Revista Científica Eletrônica de Ciências Sociais Aplicadas da EDUVALE - ISSN 1806-6283 A IMPORTÂNCIA DA RELAÇÃO PROFESSOR/ALUNO NA EDUCAÇÃO INFANTIL SANTOS Elenice Martins da Costa dos1 OLIVEIRA Elizabete Gaspar de2 BORBA Lucimar Alves de3 RESUMO A relação Professor aluno historicamente era negativa durante o desenvolvimento do ensino aprendizagem, dentro do ambiente escolar, pois o professor era visto como o dono da verdade e o aluno como um receptor do conhecimento. Diante desta postura, o professor era visto pelo aluno como uma autoridade dentro da sociedade e a mesma atitude desenvolvida na sala de aula durante o ensino aprendizagem, era a que usava diante do professor no seu meio social. Na atualidade a relação professor \aluno é vista de forma positiva para o ensino e aprendizagem, Diante dessa atual postura do professor o aluno tem uma liberdade de estar dialogando durante o desenvolvimento do processo de ensino \aprendizagem. As mudanças ocorridas hoje são vistas também com afetividade, respeito e uma melhor relação tanto educacional, quanto social. Porém, distante de várias reflexões de muitos teóricos que afirma que a relação professor\aluno contribui no processo de ensino \aprendizagem. Este trabalho apresenta um estudo bibliográfico, concluindo com o resultado conclusivo da análise de dados a partir dos dados obtidos na pesquisa de campo. Palavras-chaves: Relação professor/aluno; ensino e aprendizagem. INTRODUÇÃO 1 Graduação em pedagogia, pela Faculdade de Ciências Sociais Aplicadas do Vale do São Lourenço – Eduvale conclusão em 2005. Pós Graduação em proposta pedagógica para educação infantil e ensino fundamental. Professora da rede Estadual de Jaciara-MT. Endereço eletrô[email protected] 2 Elizabete Gaspar de Oliveira, Professora da faculdade Eduvale de Ciências Sociais de Vale do São Lourenço. Pós Graduação em gestão Escolar. Mestrado em formação de professor. Endereço eletrônico- [email protected] 3 Graduação em pedagogia, pela Faculdade de Ciências Sociais Aplicadas do Vale do São Lourenço – Edu vale conclusão em 2007. Pós Graduação em Psicopedagoga Clínica Institucional. Professora da rede Estadual de Jaciara-MT. Endereço eletrô[email protected] Revista Científica Eletrônica de Ciências Sociais Aplicadas da EDUVALE - ISSN 1806-6283 Este trabalho tem como tema a relação professos/aluno na educação infantil, onde sem dúvida, o papel do professor está sendo de extrema importância para a educação e para o ensino aprendizagem . Um dos maiores desafios, que nós, educadores estamos vivenciando no momento. Uma vez que a sociedade estabelecem relações interpessoais não estando imunes as influências do outro e do meio em que vive, o mesmo ocorre em sala de aula com a relação professor/ aluno podendo ser mais ou menos construtiva, pois essa relação estabelece e envolve duas dimensões a afetiva e a cognitiva. A relação afetiva entre professor e aluno favorece a convivência, aprendizagem e socialização. Pois é através do incentivo é construída na criança uma autoimagem positiva, e a mesma terá prazer em aprender e participar desse processo como agente ativo. Contudo, uma vez maltratada a criança pode se sentir humilhada, podendo então inibir sua criatividade educacional e social. Nessa perspectiva, Procuramos contextualizar, o papel do professor em especial na Educação Infantil que necessita de um a boa preparação, especialmente afetiva, e ser necessariamente conhecedor de sua profissão e compromisso com a criança em sua totalidade, acreditando que a relação necessita ser pensada pelo professor. E que o mesmo possa ser capaz de considerar um ser capaz de compreender seu aluno e fazer a diferença em seu trabalho. Por essa entre outras razões já citadas acreditamos na relação- professor/aluno como facilitador da aprendizagem, como o fator influente nesse processo. Este presente trabalho compõe-se em duas seções, onde primeira seção traz uma discussão teórica sobre o que é relação professor\aluno. E também enfatizamos as diferentes concepções da relação professor\ aluno, sendo elas; a afetiva, cognitiva, tradicional, construtivista e ainda enfocamos esta relação a partir da concepção histórica – critico. A segunda seção apresenta a metodologia utilizada e em seguida apresentamos os dados conclusivos por meio de uma reflexão dos dados coletados. 1 RELAÇÃO PROFESSOR ALUNO. Na atualidade a relação professor/aluno passa por vários âmbitos neste sentido faz-se necessário o esclarecimento da norma dois seres tão antagônicos e que travam uma luta com o mesmo objetivo ensinar e aprender. Revista Científica Eletrônica de Ciências Sociais Aplicadas da EDUVALE - ISSN 1806-6283 Ao falar de uma relação professor aluno devemos nos preocupar que essa relação não seja apenas do que é considerado “Bom” ou “Mau” aluno que temos dentro do ambiente escolar, mas também devemos pensar no professor que temos dentro do ambiente em que o mesmo desenvolve seu trabalho tanto da parte comportamental quanto na parte de organizar e planejar sua aula. Uma das dificuldades mais comuns enfrentadas pelo professor é o que se costuma chamar de “controle da disciplina”. Dizendo assim, dá a impressão de que existe uma chave milagrosa que o professor manipula para manter a disciplina. Não é assim. A disciplina da classe está diretamente ligada ao estilo da prática docente, ou seja, a autoridade profissional, moral e técnica do professor. Quanto maior a autoridade do professor (no sentido que mencionamos), mais os alunos darão valor às suas exigências. (LIBÂNEO, 1984, p. 252). É importante que o professor esteja sempre pensando na relação professor-aluno através de seu planejamento e organização pessoal, o ato em disciplinar do aluno, que a organização de um bom plano didático. Através disso os educandos terão uma melhor motivação durante o desenvolvimento dos conteúdos. Por outro lado a apresentação de métodos adequados que tome a concentração dos alunos, também deverão ser levados em conta. Se os métodos planejados e desenvolvidos dão oportunidades de concentração evitando a distração e consequentemente a indisciplina, possivelmente ocorrerá o entendimento e ocorrerá a relação entre professores e alunos. Outro elemento importante também para essa relação é a postura do professor, certamente o aluno terá uma visão de como sucede o comportamento do educador que está posto a sua frente ao educando. Devemos considerar que aluno sempre vê o professor como um espelho, a postura adequada dentro da sala de aula são aspectos que influenciam para essa relação professor aluno. A interação Professor-aluno é um aspecto fundamental da organização da “situação didática”, tendo em vista alcançar os objetivos do processo de ensino: a transmissão e a assimilação dos conhecimentos e, hábitos e habilidades. Entretanto, esse não é o único fator determinante da organização do ensino, razão pela qual ele precisa ser estudado em conjunto com outros fatores, principalmente a forma de aula (atividade individual, a atividade coletiva, atividade em pequenos grupos, atividade fora da classe, etc.) (LIBÂNEO, 1994, p.249). Revista Científica Eletrônica de Ciências Sociais Aplicadas da EDUVALE - ISSN 1806-6283 Também cabe ao professor, por meio de sua interação com a classe buscar novas formas de conhecer o mundo e a vida de cada um, que é diferente da sua. Com isso pode estar revendo comportamento, buscando opinião, desfazendo preconceitos e mudando atitudes e posturas entre ambos. Um encontro mais próximo entre educador e educando, onde o aluno consiga perceber que o professor está preocupado com sua aprendizagem e com o seu dia-a-dia e que o professor acredita em sua potencialidade de aluno e de um ser social com níveis de satisfação. Onde o professor vai planejar e desenvolvendo suas aulas de acordo com a posição dos educandos. Tudo isso também influência na relação professor-aluno. Diante de vários aspectos é importante estar analisando o bom professor, é aquele que estabelece objetivos sociais e pedagógicos; seleciona e organiza os conteúdos, escolhe métodos, organiza a classe. O Educador que valoriza a todos os alunos de uma maneira onde todos são iguais. O bom professor exige e cobra, fala sim ou não no momento certo. Com isso o educando percebe que esta é também uma forma de interesse por parte do educador com a prática da sala de aula. Com essa atitude de ser um bom professor o mesmo cria respeito e um bom comportamento dos alunos desenvolvendo uma boa relação, um bom convívio entre professor-aluno e entre aluna-aluno, no momento em que os mesmos vão perceber que no ambiente da sala de aula todos são iguais Ser um bom professor diante desse aspecto relação professor-aluno não é muito fácil, mas também não é impossível onde muitas vezes se faz o papel dos familiares e também de uma sociedade sem muitos objetivos e valores para essas pequenas crianças e ao mesmo tempo grandes heróis. Por isso, cabe ao bom educador tentar ter um controle e estabelecer normas, buscando severidade e respeito uma boa relação entre professor-aluno e aluno-aluno, deixando bem claro o que espera dos mesmos. Com isso o educador irá ter bons alunos, onde acontece um bom desenvolvimento de conteúdos e então existirá um bom relacionamento entre ambos. Revista Científica Eletrônica de Ciências Sociais Aplicadas da EDUVALE - ISSN 1806-6283 Na sala de aula o professor exerce uma autoridade, fruto de qualidades intelectuais, morais e técnicas. Ela é um atributo da condição profissional do professor e é exercida como um estímulo e ajuda para o desenvolvimento independente dos alunos [...]. Entretanto, essas ações docentes devem orientar os alunos para que respondam a elas como sujeitos ativos e independentes. A autoridade deve fecundar a relação educativa e não cerceá-la [...] (LIBÂNEO, 1994, p. 251). Sendo assim, a relação entre ambas às partes nesse processo precisa ser mediada pela ética, pelo compromisso, pelo conhecimento e carisma e sobre tudo pelo respeito mútuo. Tal relação é um marco que pode contribuir para o sucesso, mas também para o fracasso dos sujeitos envolvidas no processo de ensinar e aprender. Dentro dessa perspectiva o professor deve conviver com os alunos, observando o comportamento de cada um e tentando estar buscando alternativas através do diálogo com eles, discutir alguns fatores externos que influenciam e muito dentro dessa relação professor aluno. Lembrando que esses fatores externos vêm também juntamente com o educador para dentro da sala de aula. E isso seria um dos aspectos mais importantes para que aconteça uma má convivência entre ambos. Assim, cabe ao professor criar situações, propiciando condições de ensino e aprendizagem, onde possa estabelecer um ensino aprendizagem havendo cooperação entre os pares tanto moral quanto racional. Pois o aluno deve ser visto percebido considerando o fator social, dessa forma ele terá mais oportunidade de aprender para conviver e se socializar dentro da sociedade. No Ensino tradicional o professor, não tendo uma aproximação com seus alunos durante as aulas. Mantendo-se um distanciamento que reforça a concepção de ser o professor o detentor do conhecimento. Desta forma de agir do professor com os alunos, surge então a recusa do próprio aluno de se aproximar do professor para se livrar de qualquer dúvida que possa ter sobre o conteúdo aplicado na sala de aula. Conteúdo, esses que são iguais para todos os alunos, estão presentes na sala de aula, sem existir a preocupação para com os mesmos que têm dificuldades ou não de assimilar os conteúdos aplicados. Então esta distância entre professor aluno é muito difícil para o educador saber se o educando está necessitando de auxílio, uma vez que unicamente quem fala é o professor. No método expositivo como a atividade normal, está implícito o relacionamento professor-aluno: o professor é o agente e o aluno é o ouvinte. O trabalho intelectual do aluno será iniciado, propriamente, após a exposição do professor, quando então realizará os exercícios propostos. A situação é Revista Científica Eletrônica de Ciências Sociais Aplicadas da EDUVALE - ISSN 1806-6283 preparada e, por isso, artificial. Tal tipo de método tem por pressuposto basear a aprendizagem no exercício do aluno. (MIZUKAMI, 1986, p.16). Neste sentido a atividade proposta dentro do método tradicional tem o aluno como um reprodutor de conteúdos e esses conteúdos são apresentados mecanicamente e a aprendizagem, assim é receptiva. E então era vedado qualquer tipo de comunicação entre os alunos no decorrer da aula. Percebe-se então que com esse método tradicional o ensino-aprendizagem interfere na vida social do aluno e visa unicamente à atuação do professor e o aluno sem nenhuma visão do seu mundo real. A atuação da escola consiste na preparação intelectual e moral dos alunos para assumir sua posição na sociedade. O compromisso da escola é com a cultura, os problemas sociais pertencem à sociedade. O caminho cultural em direção saber é o mesmo para todos os alunos. E os conhecimentos e valores sociais visam preparar o aluno para a vida social. (LUKESI, 1994 p. 52). O construtivismo realça a transformação da relação professora-aluno dentro da educação. Através dessa transformação a sociedade tem uma maior chance de superar tudo o que acontece diante de sua vida social, uma melhor interação entre o seu mundo e o mundo político que está dentro de uma única sociedade. 1. 1 A Teoria Construtivista A teoria construtivista teve com o objetivo de questionar a proposta pedagógica dentro da escola, com a participação ativa do aluno na construção no seu próprio aprendizado. Diante da rapidez das mudanças tecnológicas, a automação tende a erradicar o trabalho estritamente manual, exigindo cada vez mais do trabalhador um comportamento baseado nas atividades intelectuais que pedem iniciativa, criatividade, o que torna obsoleta toda a educação centrada na pura transmissão de conteúdo e na memorização. (ARANHA, 1996, p.186). Segundo Vygotsky (1896, p.186), essa fase de colaboração traz a vantagem de estimular o trabalho coletivo, necessário para transformar uma ação interpessoal e, portanto social. A importância dessa passagem é alcançar a independência intelectual e afetiva. A relação professor-aluno na abordagem construtivista é paralela e sem o compromisso de determinar a autoridade imposta do professor para o aluno estabelecendo o educador como o dono do saber. Aqui ele assume a função de facilitador da aprendizagem, onde implicam habilidades de um saber e de o outro ajudar. Revista Científica Eletrônica de Ciências Sociais Aplicadas da EDUVALE - ISSN 1806-6283 A relação professor-aluno é horizontal e não imposta. Para que o processo educacional seja real é necessário que o educador se torne educando, por sua vez, educador. Quando esta relação não se afetiva, não há educação [...]. Os alunos, pois, participarão do processo juntamente com o professor [...] (MIZUKAMI, 1986, p.99). Neste sentido, a relação estabelecida entre professor-aluno para a educação é um fator de suma importância durante o processo ensino e aprendizagem. É impossível desvincular a realidade de mundo vivenciado pelos educandos, não fica muito distante dos educadores, pois ambos convivem dentro de uma única sociedade mesmo existindo várias diferenças sociais entre todos eles. Pois sabemos que nos dias atuais mesmo com tantas mudanças tecnológicas e sociais, existem vários aspectos que nos fazem relembrar muitas histórias passadas, tanto na sociedade quanto nas instituições escolares. Aspectos esses que passam por dentro de uma sociedade que ainda continua com a desigualdade social, política e econômica e isso acabam desviando o homem de seu mundo. Pois o mesmo só tem a preocupação de competir e ganhar sempre mais. Dessa forma o ser humano acaba esquecendo-se dos seus valores, direitos sociais e até mesmo do seu próximo e acaba criando vários padrões de comportamento dentro de uma relação que é estabelecida pelo seu próprio ser. E todos os padrões acabam envolvendo vários campos escolares. Nesse sentido Aranha (1986) Afirma que a “Educação, mantém viva a memória de um povo e das condições para sua sobrevivência”. Por isso dizemos que a educação é uma instância mediadora que torna possível a reciprocidade entre indivíduos em sociedade. Entre essas e outras questões surgiu então a proposta de mudanças pedagógicos, proposta essa crítica e renovada. Essa proposta crítica e renovadora surgiu no século XX, com uma bagagem de teorias, primeiramente com o objetivo de reunir todos os professores para que os mesmo pudessem seguir com um único objetivo que por sua vez crítico e significativo e também compreender teoricamente e propor alternativa, educativa para trilhar os novos caminhos sociais. Esta proposta se torna mais exigente e mais urgente, dividindo o crescimento e o desenvolvimento tecnológico em alguns países. Mas para que esta renovação social e tecnológica desse um melhor resultado na sociedade seria necessário que a proposta teórica do século XX, fosse desenvolvida também na prática, então a partir da década de 20 começa a serem criadas as máquinas de ensino: televisão, videocassete, filmes, discos, laboratórios de línguas e também a grande novidade. Revista Científica Eletrônica de Ciências Sociais Aplicadas da EDUVALE - ISSN 1806-6283 Para Durkhein, (1986, p. 167) “a educação satisfaz, antes de tudo, as necessidades sociais” e “toda educação consiste num esforço contínuo para impor à criança maneiras de ver, de sentir e de agir às quais as crianças não teria espontaneamente chegado”. Diante de tantas mudanças construírem, renovar dentro de um mundo que existe, o ser social, onde a cada dia acontecem novas mudanças, onde o indivíduo não se importa mais com a convivência social, mas sim cada vez querendo disputar com o mundo atual. É importante que o educador tenha a compreensão que educar não é somente ensinar o aluno a ler e escrever, mas também preparar o mesmo para a vida, aqui e agora para que possam participar dos avanços tecnológicos de forma a transformar a sociedade em que vivem tendo uma personalidade própria de ser e de viver em uma sociedade solidária sendo ético consigo e com os outros. O que seria importante que tanto o aluno quanto a sociedade pudessem ver a escola, como um dos espaços mais importantes de suas vidas, não necessariamente como o grande passatempo, mas sim como um espaço onde se aprende a viver prazerosamente, como um dos lugares de melhor vivência social e construção do conhecimento. A escola que queremos é aquela onde os educadores estão profundamente interessados na educação dos seus alunos. Para tanto, trabalham efetivamente para que seus educando adquiram os legados culturais elaborados pela humanidade, que formem um espírito de solidariedade, de um modo efetivamente positivo (LUCKESI, 1994, p 88) A relação professor-aluno é um dos problemas mais desfalcados pelos profissionais da educação, dessa forma é impossível para crianças entender o que e porque acontece muitas vezes entre a relação do educador e do educando ou até mesmo a relação entre o ser social, ou seja, no mundo onde vive. Pois o ser adulto não se dá a importância de se explicar sobre o seu próprio mundo, ou seja, sua própria vida. A escola direcionada nessa perspectiva, será local onde educadores e educandos em uma relação democrática, porque interessados num objetivo um único - a formação dos educandos, dedicam-se conjuntamente em atividades que elevam o seu modo de ser e de viver. Elevação esta que terá o papel significativo na democratização da sociedade como um todo. (LUCKESI, 1994, p 88) Revista Científica Eletrônica de Ciências Sociais Aplicadas da EDUVALE - ISSN 1806-6283 Vale lembrar que, para o professor é de grande importância estar trabalhando o ser social com seus alunos. Com isso o educador terá muito mais prazer, em apresentar conteúdos ou desenvolver trabalhos pedagógicos com os mesmos, de maneira mais produtiva e prazerosa para ambos. Sabendo que terá o resultado esperado diante dos seus objetivos. Desenvolver trabalhos sociais com as crianças é estar dando a direção de uma vida melhor agora, para os homens de amanhã e com isso os tornar mais humanos. Segundo Froebel, (1988. p.26) “É preciso encarar a criança como uma semente que encerra em si a potencialidade de vir a ser, de desabrochar, caso as condições do meio ambiente que lhes sejam propícias”. Sendo assim, a educação infantil precisa ser vista pelo educador como um lugar muito especial para com o seu profissionalismo ético e social, onde é de grande importância estar oferecendo condições ótimas e proporcionando um melhor desenvolvimento para as crianças que passam mais tempo nas creches do que com sua família. Sabe-se que a criança desde os primeiros meses de vida já começam a freqüentam as creches, ou seja, a de zero a quatro anos de idade. E logo em seguida começa a freqüentar a escola, até chegar à sua fase adulta. Atualmente encontramos muitas mudanças dentro da escola de Educação Infantil, onde é possível perceber o trabalho conjunto dos professores e coordenadores para a elaboração de projetos e para a montagem de materiais pedagógicos, baseando-se na teoria para o desenvolvimento da prática educacional. Quando professores se reúnem para planejar currículos, inevitavelmente pensam em matéria como conteúdo a ser “dado” à criança, ou determinação das informações que deverão ser transmitidas às crianças, para que elas façam o melhor uso possível. Mas, necessário se faz relembrar como “cresce“ o conhecimento da criança, ou como ela faz uso das informações a medida que as incorpora, para compreendemos verdadeiro meio do seu próprio desenvolvimento. (RIZZO, 1988 p.34) Com essa nova prática educacional na educação infantil o professor age da mesma forma que o educador do ensino médio e fundamental, tendo então o mesmo objetivo que é de contribuir para que as crianças sejam construtoras e do seu próprio conhecimento. Revista Científica Eletrônica de Ciências Sociais Aplicadas da EDUVALE - ISSN 1806-6283 Segundo Zabalza (1998 p.40) “a abordagem agora é educativa tem uma orientação mais substantiva, não depende do fato dos pais e mães trabalhar ou não, baseia-se na idéia de que a educação infantil é fundamental para todas as crianças, a independentemente de sua situação familiar e social”. Por isso, os educadores da educação infantil devem estar preocupando-se em desenvolver um trabalho no sentido profissional, e não um trabalho de pais substitutos, enquanto seus próprios pais trabalham. Assim a relação professor/aluno nos dias atuais é eficaz, onde existe amizade, afetividade, compreensão, reflexão e socialização, desta forma existe um olhar diferente dos pais, para com as creches. E surge então uma visão de escola de educação infantil, ou seja, de construtora de conhecimento. Sendo assim, as crianças não são mais colocadas nas creches para serem cuidadas, mais assim, matriculadas para desenvolver um trabalho educativo. Neste sentido a relação professor/aluno está além da afetividade, pois não é só cuidar. Está no compromisso do educador e desenvolver um trabalho que contribua para o desenvolvimento das habilidades cognitivas e motoras de cada criança. E para isso educador precisa compreender que a relação entre a mesma passa pelo respeito, compromisso com uma educação que contribui no desvelar dos olhares das crianças para lutar por uma sociedade mais justa e igualitária. 2 METODOLOGIA Este trabalho surgiu do interesse de buscar compreender a relação professor-aluno na educação infantil. Para melhor entender o assunto foi necessário fazermos um embasamento teórico em vários autores, que nos deu subsídios para realizar nossa pesquisa. Para efetivação dessa pesquisa fizermos um caminhar histórico pelas diferentes concepções de educação analisando a relação professor/aluno nas mesmas o que nos permite afirmar a utilização do método histórico. Método histórico coloca-se os fenômenos como, no ambiente social em que nasceram, entre as suas condições “concomitante”, torna-se mais fácil a sua análise e compreensão, no que diz respeito à gênese e real desenvolvimento. [...] pemitindo a comparação de sociedades diferentes: o método histórico preenche o vazio dos fatos e acontecimentos, apoiando-se em um tempo, mesmo que artificialmente reconstruído, que assegura a Revista Científica Eletrônica de Ciências Sociais Aplicadas da EDUVALE - ISSN 1806-6283 percepção da continuidade e do entrelaçamento dos fenômenos[...] (LAKATOS, 1991, p.82). Após as leituras foi necessário fazer uma análise dos elementos da relação professor/aluno na visão tradicional e sócio-construtivista. Para tanto fizemos o uso do método comparativo que segundo Lakatos (1991) consiste [...] o método comparativo permite analisar o dado concreto, deduzido do mesmo os elementos constantes, abstratos e gerais. Constitui uma verdadeira “Experimentação indireta”. É empregado em estudos de largo alcance [...] pode ser utilizado em todas as fases e níveis de investigação: num estudo descritivo pode averiguar a analogia entre analisar os elementos de uma estrutura (LAKATOS, 1991, p. 82). Diante desses estudos percebemos que para termos mais clareza sobre o assunto seria necessário utilizar o método dedutivo, onde partimos de um estudo mais amplo para o particular que através do mesmo faremos uma análise de uma particularidade. A dedução é o caminho das conseqüências, pois uma cadeia de raciocínio em conexão descendente, isto é, do geral para o particular, leva à conclusão, segundo este método partindo-se de teorias de leis gerais, pode-se chegar à determinação ou previsão dos fenômenos particulares (ANDRADE, 2003, p. 131). Após fazemos esse contexto histórico embasado em diversos autores que discutiam o assunto utilizamos dois tipos de pesquisa para subsidiar os métodos usados no desenvolvimento desse trabalho. Nesse sentido fizermos o uso da pesquisa bibliográfica e de campo. As técnicas utilizadas para realizar a pesquisa bibliográfica, sobre o tema, foi feito um estudo em livros e revistas. Esses conhecimentos adquiridos, servirão para analisar os dados que serão coletados com a pesquisa de campo. [...] a pesquisa bibliográfica ou de fontes secundárias é a aquele especificamente interessa a esse trabalho. Trata-se de levantamento de toda a bibliografia já publicada em forma de livros, revistas, publicações avulsas de imprensa escrita. Sua finalidade é colocar para o pesquisador em contato direto com tudo aquilo que foi escrito sobre determinado assunto [...] (LAKATOS, 200, p. 44). Após fazermos esse contexto histórico, então será dado seguimento com a pesquisa de campo com questões abertas. Optamos por questões aberta, pois as mesmas oferecem mais liberdade de respostas proporcionando maiores informações para o pesquisador. Este questionário tem como objetivo, conhecer e compreender as diferentes concepções da relação professora/alunos e a qual sua contribuição para o desenvolvimento do ensino e aprendizagem da criança. Revista Científica Eletrônica de Ciências Sociais Aplicadas da EDUVALE - ISSN 1806-6283 CONCLUSÃO Com o estudo metodológico foi possível chegar a um entendimento de que a relação Professor aluno influencia dentro e fora do ambiente escolar. Compreendemos que muitas mudanças ocorreram na postura dos educadores e nos dias atuais existe uma boa relação entre professor-aluno. Mas ainda existe um ponto de interrogação sobre vários aspectos nesta relação, entre dois seres sociais tão próximos, e ao mesmo tempo tão distantes. O professor e aluno permanecem por várias horas juntos e mesmo assim o compromisso entre ambos muitas vezes é de gastar o tempo sem muitos objetivos construtivos e sociais. A proposta do desenvolvimento desse trabalho foi compreender alguns anseios sobre um dos assuntos mais importante dentro das instituições escolares em especialmente escolas de educação infantil, que exige mais deste assunto que acompanha várias mudanças no papel social das famílias, surgindo então idéias relativas ao desenvolvimento sócio-afetivo, lingüístico e cognitivo na infância. Com esses conhecimentos adquiridos destacamos a importância que a relação professor aluno propicia para o ensino aprendizagem. Uma vez que, esta relação deve acontecer de melhor maneira possível, onde precisa haver uma boa postura por parte do educador, carisma, amizade, afetividade, respeito e um autoconhecimento. Vale ressaltar que, para essa relação possa se efetivar com um resulta eficiente é necessário que o educador elabore projetos pedagógicos embasados no currículo pré-escolar. Além desses requisitos, bem encaminhados é necessário que o educador tenha uma dinâmica ética, a fim de manter um clima de trabalho favorável para o desenvolvimento das aulas, ou seja, do trabalho pedagógico. Sendo que essas normas não devem ser tomadas como o único meio de controle da classe, mas sim como atitudes inovadoras para educador e educando. Ainda será necessário o desenvolvimento de vários estudos sobre o assunto, para que realmente possa ter certeza de qual é a melhor maneira do professor se interagir com o aluno diante de uma postura educativa, ou qual é a melhor maneira do aluno focando no ensino aprendizagem dentro de uma instituição de ensino. Revista Científica Eletrônica de Ciências Sociais Aplicadas da EDUVALE - ISSN 1806-6283 REFERÊNCIAS LAKATOS, Eva Maria de. Metodologia de trabalhos científicos. 6ª ed. São Paulo: Atlas, 2001. LIBÂNEO, José Carlos. Didática. Coleção Magistério. 2º grau. Série formação do professor. São Paulo: Cortez, 1994. LUCKESI, Cripiano Carlos. Filosofia da Educação II Série. São Paulo: 1994. MARCONI, Mariana de Andrade. Técnicas de pesquisa: amostragens e técnicas de pesquisa: elaboração, análise e interpretação de dados. São Paulo: Atlas, 1986. MIZUKAMI, Maria da Graça Nicoletti. Ensino: as abordagens do processo – São Paulo: EPU, 1986. RIZZO, Gilda. Educação pré-escolar. Rio de Janeiro: F. Alves, 1988. VIEIRA, Evaldo, Sociologia da educação: reproduzir e transformar, 3º ed. São Paulo: 1988.