UNIVERSIDADE DO SUL DE SANTA CATARINA ROBERT PASSOS DA SILVA APTIDÃO FÍSICA RELACIONADA À SAÚDE DE CRIANÇAS E ADOLESCENTES PRATICANTES DAS MODALIDADES DE VOLEIBOL DE QUADRA E DE TÊNIS DE CAMPO Palhoça 2014 ROBERT PASSOS DA SILVA APTIDÃO FÍSICA RELACIONADA À SAÚDE DE CRIANÇAS E ADOLESCENTES PRATICANTES DAS MODALIDADES DE VOLEIBOL DE QUADRA E DE TÊNIS DE CAMPO Trabalho de Conclusão de Curso apresentado ao Curso de Graduação em Educação Física, da Universidade do Sul de Santa Catarina, como requisito parcial para obtenção do título de Bacharel. Orientadora: Prof. Maria Letícia Elias Pinto da Luz Knorr, Msc. Palhoça 2014 ROBERT PASSOS DA SILVA APTIDÃO FÍSICA RELACIONADA À SAÚDE DE CRIANÇAS E ADOLESCENTES PRATICANTES DAS MODALIDADES DE VOLEIBOL DE QUADRA E DE TÊNIS DE CAMPO Este Trabalho de Conclusão de Curso foi julgado adequado à obtenção do título de Bacharel em Educação Física e aprovado em sua forma final pelo Curso de Educação Física, da Universidade do Sul de Santa Catarina. Dedico este estudo aos profissionais de Educação Física que atuam na iniciação esportiva de voleibol e tênis de campo, promovendo a saúde positiva através da prática esportiva. AGRADECIMENTOS Agradeço à minha família, amigos, colegas, professores e a todos que contribuíram para a realização e conclusão desse trabalho. Aos meus pais, pela educação, apoio e incentivo à prática esportiva e estudo, assim como na minha escolha por ser um profissional de Educação Física. À minha orientadora, prof. Maria Letícia Elias Pinto da Luz Knorr, que com a sua sabedoria e experiência me mostrou os caminhos nessa jornada acadêmica. Aos meus professores, pelo conhecimento e vivências proporcionadas ao longo do curso. Aos meus colegas de turma, pelos momentos de aprendizado e descontração. A todos vocês, o meu MUITO OBRIGADO! RESUMO Sabe-se que a prática desportiva é uma das mais evidentes manifestações da atividade motora, apresentando-se muitas vezes como mediadora e geradora de uma boa aptidão física por reunir diversos componentes necessários à qualidade de vida desde a infância. O objetivo do estudo foi identificar os níveis de aptidão física relacionada à saúde de crianças e adolescentes em fase de iniciação esportiva nas modalidades de voleibol de quadra e tênis de campo. A pesquisa pôde ser caracterizada como aplicada, quantitativa e empírica do tipo descritiva. A amostra foi composta por 40 crianças e adolescentes praticantes das modalidades por no mínimo seis meses, sendo 24 praticantes de voleibol de quadra (24 meninas) e 16 praticantes de tênis de campo (11 meninos e 5 meninas), com idades de 7 a 16 anos. A média de IMC de ambos os sexos enquadram-se como sobrepeso sendo 21,24 kg/m2 (meninos) e 20,62 kg/m2 (meninas). A média do percentual de gordura para o sexo feminino foi de 27,61% (moderadamente alto) e 26,95% (alto) para o sexo masculino. Para a força muscular localizada, a média para o sexo masculino foi de 30 repetições (risco à saúde) e para o sexo feminino de 32 repetições (saudável). Quanto à flexibilidade, ambos os sexos foram classificados na faixa de risco à saúde, obtendo médias de 21,55cm para os meninos e 32,52cm para as meninas. Devido a ausência de voluntários do sexo masculino na modalidade de voleibol, a comparação entre as modalidades foi realizada apenas para o sexo feminino. A média de IMC das tenistas foi classificada como normal (18,93kg/m2) enquanto que para as voleibolistas foi de sobrepeso (20,97kg/m2). Já para o percentual de gordura, ambas as modalidades estão na classificação de moderadamente alto. Analisandose a força muscular localizada, as meninas praticantes de tênis estão na faixa de risco à saúde (27), enquanto que as meninas do voleibol estão na faixa saudável (33). A flexibilidade das praticantes de ambas as modalidades enquadram-se na faixa de risco à saúde. Por fim, foi possível concluir que grande parte dos resultados encontrados está na zona de risco à saúde para ambos os sexos, sendo que apenas a força muscular localizada esteve dentro do padrão considerado ideal para as meninas. Quanto às modalidades, apenas o IMC das tenistas e a força muscular localizada das voleibolistas foram satisfatórios. Palavras-chave: Aptidão Física Relacionada à Saúde. Crianças. Adolescentes. Voleibol de Quadra. Tênis de Campo. SUMÁRIO 1 INTRODUÇÃO .........................................................................................................7 1.1 CONTEXTUALIZAÇÃO DO TEMA E PROBLEMA ...............................................7 1.2 OBJETIVO GERAL ...............................................................................................8 1.3 OBJETIVOS ESPECÍFICOS .................................................................................8 1.4 JUSTIFICATIVA ....................................................................................................9 2 REVISÃO DE LITERATURA .................................................................................11 2.1 INFÂNCIA E ADOLESCÊNCIA ...........................................................................11 2.2 APTIDÃO FÍSICA RELACIONADA À SAÚDE.....................................................12 2.2.1 Força de Resistência Muscular Localizada..................................................15 2.2.2 Composição Corporal ....................................................................................16 2.2.3 Flexibilidade....................................................................................................17 2.3 CONTEXTUALIZAÇÃO DO TÊNIS DE CAMPO .................................................17 2.4 CONTEXTUALIZAÇÃO DO VOLEIBOL ..............................................................19 3 MÉTODO................................................................................................................20 3.1 TIPO DE PESQUISA...........................................................................................20 3.2 PARTICIPANTES DA PESQUISA.......................................................................20 3.3 INSTRUMENTOS DE PESQUISA ......................................................................21 3.4 PROCEDIMENTOS DE COLETA DE DADOS....................................................21 3.5 ANÁLISE DOS DADOS.......................................................................................22 4 APRESENTAÇÃO E DISCUSSÃO DOS RESULTADOS .....................................23 5 CONCLUSÃO E SUGESTÕES..............................................................................32 REFERÊNCIAS.........................................................................................................33 APÊNDICE................................................................................................................40 APÊNDICE A – TERMO DE CONSENTIMENTO LIVRE E ESCLARECIDO ...........41 APÊNDICE B – COLETA DE DADOS......................................................................43 ANEXO .....................................................................................................................44 ANEXO A – FICHA DE FREQUÊNCIA DAS SESSÕES DE ORIENTAÇÃO ...........45 ANEXO B – PARECER DO CEP..............................................................................46 7 1 INTRODUÇÃO 1.1 CONTEXTUALIZAÇÃO DO TEMA E PROBLEMA Praticar uma atividade física ou exercício físico proporciona melhora em componentes físicos relacionados à saúde e Pate (1988) define a aptidão física relacionada à saúde (AFRS) como a capacidade de realizar tarefas diárias com vigor demonstrando traços e características que estão associados com um baixo risco do desenvolvimento prematuro de doenças hipocinéticas. De forma a evitar doenças hipocinéticas e gerar uma boa aptidão física relacionada à saúde, Nieman (1999) descreve que o exercício físico prolonga a extensão e a qualidade de vida, alivia a ansiedade e depressão mental, diminui o risco de diabetes, doenças cardiovasculares e câncer de colo de útero em aproximadamente 50 por cento, diminui a pressão arterial, aumenta o tônus muscular e a função cardíaca. Nos últimos anos, uma grande quantidade de informações vem sendo levantadas com referência aos efeitos da atividade física na população jovem. Guedes e Guedes (1995a), evidenciam a existência de lacunas sobre alguns programas de atividade física induzirem modificações morfológicas e funcionais, na mesma direção do que é esperado para o próprio processo de maturação biológica. Conforme Bracco et al. (2003), quanto mais cedo adquirir o hábito regular de uma atividade física, seja por uma prática esportiva ou exercício físico, melhores serão os efeitos sobre os componentes da aptidão física. De acordo com Lazzoli et al. (1998), um nível maior de atividade física em crianças e adolescentes promove melhora no perfil lipídico e metabólico, além de reduzir a prevalência da obesidade e, provavelmente, uma criança ativa fisicamente tem mais chances de se tornar um adulto também ativo. Levando em consideração que o estilo de vida começa a ser formado na infância, uma criança inativa fisicamente poderá apresentar um baixo nível de desenvolvimento motor e, possivelmente, transformar-se em um adulto sedentário (GUEDES; GUEDES, 1996). A prática desportiva é uma das mais evidentes manifestações da atividade motora, apresentando-se muitas vezes como mediadora e geradora de uma boa aptidão física por reunir diversos componentes necessários à qualidade de vida (GIMENEZ; UGRINOWITSCH, 2002). 8 Os programas de iniciação esportiva (escolinhas de esportes) também são considerados programas sistematizados de atividade motora, e quanto maiores forem os estímulos de habilidade motoras diferentes, melhores serão as condições para aprender habilidades específicas de uma determinada modalidade. Em contrapartida, se a criança tiver a iniciação esportiva prematura em uma modalidade específica, com o treinamento esportivo propriamente dito, pode-se gerar implicações negativas envolvendo aspectos físico-motores, cognitivos e socioculturais (GIMENEZ; UGRINOWITSCH, 2002). O presente estudo pretende avaliar os componentes relacionados à saúde em jovens inseridos na iniciação esportiva das modalidades de voleibol de quadra e de tênis de campo, com o intuito de responder ao seguinte problema de pesquisa: “Quais os níveis de aptidão física relacionada à saúde de crianças e adolescentes praticantes das modalidades de voleibol de quadra e de tênis de campo?” 1.2 OBJETIVO GERAL Avaliar indicadores da aptidão física relacionada à saúde de crianças e adolescentes praticantes de voleibol de quadra e tênis de campo. 1.3 OBJETIVOS ESPECÍFICOS Analisar a composição corporal de crianças e adolescentes praticantes das modalidades de voleibol de areia e tênis de campo; Identificar os níveis de força de resistência muscular localizada de crianças e adolescentes praticantes das modalidades de voleibol de quadra e tênis de campo; Identificar os níveis de flexibilidade de crianças e adolescentes praticantes das modalidades de voleibol de quadra e tênis de campo; e Comparar os resultados entre as modalidades. 9 1.4 JUSTIFICATIVA O avanço e desenvolvimento de pesquisas relacionadas à saúde vêm contribuindo de forma positiva para a utilização do exercício físico como tratamento não-medicamentoso nos tempos modernos. Em suas publicações, diversos autores evidenciam a importância da adoção de um estilo de vida mais ativo e saudável a partir da prática habitual de exercícios físicos, para assim prevenir e até mesmo reabilitar doenças hipocinéticas ou crônico-degenerativas (HOBOLD, 2003). Com a tecnologia em constante avanço, os níveis de AFRS vêm diminuindo, haja vista que a tecnologia vem ofertando uma vida cada vez mais inativa fisicamente, com a criação de controles remotos, elevadores, escadas rolantes e diversos meios de transportes, exigindo assim cada vez menos esforço do ser humano (HOBOLD, 2003). Assim como nos adultos, a tecnologia exerce grande influência em crianças e adolescentes, como exemplo os jogos virtuais e as redes sociais. Estes podem ser fatores contribuintes para que os jovens não exerçam uma atividade física em um nível satisfatório e, se tratando de crianças e adolescentes, os profissionais da Educação Física escolar desempenham um importante papel neste contexto, pois podem contribuir na inclusão de novos conceitos durante a idade escolar. Conforme Lazzoli et al. (1998) afirma que um nível maior de atividade física em crianças e adolescentes promove mudanças positivas fisiológicas e Hobold (2003), diz que uma grande parte das atitudes que estão relacionadas à atividade física quando adulto são decorrentes de atitudes semelhantes na infância e adolescência, torna-se interessante e necessário em vista de saúde pública utilizarse de medidas que promovam a adoção de um estilo de vida ativo. Um estudo de Dórea et al. (2008), realizado em escolares do ensino público do município de Jequié-BA, constatou, ao analisar a AFRS de 342 crianças de ambos os sexos com idades de 7 a 12 anos, maior prevalência de baixos índices de adiposidade corporal do que índices elevados e níveis inferiores para indicadores de desempenho motor. No estudo transversal de Burgos et al. (2012), realizado com 1.664 escolares de 7 a 17 anos de idade de ambos os sexos, do município de Santa Cruz do Sul-RS, para avaliar a AFRS, os autores apresentaram resultados muito abaixo de índices saudáveis em todos os testes avaliados. Neste estudo, evidenciou-se 10 altos índices de excesso de peso e obesidade, níveis inferiores nos componentes de flexibilidade, capacidade cardiorrespiratória e resistência muscular abdominal. Desta forma, os autores concluíram que os níveis de AFRS encontravam-se, em grande parte, abaixo da zona saudável. Os estudos supracitados demonstram algo que já é notado nos dias atuais, o baixo nível de AFRS das crianças e adolescentes contemporâneas e quando estes níveis se encontram abaixo do saudável, os riscos de implicações negativas na qualidade de vida se tornam maiores. Assim, mensurar os componentes relacionados à saúde se justifica pela possibilidade de poder interferir de forma a promover uma melhor qualidade de vida, levando o indivíduo para o continuum de saúde positiva. A AFRS tem como componentes a função cardiorrespiratória, a composição corporal, e as funções músculo-esqueléticas das musculaturas abdominal e da região lombar da coluna vertebral, consideradas como as áreas das funções fisiológicas relacionadas com a saúde positiva (BÖHME, 2003). Dessa forma, avaliar estes componentes em crianças e adolescentes torna-se importante por poder informar, conscientizar, promover e motivar a prática da atividade física regular por toda vida, além de mensurar índices relacionados com a proteção e inibição ao desenvolvimento de doenças que têm seu período latente na infância e adolescência (GLANER, 2002a; NAHAS, 2013). 11 2 REVISÃO DE LITERATURA 2.1 INFÂNCIA E ADOLESCÊNCIA No Brasil, de acordo com o Estatuto da Criança e Adolescente (1990), considera-se criança a pessoa com até doze anos de idade incompletos, e aquela pessoa entre os doze e dezoito anos, é compreendida como adolescente. Já para a World Health Organization (WHO, 1986) a adolescência é o período entre os 10 e 19 anos, sendo que até os 10 anos, é considerado criança. O crescimento humano inicia-se a partir da fecundação, podendo ser dividido em diversas fases, sendo que nas duas primeiras décadas de vida, tempo que abrange a transição da infância para a adolescência e dessa para a fase adulta, é notável a grande evolução bio-psico-sócio-cultural. Conforme Guedes (2011), nos primeiros 20 anos de vida, o organismo tem como principais funções crescer e desenvolver-se. O mesmo autor conceitua crescimento e desenvolvimento de forma que o primeiro é o processo que resulta da multiplicação e diferenciação celular, provocando progressões em dimensões do corpo ou em segmentos específicos em relação ao tempo. Já o desenvolvimento se caracteriza por modificações evolutivas que induzem ao aperfeiçoamento de suas funções, como por exemplo a habilidade de coordenação. Outro importante aspecto presente nessas primeiras décadas é a maturação, que é definida por Gallahue (1989 apud TOURINHO FILHO; TOURINHO, 1998, p. 72) como as mudanças qualitativas que proporcionam que o organismo possa progredir a altos níveis de funcionamento, alcançando o seu estágio final de maturidade, sendo determinada pela genética e ainda resistente à ações e influências do meio ambiente. Na infância, compreendida pelo período desde a concepção até a adolescência, o ser humano se desenvolve em diversas capacidades físicas, psicológicas e motoras e ao crescer, segundo Malina (2003 apud KNORR, 2011, p. 48), “as crianças se tornam mais altas e pesadas, devido ao aumento do tecido magro e gorduroso”, além dos órgãos que aumentam de tamanho, assim como as demais substâncias. Nesta etapa, o critério cronológico é um referencial muito utilizado para a prática e inclusão das crianças em determinados esportes ou pesquisas, sendo que a idade cronológica corresponde entre a diferença de um 12 determinado dia e o dia do nascimento. Porém a idade biológica também deve ser levada em consideração, já que é determinada pelo nível de maturação dos órgãos que compõem o organismo humano (TOURINHO FILHO; TOURINHO, 1998). A adolescência é um período da vida do ser humano em que ocorrem inúmeras transformações, sejam elas mentais, físicas e/ou sociais. Dependendo da cultura do povo ela recebe tratamentos diferentes, mas em todas elas, essa é uma fase de desenvolvimento, de transição entre a infância e a vida adulta que, de acordo com Eisenstein (2005), se inicia com as mudanças corporais da puberdade e encerra-se quando consolidado o crescimento e personalidade do indivíduo. A puberdade é caracterizada por diversas mudanças morfológicas e fisiológicas, evidenciada pelo desenvolvimento de caracteres sexuais secundários (pelos, genitais, gônadas) sendo manifestada, basicamente, por um rápido crescimento, desenvolvimento e mudanças na composição corporal, apresentandose em diferentes estágios em indivíduos da mesma idade, correspondendo a momentos distintos do processo de crescimento (SAITO, 1984; TOURINHO FILHO; TOURINHO, 1998). 2.2 APTIDÃO FÍSICA RELACIONADA À SAÚDE Conforme Carvalho et al. (1996, p. 79), “a saúde e a qualidade de vida do homem podem ser preservadas e aprimoradas pela prática regular de atividade física”, melhorando aspectos funcionais e psicológicos, além de influenciar de forma positiva no estilo de vida da pessoa. Nas últimas décadas a atividade física tem atraído os olhares da mídia, pesquisadores e da saúde pública pelo mundo, sendo uma característica inerente ao ser humano e definida como qualquer movimento corporal produzido pela musculatura esquelética, resultando em um gasto energético acima dos níveis de repouso (NAHAS, 2013). A atividade física, de acordo com o Conselho Federal de Educação Física (CONFEF, 2002, p. 134): é todo movimento corporal voluntário humano, que resulta num gasto energético acima dos níveis de repouso, caracterizado pela atividade do cotidiano e pelos exercícios físicos. Trata-se de comportamento inerente ao ser humano com características biológicas e sócio-culturais. 13 O conceito de exercício físico deverá ser mais restritivo do que atividade física (GUEDES; GUEDES, 1995b), pois os exercícios físicos são formas de atividade física planejada, estruturada, repetitiva, com o objetivo de melhorar, manter ou desenvolver um ou mais componentes da aptidão física, além da reabilitação orgânico-funcional e/ou habilidades motoras (NAHAS, 2013; CASPERSEN; POWELL; CHRISTENSON, 1985). Desta forma, adquirir o hábito de praticar atividades físicas e/ou exercícios físicos se torna um fator importante para a promoção da saúde e prevenção de doenças crônicas, além de melhorar os riscos associados à estas doenças não transmissíveis como a hipertensão arterial, intolerância à glicose, resistência à insulina e dislipidemias (BRACCO et al., 2003). Adicionando-se a estes fatores positivos, Mello et al. (2005), verificam que o exercício físico sistematizado pode acarretar diversos benefícios tanto na esfera física quanto mental do ser humano, proporcionando uma melhor qualidade de vida, desde que exercidos de forma adequada. Com a prática de exercícios físicos habituais, pode-se otimizar a saúde através da melhoria da aptidão física (ApF) que Nieman (1999), define como uma condição na qual o indivíduo possui energia e vitalidade suficientes para conseguir realizar as tarefas diárias, além de participar de atividades recreativas sem a presença de fadiga excessiva. Para Caspersen, Powell e Christenson (1985) a ApF é representada por um conjunto de atributos que a pessoa já possui ou desenvolve, sendo determinado pela genética e estimulado pela ação ambiental, relacionado à habilidade de desempenhar uma atividade física qualquer. Já a WHO (1978, p. 3), conceitua a aptidão física de forma mais simples, sendo “a capacidade de realizar trabalho muscular de maneira satisfatória”. A ApF é um contínuo de múltiplas características que estendem-se desde o nascimento até a morte, apresentando componentes que compreendem fatores morfológicos, funcionais, motores, fisiológicos e comportamentais, devendo ser desenvolvida nas diversas fases da vida do ser humano, proporcionando-lhe um desempenho físico adequado para realizar as suas tarefas cotidianas (BÖHME, 2003; GLANER, 2002b). Podendo ser dividida em: a) aptidão física relacionada à performance motora e; b) aptidão física relacionada à saúde (NAHAS, 2013), enquanto a aptidão física relacionada à performance motora abrange componentes 14 necessários para a performance máxima esportiva como a velocidade, agilidade, resistência anaeróbica, ritmo, equilíbrio entre outras (NAHAS, 2013; NIEMAN, 1999), no âmbito da aptidão física relacionada à saúde (AFRS) deve-se focar em componentes que visem a manutenção da saúde, prevenção e redução dos riscos de doenças, sendo a capacidade de resistência cardiorrespiratória, a aptidão músculo-esquelética (força, resistência muscular localizada, flexibilidade) e a composição corporal (NIEMAN, 1999; BÖHME, 2003). Pate (1988) define a AFRS como a capacidade de realizar tarefas diárias com vigor demonstrando traços e características que estão associados com um baixo risco do desenvolvimento prematuro de doenças hipocinéticas. Para Nahas (2013), quando realizada em níveis adequados, a AFRS congrega características capazes de possibilitar energia extra para o lazer e o trabalho, além de proporcionar a diminuição do risco de desenvolver doenças ou condições crônico-degenerativas que estão relacionadas a níveis baixos de atividade física cotidiana. Conforme ACSM (1996 apud Almeida, 2008, p. 3) que define a AFRS como a capacidade que os sistemas do organismo (coração, pulmões, vasos sanguíneos e músculos) têm de funcionar de modo eficiente para resistir a doenças e ser capaz de participar de várias atividades sem se cansar excessivamente, um melhor índice em cada um dos seus componentes está associado com um menor risco para o desenvolvimento de doenças e/ou incapacidades funcionais (ACSM, 1996 apud GLANER, 2002a, p. 77). A aquisição de hábitos que sejam positivos referentes a prática de atividade física no período da infância pode repercutir positivamente na ApF e na saúde durante a vida adulta (LUGUETTI; RÉ; BÖHME, 2010) e avaliar a ApF em jovens se mostra uma forma interessante de mensurar índices satisfatórios relacionados com a proteção e inibição ao desenvolvimento de doenças crônicodegenerativas (NAHAS, 2013). O processo de avaliar uma determinada atividade, seja ela física ou não, se torna fundamental para se obter conhecimento acerca das informações que são apresentadas com os resultados, permitindo ao avaliador intervir e controlar de forma positiva. De acordo com o CONFEF (2002, p. 134) a intervenção de um profissional de Educação Física sobre a avaliação física tem sua importância por poder: 15 Diagnosticar, planejar, organizar, supervisionar, coordenar, executar, dirigir, programar, ministrar, desenvolver, prescrever, orientar, identificar necessidades, desenvolver coleta de dados, entrevistas, aplicar métodos e técnicas de medidas e avaliação cineantropométrica, biomecânica, motora, funcional, psicofisiológica e de composição corporal, em laboratórios ou no campo prático de intervenção, com o objetivo de avaliar o condicionamento físico, os componentes funcionais e morfológicos e a execução técnica de movimentos, objetivando orientar, prevenir e reabilitar o condicionamento, o rendimento físico, técnico e artístico dos beneficiários. Desta forma, por abranger um maior número de pessoas, a avaliação da AFRS é um importante fator em qualquer programa de atividade física, servindo como parâmetro para verificar se os indivíduos avaliados estão aptos ou não fisicamente e McArdle et al. (1998 apud Ferreira, Paula e Cotta, 2007), consideram que a aptidão física proporciona resistência, força, razoável flexibilidade articular, uma composição corporal com peso sob controle e um sistema cardiovascular com um bom nível de capacidade aeróbica. 2.2.1 Força de Resistência Muscular Localizada A força é uma das capacidades físicas essenciais para uma vida saudável sendo uma qualidade física que permite a produção de tensão por um músculo ou um grupo muscular, a fim de vencer uma resistência qualquer. Uma musculatura forte protege a articulação, diminuindo riscos de lesões ligamentares e lombalgias e dessa forma, um indivíduo com uma boa condição muscular realiza suas tarefas diárias de forma mais eficiente, menos cansativa e mais segura (NAHAS, 2013). Derivada da contração muscular, a força nos permite movimentar o corpo todo ou apenas seus segmentos, deslocar objetos, resistir a pressões e sustentar cargas (NAHAS, 2013). De acordo com Guedes e Guedes (1995b), a força muscular se traduz na capacidade de exercer tensão muscular contra uma resistência, superando, sustentando ou cedendo à mesma. Já Nieman (1999) define a força muscular como a força máxima exercida por uma pessoa em um esforço contra uma resistência. Sendo um tipo de força, a resistência muscular é a capacidade de um grupo muscular exercer repetidamente as mesmas contrações pelo maior tempo possível sem que haja uma diminuição significativa da eficiência do trabalho realizado (NAHAS, 2013). 16 Para Weineck (1989) a capacidade do organismo de resistência à fadiga decorrente da força de longa duração pode ser definida como força-resistência, e Nieman (1999) diz que a resistência muscular é a capacidade do músculo repetir o esforço submáximo indefinidamente. Uma baixa aptidão muscular resulta em implicações para a saúde como problemas posturais e articulares, dores lombares, lesões músculo-esqueléticas e um maior risco de quedas em idosos e, portanto, um indivíduo que apresente índices adequados de força/resistência, pode prevenir estas implicações e realizar atividades diárias que requerem o uso da força/resistência, como carregar compras, transportar a mochila, pedalar, manter a postura (NAHAS, 2013; GLANER, 2002b). 2.2.2 Composição Corporal Os diferentes componentes corporais sofrem alterações em suas quantidades durante a vida dos indivíduos, fazendo com que a composição corporal se torne uma característica extremamente dinâmica, sofrendo influência dos aspectos fisiológicos, como desenvolvimento e crescimento, e aspectos ambientais, como o estado nutricional e o nível de atividade física (COSTA, 2001). A composição corporal pode ser definida como a proporção de gordura em relação ao peso corporal magro (músculos, ossos, fluídos corporais e outros tecidos não-gordurosos) e frequentemente expresso em porcentagem de gordura corpórea (NIEMAN, 1999). Estudar a composição corporal objetiva, utilizando-se de diversas técnicas variando em complexidade, fracionar e quantificar os principais tecidos que compõem a massa ou peso corporal e a avaliação desses compartimentos pode ser dividida, conforme as diferentes abordagens, em dois, três ou mais compartimentos, correspondendo ao peso corporal total (McARDLE; KATCH; KATCH, 2001; MALINA; BOUCHARD, 1991). A avaliação da composição corporal é comumente fracionada em massa magra e gordura corporal, fatores estes que, assim como os demais, são fundamentais para indicar o estado de saúde por serem importantes na prevenção de doenças por questões estéticas e de bem-estar, além de que o excesso de gordura em relação ao peso corporal caracteriza a obesidade, relacionada à diversas doenças como: elevados níveis de colesterol sanguíneo, diabetes, 17 hipertensão, doenças coronarianas, artrite degenerativa, problemas posturais. (NAHAS, 2013; NIEMAN, 1999; GLANER, 2002b). 2.2.3 Flexibilidade A importância de uma boa flexibilidade para a saúde se justifica por promover a realização dos movimentos articulares de uma forma a evitar doenças relacionadas à mobilidade articular e/ou muscular, podendo ser gerados por encurtamento muscular e ou perda de elasticidade. As mulheres apresentam maior flexibilidade que os homens até a idade adulta, tendo uma diminuição a partir desta fase, e uma pessoa com boa flexibilidade apresenta um menor risco de sofrer problemas de dores e lesões articulares e musculares, particularmente na lombar, além de maior facilidade de movimentação (GLANER, 2002b; NAHAS, 2013). A flexibilidade se refere à amplitude de mobilidade articular e Barbanti (2003) a define como a capacidade de realizar movimentos em determinadas articulações com uma amplitude de movimento adequada. A flexibilidade é a capacidade das articulações de se moverem por uma grande amplitude de movimento quando solicitadas e depende da elasticidade de músculos e tendões, além da estrutura das articulações (NIEMAN, 1999; NAHAS, 2013). Quando músculos e articulações são pouco utilizados, perde-se além da força muscular, a elasticidade de tendões e músculos, havendo assim uma redução da mobilidade corporal, aumentando as chances de lesões e gerando implicações na saúde do indivíduo como: problemas posturais, dores lombares e limitada participação em atividades esportivas e recreativas (NAHAS, 2013). 2.3 CONTEXTUALIZAÇÃO DO TÊNIS DE CAMPO De acordo com a Confederação Brasileira de Tênis (CBT, 2014), existem diversas teorias sobre o surgimento do tênis, porém, há um consenso de que a França estabeleceu as bases reais para o jogo com o surgimento do “jeu de paume” (jogo da palma), no final do século XII e início do século XIII. Antigamente não se usavam raquetes, os jogadores utilizavam apenas a palma das mãos sem proteção e posteriormente, optaram por usar luvas. No século 18 XIV, alguns jogadores utilizavam um implemento de madeira em forma de pá chamado de “battoir”. Após algumas modificações, recebendo cabo e cordas entrelaçadas, surgia assim a raquete, inventada por italianos (CBT, 2014). Com o passar do tempo, a bola (feita de materiais diversos como lã, couro e tecido) deixou de ser arremessada contra um muro e começou a praticar-se o esporte em uma quadra retangular, dividida ao meio por uma corda. Nesta forma de jogo, o sacador ficava a 19 metros da corda e a cada ponto que ele fazia, poderia avançar 15 pés até atingir um total de 45 e a partir daí o próximo ponto fechava o jogo. Mais tarde, houve uma mudança nas regras fazendo com que o jogador, no 3º saque, avançasse 10 pés ao invés de 15, com o objetivo de não facilitar tanto o saque. Por isso a pontuação do tênis se conta em 15, 30, 40 e game (LUIZ, 2010). Em 1873, o inglês Walter Wingfield, considerado criador do tênis, criou e escreveu as regras do tênis, porém alguns contestam afirmando que o esporte derivou da evolução de outros esportes antigos. Curiosamente, em seu livro, Wingfield chamava o esporte como “sphairistike”, porém não foi sustentado por muito tempo, sendo logo substituído por “lawm tênis“ (tênis de grama), pois era disputado em um gramado (CBT, 2014). Atualmente, o tênis de campo se tornou um esporte altamente difundido, e devido a sua complexidade, a identificação das capacidades físicas na modalidade torna-se essencial para montar um programa adequado de iniciação em sua prática (KNORR et al., 2008). Ao sustentar-se nesta linha de raciocínio, fica evidente a importância do acompanhamento e controle das variáveis que compõem a aptidão física relacionada à saúde de crianças e adolescentes em processo de iniciação esportiva no tênis de campo. A prática do tênis aliado à estimulação de habilidades, respeitando as fases sensíveis da formação, a individualidade de cada e um ensino adequado e programado, proporciona o desenvolvimento multilateral da criança, contribuindo para sua formação geral, bem como o aprendizado de uma modalidade esportiva que ela poderá praticar até a terceira idade (SOUZA; SANTOS; FERNANDES, 2008). 19 2.4 CONTEXTUALIZAÇÃO DO VOLEIBOL Conforme a Federação Paulista de Volleyball (FPV, 2014), o voleibol foi criado em 1895 e surgiu devido à necessidade de um esporte menos cansativo para pessoas com idade mais avançada. Desta forma, William G. Morgan, diretor de educação física da Associação Cristã de Moços (ACM) na cidade de Holyoke, em Massachusetts, nos Estados Unidos, recebeu o desafio de implantar um esporte que não fosse tão fatigante para os associados mais velhos da ACM, sugerido pelo Pastor Lawrence Rinder. (FIVB, 2014). Sendo assim, Morgan utilizou uma rede semelhante à de tênis e a colocou com uma altura de 1,98m, dividindo a área de jogo em duas partes iguais e com uma câmara de bola de basquete, criou o “mintonette” (primeiro nome do voleibol) (FIVB, 2014). O objetivo do jogo era golpear a bola com as mãos sobre a rede fazendo-a cair no campo adversário. Em 1896, uma conferência foi realizada na ACM e Morgan fez uma breve demonstração do seu jogo no estádio do colégio, onde obteve sucesso agradando aos espectadores e principalmente o professor Alfred T. Halstead, que ao chamar atenção para a ação de voo da bola sobre a rede, sugeriu que o nome do esporte fosse trocado para “Volley Ball”, sendo aceito pelo próprio Morgan e pela conferência ali presente e utilizado até a atualidade. De lá para cá, o voleibol sofreu grandes transformações, exigindo cada vez mais jogadores técnicos, altos e fortes. No caso das crianças e adolescentes, através da prática do voleibol como modalidade desportiva, são desenvolvidas capacidades e habilidades motoras, além de fortalecer a auto-estima, criar o hábito de trabalho em equipe, estimular a disciplina e a organização, fatores que contribuem para a formação da cidadania (LEMOS, 2011). De acordo com Silva et al (2003), há carência de estudos com crianças e adolescentes quando o assunto é sobre valores referenciais da modalidade para a detecção, seleção e promoção de um talento esportivo. Desta forma, a mensuração e identificação dos valores dos componentes da aptidão física relacionada à saúde se mostra como uma forma interessante de iniciar a elaboração de um perfil para os praticantes de voleibol, por ser de baixo custo e fácil aplicabilidade. 20 3 MÉTODO 3.1 TIPO DE PESQUISA Quanto a sua natureza, a pesquisa pode ser caracterizada como aplicada. Segundo Moresi (2003), a pesquisa aplicada visa gerar conhecimentos para possíveis soluções de problemas específicos. Quanto à abordagem do problema, por ter buscado transformar os níveis de aptidão física relacionada à saúde em valores, a pesquisa é classificada como quantitativa. De acordo com Moresi (2003), a pesquisa quantitativa pode ser usada quando se objetiva determinar as características de uma determinada população, gerando medidas que permitam uma análise estatística. Quanto aos objetivos, é do tipo descritiva, pois conforme Santos (2002), uma pesquisa descritiva tem como objetivo descrever um fato ou fenômeno através do levantamento de dados ou observação sistemática das características de determinada população ou grupo. 3.2 PARTICIPANTES DA PESQUISA A amostra foi composta por 40 crianças e adolescentes de ambos os sexos, com média de idade de 12,31±2,25 para o sexo feminino e de 10,72±1,67 para o sexo masculino, participantes de projetos de iniciação esportiva nas modalidades de voleibol e tênis de campo. Destas, 24 são praticantes de voleibol e 16 praticantes de tênis de campo, sendo que praticam no mínimo duas vezes por semana, há pelo menos seis meses. A escolha dos participantes foi de forma não-aleatória intencional. Justifica-se esta escolha em função de que as tabelas de referência que foram utilizadas para avaliar a composição corporal sugeridas pelo Center for Disease Control and Prevention (CDC, 2000) e pela WHO (2007) envolvem esta faixa etária e, também, em virtude do interesse dos pesquisadores pela grande vivência prática nas modalidades em questão. Os critérios de inclusão dos participantes para a pesquisa foram: a) ter como idade mínima 7 anos e idade máxima 17 anos completos; b) ser praticante de uma das modalidades da pesquisa; c) autorização dos pais ou responsáveis legais, 21 através da assinatura do Termo de Consentimento Livre e Esclarecido (TCLE), concordar em participar de forma voluntária. Os critérios de exclusão se deram da seguinte forma: a) ter idade inferior a 7 anos e ter 18 anos de idade completos; b) não apresentar o TCLE com a assinatura dos pais ou responsáveis legais. 3.3 INSTRUMENTOS DE PESQUISA Os testes e instrumentos utilizados para a coleta de dados da pesquisa foram aplicados pelo próprio pesquisador, sendo os seguintes: Variáveis Antropométricas: foi utilizado uma balança digital da marca G.TECH com precisão de 100g e um estadiômetro portátil da marca SECA com medição máxima de 2m para mensuração da massa corporal e da estatura. Com a obtenção das medidas, foi calculado o Índice de Massa Corporal (IMC) através da fórmula Peso/Altura2; Flexibilidade: foi aplicado o teste de “sentar e alcançar” utilizando um instrumento específico (Banco de Wells) conforme descreve a literatura de Pollock e Wilmore (1993); Resistência Muscular Localizada (RML): foi aplicado o teste de “sentar em 1 minuto”, utilizando um colchonete e um cronômetro conforme o proposto por Gaya et al. (2012); e Composição Corporal: para as dobras cutâneas, foi utilizado um plicômetro científico tradicional da marca CESCORF com sensibilidade de 0,1mm para coletar em três tentativas as medidas da espessura das dobras cutâneas do tríceps e da panturrilha, anotando-se o valor intermediário. A partir destas medidas, foi calculado o percentual de gordura com base nas equações propostas por Slaugther et al. (1988) e fracionou-se a massa corporal em dois componentes (massa gorda e massa magra), como descrito na literatura de De Rose (1984). 3.4 PROCEDIMENTOS DE COLETA DE DADOS Todos os envolvidos foram informados sobre os riscos da pesquisa ao receberem o termo de consentimento livre e esclarecido para assinatura dos responsáveis. Após a assinatura do Termo de Ciência e Concordância, a pesquisa 22 foi submetida e aprovada junto ao Comitê de Ética e Pesquisa da Universidade do Sul de Santa Catarina. Na sequência, a partir da obtenção do consentimento por escrito das instituições e responsáveis legais, cada criança e/ou adolescente foi consultado quanto ao desejo de participar da pesquisa, sendo assegurado o direito de desistir por qualquer motivo ou desconforto, no momento da aplicação dos testes. Feito este procedimento, foram coletados dados antropométricos, de força de resistência muscular localizada e de flexibilidade. As técnicas, instrumentos e padronizações utilizados para a coleta de dados referentes à massa, estatura e dobras cutâneas foram conforme sugeridas na literatura de Lohman et al. (1987). Para o cálculo do percentual de gordura foram utilizadas as equações propostas por Slaugther et al. (1988) e o fracionamento da massa corporal em dois componentes (massa gorda e massa magra) foi como proposto na literatura de De Rose(1984). A classificação do percentual de gordura foi feita com base nas classificações descritas na literatura de Lohman et al. (1987). Os dados foram coletados e registrados em uma planilha conforme modelo em anexo e posteriormente analisados estatisticamente. 3.5 ANÁLISE DOS DADOS Os dados antropométricos foram analisados e descritos de acordo com a faixa etária, utilizando-se como referência as tabelas de curvas percentílicas das variáveis de acordo com o sexo, propostas pelo CDC (2000) e pela WHO (2007). Os dados referentes à flexibilidade e RML foram analisados conforme as tabelas propostas por Gaya et al. (2012) com uma classificação por estágios de pontos de corte a partir dos valores críticos para a saúde. Os recursos estatísticos utilizados na análise foram derivados da estatística descritiva com medidas de média, desvio-padrão, frequências relativas e absolutas e medidas de posição. As análises foram feitas a partir de recursos disponíveis no software Excel e serão armazenados por cinco anos. Após este prazo, serão incinerados. 23 4 APRESENTAÇÃO E DISCUSSÃO DOS RESULTADOS Neste capítulo, os resultados da pesquisa estão apresentados de acordo com os objetivos do estudo, onde, inicialmente, optou-se apresentá-los de forma descritiva a fim de traçar um perfil dos participantes da pesquisa em termos de Composição Corporal e identificação dos níveis de Força e Flexibilidade. Inicialmente as análises foram feitas por sexo e ao final, apresentados os dados também por modalidade. Moreira (2009) concluiu, ao realizar seu estudo a fim de criar, analisar e validar pontos de corte para o IMC para crianças brasileiras, que os critérios internacionais adotados para a avaliação de sobrepeso/obesidade de crianças e adolescentes apresentam menor poder discriminatório do que os critérios nacionais. Barbosa (2009) aponta que o Projeto Esporte Brasil (PROESP-BR), a partir de pesquisas empíricas realizadas com a população infanto-juvenil brasileira, determinou pontos de corte mais próximos à realidade do perfil das crianças e adolescentes nacionais, adaptando e utilizando como referência os valores críticos do IMC para o estado nutricional de crianças e adolescentes apresentados por Conde e Monteiro (2006). Seguindo esta proposta e utilizando como referência o Manual de Testes e Avaliação do PROESP-BR (Gaya et al. 2012), a média de IMC para a idade do sexo masculino (21,24±4,32) e do sexo feminino (20,62±3,82) encontram-se na faixa de sobrepeso, já que os pontos de corte para sobrepeso considerados por Gaya et al. (2012) para as meninas é de 20,5kg/m2 e para os meninos é de 19,6kg/m2. No estudo de Barbosa (2009), o autor apresenta resultados com percentuais de 18,6% e 20,3% na zona de risco à saúde ao analisar o IMC de crianças e jovens do sexo masculino e feminino, respectivamente, da região sul do Brasil. Farias Júnior e Lopes (2003), apresentaram uma prevalência de sobrepeso em adolescentes com idades entre 15 e 18 anos, em Florianópolis, com valores de 11,4%, sendo mais elevada no sexo masculino (14,8%) do que no sexo feminino (8,0%). Já Soar et al. (2004), verificaram uma elevada prevalência de sobrepeso e obesidade em escolares de uma escola pública de Florianópolis, quando comparados a outros estudos nacionais e internacionais. Os autores identificaram prevalência de 17, 9% de sobrepeso, sendo 19,1% entre os meninos e 16,7% nas 24 meninas. Para a obesidade, a prevalência foi de 6,7%, com valores maiores para o sexo masculino (7,9%) do que no sexo feminino (5,4%). Ao analisar-se o percentual de indivíduos da presente pesquisa com sobrepeso e obesidade, identificou-se na faixa de sobrepeso, aproximadamente 27% dos meninos e meninas. Já na faixa de obesidade, constatou-se aproximadamente 18% para o sexo masculino e 7% para o sexo feminino, como apresenta a figura 1. Figura 1 – Classificação de IMC por sexo Classificação do IMC por sexo Normal 100% 18,18% 80% Sobrepeso Obesidade 6,90% 27,59% 27,27% 60% 40% 20% 0% 54,55% Masculino 65,52% Feminino Fonte: Elaboração dos autores, 2014. A utilização do IMC como critério para o diagnóstico de sobrepeso e obesidade, tem como pressuposto de que toda medida de peso corporal que tenha valores acima dos indicadores de referência deverá oferecer indicações do excesso de gordura (SANT’ANNA; PRIORE; FRANCESCHINI, 2009). Porém o IMC não identifica as diferenças entre os componentes da composição corporal (massa muscular, massa gorda, nível de hidratação), e para a identificação destes componentes outros métodos devem ser executados (FARIA JUNIOR et al., 2011). Com o objetivo de detectar o nível de sobrepeso e obesidade em adolescentes utilizando o IMC e dobras cutâneas, Barbosa (2010) identificou uma prevalência de sobrepeso e obesidade de 19% nas meninas e 15% nos meninos 25 pelo IMC e 27% nas meninas e 22% nos meninos pelos resultados de dobras cutâneas. No estudo de Januário et al. (2008), foi observado que 12% dos meninos e 10% das meninas foram classificados como obesos com base no indicador IMC, enquanto que as dobras cutâneas apresentaram valores de 33% para o sexo masculino e 25% para sexo feminino na classificação de gordura corporal acima do recomendável para à saúde. Conforme Guedes (2011), nos primeiros 20 anos de vida, o organismo tem como principais funções crescer e desenvolver-se. Malina (2003 apud KNORR, 2011, p. 48), afirma que “as crianças se tornam mais altas e pesadas, devido ao aumento do tecido magro e gorduroso”, além dos órgãos que aumentam de tamanho, assim como as demais substâncias. Já na adolescência, surge a puberdade que é caracterizada por diversas mudanças morfológicas e fisiológicas sendo manifestada, basicamente, por um rápido crescimento, desenvolvimento e mudanças na composição corporal, apresentando-se em diferentes estágios em indivíduos da mesma idade, correspondendo a momentos distintos do processo de crescimento (SAITO, 1984; TOURINHO FILHO; TOURINHO, 1998). Durante a infância e a adolescência é importante avaliar a quantidade de gordura corporal e massa magra por poder detectar um estado nutricional e compará-los aos padrões de saúde (JANUÁRIO et al., 2008; BARBOSA, 2010). A tabela 1 apresenta os dados referentes às dobras cutâneas do tríceps e da panturrilha, divididas por sexo, para posterior cálculo do percentual de gordura e fracionamento da massa corporal em dois componentes: massa gorda e massa magra. Tabela 1 – Dobras cutâneas (mm) Dobras cutâneas (DC) Sexo masculino (n = 11) Sexo feminino (n = 29) Geral (n = 40) Tríceps 16,65 ± 8,18 (6,00 – 34,00) 17,80 ± 5,62 (9,50 – 34,00) 17,49 ± 6,33 (6,00 – 34,00) Panturrilha 18,65 ± 9,19 (6,00 – 36,50) 19,10 ± 6,38 (9,00 – 37,67) 18,98 ± 7,14 (6,00 – 37,67) Ʃ DC 35,30 ± 17,22 (12,00 – 70,50) 36,90 ± 11,50 (19,50 – 68,67) 36,46 ± 13,09 (12,00 – 70,50) Onde: Média ± desvio padrão (mínimo – máximo) 26 Observa-se que em média, as dobras cutâneas para o sexo feminino se apresentam com valores maiores comparadas ao sexo masculino. Estes resultados vão ao encontro do estudo de Montenegro (2010), porém com valores maiores aos que encontrados pelo autor, sendo a média das dobras do tríceps e da panturrilha em mm de 12,40 e 11,42 para os meninos, enquanto 12,85 e 12,92 para as meninas, respectivamente. Knorr (2011) apresenta dados que também evidenciam um maior valor de dobras cutâneas para as meninas em relação aos meninos. No quadro abaixo é apresentado a classificação para o percentual de gordura para menores de 18 anos proposta por Lohman et al. (1987), que leva em consideração as duas dobras cutâneas coletadas na presente pesquisa (tríceps + panturrilha). Quadro 1 – Classificação de percentual de gordura (%G) Classificação Percentual de Gordura Sexo Feminino Sexo Masculino Muito baixo Até 12,0 Até 6,0 Baixo 12,1 – 15,0 6,1 – 10,0 Ideal 15,1 – 25,0 10,1 – 20,0 Moderadamente alto 25,1 – 31,0 20,1 – 25,0 Alto 31,1 – 35,5 25,1 – 31,0 Muito alto Acima de 35,5 Acima de 31,0 Fonte: Adaptado de Lohman (1987). De acordo com o quadro 1, a média de percentual de gordura para as meninas classifica-se como moderadamente alto, e para os meninos como alto. Analisando-se o percentual de sujeitos acima da classificação ideal para o percentual de gordura, constatou-se que aproximadamente 72% do sexo masculino e 62% do sexo feminino estão acima do índice recomendável (figura 2). 27 Figura 2 – Classificação do percentual de gordura Classificação % gordura Abaixo 80,00% Recomendável Acima 72,73 62,07 60,00% 37,93 40,00% 20,00% 0,00% 18,18 9,09 Sexo Masculino Sexo feminino Fonte: Elaboração dos autores, 2014. Na pesquisa de Januário et al. (2008), os autores avaliaram escolares com idades entre 8 e 10 anos e constataram que 33% dos meninos e 25% das meninas apresentaram valores de gordura corporal acima do recomendável. Já Fontana e Kemper (2012), apresentaram valores de 60% e 30,76% de níveis acima do ideal para meninas e meninos, respectivamente, com idades entre 8 e 9 anos. No estudo de Buonani et al. (2011), os autores utilizaram a fórmula proposta por Slaughter et al (1988), a mesma adotada por esta pesquisa. Os autores evidenciaram 47,9% do sexo masculino e 52,4% do sexo feminino com o percentual de gordura corporal elevado. Nos estudos supracitados, os valores foram inferiores aos encontrados nesta pesquisa, porém também apresentam índices elevados e preocupantes em relação ao percentual de gordura e de acordo com Vieira et al. (2005), um percentual de gordura acima dos níveis recomendáveis pode comprometer o crescimento e desenvolvimento dos jovens, assim como a saúde atual e futura dos mesmos. Mello, Luft e Meyer (2004) apontam que a obesidade infantil aumenta significativamente, determinando várias complicações na infância e na idade adulta. Os mesmos autores dizem que as mudanças de hábitos e disponibilidade dos pais, 28 além da falta de entendimento da criança sobre os danos da obesidade, tornam o manejo da composição corporal mais difícil neste período do que na fase adulta. Tornquist et al. (2011) mostraram que os escolares com maiores percentuais de gordura corporal apresentaram frequências de pressão arterial mais elevada, evidenciando assim a importância do conhecimento e controle destes índices para prevenir futuros casos de doenças cardiovasculares na fase adulta. Quanto à classificação da flexibilidade e da força de resistência muscular, ambos os sexos apresentaram valores críticos à saúde na capacidade de flexibilidade, enquanto que na capacidade de força muscular localizada, os resultados encontrados evidenciam que os meninos ficaram na zona de risco à saúde, enquanto que as meninas atingiram a faixa saudável (figura 3). Figura 3 – Classificação de flexibilidade e força por sexo Classificação de flexibilidade Risco à saúde Saudável Classificação de força Risco à saúde 80,00% 80,00% 60,00% 60,00% 40,00% 40,00% 20,00% 20,00% 0,00% 0,00% Sexo masculino Sexo feminino Sexo masculino Saudável Sexo feminino Fonte: Elaboração dos autores, 2014. No estudo de Barbosa (2009), valores preocupantes com relação à flexibilidade e a força de resistência muscular em jovens brasileiros foram identificados. De acordo com o autor, os resultados de jovens na zona de risco à saúde para a flexibilidade apresentaram valores superiores à 20,5% e 12,5% para meninos e meninas, respectivamente, enquanto que para a força de resistência muscular, os valores superaram os 33,8% e 23,9%. No mesmo estudo, o autor 29 apresenta valores encontrados na região sul para a flexibilidade de 29,6% (meninos) e 18,1% (meninas) e para a força de resistência muscular de 38,2% (meninos) e 25,9% (meninas). Petry e Fachineto (2012), ao avaliarem a aptidão física relacionada à saúde de estudantes do ensino médio de uma escola de Florianópolis, encontraram valores abaixo da zona saudável para a flexibilidade em 58,62% dos meninos e 39,34% das meninas. Já para a força abdominal, os valores foram de 58,62% para o sexo masculino e 90,16% para o sexo feminino. Os resultados encontrados na presente pesquisa mostram que 72,73% dos meninos e 75,86% das meninas se encontram na faixa de risco à saúde para a flexibilidade, enquanto que para a força abdominal, 54,55% e 41,38% dos meninos e meninas são classificados de tal forma. Desta forma, a tabela 2 apresentará os dados referentes às variáveis da aptidão física relacionada à saúde divididas por modalidade, porém utilizando apenas o sexo feminino como parâmetro de comparação, pois a ausência de voluntários do sexo masculino praticantes da modalidade de voleibol foi um fator limitante para a comparação. Tabela 2 – Variáveis da aptidão física relacionada à saúde entre as modalidades (sexo feminino) Variáveis da aptidão física relacionada à saúde Tênis de campo (n = 5) Voleibol de quadra (n = 24) Total Geral (n = 29) IMC (kg/m2) 18,93 ± 2,77 (14,62 – 22,09) 20,97 ± 3,96 (16,63 – 32,46) 20,62 ± 3,82 (14,62 – 32,46) Percentual de gordura (%) 25,76 ± 5,40 (17,00 – 30,11) 27,99 ± 7,34 (17,91 – 46,99) 27,61 ± 7,01 (17,00 – 46,99) Massa gorda (kg) 11,19 ± 5,06 (3,64 – 17,40) 14,95 ± 8,44 (6,08 – 44,07) 14,30 ± 8,02 (3,64 – 44,07) Massa corporal magra (kg) 30,33 ± 8,75 (17,76 – 42,00) 35,69 ± 6,73 (23,46 – 49,73) 34,77 ± 7,24 (17,76 – 49,73) Força muscular localizada (rep.) 27,00 ± 4,74 (22,00 – 33,00) 33,54 ± 9,13 (20,00 – 57,00) 32,41 ± 8,83 (20,00 – 57,00) Flexibilidade (cm) 29,40 ± 2,19 (27,00 – 31,00) 33,17 ± 7,00 (19,00 – 43,00) 32,52 ± 6,56 (19,00 – 43,00) Onde: Média ± desvio padrão (mínimo – máximo). IMC = índice de massa corporal; rep = repetições; cm = centímetros. 30 Analisando-se a tabela acima, as meninas praticantes de voleibol apresentaram os maiores valores de média e máxima. A média de idade para as praticantes de tênis de campo foi de 11,8 anos e para as praticantes de voleibol de quadra foi de 12,41. A diferença na quantidade de sujeitos avaliados entre as modalidades vem a ser um fator influenciador nestes resultados. No quadro 2 estão expressas as classificações entre as modalidades tênis de campo e voleibol de quadra, para o sexo feminino. Quadro 2 – Classificação das variáveis entre as modalidades (sexo feminino) Variáveis Tênis de campo (n = 5) Voleibol de quadra (n = 24) IMC Normal Sobrepeso % Gordura Moderadamente alto Moderadamente alto Força Risco à saúde Saudável Flexibilidade Risco à saúde Risco à saúde Onde: IMC = índice de massa corporal. Com base no quadro 2, nota-se a maioria das classificações está em níveis não recomendáveis e apenas o IMC das tenistas e a força muscular localizada das praticantes de voleibol se enquadram em níveis satisfatórios. Na busca por estudos semelhantes a esta pesquisa, constatou-se a carência de pesquisas relacionadas ao mesmo tema em âmbito nacional. As poucas pesquisas encontradas envolvendo a mesma faixa etária avaliaram atletas destas modalidades, não se enquadrando como população ideal para eventual comparação, excetuando-se a pesquisa de Knorr et al (2008), onde os autores analisaram crianças e adolescentes na iniciação do tênis de campo, avaliando variáveis da aptidão física relacionada à saúde. Desta forma, o quadro 3 a seguir apresenta a comparação dos resultados obtidos com os sujeitos na modalidade de tênis de campo desta pesquisa com o estudo de Knorr et al (2008). 31 Quadro 3 – Comparação entre estudos relacionados ao tênis de campo Presente estudo Variáveis Knorr et al (2008) Sexo masculino Sexo feminino Sexo masculino Sexo feminino IMC (kg/m2) 21,24 18,93 21,00 18,20 Percentual de gordura (%) 26,95 25,76 22,60 21,46 Resistência muscular localizada (rep) 30,55 27,00 33,00 32,00 Flexibilidade (cm) 21,55 29,40 25,40 30,20 Onde: IMC = índice de massa corporal; rep = repetições; cm = centímetros Quanto ao IMC, os resultados em ambas as pesquisas apresentaram valores bem próximos entre os sexos. Já no percentual de gordura, ambos os sexos da presente pesquisa mostraram valores relativamente maiores. Comparando-se as variáveis de resistência muscular localizada e flexibilidade, Knorr et al (2008) encontraram valores maiores em seu estudo para ambos os sexos. Com a apresentação dos resultados entre as modalidades e a comparação com outros estudos, é possível realizar o fechamento deste capítulo, atendendo aos objetivos da presente pesquisa. 32 5 CONCLUSÃO E SUGESTÕES Ao realizar a presente pesquisa, foi possível avaliar os valores de indicadores da aptidão física relacionada à saúde (força muscular localizada, flexibilidade e composição corporal) de crianças e adolescentes praticantes das modalidades de voleibol de quadra e tênis de campo. Os resultados obtidos na presente pesquisa evidenciaram níveis preocupantes para a aptidão física relacionada à saúde das crianças e adolescentes participantes, pois apenas a força de resistência muscular do sexo feminino, sendo as praticantes da modalidade de voleibol, atingiu valores considerados saudáveis. A identificação das variáveis da aptidão física relacionada à saúde no voleibol de quadra e tênis de campo, assim como nas demais modalidades de iniciação esportiva, torna-se um processo de avaliação interessante por poder conscientizar as crianças e adolescentes, os responsáveis legais e os professores das modalidades sobre a saúde dos praticantes, permitindo assim a interferência de forma positiva sobre as variáveis e logo, uma prescrição de exercícios mais coerente com as realidades encontradas. Além disto, em função de que cada vez mais tem sido frequente encontrar-se crianças e adolescentes que possuem as capacidades físicas desenvolvidas abaixo da média, o acompanhamento destes aspectos tornase ainda mais importante frente à disseminação e estímulo de um estilo de vida mais ativo e saudável. Isto ocorre pois a partir do momento que tem-se os dados em mãos, quando bem trabalhados, é possível torná-los uma grande ferramenta para este tipo de intervenção junto aos sujeitos, responsáveis, escolas e profissionais que atuam e estão a frente dos processos de iniciação esportiva. Sugere-se assim que haja novas pesquisas abrangendo as modalidades em questão e outras, com recursos estatísticos mais apurados que possam correlacionar os resultados entre as modalidades. 33 REFERÊNCIAS ALMEIDA, L. F. O. de. Níveis de atividade e aptidão física relacionados à saúde em colegiais de 10 a 17 anos do município de Capela/SE. 2008. Disponível em: <http://www.cdof.com.br/ARTIGOS/Luis%20Fernandes%20-%20Artigo%20_082008%20atualizado%20em%2021-05-2011_.pdf>. Acesso em: 18 abr. 2014. BARBANTI, J. V. Dicionário de educação física e esporte. 2 ed. São Paulo: Manole, 2003. BARBOSA, M. V. 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Após ser esclarecido(a) sobre as informações a seguir, no caso de autorizá-lo(a) a fazer parte do estudo, rubrique todas as páginas e assine ao final deste documento, que está em duas vias. Uma delas é sua e a outra é do pesquisador responsável, que também assinará e rubricará todas as vias. Eu, ______________________________, portador do RG ____________ e inscrito no CPF_________________, responsável pelo menor ________________________________, concordo de livre e espontânea vontade na sua participação como voluntário(a) do estudo “Aptidão Física Relacionada À Saúde De Crianças E Adolescentes Praticantes Das Modalidades De Voleibol De Quadra E De Tênis De Campo”. O menor e o seu responsável ficam cientes que: I) A pesquisa avaliará a flexibilidade, dobras cutâneas, diâmetros ósseos, e força. Estes são componentes da aptidão física relacionados à saúde. Todas estas variáveis envolvem medições não invasivas (sem identificação de riscos) e são testes que geralmente já fazem parte da rotina das crianças e adolescentes. II) Os dados serão coletados nos locais de prática da modalidade da criança, através de avaliação física para a caracterização da amostra; III) A participação neste projeto não tem objetivo de submeter o menor a um tratamento, bem como não causará nenhum gasto com relação à aplicação da avaliação efetuada com o estudo; IV) O menor não é obrigado a realizar a avaliação física e tem a liberdade de desistir ou de interromper a colaboração neste estudo no momento em que desejar, sem necessidade de qualquer explicação; COMITÊ DE ÉTICA EM PESQUISA – Universidade do Sul de Santa Catarina Avenida Pedra Branca, 25, Cidade Universitária Pedra Branca, Palhoça, SC Fone: (48) 3279-1036 42 V) A participação do menor contribuirá para acrescentar à literatura dados referentes ao tema, além do conhecimento sobre a sua aptidão física. A pesquisa não prevê riscos à saúde e caso haja, estes serão controlados; VI) O responsável pelo menor não receberá remuneração e nenhum tipo de recompensa nesta pesquisa, assim como o menor do qual é responsável, sendo sua autorização à participação do menor voluntária; VII) Os resultados obtidos durante esta pesquisa serão mantidos em sigilo; VIII) O responsável autoriza a divulgação dos resultados em publicações científicas, desde que os dados pessoais do menor não sejam mencionados; IX) Caso o responsável pelo menor desejar, poderá por e-mail ou por telefone (descritos ao fim do documento) tomar conhecimento dos resultados após a conclusão da pesquisa, prevista para dezembro de 2014. Declaro que obtive todas as informações necessárias e esclarecimentos quanto às minhas dúvidas. Assim, autorizo a participação do menor na pesquisa acima citada. Local e data: ______________________, _______ de ______________ de 2014. ___________________________________________________ Assinatura do Responsável pelo menor Testemunha 1: ______________________________________________________ Nome / RG / Telefone __________________________________ ROBERT PASSOS DA SILVA Acadêmico e Pesquisador participante da Pesquisa E-mail: [email protected] Contato: (48) 9648-1274 / 8823-6897 __________________________________ PROF. MsC. MARIA LETÍCIA PINTO DA LUZ KNORR Pesquisadora Responsável E-mail: [email protected] Contato: (48) 3279-1105 COMITÊ DE ÉTICA EM PESQUISA – Universidade do Sul de Santa Catarina Avenida Pedra Branca, 25, Cidade Universitária Pedra Branca, Palhoça, SC Fone: (48) 3279-1036 43 APÊNDICE B – Coleta de dados COLETA DE DADOS Ord. Idade Nome 1 2 3 4 5 6 7 8 9 10 11 12 13 14 15 16 17 18 19 20 TÊNIS ( ) VÔLEI ( ) Peso Est. DC TR DC PA Flex Abd 44 ANEXO 45 ANEXO A – Ficha de frequência das sessões de orientação UNIVERSIDADE DO SUL DE SANTA CATARINA – UNISUL CURSO DE EDUCAÇAÕ FÍSICA TRABALHO DE CONCLUSAO DE CURSO EM EDUCAÇÃO FÍSICA FICHA DE FREQUÊNCIA - SESSÕES DE ORIENTAÇÃO Acadêmico: Robert Passos da Silva Orientador Pedagógico: Maria Letícia Elias Pinto da Luz Knorr TCC: ( )I Data CH ( X )II Pauta Assinatura Orientador Assinatura Estagiário 46 ANEXO B – Parecer do CEP 47 48