MINISTÉRIO DA JUSTIÇA CONSELHO ADMINISTRATIVO DE DEFESA ECONÔMICA RELATÓRIO DE GESTÃO DO EXERCÍCIO DE 2013 BRASÍLIA MARÇO/2014 MINISTÉRIO DA JUSTIÇA CONSELHO ADMINISTRATIVO DE DEFESA ECONÔMICA RELATÓRIO DE GESTÃO DO EXERCÍCIO DE 2013 Relatório de Gestão do exercício de 2013, apresentado aos órgãos de controle interno e externo como prestação de contas anual, a que esta Unidade está obrigada nos termos do art. 70 da Constituição Federal, elaborado de acordo com as disposições da Instrução Normativa TCU nº 63/2010, da Decisão Normativa TCU nº 127/2013 e da Portaria TCU nº 175/2013, e das orientações do órgão de controle interno contidas na Portaria CGU/PR nº 133/2013, que aprova a Norma de Execução nº 1/2013. BRASÍLIA MARÇO/2014 SUMÁRIO 1. INTRODUÇÃO ........................................................................................................................13 2. IDENTIFICAÇÃO E ATRIBUTOS DA UNIDADE ...............................................................16 2.1. Identificação da unidade jurisdicionada ...................................................................................16 2.2. Finalidade e competências institucionais da unidade ...............................................................16 2.3. Organograma funcional ............................................................................................................17 2.4. Macroprocessos finalísticos ......................................................................................................27 2.5. Macroprocessos de apoio ..........................................................................................................28 2.6. Principais parceiros ...................................................................................................................29 3. PLANEJAMENTO DA UNIDADE E RESULTADOS ALCANÇADOS ..............................31 3.1. Planejamento da unidade ..........................................................................................................31 3.1.1. Informações sobre o Planejamento Estratégico do Cade..........................................................31 3.1.2. Vinculação do plano estratégico com as competências do Cade .............................................33 3.1.3. Vinculação do plano estratégico com o Plano Plurianual ........................................................33 3.1.4. Principais objetivos estratégicos da unidade e as estratégias adotadas para sua realização.....34 3.1.5. Estratégias adotadas para o tratamento de riscos .....................................................................38 3.2. Programação orçamentária e financeira e resultados alcançados .............................................39 3.2.1. Objetivo ....................................................................................................................................39 3.2.2. Ações ........................................................................................................................................51 3.3. Informações sobre outros resultados da gestão .........................................................................58 3.3.1. Indicadores ...............................................................................................................................67 3.3.2. Desempenho alcançado no exercício de 2013 ........................................................................74 4. ESTRUTURA DE GOVERNANÇA E DE AUTOCONTROLE DA GESTÃO ...................113 4.1. Estrutura de governança..........................................................................................................113 4.2. Avaliação do funcionamento dos controles internos ..............................................................116 4.3. Sistema de Correição ..............................................................................................................118 4.4. Cumprimento pela instância de Correição da Portaria nº 1.043/2007 da CGU ......................118 4.5. Indicadores para monitoramento e avaliação do modelo de governança e efetividade dos controles internos ....................................................................................................................119 5. TÓPICOS ESPECIAIS DA EXECUÇÃO ORÇAMENTÁRIA E FINANCEIRA ................120 5.1. Execução das despesas............................................................................................................120 5.1.1. Programação ...........................................................................................................................120 5.1.2. Movimentação de créditos interna e externa ..........................................................................121 5.1.3. Realização da despesa ...........................................................................................................121 5.2. Movimentação e os saldos de restos a pagar de exercícios anteriores ....................................124 5.2.1. Análise crítica ........................................................................................................................125 5.3. Transferências de recursos ......................................................................................................125 5.3.1. Informações sobre a prestação de contas relativas aos convênios, termos de cooperação e contratos de repasse ...............................................................................................................126 5.3.2. Informações sobre a análise das prestações de contas de convênios e de contratos de repasse ..............................................................................................................................................126 5.3.3. Análise crítica ........................................................................................................................126 5.4. Suprimento de fundos .............................................................................................................127 5.4.1. Suprimento de fundos – despesas realizadas por meio da Conta Tipo “B” e por meio do Cartão de Crédito Corporativo ............................................................................................ .128 5.4.2. Suprimento de fundos – Cartão de Crédito Corporativo – CPGF .........................................128 5.4.3. Prestações de contas de Suprimento de Fundos .....................................................................128 5.4.4. Análise Crítica ........................................................................................................................128 6. GESTÃO DE PESSOAS, TERCEIRIZAÇÃO DE MÃO DE OBRA E CUSTOS RELACIONADOS .................................................................................................................130 6.1. Estrutura de pessoal da unidade ..............................................................................................130 3 6.1.1. Demonstração da força de trabalho à disposição da unidade jurisdicionada .........................130 6.1.2. Qualificação da força de trabalho ..........................................................................................131 6.1.3. Custos de pessoal da unidade jurisdicionada .........................................................................132 6.1.4. Composição do quadro de servidores inativos e pensionistas ...............................................133 6.1.5. Cadastramento no Sisac .........................................................................................................133 6.1.6. Acumulação indevida de cargos, funções e empregos públicos ............................................134 6.1.7. Providências adotadas nos casos de acumulação indevida de cargos, funções e empregos públicos ..................................................................................................................................135 6.1.8. Indicadores gerenciais sobre recursos humanos ....................................................................135 6.2. Terceirização de mão de obra empregada e contratação de estagiários..................................135 6.2.1. Informações sobre a contratação de serviços de limpeza, higiene e vigilância ostensiva pela unidade jurisdicionada ..........................................................................................................136 6.2.2. Informações sobre locação de mão de obra para atividades não abrangidas pelo plano de cargos do órgão ......................................................................................................................137 6.2.3. Análise crítica dos itens 6.2.1 e 6.2.2 ...................................................................................138 6.2.4. Composição do quadro de estagiários ...................................................................................139 7. GESTÃO DO PATRIMÔNIO MOBILIÁRIO E IMOBILIÁRIO .........................................140 7.1. Gestão da frota de veículos próprios e contratados de terceiros .............................................140 7.1.1. Gestão da frota de veículos próprios ......................................................................................140 7.1.2. Gestão da frota de veículos de terceiros ................................................................................140 7.2. Distribuição espacial dos bens imóveis locados de terceiros .................................................141 8. GESTÃO DA TECNOLOGIA DA INFORMAÇÃO E GESTÃO DO CONHECIMENTO 142 8.1. Gestão da Tecnologia da Informação (TI) ..............................................................................142 8.1.1. Análise Crítica ........................................................................................................................144 9. GESTÃO DO USO DOS RECURSOS RENOVÁVEIS E SUSTENTABILIDADE AMBIENTAL .........................................................................................................................146 9.1. Gestão ambiental e licitações sustentáveis .............................................................................146 9.2. Política de separação de resíduos recicláveis descartados ......................................................148 9.3. Consumo de papel, energia elétrica e água .............................................................................148 10. CONFORMIDADE E TRATAMENTO DE DISPOSIÇÕES LEGAIS E NORMATIVAS .149 10.1. Tratamento de recomendações do OCI ...................................................................................149 10.1.1. Recomendações do OCI pendentes de atendimento ao final do exercício .........................149 10.2. Informações sobre a atuação da unidade de Auditoria Interna ...............................................153 10.3. Declaração de Bens e Rendas estabelecida na Lei n° 8.730/93 ..............................................160 10.3.1. Situação do cumprimento das obrigações impostas pela Lei 8.730/93 ...............................160 10.3.2. Situação do cumprimento das obrigações ............................................................................160 10.4. Alimentação Siasg e Siconv ...................................................................................................160 11. RELACIONAMENTO COM A SOCIEDADE .....................................................................161 11.1. Serviço de Atendimento ao Cidadão – SIC ............................................................................161 11.2. Ouvidoria ................................................................................................................................163 12. INFORMAÇÕES CONTÁBEIS ............................................................................................165 12.1. Medidas adotadas para adoção de critérios e procedimentos estabelecidos pelas normas brasileiras de Contabilidade aplicadas ao Setor Público ........................................................165 12.1.1. Depreciação, Amortização, Exaustão e Mensuração de Ativos e Passivos .........................165 12.2. Declaração do Contador atestando a conformidade das demonstrações contábeis ................166 13. OUTRAS INFORMAÇÕES SOBRE A GESTÃO ................................................................167 14. CONTRATAÇÕES DE CONSULTORES NA MODALIDADE “PRODUTO” NO ÂMBITO DOS PROJETOS DE COOPERAÇÃO TÉCNICA COM ORGANISMOS INTERNACIONAIS ...............................................................................................................169 14.1. Contratação de consultores na modalidade “produto” ............................................................169 14.2. Análise critica .........................................................................................................................171 4 15. 16. 16.1. 16.2. 17. 17.1. 17.2. 17.3. 17.4. 17.5. 17.6. 17.7. 17.8. GESTÃO DAS ATIVIDADES RELACIONADAS À ARRECADAÇÃO DAS MULTAS APLICADAS, BEM COMO AO REGISTRO DOS INADIMPLENTES NO CADASTRO INFORMATIVO DE CRÉDITOS NÃO QUITADOS DO SETOR PÚBLICO FEDERAL – CADIN E NA DÍVIDA ATIVA .............................................................................................173 RESULTADOS E CONCLUSÕES ........................................................................................180 Atuação frente aos objetivos estratégicos traçados para o exercício de 2013 ........................180 Principais medidas que deverão ser adotadas nos exercícios seguintes para mitigar os desvios dos objetivos traçados para o exercício de 2013.....................................................................184 ANEXOS ................................................................................................................................189 Declaração de Inserção e Atualização de Dados no SIASG ...................................................189 Declaração de Inserção e Atualização de Dados no SICONV ...............................................190 Declaração do Contador atestando as demonstrações contábeis ............................................191 Atos de Concentração aprovados com restrição pelo Plenário do Cade em 2013 ..................192 Atos de Concentração jugados por setores de Atividades – CNAE .......................................194 Casos impugnados, avocados pelo Tribunal ou consumados antes da apreciação pelo Cade 196 Outros procedimentos .............................................................................................................197 Plano de Gestão de Logística Sustentável ............................................................................ 199 5 LISTA DE ABREVIAÇÕES E SIGLAS ABA – American Bar Assossiation ABAV-RJ – Agências de Viagens do Rio de Janeiro ABC/MRE – Agência Brasileira de Cooperação do Ministério das Relações Exteriores AC – Atos de Concentração ACC – Acordos em Controle de Concentrações ACPC – Annual Conference Planning Committee ACT – Acordo de Cooperação Técnica AGU – Advocacia Geral da União Ajufe – Associação dos Juízes Federais do Brasil AM – Amazonas ANP – Agência Nacional do Petróleo, Gás Natural e Biocombustível ANS – Agência Nacional de Saúde Complementar Anvisa – Agencia Nacional de Vigilância Sanitária AP – Averiguação Preliminar APDC - Associação dos Produtores de Derivados de Calcário AS – Solicitações de Auditoria ASI – Sistema de Patrimônio do Cade Asscom – Assessoria de Comunicação Social Assint – Assessoria Internacional Assplan – Assessoria de Planejamento e Projetos Audit – Auditoria Interna AVA – Ambiente Virtual de Aprendizagem BNDES – Banco Nacional de Desenvolvimento Econômico e Social BPMN – Business Process Modeling Notation BRF – Brasil Foods S.A BS – Boletim de Serviço BSC – Balanced Scorecard Cade – Conselho Administrativo de Defesa Econômica Cadin – Créditos não Quitados do Setor Público Federal Capes – Coordenação de Aperfeiçoamento de Pessoal de Nível Superior Cedes – Centro de Estudos de Direito Econômico e Social CENTCOOP/DF - Central de Cooperativas de Materiais Recicláveis do Distrito Federal Ceti – Comitê Estratégico de Tecnologia da Informação CFDD – Conselho Federal Gestor do Fundo de Direitos Difusos CGAA – Coordenação-Geral de Análise Antitruste CGCJ – Coordenação-Geral do Contencioso Judicial CGEP – Coordenação-Geral de Estudos e Pareceres CGESP – Coordenação-Geral de Gestão de Pessoas CGESP/DA – Coordenação-Geral de Gestão de Pessoas/ Diretoria Administrativa CGMA – Coordenação-Geral de Matéria Administrativa CGP – Coordenação Geral Processual CGTI – Coordenação-Geral de Tecnologia da Informação CGU – Controladoria Geral da União CGU-PAD – Sistema eletrônico de acompanhamento de Processo Administrativo Disciplinar da Controladoria-Geral da União CNAE – Classificação Nacional de Atividades Econômicas Conab – Companhia Nacional de Abastecimento Contran – Conselho Nacional de Trânsito CPGF – Cartão de Credito Corporativo 6 CRC – Centro Regional da Concorrência DA – Diretoria Administrativa DAS – Cargo de Direção e Assessoramento Superior DBR – Declarações de Bens e Rendas DCONT – Divisão de Contabilidade do Cade DEE – Departamento de Estudos Econômicos DF – Distrito Federal DIOF – Divisão de Orçamento e Finanças DIPROG/SE/MJ – Diretoria de Programa da Secretaria de DLC – Divisão de Licitação e Contratos DLOG – Divisão de Logística do Cade DN – Decisão Normativa DOU – Diário Oficial da União DPF/MJ – Departamento de Polícia Federal do Ministério da Justiça DPRF/MJ – Departamento de Polícia Rodoviária Federal do Ministério da Justiça DRCI/MJ – Departamento de Recuperação de Ativos e Cooperação Internacional do Ministério da Justiça EAD – Ensino à Distância Ecad – Condenação do Escritório Central de Arrecadação e Distribuição ED-AC – Embargos de Declaração em Ato de Concentração ED-AI – Embargos de Declaração em Auto de Infração ED-MC – Embargos de Declaração em Medida Cautelar ED-PA – Embargos de Declaração em Processo Administrativo EGTI – Estratégia Geral de Tecnologia da Informação ENACC – Estratégia Nacional de Combate a Cartéis ENAP – Escola Nacional de Administração Pública Enccla – Estratégia Nacional de Combate à Corrupção e Lavagem de Dinheiro ENDEC – Escola Nacional de Defesa da Concorrência EPPGG – Especialista em Políticas Públicas e Gestão Governamental E-SIC – Sistema que permite a pessoa física ou Jurídica encaminhar pedidos de acesso à informação para órgãos e entidades do Poder Executivo Federal FDD – Fundo de Direitos Difusos GCR – Global Competition Review GEAP – Fundação de Seguridade Social Geplanes – Sistema para gerenciamento do Planejamento Estratégico e Plano Diretor de Tecnologia da Informação GEPnet – Sistema Gestor de Escritório de Projetos GT – Grupo de Trabalho IA – Inquéritos Administrativos IBGE – Instituto Brasileiro de Geografia e Estatística IBRAC – Instituto Brasileiro de Estudos de Concorrência Consumo e Comércio ICN – International Competition Network IRPF – Declaração de Bens e Renda LAI – Lei de Acesso á Informação LOA – Lei Orçamentária Anual MERCOSUL – Mercado Comum do Sul MJ – Ministério da Justiça MPF – Ministério Público Federal MPOG – Ministério do Planejamento, Orçamento e Gestão MRE – Ministério das Relações Exteriores NBC – Normas Brasileiras de Contabilidade 7 OCDE – Organização para a Cooperação e Desenvolvimento Econômico OCI – Órgão de Controle Interno PA – Processo Administrativo PAD – Processo Administrativo Disciplinar PAINT – Plano Anual de Atividades de Auditoria Interna PCDP – Propostas de Concessão de Diárias e Passagens PDTI – Plano Diretor de Tecnologia da Informação e Comunicação PEEH – Plano de Eficiência Enérgica e Hídrica PES – Projeto Esplanada Sustentável PFE/Cade – Procuradoria Federal Especializada junto ao Cade PGF – Procuradoria Geral Federal PGPE – Plano Geral de Cargos do Poder Executivo PI – Piauí PinCade – Programa de Intercâmbio do Cade PLOA – Projeto de Lei Orçamentária Anual Pnud – Programa das Nações Unidas para o Desenvolvimento PP – Procedimentos Preparatórios PPA – Plano Plurianual PR – Paraná PR – Procedimentos Administrativos PRODOC – Projeto de Cooperação Internacional PRO-REG – Programa de Fortalecimento da Capacidade Institucional para Gestão em Regulação QDD – Quadro de Detalhamento de Despesa RA – Relatório de Auditoria RAINT – Relatório Anual de Atividades de Auditoria Interna RDC – Revista de Defesa da Concorrência RICADE – Regimento Interno do Cade RMB – Relatório de Movimentação de Bens Móveis RP – Restos a pagar RS – Rio Grande do Sul SAP – Sistema de Andamento Processual SBDC – Sistema Brasileiro de Defesa da Concorrência SCD – Setor de Cumprimento de Decisões SCDP – Sistema de Concessão de Diárias e Passagens SCPM – Superintendencia de Control del Poder de Mercado do Equador SDE/MJ – Secretaria de Direito Econômico do Ministério da Justiça SEAE/MF – Secretaria de Acompanhamento Econômico do Ministério da Fazenda SENACON/MJ – Secretaria Nacional do Consumidor do Ministério da Justiça SEPN – Setor de Edifícios de Utilidade Pública Norte SF – Suprimento de Fundos SG – Superintendência-Geral SIAFI – Sistema Integrado de Administração Financeira SIAPE – Sistema Integrado de Administração de Recursos Humanos SIASG – Sistema Integrado de Administração de Serviços Gerais SIAUDI – Sistema de Auditoria Interna SIC – Serviço de Informação ao Cidadão SICAU/AGU – Sistema Integrado de Controle das Ações da União SIC-Cade – Serviço de Informação ao Cidadão SICOF – Sistema de Controle de Ofícios SICONV – Sistema de Gestão de Convênios e Contratos de Repasse SIG/UFRN – Sistema Integrado de Gestão da Universidade do Rio Grande do Norte 8 SIGAP – Sistema de Informações Gerenciais de Acompanhamento de Projetos SIGEPE – Sistema de Gestão de Pessoas SINDSEG/PR – Sindicato das Empresas de Seguros Privados e de Capitalização no Estado do Paraná SINDSEG/SP – Sindicato das Empresas de Seguros Privados e de Capitalização no Estado de São Paulo SIOP – Sistema Integrado de Planejamento e Orçamento SIORG – Sistema de Informações Gerenciais e de Planejamento da Administração Pública Federal SIPAC – Sistema integrado de Patrimônio SIPROCFC/MG – Sindicato dos Proprietários de Centros de Formação de Condutores de Minas Gerais SISAC – Sistema de Controle da Ação de Sistemas de Comunicação SISAPA – Sistema de Acompanhamento Processual da Procuradoria SISBANCEN – Conjunto de recursos de tecnologia da informação interligados em rede e utilizado pelo Banco Central SISCade – Sistema de Andamento Processual SISCONV – Sistema de Convênios de Repasse SISCOP – Sistema de Pedido de Cópia SISG – Serviços Gerais SISP – Sistema de Administração dos Recursos de Tecnologia da Informação SLTI – Secretaria de Logística e Tecnologia da Informação SLTI/MPOG – Secretaria de Logística e Tecnologia da Informação do Ministério do Planejamento, Orçamento e Gestão SNDC – Sistema Nacional de Defesa do Consumidor SNJ/ MJ – Secretaria Nacional de Justiça do Ministério da Justiça SP – São Paulo SRP – Sistema de Registro de Preços TCC – Termo de Compromisso de Cessação de Conduta TCD – Termo de Compromisso de Desempenho TCE – Tomada de Contas Especial TCJ – Termo de Conciliação Judicial TCU – Tribunal de Contas da União TI – Tecnologia da Informação Tribunal – Tribunal Administrativo de Defesa Econômica UFRN – Universidade Federal do Rio Grande do Norte UG – Unidade Gestora UJ – Unidade Jurisdicionada UO – Unidade Orçamentária 9 LISTA DE FIGURAS, GRÁFICOS, QUADROS E TABELAS Quadro 2.1 – Identificação da UJ – Relatório de Gestão Individual..................................................16 Figura 1 – Organograma do Cade ......................................................................................................17 Figura 2 – Organograma da Presidência ............................................................................................18 Figura 3 – Organograma da Diretoria Administrativa .......................................................................19 Figura 4 – Organograma da Procuradoria Federal Especializada junto ao Cade – PFE/Cade ...........20 Figura 5 – Organograma do Departamento de Estudos Econômicos .................................................21 Figura 6 – Organograma da Superintendência-Geral do Cade ...........................................................22 Figura 7 – Organograma do Tribunal Administrativo de Defesa Econômica ....................................25 Figura 8 – Macroprocessos Finalísticos do Cade ...............................................................................27 Figura 9 – Macroprocessos de Apoio do Cade ...................................................................................28 Figura 10 – Mapa Estratégico do Cade ............................................................................................31 Figura 11 – Versões em Português e Inglês do Plano Estratégico do Cade ....................................32 Figura 12 –Perspectiva resultados – Objetivos Estratégicos ............................................................35 Figura 13 – Perspectiva Clientes – Objetivos Estratégicos ..............................................................36 Figura 14 – Perspectiva Processos Internos – Objetivos Estratégicos .............................................37 Figura 15 – Perspectiva Processos Internos – Objetivos Estratégicos .............................................38 Quadro 3.2.1 – Objetivo .....................................................................................................................39 Figura 16 – Edições da Revista de Defesa da Concorrência publicadas em 2013 ...........................45 Figura 17 – Tela do novo site do PinCade .......................................................................................46 Figura 18 – Folder de divulgação do Seminário “Fronteiras da Defesa da Concorrência” .............46 Figura 19 – Livro Defesa da Concorrência no Brasil: 50 anos. .......................................................47 Figura 20 – Boletim do Cade, 1ª edição ...........................................................................................48 Quadro 3.2.2.1 – Ações – OFSS ........................................................................................................51 Quadro 3.2.2.2 – Ações Não Previstas LOA 2013 – Restos a Pagar - OFSS ....................................52 Figura 21 – Informativo sobre o seminário internacional “A Defesa da Concorrência e o Poder Judiciário” ..................................................................................................................................62 Figura 22 – Audiência Pública sobre os impactos concorrenciais da importação de pré-forma de garrafas PET ...............................................................................................................................63 Figura 23 – Tela do hotsite do projeto Cade Sustentável .................................................................64 Figura 24 – Peças da campanha de sustentabilidade ........................................................................64 Figura 25 – Fotografias do lançamento da campanha de sustentabilidade ......................................65 Figura 26 – Logomarca do 1º Circuito Saúde & Bem-Estar ...........................................................65 Figura 27 – Ranking da revista Global Competition Review ..........................................................66 Figura 28 – Resultado da 18ª edição do Concurso de Inovação da Enap ........................................67 Tabela 1 – Indicadores finalísticos elaborados e acompanhados pela Coordenação Geral Processual – CGP .......................................................................................68 Tabela 2 – Indicadores operacionais e finalísticos, elaborados e acompanhados pela Procuradoria Federal Especializada junto ao Cade – PFE/Cade .....................................................................70 Gráfico 1 – Indicador programático do Plano Plurianual Mais Brasil (PPA 2012-2015)..................74 Gráfico 2 – Processos julgados pelo Cade em 2013 ..........................................................................75 Gráfico 3 – Processos julgados em 2013, por sessão .........................................................................76 Gráfico 4 – Conhecimento de Atos de Concentração em 2013 .........................................................76 Gráfico 5 – Conhecimento de Atos de Concentração em 2013 - Unanimidade x Maioria ................77 Gráfico 6 – Tempestividade de Atos de Concentração apresentados em 2013 .................................78 Tabela 3 – Casos em que houve aplicação de multa por intempestividade .......................................78 Gráfico 7 – Julgamento de atos de concentração – tipo de rito..........................................................79 Gráfico 8 – Histograma de atos de concentração sumários ...............................................................80 Gráfico 9 – Histograma de atos de concentração ordinários ..............................................................80 Gráfico 10 – Julgamento de atos de concentração – por tipo de decisão ...........................................81 10 Gráfico 11 – Julgamento de mérito de atos de concentração – unanimidade x maioria ....................82 Gráfico 12 – Balanço de atos de concentração julgados e distribuídos, com tempo médio ..............82 Gráfico 13 – Histórico de atos de concentração julgados, por tipo de decisão ..................................83 Gráfico 14 – Tipos de Decisões em Processos Administrativos .......................................................84 Tabela 4 – Tipos de Decisões em Processos Administrativos ...........................................................84 Tabela 5 - Processos Administrativos por setor e tipo de conduta .....................................................85 Gráfico 15 - Histograma de decisões em Processos Administrativos ................................................86 Gráfico 16 – Balanço de Processos Administrativos Julgados e Distribuídos, com tempo médio no Cade .........................................................................................................................................86 Tabela 6 - Tipos de Decisão em Averiguações Preliminares .............................................................87 Tabela 7 – Averiguações Preliminares por sub-setor de atividade ....................................................88 Gráfico 17 – Histograma de Averiguações Preliminares ...................................................................88 Gráfico 18 – Balanço das Averiguações Preliminares julgadas e distribuídas desde o ano 2001 .....89 Tabela 8 – Tipos de Decisão em Embargos de Declaração ...............................................................89 Gráfico 19 – Outros procedimentos em 2013 ....................................................................................90 Gráfico 20 – Processos julgados em 2013, por Conselheiro ..............................................................91 Tabela 9 – Decisões homologadas por despacho ...............................................................................91 Gráfico 21 – Processos julgados pela Superintendência-Geral em 2013 ...........................................92 Gráfico 22 – Julgamento de atos de concentração pela Superintendência-Geral – tipo de rito .........92 Gráfico 23 – Decisões em atos de concentração pela Superintendência-Geral .................................93 Gráfico 24 – Balanço de atos de concentração julgados e distribuídos, com tempo médio ..............94 Gráfico 25 – Balanço de Processos Administrativos Decididos e Instaurados ..................................94 Gráfico 26 – Tipos de Decisões em Processos Administrativos ........................................................95 Gráfico 27 – Outros Procedimentos na SG ........................................................................................95 Gráfico 28 – Pareceres e notas que foram emitidos pela PFE/Cade nos últimos anos ......................96 Gráfico 29 – Pareceres proferidos pela Coordenação de Estudos e Pareceres e Setor de Cumprimento de Decisões ........................................................................................97 Gráfico 30 – Pareceres proferidos sobre Atos de Concentração ........................................................97 Gráfico 31 –Pareceres proferidos sobre Processos Administrativos de Apuração de Infrações à Ordem Econômica ..............................................................................................97 Gráfico 32 – Pareceres proferidos em Averiguações Preliminares ....................................................98 Gráfico 33 – Classificação dos Pareceres por Espécie de Processo Administrativo .........................98 Gráfico 34 – Percentual dos Pareceres por Espécie de Processo Administrativo ..............................99 Gráfico 35 – Classificação dos pareceres por Espécie de Processo Administrativo ........................101 Gráfico 36 – Quantidade de pareceres emitidos no âmbito do SCD ................................................102 Gráfico 37 – Percentual de pareceres emitidos por espécie, no âmbito do SCD .............................102 Gráfico 38 – Quantidade de pareceres emitidos por tema, no âmbito do SCD ................................103 Gráfico 39 – Percentual arrecadado por tipo de procedimento – em 2011, 2012 e 2013 ................104 Gráfico 40 – Montante arrecadado por ano ......................................................................................105 Gráfico 41 – Manifestações jurídicas em processos administrativos - Atividades-meio (2013) .....106 Gráfico 42 – Manifestações jurídicas em processos administrativos - Atividades-meio (2012) .....107 Gráfico 43 – Manifestações jurídicas em processos administrativos - Atividades-meio (2011) .....107 Gráfico 44 – Evolução das manifestações jurídicas - Atividade-Meio ............................................108 Gráfico 45 – Classificação dos Pareceres por Assunto – Atividades-Meio (2013) .........................109 Gráfico 46 – Classificação dos Pareceres por Assunto – Atividades-Meio (2012) .........................109 Gráfico 47 – Classificação dos Pareceres por Assunto – Atividades-Meio (2011) .........................110 Gráfico 48 – Quantitativo de ações propostas contra o Cade ..........................................................110 Gráfico 49 –Quantitativo de petições protocoladas junto ao Cade ..................................................111 Gráfico 50 – Proporção de acórdãos, sentenças e decisões favoráveis e desfavoráveis ao Cade em 2013 .......................................................................................................................................112 Gráfico 51 – Total de Decisões Proferidas.......................................................................................112 11 Quadro 4.2 – Avaliação do Sistema de Controles Internos da UJ ...................................................116 Figura 29 – Relatório de procedimentos emitido pelo CGU-PAD ................................................119 Quadro 5.1.1 – Programação de Despesas .......................................................................................120 Quadro 5.1.2.1 – Movimentação Orçamentária Externa por Grupo de Despesa .............................121 Quadro 5.1.3.1.– Despesas por Modalidade de Contratação – Créditos Originários - Total ...........122 Quadro 5.1.3.2 – Despesas por Grupo e Elemento de Despesa – Créditos Originários - Total .......122 Quadro 5.1.3.3 – Despesas por Modalidade de Contratação – Créditos de Movimentação ............123 Quadro 5.1.3.4 – Despesas por Grupo e Elemento de Despesa – Créditos de Movimentação ........123 Quadro 5.2 – Restos a Pagar Inscritos em Exercícios Anteriores ....................................................124 Quadro 5.3.1 – Resumo da prestação de contas sobre transferências concedidas pela UJ na modalidade de convênio, termo de cooperação e de contratos de repasse ...............................126 Quadro 5.3.2 – Visão Geral da análise das prestações de contas de Convênios e Contratos de Repasse ....................................................................................................................................126 Tabela 10– Convênios Sub-rogados para o Cade.............................................................................127 Quadro 5.4.1 – Despesas Realizadas por meio da Conta Tipo “B” e por meio do Cartão de Crédito Corporativo (Série Histórica) ...................................................................................................128 Quadro 5.4.2 – Despesa Com Cartão de Crédito Corporativo por UG e por Portador ....................128 Quadro 5.4.3 – Prestações de Contas de Suprimento de Fundos (Conta Tipo “B” e CPGF) ..........128 Quadro 6.1.1.1 – Força de Trabalho da UJ – Situação apurada em 31/12 .......................................130 Quadro 6.1.1.2 – Situações que reduzem a força de trabalho da UJ ................................................130 Quadro 6.1.2.1 – Detalhamento da estrutura de cargos em comissão e funções gratificadas da UJ (Situação em 31 de dezembro) .................................................................................................131 Quadro 6.1.2.2 – Quantidade de servidores da UJ por faixa etária - Situação apurada em 31/12 ...131 Quadro 6.1.2.3 – Quantidade de servidores da UJ por nível de escolaridade ..................................132 Situação apurada em 31/12 ..............................................................................................................132 Quadro 6.1.3 – Quadro de custos de pessoal no exercício de referência e nos dois anteriores .......132 Quadro 6.1.4.1 – Composição do Quadro de Servidores Inativos ...................................................133 Quadro 6.1.5.1 – Atos Sujeitos ao Registro do TCU (Art. 3º da IN TCU 55/2007) ........................133 Quadro 6.1.5.2 – Atos Sujeitos à Comunicação ao TCU (Art. 3º da IN TCU 55/2007)..................134 Quadro 6.1.5.3 – Regularidade do cadastro dos atos no Sisac .........................................................134 Quadro 6.2.1 – Contratos de Prestação de Serviços de Limpeza e Higiene e Vigilância Ostensiva ............................................................................................................................................136 Quadro 6.2.2 – Contratos de prestação de serviços com locação de mão de obra ...........................137 Quadro 6.2.4 – Composição do Quadro de Estagiários ...................................................................139 Quadro 7.2 – Distribuição Espacial dos Bens Imóveis de Uso Especial Locados de Terceiros ......141 Quadro 8.1 – Gestão Da Tecnologia Da Informação Da Unidade Jurisdicionada ...........................142 Quadro 9.1 – Gestão Ambiental e Licitações Sustentáveis ..............................................................146 Quadro 9.3 – Consumo de Papel, Energia Elétrica e Água ..............................................................148 Quadro 10.1.1 – Situação das Recomendações do OCI que Permanecem Pendentes de Atendimento no Exercício..............................................................................................................................149 Tabela 11 – Relatórios de Auditoria ................................................................................................154 Tabela 12 – Restrições Contábeis ....................................................................................................157 Tabela 13 – Ocorrências Contábeis com Ressalvas ........................................................................157 Tabela 14 – Inconsistências em PCDP .............................................................................................158 Quadro 10.3.1 – Demonstrativo do cumprimento, por autoridades e servidores da UJ, da obrigação de entregar a DBR ....................................................................................................................160 Tabela 15 – Quantidade de pedidos recebidos por canal de atendimento ........................................161 Gráfico 52 – Quantidade de pedidos recebidos por canal de atendimento ......................................161 Tabela 16 – Prazo médio de atendimento, por canal de solicitação .................................................162 Tabela 17 – Tipos de pedidos recebidos ..........................................................................................162 Gráfico 53 – Tipos de pedidos recebidos .........................................................................................162 12 Tabela 18 – Quantidade de Demandas Recebidas pela Ouvidoria – janeiro a dezembro/2013 .......163 Gráfico 54 – Evolução das Demandas Recebidas pela Ouvidoria – janeiro a dezembro/2013 .......164 Tabela 19 – Taxas e prazos utilizados para cálculo depreciação bens patrimoniais ........................166 Quadro B.14.1 – Consultores Contratados na Modalidade “Produto” no Âmbito dos Projetos de Cooperação Técnica com Organismos Internacionais .............................................................169 Tabela 20 – Pendências de Inscrição no Cadin ................................................................................175 Tabela 21 – Multas Não Constituídas Definitivamente ...................................................................175 Tabela 22 – Arrecadação (Montante financeiro) ..............................................................................176 Tabela 23 – Arrecadação (quantidade de multas) ............................................................................177 Tabela 24 – Multas com Exigibilidade Suspensa por Decisão Judicial ...........................................177 Tabela 25 – Prazo de duração de processos com multas recolhidas nos anos de 2012 e 2013 ........178 Tabela 26 – Arrecadação em Relação às multas Aplicadas (Montante financeiro) .........................178 Tabela 27 – Arrecadação em Relação às multas Aplicadas (Quantidade de Multas) ......................179 Gráfico 55 – Radar do Balanced Scorecard .....................................................................................184 Tabela 28 – Alcance das Metas da Perspectiva Resultados .............................................................185 Tabela 29 – Alcance das Metas da Perspectiva Resultados .............................................................185 Tabela 30– Alcance das Metas da Perspectiva Processos Internos ..................................................186 Tabela 31 – Alcance das Metas da Perspectiva Pessoas e Infraestrutura .........................................186 Tabela 32 – Cronograma de Projetos Priorizados no Plano Estratégico Cade 2013-2016 ..............188 Quadro 10.5.1 – Declaração de inserção e atualização de dados no SIASG ...................................189 Quadro 10.5.2 – Declaração de inserção e atualização de dados no SICONV ................................190 Quadro 12.2 – Declaração do Contador atestando as demonstrações contábeis ..............................191 Tabela 33 – Atos de Concentração aprovados com restrição pelo Plenário do Cade ......................192 Tabela 34 – Atos de Concentração julgados por setores de Atividades ...........................................194 Tabela 35 – Casos impugnados, avocados pelo Tribunal ou consumados antes da apreciação pelo Cade .......................................................................................................................................196 Tabela 36 – Outros procedimentos...................................................................................................197 13 1. INTRODUÇÃO O Relatório de Gestão está estruturado conforme disposições da Instrução Normativa TCU nº 63/2010, da Decisão Normativa TCU nº 127/2013 e da Portaria TCU nº 175/2013, e demais orientações do órgão de controle interno contidas na Portaria CGU nº 133/2013, que aprova a Norma de Execução nº 1/2013. Os capítulos Demonstrativo Analítico das Despesas com Ações de Publicidade e Propaganda, Termos de Parceria Celebrados pela Unidade Jurisdicionada, e Avaliação sobre o Andamento dos Projetos e Programas Financiados com Recursos Externos, constantes do Anexo II da DN TCU nº 127/2013, apesar de se aplicarem à natureza jurídica da UJ, não estão presentes neste relatório porque não ocorreram no período. No início de cada capítulo, constam indicações para os casos de ausência de item previsto no mencionado normativo. Ao leitor do presente relatório, é preciso salientar que o ano de 2013 foi um ano de consolidação do novo Conselho Administrativo de Defesa Econômica – Cade, após a entrada em vigor, no dia 29 de maio de 2012, da nova Lei da Concorrência (Lei n. 12.529, de 30 de novembro de 2011), que trouxe mudanças significativas para a estrutura dos órgãos governamentais encarregados da defesa da concorrência no país. A nova Lei modernizou a atuação do Cade ao introduzir o regime de controle prévio de fusões e aquisições no Brasil e permitiu a expansão da política de combate a cartéis e outras condutas anticompetitivas. Durante o exercício, o Cade julgou 643 processos e realizou diversas ações que contribuíram para o fortalecimento da política de defesa da concorrência do país. Em sua atuação repressiva, foram julgados 77 processos de apuração de condutas anticompetitivas. Houve condenação em 22 casos e as multas aplicadas somam cerca de R$ 493 milhões. Ainda como parte do esforço no combate a condutas que possam prejudicar a concorrência nos mercados e os consumidores, o Cade celebrou 53 Termos de Compromisso de Cessação – TCCs. Esse tipo de acordo garante a cessação imediata da conduta potencialmente lesiva à concorrência e prevê ainda o recolhimento de contribuição pecuniária ao Fundo de Defesa de Direitos Difusos – FDD. Os valores recolhidos em razão dos acordos celebrados em 2013 somaram R$ 41,6 milhões. Tendo como prioridade o combate a cartéis, foram realizadas ainda duas operações de busca e apreensão relativas a investigações de condutas em setores fundamentais da economia (farinha de trigo e metrô). Foram as duas maiores operações do tipo já registradas na história do antitruste brasileiro, atingindo 29 locais distribuídos em seis Estados. Quanto à atuação preventiva, o Conselho analisou 447 Atos de Concentração – AC (como operações de fusão e aquisição de empresas) entre operações aprovadas sem restrições (387), aprovadas com restrições (47) e reprovadas (3). Em sua atuação educativa, o Cade promoveu diversas ações para difusão da cultura da concorrência. Dentre elas, destacam-se: - A reativação do Programa de Intercâmbio do Cade – PinCade, voltado para estudantes de graduação e pós-graduação de todo o país com o objetivo de promover a cooperação científica e estimular discussões e estudos acadêmicos sobre o tema; - A realização da primeira edição do PinCade Internacional, voltada para servidores de agências antitruste de outras jurisdições com o foco de ampliar a cooperação internacional e a troca de experiências; - O lançamento do Boletim do Cade, contendo as principais ações realizadas pela autarquia e os números referentes aos atos processuais do período; 13 - A reedição da Revista de Defesa da Concorrência, com publicação eletrônica semestral; - O lançamento do livro “Defesa da concorrência no Brasil – 50 anos”, encerrando o calendário comemorativo pelo cinquentenário do Cade; - A realização do o seminário “Fronteiras da Defesa da Concorrência”, que abordou a relação da política antitruste com temas específicos como o desenvolvimento econômico, a política industrial, a política regulatória e o Poder Judiciário, também no bojo do projeto Cade 50 Anos; e - A realização do seminário internacional “A Defesa da Concorrência e o Poder Judiciário”, promovido pelo Cade, a Associação dos Juízes Federais do Brasil – Ajufe e o Centro de Estudos de Direito Econômico e Social – Cedes para debater temas relacionados ao Direito Concorrencial e à aplicação da Lei nº 12.529/11. Vale destacar ainda outras realizações do exercício que contribuíram para o desenvolvimento institucional do Cade: - A publicação do Plano Estratégico do Cade para o período de 2013 a 2016 na internet, com versões em português em inglês; - Revisão das normas relativas à celebração de compromissos de cessação de condutas com alteração do Regimento Interno do Cade – RICADE, após consulta pública. As novas regras estabelecem um novo modelo de acordos em cartéis, que incentiva mais acordos que resultem em colaboração com as investigações; - Modernização do Laboratório Forense do Cade, com aumento da capacidade de processamento de informação; - Audiência pública sobre os impactos concorrenciais da importação de pré-forma de garrafas PET (uma peça em forma de tubo que é posteriormente inflada para chegar à embalagem final de PET), com a participação de palestrantes de diversos órgãos ligados à temática; - 1º Circuito Saúde & Bem-Estar, em parceria com a Fundação de Seguridade Social – GEAP, com o objetivo de promover ações de qualidade de vida e prevenção à saúde dos servidores e colaboradores do Cade; - Lançamento do Projeto Cade Sustentável, para promover o uso racional de recursos naturais e incentivar a adoção de atitudes sustentáveis; - A celebração de Acordos de Cooperação Técnica – ACT, com vistas ao estabelecimento de parcerias para alcance de objetivos comuns, com outros órgãos e entidades; - Celebração de acordo de cooperação internacional com a autoridade de defesa da concorrência do Equador; e - Participação nas reuniões do Comitê de Concorrência e Grupos de Trabalho de Concorrência da OCDE, nos meses de fevereiro, junho e outubro, com envio de servidores, contribuições escritas e participações ativas durante os encontros. Pelos resultados positivos que tem apresentado, o Cade recebeu em 2013 reconhecimentos nacional e internacional: - O novo processo de análise de atos de concentração foi selecionado como uma das dez iniciativas premiadas pela 18ª edição do Concurso Inovação na Gestão Pública Federal, promovido pela Escola Nacional de Administração Pública – Enap; 14 - O Cade recebeu quatro estrelas no ranking realizado anualmente pela revista britânica Global Competition Review – GCR, especializada em política de concorrência e regulação, referente ao desempenho no ano de 2012. Com as quatro estrelas, o Cade ficou classificado em oitava colocação entre as melhores agências antitruste do mundo; e - O Presidente do Cade foi escolhido para ocupar a vice-presidência da International Competition Network – ICN, organismo internacional que congrega 128 autoridades de concorrência nacionais ou regionais, de 111 jurisdições diferentes, dedicado exclusivamente à defesa da concorrência e tem por objetivo promover a cooperação e a troca de experiências entre autoridades antitruste. A despeito dos resultados que tem alcançado, o desempenho do Cade é ameaçado pelo descompasso entre os recursos disponíveis e a responsabilidade atribuída à Autarquia. As principais dificuldades para realização dos objetivos do Cade estão relacionadas à ausência de um corpo funcional adequado, assim como às limitações de ordem material e financeira. O quadro do Cade não foi ampliado de forma proporcional ao aumento de suas atribuições, o que gera grande dependência da cessão de servidores. A autarquia solicitou a realização de concurso para o Plano Geral de Cargos do Poder Executivo – PGPE, que foi autorizado e encontrase em andamento. Espera-se, ainda, a alocação no Cade de 50 Especialistas em Políticas Públicas e Gestão Governamental, do próximo concurso promovido Ministério do Planejamento. A reestruturação elevou as despesas do Conselho, mas não houve aumento correspondente no orçamento, o que limita o investimento em capacitação e tecnologia da informação (aquisição de hardwares e hardware para o laboratório de inteligência e implementação do sistema de andamento processual eletrônico), ameaça a realização de operações de busca e apreensão e o próprio funcionamento da Autarquia. Cumpre ressaltar que a adaptação da Autarquia aos impactos da entrada em vigor da Lei nº 12.529/2011 não se esgotaram no ano de 2012 e tampouco em 2013. A previsão interna é que a adaptação da Autarquia às suas novas competências e atividades abranja, pelo menos, o período do Plano Plurianual corrente (Plano Mais Brasil), ou seja, até 2015. Assim, é necessário um fortalecimento orçamentário anual da Autarquia para que alcance o patamar desejável, o qual possibilitará o exercício adequado de todas as suas atividades. 15 2. IDENTIFICAÇÃO E ATRIBUTOS DA UNIDADE 2.1. IDENTIFICAÇÃO DA UNIDADE JURISDICIONADA Quadro 2.1 – Identificação da UJ – Relatório de Gestão Individual Poder e Órgão de Vinculação Poder: Executivo Órgão de Vinculação: Ministério da Justiça Código SIORG: 316 Identificação da Unidade Jurisdicionada Denominação Completa: Conselho Administrativo de Defesa Econômica Denominação Abreviada: Cade Código SIORG: 322 Código LOA: 30211 Código SIAFI: 303001 Natureza Jurídica: Autarquia Federal CNPJ: 00.418.993/0001-16 Principal Atividade: Não se aplica à natureza jurídica da UJ Código CNAE 8423-0/00 Telefones/Fax de contato: (061)3221-8404 (061)3221-8405 (061)3326-9733 Endereço Eletrônico: [email protected] Página na Internet: http://www.cade.gov.br Endereço Postal: SEPN 515, Conjunto D, Lote 4 – Edifício Carlos Taurisano, CEP 70.770-504, Brasília-DF Normas Relacionadas à Unidade Jurisdicionada Normas de criação e alteração da Unidade Jurisdicionada Criado pela Lei nº 4.137, de 10 de setembro de 1962, transformado em Autarquia Federal pela Lei nº 8.884, de 11 de junho de 1984 e reestruturado em decorrência da entrada em vigor da Lei nº 12.529, de 30 de novembro de 2011, em 29 de maio de 2012. Outras normas infralegais relacionadas à gestão e estrutura da Unidade Jurisdicionada Regimento Interno aprovado pela Resolução nº 1, de 29 de maio de 2012. Decreto nº 7.738, de 28 de maio de 2012, que aprova a Estrutura Regimental e o Quadro Demonstrativo dos Cargos em Comissão do Conselho Administrativo de Defesa Econômica. Manuais e publicações relacionadas às atividades da Unidade Jurisdicionada Regimento Interno Revista de Defesa da Concorrência Livro Defesa da Concorrência no Brasil: 50 Anos Unidades Gestoras e Gestões relacionadas à Unidade Jurisdicionada Unidades Gestoras Relacionadas à Unidade Jurisdicionada Código SIAFI Nome 303001 Conselho Administrativo de Defesa Econômica – Cade 303002 Pace do Banco Mundial (Cade) 303003 Superintendência-Geral (Cade) Gestões Relacionadas à Unidade Jurisdicionada Código SIAFI Nome 30211 Conselho Administrativo de Defesa Econômica – Cade Relacionamento entre Unidades Gestoras e Gestões Código SIAFI da Unidade Gestora Código SIAFI da Gestão 303001 30211 303002 30211 303003 30211 2.2. FINALIDADE E COMPETÊNCIAS INSTITUCIONAIS DA UNIDADE O Conselho Administrativo de Defesa Econômica – Cade é autarquia especial com função judicante com competência em todo o território nacional, vinculado ao Ministério da Justiça - MJ, com sede e foro no Distrito Federal, e tem como finalidade a prevenção e repressão às infrações contra a ordem econômica sob a regência da Lei nº 12.529, de 30 de novembro de 2011, e dos princípios constitucionais da liberdade de iniciativa, da livre concorrência, da função social da propriedade, da defesa dos consumidores e da repressão ao abuso do poder econômico. O Cade é órgão integrante do Sistema Brasileiro de Defesa da Concorrência – SBDC, juntamente com a Secretaria de Acompanhamento Econômico do Ministério da Fazenda – Seae/MF. O Conselho possui três linhas de atuação: 16 Função Preventiva: controle de fusões, aquisições, incorporações e outros atos de concentração econômica entre grandes empresas, que possam colocar em risco a livre concorrência; Função Repressiva: combate a cartéis e outras condutas nocivas à livre concorrência; e Função Educativa ou Pedagógica: disseminar a cultura da concorrência, instruir o público em geral sobre as diversas condutas que possam prejudicar a livre concorrência; incentivar e estimular estudos e pesquisas acadêmicas sobre o tema; realizar ou apoiar cursos, palestras, seminários e eventos relacionados ao assunto; editar publicações sobre o tema de defesa da concorrência. As competências do Cade estão descritas na Lei nº 12.529/2011, complementadas pelo Regimento Interno do Cade – RICADE, aprovado pela Resolução nº 1, de 29 de maio de 2012. Dentre elas, destacam-se: - Instruir processos de apuração de infrações à ordem econômica e de atos de concentração; Decidir sobre a existência de infração à ordem econômica e aplicar as penalidades previstas em lei; Decidir sobre os processos de atos de concentração econômica; e Responder a consultas sobre matéria de sua competência. 2.3. ORGANOGRAMA FUNCIONAL Figura 1 – Organograma do Cade Fonte: Presidência/Cade De acordo com o art. 2º do Decreto nº 7.738/2012, o Cade possui a seguinte estrutura organizacional: I - órgãos de assistência direta e imediata ao Presidente: a) Gabinete; b) Assessoria Internacional; c) Assessoria de Comunicação Social; e d) Assessoria de Planejamento e Projetos. 17 II - órgãos seccionais: a) Diretoria Administrativa; b) Auditoria; e c) Procuradoria Federal Especializada junto ao Cade. III - órgãos específicos e singulares: a) Superintendência-Geral; e b) Departamento de Estudos Econômicos. IV - órgão colegiado: Tribunal Administrativo de Defesa Econômica. Apresentam-se, a seguir, os organogramas e competências dessas unidades: Figura 2 – Organograma da Presidência Fonte: Presidência/Cade As competências dos órgãos de assistência direta e imediata ao Presidente, de acordo com o Decreto nº 7.738, são as seguintes: Gabinete: Assistir ao Presidente na supervisão e coordenação das atividades das unidades integrantes do Cade; prestar assistência ao Presidente em sua representação política e social e nas atividades de apoio administrativo ao Tribunal; acompanhar e controlar os documentos e processos encaminhados à Presidência; e supervisionar a divulgação dos atos normativos e despachos da Presidência. O Gabinete é responsável pelo macroprocesso de Gestão das relações institucionais e dá suporte aos macroprocessos finalísticos do Cade. Assessoria Internacional – Assint: prestar assessoria à Presidência do órgão em todos os assuntos relacionados à atividade internacional da Autarquia; colaborar na viabilização da importação de práticas anticoncorrenciais internacionais adequadas à realidade brasileira; e contribuir para a promoção de cooperação internacional com autoridades estrangeiras da concorrência. A Assint contribui para o macroprocesso de Gestão das relações institucionais do Cade e dá suporte aos macroprocessos finalísticos do Cade. 18 Assessoria de Comunicação Social – Asscom: coordenar, gerenciar e supervisionar as atividades de comunicação social e institucional no âmbito do Cade; atualizar os sítios do Cade na internet e na intranet; produzir e supervisionar a produção e divulgação de publicações institucionais; e apoiar a divulgação de eventos promovidos pelo Cade. A Asscom é responsável pelo macroprocesso de suporte Comunicação social, e dá suporte ao macroprocesso finalístico difusão da cultura da concorrência. Assessoria de Planejamento e Projetos – Assplan: assessorar a Presidência do Cade nos assuntos relacionados ao planejamento estratégico da Autarquia, gestão de projetos especiais, e monitoramento de programas governamentais sob responsabilidade do Cade; e coordenar atividades relacionadas a sistemas de informação para o planejamento, monitoramento e gestão de projetos, em articulação com a Diretoria Administrativa. A Assplan é responsável pelos macroprocessos de Planejamento e Gestão de Projetos, e dá suporte aos macroprocessos finalísticos e de apoio do Cade. As competências dos órgãos seccionais, de acordo com o Decreto nº 7.738/2012, são as seguintes: Diretoria Administrativa – DA: As competências da Diretoria Administrativa estão descritas no art. 16 do Decreto de Estrutura e no art. 17 do Regimento Interno do Cade - RICADE. Dentre elas, destacam-se: - Implementar as decisões do Presidente do Cade relativas à administração da Autarquia; - Planejar, coordenar e supervisionar a execução das atividades relacionadas com os sistemas federais de planejamento e de orçamento, de organização e inovação institucional, de contabilidade e de administração financeira, de administração de recursos de informação e informática, de recursos humanos e de serviços gerais, no âmbito do Cade; e - Promover a articulação com os órgãos centrais dos sistemas federais referidos e informar e orientar os órgãos do Cade quanto ao cumprimento das normas administrativas. A Diretoria Administrativa é responsável por grande parte dos macroprocessos de apoio do Cade, sendo eles: (i) Gestão de Pessoas; (ii) Gestão Orçamentária; (iii) Gestão Financeira; (iv) Gestão Contábil; (v) Gestão de logística; (vi) Gestão processual; (vii) Gestão de Tecnologia da Informação e (viii) Transparência e acesso à informação. Esses macroprocessos estão distribuídos entre as 4 Coordenações-Gerais, como demonstrado abaixo. Figura 3 – Organograma da Diretoria Administrativa Fonte: Presidência/Cade 19 Auditoria: a unidade tem como atribuição promover a fiscalização contábil, financeira, orçamentária e operacional do Cade, acompanhando, revisando e avaliando a eficácia da aplicação de seus controles; acompanhar, mediante procedimento de auditoria, a execução do orçamento do Cade, em todos os aspectos e fases de realização da despesa e de controle e proteção de seu patrimônio; e a promoção e execução de estudos. A Auditoria contribui para a correta execução das atividades relativas aos macroprocessos de apoio do Cade, e seus apontamentos são utilizados como insumos para o macroprocesso de planejamento. Figura 4 – Organograma da Procuradoria Federal Especializada junto ao Cade – PFE/Cade Fonte: Presidência/Cade Procuradoria Federal Especializada junto ao Cade – PFE/Cade: A PFE/Cade tem suas competências descritas no art. 15 da Lei nº 12.529/2011 e no art. 18 do Decreto nº 7.778/2012. Compete ainda à Procuradoria, segundo o art. 28 do RICADE: - Prestar consultoria e assessoramento jurídico ao Cade; - Representar o Cade judicial e extrajudicialmente; - Promover a execução judicial das decisões e julgados do Cade; tomar as medidas judiciais solicitadas pelo Tribunal ou pela Superintendência-Geral, necessárias à cessação de infrações à ordem econômica ou à obtenção de documentos para a instrução de processos administrativos de qualquer natureza; - Promover acordos judiciais nos processos relativos a infrações à ordem econômica, mediante autorização do Tribunal; - Emitir, sempre que solicitado expressamente por Conselheiro ou pelo SuperintendenteGeral, parecer nos processos de competência do Cade, sem que tal determinação implique a suspensão do prazo de análise ou prejuízo à tramitação normal do processo; - Assistir os órgãos do Cade no controle interno da legalidade dos atos administrativos; - Pronunciar-se em processos de natureza disciplinar e sobre as questões jurídicas referentes a licitações e contratos; 20 - Manifestar-se sobre os atos normativos do Cade; - Representar judicialmente os ocupantes de cargos e funções de direção, com referência a atos praticados no exercício de suas atribuições institucionais e legais, nos termos da lei; - Apurar a liquidez e certeza dos créditos, de qualquer natureza, inerentes às suas atividades, inscrevendo-os em dívida ativa, para fins de cobrança; - Elaborar relatórios gerenciais de suas atividades; e - Zelar pelo cumprimento da Lei nº 12.529, de 2011; A Procuradoria presta suporte aos macroprocessos finalísticos controle de atos de concentração e combate a condutas anticompetitivas, e para os macroprocessos de apoio no que tange ao parecer jurídico sobre a atuação da Autarquia. As competências dos órgãos específicos e singulares são as seguintes: Figura 5 – Organograma do Departamento de Estudos Econômicos Fonte: Presidência/Cade Departamento de Estudos Econômicos – DEE: O DEE é dirigido por um EconomistaChefe, com a função de elaborar estudos e pareceres econômicos, de ofício ou por solicitação do Plenário, do Presidente, do Conselheiro-Relator ou do Superintendente-Geral. O Economista-Chefe é nomeado, conjuntamente, pelo Superintendente-Geral e pelo Presidente do Tribunal, dentre brasileiros de ilibada reputação e notório conhecimento econômico. Compete ao DEE elaborar estudos e pareceres econômicos, de ofício ou por solicitação do plenário, do Presidente, do Conselheiro-Relator ou do Superintendente-Geral, zelando pelo rigor e atualização técnica e científica das decisões do órgão. O DEE presta suporte aos macroprocessos finalísticos Controle de Atos de Concentração e Combate a Condutas Anticompetitivas por meio de seus estudos e pareceres. 21 Figura 6 – Organograma da Superintendência-Geral do Cade Fonte: Presidência/Cade Superintendência-Geral – SG: A SG é comandada pelo Superintendente-Geral. O Superintendente-Geral será escolhido dentre cidadãos com mais de 30 (trinta) anos de idade, notório saber jurídico ou econômico e reputação ilibada, nomeado pelo Presidente da República, depois de aprovado pelo Senado Federal. Seu mandato tem duração de 2 (dois) anos, permitida a recondução para um único período subsequente. As competências da SG estão descritas no art. 13 da Lei nº 12.529/2011 e no art. 19 do Decreto nº 7.778/2012. Compete ainda à SG, segundo o art. 24 do RICADE: - Zelar pelo cumprimento da Lei nº 12.529, de 2011, monitorando e acompanhando as práticas de mercado; - Acompanhar, permanentemente, as atividades e práticas comerciais de pessoas físicas ou jurídicas que detiverem posição dominante em mercado relevante de bens ou serviços, para prevenir infrações da ordem econômica; - Promover, em face de indícios de infração à ordem econômica, procedimento preparatório de inquérito administrativo e inquérito administrativo para apuração de infrações à ordem econômica; - Decidir pela insubsistência dos indícios, arquivando os autos do inquérito administrativo ou de seu procedimento preparatório; - Instaurar e instruir processo administrativo para imposição de sanções administrativas por infrações à ordem econômica, procedimento para apuração de ato de concentração, processo administrativo para análise de ato de concentração econômica e processo administrativo para imposição de sanções processuais incidentais instaurados para prevenção, apuração ou repressão de infrações à ordem econômica; 22 - Requisitar informações, documentos e esclarecimentos orais de quaisquer pessoas, físicas ou jurídicas, órgãos, autoridades e entidades, públicas ou privadas, mantendo o sigilo legal, quando for o caso, bem como determinar as diligências que se fizerem necessárias ao exercício de suas funções, na forma da Lei nº 12.529, de 2011; - Realizar inspeção na sede social, estabelecimento, escritório, filial ou sucursal de empresa investigada, de estoques, objetos, papéis de qualquer natureza, assim como livros comerciais, computadores e arquivos eletrônicos, podendo-se extrair ou requisitar cópias de quaisquer documentos ou dados eletrônicos; - Requerer ao Poder Judiciário, por meio da Procuradoria Federal Especializada junto ao Cade, mandado de busca e apreensão de objetos, papéis de qualquer natureza, assim como de livros comerciais, computadores e arquivos magnéticos de empresa ou pessoa física, no interesse de inquérito administrativo ou de processo administrativo para imposição de sanções administrativas por infrações à ordem econômica, aplicando-se, no que couber, o disposto no art. 839 e seguintes do Código de Processo Civil, sendo inexigível a propositura de ação principal; - Requisitar vista e cópia de documentos e objetos constantes de inquéritos e processos administrativos instaurados por órgãos ou entidades da administração pública federal; - Requerer vista e cópia de inquéritos policiais, ações judiciais de qualquer natureza, bem como de inquéritos e processos administrativos instaurados por outros entes da federação, devendo o Conselho observar as mesmas restrições de sigilo eventualmente estabelecidas nos procedimentos de origem; - Recorrer de ofício ao Tribunal quando decidir pelo arquivamento de processo administrativo para imposição de sanções administrativas por infrações à ordem econômica; - Remeter ao Tribunal, para julgamento, os processos administrativos que instaurar, quando entender configurada infração à ordem econômica; - Propor termo de compromisso de cessação de prática por infração à ordem econômica, submetendo-o à aprovação do Tribunal, e fiscalizar o seu cumprimento; - Sugerir ao Tribunal condições para a celebração de acordo em controle de concentrações e fiscalizar o seu cumprimento; - Adotar medidas preventivas que conduzam à cessação de prática que constitua infração à ordem econômica, fixando prazo para seu cumprimento e o valor da multa diária a ser aplicada, no caso de descumprimento; - Examinar os atos, sob qualquer forma manifestados, que impliquem eliminação da concorrência em parte substancial de mercado relevante, e que possam criar ou reforçar uma posição dominante ou que possam resultar na dominação de mercado relevante de bens ou serviços; - Receber, instruir e aprovar ou impugnar perante o Tribunal os processos administrativos para análise de ato de concentração econômica; - Orientar os órgãos e entidades da administração pública quanto à adoção de medidas necessárias ao cumprimento da Lei nº 12.529, de 2011; - Desenvolver estudos e pesquisas objetivando orientar a política de prevenção de infrações à ordem econômica; 23 - Instruir o público sobre as diversas formas de infração à ordem econômica e os modos de sua prevenção e repressão; - Prestar ao Poder Judiciário, sempre que solicitado, todas as informações sobre andamento das investigações, podendo, inclusive, fornecer cópias dos autos para instruir ações judiciais; - Adotar as medidas administrativas necessárias à execução e ao cumprimento das decisões do Plenário do Tribunal; - Adotar as medidas de sua competência necessárias a assegurar a livre concorrência, a livre iniciativa e a livre distribuição de bens e serviços; - Orientar e coordenar ações com vistas à adoção de medidas de proteção e defesa da livre concorrência; e - Firmar convênios, no âmbito da Superintendência-Geral, com órgãos e entidades públicas e com instituições privadas para assegurar a execução de planos, programas e fiscalização do cumprimento das normas e medidas federais de sua competência. A Superintendência-Geral contribui diretamente para os macroprocessos Controle de Atos de Concentração, Combate a Condutas Anticompetitivas e Difusão da Cultura da Concorrência. A SG executa suas atribuições por meio do Gabinete e das 8 (oito) Coordenações-Gerais de Análise Antitruste (CGAA1 a 8). O Gabinete da SG, além das atividades de rotina inerentes ao gabinete, garante suporte às CGAA nas questões relacionadas a apoio operacional e atividades de inteligência. O Gabinete é responsável ainda pela triagem de denúncias e representações relativas a condutas anticompetitivas, assim como pelo Programa de Leniência, que incentiva a delação de cartéis por parte dos infratores em troca de imunidade ou redução das penalidades. As Coordenações-Gerais são responsáveis pela instrução dos processos de apuração de infrações à ordem econômica e dos atos de concentração. A estrutura das unidades de instrução foi inspirada na estrutura de outras agências de defesa da concorrência, como a autoridade da França, e idealizada com o intuito de manter um desenho flexível, pois a economia brasileira é dinâmica e os setores prioritários podem mudar de acordo com os estímulos gerados por outras políticas públicas, por exemplo. Esse arranjo, sem uma temática definida por Coordenação-Geral no Decreto de Estrutura, possibilita uma atuação mais eficiente para atender às necessidades da Autarquia, pois a distribuição de competências é ajustada por ato interno do Superintendente-Geral de acordo com o contexto externo, sob a ótica da teoria contingencial1. Atualmente, as CGAA estão divididas da seguinte forma: - CGAA 1 – Análise de condutas unilaterais e atos de concentração em mercados de produtos diferenciados e agropecuários; - CGAA 2 – Análise de condutas unilaterais e atos de concentração no setor de serviços; - CGAA 3 – Análise de condutas unilaterais e atos de concentração no setor de produtos industriais; - CGAA 4 – Análise de condutas unilaterais e atos de concentração em mercados regulados; 1 Morgan (1996) definiu a teoria da contingência como a adaptação da organização ao ambiente no qual ela está inserida. O autor em tela ressaltou ainda que o ambiente externo acaba estabelecendo diferentes exigências à organização. As premissas básicas da teoria da contingência definem que o ambiente desenha a estrutura organizacional. 24 - CGAA 5 – Triagem de Atos de Concentração, elaboração de pareceres sumários e monitoramento das operações não apresentadas (obrigatórias ou de interesse do Cade); - CGAA 6 – Análise de cartéis; - CGAA 7 – Análise de cartéis internacionais; e - CGAA 8 – Análise de cartéis em compras públicas. Em 2013 o Cade iniciou as tratativas junto ao MJ e ao MPOG para ampliar a estrutura da SG mediante a criação da CGAA 9. O pedido de revisão da estrutura encontra-se em fase final de instrução e contempla ajustes pontuais na estrutura do Cade, com remanejamentos e rearranjo de cargos comissionados já existentes, sem necessidade de aumento do saldo total da Autarquia. A revisão do organograma foi motivada pela percepção de que a estrutura atual mostrou-se suficiente para estruturar o novo processo de análise de fusões e aquisições, que atingiu patamares de eficiência compatível com as melhores agências antitruste do mundo, contudo, o mesmo nível não foi alcançado na área de repressão a condutas anticompetitivas (especialmente cartéis). Além disso, cada vez mais o Cade tem diversificado os setores investigados e recebido denúncias cada vez mais robustas, o que exige uma maior capacidade de resposta da Autarquia. Para fazer frente a esse desafio, é necessário reforçar a capacidade gerencial da SG em conjunto com a equipe técnica, sem colocar em risco o sucesso obtido na análise de Atos de Concentração. Figura 7 – Organograma do Tribunal Administrativo de Defesa Econômica Fonte: Presidência/Cade Tribunal Administrativo: O Plenário do Tribunal é composto por 1 (um) Presidente e 6 (seis) Conselheiros, escolhidos dentre cidadãos com mais de 30 (trinta) anos de idade, de notório saber jurídico ou econômico e reputação ilibada, nomeados pelo Presidente da República, depois de aprovados pelo Senado Federal. O mandato do Presidente e dos Conselheiros é de 4 (quatro) anos, não coincidentes, vedada a recondução. O Tribunal é o único órgão colegiado do Cade, e suas competências estão descritas no art. 9 da Lei nº 12.529/2011 e no art. 21 do Decreto nº 7.738/2012. Compete ainda ao Plenário do Tribunal, segundo o art. 9º do RICADE: - Decidir sobre a existência de infração à ordem econômica e aplicar as penalidades previstas em lei; 25 - Decidir os processos administrativos para imposição de sanções administrativas por infrações à ordem econômica instaurados pela Superintendência-Geral; - Ordenar providências que conduzam à cessação de infração à ordem econômica, dentro do prazo que determinar; - Aprovar os termos do compromisso de cessação de prática e do acordo em controle de concentrações, bem como determinar à Superintendência-Geral que fiscalize seu cumprimento; - Apreciar, em grau de recurso, as medidas preventivas adotadas pelo Conselheiro-Relator ou pela Superintendência-Geral; - Intimar os interessados de suas decisões; - Requisitar dos órgãos e entidades da administração pública federal e requerer às autoridades dos Estados, Municípios, do Distrito Federal e dos Territórios as medidas necessárias ao cumprimento da Lei nº 12.529, de 2011; - Contratar a realização de exames, vistorias e estudos, aprovando, em cada caso, os respectivos honorários profissionais e demais despesas de processo, que deverão ser pagas pela empresa, se vier a ser punida nos termos da Lei nº 12.529, de 2011; - Apreciar processos administrativos de atos de concentração econômica, na forma da Lei nº 12.529, de 2011, fixando, quando entender conveniente e oportuno, acordos em controle de atos de concentração; - Determinar à Superintendência-Geral que adote as medidas administrativas necessárias à execução e fiel cumprimento de suas decisões; - Requisitar serviços e pessoal de quaisquer órgãos e entidades do Poder Público Federal; - Requerer à Procuradoria Federal Especializada junto ao Cade a adoção de providências administrativas e judiciais; - Instruir o público sobre as formas de infração à ordem econômica; - Elaborar e aprovar Regimento Interno do Cade, dispondo sobre seu funcionamento, forma das deliberações, normas de procedimento e organização de seus serviços internos; - Propor a estrutura do quadro de pessoal do Cade, observado o disposto no inciso II do caput do art. 37 da Constituição Federal; - Elaborar proposta orçamentária nos termos da Lei nº 12.529, de 2011; - Requisitar informações de quaisquer pessoas, órgãos, autoridades e entidades públicas ou privadas, respeitando e mantendo o sigilo legal quando for o caso, bem como determinar as diligências que se fizerem necessárias ao exercício das suas funções; - Decidir pelo cumprimento das decisões, compromissos e acordos; - Uniformizar, a partir de proposta de qualquer Conselheiro, do Superintendente-Geral ou do Procurador Chefe, por maioria absoluta, a jurisprudência administrativa mediante a emissão de enunciados que serão numerados em ordem crescente e publicados por três vezes no Diário Oficial da União, constituindo-se na Súmula do Cade; e - Definir, a cada ano, o período de funcionamento e férias do Cade. O Tribunal Administrativo contribui diretamente para os macroprocessos controle de atos de concentração, combate a condutas anticompetitivas e difusão da cultura da concorrência. 26 2.4. MACROPROCESSOS FINALÍSTICOS O Cade possui três macroprocessos finalísticos mapeados: (i) controle de atos de concentração, (ii) combate a condutas anticompetitivas e (iii) difusão da cultura da concorrência. Esses macroprocessos foram mapeados por ocasião do processo de reestruturação do Sistema Brasileiro de Defesa da Concorrência - SBDC, na entrada em vigor da Lei nº 12.529/2011. Figura 8 – Macroprocessos Finalísticos do Cade Fonte: Assplan/Cade Os parágrafos seguintes descrevem brevemente os macroprocessos finalísticos e apresentam comentários sobre sua condução no Cade. A seção 3 deste Relatório de Gestão, que trata do planejamento da Autarquia, apresenta descrição mais detalhada dos resultados obtidos. O macroprocesso controle de atos de concentração possui dois grandes processos: a instrução e o julgamento. Seu enfoque é de ação preventiva, ou seja, tem como objetivo analisar as fusões e aquisições de grandes empresas e/ou grupos econômicos e identificar estruturas de mercado que tenham o potencial de facilitar a ocorrência de infrações à ordem econômica no futuro. O processo de instrução é executado pela Superintendência-Geral e o de julgamento, pelo Tribunal Administrativo. No caso da aprovação de uma operação sem qualquer restrição, o parecer da SG é a decisão final, podendo ser revista em casos específicos (previstos pela Lei nº 12.529/2011) pelo Tribunal. O principal produto desse macroprocesso é a decisão exarada pelo Cade, que pode concluir pela reprovação, pela aprovação irrestrita da operação, ou pela aprovação com restrições (normalmente remédios estruturais ou comportamentais que figuram como condição impostas às empresas envolvidas para que o negócio possa ser concluído). O macroprocesso combate a condutas anticompetitivas também se alicerça em dois grandes processos, a instrução e o julgamento. Seu enfoque é de ação repressiva, ou seja, apurar a ocorrência de infrações à ordem econômica. O processo de instrução é executado pela Superintendência-Geral e o de julgamento, pelo Tribunal Administrativo. O principal produto desse macroprocesso é a decisão final exarada pelo Cade, que pode concluir pelo arquivamento da investigação ou do processo, ou pela condenação das pessoas físicas e jurídicas envolvidas na conduta anticoncorrencial. O macroprocesso difusão da cultura da concorrência engloba projetos e atividades de caráter educativo que tenham como objetivo (i) instruir o público em geral sobre as diversas condutas que possam prejudicar a livre concorrência e os modos de sua prevenção e repressão; (ii) orientar os órgãos e entidades da administração pública quanto à adoção de medidas necessárias ao cumprimento da Lei da Concorrência; (iii) incentivar e estimular estudos e pesquisas acadêmicas sobre o tema. Os produtos que usualmente resultam desse macroprocesso são cursos, palestras, seminários e eventos relacionados ao assunto, bem como publicações relacionadas à defesa da concorrência. 27 2.5. MACROPROCESSOS DE APOIO Em 2013, o Cade revisou a sua cadeia de processos. A autarquia conta com 12 macroprocessos de apoio ao exercício das competências e finalidades da unidade jurisdicionada: (i) Planejamento; (ii) Comunicação Social; (iii) Gestão das Relações Institucionais; (iv) Gestão de Projetos; (v) Gestão Processual; (vi) Gestão Orçamentária; (vii) Gestão Financeira; (viii) Gestão Contábil; (ix) Gestão de Pessoas; (x) Gestão de Logística; (xi) Gestão de Tecnologia da Informação; e (xii) Transparência e Acesso à Informação. Figura 9 – Macroprocessos de Apoio do Cade Fonte: Assplan/Cade O macroprocesso de planejamento contempla os processos de elaboração e monitoramento dos planos (Plano Estratégico do Cade, Plano Plurianual, Agenda Gerencial do Ministério da Justiça, Plano Diretor de Tecnologia da Informação do Cade, Plano Anual de Capacitação, e outros). Os principais produtos gerados por esse macroprocesso são os planos propriamente ditos e os relatórios de monitoramento, além do assessoramento à alta direção do Cade. O macroprocesso de comunicação social engloba os processos de gestão da comunicação interna e externa. Os principais produtos gerados por esse macroprocesso são as diversas peças de informações repassadas ao público, à imprensa e aos colaboradores do Cade, bem como o assessoramento prestado aos dirigentes do Cade. O macroprocesso de gestão das relações institucionais abrange os processos de gestão de acordos de cooperação (tanto acordos internacionais bilaterais e multilaterais como acordos com órgãos e instituições públicas e privadas brasileiras) e as atividades de representação em eventos e organismos nacionais e internacionais. Como produtos desse macroprocesso podem-se citar o intercâmbio de informações e experiências, a instrução conjunta de processos, os papers elaborados, os termos de cooperação celebrados e o assessoramento prestado aos dirigentes do Cade nessa matéria. O macroprocesso de gestão de projetos contempla os processos de gerenciamento dos projetos no âmbito da autarquia, gestão do portfólio, além dos processos de monitoramento e controle dos projetos considerados estratégicos. Os principais produtos gerados por esse macroprocesso são os projetos executados e os relatórios de monitoramento. O macroprocesso gestão processual é o responsável pelos processos de apoio à condução e análise dos procedimentos administrativos finalísticos previstos na Lei nº 12.529/2011. Esses procedimentos administrativos são conduzidos pela Superintendência-Geral, pelo Tribunal e por outros órgãos da Autarquia, de acordo com o estabelecido pela norma de regência. Os principais processos desse macroprocesso são: (i) secretaria processual; (ii) gestão documental; e (iii) gestão de dados e produção de estatísticas. Como produtos principais, destacam-se as sessões de 28 julgamento e de distribuição realizadas, o atendimento ao público, o andamento processual e as estatísticas processuais produzidas. O macroprocesso gestão orçamentária inclui os seguintes processos: (i) elaboração do Projeto de Lei Orçamentária Anual (PLOA); (ii) alterações e suplementações orçamentárias; (iii) execução orçamentária; e (iv) produção de relatórios. Os produtos desse macroprocesso são o PLOA elaborado, o orçamento executado e os relatórios produzidos. O macroprocesso gestão financeira engloba os processos de gestão das obrigações de pagamento e de produção de relatórios. O pagamento a fornecedores e o Quadro de Detalhamento de Despesa – QDD são os principais produtos desse macroprocesso. O macroprocesso gestão contábil inclui os processos de análise de conformidade contábil e de classificação contábil. Os principais produtos desse macroprocesso são os processos analisados quanto à conformidade contábil e as despesas classificadas. O macroprocesso gestão de pessoas é composto por diversos processos, dentre os quais se destacam: (i) capacitação; (ii) concessão de ajudas de custo; (iii) gestão de estágios; (iv) controle de frequência; (v) atos de pessoal; e (vi) realização de concursos. Os principais produtos do macroprocesso gestão de pessoas são: servidores capacitados, assentos funcionais atualizados, servidores legitimados para exercer atribuição ou encargo, certidões e declarações emitidas, valores pagos ao servidor, folha de pagamento gerada, estágio realizado nas unidades do Cade, concurso público realizado, dentre outros. O macroprocesso gestão de logística inclui os seguintes processos: (i) realização de procedimentos licitatórios; (ii) gestão de contratos; (iii) fornecimento de bens; (iv) prestação de serviços; e (v) gestão de patrimônio e almoxarifado. Como produtos desse macroprocesso destacam-se: licitações realizadas, contratos geridos, bens e serviços providos, patrimônio e almoxarifado mantido e controlado. O macroprocesso gestão de tecnologia da informação inclui os seguintes processos: (i) governança em Tecnologia da Informação – TI; (ii) gestão da infraestrutura; e (iii) gestão de dados. O macroprocesso tem como principais produtos o desenvolvimento de novos sistemas, a manutenção dos sistemas atuais e dos bancos de dados, o atendimento aos usuários, bem como a segurança da informação garantida. Por fim, o macroprocesso transparência e acesso à informação engloba os processos de (i) gestão do Serviço de Informações ao Cidadão – SIC-Cade; (ii) de realização de audiências públicas; (iii) de ouvidoria; (iv) de elaboração e publicação do Boletim de Serviço – BS; e (v) elaboração e publicação de relatórios anuais de prestação de contas. Os produtos gerados por esse macroprocesso são: pedido de informação atendido, relatórios de acompanhamento do SIC-Cade entregues, audiências públicas realizadas, registro na ouvidoria respondido, boletim de serviço publicado e relatório de gestão publicado. 2.6. PRINCIPAIS PARCEIROS Uma das estratégias do Cade para aprimorar seu processo de instrução e análise de condutas anticompetitivas e atos de concentração é a aproximação com órgãos da Administração Pública Brasileira e outras agências antitruste. O enfoque dessa aproximação consiste no intercâmbio de informações e cooperação em casos específicos. No caso internacional, além da cooperação para troca de informações sobre casos que repercutem em diversas jurisdições, o Cade tem se beneficiado com a troca de conhecimentos e experiências. No âmbito nacional, merecem destaque as seguintes parcerias: - Com os Ministérios Públicos estaduais e Federal e com o Departamento de Polícia Federal – DPF/MJ para a persecução conjunta de denúncias de cartéis; 29 - Com o DPF e o Departamento de Polícia Rodoviária Federal – DPRF/MJ para suporte a operações de busca e apreensão; - Com o DPF, para a cessão de uso do projetos Sistema Gestor de Escritório de Projetos – GEPnet; - Com a Controladoria Geral da União – CGU e com o Tribunal de Contas da União – TCU para a persecução de cartéis em licitações; - Com o Departamento de Recuperação de Ativos e Cooperação Internacional – DRCI, órgão integrante da Secretaria Nacional de Justiça do Ministério da Justiça – SNJ/MJ, para notificações de empresas ou pessoas físicas integrantes de Processos Administrativos instaurados no Cade que não se encontram em território brasileiro; - Com as Agências Reguladoras, por meio de Acordos de Cooperação Técnica – ACT. Em 2013 foram celebrados acordos com a Agência Nacional de Vigilância Sanitária – Anvisa; a Agência Nacional de Saúde Complementar – ANS; e a Agência Nacional do Petróleo, Gás Natural e Biocombustíveis – ANP, para harmonizar, coordenar e articular as atuações com vistas a propiciar uma regulação mais eficiente e a melhoria da defesa da concorrência; - Com o Banco Nacional de Desenvolvimento Econômico e Social – BNDES, para realização de estudos e intercâmbio de informações para controle de concentrações e repressão a condutas anticoncorrenciais; - Com a Associação dos Juízes Federais do Brasil – Ajufe e o Centro de Estudos de Direito Econômico e Social – CEDES, entidades que apoiam a promoção de eventos de difusão da cultura da concorrência no meio jurídico e empresarial, respectivamente; - Com a Secretaria Nacional do Consumidor – Senacon/MJ, para o desenvolvimento de projetos de defesa da concorrência para ampliação do bem-estar do consumidor; e - Com o Ministério das Relações Exteriores – MRE e com o Programa das Nações Unidas para o Desenvolvimento – Pnud na realização de Projeto de Cooperação Internacional - PRODOC BRA/11/008, cujo objetivo é o fortalecimento da proteção e defesa da concorrência e dos direitos do consumidor no Brasil, executado em conjunto com a Senacon. Esse objetivo é atingido pela transferência de conhecimento e consequente fortalecimento institucional de Cade e Senacon. No âmbito internacional, o Cade tem investido na formalização de acordos bilaterais e multilaterais com outras agências antitruste com o objetivo de fortalecer a cooperação técnica para instrução de casos e a troca de conhecimentos. Ao final de 2013, o Cade registrou 12 acordos internacionais vigentes com as autoridades de defesa da concorrência das seguintes jurisdições: Canadá, Chile, Russia, Argentina, China, União Europeia, Estados Unidos, Equador, França, Mercado Comum do Sul – Mercosul, Peru, Portugal. 30 3. PLANEJAMENTO DA UNIDADE E RESULTADOS ALCANÇADOS 3.1. PLANEJAMENTO DA UNIDADE 3.1.1. INFORMAÇÕES SOBRE O PLANEJAMENTO ESTRATÉGICO DO CADE A atuação do Cade no exercício de 2013 foi norteada pelo Plano Plurianual 2012-2015 – PPA Mais Brasil e pelo Plano Estratégico 2013-2016. Em 2011, foi aprovado o Mapa Estratégico do Conselho, com a definição de missão, visão e objetivos prioritários para o longo prazo. O referencial estratégico foi elaborado com base na metodologia “Balanced Scorecard”, que visa refletir o equilíbrio entre os objetivos de curto e longo prazo; entre medidas finalísticas e meio; e entre perspectiva interna e externa do desempenho, de modo a garantir resultados sustentáveis. Desse modo, o Cade estabeleceu objetivos estratégicos sob 4 (quatro) perspectivas: Resultados, Clientes, Processos Internos, e Pessoas e Infraestrutura. Figura 10 – Mapa Estratégico do Cade Fonte: Cade (disponível em www.cade.gov.br > Acesso à informação > Institucional > Plano Estratégico) Em 2013, o Cade publicou seu Plano Estratégico para o período de 2013 a 2016 na internet, com versões em português em inglês. O plano é resultado do trabalho desenvolvido durante a Oficina de Planejamento Estratégico do Cade, realizada no início do exercício. 31 Figura 11 – Versões em Português e Inglês do Plano Estratégico do Cade Fonte: Cade (disponível em www.cade.gov.br > Acesso à informação > Institucional > Plano Estratégico) A despeito das profundas mudanças promovidas pela Nova Lei da Concorrência (Lei 12.529/2011), o referencial estratégico do Cade definido em 2011 foi mantido pelo Conselho, por ser suficientemente amplo para contemplar as novas atribuições da Autarquia e por permanecer coerente com a nova realidade institucional. Contudo, as estratégias de atuação e os projetos estratégicos foram substancialmente afetadas, como se demonstrará nos itens a seguir. Vale destacar que nesse documento o Cade publiciza os seus principais valores institucionais, quais sejam: Ética, Justiça, Efetividade, Independência e Profissionalismo. O Plano foi estruturado por perspectiva estratégica, elencando os objetivos estratégicos, as estratégias priorizadas, as metas definidas para o exercício de 2013, as metas que devem ser perseguidas nos exercícios futuros, os projetos priorizados e os indicadores de desempenho. O referencial estratégico, os desafios identificados e os resultados alcançados serão abordados de forma mais completa na seção 3 deste Relatório, sobre o Planejamento da Autarquia. De forma sucinta, o Cade definiu como prioridades para 2013: I. Julgamento de casos relevantes para a economia brasileira com eficiência e qualidade técnica; II. Continuidade da agenda normativa, que inclui a edição de novo guia de análise horizontal e de normas relacionadas negociação de acordos e normas para otimização de procedimentos internos; III. Fortalecer a política de combate a condutas anticompetitivas, com estabelecimento de parcerias e políticas para detectar e perseguir cartéis, diversificando o foco para diferentes setores da economia, sobretudo aqueles mais estratégicos para o desenvolvimento econômico nacional, fortalecendo o programa de leniência para aumentar o seu alcance entre o empresariado brasileiro, bem como estabelecer cooperação jurídica internacional para persecução de cartéis internacionais; IV. Uso integrado de informações com agências reguladoras e outras entidades, por meio da cooperação técnica para a criação e/ou compartilhamento de bancos de dados que permitam realizar estudos setoriais para subsidiar a atuação do Cade; 32 V. Aprimoramento dos processos de accountability e transparência, com ênfase em três eixos: relatório cidadão (com adaptação do conteúdo dos relatórios de gestão para linguagem e formato mais atraente e acessível ao público em geral); divulgação de estudos de avaliação da política de defesa da concorrência; e realização de avaliação de impacto das decisões do Cade; VI. Continuidade da agenda de difusão da cultura da concorrência, com a realização da programação do projeto Cade 50 Anos (que contempla a organização de ciclo de palestras sobre defesa da concorrência e lançamento de livro comemorativo sobre a história da instituição e a evolução da política de defesa concorrencial), a reativação do Programa de Intercâmbio do Cade – Pincade, realização de seminário com o Poder Judiciário, e a iniciação do projeto de criação da Escola Nacional de Defesa da Concorrência – Endec; e VII. Instituição da agenda de excelência operacional, com foco no aprimoramento dos processos de trabalho e de gestão, sobretudo no que se refere aos instrumentos de tecnologia da informação. 3.1.2. VINCULAÇÃO DO PLANO ESTRATÉGICO COM AS COMPETÊNCIAS DO CADE As competências do Cade são definidas pela Lei nº 12.529, de 30 de novembro de 2011, e pelo Regimento Interno do Cade, aprovado por meio da Resolução nº 1, de 29 de maio de 2012 (publicada no Diário Oficial da União de 31 de maio de 2012). Cumpre, ainda, mencionar a Portaria Interministerial n° 994, de 30 de maio de 2012, exarada pelos excelentíssimos ministros da Justiça e da Fazenda, que define novos critérios para notificação de atos de concentração com base em estudo realizado pelo Cade. Sobre as competências organizacionais, a Nova Lei da Concorrência atribuiu ao Cade a responsabilidade pelas fases de instrução de atos de concentração econômica e de condutas anticompetitivas. Apesar de o escopo da atuação finalística do Cade ter sido ampliado, os objetivos estratégicos definidos pelo Conselho permaneceram alinhados com as três funções desempenhadas pela Autarquia: (i) Função Preventiva, por meio do controle de fusões, aquisições, incorporações e outros atos de concentração econômica entre grandes empresas que possam colocar em risco a livre concorrência; (ii) Função Repressiva, por meio do combate a cartéis e outras condutas nocivas à livre concorrência; e (iii) Função Educativa ou Pedagógica, por meio de ações de disseminação da cultura da concorrência. Os objetivos estratégicos, estratégias, metas e projetos priorizados foram definidos de modo a garantir o cumprimento da missão institucional da Autarquia, definida por Lei. 3.1.3. VINCULAÇÃO DO PLANO ESTRATÉGICO COM O PLANO PLURIANUAL O Plano Plurianual Mais Brasil – PPA 2012-2015 estrutura-se em Programas Temáticos, que são desdobrados em Objetivos, os quais contêm Iniciativas e Metas. O Cade está inserido no PPA 2012-2015 no Programa 2020 - Cidadania e Justiça, que reflete a importância conferida à reestruturação do SBDC, como se depreende da redação do Objetivo 0870: “Aperfeiçoar e fortalecer o Sistema Brasileiro de Defesa da Concorrência – SBDC por meio da estruturação do Novo Cade, da institucionalização de parcerias com outros órgãos da administração pública e organismos internacionais, do aprimoramento dos procedimentos de repressão e prevenção às infrações à ordem econômica, da adoção de práticas educativas e formativas e da disseminação da cultura da concorrência.” (Objetivo 0870, Programa 2020, Plano Mais Brasil – PPA 2012-2015). As Iniciativas, apresentadas abaixo, reforçam a prioridade atribuída à reformulação do Cade e à criação das condições estruturais necessárias para a consecução da política de defesa da concorrência no Brasil: 33 “Aumentar a eficácia, eficiência e efetividade do Sistema Brasileiro de Defesa da Concorrência, com a priorização de setores de grande impacto econômico e social, a institucionalização de parcerias com órgãos da administração pública e organismos internacionais, com o fomento à livre concorrência nos setores regulados e com o fortalecimento da prevenção e do combate às infrações à ordem econômica.” (Iniciativa 03KK, Objetivo 0870, Programa 2020, Plano Mais Brasil – PPA 20122015). “Reestruturar o Sistema Brasileiro de Defesa da Concorrência com a implantação e funcionamento do Novo Cade provido de corpo técnico e estrutura apropriados ao atendimento das demandas e procedimentos previstos no PL nº 3937/2004, dentre os quais o de análise prévia de atos de concentração econômica.” (Iniciativa 03KL, Objetivo 0870, Programa 2020, Plano Mais Brasil – PPA 20122015). Percebe-se que as Iniciativas do PPA consolidam um conjunto de ideias presentes no Mapa Estratégico da Autarquia, detalhadas nos Objetivos Estratégicos em suas quatro perspectivas. Do mesmo modo, as metas relacionadas ao Objetivo 0870 do PPA, listadas abaixo, alinhamse ao referencial estratégico do Conselho e estão contempladas no Plano Estratégico entre os projetos e metas priorizados: I. II. Criação e implantação da Escola de Defesa da Concorrência com rede de ensino à distância; Implantação de ao menos 5 novos laboratórios de análise e investigação de cartéis garantindo a presença de ao menos um laboratório em cada região do país; III. Implantação do Novo Cade; IV. Implementação do sistema de notificação e tramitação eletrônica dos processos administrativos; V. Lançamento e divulgação de publicações e cartilhas para disseminação da cultura da concorrência; VI. Realização do encontro anual da ICN - International Competition Network - no Brasil em 2012; VII. Redução de 50% do estoque de investigações nos setores de saúde e combustíveis em instrução na SDE/MJ; VIII. Revisão das normas de tramitação de processos no SBDC para diminuir a duração dos processos, aprimorando a observância dos princípios constitucionais do contraditório, da ampla defesa e da razoável duração dos processos administrativos; IX. Revisão do marco legal dos crimes contra a ordem econômica, com a finalidade de dissuadir a prática de tais delitos e aumentar a eficácia da persecução penal contra crimes dessa natureza; e X. Revisão dos programas de leniência e de compliance, incentivando a adesão dos agentes econômicos a esses programas com vistas a tornar mais efetiva a prevenção e a repressão de infrações à ordem econômica. 3.1.4. PRINCIPAIS OBJETIVOS ESTRATÉGICOS DA UNIDADE E AS ESTRATÉGIAS ADOTADAS PARA SUA REALIZAÇÃO Como mencionado, o Plano Estratégico do Cade para o período 2013-2016 foi estruturado em quatro perspectivas. Apresentam-se abaixo os objetivos estratégicos e as estratégias definidas para cada uma delas, bem como as metas definidas para o exercício de 2013 e os projetos priorizados: 34 A. Perspectiva Resultados São quatro os objetivos estratégicos nessa perspectiva: Figura 12 –Perspectiva resultados – Objetivos Estratégicos Assegurar decisões técnicas, independentes e céleres Estabelecer e implementar políticas de Defesa da Concorrência Difundir a Cultura da Concorrência no Brasil e ser referência Internacional Representar os interesses do Brasil perante fóruns e agências antitruste internacionais Fonte: ASSPLAN Estratégias i. Investir na automação do andamento processual para garantir o cumprimento dos prazos e a gestão eficiente do estoque de casos; ii. Realizar sessões de julgamento temáticas, por setores ou teses, de modo a consolidar entendimentos do Conselho; iii. Firmar Acordos de Cooperação com Agências Reguladoras e outros órgãos da Administração Pública Brasileira para acesso a base de dados que possibilitem a realização de estudos setoriais e a análise de casos; iv. Realizar estudos de avaliação dos efeitos econômicos da política de defesa da concorrência; v. Reformular a Estratégia Nacional de Combate a Cartéis – Enacc; vi. Rever política de contrapartida para investimento em laboratórios regionais de análise e investigação de cartéis; vii. Elevar a eficácia das decisões fomentando a solução de casos por meio de acordos; viii. Propiciar intercâmbios e troca de experiências com agências antitruste estrangeiras; ix. Reforçar a Assessoria Internacional e incrementar a participação do Cade em fóruns e eventos internacionais sobre defesa da concorrência, exercendo papel de liderança regional; x. Estabelecer acordos de cooperação internacional voltados à instrução processual, para troca de informações e documentos com agências antitruste estrangeiras; xi. Aproximação com os jurisdicionados para instituição de mecanismos de prevenção de infrações à ordem econômica; xii. Fomentar a produção acadêmica e o debate sobre temas relacionados à defesa da concorrência; e xiii. Fortalecer a execução de projetos de cooperação internacional com o Programa das Nações Unidas para o Desenvolvimento – Pnud. Metas para 2013 - Estoque de atos de concentração da Lei 8.884/94 finalizado; - Pelo menos 71 processos de apuração de infrações contra a ordem econômica2 julgados; - Regimento Interno alterado, com revisão das normas relativas à celebração de acordos; - Guia de análise horizontal revisado; 2 Indicador do PPA 2012-2015 35 - Seminário com o Poder Judiciário realizado, para debater a política de defesa da concorrência nas esferas administrativa e judicial; - Livro comemorativo do cinquentenário do Cade lançado; - Programa de Intercâmbio do Cade – PinCade retomado; - Reedição da Revista do Cade, com publicação semestral; - Versão internacional do PinCade realizada; - 5 (cinco) novos Acordos de Cooperação Internacional celebrados; e - 5 (cinco) novos Acordos de Cooperação celebrados com Agências Reguladoras e outras entidades. Projetos Priorizados Cade sem Papel; Laboratório de Inteligência; Endec; PinCade e PinCade Internacional; Reestruturação da Assessoria Internacional; e Projeto de Cooperação Internacional com o Programa das Nações Unidas para o Desenvolvimento – Pnud (Prodoc BRA/11/008). B. Perspectiva Clientes São três os objetivos estratégicos nessa perspectiva: Figura 13 – Perspectiva Clientes – Objetivos Estratégicos Assegurar a prestação de serviços de qualidade à sociedade Manter interação técnica de alto nível com organismos internacionais e demais órgãos da Administração Pública brasileira Processar adequadamente as demandas dos servidores e colaboradores internos Fonte: ASSPLAN Estratégias i. Investir na automação do andamento processual e na notificação eletrônica de atos de concentração; ii. Aprimorar os processos de fornecimento de cópia e vista; iii. Propiciar intercâmbios e troca de experiências com Agências Reguladoras e outros órgãos da Administração Pública Brasileira; iv. Investir no bem-estar dos servidores e colaboradores do Cade; v. Estruturar a Ouvidoria e o Serviço de Informação ao Cidadão – Sic-Cade; e vi. Fazer gestão junto ao Ministério da Justiça e Ministério do Planejamento para realização de concursos para o Cade. Metas para 2013 - Portaria para fornecimento de cópia digital editada; e 36 Versão piloto do Novo Sistema de Andamento Processual – SisCade - em produção. - Projetos Priorizados SisCade (módulo do projeto Cade sem Papel); e Qualidade de Vida no Trabalho e Valorização do Servidor. C. Perspectiva Processos Internos São dois os objetivos estratégicos nessa perspectiva: Figura 14 – Perspectiva Processos Internos – Objetivos Estratégicos Aprimorar os processos de trabalho e de gestão com vistas a excelência operacional Aprimorar a Comunicação Interna e Externa Fonte: ASSPLAN Estratégias i. Revisar e aprimorar os fluxos de trabalho considerados críticos; ii. Melhoria dos processos de accountability; iii. Aprimorar a gestão de dados e revisar indicadores; iv. Instituir plano de gestão de logística sustentável; v. Reformular site do Cade, para torná-lo interativo e multiplataforma; vi. Criar estratégia de relacionamento com os principais veículos de mídia nacionais e internacionais; vii. Buscar maior proximidade com o cidadão, criando mais espaço em rádio, TV e veículos regionais; e viii. Institucionalizar a intranet. Metas para 2013 - Plano de providências acordado com a Controladoria-Geral da União – CGU implementado e todas as recomendações da auditoria interna adotadas; - Plano de gestão de logística sustentável implementado; - Principais processos de trabalho mapeados e revistos; e - Curso de Media Training para autoridades do Cade realizado. Projetos Priorizados Estruturação da Assessoria de Comunicação; Excelência Operacional na Diretoria Administrativa; Esplanada Sustentável; Revisão de Indicadores; e Agenda Governo Aberto. 37 D. Perspectiva Pessoas e infraestrutura São três os objetivos estratégicos nessa perspectiva: Figura 15 – Perspectiva Processos Internos – Objetivos Estratégicos Assegurar recursos humanos capacitados e adequados às necessidades do Cade Assegurar adequado suporte logístico às necessidades do Cade Promover o uso integrado de informações Fonte: ASPLAN Fonte: ASSPLAN Estratégias i. Acompanhar o processo de concurso para provimento de cargos de Especialista em Políticas Públicas e Gestão Governamental – EPPGG; ii. Formular política de capacitação; iii. Investir na infraestrutura e na governança de TI; iv. Negociar ampliação do orçamento do Cade e propor novas fontes de financiamento; e v. Estruturar Plano de Aquisições. Metas para 2013 - Concurso público realizado para provimento dos cargos vagos do Plano Geral do Poder Executivo – PGPE; - Equipe de Tecnologia da Informação do Cade estruturada; - Comitê gestor de TI formado e novo Plano Diretor de Tecnologia da Informação – PDTI aprovado; - Manter alto nível de execução orçamentária (acima de 95%); - Política de capacitação publicada; e - Novo plano de capacitação publicado. Projetos Priorizados Estruturação da área de TI do Cade; Cadeado (segurança física e da informação); e SisCade (módulo do projeto Cade sem Papel). 3.1.5. ESTRATÉGIAS ADOTADAS PARA O TRATAMENTO DE RISCOS Em razão da sua estrutura bastante enxuta, o Cade adotou a estratégia de gestão de riscos de modo descentralizado em suas unidades organizacionais. Os riscos operacionais inerentes aos processos de trabalho são mapeados e gerenciados pela área responsável pela gestão de cada processo. Os riscos vinculados a projetos são de responsabilidade dos gerentes de projeto, uma vez que a metodologia de gestão de projetos adotada pelo Cade contempla o gerenciamento de riscos. 38 Os riscos institucionais, como riscos de imagem, são gerenciados pelo Gabinete da Presidência, com apoio das Assessorias de Comunicação, de Planejamento e Projetos, e Internacional. 3.2. PROGRAMAÇÃO ORÇAMENTÁRIA E FINANCEIRA E RESULTADOS ALCANÇADOS O item Programa Temático, constante do Anexo II da DN TCU nº 127/2013, não é apresentado neste relatório por não ser aplicável à natureza jurídica do Cade. 3.2.1. OBJETIVO Quadro 3.2.1 – Objetivo IDENTIFICAÇÃO DO OBJETIVO Descrição Aperfeiçoar e fortalecer o Sistema Brasileiro de Defesa da Concorrência – SBDC por meio da estruturação do Novo Cade, da institucionalização de parcerias com outros órgãos da administração pública e organismos internacionais, do aprimoramento dos procedimentos de repressão e prevenção às infrações à ordem econômica, da adoção de práticas educativas e formativas e da disseminação da cultura da concorrência. 30000 - Ministério da Justiça Código 0870 Órgão 2020 Programa Cidadania e Justiça Código METAS QUANTITATIVAS NÃO REGIONALIZADAS Sequencial Unidade medida Descrição da Meta 1 2 3 Criação e implantação da Escola de Defesa da Concorrência com rede de ensino a distância. Implantação de ao menos 5 novos laboratórios de análise e investigação de cartéis garantindo a presença de ao menos um laboratório em cada região do país. Redução de 50% do estoque de investigações nos setores de saúde e combustíveis em instrução na SDE/MJ. a)Prevista b)Realizada c)Realizada 2015 em 2013 até 2013 0,00 0,00 d)% Realização (c/a) Laboratórios de análise e investigação de cartéis 5,00 0,00 3,00 60,00 % 50,00 0,00 150,00 300,00 Fonte: SIOP METAS QUANTITATIVAS REGIONALIZADAS Objetivo não possui metas com esta classificação METAS QUALITATIVAS Sequencial Descrição da Meta 4 Implantação do Novo Cade. 5 Implementação do sistema de notificação e tramitação eletrônica dos processos administrativos. 6 Lançamento e divulgação de publicações e cartilhas para disseminação da cultura da concorrência. 7 Realização do encontro anual da International Competition Network - ICN no Brasil em 2012. 8 9 10 Revisão das normas de tramitação de processos no SBDC para diminuir a duração dos processos, aprimorando a observância dos princípios constitucionais do contraditório, da ampla defesa e da razoável duração dos processos administrativos. Revisão do marco legal dos crimes contra a ordem econômica, com a finalidade de dissuadir a prática de tais delitos e aumentar a eficácia da persecução penal contra crimes dessa natureza. Revisão dos programas de leniência e de compliance, incentivando a adesão dos agentes econômicos a esses programas com vistas a tornar mais efetiva a prevenção e a repressão de infrações à ordem econômica. Fonte: SIOP 39 3.2.1.1 ANÁLISE SITUACIONAL O Cade e a Secretaria de Acompanhamento Econômico do Ministério da Fazenda - Seae/MF formam, em conjunto, o Sistema Brasileiro de Defesa da Concorrência – SBDC. São os responsáveis por implementar a política pública de defesa da concorrência no Brasil, que produz efeitos de curto e longo prazo para o ambiente econômico e sociedade como um todo, tais como: i. ii. iii. iv. Reduz pressões para aumentos de preços pelo exercício de poder de mercado; Permite investimento em pesquisa e desenvolvimento de tecnologias; Incentiva o aumento de produtividade; e Cria uma atmosfera mais favorável e menos incerta ao investimento. Em geral, economias que contam com uma execução eficaz de políticas de defesa da concorrência geram um melhor ambiente para o crescimento econômico sustentado e competitivo, beneficiando o consumidor. Em 2012, o SBDC passou por um grande processo de transformação com a entrada em vigor da Lei nº 12.529/2011, em 29 de maio 2012. As principais mudanças foram: i. ii. iii. iv. v. A instrução de processos punitivos e de análise de atos de concentração passou a ser competência do Cade; A Secretaria de Direito Econômico do Ministério da Justiça - SDE/MJ foi extinta; A Seae/MF ficou responsável pela advocacia da concorrência; Instituiu-se o regime de análise prévia de atos de concentração; e O SBDC foi formalmente estruturado. O novo marco legal da defesa da concorrência oportunizou um salto de qualidade e de revolução institucional do Cade. O Plano Plurianual reflete a importância desse processo de mudança no texto do Objetivo 0870, na Iniciativa 03KL, e na Meta de Implantação do Novo Cade. Nessa esteira, o Novo Cade foi formalmente instituído com a entrada em vigor da nova Lei da Concorrência e do Decreto nº 7.738/2012, que aprovou a estrutura regimental do Cade. Além disso, houve mudança das instalações físicas (mudança de sede), dos processos de trabalho e sistemas de informação, além dos normativos internos para adequação aos prazos e procedimentos definidos pela nova Lei. O Cade criou uma frente de trabalho relativa à agenda normativa para cumprimento da meta do PPA de revisão das normas de tramitação de processos no SBDC para diminuir a duração dos processos, aprimorando a observância dos princípios constitucionais do contraditório, da ampla defesa e da razoável duração dos processos administrativos. Merece destaque a edição do novo Regimento Interno do Cade – RICADE, assim como as alterações posteriores promovidas em 2013, cujos resultados têm sido bastante positivos. Com o novo processo de análise prévia de atos de concentração, alcançaram-se tempos de instrução inferiores aos prazos legais – atualmente, a média de tempo de instrução de um AC está abaixo de 25 dias – e o processo foi reconhecido nacional e internacionalmente pela sua eficiência. Na área de instrução de processos punitivos, a revisão para a redução do tempo de instrução é mais complexa. Os prazos legais procuram garantir o direito ao contraditório e à ampla defesa; ainda assim, o Cade tem investido em gestão e priorização de casos, de forma a tornar a atividade o mais eficiente possível. Em 2013, vale ressaltar a alteração do RICADE, no que diz respeito às normas relativas à celebração de acordos3. Essa revisão foi aprovada pelo Plenário do Cade em 2013, após a Consulta Pública nº 2/2012. 3 O Regimento Interno alterado, com revisão das normas relativas à celebração de acordos, é uma das metas do Plano Estratégico do Cade 2013-2016, na perspectiva Resultados, e alinha-se ao Objetivo Estratégico “Assegurar decisões técnicas, independentes e céleres”. 40 Outra meta do PPA já atingida é a realização do encontro anual da International Competition Network – ICN no Brasil em 2012. A ICN é um organismo internacional dedicado exclusivamente à defesa da concorrência e tem por objetivo promover a cooperação e a troca de experiências entre autoridades antitruste. É formada por 126 autoridades de concorrência nacionais ou regionais, de 111 jurisdições diferentes. A Conferência Anual da ICN é o maior evento internacional voltado para a defesa da concorrência e oportuniza que agências antitruste discutam os projetos desenvolvidos pelos grupos de trabalhos e aprofundem as discussões e as implicações para a implementação de projetos e de recomendações. A participação de consultores não governamentais (advogados, economistas e membros da comunidade acadêmica) enriquece o debate e fornece novas perspectivas para as agências. Em 2012, o Cade foi responsável por organizar a 11ª conferência. O evento foi realizado 17 a 20 de abril, na cidade do Rio de Janeiro e contou com a presença de 489 participantes, sendo 390 estrangeiros. O orçamento total do evento foi de R$442.000,00 – cerca de € 165.000,00, o que representa um terço do valor gasto pela agência antitruste Holandesa na conferência de Haia, em 2010, com um índice geral de satisfação dos participantes de 90,32%. A programação incluiu sessões plenárias, painéis de discussão e a apresentação do Special Project, trabalho desenvolvido pela autoridade que sedia o encontro. O tema do Brasil foi "Leniency and Settlements Procedures in Competition Enforcement", cujos resultados contribuíram posteriormente para a revisão pelo Cade das normas internas relativas à celebração de acordos. A realização do evento trouxe consequências positivas e projetou internacionalmente a atuação do SBDC. Em 2013, o Cade recebeu quatro estrelas no ranking realizado anualmente pela revista britânica Global Competition Review – GCR, especializada em política de concorrência e regulação, referente ao desempenho no ano de 2012. A GCR avalia a atuação de órgãos antitruste mundiais conferindo a eles classificação em uma escala de zero a cinco estrelas. Pela primeira vez, o Cade recebeu essa classificação, e a realização da 11ª Conferência da ICN foi um dos fatores considerados na avaliação da revista. Com as quatro estrelas, o Cade ficou atrás somente das agências da Alemanha, da União Europeia, da França, do Reino Unido, das duas agências de defesa da concorrência dos Estados Unidos e do Japão. Mais um resultado importante foi a indicação do presidente do Cade para a vice-presidência da ICN. Essa posição traz o desafio de coordenar uma agenda extensa de implementação de diversos produtos gerados pelos comitês técnicos da ICN. Outro desdobramento da imagem positiva do Cade no exterior foi a realização da edição internacional do Programa de Intercâmbio do Cade – PinCade internacional4. Em 2013, o Cade recebeu 12 técnicos de agências antitruste de todo o mundo, com o intuito de conhecer o funcionamento da autarquia. O evento contou com diversas palestras e a tradução simultânea da sessão de julgamento ocorrida no período. Além da projeção internacional, a participação ativa na ICN tem possibilitado grande aprendizado para o Cade pelo intercâmbio de informações e acesso às melhores práticas internacionais. A aproximação com outras jurisdições favorece, ainda, a cooperação para o combate a cartéis internacionais e para o controle de fusões transnacionais. O alinhamento às melhores práticas internacionais tem demonstrado resultados concretos, por exemplo, no âmbito do controle de concentrações. Em maio de 2013, o Cade aprovou com restrições duas fusões internacionais, cujas análises foram objeto de intensa cooperação entre o Cade e seu homólogo europeu, o DG- 4 A versão internacional do Pincade também é uma das metas do Plano Estratégico do Cade 2013-2016, na perspectiva Resultados, e alinha-se ao Objetivo Estratégico “Difundir a Cultura da Concorrência e ser referência Internacional ”. 41 Competition. Enquanto um caso se refere à aquisição da Mach de Luxemburgo pela Syniverse dos EUA (AC 08012.006437/2012-13), o outro diz respeito à fusão da Sueca Munksjö AB e da Finlandesa Ahlstrom Corporation (AC 08700.009882/2012-35). A troca de informações, algumas confidenciais, foi possível em razão da assinatura de um Termo de Renúncia à Confidencialidade por parte das empresas envolvidas. O modelo deste Termo foi elaborado com base nos modelos sugeridos pela ICN e pela OCDE. A meta de redução de 50% do estoque de investigações nos setores de saúde e combustíveis em instrução também já foi superada. Em fevereiro de 2013, foi registrada redução de 74% do estoque nos casos nesses setores. Os fatores que determinaram a definição da meta de redução de estoque nos setores de saúde e combustíveis foram: i. ii. iii. O grande número de denúncias nesses setores; O grande impacto no bem-estar dos consumidores; e A necessidade de dar resposta mais tempestiva à sociedade. No setor de combustíveis, grande parte dos processos em investigação versava sobre cartéis de postos de combustíveis. Como resultado desse esforço, pode-se citar a condenação pelo Cade, em março de 2013, em sessão temática de julgamento dedicada ao setor de combustíveis, de seis casos de cartel, totalizando a aplicação de R$ 120 milhões em multas, destinados ao Fundo de Defesa dos Direitos Difusos – FDD, que reverte os recursos arrecadados em projetos que visem à recuperação de bens e direitos difusos. Essas práticas ocorreram nas cidades de Manaus/AM, Bauru/SP, Londrina/PR, Teresina/PI e Caxias do Sul/RS. Como exemplo dos impactos negativos dessas condutas, estimativas feitas a partir de estudo econômico realizado pelo Ministério Público Estadual do Rio Grande do Sul apontam que, em decorrência do cartel de Caxias do Sul, o consumidor sofria um dano de aproximadamente R$5,00 para cada carro popular com tanque de 40 litros abastecido. A investigação de grande parte dos processos analisados nessa sessão de julgamento temática foi concluída no ano de 2012, em cumprimento à meta de redução do estoque. Destaque-se que muitas das denúncias careciam de conteúdo probatório e foram arquivadas por ausência de indícios; porém, o arquivamento desses casos também contribui para o aumento da efetividade da política de defesa da concorrência, na medida em que libera os recursos do Cade para tratar casos com maior chance de condenação. No setor de saúde, a maior parte dos casos finalizados tratava de condutas unilaterais, ou seja, praticadas por um agente econômico abusando de sua posição dominante. A uniformização de teses acerca de tabelamento de preços pelos Conselhos Regionais de Medicina, assim como sobre a unimilitância (exigência de exclusividade feita aos médicos pelos planos de saúde), permitiu a solução conjunta de diversos processos diferentes sobre o mesmo tema, racionalizando os esforços da equipe. Vale ressaltar que, assim como no caso do setor de combustíveis, muitos casos também foram arquivados por ausência de indícios. Como resultado da priorização do setor de saúde, em março de 2013, 93 casos de unimilitância foram encerrados pelo Cade ao firmar acordos administrativos e autorizar acordos judiciais com diversas Unimeds. A unimilitância dificulta a entrada de novas operadoras de planos de saúde no mercado, limita a concorrência e diminui as opções aos consumidores de planos de saúde. Ao total, pelas condenações anteriores, as Unimeds pagarão mais de R$ 10 milhões em multas e terão de encerrar práticas de unimilitância. A diminuição dos processos em estoque é uma preocupação da Autarquia para além dos setores priorizados no PPA. O Cade tem envidado esforços para redução geral de seu estoque de processos punitivos em investigação, tanto cartéis quanto condutas unilaterais. A autarquia 42 implementou outras iniciativas para aumentar a eficiência da gestão no combate a condutas anticompetitivas; entre elas estão a alteração das rotinas internas e a definição de critérios de priorização dos casos. Em dezembro de 2012, o Cade possuía o estoque de 348 casos em investigação pela Superintendência-Geral. Ao final de 2013, esse número caiu para 199 casos, incluindo novas instaurações efetuadas no período. Esse número considera os Processos Administrativos – PA, os Inquéritos Administrativos – IA, os Procedimentos Preparatórios – PP e as Denúncias, bem como as Averiguações Preliminares – AP e os Procedimentos Administrativos – PR remanescentes do estoque existente à época da entrada em vigor da nova Lei. Ainda no tema de eficiência na gestão processual, vale à pena frisar a relevância do projeto Cade sem Papel5, contemplado no PPA na meta de implementação do sistema de notificação e tramitação eletrônica dos processos administrativos. Os processos administrativos constituem a materialização da atuação do Cade. Tanto o controle de estruturas quanto o controle de condutas é feito por meio da instrução de processos. A tramitação desses processos em papel, além de mais onerosa para a Administração (pois acarreta desperdício de tempo e de recursos materiais e humanos), gera alto custo de transação para os administrados, que precisam se deslocar até a sede do Cade, em Brasília, para protocolar documentos, notificar atos de concentração, obter cópia e vista de documentos, entre outros trâmites processuais. Ademais, a tramitação de processos físicos é incompatível com o nível necessário de segurança da informação e expõe a Autarquia a um alto risco operacional e de imagem, pois o controle de prazos legais é feito manualmente. O sistema de notificação e tramitação eletrônica dos processos administrativos, denominado SisCade, faz parte do escopo do projeto Cade sem Papel, que prevê o ingresso de processos e documentos por meio eletrônico, a triagem informatizada, a tramitação eletrônica de processos, a virtualização da análise e preparação das decisões, a automatização das rotinas de julgamento, e a estruturação do banco de dados para permitir a pesquisa processual e geração de estatísticas em tempo real. Essas inovações contribuirão para a redução do tempo de tramitação, a melhora qualitativa das análises, maior capacidade de detecção proativa de problemas concorrenciais, além de seguir os princípios de sustentabilidade econômica e ambiental. A primeira versão do sistema foi desenvolvida e já se encontra em uso por cerca de 30 usuários das seguintes unidades: (i) Protocolo/Cadastro; (ii) Contabilidade; e (iii) SuperintendênciaGeral. Atualmente, encontram-se inseridos no sistema todos os processos de atos de concentração submetidos ao Cade a partir de novembro/2012 e as denúncias de infrações à ordem econômicas recebidas a partir de fevereiro/2013. O objetivo dessa versão é estabilizar as funcionalidades existentes no antigo sistema de andamento processual, adicionando funcionalidades de tramitação eletrônica e produção de relatórios para aprimorar a gestão dos casos. Durante o exercício de 2013, foram investidos mais de 3,5 milhões em infraestrutura de TI que contribuíram para o projeto Cade sem Papel. Foram adquiridos servidores de rede, dispositivo de armazenamento de dados, scanners, computadores e notebooks. Foi realizado ainda processo seletivo para contratação de consultor externo, via Projeto de Cooperação Internacional - PRODOC para desenvolver diagnóstico da usabilidade e funcionalidade dos sistemas envolvidos na atividade de instrução de processos administrativos, inclusive no aspecto de segurança, com proposta de 5 O projeto Cade sem Papel é um dos projetos priorizados no Plano Estratégico do Cade e contribui para a consecução de diversos objetivos estratégicos, nas perspectivas Resultados (pois contribui para a celeridade da tomada de decisão), Clientes (pois a notificação de atos de concentração e a tramitação de processos eletronicamente melhora a qualidade do serviço prestado à sociedade) e Pessoas e Infraestrutura (pois contribui para o uso integrado de informações). 43 melhorias e do diagnóstico da gestão eletrônica de documentos atuais do Cade, identificando os pontos a serem melhorados. Essa versão ainda não eliminou o processo físico, porém os autos não são deslocados internamente, entre as unidades do Cade. No segundo semestre de 2013, todas as ordens de serviço para evolução do SisCade foram paralisadas, em razão do contingenciamento de recursos. O cronograma encontra-se em atraso e, para que o projeto seja executado, é fundamental garantir recursos orçamentários para o desenvolvimento do sistema, que é realizado por fábrica de hardware contratada pelo Cade. Outra meta do PPA que está ameaçada pela falta de recursos humanos e orçamentários para a sua execução é a criação e implantação da Escola de Defesa da Concorrência – Endec, com rede de ensino à distância. A Escola foi planejada com o objetivo de criar mecanismos permanentes de capacitação, atualização e especialização de agentes públicos que trabalham em órgãos com atuação em defesa da concorrência a respeito dos mais variados temas de que trata a Lei nº 12.529/2011, de acordo com as prioridades elencadas pelo Cade. A princípio, a Endec teria como público-alvo o Ministério Público Federal, os Ministérios Públicos Estaduais, os Juízes, as Polícias Civis e a Polícia Federal. Para garantir a abrangência e capilaridade das capacitações, de modo a alcançar o maior número possível de agentes e órgãos, em todo o Brasil, o plano do projeto de implantação da escola previa a modalidade de Educação à Distância – EAD em Ambiente Virtual de Aprendizagem – AVA. O projeto foi programado para o segundo biênio do PPA Mais Brasil, porém depende da disponibilização de recursos humanos e orçamentários para sua realização. Nesse sentido, o Cade incluiu na Proposta de Lei Orçamentária Anual do próximo exercício – PLOA 2014 o pedido de recurso orçamentário para viabilizar a criação do AVA, bem como para a manutenção da Escola (manutenção do AVA, remuneração de conteudistas e tutores, apoio administrativo para a secretaria escolar, transposição do conteúdo para o AVA, divulgação, etc.). A despeito dos cortes no orçamento, o Cade tem conseguido um bom nível de sucesso no cumprimento da meta de lançamento e divulgação de publicações e cartilhas para disseminação da cultura da concorrência. Em dezembro de 2012 o Cade instituiu o projeto Revista de Defesa da Concorrência6, com o objetivo de reativar a publicação do periódico. A edição pelo Cade de uma publicação periódica eletrônica sobre política de defesa da concorrência teve início em 1975, com o lançamento da Revista de Direito Econômico. Em 2004, o veículo passou a se chamar Revista de Direito da Concorrência. Desde a primeira versão até hoje, mais de 50 edições foram publicadas. Com a nova linha editorial, a publicação passa a ser denominada Revista de Defesa da Concorrência, e os artigos submetidos à Revista são avaliados por especialistas externos ao Cade. Essa medida é importante para a evolução da qualificação da Revista no Qualis, critério criado pela Coordenação de Aperfeiçoamento de Pessoal de Nível Superior – Capes para a avaliação de periódicos acadêmicos brasileiros e internacionais. A Revista de Defesa da Concorrência é editada semestralmente pelo Cade, com o objetivo de contribuir para o fomento da produção acadêmica sobre política antitruste e difundir conhecimento sobre o tema. A revista apresenta artigos que tratam de defesa da concorrência sob as 6 Reedição da Revista do Cade, com publicação eletrônica semestral de artigos científicos que tratem de política antitruste sob as óticas de áreas como Direito, Economia, e Relações Internacionais, também é uma das metas do Plano Estratégico do Cade 2013-2016, na perspectiva Resultados, e alinha-se ao Objetivo Estratégico “Difundir a Cultura da Concorrência e ser referência Internacional”. 44 óticas do Direito, da Economia, das Relações Internacionais e de outras áreas de interesse do Cade. As duas primeiras edições foram publicadas em maio e novembro de 2013, respectivamente. Ambas contaram com 9 artigos publicados, incluindo uma seção de atualidades, seguida de artigos de doutrina jurídica e econômica. Os artigos são submetidos a avaliadores externos ao Cade, em sistema de double-blind review. Figura 16 – Edições da Revista de Defesa da Concorrência publicadas em 2013 Fonte: Cade (disponível em www.cade.gov.br/revista) Vale destacar ainda a retomada do Programa de Intercâmbio do Cade – Pincade7, em 2013. O Programa é uma oportunidade para estudantes de graduação e pós-graduação de todo o país vivenciarem as atividades cotidianas do Cade, tanto nas áreas técnicas quanto nas processuais. O objetivo do PinCade é difundir e fortalecer a cultura de defesa da concorrência, promover a cooperação científica e estimular discussões e estudos acadêmicos sobre o tema. Ao final do intercâmbio, os estudantes devem submeter um artigo científico sobre defesa da concorrência para obter a certificação e podem optar por submetê-lo também para publicação na Revista de Defesa da Concorrência. 7 O Programa de Intercâmbio do Cade retomado também é uma das metas do Plano Estratégico do Cade 2013-2016, na perspectiva Resultados, e alinha-se ao Objetivo Estratégico “Difundir a Cultura da Concorrência e ser referência Internacional”. 45 Figura 17 – Tela do novo site do PinCade Fonte: Cade (disponível em: http://www.cade.gov.br/pincade/) Outra ação que contribui para o cumprimento dessa meta foi o projeto Cade 50 Anos, realizado pela autarquia com o apoio do Conselho Federal Gestor do Fundo de Defesa de Direitos Difusos – CFDD do Ministério da Justiça. O projeto teve início em setembro de 2012, mês em que o Cade completou seu cinquentenário. As primeiras ações do Projeto foram a realização de uma sessão solene de julgamento que reuniu autoridades e ex-integrantes do SBDC e o lançamento de uma campanha publicitária sobre a importância da defesa da concorrência para a economia e para a sociedade, ambas promovidas em 2012. Em 2013, foi promovido o Seminário Fronteiras da Defesa da Concorrência, que contou com cerca de 200 pessoas e discutiu a relação da política antitruste com temas como regulação, desenvolvimento, política industrial e Poder Judiciário. Os debates e palestras também foram transmitidos ao vivo pelo site do Cade. Figura 18 – Folder de divulgação do Seminário “Fronteiras da Defesa da Concorrência” Fonte: Cade 46 Em setembro de 2013, o calendário comemorativo pelo cinquentenário do Cade foi encerrado com o lançamento do livro “Defesa da Concorrência no Brasil: 50 anos”8. Figura 19 – Livro Defesa da Concorrência no Brasil: 50 anos. Fonte: Cade (disponível em www.cade.gov.br > Acesso à Informação > Institucional > Publicações) A publicação narra a história da agenda antitruste no país desde as discussões que levaram, em 1962, à criação do Cade até os primeiros resultados da reestruturação do SBDC cinquenta anos depois, com a Lei 12.529/11. Os 500 exemplares impressos e as mil unidades em CD da publicação foram distribuídos a bibliotecas, instituições de ensino, órgãos públicos e entidades ligadas à temática da defesa da concorrência. A obra também está disponível para download no site da autarquia. Outra publicação virtual e periódica lançada em 2013 foi o Boletim do Cade, que divulga mensalmente as principais ações realizadas pela autarquia e os números referentes aos atos processuais do período. O objetivo é ampliar os canais de disseminação da cultura da concorrência à sociedade. O informativo feito em português é enviado por e-mail a todos os servidores, a associações de diversos setores da economia e a federações da indústria dos estados brasileiros. A versão em inglês tem como destinatários representantes de agências antitruste mundiais. O Boletim também é disponibilizado na página do Cade na internet. 8 O Livro comemorativo do cinquentenário do Cade lançado também é uma das metas do Plano Estratégico do Cade 2013-2016, na perspectiva Resultados, e alinha-se ao Objetivo Estratégico “Difundir a Cultura da Concorrência e ser referência Internacional”. 47 Figura 20 – Boletim do Cade, 1ª edição Fonte: Cade (disponível em www.cade.gov.br > Sala de Imprensa > Boletim) O PPA elenca ainda uma meta relacionada à revisão dos programas de leniência e de compliance, com vistas a ampliar os incentivos de adesão dos agentes econômicos a esses programas com vistas a tornar mais efetiva a prevenção e a repressão de infrações à ordem econômica. O Programa de Leniência é um instituto previsto na Lei 12.529/2011 (arts. 86 e 87) que permite ao Cade celebrar acordo com pessoas físicas e jurídicas que forem autoras de cartel, desde que colaborem efetivamente com as investigações e o processo administrativo, mediante a extinção da ação punitiva da administração pública ou a redução da penalidade aplicável. Essa colaboração pode ser tanto no sentido de revelar práticas de cartel antes desconhecidas pelo Cade, como de contribuir para investigações em andamento, fornecendo provas e identificando os agentes envolvidos na conduta colusiva. Trata-se de importante instrumento da política de combate a cartéis, pois os indícios da infração anticoncorrencial são levados ao conhecimento do Cade, poupando significativos esforços e recursos públicos. Além disso, o instituto da leniência tende a desestabilizar um cartel, pois apenas o primeiro a delatar a prática tem direito aos benefícios estipulados no programa. Ou seja, qualquer desentendimento ou suspeitas dentre os membros do cartel traz a incerteza de que alguém poderá delatar a prática, o que representa um forte incentivo para que aquele que se sinta ameaçado se antecipe e procure a autoridade de defesa da concorrência. Em 2012, a Autarquia empreendeu a revisão do Programa com a redação de um novo Regimento Interno do Cade, quando da entrada em vigor da Lei nº 12.529/2011, com o intuito de torná-lo mais transparente e fomentar a procura por parte dos envolvidos em práticas de cartel. O Cade observou como resultado dessa iniciativa a diversificação dos setores em que se iniciaram negociações e o aumento de leniências nacionais. Os próximos passos incluem nova revisão do 48 RICADE, em 2014, para adequar os procedimentos às melhores práticas internacionais e consolidar mudanças procedimentais para negociação dos acordos. Convém destacar que o Cade definiu como meta para o período de 2011 a 2014 um incremento de 20% no número de leniências assinadas entre os anos de 2007 a 2010. A meta parcial, programada para o final do ano de 2013, era de cumprimento de 75% desse incremento, o que foi atingido pela Autarquia. Das investigações decorrentes dos acordos assinados, o Cade julgou até o momento três Processos Administrativos – cartel dos vigilantes em 2007, cartel de peróxidos em 2012 e o cartel de cargas aéreas em 2013 -, estando os demais em instrução ou aguardando julgamento. Além disso, um dos acordos gerou recentemente a Operação Linha Cruzada, operação de busca e apreensão para apurar possível cartel em licitações de trens e metrôs em São Paulo e Distrito Federal. As demais informações sobre investigações em andamento são sigilosas. O Programa de Compliance, por sua vez, tem caráter educativo e consiste em disseminação de informações sobre infrações à ordem econômica para o meio empresarial e para a sociedade. O objetivo do programa é promover uma atuação preventiva e incentivar a adoção de boas práticas concorrenciais e o estabelecimento de rotinas a serem seguidas por empresas e associações de classe, no âmbito de sua organização interna, para evitar o cometimento de infrações à ordem econômica por seus funcionários. Assim como tem feito para aprimorar o Programa de Leniência, o Cade tem buscado identificar as melhores práticas internacionais sobre Compliance. A abertura do projeto para instituir o Programa de Compliance está prevista para o ano de 2014. Outra meta do PPA ainda pendente de realização é a revisão do marco legal dos crimes contra a ordem econômica, com a finalidade de dissuadir a prática de tais delitos e aumentar a eficácia da persecução penal contra crimes dessa natureza. Além de infração administrativa, a prática de cartel também configura crime no Brasil, punível com multa ou prisão de 2 a 5 anos em regime de reclusão. De acordo com a Lei de Crimes Contra a Ordem Econômica (Lei nº 8.137/1990), essa sanção pode ser aumentada em até 50% se o crime causar grave dano à coletividade, se cometido por um servidor público ou se relacionar a bens ou serviços essenciais para a vida ou para a saúde. A revisão do marco legal dos crimes contra a ordem econômica foi definida como meta do Plano Mais Brasil com o objetivo de analisar as condutas típicas e as penas aplicáveis às pessoas físicas em caso de cartéis e, se for o caso, propor mudanças no código penal para tornar a política de defesa da concorrência mais efetiva. O Cade participou da Ação II da Estratégia Nacional de Combate à Corrupção e à Lavagem de Dinheiro - Enccla para discutir proposta de reforma do código penal e tem estudado as melhores práticas internacionais sobre o assunto, mas ainda não há uma conclusão sobre esse tema. Estudos apresentados no 19º Seminário Internacional de Defesa da Concorrência, promovido em 2013 pelo Instituto Brasileiro de Estudos de Concorrência Consumo e Comércio IBRAC informam o incremento da persecução penal de cartéis no Brasil. No total, 18 casos foram denunciados com base na Lei 8.137/90, envolvendo a denúncia de 166 indivíduos, dos quais 42 foram condenados, 42 absolvidos, 52 indivíduos tiveram o processo suspenso condicionalmente e 20 indivíduos firmaram transação penal. 8 indivíduos tiveram declaração antecipada da prescrição penal, 1 ainda aguarda julgamento e outro faleceu. O percentual de condenação apurado no Brasil, de 25%, ainda é menor do que o índice registrado nos Estados Unidos na década de 90, por exemplo, que foi de 37%. A reflexão sobre a eficácia da persecução criminal tem provocado discussões que apontam ora para a necessidade de aumento da pena, ora para a descriminalização da conduta. Verifica-se que mais de 35 países dão tratamento penal à prática de cartel, com penas que variam de 6 meses (Bélgica) a 14 anos (Canadá), enquanto poucos países vão em corrente contrária, ou seja, de 49 descriminalização da prática. Contudo, há diferentes modelos jurídicos e arranjos institucionais para persecução das condutas de cartel, portanto faz-se necessário aprofundar o debate sobre esse tema de modo a identificar a melhor estratégia para a realidade brasileira. A revisão sobre das estratégias de persecução de cartel também afetou a meta de implantação de ao menos 5 novos laboratórios de análise e investigação de cartéis garantindo a presença de ao menos um laboratório em cada região do país. Essa ação foi definida como meta do PPA visando aprimorar o trabalho de inteligência dos parceiros do Cade na detecção de cartéis e na análise de informações advindas de operações de busca e apreensão, especialmente para tratamento de informações eletrônicas. Até o momento, foram implementados laboratórios em três regiões do país (nordeste, sul e sudeste), restando pendente a criação de laboratórios nas regiões Norte e Centro-Oeste. Essa estratégia teve de ser revista em razão de dois motivos principais: (i) necessidade de revisão da política de contrapartidas dos entes convenentes, de forma a garantir que a estrutura implementada seja efetivamente empregada no combate a cartéis; e (ii) insuficiência de recursos para celebração dos convênios, tendo em vista o cenário de restrição orçamentária na Administração Pública Federal. Diante desse contexto, o Cade optou por uma estratégia de centralização, com o investimento em seu próprio laboratório de análise localizado na sede da Autarquia, em Brasília. Em 2013, foram adquiridos novos equipamentos e hardwares de forênsica digital e o treinamento dos servidores. Além disso, a Autarquia procurou firmar parcerias com órgãos públicos para acessar informações e cruzar dados que possam dar origem a novas investigações, tais como a Controladoria Geral da União, Agências Reguladoras e outros. Por fim, houve a ampliação da equipe de inteligência, que agora conta com quatro servidores. Os resultados esperados dessa estratégia de centralização são a ampliação da expertise do Cade em seu trabalho de inteligência e o aumento da capacidade de processamento de informação, o que renderá investigações sobre infrações à ordem econômica mais robustas e céleres. Além disso, o trabalho da Autarquia poderá subsidiar e dar maior suporte operacional a investigações dos parceiros do Cade. De modo geral, pode-se avaliar que, ao final do primeiro biênio do PPA 2012-2015, grandes avanços foram feitos para o alcance do objetivo de aperfeiçoar e fortalecer o Sistema Brasileiro de Defesa da Concorrência. A despeito do sucesso da transição para o Novo Cade, os bons resultados alcançados são ameaçados pelo descompasso entre os recursos disponíveis e a responsabilidade atribuída à Autarquia. O quadro do Cade não foi ampliado de forma proporcional ao aumento de suas atribuições, o que gera dependência total da cessão de servidores de outros órgãos. Em 2012 a Autarquia solicitou 40 novos cargos do Plano Geral de Cargos do Poder Executivo – PGPE e a autorização para a realização de concurso público9 para 66 vagas (os 40 cargos solicitados, além dos 26 cargos vagos nos quadros do Conselho). Em 2013 foi autorizada a realização do concurso para provimento dos 26 cargos já existentes. O edital foi publicado ainda em 2013 e as provas foram agendadas para 2014. Espera-se, ainda, a alocação no Cade de 50 Especialistas em Políticas Públicas e Gestão Governamental – EPPGG, do próximo concurso promovido MPOG. 9 A realização do concurso PGPE foi incluída como meta para 2013 no Plano Estratégico da autarquia, na perspectiva Pessoas e Infraestrutura, contribuindo para o alcance do Objetivo “Assegurar recursos humanos capacitados e adequados à necessidade do Cade”. 50 Destaque-se, por fim, que a reestruturação elevou as despesas do Conselho, mas não houve aumento correspondente no orçamento, o que limita o investimento em capacitação e tecnologia da informação (aquisição de hardwares e hardware para o laboratório de inteligência e implementação do sistema de andamento processual eletrônico), ameaça a realização de operações de busca e apreensão e o próprio funcionamento da Autarquia. 3.2.2. AÇÕES O item Ações não Previstas na LOA 2013 – Restos a Pagar não Processados – OFSS, constante do Anexo II da DN TCU nº 127/2013, não é apresentado neste relatório por não ter registro de ocorrência em 2013. O item Ações – Orçamento de Investimento – OI, constante do Anexo II da DN TCU nº 127/2013, não é apresentado neste relatório por não ser aplicável a esta autarquia. 3.2.2.1 AÇÕES – OFSS Quadro 3.2.2.1 – Ações – OFSS Identificação da Ação 2807 Tipo: Atividade Instrução e Julgamento de Atos de Concentração e Processos Administrativos Aumentar a eficácia, eficiência e efetividade do Sistema Brasileiro de Defesa da Concorrência, com a priorização de setores de grande impacto econômico e social, a institucionalização de parcerias com órgãos da administração pública e organismos internacionais, com o fomento à livre concorrência nos setores regulados e com o fortalecimento da prevenção e do combate às infrações à ordem econômica. Iniciativa Aperfeiçoar e fortalecer o Sistema Brasileiro de Defesa da Código: 0870 Concorrência (SBDC) por meio da estruturação do Novo Cade, da institucionalização de parcerias com outros órgãos da administração pública e organismos internacionais, do aprimoramento dos procedimentos de repressão e prevenção às infrações à ordem econômica, da adoção de práticas educativas e formativas e da disseminação da cultura da concorrência. Objetivo Cidadania e Justiça Código: 2020 Programa Unidade Orçamentária 30211 – Conselho Administrativo de Defesa Econômica ( ) Sim ( X )Não Caso positivo: ( )PAC ( ) Brasil sem Miséria Ação Prioritária Lei Orçamentária 2013 Execução Orçamentária e Financeira Dotação Despesa Restos a Pagar inscritos 2013 Não Inicial Final Empenhada Liquidada Paga Processados Processados 1.500.000 1.500.000 1.186.501 744.772 744.772 0,00 852 Execução Física Montante Descrição da meta Unidade de medida Previsto Reprogramado Realizado Julgamento de Atos de Concentração e Processos Processo julgado 603 643 643 Administrativos Disseminação da Cultura da Concorrência Evento realizado 100 73 73 Restos a Pagar Não processados - Exercícios Anteriores Execução Orçamentária e Financeira Execução Física - Metas Valor em Unidade de Valor Liquidado Valor Cancelado Descrição da Meta Realizada 1/1/2013 medida 852 0 (-852) Processo julgado Unidades/dia 0,0 Fonte: SIOP e SIAFI Código Título 51 3.2.2.2 AÇÕES/SUBTÍTULOS – OFSS Quadro 3.2.2.2 – Ações Não Previstas LOA 2013 – Restos a Pagar - OFSS Identificação da Ação 2000 Tipo: Atividade Administração da Unidade. Programa de Gestão e Manutenção do Ministério da Justiça Código: 2112 Tipo: Gestão e Manutenção Programa 30211 – Conselho Administrativo de Defesa Econômica Unidade Orçamentária ( ) Sim ( X )Não Caso positivo: ( )PAC ( ) Brasil sem Miséria Ação Prioritária Lei Orçamentária Anual – 2013 * Execução Orçamentária e Financeira Dotação Despesa Restos a Pagar inscritos 2013 Nº do subtítulo/ Não Localizador Inicial Final Empenhada Liquidada Paga Processados Processados 0001 19.797.01 Nacional 0 23.756.412 22.599.552 22.599.552 19.537.776 0,00 3.515.641 Restos a Pagar Não processados - Exercícios Anteriores Execução Orçamentária e Financeira Execução Física - Metas Nº do subtítulo/ Valor em Valor Valor Unidade de Descrição da Meta Realizada Localizador 01/01/2013 Liquidado Cancelado medida 0001 3.926.596 3.648.097 136.843 Fonte: SIOP (*) Os dados de Execução Física da Ação – Metas não são apresentados, pois não se aplica. Código Descrição Identificação da Ação 09HB Tipo: Atividade Contribuição da União, de suas Autarquias e Fundações para o Custeio do Regime de Previdência dos Servidores Públicos Federais. Descrição Programa de Gestão e Manutenção do Ministério da Justiça Código: 2112 Tipo: Gestão e Manutenção Programa Unidade Orçamentária 30211 – Conselho Administrativo de Defesa Econômica ( ) Sim ( X )Não Caso positivo: ( )PAC ( ) Brasil sem Miséria Ação Prioritária Lei Orçamentária Anual – 2013 * Execução Orçamentária e Financeira Dotação Despesa Restos a Pagar inscritos 2013 Nº do subtítulo/ Não Localizador Inicial Final Empenhada Liquidada Paga Processados Processados 0001 Nacional 40.000 40.000 33.577 33.577 33.577 0,00 0,00 Fonte: SIOP (*) Os dados de Execução Física da Ação – Metas não são apresentados, pois não se aplica; e os dados de Restos A Pagar Não processados – Exercícios Anteriores não são apresentados, pois não houve ocorrência. Código 52 Identificação da Ação 2004 Tipo: Atividade Assistência Médica e Odontológica aos Servidores Civis, Empregados, Militares e seus Dependentes. Descrição Programa de Gestão e Manutenção do Ministério da Justiça Código: 2112 Tipo: Gestão e Manutenção Programa Unidade Orçamentária 30211 – Conselho Administrativo de Defesa Econômica ( ) Sim ( X )Não Caso positivo: ( )PAC ( ) Brasil sem Miséria Ação Prioritária Lei Orçamentária Anual – 2013 * Execução Orçamentária e Financeira Dotação Despesa Restos a Pagar inscritos 2013 Nº do subtítulo/ Não Localizador Inicial Final Empenhada Liquidada Paga Processados Processados 0001 Nacional 20.968 54.868 37.896 37.896 37.896 0,00 0,00 Execução Física da Ação – Metas Nº do Montante Unidade subtítulo/ Descrição da meta de medida Localizador Previsto Reprogramado (*) Realizado 00001 Pessoa Beneficiada unidade 13 191 191 Nacional Fonte: SIOP (*) Os dados de Restos A Pagar Não processados – Exercícios Anteriores não são apresentados, pois não houve ocorrência. Código Identificação da Ação 2010 Tipo: Atividade Assistência Pré-Escolar aos Dependentes dos Servidores Civis, Empregados e Militares. Programa de Gestão e Manutenção do Ministério da Justiça Código: 2112 Tipo: Gestão e Manutenção Programa Unidade Orçamentária 30211 – Conselho Administrativo de Defesa Econômica ( ) Sim ( X )Não Caso positivo: ( )PAC ( ) Brasil sem Miséria Ação Prioritária Lei Orçamentária Anual – 2013 * Execução Orçamentária e Financeira Dotação Despesa Restos a Pagar inscritos 2013 Nº do subtítulo/ Não Localizador Inicial Final Empenhada Liquidada Paga Processados Processados 0001 Nacional 12.600 12.600 3.249 3.249 3.249 0,00 0,00 Execução Física da Ação – Metas Nº do Montante Unidade subtítulo/ Descrição da meta de medida Localizador Previsto Reprogramado (*) Realizado 00001 Criança Atendida unidade 11 24 24 Nacional Fonte: SIOP (*) Os dados de Restos A Pagar Não processados – Exercícios Anteriores não são apresentados, pois não houve ocorrência. Código Descrição 53 Identificação da Ação 2011 Tipo: Atividade Auxílio-Transporte aos Servidores Civis, Empregados e Militares Programa de Gestão e Manutenção do Ministério da Justiça Código: 2112 Tipo: Gestão e Manutenção Programa Unidade Orçamentária 30211 – Conselho Administrativo de Defesa Econômica ( ) Sim ( X )Não Caso positivo: ( )PAC ( ) Brasil sem Miséria Ação Prioritária Lei Orçamentária Anual – 2013* Execução Orçamentária e Financeira Dotação Despesa Restos a Pagar inscritos 2013 Nº do subtítulo/ Não Localizador Inicial Final Empenhada Liquidada Paga Processados Processados 0001 Nacional 2.064 14.564 7.932 7.932 7.932 0,00 0,00 Execução Física da Ação – Metas Nº do Montante Unidade subtítulo/ Descrição da meta de medida Localizador Previsto Reprogramado (*) Realizado 00001 Pessoa Beneficiada unidade 1 100 100 Nacional Fonte: SIOP (*) Os dados de Restos A Pagar Não processados – Exercícios Anteriores não são apresentados, pois não houve ocorrência. Código Descrição Identificação da Ação 2012 Tipo: Atividade Auxílio-Alimentação aos Servidores Civis, Empregados e Militares Programa de Gestão e Manutenção do Ministério da Justiça Código: 2112 Tipo: Gestão e Manutenção Programa Unidade Orçamentária 30211 – Conselho Administrativo de Defesa Econômica ( ) Sim ( X )Não Caso positivo: ( )PAC ( ) Brasil sem Miséria Ação Prioritária Lei Orçamentária Anual – 2013* Execução Orçamentária e Financeira Dotação Despesa Restos a Pagar inscritos 2013 Nº do subtítulo/ Não Localizador Inicial Final Empenhada Liquidada Paga Processados Processados 0001 Nacional 146.640 262.340 246.797 246.797 246.797 0,00 0,00 Execução Física da Ação – Metas Nº do Montante Unidade subtítulo/ Descrição da meta de medida Localizador Previsto Reprogramado (*) Realizado 00001 Pessoa Beneficiada unidade 40 655 655 Nacional Fonte: SIOP (*) Os dados de Restos A Pagar Não processados – Exercícios Anteriores não são apresentados, pois não houve ocorrência. Código Descrição 54 Identificação da Ação 20TP Tipo: Atividade Pagamento de Pessoal Ativo da União Programa de Gestão e Manutenção do Ministério da Justiça Código: 2112 Tipo: Gestão e Manutenção Programa Unidade Orçamentária 30211 – Conselho Administrativo de Defesa Econômica ( ) Sim ( X )Não Caso positivo: ( )PAC ( ) Brasil sem Miséria Ação Prioritária Lei Orçamentária Anual – 2013* Execução Orçamentária e Financeira Dotação Despesa Restos a Pagar inscritos 2013 Nº do subtítulo/ Não Localizador Inicial Final Empenhada Liquidada Paga Processados Processados 0001 Nacional 6.443.276 6.862.220 6.588.191 6.588.191 6.526.788 0,00 0,00 Fonte: SIOP (*) Os dados de Execução Física da Ação – Metas não são apresentados, pois não se aplica; e os dados de Restos A Pagar Não processados – Exercícios Anteriores não são apresentados, pois não houve ocorrência. Código Descrição Identificação da Ação 0181 Tipo: Atividade Pagamento de Aposentados e Pensões – Servidores Civis Previdência de Inativos e Pensionistas da União Código: 0089 Tipo: 30211 – Conselho Administrativo de Defesa Econômica ( ) Sim ( X )Não Caso positivo: ( )PAC ( ) Brasil sem Miséria Lei Orçamentária Anual – 2013* Execução Orçamentária e Financeira Dotação Despesa Restos a Pagar inscritos 2013 Não Inicial Final Empenhada Liquidada Paga Processados Processados Código Descrição Programa Unidade Orçamentária Ação Prioritária Nº do subtítulo/ Localizador 0001 Nacional 520.000 720.000 597.845 597.845 584.056 0,00 0,00 Fonte: SIOP (*) Os dados de Execução Física da Ação – Metas não são apresentados, pois não se aplica; e os dados de Restos A Pagar Não processados – Exercícios Anteriores não são apresentados, pois não houve ocorrência. Identificação da Ação 0Z00 Tipo: Atividade Reserva de Contingência - Financeira Reserva de Contingência Código: 0999 Tipo: 30211 – Conselho Administrativo de Defesa Econômica ( ) Sim ( X )Não Caso positivo: ( )PAC ( ) Brasil sem Miséria Lei Orçamentária Anual – 2013* Execução Orçamentária e Financeira Dotação Despesa Restos a Pagar inscritos 2013 Não Inicial Final Empenhada Liquidada Paga Processados Processados Código Descrição Programa Unidade Orçamentária Ação Prioritária Nº do subtítulo/ Localizador 6497 – Reserva de Contingência – Recursos 21.201.025 21.201.025 0,00 0,00 0,00 0,00 0,00 provenientes de receitas próprias e vinculadas Fonte: SIOP (*) Os dados de Execução Física da Ação – Metas não são apresentados, pois não se aplica; e os dados de Restos A Pagar Não processados – Exercícios Anteriores não são apresentados, pois não houve ocorrência. 55 3.2.2.3 ANÁLISE SITUACIONAL No tocante à ação “Instrução e Julgamento de Atos de Concentração e Processos Administrativos”, a meta de julgamento de atos de concentração e de processos administrativos não apenas foi alcançada, mas foi superada, com o julgamento de 643 casos, face aos 603 que haviam sido inicialmente previstos e os 633 que constavam da meta reprogramada. Note-se que Lei nº 12.529/2011 previu alterações nos critérios de submissão de atos de concentração. Em seu artigo 88, a Lei previu que devem ser submetidos ao Cade pelas partes envolvidas na operação os atos de concentração econômica em que, cumulativamente: i) pelo menos um dos grupos envolvidos na operação tenha registrado, no último balanço, faturamento bruto anual ou volume de negócios total no País, no ano anterior à operação, equivalente ou superior a R$ 400.000.000,00 (quatrocentos milhões de reais); e ii) pelo menos um outro grupo envolvido na operação tenha registrado, no último balanço, faturamento bruto anual ou volume de negócios total no País, no ano anterior à operação, equivalente ou superior a R$ 30.000.000,00 (trinta milhões de reais). Adicionalmente, no parágrafo 1º do mesmo artigo, a Lei previu que os valores mencionados poderiam ser adequados por portaria interministerial dos Ministros de Estado da Fazenda e da Justiça, alteração que foi efetivamente implementada pela Portaria Interministerial nº 994, de 30 de maio de 2012, após a qual os valores acima mencionados passaram a ser, respectivamente, R$ 750.000.000,00 (setecentos e cinquenta milhões de reais) e R$ 75.000.000,00 (setenta e cinco milhões de reais). O efeito imediato das mudanças trazidas pela Lei e pela Portaria Interministerial é uma diminuição do número de atos notificados, tendo-se em vista especialmente a tendência crescente do número de atos de concentração notificados por ano nos exercícios anteriores à entrada em vigor da Lei nº 12.529, de 2011. Entretanto, como se pode verificar pelos números expostos no quadro referente à ação “Instrução e Julgamento de Atos de Concentração e Processos Administrativos”, as mudanças implementadas pela mencionada lei ainda não tiveram o condão de afetar o cumprimento da meta. Esse fato se dá em razão do estoque de atos de concentração submetidos sob a égide da Lei nº 8.884, de 1994, e de processos administrativos para apuração de infrações à ordem econômica pendentes de julgamento. Contudo, é provável que a tônica seja alterada nos próximos anos, uma vez que o Cade tem feito um esforço crescente para diminuir o estoque de processos administrativos pendentes de julgamento. A redução do número de casos permitirá ao Cade alocar seus recursos nos atos de concentração e processos administrativos mais complexos e realizar uma instrução mais robusta, para permitir julgamentos mais céleres, precisos e de qualidade, aspectos especialmente relevantes na sistemática de análise prévia de atos de concentração econômica da Lei nº 12.529, de 2011, na qual os negócios têm que receber a aprovação prévia do Cade antes de poderem ser consumados. Note-se ainda que a autarquia não descuidou do aspecto preventivo da sua atuação, realizando um grande número de ações de difusão da cultura da concorrência, tais como a edição de publicações especializadas, a organização de seminários e a participação de autoridades em palestras para públicos variados, de modo a difundir a missão e atuação do Cade e a importância da cultura da concorrência para a economia. Cabe fazer uma ressalva quanto aos recursos investidos nessa ação face ao orçamento total do Cade. Neste sentido, insta esclarecer que grande parte dos custos inerentes ao funcionamento das atividades de instrução e julgamento de atos de concentração e processos administrativos são supridos por recursos vinculados ao custeio do órgão como um todo. Assim, no custeio da unidade estão previstos todos os recursos necessários ao pagamento de pessoal ativo que atua nas atividades 56 finalísticas do Cade, o funcionamento da estrutura necessária para movimentação processual e atendimento ao público, a infraestrutura de TI do Cade etc. A execução orçamentária no exercício de 2013 foi de quase 100% dos recursos consignados ao Cade, em que pesem as limitações colocadas pelo contingenciamento imposto ao órgão durante o segundo semestre de 2013 pela Portaria MPOG nº 268, de 30 de julho de 2013. Com relação às alterações nas metas previstas para as ações “Assistência Médica e Odontológica aos Servidores Civis, Empregados, Militares e seus Dependentes”, “Assistência PréEscolar aos Dependentes dos Servidores Civis, Empregados e Militares”, “Auxílio-Transporte aos Servidores Civis, Empregados e Militares”, e “Auxílio-Alimentação aos Servidores Civis, Empregados e Militares”, estas se justificam em razão da adaptação da estrutura do Cade, decorrente do aumento de suas atribuições e estrutura, na transição da Lei nº 8.884, de 1994, para a Lei 12.529, de 2011. 57 3.3. INFORMAÇÕES SOBRE OUTROS RESULTADOS DA GESTÃO Durante o exercício, o Cade julgou 643 processos e realizou diversas ações que contribuíram para o fortalecimento da política de defesa da concorrência do país. No que respeita à atuação repressiva, foram julgados 77 processos de apuração de condutas anticompetitivas. Esse resultado reflete o indicador acompanhado pelo PPA e figura como meta do plano estratégico do Cade, também na perspectiva Resultados, alinhado ao Objetivo Estratégico “Assegurar decisões técnicas, independentes e céleres”. Em 2013, o Cade superou a meta estabelecida. Houve condenação em 22 casos e as multas aplicadas somam cerca de R$ 493 milhões. Entre os processos administrativos julgados pelo Cade em 2013, destacam-se: - Condenação de nove casos de formação de cartel no mercado de combustíveis. O Cade julgou, em uma mesma sessão, seis processos administrativos referentes ao setor. Ao longo do ano o Conselho também aplicou penalidades em mais três cartéis de combustíveis. Ao total, as multas aplicadas a postos, associações, sindicatos e pessoas físicas nesses casos somam R$ 150 milhões. Os processos em que foram proferidas condenações foram: 1) Cartel de Combustíveis Caxias do Sul/RS – 08012.010215/2007-96 2) Cartel de Combustíveis Teresina/PI (2005) – 08012.007301/2000-38 3) Cartel de Combustíveis Teresina/PI (2008) – 08012.000547/2008-95 4) Cartel de Combustíveis Bauru/SP – 08012.004472/2000-12 5) Cartel de Combustíveis Londrina/PR – 08012.001003/2000-41 6) Cartel de Combustíveis Manaus/AM – 08012.002959/1998-11 7) Cartel de Combustíveis Santa Maria/RS (postos) – 08012.004573/2004-17 8) Cartel de Combustíveis Santa Maria/RS (pessoas físicas) – 08012.007149/2009-39 9) Cartel de Combustíveis Londrina/PR – 08012.011668/2007-30 - Condenação da SKF do Brasil Ltda. (08012.001271/2001-44) pela prática de fixação de preço mínimo de revenda. No julgamento, realizado em janeiro, o colegiado firmou entendimento de que a fixação de preços de revenda é lícita somente nos casos em que a empresa comprovar ganho de eficiência econômica ao adotar a medida. A conduta ocorreu no mercado de produção e distribuição de rolamentos, retentores, ferramentas de manutenção e equipamentos de monitoramento. - Condenação de casos de tabelas de preços. O Cade condenou quatro casos de elaboração de tabelas de preços de produtos ou serviços: a Associação Brasileira de Agências de Viagens do Rio de Janeiro – ABAV-RJ (08012.006923/2002-18), a Associação dos Produtores de Derivados de Calcário – APDC (08012.009834/2006-57), Sindicato dos Proprietários de Centros de Formação de Condutores de Minas Gerais – SIPROCFC/MG (08012.003874/200938) e Sindicato das Empresas de Seguros Privados e de Capitalização no Estado de São Paulo e do Paraná – SINDSEG/SP e SINDSEG/PR (08012.008224/1998-38). O entendimento do Cade nesses julgamentos foi que, ainda que as tabelas não sejam aplicadas, elas têm potencial de gerar um comportamento uniforme entre as empresas, prejudicando a concorrência. - Condenação do Escritório Central de Arrecadação e Distribuição – Ecad e seis associações que representam titulares de direitos autorais por formação de cartel para fixação conjunta de valores a serem pagos pela execução pública de obras musicais, lítero-musicais e 58 fonogramas (08012.003745/2010-83). O Ecad também foi penalizado por dificultar o ingresso de novas associações no mercado. As multas aplicadas somam cerca de R$ 38 milhões. - Condenação do cartel de carga aérea. As companhias aéreas ABSA Aerolíneas Brasileiras S.A., Varig Logística S.A., American Airlines Inc. e Alitalia Linee Aeree Italiane S.P.A e sete pessoas físicas foram multadas em um montante total de R$ 293 milhões por formação de cartel internacional em transporte aéreo de cargas (08012.011027/2006-02). O Cade entendeu que o conluio entre as empresas gerou preço abusivo e foi repassado para os consumidores e para a cadeia econômica, provocando impacto no custo logístico do país. Ainda como parte do esforço de se combater condutas que possam prejudicar consumidores e concorrência nos mercados, o Cade celebrou 53 Termos de Compromisso de Cessação – TCCs. Esse tipo de acordo garante a cessação imediata da conduta potencialmente lesiva à concorrência e prevê ainda o recolhimento de contribuição pecuniária ao Fundo de Defesa de Direitos Difusos – FDD. Os valores recolhidos em razão dos acordos celebrados em 2013 somaram R$ 41,6 milhões. Os principais TCCs homologados foram: - Encerramento de unimilitância. O Cade assinou 42 acordos com diversas Unimeds de todo o país, em casos referentes à chamada unimilitância – a proibição, por cooperativas de plano de saúde, de os médicos a elas cooperados se credenciarem a outros planos de saúde. Essa conduta anticompetitiva dificulta a entrada de novas operadoras de planos de saúde no mercado, limita a concorrência e diminui as opções aos consumidores de planos de saúde. 1) 08700.002359/2013-69 2) 08700.002369/2013-02 3) 08700.002352/2013-47 4) 08700.002364/2013-71 5) 08700.002459/2013-95 6) 08700.002353/2013-91 7) 08700.002463/2013-53 8) 08700.002458/2013-41 9) 08700.002367/2013-13 10) 08700.002358/2013-14 11) 08700.002365/2013-16 12) 08700.002361/2013-38 13) 08700.002362/2013-62 14) 08700.002351/2013-01 15) 08700.002355/2013-81 16) 08700.002455/2013-15 17) 08700.002373/2013-62 18) 08700.002350/2013-58 19) 08700.002356/2013-25 20) 08700.002524/2013-82 21) 08700.002363/2013-27 22) 08700.002354/2013-36 23) 08700.002374/2013-15 24) 08700.002368/2013-50 25) 08700.002357/2013-70 26) 08700.002525/2013-27 27) 08700.002360/2013-93 28) 08700.002464/2013-06 29) 08700.002372/2013-18 30) 08700.002461/2013-64 31) 08700.002370/2013-29 32) 08700.002371/2013-73 33) 08700.002521/2013-49 34) 08700.002366/2013-61 35) 08700.002462/2013-17 36) 08700.002454/2013-62 37) 08700.002519/2013-70 38) 08700.011043/2012-87 39) 08700.002460/2013-10 40) 08700.002493/2013-60 41) 08700.003960/2012-98 42) 08700.002349/2013-23 - Fim da exclusividade em pontos de venda de tabaco. Por meio de um TCC celebrado com o Cade em janeiro, a Philip Morris Brasil Indústria e Comércio Ltda. se comprometeu a pôr fim a qualquer forma de exclusividade de merchandising, exposição, armazenamento ou venda de produtos nos pontos de vendas que comercializam produtos derivados do tabaco (08012.003921/2005-10). O acerto vale para todos os contratos futuros e para aqueles firmados anteriormente pela empresa. - Cessação de prática no mercado de jornais impressos. A Infoglobo Comunicações e Participações S/A firmou com o Cade o compromisso de adequar sua política de descontos 59 oferecidos aos anunciantes que contratam espaço de publicidade nos jornais O Globo, Extra e Expresso da Informação, controlados pela empresa (08012.003064/2005-58). Com as regras que vinham sendo adotadas, a Infoglobo poderia limitar a concorrência no mercado de jornais impressos no Estado do Rio de Janeiro. Tendo como prioridade o combate a cartéis, foram realizadas ainda duas operações de busca e apreensão relativas a investigações de condutas em setores fundamentais da economia (farinha de trigo e metrô). Foram as duas maiores operações do tipo já registradas na história do antitruste brasileiro, atingindo 29 locais distribuídos em seis Estados. Quanto à atuação preventiva, o Conselho analisou 447 Atos de Concentração – AC (como operações de fusão e aquisição de empresas) entre operações aprovadas sem restrições (387), aprovadas com restrições (47) e reprovadas (3). No âmbito do Tribunal, foi definido como prioridade a eliminação do estoque de atos de concentração notificados pelo regime da lei 8.884/94. Com a mudança do regime de notificação em junho de 2012, o Cade lida com dois tipos de processo: (i) AC notificados antes do novo marco legal, que tramitam sob o regime de análise a posteriori; e (ii) AC notificados sob o regime de análise prévia. A eliminação desse estoque foi priorizada no Plano Estratégico do Cade como meta para 2013 na perspectiva Resultados, e alinha-se ao Objetivo Estratégico “Assegurar decisões técnicas, independentes e céleres”. Ao final do exercício, verificou-se que, das 382 operações em estoque à época da entrada em vigor da nova Lei, restaram menos de 20 casos pendentes de julgamento, o que representa 95% da meta. Os casos que aguardam julgamento, além de mais complexos, apresentam conexão com outros processos ou dependem de parecer de agência reguladora. Esses casos permanecerão priorizados pelo Tribunal para 2014; Dos AC julgados ao longo de 2013, as seguintes decisões podem ser destacadas: - No setor de saúde, o Cade reprovou a aquisição, pela Unimed Franca, do controle do Hospital Regional de Franca, em São Paulo, e do seu plano de saúde, o “Regional Saúde” (08700.003978/2012-90). A operação resultaria em concentrações que ultrapassam 80% do mercado de serviços médico-hospitalares e de planos de saúde – individuais e coletivos – em Franca e nos municípios da região. Na incorporação, pela Rede D’Or, do Medgrupo Participações S/A e do Hospital Santa Lúcia S/A (08700.004150/2012-59), localizados em Brasília (DF), o Cade condicionou o aprovação da operação à alienação de um dos dois conjuntos de ativos: do Hospital Santa Lúcia ou então do Hospital Santa Luzia juntamente com o Hospital do Coração. Também foram aplicadas restrições à compra da holding MD1 Diagnósticos S/A pelo Grupo Dasa (08012.010038/2010-43). Para aprovar a operação, o Conselho estabeleceu remédios concorrenciais para o mercado de prestação de serviços de apoio à medicina diagnóstica no Rio de Janeiro, São Paulo e Curitiba. - No segmento de educação, o Tribunal do Cade aprovou, com restrições, dois atos de concentração envolvendo a Anhanguera Educacional Ltda.. O primeiro trata da aquisição da totalidade das ações da NOVATEC e do Instituto Grande ABC de Educação e Ensino S/C Ltda., mantenedor da Faculdade Anchieta (08012.003886/2011-87). O segundo refere-se à compra do Grupo Uniban (08012.009861/2011-97). As operações foram condicionadas à venda, pela Anhanguera, de conjunto de ativos nos mercados em que foram encontradas preocupações concorrenciais a um comprador não relacionado ao próprio grupo. Também foi aprovada mediante o compromisso da alienação de ativos, a aquisição, pela Kroton Educacional, da União Educacional Cândido Rondon – Unirondon (08012.005791/2012-89). - O Conselho aprovou, com restrições, a associação entre as empresas Azul S/A e Trip Linhas Aéreas S/A (08700.004155/2012-81). O Cade considerou o ato de concentração prócompetitivo, pois, juntas, as companhias têm melhores condições de concorrer com as líderes do 60 mercado nacional de aviação civil. A aprovação da fusão foi condicionada à assinatura de Termo de Compromisso de Desempenho – TCD, pelo qual o Cade determinou o fim do acordo de compartilhamento de voos (codeshare) que a Trip possui com a TAM. O TCD também impôs às empresas fusionadas o compromisso de usar com intensidade de pelo menos 85% seus horários de pousos e decolagens no aeroporto Santos Dumont, no Rio de Janeiro. O objetivo das medidas é fomentar a competição no setor. - O Cade aprovou operações que envolveram compras de frigoríficos pela JBS S/A. As transações foram autorizadas mediante a assinatura de TCD pelo qual a empresa se obriga a comunicar à autarquia quaisquer futuras operações relacionadas a unidades de abate de bovinos dentro dos próximos 30 meses. Os atos aprovados foram: 1) 08012.008074/2009-11 4) 08012.003367/2012-08 2) 08700.004226/2012-46 5) 08012.002148/2012-01 3) 08700.004230/2012-12 6) 08012.002149/2012-48 - A aquisição de ativos de produção e abate de suínos da Doux Frangosul S.A. pela Brasil Foods S.A – BRF (08700.007680/2012-59) foi vetada pelo Tribunal do Cade. - O Cade aprovou, com restrições, a fusão entre as redes Ponto Frio e Casas Bahia. A operação resultou na criação da maior empresa de varejo do país, a Via Varejo, uma associação entre Grupo Pão de Açúcar e Casas Bahia. A integração entre Casas Bahia e Ponto Frio é decorrente de duas operações notificadas ao Cade em 2009 (08012.004857/2009-18 e 08012.010473/2009-34): a primeira foi aprovada sem restrições, e a segunda foi condicionada à venda, pela Via Varejo, de 74 pontos comerciais em 54 municípios brasileiros. - A aquisição, pela Armco Staco S/A, da divisão de produção de defensas metálicas e de galvanização da Mangels Industrial S/A (08700.004054/2012-19) foi reprovada pelo Cade. O Tribunal do Cade entendeu que a operação gera elevada concentração de mercado – aproximadamente 70% – e determinou a venda da unidade da Mangels adquirida pela Armco nas mesmas condições operacionais de sua aquisição. - O Conselho autorizou, com restrições, a fusão da KPMG com as empresas BDO Auditores Independentes e BDO Consultores Ltda., do Grupo Robusto, que até então eram vinculadas à rede BDO (08012.002689/2011-41). A KPMG se comprometeu, por meio de assinatura de TCD, a não realizar, pelo prazo de dois anos, novas operações com empresas de auditoria independente nos casos em que o negócio envolver a aquisição de clientes que sejam companhias de capital aberto e que tenham faturamento superior a R$ 300 milhões por ano no Brasil. O TCD determina ainda que após o fim da primeira restrição a KPMG notifique ao Cade, também pelo prazo de dois anos, os atos de concentração com empresas de auditoria que resultem na aquisição de clientes com faturamento acima de R$ 350 milhões por ano no Brasil. - Por meio de duas decisões, o Cade reforçou a necessidade de manter separados os grupos das empresas Vivo e Tim, competidoras no mercado brasileiro de telecomunicações. Ao analisar a aquisição, pela Telefonica S/A, de 50% da Brasilcel detidos pela Portugal Telecom e pela PT Móveis (53500.021373/2010), o Conselho impôs restrições para impedir que a Telefonica, que já possui participação indireta na Tim, adquira o controle total da Brasilcel, sócia majoritária da Vivo. Em um segundo caso, o Conselho aplicou multa de R$ 15 milhões à Telefonica (53500.012487/2007) pelo aumento indevido de participação na Telco S.p.A. (holding da qual a Telefonica é acionista). O negócio violou um acordo firmado com o órgão antitruste em 2010 como condição para aprovação da entrada da Telco na Telecom Italia (controladora da Tim Brasil Serviços e Participações S/A). Além dos destaques acima referentes à agenda de instrução e julgamento de casos, vale destacar: 61 i. Realização do seminário internacional “A Defesa da Concorrência e o Poder Judiciário”: o evento foi definido como meta do Plano Estratégico do Cade para 2013, alinhada ao objetivo “Assegurar decisões técnicas, independentes e céleres”. O seminário foi promovido pelo Cade, a Associação dos Juízes Federais do Brasil – Ajufe e o Centro de Estudos de Direito Econômico e Social – CEDES para debater temas relacionados ao Direito Concorrencial e à aplicação da Lei nº 12.529/11. Para demonstrar a importância da aproximação com o Poder Judiciário, de 2012 a 2013 observa-se aumento de 60,75% para 70% no número de acórdãos ou sentenças favoráveis ao Cade, o que impacta diretamente na efetividade das decisões do Conselho; Figura 21 – Informativo sobre o seminário internacional “A Defesa da Concorrência e o Poder Judiciário” Fonte: Cade ii. Realização de Audiência Pública sobre os impactos concorrenciais da importação de pré-forma de garrafas PET (uma peça em forma de tubo que é posteriormente inflada para chegar à embalagem final de PET), com a participação de palestrantes de diversos órgãos ligados à temática; 62 Figura 22 – Audiência Pública sobre os impactos concorrenciais da importação de pré-forma de garrafas PET Fonte: Cade iii. Superação da meta de celebração de 5 novos acordos de cooperação com Agências Reguladoras e outras entidades: essa meta foi priorizada no Plano Estratégico com vistas a cumprir o objetivo de “Estabelecer e implementar políticas de defesa da concorrência”, bem como “Difundir a cultura da concorrência no Brasil”. Foram celebrados 7 novos acordos de cooperação com os seguintes órgãos e entidades: DPF/MJ, BNDES, Anvisa, ANS, ANP, Ajufe, e Cedes; iv. Celebração de acordo de cooperação internacional com a autoridade de defesa da concorrência do Equador. O Cade estabeleceu como meta para 2013 a celebração de 5 novos acordos internacionais. A meta não foi atingida; porém, 4 acordos (com as autoridades da Colômbia, Japão, países do BRICs e Coreia do Sul) encontram-se em fase de negociação e esperase que sejam celebrados em 2014. Essa meta também conta como prioridade do Plano Estratégico na perspectiva Resultados, e visa ao atendimento do objetivo “Representar os interesses do Brasil com propriedade perante fóruns e agências antitruste internacionais”. v. Lançamento do projeto Cade Sustentável: o projeto visa promover o uso racional de recursos naturais e incentivar a adoção de atitudes sustentáveis. As ações do projeto estão estabelecidas no Plano de Gestão de Logística Sustentável, que efetivou a adesão do Cade ao Projeto Esplanada Sustentável – PES, uma ação conjunta dos Ministérios do Planejamento, Meio Ambiente, Minas e Energia, e Desenvolvimento Social e Combate à Fome com o objetivo de promover a sustentabilidade ambiental e socioeconômica na Administração Pública Federal. No Plano Estratégico do Cade, essa iniciativa está contida na perspectiva Processos Internos, e alinhase ao objetivo “Aprimorar os processos de trabalho e de gestão com vistas a excelência operacional”. Uma das atividades do Cade Sustentável é a realização de campanhas educativas com dicas e informações que mobilizem todos a reduzir o consumo de água, energia, papel e outros materiais de uso no dia a dia de trabalho, como demonstrado nas figuras abaixo. 63 Figura 23 – Tela do hotsite do projeto Cade Sustentável Fonte: Cade (disponível em: http://www.cade.gov.br/sustentavel/) Figura 24 – Peças da campanha de sustentabilidade Fonte: Cade (disponível em: http://www.cade.gov.br/sustentavel/) 64 Figura 25 – Fotografias do lançamento da campanha de sustentabilidade Fonte: Cade vi. Realização do 1º Circuito Saúde & Bem-Estar, em parceria com a Fundação de Seguridade Social – GEAP, como parte do escopo do projeto de qualidade de vida no trabalho e valorização do servidor, priorizado no Plano Estratégico na perspectiva Clientes. Esse evento teve como foco a prevenção à saúde dos servidores e colaboradores do Cade e alinha-se ao objetivo de “Processar adequadamente as demandas dos servidores e colaboradores internos”; Figura 26 – Logomarca do 1º Circuito Saúde & Bem-Estar Fonte: Cade vii. Publicação do Plano Estratégico do Cade para o período de 2013 a 2016 na internet, com versões em português em inglês: Essa iniciativa contribui para a melhora dos processos de accountability, estratégia definida no Plano do Cade, na perspectiva Processos Internos; 65 viii. O Cade recebeu quatro estrelas no ranking realizado anualmente pela revista britânica Global Competition Review – GCR, especializada em política de concorrência e regulação, referente ao desempenho no ano de 2012. Com as quatro estrelas, o Cade ficou classificado em oitava colocação entre as melhores agências antitruste do mundo; e Figura 27 – Ranking da revista Global Competition Review Fonte: Cade, adaptado da revista GCR ix. Premiação do novo processo de análise de atos de concentração no 18ª edição do Concurso Inovação na Gestão Pública Federal, promovido pela Escola Nacional de Administração Pública – Enap. 66 Figura 28 – Resultado da 18ª edição do Concurso de Inovação da Enap Fonte: Cade, adaptado do sítio eletrônico da ENAP (disponível em: http://inovacao.enap.gov.br/) 3.3.1. INDICADORES No Plano Plurianual 2012-2015 – PPA Mais Brasil, o Programa 2020- Cidadania e Justiça elencou um indicador relativo à atuação do Cade: Número de processos de apuração de infrações contra a ordem econômica julgados pelo Cade. Esse indicador institucional foi aplicado pelos gestores durante o exercício de 2012 e estão sendo utilizados na gestão do Cade e atende aos princípios da simplicidade e economicidade, contudo, não se pode afirmar que representa adequadamente a amplitude e a diversidade da atuação do Cade. Desse modo, além do indicador programático listado no plano plurianual, o Cade construiu outros indicadores para melhor monitorar o desempenho organizacional, como: 3.3.1.1 INDICADORES FINALÍSTICOS, ELABORADOS E ACOMPANHADOS PELA COORDENAÇÃO GERAL PROCESSUAL – CGP Esses indicadores têm como objetivo subsidiar o planejamento estratégico do Cade, possibilitar a identificação de oportunidades de melhoria nos fluxos operacionais, auxiliar à 67 pesquisa pelo público interno e externo e dar transparência à produção do Conselho em termos quantitativos e qualitativos. A tabela a seguir lista os principais indicadores finalísticos do Cade: Tabela 1 – Indicadores finalísticos elaborados e acompanhados pela Coordenação Geral Processual – CGP Nome do Indicador Percentual de julgados por tipo Fórmula Quantidade de processos por tipo/Quantidade total de processos julgados pelo Cade. Quantidade de casos por sessão Somatório dos processos. % de Conhecimento de atos de concentração Quantidade de casos de AC conhecidos/ Quantidade de casos de AC distribuídos. Unanimidade x Maioria Quantidade de casos julgados por unanimidade/ Quantidade total de casos julgados. Tempestividade das operações Quantidade de casos de AC notificados tempestivamente/ Quantidade total de casos de AC julgados. Relação entre a quantidade de casos de AC notificados tempestivamente e a quantidade total de AC julgados em um exercício. Multa por intempestividade Somatório das multas aplicadas por intempestividade. Rito Sumário x Rito Ordinário Quantidade de processos de AC por rito/ Quantidade total de AC julgados pelo Cade. Valor total de multas aplicadas pelo Cade em um exercício por intempestividade na notificação de AC. Percentual que cada rito representa na quantidade total de AC julgados pelo Cade em um exercício (ordinário ou sumário). Tempo de permanência de AC no Cade Média e Mediana calculadas sobre o somatório do prazo de permanência de cada caso de AC julgado pelo Cade (em dias) e a quantidade total de AC julgados pelo Cade no exercício. Quantidade de processos de AC por tipo de decisão/ Quantidade total de AC julgados pelo Cade. Tipos de Decisão em AC Balanço de AC julgados x distribuídos no Cade em tempo médio Somatório de processos de AC distribuídos e julgados em um exercício com respectivo tempo médio. Tipos de Decisão em PA Quantidade de PA por tipo de decisão/ Quantidade total de PA julgados pelo Cade. Descrição Percentual que cada tipo (atos de concentração, processos administrativos, averiguações preliminares, embargos declaratórios e outros procedimentos) representa na quantidade total de processos julgados pelo Cade em um exercício. Somatório dos processos julgados pelo Cade em cada sessão ordinária de julgamento, considerando todos os ritos existentes. Relação entre a quantidade de casos de AC conhecidos e a quantidade total de AC distribuídos em um exercício, bem como de casos não conhecidos e arquivados sem julgamento de mérito em um exercício sobre o total de casos distribuídos. Relação entre a quantidade de casos de AC julgados por unanimidade e a quantidade total de AC julgados em um exercício. Média do tempo de análise de AC julgados pelo Cade. Percentual que cada tipo de decisão representa na quantidade total de AC julgados pelo Cade em um exercício (aprovados sem restrição, aprovados com restrição ou reprovados). Comparação entre a quantidade de AC distribuídos e julgados em um exercício, evidenciando o tempo médio (em dias) que os processos permaneceram no Cade. Percentual que cada tipo de decisão representa na quantidade total de PA julgados pelo Cade em um exercício (arquivado, condenado, suspenso ou instrução reaberta). Método de apuração Estatística gerada automaticamente pelo sistema de andamento processual. Estatística gerada automaticamente pelo sistema de andamento processual/ pauta eletrônica. Estatística gerada automaticamente pelo sistema de andamento processual/ pauta eletrônica. Estatística gerada automaticamente pelo sistema de andamento processual/ pauta eletrônica. Estatística gerada automaticamente pelo sistema de andamento processual/ pauta eletrônica. Estatística gerada pelo setor de cumprimento de decisões. Estatística gerada automaticamente pelo sistema de andamento processual/ pauta eletrônica. Estatística gerada automaticamente pelo sistema de andamento processual/ pauta eletrônica. Estatística gerada automaticamente pelo sistema de andamento processual/ pauta eletrônica. Estatística gerada automaticamente pelo sistema de andamento processual/ pauta eletrônica. Estatística gerada automaticamente pelo sistema de andamento processual/ pauta eletrônica. 68 Nome do Indicador Tempo de análise de Processo Administrativo – PA no Cade Fórmula Média e Mediana calculadas sobre o somatório do prazo de permanência de cada caso de PA julgado pelo Cade (em dias) e a quantidade total de PA julgados pelo Cade no exercício. Somatório de PA distribuídos e julgados em um exercício com respectivo tempo médio. Descrição Média do tempo de análise de PA pelo Cade. Método de apuração Estatística gerada automaticamente pelo sistema de andamento processual/ pauta eletrônica. Comparação entre a quantidade de PA distribuídos e julgados em um exercício, evidenciando o tempo médio (em dias) que os processos permaneceram no Cade. Média do tempo de análise de AP pelo Cade. Balanço de AP distribuídas x julgadas com tempo médio Média e Mediana calculadas sobre o somatório do prazo de permanência de cada caso de AP julgado pelo Cade (em dias) e a quantidade total de AP julgadas pelo Cade no exercício. Somatório de processos de AP distribuídos e julgados em um exercício com respectivo tempo médio. Estatística gerada automaticamente pelo sistema de andamento processual/ pauta eletrônica. Estatística gerada automaticamente pelo sistema de andamento processual/ pauta eletrônica. Julgados por Conselheiro Somatório de processos julgados por Conselheiro, por tipo. Procedimentos arquivados por Despacho, por tipo Quantidade de despachos de arquivamento, por tipo (Procedimento Preparatório de Inquérito Administrativo Procedimento Administrativo , e Inquérito Administrativo). Quantidade de processos relatados por Conselheiro em um exercício, por tipo (atos de concentração, processos administrativos, averiguações preliminares, embargos declaratórios e outros procedimentos). Acompanhamento da evolução para criação de linha de base, por se tratar de novo indicador. Balanço de PA distribuídos x julgados com tempo médio Tempo de análise de Averiguação Preliminar – AP no Cade Comparação entre a quantidade de AP distribuídas e julgadas em um exercício, evidenciando o tempo médio (em dias) que os processos permaneceram no Cade. Estatística gerada automaticamente pelo sistema de andamento processual/ pauta eletrônica. Estatística gerada automaticamente pelo sistema de andamento processual/ pauta eletrônica. Estatística acompanhada manualmente pela CGP. Destaque-se que grande parte desses indicadores utiliza o Sistema de Andamento Processual do Cade como fonte de dados. A sistematização resulta em uma relação custo x benefício adequada, atendendo aos critérios de economicidade. Ademais, consideramos que os indicadores são acessíveis e compreensíveis, possuem linha de base ou série histórica para atender ao critério de comparabilidade, e são auditáveis, na medida em que os dados utilizados para elaboração das estatísticas é transparente e reaplicável por outros agentes. Com relação à completude e validade, os indicadores são adequados à realidade do Cade, porém, tendo em vista a entrada em vigor da Lei 12.529/2011, que expandiu as competências deste Conselho, foi necessário revisar cada indicador utilizado para identificar a necessidade de ajuste à nova realidade. 3.3.1.2 INDICADORES OPERACIONAIS E FINALÍSTICOS, ELABORADOS E ACOMPANHADOS PELA PROCURADORIA FEDERAL ESPECIALIZADA JUNTO AO CADE – PFE /CADE A Procuradoria Federal Especializada junto ao Conselho Administrativo de Defesa Econômica – PFE/Cade é um órgão vinculado à Procuradoria Geral Federal – PGF da Advocacia Geral da União – AGU e tem como função assessorar juridicamente Cade, realizando atividades de natureza consultiva e contenciosa. As estatísticas elaboradas pela PFE/Cade evidenciam o desempenho operacional da unidade, a convergência entre o Conselho e a assessoria jurídica, e propiciam o acompanhamento da eficácia das decisões do Cade (por vezes contestadas judicialmente). 69 Tabela 2 – Indicadores operacionais e finalísticos, elaborados e acompanhados pela Procuradoria Federal Especializada junto ao Cade – PFE/Cade Nome do Indicador Quantidade de manifestações jurídicas conclusivas emitidas pela PFE/Cade nos últimos anos. Quantidade de processos relacionados às atividades finalísticas do Cade, que foram julgados nos últimos anos. Quantidade de Atos de Concentrações julgados nos últimos anos. Fórmula Soma da quantidade total de manifestações jurídicas conclusivas (pareceres e notas) que foram emitidas pela PFE/Cade em cada exercício. Descrição Evolução da quantidade total de pareceres e notas emitidos pela PFE/Cade em cada exercício. Método de apuração Consulta ao arquivo de manifestações jurídicas da Procuradoria Federal Especializada junto ao Cade. Soma da quantidade total de processos que foram julgados pelo Cade em cada exercício. Evolução da quantidade total de processos que foram julgados pelo Cade em cada exercício, desde 1994. Compilação dos dados divulgados no sítio eletrônico do Cade, na aba “Acesso à Informação”. Soma da quantidade total de atos de concentração que foram julgados pelo Cade em cada exercício. Evolução da quantidade total de atos de concentração que foram julgados pelo Cade em cada exercício, desde 1994. Compilação dos dados divulgados no sítio eletrônico do Cade, na aba de “Acesso à Informação”. Quantidade de Atos de Concentração reprovados ou aprovados com restrições, nos últimos anos. Quantidade total de pareceres proferidos pela CoordenaçãoGeral de Estudos e Pareceres da PFE/Cade nos últimos anos. Soma da quantidade total de atos de concentração reprovados ou aprovados com restrições pelo Cade em cada exercício. Total de atos de concentração reprovados ou aprovados com restrições pelo Cade em cada exercício, desde 1994. Compilação dos dados divulgados no sítio eletrônico do Cade, na aba de “Acesso à Informação”. Soma da quantidade total de pareceres emitidos pela Coordenação-Geral de Estudos e Pareceres da PFE/Cade, por ano, desde 2011. Consulta ao arquivo de manifestações jurídicas da Procuradoria Federal Especializada junto ao Cade. Quantidade de pareceres proferidos pela CoordenaçãoGeral de Estudos e Pareceres da PFE/Cade, por ano, em cada tipo de processo. Soma da quantidade total de pareceres emitidos pela Coordenação-Geral de Estudos e Pareceres da PFE/Cade, discriminados por ano e por tipo de processo (Atos de Concentração, Processos Administrativos de Apuração de Infrações à Ordem Econômica, Averiguações Preliminares, Consultas). Quantidade de manifestações jurídicas proferidas pelo Setor de Cumprimento de Decisões (hoje ligado à Coordenação-Geral de Estudos e Pareceres da PFE/Cade), por categoria prevista na Portaria AGU nº 1.399/2009. Quantidade de manifestações jurídicas proferidas Soma da quantidade total de manifestações jurídicas emitidas pelo Setor de Cumprimento de Decisões, discriminados por categoria prevista na Portaria AGU nº 1.399/2009. Total de pareceres emitidos pela Coordenação-Geral de Estudos e Pareceres da PFE/Cade, por ano, desde 2011. O número compreende todos os tipos de processos da área finalística que receberam manifestação jurídica, independentemente da data de entrada na PFE/Cade ou fase em que se encontravam na Procuradoria. Total de pareceres emitidos pela Procuradoria do Cade, discriminados por ano, desde 2011. O número compreende todos os tipos de processos da área finalística (Atos de Concentração, Processos Administrativos de Apuração de Infrações à Ordem Econômica, Averiguações Preliminares, Consultas) que receberam manifestação jurídica, independente da data de entrada na PFE/Cade ou fase em que se encontravam na Procuradoria. Total de manifestações jurídicas emitidas pelo Setor de Cumprimento de Decisões por categorias de manifestações previstas na Portaria AGU nº 1.399/2009, quais sejam, pareceres, cotas e notas. Soma da quantidade total de manifestações jurídicas emitidas pelo Setor de Cumprimento de Total de manifestações jurídicas emitidas pelo Setor de Cumprimento de Decisões nos últimos anos, desde 2011. Consulta ao arquivo de manifestações jurídicas da Procuradoria Federal Consulta ao arquivo de manifestações jurídicas da Procuradoria Federal Especializada junto ao Cade. Consulta ao arquivo de manifestações jurídicas da Procuradoria Federal Especializada junto ao Cade. 70 Nome do Indicador pelo Setor de Cumprimento de Decisões (hoje ligado à Coordenação-Geral de Estudos e Pareceres da PFE/Cade) nos últimos anos. Quantidade de manifestações jurídicas proferidas pelo Setor de Cumprimento de Decisões (hoje ligado à Coordenação-Geral de Estudos e Pareceres da PFE/Cade), segundo suas conclusões. Fórmula Decisões nos últimos anos, desde 2011. Quantidade de manifestações jurídicas proferidas pelo Setor de Cumprimento de Decisões (hoje ligado à Coordenação-Geral de Estudos e Pareceres da PFE/Cade), por tema. Participação em negociações de instrumentos consensuais típicos da legislação antitruste. Arrecadação total do Cade, em reais, por ano. Proporção dos diversos temas tratados nas manifestações do Setor de Cumprimento de Decisões, emitidas no ano de 2013. Proporção de manifestações do Setor de Cumprimento de Decisões, no ano de 2013, segundo suas respectivas conclusões. Descrição Método de apuração Especializada junto ao Cade. Proporção de manifestações do Setor de Cumprimento de Decisões que concluíram pelo cumprimento da decisão do Cade e consequente arquivamento do processo, pelo descumprimento da decisão do Cade, pelo parcelamento do débito ou, ainda, que tinham por objeto o acompanhamento de TCD (Termo de Compromisso de Desempenho), o acompanhamento de TCC (Termo de Compromisso de Cessação), o acompanhamento de outras obrigações de fazer ou o tratamento de questões incidentais. Proporção dos diversos temas tratados nas manifestações do Setor de Cumprimento de Decisões, no ano de 2013, quais sejam, pagamento de multa ou taxa, cumprimento de TCC, cumprimento de TCD ou ACC, cumprimento de outras espécies de obrigação de fazer, alteração de cláusula de não concorrência, manifestações diversas. Total de instrumentos consensuais da legislação antitruste - TCC, TCD e ACC - para cuja celebração a Procuradoria teve participação ativa. Consulta ao arquivo de manifestações jurídicas da Procuradoria Federal Especializada junto ao Cade. Valor recolhido em multas aplicadas pelo Cade ou em contribuições pecuniárias impostas por Termos de Compromisso de Cessação, por ano, desde 2011. Valores recolhidos em multas ou contribuições pecuniárias, seja em sede de acordo judicial, seja como pagamento voluntário, por ano, desde 2011. Estatística gerada pela PFE/Cade com base nos relatórios mensais encaminhados pelo Conselho Federal Gestor do Fundo de Defesa de Direitos Difusos – CFDD. Quantidade de manifestações jurídicas proferidas pela CoordenaçãoGeral de Matéria Administrativa da PFE/Cade, por ano. Soma da quantidade total de manifestações jurídicas emitidas pela Coordenação-Geral de Matéria Administrativa PFE/Cade, por ano, desde 2011. Consulta ao arquivo de manifestações jurídicas da Procuradoria Federal Especializada junto ao Cade. Quantidade de manifestações jurídicas proferidas pela CoordenaçãoGeral de Matéria Administrativa da PFE/Cade, por categoria prevista na Portaria AGU nº Soma da quantidade total de manifestações emitidas pela Coordenação-Geral de Matéria Administrativa PFE/Cade, discriminadas por ano e por categoria prevista na Portaria AGU nº 1.399/2009. Total de manifestações, por ano, desde 2011. O número compreende todos os tipos de processos da área meio (licitações, dispensas, inexigibilidades, alterações contratuais, prorrogações, repactuações, convênios, consultas em geral) que receberam manifestação jurídica, independente da data de entrada na PFE/Cade ou da fase em que se encontravam na Procuradoria. Total de manifestações jurídicas emitidas pela Coordenação-Geral de Matéria Administrativa PFE/Cade, discriminadas por ano, desde 2011, e por categoria prevista na Portaria AGU nº 1.399/2009: pareceres, notas, cotas e despachos. Soma dos instrumentos consensuais típicos da legislação antitruste para cuja celebração a Procuradoria teve participação ativa. Consulta ao arquivo de manifestações jurídicas da Procuradoria Federal Especializada junto ao Cade. Consulta ao arquivo de manifestações jurídicas da Procuradoria Federal Especializada junto ao Cade. Consulta ao arquivo de manifestações jurídicas da Procuradoria Federal Especializada junto ao Cade. 71 Nome do Indicador 1.399/2009. Número de manifestações jurídicas conclusivas emitidas pela Coordenação-Geral de Matéria Administrativa da PFE/Cade, por ano. Fórmula Descrição Método de apuração Soma da quantidade total de manifestações jurídicas conclusivas – pareceres ou notas emitidas pela Coordenação-Geral de Matéria Administrativa PFE/Cade, por ano, desde 2011. Total de manifestações conclusivas, pareceres ou notas - relativos aos processos da área meio, por ano, desde 2011. O número compreende todos os tipos de processos da área meio (licitações, dispensas, inexigibilidades, alterações contratuais, prorrogações, repactuações, convênios, consultas em geral) que receberam notas ou pareceres, independente da data de entrada na PFE/Cade ou fase em que se encontravam na Procuradoria. Total de pareceres emitidos pela Coordenação-Geral de Matéria Administrativa da PFE/Cade, discriminados por ano, desde 2011, e por assunto (dispensa em razão do valor, contratação de cursos para servidores, outros casos de dispensas e inexigibilidades, pregões eletrônicos, pregões para registro de preços, prorrogações contratuais, repactuações contratuais, adesões a atas de registro de preços, convênios, outros). Estatística da Coordenação-Geral do Contencioso Judicial da PFE/Cade. Total de ações, recursos e incidentes judiciais envolvendo o Cade, distribuídos em todo o território nacional. Consulta ao arquivo de manifestações jurídicas da Procuradoria Federal Especializada junto ao Cade. Quantidade de pareceres proferidos pela CoordenaçãoGeral de Matéria Administrativa da PFE/Cade, por ano e por assunto do processo administrativo. Soma da quantidade total de Pareceres emitidos pela Coordenação-Geral de Estudos e Pareceres da PFE/Cade, discriminados por ano, desde 2011, e por assunto do processo administrativo. Distribuição de ações, recursos e incidentes judiciais envolvendo o Cade em todo território nacional. Soma da quantidade total de ações, recursos e incidentes judiciais envolvendo o Cade distribuídos em todo o território nacional. Número de petições protocolizadas pela Coordenação-Geral do Contencioso Judicial da PFE/Cade, por ano. Número de recursos manejados, por espécie, a favor do Cade e contra o Cade, no ano de 2013. Quantidade total de acórdãos, sentenças e decisões exarados em processos judiciais que envolvem o Cade. Soma da quantidade total de petições protocolizadas por ano, desde 2012. Estatística da Coordenação-Geral do Contencioso Judicial da PFE/Cade. Quantidade total de petições protocolizadas no ano. Soma da quantidade total de recursos, classificados por espécie, manejados pelo Cade e contra o Cade em 2013. Estatística da Coordenação-Geral do Contencioso Judicial da PFE/Cade. Quantidade total de recursos protocolizados e respondidos pela PFE/Cade. Estatística da Coordenação-Geral do Contencioso Judicial da PFE/Cade. Quantidade total de acórdãos, sentenças e decisões em processos judiciais que envolvem o Cade. Proporção de acórdãos, sentenças e decisões favoráveis e desfavoráveis ao Cade, em primeira e em segunda instância, no ano de 2013. Proporção dos acórdãos, sentenças e decisões, favoráveis e desfavoráveis, em primeira e em segunda instância, no ano de 2013. Soma da quantidade total de acórdãos, sentenças e decisões exarados em processos judiciais que envolvem o Cade Estatística da Coordenação-Geral do Contencioso Judicial da PFE/Cade. Percentagem de decisões favoráveis e desfavoráveis no ano, em primeira e em segunda instância, no ano de 2013. Consulta ao arquivo de manifestações jurídicas da Procuradoria Federal Especializada junto ao Cade. Estatística gerada pela PFE/Cade por meio de Consulta ao site da Justiça Federal. Recursos e Incidentes processuais: e-mails pushs recebidos pela Procuradoria dos sites do Judiciário. Comparação dos dados com a Tabela Geral do Contencioso, alimentada a cada intimação recebida pela Autarquia. Estatística gerada pela PFE/Cade com base na análise do arquivo de petições da Procuradoria. Estatística gerada pela PFE/Cade com base na análise do arquivo de petições da Procuradoria. Estatística gerada pela PFE/Cade com base na Tabela Geral do Contencioso da Procuradoria e dos emails pushs encaminhados pelo Judiciário. Estatística gerada pela PFE/Cade com base na Tabela Geral do Contencioso da Procuradoria e dos emails pushs encaminhados pelo Judiciário. 72 Destaque-se que grande parte desses indicadores é obtida por meio do SISAPA, o Sistema de Acompanhamento Processual da Procuradoria. Como já mencionado, a sistematização resulta em uma relação custo x benefício adequada, atendendo aos critérios de economicidade. Os demais indicadores, produzidos manualmente, não consomem recursos excessivos, tendo em vista que os procedimentos necessários fazem parte da natureza da atribuição da Procuradoria. Consideramos que os indicadores são acessíveis e compreensíveis, possuem linha de base ou série histórica para atender ao critério de comparabilidade, e são auditáveis, na medida em que os dados utilizados para elaboração das estatísticas é transparente e reaplicável por outros agentes. Com relação à completude e validade, os indicadores são adequados à realidade do Cade, porém, tendo em vista a entrada em vigor da Lei 12.529/2011, que expandiu as competências deste Conselho, é necessário revisar cada indicador utilizado para identificar a necessidade de ajuste à nova realidade. Esse trabalho encontra-se em andamento e é desenvolvido pela equipe da PFE/Cade. 3.3.1.3 INDICADORES ESTRATÉGICOS EM ELABORAÇÃO PARA ACOMPANHAMENTO DA CONSECUÇÃO DOS OBJETIVOS ESTRATÉGICOS DO CADE Conforme já mencionado na seção 3.1.1 - Informações sobre o Planejamento Estratégico do Cade, o Mapa Estratégico do Cade foi consolidado e homologado pelo Plenário do Cade em 31 de agosto de 2011. Desde então, iniciou-se o trabalho de construção de indicadores para permitir a mensuração do avanço institucional proposto no referencial estratégico. A opção pela metodologia Balanced Scorecard – BSC10 reflete o esforço do Cade em alcançar o equilíbrio entre objetivos de curto e longo prazo, entre medidas financeiras e não financeiras, entre indicadores finalísticos e meio e, ainda, entre as perspectivas interna e externa de desempenho. Este conjunto abrangente de objetivos depende de um sistema de medição e gestão estratégica por meio do qual o desempenho organizacional é mensurado de maneira equilibrada sob quatro perspectivas: a) Resultados; b) Clientes; c) Processos Internos e d) Pessoas e Infraestrutura. Dessa forma, o Cade vem estudando indicadores que possibilitem o acompanhamento dos resultados finalísticos monitorando, ao mesmo tempo, o progresso na construção de capacidades e na aquisição dos ativos intangíveis necessários para o crescimento futuro. Com a aprovação da Lei 12.529/2011, em dezembro de 2011, o trabalho de construção de indicadores estratégicos foi suspenso, em virtude do aumento das atribuições do Cade, notadamente a incorporação das competências de instrução de Atos de Concentração e de processos de apuração de infrações à ordem econômica, assim como o aumento expressivo na estrutura da Diretoria Administrativa. Em 2013, o Cade elencou como estratégia o aprimoramento da gestão de dados e revisão do quadro de indicadores. Uma etapa necessária a esse processo é o mapeamento dos macroprocessos finalísticos e de gestão, de forma a identificar as necessidades de mensuração (fórmula, periodicidade, instrumento de coleta, fonte da informação e outros). Essa etapa foi iniciada por meio de duas iniciativa: (i) priorização de processos de gestão para mapeamento, o que incluiu a capacitação de servidores para a construção de mapas de processo; e (ii) elaboração de Termo de Referência para contratação de Consultoria especializada na modalidade produto para diagnóstico do quadro de indicadores atual, revisão dos já existentes e construção de novos indicadores, planejada para 2014. 10 Balanced Scorecard é uma metodologia de medição e gestão de desempenho desenvolvida pelos professores da Harvard Business School, Robert Kaplan e David Norton, em 1992 73 O Cade responde, no âmbito do PPA 2012-2015, Programa 2020 - Cidadania e Justiça, por um único indicador: número de processos de apuração de infrações contra a ordem econômica julgados pelo Cade. Esse indicador institucional é monitorado desde exercício de 2012. Além do indicador listado no plano plurianual, o Cade construiu outros indicadores para melhor monitorar o desempenho organizacional, vinculados ao seu Plano Estratégico. Nesse tema, importa destacar que, durante o monitoramento do Plano e do PPA ao longo do exercício de 2013, percebeu-se que os indicadores existentes não são os melhores para apontar os resultados da política pública de defesa da concorrência; essa constatação motivou o projeto de revisão de indicadores detalhado acima. Por essas razões, optou-se por dar continuidade ao monitoramento dos indicadores já produzidos pela Coordenação-Geral Processual e pela Procuradoria Federal Especializada junto ao Cade e, em paralelo, iniciar a revisão dos indicadores do Plano Estratégico com base nas percepções relatadas nas entrevistas com os gestores. Os indicadores apurados pelo Cade, cujas definições, fórmulas e métodos de apuração foram definidos na seção anterior, serão apresentados na próxima seção. 3.3.2. DESEMPENHO ALCANÇADO NO EXERCÍCIO DE 2013 Apresentam-se, a seguir, os resultados alcançados no exercício de 2013. 3.3.2.1 INDICADOR PROGRAMÁTICO DO PLANO PLURIANUAL MAIS BRASIL (PPA 2012-2015) O número de processos de apuração de infrações contra a ordem econômica julgados pelo Cade resulta da soma dos casos de Processos Administrativos e de Averiguações Preliminares. O índice de referência fixado no PPA é de 71 casos por ano. Gráfico 1 – Indicador programático do Plano Plurianual Mais Brasil (PPA 2012-2015) APs e PAs Julgados 2006-2013 142 58 39 71 20 30 69 81 40 35 16 15 51 54 2011 2012 38 18 57 39 0 2006 2007 2008 2009 Averiguação Preliminar 2010 2013 Processos Administrativos Fonte: CGP/DA/Cade Observa-se que em 2013 o Cade superou o índice de referência em 6 (seis) processos. Em 2012, o Cade teve resultado superior ao do ano de 2011, porém não atingiu o índice de referência por uma diferença de 2 (dois) processos. Apresentam-se, a seguir, os resultados alcançados no exercício de 2013: 74 a) Julgamentos pelo Tribunal Administrativo de Defesa Econômica O Plenário do Cade realizou, em 2013, 22 (vinte e duas) Sessões Ordinárias, julgando 282 (duzentos e oitenta e dois) processos. Segue abaixo a representação gráfica das espécies de julgados, seus quantitativos e percentuais. Durante 2013 foram julgados pelo Tribunal: Atos de Concentração: 104 (cento e quatro); Processos Administrativos: 38 (trinta e oito); Averiguações Preliminares: 39 (trinta e nove); Embargos de Declaração: 26 (vinte e seis); Outros Procedimentos: 75 (setenta e cinco). Gráfico 2 – Processos julgados pelo Cade em 2013 Demonstrativo do Total de Julgados em 2013 Outros 27% AC 37% ED 9% AP 14% PA 13% Fonte: CGP/DA/Cade O gráfico a seguir mostra o quantitativo de casos julgados por sessão. O maior número de casos julgados no ano ocorreu na 18a Sessão Ordinária, realizada no dia 20 de março de 2013, quando foram julgados 46 (quarenta e seis) processos. Esta sessão destacou-se em razão do volume de Termos de Compromisso de Cessação – TCCs firmados com 40 Cooperativas Unimeds em casos que investigaram a exclusividade dos médicos cooperados (unimilitância). 75 Gráfico 3 – Processos julgados em 2013, por sessão Total de Julgados Por Sessão 2013 46 17 12 11 11 21 20 13 6 9 13 7 7 18 16 11 6 8 11 9 10 0 14ª 15ª 16ª 17ª 18ª 19ª 20ª 21ª 22ª 23ª 24ª 25ª 26ª 27ª 28ª 29ª 30ª 31ª 32ª 33ª 34ª 35ª Sessões Fonte: CGP/DA/Cade Observa-se que a 29ª Sessão Ordinária de Julgamento foi cancelada, de acordo com o Despacho nº 346/2013 da Presidência do Cade, de 09 de setembro de 2013. a.1) Julgamento dos Atos de Concentração Total de Atos de Concentração: 104 (cento e quatro) a.1.1) Resultados da admissibilidade dos Atos de Concentração: Atos de Concentração não conhecidos: 02 (dois); Atos de Concentração conhecidos: 100 (cem); Atos de Concentração arquivados sem julgamento de mérito: 02 (dois). Gráfico 4 – Conhecimento de Atos de Concentração em 2013 2% 2% Conhecidos Não conhecidos arq. sem julgamento de mérito 96% Fonte: CGP/DA/Cade a.1.2) Unanimidade x Maioria - Decisões referentes à admissibilidade dos Atos de Concentração por unanimidade pelo Plenário do Cade: 103 (cento e três); 76 - Decisões referentes à admissibilidade dos Atos de Concentração por maioria pelo Plenário do Cade: 01 (um). Gráfico 5 – Conhecimento de Atos de Concentração em 2013 - Unanimidade x Maioria 1% Juizo de Admissibilidade Unanimidade Maioria 99% Fonte: CGP/DA/Cade Observa-se que a convergência quanto ao juízo de admissibilidade dos atos de concentração que chegam à análise do Cade foi quase integral. Dos 104 casos analisados, em somente 1 (um) não se chegou à unanimidade. a.1.1) Tempestividade na notificação das operações Os dados estatísticos demonstram a consciência dos administrados acerca da necessidade de apresentação tempestiva de atos de concentração. Proporcionalmente houve aumento do número de Atos de Concentração considerados intempestivos, ou seja, notificados ao SBDC fora do prazo de quinze dias úteis após a realização da operação. Em 2012 os atos de concentração julgados como intempestivos corresponderam a somente 2,2% do total de atos de concentração julgados pelo Plenário do Cade. Ressalta-se que a discussão referente à tempestividade interessa exclusivamente aos atos praticados durante a vigência da Lei nº 8.884/94. A Lei nº 12.529/2011 traz lógica diferente. Assim, dos 104 (cento e quatro) atos de concentração julgados pelo Tribunal no ano de 2013, 97 seguiram o rito da Lei nº 8.884/1994. Atos de Concentração tempestivos: 81 (oitenta e um); Atos de Concentração intempestivos: 16 (dezesseis). 77 Gráfico 6 – Tempestividade de Atos de Concentração apresentados em 2013 Tempestividade dos ACs apresentados em 2013 16% Tempestivo Intempestivo 84% Fonte: CGP/DA/Cade No quadro abaixo se observa a lista dos Atos de Concentração em que houve aplicação de multa por intempestividade. Tabela 3 – Casos em que houve aplicação de multa por intempestividade Tipo Nº Processo AC AC AC AC AC AC AC AC AC AC AC AC AC AC AC AC 08700.007908/2012-19 08700.007680/2012-59 08700.010729/2012-51 08012.011533/2011-51 08700.009880/2012-46 08012.008074/2009-11 08012.002148/2012-01 08012.002149/2012-48 08012.003367/2012-08 08700.004226/2012-46 08700.004230/2012-12 08700.002775/2013-67 08012.000322/2008-97 08700.004373/2013-05 08700.004778/2013-35 08700.009280/2013-69 Relator Sessão MV EM RR MV AF MV MV MV MV MV MV EP EP AF AF AF 14 15 18 19 19 20 20 20 20 20 20 21 23 25 28 34 Total Multa Confidencial R$ 1.445.596,36 R$ 694.331,48 Confidencial Confidencial R$ 7.389.652,54 R$ 7.389.652,54 R$ 7.389.652,54 R$ 7.389.652,54 R$ 7.389.652,54 R$ 7.389.652,54 R$ 888.235,44 R$ 282.639,20 R$ 375.870,34 R$ 1.188.817,77 R$ 492.252,66 R$ 50.531.269,60 Fonte: GP/DA/Cade Os valores das multas aplicadas em razão da intempestividade da apresentação de Atos de Concentração, bem como de todas as demais multas aplicadas com fundamento na Lei n.º 12.529/2011, não são revertidos diretamente ao Cade. De acordo com o §3º do art. 28 da referida lei, o produto da arrecadação das multas aplicadas pelo Cade, inscritas ou não em dívida ativa, será destinado ao Fundo de Defesa de Direitos Difusos – FDD de que trata o art. 13 da Lei no 7.347, de 24 de julho de 1985. Essa lei disciplina a Ação Civil Pública de responsabilidade por danos 78 causados ao meio ambiente, ao consumidor, a bens e direitos de valor artístico, estético, histórico e turístico e cria, em seu artigo 13, o FDD. O artigo 13 da Lei nº 7347/85 estabelece que, quando houver condenação em dinheiro, a indenização pelo dano causado reverterá a um fundo gerido por um Conselho Federal ou por Conselhos Estaduais de que participarão, necessariamente, o Ministério Público e representantes da comunidade, sendo seus recursos destinados à reconstituição dos bens lesados. O parágrafo único do mesmo artigo determina que, enquanto o fundo não for regulamentado, o dinheiro ficará depositado em estabelecimento oficial de crédito, em conta com correção monetária. Em 1995, a Lei nº 9.008/95 criou, no âmbito da estrutura organizacional do Ministério da Justiça, o Conselho Federal Gestor do Fundo de Defesa de Direitos Difusos – CFDD. O inciso V do § 2º do artigo 1º da Lei n.º 9.008/95 determina que o produto da arrecadação das multas referidas no art. 28 da Lei nº 12.529/2011 constituem recursos do FDD. a.1.2) Tratamento Sumário na Análise de Atos de Concentração Desde a primeira Sessão de Julgamento do ano de 2004, o Plenário do Cade tem adotado um procedimento mais célere, o rito sumário, na análise e no julgamento de Atos de Concentração. O procedimento sumário é estabelecido pelas Portarias Conjuntas SEAE/SDE nos 1/03 e 8/04. Dos 104 (cento e quatro) Atos de Concentração levados a julgamento pelo Plenário do Cade, 29 (vinte e nove) foram analisados sob o procedimento do rito sumário, com fundamento nos preceitos legais supraexpostos. Os outros 75 (setenta e cinco) foram analisados por meio do procedimento ordinário, seja pelo não enquadramento nos fundamentos legais para o processamento sumário, seja pela necessidade de uma análise mais detalhada por parte do Conselho. Comparativamente aos anos anteriores houve aumento na quantidade de atos de concentração julgados segundo o procedimento ordinário. Nos anos de 2010, 2011 e 2012 esse percentual foi inferior ao percentual de atos de concentração apreciados sob o rito sumário. Essa inversão justifica-se em razão da sistemática trazida pela Lei nº 12.529/2011, que atribuiu competência à Superintendência-Geral para decidir atos de concentração se não forem identificados problemas concorrenciais. Assim, o Plenário do Cade deteve-se sobre os casos em estoque regidos pela lei anterior e, em menor quantidade, aos atos de concentração da Lei nº 12.529/2011 avocados ou impugnados pela Superintendência-Geral. Gráfico 7 – Julgamento de atos de concentração – tipo de rito Rito de Julgamento dos ACs em 2013 28% Rito Sumário Rito Ordinário 72% Fonte: CGP/DA/Cade 79 a.1.3) Tempo de análise e julgamento de Atos de Concentração no Cade Os gráficos abaixo trazem histograma do tempo de análise, dentro do Cade, dos Atos de Concentração apresentados. A média de tempo de análise dos 104 (cento e quatro) Atos de Concentração julgados pelo Plenário do Cade, em 2013, foi de 280 (duzentos e oitenta) dias corridos para os sumários e de 420 (quatrocentos e vinte) dias para os ordinários. Como se pode observar nos histogramas abaixo, a maior incidência de Atos de Concentração julgados encontra-se no prazo não superior a 360 (trezentos e sessenta) dias corridos nos sumários e superior a 360 (trezentos e sessenta) dias corridos nos ordinários. Mais uma vez cabe registrar que a grande maioria dos atos de concentração apreciados pelo Plenário do Cade no ano de 2013 (97 de 104) corresponde aos casos remanescentes da Lei nº 8.884/1994, dos quais a maior parcela seguiu o rito ordinário, demandando maior tempo de análise. Gráfico 8 – Histograma de atos de concentração sumários Histograma ACs Sumários 8 120,00% 7 100,00% 6 5 4 4 80,00% 60,00% 3 40,00% 2 1 20,00% 0 0 0,00% 30 60 120 270 Freqüência 360 Mais % cumulativo Fonte: CGP/DA/Cade Gráfico 9 – Histograma de atos de concentração ordinários Histograma ACs Ordinários 50 43 120,00% 100,00% 40 80,00% 30 23 60,00% 20 40,00% 10 1 3 6 8 20,00% 0 0,00% 30 60 120 Freqüência 270 360 Mais % cumulativo Fonte: CGP/DA/Cade a.1.4) Julgamento de mérito em Atos de Concentração - Tipos de Decisão Dentre os 100 (cem) Atos de Concentração em que houve análise de mérito, as decisões foram: - Atos de Concentração aprovados sem restrições: 50 (cinquenta); 80 - Atos de Concentração aprovados com restrições: 47 (quarenta e sete); - Atos de Concentração reprovados: 3 (três). A Tabela constante do subitem 17.4 do Anexo deste relatório relaciona os casos aprovados com restrição pelo Plenário do Cade, inclusive destacando em que houve celebração de Termo de Compromisso de Desempenho – TCD e Acordo em Ato de Concentração – ACC. Os documentos públicos desses processos, bem como as informações relativas às Requerentes, às operações e restrições impostas, estão disponíveis no sítio do Cade, no endereço www.cade.gov.br > Processual > Pesquisa Processual ou em www.cade.gov.br > Processual > SisCade. Os atos de concentração reprovados correspondem às operações submetidas pelas requerentes: Brasil Foods S.A. e Doux Frangosul S.A. Agro Avícola Industrial, através do AC nº 08700.007680/2012-59), reprovada na 15ª SOJ; Unimed Franca – Sociedade Cooperativa de Serviços Médicos e Hospitalares e Hospital Regional de Franca S.A., através do AC nº 08700.003978/2012-90, reprovada na 19ª SOJ; e Armco Staco S.A. Indústria Metalúrgica e Mangels Industrial S.A., através do AC nº 08700.004054/2012-19, reprovada na 30ª SOJ. Como pode ser observado nos dados expostos no gráfico abaixo, 50% dos Atos de Concentração analisados pelo Plenário do Cade foram aprovados sem qualquer restrição, sendo 47% aprovados com alguma espécie de restrição e 3% reprovados. Em anos anteriores essa proporção não era tão equilibrada, sendo maior a aprovação de atos de concentração sem restrições. Atualmente estes casos são submetidos à análise da Superintendência-Geral do Cade e aprovados tacitamente pelo Plenário, sem passar por sessão de julgamento. Gráfico 10 – Julgamento de atos de concentração – por tipo de decisão Decisões em Atos de Concentração julgados em 2013 3% Aprov. SEM restrição 50% 47% Aprov. COM restrição Reprovado Fonte: CGP/DA/Cade 81 a.1.5) Unanimidade x maioria (mérito dos Atos de Concentração) Gráfico 11 – Julgamento de mérito de atos de concentração – unanimidade x maioria Unanimidade e Maioria na análise de mérito dos ACs julgados em 2013 4% Unanimidade Maioria 96% Fonte: CGP/DA/Cade A posição do Plenário a respeito da análise de mérito de Atos de Concentração tem se demonstrado coesa, verificando-se que dos 100 (cem) Atos de Concentração conhecidos apenas 04 (quatro) não lograram a unanimidade do Conselho. Setor de Atividades A Tabela constante do subitem 17.5 do Anexo deste relatório relaciona os atos de concentração por setor de atividade, de acordo com a classificação nacional de atividades econômicas - CNAE. Os documentos públicos desses processos, bem como as informações relativas às Requerentes, e às operações, estão disponíveis no sítio do Cade, no endereço www.cade.gov.br > Processual > Pesquisa Processual ou em www.cade.gov.br > Processual > SisCade. a.1.6) Balanço dos Atos de Concentração julgados e distribuídos pelo Plenário do Cade no período do ano 2001 até o ano 2013 Gráfico 12 – Balanço de atos de concentração julgados e distribuídos, com tempo médio Balanço de AC's Julgados X Distribuídos no Cade com Tempo Médio 1000 900 800 700 600 500 400 300 200 100 0 420 651 621 584 519518 511 526 599 563 517 497 393 683660 631638 80 83 731 576 280 460 474 430402 165 125 85 755 716 81 113 64 48 50 44 58 41 32 2001 2002 2003 Distribuídos 2004 2005 Julgados 2006 2007 2008 2009 Tempo Médio ordinários 2010 2011 104 14 2012 500 450 400 350 300 250 200 150 100 50 0 2013 Tempo Médio sumários Fonte: CGP/DA/Cade 82 Acerca do gráfico acima cumpre registrar que os dados atinentes à quantidade de processos distribuídos nos anos de 2011 e 2012 foram retificados dos apresentados no Relatório de Gestão do exercício de 2012, tendo em vista que os números anteriores contemplavam casos redistribuídos. A média do tempo de análise dos Atos de Concentração pelo Plenário do Cade apresentou aumento ficando, em 2013, em 280 (duzentos e oitenta) dias corridos para os sumários e de 420 (quatrocentos e vinte) dias para os ordinários. Em contrapartida, houve extrema redução na quantidade de atos de concentração distribuídos e julgados pelo Tribunal, em função da introdução de novos filtros e procedimentos, a partir da nova Lei. Contudo, cabe destacar que o quantitativo de processos de AC julgados pelo Plenário do Cade decorre dos procedimentos remanescentes da Lei nº 8.884/1994. Os atos de concentração notificados sob a égide da nova Lei são apreciados pela Superintendência-Geral, e só são remetidos ao Tribunal quando há impugnação por parte da SG, quando algum membro do Conselho avoca o processo, ou ainda na ocorrência de recurso em face da decisão da SG, como será demonstrado adiante. a.1.7) Representação do Total de Atos de Concentração julgados pelo Plenário do Cade O Gráfico 13, a seguir, apresenta o total de Atos de Concentração julgados pelo Plenário do Cade no ano de 2013 em comparação aos anos de 2011 e 2012. Importa salientar que o somatório dos itens “Aprovados sem restrições”, “Aprovados com restrições” e “Reprovados” corresponde ao total de Atos de Concentração conhecidos pelo Plenário, pois somente esses têm o mérito apreciado. Gráfico 13 – Histórico de atos de concentração julgados, por tipo de decisão Tipos de Decisões 2013 2012 2011 0 Connhecidos Não conhecidos Desistência 100 200 300 400 500 600 700 2011 695 2012 712 2013 100 13 10 2 8 9 2 Aprovados sem restrições 649 670 50 Aprovados com restrições 48 39 47 Reprovados 0 3 3 800 Fonte: CGP/DA/Cade 83 a.2) Julgamento dos Processos Administrativos - Total de Processos Administrativos: 38 (trinta e oito) - Processos Administrativos Arquivados: 16 (dezesseis) - Processos Administrativos Condenados: 22 (vinte e dois) Gráfico 14 – Tipos de Decisões em Processos Administrativos Tipos de Decisões em Processos Administrativos Arquivados 42% 58% Condenados Fonte: CGP/DA/Cade Tabela 4 – Tipos de Decisões em Processos Administrativos Tipo Nº Processo PA PA PA PA PA PA PA PA PA PA PA PA PA PA PA PA PA PA PA PA PA PA PA PA PA 08700.000783/2001-35 08012.001271/2001-44 08012.006923/2002-18 08012.009834/2006-57 08012.010215/2007-96 08012.007301/2000-38 08700.000547/2008-95 08012.004472/2000-12 08012.001003/2000-41 08012.002959/1998-11 08012.003745/2010-83 08000.009391/1997-17 08012.004039/2001-68 08012.006715/2002-19 08012.004573/2004-17 08012.007149/2009-39 08012.006271/2009-98 08012.002925/2009-12 08012.008738/2007-72 08012.007205/2009-35 08012.006043/2003-22 08012.011027/2006-02 08012.008224/1998-38 08012.005524/2010-40 08012.008501/2007-91 Relator Sessão RR MV MV RR EP MV MV AF AF MV EM MV AF AO RR RR EP AF EP RR EP RR AF RR AF 14 15 16 16 17 17 17 17 17 17 18 19 22 22 24 24 24 24 25 25 27 27 27 27 28 Decisão Multas Arquivamento Condenação R$ 2.726.748,00 Condenação R$ 1.064.100,00 Condenação R$ 266.025,00 Condenação R$ 62.524.514,18 Condenação R$ 6.384.600,00 Condenação Condenação R$ 6.256.007,30 Condenação R$ 35.806.190,88 Condenação R$ 6.384.600,00 Condenação R$ 38.498.760,00 Arquivamento Condenação R$ 586.319,10 Arquivamento Condenação R$ 18.966.470,78 Condenação Arquivamento Arquivamento Arquivamento Condenação R$ 63.846,00 Arquivamento Condenação R$ 293.318.298,50 Condenação R$ 2.128.200,00 Condenação R$ 46.000,00 Arquivamento 84 Tipo Nº Processo PA 08012.004771/2011-18 PA 08012.011668/2007-30 PA 08012.010576/2009-02 PA 08012.003151/2009-39 PA 08012.003874/2009-38 PA 53500.015661/2007 PA 08012.003267/2008-97 PA 08012.004869/2008-61 PA 08012.000841/2011-51 PA 08012.012420/1999-61 PA 08012.001503/2006-79 PA 08012.006450/2000-97 PA 53500.015318/2006 Fonte: CGP/DA/Cade Relator Sessão EP AF RR AF RR RR RR RR RR AF RR EP RR 31 31 32 33 33 34 34 34 34 34 34 35 35 Decisão Multas Arquivamento Condenação R$ 14.087.347,20 Condenação R$ 2.903.070,68 Arquivamento Condenação R$ 319.250,00 Arquivamento Arquivamento Arquivamento Arquivamento Condenação R$ 35.115,30 Condenação R$ 120.549,62 Arquivamento Arquivamento Total de Multas R$ 492.011.097,62 Setor de Atividades Listagem dos setores de atividades, de acordo com a classificação existente na Resolução Cade n.º 03, de 29 de maio de 2012, além da conduta e tipificação dos objetos dos Processos Administrativos: Tabela 5 - Processos Administrativos por setor e tipo de conduta Número do Processo 08012.001271/2001-44 08012.006923/2002-18 08012.009834/2006-57 08012.010215/2007-96 08012.007301/2000-38 08700.000547/2008-95 08012.004472/2000-12 08012.001003/2000-41 08012.002959/1998-11 08012.003745/2010-83 08012.004039/2001-68 08012.004573/2004-17 08012.007149/2009-39 08012.007205/2009-35 08012.011027/2006-02 08012.008224/1998-38 08012.005524/2010-40 08012.011668/2007-30 08012.010576/2009-02 08012.003874/2009-38 08012.012420/1999-61 08012.001503/2006-79 Fonte: CGP/DA/Cade SETOR - Processos Administrativos (Resolução nº3, de 2012) Sessão Setor Conduta 15 97 art. 21, XI da Lei nº 8.884/94 16 130 art. 20 , combinado com o inc. II do art. 21 da Lei n. 8.884/94 16 54 art. 20, inciso I, c/c art. 21, inciso II, ambos da Lei 8.884/94 17 89 art. 20, I e III e 21, I e II da Lei n° 8.884 17 89 art. 20, inc. I, c/c art. 21, inc. II, da Lei n. 8.884/94 17 89 art. 20, inc. I, c/c art. 21, inc. II, da Lei n. 8.884/94 17 89 art. 36, caput, § 3°, inc. I, alínea “d”, e inc. II, da Lei 12.529/11 17 89 art. 20, I, c/c art. 21, I e II, da Lei nº 8.884/94 17 89 art. 20, inc. I, c/c art. 21, inc. II, da Lei n. 8.884/94 18 109 art. 20, incisos I a IV, e art. 21, incisos I, II, IV, V, e XXIV 22 20 art. 20, inc. I, II, III e IV c/c art. 21, inc. I e II da Lei n. 8.884/94 24 89 art. 20, inc. I e III c/c art. 21, inc I, II e XXIV, da Lei nº 8.884/94 24 89 art. 21, incisos I e II e XXIV Lei n. 8.884/94 25 116/136 art. 20, inc. I, II e IV c/c art. 21, inc. IV e V, da Lei 8.884/94 27 103 art. 20, inc. I e art. 21, inc., I e II da Lei n° 8.884/94 27 95 art. 20, inciso I, c/c art. 21, inciso II, ambos da Lei 8.884/94 27 142 art. 20, I c/c o art. 21, V e X da Lei 8.884/94 31 89 art. 20, I, c/c art. 21, I e II, da Lei nº 8.884/94. 32 116/136 art. 20, inc. I, II e IV c/c art. 21, inc. IV e V, da Lei nº 8.884/94 33 142 art. 20, inciso I, c/c art. 21, inciso II da Lei 8.884/94 34 108 art. 20, inc. I c/c art. 21, inc. V da Lei 8.884/94 34 136 art. 20, inc. I, II e IV c/c art. 21, inc. IV e V da Lei nº 8.884/94 85 a.2.1) Tempo de análise e julgamento de Processos Administrativos no Cade O gráfico, a seguir, traz um histograma do tempo de análise, dentro do Cade, dos Processos Administrativos instaurados pela Secretaria de Direito Econômico e/ou pela SuperintendênciaGeral. Como se pode observar, a média de tempo de análise dos Processos Administrativos é muito superior à média dos Atos de Concentração. Isso decorre tanto da complexidade da análise das ações punitivas do órgão, quanto das peculiaridades intrínsecas ao processo sancionatório. Os 38 (trinta e oito) Processos Administrativos julgados pelo Conselho em 2012 levaram, em média, 930 (novecentos e trinta) dias em análise no Cade. Como se pode observar no histograma abaixo, a maior incidência de Processos Administrativos julgados encontra-se justamente no prazo superior a 2 (dois) anos em análise. Gráfico 15 - Histograma de decisões em Processos Administrativos 19 20 120,00% 18 100,00% 16 14 80,00% 11 12 10 60,00% 8 40,00% 6 3 4 2 0 0 0 0 30 60 90 120 2 20,00% 0 0,00% 270 Freqüência 360 720 Mais % cumulativo Fonte: CGP/DA/Cade a.2.2)Balanço dos Processos Administrativos julgados e distribuídos pelo Plenário do Cade do período do ano 2001 até o ano 2013 Gráfico 16 – Balanço de Processos Administrativos Julgados e Distribuídos, com tempo médio no Cade 63 65 51 55 43 45 35 30 33 25 15 2000 55 699 490 42 37 42 39 23 18 456 454 38 424 261 268 361 20 567 1400 1200 31 23 568 1800 51 30 5 -5 52 1600 41 36 31 32 55 930 16 474 1000 800 15 600 651 400 200 2001 2002 2003 2004 2005 Distribuídos 2006 2007 Julgados 2008 2009 2010 2011 2012 2013 0 Tempo Médio Fonte: CGP/DA/Cade 86 a.3) Julgamento das Averiguações Preliminares (recurso de ofício em averiguação preliminar) - Total de Averiguações Preliminares: 39 (trinta e nove) Tabela 6 - Tipos de Decisão em Averiguações Preliminares Tipo Nº Processo AP 08012.008321/2002-03 AP 08012.006274/2009-21 AP 08012.001048/2004-40 AP 08012.008534/2005-70 AP 08012.012495/2007-77 AP 08012.004393/2005-16 AP 08012.010569/2008-11 AP 08012.006071/2009-35 AP 08012.012063/2007-66 AP 08012.011766/2007-77 AP 08012.008005/2008-19 AP 53500.025132/2004 AP 08012.007719/2005-67 AP 08012.011419/2006-63 AP 08012.000117/2004-06 AP 53500.006044/2004 AP 08012.004584/2005-88 AP 08012.005102/2009-31 AP 08012.005915/2009-21 AP 08012.011600/2008-31 AP 08012.004034/2002-16 AP 08012.000167/2004-85 AP 08012.011033/2005-71 AP 08012.010526/2008-36 AP 08012.008886/2009-59 AP 08012.005149/2004-90 AP 08012.011239/2008-43 AP 08012.002852/2007-99 AP 08012.010760/2007-82 AP 53500.016900/2007 AP 08012.003055/2009-91 AP 53500.007820/2004 AP 08012.004842/2004-45 AP 08012.003475/2004-62 AP 08012.004393/2004-35 AP 08012.009732/2008-01 AP 08012.011881/2007-41 AP 08012.004044/2008-47 AP 08001.011377/2009-32 Fonte: CGP/DA/Cade Relator Sessão Decisão AO AO EM RR EM AO AO MV AF AO AO EM RR EM AF RR RR RR AF AF AF AO AO AO AO EP EP RR EP RR RR AF AO AO AO RR AF RR RR 14 14 14 15 15 16 17 17 17 18 18 19 20 20 20 21 21 21 24 25 25 26 26 26 26 26 26 28 28 28 30 31 31 32 32 33 34 35 35 Arquivamento Arquivamento Arquivamento Arquivamento Arquivamento Arquivamento Arquivamento Arquivamento Arquivamento Arquivamento Arquivamento Arquivamento Arquivamento Arquivamento Arquivamento Arquivamento Arquivamento Arquivamento Arquivamento Arquivamento Arquivamento Arquivamento Arquivamento Arquivamento Arquivamento Arquivamento Arquivamento Arquivamento Arquivamento Arquivamento Arquivamento Arquivamento Arquivamento Arquivamento Arquivamento Instauração de PA Instauração de PA Arquivamento Arquivamento 87 Setor de Atividades Listagem dos setores e sub-setores de atividades, de acordo com a classificação existente na Resolução Cade n.º 03, de 29 de maio de 2012, além da conduta e tipificação dos objetos dos Processos Administrativos: Tabela 7 – Averiguações Preliminares por sub-setor de atividade SETOR - Averiguações Preliminares (Resolução nº3, de 2012) Nº do Processo Sessão Setor 08012.009732/2008-01 33 136 08012.011881/2007-41 34 89 Conduta Art. 20, inc. I e, III c/c art. 21, inc. VIII da Lei nº 8884/94. Art. 20, inc. I, II e IV c/c art. 21, inc. IV, V, VI, X, XII, XIII e XVII da Lei nº 8884/94. Fonte: CGP/DA/Cade a.3.1)Tempo de análise e julgamento de Averiguações Preliminares no Cade O gráfico, a seguir, traz um histograma do tempo de permanência e análise, dentro do Cade, dos recursos de ofício em Averiguações Preliminares encaminhados à análise do Cade pela Secretaria de Direito Econômico e/ou Superintendência-Geral. Como se pode observar, a média de tempo de análise das Averiguações Preliminares também é superior à média de análise de Atos de Concentração, porém muito inferior ao tempo de análise dos Processos Administrativos. As 39 (trinta e nove) Averiguações Preliminares julgadas pelo Plenário do Cade em 2013 levaram, em média, 740 (setecentos e quarenta) dias em análise no órgão. Gráfico 17 – Histograma de Averiguações Preliminares 18 16 16 100,00% 13 14 12 80,00% 9 10 60,00% 8 6 40,00% 4 2 120,00% 0 0 0 30 60 90 1 20,00% 0 0 0,00% 120 Freqüência 270 360 720 Mais % cumulativo Fonte: CGP/DA/Cade a.3.2)Balanço das Averiguações Preliminares julgadas e distribuídas pelo Plenário do Cade do período do ano 2001 até o ano 2013 88 Gráfico 18 – Balanço das Averiguações Preliminares julgadas e distribuídas desde o ano 2001 86 90 2000 81 80 69 65 70 54 1053 60 50 40 10153 10 7 5368 1 2002 2003 57 21 97 42 35 1400 54 51 48 30 18 20 1800 1600 62 52 32 30 75 1200 43 40 39 740 535 358 262 142 146 159 267 1000 800 600 400 288 0 0 200 0 2001 2004 2005 Distribuidos 2006 2007 2008 Julgados 2009 2010 2011 2012 2013 Tempo Médio (dias) Fonte: CGP/DA/Cade Com a vigência da Lei nº 12.529/2011 houve alteração nas espécies de procedimentos administrativos instaurados para prevenção, apuração e repressão de infrações à ordem econômica. Para a apuração de infrações a ordem econômica o Cade passou a contar com o procedimento de Inquérito Administrativo, sob competência da Superintendência-Geral. Contudo, ainda existem Averiguações Preliminares pendentes de julgamento pelo Tribunal do Cade. As AP que ainda estavam em instrução à época da transição do regime da Lei nº 8.884/94 para a Lei nº 12.529/2011 foram convoladas (ou seja, transformadas) em IA e seguiram o rito da SG para essa nova espécie de procedimento. a.4) Julgamento dos Embargos de Declaração Total de Embargos de Declaração: 26 (vinte e seis) Tabela 8 – Tipos de Decisão em Embargos de Declaração Tipo Número do Processo Sessão Decisão ED-PA 08012.004702/2004-77 17 Embargos conhecidos e, no mérito, rejeitados. (maioria) ED-PA 08012.009834/2006-57 18 Embargos conhecidos e, no mérito, rejeitados. ED-PA 08012.001271/2001-44 18 Acolheu, sem efeitos infringentes, bem como determinou a correção de ofício, de erro material ED-AC 08012.005575/2012-33 19 Embargos conhecidos e, no mérito, providos. ED-AC 08700.007680/2012-59 19 Embargos conhecidos e, no mérito, rejeitados. ED-AC 08012.010783/2011-73 20 Embargos conhecidos e, no mérito, providos parcialmente. ED-MC 08700.001505/2012-58 20 Embargos conhecidos e, no mérito, rejeitados. ED-MC 08700.001506/2012-01 20 Embargos conhecidos e, no mérito, rejeitados. ED-PA PA(08012.006923/2002-18) 21 Embargos conhecidos e, no mérito, rejeitados. ED-AC 08700.002775/2013-67 24 Embargos conhecidos e, no mérito, rejeitados. ED-AI 08700.003617/2013-24 27 Embargos conhecidos e, no mérito, rejeitados. ED-PA 08012.007301/2000-38 28 Embargos conhecidos e, no mérito, rejeitados. ED-PA 08700.000547/2008-95 28 Embargos conhecidos e, no mérito, rejeitados. ED-AC 08700.004150/2012-59 28 Embargos conhecidos e, no mérito, rejeitados. 89 Tipo Número do Processo Sessão Decisão ED-AC 08012.000377/2012-83 30 Embargos conhecidos e, no mérito, rejeitados. ED-AC 08012.007541/2011-01 30 Embargos conhecidos e, no mérito, providos parcialmente. ED-PA 08012.005524/2010-40 30 Embargos conhecidos e, no mérito, rejeitados. ED-AC 08012.011533/2011-51 30 Embargos conhecidos e, no mérito, rejeitados. ED-PA 08012.004573/2004-17 32 Não conhecido ED-PA 08012.007149/2009-39 32 Embargos conhecidos e, no mérito, providos parcialmente. ED-PA 08012.008501/2007-91 32 Não conhecido ED-PA 08012.001003/2000-41 32 Não conhecido ED-AC 08012.002870/2012-38 35 Embargos conhecidos e, no mérito, providos parcialmente. ED-AC 08012.006706/2012 -08 35 Embargos conhecidos e, no mérito, providos parcialmente. ED-AC 08012.003898/2012-34 35 Embargos conhecidos e, no mérito, providos parcialmente. ED-AC 08012.003937/2012-01 35 Embargos conhecidos e, no mérito, providos parcialmente. Fonte: CGP/DA/Cade a.5) Julgamento de Outros Tipos de Procedimentos Total de Outros Procedimentos: 75 (setenta e cinco) Gráfico 19 – Outros procedimentos em 2013 11% 4% 3% 4% 1% 1% 1% 75% Auto de Infração Consulta Acordo em Controle de Concentrações Medida Cautelar Medida Preventiva Petição Recurso Administrativo Requerimento Fonte: CGP/DA/Cade A Tabela constante do Anexo 17.7 do presente Relatório relaciona os outros procedimentos julgados pelo Tribunal do Cade. Os documentos públicos desses processos, bem como as informações relativas às Requerentes, e às operações, estão disponíveis no sítio do Cade, no endereço www.cade.gov.br > Processual > Pesquisa Processual ou em www.cade.gov.br > Processual > SisCade. 90 a.6) Total de processos julgados em 2013 por Conselheiro Gráfico 20 – Processos julgados em 2013, por Conselheiro 90 81 80 70 60 50 51 40 41 33 40 28 30 20 10 0 Ana Marcos Octaviani Elvino Ruiz Eduardo Fonte: CGP/DA/Cade a.7) Decisões por Despacho homologadas em Sessão Plenária Além dos processos pautados e julgados nas Sessões de Julgamento, há outros procedimentos administrativos que são decididos por meio de despacho, e exigem homologação do Plenário. Abaixo, segue um quadro demonstrativo dos procedimentos, como Requerimentos – RQ e Medidas Cautelares – MC, que foram objeto das referidas decisões. Tabela 9 – Decisões homologadas por despacho Tipo RQ RQ RQ RQ RQ RQ Número do Processo Sessão 08700.002373/2013-62 18 08700.002524/2013-82 18 08700.002374/2013-15 18 08700.002525/2013-27 18 08700.002372/2013-18 18 08700.002371/2013-73 18 ED-PA 08012.001271/2001-44 18 RQ 08700.003096/2013-05 Fonte: CGP/DA/Cade 34 Decisão Determinação de celebração do TCC Determinação de celebração do TCC Determinação de celebração do TCC Determinação de celebração do TCC Determinação de celebração do TCC Determinação de celebração do TCC Acolheu, sem efeitos infringentes, bem como determinou a correção de ofício, de erro material Determinação de celebração do TCC b) Julgamentos pela Superintendência-Geral do Cade Durante 2013, foram decididos/julgados: - Atos de Concentração: 351 (trezentos e cinquenta e um); Processos Administrativos: 49 (quarenta e nove); Inquéritos Administrativos: 27 (vinte e sete); Outros Procedimentos: 179 (cento e setenta e nove). 91 Gráfico 21 – Processos julgados pela Superintendência-Geral em 2013 Total de Julgados 2013 pela SG Outros 30% AC 58% IA 4% PA 8% Fonte: CGP/DA/Cade b.1) Julgamento dos Atos de Concentração Total de Atos de Concentração decididos: 351 (trezentos e cinquenta e um); b.1.1) Tratamento Sumário na Análise de Atos de Concentração Dos 351 (trezentos e cinquenta e um) Atos de Concentração decididos pela Superintendência-Geral do Cade, 319 (trezentos e dezenove) foram submetidos sob o rito sumário. Os outros 32 (trinta e dois) foram analisados por meio do procedimento ordinário, seja pelo não enquadramento nos fundamentos legais para o processamento sumário, seja pela necessidade de uma análise mais detalhada. Gráfico 22 – Julgamento de atos de concentração pela Superintendência-Geral – tipo de rito 9% Rito Sumário Rito Ordinário 91% Fonte: CGP/DA/Cade b.1.2) Decisões em Atos de Concentração - Atos de Concentração aprovados sem restrições: 336 (trezentos e trinta e seis) Atos de Concentração Impugnados: 4 (quatro) 92 - Atos de Concentração Avocados: 3 (três) Enviados ao Tribunal para verificação de infração ao §3º do art. 88 da Lei nº 12.529/2011: 4 (quatro); e Não conhecidos: 4 (quatro). A Tabela constante do subitem 17.6 do Anexo deste relatório relaciona os casos impugnados, avocados pelo Tribunal ou consumados antes da apreciação pelo Cade. Os documentos públicos desses processos, bem como as informações relativas às Requerentes, às operações e restrições impostas, estão disponíveis no sítio do Cade, no endereço em www.cade.gov.br > Processual > SisCade. Gráfico 23 – Decisões em atos de concentração pela Superintendência-Geral Decisões em Atos de Concentração 1,14% 0,85% 1,14%1,14% Aprov. SEM restrição Impugnados Avocados Enviados ao Tribunal para verificação de infração ao §3º do art. 88 da Lei nº 12.529/2011 Não conhecidos 95,73% Fonte: CGP/DA/Cade b.1.3) Tempo de análise e julgamento de Atos de Concentração na SG A média de tempo de análise dos 351 (trezentos e cinquenta e um) Atos de Concentração decididos pela Superintendência-Geral, em 2013, foi de 19 dias (dezenove) dias corridos para os sumários e de 66 (sessenta e seis) dias para os ordinários. 93 b.1.4) Balanço dos Atos de Concentração notificados e Superintendência-Geral no período nos anos de 2012 e 2013. decididos pela Gráfico 24 – Balanço de atos de concentração julgados e distribuídos, com tempo médio Balanço de AC's Notificados X Distribuídos no Cade com Tempo Médio 400 400 377 351 350 350 300 300 250 250 200 200 150 138 150 114 100 66 42 50 25 19 21 19 0 2012 Notificados 100 50 0 2013 Decididos Tempo Médio ordinários Fonte: CGP/DA/Cade 2.2.1 Manifestações em Processos Administrativos Total de PA encaminhados ao Tribunal: 49 (quarenta e nove) Total de PA encaminhados com manifestação pelo arquivamento: 12 (doze) Total de PA encaminhados com manifestação pela condenação: 37 (trinta e sete) b.1.5) Balanço dos Processos Administrativos decididos e instaurados pelo Plenário do Cade do período do ano 2001 até o ano 2013 Gráfico 25 – Balanço de Processos Administrativos Decididos e Instaurados PAs Julgados pela SG Enviados ao Tribunal 24% Arquivamento 76% Condenação Fonte: CGP/DA/Cade b.2) Decisões em Inquéritos Administrativos Total de Inquéritos Administrativos com manifestação da SG: 27 (vinte e sete) 94 Inquéritos Administrativos com manifestação pela instauração de PA: 07 (sete) Inquéritos Administrativos Arquivados: 20 (vinte) Gráfico 26 – Tipos de Decisões em Processos Administrativos Inquéritos Administrativos 26% Instauração de PA Arquivamento 74% Fonte: CGP/DA/Cade b.3) Outros procedimentos - Procedimento Preparatório: 106 (cento e seis) - Denúncia: 71 (setenta e um) - Procedimento Administrativo: 1 (um) - Representação: 1 (um) Gráfico 27 – Outros Procedimentos na SG 0,56% Outros Procedimentos 0,56% Procedimento Preparatório 39,66% Denúncia 59,22% Procedimento Administrativo Representação Fonte: CGP/DA/Cade 95 3.3.2.2 INDICADORES OPERACIONAIS E FINALÍSTICOS, ELABORADOS E ACOMPANHADOS PELA PROCURADORIA FEDERAL ESPECIALIZADA JUNTO AO CADE (PFE/CADE): a) Quantidade de manifestações jurídicas conclusivas emitidas pela PFE/Cade nos últimos anos No período compreendido entre 1º de janeiro e 31 de dezembro de 2013, a PFE/Cade emitiu 403 (quatrocentos e três) manifestações jurídicas conclusivas (pareceres ou notas, acompanhados ou não de pareceres complementares ou despachos de aprovação parcial), considerando tanto os processos administrativos relacionados às atividades finalísticas do Cade (da Coordenação Geral de Estudos e Pareceres e do Setor de Cumprimento de Decisões), quanto os processos administrativos relacionados às atividades-meio. Gráfico 28 – Pareceres e notas que foram emitidos pela PFE/Cade nos últimos anos 915 492 242 359 323 714 697 732 727 604 645 724 865 417 1996 1997 1998 494 574 486 403 1999 2000 2001 2002 2003 2004 2005 2006 2007 2008 2009 2010 2011 2012 2013 Fonte: Sistema de Andamento Processual – Sisapa e arquivos da Coordenação-Geral de Estudos e Pareceres, da Coordenação-Geral de Matéria Administrativa e do Setor de Cumprimento de Decisões – SCD. b) Atividades da Coordenação-Geral de Estudos e Pareceres – CGEP Para uma melhor compreensão das atividades da Coordenação-Geral de Estudos e Pareceres – CGEP no ano de 2013, mostra-se oportuno analisar os gráficos abaixo, que mostram o número de processos relacionados às atividades finalísticas do Cade que tramitaram no âmbito desta autarquia federal nos últimos anos, tendo culminado em uma decisão: b.1) Quantidade total de pareceres proferidos pela Coordenação-Geral de Estudos e Pareceres da PFE/Cade nos últimos anos 96 Gráfico 29 – Pareceres proferidos pela Coordenação de Estudos e Pareceres e Setor de Cumprimento de Decisões 207 211 266 2011* 2012* 2013* Fonte: Arquivo de manifestações jurídicas da Coordenação-Geral de Estudos e Pareceres. * O número compreende todos os atos de concentração que receberam manifestação jurídica, independente da data de entrada na PFE/Cade ou fase em que se encontravam. Gráfico 30 – Pareceres proferidos sobre Atos de Concentração Pareceres proferidos sobre Atos de Concentração 172 134 24 2011* 2012* 2013* Fonte: Arquivo de manifestações jurídicas da Coordenação-Geral de Estudos e Pareceres. * O número compreende todos os atos de concentração que receberam manifestação jurídica, independente da data de entrada na PFE/Cade ou fase em que se encontravam. Gráfico 31 –Pareceres proferidos sobre Processos Administrativos de Apuração de Infrações à Ordem Econômica Pareceres proferidos sobre Processos Administrativos de Apuração de Infrações à Ordem Econômica 74 49 54 2011* 2012* 2013* Fonte: Arquivo de manifestações jurídicas da Coordenação-Geral de Estudos e Pareceres. * O número compreende todos os processos administrativos que receberam manifestação jurídica, independente da data de entrada na PFE/Cade ou fase em que se encontravam. 97 Gráfico 32 – Pareceres proferidos em Averiguações Preliminares 48 41 18 2011* 2012* 2013* Fonte: Arquivo de manifestações jurídicas da Coordenação-Geral de Estudos e Pareceres. * O número compreende todos os atos de concentração que receberam manifestação jurídica, independente da data de entrada na PFE/Cade ou fase em que se encontravam. Os dados indicam que em 2013, em comparação com os anos de 2011 e 2012, houve uma diminuição do número de manifestações da PFE/Cade em processos administrativos voltados ao controle dos atos de concentração, com certa estabilização do número de manifestações proferidas na análise dos processos administrativos voltados à imposição de sanções contra infrações da ordem econômica. b.2) Quantidade de pareceres proferidos pela Coordenação-Geral de Estudos e Pareceres da PFE/Cade, por ano, em cada tipo de processo Quando analisadas apenas as manifestações jurídicas emitidas pela atual Coordenação-Geral de Estudos e Pareceres, pode-se concluir que, no ano de 2013, foram exarados 112 (cento e doze) pareceres, classificados da seguinte forma: Gráfico 33 – Classificação dos Pareceres por Espécie de Processo Administrativo Número de Pareceres Processo Administrativo 54 Ato de Concentração Averiguação Preliminar Consulta 24 18 16 Fonte: CGP/DA Em termos percentuais, percebe-se que, à semelhança do que ocorreu em relação aos julgamentos dos processos pelo Tribunal Administrativo do Cade, os pareceres exarados pela PFE/Cade também se referiram, em maior número, à análise de atos de processos administrativos de cunho sancionador, quando comparados com as demais espécies de processos que tramitam perante a Autarquia federal. 98 Gráfico 34 – Percentual dos Pareceres por Espécie de Processo Administrativo 14% 48% 22% Consulta Ato de Concentração Averiguação Preliminar 16% Processo Administrativo Fonte: CGP/DA Ao lado disso, há de se ressaltar que, conforme demonstrado adiante, a atual Coordenação de Estudos e Pareceres também emitiu 22 (vinte e duas) manifestações jurídicas em resposta a consultas formuladas pela autarquia, especialmente as relativas a questionamentos referentes à nova estruturação do Sistema Brasileiro de Defesa da Concorrência, advinda a partir do início da vigência da Lei nº 12.529/2011. Com efeito, vale ressaltar que o início da vigência da Lei nº 12.529/2011, que conferiu nova disciplina jurídica ao Sistema Brasileiro de Defesa da Concorrência, impôs à PFE/Cade o enfrentamento de questões jurídicas relacionadas tanto à definição da legislação aplicável em cada caso, quanto à adequada interpretação das normas constantes de dispositivos legais e infralegais que resultaram do advento desse novo regime jurídico. Nesse ponto, destaque-se a emissão das seguintes manifestações jurídicas, pela atual Coordenação-Geral de Estudos e Pareceres, referentes à aplicação da nova legislação antitruste: Principais Pareceres da Coordenação-Geral de Estudos e Pareceres Conhecimento de Ato de Concentração 1. Parecer 12/2013. Ato de concentração nº 08700.000258/2013-53. 1.1 Atos de concentração. Lei 12.529/2013. Limites mínimos de faturamento. Portaria Interministerial nº 994/2012. 1.2 Incidência ao grupo vendedor e ao grupo adquirente da operação. Consulta 2. Parecer 95/2013. Memorando nº 08700.003084/2013-81. 2.1 Instituto da consulta. Requisitos legais. Análise do sentido e alcance do artigo 9º, §4º, da Lei nº 12.529/2011. 2.2 Restrições adicionais explícitas e implícitas. Sugestão de campos de aplicação do instituto. Critérios norteadores da análise pelo Tribunal Administrativo. 2.3 Delimitação de bases para a definição do procedimento a ser aplicável. 99 3. Parecer 123/2013. Consulta nº 08700.003340/2013-30. 3.1 Pedido de confidencialidade. Consulta. 3.2 Princípio da publicidade. Análise da proteção ao sigilo no ordenamento jurídico brasileiro. 3.3 Conclusão pelo indeferimento do pedido. Necessidade de apresentação de versão pública da consulta formulada. Enganosidade 4. Parecer 142/2013. Consulta nº 8700.003928/2013-93 4.1 Enganosidade. Legislação aplicável. Tempus Regis actum. Aplicação da lei vigente na data da prestação de informações tidas como enganosas. 4.2 Delimitação dos requisitos necessários à configuração da enganosidade. Lavratura de auto de infração. Gun Jumping 5. Parecer 182/2013. Ato de Concentração nº 08700.005775/2013-19. 5.1 Gun Jumping. Definição do procedimento aplicável. 5.2 Consumação antecipada da aprovação. Necessidade de prévia aprovação do negócio jurídico pelo Cade. Análise das sanções estabelecidas pelo legislador. Prescrição 6. Parecer 272/2013. Processo nº 53500.009765/2012. 6.1 Prescrição. Multa por intempestividade. Aplicação dos artigos 1º da Lei nº 9.873/99 e 46 da Lei nº 12.529/2011. 6.2 Apreciação dos efeitos do ato de concentração. Competência do Cade. Inocorrência de prescrição. Compartilhamento de Provas 7. Parecer 179/2013. Processo nº 08012.002222/2011-09 7.1 Prova emprestada. Licitude. Decisão judicial. 7.2 Compartilhamento de provas. Informações albergadas pela cláusula de sigilo. Necessidade de autorização judicial. Conexão 8. Parecer 138/2013. Consulta nº 08700.003716/2013-06. 8.1 Atos de concentração. Conexão de procedimentos administrativos. Relação entre as demandas. Possibilidade. 8.2 Análise do instituto da conexão e de suas implicações no âmbito administrativo. Efeitos da conexão. Reunião dos processos. Avaliação pela autoridade julgadora. 100 Price Squeeze 9. Parecer 68/2013. Processo Administrativo nº 08012.008501/2007-91. 9.1 Alto Valor da Tarifa de Interconexão. VU-M. Desvinculação dos custos necessários à prestação do serviço. 9.2 Price Squeeze. Ausência de conduta autônoma voltada à discriminação via preços. Questão regulatória. 9.3 Fixação de VU-M. Ausência de provas de atitude concertada entre as representadas. 9.4 Parecer pelo arquivamento do processo administrativo. Dessa forma, pode-se concluir que a atuação da Coordenação-Geral de Estudos e Pareceres, ao longo do ano de 2013, esteve voltada, de forma predominante, à análise de averiguações preliminares e de processos administrativos voltados à apuração de infrações contra a ordem econômica. Ademais, buscou-se garantir segurança jurídica à atuação da autarquia federal ao longo da continuidade do processo de transição decorrente do início da vigência da recente Lei nº 12.529/2011. c) Atividades do Setor de Cumprimento de Decisões – SCD No período compreendido entre 1º de janeiro e 31 de dezembro de 2013, a PFE/Cade emitiu 154 (cento e cinquenta e quatro) manifestações jurídicas no bojo de processos administrativos relacionados ao Setor de Cumprimento de Decisões da PFE/Cade, entre pareceres, notas e cotas. c.1) Quantidade de manifestações jurídicas proferidas pelo Setor de Cumprimento de Decisões, por categoria prevista na Portaria AGU nº 1.399/2009 Dentro desse universo manifestações jurídicas, o gráfico abaixo ilustra as proporções de manifestações jurídicas de cada categoria, entre as espécies previstas pela Portaria nº 1.399, de 05 de outubro de 2009, do Exmº. Sr. Advogado-Geral da União, sendo indicado o número absoluto de manifestações de cada categoria: Gráfico 35 – Classificação dos pareceres por Espécie de Processo Administrativo Classificação dos pareceres emitidos no âmbito do Setor de Cumprimento de Decisões - SCD, por Espécie de Processo Administrativo Número de Pareceres Pareceres Cotas 13 58 Notas 83 Fonte: Arquivo de manifestações jurídicas do Setor de Cumprimento de Decisões da PFE/Cade c.2) Quantidade de manifestações jurídicas proferidas pelo Setor de Cumprimento de Decisões, nos últimos anos Verifica-se, portanto, a ocorrência de significativo aumento na produção de manifestações jurídicas em relação ao quantitativo de manifestações produzidas no ano de 2012. Nesse sentido, 101 enquanto no ano de 2012 foram produzidas 98 (noventa e oito) manifestações no âmbito do SCD, tem-se que, no ano de 2013, foram elaboradas 154 (cento e cinquenta e quatro) manifestações referentes à análise de cumprimento de decisões do Cade pela Procuradoria. Gráfico 36 – Quantidade de pareceres emitidos no âmbito do SCD 180 160 154 144 140 120 98 100 80 60 40 20 0 2011 2012 2013 Número de pareceres - SCD Fonte: Arquivo de manifestações jurídicas do Setor de Cumprimento de Decisões da PFE/Cade c.3) Quantidade de manifestações jurídicas proferidas pelo Setor de Cumprimento de Decisões, segundo suas conclusões O gráfico, a seguir, ilustra a proporção de manifestações jurídicas de cada categoria, entre as espécies previstas pela anteriormente citada Portaria nº 1.399/2009, sendo indicado, entre parênteses, o número absoluto de manifestações de cada categoria. Gráfico 37 – Percentual de pareceres emitidos por espécie, no âmbito do SCD Análise proporcional das diversas espécies de manifestações jurídicas - SCD (até 30 de novembro de 2013) Cumprimento e arquivamento (52) 4% 34% 25% Descumprimento (10) Parcelamentos (1) 6% TCD e TCC (46) 30% Acompanhamento de outras decisões (38) 1% Questões incidentais (7) Fonte: Arquivo de manifestações jurídicas do Setor de Cumprimento de Decisões da PFE/Cade 102 c.4) Quantidade de manifestações jurídicas proferidas pelo Setor de Cumprimento de Decisões, por tema Dado o conjunto de manifestações jurídicas produzidas no SCD, é ainda possível classificálas de acordo com os temas sobre os quais versavam. O gráfico, a seguir, mostra as proporções dos temas das manifestações no período compreendido relativo a todo o ano de 2013, sendo indicado o número absoluto de manifestações sobre o mesmo tema. Gráfico 38 – Quantidade de pareceres emitidos por tema, no âmbito do SCD Quantidade de manifestações jurídicas - SCD Pagamento de multa ou taxa Cumprimento de TCC Manifestações Diversas Cumprimento de TCD ou ACC Cumprimento de outras espécies de obrigação de… Alteração de Cláusula de não concorrência 18 20 22 26 33 35 Fonte: Arquivo de manifestações jurídicas do Setor de Cumprimento de Decisões da PFE/Cade c.5) Participação em negociações de instrumentos consensuais típicos da legislação antitruste Em 2013, a PFE/Cade participou ativamente de negociações de instrumentos consensuais típicos da legislação antitruste — a saber, Termos de Compromisso de Cessação – TCC, Termos de Compromisso de Desempenho – TCD e Acordos em Controle de Concentrações – ACC. No que concerne aos Termos de Compromisso de Cessação – TCC, a PFE/Cade participou da celebração de 42 (quarenta e dois) acordos, dentre os quais 40 (quarenta) foram celebrados com pessoas jurídicas integrantes do Grupo Unimed em processos administrativos que envolviam a exigência de exclusividade junto aos médicos cooperados. Além do pagamento de multa, também restaram estabelecidas obrigações de fazer, nos termos especificados no acordo firmado, como condição necessária à resolução dos processos administrativos. Por fim, a PFE/Cade participou da elaboração de 16 (dezesseis) acordos no bojo de atos de concentração econômica, dentre os quais 14 (quatorze) referiram-se a TCD celebrados sob a égide da Lei nº 8.884/94, ao passo que as outras 2 (duas) estiveram relacionadas a ACC regulados pela nova Lei nº 12.529/2011. Há que se ressaltar, também, que o cumprimento voluntário das decisões do Cade, que é a medida mais fiel do enforcement da política antitruste, é promovido de maneira proativa pela Procuradoria. Nesta linha, uma parte importante do trabalho desenvolvido pela Procuradoria, especialmente por meio de sua Adjuntoria, se concentra em expedir recomendações e esclarecer dúvidas de administrados que buscam o Cade no interesse de cumprir suas decisões. 103 Assim, é comum que a Procuradoria Federal realize a confecção de guias de recolhimento, as análises de minutas de cláusulas contratuais, a prestação de informação sobre critérios de atualização de débitos etc., para maior conforto e segurança dos administrados, que concordam em cumprir voluntariamente as decisões do Cade. c.6) Arrecadação total do Cade, em reais, por ano O gráfico abaixo representa a arrecadação total do Cade, considerando o volume de recursos recolhidos como contribuições pecuniárias em TCC, além do recolhimento de multas impostas pelo Cade, seja em sede de acordo judicial, seja como pagamento voluntário. Percebe-se o crescimento do percentual de valores arrecadados resultantes de acordos em sede administrativa, ou seja, TCC. Gráfico 39 – Percentual arrecadado por tipo de procedimento – em 2011, 2012 e 2013 Arrecadação Total em 2013: R$ 91.815.492,10 8% 11% ACORDO JUDICIAL PAGAMENTO VOLUNTÁRIO TCC e ACC 81% Fonte: PFE/Cade/Cade Os dados apresentados no próximo gráfico também evidenciam a ocorrência de um sensível aumento no montante arrecadado ao longo dos últimos anos. 104 Gráfico 40 – Montante arrecadado por ano 100.000.000,00 91.815.492 90.000.000,00 80.000.000,00 70.000.000,00 64.114.660 60.000.000,00 50.000.000,00 45.420.598 46.026.106 40.000.000,00 30.536.113 27.693.861 30.000.000,00 23.863.448 20.000.000,00 8.732.721,40 5.238.859 10.000.000,00 10.715.549 4.696.223 3.363.961 2.913.928 1.332.087 2.530.574 0,00 1999 2000 2001 2002 2003 2004 2005 2006 1 2007 2008 2009 2010 2011 2012 2013 Fonte: PFE/Cade d) Atividades da Coordenação-Geral de Matéria Administrativa – CGMA: No período compreendido entre 01º de janeiro e 31 de dezembro de 2013, a PFE/Cade emitiu 143 (cento e quarenta e três) manifestações jurídicas no bojo de processos administrativos relacionados às atividades-meio do Cade, entre pareceres, notas e cotas. d.1) Quantidade de manifestações jurídicas proferidas pela Coordenação-Geral de Matéria Administrativa da PFE/Cade, por ano Dentro desse universo de 143 (cento e quarenta e três) manifestações jurídicas, o gráfico abaixo ilustra as proporções de manifestações jurídicas de cada categoria, entre as espécies previstas pela Portaria nº 1.399, de 05 de outubro de 2009, do Exm.º Sr. Advogado-Geral da União, sendo indicado, entre parênteses, o número absoluto de manifestações de cada categoria: 105 Gráfico 41 – Manifestações jurídicas em processos administrativos - Atividades-meio (2013) Manifestações jurídicas da PFE/CADE no ano de 2013, no bojo de Processos Licitatórios, Contratações Diretas e Outros Tipos de Processos Administrativos Relacionados à Atividade-Meio (143) 86% Nota (14) Cota (6) Parecer (123) 4% 10% Fonte: Arquivo de manifestações jurídicas da Coordenação-Geral de Matéria Administrativa Ou seja, em 2013, a média mensal de manifestações jurídicas no bojo de processos administrativos relacionados às atividades-meio do Cade é de aproximadamente 12 (doze). Houve, portanto, decréscimo da média mensal de manifestações jurídicas verificadas no decorrer do ano de 2012. Com efeito, ao longo do ano de 2012, a PFE/Cade emitiu 202 (duzentas e duas) manifestações jurídicas no bojo de processos administrativos relacionados às atividades-meio do Cade. Ou seja, no ano de 2012, a média mensal de manifestações jurídicas no bojo de processos administrativos relacionados às atividades-meio do Cade era de aproximadamente 17 (dezessete). Tal decréscimo se deve ao fato de, no ano de 2012, ter sido necessário realizar aditivos contratuais em quase todos os contratos administrativos do Cade, além de novas licitações, para aquelas aquisições de bens e serviços cujos contratos que não poderiam ser aditivados ou para o atendimento das novas necessidades administrativas, tendo em vista a mudança da autarquia para a sua nova sede, em decorrência da entrada em vigor, em maio de 2012, da Lei n.º 12.529/2011, que aumentou a estrutura do Cade. Assim, o ano de 2012 foi um ano atípico para as atividades meio do Cade, o que justificou uma maior demanda pela assessoria jurídica da Procuradoria nessa área. Por sua vez, comparando-se a média mensal de manifestações jurídicas do ano de 2013 com as do ano anterior a esse período atípico (2011), verificou-se um acréscimo da média mensal de manifestações jurídicas em relação ao ano de 2011, ao longo do qual a PFE/Cade emitiu 133 (cento e trinta e três) manifestações jurídicas no bojo de processos administrativos relacionados às atividades-meio do Cade. Ou seja, no ano de 2011, a média mensal de manifestações jurídicas no bojo de processos administrativos relacionados às atividades-meio do Cade era de aproximadamente 11 (onze). d.2) Quantidade de manifestações jurídicas proferidas pela Coordenação-Geral de Matéria Administrativa da PFE/Cade, por categoria prevista na Portaria AGU nº 1.399/2009 Os gráficos a seguir, relativos aos anos de 2012 e 2011, ilustram as proporções de manifestações jurídicas de cada categoria, entre as espécies previstas pela Portaria nº 1.399/2009, sendo indicado, entre parênteses, o número absoluto de manifestações de cada categoria: 106 Gráfico 42 – Manifestações jurídicas em processos administrativos - Atividades-meio (2012) Manifestações jurídicas da PFE/CADE no ano de 2012, no bojo de Processos Licitatórios, Contratações Diretas e Outros Tipos de Processos Administrativos Relacionados à Atividade-Meio (202) Nota (4) Cota (14) Parecer (171) Despacho de aprovação parcial ou Parecer Complementar (13) Fonte: Arquivo de manifestações jurídicas da Coordenação-Geral de Matéria Administrativa Gráfico 43 – Manifestações jurídicas em processos administrativos - Atividades-meio (2011) Manifestações jurídicas da PFE/CADE no ano de 2011, no bojo de Processos Licitatórios, Contratações Diretas e Outros Tipos de Processos Administrativos Relacionados à Atividade-Meio (133)* Nota (3) Cota (2) Parecer (119) Despacho de aprovação parcial ou Parecer Complementar (6) Fonte: Arquivo de manifestações jurídicas da Coordenação-Geral de Matéria Administrativa * Os números constantes do gráfico divergem daqueles encontrados no Relatório de Gestão publicado no início de 2012, uma vez que a Coordenação-Geral de Matéria Administrativa fez uma nova colheita dos dados e, em decorrência disso, constatou a inexatidão dos números constantes do Relatório de Gestão publicado no início de 2012 (consistente em um sub-registro de manifestações jurídicas). Como mostra o primeiro gráfico, das 143 (cento e quarenta e três) manifestações jurídicas emitidas pela PFE/Cade, em 2013, no bojo de processos administrativos relacionados às atividadesmeio do Cade, 137 (cento e trinta e sete) foram conclusivas — isto é, consistem em pareceres ou notas (acompanhados ou não de despachos de aprovação parcial ou pareceres complementares). Isso representa uma média mensal aproximada de 11 (onze) manifestações jurídicas conclusivas. Em comparação com o ano de 2012, houve uma leve diminuição da média mensal de manifestações jurídicas conclusivas. Com efeito, das 202 (duzentos e duas) manifestações jurídicas emitidas pela PFE/Cade, no ano de 2012, no bojo de processos administrativos relacionados às 107 atividades-meio do Cade, 175 (cento e setenta e cinco) foram conclusivas — o que representa uma média mensal aproximada de 14 (quatorze) manifestações jurídicas conclusivas. Já em comparação com o ano de 2011, observou-se um aumento da média mensal de manifestações jurídicas conclusivas. Com efeito, das 133 (cento e trinta) manifestações jurídicas emitidas pela PFE/Cade, no ano de 2011, no bojo de processos administrativos relacionados às atividades-meio do Cade, 122 (cento e vinte e duas) foram conclusivas — o que representa uma média mensal aproximada de 10 (dez) manifestações jurídicas conclusivas. d.3) Número de manifestações jurídicas conclusivas emitidas pela Coordenação-Geral de Matéria Administrativa da PFE/Cade, por ano O gráfico abaixo ilustra a evolução do número de manifestações jurídicas conclusivas desde o ano de 2011: Gráfico 44 – Evolução das manifestações jurídicas - Atividade-Meio Número de manifestações jurídicas conclusivas (pareceres ou notas) no bojo de Processos Licitatórios, Contratações Diretas e Outros Tipos de Processos Administrativos Relacionados à Atividade-Meio 175 122 137 2011* 2012 2013 Fonte: Arquivo de manifestações jurídicas da Coordenação-Geral de Matéria Administrativa * O número constante do gráfico diverge daquele encontrado no Relatório de Gestão publicado no início de 2012, uma vez que a Coordenação-Geral de Matéria Administrativa fez uma nova colheita dos dados e, em decorrência disso, constatou a inexatidão dos números constantes do Relatório de Gestão publicado no início de 2012 (consistente em um sub-registro de manifestações jurídicas). d.4) Quantidade de pareceres proferidos pela Coordenação-Geral de Matéria Administrativa da PFE/Cade, por ano e por assunto do processo administrativo Restringindo a análise ao conjunto de pareceres, é possível classificá-los de acordo com os temas sobre os quais versavam. O gráfico a seguir mostra as proporções dos temas dos pareceres no período do ano de 2013, sendo indicado, entre parênteses, o número absoluto de pareceres sobre o mesmo tema e o percentual que tal número representa do total: 108 Gráfico 45 – Classificação dos Pareceres por Assunto – Atividades-Meio (2013) Classificação dos Pareceres por Assunto do Processo Administrativo (Atividades-Meio), no ano de 2013 (123 / 100%) Dispensa em razão do valor - Art. 24, inc. I ou II, da Lei 8.666/1993 (27 / 22%) Contratação de curso para servidores Art. 24, inc. II, da Lei 8.666/93 (16 / 13%) Outros casos de dispensa e inexigibilidade de licitação (7 / 6%) 15% 22% Pregão (15 / 12%) 10% 1% 13% 19% Pregão para Registro de Preços (3 / 2%) 6% 12% Prorrogação contratual e/ou Repactuação (24 / 19%) Adesões a Atas de Registro de Preços (1 / 1%) 2% Convênios (12 / 10%) Outros (18/ 15%) Fonte: Arquivo de manifestações jurídicas da Coordenação-Geral de Matéria Administrativa O gráfico, a seguir, mostra as proporções dos temas dos pareceres no ano de 2012, sendo indicado, entre parênteses, o número absoluto de pareceres sobre o mesmo tema e o percentual que tal número representa do total: Gráfico 46 – Classificação dos Pareceres por Assunto – Atividades-Meio (2012) Classificação dos Pareceres por Assunto do Processo Administrativo (Atividades-Meio), no ano de 2012 (171 / 100%) 2% Dispensa em razão do valor - Art. 24, inc. I ou II, da Lei 8.666/1993 (45 / 26,31%) Contratação de curso para servidores - Art. 24, inc. II, da Lei 8.666/1993 (21 / 12,28%) Outros casos de dispensa e inexigibilidade de licitação (16 / 9,35%) Pregão (17 / 9,94%) 11% 26% 10% 15% 12% Pregão para Registro de Preços (8 / 4,68%) Prorrogação Contratual e/ou Repactuação (25 / 14,61%) 5% 10% 9% Adesões a Atas de Registro de Preços (carona) - Art. 8º do Decreto 3.931/2001 (17 / 9,94%) Convênios (4 / 2,34%) Outros (18 / 10,52%) Fonte: Arquivo de manifestações jurídicas da Coordenação-Geral de Matéria Administrativa 109 O gráfico, a seguir, mostra as proporções dos temas dos pareceres no ano de 2011, sendo indicado, entre parênteses, o número absoluto de pareceres sobre o mesmo tema e o percentual que tal número representa do total: Gráfico 47 – Classificação dos Pareceres por Assunto – Atividades-Meio (2011) Classificação dos Pareceres por Assunto do Processo Administrativo (Atividades-Meio), no ano de 2011 (119 / 100%)* Dispensa em razão do valor - Art. 24, inc. I ou II, da Lei 8.666/1993 (33 / 27,73%) 16% 4% Contratação de curso para servidores - Art. 24, inc. II, da Lei 8.666/1993 (0 / 0%) 28% Outros casos de dispensa e inexigibilidade de licitação (6 / 5,04%) 2% Pregão (11 / 9,24%) 5% Pregão para Registro de Preços (15 / 12,60%) 23% 9% Prorrogação Contratual e/ou Repactuação (28 / 23,52%) 13% Adesões a Atas de Registro de Preços (carona) - Art. 8º do Decreto 3.931/2001 (2 / 1,68%) Convênios (5 / 4,20%) 0% Outros (19 / 15,96%) Fonte: Arquivo de manifestações jurídicas da Coordenação-Geral de Matéria Administrativa * O número constante do gráfico diverge daquele encontrado no Relatório de Gestão publicado no início de 2012, uma vez que a Coordenação-Geral de Matéria Administrativa fez uma nova colheita dos dados e, em decorrência disso, constatou a inexatidão dos números constantes do Relatório de Gestão publicado no início de 2012 (consistente em um sub-registro de manifestações jurídicas). Comparando-se os últimos gráficos, observa-se que os pareceres sobre dispensas de licitação em razão do valor (artigo 24, inciso I ou II, da Lei nº 8.666/1993) continuam sendo majoritários. No entanto, em números percentuais, houve, ao longo do tempo, uma diminuição do número de pareceres sobre dispensas de licitação em razão do valor. e) Atividades da Coordenação-Geral do Contencioso Judicial – CGCJ e.1) Distribuição de ações, recursos e incidentes judiciais envolvendo o Cade em todo território nacional No ano de 2013, o Cade propôs 73 (setenta e três) novas ações, entre as quais, 38 (trinta e oito) Execuções Fiscais, 28 (vinte e oito) Execuções de Obrigação de Fazer e 7 (sete) Busca e Apreensões. Gráfico 48 – Quantitativo de ações propostas contra o Cade 89 39 2012 2013 Ações Propostas Contra o CADE Fonte: PFE/Cade 110 e.2) Número de petições protocolizadas pela Coordenação-Geral do Contencioso Judicial da PFE/Cade, por ano Contra o Cade, em 2013, foram propostas 76 (setenta e seis) ações, entre as quais: 48 (quarenta e oito) Ações Ordinárias, 5 (cinco) Ações Cautelares, 8 (oito) Mandados de Segurança, 1 (uma) Execução de honorários advocatícios, 13 (treze) Embargos à Execução e também 1 (uma) ação de servidor, junto ao Juizado Especial Federal, pleiteando o reconhecimento de determinada gratificação. Gráfico 49 –Quantitativo de petições protocoladas junto ao Cade 597 410 2012 2013 Petições Protocoladas Pela Procuradoria Federal Junto ao CADE Fonte: PFE/Cade Foram manejados, pelo Cade, 3 (três) Apelações, 10 (dez) Agravos de Instrumento e 1 (um) Retido perante a segunda instância. Perante os tribunais superiores, foram interpostos pelo Cade 4 (quatro) Recursos Especiais e 2 (dois) Recursos Extraordinários, perante o Superior Tribunal de Justiça e Supremo Tribunal Federal, respectivamente. Contra o Cade foram aviados 12 (doze) Apelações e 26 (vinte e seis) Agravos de Instrumento, além de 3 (três) Recursos Especiais e 1 (um) Extraordinário. Foram proferidas 236 (duzentas e trinta e seis) decisões em processos em que o Cade é parte, entre acórdãos, sentenças, liminares, tutelas antecipadas, tutelas recursais e decisões monocráticas em segunda instância. Entre as 35 (trinta e cinco) sentenças, 31 (trinta e uma) foram favoráveis, 3 (três) desfavoráveis e 1 (uma) parcialmente favorável, perfazendo 91% (noventa e um por cento) de êxito. Em segunda instância, houve decisões colegiadas e monocráticas. Nas decisões por colegiado, dos 65 (sessenta e cinco) acórdãos, foram 38 (trinta e oito) favoráveis contra 27 (vinte e sete) desfavoráveis, perfazendo 58% de decisões favoráveis. Nas decisões monocráticas, das 19 (dezenove) decisões proferidas em segunda instância, 18 (dezoito) foram favoráveis ao Cade, perfazendo 95% (noventa e cinco por cento) de êxito. Das 15 (quinze) liminares concedidas à parte contrária, 10 (dez) foram mediante garantia por fiança bancária ou depósito, assegurando-se o pagamento das penas impostas pelo Cade. Foram indeferidas 25 (vinte e cinco) liminares, ou seja, benéficas ao Cade. 111 e.3) Proporção de acórdãos, sentenças e decisões favoráveis e desfavoráveis ao Cade, em primeira e em segunda instância, no ano de 2013 Gráfico 50 – Proporção de acórdãos, sentenças e decisões favoráveis e desfavoráveis ao Cade em 2013 Panorama Geral das Decisões 60 50 40 30 20 10 0 Decisão Monocrática de Tribunal ou Acórdão Favoráveis 56 Desfavoráveis 28 Sentença Liminar Tutela Recursal 31 3 25 15 14 7 Fonte: PFE/Cade e.4) Quantidade total de acórdãos, sentenças e decisões exarados em processos judiciais que envolvem o Cade Gráfico 51 – Total de Decisões Proferidas Total de Decisões Proferidas 30% Favoráveis (117) 70% Desfavoráveis (52) Fonte: PFE/Cade 112 4. ESTRUTURA DE GOVERNANÇA E DE AUTOCONTROLE DA GESTÃO 4.1. ESTRUTURA DE GOVERNANÇA Auditoria Interna do Cade As unidades do Cade foram reestruturadas a partir do Decreto Nº 7.738, de 28 de maio de 2012, que aprovou a Estrutura Regimental e o Quadro Demonstrativo dos Cargos em Comissão do Cade; remanejou os cargos em comissão e funções de confiança; bem como alterou os Decretos no 6.061, de 15 de março de 2007, no 2.181, de 20 de março de 1997, e no 1.306, de 9 de novembro de 1994. O Decreto tratou, no Capítulo II de seu Anexo, da Estrutura Organizacional do Conselho, dispondo, na alínea b, inciso II, art. 2º, da Auditoria como órgão seccional e definindo suas competências no art. 17 deste mesmo Anexo. As competências da Auditoria, também estão dispostas no art. 16 do Regimento Interno do Cade – RICADE. O RICADE foi aprovado por meio da Resolução nº 1, de 29 de maio de 2012. O RICADE estabelece em seu art. 10 que a Unidade de Auditoria faz parte da estrutura da Presidência do Tribunal. Regime de Alçadas A reestruturação do SBDC, promovida por meio da Lei nº 12.529, de 30 de novembro de 2011, e a consequente alteração da estrutura regimental do Cade, nos termos do Decreto nº 7.738, de 28 de maio de 2012, ensejaram a constituição de um regime de alçada próprio, formalizado pela Portaria Cade nº 142, de 8 de agosto de 2012, em atendimento ao que dispõem os artigos 11 e 12 do Decreto-Lei nº 200, de 25 de fevereiro de 1967, os artigos 12 a 14 da Lei nº 9.784, de 29 de janeiro de 1999 e o Decreto nº 7.689, de 2 de março de 2012. Por força da Portaria nº 493, de 16 de março de 2012, o Senhor Ministro de Estado da Justiça delegou ao Presidente do Cade a competência para autorizar expressamente a celebração de novos contratos administrativos ou a prorrogação dos contratos em vigor relativos a atividades de custeio, com valores inferiores a R$ 10.000.000,00 (dez milhões de reais), vedada a subdelegação para os contratos com valores iguais ou superiores a R$ 1.000.000,00 (um milhão de reais). Com a edição da Portaria nº 142, de 8 de agosto de 2012, o Presidente do Cade delegou ao Chefe de Gabinete da Presidência a competência para ordenar despesas inferiores a R$ 10.000.000,00 (dez milhões de reais) por ano, ressalvadas as despesas da Superintendência-Geral, e ao Diretor Administrativo a competência para ordenar despesas inferiores a R$ 1.000.000,00 (um milhão de reais) por ano, ressalvadas as da Superintendência-Geral. O referido instrumento possibilitou ainda a subdelegação, ao Coordenador-Geral de Orçamento, Finanças e Logística, da competência para ordenar despesas inferiores a R$ 480.000,00 (quatrocentos e oitenta mil reais) por ano, a competência para ordenar despesas em regime de adiantamento ou de suprimento de fundos, bem como para movimentar o Cartão de Pagamento do Governo Federal. Ao Coordenador-Geral de Gestão de Pessoas foi subdelegada a competência para ordenar despesas inferiores a R$ 480.000,00 (quatrocentos e oitenta mil reais) por ano, quando relativas ao ressarcimento, a servidores públicos em exercício no Cade, de matrículas, de taxas de inscrição, de anuidades ou de mensalidades de cursos, seminários ou outros eventos congêneres, realizadas às expensas destes servidores, ou quando relativas ao pagamento, aos mesmos servidores, de bolsas de estudos ou auxílios para capacitação, formação, treinamento, aperfeiçoamento e reciclagem, não sendo o Cade, tanto em um, quanto no outro caso, parte ou sujeito da contratação com a instituição de ensino ou congênere, além da competência para ordenar despesas com ajudas de custo (artigo 53 da Lei nº 8.112/1990), indenizações de transporte (artigo 60 da Lei nº 8.112/1990), auxílios113 moradia (artigo 60-A da Lei nº 8.112/1990) e auxílios para planos ou seguros privados de assistência à saúde (artigo 230 da Lei nº 8.112/1990). Mecanismos de controle interno existentes no Cade O Cade possui diferentes mecanismos de controle interno, tanto quanto ao acesso às suas instalações, quanto a outros temas correlatos. Neste sentido, os mecanismos podem ser agrupados em: (i) comunicação interna; (ii) acesso às instalações; (iii) gestão processual e (iv) normas e rotinas. Quanto ao acesso às instalações, o Cade produz e fornece crachás para identificação tanto de servidores, de todos os níveis hierárquicos, e prestadores de serviço, que são cadastrados pela CGESP, quanto para os visitantes, que são cadastrados na recepção do edifício sede. Registre-se que para o acesso às dependências do Cade fora do horário de expediente normal deve ser precedido de solicitação formal, com autorização específica do chefe imediato, ao Setor de Serviços Gerais, que informa o setor de segurança acerca dessa situação excepcional. A segurança do prédio é feita por empresa terceirizada especializada durante 24h. Toda movimentação de pessoal é registrada no livro de ocorrência diária, tanto diurnamente como noturnamente. Além disso, o Cade faz o controle de acesso da garagem e existe uma portaria que normatiza a utilização das vagas pelos servidores previamente cadastrados. As normas de acesso de pessoas e veículos na sede do Cade são reguladas por meio da Portaria nº 79/2012. Ainda em relação ao acesso às instalações, o Cade adquiriu em 2013 fechaduras eletrônicas para o centro de processamento de dados do órgão e o laboratório de inteligência da Superintendência-Geral e circuito fechado de TV, para garantir maior controle de acesso às suas instalações. Sobre gestão processual, o Cade possui um sistema de acompanhamento processual no qual é registrado o andamento de todos os processos e documentos da autarquia. O sistema emite relatório de toda a movimentação de cada processo e disponibiliza as principais peças do processo em meio digital, inclusive para consulta pelo público externo, via internet, com exceção dos documentos de acesso restrito por disposição legal. Os processos típicos da área de suporte são cadastrados no módulo interno, enquanto que os processos finalísticos são cadastrados no módulo externo. Cumpre ressaltar que a primeira versão de um novo sistema de acompanhamento processual que permitirá a adoção de processo eletrônico no âmbito desta Autarquia foi desenvolvida e já está sendo utilizada para movimentação de atos de concentração econômica processo da área fim, e que em 2013 foi realizada a migração dos processos relativos à investigação de infrações à ordem econômica para o novo sistema. O desenvolvimento do novo sistema faz parte do projeto “Cade sem Papel”, cujo objetivo é automatizar e digitalizar o máximo possível das atividades desta Autarquia, sendo que se encontra pendente o desenvolvimento e implantação do módulo externo do sistema, que permitirá a o cadastramento eletrônico de petições pelas partes interessadas. Todos os processos relativos às competências institucionais do Cade são monitorados desde a entrada no órgão até a constatação da cessação dos efeitos produzidos pelas decisões proferidas, através de sistemas desenvolvidos pelos setores responsáveis. O acompanhamento do público externo desses processos também pode ser feito através da internet, em página específica de acompanhamento processual, com cópia digital dos seus documentos públicos. Para a consulta, basta clicar em pesquisa processual, inserir o número do processo no campo ‘palavra-chave’, selecionar critério ‘número do processo’ e filtrar pelo ‘tipo do processo’. Para a visualização dos autos, clicar em ‘visualizar’ nos documentos disponíveis. 114 No que tange aos projetos mais relevantes da autarquia, o controle é exercido de forma centralizada pela ASSPLAN e disponibilizados na intranet. No que se refere às normas e rotinas, atualmente o Cade opera com uma série de normas procedimentais que regulamentam a rotina administrativa de vários setores, bem como orientam a utilização de alguns sistemas da Administração Pública Federal, conforme abaixo especificado: Normas e rotinas: - Manual de Rotinas Administrativas dos Gabinetes; Capacitação de Secretárias e Auxiliares; Sistemas internos do Cade - Sistema de Pedido de Cópia – SISCOP; Sistema de Controle de Ofícios – SICOF; Internet e Outlook; Sistema de Apoio ao Processo Administrativo – SISAPA; Sistema de Andamento Processual e gestão de documentos – SisCade; Pauta Eletrônica; Sistema GEPLANES para gerenciamento do Planejamento Estratégico e Plano Diretor de Tecnologia da Informação. Sistemas estruturantes do governo: - Sistema Integrado de Administração de Recursos Humanos – SIAPE; Sistema Integrado de Administração Financeira – SIAFI; Sistema Integrado de Planejamento e Orçamento – SIOP: Sistema de Concessão de Diárias e Passagens – SCDP; Comprasnet; Sistema Integrado de Administração de Serviços Gerais – SIASG; Sistema de Gestão de Convênios e Contratos de Repasse – SICONV; Sistema de Informações do Banco Central – SISBACEN. Tais documentos estão disponíveis na página da Intranet da unidade de Recursos Humanos, no link do ‘Bando de Capacitações Internas’. Quanto aos procedimentos de controle patrimonial, registro e baixa de bens móveis, foi editada a Portaria n° 108, de 01 de outubro de 2012. Além disso, as demais normas administrativas também estão disponíveis na intranet do Cade, na página dos Serviços Gerais no Cade e na página que contém o acervo de normas do Cade. O sistema utilizado para esse controle é o Sistema Integrado de Gestão – SIG-UFRN e o Cade está em negociação com a Universidade Federal do Rio Grande do Norte para utilizar o SIPAC a partir de 2014. A unidade de Protocolo do Cade utiliza como referência a Portaria Normativa nº 05, de 19 de dezembro de 2002 – Dispõe sobre os procedimentos gerais para utilização dos serviços de protocolo, no âmbito da Administração Pública Federal, para órgãos e entidades integrantes de Serviços Gerais – SISG. Ela está disponível na página da CGP na Intranet. A ASSPLAN utiliza como base os documentos desenvolvidos pelo Escritório de Projetos do Ministério da Justiça, relacionados à metodologia de desenvolvimento de Projetos, bem como o Sistema Gestor de Escritório de Projetos (GEPnet), que era disponibilizado via web pelo MJ, ressaltando-se que, em 2013, por meio de acordo com o Departamento de Polícia Federal firmado no dia 4 de novembro de 2013, que administra o sistema, o GEPnet foi internalizado está sendo acessado dentro do ambiente da intranet do Cade . Ademais, todas as Portarias emitidas pelo Cade estão disponibilizadas na página da Intranet da CGESP. 115 O Cade está também firmando acordo de cooperação com a Companhia Nacional de Abastecimento – CONAB para o uso do Sistema de Auditoria Interna – SIAUDI que será utilizado pela AUDIT para gestão do controle interno do conselho. 4.2. AVALIAÇÃO DO FUNCIONAMENTO DOS CONTROLES INTERNOS Quadro 4.2 – Avaliação do Sistema de Controles Internos da UJ ELEMENTOS DO SISTEMA DE CONTROLES INTERNOS A SEREM AVALIADOS Ambiente de Controle 1. A alta administração percebe os controles internos como essenciais à consecução dos objetivos da unidade e dão suporte adequado ao seu funcionamento. 2. Os mecanismos gerais de controle instituídos pela UJ são percebidos por todos os servidores e funcionários nos diversos níveis da estrutura da unidade. 3. A comunicação dentro da UJ é adequada e eficiente. 1 VALORES 2 3 4 5 X X X 4. Existe código formalizado de ética ou de conduta. X 5. Os procedimentos e as instruções operacionais são padronizados e estão postos em documentos formais. 6. Há mecanismos que garantem ou incentivam a participação dos funcionários e servidores dos diversos níveis da estrutura da UJ na elaboração dos procedimentos, das instruções operacionais ou código de ética ou conduta. 7. As delegações de autoridade e competência são acompanhadas de definições claras das responsabilidades. 8. Existe adequada segregação de funções nos processos e atividades da competência da UJ. 9. Os controles internos adotados contribuem para a consecução dos resultados planejados pela UJ. Avaliação de Risco 10. Os objetivos e metas da unidade jurisdicionada estão formalizados. 11. Há clara identificação dos processos críticos para a consecução dos objetivos e metas da unidade. 12. É prática da unidade o diagnóstico dos riscos (de origem interna ou externa) envolvidos nos seus processos estratégicos, bem como a identificação da probabilidade de ocorrência desses riscos e a consequente adoção de medidas para mitigá-los. 13. É prática da unidade a definição de níveis de riscos operacionais, de informações e de conformidade que podem ser assumidos pelos diversos níveis da gestão. 14. A avaliação de riscos é feita de forma contínua, de modo a identificar mudanças no perfil de risco da UJ ocasionadas por transformações nos ambientes interno e externo. 15. Os riscos identificados são mensurados e classificados de modo a serem tratados em uma escala de prioridades e a gerar informações úteis à tomada de decisão. 16. Não há ocorrência de fraudes e perdas que sejam decorrentes de fragilidades nos processos internos da unidade. 17. Na ocorrência de fraudes e desvios, é prática da unidade instaurar sindicância para apurar responsabilidades e exigir eventuais ressarcimentos. 18. Há norma ou regulamento para as atividades de guarda, estoque e inventário de bens e valores de responsabilidade da unidade. Procedimentos de Controle 19. Existem políticas e ações, de natureza preventiva ou de detecção, para diminuir os riscos e alcançar os objetivos da UJ, claramente estabelecidas. 20. As atividades de controle adotadas pela UJ são apropriadas e funcionam consistentemente de acordo com um plano de longo prazo. 21. As atividades de controle adotadas pela UJ possuem custo apropriado ao nível de benefícios que possam derivar de sua aplicação. 22. As atividades de controle adotadas pela UJ são abrangentes e razoáveis e estão diretamente relacionadas com os objetivos de controle. Informação e Comunicação X X X X X 1 2 3 4 5 X X X X X X X X X 1 2 X 3 4 5 X X X 1 2 3 4 5 116 23. A informação relevante para UJ é devidamente identificada, documentada, armazenada e comunicada tempestivamente às pessoas adequadas. 24. As informações consideradas relevantes pela UJ são dotadas de qualidade suficiente para permitir ao gestor tomar as decisões apropriadas. 25. A informação disponível para as unidades internas e pessoas da UJ é apropriada, tempestiva, atual, precisa e acessível. 26. A Informação divulgada internamente atende às expectativas dos diversos grupos e indivíduos da UJ, contribuindo para a execução das responsabilidades de forma eficaz. 27. A comunicação das informações perpassa todos os níveis hierárquicos da UJ, em todas as direções, por todos os seus componentes e por toda a sua estrutura. Monitoramento 28. O sistema de controle interno da UJ é constantemente monitorado para avaliar sua validade e qualidade ao longo do tempo. 29. O sistema de controle interno da UJ tem sido considerado adequado e efetivo pelas avaliações sofridas. 30. O sistema de controle interno da UJ tem contribuído para a melhoria de seu desempenho. Análise Crítica: X X X X X 1 2 3 X 4 5 X X Tendo sido praticamente desativado na década de 80, retornando apenas na segunda metade da década de 90, o Cade sempre apresentou grandes dificuldades na estruturação de corpo técnico. Sem carreira própria, até recentemente contava com servidores temporários para composição de seu quadro. Apenas recentemente, conseguiu-se parcial estabilização de quadro de servidor, a partir da utilização das carreiras de EPPGG e PGPE para composição de seu quadro interno. Assim, a Autarquia começou a contar com massa crítica, não só de recursos humanos, mas também de experiências internas, suficientes para iniciar procedimentos internos de aprimoramento de suas atividades administrativas e de controle. A entrada em vigor da Lei nº 12.529/2011 apresentou avanços significativos neste sentido, pois a ampliação do quadro de cargos permitiu o fortalecimento da área-meio, com a criação da DA. Até então, a administração era difusa, orientada pela Presidência do Cade. Com a criação da Diretoria, há a reunião de todos os aspectos administrativos sob um ponto focal, o que tem o condão de auxiliar no aprimoramento de suas atividades e desenvolvimento de melhores práticas. Além disso, a nova lei também aumentou o prazo de mandato dos membros do colegiado do órgão – Conselheiros e Presidente -, de 2 (dois) para 4 (quatro) anos, o que também contribui para a busca por um aperfeiçoamento administrativo da Autarquia. Contudo, apesar das falhas e dificuldades estruturais experimentadas pelo Cade nas últimas décadas, esta Autarquia esforçou-se para adotar e aprimorar seus mecanismos de controle interno no limite de suas capacidades físicas e técnicas. Cumpre ressaltar que a Autarquia continua na busca pelo aprimoramento de sua atuação, em especial de seu controle interno. Neste sentido, o Cade constituiu no final do exercício de 2012 um grupo de trabalho responsável por analisar o fluxo de trabalho da Diretoria Administrativa, com o objetivo de incutir o máximo de excelência operacional. Esse grupo elaborou um projeto de excelência operacional, que foi priorizado no Plano Estratégico do Cade, identificando os processos de trabalho críticos da Diretoria Administrativa, que seriam mapeados e normatizados para garantir máxima transparência, controle e eficiência. O GT realizou a identificação dos macroprocessos de trabalho do Cade e à elaboração de cadeia de processos do Cade. Entretanto, dada a escassez de recursos humanos dotados do conhecimento necessário para executar o mapeamento de processos, o projeto foi interrompido após concluir o mapeamento de dois processos: o de pregão utilizado no Cade e de resposta às demandas da auditoria interna. De modo a sanar os problemas decorrentes da escassez de recursos humanos, a Assplan realizou um treinamento dos servidores do Cade para multiplicar o conhecimento sobre notação de processo de negócio (metodologia Business Process Modeling Notation – BPMN) e em hardware livre de fluxo de processos (Bizagi Process Modeler), o que possibilitará a retomada do projeto de excelência operacional em 2014. Escala de valores da Avaliação: 117 (1) Totalmente inválida: Significa que o conteúdo da afirmativa é integralmente não observado no contexto da UJ. (2) Parcialmente inválida: Significa que o conteúdo da afirmativa é parcialmente observado no contexto da UJ, porém, em sua minoria. (3) Neutra: Significa que não há como avaliar se o conteúdo da afirmativa é ou não observado no contexto da UJ. (4) Parcialmente válida: Significa que o conteúdo da afirmativa é parcialmente observado no contexto da UJ, porém, em sua maioria. (5) Totalmente válido. Significa que o conteúdo da afirmativa é integralmente observado no contexto da UJ. 4.3. SISTEMA DE CORREIÇÃO Após análise a respeito da melhor configuração para o sistema de correição do Cade, decidiu-se por adotar estrutura similar à implantada pelo Ministério da Justiça, designando-se, em 17 de dezembro de 2013, por meio da Portaria nº 211 da Presidência do Cade, servidor para assessorar o Presidente do Cade nos assuntos relacionados a atividades correcionais e disciplinares, bem como na instauração de sindicâncias e composição de comissões disciplinares. Determinou-se ainda que os servidores dos órgãos que integram a estrutura do Cade ficam obrigados a cooperar e a fornecer as informações solicitadas pelo servidor designado, quando no exercício das suas atividades. No exercício de 2012, foi instaurada uma sindicância investigativa (Processo nº 08700.001195/2012-71), cuja comissão investigativa foi constituída por meio da Portaria Cade nº 23, de 23 de fevereiro de 2012, posteriormente modificada pela Portaria Cade nº 29, de 16 de março de 2012. A instrução da referida sindicância foi concluída, decidindo-se por seu arquivamento. Ainda no exercício de 2012, o Cade foi objeto de inspeção correcional, por parte da Controladoria-Geral da União, no período de 10 a 14 de dezembro de 2012, sendo que o relatório da inspeção correcional foi encaminhado ao Cade em 03 de outubro de 2013. Na ocasião, o Cade assumiu os compromissos de capacitar 5 servidores para atuação na área disciplinar, discutir medidas preventivas no planejamento de 2013 e publicar Portaria organizando as atividades de correição. Com relação aos compromissos então assumidos, insta esclarecer que a o sistema de correição do Cade foi organizado pela Portaria nº 211 da Presidência do Cade, sendo que não foi possível realizar a capacitação dos servidores em razão da indefinição, à época em que os cursos foram oferecidos, quanto à estrutura do sistema de correição do Cade, motivo pelo qual a capacitação será realizada em 2014. Medidas preventivas de controle interno foram efetivamente discutidas no planejamento de 2013 e passaram a compor o Plano Estratégico do Cade para o período 2013-2016. 4.4. CUMPRIMENTO PELA INSTÂNCIA DE CORREIÇÃO DA PORTARIA Nº 1.043/2007 DA CGU O Cade encontra-se regularmente cadastrado no sistema CGU-PAD e as informações que constam do sistema estão atualizadas, conforme imagem abaixo, em que se verifica que, em 2013, não foi instaurada nenhuma sindicância investigativa ou Processo de Apuração Disciplinar: 118 Figura 29 – Relatório de procedimentos emitido pelo CGU-PAD Fonte: CGU-PAD 4.5. INDICADORES PARA MONITORAMENTO E AVALIAÇÃO DO MODELO DE GOVERNANÇA E EFETIVIDADE DOS CONTROLES INTERNOS Não foram instituídos indicadores para o monitoramento e avaliação do modelo de governança e efetividade dos controles internos do Cade. No quadro 4.2 – Avaliação do Sistema de Controles Internos da UJ, o item análise situacional apresenta breve análise descritiva do atual modelo de governança adotado por esta autarquia. Essa pendência será incluída no escopo do Projeto de Revisão de Indicadores, previsto para 2014. 119 5. TÓPICOS ESPECIAIS DA EXECUÇÃO ORÇAMENTÁRIA E FINANCEIRA Os itens Renúncias sob a gestão da UJ e Reconhecimento de passivos por insuficiência de créditos ou recursos, constantes do Anexo II da DN TCU nº 127/, não são apresentados neste relatório por não terem registro de ocorrência em 2013. 5.1. EXECUÇÃO DAS DESPESAS 5.1.1. PROGRAMAÇÃO Quadro 5.1.1 – Programação de Despesas Unidade Orçamentária: Conselho Administrativo de Defesa Econômica Origem dos Créditos Orçamentários DOTAÇÃO INICIAL Créditos Suplementares Dotação final 2013 (A) Dotação final 2012(B) Variação (B/A-1)*100 Origem dos Créditos Orçamentários Código UO: 30211*** UGO: 303001 Grupos de Despesa Correntes* 1 – Pessoal e Encargos Sociais 3- Outras Despesas Correntes 7.003.276 18.479.282 618.944 4.121.502 7.622.220 22.600.784 5.060.828 15.149.921 -33,60 -32,97 Grupos de Despesa Capital** 4 – Investimentos 9 - Reserva de Contingência 3.000.000 21.201.025 3.000.000 21.201.025 7.950.000 4.267.130 -62,26 396,85 DOTAÇÃO NICIAL Dotação final 2013 (A) Dotação final 2012 (B) Variação (A/B-1)*100 Fonte: SIAFI (*) No Grupo de Despesa Correntes, não são apresentados dados referentes a Créditos Extraordinários, Especiais, Créditos Cancelados e Outras Operações, pois não houve ocorrência no exercício. (**) No Grupo de Despesa Capital, não são apresentados dados referentes a Créditos Suplementares, Extraordinários, Especiais, Créditos Cancelados e Outras Operações, pois não houve ocorrência no exercício. (***) Não se aplicam a esta autarquia os seguintes itens: 2-Juros e Encargos da Dívida, 5 – Inversões Financeiras e 6- Amortização da Dívida. 5.1.1.1 ANÁLISE CRÍTICA Compatibilidade das dotações com as necessidades da UJ: No exercício de 2013, o Cade teve à sua disposição recursos orçamentários no total de R$ 54.424.029,00 (cinquenta e quatro milhões quatrocentos e vinte e quatro mil, vinte e nove reais), para atendimento aos programas prioritários deste conselho, para manutenção da unidade, e a estruturação da nova sede, sendo que deste montante, foram aprovados na LOA 2013 R$ 28.482.558,00 para aplicação em pessoal, custeio e capital. Houve uma suplementação orçamentária no valor de R$ 618.944,00 para aplicação em pessoal e benefícios, de R$ 4.121.502,00 para manutenção da unidade, e a título de Reserva de Contingência o valor de R$ 21.201.025,00, mesmo com o aumento de 496,85% no valor da Reserva de Contingência em relação ao exercício de 2012, esses recursos não foram disponibilizados para execução, conforme demonstrado nos quadros. A execução orçamentária proposta para 2013, realizada até 31 de dezembro foi de 94,19% dos recursos consignados ao Cade, aplicados com efetividade durante o exercício corrente. Destacamos também um aumento da ordem de 20,13% (vinte vírgula treze por cento) com o pagamento de diárias aos servidores desta Unidade Gestora em 2013 comparado a 2012, em função da utilização dos recursos pela Superintendência-Geral para as operações de busca e apreensão; Os resultados apresentados evidenciam a gestão da unidade, dentro do que preceitua a Lei nº. 8.884/94, alterada pela Lei nº 12.529/2011 que envolve todas as atividades tanto da área fim como da área meio, para que este conselho pudesse atingir os objetivos pré-fixados, uma vez que 120 houve correspondência entre o orçamento e a aplicação dos recursos de forma a não prejudicar o andamento dos serviços de caráter continuado na ação de “Administração da Unidade” do Cade. Cabe ressaltar que mesmo após o planejamento proposto para aplicação dos recursos no exercício corrente em investimento, ocorreu corte orçamentário imposto pelo Governo Federal, conforme portaria n° 267 do MPOG de 30 de julho de 2013, desta forma prejudicando a aquisição de equipamentos de informática e investimentos para nova estrutura do Cade, além do aumento considerável nos valores inscritos em restos a pagar. Com relação ao limite orçamentário disponibilizado para cobrir as despesas de custeio, não foram suficientes para atender aos contratos já firmados para o exercício de 2013, sendo necessária a suplementação dos recursos consignados para este Conselho, desta forma, alguns novos serviços necessários para manutenção da estrutura da nova sede deste conselho, que poderiam ser contratados ficaram prejudicados. Créditos extraordinários: No exercício de 2013, o Cade não solicitou abertura de créditos extraordinários. 5.1.2. MOVIMENTAÇÃO DE CRÉDITOS INTERNA E EXTERNA O item Movimentação orçamentária interna por grupo de despesa, constante do Anexo II da DN TCU nº 127/2013, não é apresentado neste relatório por não se aplicar à natureza jurídica do órgão. 5.1.2.1 MOVIMENTAÇÃO ORÇAMENTÁRIA EXTERNA POR GRUPO DE DESPESA Quadro 5.1.2.1 – Movimentação Orçamentária Externa por Grupo de Despesa UG Despesas Correntes Origem da Movimentação Concedente Recebedora Classificação da ação Concedidos 303001 200005 2112 1 – Pessoal e Encargos Sociais 2 – Juros e Encargos da Dívida 0,00 0,00 3 – Outras Despesas Correntes 59.059,22 Fonte: SIAFI (*) Os dados referentes a Créditos Recebidos e à movimentação de Despesas de Capital não são apresentados, pois não houve ocorrência no exercício. (**) Os itens 2-Juros e Encargos da Dívida, 5-Inversões Financeiras e 6-Amortização da Dívida não se aplicam à natureza jurídica desta autarquia. 5.1.3. REALIZAÇÃO DA DESPESA Os itens Despesas totais por modalidade de contratação – créditos originários – executados diretamente pela UJ e Despesas por grupo e elemento de despesa – créditos originários – valores executados diretamente pela UJ, constantes do Anexo II da DN TCU nº 127/2013, não são apresentados neste relatório por não terem registro de ocorrência em 2013. 121 5.1.3.1 DESPESAS TOTAIS POR MODALIDADE DE CONTRATAÇÃO – CRÉDITOS ORIGINÁRIOS – TOTAL Quadro 5.1.3.1.– Despesas por Modalidade de Contratação – Créditos Originários - Total Unidade Orçamentária: Conselho Administrativo de Defesa Econômica Código UO: 30211 UGO: 303001 Despesa Liquidada Modalidade de Contratação 2013 Despesa paga 2012 2013 2012 1. Modalidade de Licitação (*) 12.360.823 13.875.065 9.932.396 10.707.283 a) Pregão 12.360.823 13.875.065 9.932.396 10.707.283 2. Contratações Diretas (b+c) 10.396.924 8.174.078 9.909.448 7.464.124 9.567.244 7.268.528 9.323.506 7.105.316 829.680 905.550 585.942 358.808 3. Regime de Execução Especial 2.892 3.906 2.892 3.906 d) Suprimento de Fundos 2.892 3.906 2.892 3.906 4. Pagamento de Pessoal (e+f) 7.514.323 5.415.444 7.514.323 5.415.444 e) Pagamento em Folha 7.219.614 5.170.129 5.170.129 5.170.129 f) Diárias 294.709 245.315 245.315 245.315 5. Outros 1.026.580 412.795 1.001.232 411.786 31.301.542 27-881.288 27.663.981 24.002.543 b) Dispensa c) Inexigibilidade 6. Total (1+2+3+4+5) Fonte: SIAFI (*) As modalidades de licitação Convite, Tomada de Preços, Concorrência, Concurso, Consulta e Regime Diferenciado de Contratações Públicas não foram utilizadas no exercício. 5.1.3.2 DESPESAS POR GRUPO E ELEMENTO DE DESPESA – CRÉDITOS ORIGINÁRIOS – TOTAL Quadro 5.1.3.2 – Despesas por Grupo e Elemento de Despesa – Créditos Originários - Total Unidade Orçamentária: Conselho Administrativo de Defesa Econômica Código UO: 30211 UGO: 303001 DESPESAS CORRENTES Grupos de Despesa* Empenhada Nome 1º despesa elemento 2013 2012 3.553.147 3.199.248 3.553.147 3.199.248 0 0 2013 1. Despesas de Pessoal de Liquidada 2012 2013 RP não processados 2012 Valores Pagos 2013 2012 3.553.147 3.199.248 2º elemento de despesa 288.180 449.175 288.180 449.175 0 0 288.180 449.175 3º elemento de despesa 323.106 195.603 323.106 195.603 0 0 323.106 195.603 713.987 2.698.497 713.987 0 0 2.698.497 713.987 0 8.501.003 6.723.087 Demais elementos do grupo 2.698.497 3. Outras Despesas Correntes 1º elemento de despesa 9.293.425 6.723.087 8.501.003 6.723.087 792.422 2º elemento de despesa 4.403.450 2.597.546 3.993.934 2.595.409 409.516 3º elemento de despesa 1.286.926 930.024 1.160.093 2.137 3.993.934 2.595.409 760.652 126.833 169.372 1.160.093 760.652 122 Demais elementos do grupo 3.492.292 5.991.184 2.644.803 5.018.648 847.489 972.536 2.644.803 5.018.648 DESPESAS DE CAPITAL Grupos de Despesa 4. Investimentos Empenhada 2012 2013 2012 2013 0 3.701.257 0 2.782.068 0 1.620.532 1.913.588 3º elemento de despesa Demais elementos do grupo RP não Processados 2013 1º elemento de despesa 2º elemento de despesa Liquidada 0 580.848 747.753 3.834.500 504.948 0 523.958 Valores Pagos 2012 919.189 2013 2012 0 2.782.068 222.313 1.115.584 1.691.275 504.948 222.313 580.848 580.848 919.370 0 223.795 0 0 133.642 523.958 919.370 Fonte: SIAFI (*) Os itens Juros e Encargos da Dívida , Inversões Financeiras e Amortização da Dívida não se aplicam à natureza jurídica desta autarquia. 5.1.3.3 DESPESAS TOTAIS POR MODALIDADE DE CONTRATAÇÃO – CRÉDITOS DE MOVIMENTAÇÃO Quadro 5.1.3.3 – Despesas por Modalidade de Contratação – Créditos de Movimentação Valores em R$ 1,00 Despesa Liquidada Modalidade de Contratação (**) 2013 Despesa paga 2012 2013 2012 1. Modalidade de Licitação (*) 0 453.083 0 453.083 a) Pregão 0 453.083 0 453.083 5. Outros 0 23.083 0 23.083 6. Total (1+2+3+4+5) 0 476.166 0 476.166 Fonte: SIAFI (*) Não houve crédito de movimentação referentes a despesas contratadas pelas modalidades de licitação Convite, Tomada de Preços, Concorrência, Concurso, Consulta e Regime Diferenciado de Contratações Públicas. (**) Não houve créditos de movimentação referentes a despesas contratadas por meio de Contratações Diretas, Regime de Execução Especial e Pagamento de Pessoal. 5.1.3.4 DESPESAS TOTAIS POR GRUPO E ELEMENTO DE DESPESA – CRÉDITOS DE MOVIMENTAÇÃO Quadro 5.1.3.4 – Despesas por Grupo e Elemento de Despesa – Créditos de Movimentação DESPESAS CORRENTES* Grupos de Despesa Empenhada Liquidada RP não processados Valores Pagos 3. Outras Despesas Correntes 2013 2012 2013 2012 2013 2012 2013 2012 3.3.3.9.0.39.22 0,00 441.311 0,00 441.311 0,00 0,00 0,00 441.311 3.3.3.9.0.14.14 0,00 23.083 0,00 23.083 0,00 0,00 0,00 23.083 3.3.3.9.0.33.01 0,00 11.772 0,00 11.772 0,00 0,00 0,00 11.772 DESPESAS DE CAPITAL* Grupos de Despesa Empenhada Liquidada RP não Processados Valores Pagos 4. Investimentos 2013 2012 2013 2012 2013 2012 2013 2012 3.4.4.9.0.52.42 0,00 3.701.257 0,00 2.782.068 0,00 919.189 0,00 2.782.068 123 3.4.4.9.0.52.35 1.620.532 1.913.588 3.4.4.9.0.39.58 0,00 580.848 Demais elementos do grupo 747.753 3.834.500 504.948 222.313 1.115.584 1.691.275 504.948 0,00 580.848 0,00 0,00 523.958 919.370 223.795 133.642 222.313 0,00 580.848 523.958 919.370 Fonte: SIAFI (*) Não são apresentados os dados sobre Despesas de Pessoal, pois não ocorreu no período; e não são apresentados dados sobre Juros e Encargos da Dívida, Inversões Financeiras e Amortização da Dívida, por não se aplicarem à natureza jurídica desta autarquia. 5.1.3.5 ANÁLISE CRÍTICA DA REALIZAÇÃO DA DESPESA Contingenciamento no exercício: No segundo semestre, a Portaria MPOG nº 268, de 30 de julho de 2013, impôs sérias restrições ao funcionamento do órgão. A referida Portaria exigiu cortes severos nas despesas relacionadas à contratação de bens e serviços. As dificuldades do Cade foram agravadas pela impossibilidade de dar créditos em cancelamento como outros órgãos, pois a quase integralidade dos recursos do órgão estão comprometidos com o custeio de despesas essenciais ao seu funcionamento, tais como pagamento do aluguel da sede, suporte de TI e de rede, serviços de limpeza, vigilância privada para garantia do patrimônio do órgão e da segurança dos processos e informações sensíveis utilizados para cumprimento de suas atribuições institucionais, serviços de secretariado e apoio administrativo para atendimento ao público, custeio de diárias e passagens indispensáveis para instrução de processos administrativos etc. Eventos negativos ou positivos sobre a execução orçamentária: Como evento negativo, destacamos que o limite orçamentário disponibilizado para o Cade no exercício de 2013 para custeio não foi suficiente para cobrir as despesas atender à nova estrutura e atribuições criadas pela Lei nº 12.529, de 2011, motivo pelo qual foi necessário solicitar a ampliação da dotação orçamentária disponibilizada para o órgão no final do exercício. As restrições impostas pelo contingenciamento também tiveram impacto negativo no funcionamento do órgão no segundo semestre de 2013. Nesse sentido, para atender às exigências do contingenciamento, além da redução de gastos com as despesas de consumo variável, foram cancelados na sua integralidade todas as iniciativas de capacitação, o que é especialmente preocupante em um órgão que exige alto grau de especialização pelas natureza das questões econômicas colocadas para sua análise e deliberação, assim como os recursos alocados para projetos importantes para modernização e prestação de serviços mais eficientes para a sociedade, como os recursos para o desenvolvimento do projeto “Cade sem Papel”. Ressalte-se, ainda a dificuldade para execução integral das despesas de investimento do órgão. De fato, o contingenciamento no segundo semestre inviabilizou a realização de pregões para aquisição bens pela impossibilidade de indicar os recursos necessários para sua contratação. 5.2. MOVIMENTAÇÃO E OS SALDOS DE RESTOS A PAGAR DE EXERCÍCIOS ANTERIORES Quadro 5.2 – Restos a Pagar Inscritos em Exercícios Anteriores Valores em R$ 1,00 Restos a Pagar não Processados Ano de Inscrição 2012 Montante 01/01/2013 3.879.225,46 Pagamento 3.616.391,40 Cancelamento 121.178,26 Saldo a pagar 31/12/2013 141.655,80 124 2011 47.371,29 31.706,28 15.665,01 0,00 Fonte: SIAFI (*) Não são apresentados dados referentes a Restos a Pagar Processados inscritos em 2011 e 2012, pois não houve ocorrência. 5.2.1. ANÁLISE CRÍTICA Evolução da estratégia de pagamento dos RP adotada pela UJ - Os valores inscritos em restos a pagar não processados e processados de exercício anteriores a 2012 foram quase todos concluídos dentro do próprio exercício. O valor reinscrito de R$ 47.371,29 corresponde ao Fundo de Imprensa Nacional, que não apresentou o documento de cobrança referente à prestação dos serviços no período devido. Impactos porventura existentes na gestão financeira da UJ no exercício de referência, decorrentes do pagamento de RP de exercícios anteriores - Não ocorreram impactos relevantes decorrentes do pagamento de Restos a Pagar, apesar do montante pago em 2012 (R$ 3.616.391,40) ser maior que 15% (quinze por cento) do total dos gastos neste exercício, ocorreu em função da estruturação da nova sede, o que elevou os gastos com investimento, responsável por mais de 70% dos valores inscritos em restos a pagar. Razões e/ou circunstâncias existentes para a permanência de RP Processados e Não Processados há mais de um exercício financeiro - O valor reinscrito ocorreu em virtude de falta de cobrança por parte do fornecedor. Cabe ressaltar que os serviços foram prestados, porém não foram faturados no período correto. Existência de registro no Sistema Integrado de Administração Financeira do Governo Federal – SIAFI de valores referentes a restos a pagar de exercícios anteriores a 2011 sem que sua vigência tenha sido prorrogada por Decreto - Não houve restos a pagar sem prorrogação autorizada por Decreto. Eventos negativos ou positivos que prejudicaram ou facilitaram a gestão de RP - É relevante destacar como evento positivo que mais de 93% (R$ 3.616.391,40) dos valores inscritos em Restos a Pagar no exercício de 2013 foram pagos dentro o exercício corrente, e como efeito negativo a falta de cobrança por parte do fornecedor Fundo de Imprensa Nacional, que permaneceu com o saldo em aberto reinscrito em 2013 no valor de R$ 47.371,29. Os procedimentos adotados pelo Cade na gestão dos recursos inscritos em restos a pagar revela uma gestão célere e eficaz dos RP. 5.3. TRANSFERÊNCIAS DE RECURSOS Os itens Relação dos instrumentos de transferência vigentes no exercício e Quantidade de instrumentos de transferências celebrados e valores repassados nos três últimos exercícios, constantes do Anexo II da DN TCU nº 127/2013, não são apresentados neste relatório por não terem registro de ocorrência nos períodos aos quais se referem. 125 5.3.1. INFORMAÇÕES SOBRE A PRESTAÇÃO DE CONTAS RELATIVAS AOS CONVÊNIOS, TERMOS DE COOPERAÇÃO E CONTRATOS DE REPASSE Quadro 5.3.1 – Resumo da prestação de contas sobre transferências concedidas pela UJ na modalidade de convênio, termo de cooperação e de contratos de repasse Valores em R$ 1,00 Unidade Concedente Nome: Conselho Administrativo de Defesa Econômica CNPJ: 00.418.993/0001-16 Exercício da Prestação das Contas* UG/GESTÃO: 303001 / 30211 Instrumentos (Quantidade e Montante Repassado) Quantitativos e Montante Repassados Contas Prestadas 2012 Contas NÃO Prestadas Convênios Termo de Cooperação Contratos de Repasse Quantidade 1 0 0 Montante Repassado 32.233,42 0,00 0,00 Quantidade 0 0 0 Montante Repassado 0,00 0,00 0,00 Fonte: SIAFI (*) Não são apresentados dados referentes aos exercícios de 2013, 2011 e anteriores, pois não há registro de ocorrência. 5.3.2. INFORMAÇÕES SOBRE A ANÁLISE DAS PRESTAÇÕES DE CONTAS DE CONVÊNIOS E DE CONTRATOS DE REPASSE Quadro 5.3.2 – Visão Geral da análise das prestações de contas de Convênios e Contratos de Repasse Posição 31/12 em R$ 1,00 Unidade Concedente ou Contratante Nome: Conselho Administrativo de Defesa Econômica CNPJ: 00.418.993/0001-16 UG/GESTÃO: 303001 / 30211 Exercício da Prestação das Contas* 2012 Instrumentos Quantitativos e Montantes Repassados Contas Analisadas Convênios Contratos de Repasse Quantidade de contas prestadas 1 0 Quantidade Aprovada 1 0 Quantidade Reprovada 0 0 Quantidade de TCE 0 0 Montante repassado Contas NÃO Analisadas 32.233,42 0 Quantidade 0 0 Montante repassado (R$) 0 0 *Não são apresentados dados relativos aos exercícios de 2013 e anteriores a 2012, pois não houve ocorrência nestes períodos. Fonte: SIAFI 5.3.3. ANÁLISE CRÍTICA Considerando os efeitos da Lei n.º 12.529/2011, que propiciou alterações estruturais no SBDC, as atribuições da extinta Secretaria de Direito Econômico do Ministério da Justiça – SDE/MJ foram absorvidas em parte pelo Cade, no que tange à proteção e defesa da concorrência, e em parte pela Secretaria Nacional do Consumidor – Senacon/MJ, no que tange à política nacional das relações de consumo, modificando a estrutura do Ministério da Justiça. 126 Em junho de 2013 foram iniciadas as tratativas para a realização da transferência de responsabilidade do acompanhamento, fiscalização e prestação de contas dos convênios celebrados com a extinta SDE para este Conselho, haja vista que os objetivos dos convênios tratam exclusivamente das políticas de proteção e defesa da concorrência, atribuição deste órgão. Em dezembro, os convênios relacionados na tabela a seguir foram sub-rogados para este Conselho, tanto via Sistema de Convênios – SICONV, bem como pelo Sistema Integrado de Administração Financeira – SIAFI. Passando assim, a partir do segundo semestre de dezembro, a responsabilidade de acompanhamento, fiscalização e prestação de contas para o Cade. Tabela 10– Convênios Sub-rogados para o Cade Processo 08012.012065/2011-31 Convênio 759459/2011 Órgão Ministério Público de Minas Gerais 08012.012084/2011-68 759466/2011 Ministério Público do Rio Grande do Norte 08012.012085/2011-11 759465/2011 Ministério Público do Rio Grande do Sul 08012.008953/2009-35 710282/2009 Ministério Público do Rio de Janeiro 08012.009903/2008-94 700255/2008 Ministério Público de São Paulo Fonte: Diretoria Administrativa Após a sub-rogação dos convênios, foram realizados os Termos Aditivos para renovação de vigência dos convênios 759459/11, 759466/11 e 759465/11. Anterior à sub-rogação, em relação ao resumo da prestação de contas sobre transferências concedidas pela UJ na modalidade convênio, termo de cooperação e de contratos de repasse, não houve contas prestadas e contas não prestadas em período anterior a 2011. Em 2011, foi efetuado um repasse, e a prestação de contas ocorreu somente no exercício de 2012, conforme consta no Quadro 5.3.2. Nos últimos três anos, foi firmado apenas 1 convênio, com uma transferência de recursos e execução total do repasse. Não ocorreu o repasse da segunda parcela ao conveniado, pois este assumiu o saldo restante do convênio até a conclusão do processo, o que ocorreu em 2011. A prestação de contas foi realizada em 2012. A conclusão final do convênio encontra-se detalhada na prestação de contas anexa ao processo. No período, não ocorreram transferências na situação de inadimplente e o controle da transferência foi executado por meio do Sistema de Administração Financeira do Governo Federal SIAFI e por Ofícios protocolados entre as partes. Não ocorreram transferências expiradas até 2013 e nem foram firmados novos convênios com repasse para o exercício de 2014 e/ou exercícios futuros. 5.4. SUPRIMENTO DE FUNDOS O item Suprimento de fundos – Conta Tipo “B”, constante do Anexo II da DN TCU nº 127/2013, não é apresentado neste relatório por não ter registro de ocorrência em 2013. 127 5.4.1. SUPRIMENTO DE FUNDOS – DESPESAS REALIZADAS POR MEIO DA CONTA TIPO “B” E POR MEIO DO CARTÃO DE CRÉDITO CORPORATIVO Quadro 5.4.1 – Despesas Realizadas por meio da Conta Tipo “B” e por meio do Cartão de Crédito Corporativo (Série Histórica) Suprimento de Fundos CPGF Exercícios Saque Fatura Quantidade (c) Valor 12 1.683,87 12 3.255,52 9 1.839,49 Quantidade (b) Valor 3 232,13 2013 11 583,65 2012 3 240,00 2011 Fonte: SIAFI (*) A modalidade Conta Tipo “B” não é utilizada por esta autarquia. Valores em R$ 1,00 Total (R$) (a+b+c) 1.916,00 3.839,17 2.079,49 5.4.2. SUPRIMENTO DE FUNDOS – CARTÃO DE CRÉDITO CORPORATIVO – CPGF Valores em R$ 1,00 Quadro 5.4.2 – Despesa Com Cartão de Crédito Corporativo por UG e por Portador Código da UG 1 303001 Portador CPF Anderson Felipe M. Mesquita Maria Rosinalva A. Miguel Juscelito B. de Oliveira Márcio da Silva Gama Total Utilizado pela UG Fonte: SIAFI xxx.029.211-xx xxx.209.141-xx xxx.511.131-xx xxx.230.881-xx R$ 8.000,00 Limite de Utilização da UG Valor Valor do Limite Individual Saque Fatura 2.000,00 0,00 105,00 2.000,00 0,00 129,00 2.000,00 232,13 1.096,29 2.000,00 0,00 353,58 232,13 1.683,87 Total 105,00 129,00 1.328,42 353,58 1.916,00 5.4.3. PRESTAÇÕES DE CONTAS DE SUPRIMENTO DE FUNDOS Quadro 5.4.3 – Prestações de Contas de Suprimento de Fundos (Conta Tipo “B” e CPGF) Situação* Qtd. Suprimento de Fundos CPGF 2013 2012 Valor Qtd. Valor Qtd. 2011 Valor 10 1.916,00 7 3.839,17 6 2.079,49 PC Aprovadas Fonte: SIAFI (*) A modalidade Conta Tipo “B” não é utilizada por esta autarquia; e não são apresentados dados relativos a PC não Apresentadas, PC Aguardando Análise, PC em Análise e PC não Aprovadas para Conta Tipo “B” e CPGF referentes aos exercícios de 2011 a 2013, pois não houve ocorrência nestes períodos. 5.4.4. ANÁLISE CRÍTICA No exercício de 2013 os supridos utilizaram a quantia de R$ 1.916,00 (hum mil novecentos de dezesseis reais), sendo R$ 1.683,87 na modalidade de suprimento de fundos e R$ 232,13 na modalidade saque, em benefício do Cade. As despesas empenhadas com suprimentos de fundos no exercício de 2013 sofreram um decréscimo em torno de 50% (cinqüenta por cento) em relação ao exercício de 2012, em virtude da mudança na forma de contratação da empresa prestadora de serviços de manutenção predial. Por fim, cabe ressaltar que nenhuma prestação de contas foi realizada com atraso e não consta nenhuma pendência ou saldo em aberto referente aos exercícios de 2011, 2012 e 2013. Entretanto, foram identificadas algumas falhas formais nos procedimentos relativos aos suprimentos de fundos, as quais foram posteriormente sanadas pela Diretoria Administrativa. Nesse sentido, 128 foram realizadas alterações no procedimento adotado, de modo a evitar a ocorrência futura das falhas identificadas e o Cade pretende realizar capacitação dos servidores envolvidos com a utilização e gestão de suprimentos de fundos em 2014. 129 6. GESTÃO DE PESSOAS, TERCEIRIZAÇÃO DE MÃO DE OBRA E CUSTOS RELACIONADOS 6.1. ESTRUTURA DE PESSOAL DA UNIDADE 6.1.1. DEMONSTRAÇÃO DA FORÇA DE TRABALHO À DISPOSIÇÃO DA UNIDADE JURISDICIONADA 6.1.1.1 LOTAÇÃO Quadro 6.1.1.1 – Força de Trabalho da UJ – Situação apurada em 31/12 Tipologias dos Cargos 1. Servidores em Cargos Efetivos (1.1 + 1.2) 1.1. Membros de poder e agentes políticos 1.2. Servidores de Carreira (1.2.1+1.2.2+1.2.3+1.2.4) 1.2.1. Servidores de carreira vinculada ao órgão 1.2.2. Servidores de carreira em exercício descentralizado 1.2.3. Servidores de carreira em exercício provisório 1.2.4. Servidores requisitados de outros órgãos e esferas 2. Servidores com Contratos Temporários 3. Servidores sem Vínculo com a Administração Pública 4. Total de Servidores (1+2+3) Fonte: SIAPE Lotação Ingressos no Egressos no Exercício Exercício Autorizada Efetiva 0 103 13 25 0 0 0 0 0 103 13 25 0 17 0 2 0 62 9 8 0 0 0 0 0 24 4 15 0 0 0 0 0 43 9 12 0 146 22 37 6.1.1.2 SITUAÇÕES QUE REDUZEM A FORÇA DE TRABALHO DA UNIDADE JURISDICIONADA Quadro 6.1.1.2 – Situações que reduzem a força de trabalho da UJ Tipologias dos afastamentos Quantidade de Pessoas na Situação em 31 de Dezembro 1. Cedidos 0 2. Afastamentos 0 3. Removidos 0 4. Licença Remunerada 0 5. Licença não Remunerada 0 6. Outras Situações - Licença Incentivada - Medida Provisória n. 1.917, de 29/07/99; Portaria Normativa SRH n. 07, de 24/08/99 1 7. Total de Servidores Afastados em 31 de Dezembro (1+2+3+4+5+6) 1 Fonte: CGESP/DA 130 6.1.2. QUALIFICAÇÃO DA FORÇA DE TRABALHO 6.1.2.1 ESTRUTURA DE CARGOS E DE FUNÇÕES Quadro 6.1.2.1 – Detalhamento da estrutura de cargos em comissão e funções gratificadas da UJ (Situação em 31 de dezembro) Tipologias dos Cargos em Comissão e das Funções Gratificadas 1. Cargos em Comissão Lotação Autorizada Egressos no Exercício 124 114 19 17 2 2 0 0 1.1. Cargos Natureza Especial 1.2. Grupo Direção e Assessoramento Superior Ingressos no Exercício Efetiva 122 112 19 17 1.2.1. Servidores de Carreira Vinculada ao Órgão 0 5 3 0 1.2.2. Servidores de Carreira em Exercício Descentralizado 0 45 6 4 1.2.3. Servidores de Outros Órgãos e Esferas 0 18 3 8 1.2.4. Sem Vínculo 0 43 7 5 1.2.5. Aposentados 0 1 0 0 2. Funções Gratificadas 0 0 0 0 2.1. Servidores de Carreira Vinculada ao Órgão 0 0 0 0 2.2. Servidores de Carreira em Exercício Descentralizado 0 0 0 0 2.3. Servidores de Outros órgãos e Esferas 0 0 0 0 124 114 19 17 3. Total de Servidores em Cargo e em Função (1+2) Fonte: CGESP/DA 6.1.2.2 QUALIFICAÇÃO DO QUADRO DE PESSOAL DA UNIDADE JURISDICIONADA SEGUNDO A IDADE Quadro 6.1.2.2 – Quantidade de servidores da UJ por faixa etária - Situação apurada em 31/12 Tipologias do Cargo 1. Quantidade de Servidores por Faixa Etária Até 30 De 31 a De 41 a De 51 a Acima de anos 40 anos 50 anos 60 anos 60 anos Provimento de Cargo Efetivo 4 15 11 4 2 1.1. Membros de Poder e Agentes Políticos 0 0 0 0 0 1.2. Servidores de Carreira 4 15 11 4 2 1.3. Servidores com Contratos Temporários 0 0 0 0 0 40 52 14 4 0 0 2 0 0 0 40 50 14 4 0 0 0 0 0 0 44 67 25 8 2 2. Provimento de Cargo em Comissão 2.1. Cargos de Natureza Especial 2.2. Grupo Direção e Assessoramento Superior 2.3. Funções Gratificadas 3. Totais (1+2) 131 6.1.2.3 QUALIFICAÇÃO DO QUADRO DE PESSOAL DA UNIDADE JURISDICIONADA SEGUNDO A ESCOLARIDADE Quadro 6.1.2.3 – Quantidade de servidores da UJ por nível de escolaridade Situação apurada em 31/12 Quantidade de Pessoas por Nível de Escolaridade Tipologias do Cargo 1. Provimento de Cargo Efetivo 1 2 3 4 5 6 7 8 9 0 0 0 0 5 15 8 6 1 1.1. Membros de Poder e Agentes Políticos 0 0 0 0 0 0 0 0 0 1.2. Servidores de Carreira 0 0 0 0 5 15 8 6 1 1.3. Servidores com Contratos Temporários 0 0 0 0 0 0 0 0 0 0 0 0 0 11 23 48 20 9 2.1. Cargos de Natureza Especial 0 0 0 0 0 0 0 0 2 2.2. Grupo Direção e Assessoramento Superior 0 0 0 0 11 23 48 20 7 2.3. Funções Gratificadas 0 0 0 0 0 0 0 0 0 3. Totais (1+2) LEGENDA Nível de Escolaridade 0 0 0 0 16 38 56 26 10 2. Provimento de Cargo em Comissão 1 - Analfabeto; 2 - Alfabetizado sem cursos regulares; 3 - Primeiro grau incompleto; 4 - Primeiro grau; 5 - Segundo grau ou técnico; 6 - Superior; 7 - Aperfeiçoamento/Especialização/Pós-Graduação; 8 - Mestrado; 9 - Doutorado/Pós Doutorado/PhD/Livre Docência; 10 - Não Classificada. Fonte: CGESP/DA 6.1.3. CUSTOS DE PESSOAL DA UNIDADE JURISDICIONADA Quadro 6.1.3 – Quadro de custos de pessoal no exercício de referência e nos dois anteriores Despesas Variáveis Tipologias/ Exercícios Vencimentos e Vantagens Fixas Retribuições Gratificações Adicionais Indenizações Benefícios Assistenciais e Previdenciários Demais Despesas Variáveis Despesas de Exercícios Anteriores Decisões Judiciais - - Total Exercícios Servidores de Carreira que não Ocupam Cargo de Provimento em Comissão 2013 230.141,58 2012 51.730,97 2011 43.323,32 14.482,70 - 307.572,00 14.953,64 55.628,92 29.961,69 2.107,08 6.688,00 27.347,65 1.942,32 1.943,88 1.343,94 6.452,36 7.194,32 6.112,29 516,36 4.575,84 - 630.235,07 102.032,30 - - - - - - - - - - - - - - 5.470.275,28 - 2.905.110,69 - 1.610.925,77 741,80 82.493,29 Exercícios Servidores Ocupantes de Cargos de Natureza Especial 2013 2012 2011 - 177.330,48 96.484,95 - 14.777,54 15.718,81 - 7.459,38 4.572,74 - - - - - - - 199.567,40 116.776,50 Exercícios Servidores Ocupantes de Cargos do Grupo Direção e Assessoramento Superior 2013 18.302,09 4.606.270,12 382.253,42 118.270,49 236.202,03 - 2012 28.528,56 2.297.385,23 332.733,71 57.896,17 131.647,95 9.944,00 2011 27.232,68 1.356.270,22 135.041,21 33.459,07 51.778,89 - 108.977,13 41.255,51 7.143,70 5.719,56 - Fonte: DW/SIAPE 132 6.1.4. COMPOSIÇÃO DO QUADRO DE SERVIDORES INATIVOS E PENSIONISTAS O item Demonstração das origens das pensões pagas pela unidade jurisdicionada, constante do Anexo II da DN TCU nº 127/2013, não é apresentado neste relatório por não ter registro de ocorrência em 2013. 6.1.4.1 CLASSIFICAÇÃO DO QUADRO DE SERVIDORES INATIVOS DA UNIDADE JURISDICIONADA SEGUNDO O REGIME DE PROVENTOS E DE APOSENTADORIA Quadro 6.1.4.1 – Composição do Quadro de Servidores Inativos Situação Apurada em 31 de dezembro Regime de Proventos / Regime de Aposentadoria 1. Integral 1.1 Voluntária 1.2 Compulsória 1.3 Invalidez Permanente 1.4 Outras 2. Proporcional 2.1 Voluntária 2.2 Compulsória 2.3 Invalidez Permanente 2.4 Outras 3. Totais (1+2) Fonte: CGESP/DA Quantidade De Servidores De Aposentadorias Iniciadas Aposentados até 31/12 no Exercício de Referência 4 1 4 1 0 0 0 0 0 0 2 0 2 0 0 0 0 0 0 0 6 1 6.1.5. CADASTRAMENTO NO SISAC O item Atos sujeitos à remessa ao TCU em meio físico, constante do Anexo II da DN TCU nº 127/2013, não é apresentado neste relatório por não ter registro de ocorrência em 2013. 6.1.5.1 ATOS SUJEITOS À COMUNICAÇÃO AO TRIBUNAL POR INTERMÉDIO DO SISAC Quadro 6.1.5.1 – Atos Sujeitos ao Registro do TCU (Art. 3º da IN TCU 55/2007) Tipos de Atos Quantidade de atos sujeitos ao registro no TCU Quantidade de atos cadastrados no SISAC Exercícios Exercícios 2013 2012 2013 2012 Admissão 0 0 0 0 Concessão de aposentadoria 1 1 1 1 Concessão de pensão civil 0 0 0 0 Concessão de pensão especial a ex-combatente 0 0 0 0 Concessão de reforma 0 0 0 0 Concessão de pensão militar 0 0 0 0 Alteração do fundamento legal de ato concessório 0 0 0 0 1 1 1 1 Totais Fonte: CGESP/DA 133 6.1.5.2 ATOS SUJEITOS À COMUNICAÇÃO AO TCU Quadro 6.1.5.2 – Atos Sujeitos à Comunicação ao TCU (Art. 3º da IN TCU 55/2007) Quantidade de atos sujeitos à comunicação ao TCU Quantidade de atos cadastrados no SISAC Exercícios Exercícios Tipos de Atos 2013 2012 2013 2012 Desligamento 1 0 1 0 Cancelamento de concessão 0 0 0 0 Cancelamento de desligamento 0 0 0 0 1 0 1 0 Totais Fonte: CGESP/DA 6.1.5.3 REGULARIDADE DO CADASTRO DOS ATOS NO SISAC Quadro 6.1.5.3 – Regularidade do cadastro dos atos no Sisac Quantidade de atos de acordo com o prazo decorrido entre o fato caracterizador do ato e o cadastro no SISAC Exercício de 2013 Tipos de Atos Até 30 dias De 31 a 60 dias De 61 a 90 dias Mais de 90 dias Atos Sujeitos ao Registro pelo TCU (Art. 3º da IN TCU 55/2007) Admissão 0 0 0 0 Concessão de aposentadoria 0 1 0 0 Concessão de pensão civil 0 0 0 0 Concessão de pensão especial a ex-combatente 0 0 0 0 Concessão de reforma 0 0 0 0 Concessão de pensão militar 0 0 0 0 Alteração do fundamento legal de ato concessório 0 0 0 0 Total 0 1 0 0 Atos Sujeitos à Comunicação ao TCU (Art. 3º da IN TCU 55/2007) Desligamento 0 1 0 0 Cancelamento de concessão 0 0 0 0 Cancelamento de desligamento 0 0 0 0 0 1 0 0 Total Fonte: CGESP/DA 6.1.6. ACUMULAÇÃO INDEVIDA DE CARGOS, FUNÇÕES E EMPREGOS PÚBLICOS A acumulação remunerada de cargos, funções e empregos públicos (art. 37, incisos XVI e XVII) têm representado um desafio importante para a Administração Pública, particularmente no que se refere à implementação de mecanismos e instrumentos especificamente destinados ao controle e ao monitoramento. Em princípio, o Sistema Integrado de Administração de Recursos Humanos – SIAPE, que constitui o principal sistema estruturador do Governo Federal de gestão de pessoas, é a referência legal e tecnológica em cujo âmbito essa questão deveria ser (o mais 134 plenamente possível) resolvida. A acumulação de cargos, funções e empregos públicos é, em geral, objeto de crítica automática do sistema. Ainda assim, não são alcançados os níveis das esferas estadual, distrital ou municipal. No âmbito da Coordenação-Geral de Gestão de Pessoas – CGESP/DA, essas limitações também repercutem, forçando-a a buscar alternativas próprias para a instituição de instrumentos de controle e monitoramento. Embora seja verdadeira a afirmação de que a CGESP/DA “não dispõe de sistema eletrônico próprio para o gerenciamento de [atos de] admissão, desligamento, cessão e requisição de pessoas”, e nem de casos de acumulação (legal ou ilegal) de cargos, funções e empregos públicos, além do próprio SIAPE, ressalte-se que a questão da acumulação é sempre avaliada ao se verificar os procedimentos necessários para cessão e nomeação de servidores que ocupam cargos públicos em outros órgãos. Registre-se ainda que, em 2013, um dos servidores do Cade solicitou a acumulação da remuneração do cargo de origem com a remuneração do seu cargo no Cade, ocasião em que foi solicitado parecer da Procuradoria Federal Especializada junto ao Cade, tendo esta concluído que o caso do servidor tratava-se de uma das hipóteses em que a acumulação é constitucionalmente permitida. Com vistas a aperfeiçoar os processos de controle/monitoramento das situações de acumulação de cargos, funções e empregos públicos, a CGESP/DA ampliará, além dos casos de nomeação em DAS, a obrigação de assinatura de Declaração de (Não) Acumulação de Cargos, Funções ou Empregos Públicos. 6.1.7. PROVIDÊNCIAS ADOTADAS NOS CASOS DE ACUMULAÇÃO INDEVIDA DE CARGOS, FUNÇÕES E EMPREGOS PÚBLICOS Nas situações em que houve a identificação de acumulação de cargos, a CGESP/DA submeteu a matéria à consulta da Procuradoria Federal Especializada junto ao Cade – PFE/Cade e esta, por sua vez, à Consultoria Jurídica - Conjur do Ministério do Planejamento, Orçamento e Gestão. Entretanto, no exercício de 2013 não foram identificados casos de acumulação indevida de cargos, funções e empregos públicos. 6.1.8. INDICADORES GERENCIAIS SOBRE RECURSOS HUMANOS No ano de 2013, indicadores gerenciais sobre recursos humanos foi tema objeto de pauta no âmbito da Coordenação-Geral de Gestão de Pessoas. Contudo, a demanda gerada a partir da autorização para a realização do primeiro concurso público do Cade (Portaria MPOG nº 216, de 20.06.13), somada àquelas ligadas à gestão de capacitação e de administração de recursos humanos mais uma vez fizeram com que houvesse uma desaceleração no processo de construção de indicadores de gestão de pessoas, o qual passou para o rol de prioridades de 2014. Do ponto de vista da implementação e aperfeiçoamento de uma matriz significativa de indicadores gerenciais, a CGESP/DA entende que o tema deve ser tratado tendo como referência obrigatória os marcos estratégicos já estabelecidos para o período 2013/2016. 6.2. TERCEIRIZAÇÃO DE MÃO DE OBRA EMPREGADA E CONTRATAÇÃO DE ESTAGIÁRIOS Os contratos de terceirização de mão de obra vigentes no órgão não abrangem atividades típicas de categorias funcionais da unidade. Diante desse cenário, os itens Informações sobre Terceirização de Cargos e Atividades do Plano de Cargos do Órgão, e Autorizações Expedidas pelo Ministério do Planejamento, Orçamento e Gestão para Realização de Concursos Públicos para Substituição de Terceirizados, constantes do Anexo II da DN TCU nº 127/2013, não são apresentados neste relatório por não haver registro de ocorrência em 2013. 135 6.2.1. INFORMAÇÕES SOBRE A CONTRATAÇÃO DE SERVIÇOS DE LIMPEZA, HIGIENE E VIGILÂNCIA OSTENSIVA PELA UNIDADE JURISDICIONADA Quadro 6.2.1 – Contratos de Prestação de Serviços de Limpeza e Higiene e Vigilância Ostensiva Unidade Contratante Nome: Conselho Administrativo de Defesa Econômica - Cade UG/Gestão: 303001 CNPJ: 00.418.993/0001-16 Informações sobre os Contratos Ano do Contrato Área Natureza Identificação do Contrato Empresa Contratada (CNPJ) Período Contratual de Execução das Atividades Contratadas Início 2013 L O 7/2013 Fim 02.843.359/0001-56 01/04/2013 31/03/2014 Nível de Escolaridade Exigido dos Trabalhadores Contratados F M Sit. S P C P C P C 21 21 1 1 - - A Observações: LEGENDA Área: (L) Limpeza e Higiene; (V) Vigilância Ostensiva. Natureza: (O) Ordinária; (E) Emergencial. Nível de Escolaridade: (F) Ensino Fundamental; (M) Ensino Médio; (S) Ensino Superior. Situação do Contrato: (A) Ativo Normal; (P) Ativo Prorrogado; (E) Encerrado. Fonte: CGOFL/DA 136 6.2.2. INFORMAÇÕES SOBRE LOCAÇÃO DE MÃO DE OBRA PARA ATIVIDADES NÃO ABRANGIDAS PELO PLANO DE CARGOS DO ÓRGÃO Quadro 6.2.2 – Contratos de prestação de serviços com locação de mão de obra Unidade Contratante Nome: Conselho Administrativo de Defesa Econômica - Cade UG/Gestão: 303001 CNPJ: 00.418.993/0001-16 Informações sobre os Contratos Ano do Contrato Área Natureza Identificação do Contrato Empresa Contratada (CNPJ) Período Contratual de Execução das Atividades Contratadas Início Fim Nível de Escolaridade Exigido dos Trabalhadores Contratados F M S P C P C P C Sit. 2011 12 O 10/2011 08.254.116/0001-69 02/05/2011 01/05/2014 - - 01 01 - - P 2011 12 O 21/2011 06.090.065/0001-51 08/09/2011 07/09/2014 - - 10 10 1 1 P 2011 11 O 22/2011 02.843.359/0001-56 08/09/2011 07/09/2014 - - 23 23 - - P 2012 1 O 02/2012 08.875.253/0001-10 12/01/2012 11/01/2015 - - 14 14 - - P 2012 10 O 03/2012 08.414.767/0001-79 02/08/2012 01/08/2014 - - 2 2 - - P 2013 6 O 16/2013 70.928.973/0001-70 10/06/2013 09/06/2014 - - 4 3 - - A 2012 1 O 19/2012 08.875.253/0001-10 02/05/2012 01/05/2014 - - 4 4 - - P 2012 12 O 29/2012 06.090.065/0001-51 18/06/2012 17/06/2014 - - 11 11 3 3 P 2013 4 O 20/2013 10.660.342/0001-91 09/07/2013 08/07/2014 10 10 - - - - A 2013 2 O 22/2013 11.101.232/0001-52 01/08/2013 31/07/2014 - - 8 8 - - A 2012 11 O 33/2012 02.843.359/0001-56 23/07/2012 22/07/2014 - - 28 27 - - P 2012 10 O 35/2012 08.414.767/0001-79 12/01/2012 11/01/2015 - - 2 2 - - P 2012 9 O 46/2012 01.011.946/0001-22 03/12/2012 03/02/2014 5 5 4 4 - - P 2013 12 O 13/2013 04.416.687/001-00 02/05/2013 01/05/2014 - - 04 04 - - A 2013 12 O 26/2013 12.978.443/0001-30 18/11/2013 17/11/2014 - - 01 01 - - A 137 Observações: (*) O Contrato nº 3 é relativo a serviço esporádico, sendo que para cada demanda são apresentadas quantidades de funcionários diferentes. LEGENDA Área: 1. Segurança; 2. Transportes; 3. Informática; 4. Copeiragem; 5. Recepção; 6. Reprografia; 7. Telecomunicações; 8. Manutenção de bens móveis 9. Manutenção de bens imóveis 10. Brigadistas 11. Apoio Administrativo – Menores Aprendizes 12. Outras Fonte: CGOFL/DA Natureza: (O) Ordinária; (E) Emergencial. Nível de Escolaridade: (F) Ensino Fundamental; (M) Ensino Médio; (S) Ensino Superior. Situação do Contrato: (A) Ativo Normal; (P) Ativo Prorrogado; (E) Encerrado. Quantidade de trabalhadores: (P) Prevista no contrato; (C) Efetivamente contratada. 6.2.3. ANÁLISE CRÍTICA DOS ITENS 6.2.1 E 6.2.2 Em relação à execução dos contratos constantes dos quadros 6.2.1 e 6.2.2, durante o exercício, não houve interrupção na prestação dos serviços e não foi detectada irregularidade no pagamento de verbas trabalhistas por parte das empresas contratadas. Em razão das mudanças ocorridas na estrutura do órgão em 2012, ocorreram dificuldades para a realização de ajustes das demandas e estimativa das contratações. O aumento das demandas vem provocando de forma sensível a necessidade de constante reavaliação dos saldos contratuais. 138 6.2.4. COMPOSIÇÃO DO QUADRO DE ESTAGIÁRIOS Quadro 6.2.4 – Composição do Quadro de Estagiários Nível de escolaridade Quantitativo de contratos de estágio vigentes Despesa no exercício 1. Nível superior 26 23 24 25 (em R$ 1,00) 172.352,95 1.1 Área Fim 22 20 21 23 144.332,20 1.2 Área Meio 4 3 3 2 28.020,75 2. Nível Médio 15 16 14 12 66.242,50 2.1 Área Fim 9 8 8 8 39.524,63 2.2 Área Meio 6 8 6 4 26.717,87 3. Total (1+2) 41 39 38 37 238.595,45 1º Trimestre 2º Trimestre 3º Trimestre 4º Trimestre Fonte: CGESP/DA 139 7. GESTÃO DO PATRIMÔNIO MOBILIÁRIO E IMOBILIÁRIO O item Gestão do patrimônio imobiliário, constante do Anexo II da DN TCU nº 127/2013, não é apresentado neste relatório por não ter registro de ocorrência em 2013. 7.1. GESTÃO DA FROTA DE VEÍCULOS PRÓPRIOS E CONTRATADOS DE TERCEIROS 7.1.1. GESTÃO DA FROTA DE VEÍCULOS PRÓPRIOS O Cade não possui frota de veículos automotores própria. 7.1.2. GESTÃO DA FROTA DE VEÍCULOS DE TERCEIROS À época da entrada em vigor da Lei 12.529/2011, ocorrida em 29 de maio de 2012, surgiu a necessidade em celebrar um contrato de locação de veículos que atendesse a nova estrutura, uma vez que se constatou a insuficiência do contrato anterior em atender a nova demanda por transporte. Com isso, Quando da análise das necessidades atuais, identificou-se que a quantidade de veículos necessária era de 6 (seis) institucional e 2 (dois) de serviço, para atender as necessidades de transporte de pessoal, documentos e pequenas cargas. Desse modo, um novo contrato de locação de veículos foi celebrado em 29 de julho de 2013, cuja vigência é de 1º de agosto de 2013 a 31 de julho de 2014. A prestadora de serviços atualmente contratada pelo Cade é a TRANS21- Locação, Turismo, Carga e Motoboy LDTA - ME, inscrita no CNPJ/MF: 11.101.232.0001-52; O procedimento referente é o Pregão Eletrônico pra Registro de Preços n.º 014/2013, que originou o Contrato nº 022/2013 firmado em 29 de julho de 2013, com vigência de 1º de agosto de 2013 a 31 de julho de 2014. O contrato prevê a utilização de 2 (duas) categorias de veículos, descritas a seguir: Categoria I - VEÍCULO TIPO EXECUTIVO – 06 (seis) veículos de transporte institucional (Executivo): ZERO KM, na cor preta, devendo ser trocado, no máximo, a cada 2 (dois) anos de fabricação ou 66.552 (sessenta e seis mil quinhentos e cinquenta e dois) quilômetros rodados (o que ocorrer primeiro), movido a gasolina ou bicombustível (gasolina/álcool), com 5 (cinco) portas, limpador traseiro de vidro, desembaçador, motor com potência mínima de 121 cavalos, trio elétrico, ar condicionado, sonorização AM/FM/CD, direção hidráulica, capacidade para 5 (cinco) passageiros e com todos os acessórios obrigatórios exigidos pelo Contran, observada a Tabela prevista no ANEXO I da IN SLTI/MPOG nº 3/2008, com garantia de franquia de 2.000 km/mês, por veículo. Desde a vigência do contrato, a média de uso desta categoria é de 5.581 km/mês. Categoria II- VEÍCULO TIPO POPULAR – 02 (dois) Veículos de serviços comuns: ZERO KM, na cor branca, devendo ser trocado, no máximo, a cada 2 (dois) anos de fabricação ou 66.552 (sessenta e seis mil quinhentos e cinquenta e dois) quilômetros rodados (o que ocorrer primeiro), movido a gasolina ou bicombustível (gasolina/álcool), limpador traseiro de vidro, desembaçador, capacidade para 5 (cinco) passageiros e com todos os acessórios obrigatórios exigidos pelo Contran, observada a Tabela prevista no ANEXO I da IN SLTI/MPOG nº 3/2008, com garantia de franquia de 1.500 km/mês, por veículo. Desde a vigência do contrato, a média de uso desta categoria é de 1.248 km/mês. O valor total do contrato é de R$ 887.000,00 (oitocentos e oitenta e sete mil), sendo R$ 385.666,67(trezentos e oitenta e cinco mil, seiscentos e sessenta e seis reais e sessenta e sete) para o exercício de 2013 e R$ 501.333,33 (quinhentos e um mil, trezentos e trinta e três reais e trinta e três centavos) para o exercício de 2014. 140 7.2. DISTRIBUIÇÃO ESPACIAL DOS BENS IMÓVEIS LOCADOS DE TERCEIROS Quadro 7.2 – Distribuição Espacial dos Bens Imóveis de Uso Especial Locados de Terceiros LOCALIZAÇÃO GEOGRÁFICA Quantidade de Imóveis Locados de Terceiros dela UJ Exercício 2013 Exercício 2012 BRASIL Distrito Federal 1 1 Brasília 1 1 Subtotal Brasil 1 1 Subtotal Exterior 0 0 Total (Brasil + Exterior) 1 1 Fonte: CGOFL/DA O Conselho Administrativo de Defesa Econômica – Cade é uma Autarquia federal, vinculada ao Ministério da Justiça, com sede e foro no Distrito Federal, que exerce, em todo o Território nacional, as atribuições dadas pela Lei nº 12.529/2011. Desde a sua criação, em 1962, até 1999, o Cade permaneceu nas dependências do Ministério da Justiça. Transformado em Autarquia, por meio da Lei nº 8.884, de 11 de junho de 1994, o Cade, e em razão da indisponibilidade de imóvel de propriedade da União que pudesse abrigar a Autarquia, o Cade transferiu-se para imóvel alugado, no Setor Comercial Norte, no ano de 1999. Com a edição da Lei nº 12.529/2011, que ampliou suas competências e seu quadro de funcionários, fez-se necessário buscar nova sede. Em razão da indisponibilidade de imóvel de propriedade da União, o Cade foi autorizado a alugar nova sede, com capacidade para abrigar a nova estrutura, conforme aprovada pelo Decreto nº 7.738, de 28 de maio de 2012. Atualmente, o Cade funciona em sede alugada, situada no Setor de Edifícios de Utilidade Pública Norte – SEPN, Entrequadra 515, Conjunto D, Lote 04, Asa Norte, Brasília – Distrito Federal. 141 8. GESTÃO DA TECNOLOGIA DA INFORMAÇÃO E GESTÃO DO CONHECIMENTO 8.1. GESTÃO DA TECNOLOGIA DA INFORMAÇÃO (TI) Quadro 8.1 – Gestão Da Tecnologia Da Informação Da Unidade Jurisdicionada Quesitos a serem avaliados 1. Em relação à estrutura de governança corporativa e de TI, a Alta Administração da Instituição: X Aprovou e publicou plano estratégico institucional, que está em vigor. monitora os indicadores e metas presentes no plano estratégico institucional. X Responsabiliza-se pela avaliação e pelo estabelecimento das políticas de governança, gestão e uso corporativos de TI. aprovou e publicou a definição e distribuição de papéis e responsabilidades nas decisões mais relevantes quanto à gestão e ao uso corporativos de TI. aprovou e publicou as diretrizes para a formulação sistemática de planos para gestão e uso corporativos de TI, com foco na obtenção de resultados de negócio institucional. aprovou e publicou as diretrizes para gestão dos riscos aos quais o negócio está exposto. aprovou e publicou as diretrizes para gestão da segurança da informação corporativa. aprovou e publicou as diretrizes de avaliação do desempenho dos serviços de TI junto às unidades usuárias em termos de resultado de negócio institucional. X aprovou e publicou as diretrizes para avaliação da conformidade da gestão e do uso de TI aos requisitos legais, regulatórios, contratuais, e às diretrizes e políticas externas à instituição. Designou formalmente um comitê de TI para auxiliá-la nas decisões relativas à gestão e ao uso corporativos de TI. Designou representantes de todas as áreas relevantes para o negócio institucional para compor o Comitê de TI. Monitora regularmente o funcionamento do Comitê de TI. 2. Em relação ao desempenho institucional da gestão e de uso corporativos de TI, a Alta Administração da instituição: Estabeleceu objetivos de gestão e de uso corporativos de TI. Estabeleceu indicadores de desempenho para cada objetivo de gestão e de uso corporativos de TI. X Estabeleceu metas de desempenho da gestão e do uso corporativos de TI, para 2013. Estabeleceu os mecanismos de controle do cumprimento das metas de gestão e de uso corporativos de TI. Estabeleceu os mecanismos de gestão dos riscos relacionados aos objetivos de gestão e de uso corporativos de TI. Aprovou, para 2013, plano de auditoria(s) interna(s) para avaliar os riscos considerados críticos para o negócio e a eficácia dos respectivos controles. Os indicadores e metas de TI são monitorados. Acompanha os indicadores de resultado estratégicos dos principais sistemas de informação e toma decisões a respeito quando as metas de resultado não são atingidas. Nenhuma das opções anteriores descreve a situação desta instituição. 3. Entre os temas relacionados a seguir, assinale aquele(s) em que foi realizada auditoria formal em 2013, por iniciativa da própria instituição: X Auditoria de governança de TI. X Auditoria de sistemas de informação. X Auditoria de segurança da informação. Auditoria de contratos de TI. Auditoria de dados. X Outra(s). Qual(is)? Estrutura de Pessoal, Recomendações dos órgãos de controles e do órgão central do SISP Não foi realizada auditoria de TI de iniciativa da própria instituição em 2013. 4. Em relação ao PDTI (Plano Diretor de Tecnologia da Informação e Comunicação) ou instrumento congênere: 142 A instituição não aprovou e nem publicou PDTI interna ou externamente. X A instituição aprovou e publicou PDTI interna ou externamente. X A elaboração do PDTI conta com a participação das áreas de negócio. X A elaboração do PDTI inclui a avaliação dos resultados de PDTIs anteriores. O PDTI é elaborado com apoio do Comitê de TI. O PDTI desdobra diretrizes estabelecida(s) em plano(s) estratégico(s) (p.ex. PEI, PETI etc.). X O PDTI é formalizado e publicado pelo dirigente máximo da instituição. X O PDTI vincula as ações (atividades e projetos) de TI a indicadores e metas de negócio. O PDTI vincula as ações de TI a indicadores e metas de serviços ao cidadão. O PDTI relaciona as ações de TI priorizadas e as vincula ao orçamento de TI. X O PDTI é publicado na internet para livre acesso dos cidadãos. Se sim, informe a URL completa do PDTI: www.cade.gov.br 5. Em relação à gestão de informação e conhecimento para o negócio: X Os principais processos de negócio da instituição foram identificados e mapeados. X Há sistemas de informação que dão suporte aos principais processos de negócio da instituição. Há pelo menos um gestor, nas principais áreas de negócio, formalmente designado para cada sistema de informação que dá suporte ao respectivo processo de negócio. 6. Em relação à gestão da segurança da informação, a instituição implementou formalmente (aprovou e publicou) os seguintes processos corporativos: X Inventário dos ativos de informação (dados, hardware, hardware e instalações). X Classificação da informação para o negócio, nos termos da Lei 12.527/2011 (p.ex. divulgação ostensiva ou classificação sigilosa). Análise dos riscos aos quais a informação crítica para o negócio está submetida, considerando os objetivos de disponibilidade, integridade, confidencialidade e autenticidade. Gestão dos incidentes de segurança da informação. 7. Em relação às contratações de serviços de TI: utilize a seguinte escala: (1) nunca (2) às vezes (3) usualmente (4) sempre ( 4 ) são feitos estudos técnicos preliminares para avaliar a viabilidade da contratação. ( 4 ) nos autos são explicitadas as necessidades de negócio que se pretende atender com a contratação. ( 3 ) são adotadas métricas objetivas para mensuração de resultados do contrato. ( 3 ) os pagamentos são feitos em função da mensuração objetiva dos resultados entregues e aceitos. ( 3 ) no caso de desenvolvimento de sistemas contratados, os artefatos recebidos são avaliados conforme padrões estabelecidos em contrato. ( 2 ) no caso de desenvolvimento de sistemas contratados, há processo de hardware definido que dê suporte aos termos contratuais (protocolo e artefatos). 8. Em relação à Carta de Serviços ao Cidadão (Decreto 6.932/2009): (assinale apenas uma das opções abaixo) O Decreto não é aplicável a esta instituição e a Carta de Serviços ao Cidadão não será publicada. Embora o Decreto não seja aplicável a esta instituição, a Carta de Serviços ao Cidadão será publicada. A instituição a publicará em 2014, sem incluir serviços mediados por TI (e-Gov). X A instituição a publicará em 2014 e incluirá serviços mediados por TI (e-Gov). A instituição já a publicou, mas não incluiu serviços mediados por TI (e-Gov). A instituição já a publicou e incluiu serviços mediados por TI (e-Gov). 9. Dos serviços que a UJ disponibiliza ao cidadão, qual o percentual provido também por e-Gov? X Entre 1 e 40%. Entre 41 e 60%. 143 Acima de 60%. Não oferece serviços de governo eletrônico (e-Gov). Comentários Registre abaixo seus comentários acerca da presente pesquisa, incluindo críticas às questões, alerta para situações especiais não contempladas etc. Tais comentários permitirão análise mais adequada dos dados encaminhados e melhorias para o próximo questionário. 8.1.1. ANÁLISE CRÍTICA O plano estratégico institucional de tecnologia da informação do Conselho Administrativo de Defesa Econômica – Cade está consolidado no Plano Diretor de Tecnologia da Informação – PDTI. O objetivo do PDTI é ser uma ferramenta de planejamento, gestão e governança das ações relacionadas à tecnologia da informação. O primeiro PDTI do Cade foi aprovado pela Portaria do Cade nº 31/2011 e teve vigência do período de 2011 até 2012. Este Plano teve sua vigência prorrogada até 31 de dezembro de 2013, por meio da Portaria nº 137/2013. Em 22 de agosto de 2013, foi publicada a Portaria Cade nº 136/2013, com a designação da equipe de elaboração do PDTI 2014/2016, cuja composição inclui servidores das áreas de negócio do Conselho. Durante a elaboração do plano foram utilizadas várias técnicas e ferramentas como reuniões, entrevistas, brainstorming, planilhas, formulários, visitas as unidades e análise do histórico das demandas. O planejamento de TI será aprovado pelo Comitê Estratégico de Tecnologia da Informação – CETI a ser instituído em 2014. O CETI será vinculado ao Gabinete da Presidência do Cade, com natureza deliberativa, do tipo estratégico, com finalidade de direcionar, monitorar e avaliar o uso estratégico da TI, com vistas a contribuir para que o Cade atinja seus objetivos institucionais. O PDTI 2014/2016 está diretamente alinhado com os instrumentos que guiam a ação governamental como Plano Brasil 2022, Plano Mais Brasil (PPA 2012/2015), Planejamento Estratégico 2013/2016 e EGTI 2013/2015. Os objetivos estratégicos, indicadores, metas, necessidades de tecnologia da informação do plano serão controlados e gerenciados pelas ferramentas Geplanes e GEPnet. Conforme Decreto nº 7.579, de 11 de novembro de 2011, o Cade compõe o Sistema de Administração dos Recursos de Tecnologia da Informação – SISP classificado com órgão Seccional. O SISP possui seu planejamento estratégico chamado Estratégia Geral de Tecnologia da Informação – EGTI 2013/2015 localizado no endereço http://www.sisp.gov.br/egti/. Periodicamente o Cade informa o andamento das metas e dos projetos através do sistema http://egti.sisp.gov.br/ A Auditoria do Cade enviou à Diretoria Administrativa, unidade a qual a CoordenaçãoGeral de Tecnologia da Informação – CGTI está vinculada, a Solicitação de Auditoria – SA Audit nº 42/2013 com questionário que aborda atividades da unidade de TI. O resultado desse questionário foi o Relatório de Auditoria 01/2013 – CGTI contendo questões relacionadas à estrutura organizacional, gestão da informação, gestão de segurança da informação, estrutura de pessoal, normativos, recomendações dos órgãos de controle e órgão central do SISP. O principal sistema de informação que dá suporte as atividades fins do Cade é o SisCade. Este sistema está sendo desenvolvido desde 2012 através de contrato de fábrica de hardware. Além deste o Conselho utiliza outros sistemas internos, como: Siscop, Seco, Sisapa, intranet, pauta eletrônica, GEPnet, Geplanes, e outros. O Cade utiliza também os sistemas estruturantes do governo 144 federal, como por exemplo: SIAPE, SIAFI, SIOP, SCDP, Comprasnet, SIASG, SISBACEN, SICONV, entre outros. O Cade dispõe de um inventário de ativos de informação, cuja atualização é um processo contínuo. Esse inventário contempla computadores, notebooks, servidores, dispositivos de rede, impressoras e telefones IP. Com relação a temas relacionados à gestão da segurança da informação, será instituído grupo de trabalho com a finalidade de realizar estudos e propor medidas que visem à implementação de controles relativos à Segurança da Informação e Comunicação, e do Patrimônio. As contratações de soluções de TI são realizadas de acordo com a IN SLTI/MP nº 04/2010. Estudos de viabilidade de contratação são elaborados e, sempre que aplicáveis, são adotadas métricas objetivas de mensuração de resultados. Atualmente, o Cade disponibiliza alguns serviços eletrônicos, tais como: consulta aos processos administrativos, pedido de cópia e vista, acompanhamento das sessões via internet, e inscrições de programas de intercâmbio. No Planejamento Estratégico 2013/2016 do Cade, consta o objetivo estratégico “Assegurar a prestação de serviços de qualidade à sociedade”, cuja finalidade é a ampliação da oferta de serviços à sociedade inclusive os oferecidos de forma eletrônica. Um grande desafio para a CGTI é a reestruturação da sua força de trabalho. O Cade não possui carreira específica de TI e os servidores atualmente em exercício são, em sua maioria, Analistas em Tecnologia da Informação do Ministério do Planejamento, Orçamento e Gestão. O quadro de servidores da CGTI é insuficiente para as atividades atuais e para enfrentar os novos desafios. 145 9. GESTÃO DO USO DOS RECURSOS RENOVÁVEIS E SUSTENTABILIDADE AMBIENTAL 9.1. GESTÃO AMBIENTAL E LICITAÇÕES SUSTENTÁVEIS Quadro 9.1 – Gestão Ambiental e Licitações Sustentáveis Aspectos sobre a gestão ambiental Licitações Sustentáveis Avaliação 1 2 1. A UJ tem incluído critérios de sustentabilidade ambiental em suas licitações que levem em consideração os processos de extração ou fabricação, utilização e descarte dos produtos e matérias primas. Se houver concordância com a afirmação acima, quais critérios de sustentabilidade ambiental foram aplicados? X 2. Em uma análise das aquisições dos últimos cinco anos, os produtos atualmente adquiridos pela unidade são produzidos com menor consumo de matéria-prima e maior quantidade de conteúdo reciclável. X 3. A aquisição de produtos pela unidade é feita dando-se preferência àqueles fabricados por fonte não poluidora bem como por materiais que não prejudicam a natureza (ex. produtos reciclados, atóxicos ou biodegradáveis). 4. Nos obrigatórios estudos técnicos preliminares anteriores à elaboração dos termos de referência (Lei 10.520/2002, art. 3º, III) ou projetos básicos (Lei 8.666/1993, art. 9º, IX) realizados pela unidade, é avaliado se a existência de certificação ambiental por parte das empresas participantes e produtoras (ex: ISO) é uma situação predominante no mercado, a fim de avaliar a possibilidade de incluí-la como requisito da contratação (Lei 10.520/2002, art. 1º, parágrafo único in fine), como critério avaliativo ou mesmo condição na aquisição de produtos e serviços. 3 4 5 X X 5. No último exercício, a unidade adquiriu bens/produtos que colaboram para o menor consumo de energia e/ou água (ex: torneiras automáticas, lâmpadas econômicas). Se houver concordância com a afirmação acima, qual o impacto da aquisição desses produtos sobre o consumo de água e energia? X O Plano de eficiência energética e hídrica contratado pelo Cade já teve resultado imediato de economia de 4% de energia elétrica. 6. No último exercício, a unidade adquiriu bens/produtos reciclados (ex: papel reciclado). Se houver concordância com a afirmação acima, quais foram os produtos adquiridos? X 7. Existe uma preferência pela aquisição de bens/produtos passíveis de reutilização, reciclagem ou reabastecimento (refil e/ou recarga). Se houver concordância com a afirmação acima, como essa preferência tem sido manifestada nos procedimentos licitatórios? 8. No modelo de execução do objeto são considerados os aspectos de logística reversa, quando aplicáveis ao objeto contratado (Decreto 7.404/2010, art. 5º c/c art. 13). X X 9. A unidade possui plano de gestão de logística sustentável de que trata o art. 16 do Decreto 7.746/2012. Se houver concordância com a afirmação acima, encaminhe anexo ao relatório o plano de gestão de logística sustentável da unidade. X Plano de Gestão de Logística Sustentável, vide item 17. Anexos. 10. Para a aquisição de bens e produtos são levados em conta os aspectos de durabilidade e qualidade (análise custo-benefício) de tais bens e produtos. 11. Os projetos básicos ou executivos, na contratação de obras e serviços de engenharia, possuem exigências que levem à economia da manutenção e operacionalização da edificação, à redução do consumo de energia e água e à utilização de tecnologias e materiais que reduzam o impacto ambiental. X X 146 12. Na unidade ocorre separação dos resíduos recicláveis descartados, bem como sua destinação, como referido no Decreto nº 5.940/2006. X Considerações Gerais: O Cade tem tentado, a cada dia, se adequar ao modelo proposto pelos órgãos de controle e realizar licitações sustentáveis. Contudo, tendo em vista as limitações estruturais, como falta de pessoal, ainda não é possível realizar todos os estudos necessários para agregar o fator sustentabilidade em todos os processos de aquisição. Na medida do possível a Autarquia tem se esforçado para implementar algumas atitudes ecologicamente corretas, tais como: coleta coletiva dos resíduos recicláveis; melhoria nas especificações dos equipamentos e materiais, buscando por produtos de maior durabilidade e qualidade; e aquisição de produtos que não agridam a natureza. Neste sentido, encontra-se em trâmite no âmbito deste Conselho o Projeto de Plano de Gestão de Logística Sustentável (Processo nº 08700.000038/2013-20), que produzirá importantes contribuições neste sentido, inserindo a autarquia além de fazer parte na Agenda Ambiental da Administração Pública e ao Projeto Esplanada Sustentável. A mudança para a nova sede e todas as suas decorrências em termos de redimensionamento das demandas por serviços constituíram oportunidade importante para consolidar o entendimento entre os gestores sobre a necessidade de atendimento das exigências relativas à sustentabilidade nos procedimentos licitatórios. Nesse viés, houve inclusão de critérios de sustentabilidade nos instrumentos jurídicos relativos à algumas contratações, sempre acompanhadas de recomendações da Procuradorias especializada do Cade – PFE/Cade, procurando assim manter intactos os princípios de legalidade e legitimidade inerentes aos procedimentos licitatórios. Ainda no tocante a ações de sustentabilidade o Cade promoveu um plano de auditoria energética intitulado PEEH – Plano de Eficiência Energética e Hídrica, objetivando minorar os gastos dos recursos energéticos da Autarquia, em consonância com as ações sustentáveis indicadas no Plano de Providências em tela, e uma campanha de comunicação interna para o uso consciente dos recursos no âmbito do projeto Cade Sustentável. Outro exemplo do esforço da Autarquia é o Projeto Cade sem Papel, que visa implementar o sistema eletrônico de andamento processual. Espera-se que esse novo sistema reduza substancialmente o consumo de papel e a necessidade de impressão, agregando economicidade, eficiência e sustentabilidade à atuação do Cade. A primeira fase do sistema já foi concluída e encontra-se em uso desde novembro de 2012, com o treinamento dos usuários e migração das bases de dados. Adicionalmente ao referido sistema, a Autarquia adotou outras 2 (duas) medidas para redução do consumo de papel: (i) aquisição de scanners de alta produção para digitalização de toda documentação produzida internamente de forma célere para disponibilização das versões de acesso irrestrito no site; (ii) elaboração de minuta de normatização de concessão de cópias eletrônicas de processos em trâmite no Conselho. Por fim, cumpre mencionar que, a partir da reestruturação do Cade, com a entrada em vigor da Lei nº 12.529/2011, espera-se que a Autarquia tenha melhores condições para implementar outras medidas relacionadas à sustentabilidade. LEGENDA Níveis de Avaliação: (1) Totalmente inválida: Significa que o fundamento descrito na afirmativa é integralmente não aplicado no contexto da UJ. (2) Parcialmente inválida: Significa que o fundamento descrito na afirmativa é parcialmente aplicado no contexto da UJ, porém, em sua minoria. (3) Neutra: Significa que não há como afirmar a proporção de aplicação do fundamento descrito na afirmativa no contexto da UJ. (4) Parcialmente válida: Significa que o fundamento descrito na afirmativa é parcialmente aplicado no contexto da UJ, porém, em sua maioria. (5) Totalmente válida: Significa que o fundamento descrito na afirmativa é integralmente aplicado no contexto da UJ. 147 9.2. POLÍTICA DE SEPARAÇÃO DE RESÍDUOS RECICLÁVEIS DESCARTADOS Desde 2008, o Conselho Administrativo de Defesa Econômica esforça-se para cumprir o Decreto 5.940/06, de 25 de outubro de 2006, que instituiu a separação de resíduos recicláveis descartados pelos órgãos e entidades da administração pública federal direta e indireta, na fonte geradora, e sua destinação às associações e cooperativas dos catadores de materiais recicláveis. A Autarquia vem realizando um trabalho em conjunto com cooperativas filiadas à Central de Cooperativas de Materiais Recicláveis do Distrito Federal – CENTCOOP/DF, que atendam aos requisitos estabelecidos no Decreto supracitado. Vale dizer que a parceria Cade / Cooperativas de reciclagem envolve treinamento das equipes de trabalho do Cade que lidam diretamente com o recolhimento dos materiais. O último treinamento realizado ocorreu em 29 de maio de 2013, e contou com a participação de trinta e um prestadores de serviço ligados à limpeza e conservação das dependências do edifício sede do Cade. O material recolhido é armazenado em um espaço destinado aos resíduos recicláveis, localizado no 1º subsolo deste Conselho. No local é depositado apenas o material reciclável, conforme orientação dada pela Cooperativa aos prestadores de serviço. A Cooperativa é responsável pelo recolhimento do material e a sua destinação final. A Divisão de Logística, em parceria com a Assessoria de Comunicação, distribuiu em todas as áreas do Cade diversas caixas em papelão reciclável, com identificação própria para recolhimento de vários tipos de papel. Essa medida faz parte da campanha de reciclagem de papel, denominada ReciCade, lançada em agosto de 2013, e que tem como objetivo incentivar, dentro da autarquia, o descarte de papéis usados separadamente do lixo comum, para que o material seja reciclado. Além disso, cabe destacar a campanha de conscientização de adoção de medidas sustentáveis implementada em 2013 – por meio de informativos periódicos, busca orientar os servidores sobre o uso correto do papel e alerta para a existência de lixeiras próprias para separação de materiais orgânicos, localizada na área externa do edifício sede. 9.3. CONSUMO DE PAPEL, ENERGIA ELÉTRICA E ÁGUA Quadro 9.3 – Consumo de Papel, Energia Elétrica e Água Adesão a Programas de Sustentabilidade Ano de Adesão Nome do Programa Gestão de Logística Sustentável Resultados A iniciativa foi implementada em dezembro de 2012, razão pela qual os resultados poderão ser mensurados nos próximos exercícios 2012 Quantidade Recurso Consumido Valor Exercícios 2013 2012 2011 2013 2012 2011 Papel 2.454 2.454 1.606 39.916,70 24.764,94 14.098,16 Água 3.596 3.399 1.994 57.505,18 50.603,32 27.565,08 602.943 336.057 338.400 271.043,11 148.210,51 130.238,52 Total 368.464,99 223.578,77 171.901,76 Energia Elétrica Fonte: CGOFL/DA 148 10. CONFORMIDADE E TRATAMENTO DE DISPOSIÇÕES LEGAIS E NORMATIVAS Os itens Tratamento de deliberações exaradas em acórdão do TCU e Medidas adotadas em caso de dano ao erário, constantes do Anexo II da DN TCU nº 127/2013, não são apresentados neste relatório por não haver registro de ocorrência em 2013. 10.1. TRATAMENTO DE RECOMENDAÇÕES DO OCI O item Recomendações do órgão de controle interno atendidas no exercício, constante do Anexo II da DN TCU nº 127/2013, não é apresentado neste relatório porquanto não houve recomendações do órgão de controle interno atendidas no exercício de 2013, além das já relatadas no relatório de gestão relativo ao exercício de 2012. 10.1.1. RECOMENDAÇÕES DO OCI PENDENTES DE ATENDIMENTO AO FINAL DO EXERCÍCIO Quadro 10.1.1 – Situação das Recomendações do OCI que Permanecem Pendentes de Atendimento no Exercício Unidade Jurisdicionada Denominação Completa Código SIORG Conselho Administrativo de Defesa Econômica - Cade 000322 Recomendações do OCI Recomendações Expedidas pelo OCI Ordem Identificação do Relatório de Auditoria Item do RA Comunicação Expedida I Relatório nº 201203698 1.1.1.1 Ofício Cade nº 4.447/2012 Órgão/Entidade Objeto da Recomendação Código SIORG 000322 Conselho Administrativo de Defesa Econômica Descrição da Recomendação Incluir, no que couber, critérios de sustentabilidade ambiental em suas licitações: na aquisição de veículos automotores mais eficientes e menos poluentes ou que utilizam combustíveis alternativos e, a inclusão de exigências que levem à economia da manutenção e operacionalização da edificação, à redução do consumo de energia e água e à utilização de tecnologias e materiais que reduzam o impacto ambiental. Providências Adotadas Setor Responsável pela Implementação Código SIORG Diretoria Administrativa 000322 Justificativa para o seu não Cumprimento O Cade tem tentado, a cada dia, se adequar ao modelo proposto pelos órgãos de controle e realizar licitações sustentáveis. Contudo, tendo em vista as limitações estruturais, como falta de pessoal, ainda não é possível realizar todos os estudos necessários para agregar o fator sustentabilidade em todos os processos de aquisição. Na medida do possível a Autarquia tem se esforçado para implementar algumas atitudes ecologicamente corretas, tais como: coleta coletiva dos resíduos recicláveis; melhoria nas especificações dos equipamentos e materiais, buscando por produtos de maior durabilidade e qualidade; e aquisição de produtos que não agridam a natureza. Neste sentido, encontra-se em vigor no âmbito deste Conselho o Projeto de Plano de Gestão de Logística Sustentável (Processo nº 08700.000038/2013-20. Nesse viés, houve inclusão de critérios de sustentabilidade nos instrumentos jurídicos relativos a algumas contratações, mas não em todas, tendo em vista as limitações de força de trabalho do Cade. Ainda no tocante a ações de sustentabilidade o Cade promoveu um Plano de Eficiência Energética e Hídrica, objetivando minorar os gastos dos recursos energéticos da Autarquia. Outro exemplo do esforço da Autarquia é o Projeto Cade sem Papel, que visa implementar o sistema eletrônico de andamento processual. Espera-se que esse novo sistema reduza substancialmente o consumo de papel e a necessidade de impressão, agregando economicidade, eficiência e sustentabilidade à atuação do Cade. A primeira fase do sistema já foi concluída e encontra-se em uso desde novembro de 2012, com o treinamento dos usuários e migração das bases de dados, sendo que o módulo externo do sistema, necessário para implantação efetiva do processo digital no âmbito da autarquia ainda não foi desenvolvido por falta de recursos orçamentários. Adicionalmente ao referido sistema, a Autarquia adotou outras 2 (duas) medidas para redução do consumo de papel: (i) aquisição de scanners de alta produção para digitalização de toda documentação produzida internamente de forma célere para disponibilização das versões de acesso irrestrito no site; (ii) elaboração de minuta de normatização de concessão de cópias eletrônicas de processos em trâmite no Conselho. 149 Análise Crítica dos Fatores Positivos/Negativos que Facilitaram/Prejudicaram a Adoção de Providências pelo Gestor A respeito do atendimento à recomendação de inclusão de critérios ambientais nas licitações, cumpre mencionar que esta não pôde ainda ser implementada em todas as licitações do órgão em razão da falta de servidores para realizar estudos adequados em todas as licitações promovidas visando a adoção de soluções alternativas que melhor protegessem o meio ambiente. Na atual conjuntura do órgão, a elaboração desses estudos de alternativas ambientais além dos já tradicionais relacionados à solução menos onerosa para a Administração, implicaria na paralisação das atividades do setor e na incapacidade de atender às demandas diuturnas de funcionamento do Cade. Cabe ainda ressaltar que o projeto Cade sem papel tem tido seu avanço seriamente prejudicado pela não disponibilização de recursos orçamentários adequados para sua realização. Unidade Jurisdicionada Denominação Completa Código SIORG Conselho Administrativo de Defesa Econômica - Cade 000322 Recomendações do OCI Recomendações Expedidas pelo OCI Ordem Identificação do Relatório de Auditoria Item do RA Comunicação Expedida II Relatório nº 201203698 3.1.2.1 Ofício Cade nº 4.447/2012 Órgão/Entidade Objeto da Recomendação Código SIORG 000322 Conselho Administrativo de Defesa Econômica Descrição da Recomendação Concluir o Catálogo de Serviços que está em desenvolvimento, a fim de realizar as próximas contratações de acordo com a IN 02/2008 - SLTI/MPOG, principalmente quanto ao contido no Art. 11, que determina a adoção de unidade de medida que permita a mensuração dos resultados para o pagamento da contratada, preferencialmente Acordo de Nível de Serviço, de forma a eliminar a possibilidade de remunerar as empresas com base na quantidade de horas de serviço ou por postos de trabalho. Providências Adotadas Código Setor Responsável pela Implementação SIORG Diretoria Administrativa 000322 Justificativa para o seu não Cumprimento A Diretoria Administrativa determinou à Coordenação Geral de Tecnologia da Informação – CGTI a adoção das providências necessárias à conclusão do trabalho de desenvolvimento da catálogo de serviços de TI, em atendimento à recomendação do OCI, com vistas à adoção de unidade de medida que permita eliminar a possibilidade de remunerar as empresas com base na quantidade de horas de serviço ou por postos de trabalho. Cumpre informar que a carta de serviços foi concluída em fevereiro de 2013. Porém este instrumento não foi publicado formalmente. Esta necessidade foi incluída na minuta do PDTI 2014/2016 para revisão e publicação. Está em fase implantação o hardware de gestão de serviço de TI chamado GLPI onde o catálogo será incluído para mensuração dos serviços de TI. Análise Crítica dos Fatores Positivos/Negativos que Facilitaram/Prejudicaram a Adoção de Providências pelo Gestor Um dos fatores negativos que prejudicou a adoção das medidas foi a dificuldade em manter um servidor no cargo de CGTI. Desde a criação da unidade, em maio de 2012, o cargo teve um titular por pouco menos de 2 (dois) meses até junho de 2013, quando a situação se normalizou. Por outro lado, buscou-se concentrar esforços na criação de um comitê estratégico de TI para o órgão e na elaboração do PDTI 2014-2016, uma vez que o PDTI anterior, elaborado na vigência da lei nº 8.884, de 1994, não refletia mais a realidade do órgão após a entrada em vigor da lei nº 12.529, de 2011. Com o encaminhamento da minuta de criação do comitê estratégico e do PDTI 2014-2016, cuja aprovação deve ocorrer no início de 2014, estará criada a estrutura necessária para garantir atendimento tempestivo a projetos como a aprovação do catálogo de serviços de TI. 150 Unidade Jurisdicionada Denominação Completa Código SIORG Conselho Administrativo de Defesa Econômica - Cade 000322 Recomendações do OCI Recomendações Expedidas pelo OCI Ordem Identificação do Relatório de Auditoria Item do RA Comunicação Expedida III Relatório nº 201203698 3.1.3.1 Ofício Cade nº 4.447/2012 Órgão/Entidade Objeto da Recomendação Código SIORG 000322 Conselho Administrativo de Defesa Econômica Descrição da Recomendação Atentar para que nas futuras contratações, realizar estudos técnicos preliminares anteriormente à elaboração de Projeto Básico ou Termo de Referência, definindo, de modo detalhado e preciso, a necessidade dos serviços; a demanda existente; a quantidade de serviços necessários e o custo correspondente, assim como os resultados a alcançar, consoante o contido no inciso IX, art. 6º, da Lei nº 8.666/1993. Providências Adotadas Setor Responsável pela Implementação Código SIORG Diretoria Administrativa 000322 Justificativa para o seu não Cumprimento Essa orientação está incluída projeto denominado de “Excelência Operacional” (Processo nº 08700.000037/2013-85), que está sendo executado por um Grupo de Trabalho composto por servidores da Diretoria Administrativa e da Assessoria de Planejamento da Presidência do Cade para mapeamento e reorganização dos fluxos administrativos. Alguns resultados nesse sentido já foram obtidos, tais como a contratação de nova empresa de Manutenção Predial e novas aquisições de equipamentos de informática, mobiliário e material de consumo. Todos esses procedimentos ocorreram em observância ao recomendado pela CGU, com um crivo apurado no que diz respeito aos procedimentos de especificação e contratação dos serviços e aquisição de equipamentos. Análise Crítica dos Fatores Positivos/Negativos que Facilitaram/Prejudicaram a Adoção de Providências pelo Gestor A falta inicial de equipe técnica qualificada e adequadamente dimensionada para as necessidades do órgão tem criado dificuldades para a realização de especificações. O ano de 2013 foi um ano de redimensionamento dos contratos necessários ao funcionamento da autarquia, após alguns meses da efetiva ocupação das novas instalações e funcionamento do órgão sob a égide da lei nº 12.529, de 2011. Dois fatores que têm contribuído para obtenção de avanços no atendimento da recomendação foram o estabelecimento de um projeto de padronização dos editais e contratos administrativos em conjunto com a Procuradoria Federal Especializada junto ao Cade e o Projeto de Excelência Operacional, que tem continuidade prevista para o ano de 2014, com o escopo de mapear os fluxos administrativos, identificando gargalos e propondo melhorias tanto no aspecto processual quanto na identificação das responsabilidades de cada ator nos processos de aquisição. Unidade Jurisdicionada Denominação Completa Código SIORG Conselho Administrativo de Defesa Econômica - Cade 000322 Recomendações do OCI Recomendações Expedidas pelo OCI Ordem Identificação do Relatório de Auditoria Item do RA Comunicação Expedida IV Relatório de Inspeção nº 28 de 06/09/2013 4.3 Ofício nº 30312/2013/CRG/CGU-PR Órgão/Entidade Objeto da Recomendação Código SIORG 000322 Conselho Administrativo de Defesa Econômica Descrição da Recomendação Recomendação específica para que fosse apurada a responsabilidade do pregoeiro em 3 (três) pregões eletrônicos realizados entre 2008 e 2009 (12/2008, 01/2009 e 03/2009). Providências Adotadas 151 Setor Responsável pela Implementação Código SIORG Diretoria Administrativa 000322 Justificativa para o seu não Cumprimento Relatório recebido em 15 de outubro de 2013. Em razão da falta de designação de unidade do Cade para responder por seu sistema de correição, o órgão decidiu deliberar a respeito do estabelecimento desta estrutura previamente à instituição de comissão de sindicância, de modo que pudesse haver acompanhamento mais efetivo do procedimento de apuração disciplinar. A questão do sistema de correição do Cade foi resolvida em 17 de dezembro de 2013, por meio da Portaria nº 211 da Presidência do Cade, com a designação de servidor para assessorar o Presidente do Cade nos assuntos relacionados a atividades correcionais e disciplinares, bem como na instauração de sindicâncias e composição de comissões disciplinares. Determinou-se ainda que os servidores dos órgãos que integram a estrutura do Cade ficam obrigados a cooperar e a fornecer as informações solicitadas pelo servidor designado, quando no exercício das suas atividades. Procedeu-se ainda ao desarquivamento dos respectivos processos dos pregões em questão, para que os fatos pudessem ser analisados, não tendo sido possível a instauração de comissão de sindicância em 2013 em razão do fim do exercício. Análise Crítica dos Fatores Positivos/Negativos que Facilitaram/Prejudicaram a Adoção de Providências pelo Gestor A definição do sistema de correição que melhor atenderia à natureza e estrutura do órgão estava em deliberação no momento em que a recomendação foi recebida, o que contribuiu para sua instalação tempestiva. Note-se, ainda, que o estabelecimento formal do sistema de correição facilitará o acompanhamento dos procedimentos disciplinares e o atendimento às eventuais demandas das comissões disciplinares. Unidade Jurisdicionada Denominação Completa Código SIORG Conselho Administrativo de Defesa Econômica - Cade 000322 Recomendações do OCI Recomendações Expedidas pelo OCI Ordem Identificação do Relatório de Auditoria Item do RA Comunicação Expedida V Relatório de Inspeção nº 28 de 06/09/2013 6.1 e 6.2 Ofício nº 30312/2013/CRG/CGU-PR Órgão/Entidade Objeto da Recomendação Código SIORG 000322 Conselho Administrativo de Defesa Econômica Descrição da Recomendação Foram feitas diversas recomendações relativas à condução dos procedimentos disciplinares no âmbito da unidade, a saber: i) proceder de maneira mais célere aos juízos de admissibilidade em matéria disciplinar; ii) diante da ciência de fato que possa caracterizar infração ética e disciplinar, orientar a respeito da necessidade de comunicação recíproca entre a Comissão de Ética e o setor responsável pela atividade correicional; iii) agregar aos juízos de admissibilidade em matéria disciplinar a manifestação prévia do órgão de assessoramento jurídico; iv) preparar os atos decisórios em matéria disciplinar com manifestação prévia do órgão de assessoramento jurídico; v) orientar as comissões disciplinares para que seus atos estejam sempre respaldados por portaria devidamente publicada; vi) atender com a devida celeridade às recomendações da Corregedoria-Greral da União, da Secretaria Federal de Controle Interno e do Tribunal de Contas da União no tocante à apuração de responsabilidades; vii) observar a possibilidade de utilização de Termo Circunstanciado Administrativo nos casos de extravio e de dano a bem público que implicar prejuízo de pequeno valor; viii) definir, anualmente, os servidores a serem incluídos no programa de capacitação da CGU em processo administrativo disciplinar; ix) acessar a política de uso no âmbito do Ministério da Justiça referente ao sistema CGU-PAD a fim de melhor conhecer as regras do sistema e estabelecer estratégia de cadastramento de processos disciplinares; e x) difundir aos servidores a possibilidade de treinamento no sistema CGU-PAD que está disponível em formato virtual no endereço eletrônico www.cgu.gov.br/cgupad. Providências Adotadas Setor Responsável pela Implementação Código SIORG Diretoria Administrativa 000322 Justificativa para o seu não Cumprimento Com relação às recomendações constantes do itens “i”, “ii”, “iii”, “iv”, “v” e “vii”, trata-se de orientações quanto à condução de procedimentos disciplinares. Entretanto, ao longo do exercício de 2013, não houve instauração de 152 procedimentos disciplinares no âmbito do Cade e, portanto, não foi possível implementá-las. No entanto, o órgão pretende adotá-las nos próximos procedimentos que instaurar. Com relação à recomendação constante do item “vi”, cabe dizer que a única recomendação relativa a apuração de responsabilidade que o Cade recebeu em 2013, foi da CGU, no item 4.3 do Relatório de Inspeção nº 28 de 06/09/2013, que foi recebido pela autarquia em 15 de outubro de 2013. Na ocasião, em razão da falta de designação de unidade do Cade para responder por seu sistema de correição, o órgão decidiu deliberar a respeito do estabelecimento desta estrutura previamente à implementação das recomendações, de modo que pudesse haver acompanhamento mais efetivo. A questão do sistema de correição do Cade foi resolvida em 17 de dezembro de 2013, por meio da Portaria nº 211 da Presidência do Cade, com a designação de servidor para assessorar o Presidente do Cade nos assuntos relacionados a atividades correcionais e disciplinares, bem como na instauração de sindicâncias e composição de comissões disciplinares. No final do exercício, o órgão estava analisando os fatos relacionados à recomendação para proceder à instauração do procedimento disciplinar. Da mesma forma, com relação às recomendações constantes dos itens “viii” e “x”, tendo em vista a designação de responsável por auxiliar o Presidente nos assuntos disciplinares, será possível designar de maneira mais oportuna os servidores que devem realizar as capacitações ali mencionadas. Finalmente, com relação ao “ix”, cabe dizer que o Cade já utiliza o sistema CGU-PAD e pretende capacitar servidores na sua utilização, de modo a atender na sua integralidade as demandas da CGU. Análise Crítica dos Fatores Positivos/Negativos que Facilitaram/Prejudicaram a Adoção de Providências pelo Gestor A definição do sistema de correição que melhor atenderia à natureza e estrutura do órgão estava em deliberação no momento em que as recomendações foram recebidas, o que contribuiu para sua instalação tempestiva. O estabelecimento formal do sistema de correição facilitará o acompanhamento dos procedimentos disciplinares e o atendimento às eventuais demandas das comissões disciplinares. No mesmo sentido, em que pese não ter havido instauração de procedimentos disciplinares em 2013, a definição de responsável por assessorar o Presidente do Cade nos assuntos relacionados a atividades correcionais e disciplinares será importante para garantir a adoção de todas as recomendações relativas à condução desses procedimentos, quando sua instauração se fizer necessária. 10.2. INFORMAÇÕES SOBRE A ATUAÇÃO DA UNIDADE DE AUDITORIA INTERNA As Unidades do Cade foram reestruturadas a partir do Decreto nº 7.738, de 28 de maio de 2012, que aprovou a Estrutura Regimental e o Quadro Demonstrativo dos Cargos em Comissão do Cade; remaneja cargos em comissão e funções de confiança; altera os Decretos nº 6.061, de 15 de março de 2007, nº 2.181, de 20 de março de 1997, e nº 1.306, de 9 de novembro de 1994. O Decreto tratou, no Capítulo II de seu Anexo, da Estrutura Organizacional do Conselho, dispondo, na alínea b, inciso II, art. 2º do Anexo, a Auditoria como órgão seccional e definindo suas competências no art. 17 deste mesmo Anexo. As competências da Auditoria, também estão dispostas no art. 16 do Regimento Interno do Cade – RICADE. O RICADE foi aprovado por meio da Resolução nº 1, de 29 de maio de 2012. O RICADE estabelece em seu art. 10 que a Unidade de Auditoria faz parte da estrutura da Presidência do Tribunal. A Auditoria Interna – Audit tem como propósito primordial, apoiar e assessorar a gestão quanto ao controle da legalidade e conformidade dos atos administrativos e proteção do seu patrimônio, por meio de: (i) fiscalização contábil, financeira, orçamentária e operacional da Autarquia, revisando e avaliando a eficácia da aplicação de seus controles; (ii) acompanhamento, mediante relatórios, da execução do orçamento do Cade em todos os seus aspectos; e (iii) promoção e execução de estudos. Os trabalhos realizados na Auditoria foram desenvolvidos alinhados ao Mapa Estratégico do Cade e foram executados com o foco voltado para atendimento ao PAINT 2013. Não obstante a escassez de recursos humanos, foram executadas todas as ações planejadas. 153 A equipe da Auditoria teve o número de servidores recomposto apenas em maio de 2013 quando foi lotado um Analista Técnico Administrativo em substituição ao servidor aposentado em setembro de 2012. Deste modo, a partir de 02 de maio de 2013 a equipe da auditoria passou a ser formada por: i. 1 Auditora-chefe (servidora efetiva) ii. 1 Chefe de Serviço da Auditoria (servidora efetiva) iii. 1 Analista Técnico Administrativo (servidor efetivo) iv. 1 Agente Administrativo (servidor efetivo) v. 1 Apoio Administrativo (terceirizado) As ações desenvolvidas pela Audit visando análise dos atos e fatos da gestão do Cade, ocorridos no exercício de 2013, resultaram na elaboração de 22 Relatórios de Auditoria, conforme demonstrado na tabela que se segue: Tabela 11 – Relatórios de Auditoria Item 1 2 3 4 5 6 Relatório Unidade/Objeto Auditado Escopos Examinados Análise do processo de locação do imóvel; consulta ao SPIUnet quanto à documentação de registro do imóvel no sistema, análise da estrutura de pessoal para gerir o imóvel. Analisar os processos de execução dos DLC - CONTRATOS Contratos, através de controles de Gestão PRESTADOS AO Cade emitidos pelo Fiscal, da documentação 01/2013 – POR TERCEIROS comprobatória, verificando os valores PROC. PESSOA JURÍDICA pagos, as retenções efetuadas e prestação PAGTO. PROCESSOS DE dos serviços conforme o objeto. Registros PAGAMENTO no SIAFI e SIASG. Análise direta dos processos de Dispensas e Inexigibilidades de Licitação, no intuito DLC - PROCESSOS DE AQUISIÇÃO DE de constatar o alcance da finalidade. 01/2013 – BENS E SERVIÇOS Consulta ao Siasg/SIAFI quanto à documentação de registros contábeis e de Disp. e Inex. DISPENSA E INEXIGIBILIDADE regularidade fiscal. Fundamentação legal. Publicações. Entrega e pagamento do DE LICITAÇÃO objeto contratado Analisar os processos de execução dos DLC - CONTRATOS Contratos, através de controles de Gestão PRESTADOS AO Cade emitidos pelo Fiscal, da documentação POR TERCEIROS 01/2013 – comprobatória, verificando os valores Cont. Enc. PESSOA JURÍDICA pagos, as retenções efetuadas e prestação CONTRATOS dos serviços conforme o objeto. Registros ENCERRADOS no SIAFI e SIASG. Analisar os processos de execução dos DLC - CONTRATOS Contratos, através de controles de Gestão PRESTADOS AO Cade emitidos pelo Fiscal, da documentação POR TERCEIROS comprobatória, verificando os valores 01/2013 – PESSOA JURÍDICA pagos, as retenções efetuadas e prestação Cont. Vig. CONTRATOS dos serviços conforme o objeto. Registros VIGENTES no SIAFI e SIASG. EXERCÍCIOS 2013 DLOG – 01/2013 – PATRIMÔNIO PAT. IMOB IMOBILIÁRIO 01/2013 PPP DA - ACOMPANHAR RECOMENDAÇÕES DOS ÓRGÃOS DE CONTROLE Acompanhar apresentadas para sanar apresentadas auditoria. o cumprimento das metas no plano de providências as eventuais constatações por meio de relatórios de Recursos Utilizados Análise de processo físico, elaboração de questionário e de planilhas de dados, consulta ao SPIUnet. Análise de processos físicos, planilha de check list, e utilização dos sistemas SIAPE e SIAFI. Análise de processos físicos, planilha de check list, e utilização dos sistemas Siasg/SIAFI. Análise de processos físicos, planilha de check list, e utilização dos sistemas Siasg/SIAFI. Análise de processos físicos, planilha de check list e utilização dos sistemas Siasg/SIAFI. Elaboração de questionário sobre o PPP elaborado a partir de recomendações feitas pela CGU 154 Item Relatório Unidade/Objeto Auditado Escopos Examinados Recursos Utilizados 01/2013 – Licitação DLC - PROCESSOS DE AQUISIÇÃO DE BENS E SERVIÇOS LICITAÇÕES E ADESÕES DE ATA SRP Análise de processos Análise direta dos processos de licitação e físicos, planilha de Adesão de Ata SRP, no intuito de check list, e utilização constatar o atingimento da finalidade. dos sistemas Siasg/SIAFI. 01/2013 – Rol Resp. DCONT - – ATUALIZAÇÃO DO ROL DE RESPONSÁVEIS Questionar junto à Divisão de Contabilidade sobre a regularização das Elaboração de desconformidades; Acompanhar as questionário e utilização atualizações pelo sistema Siafi. do sistema SIAFI 01/2013 DLOG DLOG ESTRUTURAS DE CONTROLES INTERNOS - DIVISÃO DE LOGÍSTICA Realizar o levantamento dos normativos e dos procedimentos internos do Conselho e Elaboração de identificar as falhas no processo de questionário e utilização trabalho e pontos de melhorias. do sistema SIAFI 10 01/2013 – ALMOX. DLOG - CONTROLE DO MATERIAL DE CONSUMO ALMOXARIFADO 11 01/2013 DCONT 12 01/2013 CGESP 13 01/2013 – Metas Orç. 14 01/2013 DLC 15 01/2013 DIOF 7 8 9 Elaboração de Avaliar os procedimentos de controles, questionário técnicas de registros, baixas, fechamentos mensais amostragem, visitas in (RMMA), documentos fiscais, estoques. loco e utilização do sistema SIAFI. Elaboração de DCONT ESTRUTURAS DE questionário e de CONTROLES Realizar o levantamento dos normativos e planilhas de dados, INTERNOS DIVISÃO dos procedimentos internos do Conselho. consulta aos Relatórios DE CONTABILIDADE Identificar as falhas no processo de de Acompanhamento de – DCONT & trabalho e pontos de melhorias Unidade Gestora e CONFORMIDADE DE utilização do sistema SIAFI. GESTÃO CGESP ESTRUTURAS DE Realizar o levantamento dos normativos e CONTROLES dos procedimentos internos do Conselho. Elaboração de INTERNOS – Identificar as falhas no processo de questionário e de COORDENAÇÃO trabalho e pontos de melhorias. planilhas de dados. GERAL DE GESTÃO DE PESSOAS Levantamento de dados e informações DIOF - EXECUÇÃO sobre a execução física e financeira de Elaboração de DAS METAS DO Cade cada programa, ação e meta do Cade por questionário e utilização CONSTANTES DO meio do Sistema SIAFI e por solicitação à do sistema SIAFI ORÇAMENTO/2013 Divisão de Orçamento e Finanças -DIOF. DLC - ESTRUTURAS Realizar o levantamento dos normativos e DE CONTROLES dos procedimentos internos do Conselho. Elaboração de INTERNOS - DIVISÃO Identificar as falhas no processo de questionário e de DE LICITAÇÃO E trabalho e pontos de melhorias. planilhas de dados. CONTRATOS DIOF - ESTRUTURAS Realizar o levantamento dos normativos e DE CONTROLES dos procedimentos internos do Conselho. Elaboração de INTERNOS DIVISÃO Identificar as falhas no processo de questionário e de DE ORÇAMENTO E trabalho e pontos de melhorias. planilhas de dados. FINANÇAS 155 Item 16 17 18 19 Relatório Unidade/Objeto Auditado 01/2013 – Apos. CGESP - PROCESSOS DE CONCESSÃO DE APOSENTADORIA E PENSÃO CGESP - PROCESSOS DE ADMISSÃO E 01/2013 – CGESP/Serv DESLIGAMENTO DE PESSOAL, CESSÃO E idores REQUISIÇÃO CGTI - ESTRUTURAS DE CONTROLES INTERNOS 01/2013 COORDENAÇÃOCGTI GERAL DE TECNOLOGIA DA INFORMAÇÃO CGESP ALTERAÇÕES REALIZADAS NA 01/2013 - FP FOLHA DE PAGAMENTOS DE PESSOAL Escopos Examinados Recursos Utilizados Acompanhar e avaliar dos processos de concessão de aposentadoria e pensão, por meio da análise documental de cada processo Análise de processos físicos, planilha de check list, elaboração de questionário e utilização do sistema SIAPE. Acompanhar e avaliar os processos de Elaboração de admissão e desligamento de pessoal, questionário e utilização cessão e requisição de pessoal por meio do sistema SIAFI. da análise documental de cada processo. Realizar o levantamento dos normativos e dos procedimentos internos do Conselho. Elaboração de Identificar as falhas no processo de questionário e de trabalho e pontos de melhorias. planilhas de dados. Comparar lançamentos com a parte documental e observar se os mesmos estão lançados corretamente de acordo com a legislação vigente, pelos sistemas SIAPE, SIAFI e Processos formalizados. Realizar o acompanhamento das inclusões/alterações da folha de pagamento de pessoal, por meio da analise dos registros mensais efetuados pela Coordenação Geral de Gestão de Pessoas - CGESP, tomando-se por base uma amostra representativa dos servidores lotados no Cade. Os exames foram realizados por meio de: Conferência dos relatórios (RMB) como registros no Sistema SIAFI; Verificação dos Termos de Responsabilidades; Verificação da existência de bens inservíveis. Essa ação de auditoria foi realizada por meio de análise de documentos e vistoria dos bens por amostragem. Análise de processos físicos, planilha de check list, elaboração de questionário e utilização dos sistemas SIAFI e SIAPE. Elaboração de questionário técnicas de amostragem, visitas in loco e utilização do sistema SIAFI. 20 01/2013 – PATRIM. DLOG - CONTROLE DE BENS MÓVEIS 21 01/2013 CARTÕES DE PAGAMET O DA - GESTÃO DO USO DOS CARTÕES DE PAGAMENTO Análise de processos Analisar os processos de Suprimento de físicos, planilha de Fundos, no intuito de constatar o check list e utilização do atingimento da finalidade. sistema SIAFI. 01/2013PCDP DLC - PROCESSOS DE CONCESSÃO DE DIÁRIAS NACIONAIS/ INTERNACIONAIS Análise de processos Analisar os processos de Concessão de físicos, planilha de Diárias, no intuito de constatar o check list e utilização atingimento da finalidade, com utilização dos sistemas SIAFI e do SCDP. SCDP. 22 Fonte: Audit/Cade Importa informar que, além das ações descritas acima, a partir da reestruturação ocorrida em função da entrada em vigor da nova Lei, a Audit prosseguiu com a revisão dos papéis de trabalho e aprimoramento das listas de verificação utilizadas como instrumento de análise processual. 156 A alta gerência toma ciência das recomendações por meio dos Relatórios Finais elaborados pela Audit e encaminhados à Presidência após todos os tramites administrativos pertinentes. É enviado ainda, ao final de cada exercício o Relatório Anual de Auditoria, contendo todas as ações realizadas, constatações e recomendações. Os resultados dos trabalhos da Audit são monitorados durante a realização de ações de auditoria ou por meio de Solicitações de Auditoria – SA ao longo do exercício. Todas as constatações e recomendações são registradas em planilha específica de modo a possibilitar o gerenciamento dos trabalhos. No exercício de 2013, as principais constatações obtidas nos relatórios da Audit abrangem os seguintes temas: (i) Restrições contábeis e ocorrências contábeis com ressalvas oriundas do sistema de patrimônio; (ii) conformidade de gestão; (iii) vício de competência; e (iv) proposta de concessão de diárias e passagens. As constatações que se referem a restrições contábeis e ocorrências contábeis com ressalvas oriundas do sistema de patrimônio foram identificadas conforme tabelas a seguir: Tabela 12 – Restrições Contábeis Ocorrência Jan Fev Mar Abr Mai Jun Jul Ago 674 - SLDS ALONG./INDEVI CONTAS TRANSIT. PAS.CIRCUL. Total Geral 0 1 1 1 1 1 0 0 0 1 Total Período 3 0 3 Fonte: Audit/Cade Tabela 13 – Ocorrências Contábeis com Ressalvas Ocorrência Jan Fev Mar Abr Mai Jun Jul Ago 634 - FALTA AVALIAÇÃO DE BENS MÓV/IMOV/INTANG/OUTROS Total Geral 0 Total Período 1 1 1 1 1 1 1 7 1 1 1 1 1 1 2 7 Fonte: Audit/Cade No que se tange às ocorrências contábeis identificadas pelos códigos 634 e 674, a Diretoria Administrativa – DA, apresentou os seguintes esclarecimentos: “Em 06 de junho de 2013, a Secretaria Executiva do Ministério da Justiça SE/MJ, por meio do Ofício nº 27/2013/DIPROG/SE/MJ, indagou esta Autarquia a respeito das supramencionadas restrições. Na ocasião, foi informado à SE/MJ, por meio do Ofício Cade nº 3074/2013, de 20 de junho de 2013, que a restrição nº 634 foi resultado da falta de avaliação dos bens móveis, uma vez que o hardware de gerenciamento de patrimônio utilizado pelo Cade encontra-se desatualizado. Por força do Acórdão TCU nº 54/2012, o Cade não pôde renovar o contrato de manutenção com a empresa que desenvolveu o referido sistema, sendo possível apenas a aquisição de novas licenças de hardware de gerenciamento de patrimônio. Contudo, diante dos elevados valores de um novo hardware vis a vis o orçamento do Cade para 2013, ainda não foi possível adquirir tal solução. Esta situação, obviamente, se agravou frente às Portarias MPOG nº 267 e 268, ambas de 2013, que reduziram o limite de empenho do Ministério da Justiça e, consequentemente, deste Conselho para o ano de 2013. Inclusive registramos o referido Ofício à SE/MJ que incluímos o valor necessário para a aquisição de novo hardware nas demandas orçamentárias para a PLOA 2014. Contudo, o pedido foi negado uma vez que a dotação do Cade a título de investimento contida na PLOA 2014 enviada ao Congresso foi reduzida em comparação ao valor da LOA 2013. 157 Contudo, como medida de solução alternativa, encontra-se em negociação junto à Universidade Federal do Rio Grande do Norte a cessão, por meio de convênio, dos módulos do SIPAC. Os documentos referentes à matéria em questão forma autuados no Convênio nº 08700.007181/2013-42. Com a eventual aquisição dos módulos do sistema em questão, será possível sanar os fatos que geraram a restrição nº 634. No que tange à restrição nº 674, conforme consta do Ofício Cade nº 3074/2013, de 20 de junho de 2013, ela foi devidamente sanada” Ficou demonstrado que a Diretoria Administrativa está providenciando meios de sanar a restrição de código 634. Enfatizamos a necessidade de solucionar o problema da aquisição do hardware de gerenciamento de patrimônio com a maior brevidade possível. No âmbito da conformidade de gestão, a constatação refere-se à identificação de 154 ocorrências de restrições dadas ao Cade provenientes da análise pela Conformidade de Registro de Gestão dos documentos hábeis emitidos pela Divisão de Orçamento e Finanças – DIOF. Da análise constatou-se que a maior incidência de restrição se refere a erro/insuficiência no campo observação dos documentos: NL/NS, NE, OB, DF, GP e DR que totalizaram 80 (oitenta) restrições o que corresponde a 52% do total de restrições dadas ao Cade. As constatações de vício de competência foram 7 (sete), detectadas nas análises dos processos e distribuídas da seguinte maneira: 3 (três) em processos de Contratos Vigentes, 2 (duas) nos processos de Aquisição de Bens e Serviços – Licitações e 2 (duas) no processos de Concessão e Prestação de Contas de Suprimento de Fundos e Cartão Corporativo. Na análise dos processos de propostas de concessão de diárias e passagens foram identificadas 28 (vinte e oito) constatações divididas em 3 (três) tipos: (i) falta de juntadas de documento, 67,85% das ocorrências; (ii) atraso na entrega de documento; 21,42% e (iii) atraso no pagamento de diárias, 10,71%. Tabela 14 – Inconsistências em PCDP Item Processo nº S.A nº PCDP nº Nacionais/ Internacionais 1 08700.003603/2013-44 17/2013 116/13 Nacional Título da Constatação Atraso na entrega de documentos Falta juntada de documento 2 08700.003603/2013-44 17/2013 122/13 Nacional Falta juntada de documento 3 08700.003603/2013-44 17/2013 125/13 Nacional Falta juntada de documento 4 08700.003603/2013-44 17/2013 126/13 Nacional Falta juntada de documento 5 08700.003603/2013-44 17/2013 133/13 Nacional Falta juntada de documento 6 08700.003603/2013-44 17/2013 137/13 Nacional Falta juntada de documento 7 08700.003603/2013-44 17/2013 140/13 Nacional Falta juntada de documento 8 08700.003603/2013-44 17/2013 142/13 Nacional Falta juntada de documento 9 08700.003603/2013-44 17/2013 145/13 Nacional Falta juntada de documento 10 08700.004205/2013-01 17/2013 158/13 Nacional Atraso no pagamento das diárias Atraso na entrega de documentos 11 08700.004713/2013-90 17/2013 171/13 Nacional 12 08700.004722/2013-80 17/2013 175/13 Nacional Falta juntada de documento Falta juntada de documento Atraso na entrega de documentos 158 Item Processo nº S.A nº PCDP nº Nacionais/ Internacionais Título da Constatação 13 08700.005183/2013-05 17/2013 185/13 Nacional Falta juntada de documento 14 08700.005185/2013-96 17/2013 187/13 Nacional Falta juntada de documento 15 08700.005186/2013-30 17/2013 188/13 Nacional Falta juntada de documento 16 08700.005187/2013-85 17/2013 189/13 Nacional Falta juntada de documento 17 08700.000104/2013-61 17/2013 4/13 Nacional Atraso na entrega de documentos 18 08700.002317/2013-28 17/2013 46/13 Nacional Atraso na entrega de documentos 19 08700.003246/2013-80 17/2013 55/13 Nacional Atraso na entrega de documentos 20 08700.010917/2012-89 15/2013 16/13 Internacional Falta juntada de documento 21 08700.010917/2012-89 15/2013 17/13 Internacional Falta juntada de documento 22 08700.00474/2013-84 15/2013 179/13 Internacional 23 08700.004348/2013-13 15/2013 192/13 Internacional Atraso no pagamento das diárias Falta juntada de documento Atraso no pagamento das diárias Falta juntada de documento Fonte: Relatório de auditoria 01/2013 - PCDP Do total dos pedidos de concessão de diárias e passagens, realizados no período de janeiro a junho, 68,30% incorreu em atraso no pedido de viagem, classificados como urgentes. No exercício de 2013, não houve manifestação de rejeição às recomendações feitas pela Unidade de Auditoria e, até o presente momento, todas as recomendações se encontram atendidas ou em fase de implementação. O acompanhamento da implementação das recomendações exaradas pela AUDIT ocorre durante a realização das ações de auditoria. Momento no qual os setores auditados respondem sobre as providências tomadas a partir de recomendações feitas anteriormente. Na condução dos trabalhos de auditoria são levantadas informações e evidências que atestem o cumprimento dessas recomendações. No exercício de 2013 a alta gerência decidiu dar prosseguimento a todas as recomendações feitas pela auditoria interna. Todas as recomendações feitas pela Audit foram acatadas e, portanto, não há ocorrência de aceitação de riscos. 159 10.3. DECLARAÇÃO DE BENS E RENDAS ESTABELECIDA NA LEI N° 8.730/93 10.3.1. SITUAÇÃO DO CUMPRIMENTO DAS OBRIGAÇÕES IMPOSTAS PELA LEI 8.730/93 Quadro 10.3.1 – Demonstrativo do cumprimento, por autoridades e servidores da UJ, da obrigação de entregar a DBR Detentores de Cargos e Funções Obrigados a Entregar a DBR Funções Comissionadas (Cargo, Emprego, Função de Confiança ou em comissão) Situação em Relação às Exigências da Lei nº 8.730/93 Obrigados a entregar a DBR Entregaram a DBR Não cumpriram a obrigação Momento da Ocorrência da Obrigação de Entregar a DBR Posse ou Início Final do do Exercício de Exercício de Final do Cargo, Cargo, Exercício Emprego ou Emprego ou Financeiro Função Função 19 17 93 19 17 93 0 0 0 Fonte: CGESP/DA 10.3.2. SITUAÇÃO DO CUMPRIMENTO DAS OBRIGAÇÕES Todos os servidores obrigados a entregar a DBR optaram por autorizar, via formulário próprio da CGESP/DA/Cade, o acesso à Declaração de Bens e Renda (IRPF), o qual foi anexado em suas pastas funcionais. Esse procedimento está previsto no §3º do artigo 1º da Portaria Interministerial MP/CGU Nº 298, de 6 de setembro de 2007, transcrito a seguir: Art. 1º. § 3º Uma vez autorizado o acesso à Declaração de Ajuste Anual do Imposto de Renda da Pessoa Física, na forma de inciso I deste artigo, não haverá necessidade de renovação anual da autorização. Desse modo, o quantitativo de servidores apresentado na coluna “Final do Exercício Financeiro” corresponde ao total de servidores que, em 31 de dezembro de 2013, estavam em exercício de cargo ou função comissionada, descontados aqueles que tiveram final do exercício em 2013. A obrigação de entregar a DBR foi atendida por meio do mencionado formulário de autorização de acesso à declaração de bens e renda. A grande diferença entre os dados apresentados neste exercício em relação ao anterior justifica-se pela entrada, em 30 de maio de 2012, do novo modelo legal estabelecido pela Lei nº 12.529/2011. Este diploma legal estruturou o SBDC, o que provocou movimentação de servidores oriundos da extinta SDE/MJ e parte da Seae/MF, além do provimento de novas funções comissionadas criadas pela lei. Por fim, essa mudança está refletida nos 115 servidores que tiveram início de exercício de cargo ou função comissionada em 2012. A exemplo de 2012, não foram realizadas análises com o objetivo de identificar divergências patrimoniais. 10.4. ALIMENTAÇÃO SIASG E SICONV A Declaração de inserção e atualização de dados no Siasg e Siconv, nos termos do subitem 9.6 da Portaria TCU nº 175/2010 encontram-se nos subitens 17.1 e 17.2 do Anexo deste Relatório (Quadros 10.5.1 e 10.5.2). 160 11. RELACIONAMENTO COM A SOCIEDADE 11.1. SERVIÇO DE ATENDIMENTO AO CIDADÃO – SIC Em 2013, o Serviço de Informações ao Cidadão do Conselho Administrativo de Defesa Econômica - SIC Cade recebeu 212 pedidos de informações. No ano anterior foram registradas 101 solicitações. No mês de fevereiro foi registrado o maior número de solicitações de informações ao SIC Cade desde a entrada em vigor da Lei de Acesso à Informação. Foram protocolados 44 pedidos e todos foram respondidos no prazo. Os pedidos de informações são distribuídos internamente por e-mail às áreas responsáveis pela elaboração das respostas. O controle dos prazos dos atendimentos é realizado por meio de planilha eletrônica. A equipe do SIC Cade tem se esforçado para cumprir o disposto no artigo 11 da Lei nº 12.527, concedendo ao cidadão acesso imediato às informações que já se encontram disponíveis. Durante o ano de 2013, não houve solicitação de informações de caráter pessoal e foram registrados 2 pedidos de recurso a respostas fornecidas pelo SIC Cade. Os recursos foram respondidos no prazo, sendo-lhes negado provimento. Canais de Informação Tabela 15 – Quantidade de pedidos recebidos por canal de atendimento E-SIC 151 E-mail institucional 58 Balcão de atendimento 4 Correspondência 1 Fonte: CGP/DA Gráfico 52 – Quantidade de pedidos recebidos por canal de atendimento 4 2% 1 0% E-SIC 58 27% E-mail institucional Balcão 151 71% Correspondência Fonte: CGP/DA 161 O canal de atendimento mais utilizado pelos cidadãos em 2013 foi o E-SIC – sistema eletrônico que permite a qualquer pessoa, física ou jurídica, encaminhar pedidos de acesso à informação para órgãos e entidades do Poder Executivo Federal. No mês de março foi registrada a primeira solicitação de informação por correspondência ao SIC Cade. Prazo Médio de Atendimento Tabela 16 – Prazo médio de atendimento, por canal de solicitação Canal de Atendimento Dias E-SIC 12 E-mail institucional 11 Balcão de atendimento 3 Correspondência 11 Fonte: CGP/DA Durante o exercício de 2013, não houve atrasos ou omissões no atendimento dos pedidos. Tipos de Pedidos Recebidos Tabela 17 – Tipos de pedidos recebidos Tipo de Pedido Qtde Informações institucionais 86 Informações processuais 39 Informações procedimentais 10 Informações para pesquisa acadêmica 33 Fonte: CGP/DA Gráfico 53 – Tipos de pedidos recebidos Pesquisa Acadêmica 20% Procedimentais 6% Institucionais 51% Processuais 23% Fonte: CGP/DA 162 Foram recebidos 30 (trinta) pedidos de informações que não eram da competência do Cade. A equipe do SIC Cade encaminhou 23 (vinte e três) destas solicitações aos órgãos responsáveis e os outros sete requerentes foram informados sobre as competências legais deste Conselho. Foram recebidos 14 (quatorze) pedidos de informações de natureza genérica ou desarrazoada. A equipe do SIC Cade informou aos requerentes as competências legais desta autarquia e esclareceu as finalidades da Lei de Acesso à Informação. Pedidos mais frequentes Em 2013, os pedidos mais frequentes foram referentes a informações institucionais deste Conselho, sobretudo a respeito das competências da autarquia na defesa da concorrência, além de solicitações de cópias de ofícios e outros documentos. Foi registrado também um número significativo de pedidos de informações sobre processos em análise ou julgados pelo Cade. 11.2. OUVIDORIA A Ouvidoria do Cade foi criada por meio da Portaria Nº 78, de 30 de julho de 2010, e tem por finalidade estabelecer e manter um canal de comunicação com o cidadão que utiliza os serviços prestados pelo Cade, por intermédio do recebimento de denúncias, reclamações, elogios e sugestões. Os canais de acesso do cidadão junto ao Cade são, basicamente, o endereço de e-mail [email protected] e, para os casos em que o cidadão optar pelo envio de correspondência, o endereço físico SEPN 515, Conj. D – Lote 4 – CEP 70770-504, Brasília/DF. Cabe destacar que a Ouvidoria do Cade não foi contemplada em sua estrutura formal (Decreto nº 7.738, de 28 de maio de 2012), desta forma e para a manutenção do serviço. O Cade designou servidores para exercerem o encardo de Ouvidor e Ouvidor Substituto, para atender às demandas nas ocasiões de afastamentos e/ou impedimentos legais do primeiro. A tabela a seguir apresenta as demandas recebidas pela Ouvidoria em 2013: Tabela 18 – Quantidade de Demandas Recebidas pela Ouvidoria – janeiro a dezembro/2013 Quantidade de Demandas Classificadas por Tipo Mês Denúncias Pedidos de Informação Elogios Reclamações Total de Sugestões Demandas Percentual Janeiro 1 0 8 10 1 20 10,31% Fevereiro 0 0 5 5 0 10 5,15% Março 1 3 11 6 0 21 10,82% Abril 0 0 12 12 0 24 12,37% Maio 0 1 12 4 0 17 8,76% Junho 3 3 6 4 0 16 8,25% Julho 5 0 9 3 0 17 8,76% Agosto 2 0 12 6 1 21 10,82% Setembro 3 0 6 1 0 10 5,15% Outubro 3 0 8 6 0 17 8,76% Novembro 2 0 10 1 0 13 6,70% Dezembro 0 0 4 4 0 8 4,12% Total 20 7 103 62 2 194 100,00% Fonte: Ouvidoria/Cade 163 Gráfico 54 – Evolução das Demandas Recebidas pela Ouvidoria – janeiro a dezembro/2013 30 24 25 21 20 21 20 17 16 17 17 15 13 10 10 10 8 5 0 Fonte: Ouvidoria/Cade No Plano Estratégico 2013 – 2016, Perspectiva Clientes, o Cade definiu como estratégia “Estruturar a Ouvidoria e o Sic-Cade”, e como meta para os próximos exercícios “Sistema de Ouvidoria Implementado”. O Cade reconhece a importância de aprimorar os mecanismos de diálogo com a sociedade e tem envidado esforços nesse sentido. 164 12. INFORMAÇÕES CONTÁBEIS 12.1. MEDIDAS ADOTADAS PARA ADOÇÃO DE CRITÉRIOS E PROCEDIMENTOS ESTABELECIDOS PELAS NORMAS BRASILEIRAS DE CONTABILIDADE APLICADAS AO SETOR PÚBLICO 12.1.1. DEPRECIAÇÃO, AMORTIZAÇÃO, EXAUSTÃO E MENSURAÇÃO DE ATIVOS E PASSIVOS a) Se a UJ está ou não está aplicando os dispositivos contidos nas NBC T 16.9 e NBC T 16.10: O Cade está aplicando parcialmente os dispositivos das NBC T 16.9 - Depreciação, Amortização e Exaustão e NBC T 16.10 - Avaliação e Mensuração de Ativos e Passivos em Entidades do Setor Público, ou seja: i. ii. O processo de amortização não foi iniciado para apuração real dos valores das contas 1.4.2.1.1.93.00 - BENFEITORIAS EM PROPRIEDADE DE TERCEIROS e 1.4.4.1.0.00.00 – HARDWARES, porque o sistema ASI (sistema de patrimônio utilizado pelo do Cade), não é adequado para efetuar tal procedimento; Em relação à depreciação, desde 2010, estamos aplicando mensalmente os dispositivos da NBC T 16.9 e NBC T 16.10. b) Justificativas em caso de resposta negativa à alínea “a” acima: O atendimento parcial dos dispositivos da NBC T 16.9 e da NBC T 16.10 decorre da falta de sistema informatizado para realizar os procedimentos de amortização das contas de Benfeitorias em Propriedade de Terceiros e de Hardwares. O procedimento de realização de Termo de Cooperação Técnica com a Universidade Federal do Rio Grande do Norte (UFRN), que permitirá a utilização de sistema informatizado, já está em andamento, e assim que for concluído, permitirá a regularização dos procedimentos pendentes no âmbito deste Conselho. c) Metodologia adotada para estimar a vida útil econômica do ativo: A metodologia adotada para estimar a vida útil dos bens permanentes é o da tabela inserida na Macrofunção SIAFI 020330, item 27, observando-se o período anual e o mensal. No entanto, o Cade efetua a depreciação mensalmente (método linear ou quotas constantes). d) A metodologia de cálculo da depreciação, amortização e exaustão: A metodologia de cálculo da depreciação é a de quotas constantes, conforme dispõe a Macrofunção SIAFI 020330, item 47, a seguir: “O método de cálculo dos encargos de depreciação a ser utilizado para toda a Administração Pública direta, autárquica e fundacional será o das quotas constantes, já que a informação deve ser consistente e comparável, devendo constar em notas explicativas”. Desde 2010, O sistema ASI – Sistema de Patrimônio do Cade, utilizado para depreciação, adotou as regras abaixo: i. ii. iii. iv. v. vi. Os bens começam a depreciar a partir de sua movimentação da conta de estoque (92) para a conta específica; Data sistêmica de início de depreciação – bens que entraram a partir de 01/2010; Possibilidade de gerar saldos acumulados para não realizar a reabertura de meses; Bens controlados e de terceiros não depreciam; Método de depreciação linear, com ajuste de dízima periódica; Vida útil em nº de meses, em virtude da contabilização mensal; e 165 vii. Contas sem associação ficarão sem referência (zero). e) As taxas utilizadas para os cálculos: As taxas e prazos utilizados para os cálculos da depreciação dos bens patrimoniais (ativo imobilizado) são: Tabela 19 – Taxas e prazos utilizados para cálculo depreciação bens patrimoniais Conta 14212.06.00 14212.12.00 14212.24.00 14212.30.00 14212.32.00 14212.33.00 14212.34.00 14212.35.00 14212.36.00 14212.42.00 Título APARELHOS E EQUIPAMENTOS DE COMUNICACAO APARELHOS E UTENSILIOS DOMESTICOS EQUIPAMENTO DE PROTECAO, SEGURANCA E SOCORRO MAQUINAS E EQUIPAMENTOS ENERGETICOS MAQUINAS E EQUIPAMENTOS GRAFICOS EQUIPAMENTOS PARA AUDIO, VIDEO E FOTO MAQUINAS, UTENSILIOS E EQUIPAMENTOS DIVERSOS EQUIPAMENTOS DE PROCESSAMENTOS DE DADOS MAQUINAS, INSTALACOES E UTENS. DE ESCRITORIO MOBILIARIO EM GERAL Vida Útil (anos) 10 10 10 10 15 10 10 5 10 10 % (a/a) 10 10 10 10 15 10 10 5 10 10 Valor Residual (%) 20 10 10 10 10 10 10 10 10 10 Fonte: CGOFL/DA f) A metodologia adotada para realizar a avaliação e mensuração das disponibilidades, dos créditos e dívidas, dos estoques, dos investimentos, do imobilizado, do intangível e do diferido: No ano de 2013, não ocorreram avaliações e mensurações de disponibilidades, dos créditos e dívidas, dos estoques, dos investimentos, do imobilizado, do intangível e do diferido. g) O impacto da utilização dos critérios contidos nas NBC T 16.9 e NBC T 16.10 sobre o resultado apurado pela UJ no exercício: Em decorrência do uso dos critérios contidos nas NBC T 16.9 e NBC T 16.10, o impacto sobre o resultado do Cade é observado à conta de variação passiva (resultado diminutivo) no valor de R$ 768.241,80, no período de janeiro a dezembro de 2013, decorrente de apropriação/registro de depreciação. O valor da depreciação acumulada até dez/2013 é igual à R$ 1.063.770,59. No exercício em questão, não ocorreram bens reavaliados/avaliados que pudessem impactar o resultado patrimonial do Cade. 12.2. DECLARAÇÃO DO CONTADOR DEMONSTRAÇÕES CONTÁBEIS ATESTANDO A CONFORMIDADE DAS A Declaração do Contador atestando a conformidade das demonstrações contábeis, nos termos do subitem 11.2 da Portaria TCU nº 175/2010 encontra-se no subitem 17.3 do Anexo deste relatório. 166 13. OUTRAS INFORMAÇÕES SOBRE A GESTÃO Nesse item, serão apresentadas outras realizações que contribuíram para a gestão da Autarquia no ano de 2013: Participação no Conselho Federal Gestor do Fundo de Direitos Difusos – CFDD: o CFDD é um órgão colegiado no âmbito da estrutura organizacional do Ministério da Justiça, instituído pela Lei nº 9.008, de 21 de maio de 1995, tem finalidade gerir o Fundo de Defesa de Direitos Difusos – FDD. O Cade é membro do Fundo, representado por dois servidores, um Conselheiro e um suplente. Consultas públicas: o Cade promoveu duas consultas públicas em 2013 e recebeu contribuições para subsidiar a alteração do Regimento Interno da Autarquia sobre normas relativas à celebração de acordos. Papers elaborados: Paper sobre Concorrência e Pobreza para a OCDE (2013) Relatório anual das atividades do Cade para a OCDE, referente ao ano de 2012 Paper sobre Concorrência no Mercado de Gás e Petróleo para a OCDE (2013) Paper sobre Buscas e apreensões em investigações para a rodada de discussões do Forum Latino Americano de concorrência da OCDE Paper sobre a Recente experiência brasileira em remédios para fusões transnacionais para a OCDE (2013) Paper sobre as medidas coercitivas do Cade na manutenção de um ambiente competitivo na indústria alimentícia brasileira para a OCDE (2013) Estudos Setorial sobre o mercado de frigoríficos Representação em eventos e organismos internacionais: Mesa redonda com líderes de agências, promovido pela Global Competition Review, em Miami (EUA) Simpósio internacional O papel da política da concorrência em mercados emergentes, que foi promovido pela Japan Fair Trade Commission, em Tóquio (Japão). Annual Chatham House Competition Policy Conference, em Londres (Inglaterra) “Regulação: Teoria e Prática”, parte do Programa de Fortalecimento da Capacidade Institucional para Gestão em Regulação – PRO-REG; “Regulação Econômica e Advocacia da Concorrência” oferecido, também, no âmbito do Programa de Fortalecimento da Capacidade Institucional para Gestão em Regulação – PRO-REG; Reuniões promovidas pelo Comitê de Concorrência da OCDE, em Paris (França); 1º Simpósio Anual organizado pela China Institute of International Antitrust and Investment – CIIAI, em Pequim (China); Undécima Escuela Iberoamericana de la Competencia organizada pela Commission Nacional de la Competencia, em Madrid (Espanha); XII Conferência Anual da ICN, em Varsóvia (Polônia); 167 Painel Around the World in 80 Minutes (Or So): Na Updatefrom Key Enforcement Agencies, em evento organizado pela American Bar Assossiation – ABA, em Washington (EUA); Reunião do grupo técnico de defesa da concorrência do Mercosul (CT-5), Montevidéu (Uruguai); Evento peer-to-peer sobre Políticas de Concorrencia en América Latina y el Caribe organizado pelo Banco Mundial e Indecopi, em Lima (Peru); Antitrust in the Americas II Conference IBRAC & ABA, promovido pela American Bar Association – ABA e pelo Instituto Brasileiro de Estudos de Concorrência, Consumo e Comércio Internacional – IBRAC, em São Paulo/SP; Curso para economistas de agências antitruste no Fordham Competition Law Institute, em Nova Iorque (EUA); Seminário Judge training in competition issues do Centro Regional da Concorrência – CRC, em Washington (EUA); Seminário intergovernamental do grupo de especialistas, organizado pela UNCTAD, em Genebra (Suíça); Curso Senior Management in Government, organizado pela Universidade de Harvard, em Cambridge (EUA); Foro Latinoamericano sobre Concorrência, em Lima (Peru); Visita institucional à Superintendencia del Control del Poder de Mercado do Equador, na cidade de Quito (Equador); ICN Unilateral Conduct Workshop, organizado pela Swedish Competition Authority, em Estocolmo (Suécia); III Reunião Anual do Grupo de Trabalho sobre Comercio e Concorrência do SELA – GTCC, em Buenos Aires (Argentina); Sétimo Simpósio Anual Global da Legislação Antitruste, em Georgetown (EUA); 40th Annual Conference on International Antitrust Law and Policy da Fordham University, em Nova Iorque (EUA); ICN Cartel Workshop, na Cidade do Cabo (África do Sul); 3rd BRICS International Competition Conference, em Nova Deli (Índia); ICN Advocacy Workshop, em Roma/Itália; Palestra “Teoria Econômica e Defesa da Concorrência”, em São Paulo/SP. 168 14. CONTRATAÇÕES DE CONSULTORES NA MODALIDADE “PRODUTO” NO ÂMBITO DOS PROJETOS DE COOPERAÇÃO TÉCNICA COM ORGANISMOS INTERNACIONAIS 14.1. CONTRATAÇÃO DE CONSULTORES NA MODALIDADE “PRODUTO” Quadro B.14.1 – Consultores Contratados na Modalidade “Produto” no Âmbito dos Projetos de Cooperação Técnica com Organismos Internacionais Valores em R$ 1,00 Identificação da Organização Internacional Cooperante Nome da Organização Sigla Programa das Nações Unidas para o Desenvolvimento Pnud Identificação do(s) Projeto(s) de Cooperação Técnica Título do Projeto Código Fortalecimento da proteção e defesa da concorrência e dos direitos do consumidor no BRA/11/008 Brasil. Informações sobre os Contratos de Consultoria na Modalidade “Produto” Código do Contrato: 2013/000047 Objetivo da Consultoria: Consultoria técnica especializada para assessorar a Presidência do Cade na área internacional. A Lei nº 12.529, de 30 de novembro de 2011, que reestruturou o Sistema Brasileiro de Defesa da Concorrência, trouxe modificações importantes para a área internacional do Conselho Administrativo de Defesa Econômica (Cade), que absorveu, em matéria de defesa da concorrência, as atividades internacionais da SDE/MJ e da Seae/MF. Em razão disto, buscou-se uma consultoria especializada internacional para assessorar a Presidência do Cade na reestruturação da área internacional, em especial, realizar estudos jurídicos em matéria de defesa da concorrência para aproveitar as experiências comparadas estrangeiras na implementação da nova legislação concorrencial do Brasil, além de capacitar os servidores do Cade no desenho de um plano de trabalho na esfera internacional. Período de Vigência Remuneração Total Previsto Total pago no Total pago até o Final Início Término no Exercício Exercício do Exercício 01/04/2013 31/03/2014 R$ 182.520 R$ 121.680 R$ 121.680 Insumos Externos 1 Passagem aérea ida-e-volta para Brasília 1 Passagem aérea ida-e-volta de Brasília para a Europa, para pesquisa de campo Produtos Contratados Data prevista de Descrição Valor entrega Elaboração de plano estratégico para participação do Cade nos 30/04/2013 R$ 7.020,00 eventos internacionais em matéria de concorrência Elaboração de projeto para o reestabelecimento da Rede Lusófona 30/04/2013 R$ 7.020,00 da Concorrência Co-coordenação do Workshop “Competition Enforcement and International Cooperation” a ser realizado no Cade nos dias 20 a 22 31/05/2013 R$ 16.380,00 de maio de 2012 para funcionários de autoridades da concorrência estrangeiras. 1º treinamento para corpo técnico do Cade com curso sobre defesa 31/07/2013 R$ 30.420,00 da concorrência na União Europeia, com carga horária de 20 horas. Elaboração de estudo comparado entre as recentes reformas R$ 30.420,00 legislativas do Brasil e na Europa em matéria de defesa da 30/09/2013 concorrência Relatório comparativo dos guidelines do Cade em matéria de defesa R$ 30.420,00 02/12/2013 da concorrência à luz das melhores práticas internacionais 2º treinamento para corpo técnico do Cade com curso sobre defesa R$ 30.420,00 31/01/2014 da concorrência na União Europeia, com carga horária de 20 horas. Elaboração de pesquisas de direito comparado em suporte a votos R$ 30.420,00 31/03/2014 de Conselheiros e pareceres da Superintendência-Geral. Total Previsto no Contrato R$ 182.520 169 Consultor Contratado Nome do Consultor: Mariana da Conceição Madeira Tavares CPF: Passaporte nº G664479 Observações sobre a Execução Físico/Financeira do Contrato: O contrato foi encerrado antecipadamente; porém, a área responsável pela consultoria relatou que não houve prejuízo ao Cade. Houve dois produtos cancelados, o nº 7 (2º treinamento para corpo técnico do Cade) e o nº 8 (Elaboração de pesquisas de direito comparado em suporte a votos de Conselheiros e pareceres da Superintendência-Geral). Como nenhum dos dois produtos chegou a ser iniciado e, portanto, não foi pago, não houve prejuízo material ao Cade. O produto 7 visava o treinamento dos novos Especialistas em Políticas e Gestão Governamental do Cade que chegariam à autarquia, mas, em razão do atraso no cronograma do Concurso, o curso tornou-se inviável para a data prevista; além disso, como houve uma primeira edição do Curso, os servidores que o acompanharam podem realizar a segunda edição. O Produto 8 poderá ser objeto de eventual novo edital e contrato, com entrega por parte de outro consultor. Informações sobre os Contratos de Consultoria na Modalidade “Produto” Código do Contrato: 2013/000057 Objetivo da Consultoria: Consultoria técnica especializada à Presidência do Cade para elaboração de pareceres de avaliação dos artigos submetidos à Revista de Defesa da Concorrência, bem como elaboração de relatório de pesquisas em suporte a contribuições escritas (papers) submetidas a fóruns internacionais em matéria de defesa da concorrência. De acordo com a nova linha editorial, os artigos submetidos à Revista devem ser avaliados por especialistas externos ao Cade. Além da publicação de uma revista institucional, o Cade tem tradicionalmente preparado contribuições escritas (papers) a convite de diferentes organizações internacionais (em especial, a Organização para a Cooperação e Desenvolvimento Econômico – OCDE) para a promoção da legislação, jurisprudência e atualidades brasileiras em matéria de defesa da concorrência. Enquanto a reformulação da Revista procurou aumentar a qualidade média dos artigos publicados na Revista e dar maior visibilidade aos debates relacionados à política de defesa da concorrência no Brasil, as contribuições escritas (papers) preparadas pelo Cade promovem no exterior a legislação, a jurisprudência e as atualidades brasileiras em matéria de defesa da concorrência. Período de Vigência Remuneração Total Previsto Total Previsto Total pago no Total pago até o Final Início Término no Contrato no Exercício Exercício do Exercício 15/03/2013 28/02/2014 R$ 36.000,00 R$ 32.000,00 R$ 32.000,00 R$ 32.000,00 Insumos Externos Não há Produtos Contratados Data prevista de Descrição Valor entrega Relatório de pareceres de avaliação dos artigos submetidos à 1ª 30/04/2013 R$ 10.000,00 edição da Revista de Defesa da Concorrência editada pelo Cade. Relatório de sistematização dos artigos selecionados para a 1ª 01/07/2013 R$ 4.000,00 edição da Revista de Defesa da Concorrência editada pelo Cade. Relatório de pesquisas legislativas e jurisprudenciais em suporte à 30/08/2013 R$ 4.000,00 contribuição escrita do Cade para o encontro da OCDE do 2º semestre de 2013. Relatório de pareceres de avaliação dos artigos submetidos à 2ª 31/10/2013 R$ 10.000,00 edição da Revista de Defesa da Concorrência editada pelo Cade. Relatório de sistematização dos artigos selecionados para a 2ª 31/12/2013 R$ 4.000,00 edição da Revista de Defesa da Concorrência editada pelo Cade. Relatório de pesquisas legislativas e jurisprudenciais em suporte à 28/02/2014 R$ 4.000,00 contribuição escrita do Cade para o encontro da OCDE do 1º semestre de 2014. Consultor Contratado Nome do Consultor: Nitish Monebhurrun CPF: 701.724.771-07 Observações sobre a Execução Físico/Financeira do Contrato: não há observações a relatar até o momento. O contrato foi executado ao longo de 2013 sem percalços, com a entrega dos produtos seguindo o cronograma planejado. 170 14.2. ANÁLISE CRITICA Em 20 de setembro de 2011, foi assinado termo de cooperação entre a SDE/MJ e o Programa das Nações Unidas para o Desenvolvimento – Pnud, visando à realização do projeto BRA/11/008 - Fortalecimento da Proteção e Defesa da Concorrência e dos Direitos do Consumidor no Brasil. Estabeleceu-se como objetivo principal do projeto proporcionar à SDE/MJ, no período de 2011 a 2014, instrumentos de estudo e planejamento, com foco na transferência de conhecimento, para aperfeiçoar os seus processos de trabalho. Considerou-se, especialmente, a contratação de análises, estudos e consultorias especializadas que pudessem contribuir em um contexto de iminentes mudanças que eram esperadas, à época, diante da expectativa da aprovação do Projeto de Lei nº 3.937-D, que viria a ser a Lei nº 12.529/2011. As mudanças específicas trazidas pela nova lei quanto ao funcionamento e competências do SBDC foram acompanhadas da extinção da SDE/MJ, órgão titular e responsável pelo Projeto BRA/11/008, o que inviabilizou o seu pronto e regular prosseguimento até o momento da readequação do arranjo de gestão entre do Cade, a Senacon e o Pnud, objeto de revisão substantiva concluída ao final de 2012. Sobre o novo arranjo de gestão, a Senacon passa a ser responsável pela execução do Resultado 2 (Sistema Nacional de Defesa do Consumidor Fortalecido), e o Cade, responsável pelo Resultado 1 (Ambiente de defesa da concorrência consolidado no país). A implementação dos recursos previstos no Resultado 3, por se tratar da gestão eficiente do projeto, continuará sendo de responsabilidade do Pnud (linha 1981, conforme previsto no documento de projeto originalmente aprovado), a partir da demanda do Cade e da Senacon e com monitoramento compartilhado entre os dois órgãos. Em 2013, o Cade retomou a execução dos produtos referentes ao Resultado 1, que se baseiam no fortalecimento do conhecimento jurídico do SBDC, ampliação da expertise do SBDC na área econômica e na expansão de capacitação de seus servidores. Destacam-se as seguintes atividades: Contratação de Consultor para fortalecimento da Assessoria Internacional do Cade, cujos produtos englobam: (i) capacitação sobre cooperação técnica internacional e defesa da concorrência na União Europeia; (ii) elaboração de estudos comparativos das reformas legislativas Brasil-Europa; (iii) elaboração de estudos de direito comparado para suporte às atividade de instrução e julgamento do Conselho; Contratação de Consultor para emissão de pareceres dos artigos submetidos à Revista do Cade, importante instrumento de difusão da cultura da concorrência, e elaboração de papers que subsidiaram a participação do Cade nos encontros temáticos da OCDE; Lançamento de seleção para contratação de Consultor para suporte ao Projeto Cade sem Papel, meta transversal do Plano Estratégico e do PPA 2012-2015. Essa consultoria tem por objetivo auxiliar na automatização do processo de gestão processual por meio do desenho e especificação do sistema e acompanhamento de sua execução; Suporte técnico às áreas do Cade para a elaboração de Termos de Referência, para garantir o alinhamento entre as demandas apresentadas, os objetivos do PRODOC, os produtos descritos na matriz lógica e o referencial estratégico do Cade; Capacitação da equipe por meio de oficina ministrada pelo Pnud; e Mapeamento dos fluxos de trabalho necessários à implantação da gestão do PRODOC. 171 De forma geral, o PRODOC contribuiu para o fortalecimento institucional do Cade, em especial no seu posicionamento frente a autoridades da concorrência de outras jurisdições. Essa contribuição torna-se especialmente relevante em face do reconhecimento externo obtido pela Autarquia, cujo marco foi a escolha do Presidente do Cade para a vice-presidência da ICN, principal instância de interação internacional das agências antitruste. Um importante projeto é o Cade sem Papel, contemplado no PPA na meta de implementação do sistema de notificação e tramitação eletrônica dos processos administrativos e essencial para a eficiência na gestão processual. A Contratação de consultoria especializada para esse projeto contribui diretamente para os resultados da Autarquia, uma vez que agrega competência essencial para o desenho de um sistema processual que efetivamente atenda às necessidades do Cade. Outro resultado importante foi o suporte à difusão da cultura da concorrência, em especial o apoio à Revista do Cade e a redação de papers para os encontros internacionais de organizações relevantes na defesa da concorrência, como a OCDE e a própria ICN. Ressalta-se que uma preocupação presente nas demandas de contratação é o enfoque na transferência de conhecimento, de forma que a organização apreenda a competência desejada e possa replicá-la no futuro. Essa preocupação reflete-se tanto na construção dos produtos do Resultado 1 quanto na previsão de capacitação da equipe do Cade nos Termos de Referência elaborados. Dessa forma, entende-se que o PRODOC é instrumento importante de avanços para a Autarquia, apoiando no curto e médio a consecução das metas elencadas no PPA 2012-2015 e no Plano Estratégico, e no longo prazo, a incorporação de competências que fortalecerão o Cade ao longo do tempo. 172 15. GESTÃO DAS ATIVIDADES RELACIONADAS À ARRECADAÇÃO DAS MULTAS APLICADAS, BEM COMO AO REGISTRO DOS INADIMPLENTES NO CADASTRO INFORMATIVO DE CRÉDITOS NÃO QUITADOS DO SETOR PÚBLICO FEDERAL – CADIN E NA DÍVIDA ATIVA O Cade concentra o seu poder arrecadatório em um mesmo setor, a saber, a Procuradoria Federal Especializada junto ao Cade – PFE/Cade. É a Procuradoria que, em linhas gerais, instrumentaliza os pagamentos espontâneos de multas, inscreve em dívida ativa no Cadin, executa as multas não espontaneamente recolhidas nem ativamente contestadas, defende a validade das decisões que impõem multas e estão sendo objeto de contestação judicial ativa pela parte multada. Não há contratação de terceiros para a realização dessas atividades. A PFE/Cade utiliza-se do Sistema de Apoio ao Sistema Administrativo – SISAPA, além de planilhas de imposição de multas, para o adequado controle e gerenciamento das multas impostas e arrecadadas pela autarquia. Uma vez aplicada uma multa de caráter sancionador, há, basicamente, três caminhos para a sua efetiva arrecadação: i. a parte multada cumpre voluntariamente sua obrigação e paga a multa no prazo legal; ii. a parte multada não cumpre espontaneamente sua obrigação no prazo legal e quedase inerte em relação ao seu direito de perseguir em juízo a anulação do ato que deu origem à multa, obrigando o órgão público a iniciar um processo judicial de cobrança; iii. a parte multada não somente não cumpre espontaneamente sua obrigação no prazo legal, como também procura ativamente a anulação, pelo Poder Judiciário, do ato que deu origem à multa. Transcorrido o prazo fixado pelo Tribunal Administrativo do Cade para pagamento da multa, o Setor de Cumprimento de Decisões – SCD, órgão atualmente integrante da estrutura da PFE/Cade, encaminha os autos à Superintendência-Geral da autarquia, que promove, por sua vez, a expedição de ofício administrativo com vistas à comprovação do eventual pagamento, fixando prazo para o cumprimento da medida. Decorrido o prazo fixado, e constatado o não cumprimento espontâneo, a PFE/Cade procede imediatamente à inscrição do crédito em dívida ativa, bem como à comunicação da mora aos sistemas de cadastro de inadimplentes mantidos pela administração federal – assim como à parte multada – e, por fim, realiza o imediato ajuizamento da execução fiscal da multa. Em conclusão, é importante afirmar que a verificação do cumprimento espontâneo da decisão é realizada pela Superintendência-Geral do Cade, com o auxílio do Setor de Cumprimento de Decisões da Procuradoria Federal junto à autarquia, nos termos da Resolução nº 6, de 3 de abril de 2013, do Cade. As demais providências em questão, incluindo a inscrição em dívida ativa, a inscrição no Cadin e a propositura de ações judiciais voltadas à cobrança das multas impostas pelo Cade são adotadas exclusivamente pela Procuradoria Federal junto ao Cade. De acordo com a sistemática de trabalho adotada pela Procuradoria, as medidas voltadas à cobrança das multas aplicadas pelo Cade são tomadas em caráter virtualmente imediato. Ou seja, findo o prazo para pagamento espontâneo da multa, em regra, o ajuizamento da execução fiscal para cobrança em juízo dá-se em questão de dias. Atualmente, todas as multas do Cade – de qualquer natureza – não suspensas por ordem judicial estão devidamente inscritas em cadastro próprio e são objeto de execuções fiscais ajuizadas. 173 Pode-se afirmar que, no que se refere à tempestividade da cobrança administrativa e judicial, o trabalho desenvolvido pelo Cade e sua Procuradoria é completamente coerente com a maximização da capacidade arrecadatória do órgão e do poder dissuasório da política de defesa da concorrência que esta autarquia executa. Diante do exposto, tem-se que as medidas de aperfeiçoamento das atividades de cobrança judicial e extrajudicial do Cade, realizadas por meio da Procuradoria Federal Especializada junto ao Cade, no último exercício, envolveram: i. O aprimoramento dos serviços prestados no sentido de auxiliar as partes que tenham a intenção de realizar pagamentos voluntários; ii. A conexão entre a análise de cumprimento de decisão, exercida pelo Setor de Cumprimento de Decisões da Procuradoria e pela Superintendência-Geral do Cade, com o Setor Contencioso da Procuradoria, responsável pelo ajuizamento de execuções fiscais, de modo a se permitir uma reação rápida do Cade no caso de não pagamento das multas no prazo legal; iii. A realização de correição interna voltada a garantir que nenhum crédito deixe de ser executado de forma célere; iv. O fortalecimento dos programas de negociação de Termos de Compromisso de Cessação – TCC e de acordos judiciais. Além disso, há de se registrar que a inclusão do controle dos processos judiciais no Sistema Integrado de Controle das Ações da União – SICAU/AGU, adotado no último exercício, teve o efeito de tornar ainda mais organizado o controle da cobrança das multas aplicadas pelo Cade, além de permitir a vinculação do controle das execuções judiciais propostas com eventuais ações ordinárias intentadas com vistas à reversão da decisão proferida pela autarquia. No que concerne ao Cade, ocorre de, antes mesmo de esgotado o prazo para cumprimento espontâneo desta obrigação, as partes se dirigirem ao Poder Judiciário para obstar a capacidade de cobrança do órgão público. Quanto ao ponto, há de se registrar que, no último exercício, os esforços estiveram voltados a evitar a declaração de suspensão judicial das multas impostas pelo Cade ou, se houver declaração judicial, de assegurar que a suspensão tenha se dado através da apresentação de garantia idônea no valor da multa aplicada. Em coerência com este entendimento, a Procuradoria Federal Especializada junto ao Cade tem como meta declarada impedir que toda e qualquer liminar a ser apreciada em processos contra o Cade não seja apreciada sem que antes o Cade seja ouvido pelo juiz competente. A arrecadação total do Cade no ano de 2012 correspondeu a R$ 45.420.598,97 (quarenta e cinco milhões, quatrocentos e vinte mil, quinhentos e noventa e oito reais e noventa e sete centavos). No ano de 2013, esse montante aumentou para R$ 91.815.492,10 (noventa e um milhões, oitocentos e quinze mil, quatrocentos e noventa e dois reais e dez centavos). O aumento da arrecadação, evidenciado no último exercício, permite a conclusão de que as medidas adotadas no último exercício financeiro revelaram-se eficazes na gestão das multas aplicadas pela autarquia e apontam para a necessidade de intensificá-las e aprimorá-las nos exercícios vindouros. As tabelas, a seguir, apresentam os dados relativos à arrecadação das multas aplicadas, bem como ao registro dos inadimplentes no Cadin e na dívida ativa, no exercício. 174 Tabela 20 – Pendências de Inscrição no Cadin INADIMPLENTES DE INSCRIÇÃO NO CADIN Item 31/12/2012 31/12/2013 Quantidade de devedores de multas exigíveis, definitivamente constituídas, pendentes de inscrição no Cadin 0 32 Total de devedores de multas exigíveis, definitivamente constituídas, que estão inscrito no Cadin somado aos devedores pendentes de inscrição no Cadin (item anterior) 0 40 Percentual (em relação aos valores das multas cujos devedores estão inscritos no Cadin somado aos das multas contra devedores pendentes de inscrição no Cadin) 0% 80 % Valor das multas exigíveis, definitivamente constituídas, pendentes de inscrição no Cadin R$ 139.707,18 R$ 45.682.044,22 Valor das multas exigíveis, definitivamente constituídas, que estão inscritos no Cadin somado aos devedores pendentes de inscrição no Cadin (item anterior) R$ 7.216.151,95 R$ 54.570.034,17 Percentual (em relação aos valores das multas cujos devedores estão inscritos no Cadin somado aos das multas contra devedores pendentes de inscrição no 1,94 % 83,71 % Cadin) Fonte: PFE/Cade Obs: 1- Os montantes referentes a cada exercício indicam a quantidade de devedores pendentes de inscrição no Cadin no ano em análise, bem como os valores relativos às multas pendentes de inscrição; 2- Não são consideradas como "multas pendentes de inscrição no Cadin" as situações em que os devedores já foram notificados e ainda não houve o transcurso do prazo legal de 75 dias (art. 2º, §2º, da Lei 10.522/2001) para serem inscritos; e os casos de devedores com débitos cuja soma seja inferior a R$ 1.000,00 (art. 1º, inciso I, da Portaria STN 685, de 14/09/2006 e art. 2º da Portaria PGFN 810, de 13/05/20090; 3 - Na segunda e na quinta linhas, serão consideradas os devedores inscritos no Cadin e os pendentes de inscrição no Cadin. Tabela 21 – Multas Não Constituídas Definitivamente Quantidade de Multas Ainda não Constituídas Definitivamente (sem Trânsito em Julgado Administrativo) Exercício 2013 Item Referentes a multas aplicadas Até 2011 Em 2012 Em 2013 Total Quantidade de multas com recurso administrativo pendente de julgamento 0 5 1 6 Quantidade de multas aplicadas 0 24 30 54 Percentual (em relação ao total de multas) 0,00 % 20,8 3 % 3,33 % 11,11 % Valor das multas com recurso administrativo pendente de julgamento 0,00 R$ 7.448.700,00 R$ 293.881.001,78 R$ 301.329.701,78 Valor das multas aplicadas 0,00 R$ 113.732.086,76 R$ 503.227.981,34 R$ 616.960.068,10 0,00 % 6,55 % 58,4 0 % 48,84 % Percentual (em relação ao total de multas) 175 Fonte: PFE/Cade Obs.: 1 - Os montantes referentes a cada exercício devem indicar a quantidade de multas que constarão como suspensas administrativamente na data de 31/12/2013, discriminada segundo o exercício da aplicada da multa; 2 - Para o cálculo do percentual, o montante dever ser considerado em relação ao total de multas aplicadas em cada exercício (ex.: total de multas aplicadas em 2009). Tabela 22 – Arrecadação (Montante financeiro) ARRECAÇÃO Exercício 2013 Item Referentes a multas aplicadas Até 2009* Em 2010* Em 2011* Em 2012* Em 2013 Total Valor arrecadado 2.890.996,98 0,00 0,00 1.749.271,25 3.099.958,20 7.740.226,43 Valor arrecadado com TCC e ACC Indisponível 18.700.893,94 17.490.974,70 40.823.014,71 74.194.319,88 151.209.203,23 Valor das multas exigíveis e definitivamente constituídas em cada Percentual do montante financeiro total recolhido (em relação ao total de multas que são exigíveis) 379.342.506,24 2.341.479.020,30 13.399.634,41 106.283.386,76 209.346.979,56 3.049.851.527,27 0,76 % 0,80 % 130,53 % 40,06 % 36,92 % 5,21 % Exercício 2012 Item Referentes a multas aplicadas Até 2009** Em 2010** Em 2011** Em 2012** Total Valor arrecadado 7.595.370,42 678.373,46 4.771.394,10 1.749.271,25 14.794.409,23 Valor arrecadado com TCC Indisponível 18.700.893,94 17.490.974,70 40.823.014,71 77.014.883,35 379.342.506,24 2.341.479.020,30 13.399.634,41 106.283.386,76 2.840.504.547,71 Valor das multas exigíveis e definitivamente constituídas em cada Percentual do montante financeiro total recolhido (em relação ao 2,00 % 0,83 % 166,14 % 40,06 % 3,23 % total de multas que são exigíveis) Fonte: PFE/Cade * Não serão consideradas como "multas exigíveis e definitivamente constituídas" as que tiverem sido pagas antes de 31/12/2012; ** Não serão consideradas como "multas exigíveis e definitivamente constituídas" as que tiverem sido pagas antes de 31/12/2011. 176 Tabela 23 – Arrecadação (quantidade de multas) ARRECAÇÃO Exercício 2013 Referentes a multas exigíveis e definitivamente constituídas Item Quantidade arrecadadas de Até 2009* multas Quantidade de multas exigíveis e definitivamente constituídas Percentual da quantidade multas arrecadadas de Em 2010* Em 2011* Em 2012* Em 2013 Total 13 0 0 15 71 99 66 30 26 19 30 171 19,7 % 0% 0% 78,95 % 236,67 % 57,89 % Exercício 2012 Referentes a multas aplicadas Item Quantidade arrecadadas de Até 2009** multas Quantidade de multas exigíveis e definitivamente constituídas Em 2010** Em 2011** Em 2012** Total 12 1 23 15 51 66 30 26 19 141 Percentual da quantidade de 18,18 % 3,33 % 88,46 % 78,95 % 36,17 % multas arrecadadas Fonte: PFE/Cade * Não serão consideradas como "multas exigíveis e definitivamente constituídas" as que tiverem sido pagas antes de 31/12/2012; ** Não serão consideradas como "multas exigíveis e definitivamente constituídas" as que tiverem sido pagas antes de 31/12/2011. Tabela 24 – Multas com Exigibilidade Suspensa por Decisão Judicial QUANTIDADE DE MULTAS COM EXIGIBILIDADE SUSPENSA POR DESCISÃO JUDICIAL Item Referentes a multas definitivamente constituídas e não pagas – até 2013 Quantidade de multas definitivamente constituídas e com exigibilidade suspensa por decisão judicial e não pagas 2 Total da multas definitivamente constituídas e não pagas Percentual Valor das multas definitivamente constituídas e com exigibilidade suspensa por decisão judicial e não pagas Valor das multas exigíveis e definitivamente constituídas e não pagas Percentual 31 6,45 % R$ 42.162.994,93 R$ 209.346.979,56 20,14 % Fonte: PFE/Cade Obs.: São considerados os valores nominais (sem atualização monetária, multa de mora e encargos legais). 177 Tabela 25 – Prazo de duração de processos com multas recolhidas nos anos de 2012 e 2013 DURAÇÃO DO PROCESSO Exercício 2013 Item Multas de processos administrativos concluídos em 2013 e iniciados: Até 2009 Quantidade de multas Valor das multas Em 2010 Em 2011 9 1 111.048.397,20 63.846,00 Em 2012 7 Em 2013 7 Total 30 54 727.759,14 1.892.084,42 209.346.979,56 323.079.066,32 Exercício 2012 Item Referentes a multas aplicadas Até 2009 Quantidade de multas Valor das multas Em 2010 Em 2011 Em 2012 Total 9 4 8 7 28 7.363.157,10 2.240.799,74 3.503.791,54 1.892.084,42 14.999.832,80 Fonte: PFE/Cade Obs.: Devem ser informadas quantas multas de processos administrativos sancionatório concluídos em 2012 e 2013, e os respectivos valores dessas multas, separando de acordo com o ano de início do processo administrativo. Tabela 26 – Arrecadação em Relação às multas Aplicadas (Montante financeiro) ARRECAÇÃO Exercício 2013 Item Valor arrecadado Valor das multas exigíveis e definitivamente constituídas em cada Percentual do montante financeiro total recolhido (em relação ao total de multas que são exigíveis) Até 2009* 2.890.996,98 379.342.506,24 0,76% Em 2010* Referentes a multas aplicadas: Em 2011* Em 2012* Em 2013 0,00 Total 0,00 1.749.271,25 3.099.958,20 7.740.226,43 2.341.479.020,30 13.399.634,41 106.283.386,7 6 209.346.979,5 6 2.670.509.021,03 1,65% 1,48% 0,29% 0% 0% Exercício 2012 Item Valor arrecadado Valor das multas exigíveis e definitivamente constituídas em cada Percentual do montante financeiro total recolhido (em relação ao total de multas que são exigíveis) Fonte: PFE/Cade Até 2009** 7.595.370,42 Referentes a multas aplicadas Em 2010** Em 2011** Em 2012** Total 678.373,46 4.771.394,10 1.749.271,25 14.794.409,23 379.342.506,24 2.341.479.020,30 13.399.634,41 106.283.386,76 2.840.504.547,71 35,61% 1,65% 0,52% 2,00% 0,03% 178 Tabela 27 – Arrecadação em Relação às multas Aplicadas (Quantidade de Multas) Item Quantidade de multas arrecadadas Quantidade de multas exigíveis e definitivamente constituídas Percentual da quantidade de multas arrecadadas Item Quantidade de multas arrecadadas Quantidade de multas exigíveis e definitivamente constituídas Percentual da quantidade de multas arrecadadas Fonte: PFE/Cade ARRECAÇÃO Exercício 2013 Referentes a multas aplicadas: Em 2010* Em 2011* Em 2012* Em 2013 Até 2009* Total 13 0 0 15 7 35 66 30 26 19 30 171 19,7 0 0 78,95 23,33 20,47 Exercício 2012 Referentes a multas aplicadas Em 2010** Em 2011** Em 2012** Até 2009** Total 12 1 23 15 51 66 30 26 19 141 18,18 3,33 88,46 78,95 36,17 179 16. RESULTADOS E CONCLUSÕES 16.1. ATUAÇÃO FRENTE AOS OBJETIVOS ESTRATÉGICOS TRAÇADOS PARA O EXERCÍCIO DE 2013 Os Objetivos Estratégicos do Cade, definidos pelo Plano Estratégico 2013-2016, são: Assegurar decisões técnicas, independentes e céleres Estabelecer e implementar políticas de Defesa da Concorrência Difundir a Cultura da Concorrência no Brasil e ser referência Internacional Representar os interesses do Brasil perante fóruns e agências antitruste internacionais Assegurar a prestação de serviços de qualidade à sociedade Manter interação técnica de alto nível com organismos internacionais e demais órgãos da Administração Pública brasileira Processar adequadamente as demandas dos servidores e colaboradores internos Aprimorar os processos de trabalho e de gestão com vistas à excelência operacional Aprimorar a Comunicação Interna e Externa Assegurar recursos humanos capacitados e adequados às necessidades do Cade Assegurar adequado suporte logístico às necessidades do Cade Promover o uso integrado de informações Em resumo, o Cade definiu como prioridade para o ano de 2013: (i) Julgamento de casos relevantes para a economia brasileira com eficiência e qualidade técnica; (ii) Continuidade da agenda normativa; (iii) Fortalecer a política de combate a condutas anticompetitivas, com prioridade no combate a cartéis; (iv) Uso integrado de informações; (v) Aprimoramento dos processos de accountability e transparência; (vi) Continuidade da agenda de difusão da cultura da concorrência; e (vii) Instituição da agenda de excelência operacional, com foco no aprimoramento dos processos de trabalho e de gestão. As principais ações desenvolvidas em 2013 foram: 1) Julgamento de 643 processos, sendo 77 processos de apuração de condutas anticompetitivas e 447 Atos de Concentração – AC; 2) Celebração de 53 Termos de Compromisso de Cessação – TCC. Os valores recolhidos em razão dos acordos celebrados em 2013 somaram R$ 41,6 milhões; 3) Realização de duas operações de busca e apreensão relativas a investigações de condutas em setores fundamentais da economia (farinha de trigo e metrô), atingindo 29 locais distribuídos em seis Estados. 4) Reativação do Programa de Intercâmbio do Cade – PinCade, voltado para estudantes de graduação e pós-graduação de todo o país com o objetivo de promover a cooperação científica e estimular discussões e estudos acadêmicos sobre o tema; 5) Realização da primeira edição do PinCade Internacional, voltada para servidores de agências antitruste de outras jurisdições com o foco de ampliar a cooperação internacional e a troca de experiências; 6) Lançamento do Boletim do Cade, contendo as principais ações realizadas pela autarquia e os números referentes aos atos processuais do período; 7) Reedição da Revista de Defesa da Concorrência, com publicação eletrônica semestral de artigos científicos que tratem de política antitruste sob as óticas de áreas como Direito, Economia, e Relações Internacionais; 180 8) Lançamento do livro “Defesa da concorrência no Brasil – 50 anos”, encerrando o calendário comemorativo pelo cinquentenário do Cade - Projeto Cade 50 Anos; 9) Realização do o seminário “Fronteiras da Defesa da Concorrência”, que abordou a relação da política antitruste com temas específicos como o desenvolvimento econômico, a política industrial, a política regulatória e o Poder Judiciário, também no bojo do Projeto Cade 50 Anos; 10) Realização do seminário internacional “A Defesa da Concorrência e o Poder Judiciário”, promovido pelo Cade, a Associação dos Juízes Federais do Brasil – Ajufe e o Centro de Estudos de Direito Econômico e Social – Cedes para debater temas relacionados ao Direito Concorrencial e à aplicação da Lei nº 12.529/11; 11) Publicação do Plano Estratégico do Cade para o período de 2013 a 2016 na internet, com versões em português em inglês; 12) Revisão das normas relativas à celebração de compromissos de cessação de condutas com alteração do Regimento Interno do Cade – RICADE, após consulta pública; 13) Modernização do Laboratório de TI Forense do Cade, com aumento da capacidade de processamento de informação, o que renderá investigações sobre infrações à ordem econômica mais robustas e céleres; 14) Realização de Audiência Pública sobre os impactos concorrenciais da importação de pré-forma de garrafas PET (uma peça em forma de tubo que é posteriormente inflada para chegar à embalagem final de PET), com a participação de palestrantes de diversos órgãos ligados à temática; 15) Celebração de Acordos de Cooperação Técnica – ACT com outros órgãos e entidades, como o DPF/MJ, BNDES, Anvisa, ANS, ANP, AJUFE, e CEDES; 16) Celebração de acordos de cooperação internacional com a Superintendencia de Control del Poder de Mercado – SCPM do Equador. Outros quatro acordos estão em fase de aprovação; 17) Participação nas reuniões do Comitê de Concorrência e Grupos de Trabalho de Concorrência da OCDE, nos meses de fevereiro, junho e outubro, com envio de servidores, contribuições escritas e participações ativas durante os encontros, dentre outras participações em importantes eventos internacionais em matéria de defesa da concorrência; 18) Realização de curso de Media Training para as autoridades do Cade, em parceria com o Ministério da Justiça; 19) Realização do 1º Circuito Saúde & Bem-Estar, em parceria com a Fundação de Seguridade Social – GEAP, com o objetivo de promover ações de qualidade de vida e prevenção à saúde dos servidores e colaboradores do Cade; 20) Lançamento do Projeto Cade Sustentável, para promover o uso racional de recursos naturais e incentivar a adoção de atitudes sustentáveis; 21) Construção da Cadeia de Macroprocessos do Cade e mapeamento de 12 processos de trabalho considerados críticos para a Autarquia; 22) Publicação de edital de concurso público para provimento de 26 cargos do PGPE; 23) O novo processo de análise de atos de concentração foi selecionado como uma das dez iniciativas premiadas pela 18ª edição do Concurso Inovação na Gestão Pública Federal, promovido pela Escola Nacional de Administração Pública – Enap; 181 24) O Cade recebeu quatro estrelas no ranking realizado anualmente pela revista britânica Global Competition Review – GCR, especializada em política de concorrência e regulação, referente ao desempenho no ano de 2012. Com as quatro estrelas, o Cade ficou classificado em oitava colocação entre as melhores agências antitruste do mundo; e 25) O Cade foi eleito parte do Quadro Diretor do Centro Regional da Concorrência – CRC, e o presidente do órgão assumiu o posto de vice-presidente da International Competition Network – ICN. Como efeitos positivos dessas ações sobre os objetivos estratégicos do Cade podem-se citar: Celeridade do julgamento de atos de concentração; Diversidade de setores e aumento de complexidade das investigações de infrações à ordem econômica; Redução do estoque de processos de um modo geral, o que favorece a melhoria da análise técnica; Projeção nacional e internacional, em especial na mídia brasileira após casos de grande repercussão; Aumento do índice de decisões favoráveis ao Cade na esfera judicial; Melhoria da análise de casos envolvendo empresas e grupos multinacionais em razão do intercâmbio de informações e documentos com autoridades de concorrência de outras jurisdições propiciado pelos acordos de cooperação; e Melhoria da performance geral da Autarquia em razão do alinhamento às boas práticas internacionais. As principais dificuldades enfrentadas em 2013 para a realização dos objetivos relacionam-se às falhas estruturais, principalmente a escassez de servidores e a incompatibilidade dos patamares orçamentários atuais para a atuação da Autarquia. As principais medidas tomadas para mitigar as dificuldades encontradas foram: Formalização da demanda de alocação de novos cargos PGPE para o Cade, e autorização de concurso público para seu provimento11; Formalização da demanda de alocação de 50 servidores da carreira de EPPGG no Cade12; Solicitação de suplementação do orçamento de 2013 e ampliação do orçamento do Cade para 201413; Priorização de investimentos em projetos de boa relação custo x benefício (como o Laboratório Forense da SG); Corte de despesas discricionárias, tais como: - Despesas com capacitação do corpo funcional; - Diárias e passagens (insumos essenciais para a realização de operações de busca e apreensão e para a participação em eventos externos); 11 A ampliação do quadro não foi aprovada, porém o MPOG autorizou a realização de concurso para provimento dos cargos vagos existentes no Cade. 12 A demanda não foi atendida em 2013, pois o concurso promovido pelo MPOG foi suspenso por decisão judicial. 13 A ampliação autorizada representa cerca de 5% do valor solicitado pelo Cade. 182 - Ordens de serviço para fábrica de hardware (que desenvolve o sistema de informação relativo ao Projeto Cade sem Papel); - Investimentos em projetos que possam ampliar as despesas correntes no futuro (como a Escola Nacional de Defesa da Concorrência14); - Transferências voluntárias de recursos (como, por exemplo, para criação de laboratórios regionais de combate a cartéis15); - Suspensão de aquisições e contratações não essenciais ao funcionamento do Cade (o que impactou, por exemplo, a execução de parte do plano de gestão de logística sustentável); - Redução do escopo de projetos (por exemplo, a edição de 2014 do PinCade, planejada em 2013, não contemplou alojamento, transporte ou ajuda de custo para os estudantes16). Instituição de medidas de racionamento, como a desativação de elevadores e aparelhos de ar condicionado, desligamento parcial de energia em locais de circulação, entre outros; Utilização de fontes de financiamento alternativas, por exemplo: - Ampliação da execução do Prodoc e utilização de recursos do PRO-REG para capacitação de servidores; - Parceria com a União Europeia (Programa Diálogos Setoriais EU-Brasil) para financiamento do PinCade Internacional; - Parceria com Cedes e Ajufe para realização de seminário com o Poder Judiciário; - Recurso do FDD para edição do Livro e realização do seminário, relativos ao Projeto Cade 50 anos. Pelo conjunto das realizações do Cade no exercício, conclui-se que a Autarquia se orientou pelos objetivos estratégicos e avançou em todas as agendas priorizadas, apesar das falhas estruturais existentes. 2013 foi um ano de consolidação da nova etapa da história do Conselho, após as mudanças legais e institucionais implementadas em meados de 2012 pela Lei nº 12.529/2011. Os resultados concretos da nova autoridade de defesa da concorrência no Brasil começam a ser percebidos e é possível verificar o fortalecimento da política antitruste. Os resultados evidenciam que o Cade tem conseguido cumprir sua missão institucional de zelar pela manutenção de um ambiente competitivo saudável por meio de análises cada vez mais céleres, priorizando os casos de maior impacto para bem-estar do consumidor e para a economia, e sensibilizando os administrados sobre a importância da concorrência para o bom funcionamento da economia brasileira. Nos próximos exercícios, o Cade pretende aprimorar ainda mais sua atuação, como detalhado no item a seguir. 14 Meta do PPA 2012-2015. Meta do PPA 2012-2015. 16 Houve redução no número de inscrições, pois o custo de participação limitou o acesso ao Programa por estudantes que não têm condições de se manter em Brasília. 15 183 16.2. PRINCIPAIS MEDIDAS QUE DEVERÃO SER ADOTADAS NOS EXERCÍCIOS SEGUINTES PARA MITIGAR OS DESVIOS DOS OBJETIVOS TRAÇADOS PARA O EXERCÍCIO DE 2013 A execução do plano estratégico foi acompanhada durante todo o exercício de 2013 e, ao final do ano, o Cade iniciou o primeiro ciclo formal de monitoramento do Plano Estratégico 20132016. A atividade de monitoramento oportunizou não só a avaliação de resultados alcançados, mas também a análise crítica da metodologia de planejamento utilizada. Cabe ressaltar que o Cade definiu como prioridade a revisão dos indicadores de desempenho, reconhecendo a necessidade de aprimorar sua capacidade de geração de dados, produção de informações, e de definição de indicadores capazes de refletir a evolução da organização em termos de efetividade, eficiência e eficácia. Dado que o conjunto dos indicadores elencados no Plano Estratégico17 não pode ser considerado adequado para avaliação completa da gestão em todas as perspectivas, o Cade optou por fazer um ensaio com base na execução das metas priorizadas para 201318. Esse ensaio teve como objetivo testar uma metodologia de monitoramento de modo a avaliar o esforço empreendido pela Autarquia em cada perspectiva estratégica e verificar se há equilíbrio entre os quatro pilares do plano estratégico. Como resultado desse trabalho, apresenta-se a seguir o Radar do Balanced Scorecard, que apresenta o desempenho geral do Cade em cada uma das 4 perspectivas estratégicas: (i) Resultados; (ii) Clientes; (iii) Processos Internos; e (iii) Pessoas e Infraestrutura. Gráfico 55 – Radar do Balanced Scorecard Fonte: Assplan/Cade 17 O Plano Estratégico apontou a necessidade de construção de novos indicadores de desempenho. O percentual de alcance das metas qualitativas (em especial os resultados que não podem ser traduzidos com resposta binária – atingiu ou não atingiu) foi atribuído com base na análise subjetiva da equipe de monitoramento, a partir das entrevistas realizadas com as áreas responsáveis. O critério para atribuição da nota foi a percepção do esforço já realizado e do esforço a ser empreendido para conclusão da meta, e não pela evolução do cronograma de trabalho. 18 184 Interpretação do gráfico O gráfico evidencia a maior concentração de esforços na perspectiva Resultados, que atingiu um patamar de execução 90%, o que pode ser considerado um desempenho de alto nível. O radar também sugere um equilíbrio entre as demais perspectivas, que flutuaram entre 60 e 66% de realização das metas. Apesar de equilibrado, o esse resultado está aquém do desejado. Da leitura isolada do gráfico, depreende-se que o desempenho do Cade não está equilibrado e que a alta performance no alcance das metas finalísticas pode estar sendo feita à custa das demais perspectivas. Isso sugere que o Cade deveria reorientar sua atuação de modo que os resultados finalísticos possam continuar sendo atingidos, mas com maior grau de satisfação dos clientes internos e externos, com melhor adequação dos processos internos, e com a força de trabalho e a infraestrutura necessárias, para que esses resultados possam ser sustentáveis no tempo. Desempenho por perspectiva Tabela 28 – Alcance das Metas da Perspectiva Resultados Perspectiva Resultados 90% Estoque de atos de concentração da Lei 8.884/94 finalizado; Pelo menos 71 processos de apuração de infrações contra a ordem econômica julgados; Regimento Interno alterado, com revisão das normas relativas à celebração de acordos; Guia de análise horizontal revisado; Seminário com o Poder Judiciário realizado, para debater a política de defesa da concorrência nas esferas administrativa e judicial; Livro comemorativo do cinquentenário do Cade lançado; Programa de Intercâmbio do Cade (PinCADE) retomado; Reedição da Revista do Cade, com publicação semestral; Versão internacional do PinCADE realizada; 5 (cinco) novos Acordos de Cooperação Internacional celebrados; e 5 (cinco) novos Acordos de Cooperação celebrados com Agências Reguladoras e outras entidades. 95% 100% 100% 50% 100% 100% 100% 100% 100% 40% 100% Fonte: Assplan/Cade Tabela 29 – Alcance das Metas da Perspectiva Resultados Perspectiva Clientes Portaria para fornecimento de cópia digital editada; e Versão piloto do Novo Sistema de Andamento Processual (Siscade) em produção. 60% 20% 100% Fonte: Assplan/Cade 185 Tabela 30– Alcance das Metas da Perspectiva Processos Internos Perspectiva Processos Internos Plano de providências acordado com a Controladoria-Geral da União (CGU) implementado e todas as recomendações da auditoria interna adotadas; Plano de gestão de logística sustentável implementado; Principais processos de trabalho mapeados e revistos; e Curso de Media Training para autoridades do Cade realizado. 66% 70% 70% 25% 100% Fonte: Assplan/Cade Tabela 31 – Alcance das Metas da Perspectiva Pessoas e Infraestrutura Perspectiva Pessoas e infraestrutura Concurso público realizado para provimento dos cargos vagos do Plano Geral do Poder Executivo (PGPE); Equipe de Tecnologia da Informação do Cade estruturada; Comitê gestor de TI formado e novo Plano Diretor de Tecnologia da Informação (PDTI) aprovado; Manter alto nível de execução orçamentária (acima de 95%); Política de capacitação publicada; e Novo plano de capacitação publicado. 64% 70% 50% 50% 98% 100% 15% Fonte: Assplan/Cade Conclusão A perspectiva “Resultados” concentra o maior número de metas priorizadas para 2013 e o maior índice de execução. Das 11 metas, 9 foram cumpridas ou superadas. Nessa esteira, vale destacar que grande parte das metas tinha pouca ou nenhuma dependência de disponibilidade orçamentária – ou utilizaram fontes alternativas de financiamento, portanto não foram tão afetadas pelo contingenciamento de despesas. Essa característica das metas finalísticas demonstra o potencial criativo da Autarquia para realizar ações com boa relação custo x benefício. Além disso, as metas alinham-se aos objetivos estratégicos e efetivamente contribuem para o seu cumprimento. A perspectiva “Clientes”, por sua vez, contém apenas 2 metas e o menor índice de execução. Uma foi cumprida e outra foi iniciada, porém não concluída. É importante frisar que, para que os resultados de uma organização sejam sustentáveis a logo prazo, é fundamental atentar para a satisfação dos públicos interno e externo. A Perspectiva Clientes trata das ações e projetos voltados (i) à melhoria dos serviços prestados à sociedade, (ii) ao aprimoramento da interlocução do Cade com entidades parceiras, e (iii) à criação de um bom ambiente para se trabalhar. A análise demonstra baixa priorização da perspectiva, ou seja, há poucas metas (a baixa execução de uma compromete toda a avaliação da perspectiva e distorce os resultados) e as que foram definidas não são suficientes para o alcance dos objetivos estratégicos dessa perspectiva. Para os próximos exercícios, o Cade revisará o conteúdo do Plano Estratégico de modo a garantir metas adequadas às estratégias definidas. As perspectivas “Processos Internos” e “Pessoas e Infraestrutura” apresentam diversas iniciativas em andamento e que não foram concluídas no prazo esperado. Os fatores que mais 186 impactaram essas metas foram o contingenciamento de despesas e a falta de pessoal para condução das atividades, haja vista que as equipes encontram-se sobrecarregadas. Para os próximos exercícios, o Cade deverá rever o planejamento e estabelecer metas mais realistas, tendo em vista as falhas estruturais existentes. Na mesma linha, será necessário rever o cronograma dos projetos priorizados, uma vez que a concentração de muitos projetos em um período aumenta o risco de atrasos e descontinuidade. Apresenta-se a seguir o cronograma de projetos a ser revisto: 187 Tabela 32 – Cronograma de Projetos Priorizados no Plano Estratégico Cade 2013-2016 Projetos Estratégicos 1º sem 2013 2º sem 2013 1º sem 2014 2º sem 2014 1º sem 2015 2º sem 2015 1º sem 2016 2º sem 2016 Perspectiva Resultados Cade sem Papel* Laboratório de Inteligência Endec PinCADE PinCADE Internacional Reestruturação da Assessoria Internacional Projeto de Cooperação Internacional com o Pnud - (Prodoc) Perspectiva Clientes Qualidade de Vida no Trabalho e Valorização do Servidor Perspectiva Processos Internos Estruturação da Assessoria de Comunicação Excelência Operacional na Diretoria Administrativa Esplanada Sustentável Revisão de Indicadores Agenda Governo Aberto Perspectiva Pessoas e Infraestrutura Estruturação da área de TI do Cade Cadeado (segurança física e da informação) *O projeto Cade sem Papel, pela sua natureza, contribui para o alcance de objetivos estratégicos de outras perspectivas. Legenda: Período planejado para execução do projeto Período de efetiva execução do projeto Execução iniciada, mas interrompida Fonte: Assplan/Cade Pelo exposto, conclui-se que em 2013 o Cade apresentou alta performance no desempenho de seu papel institucional e direcionou seus esforços e escassos recursos para consecução das metas finalísticas (Perspectivas Resultados), porém reconhece a necessidade de aperfeiçoar a atuação para atingir os mesmos patamares de excelência com relação às perspectivas Clientes, Processos Internos e Pessoas e Infraestrutura. 188 17. ANEXOS 17.1. DECLARAÇÃO DE INSERÇÃO E ATUALIZAÇÃO DE DADOS NO SIASG Quadro 10.5.1 – Declaração de inserção e atualização de dados no SIASG 189 17.2. DECLARAÇÃO DE INSERÇÃO E ATUALIZAÇÃO DE DADOS NO SICONV Quadro 10.5.2 – Declaração de inserção e atualização de dados no SICONV 190 17.3. DECLARAÇÃO DO CONTADOR ATESTANDO AS DEMONSTRAÇÕES CONTÁBEIS Quadro 12.2 – Declaração do Contador atestando as demonstrações contábeis 191 17.4. ATOS DE CONCENTRAÇÃO APROVADOS COM RESTRIÇÃO PELO PLENÁRIO DO CADE EM 2013 Tabela 33 – Atos de Concentração aprovados com restrição pelo Plenário do Cade Nº Processo Relator Sessão Restrição 08700.008751/2012-31 08012.006121/2012-80 08012.007540/2011-58 EM MV MV 14 15 16 08012.002467/2012-17 EM 16 08012.001380/2012-14 AO 17 08700.004155/2012-81 RR 17 08012.002512/2012-25 08012.011533/2011-51 EP MV 17 19 08012.010473/2009-34 MV 20 08012.005791/2012-89 MV 20 08012.010274/2010-60 AO 20 08012.008074/2009-11 MV 20 08012.002148/2012-01 MV 20 08012.002149/2012-48 MV 20 08012.003367/2012-08 MV 20 08700.004226/2012-46 MV 20 08700.004230/2012-12 MV 20 08012.009906/2009-17 EM 20 08700.004151/2012-01 EP 21 08700.006437/2012-13 AO 22 08700.009882/2012-35 AF 22 08012.008215/2010-21 RR 22 08012.004979/2011-29 EP 22 08700.004150/2012-59 RR 23 Adequação da cláusula de não-concorrência Adequação da cláusula de não-concorrência Adequação da cláusula de não-concorrência Cumprimento das obrigações previstas no Termo de Compromisso de Desempenho Adequação da cláusula de não-concorrência Cumprimento das obrigações previstas no Termo de Compromisso de Desempenho Adequação da cláusula de não-concorrência Adequação da cláusula de não-concorrência Cumprimento das obrigações previstas no Termo de Compromisso de Desempenho Cumprimento das obrigações previstas no Termo de Compromisso de Desempenho Adequação da cláusula de não-concorrência Cumprimento das obrigações previstas no Termo de Compromisso de Desempenho Cumprimento das obrigações previstas no Termo de Compromisso de Desempenho Cumprimento das obrigações previstas no Termo de Compromisso de Desempenho Cumprimento das obrigações previstas no Termo de Compromisso de Desempenho Cumprimento das obrigações previstas no Termo de Compromisso de Desempenho Cumprimento das obrigações previstas no Termo de Compromisso de Desempenho Adequação da cláusula de não-concorrência Cumprimento das obrigações previstas no Termo de Compromisso de Desempenho Cumprimento das obrigações previstas no Acordo em Controle de Concentrações Cumprimento das obrigações previstas no Acordo em Controle de Concentrações Retirada da clausula de exclusividade dos contratos firmados com os distribuidores Alteração da cláusula de não-concorrência (i) adequação da cláusula de não concorrência ao negócio do vendedor avaliado neste ato de concentração, alterando o seu escopo geográfico, material e temporal; e (ii) alienação do Hospital Santa Lúcia ou Alienação do Hospital Santa Luzia e Hospital do Coração, devendo o adquirente do ativo escolhido, cumulativa e individualmente, comprovar perante o Cade: (a) a higidez financeira, inclusive para realização de investimentos futuros; (b) a capacidade na gestão de hospitais com pelo menos 150 leitos, 10 mil internações por ano e 150 médicos; (c) a inexistência de quaisquer vínculos, diretos ou indiretos, inclusive controle externo, com Rede D`Or e MedGrupo ou com seus respectivos grupos econômicos; e (d) manter o nível de empregos de todas as unidades alienadas, por um prazo mínimo de 6 (seis) meses após a aquisição. Para tal, a adquirente e as Requerentes deverão submeter ao Cade 192 Nº Processo Relator Sessão 08012.012185/2011-39 EP 23 08012.011421/2011-08 AO 23 08012.006400/2011-62 08700.004809/2013-58 EP AF 26 26 08700.003898/2012-34 EP 27 08700.003937/2012-01 EP 27 08012.006706/2012-08 EP 27 08012.002870/2012-38 EP 27 08012.000377/2012-83 08012.007541/2011-01 AO RR 27 27 08012.006525/2011-92 RR 08012.009582/2011-23 RR 08012.002689/2011-41 EP 30 08012.011323/2010-81 08012.000109/2011-81 RR RR 32 32 08012.010967/2011-33 EP 08012.009861/2011-97 EP 08012.003886/2011-87 AO 08700.004083/2012-72 RR 08012.010038/2010-43 RR 34 08012.013200/2010-85 EP 34 53500.021373/2010 EP 34 08012.002520/2012-71 RR 35 27 27 32 33 33 33 Restrição documento vinculativo celebrando a aquisição do ativo. Declarou cumpridos os Acordos de Preservação da Reversibilidade da Operação - APRO, pactuados pela Rede D’Or e pelo MedGrupo, tudo nos termos do voto do Conselheiro Relator. Cumprimento das obrigações previstas no Termo de Compromisso de Desempenho Adequação da cláusula de não-concorrência e cumprimento das obrigações previstas no Termo de Compromisso de Desempenho Adequação da cláusula de não-concorrência Adequação da cláusula de não-concorrência Restrição ás clausulas que permitam controle da Monsanto sobre as licenciadas em decisões comerciais e societárias não relacionadas á semente com tecnologia da Monsanto Restrição ás clausulas que permitam controle da Monsanto sobre as licenciadas em decisões comerciais e societárias não relacionadas á semente com tecnologia da Monsanto Restrição ás clausulas que permitam controle da Monsanto sobre as licenciadas em decisões comerciais e societárias não relacionadas á semente com tecnologia da Monsanto Restrição ás clausulas que permitam controle da Monsanto sobre as licenciadas em decisões comerciais e societárias não relacionadas á semente com tecnologia da Monsanto Condicionada ás obrigações descritas no voto página 106 Adequação da cláusula de não-concorrência Cumprimento das obrigações previstas no Termo de Compromisso de Desempenho Cumprimento das obrigações previstas no Termo de Compromisso de Desempenho Cumprimento das obrigações previstas no Termo de Compromisso de Desempenho Desfazimento de relações judiciais Desfazimento de relações judiciais Cumprimento das obrigações previstas no Termo de Compromisso de Desempenho Cumprimento das obrigações previstas no Termo de Compromisso de Desempenho Cumprimento das obrigações previstas no Termo de Compromisso de Desempenho Cumprimento das obrigações previstas no Termo de Compromisso de Desempenho Cumprimento das obrigações previstas no Termo de Compromisso de Desempenho Condicionada aos ajustes nas cláusulas de não competição e não aliciamento em seus escopos geográfico e material Condicionada ao cumprimento de uma das seguintes restrições para a requerente Telefônica S.A., controladora da Vivo após a operação: i) extinção de posição financeira, direta ou indireta, na Tim Brasil; ou ii) ingresso de um novo sócio para a Vivo, com experiência no setor e sem participação em outra empresa de telefonia no Brasil, nas condições de governança equivalentes àquelas imediatamente anteriores à operação em tela, possibilitando a restauração das condições concorrenciais Adequação da cláusula de não-concorrência 193 17.5. ATOS DE CONCENTRAÇÃO JUGADOS POR SETORES DE ATIVIDADES – CNAE Tabela 34 – Atos de Concentração julgados por setores de Atividades Número do Processo Sessão 08700.004204/2012-86 08012.006122/2012-24 08012.000116/2012-63 08700.004224/2012-57 08700.008751/2012-31 08700.007908/2012-19 08012.000475/2012-11 14 14 14 14 14 14 15 08700.004048/2012-53 15 08012.003274/2012-75 15 08012.006121/2012-80 08012.006704/2011-20 08700.007680/2012-59 08012.006542/2011-20 08012.007378/2011-78 08012.010675/2010-10 08012.005540/2012-02 08012.007540/2011-58 08012.001374/2012-67 08012.002467/2012-17 08012.004503/2011-98 08012.001380/2012-14 08700.004155/2012-81 08012.007132/2011-04 15 15 15 15 16 16 16 16 16 16 17 17 17 17 08012.002512/2012-25 17 08012.006107/2011-03 17 08012.008945/2011-11 18 08700.010729/2012-51 08012.008877/2011-82 18 19 08012.001815/2012-21 19 08700.011105/2012-51 08012.008694/2011-67 08700.003978/2012-90 08012.011533/2011-51 08012.006188/2011-33 08700.009880/2012-46 19 19 19 19 19 19 08012.004857/2009-18 20 08012.010473/2009-34 20 08012.005791/2012-89 20 08012.010274/2010-60 20 08012.008989/2009-19 20 08012.008074/2009-11 20 Setor (CNAE) 2813500 2940000 6190600 6190600 5120000 2300000 6492100 Setor (CNAE) Fabricação de válvulas, registros e dispositivos semelhantes Fabricação de peças e acessórios para veículos automotores Outras atividades de telecomunicações Outras atividades de telecomunicações Transporte aéreo de carga Fabricação de produtos de minerais não-metálicos Securitização de créditos Fabricação de peças e acessórios para o sistema de freios de 2943300 veículos automotores Outras atividades de serviços financeiros não especificadas 6499900 anteriormente 2120000 Fabricação de produtos farmacêuticos 2920400 Fabricação de caminhões e ônibus 1012101 Abate de aves 6550200 Planos de saúde 2591800 Fabricação de embalagens metálicas 8600000 Atividades de atenção à saúde humana 8610100 Atividades de atendimento hospitalar 8600000 Atividades de atenção à saúde humana 2022300 Fabricação de intermediários para plastificantes, resinas e fibras 2100000 Fabricação de produtos farmoquímicos e farmacêuticos 8500000 Educação 5200000 Armazenamento e atividades auxiliares dos transportes 5100000 Transporte aéreo .0810000 Extração de pedra, areia e argila Fabricação de outras bebidas não-alcoólicas não especificadas 1122499 anteriormente 4713001 Lojas de departamentos ou magazines Atividades de atenção à saúde humana não especificadas 8690000 anteriormente 6800000 Atividades imobiliárias 2790200 Fabricação de equipamentos e aparelhos elétricos Fabricação de cabines, carrocerias e reboques para veículos 2930100 automotores 8500000 Educação 8500000 Educação 8600000 Atividades de atenção à saúde humana 4299599 Outras obras de engenharia civil não especificadas anteriormente 6399200 Outras atividades de prestação de serviços de informação 4110700 Incorporação de empreendimentos imobiliários Comércio varejista de mercadorias em geral, com predominância 4711301 de produtos alimentícios - hipermercados Comércio varejista de mercadorias em geral, com predominância 4711301 de produtos alimentícios - hipermercados 8500000 Educação Atividades de atend. Em pronto-socorro e unidades hospitalares 8610102 para atend. A urgências Corretores e agentes de seguros, de planos de previdência 6622300 complementar e de saúde 4634601 Comércio atacadista de carnes bovinas e suínas e derivados 194 Número do Processo Sessão 08012.002148/2012-01 08012.002149/2012-48 08012.003367/2012-08 08700.004226/2012-46 08700.004230/2012-12 20 20 20 20 20 Setor (CNAE) 4634601 4634601 4634601 4634601 4634601 08012.009906/2009-17 20 6622300 08700.004151/2012-01 21 8610102 08700.002775/2013-67 21 4221902 08700.006437/2012-13 22 6190699 08700.009882/2012-35 22 1749400 08012.008215/2010-21 22 2599399 08012.004979/2011-29 22 8500000 08012.006043/2012-13 22 4772500 08700.004150/2012-59 23 8610102 08012.000322/2008-97 23 8640299 08012.012185/2011-39 08012.003366/2012-55 08012.011421/2011-08 08700.004373/2013-05 08012.006400/2011-62 23 23 23 25 26 5229099 9609299 8640211 7911200 8599605 08700.006336/2013-23 26 .0141501 08700.004809/2013-58 08012.001894/2012-70 08700.003898/2012-34 08700.003937/2012-01 08012.006706/2012-08 08012.002870/2012-38 08700.005775/2013-19 08012.000377/2012-83 08012.007541/2011-01 08012.000596/2011-81 08012.006525/2011-92 08012.009582/2011-23 08012.012428/2011-39 08012.012431/2011-52 08012.000068/2012-11 08012.008623/2009-40 08012.008724/2009-11 08700.004778/2013-35 26 27 27 27 27 27 27 27 27 27 27 27 28 28 28 28 28 28 4759899 .0161099 .0141501 .0141501 .0141501 .0141501 .0600001 6800000 8600000 8600000 8600000 8600000 5920100 5920100 2013400 2219600 2219600 4646002 08012.012295/2011-09 28 4771701 08700.004123/2012-86 30 4771701 Setor (CNAE) Comércio atacadista de carnes bovinas e suínas e derivados Comércio atacadista de carnes bovinas e suínas e derivados Comércio atacadista de carnes bovinas e suínas e derivados Comércio atacadista de carnes bovinas e suínas e derivados Comércio atacadista de carnes bovinas e suínas e derivados Corretores e agentes de seguros, de planos de previdência complementar e de saúde Atividades de atend. Em pronto-socorro e unidades hospitalares para atend. A urgências Construção de estações e redes de distribuição de energia elétrica Outras atividades de telecomunicações não especificadas anteriormente Fabricação de produtos de pastas celulósicas, papel, cartolina, papel-cartão e papelão ondulado não especificados anteriormente Fabricação de outros produtos de metal não especificados anteriormente Educação Comércio varejista de cosméticos, produtos de perfumaria e de higiene pessoal Atividades de atendimento em pronto-socorro e unidades hospitalares para atendimento a urgências Atividades de serviços de complementação diagnóstica e terapêutica Outras atividades auxiliares dos transportes terrestres Atividades de serviços pessoais Serviços de radioterapia Agências de viagens Cursos preparatórios para concursos Produção de sementes certificadas, exceto de forrageiras para pasto Comércio varejista de outros artigos de uso pessoal e doméstico Atividades de apoio à agricultura Produção de sementes certificadas Produção de sementes certificadas Produção de sementes certificadas Produção de sementes certificadas Extração de petróleo e gás natural Atividades imobiliárias Atividades de atenção à saúde humana Atividades de atenção à saúde humana Atividades de atenção à saúde humana Atividades de atenção à saúde humana Atividades de gravação de som e de edição de música Atividades de gravação de som e de edição de música Fabricação de adubos e fertilizantes Fabricação de artefatos de borracha Fabricação de artefatos de borracha Comércio atacadista de produtos de higiene pessoal Comércio varejista de produtos farmacêuticos, sem manipulação de fórmulas Comércio varejista de produtos farmacêuticos, sem manipulação de fórmulas 195 Número do Processo Sessão 08700.004054/2012-19 08012.002689/2011-41 08012.009089/2011-11 30 30 30 08012.008449/2011-50 53500.000283/2006 08012.001104/2012-56 08012.011323/2010-81 08012.000109/2011-81 08012.010967/2011-33 53500.024940/2011 53500.000217/2012 08012.009861/2011-97 08012.003886/2011-87 08700.004083/2012-72 30 31 32 32 32 32 33 33 33 33 Setor (CNAE) 2539002 6621502 8291100 4753900 6100000 2651500 5223100 5223101 3250709 6100000 6100000 8530000 8530000 2019399 53504.009765/2012 53500.013356/2012 33 34 34 08012.010038/2010-43 34 8640200 08012.004902/2010-78 08012.013200/2010-85 53500.021373/2010 08700.009280/2013-69 08012.002520/2012-71 34 34 34 34 35 8610100 8610100 6100000 4120400 8600000 6100000 6100000 Setor (CNAE) Serviços de tratamento e revestimento em metais Auditoria e consultoria atuarial Atividades de cobranças e informações cadastrais Comércio varejista especializado de eletrodomésticos e equipamentos de áudio e vídeo Telecomunicações Fabricação de aparelhos e equipamentos de medida, teste e controle Estacionamento de veículos Estacionamento de veículos Serviço de laboratório óptico Telecomunicações Telecomunicações Educação superior Educação superior Fabricação de outros produtos químicos inorgânicos não especificados anteriormente Telecomunicações Telecomunicações Atividades de serviços de complementação diagnóstica e terapêutica Atividades de atendimento hospitalar Atividades de atendimento hospitalar Telecomunicações Construção de edifícios Atividades de atenção à saúde humana 17.6. CASOS IMPUGNADOS, AVOCADOS PELO TRIBUNAL OU CONSUMADOS ANTES DA APRECIAÇÃO PELO CADE Tabela 35 – Casos impugnados, avocados pelo Tribunal ou consumados antes da apreciação pelo Cade Número Partes 08700.009882/2012-35 Munksjö AB e Ahlstrom Corporation 08700.011105/2012-51 ISCP - Sociedade Educacional S.A. ICE Inversiones Brazil, S.L. 08700.006437/2012-13 WP Roaming III S.à.r.l e Syniverse Holdings, Inc. Seller Magazine Ltda., Seller MNT Magazine Ltda., União de 08700.004809/2013-58 Lojas Leader S.A. e outros 08700.005775/2013-19 Petróleo Brasileiro S/A - Petrobras e OGX Petróleo e Gás S.A Empresa Brasileira de Pesquisa Agropecuária - Embrapa e Monsanto do Brasil Ltda. 08700.004957/2013-72 MONSANTO DO BRASIL LTDA. e BAYER S.A. 08700.008292/2013-76 Potióleo S.A. e UTC Óleo e Gás S.A. 08700.008289/2013-52 Aurizônia Petróleo S.A. e UTC Óleo e Gás S.A. 08700.006336/2013-23 Motivação Impug/ACC Avocado Impug/ACC Impugnado Remetido (gun jump) Avocado Impugnado Impugnado Impugnado 196 17.7. OUTROS PROCEDIMENTOS Tabela 36 – Outros procedimentos Tipo Nº Processo Relator Sessão AI RQ AI RQ MC RQ RQ RQ RQ RQ RQ RQ RQ RQ RQ RQ RQ RQ RQ RQ RQ RQ RQ RQ RQ RQ RQ RQ RQ RQ RQ RQ RQ RQ RQ RQ RQ RQ RQ RQ RQ RQ RQ RQ RQ 08700.004137/2010-38 08700.005949/2012-62 08700.000402/2011-90 08700.010220/2012-16 08700.001540/2012-77 08700.001846/2012-23 08700.002359/2013-69 08700.002364/2013-71 08700.002463/2013-53 08700.002358/2013-14 08700.002362/2013-62 08700.002455/2013-15 08700.002356/2013-25 08700.002354/2013-36 08700.002357/2013-70 08700.002464/2013-06 08700.002370/2013-29 08700.002366/2013-61 08700.002519/2013-70 08700.002493/2013-60 08700.002352/2013-47 08700.002353/2013-91 08700.002367/2013-13 08700.002361/2013-38 08700.002355/2013-81 08700.002350/2013-58 08700.002363/2013-27 08700.002368/2013-50 08700.002360/2013-93 08700.002461/2013-64 08700.002521/2013-49 08700.002454/2013-62 08700.002460/2013-10 08700.002349/2013-23 08700.002369/2013-02 08700.002459/2013-95 08700.002458/2013-41 08700.002365/2013-16 08700.002351/2013-01 08700.002373/2013-62 08700.002524/2013-82 08700.002374/2013-15 08700.002525/2013-27 08700.002372/2013-18 08700.002371/2013-73 EM AO MV RR EM EM AF AF AF AF AF MV MV MV MV MV MV MV RR RR RR RR RR RR RR RR RR RR RR RR RR RR RR RR AO EM EM EM EM Desp. Desp. Desp. Desp. Desp. Desp. 14 14 15 16 16 17 18 18 18 18 18 18 18 18 18 18 18 18 18 18 18 18 18 18 18 18 18 18 18 18 18 18 18 18 18 18 18 18 18 18 19 19 19 19 19 Decisão Arquivamento Determinação de celebração do TCC Arquivamento Determinação de celebração do TCC Não conhecido Determinação de celebração do TCC Determinação de celebração do TCC Determinação de celebração do TCC Determinação de celebração do TCC Determinação de celebração do TCC Determinação de celebração do TCC Determinação de celebração do TCC Determinação de celebração do TCC Determinação de celebração do TCC Determinação de celebração do TCC Determinação de celebração do TCC Determinação de celebração do TCC Determinação de celebração do TCC Determinação de celebração do TCC Determinação de celebração do TCC Determinação de celebração do TCC Determinação de celebração do TCC Determinação de celebração do TCC Determinação de celebração do TCC Determinação de celebração do TCC Determinação de celebração do TCC Determinação de celebração do TCC Determinação de celebração do TCC Determinação de celebração do TCC Determinação de celebração do TCC Determinação de celebração do TCC Determinação de celebração do TCC Determinação de celebração do TCC Determinação de celebração do TCC Determinação de celebração do TCC Determinação de celebração do TCC Determinação de celebração do TCC Determinação de celebração do TCC Determinação de celebração do TCC Determinação de celebração do TCC Determinação de celebração do TCC Determinação de celebração do TCC Determinação de celebração do TCC Determinação de celebração do TCC Determinação de celebração do TCC 197 Tipo Nº Processo Relator Sessão Decisão RQ CO CO ACC ACC 08700.002462/2013-17 08700.003261/2010-86 08700.003784/2010-22 08700.001824/2013-44 08700.009882/2012-35 AF RR RR AO AF 19 20 20 22 22 AI 08700.010047/2012-48 RR 23 AI AI RQ RQ RQ RQ RQ MC RQ RQ RQ ACC RA MP RQ AI CO RQ PE 08700.004188/2013-02 08700.003617/2013-24 08700.011043/2012-87 08700.004689/2013-99 08700.003960/2012-98 08700.002321/2011-24 08700.002370/2011-67 08700.006024/2012-39 08700.010809/2012-14 08700.005399/2012-81 08700.002028/2013-29 08700.005775/2013-19 08700.004149/2008-48 08700.002370/2007-81 08700.001028/2013-10 08700.007907/2013-47 08700.001710/2012-13 08700.006544/2012-41 08700.004479/2010-58 23 24 25 26 26 26 26 27 27 27 27 27 28 28 30 31 31 31 33 RQ 08700.003096/2013-05 RQ 08700.008852/2013-92 EP AO RR RR RR AO AO AO RR AF RR AF AF AF AO EP AO EP EP PRESID ENTE RR Determinação de celebração do TCC Consulta conhecida e, no mérito, rejeitada Consulta conhecida e, no mérito, rejeitada Homologação do ACC Homologação do ACC Conheceu e deu parcial provimento à impugnação ao Auto de Infração, mantendo a condenação das Autuadas e reduzindo a multa aplicada para o valor de R$ 3.500.000,00 Auto de infração rejeitado Auto de infração rejeitado Determinação de celebração do TCC Auto de infração rejeitado Determinação de celebração do TCC Determinação de celebração do TCC Determinação de celebração do TCC Arquivamento por perda de objeto Homologação do TCC Homologação do TCC Homologação do TCC Homologação do ACC Arquivamento Arquivamento Requerimento conhecido e, no mérito, rejeitado Impugnação rejeitada (multa R$ 4.000.000,00) Consulta conhecida e, no mérito, rejeitada Homologação do TCC Arquivamento AI 08700.005450/2013-36 EP 34 34 34 AI 08700.005451/2013-80 AF RQ 08700.002074/2013-28 RR 34 35 Determinação de celebração do TCC Arquivamento Conheceu e deu parcial provimento à impugnação ao Auto de Infração, mantendo a condenação das Autuadas e reduzindo o valor da multa aplicada para R$1.000.000,00 Conheceu e deu parcial provimento à impugnação ao Auto de Infração, mantendo a condenação das Autuadas e reduzindo o valor da multa aplicada para R$ 500.000,00 Homologação do TCC 198 17.8. PLANO DE GESTÃO DE LOGÍSTICA SUSTENTÁVEL 199 200 201 202