Revista Científica Eletrônica de Ciências Sociais Aplicadas da EDUVALE - ISSN 1806-6283
A IMPORTÂNCIA DA RELAÇÃO PROFESSOR/ALUNO NA EDUCAÇÃO
INFANTIL
SANTOS Elenice Martins da Costa dos1
OLIVEIRA Elizabete Gaspar de2
BORBA Lucimar Alves de3
RESUMO
A relação Professor aluno historicamente era negativa durante o
desenvolvimento do ensino aprendizagem, dentro do ambiente escolar, pois o
professor era visto como o dono da verdade e o aluno como um receptor do
conhecimento. Diante desta postura, o professor era visto pelo aluno como uma
autoridade dentro da sociedade e a mesma atitude desenvolvida na sala de aula
durante o ensino aprendizagem, era a que usava diante do professor no seu meio
social. Na atualidade a relação professor \aluno é vista de forma positiva para o
ensino e aprendizagem, Diante dessa atual postura do professor o aluno tem uma
liberdade de estar dialogando durante o desenvolvimento do processo de ensino
\aprendizagem. As mudanças ocorridas hoje são vistas também com afetividade,
respeito e uma melhor relação tanto educacional, quanto social. Porém, distante de
várias reflexões de muitos teóricos que afirma que a relação professor\aluno contribui
no processo de ensino \aprendizagem. Este trabalho apresenta um estudo
bibliográfico, concluindo com o resultado conclusivo da análise de dados a partir dos
dados obtidos na pesquisa de campo.
Palavras-chaves: Relação professor/aluno; ensino e aprendizagem.
INTRODUÇÃO
1
Graduação em pedagogia, pela Faculdade de Ciências Sociais Aplicadas do Vale do São Lourenço –
Eduvale conclusão em 2005. Pós Graduação em proposta pedagógica para educação infantil e ensino
fundamental.
Professora
da
rede
Estadual
de
Jaciara-MT.
Endereço
eletrô[email protected]
2
Elizabete Gaspar de Oliveira, Professora da faculdade Eduvale de Ciências Sociais
de Vale do
São Lourenço. Pós Graduação em gestão Escolar. Mestrado em formação de professor. Endereço
eletrônico- [email protected]
3
Graduação em pedagogia, pela Faculdade de Ciências Sociais Aplicadas do Vale do São Lourenço –
Edu vale conclusão em 2007. Pós Graduação em Psicopedagoga Clínica Institucional. Professora da
rede Estadual de Jaciara-MT. Endereço eletrô[email protected]
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Este trabalho tem como tema a relação professos/aluno na educação infantil,
onde sem dúvida, o papel do professor está sendo de extrema importância para a
educação e para o ensino aprendizagem .
Um dos maiores desafios, que nós,
educadores estamos vivenciando no momento. Uma vez que a sociedade
estabelecem relações interpessoais não estando imunes as influências do outro e do
meio em que vive, o mesmo ocorre em sala de aula com a relação professor/ aluno
podendo ser mais ou menos construtiva, pois essa relação estabelece
e envolve
duas dimensões a afetiva e a cognitiva. A relação afetiva entre professor e aluno
favorece a convivência, aprendizagem e socialização.
Pois é através do incentivo é construída na criança uma autoimagem positiva,
e a mesma terá prazer em aprender e participar desse processo como agente ativo.
Contudo, uma vez maltratada a criança pode se sentir humilhada, podendo então
inibir sua criatividade educacional e social. Nessa perspectiva, Procuramos
contextualizar, o papel do professor em especial na Educação Infantil que necessita
de um a boa preparação, especialmente afetiva, e ser necessariamente conhecedor
de sua profissão e compromisso com a criança em sua totalidade, acreditando que a
relação necessita ser pensada pelo professor. E que o mesmo possa ser capaz de
considerar um ser capaz de compreender seu aluno e fazer a diferença em seu
trabalho.
Por essa entre outras razões já citadas acreditamos na relação-
professor/aluno como facilitador da aprendizagem, como o fator influente nesse
processo.
Este presente trabalho compõe-se em duas seções, onde primeira seção traz
uma discussão teórica sobre o que é relação professor\aluno. E também enfatizamos
as diferentes concepções da relação professor\ aluno, sendo elas; a afetiva, cognitiva,
tradicional, construtivista e ainda enfocamos esta relação a partir da concepção
histórica – critico. A segunda seção apresenta a metodologia utilizada e em seguida
apresentamos os dados conclusivos por meio de uma reflexão dos dados coletados.
1 RELAÇÃO PROFESSOR ALUNO.
Na atualidade a relação professor/aluno passa por vários âmbitos neste
sentido faz-se necessário o esclarecimento da norma dois seres tão antagônicos e que
travam uma luta com o mesmo objetivo ensinar e aprender.
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Ao falar de uma relação professor aluno devemos nos preocupar que essa
relação não seja apenas do que é considerado “Bom” ou “Mau” aluno que temos dentro
do ambiente escolar, mas também devemos pensar no professor que temos dentro do
ambiente em que o mesmo desenvolve seu trabalho tanto da parte comportamental
quanto na parte de organizar e planejar sua aula.
Uma das dificuldades mais comuns enfrentadas pelo professor é o que se
costuma chamar de “controle da disciplina”. Dizendo assim, dá a impressão
de que existe uma chave milagrosa que o professor manipula para manter a
disciplina. Não é assim. A disciplina da classe está diretamente ligada ao
estilo da prática docente, ou seja, a autoridade profissional, moral e técnica
do professor. Quanto maior a autoridade do professor (no sentido que
mencionamos), mais os alunos darão valor às suas exigências. (LIBÂNEO,
1984, p. 252).
É importante que o professor esteja sempre pensando na relação
professor-aluno através de seu planejamento e organização pessoal, o ato em
disciplinar do aluno, que a organização de um bom plano didático.
Através disso os educandos terão uma melhor motivação durante o
desenvolvimento dos conteúdos. Por outro lado a apresentação de métodos adequados
que tome a concentração dos alunos, também deverão ser levados em conta. Se os
métodos planejados e desenvolvidos dão oportunidades de concentração evitando a
distração e consequentemente a indisciplina, possivelmente ocorrerá o entendimento e
ocorrerá a relação entre professores e alunos.
Outro elemento importante também para essa relação é a postura do professor,
certamente o aluno terá uma visão de como sucede o comportamento do educador que
está posto a sua frente ao educando. Devemos considerar que aluno sempre vê o
professor como um espelho, a postura adequada dentro da sala de aula são aspectos
que influenciam para essa relação professor aluno.
A interação Professor-aluno é um aspecto fundamental da organização da
“situação didática”, tendo em vista alcançar os objetivos do processo de
ensino: a transmissão e a assimilação dos conhecimentos e, hábitos e
habilidades. Entretanto, esse não é o único fator determinante da organização
do ensino, razão pela qual ele precisa ser estudado em conjunto com outros
fatores, principalmente a forma de aula (atividade individual, a atividade
coletiva, atividade em pequenos grupos, atividade fora da classe, etc.)
(LIBÂNEO, 1994, p.249).
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Também cabe ao professor, por meio de sua interação com a classe buscar
novas formas de conhecer o mundo e a vida de cada um, que é diferente da sua.
Com isso pode estar revendo comportamento, buscando opinião, desfazendo
preconceitos e mudando atitudes e posturas entre ambos.
Um encontro mais próximo entre educador e educando, onde o aluno
consiga perceber que o professor está preocupado com sua aprendizagem e com o
seu dia-a-dia e que o professor acredita em sua potencialidade de aluno e de um ser
social com níveis de satisfação. Onde o professor vai planejar e desenvolvendo suas
aulas de acordo com a posição dos educandos. Tudo isso também influência na
relação professor-aluno.
Diante de vários aspectos é importante estar analisando o bom
professor, é aquele que estabelece objetivos sociais e pedagógicos; seleciona e
organiza os conteúdos, escolhe métodos, organiza a classe. O Educador que valoriza
a todos os alunos de uma maneira onde todos são iguais.
O bom professor exige e cobra, fala sim ou não no momento certo. Com
isso o educando percebe que esta é também uma forma de interesse por parte do
educador com a prática da sala de aula.
Com essa atitude de ser um bom professor o mesmo cria respeito e um bom
comportamento dos alunos desenvolvendo uma boa relação, um bom convívio entre
professor-aluno e entre aluna-aluno, no momento em que os mesmos vão perceber
que no ambiente da sala de aula todos são iguais
Ser um bom professor diante desse aspecto relação professor-aluno não é
muito fácil, mas também não é impossível onde muitas vezes se faz o papel dos
familiares e também de uma sociedade sem muitos objetivos e valores para essas
pequenas crianças e ao mesmo tempo grandes heróis.
Por isso, cabe ao bom educador tentar ter um controle e estabelecer normas,
buscando severidade e respeito uma boa relação entre professor-aluno e aluno-aluno,
deixando bem claro o que espera dos mesmos. Com isso o educador irá ter bons
alunos, onde acontece um bom desenvolvimento de conteúdos e então existirá um
bom relacionamento entre ambos.
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Na sala de aula o professor exerce uma autoridade, fruto de qualidades
intelectuais, morais e técnicas. Ela é um atributo da condição profissional do
professor e é exercida como um estímulo e ajuda para o desenvolvimento
independente dos alunos [...]. Entretanto, essas ações docentes devem
orientar os alunos para que respondam a elas como sujeitos ativos e
independentes. A autoridade deve fecundar a relação educativa e não
cerceá-la [...] (LIBÂNEO, 1994, p. 251).
Sendo assim, a relação entre ambas às partes nesse processo precisa ser
mediada pela ética, pelo compromisso, pelo conhecimento e carisma e sobre tudo
pelo respeito mútuo. Tal relação é um marco que pode contribuir para o sucesso, mas
também para o fracasso dos sujeitos envolvidas no processo de ensinar e aprender.
Dentro dessa perspectiva o professor deve conviver com os alunos, observando o
comportamento de cada um e tentando estar buscando alternativas através do
diálogo com eles, discutir alguns fatores externos que influenciam e muito dentro
dessa relação professor aluno. Lembrando que esses fatores externos vêm também
juntamente com o educador para dentro da sala de aula. E isso seria um dos
aspectos mais importantes para que aconteça uma má convivência entre ambos.
Assim, cabe ao professor criar situações, propiciando condições de ensino e
aprendizagem,
onde
possa
estabelecer
um ensino
aprendizagem havendo
cooperação entre os pares tanto moral quanto racional. Pois o aluno deve ser visto
percebido considerando o fator social, dessa forma ele terá mais oportunidade de
aprender para conviver e se socializar dentro da sociedade.
No Ensino tradicional o professor, não tendo uma aproximação com seus
alunos durante as aulas. Mantendo-se um distanciamento que reforça a concepção de
ser o professor o detentor do conhecimento. Desta forma de agir do professor com os
alunos, surge então a recusa do próprio aluno de se aproximar do professor para se
livrar de qualquer dúvida que possa ter sobre o conteúdo aplicado na sala de aula.
Conteúdo, esses que são iguais para todos os alunos, estão presentes na sala de aula,
sem existir a preocupação para com os mesmos que têm dificuldades ou não de
assimilar os conteúdos aplicados. Então esta distância entre professor aluno é muito
difícil para o educador saber se o educando está necessitando de auxílio, uma vez que
unicamente quem fala é o professor.
No método expositivo como a atividade normal, está implícito o
relacionamento professor-aluno: o professor é o agente e o aluno é o ouvinte.
O trabalho intelectual do aluno será iniciado, propriamente, após a exposição
do professor, quando então realizará os exercícios propostos. A situação é
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preparada e, por isso, artificial. Tal tipo de método tem por pressuposto
basear a aprendizagem no exercício do aluno. (MIZUKAMI, 1986, p.16).
Neste sentido a atividade proposta dentro do método tradicional tem o aluno
como um reprodutor de conteúdos e esses conteúdos são apresentados
mecanicamente e a aprendizagem, assim é receptiva. E então era vedado qualquer
tipo de comunicação entre os alunos no decorrer da aula. Percebe-se então que com
esse método tradicional o ensino-aprendizagem interfere na vida social do aluno e
visa unicamente à atuação do professor e o aluno sem nenhuma visão do seu mundo
real.
A atuação da escola consiste na preparação intelectual e moral dos alunos
para assumir sua posição na sociedade. O compromisso da escola é com a
cultura, os problemas sociais pertencem à sociedade. O caminho cultural em
direção saber é o mesmo para todos os alunos. E os conhecimentos e
valores sociais visam preparar o aluno para a vida social. (LUKESI, 1994 p.
52).
O construtivismo realça a transformação da relação professora-aluno dentro
da educação. Através dessa transformação a sociedade tem uma maior chance de
superar tudo o que acontece diante de sua vida social, uma melhor interação entre o
seu mundo e o mundo político que está dentro de uma única sociedade.
1. 1 A Teoria Construtivista
A teoria construtivista teve com o objetivo de questionar a proposta pedagógica
dentro da escola, com a participação ativa do aluno na construção no seu próprio
aprendizado.
Diante da rapidez das mudanças tecnológicas, a automação tende a erradicar
o trabalho estritamente manual, exigindo cada vez mais do trabalhador um
comportamento baseado nas atividades intelectuais que pedem iniciativa,
criatividade, o que torna obsoleta toda a educação centrada na pura
transmissão de conteúdo e na memorização. (ARANHA, 1996, p.186).
Segundo Vygotsky (1896, p.186), essa fase de colaboração traz a vantagem de
estimular o trabalho coletivo, necessário para transformar uma ação interpessoal e, portanto
social. A importância dessa passagem é alcançar a independência intelectual e afetiva. A
relação professor-aluno na abordagem construtivista é paralela e sem o compromisso de
determinar a autoridade imposta do professor para o aluno estabelecendo o educador como o
dono do saber. Aqui ele assume a função de facilitador da aprendizagem, onde implicam
habilidades de um saber e de o outro ajudar.
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A relação professor-aluno é horizontal e não imposta. Para que o processo
educacional seja real é necessário que o educador se torne educando, por
sua vez, educador. Quando esta relação não se afetiva, não há educação [...].
Os alunos, pois, participarão do processo juntamente com o professor [...]
(MIZUKAMI, 1986, p.99).
Neste sentido, a relação estabelecida entre professor-aluno para a educação é
um fator de suma importância durante o processo ensino e aprendizagem. É
impossível desvincular a realidade de mundo vivenciado pelos educandos, não fica
muito distante dos educadores, pois ambos convivem dentro de uma única sociedade
mesmo existindo várias diferenças sociais entre todos eles. Pois sabemos que nos
dias atuais mesmo com tantas mudanças tecnológicas e sociais, existem vários
aspectos que nos fazem relembrar muitas histórias passadas, tanto na sociedade
quanto nas instituições escolares. Aspectos esses que passam por dentro de uma
sociedade que ainda continua com a desigualdade social, política e econômica e isso
acabam desviando o homem de seu mundo. Pois o mesmo só tem a preocupação de
competir e ganhar sempre mais. Dessa forma o ser humano acaba esquecendo-se
dos seus valores, direitos sociais e até mesmo do seu próximo e acaba criando vários
padrões de comportamento dentro de uma relação que é estabelecida pelo seu
próprio ser. E todos os padrões acabam envolvendo vários campos escolares.
Nesse sentido Aranha (1986) Afirma que a “Educação, mantém viva a
memória de um povo e das condições para sua sobrevivência”. Por isso dizemos que a
educação é uma instância mediadora que torna possível a reciprocidade entre
indivíduos em sociedade. Entre essas e outras questões surgiu então a proposta de
mudanças pedagógicos, proposta essa crítica e renovada. Essa proposta crítica e
renovadora surgiu no século XX, com uma bagagem de teorias, primeiramente com o
objetivo de reunir todos os professores para que os mesmo pudessem seguir com um
único objetivo que por sua vez crítico e significativo e também compreender
teoricamente e propor alternativa, educativa para trilhar os novos caminhos sociais. Esta
proposta se torna mais exigente e mais urgente, dividindo o crescimento e o
desenvolvimento tecnológico em alguns países. Mas para que esta renovação social e
tecnológica desse um melhor resultado na sociedade seria necessário que a proposta
teórica do século XX, fosse desenvolvida também na prática, então a partir da década
de 20 começa a serem criadas as máquinas de ensino: televisão, videocassete, filmes,
discos, laboratórios de línguas e também a grande novidade.
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Para Durkhein, (1986, p. 167) “a educação satisfaz, antes de tudo, as
necessidades sociais” e “toda educação consiste num esforço contínuo para impor à
criança maneiras de ver, de sentir e de agir às quais as crianças não teria
espontaneamente chegado”.
Diante de tantas mudanças construírem, renovar dentro de um mundo que
existe, o ser social, onde a cada dia acontecem novas mudanças, onde o indivíduo
não se importa mais com a convivência social, mas sim cada vez querendo disputar
com o mundo atual.
É importante que o educador tenha a compreensão que educar não é
somente ensinar o aluno a ler e escrever, mas também preparar o mesmo para a
vida, aqui e agora para que possam participar dos avanços tecnológicos de forma a
transformar a sociedade em que vivem tendo uma personalidade própria de ser e de
viver em uma sociedade solidária sendo ético consigo e com os outros. O que seria
importante que tanto o aluno quanto a sociedade pudessem ver a escola, como um
dos espaços mais importantes de suas vidas, não necessariamente como o grande
passatempo, mas sim como um espaço onde se aprende a viver prazerosamente,
como um dos lugares de melhor vivência social e construção do conhecimento.
A escola que queremos é aquela onde os educadores estão profundamente
interessados na educação dos seus alunos. Para tanto, trabalham
efetivamente para que seus educando adquiram os legados culturais
elaborados pela humanidade, que formem um espírito de solidariedade, de um
modo efetivamente positivo (LUCKESI, 1994, p 88)
A relação professor-aluno é um dos problemas mais desfalcados pelos
profissionais da educação, dessa forma é impossível para crianças entender o que e
porque acontece muitas vezes entre a relação do educador e do educando ou até
mesmo a relação entre o ser social, ou seja, no mundo onde vive. Pois o ser adulto
não se dá a importância de se explicar sobre o seu próprio mundo, ou seja, sua
própria vida.
A escola direcionada nessa perspectiva, será local onde educadores e
educandos em uma relação democrática, porque interessados num objetivo
um único - a formação dos educandos, dedicam-se conjuntamente em
atividades que elevam o seu modo de ser e de viver. Elevação esta que terá o
papel significativo na democratização da sociedade como um todo. (LUCKESI,
1994, p 88)
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Vale lembrar que, para o professor é de grande importância estar trabalhando
o ser social com seus alunos. Com isso o educador terá muito mais prazer, em
apresentar conteúdos ou desenvolver trabalhos pedagógicos com os mesmos, de
maneira mais produtiva e prazerosa para ambos. Sabendo que terá o resultado
esperado diante dos seus objetivos. Desenvolver trabalhos sociais com as crianças é
estar dando a direção de uma vida melhor agora, para os homens de amanhã e com
isso os tornar mais humanos.
Segundo Froebel, (1988. p.26) “É preciso encarar a criança como uma
semente que encerra em si a potencialidade de vir a ser, de desabrochar, caso as
condições do meio ambiente que lhes sejam propícias”. Sendo assim, a educação
infantil precisa ser vista pelo educador como um lugar muito especial para com o seu
profissionalismo ético e social, onde é de grande importância estar oferecendo
condições ótimas e proporcionando um melhor desenvolvimento para as crianças que
passam mais tempo nas creches do que com sua família.
Sabe-se que a criança desde os primeiros meses de vida já começam a
freqüentam as creches, ou seja, a de zero a quatro anos de idade. E logo em seguida
começa a freqüentar a escola, até chegar à sua fase adulta.
Atualmente encontramos muitas mudanças dentro da escola de Educação
Infantil, onde é possível perceber o trabalho conjunto dos professores e
coordenadores para a elaboração de projetos e para a montagem de materiais
pedagógicos, baseando-se na teoria para o desenvolvimento da prática educacional.
Quando professores se reúnem para planejar currículos, inevitavelmente
pensam em matéria como conteúdo a ser “dado” à criança, ou determinação
das informações que deverão ser transmitidas às crianças, para que elas
façam o melhor uso possível. Mas, necessário se faz relembrar como
“cresce“ o conhecimento da criança, ou como ela faz uso das informações a
medida que as incorpora, para compreendemos verdadeiro meio do seu
próprio desenvolvimento. (RIZZO, 1988 p.34)
Com essa nova prática educacional na educação infantil o professor age da
mesma forma que o educador do ensino médio e fundamental, tendo então o mesmo
objetivo que é de contribuir para que as crianças sejam construtoras e do seu próprio
conhecimento.
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Segundo Zabalza (1998 p.40) “a abordagem agora é educativa tem uma
orientação mais substantiva, não depende do fato dos pais e mães trabalhar ou não,
baseia-se na idéia de que a educação infantil é fundamental para todas as crianças, a
independentemente de sua situação familiar e social”. Por isso, os educadores da
educação infantil devem estar preocupando-se em desenvolver um trabalho no sentido
profissional, e não um trabalho de pais substitutos, enquanto seus próprios pais
trabalham. Assim a relação professor/aluno nos dias atuais é eficaz, onde existe
amizade, afetividade, compreensão, reflexão e socialização, desta forma existe um
olhar diferente dos pais, para com as creches. E surge então uma visão de escola de
educação infantil, ou seja, de construtora de conhecimento. Sendo assim, as crianças
não são mais colocadas nas creches para serem cuidadas, mais assim, matriculadas
para desenvolver um trabalho educativo.
Neste sentido a relação professor/aluno está além da afetividade, pois não é
só cuidar. Está no compromisso do educador e desenvolver um trabalho que contribua
para o desenvolvimento das habilidades cognitivas e motoras de cada criança. E para
isso educador precisa compreender que a relação entre a mesma passa pelo respeito,
compromisso com uma educação que contribui no desvelar dos olhares das crianças
para lutar por uma sociedade mais justa e igualitária.
2 METODOLOGIA
Este trabalho surgiu do interesse de buscar compreender a relação professor-aluno
na educação infantil. Para melhor entender o assunto foi necessário fazermos um embasamento
teórico em vários autores, que nos deu subsídios para realizar nossa pesquisa.
Para efetivação dessa pesquisa fizermos um caminhar histórico pelas diferentes
concepções de educação analisando a relação professor/aluno nas mesmas o que nos permite
afirmar a utilização do método histórico.
Método histórico coloca-se os fenômenos como, no ambiente social em que
nasceram, entre as suas condições “concomitante”, torna-se mais fácil a sua
análise e compreensão, no que diz respeito à gênese e real
desenvolvimento. [...] pemitindo a comparação de sociedades diferentes: o
método histórico preenche o vazio dos fatos e acontecimentos, apoiando-se
em um tempo, mesmo que artificialmente reconstruído, que assegura a
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percepção da continuidade e do entrelaçamento dos fenômenos[...]
(LAKATOS, 1991, p.82).
Após as leituras foi necessário fazer uma análise dos elementos da relação
professor/aluno na visão tradicional e sócio-construtivista. Para tanto fizemos o uso do
método comparativo que segundo Lakatos (1991) consiste
[...] o método comparativo permite analisar o dado concreto, deduzido do
mesmo os elementos constantes, abstratos e gerais. Constitui uma
verdadeira “Experimentação indireta”. É empregado em estudos de largo
alcance [...] pode ser utilizado em todas as fases e níveis de investigação:
num estudo descritivo pode averiguar a analogia entre analisar os elementos
de uma estrutura (LAKATOS, 1991, p. 82).
Diante desses estudos percebemos que para termos mais clareza sobre o assunto
seria necessário utilizar o método dedutivo, onde partimos de um estudo mais amplo para o
particular que através do mesmo faremos uma análise de uma particularidade.
A dedução é o caminho das conseqüências, pois uma cadeia de raciocínio
em conexão descendente, isto é, do geral para o particular, leva à conclusão,
segundo este método partindo-se de teorias de leis gerais, pode-se chegar à
determinação ou previsão dos fenômenos particulares (ANDRADE, 2003, p.
131).
Após fazemos esse contexto histórico embasado em diversos autores que discutiam o
assunto utilizamos dois tipos de pesquisa para subsidiar os métodos usados no
desenvolvimento desse trabalho. Nesse sentido fizermos o uso da pesquisa bibliográfica e de
campo. As técnicas utilizadas para realizar a pesquisa bibliográfica, sobre o tema, foi feito um
estudo em livros e revistas. Esses conhecimentos adquiridos, servirão para analisar os dados
que serão coletados com a pesquisa de campo.
[...] a pesquisa bibliográfica ou de fontes secundárias é a aquele
especificamente interessa a esse trabalho. Trata-se de levantamento de toda
a bibliografia já publicada em forma de livros, revistas, publicações avulsas
de imprensa escrita. Sua finalidade é colocar para o pesquisador em contato
direto com tudo aquilo que foi escrito sobre determinado assunto [...]
(LAKATOS, 200, p. 44).
Após fazermos esse contexto histórico, então será dado seguimento com a pesquisa
de campo com questões abertas. Optamos por questões aberta, pois as mesmas oferecem mais
liberdade de respostas proporcionando maiores informações para o pesquisador. Este
questionário tem como objetivo, conhecer e compreender as diferentes concepções da relação
professora/alunos e a qual sua contribuição para o desenvolvimento do ensino e aprendizagem
da criança.
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CONCLUSÃO
Com o estudo metodológico foi possível chegar a um entendimento de que a
relação Professor aluno influencia dentro e fora do ambiente escolar. Compreendemos
que muitas mudanças ocorreram na postura dos educadores e nos dias atuais existe
uma boa relação entre professor-aluno. Mas ainda existe um ponto de interrogação
sobre vários aspectos nesta relação, entre dois seres sociais tão próximos, e ao mesmo
tempo tão distantes. O professor e aluno permanecem por várias horas juntos e mesmo
assim o compromisso entre ambos muitas vezes é de gastar o tempo sem muitos
objetivos construtivos e sociais.
A proposta do desenvolvimento desse trabalho foi compreender alguns
anseios sobre um dos assuntos mais importante dentro das instituições escolares em
especialmente escolas de educação infantil, que exige mais deste assunto que
acompanha várias mudanças no papel social das famílias, surgindo então idéias
relativas ao desenvolvimento sócio-afetivo, lingüístico e cognitivo na infância. Com
esses conhecimentos adquiridos destacamos a importância que a relação professor
aluno propicia para o ensino aprendizagem. Uma vez que, esta relação deve acontecer
de melhor maneira possível, onde precisa haver uma boa postura por parte do
educador, carisma, amizade, afetividade, respeito e um autoconhecimento. Vale
ressaltar que, para essa relação possa se efetivar com um resulta eficiente é necessário
que o educador elabore projetos pedagógicos embasados no currículo pré-escolar.
Além desses requisitos, bem encaminhados é necessário que o educador tenha uma
dinâmica ética, a fim de manter um clima de trabalho favorável para o desenvolvimento
das aulas, ou seja, do trabalho pedagógico. Sendo que essas normas não devem ser
tomadas como o único meio de controle da classe, mas sim como atitudes inovadoras
para educador e educando.
Ainda será necessário o desenvolvimento de vários estudos sobre o assunto,
para que realmente possa ter certeza de qual é a melhor maneira do professor se
interagir com o aluno diante de uma postura educativa, ou qual é a melhor maneira do
aluno focando no ensino aprendizagem dentro de uma instituição de ensino.
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REFERÊNCIAS
LAKATOS, Eva Maria de. Metodologia de trabalhos científicos. 6ª ed. São Paulo: Atlas, 2001.
LIBÂNEO, José Carlos. Didática. Coleção Magistério. 2º grau. Série formação do professor.
São Paulo: Cortez, 1994.
LUCKESI, Cripiano Carlos. Filosofia da Educação II Série. São Paulo: 1994.
MARCONI, Mariana de Andrade. Técnicas de pesquisa: amostragens e técnicas de pesquisa:
elaboração, análise e interpretação de dados. São Paulo: Atlas, 1986.
MIZUKAMI, Maria da Graça Nicoletti. Ensino: as abordagens do processo – São Paulo: EPU,
1986.
RIZZO, Gilda. Educação pré-escolar. Rio de Janeiro: F. Alves, 1988.
VIEIRA, Evaldo, Sociologia da educação: reproduzir e transformar, 3º ed. São Paulo: 1988.
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