UNIVERSIDADE DO SUL DE SANTA CATARINA
ROBERT PASSOS DA SILVA
APTIDÃO FÍSICA RELACIONADA À SAÚDE DE CRIANÇAS E ADOLESCENTES
PRATICANTES DAS MODALIDADES DE VOLEIBOL DE QUADRA E DE TÊNIS
DE CAMPO
Palhoça
2014
ROBERT PASSOS DA SILVA
APTIDÃO FÍSICA RELACIONADA À SAÚDE DE CRIANÇAS E ADOLESCENTES
PRATICANTES DAS MODALIDADES DE VOLEIBOL DE QUADRA E DE TÊNIS
DE CAMPO
Trabalho de Conclusão de Curso
apresentado ao Curso de Graduação em
Educação Física, da Universidade do Sul
de Santa Catarina, como requisito parcial
para obtenção do título de Bacharel.
Orientadora: Prof. Maria Letícia Elias Pinto da Luz Knorr, Msc.
Palhoça
2014
ROBERT PASSOS DA SILVA
APTIDÃO FÍSICA RELACIONADA À SAÚDE DE CRIANÇAS E ADOLESCENTES
PRATICANTES DAS MODALIDADES DE VOLEIBOL DE QUADRA E DE TÊNIS
DE CAMPO
Este Trabalho de Conclusão de Curso foi
julgado adequado à obtenção do título de
Bacharel em Educação Física e aprovado
em sua forma final pelo Curso de
Educação Física, da Universidade do Sul
de Santa Catarina.
Dedico este estudo aos profissionais de
Educação Física que atuam na iniciação
esportiva de voleibol e tênis de campo,
promovendo a saúde positiva através da
prática esportiva.
AGRADECIMENTOS
Agradeço à minha família, amigos, colegas, professores e a todos que
contribuíram para a realização e conclusão desse trabalho.
Aos meus pais, pela educação, apoio e incentivo à prática esportiva e
estudo, assim como na minha escolha por ser um profissional de Educação Física.
À minha orientadora, prof. Maria Letícia Elias Pinto da Luz Knorr, que com
a sua sabedoria e experiência me mostrou os caminhos nessa jornada acadêmica.
Aos meus professores, pelo conhecimento e vivências proporcionadas ao
longo do curso.
Aos meus colegas de turma, pelos momentos de aprendizado e
descontração.
A todos vocês, o meu MUITO OBRIGADO!
RESUMO
Sabe-se que a prática desportiva é uma das mais evidentes manifestações da
atividade motora, apresentando-se muitas vezes como mediadora e geradora de
uma boa aptidão física por reunir diversos componentes necessários à qualidade de
vida desde a infância. O objetivo do estudo foi identificar os níveis de aptidão física
relacionada à saúde de crianças e adolescentes em fase de iniciação esportiva nas
modalidades de voleibol de quadra e tênis de campo. A pesquisa pôde ser
caracterizada como aplicada, quantitativa e empírica do tipo descritiva. A amostra foi
composta por 40 crianças e adolescentes praticantes das modalidades por no
mínimo seis meses, sendo 24 praticantes de voleibol de quadra (24 meninas) e 16
praticantes de tênis de campo (11 meninos e 5 meninas), com idades de 7 a 16
anos. A média de IMC de ambos os sexos enquadram-se como sobrepeso sendo
21,24 kg/m2 (meninos) e 20,62 kg/m2 (meninas). A média do percentual de gordura
para o sexo feminino foi de 27,61% (moderadamente alto) e 26,95% (alto) para o
sexo masculino. Para a força muscular localizada, a média para o sexo masculino foi
de 30 repetições (risco à saúde) e para o sexo feminino de 32 repetições (saudável).
Quanto à flexibilidade, ambos os sexos foram classificados na faixa de risco à
saúde, obtendo médias de 21,55cm para os meninos e 32,52cm para as meninas.
Devido a ausência de voluntários do sexo masculino na modalidade de voleibol, a
comparação entre as modalidades foi realizada apenas para o sexo feminino. A
média de IMC das tenistas foi classificada como normal (18,93kg/m2) enquanto que
para as voleibolistas foi de sobrepeso (20,97kg/m2). Já para o percentual de gordura,
ambas as modalidades estão na classificação de moderadamente alto. Analisandose a força muscular localizada, as meninas praticantes de tênis estão na faixa de
risco à saúde (27), enquanto que as meninas do voleibol estão na faixa saudável
(33). A flexibilidade das praticantes de ambas as modalidades enquadram-se na
faixa de risco à saúde. Por fim, foi possível concluir que grande parte dos resultados
encontrados está na zona de risco à saúde para ambos os sexos, sendo que apenas
a força muscular localizada esteve dentro do padrão considerado ideal para as
meninas. Quanto às modalidades, apenas o IMC das tenistas e a força muscular
localizada das voleibolistas foram satisfatórios.
Palavras-chave: Aptidão Física Relacionada à Saúde. Crianças. Adolescentes.
Voleibol de Quadra. Tênis de Campo.
SUMÁRIO
1 INTRODUÇÃO .........................................................................................................7
1.1 CONTEXTUALIZAÇÃO DO TEMA E PROBLEMA ...............................................7
1.2 OBJETIVO GERAL ...............................................................................................8
1.3 OBJETIVOS ESPECÍFICOS .................................................................................8
1.4 JUSTIFICATIVA ....................................................................................................9
2 REVISÃO DE LITERATURA .................................................................................11
2.1 INFÂNCIA E ADOLESCÊNCIA ...........................................................................11
2.2 APTIDÃO FÍSICA RELACIONADA À SAÚDE.....................................................12
2.2.1 Força de Resistência Muscular Localizada..................................................15
2.2.2 Composição Corporal ....................................................................................16
2.2.3 Flexibilidade....................................................................................................17
2.3 CONTEXTUALIZAÇÃO DO TÊNIS DE CAMPO .................................................17
2.4 CONTEXTUALIZAÇÃO DO VOLEIBOL ..............................................................19
3 MÉTODO................................................................................................................20
3.1 TIPO DE PESQUISA...........................................................................................20
3.2 PARTICIPANTES DA PESQUISA.......................................................................20
3.3 INSTRUMENTOS DE PESQUISA ......................................................................21
3.4 PROCEDIMENTOS DE COLETA DE DADOS....................................................21
3.5 ANÁLISE DOS DADOS.......................................................................................22
4 APRESENTAÇÃO E DISCUSSÃO DOS RESULTADOS .....................................23
5 CONCLUSÃO E SUGESTÕES..............................................................................32
REFERÊNCIAS.........................................................................................................33
APÊNDICE................................................................................................................40
APÊNDICE A – TERMO DE CONSENTIMENTO LIVRE E ESCLARECIDO ...........41
APÊNDICE B – COLETA DE DADOS......................................................................43
ANEXO .....................................................................................................................44
ANEXO A – FICHA DE FREQUÊNCIA DAS SESSÕES DE ORIENTAÇÃO ...........45
ANEXO B – PARECER DO CEP..............................................................................46
7
1 INTRODUÇÃO
1.1 CONTEXTUALIZAÇÃO DO TEMA E PROBLEMA
Praticar uma atividade física ou exercício físico proporciona melhora em
componentes físicos relacionados à saúde e Pate (1988) define a aptidão física
relacionada à saúde (AFRS) como a capacidade de realizar tarefas diárias com vigor
demonstrando traços e características que estão associados com um baixo risco do
desenvolvimento prematuro de doenças hipocinéticas. De forma a evitar doenças
hipocinéticas e gerar uma boa aptidão física relacionada à saúde, Nieman (1999)
descreve que o exercício físico prolonga a extensão e a qualidade de vida, alivia a
ansiedade
e
depressão
mental,
diminui
o
risco
de
diabetes,
doenças
cardiovasculares e câncer de colo de útero em aproximadamente 50 por cento,
diminui a pressão arterial, aumenta o tônus muscular e a função cardíaca.
Nos últimos anos, uma grande quantidade de informações vem sendo
levantadas com referência aos efeitos da atividade física na população jovem.
Guedes e Guedes (1995a), evidenciam a existência de lacunas sobre alguns
programas de atividade física induzirem modificações morfológicas e funcionais, na
mesma direção do que é esperado para o próprio processo de maturação biológica.
Conforme Bracco et al. (2003), quanto mais cedo adquirir o hábito regular
de uma atividade física, seja por uma prática esportiva ou exercício físico, melhores
serão os efeitos sobre os componentes da aptidão física. De acordo com Lazzoli et
al. (1998), um nível maior de atividade física em crianças e adolescentes promove
melhora no perfil lipídico e metabólico, além de reduzir a prevalência da obesidade
e, provavelmente, uma criança ativa fisicamente tem mais chances de se tornar um
adulto também ativo.
Levando em consideração que o estilo de vida começa a ser formado na
infância, uma criança inativa fisicamente poderá apresentar um baixo nível de
desenvolvimento motor e, possivelmente, transformar-se em um adulto sedentário
(GUEDES; GUEDES, 1996). A prática desportiva é uma das mais evidentes
manifestações da atividade motora, apresentando-se muitas vezes como mediadora
e geradora de uma boa aptidão física por reunir diversos componentes necessários
à qualidade de vida (GIMENEZ; UGRINOWITSCH, 2002).
8
Os programas de iniciação esportiva (escolinhas de esportes) também
são considerados programas sistematizados de atividade motora, e quanto maiores
forem os estímulos de habilidade motoras diferentes, melhores serão as condições
para aprender habilidades específicas de uma determinada modalidade. Em
contrapartida, se a criança tiver a iniciação esportiva prematura em uma modalidade
específica, com o treinamento esportivo propriamente dito, pode-se gerar
implicações
negativas
envolvendo
aspectos
físico-motores,
cognitivos
e
socioculturais (GIMENEZ; UGRINOWITSCH, 2002).
O presente estudo pretende avaliar os componentes relacionados à
saúde em jovens inseridos na iniciação esportiva das modalidades de voleibol de
quadra e de tênis de campo, com o intuito de responder ao seguinte problema de
pesquisa: “Quais os níveis de aptidão física relacionada à saúde de crianças e
adolescentes praticantes das modalidades de voleibol de quadra e de tênis de
campo?”
1.2 OBJETIVO GERAL
Avaliar indicadores da aptidão física relacionada à saúde de crianças e
adolescentes praticantes de voleibol de quadra e tênis de campo.
1.3 OBJETIVOS ESPECÍFICOS
Analisar a composição corporal de crianças e adolescentes praticantes
das modalidades de voleibol de areia e tênis de campo;
Identificar os níveis de força de resistência muscular localizada de
crianças e adolescentes praticantes das modalidades de voleibol de quadra e tênis
de campo;
Identificar os níveis de flexibilidade de crianças e adolescentes praticantes
das modalidades de voleibol de quadra e tênis de campo; e
Comparar os resultados entre as modalidades.
9
1.4 JUSTIFICATIVA
O avanço e desenvolvimento de pesquisas relacionadas à saúde vêm
contribuindo de forma positiva para a utilização do exercício físico como tratamento
não-medicamentoso nos tempos modernos. Em suas publicações, diversos autores
evidenciam a importância da adoção de um estilo de vida mais ativo e saudável a
partir da prática habitual de exercícios físicos, para assim prevenir e até mesmo
reabilitar doenças hipocinéticas ou crônico-degenerativas (HOBOLD, 2003).
Com a tecnologia em constante avanço, os níveis de AFRS vêm
diminuindo, haja vista que a tecnologia vem ofertando uma vida cada vez mais
inativa fisicamente, com a criação de controles remotos, elevadores, escadas
rolantes e diversos meios de transportes, exigindo assim cada vez menos esforço do
ser humano (HOBOLD, 2003). Assim como nos adultos, a tecnologia exerce grande
influência em crianças e adolescentes, como exemplo os jogos virtuais e as redes
sociais. Estes podem ser fatores contribuintes para que os jovens não exerçam uma
atividade física em um nível satisfatório e, se tratando de crianças e adolescentes,
os profissionais da Educação Física escolar desempenham um importante papel
neste contexto, pois podem contribuir na inclusão de novos conceitos durante a
idade escolar.
Conforme Lazzoli et al. (1998) afirma que um nível maior de atividade
física em crianças e adolescentes promove mudanças positivas fisiológicas e Hobold
(2003), diz que uma grande parte das atitudes que estão relacionadas à atividade
física quando adulto são decorrentes de atitudes semelhantes na infância e
adolescência, torna-se interessante e necessário em vista de saúde pública utilizarse de medidas que promovam a adoção de um estilo de vida ativo.
Um estudo de Dórea et al. (2008), realizado em escolares do ensino
público do município de Jequié-BA, constatou, ao analisar a AFRS de 342 crianças
de ambos os sexos com idades de 7 a 12 anos, maior prevalência de baixos índices
de adiposidade corporal do que índices elevados e níveis inferiores para indicadores
de desempenho motor.
No estudo transversal de Burgos et al. (2012), realizado com 1.664
escolares de 7 a 17 anos de idade de ambos os sexos, do município de Santa Cruz
do Sul-RS, para avaliar a AFRS, os autores apresentaram resultados muito abaixo
de índices saudáveis em todos os testes avaliados. Neste estudo, evidenciou-se
10
altos índices de excesso de peso e obesidade, níveis inferiores nos componentes de
flexibilidade, capacidade cardiorrespiratória e resistência muscular abdominal. Desta
forma, os autores concluíram que os níveis de AFRS encontravam-se, em grande
parte, abaixo da zona saudável.
Os estudos supracitados demonstram algo que já é notado nos dias
atuais, o baixo nível de AFRS das crianças e adolescentes contemporâneas e
quando estes níveis se encontram abaixo do saudável, os riscos de implicações
negativas na qualidade de vida se tornam maiores. Assim, mensurar os
componentes relacionados à saúde se justifica pela possibilidade de poder interferir
de forma a promover uma melhor qualidade de vida, levando o indivíduo para o
continuum de saúde positiva.
A AFRS tem como componentes a função cardiorrespiratória, a
composição corporal, e as funções músculo-esqueléticas das musculaturas
abdominal e da região lombar da coluna vertebral, consideradas como as áreas das
funções fisiológicas relacionadas com a saúde positiva (BÖHME, 2003). Dessa
forma, avaliar estes componentes em crianças e adolescentes torna-se importante
por poder informar, conscientizar, promover e motivar a prática da atividade física
regular por toda vida, além de mensurar índices relacionados com a proteção e
inibição ao desenvolvimento de doenças que têm seu período latente na infância e
adolescência (GLANER, 2002a; NAHAS, 2013).
11
2 REVISÃO DE LITERATURA
2.1 INFÂNCIA E ADOLESCÊNCIA
No Brasil, de acordo com o Estatuto da Criança e Adolescente (1990),
considera-se criança a pessoa com até doze anos de idade incompletos, e aquela
pessoa entre os doze e dezoito anos, é compreendida como adolescente. Já para a
World Health Organization (WHO, 1986) a adolescência é o período entre os 10 e 19
anos, sendo que até os 10 anos, é considerado criança.
O crescimento humano inicia-se a partir da fecundação, podendo ser
dividido em diversas fases, sendo que nas duas primeiras décadas de vida, tempo
que abrange a transição da infância para a adolescência e dessa para a fase adulta,
é notável a grande evolução bio-psico-sócio-cultural. Conforme Guedes (2011), nos
primeiros 20 anos de vida, o organismo tem como principais funções crescer e
desenvolver-se. O mesmo autor conceitua crescimento e desenvolvimento de forma
que o primeiro é o processo que resulta da multiplicação e diferenciação celular,
provocando progressões em dimensões do corpo ou em segmentos específicos em
relação ao tempo. Já o desenvolvimento se caracteriza por modificações evolutivas
que induzem ao aperfeiçoamento de suas funções, como por exemplo a habilidade
de coordenação.
Outro importante aspecto presente nessas primeiras décadas é a
maturação, que é definida por Gallahue (1989 apud TOURINHO FILHO;
TOURINHO, 1998, p. 72) como as mudanças qualitativas que proporcionam que o
organismo possa progredir a altos níveis de funcionamento, alcançando o seu
estágio final de maturidade, sendo determinada pela genética e ainda resistente à
ações e influências do meio ambiente.
Na infância, compreendida pelo período desde a concepção até a
adolescência, o ser humano se desenvolve em diversas capacidades físicas,
psicológicas e motoras e ao crescer, segundo Malina (2003 apud KNORR, 2011, p.
48), “as crianças se tornam mais altas e pesadas, devido ao aumento do tecido
magro e gorduroso”, além dos órgãos que aumentam de tamanho, assim como as
demais substâncias. Nesta etapa, o critério cronológico é um referencial muito
utilizado para a prática e inclusão das crianças em determinados esportes ou
pesquisas, sendo que a idade cronológica corresponde entre a diferença de um
12
determinado dia e o dia do nascimento. Porém a idade biológica também deve ser
levada em consideração, já que é determinada pelo nível de maturação dos órgãos
que compõem o organismo humano (TOURINHO FILHO; TOURINHO, 1998).
A adolescência é um período da vida do ser humano em que ocorrem
inúmeras transformações, sejam elas mentais, físicas e/ou sociais. Dependendo da
cultura do povo ela recebe tratamentos diferentes, mas em todas elas, essa é uma
fase de desenvolvimento, de transição entre a infância e a vida adulta que, de
acordo com Eisenstein (2005), se inicia com as mudanças corporais da puberdade e
encerra-se quando consolidado o crescimento e personalidade do indivíduo.
A puberdade é caracterizada por diversas mudanças morfológicas e
fisiológicas, evidenciada pelo desenvolvimento de caracteres sexuais secundários
(pelos, genitais, gônadas) sendo manifestada, basicamente, por um rápido
crescimento, desenvolvimento e mudanças na composição corporal, apresentandose em diferentes estágios em indivíduos da mesma idade, correspondendo a
momentos distintos do processo de crescimento (SAITO, 1984; TOURINHO FILHO;
TOURINHO, 1998).
2.2 APTIDÃO FÍSICA RELACIONADA À SAÚDE
Conforme Carvalho et al. (1996, p. 79), “a saúde e a qualidade de vida do
homem podem ser preservadas e aprimoradas pela prática regular de atividade
física”, melhorando aspectos funcionais e psicológicos, além de influenciar de forma
positiva no estilo de vida da pessoa.
Nas últimas décadas a atividade física tem atraído os olhares da mídia,
pesquisadores e da saúde pública pelo mundo, sendo uma característica inerente ao
ser humano e definida como qualquer movimento corporal produzido pela
musculatura esquelética, resultando em um gasto energético acima dos níveis de
repouso (NAHAS, 2013).
A atividade física, de acordo com o Conselho Federal de Educação Física
(CONFEF, 2002, p. 134):
é todo movimento corporal voluntário humano, que resulta num gasto
energético acima dos níveis de repouso, caracterizado pela atividade do
cotidiano e pelos exercícios físicos. Trata-se de comportamento inerente ao
ser humano com características biológicas e sócio-culturais.
13
O conceito de exercício físico deverá ser mais restritivo do que atividade
física (GUEDES; GUEDES, 1995b), pois os exercícios físicos são formas de
atividade física planejada, estruturada, repetitiva, com o objetivo de melhorar, manter
ou desenvolver um ou mais componentes da aptidão física, além da reabilitação
orgânico-funcional
e/ou
habilidades
motoras
(NAHAS,
2013;
CASPERSEN;
POWELL; CHRISTENSON, 1985).
Desta forma, adquirir o hábito de praticar atividades físicas e/ou
exercícios físicos se torna um fator importante para a promoção da saúde e
prevenção de doenças crônicas, além de melhorar os riscos associados à estas
doenças não transmissíveis como a hipertensão arterial, intolerância à glicose,
resistência à insulina e dislipidemias (BRACCO et al., 2003). Adicionando-se a estes
fatores positivos, Mello et al. (2005), verificam que o exercício físico sistematizado
pode acarretar diversos benefícios tanto na esfera física quanto mental do ser
humano, proporcionando uma melhor qualidade de vida, desde que exercidos de
forma adequada.
Com a prática de exercícios físicos habituais, pode-se otimizar a saúde
através da melhoria da aptidão física (ApF) que Nieman (1999), define como uma
condição na qual o indivíduo possui energia e vitalidade suficientes para conseguir
realizar as tarefas diárias, além de participar de atividades recreativas sem a
presença de fadiga excessiva.
Para Caspersen, Powell e Christenson (1985) a ApF é representada por
um conjunto de atributos que a pessoa já possui ou desenvolve, sendo determinado
pela genética e estimulado pela ação ambiental, relacionado à habilidade de
desempenhar uma atividade física qualquer. Já a WHO (1978, p. 3), conceitua a
aptidão física de forma mais simples, sendo “a capacidade de realizar trabalho
muscular de maneira satisfatória”.
A ApF é um contínuo de múltiplas características que estendem-se desde
o nascimento até a morte, apresentando componentes que compreendem fatores
morfológicos, funcionais, motores, fisiológicos e comportamentais, devendo ser
desenvolvida nas diversas fases da vida do ser humano, proporcionando-lhe um
desempenho físico adequado para realizar as suas tarefas cotidianas (BÖHME,
2003; GLANER, 2002b). Podendo ser dividida em: a) aptidão física relacionada à
performance motora e; b) aptidão física relacionada à saúde (NAHAS, 2013),
enquanto a aptidão física relacionada à performance motora abrange componentes
14
necessários para a performance máxima esportiva como a velocidade, agilidade,
resistência anaeróbica, ritmo, equilíbrio entre outras (NAHAS, 2013; NIEMAN, 1999),
no âmbito da aptidão física relacionada à saúde (AFRS) deve-se focar em
componentes que visem a manutenção da saúde, prevenção e redução dos riscos
de doenças, sendo a capacidade de resistência cardiorrespiratória, a aptidão
músculo-esquelética (força, resistência muscular localizada, flexibilidade) e a
composição corporal (NIEMAN, 1999; BÖHME, 2003).
Pate (1988) define a AFRS como a capacidade de realizar tarefas diárias
com vigor demonstrando traços e características que estão associados com um
baixo risco do desenvolvimento prematuro de doenças hipocinéticas.
Para Nahas (2013), quando realizada em níveis adequados, a AFRS
congrega características capazes de possibilitar energia extra para o lazer e o
trabalho, além de proporcionar a diminuição do risco de desenvolver doenças ou
condições crônico-degenerativas que estão relacionadas a níveis baixos de
atividade física cotidiana.
Conforme ACSM (1996 apud Almeida, 2008, p. 3) que define a AFRS
como a capacidade que os sistemas do organismo (coração, pulmões, vasos
sanguíneos e músculos) têm de funcionar de modo eficiente para resistir a doenças
e ser capaz de participar de várias atividades sem se cansar excessivamente, um
melhor índice em cada um dos seus componentes está associado com um menor
risco para o desenvolvimento de doenças e/ou incapacidades funcionais (ACSM,
1996 apud GLANER, 2002a, p. 77).
A aquisição de hábitos que sejam positivos referentes a prática de
atividade física no período da infância pode repercutir positivamente na ApF e na
saúde durante a vida adulta (LUGUETTI; RÉ; BÖHME, 2010) e avaliar a ApF em
jovens se mostra uma forma interessante de mensurar índices satisfatórios
relacionados com a proteção e inibição ao desenvolvimento de doenças crônicodegenerativas (NAHAS, 2013).
O processo de avaliar uma determinada atividade, seja ela física ou não,
se torna fundamental para se obter conhecimento acerca das informações que são
apresentadas com os resultados, permitindo ao avaliador intervir e controlar de
forma positiva. De acordo com o CONFEF (2002, p. 134) a intervenção de um
profissional de Educação Física sobre a avaliação física tem sua importância por
poder:
15
Diagnosticar, planejar, organizar, supervisionar, coordenar, executar, dirigir,
programar, ministrar, desenvolver, prescrever, orientar, identificar
necessidades, desenvolver coleta de dados, entrevistas, aplicar métodos e
técnicas de medidas e avaliação cineantropométrica, biomecânica, motora,
funcional, psicofisiológica e de composição corporal, em laboratórios ou no
campo prático de intervenção, com o objetivo de avaliar o condicionamento
físico, os componentes funcionais e morfológicos e a execução técnica de
movimentos, objetivando orientar, prevenir e reabilitar o condicionamento, o
rendimento físico, técnico e artístico dos beneficiários.
Desta forma, por abranger um maior número de pessoas, a avaliação da
AFRS é um importante fator em qualquer programa de atividade física, servindo
como parâmetro para verificar se os indivíduos avaliados estão aptos ou não
fisicamente e McArdle et al. (1998 apud Ferreira, Paula e Cotta, 2007), consideram
que a aptidão física proporciona resistência, força, razoável flexibilidade articular,
uma composição corporal com peso sob controle e um sistema cardiovascular com
um bom nível de capacidade aeróbica.
2.2.1 Força de Resistência Muscular Localizada
A força é uma das capacidades físicas essenciais para uma vida saudável
sendo uma qualidade física que permite a produção de tensão por um músculo ou
um grupo muscular, a fim de vencer uma resistência qualquer. Uma musculatura
forte protege a articulação, diminuindo riscos de lesões ligamentares e lombalgias e
dessa forma, um indivíduo com uma boa condição muscular realiza suas tarefas
diárias de forma mais eficiente, menos cansativa e mais segura (NAHAS, 2013).
Derivada da contração muscular, a força nos permite movimentar o corpo
todo ou apenas seus segmentos, deslocar objetos, resistir a pressões e sustentar
cargas (NAHAS, 2013). De acordo com Guedes e Guedes (1995b), a força muscular
se traduz na capacidade de exercer tensão muscular contra uma resistência,
superando, sustentando ou cedendo à mesma. Já Nieman (1999) define a força
muscular como a força máxima exercida por uma pessoa em um esforço contra uma
resistência.
Sendo um tipo de força, a resistência muscular é a capacidade de um
grupo muscular exercer repetidamente as mesmas contrações pelo maior tempo
possível sem que haja uma diminuição significativa da eficiência do trabalho
realizado (NAHAS, 2013).
16
Para Weineck (1989) a capacidade do organismo de resistência à fadiga
decorrente da força de longa duração pode ser definida como força-resistência, e
Nieman (1999) diz que a resistência muscular é a capacidade do músculo repetir o
esforço submáximo indefinidamente.
Uma baixa aptidão muscular resulta em implicações para a saúde como
problemas posturais e articulares, dores lombares, lesões músculo-esqueléticas e
um maior risco de quedas em idosos e, portanto, um indivíduo que apresente índices
adequados de força/resistência, pode prevenir estas implicações e realizar
atividades diárias que requerem o uso da força/resistência, como carregar compras,
transportar a mochila, pedalar, manter a postura (NAHAS, 2013; GLANER, 2002b).
2.2.2 Composição Corporal
Os diferentes componentes corporais sofrem alterações em suas
quantidades durante a vida dos indivíduos, fazendo com que a composição corporal
se torne uma característica extremamente dinâmica, sofrendo influência dos
aspectos fisiológicos, como desenvolvimento e crescimento, e aspectos ambientais,
como o estado nutricional e o nível de atividade física (COSTA, 2001).
A composição corporal pode ser definida como a proporção de gordura
em relação ao peso corporal magro (músculos, ossos, fluídos corporais e outros
tecidos não-gordurosos) e frequentemente expresso em porcentagem de gordura
corpórea (NIEMAN, 1999).
Estudar a composição corporal objetiva, utilizando-se de diversas técnicas
variando em complexidade, fracionar e quantificar os principais tecidos que
compõem a massa ou peso corporal e a avaliação desses compartimentos pode ser
dividida, conforme as diferentes abordagens, em dois, três ou mais compartimentos,
correspondendo ao peso corporal total (McARDLE; KATCH; KATCH, 2001; MALINA;
BOUCHARD, 1991).
A avaliação da composição corporal é comumente fracionada em massa
magra e gordura corporal, fatores estes que, assim como os demais, são
fundamentais para indicar o estado de saúde por serem importantes na prevenção
de doenças por questões estéticas e de bem-estar, além de que o excesso de
gordura em relação ao peso corporal caracteriza a obesidade, relacionada à
diversas doenças como: elevados níveis de colesterol sanguíneo, diabetes,
17
hipertensão, doenças coronarianas, artrite degenerativa, problemas posturais.
(NAHAS, 2013; NIEMAN, 1999; GLANER, 2002b).
2.2.3 Flexibilidade
A importância de uma boa flexibilidade para a saúde se justifica por
promover a realização dos movimentos articulares de uma forma a evitar doenças
relacionadas à mobilidade articular e/ou muscular, podendo ser gerados por
encurtamento muscular e ou perda de elasticidade. As mulheres apresentam maior
flexibilidade que os homens até a idade adulta, tendo uma diminuição a partir desta
fase, e uma pessoa com boa flexibilidade apresenta um menor risco de sofrer
problemas de dores e lesões articulares e musculares, particularmente na lombar,
além de maior facilidade de movimentação (GLANER, 2002b; NAHAS, 2013).
A flexibilidade se refere à amplitude de mobilidade articular e Barbanti
(2003) a define como a capacidade de realizar movimentos em determinadas
articulações com uma amplitude de movimento adequada.
A flexibilidade é a capacidade das articulações de se moverem por uma
grande amplitude de movimento quando solicitadas e depende da elasticidade de
músculos e tendões, além da estrutura das articulações (NIEMAN, 1999; NAHAS,
2013).
Quando músculos e articulações são pouco utilizados, perde-se além da
força muscular, a elasticidade de tendões e músculos, havendo assim uma redução
da mobilidade corporal, aumentando as chances de lesões e gerando implicações
na saúde do indivíduo como: problemas posturais, dores lombares e limitada
participação em atividades esportivas e recreativas (NAHAS, 2013).
2.3 CONTEXTUALIZAÇÃO DO TÊNIS DE CAMPO
De acordo com a Confederação Brasileira de Tênis (CBT, 2014), existem
diversas teorias sobre o surgimento do tênis, porém, há um consenso de que a
França estabeleceu as bases reais para o jogo com o surgimento do “jeu de paume”
(jogo da palma), no final do século XII e início do século XIII.
Antigamente não se usavam raquetes, os jogadores utilizavam apenas a
palma das mãos sem proteção e posteriormente, optaram por usar luvas. No século
18
XIV, alguns jogadores utilizavam um implemento de madeira em forma de pá
chamado de “battoir”. Após algumas modificações, recebendo cabo e cordas
entrelaçadas, surgia assim a raquete, inventada por italianos (CBT, 2014).
Com o passar do tempo, a bola (feita de materiais diversos como lã, couro
e tecido) deixou de ser arremessada contra um muro e começou a praticar-se o
esporte em uma quadra retangular, dividida ao meio por uma corda. Nesta forma de
jogo, o sacador ficava a 19 metros da corda e a cada ponto que ele fazia, poderia
avançar 15 pés até atingir um total de 45 e a partir daí o próximo ponto fechava o
jogo. Mais tarde, houve uma mudança nas regras fazendo com que o jogador, no 3º
saque, avançasse 10 pés ao invés de 15, com o objetivo de não facilitar tanto o
saque. Por isso a pontuação do tênis se conta em 15, 30, 40 e game (LUIZ, 2010).
Em 1873, o inglês Walter Wingfield, considerado criador do tênis, criou e
escreveu as regras do tênis, porém alguns contestam afirmando que o esporte
derivou da evolução de outros esportes antigos. Curiosamente, em seu livro,
Wingfield chamava o esporte como “sphairistike”, porém não foi sustentado por
muito tempo, sendo logo substituído por “lawm tênis“ (tênis de grama), pois era
disputado em um gramado (CBT, 2014).
Atualmente, o tênis de campo se tornou um esporte altamente difundido,
e devido a sua complexidade, a identificação das capacidades físicas na modalidade
torna-se essencial para montar um programa adequado de iniciação em sua prática
(KNORR et al., 2008). Ao sustentar-se nesta linha de raciocínio, fica evidente a
importância do acompanhamento e controle das variáveis que compõem a aptidão
física relacionada à saúde de crianças e adolescentes em processo de iniciação
esportiva no tênis de campo.
A prática do tênis aliado à estimulação de habilidades, respeitando as
fases sensíveis da formação, a individualidade de cada e um ensino adequado e
programado, proporciona o desenvolvimento multilateral da criança, contribuindo
para sua formação geral, bem como o aprendizado de uma modalidade esportiva
que ela poderá praticar até a terceira idade (SOUZA; SANTOS; FERNANDES,
2008).
19
2.4 CONTEXTUALIZAÇÃO DO VOLEIBOL
Conforme a Federação Paulista de Volleyball (FPV, 2014), o voleibol foi
criado em 1895 e surgiu devido à necessidade de um esporte menos cansativo para
pessoas com idade mais avançada. Desta forma, William G. Morgan, diretor de
educação física da Associação Cristã de Moços (ACM) na cidade de Holyoke, em
Massachusetts, nos Estados Unidos, recebeu o desafio de implantar um esporte que
não fosse tão fatigante para os associados mais velhos da ACM, sugerido pelo
Pastor Lawrence Rinder. (FIVB, 2014).
Sendo assim, Morgan utilizou uma rede semelhante à de tênis e a
colocou com uma altura de 1,98m, dividindo a área de jogo em duas partes iguais e
com uma câmara de bola de basquete, criou o “mintonette” (primeiro nome do
voleibol) (FIVB, 2014). O objetivo do jogo era golpear a bola com as mãos sobre a
rede fazendo-a cair no campo adversário.
Em 1896, uma conferência foi realizada na ACM e Morgan fez uma breve
demonstração do seu jogo no estádio do colégio, onde obteve sucesso agradando
aos espectadores e principalmente o professor Alfred T. Halstead, que ao chamar
atenção para a ação de voo da bola sobre a rede, sugeriu que o nome do esporte
fosse trocado para “Volley Ball”, sendo aceito pelo próprio Morgan e pela
conferência ali presente e utilizado até a atualidade.
De lá para cá, o voleibol sofreu grandes transformações, exigindo cada
vez mais jogadores técnicos, altos e fortes. No caso das crianças e adolescentes,
através da prática do voleibol como modalidade desportiva, são desenvolvidas
capacidades e habilidades motoras, além de fortalecer a auto-estima, criar o hábito
de trabalho em equipe, estimular a disciplina e a organização, fatores que
contribuem para a formação da cidadania (LEMOS, 2011).
De acordo com Silva et al (2003), há carência de estudos com crianças e
adolescentes quando o assunto é sobre valores referenciais da modalidade para a
detecção, seleção e promoção de um talento esportivo. Desta forma, a mensuração
e identificação dos valores dos componentes da aptidão física relacionada à saúde
se mostra como uma forma interessante de iniciar a elaboração de um perfil para os
praticantes de voleibol, por ser de baixo custo e fácil aplicabilidade.
20
3 MÉTODO
3.1 TIPO DE PESQUISA
Quanto a sua natureza, a pesquisa pode ser caracterizada como aplicada.
Segundo Moresi (2003), a pesquisa aplicada visa gerar conhecimentos para
possíveis soluções de problemas específicos.
Quanto à abordagem do problema, por ter buscado transformar os níveis
de aptidão física relacionada à saúde em valores, a pesquisa é classificada como
quantitativa. De acordo com Moresi (2003), a pesquisa quantitativa pode ser usada
quando se objetiva determinar as características de uma determinada população,
gerando medidas que permitam uma análise estatística.
Quanto aos objetivos, é do tipo descritiva, pois conforme Santos (2002),
uma pesquisa descritiva tem como objetivo descrever um fato ou fenômeno através
do levantamento de dados ou observação sistemática das características de
determinada população ou grupo.
3.2 PARTICIPANTES DA PESQUISA
A amostra foi composta por 40 crianças e adolescentes de ambos os
sexos, com média de idade de 12,31±2,25 para o sexo feminino e de 10,72±1,67
para o sexo masculino, participantes de projetos de iniciação esportiva nas
modalidades de voleibol e tênis de campo. Destas, 24 são praticantes de voleibol e
16 praticantes de tênis de campo, sendo que praticam no mínimo duas vezes por
semana, há pelo menos seis meses.
A escolha dos participantes foi de forma não-aleatória intencional.
Justifica-se esta escolha em função de que as tabelas de referência que foram
utilizadas para avaliar a composição corporal sugeridas pelo Center for Disease
Control and Prevention (CDC, 2000) e pela WHO (2007) envolvem esta faixa etária
e, também, em virtude do interesse dos pesquisadores pela grande vivência prática
nas modalidades em questão.
Os critérios de inclusão dos participantes para a pesquisa foram: a) ter
como idade mínima 7 anos e idade máxima 17 anos completos; b) ser praticante de
uma das modalidades da pesquisa; c) autorização dos pais ou responsáveis legais,
21
através da assinatura do Termo de Consentimento Livre e Esclarecido (TCLE),
concordar em participar de forma voluntária.
Os critérios de exclusão se deram da seguinte forma: a) ter idade inferior
a 7 anos e ter 18 anos de idade completos; b) não apresentar o TCLE com a
assinatura dos pais ou responsáveis legais.
3.3 INSTRUMENTOS DE PESQUISA
Os testes e instrumentos utilizados para a coleta de dados da pesquisa
foram aplicados pelo próprio pesquisador, sendo os seguintes:
Variáveis Antropométricas: foi utilizado uma balança digital da marca
G.TECH com precisão de 100g e um estadiômetro portátil da marca SECA com
medição máxima de 2m para mensuração da massa corporal e da estatura. Com a
obtenção das medidas, foi calculado o Índice de Massa Corporal (IMC) através da
fórmula Peso/Altura2;
Flexibilidade: foi aplicado o teste de “sentar e alcançar” utilizando um
instrumento específico (Banco de Wells) conforme descreve a literatura de Pollock e
Wilmore (1993);
Resistência Muscular Localizada (RML): foi aplicado o teste de “sentar
em 1 minuto”, utilizando um colchonete e um cronômetro conforme o proposto por
Gaya et al. (2012); e
Composição Corporal: para as dobras cutâneas, foi utilizado um
plicômetro científico tradicional da marca CESCORF com sensibilidade de 0,1mm
para coletar em três tentativas as medidas da espessura das dobras cutâneas do
tríceps e da panturrilha, anotando-se o valor intermediário. A partir destas medidas,
foi calculado o percentual de gordura com base nas equações propostas por
Slaugther et al. (1988) e fracionou-se a massa corporal em dois componentes
(massa gorda e massa magra), como descrito na literatura de De Rose (1984).
3.4 PROCEDIMENTOS DE COLETA DE DADOS
Todos os envolvidos foram informados sobre os riscos da pesquisa ao
receberem o termo de consentimento livre e esclarecido para assinatura dos
responsáveis. Após a assinatura do Termo de Ciência e Concordância, a pesquisa
22
foi submetida e aprovada junto ao Comitê de Ética e Pesquisa da Universidade do
Sul de Santa Catarina. Na sequência, a partir da obtenção do consentimento por
escrito das instituições e responsáveis legais, cada criança e/ou adolescente foi
consultado quanto ao desejo de participar da pesquisa, sendo assegurado o direito
de desistir por qualquer motivo ou desconforto, no momento da aplicação dos testes.
Feito este procedimento, foram coletados dados antropométricos, de força de
resistência muscular localizada e de flexibilidade.
As técnicas, instrumentos e padronizações utilizados para a coleta de
dados referentes à massa, estatura e dobras cutâneas foram conforme sugeridas na
literatura de Lohman et al. (1987). Para o cálculo do percentual de gordura foram
utilizadas as equações propostas por Slaugther et al. (1988) e o fracionamento da
massa corporal em dois componentes (massa gorda e massa magra) foi como
proposto na literatura de De Rose(1984). A classificação do percentual de gordura
foi feita com base nas classificações descritas na literatura de Lohman et al. (1987).
Os dados foram coletados e registrados em uma planilha conforme
modelo em anexo e posteriormente analisados estatisticamente.
3.5 ANÁLISE DOS DADOS
Os dados antropométricos foram analisados e descritos de acordo com a
faixa etária, utilizando-se como referência as tabelas de curvas percentílicas das
variáveis de acordo com o sexo, propostas pelo CDC (2000) e pela WHO (2007).
Os dados referentes à flexibilidade e RML foram analisados conforme as
tabelas propostas por Gaya et al. (2012) com uma classificação por estágios de
pontos de corte a partir dos valores críticos para a saúde.
Os recursos estatísticos utilizados na análise foram derivados da
estatística descritiva com medidas de média, desvio-padrão, frequências relativas e
absolutas e medidas de posição. As análises foram feitas a partir de recursos
disponíveis no software Excel e serão armazenados por cinco anos. Após este
prazo, serão incinerados.
23
4 APRESENTAÇÃO E DISCUSSÃO DOS RESULTADOS
Neste capítulo, os resultados da pesquisa estão apresentados de acordo
com os objetivos do estudo, onde, inicialmente, optou-se apresentá-los de forma
descritiva a fim de traçar um perfil dos participantes da pesquisa em termos de
Composição Corporal e identificação dos níveis de Força e Flexibilidade.
Inicialmente as análises foram feitas por sexo e ao final, apresentados os dados
também por modalidade.
Moreira (2009) concluiu, ao realizar seu estudo a fim de criar, analisar e
validar pontos de corte para o IMC para crianças brasileiras, que os critérios
internacionais adotados para a avaliação de sobrepeso/obesidade de crianças e
adolescentes apresentam menor poder discriminatório do que os critérios nacionais.
Barbosa (2009) aponta que o Projeto Esporte Brasil (PROESP-BR), a partir de
pesquisas empíricas realizadas com a população infanto-juvenil brasileira,
determinou pontos de corte mais próximos à realidade do perfil das crianças e
adolescentes nacionais, adaptando e utilizando como referência os valores críticos
do IMC para o estado nutricional de crianças e adolescentes apresentados por
Conde e Monteiro (2006). Seguindo esta proposta e utilizando como referência o
Manual de Testes e Avaliação do PROESP-BR (Gaya et al. 2012), a média de IMC
para a idade do sexo masculino (21,24±4,32) e do sexo feminino (20,62±3,82)
encontram-se na faixa de sobrepeso, já que os pontos de corte para sobrepeso
considerados por Gaya et al. (2012) para as meninas é de 20,5kg/m2 e para os
meninos é de 19,6kg/m2.
No estudo de Barbosa (2009), o autor apresenta resultados com
percentuais de 18,6% e 20,3% na zona de risco à saúde ao analisar o IMC de
crianças e jovens do sexo masculino e feminino, respectivamente, da região sul do
Brasil. Farias Júnior e Lopes (2003), apresentaram uma prevalência de sobrepeso
em adolescentes com idades entre 15 e 18 anos, em Florianópolis, com valores de
11,4%, sendo mais elevada no sexo masculino (14,8%) do que no sexo feminino
(8,0%). Já Soar et al. (2004), verificaram uma elevada prevalência de sobrepeso e
obesidade em escolares de uma escola pública de Florianópolis, quando
comparados a outros estudos nacionais e internacionais. Os autores identificaram
prevalência de 17, 9% de sobrepeso, sendo 19,1% entre os meninos e 16,7% nas
24
meninas. Para a obesidade, a prevalência foi de 6,7%, com valores maiores para o
sexo masculino (7,9%) do que no sexo feminino (5,4%). Ao analisar-se o percentual
de indivíduos da presente pesquisa com sobrepeso e obesidade, identificou-se na
faixa de sobrepeso, aproximadamente 27% dos meninos e meninas. Já na faixa de
obesidade, constatou-se aproximadamente 18% para o sexo masculino e 7% para o
sexo feminino, como apresenta a figura 1.
Figura 1 – Classificação de IMC por sexo
Classificação do IMC por sexo
Normal
100%
18,18%
80%
Sobrepeso
Obesidade
6,90%
27,59%
27,27%
60%
40%
20%
0%
54,55%
Masculino
65,52%
Feminino
Fonte: Elaboração dos autores, 2014.
A utilização do IMC como critério para o diagnóstico de sobrepeso e
obesidade, tem como pressuposto de que toda medida de peso corporal que tenha
valores acima dos indicadores de referência deverá oferecer indicações do excesso
de gordura (SANT’ANNA; PRIORE; FRANCESCHINI, 2009). Porém o IMC não
identifica as diferenças entre os componentes da composição corporal (massa
muscular, massa gorda, nível de hidratação), e para a identificação destes
componentes outros métodos devem ser executados (FARIA JUNIOR et al., 2011).
Com o objetivo de detectar o nível de sobrepeso e obesidade em
adolescentes utilizando o IMC e dobras cutâneas, Barbosa (2010) identificou uma
prevalência de sobrepeso e obesidade de 19% nas meninas e 15% nos meninos
25
pelo IMC e 27% nas meninas e 22% nos meninos pelos resultados de dobras
cutâneas. No estudo de Januário et al. (2008), foi observado que 12% dos meninos
e 10% das meninas foram classificados como obesos com base no indicador IMC,
enquanto que as dobras cutâneas apresentaram valores de 33% para o sexo
masculino e 25% para sexo feminino na classificação de gordura corporal acima do
recomendável para à saúde.
Conforme Guedes (2011), nos primeiros 20 anos de vida, o organismo
tem como principais funções crescer e desenvolver-se. Malina (2003 apud KNORR,
2011, p. 48), afirma que “as crianças se tornam mais altas e pesadas, devido ao
aumento do tecido magro e gorduroso”, além dos órgãos que aumentam de
tamanho, assim como as demais substâncias. Já na adolescência, surge a
puberdade que é caracterizada por diversas mudanças morfológicas e fisiológicas
sendo manifestada, basicamente, por um rápido crescimento, desenvolvimento e
mudanças na composição corporal, apresentando-se em diferentes estágios em
indivíduos da mesma idade, correspondendo a momentos distintos do processo de
crescimento (SAITO, 1984; TOURINHO FILHO; TOURINHO, 1998).
Durante a infância e a adolescência é importante avaliar a quantidade de
gordura corporal e massa magra por poder detectar um estado nutricional e
compará-los aos padrões de saúde (JANUÁRIO et al., 2008; BARBOSA, 2010).
A tabela 1 apresenta os dados referentes às dobras cutâneas do tríceps e
da panturrilha, divididas por sexo, para posterior cálculo do percentual de gordura e
fracionamento da massa corporal em dois componentes: massa gorda e massa
magra.
Tabela 1 – Dobras cutâneas (mm)
Dobras cutâneas
(DC)
Sexo masculino
(n = 11)
Sexo feminino
(n = 29)
Geral
(n = 40)
Tríceps
16,65 ± 8,18
(6,00 – 34,00)
17,80 ± 5,62
(9,50 – 34,00)
17,49 ± 6,33
(6,00 – 34,00)
Panturrilha
18,65 ± 9,19
(6,00 – 36,50)
19,10 ± 6,38
(9,00 – 37,67)
18,98 ± 7,14
(6,00 – 37,67)
Ʃ DC
35,30 ± 17,22
(12,00 – 70,50)
36,90 ± 11,50
(19,50 – 68,67)
36,46 ± 13,09
(12,00 – 70,50)
Onde: Média ± desvio padrão (mínimo – máximo)
26
Observa-se que em média, as dobras cutâneas para o sexo feminino se
apresentam com valores maiores comparadas ao sexo masculino. Estes resultados
vão ao encontro do estudo de Montenegro (2010), porém com valores maiores aos
que encontrados pelo autor, sendo a média das dobras do tríceps e da panturrilha
em mm de 12,40 e 11,42 para os meninos, enquanto 12,85 e 12,92 para as
meninas, respectivamente. Knorr (2011) apresenta dados que também evidenciam
um maior valor de dobras cutâneas para as meninas em relação aos meninos.
No quadro abaixo é apresentado a classificação para o percentual de
gordura para menores de 18 anos proposta por Lohman et al. (1987), que leva em
consideração as duas dobras cutâneas coletadas na presente pesquisa (tríceps +
panturrilha).
Quadro 1 – Classificação de percentual de gordura (%G)
Classificação
Percentual de Gordura
Sexo Feminino
Sexo Masculino
Muito baixo
Até 12,0
Até 6,0
Baixo
12,1 – 15,0
6,1 – 10,0
Ideal
15,1 – 25,0
10,1 – 20,0
Moderadamente alto
25,1 – 31,0
20,1 – 25,0
Alto
31,1 – 35,5
25,1 – 31,0
Muito alto
Acima de 35,5
Acima de 31,0
Fonte: Adaptado de Lohman (1987).
De acordo com o quadro 1, a média de percentual de gordura para as
meninas classifica-se como moderadamente alto, e para os meninos como alto.
Analisando-se o percentual de sujeitos acima da classificação ideal para o
percentual de gordura, constatou-se que aproximadamente 72% do sexo masculino
e 62% do sexo feminino estão acima do índice recomendável (figura 2).
27
Figura 2 – Classificação do percentual de gordura
Classificação % gordura
Abaixo
80,00%
Recomendável
Acima
72,73
62,07
60,00%
37,93
40,00%
20,00%
0,00%
18,18
9,09
Sexo Masculino
Sexo feminino
Fonte: Elaboração dos autores, 2014.
Na pesquisa de Januário et al. (2008), os autores avaliaram escolares
com idades entre 8 e 10 anos e constataram que 33% dos meninos e 25% das
meninas apresentaram valores de gordura corporal acima do recomendável. Já
Fontana e Kemper (2012), apresentaram valores de 60% e 30,76% de níveis acima
do ideal para meninas e meninos, respectivamente, com idades entre 8 e 9 anos.
No estudo de Buonani et al. (2011), os autores utilizaram a fórmula
proposta por Slaughter et al (1988), a mesma adotada por esta pesquisa. Os autores
evidenciaram 47,9% do sexo masculino e 52,4% do sexo feminino com o percentual
de gordura corporal elevado.
Nos estudos supracitados, os valores foram inferiores aos encontrados
nesta pesquisa, porém também apresentam índices elevados e preocupantes em
relação ao percentual de gordura e de acordo com Vieira et al. (2005), um
percentual de gordura acima dos níveis recomendáveis pode comprometer o
crescimento e desenvolvimento dos jovens, assim como a saúde atual e futura dos
mesmos. Mello, Luft e Meyer (2004) apontam que a obesidade infantil aumenta
significativamente, determinando várias complicações na infância e na idade adulta.
Os mesmos autores dizem que as mudanças de hábitos e disponibilidade dos pais,
28
além da falta de entendimento da criança sobre os danos da obesidade, tornam o
manejo da composição corporal mais difícil neste período do que na fase adulta.
Tornquist et al. (2011) mostraram que os escolares com maiores
percentuais de gordura corporal apresentaram frequências de pressão arterial mais
elevada, evidenciando assim a importância do conhecimento e controle destes
índices para prevenir futuros casos de doenças cardiovasculares na fase adulta.
Quanto à classificação da flexibilidade e da força de resistência muscular,
ambos os sexos apresentaram valores críticos à saúde na capacidade de
flexibilidade, enquanto que na capacidade de força muscular localizada, os
resultados encontrados evidenciam que os meninos ficaram na zona de risco à
saúde, enquanto que as meninas atingiram a faixa saudável (figura 3).
Figura 3 – Classificação de flexibilidade e força por sexo
Classificação de
flexibilidade
Risco à saúde
Saudável
Classificação de
força
Risco à saúde
80,00%
80,00%
60,00%
60,00%
40,00%
40,00%
20,00%
20,00%
0,00%
0,00%
Sexo
masculino
Sexo
feminino
Sexo
masculino
Saudável
Sexo
feminino
Fonte: Elaboração dos autores, 2014.
No estudo de Barbosa (2009), valores preocupantes com relação à
flexibilidade e a força de resistência muscular em jovens brasileiros foram
identificados. De acordo com o autor, os resultados de jovens na zona de risco à
saúde para a flexibilidade apresentaram valores superiores à 20,5% e 12,5% para
meninos e meninas, respectivamente, enquanto que para a força de resistência
muscular, os valores superaram os 33,8% e 23,9%. No mesmo estudo, o autor
29
apresenta valores encontrados na região sul para a flexibilidade de 29,6% (meninos)
e 18,1% (meninas) e para a força de resistência muscular de 38,2% (meninos) e
25,9% (meninas).
Petry e Fachineto (2012), ao avaliarem a aptidão física relacionada à
saúde de estudantes do ensino médio de uma escola de Florianópolis, encontraram
valores abaixo da zona saudável para a flexibilidade em 58,62% dos meninos e
39,34% das meninas. Já para a força abdominal, os valores foram de 58,62% para o
sexo masculino e 90,16% para o sexo feminino. Os resultados encontrados na
presente pesquisa mostram que 72,73% dos meninos e 75,86% das meninas se
encontram na faixa de risco à saúde para a flexibilidade, enquanto que para a força
abdominal, 54,55% e 41,38% dos meninos e meninas são classificados de tal forma.
Desta forma, a tabela 2 apresentará os dados referentes às variáveis da
aptidão física relacionada à saúde divididas por modalidade, porém utilizando
apenas o sexo feminino como parâmetro de comparação, pois a ausência de
voluntários do sexo masculino praticantes da modalidade de voleibol foi um fator
limitante para a comparação.
Tabela 2 – Variáveis da aptidão física relacionada à saúde entre as modalidades
(sexo feminino)
Variáveis da aptidão física
relacionada à saúde
Tênis de campo
(n = 5)
Voleibol de quadra
(n = 24)
Total Geral
(n = 29)
IMC
(kg/m2)
18,93 ± 2,77
(14,62 – 22,09)
20,97 ± 3,96
(16,63 – 32,46)
20,62 ± 3,82
(14,62 – 32,46)
Percentual de gordura
(%)
25,76 ± 5,40
(17,00 – 30,11)
27,99 ± 7,34
(17,91 – 46,99)
27,61 ± 7,01
(17,00 – 46,99)
Massa gorda
(kg)
11,19 ± 5,06
(3,64 – 17,40)
14,95 ± 8,44
(6,08 – 44,07)
14,30 ± 8,02
(3,64 – 44,07)
Massa corporal magra
(kg)
30,33 ± 8,75
(17,76 – 42,00)
35,69 ± 6,73
(23,46 – 49,73)
34,77 ± 7,24
(17,76 – 49,73)
Força muscular localizada
(rep.)
27,00 ± 4,74
(22,00 – 33,00)
33,54 ± 9,13
(20,00 – 57,00)
32,41 ± 8,83
(20,00 – 57,00)
Flexibilidade
(cm)
29,40 ± 2,19
(27,00 – 31,00)
33,17 ± 7,00
(19,00 – 43,00)
32,52 ± 6,56
(19,00 – 43,00)
Onde: Média ± desvio padrão (mínimo – máximo). IMC = índice de massa corporal; rep = repetições;
cm = centímetros.
30
Analisando-se a tabela acima, as meninas praticantes de voleibol
apresentaram os maiores valores de média e máxima. A média de idade para as
praticantes de tênis de campo foi de 11,8 anos e para as praticantes de voleibol de
quadra foi de 12,41. A diferença na quantidade de sujeitos avaliados entre as
modalidades vem a ser um fator influenciador nestes resultados.
No quadro 2 estão expressas as classificações entre as modalidades
tênis de campo e voleibol de quadra, para o sexo feminino.
Quadro 2 – Classificação das variáveis entre as modalidades (sexo feminino)
Variáveis
Tênis de campo
(n = 5)
Voleibol de quadra
(n = 24)
IMC
Normal
Sobrepeso
% Gordura
Moderadamente alto
Moderadamente alto
Força
Risco à saúde
Saudável
Flexibilidade
Risco à saúde
Risco à saúde
Onde: IMC = índice de massa corporal.
Com base no quadro 2, nota-se a maioria das classificações está em
níveis não recomendáveis e apenas o IMC das tenistas e a força muscular
localizada das praticantes de voleibol se enquadram em níveis satisfatórios.
Na busca por estudos semelhantes a esta pesquisa, constatou-se a
carência de pesquisas relacionadas ao mesmo tema em âmbito nacional. As poucas
pesquisas encontradas envolvendo a mesma faixa etária avaliaram atletas destas
modalidades,
não
se
enquadrando
como
população
ideal
para
eventual
comparação, excetuando-se a pesquisa de Knorr et al (2008), onde os autores
analisaram crianças e adolescentes na iniciação do tênis de campo, avaliando
variáveis da aptidão física relacionada à saúde.
Desta forma, o quadro 3 a seguir apresenta a comparação dos resultados
obtidos com os sujeitos na modalidade de tênis de campo desta pesquisa com o
estudo de Knorr et al (2008).
31
Quadro 3 – Comparação entre estudos relacionados ao tênis de campo
Presente estudo
Variáveis
Knorr et al (2008)
Sexo
masculino
Sexo
feminino
Sexo
masculino
Sexo
feminino
IMC
(kg/m2)
21,24
18,93
21,00
18,20
Percentual de gordura
(%)
26,95
25,76
22,60
21,46
Resistência muscular localizada
(rep)
30,55
27,00
33,00
32,00
Flexibilidade
(cm)
21,55
29,40
25,40
30,20
Onde: IMC = índice de massa corporal; rep = repetições; cm = centímetros
Quanto ao IMC, os resultados em ambas as pesquisas apresentaram
valores bem próximos entre os sexos. Já no percentual de gordura, ambos os sexos
da presente pesquisa mostraram valores relativamente maiores. Comparando-se as
variáveis de resistência muscular localizada e flexibilidade, Knorr et al (2008)
encontraram valores maiores em seu estudo para ambos os sexos.
Com a apresentação dos resultados entre as modalidades e a
comparação com outros estudos, é possível realizar o fechamento deste capítulo,
atendendo aos objetivos da presente pesquisa.
32
5 CONCLUSÃO E SUGESTÕES
Ao realizar a presente pesquisa, foi possível avaliar os valores de
indicadores da aptidão física relacionada à saúde (força muscular localizada,
flexibilidade e composição corporal) de crianças e adolescentes praticantes das
modalidades de voleibol de quadra e tênis de campo.
Os resultados obtidos na presente pesquisa evidenciaram níveis
preocupantes para a aptidão física relacionada à saúde das crianças e adolescentes
participantes, pois apenas a força de resistência muscular do sexo feminino, sendo
as praticantes da modalidade de voleibol, atingiu valores considerados saudáveis.
A identificação das variáveis da aptidão física relacionada à saúde no
voleibol de quadra e tênis de campo, assim como nas demais modalidades de
iniciação esportiva, torna-se um processo de avaliação interessante por poder
conscientizar as crianças e adolescentes, os responsáveis legais e os professores
das modalidades sobre a saúde dos praticantes, permitindo assim a interferência de
forma positiva sobre as variáveis e logo, uma prescrição de exercícios mais coerente
com as realidades encontradas. Além disto, em função de que cada vez mais tem
sido frequente encontrar-se crianças e adolescentes que possuem as capacidades
físicas desenvolvidas abaixo da média, o acompanhamento destes aspectos tornase ainda mais importante frente à disseminação e estímulo de um estilo de vida mais
ativo e saudável. Isto ocorre pois a partir do momento que tem-se os dados em
mãos, quando bem trabalhados, é possível torná-los uma grande ferramenta para
este tipo de intervenção junto aos sujeitos, responsáveis, escolas e profissionais que
atuam e estão a frente dos processos de iniciação esportiva.
Sugere-se assim que haja novas pesquisas abrangendo as modalidades
em questão e outras, com recursos estatísticos mais apurados que possam
correlacionar os resultados entre as modalidades.
33
REFERÊNCIAS
ALMEIDA, L. F. O. de. Níveis de atividade e aptidão física relacionados à saúde
em colegiais de 10 a 17 anos do município de Capela/SE. 2008. Disponível em:
<http://www.cdof.com.br/ARTIGOS/Luis%20Fernandes%20-%20Artigo%20_082008%20atualizado%20em%2021-05-2011_.pdf>. Acesso em: 18 abr. 2014.
BARBANTI, J. V. Dicionário de educação física e esporte. 2 ed. São Paulo:
Manole, 2003.
BARBOSA, M. V. Prevalência de sobrepeso e obesidade em escolares no
ensino médio do centro educacional 03 do guará II. 2010. 13 f. Monografia
(Graduação em Educação Física)-Universidade Católica de Brasília, Brasília, 2010.
Disponível em:
<http://repositorio.ucb.br/jspui/bitstream/10869/1777/1/Marina%20Vourakis%20Barb
osa>. Acesso em: 23 out. 2014.
BARBOSA, T. dos S. Mapas da aptidão física relacionada à saúde de crianças e
jovens brasileiros de 7 a 17 anos. 2009. 40 f. Monografia (Graduação em
Educação Física)-Universidade Federal do Rio Grande do Sul, Porto Alegre, 2009.
Disponível em:
<http://www.lume.ufrgs.br/bitstream/handle/10183/18836/000732966.pdf?sequence=
1>. Acesso em: 20 out. 2014.
BÖHME, M. T. S. Relações entre aptidão física, esporte e treinamento esportivo.
Rev. Bras. Ci. e Mov., Brasília, v. 11, n. 3, p. 97-104, jul./set. 2003. Disponível em:
<http://portalrevistas.ucb.br/index.php/RBCM/article/viewFile/517/542>. Acesso em:
11 maio 2014.
BRACCO, M. M. et al. Atividade física na infância e adolescência: impacto na saúde
pública. Rev. Ciênc. Med., Campinas, v. 12, n. 3, p. 89-97, jan./mar. 2003.
Disponível em:
<http://repositorio.unb.br/bitstream/10482/13384/1/ARTIGO_AtividadeFisicaInfancia.
pdf>. Acesso em: 11 maio 2014.
BRASIL. Lei nº 8.069, de 13 de julho de 1990. Estatuto da criança e do
adolescente. Brasília: 1990.
BUONANI, C. et al. Desempenho de diferentes equações antropométricas na
predição de gordura corporal excessiva em crianças e adolescentes. Rev. Nutr.,
Campinas, v. 24, n. 1, p. 41-50, jan./fev. 2011. Disponível em:
<http://www.scielo.br/pdf/rn/v24n1/v24n1a04.pdf>. Acesso em: 22 out. 2014.
BURGOS, M. S. et al. Perfil de aptidão física relacionada à saúde de crianças e
adolescentes de 7 a 17 anos. J. Health Sci. Inst., v. 30, n. 2, p. 171-175, 2012.
Disponível em:
<http://www.unip.br/comunicacao/publicacoes/ics/edicoes/2012/02_abrjun/V30_n2_2012_p171-175.pdf>. Acesso em: 12 maio 2014.
34
CARVALHO, T. de et al. Posição oficial da sociedade brasileira de medicina do
esporte: atividade física e saúde. Rev. Bras. Med. Esporte, Niterói, v. 2, n. 4, p. 7981, out./dez. 1996. Disponível em:
<http://www.sbrate.com.br/pdf/artigos/atifissaude.pdf>. Acesso em: 18 abr. 2014.
CASPERSEN C.J.; POWELL K.E.; CHRISTENSON G.M. Physical activity, exercise,
and physical fitness: definitions and distinctions for health-related research. Public
Health Re-ports, v. 100, n. 2, p. 126-131, mar./abr. 1985. Disponível em:
<http://www.ncbi.nlm.nih.gov/pmc/articles/PMC1424733/pdf/pubhealthrep001000016.pdf>. Acesso em 5 set. 2014.
CENTER FOR DISEASE CONTROL AND PREVENTION. Growth charts, Atlanta,
2000. Disponível em:
<http://www.cdc.gov/growthcharts/data/set2clinical/set2color.pdf>. Acesso em: 22
out. 2014.
CONDE, W. L.; MONTEIRO, C. A. Valores críticos do índice de massa corporal para
classificação do estado nutricional de crianças e adolescentes brasileiros. J.
Pediatr., Rio de Janeiro, v. 82, n. 4, p. 266-272, 2006. Disponível em:
<http://www.scielo.br/pdf/jped/v82n4/v82n4a07>. Acesso em: 21 out. 2014.
CONFEDERAÇÃO BRASILEIRA DE TÊNIS. A origem do tênis a partir do jeu de
paume. Disponível em: <http://cbtenis.com.br/site.aspx/historia-tenis>. Acesso em:
21 abr. 2014.
CONSELHO FEDERAL DE EDUCAÇÃO FÍSICA. Resolução CONFEF nº 046/2002,
de 18 de fevereiro de 2002. Dispõe sobre a Intervenção do Profissional de
Educação Física e respectivas competências e define os seus campos de atuação
profissional. Disponível em:
<http://www.confef.org.br/extra/resolucoes/conteudo.asp?cd_resol=82>. Acesso em:
19 abr. 2014.
COSTA, R. F. Composição Corporal: teoria e prática da avaliação. 1 ed. Barueri:
Manole Ltda, 2001.
DE ROSE, E. H. Cineantropometria, Educação Física e Treinamento Desportivo.
Rio de Janeiro: MEC, 1984.
DÓREA, V. et al. Aptidão física relacionada à saúde em escolares de Jequié, BA,
Brasil. Rev. Bras. Med. Esporte, Niterói, v. 14, n. 6, p. 494-499, nov./dez. 2008.
Disponível em: <http://www.scielo.br/pdf/rbme/v14n6/a04v14n6.pdf>. Acesso em: 12
maio 2014.
EISENSTEIN, E. Adolescência: definições, conceitos e critérios. Rev. Adolesc.
Saúde, Rio de Janeiro, v. 2, n. 2, p. 6-7, jun. 2005. Disponível em:
<http://www.adolescenciaesaude.com/detalhe_artigo.asp?id=167>. Acesso em: 20
abr. 2014.
35
FARIA JUNIOR, E. P. de et al. Análise do percentual de gordura e IMC de escolares
entre 11 e 13 anos da escola municipal José Barbosa de Oliveira do município de
Catutí – MG. Coleç. Pesqui. Educ. Fís., Várzea Paulista, v. 10, n. 1, p. 35-42, 2011.
Disponível em: <https://www.fontouraeditora.com.br/periodico/vol-10/Vol10n12011/Vol10n1-2011-pag-35a42/Vol10n1-2011-pag-35a42.pdf>. Acesso em: 22 out.
2014.
FARIAS JUNIOR, J. C.; LOPES, A. S. Prevalência de sobrepeso em adolescentes.
Rev. Bras. Ci e Mov., Brasília, v. 11, n. 3, p. 77-84, jul./set. 2003. Disponível em:
<http://portalrevistas.ucb.br/index.php/RBCM/article/viewFile/514/539>. Acesso em:
21 out. 2014.
FEDERAÇÃO PAULISTA DE VOLLEYBALL. História do voleibol. Disponível em:
<http://www.fpv.com.br/historia_volleyball.asp>. Acesso em: 21 abr. 2014.
FÉDÉRATION INTERNATIONALE DE VOLLEYBALL. Volleyball history. Disponível
em: <http://www.fivb.org/en/volleyball/History.asp>. Acesso em: 21 abr. 2014.
FERREIRA, A. D.; PAULA, A. H. de; COTTA, D. O. Identificação e comparação do
perfil de aptidão física em atletas de voleibol por posição de jogo. Lecturas,
Educación Física y Deportes, Revista Digital, Buenos Aires, v. 11, n. 106, mar.
2007. Disponível em: <http://www.efdeportes.com/efd106/perfil-de-aptidao-fisica-ematletas-de-voleibol.htm>. Acesso em: 20 abr. 2014.
FONTANA, B. KEMPER, C. Índice de massa corpórea e percentual de gordura de
escolares de uma turma de 3º ano do ensino fundamental. Um estudo de caso.
Lecturas, Educación Física y Deportes, Revista Digital, Buenos Aires, v. 16, n.
165, fev. 2012. Disponível em: <http://www.efdeportes.com/efd165/indice-de-massacorporea-de-escolares.htm>. Acesso em: 22 out. 2014.
GAYA, A. et al. Projeto Esporte Brasil – PROESP-BR. Manual de testes e
avaliação. 2012.
GIMENEZ, R; UGRINOWITSCH, H. Iniciação esportiva para crianças de segunda
infância. Rev. Cient. ConScientiae Sáude, São Paulo, v.1, p. 53-60, 2002.
Disponível em:
<http://www.uninove.br/PDFs/Publicacoes/conscientiae_saude/csaude_v1/cnsv1_rob
ertohebert.pdf>. Acesso em: 21 maio 2014.
GLANER, M. F. Crescimento físico e aptidão física relacionada à saúde em
adolescentes rurais e urbanos. 2002a. 142 f. Tese (Doutorado)-Universidade
Federal de Santa Maria, Santa Maria, 2002a. Disponível em:
<http://www.educadores.diaadia.pr.gov.br/arquivos/File/2010/artigos_teses/EDUCAC
AO_FISICA/teses/Glaner_Tese.pdf>. Acesso em: 21 maio 2014.
______. Nível de atividade física e aptidão física relacionada à saúde em rapazes
rurais e urbanos. Rev. Paul. Educ. Fís., São Paulo, v. 16, n. 1, p. 76-85, jan./jun.
2002b. Disponível em: <http://www.kleberpersonal.com.br/artigos/artigo_118.pdf>.
Acesso em: 20 abr. 2014.
36
GUEDES, D. P. Crescimento e desenvolvimento aplicado à Educação Física e ao
Esporte. Rev. Bras. Educ. Fís. Esporte, São Paulo, v. 25, n. esp., p. 127-140, dez.
2011. Disponível em: <http://www.scielo.br/pdf/rbefe/v25nspe/13.pdf>. Acesso em:
18 set. 2014.
GUEDES, D. P.; GUEDES, J. E. R. P. Aptidão física relacionada à saúde de crianças
e adolescentes: avaliação referenciada por critério. Rev. Bras. Ativ. Fís. Saúde,
Pelotas, v. 1, n. 2, p. 27-38, 1995a. Disponível em:
<http://www.periodicos.ufpel.edu.br/ojs2/index.php/RBAFS/article/viewFile/468/487>.
Acesso em: 19 abr. 2014.
______. Exercício Físico na Promoção da Saúde. Londrina: Midiograf, 1995b.
______. Associação entre variáveis do aspecto morfológico e desempenho motor
em crianças e adolescentes. Rev. Paul. Educ. Fís., São Paulo, v. 10, n. 2, p. 99112, 1996.
HOBOLD, E. Indicadores de aptidão física relacionada à saúde de crianças e
adolescentes do município de Marechal Cândido Rondon – Paraná, Brasil.
2003. 108 f. Dissertação (Mestrado em Educação Física)-Universidade Federal de
Santa Catarina, Florianópolis, 2003. Disponível em:
<https://repositorio.ufsc.br/bitstream/handle/123456789/85817/191650.pdf?sequence
=1>. Acesso em: 20 abr. 2014.
JANUÁRIO, R. S. B. et al. Índice de massa corporal e dobras cutâneas como
indicadores de obesidade em escolares de 8 a 10 anos. Rev. Bras. Cineantropom.
Desempenho Humano, Florianópolis, v. 10, n. 3, p. 266-270, 2008. Disponível em:
<http://www.educadores.diaadia.pr.gov.br/arquivos/File/2010/artigos_teses/EDUCAC
AO_FISICA/artigos/Januario,Renata.pdf>. Acesso em: 21 out. 2014.
KNORR, M. L. E. P. da L. Composição corporal, imagem corporal e maturação
sexual de crianças e adolescentes. 2011. 143 f. Dissertação (Mestre em Ciências
do Movimento)-Universidade do Estado de Santa Catarina, Florianópolis, 2011.
Disponível em:
<http://www.tede.udesc.br/tde_busca/arquivo.php?codArquivo=2845>. Acesso em:
20 abr. 2014.
KNORR, M. L. E. P. da L. et al. Indicadores de níveis de aptidão física em crianças e
adolescentes de um projeto de iniciação ao tênis de campo. Lecturas, Educación
Física y Deportes, Revista Digital, Buenos Aires, v. 13, n. 123, ago. 2008.
Disponível em: <http://www.efdeportes.com/efd123/niveis-de-aptidao-fisica-emcriancas-e-adolescentes-tenis-de-campo.htm>. Acesso em: 21 abr. 2014.
LAZZOLI, J. K. et al. Atividade física e saúde na infância e adolescência. Rev. Bras.
Med. Esporte, Niterói, v. 4, n. 4, p. 107-109, jul./ago. 1998. Disponível em:
<http://www.scielo.br/pdf/rbme/v4n4/a02v4n4.pdf>. Acesso em: 11 maio 2014.
37
LEMOS, M. A. T. O voleibol e o desenvolvimento motor para crianças nas
séries iniciais do ensino fundamental II. 2011. 13 f. Monografia (Graduação em
Educação Física)-Universidade Católica de Brasília, Brasília, 2011. Disponível em:
<http://repositorio.ucb.br/jspui/bitstream/10869/1464/1/Marco%20Alexandro%20Teix
eira%20Lemos>. Acesso em: 21 abr. 2014.
LOHMAN, T. G. The use skinfold to estimate body fatness on children and youth.
J. Phisical Educ. Recr. Dance, v. 58, n. 9, p. 98-102, nov./dec. 1987.
LUGUETTI, C. N.; RÉ, A. H. N.; BÖHME, M. T. S. Indicadores de aptidão física de
escolares da região centro-oeste da cidade de São Paulo. Rev. Bras.
Cineantropom. Desempenho Humano, Florianópolis, v.12, n. 5, p. 331-337, 2010.
Disponível em: <http://www.scielo.br/pdf/rbcdh/v12n5/v12n5a04.pdf>. Acesso em: 19
abr. 2014.
LUIZ, G. Categorias da motivação na fase de iniciação e especialização na
modalidade de tênis de campo. 2010. 41 f. Monografia (Graduação em Educação
Física)-Universidade do Sul de Santa Catarina, Palhoça, 2010.
MALINA, R. M.; BOUCHARD, C. Growth, Maturation and Physical Activity.
Champaign: Human Kinetics, 1991.
McARDLE, W. D; KATCH, F. I; KATCH, V. L. Nutrição para o desporto e o
exercício. 1 ed. Rio de Janeiro: Guanabara Koogan, 2001.
MELLO, E. D. de; LUFT, V. C.; MEYER, F. Obesidade infantil: como podemos ser
eficazes. J. Pediatr., Rio de Janeiro, v. 80, n. 3, p. 173-182, 2004. Disponível em:
<http://www.scielo.br/pdf/jped/v80n3/v80n3a04>. Acesso em: 22 out. 2014.
MELLO, M. T. de et al. O exercício físico e os aspectos psicobiológicos. Rev. Bras.
Med. Esporte, Niterói, v. 11, nº 3, p. 203-207, mai./jun. 2005. Disponível em:
<http://www.scielo.br/pdf/rbme/v11n3/a10v11n3.pdf>. Acesso em: 19 abr. 2014.
MONTENEGRO, L. R. A. Concordância na classificação da gordura corporal
pelo uso de diferentes dobras cutâneas em crianças e adolescentes
participantes de um projeto social. 2010. 52 f. Monografia (Graduação em
Educação Física)-Universidade Estadual de Londrina, Londrina, 2010. Disponível
em:
<http://www.uel.br/cef/demh/graduacao/arquivosdownload/tcc2011/antigos_tcc_ef_lic
enciatura/Luciano_Montenegro_LEF037_2010.pdf>. Acesso em: 23 out. 2014.
MOREIRA, R. B. Composição corporal de escolares de 10 a 15 anos: um estudo
longitudinal. 2009. 84 f. Dissertação (Mestrado em Ciência do Movimento Humano)Universidade Federal do Rio Grande do Sul, Porto Alegre, 2009. Disponível em:
<http://www.lume.ufrgs.br/bitstream/handle/10183/16639/000705879.pdf?sequence=
1>. Acesso em: 20 out. 2014.
MORESI, E. Metodologia da pesquisa. 2003. Disponível em:
<http://ftp.unisc.br/portal/upload/com_arquivo/1370886616.pdf>. Acesso em: 23 maio
2014.
38
NAHAS, M. V. Atividade física, saúde e qualidade de vida: conceitos e sugestões
para um estilo de vida ativo. 6 ed. Londrina: Midiograf, 2013.
NIEMAN, D. C. Exercício e Saúde. 1 ed. Barueri: ManoleLtda, 1999.
PATE, R.R. The evolving definition of physical fitness. Quest, Champaign, v. 40, n.
3, p. 174, 1988.
PETRY, K. F.; FACHINETO, S. Aptidão física relacionada à saúde e condição
econômica de alunos do ensino médio de uma escola estadual de Florianópolis, SC.
Lecturas, Educación Física y Deportes, Revista Digital, Buenos Aires, v. 16, n.
165, fev. 2012. Disponível em: <http://www.efdeportes.com/efd165/aptidao-fisicarelacionada-a-saude-e-condicao-economica.htm>. Acesso em: 21 out. 2014.
POLLOCK, M.; WILMORE, J. Exercícios na saúde e na doença. Avaliação e
prescrição para prevenção e reabilitação. 2.ed. Rio de Janeiro: Editora Medsi,
1993.
SAITO, M. I. Maturação sexual: auto avaliação do adolescente. Pediat., São Paulo,
v. 6, n. 3. p. 111-115, jun. 1984. Disponível em:
<http://www.pediatriasaopaulo.usp.br/upload/pdf/865.pdf>. Acesso em: 21 maio
2014.
SANT’ANNA, M. de S.; PRIORE, S. E.; FRANCESCHINI, S. do C. Métodos de
avaliação da composição corporal em crianças. Rev. Paul. Pediatr., São Paulo, v.
27, n. 3, p. 315-321, 2009. Disponível em:
<http://www.spsp.org.br/spsp_2008/revista/RPPv27_n3_315-21.pdf>. Acesso em: 21
out. 2014.
SANTOS, A. R. dos; Metodologia científica: a construção do conhecimento. 5ª ed.
Rio de Janeiro: DP&A, 2002.
SILVA, L. R. G. da et al. A utilização de variáveis cineantropométricas no processo
de detecção, seleção e promoção de talentos no voleibol. Rev. Bras. Ci. e Mov.,
Brasília, v. 11, n. 1, p. 69-76, jan. 2003. Disponível em:
<http://portalrevistas.ucb.br/index.php/RBCM/article/viewFile/489/514>. Acesso em:
23 out, 2014.
SLAUGHTER, M.H. et al. Skinfold equations for estimation of body fatness in
children and youth. Human Biology, v. 60, n. 5, p. 709-723, oct. 1988.
SOAR, C. et al. Prevalência de sobrepeso e obesidade em escolares de uma escola
pública de Florianópolis, Santa Catarina. Rev. Bras. Saúde Matern. Infant., Recife,
v. 4, n. 4, p. 391-397, out./dez. 2004. Disponível em:
<http://www.scielo.br/pdf/rbsmi/v4n4/a08v04n4.pdf>. Acesso em: 21 out. 2014.
39
SOUZA, S. P. de; SANTOS, S. dos; FERNANDES, C. A. M. A prática do tênis e o
desenvolvimento motor de crianças de 6 a 8 anos. 2008. Disponível em:
<http://www.cesumar.br/prppge/pesquisa/mostras/qua_mostra/Silvio_Pinheiro_Souz
a.pdf>. Acesso em: 21 abr. 2014.
TORNQUIST, L. et al. Relação do excesso de peso e do percentual de gordura
elevado com a aptidão física relacionada à saúde e pressão arterial em escolares.
Cinergis, Santa Cruz do Sul, v. 12, n. 2, p. 1-13, jul./dez. 2011.
TOURINHO FILHO, H.; TOURINHO, L. S. P. R. Crianças, adolescentes e atividade
física: aspectos maturacionais e funcionais. Rev. Paul. Educ. Fís. São Paulo, v. 12,
n. 1, p. 71-84, jan./jun. 1998. Disponível em: <http://saudeemovimento.net.br/wpcontent/uploads/bsk-pdf-manager/93_2014-07-06.PDF>. Acesso em: 19 set. 2014.
VIEIRA, V. C. R. et al. Alterações no padrão alimentar de adolescentes com
adequação pôndero-estatural e elevado percentual de gordura corporal. Rev. Bras.
Saúde Matern. Infant., Recife, v. 5, n. 1, p. 93-102, jan./mar. 2005. Disponível em:
<http://www.scielo.br/pdf/rbsmi/v5n1/a12v05n1.pdf>. Acesso em: 22 out. 2014.
WEINECK, J. Manual de treinamento esportivo. 2 ed. São Paulo: Editora Manole,
1989.
WORLD HEALTH ORGANIZATION. Habitual physical activity and health.
Copenhagen, 1978. Disponível em:
<http://whqlibdoc.who.int/euro/es/EURO_SERIES_6_(part1).pdf>. Acesso em: 18
abr. 2014.
______. Young people’s health – a challenge for society. Geneva, 1986.
Disponível em:
<http://apps.who.int/iris/bitstream/10665/41720/1/WHO_TRS_731.pdf?ua=1>.
Acesso em: 18 set. 2014.
______. Development of a WHO growth reference for school-aged children and
adolescentes. Geneva, 2007. Disponível em:
<http://www.who.int/growthref/growthref_who_bull.pdf?ua=1>. Acesso em: 16 out.
2014.
40
APÊNDICE
41
APÊNDICE A – Termo de consentimento livre e esclarecido
TERMO DE CONSENTIMENTO LIVRE E ESCLARECIDO
“APTIDÃO FÍSICA RELACIONADA À SAÚDE DE CRIANÇAS E ADOLESCENTES
PRATICANTES DAS MODALIDADES DE VOLEIBOL DE QUADRA E DE TÊNIS DE
CAMPO”
O (a) seu (sua) filho (a) ou menor (o qual você é responsável) está sendo
convidado(a) para participar, como voluntário(a), da pesquisa acima citada. Após ser
esclarecido(a) sobre as informações a seguir, no caso de autorizá-lo(a) a fazer parte do
estudo, rubrique todas as páginas e assine ao final deste documento, que está em duas
vias. Uma delas é sua e a outra é do pesquisador responsável, que também assinará e
rubricará todas as vias.
Eu, ______________________________, portador do RG ____________ e
inscrito
no
CPF_________________,
responsável
pelo
menor
________________________________, concordo de livre e espontânea vontade na sua
participação como voluntário(a) do estudo “Aptidão Física Relacionada À Saúde De
Crianças E Adolescentes Praticantes Das Modalidades De Voleibol De Quadra E De
Tênis De Campo”.
O menor e o seu responsável ficam cientes que:
I)
A pesquisa avaliará a flexibilidade, dobras cutâneas, diâmetros ósseos, e força.
Estes são componentes da aptidão física relacionados à saúde. Todas estas
variáveis envolvem medições não invasivas (sem identificação de riscos) e são
testes que geralmente já fazem parte da rotina das crianças e adolescentes.
II)
Os dados serão coletados nos locais de prática da modalidade da criança, através
de avaliação física para a caracterização da amostra;
III)
A participação neste projeto não tem objetivo de submeter o menor a um
tratamento, bem como não causará nenhum gasto com relação à aplicação da
avaliação efetuada com o estudo;
IV)
O menor não é obrigado a realizar a avaliação física e tem a liberdade de desistir
ou de interromper a colaboração neste estudo no momento em que desejar, sem
necessidade de qualquer explicação;
COMITÊ DE ÉTICA EM PESQUISA – Universidade do Sul de Santa Catarina
Avenida Pedra Branca, 25, Cidade Universitária Pedra Branca, Palhoça, SC Fone: (48) 3279-1036
42
V)
A participação do menor contribuirá para acrescentar à literatura dados referentes
ao tema, além do conhecimento sobre a sua aptidão física. A pesquisa não prevê
riscos à saúde e caso haja, estes serão controlados;
VI)
O responsável pelo menor não receberá remuneração e nenhum tipo de
recompensa nesta pesquisa, assim como o menor do qual é responsável, sendo
sua autorização à participação do menor voluntária;
VII)
Os resultados obtidos durante esta pesquisa serão mantidos em sigilo;
VIII)
O responsável autoriza a divulgação dos resultados em publicações científicas,
desde que os dados pessoais do menor não sejam mencionados;
IX)
Caso o responsável pelo menor desejar, poderá por e-mail ou por telefone
(descritos ao fim do documento) tomar conhecimento dos resultados após a
conclusão da pesquisa, prevista para dezembro de 2014.
Declaro que obtive todas as informações necessárias e esclarecimentos quanto às
minhas dúvidas. Assim, autorizo a participação do menor na pesquisa acima citada.
Local e data: ______________________, _______ de ______________ de 2014.
___________________________________________________
Assinatura do Responsável pelo menor
Testemunha 1: ______________________________________________________
Nome / RG / Telefone
__________________________________
ROBERT PASSOS DA SILVA
Acadêmico e Pesquisador participante da Pesquisa
E-mail: [email protected]
Contato: (48) 9648-1274 / 8823-6897
__________________________________
PROF. MsC. MARIA LETÍCIA PINTO DA LUZ KNORR
Pesquisadora Responsável
E-mail: [email protected]
Contato: (48) 3279-1105
COMITÊ DE ÉTICA EM PESQUISA – Universidade do Sul de Santa Catarina
Avenida Pedra Branca, 25, Cidade Universitária Pedra Branca, Palhoça, SC Fone: (48) 3279-1036
43
APÊNDICE B – Coleta de dados
COLETA DE DADOS
Ord. Idade Nome
1
2
3
4
5
6
7
8
9
10
11
12
13
14
15
16
17
18
19
20
TÊNIS ( ) VÔLEI ( )
Peso Est.
DC TR
DC PA
Flex
Abd
44
ANEXO
45
ANEXO A – Ficha de frequência das sessões de orientação
UNIVERSIDADE DO SUL DE SANTA CATARINA – UNISUL
CURSO DE EDUCAÇAÕ FÍSICA
TRABALHO DE CONCLUSAO DE CURSO EM EDUCAÇÃO FÍSICA
FICHA DE FREQUÊNCIA - SESSÕES DE ORIENTAÇÃO
Acadêmico: Robert Passos da Silva
Orientador Pedagógico: Maria Letícia Elias Pinto da Luz Knorr
TCC: ( )I
Data
CH
( X )II
Pauta
Assinatura
Orientador
Assinatura
Estagiário
46
ANEXO B – Parecer do CEP
47
48
Download

Aptidão Física Relacionada a Saúde de Crianças e Adolescentes