UNIVERSIDADE CANDIDO MENDES CURSO DE PÓS GRADUAÇÃO EM MARKETING Michelle Andrade da Silva ENDOMARKETING NA PROMOÇÃO DA AMPLIAÇÃO DE UM SALÃO DE BELEZA EM INSTITUTO ESTÉTICO Rio de Janeiro 2009 UNIVERSIDADE CANDIDO MENDES CURSO DE PÓS GRADUAÇÃO EM MARKETING Michelle Andrade da Silva ENDOMARKETING NA PROMOÇÃO DA AMPLIAÇÃO DE UM SALÃO DE BELEZA EM INSTITUTO ESTÉTICO Monografia apresentada como requisito parcial para obtenção do título de especialista em marketing. Orientador: Mario Luiz Rio de Janeiro 2009 UNIVERSIDADE CANDIDO MENDES CURSO DE PÓS GRADUAÇÃO EM MARKETING Michelle Andrade da Silva ENDOMARKETING NA PROMOÇÃO DA AMPLIAÇÃO DE UM SALÃO DE BELEZA EM INSTITUTO ESTÉTICO Monografia apresentada como requisito parcial para obtenção do título de especialista em marketing. Orientador: Mario Luiz APROVADA EM ___/___/___. BANCA EXAMINADORA __________________________________ ____________________________________ ______________________________________ EPÍGRAFE “ O que atenta para o ensino acha o bem, e o que confia no Senhor, esse é feliz ” ( Bíblia Sagrada Pv 16.20) DEDICATÓRIA Dedico o meu trabalho de monografia ao meu noivo, Marcos Vianna, que além do incentivo constante do qual tem me prestado, é o responsável pelo tema deste trabalho. Ele que muito admiro e respeito, obrigada oportunidade de por poder me dar colocar a em prática, o que até aqui, tenho aprendido. AGRADECIMENTOS Agradeço primeiramente a Deus, pois sem Ele, nada seria possível e não estaríamos aqui reunidos, desfrutando, juntos, destes momentos que nos são tão importantes. Aos meus pais Paulo e Cleonice; pelo esforço, dedicação e compreensão, em todos os momentos desta e de outras caminhadas. Ao meu sobrinho Rian, que ainda nem sabe o quanto tem sido importante na minha vida. Agradeço ainda à minha amiga Patrícia, que está sempre presente em minhas conquistas acadêmicas e ainda em especial nesta, do qual foi grande incentivadora para a realização deste curso. RESUMO O Endomarketing tem se tornando uma ferramenta de extrema importância para as organizações. A razão de tal importância é porque constitui-se em um processo cujo foco é sintonizar e sincronizar todas as pessoas que trabalham na empresa na implementação e operacionalização de ações mercadológicas. O objetivo da monografia é observar como o endomarketing pode ser utilizado no momento de ampliação de um negócio, conceituando o endomarketing abordando sua importância nas organizações e aplicando seus conceitos e importância na ampliação do negócio. A pesquisa foi elaborada a partir da leitura sistêmica de livros e artigos científicos que abordavam o tema em questão “ENDOMARKETING”. Os livros foram adquiridos na biblioteca da Faculdade Candido Mendes e/ou comprados conforme a necessidade, e os artigos foram extraídos do site de busca Google acadêmico sob os descritores: endomarketing, marketing interno e recursos humanos. A pesquisa se fundamentará no estudo bibliográfico e análise de caso onde serão utilizadas a fundamentação teórica na ampliação do salão de beleza. Palavras-chave: endomarketing, marketing interno e recursos humanos ABSTRACT The Endomarketing has become a tool of paramount importance for organizations. The reason for such importance is because it is in a process whose focus is tune and synchronize all persons engaged in business in the implementation and operationalization of marketing actions. The aim of the monograph is to observe how the endomarketing can be used at the time of expansion of a business, conceptual endomarketing addressing the organizations and its importance in applying concepts and their importance in expanding the business. The research was drawn from the systemic reading of books and scientific articles that addressed the issue in question "endomarketing. The books were purchased in the library of the Candido Mendes University and / or purchased as needed, and the articles were taken from the site in Google search under the academic descriptors: endomarketing, internal marketing and human resources. The research is based on literature study and analysis of case which will be used in expanding the theoretical basis of the beauty salon. Keywords: endomarketing, internal marketing and human resources SUMÁRIO INTRODUÇÃO CAPÍTULO I – ENDOMARKETING 1.1 Conceito 1.2 A importância da comunicação nas organizações 1.3 Benefícios do Endomarketing 1.3.1 Marketing de Benefícios CAPÍTULO II - TÉCNICAS E INSTRUMENTOS DISPONIVEIS 2. Princípios básicos e aplicabilidade do endomarketing 2.1 Motivação 2.2 Reconhecendo os colaboradores CAPÍTULO III - TÉCNICAS APROPRIADAS PARA ESTABELECIMENTO DE BELEZA 3.1 Identificação das técnicas mais apropriadas 3.2 Aplicação das técnicas 3.3 Fidelização do cliente de serviço 3.3.1 Características dos Serviços CONCLUSÃO REFERÊNCIAS INTRODUÇÃO O Endomarketing tem se tornando uma ferramenta de extrema importância para as organizações. A razão de tal importância é porque constitui-se em um processo cujo foco é sintonizar e sincronizar todas as pessoas que trabalham na empresa na implementação e operacionalização de ações mercadológicas. O principal benefício que se busca é o fortalecimento e construção de relacionamentos, compartilhando os objetivos da empresa e fortalecendo estas relações, inserindo a noção de que todos são clientes de todos também dentro da empresas. Antes de vender um produto para seus clientes, as empresas precisam convencer seus funcionários a comprá-lo. O Endomarketing surge como elemento de ligação entre o cliente, o produto/serviço e o colaborador. Isto significa tornar o colaborador um aliado, fomentando a idéia de que seu sucesso está ligado ao sucesso da empresa. O Endomarketing deve ser trabalhado como uma ferramenta de comunicação e integração permanente. A linha de comunicação deve estabelecer um amplo sistema de informações capaz de dar subsídios para que todos possam cumprir suas tarefas com eficiência. A pesquisa foi elaborada a partir da leitura sistêmica de livros e artigos científicos que abordem o tema em questão “ENDOMARKETING”. Os livros foram adquiridos na biblioteca da Faculdade Candido Mendes e/ou comprados conforme a necessidade, e os artigos foram extraídos do site de busca Google acadêmico sob os descritores: endomarketing, marketing interno e recursos humanos. A pesquisa se fundamentará no estudo bibliográfico e análise de caso onde serão utilizadas a fundamentação teórica na ampliação do salão de beleza. O objetivo da monografia é observar como o endomarketing pode ser utilizado no momento de ampliação de um negócio, conceituando o endomarketing abordando sua importância nas organizações e aplicando seus conceitos e importância na ampliação do negócio. CAPÍTULO I - ENDOMARKETING 1.1 Conceito “Endo” vem do grego e quer dizer “ação interior ou movimento para dentro”, sendo assim o Endomarketing quer dizer “marketing para dentro”. É toda e qualquer ação de marketing voltada para a satisfação e aliança do público interno com o intuito de melhor atender aos clientes externos (BEKIN, 2004). O termo endomarketing é uma criação (marca registrada em janeiro de 1995)do brasileiro Saul Faingaus Bekin que, em 1975, utilizou este termo pela primeira vez quando era gerente de produtos da Johnson & Johnson. Bekin utilizou a mesma formação que gerou palavras como endoscopia e endovenoso para construir o termo endomarketing que, segundo ele significa: “as ações de marketing voltadas para opúblico interno da empresa, com o fim de promover entre seus funcionários edepartamentos valores destinados a servir o cliente” (1995, p. 2). Segundo Bekin (1995) endomarketing é uma extensão internalizada da clássica função de marketing, sendo definido como “ações de marketing voltadas para o público interno da empresa a fim de promover, entre seus funcionários e os departamentos, valores destinados a servir o cliente”. Em sentido mais amplo o endomarketing pode ser compreendido como um conjunto de práticas introduzidas e aprimoradas na organização, e que tem por objetivo obter, ou elevar, o comprometimento dos seus funcionários (NICKLES e WOOD, 1999). Decorrem desse comprometimento, mudanças nas atitudes e comportamentos que se refletem, positivamente, tanto no público interno, quanto no externo. Para Nickles e Wood (1999, p. 6) o endomarketing é o “processo de satisfazer os clientes internos (colaboradores) como pré-requisito para satisfazer os clientes externos”, os autores sugerem que as técnicas utilizadas para a promoção de vendas dirigidas aos clientes externos, podem ser adaptadas e aplicada aos colaboradores, aumentando, assim, a coesão da equipe, modificando (para melhor) as atitudes e comportamentos, aumentando o nível de comprometimento dos funcionários, entre si, e com a organização. O grande desafio do Endomarketing é, na verdade, harmonizar os interesses do empregado (individual e coletivamente) com os da empresa, aumentando a cooperatividade e sinergia das equipes, o compromisso com a estratégia e os objetivos corporativos, o cumprimento de sua missão e os conseqüentes atendimento de expectativas e fidelização da clientela (PRATES, 1998). Segundo o autor o “atendimento de alta qualidade, por se basear nas pessoas e não em recursos materiais e tecnológicos ao alcance de qualquer concorrente, é uma das características mais diferenciadoras de uma empresa”. 1.2 A importância da comunicação nas organizações Endomarketing ou Marketing Interno tem se tornado uma ferramenta de extrema importância para as organizações. A razão de tal importância é porque constituiu-se em um processo cujo foco é sintonizar e sincronizar todas as pessoas que trabalham na empresa na implementação e operacionalização de ações mercadológicas (BEKIN, 2004). O Endomarketing deve ser trabalhado como uma ferramenta de comunicação e integração para que todos possam cumprir suas tarefas com eficiência. É importante que todos saibam a respeito dos objetivos, estratégias, metas e formas de atuação só assim é possível começar a entender os clientes externos de forma mais coerente e eficaz, diminuindo custos, tempo e possibilitando o surgimento de um clima interno mais harmonioso no qual todos compartilhem do mesmo senso de direção e de prioridade (BOHNENBERGER e PINHEIRO, 2002). A importância da comunicação interna é uma grande ferramenta para que o Emdomarketing garanta o sucesso. Segundo Brum (1994) “fala-se muito em empresas voltadas para o mercado, mas fala-se muito pouco em comunicação interna, em instrumentos capazes de promover uma maior aproximação de empregados com a empresa”. Há grande necessidade de se trabalhar a informação no sentido de gerar crenças e mudar comportamentos individuais e grupais (CAVELA et al. 2008; BRUM, 1994). Segundo Brum (1994) “o ser humano teme o que desconhece e é nesse clima de tensão que ele trabalha, transferindo sua insegurança, e sua frustração, para seu trabalho, gerando desmotivação, angústia e ansiedade”. A comunicação deve ser sempre considerada como processo (dinâmico) de intercâmbio/compartilhamento (e não doação) de informações, sentimentos, idéias, etc. Sendo compartilhamento, exige a existência de duas partes ao mesmo tempo distintas e identificadas. Distintas na medida em que deve haver interpolação dos momentos em que se fala e em que se ouve e, especialmente, que cada uma das partes necessariamente desconhece algo da outra (desejo de informação) (PRATES, 1998). Quando o marketing interno é bem feito, o marketing externo será muito mais abrangente. Se cada empregado for multiplicador da boa imagem da empresa, os produtos fabricados por ela também serão bem aceitos pelos seus clientes (NICKLES e WOOD, 1999). O Endomarketing possui uma importância estratégica e, neste sentido, não pode ser separado do marketing. Do ponto de vista estratégico, o endomarketing é um processo para adequar a empresa a um mercado orientado para o cliente (BEKIN, 1995). Deste modo, a relação da empresa com o mercado, passa a ser um serviço feito pelos clientes internos para os clientes externos. As empresas desejam crescer, conquistar mercados, manter os índices que já possuem ou, simplesmente, garantir seu lugar, sua sobrevivência para os próximos anos (BEKIN, 2004). 1.3 Benefícios do Endomarketing O principal benefício que se busca é o fortalecimento e construção de relacionamentos, compartilhando os objetivos da empresa e fortalecendo estas relações, inserindo a noção de que todos são clientes de todos também dentro da empresas. Antes de vender o produto para seus clientes, as empresas precisam convencer seus funcionários a comprá-lo. O Endomarketing surge como elemento de ligação entre o cliente, o produto/serviço e o colaborador. Isto significa tornar o colaborador um aliado, fomentando a idéia de que seu sucesso está ligado ao sucesso da empresa. Para que um processo de Endomarketing seja bem sucedido existe a necessidade de um gerenciamento de atitudes, através de feedbacks constantes, assim como, um suporte do gerenciamento da comunicação. O Endomarketing deve ter uma importância na organização e é um processo moderno que auxilia a empresa a se preparar para um mercado orientado para o cliente. Com a preocupação despendida ao desenvolvimento do cliente interno o Endomarketing estimula toda a organização a manter-se voltada para o mercado obtendo desta forma resultados bem sucedidos a médio e longo prazo (CAZELA et al, 2008). A horizontalização da estrutura organizacional promovida pelo Endomarketing facilita o desenvolvimento de um ambiente de confiança e comprometimento, auxiliando também no tratamento do erro e desta forma deixa os empregados mais seguros para tomar atitudes e decisões (CAZELA et al, 2008). Desse modo, as empresas que querem garantir sua sobrevivência devem ter qualidade na prestação de serviços e atendimento ao cliente. Para isso, é preciso criar seu diferencial competitivo que só pode ser feito através das pessoas. Existe uma preocupação muito grande com a qualidade nas empresas em virtude das exigências dos consumidores. E, ao tentarem anexar qualidade aos seus produtos e serviços, os empresários acabam despertando para o fato de que ela nada mais é do que uma decorrência da motivação daqueles que fazem o dia-a-dia de uma empresa (PADILHA NETO, s/d). Percebe-se que é muito comum as pessoas se sentirem desmotivadas para o trabalho em algum momento de suas vidas. A empresa precisa estar atenta às causas dessa desmotivação. Com isso, revela-se que o cliente interno precisa ser trabalhado para que tenha condições de repassar para o cliente externo tudo aquilo que a empresa possui de melhor. 1.3.1 Marketing De Benefícios Para criar a consciência do Marketing de benefícios e ainda obter o retorno positivo do público interno é necessário, mais do que disponibilizar estes benefícios, agregar importância e visibilidade de forma sistemática e atrativa. Também é necessário desenvolver estratégias para torná-los conhecidos e valorizados pelos funcionários e seus familiares (BRUM, 2003). É neste ponto que entra a contribuição do marketing interno ou endomarketing – como também é conhecido no Brasil. Para explicar esta relação, a autora utiliza o termo “marketing de benefícios” da seguinte forma: O marketing de benefícios é uma importante parte do endomarketing e tem sido uma das grandes demandas por parte das empresas que nos contratam. “As pessoas não conhecem, nem reconhecem os benefícios...”.Tenho ouvido esta frase de gestores de empresas de todos os portes e segmentos. A quantidade de benefícios oferecidos pelas empresas ao seu público interno não tem sido proporcional ao reconhecimento por parte daspessoas (BRUM, 2003, p. 69). Como exemplo de ações de marketing de benefícios, Brum (2003) destaca as campanhas cujos instrumentos incluem: cartilha de benefícios, cartaz, banners real e virtual, mala-direta e anúncios no jornal interno, no jornal eletrônico, entre outros. Outra prática que a autora considera eficaz como forma de mostrar ao funcionário o quanto ele é importante para a empresa é a divulgação no balanço social de tudo aquilo que foi gasto em favor dos funcionários. CAPÍTULO II - TÉCNICAS E INSTRUMENTOS DISPONIVEIS 2. Princípios básicos e aplicabilidade do endomarketing Segundo Bekin (1995, p.40), para se criar um processo de endomarketing , este deve partir de três princípios básicas: a) Estamos num mercado orientado para o cliente. Clientes só podem ser conquistados e retidos com um serviço excelente; b) funcionários têm expectativas e constituem o primeiro mercado para a organização. Assim, funcionários devem ser tratados como clientes e valorizados como pessoas; c) excelência de serviços para os clientes e gerenciamento de recursos humanos significam envolver e comprometer os funcionários com os objetivos e decisões da empresa; Estas três premissas trazem como conseqüência um princípio: este processo de envolvimento, comprometimento e valorização do funcionário deve proceder o marketing externo. Ou seja, é preciso conquistar primeiro mercado dos clientes internos para em seguida, lançar-se ao mercado externo. Parte-se da premissa de que “o endomarketing atua diretamente na excelência do clima organizacional, refletindo no índice de satisfação interna e na melhoria do fluxo de comunicação entre os diversos níveis da organização” (NICKELS e WOOD, 1999), e conectados nos objetivos de desenvolver uma cultura de valorização do cliente despertando no cliente interno o interesse por marketing. Como exemplos da aplicabilidade do endomarketing pode-se citar as etapas desenhadas por Franco et al. (s/a in Silva, 2007) que devem ser percorridas num programa de marketing interno. Segundo ele, essas etapas devem ser preparadas como um verdadeiro “Plano Estratégico de Marketing”: 1) Análise interna: é o diagnóstico do clima organizacional, contendo os pontos fortes e fracos da direção bem como da empresa e a disponibilidade de recursos. 2) Análise externa: consiste em estudar o público interno analisando as suas necessidades, desejos e opiniões. 3) Formulação da estratégia: é sistematizar de forma clara e objetiva as linhas de ação para alcançar aquilo que a empresa se propõe. 4) Produto: nesta relação entende-se por “produto”: idéias, conceitos,projetos e serviços. 5) Preço: é aquilo que se pede aos funcionários em termos de mudança de atitudes e esforços no sentido de melhoria da qualidade. 6) Comunicação/Distribuição: são os meios que a organização tem ao seu alcance (reuniões, conferências, informativos, jornal interno, etc.). 7) Venda: Cada nível hierárquico é vendedor do nível seguinte ou consumidor do nível anterior. 8) Análise de custo/benefício: é o levantamento dos custos da implementação versus o benefício que advêm para a própria empresa. 9) Implementação da estratégia: é planejamento, organização, execução e controle dos processos (FRANCO et al. s/d In: SILVA, 2007). Estas relações podem explicar a grande demanda de interesse das empresas em trabalhar mais estrategicamente os benefícios sociais, buscando orientação junto às agências de comunicação, marketing ou endomarketing, sobre como melhorar a percepção do público interno. 2.1 Motivação Ao abordar a questão da motivação e valorização, Bekin (2004) enuncia os três pontos essenciais para atender as expectativas dos funcionários: “1) o reconhecimento pelo seu trabalho; 2) o reconhecimento como indivíduos; 3) uma remuneração adequada”. Assim, todo programa de motivação ou valorização deve aprofundar ao máximo estas três expectativas básicas. A motivação é um processo global que visa comprometer o funcionário com os objetivos da empresa e integrá-lo à cultura organizacional existente. Como um processo, a motivação tem uma seqüência constituída pelas seguintes etapas: “estímulo, esforço, desempenho, valorização, recompensa, satisfação e comprometimento. Estabelecer um processo permanente de motivação do funcionário é o que caracteriza precisamente o endomarketing” (BEKIN, 2004). Bekin (2004) enumera ainda dez critérios necessários à criação de um processo de motivação: 1- Prioridade para a motivação do grupo de trabalho, com chamamento à parceria, cooperação e lealdade; 2- Valorização do indivíduo dentro de seu grupo; 3- Integração baseada nos valores e objetivos da empresa; 4- Reforço contínuo de uma atitude baseada em valores compartilhados; 5-Recompensas e prêmios dirigidos ao grupo para que todos se beneficiem os resultados positivos; 6- Criação de um ambiente de interação dentro da empresa; 7- Envolvimento dos funcionários no planejamento e na tomada de decisões (BEKIN, 2004). É possível verificar que os seis primeiros itens dão prioridade ao grupo e esta prioridade é intencional, uma vez que somente ele pode dar coesão interna à empresa. Já com relação à valorização do indivíduo, o autor afirma que esta deve resultar da função que exerce dentro do grupo. Trabalho em equipe e liderança não se excluem. Liderança é uma função exercida dentro do grupo e, segundo Bekin (1995), há dois tipos: “a liderança autoritária, que se coloca acima do grupo e a liderança democrática, que trabalha com o grupo e para o grupo, esta coerente com os valores de cooperação enfatizados pelo endomarketing”. Ainda dentro do item motivação, Bekin aborda a questão da remuneração como a concretização da valorização do funcionário, pois “o bom salário dá tranqüilidade e dignidade ao funcionário, constituindo-se em aspecto fundamental para a sua motivação” (1995, p.77). Indica, também, a necessidade de a empresa estabelecer programas permanentes de recompensa, com enfoque prioritário nos grupos. 2.2 Reconhecendo os colaboradores Uma estratégia de gestão bem formulada deve ser capaz de vender, de forma figurativa, a empresa para os seus próprios funcionários, de forma a fazê-los sentirem-se completos junto com a empresa, sendo parte dela e gostando de trabalhar nela, é possível perceber que grandes empresas preocupam-se com o que os seus funcionários pensam dela, e talvez por isso elas trabalhem melhor seu endomarketing. A vantagem competitiva começa no ponto em que a empresa enxerga a importância de valorizar o funcionário e reconhecê-lo como parte integrante da equipe, passando a tê-lo como um verdadeiro colaborador (COELHO, 2008) Para fazer com que o funcionário vista a camisa da empresa, é preciso motivá-lo. Fazer com que ele empenhe-se em sua função por gostar do que faz. Essa motivação é indispensável para as organizações. Ao ser questionado sobre a unificação da motivação, valorização e comprometimento do funcionário, Benkin (2004) responde: Sim, trata-se de um processo único com fases distintas. A motivação é um processo global que tem como objetivo final comprometer o funcionário com as causas e objetivos da empresa para integrá-lo à cultura organizacional. Este comprometimento implica o aprimoramento do desempenho do funcionário por meio de sua valorização e de sua satisfação como indivíduo que pertence a uma organização. (BEKIN, 1995). Bekin (2004) ressalta ainda que a motivação é um processo formado por uma sequência das seguintes etapas: estímulo, esforço, desempenho, valorização, recompensa, satisfação e comprometimento. E as empresas necessitam trabalhar bem esta motivação pois “é nelas [pessoas] em que está o poder de decisão em fazer ou não fazer, fazer bem feito ou fazer mais ou menos” (COELHO, 2008). CAPÍTULO III - TÉCNICAS APROPRIADAS PARA ESTABELECIMENTO DE BELEZA 3.1 Identificação das técnicas mais apropriadas Como instrumento do processo de motivação, em que o empregado é tratado como um cliente preferencial, Bekin (2004) enumera algumas ações: 1. Chamamento a parcerias, à cooperação e à lealdade; 2. Integração baseada nos valores e objetivos da empresa; 3. Reforço contínuo de uma atitude baseada em valores compartilhados; 4. Recompensas e prêmios dirigidos ao grupo, para que todos se beneficiem dos resultados positivos; 5. Estímulo à iniciativa e à atitude criativa; 6. Delegação de poderes de acordo com a natureza da função exercida; 7. Remuneração adequada. De acordo com Brum (2003), as principais ferramentas utilizadas para o desenvolvimento do endomarketing nas organizações são: 1. Vídeos Institucionais ou de apresentação de produtos. Estes têm como objetivo colocar a equipe interna em contato direto com a realidade em que o seu produto é utilizado. 2. Manuais Técnicos Educativos ou de Integração. Seu objetivo é a apresentação de produtos, serviços, lançamentos e tendências (esta última em relação à tecnologia e à moda). Os vídeos utilizados para a integração contribuem para a divulgação em geral ou para reforçar algum aspecto da cultura organizacional; 3. Jornal Interno com a utilização de vários encartes, como área de Recursos Humanos, projetos, produção e associação de funcionários. Pode ser utilizada, também, a versão do jornal de parede; 4. Cartazes Motivacionais Informativos ou em forma de quebra-cabeça. Tem por objetivo transmitir novas informações à equipe interna; 5. Canais Diretos: reuniões com a diretoria, presidência ou ouvidoria, palestras internas. Têm por objetivo apresentar as novidades da empresa; 6. Grife Interna: registro em uniformes, bonés e acessórios. 7. Memória, ou seja, o resgate da história da empresa, com o objetivo de informar sua evolução às pessoas que a desconhecem. 8. Vídeo jornal para a divulgação de lançamentos, pronunciamentos de diretores e gerentes; 9. Uso de intranet como um sistema informativo para todo o pessoal; 10. Convenções Internas: uso da equipe interna para divulgação de atividades; 11. Agentes de endomarketing: em cada unidade da empresa é selecionado um colaborador para repassar as informações às outras filiais; 12. Sistema participativo de perguntas e respostas, proporcionando que a informação seja utilizada como uma estratégia de aproximação com o empregado. Ainda segundo Brum (2003), as ferramentas operacionais utilizadas para o desenvolvimento do endomarketing podem ser utilizadas de forma contínua, periódica ou eventual. São elas: 1. Contínua: a intranet, o boletim informativo diário e os murais, todos utilizados para a divulgação das atividades e das novidades relacionadas à empresa. Estes instrumentos ou ferramentas são monitorados diariamente pela equipe responsável, que busca e recebe informações de todas as áreas. O acompanhamento de metas, fotos dos novos funcionários, aniversários, reportagens publicadas em jornais externos, prêmios, relatórios de atividades comemorativas são alguns dos conteúdos desses instrumentos de comunicação. Programas específicos, também de natureza permanente, é uma iniciativa que tem por objetivo melhorar a qualidade de vida dos funcionários da empresa. 2. Periódicos: homenagem por tempo de serviço em intervalos regulares, pela qual os empregados podem ser formalmente reconhecidos. Ocasião também em que são contemplados com prêmios que incluem viagens, brindes, planos de saúde, férias extras e até mesmo jóias. As comemorações de final de ano incluem o concurso para a escolha do Cartão de Natal, do qual participam os filhos dos empregados da empresa, e a Festa de Natal extensiva aos familiares, ocasião em que são divulgados os resultados e a premiação do concurso, bem como entregues presentes a todas as crianças dependentes dos empregados da empresa. 3. Eventuais: são instrumentos utilizados conforme a necessidade ou o momento, normalmente ocorrendo uma única vez. Pode ser a conquista do Prêmio de Qualidade pela empresa. Pela sua natureza, são atividades que exigem planejamento específico e único. De acordo com Bekin (2004), para que um programa de endomarketing possa ser eficiente, é preciso um diagnóstico que guie suas ações envolvendo a alta administração, administração média, gerentes e supervisores, empregados em contato com clientes, o pessoal de apoio às atividades da empresa, enfim, a empresa como um todo. 3.2 Aplicação das técnicas de endomarketing Após a constatação da importância do endomarketing para a empresa, da definição do diagnóstico interno e do programa ou plano de ação, segundo Bekin (1995), a etapa seguinte é “verificar e examinar as condições para a sua aplicação, consideradas por ele, de importância decisiva”. Portanto, o endomarketing: 1) deve integrar a estratégia global da empresa; 2) requer informação, conhecimento e apoio da alta direção; 3) deve analisar os pontos fortes e fracos da estrutura organizacional. Bekin (1995) enfatiza que o endomarketing apresenta como um de seus inimigos, a resistência que pode ser oferecida por alguns setores da empresa. Independentemente da resistência ocasionada por toda mudança, este fator é ampliado, neste caso em particular, porque o endomarketing requer mudanças na cultura organizacional, tornando-a mais flexível, o que somente é possível com o apoio da alta direção. O próximo passo deve ser o envolvimento da administração média, gerentes e supervisores, com o objetivo de “transformá-los em agentes de mudança, de uma nova atitude de comprometimento capaz de envolver os funcionários, dando-lhes a percepção de que todos são de algum modo ‘pessoas de marketing’” Bekin (1995, p.42). Não somente aqueles lotados nos setores de linha de frente, considerados pelo autor como clientes preferenciais do endomarketing, mas também aqueles que não têm contato direto com o cliente. Bekin (2004) considera como pontos essenciais que integram um programa de implantação do endomarketing, os seguintes aspectos: Treinamento sob a ótica da educação e desenvolvimento; Processos de seleção; Planos de carreira; Motivação, valorização, comprometimento e recompensa; Sistema de informações e rede de comunicação interna; Segmentação de mercado de clientes internos; Cenários para novos produtos, serviços e campanhas publicitárias. Apesar de muitos destes pontos serem noções ou procedimentos já existentes, Bekin (1995) defende que o endomarketing introduz, em cada tópico já conhecido, uma nova perspectiva: “a da cultura organizacional voltada para o atendimento ao cliente, orientado por uma noção de excelência no serviço e valorização daqueles que prestam o serviço, os funcionários” (Bekin, 1995, p. 54). O treinamento deve ser adotado a partir das necessidades detectadas pela empresa e da expectativa de seus funcionários, não devendo se restringir ao nível operacional ou de conteúdos. Há sempre a possibilidade de reforçar o envolvimento do funcionário durante os treinamentos. A união destes dois aspectos resulta em maior coesão interna e estímulo para a competição eficiente no mercado. 3.3 Fidelização do cliente de serviço Algumas vezes a diferença entre serviços e bens é um pouco complicada. A definição de serviços varia um pouco de autor para autor. De acordo com Boone e Kurtz (1998, pág. 298): Serviços são produtos que são intangíveis, ou pelo menos o são de forma substancial. Se totalmente intangíveis, são comercializados diretamente do produtor para o usuário, não podem ser transportados nem armazenados, e são quase instantaneamente perecíveis. Os produtos de serviços são freqüentemente difíceis de serem identificados, uma vez que passam a existir ao mesmo tempo em que são comprados e consumidos. São compostos de elementos intangíveis inseparáveis, geralmente envolvem a participação do cliente de alguma maneira importante, não podem ser vendidos no sentido de transferência de propriedade, e não tem direito de posse. Serviços é uma área onde se deve ter ainda mais atenção em relação ao marketing, pois os erros são muito visíveis. Existe há algum tempo muitas reclamações na qualidade de prestação de serviço no mundo todo. De acordo com Gronross (1993, pág. 12), Há inúmeras queixas com respeito a serviços. Nas discussões cotidianas, os serviços providos pelas empresas de seguro, conserto, manutenção, bancos, restaurantes, encanadores e oficinas de automóveis são alvos de constante ataques. Além disso, revistas e jornais de destaque tem focalizado o estado lastimável de muitos serviços, publicando matérias de capa e artigos desrespeitados jornalistas (GRONROSS, p.12). A conquista de clientes de serviços ainda é mais difícil do que clientes de bens. Isso porque esse tipo de consumidor é muito exigente e tem as vantagens e desvantagens do serviço na mesma hora que ele é realizado. Ao consumidor não é suficiente prestar bons serviços. Ele deve perceber o fato. Portanto, ao prometer qualidade de desempenho, o cliente deve percebê-lo em sua execução, e o prestador de serviços sempre certificarse de que seu cliente está ciente do nível de atendimento recebido. As expectativas são muitas e, não sendo atendidas, podem ser causas do fracasso do empreendimento; a lealdade que foi adquirida começa a desaparecer no momento que o nível do serviço diminui. Para o consumidor, o que importa é a solução de seus problemas (GRONROSS, p.23). Por isso a satisfação, fidelização e o feedback que as empresas têm vêm muito mais rápido e de forma mais visível. 3.3.1 Características dos Serviços Conforme explica Boone e Kurtz (1998), os serviços têm algumas características específicas principais que os distinguem dos bens. São eles: Os serviços são inseparáveis do prestador de serviços. Na mente dos compradores, aqueles que prestam o serviço são o próprio serviço. As percepções que o cliente tem do prestador tornam-se as percepções do serviço. Não tem como separá-los porque é através das pessoas que as realizações dos serviços e tornam realidade. Os serviços são perecíveis. Devido a essa característica, os serviços não podem ser estocados. Devem ser feitos no momento exato do surgimento da necessidade. Existem picos de demanda nos quais os serviços alcançam preços mais altos, mas diminuem vertiginosamente fora desse pico. Mas o consumo de serviços em horários onde eles são muito procurados deve ser verificado de forma atenta, pois isso pode fazer com que a qualidade caia. Hoffman (2001, pág. 38) pondera que: Um gerente de marketing em uma empresa prestadora de serviços não se importa quando indivíduos consomem um serviço porque fazem parte do sistema enquanto o consomem... Porém, consumidores tendem a usar um serviço mais freqüentemente em um determinado horário. Nesses casos, gerar mais demanda de consumo pode ser mais desvantagem do que uma vantagem, provocando tensão na equipe de contato e recursos, criando uma má experiência para o consumidor e ocupando excessivamente o espaço físico (HOFFMAN, 2001, p. 38). A padronização dos serviços é difícil, tornando a sua qualidade muito variável. Cada momento em que o prestador de serviços executa sua tarefa, ele a fará de uma determinada forma. É necessário que estes funcionários estejam bem treinados e motivados para que toda vez que houver a realização do serviço, este seja feito da melhor forma possível. Isso porque qualidade é fundamental nessa área. E é esse ponto da qualidade que, quando bem feito, pode dar o grande valor ao marketing que lhe é justo. Existem algumas diferenças quando se trata de marketing de serviços, em relação à qualidade. Nesse caso, “a função de marketing não está apenas nas mãos dos especialistas e de um departamento. Mas está espalhada por toda a organização, pois todos têm compromisso com a qualidade do serviço prestado” (GRONROSS, 1993, p. 179). Deve-se levar em conta, de forma clara e exigente, o comportamento dos funcionários na hora da prestação. Algumas características são imprescindíveis para o tratamento com os clientes. Profissionalismo e habilidades, necessários para solucionar os problemas de clientes de forma completa. Atitudes, pro-atividade, comportamento e flexibilidade, de forma espontânea e amigável mostrando preocupação. Confiabilidade e honestidade, necessárias para manter as promessas do serviço e desempenho coerentes com os interesses dos clientes. Recuperação, transformando fatos que deram errado ou fatos imprevisíveis em soluções novas e aceitáveis. E também reputação e credibilidade, que é o que faz a empresa merecer a confiança dos clientes, o serviço valer o dinheiro pago, manutenção de bom nível de desempenho e valores. Isso é muito importante, pois as pessoas compartilham entre elas a questão da qualidade dos serviços. CONCLUSÃO A má utilização das técnicas de endomarketing pode não surtir o retorno desejado implicando desta forma no sucesso da ampliação do negócio. Depois de explanação sobre o endomarketing pode se observar a sua extrema importância na rotina diária de uma organização independente do seu ramo de atuação. A principio a idéia desta monografia foi caracterizá-la de forma a adequá-la ao setor de beleza e bem-estar, já que esta é uma área que cresce meteoricamente a cada ano, porém durante a pesquisa foi observado que as técnicas utilizadas no endomarketing são universais e se aplicam como dito antes a qualquer área. No caso desta pesquisa, procurou-se responder se a má utilização das técnicas de endomarketing pode não surtir o retorno desejado implicando desta forma no sucesso da ampliação do negócio. O que pode-se observar que um endomarketing mal estruturado/aplicado pode interferir diretamente no que diz respeito no caso de salão de beleza na fidelização do cliente, já que salões e/ou institutos de beleza vendem muito mais serviços do que produtos. Desta forma um cliente interno insatisfeito pode neste caso, interferir no sucesso da ampliação do negócio podendo até trazer problemas e perdas de cliente para o novo estabelecimento. REFERÊNCIAS BEKIN, Saul F. Conversando sobre Endomarketing. São Paulo: Makron Books, 1995. BEKIN, Saul F. Endomarketing: Como Praticá-lo com sucesso. São Paulo: Prentice Hall, 2004. BOHNENBERGER, Maria Cristina; PINHEIRO, Ivan Antonio. Endomarketing - uma ferramenta a ser explorada para obter vantagens competitivas. REAd – Edição 28 Vol. 8 No. 4, jul-ago 2002. BRUM, Analisa de Medeiros. Endomarketing. 3.ed. Porto Alegre: Ortiz, 1994. ______. Respirando endomarketing. 2.ed. Porto Alegre: L&PM, 2003. CAZELA, Moisés Miguel; COVESI FILHO, Ricioti; FERREIRA, Jonatas Danilo. Endomarketing: aproximando empresas e empregadores. Anuário da Produção Acadêmica Docente, v.2, n.3, 2008. p.285-296. COELHO, André. A criatividade e a motivação como estratégias de endomarketing para o crescimento organizacional, Disponível a partir de: <http://www.artigonal.com/ gestao-artigos/a-criatividade-e-a-motivacao-como-estrategias-de-endomarketingpara-o-crescimento-organizacional-617939.html>. Acesso em: 19 ju. 2009. GRONROOS, Christian. Marketing Gerenciamento e Serviços. Rio de Janeiro: Editora Campus Ltda, 1993. NICKELS, Wiliam G.; WOOD, Marian B. Marketing: relacionamentos, qualidade e valor. Rio de Janeiro: LTC, 1999. PADILHA NETO, José Cavalcanti. Da qualidade no atendimento: uma estratégia para vendas. Disponível em: http://www.viajus.com.br/viajus.php?pagina=artigos &id=490. acesso em 01/07/09. PRATES, Eufrásio. Observações de um consultor para o planejamento de campanhas de endomarketing. Maio /1998. disponível em: http://www.geocities.com/Eureka/8979/oducscde.doc. acesso em: 10/05/09. SILVA, Ana Paula do Amaral. Marketing de benefícios como instrumento do marketing interno. Monografia. 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