UNIVERSIDADE DE SÃO PAULO
FACULDADE DE FILOSOFIA CIÊNCIAS E LETRAS DE RIBEIRÃO PRETO
PROGRAMA DE PÓS-GRADUAÇAO EM PSICOBIOLOGIA
“Analise da Escala de Inteligência Emocional Schutte em jovens estudantes e idosos”
Elisângela Ferreira da Silva
Orientador: Dr José Aparecido Da Silva
Dissertação apresentada a Faculdade
de Filosofia Ciência e Letras de
Ribeirão Preto/USP, como parte das
exigências para obtenção do título de
mestre
em
Ciências,
área:
Psicobiologia
Ribeirão Preto
2007
FICHA CATALOGRÁFICA
Silva, Elisângela Ferreira
Análise da Escala de
Inteligência
Emocional
Schutte
em
jovens
estudantes
e
idosos.
Ribeirão Preto, 2007.
53 p. : il. ; 30cm
Dissertação de Mestrado, apresentada à Faculdade de Filosofia,
Ciências e Letras de Ribeirão Preto/USP – Área de concentração:
Psicobiologia.
Orientador: Da Silva, José Aparecido.
1. Inteligência Emocional. 2. Analise de Componentes
Principais. 3. Age
DEDICATÓRIA
Dedico esta dissertação aos meus
pais, irmãos e namorado pelo amor e
compreensão,
presentes
por
mesmo
fazerem-se
quando
longe
fisicamente. Muito Obrigada
Amo vocês
AGRADECIMENTOS
A Deus pela vida.
Ao Professores Dr. José Aparecido da Silva por todo conhecimento e atenção a mim
disponibilizado.
As minhas companheiras de república Vivian, com sua calma admirável, e Clarissa,
com sua rebeldia pelos momentos agradáveis, pelas conversas e desabafos.
Aos colegas de laboratório Alessandra, Júnior, Catarina, Claudinha e Kátia pelos
momentos de discussão, risos e fúrias, onde com certeza aprendi muito.
A Hélle Nice pela amizade e força em todos os momentos.
Aos companheiros de ingresso no laboratório Márcio e Paola pela amizade e
companheirismo. Espero que essa amizade ultrapasse a barreira da Faculdade.
A Regina por toda a ajuda e pela amizade lhe adoro.
Ao Igor pelo suporte técnico e momentos de descontração.
Sumário
Lista de figura.....................................................................................................................i
Lista de tabela....................................................................................................................ii
Resumo.............................................................................................................................iii
Abstract.............................................................................................................................iv
Introdução........................................................................................................................01
Definições de Inteligência Emocional.............................................................................02
Modelo de Inteligência emocional de Mayer e Salovey..................................................05
Evidências Neurológicas para existência de uma Inteligência Emocional......................08
Estudos Relacionados em Inteligência Emocional e outras variáveis.............................11
Instrumentos de mensuração da Inteligência emocional.................................................13
Escala de Inteligência Emocional Schutte ......................................................................16
Inteligência Emocional e Idade.......................................................................................19
Objetivos..........................................................................................................................22
Justificativa......................................................................................................................22
Matérias e Métodos.........................................................................................................24
Resultados........................................................................................................................26
Discussão.........................................................................................................................45
Conclusões.......................................................................................................................46
Referências Bibliográficas...............................................................................................47
Anexos.............................................................................................................................53
Lista de Figura
Figura 1: Gráficos de freqüência de cada item................................................................26
Figura 2: Gráfico de Sedimentação (Scree Plot).............................................................36
i
Lista de tabela
Tabela1: Medianas e Percentis........................................................................................31
Tabela 2: Comunalidades...............................................................................................33
Tabela 3: Total de Variância Explicada..........................................................................34
Tabela 4: Matriz de componentes obtida pelo método de Componentes
Principais e Rotação Varimax........................................................................................35
Tabela 5: Total de variância explicada............................................................................37
Tabela 6: Matriz de componentes obtida pelo método de extração
de componentes principais e rotação varimax................................................................38
Tabela 7: Alfas de cada componente principal...............................................................40
ii
Resumo
A inteligência emocional foi definida por Mayer e Salovey em 1990, como a
capacidade de perceber, administrar e utilizar as emoções. O termo se popularizou com
a publicação do best-seller de Golemann em 1995, contudo passou a ser duramente
criticado em relação a sua validade científica. Na busca de consolidar os conhecimentos
sobre inteligência emocional, vários instrumentos foram criados a fim de mensurá-la.
Neste estudo procurou-se investigar a diferença entre a inteligência emocional de jovens
e idosos, através da escala de auto-relato de inteligência emocional de Schutte e se a
estrutura da mesma no Brasil é similar às estruturas de análise encontradas em outros
países. Para tanto, foi utilizada a Escala de Inteligência emocional criada por Nicola S.
Schutte, John M. Malouff, Lena E. Hall, Donald J. Haggerty, Joan T. Cooper, Charles J.
Golden e Liane Dornheim (1998). O grupo de voluntários jovens da pesquisa tinha
idades entre 17 anos a 33 anos e eram estudantes da Faculdade de Filosofia Ciências e
Letras de Ribeirão Preto ou do curso pré-vestibular na Faculdade de Economia e
Administração de Ribeirão Preto (Universidade de São Paulo); o grupo de idosos da
pesquisa tinha entre 49 e 79 anos e faziam parte dos grupos de terceira idade do
CEFER. Foi feita análise da consistência interna da escala a qual se mostrou adequada
através dos cálculos do alfa de Cronbach. Além disso, através do método de extração
dos componentes principais, pôde-se verificar a existência de cinco componentes
principias. Quanto à comparação entre os grupos de jovens e idosos podemos verificar
que o grupo de idosos demonstrou melhor performance, que os jovens.
Palavras Chaves: Inteligência emocional, análise de componentes principais,
iii
Abstract
Emotional intelligence was defined by Mayer and Salovey in 1990, as the capacity to
perceive, to manage and to use emotions. The term was popularized with the publication
of the bestseller of Golemann in 1995, however it was hardly criticized in relation to its
scientific validity. With the purpose of consolidate the knowledge on emotional
intelligence; some instruments had been created in order to measure it. In this study, it
was intended to investigate the difference in the emotional intelligence of young and
elderly people, through the Emotional Self-Relate Scale Schutte and if the structure of
this scale in Brazil is similar to the structures of analyses found in others countries.
Thus, the Emotional Intelligence Scale created by Nicola S. Schutte, John M. Malouff,
Lena And Hall, Donald J. Haggerty, Joan T. Cooper, Charles J. Golden and Liane
Dornheim was used (1998). The group of young volunteers of the research had ages
between 17 and 33 years old and they were students of the Faculdade de Filosofia
Ciências e Letras de Ribeirão Preto or preparatory course in the Faculdade de Econômia
e Administração de Ribeirão Preto (University of São Paulo); the group of elderly
volunteers of the research had between 49 and 79 years old and they were part of the
groups of third age of the CEFER. The analyses of the internal consistency of the scale
showed adequate value of the Cronbach’s alfa. Moreover, through the method of
extraction of the principal components, it can be verified the existence five principal
components. Regarding the comparison between elderly and young groups, we can
verify that the elderly demonstrated better performance than young groups.
Key words: Emotional Intelligence, Schutte Scale, Principal components analysis
iv
Introdução
O interesse dos seres humanos na origem e natureza das habilidades intelectuais
vem desde os antigos filósofos e muitas teorias a respeito da inteligência foram
formuladas. Muitas destas teorias focavam as habilidades acadêmicas e defenderam a
idéia de que há apenas um tipo de inteligência.
Em contrapartida, E.L. Thorndike (1920) cunhou pela primeira vez o termo
inteligência social, essa teoria foi a primeira a enfocar nas habilidades intelectuais
aspectos de relacionamento humano, para ele a inteligência social era a habilidade de
compreender e controlar os povos, e de acoplá-los em interações sociais adaptáveis, ou
em suas palavras "pela inteligência social dá-se significado a habilidade de
compreender, e controlar de homens e mulheres, meninos e meninas a agir sabiamente
em relações humanas”.
Howard Gardner (1994) propôs a teoria das inteligências múltiplas, na qual
também são enfocadas outras habilidades, segundo sua teoria existiria a princípio sete
tipos de inteligências: lógico-matemática, verbal-lingüística, visual-espacial, musical,
cinestésica-corporal, interpessoal e intrapessoal. Em um segundo momento, Gardner
adicionou mais dois tipos de inteligência: espiritual e naturalística. As inteligências
interpessoal e intrapessoal são mais relacionadas com a idéia da inteligência emocional,
isto porque, a inteligência interpessoal é a habilidade de compreender e interagir
satisfatoriamente com outras pessoas; por outro lado, a inteligência intrapessoal é a
capacidade de discriminar e compreender os próprios sentimentos.
Somente em 1985 o termo inteligência emocional surgiu nos meios acadêmicos
no título da tese de doutorado de Wayne Leon Payne. Contudo, após cinco anos, em
1990, Mayer e Salovey, dois professores americanos, das Universidades de New
1
Hampshire e Yale, respectivamente, publicaram dois artigos em jornais e testes
científicos para verificar as diferenças entre as habilidades pessoais na área das
emoções.
O termo inteligência emocional popularizou-se com o jornalista Daniel
Goleman, no lançamento do best-seller “Inteligência Emocional” de 1995. Após a
publicação do livro o tema inteligência emocional ganhou espaço em revistas e na
mídia, entretanto Goleman recebeu muitas críticas, visto que o livro apesar de conter
muitas informações, tratou o tema com certo entusiasmo, chegando a fazer afirmações
que ainda não são comprovadas cientificamente.
Atualmente pesquisadores científicos têm desenvolvido estudos a respeito do
tema, como David Caruso e Peter Salovey ambos da Universidade de Yale e Mayer da
Universidade de New Hampshire. Esse último pesquisador possui mais de 30
publicações sobre inteligência emocional desde a década de 90 em livros e revistas
científicas conceituadas como a Personality and Individual Differences e Intelligence.
Contudo a vertente mais popular do tema inteligência emocional, representada por
Goleman, ainda tem uma ampla divulgação e tem gerado muita discussão entre os
cientistas a respeito da existência ou não deste tipo de inteligência.
Definições de Inteligência Emocional
Como mencionado acima, existem vários estudos sobre a inteligência emocional,
por conseguinte, existem muitas discussões a respeito da natureza e definição de
inteligência emocional.
John Mayer e outros pesquisadores acreditam que a inteligência emocional é
uma habilidade intelectual e que seu estudo deve ser feito de forma a medir a
2
capacidade de perceber e raciocinar utilizando as emoções; contudo há autores, como
Bar-On, os quais creditam que a inteligência emocional é um traço de personalidade,
que apresenta certa correlação com estudos envolvendo personalidade e instrumentos
que mensuram esse atributo, por outro lado.
Para Hedlund e Sternberg (2002) a primeira posição é mais restrita, na qual esse
atributo seria a capacidade cognitva ou aptidões distintas de personalidade, que será
discutida através da teoria de Mayer e Salovey. E a segunda posição incluiu quase tudo
que está associado com o sucesso, como assertividade e controle de impulsos, as quais
não são habilidades cognitvas. Esse modelo será explicado através de Golemann,
entretanto, é o modelo mais criticado no meio científico, exatamente por incluir quase
tudo relacionado ao sucesso. Segundo Hedlund e Stenberg, há ainda o modelo misto, o
qual mescla aptidões mentais, como a solução de problemas; e traços de personalidade,
como o otimismo, esse modelo é representado pela teoria de inteligência emocional de
Bar-On (2002). Será apresentada a seguir uma breve descrição de cada modelo e após,
discutiremos mais profundamente o modelo de Mayer e Salovey, o qual fundamentou a
criação da escala que será utilizada no presente estudo.
Mayer e Salovey (1990) foram os primeiros a definir inteligência emocional.
Eles foram influenciados pelos estudos das inteligências múltiplas de Gardner (1994) e
pela teoria de Weschler (1955), as quais defendem a existência várias habilidades
específicas, que podem ou não estar relacionadas dependendo do autor. Mayer e
Salovey utilizaram-se ainda, da concepção de que emoções fazem parte da esfera afetiva
do funcionamento mental e de que cada sinal fisiológico das emoções comunica uma
informação da avaliação individual e reações motivacionais para o relacionamento.
(Mayer & Salovey 1997; Mayer, Salovey & Caruso, 2004).
3
Mayer e Salovey(1990) definiram inteligência emocional como sendo “a
habilidade de perceber emoções; para alcançar e gerar emoções ajudando ao
pensamento e compreensão de emoções e o conhecimento emocional; e para regular
reflexivamente emoções para promover o crescimento emocional e intelectual”. Nesta
definição aparecem três dimensões do conceito: 1. Perceber ou detectar emoções, 2.
usar emoções para ajudar ao pensamento e 3. controlam emoções.
Através de pesquisas e estudos, Mayer e Salovey (2005) redefiniram inteligência
emocional como o potencial para sentir, usar, comunicar, reconhecer, relembrar,
aprender, administrar e entender as emoções.
Já Goleman (1995), responsável pela grande popularização da inteligência
emocional, definiu o conceito de inteligência emocional como a habilidade de
autocontrole, persistência e de automotivação. Para Goleman seu modelo continha as
seguintes áreas práticas: conhecer emoções, administrar emoções, motivar-se a si
próprio, reconhecer emoções nos outros e outras habilidades mais específicas.
Outra definição de grande impacto é a do pesquisador Bar-On (1997), o qual
criou o Inventário de Inteligência Emocional Bar-On, para ele "a inteligência emocional
é uma disposição de potencialidades não cognitivas, competências, e habilidades que
influenciam a habilidade em lidar com as demandas e as pressões ambientais". O
inventário de Quoeficiente Emocional (EQ-i) criado por ele avalia cinco áreas:
Intrapessoal (consciência), habilidades interpessoal (relacionamentos), administração do
stress, adaptabilidade (tolerância ao stress), e humor geral (felicidade).
Para Mayer & Salovey (1990) a inteligência emocional é uma habilidade
intelectual de raciocinar sobre emoções, logo esses autores acreditam que inteligência
emocional é uma habilidade. Por outro lado, nas definições de Goleman e Bar-On pode-
4
se perceber que a inteligência emocional é considerada não cognitiva, para esses autores
a inteligência emocional é um traço de personalidade.
O Modelo de Inteligência Emocional de Mayer e Salovey
Nesta seção será apresentada de forma mais clara e detalhada a teoria de
Inteligência Emocional de Mayer e Salovey (1990), pois, essa teoria, como já citamos, é
a teoria a qual norteia os trabalhos de construção da escala de Inteligência Emocional
Schutte a ser analisada neste trabalho.
Como já foi dito neste trabalho Mayer e Salovey (1990) foram os pioneiros na
definição de inteligência Emocional como a habilidade de perceber e avaliar emoções,
administrar emoções e utilizar emoções. Contudo em 1997 Mayer e Salovey redefiniram
a inteligência Emocional como “a habilidade de perceber emoções; para alcançar e gerar
emoções ajudando ao pensamento; para compreender emoções e o conhecimento
emocional; e para regular reflexivamente emoções promovendo o crescimento
emocional e intelectual”.
Dentro de cada subdivisão apresentada no modelo Mayer e Salovey (1990)
foram descritas as habilidades relacionadas, desta forma a inteligência emocional tem
três subdivisões: 1. perceber e avaliar emoções, 2. administrar emoções e 3.utilizar
emoções
Apresentaremos a seguir um conhecimento maior das habilidades envolvidas em
cada um destas subdivisões:
1. Perceber ou detectar emoções: esta subdivisão contém por sua vez mais quatro
subdivisões, as quais estão relacionadas com a habilidade de percepção a
expressão acurada das emoções em si e nos outros;
5
A. Reconhecer as próprias emoções: habilidade para identificar as próprias
emoções, estados físicos, sentimentos e pensamentos, descrevendo-as em
palavras.
B. Expressar de forma não verbal as próprias emoções: habilidade de
comunicação dos sentimentos a outras pessoas através de expressão
corporal.
C. Reconhecer as emoções dos outros: habilidade de reconhecer dicas não
verbais, que expressam as emoções de outras pessoas, tais como
expressão facial, tom da voz.
D. Empatia: habilidade de compreender as emoções de outras pessoas
relacionando-as à própria experiência.
2. Administração das emoções: habilidade de analisar e compreender as emoções e
utilizar esse conhecimento para controlar os sentimentos;
A. Administração dos próprios estados emocionais: controle dos próprios
estados emocionais, principalmente quando situações que geram
emoções.
B. Administração das emoções de outras pessoas: administrar as emoções
de outras pessoas, principalmente quando em situações que geram
emoções.
3. Utilização das emoções para promover crescimento emocional e intelectual;
A. Planejamento flexível: habilidade de utilizar emoções para alcançar
objetivos de vida, baseando as decisões em sentimentos sobre a lógica.
B. Pensamento criativo: utilizar emoções para facilitar o pensamento.
6
C. Atenção dirigida à mudança de humor: interpretar emoções fortes
usualmente negativas a luz de emoções positivas para compreender a si
mesmo.
D. Motivar-se através de emoções: utilizar emoções para motivar-se a
perseguir um objetivo.
Em 1997 Mayer e Salovey redefiniram inteligência emocional, como já foi
citado anteriormente e desta ampliaram o leque de subdivisões da inteligência
emocional para quatro: 1. Perceber a Expressar Emoções, 2. usar emoções para ajudar
ao pensamento, 3. compreende as emoções e 4. administração de emoções. As quais
apresentariam as seguintes subdivisões:
1. Percepção a expressão das emoções;
A. Identificar a expressar estados emocionais.
B. Identificar as emoções nos outros
2. Utilizar emoções para ajudar no pensamento;
A. Priorizar emoções que levem os pensamentos produtivos.
B. Gerar emoções que auxiliem o julgamento e a memória
3. Compreender as emoções;
A. Habilidade para compreender emoções complexas e sentimentos
simultâneos.
B. Habilidade para compreender cadeias mudança de emoções.
4. Administração de emoções;
A. Habilidade de estar aberto aos sentimentos.
B. Habilidade de monitorar e controlar emoções para promover o
crescimento emocional e intelectual.
7
Em sua definição de 1990 Mayer e Salovey descreveram mais detalhadamente as
habilidades relacionadas à percepção das emoções, entretanto em 1997 sua redefinição
deu um maior detalhamento à compreensão das emoções.
Após realizar essa descrição da definição a ser utilizada nesse estudo, faz se
necessário demonstrar as evidências neurológicas da existência da inteligência
emocional, segundo os autores desta mesma definição.
Evidências Neurológicas para existência de uma Inteligência Emocional
Segundo Mayer (2002) as descobertas e a teoria formulada por António
Damásio no livro o Erro de Descarte (1996) indicam a existência de uma inteligência
emocional, desta forma será apresentada aqui uma síntese das descobertas e teorias
encontradas no livro.
Neste livro, Damásio começa estudando um famoso caso nos estudos de
neurologia, o de Phineas Gage, um capataz da construção civil, que após um acidente
sofreu uma lesão cerebral grave. Após a recuperação, Gage passou a apresentar erros de
adequação no ambiente social, no planejamento e tomada de decisão para o futuro.
Desta forma, Gage que era um ótimo empregado antes da lesão, não conseguiu se
manter empregado após a lesão, entretanto suas habilidades intelectuais estavam
aparentemente intactas, ou seja, habilidades numérica, verbal-lingüística, etc.
Atualmente através de reconstituição computacional feita por Hanna Damásio
conseguiu-se determinar o local exato da lesão no cérebro, assim ficou claro que a área
pré-frontal ventromediana era a região lesada no caso de Gage.
E através de um levantamento de outros pacientes mais atuais, António Damásio
pode perceber que as alterações eram sempre as mesmas neste tipo de lesão.
8
Ficou determinado que lesões nesta região e áreas afins como a amígdala levam
os pacientes a um comprometimento consistente tanto no planejamento e tomada de
decisão como das emoções e sentimentos.
Diante disto, Damásio criou uma teoria denominada a hipótese do marcadorsomático, segundo a qual ao vivenciarmos uma emoção, essa gera no organismo uma
reação biológica, a qual é registrada pelo organismo e que frente a decisões em eventos
futuros semelhantes é disparada levando o organismo a uma resposta mais adequada e
evitando respostas que já tenham sido vivenciadas como desagradáveis.
Para testar a hipótese do marcador somático Damásio e colaboradores
submeteram pacientes com lesão pré-frontal a testes de solução de problema, através
dos quais puderam verificar que essa habilidade estava preservada, contudo na busca de
uma compreensão da influência da lesão na mudança da tomada de decisão sem afetar
outras habilidades intelectuais e buscando comprovar a hipótese do marcador somático
Damásio e colaboradores submeteram seus pacientes lesionados a um teste que ficou
conhecido como teste do baralho.
O teste do baralho consistiu em submeter os pacientes a um jogo de cartas, no
qual os pacientes podem comprar as cartas de quatro baralhos diferentes, entretanto dois
baralhos A e B davam um ganho fictício maior, contudo em longo prazo comprando
destes baralhos os pacientes teriam perdas maiores que o ganho. Por outro lado,
comprando dos baralhos C e D o ganho era menor, contudo a perda não superava o
ganho e em longo prazo os pacientes tinham algum ganho, o que não acontecia com os
baralhos A e B. É importante lembrar que apenas os experimentadores sabiam quais
eram os baralhos que trariam o ganho maior ou menor futuro.
Quando confrontados os dados de pacientes com lesão pré-frontal e dados de
pessoas saudáveis pode-se verificar, que os pacientes lesionados compravam mais dos
9
baralhos com maior risco de perda e as pessoas normais dos baralhos com menor risco
de perda, contudo quando questionado a respeito do que acreditavam que estava
acontecendo em relação aos baralhos pessoas com lesão pré-frontal conseguiam dizer
qual eram os baralhos mais arriscados, todavia não paravam de comprar cartas deles,
alegando que gostariam de ver se alterava a regra de reforçamento ou davam desculpas
semelhantes a esta.
Realizando testes com aparelhos para medir a resposta galvânica da pele, ou
seja, condução elétrica, foi verificado que após algum tempo de exposição ao jogo e as
contingências de reforçamento, pessoas normais apresentavam um aumento na
condutância da pele antes de comprarem dos baralhos mais arriscados; o que ocorre por
conta do aumento de suor, que por sua vez aumenta da condutância elétrica, pois
contem eletrólitos. Por outro lado, pessoas com lesão pré-frontal não demonstravam tal
alteração. Desta forma os autores concluíram que a emoção gerada frente à perda da
compra aos baralhos mais arriscados (punição) levava o organismo a gerar um sinal
biológico de previsão em evento semelhante futuro, o que não ocorria com pessoas com
lesões nas áreas pré-frontais.
A inteligência Emocional como definida por Mayer et al(1990) englobariam os
aspectos da percepção e compreensão das emoções, as quais segundo o modelo do
marcador somático de Damásio causam alterações fisiológicas, que formam o marcador
e contribuem para avaliação e tomada de decisão, as quais compreenderiam as duas
dimensões restantes da inteligência emocional definida por Mayer et al (1990): utilizar e
administrar emoções.
10
Estudos Relacionando Inteligência Emocional e outras Variáveis
Além dos estudos sobre o conceito da inteligência emocional e sua mensuração
há também vários estudos relacionando a inteligência emocional e bem estar subjetivo,
estresse, desempenho no trabalho e na escola, alexitimia, entre outros.
Em seu artigo Austin, Saklofske e Egan (2005) encontraram através de um
estudo com 204 canadenses e 500 escoceses, que a inteligência emocional esta
negativamente relacionada com consumo de álcool e a alexitimia; e positivamente
relacionado com a satisfação e qualidade de vida e com o grupo social. Também neste
estudo, Austin e seus colaboradores verificaram que a inteligência emocional esta mais
fortemente associada à personalidade do que ao grupo social, apesar de também
apresentar associação com esta última.
Também nesta linha Palmer, Donaldson e Stough (2002) realizaram um
trabalho relacionando a inteligência emocional e a satisfação com a vida. Os autores
avaliaram 107 participantes, os quais responderam a o MSCEIT de Mayer e Salovey
(1995) e a escala de satisfação com a vida SWLS de J. Pers.(1985), foi encontrada
relação positiva apenas para o item clareza das emoções e satisfação de vida.
Em 2002 Nicolas Schutte também escreveu em estudo relacionando o bem estar
subjetivo e a inteligência emocional utilizando a Escala de Inteligência Emocional,
neste estudo Schutte(1998) et al encontraram que a inteligência emocional elevada esta
relacionada positivamente com auto-estima, um componente do bem estar subjetivo.
Em seu artigo Ciarrochi, Deane, e Anderson (2002) afirmam que a inteligência
emocional pode contribuir para a compreensão da relação entre desesperança, depressão
e ideação suicida. Neste estudo participaram 302 estudantes universitários, os quais
11
foram submetidos às escalas de estresse de vida e auto-relato da inteligência emocional
e um teste de saúde mental. A análise de regressão dos dados obtidos revelou que o
estresse estava associado ao auto-relato de depressão, desesperança e ideação suicida
para pessoas com alta percepção emocional quando comparados com outros, e com
ideação suicida naqueles com baixa capacidade de manejo das emoções dos outros. Os
autores encontrar através dos dados que ambas as percepções emocionais e capacidade
de manejo das emoções dos outros mostram se estatisticamente diferentes para outras
medidas relevantes, sugerindo que inteligência emocional se distinguiu do conceito de
bem estar subjetivo importante para relação entre estresse e saúde mental.
Gohm, Corser e Dalsky (2005) fizeram uma pesquisa com 158 estudantes do
primeiro ano relacionando a inteligência emocional e o estresse (sentimentos da
inabilidade controlar eventos de vida), os achados indicaram que para alguns estudantes
havia uma correlação positiva entre os itens, entretanto para outros estudantes essa
relação não era significativa.
Há também muitos trabalhos na área das organizações como o estudo de
Freshman e Rubino (2002), neste artigo os autores discorrem sobre a importância da
inteligência emocional para profissionais da área de saúde. Eles concluem que
elementos da inteligência emocional como autoconsciência, auto-regulação e
automotivação são os de maior importância no desempenho das atividades de cuidado
em saúde.
Nesta mesma linha há também um artigo teórico de Pardini (2002), no qual a
autora aborda a importância do desenvolvimento da inteligência emocional dos alunos,
frente a outras dimensões das escalas, as quais se têm dado muita importância como à
biblioteca e outras tecnologias.
12
No Brasil alguns pesquisadores também vêm desenvolvendo pesquisas com
inteligência emocional. Em seu estudo Bueno e Primi (2003) investigaram variáveis
como perceber emoções em expressões faciais, músicas, quadros e relatos pessoais
(histórias), as quais segundo os autores estão relacionadas com a inteligência emocional
e relacionando-as a variáveis como personalidade (16FP) e inteligência (BPR-5)
buscando dessa forma a validade discriminante e validade convergente. Esses autores
encontraram correlação significativa entre as variáveis de inteligência emocional e traço
de praticidade, com o estilo de resposta administração da imagem, e com raciocínio
espacial. Foram voluntários nessa pesquisa 76 alunos de psicologia com idades entre 21
e 50 anos.
Instrumentos de mensuração da Inteligência emocional
Como este estudo também tem por objetivo o estudo da Escala de Inteligência
Emocional Schutte foi realizada neste capítulo uma síntese dos instrumentos de
mensuração da inteligência emocional existentes.
Com base nas definições já citadas de inteligência emocional e postas às
evidências fisiológicas da existência de uma inteligência emocional, fazem-se
necessárias construções de instrumentos psicométricos capazes de detectar e quantificar
a Inteligência Emocional.
Os testes de Inteligência Emocional em estudo, que veremos a seguir, são
recentes e como o próprio construto de inteligência emocional é também recente, muitas
pesquisas estão sendo realizadas e muitas discussões têm sido apresentadas.
Os instrumentos para medir a inteligência emocional podem ser classificados em
dois tipos de acordo com a classificação empregada por Tett e Fox(2006) os autores da
13
área de estudo da inteligência emocional, que desenvolveram escalas que seguem a
definição de inteligência Emocional como uma habilidade cognitva avaliável e treinável
compreende que a melhor forma de medir este atributo é através de questões de certo ou
errado, contudo autores que acreditam em definições de inteligência emocional como
uma inclinação ou propensão estável utiliza escalas de auto-relato. Serão apresentados a
seguir os instrumentos mais conhecidos em estudo:
Inventário de Quoeficiente Emocional EQ-I (1996) foi inventado pelo psicólogo
Reuven Bar-On e testado em mais de 40.000 indivíduos. O inventário é um auto-relato,
que consiste em 133 itens breves divididos em 5 escalas e 15 sub-escalas. Os
participantes respondem a cada item em uma escala Likert de cinco pontos, desde
“muito raro ou não ocorre comigo” até “muito freqüente ou freqüente para mim”. As
escalas e sub-escalas são:
- Intrapessoal (auto-respeito, autoconsciência emocional, assertividade, independência e
auto-realização),
- Interpessoal (compreensão empatia, responsabilidade social e relacionamento
interpessoal),
- Adaptabilidade (compreendendo teste de realidade, flexibilidade e resolução de
problemas),
- Administração do estresse (compreendendo tolerância ao estresse, controle de
impulsos),
- Humor Geral (otimismo, felicidade).
Segundo Bar-On (2002) o EQ-I apresenta intercorrelação média entre as 15 sub
escalas de 0,50, consistência interna média das escalas de 0,76; o coeficiente de
confiabilidade da estabilidade da escala para uma amostra de 39 jovens adultos da
África do sul, os quais foram submetidos ao re-teste quatro meses depois, é de 0,73(Bar-
14
On, 1997); esses índices comprovam uma boa consistência interna e confiabilidade da
estabilidade. A análise fatorial confirmatória da escala apresentou dez fatores nomeados
pelo autor como: auto-respeito, relacionamento interpessoal, controle de impulsos,
resolução de problemas, autoconsciência emocional, flexibilidade, teste da realidade,
tolerância ao estresse, assertividade e empatia. Ainda segundo estudos de Bar-On(2002)
a escala se correlaciona positivamente com outras medidas chamadas inteligência
emocional e negativamente com escalas que medem indicadores de psicopatologias,
como depressão, esquizofrenia, etc; o que segundo Bar-On sustenta a noção de que a
inteligência emocional e social é uma variedade de aptidões emocionais, pessoais e
sociais que afetam a capacidade global do indivíduo em lidar com emoções. Apesar da
escala ter validade para diferentes países, o autor evidencia a necessidade de mais
estudos sobre a validade discriminativa e preditiva desta escala (Bar-On, 2002).
Um segundo instrumento de medida para inteligência emocional é a escala
Multifatorial de Inteligência Emocional (MSCEIT) dos psicólogos Mayer, Salovey e
Caruso (2002), como esses autores entendem a inteligência emocional em termo de
“habilidade de perceber emoções, de alcançar e gerar emoções ajudando ao pensamento
e compreensão de emoções, conhecimento emocional e regular emoções promovendo o
crescimento emocional e intelectual” (Mayer & Salovey, 1997), o MSCEIT é composto
de uma série de tarefas para avaliar habilidades da pessoa de perceber, identificar,
compreender, e trabalhar com emoção. Segundo Mayer, Caruso e Salovey foi
encontrada uma consistência interna de 0,96 para escala como um todo, após serem
retiradas algumas sub-escalas que tinha menor consistência interna. Esta escala
apresenta também relação com escala de inteligência verbal, entretanto os autores
consideram que há independência entre as escalas.
15
O terceiro instrumento de avaliação mais conhecido é o Inventário das
Competências Emocionais ECI, desenvolvido por Goleman (1998), baseado em num
questionário mais antigo chamado “Self-Assessment”, que foi desenvolvido por
Boyatzis(1994).
O ECI mede competências em quatro grandes áreas: autoconsciência
(autoconsciência
emocional,
auto-estima,
autoconfiança);
auto-gerenciamento
(autocontrole, adaptabilidade, iniciativa e orientação para realização); consciência social
(empatia, consciência organizacional); habilidades sociais (como liderança, influência,
comunicação, etc).
Outra medida mais recente é a escala de Schutte e Malouff (1998),
baseada no modelo teórico de Inteligência Emocional de Mayer e Salovey (1990), a
qual será descrita mais detalhadamente e que será utilizado no presente trabalho.
Escala de Inteligência Emocional Schutte
Como já foi citada anteriormente a escala Self-Report Emotional Intelligence
(SSREI) de Schutte e cols (1998) foi desenvolvida a partir do modelo de Mayer e
Salovey. Os participantes utilizam uma escala de cinco pontos do tipo Likert, onde “1”
representa “discordo fortemente” e “5” representa “concordo fortemente” para
responder a 62 itens baseados na teoria já citada. Através de uma aplicação em 346
participantes os autores puderam verificar a variância de construto relevante e a clareza
da mesma. Uma análise fatorial das respostas destes participantes sugeriu a criação de
uma escala dos 33 itens unidimensional (Anexo I).
Em um re-teste foram confirmados a confiabilidade e boa consistência interna
dos itens da escala. Os estudos de validação mostraram que a escala de 33 itens
16
correlacionava-se com a teoria de Mayer e Salovey, a alexitimia, a atenção aos
sentimentos, à claridade dos sentimentos, o reparo do modo, o otimismo e o controle do
impulso.
Foram verificadas pelos autores diferenças entre grupos, por exemplo, a maior
pontuação foi obtida pelos alunos do primeiro ano de faculdade que responderam à
escala. Era também significativamente mais elevada a pontuação para terapeutas do que
para clientes da terapia ou para prisioneiros.
A consistência interna obtida através do alfa de Cronbach pelos autores no
estudo foi de 0,90, o re-teste mostrou uma confiabilidade de 0,78. A validade preditiva
da escala foi medida da comparação com o desempenho final de acadêmicos em um ano
uma validade preditiva significante.
A validade convergente e validade discriminante de SSREI foram avaliadas
correlacionando-se com resultados obtidos em teste SAT, tido pelos autores como uma
avaliação da inteligência dos participantes; e de personalidade NEO Personality
Inventory, respectivamente. A SSREI não apresentou relação significativa com o teste
de SAT e também não apresentou relação significativa com quatro das cinco dimensões
da personalidade mesuradas no teste NEO Personality Inventory, entretanto apresentou
uma correlação significativa com sub-escala de Extroversão (0,54 para p<0,009), o que
segundo os autores não é suficientemente alto para tornar redundante a SSREI.
A análise fatorial feita por Schutte e et al (1998) demonstrou que a escala é
unifatorial, entretanto outros estudos da estrutura da Escala Schutte de Inteligência
Emocional não encontraram o mesmo resultado, esses serão apresentados a seguir.
Austin, Saklofske, Huang e McKenney (1998) em seu estudo sobre a estrutura
fatorial da escala tiveram como voluntários 500 estudantes canadenses de graduação,
encontraram uma consistência interna de 0,84, contudo o estudo da escala apresentou
17
apenas três fatores, os quais segundo os autores correspondiam a avaliação e percepção
das emoções, regulação das emoções e utilização das emoções.
Já Petrides e Furnham (2000), com 260 participantes, encontraram quatro fatores
realizando uma análise fatorial confirmatória com rotação varimax e rotação obliqua.
Em ambas as análises o critério para encontrar quatro fatores foi à variância explicada
de 40,4%, o que indicaria uma escala multidimensional. Entretanto quando utilizado o
critério de autovalor maior que 1 (critério de Kaiser) neste mesmo estudo foram
encontrados 10 fatores.
Gignac, Palmer, Manocha, e Stough, (2005) também realizaram um estudo com
a Escala de Inteligência Emocional de Schutte. Em seu estudo esses autores tiveram
como participantes 367 voluntários, contudo esse estudo foi um pouco diferente, pois
esses autores realizaram uma analise fatorial confirmatória, na qual pré determinaram
dois modelos. O primeiro com 6 fatores os quais segundo eles corresponderiam às sub
dimensões da teoria de Mayer e Salovey (1990) e os quais seriam: regulação das
próprias emoções, expressão das emoções, regulação das emoções dos outros, avaliação
das emoções dos outros, avaliação das próprias emoções e utilização das emoções para
resolver problema. Na avaliação da estrutura da escala nesse estudo os autores não
encontraram fatores relacionados à expressão das emoções e regulação das emoções dos
outros, contudo as outras quatro subdimensões foram localizadas pela análise fatorial,
dentro dos cinco fatores encontrados por Gignac et al(2005).
O segundo modelo, que os autores pré determinaram para análise fatorial foi um
modelo de quatro fatores, que segundo os autores corresponderiam a otimismo,
avaliação, utilização e social, contudo esse modelo foi julgado pelos autores do estudo
como não adequado, pois na analise dos fatores ‘otimismo’ e ‘utilização das emoções’
foram encontrados vários itens com cargas negativas, indicando uma possível
18
inexistência desses fatores em relação ao fator geral. Desta forma o estudo de Gianc et
al (2005) concluíram que apesar de não encontrar as subdimensões expressão das
emoções e regulação das emoções dos outros o 1º modelo é mais adequado que o
segundo modelo de analise da escala.
Essa escala foi escolhida para o presente trabalho por ser uma escala de
Inteligência Emocional mais curta e de fácil compreensão, na qual o participante faz um
auto-relato.
Inteligências e Idade
Neste estudo além da analise da Escala de Inteligência Emocional Schutte,
também será realizada uma comparação entre o desempenho de jovens e idosos em
resposta a escala, por isso foi feita uma revisão sobre estudos de inteligência em idosos
e teoria afim.
Horn e Cattell (1966) definiram dois tipos de inteligência: a fluída, relacionada à
capacidade de se adaptar a novas situações; e a inteligência cristalizada, mais
relacionada ao conhecimento adquirido durante a vida. Ainda segundos Horn e Cattell a
inteligência fluida diminui com a idade, contudo a inteligência cristalizada que engloba
o conhecimento geral, o vocabulário e o conceito de linguagem, pode até crescer e
desenvolver-se mais com os anos.
Outro importante teórico da inteligência foi Wechsler (1995), que desenvolveu
as escalas Wechsler, as quais são compostas por testes que medem diversos tipos de
habilidades, desta forma trazem diversas contribuições para o estudo da inteligência,
entre esses a idéia de que a inteligência muda conforme a idade. A divisão da escala
19
Wechsler em diversos testes, que medem várias habilidades tornou aparente o fato de
que o desempenho em alguns testes piorava com a idade e outros não.
Birren, Cunningham e Yamamoto (1983) fizeram uma divisão dos testes das
escalas de Wechsler em dois tipos. Um grupo de testes independentes da idade
(constantes e/ou permanentes): os de conhecimento verbal geral como, compreensão
geral, vocabulário e habilidade de linguagem, e os de execução, formação de figuras e
complementação de figuras; e outros testes dependentes da idade (variáveis com a
idade, declináveis, não permanentes): memória numérica, inteligência aritmética e
semelhanças e símbolos numéricos, e os de execução: ordenação de figuras, teste
mosaico.
O conceito de Inteligência de Wechsler (1939) embasa a definição de
inteligência emocional proposta por Mayer e Salovey. Também o conceito de Gardner
(1986) no qual inteligência é “a habilidade ou capacidade para solucionar problemas ou
para confeccionar produtos que são valorizados dentro de um ou mais arranjos
culturais” influenciou Mayer e Salovey. Ambos os autores propõem teorias em que a
inteligência compreende várias habilidades.
Segundo Mayer, Caruso e Salovey (2000a) há vários critérios que uma
inteligência deve ter para ser considerada cientificamente legitima: deve ser capaz de ser
operacionalizada como um conjunto de habilidades deve ter alguma correlação com
inteligências já existente, mostrar uma variância única e, as habilidades devem se
desenvolver com a idade e experiência.
Assim, de acordo com o último critério a inteligência emocional deve se
desenvolver com a idade para ser considerada como uma inteligência e sendo assim
quanto mais velho, maior deve ser a inteligência.
20
Pode se notar que essa concepção de inteligência de Mayer et al (2000) pode ser
classificada como inteligência cristalizada de Carroll (1993) e também esta de acordo
com as teorias de que a inteligência apresenta um modelo multidimensional.
O modelo de Mayer e Salovey(1997) descreve quatro dimensões como já
citadas: perceber emoções, compreender emoções, administrar emoções e utilizar
emoções, o que satisfaz o primeiro critério para ser considerada uma inteligência
emocional.
Neste estudo, Mayer et al (2000), provam que a Escala Multifatorial de
Inteligência Emocional (MEIS) tem correlação positiva com escalas de vocabulários
Weschler, as quais medem inteligência verbal, contudo outras escalas de inteligência
emocional também apresentam tal correlação.
Por fim, no estudo de Mayer et al (2000) e no estudo de Rooy, Alonso e
Viswesvaran (2005) foram encontradas diferenças nos escores de jovens e idosos, na
qual jovens adultos apresentaram escores maiores que adolescente e os idosos
apresentaram maiores escores que jovens adultos respectivamente em cada estudo.
Como já foi dito neste estudo estamos interessados em verificar se há diferenças
entre os pontos obtidos na Escala de Inteligência Emocional Schutt entre jovens e
idosos no Brasil, visto que Rooy, Alonso e Viswesvaran (2005) em seu estudo
encontraram interações significativas entre idade e o escore total, isto utilizando a
Escala de Schutte et al (1998).
21
Objetivos
Esse estudo teve como objetivo a avaliação da Escala de Inteligência Emocional
Schutte para em uma amostra jovens e idosos brasileiros.
Objetivos específicos
1. Comparação entre o grupo de jovens e grupo de idosos
2. Descrever as características do instrumento frente a uma amostra de
brasileiros
3. Comparação número de fatores encontrados na amostra de brasileiros e o
citado pelos autores originais
Justificativa
A Inteligência Emocional é um tema que vem tendo um destaque na mídia,
contudo vem sendo amplamente discutido e criticado no meio acadêmico, desta forma
estudos a respeito de instrumentos de mensuração da inteligência emocional podem vir
a consolidar ou demonstrar a fragilidade deste construto teórico. Desta forma, estudos
sobre os instrumentos de medidas, que possam comprovar a existência da inteligência
emocional são necessários.
Segundo Mayer, Salovey e Caruso (2000a) um dos critérios padrões para
legitimação científica de uma habilidade como inteligência, seria que esta habilidade
deve desenvolver-se com a idade. Portanto, se a escala SSREI mede inteligência
emocional as pessoas devem obter escores maiores conforme apresenta mais idade.
22
Por ser uma escala simples e de fácil entendimento a escala SSREI vem sendo
muito pesquisada recentemente, contudo não há ainda um estudo desta escala em
amostras da população brasileira.
23
Matérias e Método
Participantes:
Foram voluntários 173 universitários com idade entre 16 a 33 anos
(19,82 ± 3,03) 57 homens e 116 mulheres estudantes da Faculdade de Filosofia Ciências
e Letras de Ribeirão Preto ou do curso pré-vestibular Faculdade de Economia e
Administração de Ribeirão Preto, constituindo uma amostra de conveniência.
O grupo de idosos era formado por idosos que freqüentavam os grupos de
terceira idade do Centro de Educação Física Esportes e Recreação da USP/ Ribeirão
Preto, constituindo uma amostra de conveniência. Foram voluntários neste grupo 30
pessoas com idades entre 49 e 79 anos (64,9 ±8,03), sendo 6 homens e 24 mulheres.
Instrumento
A Self-Report Emotional Intelligence (SSREI) de Schutte e cols (1998) (Anexo
I) é uma escala de auto-relato no qual próprio voluntário relata o quanto acreditar
apresentar em relação a cada item, portanto não há certo ou errado. A resposta ao
instrumento é dada em uma escala likert, que vai de 1 “discordo totalmente” a 5
“concordo totalmente”
A escala SSREI foi traduzida pelo professor de inglês Carlos Augusto Pantoni
licenciado em letras e posteriormente foi feita uma verificação da adequação da
linguagem por alunos de pós-graduação do laboratório de percepção e psicofísica do
laboratório da FFCLRP/USP de Ribeirão Preto, juntamente com a verificação da clareza
das instruções.
24
Procedimento
O conteúdo da pesquisa foi submetido ao Comitê de Ética em Pesquisa da
Faculdade de Filosofia Ciências e letras de Ribeirão Preto recebendo a aprovação
(Anexo II), garantindo desta forma que o procedimento é ético e não trará prejuízos aos
voluntários.
Para tanto, todos os participantes tiveram sua participação na pesquisa
consentida pela direção das Entidades mencionadas e pelos próprios participantes,
através de carta de consentimento (Anexo III) em que foi assumido o compromisso de
utilizar os dados exclusivamente para fins de pesquisa, seguindo os padrões éticos
vigentes, e garantindo que em nenhum momento, divulgaremos a identidade dos
voluntários.
Todos os participantes, após a leitura das instruções (anexo IV) feita pelo
experimentador, foram convidados a responder a Escala de Inteligência Emocional
(anexo I) em pequenos grupos (no máximo 5 pessoas), sem comunicação, não foram
tiradas dúvidas durante a resolução da tarefa, apenas feita a orientação de responder de
acordo com o que o voluntário acreditasse ser a resposta mais próxima a seu
pensamento.
25
Resultados
As respostas dos voluntários em geral diante da Escala de auto-relato de
Inteligência Emocional Schutte obtiveram mediana 4, primeiro, quartil 3 e o terceiro
percentil 3.
A freqüência das respostas em cada questão e pode ser visualizado nos gráficos
abaixo:
120
100
100
80
Frequência
Frequência
80
60
40
60
40
20
20
0
0
0
1
2
3
4
5
0
6
1
2
3
4
5
6
5
6
Item2
Item1
80
100
80
Frequência
Frequência
60
40
60
40
20
20
0
0
0
1
2
3
4
5
6
0
1
2
3
70
140
60
120
50
100
40
30
80
60
20
40
10
20
0
0
0
1
2
3
Item5
26
4
Item4
Frequência
Frequência
Item3
4
5
6
0
1
2
3
Item6
4
5
6
140
60
120
50
100
Frequência
Frequência
70
40
30
80
60
20
40
10
20
0
0
0
1
2
3
4
5
6
0
1
2
3
Item7
100
100
80
80
60
6
60
40
40
20
20
0
0
0
1
2
3
4
5
6
0
1
2
3
Item10
4
5
6
Item11
100
50
80
40
Frequência
Frequência
5
120
Frequência
Frequência
120
60
40
20
30
20
10
0
0
0
1
2
3
Item12
27
4
Item8
4
5
6
0
1
2
3
Item13
4
5
6
80
140
120
60
Frequência
Frequência
100
80
60
40
40
20
20
0
0
0
1
2
3
4
5
0
6
1
2
3
100
5
6
120
100
80
80
Frequência
Frequência
4
Item15
Item14
60
40
60
40
20
20
0
0
0
1
2
3
4
5
6
0
1
2
Item16
3
4
5
6
4
5
6
Item17
120
100
100
80
Frequência
Frequência
80
60
40
60
40
20
20
0
0
0
1
2
3
Item18
28
4
5
6
0
1
2
3
Item19
120
70
100
60
50
Frequência
Frequência
80
60
40
30
40
20
20
10
0
0
0
1
2
3
4
5
6
0
1
2
Item20
3
4
5
6
4
5
6
5
6
Item21
80
120
100
80
Frequência
Frequência
60
40
60
40
20
20
0
0
0
1
2
3
4
5
6
0
1
2
Item22
125
100
80
Frequência
Frequência
100
75
50
25
60
40
20
0
0
0
1
2
3
Item24
29
3
Item23
4
5
6
0
1
2
3
Item25
4
70
70
60
60
50
Frequência
Frequência
50
40
30
40
30
20
20
10
10
0
0
0
1
2
3
4
5
0
6
1
2
3
4
5
6
Item27
Item26
120
70
100
60
50
Frequência
Frequência
80
60
40
30
40
20
20
10
0
0
0
1
2
3
4
5
6
0
1
2
Item28
4
5
6
100
120
100
80
Frequência
80
Frequência
3
Item29
60
60
40
40
20
20
0
0
0
1
2
3
Item30
30
4
5
6
0
1
2
3
Item31
4
5
6
60
100
50
80
Frequência
Frequência
40
60
30
40
20
20
10
0
0
0
1
2
3
4
5
6
0
1
2
3
4
5
6
Item33
Item32
Figura 1: Gráficos de Freqüências dos Itens
Para melhor compreensão dos gráficos de freqüência serão fornecidos na tabela a seguir
as medianas e o terceiro percentil encontrado em cada item:
Tabela1: Medianas e Percentis
Item
Mediana
1
4
2
5
3
4
4
4
5
4
6
5
7
4
8
5
9
5
10
5
11
5
12
4
13
3
14
5
15
4
16
4
17
5
18
4
19
5
20
5
21
4
22
4
23
5
24
5
25
4
26
4
27
4
28
5
29
4
30
5
31
4.5
32
4
33
3
31
Terceiro Percentil
1
1
1
2
1
2
1
3
2
1,03
1
2
1
2
2
2
1,03
2
2
2
1
2
2
2
2
1
1
2
1
3
2
2
1
Neste estudo foi utilizada a mediana de cada item nos cálculos por ser tratar de
uma escala Likert, ou seja, uma escala de categorias, assim desta forma tem-se variáveis
discretas.
Através das analises dos gráficos pode-se notar que a freqüência de respostas
dos participantes aos itens 13 e 33 mostra uma distribuição menos diferenciada o que
pode ser confirmada através da análise da mediana (3) e percentil (1).
Foram calculadas as correlações entre os itens da Escala, através do método de
Spearmann (matrix de correlação de Spearmann Anexo V), através da qual se pode
perceber que as correlações entre itens são em geral baixas, mesmo quando significativa
sendo a menor 0,15 para p<0,05 e 0,49 para p<0,01.
Antes de entramos em uma análise da estrutura fatorial da escala foi realizado o
teste de normalidade de Kolmogorov-Smirnov (Anexo VI), através do qual pode se
concluir que a distribuição em todos os itens é diferente da normal.
O calculo do Alfa de Cronbach mostrou que a consistência interna de escala é
adequada 0,808.
Como o teste de normalidade Kolmogorov-Smirnov deflagrou uma distribuição
diferente da normal e tendo em visto o que já foi dito, o método de análise de
componentes principais foi escolhido para a extração dos componentes.principais
Para justificar a utilização da analise pelo método de extração dos componentes
principais pode observar o critério de Kaiser-Meyer-Olkin (KMO), o qual indica que os
dados obtidos neste estudo são adequados para analise dos componentes principais. O
valor encontrado neste estudo foi de 0,725.
A analise das comunalidades indica a variabilidade de cada item explicado pelo
método de analise dos componentes principais empregada. Desta forma, quanto mais
próximos a 1 melhor explicação do item. Através da tabela 3 podemos verificar que a
32
maioria dos itens obteve uma explicação maior do que 0,5, apenas os itens 16 e 33
tiveram comunalidades abaixo de 0,5, sendo o item 16 o menos explicado com 0,482 e o
item 26 o mais explicado com 0,786 de comunalidade.
Tabela 2: Comunalidades
Item 1
Initial
1,000
Extraction
0,709
Item 2
1,000
0,629
Item 3
1,000
0,622
Item 4
1,000
0,509
Item 5
1,000
0,616
Item 6
1,000
0,577
Item 7
1,000
0,682
Item 8
1,000
0,742
Item 9
1,000
0,549
Item 10
1,000
0,661
Item 11
1,000
0,744
Item 12
1,000
0,600
Item 13
1,000
0,572
Item 14
1,000
0,678
Item 15
1,000
0,662
Item 16
1,000
0,482
Item 17
1,000
0,584
Item 18
1,000
0,617
Item 19
1,000
0,689
Item 20
1,000
0,640
Item 21
1,000
0,688
Item 22
1,000
0,658
Item 23
1,000
0,598
Item 24
1,000
0,598
Item 25
1,000
0,698
Item 26
1,000
0,786
Item 27
1,000
0,571
Item 28
1,000
0,603
Item 29
1,000
0,751
Item 30
1,000
0,666
Item 31
1,000
0,641
Item 32
1,000
0,718
Item 33
1,000
0,498
Através do método de analise dos componentes principais não rotacionada
(Anexo VII) e com rotação varimax (Tabela 4), foram encontrados 12 componentes
considerando-se apenas os autovalores (initial Eigenvalues) acima de 1,00. Contudo
pode-se notar (tabela 10), que esses fatores correspondiam a 63,746 % da variância.
33
Tabela 3: Total de Variância Explicada
Componente
Initial Eigenvalues
Extraction Sums of Squared Loadings
Rotation Sums of Squared Loadings
1
Total
5,308
% of Variance
16,084
Cumulative %
16,084
Total
5,308
% of Variance
16,084
Cumulative %
16,084
Total
2,481
% of Variance
7,518
Cumulative %
7,518
2
2,129
6,451
22,535
2,129
6,451
22,535
2,427
7,353
14,871
3
1,800
5,453
27,988
1,800
5,453
27,988
2,303
6,977
21,849
4
1,765
5,348
33,336
1,765
5,348
33,336
1,984
6,013
27,862
5
1,604
4,862
38,198
1,604
4,862
38,198
1,632
4,946
32,807
6
1,509
4,574
42,772
1,509
4,574
42,772
1,626
4,926
37,734
7
1,316
3,988
46,760
1,316
3,988
46,760
1,551
4,699
42,433
8
1,234
3,739
50,499
1,234
3,739
50,499
1,522
4,613
47,046
9
1,157
3,506
54,005
1,157
3,506
54,005
1,495
4,531
51,577
10
1,103
3,343
57,349
1,103
3,343
57,349
1,428
4,329
55,906
11
1,080
3,274
60,622
1,080
3,274
60,622
1,335
4,047
59,952
12
1,031
3,124
63,746
1,031
3,124
63,746
1,252
3,793
63,746
13
0,955
2,895
66,641
14
0,937
2,838
69,479
15
0,911
2,761
72,240
16
0,888
2,690
74,929
17
0,752
2,278
77,208
18
0,743
2,252
79,459
19
0,693
2,100
81,559
20
0,642
1,947
83,506
21
0,594
1,800
85,306
22
0,565
1,713
87,018
23
0,513
1,554
88,572
24
0,477
1,445
90,017
25
0,466
1,411
91,429
26
0,446
1,353
92,781
27
0,397
1,203
93,985
28
0,379
1,149
95,134
29
0,357
1,081
96,215
30
0,330
1,000
97,214
31
0,327
0,990
98,204
32
0,309
0,936
99,140
33
0,284
0,860
100,000
Em continuidade a analise dos componentes principais dos dados foi realizada a
decomposição da matriz de correlação, de forma a visualizar as cargas, essas cargas
representam o quanto cada item da escala está correlacionado a cada fator (Anexo VII).
Para uma melhor distribuição destas cargas foi realizada uma rotação do tipo varimax, a
qual pode ser verificada na tabela 4.
34
Tabela 4: Matriz de componentes obtida pelo método de Componentes Principais e Rotação Varimax
Componentes
1
Item 29
2
3
4
5
6
7
8
9
10
11
12
0,811
0,034
0,038
0,089
-0,022
-0,045
0,225
0,036
0,088
0,062
-0,057
-0,12
Item 32
0,674
0,023
0,252
0,072
0,177
0,068
-0,231
0,046
-0,047
-0,112
0,114
0,274
Item 18
0,644
-0,105
0,154
-0,065
0,045
0,134
0,045
0,269
-0,037
0,229
0,096
0,079
Item 13
0,515
0,417
-0,054
0,034
0,22
0,007
0,105
-0,066
-0,041
-0,055
0,051
0,239
Item 10
-0,016
0,765
0,072
-0,039
-0,024
-0,129
0,066
-0,001
0,147
0,037
0,151
-0,032
Item 23
0,058
0,706
0,135
0,107
0,042
0,031
0,052
0,06
-0,097
0,202
-0,034
0,077
Item 28
-0,019
0,508
-0,097
0,133
-0,172
0,493
-0,082
0,166
-0,07
-0,069
0,042
0,004
Item 19
0,01
-0,16
0,772
0,053
0,038
0,208
0,058
0,031
0,036
0,082
0,083
-0,011
Item 22
0,2
0,239
0,648
0,078
0,092
0,13
0,21
0,127
0,089
-0,067
-0,191
0,002
Item 9
0,176
0,163
0,638
0,119
-0,006
-0,138
0,043
-0,106
0,096
0,004
-0,002
0,168
Item 16
-0,128
0,074
0,398
0,189
-0,008
-0,203
0,052
0,12
0,015
0,328
-0,011
0,314
Item 12
0,267
0,321
0,371
0,19
-0,048
-0,181
0,209
0,369
0,087
0,054
0,11
-0,117
Item 1
-0,037
-0,088
0,167
0,736
0,036
0,064
0,241
0,063
-0,11
-0,106
0,114
0,163
Item 14
0,033
0,19
0,303
0,608
0,201
0,015
-0,195
0,058
-0,061
0,068
0,282
-0,096
Item 30
0,429
0,12
0,053
0,551
-0,201
-0,08
0,102
-0,042
0,208
0,197
-0,135
-0,051
Item 2
0,118
0,18
0,007
0,474
0,35
0,09
-0,054
0,088
0,099
0,274
-0,279
-0,232
Item 31
-0,005
0,373
-0,105
0,445
0,156
-0,154
0,043
0,066
0,205
0,098
-0,014
0,431
0
-0,062
-0,003
0,053
0,787
-0,141
0,055
0,133
-0,094
-0,024
-0,035
0,066
Item 27
0,236
0,154
0,205
0,097
0,488
-0,236
0,001
0,186
0,267
-0,042
-0,023
0,196
Item 6
0,221
0,072
0,066
0,062
0,461
0,112
-0,021
-0,315
0,058
0,023
0,37
-0,223
Item 7
Item 5
0,076
0,027
0,067
-0,086
-0,133
0,742
0,095
0,011
-0,007
0,081
0,029
0,111
Item 33
-0,014
-0,241
0,117
0,201
0,048
0,501
-0,072
0,117
0,122
-0,315
-0,006
0,007
Item 15
0,21
0,08
0,266
0,099
-0,076
0,057
0,691
-0,139
-0,039
-0,06
0,09
0,107
Item 11
-0,055
-0,001
-0,118
0,035
0,254
0,211
0,586
0,016
0,443
0,243
0,13
0,011
Item 21
0,053
0,325
0,26
0,079
0,09
-0,277
0,54
0,172
-0,16
-0,168
-0,18
0,113
Item 17
0,041
0,057
-0,019
0,047
0,121
0,075
-0,093
0,734
0,077
0,023
-0,038
0,025
Item 20
0,239
0,114
0,111
-0,094
0,247
0,057
0,007
0,49
-0,078
0,417
0,253
-0,018
Item 4
0,187
0,043
0,079
0,287
-0,114
0,096
0,152
0,435
-0,165
-0,249
0,229
0,077
Item 26
0,062
0,031
0,196
0,017
-0,012
0,052
0,025
0,046
0,857
-0,001
0,048
0,003
Item 3
0,099
0,451
0,07
0,118
0,123
0,194
0,154
0,131
-0,452
0,201
-0,131
-0,186
Item 24
0,093
0,134
0,044
0,074
-0,047
-0,012
-0,032
0,001
0,004
0,741
0,021
0,106
Item 8
0,039
0,08
-0,037
0,089
-0,013
0,024
0,056
0,086
0,093
0,039
0,838
0,028
0,22
-0,011
0,204
-0,014
0,041
0,268
0,144
0,028
0,025
0,148
0,01
0,7
Item 25
Durante análise de componentes principal foi gerado também o gráfico de
sedimentação (Scree Plot), o qual pode ser verificado a seguir:
35
Figura 2: Gráfico de sedimentação (Scree Plot)
Pelo gráfico de sedimentação, o qual apresenta a distribuição dos autovalores e
componentes, observam-se a possibilidade de realização da análise de componentes dos
principais apenas com cinco componentes. Essa analise foi baseada no teste Scree de
Cattell, o qual estabelece como critério para reter a quantidade de componentes o ponto
de mudança no qual a curva apresenta a última mudança de sentido e em seguida
estabilização da mesma.
De posse desta informação foi realizada uma nova extração de componentes
principais com rotação varimax e determinação de apenas 5 componentes. Essa nova
extração gerou a seguinte total de variância explicada:
36
Tabela 5: Total de variância explicada
Componente
1
Initial Eigenvalues
% of
Cumulative
Variance
%
Total
5,308
16,084
16,084
Extraction Sums of Squared Loadings
% of
Cumulative
Variance
%
Total
5,308
16,084
16,084
Rotation Sums of Squared Loadings
% of
Cumulative
Variance
%
Total
3,245
9,832
9,832
2
2,129
6,451
22,535
2,129
6,451
22,535
2,769
8,392
18,224
3
1,800
5,453
27,988
1,800
5,453
27,988
2,539
7,694
25,918
4
1,765
5,348
33,336
1,765
5,348
33,336
2,037
6,173
32,091
5
1,604
4,862
38,198
1,604
4,862
38,198
2,015
6,107
38,198
6
1,509
4,574
42,772
7
1,316
3,988
46,760
8
1,234
3,739
50,499
9
1,157
3,506
54,005
10
1,103
3,343
57,349
11
1,080
3,274
60,622
12
1,031
3,124
63,746
13
,955
2,895
66,641
14
,937
2,838
69,479
15
,911
2,761
72,240
16
,888
2,690
74,929
17
,752
2,278
77,208
18
,743
2,252
79,459
19
,693
2,100
81,559
20
,642
1,947
83,506
21
,594
1,800
85,306
22
,565
1,713
87,018
23
,513
1,554
88,572
24
,477
1,445
90,017
25
,466
1,411
91,429
26
,446
1,353
92,781
27
,397
1,203
93,985
28
,379
1,149
95,134
29
,357
1,081
96,215
30
,330
1,000
97,214
31
,327
,990
98,204
32
,309
,936
99,140
33
,284
,860
100,000
Extraction Method: Principal Component Analysis.
O total de variância explicada pela extração de cinco componentes principais foi
38,198. Contudo a analise da matriz de componentes obtida através da extração com
cinco fatores evidência a melhor distribuição de itens pelos componentes principais.
37
Tabela 6: Matriz de componentes obtida pelo método de extração de componentes principais e rotação
varimax
Componentes
item12
1
0,637
2
-0,085
3
-0,059
4
0,070
5
-0,028
item22
0,605
0,171
item29
0,503
0,216
-0,180
0,253
-0,090
0,166
-0,208
item23
0,502
-0,412
-0,484
0,135
0,191
item9
-0,081
item32
0,502
0,149
-0,345
0,147
-0,122
0,501
0,350
0,202
-0,268
-0,134
item13
0,501
-0,111
0,186
-0,156
-0,285
item27
0,497
-0,011
-0,257
-0,411
0,015
item30
0,485
-0,017
-0,080
0,025
-0,030
item18
0,462
0,354
0,352
-0,228
-0,231
item21
0,458
-0,226
-0,306
0,242
-0,228
item20
0,443
-0,032
0,361
-0,293
0,044
item31
0,437
-0,332
-0,187
-0,071
0,181
item15
0,429
0,189
-0,177
0,348
-0,256
item25
0,399
0,332
0,065
0,110
-0,138
item2
0,389
-0,240
-0,003
-0,209
0,273
item16
0,367
-0,071
-0,302
0,098
0,068
item4
0,355
0,129
0,204
0,177
0,233
item24
0,280
-0,191
0,133
-0,093
-0,097
item11
0,239
0,089
-0,109
-0,071
0,044
item10
0,367
-0,513
0,009
0,136
-0,130
item19
0,367
0,457
-0,195
0,224
0,128
item33
0,014
0,452
0,114
0,151
0,394
item3
0,371
-0,385
0,339
0,203
-0,027
item28
0,199
-0,211
0,485
0,382
0,195
item5
0,105
0,334
0,458
0,361
0,043
item26
0,230
0,275
-0,297
-0,112
0,052
item7
0,199
-0,088
-0,159
-0,518
0,183
item6
0,212
0,078
0,060
-0,347
0,103
item14
0,487
-0,102
-0,039
-0,045
0,530
item1
0,394
0,098
-0,206
0,224
0,483
item8
0,201
0,079
0,199
-0,103
0,275
item17
0,253
-0,030
0,245
-0,149
0,262
Esse procedimento também foi realizado com base nos dados de cada grupo
separadamente, desta forma através da extração dos componentes principais obtiveramse as matrizes de componentes e os gráficos de sedimentação de cada grupo
separadamente (Anexos VIII, IX ). E da mesma forma, que foi explicado aqui também
se pode observar através dos gráficos de sedimentação a possibilidade da existência de
apenas 5 componentes. E uma nova extração de componentes principais com rotação
38
varimax e determinação de 5 fatores trouxe uma melhor distribuição dos itens pelos
componentes, que pode ser verificada através da comparação das matriz rotacionadas
sem determinar componentes(Anexos X e XI, jovens e idosos, respectivamente) e das
matrizes de componentes principais com a determinação de cinco componentes (Anexos
XII e XIII, jovens e idosos, respectivamente).
Por se tratar de um estudo de inteligência não é esperado que a estrutura seja
totalmente diferente entre os grupos, contudo pode se notar pequena variação na
distribuição dos itens pelos componentes.
Retomando-se a análise de componentes principais dos dados de todos os
voluntários podemos visualizar na tabela 12 a consistência interna de cada componente
calculada a partir do alfa de cronbach, bem como cada item que compõem os
componentes e a consistência interna de cada componente sem cada item.
Para confecção desta tabela foi utilizada a matriz gerada através da rotação
varimax com determinação de cinco componentes principais.
39
Tabela 7: Alfas de cada componente principal
Componentes
Itens
Alfa de
cronbach
Alfa
excluindo
item
1
22
9
15
19
21
12
16
30
26
11
0,707
0,653
0,670
0,676
0,684
0,687
0,667
0,693
0,692
0,707
0,710
2
23
10
3
31
24
0,606
0,462
0,507
0,573
0,577
0,618
3
18
29
32
13
20
14
33
1
28
4
8
17
0,690
0,607
0,625
0,609
0,683
0,679
0,418
0,509
0,410
0,477
0,442
0,480
0,482
4
5
7
27
5
2
6
0,499
0,298
Itens de outros
componentes
com carga mais
forte
Alfa incluindo itens
com carga forte
24
20
0,701
0,708
33
0,315
5
0,511
24
0,479
0,159
0,128
0,500
0,195
0,214
Como podem ser verificados os quatro primeiros fatores apresentaram
consistência interna adequada, sendo que o item 5 contribuiu para o aumento da
consistência interna do componente 4 e o item 20 tive o mesmo efeito para o
40
componente 1, desta forma os itens citados foram retirados do componente principal de
origem e adicionado no componentes principais aos quais eles contribuíram para
aumento da consistência interna do componente, respectivamente itens 20 e 5 e
componentes 1 e 4. Com a retirada do item 5 do componente 5 a consistência interna
passou a ser adequada, contudo a tentativa de adicionar o item 24 diminuiu a
consistência interna. Por fim os itens 11, 24 e 33 diminuem a consistência interna dos
componentes aos quais pertencem, contudo não melhoram a em outros componentes e
desta forma foram analisados no componente de origem.
Na tentativa de identificar as dimensões da inteligência emocional idealizada por
Mayer e Salovey (1990, 1997) em sua teoria. Foram divididos os itens encontrados nos
componentes com consistência interna relevante da seguinte maneira:
Componente 1
“Perceber Emoções”
(9) Tenho consciência das minhas emoções quando as vivencio
(11) Eu gosto de compartilhar minhas emoções com outros.
(15) Eu tenho consciência das mensagens não-verbais que envio aos outros.
(22) Reconheço minhas emoções facilmente quando as vivencio.
“Administrar Emoções”
(12) Quando vivencio uma emoção positiva, sei como fazê-la durar.
(16) Eu me apresento de forma a causar boa impressão nos outros.
(21) Tenho controle sobre minhas emoções.
(30) Eu ajudo outras pessoas sentirem-se melhor quando estão tristes.
“Compreender Emoções”
(20) Quando estou de bom humor, consigo ter novas idéias.
41
(26) Quando alguém me conta sobre um acontecimento importante em sua vida, eu
quase me sinto como se eu mesmo tivesse vivenciado tal acontecimento.
Componente 2
“Utilizar Emoções” - Otimismo
(3) Sempre acho que me sairei bem na maioria das coisas que tento fazer.
(10) Sempre acho que coisas boas acontecerão.
(23) Eu motivo a mim mesmo imaginando bons resultados para as tarefas que assumo.
(24) Eu cumprimento outras pessoas quando elas fazem algo bem feito.
(31) Eu utilizo o bom humor para ajudar a mim mesmo a persistir diante de obstáculos.
Componente 3
“Perceber Emoções”
(13) Eu organizo eventos em que outras pessoas se divertem.
(18) Ao ver a expressão facial das pessoas. Consigo reconhecer as emoções que elas
estão vivenciando.
(29) Eu sei o que outras pessoas estão sentindo simplesmente ao olhar para elas.
(32) Eu consigo perceber como as pessoas estão se sentindo ao ouvir o tom de sua voz.
Componente 4
“Administrar Emoções”
(1) Eu sei quando devo falar com outras pessoas sobre meus problemas pessoais.
(4) Outras pessoas confiam em mim com facilidade.
(14) Eu busco atividades que me fazem feliz.
42
“Utilização Emoções”
(8) Emoções são uma das coisas as quais me fazem sentir que vale a pena viver.
(17) Quando estou de bom humor, resolver problemas é fácil para mim.
(28) Quando enfrento um desafio, eu desisto porque penso que fracassarei.
“Compreender emoções”
(33) Considero difícil entender por que as pessoas sentem-se da maneira como se
sentem.
(5) Acho difícil compreender as mensagens não-verbais de outras pessoas.
Componente 5
“Utilizar Emoções”
(2) Quando enfrento obstáculos, lembro-me dos momentos em que enfrentei obstáculos
semelhantes e os superei.
(6) Alguns dos eventos mais importantes da minha vida levaram-me a re-avaliar o que é
relevante e o que não é.
“Perceber Emoções”
(7) Quando meu humor muda, consigo perceber novas possibilidades.
(27) Quando percebo mudança nas minhas emoções, minha tendência é ter novas idéias.
Outra análise realizada foi à comparação dos escores dos grupos para verificar se
a diferenças entre os escores obtidos pelo grupo de jovens e de idosos, para tanto foi
utilizado o teste U de Mann Whitney, pois como já foi verificado através do teste de
normalidade Kolmogorov-Smirnov os dados não possuem uma distribuição normal.
Para o calculo do Teste U de Mann Whitney foi utilizado as medianas obtidas
pelos voluntários como escore geral, isto, pois, os autores originais da escala não
43
relatam como calcularam os escores e por se tratar de uma escala tipo likert a variável é
discreta não devendo ser simplesmente somada para formação dos escores.
A hipótese nula (H0) é de que os dois grupos têm medianas estatisticamente
iguais e H1 é de que os grupos são diferentes estatisticamente.
Os resultados encontrados no teste Mann Whitney (AnexoXIV) foram um p=
0,28 para um nível de significância de 0,05, o que leva a rejeição de H0, ou seja, as
medianas obtidas por cada voluntário é significativamente diferente, para os grupos de
jovens e idosos.
44
Discussão
Pode-se verificar a análise dos gráficos de freqüência (Figura 1) e também na
tabela das medianas e terceiros percentis de cada item (Tabela 1), que a maioria dos
itens teve como tendência de respostas as categorias 4 e 5 na escala Likert, apenas os
itens 13 e 33 apresentaram uma pequena indefinição. Estes dados indicam que os itens
foram bem compreendidos pelos voluntários, contudo os itens 13 e 33 precisam ser
reformulados para melhor compreensão no contexto brasileiro.
O Alfa de cronbach encontrado demonstra uma boa consistência interna da
escala.
A análise de componentes principais com rotação varimax, após estudo do
gráfico de sedimentação apresentou 5 componentes principais para ambos os grupos,
jovens e idosos, contudo a variação dos itens pelos componentes principais pode ser
devido ao pequeno número de voluntários no grupo de idosos, que não é adequado para
uma análise de componentes principais. Como não se apresentam na literatura da área
de inteligência em geral e também inteligência emocional análise de componente
principais separando-se grupos, há pressuposto de que não há diferenças entre uma dada
inteligência para diferentes pessoas, apenas o grau maior e menor de uma dada
inteligência pode variar entre os grupos.
A matriz de componentes com 5 componentes principais foi a que apresentou
melhor distribuição das cargas dos itens pelos componentes, contudo alguns itens foram
transferidos para outros componentes após estudo da consistência interna de cada
componente, o que resultou em 5 componentes com consistência interna adequada.
Desta forma, fica claro que a melhor distribuição dos dados é em 5 componentes
principais.
45
A estrutura de 5 componentes encontrada corrobora com os dados encontrados
na definição do primeiro modelo de Gignac et al 2005 ao estudar a Escala de
Inteligência Emocional de Schutte.
A nomeação dos componentes principais de acordo com a teoria de Mayer e
Salovey (1990 e 1997) apresentou todas as dimensões postuladas por esses autores:
perceber emoções, compreender emoções, utilizar emoções e administrar emoções.
Além disso, os componentes principais 2 e 3 apresentara uma única dimensão “utilizar
emoções” e “perceber emoções” respectivamente. Os demais componentes principais
apresentaram uma mistura das dimensões propostas por Mayer e Salovey (1997).
Contudo a dimensão “compreender emoções” é representada por apenas 2 itens.
Quanto à comparação entre grupos de jovens e idosos pode se notar que os
idosos apresentaram um melhor desempenho que os jovens, o que corrobora com os
dados encontrados por Rooy, Alonso, e Viswesvaran (2005).
Conclusões
A Escala de Inteligência Emocional Schutte mostrou validade de construto, pois
as dimensões teóricas propostas por Mayer e Salovey (1990/1997) foram encontradas
no instrumento.
Já a diferença encontrada entre jovens e idosos demonstra a relação entre a
inteligência emocional medida pela escala e variáveis externas como a idade. Quanto a
esta diferença também nos leva a conclusão de que a inteligência emocional se
configura entre o rol das inteligências cristalizadas postulada por Horn e Cattell (1966)
e também pode ser localizada dentre as inteligências permanentes, ou seja, que
permanece mesmo com aumento da idade.
46
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52
ANEXOS
53
Anexo I: Escala de Inteligência Emocional Schutte
Escala de Inteligência Emocional
Responda os itens da Escala nas tabelas abaixo de cada item de acordo com
a tabela
(1) discordo totalmente
(2) discordo parcialmente
(3) nem concordo, nem discordo
(4) concordo parcialmente
(5) concordo totalmente
(1) Eu sei quando devo falar com outras pessoas sobre meus problemas
pessoais.
1
2
3
4
5
(2) Quando enfrento obstáculos, lembro-me dos momentos em que
enfrentei obstáculos semelhantes e os superei.
1
2
3
4
5
(3) Sempre acho que me sairei bem na maioria das coisas que tento fazer.
1
2
3
4
5
(4) Outras pessoas confiam em mim com facilidade.
1
2
3
4
5
(5) Acho difícil compreender as mensagens não-verbais de outras pessoas.*
1
2
3
4
5
(6) Alguns dos eventos mais importantes da minha vida levaram-me a reavaliar o que é relevante e o que não é.
1
2
3
4
5
Responda os itens da Escala nas tabelas abaixo de cada item de acordo com
a tabela
(1)discordo totalmente
(2)discordo parcialmente
(3)nem concordo, nem discordo
(4)concordo parcialmente
(5)concordo totalmente
(7) Quando meu humor muda, consigo perceber novas possibilidades.
1
2
3
4
5
(8) Emoções são uma das coisas as quais me fazem sentir que vale a pena
viver.
1
2
3
4
5
(9) Tenho consciência das minhas emoções quando as vivencio.
1
2
3
4
5
(10) Sempre acho que coisas boas acontecerão.
1
2
3
4
5
(11) Eu gosto de compartilhar minhas emoções com outros.
1
2
3
4
5
(12) Quando vivencio uma emoção positiva, sei como fazê-la durar.
1
2
3
4
5
(13) Eu organizo eventos em que outras pessoas se divertem.
1
2
3
4
5
Responda os itens da Escala nas tabelas abaixo de cada item de acordo com
a tabela
(1)discordo totalmente
(2)discordo parcialmente
(3)nem concordo, nem discordo
(4)concordo parcialmente
(5)concordo totalmente
(14) Eu busco atividades que me fazem feliz.
1
2
3
4
5
(15) Eu tenho consciência das mensagens não-verbais que envio aos outros.
1
2
3
4
5
(16) Eu me apresento de forma a causar boa impressão nos outros.
1
2
3
4
5
(17) Quando estou de bom humor, resolver problemas é fácil para mim.
1
2
3
4
5
(18) Ao ver a expressão facial das pessoas, consigo reconhecer as emoções
que elas estão vivenciando.
1
2
3
4
5
(19) Consigo perceber quando minhas emoções mudam.
1
2
3
4
5
(20) Quando estou de bom humor, consigo ter novas idéias.
1
2
3
4
5
Responda os itens da Escala nas tabelas abaixo de cada item de acordo com
a tabela
(1)discordo totalmente
(2)discordo parcialmente
(3)nem concordo, nem discordo
(4)concordo parcialmente
(5)concordo totalmente
(21) Tenho controle sobre minhas emoções.
1
2
3
4
5
(22) Reconheço minhas emoções facilmente quando as vivencio.
1
2
3
4
5
(23) Eu motivo a mim mesmo imaginando bons resultados para as tarefas
que assumo.
1
2
3
4
5
(24) Eu cumprimento outras pessoas quando elas fazem algo bem feito.
1
2
3
4
5
(25) Tenho consciência das mensagens não-verbais que outras pessoas
emitem.
1
2
3
4
5
(26) Quando alguém me conta sobre um acontecimento importante em sua
vida, eu quase me sinto como se eu mesmo tivesse vivenciado tal
acontecimento.
1
2
3
4
5
Responda os itens da Escala nas tabelas abaixo de cada item de acordo com
a tabela
(1)discordo totalmente
(2)discordo parcialmente
(3)nem concordo, nem discordo
(4)concordo parcialmente
(5)concordo totalmente
(27) Quando percebo mudança nas minhas emoções, minha tendência é ter
novas idéias.
1
2
3
4
5
(28) Quando enfrento um desafio, eu desisto porque penso que
fracassarei.*
1
2
3
4
5
(29) Eu sei o que outras pessoas estão sentindo simplesmente ao olhar para
elas.
1
2
3
4
5
(30) Eu ajudo outras pessoas sentirem-se melhor quando estão tristes.
1
2
3
4
5
(31) Eu utilizo o bom humor para ajudar a mim mesmo a persistir diante de
obstáculos.
1
2
3
4
5
(32) Eu consigo perceber como as pessoas estão se sentindo ao ouvir o tom
de sua voz.
1
2
3
4
5
(33) Considero difícil entender por que as pessoas sentem-se da maneira
como se sentem.*
1
2
3
4
5
Anexo II: Comitê de Ètica
Anexo III
TERMO DE CONSENTIMENTO LIVRE E ESCLARECIDO
Você está sendo convidado (a) para participar, como voluntário em uma
pesquisa. Após ser esclarecido (a) sobre as informações a seguir, no caso de
aceitar fazer parte do estudo, assine ao final deste documento, que está em
duas vias. Uma delas é sua e a outra é do pesquisador responsável. Em caso
de recusa você não será penalizado de forma alguma. Será garantido o sigilo
ao sujeito que participar da pesquisa e os dados coletados serão utilizados na
dissertação de mestrado da pesquisadora Elisângela Ferreira da Silva. Em
caso de dúvidas você pode consultar aos pesquisadores (Elisângela Ferreira
da Silva e Prof.º Dr. José Aparecido da Silva).
INFORMAÇÕES SOBRE A PESQUISA:
Título do Projeto: “A Inteligência Emocional ao longo das faixas etárias”.
Pesquisador Responsável: Prof.º Dr José Aparecido da Silva.
Telefone de Contato: (16)36027328
Pesquisador participantes: Elisângela Ferreira da Silva.
Telefones para contato: (16)36023872
•
•
•
•
O Objetivo geral desta pesquisa é verificar se há diferenças entre a
inteligência emocional em diferentes faixas etárias. Os objetivos específicos
são: 1. comparação dos escores de inteligência emocional dos grupos de
diferentes faixas etárias;
Nenhum risco, prejuízos ou desconforto serão provocados pela pesquisa.
A participação nesta pesquisa consiste em responder a uma Escala de
Inteligência Emocional acompanhada de instruções específica prévia.
Os participantes poderão se retirar do estudo a qualquer momento.
_________________________
Prof Dr José Aparecido Da Silva
______________________
Elisângela Ferreira Da Silva
CONSETIMENTO DA PARTICIPAÇÃO DA PESSOA COMO SUJEITO
Eu,_______________________________________, nascido em __/__/__,
portador do RG n.º___________________, residente à Rua/Av.______________, fone__________. Abaixo assinado, voluntariamente
concordo em participar do estudo “A Inteligência Emocional ao longo das faixas
etárias”. Fui devidamente informado e esclarecido pela pesquisadora
Elisângela Ferreira da Silva sobre a pesquisa, os procedimentos nela
envolvidos, assim como a ausência de risco e benefícios decorrentes de minha
participação. Foi-me garantido que posso retirar meu consentimento a qualquer
momento, sem que isto leve à qualquer penalidade.
Ribeirão Preto_____, de _____________________de200
Assinatura do participante_______________________________
Anexo IV: Instruções
NOME:
M__F__
_________________________________IDADE:
__SEXO:
DATA: ____/___/2006
------------------------------------------------------------
INSTRUÇÕES
Estamos interessados em estudar as principais características que
compõem a inteligência emocional de uma pessoa. Para isso estamos
solicitando-lhe que responda a esta escala a qual tomará mais ou menos 15
minutos de seu tempo. Um registro dos resultados, se isto ocorrer, não
identificará qualquer um que dele participar.
A tarefa que você irá realizar não é difícil de ser completada.
Contudo, se algum momento você desejar interromper a tarefa, avise-me e
ela será interrompida e encerrada. Sua tarefa consistirá em responder aos
itens (enunciados) abaixo circulando uma das cinco as categorias listadas
abaixo que mais se aproxime da sua respostas. Por favor, leia atentamente
cada item, reflita sobre ele, e assinale a cada uma categoria. Lembre-se,
você pode usar qualquer categoria, entre 1 a 5, que você entende refletir
mais apropriadamente a sua resposta.
(1) discordo totalmente
(2) parcialmente discordo
(3) nem discordo, nem concordo
(4) parcialmente concordo
(5) concordo totalmente.
Muito obrigado por sua colaboração.
Anexo V: Matriz de Correlação de Spearman para todos os voluntários
item
1
1
2
3
4
5
6
7
8
9
10
11
12
13
14
15
16
17
18
19
20
21
22
23
24
25
26
27
28
29
1,00
0,15
0,15
0,29
0,07
0,02
0,07
0,06
0,20
0,08
0,32
0,26
0,19
0,13
0,11
0,23
0,08
0,26
0,24
0,19
0,02
0,22
0,03
0,10
0,12
0,09
0,27
0,18
0,16
0,09
0,14
0,16
0,02
0,07
0,25
1,00
0,02
0,06
0,09
0,19
0,11
0,25
0,12
0,21
0,02
0,15
0,16
0,15
0,07
0,16
0,15
0,21
0,31
0,20
0,03
0,14
0,23
0,15
0,14
0,20
0,35
0,10
-0,05
1,00
0,14
0,11
0,07
0,06
0,02
0,15
0,22
0,01
0,21
0,25
0,24
0,15
0,17
0,15
0,13
0,04
0,23
0,18
0,21
0,42
0,16
0,01
-0,21
0,10
0,19
0,13
0,16
0,13
0,13
-0,04
1,00
0,13
0,06
0,10
0,07
0,00
0,17
0,15
0,14
0,15
0,15
0,14
-0,01
0,19
0,08
0,09
0,17
0,17
0,16
0,08
0,10
0,08
0,14
-0,05
0,11
0,16
0,09
-0,11
0,10
0,03
0,03
0,26
0,05
-0,10
0,19
0,07
0,05
0,11
0,10
0,21
-0,06
0,16
0,04
0,18
-0,01
0,16
0,01
0,16
0,11
0,31
0,06
0,12
0,03
0,10
0,13
0,10
1,00
0,09
0,21
1,00
0,19
0,22
0,04
0,15
0,13
0,11
0,11
0,22
0,18
0,10
0,07
0,07
0,16
0,03
0,13
-0,01
0,08
0,08
0,10
0,08
0,11
0,18
0,02
0,17
0,06
0,07
0,17
-0,06
0,14
0,05
0,12
0,10
0,09
0,12
-0,06
0,09
0,02
0,23
0,10
0,04
0,12
0,00
0,06
-0,07
0,36
-0,13
0,07
-0,05
0,11
0,18
0,00
-0,03
0,14
0,11
0,04
0,04
0,16
0,09
-0,02
0,13
0,03
0,03
1,00
0,13
0,09
0,18
-0,09
0,02
0,15
0,12
0,10
0,05
0,08
0,05
0,08
0,05
0,11
0,11
0,01
1,00
0,15
0,04
0,35
0,18
0,20
0,25
0,21
0,09
0,26
0,32
0,16
0,30
0,42
0,24
0,21
0,26
0,18
0,19
0,05
0,29
0,25
0,14
0,29
-0,01
0,06
0,29
0,25
0,13
0,10
0,10
0,13
0,02
-0,04
0,16
0,21
0,09
0,33
0,19
-0,01
0,13
0,15
0,19
0,08
0,10
0,30
0,06
-0,19
1,00
0,01
0,12
0,08
0,19
0,06
0,02
0,07
0,11
0,10
0,07
0,05
0,04
0,12
0,14
0,33
0,03
0,02
0,12
0,11
0,14
-0,01
-0,01
1,00
0,26
0,33
0,26
0,28
0,23
0,25
0,20
0,30
0,37
0,38
0,32
0,31
0,14
0,22
0,34
0,21
0,31
0,35
0,23
0,20
-0,04
1,00
0,18
0,23
0,11
0,14
0,28
0,00
0,25
0,25
0,15
0,25
0,09
0,21
0,06
0,30
0,14
0,26
0,27
0,24
0,36
-0,07
1,00
0,19
0,17
0,17
0,17
0,22
0,26
0,22
0,20
0,31
0,23
0,03
0,04
0,19
0,18
0,06
0,25
0,26
0,23
-0,01
1,00
0,09
0,02
0,17
0,24
0,10
0,30
0,33
0,16
0,08
0,29
0,17
0,08
0,03
0,25
0,21
0,11
0,12
0,00
1,00
0,13
0,10
0,19
0,21
0,19
0,19
0,23
0,19
0,17
0,13
0,15
0,02
0,00
0,20
0,22
0,15
-0,08
1,00
0,26
0,04
0,37
0,12
0,18
0,11
0,07
0,06
0,09
0,24
0,14
0,07
0,14
0,16
0,12
-0,02
1,00
0,29
0,39
0,14
0,29
0,20
0,12
0,32
0,13
0,17
0,03
0,50
0,20
0,14
0,41
0,05
1,00
0,18
0,13
0,41
0,14
-0,04
0,23
0,17
0,05
0,01
0,15
0,08
0,02
0,23
0,11
1,00
0,12
0,18
0,31
0,17
0,18
0,08
0,27
0,14
0,18
0,15
0,18
0,24
-0,05
1,00
0,37
0,31
0,07
0,15
0,05
0,24
0,06
0,19
0,19
0,24
0,08
-0,09
1,00
0,29
0,05
0,22
0,14
0,26
0,15
0,30
0,26
0,22
0,27
0,11
1,00
0,23
0,13
0,04
0,17
0,29
0,18
0,26
0,33
0,19
-0,10
1,00
0,15
0,07
0,10
0,15
0,14
0,28
0,25
0,08
-0,12
1,00
0,17
0,16
0,11
0,20
0,12
0,16
0,33
0,03
1,00
0,22
0,00
0,14
0,18
0,19
0,07
0,06
1,00
-0,10
0,24
0,24
0,25
0,28
-0,04
1,00
0,03
0,09
0,16
0,03
0,07
1,00
0,42
0,12
0,44
-0,02
1,00
0,26
0,25
-0,02
1,00
0,10
-0,13
2
3
4
5
6
7
1,00
8
9
10
11
12
13
14
15
16
17
18
19
20
21
22
23
24
25
26
27
28
29
30
31
32
33
1,00
30
31
32
0,13
1,00
33
0,17
0,10
1,00
P<0,01
P<0,05
Anexo VI
Matriz de Componentes
Componentes
1
2
3
Item 12
0,637
-0,085
-0,013
Item 22
0,584
0,134
-0,198
Item 14
0,521
0
0,272
Item 23
0,518
-0,497
-0,205
Item 13
0,516
-0,119
-0,014
Item 32
0,511
0,374
0,216
Item 29
0,503
0,187
-0,073
Item 25
0,486
0,322
-0,212
Item 20
0,486
0,025
0,288
Item 27
0,449
0,05
0,401
Item 9
0,44
0,201
-0,173
Item 3
0,435
-0,402
-0,119
Item 18
0,427
0,326
0,06
Item 4
0,425
0,048
0,168
Item 28
0,421
-0,365
-0,296
Item 31
0,402
-0,329
0,2
Item 2
0,397
-0,161
0,292
Item 10
0,34
-0,528
-0,216
Item 33
0,035
0,505
0,024
Item 19
0,281
0,47
-0,151
Item 7
0,156
0,017
0,57
Item 15
0,395
0,148
-0,461
Item 17
0,375
-0,109
0,456
Item 5
0,181
0,302
-0,435
Item 21
0,449
-0,287
-0,169
Item 26
0,097
0,253
-0,087
Item 11
0,198
0,13
-0,156
Item 1
0,434
0,124
0,105
Item 30
0,455
0,092
-0,127
Item 24
0,314
-0,072
-0,085
Item 8
0,205
0,066
0,053
Item 6
0,215
0,196
0,141
Item 16
0,284
0,002
-0,026
Extraction Method: Principal Component Analysis.
a 12 components extracted.
4
-0,143
-0,323
-0,178
0,075
0,197
0,104
0,245
0,145
0,337
-0,011
-0,283
-0,051
0,333
-0,185
0,117
0,091
0,034
0,176
-0,156
-0,303
-0,093
-0,189
-0,06
0,274
-0,455
0,224
0,24
-0,399
0,022
0,379
0,349
0,277
-0,17
5
0,094
0,141
0,017
0,033
-0,204
-0,275
-0,404
0,089
-0,036
0,262
0,137
-0,316
-0,323
-0,056
0,004
0,233
-0,017
0,212
-0,001
0,2
0,118
-0,05
-0,008
-0,115
0,005
0,64
0,433
-0,121
-0,208
0,1
0,255
0,067
0,298
6
-0,008
-0,224
0,269
-0,048
-0,162
-0,176
-0,042
-0,074
-0,15
-0,203
-0,434
-0,037
-0,197
0,382
0,307
0,199
0,261
-0,106
0,319
-0,1
-0,051
0,141
-0,132
0,195
-0,144
0,015
0,187
0,456
0,175
-0,084
0,314
0,02
-0,153
7
-0,026
0,141
-0,166
-0,11
0,086
-0,054
0,403
-0,283
-0,309
0,222
0,03
0,007
-0,087
-0,216
-0,084
0,012
0,333
-0,025
-0,08
-0,188
0,159
0,161
-0,218
-0,192
0,092
0,243
0,319
0,015
0,293
-0,134
-0,276
0,291
-0,294
8
-0,274
0,137
-0,174
0,11
0,125
-0,047
-0,158
0,211
0,099
0,036
-0,192
0,17
0,055
-0,151
0,043
0,094
-0,05
0,001
0,273
-0,025
0,423
0,191
0,102
0,273
0,224
-0,214
0,315
-0,019
-0,465
-0,246
-0,089
0,085
-0,218
9
0,043
0,089
0,32
0,072
-0,047
0,074
-0,107
-0,104
-0,097
-0,008
0,1
0,209
-0,181
-0,039
0,193
-0,27
0,35
0,154
0,01
0,365
0,128
-0,161
-0,269
0,204
-0,255
-0,025
-0,28
-0,2
-0,259
0,039
-0,076
0,384
-0,158
10
-0,185
-0,13
-0,057
0,009
-0,045
-0,046
-0,069
0,32
-0,188
0,026
0,086
0,053
-0,052
-0,034
-0,108
0,247
0,189
-0,22
-0,108
-0,038
0,259
-0,117
-0,316
0,133
-0,041
-0,217
0,042
0,166
0,079
0,539
-0,298
-0,06
0,307
11
0,224
0,123
-0,196
0,047
-0,272
-0,234
0,069
0,023
0,131
0,102
-0,232
-0,012
0,175
0,013
0,279
-0,194
0,275
-0,153
0,282
-0,02
-0,06
-0,268
0,185
0,127
0,08
0,174
-0,029
-0,166
0,049
0,073
-0,373
-0,22
0,071
12
0,159
-0,125
-0,206
-0,174
0,153
-0,071
-0,129
0,047
-0,102
-0,028
-0,127
0,173
-0,034
0,387
-0,042
-0,248
-0,096
0,011
-0,103
-0,2
-0,037
0,136
0,17
0,058
-0,007
0,077
0,01
0,023
-0,085
-0,023
-0,183
0,523
0,375
Anexo VII: Teste de normalidade para todos os participantes
Tests of Normality
Kolmogorov-Smirnov(a)
Item1
Statistic
0,277
Item2
Item3
200
Sig.
0,000
0,281
200
0,000
0,262
200
0,000
Item4
0,237
200
0,000
Item5
0,239
200
0,000
Item6
0,398
200
0,000
Item7
0,220
200
0,000
Item8
0,390
200
0,000
Item9
0,317
200
0,000
Item10
0,310
200
0,000
Item11
0,301
200
0,000
Item12
0,252
200
0,000
Item13
0,167
200
0,000
Item14
0,372
200
0,000
Item15
0,253
200
0,000
Item16
0,248
200
0,000
Item17
0,303
200
0,000
Item18
0,245
200
0,000
Item19
0,342
200
0,000
Item20
0,318
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Item32
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a Lilliefors Significance Correction
0,000
Item33
df
Anexo VIII – Gráfico de sedimentação do grupo de Jovens
Anexo IX – Gráfico de sedimentação do grupo de Idosos
Anexo X – Matriz de Componentes Principais - Jovens
Item 30
Item 31
Item 2
Item 16
Item 23
Item 15
Item 27
Item 19
Item 18
Item 32
Item 29
Item 22
Item 6
Item 8
Item 14
Item 1
Item 3
Item 20
Item 9
Item 10
Item 33
Item 28
Item 21
Item 12
Item 7
Item 25
Item 5
Item 4
Item 24
Item 17
Item 11
Item 26
Item 13
1
0,867
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4
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-0,062
-0,199
-0,139
0,129
-0,019
0,016
Componentes
5
6
-0,038 0,257
-0,222 0,437
0,234 0,082
0,297 0,273
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0,321 -0,100
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0,181 -0,099
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0,110 -0,015
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0,200 0,063
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7
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11
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0,052 0,165
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0,316 -0,066
-0,111 0,190
0,136 -0,148
0,758 -0,248
0,718 0,266
0,526 0,156
0,009 0,832
Anexo XI - Matriz de Componentes Principais - Idosos
Item 23
Item 28
Item 10
Item 3
Item 19
Item 9
Item 22
Item 29
Item 30
Item 17
Item 20
Item 18
Item 32
Item 4
Item 1
Item 14
Item 12
Item 7
Item 2
Item 27
Item 31
Item 5
Item 33
Item 15
Item 21
Item 26
Item 11
Item 24
Item 16
Item 25
Item 8
Item 6
Item 13
1
0,722
0,713
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2
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0,736
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-0,008
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0,374
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-0,009
0,232
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-0,009
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3
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-0,078
0,098
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0,107
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-0,165
0,306
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-0,018
0,189
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0,039
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-0,190
0,051
-0,010
0,044
0,260
4
0,125
-0,006
0,051
0,073
-0,031
0,017
0,158
0,186
-0,044
0,719
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0,560
0,377
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-0,076
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0,272
0,147
-0,082
0,327
0,058
-0,044
0,088
-0,103
0,147
0,006
-0,037
-0,013
0,134
0,237
0,143
0,012
0,277
Componentes
5
6
7
-0,022 0,100 -0,011
0,184 -0,030 0,262
-0,100 -0,068 -0,226
0,131 0,076 0,013
0,099 0,004 0,299
-0,012 -0,003 -0,168
0,075 0,139 0,107
-0,029 0,039 0,085
0,297 -0,057 -0,079
0,287 0,130 -0,170
-0,002 0,122 0,113
-0,069 -0,031 0,282
0,077 0,118 0,083
0,739 -0,005 0,068
0,649 0,236 0,080
0,438 0,284 -0,006
0,435 -0,032 -0,085
0,002 0,754 -0,012
0,221 0,563 0,072
0,066 0,491 -0,166
0,119 0,461 -0,159
-0,046 -0,152 0,720
0,202 0,103 0,566
0,197 -0,155 0,180
0,184 0,115 -0,138
-0,030 -0,034 -0,002
-0,095 0,242 0,201
-0,047 0,096 0,080
0,368 -0,078 -0,118
0,059 0,048 0,454
0,092 -0,081 0,045
0,085 0,150 0,063
0,001 0,065 -0,078
8
0,116
-0,052
0,102
0,117
-0,078
0,170
0,265
0,097
0,085
0,041
-0,083
0,038
0,016
0,021
0,298
-0,202
-0,039
0,047
-0,296
0,018
0,254
0,078
0,016
0,633
0,484
-0,019
0,489
-0,155
0,087
0,279
0,039
0,016
0,309
9
-0,083
0,094
0,094
-0,354
0,073
-0,010
0,160
0,001
0,109
0,032
0,004
-0,068
-0,231
-0,021
-0,162
-0,138
0,228
-0,108
0,091
0,258
0,015
-0,035
0,132
0,004
-0,058
0,824
0,494
0,031
0,136
-0,001
0,167
0,149
-0,192
10
0,162
-0,001
0,061
0,040
-0,010
0,224
-0,076
-0,033
0,145
-0,086
0,120
0,142
0,062
0,074
-0,003
-0,054
0,081
-0,011
-0,016
0,085
0,263
0,162
-0,273
-0,089
-0,052
0,059
0,082
0,723
0,572
0,496
-0,004
0,002
0,116
11
0,079
0,037
0,192
-0,182
0,076
-0,019
-0,186
-0,028
0,026
-0,039
0,234
0,002
0,215
0,059
0,116
0,390
-0,096
-0,047
-0,097
-0,053
0,358
0,039
-0,021
0,038
-0,294
0,102
0,147
0,077
-0,164
0,063
0,781
0,018
0,097
12
-0,123
-0,067
0,141
0,205
-0,005
0,041
-0,044
0,131
-0,101
-0,037
0,006
0,075
0,264
0,143
-0,122
0,037
0,046
0,141
0,102
0,095
-0,222
0,156
-0,146
0,128
-0,251
0,121
0,049
0,019
-0,004
0,025
0,039
0,832
0,340
Anexo XII – Matriz de Componentes Principais com 5 componentes - Jovens
Component
VAR00022
1
0,684
2
0,132
3
0,148
4
0,118
5
0,082
VAR00019
0,587
0,075
-0,277
-0,009
0,174
VAR00009
0,583
0,095
0,024
0,066
0,108
VAR00015
0,548
0,227
0,158
-0,237
-0,007
VAR00021
0,532
-0,096
0,396
0,142
-0,218
VAR00001
0,476
0,170
-0,022
0,294
-0,243
VAR00012
0,455
0,178
0,320
0,304
0,088
VAR00016
0,343
-0,102
0,101
0,159
0,184
VAR00029
0,125
0,692
0,127
0,040
-0,035
VAR00018
0,036
0,688
-0,047
0,103
0,100
VAR00032
0,190
0,613
-0,141
0,307
0,011
VAR00020
-0,038
0,435
0,168
0,405
0,222
VAR00013
0,092
0,433
0,357
0,172
0,027
VAR00005
0,139
0,432
0,009
-0,394
0,193
VAR00030
0,273
0,425
0,164
0,038
-0,060
VAR00025
0,369
0,409
0,037
-0,028
0,325
VAR00023
0,180
0,104
0,710
0,103
0,041
VAR00010
0,050
-0,064
0,684
0,032
0,212
VAR00028
0,170
0,154
0,600
-0,047
0,052
VAR00003
0,132
0,235
0,538
0,102
-0,288
VAR00033
0,256
0,149
-0,439
-0,013
0,031
VAR00031
0,055
-0,007
0,407
0,406
0,183
VAR00007
-0,034
-0,050
-0,145
0,594
00,035
VAR00017
0,064
0,113
0,105
0,577
-0,040
VAR00027
0,183
0,078
0,025
0,574
0,260
VAR00014
0,310
0,177
0,103
0,485
-0,030
VAR00002
0,046
0,170
0,221
0,440
-0,004
VAR00004
0,304
0,185
0,054
0,336
-0,077
VAR00026
0,163
-0,109
-0,078
-0,015
0,708
VAR00011
0,136
0,021
0,072
-0,043
0,548
VAR00008
-0,051
0,160
0,093
0,110
0,416
VAR00024
-0,044
0,261
0,287
0,036
0,329
VAR00006
-0,038
0,270
-0,063
0,163
0,297
Extraction Method: Principal Component Analysis. Rotation Method: Varimax with Kaiser Normalization.
a Rotation converged in 6 iterations.
Anexo XIII - Matriz de Componentes Principais com 5 componentes - Idosos
Componentes
VAR00031
1
0,864
2
0,029
3
-0,085
4
0,158
VAR00010
0,805
0,005
-0,052
-0,095
0,038
VAR00030
0,791
0,006
0,209
-0,107
-0,053
VAR00009
0,787
0,276
-0,006
0,108
0,087
VAR00016
0,602
0,015
0,431
0,362
-0,025
VAR00014
0,585
-0,251
0,214
-0,109
0,578
VAR00026
0,578
0,465
0,071
0,181
-0,120
VAR00002
0,425
-0,163
0,420
0,153
-0,183
VAR00032
0,137
0,739
-0,090
-0,160
-0,125
VAR00018
0,055
0,712
0,457
0,043
0,100
VAR00029
0,032
0,683
-0,027
0,251
-0,139
VAR00004
-0,078
0,650
0,098
-0,093
0,064
VAR00013
0,079
0,593
-0,115
0,060
0,045
VAR00027
0,316
0,524
0,085
0,488
0,034
VAR00007
-0,088
0,321
0,124
0,183
0,217
VAR00020
-0,275
0,088
0,778
0,035
0,003
VAR00003
-0,060
0,047
0,671
-0,256
0,031
VAR00023
0,324
-0,117
0,627
-0,043
0,249
VAR00019
0,220
0,407
0,621
0,372
0,009
VAR00024
0,124
-0,380
0,495
0,026
-0,304
VAR00022
0,315
0,397
0,459
0,192
-0,156
VAR00011
0,240
0,087
0,308
0,077
0,089
VAR00021
0,095
0,195
0,068
0,693
0,116
VAR00028
-0,103
0,110
-0,245
-0,659
0,107
VAR00015
0,183
0,327
0,048
0,636
-0,072
VAR00033
0,349
0,037
-0,046
-0,513
0,249
VAR00005
-0,030
0,268
0,220
-0,508
-0,140
VAR00025
-0,020
0,285
-0,293
0,494
-0,242
VAR00012
0,312
0,301
0,268
0,422
0,028
VAR00017
0,063
0,059
0,172
-0,411
-0,273
VAR00006
-0,005
-0,131
-0,074
-0,075
0,877
VAR00008
-0,140
0,252
0,100
0,011
0,849
VAR00001
5
-0,120
0,526
-0,033
0,074
0,346
0,543
Extraction Method: Principal Component Analysis. Rotation Method: Varimax with Kaiser Normalization.
a Rotation converged in 7 iterations.
Anexo XIV – Teste U de Mann Whitney
Ranks
grupos
1
medianas
N
2
Total
169
Mean Rank
97,13
Sum of Ranks
16415,00
31
118,87
3685,00
200
Test Statistics(a)
Mann-Whitney U
medianas
2050,000
Wilcoxon W
16415,000
Z
Asymp. Sig. (2-tailed)
a Grouping Variable: grupos
-2,198
,028
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Análise da escala da inteligência emocional