Ideias do Conceito de Função: atividades para alunos surdos Patrícia Santos da Silva1 GD13 – Educação Matemática e Inclusão Resumo do trabalho. Trabalhos recentes de matemática mostram que alunos do ensino médio, apresentam dificuldades em relação aos conceitos e aos procedimentos das funções. Estudos dessa natureza voltados aos alunos surdos ainda são escassos. Este projeto tem o objetivo de verificar quais as dificuldades e possibilidades de um grupo de surdos do ensino médio aprender as ideias, os conceitos e os procedimentos relacionados ao estudo das funções. A pesquisa está sendo desenvolvida a partir dos pressupostos teóricos de Vygotsky sobre língua e pensamento e na pedagogia visual, que tem nos elementos visuais seu alicerce. A metodologia utilizada será o estudo qualitativo, de acordo com o que é definido por Lüdke e André (1986). Ao final do trabalho espera-se compreender quais são as dificuldades e possibilidades desse grupo de alunos surdos aprenderem as ideias, os conceitos e os procedimentos relacionados ao estudo das funções, e assim propor como produto final uma sequencia de atividades. Palavras chave: Língua de sinais. Experiências visuais. Métodos de ensino. Práticas pedagógicas. Surdez. Introdução Este artigo apresentará uma pesquisa em andamento que tem como objetivo verificar as dificuldades e possibilidades de um grupo de surdos do ensino médio a aprenderem as ideias, os conceitos e os procedimentos relacionados ao estudo das funções. O interesse deste projeto originou-se da inquietação da professora que leciona matemática em uma escola com proposta bilíngue para alunos surdos desde 2012, atuando em turmas do Ensino Fundamental (do 6º ao 9º ano) e do Ensino Médio (1ª, 2ª e 3ª séries). Durante este período foi observado que muitos surdos apresentam atrasos acadêmicos em relação aos conteúdos básicos da matemática, além disso, mesmo sendo usuária de Libras, a docente deparou-se com algumas dificuldades de como explicar o conteúdo. Referente às línguas de sinais, Campelo (2008) afirma que são de modalidade gesto visual com estrutura gramatical, utilizam como canal os movimentos gestuais e expressões faciais que são percebidas pela visão, portanto, diferente das línguas de modalidade oralauditiva, que utilizam como meio de comunicação os sons articulados que são percebidos pelos ouvidos. Ainda segundo a autora, as línguas de sinais não são universais, cada língua 1 Instituto Federal de Educação, Ciências e Tecnologia-IFSP/São Paulo, e-mail:[email protected], orientador: Armando Traldi Júnior. de sinais tem sua propria estrutura gramatical. A língua oficial dos surdos que vivem no Brasil é a Língua Brasileira de Sinais (Libras), que foi homologada pela Lei 10.436 de 2002 e, posteriormente, pelo decreto 5.626 de 2005. A oficialização da Língua Brasileira de Sinais garante aos surdos o direito deles terem acesso a Libras em todo o seu processo educacional. Para Campelo (2008) é o uso da língua de sinais em conjunto com diversos recursos visuais que propiciará aos surdos uma aprendizagem significativa, pois é por meio desta que os surdos têm acesso aos conhecimentos científicos construídos na escola. Além disso, Quadros (1997) salienta que na educação de surdos o currículo escolar deve ser o mesmo das escolas regulares, sendo diferenciada a forma de serem trabalhados, abordados em Libras. Com relação aos currículos vigentes nas escolas brasileiras, o documento que institui o referencial de qualidade do ensino, os Parâmetros Curriculares Nacionais (PCN), aborda o ensino da matemática como necessário a construção da cidadania, pois este propicia aos estudantes condições de ler e interpretar a realidade, desenvolvendo habilidades e competências exigidas ao longo de suas vidas (BRASIL, 1999). Neste contexto, dentre os conteúdos matemáticos estudados na educação básica, o estudo das funções é um dos conteúdos mais importantes. Sua relevância se dá pelo fato do conceito de função estabelecer relações com vários outros conceitos matemáticos e por ser aplicado em diversas áreas do conhecimento. De acordo com os Parâmetros Curriculares Nacionais para o Ensino Médio (PCNEM) o estudo de funções: (...) permite ao aluno adquirir a linguagem algébrica como a linguagem das ciências, necessária para expressar a relação entre grandezas e modelar situações-problema, construindo modelos descritivos de fenômenos e permitindo várias conexões dentro e fora da própria matemática. Assim, a ênfase do estudo das diferentes funções deve estar no conceito de função e em suas propriedades em relação às operações, na interpretação de seus gráficos e nas aplicações dessas funções (BRASIL, 1999, p. 118). Trabalhos recentes de matemática apresentam que alunos do ensino médio demonstram dificuldades em relação às funções e poucos parecem compreender seu conceito (Costa, 2004; Magarinus, 2013). Mesmo ainda sendo incipientes trabalhos dessa natureza voltados aos alunos surdos, Sales (2013) relata que alunos surdos também possuem grandes dificuldades no aprendizado da matemática, pois muitos professores relegam esse ensino ao simples fato de traduzir para Libras o conteúdo programático. Referencial teórico A pesquisa parte dos pressupostos teóricos apresentados por Vygotsky (2001) sobre língua e pensamento. Para o autor a língua possui a função de comunicação social e a de pensamento generalizante, ou seja, permite a comunicação entre as pessoas e possibilita a inteligência abstrata, sendo essa fundamental para a construção de conceitos científicos. Para Vygotsky (2001) o significado de cada palavra é uma generalização ou um conceito, as generalizações são atos do pensamento, assim o significado é um fenômeno do pensamento. O autor afirma que os conceitos se constroem a partir da história de vida do indivíduo e do grupo social ao qual pertence, são ensinados de uma geração para outra, sendo internalizado no decorrer do desenvolvimento. Por tanto, a língua irá determinar o modo de pensar do sujeito, uma vez que formas avançadas de pensamentos são transmitidas por meio das palavras. Sendo à fala impulsionadora do pensamento generalizante, os surdos utilizam os sinais em substituição da língua oral. De acordo com Campelo (2008) o mundo sem sons é substituído pela visualidade, através das línguas de sinais, que são de modalidade gestovisual o surdo constrói seus sentidos e significados. As línguas de sinais proporcionam ao surdo sua relação com o meio social, possibilita o contato com seus pares permitindo o desenvolvimento de sua identidade cultural, e do seu pensamento generalizante, possibilitando novo saberes. No contexto educacional, quando se trata de educação de surdos, as práticas pedagógicas são muito importantes, uma vez que se está trabalhando com pessoas pertencentes a uma cultura diferente, que pensam e desenvolvem seus conhecimentos de formas diferentes. Sales (2013) salienta que embora os documentos oficiais garantam aos alunos surdos uma educação de qualidade por meio de Libras, as práticas pedagógicas adotadas não estão proporcionando uma aprendizagem significativa. Neste sentido, alguns docentes que lecionam para alunos surdos pensam que as praticas pedagógicas se resumem ao domínio dos conteúdos, saber Libras ou ter um intérprete em sala de aula. Porém, Campelo (2008) afirma que no ambiente escolar além de Libras é necessário que o professor desenvolva a pedagogia visual, com atividades que agucem a visão, pois o surdo percebe o mundo através de seus olhos, por meio de suas experiências visuais, que são adquiridas culturalmente. As experiências visuais são definidas por Campelo (2008, p. 11) como: (...) subjetividades marcadas pela presença da imagem e pelos discursos visoespaciais provocando novas formas de ação do nosso aparato sensorial, uma vez que a imagem não é mais somente uma forma de ilustrar um discurso oral. O que percebemos sensorialmente pelos olhos é diferente quando se necessita interpretar e dar sentido ao que estamos vendo. Por isso, as formas de pensamento são complexas e necessitam a interpretação da imagem-discurso. Essa realidade implica re-significar a relação sujeito-conhecimento principalmente na situação de ensinar e aprender. A partir da visualidade do surdo, Campelo (2008) propõe uma pedagogia visual, direcionando as práticas docentes para uso de imagens. Segundo a autora a visualidade do surdo não é algo natural, é um processo que se dá à medida que o indivíduo forma imagens mentais tendo compreensão do que é visto. Por tanto, para que o aluno surdo tenha uma aprendizagem significativa o professor precisa estimular sua visualidade, e utilizar suas experiências visuais, por meio da língua de sinais e de outros recursos visual, propiciando assim um ambiente rico em estimulações visuais, favorecendo o conhecimento cultural e linguístico. Métodos de ensino para surdos No inicio da história da educação dos surdos, eles não eram considerados humanos. A partir do século XVI o surdo é visto como humano e educável, embora não pudessem ouvir a língua falada, eles podiam lê-la com os olhos (LACERDA, 1998a). Nesse ínterim, surgem às escolas, algumas instituições defendendo o método oralista, e outras, o uso da língua de sinais. O método oralista vê o surdo como alguém doente que precisa ser curado, para isso defende o ensino da língua oral, o treinamento auditivo, a leitura labial e o uso de prótese individual que amplifica os sons (LACERDA, 1998a). Durante muitos séculos a educação dos surdos se resumiu ao ensino da oralização e a rejeição da língua de sinais. Grande parte dos surdos profundos não conseguia desenvolver a fala, e os demais apresentavam desenvolvimento parcial ou tardio em relação à fala apresentada pelos ouvintes. Ainda assim, dentro dos Institutos eles eram submetidos a castigos pesados caso utilizassem a língua de sinais (LACERDA, 1998a). No Brasil, o oralismo predominou na educação do surdo até o final do século XX. A partir da década de 1960, constatou-se através de pesquisas que esta metodologia não era adequada (LACERDA, 1998a), pois havia uma população de surdos crescendo sem obter sucesso académico, nesse sentido, Sacks (1998, p. 41) afirma: “pagou-se um preço intolerável pela aquisição da fala [...] O oralismo e a supressão da língua de sinais acarretaram uma deterioração marcante no aproveitamento educacional das crianças surdas e na instrução dos surdos em geral”. Comunicação total Na década de 60 surge um novo método de ensino para surdos, denominado comunicação total. Neste modelo o surdo é percebido como uma pessoa, e a surdez como uma característica que influenciará seu desenvolvimento afetivo, social e cognitivo (LACERDA, 1998a). Esta metodologia utiliza todos os modelos de comunicação possíveis, recomenda-se o uso simultâneo da língua de sinais, da datilologia, da língua oral sinalizada, da amplificação sonora etc., obedece-se à estrutura gramatical da língua oral e não da língua de sinais (ALBRES, 2005, p36). Embora este método tenha favorecido o reconhecimento da língua de sinais e a sua aprendizagem, seu objetivo se mostrou falho. As pesquisas mostravam que os surdos conseguiam se comunicar melhor, mas, ainda apresentavam dificuldades em construir discursos complexos, e em relação à escrita, a grande maioria não conseguia atingir níveis acadêmicos satisfatórios para sua faixa etária. (LACERDA, 1998a). No Brasil, a comunicação total foi introduzida no final da década de 1970, após a visita de Ivete Vasconcelos, professora de surdos da Universidade Gallaudet, a aderência por parte das escolas foi gradativa (ALBRES, 2005, p36). Bilinguismo Contrapondo-se ao oralismo e a comunicação total, surge o bilinguismo. Nesta perspectiva o surdo é visto como parte de uma minoria linguística. Assim, este método propõe que o surdo adquira como primeira língua a língua de sinais, o mais precocemente possível, e como segunda língua a língua oficial de seu país, tornando acessível à criança surda duas línguas (LACERDA, 1998a). No bilinguismo a língua de sinais é considerada a língua natural do surdo, e, parte-se desse pressuposto para o ensino da língua oral e/ou escrita. Para Lacerda (1998a) esta modalidade é a mais adequada para o ensino das crianças surdas, tendo em vista que ao sinalizar, a criança desenvolve sua competência linguística, permitindo-lhes uma comunicação completa e eficaz, que lhe servirá depois de apoio para a aprendizagem da segunda língua. Metodologia A partir do objetivo da pesquisa, a metodologia adotada neste projeto será o estudo qualitativo, de acordo com o que é definido por Lüdke e André (1986). Uma pesquisa de campo está prevista para ser realizada no 1º semestre de 2015, com um grupo de alunos surdos do Ensino Médio. Para coleta de dados serão utilizadas entrevistas, observações e os protocolos. No presente momento foi realizado um levantamento bibliográfico sobre o ensino de matemática para alunos surdos, possibilitando destacar o trabalho de Spencer e Marschark (2010), que aborda as pesquisas realizadas nos ultimos 40 anos nos Estados Unidos, mostrando as dificuldades que os surdos têm em desenvolver habilidades matemáticas adequadas para sua faixa etária, uma defasagem de conhecimento que se inicia na educação infantil e prossegue até o ensino superior. Spencer e Marschark (2010) citam a defasagem linguística dos surdos em relação à lingua inglesa escrita como um grande dificuldador para aprendizagem, com vocabulario escrito limitado o surdo não se apropria do vocabulário técnico da matemática. Outro problema abordado é a falta de confiança que o aluno surdo tem na sua capacidade de resolver problemas escritos, além do despreparo do professor em relação à matemática, do pouco tempo reservado às atividades de resolução de problemas e do quase não uso dos recursos visuais. Com relação à educação de surdos em Portugal, Borges e César (2012) relatam que os avanços legislativos nesta área trouxeram benefícios, ainda assim, este grupo continua em desigualdade. Poucos conseguem ingressar nas universidades, e a forma que se tem ensinado matemática tem contribuído para este insucesso académico. Para os autores, isso ocorre devido ao distanciamento do currículo com o cotidiano dos alunos e às dificuldades de comunicação em sala de aula, pois os professores não possuem formação adequada para trabalhar com alunos surdos (Borges; César, 2012). De acordo com esses obstáculos, Spencer e Marschark (2010) salientam a necessidade de se fazer modificações nas estratégias de ensino. Os professores devem fazer uso de recursos visuais, para os alunos surdos terem suas pontencialidades desenvolvidas em matemática. Borges e César (2012) advogam que o professor precisa valorizar a cultura surda por adaptar suas práticas pedagógicas as características, necessidades e interesses dos alunos, de forma que estes consigam se envolver nas tarefas propostas e atribuam sentido ao que esta sendo ensinado. No Brasil o reconhecimento da condição bilíngue do surdo trouxe resultados positivos, ainda assim, a educação apresenta problemas. Segundo Miranda e Miranda (2011), esses problemas se devem à má formação dos docentes, eles não sabem Libras, não valorizam a identidade e cultura surda, há falta de materiais didáticos, e uma centralização na prática de exercícios relacionados às competências linguísticas em vez de situações reais que enfatize o pensamento analítico e estratégico. Com esses desafios pautados, os surdos não conseguem se apropriar da linguagem matemática e têm dificuldades de combinar conhecimento linguístico e cognitivo, as práticas pedagógicas vigentes na educação matemática não tem garantido o processo de ensino e aprendizagem de muitos alunos, principalmente dos deficientes, que necessitam de metodologia diferenciada (Sales, 2013). Portanto, o professor precisa ter conhecimento do seu oficio, saber Libras, respeitar a cultura e a identidade surda, oferecer situações de ensino e aprendizagem em que o aluno construa conceitos matemáticos associados ao seu cotidiano, e tornar acessível à linguagem matemática (Miranda e Miranda, 2011). Além disso, as pesquisas mostram que dentre os conteúdos matemáticos ensinados na educação básica, os alunos tem demostram dificuldades na aprendizagem dos estudos das funções, poucos parecem compreender seus conceitos (Costa, 2004; Magarinus, 2013). As dificuldades para o aprendizado das funções esta relacionada, segundo Costa (2004) ao próprio conceito, que muitas vezes é apresentado ao aluno de forma ambígua. Muitos professores ensinam apenas uma das suas representações, e trabalham a temática ligando o conceito à fórmula, assim, o aluno não consegue dar sentido à definição. Conforme cita Magarinus (2013), a maioria dos alunos tem dificuldades para definir a representação de uma função e seu significado, de estabelecer relações entre as funções e fazer referência à aplicação prática. Assim, para os alunos terem uma aprendizagem significativa do conceito de função, conforme Costa (2004), o professor precisa fazer uso das novas tecnologias e das resoluções de problemas, expondo o aluno aos diversos tipos e as várias representações, isso possibilitará o desenvolvimento do raciocínio, o estabelecimento das relações entre tabelas, gráficos e símbolos. Considerações finais Em seus estudos Campelo (2008) salienta a importância do uso da Libras e dos recursos visuais no processo de ensino-aprendizagem dos alunos surdos. Em relação à aprendizagem matemática, os surdos apresentam atrasos acadêmicos quando comparados com alunos ouvintes da mesma faixa etária, evidenciando assim, que as práticas pedagógicas vigentes na educação matemática não tem garantido o processo de ensino-aprendizagem dos alunos surdos (Sales, 2013). Além disso, os estudos ainda são escasso referente ao processo de ensino- aprendizagem de alunos surdos em relação ao estudo das funções, portanto há necessidade de mais pesquisas que tenham como objetivo compreender quais são as dificuldades e as possibilidades dos surdos aprenderem as ideias, os conceitos e os procedimentos relacionados ao estudo das funções. Espera-se ao final desta pesquisa ter esta compreensão, e assim propor como produto final uma sequencia de atividades com as reflexões e os resultados encontrados após a investigação. Referências Bibliográficas ALBRES, N. A. A educação de alunos surdos no Brasil do final da década de 1970 a 2005: análise dos documentos referenciadores. 2005. 128 f. Dissertação (Mestrado em Educação) - Universidade Federal de Mato Grosso do Sul, Campo Grande. BORGES, I; CÉSAR, M. Eu leio, tu ouves, nós aprendemos: experiências de aprendizagem matemática e vivências de inclusão de dois estudantes surdos, no ensino regular. Interacções, Lisboa v. 8, n. 20 p.141-175,2012. BRASIL. Conselho Nacional de Educação. Ministério da Educação. Secretaria de Educação Média e Tecnológica. Parâmetros curriculares nacionais: Ensino Médio: Ciências da Natureza, Matemática e suas tecnologias. Brasília: SEMT, 1999. BRASIL. BRASIL. Lei n. 10.436, de 24 de abril de 2002. Dispõe sobre a Língua Brasileira de Sinais – Libras e dá outras providências. Diário Oficial da União, Brasília, 25 abri. 2002. Disponível em: <http://www.planalto.gov.br/ccivil_03/leis/2002/L10436. htm>. Acesso em: 9 maio. 2014. BRASIL. Decreto n. 5626, de 22 de dezembro de 2005. Regulamenta a Lei n. 10.436, de 24 de abril de 2002, que dispõe sobre a Língua Brasileira de Sinais – Libras, e o art. 18 da Lei n. 10.098 de 19 de dezembro de 2002. Diário Oficial da União, Brasília, 23 dez. 2005. Disponível em: <http://www.planalto.gov.br/ ccivil_03/_ato20042006/2005/decreto/d5626.htm>. Acesso em: 9 maio. 2014. CAMPELLO, A. R. Pedagogia visual na educação dos surdos-mudos. 2008. 165 f. Tese (Doutorado em Educação) - Universidade Federal de Santa Catarina, Florianópolis. COSTA, A. C. Conhecimentos de estudantes universitários sobre o conceito de função. 2004. 92f. Dissertação (Mestrado em Educação Matemática) – Pontifica Universidade Católica de São Paulo, São Paulo. LACERDA, C. B. F. de. Um pouco da história das diferentes abordagens na educação dos surdos. Cad. CEDES, Campinas, v. 19, n. 46, 1998 a. LÜDKE, M; ANDRÉ, M. E. D. A. Pesquisa em Educação: abordagens qualitativas. São Paulo: EPU, 1986. QUADROS, R. M. de. Educação de Surdos: aquisição da linguagem. Porto Alegre: Artes Médicas, 1997. MAGARINUS, R. Uma proposta para o ensino de funções através da utilização de objetos de aprendizagem. 2013. 99 f. Dissertação (Mestrado em Educação Matemática) – Universidade Federal de Santa Maria, Rio Grande do Sul. MIRANDA, J. A; MIRANDA, L. M.O ensino de matemática para alunos surdos: quais os desafios que o professor enfrenta? Revemat: revista eletrônica de educação matemática. Florianópolis, v. 06, n. 1, p.31-46, 2011. SACKS, O. W. Vendo vozes: uma viagem ao mundo dos surdos. Tradução Laura Teixeira Mota. São Paulo: Companhia das Letras, 1998. SALES, E. R. A visualização no ensino de matemática: uma experiência com alunos surdos. 2013. 235 f. Tese (Doutorado em Educação Matemática)- Instituto de Geociências e Ciências Exatas, Campus de Rio Claro. SPENCER, P. E; MARSCHARK, M. Evidence-based practice in educating deaf and hard-of-hearing students. New York: Oxford University Press, Inc, 2010. VYGOTSKY, L. S. Pensamento e linguagem. Edição eletrônica: Ridendo Castigat Mores, 2001.