UNIVERSIDADE
JUSSARA
A IMPORTANCIA
TUIUTI DO PARANA
APARECIDA
DA AFETIVIDADE
PRIMEIRA
SERlE
DA SILVA ANDREATA
NA RELAQAo
DO ENSINO
CURITIBA
2003
PROFESSOR-ALUNO
FUNDAMENTAL
NA
UNIVERSIDADE
JUSSARA
A IMPORTANCIA
TUIUTI DO PARANA
APARECIDA
DA AFETIVIDADE
PRIMEIRA
SERlE
DA SILVA
NA RELACAO
DO ENSINO
ANDREATA
PROFESSOR-ALUNO
NA
FUNDAMENTAL
Trabalho de Conclusao de Curso, apresentado
como requisito parcial para obtenc;:ao da
Graduac;;ao em Pedagogia, Licenciatura Plena,
da Faculdade de Ciemcias Humanas, Letras e
Artes.
Orientadora:
CURITIBA
2003
Professora Maria Letizia Marchese
Dedico este trabalho ao meu querido esposo
Ocir, companheiro,
incentivador
e crltico e
aos meus filhos Andrey e Giuly Anna, pois
voces sao a razao do meu afeto.
AGRADECIMENTOS
Em primeiro
realizar
lugar,
agradecyo
aD meu Deus pela vida e pel a oportunidade
de
este Curso.
A
querida
aprendizados
afeto, ajudou-me
A
mestra,
teoricos,
querida
Prof!
dividiu
a realizar
Maria
Letizia
Marchese,
as
queridas
muito
alem
de
e, com muito
esta obra.
amiga Alessandra
Botolo, par sua alegria
e amizade
de tudo.
E
que
parte de si e de seus conhecimentos,
colegas
de turma que muito me ensinaram.
sincera,
aeirna
"Se sou sua crianc;a
por favor me toque
ainda que eu resista e ate rejeite
invista, descubra um jeito de atender
minha necessidade.
Seu abra,o de boa noite
Ajuda a adogar meus sonhos
Seu carinho de dia
Me diz 0 que voce sente de verdade.
Se sou sua crianc;a
Por favor me toque!
(PHYLLIS
K. DAVIS)
RESUMO
o estudo focaliza a importancia da afetividade na rela,ao
primeira
pesquisa
professor-aluno na
serie do Ensine
bibliografica,
Fundamental.
Realizou-se
em primeiro plano uma
com 0 objetivo de buscar na literatura uma base te6rica
que ajudasse a responder a problematica do tema em estudo. Para tanto,
discutiu-se sabre 0 desenvolvimento
intelectual, emocional
e social da
crian<;a. Abordou-se
tambem a questao
do afeto, da emo~o e dos
comportamentos
manifestos na relac;ao professor-aluno
na primeira serie do
Ensino Fundamental. Para 0 aprofundamento da tematica optou-se pela
pesquisa qualitativa. A coleta de dados deu-se atraves de questionarios
aplicados a pedagogos, professores, psic6logos e psiccpedagogos de
diferentes instituig6es. Oescreve-se
no decorrer do estudo a importancia
da
inclusao equilibrada da afetividade na relag80 professor-aluno,
como parte
fundamental
ao desenvolvimento
cognitiv~
e para a construgBo
do
conhecimento da crianr;a na primeira sarie. Tanto na pesquisa bibliograflc8,
como na pesquisa de campo, os objetivos foram alcan9ados.
Compreende-se
com clareza que a crian9a de sete anos, ao iniciar sua vida escolar, real mente
esta alicer98da na afetividade. Esta e pe,a fundamental do desenvolvimento
humano, e deve ser parte dos recursos do educador para a qualidade do
vinculo professor-aluno,
pelo qual se dara a produc;ao escelar
processo de aprendizagem.
Portanto, a afetividade
nao pede
e a eficacia do
deixar de fazer
parte das ferramentas do profissional da educa,ao, aquele que ccntribui para
a constru9EIo da vida humana.
Palavras-Chave:
Afetividade,
crian.;a,
relayao
professor-aluno.
SUM ARlO
1. INTRODUCAO
..
2. DESENVOLVIMENTO
HUMANO
INTELECTUAL
2.2 DESENVOLVIMENTO
EMOCIONAL
2.3 EMOi;Ao
5
..
2.1 DESENVOLVIMENTO
E SOCIAL
2.4 AFETIVIDADE
E COMPORTAMENTO
2.6 AFETO
E A ESCOLA
DE CAMPO
3.2 RESULTADOS
4. CONCLUsAo
REFERENCIAS
12
..
13
..
PROFESSOR-ALUNO
3.1 METODOLOGIA
3.3 ANALISE
8
9
..
2.5 AFETO
3. PESQUISA
..
8
..
2.7 A RELAi;Ao
6
..
..
19
..
19
..
..
DOS RESULTADOS
21
..
..
BIBLIOGRAFICAS
15
30
33
...
35
1.INTRODUCAO
Afetividade
entender
quer
interioridade
amizade,
ROSSINI
sem expressao,
rela980 afetiva
sem fOf98,
sao seguras,
melhor a realidade
Afeto
seus conhecimentos
a
comportamento
desenvolvimento
persanalidade
aquelas
estadas
e sentimenta,
(2001,
pode
tanto
com
uma
boa
intelectual.
e
justa posta
uma
respeita
ser
que as cerea, compreendem
Afetividade
envolve
0
comprometida,
As crianc;:as que possuem
ser
afetivos
podemos
e a base da vida; se
melhor desenvolvimento
e
Dai
em sua propria
com afeto.
pelo mundo
emQ(;ao ou sentimento.
com as quais a individuo
ROSSINI
e paixBo.
equilibrado
como ser social estara
sem vitalidade.
humane
dos
sua a~o
tern interesse
e apresentam
refere-s8
carinho
e estar
(2001, p. 9 e 16), a afetividade
nao esta bern afetivamente,
humane
simpatia,
arte de user professor"
e buscar transmitir
Segundo
do
dizer
que a verdadeira
0 aspecto
ao
lado
variedade
a propria
emocional
cognitive.
de
pessoa
fatores
0
de
como
tambem
feliz
ir mal na
tern contato.
p. 9) pergunta:
"Alguem
ja viu uma crian9a
escola?"
Sendo
crianvas
assim,
trisles?
relayao
segue-se
Sera
que
professor-aluno?
Observa-se
numero
a problematica
a professor
Como a afetividade
nas escolas,
da pesquisa:
percebe
se manifesta
tanto publicas
Par que se va tantas
a importancia
da afetividade
na
na pratica?
como particulares,
que ha um grande
de alunos que sofrem de falta de afeto.
Nos estagios
como
os
que forarn realizados,
professores
tratavam
observou-se
alguns
severa mente com eles. Certa professora
alunos,
era tao severa,
mal de tanto medo que sentiu por haver esquecido
Este problema
vern gerando
conflitos
medo, la elas sabem que nem sempre
Sabe-se
afetividade
estudos.
pode
que nem
sempre
desencadear
uma grande
rotulando-os
0
e
frieza
na forma
ate
gritando
a ponto de um aluno
passar
seu caderno.
nas criam;as
que vao para a escola com
existe carinho.
as consequancias
uma sarie
de conflitos
sao estas,
emocionais
porem
a falta
prejudiciais
de
aos
Segundo
D'ANDREA
(1996, p. 80),
o professor ideal seria aquele que, alem dos conhecimentos
intelectuais, tivesse uma personalidade sem muitos
conflitos,
uma vida familiar
satisfatoria e fosse capaz de orientar seus
alunos em Qutros assuntos alem dos relacionados
materias que
ensina.
as
o
problema
da Falta de areto pade estar na pr6pria
asta se desapegando
professora,
pessoa
Ademais,
0
crianc;a, que nesta fase
da mae e passando muito tempo com
em que ela deve depositar
grande
contexto s6cio-econ6mico
as pais a trabalharem
de nossa sociedade
mais e tar menes tempo
hoje
tern levado
para estar com as filhos.
Na maiaria
dos cases ambos, pai e mae, trabalham fora e encontram-se
cansados
e com as servigos
E 16gico
o problema
resolvidos
que
nao pode fazer
0
somente
a
noite,
ja
papel dos pais, mas pode amenizar
transmit indo um pouco de afeto ao educar,
assim formara
cidadaos
mais
no futuro.
Justifica-se,
professor-aluno,
portanto,
a importiimcia
de se estudar
nas series iniciais do Ensino
Assim, neste trabalho,
.:. descobrir
sucesso
as
varios
dentro da educa9ao,
•:. caracterizar
0 papel
fatares
eduC8980
da afetividade
.:. tambem
atraves
a
ligados
professor-aluno
•:. analisar
concorrem
como
elemento
exercer
a
cognitiv~ .
fundamental
para
a
te6rico
sabre a afetividade
aplicada
a
de entrevistas,
eduC8980,
a opiniao
a respeito
da
de educadores
afetividade
na
e
relag80
.
a realidade
observada
para
caracteriza9ao
da importancia
da
em turmas de 1a serie .
afetividade
•:. e, final mente, propor um perfil para 0 educador
presente
para
na 18 serie do Ensino Fundamental.
identificar,
terapeutas
na rela9ao
.
ainda buscar referencial
infantil,
que
como meio do crescimento
da relagao professor-aluno
•:. pretende-se
a afetividade
Fundamental.
pretende-se:
e avaliar
afetividade
o
t
de casa por fazer.
professor
0
au
professor
0
confianC;8.
trabalho
delas e uma pesquisa
apresenta-se
bibliagrafica
organizada
que aborda
baseado
em quatro
canceitos
na afetividade.
eta pas. A primeira
sabre aspectos
como: afeto
e comportamento,
sobre
0
afeto
desenvolvimento
A segunda
afetividade
e escola,
afetividade,
emocional,
intelectual
parte consta
na relayao
emoc;ao,
de uma pesquisa
professor-aluno
relac;ao
professor-aluno
e
e social da crianc;a.
de campo
com profissionais
sobre
a importancia
educadores
ligados
da
a
1a
serie do Ensino Fundamental.
A terceira
conclusao
sobre
parte
0
e a analise
trabalho.
e discussao
dos dados obtidos.
E, final mente,
uma
2. DESENVOLVIMENTO
o
e uma
ser humano
emocional
E
e social.
nascimento,
a morte.
mudan~a,
integrada
estudar
cada fase e
fatores
0
crescimento"
a parte
que ocorre
0
biologica,
humana
anterior
em cada
pais herda-s8
intelectual,
e posterior
idade.
atraves
Sabe-s8
de nossos
0
que
avos,
geneticos.
e
termo
entre
a historia
vern ate antes do nascimento,
e tatarav6s
"Oesenvolvimento
com
unidade
necessaria
compreender
essa historia
bisav6s
HUMANO
urn processo
que
desenvolvimento
(PISANI,
1990,
S8
inicia
dizer
na concep~o
evoluC;80,
e 56 term ina
progresso,
movimento,
p. 153).
Para que a crianry8 S8 desenvolva, ela necessita de dais fatores basicos:
ambiente.
e
cresci menta
das celulas,
amadurecer,
a crianc;:a estara pronta para, por exemplo:
e on de
Ambiente
como ela enfrenta
Nem
sempre
todos
ocorre
Matura9<3o
e
maturac;ao
tecidos,
urn
musculos
processo
e org8os.
a crian<;a vive, sua familia,
biologica,
refere-S8
Se toda esta parte
ao
biologica
andar, falar, etc.
sua educac;ao,
sua alimenta<;80,
as doenc;:as.
tem
alguma
seu modo, dependera
um desenvolvimento
defasagem.
sempre
perfeito,
em
algumas
e algo
0 desenvolvimento
dessas
unico,
cada
areas
urn tern
da matura<;80 e do ambiente.
Uma crian~ que desde a gestac;ao a mae se alimenta bem, seu
estado ernocional esta equilibrado e seu ambiente e adequado, sem
duvida essa crian~ tera urn born desenvolvimento. Porem, ainda e
necessario que essa mae receba aten¢o e cuidados, para que na
hora do nascimento nao haja traumas. Como Freud destacou, 0
nascimento e a fonte de toda a ansiedade, e a prirneira e
fundamental experiemcia de ansiedade. (Ibid., p. 154).
desde
Isso tudo pode influenciar
no desenvolvimento.
a gesta<;80,
na matura<;ao
nascimento,
podera a crian98 ter seu desenvolvimento
A crianc;:a precisa
e ambiente.
irreversivelmente
Caso
isso
prejudicado.
de cuidados
nao ocorra,
2.1 DESENVOLVIMENTO INTELECTUAL
Jean Piaget
Segundo
foi urn grande
ele, hi:! quatro
pesquisador
estagios
que estudou
a inteligencia
bern definidos no desenvolvimento
da crianya.
intelectual
da
crian9a: sensorio-motor (0-2 anos), pre-operacional (2-7 anos), operacional-concreto
(7-11 anos) e operacional-formal (11-15 anos).
Para Piaget, conforme PISANI (1990, p. 159), a primeira fase do
desenvolvimento intelectual e denominada de Estilgio Sensorio-Motor (0 - 2 anos),
pelo fato da percep9ao estar intimamente ligada aos movimentos, este periodo vai
do nascimento
aos dois anos e S8 caracteriza
crianc;a aprende
a diferenciar
a seu corpo
pelos
seguintes
dos demais
formal ainda e as objetos sao definidos au conceituados
manipula<;ao.
necessita
Eles 56 existem
e egocentricQ,
pensa
0
e
a partir
Nesta
cor, a crian~
Quando
percebe
a crian98
noc;6es de conceitos
Neste
aprende
como se fassem
atinge
os quatro anos,
e
iguais.
intuitivo.
Aqui a
(classe).
Ja tern
numericos.
sua forma
objeto
desenvoive
depois
0 conceito
de volume;
muda ou quando
permanece
suas partes.
0
Os liquidos
mesmo
de
para
divide-se
independentemente
nao mudam
de volume
parecerao
iguais. Tomando-se,
a crian98
nao desenvolveu
a conceita
porem,
passa
como maior
(massa)
0 peso
apesar
como
sao
de mudar
duas bolas,
de
para eta
em urn rolo
que a bola, porque
ainda
de conservagaa.
o terceiro estagio e 0 das Opera,oes
com logica,
de
uma das bolas e transformando-a
a aponta-to
primeiro
urn todo em partes.
Se, para uma crianc;a de 4 anos forem apresentadas
fino e comprido,
conservac;ao,
ela, a quanti dade
recipiente.
de pensar
a que
0 processo
de peso,
distribuidas
com
duas bolas tem
S8
em coietivo
a crian98
um
pensamento da
0
S8 preocupar
relac;6es e comec;a a pensar
conservagao
de
sem
inicia-se
estagio
nao rnuda quando
em si proprio,
sao percebidos par uma caracteristica:
criantya comec;a a perceber
capaz
de seu usa ou
fase a crian<;a busca
Pre-Operacional (2 - 7 anos), onde
0
ele 56 pensa
Dutro. Os objetos
a mesma
total
a vista.
estao
a
Nao ha linguagem
ser estimulada.
o segundo estilgio
crian~
enquanto
comportamentos:
objetos.
mas sempre
Concretas (7 - 11 anos). A crian9a jil e
tern par base fatos e objetos
Nao e capaz de abstrair ainda, porem, jil e capaz de entender
0
concretos.
principio da
reversibilidade,
e capaz de classificar
ordenamento
o
de objetos
quarto estagio
e 0 Estagio
esto3gio do desenvolvimento
ja faz a pensamento
o ser
afetivo,
logico formal,
precisa
sensoria-motor.
As rela90es
Quando
relac;;oes
respeito
pais
par
emergem
com
tornam-se
anos).
e0
que
au pre-adolescente,
mais
cognitivo
adaptados
e
que
durante
a desenvolvimento
com a conserva9ao
seus
colegas,
importantes
dos mesmos.
criando
no
as
primeiras
desenvolvimento
da
do seu valor.
e a autonomia
de necessidade
(11 -15
a crianya,
como a afetivo ainda nao estao prontos.
aos outros
mutua,
a seria980,
do desenvolvimento
lado,
sociais estabilizam-se
e na compreensao
A vontade
da sensa~ao
este
interam-se
realiza
e a generaliza~ao.
que depende
cognitivo
as crianc;;as
de
cooperayao
a abstra9ao
de afei9ao
Formais
A partir daqui
aprender
tanto a conhecimento
Os sentimentos
em hierarquias,
e decrescente.
das Opera90es
cognitivo.
social e uma constru~ao
a individuo
estejam,
as objetos
em ordem crescente
quando
desenvolvidas,
e um sensa
auxiliam
de obriga98.o
no estabelecimento
para com aqueles
que sao
valorizados.
Para Piaget,
sao
inseparaveis,
a desenvolvimenta
e e de grande
crianc;as a desenvolvimento
"0 aspecto
Ele pode
determinar
sobre
tern uma
acelerar
que
afetivo
para
e a desenvolvimento
as relac;6es
sociais
social
entre
as
afetivo e intelectual.
afetivo
intelectual.
cognitivo,
importancia
profunda
au diminuir
conteLidos
influencia
a ritmo
a atividade
sabre
a desenvolvimento
de desenvolvimenta.
intelectual
Ele
se concentrara"
pode
(LEITE.
1987. p. 75).
como
Para
que a desenvolvimento
uma
linha
representada
desenvolvimento
ferrea
pela
ande
intelectual
a trem
intelectualidade
precisa
ocorra
naturalmente,
passar,
e a afetividade,
cada
a trem
uma
ele pode
das
e comparado
ser
linhas
e
com
a
da crianya.
o afeto apresenta varias dimensoes incluindo os sentimentos
subjetivos (amor, raiva, depressao) e aspectos expressivos (sorrisos,
gritos, lagrimas). Na sua visao piagetiana, 0 afeto se desenvolve no
mesmo sentido que a co9ni98o ou inteligemcia. E responsavel pela
ativa~o da atividade intelectual. (LEITE, 1987, p. 75).
e
2.2 DESENVOLVIMENTO
EMOCIONAL
E muito importante
outros
relacionamentos
crianc;a
sentir-se-a
E SOCIAL
haver urn born relacionamento
dependerao
segura
e
deste,
pais
auto-confiante,
entre a mae e a crianrya;
a primeiro
S8
for
provavelmente
adequado,
sera
urn
a
adulto
"resolvido",
A base
crescendo
do desenvolvimento
e
social
dos amigos. fortalecendo-se
a familia.
A
crianC;8 vai
com a relary80 com a escola
ate a idade adulta nas relar;oes sociais e interpessoais.
e continua
o
principal
com a interavao
papel do pai tambem
da identidade
e importante,
principal mente com rela,.ao
sexual das crianC;8s. Pesquisas
o desenvolvimento
cognitiv~,
mostram
que a ausencia
especial mente dos filhos do
a forma~ao
do pai afeta
seXQ masculino.
Freud estudou 0 desenvolvimento sexual e emocional e deu muita
importimcia
aos primeiros
anos de vida na formayao
da
personalidade; Freud destaca ainda a importancia de duas situayoes
de aprendizagem
no desenvolvimento
sexual e emocional:
a
amamentayao e 0 controle dos esfincteres e bexiga. A primeira
situayao
importante porque determina 0 relacionamento com a mae
e, subsequente, com as demais pessoas. A segunda situayao
reverte-se de importancia especial, porque
a primeira norma social
que os adultos e a saciedade impoe sabre a crianya. (PISANI,1990,
p.154).
e
e
o
estagios
desenvolvimento
emocional
ern que se encontram.
determina
a sua personalidade,
e social
Como a crjan~
identidade
de cada
crianr;a
vai de pender
passa par cada urn deles,
e como
ela se ajustara
dos
ea
que
aos eventos
e
ambientes.
A
medida
auto-confiante,
que se superar
cada fase,
segura em suas emogoes
cada
crise,
a crianga
e vai se relacionando
vai se tornando
com as outros.
2.3EMOCAO
ErnogEio
segundo
Lemos:
e urn
terrno muito abrangente
para ser facilmente
conceituado,
mas
e
Emoyao
0 nome generico que damos a uma altera'Yao corporea de
variilvel intensidade, aliada a uma correspondente
interpretac;:ao
dessa modificayao. Portanto, a somatoria da altera'Yao percebida em
nos mesmos, mais a maneira como a entendemos, explicamos ou
justificamos, e que nos faz dizer que estamos vivendo a experiencia
emotiva. De fato, estamos sentindo emoc;:ao 0 tempo todo; esse
urn
acontecimento humano ininterrupto. (LEMOS, 1994, p.1S).
e
Deve-se diferenciar emOC;aode afeto, pOis a emoyao
do que se sente. Nao
e
facil definir
0
que
e
e a afloramento intenso
e percebida pelo
emoyao, pOis ela
comportamento. Varios autores concordam que as emoc;6es sao complexos estados
de excitac;:aode que participa todo a organismo.
Desde crianc;aaprende-se a esconder as emoc;6es,como se fosse algo feio, e
principalmente os meninos, que nao podem chorar porque sao homens.
E
evidente
que 0 equilibria esta em usar a emoC;:80e razao juntas, pais sem isso teriamos
problemas com a desenvolvimento da personalidade.
De acarda com PISANI (1990, p. 108)
"0
terma ema98a e usada tambem
para significar os sentimentos e os estados afetivos em geral ( ..), os estados
emocionais
e
sentimentais formam
a
afetividade,
um
dos
aspectos
do
e,
fora
comportamento humano".
Quando a crianc;:aapresenta-se com um comportamento alterado, isto
do usual, ela pode ficar agressiva ou fugir, par isso
e
preciso perceber a diferenc;a
entre comportamento e motivayao, e entre areto e emoc;ao.
PISANI (1990, p. 109) diz que ha tres indicadares utilizadas para identificar as
emoc;:oes:relatos verbais, observayao do comportamento e indicadores fisiol6gicos.
A
emoc;:ao pode
servir
de motivador do comportamento e a
motivayao pode levar a comportamentos
que despertem
novas
emoc;:6es. 0 odio pode levar
homem
a agredir; apos ter
agredido,
a mesmo homem pode
sentir medo e fugir. (Ibid.,
p.111).
°
2.4 AFETIVIDADE
o conhecimento
da afetividade comec;:acom 0 conhecimento de si mesmo,
canfarme diz Lemos (1994, p. 9):
o
homem tern aprendido COisas realmente maravilhosas sobre a
natureza, mas ainda desconhece muito dos proprios processos
internos. Aprender sobre si mesmo parece tao dificil que se relega
para segundo plano aquilo que se tern de mais valioso e
diferenciador: a vida afetiva.
Aprende-se
afeto,
sobre
muitas
coisas,
nao se quer ter 0 trabalho
sempre e deixada
de lado, considerada
"A afetividade
afetivos,
representa
composto
no carater
as sentimentos
do bem
estar,
pareee
mas
afetividade
estiver
comprometida.
fase adulta
levara
consigo
as deixara
ou complexa
um conjunto
sentimentos,
se caminha
de fen6menos
etc. Os quais
(JOLIVET,
Se a crianga
passo
de sete anos
e, dependendo
sofre
que
demais.
paix6es
um
ou do
da vida,
1987, p. 88).
pOis medem a temperatura
nao
as lembranc;as
do interior,
tao delicada
de cada individuo"
termometros,
incrfvel,
se trata
area
da psicologia
emog6es,
individual
parecem
quando
nessa
sem importancia
dentro
por tendencias,
infiuem diretamente
porem
de mexer
a
do humor e
frente
nesta
do que viveu,
se a
fase,
na
rejeitara
au
entrar na sua parte mais Intima.
Na fase adulta
uma afetividade
Wallon
se reflete
as experiemcias
bern desenvolvida
coloca a afetividade
na infancia,
por isso e fundamental
para que se cresg8 em harmonia
no centro do desenvolvimento
e seguranga.
do ser humano:
A dimensao afetiva ocupa lugar central tanto do ponto de vista da
construyao da pessoa quanto do conhecimento (...). A afetividade e
tambem uma fase do desenvolvimento,
a mais arcaica. 0 ser
humano foi, logo que saiu da vida puramente orgfmica, um ser
afetivo. Oa afetividade diferenciou-se, lentamente, a vida racional.
Portanto, no inicio da vida, a afetividade e inteligencia estao
sincreticamente misturadas, com 0 predominio da primeira. Ao longo
do trajeto, elas alternam preponderancias e a afetividade reflui para
dar espayo a intensa atividade cognitiva assim que a maturayao poe
em ac;ao 0 equipamento sensorio-motor necessaria a explorac;ao da
realidade. Isto significa que a partir dai a afetividade depende, para
evoluir, de conquistas realizadas no plano da inteligencia, e viceversa. (WALLON apud DANTAS, 1992, p. 85 e 90).
Na primeira
tanto
no
interligados.
infancia
aspecto
afetivo
(de 2 a 7 anos),
como
A crianc;a precisa
fazer uso adequado
Conforme
no
de seu aspecto
de seu cognitivo.
PIAGET
(1973, p. 24):
ocorrem
inteleetual
muitas
tanto
afetivo
urn
mudan9as
como
na crian9a,
0 outro
bern desenvolvido
estao
para poder
10
do ponto de vista afetivo, segue-se uma sene de transformac;6es
paralelas, desenvolvimento de sentimentos interindividuais (simpatias
e antipatias, respeito, etc) e de uma afetividade interior organizandoS9 de maneira mais estavel do que no curso dos primeiros estagios.
Quando
a criang8 vai para a escola ela cameg8
Qutras crianyas,
que isso
S8
aprende
desenvolva
sabre as cultur8S
a viver social mente,
individuais,
par isso
e muitos
conhece
importante
naturalmente.
As transformagoes da ayao provenientes do inicia da socializa9ao
nao tern importancia
apenas para a inteligencia
e para 0
pensamento,
mas repercutem tambem profundamente
na vida
afetiva. Oesde 0 periodo pre-verbal, existe um estreito paralelismo
entre a desenvolvimento da afetividade e a das funyees intelectuais,
ja que estes dais aspectos sao indissociaveis de cada ayao. Em toda
a conduta, as motivayees e 0 dinamismo energetico provem da
afetividade, enquanto que as tecnicas e 0 ajustamento das meios
empregados constituem 0 aspecto cognitiv~ (sensorio-motor
au
racional). (Ibid., p. 37-38).
A afetividade
outro
para
agir,
da crian9a
esse
0 professor
sucesso.
for corrigido
as influencias
Novamente,
ligada ao seu cognitivo,
e fundamental
deve conduzir
ve-se a sincronia
para
aluno sem deixar
0
no inicio nao tera problemas
Neste aspecto
tocante
est'; sempre
equilibrio
que se configura
sobre a afetividade
de percebe-Io.
Tudo
do
ter
que
entre a escola e a familia
no
futuro.
e a construc;ao
e intelectualidade,
escolar
0
no desenvolvimento
sobre 0 desenvolvimento
um depende
0 desempenho
do ser da crianc;a.
Piaget diz:
Nunca ha ayao puramente
intelectual
(sentimentas
multiplos
intervem, por exemplo: na soluyao de um problema matematico;
interesse, valores, impressaa de harmonia, etc); assim como tambem
nao ha atos que sejam puramente afetivos (0 amor sup6e a
compreensao).
Sempre e em todo 0 lugar, nas condutas
relacionadas tanto a objetos como as pessoas, os dois elementos
intervem, porque se implicam um ao outro. Existem apenas espirito
que se interessam mais pelas pessoas do que pelas coisas ou
abstragoes enquanto que com outros se da 0 inverso. Isto faz com
que os primeiros pareyam rnais sentimentais e os outros rnais secos,
mas trata-se apenas de condutas e sentimentos que implicarn
necessariarnente ao mesmo tempo a inteligencia e a afetividade".
(Ibid., p.38).
Quando
complexas
a crian9a
esta
no
periodo
que as dos anos anteriores.
pre-escolar
Mas quando
ela
faz
atividades
mais
ela entra na 1a serie e avisada
II
de inicio que tera mais responsabilidades,
e ista, dependendo
absorver
Par isso
com naturalidade
pre-escolar
au com medo.
muito
sao avaliadas
duas vezes porque
como
da crianya,
importante
naD possuindo
ela pode
a professor
Ha crianc;as
saber preparar a crianc;a para evitar traumas.
pre-escola
5uficiente
e
que fazem a
ainda maturidade
para entrar no ensina fundamental.
o afeto
par sua vez, representa um processo de descarga da energia
pulsional que constitui uma das manifestar,;:6es da pulsao, geralmente
dificil de controlar nas primeiras fases da infancia, posteriormente
sendo controlado conforme 0 processo de maturagao do individuo.
(WINNICOn,
1982, p. 56).
Seguindo
anos,
as pesquisas
que coincide
modificacyao
complexos
relagoes
com
decisiva
no
de Piaget,
desenvolvimento
da vida psiquica,
de organizal):oes
decorrer
do periodo
tambem
inauguram
ROSSINI
firmadas
individual,
nOllas, que completam
assegurando-Ihes
uma serie ininterrupta
(2001,
Em
que ele mais se desenvolve;
um
de sete
dos
uma
aspectos
ou da vida afetiva,
observa-se
das
0 aparecimento
as construl):oes
um equilibrio
esta ideia afirmando
e desenvolvimento
descobre
media
dita, marca
esbogadas
mais estevel
no
e que
de novas constru¢es.
p. 72) corrobora
as bases para a educac;ao
cada
da inteligencia
propriamente
precedente,
que a idade
propria mente
mental.
quer se trate
sociais ou da atividade,
de formas
observa-s8
comecyo da escolaridade
0
que ate os 7 anos sao
do ser humano.
a si e ao mundo
E
a fase em
e a relac;ao que tern com
esse mundo.
2.5 AFETO
E COMPORTAMENTO
Para LEMOS
emocional
Todos os medicos
maneira
(1994,
p. 13), um intense
que, por sua vez, tern reflexo
e profissionais
geral, por experiencia
tern suas
origens
dirninuem
as
possibilidades
verdadeiras
a partir
resistencias
de
se
doenl):as,
sofrimento
afetivo
no desempenho
cria um descontrole
do corpo
como
urn todo
que lidam com doenc;as sabem - e as pessoas
propria - que grande
de transtornos
naturals
do
afetivos
organismo.
parte dos desarranjos
que
vao-se
Um
defender
e fonte
de
problemas
as quais
mudam
de
nome
e de
atualizando
organismo
que
se
lugar
com
transformam
no
corpo.
de
da saude
e que
parcas
em
0 que
12
aconteee
nesses
Segundo
esfera
e
cases
Qutro acontecimento,
ROSSINI
instintiv8,
esta
que a doenc;a
muitas vezes situados
(2001,
mostrando
p. 10), a aletividade
nas percepg6es
896e5, na sensibilidade
S8
de memoria,
e
corporal,
como
sintoma
de urn
na vida afetiva conturbada.
domina
a atividade
pessoal
no pensamento,
na vontade,
do equilibria
e da harmonia
componente
na
nas
da
personalidade.
Logo,
a afetividade,
como
vista como uma ferramenta
U
A falta de afetividade
a aprendizagem
(1993,
leva
e a auseneia
Pode-s8
BOCK
motivadora
a rejeiC;:80 aos
da vontade
dizer que a vida afetiva
p.189)
"sao nossos
vidas e expressam-se
do comportamento
a mais na vida pedag6gica
aletos
nos desejos,
a carencia
livros,
de creseer"
e
deve
ser
em sal a de aula.
de motivac;:ao para
(Ibid., p. 15).
0 equilibrio
e em090es,
nos sonhos,
humano,
do professor
do nosso ser, e, como diz
que dao colorido
nas emoc;6es enos
as nossas
sentimentos.
E
o que nos faz viver".
2.6 AFETO
E A ESCOLA
Constitui
uma missao
importante,
afetivo do aluno. Nao excluir
e capaz
educador
Segundo
fisico e social,
estimulos
entao
0
BOCK
(1993,
recebemos
p. 191), quando
estimulos
ao nosso
mundo
algo em retac;ao a eles.
ou nao.
Essas
interne caracteriza
Ao entrar
atras e
0
atrav9s
conseguir
trabalho
Por exemplo,
exprime
Essa tonalidade
entramos
de nossos
interno
sao respostas
Esse tipo de reac;ao psiquica
vago ou qualificado.
fazer referemcia
0
perceber
de ajuda-Io,
0
aspecto
sera que
0
de abrac;ar esta causa?
chegam
prazeroso
professor
0
aluno para nao ter
em cantata
6rgaos
e la recebem
gostamos
significac;oes.
ou nao
nao externalizadas
um "estado
afetivo",
penoso
afetiva que as coisas ganham
a sua
novo que vai enfrentar.
a-nos
psiquismo.
ou agradavel,
em nos so mundo
e utilizado
para se
afetiva em gera!.
na escola
professor
Esses
Sentimos
gostamos,
de nosso
os cham ados ~afetosb 0 termo afeto, portanto,
a vida
com a meio
dos sentidos.
a crianc;a sente-se
frente,
numa
ela esta insegura,
ponte,
precisa
na qual os pais estao
de afeto,
e
um mundo
13
Para
D'ANDREA
voltas com
vivendo
num mundo
principais.
(1996,
desmame,
0
0
p. 79),
controle
ate entrar
na escola,
a crian9a
asseio
e as quest6es
dos esflncteres,
relativamente
restrito,
0
no qual ela e os pais foram
as
sexuais,
as figuras
Na escola, amplia sua visao de mundo e aprende que muitas pessoas de
valor existem
au existiram
e realizaram
Como transmissor
importante
muitas eoisas.
de conhecimentos,
a professor
passa a ser a pessoa mais
na sua vida depois dos pais. Nesta apaca,
reconhecimento
e creditos
para
si mesma,
procura
a crian98,
identificar-se
para conseguir
com [dolos,
tanto podem ser personagens hist6ricos como her6is fabricados.
importante
que
professor,
0
personalidade
elementos
encontrarmos
mestres
situayao econ6mica
idolo
vivo
e
desejaveis
para
identifica<;ao.
desajustados,
Eo muito importante
infelizes,
a aleta,
urn toque
proximo,
mais
em
e
sua
nao
e
raro
com
a
sua
Infelizmente
preocupados
que
issa,
contenha
de carinho,
pais para DAVIS
seis anos de vida, nao recebe
alem de contato fisico, adequados,
seguintes
mais
Par
au social do que com os alunos.
99), a pessoa que, nos primeiros
ternura,
esteve
a
podera chegar
(1991,
p.
amor, carinho
idade adulta
e
com os
problemas:
Certo grau de retardamento
Fraqueza
fisico e mental evidente;
no sistema fisiol6gico
na infancia
au mais tarde,
na forma de
doen<;as psicossomaticas;
Incapacidade
Resistencia
de dar au receber
aleto;
ao ser tocado au a tocar e ao r6tulo de "esquivo
a cantatos
fisicos"
Muitos
adequada,
dilerente,
estudos
que
ele produz
KIRINUS
apud
tern necessidade
necessitam
ainda
promessa.
Precisam
ressonancia
humano,
com
(1996,
do pao
p. 127), baseando-se
do corpo
em Freinet,
rna is do seu olhar, da sua voz, do seu pensamento
sentir
que
de produzir
bem
nao e
e do pao do espirito,
encantraram,
em
voce
de falar com alguem que as escute, de escrever
au as compreenda,
a afetividade
Com a crian<;a e a educa<;ao
ela laz.
ELIAS
de pao,
a ser
mais.
pais com aleto ela aprende,
Segundo
crian9as
comprovam
e mais feliz,
alguma
coisa
tudo a que trazem nelas de generoso e superior.
e
na
sua
as
mas
e da sua
escala,
a
a alguem que as leia
de uti I e bela que
e a ~~~ii,:\de
f
if
/~~
?,'
.~~J
\~~,~~?,}!.~":,;
~r~,,;,~&ri\\\\\
14
Ainda para Freinet, conforme diz GRANZOTTO apud ELIAS (1996, p. 99), ;,
par intermedio das modific8yoes
comportamentais
da area afetiva que a escola pode
contribuir para a fix8yaO dos valores e dos ideais que a justificam como instituiyao
social. Os educadores
reconhecern
pel os comportamentos
pSicossociais.
E
que
0
do dominic
homem
desejo da escola atuar e verifica-se
conteudo dos curriculos.
val ores,
desenvolver
dimensao
emocionai.
Neles encontramos
interesse
Dai, a pertinencia de
mestres da
a importancia
integram
S8
e
agir
no
ests interesse
as prop6sitos
sabre
afetivD,
universe
responsavel
das
rel8yoes
pesquisanda
de modificar atitudes
comportamentos
envolvidos
0
e
em
perguntar: naD sera tempo de apelar para os grandes
Educar;ao e introduzir nas salas de aula uma pedagogia mais afetiva?
2.7 A RELACAO PROFESSOR-ALUNO
Na rela980
professor-aluno
e
importante
que se erie um vinculo
adequado,
pois a crianya precisa sentir-se segura e confiante quanto ao seu professor;
nessa
idade fortalecer a auto-estima ;, fundamental para ela.
A idade da atividade x inferioridade ocorre dos seis aos onze anos.
Agora, 0 professor se constitui numa especie de agente da
sociedade. A atenc;ao da crian~a esta concentrada nas tarefas
escolares e no desenvolvimento de relac;ao com colegas e grupos.
Quando os pais e professores mostrarem interesse e aprovac;ao
pelas suas conquistas, a crian98 desenvolvera 0 senso de
realizac;ao. Se, ao contrario, os pais e professores nao mostrarem
interesse, 0 sentimento de inferioridade surgira. (PISANI, 1990,
p.158).
Cabe, entao, ao professor uma grande responsabilidade, no sentido de ajudar
a crianya. a desenvolver
escolares,
confianya., autonomia,
iniciativa e a fazer suas atividades
de forma a iniciar, ali na escola, um programa
uma vida adulta com sua identidade bern estabelecida,
de desenvolvimento
para
sem crises e sem confusoes
de pap;'is.
E
escolar
preciso, portanto, muito cuidado, pois 0 professor nesta fase inicial da vida
e
um idoio vivo. Se a professor nao cumprir bem este papel de mediador
15
podera
estar estimufando
sentimentos
na criany8,
de inferioridade
que a prejudicara
par toda a sua vida.
~As crianC;8s
aas adultas.
Niia
naturalmente
e precisa
ja S8 sentem
que as adultas
bastante
inferiorizadas
se 'agigantem'
diante
com rela9ilo
delas"
(ROSSINI,
2001, p. 77).
A
pais
relayao professor-aluno pade ser afetiva sem contudo deixar de ter limites,
nao e
necessaria
no senti do de
"( ... ) as
Devemos
deseja,
tambem
estar abraryando
e beijando
superprotege-Io. 0 afeto pode ser expresso
0
aluno a todo momento,
de varias Qutras maneiras.
crianyas sem limites provocam constantemente pais e professores.
dar 0 limite atraves
mas sempre
Na realidade
do 'toque
calacanda
0
fisico',
as mativas
professor
bastante
afetivD,
dele" (ROSSINI,
expressando
nOSSQ
2001, p. 82).
e urn dos primeiros modelos
na vida da crianya, ele
pode ser urn born profissional, acompanhar a tecnologia, porem jamais pode
esquecer da realidade de cada crianya, de trata-Ia como ser humano. Acima de tudo,
a professor deve gostar de ser professor e saber que seu objetivo e educar. Como
nos lembra CHALITA
(2002, p. 19):
e
Professor tern luz propria e caminha com os proprios pes. Nao
possivel que ele pregue a autonomia, sem ser autonomo; que fale de
liberdade sem experimentar a conquista da independencia que
0
saber; que ele queira que seu aluno seja feliz sem demonstrar afeto.
E para que possa transmitir afeto
preciso que sinta afeto, que viva
o afeto.
e
e
Na rela9aO professor-aluno, a rnais importante
e
a maneira com que
0
professor conduz a afetividade para formar a vinculo e transmitir segurany8 e
tranqOilidade
a
crianya, de tal maneira que a cognitivo possa desenvolver-se
naturalmente.
uTodo a que diz respeito ao aluno deve ser do interesse do professor.
Ninguem ama a que nao conhece, e
0
aluno precisa ser amado! E
0
professor
e
capaz de fazer issa" (Ibid., p.19).
Sera que
0
professor de hoje esta consciente e preparado para isso?
Equilibrado consigo mesma, de maneira a manter uma relac;ao construtiva com seus
alunos, que va alem dos meros conteudos estabelecidos e dadas em aula? Neste
sentida, e importante que 0 professor procure deixar seus problemas individuais para
16
fora da sala de aula e procure
naD transparecer
a seus alunos
suas dificuldades
pessoais.
Certamente a professor, como qualquer pessoa, tera seus problemas
pessoais, chegara a eseela mais sisudo que a habitual e tera mais
dificuldade em desempenhar seu trabalho em sala de aula. Os
alunos notarao a diferenfY8. e a eventual impacie.!Ocia do professor
nesse dia, mas eles naD sabem 0 motivQ da sisudez do mestre e
podem interpretar erroneamente. Exatamente par isso
preciso
cuidar para que contrariedades
pessoais naD venham a tona,
causando magoas e ressentimentos, (Ibid., p. 19).
e
Contudo,
de forma
esta com problemas
geral,
consigo
0
aluno
mesma.
natural mente
Entao,
percebe
e preciso
0
professor
ser 0 mais natural
quando
passivel
com as alunos. A rela980 naD deve ser prejudicada, pais, se num momenta de raiva,
escapar alguma bronca injustificada, essa atitude do professor poderc~magoar a
crianc;aprofundamente.
Talvez ate se a professor preferir fazer algum comentario a respeito de
alguma situac;ao pessoal sua, mas nao necessariamente de forma muito especifica,
e assim pedir com delicadeza para as alunos cooperarem, eles sentirao que a
professor confia neles. Nesta fase as crianryasadoram poder ajudar os adultos.
o
que a professor nao pode esquecer e que ele
e urn profissional
e nao urn
"tion (a), pelo que jamais deve esquecer sua postura de educador, e nao se deixar
envolver emocionalmente.
e
Tiozinho, no sentido depreciativo,
aquele professor que gasta aulas
e rna is aulas dan do conselhos aos alunos. Trata-os como se fossem
seus sobrinhos, quer saber tudo sabre a vida deles, a que fazem
depois da escola, aonde vao, as lugares que freqi.Jentam e emite
opini6es em seus assuntos de cunha privado que absolutarnente nao
competem a ele. 0 professor tiozinho se sente urn pouco psic6logo
tam bern. Comeya desde logo a diagnosticar os problemas dos
alunos e se acha qualificado para isso. (CHALlTA, 2002, p.22).
Quando se observa
0
comportamento do professor em sala de aula, percebe-
se que cada urn possui urn perfil, por isso mesmo
e
extremamente perigoso
0
professor, em suas observary6es diarias, querer fazer interferencia nos problemas
pessoais que algum aluno apresente, pois isso pode ser papel de outro profissional
na escola, como no caso de psicologo ou psicopedagogo.
17
Assim, manter uma boa relayao com a aluno
confundir as papeis.
tempo.
E
e importante,
passivel ser urn born profissional
porem sem jamais
e ser abjetivo ao mesma
18
3. PESQUISA
DE CAMPO
3.1 METODOLOGIA
o tipo
de pesquisa
e
deste trabalho
descobrir
primeira
e importante
realmente
S8
empreendida
e a qualitativa,
reunir informac;oes
por amostragem.
0 objetivo
para encontrar respostas e
necessarias
haver afetividade
na rela~o
professor-aluno,
na
serie do ensina fundamental.
Par tratar-S8
da afetividade, buscou-se entender melhor a experiencia
humana, par isso as sujeitos da pesquisa sao professores, psicopedagogos,
psicologos,
pedagogos
dos estagios
A pesquisa
afetividade
e mestres
tern como
objetivo
tern lugar de importancia
1a serie do ensina fundamental,
aprendizagem;
educac;ao,
em educac;ao
e, entao,
Sobre a necessidade
encontrar
na
todos com conhecimento
respaldo
Ihes
para a hipotese
relac;ao professor-aluno,
como facilitadora
comprovar
se esta percepc;ao
infantil,
das crian~s.
de desenvolvimento
a
junto
do vinculo
observa9ao
de que a
principal mente
com a escola
destes
na
e com a
profissionais
da
e comum.
da pesquisa,
FREIRE
(1996, p. 32) j<i dizia:
nao ha ensino sem pesquisa e pesquisa sem ensino. Esses que~
fazeres se eneontram urn no corpo do outro. Enquanto ensino
contfnuo buscando, reprocurando. Ensino porque buseo, porque
indaguei, porque indago e me indago. Pesquiso para conhecer 0 que
nao eonhec;o e eomunicar ou anunciar a novidade.
Como
procedimento
questionarios,
envolvendo
afetividade
de dados
profissionais
da
foi feita
area
da
uma
pesquisa
educac;ao,
atraves
para
de
avaliar
a
na relac;ao professor-aluno.
o objetivo
sentido
de coleta
deste trabalho
da afetividade
nao
entre professor
e somente
analisar,
mas entender
a verdadeiro
e aluno.
Esta abertura ao querer bem nao significa na verdade, que, porque
professor, me obrigo a querer bern a todos os alunos de maneira
igual. Significa, de fato, que a afetividade nao me assusta, que nao
tenho medo de expressa~la. Significa esta abertura ao querer bern, a
maneira que tenho de autenticamente selar 0 meu compromisso com
as educandos, numa pratiea especifiea do ser humano. (Ibid., p.1S9).
19
o
objetivos
questionario
foi elaborado
com
seis
perguntas
formuladas
a partir
dos
da pesquisa.
1. Como deve ser
2. Que
0
aspectos
vinculo
a
desenvolvimento
do professor
professor
quais as prejufzos
sofrer, case a sua afetividade
voce percebe
6.
Os entrevistados
urn revela
0
professor
como
professor
para
0
de sete anos peden§.
0
esta
retraida
e sem animo
(au
deve tamar?
desenvolvimento
cognitive?
Como
pode dar afeto para seu aluno?
participantes
suas crengas
demonstraram
"afelividade",
seu ponto
para
rela<;ao?
a revelar
se Iratar do assunlo
0
tern importancia
essa
Os profissionais,
passam
considerag8o
que a criang8
da 1a serie
quais atitudes
De que maneira
percepgoes,
em
seja prejudicada?
que a crian~
desmotivada),
5. A afetividade
levar
do seu aluno?
3. Na sua opiniao,
4. Ao perceber
com seu aluno?
deve
da pesquisa,
ao demonstrarem
diante das quest6es
boa vontade
percebe-se
ao responder
grande inleresse
as quest6es,
e por
por parte deles. Cada
de vista, pois entre eles estao os que atuarn
sala de aula, outros como orientadores,
suas
propostas.
ou em seus consult6rios
diretamente
atendendo
em
criangas
terapeuticamente.
No objetivo
os
profissionais
afetividade
o
de responder
permitiu
que
tais questionamentos,
fossem
na relac;ao professor-aluno
corpo
constituido
de profissionais
foi realizada
diretamente
a area
Por
educa,ao).
quest6es
pelo
eticas,
c6digo
que
entre agosto
as
no trabalho
e setembro
entrevistados
varia
realizadas
importantes
com
sobre
a
de campo
foi
do en sino na 1a serie.
um prazo de 2 (dois) dias para cada um responder
idenlificados
as entrevistas
aspectos
na 18 serie do ensino fundamental.
envolvidos
de 11 (onze), todos ligados
A pesquisa
levantados
de P1 ate
de
as quesl6es
foram
P11
2003; procurou-se
dar
com tranquilidade.
no
anonimato
e
(P, profissionais
mantidos
da area
da
20
3.2 RESULTALDOS
As questoes da pesquisa objetivavam
educ8g8o
selecionados
a afetividade
para entrevista,
tern na relayao
e
Esta relagao
aos
importancia
na 1a serie do ensine fundamental.
professof-aluno
de pensamentos.
vinculo
geral de cada questao,
do professor
proximo,
que
a troca e a cresci menta dos atores envolvidos"
do
professor
como
S8
segue.
0
dialogo
com seu aluno?
"0 vinculo deve ser verdadeiro,
"0 vinculo
professor
fcram selecionados e analisados, pergunta par pergunta, e
E, final mente, foi feita uma analise
0
que
efetivada, na maior parte do tempo, na sala de aula, cujo
par concordancia
1- Como deve ser
da
profissionais
ea
nao urn born vinculo com 0 aluno.
ou
Os questionarios
favorega
juntos
e designado para a aprendizagem do aluno e e nela que 0
espago fisico
pode estabelecer
organizados
verificar,
de urn modo geral, qual
com
0
aluno
permita
e que
(P1).
e
construido
aos
poucos,
e
importantissimo e deve ser de muito carinho, confianga e afeto" (P2).
o afeto
de uma maneira
professor -aluno
crian9as
nas series
ou outra e que mantem
inidais
nessa fase predsam
deve
sentir-se
viva uma rela9ao,
ter um alto grau
seguras
e aceitas;
"0 vinculo
de afetividade,
deve existir
pais
as
uma rela9ao
de confianga" (P10).
Afeto
e
confian9B
desenvolvimento
da
fiearn
crian9fl
no
evidentes
como
ambiente
escolar,
psicologo Carl Gustav Jung: "Por isso
crianc;a
ou ao menos
dar
uma
0
fatores
fundamentais
como
tambem
para
0
observa
0
professor precisa abrir sua personalidade
oportunidade
de que
ela mesma
encontre
a
esse
acesso" (JUNG, 1972, p. 83).
"A rela9ao deve ser a mais democratica
que 0 professor
limite; 0 ideal
AFETO"
tem a poder e denlro
e
ser sempre
possivel,
deste espa90
democratico
e sempre
0
certos alunos
tern em mente
que mais os incomodam
trabalhar
e0
com a palavra-chave
(P3).
"0 professor
acessivel,
0
deve
estar
constantemente
disposto
aluno sentir'; proximidade desta forma" (P4).
a ajudar
e estar
sempre
21
"0
ideal
de
uma
relarreo
e
individualidade
de cada aluno; depois,
aprendizagem;
por consequencia,
ambos com a constru98o
"0 vInculo
Tambem
necessidade
permeado
o momento
primeiro
lugar
0 respeito,
0 comprometimento
deve ser de respeito
respeito
e profissionalismo
vem a AFETIVIDADE,
do conhecimenlo"
figura de urn guia, urn orientador
com muito respeito"
em
a alegria
pel a
com a
e 0 prazer
de
(P6).
e admirac;ao;
dele no mundo
aluno deve ter no professor
0
do conhecimento;
proximidade
a
sim,
(P7).
fica
evidente
de oferecimento
pelo respeito
nas observar;oes
de abertura
e espfrito
dos
profissionais
e proximidade
democratica,
cnde
de cada aluno, sem que a afelividade
entrevistados
do professor
respeite
S8
seja tambem
80 aluno,
a
mas
a individualidade
e
uma imposi<;80.
o
professor caleca-s8 ao lado da crianr;a, ajudando-a a formar
consciencia de suas possibilidades. Atua no grupo como colaborador
mais experiente e auxilia a crianya a elaborar, a realizar e a concluir
seus projetos. Seu papel
a de coordenador das atividades, a de
criar condic;:oes para que, durante a trabalho escolar, a crianya se
expresse e seja ouvida, para que ela aja para aprender e para que,
par meio da vida cooperativa, exerya sua cidadania~.
(SANTOS
apud ELIAS, 1996, p. 38-39).
e
"0 professor
afetividade
e fator
"Entre
equilibrada
0
82):
"Sua
e a aluno
tarefa
personalidade
deve
existir
nao
deve ex;stir
apenas
em
mas tambem
observa-se
meter
a
positivo,
uma rela9aO
(P5).
que
de seu papel, como novamente
consiste
de ensinamentos,
uma troca,
(P8).
um vinculo
de suas potencialidades"
para essa relarrao ser produtiva,
esteja consciente
quantidade
hi! necessidade
observa
na cabeya
das
influir sabre as crian9as
que
Jung (1972,
crian9as
0
p.
certa
em favor da sua
total".
2. Que aspectos
seu aruno?
professor
urn com a outro,
numa rela980 ensino-aprendizagem"
e uma valoriza9iio
Assim,
professor
e a at uno aprendem
essencial
a professor
deve levar em considera~o
para a desenvolvimento
de
22
"0 professor
proximo
passive I
deve observar
as
"Os aspectos observados
Estas
processo
opinioes
do
a capacidade
suas necessidades"
da crian98
adequar
S8
devem ser: fisico, mental, cognitiv~
destacam
a necessidade
desenvolvimento
necessidades
de cada aluno e
0
mais
(PS).
humano,
a
do professor
fim
de
melhor
e afetivo" (P9).
buscar
conhecer
compreender
0
as
eta ria, como anota a psic610ga Ana Maria
em sua faixa
Bahia Bock e sua equipe:
Estudar a desenvolvimento humano significa conhecer as
caracteristicas
comuns de uma faixa eta ria, permitindo-nos
reconhecer as individualidades, 0 que nos toma rnais aptos
para a observaryao e interpretae;ao dos comportamentos. (BOCK,
1993, p. 81).
Cada
e
aluno
individualidade,
urn ser
diferente,
~O professor
aluno, sua forma
precisa
levar em conta
de ser, seu estado
para saber como se da sua capacidade
UValores
Vigotski:
'0
sociais,
homem
na construgao
que
e0
culturais,
as caracteristicas
emocional,
na sua
econ6micos
em questao"
observar
pedag6gica;
peculia res de cada
seu desenvolvimento
de aprendizagem"
e
valorizar
intelectual,
(P7).
emocionais,
pois
como
dizia
influenciarao
(P8).
a sua origem
s6cio-cultural,
esta inserido. Saber como esta a aprendizado,
proposta
ser compreendido
produto do meio", e assim sendo, tais valores
do individuo
~E importante
a
precisa
mas tam bern dentro de seu contexto social e cultural de vida.
em qual contexto
em que nivel se encontra
ainda os aspectos
social
em relat;ao
como rela<;6es interpessoais
na
as quais estao implicados
na
classe" (P11).
Varios
aspectos
relat;ao professor-aluno,
geral, 0 que tambem
aspecto
aspecto
aspecto
aspecto
foram destacados
relaciona
o
1)
2)
3)
4)
do desenvolvimento
humano,
pelos entrevistados,
seguindo,
de forma
BOCK (1993, p. 82-83) e colaboradores:
desenvolvimento
human~ deve ser entendido como uma
globalidade, mas para efeito de estudo, tem sido abordado a partir de
quatro aspectos basicos:
fisico-motor;
intelectual;
afetivo-emocional;
social.
UPara 0 desenvolvimento
ensino fundamental,
(psicomotores,
um modele
do aluno, em especial
0 professor
deve levar em
afetivos, cognitivos e intelectuais).
vivo e que, portanto,
primordial"
na eduCBgao infantil e no
considera~o lodos os aspectos
Deve considerar
cuidar de sua imagem
tambem
e postura
que e
profissional
e
(P1).
"0 aspecto afetivo, na minha opiniao, eo principal entre eles" (P2).
"E
importante 0 aprendizado
e empenho con stante do aluno na rotina escolar"
(P4).
UDevemos
conhecer
respeitar
0 limite de cada
cada aluno; habilidade
urn, para
tanto
para rnanipular esquemas,
0 professor
imagens
devera
e conceitos,
para pensar, raciocinar e solucionar problemas" (P3).
Todas as teorias do desenvolvimente humane partem do
pressuposto de que esses quatro aspectos sao indissociados (fisicomotor, intelectual, afetivo-emocional e social), mas elas podem
enfatizar aspectos diferentes, isto e, estudar 0 desenvolvimento
global a partir da enfase em urn dos aspectos". (BOCK, 1993, p.83).
3- Na sua opiniao, quais os prejuizos que a crianya de sete anos podera sofrer, caso
a sua afetividade
seja desprezada?
"Prejuizos para sua auto-imagem,
aprendizagem"
"Falta
abandono
de
animo,
escolar"
desinteresse,
de
aprendizagem,
que vem acompanhado
Conforme
oportunidade
cita
a pedagoga
de desenvolver
seu emocional
floresga,
"Se a afetividade
"5entimento
especial,
de
baixa
auto-estima
de
expanda-se
Maria
e
0
ate
A. S. Rossini:
E
mesmo
para sua
mais
agravante,
comprometidas"
dificuldades
de aprendizagem"
(P1).
de
"As
criangas
devem
ter
preciso dar -Ihes condiyoes para que
a criatividade,
rejei~o, complexo
0 complexo
(P2).
e ganhe espa~o" (ROSSINI,
for desprezada,
inadequayao,
dificuldades
desinteresse,
de outros complexos"
sua afetividade.
de modo geral, ficarao certamente
sentimento
e consequentemente
(P3).
uProblemas
inferioridade,
auto-estima
(P6).
de
2001, p.15).
individualidade
e seguranya,
(P4).
inferioridade,
relacionais,
dentre
baixa
auto-estima,
outras,
mas
em
24
"A queda
educador
culminante
"A
escola,
havera
e a recusa
que
afetividade
percepr;:oes,
corporal;
de sua auto-8stima,
a
e
em aprender"
domina
na memoria,
e componente
0 bloqueio
desequiHbrio
a
relar;:ao aD grupe,
em
e inseguranr;:8,
ao
e 0 fator
(P11).
atividade
no pensamento,
do equilibrio
afetivo
emocional
pessoal
na
na vontade,
e da harmonia
esfera
instintiva,
nas 890e5,
nas
na sensibilidade
da personalidade"
(ROSSINI,
2001, p.10).
"0 que mais se agrava
S8 acarretara
ea
alfabetiza<;ao,
quando
"Muitos
as prejuizQs,
sao
direcionamento,
escoro
crianc;a de sete anos,
plena forma<;ao"
e
a figura do professor
porque
para 0 futuro da crianc;a.
coincidindo
(P8).
Gom sua entrada
modele
de
0 ego, principal mente
na escola,
esta
iniciando
na
sua
(P7).
"A crianr;:8 S8
Segundo
e apoio
e desprezada
a afetividade
em deficit nas demais areas do conhecimento"
tamara !imida, retraida, com baixa auto-85tima,
PIAGET
insegura"
(P9).
(1973, p. 56):
Na medida em que a cooperayao entre as individuos coordenam as
pontes de vista em urna reciprocidade,
que assegura tanto a
autonomia como a coesao, e na medida em que, paralelamente, a
agrupamento das operay6es intelectuais situa as diversos pontes de
vista in5tintiv05 em urn conjunto reversivel, desprovido
de
contradic;:aes, a afetividade, entre as sete e as doze anos, carateriza·
se pela aparir;:c3ode novos sentimentos morais e, sobretudo, par urna
organizac;ao da vontade, que leva a urna melhor integrac;ao do eu e a
urna regulac;:ao da vida afetiva.
"Como
nesta
idade
desenvolvimento
em varias
sua auto-9stima,
valorizac;ao
(7 anos)
areas,
esta
em
a afetividade
e aceitac;ao
processo
de
desprezada
alfabetiza<;ilo
e de
pade vir a prejudicar
em relac;ao ao contexto
escolar
e social"
(P5)
"A crianc;a
problemas
"A crianl;a
intelectual,
importancia,
p.44).
provavelmente
de relacionamento
tornara
para
entao,
capaz
a inteiigemcia
um
adulto
inseguro
e talvez
com
(P10).
de sete anos come9a
tornando-se,
tanto
se
afetivo"
a se liberar
de seu egocentrismo
de novas coordena90es,
quanto
que serao
para a afetividade"
social
e
da maior
(PIAGET,
1973,
25
4- Ao perceber
desmotivada),
que a crian~
quais as atitudes
"0 professor
acontecendo,
da
sala,
educacional
de reforyo,
devera
isso
estirnulos
encaminha-Ia
"Sempre
crian~
58
resolva,
chamar
abra e possa sinalizar
possa ate mesmo pedir ajuda
que facilitara
tanto
orientac;:ao
(P10).
em sata de aula, atraves
0
0
adequado·
(P5).
com ela, de alguma
que esta
a coordena~o,
percebe-se
com
0
problema
0
integrante
ou
e atividades com brincadeiras, atrav8S de jog os especificos,
deve estar em cantata
esteja acontecendo
urn importante
coordenac;:ao
as pais ou responsaveis"
para um profissional
Oestes relatos
a
encaminha-Ia
nao consiga resolver
professor
0
deve tamar?
810gia-la, fazer com que sinta-se
naG
para posteriormente
"Casa
professor
0
devera conversar com a crian98 para procurar saber 0 que esta
estimula-Ia,
casa
da 1° serie esta retraida e sem animo (au
que
S9
junto
a familia,
que a busca de soluyao
aluno
depende
aluno procurar
quanto
que facilite
para
etc"
que
do vinculo
0
0
que a
professor
(P7).
de qualquer
da qualidade
professor
0
forma
passando,
professor
problema
que
de confianga,
S9
envolver
0
urn
pouco mais com a aluno.
Conforme
cita Yolanda
Moreira
S. Paiva:
Muitos alunos ja chegam tatuados pela falta de afeiyao na familia,
revelando sintomas de uma atitude de rejeiyao em face de outras
pessoas e outros comportamentos suscetiveis, as vezes, de
produzirem efeitos dramaticos na disposiyao de aprender. (PAIVA
apud ELIAS, 1996, p. 93).
~Elagiar a crianya,
~Primeiramente
conversar,
animar,
contar historias,
realizar
uma auta-anifllise
desta situac;:ao. Pasteriormente,
tentar perceber
As vezes
propria
crianc;:a, que deve
ser realizada
Muitas
vezes
isso
pode ser um problema
e necessario
Percebe-se
escolar
motivado
0
e necessario
para esse comportamento.
visitar sua easa" (P9).
para verifiear
a intervengao
por urn profissional
organico,
as vezes
ea
se nao
fato, au as fatores
na familia
da area
relacional
causador
que contribuem
e com a
competente.
ou afetivo,
por
um estudo de cason (P1).
a preocupayao
par problemas
destes
sociais
profissionais
e afetivos.
com
0
problema
do fracasso
26
Ao nos referirmos ao fracasso escolar queremos ressaltar que no
plano socio-afetivo,
ele se configura
como uma percepyao
desvalorizante, cujo significado
0 desprazer do aluno. Em estado
de desprazer, esse aluno carrega consigo a sentimento de ser
diferente e menor relativamente aos companheiros bern sucedidos.
(PAIVA apud ELIAS, 1996, p. 94).
e
"DiaI090,
voltada
promover
atividades
para qua sa enfatizem
"Observar
acionar
S8
as pessoas
colabora<;ijo
eliminado"
a
a
"Primeiramente
as
S8 nao, investigar
educacional,
desimimo
deve-S8
com
0
investigar
familia,
alunos
seja
seja
as causas
e
etc), para que, em
trabalhado
a que esta acontecendo
professor,
se a crianc;:a tiver urn vinculo
a escola
0
professor
possa
de soluc;:6es. Quanto
ajudar
e a familia,
com a professora,
Em todos os relatos desta questao,
em que
entre
(P11).
passageiro,
(orientador
professora,
a interac;ao
e,
sa
possivel,
(P6).
apos isse em paralelo
Agora,
que
humanos"
e urn comportamento
envolvidas
com
em
valores
0
nota-se
aluno,
a esta manifesta
sugerindo
essa crianya.
isso ira ajudar muito".
a preocupac;:ao
preocupac;:ao,
crianc;a,
com essa
ajudar
diversas
Maria
(P2).
dos entrevistados
possiveis
A. S. Rossini
estrategias
diz:
Portanto, devemos sempre estar atentos as caracteristicas e aos
fatos de nossa sociedade, lembrando que, quando recebemos uma
crian9a
porta da sala de aula, alem da mochila com 0 material, ela
traz todas as impressoes que vivenciou, assimiladas ou nao, bem
elaboradas ou niio. (ROSSINI, 2001, p.17).
a
"Buscar
fazendo
traze-Ia
sentir-se
"Reservar
descobertas
urn
horario
espontaneas
impor uma tarefa,
ROSSINI
ao maximo
util e necessaria
possivel
ao agrupo
durante
0
para
todo
n
periodo
em relac;:ao as atividades
no maximo
participar
a retina
conforme
diaria,
entrosando-a
e
(P4).
pedag6gico
para
promover
da crianc;:a, ou seja, nao se deve
a a9iio da crianc;a" (P4).
(2001, p. 17) ainda conclui:
Hoje, com as meios de comunicac;.ao de
massa, nem as
crianyas
sao poupadas
dos problemas
comuns ao nosso
tempo. Elas estao
inseridas
na sociedade
como
nunca.
Acompanham
tudo e tern suas
pr6prias impressoes sobre 0
mundo de hoje.
27
5- A afetividade
percebe
importancia para
tern
desenvolvimento
0
cognitiv~?
Como
voce
esta rela9ao?
"Sim, devemos levar em considerac;ao
que qualquer tipo de carinho deixa a
criang8 bern mais tranqOila e confiante, sendo assim tera muito mais tranqOilidade
para realizar
suas atividades
com exilo" (P3).
"Percebo uma relary80 bastante pr6xima entre afetividade e cogniC;8o, haja
visto
crianryascom baixa auto-8stima
que apresentam dificuldades de aprendizagem
n
(P1).
~Essa rela980
pelo
pode ser percebida
professor e ate mesma
expressa
0
diariamente,
nos desenhos
em cada atividade
realizados
pro posta
pel a crianc;a, ande ela
seu eu" (P8).
De acordo
com PAIVA
apud ELIAS
(1996,
p. 92), seguindo
uma Pedagogia
Freinetiana "(...) importa acentuar que a conhecimento chega ao at uno pela via da
afetividade, seu verdadeiro alicerce".
"Com certeza, tudo
prazeroso"
0
que envolve sentimentos de carinho torna-se mais
(P2).
"Sim, todos nos gostamos de afeto, de uma palavra 'posit iva' , de um olhar de
aprova~o,
etc. Sendo assim, a crian~
estara mais propensa
a desenvolver-se
"Totalmente,
porque
uma
que se sente afetivamente parte do grupo
adequadamente"
feliz
crian~
(P6).
aprende
melhor,
concentragao e se relaciona methor com a cia sse e os professores~
Yolanda
M. S. Paiva confirma
isto dentro da Pedagogia
tem
mais
(P7).
Freinet:
Como mediadores da relacyao educando/objeto do conhecimento,
enfatizamos a importancia vital de estarmos conscientes quanta ao
valor de urn clima socio-afetivo, para que a aprendizagem, na sua
indiscutivel
complexidade,
possa
acontecer
como
um
empreendimento agradavel, prazeroso e dinamico. (PAIVA apud
ELIAS, 1996, p.97).
"A afetividade
e
importante para
0
desenvolvimento cognitiv~, porem
manifesta-se de forma diferente: dependemcia, subordina9c3o,afeigao, amizade, etc"
(P5).
28
a crianga
cresga segura,
sua existencia;
e sendo
desenvolvendo
assim, cria sua identidade
sua afetividade,
0
cognitiv~
e percebe
tambem
S8
valor de
0
desenvolvera"
(P10).
Observa-s8
considerados
que
a
tranqOilidade
preponderantes
para
e
0
equilibrio
sao
emocional
a born desenvolvimento
fatores
e desempenho
da
c09ni980.
Novamente
nos diz Yolanda
M. S. Paiva, citando
Snyders:
o
aluno aprende realmente bern a que cativa, numa atmosfera de
aula que the pare~ segura, com urn professor que sabe criar
afinidades. Eis porque a escola, ao mesma tempo, tern de conciliar 0
intelectual e a afetivo e S8 constitui num lugar privilegiado para
operar essa conciliat;ao. A alegria na escola 56 passive' na medida
em que 0 intelectual e 0 afetivo conseguem nao se opor. (PAIVA
apud ELIAS, 1996, p. 92).
e
6- De que maneira
0
professor
pode dar afeto para seu aluno?
"0 simples lato de percebe-Io
em sal a de aula, ja laz com que 0 aluno se veja
no grupo.
A afetividade
professor
se dirige a ele: pel a credibilidade
limites
que imp6e,
compromisso
educador"
com
lorjado"
pelo toque
suave
por meio
que ele coloca
e gentil,
a educagao,
pelo prazer
e
algo que surge
naturalmente.
E
para que exista afetividade.
pelo tom de
que
sente
da maneira
como
na aprendizagem,
0
pelos
pela dedica980
VOZ,
ao cumprir
seu
papel
e
de
Nao existe
receita
e
pronta,
preciso
algo natural,
ou existe ou nao, nao deve ser
aceitando-o,
respeitando-o
(P8).
"Reconhecendo
ajudando-o
a construir
suas emogoes,
sua autoconfianya"
A pedagog a frenetiana
reconhecem
que
ao aluno
(P1).
"Aleto
empatia
pode ser passada
integram
apud ELIAS,
a importancia
0 homem
e assim
M.
Granzotto
afetivo,
das
diz
responsavel
rela~6es
que:
"Os
educadores
pel os comportamentos
psicossociais".
(GRANZOlTO
1996, p. 99).
"Atendendo
distanciamenta,
Flaviana
do dominio
no universo
e
como
(P10).
suas
perguntas
cheganda
aluno. Deve ser um 'mestre'
perto
e colacagoes,
sem meda
para com
0
percebendo
de travar
'discipulo';
cantata
seu retraimento
e dialago
alegria de viver e ensinar"
como
(P7).
ou
0
29
"Preocupando-se
desenvolvimento.
professor
com ele, elogiando
Quando
suas boas
a aluno falta, perguntar
quanto a turma, sentiram
atitudes,
suas tarefas,
0 que Ihe aconteceu;
seu
que, tanto 0
a falta dele" (P2).
(...) compreendemos a necessidade vital de estarmos conscientes de
que 0 prazer de aprender
a elo de aproxima9<3o entre professor e
aluno; de que para realizar seu projeto de humaniza¢o,
0 aluno
necessita instrumenta1izar~se par intermedio de uma pedagogia
fundamentada no respeito, na solidariedade e na afetividade; de que
professores e alunos ensinam, aprendem e sentem. (PAIVA apud
ELIAS, 1996, p. 94).
e
"Atraves
simples
de palavras,
UDesejando ensinar,
porventura
aparec;am
dirigimos
que
0
ge5t05
e ate mesma
cantata
fisico
(urn abrayo,
urn
passar de mao na cabe<;a, etc)" (P3).
e
0
feedback
abaixo,
Mas necessitam,
promessa".
3.3 ANALISE
mantem
o vinculo
podemos
que
nos
considerar
para tal pracessa"
(P11).
da tua voz, do teu pensamento
0
e
0
na fase
como uma troca,
esse vinculo
da primeira
precisa
e a aluna
par parte dos atares
afeto, por isso e preciso
que equitibra
professor
entre a professor
e credibilidade
deve configurar-se
ingrediente
As crianyas
estimuto;
E ainda
ser motivada
e obstaculos
se faz e a quem
e da tua
1996, p. 91).
que para haver vinculo
muita confianya
viva uma relayao
principal
ao que
DOS RESULTADOS
Percebe-se
estabelecer
amor
do pao: do pao do corpo e do pao do espirito.
mais, do teu olhar,
(PAIVA apud ELIAS,
0
eventualidade.
devera
tem necessidade
ainda
pOis
para qualquer
aluno antes da aprendizagem
"As crian9as
0 que faz; assim, barreiras
amanda
estarao
haver empatia
um aprende
0 que
e proximidade.
com
0
outro,
e a
e a afetividade.
serie
dar acesso
e necessaria
do processo.
precisam
ao seu atuno,
de
seguran9a,
para
que
este
apoio
e
encantre
liberdade.
Para
individualidade
professor
haver
de
a
construyao
cada
que coordena
aluno,
do
e isso
as atividades
conhecimento
vem
deve
junta mente
do aluno, ajudando-o
existir
com
respeito
a afetividade.
a exercer
pet a
EO
sua cidadania.
0
30
em
Observa-s8
tambsm
considerayao
para
que sao muitos
compreendidos
e respeitados
Quando
a afetividade
aspecto
cognitiv~
apresentam
urna estreita
Sabe-s8
necessita
tambsm
tambsm
que
alune,
0
professor
deve
as
quais
devem
levar
ser
aluno
desenvolver-se
de
forma
equilibrada,
urna vez que foi percebido
0
que ambos
relagao.
e de
a proposta
quando
deve
grande
importancia
pedag6gica
0
aspecto
socia-cultural,
que
da escola.
ser observado
de urn modo
geral,
dando
enfase
a
necessario.
e urn
A afetividade
do
sera beneficiado,
o desenvolvimento
cada aspecto
do
pelo professor.
que
acompanhar
os aspectos
desenvolvimento
0
dos aspectos
que mais mereee
atengElo, pais sem 0 levar
em considera9ao, poderao surgir complexos de inferioridade, baixa auto-8stima,
desanimo
e ate
abandono
0
A afetividade
prejudicara
exemplo,
outros
podera
incentivar;
aspectos
ser prejudicado.
se 0 professor
desmotivada,
ele deve
expressar
Caso
perceber
aproximar-se
note-se
nao deve
E
consigo
se for deixada
professor
0
de lado,
0 cognitiv~,
desenvolvimento.
que
0
seus
deve ser seu grande
preciso
tudo
0
considerar
A crianga que apresenta
imediatamente,
Portanto,
por
dar estimulo,
est';
juntos
dela
que incomoda
incentivada
0
sem
confiar
sozinha;
animo,
nele
e
um pouco
aluno.
e
da familia,
a procurar
importante
que
uma ajuda profissional.
precisa,
sim, de ajuda.
A
E 0
que, quando
vem para a escola,
a crianga
traz
ate aquele momento.
comportamentos
que prejudiquem
seja intelectual
pois com isso ela esta sinalizando:
e importante
retraida,
for de facil acesso,
no ambito
problemas
esta
a ponte
amigo, em quem ela pode confiar.
escolar,
media da 1a serie escolar,
ambos crescem
a situagao
tambem
que ela ja vivenciou
e se bom desempenho
a crianga
Se 0 professor
problema
e ate mesmo
carregar
que
para envolve-Ia
seus sentimentos.
esta seja comunicada
professor
do
Por isso e importante
de ateng80 e afeto podera reverter
crianga
da personalidade,
importantes
essa crianga devera ganhar espago para deixar afiorar seu afeto.
Assim,
conseguir
escolar.
faz parte do equilibrio
observar
0
num processo
da crianga
cognitiv~
sadie e equilibrado.
feliz, tera prazer e alegria em estar na escola,
deve
ser atendida
"tem algo errado comigo"
lade afetivo
pois 0 desenvolvimento
sua aprendizagem
ou relacional,
gostara
de sete anos,
depende
Assim,
de aprender
idade
da afetividade;
esta crianga
para ser.
estara
31
o
Ensinar
professor
par prazer
limite necessario,
e
e
a guia da crian~.
nao par obriga~o,
fara com que ele
parte do universe humano.
S8
Para ela, urn olhar, urn ge5to
perceber
sinta
0
aluno,
parar e ouvi-Io,
urn ser amado
e valorizado,
diz muito.
dar-the
0
que faz
32
4. CONCLUSAO
Neste
trabalho
buscou-se
na relagEio professof-aluno,
Procurou-se
descobrir
dentro da educagao,
T ante
cor1,1preender melhor
na primeira
a importancia
da afetividade
serie do ensina fundamental.
as fatares
que concorrem
para
exercer
a afetividade
como meio do cresci menta cognitiv~.
na pesquisa
bibliografica
como
na pesquisa
de campo,
os objetivos
foram alcan(:ados.
Compreende-se
vida escolar,
percebido
com mais clareza
tanto no referencial
dos dais momentos
que a criang8
de sete anos, ao iniciar sua
devera esta alicerr.;:ada na afetividade,
real mente
te6rico
neste trabalho
como na pesquisa
como
de campo.
deixou clara a necessidade
A
pode
ser
confrontaC;Elo
da afetividade
na vida
academic8.
Tambem
evidenciou-se
a
qualidade do vinculo professor-aluno,
eficacia
do processo
grupo escolar
suas relag6es
pelo qual
Ao analisar
0
a
amargo,
educador
podendo
nao
desenvolvimento
tambem
e
e
mundo,
dara
a produgao
e vivida
em grupos,
no grupo
de fundamental
afeto, nao importando
escolar e a
a formar urn vinculo
ja
e ele
da escola,
nasce
e assim
importancia
que no
sua raga, cor, grupo
com a professor
e com
no seu mundo adulto.
a que fica para urna vida
tiver na primeira
da importancia
precisa
autoritaria
em meio
imprimir
do
inteira,
a imagem
da
serie por certo influira em
de sua vida futura.
mas suficientemente
tanto
0
encontre
da afetividade
deve ter um perfil baseado
professor
S8
em seguida
que a crianya
a realidade
e nao uma figura
social,
com
impressao
de aprendizado
muitos outros aspectos
se que
incluido
pais nele ela aprende
a que projetara
Se a primeira
experiemcia
sendo
a criang8 tambem
social au religiao,
seus colegas,
fundamental
de aprendizagem.
no grupo familiar,
vai ampliando
peya
dos recursos do educador para a
Como a maior parte da vida do ser humano
inserida
e
afetividade
desenvolvimento humano, e deve ser parte
ser
A crianya
ou amedrontadora,
ao seu grupo
nela
exageradamente
acolhedor.
uma
de um sentimento
quanto
imagem
para a crian(:a,
conciuiu-
na afetividade.
adocicado,
precisa
nem
tao
pouco
encontrar
nele um amigo
pois isto dificultara
sua integrayaO
tambem
negativa
na sociedade
da
de prazer ao estudar.
escola,
em que vive,
prejudicando
0
33
Portanto,
a afetividade
nao pode
humano,
educayao,
que
e
como
de
aquele que contribui
Conclui-se
alguns
deixar
passivel
que 56 pensam
melhorar
aluno, principalmente
fundamental
parte
das
para
ferramentas
0 desenvolvimento
do
profissional
da
para a construC;80 da vida humana.
que ainda existem
professores
pe98
fazer
muitas
crianC;8s sofrendo desprezo
em cumprir
ests aspecto,
a
sua carga
horaria.
par parte de
Porem,
sabe-s8
atenc;ao deve ser sempre voltada para
na 1a serie, na qual ele esta dando as primeiros
passos
0
da sua
intelectualidade.
A
crian~ quando esta feliz aprende
serie, as Qutras series ala concluira
base da vida.
muito mais, e
com mais facilidade,
S8
ala reeeber
a afetividade
apoio na 1a
e real mente
a
34
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a importancia da afetividade