GESTÃO FEMININA. Estudo de caso na empresa de logística Portuária
SLB Transporte Marítimo Ltda.
ANA CAROLINA GONÇALVES JOSÉ
JOSÉ RENATO MARCONDES
São Sebastião
2013
ANA CAROLINA GONÇALVES JOSÉ
GESTÃO FEMININA. Estudo de casa na empresa de logística Portuária
SLB Transporte Marítimo Ltda.
Trabalho de Graduação do Curso de
Tecnologia em Gestão Empresarial da
Faculdade de Tecnologia de São
Sebastião – FATEC, para obtenção do
título de Tecnólogo em Gestão
Empresarial,
sob
orientação
do
Professor Esp. José Renato Marcondes
de Souza
São Sebastião
2013
ANA CAROLINA GONÇALVES JOSÉ
GESTÃO FEMININA. Estudo de casa na empresa de logística Portuária
SLB Transporte Marítimo Ltda.
Apresentação de Trabalho de Graduação à Faculdade de
Tecnologia de São Sebastião, como condição parcial para a
conclusão do curso de Tecnologia em Gestão Empresarial.
São Sebastião, 13 de Dezembro de 2013.
BANCA EXAMINADORA
_________________________________________________________
ESP. MESTRE JOSÉ RENATO MARCONDES DE SOUZA
_________________________________________________________
PROF. MESTRE JOSÉ RENATO KITAHARA
_________________________________________________________
PROF. MESTRE ACYR ELIAS FREIRE JUNIOR
MÉDIA FINAL: ___________________
Dedico este trabalho a Neide José que, enquanto mãe e mulher, é o meu
primeiro exemplo de líder.
AGRADECIMENTOS
Agradeço primeiramente a Deus e minha mãezinha Nossa Senhora por
me fornecerem a fé e motivação diante das adversidades da vida.
A minha mãe Neide José e ao meu pai Benedito José que me permitiram
a vida, e os melhores caminhos por ela trilhados, proporcionando uma fé
incomparável aos meus desejos e anseios.
A meu irmão Henrique e sua querida esposa Hélen os quais uniram seu
amor e me proporcionaram a felicidade de ser tia. Henri, obrigada por todos os
sorrisos!
A minha família de maneira geral que souberam dosar seus momentos
de descontração para que eu tivesse foco nos meus estudos.
Ao meu companheiro Sérgio Yuri pelo carinho, amor, paciência nesses
anos de união e a nós atrelados neste momento, nosso filho, o qual se
encontra em meu ventre no mais incessante amor. Filho, todas minhas
conquistas a partir de hoje são suas também.
Aos professores que cuidadosamente e humildemente souberam
compartilhar seus ensinamentos de forma dinâmica. Em especial ao meu
orientador José Renato Marcondes que apesar de todos os desafios ocorridos
neste ano, teve garra e vontade para continuar desafiando a vida e seus
próprios ensinamentos, e a minha eterna e querida “Teacher” Alciene Ribeiro,
que muito mais que conhecimentos linguísticos é um exemplo de profissional e
mulher, sentirei saudades!
Aos meus amigos externos a faculdade, que no pouco tempo que pude
dividir nestes últimos três anos, não se permitiram romper este laço que
chamamos de amizade.
A empresa de logística Portuária SLB Transporte Marítimo Ltda – EPP,
em especial a líder Renata Dias Santos, que abriu suas portas para que eu
pudesse exercer o meu Trabalho de Graduação.
Por fim, aos meus queridos amigos de sala, em especial a Aline Naka,
Daniela Martins, Denise César e Willian Rodrigues. Tanto aprendemos e
ensinamos juntos, pelos poucos churrascos, alguns encontros, mas deixo aqui
a certeza de nos encontrarmos em 5 minutos no telefone, alguns momentos no
Facebook ou mais que isso, nas nossas boas memórias. Obrigada!
“Antes de se tornar líder, o sucesso se limita ao
próprio crescimento. Quando você se torna líder,
o sucesso depende do crescimento dos outros.”
(WELCH, 2005)
RESUMO
Este Trabalho de Graduação teve como foco evidenciar a importância da
classe feminina no mercado de trabalho, demonstrando sua ascensão em
diversos setores, até mesmo aqueles que antigamente eram ocupados apenas
por homens. Para socializar tais informações fez-se o estudo de caso na
empresa SLB Marítima, por meio de uma entrevista com perguntas prefixadas
a Líder Renata Dias Santos e questionários direcionados aos 14
colaboradores. Santos expos por meio da entrevista a jornada de trabalho dos
colaboradores, suas escolaridade, sua forma de liderar e dividir os resultados
como os colaboradores, mas principalmente da satisfação em fazer parte
daquela organização. Concluiu-se que, apesar das pesquisas demostrarem
que ainda existe um discernimento, principalmente salarial, quando comparado
a remunerações dos homens, a empresa pesquisada apresenta os
rendimentos dos seus colaboradores com base no sindicato, portanto, não
efetivando essas diferenças remunerativas. Há também uma passiva aceitação
dos colaboradores a esse novo quadro organizacional, pois afirma que a
entrada da mulher no mercado de trabalho é algo irreversível, e necessária,
ainda que considerem a gestão masculina mais eficiente. A SLB Marítima
apresenta apenas o começo dessa incessante mudança que vem acontecendo
nas empresas, sendo as diferenças de gêneros extinguidas em uma questão
de tempo.
Palavras-chave: Desempenho gerencial, Estilo gerencial, gestão feminina,
Mercado de trabalho.
ABSTRACT
This undergraduate research is focused on the importance of the female
class in the labor market, demonstrating its rise in several sectors, even those
who were formerly occupied only by men. To socialize the informations, the
research was made in the case study applied at SLB Maritime company,
through an interview with the leader Renata Dias Santos and preset
questionnaires addressed to 14 employees. Santos answered, through the
interview, the working hours of employees, their education, their way of leading
and divide the results, but especially the pleasure of being part of that
organization. It was concluded that, despite the research results shows that still
exists discernment especially of the women's wages when compared with the
salaries of the men, the company divides the income of employees based on
the syndicate, thus not corroborating these remunerative differences. There is
also a passive acceptance of the contributors to this new organizational
framework, because it states that the entry of women into the labor market is
something irreversible and necessary, but still consider the men's management
more efficient. The SLB Maritime presents only the beginning of this constant
change that is happening in companies. The extintion of the gender differences
are matter of time.
Keywords : Management performance, Management style, Women
management, Job market.
Lista de Figuras
Figura 01: Distribuição das populações (2003 – 2011)....................................16
Figura 02: Estilos de Liderança ......................................................................18
Figura 03: Escolaridade do homem no mercado de trabalho............................21
Figura 04: Escolaridade da Mulher no Mercado de Trabalho............................22
Figura 05: População por atividade.................................................................22
Figura 06: Carga horária semana de homens e mulheres...........................:....24
Figura 07: Países com melhores índices de igualdade de gênero....................25
Figura 08: Logotipo da empresa.......................................................................29
Figura 09: A empresa......................................................................................30
Figura 10: Porto de Vitória (ES).......................................................................30
Figura 11: Porto de São Sebstião....................................................................31
Figura 12: Projeto Uruguá Saipem...................................................................32
Figura 13:. Projeto Mexilhão Águas Rasa (Global Ind)......................................33
Figura 14: Obras Consórcio Caraguá UTGCA..................................................33
Figura 15: Embarcação SLB Harmonia.............................................................34
Figura 16: Entrevista com a líder Renata Dias Santos.....................................35
Lista de Gráficos
Gráfico 01......................................................................................................38
Gráfico 02......................................................................................................38
Gráfico 03......................................................................................................39
Gráfico 04......................................................................................................40
Gráfico 05......................................................................................................41
Gráfico 06......................................................................................................41
Gráfico 07......................................................................................................42
Gráfico 08......................................................................................................43
Gráfico 09......................................................................................................44
Gráfico 10......................................................................................................45
SUMÁRIO
Introdução ............................................................................................ 12
1
Referencial Teórico ........................................................................ 15
1.1
Histórico da Mulher no Mercado de Trabalho ............................................. 15
1.2
A chegada da teoria das Relações Humanas ............................................. 17
1.3
Liderança .................................................................................................... 18
1.3.1 Liderança feminina ...................................................................................... 20
1.4
A diferença entre gêneros masculinos e femininos ..................................... 21
2
Metodologia .................................................................................... 27
3
Resultados e Discussão ................................................................. 30
3.1
História da empresa SLB – Operador Logístico Portuário .......................... 30
3.2
A entrevista ................................................................................................. 35
3.3
O questionário ............................................................................................. 38
4
Considerações Finais ..................................................................... 47
5
Referências .................................................................................... 53
12
Introdução
O presente trabalho visa “analisar a efetividade da gestão feminina na
organização, buscando auto-avaliação do seu desempenho por parte da
gestora e assim como uma avaliação por parte dos colaboradores, na empresa
de logística portuária SLB Transporte Marítimo Ltda – EPP, na Rua Maranhão,
no bairro do Centro de São Sebastião, Litoral Norte – SP, por meio de um
estudo de caso”.
A respeito deste tema, Aparício, Mello, Oliveira e Calvosa (2009),
defendem que as mudanças globais e comportamentais da sociedade, quando
se referem à atual ocupação da mulher na organização, podem ser obtidas
como objeto de estudo para que haja a criação de um desenvolvimento de
carreira.
Já Santos (2008) expõe que o crescimento da participação da mulher no
mercado de trabalho brasileiro é uma repetição do que vem ocorrendo no
mundo inteiro. Efetivou-se a eficácia, desempenho em liderar diferentes
situações competitivas em diversas empresas, capacidade de decisão,
persistência, discernimento, competência para o cargo, muitas vezes mais
eficazes que os homens.
Enquanto Santana (2011) demonstra que a admissão cada vez mais
ascendente da mulher no mercado de trabalho acarretou também o
crescimento da gestão feminina, cargos de chefias antes ocupados somente
por homens, vêm crescendo também em funções no setor público federal. E
demonstrou que a classe feminina contribui de maneira efetiva na tomada
decisões de órgãos como Ministério da Saúde, Educação, Tecnologia,
Inovação, Planejamento e Gestão.
Com isso, o principal diferencial deste trabalho de graduação está ligado
ao local em que será explorado; na cidade de São Sebastião. Tal estudo irá
analisar a gestão feminina na organização analisada, e sua forma
desempenhar funções de liderança, com habilidade, persistência para lidar com
13
as modificações do mercado, comprovando que a participação da mulher no
mercado de trabalho regional tende a ser cada vez maior e intrínseca, e que as
habilidades ligadas à classe feminina podem fazer a diferença em
organizações de todas as áreas.
Justifica-se este estudo pelo âmbito que o trabalho da mulher tem
contribuído para a sociedade, no que concerne ao seu desempenho eficiente,
persistência, com capacidade para lidar com as adversidades do mercado.
A gestão feminina vem abrangendo os mais diversos setores, como:
boutiques, agências de viagem, salões de beleza, bancos, restaurantes,
farmácias de manipulação, escritório, escolas, empresas de offshore, entre
outros. Evidenciando o crescimento exponencial da classe feminina em relação
ao mercado que tende a cada dia ser mais suscetível a sua eficácia
organizacional.
Como maneira de sustentação deste trabalho, elaborou-se a seguinte
problemetização: Segundo Chiavenato (2010), ao longo dos anos, a Gestão de
Pessoas era nomeada como uma ação que intermediava as pessoas e a
organizações, como se fossem elementos distintos, em que a mesma decifrava
os requisitos da organização aos funcionários e os protestos destes a
organização.
No entanto, este quadro se alterou, percebendo que as pessoas e
organizações fazem parte de um todo, não podendo separá-los simplesmente.
Uma organização traduz o gerenciamento de diversas atividades individuais de
pessoas que contribuem de maneira abrangente para o mercado, afirma
Chiavenato (2010).
Portanto, esta pesquisa tende a responder a seguinte pergunta: Como
uma gestora pode conciliar seu próprio desempenho com o dos colaboradores,
fazendo com que essas atuações contribuam de maneira efetiva ao
desenvolvimento da organização?
O desenvolvimento de uma empresa consiste na forma como um gestor,
com características inerentes a sua área, lida com a organização, de maneira a
encará-la como setores interdependentes. Dentro desses setores, as pessoas
tendem a ser gerenciadas e direcionadas a uma contribuição permanente ao
fortalecimento organizacional.
14
Com isso, o objetivo geral desta pesquisa é estimar a efetividade da
Gestão feminina na forma exercer a liderança e conduzir a organização, ao
buscar um olhar por parte dos funcionários sobre suas práticas empresariais,
assim como auto-avaliação do seu desempenho na empresa de logística
Portuária SLB Transporte Marítimo Ltda – EPP, e específicos:
- Identificar as principais características de Gestão Feminina na empresa de
logística portuária SLB Transporte Marítimo Ltda – EPP
- Avaliar a visão dos colaboradores sobre a gestora
- Validar as diferenças econômicas entre homens e mulheres diante do
mercado de trabalho
Por fim, este trabalho será desenvolvido por meio do método dedutivo e
estudo de caso, e as técnicas de pesquisas adotadas são documentação direta
do tipo entrevista e questionário, e indireta do tipo bibliográfica (publicações).
15
1. Referencial Teórico
Neste capítulo será abordado a teoria que irá embasar os resultados e a
conclusão da pesquisa, sendo explorado, primeiramente, a história da mulher
no mercado de trabalho, posteriormente os capítulos de Relações Humanas,
Liderança e diferenças entre gêneros masculino e feminino.
1.1 Histórico da mulher no mercado de trabalho
No decorrer dos anos, a participação da mulher no mercado de trabalho
tem aumentado fazendo com que sua efetividade nas organizações se torne
ainda mais explícita, demonstrando sua eficiência também em atividades
distintas as suas áreas habituais (salão de beleza, estética, gerenciamento de
escolas, e etc.).
Antigamente tinha-se somente o homem como a pessoa que levava
sustento para casa, sendo a mulher destinada exclusivamente para os afazeres
doméstico e a educação dos filhos. As mulheres que, de alguma forma,
perdiam seus maridos, encontravam em aulas de piano, venda de doces,
confecção de bordados, uma forma para suprir suas necessidades básicas.
Ainda assim, tal trabalho não era reconhecido e tão pouco apreciado pela
sociedade, relata Probst (p.1-8).
Foi a partir da II Guerra Mundial que as mulheres passaram a adentrar
ao mercado de trabalho, vendo a necessidade de complementar à ausência de
seus maridos nos lares. Com a efetivação do capitalismo no século XIX as leis
passaram a beneficiar esta classe feminina que a cada dia ganha mais espaço
em diversas empresas, relata Probst (p.1-8).
Diversas leis passaram a amparar essas mulheres, como a Constituição
de 32, que estipulava carga horária das 5h às 22h, salário igual, proibição do
trabalho 4 semanas antes do parto, e quatro semanas depois, assim como a
dispensa do serviço pelo simples fato de estar grávida, complementa Probst (p.
1-8).
16
Probst (p.1-8) também demonstra que as características inerentes às
mulheres como: trabalho em conjunto, persuasão, cooperação, são cada vez
mais apreciadas, que fez e faz com que as mulheres estejam inundando todos
os setores empresariais.
Segundo a Pesquisa Mensal de Emprego (2012), em relação à
participação das mulheres no mercado de trabalho, as mesmas tinham
vantagens na (PIA – População Idade Ativa), de 10 ou mais anos de idade, no
entanto em termos de população ocupada (PO – População ocupada) passam
a ter desvantagens (45,4%). “Na comparação com 2003, o crescimento da
participação das mulheres na população economicamente ativa (PEA) foi de
1,8 ponto percentual (de 44,4% para 46,1%)”, como se observa na Figura 1.
Figura 1: Distribuição das populações (2003 e 2011).
Fonte: Pesquisa Mensal de Emprego (IBGE), 2012.
Para Souza (2010), certamente as mulheres estão aptas a atuar nos
diversos setores de trabalho, como: empreendedora, médica, advogada, na
17
política, na área da construção civil, aeronáutica. É crescente o aumento das
funções para classe feminina, as quais antigamente eram ocupadas apenas
pelos homens.
Segundo Souza, Zangirolamo e Bento (2005) apud Carreira (2001),
existem três fatores que levaram a mulher adentrar o mercado de trabalho: a
importância de ajudar na renda familiar, o aumento da escolaridade, o que
inclui ingresso cada vez maior e frequente em universidades, e a expansão dos
setores de serviços, que é o “nicho natural das mulheres”.
Atualmente, expõe Abrantes, uma mulher ocupa presidência de uma das
maiores linhas áreas: a Tam, que tem Claudia Sender como comandante, além
da Petrobras que é controlada por Maria das Graças Foster e também Grace
Lieblein que lidera a GM Brasil, demonstrando uma inserção feminina em
áreas, antigamente, incomuns a essa classe.
1.2 A chegada da teoria das Relações Humanas
A Teoria das Relações Humanas apontou as necessidades básicas de
cada indivíduo, e tal importância, muitas vezes, não podem ser decifradas, mas
expressam a vontade do indivíduo. Quando satisfeita, outra necessidade
aparece, as quais também vão se aprimorando no decorrer da vida do ser
humano. Três necessidades são, basicamente, esclarecidas por Chiavenato
(2004):
-Fisiológicas: são as primeiras, relacionadas ao essencial para sua
sobrevivência, água, alimentação, sono, satisfação sexual.
-Psicológicas: são as segundas, ligas a segurança de ter um emprego, amigos,
de ser profissionalmente reconhecida, autoconfiança, de ter admiração,
amizade.
-Auto-realização: são as mais sofisticadas, e raramente o indivíduo consegue
atingi-la totalmente. Relaciona-se a vontade de desenvolver a todo tempo o seu
potencial.
Segundo Chiavenato (2003), “o advento da Teoria das Relações
Humanas trouxe uma nova linguagem que passou a dominar o repertório
administrativo:
fala-se
agora
em
motivação,
liderança,
comunicação,
organização informal, dinâmica de grupo etc.” Conceitos arcaicos como:
18
hierarquia, poder, diante da organização foram deixados para trás. Passou-se a
valorizar o indivíduo como alguém que necessita de compreensão, dotado de
vontades, sensibilidade, que devem ser fomentadas.
1.3 Liderança
Chiavenato (2003) expõe que a liderança constitui em um dos temas
mais estudados nos últimos tempos, em que mesma se dividem, basicamente,
em três tipos:
- Autocrática: o líder determina os procedimentos organizacionais sem mínima
participação do grupo. Para Chiavenato (2003) “O comportamento dos grupos
mostrou forte tensão, frustração e agressividade, de um lado, e, de outro,
nenhuma espontaneidade, nem iniciativa, nem formação de grupos de
amizade.”.
- Democrática: as providências são discutidas em grupo, encorajada e assistida
pelo líder. “Líder e subordinados desenvolveram comunicações espontâneas,
francas e cordiais. O trabalho mostrou um ritmo suave e seguro, sem
alterações, mesmo quando o líder se ausentava”, declara Chiavenato (2003).
- Liberal: há máxima liberdade na tomada de decisões, sejam elas em grupo ou
individual, com pequena influência do líder. “As tarefas se desenvolviam ao
acaso, com muitas oscilações, perdendo-se tempo com discussões por motivos
pessoais e não relacionados com o trabalho”, afirma Chiavenato (2003).
19
Figura 2: Estilos de Liderança.
Fonte: Introdução a Teoria da Administração, Chiavenato (2004).
Segundo Chiavenato (2003), as pessoas expostas a liderança
autocrática demonstraram um maior volume de trabalho, já as submetidas a
liderança democrática constituíram o mesmo volume de trabalho que a
autocrática, no entanto com qualidade de trabalho mais elevada, por fim, na
liberal, tanto a quantidade de trabalho como a qualidade não foram efetivas.
Chiavenato (2003 p. 125) relata que:
“Na prática, o líder utiliza os três processos de liderança, de acordo
com a situação, com as pessoas e com a tarefa a ser executada. O
líder tanto manda cumprir ordens, como consulta os subordinados
antes de tomar uma decisão, como sugere a maneira de realizar
certas tarefas: ele utiliza a liderança autocrática, democrática e
liberal. O desafio da liderança é saber quando aplicar qual estilo, com
quem e em que circunstâncias e atividades.”
Para Mello (2010), as diversidades dos estilos de liderança estão ligadas
ao caráter, forma de agir em situações, a sua formação. Não é fácil indicar o
melhor estilo de liderança, pois a mesma pode ser influenciada por situações
dentro do ambiente organizacional. Um líder autoritário pode converter uma
suposta deficiência, conflito empresarial, já um líder democrático pode ser ideal
para acarretar ganhos para empresa.
Mello (2010) apud Albuquerque cita ainda, que independente do estilo
de
liderança
a
ser adotado,
é
importante
que
um
gestor
possua
20
incessantemente, estudo, espírito empreendedor, autoconfiança. “Quanto mais
completo o líder, maior será sua capacidade de reconhecer a forma mais
produtiva de lidar com determinada situação, de assumir a postura adequada
para fazer as coisas acontecerem.”
Marchetti (2012) declara que um bom líder deve saber compartilhar
recomendações ao invés de comandos, não ficando apenas nos resultados da
empresa, mas também na expansão das pessoas, incentivando suas
capacidades e fazendo com que as mesmas agreguem a empresa de maneira
voluntária e motivada. Afirma que um excelente líder deve encorajar as
pessoas a vitórias, enaltecer suas qualidades e seus alcances profissionais na
organização.
Freire (2009) expõe que o líder estimula o desenvolvimento das pessoas
que estão ao seu redor, conquistando admiração. Um líder promove reuniões,
treinamento, visando sempre o bem-estar da equipe, já o chefe canaliza seus
esforços para os resultados, lucro, pouco se importando com quem promoveu
esses resultados. Não cabe ao chefe pensar no futuro, e sim na maneira de
sustentar sua função na organização.
1.3.1 Liderança Feminina
Antigamente, mesmo sendo minimamente consolidada sua posição no
mercado de trabalho, as mulheres, por meio dos históricos de grandes lutas e
insistência, provaram seu valor em funções incomuns, no passado, a sua
classe. Com isso, explora-se a forma como a mulher lidera os cargos
essenciais nas empresas em que atua.
Relata Barboza (2007) apud Tchaicovsky (2000) que as mulheres
possuíam em seu histórico o trabalho, mas não um incentivo a criação de uma
carreira. As mesmas, atualmente, têm capacidade para lidar com as
adversidades da empresa, sabem improvisar e ser flexíveis.
De acordo com Souza (2010 p. 25) apud Aburdene e Naisbitt (1993):
“As mulheres líderes estimulam a participação, dividem o poder e a
informação, aumentam a auto-estima das outras pessoas e fazem
com que os outros fiquem estimulados com o trabalho, definem como
primeira dimensão a capacitação, pois se traduz com a palavra-chave
21
para descrever a liderança feminina que significa sentir confiança
para agir sobre sua própria autoridade.”
As mulheres têm como primeira qualidade a capacidade, exercem sua
jornada de maneira permanente, com mínimos intervalos, “enxergam em
tarefas não agendadas e encontros como uma chance de estar envolvidas
responsáveis, cuidadosas, e prestativas, não como interrupções”, e tendem a
praticar uma liderança mais democrática, pois incentiva seus colaboradores a
participar, dividindo o poder e a comunicação, buscando elevar o valor próprio
dos seus subordinados, expõe Souza (2010).
1.4 Diferenças entre gêneros masculinos e femininos
A Pesquisa Salarial e de Benefícios Online (2007) demonstra que por
mais que as mulheres possuam escolaridade superior a dos homens, sua
atuação no mercado está, em grande escala, em empresas de pequeno porte,
além de não se sujeitarem a mudanças repentinas de emprego, o que faz
também com que sua remuneração seja inferior à classe masculina. Ainda
assim, a classe feminina vem vagorosamente diminuindo essas diferenças
salariais.
O IBGE (2010, p. 6) expõe que:
“Considerando as formas de inserção no mercado de trabalho,
observou-se que a categoria dos militares e funcionários públicos
estatutários foi a que apresentou o maior percentual de mulheres com
11 anos ou mais de estudos (92,2%) e com nível superior completo
(58,0%). As trabalhadoras domésticas foram as que apresentaram o
menor percentual de pessoas com 11 anos ou mais de estudo
(18,4%). Na comparação por sexo, verificou-se que em todas as
categorias apontadas pela PME, a exceção da de trabalhadores
domésticos, o percentual de mulheres com 11 anos ou mais de
estudo ou com curso superior completo era maior que o dos homens.”
22
Figura 3: Escolaridade do homem no mercado de trabalho.
Fonte: IBGE, Pesquisa Mensal de Emprego 2010.
Figura 4: Escolaridade da mulher no mercado de trabalho.
Fonte: IBGE, Pesquisa Mensal de Emprego 2010.
IBGE (2010) define, por meio da PME (Pesquisa mensal de Emprego),
que existem sete grupos de atividades: Indústria, Construção, Comércio,
Serviços Prestados a empresas, Outros Serviços, Administração Públicas e
Serviços Domésticos, a contribuição da mulher é maior somente nesses dois
últimos.
23
Figura 5: População por atividade.
Fonte: IBGE, Pesquisa Mensal de Emprego 2010.
Pondera-se que as mulheres possuem uma remuneração em torno de
R$ 1097, 93 versus a remuneração superior dos homens de R$ 1518, 31.
Essas diferenças perpetuam mesmo que ambas as classe possuam a mesma
atividade e escolaridade, e mais que isso, mesmo que as mulheres tenham o
ensino superior a mais em relação ao homem, a discrepância salarial ainda é
maior, cerca de R$ 1653, 70 a mais para eles, no comércio, considera o IBGE
(2010).
Declara a Pesquisa Salarial e de Benefícios Online (2007), que as
diferenças salarias entre a classe feminina comparada a masculina ainda
persistem e as principais razões para essas diferenças são:
- Porte da empresa: existe uma maior porcentagem de mulheres em empresas
de pequeno porte.
- Nível de cargo ocupado por sexo: em termos organizacionais, as mulheres
encontram-se em níveis mais inferiores em relação aos homens.
- Ramo da atividade econômica: a área que possui mais mulheres atuantes é
na área da saúde (66%), no entanto, este setor possui os menores salários
quando comparados a outros setores, já na área Química e Petroquímica que
possuem remunerações mais elevadas só se observa 36% da classe feminina.
24
- Empregabilidade: a classe masculina possui uma maior empregabilidade, e
estão sujeitos a procurar outros empregos e consequentemente salários
melhores.
- Escolaridade: apesar das mulheres possuírem escolaridade superior a dos
homens, elas se encontram em empresas de pequeno porte, com salários
inferiores ao deles.
O IBGE (2010) esclarece também que estudos feitos em 2009
demonstram que a carga horária semanal da mulher, em média, é menor que a
do homem em 4,6 horas. A classe feminina representa uma jornada de trabalho
regular de 38,9 horas, e tal número tem alcançado a classe masculina devido à
diminuição da carga horária dos homens. Em todos os setores como: Indústria,
Construção, Comércio, Serviços Prestados a empresas, Outros Serviços,
Administração Públicas e Serviços Domésticos, a única área que a mulher
trabalha mais é em Outros serviços.
Figura 6: Carga horária semana de homens e mulheres.
Fonte: IBGE, Pesquisa Mensal de Emprego 2010.
No entanto, O Relatório Anual de Desigualdade entre os Gêneros
(Global Gender Gap Report 2012), documento publicado anualmente pelo
25
World Economic Forum (2012), exibiu que países europeus como: Islândia,
Filândia, Noruega e Suécia obtiveram os melhores índices de igualdade social
entre homens e mulheres, como podemos observar na figura 6:
Figura 7: Países com melhores índices de igualdade de gêneros.
Fonte: Word Economic Forum (2012).
O documento publicado anualmente pelo World Economic Forum (2012)
defende que:
“O Brasil aparece em 62º lugar, logo acima da Colômbia,
apresentando um aumento significativo em sua classificação geral
(em 2011 sua posição foi 82). O resultado reflete melhorias na
educação primária e no percentual de mulheres em cargos
ministeriais (de 7% para 27%). A posse da presidente Dilma Rousseff
aumenta ainda mais a pontuação geral do país. Na América Latina, o
Brasil se destaca como um dos três países que têm fechado o hiato
entre os gêneros tanto no acesso aos serviços de saúde quanto na
educação.”.
A demonstração anual de desigualdades de gêneros qualifica os países
quanto à intenção de diminuir as desigualdades, as mesmas são classificadas
em: saúde e sobrevivência, acesso à educação, participação política e
igualdade econômica. O Global Gender Gap Report (2010), afirma a
26
importância de se investir, além da educação e saúde para mulheres, na
economia e política também, como maneira de alavancar o futuro econômico
de um país.
27
2. Metodologia
Este trabalho será desenvolvido por meio do método dedutivo e estudo
de caso, e as técnicas de pesquisas adotadas são documentação direta do tipo
entrevista padronizada, observação direta extensiva por meio de questionário
com perguntas fechadas e documentação indireta do tipo bibliográfica
(publicações).
Segundo Andrade (2009), o método dedutivo é um processo de
consequência, partindo do abrangente para o mais específico, das teorias a um
prognóstico de acontecimentos particulares, “publicações referem-se a livros,
monografias, publicações avulsas, pesquisa etc”.
Rampazzo (2005) evidencia que a “prática do estudo de caso está ligada
à psicoterapia, caracterizada, pela reconstrução histórica do indivíduo, bem
como ao trabalho, dos assistentes sociais juntos a indivíduos, grupos e
comunidades.”.
Já Andrade (2009) expõe que:
“O estudo de caso consiste no estudo de determinados indivíduos,
profissões, condições, instituições, grupos ou comunidades, com a
finalidade de obter generalizações. Foi criado por Le Play, que o
empregou para estudar famílias na Europa. O estudo monográfico
pode, também, abranger o conjunto de atividades de um grupo social
particular, como no exemplo das cooperativas e do grupo indígena. A
vantagem do método consiste em respeitar a “totalidade solidária”
dos grupos, ao estudar, em primeiro lugar, a vida do grupo em sua
unidade concreta, evitando a dissociação prematura de seus
elementos.”.
Neste trabalho, obteve-se como estudo a empresa de logística Portuária
SLB Transporte Marítimo. Tal empresa evidencia a Gestão Feminina, que tem
Renata Dias Santos como líder de um dos setores administrativos, efetivando a
inserção cada vez mais gradual e efetiva da mulher no mercado de trabalho.
Analisou-se sua função, enquanto gestora, e sua capacidade de lidar com
pessoas e adversidades do negócio.
28
Para realizar os estudos aplicou-se a entrevista, que é a junção de dois
indivíduos em que um deles fornece informações para outro a respeito de uma
determinada matéria, tema, visando expor ou ajudar na resolução de uma
proposição
social.
Dentre
estruturada/padronizada
a
os
tipos
de
entrevista,
qual
segue
um
roteiro,
encontra-se
uma
a
formalização
previamente descrita, afirma Andrade (2009).
Foi feita uma entrevista com duração média de 30 minutos, com a Líder
Renata Dias Santos, por meio de 11 perguntas prefixadas que envolviam o
contexto da empresa, do seu desempenho enquanto gestora, das questões
relacionadas a faixas salariais.
Foi usado também o questionário, que é uma ferramenta de obtenção de
dados por meio de perguntas que são respondidas por escrito e sem o
comparecimento do entrevistador. As perguntas fechadas abrangem a
limitação das respostas do entrevistador, expõe Andrade (2009).
O questionário com 11 perguntas foi direcionado a 14 colaboradores da
empresa, e tinham com intuito evidenciar o papel da Gestão Feminina de
Renata Dias Santos na organização, mostrando um olhar por parte dos
funcionários da empresa de logística Portuária SLB Transporte Marítimo Ltda –
EPP.
Usou-se como comprovação indireta, a pesquisa bibliográfica que,
segundo a Marconi e Lakatos (2011), abrange fontes textuais públicas, tanto
em jornais, revistas, livros, monografias e etc. Tem com intuito colocar o
pesquisador diante das informações já escritas, ditas ou filmadas.
Exploraram-se livros renomados como os de Chiavenato, além de
Trabalho de Graduações de diversas instituições como: Faculdade de
Tecnologia (FATEC), Universidade Cândido Mendes, além de sites. Manzo
(1971: 32) apud Marconi e Lakatos (2011) defendem que “a bibliografia
pertinente „oferece meios para definir, resolver, não somente problemas já
conhecidos, como também explorar novas áreas onde os problemas não se
cristalizaram suficientemente‟”.
Rampazzo (2005) afirma que qualquer tipo de pesquisa, em qualquer
região de conhecimento, prevê um estudo bibliográfico, seja para elaborar uma
questão, evidenciar um fato, ou embasar uma justificativa.
29
Portanto, tal metodologia será ao redor do método dedutivo, com fatos
que levam a um raciocínio lógico, pesquisas indiretas embasada em
referências bibliográficas e conclusões evidenciadas no estudo de caso.
30
3. Resultados e Discussões
Nesta parte do trabalho serão expostos os resultados e discussões, os
quais foram evidenciados por meio da entrevista aplicada a líder Renata
Santos Dias contendo 11 perguntas, e um questionário de 11 perguntas
aplicado aos colaboradores da empresa. Para embasar este capítulo será
explorada, primeiramente, a história da empresa SLB – Operador Logístico
Portuário e, consequentemente a SLB Transporte Marítimo Ltda – EPP, a qual
é originada da primeira, e sendo esta o foco principal do trabalho.
3.1 História da empresa SLB – Operador Logístico Portuário.
Figura 8: Logotipo da empresa
Fonte: SLB, 2013.
A empresa SLB – Operador Logístico Portuário é uma empresa derivada
do Grupo TECHNIMAR, fundada em 1995, fomenta o setor de transporte de
carga, tanto no ramo portuário com na construção civil.
31
Figura 9: A empresa.
Fonte: SLB, 2013.
Possui bases fixas em São Sebastião (SP) e Vitória (ES), e bases
móveis prontas a serem locomovidas para inúmeros portos do Brasil.
Figura 10: Porto de Vitória (ES).
Fonte: SLB, 2013.
Figura 11: Porto São Sebastião.
32
Fonte: SLB, 2013.
A SLB foca suas operações em logística de tubulações (armazenagem,
transporte, e movimentação), cargas de alto volume e extremamente pesadas,
abrangendo meio portuário, grandes obras e operações de offshore (carga
offshore é aquela destinada a plataformas mar e a chamada carga projeto são
aquelas para descarga ou carregamento no porto, destinadas a grandes obras
de engenharia civil).
A SLB Transporte Marítimo Ltda – EPP foi uma spin-off (empresa
originada a partir de uma outra empresa, no caso a partir da SLB – Operador
Logístico Portuário), existe há três anos, atuando no mercado offshore. Possui
16 colaboradores, em que 14 (todos homens) se mantém embarcados,
trabalhando em escala de 28 x 28, enquanto 7 se mantém embarcados por 28
dias, outros 7 descansam 28 dias (vice-versa), mais dois administrativos: Kaio
(gerente operacional) e Renata Dias Santos (líder administrativa e única mulher
da empresa).
Serviços prestados SLB Operadores Portuários:
- Consultoria em S.M.S (Saúde, Meio Ambiente e Segurança)
- Locações (Guindaste, Empilhadeiras, Reach-Stackers, Prancha
Hidráulica).
- Transporte Terrestre e Marítimo (Segurança de sua carga garantida)
- Serviços de Logística (Qualidade de serviço e segurança)
- Planos de Rigger ( Os melhores planos de rigger de São Sebastião)
- Heavy Lifting (serviços de cargas excepcionais)
33
Dentro dos serviços oferecidos pela empresa SLB nesses anos todos de
atuação no mercado, a empresa já comandou projetos importantes, sendo
alguns deles:
-Projeto Uruguá Saipem: a SLB operou e gerenciou o Projeto Uruguá
Saipem, por meio de transporte e operação portuária destinada a
armazenagem e embarque de 14500 tubos de 18 polegadas, visando a
implantação do Projeto Uruguai da bacia de Santos.
Figura 12: Projeto Uruguá Saipem
Fonte: SLB, 2013.
- Projeto Mexilhão Águas Rasas (Global Ind): a SLB operou a cadeia
de suprimentos, transporte, operação logística portuária, e agenciamento para
empresa Multinacional Global IND, mobilizando 5 PSV – Rebocador Suply, 1
balsa, e uma balsa lançadores com 250 tripulantes.
34
Figura 13: Projeto Mexilhão Águas Rasa (Global Ind).
Fonte: SLB, 2013.
- Obras Consórcio Caraguá UTGCA: a SLB disponibilizou pessoas e
equipamentos para movimentação de cargas no projeto.
Figura 14: Obras Consórcio Caraguá UTGCA.
Fonte: SLB, 2013.
A SLB Transporte Marítima Ltda – EPP, a empresa a qual se aplicou o
Trabalho de Graduação, possui como principal fonte de renda e atividade
logística, a embarcação Harmonia, conduzida por 7 pessoas, em regime de
escala 28 dias por 28 dias. Atualmente (outubro, 2013) na cidade de Natal
(RN), o barco leva suprimentos e matérias para uma plataforma.
35
Figura 15: Embarcação SLB Harmonia.
Fonte: SLB, 2013.
Por meio dos seus diversos serviços, a empresa SLB – Operador
Logístico Portuário exerce as atividades de logística tanto na área portuária
como em setores da construção civil.
3.2 A entrevista
36
Figura 16: Entrevista com a líder Renata Dias Santos.
Fonte: Própria, 2013.
Na entrevista realizada a gestora, Renata Dias Santos ressaltou sua
satisfação em fazer parte da empresa de logística portuária, agregando seus
conhecimentos e atingindo os objetivos propostos pelo negócio, nesses quase
2 anos de admissão ao setor. Relatou também que a maior parte de suas
experiências profissionais estão relacionadas às áreas educacionais, mas que
as mesmas não proporcionaram a motivação profissional que se encontra
atualmente.
Os colaboradores administrativos cumprem horário de 8h/dia, e os
funcionários que exercem suas funções embarcados executam jornada de 28
dias por 28 dias, divididos em duas turmas de sete colaboradores cada um.
Enquanto um grupo trabalha 28 dias, outro grupo descansa 28. Portanto, quem
possui a mesma função ou cargo, cumpre a mesma carga horária,
independente do sexo.
A respeito da interação com os subordinados, se deve mais falar ou
ouvir, a líder Dias (2013) afirma que: “primeiramente deve-se ouvir, depois
entrar em um consenso para que as partes funcionem. Porque, não adianta
você chegar mandando que se não vai ter um retorno. Funcionário mal
atendido, funcionário mal entendido, vai achar que ele não produz. Então nada
como você conversar pras coisas acontecerem.”.
37
Um excelente líder deve saber interagir com seus colaboradores, não
focando apenas nos resultados da empresa, mas também no desenvolvimento
de cada indivíduo, fazendo com que os mesmo sejam motivados a oferecer as
melhores soluções para o ambiente organizacional, afirma Marchetti (2012).
Em relação aos estilos de Liderança, Chiavenato (2003) expõe que
existem essencialmente três tipos de liderança: autocrático (ênfase no líder),
democrático (ênfase no líder e nos subordinados) e liberal (ênfase nos
subordinados). Interrogada sobre seu estilo de liderança, a Gestora destaca o
estilo democrático, “‟ minha liderança é deixarem eles‟ virem, mas a partir do
momento que percebo que faltam com respeito, aí você vai ter que
usar...Lembrar que seu cargo...Seria participativa (democrática). A líder
administrativa ressalta ainda que grande parte dos colaboradores se mantém
embarcado durante 28 dias, que seria desumano não tratá-los com o devido
respeito, “às vezes eles ligam: olha Renata, sabe o que é: não tem comida, não
tem bolacha, não sei o que lá. Aí você faz um lanche, manda uma pizza, tenta
agradar.”.
No entanto, observou-se na entrevista que o modelo que mais se
adequa a forma com que a gestora Renata conduz a organização é a liderança
situacional que, de acordo com Novo, Chernicharo e Barradas (2008) o estilo
de liderança situacional faz com que o líder adapte aos seus colaboradores, em
termos de “maturidade, experiência de cada um, competência e disposição em
aceitar responsabilidade”.
Comparando-se ao outro líder, se há características que as diferem
enquanto gestora, Santos (2013) declara que, basicamente, não existem
diferenças. No entanto, boa parte das vezes ele age com o emocional, há
tempo um colaborador vinha sendo mal educado, “aí a gente pensa: o cara é
pai de família. O homem não sabe lidar com a parte humana, pra ele é o
operacional.”. Afirma, portanto, que a única diferença que pode existir, no caso
dela, é que suas decisões são mais emotivas, e no caso do Kaio, o gerente
comercial, ações mais operacionais.
A entrevista no trabalho não foi exposta a o outro líder, portanto as
comparações de atuação enquanto líderes foram feitas pela líder Renata. E
quanto, por mais que ela tenha alegado que não existem diferenças de gestão
entre ela e o outro gestor, ao afirma que suas decisões são mais emotivas e da
38
outro líder operacional, a mesma demonstra uma essencial diferença entre os
líderes.
Quando questionada sobre os objetivos da empresa, quando atingidos a
quem eles atribuem os resultados? Renata é convicta e a afirma que a todos,
cita inclusive uma licitação que acabaram de ganhar, e que costuma mandar emails para os colaboradores parabenizando-os pela conquista também, “se não
são eles a manterem a embarcação, a gente não consegue fechar projeto”.
De acordo com Chiavenato (2003) as pessoas e organização são os
pedestais da Gestão de Pessoas, e ambas procuram a interação, as primeiras
avistando benefícios, autoestima, salário, e a segunda direcionada aos
resultados da empresa.
Em relação às faixas salarias, a Gestora expõe que não existe diferença
quando comparada a outro líder. Portanto, a remuneração é a mesma
independente de ser mulher ou homem, “aqui a gente respeita o sindicato.”.
No entanto, o IBGE (2010) expôs que a remuneração da classe feminina
representa apenas 72,3% do salário dos homens, demonstrando que as
diferenças salariais ainda existem entre os gêneros.
A última pergunta da entrevista tinha com intuito evidenciar se existe um
preconceito por parte também da mulher, se um dia tivesse que suprir
financeiramente e totalmente as despesas familiares. A líder declarou que este
quadro já havia acontecido em sua família, por um ano seu marido ficou sem
emprego e coube a ela os gastos familiares. “Eu me sentiria orgulhosa, pelo
meu trabalho, não porque seria melhor que ele, porque ninguém é melhor que
ninguém. Apenas orgulhosa de poder estar fazendo, como já o fiz.”
Foi com o término da II Guerra Mundial que as mulheres se inseriram no
mercado de trabalho, vendo a necessidade de suprir a ausência dos seus
maridos em suas casas. Com advento do capitalismo, as leis que regulamenta
essa classe aprimoraram ainda mais a efetivação da classe feminina nas
organizações.
3.3 O questionário
39
O questionário contendo 10 perguntas fechadas foi direcionado aos
colaboradores, sendo todos eles homens, portanto 15 questionários foram
distribuídos, sendo 14 respondidos.
Gráfico 1 - O que acha de ser gerenciado (a) por uma mulher?
Colaboradores
14
12
10
8
6
Colaboradores
4
2
0
a) Indeferente
b)Preferia ser
gerenciado por
homens
c)Gosto de ser
gerenciado por
mulheres
Fonte: Própria, 2013.
Como se pode observar no gráfico, 14 colaboradores assinalaram a
questão “c) Gosto de ser gerenciado por uma mulher, pois são tão o mais
competentes que os homens.
Gráfico 2 - Você acredita que o crescimento da mulher no mercado de
trabalho é algo passageiro?
Colaboradores
14
12
10
8
6
4
2
0
Colaboradores
a)Sim, como
toda certeza.
b)Talvez.
c)De maneira
alguma, é
irreversível.
Fonte: Própria, 2013.
40
No gráfico 2, todos os colaboradores entrevistados defenderam que “ c)
de maneira alguma, a participação da mulher no mercado de trabalho
estatisticamente já é muito grande, e isso é algo irreversível.”
Gráfico 3 - Seja qual for a área que atua na empresa, ou até mesmo fora
dela. Você se sente ameaçado pelo crescimento que a mulher vem tendo no
mercado, ocupando setores que, antigamente, eram só de homens?
Colaboradores
14
12
10
8
6
4
2
0
Colaboradores
a)Sim, antes era b)Não, homens e c) Mulheres e
mais fácil
mulheres tem
homens fazem
conseguir
funções diferentes parte do mesmo
emprego.
no mercado de
mercado de
trabalho.
trabalho e a
concorrência é
algo comum.
Fonte: Própria, 2013.
No terceiro gráfico, sobre o crescimento da mulher no mercado trabalho,
novamente os 14 colaboradores assinalaram a questão “c) Não, tanto a mulher
quanto o homem fazem parte do mesmo mercado de trabalho, e a concorrência
é muito comum. Portanto, o crescimento da mulher no mercado não pode ser
encarado como uma ameaça e sim consequência.
O gráfico 4 expressa uma questão sobre características de liderança,
pra isso os colaboradores marcaram a alternativa “c) as mulheres, por serem
mais delicadas, persuasivas, conseguem atingir uma efetividade muito maior
que o homem em muitas situações.”
41
Gráfico 4 - Que características femininas na forma de administrar a empresa
que você atua, percebe que o homem não tem?
Colaboradores
14
12
10
8
6
4
2
Colaboradores
0
a)Nenhuma, os
homens têm todas
as características
comuns às
mulheres e até um
pouco mais.
b)Todas as
c)As mulheres, por
caractéristicas na
serem mais
maneira de
delicadas,
gerenciair que as
persuasivas,
mulheres têm os conseguem atingir
homens também
uma efetividae
têm.
muito maior que o
homem em muitas
situações.
Fonte: Própria, 2013.
Sobre a interação do líder com os subordinados, pode-se observar no
gráfico 5 que os colaboradores apontaram a alternativa “c) com toda certeza, a
empresa deve agir como um todo, e todos os processos devem se interagir
para que os resultados possam ser atingidos.
Persuasão,
cooperação,
percepção
dos
fatos
no
ambiente
organizacional são características ligadas às mulheres, tais qualidades
ressaltam o crescimento que a mulher vem tomando no mercado de trabalho,
relata Probst.
De acordo com Chiavenato (2003), pessoas e organização devem
interagir entre si, canalizando seus esforços para atingir os objetivos da
empresa.
42
Gráfico 5 - Você acha que uma líder/gerente deve dividir os assuntos da
empresa com os colaboradores, até como uma forma de interação entre os
setores?
Colaboradores
14
12
10
8
6
4
2
0
Colaboradores
a)Não, eu
enquanto
colaboradore, me
limito a minha
função.
b)Às vezes, só se
c)Com toda
forem resultados certeza, a empresa
positivos.
deve agir como um
todo, e todos
processos devem
se intaragir.
Fonte: Própria, 2013.
Gráfico 6 - Em termos de remuneração, se um homem e uma mulher exercem
a mesma função dentro de uma empresa e possuem a mesma escolaridade,
acha justo eles possuírem o mesmo salário?
Colaboradores
14
12
10
8
6
4
2
0
a)Não, o pois homem b)Depende, rlas até c)Sim, pois já que
deve sempre ganhar podem ter o mesmo exercem a mesma
mais que a mulher.
salários, mas os
função e possuem a
benefícios dos
mesma escolaridade,
homens devem ser nada mais justo que
maiores.
obtenham os mesmos
salários.
Fonte: Própria, 2013.
Colaboradores
43
O gráfico 6 demonstra uma questão sobre salário, quando interrogados
sobre isso, todos os colaboradores defenderam a questão “c) sim, pois já que
exercem a mesma função e possuem a mesma escolaridade, nada mais justo
que obtenham os mesmos salários.”
No entanto, o IBGE (2010) considera que as diferenças salariais ainda
existem, cerca de R$ 400. E quando as mulheres possuem mais escolaridade
que os homens essas divergências aumentam.
Gráfico 7 - Antigamente, alguns setores de trabalho como: construção,
logística, indústria, eram ocupados somente por homens. Hoje, existem
mulheres que comandam grandes empresas como: Petrobras, TAM. O que
acha dessa inserção das mulheres nesses setores?
Colaboradores
14
12
10
8
6
4
2
0
a)Totalmente
b)Apesar de muitas
c)A presença da mulher em
desnecessária. Os homens
mulheres liderarem as
cargo de alto nível é uma
podem muito bem
empresa de forma
consequência do seu
encontar essas áreas sem a eficiente, a forma com que
exponencial
Colaboradores
ajuda das mulheres.
os homens gerenciam é
desenvolvimento no
mais efetiva.
mercado de trabalho. As
conquistas de homens e
mulheres não interferem
uma na outra.
Fonte própria, 2013.
Já no gráfico 7, sobre inserção da mulheres em diversos setores de
trabalho, os 14 colaboradores marcaram a questão “b) Apesar de muitas
mulheres liderarem as empresas de forma eficiente, a forma com que os
homens gerenciam é mais efetiva.
O gráfico 8 expõe uma outra questão sobre remuneração, em que todos
os funcionários indicaram a alternativa “c) Não vejo problema, afinal fazemos
44
parte de uma mesma família, portanto custos e benefícios são nossos de
maneira geral.”
Gráfico 8 - O que você acharia, de sua mulher, por mérito, constituir um salário
maior que o seu?
Colaboradores
14
12
10
8
6
4
2
0
a) Acho que é algo quase b)Continuaria pagando c)Não vejo problema,
que impossível, ainda
boa parte dos nossos afinal fazemos parte de
assim, por orgulho, eu custos com água, luz e
uma mesma família,
passaria a trabalhar em etc, sem precisar de sua
portanto custos e
dobro para, pelo menos,
ajuda.
benefícios são nossos de
equiparar nossas
maneira geral.
remunerações.
Colaboradores
Fonte: Própria, 2013.
Constituição de 32 (carga horária das 5h às 22h), salário igual, proibição
do trabalho 4 semanas antes do parto, e quatro semanas depois, assim como a
dispensa do serviço pelo simples fato de estar grávida, foram alguma leis que
acolherem a classe masculina, complementa Probst.
Visando o parágrafo anterior, o gráfico 9 apresenta um questão sobre
direitos da mulher, em relação a este conteúdo, os 14 colaboradores da
empresa SLB marcaram a alternativa “c) algum totalmente comum, a
sociedade atual é feita por inúmeros setores de trabalho que podem ser
ocupados por ambos os sexos. Se existem uma ocupação das mulheres em
setores que só haviam homens, essa inversão deve ser encarada de forma
comum.”
Gráfico 9 - Algumas leis expressam alguns direitos a mais das mulheres como:
licença a maternidade, Maria da penha, a seguridade do emprego no período
45
de gestação, entre outros. O que pensa sobre isso?
Colaboradores
14
12
10
8
6
4
Colaboradores
2
0
a)Acho totalmente injusto, já b)Apesar de terem leis que c)Extremamente justificável.
que o homens não possuem as defendem, as mulheres
Mulheres sofreram e até
tantas leis que os defendem, sempre serão inferiores aos
hoje sofrem muitas
assim como as mulheres.
homens.
descriminações, sejam elas
salariais, raciais. E tais leis
vêm amparar de fomra
siginificativa esta classe.
Fonte: Própria, 2013.
Por fim, o gráfico 10 relata uma inversão de funções no mercado de
trabalho, mulheres ocupam setores que antigamente eram só de homens,
como homens passaram a preencher setores que eram basicamente só de
mulheres. Quanto a esta questão, todos os colaborardes da SLB preencheram
a alternativa “c) Algum totalmente comum, a sociedade atual é feita por
inúmeros setores de trabalho que podem ser ocupados por ambos os sexos.
Se existem uma ocupação das mulheres em setores que só haviam homens,
essa inversão deve ser encarada de forma comum.”
Gráfico 10 - As mulheres estão dominando os setores antigamente ocupados
por homens, mas também esta havendo uma inversão. Atualmente, homens
ocupam setores estéticos, desenvolvem trabalhos domésticos. O que acha
sobre essa questão?
46
Colaboradores
14
12
10
8
6
4
2
0
a)Um absurdo, são feitas
b)O fato de homens
c)Algo totalmente comum,
para serviços estéticos,
estarem presentes nessas a sociedade atual é feita
domésticos e homens para funções são fatos isolados, por inúmeros setores de
todas outras funções.
e de que certa forma
trabalho que podem ser
desonram a classe
ocupados por ambos os
masculina.
sexos.
Fonte: Própria, 2013.
Colaboradores
47
Conclusão
O presente trabalho teve com intuito destacar a importância da mulher
no mercado de trabalho, evidenciando sua atuação em diversas áreas
mercadológicas como construção, logística, indústria.
Para isso, procurou-se relacionar o referencial teórico presente no
trabalho como o estudo de caso feito na empresa SLB.
Quando perguntada sobre sua escolaridade e se a mesma influenciou
seu atual cargo na empresa, Renata ressaltou seus ensinos Técnicos, e
afirmou que a teoria do curso possibilitou sim o cargo o qual se encontra.
A Pesquisa Salarial e de Benefícios Online (2007) demonstra que as
mulheres detêm escolaridade superior ao dos homens, ocupando, no entanto,
em maior escala, empresas de pequeno porte, e não possuindo tanta
disponibilidade para mudar de emprego, acarretando salários inferiores aos da
classe masculina.
Apesar do IBGE (2010) afirmar que parte das mulheres cumprem
jornada de trabalho menor que a classe masculino, Renata esclarece que na
empresa SLB Transporte Marítimo Ltda – EPP essas diferenças de carga
horária só existem devido as divergências de funções e cargo e não pelo
simples fato das diferenças de gêneros.
A partir da pesquisa, ao analisar a efetividade da Gestora em conciliar
seu desenvolvimento e dos colaboradores na empresa, fazendo com que
ambos alcancem os resultados esperados pela organização, foi possível
entender que, para Renata, deve existir um acordo entre colaborador e gestor,
um líder deve ouvir seus subordinados, chegando, futuramente, ao acordo para
que as partes se entendam. Colaborador mal assessorado não traz resultados
positivos para a empresa. Renata faz questão de dividir os resultados do
negócio com os colaboradores, pois todos fazem parte do meu sistema, e o
sucesso da empresa deve-se a todos.
Os colaboradores, por meio o gráfico 6 (questionário), alternativa “c”,
concordam que a empresa deve agir como um todo, e que os processos devem
se interagir.
48
Para a gestora o estilo de liderança mais adequado é o democrático,
pois é importante que o colaborador exponha situações, mas que saiba
respeitá-la enquanto líder, assim gestor e colaborador entram em consenso.
Ainda que não possa se apontar a melhor forma de liderança, o que se
observou na entrevista foi uma liderança situacional, a qual defende Mello
(2010) que é um estilo adequado à índole de cada um, maneira de atuar em
cada circunstância, situação, de acordo com o ambiente empresarial.
Entre as características intrínsecas a liderança feminina estão a forma
com que as mesmas incentivam a participação dos colaboradores nas
atividades empresariais, aumentando auto-estima das pessoas. A entrevista da
pesquisa não se estendeu a outro gestor, e as comparações na forma de
gerenciar foram feitas pela própria Renata, que ainda que declare que as
diferença entre sua gestão e a do outro líder sejam mínimas, ao defender seu
lado emotivo na atuação enquanto gestora, expressa uma grande diferença.
A teoria das Relações Humanas expõe a importância das pessoas que
compõe uma organização, destacando as necessidade básicas de cada um:
fisiológicas, psicológicas e de auto-realização.
Por meio do gráfico 1, em que os colaboradores assinalaram a
alternativa “c”, os mesmo expressam que reconhecem a atuação da gestora, e
com o gráfico 4 (questionário) ao marcar a alternativa “c” concordam que
persuasão, delicadeza podem levar a efetividade, ainda que considerem, de
acordo com o gráfico 7 (questionário), alternativa “b”, a forma de liderar dos
homens ser mais efetiva.
A influência da mulher no mercado de trabalho e em seus respectivos
lares é cada vez mais abrangente e de acordo com a entrevista, ao declarar
que arcou com as despesas familiares por ano em sua casa, Renata efetiva tal
situação. Para os colaboradores também, como se observa no gráfico 2 e 3
(questionário), alternativas “c”, a inserção da mulher no mercado de trabalho é
irreversível, e os mesmo afirmam que mulheres e homens fazem parte do
mesmo mercado de trabalho e a concorrência é algo comum.
Em termos de diferenças econômicas entre os gêneros, a Gestora expõe
que não existe diferença quando comparada a outro líder. Portanto, a
remuneração é a mesma independente de ser mulher ou homem, “aqui a gente
respeita o sindicato.”. Os colaboradores, de acordo com o gráfico 6
49
(questionário), alternativa “c”, concordam que se há o mesmo cargo e função,
que tenha o mesmo salário.
No entanto, o IBGE (2010) expôs que a remuneração da classe feminina
representa apenas 72,3% do salário dos homens, demonstrando que as
diferenças salariais ainda existem entre os gêneros.
Da mesma forma que mulheres, atualmente, ocupam diversos setores
que antigamente só eram ocupados por homens, isso acontece também com a
classe masculina. O setor estético é um grande exemplo, pois se notam
frequentemente homens cabelereiros, depiladores e etc. E tal inversão de
papéis também é encarada pelos colaboradores da SLB Marítima como
comum, alternativa “c”, gráfico 10 (questionário).
50
Referências
ABRANTES, Talita. 10 mulheres que são presidentes de empresas no Brasil e
no mundo. Net. Disponível em: <http://exame.abril.com.br/carreira/noticias/10mulheres-que-sao-presidentes-de-empresas-no-brasil-e-no> Acesso em 20
set. 2013 às 09h: 58min.
ANDRADE, M.M. Introdução à metodologia do trabalho científico:
elaboração de trabalhos na graduação. São Paulo: Atlas, 9 ed. 2. Reimpr.
, 2009.
APARÍCIO, I., MELLO, K., OLIVEIRA, P., CALVOSA, M.V.D.
Desenvolvimento de carreira: o papel da mulher nas organizações. Rio de
Janeiro, v1, p. 130-148, 2009. Artigo do curso de Administração. Universidade
Rural do Rio de Janeiro.
BARBOZA, C. A., 2007 apud TCHAICOVSKY, 2000. Empreendedorismo
Feminino. Faculdade de Tecnologia de Taquaritinga. Taquaritinga, 2007.
CHIAVENATO, I. Gestão de Pessoas: o novo papel dos recursos humanos na
organização. Rio de Janeiro: Elsevier, 3. ed. 6. Reimp., 2010.
CHIAVENTATO, I. Introdução à Teoria Geral da Administração: uma visão
abrangente da moderna administração das organizações. Rio de Janeiro:
Elsevier, 7 ed. 6 Reimo., 2003.
FREIRE, M. A diferença entre ser líder e ser chefe. Net, 2009. Disponível
em:<http://www.administradores.com.br/artigos/administracao-e-negocios/adiferenca-entre-ser-lider-e-ser-chefe/36141/ >. Acesso em 22 out. 20130 às 16
h:13min.
INSTITUTO BRASILEIRO DE GEOGRAFIA E ESTATÍSTICA. Mulher no
mercado de trabalho: Perguntas e Respostas. Pesquisa Mensal de Emprego –
PME. Net, 8 mar, 2010. Disponível em: <http:/
/www.ibge.gov.br/home/estatistica/indicadores/trabalhoerendimento/pme_nova/
51
Mulher_Mercado_Trabalho_Perg_Resp.pdf>. Acesso em 15 set. 2013 às
12h21min.
INSTITUTO BRASILEIRO DE GEOGRAFIA E ESTATÍSTICA. Mulher no
mercado de trabalho: Perguntas e Respostas. Pesquisa Mensal de Emprego –
PME. Net, 8 mar, 2012. p.1-18. Disponível em:
<http://www.ibge.gov.br/home/estatistica/indicadores/trabalhoerendimento/pme
_nova/Mulher_Mercado_Trabalho_Perg_Resp_2012.pdf>. Acesso em 27 out.
2013 às 10 h:08min.
MARCHETTI, V. A diferença entre ser líder e estar na liderança. Net, 2012.
Disponível em:
<http://www.administradores.com.br/noticias/administracao-e-negocios/adiferenca-entre-ser-lider-e-estar-na-lideranca/66173/>. Acesso em 22 out. 2013
às 15h:58min.
MARCONI, M.A., LAKATOS, E.M. Técnicas de pesquisas: planejamento e
execução de pesquisas, amostragens e técnicas de pesquisa, elaboração,
análise e interpretação de dados. São Paulo: Atlas, 7. ed. 5 reimpr., 2011.
MELLO, F. B. de. Conheça os 10 perfis de liderança mais comuns. Net. 2010.
Disponível em: <http://www.administradores.com.br/noticias/carreira/conhecaos-10-perfis-de-lideranca-mais-comuns/36401/> Acesso em 13 out. 2013 às
10h: 29min.
NOVO, D. V., CHERNICHARO, E. de A. M., BARRADAS, M. S. S. Liderança
de Equipes. Rio de Janeiro: FGV, 2008.
PESQUISA SALARIAL E DE BENEFÌCIO ONLINE. Net, 2009. Disponível em:
<http://www3.catho.com.br/salario/action/artigos/As_diferencas_salariais_entre
_Homens_e_Mulheres.php > Acesso em: 22 out. 2013 às 17h:23min.
PROBST, E. R. A evolução da Mulher no Mercado de Trabalho. Net, Santa
Catarina. p. 1-8.Disponível em: <http://www.posuniasselvi.com.br/artigos/rev0205.pdf>. Acesso em 20 set. 2013 às 09h: 28min.
RAMPAZZO, L. Metodologia científica: para alunos dos cursos de graduação
e pós-graduação. São Paulo: Loyola, 3 ed, 2005.
52
SANTANA, T. C. Gestão feminina e tomada de decisão em órgãos da
administração pública federal. Brasília, 2011. 47p. Monografia. Universidade
de Brasília. Disponível em:
<http://bdm.bce.unb.br/bitstream/10483/3604/1/2011_TicianaCancadoSantana.
pdf>. Acesso em: 22 mar. 2013.
SANTOS, R.R.T. Gestão feminina e eficácia organizacional: o papel da
mulher nas empresas. Mato Grosso do Sul, 2008. 48p. Monografia. Faculdades
Integradas de Três Lagoas. Disponível em:
<http://pt.scribd.com/doc/9245844/Monografia-Gestao-Feminina-e-a-eficaciaorganizacional-Rodolfo-Rodrigo>. Acesso em 23 mar. 2013
SOUZA, A. B. de., ZANGIROLAMO, A. Q., BENTO, P. R. Gerência das
Mulheres :uma análise prática, considerando aspectos comportamentais e
sociais no Shopping Center Americanas. Faculdades Integradas Antônio
Eufrásio de Toledo. Presidente Prudente, 2005. p. 1-48.
SOUZA, A. B. de., ZANGIROLAMO, A. Q., BENTO, P. R. apud CARREIRA,
2001. Gerência das Mulheres :uma análise prática, considerando aspectos
comportamentais e sociais no Shopping Center Americanas. Faculdades
Integradas Antônio Eufrásio de Toledo. Presidente Prudente, 2005. p. 1-48.
SOUZA, V. F. de. Liderança Feminina: avanços e recuos. Universidade
Candido Mendes. Rio de Janeiro, 2010. p. 1-37.
SOUZA, V. F. de., 2010, p. 25 apud Aburdene e Naisbitt, 1993. Liderança
Feminina: avanços e recuos. Universidade Candido Mendes. Rio de Janeiro,
2010. p. 1-37.
WORD ECONOMIC FORUM, Net. 2012, Nova York, EUA. p. 1-3. Disponível
em:
<http://www3.weforum.org/docs/WEF_NR_GlobalGenderGapReport_2012_PT
BR.pdf.> Acesso em 15 de Nov. 2013.
53
Apêndice
Gestão Feminina e Desempenho Organizacional
Questionário – Colaboradores - SEXO M( ) F( )
1) Há quanto tempo trabalha na empresa de logística portuária SLB
Transporte Marítimo Ltda– EPP?
a) Menos de 6 meses.
b) Menos de 2 anos.
c) Mais de 2 anos.
2) O que acha de ser gerenciado (a) por uma mulher?
a) Indiferente.
b) Preferia ser gerenciando por homem, afinal eles ainda dominam o
mercado.
c) Gosto de ser gerenciado por uma mulher, pois são tão o mais
competentes que os homens.
3) Você acredita que o crescimento da mulher no mercado de trabalho
é algo passageiro?
a) Sim, com toda certeza. Isso é simplesmente uma moda.
b) Talvez, pode ser que as mulheres continuem conquistando espaço
no mercado de trabalho, ou é simplesmente uma moda mesmo.
c) De maneira alguma, a participação da mulher no mercado de
trabalho estatisticamente já é muito grande, e isso é algo irreversível.
4) Seja qual for a área que atua na empresa, ou até mesmo fora dela.
Você se sente ameaçado pelo crescimento que a mulher vem tendo
no mercado, ocupando setores que, antigamente, eram só de
homens? (Pergunta só para colaborador do sexo masculino)
54
a) Sim, antes da entrada da mulher no mercado de trabalho, era muito
mais fácil conseguir um emprego.
b) Não, a mulher e o homem têm funções diferentes no mercado de
trabalho. Sendo a função da mulher feita para serviços domésticos,
salão de estética, diretorias de escolas, e o homem para gerenciar
empresas e serviços que exijam força bruta.
c) Não, tanto a mulher quanto o homem fazem parte do mesmo
mercado de trabalho, e a concorrência é muito comum. Portanto, o
crescimento da mulher no mercado não pode ser encarado como
uma ameaça e sim consequência.
5) Que características femininas na forma de administrar a empresa
que você atua, percebe que o homem não tem?
a) Nenhuma, muito pelo contrário, os homens têm todas as
características comuns às mulheres e até um pouco mais.
b) Todas as características na maneira de gerenciar que as mulheres
têm os homens também têm.
c) As mulheres, por serem mais delicadas, persuasivas, conseguem
atingir uma efetividade muito maior que o homem em muitas
situações.
6) Você acha que uma líder/gerente deve dividir os assuntos da
empresa com os colaboradores, até como uma forma de interação
entre os setores?
a) Não, eu enquanto colaborador me limito a minha função.
b) Às vezes, só se forem resultados positivos, se forem negativos
prefiro nem saber.
c) Com toda certeza, a empresa deve agir como um todo, e todos os
processos devem se interagir para que os resultados possam ser
atingidos.
7) Em termos de remuneração, se um homem e uma mulher exercem a
mesma função dentro de uma empresa e possuem a mesma
escolaridade, acha justo eles possuírem o mesmo salário?
a) Não, pois o homem sempre deve ganhar mais que a mulher, até por
que, o primeiro a dominar o mercado de trabalho foi o homem.
b) Depende, eles até podem ter o mesmo salário, mas os benefícios
dos homens devem ser maiores.
c) Sim, pois já que exercem a mesma função e possuem a mesma
escolaridade, nada mais justo que obtenham os mesmos salários.
55
8) Antigamente, alguns setores de trabalho como: construção,
logística, indústria, eram ocupados somente por homens. Hoje,
existem mulheres que comandam grandes empresas como:
Petrobras, TAM. O que acha dessa inserção das mulheres nesses
setores?
a) Totalmente desnecessária. Os homens podem muito bem controlar
essas áreas sem a ajuda das mulheres.
b) Apesar de muitas mulheres liderarem as empresas de forma eficiente, a
forma com que os homens gerenciam é muito mais efetiva.
c) A presença da mulher em cargo de alto nível é uma conseqüência do
seu exponencial desenvolvimento no mercado de trabalho. As conquista
de homens e mulheres não interferem uma na outra. Sendo cada classe
responsável por seus merecimentos.
9) O que você acharia, de sua mulher, por mérito, constituir um salário
maior que o seu? (perguntas só para colaborador homem)
a) Acho algo quase que impossível, ainda assim, por orgulho, eu
passaria trabalhar em dobro para, pelo menos, equiparar nossas
remunerações.
b) Continuaria pagando boa parte dos nossos custos com água, luz e
etc, sem precisar de sua ajuda.
c) Não vejo problema, afinal fazemos parte de uma mesma família,
portanto custos e benefícios são nossos de maneira geral.
10) Algumas leis expressam alguns direitos a mais das mulheres
como: licença a maternidade, Maria da penha, a seguridade do
emprego no período de gestação, entre outros. O que pensa sobre
isso? (pergunta só para colaborador masculino)
a) Acho totalmente injusto, já que os homens não possuem tantas leis
que os defendem, assim como as mulheres.
b) Apesar de terem leis que as defendem, as mulheres sempre serão
inferiores aos homens.
c) Extremamente justificável. Mulheres sofreram e até hoje sofrem
muitas discriminações, sejam elas salarias, raciais. E tais leis vêm
amparar de forma significativa esta classe.
11) Por fim, as mulheres estão dominando os setores antigamente
ocupados por homens, mas também esta havendo uma inversão.
Atualmente, homens ocupam setores estéticos, desenvolvem
trabalhos domésticos. O que acha sobre essa questão?
56
a) Um absurdo, mulheres são feitas para serviços estéticos, doméstico
e homens para todas outras funções.
b) O fato de homens estarem presentes nessas funções são fatos
isolados, e de que certa forma desonram a classe masculina.
c) Algo totalmente comum, a sociedade atual é feita por inúmeros
setores de trabalho que podem ser ocupados por ambos os sexos.
Se existem uma ocupação das mulheres em setores que só haviam
homens, essa inversão deve ser encarada de forma comum.
57
Gestão Feminina e Desempenho Empresarial
Questionário – Renata
1)
Há quanto tempo conquistou o cargo que ocupa hoje na empresa
de logística portuária SLB Transporte Marítimo Ltda– EPP?
2)
Qual seu grau de escolaridade? Acha que parte das suas
conquistas são o resultado da sua escolaridade?
3)
Qual sua quantidade de horas/semanais? A sua atual jornada de
trabalho é diferente de outras pessoas que trabalham na empresa?
4)
O que acha de gerenciar mulheres e, principalmente, homens? Há
diferenças?
5)
Você acha que o líder deve interagir com seus subordinados? Mais
ouvindo, ou falando?
6)
Existem, basicamente, três tipos de líderes: autocrático (decisões
são centralizadas, sem qualquer participação dos colaboradores),
participativa (decisões compartilhadas, funcionários também são
ouvidos), e liberal (colaboradores tem liberdade para fazer suas funções
sem qualquer interferência do chefe). Qual sua postura como líder?
7)
Algumas teorias defendem que o líder possui diversas
características que os diferem das demais pessoas. Que características
que você percebe em si mesma que a faz ser líder, diferente dos homens?
8)
Quando o setor que lidera atinge os objetivos esperados, a quem
atribui o alcance dos resultados?
9)
Sabemos da evolução da mulher no mercado de trabalho, e
acompanhamos sua efetividade no desenvolvimento de diversos
negócios. Ainda assim, existe um discernimento ligado, principalmente,
as faixas salariais, em que o homem, mesmo com escolaridade inferior a
58
mulher, atinge uma remuneração mais elevada. Em relação a outras
pessoas que lideram outros setores desta empresa, a sua remuneração
se equipara, é inferior ou superior?
10)
Ainda em relação à pergunta anterior, o que você que poderíamos
fazer para que esta remuneração pudesse ser equiparada, se for inferior?
Se for superior, a que deve essa superioridade salarial?
11)
Com a crescente inserção da mulher nas empresas, houve um novo
conceito sobre divisões de custos. Sendo o homem não mais detentor da
remuneração familiar, e nem a mulher ao redor apenas de afazeres
domésticos. O que acharia se o seu salário sobressaísse ao do seu
marido, cabendo a você maior parte das despesas familiares?
59
Download

ana carolina gonçalves josé josé renato marcondes