UNIVERSIDADE JUSSARA A IMPORTANCIA TUIUTI DO PARANA APARECIDA DA AFETIVIDADE PRIMEIRA SERlE DA SILVA ANDREATA NA RELAQAo DO ENSINO CURITIBA 2003 PROFESSOR-ALUNO FUNDAMENTAL NA UNIVERSIDADE JUSSARA A IMPORTANCIA TUIUTI DO PARANA APARECIDA DA AFETIVIDADE PRIMEIRA SERlE DA SILVA NA RELACAO DO ENSINO ANDREATA PROFESSOR-ALUNO NA FUNDAMENTAL Trabalho de Conclusao de Curso, apresentado como requisito parcial para obtenc;:ao da Graduac;;ao em Pedagogia, Licenciatura Plena, da Faculdade de Ciemcias Humanas, Letras e Artes. Orientadora: CURITIBA 2003 Professora Maria Letizia Marchese Dedico este trabalho ao meu querido esposo Ocir, companheiro, incentivador e crltico e aos meus filhos Andrey e Giuly Anna, pois voces sao a razao do meu afeto. AGRADECIMENTOS Em primeiro realizar lugar, agradecyo aD meu Deus pela vida e pel a oportunidade de este Curso. A querida aprendizados afeto, ajudou-me A mestra, teoricos, querida Prof! dividiu a realizar Maria Letizia Marchese, as queridas muito alem de e, com muito esta obra. amiga Alessandra Botolo, par sua alegria e amizade de tudo. E que parte de si e de seus conhecimentos, colegas de turma que muito me ensinaram. sincera, aeirna "Se sou sua crianc;a por favor me toque ainda que eu resista e ate rejeite invista, descubra um jeito de atender minha necessidade. Seu abra,o de boa noite Ajuda a adogar meus sonhos Seu carinho de dia Me diz 0 que voce sente de verdade. Se sou sua crianc;a Por favor me toque! (PHYLLIS K. DAVIS) RESUMO o estudo focaliza a importancia da afetividade na rela,ao primeira pesquisa professor-aluno na serie do Ensine bibliografica, Fundamental. Realizou-se em primeiro plano uma com 0 objetivo de buscar na literatura uma base te6rica que ajudasse a responder a problematica do tema em estudo. Para tanto, discutiu-se sabre 0 desenvolvimento intelectual, emocional e social da crian<;a. Abordou-se tambem a questao do afeto, da emo~o e dos comportamentos manifestos na relac;ao professor-aluno na primeira serie do Ensino Fundamental. Para 0 aprofundamento da tematica optou-se pela pesquisa qualitativa. A coleta de dados deu-se atraves de questionarios aplicados a pedagogos, professores, psic6logos e psiccpedagogos de diferentes instituig6es. Oescreve-se no decorrer do estudo a importancia da inclusao equilibrada da afetividade na relag80 professor-aluno, como parte fundamental ao desenvolvimento cognitiv~ e para a construgBo do conhecimento da crianr;a na primeira sarie. Tanto na pesquisa bibliograflc8, como na pesquisa de campo, os objetivos foram alcan9ados. Compreende-se com clareza que a crian9a de sete anos, ao iniciar sua vida escolar, real mente esta alicer98da na afetividade. Esta e pe,a fundamental do desenvolvimento humano, e deve ser parte dos recursos do educador para a qualidade do vinculo professor-aluno, pelo qual se dara a produc;ao escelar processo de aprendizagem. Portanto, a afetividade nao pede e a eficacia do deixar de fazer parte das ferramentas do profissional da educa,ao, aquele que ccntribui para a constru9EIo da vida humana. Palavras-Chave: Afetividade, crian.;a, relayao professor-aluno. SUM ARlO 1. INTRODUCAO .. 2. DESENVOLVIMENTO HUMANO INTELECTUAL 2.2 DESENVOLVIMENTO EMOCIONAL 2.3 EMOi;Ao 5 .. 2.1 DESENVOLVIMENTO E SOCIAL 2.4 AFETIVIDADE E COMPORTAMENTO 2.6 AFETO E A ESCOLA DE CAMPO 3.2 RESULTADOS 4. CONCLUsAo REFERENCIAS 12 .. 13 .. PROFESSOR-ALUNO 3.1 METODOLOGIA 3.3 ANALISE 8 9 .. 2.5 AFETO 3. PESQUISA .. 8 .. 2.7 A RELAi;Ao 6 .. .. 19 .. 19 .. .. DOS RESULTADOS 21 .. .. BIBLIOGRAFICAS 15 30 33 ... 35 1.INTRODUCAO Afetividade entender quer interioridade amizade, ROSSINI sem expressao, rela980 afetiva sem fOf98, sao seguras, melhor a realidade Afeto seus conhecimentos a comportamento desenvolvimento persanalidade aquelas estadas e sentimenta, (2001, pode tanto com uma boa intelectual. e justa posta uma respeita ser que as cerea, compreendem Afetividade envolve 0 comprometida, As crianc;:as que possuem ser afetivos podemos e a base da vida; se melhor desenvolvimento e Dai em sua propria com afeto. pelo mundo emQ(;ao ou sentimento. com as quais a individuo ROSSINI e paixBo. equilibrado como ser social estara sem vitalidade. humane dos sua a~o tern interesse e apresentam refere-s8 carinho e estar (2001, p. 9 e 16), a afetividade nao esta bern afetivamente, humane simpatia, arte de user professor" e buscar transmitir Segundo do dizer que a verdadeira 0 aspecto ao lado variedade a propria emocional cognitive. de pessoa fatores 0 de como tambem feliz ir mal na tern contato. p. 9) pergunta: "Alguem ja viu uma crian9a escola?" Sendo crianvas assim, trisles? relayao segue-se Sera que professor-aluno? Observa-se numero a problematica a professor Como a afetividade nas escolas, da pesquisa: percebe se manifesta tanto publicas Par que se va tantas a importancia da afetividade na na pratica? como particulares, que ha um grande de alunos que sofrem de falta de afeto. Nos estagios como os que forarn realizados, professores tratavam observou-se alguns severa mente com eles. Certa professora alunos, era tao severa, mal de tanto medo que sentiu por haver esquecido Este problema vern gerando conflitos medo, la elas sabem que nem sempre Sabe-se afetividade estudos. pode que nem sempre desencadear uma grande rotulando-os 0 e frieza na forma ate gritando a ponto de um aluno passar seu caderno. nas criam;as que vao para a escola com existe carinho. as consequancias uma sarie de conflitos sao estas, emocionais porem a falta prejudiciais de aos Segundo D'ANDREA (1996, p. 80), o professor ideal seria aquele que, alem dos conhecimentos intelectuais, tivesse uma personalidade sem muitos conflitos, uma vida familiar satisfatoria e fosse capaz de orientar seus alunos em Qutros assuntos alem dos relacionados materias que ensina. as o problema da Falta de areto pade estar na pr6pria asta se desapegando professora, pessoa Ademais, 0 crianc;a, que nesta fase da mae e passando muito tempo com em que ela deve depositar grande contexto s6cio-econ6mico as pais a trabalharem de nossa sociedade mais e tar menes tempo hoje tern levado para estar com as filhos. Na maiaria dos cases ambos, pai e mae, trabalham fora e encontram-se cansados e com as servigos E 16gico o problema resolvidos que nao pode fazer 0 somente a noite, ja papel dos pais, mas pode amenizar transmit indo um pouco de afeto ao educar, assim formara cidadaos mais no futuro. Justifica-se, professor-aluno, portanto, a importiimcia de se estudar nas series iniciais do Ensino Assim, neste trabalho, .:. descobrir sucesso as varios dentro da educa9ao, •:. caracterizar 0 papel fatares eduC8980 da afetividade .:. tambem atraves a ligados professor-aluno •:. analisar concorrem como elemento exercer a cognitiv~ . fundamental para a te6rico sabre a afetividade aplicada a de entrevistas, eduC8980, a opiniao a respeito da de educadores afetividade na e relag80 . a realidade observada para caracteriza9ao da importancia da em turmas de 1a serie . afetividade •:. e, final mente, propor um perfil para 0 educador presente para na 18 serie do Ensino Fundamental. identificar, terapeutas na rela9ao . ainda buscar referencial infantil, que como meio do crescimento da relagao professor-aluno •:. pretende-se a afetividade Fundamental. pretende-se: e avaliar afetividade o t de casa por fazer. professor 0 au professor 0 confianC;8. trabalho delas e uma pesquisa apresenta-se bibliagrafica organizada que aborda baseado em quatro canceitos na afetividade. eta pas. A primeira sabre aspectos como: afeto e comportamento, sobre 0 afeto desenvolvimento A segunda afetividade e escola, afetividade, emocional, intelectual parte consta na relayao emoc;ao, de uma pesquisa professor-aluno relac;ao professor-aluno e e social da crianc;a. de campo com profissionais sobre a importancia educadores ligados da a 1a serie do Ensino Fundamental. A terceira conclusao sobre parte 0 e a analise trabalho. e discussao dos dados obtidos. E, final mente, uma 2. DESENVOLVIMENTO o e uma ser humano emocional E e social. nascimento, a morte. mudan~a, integrada estudar cada fase e fatores 0 crescimento" a parte que ocorre 0 biologica, humana anterior em cada pais herda-s8 intelectual, e posterior idade. atraves Sabe-s8 de nossos 0 que avos, geneticos. e termo entre a historia vern ate antes do nascimento, e tatarav6s "Oesenvolvimento com unidade necessaria compreender essa historia bisav6s HUMANO urn processo que desenvolvimento (PISANI, 1990, S8 inicia dizer na concep~o evoluC;80, e 56 term ina progresso, movimento, p. 153). Para que a crianry8 S8 desenvolva, ela necessita de dais fatores basicos: ambiente. e cresci menta das celulas, amadurecer, a crianc;:a estara pronta para, por exemplo: e on de Ambiente como ela enfrenta Nem sempre todos ocorre Matura9<3o e maturac;ao tecidos, urn musculos processo e org8os. a crian<;a vive, sua familia, biologica, refere-S8 Se toda esta parte ao biologica andar, falar, etc. sua educac;ao, sua alimenta<;80, as doenc;:as. tem alguma seu modo, dependera um desenvolvimento defasagem. sempre perfeito, em algumas e algo 0 desenvolvimento dessas unico, cada areas urn tern da matura<;80 e do ambiente. Uma crian~ que desde a gestac;ao a mae se alimenta bem, seu estado ernocional esta equilibrado e seu ambiente e adequado, sem duvida essa crian~ tera urn born desenvolvimento. Porem, ainda e necessario que essa mae receba aten¢o e cuidados, para que na hora do nascimento nao haja traumas. Como Freud destacou, 0 nascimento e a fonte de toda a ansiedade, e a prirneira e fundamental experiemcia de ansiedade. (Ibid., p. 154). desde Isso tudo pode influenciar no desenvolvimento. a gesta<;80, na matura<;ao nascimento, podera a crian98 ter seu desenvolvimento A crianc;:a precisa e ambiente. irreversivelmente Caso isso prejudicado. de cuidados nao ocorra, 2.1 DESENVOLVIMENTO INTELECTUAL Jean Piaget Segundo foi urn grande ele, hi:! quatro pesquisador estagios que estudou a inteligencia bern definidos no desenvolvimento da crianya. intelectual da crian9a: sensorio-motor (0-2 anos), pre-operacional (2-7 anos), operacional-concreto (7-11 anos) e operacional-formal (11-15 anos). Para Piaget, conforme PISANI (1990, p. 159), a primeira fase do desenvolvimento intelectual e denominada de Estilgio Sensorio-Motor (0 - 2 anos), pelo fato da percep9ao estar intimamente ligada aos movimentos, este periodo vai do nascimento aos dois anos e S8 caracteriza crianc;a aprende a diferenciar a seu corpo pelos seguintes dos demais formal ainda e as objetos sao definidos au conceituados manipula<;ao. necessita Eles 56 existem e egocentricQ, pensa 0 e a partir Nesta cor, a crian~ Quando percebe a crian98 noc;6es de conceitos Neste aprende como se fassem atinge os quatro anos, e iguais. intuitivo. Aqui a (classe). Ja tern numericos. sua forma objeto desenvoive depois 0 conceito de volume; muda ou quando permanece suas partes. 0 Os liquidos mesmo de para divide-se independentemente nao mudam de volume parecerao iguais. Tomando-se, a crian98 nao desenvolveu a conceita porem, passa como maior (massa) 0 peso apesar como sao de mudar duas bolas, de para eta em urn rolo que a bola, porque ainda de conservagaa. o terceiro estagio e 0 das Opera,oes com logica, de uma das bolas e transformando-a a aponta-to primeiro urn todo em partes. Se, para uma crianc;a de 4 anos forem apresentadas fino e comprido, conservac;ao, ela, a quanti dade recipiente. de pensar a que 0 processo de peso, distribuidas com duas bolas tem S8 em coietivo a crian98 um pensamento da 0 S8 preocupar relac;6es e comec;a a pensar conservagao de sem inicia-se estagio nao rnuda quando em si proprio, sao percebidos par uma caracteristica: criantya comec;a a perceber capaz de seu usa ou fase a crian<;a busca Pre-Operacional (2 - 7 anos), onde 0 ele 56 pensa Dutro. Os objetos a mesma total a vista. estao a Nao ha linguagem ser estimulada. o segundo estilgio crian~ enquanto comportamentos: objetos. mas sempre Concretas (7 - 11 anos). A crian9a jil e tern par base fatos e objetos Nao e capaz de abstrair ainda, porem, jil e capaz de entender 0 concretos. principio da reversibilidade, e capaz de classificar ordenamento o de objetos quarto estagio e 0 Estagio esto3gio do desenvolvimento ja faz a pensamento o ser afetivo, logico formal, precisa sensoria-motor. As rela90es Quando relac;;oes respeito pais par emergem com tornam-se anos). e0 que au pre-adolescente, mais cognitivo adaptados e que durante a desenvolvimento com a conserva9ao seus colegas, importantes dos mesmos. criando no as primeiras desenvolvimento da do seu valor. e a autonomia de necessidade (11 -15 a crianya, como a afetivo ainda nao estao prontos. aos outros mutua, a seria980, do desenvolvimento lado, sociais estabilizam-se e na compreensao A vontade da sensa~ao este interam-se realiza e a generaliza~ao. que depende cognitivo as crianc;;as de cooperayao a abstra9ao de afei9ao Formais A partir daqui aprender tanto a conhecimento Os sentimentos em hierarquias, e decrescente. das Opera90es cognitivo. social e uma constru~ao a individuo estejam, as objetos em ordem crescente quando desenvolvidas, e um sensa auxiliam de obriga98.o no estabelecimento para com aqueles que sao valorizados. Para Piaget, sao inseparaveis, a desenvolvimenta e e de grande crianc;as a desenvolvimento "0 aspecto Ele pode determinar sobre tern uma acelerar que afetivo para e a desenvolvimento as relac;6es sociais social entre as afetivo e intelectual. afetivo intelectual. cognitivo, importancia profunda au diminuir conteLidos influencia a ritmo a atividade sabre a desenvolvimento de desenvolvimenta. intelectual Ele se concentrara" pode (LEITE. 1987. p. 75). como Para que a desenvolvimento uma linha representada desenvolvimento ferrea pela ande intelectual a trem intelectualidade precisa ocorra naturalmente, passar, e a afetividade, cada a trem uma ele pode das e comparado ser linhas e com a da crianya. o afeto apresenta varias dimensoes incluindo os sentimentos subjetivos (amor, raiva, depressao) e aspectos expressivos (sorrisos, gritos, lagrimas). Na sua visao piagetiana, 0 afeto se desenvolve no mesmo sentido que a co9ni98o ou inteligemcia. E responsavel pela ativa~o da atividade intelectual. (LEITE, 1987, p. 75). e 2.2 DESENVOLVIMENTO EMOCIONAL E muito importante outros relacionamentos crianc;a sentir-se-a E SOCIAL haver urn born relacionamento dependerao segura e deste, pais auto-confiante, entre a mae e a crianrya; a primeiro S8 for provavelmente adequado, sera urn a adulto "resolvido", A base crescendo do desenvolvimento e social dos amigos. fortalecendo-se a familia. A crianC;8 vai com a relary80 com a escola ate a idade adulta nas relar;oes sociais e interpessoais. e continua o principal com a interavao papel do pai tambem da identidade e importante, principal mente com rela,.ao sexual das crianC;8s. Pesquisas o desenvolvimento cognitiv~, mostram que a ausencia especial mente dos filhos do a forma~ao do pai afeta seXQ masculino. Freud estudou 0 desenvolvimento sexual e emocional e deu muita importimcia aos primeiros anos de vida na formayao da personalidade; Freud destaca ainda a importancia de duas situayoes de aprendizagem no desenvolvimento sexual e emocional: a amamentayao e 0 controle dos esfincteres e bexiga. A primeira situayao importante porque determina 0 relacionamento com a mae e, subsequente, com as demais pessoas. A segunda situayao reverte-se de importancia especial, porque a primeira norma social que os adultos e a saciedade impoe sabre a crianya. (PISANI,1990, p.154). e e o estagios desenvolvimento emocional ern que se encontram. determina a sua personalidade, e social Como a crjan~ identidade de cada crianr;a vai de pender passa par cada urn deles, e como ela se ajustara dos ea que aos eventos e ambientes. A medida auto-confiante, que se superar cada fase, segura em suas emogoes cada crise, a crianga e vai se relacionando vai se tornando com as outros. 2.3EMOCAO ErnogEio segundo Lemos: e urn terrno muito abrangente para ser facilmente conceituado, mas e Emoyao 0 nome generico que damos a uma altera'Yao corporea de variilvel intensidade, aliada a uma correspondente interpretac;:ao dessa modificayao. Portanto, a somatoria da altera'Yao percebida em nos mesmos, mais a maneira como a entendemos, explicamos ou justificamos, e que nos faz dizer que estamos vivendo a experiencia emotiva. De fato, estamos sentindo emoc;:ao 0 tempo todo; esse urn acontecimento humano ininterrupto. (LEMOS, 1994, p.1S). e Deve-se diferenciar emOC;aode afeto, pOis a emoyao do que se sente. Nao e facil definir 0 que e e a afloramento intenso e percebida pelo emoyao, pOis ela comportamento. Varios autores concordam que as emoc;6es sao complexos estados de excitac;:aode que participa todo a organismo. Desde crianc;aaprende-se a esconder as emoc;6es,como se fosse algo feio, e principalmente os meninos, que nao podem chorar porque sao homens. E evidente que 0 equilibria esta em usar a emoC;:80e razao juntas, pais sem isso teriamos problemas com a desenvolvimento da personalidade. De acarda com PISANI (1990, p. 108) "0 terma ema98a e usada tambem para significar os sentimentos e os estados afetivos em geral ( ..), os estados emocionais e sentimentais formam a afetividade, um dos aspectos do e, fora comportamento humano". Quando a crianc;:aapresenta-se com um comportamento alterado, isto do usual, ela pode ficar agressiva ou fugir, par isso e preciso perceber a diferenc;a entre comportamento e motivayao, e entre areto e emoc;ao. PISANI (1990, p. 109) diz que ha tres indicadares utilizadas para identificar as emoc;:oes:relatos verbais, observayao do comportamento e indicadores fisiol6gicos. A emoc;:ao pode servir de motivador do comportamento e a motivayao pode levar a comportamentos que despertem novas emoc;:6es. 0 odio pode levar homem a agredir; apos ter agredido, a mesmo homem pode sentir medo e fugir. (Ibid., p.111). ° 2.4 AFETIVIDADE o conhecimento da afetividade comec;:acom 0 conhecimento de si mesmo, canfarme diz Lemos (1994, p. 9): o homem tern aprendido COisas realmente maravilhosas sobre a natureza, mas ainda desconhece muito dos proprios processos internos. Aprender sobre si mesmo parece tao dificil que se relega para segundo plano aquilo que se tern de mais valioso e diferenciador: a vida afetiva. Aprende-se afeto, sobre muitas coisas, nao se quer ter 0 trabalho sempre e deixada de lado, considerada "A afetividade afetivos, representa composto no carater as sentimentos do bem estar, pareee mas afetividade estiver comprometida. fase adulta levara consigo as deixara ou complexa um conjunto sentimentos, se caminha de fen6menos etc. Os quais (JOLIVET, Se a crianga passo de sete anos e, dependendo sofre que demais. paix6es um ou do da vida, 1987, p. 88). pOis medem a temperatura nao as lembranc;as do interior, tao delicada de cada individuo" termometros, incrfvel, se trata area da psicologia emog6es, individual parecem quando nessa sem importancia dentro por tendencias, infiuem diretamente porem de mexer a do humor e frente nesta do que viveu, se a fase, na rejeitara au entrar na sua parte mais Intima. Na fase adulta uma afetividade Wallon se reflete as experiemcias bern desenvolvida coloca a afetividade na infancia, por isso e fundamental para que se cresg8 em harmonia no centro do desenvolvimento e seguranga. do ser humano: A dimensao afetiva ocupa lugar central tanto do ponto de vista da construyao da pessoa quanto do conhecimento (...). A afetividade e tambem uma fase do desenvolvimento, a mais arcaica. 0 ser humano foi, logo que saiu da vida puramente orgfmica, um ser afetivo. Oa afetividade diferenciou-se, lentamente, a vida racional. Portanto, no inicio da vida, a afetividade e inteligencia estao sincreticamente misturadas, com 0 predominio da primeira. Ao longo do trajeto, elas alternam preponderancias e a afetividade reflui para dar espayo a intensa atividade cognitiva assim que a maturayao poe em ac;ao 0 equipamento sensorio-motor necessaria a explorac;ao da realidade. Isto significa que a partir dai a afetividade depende, para evoluir, de conquistas realizadas no plano da inteligencia, e viceversa. (WALLON apud DANTAS, 1992, p. 85 e 90). Na primeira tanto no interligados. infancia aspecto afetivo (de 2 a 7 anos), como A crianc;a precisa fazer uso adequado Conforme no de seu aspecto de seu cognitivo. PIAGET (1973, p. 24): ocorrem inteleetual muitas tanto afetivo urn mudan9as como na crian9a, 0 outro bern desenvolvido estao para poder 10 do ponto de vista afetivo, segue-se uma sene de transformac;6es paralelas, desenvolvimento de sentimentos interindividuais (simpatias e antipatias, respeito, etc) e de uma afetividade interior organizandoS9 de maneira mais estavel do que no curso dos primeiros estagios. Quando a criang8 vai para a escola ela cameg8 Qutras crianyas, que isso S8 aprende desenvolva sabre as cultur8S a viver social mente, individuais, par isso e muitos conhece importante naturalmente. As transformagoes da ayao provenientes do inicia da socializa9ao nao tern importancia apenas para a inteligencia e para 0 pensamento, mas repercutem tambem profundamente na vida afetiva. Oesde 0 periodo pre-verbal, existe um estreito paralelismo entre a desenvolvimento da afetividade e a das funyees intelectuais, ja que estes dais aspectos sao indissociaveis de cada ayao. Em toda a conduta, as motivayees e 0 dinamismo energetico provem da afetividade, enquanto que as tecnicas e 0 ajustamento das meios empregados constituem 0 aspecto cognitiv~ (sensorio-motor au racional). (Ibid., p. 37-38). A afetividade outro para agir, da crian9a esse 0 professor sucesso. for corrigido as influencias Novamente, ligada ao seu cognitivo, e fundamental deve conduzir ve-se a sincronia para aluno sem deixar 0 no inicio nao tera problemas Neste aspecto tocante est'; sempre equilibrio que se configura sobre a afetividade de percebe-Io. Tudo do ter que entre a escola e a familia no futuro. e a construc;ao e intelectualidade, escolar 0 no desenvolvimento sobre 0 desenvolvimento um depende 0 desempenho do ser da crianc;a. Piaget diz: Nunca ha ayao puramente intelectual (sentimentas multiplos intervem, por exemplo: na soluyao de um problema matematico; interesse, valores, impressaa de harmonia, etc); assim como tambem nao ha atos que sejam puramente afetivos (0 amor sup6e a compreensao). Sempre e em todo 0 lugar, nas condutas relacionadas tanto a objetos como as pessoas, os dois elementos intervem, porque se implicam um ao outro. Existem apenas espirito que se interessam mais pelas pessoas do que pelas coisas ou abstragoes enquanto que com outros se da 0 inverso. Isto faz com que os primeiros pareyam rnais sentimentais e os outros rnais secos, mas trata-se apenas de condutas e sentimentos que implicarn necessariarnente ao mesmo tempo a inteligencia e a afetividade". (Ibid., p.38). Quando complexas a crian9a esta no periodo que as dos anos anteriores. pre-escolar Mas quando ela faz atividades mais ela entra na 1a serie e avisada II de inicio que tera mais responsabilidades, e ista, dependendo absorver Par isso com naturalidade pre-escolar au com medo. muito sao avaliadas duas vezes porque como da crianya, importante naD possuindo ela pode a professor Ha crianc;as saber preparar a crianc;a para evitar traumas. pre-escola 5uficiente e que fazem a ainda maturidade para entrar no ensina fundamental. o afeto par sua vez, representa um processo de descarga da energia pulsional que constitui uma das manifestar,;:6es da pulsao, geralmente dificil de controlar nas primeiras fases da infancia, posteriormente sendo controlado conforme 0 processo de maturagao do individuo. (WINNICOn, 1982, p. 56). Seguindo anos, as pesquisas que coincide modificacyao complexos relagoes com decisiva no de Piaget, desenvolvimento da vida psiquica, de organizal):oes decorrer do periodo tambem inauguram ROSSINI firmadas individual, nOllas, que completam assegurando-Ihes uma serie ininterrupta (2001, Em que ele mais se desenvolve; um de sete dos uma aspectos ou da vida afetiva, observa-se das 0 aparecimento as construl):oes um equilibrio esta ideia afirmando e desenvolvimento descobre media dita, marca esbogadas mais estevel no e que de novas constru¢es. p. 72) corrobora as bases para a educac;ao cada da inteligencia propriamente precedente, que a idade propria mente mental. quer se trate sociais ou da atividade, de formas observa-s8 comecyo da escolaridade 0 que ate os 7 anos sao do ser humano. a si e ao mundo E a fase em e a relac;ao que tern com esse mundo. 2.5 AFETO E COMPORTAMENTO Para LEMOS emocional Todos os medicos maneira (1994, p. 13), um intense que, por sua vez, tern reflexo e profissionais geral, por experiencia tern suas origens dirninuem as possibilidades verdadeiras a partir resistencias de se doenl):as, sofrimento afetivo no desempenho cria um descontrole do corpo como urn todo que lidam com doenc;as sabem - e as pessoas propria - que grande de transtornos naturals do afetivos organismo. parte dos desarranjos que vao-se Um defender e fonte de problemas as quais mudam de nome e de atualizando organismo que se lugar com transformam no corpo. de da saude e que parcas em 0 que 12 aconteee nesses Segundo esfera e cases Qutro acontecimento, ROSSINI instintiv8, esta que a doenc;a muitas vezes situados (2001, mostrando p. 10), a aletividade nas percepg6es 896e5, na sensibilidade S8 de memoria, e corporal, como sintoma de urn na vida afetiva conturbada. domina a atividade pessoal no pensamento, na vontade, do equilibria e da harmonia componente na nas da personalidade. Logo, a afetividade, como vista como uma ferramenta U A falta de afetividade a aprendizagem (1993, leva e a auseneia Pode-s8 BOCK motivadora a rejeiC;:80 aos da vontade dizer que a vida afetiva p.189) "sao nossos vidas e expressam-se do comportamento a mais na vida pedag6gica aletos nos desejos, a carencia livros, de creseer" e deve ser em sal a de aula. de motivac;:ao para (Ibid., p. 15). 0 equilibrio e em090es, nos sonhos, humano, do professor do nosso ser, e, como diz que dao colorido nas emoc;6es enos as nossas sentimentos. E o que nos faz viver". 2.6 AFETO E A ESCOLA Constitui uma missao importante, afetivo do aluno. Nao excluir e capaz educador Segundo fisico e social, estimulos entao 0 BOCK (1993, recebemos p. 191), quando estimulos ao nosso mundo algo em retac;ao a eles. ou nao. Essas interne caracteriza Ao entrar atras e 0 atrav9s conseguir trabalho Por exemplo, exprime Essa tonalidade entramos de nossos interno sao respostas Esse tipo de reac;ao psiquica vago ou qualificado. fazer referemcia 0 perceber de ajuda-Io, 0 aspecto sera que 0 de abrac;ar esta causa? chegam prazeroso professor 0 aluno para nao ter em cantata 6rgaos e la recebem gostamos significac;oes. ou nao nao externalizadas um "estado afetivo", penoso afetiva que as coisas ganham a sua novo que vai enfrentar. a-nos psiquismo. ou agradavel, em nos so mundo e utilizado para se afetiva em gera!. na escola professor Esses Sentimos gostamos, de nosso os cham ados ~afetosb 0 termo afeto, portanto, a vida com a meio dos sentidos. a crianc;a sente-se frente, numa ela esta insegura, ponte, precisa na qual os pais estao de afeto, e um mundo 13 Para D'ANDREA voltas com vivendo num mundo principais. (1996, desmame, 0 0 p. 79), controle ate entrar na escola, a crian9a asseio e as quest6es dos esflncteres, relativamente restrito, 0 no qual ela e os pais foram as sexuais, as figuras Na escola, amplia sua visao de mundo e aprende que muitas pessoas de valor existem au existiram e realizaram Como transmissor importante muitas eoisas. de conhecimentos, a professor passa a ser a pessoa mais na sua vida depois dos pais. Nesta apaca, reconhecimento e creditos para si mesma, procura a crian98, identificar-se para conseguir com [dolos, tanto podem ser personagens hist6ricos como her6is fabricados. importante que professor, 0 personalidade elementos encontrarmos mestres situayao econ6mica idolo vivo e desejaveis para identifica<;ao. desajustados, Eo muito importante infelizes, a aleta, urn toque proximo, mais em e sua nao e raro com a sua Infelizmente preocupados que issa, contenha de carinho, pais para DAVIS seis anos de vida, nao recebe alem de contato fisico, adequados, seguintes mais Par au social do que com os alunos. 99), a pessoa que, nos primeiros ternura, esteve a podera chegar (1991, p. amor, carinho idade adulta e com os problemas: Certo grau de retardamento Fraqueza fisico e mental evidente; no sistema fisiol6gico na infancia au mais tarde, na forma de doen<;as psicossomaticas; Incapacidade Resistencia de dar au receber aleto; ao ser tocado au a tocar e ao r6tulo de "esquivo a cantatos fisicos" Muitos adequada, dilerente, estudos que ele produz KIRINUS apud tern necessidade necessitam ainda promessa. Precisam ressonancia humano, com (1996, do pao p. 127), baseando-se do corpo em Freinet, rna is do seu olhar, da sua voz, do seu pensamento sentir que de produzir bem nao e e do pao do espirito, encantraram, em voce de falar com alguem que as escute, de escrever au as compreenda, a afetividade Com a crian<;a e a educa<;ao ela laz. ELIAS de pao, a ser mais. pais com aleto ela aprende, Segundo crian9as comprovam e mais feliz, alguma coisa tudo a que trazem nelas de generoso e superior. e na sua as mas e da sua escala, a a alguem que as leia de uti I e bela que e a ~~~ii,:\de f if /~~ ?,' .~~J \~~,~~?,}!.~":,; ~r~,,;,~&ri\\\\\ 14 Ainda para Freinet, conforme diz GRANZOTTO apud ELIAS (1996, p. 99), ;, par intermedio das modific8yoes comportamentais da area afetiva que a escola pode contribuir para a fix8yaO dos valores e dos ideais que a justificam como instituiyao social. Os educadores reconhecern pel os comportamentos pSicossociais. E que 0 do dominic homem desejo da escola atuar e verifica-se conteudo dos curriculos. val ores, desenvolver dimensao emocionai. Neles encontramos interesse Dai, a pertinencia de mestres da a importancia integram S8 e agir no ests interesse as prop6sitos sabre afetivD, universe responsavel das rel8yoes pesquisanda de modificar atitudes comportamentos envolvidos 0 e em perguntar: naD sera tempo de apelar para os grandes Educar;ao e introduzir nas salas de aula uma pedagogia mais afetiva? 2.7 A RELACAO PROFESSOR-ALUNO Na rela980 professor-aluno e importante que se erie um vinculo adequado, pois a crianya precisa sentir-se segura e confiante quanto ao seu professor; nessa idade fortalecer a auto-estima ;, fundamental para ela. A idade da atividade x inferioridade ocorre dos seis aos onze anos. Agora, 0 professor se constitui numa especie de agente da sociedade. A atenc;ao da crian~a esta concentrada nas tarefas escolares e no desenvolvimento de relac;ao com colegas e grupos. Quando os pais e professores mostrarem interesse e aprovac;ao pelas suas conquistas, a crian98 desenvolvera 0 senso de realizac;ao. Se, ao contrario, os pais e professores nao mostrarem interesse, 0 sentimento de inferioridade surgira. (PISANI, 1990, p.158). Cabe, entao, ao professor uma grande responsabilidade, no sentido de ajudar a crianya. a desenvolver escolares, confianya., autonomia, iniciativa e a fazer suas atividades de forma a iniciar, ali na escola, um programa uma vida adulta com sua identidade bern estabelecida, de desenvolvimento para sem crises e sem confusoes de pap;'is. E escolar preciso, portanto, muito cuidado, pois 0 professor nesta fase inicial da vida e um idoio vivo. Se a professor nao cumprir bem este papel de mediador 15 podera estar estimufando sentimentos na criany8, de inferioridade que a prejudicara par toda a sua vida. ~As crianC;8s aas adultas. Niia naturalmente e precisa ja S8 sentem que as adultas bastante inferiorizadas se 'agigantem' diante com rela9ilo delas" (ROSSINI, 2001, p. 77). A pais relayao professor-aluno pade ser afetiva sem contudo deixar de ter limites, nao e necessaria no senti do de "( ... ) as Devemos deseja, tambem estar abraryando e beijando superprotege-Io. 0 afeto pode ser expresso 0 aluno a todo momento, de varias Qutras maneiras. crianyas sem limites provocam constantemente pais e professores. dar 0 limite atraves mas sempre Na realidade do 'toque calacanda 0 fisico', as mativas professor bastante afetivD, dele" (ROSSINI, expressando nOSSQ 2001, p. 82). e urn dos primeiros modelos na vida da crianya, ele pode ser urn born profissional, acompanhar a tecnologia, porem jamais pode esquecer da realidade de cada crianya, de trata-Ia como ser humano. Acima de tudo, a professor deve gostar de ser professor e saber que seu objetivo e educar. Como nos lembra CHALITA (2002, p. 19): e Professor tern luz propria e caminha com os proprios pes. Nao possivel que ele pregue a autonomia, sem ser autonomo; que fale de liberdade sem experimentar a conquista da independencia que 0 saber; que ele queira que seu aluno seja feliz sem demonstrar afeto. E para que possa transmitir afeto preciso que sinta afeto, que viva o afeto. e e Na rela9aO professor-aluno, a rnais importante e a maneira com que 0 professor conduz a afetividade para formar a vinculo e transmitir segurany8 e tranqOilidade a crianya, de tal maneira que a cognitivo possa desenvolver-se naturalmente. uTodo a que diz respeito ao aluno deve ser do interesse do professor. Ninguem ama a que nao conhece, e 0 aluno precisa ser amado! E 0 professor e capaz de fazer issa" (Ibid., p.19). Sera que 0 professor de hoje esta consciente e preparado para isso? Equilibrado consigo mesma, de maneira a manter uma relac;ao construtiva com seus alunos, que va alem dos meros conteudos estabelecidos e dadas em aula? Neste sentida, e importante que 0 professor procure deixar seus problemas individuais para 16 fora da sala de aula e procure naD transparecer a seus alunos suas dificuldades pessoais. Certamente a professor, como qualquer pessoa, tera seus problemas pessoais, chegara a eseela mais sisudo que a habitual e tera mais dificuldade em desempenhar seu trabalho em sala de aula. Os alunos notarao a diferenfY8. e a eventual impacie.!Ocia do professor nesse dia, mas eles naD sabem 0 motivQ da sisudez do mestre e podem interpretar erroneamente. Exatamente par isso preciso cuidar para que contrariedades pessoais naD venham a tona, causando magoas e ressentimentos, (Ibid., p. 19). e Contudo, de forma esta com problemas geral, consigo 0 aluno mesma. natural mente Entao, percebe e preciso 0 professor ser 0 mais natural quando passivel com as alunos. A rela980 naD deve ser prejudicada, pais, se num momenta de raiva, escapar alguma bronca injustificada, essa atitude do professor poderc~magoar a crianc;aprofundamente. Talvez ate se a professor preferir fazer algum comentario a respeito de alguma situac;ao pessoal sua, mas nao necessariamente de forma muito especifica, e assim pedir com delicadeza para as alunos cooperarem, eles sentirao que a professor confia neles. Nesta fase as crianryasadoram poder ajudar os adultos. o que a professor nao pode esquecer e que ele e urn profissional e nao urn "tion (a), pelo que jamais deve esquecer sua postura de educador, e nao se deixar envolver emocionalmente. e Tiozinho, no sentido depreciativo, aquele professor que gasta aulas e rna is aulas dan do conselhos aos alunos. Trata-os como se fossem seus sobrinhos, quer saber tudo sabre a vida deles, a que fazem depois da escola, aonde vao, as lugares que freqi.Jentam e emite opini6es em seus assuntos de cunha privado que absolutarnente nao competem a ele. 0 professor tiozinho se sente urn pouco psic6logo tam bern. Comeya desde logo a diagnosticar os problemas dos alunos e se acha qualificado para isso. (CHALlTA, 2002, p.22). Quando se observa 0 comportamento do professor em sala de aula, percebe- se que cada urn possui urn perfil, por isso mesmo e extremamente perigoso 0 professor, em suas observary6es diarias, querer fazer interferencia nos problemas pessoais que algum aluno apresente, pois isso pode ser papel de outro profissional na escola, como no caso de psicologo ou psicopedagogo. 17 Assim, manter uma boa relayao com a aluno confundir as papeis. tempo. E e importante, passivel ser urn born profissional porem sem jamais e ser abjetivo ao mesma 18 3. PESQUISA DE CAMPO 3.1 METODOLOGIA o tipo de pesquisa e deste trabalho descobrir primeira e importante realmente S8 empreendida e a qualitativa, reunir informac;oes por amostragem. 0 objetivo para encontrar respostas e necessarias haver afetividade na rela~o professor-aluno, na serie do ensina fundamental. Par tratar-S8 da afetividade, buscou-se entender melhor a experiencia humana, par isso as sujeitos da pesquisa sao professores, psicopedagogos, psicologos, pedagogos dos estagios A pesquisa afetividade e mestres tern como objetivo tern lugar de importancia 1a serie do ensina fundamental, aprendizagem; educac;ao, em educac;ao e, entao, Sobre a necessidade encontrar na todos com conhecimento respaldo Ihes para a hipotese relac;ao professor-aluno, como facilitadora comprovar se esta percepc;ao infantil, das crian~s. de desenvolvimento a junto do vinculo observa9ao de que a principal mente com a escola destes na e com a profissionais da e comum. da pesquisa, FREIRE (1996, p. 32) j<i dizia: nao ha ensino sem pesquisa e pesquisa sem ensino. Esses que~ fazeres se eneontram urn no corpo do outro. Enquanto ensino contfnuo buscando, reprocurando. Ensino porque buseo, porque indaguei, porque indago e me indago. Pesquiso para conhecer 0 que nao eonhec;o e eomunicar ou anunciar a novidade. Como procedimento questionarios, envolvendo afetividade de dados profissionais da foi feita area da uma pesquisa educac;ao, atraves para de avaliar a na relac;ao professor-aluno. o objetivo sentido de coleta deste trabalho da afetividade nao entre professor e somente analisar, mas entender a verdadeiro e aluno. Esta abertura ao querer bem nao significa na verdade, que, porque professor, me obrigo a querer bern a todos os alunos de maneira igual. Significa, de fato, que a afetividade nao me assusta, que nao tenho medo de expressa~la. Significa esta abertura ao querer bern, a maneira que tenho de autenticamente selar 0 meu compromisso com as educandos, numa pratiea especifiea do ser humano. (Ibid., p.1S9). 19 o objetivos questionario foi elaborado com seis perguntas formuladas a partir dos da pesquisa. 1. Como deve ser 2. Que 0 aspectos vinculo a desenvolvimento do professor professor quais as prejufzos sofrer, case a sua afetividade voce percebe 6. Os entrevistados urn revela 0 professor como professor para 0 de sete anos peden§. 0 esta retraida e sem animo (au deve tamar? desenvolvimento cognitive? Como pode dar afeto para seu aluno? participantes suas crengas demonstraram "afelividade", seu ponto para rela<;ao? a revelar se Iratar do assunlo 0 tern importancia essa Os profissionais, passam considerag8o que a criang8 da 1a serie quais atitudes De que maneira percepgoes, em seja prejudicada? que a crian~ desmotivada), 5. A afetividade levar do seu aluno? 3. Na sua opiniao, 4. Ao perceber com seu aluno? deve da pesquisa, ao demonstrarem diante das quest6es boa vontade percebe-se ao responder grande inleresse as quest6es, e por por parte deles. Cada de vista, pois entre eles estao os que atuarn sala de aula, outros como orientadores, suas propostas. ou em seus consult6rios diretamente atendendo em criangas terapeuticamente. No objetivo os profissionais afetividade o de responder permitiu que tais questionamentos, fossem na relac;ao professor-aluno corpo constituido de profissionais foi realizada diretamente a area Por educa,ao). quest6es pelo eticas, c6digo que entre agosto as no trabalho e setembro entrevistados varia realizadas importantes com sobre a de campo foi do en sino na 1a serie. um prazo de 2 (dois) dias para cada um responder idenlificados as entrevistas aspectos na 18 serie do ensino fundamental. envolvidos de 11 (onze), todos ligados A pesquisa levantados de P1 ate de as quesl6es foram P11 2003; procurou-se dar com tranquilidade. no anonimato e (P, profissionais mantidos da area da 20 3.2 RESULTALDOS As questoes da pesquisa objetivavam educ8g8o selecionados a afetividade para entrevista, tern na relayao e Esta relagao aos importancia na 1a serie do ensine fundamental. professof-aluno de pensamentos. vinculo geral de cada questao, do professor proximo, que a troca e a cresci menta dos atores envolvidos" do professor como S8 segue. 0 dialogo com seu aluno? "0 vinculo deve ser verdadeiro, "0 vinculo professor fcram selecionados e analisados, pergunta par pergunta, e E, final mente, foi feita uma analise 0 que efetivada, na maior parte do tempo, na sala de aula, cujo par concordancia 1- Como deve ser da profissionais ea nao urn born vinculo com 0 aluno. ou Os questionarios favorega juntos e designado para a aprendizagem do aluno e e nela que 0 espago fisico pode estabelecer organizados verificar, de urn modo geral, qual com 0 aluno permita e que (P1). e construido aos poucos, e importantissimo e deve ser de muito carinho, confianga e afeto" (P2). o afeto de uma maneira professor -aluno crian9as nas series ou outra e que mantem inidais nessa fase predsam deve sentir-se viva uma rela9ao, ter um alto grau seguras e aceitas; "0 vinculo de afetividade, deve existir pais as uma rela9ao de confianga" (P10). Afeto e confian9B desenvolvimento da fiearn crian9fl no evidentes como ambiente escolar, psicologo Carl Gustav Jung: "Por isso crianc;a ou ao menos dar uma 0 fatores fundamentais como tambem para 0 observa 0 professor precisa abrir sua personalidade oportunidade de que ela mesma encontre a esse acesso" (JUNG, 1972, p. 83). "A rela9ao deve ser a mais democratica que 0 professor limite; 0 ideal AFETO" tem a poder e denlro e ser sempre possivel, deste espa90 democratico e sempre 0 certos alunos tern em mente que mais os incomodam trabalhar e0 com a palavra-chave (P3). "0 professor acessivel, 0 deve estar constantemente disposto aluno sentir'; proximidade desta forma" (P4). a ajudar e estar sempre 21 "0 ideal de uma relarreo e individualidade de cada aluno; depois, aprendizagem; por consequencia, ambos com a constru98o "0 vInculo Tambem necessidade permeado o momento primeiro lugar 0 respeito, 0 comprometimento deve ser de respeito respeito e profissionalismo vem a AFETIVIDADE, do conhecimenlo" figura de urn guia, urn orientador com muito respeito" em a alegria pel a com a e 0 prazer de (P6). e admirac;ao; dele no mundo aluno deve ter no professor 0 do conhecimento; proximidade a sim, (P7). fica evidente de oferecimento pelo respeito nas observar;oes de abertura e espfrito dos profissionais e proximidade democratica, cnde de cada aluno, sem que a afelividade entrevistados do professor respeite S8 seja tambem 80 aluno, a mas a individualidade e uma imposi<;80. o professor caleca-s8 ao lado da crianr;a, ajudando-a a formar consciencia de suas possibilidades. Atua no grupo como colaborador mais experiente e auxilia a crianya a elaborar, a realizar e a concluir seus projetos. Seu papel a de coordenador das atividades, a de criar condic;:oes para que, durante a trabalho escolar, a crianya se expresse e seja ouvida, para que ela aja para aprender e para que, par meio da vida cooperativa, exerya sua cidadania~. (SANTOS apud ELIAS, 1996, p. 38-39). e "0 professor afetividade e fator "Entre equilibrada 0 82): "Sua e a aluno tarefa personalidade deve existir nao deve ex;stir apenas em mas tambem observa-se meter a positivo, uma rela9aO (P5). que de seu papel, como novamente consiste de ensinamentos, uma troca, (P8). um vinculo de suas potencialidades" para essa relarrao ser produtiva, esteja consciente quantidade hi! necessidade observa na cabeya das influir sabre as crian9as que Jung (1972, crian9as 0 p. certa em favor da sua total". 2. Que aspectos seu aruno? professor urn com a outro, numa rela980 ensino-aprendizagem" e uma valoriza9iio Assim, professor e a at uno aprendem essencial a professor deve levar em considera~o para a desenvolvimento de 22 "0 professor proximo passive I deve observar as "Os aspectos observados Estas processo opinioes do a capacidade suas necessidades" da crian98 adequar S8 devem ser: fisico, mental, cognitiv~ destacam a necessidade desenvolvimento necessidades de cada aluno e 0 mais (PS). humano, a do professor fim de melhor e afetivo" (P9). buscar conhecer compreender 0 as eta ria, como anota a psic610ga Ana Maria em sua faixa Bahia Bock e sua equipe: Estudar a desenvolvimento humano significa conhecer as caracteristicas comuns de uma faixa eta ria, permitindo-nos reconhecer as individualidades, 0 que nos toma rnais aptos para a observaryao e interpretae;ao dos comportamentos. (BOCK, 1993, p. 81). Cada e aluno individualidade, urn ser diferente, ~O professor aluno, sua forma precisa levar em conta de ser, seu estado para saber como se da sua capacidade UValores Vigotski: '0 sociais, homem na construgao que e0 culturais, as caracteristicas emocional, na sua econ6micos em questao" observar pedag6gica; peculia res de cada seu desenvolvimento de aprendizagem" e valorizar intelectual, (P7). emocionais, pois como dizia influenciarao (P8). a sua origem s6cio-cultural, esta inserido. Saber como esta a aprendizado, proposta ser compreendido produto do meio", e assim sendo, tais valores do individuo ~E importante a precisa mas tam bern dentro de seu contexto social e cultural de vida. em qual contexto em que nivel se encontra ainda os aspectos social em relat;ao como rela<;6es interpessoais na as quais estao implicados na classe" (P11). Varios aspectos relat;ao professor-aluno, geral, 0 que tambem aspecto aspecto aspecto aspecto foram destacados relaciona o 1) 2) 3) 4) do desenvolvimento humano, pelos entrevistados, seguindo, de forma BOCK (1993, p. 82-83) e colaboradores: desenvolvimento human~ deve ser entendido como uma globalidade, mas para efeito de estudo, tem sido abordado a partir de quatro aspectos basicos: fisico-motor; intelectual; afetivo-emocional; social. UPara 0 desenvolvimento ensino fundamental, (psicomotores, um modele do aluno, em especial 0 professor deve levar em afetivos, cognitivos e intelectuais). vivo e que, portanto, primordial" na eduCBgao infantil e no considera~o lodos os aspectos Deve considerar cuidar de sua imagem tambem e postura que e profissional e (P1). "0 aspecto afetivo, na minha opiniao, eo principal entre eles" (P2). "E importante 0 aprendizado e empenho con stante do aluno na rotina escolar" (P4). UDevemos conhecer respeitar 0 limite de cada cada aluno; habilidade urn, para tanto para rnanipular esquemas, 0 professor imagens devera e conceitos, para pensar, raciocinar e solucionar problemas" (P3). Todas as teorias do desenvolvimente humane partem do pressuposto de que esses quatro aspectos sao indissociados (fisicomotor, intelectual, afetivo-emocional e social), mas elas podem enfatizar aspectos diferentes, isto e, estudar 0 desenvolvimento global a partir da enfase em urn dos aspectos". (BOCK, 1993, p.83). 3- Na sua opiniao, quais os prejuizos que a crianya de sete anos podera sofrer, caso a sua afetividade seja desprezada? "Prejuizos para sua auto-imagem, aprendizagem" "Falta abandono de animo, escolar" desinteresse, de aprendizagem, que vem acompanhado Conforme oportunidade cita a pedagoga de desenvolver seu emocional floresga, "Se a afetividade "5entimento especial, de baixa auto-estima de expanda-se Maria e 0 ate A. S. Rossini: E mesmo para sua mais agravante, comprometidas" dificuldades de aprendizagem" (P1). de "As criangas devem ter preciso dar -Ihes condiyoes para que a criatividade, rejei~o, complexo 0 complexo (P2). e ganhe espa~o" (ROSSINI, for desprezada, inadequayao, dificuldades desinteresse, de outros complexos" sua afetividade. de modo geral, ficarao certamente sentimento e consequentemente (P3). uProblemas inferioridade, auto-estima (P6). de 2001, p.15). individualidade e seguranya, (P4). inferioridade, relacionais, dentre baixa auto-estima, outras, mas em 24 "A queda educador culminante "A escola, havera e a recusa que afetividade percepr;:oes, corporal; de sua auto-8stima, a e em aprender" domina na memoria, e componente 0 bloqueio desequiHbrio a relar;:ao aD grupe, em e inseguranr;:8, ao e 0 fator (P11). atividade no pensamento, do equilibrio afetivo emocional pessoal na na vontade, e da harmonia esfera instintiva, nas 890e5, nas na sensibilidade da personalidade" (ROSSINI, 2001, p.10). "0 que mais se agrava S8 acarretara ea alfabetiza<;ao, quando "Muitos as prejuizQs, sao direcionamento, escoro crianc;a de sete anos, plena forma<;ao" e a figura do professor porque para 0 futuro da crianc;a. coincidindo (P8). Gom sua entrada modele de 0 ego, principal mente na escola, esta iniciando na sua (P7). "A crianr;:8 S8 Segundo e apoio e desprezada a afetividade em deficit nas demais areas do conhecimento" tamara !imida, retraida, com baixa auto-85tima, PIAGET insegura" (P9). (1973, p. 56): Na medida em que a cooperayao entre as individuos coordenam as pontes de vista em urna reciprocidade, que assegura tanto a autonomia como a coesao, e na medida em que, paralelamente, a agrupamento das operay6es intelectuais situa as diversos pontes de vista in5tintiv05 em urn conjunto reversivel, desprovido de contradic;:aes, a afetividade, entre as sete e as doze anos, carateriza· se pela aparir;:c3ode novos sentimentos morais e, sobretudo, par urna organizac;ao da vontade, que leva a urna melhor integrac;ao do eu e a urna regulac;:ao da vida afetiva. "Como nesta idade desenvolvimento em varias sua auto-9stima, valorizac;ao (7 anos) areas, esta em a afetividade e aceitac;ao processo de desprezada alfabetiza<;ilo e de pade vir a prejudicar em relac;ao ao contexto escolar e social" (P5) "A crianc;a problemas "A crianl;a intelectual, importancia, p.44). provavelmente de relacionamento tornara para entao, capaz a inteiigemcia um adulto inseguro e talvez com (P10). de sete anos come9a tornando-se, tanto se afetivo" a se liberar de seu egocentrismo de novas coordena90es, quanto que serao para a afetividade" social e da maior (PIAGET, 1973, 25 4- Ao perceber desmotivada), que a crian~ quais as atitudes "0 professor acontecendo, da sala, educacional de reforyo, devera isso estirnulos encaminha-Ia "Sempre crian~ 58 resolva, chamar abra e possa sinalizar possa ate mesmo pedir ajuda que facilitara tanto orientac;:ao (P10). em sata de aula, atraves 0 0 adequado· (P5). com ela, de alguma que esta a coordena~o, percebe-se com 0 problema 0 integrante ou e atividades com brincadeiras, atrav8S de jog os especificos, deve estar em cantata esteja acontecendo urn importante coordenac;:ao as pais ou responsaveis" para um profissional Oestes relatos a encaminha-Ia nao consiga resolver professor 0 deve tamar? 810gia-la, fazer com que sinta-se naG para posteriormente "Casa professor 0 devera conversar com a crian98 para procurar saber 0 que esta estimula-Ia, casa da 1° serie esta retraida e sem animo (au que S9 junto a familia, que a busca de soluyao aluno depende aluno procurar quanto que facilite para etc" que do vinculo 0 0 que a professor (P7). de qualquer da qualidade professor 0 forma passando, professor problema que de confianga, S9 envolver 0 urn pouco mais com a aluno. Conforme cita Yolanda Moreira S. Paiva: Muitos alunos ja chegam tatuados pela falta de afeiyao na familia, revelando sintomas de uma atitude de rejeiyao em face de outras pessoas e outros comportamentos suscetiveis, as vezes, de produzirem efeitos dramaticos na disposiyao de aprender. (PAIVA apud ELIAS, 1996, p. 93). ~Elagiar a crianya, ~Primeiramente conversar, animar, contar historias, realizar uma auta-anifllise desta situac;:ao. Pasteriormente, tentar perceber As vezes propria crianc;:a, que deve ser realizada Muitas vezes isso pode ser um problema e necessario Percebe-se escolar motivado 0 e necessario para esse comportamento. visitar sua easa" (P9). para verifiear a intervengao por urn profissional organico, as vezes ea se nao fato, au as fatores na familia da area relacional causador que contribuem e com a competente. ou afetivo, por um estudo de cason (P1). a preocupayao par problemas destes sociais profissionais e afetivos. com 0 problema do fracasso 26 Ao nos referirmos ao fracasso escolar queremos ressaltar que no plano socio-afetivo, ele se configura como uma percepyao desvalorizante, cujo significado 0 desprazer do aluno. Em estado de desprazer, esse aluno carrega consigo a sentimento de ser diferente e menor relativamente aos companheiros bern sucedidos. (PAIVA apud ELIAS, 1996, p. 94). e "DiaI090, voltada promover atividades para qua sa enfatizem "Observar acionar S8 as pessoas colabora<;ijo eliminado" a a "Primeiramente as S8 nao, investigar educacional, desimimo deve-S8 com 0 investigar familia, alunos seja seja as causas e etc), para que, em trabalhado a que esta acontecendo professor, se a crianc;:a tiver urn vinculo a escola 0 professor possa de soluc;:6es. Quanto ajudar e a familia, com a professora, Em todos os relatos desta questao, em que entre (P11). passageiro, (orientador professora, a interac;ao e, sa possivel, (P6). apos isse em paralelo Agora, que humanos" e urn comportamento envolvidas com em valores 0 nota-se aluno, a esta manifesta sugerindo essa crianya. isso ira ajudar muito". a preocupac;:ao preocupac;:ao, crianc;a, com essa ajudar diversas Maria (P2). dos entrevistados possiveis A. S. Rossini estrategias diz: Portanto, devemos sempre estar atentos as caracteristicas e aos fatos de nossa sociedade, lembrando que, quando recebemos uma crian9a porta da sala de aula, alem da mochila com 0 material, ela traz todas as impressoes que vivenciou, assimiladas ou nao, bem elaboradas ou niio. (ROSSINI, 2001, p.17). a "Buscar fazendo traze-Ia sentir-se "Reservar descobertas urn horario espontaneas impor uma tarefa, ROSSINI ao maximo util e necessaria possivel ao agrupo durante 0 para todo n periodo em relac;:ao as atividades no maximo participar a retina conforme diaria, entrosando-a e (P4). pedag6gico para promover da crianc;:a, ou seja, nao se deve a a9iio da crianc;a" (P4). (2001, p. 17) ainda conclui: Hoje, com as meios de comunicac;.ao de massa, nem as crianyas sao poupadas dos problemas comuns ao nosso tempo. Elas estao inseridas na sociedade como nunca. Acompanham tudo e tern suas pr6prias impressoes sobre 0 mundo de hoje. 27 5- A afetividade percebe importancia para tern desenvolvimento 0 cognitiv~? Como voce esta rela9ao? "Sim, devemos levar em considerac;ao que qualquer tipo de carinho deixa a criang8 bern mais tranqOila e confiante, sendo assim tera muito mais tranqOilidade para realizar suas atividades com exilo" (P3). "Percebo uma relary80 bastante pr6xima entre afetividade e cogniC;8o, haja visto crianryascom baixa auto-8stima que apresentam dificuldades de aprendizagem n (P1). ~Essa rela980 pelo pode ser percebida professor e ate mesma expressa 0 diariamente, nos desenhos em cada atividade realizados pro posta pel a crianc;a, ande ela seu eu" (P8). De acordo com PAIVA apud ELIAS (1996, p. 92), seguindo uma Pedagogia Freinetiana "(...) importa acentuar que a conhecimento chega ao at uno pela via da afetividade, seu verdadeiro alicerce". "Com certeza, tudo prazeroso" 0 que envolve sentimentos de carinho torna-se mais (P2). "Sim, todos nos gostamos de afeto, de uma palavra 'posit iva' , de um olhar de aprova~o, etc. Sendo assim, a crian~ estara mais propensa a desenvolver-se "Totalmente, porque uma que se sente afetivamente parte do grupo adequadamente" feliz crian~ (P6). aprende melhor, concentragao e se relaciona methor com a cia sse e os professores~ Yolanda M. S. Paiva confirma isto dentro da Pedagogia tem mais (P7). Freinet: Como mediadores da relacyao educando/objeto do conhecimento, enfatizamos a importancia vital de estarmos conscientes quanta ao valor de urn clima socio-afetivo, para que a aprendizagem, na sua indiscutivel complexidade, possa acontecer como um empreendimento agradavel, prazeroso e dinamico. (PAIVA apud ELIAS, 1996, p.97). "A afetividade e importante para 0 desenvolvimento cognitiv~, porem manifesta-se de forma diferente: dependemcia, subordina9c3o,afeigao, amizade, etc" (P5). 28 a crianga cresga segura, sua existencia; e sendo desenvolvendo assim, cria sua identidade sua afetividade, 0 cognitiv~ e percebe tambem S8 valor de 0 desenvolvera" (P10). Observa-s8 considerados que a tranqOilidade preponderantes para e 0 equilibrio sao emocional a born desenvolvimento fatores e desempenho da c09ni980. Novamente nos diz Yolanda M. S. Paiva, citando Snyders: o aluno aprende realmente bern a que cativa, numa atmosfera de aula que the pare~ segura, com urn professor que sabe criar afinidades. Eis porque a escola, ao mesma tempo, tern de conciliar 0 intelectual e a afetivo e S8 constitui num lugar privilegiado para operar essa conciliat;ao. A alegria na escola 56 passive' na medida em que 0 intelectual e 0 afetivo conseguem nao se opor. (PAIVA apud ELIAS, 1996, p. 92). e 6- De que maneira 0 professor pode dar afeto para seu aluno? "0 simples lato de percebe-Io em sal a de aula, ja laz com que 0 aluno se veja no grupo. A afetividade professor se dirige a ele: pel a credibilidade limites que imp6e, compromisso educador" com lorjado" pelo toque suave por meio que ele coloca e gentil, a educagao, pelo prazer e algo que surge naturalmente. E para que exista afetividade. pelo tom de que sente da maneira como na aprendizagem, 0 pelos pela dedica980 VOZ, ao cumprir seu papel e de Nao existe receita e pronta, preciso algo natural, ou existe ou nao, nao deve ser aceitando-o, respeitando-o (P8). "Reconhecendo ajudando-o a construir suas emogoes, sua autoconfianya" A pedagog a frenetiana reconhecem que ao aluno (P1). "Aleto empatia pode ser passada integram apud ELIAS, a importancia 0 homem e assim M. Granzotto afetivo, das diz responsavel rela~6es que: "Os educadores pel os comportamentos psicossociais". (GRANZOlTO 1996, p. 99). "Atendendo distanciamenta, Flaviana do dominio no universo e como (P10). suas perguntas cheganda aluno. Deve ser um 'mestre' perto e colacagoes, sem meda para com 0 percebendo de travar 'discipulo'; cantata seu retraimento e dialago alegria de viver e ensinar" como (P7). ou 0 29 "Preocupando-se desenvolvimento. professor com ele, elogiando Quando suas boas a aluno falta, perguntar quanto a turma, sentiram atitudes, suas tarefas, 0 que Ihe aconteceu; seu que, tanto 0 a falta dele" (P2). (...) compreendemos a necessidade vital de estarmos conscientes de que 0 prazer de aprender a elo de aproxima9<3o entre professor e aluno; de que para realizar seu projeto de humaniza¢o, 0 aluno necessita instrumenta1izar~se par intermedio de uma pedagogia fundamentada no respeito, na solidariedade e na afetividade; de que professores e alunos ensinam, aprendem e sentem. (PAIVA apud ELIAS, 1996, p. 94). e "Atraves simples de palavras, UDesejando ensinar, porventura aparec;am dirigimos que 0 ge5t05 e ate mesma cantata fisico (urn abrayo, urn passar de mao na cabe<;a, etc)" (P3). e 0 feedback abaixo, Mas necessitam, promessa". 3.3 ANALISE mantem o vinculo podemos que nos considerar para tal pracessa" (P11). da tua voz, do teu pensamento 0 e 0 na fase como uma troca, esse vinculo da primeira precisa e a aluna par parte dos atares afeto, por isso e preciso que equitibra professor entre a professor e credibilidade deve configurar-se ingrediente As crianyas estimuto; E ainda ser motivada e obstaculos se faz e a quem e da tua 1996, p. 91). que para haver vinculo muita confianya viva uma relayao principal ao que DOS RESULTADOS Percebe-se estabelecer amor do pao: do pao do corpo e do pao do espirito. mais, do teu olhar, (PAIVA apud ELIAS, 0 eventualidade. devera tem necessidade ainda pOis para qualquer aluno antes da aprendizagem "As crian9as 0 que faz; assim, barreiras amanda estarao haver empatia um aprende 0 que e proximidade. com 0 outro, e a e a afetividade. serie dar acesso e necessaria do processo. precisam ao seu atuno, de seguran9a, para que este apoio e encantre liberdade. Para individualidade professor haver de a construyao cada que coordena aluno, do e isso as atividades conhecimento vem deve junta mente do aluno, ajudando-o existir com respeito a afetividade. a exercer pet a EO sua cidadania. 0 30 em Observa-s8 tambsm considerayao para que sao muitos compreendidos e respeitados Quando a afetividade aspecto cognitiv~ apresentam urna estreita Sabe-s8 necessita tambsm tambsm que alune, 0 professor deve as quais devem levar ser aluno desenvolver-se de forma equilibrada, urna vez que foi percebido 0 que ambos relagao. e de a proposta quando deve grande importancia pedag6gica 0 aspecto socia-cultural, que da escola. ser observado de urn modo geral, dando enfase a necessario. e urn A afetividade do sera beneficiado, o desenvolvimento cada aspecto do pelo professor. que acompanhar os aspectos desenvolvimento 0 dos aspectos que mais mereee atengElo, pais sem 0 levar em considera9ao, poderao surgir complexos de inferioridade, baixa auto-8stima, desanimo e ate abandono 0 A afetividade prejudicara exemplo, outros podera incentivar; aspectos ser prejudicado. se 0 professor desmotivada, ele deve expressar Caso perceber aproximar-se note-se nao deve E consigo se for deixada professor 0 de lado, 0 cognitiv~, desenvolvimento. que 0 seus deve ser seu grande preciso tudo 0 considerar A crianga que apresenta imediatamente, Portanto, por dar estimulo, est'; juntos dela que incomoda incentivada 0 sem confiar sozinha; animo, nele e um pouco aluno. e da familia, a procurar importante que uma ajuda profissional. precisa, sim, de ajuda. A E 0 que, quando vem para a escola, a crianga traz ate aquele momento. comportamentos que prejudiquem seja intelectual pois com isso ela esta sinalizando: e importante retraida, for de facil acesso, no ambito problemas esta a ponte amigo, em quem ela pode confiar. escolar, media da 1a serie escolar, ambos crescem a situagao tambem que ela ja vivenciou e se bom desempenho a crianga Se 0 professor problema e ate mesmo carregar que para envolve-Ia seus sentimentos. esta seja comunicada professor do Por isso e importante de ateng80 e afeto podera reverter crianga da personalidade, importantes essa crianga devera ganhar espago para deixar afiorar seu afeto. Assim, conseguir escolar. faz parte do equilibrio observar 0 num processo da crianga cognitiv~ sadie e equilibrado. feliz, tera prazer e alegria em estar na escola, deve ser atendida "tem algo errado comigo" lade afetivo pois 0 desenvolvimento sua aprendizagem ou relacional, gostara de sete anos, depende Assim, de aprender idade da afetividade; esta crianga para ser. estara 31 o Ensinar professor par prazer limite necessario, e e a guia da crian~. nao par obriga~o, fara com que ele parte do universe humano. S8 Para ela, urn olhar, urn ge5to perceber sinta 0 aluno, parar e ouvi-Io, urn ser amado e valorizado, diz muito. dar-the 0 que faz 32 4. CONCLUSAO Neste trabalho buscou-se na relagEio professof-aluno, Procurou-se descobrir dentro da educagao, T ante cor1,1preender melhor na primeira a importancia da afetividade serie do ensina fundamental. as fatares que concorrem para exercer a afetividade como meio do cresci menta cognitiv~. na pesquisa bibliografica como na pesquisa de campo, os objetivos foram alcan(:ados. Compreende-se vida escolar, percebido com mais clareza tanto no referencial dos dais momentos que a criang8 de sete anos, ao iniciar sua devera esta alicerr.;:ada na afetividade, real mente te6rico neste trabalho como na pesquisa como de campo. deixou clara a necessidade A pode ser confrontaC;Elo da afetividade na vida academic8. Tambem evidenciou-se a qualidade do vinculo professor-aluno, eficacia do processo grupo escolar suas relag6es pelo qual Ao analisar 0 a amargo, educador podendo nao desenvolvimento tambem e e mundo, dara a produgao e vivida em grupos, no grupo de fundamental afeto, nao importando escolar e a a formar urn vinculo ja e ele da escola, nasce e assim importancia que no sua raga, cor, grupo com a professor e com no seu mundo adulto. a que fica para urna vida tiver na primeira da importancia precisa autoritaria em meio imprimir do inteira, a imagem da serie por certo influira em de sua vida futura. mas suficientemente tanto 0 encontre da afetividade deve ter um perfil baseado professor S8 em seguida que a crianya a realidade e nao uma figura social, com impressao de aprendizado muitos outros aspectos se que incluido pais nele ela aprende a que projetara Se a primeira experiemcia sendo a criang8 tambem social au religiao, seus colegas, fundamental de aprendizagem. no grupo familiar, vai ampliando peya dos recursos do educador para a Como a maior parte da vida do ser humano inserida e afetividade desenvolvimento humano, e deve ser parte ser A crianya ou amedrontadora, ao seu grupo nela exageradamente acolhedor. uma de um sentimento quanto imagem para a crian(:a, conciuiu- na afetividade. adocicado, precisa nem tao pouco encontrar nele um amigo pois isto dificultara sua integrayaO tambem negativa na sociedade da de prazer ao estudar. escola, em que vive, prejudicando 0 33 Portanto, a afetividade nao pode humano, educayao, que e como de aquele que contribui Conclui-se alguns deixar passivel que 56 pensam melhorar aluno, principalmente fundamental parte das para ferramentas 0 desenvolvimento do profissional da para a construC;80 da vida humana. que ainda existem professores pe98 fazer muitas crianC;8s sofrendo desprezo em cumprir ests aspecto, a sua carga horaria. par parte de Porem, sabe-s8 atenc;ao deve ser sempre voltada para na 1a serie, na qual ele esta dando as primeiros passos 0 da sua intelectualidade. A crian~ quando esta feliz aprende serie, as Qutras series ala concluira base da vida. muito mais, e com mais facilidade, S8 ala reeeber a afetividade apoio na 1a e real mente a 34 REFERENCIAS BOCK, A M. B., et al. Psicologias: Paulo: Saraiva, 1993. CHALlTA, G. Revista D'ANDREA, Brasil S. A, DANTAS, discussao. Profissao Uma introdu~ao Mestre. F. F. Desenvolvimento ao estudo da Psicologia. Sao 2002, n' 01. Sao Paulo, Abril, da Personalidade. Rio de Janeiro: Bertrand 1996. H.; et al. Piaget, Vygotski e Wallon: Sao Paulo: Summus Editorial, 1992. DAVIS, P. K. 0 poder do toque. teorias psicogeneticas Sao Paulo: Nova Cultural Ltda, ELIAS, M. D. C.(Org).Pedagogia Freinet: Tearia e Pratica. em 1991. Campinas: Papirus, 1996. FREIRE, educativa. P. Pedagogia da Autonomia: Sao Paulo: Paz e Terra, 1996. saberes JOLIVET, R. Tratado de Filosofia e PSicologia. Barreto. Rio de Janeiro: livraria Agir Editora, 1987. JUNG, C. 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