UNIVERSIDADE CANDIDO MENDES PÓS-GRADUAÇÃO “LATO SENSU” FACULDADE INTEGRADA AVM A IMPORTÂNCIA DA CADEIA DE SUPRIMENTOS NOS PROJETOS OFF-SHORE E ON-SHORE Por: Átila Motta de Paula Orientador Prof. Nelson Magalhães Rio de Janeiro 2011 2 UNIVERSIDADE CANDIDO MENDES PÓS-GRADUAÇÃO “LATO SENSU” FACULDADE INTEGRADA AVM A IMPORTÂNCIA DA CADEIA DE SUPRIMENTOS NOS PROJETOS OFF-SHORE E ON-SHORE Apresentação Candido de Mendes monografia como à requisito Universidade parcial para obtenção do grau de especialista em Gerenciamento de Projetos. Por: Átila Motta de Paula . 3 AGRADECIMENTOS Após grande esforço ao longo deste 12 meses, gostaria agradecer minha esposa Gisele Guimarães, ao meus filhos Ravi e Thiago, aos meus professores Marcelo Viola, Paulo Cid, Alfredo e Luciana, ao meu orientador Nelson e ao meu amigo Jorge pela companhia e motivação durante o curso e esta monografia. 4 DEDICATÓRIA Dedico esta monografia a minha esposa Gisele Guimarães pela compreensão ao tempo dedicado durante o curso , a minha mãe Neide Motta que com sua dedicação me passou segurança, educação , honestidade para chegar neste momento da minha vida, e por fim aos meus filhos Ravi e Thiago que diretamente e diariamente me passam força para o meu desenvolvimento intelectual. 5 RESUMO Este trabalho tem como objetivo divulgar e compreender a importância da cadeia de Suprimentos (Supply Chain) nos projetos Off-shore e On-shore, visto que, para os próximos 30 anos ocorrerão grandes investimentos na indústria petrolífera e naval do Brasil, além do que o volume financeiro das aquisições de equipamentos, materiais e contratação de serviços corresponde a mais de 50% do total orçado dos projetos, além da importância no cumprimentos dos prazos e dentro das complexas especificações que são exigidas nos projetos ligados área petrolífera. Será também mencionado a importância dos profissionais qualificados, estratégias nas negociações, diligenciamento e inspeção das aquisições ao longo da fabricação, inspeção de recebimento, preservação e armazenamento. Este estudo foi baseado em pesquisas bibliográficas com diversos autores, pesquisas pela internet e minha experiência em projetos Off-shore e On-Shore na área de Suprimentos. 6 METODOLOGIA Este estudo será para mostrar as características dos profissionais da área de suprimentos que serão necessários para atender a demanda OffShore e On-shore existente no Brasil e a importância do gerenciamento dos custos, prazo e qualidade nas aquisições dos projetos da área petrolífera.. As coletas de dados bibliográficos e informações serão feitas através de consultas a livros, jornais, artigos impressos e de sites relacionados ao tema, como mostraremos no desenvolver desta monografia. Buscaremos também junto a autores a melhor maneira de interpretar seus textos, coletando dados e idéias e a possibilidade de mostrar princípios inovadores, 7 SUMÁRIO INTRODUÇÃO 08 CAPÍTULO I - Conceitos de Suprimentos 09 CAPÍTULO II - Estratégias E Gestão de Suprimentos 14 CAPÍTULO III – Cenário na Indústria Petrolífera 34 CONCLUSÃO 34 BIBLIOGRAFIA CONSULTADA 35 8 INTRODUÇÃO Esta pesquisa tem como objetivo: Mostrar a importância da gestão de Suprimentos e como a área influencia no resultado final dos projetos On-Shore e Off-Shore. identificar estratégias e métodos utilizados na área de suprimentos para se obter resultados positivos no projeto. Demonstrar a importância estratégica da área de suprimentos dentro de projetos Off-Shore e On-Shore. Identificar os profissionais para cada etapa da gestão de Suprimentos, explicitar o momento econômico do Brasil e as expectativas em relação à investimentos na exploração , construção de refinarias, plataformas que ocorrerão nos próximos 30 anos 9 CAPÍTULO I CONCEITOS DE SUPRIMENTOS 1.1. Fornecedor Fornecedor (derivado do francês fournisseur, verbo fournir, em português: fornecer, abastecer, prover) é aquele que fornece mercadorias ou serviços ao consumidor. Segundo Plácido e Silva, um fornecedor "é um comerciante ou estabelecimento que abastece ou fornece habitualmente uma casa ou um outro estabelecimento dos gêneros e mercadorias necessários ao seu consumo." Na contabilidade, um fornecedor é um credor enquanto um cliente é um devedor. No Direito Brasileiro, e conseqüentemente, no Código de Defesa do Consumidor é considerado fornecedor toda pessoa física ou jurídica, pública ou privada, nacional ou estrangeira, bem como os entes despersonalizados, que desenvolvam atividades de produção, montagem, transformação, beneficiamento, acondicionamento ou recondicionamento, renovação ou recondicionamento, criação, construção, importação, exportação, distribuição ou comercialização de produtos ou prestação de serviços (bancos, segurados, corretoras, etc.). Isto é todo aquele que de alguma forma interfere no produto ou serviço assumido sua participação e responsabilidade pelo que fez. Três figuras básicas se enquadram no conceito de fornecedor: • Fornecedor ou produtor real: Pessoa física ou jurídica que sob sua responsabilidade participa do processo de fabricação ou produção do produto acabado, de um componente ou de uma matéria prima; • Fornecedor ou produtor aparente: Aquele que embora não tendo participado do processo de fabricação, apresenta-se como tal pela colocação do seu nome, marca ou outro sinal de identificação; 10 • Fornecedor ou produtor presumido: Aquele que importa o produto ou vende produtos sem identificação clara de seu fabricante, produtor, importador ou construtor, assumindo a responsabilidade. A escolha de um fornecedor pode depender de aspectos individuais a considerar, tais como: • Pontualidade nas entregas; • Qualidade do produto; • Preços competitivos; • Antecedentes estáveis; • Bons serviços prestados; • Cumprimento de promessas e prazos; • Apoio técnico; • Informação no acompanhamento dos produtos. Referências 1.2. Cadeia de fornecimento Compreende-se como cadeia de suprimentos, um conjunto de instalações dispersas geograficamente interagindo entre si. Como exemplos dessas instalações tem-se: fornecedores de matéria-prima, plantas produtivas, centros de distribuição, varejistas, estoque em trânsito, produtos intermediários e produtos acabados entre as instalações. (Yin, 1991, apud Souza, Carvalho, Liboreiro, 2006). A cadeia de suprimentos é um subconjunto da cadeia de valor, a qual é focada em agregar valor a um serviço ou a um produto físico, enquanto a cadeia de suprimentos é preocupada principalmente com a produção, distribuição e vendas de produtos físicos. (Simchi-Levi, 2000, apud Souza, Carvalho, Liboreiro, 2006). Na gestão da cadeia de suprimentos o foco é a integração da cada componente, com maximização da eficiência determinando maior satisfação do cliente e conseqüentemente o aumento do market share. De acordo com Nazário (1999) apud Souza, Carvalho, Liboreiro (2006), “maximizar a utilização de ativos, maximizar a utilização da atual cadeia de suprimentos incluindo a tecnologia da informação, temos nos anos 1970 11 preocupações voltadas à eficiência dos objetivos operacionais. Nos anos 1980, a eficiência estratégica foi a preocupação. Nessa época, sistemas como reservas de passagens aéreas funcionaram como uma forte vantagem competitiva. Hoje, a gestão da cadeia de suprimentos é um bom exemplo onde ambos, objetivos e utilização de tecnologias da informação, contêm aspectos de eficiência operacional e estratégica.” 1.3. O Supply Chain Management (SCM) É a gestão da cadeia de fornecimento. Segundo alguns estudiosos, a competição no mercado global não ocorre entre empresas, mas entre cadeias de fornecimento. A gestão da logística e do fluxo de informações em toda a cadeia permite aos executivos avaliar pontos fortes e pontos fracos na sua cadeia de fornecimento, auxiliando a tomada de decisões que resultam na redução de custos, aumento da qualidade, entre outros, aumentando a competitividade do produto e/ou criando valores agregados e diferenciais em relação à concorrência (Shapiro, 2001, p. 4). Os resultados que se esperam da utilização de sistemas que automatizem o SCM são: • Reduzir custos; • Aumentar a eficiência; • Ampliar os lucros; • Melhorar os tempos de ciclos da cadeia de fornecimento; • Melhorar o desempenho nos relacionamentos com clientes e fornecedores; • Desenvolver serviços de valor agregado que dão a uma empresa uma vantagem competitiva; • Obter o produto certo, no lugar certo, na quantidade certa e com o menor custo; 12 • Manter o menor estoque possível. Esses resultados são obtidos à medida que a gestão da cadeia de fornecimento simplificar e acelerar as operações que estão relacionadas com a forma como os pedidos do cliente são processados pelo sistema, até serem atendidos, e também, com a forma das matérias-primas serem adquiridas, e entregues pelos processos de fabricação e distribuição. Concluindo, é fundamental que as empresas se preocupem com a integração desses conjuntos de soluções de gestão, automatizadas através da tecnologia de informação (Simchi-Levi, 2003), pois só assim será possível obter maior vantagem estratégica e competitiva. Um bom gerenciamento da cadeia de suprimentos inicia na avaliação dos gastos, no modelo atual de compras, na avaliação dos índices financeiros aplicados na renovação dos contratos por fornecedores e etc (Simchi-Levi, 2003), não basta colocar um software de administração da cadeia, se não alterar o modelo de gerenciamento. A idéia do Supply Chain é reduzir as atividades táticas, ampliando a ação estratégica. A área de suprimentos hoje, diferentemente de ontem, é responsável pelos resultados da empresa, a sinergia - ação dos órgãos simultaneamente, desenvolvida entre os departamentos fortalece a área que hoje, não só acompanha a aplicação dos contratos, mas como é responsável por todo o período de negociação (Chaib-Draa, 2006). Os fornecedores nesse momento, passam a ser parceiros no desenvolvimento de produtos, a quantidade de fornecedores é reduzida e o controle dos KPI´s acordados passam a ser melhor administrados, vis a vis, a possibilidade de relatórios emitidos pela ferramenta utilizada, com equalizações e demonstrativos de resultados. O comprador definitivamente, abandona a fase de baixa ou nenhuma rastreabilidade e auditabilidade de seu processo de compras, passando a ter total visualização de todo o processo. Abaixo um exemplo de cadeia de suprimentos, quanto aos gastos e despesas da empresa: 13 Linha de processos envolvidos Marketing Planejamento/Controle/Produção (PCP) Fornecedores Almoxarifado/Armazenagem Produção Estocagem Administração do pedido/Despacho Marketing (retorno) Todos os processos envolvem clientes, distribuição, produção e fornecedores. Sendo: • Marketing é essencialmente a arte de enviar uma mensagem aos clientes potenciais, e também aos que já fazem parte de sua carteira de clientes, para convencê-los a comprar de você. Envolvendo: faixa etária, poder aquisitivo, classe social, localização, concorrente; alem da função de propaganda e sistemas promocionais. As empresas reconhecem a importância do marketing e direcionam uma boa parte de seus recursos humanos e financeiros a essa atividade. • PCP (Planejamento/ Controle/ Produção): tradução, expectativa para a realização da produção. As peças necessárias, equipamentos, etc. • Fornecedores: fornecedores da matéria-prima, devem ser tratados como parceiros, devendo até serem convidados a verem a produção; participar da produção, do dia a dia da empresa; já que ambos os conhecimentos podem atuar juntos, surgindo assim uma estrutura de competência altíssima. 14 • Almoxarifado/Armazenagem: sua atuação é importante no controle dos materiais que entram na empresa, vendo inclusive se os mesmos não estão em excesso. Para melhor explorarmos a cadeia de fornecimento ou de suprimentos, entramos na logística empresarial que é o estudo da cadeia de suprimentos. Temos então, as Atividades Primárias e as Secundárias. • Atividades Primárias O Transporte A Manutenção de estoques O Processamento de pedido • Atividades Secundárias A Armazenagem O Manuseio de materiais A Embalagem de materiais A Obtenção (seleção de fontes, quantidades de compra). A Programação do produto (distribuição - fluxo de saída - oriente programação PCP) A Manutenção de informação (base de dados gerada pela cadeia - fonte de dados para futuros planejamentos). CAPÍTULO II ESTRATÉGIA E GESTÃO DE SUPRIMENTOS 2.1 Gestão de compras Atualmente, a gestão de compras é tida em conta como um fator estratégico nos negócios, focalizando o volume de recursos, sobretudo, financeiros. A função desta atividade, que compactua com todos os departamentos de uma empresa, tem como objetivos de eficiência a obtenção dos materiais certos, das quantidades corretas, das entregas atempadas e dos 15 preços mais vantajosos. Relativamente aos produtos ou serviços finais são necessários gastos nas compras de componentes para a produção dos mesmos. Tais gastos refletem entre 50 a 80% do total das receitas brutas. Como tal, evidenciam-se grandes impactos nos lucros quando são gerados pequenos ganhos devidos a uma melhoria na produtividade. Por este e outros fatores, como a reestruturação tecnológica das empresas, torna-se cada vez mais importante a atualização da informação e o dinamismo por parte das pessoas que trabalham nesta área. Os departamentos de compras têm como principais responsabilidades a escolha de fornecedores adequados e a negociação de preços. É legítimo afirmar que são necessárias contribuições de outros departamentos tanto para a pesquisa e avaliação de fornecedores como para a negociação de preços. Segundo a observação anterior, e num sentido amplo, induz-se também que comprar é uma responsabilidade de todos. 2.2 O ciclo de compra O ciclo de compras consiste nos seguintes passos: 1º. Receber e analisar as requisições de compra: As requisições de compras têm início com o departamento ou a pessoa que será o usuário final. No ambiente de MRP (Material Requirement Planning), o planejador libera um pedido planejado autorizando o departamento de compras a ir adiante e processar um pedido de compra. No mínimo, as requisições de compra contêm as seguintes informações: • Identidade do requisitante, aprovação assinada, e conta em que será debitado o custo; • Especificação do material; • Quantidade e unidade de medida; • Data e local de entrega exigidos; • Qualquer outra informação complementar necessária. 16 2º. Selecionar fornecedores: Identificar e selecionar fornecedores são importantes responsabilidades do departamento de compras. Para itens rotineiros ou para aqueles que nunca foram comprados antes, deve-se manter uma lista de fornecedores aprovados. Se o item não foi comprado antes ou se não houver um fornecedor aceitável em arquivo, deve-se fazer uma pesquisa. Se o pedido é de pequeno valor ou para itens padronizados, um fornecedor provavelmente poderá ser encontrado num catálogo, num jornal especializado ou numa lista telefônica. 3º. Solicitação de cotações: Para itens maiores, é geralmente desejável emitir uma solicitação de cotação. Trata-se de um requerimento por escrito que é enviado a um número suficiente de fornecedores para garantir que cotações competitivas e confiáveis sejam recebidas. Não se trata de um pedido de venda. Depois que os fornecedores completam e devolvem as cotações ao comprador, as cotações são analisadas quanto a preço, obediências às especificações, termos e condições de venda, entrega e termos de pagamento. Para itens cujas especificações podem ser descritas precisamente, a escolha é provavelmente feita com base no preço, entrega e termos de venda. 4º. Determinar o preço certo: Essa é uma responsabilidade do departamento de compras, intimamente ligada à seleção dos fornecedores. O departamento de compras também é responsável por negociar o preço, e tentará obter o melhor preço junto ao fornecedor. 5º. Emitir pedidos de compra:.Ordem de compra é uma oferta legal de compra. Uma vez aceita pelo fornecedor, ela se torna um contrato legal para entrega das mercadorias de acordo com os termos e condições especificados no contrato de compra. O pedido de comporá é preparado com base na requisição de compra ou nas cotações, e também em qualquer outra informação adicional necessária. Envia-se uma cópia ao fornecedor; o departamento de compras retém uma cópia, e outras são enviadas para outros 17 departamentos, tais como o de contabilidade, o departamento requisitante e o departamento de recepção. 6º. Seguimento e entrega: O fornecedor é responsável pela entrega pontual dos itens pedidos. O departamento de compras deve garantir que os fornecedores realmente entreguem pontualmente. Se houver dúvidas quanto ao cumprimento dos prazos de entrega, o departamento de compras deve descobrir isso a tempo de tomar medidas corretivas. Isso pode envolver a agilização do transporte, fontes alternativas de suprimentos, um trabalho junto ao fornecedor para sanar seus problemas ou a reprogramação da produção. 7º. Recepção e aceitação das mercadorias: Quando as mercadorias são recebidas, o departamento de recepção as inspeciona para garantir que foram enviados os itens corretos, na quantidade certa e que não foram danificados no transporte. Usando a sua cópia do pedido de compra, o departamento de recepção aceita as mercadorias e escreve um recibo, observando qualquer variação. Se for necessária outra inspeção, por exemplo, do controle de qualidade, as mercadorias são enviadas ao departamento correspondente ou retiradas para inspeção. Se as mercadorias recebidas estiverem danificadas, o departamento de recepção avisará o departamento de compras e reterá as mercadorias para outras providências. Desde que as mercadorias estejam em ordem e não exijam mais inspeção, elas serão enviadas para o departamento solicitante ou para o estoque. Ma cópia do recibo é então enviada para o departamento de compras, observando qualquer variação ou discrepância em relação ao pedido de compra. Se o pedido é considerado completo, o departamento de recepção fecha sua cópia do pedido de compra e avisa o departamento compras. Se não estiver completo, o pedido de compra é mantido aberto, esperando para ser completado. Se as mercadorias também foram inspecionadas pelo departamento de controle de qualidade, os responsáveis por esse setor também avisarão ao departamento de compras sobre a aceitação ou não das mercadorias. 18 8º. Aprovação da fatura do fornecedor para pagamento: Quando é recebida a fatura do fornecedor, há três informações que devem concordar: o pedido de compra, o relatório de recebimento e a fatura. Os itens e as quantidades devem ser os mesmos em todos os documentos; os preços e suas extensões devem ser os mesmos no pedido de compra e na fatura. Todos os descontos e termos do pedido original de compra devem ser comparados com a fatura. É função do departamento de compras verificar esses aspectos e resolver quaisquer diferenças. Uma vez aprovada, a fatura é enviada ao departamento de contas a pagar. Processo de Compra Solicitação de compra Concorrência Aprovação do pedido Processamento de compra Cadastro de fornecedores Julgamento Negociação Diligenciamento Recebimento dos materiais Figura 01 – Origem: NOVAES, Antônio Galvão. Logística e gerenciamento da cadeia de distribuição: Estratégia, operação e avaliação. Rio de Janeiro: Editora Campus, 2004. Seleção de fornecedores Atualmente, as empresas necessitam cada vez mais de desenvolver produtos com qualidade e capazes de concorrer no mercado. Para que tal seja possível, são necessários bons fornecedores com capacidade de garantirem 19 materiais de qualidade, bons prazos de entrega e preços acessíveis. Para o discernimento da melhor opção a tomar, os departamentos de compras analisam os fornecedores utilizando critérios de baixo custo e qualidade. O fornecimento à empresa pode ser caracterizado segundo três fontes: Fonte única O Fornecimento segundo fonte única requer exclusividade, devido à tipologia do produto ou a especificações por parte do fornecedor. Fonte múltipla Tal como o nome indica, são utilizados mais do que um fornecedor, o que dá azo a uma maior concorrência entre si, desencadeando melhores preços e serviços para as empresas. Fonte simples Este tipo de fornecimento requer planejamento por parte das empresas. Compactua-se com um fornecedor, escolhido entre vários, com o intuito de um fornecimento por longo prazo. Escolha e seleção de fornecedores Tendo em consideração os dois critérios utilizados pelos departamentos de compras para a escolha de fornecedores, existe também a necessidade de se atentar à suas estruturas e aos seus aspectos técnicos de forma a que permitam o suporte necessário para a realização dos produtos propostos. Outros aspectos a ter em conta na escolha, são os serviços pósvenda, relegando importâncias para o seu sistema de suporte, e a localização do fornecedor, que deve ser o mais próximo possível do contratante para evitar falta de matéria-prima ou produtos. Após a escolha, procede-se à seleção de fornecedores com base no enquadramento do produto. Para tal, pode ser utilizado um método de classificação onde são atribuídos pontos com ponderações por cada característica constante no controle de compras. 2.3 Negociação em compras 20 Figura 02 – Origem: Negociação Total – Autor:José Augusto Wanderley - 2009 A negociação em compras é um fator importante no que diz respeito, por exemplo, à negociação de preços entre profissionais de vendas e o negociador da empresa. A negociação é baseada nas teorias das decisões, na comunicação e na sociologia. No desenvolvimento de um processo de negociação é fundamental ter um domínio relativamente grande quanto ao que se negocia, uma vez que, é a compra de milhares de produtos, com valores dos próprios, que está a ser discutida. Vejamos, a seguir, alguns pontos relevantes. 1º. As duas formas de se conduzir uma negociação Um conceito fundamental é que existem duas formas de se conduzir uma negociação que são barganha de propostas e solução de problemas. Se você estiver negociando um apartamento, um carro, uma geladeira ou um guindaste, você pode negociar na base da barganha de propostas. Mas existem situações que só a negociação com base na solução de problemas resolve como foi, por exemplo, a negociação entre o Egito e Israel, para tratar da questão da península do Sinai e que resultou no acordo de Camp David. Mais ainda: no ambiente interno de uma empresa, onde ocorre um número incomensurável de negociações, a barganha de propostas costuma levar ao perde/perde ou a soluções de pior qualidade. O fato é que, embora se fale muito em sinergia nas empresas, só é possível alcançá-la caso 21 haja uma cultura organizacional que privilegie a condução de negociações internas com base na solução de problemas. Sem isto, nada feito. Vejamos como o conceito se aplica à atividade de vendas. Existem três tipos de vendedores, tira pedido, empurra produto - tipo vendedor pitbull, e consultor do cliente. O empurra produto é basicamente um barganha de propostas e há situações em que é possível se chegar a bons resultados desta forma. Mas hoje em dia, com a comoditização rápida de produtos e serviços e as compras baseadas em menores preços, a negociação feita por meio da solução de problemas tem uma resposta de maior qualidade, como mostram os conceitos de "Criação de Valor para o Cliente", de Ram Charan e o de "Vendas Complexas", como utilizado por Jeff Thull. 2º. A negociação conduzida na base da barganha de propostas Caso se conclua que uma negociação deva ser conduzida na base da barganha de propostas, existem alguns procedimentos clássicos que costumam servir de guia, entre eles: pedir mais do que se espera receber; não aceitar a primeira proposta e ainda fazer cara de quem comeu e não gostou; dizer ao outro que tem que fazer melhor do que isto para se poder pensar em fechar o acordo; só conceder caso se receba algo em troca, de preferência de valor maior do que aquilo que se concedeu; utilizar a tática do mocinho e bandido direta ou indiretamente, neste caso com o emprego de autoridade limitada; fazer uma falsa demanda para depois conceder e obter algo em troca; solicitar concessão no momento do fechamento. Neste último caso existem dois procedimentos, a mordida e a surpresa final. A mordida consiste em solicitar uma pequena concessão, como por exemplo, uma gravata como condição para se comprar um terno. Já a surpresa final é mais pesada. Na reunião de fechamento do acordo, quando um dos lados está firmemente convicto de que tudo está resolvido e que a reunião é somente para a mera formalização do que já foi combinado, o outro lado, com base num um pretexto qualquer, solicita uma grande concessão, como um desconto de 20% ou mais. E esta é a razão do nome da tática. Se você não estiver preparado para esta possibilidade, pode cair direitinho. 22 De qualquer forma, convém salientar que existem duas formas de barganha de propostas: a agressiva e a suave. Na agressiva o negociador não está se preocupando com o relacionamento com a outra parte. Na suave, o objetivo é chegar ao limite do outro, ou seja, obter o máximo possível de concessões, dando a ele a impressão de que venceu ou que houve um ganha/ganha. Isto é, o falso ganha/ganha. 3º. A negociação conduzida na base da solução de problemas Negociar na base da solução de problemas é bem mais difícil, pois além de se conhecer todas as táticas e procedimentos usados por negociadores barganha de propostas, é necessário se entender de solução de problema, processo decisório e comunicação. Entre os princípios que servem como guia na solução de problemas estão: não se deixar envolver pelas táticas ganha/perde; separar as pessoas dos problemas, mantendo o foco ou tendo em vista os interesses, necessidades, temores, expectativas e objetivos; primeiro compreender e depois se fazer compreender para se poder encontrar a solução; identificar interesses comuns, complementares, opostos e distintos e, em função disto, criar alternativas de ganho comum; desenvolver critérios objetivos de decisão. Não resta a menor dúvida de que negociar com base da solução de problemas demanda bem mais competência do que negociar na base da barganha de propostas. 4º. Os três momentos do processo de negociação É lugar comum que a preparação é a base do sucesso em qualquer negociação. Mas para uma ótima preparação, deve-se considerar, não apenas as óticas de todas as partes envolvidas, mas também as de um observador neutro. Igualmente as perspectivas otimista, realista e pessimista, ou seja, é preciso ter presente que a "Lei de Murphy" existe. Para levar em conta todos estes fatores, utilizo a matriz de preparação. Na preparação, também devem ser consideradas cinco áreas, conforme o MIN (Modelo Integrado de Negociação): conhecimento do assunto, três cenários, processos, relacionamentos e realidade pessoal dos negociadores como crenças e valores. 23 Um outro ponto importante é que toda a negociação é um processo composto por três momentos: preparação, execução e controle/avaliação e que a negociação não acaba quando o acordo foi firmado, mas sim quando foi cumprido. E tem gente que esquece disto. Certa ocasião, uma empresa solicitou um produto com 24 mil horas de vida útil e o vendedor só dispunha, e entregou, um com 12 mil horas. Quando perguntado ao gerente comercial por que havia feito aquilo, a resposta foi: lá ninguém controla nada e quem compra não é quem usa o produto. Além do mais, não há um bom banco de dados e sistema de comunicação interna. Também deve-se considerar que existem as chamadas empresas com números imbatíveis, que não são de alto nível, como pode parecer à primeira vista. São empresas em que nada bate com nada. Os números do financeiro não batem com os do comercial e os da produção. O fato é que existe o resultado ganha/perde, ao contrário do que afirma o maior especialista. Um outro exemplo é o de uma empresa de consultoria que na hora de fazer a venda manda os seus melhores especialistas. Na hora de fazer o projeto manda o estagiário. Devemos ter presente que o repertório de truques para enganar o outro lado é bastante elevado e constitui aquilo que chamo de táticas ganha/perde. Existem duas categorias: as falcatruas e as táticas psicológicas. Quem falar de ganha/ganha sem conhecer este conjunto de táticas, pode estar sendo profundamente ingênuo. 5º. Conclusão Se você me perguntar se eu gostei de ter me aprofundado no conhecimento do “maior especialista em negociação do Brasil”, diria que sim. Mas vamos baixar um pouco a bola. Menos, pois negociação não é só barganha de propostas. Além disto, posso afirmar que existem outros consultores em negociação que tem, pelo menos, a mesma competência do maior especialista. Nos meus relacionamentos pessoais posso citar, pelo menos três nomes. Fora do meu círculo de relacionamentos, outros tantos. Quanto a mim, faço minhas as palavras de Muhammad Ali, um extraordinário lutador de boxe que foi campeão mundial da categoria dos peso 24 pesados e considerado por muitos especialistas o maior pugilista de todos os tempos: “Eu bem que tento ser modesto, mas quando eu tento me faltam os argumentos 2.4 Estoques A eficiência da empresa depende do seu gerenciamento. Para muitas empresas comerciais e industriais, os estoques representam valores expressivos, necessitando, de controles eficientes para fornecer informações gerenciais para a tomada de decisões. Portanto, planejar estoque é prover todas as necessidades de materiais que a empresa precisa na quantidade certa e na hora certa (just-intime), como segue: • indústria: matéria-prima, materiais auxiliares e produtos acabados; • comércio: mercadorias para revenda; • serviços: materiais necessários à realização dos serviços. Controlar estoques é saber “o que”, “quando” e “quanto” deve ser reposto no estoque, controlando o que sai e o que resta de material estocado. Esta informação deve estar disponível a qualquer momento do dia, sem que haja necessidade de contar ou medir fisicamente o estoque. Os principais motivos para que sua a empresa invista num controle de estoques eficiente são: • evitar desvios, perdas, validade (para produtos perecíveis) e roubo; • conhecer quais as necessidades de reposição; • identificar os itens que estão encalhados; • entender a influência do estoque nos custos dos produtos/serviços; • administrar as necessidades de capital de giro da empresa; • informar “o que”, “quando” e “quanto” comprar. Procedimentos para gerenciar o seu estoque Conhecer os procedimentos de organização dos estoques pode ajudar a sua empresa a melhorar o gerenciamento sobre este ativo tão importante. 25 Um bom gerenciamento fornece informações para reposição e redução de produtos armazenados, parados no estoque, entre outras providências necessárias no dia-a-dia. Com o gerenciamento correto, é possível aumentar a lucratividade da sua empresa, melhorar o fluxo de caixa, minimizar os espaços dos estoques, entre outros benefícios. Veja como iniciar: 1. Inventário dos estoques • faça um levantamento (relação) de todos os itens do estoque; • conte e registre toda a quantidade armazenada; • ordene os itens, começando pelos de maior valor monetário; • identifique o valor unitário e total dos estoques. 2. Previsões de vendas/consumo • Calcule a média de vendas/consumo dos últimos meses; • multiplique a média pelo valor unitário e obtenha o valor mensal de cada item; • some todos os valores e terá o valor total de vendas/consumo do mês; • calcule o percentual de cada item, dividindo o valor mensal pelo total do estoque. 3. Classificação ABC A gestão do estoque de materiais, em uma empresa onde existam milhares de itens em estoque, demandaria uma quantidade de pessoas e de tempo muito elevados, se fosse dada a mesma atenção de controle para todos os materiais, o que é inviável. Para se contornar esse problema, muitas empresas adotam a Classificação ABC. Esse sistema permite identificar aqueles itens que necessitam de atenção maior em razão da representatividade de cada um em relação aos investimentos feitos em estoque. 26 Na Classificação ABC, os itens são divididos em três classes: Classe A: pequeno número de itens responsáveis por alta participação no valor total dos estoques. Justificam procedimentos meticulosos no seu dimensionamento e controle. Classe B: são itens intermediários entre as classes A e C. Os procedimentos de dimensionamento e controle não precisam ser tão meticulosos. Classe C: são itens de menor importância, que não justificam procedimentos Administração de Compras, Suprimentos e Armazenamento .rigorosos de dimensionamento e controle, devendo predominar a adoção de estoques elevados. Montagem da Classificação ABC A Classificação ABC pode ser feita de diversas formas, mas a mais difundida e assimilada é a que considera o valor de custo da demanda anual de cada material em estoque. Os elementos necessários para que a classificação possa ser feita são: 1 – Relação de todos os materiais em estoque; 2 – Preço unitário de aquisição de cada material; 3 – Demanda ou consumo anual de cada material; 4 – Montante do capital investido no exercício para a aquisição desses materiais. Com esses elementos, é possível calcular o valor do consumo anual, a relação de materiais em ordem decrescente de capital investido e a relação de valores acumulados de capital investido. 4. Parâmetros de gestão de estoques a) tempo de reposição é o prazo entre a emissão de ordens de compra e de atendimento, composto por: • realizado; prazo do pedido, dias necessários para que o pedido seja 27 • prazo de entrega, dias necessários para o produto chegar à empresa; • prazo de recebimento, tempo ideal para conferir, etiquetar e utilizar a mercadoria; • margem de segurança, tolerância de atrasos, extravios etc. (normalmente três dias). b) estoque mínimo é a quantidade mínima de mercadoria ou matéria-prima que a empresa deve manter em estoque. Fórmula: estoque mínimo = venda ou consumo médio x tempo de reposição c) lote de reposição é a quantidade média mensal de produtos vendidos, dividido pela freqüência de compras de mercadoria ou matériaprima. Para determinar os lotes de reposição é preciso ter cuidado com: custo do frete, tamanhos de lotes definidos pelos fornecedores, produtos frágeis que podem se deteriorar no estoque, datas de validade em relação ao consumo e compra de oportunidade. Fórmula: lote de reposição = consumo médio mensal ÷ freqüência de compra d) estoque máximo é a quantidade máxima de uma mercadoria ou matéria-prima que a empresa deve estocar. É importante saber: o espaço disponível de seu almoxarifado, o custo financeiro do estoque, lotes que demandam muito tempo para serem consumidos, produtos que requerem cuidados especiais de armazenamento e produtos voláteis ou que tenham características modificadas com o tempo. Fórmula: estoque máximo = estoque mínimo + lote de reposição 5. Modelos de gestão de estoque a) reposição contínua (ponto de pedido) é aquela em que se providencia a reposição dos estoques quando atinge o estoque mínimo, não importando o intervalo de tempo entre as reposições; b) reposição periódica é aquela na qual é verificada, a um período fixo, a situação do estoque e, quando necessária, é providenciada sua 28 complementação. Este período varia em função da classificação ABC dos produtos, conforme retratamos na edição anterior. 6. Análises de estoque a) giro de estoque é o número de vezes, durante um período, em que o estoque foi renovado. Este período pode ser de um dia, uma semana ou um mês. Fórmula: giro de estoque = valor consumido no período ÷ valor de estoque médio no período b) tempo de cobertura é o período em que o estoque médio será suficiente para cobrir a demanda média, ou seja, tempo que o produto leva para sair do estoque. Fórmula: cobertura (dias de estoque) = número de dias do período ÷ giro 2.5 Profissionais de suprimentos Levando em consideração que em projetos deste porte , as aquisições equivalem a 50% do valor do projeto, conclui-se a fundamental importância e responsabilidade dos profissionais da cadeia de suprimentos . a. Organograma de Suprimentos 29 Gerente de Suprimentos Gerente Adjunto Coordenador Compras Itens Tagueados Coordenador Diligenciamento e Inspeção Coordenador Bulk MAterial Comprador Mecânica Comprador Bulk Material Civil / Tubulações Comprador Elétrica Comprador Bulk Material Elétrica / Instrumentação Diligenciador Instrumentação Inspetor Mecânica Nacional e Internacional Comprado VAC e Instrumentação Comprador Bulk Material Diversos Diligenciador Elétrica Diligenciador Bulk Material Diligenciador Mecânica Coordenador de Almoxarifado e Preservação Coordenador de Logística Inspetor Mecânica Nacional e Internacional Assistente de Logística Almoxarife Almoxarife Almoxarife Almoxarife Inspetor Elétrica Nacional e Internacional Assistente de Recebimento Assistente de preservação Diligenciador Bulk Material Assistente de Recebimento Assistente de preservação Figura 03: Cronograma básico de suprimentos (Origem: Gestão da Cadeia de Suprimentos, conceitos, estratégias, práticas e casos. SP,2004 - Pires,Silvio R.I). b. Funções / Perfil / Habilidades Gerente de Suprimentos: Responsável pelas Decisões e estratégias na área de compras, diligenciamento, Inspeção, Logística, recebimento, preservação e estoque. Perfil / Habilidades: Engenheiro, Certificado PMI, inglês fluente, líder, experiência de mais de 15 anos na área de Suprimentos em indústrias da área química, petroquímica,naval. 30 Gerente adjunto: Responsável por substituir e assessorar o Gerente de Suprimentos. Perfil / Habilidades: Engenheiro , inglês fluente, líder, experiência de mais de 15 anos na área de Suprimentos em indústrias da área química, petroquímica,naval. Coordenador de compras Itens Tagueados: Responsável pelas aquisições de maior importância para o projeto , que são identificados pro tag´s, além de montar estratégias para compras nacionais e internacionais. Perfil / Habilidades: Engenheiro , inglês fluente, líder, experiência de mais de 10 anos na área de Suprimentos em indústrias da área química, petroquímica,naval. Coordenador de compras Bulk Material : Responsável pelas aquisições de grande importância para o projeto,com grande volume , porém de menores valores , materiais geralmente encontrados no mercado nacional, além de montar estratégias para compras nacionais. Perfil / Habilidades: Nível Superior, líder, experiência de mais de 10 anos na área de Suprimentos em indústrias da área química, petroquímica,naval. Compradores : Responsável pela aquisições de acordo com a “família” de equipamento e materiais responsável (Ex: Engenheiro ou Técnico em Mecânica para compras meânicas). Perfil / Habilidades: Nível Superior,inglês avançado, dinâmico, detalhista, ético, experiência de mais de 10 anos na área de Suprimentos em indústrias da área química, petroquímica,naval. Coordenador de Diligenciamento e inspeção: Responsável pelo coordenação dos diligenciadores no acompanhamento da fabricação desde a emissão da Autorização de fornecimento até a inspeção de recebimento de materiais e equipamentos, responsável por elaboração de procedimentos para diligenciar e inspecionar as aquisições. Perfil / Habilidades: Nível Superior, líder, inglês avançado, experiência de mais de 10 anos na área de Suprimentos em indústrias da área química, petroquímica,naval. 31 Diligenciadores: Responsável pelo acompanhamento da fabricação desde a emissão da Autorização de fornecimento até a inspeção de recebimento de materiais e equipamentos. Perfil / Habilidades: Engenheiro ou técnico, pró ativo, inglês avançado, experiência de mais de 05 anos na área de Suprimentos e/ou inspeção de qualidade em indústrias da área química, petroquímica,naval. Inspetores: Responsável pela inspeção no fabricante dos equipamentos e materiais adquiridos. Perfil / Habilidades: Engenheiro, inglês avançado, experiência de mais de 10 anos na área de Suprimentos e/ou inspeção de qualidade em indústrias da área química, petroquímica,naval, conhecimentos em normas técnicas, ser qualificado pelo Sequi (órgão ligado a Petrobrás para qualificar inspetores) de acordo com a sua especialidade (elétrica, solda, mecânica, pintura,etc) Coordenador de Logística: Responsável pelo transporte, importação e entrega de equipamentos Perfil / Habilidade: Superior completo em comércio exterior, administração ou engenharia, líder, inglês avançado, experiência de mais de 10 anos na área de Logística em indústrias da área química, petroquímica,naval. Assistente de logística: Responsável pela logística dos materiais e assessorar o coordenador de logística. Perfil / Habilidades: Nível superior, inglês avançado, experiência de mais de 05 anos na área de logística ou comércio exterior em indústrias da área química, petroquímica,naval . Coordenador de Almoxarifado: Responsável pelo recebimento, preservação, armazenamento do matérias e equipamentos e controlar o estoque de materiais. Perfil / Habilidades: Nível superior, líder, experiência de mais de 10 anos na área de Suprimentos ou logística em indústrias da área química, petroquímica,naval. 32 Almoxarife / Recebimento / Preservação: Responsável em receber, preservar, manter a organização do almoxarifado, manter o nível mínimo de estoque, separa e entregar materiais requisitados pelos clientes interno. Perfil / Habilidades: Nível Técnico, experiência de mais de 03 anos na área de Logística em indústrias. 2.6 Diligenciamento Ações iniciais Analisar a documentação contratual, documentos técnicos afins – requisitos de Inspeção, requisitos dos materiais, especificação técnica, “data sheets”, normas técnicas aplicáveis e o cronograma do fornecimento. Verificação do Sistema da Qualidade do contratado aplicado ao fornecimento. Verificação do Plano de Inspeção e Teste do fornecedor, quanto a sua adequação e aplicação ao objeto da contratação. Estabelecer Programação de Visitas relacionadas às principais fases de fabricação e testes, considerada ainda a entrega, a embalagem e o embarque Acompanhamento do Fornecimento Acompanhar, no fabricante ou fornecedor, a tramitação dos documentos técnicos, diligenciando junto à Gerência de Engenharia e, respectiva interface com a Petrobrás, o processo de comentários, revisões e certificação de documentos técnicos que assegurem a compatibilidade entre documentos e o produto objeto do fornecimento. 33 Acompanhar, no fabricante ou fornecedor, todas as principais fases da fabricação e execução de serviços e testes, com a adequada intensidade para a obtenção das evidências, na forma de programação pré-estabelecida. Elaborar, para todas as visitas e contatos realizados, o relatório respectivo em formulário próprio: o Relatório de Inspeção e Diligenciamento .. Registrar em Relatório informações relacionadas com o progresso de fabricação ou fornecimento e execução de serviços. Acompanhar, instruir e atestar todos os marcos contratuais relevantes – fases fabricação, testes específicos e entregas - relacionados a pagamentos. Registrar e comunicar de imediato a eventual identificação de NãoConformidades, endereçando e recorrendo à Gerência de Engenharia, para apreciação e definição daquelas relacionadas a detalhes de projeto. Avaliar quinzenalmente, o relatório de progresso do contratado, emitindo recomendação quanto a possíveis desvios que comprometam as fases subseqüentes do cronograma de entrega. Identificar com o fornecedor, decorrente das características dos materiais ou equipamentos a necessidade de definição de logística especial para a execução do transporte, transferido a Gerencia de suprimentos para analise e definição. Identificar previamente com o fornecedor, a fase de execução do transporte, os critérios de confecção de embalagem apropriada, fixação de equipamentos nos veículos transportadores, objetivando a interferência de modificação em tais critérios através de medidas corretivas específicas e transferindo todas as informações pertinentes para a Gerência de Suprimentos, agente de tal atividade. Assistir quando necessário o embarque dos materiais e equipamentos. Promover a integração de atividades técnicas entre Gerência de Engenharia, fornecedor. Diligenciar a emissão pelos contratados dos respectivos “Data Books” e Manuais diversos, quando estes documentos forem requeridos no fornecimento. Promover o encerramento do processo. 34 2.7 Inspeção e testes Sempre elaborados para todos os fornecimentos, os respectivos Planos de Inspeção e Testes. Esses Planos serão elaborados de modo a atender as seguintes diretrizes: • Assegurar a compatibilidade do projeto, procedimentos de inspeção e da documentação interna aplicável com o equipamento ou material objeto do fornecimento; • Indicar os dispositivos e equipamentos (incluindo as incertezas de medição) para obtenção da qualidade, na verificação de dimensões críticas, testes de funcionamento, etc. • Indicar a qualificação do pessoal que executa as atividades de inspeção e verificação; • Identificar os estágios, ao longo de todo o ciclo de produção do equipamento ou material, onde devem ser realizadas as verificações e inspeções (pontos de espera obrigatórios, verificação de documentos e pontos de observação), incluindo as verificações e inspeções em sub-fornecedores. Indicar o tipo de ensaio ou verificação a ser efetuada; • Indicar os procedimentos e padrões de execução e aceitabilidade para as características e requisitos da qualidade. Considerar, quando estabelecido em projeto, o nível de qualidade de referência; • Identificar e preparar os registros da qualidade, citando o tipo de registro: relatório, certificado, gráfico, etc. Estes registros devem permitir a identificação e rastreabilidade dos componentes críticos durante todo o processo fabril; • Abranger, em detalhes, todas as fases de fabricação do respectivo equipamento ou material e seus componentes críticos, inclusive aqueles adjudicados em sub-fornecedores. Serão executadas as inspeções assinaladas nos Planos e Inspeção e Testes, e emitidos os relatórios de inspeção, comunicados de liberação ou de rejeição de material. Onde aplicável e não especificado em norma técnica, o critério de amostragem será especificado no Plano. 35 CAPÍTULO III CENÁRIO NA INDÚSTRIA PETROLÍFERA 3.1 Cenário de investimentos na indústria do Petróleo Segundo BNDES, setor deve investir R$ 378 bi até 2014; só 11,9% é referente ao pré-sal, o setor de petróleo e gás natural já representa mais de 60% dos investimentos industriais no país. Levantamento do BNDES (Banco Nacional de Desenvolvimento Econômico e Social) mostra que os gastos com refino, exploração e produção somam R$ 378 bilhões de 2010 a 2014. Os dados indicam que a concentração de investimentos da indústria no setor de petróleo deve se acentuar mais nos próximos anos. Só 11,9% dos investimentos previstos nestes quatro anos são referentes ao pré-sal apenas uma fração do esperado em etapas posteriores de produção. "O desafio é trazer esse investimento para dentro da indústria brasileira. Até agora, a capacidade dela ficou aquém do que se desejaria", afirmou Ernani Teixeira, economista do banco. Relatório da Agência de Informações de Energia dos EUA destaca que o Brasil é hoje o nono maior consumidor de energia no mundo e que as recentes descobertas de petróleo no pré-sal podem fazer do país um dos maiores produtores mundiais. O BNDES conseguiu mapear R$ 1,6 trilhão em projetos de investimento até 2014, o equivalente a cerca de 50% de todos os investimentos a serem feitos no país.O banco estima que o montante total de recursos em investimentos, incluindo também as pequenas empresas, chegue a R$ 3,3 trilhões.A fim de atender toda a demanda acima exposta, é necessário que as empresas , os consórcios, os estaleiros nacionais cada vez mais se preparem tecnicamente e façam investimentos na sua cadeia produtiva, pois devido a legislação federal 65% dos projetos Off-shore (plataformas, navios, sondas etc) e On-shore (Refinarias) devem ser nacionalizados. 36 CONCLUSÃO Este trabalho monográfico consiste em apresentar os resultados obtidos sobre a liderança e a influência dos profissionais da cadeia de suprimentos no projetos Off-Shore e On-Shore. Mostrou como é possível preparar a equipe de suprimentos , assim como as estratégias para que todas aquisições sejam adquiridos aumentando a margem de lucro em relação ao valor orçado de proposta. Nesta Monografia foi citado a forma como profissionais possam se preparar para o mercado de trabalho e atuar na área de suprimentos (compras, diligenciamento, inspeção, logísitca, recebimento,armazenagem) A pesquisa citou o momento e as perspectivas de projetos que serão desenvolvidos dentro do Brasil no período de aproximadamente 30 anos, identificando assim uma demanda não só para a geração atual como a próxima geração de profissionais. Foi citado também a importância de que a empresas invistam em treinamentos para os profissionais de suprimentos como o objetivo de atingir o sucesso esperado, ou seja adquirindo equipamentos, bulk materials, tubulação, etc, gerando maior lucro, dentro do prazo estabelecido e qualidade especificada. É nítido que, com a utilização de novas tecnologias e estratégias, o setor de compras passou a apresentar oportunidades cada vez mais vantajosas para a relação clientes/fornecedores, melhorando a qualidade de serviços e/ou produtos. Com isso, as organizações passam a ter mais contribuição para alcançarem suas metas e objetivos estratégicos. Com a eficiente administração de compras haverá maior agilidade nas operações e a crescente melhoria da qualidade nas das aquisições, proporcionando assim um diferencial competitivo e positivo. A área de compras evoluiu, especialmente em função da globalização, dos novos sistemas informatizados e da adoção de tecnologias cada vez mais avançadas. A antiga visão de compras como uma atividade meramente rotineira de aquisição de produtos passou por um processo de grande 37 evolução, sendo hoje considerada como uma área de importância estratégica para as organizações. O mercado atual, com seus desafios de competitividade e sucesso organizacional deverá ser a alavanca propulsora para a intensificação da importância do setor. Assim, a eficaz administração da gestão de compras deverá ser responsável pelo aumento da produtividade e qualidade dos produtos e serviços, além de aumentar também a lucratividade, promovendo a satisfação dos clientes. O papel do comprador passou também a ser essencial, sendo esse profissional hoje visto como um analista de compras. As novas práticas adotadas no departamento de compras passam a ser responsáveis por melhorias na administração de estoques, promovendo a redução e disponibilidade dos produtos no momento certo. Como conseqüência dessa evolução, as empresas tem cada vez mais oportunidades de alcance de suas metas e objetivos. 38 Bibliografia ð Gerenciamento da cadeia de Suprimentos e Logística empresarial.5.ed.Porto Alegre: Bookman, 2006,Ballow,Ronald H. ð Gestão da Cadeia de Suprimentos, conceitos, estratégias, práticas e casos. SP,2004 - Pires,Silvio R. ð ARNOLD, J. R. Tony. Administração de Materiais. São Paulo, Editora Atlas S. A., 1999. ð BAILY, Peter, FARMER, David et al. Compras: princípios e administração. São Paulo: Editora Atlas, 2000. ð www.excelenciaemgestao.org.br – 2011 ð WWW.administrador.com.br – 2011 ð Simchi-Levi, D.; Kaminsky, P; Simchi-Levi, E.: Designing and Managing the Supply Chain. Concepts, Strategies, and Case Studies, McGrawHill, Boston, 2000 ð Conteúdo do curso de Logística empresarial e Gestão de Suprimentos – UERJ/2006 ð DIAS, Marco Aurélio P. Administração de Materiais: uma abordagem logística. 4. ed. São Paulo: Atlas, 1993. ð NOVAES, Antônio Galvão. Logística e gerenciamento da cadeia de distribuição: estratégia, operação e avaliação. Rio de Janeiro: Editora Campus, 2004. ð Negociação Total – Autor:José Augusto Wanderley - 2009 39 ÍNDICE FOLHA DE ROSTO 02 AGRADECIMENTO 03 DEDICATÓRIA 04 RESUMO 05 METODOLOGIA 06 SUMÁRIO 07 INTRODUÇÃO 08 CAPÍTULO I – Conceitos de Suprimentos 09 1.1 – Fornecedor 09 1.2 – Cadeia de Fornecimento 10 1.3 – O Supply Chain Management (SCM) 11 CAPÍTULO II – Estratégia e Gestão de Suprimentos 14 2.1 – Gestão de Compras 14 2.2 – O Ciclo de Compras 15 2.3 – Negociação em compras 24 2.4 – Estoques 28 2.5 – Profissionais de Suprimentos 32 2.6 – Diligenciamento 32 2.7 - Inspeção e testes 34 CAPÍTULO III – Cenário na Indústria Petrolífera 35 3.1 – Cenário de Investimentos na Indústria do Petróleo 35 CONCLUSÃO 36 BIBLIOGRAFIA 38 INDICE 39