivo
11 de conhecer as ferramentas de avaliação psicofisiológica das emoções serão utilizados métodos de aprendizagem pela descoberta guiada por
ambientes de exploração com utilização de modelos anatómicos (obj.8) e com utilização de equipamento de avaliação psicofisiológica
(obj.11).O contacto e manipulação destes instrumentos é, do nosso ponto de vista, essencial para a consolidação prática dos conhecimentos. Esta
metodologia permite que o aluno aprenda fazendo e experimentando,
Bibliografia principal:
Comer, R., & Gould, E. (2011). P sychology around us. Jefferson City: John Wiley & Sons
Kalat, J. (2009). Biological P sychology. California: Wadsworth.
Kalat, J. (2011). Introduction to P sychology (9th Ed.). California: Wadsworth.
Kowalski., R. & Westen, D. (2011). P sychology (6th Ed.). USA: John Wilwey & Sons, Inc.
Shiotta, M., & Kalat, J. (2012). Emotion (2nd Ed.). California: Wadsworth.
Harley, T.A.(2008). The psychology of language : from data to theory. Sussex: P sychology P ress Francis & Taylor.
Anderson, J. R. (2004). Cognitive psychology and its implications. ISBN: ISBN 0-7167-3678-0
Anexo 3 - Fichas de Unidade Curriculares (Ref ormuladas)
Unidade curricular: Aprendizagem e Memória
Objectivos de aprendizagem da unidade curricular:
1. Definir e conceptualizar o processo de aprendizagem
2. Descrever os processos básicos do condicionamento clássico e do condicionamento operante
3. Identificar os factores facilitadores da aprendizagem
4. Reconhecer as alterações sinápticas que ocorrem durante o processo de aprendizagem, identificando estruturas cerebrais e mecanismos
neuronais envolvidos no processo de aprendizagem e no processo de memória.
5. Sumarizar os tipos de aprendizagem que ocorrem durante o período de gestação e nos primeiros meses de vida e analisar diferenças de género
6. Identificar e compreender as dificuldades de aprendizagem
7. Reconhecer os modelos de memória e descrever como a informação é codificada, organizada e armazenada na memória a curto e a longo
prazo.
8. Dominar estratégias que potenciem a capacidade de memória.
9. Descrever factores que podem afectar a capacidade de recuperação da informação e compreender as teorias do esquecimento.
10. Identificar estruturas cerebrais e desordens físicas e psicológicas relacionadas com a memória
Conteúdos programáticos:
1. Aprendizagem
1.1. Definição, âmbito e tipologias de aprendizagem
1.2. Neurociência da aprendizagem
1.3. Teorias e modelos de aprendizagem:
a. Condicionamento clássico
b. Condicionamento operante
c. Aprendizagem observacional
d. Aprendizagem verbal e de conceitos
1.4. Aplicações práticas no âmbito clínico e educacional
1.5. Desordens de aprendizagem
2. Memória
2.1. Definição e modelos conceptuais de memória
2.2. Anatomia e bioquímica da memória
2.3. Métodos quantitativos e qualitativos de medição da memória.
2.4. Teorias e explicações do esquecimento humano.
2.5. Memórias sensoriais: Visual e auditiva.
2.6. Memória a curto prazo e memória operatória: Capacidade, codificação e duração.
2.7. Memória a longo prazo: Divisão, tipos, e modelos representativos e processos de consolidação.
2.8. Memória autobiográfica, memórias cintilantes e distribuição das memórias ao longo da vida.
2.9. Défices e excessos de memória.
Bibliografia principal:
Baddeley, A. (2002). Human memory: Theory and practice. United Kingdom: P sychology P ress.
Comer, R., & Gould, E. (2011). P sychology around us. Jefferson City: John Wiley & Sons.
Kowalski., R. & Westen, D. (2011). P sychology (6th Ed.). USA: John Wilwey & Sons, Inc.
Reynolds, C., & Fletcher-Janzen, E. (2009). Handbook of clinical child neuropsychology. Springer Science.
Thompson, R., & Madigan, S. (2005). Memory: The key to consciousness. New Jersey: P rinceton University P ress.
Unidade curricular: Exploração Vocacional I e Exploração Vocacional II
Objectivos de aprendizagem da unidade curricular:
1.Contacto directo com as práticas profissionais da intervenção psicológica;
2.Contacto com psicólogos em exercício, através de experiencias de “ shadowing”;
3.Vivenciar um primeiro momento de mediação entre a formação superior em P sicologia e a integração no seu futuro meio profissional, através
de um primeiro papel de observação das diferentes realidades profissionais e institucionais;
4.Integrar e articular conhecimentos adquiridos nas várias disciplinas em contextos reais de trabalho;
5.P romover um conhecimento aprofundado acerca de si próprio e do mundo e tomar consciência das oportunidades consistentes com o mesmo,
bem como do modo como as diferentes organizações de trabalho permitem, ou não, a sua satisfação;
6.P romover o desenvolvimento de objectivos de carreira consistentes com a avaliação que o aluno fez de si desenvolvimento e a implementação
de estratégias de carreira adequadas, que favoreçam a obtenção desses objectivos.
Conteúdos programáticos:
P ela sua natureza, os conteúdos programáticos desta unidade curricular serão adaptados as experiencias vocacionais vividas em contextos reais
de trabalho. Cada estudante devera ter oportunidade de explorar diferentes contextos de intervenção psicológica, adoptando uma postura de
observador, acompanhando um psicólogo em regime de “ shadowing”. Estas explorações vocacionais implicam, no mínimo, uma estada de 50
horas em contextos diferenciados de intervenção psicológica, nomeadamente abarcando as seguintes áreas:
P sicologia Clínica e da Saúde;
P sicologia da Educação;
P sicologia Organizacional e do Trabalho.
Enfatizam-se ainda as temáticas associadas à exploração do meio:
-primeiro contacto mediatizado com o mundo profissional, mercado de trabalho e novas realidades organizacionais onde se exerce intervenção
psicológica;
-contextualização do papel do psicólogo nos diferentes contextos de intervenção psicológica;
-estabelecimento de redes de contactos profissionais.
Bibliografia principal:
Fisher, C. B. (2012). Decoding the Ethics Code: A P ractical Guide for P sychologists. T.O.: Sage P ublications.
Freeman, R. P ., & Stone T. (2006). Study skills for psychology: Succeeding in your degree. London: Sage P ublications.
Seaward, B. L. (2002). Managing Stress: P rinciples and strategies for Health and Wellbeing. NY: Jones and Bartlett.
Unidade curricular: Laboratório de Avaliação Psicológica
Objectivos de aprendizagem da unidade curricular:
P retende-se o aprofundamento e operacionalização das competências sobre o processo de avaliação psicológica, adquiridas na UC Avaliação
P sicológica, nomeadamente:
- Conhecendo as principais provas de avaliação psicológica normalizadas e adaptadas para a população portuguesa, nomeadamente os seus
objectivos, normas de aplicação, grau de confiança e resultados esperados
- Compreendendo o racional teórico dos inventários de personalidade, escalas de auto-relato e técnicas projectivas
- Desenvolvendo competências operacionais no domínio da Avaliação P sicológica, através da familiarização, manipulação, administração,
cotação e/ou análise, e interpretação dos resultados de provas de avaliação psicológica, usadas nos diferentes contextos de intervenção
psicológica, sejam eles clínicos, educacionais e organizacionais
- Desenvolvendo competências de interpretação dos dados da avaliação psicológica e elaboração de relatório
Conteúdos programáticos:
1. Avaliação psicológica do funcionamento cognitivo
1.1.P ressupostos básicos à avaliação da inteligência no processo de avaliação psicológica
1.2.Avaliação compósita da inteligência a partir da abordagem Binet-Terman-Wechsler: Escalas de inteligência para adultos, jovens e crianças
1.3. Avaliação inteligência e das aptidões a partir da abordagem factorial: Avaliação da inteligência como capacidade geral e como aptidão(ões)
1.4. Avaliação de competências através de provas 360º
2. Avaliação psicométrica da personalidade
2.1. Características do processo de avaliação da personalidade
2.2. Inventários e questionários
2.3. Técnicas projectivas
3. Avaliação psicotécnica: competências, aptidões e habilidades
4. Avaliação em orientação vocacional
5. Avaliação neuropsicologica
6. Despiste psicopatologico
Bibliografia principal:
Goldstein, G. & Hersen, M. (Eds.) (2003). Handbook of psychological assessment (4th ed.). New York: Wiley.
Gonçalves, M., Simões, M., Almeida, L. & Machado, C. (2003) (Coords.). Avaliação psicológica:
Instrumentos validados para a população portuguesa (VolI e II). Coimbra: Quarteto.
Groth-Marnat, G. (2009). Handbook of psychological assessment (5th ed.). New York: Wiley.
Machado, C., Gonçalves, M. M., Almeida, L., & Simões, M. R. (2011)(Coords.). Instrumentos e contextos de avaliação psicológica (Vol. I).
Coimbra: Almedina.
Simões, M. R., Machado, C., Gonçalves, M. M., & Almeida, L. (2007) (Coords.). Avaliação psicológica: Instrumentos validados para a
população portuguesa. (Vol.III). Coimbra: Quarteto.
Unidade curricular: Laboratório de Psicologia Experimental
Objectivos de aprendizagem da unidade curricular:
1. Conhecer a história e a investigação de ponta em psicologia experimental
2. Descrever e dominar as principais técnicas usadas em psicologia experimental
3. Desenvolver competências na utilização de equipamentos usados no estudo das bases biológicas do comportamento
4. Reconhecer a importância fundamental de seleccionar adequadamente as técnicas de avaliação em função do objectivo do estudo
5. Compreender a necessidade de recorrer a experimentação rigorosa
6. Interpretar com rigor e objectividade os resultados de investigação em psicologia experimental
7. Desenvolver competências ao nível da interpretação de dados e redacção de resultados em psicologia experimental.
Conteúdos programáticos:
1. Origem, história e tendências actuais em psicologia experimental
2. Estudos com animais
3. Técnicas de investigação: Métodos, aplicações e interpretação de resultados:
3.1. P sicofisiologia cardiovascular
3.2. Actividade Eletrodérmica
3.2. Electroencefalograma
3.6. Neuroimagem
3.4. P otenciais evocados
3.5. Electromiografia
4. Interpretação e redacção de resultados em psicologia experimental
Bibliografia principal:
Andreassi, J. (2009). P sychophysiology: Human behavior & physiological response (5th Ed.). New Jersey: Taylor & Francis.
Cacioppo, J., Tassinary, L., & Berntson, G. (2007). Handbook of psychophysiology (3rd Ed.). Cambridge University P ress.
Kantowitz, B., Roediger, H., & Elmes, D. (2009). Experimental psychology (9th Ed.). California: Waldsworth
Mandler, G. (2007). A history of modern experimental psychology. Cambridge: MIT Books
Myers, A., Hansen, C. (2012). Experimental psychology. California: Waldsworth
Stern, R., Ray, W., Quigley, K., (2001). P sychophysiological recording (2nd Ed.). Oxford: Oxford University P ress.
Unidade curricular: Projecto de Desenvolvimento Pessoal e Prof issional
Objectivos de aprendizagem da unidade curricular:
- P erceber-se a si próprio como sujeito histórico
- Adoptar uma atitude pró-activa e de apropriação dos rumos da própria vida, contextualizando-se nas suas dimensões histórica, sociopolítica e
psicológica
- P redispor-se para o autoconhecimento
- Disponibilizar-se para um exercício de identificação e avaliação de aspectos da própria personalidade especialmente relevantes para a vida
socioprofissional como futuro psicólogo
- Desenvolver atitudes compatíveis e propícias ao amadurecimento e à mudança
- Reconhecer e reflectir sobre as suas potencialidades e fragilidades, procurando formas de promover as primeiras e fortalecer as segundas
- Integrar as experiencias vividas ao longo do curso, sejam elas conceptuais, sejam exploratórias, com vista a construir uma avaliação reflectida
sobre o seu próprio desenvolvimento vocacional, integrado no seu desenvolvimento pessoal e social
- Construir um plano de auto desenvolvimento pessoal e profissional
Conteúdos programáticos:
História e sujeito histórico
a)A História enquanto construção humana colectiva contextualizada no tempo e no espaço
b)A construção histórica do homem e da sociedade humana
c)Eu enquanto sujeito histórico
d)Conceito de P lano de Vida
e)Conceito de meta. Metas e expectativas em relação à vida pessoal e profissional
f)A construção da linha do tempo
g)Abordagem psicológica e sociopolítica dos acontecimentos de vida
h)P rojecção no futuro: construção de metas de vida
Diagnóstico das competências pessoais e profissionais
a)Auto-retrato: real versus desejado
b)Acomodação e ousadia; concessões e avanços
c)Confronto com a heteropercepção
d)Conceptualização de competências
e)Confrontação com as matrizes de competências assumidas internacionalmente para o exercício profissional da P sicologia
Construção de plano de autodesenvolvimento pessoal e profissional
a)Analise SWOT pessoal e profissional
b)P lano de promoção dos pontos fortes e de fortalecimento dos pontos fracos, gerindo oportunidades e ameaças.
Bibliografia principal:
Booth, J.H. (2011). Only Pack What You Can Carry: My Path to Inner Strength, Confidence, and True Self-Knowledge. Washington: National
geographic.
Kenkel, M.B., P eterson, R. (2010). Competency-Based Education for P rofessional Psychology. Chicago; American Psychological Association
(AP A).
Lasley, M., Kellogg, V., Michaels, R., Brown, S. (2011). Coaching for Transformation: Pathways to Ignite P ersonal & Social. Change London:
Discover P ress.
P orter, J. (2011). How to perform your own SWOT analysis (Entrepreneurs Brief Guide). London: Amazon Digital Services, Inc.
Weiten, W., Dunn, D. Hammer, E. (2011). P sychology Applied to Modern Life: Adjustment in the 21st Century New Jersey: Wadsworth
P ublishing.
Unidade curricular: Psicologia do Desenvolvimento da Inf ância e Adolescência
Objectivos de aprendizagem da unidade curricular:
A unidade curricular de Psicologia de Desenvolvimento na Infância e Adolescência pretende abordar o desenvolvimento humano ao longo do
ciclo vital, em particular ao desenvolvimento infantil e do adolescente. Os objectivos de aprendizagem desta unidade curricular são:
a)Distinguir as diferentes fases do desenvolvimento e respectivas tarefas desenvolvimentais na infância e na adolescência;
b) Integrar fundamentos conceptuais da psicologia do desenvolvimento do bebé, da criança e do adolescente, aplicados a prática profissional nos
diversos contextos de intervenção psicológica;
c) Compreender e conceptualizar o desenvolvimento humano como processo histórico-social, que se inicia na gestação e termina com a morte;
d) Reconhecer as diferentes concepções teóricas de base psicológica que impactam na avaliação desenvolvimental do bebé, da criança e do
adolescente;
e) Deter competências de avaliação do desenvolvimento bebé, da criança e do adolescente.
Conteúdos programáticos:
1.P sicologia do Desenvolvimento:
a. Conceitos fundamentais em P sicologia do Desenvolvimento
conceito e processos de desenvolvimento: correntes maturacionista, ambientalista, epigenética e evolucionária.
c. Continuidades e rupturas dos processos desenvolvimentais.
2. P sicologia da Infância
2.1. O conceito de infância na perspectiva antropológica, sociocultural e psicológica.
2.2. Abordagem conceptual da P sicologia da Infância:
a. Desenvolvimento perceptivo e motor
b.Desenvolvimento cognitivo
c.Desenvolvimento socio-emocional
3. P sicologia da Adolescência
3.1. O conceito de adolescência na perspectiva antropológica, sociocultural e psicológica.
3. 2. Abordagem conceptual da P sicologia da Infância:
a. Desenvolvimento físico: as mudanças pubertárias
b. Desenvolvimento intelectual e cognitivo
c. Desenvolvimento do self e da identidade
d. Desenvolvimento social e interpessoal
e. Desenvolvimento moral
4 O processo de observação do desenvolvimento: estratégias e processos
Bibliografia principal:
Bornstein, M., LambM. (2012). Developmental Science: An Advanced Textbook. New York: P sychology P ress.
Kail, R., Cavanaugh, J. (2008). Human Development: A Life-Span. New York: Worth publishers.
Miller, P . (2008). Theories of Developmental P sychology. New York: Worth publishers.
P iaget, J., Inhelder, B. (1993). A P sicologia da Criança. P orto: Edições Asa.
Shaffer, D., Kipp, K. (2009). Developmental P sychology: Childhood and Adolescence. Wadsworth: Cengage Learning.
Sprinthall, N., Sprinthall, R. (1993). P sicologia Educacional: uma abordagem desenvolvimentista. Lisboa: Mcgraw-Hill.
Unidade curricular: Inglês I e Inglês II
Objectivos de aprendizagem da unidade curricular:
As unidades curriculares visa que os estudantes desenvolvam a sua competência linguística de forma a serem capazes de comunicar oralmente,
ler, compreender e redigir documentos/textos elementares sobre temáticas relativas à disciplina de psicologia, nesta língua, com eficácia
Conteúdos programáticos:
Os conteúdos programáticos compreendem três componentes: a leitura, análise e compreensão de textos básicos essenciais em psicologia; o
desenvolvimento da redacção escrita de sumários dos documentos lidos e de questionários comportamentais (e outros) e debates orais
elementares sobre os mesmos.
Todos os estudantes têm a oportunidade de realizar um placement test e, em função do nível que têm, seguir um plano de formação que lhe
permita alcançar, no mínimo, o nível B1.
Bibliografia principal:
-McCarthy, M, McCarten, J, Sandiford, H, Touchstone 2, 3, 4 Student’ s Book, Cambridge University P ress, 2012
-Audio Material from: www.cambridge.org/audio
-CUP LMS (Cambridge University P ress Learning Management System) at Cambridge.org (online).
-McCarthy, M, McCarten, J, Sandiford, H, Touchstone 2, 3, 4 Workbook 2, 3, 4, Cambridge University P ress, 2012
-Websites for psychology specific contents
-Handouts for psychology specific language development contents
Unidade curricular: G estão de Projectos
Objectivos de aprendizagem da unidade curricular:
- Introduzir os princípios e práticas da gestão de projectos.
- Aprender acerca dos estádios chave do ciclo de vida do projecto, indo desde o planeamento, orçamento, e análise do risco, passando pela
monitorização do projecto e a gestão da mudança até ao fecho do projecto e ao relatório final.
- P rovidenciar um trabalho de compreensão da unidade curricular de gestão de projectos no contexto da gestão de projectos de intervenção
psicológica
- Obter a compreensão e as competências relacionadas com o papel do gestor de projectos.
Conteúdos programáticos:
- Modelos de gestão de projectos.
- Gestão de projectos com o uso do MS P roject.
- Análise e gestão do risco.
- Gestão da qualidade total em projectos.
- Gestão de projectos envolvendo as diferentes actividades de uma intervenção psicológica.
-Trabalho em equipa. Compreender a conectividade entre as equipas e a organização. Desenvolver a auto-confiança e as competências de equipa.
Bibliografia principal:
TAVARES, Valadares, Advanced models for project management, Springer, 1998
DEMEULEMEESTER, Erik; HERROELEN, Willy, P roject Scheduling: A research handbook, Springer, 2002
VENKATARAMAN, Ray; P INTO, Jeffrey, Cost and value management in projects, Wiley, 2008
KIMBLER, D.L.; FERRELL, W.G., TQM-based project planning, Springer, 1996
Unidade curricular: Sistemas Inf ormáticos I
Objectivos de aprendizagem da unidade curricular:
• Conhecer e utilizar as principais funcionalidades do Microsoft Word.
• Saber elaborar e estruturar um texto simples ou complexo no Microsoft Word.
• Conhecer e utilizar as principais funcionalidades do Microsoft P owerP oint.
• Saber realizar apresentações, recorrendo para tal a animações e multimédia.
• Contribuir para a realização de projectos do grupo de trabalho.
Conteúdos programáticos
1. P rocessador de Texto
1.1-Manipulação Avançada de Ficheiros
- Criação de documentos principais (Formatações básicas e avançadas)
- Numeração e destacamento de assuntos
- Inserção de ficheiros
- P rotecção de documentos com palavra passe
- Utilização e criação de modelos personalizados
1.2.- Manipulação de Documentos Longos
- Criação de índices (conteúdos; remissivo; tabelas; figuras e quadros)
- Anotações, Notas de fim, notas de rodapé, marcadores
- Inserção e imagens; tabelas e gráficos
- Utilização dos dicionários
- Utilização de referências cruzadas
- Formulários
- Revisão de documentos (Track Changes)
- Impressão em série - Mail Merge (Cartas, Envelopes, Etiquetas e mails) - Uso de listas de destinatários provenientes do WORD ou EXCEL na
produção de mailings.
Unidade 2. Apresentações Multimédia
Configuração do P owerpoint 2010
Gestão de ficheiros
Estruturar uma apresentação
Introdução e formatação de texto nos diapositivos
Inserção e formatação de objectos de desenho
Inserção de Objectos OLE
Ligações e hiperligações
Transição e efeitos
Modos de visualização
Modelos globais
Apresentações Interactivas
Bibliografia principal:
SOUSA, SÉRGIO e SOUSA, MARIA JOSÉ (2011), Microsoft Office 2010- P ara Todos Nós, Lisboa, FCA - Editora Informática.
JESUS, CARLA e MARQUES, P AULO CAP ELA (2009), Fundamental do Windows 7 - 1ª edição, Lisboa, FCA Editora Informática.
VAZ, ISABEL (2012), Domine a 110% Word 2010, Lisboa, FCA - Editora Informática.
ALVES, JOAQUIM A. (2011), WORD 2010 - Guia de Consulta Rápida, Lisboa, FCA - Editora Informática.
COSTA, NUNO e MARQUES, P AULO CAP ELA (2011), Fundamental do Word 2010, Lisboa, FCA - Editora Informática.
CAROCINHO, NUNO e SOUSA, MARIA JOSÉ (2011), Fundamental do P owerP oint 2010, Lisboa, FCA - Editora Informática.
Unidade curricular: Sistemas Inf ormáticos II
Objectivos de aprendizagem da unidade curricular:
• Conhecer as principais aplicações empresariais.
• Estar apto a trabalhar o programa de correio electrónico, MS Outlook, e a utilizar a Internet no dia-a-dia como uma ferramenta de trabalho
valiosa.
• Conhecer e utilizar as principais funcionalidades do Microsoft Excel.
• Tratar dados numa folha de cálculo.
• Contribuir para a realização de projectos em grupo, aplicando as normas científicas.
Conteúdos programáticos:
1. Internet e Correio electrónico
• Internet
• Utilizar o Outlook para comunicar
• Usar os contactos
• Utilizar o calendário do Outlook
Unidade 2. Folha de Calculo
• Descrição do ambiente da aplicação
• Trabalhar na Folha de cálculo
• Construir expressões de cálculo
• Formatação das células
• Operações com Folhas
• Impressão
• Criação de gráficos
• Validação de dados
Bibliografia principal:
SOUSA, Sérgio e SOUSA, Maria José (2011), Microsoft Office 2010- P ara Todos Nós, Lisboa, FCA - Editora Informática.
VAZ, Isabel (2012), Domine a 110% Word 2010, Lisboa, FCA - Editora Informática.
SOUSA, Maria José e CAROCINHO, Nuno (2011), Fundamental do P owerP oint 2010, Lisboa, FCA - Editora Informática.
SOUSA, Maria José (2011), Domine a 110% Excel 2010, Lisboa, FCA - Editora Informática.
MARQUES, P aulo Capela e COSTA, Nuno (2011), Fundamental do Outlook 2010, Lisboa, FCA - Editora Informática.
Anexo 5 - Curriculum Vitae Prof . Doutor Miguel Ramos
Formação académica relevante
•
2010; Doutor; Psicologia Social; University of St. Andrews (UK)
•
2005; Mestre; Métodos de Pesquisa em P sicologia; University of Exeter (UK)
•
2002; Licenciado; Psicologia; ISP A
Experiência prof issional relevante
•
ESRC P ost Doctoral Fellowship (P TA-026-27-2092; £72 796 total costs)
•
Referee: British Journal of Social P sychology (BD: ISI), European Journal of Social P sychology (BD: ISI), Economic and Social Research
Council (ESRC P eer Review College, UK)
•
•
P rofessor Assistente na University of St. Andrews.
Membro: Society for P ersonality and Social P sychology; Society for the P sychological Study of Social Issues; Association for
P sychological Science; European Association of Social P sychology
Publicações científicas relevantes
•
Ramos, M. R., Jetten, J., Zhang, A., Badea, C., Iyer, A., Cui, L., & Zhang, Y. (2013). Minority goals for interaction with the majority:
Seeking distance from the majority and the effect of rejection on identification. European Journal of Social Psychology, 43, 72 BD: ISI
•
Correia, I., Alves, H., Sutton, R., Ramos, M. R., Gouveia-Pereira, M., & Vala, J. (2012). When do people derogate or psychologically
distance from victims? Belief in a just world and ingroup identification. Personality and Individual Differences, 53, 747-752 BD: ISI
•
Ramos, M. R., Cassidy, C., Reicher, S., & Haslam, S. A. (2012). A longitudinal investigation of the rejection-identification hypothesis.
British Journal of Social Psychology, 51, 642–660. B D: ISI
•
Badea, C., Cassidy, C., Boza, M., & Ramos, M. R. (2011). War against smokers: The effects of smokers’ group identification. International
Review of Social P sychology, 24, 63-81.
•
Ramos, M. R. & Alves, H. (2011). P ortuguese adaptation of a multidimensional scale of identification. Psicologia, 2, 23-38.
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Novo ciclo de estudos