GESTÃO FEMININA. Estudo de caso na empresa de logística Portuária SLB Transporte Marítimo Ltda. ANA CAROLINA GONÇALVES JOSÉ JOSÉ RENATO MARCONDES São Sebastião 2013 ANA CAROLINA GONÇALVES JOSÉ GESTÃO FEMININA. Estudo de casa na empresa de logística Portuária SLB Transporte Marítimo Ltda. Trabalho de Graduação do Curso de Tecnologia em Gestão Empresarial da Faculdade de Tecnologia de São Sebastião – FATEC, para obtenção do título de Tecnólogo em Gestão Empresarial, sob orientação do Professor Esp. José Renato Marcondes de Souza São Sebastião 2013 ANA CAROLINA GONÇALVES JOSÉ GESTÃO FEMININA. Estudo de casa na empresa de logística Portuária SLB Transporte Marítimo Ltda. Apresentação de Trabalho de Graduação à Faculdade de Tecnologia de São Sebastião, como condição parcial para a conclusão do curso de Tecnologia em Gestão Empresarial. São Sebastião, 13 de Dezembro de 2013. BANCA EXAMINADORA _________________________________________________________ ESP. MESTRE JOSÉ RENATO MARCONDES DE SOUZA _________________________________________________________ PROF. MESTRE JOSÉ RENATO KITAHARA _________________________________________________________ PROF. MESTRE ACYR ELIAS FREIRE JUNIOR MÉDIA FINAL: ___________________ Dedico este trabalho a Neide José que, enquanto mãe e mulher, é o meu primeiro exemplo de líder. AGRADECIMENTOS Agradeço primeiramente a Deus e minha mãezinha Nossa Senhora por me fornecerem a fé e motivação diante das adversidades da vida. A minha mãe Neide José e ao meu pai Benedito José que me permitiram a vida, e os melhores caminhos por ela trilhados, proporcionando uma fé incomparável aos meus desejos e anseios. A meu irmão Henrique e sua querida esposa Hélen os quais uniram seu amor e me proporcionaram a felicidade de ser tia. Henri, obrigada por todos os sorrisos! A minha família de maneira geral que souberam dosar seus momentos de descontração para que eu tivesse foco nos meus estudos. Ao meu companheiro Sérgio Yuri pelo carinho, amor, paciência nesses anos de união e a nós atrelados neste momento, nosso filho, o qual se encontra em meu ventre no mais incessante amor. Filho, todas minhas conquistas a partir de hoje são suas também. Aos professores que cuidadosamente e humildemente souberam compartilhar seus ensinamentos de forma dinâmica. Em especial ao meu orientador José Renato Marcondes que apesar de todos os desafios ocorridos neste ano, teve garra e vontade para continuar desafiando a vida e seus próprios ensinamentos, e a minha eterna e querida “Teacher” Alciene Ribeiro, que muito mais que conhecimentos linguísticos é um exemplo de profissional e mulher, sentirei saudades! Aos meus amigos externos a faculdade, que no pouco tempo que pude dividir nestes últimos três anos, não se permitiram romper este laço que chamamos de amizade. A empresa de logística Portuária SLB Transporte Marítimo Ltda – EPP, em especial a líder Renata Dias Santos, que abriu suas portas para que eu pudesse exercer o meu Trabalho de Graduação. Por fim, aos meus queridos amigos de sala, em especial a Aline Naka, Daniela Martins, Denise César e Willian Rodrigues. Tanto aprendemos e ensinamos juntos, pelos poucos churrascos, alguns encontros, mas deixo aqui a certeza de nos encontrarmos em 5 minutos no telefone, alguns momentos no Facebook ou mais que isso, nas nossas boas memórias. Obrigada! “Antes de se tornar líder, o sucesso se limita ao próprio crescimento. Quando você se torna líder, o sucesso depende do crescimento dos outros.” (WELCH, 2005) RESUMO Este Trabalho de Graduação teve como foco evidenciar a importância da classe feminina no mercado de trabalho, demonstrando sua ascensão em diversos setores, até mesmo aqueles que antigamente eram ocupados apenas por homens. Para socializar tais informações fez-se o estudo de caso na empresa SLB Marítima, por meio de uma entrevista com perguntas prefixadas a Líder Renata Dias Santos e questionários direcionados aos 14 colaboradores. Santos expos por meio da entrevista a jornada de trabalho dos colaboradores, suas escolaridade, sua forma de liderar e dividir os resultados como os colaboradores, mas principalmente da satisfação em fazer parte daquela organização. Concluiu-se que, apesar das pesquisas demostrarem que ainda existe um discernimento, principalmente salarial, quando comparado a remunerações dos homens, a empresa pesquisada apresenta os rendimentos dos seus colaboradores com base no sindicato, portanto, não efetivando essas diferenças remunerativas. Há também uma passiva aceitação dos colaboradores a esse novo quadro organizacional, pois afirma que a entrada da mulher no mercado de trabalho é algo irreversível, e necessária, ainda que considerem a gestão masculina mais eficiente. A SLB Marítima apresenta apenas o começo dessa incessante mudança que vem acontecendo nas empresas, sendo as diferenças de gêneros extinguidas em uma questão de tempo. Palavras-chave: Desempenho gerencial, Estilo gerencial, gestão feminina, Mercado de trabalho. ABSTRACT This undergraduate research is focused on the importance of the female class in the labor market, demonstrating its rise in several sectors, even those who were formerly occupied only by men. To socialize the informations, the research was made in the case study applied at SLB Maritime company, through an interview with the leader Renata Dias Santos and preset questionnaires addressed to 14 employees. Santos answered, through the interview, the working hours of employees, their education, their way of leading and divide the results, but especially the pleasure of being part of that organization. It was concluded that, despite the research results shows that still exists discernment especially of the women's wages when compared with the salaries of the men, the company divides the income of employees based on the syndicate, thus not corroborating these remunerative differences. There is also a passive acceptance of the contributors to this new organizational framework, because it states that the entry of women into the labor market is something irreversible and necessary, but still consider the men's management more efficient. The SLB Maritime presents only the beginning of this constant change that is happening in companies. The extintion of the gender differences are matter of time. Keywords : Management performance, Management style, Women management, Job market. Lista de Figuras Figura 01: Distribuição das populações (2003 – 2011)....................................16 Figura 02: Estilos de Liderança ......................................................................18 Figura 03: Escolaridade do homem no mercado de trabalho............................21 Figura 04: Escolaridade da Mulher no Mercado de Trabalho............................22 Figura 05: População por atividade.................................................................22 Figura 06: Carga horária semana de homens e mulheres...........................:....24 Figura 07: Países com melhores índices de igualdade de gênero....................25 Figura 08: Logotipo da empresa.......................................................................29 Figura 09: A empresa......................................................................................30 Figura 10: Porto de Vitória (ES).......................................................................30 Figura 11: Porto de São Sebstião....................................................................31 Figura 12: Projeto Uruguá Saipem...................................................................32 Figura 13:. Projeto Mexilhão Águas Rasa (Global Ind)......................................33 Figura 14: Obras Consórcio Caraguá UTGCA..................................................33 Figura 15: Embarcação SLB Harmonia.............................................................34 Figura 16: Entrevista com a líder Renata Dias Santos.....................................35 Lista de Gráficos Gráfico 01......................................................................................................38 Gráfico 02......................................................................................................38 Gráfico 03......................................................................................................39 Gráfico 04......................................................................................................40 Gráfico 05......................................................................................................41 Gráfico 06......................................................................................................41 Gráfico 07......................................................................................................42 Gráfico 08......................................................................................................43 Gráfico 09......................................................................................................44 Gráfico 10......................................................................................................45 SUMÁRIO Introdução ............................................................................................ 12 1 Referencial Teórico ........................................................................ 15 1.1 Histórico da Mulher no Mercado de Trabalho ............................................. 15 1.2 A chegada da teoria das Relações Humanas ............................................. 17 1.3 Liderança .................................................................................................... 18 1.3.1 Liderança feminina ...................................................................................... 20 1.4 A diferença entre gêneros masculinos e femininos ..................................... 21 2 Metodologia .................................................................................... 27 3 Resultados e Discussão ................................................................. 30 3.1 História da empresa SLB – Operador Logístico Portuário .......................... 30 3.2 A entrevista ................................................................................................. 35 3.3 O questionário ............................................................................................. 38 4 Considerações Finais ..................................................................... 47 5 Referências .................................................................................... 53 12 Introdução O presente trabalho visa “analisar a efetividade da gestão feminina na organização, buscando auto-avaliação do seu desempenho por parte da gestora e assim como uma avaliação por parte dos colaboradores, na empresa de logística portuária SLB Transporte Marítimo Ltda – EPP, na Rua Maranhão, no bairro do Centro de São Sebastião, Litoral Norte – SP, por meio de um estudo de caso”. A respeito deste tema, Aparício, Mello, Oliveira e Calvosa (2009), defendem que as mudanças globais e comportamentais da sociedade, quando se referem à atual ocupação da mulher na organização, podem ser obtidas como objeto de estudo para que haja a criação de um desenvolvimento de carreira. Já Santos (2008) expõe que o crescimento da participação da mulher no mercado de trabalho brasileiro é uma repetição do que vem ocorrendo no mundo inteiro. Efetivou-se a eficácia, desempenho em liderar diferentes situações competitivas em diversas empresas, capacidade de decisão, persistência, discernimento, competência para o cargo, muitas vezes mais eficazes que os homens. Enquanto Santana (2011) demonstra que a admissão cada vez mais ascendente da mulher no mercado de trabalho acarretou também o crescimento da gestão feminina, cargos de chefias antes ocupados somente por homens, vêm crescendo também em funções no setor público federal. E demonstrou que a classe feminina contribui de maneira efetiva na tomada decisões de órgãos como Ministério da Saúde, Educação, Tecnologia, Inovação, Planejamento e Gestão. Com isso, o principal diferencial deste trabalho de graduação está ligado ao local em que será explorado; na cidade de São Sebastião. Tal estudo irá analisar a gestão feminina na organização analisada, e sua forma desempenhar funções de liderança, com habilidade, persistência para lidar com 13 as modificações do mercado, comprovando que a participação da mulher no mercado de trabalho regional tende a ser cada vez maior e intrínseca, e que as habilidades ligadas à classe feminina podem fazer a diferença em organizações de todas as áreas. Justifica-se este estudo pelo âmbito que o trabalho da mulher tem contribuído para a sociedade, no que concerne ao seu desempenho eficiente, persistência, com capacidade para lidar com as adversidades do mercado. A gestão feminina vem abrangendo os mais diversos setores, como: boutiques, agências de viagem, salões de beleza, bancos, restaurantes, farmácias de manipulação, escritório, escolas, empresas de offshore, entre outros. Evidenciando o crescimento exponencial da classe feminina em relação ao mercado que tende a cada dia ser mais suscetível a sua eficácia organizacional. Como maneira de sustentação deste trabalho, elaborou-se a seguinte problemetização: Segundo Chiavenato (2010), ao longo dos anos, a Gestão de Pessoas era nomeada como uma ação que intermediava as pessoas e a organizações, como se fossem elementos distintos, em que a mesma decifrava os requisitos da organização aos funcionários e os protestos destes a organização. No entanto, este quadro se alterou, percebendo que as pessoas e organizações fazem parte de um todo, não podendo separá-los simplesmente. Uma organização traduz o gerenciamento de diversas atividades individuais de pessoas que contribuem de maneira abrangente para o mercado, afirma Chiavenato (2010). Portanto, esta pesquisa tende a responder a seguinte pergunta: Como uma gestora pode conciliar seu próprio desempenho com o dos colaboradores, fazendo com que essas atuações contribuam de maneira efetiva ao desenvolvimento da organização? O desenvolvimento de uma empresa consiste na forma como um gestor, com características inerentes a sua área, lida com a organização, de maneira a encará-la como setores interdependentes. Dentro desses setores, as pessoas tendem a ser gerenciadas e direcionadas a uma contribuição permanente ao fortalecimento organizacional. 14 Com isso, o objetivo geral desta pesquisa é estimar a efetividade da Gestão feminina na forma exercer a liderança e conduzir a organização, ao buscar um olhar por parte dos funcionários sobre suas práticas empresariais, assim como auto-avaliação do seu desempenho na empresa de logística Portuária SLB Transporte Marítimo Ltda – EPP, e específicos: - Identificar as principais características de Gestão Feminina na empresa de logística portuária SLB Transporte Marítimo Ltda – EPP - Avaliar a visão dos colaboradores sobre a gestora - Validar as diferenças econômicas entre homens e mulheres diante do mercado de trabalho Por fim, este trabalho será desenvolvido por meio do método dedutivo e estudo de caso, e as técnicas de pesquisas adotadas são documentação direta do tipo entrevista e questionário, e indireta do tipo bibliográfica (publicações). 15 1. Referencial Teórico Neste capítulo será abordado a teoria que irá embasar os resultados e a conclusão da pesquisa, sendo explorado, primeiramente, a história da mulher no mercado de trabalho, posteriormente os capítulos de Relações Humanas, Liderança e diferenças entre gêneros masculino e feminino. 1.1 Histórico da mulher no mercado de trabalho No decorrer dos anos, a participação da mulher no mercado de trabalho tem aumentado fazendo com que sua efetividade nas organizações se torne ainda mais explícita, demonstrando sua eficiência também em atividades distintas as suas áreas habituais (salão de beleza, estética, gerenciamento de escolas, e etc.). Antigamente tinha-se somente o homem como a pessoa que levava sustento para casa, sendo a mulher destinada exclusivamente para os afazeres doméstico e a educação dos filhos. As mulheres que, de alguma forma, perdiam seus maridos, encontravam em aulas de piano, venda de doces, confecção de bordados, uma forma para suprir suas necessidades básicas. Ainda assim, tal trabalho não era reconhecido e tão pouco apreciado pela sociedade, relata Probst (p.1-8). Foi a partir da II Guerra Mundial que as mulheres passaram a adentrar ao mercado de trabalho, vendo a necessidade de complementar à ausência de seus maridos nos lares. Com a efetivação do capitalismo no século XIX as leis passaram a beneficiar esta classe feminina que a cada dia ganha mais espaço em diversas empresas, relata Probst (p.1-8). Diversas leis passaram a amparar essas mulheres, como a Constituição de 32, que estipulava carga horária das 5h às 22h, salário igual, proibição do trabalho 4 semanas antes do parto, e quatro semanas depois, assim como a dispensa do serviço pelo simples fato de estar grávida, complementa Probst (p. 1-8). 16 Probst (p.1-8) também demonstra que as características inerentes às mulheres como: trabalho em conjunto, persuasão, cooperação, são cada vez mais apreciadas, que fez e faz com que as mulheres estejam inundando todos os setores empresariais. Segundo a Pesquisa Mensal de Emprego (2012), em relação à participação das mulheres no mercado de trabalho, as mesmas tinham vantagens na (PIA – População Idade Ativa), de 10 ou mais anos de idade, no entanto em termos de população ocupada (PO – População ocupada) passam a ter desvantagens (45,4%). “Na comparação com 2003, o crescimento da participação das mulheres na população economicamente ativa (PEA) foi de 1,8 ponto percentual (de 44,4% para 46,1%)”, como se observa na Figura 1. Figura 1: Distribuição das populações (2003 e 2011). Fonte: Pesquisa Mensal de Emprego (IBGE), 2012. Para Souza (2010), certamente as mulheres estão aptas a atuar nos diversos setores de trabalho, como: empreendedora, médica, advogada, na 17 política, na área da construção civil, aeronáutica. É crescente o aumento das funções para classe feminina, as quais antigamente eram ocupadas apenas pelos homens. Segundo Souza, Zangirolamo e Bento (2005) apud Carreira (2001), existem três fatores que levaram a mulher adentrar o mercado de trabalho: a importância de ajudar na renda familiar, o aumento da escolaridade, o que inclui ingresso cada vez maior e frequente em universidades, e a expansão dos setores de serviços, que é o “nicho natural das mulheres”. Atualmente, expõe Abrantes, uma mulher ocupa presidência de uma das maiores linhas áreas: a Tam, que tem Claudia Sender como comandante, além da Petrobras que é controlada por Maria das Graças Foster e também Grace Lieblein que lidera a GM Brasil, demonstrando uma inserção feminina em áreas, antigamente, incomuns a essa classe. 1.2 A chegada da teoria das Relações Humanas A Teoria das Relações Humanas apontou as necessidades básicas de cada indivíduo, e tal importância, muitas vezes, não podem ser decifradas, mas expressam a vontade do indivíduo. Quando satisfeita, outra necessidade aparece, as quais também vão se aprimorando no decorrer da vida do ser humano. Três necessidades são, basicamente, esclarecidas por Chiavenato (2004): -Fisiológicas: são as primeiras, relacionadas ao essencial para sua sobrevivência, água, alimentação, sono, satisfação sexual. -Psicológicas: são as segundas, ligas a segurança de ter um emprego, amigos, de ser profissionalmente reconhecida, autoconfiança, de ter admiração, amizade. -Auto-realização: são as mais sofisticadas, e raramente o indivíduo consegue atingi-la totalmente. Relaciona-se a vontade de desenvolver a todo tempo o seu potencial. Segundo Chiavenato (2003), “o advento da Teoria das Relações Humanas trouxe uma nova linguagem que passou a dominar o repertório administrativo: fala-se agora em motivação, liderança, comunicação, organização informal, dinâmica de grupo etc.” Conceitos arcaicos como: 18 hierarquia, poder, diante da organização foram deixados para trás. Passou-se a valorizar o indivíduo como alguém que necessita de compreensão, dotado de vontades, sensibilidade, que devem ser fomentadas. 1.3 Liderança Chiavenato (2003) expõe que a liderança constitui em um dos temas mais estudados nos últimos tempos, em que mesma se dividem, basicamente, em três tipos: - Autocrática: o líder determina os procedimentos organizacionais sem mínima participação do grupo. Para Chiavenato (2003) “O comportamento dos grupos mostrou forte tensão, frustração e agressividade, de um lado, e, de outro, nenhuma espontaneidade, nem iniciativa, nem formação de grupos de amizade.”. - Democrática: as providências são discutidas em grupo, encorajada e assistida pelo líder. “Líder e subordinados desenvolveram comunicações espontâneas, francas e cordiais. O trabalho mostrou um ritmo suave e seguro, sem alterações, mesmo quando o líder se ausentava”, declara Chiavenato (2003). - Liberal: há máxima liberdade na tomada de decisões, sejam elas em grupo ou individual, com pequena influência do líder. “As tarefas se desenvolviam ao acaso, com muitas oscilações, perdendo-se tempo com discussões por motivos pessoais e não relacionados com o trabalho”, afirma Chiavenato (2003). 19 Figura 2: Estilos de Liderança. Fonte: Introdução a Teoria da Administração, Chiavenato (2004). Segundo Chiavenato (2003), as pessoas expostas a liderança autocrática demonstraram um maior volume de trabalho, já as submetidas a liderança democrática constituíram o mesmo volume de trabalho que a autocrática, no entanto com qualidade de trabalho mais elevada, por fim, na liberal, tanto a quantidade de trabalho como a qualidade não foram efetivas. Chiavenato (2003 p. 125) relata que: “Na prática, o líder utiliza os três processos de liderança, de acordo com a situação, com as pessoas e com a tarefa a ser executada. O líder tanto manda cumprir ordens, como consulta os subordinados antes de tomar uma decisão, como sugere a maneira de realizar certas tarefas: ele utiliza a liderança autocrática, democrática e liberal. O desafio da liderança é saber quando aplicar qual estilo, com quem e em que circunstâncias e atividades.” Para Mello (2010), as diversidades dos estilos de liderança estão ligadas ao caráter, forma de agir em situações, a sua formação. Não é fácil indicar o melhor estilo de liderança, pois a mesma pode ser influenciada por situações dentro do ambiente organizacional. Um líder autoritário pode converter uma suposta deficiência, conflito empresarial, já um líder democrático pode ser ideal para acarretar ganhos para empresa. Mello (2010) apud Albuquerque cita ainda, que independente do estilo de liderança a ser adotado, é importante que um gestor possua 20 incessantemente, estudo, espírito empreendedor, autoconfiança. “Quanto mais completo o líder, maior será sua capacidade de reconhecer a forma mais produtiva de lidar com determinada situação, de assumir a postura adequada para fazer as coisas acontecerem.” Marchetti (2012) declara que um bom líder deve saber compartilhar recomendações ao invés de comandos, não ficando apenas nos resultados da empresa, mas também na expansão das pessoas, incentivando suas capacidades e fazendo com que as mesmas agreguem a empresa de maneira voluntária e motivada. Afirma que um excelente líder deve encorajar as pessoas a vitórias, enaltecer suas qualidades e seus alcances profissionais na organização. Freire (2009) expõe que o líder estimula o desenvolvimento das pessoas que estão ao seu redor, conquistando admiração. Um líder promove reuniões, treinamento, visando sempre o bem-estar da equipe, já o chefe canaliza seus esforços para os resultados, lucro, pouco se importando com quem promoveu esses resultados. Não cabe ao chefe pensar no futuro, e sim na maneira de sustentar sua função na organização. 1.3.1 Liderança Feminina Antigamente, mesmo sendo minimamente consolidada sua posição no mercado de trabalho, as mulheres, por meio dos históricos de grandes lutas e insistência, provaram seu valor em funções incomuns, no passado, a sua classe. Com isso, explora-se a forma como a mulher lidera os cargos essenciais nas empresas em que atua. Relata Barboza (2007) apud Tchaicovsky (2000) que as mulheres possuíam em seu histórico o trabalho, mas não um incentivo a criação de uma carreira. As mesmas, atualmente, têm capacidade para lidar com as adversidades da empresa, sabem improvisar e ser flexíveis. De acordo com Souza (2010 p. 25) apud Aburdene e Naisbitt (1993): “As mulheres líderes estimulam a participação, dividem o poder e a informação, aumentam a auto-estima das outras pessoas e fazem com que os outros fiquem estimulados com o trabalho, definem como primeira dimensão a capacitação, pois se traduz com a palavra-chave 21 para descrever a liderança feminina que significa sentir confiança para agir sobre sua própria autoridade.” As mulheres têm como primeira qualidade a capacidade, exercem sua jornada de maneira permanente, com mínimos intervalos, “enxergam em tarefas não agendadas e encontros como uma chance de estar envolvidas responsáveis, cuidadosas, e prestativas, não como interrupções”, e tendem a praticar uma liderança mais democrática, pois incentiva seus colaboradores a participar, dividindo o poder e a comunicação, buscando elevar o valor próprio dos seus subordinados, expõe Souza (2010). 1.4 Diferenças entre gêneros masculinos e femininos A Pesquisa Salarial e de Benefícios Online (2007) demonstra que por mais que as mulheres possuam escolaridade superior a dos homens, sua atuação no mercado está, em grande escala, em empresas de pequeno porte, além de não se sujeitarem a mudanças repentinas de emprego, o que faz também com que sua remuneração seja inferior à classe masculina. Ainda assim, a classe feminina vem vagorosamente diminuindo essas diferenças salariais. O IBGE (2010, p. 6) expõe que: “Considerando as formas de inserção no mercado de trabalho, observou-se que a categoria dos militares e funcionários públicos estatutários foi a que apresentou o maior percentual de mulheres com 11 anos ou mais de estudos (92,2%) e com nível superior completo (58,0%). As trabalhadoras domésticas foram as que apresentaram o menor percentual de pessoas com 11 anos ou mais de estudo (18,4%). Na comparação por sexo, verificou-se que em todas as categorias apontadas pela PME, a exceção da de trabalhadores domésticos, o percentual de mulheres com 11 anos ou mais de estudo ou com curso superior completo era maior que o dos homens.” 22 Figura 3: Escolaridade do homem no mercado de trabalho. Fonte: IBGE, Pesquisa Mensal de Emprego 2010. Figura 4: Escolaridade da mulher no mercado de trabalho. Fonte: IBGE, Pesquisa Mensal de Emprego 2010. IBGE (2010) define, por meio da PME (Pesquisa mensal de Emprego), que existem sete grupos de atividades: Indústria, Construção, Comércio, Serviços Prestados a empresas, Outros Serviços, Administração Públicas e Serviços Domésticos, a contribuição da mulher é maior somente nesses dois últimos. 23 Figura 5: População por atividade. Fonte: IBGE, Pesquisa Mensal de Emprego 2010. Pondera-se que as mulheres possuem uma remuneração em torno de R$ 1097, 93 versus a remuneração superior dos homens de R$ 1518, 31. Essas diferenças perpetuam mesmo que ambas as classe possuam a mesma atividade e escolaridade, e mais que isso, mesmo que as mulheres tenham o ensino superior a mais em relação ao homem, a discrepância salarial ainda é maior, cerca de R$ 1653, 70 a mais para eles, no comércio, considera o IBGE (2010). Declara a Pesquisa Salarial e de Benefícios Online (2007), que as diferenças salarias entre a classe feminina comparada a masculina ainda persistem e as principais razões para essas diferenças são: - Porte da empresa: existe uma maior porcentagem de mulheres em empresas de pequeno porte. - Nível de cargo ocupado por sexo: em termos organizacionais, as mulheres encontram-se em níveis mais inferiores em relação aos homens. - Ramo da atividade econômica: a área que possui mais mulheres atuantes é na área da saúde (66%), no entanto, este setor possui os menores salários quando comparados a outros setores, já na área Química e Petroquímica que possuem remunerações mais elevadas só se observa 36% da classe feminina. 24 - Empregabilidade: a classe masculina possui uma maior empregabilidade, e estão sujeitos a procurar outros empregos e consequentemente salários melhores. - Escolaridade: apesar das mulheres possuírem escolaridade superior a dos homens, elas se encontram em empresas de pequeno porte, com salários inferiores ao deles. O IBGE (2010) esclarece também que estudos feitos em 2009 demonstram que a carga horária semanal da mulher, em média, é menor que a do homem em 4,6 horas. A classe feminina representa uma jornada de trabalho regular de 38,9 horas, e tal número tem alcançado a classe masculina devido à diminuição da carga horária dos homens. Em todos os setores como: Indústria, Construção, Comércio, Serviços Prestados a empresas, Outros Serviços, Administração Públicas e Serviços Domésticos, a única área que a mulher trabalha mais é em Outros serviços. Figura 6: Carga horária semana de homens e mulheres. Fonte: IBGE, Pesquisa Mensal de Emprego 2010. No entanto, O Relatório Anual de Desigualdade entre os Gêneros (Global Gender Gap Report 2012), documento publicado anualmente pelo 25 World Economic Forum (2012), exibiu que países europeus como: Islândia, Filândia, Noruega e Suécia obtiveram os melhores índices de igualdade social entre homens e mulheres, como podemos observar na figura 6: Figura 7: Países com melhores índices de igualdade de gêneros. Fonte: Word Economic Forum (2012). O documento publicado anualmente pelo World Economic Forum (2012) defende que: “O Brasil aparece em 62º lugar, logo acima da Colômbia, apresentando um aumento significativo em sua classificação geral (em 2011 sua posição foi 82). O resultado reflete melhorias na educação primária e no percentual de mulheres em cargos ministeriais (de 7% para 27%). A posse da presidente Dilma Rousseff aumenta ainda mais a pontuação geral do país. Na América Latina, o Brasil se destaca como um dos três países que têm fechado o hiato entre os gêneros tanto no acesso aos serviços de saúde quanto na educação.”. A demonstração anual de desigualdades de gêneros qualifica os países quanto à intenção de diminuir as desigualdades, as mesmas são classificadas em: saúde e sobrevivência, acesso à educação, participação política e igualdade econômica. O Global Gender Gap Report (2010), afirma a 26 importância de se investir, além da educação e saúde para mulheres, na economia e política também, como maneira de alavancar o futuro econômico de um país. 27 2. Metodologia Este trabalho será desenvolvido por meio do método dedutivo e estudo de caso, e as técnicas de pesquisas adotadas são documentação direta do tipo entrevista padronizada, observação direta extensiva por meio de questionário com perguntas fechadas e documentação indireta do tipo bibliográfica (publicações). Segundo Andrade (2009), o método dedutivo é um processo de consequência, partindo do abrangente para o mais específico, das teorias a um prognóstico de acontecimentos particulares, “publicações referem-se a livros, monografias, publicações avulsas, pesquisa etc”. Rampazzo (2005) evidencia que a “prática do estudo de caso está ligada à psicoterapia, caracterizada, pela reconstrução histórica do indivíduo, bem como ao trabalho, dos assistentes sociais juntos a indivíduos, grupos e comunidades.”. Já Andrade (2009) expõe que: “O estudo de caso consiste no estudo de determinados indivíduos, profissões, condições, instituições, grupos ou comunidades, com a finalidade de obter generalizações. Foi criado por Le Play, que o empregou para estudar famílias na Europa. O estudo monográfico pode, também, abranger o conjunto de atividades de um grupo social particular, como no exemplo das cooperativas e do grupo indígena. A vantagem do método consiste em respeitar a “totalidade solidária” dos grupos, ao estudar, em primeiro lugar, a vida do grupo em sua unidade concreta, evitando a dissociação prematura de seus elementos.”. Neste trabalho, obteve-se como estudo a empresa de logística Portuária SLB Transporte Marítimo. Tal empresa evidencia a Gestão Feminina, que tem Renata Dias Santos como líder de um dos setores administrativos, efetivando a inserção cada vez mais gradual e efetiva da mulher no mercado de trabalho. Analisou-se sua função, enquanto gestora, e sua capacidade de lidar com pessoas e adversidades do negócio. 28 Para realizar os estudos aplicou-se a entrevista, que é a junção de dois indivíduos em que um deles fornece informações para outro a respeito de uma determinada matéria, tema, visando expor ou ajudar na resolução de uma proposição social. Dentre estruturada/padronizada a os tipos de entrevista, qual segue um roteiro, encontra-se uma a formalização previamente descrita, afirma Andrade (2009). Foi feita uma entrevista com duração média de 30 minutos, com a Líder Renata Dias Santos, por meio de 11 perguntas prefixadas que envolviam o contexto da empresa, do seu desempenho enquanto gestora, das questões relacionadas a faixas salariais. Foi usado também o questionário, que é uma ferramenta de obtenção de dados por meio de perguntas que são respondidas por escrito e sem o comparecimento do entrevistador. As perguntas fechadas abrangem a limitação das respostas do entrevistador, expõe Andrade (2009). O questionário com 11 perguntas foi direcionado a 14 colaboradores da empresa, e tinham com intuito evidenciar o papel da Gestão Feminina de Renata Dias Santos na organização, mostrando um olhar por parte dos funcionários da empresa de logística Portuária SLB Transporte Marítimo Ltda – EPP. Usou-se como comprovação indireta, a pesquisa bibliográfica que, segundo a Marconi e Lakatos (2011), abrange fontes textuais públicas, tanto em jornais, revistas, livros, monografias e etc. Tem com intuito colocar o pesquisador diante das informações já escritas, ditas ou filmadas. Exploraram-se livros renomados como os de Chiavenato, além de Trabalho de Graduações de diversas instituições como: Faculdade de Tecnologia (FATEC), Universidade Cândido Mendes, além de sites. Manzo (1971: 32) apud Marconi e Lakatos (2011) defendem que “a bibliografia pertinente „oferece meios para definir, resolver, não somente problemas já conhecidos, como também explorar novas áreas onde os problemas não se cristalizaram suficientemente‟”. Rampazzo (2005) afirma que qualquer tipo de pesquisa, em qualquer região de conhecimento, prevê um estudo bibliográfico, seja para elaborar uma questão, evidenciar um fato, ou embasar uma justificativa. 29 Portanto, tal metodologia será ao redor do método dedutivo, com fatos que levam a um raciocínio lógico, pesquisas indiretas embasada em referências bibliográficas e conclusões evidenciadas no estudo de caso. 30 3. Resultados e Discussões Nesta parte do trabalho serão expostos os resultados e discussões, os quais foram evidenciados por meio da entrevista aplicada a líder Renata Santos Dias contendo 11 perguntas, e um questionário de 11 perguntas aplicado aos colaboradores da empresa. Para embasar este capítulo será explorada, primeiramente, a história da empresa SLB – Operador Logístico Portuário e, consequentemente a SLB Transporte Marítimo Ltda – EPP, a qual é originada da primeira, e sendo esta o foco principal do trabalho. 3.1 História da empresa SLB – Operador Logístico Portuário. Figura 8: Logotipo da empresa Fonte: SLB, 2013. A empresa SLB – Operador Logístico Portuário é uma empresa derivada do Grupo TECHNIMAR, fundada em 1995, fomenta o setor de transporte de carga, tanto no ramo portuário com na construção civil. 31 Figura 9: A empresa. Fonte: SLB, 2013. Possui bases fixas em São Sebastião (SP) e Vitória (ES), e bases móveis prontas a serem locomovidas para inúmeros portos do Brasil. Figura 10: Porto de Vitória (ES). Fonte: SLB, 2013. Figura 11: Porto São Sebastião. 32 Fonte: SLB, 2013. A SLB foca suas operações em logística de tubulações (armazenagem, transporte, e movimentação), cargas de alto volume e extremamente pesadas, abrangendo meio portuário, grandes obras e operações de offshore (carga offshore é aquela destinada a plataformas mar e a chamada carga projeto são aquelas para descarga ou carregamento no porto, destinadas a grandes obras de engenharia civil). A SLB Transporte Marítimo Ltda – EPP foi uma spin-off (empresa originada a partir de uma outra empresa, no caso a partir da SLB – Operador Logístico Portuário), existe há três anos, atuando no mercado offshore. Possui 16 colaboradores, em que 14 (todos homens) se mantém embarcados, trabalhando em escala de 28 x 28, enquanto 7 se mantém embarcados por 28 dias, outros 7 descansam 28 dias (vice-versa), mais dois administrativos: Kaio (gerente operacional) e Renata Dias Santos (líder administrativa e única mulher da empresa). Serviços prestados SLB Operadores Portuários: - Consultoria em S.M.S (Saúde, Meio Ambiente e Segurança) - Locações (Guindaste, Empilhadeiras, Reach-Stackers, Prancha Hidráulica). - Transporte Terrestre e Marítimo (Segurança de sua carga garantida) - Serviços de Logística (Qualidade de serviço e segurança) - Planos de Rigger ( Os melhores planos de rigger de São Sebastião) - Heavy Lifting (serviços de cargas excepcionais) 33 Dentro dos serviços oferecidos pela empresa SLB nesses anos todos de atuação no mercado, a empresa já comandou projetos importantes, sendo alguns deles: -Projeto Uruguá Saipem: a SLB operou e gerenciou o Projeto Uruguá Saipem, por meio de transporte e operação portuária destinada a armazenagem e embarque de 14500 tubos de 18 polegadas, visando a implantação do Projeto Uruguai da bacia de Santos. Figura 12: Projeto Uruguá Saipem Fonte: SLB, 2013. - Projeto Mexilhão Águas Rasas (Global Ind): a SLB operou a cadeia de suprimentos, transporte, operação logística portuária, e agenciamento para empresa Multinacional Global IND, mobilizando 5 PSV – Rebocador Suply, 1 balsa, e uma balsa lançadores com 250 tripulantes. 34 Figura 13: Projeto Mexilhão Águas Rasa (Global Ind). Fonte: SLB, 2013. - Obras Consórcio Caraguá UTGCA: a SLB disponibilizou pessoas e equipamentos para movimentação de cargas no projeto. Figura 14: Obras Consórcio Caraguá UTGCA. Fonte: SLB, 2013. A SLB Transporte Marítima Ltda – EPP, a empresa a qual se aplicou o Trabalho de Graduação, possui como principal fonte de renda e atividade logística, a embarcação Harmonia, conduzida por 7 pessoas, em regime de escala 28 dias por 28 dias. Atualmente (outubro, 2013) na cidade de Natal (RN), o barco leva suprimentos e matérias para uma plataforma. 35 Figura 15: Embarcação SLB Harmonia. Fonte: SLB, 2013. Por meio dos seus diversos serviços, a empresa SLB – Operador Logístico Portuário exerce as atividades de logística tanto na área portuária como em setores da construção civil. 3.2 A entrevista 36 Figura 16: Entrevista com a líder Renata Dias Santos. Fonte: Própria, 2013. Na entrevista realizada a gestora, Renata Dias Santos ressaltou sua satisfação em fazer parte da empresa de logística portuária, agregando seus conhecimentos e atingindo os objetivos propostos pelo negócio, nesses quase 2 anos de admissão ao setor. Relatou também que a maior parte de suas experiências profissionais estão relacionadas às áreas educacionais, mas que as mesmas não proporcionaram a motivação profissional que se encontra atualmente. Os colaboradores administrativos cumprem horário de 8h/dia, e os funcionários que exercem suas funções embarcados executam jornada de 28 dias por 28 dias, divididos em duas turmas de sete colaboradores cada um. Enquanto um grupo trabalha 28 dias, outro grupo descansa 28. Portanto, quem possui a mesma função ou cargo, cumpre a mesma carga horária, independente do sexo. A respeito da interação com os subordinados, se deve mais falar ou ouvir, a líder Dias (2013) afirma que: “primeiramente deve-se ouvir, depois entrar em um consenso para que as partes funcionem. Porque, não adianta você chegar mandando que se não vai ter um retorno. Funcionário mal atendido, funcionário mal entendido, vai achar que ele não produz. Então nada como você conversar pras coisas acontecerem.”. 37 Um excelente líder deve saber interagir com seus colaboradores, não focando apenas nos resultados da empresa, mas também no desenvolvimento de cada indivíduo, fazendo com que os mesmo sejam motivados a oferecer as melhores soluções para o ambiente organizacional, afirma Marchetti (2012). Em relação aos estilos de Liderança, Chiavenato (2003) expõe que existem essencialmente três tipos de liderança: autocrático (ênfase no líder), democrático (ênfase no líder e nos subordinados) e liberal (ênfase nos subordinados). Interrogada sobre seu estilo de liderança, a Gestora destaca o estilo democrático, “‟ minha liderança é deixarem eles‟ virem, mas a partir do momento que percebo que faltam com respeito, aí você vai ter que usar...Lembrar que seu cargo...Seria participativa (democrática). A líder administrativa ressalta ainda que grande parte dos colaboradores se mantém embarcado durante 28 dias, que seria desumano não tratá-los com o devido respeito, “às vezes eles ligam: olha Renata, sabe o que é: não tem comida, não tem bolacha, não sei o que lá. Aí você faz um lanche, manda uma pizza, tenta agradar.”. No entanto, observou-se na entrevista que o modelo que mais se adequa a forma com que a gestora Renata conduz a organização é a liderança situacional que, de acordo com Novo, Chernicharo e Barradas (2008) o estilo de liderança situacional faz com que o líder adapte aos seus colaboradores, em termos de “maturidade, experiência de cada um, competência e disposição em aceitar responsabilidade”. Comparando-se ao outro líder, se há características que as diferem enquanto gestora, Santos (2013) declara que, basicamente, não existem diferenças. No entanto, boa parte das vezes ele age com o emocional, há tempo um colaborador vinha sendo mal educado, “aí a gente pensa: o cara é pai de família. O homem não sabe lidar com a parte humana, pra ele é o operacional.”. Afirma, portanto, que a única diferença que pode existir, no caso dela, é que suas decisões são mais emotivas, e no caso do Kaio, o gerente comercial, ações mais operacionais. A entrevista no trabalho não foi exposta a o outro líder, portanto as comparações de atuação enquanto líderes foram feitas pela líder Renata. E quanto, por mais que ela tenha alegado que não existem diferenças de gestão entre ela e o outro gestor, ao afirma que suas decisões são mais emotivas e da 38 outro líder operacional, a mesma demonstra uma essencial diferença entre os líderes. Quando questionada sobre os objetivos da empresa, quando atingidos a quem eles atribuem os resultados? Renata é convicta e a afirma que a todos, cita inclusive uma licitação que acabaram de ganhar, e que costuma mandar emails para os colaboradores parabenizando-os pela conquista também, “se não são eles a manterem a embarcação, a gente não consegue fechar projeto”. De acordo com Chiavenato (2003) as pessoas e organização são os pedestais da Gestão de Pessoas, e ambas procuram a interação, as primeiras avistando benefícios, autoestima, salário, e a segunda direcionada aos resultados da empresa. Em relação às faixas salarias, a Gestora expõe que não existe diferença quando comparada a outro líder. Portanto, a remuneração é a mesma independente de ser mulher ou homem, “aqui a gente respeita o sindicato.”. No entanto, o IBGE (2010) expôs que a remuneração da classe feminina representa apenas 72,3% do salário dos homens, demonstrando que as diferenças salariais ainda existem entre os gêneros. A última pergunta da entrevista tinha com intuito evidenciar se existe um preconceito por parte também da mulher, se um dia tivesse que suprir financeiramente e totalmente as despesas familiares. A líder declarou que este quadro já havia acontecido em sua família, por um ano seu marido ficou sem emprego e coube a ela os gastos familiares. “Eu me sentiria orgulhosa, pelo meu trabalho, não porque seria melhor que ele, porque ninguém é melhor que ninguém. Apenas orgulhosa de poder estar fazendo, como já o fiz.” Foi com o término da II Guerra Mundial que as mulheres se inseriram no mercado de trabalho, vendo a necessidade de suprir a ausência dos seus maridos em suas casas. Com advento do capitalismo, as leis que regulamenta essa classe aprimoraram ainda mais a efetivação da classe feminina nas organizações. 3.3 O questionário 39 O questionário contendo 10 perguntas fechadas foi direcionado aos colaboradores, sendo todos eles homens, portanto 15 questionários foram distribuídos, sendo 14 respondidos. Gráfico 1 - O que acha de ser gerenciado (a) por uma mulher? Colaboradores 14 12 10 8 6 Colaboradores 4 2 0 a) Indeferente b)Preferia ser gerenciado por homens c)Gosto de ser gerenciado por mulheres Fonte: Própria, 2013. Como se pode observar no gráfico, 14 colaboradores assinalaram a questão “c) Gosto de ser gerenciado por uma mulher, pois são tão o mais competentes que os homens. Gráfico 2 - Você acredita que o crescimento da mulher no mercado de trabalho é algo passageiro? Colaboradores 14 12 10 8 6 4 2 0 Colaboradores a)Sim, como toda certeza. b)Talvez. c)De maneira alguma, é irreversível. Fonte: Própria, 2013. 40 No gráfico 2, todos os colaboradores entrevistados defenderam que “ c) de maneira alguma, a participação da mulher no mercado de trabalho estatisticamente já é muito grande, e isso é algo irreversível.” Gráfico 3 - Seja qual for a área que atua na empresa, ou até mesmo fora dela. Você se sente ameaçado pelo crescimento que a mulher vem tendo no mercado, ocupando setores que, antigamente, eram só de homens? Colaboradores 14 12 10 8 6 4 2 0 Colaboradores a)Sim, antes era b)Não, homens e c) Mulheres e mais fácil mulheres tem homens fazem conseguir funções diferentes parte do mesmo emprego. no mercado de mercado de trabalho. trabalho e a concorrência é algo comum. Fonte: Própria, 2013. No terceiro gráfico, sobre o crescimento da mulher no mercado trabalho, novamente os 14 colaboradores assinalaram a questão “c) Não, tanto a mulher quanto o homem fazem parte do mesmo mercado de trabalho, e a concorrência é muito comum. Portanto, o crescimento da mulher no mercado não pode ser encarado como uma ameaça e sim consequência. O gráfico 4 expressa uma questão sobre características de liderança, pra isso os colaboradores marcaram a alternativa “c) as mulheres, por serem mais delicadas, persuasivas, conseguem atingir uma efetividade muito maior que o homem em muitas situações.” 41 Gráfico 4 - Que características femininas na forma de administrar a empresa que você atua, percebe que o homem não tem? Colaboradores 14 12 10 8 6 4 2 Colaboradores 0 a)Nenhuma, os homens têm todas as características comuns às mulheres e até um pouco mais. b)Todas as c)As mulheres, por caractéristicas na serem mais maneira de delicadas, gerenciair que as persuasivas, mulheres têm os conseguem atingir homens também uma efetividae têm. muito maior que o homem em muitas situações. Fonte: Própria, 2013. Sobre a interação do líder com os subordinados, pode-se observar no gráfico 5 que os colaboradores apontaram a alternativa “c) com toda certeza, a empresa deve agir como um todo, e todos os processos devem se interagir para que os resultados possam ser atingidos. Persuasão, cooperação, percepção dos fatos no ambiente organizacional são características ligadas às mulheres, tais qualidades ressaltam o crescimento que a mulher vem tomando no mercado de trabalho, relata Probst. De acordo com Chiavenato (2003), pessoas e organização devem interagir entre si, canalizando seus esforços para atingir os objetivos da empresa. 42 Gráfico 5 - Você acha que uma líder/gerente deve dividir os assuntos da empresa com os colaboradores, até como uma forma de interação entre os setores? Colaboradores 14 12 10 8 6 4 2 0 Colaboradores a)Não, eu enquanto colaboradore, me limito a minha função. b)Às vezes, só se c)Com toda forem resultados certeza, a empresa positivos. deve agir como um todo, e todos processos devem se intaragir. Fonte: Própria, 2013. Gráfico 6 - Em termos de remuneração, se um homem e uma mulher exercem a mesma função dentro de uma empresa e possuem a mesma escolaridade, acha justo eles possuírem o mesmo salário? Colaboradores 14 12 10 8 6 4 2 0 a)Não, o pois homem b)Depende, rlas até c)Sim, pois já que deve sempre ganhar podem ter o mesmo exercem a mesma mais que a mulher. salários, mas os função e possuem a benefícios dos mesma escolaridade, homens devem ser nada mais justo que maiores. obtenham os mesmos salários. Fonte: Própria, 2013. Colaboradores 43 O gráfico 6 demonstra uma questão sobre salário, quando interrogados sobre isso, todos os colaboradores defenderam a questão “c) sim, pois já que exercem a mesma função e possuem a mesma escolaridade, nada mais justo que obtenham os mesmos salários.” No entanto, o IBGE (2010) considera que as diferenças salariais ainda existem, cerca de R$ 400. E quando as mulheres possuem mais escolaridade que os homens essas divergências aumentam. Gráfico 7 - Antigamente, alguns setores de trabalho como: construção, logística, indústria, eram ocupados somente por homens. Hoje, existem mulheres que comandam grandes empresas como: Petrobras, TAM. O que acha dessa inserção das mulheres nesses setores? Colaboradores 14 12 10 8 6 4 2 0 a)Totalmente b)Apesar de muitas c)A presença da mulher em desnecessária. Os homens mulheres liderarem as cargo de alto nível é uma podem muito bem empresa de forma consequência do seu encontar essas áreas sem a eficiente, a forma com que exponencial Colaboradores ajuda das mulheres. os homens gerenciam é desenvolvimento no mais efetiva. mercado de trabalho. As conquistas de homens e mulheres não interferem uma na outra. Fonte própria, 2013. Já no gráfico 7, sobre inserção da mulheres em diversos setores de trabalho, os 14 colaboradores marcaram a questão “b) Apesar de muitas mulheres liderarem as empresas de forma eficiente, a forma com que os homens gerenciam é mais efetiva. O gráfico 8 expõe uma outra questão sobre remuneração, em que todos os funcionários indicaram a alternativa “c) Não vejo problema, afinal fazemos 44 parte de uma mesma família, portanto custos e benefícios são nossos de maneira geral.” Gráfico 8 - O que você acharia, de sua mulher, por mérito, constituir um salário maior que o seu? Colaboradores 14 12 10 8 6 4 2 0 a) Acho que é algo quase b)Continuaria pagando c)Não vejo problema, que impossível, ainda boa parte dos nossos afinal fazemos parte de assim, por orgulho, eu custos com água, luz e uma mesma família, passaria a trabalhar em etc, sem precisar de sua portanto custos e dobro para, pelo menos, ajuda. benefícios são nossos de equiparar nossas maneira geral. remunerações. Colaboradores Fonte: Própria, 2013. Constituição de 32 (carga horária das 5h às 22h), salário igual, proibição do trabalho 4 semanas antes do parto, e quatro semanas depois, assim como a dispensa do serviço pelo simples fato de estar grávida, foram alguma leis que acolherem a classe masculina, complementa Probst. Visando o parágrafo anterior, o gráfico 9 apresenta um questão sobre direitos da mulher, em relação a este conteúdo, os 14 colaboradores da empresa SLB marcaram a alternativa “c) algum totalmente comum, a sociedade atual é feita por inúmeros setores de trabalho que podem ser ocupados por ambos os sexos. Se existem uma ocupação das mulheres em setores que só haviam homens, essa inversão deve ser encarada de forma comum.” Gráfico 9 - Algumas leis expressam alguns direitos a mais das mulheres como: licença a maternidade, Maria da penha, a seguridade do emprego no período 45 de gestação, entre outros. O que pensa sobre isso? Colaboradores 14 12 10 8 6 4 Colaboradores 2 0 a)Acho totalmente injusto, já b)Apesar de terem leis que c)Extremamente justificável. que o homens não possuem as defendem, as mulheres Mulheres sofreram e até tantas leis que os defendem, sempre serão inferiores aos hoje sofrem muitas assim como as mulheres. homens. descriminações, sejam elas salariais, raciais. E tais leis vêm amparar de fomra siginificativa esta classe. Fonte: Própria, 2013. Por fim, o gráfico 10 relata uma inversão de funções no mercado de trabalho, mulheres ocupam setores que antigamente eram só de homens, como homens passaram a preencher setores que eram basicamente só de mulheres. Quanto a esta questão, todos os colaborardes da SLB preencheram a alternativa “c) Algum totalmente comum, a sociedade atual é feita por inúmeros setores de trabalho que podem ser ocupados por ambos os sexos. Se existem uma ocupação das mulheres em setores que só haviam homens, essa inversão deve ser encarada de forma comum.” Gráfico 10 - As mulheres estão dominando os setores antigamente ocupados por homens, mas também esta havendo uma inversão. Atualmente, homens ocupam setores estéticos, desenvolvem trabalhos domésticos. O que acha sobre essa questão? 46 Colaboradores 14 12 10 8 6 4 2 0 a)Um absurdo, são feitas b)O fato de homens c)Algo totalmente comum, para serviços estéticos, estarem presentes nessas a sociedade atual é feita domésticos e homens para funções são fatos isolados, por inúmeros setores de todas outras funções. e de que certa forma trabalho que podem ser desonram a classe ocupados por ambos os masculina. sexos. Fonte: Própria, 2013. Colaboradores 47 Conclusão O presente trabalho teve com intuito destacar a importância da mulher no mercado de trabalho, evidenciando sua atuação em diversas áreas mercadológicas como construção, logística, indústria. Para isso, procurou-se relacionar o referencial teórico presente no trabalho como o estudo de caso feito na empresa SLB. Quando perguntada sobre sua escolaridade e se a mesma influenciou seu atual cargo na empresa, Renata ressaltou seus ensinos Técnicos, e afirmou que a teoria do curso possibilitou sim o cargo o qual se encontra. A Pesquisa Salarial e de Benefícios Online (2007) demonstra que as mulheres detêm escolaridade superior ao dos homens, ocupando, no entanto, em maior escala, empresas de pequeno porte, e não possuindo tanta disponibilidade para mudar de emprego, acarretando salários inferiores aos da classe masculina. Apesar do IBGE (2010) afirmar que parte das mulheres cumprem jornada de trabalho menor que a classe masculino, Renata esclarece que na empresa SLB Transporte Marítimo Ltda – EPP essas diferenças de carga horária só existem devido as divergências de funções e cargo e não pelo simples fato das diferenças de gêneros. A partir da pesquisa, ao analisar a efetividade da Gestora em conciliar seu desenvolvimento e dos colaboradores na empresa, fazendo com que ambos alcancem os resultados esperados pela organização, foi possível entender que, para Renata, deve existir um acordo entre colaborador e gestor, um líder deve ouvir seus subordinados, chegando, futuramente, ao acordo para que as partes se entendam. Colaborador mal assessorado não traz resultados positivos para a empresa. Renata faz questão de dividir os resultados do negócio com os colaboradores, pois todos fazem parte do meu sistema, e o sucesso da empresa deve-se a todos. Os colaboradores, por meio o gráfico 6 (questionário), alternativa “c”, concordam que a empresa deve agir como um todo, e que os processos devem se interagir. 48 Para a gestora o estilo de liderança mais adequado é o democrático, pois é importante que o colaborador exponha situações, mas que saiba respeitá-la enquanto líder, assim gestor e colaborador entram em consenso. Ainda que não possa se apontar a melhor forma de liderança, o que se observou na entrevista foi uma liderança situacional, a qual defende Mello (2010) que é um estilo adequado à índole de cada um, maneira de atuar em cada circunstância, situação, de acordo com o ambiente empresarial. Entre as características intrínsecas a liderança feminina estão a forma com que as mesmas incentivam a participação dos colaboradores nas atividades empresariais, aumentando auto-estima das pessoas. A entrevista da pesquisa não se estendeu a outro gestor, e as comparações na forma de gerenciar foram feitas pela própria Renata, que ainda que declare que as diferença entre sua gestão e a do outro líder sejam mínimas, ao defender seu lado emotivo na atuação enquanto gestora, expressa uma grande diferença. A teoria das Relações Humanas expõe a importância das pessoas que compõe uma organização, destacando as necessidade básicas de cada um: fisiológicas, psicológicas e de auto-realização. Por meio do gráfico 1, em que os colaboradores assinalaram a alternativa “c”, os mesmo expressam que reconhecem a atuação da gestora, e com o gráfico 4 (questionário) ao marcar a alternativa “c” concordam que persuasão, delicadeza podem levar a efetividade, ainda que considerem, de acordo com o gráfico 7 (questionário), alternativa “b”, a forma de liderar dos homens ser mais efetiva. A influência da mulher no mercado de trabalho e em seus respectivos lares é cada vez mais abrangente e de acordo com a entrevista, ao declarar que arcou com as despesas familiares por ano em sua casa, Renata efetiva tal situação. Para os colaboradores também, como se observa no gráfico 2 e 3 (questionário), alternativas “c”, a inserção da mulher no mercado de trabalho é irreversível, e os mesmo afirmam que mulheres e homens fazem parte do mesmo mercado de trabalho e a concorrência é algo comum. Em termos de diferenças econômicas entre os gêneros, a Gestora expõe que não existe diferença quando comparada a outro líder. Portanto, a remuneração é a mesma independente de ser mulher ou homem, “aqui a gente respeita o sindicato.”. Os colaboradores, de acordo com o gráfico 6 49 (questionário), alternativa “c”, concordam que se há o mesmo cargo e função, que tenha o mesmo salário. No entanto, o IBGE (2010) expôs que a remuneração da classe feminina representa apenas 72,3% do salário dos homens, demonstrando que as diferenças salariais ainda existem entre os gêneros. Da mesma forma que mulheres, atualmente, ocupam diversos setores que antigamente só eram ocupados por homens, isso acontece também com a classe masculina. O setor estético é um grande exemplo, pois se notam frequentemente homens cabelereiros, depiladores e etc. E tal inversão de papéis também é encarada pelos colaboradores da SLB Marítima como comum, alternativa “c”, gráfico 10 (questionário). 50 Referências ABRANTES, Talita. 10 mulheres que são presidentes de empresas no Brasil e no mundo. Net. Disponível em: <http://exame.abril.com.br/carreira/noticias/10mulheres-que-sao-presidentes-de-empresas-no-brasil-e-no> Acesso em 20 set. 2013 às 09h: 58min. ANDRADE, M.M. Introdução à metodologia do trabalho científico: elaboração de trabalhos na graduação. São Paulo: Atlas, 9 ed. 2. Reimpr. , 2009. APARÍCIO, I., MELLO, K., OLIVEIRA, P., CALVOSA, M.V.D. Desenvolvimento de carreira: o papel da mulher nas organizações. Rio de Janeiro, v1, p. 130-148, 2009. Artigo do curso de Administração. Universidade Rural do Rio de Janeiro. BARBOZA, C. A., 2007 apud TCHAICOVSKY, 2000. Empreendedorismo Feminino. Faculdade de Tecnologia de Taquaritinga. 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WORD ECONOMIC FORUM, Net. 2012, Nova York, EUA. p. 1-3. Disponível em: <http://www3.weforum.org/docs/WEF_NR_GlobalGenderGapReport_2012_PT BR.pdf.> Acesso em 15 de Nov. 2013. 53 Apêndice Gestão Feminina e Desempenho Organizacional Questionário – Colaboradores - SEXO M( ) F( ) 1) Há quanto tempo trabalha na empresa de logística portuária SLB Transporte Marítimo Ltda– EPP? a) Menos de 6 meses. b) Menos de 2 anos. c) Mais de 2 anos. 2) O que acha de ser gerenciado (a) por uma mulher? a) Indiferente. b) Preferia ser gerenciando por homem, afinal eles ainda dominam o mercado. c) Gosto de ser gerenciado por uma mulher, pois são tão o mais competentes que os homens. 3) Você acredita que o crescimento da mulher no mercado de trabalho é algo passageiro? a) Sim, com toda certeza. Isso é simplesmente uma moda. b) Talvez, pode ser que as mulheres continuem conquistando espaço no mercado de trabalho, ou é simplesmente uma moda mesmo. c) De maneira alguma, a participação da mulher no mercado de trabalho estatisticamente já é muito grande, e isso é algo irreversível. 4) Seja qual for a área que atua na empresa, ou até mesmo fora dela. Você se sente ameaçado pelo crescimento que a mulher vem tendo no mercado, ocupando setores que, antigamente, eram só de homens? (Pergunta só para colaborador do sexo masculino) 54 a) Sim, antes da entrada da mulher no mercado de trabalho, era muito mais fácil conseguir um emprego. b) Não, a mulher e o homem têm funções diferentes no mercado de trabalho. Sendo a função da mulher feita para serviços domésticos, salão de estética, diretorias de escolas, e o homem para gerenciar empresas e serviços que exijam força bruta. c) Não, tanto a mulher quanto o homem fazem parte do mesmo mercado de trabalho, e a concorrência é muito comum. Portanto, o crescimento da mulher no mercado não pode ser encarado como uma ameaça e sim consequência. 5) Que características femininas na forma de administrar a empresa que você atua, percebe que o homem não tem? a) Nenhuma, muito pelo contrário, os homens têm todas as características comuns às mulheres e até um pouco mais. b) Todas as características na maneira de gerenciar que as mulheres têm os homens também têm. c) As mulheres, por serem mais delicadas, persuasivas, conseguem atingir uma efetividade muito maior que o homem em muitas situações. 6) Você acha que uma líder/gerente deve dividir os assuntos da empresa com os colaboradores, até como uma forma de interação entre os setores? a) Não, eu enquanto colaborador me limito a minha função. b) Às vezes, só se forem resultados positivos, se forem negativos prefiro nem saber. c) Com toda certeza, a empresa deve agir como um todo, e todos os processos devem se interagir para que os resultados possam ser atingidos. 7) Em termos de remuneração, se um homem e uma mulher exercem a mesma função dentro de uma empresa e possuem a mesma escolaridade, acha justo eles possuírem o mesmo salário? a) Não, pois o homem sempre deve ganhar mais que a mulher, até por que, o primeiro a dominar o mercado de trabalho foi o homem. b) Depende, eles até podem ter o mesmo salário, mas os benefícios dos homens devem ser maiores. c) Sim, pois já que exercem a mesma função e possuem a mesma escolaridade, nada mais justo que obtenham os mesmos salários. 55 8) Antigamente, alguns setores de trabalho como: construção, logística, indústria, eram ocupados somente por homens. Hoje, existem mulheres que comandam grandes empresas como: Petrobras, TAM. O que acha dessa inserção das mulheres nesses setores? a) Totalmente desnecessária. Os homens podem muito bem controlar essas áreas sem a ajuda das mulheres. b) Apesar de muitas mulheres liderarem as empresas de forma eficiente, a forma com que os homens gerenciam é muito mais efetiva. c) A presença da mulher em cargo de alto nível é uma conseqüência do seu exponencial desenvolvimento no mercado de trabalho. As conquista de homens e mulheres não interferem uma na outra. Sendo cada classe responsável por seus merecimentos. 9) O que você acharia, de sua mulher, por mérito, constituir um salário maior que o seu? (perguntas só para colaborador homem) a) Acho algo quase que impossível, ainda assim, por orgulho, eu passaria trabalhar em dobro para, pelo menos, equiparar nossas remunerações. b) Continuaria pagando boa parte dos nossos custos com água, luz e etc, sem precisar de sua ajuda. c) Não vejo problema, afinal fazemos parte de uma mesma família, portanto custos e benefícios são nossos de maneira geral. 10) Algumas leis expressam alguns direitos a mais das mulheres como: licença a maternidade, Maria da penha, a seguridade do emprego no período de gestação, entre outros. O que pensa sobre isso? (pergunta só para colaborador masculino) a) Acho totalmente injusto, já que os homens não possuem tantas leis que os defendem, assim como as mulheres. b) Apesar de terem leis que as defendem, as mulheres sempre serão inferiores aos homens. c) Extremamente justificável. Mulheres sofreram e até hoje sofrem muitas discriminações, sejam elas salarias, raciais. E tais leis vêm amparar de forma significativa esta classe. 11) Por fim, as mulheres estão dominando os setores antigamente ocupados por homens, mas também esta havendo uma inversão. Atualmente, homens ocupam setores estéticos, desenvolvem trabalhos domésticos. O que acha sobre essa questão? 56 a) Um absurdo, mulheres são feitas para serviços estéticos, doméstico e homens para todas outras funções. b) O fato de homens estarem presentes nessas funções são fatos isolados, e de que certa forma desonram a classe masculina. c) Algo totalmente comum, a sociedade atual é feita por inúmeros setores de trabalho que podem ser ocupados por ambos os sexos. Se existem uma ocupação das mulheres em setores que só haviam homens, essa inversão deve ser encarada de forma comum. 57 Gestão Feminina e Desempenho Empresarial Questionário – Renata 1) Há quanto tempo conquistou o cargo que ocupa hoje na empresa de logística portuária SLB Transporte Marítimo Ltda– EPP? 2) Qual seu grau de escolaridade? Acha que parte das suas conquistas são o resultado da sua escolaridade? 3) Qual sua quantidade de horas/semanais? A sua atual jornada de trabalho é diferente de outras pessoas que trabalham na empresa? 4) O que acha de gerenciar mulheres e, principalmente, homens? Há diferenças? 5) Você acha que o líder deve interagir com seus subordinados? Mais ouvindo, ou falando? 6) Existem, basicamente, três tipos de líderes: autocrático (decisões são centralizadas, sem qualquer participação dos colaboradores), participativa (decisões compartilhadas, funcionários também são ouvidos), e liberal (colaboradores tem liberdade para fazer suas funções sem qualquer interferência do chefe). Qual sua postura como líder? 7) Algumas teorias defendem que o líder possui diversas características que os diferem das demais pessoas. Que características que você percebe em si mesma que a faz ser líder, diferente dos homens? 8) Quando o setor que lidera atinge os objetivos esperados, a quem atribui o alcance dos resultados? 9) Sabemos da evolução da mulher no mercado de trabalho, e acompanhamos sua efetividade no desenvolvimento de diversos negócios. Ainda assim, existe um discernimento ligado, principalmente, as faixas salariais, em que o homem, mesmo com escolaridade inferior a 58 mulher, atinge uma remuneração mais elevada. Em relação a outras pessoas que lideram outros setores desta empresa, a sua remuneração se equipara, é inferior ou superior? 10) Ainda em relação à pergunta anterior, o que você que poderíamos fazer para que esta remuneração pudesse ser equiparada, se for inferior? Se for superior, a que deve essa superioridade salarial? 11) Com a crescente inserção da mulher nas empresas, houve um novo conceito sobre divisões de custos. Sendo o homem não mais detentor da remuneração familiar, e nem a mulher ao redor apenas de afazeres domésticos. O que acharia se o seu salário sobressaísse ao do seu marido, cabendo a você maior parte das despesas familiares? 59