CURSO ESPECÍFICO DE SEGURANÇA PARA
O TRE, TRT, TRF, STM, TJ, MPU E MPE
TEORIA E QUESTÕES CESPE/UnB
DISCIPLINAS QUE SERÃO ABORDADAS
* SEGURANÇA DE DIGNITÁRIOS;
* SEGURANÇA FÍSICA E PATRIMONIAL DE INSTALAÇÕES;
* ARMAMENTO E TIRO;
* TÉCNICAS OPERACIONAIS;
* DEFESA PESSOAL;
* RELAÇÕES HUMANAS;
* TRABALHO EM EQUIPE;
RELAÇÕES HUMANAS
As relações interpessoais desenvolvem-se em decorrência do
processo de interação. Em situação de trabalho, compartilhadas por duas
ou mais pessoas, há atividades predeterminadas a serem executadas, bem
como interações e sentimentos recomendados, tais como: comunicação,
cooperação, respeito, amizade.
Valores: Representa as convicções básicas de que um modo específico de
conduta ou de condição de existência é individualmente ou socialmente
preferível a modo contrário ou oposto de conduta ou de existência. Eles
contêm um elemento de julgamento, baseado naquilo que o indivíduo
acredita ser correto, bom ou desejável. Os valores costumam ser
relativamente estáveis e duradouros.
Atitudes: As atitudes são afirmações avaliadoras – favoráveis ou
desfavoráveis – em relação a objetos, pessoas ou eventos. Refletem como
um indivíduo se sente em relação a alguma coisa. Quando digo ―gosto do
meu trabalho‖ estou expressando minha atitude em relação ao trabalho. As
atitudes não são o mesmo que os valores, mas ambos estão interrelacionados e envolve três componentes: cognitivo, afetivo e
comportamental.
• Passos para Resolução de Conflitos
•
•
•
•
Identificar o problema (diagnose do conflito);
Resolvê-lo (discussão aberta);
Buscar minimizar as diferenças entre as partes conflitantes; e
Enfatizar os interesses comuns.
ESTILOS DE ADMINISTRAÇÃO DE CONFLITOS
• Estilo de Evitação
Reflete uma postura nem assertiva e nem cooperativa, na
pretensão de evitar ou fugir ao conflito. É usado quando o problema
é trivial, ou quando não há chance de ganhar ou requer tempo para
obter informações ou um desacordo pode ser oneroso ou perigoso.
Pode criar um conflito do tipo perder/perder
•
Estilo de acomodação
Reflete alto grau de cooperação para suavizar as coisas e manter a
harmonia. Consiste em resolver os pontos menores de discordância e
deixar os problemas maiores para frente. Funciona quando se pretende
construir créditos sociais, quando manter a harmonia é o mais importante.
Na prática a suavização pode ignorar a essência real do conflito.
•
Estilo Competitivo
É o comando autoritário que reflete forte assertividade para impor o seu
próprio interesse. É utilizado quando uma ação decisiva deve ser
rapidamente imposta em situações importantes. É uma atitude de confronto
e dominação.
Tende a criar um conflito do tipo ganhar/perder. Uma das partes ganha à
custa da outra.
•
Estilo de compromisso
Reflete uma combinação de ambas as características de assertividade e de
cooperação. É utilizado quando uma parte aceita soluções razoáveis para a
outra e cada parte aceita ganhos e perdas na solução. Ocorre quando
ambos têm igual poder e querem reduzir as diferenças.
Tende a criar um conflito do tipo ganhar/perder. Ocorre quando cada parte
dá algo e ganha algo de valor.
•
Estilo de colaboração
Também chamado de solução de problemas. Reflete elevado grau de
assertividade e de cooperação. O estilo colaborativo habilita ambas as
partes a ganhar. É utilizado quando os interesses de ambos os lados são
importantes e quando o equilíbrio requer bom senso. O negócio é que
ambas as partes ganhem e se comprometam com a solução encontrada.
Tende a reconciliar diferenças entre as partes.
É o estilo mais eficaz de administração de conflitos. É a forma
GANHAR/GANHAR.
EFICÁCIA NO RELACIONAMENTO INTERPESSOAL
A competência interpessoal é habilidade de lidar eficazmente
com relações interpessoais, de lidar com outras pessoas de forma
adequada à necessidade de cada uma delas e às exigências da
situação. Segundo C. Argyris (1968) é a habilidade de lidar
eficazmente com relações interpessoais de acordo com três critérios:
•
Percepção acurada da situação interpessoal, de suas variáveis
relevantes e respectiva inter-relação.
•
Habilidade de resolver realmente os problemas de tal modo que não
haja regressões.
•
Soluções alcançadas de tal forma que as pessoas envolvidas
continuem trabalhando juntas tão eficientemente, pelo menos, como
quando começaram a resolver seus problemas.
Dois componentes da competência interpessoal assumem
importância capital: a percepção e a habilidade propriamente
dita. O processo da percepção precisa ser treinado para uma visão
acurada da situação interpessoal.
• A percepção seletiva é um processo que aparece na
comunicação, pois os receptores vêem e ouvem seletivamente
com base em suas necessidades, experiências, formação,
interesses, valores, etc.
• A percepção social: É o meio pelo qual a pessoa forma
impressões de uma outra na esperança de compreendê-la.
•
O AUTOCONHECIMENTO
Novas COMPETÊNCIAS começam a ser exigidas pelas organizações,
que reinventam sua dinâmica produtiva, desenvolvendo novas formas de
trabalho e de resolução de conflitos. Surgem novos paradigmas de relações
das organizações com fornecedores, clientes e colaboradores. Nesse
contexto, as relações humanas no ambiente de trabalho tem sido foco da
atenção dos gestores, para que sejam desenvolvidas habilidades e atitudes
necessárias ao manejo inteligente das relações interpessoais.
•
DEFINIÇÃO DE COMPETÊNCIA
Chamamos de competência à integração e a coordenação de
um conjunto de conhecimentos, habilidades e atitudes (C.H.A.) que
na sua manifestação produzem uma atuação diferenciada.
C – conhecimento - SABER
H – habilidade – SABER FAZER
A - atitude - QUERER FAZER
• A COMPETÊNCIA TÉCNICA envolve o C.H.A em áreas técnicas
específicas.
• A COMPETÊNCIA INTERPESSOAL envolve o C.H.A nas relações
interpessoais.
INTELIGÊNCIA EMOCIONAL
Como trabalhar bem com os outros? Como entender os outros
e fazer-se entender?
• A inteligência acadêmica pouco tem a ver com a vida emocional. As
pessoas mais brilhantes podem se afogar nos recifes das paixões e
dos impulsos desenfreados, pessoas com alto nível de QI podem
ser pilotos incompetentes de sua vida particular.
• A aptidão emocional é uma capacidade que determina até onde
podemos usar bem quaisquer outras aptidões que tenhamos,
incluindo o intelecto bruto.
• Inteligência emocional: É a habilidade de lidar eficazmente com
relações interpessoais, de lidar com outras pessoas de forma
adequada às necessidades de cada uma e às exigências da
situação, observando as emoções e reações evidenciadas no
comportamento do outro e no seu próprio comportamento.
• Inteligência intrapessoal: É a habilidade de lidar com o seu
próprio comportamento. Exige autoconhecimento, controle
emocional, auto-motivação e saber reconhecer os sentimentos
quando eles ocorrem.
• Inteligência interpessoal: É a habilidade de lidar eficazmente com
outras pessoas de forma adequada.
ELEMENTOS BÁSICOS DA INTELIGÊNCIA EMOCIONAL
•
Autoconhecimento: Conhecer a si próprio, gerar autoconfiança, conhecer
pontos positivos e negativos.
•
Controle Emocional: Capacidade de gerenciar as próprias emoções e
impulsos.
•
Auto-motivação: Capacidade de gerenciar as próprias emoções com
vistas a uma meta a ser alcançada. Persistir diante de fracassos e
dificuldades.
•
Reconhecer emoções nos outros: Empatia.
•
Habilidade em relacionamentos interpessoais: aptidão social
•
EMPATIA
Colocar-se no lugar do outro, mediante sentimentos e situações
vivenciadas.
A empatia leva ao envolvimento, ao altruísmo e a piedade. Ver as
coisas da perspectiva dos outros quebra estereótipos tendenciosos e
assim leva a tolerância e a aceitação das diferenças.
A empatia é um ato de compreensão tão seguro quanto à
apreensão do sentido das palavras contidas numa página impressa.
A empatia é o primeiro inibidor da crueldade humana: reprimir a
inclinação natural de sentir com o outro nos faz tratar o outro como um
objeto.
O ser humano é capaz de encobrir intencionalmente a empatia, é
capaz de fechar os olhos e os ouvidos aos apelos dos outros. Suprimir
essa inclinação natural de sentir com outro desencadeia a crueldade.
Empatia implica certo grau de compartilhamento emocional - um
pré-requisito para realmente compreender o mundo interior do outro.
A EMPATIA NAS EMPRESAS
•
Qual a relação entre empatia e produtividade?
―O conceito de empatia está relacionado à capacidade de ouvir o outro
de tal forma a compreender o mundo a partir de seu ponto de vista.
Não pressupõe concordância ou discordância, mas o entendimento da
forma de pensar, sentir e agir do interlocutor. No momento em que isso
ocorre de forma coletiva, a organização dialoga e conhece saltos de
produtividade e de satisfação das pessoas‖. Silvia Dias – Diretora de
RH da Alcoa
"A empatia é primordial para o desenvolvimento de lideranças e o
aperfeiçoamento da gestão de pessoas, pois pressupõe o respeito ao
outro; em uma dinâmica que favorece o aumento da produtividade‖.
Olga Lofredi – Presidente da Landmark
• COMPREENSÃO MÚTUA
É representada por um tipo de relacionamento onde as partes
compreendem bem os valores, deficiências e virtudes do outro. No
contexto das relações humanas, pode-se afirmar que o sucesso dos
relacionamentos interpessoais depende do grau de compreensão
entre os indivíduos. Quando há compreensão mútua as pessoas
comunicam-se melhor e conseguem resolver conflitos de modo
saudável.
De acordo com Gualberto (2008) os processos de relacionamento
interpessoal são submetidos a dois tipos de forças: as que
impulsionam e as que restringem.
Forças que Impulsionam
•
•
•
•
•
Empatia
Motivação
Iniciativa
Competência
Apoio
• Forças que Restringem
•
•
•
•
•
Vaidade
Apatia
Dependência
Timidez
Manipulação
• RELAÇÕES HUMANAS
As seis palavras mais importantes:
• Admito que o erro é meu
As cinco palavras mais importantes:
• Você fez um bom trabalho
As quatro palavras mais importantes:
• Qual a sua opinião?
As três palavras mais importantes:
• Faça o Favor.
As duas palavras mais importantes:
• Muito Obrigado.
A palavra mais importante:
• Nós
• OS DEZ MANDAMENTOS DAS RELAÇÕES HUMANAS
1) FALE com as pessoas. Não há nada tão agradável e animado
quanto uma palavra de saudação, particularmente hoje em dia
quando precisamos mais de sorrisos amáveis.
2) SORRIA para as pessoas. Lembre-se, que acionamos 72
músculos para franzir a testa e somente 14 para sorrir.
3) CHAME pelo nome. A música mais suave para muitos, ainda
continua sendo o próprio nome.
4) SEJA amigo e prestativo. Se você quer ter um amigo, seja
um amigo.
5) SEJA cordial. Fale e aja com toda sinceridade: tudo o que
fizer, faça-o com todo o prazer.
6) INTERESSE-SE sinceramente pelos outros. Mostre que as coisas
da qual gostam e com as quais se preocupam também têm valor para
você, de forma espontânea, sem precisar se envolver diretamente.
7) SEJA generoso em elogiar, cauteloso em criticar. Os líderes
elogiam. Sabem encorajar, dar confiança, e elevar os outros.
8) SAIBA considerar os sentimentos dos outros. Existem três
lados em qualquer controvérsia: o seu, o do outro, e o que está certo.
9) PREOCUPE-SE com a opinião dos outros. Três
comportamentos de um verdadeiro líder: ouça, aprenda e saiba elogiar.
10) PROCURE apresentar um excelente trabalho. O que realmente
vale nessa nossa vida é aquilo que fazemos para os outros.
EXERCÍCIOS
(CESPE/Unb – Agente Administrativo/Ministério do Esporte/2008)
Integrante de uma equipe de uma unidade administrativa, Elisa apresenta
um comportamento ríspido e ofensivo nos seus contatos interpessoais,
fazendo ironias freqüentemente e demonstrando desvalorização dos
sentimentos dos colegas, de modo que estes evitam estar em contato com
ela, o que prejudica a consecução das metas do grupo. Com base nessa
situação hipotética e a respeito de trabalho em equipe, julgue os itens a
seguir.
•
01. Uma abordagem adequada para o líder do grupo resolver o problema
seria buscar a harmonização da equipe por meio de atitudes de bom
humor, que subestimassem os efeitos do problema interpessoal.
•
02. Elisa poderia melhorar sua competência interpessoal desenvolvendo
uma percepção mais acurada das variáveis e inter-relações envolvidas no
contexto grupal.
•
03. O comportamento do grupo, de evitar o contato com Elisa, justifica-se,
pois essa atitude é mais adequada do que a exposição dos sentimentos de
cada um com relação ao comportamento da servidora, com vistas ao
diálogo.
• 04. Pode-se considerar o comportamento de Elisa com os membros
da equipe como não-construtivo, devido aos impactos negativos nas
atividades e no grupo.
• 05. Ao desenvolver uma atitude empática, tentando entender os
sentimentos de Elisa, o grupo contribuiria para a possibilidade de
compreensão mútua e efetividade interpessoal.
• 06. (CESPE/Unb Assistente de Chancelaria/ MRE/2008)
Sentimentos de antipatia entre os membros de um grupo podem
gerar climas negativos que provocam uma forma de interação social
específica.
• 07. (CESPE/Unb Assistente de Chancelaria/ MRE/2008) A
maneira como as pessoas se relacionam segue um padrão comum
que se sobrepõe a possíveis diferenças entre elas.
• 08. (CESPE/Unb Assistente de Chancelaria/ MRE/2008) A
proximidade física entre as pessoas pressupõe a interação social,
que prescinde da troca de influências entre essas pessoas.
• 09. (CESPE/Unb Assistente de Chancelaria/ MRE/2008)
Relações Humanas são interações entre pessoas em
circunstâncias sociais específicas e recorrentes.
• 10. (CESPE/Unb Assistente de Chancelaria/ MRE/2008) Fatores
psicológicos e sociais determinam a forma de interação social do
grupo.
(CESPE/Unb Assistente de Chancelaria/ MRE/2008) Qualidade
nas relações depende das atitudes de cada um, ou seja, da
comunicação e do relacionamento estabelecidos. A respeito desse
assunto, julgue os itens que se segue.
•
11. O relacionamento harmonioso entre pessoas que trabalham juntas
é importante para se garantir a eficiência na prestação de serviços.
•
12. A comunicação, quando visa ao entendimento mútuo, tem um
papel primordial nas relações humanas.
•
13. De maneira geral, diferentes interlocutores possuem diferentes
valores, que se refletem no modo como reagem em diversas situações.
Essa característica, normalmente, facilita a comunicação interpessoal.
•
14. A habilidade de compreender as pessoas possibilita um melhor
relacionamento humano, somente quando há amizade entre os
envolvidos.
•
15. O uso de franqueza nas relações humanas é a atitude mais
adequada, mesmo que possa causar constrangimentos, pois
demonstra autenticidade.
(Unb/CESPE Analista Judiciário/STJ/2008) No que concerne ao
gerenciamento de conflitos, julgue os itens a seguir.
• 16. Conflito pode ser definido como um processo que começa
quando uma parte, X, percebe que outra, Y, a afetou, ou vai afetar
negativamente algo que interessa a X.
• 17. Conflitos funcionais destroem as metas do grupo.
• 18. A negociação é uma estratégia adequada para lidar com
conflitos.
• 19. (Unb/CESPE Analista Judiciário/STF/2008) A maneira pela
qual um conflito é resolvido influencia os futuros episódios de
conflito. No padrão de resolução perder/perder, ambas as partes
não abrem mão de coisa alguma e, portanto, nenhuma delas
alcança nada do que pretendia, o que encerra o conflito e tende a
eliminá-lo no futuro.
• 20. (Unb/CESPE – STF/ Técnico Judiciário/Administrativo/2008)
O estilo de gestão de conflitos denominado evitação se caracteriza
por uma postura assertiva, que é indicada para conflitos referentes
a assuntos complexos, nos quais existem grandes possibilidades de
ganhos e, portanto, a demora para obter maior número de
informações torna-se necessária e desejável.
(UnB/CESPE – MPE/RR - Assistente Administrativo/2007) Nas
organizações, o estabelecimento de boas relações entre os seus membros
é fator importante para o alcance das metas estabelecidas. Com respeito a
relações humanas, julgue os itens abaixo:
•
21. Há, normalmente, no âmbito das organizações, um distanciamento
entre os discursos a respeito do relacionamento interpessoal e a sua
prática efetiva, que exige habilidades interpessoais.
•
22. Relações satisfatórias no trabalho podem ser obtidas por meio da
reflexão sobre a importância do papel que cada um desempenha na
organização.
•
23. Embora a organização funcione como um sistema de cooperação, as
pessoas, ao interagirem, devem buscar alcançar objetivos individuais.
•
24. Dificuldades de comunicação interpessoal têm um impacto menor em
situações de conflito no ambiente de trabalho.
•
25. (CESPE/Unb – Assistente Administrativo/ Metrô-DF) Margarida é
funcionária pública há apenas um ano, mas já é reconhecida por seus
colegas de trabalho como uma pessoa de bom relacionamento
interpessoal. Margarida apresenta empatia nas relações humanas no seu
ambiente profissional. Nessa situação, é correto concluir que Margarida é
hábil ao perceber necessidades, atitudes e emoções das pessoas, o que a
torna competente nas relações interpessoais.
(CESPE/Unb Técnico Judiciário/TST) Julgue os itens a seguir, relativos
ao trabalho em equipe e ao comportamento interpessoal dentro de uma
organização.
•
26. Para que o comportamento interpessoal seja eficaz, é necessário saber
ouvir, eximindo-se, contudo, de buscar o significado subjetivo das palavras
e da linguagem corporal, do outro.
•
27. As pessoas devem sempre reagir ao outro no nível emocional,
privilegiando as circunstâncias do fato em detrimento dos sentimentos nele
envolvidos.
(CESPE/Unb SGA/METRÔ – DF) O item a seguir apresenta uma
situação hipotética acerca de relações humanas, seguida de uma
assertiva a ser julgada.
• 28. Ari, funcionário público de um órgão distrital, tem controle
emocional, é automotivado e sabe reconhecer os seus sentimentos
no momento em que eles ocorrem. Por essas características, Ari é
considerado por seus pares um excelente colega de trabalho.
Nessa situação, é correto afirmar que essas características da
personalidade de Ari referem-se à inteligência interpessoal.
(CESPE/Unb Agente Administrativo/ MEC) O item a seguir, é
apresentado uma situação hipotética acerca das relações humanas
no trabalho, seguida de uma assertiva a ser julgada.
•
29. Eleni, gestora pública há 10 anos, tem autocontrole, iniciativa e
sensibilidade. Eleni zela pelo fiel cumprimento das metas setoriais, mas
também se preocupa com o grau de estresse que pode surgir em
decorrência de altos níveis de cobrança da equipe. Por isso, procura
conciliar esses dois aspectos do trabalho. Nessa situação, é correto afirmar
que Eleni é uma pessoa que tem inteligência emocional.
Considere a seguinte situação hipotética.
•
30. Ricardo, agente administrativo de um órgão público, é um ótimo
servidor. Ricardo tem produtividade acima da média e sabe lidar com os
próprios sentimentos, o que permite que ele raramente se envolva em
conflitos interpessoais. Nessa situação, é correto afirmar que Ricardo
demonstra ser uma pessoa que tem inteligência emocional e competência
técnica.
•
31. Nas relações humanas compensatórias, o compartilhamento de
preocupações e ansiedades particulares facilita a integração. As emoções
podem ser evidenciadas, pois são importantes para validar o
comprometimento com a cooperação e buscar a reciprocidade.
• 32. O domínio da competência técnica é essencial para um
empregado galgar posições gerenciais no trabalho. Além da
competência técnica, o empregado precisa ser criativo e mostrar
freqüentemente para seu chefe imediato que consegue inovar sem
errar.
A competência interpessoal é um requisito imprescindível em todos
os níveis ocupacionais de uma organização, desde o atendimento à
comunidade externa até o convívio diário com o público interno, no
mesmo setor (os colegas e a chefia imediata) e intersetores. Acerca
de relações humanas, julgue os itens subseqüentes.
• 33. A competência interpessoal é a habilidade de ser eficaz nas
relações interpessoais, de lidar com outras pessoas de maneira
diferenciada, adequada às necessidades de cada uma.
• 34. Perceber de forma acurada uma situação e suas variáveis
permite que o indivíduo seja capaz de se posicionar de forma
habilidosa na rede de relações interpessoais interna e externa no
local de trabalho.
(CESPE/Unb Agente Administrativo/Ministério da Integração
Nacional) Em cada um dos itens subseqüentes, é apresentada uma
situação hipotética acerca de relações humanas no trabalho,
seguida de uma assertiva a ser julgada.
• 35. Veridiana evita ao máximo o surgimento de conflitos no grupo
de trabalho, pois acredita que o conflito só tem conseqüências
negativas para o funcionamento do grupo. Nessa situação, a crença
de Veridiana é correta do ponto de vista de desenvolvimento de
análise do comportamento organizacional.
Considere a seguinte situação hipotética.
•
36. Mário há anos trabalha em uma repartição pública, não falta ou chega
tarde e tem boa produtividade, porém não recebe palavras de
reconhecimento e de incentivo. Nessa situação, não há indicações de boas
relações humanas.
(CESPE/Unb Agente Administrativo/ MEC) Em cada um dos itens a
seguir, é apresentada uma situação hipotética acerca das relações
humanas no trabalho, seguida de uma assertiva a ser julgada.
•
37. Abel, funcionário público, recebeu de seu chefe a tarefa de planejar um
modo de baixar os custos da sua unidade de lotação. Abel fez
levantamentos de todos os gastos setoriais, mapeou essas informações,
correlacionando-as à produção estabelecida para o setor, identificou pontos
que poderiam ter o custo minimizado sem prejuízo da qualidade e do
volume do trabalho. Abel propôs um método para atingir o objetivo traçado,
que foi altamente elogiado pela administração superior, mas, infelizmente,
não conseguiu o engajamento dos colaboradores da unidade. Nessa
situação, Abel foi eficiente, mas não foi eficaz.
(CESPE/Unb Analista Judiciário/ TRT 16ª Região) Em cada um dos itens
que se seguem, é apresentada uma situação hipotética acerca do trabalho
em equipe do comportamento profissional, seguida de uma assertiva a ser
julgada.
•
38. Cleide, servidora pública, é lotada há três anos no mesmo setor e tem
atitude favorável em relação ao seu trabalho. Nessa situação, é correto
afirmar que a atitude de Cleide é resultado do julgamento positivo de seu
trabalho com relação aos componentes cognitivos, afetivos e
comportamental.
(CESPE/Unb Agente Administrativo/ Ministério do Desenvolvimento
Social e Combate à Fome) No que se refere a relações humanas, julgue
os itens que se seguem:
•
39. O relacionamento entre as pessoas refere-se a relações humanas,
sendo que nessa interação há influências mútuas, que podem ser positivas,
negativas ou neutras.
• 40. Cibele coordena suas emoções em função de objetivos que
julga importantes para seu trabalho e sua carreira profissional.
Nessa situação, é correto afirmar que Cibele tem auto-motivação.
(CESPE/UnB – TRE/BA – 2010) Em situações de trabalho
compartilhadas por duas ou mais pessoas, há atividades a serem
executadas, interações e sentimentos envolvidos. Acerca das
relações humanas no trabalho, julgue os próximos itens.
• 41. Competência interpessoal é a habilidade de lidar eficazmente
com outras pessoas de forma adequada às necessidades de cada
uma e à exigência da situação.
• 42. Para atuar de forma competente e eficaz no trabalho, o servidor
deve evitar ver por vários ângulos os aspectos de uma mesma
situação, deve atuar de maneira formal e padronizada, pois se trata
do cumprimento de regras institucionais.
•
43. Os feedbacks fornecidos a respeito de colegas de trabalho devem
incluir julgamentos e avaliações acerca desses colegas, devem ser
específicos quanto aos eventos tratados e compatíveis com as
necessidades de ambos.
•
44. As necessidades de estima envolvem, entre outros aspectos, o
autorreconhecimento das capacidades pessoais e o reconhecimento
dos outros em face da capacidade individual de adequação às funções
que são desempenhadas.
•
45. Para uma relação positiva entre as pessoas no ambiente de
trabalho, é necessário avaliar quais condições de trabalho predominam
em cada momento.
•
46. Os conflitos interpessoais são de natureza disfuncional, traduzida
pela intensidade, estágio de evolução, contexto e forma como são
tratados e, por tais motivos, esses conflitos devem ser evitados no
contexto de trabalho.
(CESPE/UnB - MPU – 2010) No que se refere às relações
humanas no ambiente de trabalho, julgue os próximos itens.
• 47. Os conflitos devem ser considerados situações anômalas, com
conseqüências negativas para a vida social.
• 48. Quanto maior for a complexidade das atividades realizadas,
maior será o número máximo de subordinados que deve se reportar
a um gestor.
• 49. A produtividade e a eficiência de um grupo estão estreitamente
relacionadas não apenas à competência de seus membros, mas,
sobretudo, à natureza de suas relações interpessoais.
• 50. Considere que, em uma organização, o gerente de determinado
setor, para resolver o conflito entre grupos de trabalho cujos
membros se ofendiam mutuamente e não repassavam informações,
convoque todos os integrantes desses grupos para participarem de
um seminário em local afastado da sede da organização. Nessa
situação, o contato social pode ser oportunidade para a
intensificação do conflito.
• 51. A identificação e o reconhecimento das próprias emoções são
ações primordiais para que o líder de grupo consiga reconhecer as
emoções dos outros membros do grupo e possa apresentar uma
proposta de comportamento mais adequada para resolver situações
de conflito.
CURSO ESPECÍFICO DE SEGURANÇA PARA
O TRE, TRT, TRF, STM, TJ, MPU E MPE
TEORIA E QUESTÕES CESPE/UnB
DISCIPLINAS QUE SERÃO ABORDADAS
* SEGURANÇA DE DIGNITÁRIOS;
* SEGURANÇA FÍSICA E PATRIMONIAL DE INSTALAÇÕES;
* ARMAMENTO E TIRO;
* TÉCNICAS OPERACIONAIS;
* DEFESA PESSOAL;
* RELAÇÕES HUMANAS;
* TRABALHO EM EQUIPE.
TRABALHO EM EQUIPE
Cada vez mais, as equipes se tornam a forma básica de
trabalho nas organizações do mundo contemporâneo. As
evidências sugerem que as equipes são capazes de melhorar o
desempenho dos indivíduos quando a tarefa requer múltiplas
habilidades, julgamentos e experiências. Quando as organizações
se reestruturaram para competir de modo mais eficiente e eficaz,
escolheram as equipes como forma de utilizar melhor os talentos
dos seus funcionários.
As empresas descobriram que as equipes são mais flexíveis e
reagem melhor às mudanças do que os departamentos tradicionais
ou outras formas de agrupamentos permanentes. As equipes têm
capacidade para se estruturar, iniciar seu trabalho, redefinir seu
foco e se dissolver rapidamente. Outras características importantes
é que as equipes são uma forma eficaz de facilitar a participação
dos trabalhadores nos processos decisórios e aumentar a
motivação dos funcionários.
•
Diferença entre Grupo e Equipe
Grupo é definido como dois ou mais indivíduos, em interação e
interdependência, que se juntam para atingir um objetivo.
Um grupo de trabalho é aquele que interage basicamente para
compartilhar informações e tomar decisões para ajudar cada membro em
seu desempenho na sua área de responsabilidade.
Os grupos de trabalho não têm necessidade nem oportunidade de se
engajar em um trabalho coletivo que requeira esforço conjunto. Assim, seu
desempenho é apenas a somatória das contribuições individuais de seus
membros. Não existe uma sinergia positiva que possa criar um nível geral
de desempenho maior do que a soma das contribuições individuais.
Uma equipe de trabalho gera uma sinergia positiva por meio do esforço
coordenado. Os esforços individuais resultam em um nível de desempenho
maior do que a soma daquelas contribuições individuais. A principal
característica de uma equipe: COOPERAÇÃO
•
Transformando indivíduos em membros de equipe
- partilham suas idéias para a melhoria do que fazem e de todos os processos
da equipe;
- respeitam as individualidades e sabem ouvir;
- comunicam-se ativamente;
- desenvolvem respostas coordenadas em benefícios dos propósitos definidos;
- constroem respeito, confiança mútua e afetividade nas relações;
- participam do estabelecimento de objetivos comuns;
- desenvolvem a cooperação e a integração entre os membros.
•
Fatores que interferem no trabalho em equipe
•
•
•
•
•
•
Estrelismo;
Ausência de comunicação e de liderança;
Posturas autoritárias;
Incapacidade de ouvir;
Falta de treinamento e de objetivos;
Não saber ―quem é quem‖ na equipe.
•
São características das equipes eficazes:
•
•
Comprometimento dos membros com propósitos comuns e significativos;
O estabelecimento de metas específicas para a equipe que conduzam os
indivíduos a um melhor desempenho e também energizam as equipes. Metas
específicas ajudam a tornar a comunicação mais clara. Ajudam também a
equipe a manter seu foco sobre a obtenção de resultados;
Os membros defendem suas idéias, sem radicalismo;
Liderança situacional: o líder age de acordo com o grau de maturidade da
equipe; ou seja, de acordo com a contingência;
Questões comportamentais são discutidas abertamente, principalmente as que
podem comprometer a imagem da equipe ou organização;
O nível de confiança entre os membros é elevado;
Demonstram confiança em seus líderes, tornando a equipe disposta a aceitar e
a se comprometer com as metas e as decisões do líder;
Flexibilidade, permitindo que os membros da equipe possam completar as
tarefas uns dos outros. Isso deixa a equipe menos dependente de um único
membro;
Conflitos são analisados e resolvidos;
Há uma preocupação / ação contínua em busca do auto-desenvolvimento.
•
•
•
•
•
•
•
•
•
O desempenho de uma equipe não é apenas a somatória das capacidades
individuais de seus membros. Contudo, estas capacidades determinam
parâmetros do que os membros podem fazer e do quão eficientes eles
serão dentro da equipe. Para funcionar eficazmente, uma equipe precisa de
três tipos diferentes de capacidades.
•
Primeiro, ela precisa de pessoas com conhecimentos técnicos.
•
Segundo, pessoas com habilidades para solução de problemas e
tomada de decisões que sejam capazes de identificar problemas, gerar
alternativas, avaliar essas alternativas e fazer escolhas competentes.
•
Finalmente, as equipes precisam de pessoas que saibam ouvir, dêem
feedback, solucionem conflitos e possuam outras habilidades
interpessoais.
•
Tipos de Equipe
As equipes podem realizar uma grande variedade de coisas. Elas
podem fazer produtos, prestar serviços, negociar acordos, coordenar
projetos, oferecer aconselhamentos ou tomar decisões.
•
Equipes de trabalho autogerenciadas: São equipes autônomas, que
podem não apenas solucionar os problemas, mas também implementar as
soluções e assumir total responsabilidade pelos resultados. São grupos de
funcionários
que
realizam
trabalhos
muito
relacionados
ou
interdependentes e assumem muitas das responsabilidades que antes
eram de seus antigos supervisores. Normalmente, isso inclui o
planejamento e o cronograma de trabalho, a delegação de tarefas aos
membros, o controle coletivo sobre o ritmo de trabalho, a tomada de
decisões operacionais e a implementação de ações para solucionar
problemas. As equipes de trabalho totalmente autogerenciadas até
escolhem seus membros e avaliam o desempenho uns dos outros.
Conseqüentemente, as posições de supervisão perdem a sua importância
e até podem ser eliminadas.
•
Equipes multifuncionais: São equipes formadas por funcionários do
mesmo nível hierárquico, mas de diferentes setores da empresa, que se
juntam para cumprir uma tarefa. As equipes desempenham várias funções
(multifunções), ao mesmo tempo, ou seja, não há especificação para cada
membro. O sentido de equipe é exatamente esse, os membros compensam
entre si as competências e as carências, num aprendizado contínuo.
As equipes multifuncionais representam uma forma eficaz de permitir
que pessoas de diferentes áreas de uma empresa (ou até de diferentes
empresas) possam trocar informações, desenvolver novas idéias e
solucionar problemas, bem como coordenar projetos complexos.
Evidentemente, não é fácil administrar essas equipes. Seus primeiros
estágios de desenvolvimento, enquanto as pessoas aprendem a lidar com
a diversidade e a complexidade, costumam ser muito trabalhosos e
demorados. Demora algum tempo até que se desenvolva a confiança e o
espírito de equipe, especialmente entre pessoas com diferentes históricos,
experiências e perspectivas.
•
Equipes Virtuais: Os tipos de equipes analisados até agora realizam seu
trabalho face a face. As equipes virtuais usam a tecnologia da informática
para reunir seus membros, fisicamente dispersos, e permitir que eles atinjam
um objetivo comum. Elas permitem que as pessoas colaborem on-line –
utilizando meios de comunicação como redes internas e externas,
videoconferências ou correio eletrônico – quando estão separadas apenas
por uma parede ou em outro continente. São criadas para durar alguns dias
para a solução de um problema ou mesmo alguns meses para conclusão de
um projeto. Não são muito adequadas para tarefas rotineiras e cíclicas.
•
LIDERANÇA
É a habilidade de influenciar pessoas para trabalharem
entusiasticamente visando a atingir aos objetivos identificados como sendo
para o bem comum.
Fonte: O monge e o Executivo: James C. Hunter
•
TEORIA DA LIDERANÇA SITUACIONAL OU CONTIGENCIAL de Hersey
e Blanchard
O verdadeiro líder assume as quatro posições, de acordo com a
situação em que está envolvido. Liderar é uma questão de bom senso, de
saber posicionar-se na medida certa em relação às pessoas e
circunstâncias.
•
LIDER AUTOCRÁTICO/DIRETIVO
Orientado para resultados. Decidido, eficiente, rápido, objetivo, assume
riscos. Valoriza resultados, cumprimento de metas. Sob a influência deste
estilo o grupo age como ser dependente de uma orientação constante.
•
LIDER DEMOCRÁTICO/APOIADOR
Orientado para idéias; criativo, entusiasmado, estimulante e persuasivo.
Valoriza o reconhecimento e promove o Espírito de Equipe / time.
• LIDER PARTERNALISTA/APOIADOR
Orientado para o relacionamento. Amável, compreensivo,
prestativo. Valoriza a atenção que recebe, criando assim constante
dependência de seus colaboradores.
• LÍDER LIBERAL / LAISSEZ FAIRE
Significa literalmente deixar fazer, deixar ir, deixar passar.
Neste tipo de liderança a equipe atingiu a maturidade e não mais
precisa de supervisão extrema de seu líder. Os liderados ficam mais
livres para por seus projetos em prática.
EXERCÍCIOS
(CESPE/Unb Técnico Judiciário/TST/2008) Para trabalhar em equipe, o
servidor público deve apresentar comportamento adequado a essa forma
de atuar. Acerca das características que envolvem o trabalho em equipe,
julgue os itens que se seguem:
•
01. A confiança deve fazer parte das relações entre os membros das
equipes de trabalho. Para estabelecê-la, cada membro deve agir com
lealdade, coerência e integridade, e deve defender radicalmente suas
próprias idéias no grupo, como forma de demonstrar competência e
autoconfiança.
•
02. Cada membro da equipe de trabalho deve responsabilizar-se pela
organização e pelo sucesso de sua parte no trabalho, não sendo adequado
se envolver nas tarefas dos colegas, uma vez que eles, sendo
responsáveis por essas tarefas, serão cobrados pelos resultados que
obtiverem.
•
03. Não existe um modo ideal de se liderar em todas as situações, ou seja,
o melhor estilo de se liderar depende da situação encontrada.
• 04. O estilo de liderança autocrático é caracterizado pela tomada de
decisões pelo grupo, com participação mínima do líder e liberdade
aos indivíduos.
• 05. Um estilo de decisão conceituado com laissez-faire caracterizase pelas atitudes mais positivas em relação aos integrantes, ou
seja, solicita dos funcionários as suas opiniões acerca de uma
tomada de decisão.
• 06. Vítor, diretor administrativo de uma empresa pública, tem 3
gerências sob seu comando direto. Vítor adota uma conduta de
congruência entre seus objetivos e os dos gerentes, exercendo uma
influência descendente sobre eles. Vítor incentiva seus gerentes a
ter relação de independência em relação às decisões setoriais.
Nessa situação, a conduta de Vítor, perante os gerentes,
caracteriza uma relação de poder.
(CESPE/Unb Agente Administrativo/ DFTrans/2008) Servidores
de uma instituição pública necessitam realizar um trabalho em
conjunto. Embora apresentem as competências técnicas
necessárias, não conseguem atingir os objetivos negociados,
devidos a problemas interpessoais. Considerando a situação
hipotética, julgue os itens a seguir, relativos a o trabalho em equipe.
• 07. Os conflitos entre os membros do grupo podem estar
relacionados à insatisfação de necessidades individuais ligadas a
poder e afetividade.
• 08. A exploração de percepções e sentimentos entre os membros
do grupo aumentaria os problemas interpessoais e prejudicaria o
alcance da compreensão mútua.
•
09. Com base nas informações contidas na situação apresentada, não se
pode definir o referido trabalho como trabalho em equipe, pois parece faltar
a disposição dos membros envolvidos para compartilhar objetivos e
cooperar uns com os outros.
•
10. Os problemas de participação do grupo podem ter como origem
aspectos intrapessoais, no entanto, a apreensão da situação interpessoal
está condicionada ao contexto do trabalho a ser desenvolvido.
(UnB/CESPE – Técnico Judiciário / STJ/2008) No trabalho em equipe,
normas básicas asseguram a qualidade dos resultados e o bom clima entre
os integrantes. Acerca desse tema, julgue os próximos itens.
•
11. Se, em um grupo de trabalho, quando um membro fala, outro
habitualmente o interrompe com piadas acerca do assunto ou com relato
de caso irrelevante, a possibilidade de que esse grupo venha a funcionar
como equipe eficaz será diminuída.
• 12. Um trabalho em equipe será tanto menos produtivo quanto mais
o chefe do serviço definir os objetivos e metas, porque essa
conduta reduz a criatividade do grupo.
(CESPE/Unb – Agente Administrativo/ Secretaria de Estado de
Gestão Administrativa/2004)
• 13. Para o bom desempenho gerencial, é imprescindível que se
mantenha a disciplina da equipe, sem, porém, usar de
autoritarismo. Um bom gerente percebe que suas ações hoje têm
repercussão sobre os resultados que ele vai obter no futuro.
A respeito do trabalho em equipe, julgue os itens subseqüentes.
• 14. A gestão do trabalho em equipe pressupõe o despojamento da
arrogância, da vaidade e da superestimação do cargo por parte dos
supervisores.
•
15. A eficácia e a eficiência do trabalho em equipe são, igualmente,
resultantes do empenho individual e coletivo.
•
16. No trabalho em equipe, a subordinação enseja atitudes de lealdade,
dedicação, disciplina e colaboração com os pares e com a gerência.
(CESPE/Unb Técnico Judiciário/TRT) No que se refere ao trabalho em
equipe e ao relacionamento interpessoal, julgue o item seguinte.
•
17. Para que o trabalho em equipe seja eficiente e eficaz, é necessário que
seus membros tenham competências de integração, criem regras de
convivência, não imponham limites e busquem o alcance das metas.
•
18. Bruno, administrador público, interage com os demais colaboradores
de seu setor basicamente para compartilhar informações e tomar decisões
que ajudem cada pessoa no seu desempenho funcional, no campo definido
como de responsabilidade individual. Nessa situação, essa coletividade
funcional com a qual Bruno interage é denominada equipe de trabalho.
As organizações que têm orientação para a qualidade buscam,
freqüentemente, planejar seus trabalhos por meio da utilização de equipes
de trabalho. Essa estratégia gerencial, se bem conduzida, dá mais
confiança aos colaboradores e possibilita melhores resultados para a
organização. Tendo o texto acima por referência inicial, julgue os itens que
se seguem, a respeito do trabalho em equipe.
•
19. O nível potencial de desempenho de uma equipe pouco depende dos
recursos individuais de seus membros. O bom nível de desempenho da
equipe depende mais do recurso global, constituído pelo grupo.
•
20. As equipes de trabalho precisam de um líder formal. Essa liderança tem
os propósitos de organizar melhor o desenvolvimento do trabalho, conduzir
a equipe para o alcance das metas e intermediar a comunicação com os
superiores.
•
21. Para ser eficaz, uma equipe de trabalho deve ter os papéis de seus
membros preestabelecidos, por meio de definição clara e objetiva de
atribuições e competências, que restrinja o campo de atuação individual de
seus membros.
•
22. O relacionamento interpessoal é um dos aspectos mais importantes que
contribuem para a eficácia do trabalho em equipe. Esse tipo de trabalho exige
que seus membros tenham empatia, postura profissional participativa,
capacidade de comunicação e respeito à individualidade do outro.
(CESPE/Unb Assistente Administrativo/FUB) Nas organizações, o sucesso
profissional é resultante de alguns fatores interligados, mas os dois aspectos
mais significativos estão representados nas competências técnica e
interpessoal. No final do século XX, a competência interpessoal ganhou novo
alento com a inserção do conceito de inteligência emocional no âmbito dos
estudos das relações humanas no trabalho. Com referência a esse assunto,
julgue os itens subseqüentes.
•
23. O verdadeiro líder deve saber se colocar no lugar de seus colaboradores;
se não conseguir ser empático, certamente cometerá inúmeros erros, que
influenciarão negativamente o trabalho de sua equipe.
•
24. A capacidade de desenvolver trabalhos em equipe, com postura profissional
participativa e aceitação da premissa de que cada pessoa tem uma contribuição
a oferecer, é uma competência exclusivamente gerencial.
(CESPE/Unb Atendente de Recepção/TJBA) No campo das relações
humanas no trabalho, os problemas eventualmente existentes, assim
como os problemas de matemática, exigem, para a sua solução, o
equacionamento devido de todos os elementos envolvidos. Acerca
desse assunto e em relação aos aspectos que devem ser considerados
ao se equacionar um problema de relacionamento interpessoal, julgue
os itens que se seguem.
•
25. Como líder, o gerente deverá saber distinguir para garantir o
sucesso das relações interpessoais, as pessoas de sua equipe. Cada
pessoa deve ter respeitada a sua individualidade e a equipe deve ser
compreendida no seu comportamento e em suas reações, pois ela tem
personalidade própria, que é muito mais que a simples soma das
personalidades individuais que o compõem.
•
26. Cabe ao supervisor atribuir tarefas, acompanhar o desenvolvimento
delas e avaliar os resultados, enquanto ao supervisionado cumpre
seguir as determinações superiores com eficiência, profissionalismo e
pleno servilismo.
(CESPE/Unb – MPU - 2010) Um time de futebol, cujo objetivo é marcar
gols e vencer jogos e campeonatos, desenvolve habilidades diferenciadas
de acordo com os papéis de cada jogador, como o goleiro, o zagueiro, o
atacante, o volante. É coordenado por um técnico, que desenvolve um
plano de trabalho configurado no esquema tático. Uma orquestra sinfônica,
cujo objetivo é executar uma sinfonia, desenvolve habilidades diferenciadas
de acordo com os papéis de cada músico, como o pianista, o clarinetista, o
violinista, o trompetista. É coordenada por um maestro, que desenvolve um
plano de trabalho configurado nas partituras. Com base nesses exemplos,
julgue os itens a seguir.
•
27. Comparando-se os dois exemplos, conclui-se que a orquestra sinfônica
tende a ser mais eficaz na consecução de seu objetivo, visto que os papéis
de seus membros são preestabelecidos e específicos, o que restringe o
campo de atuação individual de seus membros.
•
28. Para haver uma equipe, basta que as pessoas trabalhem em uma
mesma atividade. A interação entre elas gera a equipe, a exemplo do time
de futebol e da orquestra sinfônica.
•
29. A orquestra sinfônica constitui exemplo de trabalho em equipe, visto
que o exercício da atividade não permite que alguns se esforcem mais e os
outros apenas observem.
•
30. Os exemplos mostram que trabalhar em equipe não é, apenas, uma
técnica administrativa, é também um princípio de gestão.
Com relação ao trabalho em equipe, julgue os itens a seguir.
•
31. O aumento do salário dos membros da equipe de trabalho é
determinante tanto para o estímulo no desenvolvimento de tarefas
individuais quanto para o incremento proporcional do desempenho
profissional de cada um desses membros.
•
32. A existência de líderes nas equipes de trabalho é imprescindível para
que os objetivos do trabalho sejam alcançados.
• 33. O número de integrantes da equipe, as características de cada
um deles e o grau de interferência de ganhos e perdas no trabalho
sobre a atuação profissional não afetam o desempenho da equipe.
• 34. A relação de dependência e de complementaridade de
conhecimentos e habilidades necessários para a realização de
determinadas atividades no ambiente organizacional justifica a
necessidade do trabalho em equipe.
• 35. No trabalho em equipe, as recompensas igualitárias para o
grupo e proporcionais para os indivíduos geram melhor
desempenho.
CURSO ESPECÍFICO DE SEGURANÇA PARA
O TRE, TRT, TRF, STM, TJ, MPU E MPE
TEORIA E QUESTÕES CESPE/UnB
DISCIPLINAS QUE SERÃO ABORDADAS
* SEGURANÇA DE DIGNITÁRIOS;
* SEGURANÇA FÍSICA E PATRIMONIAL DE INSTALAÇÕES;
* ARMAMENTO E TIRO;
* TÉCNICAS OPERACIONAIS;
* DEFESA PESSOAL;
* RELAÇÕES HUMANAS;
* TRABALHO EM EQUIPE;
* QUALIDADE NO ATENDIMENTO AO PÚBLICO;
* PRIMEIROS SOCORROS;
* PREVENÇÃO E COMBATE A INCÊNDIO.
SEGURANÇA DE DIGNITÁRIOS
• CONCEITOS
A Segurança de Autoridade é uma atividade de apoio executada em
tarefa única (prover segurança), sendo os conceitos segurança e
proteção, fundamentais ao cumprimento do serviço.
• Dignitário
É a pessoa que exerce um cargo elevado. Pessoa importante em
decorrência de sua função. Para o agente é aquele que deve ser
protegido.
Ex.: um magistrado, um procurador, um presidente, um governador,
um prefeito, etc.
• Mosca
Denominação utilizada, na Segurança Aproximada, para o Agente
que anda mais próximo da autoridade. Se todas as medidas de
segurança falharem, atuará como ―escudo-humano‖ da autoridade.
• Segurança
Conceito que tem um sentido amplo, já que abrange um conjunto de
medidas a serem observadas e executadas, direta ou
indiretamente, com o propósito de preservar a integridade do
dignitário (física, moral, psicológica, imagem). Caracteriza-se pelo
sentimento de que sua integridade não será atingida.
• Proteção
Atividade que provê ao dignitário segurança imediata, por meio de
agentes de segurança que realizam tarefas específicas de garantia
da integridade. Configura-se principalmente pela segurança
aproximada.
• Princípio da massa
O princípio da massa na doutrina de segurança significa que uma
força inferior pode obter superioridade decisiva, desde que seja
aplicada no momento e no local oportunos.
• Serviço de Segurança (SS)
É uma organização destinada a garantir a integridade de uma
autoridade. No planejamento do SS devem ser considerados os
conceitos de Segurança e Proteção. O êxito do SS é dependente do
grau de colaboração da autoridade.
• FUNÇÕES E COMPOSIÇÃO DAS EQUIPES DE SEGURANÇA
• Chefe de Segurança (CS)
É quem conduz o SS, sendo o principal responsável pela segurança
física da autoridade. Cabe ao CS planejar, orientar e acompanhar
as ações do SS.
• Subchefe de Segurança
Substituto eventual do CS e responsável pelo adestramento da
equipe.
• Agente de Segurança
Elemento habilitado e selecionado para compor as Equipes de
Segurança, com capacidade física e moral para evitar, de forma
preventiva, que o dignitário seja posto em situações de elevados
riscos.
• Planejador de Segurança
É o responsável pela realização do planejamento da segurança de
eventos, levantamento das informações referentes aos eventos,
efetuar a coordenação entre as Equipes e ligações com órgãos
externos.
• Célula de segurança
É o núcleo central de todo o aparato de segurança, integrado pela
autoridade a ser protegida e pela Equipe de Segurança
Aproximada.
• Equipes de Segurança
São as equipes que compõem o SS e dividem-se em:
• GRUPO DE PREPARAÇÃO
- Equipe de Vistoria;
- Equipe Precursora
• GRUPO DE EXECUÇÃO
- Equipe de Segurança Aproximada;
- Equipe de Segurança Velada; e
- Equipe de Segurança Ostensiva.
ATRIBUTOS ESSENCIAIS DOS AGENTES DE SEGURANÇA
- Pessoais
a) Resistência à fadiga
b) Honestidade
c) Discrição
d) Coragem
e) Estabilidade Emocional
f) Nível intelectual e cultural
- Profissionais
g) Manuseio de armas
h) Noções de defesa pessoal
NORMAS DE CONDUTA PESSOAL
a) Durante a execução do Serviço de Segurança o agente não deve
comer, beber ou fumar no mesmo ambiente da autoridade, exceto
quando houver o convite que, normalmente, é dirigido ao Chefe de
Segurança. As refeições e o fumo deverão ser feitos em horário e
local adequados e quando a situação permitir.
b) Usar trajes adequados ao local e tipo de missão, devendo ser o
mais discreto possível, e nunca se descuidar da apresentação
pessoal (cabelo, barba, asseio corporal, apuro no traje);
c)
Não ostentar armas e equipamentos (discrição). Utilizar
equipamento rádio somente o necessário de modo a não chamar a
atenção, tratando apenas de assuntos relacionados à missão;
d) Ser pontual, lembrando que a autoridade também deve ser, tendo
em vista as medidas de segurança e coordenação existentes. Para
tal, todas as medidas de precaução nos deslocamentos devem
contemplar o horário;
e) Nunca ter dúvida, por menor que seja, do que deverá ser feito e da
missão como um todo. A mínima dúvida pode gerar grande prejuízo
ao Serviço de Segurança, comprometendo, inclusive, a
incolumidade da autoridade.
f) Conhecer os elementos de outras organizações empenhados na
missão, assim como suas identificações, de modo a evitar barrar os
outros profissionais com a ―mão no peito‖, o que gera
constrangimento e pode ocasionar confusão entre equipes e
organizações diferentes.
g) Uma das formas da Equipe de Segurança cumprir sua missão é
desestimular quaisquer elementos adversos de realizar qualquer
ato agressivo contra a autoridade a ser protegida. Esta dissuasão
tem início com a credibilidade que os Agentes de Segurança e a
estrutura inspiram. Portanto, por meios dos gestos, atitudes e
posturas dos Agentes de Segurança já surge a primeira
oportunidade para se construir a imagem de seriedade, eficácia,
respeito e profissionalismo.
PRINCÍPIOS DE SEGURANÇA E PROTEÇÃO
a) Não existe meia segurança. A atividade deve ser realizada com todo o
tipo de precaução possível, proporcional ao risco que corre a autoridade.
É importante uma boa coleta de informações a respeito da autoridade,
locais a serem visitados e itinerários, para um melhor planejamento.
b) O itinerário a ser percorrido pelo dignitário deve, o quanto possível,
restringir-se ao conhecimento da assessoria de segurança.
c) Uma situação de perigo não deve ser enfrentada, caso exista a
possibilidade de evitá-la, pois mesmo com superioridade a situação
poderá evoluir para o descontrole.
d) Precisamos dispor de dados relativos às características pessoais,
personalidade e hábitos da autoridade a ser protegida, mas
consideremos que a sua vontade pessoal não deve ser levada em
consideração, se o seu atendimento implicar em risco para o esquema
de segurança e conseqüentemente para a sua própria proteção.
e) O grau de risco, a importância do dignitário e a conjuntura política,
econômica e social são fatores que condicionam o planejamento e
a execução de um serviço de segurança de dignitários.
f) Os graus de segurança classificam-se em proteção, cobertura e
vigilância.
g) Caberá ao elemento de segurança, e somente a ele, a decisão
sobre ―o quê fazer‖, ―como fazer‖ e ―quando fazer‖.
h) Objetividade, iniciativa, simplicidade, surpresa e, se necessário,
emprego da força.
i) Não existem ―planos padrão‖ eficazes. Todos os planejamentos
devem ser particularizados.
j) Em caso de atentado ou ameaça de agressão contra a autoridade, é
possível que procedimentos de proteção, remoção e reação devam
ser adotados.
k) Quando a segurança de um dignitário for complexa e exigir grande
número de agentes, devem ser estabelecidos códigos para
identificação dos agentes e também do dignitário.
l) ―Onde quer que você tenha de atuar, que sua mente já tenha estado
lá antes.‖
m) Não se pode confundir a boa sorte com boas táticas.
n) A verdadeira segurança não se improvisa! Prevenção é a palavra
chave.
CÍRCULOS CONCÊNTRICOS DE SEGURANÇA E PROTEÇÃO
ESCOLTAS
1 - Escolta a pé
Durante a realização da escolta à pé de uma determinada
autoridade, regras básicas de proteção pessoal devem ser
observadas:
- estabelecer formações flexíveis;
- cobrir o corpo da autoridade;
- manter preservada a imagem da autoridade;
- observar constantemente todas as situações e comportamentos
suspeitos;
- manter vigilância sobre o seu setor de responsabilidade; e
- observar distâncias e intervalos corretos.
Formações
- em Losango
É utilizada quando se faz necessário cerrar sobre a autoridade a
qualquer momento. É o tipo de formação que proporciona melhor
segurança aproximada. Deve ser desenvolvida de acordo com o
público e número de agentes.
- em cunha ou em “V”
É utilizada quando a frente para onde a autoridade se desloca está
protegida. É o tipo de formação que menos chama a atenção e a que
melhor favorece a imagem da autoridade. Também varia com o número
de agentes.
- em “S” ou Israelense
É conhecida como formação em ―S ― por causa da disposição dos
agentes. É mundialmente empregada na segurança como uma das
mais compactas e eficientes formas de se conduzir um dignitário a
pé. Sendo que praticamente todos os ângulos de ataque poderão
ser cobertos por qualquer dos agentes de segurança. A maior
vantagem da formação em S, baseada na metodologia israelense, é
a descrição das funções dos membros de uma equipe de segurança
aproximada.
2 – Escolta motorizada
Durante a realização dos deslocamentos motorizados, a Equipe de
Segurança passará a observar outro conjunto de medidas
apropriadas para esta nova situação. A estrutura de segurança
empregada variará em função da disponibilidade de viaturas,
número de agentes, características do itinerário e dos locais de
desembarque.
• Prescrições a serem observadas por ocasião do emprego de
viaturas:
I) inspecionar o carro antes de guardá-lo e antes de usá-lo;
II) deslocar-se por itinerário previamente escolhido;
III) variar os itinerários;
IV) manter as portas trancadas e vidros fechados, manter o veículo
engrenado nas paradas temporárias (no carro da autoridade);
V) ter a máxima atenção em todos os movimentos;
VI) manter velocidade alta com segurança;
VII) em caso de ataque, manter-se em movimento;
VIII) estacionar sempre com a frente voltada para a saída;
IX) ter sempre em mente a necessidade posicionar a viatura para
uma eventual saída antecipada ou fuga;
X) não permanecer sentado no carro estacionado, aguardando a
autoridade em locais que não sejam efetivamente seguros; e
XI) ter bastante atenção ao passar por pontos críticos no
deslocamento motorizado de autoridades, como: Sinais luminosos,
bancas de jornais, telefones públicos e subidas íngremes.
b) Situações que o motorista da autoridade deve evitar
I - Paradas mesmo rápidas, junto a ônibus, viaturas fechadas e
caminhões;
II - Paradas próximas ao meio fio;
III - Paradas próximas a filas para coletivos;
IV - Paradas próximas a ―carrocinhas‖ de vendedores; e
V - Deslocamento junto ao meio fio.
c) Formas de desembarque de autoridade
- ORTODOXO - desembarque realizado pela direita do comboio no sentido da via, a autoridade desembarca pela direita, no mesmo
lado que o Chefe da Segurança.
- NÃO-ORTODOXO - desembarque realizado pela esquerda do
comboio – no lado oposto ao sentido da via, a autoridade
desembarca pela esquerda, no lado oposto ao do Chefe da
Segurança.
d) Escolta com duas viaturas
e) Escolta com três viaturas
EXERCÍCIOS
Acerca de segurança de autoridades que ocupam cargo elevado,
julgue os itens.
1. (CESPE – TSE – 2006) Quando o agente de segurança faz a
segurança de uma autoridade em uma festa, o ideal é que ele se
misture aos convidados, comendo, bebendo, pois assim ele não
levantará suspeita.
2. (CESPE – TSE – 2006) A segurança em torno de uma autoridade
deve-se desenvolver em círculos concêntricos.
3. (CESPE – TSE – 2006) As equipes de segurança estão distribuídas
em dois grandes grupos: o grupo de execução e o grupo precursor.
4. (CESPE – TSE – 2006) O chefe da segurança é o principal
responsável pela segurança da autoridade; portanto, ele terá de
ficar sempre à frente da autoridade.
5. (CESPE – TSE – 2006) Acerca da composição das equipes de
segurança, a equipe que não faz parte do grupo de execução é a
equipe de segurança externa.
Acerca das formações das escoltas a pé, julgue os itens a seguir.
6. (CESPE – TSE – 2006) A formação em cunha ou V é muito
utilizada, nesse tipo de escolta, pois chama menos a atenção e
favorece a imagem de quem se está protegendo.
7. (CESPE – TSE – 2006) Na formação em losango, utiliza-se o
número mínimo de cinco agentes.
8. (CESPE – TSE – 2006) Qualquer que seja a formação, o mosca é o
último recurso utilizado em caso de um atentado.
9. (CESPE – TSE – 2006) Na formação em losango, o mosca se
posiciona à direita da pessoa que está sendo protegida.
No tocante à segurança de dignitários, julgue os itens a seguir.
10. (CESPE – TRE/PA – 2007) A equipe de segurança aproximada,
responsável pela proteção direta da autoridade, acompanhando-a
em todos os seus passos, deve observar posicionamentos, regras
básicas e procedimentos específicos.
11. (CESPE – TRE/PA – 2007) O membro da equipe de segurança
aproximada que anda mais próximo da autoridade é denominado
ponta.
12. (CESPE – TRE/PA – 2007) A maior vantagem da formação em S,
baseada na metodologia israelense, é a descrição das funções dos
membros de uma equipe de segurança aproximada.
13. (CESPE – TRE/PA – 2007) O grau de risco, a importância do
dignitário e a conjuntura política, econômica e social são fatores que
condicionam o planejamento e a execução de um serviço de
segurança de dignitários.
14. (CESPE – TRE/PA – 2007) A principal tarefa do agente de
segurança pessoal é evitar, de forma preventiva, que o dignitário
seja posto em situações de elevados riscos.
De acordo com os conceitos mundialmente consagrados a respeito
da segurança de dignitários, julgue os itens a seguir.
15. (CESPE – TJ/DF - 2008) Os graus de segurança classificam-se em
proteção, cobertura e vigilância.
16. (CESPE – TJ/DF - 2008) O itinerário a ser percorrido pelo dignitário
deve, o quanto possível, restringir-se ao conhecimento da
assessoria de segurança.
17. (CESPE – TJ/DF - 2008) Nos deslocamentos motorizados de uma
autoridade, o mínimo aceitável são dois veículos — o da equipe de
segurança pessoal, que segue avançado, e o veículo do dignitário,
que se desloca à retaguarda.
18. (CESPE – TJ/DF - 2008) As regras básicas no transporte de uma
autoridade incluem manter os vidros abertos durante os
deslocamentos; engrenar o veículo nas paradas temporárias;
acionar as travas das portas, não iniciando o deslocamento do
veículo sem que todas estejam travadas.
19. (CESPE – TJ/DF - 2008) Considere que determinada autoridade,
não obstante forte esquema de segurança pessoal a sua
disposição, tenha sido vítima de um atentado que resultou em seu
seqüestro. Nessa situação hipotética, a equipe de segurança
pessoal dessa autoridade, obrigatoriamente, deve integrar a
investigação e eventual operação anti-seqüestro, em face de sua
proximidade com a vítima.
20. (CESPE – TJ/DF - 2008) Considere que determinada autoridade
deve comparecer a um evento a ser realizado em recinto fechado
para pequeno número de pessoas, todavia havendo sério risco de
eventual atentado por parte de forças oponentes. Nessa situação
hipotética, ao tomar conhecimento disso, o serviço de segurança,
antes de qualquer medida, deve impedir a realização do evento,
visando garantir a integridade física do dignitário.
21. (CESPE – TJ/DF - 2008) Os princípios da segurança de dignitários
incluem objetividade, iniciativa, simplicidade, surpresa e, se
necessário, emprego da força.
22. (CESPE – TJ/DF - 2008) Considere que uma autoridade, detentora
do mais alto cargo do poder executivo de um país, tenha agendado
viagem a um país estrangeiro, onde visitará vários locais públicos e
participará de inúmeros eventos. Nessa situação hipotética, cabe
inicialmente ao serviço de segurança deslocar o grupo de
preparação, composto pelas equipes precursora e de vistoria para o
local, visando ao reconhecimento, com antecedência, dos lugares a
serem visitados pela autoridade, verificando as condições de
segurança e captando sinais quanto à possibilidade de ocorrerem
acidentes naturais ou provocados, além de identificar, neutralizar ou
remover dispositivos que ofereçam perigo.
23. (CESPE – TJ/DF - 2008) O princípio da massa na doutrina de
segurança significa que uma força inferior pode obter superioridade
decisiva, desde que seja aplicada no momento e no local
oportunos.
Julgue os itens a seguir, que versam sobre a segurança de
autoridades.
24. (CESPE – MPE/AM – 2008) Sinais luminosos, bancas de jornais,
telefones públicos e subidas íngremes são pontos críticos do
deslocamento motorizado de autoridades.
25. (CESPE – MPE/AM – 2008) Grau de risco, importância e
comportamento do dignitário, conjuntura política e disponibilidade
de recursos são fatores que condicionam o planejamento e a
execução de um trabalho de segurança de dignitários.
26. (CESPE – MPE/AM – 2008) Recomenda-se que o agente
responsável pela segurança de dignitários ostente armas e
equipamentos de rádio, com o objetivo de inibir qualquer tipo de
ameaça à autoridade.
27. (CESPE – MPE/AM – 2008) Verificar condições do local e do
público antes da passagem ou chegada da autoridade é
responsabilidade da equipe de segurança ostensiva.
28. (CESPE – MPE/AM – 2008) As equipes de segurança são
distribuídas em grupos de execução e de preparação. A equipe
precursora e a equipe de vistoria fazem parte do grupo de
execução.
29. (CESPE – MPE/AM – 2008) A formação básica em cunha ou V da
escolta a pé, utilizada quando o dignitário se desloca para uma
frente já protegida, é o tipo de formação mais discreta e que mais
favorece a imagem da autoridade.
30. (CESPE – MPE/AM – 2008) Se uma autoridade estiver
participando de um jantar e, subitamente, faltar energia elétrica, a
atitude da equipe de segurança deve ser cercar a autoridade e
controlar imediatamente as entradas e saídas do local.
31. (CESPE – MPE/AM – 2008) Em escolta motorizada realizada com
duas viaturas, é do chefe da segurança a responsabilidade de abrir
a porta do dignitário no momento do desembarque.
32. (CESPE – MPE/AM – 2008) Em inauguração de uma indústria em
recinto aberto com a presença de autoridade, os seguranças só
devem liberar o público presente após a saída do dignitário.
33. (CESPE – MPE/AM – 2008) Quando uma autoridade for assistir a
uma peça teatral, a segurança deve posicioná-la na primeira fila
próxima ao palco, aos corredores e às portas, para facilitar sua
saída do ambiente em caso de crise.
Uma equipe de profissionais responsável pela segurança de uma
autoridade do poder executivo tem a missão de acompanhá-la e
protegê-la em uma solenidade em que, conforme notícias, um grupo
de pessoas pretende confrontá-la publicamente. O espaço
destinado ao evento é um auditório fechado com capacidade para
dois mil lugares.
Com relação à situação hipotética apresentada, julgue os itens a
seguir.
34. (CESPE – TST – 2008) Para essa situação, é correto que seja
elaborado um planejamento de segurança, para o qual deverão ser
coletadas informações inerentes ao evento, tais como número de
participantes, controle de entrada, identificação de participantes,
levantamento do local, grau de risco a que estará exposta a
autoridade, entre outras.
35. (CESPE – TST – 2008) Diante das circunstâncias do evento e do
local de sua realização, é recomendável que a referida equipe
responsável pela segurança seja de fato constituída de uma equipe
móvel, encarregada das medidas que garantam a integridade física
da autoridade; uma equipe de segurança velada, formada por
agentes infiltrados entre os participantes do evento, com a
finalidade de detectar e prevenir qualquer ato de hostilidade; e uma
equipe de segurança ostensiva, responsável pelo trabalho
ostensivo e de apoio às outras equipes, facilitando os
deslocamentos, anulando ou intimidando ações hostis e prevenindo
acidentes.
36. (CESPE – TST – 2008) Em caso de atentado ou ameaça de
agressão contra a autoridade, é possível que procedimentos de
proteção, remoção e reação devam ser adotados.
37. (CESPE – TST – 2008) Como o local do evento é um recinto
fechado e existe risco iminente de hostilidade, a formação da
equipe de segurança em torno da autoridade deverá ser feita em
losango, com um número mínimo de quatro agentes.
38. (CESPE – TST – 2008) É recomendável que as roupas dos
agentes de segurança próximos à autoridade sejam destoantes das
vestimentas usadas pelo dignitário, de preferência em cores
chamativas, de modo que, diante de qualquer atentado, a
autoridade seja facilmente visualizada pelos demais integrantes da
equipe.
Acerca da segurança de dignitários, julgue os itens a seguir.
39. (CESPE – TRE/BA – 2010) A equipe de segurança de um
dignitário deve trajar roupa em estilo diferente do da autoridade,
para que a equipe possa ser identificada pela população, tendo
como objetivo inibir qualquer tipo de atentado.
40. (CESPE – TRE/BA – 2010) Quando a segurança de um dignitário
for complexa e exigir grande número de agentes, devem ser
estabelecidos códigos para identificação dos agentes e também do
dignitário.
No que diz respeito às atividades relacionadas com a segurança de
dignitários, julgue os itens subseqüentes.
41. (CESPE – MPU – 2010) No que se refere à escolta a pé, o tipo de
escolta que proporciona melhor segurança aproximada é
representado por uma formação em losango em torno da
autoridade, sendo um agente posicionado à frente dela, um ao lado
esquerdo, um ao lado direito e um à retaguarda.
42. (CESPE – MPU – 2010) Para proteção contra emboscadas, o
comboio que conduza, em velocidade reduzida, autoridade deve
manter distância de 1,5 m entre as viaturas, e, em alta velocidade,
distância de 2,5 m a 3 m.
43. (CESPE – MPU – 2010) Considere que determinada autoridade
participe de um jantar em restaurante aberto ao público. Nessa
situação, o responsável pela segurança deve orientar a autoridade
a ficar posicionada de costas para uma parede, afastada de
entradas e saídas, e sempre no centro do dispositivo de segurança,
para facilitar, em caso de atentado, fuga rápida e eficaz.
44. (CESPE – MPU – 2010) Em eventos públicos de que participem
autoridades, a equipe de vistoria é responsável pela verificação de
pontos críticos, pelo estabelecimento de contato com o organizador
do evento e pelo policiamento ostensivo, incluindo-se escolta e
batedores.
Acerca da segurança de dignitários, julgue os itens a seguir.
45. (CESPE – STM – 2011) É vedada a utilização de telefonia móvel
para a comunicação entre os agentes de segurança que realizam a
segurança de dignitário.
46. (CESPE – STM – 2011) Quando uma equipe de segurança de
dignitários realiza a segurança próxima da autoridade e adota a
formação em cunha ou V, ilustrada na figura abaixo, é porque a
frente do dignitário encontra-se protegida. Esse tipo de formação
chama menos a atenção e favorece a imagem da autoridade
perante a imprensa e o público.
segurança
segurança
dignitário
segurança
sentido
do
deslocamento
CURSO ESPECÍFICO DE SEGURANÇA PARA
O TRE, TRT, TRF, STM, TJ, MPU E MPE
TEORIA E QUESTÕES CESPE/UnB
DISCIPLINAS QUE SERÃO ABORDADAS
* SEGURANÇA DE DIGNITÁRIOS;
* SEGURANÇA FÍSICA E PATRIMONIAL DE INSTALAÇÕES;
* ARMAMENTO E TIRO;
* TÉCNICAS OPERACIONAIS;
* DEFESA PESSOAL;
* RELAÇÕES HUMANAS;
* TRABALHO EM EQUIPE;
* QUALIDADE NO ATENDIMENTO AO PÚBLICO;
* PRIMEIROS SOCORROS;
* PREVENÇÃO E COMBATE A INCÊNDIO.
TÉCNICAS OPERACIONAIS
• DEFINIÇÃO
É toda ação que visa operacionalizar a atividade fim daqueles
que possuem por lei a obrigação de prover a segurança pública ou
privada.
Estas ações fazem parte da formação profissional e vivência
diária , dispostas em lei, que complementam o profissional de
segurança.
• REQUISITOS BÁSICOS
Além das técnicas e conhecimentos adquiridos durante sua
formação, o profissional de segurança deve ter algumas
características, que definiremos agora a partir de alguns pontos
importantes:
1) CONHECIMENTO DA MISSÃO:
Desempenhar as funções determinadas pelos supervisores, com
interesse e preparo técnico-profissional.
2) CONHECIMENTO DO LOCAL DE ATUAÇÃO:
Estudar e conhecer todos os aspectos físicos do local de trabalho,
servindo de referência para o melhor desempenho da missão.
3) RELACIONAMENTO:
Familiarizar-se com hábitos, costumes e rotinas de forma a
assegurar o desejável nível de controle, detectar anormalidades e
eliminar as situações de risco no local de trabalho.
4) POSTURA E COMPOSTURA:
Atitude composta de apresentação pessoal e correção de
maneiras influi decisivamente aos olhos de um ―intruso‖, prevendo
ação indesejada, e qualifica o profissional aos olhos da chefia.
5) COMPORTAMENTO:
Será o cartão de visitas aos que tiverem acesso, permitindo
afirmar que evitarão ação de intrusos bastando verificar o
comportamento do agente diante do posto, sua atenção, postura,
senso de observação, etc.
• ABORDAGEM
DEFINIÇÃO
Ato de aproximar-se de uma pessoa, a pé ou motorizado e que
emana indícios de suspeição que tenha praticado ou que esteja na
iminência de praticar ilícitos penais.
•
ABORDAGEM A PESSOAS
Sabe-se que muitas mortes de policiais e profissionais de
segurança privada estão ligadas a abordagens executadas ou
planejadas de maneira equivocada. A doutrina policial nos ensina que
uma abordagem segura, no aspecto efetivo, deve contar com três
policiais para cada abordado. Porém, na prática, isso raramente
acontece, fazendo com que as atenções sejam redobradas.
Quando a abordagem puder contar com três agentes, dois deles
devem concentrar-se no suspeito, e o terceiro deve posicionar-se onde
possa vigiar o perímetro protegendo seus companheiros, evitando
assim a aproximação de curiosos.
Ao abordar alguém, o agente deve identificar-se como tal diante
de um infrator empunhando uma arma e ORDENAR “Solte a arma!”.
O agente deve manter especial atenção nas mãos e na linha de cintura
do abordado, determinando desde logo: “Levante as mãos!”.
O agente deve estabelecer o controle do campo de visão do
abordado, e então, dar início ao controle psicológico da situação, assim
deve-se dizer: “Olhe para mim!”.
• ABORDAGEM A VEÍCULOS
Também devem ser observados alguns princípios básicos de
segurança: o agente deve procurar fazer a abordagem em local
onde não ponha em risco a vida de terceiros, caso haja confronto
com os suspeitos. A abordagem deve ser planejada de forma que o
condutor do veículo a ser abordado não possa tentar empreender
fuga. Neste caso é imprescindível o emprego do fator surpresa. Se
possível, deve ser sempre em um semáforo, pois ali será possível
bloquear o veículo. Nessa situação, o referido agente deve parar a
viatura oficial atrás do veículo suspeito, à distância aproximada de
dois metros, ou à esquerda do veículo, a um metro e meio, e nunca
defronte ou ao lado do veículo suspeito.
A voz de comando deve ser pronunciada com energia e de
maneira clara para que o receptor entenda, ou seja: ―Desligue o
motor !‖; “Mãos espalmadas contra o pára-brisa dianteiro!”.
•
PRINCÍPIOS DA ABORDAGEM:
a) SEGURANÇA:
É a certeza, a confiança, a garantia, a condição de estar seguro.
Basicamente, é estar cercado de todas as cautelas necessárias para a
eliminação dos riscos de perigo.
b) SURPRESA:
Ato ou efeito de surpreender, aparecer inopinadamente. O fator
surpresa, além de contribuir decisivamente para a segurança da equipe, é
dissuador psicológico da resistência do abordado.
c) RAPIDEZ:
Qualidade de ser rápido, instantâneo, ligeiro, veloz. O princípio da
rapidez, dentro da progressão policial, visa impossibilitar uma reação por
parte do abordado.
d) AÇÃO VIGOROSA:
Maneira como se exerce uma força física. Não se pode
confundir vigor com arbitrário. O agente deve fazer com que o
infrator sinta que há uma decisão de sua parte, neutralizando o
menor esboço de reação. O importante é o impacto psicológico, a
postura e a conduta, fatores inibidores de uma possível reação.
e) UNIDADE DE COMANDO:
Ao se realizar uma abordagem, certos comandos verbais
devem ser emitidos visando ao entendimento por parte do abordado
das ações que deva realizar. Somente um dos agentes da equipe
deve ser incumbido de comandar a abordagem e de dar as ordens,
pois, se vários agentes emitirem ordens ao mesmo tempo, a
confusão dominará a ação, prejudicando seriamente seu êxito.
• BUSCA PESSOAL
É aquela feita na própria pessoa. A busca pessoal é feita não
somente nas vestes ou nos objetos que a pessoa tenha consigo,
mas também imediatamente sobre o corpo, quer através de
investigações visuais ou manuais. Proceder à busca pessoal
quando houver flagrante delito, solicitação de vítima ou testemunha,
que alguém oculte consigo arma proibida ou objetos relacionados à
prática de crime ou contravenção, e independente de mandado
judicial.
BUSCA PESSOAL EM MULHERES
A busca pessoal em mulheres será feita por outra mulher.
DIVISÃO E PROCEDIMENTOS EM BUSCA PESSOAL
A busca pessoal divide-se, quanto à atuação do agente de
segurança em:
BUSCA PRELIMINAR e BUSCA MINUCIOSA
• PROCEDIMENTOS NA BUSCA PRELIMINAR
a) Esta busca é realizada em situações de flagrante delito,
solicitação de vítimas ou testemunhas de crimes ou contravenções
sobre a pessoa a ser verificada, em razão de local e hora de
atuação.
b) Antes de iniciar a busca, evitar que o indivíduo fique de
posse de quaisquer objetos como blusa, sacola, bolsa, pacote,
guarda-chuva, jornal etc.
c) O revistado deve permanecer de pé com a frente voltada para a
parede. Se não houver paredes, utilizar a lateral da viatura, de veículo
próximo ou qualquer superfície vertical.
d) Se estiver em campo aberto, a pessoa a ser revistada deve ficar de
joelhos ou deitado de frente para o solo com as mãos entrelaçadas atrás da
cabeça.
e) Proceder à busca pessoal atrás do revistado, mantendo sempre,
quando estiver revistando o lado esquerdo, a perna direita a frente,
levemente flexionada atrás do pé esquerdo do revistado, e a perna esquerda
atrás dando apoio, a mão direita deve permanecer apoiada nas costas
Quando estiver revistando o lado direito da pessoa, inverter a posição, ou
seja, manter a perna esquerda à frente; a perna direita atrás; e a mão
esquerda deve permanecer apoiada nas costas do revistado.
f) Em caso de reação, desequilibrar o revistado, deslocando a perna
com o pé.
• DURANTE A BUSCA OBSERVAR A SEGUINTE SEQÜÊNCIA
1) Proceder à busca dividindo os lados, esquerdo e direito de cada
vez, da cabeça aos pés.
2) Tirar qualquer tipo de cobertura. Ex: gorro, chapéu etc., e
examiná-la.
3) Apalpar firmemente, para que possa sentir se há qualquer tipo de
objeto por baixo da roupa.
4) Começando pelo tórax e cintura, passando os dedos por dentro
da cintura da roupa.
5) Ao longo das costas, desde o ombro até a cintura, nádegas e
axilas.
6) Se estiver de mangas longas, apalpar firmemente ao longo dos
braços até as mãos.
7) Examinar as partes interna e externa das pernas até o calcanhar.
8) Na região pubiana examinar fazendo pressão com o punho ou a
mão espalmada de lado, principalmente na área da virilha.
9) Esvaziar todos os bolsos da roupa.
10) Terminando a busca pessoal, solicitar ao revistado que fique
encostado à parede.
11) Verificar todos os objetos e volumes em poder do revistado,
inclusive cigarros e fósforos.
• PROCEDIMENTOS NA BUSCA MINUCIOSA
Deverá ser feita, sempre em local isolado do público e, se
possível na presença de no mínimo uma testemunha. Para esta
ação, o agente deverá adotar os seguintes procedimentos:
1) O agente deverá retirar as roupas e os sapatos do revistado.
2) Se estiver com ataduras ou gesso, verificar se são falsos.
3) Visualizar todo o corpo do revistado, indagando sobre cicatrizes e
tatuagens.
4) Verificar orifícios externos (ouvido; nariz e boca).
5) Para verificar orifícios internos (vagina e ânus), solicitar ao revistado
que se abaixe na posição de cócoras, e se levante, repetindo esse
movimento por duas ou três vezes.
6) Se o revistado tiver cabelos compridos ou espessos, passar um
pente ou as mãos.
7) Verificar a roupa do revistado minuciosamente.
•
RECOMENDAÇÕES PARA A BUSCA PESSOAL
A busca deve ser feita por no mínimo, dois agentes, ficando um
encarregado da busca propriamente dita e o outro encarregado da
segurança da ocorrência. O agente que faz a segurança deve ficar
atrás do infrator e do lado contrário de seu companheiro, mantendo-se
atento ao revistado. A busca deve ser feita com toda aplicação e sem
pressa, visando apreender armas ou objetos que possam ser usados
em ilícito penal.
• BUSCA EM VEÍCULOS
É caracterizada pela verificação visual com a presença do
condutor do veículo e preferencialmente de uma testemunha.
Podemos subdividir o foco de observação em quatro partes, quais
sejam: frontal; central; traseira e chassi. São inspecionados: portas;
painel; porta luvas; bancos; forro do teto; motor; porta malas; estepe
e a base do Chassi (este último com o auxílio de um jogo de
espelhos sobre um suporte móvel).
• LOCAL DO CRIME
É todo local onde tenha ocorrido um crime previsto pelo
Código Penal. O local onde ocorre um crime deve ser preservado
pelo vigilante, de forma a possibilitar à Polícia a coleta das provas
materiais para a ação penal.
• FINALIDADE
Proteger todos os vestígios que possam ser relacionados com
a ocorrência: o suspeito instrumento da ocorrência, a forma de
atuação, etc., para que o perito possa fazer a perícia.
• Os locais podem ser classificados como:
1 – Internos – São aqueles confinados por paredes e coberturas;
são protegidos das intempéries (sol, ventos, chuva, etc.)
2 – Externos – São os que se encontram a céu aberto, expostos à
intempéries .
3 – Ambiente Imediato – Trata-se do local da ocorrência .
4 – Ambiente Mediato – Local próximo ao ambiente e que tenha
vestígios que possam ser considerados na investigação .
• Os locais podem ser classificados ainda como: idôneo, inidôneo e
relacionado.
1 – Idôneo – é aquele em que os vestígios foram mantidos
inalterados, desde a ocorrência dos fatos até seu completo
registro.
2 – Inidôneo – É aquele em que os vestígios foram alterados e não
servem adequadamente à investigação policial .
3 – Relacionado – São os locais interligados numa mesma
ocorrência, ainda que fisicamente estejam separados.
• O local do crime pode ser alterado de três formas:
1 – Por Adição – Quando alguém, inclusive a autoridade policial,
introduz suas impressões digitais em objetos encontrados no local
do crime.
2 – Por Subtração – É muito comum; muitas vezes, de forma
dolosa ou culposa, o próprio agente pode retirar do local objetos
que interessem à investigação.
3 – Por Substituição – A subtração de um objeto, substituindo-o
por outro, altera gravemente os indícios.
• Ocorreu o crime ou algum evento crítico, quais são as
providências?
1. Salvar vidas.
2. Deter as partes envolvidas.
3. Acionar a polícia.
4. Comunicar ao Supervisor imediato (Empresa).
5. Proteger os vestígios que poderão desaparecer.
6. Não deixar que pessoas não autorizadas entrem no local.
7. Não mexer nos instrumentos do crime, principalmente armas;
caso seja obrigado a recolhê-los, use uma luva e guarde em saco
plástico limpo e ou local que não altere os vestígios.
8. Isolar o local do crime.
9. Arrolar testemunhas.
10. Coletar provas que estão fora do perímetro de isolamento e que
podem desaparecer antes da chegada da polícia técnica.
11. Observar e descrever pessoas, armas, veículos, coisas, área,
locais específicos, bem como reconstituir mentalmente a ocorrência.
12. Elaborar o relatório.
• ALGEMAÇÃO
A
utilização
de
algemas
deve se
restringir
a
casos
excepcionais, quando haja, efetivamente, perigo de fuga ou
resistência por parte do preso. Fora daí, o uso desnecessário deste
instrumento fere a dignidade da pessoa humana, representando
uma ilegítima (e desautorizada) restrição a direito fundamental.
Atente-se que a já referida Lei de Execução Penal impõe a todas as
autoridades o respeito à integridade física e moral dos condenados
e dos presos provisórios (art. 40).
• TÉCNICAS DE ALGEMAÇÃO
a)Um preso: se estiver com o suspeito em posição de revista
contra a parede para algemá-lo proceda assim. algeme
primeiramente a mão direita do suspeito, com um movimento de
rotação traga esta mão para trás do corpo do suspeito e firme esta
mão junto ao corpo do suspeito. com a sua mão esquerda segure
os dedos da mão esquerda do suspeito e traga até a algema,
finalizando.
b) dois presos com dois pares de algemas: algeme-os com os
braços nas costas, sendo que o braço direito de um ficará cruzado
com o do outro, as palmas das mãos são sempre para fora ficando
dorso com dorso.
c) três presos com dois pares de algemas: algeme a mão
esquerda do que está no meio com a mão direita do que está à
direita dele. algeme a mão direita do que está no meio com a mão
esquerda do que está à esquerda dele.
• QUANDO FOR NECESSÁRIO
OBSERVAR O SEGUINTE:
O
USO
DE
ALGEMAS,
- Algemar o detido sempre com os braços para trás;
- Não apertar demais as algemas nos pulsos, pois poderá provocar
lesões.
- Quando tiver que conduzir dois detidos, algemar sempre o pulso
direito de um com o pulso direito do outro. Dessa forma dificultará
uma possível fuga.
• CONDUÇÃO DO DETIDO
A condução do DETIDO é a parte final da operação e mesmo
estando o indivíduo algemado deve-se ainda priorizar a segurança
do agente; muitas fugas são empreendidas com o indivíduo
algemado para tanto seguem algumas técnicas a serem utilizadas:
a) Condução a pé: o agente deverá passar o braço contrário
do qual usa sua arma pegando o pulso ou a corrente da algema e
colocando o seu cotovelo de encontro ao cotovelo do detido,
puxando para o seu lado e empurrando para frente, fazendo desta
forma uma alavanca. o agente passa o braço contrário do qual ele
usa a sua arma, encaixando o seu ombro sob a axila do detido e
pressionando para baixo.
b) Condução em viatura sem caixa ou descaracterizada:
o
detido jamais deverá ir sentado ao lado do motorista ou atrás do
mesmo e deverá sempre ser acompanhado por outro agente; em
caso de conduzir dois detidos algemados, deve o agente sentar-se
atrás do motorista e os detidos do seu lado direito algemados com
os braços para trás e cruzados, certificando-se de que as portas
encontram-se devidamente travadas.
c) Condução de detido em viatura com caixa / compartimento
apropriado: sempre que for conduzir detido em viatura com ou sem
caixa a algemação deve ser feita com as mãos do detido para trás.
Antes de colocar o detido na caixa verificar se a mesma encontra-se
em perfeitas condições de segurança , se não foi deixado
anteriormente por outro detido qualquer objeto que possa ser usado
para empreender fuga ou ataque ao detido que o está conduzindo.
Quando chegar ao local de destino, após retirá-lo da caixa,
novamente examinar a mesma para averiguar se o detido não
dispensou qualquer objeto pessoal ou que possa ser usado como
prova de crime , tais como : giletes , canivetes, facas, drogas ,
munição etc...
d)
Condução
dentro
da
delegacia:
Quando
da
movimentação de detido no interior da Delegacia, para que seja
ouvido em cartório, deve ser sempre feito com toda a segurança,
usando no mínimo dois agentes. Se o infrator estiver na cela, nunca
deve ser retirado dela sem antes ser algemado com as mãos para
trás. Antes de abrir as grades peça para que o preso aproxime-se e
vire com as mãos nas costas, proceda a algemação e só então abra
as grades. Antes ainda de abrir as agrades o agente deve ordenar
que os demais presos posicionem-se no fundo da cela. O agente
que for algemar o preso não deve estar portando a chave da cela, e
sim o agente que estiver lhe dando apoio.
• Para finalizarmos, segue algumas dicas para que não se
tenham ocorrências no plantão:
• Nunca deixe seu posto de serviço;
• Atentar para indivíduos suspeitos carregando objetos;
• Não se distrair com favores, jornais, revistas, rádios portáteis;
• Não agir sozinho, não banque o herói, chame reforços;
• Sempre avisar a chefia em caso de emergência;
• Mantenha-se informado e atualizado;
• Mantenha sempre a calma.
EXERCÍCIOS
Um vigilante deve ser capaz de identificar de forma precisa um local
de crime para conservá-lo inalterado e, ainda, descrever pessoas,
objetos, veículos, áreas e locais, recolher coisas e efetuar de
maneira clara e objetiva o registro de ocorrências. A respeito dos
procedimentos para preservar o local do crime, julgue os itens a
seguir.
• 1. (CESPE – TSE – 2006) Não se deve admitir trânsito de pessoas
em torno do lugar onde se verificou o delito.
• 2. (CESPE – TSE – 2006) Deve-se proteger os vestígios que
podem desaparecer pela ação dos elementos da natureza, como
manchas de sangue, pegadas digitais etc.
• 3. (CESPE – TSE – 2006) Caso existam objetos espalhados, devese concentrá-los em um único local para facilitar sua análise.
• 4. (CESPE – TSE – 2006) Não se deve permitir que se modifique a
posição do cadáver.
Entre as funções do agente de segurança está a responsabilidade
de realizar busca pessoal, ou seja, recolher pessoas em atitude
suspeitas
ou
comportamento
irregular.
Acerca
dessa
responsabilidade do agente de segurança, julgue os itens a seguir.
• 5. (CESPE – TSE – 2006) A busca preliminar é aquela que se
realiza em locais de acesso a eventos públicos ou a
estabelecimentos para os quais o regulamento exija tal providência.
• 6. (CESPE – TSE – 2006) Em caso de prisão em flagrante, a busca
deverá ser feita independentemente de ordem ou mandado.
•
7. (CESPE – TSE – 2006) A busca pessoal em mulher deverá ser
realizada por pessoa do sexo feminino. Caso essa pessoa não seja
agente de segurança, ela deverá ser instruída de como proceder em
relação às medidas de segurança pessoal.
•
8. (CESPE – TSE – 2006) A busca pessoal será sempre realizada
quando houver fundada suspeita de que a pessoa esteja de posse de
arma.
O tumulto é caracterizado, com maior ou menor intensidade, por um
grupo de pessoas exaltadas, em agitação intensa, que podem perder o
sentido da razão e do respeito às leis. A respeito de como deverá o
agente de segurança conter a situação de tumulto, julgue os itens
subseqüentes.
•
9. (CESPE – TSE – 2006) Quando o tumulto ocorrer em pátios
internos, deve-se afastar os participantes do local, dividi-los
primeiramente em grupos e depois dispersá-los.
•
10. (CESPE – TSE – 2006) Durante o controle, deve-se mobilizar o maior
número de agentes de segurança, que devem agir com determinação e
austeridade, e, caso necessário, usando até mesmo a força.
•
11. (CESPE – TSE – 2006) Comunicar o fato imediatamente ao órgão
policial.
•
12. (CESPE – TSE – 2006) A dispersão das pessoas deve ser realizada de
forma lenta, o que dará tempo aos agentes de segurança para coordenar a
retirada das pessoas do local do tumulto.
Em relação às técnicas operacionais da ação policial, julgue os itens a
seguir.
•
13. (CESPE – TRE/PA – 2007) Considere que uma equipe de três agentes
de segurança esteja efetuando uma abordagem à pessoa suspeita. Nesse
caso, dois deles devem concentrar-se no suspeito, e o terceiro deve
posicionar-se onde possa vigiar o perímetro, protegendo seus
companheiros e evitando aproximação de curiosos.
• 14. (CESPE – TRE/PA – 2007) Quando se realiza a revista de um
suspeito, sem auxílio, após o suspeito ter assumido a posição
contra a parede, o agente de segurança deve apoiar sua arma nas
costas ou no corpo do detido.
• 15. (CESPE – TRE/PA – 2007) Quando há necessidade de se
utilizar uma algema para dois detidos, deve-se algemá-los juntos,
entrelaçando seus braços de modo que a mão esquerda de um
encontre a mão direita do outro.
• 16. (CESPE – TRE/PA – 2007) Para utilizar a algema de forma
eficaz, o agente de segurança deve batê-la no punho do suspeito.
• 17. (CESPE – TRE/PA – 2007) Na busca pessoal ou revista, após a
imobilização do suspeito, deve-se fazer uma minuciosa busca na
seguinte seqüência: tornozelo, entre as pernas, sob o cinto, no cós
da calça, passando pela cintura, debaixo dos braços e no tórax.
•
18. (CESPE – TRE/PA – 2007) As medidas de prevenção a entradas
de pessoas não autorizadas são aquelas que visam impedir ou
detectar a entrada de alguém cujo objetivo seja praticar ato contra o
patrimônio na instalação. Nesses casos, a peça mais importante no
esquema de segurança é o serviço de guarda.
Considere que um assalto tenha ocorrido no turno de trabalho de um
agente de segurança, e que os assaltantes tenham levado uma quantia
muito grande em dinheiro. Nessa situação, a respeito da atitude que o
agente de segurança não deve ter, julgue os itens a seguir.
•
19. (CESPE – TRE/PA – 2007) Procurar impedir, por todos os meios, o
assalto, mesmo com a utilização de força.
•
20. (CESPE – TRE/PA – 2007) Isolar e preservar o local de crime.
•
21. (CESPE – TRE/PA – 2007) Arrolar testemunhas com todos os seus
dados qualificativos.
• 22. (CESPE – TRE/PA – 2007) Promover o imediato acionamento
do alarme.
• 23. (CESPE – TRE/PA – 2007) Repassar à polícia
responsabilidade da vigilância do local até sua liberação.
a
No que diz respeito às técnicas operacionais, julgue os itens
subseqüentes.
• 24. (CESPE – TJ/DF - 2008) Considere que um profissional de
segurança, em seu posto de serviço, tenha observado a presença
de um estranho, em atitudes suspeitas, rondando o edifício à
procura de uma possível entrada, e ostentando, sob as vestes, na
altura da cintura, um objeto volumoso, que poderia ser uma arma de
fogo. Nessa situação hipotética, cabe ao profissional de segurança
realizar, de pronto, a abordagem do indivíduo, levando em conta o
elemento surpresa.
• 25. (CESPE – TJ/DF - 2008) Considere que a equipe de segurança
de determinado órgão federal, ao suspeitar que um veículo que
acabara de deixar o prédio conduzia em seu interior documentação
sigilosa, subtraída do local minutos antes, tenha seguido o carro em
um veículo oficial, aguardando a oportunidade de abordá-lo. Nessa
situação hipotética, é correto afirmar que um dos locais adequados
para a abordagem deve ser uma via logo após uma elevação.
• 26. (CESPE – TJ/DF - 2008) São princípios gerais da abordagem:
segurança, surpresa, rapidez, ação vigorosa e unidade de
comando.
• 27. (CESPE – TJ/DF - 2008) As técnicas operacionais de
segurança recomendam que um preso de alta periculosidade, ao
ser apresentado em juízo para interrogatório, se acompanhado da
equipe de escolta, seja mantido sem algemas.
• 28. (CESPE – TJ/DF - 2008) Havendo a necessidade de se algemar
três presos com dois pares de algemas, recomenda-se, de regra, o
seguinte procedimento: algemar a mão esquerda do que está no
meio com a mão direita do que está à direita dele; após, algemar a
mão direita do que está no meio com a mão esquerda do que está à
esquerda dele.
• 29. (CESPE – TJ/DF - 2008) Para a realização de uma
a pé de um único suspeito por dois profissionais de
recomenda-se que a equipe de segurança adote
triangular, mantendo o suspeito no ápice do triângulo,
evitar fuga ou qualquer reação da pessoa abordada.
abordagem
segurança,
a posição
de modo a
• 30. (CESPE – TJ/DF - 2008) A revista pessoal realizada mediante o
apalpamento leve das vestes do suspeito e a verificação superficial
dos embrulhos e objetos por este portados são conceituadas como
busca circunstanciada.
•
31. (CESPE – TJ/DF - 2008) Considere que, no decorrer de um grande
evento aberto ao público, o serviço de segurança tenha detectado uma
pessoa portando uma arma de fogo de calibre restrito às forças
policiais. Nessa situação hipotética, para desestimular qualquer reação
do suspeito, a sua abordagem, em regra, deve ser feita, com rapidez,
no meio da multidão, mediante uso ostensivo de armas de fogo,
visando desestimular qualquer reação.
•
32. (CESPE – TJ/DF - 2008) A revista, eventualmente, poderá ser
estendida a veículos suspeitos ou conduzidos por pessoas suspeitas.
Nesses casos, são inspecionados portas, painel, porta-luvas, forro do
teto, motor, porta-malas, rodas, entre outros, recomendando-se que,
antes de abrir qualquer porta do veículo, seja examinado o local em
volta deste, à procura de indícios de crime ou objetos suspeitos.
•
33. (CESPE – TJ/DF - 2008) A abordagem a veículo é considerada de
extremo risco, em face da predominância de fatores que incluem a
desvantagem da equipe responsável e o controle limitado do interior do
veículo.
Em relação às técnicas operacionais, julgue os itens que se
seguem.
• 34. (CESPE – TST – 2008) Suponha-se que um profissional de
segurança tenha sido designado para realizar a escolta de um
preso de alta periculosidade durante o seu julgamento perante o
tribunal. Nessas circunstâncias, é recomendado que o preso seja
algemado no braço do segurança, de preferência do lado oposto ao
que este porta a arma.
• 35. (CESPE – TST – 2008) Suponha-se que dois profissionais de
segurança, em atividade de ronda, observem determinada pessoa
em atitude suspeita no estacionamento de um edifício, deixando
visualizar um volume acentuado em sua cintura, com características
de arma de fogo. Nessa situação, é aconselhável que, para a
realização da abordagem a essa pessoa, os seguranças adotem a
posição triangular, mantendo o suspeito no ápice do triângulo,
visando evitar possível reação ou tentativa de fuga.
•
36. (CESPE – TST – 2008) São princípios da abordagem: segurança,
surpresa, rapidez, ação firme e enérgica e unidade de comando.
•
37. (CESPE – TST – 2008) Suponha-se que, no decorrer de um
evento com significativo número de pessoas, seja necessária a
abordagem de determinado cidadão, suspeito de estar portando
ilegalmente arma de fogo. Nessa situação, é aconselhável que o
procedimento seja realizado no meio da multidão, por, no mínimo, seis
seguranças, os quais deverão agir conjuntamente, com as respectivas
armas em punho, visando, assim, evitar possível reação do suspeito ou
de quem, eventualmente, o esteja acompanhando.
•
38. (CESPE – TST – 2008) Na execução de uma revista pessoal, é
recomendável que o suspeito esteja de frente para a pessoa que
estiver realizando o procedimento, visando imprimir maior segurança
ao ato e manter sob intensa vigilância a pessoa abordada.
•
39. (CESPE – TST – 2008) Suponha-se que um profissional de segurança
de um órgão público tenha constatado, em inspeção de rotina, a porta da
tesouraria arrombada, e que, ao adentrar o recinto, tenha percebido que
uma gaveta havia sido arrombada e que valores que estavam nela
depositados tinham sido subtraídos. Nessa situação, deverá o profissional
adotar, entre outras, providências no sentido de preservar o local até que
se proceda ao competente exame pericial.
•
40. (CESPE – TST – 2008) As prioridades de segurança para uma
abordagem a um infrator devem obedecer à seguinte ordem: segurança do
público, segurança dos responsáveis pela diligência e segurança do
infrator.
•
41. (CESPE – TST – 2008) Considere-se que um indivíduo com graves
problemas mentais adentre uma repartição pública e, com uma faca em
punho, mantenha sob ameaça um atendente, fazendo exigências
descabidas e sem nenhum propósito. Considere-se, ainda, que um
profissional de segurança, devidamente armado, chegue ao local. Nessa
situação, o referido profissional de segurança deve ter como primeira opção
o uso da arma de fogo, na tentativa de neutralizar o ataque do agressor e
poupar a integridade física do atendente.
•
42. (CESPE – TST – 2008) Suponha-se que um profissional de segurança de
determinada repartição pública tenha flagrado um indivíduo no momento em
que tentava subtrair uma bolsa deixada por um funcionário sobre uma das
mesas da repartição. Suponha-se, ainda, que o profissional de segurança
tenha dado voz de prisão ao cidadão e o tenha apresentado à coordenação
de segurança para a sua condução à delegacia de polícia mais próxima.
Nessa situação, dispondo a referida coordenação de uma viatura
descaracterizada e sem cubículo apropriado para condução de presos, é
correto que o detido seja conduzido no banco dianteiro direito da viatura, ao
lado do motorista.
Acerca das técnicas operacionais empregadas para a segurança, julgue os
itens a seguir.
•
43. (CESPE – TRE/BA – 2010) Se o agente de segurança necessita fazer
uso de arma de fogo, antes de usá-la, o primeiro grupo de pessoas a ser
considerado é o público presente.
•
44. (CESPE – TRE/BA – 2010) Para realizar uma busca pessoal, ainda que o
revistado esteja deitado sobre o solo, o agente de segurança não poderá
algemá-lo para não lhe causar constrangimento.
Com relação às técnicas operacionais de segurança, julgue os itens
que se seguem.
•
45. (CESPE – MPU – 2010) A busca pessoal só pode ser realizada
mediante mandado, ainda que haja fundada suspeita de que uma
pessoa esteja na posse de armas proibidas ou de objetos ou papéis
que constituam corpo de delito.
•
46. (CESPE – MPU – 2010) Considere que, durante ronda em viatura
oficial, um agente suspeite de determinado carro parado em uma rua e
decida fazer uma abordagem. Nessa situação, o referido agente deve
parar a viatura oficial atrás do veículo suspeito, à distância aproximada
de dois metros, ou à esquerda do veículo, a um metro e meio, e nunca
defronte ou ao lado do veículo suspeito.
•
47. (CESPE – MPU – 2010) O agente encarregado de proceder à
busca preliminar deve tocar o suspeito antes que ele assuma a posição
contra a parede ou qualquer outra superfície vertical.
• 48. O profissional responsável pela realização de uma ação de
busca deve planejar toda a atividade, levando em consideração os
princípios da legalidade, simplicidade, rapidez, surpresa e
oportunidade.
• 49. Para a colocação de algemas em um detido, o agente deve
proceder da seguinte forma: posicionar as mãos do detido nas
costas dele, com as palmas voltadas para fora, mantendo-as juntas,
dorso com dorso, e colocar-lhe as algemas, cuja fechadura deve
ficar para fora, posicionada para baixo e travada.
CURSO ESPECÍFICO DE SEGURANÇA PARA
O TRE, TRT, TRF, STM, TJ, MPU E MPE
TEORIA E QUESTÕES CESPE/UnB
DISCIPLINAS QUE SERÃO ABORDADAS
* SEGURANÇA DE DIGNITÁRIOS;
* SEGURANÇA FÍSICA E PATRIMONIAL DE INSTALAÇÕES;
* ARMAMENTO E TIRO;
* TÉCNICAS OPERACIONAIS;
* DEFESA PESSOAL;
* RELAÇÕES HUMANAS;
* TRABALHO EM EQUIPE;
* QUALIDADE NO ATENDIMENTO AO PÚBLICO;
* PRIMEIROS SOCORROS;
* PREVENÇÃO E COMBATE A INCÊNDIO.
ARMAMENTO E TIRO
1. ARMA DE FOGO
1.1. CONCEITO
Dispositivo que impele um ou vários projéteis através de um
cano pela pressão de gases em expansão produzidos por uma
carga propelente em combustão.
1.2. CLASSIFICAÇÃO
1.2.1. Quanto à alma do cano
A alma é a parte oca do interior do cano de uma arma de fogo,
que vai geralmente desde a culatra até a boca do cano, destinada a
resistir à pressão dos gases produzidos pela combustão da pólvora
e outros explosivos e a orientar o projétil. Pode ser lisa ou raiada,
dependendo do tipo de munição para o qual a arma foi projetada.
A alma é raiada quando o interior do cano tem sulcos
helicoidais dispostos no eixo longitudinal, destinados a forçar o
projétil a um movimento de rotação.
Alma lisa
É aquela isenta de raiamentos, com superfície absolutamente
polida, como, por exemplo, nas espingardas. As armas de alma lisa
têm um sistema redutor (choque), acoplado ao extremo do cano,
que tem como finalidade controlar a dispersão dos bagos de
chumbo.
1.2.2. Quanto ao tamanho
Armas Curtas:
• Pistolas – Modernamente podemos conceituar pistola como arma
curta, raiada, portátil, semi-automática ou automática, de ação
simples, ação dupla, dupla ação e híbrida, com câmara no cano, a
qual utiliza o carregador como receptáculo de munição. Existem
pistolas de repetição que não dispõem de carregador e cujo
carregamento é feito manualmente pelo atirador.
• Revólveres – Arma curta de alma raiada ou lisa, portátil, de
repetição, na qual os cartuchos são colocados em um cilindro
giratório (tambor) atrás do cano, podendo o mecanismo de disparo
ser de ação simples ou dupla.
Armas Longas – Alma Raiada:
• Rifles – Termo muito comum, de origem inglesa, que significa o
mesmo que fuzil. Arma longa, portátil que pode ser de uso
militar/policial ou desportivo; de repetição, semi-automática ou
automática.
• Fuzil de Assalto – Fuzil Militar de fogo seletivo de tamanho
intermediário entre um fuzil propriamente dito e uma carabina.
• Carabina (Carbine) – Geralmente uma versão mais curta de um
fuzil de dimensões compactas, cujo cano é superior a 10 polegadas
e inferior a 20 polegadas (geralmente entre 16 e 18 polegadas).
• Submetralhadora – Também conhecida no meio Militar como
metralhadora de mão, é classificada assim por possuir cano de até
10 polegadas de comprimento e utilizar cartuchos de calibres
equivalentes aos das pistolas semi-automáticas.
• Metralhadora – Arma automática, que utiliza cartuchos de calibres
equivalentes ou superiores aos dos fuzis; geralmente necessita
mais de uma pessoa para sua operação.
Armas Longas – Alma Lisa:
• Espingardas - Arma longa, de alma lisa, que utiliza cartuchos de
projéteis múltiplos ou de caça.
1.2.3. Quanto ao sistema de carregamento
• Antecarga – Qualquer arma de fogo que deva ser carregada pela
boca do cano.
• Retrocarga – Arma de fogo carregada pela parte de trás ou
extremidade da culatra.
1.2.4. Quanto ao sistema de funcionamento
• Repetição – Arma capaz de ser disparada mais de uma vez antes
que seja necessário recarregá-la, as operações de realimentação
são feitas pela ação do atirador. Pode ser equipada com
carregador, tambor ou receptáculo (tubo).
• Semi-automático – Sistema pelo qual a execução do tiro se dá
pela ação do atirador (um acionamento da tecla do gatilho para
cada disparo); as operações de extração, ejeção e realimentação se
darão pelo reaproveitamento dos gases oriundos de cada disparo.
• Automático – Sistema pelo qual a arma, mediante o acionamento
da tecla do gatilho e enquanto esta estiver premida, atira
continuamente, extraindo, ejetando e realimentando a arma até que
se esgote a munição de seu carregador ou cesse a pressão sobre o
gatilho.
1.2.5. Quanto ao sistema de acionamento
• Ação simples – No acionamento do gatilho apenas uma operação
ocorre, o disparo; sendo que a operação de armar o conjunto de
disparo já foi feita antes.
• Ação dupla – No acionamento do gatilho ocorrem duas operações,
a primeira é o armar do conjunto de disparo e a segunda é o
disparo propriamente dito.
• Ação híbrida – A operação de armar o conjunto de disparo ocorre
em duas etapas, uma antes e outra depois do disparo.
1.2.6. Quanto ao tipo
•
De porte: É aquela que em razão do seu pouco peso e volume pode ser
acondicionada em um coldre.
•
Portátil: É aquela que em razão do seu peso e volume deve ser transportada
com auxílio de uma bandoleira.
•
Não Portátil: É aquela que em razão de seu peso e volume só pode ser
transportada embarcada em viaturas ou dividida em partes e transportada
por grupo de homens.
•
O dedo polegar agirá sobre a cabeça serrilhada do cão e fará com que
o mesmo gire para trás.
•
Quando o cão recua, força sua mola a curva-se. Simultaneamente a
noz do cão levanta o dente posterior superior do gatilho e
conseqüentemente o dente anterior abaixará. O dente anterior que age
sobre o retém do tambor faz com ele se abaixe liberando o tambor.
•
O impulsor do tambor, que faz sistema com o gatilho é levantado indo
impulsionar o tambor, dando-lhe um movimento de rotação (à
esquerda).
•
O dente superior posterior do gatilho se engraza no entalhe de
engatilhamento, mantendo o cão a retaguarda (arma engatilhada).
•
O atirador fazendo pressão sobre a tecla do gatilho, fará com que esse
gire um pouco mais, liberando o cão à frente por ação de sua mola. O
percussor aflorando no seu orifício irá ferir a cápsula do cartucho.
• OLHO DIRETOR
Mantendo os dois olhos abertos, focalize um objeto procure
apontar com indicador para esse alvo. A seguir feche um olho por
vez. O olho que visualizar seu dedo exatamente sobre o alvo é o
seu ―Olho Diretor‖, como é conhecido o olho bom de tiro.
• PRINCÍPIOS FUNDAMENTAIS PARA O TIRO
- São cinco os princípios fundamentais:
1- EMPUNHADURA;
2- POSIÇÃO DO CORPO;
3- RESPIRAÇÃO;
4- VISADA;
5- ACIONAMENTO DO GATILHO.
4. NORMAS DE SEGURANÇA
1. Somente aponte sua arma, carregada ou não, para onde
pretenda atirar;
2. NUNCA engatilhe a arma se não for atirar;
3. A arma NUNCA deverá ser apontada em direção que não ofereça
segurança;
4. Trate a arma de fogo como se ela SEMPRE estivesse carregada;
5. Antes de utilizar uma arma, obtenha informações sobre como
manuseá-la com um instrutor credenciado;
6. Mantenha seu dedo estendido ao longo do corpo da arma até
que você e esteja realmente apontando para o alvo e pronto para o
disparo;
7. Ao sacar ou coldrear uma arma, faça-o SEMPRE com o dedo
estendido ao longo da arma;
8. SEMPRE se certifique de que a arma esteja descarregada antes
de qualquer limpeza;
9. NUNCA deixe uma arma de forma descuidada;
10. Guarde armas e munições separadamente e em locais fora do
alcance de crianças;
11. NUNCA teste as travas de segurança da arma, acionando a
tecla do gatilho;
12. As travas de segurança da arma são apenas dispositivos
mecânicos e não substitutos do bom senso;
13. Certifique-se de que o alvo e a zona que o circunda sejam
capazes de receber os impactos de disparos com a máxima
segurança;
14. NUNCA atire em superfícies planas e duras ou em água, porque
os projéteis podem ricochetear;
15. NUNCA pegue ou receba uma arma, com o cano apontado em
sua direção;
16. SEMPRE que carregar ou descarregar uma arma, faça com o
cano apontado para uma direção segura;
17. Caso a arma ―negue fogo‖, mantenha-a apontada para o alvo
por alguns segundos. Em alguns casos, pode haver um
retardamento de ignição do cartucho;
18.SEMPRE que entregar uma arma a alguém, entregue-a
descarregada;
19. SEMPRE que pegar uma arma, verifique se ela está realmente
descarregada;
20. Verifique se a munição corresponde ao tamanho e ao calibre da
arma;
21. Quando a arma estiver fora do coldre e empunhada, NUNCA a
aponte para qualquer parte de seu corpo ou de outras pessoas ao
seu redor, só a aponte na direção do seu alvo;
22. Revólveres desprendem lateralmente gases e alguns resíduos
de chumbo na folga existente entre o cano e o tambor. Pistolas e
Rifles ejetam estojos quentes lateralmente; quando estiver atirando,
mantenha as mãos livres dessas zonas e as pessoas afastadas;
23. Tome cuidado com possíveis obstruções do cano da arma
quando estiver atirando. Caso perceba algo de anormal com o
recuo ou com o som da detonação, interrompa imediatamente os
disparos, descarregue a arma e verifique cuidadosamente a
existência de obstruções no cano; um projétil ou qualquer outro
objeto deve ser imediatamente removido, mesmo em se tratando de
lama, terra, graxa, etc., a fim de evitar danos à arma e/ou ao
atirador;
24. SEMPRE utilize óculos protetores e abafadores de ruídos
quando estiver atirando;
25. NUNCA modifique as características originais da arma, e nos
casos onde houver a necessidade o faça através armeiro
profissional qualificado;
26. NUNCA porte sua arma quando estiver sob efeito de
substâncias que diminuam sua capacidade de percepção (álcool,
drogas ilícitas, medicamentos);
27. NUNCA transporte ou coldreie sua arma com o cão armado;
28. Munição velha ou recarregada NÃO é confiável, podendo ser
perigosa.
5. CONDUTA NO ESTANDE DE TIRO
1. O SILÊNCIO é fator preponderante para segurança e deverá ser
observado rigorosamente na linha de tiro;
2. No estande de tiro a arma permanecerá SEMPRE
DESMUNICIADA E GUARDADA salvo sob comando expresso do
instrutor;
3. Todo procedimento de carregar, sacar, descarregar, inspecionar
e colocar a arma no coldre será SOB COMANDO DO INSTRUTOR,
sempre com o cano apontado para direção segura a critério do
instrutor;
4. SEMPRE obedeça ao comando do instrutor, fazendo tudo o que
for ordenado, NUNCA antecipe a execução de comando ou faça
qualquer coisa não comandada;
5. Em caso de qualquer incidente, permaneça DE FRENTE PARA
O ALVO com a arma apontada SEMPRE em direção ao alvo e
levante o braço oposto para que o instrutor possa atendê-lo;
6.No caso de haver mais de um candidato realizando a prova ao
mesmo tempo, mantenha SEMPRE o alinhamento com os outros
atiradores.
6. MANUTENÇÃO DE PRIMEIRO ESCALÃO
- Ao receber uma arma, verifique se todos seus parafusos estão fixos;
se necessário, aperte-os.
- Proteja sua arma contra impactos ou quedas, pois poderá apresentar
defeitos logo em seguida.
- Proteja sua arma contra umidade e quando isso acontecer,efetue a
manutenção logo em seguida.
- Nunca fechar sua arma girando o tambor, nem mesmo batendo, faça
de forma suave para evitar danos na arma e na vareta do extrator.
- Sempre use lubrificantes adequados para sua arma, não utilize
cera,óleo queimado, óleo comestível,etc.,porque poderá trazer danos
e até mesmo emperrar seu mecanismo.
- Não exponha sua munição à umidade e ao calor,armazene-a em
local seco e arejado.
- Não utilize munição quando seu projétil estiver solto ou afundado
no estojo.
- Nunca utilize munição com potência acima do indicado pelo
fabricante, ou feitas adaptações.
- Sempre que for efetuar a limpeza de arma, usar um pincel com um
umedecido com óleo diesel ou querosene, para retirada de
princípios de corrosão; após secá-las com pano macio e para sua
lubrificação, usar óleo próprio para armas, gotejando ou
pulverizando pequena quantidade nas áreas de atrito, retirando em
seguida o excesso.
- Externamente, para proteção de sua arma, passe um pano
levemente umedecido em óleo mineral, evitando assim, uma
corrosão.
- Habitue-se a efetuar a limpeza de sua arma periodicamente (se
possível uma vez por mês).
- Se efetuou tiros com sua arma, limpar o cano e as câmaras com
escova própria, para retirar o chumbado e em seguida passar um
pano embebido em óleo mineral, secando-os após.
- Após o término da limpeza de sua arma, é muito importantes que
a mesma fique bem seca, principalmente as câmaras do tambor,
para que não passe umidade aos cartuchos.
• PASSAGEM DE ARMA:
A passagem e recebimento da arma constituem-se em um
procedimento muito importante na segurança, uma vez tal
procedimento deve ser feito assim que se recebe ou passa o posto
de serviço. Existem diversas formas de se passar uma arma,
porém, desde que a mesma seja passada aberta e sem munições,
todas
elas
estarão
corretas.
apresentaremos o nosso padrão:
Conforme
as
fotos
abaixo,
EXERCÍCIOS
Acerca de armamento e tiro, julgue os itens.
• 1. (CESPE – TSE – 2006) O acionamento do cão da arma de fogo
deve ser realizado de forma lenta e progressiva até ocorrer o
disparo.
• 2. (CESPE – TSE – 2006) O tiro de ação simples é o mais
empregado e é realizado com uma pressão contínua, mas firme,
aplicada no gatilho até que o disparo seja executado.
• 3. (CESPE – TSE – 2006) A respiração pode influenciar na precisão
do tiro. Para realizar um controle da respiração, deve-se suspender
a respiração por segundos depois do disparo, para assim transferir
maior estabilidade à arma.
• 4. (CESPE – TSE – 2006) Quanto ao tipo, o revólver calibre 38 é
classificado como arma de porte.
Quanto à identificação de possíveis problemas no revólver calibre
38, julgue os itens a seguir.
• 5. (CESPE – TSE – 2006) Quando o revólver não desengatilha, o
dente posterior superior pode estar quebrado.
• 6. (CESPE – TSE – 2006) Um dos motivos de o tambor não girar é
porque o mergulhador está com a ponta quebrada.
• 7. (CESPE – TSE – 2006) Um corpo estranho no alojamento do
cartucho é uma das causas que impede a arma de extrair.
• 8. (CESPE – TSE – 2006) Quando a mola do cão quebra, a arma
não abre.
Julgue os seguintes itens, relativos à utilização de armas de fogo.
• 9. (CESPE – TRE/PA – 2007) Ao sacar uma arma, o atirador deve
fazê-lo sem o dedo no gatilho, mas transportando-a com o cão
armado.
• 10. (CESPE – TRE/PA – 2007) Em treinamento com arma de fogo,
o atirador deve atirar em superfícies planas e duras ou em água,
para evitar que os projéteis ricocheteiem.
• 11. (CESPE – TRE/PA – 2007) Os principais fundamentos do tiro
são empunhadura, posição, visada, respiração, acionamento da
tecla do gatilho.
• 12. (CESPE – TRE/PA – 2007) A arma somente pode ser apontada
para alguém em caso de legítima defesa ou no estrito cumprimento
do dever legal.
Acerca de conceitos e técnicas de armamento e tiro, julgue os itens
a seguir.
• 13. (CESPE – TJ/DF - 2008) Os termos alça de mira, alma e estojo
correspondem, respectivamente, a: dispositivo situado na parte
posterior de uma arma destinado a permitir a visada; face interna do
cano de uma arma; e corpo cilíndrico, cônico ou em forma de
garrafa da munição, onde se alojam o projétil, a pólvora e a
espoleta.
• 14. (CESPE – TJ/DF - 2008) Arma de fogo é um instrumento que
lança, por meio de um cano, um projétil, propelido pela expansão
dos gases provenientes da queima de pólvora dentro de uma
câmara.
• 15. (CESPE – TJ/DF - 2008) Considere que um profissional de
segurança que porte um revólver de ação dupla entre em confronto
armado com um oponente apontando arma de fogo em sua direção.
Nessa situação, para garantir a própria defesa, o profissional deve
sacar seu revólver e engatilhar o cão da arma antes de disparar,
pois, para o acionamento do primeiro disparo, os revólveres só
funcionam em ação simples.
• 16. (CESPE – TJ/DF - 2008) O calibre de uma munição vem
expresso em polegadas ou milímetros, conforme o sistema de
medida adotado, que pode ser o sistema inglês e(ou) norteamericano, em polegadas, e o sistema europeu, em milímetros.
• 17. (CESPE – TJ/DF - 2008) A visada, uma das condicionantes
para o sucesso do tiro, consiste no correto enquadramento de
miras, obtido quando se faz o encaixe visual e geométrico da massa
de mira dentro da alça de mira e destas duas sobre o alvo.
•
18. (CESPE – TJ/DF - 2008) O desmuniciamento de um revólver para
uma pessoa destra deve ser feito da seguinte forma: o usuário deve
abrir o tambor, apertando o botão de liberação ou botão serrilhado com
o dedo polegar direito e forçando com os dedos da mão esquerda o
movimento de abertura do tambor rotativo; em seguida, e ainda com a
mão esquerda, ele deve apertar o extrator ou vareta, liberando as
munições alojadas nas câmaras.
•
19. (CESPE – TJ/DF - 2008) Considere que um profissional de
segurança, ao ter passado seu posto para um colega, tenha entregue a
ele a arma de fogo destinada à utilização em serviço, garantindo-lhe
que ela estava desmuniciada. O colega que recebeu a arma confiou
nas informações que lhe foram passadas e anotou-as em seu relatório
de atividades. Nessa situação hipotética, este profissional agiu
corretamente, pois reforçou a cadeia de responsabilidade que permeia
as atividades da equipe de segurança.
•
20. (CESPE – TJ/DF - 2008) São fundamentos do tiro: destreza,
rapidez, empunhadura, posição e visada.
• 21 . (CESPE – TJ/DF - 2008) Na linguagem popular, o termo
escopeta é denominação genérica de todo e qualquer tipo de arma
longa, entre as quais se incluem o rifle e a metralhadora de mão.
Em relação às técnicas de armamento e tiro, julgue os itens que se
seguem.
• 22. (CESPE – TST – 2008) Quanto à alma do cano de uma arma de
fogo, é correto afirmar que armas de alma raiada são aquelas que
apresentam o cano, em seu interior, raiado em sulcos helicoidais
dispostos no eixo longitudinal, destinados a forçar o projétil a um
movimento de rotação.
• 23. (CESPE – TST – 2008) O revólver é uma arma de fogo
individual, de repetição, de antecarga, com alma raiada e que
possui, em regra, sistema de funcionamento de ação simples.
• 24. (CESPE – TST – 2008) Quanto à conservação de uma arma de
fogo, aconselha-se o uso abundante de óleo lubrificante em seu
cano e demais mecanismos, visando, assim, imprimir maior
velocidade ao projétil no momento do disparo.
Acerca de armamento e tiro, julgue os itens subseqüentes.
• 25. (CESPE – TRE/BA – 2010) Se, em uma abordagem de busca
pessoal, o cidadão a ser revistado fugir, então essa atitude de fuga
caracterizará ato de agressão, que justificará o emprego de arma de
fogo por parte do agente de segurança.
• 26. (CESPE – TRE/BA – 2010) Os revólveres são classificados
como armas de repetição.
• 27. (CESPE – TRE/BA – 2010) Tanto nas armas automáticas como
nas semi-automáticas, a ação de disparo é automática.
• 28. (CESPE – TRE/BA – 2010) A utilização de arma de fogo exige
treinamentos; um deles consiste em desenvolver a capacidade de
atirar estando com os dois olhos abertos, pois, em confrontos
armados e à curta distância, o agente de segurança pode não ter
tempo suficiente de efetuar o enquadramento da visada.
• 29. (CESPE – TRE/BA – 2010) Se o agente de segurança tiver de
utilizar sua arma de fogo, deve sacá-la com o dedo no gatilho.
No que se refere a armamento e tiro, julgue os itens a seguir.
• 30. (CESPE – MPU– 2010) De acordo com as regras de segurança,
não se deve atirar em água, em rocha ou em quaisquer superfícies
nas quais os projéteis possam ricochetear.
• 31. (CESPE – MPU– 2010) Ao sacar uma arma de fogo, o agente
de segurança deve manter o dedo fora da tecla do gatilho e, para
facilitar a reação a qualquer ameaça, deve manter a arma com o
cão armado.
• 32. (CESPE – MPU– 2010) Denomina-se ação dupla a capacidade
de disparo de uma arma portátil cada vez que o gatilho é puxado,
sem que seja preciso armar manualmente o cão ou o percussor
entre os disparos.
CURSO ESPECÍFICO DE SEGURANÇA PARA
O TRE, TRT, TRF, STM, TJ, MPU E MPE
TEORIA E QUESTÕES CESPE/UnB
DISCIPLINAS QUE SERÃO ABORDADAS
* SEGURANÇA DE DIGNITÁRIOS;
* SEGURANÇA FÍSICA E PATRIMONIAL DE INSTALAÇÕES;
* ARMAMENTO E TIRO;
* TÉCNICAS OPERACIONAIS;
* DEFESA PESSOAL;
* RELAÇÕES HUMANAS;
* TRABALHO EM EQUIPE;
* QUALIDADE NO ATENDIMENTO AO PÚBLICO;
* PRIMEIROS SOCORROS;
* PREVENÇÃO E COMBATE A INCÊNDIO.
DEFESA PESSOAL
• CONCEITO:
É uma técnica de reação na qual o individuo reprime injusta
agressão atual ou iminente usando os meios necessários e
disponíveis moderadamente, visando resguardar a integridade
física.
• FUNDAMENTOS:
1) Auto Controle – para adquirir confiança, controle da dor, rapidez
mental;
2) Controle do Adversário – onde se estudam as melhores
técnicas a serem utilizadas;
2.1) Princípio da Repetição: É necessário repetir tantas vezes
quanto forem necessárias para incorporar a técnica, fazendo que o
tempo entre você pensar e agir seja cada vez menor. O movimento
deve ser o mais natural possível, a reação deve ser imediata.
Chamamos isso de movimento instintivo/reflexivo.
2.2) Princípio da Dor: A dor é o domínio sobre o seu adversário,
quanto maior a dor, maior será o domínio. Podemos utilizar a dor
para fazer o adversário ficar paralisado, destruir sua integridade
física ou para distraí-lo. Este talvez seja o principal princípio para o
controle do adversário.
2.3) Princípio da Adaptação: Não é o fator de domínio do
adversário que se adapta a técnica, mas a técnica se molda ao
adversário. Conhecer os detalhes que fazem a técnica ser efetiva é
fundamental, poder adaptá-la ao adversário é a diferença entre
viver ou morrer.
2.4) Princípio da Mudança: Quando uma técnica não der resultado,
mude para outra técnica. O adversário está dificultando a realização da
técnica? Você tenta aplicar uma torção e não consegue? Mude a
técnica para um soco ou cotovelada, ou altere a alavanca, somando a
força do adversário à sua.
2.5) Princípio da Versatilidade: Uma técnica para várias situações,
várias técnicas para uma situação. Quanto maior a versatilidade e
conhecimentos do lutador, maiores serão suas chances.
―Você luta de acordo com o seu treinamento‖. Se a vida inteira apenas
fizer simulações, nunca saberá se está apto a se defender. É
necessário fazer lutas o quanto mais próximas da realidade for
possível. Luta de pé, luta de solo, chaves, projeções, imobilizações,
movimentações, etc. Quanto maior for sua versatilidade, melhores
serão suas chances. É importante que os golpes sejam defendidos na
origem, isto é, quando o golpe está sendo armado. As noções de
distância e momento são os principais fatores determinantes do êxito
contra as agressões.
3) Controle da Situação – onde se estuda o melhor momento para
a reação.
A correta avaliação do risco depende da somatória de seis pontos:
3.1) O que o criminoso quer, tente perceber quais são suas
intenções;
3.2) O que você têm a oferecer a ele, muitos criminosos matam
apenas porque a vítima não tem dinheiro;
3.3) Qual risco você representa ao criminoso, o criminoso não
hesitará em atirar se em algum momento você esboçar uma reação
(muitas mulheres perderão a vida em cruzamentos por acelerar o
carro tentando fugir de um roubo);
3.4) Qual o comportamento que ele demonstra (nervoso, drogado,
irritado, etc.);
3.5) Quais as chances de êxito do crime perante as dificuldades
apresentadas até o momento (analise a distância que o separa do
marginal, qual o tipo de armamento utilizando, quantas pessoas
estão envolvidas, etc.);
3.6) Como os criminosos têm agido ultimamente – modus operandi
– sabendo que os marginais ultimamente têm matado suas vítimas
pode ser que a melhor escolha seja reagir.
Analisando estes seis pontos de dois prismas: do seu e do
criminoso, ou seja, se você fosse o criminoso, com a provável
situação sócio-econômica dele, o que pensaria e o que faria?
•
CLASSIFICAÇÃO:
A Defesa Pessoal divide-se de seguinte forma:
•
Preventiva – Antecipar –se ao fato ou situação, chegando primeiro não
permitindo que eles aconteçam.
•
Ostensiva – Estar sempre atento a tudo e a todos ao seu redor, fazendo–
se notar o estado de alerta.
•
Repressiva – Ação propriamente dita, hora de entrar para cobrir a situação
ou fato. A Defesa Pessoal também pode ser verbal quando a situação é de
ofensa moral.
• ARTE MARCIAL UTILIZADA:
A disciplina de defesa pessoal foi baseada principalmente em
uma arte marcial japonesa chamada Judô. Judô é a junção de dois
ideogramas – JU – que significa suave e DO – que significa
caminho – a tradução literal seria ―caminho suave‖. É importante
salientar que os objetivos do Judô são a queda perfeita (esse golpe
é chamado de Ippon), a imobilização do adversário e submissão
através de chaves ou estrangulamentos.
• TÉCNICAS DE JUDÔ
As projeções podem ser muito eficientes no combate corpo-acorpo, desde que você siga algumas regras:
1. Aproveite a força do adversário para lançá-lo ao solo,
2. Não haja competição de força,
3. Sempre entre no adversário com base forte e bem equilibrado,
4. Cause desequilíbrio no adversário através de alavanca e projeteo ao solo.
As projeções podem ser utilizadas para lesionar gravemente o
adversário, para controlar uma agressão de forma moderada,
ou para simplesmente ganhar tempo enquanto o adversário se
levanta.
O judô tem três princípios importantes que devemos conhecer para
melhor compreender e aplicar as técnicas:
a) Desequilíbrio – também chamado ―kuzushi‖ em japonês.
Como explicado anteriormente um dos objetivos do Judô é a queda
perfeita, desta forma, procuramos desequilibrar o adversário para
aplicar mais facilmente esse golpe.
b) Uso de alavancas – com a utilização de alavancas que
trabalham com centro de gravidade do ser humano, conseguimos
erguer adversários maiores com extrema facilidade. Um dos pontos
mais difíceis de ensinar para os vigilantes é exatamente o uso
correto das alavancas.
c) Usar a força do adversário contra ele mesmo – vale a
pena lembrar de outro ditado: ―Se o adversário o empurra, você
puxa; se o adversário o puxa, você o empurra‖ – não há explicação
melhor para exemplificar esse principio.
PONTOS VULNERÁVEIS DO CORPO HUMANO
•
•
•
•
•
•
•
•
•
Olhos;
Nariz;
Têmporas;
Garganta (pomo de Adão);
Mandíbula (queixo);
Fossa subesternal;
Processo xifóide;
Órgãos genitais;
Joelhos.
PRINCIPAIS TÉCNICAS DE DEFESA PESSOAL
- Técnicas de rolamentos;
Diminui impacto do corpo contra o solo
Existem várias formas de rolar, todas com um mesmo objetivo:
preservar a cabeça e coluna vertebral do praticante.
O rolamento para utilização do segurança privada se dá
basicamente em três condições: quando se encontrar em
obrigatoriedade de saltar algum objeto para buscar proteção no
mesmo, sair da linha de tiro, dificultando a mira do marginal,
diminuindo a chance de ser alvejado, ou para amortecer uma queda
ao solo.
- CHAVES DE BRAÇO
Algumas regras para aplicar uma chave de braço com maior
segurança:
1 – Antes de sair do ponto estratégico, verifique o local para analisar
corretamente a situação como um todo. Muitos marginais utilizam
―confusões‖ para tirar a atenção do vigilante a fim de surpreendê-lo (―boi de
piranha‖);
2 – Sempre peça a um companheiro fazer dar cobertura na abordagem de
um suspeito;
3 – Para controlar uma pessoa podemos utilizar a técnica ou da força física
superior, não tendo domínio técnico o mais forte da equipe deve fazer a
abordagem;
4 – Quando a técnica não funcionar, mude imediatamente a técnica, se
preciso ao invés de tentar controlar, aplique um golpe contundente para
imobilizar o agressor.
Existem basicamente três áreas de combate com facas:
a) Área de Risco – onde o adversário e o combatente não podem
desferir ataques, porém, pela proximidade permite encurtar a
distância em pouquíssimo tempo. A área varia de acordo com o
número de atacantes.
b) Área de Combate Primário/ Engajamento – onde é possível
desferir ataques, porém evita-se a luta corpo-a-corpo;
c) Área de Combate Corpo-a-Corpo – onde se utiliza agarrões,
projeções, imobilizações, cotoveladas, etc. em lutas de faca contra
faca, essa distância deve ser evitada (maior possibilidade de
cortes).
EXERCÍCIOS
O agente de segurança deve possuir conhecimento de defesa
pessoal para que possa desarmar pessoas e defender-se contra
agressões feitas com ou sem arma. Acerca desse assunto, julgue
os itens seguintes.
• 4. (CESPE – TSE – 2006) É importante que os golpes sejam
defendidos na origem, isto é, quando o golpe está sendo armado.
• 5. (CESPE – TSE – 2006) As noções de distância e momento são
os principais fatores determinantes do êxito contra as agressões.
• 6. (CESPE – TSE – 2006) Quando o agressor se aproxima portando
um cassetete, desferindo golpes à distância, parar o golpe, sem
uma proteção, é arriscado; o melhor é desviar-se para provocar o
desequilíbrio do agressor e, assim, poder dominá-lo.
•
7. (CESPE – TSE – 2006) Ao se deparar de frente com um suspeito, devese dar um empurrão de forma sincronizada nos ombros dele, obrigando-o a
girar. Em seguida, deve-se introduzir um dos braços pelas costas e por
entre os braços do suspeito, com o qual irá segurar os dois braços dele e,
com a outra mão, irá apoiar no ombro, forçando-o para trás.
Com relação à defesa pessoal, julgue os seguintes itens.
•
8. (CESPE – TSE – 2006) Considere que um agente de segurança esteja
sem algema e precisava conduzir o autor de um delito até o local
apropriado. Nessa situação, para evitar a fuga, é correto o uso de uma
chave de braço, introduzindo os braços invertidos na altura do peito do
criminoso, torcendo e puxando-o para si; um braço irá prender o braço dele
nas costas e, com o outro, será aplicada a gravata, segurando na camisa,
se esta existir.
•
9. (CESPE – TSE – 2006) Quando o agente de segurança sabe executar
os rolamentos e as quedas, ele pode diminuir o impacto do corpo contra o
solo em situações operacionais em que possa sofrer algum tipo de queda,
minimizando, assim, lesões causadas por tais quedas.
• 10. (CESPE – TSE – 2006) Orelha, têmporas, olhos, nariz,
antebraço, garganta e mandíbula são exemplos de pontos
vulneráveis do corpo humano.
• 11. (CESPE – TSE – 2006) Considere que, durante uma
abordagem, um agente de segurança, estando de frente a um
suspeito, tenha sido atingido por um tapa deferido pelo suspeito.
Nessa situação, o agente não seria alcançado se antecipasse com
um passo para o lado da agressão, defendendo-se com o braço, e,
com o outro, abraçasse o pescoço do agressor, projetando-o ao
solo para imobilizá-lo.
• 12. (CESPE – TSE – 2006) Uma forma de defender-se de um soco
frontal é esquivar-se para sair do raio de ação do soco, de forma a
aproximar-se do agressor, agarrando-lhe as duas pernas e
projetando-o para trás.
•
13. (CESPE – TSE – 2006) No momento em que um agressor estiver
agarrando um agente de segurança por trás e por cima dos braços, o
agente deverá cair em base, segurando os braços do agressor com os
seus braços, com os punhos cerrados, mover o quadril para o lado e
passar uma das pernas por trás do agressor, agarrando-o na altura do
quadril, projetando-o para trás e em direção ao solo.
•
14. (CESPE – TSE – 2006) Para que um agente de segurança realize a
defesa contra arma de fogo (revólver ou pistola), ele deve estar bem
treinado e adotar as posturas de diminuir a distância, bloqueio, saída da
linha de tiro, antecipação, tomada da arma, afastamento e enquadramento.
Acerca das técnicas de defesa pessoal, julgue os itens subseqüentes.
•
15. (CESPE – TRE/PA – 2007) Ao imobilizar um suspeito para o uso de
algema, o agente de segurança deve, após a projeção, com o suspeito
deitado no chão e com o braço estendido e dominado na altura do peito,
fazer uma troca de mãos, iniciando uma torção a partir do pulso, forçando-o
a virar em decúbito ventral, para realizar a montada nas costas.
•
16. (CESPE – TRE/PA – 2007) Para conduzir um suspeito detido até o
local apropriado, sem utilizar algemas, deve-se introduzir os braços
invertidos na altura do cotovelo do suspeito, torcendo e puxando-o para si,
de modo que um braço prenda o braço dele nas costas e o outro aplique a
gravata, segurando na camisa.
•
17. (CESPE – TRE/PA – 2007) Um agente de segurança surpreendido por
um meliante que tenta agarrá-lo por trás deve, no momento em que o
agressor estiver agarrando-o, cair em base, segurando os braços do
agressor com os seus, com os punhos cerrados, tirar o quadril de lado e
passar uma das pernas por trás do agressor, agarrando as duas pernas
dele na altura dos joelhos, projetando-o para trás e ao solo, de modo a
imobilizá-lo e a colocar-lhe a algema.
•
18. (CESPE – TRE/PA – 2007) Quando um suspeito que porta uma faca
ataca o agente de segurança por baixo, visando a região do abdome, o
agente deve antecipar-se dando um passo para frente, e, com o braço do
mesmo lado da agressão, irá defender-se do golpe enquanto, com a outra
mão, pega na altura do cotovelo do suspeito, torcendo e puxando-o para si,
aplicando-lhe uma chave de braço, obrigando-o a largar a faca.
Em relação à segurança individual, julgue os itens a seguir.
•
19. (CESPE – MPE/AM – 2008) Nas defesas contra arma de fogo, deve-se
ir de encontro ao agressor em posição de base, antecipando-se à armação
do ataque.
•
20. (CESPE – MPE/AM – 2008) Os fatores de êxito contra a agressão a
mão armada são a noção de distância, o momento da reação e o cuidado
de afastar-se do adversário.
•
21. (CESPE – MPE/AM – 2008) As técnicas de estrangulamento
possibilitam que um suspeito, mesmo sendo mais forte que o segurança,
seja dominado e colocado em situação na qual não consiga opor
resistência, o que permite o controle de suas ações, facilita a imobilização e
a colocação da algema.
•
22. (CESPE – MPE/AM – 2008) Pancadas em pontos vulneráveis do corpo
humano, como têmporas, fossa subesternal e processo xifóide, devem
preceder as ações de defesa na tentativa de inibir a agressão.
•
23. (CESPE – MPE/AM – 2008) O procedimento de defesa em caso de
agressão com faca na altura do peito consiste em impedir que o agressor recue
e aumente a distância que o separa do alvo; permanecer imóvel e prestar a
máxima atenção à mão armada; estabelecer uma base sólida, afastando a
perna direita e, no momento do ataque, defender-se com o antebraço
esquerdo, segurar o pulso do agressor e aplicar uma chave de braço.
No que concerne à defesa pessoal, julgue os próximos itens.
•
24. (CESPE – TJ/DF - 2008) Permite-se, na área de segurança física e pessoal,
o uso de armas não-letais como recurso valioso para a defesa pessoal ou de
terceiros, pois elas possibilitam a neutralização da ação delituosa, sem a
necessidade do contato físico. São exemplos de armas não-letais: espargidor
de pimenta, bastões de choque e granadas de efeito moral.
•
25. (CESPE – TJ/DF - 2008) Um dos princípios básicos da defesa pessoal é a
utilização da própria força física visando desviar a força do oponente, o que
coloca em desvantagem pessoas do sexo feminino ou de pequena compleição
física.
•
26. (CESPE – TJ/DF - 2008) A defesa pessoal é uma técnica de reação
a uma agressão atual ou iminente; todavia, o profissional de segurança
deve sempre utilizar, em resposta a situações de agressão, força
proporcional e imediata à violência perpetrada, sob pena de que seu
ato seja caracterizado como abuso ou excesso de autoridade.
A respeito de defesa pessoal, julgue os itens seguintes.
•
27. (CESPE – TRE/BA – 2010) Nas técnicas de defesa pessoal,
segundo o princípio da adaptação, não é o fator de domínio que se
adapta à técnica e sim a técnica que se adapta ao adversário.
•
28. (CESPE – TRE/BA – 2010) Os agentes de segurança devem ter
uma postura preventiva, profissional e agir conforme procedimentos
operacionais definidos, pois uma boa postura é fator inibidor e,
freqüentemente, a simples presença do agente evita que a segurança
seja comprometida.
No que se refere às técnicas de defesa pessoal, julgue os itens a seguir.
•
29. (CESPE – MPU – 2010) Considere que, em um ataque surpresa, um
criminoso tenha agarrado, pelas costas e por baixo dos braços, o agente de
segurança de uma organização, com a intenção de imobilizá-lo. Nessa
situação, uma das técnicas recomendadas para reagir à agressão é a
chave de dedo, que consiste em pegar o dedo do agressor e girá-lo até que
ele se solte.
•
30. (CESPE – MPU – 2010) Considere que um agente de segurança
perceba que um agressor, portando um pedaço de pau, caminhe em sua
direção, com a intenção de acertar-lhe a cabeça. Nessa situação, para
evitar a agressão, o referido agente deve encurtar a distância em relação
ao agressor, segurar o seu braço e aplicar-lhe um contra-ataque
simultâneo, surpreendendo-o.
•
31. (CESPE – MPU – 2010) As técnicas de projeção são utilizadas para
lesionar gravemente o agressor, para controlar uma agressão de forma
moderada, ou para simplesmente ganhar tempo enquanto o agressor se
levanta.
CURSO ESPECÍFICO DE SEGURANÇA PARA
O TRE, TRT, TRF, STM, TJ, MPU E MPE
TEORIA E QUESTÕES CESPE/UnB
DISCIPLINAS QUE SERÃO ABORDADAS
* SEGURANÇA DE DIGNITÁRIOS;
* SEGURANÇA FÍSICA E PATRIMONIAL DE INSTALAÇÕES;
* ARMAMENTO E TIRO;
* TÉCNICAS OPERACIONAIS;
* DEFESA PESSOAL;
* RELAÇÕES HUMANAS;
* TRABALHO EM EQUIPE;
* QUALIDADE NO ATENDIMENTO AO PÚBLICO;
* PRIMEIROS SOCORROS;
* PREVENÇÃO E COMBATE A INCÊNDIO.
SEGURANÇA FÍSICA
E
PATRIMONIAL DE INSTALAÇÕES
1.0 - Introdução
2.0 - Base Teórica
2.1 - Princípios
Há certo número de conceitos que possuem valor empírico e
que devem ser aplicados com intensidades diferentes de acordo
com cada situação. Delinearam 14 conceitos de segurança,
calcados na visão feudal dos castelos europeus medievais, os quais
tinham barreiras sucessivas de proteção em torno do seu ponto
mais valioso, a torre principal.
• 1° - Um sistema de segurança compreende um conjunto de
medidas que se sobrepõem.
• 2° - A importância de um sistema de segurança é função das
ameaças que pesam sobre o que ele protege.
• 3° - A fraqueza de um sistema de segurança mede-se por seu
ponto mais fraco.
• 4° - Um sistema de segurança deve reduzir ao máximo a
demora de intervenção da defesa e retardar ao máximo a
possibilidade de agressão.
• 5° - O acesso às informações sigilosas é limitado unicamente
às pessoas que têm necessidade de conhecê-las em razão de
suas funções.
6° - As pessoas vulneráveis não devem ter acesso às
informações sigilosas.
• 7° - Os riscos devem ser agrupados e segredos divididos.
• 8° - Trancados ou não, os bens a serem protegidos devem
estar sempre colocados sob uma responsabilidade bem
definida.
• 9° - Tudo que serve para proteger um segredo é secreto.
• 10°- Todo sistema de segurança deve comportar, no mínimo,
um elemento de surpresa para o agressor.
• 11°- As medidas de segurança jamais devem atrapalhar a
marcha da empresa.
12°- A segurança deve ser compreendida, admitida e aprovada
por todos.
• 13°- A defesa é sempre moral.
• 14°- A segurança exige um entendimento harmonioso no
interior da empresa.
• 2.2- Classificação Geral
•
2.4- Compartimentação.
Caso as instalações que precisem ser protegidas cubram uma
área física muito extensa, sua segurança como um todo pode não
ser possível por questão de custos. Os custos podem ser
diminuídos se a área for dividida em partes e as partes mais
importantes e sensíveis possuírem proteção adequada. Essa
técnica é conhecida como ―compartimentação‖ e consiste em
proteger várias áreas menores dentro de uma área maior.
A partir desse conceito se pode também classificar as áreas
segundo um critério de criticidade, ou seja, o quanto a violação
dessa área interfere no negócio da empresa. Uma classificação
muito usada hoje em dia utiliza cores para definir as áreas,
conforme o quadro seguinte:
• 2.5 – Acesso não autorizado
2.5.1 - Entrada forçada
2.5.2 - Entrada consentida
• 2.6 - Controle de acesso de segurança
É um dos pontos mais importantes na prevenção e proteção
contra os riscos derivados das atividades anti-sociais. É hoje uma
das áreas de segurança com maior índice de crescimento com uma
oferta e uma demanda absolutamente crescentes. O controle de
entradas permitidas apóia-se basicamente em dois sistemas: o de
identificação e o de guarda.
•
2.7 - Crachás
•
2.8- CPTED
CPTED é um acrônimo, na língua inglesa, para Crime Prevention
Through Environmental Design, ―Prevenção de Crimes por meio de Projetos‖.
•
2.8.1 - Princípios gerais
a. Vigilância natural
b. Reforço territorial
c. Controle de acesso natural
d. Manutenção
• 2.9 - Triângulo do Roubo
É a teoria segundo a qual um ato ilícito somente ocorre se três
fatores estiverem presentes, quais sejam:
DESEJO = Está ligado a características culturais ou a efeitos da
propaganda atuando no subconsciente do indivíduo;
MOTIVAÇÃO = Está ligada ao raciocínio, à capacidade de planejar
a ação;
OPORTUNIDADE = Está ligada ao ambiente, à maneira como as
coisas estão dispostas. Os dois primeiros fatores atuam
internamente no ser humano e modificá-los torna-se uma tarefa
difícil, pois lidamos com aspectos da psicologia humana. O terceiro
fator é externo, ligado ao ambiente.
• 3.0 – Meios de segurança física.
• Medidas de Segurança:
São medidas necessárias para garantir a funcionalidade do
sistema preventivo de segurança. Constituem verdadeiros
obstáculos, quer seja por barreiras e equipamentos, quer seja pela
ação humana, para inibir, dificultar e impedir qualquer ação
criminosa.
a) Medidas Estáticas
b) Medidas Dinâmicas
• 3.1 – Barreiras
Barreiras de Segurança
As barreiras de segurança têm por objetivo implementar o
conceito de perímetro, segmentado as áreas físicas ou lógicas,
oferecendo níveis de resistência e proteção complementares e
crescentes.
•
•
•
•
•
•
a) Desencorajar
b) Dificultar
c) Discriminar
d) Detectar
e) Deter
f) Diagnosticar
A segurança física utiliza um combinado de barreiras, cada
uma com um propósito específico, o que inclui barreiras naturais e
estruturais.
- Barreiras naturais:
- Rios e fossos
- Alagadiços
- Montanhas
- Barreiras estruturais:
• A criação de barreiras de proteção serve para:
1°) Prevenir a entrada de pessoas e veículos de forma indesejada.
2°) Prevenir saídas indesejadas.
3°) Definir zonas de isolamento para áreas sensíveis.
4°) Prevenir o acesso de pessoas a áreas restritas internas.
• 3.2 - Benefícios do uso de barreiras
São quatro os benefícios do uso de barreiras:
1°) Benefício psicológico.
2°) Diminui a necessidade de pessoal de segurança.
3°) Canaliza o fluxo de pessoas.
4°) Causam confusão no invasor.
•
3.3 – Cercaduras
Para melhorar a segurança de uma cercadura, os seguintes pontos
devem ser considerados:
1) Postes, árvores, caixas ou quaisquer outros objetos junto à cercadura
podem ser utilizados pelo agressor para escalá-la.
2) Escadas deixadas junto à cercadura.
3) Cercaduras conjugadas com a de outra propriedade, ou que se toquem
em pontos específicos, representam perigo extra.
4) Deve-se ter especial atenção quando a cercadura toca em outras
edificações.
• 3.4 – BDV
• 3.5 - Eclusas
• 3.6 – Portões
• 3.7 – Iluminação
A iluminação de segurança possui como características gerais:
1º) É relativamente barato mantê-la.
2º) Permite reduzir a necessidade de forças de segurança.
3º) Permite proteção pessoal para a força de segurança reduzindo o
elemento de surpresa para o intruso.
4º) Requer menor intensidade que a luz de trabalho.
• 3.8 - Vigilantes
Emprego de meios humanos.
A vigilância patrimonial é uma atividade autorizada, controlada
e fiscalizada pelo Departamento de Polícia Federal, desenvolvida
por pessoas capacitadas através de Cursos de Formação de
Vigilantes, vinculadas às Empresas autorizadas, com o fim de
exercer preventivamente a proteção do patrimônio e das pessoas
que se encontram nos limites do imóvel vigiado, podendo ser em
estabelecimentos urbanos ou rurais; públicos ou privados.
O contrato de prestação de serviços prevê que todos os
funcionários deverão passar por um processo de credenciamento
que abrange:
a) Pesquisa social
b) Entrevista inicial
c) Estágio inicial de segurança
d) Assinatura de termos de sigilo, responsabilidade e ciência
e) Estágio específico de segurança
• EMERGÊNCIA E EVENTO CRÍTICO
Atuação do vigilante diante das principais situações de
emergência:
a) roubo:
• Manter a calma, evitar o pânico e fazer a comunicação a Polícia na
primeira oportunidade;
• Contato com o Plantão da Empresa de Segurança;
• Reação somente se houver oportunidade total de sucesso,
lembrando-se que a atuação do vigilante é preventiva, de modo a
evitar o fator surpresa;
• Observação atenta de tudo que se passa: O quê? Quando? Onde?
Como? Quem? Quais foram as rotas de fuga?
• Preservação do local para permitir à Polícia Científica a análise e
levantamentos devidos.
b) tumulto e pânico:
• Manter a calma e controlar o público;
• Evacuar o local de forma rápida e discreta;
• Não sendo possível manter a ordem interna pelos recursos
próprios, acionar a polícia;
• Agir de maneira imparcial, conscientizando-se que em ocorrência
em que há pessoas com os ânimos exaltados, a imparcialidade, o
equilíbrio emocional e o diálogo são os melhores recursos.
Evacuação do Local:
A principal medida a ser adotada em situação de emergência é
a evacuação do local, com a adoção de um plano de abandono, de
forma rápida e discreta, sem causar pânico. Para tanto, é
necessário que o profissional de segurança controle suas emoções,
atue com calma, coerência e tenha bom poder de persuasão e
convencimento, transmitindo sensação de segurança a todos que
ali se encontram.
• Planos Emergenciais:
Os planos de emergências são formulados pelo responsável
pela segurança, com a participação da equipe, a fim de que se
garanta o sucesso da atuação da segurança, caso ocorra o evento
crítico, isto é, situações emergenciais que destoam da rotina do
local de trabalho. A filosofia de um plano emergencial é atribuir a
cada integrante da equipe de segurança uma missão específica,
caso ocorra uma situação
emergencial previsível (invasão,
incêndio, ameaça de bomba, greve de funcionários etc.).
Procedimentos do Vigilante em Casos de Ameaça de Bomba:
•
Acreditar que a ameaça é verdadeira;
•
Comunicar o fato ao superior imediato ou ao responsável local
(Supervisor, Gerente, Diretor);
•
Não tocar qualquer objeto, seja estranho ou comum ao local, pois em
se tratando de ameaça, todo objeto passa a ser suspeito;
•
Acionar as autoridades competentes (G.A.T.E , Grupo de Ações
Táticas Especiais – Via 190);
•
Procurar evacuar o local de forma rápida e discreta, evitando causar
pânico;
•
Isolar a área, afastando grupos de curiosos;
• SABOTAGEM
Sabotagem é a ação humana que visa abalar a ordem interna
no estabelecimento com a provocação de danos e sinistros que
atingem a produção e o bom andamento do serviço.
A sabotagem dividi-se em:
• Sabotagem Ativa, ou “ação direta”
• Sabotagem Passiva, ou “ação indireta”
• ATRIBUTOS BÁSICOS DO AGENTE DE SEGURANÇA
•
a prevenção de danos ao patrimônio;
•
a compatibilidade funcional;
•
atenção;
•
memória visual;
•
controle emocional;
•
a discrição; e
•
o bom senso.
EXERCÍCIOS
Acerca da segurança de instalações, julgue os itens que se seguem.
• 1. (CESPE – MPE/AM – 2008) As medidas de precaução legal que
o agente de segurança deve observar na realização de uma busca
pessoal são: adotar esse tipo de ação apenas em casos de
absoluta necessidade, nunca proceder a revista desacompanhado e
efetuar a revista em compartimento isolado, para evitar
constrangimentos à pessoa revistada.
• 2. (CESPE – MPE/AM – 2008) O elemento mais importante do
planejamento da segurança física de um estabelecimento público é
a organização de um serviço de comunicações.
• 3. (CESPE – MPE/AM – 2008) A prevenção de danos ao
patrimônio, a compatibilidade funcional, a discrição e o bom senso
são atributos básicos do agente de segurança.
•
4. (CESPE – MPE/AM – 2008) A sabotagem é a ação deliberada que visa
prejudicar o trabalho de uma organização. Quando essa ação é ostensiva e
dirigida contra materiais ou equipamentos, é classificada como passiva.
•
5. (CESPE – MPE/AM – 2008) Em situações de tumulto generalizado
dentro das instalações de uma edificação pública, a ação de segurança é
dividir os envolvidos em grupos, de modo a enfraquecer a turba, para,
depois, retirá-los do prédio aos poucos.
Julgue os itens seguintes no que concerne à segurança física e patrimonial.
•
6. (CESPE – TJ/DF - 2008) Considere que João, chefe de segurança de
um edifício de 20 andares, com escritórios e salas comerciais, tenha
recebido uma ligação anônima comunicando a existência de uma bomba
em sala indeterminada do edifício. Nessa situação hipotética, as
providências iniciais a serem adotadas por João devem ser a de acionar
toda a sua equipe, comunicar o fato à polícia, iniciar a evacuação de todo o
edifício e a sua varredura à procura de artefatos explosivos.
•
7. (CESPE – TJ/DF - 2008) As medidas dinâmicas consideradas
necessárias ao controle e à segurança física e patrimonial de instalações
incluem barreiras perimetrais, sistemas de alarme, iluminação e vigilância.
•
8. (CESPE – TJ/DF - 2008) Um plano de segurança física e patrimonial
deve levar em conta os seguintes aspectos, entre outros: vias de acesso,
adjacências do estabelecimento, barreiras perimetrais, portões, janelas,
iluminação, corpo de vigilância, sistemas de alarme, estacionamento de
veículos, número de empregados e pontos críticos.
•
9. (CESPE – TJ/DF - 2008) Considere que Maurício tenha se candidatado a
uma vaga para vigilante em um condomínio residencial e que as atribuições
da função incluam a proteção das instalações físicas e patrimoniais do
imóvel. No ato da contratação, foi-lhe exigida a apresentação de certidões
negativas dos cartórios criminais estaduais, o que foi recusado por
Maurício, alegando ser exagerada a exigência. Nessa situação, o candidato
agiu de forma equivocada, pois normas de admissão e dispensa de
funcionários constituem medidas de proteção, sendo perfeitamente cabível
a exigência que lhe foi feita.
•
10. (CESPE – TJ/DF - 2008) O controle de entradas permitidas apóia-se
basicamente em dois sistemas: o de identificação e o de guarda.
•
11. (CESPE – TJ/DF - 2008) As barreiras naturais não podem ser utilizadas
como mecanismo de prevenção de acidentes e de segurança do patrimônio
público, devido à impossibilidade de controle humano sobre esses
obstáculos.
•
12. (CESPE – TJ/DF - 2008) A identificação de funcionários mediante o uso
de crachás é considerada atualmente o único método eficaz para o controle
de entradas, devendo ser abolidos os demais dispositivos, por falta de
segurança.
Acerca dos princípios básicos inerentes à segurança física das instalações,
julgue os itens abaixo.
•
13. (CESPE – TST – 2008) Entre as medidas de proteção e segurança das
instalações não está incluída a revista pessoal, que se trata de
procedimento típico dos organismos de segurança pública e é autorizada
somente em casos de fundadas suspeitas.
•
14. (CESPE – TST – 2008) Em serviço na recepção de determinado órgão
com significativo trânsito de pessoas e funcionários, um profissional de
segurança deverá concentrar sua atuação em dois fatores primordiais:
identificação e guarda.
•
15. (CESPE – TST – 2008) Considere-se que um profissional de
segurança, no exercício de suas atividades, encontra, em ambiente restrito
às autoridades do órgão, uma caixa lacrada de cujo interior se percebe,
nitidamente, o barulho de um relógio. Nessa situação, o profissional de
segurança, na suspeita de tratar-se de um artefato explosivo, deverá,
inicialmente, abrir o invólucro da referida caixa para certificar-se de seu
conteúdo.
•
Com relação à segurança física e patrimonial das instalações, julgue o item
abaixo.
•
16. (CESPE – TSE – 2006) A segurança física e patrimonial de uma
instalação poderá ser feita por agentes ostensivamente trajados e pessoal
em atividade de inteligência.
•
17. (CESPE – TSE – 2006) Resguardar as áreas onde são
desenvolvidos procedimentos sigilosos ou onde são localizados
aparelhos que merecem maior grau de segurança é um objetivo básico
de um esquema de segurança física e patrimonial.
•
18. (CESPE – TSE – 2006) No planejamento de segurança física de
uma instalação, a organização de um serviço de guarda é o fator mais
importante, pois constitui a área executiva de tal programação.
•
19. (CESPE – TSE – 2006) O serviço de guarda ostensiva é
responsável por assumir a repressão imediata de um evento criminoso
havido no interior do estabelecimento. Esse serviço também identifica
as pessoas e procede a buscas pessoais, pois tem prerrogativas de
polícia judiciária quando estiver de serviço.
•
20. (CESPE – TSE – 2006) Um serviço de guarda ostensiva constitui a
força de proteção, a peça de comando de todo o mecanismo de
defesa.
• 21. (CESPE – STM – 2004) Do ponto de vista da segurança
patrimonial, é recomendável que, no período noturno, os depósitos
de material permaneçam com a iluminação ligada, apesar do
dispêndio com energia elétrica, pois isso dificulta o ocultamento de
eventuais tentativas de intrusão de malfeitores.
• 22. (CESPE – STM – 2004) Entre as barreiras comumente usadas
para se impedir a concretização de riscos, inclui-se a eclusa,
dispositivo de segurança aplicável ao acesso tanto de pedestres
quanto de veículos e que se constitui de dois ou mais portões ou
portas em seqüência. Seu uso correto garante que o local de
passagem nunca seja totalmente devassado.
• 23. (CESPE – STM – 2004) Em período noturno, na execução de
ronda perimetral ao longo de cerca de segurança, deve-se caminhar
o mais próximo possível da cerca, como forma de inibir eventuais
interessados em transpô-la.
•
24. (CESPE – STM – 2004) No trabalho noturno de segurança
patrimonial, ao deparar-se com uma interrupção no fornecimento de
energia elétrica, o vigilante deve, em primeiro lugar, comunicar o fato à
administração, para que ela possa executar o plano previsto para esse
tipo de ocorrência.
No que se refere à segurança física e patrimonial de instalações, julgue
os itens a seguir.
•
25. (CESPE – TRE/AL – 2004) A segurança pessoal e de instalações
deve ser, primordialmente, repressiva e, quando necessário,
preventiva.
•
26. (CESPE – TRE/AL – 2004) Fazem parte do serviço interno de
comunicações o recebimento de informações, a manutenção de
ligação constante com a polícia e outros órgãos de segurança da área
e o envio de instruções aos agentes de segurança nos postos fixos e
nos serviços de patrulhamento.
Considere a seguinte situação hipotética.
• 27. (CESPE – TRE/AL – 2004) Um alarme acoplado a uma caldeira
disparou, avisando a possibilidade de ocorrência de explosão e
trazendo pânico aos servidores e visitantes que se encontravam no
local. Nessa situação, um dos procedimentos de segurança a ser
adotado é acalmar as pessoas com palavras serenas, o que deverá
ser feito pelo responsável pela segurança do local.
• 28. (CESPE – TRE/AL – 2004) No procedimento de busca pessoal
(revista), o agente de segurança deve estar sempre sozinho, para
evitar constrangimento ao revistado.
• 29. (CESPE – TRE/AL – 2004) Um dos deveres do agente de
segurança quando em serviço é inspecionar cuidadosamente a sua
área de operação, investigando principalmente a presença de
qualquer coisa suspeita.
• 30. (CESPE – TRE/AL – 2004) As medidas de prevenção de
entradas não-permitidas são aquelas que visam impedir, dificultar
ou detectar a entrada de alguém nas instalações que se quer
proteger. Fazem parte dessas medidas a colocação de barreiras
perimetrais, a iluminação correta, a instalação de sistemas de
alarmes e de comunicações e os serviços de guarda.
• 31. (CESPE – TRE/AL – 2004) O serviço de comunicações é a
medida de prevenção mais importante do esquema de segurança
das instalações, pois é responsável por alertar, no caso de perigo,
todo o pessoal de serviço.
• 32. (CESPE – TRE/AL – 2004) A ronda das guardas móveis deverá
ser realizada sempre em horários predefinidos, para que se
estabeleça um padrão no procedimento do plano de segurança
adotado e se previnam possíveis ocorrências criminosas.
Considere a seguinte situação hipotética.
•
33. (CESPE – TRE/AL – 2004) Um grupo de manifestantes
encaminhou-se para o interior de um prédio, dando início a um tumulto
generalizado. Nessa situação, uma das medidas a serem tomadas
para a contenção e o controle do tumulto é reunir todos os
participantes em um mesmo lugar e retirá-los do prédio aos poucos.
•
34. (CESPE – TRE/AL – 2004) A discrição nas ações do agente de
segurança é uma das características necessárias para o sucesso do
trabalho de segurança patrimonial.
(CESPE – MPU – 2010) Em relação à segurança física das
instalações, julgue os itens subseqüentes.
•
35. Nas organizações, as medidas de segurança devem sobrepor-se a
qualquer outra atividade, ainda que causem entraves ao trabalho das
pessoas.
• 36. Um portão que se fecha automaticamente quando acionado o
alarme de invasão constitui exemplo de defesa passiva.
• 37. Eclusas correspondem ao conjunto de elementos, fixos e
móveis (anteparas, biombos ou parede fina, divisória e portas), que
formam um sistema de controle de acesso para pessoas, veículos
ou objetos, constituído por duas ou mais portas que não se abrem
de uma só vez, não permitindo o contato direto entre duas áreas
adjacentes.
• 38. Na elaboração do plano de segurança de uma organização,
devem ser priorizadas: as áreas de controle de acesso, de
circulação e perímetros; os controles internos e a identificação; as
áreas restritas, os armazéns e os estacionamentos; e as áreas de
carga e descarga.
(CESPE – STM – 2011) A respeito da segurança física e patrimonial
das instalações, julgue os itens subsecutivos.
• 39. O agente de segurança que realiza a segurança física e
patrimonial de instalações deve priorizar a segurança das próprias
instalações em detrimento da segurança das telecomunicações.
• 40. O serviço de segurança desempenha relevante papel na
vigilância e na fiscalização das dependências de órgão público,
controlando a entrada e a saída de pessoas e materiais. No controle
de entrada de pessoas, o agente de segurança deve exigir a
apresentação de autorização superior ou porte de credencial, bem
como anotar dados pessoais, locais de destino e horário de entrada.
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Teoria e Norma de Segurança