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Ano IV • Nº 37 • Setembro 2002 • R$ 6,00
www.embalagemmarca.com.br
Na luta para ganhar
os consumidores,
fabricantes de
macarrão melhoram
as embalagens
OS GANHADORES DO II PRÊMIO ABRE DE DESIGN DE EMBALAGEM
IndexFlex
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37editorial
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Tudo na medida adequada
T
Desperdício e
falta de senso é
guardar carvão
em balde de prata
destinado a gelar
vinhos finos
odo produto tem
uma missão – mas
somente a cumpre se é
usado por seu destinatário
e para aquilo que foi planejado. Se for utilizado
para outra função que a
não planejada, esse uso
somente será satisfatório
se resultar em benefícios
maiores do que os dele esperados. Desperdício e
falta de senso, por exemplo, é guardar carvão num
balde de prata destinado a
gelar vinhos finos.
A filosofada acima vem a
propósito de uma indagação que nos fazemos sempre: estará EMBALAGEMMARCA cumprindo a missão que se colocou, de “su-
prir os profissionais atuantes na cadeia de embalagens com análise e informações capazes de contribuir para que suas decisões
resultem em produtos de
bom desempenho industrial e mercadológico”? O
retorno que temos tido, em
depoimentos de leitores e
em apoio publicitário, indica que sim.
Mas, contrariando a máxima de que “em time que
está ganhando não se
mexe”, esta edição traz,
por exemplo, um artigo
em lugar da tradicional
Entrevista. Gostaríamos (e
isto é um convite) que os
leitores opinassem sobre
essa pequena mudança e
outras que considerem interessante fazer. Nossa intenção é fazer uma revista
sempre sintonizada com
os interesses e as necessidades de seu público.
Acreditamos que a presente edição atende mais uma
vez a esse objetivo, ao trazer entre seus principais
temas uma reportagem sobre embalagens seguras,
complemento do tema de
capa da edição anterior, os
resultados do II Prêmio
Abre de Design de Embalagem e, como sempre,
muitas novidades nacionais e internacionais. Até
outubro.
Wilson Palhares
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setembro 2002
Diretor de Redação
Wilson Palhares
[email protected]
6
ARTIGO: SEGURANÇA
DE MARCAS
Especialista em
prevenção de perdas
fala sobre soluções
indicadas para o
roubo de marcas
34
SEGURANÇA
Varejo começa a
exigir etiquetas
inteligentes
Reportagem
[email protected]
Flávio Palhares
[email protected]
Guilherme Kamio
[email protected]
Leandro Haberli
[email protected]
Thays Freitas
[email protected]
Colaboradores
Josué Machado e Luiz Antonio Maciel
38
Diretor de Arte
Carlos Gustavo Curado
PERFIL
Um pouco da história
do papelão ondulado
no Brasil, contada
pela sexagenária
Rigesa
Administração
Marcos Palhares (Diretor de Marketing)
Eunice Fruet (Diretora Financeira)
Departamento Comercial
[email protected]
Wagner Ferreira
14
CAPA: MASSAS
Embalagem
ganha relevância
com crescimento
e sofisticação
dos macarrões
20
42
Circulação e Assinaturas
MAKING OF
Iracema
diversifica e
moderniza
embalagens
de castanhas
Marcella de Freitas Monteiro
[email protected]
Assinatura anual (11 exemplares): R$ 60,00
Público-Alvo
EMBALAGEMMARCA é dirigida a profissionais que
ocupam cargos técnicos, de direção, gerência
e supervisão em empresas fornecedoras, convertedoras e usuárias de embalagens para alimentos, bebidas, cosméticos, medicamentos,
materiais de limpeza e home service, bem
como prestadores de serviços relacionados
com a cadeia de embalagem.
PRÊMIO ABRE
Veja quais foram os
vencedores da segunda
edição do Prêmio Abre de
Design de Embalagem, que
se consolida como o mais
importante do setor.
3 Editorial
40
A essência da edição do mês
Novidades do setor, da criação
ao acabamento de embalagens
Filiada ao
Impressa em papel couché
mate 95 g/m2 (miolo) e
couché brilho 150 g/m2 (capa)
da Cia. Suzano de Papel e Celulose
Painel gráfico
18 Metálicas
44
Há cada vez mais inteligência
nas latas
Movimentação na indústria de
embalagens e seus lançamentos
31
46
Livros
Tiragem desta edição
7 500 exemplares
Impressão: Grande ABC
Panorama
Display
Projeto da Ripasa e aniversário
da Du Pont em destaque
Lançamentos e novidades – e
seus sistemas de embalagem
32 Matéria-prima
50
Braskem inicia atividades e promete fortalecer setor petroquímico
Fatos e curiosidades do mundo
das marcas e das embalagens
Almanaque
FOTO DE CAPA: STUDIO AG – ANDRÉ GODOY
37sumario
EMBALAGEMMARCA é uma publicação
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Antonio - CEP 04718-040 • São Paulo, SP
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Segurança de marcas
Proteja seu investimento com inteligência
Por Norberto Padovan*
o processo de lançamento de novas
marcas no mercado, as empresas investem não só importantes volumes de
capital como também esforços necessários para construir sua reputação e expectativas
para o futuro. Quase todas as empresas compreendem que, apesar de ter planos cuidadosamente traçados, as marcas não se desenvolverão necessariamente de acordo com esses planos. Somente empresas bem sucedidas levarão em conta certos
eventos imprevistos que poderão custar-lhes muito
mais que dinheiro.
Ao lançar uma nova marca no mercado, muitas
empresas levam em consideração a possibilidade
de imprevistos, como os gostos mutáveis dos consumidores ou condições econômicas em deterioração. Apesar disso, é extremamente difícil prever
determinados eventos, como atos terroristas, que
poderiam diminuir consideravelmente as vendas.
No entanto, hoje em dia existe um fenômeno
que certamente deve ser considerado, devido à alta
probabilidade de que venha a ocorrer: o roubo de
marcas. Embora essa probabilidade seja alta, certas empresas não a incluem em seu planejamento.
O roubo de marcas é um termo que inclui a falsificação de produtos, pirataria, substituição, adulteração e distribuição de produtos através de canais
não autorizados, entre outros. No passado, os prin-
N
*Norberto Padovan
é Security
Solutions
Manager, Latin
America, para
Westvaco
Brand Security
(WBS) Inc.
6 – EMBALAGEMMARCA • set 2002
cipais alvos desse tipo de atividade eram os artigos
de luxo, como relógios e canetas de alto valor.
Atualmente, ante a ubiqüidade de uso da tecnologia e o acesso a ela, os criminosos estenderam a
gama de produtos, incluindo: produtos farmacêuticos, alimentos, bebidas, chips para computadores,
peças de automóveis e aviões, cosméticos, software, brinquedos, discos compactos e uma infinidade
de outros artigos.
Apesar de reconhecer-se que na atualidade o
problema do roubo de marcas é extenso, é difícil
medi-lo com precisão. Os especialistas calculam
que pelo menos 5% da totalidade do comércio
mundial são perdidos devido a esse fenômeno. Isso
significou aproximadamente 500 bilhões de dólares no ano 2001.
Pior ainda, o roubo de marcas é um problema
global em crescimento, particularmente nos mercados emergentes. O alto grau de incidência do roubo de marcas pode indicar também a presença de
grupos organizados envolvidos com outros tipos de
atividades delituosas, como o crime e a corrupção,
especialmente na América Latina.
No Brasil, mais especificamente em São Paulo,
é muito comum encontrar-se roupa falsificada na
rua 25 de Março e na Galeria Pajé. “Turistas” freqüentam diariamente locais onde o comércio ilegal
cresce dia a dia e as autoridades policiais não previnem nem controlam esse tipo de delito. Perdas
devido ao roubo de marcas no Brasil ascendem a
10 bilhões de reais por ano.
Mas o problema não se limita ao Brasil. Segundo um relatório da IACC (International Anticounterfeiting Coalition), um paciente comprou recentemente no México um recipiente de 20 gramas de
Retin-A, um creme enriquecido com vitamina A
para rugas, por 2 dólares. A embalagem era quase
idêntica à do mesmo produto vendido nos Estados
Unidos por 20 dólares, mas continha um creme falsificado que não possuía os atributos nem os benefícios do creme original.
O roubo de marcas no Brasil contribuiu para o
politeno
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aumento desmesurado do crime organizado. Diariamente milhares de produtos falsificados de marcas conhecidas são divulgados pelos meios de comunicação. Algumas dessas listas incluem pilhas,
preservativos e bonecas, entre muitos outros.
Além do problema da falsificação de produtos,
existe o problema do roubo e revenda de produtos.
É surpreendente saber que no Estado de São Paulo o roubo de cargas aumentou três vezes nos últimos seis anos. Devido ao problema do roubo de
cargas, as empresas transportadoras vêem-se impossibilitadas de fazer seguros de suas cargas, pois
nenhuma companhia de seguros os aceita.
Na verdade, o comércio ilegal se expandiu tão
rapidamente ao redor do mundo que muitos países
o consideram o quarto componente da economia
depois da indústria, do setor governamental e das
organizações não-governamentais. Não é só o setor industrial que sofre as conseqüências negativas
do roubo de marcas. As entidades governamentais
sofrem pela perda de receita ao diminuírem as arrecadações de impostos. Os políticos, por sua vez,
aumentam os impostos para compensar a queda
das receitas, prejudicando assim a economia e debilitando o poder aquisitivo dos consumidores. Se
as economias sofrem, as indústrias se contraem e
os empregos escasseiam. Até quando?
grandes quantias de recursos para desenvolvê-las e
comercializá-las.
Em segundo lugar, existe a possibilidade de
prejudicar a reputação corporativa. Quando se ignora o problema do roubo de marcas, corre-se o
risco de que se produzam variações acentuadas na
qualidade do produto, amplas oscilações de preço
e rumores quanto a experiências dos consumidores
que posteriormente poderiam afetar negativamente sua confiança, bem como impactar a relação
preço/valor que define essa marca.
Por último, existem riscos legais. Os fabricantes, em especial aqueles que manufaturam
produtos relacionados com o consumo e aplicação em seres humanos, correm risco maior de
sujeitar-se a demandas no âmbito judicial devido ao surgimento de produtos falsificados no
mercado.
Apesar disso, a maior parte das empresas não
implementará uma estratégia para solucionar esse
problema até que se haja quantificado uma considerável queda nas vendas ou uma perda irreversível na confiança do consumidor. Lamentavelmente, uma vez que a empresa reconheça e aceite que
existe um problema de roubo de marcas, é possível que já tenha o perdido algo em torno de 15%
das vendas do produto devido a esse fenômeno.
Combatendo o roubo de marcas
Perdas globais devido à contrafração
Os governos empreenderam de forma
tardia a elaboração de leis relacionadas
com essas atividades, de forma a proteger
os cidadãos. Seus esforços se viram limitados à legislação pertinente a datas de
vencimento, conteúdo do produto, códigos de barras e números em série, embora alguns países em vias de desenvolvimento, como o Brasil, tenham começado
a implementar leis mais rigorosas.
Em vez de esperar que os governos ou
as autoridades resolvam esse grave problema, os proprietários de marcas devem
conscientizar-se de que a responsabilidade de proteger esse seu patrimônio recai
sobre eles próprios. As razões são claras.
Em primeiro lugar, o roubo de marcas
pode potencialmente fazer evaporar o faturamento e diluir a rentabilidade. É lógico que as empresas tentem proteger a
rentabilidade gerada no mercado por essas marcas depois de terem investido
(projeção estimada)
8 – EMBALAGEMMARCA • set 2002
US$ Bilhões
NovelPrint
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Ainda assim muitos donos de marcas preferem iniciar um processo judicial em vez de tomar as medidas necessárias para proteger-se.
Para prevenir o problema do roubo de marcas é
preciso implementar uma estratégia ativa. Felizmente, as empresas estão mais dispostas a tomar as
medidas necessárias para aliviar esse flagelo.
O que uma empresa precisa fazer para estabelecer uma estratégia de proteção de marcas? O
processo começa com o reconhecimento e a conscientização do problema por parte da liderança da
empresa. Se o ímpeto dessa estratégia provém da
direção executiva da empresa, com certeza será
outorgada maior prioridade a esse projeto, e em
geral serão conseguidos resultados satisfatórios
com maior rapidez.
Uma vez que a liderança da empresa decida
empreender uma estratégia para combater o problema, poderá ser convocada uma equipe de proteção de marcas. Gerentes de produtos, advogados
especialistas em propriedade intelectual, pessoal
de produção e manufatura, designers de embalagens, engenheiros e gerentes de logística possuem
potencial para contribuir com idéias valiosas como
parte dessa equipe.
A equipe responsável pela proteção de marcas
deverá avaliar as ameaças a ela classificadas em
regiões do mundo, determinando o que se pode fazer antes que surjam problemas, estabelecendo
prioridades e definindo os objetivos. É imperativo
entender os problemas enfrentados por cada marca: se se trata de produtos falsificados, embalagens
falsas, produtos adulterados etc. Cada problema
requer uma solução sob medida. Ademais, deve-se
determinar se a empresa pretende controlar ou deter o problema, prender ou processar os culpados,
ou se vai empreender todas essas estratégias ao
mesmo tempo.
Uma vez que tenham sido tomadas as medidas
pertinentes e empreendidas as avaliações necessárias, será possível desenhar uma solução específica.
Soluções sob medida
Embora existam soluções de segurança tecnologicamente avançadas que podem ser implementadas,
inicialmente tentam-se saídas mais simples e menos dispendiosas, como cintas termoencolhíveis
para proteção contra adulteração utilizadas em produtos alimentícios. Apesar de essa medida proporcionar um nível básico de proteção, nota-se uma
evidente preocupação por parte do proprietário da
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marca no que se refere à proteção do consumidor
ou à preservação da qualidade do produto.
Quando um produto se transforma em alvo dos
falsificadores, uma simples cinta termoencolhível
não conseguirá evitar que ele seja copiado ou
adulterado. Em tais casos, os fabricantes poderiam decidir incorporar uma solução de segurança no rótulo do produto. Existem soluções sofisticadas nesse âmbito, como os rótulos holográficos
ou as impressões em relevo que contêm design de
segurança, com as quais se combate a falsificação
tornando a reprodução mais complicada. Alguns
dos produtos vendidos na América Latina possuem esse tipo de rótulo e são valorizados tanto
pelos comerciantes como pelo público em geral.
Um método mais avançado para prevenir a falsificação, a adulteração ou outros tipos de fatos
fraudulentos é a incorporação de mecanismos de
segurança na embalagem do produto. Muitas dessas tecnologias de proteção originaram-se de medidas de segurança destinadas a proteger cédulas
de dinheiro, cartões de crédito e outros documentos de valor. Podem ser classificadas em três grupos: visível, oculto ou uma combinação de oculto/visível.
As soluções de segurança visíveis são evidentes e facilmente detectáveis. Permitem que os
consumidores, os distribuidores e os comerciantes verifiquem a autenticidade do produto. As soluções visíveis mais difundidas são os hologramas, as tintas reativas e as impressões em relevo.
São dificultadores razoavelmente eficazes que requerem investimentos mínimos. Apesar de sua
eficácia, freqüentemente os falsificadores tentam
copiar esses dispositivos utilizando computadores, scanners e impressoras de alta resolução.
As soluções de segurança ocultas encontramse encobertas nos produtos ou nas embalagens,
sem conhecimento dos consumidores. Como os
falsificadores não podem detectá-las facilmente,
essa estratégia proporciona maior grau de segurança e torna mais difícil a cópia do que com o
uso de métodos visíveis. As tecnologias ocultas
de última geração incluem aditivos em tintas capazes de comunicar o “ADN” do produto – numeração em lote que provê informação-chave sobre
ele – quando escaneado utilizando-se leitores especiais. Números de série invisíveis podem ser
utilizados para o rastreamento de produtos através
de canais de distribuição até que finalmente cheguem às mãos do consumidor.
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As marcas d’água digitais são outra nova tecnologia. Elas podem ser facilmente detectadas utilizando-se software e hardware, e são praticamente
imperceptíveis a olho nu. As marcas d’água digitais estão incorporadas ao exterior da embalagem
do produto em questão. A marca d’água digital
contém informação a respeito do fabricante ou distribuidor do produto, deixando clara sua autenticidade mediante a inspeção da embalagem. Essa tecnologia também possui a capacidade de rastreamento por número de lote de produtos, contribuindo para a localização potencial da origem de embalagens falsas.
A combinação de metodologias visíveis e
ocultas através de uma estratégia de fases múltiplas é uma maneira efetiva para proteger-se do
roubo de marcas. É também a estratégia escolhida por muitas empresas globais: ela dá ao consumidor a certeza de saber que está adquirindo um
produto autêntico, ao mesmo tempo que permite
ao fabricante proteger a integridade de seus produtos e assegurar seus canais de distribuição.
Um exemplo de solução combinada seria o uso
de um rótulo holográfico (visível) que pode ser verificado pelo consumidor final. Esse rótulo pode
também contar com um adesivo reativo oculto,
uma imagem latente ou ambos, que podem ser autenticados somente pelo dono da marca. Mesmo
que o falsificador consiga replicar a parte visível
do rótulo holográfico, o dono da marca poderá verificar sua autenticidade por meio de suas características ocultas.
A Westvaco Brand Security (WBS) Inc. é uma
subsidiária da MeadWestvaco Corp especializada em soluções de segurança sob medida
que impedem a falsificação e outras atividades
delituosas a elas relacionadas, utilizando uma
metodologia registrada sob o nome “Brand
Theft Solutions”
(19) 3869-9106
Maior concientização resulta em ação
Cada uma dessas tecnologias é um impedimento
útil na luta contra o roubo de marcas. Algumas
Assinatura por 1 ano (11 exemplares):
Forma de pagamento:
delas, sozinhas, podem garantir a integridade de
um produto, porém seguindo-se uma estratégia
estabelecida. Com apoio da liderança da empresa
e aplicando uma estratégia de fases múltiplas no
que se refere à segurança das marcas, poderão ser
minimizados os riscos que surgem a partir da falsificação, da adulteração e de todo tipo de atividades ilegais.
A boa notícia é que algumas empresas líderes
mundiais em seus setores estão atualmente comprometidas em combater o roubo de marcas – e
estão colhendo os frutos de seus investimentos
em medidas de segurança. Os governos em torno
do mundo, também conscientes da gravidade do
problema, começam a indicar que estariam preparados para tomar as medidas necessárias para
tratar a questão com maior agressividade.
Finalmente, novas tecnologias surgem todos
os anos para ajudar os proprietários a combater o
flagelo do roubo de marcas, protegendo não só
seus lucros, mas também a saúde e o bem-estar
do público em geral.
[email protected]
www.WestvacoBrandSecurity.com
1 x R$ 60,00
2 x 32,50
Cobrança bancária
Depósito em conta corrente
Preencha os dados abaixo e envie a ficha de inscrição por fax. Se preferir, preencha o formulário em nosso site www.embalagemmarca.com.br).
NOME COMPLETO:
EMPRESA (RAZÃO SOCIAL):
CARGO:
ENDEREÇO:
CIDADE:
TELEFONE: (
ESTADO:
)
E-MAIL:
RAMO DE ATIVIDADE DA EMPRESA:
RAMAL:
FAX: (
CEP:
)
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reportagem de capa
Pastas da esperança
Indústria de massas quer crescimento, e investe em embalagens
Por Guilherme Kamio
uitos ligariam o fenômeno ao
crescimento do poder de consumo decorrente da estabilização da moeda, pois desde
então as vendas do produto aumentam
20% ao ano. Também pode ser a prova da
existência da indução subliminar, causada
pela enxurrada de novelas globais envolvendo histórias de imigrantes italianos de
sotaque canhestro. Sem entrar no mérito
das causas, o fato é que o brasileiro está
cada vez mais consumindo pasta, ou melhor, macarrão, para ficar na forma popularmente usada na terra nossa.
Dados da Associação Brasileira das
Indústrias de Massas Alimentícias (Abima) aferem que o consumo anual per capita do produto saltou de 4 quilos para 5,5
quilos de 1994 para cá. “Porém ainda há
muito potencial no mercado para crescimento”, sustenta Aluísio Quintanilha de
Barros, presidente da entidade de classe.
M
Não se trata de afirmação desprovida de
embasamento.
Apesar do positivo salto nas vendas, os
índices brasileiros ainda são tímidos se
comparados aos de outros países. Na Itália, o consumo individual por ano chega à
casa dos 27 quilos. Mesmo em outros países latinos a volúpia frente às massas é
maior: os venezuelanos consomem 12
quilos por ano, os chilenos, 10 quilos, e
peruanos e argentinos, 9 quilos e 8 quilos,
respectivamente.
Na esperada curva ascendente para o
alimento no país, assegura Quintanilha, a
embalagem e a força da marca se colocam
entre os principais recursos a serem explorados pelos fabricantes nacionais de
massas alimentícias, como meio de se
destacar num mercado pulverizado, no
qual a fatia do líder de mercado não atinge 20%. Ademais, como lembra o empresário, trata-se de um componente de pro-
FOTOS: STUDIO AG – ANDRÉ GODOY
37macarrao
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40% do seu faturamento.
Na visão de Fabre, pelo fato de a atual
tecnologia em filmes ser bastante satisfatória, o campo a ser
desenvolvido
cada vez mais é
o do visual das
embalagens. Residem aí os investimentos dos
fornecedores de
embalagens plásticas do setor.
Em 2001, a Canguru investiu na
atualização de suas plantas gráficas de
Chapecó e Criciúma, em Santa Catarina,
responsáveis por atender o segmento, e
atualmente é capaz de imprimir em até
oito cores em flexografia.
“O enobrecimento das embalagens
também vem acompanhando a tendência
do mercado, pautada pelo lançamento de
linhas com apelo premium, como a de
massas grano duro, feitas com trigos especiais”, analisa Quintanilha, da Abima.
Nesse sentido, o profissional ressalta, a
maioria dos fabricantes está buscando dar
identidade às suas diferentes linhas, diferenciando-as através da inserção de uma
cor predominante e de outros signos.
Adria: 11 milhões
de reais investidos
para entrar com
cartuchos, ao
mesmo estilo da
Barilla
duto cujo valor somente ganhou peso
num plano recente – mais precisamente,
no início da década de 90, quando a competitividade se acirrou com o fim do monopólio do trigo e o povoamento das gôndolas por marcas estrangeiras.
Cartuchos prometem
Flexíveis mais nobres
Iniciou-se, a partir de então, uma forte
substituição da forma de acondicionar o
produto. As embalagens do tipo flowpack, até então feitas de singelos filmes
monoweb, sobretudo de polietileno, começaram a ganhar estruturas mais trabalhadas. Conseqüentemente, a imagem de
embalagem descuidada, associada ao
produto, começou a ruir.
“Hoje, a coqueluche é a combinação
laminada de BOPP e polipropileno, que
proporciona boa barreira e dá o brilho e a
transparência necessários”, sinaliza Álvaro Edson Fabre, gerente de negócios
em alimentos da Canguru Embalagens,
convertedora que afirma deter cerca de
55% do fornecimento de envoltórios
plásticos para a indústria nacional de
massas, negócio que responde por quase
Nas massas com
ovos da Emegê
predomina o
vermelho como
cor principal
É o que pode ser visto, entre outros exemplos, na própria empresa de Quintanilha, a
Emegê/Reimassas, e na Petybon, da Bunge Alimentos (Santista). Nas embalagens
desta última, impressas pela Unipac, outra
grande fornecedora de embalagens plásticas para o segmento, predomina ora o vermelho, para a linha de massa com ovos,
ora o verde, que identifica a linha premium Grano Duro.
Essa tendência de exploração de ni-
DIVULGAÇÃO
37macarrao
set 2002 • EMBALAGEMMARCA – 15
37macarrao
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chos de maior valor agregado e de fortalecimento de marcas através da embalagem está indo além do maior esmero gráfico das embalagens plásticas flexíveis.
Como a diferenciação é uma arma tentadora num mercado em que o cenário de
Marcas
estrangeiras
ditam tendências
em embalagem
embalagem ainda é muito nivelado – em
formatos, sistemas e apelo visual –, explorar outros tipos de embalagem é uma
oportunidade a se levar em consideração.
Nesse sentido, merece destaque a iniciativa da Adria, a líder nacional no segmento. A empresa acaba de lançar sua
grife Grano Duro em cartuchos de papel
cartão, nos moldes da famosa marca italiana Barilla.
Em vez do azul, a Adria aposta na cor
branca para marcar sua linha especial,
que também traz uma pequena janela em
acetato para a visualização do conteúdo.
No verso dos cartuchos, há receitas de
chefs, outro ponto que enobrece a linha.
“Pela ampliação do facing no pontode-venda e as poucas iniciativas em larga
escala, a participação dos cartuchos no
segmento ainda pode crescer bastante”,
acredita Mauro Rodrigues, diretor comercial da Flexcell, convertedora das caixinhas da Adria e que atende também a
marca Renata, do Pastifício Selmi, que
Um nicho de soluções de alta tecnologia
No rastro do crescimento do mercado de massas alimentícias, e também no do boom dos alimentos com
apelo de praticidade, as massas frescas, sobretudo
as recheadas, vêm configurando um nicho de soluções aprimoradas em embalagem. As bandejas termoformadas fechadas com filmes peelable, em
muitos casos contendo processos de atmosfera modificada para preservar o sabor e aumentar a vida de prateleira do produto, estão cada
vez mais presentes nos balcões refrigerados dos supermercados.
Para essas
“massas trabalhadas”, que
vêm rendendo
bons dividendos
a marcas como
Sadia, Frescarini
e Mezzani, entre
outras, os grandes fornecimentos em embalagem têm ficado
16 – EMBALAGEMMARCA • set 2002
por conta de provedores como a Itap Bemis e a Unipac. “Há uma tendência de migração dos pouches
processados a vácuo, feitos de náilon e polietileno,
para as soluções bandeja e tampa pela aparência e
pela velocidade das máquinas processadoras”, diz
Luciano Leme, gerente
de unidade de negócios
da Itap Bemis. “Trata-se
de uma embalagem
sofisticada, que agrega
valor”.
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também utiliza os cartuchos – no caso,
vermelhos – já há algum tempo.
Resultado de investimentos de cerca de
onze milhões de reais, distribuídos em
pesquisas, importação de equipamentos,
ações publicitárias e promocionais e desenvolvimento de produto e embalagem, a
linha tem a missão de conquistar a liderança de mercado na categoria grano duro em
até três anos.
Nesse panorama todo, um ponto fica
evidente: ainda há muito a se explorar em
termos de embalagem, e a maior profusão
de opções tende a deixar esse mercado al
dente. Até pouco tempo atrás, quem agradeceria eram as “mammas” provedoras da
tradicional macarronada dominical. Como
essa figura é cada vez menos presente nos
lares – e até nas telenovelas –, quem hoje
agradece são basicamente dois públicos.
De um lado, os apressados, a “turma do
molho pronto”, que em geral ganha uma alternativa não só cômoda, mas de melhor
qualidade do que seria capaz de criar com os
ingredientes in natura. De outro, a crescente
legião de gourmets, os cozinheiros de fim de
semana que costumeiramente se iniciam na
arte da culinária preparando macarrão.
Mudança aprovada
A empresa parece estar segura quanto à
mudança: pesquisa realizada pelo Instituto
InterScience com 320 consumidoras revelou que 99% delas declararam possuir interesse em experimentar o produto devido
à apresentação; 39% acharam a embalagem da Adria a mais atrativa da categoria;
e 46% associaram o cartucho à idéia de
que o produto é o melhor do segmento.
Se os cartuchos crescem com a onda de
agregar valor a linhas, por outro lado as
flexíveis também encontram novos
nichos. Um deles é o das marcas próprias,
que vem elevando a produção de convertedores como a Mazda Embalagens,
fornecedora dos pacotes das massas da
rede Carrefour.
Abima
(11) 3815-3233
www.abima.com.br
Canguru Embalagens
(48) 461-9000
www.canguru.com.br
Flexcell
(11) 3208-2411
Itap Bemis
(43) 372-3500
www.itapbemis.com.br
Mazda Embalagens
(11) 4441-6500
[email protected]
Unipac
(11) 6165-2400
Cores
diferenciam
linhas nas
embalagens da
Petybon, impressas
pela Unipac
Valorização do
que é nacional
Desde o ano passado os consumidores
têm encontrado impresso nas embalagens das massas nacionais o Selo Abima. A rubrica garante a procedência e a
qualidade dos produtos. Trata-se de uma
iniciativa da Associação Brasileira das Indústrias de Massas Alimentícias para
conter o avanço das marcas estrangeiras,
oriundas principalmente da Itália e da
China. Neste ano, a Abima está colocando em curso uma ampla campanha de
marketing institucional, com direito a propagandas em outdoor e participações em
programas de TV. Tudo para resguardar
um mercado de 200 milhões de reais de
faturamento anual, ou seja, 16% do faturamento da indústria alimentícia no país.
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b
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37macarrao
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metálicas
Comodidade
e interação
ovas tecnologias vêm fazendo com que as embalagens
assumam, cada vez mais, um
papel ativo no momento do
consumo. Ganham com isso, de modo óbvio, as marcas dos produtos acondicionados nesses recipientes inteligentes, assim
como o consumidor, com o regozijo da
conveniência. As novas no front, desta
vez, vêm do mercado europeu de bebidas,
através de latas de elevado QI.
Para os alemães, notórios apreciadores
de cerveja, a solução inovadora atende
pelo nome CoolKeg, desenvolvida pela
também germânica Cool-System. Tratase de um barril metálico para 20 litros da
bebida, que traz embutido um mecanismo
de auto-resfriamento. Ao ser acionado,
ele gela o conteúdo em menos de uma
hora. O segredo da embalagem é uma tecnologia de adsorção baseada na reação
entre um tipo de zeólito, mineral encontrado na natureza, e água acondicionada
em um ambiente de vácuo. Em condições
normais, o zeólito adsorve grande quantidade de água. Sob vácuo, é capaz de produzir gelo, numa reação de catálise.
Latas inteligentes
facilitam a vida do
consumidor – só lá
fora, por enquanto
N
Vinte litros de
cerveja gelada sem
auxílio de freezer ou
geladeira, o atrativo
do CoolKeg.
Auto-suficiente, a
embalagem pode
quebrar o galho até
mesmo em
passeios em
lugares ermos,
como um deserto
(foto acima)
Hi-tech, mas retornável
O mérito da empresa alemã foi conseguir
reunir o processo em um mecanismo simples e embuti-lo no barril, feito de alumínio, através de reservatórios, estruturados
em camadas separadas por folhas de metal. Na camada interior fica a cerveja; na
intermediária, a água; finalmente, na camada exterior, é armazenado o zeólito.
Um tubo conecta os compartimentos,
e é aí que reside a essência do mecanismo: o consumidor, ao abrir uma válvula
localizada no topo do barril, libera o tubo,
que transporta vapor d’água para o zeólito. Este rapidamente esquenta, enquanto
o reservatório de água resfria, gelando a
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cerveja. Após 30 ou 40 minutos é possível
servir e sorver as primeiras tulipas, abrindo uma válvula plástica, semelhante a
uma torneirinha, que fica na parte inferior
da parede do barril. Já o restante da bebida permanece gelado, entre 6o C e 8o C,
por no mínimo doze horas.
O CoolKeg é retornável. De volta à fábrica, ele é recondicionado através do
CoolCharger, um aparelho que reverte o
processo físico, fazendo com que o zeólito
repulse a água. Posteriormente ele também
é novamente rotulado. Aliás, o rótulo do
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barril tem de ser obrigatoriamente um sleeve, desenvolvido pela CoolSystem e
nomeado CoolSleeve. Motivo: proteção do consumidor. Quando a válvula do
barril é acionada e o processo de resfriamento tem
início, a temperatura da superfície do barril chega a
80oC.
A inovação do CoolKeg rendeu à CoolSystem
o Prêmio Alemão de Embalagem no fim de 2001 e,
neste ano, o President’s Award, categoria
especial do prêmio WorldStars, organizado pela World Packaging Organisation
(WPO). E não é apenas cerveja que pode
ser contemplada com a invenção. A fabricante alemã Vom Fass, por exemplo, o
utiliza para acondicionar prosecco e vinho branco.
Nescafé autoaquecível está
completando um
ano no mercado
(acima). Abaixo:
ao abrir a lata da
SchmalbachLubeca, espuma
na bebida
Espuma fresquinha
Outra lata que vem atraindo bastante a
atenção na Europa é a Widget, da
Schmalbach-Lubeca, que também já
pode ser vista em ação em diversas marcas de cerveja. Os recipientes brindados
com a tecnologia produzem uma suave
camada de espuma no topo da bebida ao
serem abertos, eliminando o tradicional
“jeitinho” de servir para a formação do
colarinho.
A tecnologia da S-L baseia-se em
uma cápsula plástica situada na base da
lata. Na fase de enchimento, a bebida é
acondicionada na lata juntamente com
uma pequena quantidade de nitrogênio
líquido. Quando a lata é fechada, o nitrogênio evapora, sendo que uma parte
dele produz a pressão interna que estabiliza a embalagem, enquanto uma outra
parte adentra a cápsula. No momento da
abertura, uma troca de pressão com a
bebida acondicionada tem início, formando assim a espuma.
Da mesma forma que o CoolKeg, a
lata Widget não se restringe às cervejas, e
está abrindo novos mercados. Um exemplo oportuno é a recente estréia da tecno-
logia na bebida à base de café Kenco Ice
Cappio, da Kraft Foods, comercializada
no mercado britânico. Trata-se da primeira lata de 250ml a contar com tal diferencial. Até então, a Widget apenas era embutida em latas de cerveja de 500ml. De
acordo com a S-L, a intenção é progredir
para outros mercados, como bebidas misturadas à base de leite, milk shakes, iogurtes e cafés.
Aliás, falando em cafés em latas autoaquecíveis, o Nescafé Hot When You
Want, da Nestlé, primeiro grande case de
impacto nessa seara, está completando
um ano de mercado na Inglaterra, tendo
abocanhado diversos prêmios internacionais de embalagem – mérito da tecnologia da Crown Cork & Seal.
Para o Brasil, uma novidade promete
estrear em breve no mercado, como anunciado na edição passada de EMBALAGEMMARCA. Trata-se da tecnologia de autoresfriamento de latas licenciada à empresa paranaense Ice Tec do Brasil. Desenvolvida na Coréia do Sul, ela está atualmente em fase de prospecção junto aos
fabricantes nacionais de bebidas.
CoolSystem
www.coolsystem.de
Crown Cork & Seal
(11) 4529-1000
www.crowncork.com
Ice Tec do Brasil
(41) 333-5861
[email protected]
Schmalbach-Lubeca
www.schmalbach.com
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prêmio
Novo e respeitado
Prêmio Abre se consolida como o mais importante do setor
o último dia 28 de agosto, a
ABRE – Associação Brasileira de Embalagem divulgou a lista com os vencedores do Prêmio Abre de Design de Embalagem em São Paulo. Apesar de jovem
(esta foi a segunda edição), a premiação
já se consolidou como a principal do setor de embalagens. A prova disso está no
crescimento no número de inscrições,
que pulou de 300 projetos concorrentes
em 2001 para cerca de 400 embalagens
em 2002.
Segundo a entidade, o aumento no interesse do setor pelo prêmio se deve às
novidades introduzidas neste ano, tais
como a criação de novas categorias (agora são dezoito, mais as categorias especiais “Voto Popular” e “Empresa do
Ano”) e um regulamento mais enxuto.
Um dos destaques deste ano foi a criação
da categoria “Ecodesign”, concebida para
valorizar aquelas embalagens que otimizam a utilização de recursos naturais e
eliminam desperdícios, sem agredir o
ambiente.
Seguindo uma tendência que se consolida no primeiro mundo, a ABRE decidiu premiar as empresas que estão incorporando um importante aspecto da responsabilidade social, que é a redução do
volume de embalagens descartadas no
ambiente. De acordo com a associação, o
volume de embalagens jogadas anualmente no lixo e não recicladas equivale a
4 bilhões de reais.
N
Especialistas
Coube a um júri formado por trinta especialistas ligados a toda a cadeia produtiva
de embalagem a difícil missão de selecionar os premiados em meio a trabalhos de
alto nível. Esses profissionais (veja quadro na página 30) buscaram premiar em-
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ABRE
(11) 3082-9722
www.abre.org.br
balagens que uniam beleza, qualidade e
praticidade.
A grande qualidade técnica e visual
dos trabalhos inscritos reflete o amadurecimento do setor de design de embalagem, que nos últimos anos tem se consagrado como aliado importante de fabricantes nos mais diversos setores industriais. “As empresas estão percebendo que
o produto e a embalagem estão interligados de tal forma que já não é mais possível considerar um sem levar em conta o
outro”, enfatiza Fábio Mestriner, presidente da ABRE, que comandou a cerimônia de premiação.
A escolha do vencedor na categoria especial “Voto Popular” foi feita por aproximadamente 3 000 pessoas que votaram no
estande da ABRE durante a 18ª Fispal –
Feira Internacional de Tecnologia & Embalagem para a Indústria Alimentícia, realizada em junho em São Paulo.
Nas próximas páginas, a revista EMBALAGEMMARCA traz os cases vencedores.
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DESIGN DE EMBALAGEM –
ALIMENTOS
Título do trabalho: Misturas para Bolos
Vencedor: J. Macêdo Alimentos
Design: Seragini Design
Convertedor: Itap Bemis
Usuário: J. Macêdo Alimentos
Atributos da embalagem: A embalagem utiliza uma estrutura de 91 g/m2 composta de
PET+Tintas+Adesivo+PE, com quatro soldas. Dessa forma, as embalagens mantêmse em pé nas prateleiras, sem perda de visibilidade em relação aos cartuchos de papel
cartão tradicionais na categoria.
DESIGN DE EMBALAGEM –
COSMÉTICOS E CUIDADOS
PESSOAIS
Título do trabalho: Casal de perfumes
Sintonia de Natura Feminino e Sintonia de
Natura Masculino
Vencedor: Natura Cosméticos
Design: Design com Z
Convertedores: Tapon Corona/Rexam do
Brasil/Bormioli Rocco e Figlio
Usuário: Natura Cosméticos
Atributos da embalagem: O frasco é transparente e arredondado, e vem dentro de
uma embalagem de aço. O sistema exclusivo de válvula dispensa a tampa e transmite
conforto através do toque proporcionado
pelo material emborrachado da capa do atuador, bi-injetada com PP e borracha flexível.
DESIGN DE EMBALAGEM –
BEBIDAS
Título do trabalho: Bohemia – Cerveja
Escura – Edição Especial
Vencedor: Saint-Gobain Vidros
Design: Saint-Gobain/Ambev
Convertedor: Saint-Gobain
Usuário: Ambev
Atributos da embalagem: A embalagem possui capacidade volumétrica e design diferenciado em relação à categoria
DESIGN DE EMBALAGEM –
HIGIENE E LIMPEZA
Título do trabalho: Cartucho Omo Progress
Windows 1 kg
Vencedor: Dixie Toga
Design: Oz Design
Convertedor: Dixie Toga
Usuário: Unilever
Atributos da embalagem: A inclusão de uma
janela no cartucho impresso em rotogravura
permite que o consumidor controle a quantidade de produto remanescente
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DESIGN DE EMBALAGEM –
SAÚDE E FARMACÊUTICO
Título do trabalho: Marluvas
Vencedor: Rigesa Celulose, Papel e Embalagens
Design: Marluvas Calçados Profissionais e de Segurança
Convertedor: Rigesa Celulose, Papel e Embalagens
Usuário: Marluvas Calçados Profissionais e de Segurança
Atributos da embalagem: Feita de papelão ondulado e impressa em
processo flexográfico em quatro cores mais verniz, a embalagem é
resistente e tem sistema de travas internas que dispensa o uso de
cola para montagem. Tem formato de maleta (com alça plástica
como acessório) e possui tampa integrada ao corpo da embalagem.
DESIGN DE EMBALAGEM –
BRICOLAGEM
Título do trabalho: Latas com fechamento
Biplus Coral (1/4)
Vencedor: Brasilata
Design: Brasilata
Convertedor: Brasilata
Usuário: Tintas Coral
Atributos da embalagem: Desenvolvida especialmente para utilização no sistema tintométrico, a embalagem possui sobretampa
transparente que permite a verificação da
cor. Facilita a abertura e o fechamento, e elimina a necessidade de reabrir a embalagem depois de tingida a base
branca
DESIGN DE EMBALAGEM –
MISCELÂNEA
Título do trabalho: DVD Harry Potter
Vencedor: Rigesa Celulose, Papel e Embalagens
Design: T & M Design
Convertedor: Rigesa Celulose, Papel e Embalagens
Usuário: Warner Bros. Home Video
Atributos da embalagem: Combinação de papel cartão com berços
plásticos transparentes para o acondicionamento dos discos.
Impressão offset, com grande resistência mecânica e áreas adicionais de impressão e rotulagem. Mais fina que as embalagens
tradicionais.
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DESIGN DE EMBALAGEM –
ELETROELETRÔNICOS
E DOMÉSTICOS
Título do trabalho: Linha de embalagens
Home Theater Solution Gradiente
Vencedor: Brandgroup Design e
Comunicação
Design: Brandgroup Design e Comunicação
Convertedor: Studio de Fotolito Litokromia
Usuário: Gradiente Áudio e Vídeo
Atributos da embalagem: Visual sofisticado
obtido com a utilização de recursos gráficos
com hot stamping e verniz fosco. Os detalhes do produto foram usados em todas as
laterais.
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REDESIGN DE EMBALAGEM –
ALIMENTOS
Título do trabalho: Iracema – linha de snacks
Vencedor: Dil Consultores em Design
Design: Dil Consultores em Design
Convertedores: Santa Rosa Embalagens
Flexíveis/Litografia Valença
Usuário: Kraft Foods Brasil
Atributos da embalagem: Redesign gráfico
da logomarca e dos catorze itens que compõem a linha. Modernização das letras e
introdução de fundo azul escuro nas latas
litografadas em seis cores e nas embalagens
laminadas com oito cores impressas em
rotogravura (veja Making Of na página 42).
REDESIGN DE EMBALAGEM –
COSMÉTICOS E CUIDADOS
PESSOAIS E HIGIENE E LIMPEZA
Título do trabalho: Nova embalagem Minerva
com Silicone Hidrativo
Vencedor: R. 1234 Art Design
Design: R. 1234 Art Design
Convertedores: Dixie Toga/Impressora
Paranaense
Usuário: Unilever
Atributos da embalagem: Introdução de ícone
de ferro de passar roupa cruzando o painel
principal e passando a sensação de velocidade, para comunicar benefício do produto.
Preocupação em deixar as costas da embalagem tão atraentes quanto a frente, para agilizar posicionamento em gôndola. Apelo visual
com a utilização de hot stamping.
REDESIGN DE EMBALAGEM –
BEBIDAS
Título do trabalho: Minalba Classic
Vencedor: Hi Design
Design: Hi Design
Convertedor: Multilabel do Brasil
Usuário: Minalba Alimentos e Bebidas
Atributos da embalagem: A diminuição dos
contornos e aumento da legibilidade das
letras da marca, combinados com um ajuste
nas próprias letras (compensação ótica) e a
redução na quantidade de elementos gráficos da ilustração do rótulo deram um visual
mais leve, limpo e iluminado à embalagem.
Alteração nas cores do logo com utilização
de degradé e introdução da denominação
“Classic” para reforçar o posicionamento
do produto. O fato de a Minalba ter linha
própria de sopro ajudou na opção pelo PET.
O rótulo auto-adesivo com visual no-label é
inovador na categoria.
ECODESIGN
Título do trabalho: Caixas Plaform Rasip
Vencedor: Rigesa Celulose, Papel e
Embalagens
Design: Rasip Agro Pastoril
Convertedor: Rigesa Celulose, Papel e
Embalagens
Usuário: Rasip Agro Pastoril
Atributos da embalagem: Utilização de materiais biodegradáveis como papelão ondulado e tintas e vernizes à base d’água. A embalagem é descartável e 100% reciclável.
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DESIGN PARA EXPORTAÇÃO
Título do trabalho: Bud 3 Pack
Vencedor: Mead Westvaco
Design: Mead Westvaco
Convertedor: Mead Westvaco
Usuário: Companhia Industrial Cervejera
Atributos da embalagem: Embalagem agrupadora para três latas no formato triangular
TECNOLOGIA
Título do trabalho: Embalagem para pizza
congelada tamanho família
Vencedor: Caeté Embalagens
Design: Vogt Design e Comunicação
Convertedor: Caeté Embalagens
Usuário: Matzupel Indústria de Alimentos
Atributos da embalagem: Embalagem em
forma redonda. Exclusivo processo de
fusão de polietileno com polietileno.
CASE DE EMBALAGEM
Título do trabalho: Coleção Mulher & Poesia
por Vinícius de Moraes de Avon
Vencedor: M Design
Design: M Design
Convertedor: Lavezzo Gráfica e Editora
Usuário: Avon
Atributos da embalagem: Foram escolhidos
três perfis aos quais se associaram músicas
de Vinícius de Moraes. O frasco, simples,
contém linhas femininas, longilíneas, e base
quadrada. No centro, o frasco é arredondado, mas volta a ficar quadrado na tampa. O
fundo espesso foi usado para enobrecer a
embalagem de vidro. Os estojos com aberturas laterais foram concebidos de forma a
lembrar porta-jóias, e receberam as letras
das obras de Vinícius na parte interna. Mulher & Poesia atingiu recorde de vendas na
história da Avon Brasil, tornou-se global e
rendeu um prêmio da corporação de melhor
projeto de marketing em todo o mundo.
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EMBALAGEM PROMOCIONAL
Título do trabalho: Estojo Bombonier
Modelo Coração
Vencedor: Metalgráfica Itaquá
Design: Narita & Associados Design
Convertedor: Metalgráfica Itaquá
Usuário: Kraft Foods Brasil
Atributos da embalagem: Embalagem de
aço em formato de coração, desenvolvida
para o dia dos namorados. Sistema de
fechamento diferenciado proporciona
acabamento uniforme entre a tampa e o
fundo, não deixando nenhuma saliência
externa no estojo.
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VOTO POPULAR
FAMÍLIA DE PRODUTOS
Título do trabalho: Bons Sonhos
Vencedor: WR… Comunicação Marketing
Design
Design: WR… Comunicação Marketing
Design
Convertedores: Flor de Maio/Gráfica e
Editora Modelo
Usuário: La Façon
Atributos da embalagem: Desenvolvida em
Kraft e decorada com traços manuais, com
o intuito de reforçar o conceito artesanal da
linha. A composição de todos os itens (caixa, rótulo, envoltório, sachê de chá e travesseiro), apesar de impressos em uma única
cor, ajudaram a conferir à linha um visual
original.
EMPRESA DO ANO
Vencedora: Nestlé Brasil Ltda.
ESTUDANTE
Título do trabalho: Ecologia Vital
Vencedor: Octavio Machado
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Título do trabalho: Embalagem 3 em 1
Colônia Ápice
Vencedor: Maria Rosângela Figueiredo de
Souza Teixeira ME
Design: Maria Rosângela Figueiredo de
Souza Teixeira ME
Convertedor: Flor de Maio
Usuário: Skin Hair Indústria e Comércio de
Cosméticos
Atributos da embalagem: Aspecto rústico,
obtido com impressão no verso do cartão. A
face branca, voltada para dentro, valoriza e
ilumina o produto. A embalagem não tem
pontos de colagem, e pode ser utilizada de
três formas diferentes: montada com as
abas para dentro, para fora e em forma
de flor (servindo como expositor).
Os jurados deste ano
Enrique Gustavo Rossi
Antonio Eduardo Pinattti
Márcia Nori
Fausto Guilheme Longo
Sheila Brabo
João Carlos Basilio da Silva
Ari Nelson Rodrigues Costa
Renata Ashcar
Marcos Sardas
Ernesto Freire Pichler
Serafim Branco Neto
Gustavo Ferreira Lendnhardt
Ronald Peach Jr.
Lauro Moretto
Estanislau Pérez
Léo Bick
Andre Vilhena
Ewaldo Danilo Endler
Reginaldo Baggio
Mara Vegso
Glaucia Boner de Oliveira
Adriana Valese
Elcio de Sousa
Carlos André Pereira de Barros
Luis Fernando Ceribelli Madi
Maria Luiza Leal Antunes
Eloisa Elena Corrêa Garcia
Elza Tsumori
Elmo Schiavetti Jr.
Consult-Em
Faculdade de Belas Artes de SP
ABEA
FIESP/CIESP
Centro SP Design
ABIHPEC / SIPATESP
Consultor
Cosmetics Com. e Mkt.
GS&SG
IPT
FEBRAFARMA
Inst. Mauá de Tecnologia
POPAI - Brasil
SINDUSFARMA
ZEGRAPH Design
ABIA
CEMPRE
ADVB
Universidade Anhembi Morumbi
About
ESPM
Universidade Anhembi Morumbi
SENAI
Min. do Des., Ind. e Com. Exterior
CETEA / ITAL
Research International
CETEA / ITAL
AMPRO
ABRAS
37livros
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livros
Arte chinesa nas escolas
Ripasa S/A Celulose e Papel
está patrocinando o projeto
Arte nos Museus, que visa
difundir o gosto pela arte entre alunos
do grau secundário, através dos educadores. O projeto consiste em patrocinar eventos culturais, com apoio de
material impresso. A primeira
iniciativa do projeto contempla a
cultura dos chineses, inventores
do papel, produto
que a Ripasa produz há mais de 44
anos e é distribuído não só no Brasil, mas em inúmeros países no mundo inteiro.
Para marcar o início do projeto, a
empresa patrocinou dia 31 de agosto
último um coquetel no Museu de
Arte Brasileira, o MAB, localizado
nas instalações das Faculdades Armando Alvares Penteado (FAAP),
em São Paulo, onde se realiza a expo-
A
sição China – AArte Imperial, AArte
do Cotidiano, A Arte Contemporânea, que vai até 3 de novembro próximo. No dia do evento, a entrada foi
franqueada aos convidados. Iniciouse então a distribuição do livro A Fascinante Civilização da China, de autoria da professora Nereide Schilaro Santa Rosa,
que autografou
exemplares. Serão
doados
24 000 exemplares do livro,
impresso em
papel Image
Mate 145g/m2
e capa em Royal 250g/m2,
da Ripasa, e 15 000 reproduções de obras de arte em papel,
além de 21 500 manuais de orientação pedagógica para os educadores
de escolas e bibliotecas públicas no
Estado de São Paulo. O projeto tem
apoio da Secretaria da Educação do
Estado de São Paulo.
Uma gigante bicentenária
poio à cultura comprova estar se tornando mesmo uma
ferramenta de grande apelo
para fortalecer marcas no Brasil.
Para comemorar no país o 200º aniversário de fundação da Du Pont, a
empresa patrocinou dia 28 de agosto um concerto da Orquestra Jazz
Sinfônica, com apresentação do
A
Du Pont: duzentos anos de história
cantor e compositor Toquinho, na
Sala São Paulo, em São Paulo, antecedido de um “vin d’honneur”
para 1 200 convidados.
A todos os presentes foi entregue um exemplar do livro Du Pont:
From the Banks of the Brandwyne
to Miracles of Science (Du Pont,
Das Margens do Brandwyne aos
Milagres da Ciência), do historiador
americano Adrian Kinnane. O luxuoso volume, com 268 páginas e
profusão de fotografias e ilustrações conta a história da gigante com
sede nos Estados Unidos e presença
em praticamente todos os países.
Ao mesmo tempo, traça um fascinante retrato da evolução industrial
nos últimos dois séculos.
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matéria-prima
Gerações integradas
Braskem, petroquímica de classe mundial, inicia suas atividades
m passo inédito no setor petroquímico brasileiro foi dado
com a inauguração oficial da
Braskem, em 19 de agosto:
pela primeira vez no país uma única empresa fabrica produtos de primeira e segunda
geração petroquímica. Fugindo dos jargões,
isso significa que a Braskem é capaz de produzir insumos básicos, como eteno e propeno, e também resinas termoplásticas, como
polietileno e polipropileno.
Fruto da integração dos ativos petroquímicos dos grupos Odebrecht e Mariani –
leia-se OPP Química, Trikem e Nitrocarbono – à Copene, a Braskem já nasce como a
maior do setor na América Latina e líder regional em termoplásticos, com faturamento
anual superior a sete bilhões de reais e ativos avaliados em doze bilhões de reais. Tais
dados a incluem entre as cinco maiores indústrias brasileiras de capital privado.
Os planos, após a consolidação da nova
empresa, são auspiciosos. Entre eles, se destaca a implementação de um programa de
exportações em um nível nunca antes visto
na petroquímica nacional, pelos “patamares
globais de competitividade atingidos pela
criação de uma companhia brasileira de
classe mundial”, diz José Carlos Grubisich,
presidente da Braskem. As exportações
anuais da empresa, para mais de 40 países
nas Américas, Europa, Ásia e África, deverão representar perto de 15% de seu faturamento, superando 380 milhões de dólares.
U
Quatro unidades
Ainda no quesito competitividade, vale destacar que outros atrativos da união entre as
empresas formadoras da Braskem são as sinergias operacionais, administrativas e tributárias atingidas, algo em torno de 330 milhões de reais por ano.
Para suportar essa nova estrutura, quatro
unidades de negócio foram criadas: Insu-
32 – EMBALAGEMMARCA • set 2002
Braskem
www.braskem.com.br
mos Básicos, responsável pela fabricação e
comercialização dos produtos de primeira
geração na central de matérias-primas de
Camaçari (BA) e combustíveis; Poliolefinas, responsável pela produção e comercialização de polietileno e polipropileno nos
pólos de Triunfo (RS) e Camaçari; Vinílicos, que responde pela cadeia de produção
de PVC, incluindo cloro e soda; e, finalmente, Desenvolvimento de Negócios, responsável pela fabricação de resina PET e
que terá papel estratégico, gerenciando a
participação da Braskem em outras empresas e avaliando oportunidades de negócios.
No que diz respeito à cadeia de embalagem, para a qual influem de maneira decisiva os negócios em poliolefinas, PVC e PET
– e aí merece lembrança a posição privilegiada que a OPP sempre ostentou nesse
mercado – a Braskem já inicia suas operações como líder do mercado regional, com
participações avaliadas em 39% no segmento de polipropileno, 31% no de polietileno e
51% no de PVC.
Planta da Braskem
em Triunfo (RS) será
centro de poliolefinas
www.embalagemmarca.com.br
37braskem
37segurança
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segurança
Neurônio nas gôndolas
Controle de perdas multiplica mercado para etiquetas inteligentes
Por Leandro Haberli
omo no caso do disparo que
acaba ameaçando atingir o
próprio atirador, a consolidação do modelo de autoserviço no varejo, ainda que decisiva
para a consagração da embalagem como
suporte de marcas e trampolim de vendas em indistintas categorias de produtos, também apresentou efeitos indigestos. Por mais excêntrico que pareça, esse
irreversível conceito de atendimento,
que privilegia a exposição dos produtos
livre da vigília de gerentes e vendedores,
e sem intermediários como o balcão das
antigas mercearias, abriu caminho para
gatunos e consumidores gaiatos, tornando o furto de mercadorias um problema
severo para muitas empresas.
Em 1999, 32 das maiores redes varejistas dos Estados Unidos estimaram em
C
DE ONDE VÊM AS PERDAS
FUNDAÇÃO INSTITUTO DE ADMINISTRAÇÃO DA UNIVERSIDADE DE SÃO PAULO
14,7%
36,5%
23,5%
25,3%
Furtos por clientes
Erros operacionais
Furtos por empregados
Erros administrativos
34 – EMBALAGEMMARCA • set 2002
3,7 bilhões de dólares os prejuízos acarretados pelo sumiço de seus produtos.
No Brasil, calcula-se que a perda média
de mercadorias no varejo é de 1,13% sobre o faturamento das lojas. Tais levantamentos não se restringem à ação de
clientes cleptômanos. Também são considerados verdadeiros conluios de fornecedores e prestadores de serviço, erros
administrativos, além dos desvios praticados por funcionários espertalhões (ver
gráfico). O fato é que o extravio de mercadorias adquiriu proporções que tornam
proibitiva a velha postura de simplesmente fazer vista grossa à questão.
Vigilância eletrônica
Sentindo isso no bolso, redes de hipermercados, lojas de conveniência e de departamentos, livrarias, home centers e
até farmácias buscam a duras penas soluções para fechar o ralo da “distração”
alheia, num movimento responsável por
um extenso campo de oportunidades para
empresas que se propõem a essa tarefa.
Em grande parte das vezes, as táticas sugeridas para controlar esse vespeiro se
constituem de acessórios como selos de
segurança, lacres invioláveis e filmes
termoencolhíveis. Porém, ganha cada
vez mais força na metodologia de prevenção de furtos o conceito de eletronic
article surveillance, ou vigilância eletrônica de mercadorias.
Nessa seara, prospera um moderno
insumo ligado a embalagem: a smart tag,
ou etiqueta inteligente, que vem sendo
avaliada por um número cada vez maior
de varejistas como solução eficaz ao problema das perdas. Feito de papel ou filme, esse tipo de auto-adesivo pode ser
dotado de um chip interno e de uma antena, que se comunica com um leitor,
normalmente instalado em pedestais na
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saída das lojas. Quando alguém tenta levar um produto cujo pagamento não foi
registrado, o sensor dispara sinais visuais e sonoros. Esse mecanismo é conhecido como RFID, iniciais da expressão em inglês Radio Frequency Identification.
“Trata-se da tecnologia de prevenção
de perdas que se tornou padrão no varejo da Europa e dos Estados Unidos”, diz
Gabriel Fuhr, supervisor de marketing
da Checkpoint do Brasil, uma das grandes fornecedoras de etiquetas inteligentes e de soluções de prevenção de perdas
do país. Somado ao zelo contra o furto
no ponto-de-venda, o uso das smart tags
pode agilizar processos de inventário no
centro de distribuição, facilitar o controle e a manutenção de estoque, proteger
produtos da contrafação e ainda permitir
que itens extraviados durante processos
logísticos sejam rastreados.
FOTOS: DIVULGAÇÃO
37segurança
Desativação das etiquetas inteligentes no
momento da compra
a etiqueta é dotada de duas pequenas lâminas de metal, cobertas por um filme
de PVC, onde se aplica um falso código
de barras”, resume Luciano Medeiros
Raposo, gerente de etiquetagem na origem da Plastrom Sensormatic, única fornecedora de soluções de prevenção de
perdas que trabalha com etiquetas acusto-magnéticas no Brasil. Neste sistema,
prossegue Raposo, os sensores antifurto
são acionados pela vibração das lâminas, ao passo que a impressão de um código de barras inócuo tem por objetivo
“confundir o ladrão”.
Além das diferenças tecnológicas, o
Opções tecnológicas
Porém, nos últimos anos, novas tecnologias, além da RFID, têm surgido no mercado de etiquetas inteligentes para desempenhar semelhantes funções. O principal concorrente da rádio freqüência é o
sistema acusto-magnético. “Neste caso,
Exportação e novos jogadores
Há mais de um ano, a Torres, fornecedora nacional de
etiquetas e soluções de automação comercial, vem exportando smart labels para Alemanha e Suíça. A empresa informa que mais de 120 000 etiquetas já foram ven-
didas para estes países, principalmente para proteção
de CDs e equipamentos de informática. Utilizando a tecnologia RFID, as etiquetas da Torres têm como substrato filmes de poliéster. Segundo Douglas Miyazato, responsável técnico por RFID da Torres, o chip utilizado,
fornecido pela Sokymat, é de baixa freqüência. “A idéia
é oferecer smart labels criptográficos antipirataria a um
custo relativamente baixo”, diz Myazato.
A movimentação com vistas ao mercado externo de etiquetas inteligentes não é exclusividade da Torres. Em
contrapartida, a sueca Gateway aterrissou no Brasil no
início deste ano, trazendo na bagagem toda sua linha
de tecnologias magnéticas e de rádio freqüência para
combate às perdas. Com algumas lojas do Carrefour já
atendidas, a empresa garante oferecer soluções completas para instalação de sistemas antifurto em redes
varejistas. “Nosso portfólio inclui etiquetas rígidas, flexíveis e estojos para proteção de multimídia, além de
antenas com design privilegiado”, descreve Luiz Sambugaro, diretor de marketing da Gateway.
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ônus da etiquetagem também parece ser
um ponto sensível na análise do mercado brasileiro de smart tags. Por aqui, a
adoção dessas etiquetas vem sendo feita
basicamente pelas redes varejistas, a
suas próprias expensas. Mas multiplicam-se ações com vistas a implementar
o conceito de source tagging, ou etiquetagem na origem, isto é, diretamente na
linha de produção do fabricante. Progressivamente exigida pelo varejo, sobretudo para os produtos mais visados
pelos gatunos, a etiquetagem na origem,
além de ratear o investimento entre fabricantes e varejistas, é defendida pela
possibilidade de ampliar o espaço de
exposição dos produtos nas gôndolas.
“Lá fora o source tagging é uma realidade em praticamente toda a indústria
de bens de consumo e está presente em
muitos segmentos do varejo”, lembra o
supervisor de marketing da Checkpoint
do Brasil. Um exemplo observado por
Gabriel Fuhr é o das farmácias americanas, que, muito antes de o Brasil se deparar com o drama dos remédios falsificados, já recebiam os medicamentos em
embalagens dotadas de etiquetas inteligentes. “Sem precisar esconder dos con-
sumidores de fato os produtos mais visados pelos ladrões, as vendas crescem
sensivelmente”, acrescenta o executivo
da Checkpoint.
Disputa entre padrões
Hoje as grandes redes varejistas possuem diretorias específicas para lidar
com prevenção de perdas. Além de se
preocupar com a gatunagem, estas divisões são responsáveis pelo controle de
erros administrativos, de inadimplência
e até da data de validade de produtos
perecíveis. Porém, a preocupação maior
é com o furto, que em alguns casos
chega a representar 70% das perdas de
um supermercado.
Conquanto venham ampliando a atenção para diminuir as perdas, os supermercados brasileiros ainda investem
pouco para inibir o furto no ponto-devenda. Segundo estudo feito pelo Programa de Administração de Varejo (Provar), da Fundação Instituto de Administração (FIA), da Universidade de São
Paulo, apenas 0,16% do faturamento
das empresas varejistas brasileiras é
destinado a medidas de controle de perdas.
MERCADO BRASILEIRO DE SISTEMAS
ANTIFURTO (SENSORES)
A mesma pesquisa mostra que as empresas brasileiras têm dado preferência
à rádio freqüência na hora de optar por
um sistema de controle de processos
(ver gráfico). Mas de acordo com Luciano Medeiros Raposo, gerente de etiquetagem na origem da Plastrom Sensormatic, tal levantamento reflete o que
FONTE: 2ª PESQUISA PROVAR/USP DE PREVENÇÃO DE PERDAS - 2001
ocorre apenas em lojas de confecção.
“Nos supermercados a tecnologia acusto-magnética tem mais de 90% de participação”, ele diz.
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A ampliação dos negócios gerada
pela etiquetagem na origem também
pode ser justificada pela incomparável
receptividade dos varejistas a produtos
já protegidos. Paralelamente, agiliza-se
o processo de distribuição, à medida que
o período de espera nos depósitos das
lojas pela tecnologia de proteção é eliminado. Empunhando tais argumentos, a
Associação Brasileira de Supermercados (Abras) está coordenando um programa para incentivar o source tagging
no Brasil. Denominada Núcleo de Etiquetagem na Origem (NEO), a iniciativa
foi feita em conjunto com a Plastrom
Sensormatic, que se tornou a única fornecedora de etiquetas inteligentes para
os supermercados participantes.
De acordo com o gerente de etiquetagem na origem da Plastrom Sensormatic,
a tecnologia escolhida para fornecimento
do NEO é a Ultra Max, que opera com
sistema acusto-magnético. A presença de
Etiquetas com
cirquitos integrados: múltiplas
funções
Checkpoint do Brasil
(11) 5013-2333
www.checkpointsystems.com
Gateway
(11) 5561-2922
[email protected]
Plastrom Sensormatic
(11) 4166-4400
www.plastrom.com.br
Torres
(11) 3346-6900
www.torres.ind.br
redes como Wal-Mart e Pão de Açúcar
entre os adeptos do programa mostra que
o campo de oportunidades para esse complexo insumo tecnológico que é a smart
tag tende a se tornar cada vez mais fértil.
Também fica visível que a embalagem se
consolidou como um meio eficaz de superar os efeitos colaterais do auto-serviço, sem alterar o fato de que ela sempre
será uma das grandes beneficiárias do
crescimento desse outrora revolucionário
modelo de vendas.
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perfil
Fibra de gigante
o seu rol de índices indecorosos, o Brasil permanece um
recordista em mortalidade
empresarial. É expressivo o
número de companhias que surgem para
rapidamente ir à bancarrota, ou simplesmente expirar antes mesmo de ultrapassar
a chamada tenra idade. No lugar de novas
marcas, o que fica é a impressão de que,
tentando girar a roda produtiva,
muitos acabam se sentindo como
no dito popular: dando soco em
ponta de faca.
Diante desse prognóstico, é
natural o interesse por empresas
que conseguiram formar frondosas estruturas, gerando desenvolvimento de fato sustentável. E
quando alguma dessas empresas
se mantém há décadas entre as líderes de
um mercado-chave, a curiosidade é mais
justificável. A Rigesa, que comemorou sessenta anos em agosto último, é um desses
nomes – e não apenas por sua longevidade,
mas também porque se tornou uma prova
do potencial do Brasil no setor de papel,
papelão ondulado e papel cartão.
FOTOS: DIVULGAÇÃO
Recém-sexagenária, Rigesa é referência no mercado de celulose
N
Casamento com liberdade
Batizada em função da sociedade anônima
firmada entre as famílias Ribeiro e Gerin, a
Rigesa conta hoje com 48 000 hectares de
terras cultivadas, e dezoito escritórios comerciais. Unida às suas oito fábricas, sua
base instalada, iniciada em Valinhos à época em que essa cidade do interior paulista
era um distrito de 20 000 habitantes, cobre
todo o país. Mas a empresa nascida familiar gosta de dizer que tantas conquistas seriam inviáveis sem um casamento que, na
visão dos mais críticos, poderia ser mais
um caso de perda de autonomia.
Mas quem acompanha a relação de
décadas entre a Rigesa e a americana Wes-
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Aos 60 anos,
produção
verticalizada:
do plantio à
embalagem
STUDIO AG – ANDRÉ GODOY
37perfil
tvaco (hoje MeadWestvaco, em conseqüência da fusão anunciada no primeiro semestre desse ano, que resultou numa das maiores empresas do mercado de celulose do
mundo) garante que a convivência
é harmoniosa. O namoro começou
em 1952, quando a Westvaco, no
auge do crescimento econômico do
pós-guerra, percebeu que os recursos americanos em árvores coníferas eram limitados.
Condições ideais
A fábrica de papel fundada por uma família
de imigrantes escoceses passou a procurar
novas fontes de matérias-primas, sabendo
que o Brasil reunia condições ideais para o
cultivo de árvores de fibra longa. Além dos
apenas dezoito anos necessários para um
pinus estar próprio para extração (contra 30
anos em regiões setentrionais), a Westvaco
se empolgou com o Brasil graças a uma
empresa que dispunha de bom equipamento e pessoal disposto a aprender.
Era a Rigesa, que a cúpula de diretores
da companhia americana decidiu imediatamente comprar. Por 1 milhão de dólares, ou
42 milhões de cruzeiros, na moeda
brasileira da época, o negócio foi fechado.
Uma das primeiras decisões foi manter a
37perfil
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força de trabalho. “O clima fraternal e de
coleguismo que havia sido formado foi seguido após a fusão com a Westvaco”, diz
Desirée Colucci Martini, gerente do departamento de relações públicas da Rigesa. A
tradição de empregar filhos de funcionários, observa ela, permanece até hoje. “O
giro é baixo, e quem vem fica conosco por
bastante tempo”, acrescenta Desirée, ela
mesma há 23 anos na Rigesa.
Com o capital humano indo bem, os
americanos se focaram na expansão fabril.
Mas em meados dos anos 50, a celulose de
madeira tinha importância secundária na
produção de papel. O que predominava era
o capim-jaraguá, que em seguida começou
a ser substituído pelo bagaço de cana,
abundante na região de Valinhos.
Crescimento
centrado nas
vantagens do
papelão ondulado
de relações públicas da Rigesa, lembrando
que a empresa sempre investiu em equipamentos próprios para impressão e acabamento de embalagens.
Os recursos tecnológicos tornaram-se
vitais com o surgimento das novas fábricas. As primeiras fora
FICHA TÉCNICA
Apagando incêndios
do interior de São
Fundação: agosto de 1942
A mudança, contudo, não trouxe alívio
Paulo foram inauguParticipação*: segunda maior empresa de
papelão
ondulado
do
país
(atrás
da
Klabin),
para um dos grandes problemas da Rigesa
radas no Sul do País,
com 13,1% do mercado
à época: o fogo. Os pioneiros da celulose
onde a Rigesa cenDivisão florestal: criada em 1958, hoje conta trara sua produção de
inflamavam com facilidade nos antigos decom 48 000 hectares de terras cultivadas
pósitos abertos. Para minimizar o problemadeira. Em 1974,
Produtos: papel, papelão ondulado e papel
ma, a Rigesa formou um corpo de bombeinascia em Santa Catacartão para embalagens
ros próprio, que acabou sendo adotado
rina a Fábrica de PaSede corporativa: Campinas (SP)
pela cidade de Valinhos, por muitos anos
pel de Três Barras.
Funcionários: mais de 2 000
desprovida de uma brigada pública.
Quatro anos mais tarFábricas: 8
“Quando havia algum incêndio, as pessoas
de, era a vez da FábriEscritórios de vendas e representação: 18
Aniversário: ao completar sessenta anos,
ligavam para a portaria da Rigesa”, lembra
ca de Embalagens de
em 7 de agosto último, a empresa inaugurou
a gerente da empresa.
Blumenau. Em 1984,
o Centro de Memória Rigesa, em Valinhos
Com o avanço em torno da extração de
a Rigesa fundou sua
(SP),
e
lançou
livro
comemorativo
à
data
celulose a partir da madeira, a Rigesa pasplanta de produção de
* Fonte ABPO/2001
sou a investir com mais força no plantio de
papelão ondulado em
árvores. Em 1958, inaugurou sua divisão
Manaus, interessada no complexo indusflorestal, que gerou auto-suficiência em pitrial que crescia na capital amazonense.
Rigesa
nus. “A empresa sempre buscou verticaliA Rigesa buscou também expandir seu
(19) 3869-9330
www.rigesa.com.br
zar seu processo produtivo”, diz a gerente
escopo de negócios. Em 1996, com a
compra da Impressora Paranaense, veio a
entrada no mercado de papel cartão para
embalagens. Logo após, a Rigesa inaugurou sua mais recente fábrica, em Pacajus
(CE), estendendo sua presença ao mercado nordestino.
Tanto crescimento levou a matriz americana a ver a empresa de Valinhos com carinho especial. Em 2000, 3 milhões de dólares foram investidos pela Westvaco Corporation na fábrica paulista da empresa.
Nada excepcional para a unidade que foi o
germe da Rigesa atual.
No registro de 1974, um dos primeiros lotes da fábrica de Três Barras (SC)
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O papel Multiuso
da Suzano
Sintonizada com a tendência
de qualidade superior que
melhor visua-
registrada em todos os gran-
sirva para imprimir, copiar,
lização no
des mercados, onde os pa-
escrever, recortar e colar”.
ponto-de-
péis do segmento multiuso,
Assim, o Dia a Dia possibili-
venda, além de cores e de-
ou uso geral, exercem maior
ta impressão, cópia, recor-
sign modernos. “Muitas ve-
atração sobre os consumi-
tes e escrita. O Mais Espes-
zes o consumidor fica inse-
dores, na medida em que
so garante maior qualidade
guro na hora da comopra”,
dispensam a necessidade de
para tais trabalhos, e o Co-
diz Marta Vasconcelos, res-
escolher um tipo de papel
lorido permite personaliza-
ponsável pela divisão de
para cada finalidade, a Cia.
ção e criatividade nas co-
marketing da empresa.
Suzano de Papel e Celulose
res verde, amarelo, rosa,
“Nossa intenção é facili-
está lançando sua nova li-
azul e salmão.
tar a vida dele.”
nha de papéis Report Multiu-
Pesquisa feita pela Suzano
Além de inaugurar um novo
so, com os produtos
indicou que o consumidor
segmento de papel sulfite,
Papel do Dia a Dia, Pa-
brasileiro tem dificuldade
a linha Report Multiuso traz
pel Mais Espesso e Mul-
para entender a diferença
o selo “De olho
tiuso Colorido.
entre as diversas terminolo-
na Ecologia”,
A idéia é atender ao mes-
gias de uso do papel sulfite
para reforçar o
mo tempo as necessida-
atual e suas aplicações,
compromisso
des de trabalhos escola-
como papel para laser ou
da Suzano
res e profissionais, ofere-
jato de tinta. Por isso a em-
com o meio
cendo aos usuários, segun-
balagem da linha vem com
ambiente.
do a empresa, “um produto
diferente identificação, para
(11) 3037-9493
O papel para fax da VCP
Como utilizar a tecnologia CtP
Líder no segmento de
pela agência Forecast,
A Abigraf acaba de lançar
ção de tecnologias, uma
papéis para fax, o Ter-
ela tem como proposta
uma cartilha de esclareci-
vez que a utilização do
mocopy HD da VCP ga-
valorizar as característi-
mento sobre processos
CtP não elimina a etapa
nha maior visibilidade: a
cas técnicas do produto
que envolvem a tecnologia
da pré-impressão e sim
CtP (Computer to Plate),
os filmes e a tarefa da
marca agora é apresen-
e, ao mesmo tempo, tor-
tada em nova embala-
ná-lo mais atraente nos
processo gráfico que pro-
gravação em fotolitos.
porciona a gravação direta
A Cartilha CtP aborda as
pontos-de-venda. A
do computador para a cha-
dúvidas técnicas e de
nova embalagem desta-
pa. O objetivo é proporcio-
processos mais freqüen-
display quando
ca a alta definição do
nar ao mercado práticas
tes sobre o novo sistema
aberta. Criada
papel (daí HD, de high
saudáveis de trabalho, por
e será distribuída gratuita-
definition, ini-
meio da normatização de
mente ao mercado, na
ciais da expres-
tarefas, reavaliação de
versão impressa ou digi-
conceitos tecnológicos e
tal. Em linguagem simples
conscientização sobre
e objetiva, detalha regras
procedimentos do setor. A
para envio de trabalhos
cartilha foi elaborada pelo
em CtP e descreve deve-
216mm) e a ga-
Grupo Empresarial Promo-
res e direitos das gráficas
rantia da VCP
cional - Ge-Prom, com me-
diante dessa nova tecno-
de que a bobina
didas que visam preservar
logia.
tem 30 metros.
a saúde financeira das em-
(11) 5087-7777
www.abigraf.org.br
gem, que se
transforma em
são em inglês),
suas dimensões
(30mm x
(11) 3269-4028
40 – EMBALAGEMMARCA • set 2002
presas na fase de transi-
37painel
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20:33
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Abigraf adota novas logomarcas
Os logotipos da Abigraf – Associação Brasileira da Indústria
Gráfica, do Sindigraf e da ABTG –
Associação Brasileira de Tecnologia Gráfica mudaram. Agora, a integração das três entidades fica
evidente pela padronização de
cores e estilos presentes em todas as novas marcas. O objetivo
foi promover imagens que fizessem jus à vanguarda e ao engajamento político do sistema, segundo os responsáveis pela comunicação da Abigraf. Não foi informado quem realizou o trabalho.
(11) 5087-7777
www.abigraf.org.br
Agito na comunicação visual
Acontece entre os dias 16 e 19 de outubro, em São Paulo, a 5ª edição da Visual Communication, evento que
reúne profissionais e fornecedores
do mercado de comunicação visual brasileiro. Entre os expositores, a Agfa mostrará
softwares e equipamentos
que compõem suas mais
recentes linha de produtos.
Um dos destaques é a Xcalibur 45,
platesetter térmica, projetada para gravação de alta qualidade, baseada no sistema Grating Light Valve (GLV). Outra
novidade da Agfa é a Palladio, CtP de tecnologia laser violeta, que atende
ao mercado de até meia folha, produzindo de 800 a 8 000 chapas por mês.
Em 6 meses foram vendidas 150 unidades deste equipamento.
Os organizadores da Visual Communication esperam receber
13 000 visitantes
nesta edição do evento,
que acontece no Transamérica Expo Center.
www.agfa.com.br
(11) 5188-6444
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making of
Jogando por resultados
Redesign de embalagens moderniza linha de salgadinhos Iracema
recente trabalho de redesign
gráfico das embalagens dos
salgadinhos para aperitivos
Iracema, marca-sinônimo de
castanha de caju, remete mais uma vez ao
rol dos grandes equívocos a história de que
“não se mexe em time que está ganhando”.
Recolocada no mercado em julho último
com apresentação totalmente reformulada,
depois de trinta anos praticamente sem alterações, a linha de snacks da americana
Kraft Foods acaba de ganhar o Prêmio
ABRE de Design de Embalagem na categoria Redesign/Alimentos.
Porém, mais importante do que esse gol
de placa, a Iracema parece ter jogo para
sair-se bem no campo onde o que vale mesmo é o placar, isto é, o resultado de vendas,
embora a empresa ainda considere cedo
para falar em números. O fato é que, em
vez de jogar apenas para a torcida, pelo que
se vê nas embalagens redesenhadas, a marca está orientada a jogar com ela. Vale dizer
que as mudanças feitas no design respondem ao que o consumidor esperava, segundo indicações de pesquisas.
Depois de adquirir a marca da Iracema
Produtos Alimentícios, líder mundial no beneficiamento de castanha de caju, a Kraft
Foods incumbiu a DIL Consultores em Design, de São Paulo, de revitalizar a marca e
as embalagens dos produtos. A orientação
básica, conta Marina Sanchez, diretora de
atendimento da agência, foi a busca de modernização e maior competitividade frente à
concorrência, além da racionalização do número de itens (SKU’s) e dos tipos de embalagens dos snacks.
O
42 – EMBALAGEMMARCA • set 2002
Sem mexer nos equities
Família estendida,
mas com equities
preservados
A DIL começou por submeter os layouts da
primeira etapa do trabalho a uma pesquisa
qualitativa (focus groups) com consumidores habituais e também eventuais dos produtos. Entre outros aspectos interessantes, ficou evidente um ponto do qual crescente
número de empresas e profissionais vem se
conscientizando: a força da marca é um poderoso elemento de fidelização.
No caso específico, a pesquisa demonstrou que a marca Iracema é muito tradicional e extremamente valorizada, mas poucas
pessoas sabem que por trás dela existem outros produtos
além das Castanhas
de Caju. Por esse
motivo, conta Antônio
Muniz Simas, diretor
da DIL, os equities visuais das embalagens –
isto é, aquelas
características
que tornam cada
marca inconfundível – foram preservados.
A logomarca Iracema
foi suavemente modernizada. As letras ganharam
quase uma serifa e sombras
que proporcionam efeito de
FOTOS: STUDIO AG – ANDRÉ GODOY
37makingof
37makingof
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volume. A passagem do fundo branco para
o azul na embalagem passou a ser “esfumaçada”, mediante um leve degradê, em lugar
da linha reta anterior, muito brusca. Ao
mesmo tempo, a comunicação visual – que
tinha uma linha para latas e outra para sachês! – foi totalmente retrabalhada.
O fundo das embalagens ganhou um
tom de azul mais intenso, que é mais sofisticado, e os sachês receberam uma textura
de dois tons de azul no fundo, com efeito
metalizado, não explorado nas embalagens
anteriores. As fotos, de autoria de Amir
Campos, do Studio A, receberam atenção
especial, para despertar o appetite appeal e
mostrar o produto pronto para ser consumido. Para dar realce, foi mantido o calço de
branco para os cromos.
A pesquisa mostrou também que praticamente ninguém conhecia as extensões de
linha da Iracema. Por isso foi estabelecida
uma codificação de sabores. Os designers
da DIL criaram, abaixo da logomarca, uma
área que muda de cor conforme o produto.
A fim de diferenciá-los e reforçar sua origem nobre, essa área passou a contar com
uma família específica de letras e
pequenas vinhetas (ilustrações hiper-realistas, do ilustrador Alberto
Naddeo). Assim, segundo Muniz, “o
consumidor identifica claramente
cada sabor, sem confundi-los”. Uma
curiosidade: o desenho do caju mostra
a fruta com a castanha virada para
baixo, como cresce na natureza e raramente é retratada em embalagens e
materiais promocionais.
As estruturas das embalagens, isto é,
as latas com tampa easy open e sobretampa plástica, e os sachês de filmes laminados, foram preservadas. Como também são
Latas são montadas na própria
fábrica da Iracema
Alberto Naddeo
(11) 4191-4257
DIL Consultores em Design
(11) 3086-2466
[email protected]
Estúdio Gráfico Selectocor
(21) 2240-0731
www.selectocor.hpg.com.br
Litografia Valença
(21) 2597-1652
[email protected]
[email protected]
Santa Rosa Embalagens
(11) 3621-4000 / 3772-0242
[email protected]
Studio A
(11) 5511-4855
exportadas, as latas, montadas na própria
fábrica, com chapas fornecidas já litografadas pela Litografia Valença (fotolitos da Selectocor), ganharam dois painéis principais,
um em português e outro em inglês. Já nos
sachês, fornecidos pela Santa Rosa Embalagens, o painel traseiro foi explorado promocionalmente, com a introdução de um texto
explicativo e padronização dos tipos de letras. Foi incluído, ainda, um ícone de orientação para descarte.
Eliminados ou modernizados
Alguns itens da linha foram eliminados
(como Nozes e Macadâmia) e outros ganharam novas apresentações. Foi o caso do
Pistache, considerado na pesquisa como o
item mais sofisticado depois da Castanha de
Caju: além do sachê de 100g, será comercializado também em lata de 150g. Por sua
vez, o Mix de Amêndoas passou para a lata
de 200g, e a lata anterior (de 250g) foi eliminada. Também foi criada uma versão de
30g para as Castanhas de Caju, um sachê
para lojas de conveniência e pequeno varejo, com base na expectativa de que a porção
menor e o desembolso baixo estimularão a
experimentação.
Como atestado de qualidade, foi criado
um selo para aplicar nas Castanhas de Caju
(“tipo exportação”). Esse mesmo selo foi
aplicado no Mix de Amêndoas, com o texto “seleção especial”. Já no Pistache, foi
aplicado o selo do exportador da Califórnia
(“California Pistachios”).
Sachês da Santa
Rosa: estrutura
mantida
set 2002 • EMBALAGEMMARCA – 43
37panorama
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18:49
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Papelão cresce
Após retração de vendas em junho, o setor de papelão ondulado
registrou em julho vendas de
147,1 mil toneladas, um incremento de 2,9% em relação ao
mesmo período de 2001. Os dados
são da Associação Brasileira do
Papelão Ondulado (ABPO).
Fibra nova
Fernando Silveira Filho, ex-diretor
da Mead Embalagens, assumiu a
presidência da Hartmann-Mapol
do Brasil e da Hartmann-PPM Argentina, subsidiárias do grupo dinamarquês Hartmann, um dos três
maiores fabricantes de embalagens de fibra (polpa) moldada no
mundo e líder nacional no segmento de embalagens para ovos.
Diversificação
A SPP Nemo, divisão da Suzano
que distribui papéis de diferentes
marcas nacionais e importadas,
está comercializando também
Cilíndricas com maior destaque
Uma interessante ferramenta de design
chega para as embalagens pequenas e
de formato cilíndrico: o Form-a-Label Estendido, da Novelprint, solução autoadesiva capaz de revestir frascos em
todo o seu perímetro, permitindo a inclusão de informações adicionais sobre o
produto em toda a sua extensão. A área
da etiqueta que entra em contato com a
embalagem possui um adesivo permanente, enquanto sua extensão recebe
adesivo resselável na extremidade, para
que o consumidor possa abrir o rótulo
quantas vezes quiser. A parte sem adesivo permite impressão na frente e no verso. Segundo a Novelprint, a solução é
indicada para embalagens sem espaço
suficiente para divulgar informações ao
consumidor, como as que não utilizam
cartucho, e pode ser confeccionada em
material plástico ou papel.
(11) 3768-4111 • www.novelprint.com.br
tintas e chapas para impressão.
Tampografia compacta
Maiores informações podem
A Wutzl está lançando a mini-impressora tampográfica
manual Smart Print, que permite o uso de diversas medidas de clichês para decoração de peças planas ou
curvas e de superfícies irregulares. Com operação leve
e simples e rápida desmontagem para troca de cores, é
fabricada com guias rolamentadas, eixos temperados e
pintura em epóxi. Há uma mesa opcional para a formação de conjuntos multicores (até oito cores) e o trabalho
é com clichê padrão de 80x80mm, imprimindo áreas
úteis de 50x50mm ou 50x90mm.
(11) 603-4233 • www.wutzl.com.br
ser conseguidas em
www.sppnemo.com.br.
Queda de consumo...
O consumo de resinas termoplásticas caiu 5,2% no primeiro semestre, segundo o Sindicato da
Indústria de Resinas Sintéticas no
Estado de São Paulo (Siresp). Jean
Daniel Peter, presidente da entidade, atribui a queda à retração
geral do mercado. Os fabricantes
nacionais também perderam mercado para os estrangeiros, principalmente os argentinos.
...puxada pelo PE
A queda no mercado foi puxada
pelo encolhimento dos negócios
com o polietileno, que representam metade da produção total de
resinas. Por outro lado, a produção e as vendas de polipropileno e
PVC aumentaram no período.
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Armazenador híbrido
Indústria de transformação plástica com forte atuação no mercado de embalagens, a Unipac lançou
uma nova solução para transporte e armazenamento
de cargas: o contêiner Aramóbil, que mistura material plástico e aramado. Segundo os executivos da
empresa, além de facilidade de embarque, movimentação e carregamento, o produto permite a visualização de todo o conteúdo, característica que o torna
ideal para supermercados e auto-serviços. O lançamento, que marca a entrada da Unipac no mercado
de contêineres aramados, ocorreu durante a Movimat
2002. (11) 4166-4260 • www.unipac.com.br
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Para evitar maiores problemas…
Embora ainda não tenha sido
oficializada, está cada vez mais
certa a mudança de nome da
maior fabricante de cigarros do
mundo, a Philip Morris. A dona
da marca Marlboro, que sozinha
traga 40% do mercado americano de tabaco, pode passar a se
chamar Altria. Para antibagistas,
a nova chancela,
pauta cada vez
mais freqüente
de reuniões do
comando acionário da empresa, não passa de um truque para
reverter os danos de imagem
que a Philip Morris vem sofrendo por conta das progressivas
restrições ao hábito de fumar. A
polêmica causada pela intenção
de mudança de nome foi mesmo
imediata. Em anúncios veiculados em revistas americanas, uma
ONG denominada Campanha
Crianças Livres do Tabaco diz,
sobre a nova identidade da empresa, que “não importa com
que freqüência uma cobra muda
a sua pele; ela ainda é uma cobra”. Até 2007,
analistas estimam que, a
despeito de
campanhas contra o cigarro, os
lucros da Philip Morris crescerão 7% nos Estados Unidos, e
12% no resto do mundo. Vale
lembrar que a empresa atua com
quatro divisões de negócios,
além de cigarro.
B+C e Sunnyvale
fecham parceria
Selo higiênico rende
prêmio à Krones
A Sunnyvale, representante exclusiva de equipamentos industriais como
as codificadoras Domino, os detectores de metais Loma e as embaladoras a vácuo Webomatic, entre outros, acaba de fechar parceria com a
Bauch & Campos, a maior fabricante
nacional de rotuladoras e etiquetadoras. A parceria engloba a comercialização de toda a linha da Bauch &
Campos, que inclui, além dess es
produtos, aplicadoras de etiquetas e
seladoras de cartuchos, entre outros.
Os produtos Bauch & Campos –
Sunnyvale irão para o mercado com
a marca Sunnyvale, e terão a mesma tecnologia reconhecida da Bauch
& Campos. Terão também, além da
assistência técnica Bauch, a assistência técnica e distribuição da
Sunnyvale em todo o país.
(11) 3048-0121
[email protected]
A Taxomatic, rotuladora para aplicação
de selos higiênicos em latas de bebidas,
valeu à subsidiária brasileira da Krones
o prêmio de tecnologia inovadora no 2º
TecnoBebida Award, prêmio que ocorreu paralelamente ao evento, em São
Paulo. Fabricada no Brasil, a máquina
custa cerca de 600 000 reais. Além
dos selos, a higiene é gerada pela aplicação de raios ultravioletas, que são
lançados sobre o bocal das embalagens. Só depois são aplicados os invólucros de alumínio, que, segundo a empresa, protegem contra a ação de microorganismos. A máquina tem capacidade para lacrar até 60 000 latas por
hora.
(11) 4075-9500 • www.krones.com.br
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Perfex ganha versão limão
Acostumada aos já tradicionais Perfex rosa e azul,
a dona de casa poderá
contar a partir de outubro
com mais um item na linha
de panos de limpeza da
Johnson & Johnson. Trata-se do Perfex Limão.
O novo Perfex tem aroma
de limão, que, de acordo
Pfizer adota solução booklet
A Divisão Saúde Animal
dos laboratórios Pfizer é o
primeiro cliente da Novelprint a utilizar o rótulo
auto-adesivo Booklet nas
embalagens do medicamento antibacteriano Terramicina. Trata-se de uma
solução em forma de livrete, com capacidade para
até oito páginas. O Booklet
é uma versão mais sofisticada do rótulo-bula. Confeccionados em material
plástico e papel couché, os
Booklets possuem a parte
frontal em BOPP para proteger do manuseio, além
de um flap (aba) especial
para facilitar a abertura.
com o fabricante, é conservado por até cinco lavagens. Para diferenciar o
pano possa ser utilizado
novo produto dos outros
normalmente sem que o
da marca, o limão ganhou
mau cheiro, proveniente
destaque na embalagem,
do uso prolongado do
onde as cores verde e
produto, possa incomo-
amarela serão predomi-
dar a dona de casa. A fra-
nantes.
grância do Perfex Limão
O objetivo da Johnson &
se limita ao pano e não
Johnson com este lança-
deixa o cheiro nas super-
mento é fazer com que o
fícies em que é usado.
BEL EM SACO DE FUNDO CHATO
Sediada em Marília (SP), a
Bel Chocolates renovou as
embalagens de sua linha
de bombons, lançando
mão de um inovador bag
de fundo chato. De acordo
com a empresa, a nova
embalagem, cujo design foi
criado pelos departamentos
de marketing e pesquisa e
desenvolvimento, tem a vantagem de poder ficar exposta em pé no ponto-de-venda, ganhando destaque. Os
bags, confeccionados pela
Shellmar, trazem 81g dos
bombons de maior sucesso
da empresa, entre eles o
Moranguete, o Yogurt e o
Leite Condensado.
Alta tecnologia nas embalagens dos novos Dove
A linha de xampus e condicionadores Dove, da Unilever,
que está chegando ao mercado, traz em suas embalagens
os rótulos auto-adesivos da Prodesmaq que empregam vários processos de impressão combinados, como offset, serigrafia e hot stamping. Segundo a Prodesmaq, a intenção da
Unilever com o esmero gráfico é estimular o uso dos novos
produtos, aproveitando que a marca Dove é reconhecida
pelos consumidores por sua propriedade de hidratação da
pele. A Prodesmaq fornece os rótulos para as quatro versões do produto – cabelos normais, secos, mistos e tingidos.
Outra novidade é o desenvolvimento de mini rótulos para
decoração das embalagens utilizadas nas ações de lançamento do produto. Os frascos da linha são da Sinimplast.
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Visão em profundidade
Informação atualizada sobre os principais acontecimentos, tendências e novidades
na cadeia de embalagem – do fornecedor ao usuário final.
Enfoque do ponto-de-vista das empresas e dos profissionais do ramo.
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Novidades da Domecq
Crescendo em home care
Apresentando bons resultados no
mercado de lã de aço, onde já conta
com 12% de participação, a marca
Assolan, da Prátika Industrial, vem
sendo vista em novos produtos, numa
clara iniciativa da empresa de ampliar seu portfólio no movimentado
mercado de home care. O mais recente lançamento é a linha de esponjas Limpa Tudo. Plásticas e flexíveis,
as embalagens do produto foram
projetadas pela agência MNDesign,
que se preocupou em manter os equities da marca Assolan na logotipia e
nas ilustrações. De propriedade da família Alves de Queiroz (ex-Arisco), a
Prátika privilegiou os aspectos logísticos na escolha do convertedor. A fornecedora em questão, a Poligel Embalagens, fica em Goiânia (GO), próximo à planta dos produtos Assolan.
Duas em uma com mais segurança
Pensando no mercado de varejo, a
ções técnicas sobre o produto. A
Sylvania Iluminação criou embala-
expectativa da empresa é aumentar
gens de design moderno e explica-
as vendas em 10%.
tivo para lâmpadas fluorescentes,
A nova embalagem propicia mais
que permitem ao consumidor levar
segurança para o produto, com
duas unidades em um mesmo car-
proteção para os pinos das lâmpa-
tucho. As informações das novas
das. Inicialmente, as lâmpadas que
embalagens estão mais ricas, com
receberão as embalagens são da li-
orientações de uso e mais informa-
nhas “Fluorescente” e “Designer”.
A Allied Domecq está lançando
duas novas bebidas, o Domecq
Guaraná e a vodca premium Kronia. O lançamento do Domecq
Guaraná faz parte da estratégia
de aumentar o consumo de
conhaques no Brasil, iniciada
no início deste ano, com o
lançamento de Domecq Limão. As bebidas, flavorizadas
e com graduação alcoólica
mais baixa (30o), visam atingir
um público mais jovem e de
alto poder aquisitivo, segundo
Bruno Zolotar, gerente de produtos da companhia. Ademais, são
ideais para serem consumidas com
gelo e em drinques. A empresa espera vender 120 000 garrafas do produto em um ano.
Já o segundo lançamento da empresa, a vodca Kronia, pretende
abocanhar uma fatia do mercado
premium de vodcas nacionais.
“A Kronia tem o mesmo padrão de qualidade das melhores vodcas nacionais com uma
proposta de embalagem que
inova, seguindo a tendência
das vodcas internacionais lançadas recentemente”, diz Zolotar. As garrafas de ambos os
produtos são da Santa Marina.
Os rótulos, da Prodesmaq.
ADVANCED NUTRITION RELANÇA FIBROCRAC EM EMBALAGENS MENORES
Lançada em 1989 e pioneira no segmento de produtos ricos em fibras, a linha de biscoitos Fibrocrac
está de cara nova. Relançado pela Advanced Nutrition – empresa 100% na-
cional – o novo Fibrocrac é
apresentado em embalagens modernas e de visual
mais atrativo. Menores, as
novas caixas podem ser
manuseadas com facilidade pelo consumidor e me-
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lhor arrumadas nos pontosde-venda. As embalagens
possuem quatro sachês
com seis biscoitos, e para
cada um dos sete sabores
(aveia, aveia diet, chocolate, chocolate diet, classic,
classic diet e coco diet) foi
escolhida uma cor distinta.
As embalagens foram criadas pela designer Clarisse
Tarran e são fabricadas em
papel cartão pela Gráfica
Tupi, de Petrópolis (RJ).
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Almanaque
Das quadras para os balcões
Robert Falkenburg, tenista americano que conquistou o Torneio de Wimbledon em 1948, não dedicou sua vida apenas às raquetes. Após deixar as
quadras, Bob, como era conhecido, criou a cadeia de lanchonetes Bob’s,
que este ano está completando meio século de vida. Para marcar a data, a
empresa, que apesar das nacionalidades de seu fundador e de seu atual presidente, o holandês Peter Van Voorst Vader, é brasileira, reformulou sua identidade visual. Todas as 250 lojas da rede, inclusive a única internacional, em Lisboa,
Portugal, estão recebendo nova logomarca.
Adeus ao abridor de bolso
As primeiras cervejas em lata, surgidas nos
anos 50, não causaram entusiasmo.
Motivo: era preciso ter sempre à
mão um abridor para poder usufruir a bebida. O problema foi
resolvido em 1962, quando a
Alcoa mostrou à companhia
americana Iron City Brewery
sua invenção, o hoje popular
sistema pull-top, para abrir
latas com a ajuda de anéis. A
diferença do sistema original
para o atual era que, após a abertura, o anel se desprendia da lata, tendo
que ser dispensado separadamente. Com a
posterior invenção da lata snap-top, esse incômodo também acabou, assim como diminuíram as falcatruas que eram feitas com a
peça solta, como o seu uso para quebrar parquímetros.
A “nonna” das
embalagens
Talvez a marca mais reconhecida mundialmente quando
o assunto é massa alimentícia, a italiana Barilla ostenta o título de primeira
empresa a adotar embalagens
para toda uma linha de massas, em 1955. Até então,
costumava-se vender o produto a granel. O criador da
identidade da marca e de um
de seus principais patrimônios – as embalagens de papel cartão – foi o publicitário Erberto Carboni. As
caixinhas azuis foram protagonistas, a partir de então, de várias campanhas de
marketing da empresa.
A força ancestral dos “elixires da longa vida”
No final do século XIX, com a medicina ainda
engatinhando, os “tônicos medicinais” faziam
grande sucesso, principalmente nos Estados
Unidos. As fórmulas não variavam muito: eram
misturas de ervas e álcool. O que mudava mesmo era a cor e a forma da embalagem, sempre
de vidro. Confirmando o axioma mercadológico
de que a embalagem é um poderoso instrumento de venda e de fortalecimento de imagem,
cada fabricante dos “tônicos que curam tudo”
procurava fazer com que seus recipientes chamassem mais a atenção do que o dos concorrentes, como mostra a foto de frascos norteamericanos centenários.
50 – EMBALAGEMMARCA • set 2002
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