UNIVERSIDADE DO VALE DO ITAJAÍ ELISÂNGELA ALVES PEREIRA ANÁLISE DO SETOR LOGÍSTICO E PROPOSTA DE MELHORIAS PARA A EMPRESA SOFERRO DISTRIBUIDORA DE FERRO E AÇO LTDA Biguaçu 2009 ELISANGELA ALVES PEREIRA ANÁLISE DO SETOR LOGÍSTICO E PROPOSTA DE MELHORIAS PARA A EMPRESA SOFERRO DISTRIBUIDORA DE FERRO E AÇO LTDA Trabalho de Conclusão de Estágio apresentado ao Curso de Administração do Centro de Educação da UNIVALI – Biguaçu, como requisito para obtenção do Título de Bacharel em Administração. Professor(a) Orientador(a): Rosalbo Ferreira Biguaçu 2009 ELISANGELA ALVES PEREIRA ANÁLISE DO SETOR LOGÍSTICO E PROPOSTA DE MELHORIAS PARA A EMPRESA SOFERRO DISTRIBUIDORA DE FERRO E AÇO LTDA Este Trabalho de Conclusão de Estágio foi considerado adequado para a obtenção do título de Bacharel em Administração e aprovado pelo Curso de Administração, da Universidade do Vale do Itajaí, Centro de Educação de Biguaçu. ÁREA DE LOGÍSTICA Biguaçu, 23 de novembro de 2009. Banca Examinadora: Prof(a) Dr. Rosalbo Ferreira UNIVALI – Campus Biguaçu Professor Orientador Prof (a) Dr. Jairo César Ramos Vieira UNIVALI – Campus Biguaçu Membro Prof (a) MSc. João Carlos D. Carneiro UNIVALI – Campus Biguaçu 3 4 Dedico este Trabalho de Conclusão de Estágio ao grande mestre e amigo, meu pai, que sempre me ensinou que estudar é o melhor caminho para uma vida digna e repleta de descobertas e que me proporcionou subsídios para facilitar o meu dia a dia como estudante e profissional. A minha querida mãe pelo apoio e compreensão. À meu marido que caminhou junto nesta jornada, me dando forças nos momentos de luta e cansaço. À minhas irmãs pela amizade, carinho e momentos de alegrias compartilhados e aos queridos amigos de longas datas que compartilham cada conquista ao meu lado! 5 Agradeço primeiramente a Deus que permitiu que eu acreditasse que um dia esse sonho seria concretizado. Ao orientador Rosalbo Ferreira, pela atenção, compreensão, pontualidade e competência. Aos amigos de turma pela amizade e companheirismo demonstrados durante todo o curso. Ao meu tio Jean pelo apoio e confiança. À Soferro Distribuidora de Ferro e Aço Ltda, que permitiu elaborar o trabalho na empresa e os colegas de trabalho que muito contribuíram para essa pesquisa. À Universidade do Vale do Itajaí pela dedicação e empenho. E a todos àqueles que contribuíram de alguma maneira para prosseguir nessa caminhada. 6 “Não é o mais forte que sobrevive, nem mesmo o mais inteligente, mas o que melhor se adapta ás mudanças”. (Charles Darwin) RESUMO 7 RESUMO PEREIRA, Elisângela Alves Pereira. Análise do setor logístico e proposta de melhorias para a empresa Soferro Distribuidora de Ferro e Aço Ltda. 2009 93f. Trabalho de Conclusão de Estágio (Graduação em Administração) Universidade do Vale do Itajaí, Biguaçu, 2009. O presente estudo foi realizado na Empresa Soferro Distribuidora de Ferro e Aço Ltda, consiste em analisar o setor logístico e propor melhorias para a empresa. Os métodos utilizados foram à pesquisa quantitativa e qualitativa de caráter descritivo. O embasamento teórico abordou temas como distribuição física, cadeia de suprimentos, arranjo físico, transportes, armazenagem e estoque. Na aplicação prática do trabalho, foram realizadas entrevistas com colaboradores a respeito da percepção sobre o sistema logístico e em seguida os dados foram analisados por meio de gráficos e tabelas. Com o resultado foi possível detectar pontos fortes e fracos da organização e propor ações de melhorias para que a empresa melhore a efetividades dos seus serviços. Palavras-chave: Logística, armazenagem, distribuição física e transportes. 8 ABSTRACT PEREIRA, Elisângela Alves Pereira. Análise do setor logístico e proposta de melhorias para a empresa Soferro Distribuidora de Ferro e Aço Ltda. 2009 93f. Trabalho de Conclusão de Estágio (Graduação em Administração) Universidade do Vale do Itajaí, Biguaçu, 2009. This study was conducted in Soferro Empresa Distribuidora Iron and Steel Ltd., is to consider the logistics sector and propose improvements to the company. The methods used were the quantitative and qualitative and descriptive. The theoretical addressed topics such as physical distribution, supply chain, physical layout, transport, storage and stock. In the practical application of work, interviews with employees about the perception of the logistics system and then the data were analyzed using graphs and tables. The result was possible to detect strengths and weaknesses of the organization and propose actions for improvement for the company to improve the effectiveness of their services. Keywords: Logistics, warehousing, physical distribution and transport. 9 LISTA DE TABELAS Tabela 1 – Sexo dos colaboradores pesquisados.............................................61 Tabela 2 – Idade dos colaboradores.................................................................62 Tabela 3 – Tempo de serviço na empresa........................................................63 Tabela 4 – Setor que trabalha na empresa.......................................................63 Tabela 5 – Escolaridade dos colaboradores......................................................64 Tabela 6 – Materiais utilizados para a realização das atividades......................66 Tabela 7 – Equipamentos para manuseio.........................................................66 Tabela 8 – Posto de trabalho.............................................................................67 Tabela 9 – Fluxo do processo produtivo............................................................68 Tabela 10 – Estocagem dos materiais...............................................................69 Tabela 11 – Espaço físico..................................................................................70 Tabela 12 – Quantidade de veículos.................................................................71 Tabela 13 – Alocação da carga.........................................................................72 Tabela 14 – Rotulagem dos materiais...............................................................73 Tabela 15 – Roteirização...................................................................................74 Tabela 16 – Entregas dentro do prazo..............................................................75 Tabela 17 – Logística da empresa.....................................................................76 10 LISTA DE GRÁFICOS Gráfico 1 – Sexo dos colaboradores pesquisados............................................61 Gráfico 2- Idade dos colaboradores...................................................................62 Gráfico 3 – Tempo de serviço na empresa........................................................63 Gráfico 4 – Setor que trabalha...........................................................................64 Gráfico 5 – Escolaridade dos colaboradores.....................................................65 Gráfico 6 – Materiais utilizados para a realização das atividades.....................66 Gráfico 7 – Equipamentos para manuseio.........................................................67 Gráfico 8 – Posto de trabalho............................................................................68 Gráfico 9 – Fluxo do processo produtivo...........................................................69 Gráfico 10 – Estocagem dos materiais..............................................................70 Gráfico 11 – Espaço físico.................................................................................71 Gráfico 12 – Quantidade de veículos.................................................................72 Gráfico 13 – Alocação da carga.........................................................................73 Gráfico 14 – Rotulagem dos materiais...............................................................74 Gráfico 15 – Roteirização..................................................................................75 Gráfico 16 – Entregas dentro do prazo..............................................................76 Gráfico 17 – Logística da empresa....................................................................77 11 LISTA DE ILUSTRAÇÕES Figura 1 – Elementos básicos da logística........................................................21 Figura 2 – Logística de serviço ao cliente.........................................................24 Figura 3 – Cadeia de abastecimento integrada................................................24 Figura 4 – Portfólio da empresa........................................................................50 Figura 5 – Organograma...................................................................................51 Figura 6 – Cálculo de pedido de mercadoria....................................................52 Figura 7 – Armazenamento de cantoneiras......................................................54 Figura 8 – Estoque de produtos longos............................................................55 Figura 9 – Estoque de produtos longos............................................................56 Figura 10 – Estoque de pregos e eletrodos de solda.......................................56 Figura 11 – Estoque de material dobrado.........................................................57 Figura 12 – Estoque de Telas...........................................................................58 Figura 13 – Estoque de Telas...........................................................................58 Quadro 1 – Relatório de conferência de descarga............................................53 Quadro 2 – Roteiro de entrega..........................................................................60 12 LISTA DE ABREVIATURAS OU SIGLAS P: pedido PV: previsão de vendas VR: vendas realizadas ES: estoque de segurança EPI’s: equipamentos de proteção individual 13 SUMÁRIO RESUMO ................................................................................................................6 ABSTRACT .............................................................................................................8 LISTA DE ILUSTRAÇÕES .....................................................................................9 LISTA DE TABELAS OU GRÁFICOS..................................................................10 LISTA DE ABREVIATURAS OU SIGLAS............................................................12 1 INTRODUÇÃO...................................................................................................15 1.1 OBJETIVOS ....................................................................................................16 1.1.1 Objetivo geral .............................................................................................16 1.1.2 Objetivos específicos ................................................................................16 1.2 JUSTIFICATIVA ..............................................................................................16 1.3 APRESENTAÇÃO GERAL DO TRABALHO ...................................................17 2 FUNDAMENTAÇÃO TEÓRICA..........................................................................18 2.1 LOGÍSTICA .....................................................................................................18 2.1.1 Origem da logística ....................................................................................18 2.1.2 Evolução da logística.................................................................................18 2.1.3 O papel da logística ...................................................................................20 2.2 A CADEIA DE SUPRIMENTOS ......................................................................23 2.2.1 Conceitos....................................................................................................23 2.2.2 A importância da cadeia de suprimentos ................................................25 2.2.3 Os elementos da cadeia de suprimentos.................................................25 2.3 ARMAZENAGEM E ESTOCAGEM.................................................................27 2.3.1 Conceito de Armazenagem .......................................................................27 2.3.1.1 Objetivos e vantagens da armazenagem ..............................................27 2.3.1.2 Arranjo Físico ..........................................................................................29 2.3.1.3 Manuseio..................................................................................................31 2.3.2 Estoque .......................................................................................................32 2.4 DISTRIBUIÇÃO...............................................................................................34 14 2.5 ESTRATÉGIAS LOGÍSTICAS.........................................................................37 2.6 TRANSPORTE................................................................................................38 2.6.1Modais de transporte ..................................................................................39 2.6.1.2 Ferroviário ...............................................................................................40 2.6.1.3 Rodoviário ...............................................................................................41 2.6.1.4 Aéreo ........................................................................................................42 2.6.1.5 Aquaviário ou Hidroviário ......................................................................43 2.6.1.6 Dutoviário ................................................................................................43 3 PROCEDIMENTO METODOLÓGICO ...............................................................45 4 RESULTADOS DO ESTUDO.............................................................................48 4.1 CARACTERIZAÇÃO DA ORGANIZAÇÃO......................................................48 4.1.2 Organograma.............................................Erro! Indicador não definido.51 4.2 PROCESSO LOGÍSTICO DA EMPRESA .......................................................52 4.3 ANÁLISE DA ENTREVISTA............................................................................61 4.3.1 Perfil dos colaboradores ...........................................................................61 4.3.2 Itens relacionados ao setor logístico .......................................................65 4.4 PRINCIPAIS CONSTATAÇÕES DA PESQUISA ............................................78 4.4.1 Pontos fortes do processo logístico ........................................................78 4.4.2 Pontos fracos do processo logístico .......................................................79 4.5 PROPOSTAS DE MELHORIAS......................................................................81 5 CONSIDERAÇÕES FINAIS ...............................................................................85 REFERÊNCIAS ....................................................................................................87 APÊNDICES..........................................................................................................89 15 1 INTRODUÇÃO Atualmente as empresas têm se deparado com clientes mais exigentes e melhor informados sobre os produtos que compram. O mercado atual é composto por consumidores que buscam por produtos que atendam melhor às suas necessidades, a um preço adequado, de excelente qualidade e no tempo esperado. Por isso, as organizações têm buscado a modernização dos seus meios de transporte desenvolvendo novas tecnologias de comunicação e evoluindo suas técnicas de fabricação. Por sua vez, buscam se diferenciar competitivamente unindo velocidade, qualidade, pontualidade, a fim de manter e superar as expectativas de seus consumidores. A logística atual não se trata somente de um processo de entrega de produtos, é algo mais complexo, que precisa acontecer com exatidão e competência para alcançar os reais objetivos da organização, que são qualidade, preço competitivo e pontualidade. Ela deve abranger toda a movimentação de materiais interna e externa á empresa incluindo chegada de matéria-prima, estoques, produção e distribuição até o momento em que o produto chega ao consumidor final. Fundada em 1992, a empresa Soferro Distribuidora de Ferro e Aço Ltda, atua exclusivamente no fornecimento de aço para a construção civil, comercializando produtos para indústrias e serralheiras. O presente estudo tem como objetivo analisar o setor logístico da empresa, descrever o processo logístico no intuito de identificar os pontos fortes e fracos da organização para propor melhorias e sugestões. Dessa forma, coloca-se a seguinte pergunta de pesquisa: quais melhorias podem ser sugeridas no sistema logístico da Soferro Distribuidora de Ferro e Aço Ltda e quais os pontos fortes e fracos da organização? 16 1.1 OBJETIVOS Os objetivos do presente trabalho destacam-se a seguir: 1.1.1 Objetivo geral Analisar o setor logístico, apresentando propostas de melhorias para a empresa Soferro Distribuidora de Ferro e Aço Ltda. 1.1.2 Objetivos específicos Considerando o objetivo geral apresentado acima, definem-se os seguintes objetivos específicos: • Descrever o processo logístico da empresa; • Avaliar os pontos fortes e fracos da organização; • Avaliar o leaiute do armazém e a alocação dos materiais; • Apresentar propostas de melhorias para o setor logístico.. 1.2 JUSTIFICATIVA Disponibilizar produtos e serviços na hora certa, no local adequado e pelo melhor preço é o objetivo que as organizações buscam nos dias de hoje. Dessa forma, para atender o mercado de maneira rápida e segura a logística auxilia no desempenho dessas atividades. A iniciativa de apresentar um trabalho no setor logístico da Empresa Soferro Distribuidora de Ferro e Aço Ltda, deu-se pela curiosidade e interesse despertado pela acadêmica, devido à grandiosidade e riqueza de detalhes que o setor apresenta. Por outro lado, o trabalho realizado servirá para aperfeiçoar os procedimentos realizados atualmente e sugerir melhorias no que for necessário. Quanto à viabilidade e o acesso às informações, a acadêmica poderá obter o que for necessário, pois possui vínculo empregatício com a organização. Além disso, os acadêmicos da Univali serão beneficiados, pois serão abordados vários tópicos da logística que poderão auxiliar nos trabalhos posteriores. 17 1.3 APRESENTAÇÃO GERAL DO TRABALHO O presente estudo constitui-se de uma breve introdução contextualizando o tema em estudo e apresentando a descrição da situação problema, objetivos que se pretendem alcançar e a justificativa. O segundo capítulo trata da fundamentação teórica que correlaciona os objetivos deste estudo com o embasamento teórico da logística que envolve a definição da logística e sua evolução, cadeia de suprimentos, armazenagem, estoque, distribuição, estratégias logísticas, transporte e roteirização. O terceiro capítulo, o presente estudo destaca os procedimentos metodológicos utilizados. No quarto capítulo, encontram-se a caracterização da empresa, a interpretação e análise dos dados, proposta de melhorias e todos os dados coletados necessários para a pesquisa. No capítulo cinco, é composto pelas considerações finais. 18 2 FUNDAMENTAÇÃO TEÓRICA Esse capítulo tem por objetivo mostrar a síntese de alguns autores e seus conceitos teóricos relacionados ao tema proposto. O presente trabalho apresentará a história e a evolução da logística, assim como sua importância nas organizações, à cadeia de suprimentos e seus elementos, estocagem e armazenagem, logística de distribuição e suas estratégias. 2.1 LOGÍSTICA 2.1.1 Origem da logística “A idéia de movimento remonta aos tempos pré-históricos. A invenção da roda nasceu seguramente da necessidade de levar e trazer coisas com um esforço menor” (BERTAGLIA, 2006, p. 276). 2.1.2 Evolução da logística O desenvolvimento histórico da logística segundo Ballou (1993, p. 29), desmembrou-se em três eras: antes de 1950, 1950-1970, e após 1970. Na sua origem, segundo Novaes (2004, p. 32), o conceito de logística estava ligado ás operações militares, os generais ao decidir avançar suas tropas seguindo uma estratégia militar, precisavam ter, sob suas ordens uma equipe que providenciasse o deslocamento, na hora certa, de munição, equipamentos e socorros médicos para o campo de batalha. A atividade logística militar na Segunda Guerra Mundial segundo Ballou (1993, p. 29), foi o início para muitos dos conceitos logísticos utilizados atualmente. O exemplo militar somente influenciou as atividades logísticas das empresas alguns anos depois. Christopher (1997, p. 01), também relembra que a logística teve um papel preponderante na Segunda Guerra Mundial e que as guerras tem sido ganhas e perdidas através do poder e da capacidade da logística. 19 Ballou (1993, p. 28), ressalta que até cerca de 1950, o transporte estava sob a gerência da produção, os estoques eram de responsabilidade de marketing, finanças ou produção, o processamento de pedidos era controlado por finanças ou vendas, resultando em um conflito de objetivos e de responsabilidades para as atividades logísticas. Por outro lado Ching (2007, p. 21) enfatiza que na década de 50, a empresa dividia as atividades-chave da logística em várias áreas da empresa. O transporte estava sob o comando da gerência de produção; os estoques eram responsabilidade de marketing, finanças ou produção e o processamento de pedidos controlado por finanças. Com isso acabava causando conflitos de objetivos e responsabilidades para as atividades logísticas. “O período entre o início dos anos 50 até a década de 60 representa a época de decolagem para a teoria e a prática da logística. A distribuição física era muitas vezes subestimada e colocada de lado como algo de pouca importância”. (BALLOU, 1993, p. 29). Segundo Ballou (1993, p. 35) na década de 70 foram os anos de crescimento, a logística entrou em estado de semimaturidade. Nessa época os princípios básicos estavam estabelecidos e algumas empresas estavam começando a colher os benefícios do seu uso. As empresas pareciam estar mais preocupadas com a geração de lucros do que com o controle de custos. Em contrapartida, Novaes (2004, p. 40) destaca que a evolução da logística dividiu-se em quatro fases: atuação segmentada, integração rígida, integração flexível e integração estratégica. Na primeira fase, Novaes (2004, p. 41) destaca que as empresas procuravam formar lotes econômicos para transportar seus produtos, dando menor importância aos estoques. Essa fase foi chamada de atuação segmentada. A segunda fase da logística, segundo Novaes (2004, p. 44), caracterizouse como uma busca inicial de racionalização integrada da cadeia de suprimento e a terceira fase foi caracterizada pela integração dinâmica e flexível entre os agentes da cadeia de suprimento. Na quarta fase, também chamada de integração flexível, segundo Novaes (2004, p. 47), ocorre um salto qualitativo da maior importância, as empresas da cadeia de suprimento passam a tratar a questão logística de forma estratégica, 20 como geradores de custo, passando a buscar soluções novas, usando a logística para ganhar competitividade e para induzir novos negócios. Sobre a evolução da logística, Cristopher (1997, p. 01) destaca que enquanto os generais e marechais dos tempos remotos compreenderam o papel crítico da logística, somente num passado recente é que as organizações empresariais reconheceram o impacto vital que o gerenciamento logístico pode ter na obtenção da vantagem competitiva. Bowersox e Closs (2001, p. 19) observam que a logística é singular nunca pára, está ocorrendo em todo mundo, 24 horas por dia, sete dias por semana, durante 52 semanas por ano. Sabe-se que são poucas as áreas de operação que envolve a complexidade ou abrangem o escopo geográfico característicos da logística. Por outro lado, Novaes (2004, p. 37), destaca que a moderna logística tem como importância incorporar prazos previamente acertados e cumpridos integralmente ao longo de toda a cadeia de suprimento; integração efetiva e sistêmica entre todos os setores da empresa, com fornecedores e clientes; busca da otimização envolvendo a racionalização dos processos, redução de custos e a satisfação do cliente mantendo nível de serviço preestabelecido e adequado. Contudo, sabe-se que a logística evoluiu muito desde a Segunda Guerra Mundial, sendo hoje considerada um dos elementos primordiais da vantagem competitiva das empresas. 2.1.3 O papel da logística Segundo Novaes (2004, p. 35), a logística agrega valor de lugar, de tempo, de qualidade e de informação à cadeia produtiva, além de agregar os quatro tipos de valores positivos para o consumidor final, a logística moderna procura também eliminar do processo tudo que não tenha valor para o cliente, ou seja, tudo que acarrete somente custos e perda de tempo. Novaes (2004, p. 35) ainda enfatiza que a logística é o processo de planejar, implementar e controlar de maneira eficiente o fluxo e o armazenamento de produtos, bem como os serviços e informações associados, cobrindo desde o 21 ponto de origem até o ponto de consumo, com o objetivo de atender os requisitos do consumidor. Devido á complexidade dos problemas logísticos, Novaes (2004, p.35) evidencia que todo o sistema logístico e a sua natureza dinâmica precisa ser constantemente avaliada, monitorada e controlada, a figura abaixo demonstra a afirmação do autor. Processo de planejar, operar, controlar do ponto de origem Fluxo e Armazenagem Matéria-prima Produtos em processo Produtos acabados Informações Dinheiro de forma econômica, eficiente e efetiva ao ponto de destino Satisfazendo as necessidades e preferências dos clientes Figura 1 - Elementos básicos da logística Fonte: Adaptado Novaes (2004). Por outro lado, Kobayashi (2000, p.30), enfatiza que a logística não é somente uma função empresarial independente, que faz parte um mundo isolado, é uma disciplina científica que ensina como organizar a cadeia logística. Ainda assim Kobayshi (2000, p. 30) evidencia que a logística é um conjunto de atividades que acompanha cada fase do ciclo da empresa, do abastecimento da matéria-prima, do produto ou serviço até o cliente final e á assistência pós-venda. Corroborando com essa afirmação, Bowersox e Closs (2001, p. 20), enfatizam que a logística envolve a integração de informações, transporte, estoque, armazenamento, manuseio de materiais e embalagem. Essas áreas envolvem todo o trabalho logístico e oferecem ampla variedade de tarefas estimulantes. 22 Bowersox e Closs (2001, p. 23) ainda observam e destacam que “a logística existe para satisfazer ás necessidades do cliente, facilitando as operações relevantes de produção e marketing”. Em linha distinta, o pensamento de Dornier etal. (2000, p.29) afirmam que a logística é a gestão de fluxos entre marketing e produção e que a abordagem da estrutura organizacional separa as atividades de uma empresa em um número limitado de divisões organizacionais. Em outra perspectiva, Ching (2007, p. 25), destaca que o papel da logística exerce a função de responder por toda a movimentação de materiais, dentro do ambiente interno e externo da empresa até a entrega do produto final ao cliente. Com isso, Ching (2007, p. 25), divide as atividades da logística dentro da organização em primárias e secundárias. - Atividades primárias: transporte, gestão de estoques e processamento de pedidos. Essas são essenciais para o cumprimento da função logística, contribuem com o maior montante do custo total da logística. - Atividades secundárias: armazenagem, manuseio de materiais, embalagem de proteção, programação de produtos e manutenção de informação. Essas atividades exercem a função de apoio as atividades primárias na obtenção dos níveis de bens e serviços requisitados pelos clientes. Na mesma perspectiva, Christopher (1997, p. 01) destaca que a logística é o processo de implantação de sistemas e de coordenação do apoio para assegurar que os objetivos ao cliente sejam atingidos. Christopher (1997, p. 10), destaca ainda que “a logística deve ser vista como a ligação entre o mercado e a atividade operacional da empresa. O raio de ação da logística estende-se sobre toda a organização, do gerenciamento de matérias-primas até a entrega do produto final”. Portanto, segundo Ballou (1993, p. 17) a logística estuda como a administração pode prover melhor nível de rentabilidade nos serviços de distribuição aos clientes e consumidores, através de planejamento, organização e controle efetivos para as atividades de movimentação e armazenagem que visam facilitar o fluxo de produtos. 23 2.2 A CADEIA DE SUPRIMENTOS 2.2.1 Conceitos A cadeia de suprimento se estende desde o fornecedor da matéria-prima destinada á fabricação de um determinado produto, até o consumidor final passando pela manufatura, centros de distribuição, atacadistas e varejistas. (NOVAES, 2004, p. 190). Na mesma concepção, a cadeia de suprimentos “é a gestão de atividades que transformam as matérias-primas em produtos intermediários e produtos finais, e que entregam esses produtos finais aos clientes”. (DORNIER et al, 2000, p. 269) Além disso, Dornier et al (2000, p. 269) ainda enfatiza que “as atividades da cadeia de suprimentos envolvem compras, manufatura, logística, distribuição, transporte até o marketing” Segundo Bertaglia (2009, p. 05), a cadeia de abastecimento corresponde ao conjunto de processos requeridos para obter materiais, disponibilizando os produtos para o lugar (onde) e para a data (quando) que os clientes e consumidores desejarem. O auto ainda destaca que a cadeia logística, está mais limitada á obtenção e movimentação de materiais e á distribuição física de produtos. Por diversas razões, a cadeia de abastecimento tem sofrido alterações radicais nos últimos anos. Desse modo Bertaglia (2009, p.12) enfatiza que: Na era industrial, o processo se restringia a produzir e empurrar o produto para o mercado. Com a globalização, em que a concorrência aumentou em razão do maior número de ofertas de produtos, aliada á maior disponibilidade de informação, consumidores e distribuidores passaram a exigir mais na hora da compra. Fatores como preço e qualidade são questionados. Com exceção de alguns casos, o fator fidelidade á marca não têm se mantido com a mesma força que se manteve na era industrial. Para entender melhor a cadeia de abastecimento integrada, Bertaglia (2009, p. 01) demonstra na figura abaixo: 24 Conceitos e Definições Elementos Principais Entendendo a Cadeia de abastecimento integrada Importância Alinhamento Estratégico Figura 2 - Cadeia de Abastecimento Integrada Fonte: Adaptado Bertaglia (2009) Contudo, Ballou (2001, p. 77), enfatiza a figura do triângulo que exemplifica o sistema logístico, ou seja, na perspectiva da logística, serviço ao cliente é o resultado de todas as atividades logísticas ou do processo da cadeia de suprimento. Estratégia de Estoque - Previsão; - Fundamentos da estocagem; - Decisões de estoque; - Decisões de programação de compras e suprimentos; - Decisões de estocagem. Estratégia de Transporte - Fundamentos de transporte; - Decisões de transporte; Objetivos do serviço ao cliente - O produto - Serviços logísticos - Sistemas de informação Estratégia de localização - Decisões de localização; - O processo de planejamento da rede. Figura 3 - Logística de serviço ao cliente Fonte: Adaptado Ballou (2001) 25 2.2.2 A importância da cadeia de suprimentos “Uma boa administração da cadeia de abastecimento pode representar, para a organização, uma vantagem competitiva em termos de serviço, redução de custo e velocidade de resposta ás necessidades do mercado” (BERTAGLIA, 2003, p. 9) Nesse sentido, Bertaglia (2003, p. 3), destaca que “antes de melhorar a cadeia de abastecimento, o profissional da área precisa entender como a empresa está organizada e como se comporta o processo de abastecimento”. O autor ainda enfatiza que é necessário o profissional da área entender sobre como movimentar, manusear e armazenar os produtos e como essas informações são usadas e como fluem no processo. “O foco da organização é a obtenção do lucro e a gestão correta da cadeia de abastecimento, que podem trazer a vantagem competitiva arduamente perseguida pelas organizações nos dias de hoje”. (BERTAGLIA, 2009, p. 12). 2.2.3 Os elementos da cadeia de suprimentos Bertaglia (2003, p. 26), destaca que os elementos da cadeia de abastecimento podem ser divididos em planejamento, compras, produção e distribuição. Com relação ao planejamento Bertaglia (2003, p. 26), afirma que as organizações devem ter um processo de planejamento integrado e com visão do todo, que o planejamento deve ir além das fronteiras da organização estendendose aos clientes e fornecedores. O conceito de comprar, segundo Bertaglia (2003, p. 27), pode ser definido com a finalidade de obter materiais, componentes, acessórios ou serviços. È o processo de aquisição que também inclui a seleção dos fornecedores, os contratos de negociação e as decisões que envolvem compras locais ou centrais. Produzir refere-se ao elemento cujo processo fundamental é composto por operações que convertem um conjunto de matérias em um produto acabado ou semi-acabado (BERTAGLIA, 2003, p. 28). A produção segundo Bertaglia (2003, p. 28) pode ser dividida em produção para atender níveis de estoque, para 26 atender um pedido específico, montagem, projetos sob medida e combinação de sistemas de produção. A distribuição é um processo associado ao movimento de material de um ponto de produção ou armazenagem até o cliente. Modelos de distribuição são discutidos a fim de obter-se vantagem competitiva. (BERTAGLIA, 2003, p. 30). Em contrapartida, Novaes (2004, p. 189, 190 e 191), enfatiza que os elementos da cadeia de suprimentos envolvem: suprimentos de manufatura, distribuição física, varejo, consumo e transporte. Já Dornier et al. (2000, p. 369), destacam que os elementos ou atividades da cadeia de suprimento envolvem compras, manufatura, logística, distribuição e transporte até o marketing. Porém, sabe-se que a cadeia de suprimentos funcione de maneira eficaz, a informação é o principal elemento desse processo. “O fluxo físico de informações está tornando-se uma ferramenta de gestão logística cada vez mais importante. Conseqüentemente, tornou-se um fator crítico de sucesso na estratégia logística”. (DORNIER et al. 2000, p. 583 a 584) Segundo Bertaglia (2009, p. 09), o fluxo de informação está intimamente ligado ao movimento físico de produtos e materiais. Envolve o processamento de pedidos, estimativa de vendas, planejamento de produção, compras e aquisições, capacidades, armazenagem e manuseio. Nesse sentido, Bowersox e Class (2001, p.176) destacam que os sistemas de informações logísticos são a interligação das atividades logísticas para criar um processo integrado. Além disso, a tecnologia de informação está evoluindo em velocidade e capacidade de armazenamento, gerando reduções significativas de custo e espaço físico. Na mesma linha, Novaes (2004, p. 157) diz que para operar um sistema de distribuição é necessário dispor de informações variadas, por exemplo, cadastro de clientes, composto pela razão social, endereço, coordenadas geográficas e software de roteirização e demais elementos considerados importantes para a operação logística. Segundo Browerson e Closs (2001, p. 176): Desde seu surgimento, a logística concentrou-se no fluxo eficiente de bens ao longo do canal de distribuição. O fluxo de 27 informações foi muitas vezes deixado de lado, pois não era visto como importante para os clientes. Além disso, a velocidade de troca e de transferência de informações era limitada pela velocidade dos procedimentos que utilizavam papel. Para completar Bowersox e Closs (2001, p. 06 e 07), fundamentam que a eficiência pode ser aprimorada por meio do compartilhamento de informação e do planejamento conjunto. Isso envolve clientes, distribuição física, apoio a manufatura, suprimento, fluxo de estoque e fornecedores. 2.3 ARMAZENAGEM E ESTOCAGEM 2.3.1 Conceito de Armazenagem “Armazenar é o ato de guardar ou recolher a um armazém, em determinada localização, um certo item, por um período de tempo, garantindo a manutenção de suas características essenciais (FERREIRA, 1994, p. 28)”. A armazenagem pode ser conceituada como um conjunto de atividades relacionadas á função de abastecimento. Isso requer meios, métodos e técnicas adequadas, bem como instalações apropriadas, e que tem como propósito o recebimento, a estocagem e a distribuição dos materiais (CASTIGLIONI, 2008, p. 23) 2.3.1.1 Objetivos e vantagens da armazenagem Na mesma perspectiva, Alvarenga e Novaes (1994, p. 183) enfatizam que o objetivo da armazenagem de produtos é o de guardar a mercadoria por um certo tempo. Ou seja, a mercadoria deve ser mantida no depósito por um certo período de tempo até que seja requisitada para consumo próprio ou para a comercialização. Ferreira (1994, p.29), enfatiza que a armazenagem é constituída por cinco fases: - Recebimento: quando a mercadoria chega, ela é examinada e conferida, observando se a quantidade está de acordo com a nota fiscal; 28 - Perícia: é a vistoria ou o exame técnico, ou seja, se o material recebido está de acordo com as características técnicas desejadas; - Estocagem: a arrumação dos itens em uma certa área definida, de forma organizada, para que se obtenha o maior aproveitamento do espaço disponível e dentro dos parâmetros que permitam uma rápida e segura movimentação, quando necessário; - Guarda: diz respeito à capacidade de manter o material longe de danos físicos, extravios ou furtos; - Conservação: é a capacidade de manter asseguradas aos itens suas características básicas e essenciais de desempenho durante todas as fases entre a produção e o consumo do item. Em outra perspectiva, Bowersox e Closs (2001, p. 332) destacam que as principais vantagens da armazenagem são: o controle, a flexibilidade, o custo e outras vantagens intangíveis. Segundo Viana (2009, p. 308), as instalações do armazém devem proporcionar a movimentação rápida e fácil de suprimentos desde o recebimento até a expedição. Desse modo, Viana (2009, p. 308 á 309) enfatiza que alguns cuidados são essenciais: • Determinação do local: em recinto coberto ou não; • Definição adequada do leiaute; • Definição de uma política de preservação, com embalagens plenamente convenientes aos materiais; • Ordem, arrumação e limpeza, de forma constante; • Segurança patrimonial, contra furtos, incêndio e etc. Ao se otimizar o armazém, Viana (2009, p. 309) destaca que a empresa obterá: • Máxima utilização do espaço; • Efetiva utilização dos recursos disponíveis equipamentos); • Pronto acesso a todos os itens (seletividade); • Máxima proteção aos itens estocados; • Boa organização; (mão-de-obra e 29 • Satisfação das necessidades dos clientes. Além das principais vantagens da armazenagem, existem as opções de armazenagem, neste contexto Bowersox e Closs (2007, p. 332), apontam as alternativas de armazém, destaque para os depósitos próprios, depósitos públicos e depósitos contratados. De forma mais abrangente os depósitos próprios é operado pela empresa proprietária da mercadoria, as instalações podem ser próprias ou alugadas. As principais vantagens são o controle, a flexibilidade, o custo e outras vantagens intangíveis (Bowersox e Closs, 2007, p. 333). Já os depósitos públicos, segundo Bowersox e Closs (2007, p. 332), são operados como um negócio independente, oferecendo serviços variados, como de armazenagem, manuseio e transporte, mediante o pagamento de uma taxa fixa ou variável. Do ponto de vista financeiro, os depósitos públicos podem também ter um custo variável mais baixo do que os depósitos próprios. Para completar, os depósitos contratados segundo Bowersox e Closs (2007, p.334), combinam as melhores características da armazenagem pública e da armazenagem própria. Os depósitos contratados podem proporcionar vantagens de especialização, flexibilidade e economias de escala. 2.3.1.2 Arranjo Físico O significado de layout, segundo Viana (2009, p. 309), pode ser explicado por meio de palavras como desenho, plano, esquema, ou seja, é o modo pelo qual ao se inserirem figuras e gravuras surge uma planta, é uma maquete no papel. “O layout influi desde a seleção ou adequação do local, assim como no projeto de construção, modificação ou ampliação, distribuição e localização dos componentes e estações de trabalho e movimentação de materiais, máquinas e operários” (VIANA, 2009, p. 309). Viana (2009, p.309 á 310), destaca que a realização de uma operação eficiente de armazenagem depende da existência de um bom layout. Dessa 30 forma, pode-se determinar os modelos de fluxo de material, os locais de áreas obstruídas, a eficiência da mão-de-obra e a segurança do pessoal e do armazém. Os objetivos do layout de uma armazém devem ser (VIANA, 2009, p. 310): • Assegurar a segurança máxima do espaço; • Propiciar a mais eficiente movimentação de materiais; • Propiciar a estocagem mais econômica, em relação às despesas de equipamento, espaço, danos de material de mão-de-obra do armazém; • Fazer do armazém um modelo de boa organização. Para projetar um layout de um armazém, Viana (2009, p. 310) destaca cinco passos fundamentais: 1) Definir a localização de todos os obstáculos; 2) Localizar as áreas de recebimento e expedição; 3) Localizar ás áreas primárias, secundárias, de separação de pedidos e de estocagem; 4) Definir o sistema de localização de estoque; 5) Avaliar as alternativas de layout do armazém. “No depósito, os principais aspectos do layout a serem verificados são os seguintes” (VIANA, 2009, p. 310 a 311): - Itens de estoque: as mercadorias de maior saída deverão ser armazenadas nas imediações da saída ou expedição, a fim de facilitar o manuseio, destaque também para os itens de grande peso e volume. - Corredores: dentro do depósito os corredores deverão facilitar o acesso ás mercadorias em estoque. Quanto maior a quantidade de corredores maior será a facilidade de acesso. Armazenamento com prateleiras requer um corredor para cada duas filas de prateleiras. Com relação à largura dos corredores é determinada pelo equipamento de manuseio e movimentação dos materiais. Já a 31 localização dos corredores é determinada em função das portas de acesso e da arrumação das mercadorias. Entre as mercadorias e as paredes do edifício devem existir passagens mínimas d 60 cm, para acesso ás instalações de combate a incêndio. - Portas de acesso: as portas de acesso ao depósito devem permitir a passagem dos equipamentos de manuseio e movimentação de materiais. Tanto a altura como a largura devem ser devidamente dimensionadas. O local de expedição ou de embarque de mercadorias deve ser projetado para facilitar as operações de manuseio, carga e descarga. Próximo ao local de expedição ou de embarque e desembarque deve haver um espaço de armazenagem temporária para se colocar separadamente as mercadorias, conforme o tipo. O acostamento para veículos deve considerar a quantidade diária de embarques e desembarques, bem como o tempo de carga e descarga de caminhões. - Prateleiras e estruturas: quando existir prateleiras estruturas no depósito, a altura máxima deverá considerar o peso dos materiais. O topo das pilhas de mercadorias deve se distanciar um metro das luminárias do teto ou dos sprinklers (equipamentos fixos de combate a incêndio) de teto. Com relação as mercadorias leves devem permanecer mais pesadas devem ser armazenadas nas barras inferiores da estrutura. 2.3.1.3 Manuseio Toda e qualquer movimentação dos produtos dentro do armazém é destacada por Bowersow e Closs (2007, p. 349), como manuseio interno. Após o recebimento dos materiais, é necessária sua transferência interna para colocá-los em locais ideais de armazenagem ou para a separação de pedidos. “Após os pedidos serem recebidos, os produtos solicitados são acumulados e transportados para a área de expedição. Existem dois tipos de manuseio dentro do depósito: transferência e separação” (BOWERSOX e CLOSS, 2007, p. 349). 32 Bowersox e Closs (2007, p. 350), destacam que existem, pelo menos, duas, ás vezes três, transferências em depósitos tradicionais. Primeiro, as mercadorias são levadas para dentro do depósito e colocadas no local estipulado. O transporte, nesse caso, é feito por empilhadeiras, quando são usados paletes ou slip sheet, ou por outros meios de tração mecânica. Uma segunda movimentação interna pode ser necessária antes da atividade de separação de pedidos, dependendo dos procedimentos operacionais de cada depósito. Assim, os produtos são transferidos para a área de separação á medida que são processados os pedidos. Por fim, a transferência final, os produtos solicitados pelos clientes são levados diretamente do depósito para a plataforma de carga. Já a separação dos produtos, segundo Bowersox e Closs (2007, p. 350), é uma função básica de armazenagem. Esse processo de separação agrupa materiais, peças e produtos em função dos pedidos de clientes. A área de separação, geralmente é localizada em um ponto do depósito que minimiza as distâncias que serão percorridas. Por fim, vale ressaltar que os processos de separação são normalmente coordenados por sistemas de controle informatizados. 2.3.2 Estoque O controle ou gestão de estoques engloba todas as atividades, procedimentos e técnicas que permitem garantir a qualidade correta, no tempo certo, de cada item ao longo da cadeia produtiva, tanto dentro como fora das organizações (CASTIGLIONI, 2008, p. 17). Desse modo, Castiglioni (2008, p. 19) ainda enfatiza que o controle de estoques é importante para todo e qualquer tipo de empresa e significa investir dinheiro, portanto deve ser racionalmente dimensionado. Em contrapartida, Ching (2007, p. 32), destaca que o controle de estoque exerce influência muito grande na rentabilidade da empresa. Os estoques absorvem capital que poderia estar sendo investido de outras maneiras, desviam fundos de outros usos potenciais e tem o mesmo custo de capital que qualquer outro projeto de investimento da empresa. Aumentar a rotatividade do estoque libera ativo e economiza o custo de manutenção do inventário. 33 Por outro lado, Bowersox e Closs (2001, p. 255) destacam que o controle de estoques é um procedimento rotineiro necessário ao cumprimento de uma política de estoques. Para implantar as políticas desejadas de gerenciamento de estoques, torna-se necessário desenvolver procedimentos de controle, que definam a freqüência segundo a qual os níveis de estoques são examinados e comparados com parâmetros de ressuprimento, ou seja, quando e quanto pedir. Alvarenga e Novaes (1994, p. 183) destacam que o estoque máximo provável dos produtos a serem armazenados devem ser quantificados de forma a se ter uma idéia razoavelmente precisa dos níveis que podem ser atingidos para cada tipo de mercadoria. Em seguida, é necessário estimar o espaço necessário para armazenar cada grupo. O espaço é medido tanto em termos de área de piso necessária, como também em volume. “O gerenciamento de estoques é o processo integrado pelo qual são obedecidas as políticas da empresa e da cadeia de valor com relação aos estoques” (BOWERSOX e CLOSS, 2001, p. 254). Corroborando com esta afirmação, Bertaglia (2006, p. 314) destaca que o gerenciamento de estoque é um ramo da administração que está relacionado com o planejamento e o controle de estoques de materiais ou de produtos que serão utilizados na produção ou comercialização de bens ou serviços. São características importantes neste processo, o momento certo da compra, a quantidade ideal a ser comprada, os melhores preços, os níveis de segurança, e a qualidade do bem ou serviço. Os procedimentos de controle permanente de estoque são executados diariamente, a fim de verificar a necessidade de ressuprimento. É um tipo de procedimento que exige controle preciso das quantidades de todos os produtos. Sua adoção eficaz exige o uso de sistemas informatizados. (BOWERSOX e CLOSS, 2001, p. 255). É importante ressaltar que o descontrole dos estoques traz sérias conseqüências á empresa, como aumento dos custos e despesas financeiras, ociosidade de recursos e redução da lucratividade (CASTIGLIONI, 2008, p. 19). Desse modo, segundo Ching (2007, p. 32) a visão tradicional é de que os produtos devem ser mantidos em estoques por diversas razões, seja para 34 acomodar variação nas demandas, seja para produzir lotes econômicos em volumes superiores ao necessário, no entanto essa visão acarreta: • Custos mais altos e manutenção de estoque; • Falta de tempo na resposta ao mercado; • Risco do inventário, tornar-se absoleto. Nesse contexto, Bertaglia (2006, p. 315), observa que controles não adequados podem levar a organização a possuir elevados estoques incorrendo em altos valores de investimento. Por outro lado, a manutenção de estoques insuficientes trará conseqüências drásticas á cadeia de abastecimento, afetando recursos e serviços. Cabe evidenciar-se, segundo Ballou (2001, p. 202) que uma empresa usa o espaço de estocagem por quatros razões básicas: para reduzir custos de transporte e de produção, para coordenar oferta e demanda, para auxiliar no processo de produção e para ajudar no processo de marketing. Portanto, segundo Bertaglia (2006, p. 320), a formação do estoque está relacionada ao desequilíbrio existente entre a demanda e o fornecimento. Quando o ritmo de fornecimento é maior que a demanda, o estoque aumenta. Quando o ritmo da demanda supera o fornecimento, o estoque diminui, podendo faltar material ou produto. Se a taxa de fornecimento fosse igual á taxa de demanda não haveria a necessidade de formação de estoques. Isso confirma a necessidade da existência de estoque para alguns segmentos de mercado e categoria de produtos. 2.4 DISTRIBUIÇÃO A distribuição física segundo Ballou (1993, p. 40) é o ramo da logística que trata da movimentação, estocagem e processamento de pedidos dos produtos finais da empresa. A distribuição física costuma ser a mais importante em termos de custos para a maioria das empresas, pois aborve cerca de dois terços dos custos logísticos. 35 É imprescindível que a distribuição física dos produtos em uma organização aconteça com exatidão de forma a superar as expectativas dos consumidores. Em muitas empresas a distribuição física dos produtos ainda é bastante problemática comprometendo assim a qualidade dos serviços prestados. Com clientes cada vez mais exigentes, as empresas precisam se reorganizar e se readaptar a essa realidade, portanto a distribuição física deve acontecer com muita agilidade e competência. “É necessário, portanto, identificar como e por quem esses materiais e produtos são movimentados e a eficiência com que são realizadas as movimentações.” (BERTAGLIA, 2006, p. 06) Nesse sentido, Bertaglia (2006, p. 06), ainda enfatiza que a distribuição física tem impactos importantes não somente em custos, mas também na qualidade dos serviços prestados, principalmente no cumprimento da entrega dos produtos aos clientes. A logística de distribuição, segundo Ching (2007, p. 90), envolve as relações empresa-cliente-consumidor, sendo responsável pela distribuição física do produto acabado até os pontos de venda ao consumidor e de assegurar que os pedidos sejam pontualmente entregues, precisos e completos. Ballou (1993, p. 40) ainda destaca que a distribuição física preocupa-se principalmente com bens acabados ou semi-acabados. Desde o instante em que a produção é finalizada até o momento no qual o comprador toma posse dela, as mercadorias são de responsabilidade da logística, que deve mantê-las no depósito da fábrica e transportá-las até depósitos locais ou diretamente ao cliente. O profissional de logística deve preocupar-se em garantir a disponibilidade dos produtos requeridos pelos clientes á medida que eles desejem e se isto pode ser feito a um custo razoável (Ballou, 1993, p. 40). Em outra perspectiva, Kobayashi (2000, p. 73), define o sistema de distribuição física com base nos conteúdos físicos, espaciais e temporais presentes nos três elementos constituídos por “clientes e destinatários”, “produtos e artigos comerciais” e “estabelecimentos e fornecedores”. Kobayashi (2000, p. 72) destaca que além dos três elementos que definem a distribuição física, a política dos diretores e o modo deles de pensar em relação aos investimentos da empresa são determinantes. 36 A estrutura de distribuição física, segundo Kobayashi (2000, p. 74) é formado por percursos logísticos, bases logísticas, meios logísticos e por um sistema de gestão. Esses quatros fatores são interligados, se um deles sofre mudanças é necessário modificar todos os outros. Conforme, Kobayashi (2000, p. 74) destacou os percursos logísticos, estes podem ser definidos também como canais logísticos, é de extrema importância que as empresas entendam como reduzir esses canais, a fim de aumentar a eficiência da entrega. Os percursos logísticos permitem chegar até os clientes e destinatários das entregas. Contudo, Kobayashi (2000, p. 75) enfatiza que as bases logísticas são constituídas de terreno, edifícios, instalações e também das pessoas que trabalham. Quando se procura centralizar essas bases, são reduzidas as dimensões e o número de pessoas que trabalham. Desse modo, grande quantidade de materiais concentrado somente em um lugar, também se consegue reduzir os custos com transporte e entrega aos estabelecimentos até as bases logísticas. “O processo de distribuição física está associado á movimentação física de materiais, normalmente de um fornecedor para um cliente. Esse processo envolve atividades internas e externas, acompanhadas de documentos legais (BERTAGLIA, 2006, p. 169)”. Desse modo, Bertaglia (2006, p. 169) ainda destaca que essas atividades podem ser divididas em funções como recebimento, armazenagem, controle de estoques, administração de frotas e fretes, separação de produtos, cargas de veículos, transportes, devoluções de materiais e produtos entre outras. Em perspectiva abrangente “a vantagem competitiva de uma empresa pode estar na forma de distribuir, na maneira com que faz o produto chegar rapidamente à gôndola, na qualidade do seu transporte e na eficiência de entrega de um material a um fabricante (BERTAGLIA, 2006, p. 170)”. Nesse mesmo contexto, Bertaglia (2006, p. 170), conclui que a distribuição física consiste em três elementos globais: recebimento, armazenagem e expedição. • Recebimento: a função de recebimento se inicia quando o veículo é aceito para descarregar um produto ou material que está destinado ao armazém 37 ou centro de distribuição, em seguida o produto é contado, pesado, e o resultado é comparado com o documento de transporte. • Armazenagem: após o recebimento, os itens são armazenados em locais específicos no centro de distribuição, em prateleiras, estantes, tanques, estrados ou até mesmo acondicionados no solo. • Expedição: por fim, a expedição ou despacho, corresponde ao processo de separar os itens armazenados em um local e movimentado para outro, com o objetivo de atender a demanda específica. Contudo, Novaes (2004, p. 145) enfatiza que o objetivo geral da distribuição física, como meta ideal, é o de levar os produtos certos, para os lugares certos, no momento certo e com o nível de serviço desejado, pelo menor custo possível. 2.5 ESTRATÉGIAS LOGÍSTICAS “No âmbito das estratégias empresariais, é denominada logística a atividade que serve para oferecer aos clientes artigos comerciais, produtos e serviços com rapidez, a baixos custos e com satisfação (KOBAYASHI, 2000, p. 17).” Kobayashi, (2000, p.16), enfatiza que não existem fórmulas constituídas para estabelecer estratégias úteis para a sobrevivência das empresas. Elas mudam de acordo com a condição do mercado e do setor de origem. No entanto, é estrategicamente indispensável para as empresas responder às mudanças, transformar-se e contribuir às satisfações do cliente. “O sucesso de uma estratégia, em seu sentido estrito, depende do grau de integração e reforço mútuo das diversas, ações e correções de rumo tomadas em determinado horizonte de tempo (FLEURY, etal. 2003, p, 71). Ballou (2001, p. 39), destaca que a estratégia logística tem três objetivos: redução de custos, redução de capital e melhorias nos serviços. A redução de custo é a estratégia dirigida para minimizar os custos variáveis associados á movimentação e a estocagem. A redução do capital é a estratégia direcionada para minimização do nível de investimento no sistema logístico. Por fim, as 38 melhorias nos serviços são estratégias que normalmente reconhecem que as receitas dependem do nível do serviço logístico fornecido. “O mercado das empresas vê os clientes que mudam o próprio estilo de vida e têm exigências diferenciadas, sempre mais personalizadas. Os produtos devem ser conforme não ás tendências dos vários segmentos, mas ao gosto de cada indivíduo”. (KOBAYASHI, 2000, p. 11) Ainda assim, Kobayashi (2000, p. 11), enfatiza que as empresas se transformam, reorganizam-se os vários setores econômicos, com diminuição do pessoal e com novas formas de organizações. Desse modo, Kobayashi (2000, p. 12) destaca a logística, em tudo isso, em muitos setores econômicos, é a atividade que pode criar a diferença com os concorrentes e oferece uma vantagem competitiva. É na logística, portanto, que devem ser efetuados os melhoramentos e as inovações que servem para aumentar a própria competitividade. Enquanto se continua o empenho para melhorar a qualidade, diminuir os custos, reduzir os tempos, aumentar a segurança, deve-se procurar também outras estradas para enfrentar os desafios da nossa época e incrementar o valor da própria empresa. 2.6 TRANSPORTE A questão do transporte, segundo Bertaglia (2006, p. 278), aborda que a logística corresponde à movimentação de bens e serviços de seus pontos de origem aos pontos de uso ou consumo. Com isso, a atividade de transporte gera os fluxos físicos desses bens ou serviços ao longo dos canais de distribuição, e é responsável pelos movimentos de produtos utilizando modalidades de transporte que ligam as unidades físicas de produção ou armazenagem até os pontos de compra ou consumo. “Uma empresa não se limita a somente um meio de transporte. Normalmente, utilizam-se meios diferentes de acordo com os objetos a serem entregues, e segundo a clientela”. (KOBAYASHI, 2000, p. 160) Kobayashi (2000, p. 161), observa ainda que é preciso fazer uma subdivisão detalhada dos artigos a serem transportados e, portanto, estudar os meios a serem utilizados. 39 “No que se refere ao transporte e ás entregas, a escolha dos meios é determinada também pelos roteiros que partem do estabelecimento e dos fornecedores e chegam aos clientes” (KOBAYASHI, 2000, p. 161). Bowersox e Closs (2007, p. 279), enfatizam que o principal objetivo do transporte é movimentar produtos de um local de origem até um determinado destino minimizando ao mesmo tempo os custos financeiros, temporais e ambientais. Os custos financeiros relacionados ao transporte, dizem respeito aos gastos internos para manter uma frota própria ou gastos externos para a contratação de terceiros. As despesas resultam do trabalho do motorista, dos custos operacionais de veículos e de eventual apropriação de custos gerais e administrativos. (BOWERSOX e CLOSS, 2007, p. 278) O transporte ainda utiliza recursos temporais, segundo Bowersox e Closs (2007, p. 279), isto é, tempo, já que o produto transportado torna-se inacessível durante o transporte. O transporte é geralmente o elemento mais importante nos custos logísticos, pois absorve entre um e dois terços do total dos custos logísticos da organização. (BALLOU, 2001, p. 119) Segundo Bertaglia (2006, p. 278), dois são os parâmetros que influenciam as atividades de transporte: distância e tempo. A distância corresponde ao trajeto percorrido entre os pontos de produção e de consumo, e tempo refere-se ao tempo necessário para se percorrer a distância e disponibilizar o produto para consumo. Portanto, segundo Viana (2009, p. 367), pode-se concluir que “o transporte, faz parte da engrenagem do abastecimento e representa o fim da linha, ou seja, é o setor em que o tempo torna-se mais curto entre a colocação de uma encomenda, sua produção e seu uso”. Desse modo, é motivo pelo qual deve ser efetuado no menor prazo possível e ao menor custo. 2.6.1 Modais de transporte Fleury e etal (2003, p. 248), destacam cinco modais de transporte e enfatizam que cada modal possui custos e características operacionais próprios, 40 que os tornam mais adequados para certos tipos de operações e produtos. Além disso, deve ser considerada na escolha do modal a qualidade dos serviços oferecidos, levando em consideração itens como velocidade, consistência, capacidade, disponibilidade e freqüência. Ballou (2001, p. 123), destaca que cada um dos cincos modais básicos de transporte oferece seus serviços diretamente aos usuários. Isso contrasta com o uso de um intermediário de transportes, assim como um agente de carga, que vende serviços de transporte, mas geralmente possui pouca ou nenhuma capacidade de movimentação. “A análise de transportes abrange os problemas de roteirização e programação e utilização de equipamentos de transporte, com o objetivo de obter o melhor uso de veículos e motorista e atender ás necessidades de serviço ao cliente” (BOWERSOX e CLOSS, 2007, p.478). Por outro lado, Ballou (2001, p. 121), enfatiza que para auxiliar na escolha do serviço de transporte, esse serviço poderá ser visto em termos de características básicas: preço, tempo médio em trânsito, variabilidade do tempo em trânsito e perdas e danos. 2.6.1.2 Ferroviário Ballou (2001, p. 123) destaca que a ferrovia é um transportador de longo curso e um movimentador lento de matéria-prima e de produtos manufaturados de baixo valor e prefere mover embarques de carregamento completo. Além disso, o serviço ferroviário existe de duas formas legais: transportador comum ou privado. O transportador comum vende seus serviços de transporte a todos os embarcadores e é regido pelas regulamentações econômicas e de segurança das agências governamentais apropriadas. Por outro lado, os transportadores privados são adquiridos pelo embarcador com o intuito de servir apenas ao proprietário, com isso nenhuma regulamentação econômica é necessária. “Na moderna economia de alta tecnologia, a indústria ferroviária não tem recebido inovação na mesma velocidade que outras formas de transporte, como a aviação e o transporte rodoviário, mesmo nos países mais desenvolvidos. Definido como um modo de transporte para grandes volumes, com um valor unitário 41 baixo, sem urgência de entrega e terminais fixos, não pode ser aplicado onde se requer coleta e entrega ponto a ponto devido á sua falta de flexibilidade” (BERTAGLIA, 2006, p. 284-285)”. Bertaglia (2006, p. 285), enfatiza ainda que uma das vantagens do transporte ferroviário é que seu custo é inferior ao do transporte rodoviário ou aéreo, no entanto não apresenta muita flexibilidade de movimentação. “Por outro lado, os conceitos logísticos de velocidade e atendimento colocam esse modo de transporte em situação difícil de competição, dada a falta de flexibilidade e o transporte de grandes tonelagens. É por isso que o uso do transporte modal se torna bastante interessante, uma vez que pode unir a flexibilidade do transporte rodoviário ao baixo custo do ferroviário. O escoamento dos produtos agrícolas e de outros necessita urgentemente de uma revisão logística, e o setor ferroviário poderia ser ótima opção para suportar essa demanda” (BERTAGLIA, 2006, p. 286). “Considerando a globalização e a forte competição, o Brasil precisa urgentemente preparar-se e investir em infra- estrutura ferroviária a fim de baixar os custos de transporte e baratear os preços dos produtos tanto no comércio interno, quanto no comércio externo” (BERTAGLIA, 2006, p. 286). 2.6.1.3 Rodoviário Em outra perspectiva, Ballou (2001, p. 124) enfatiza que o ao contrário do serviço ferroviário, o rodoviário é um serviço de transporte de produtos semiacabados e acabados. Além disso, o modal rodoviário movimenta fretes com carregamentos de tamanhos médios menores que o ferroviário. Ballou (2001, p. 124) ainda destaca que uma das vantagens inerentes do modal rodoviário são os serviços porta a porta de modo que nenhum carregamento ou descarregamento é exigido entre a origem e o destino, como acontece nos modais ferroviário e aéreo. Bertaglia (2006, p. 283), enfatiza que o transporte rodoviário é o mais independente dos transportes, uma vez que possibilita movimentar uma grande variedade de materiais para qualquer destino, devido á sua flexibilidade, sendo utilizado para pequenas encomendas, e curtas, médias ou longas distâncias, por 42 meio de entregas ponto a ponto. O autor ainda destaca que a grande desvantagem do transporte rodoviário é o custo do frete, o que faz com que outros meios de transporte comecem a ser mais competitivos. “A distribuição das cargas entre os diferentes modos de transporte não apresenta equilíbrio, concentrando-se no modo rodoviário e deixando o ferroviário em plano inferior. Contudo, para melhorar as condições das estradas, duplicá-las e pavimentá-las, é necessária a arrecadação de fundos, e para isso, criam-se os pedágios que encarecem ainda mais o produto final” (BERTAGLIA, 2006, p. 284) No Brasil, as rodovias estão sendo privatizadas, com o objetivo de tornar o meio de transporte mais competitivo, a fim de reduzir o consumo de combustível e baixar os gastos com manutenção dos veículos, além de proporcionar maior fluidez das cargas. Além disso, o estado das rodovias nacionais é muito precário, o que provoca o encarecimento dos custos de transporte. (BERTAGLIA, 2006, p. 284). 2.6.1.4 Aéreo O transporte aéreo, segundo Bertaglia (2006, p. 288) é uma modalidade mais utilizada para produtos que têm um alto valor, como equipamentos eletrônicos e máquina de precisão, devido ao alto custo nele envolvido. “Essa modalidade apresenta características importantes como à segurança e agilidade”. Ballou (2001, p. 124), destaca que o atrativo do transporte aéreo é a sua velocidade imbatível entre origem e destino, especialmente em longas distâncias. “A extensão média de frete é de 1.300 milhas, os jatos comerciais têm velocidade de cruzeiro de 545 e 585 milhas por hora, apesar de a velocidade média de aeronave a aeroporto ser um pouco menos que a velocidade de cruzeiro por causa dos tempos de taxiamento e de espera em cada aeroporto e o tempo necessário para decolar e aterissar” (BALLOU, 2001, p.124). Contudo, Ballou (2001, p. 124), diz que a velocidade não é diretamente comparável com a de outros modais, pois o tempo de coleta e entrega e do 43 manuseio terrestre não estão incluídos. No entanto, devido ao manuseio e á movimentação de superfície do frete ser as porções mais lentas do tempo total de entrega de porta a porta, o tempo de entrega poderá ser tão pequena que uma operação rodoviária e ferroviária bem administrada pode coincidir com a escala aérea. “A confiabilidade e a disponibilidade do serviço aéreo podem ser classificadas como boas condições de operações normais. A variabilidade do tempo de entrega é pequena em termos absolutos, mesmo considerando que o serviço aéreo é bastante sensível a quebras mecânicas, condições meteorológicas e congestionamento de tráfego” (BALLOU, 2001, p.125). “No Brasil, assim como nas demais modalidades de transporte, o transporte aéreo precisa passar por modificações estruturais importantes para que se torne mais competitivo. Os custos aeroportuários são altos e o nível de serviços deve ser melhorado” (BERTAGLIA, 2006, p. 289) 2.6.1.5 Aquaviário ou Hidroviário Ballou (2001, p. 125), comenta que o serviço de transporte aquaviário é fornecido em todas as formas legais, e a maioria das mercadorias embarcadas por este meio são desregulamentadas. “Os custos de perdas e danos resultantes do transporte por água são considerados baixos em relação aos outros modais porque o dano em produtos a granel de baixo valor não preocupa muito e as perdas devido a demoras não são sérias, geralmente os compradores mantêm estoques grandes” (BALLOU, 2001, p. 126). 2.6.1.6 Dutoviário Segundo, Bertaglia (2006, p. 287), o transporte dutoviário compreende a movimentação de gases, líquidos, grãos e minérios por meio de tubulações. Com isso, diferentes denominações são dadas a essa modalidade, conforme o material 44 que está sendo movimentado, como gasoduto, quando transporta gases e oleoduto, quando transporta derivados de petróleo. “O trabalho exigido para esse tipo de movimentação é bastante grande, uma vez que as linhas de tubos passam por vales, lagos, rios, montanhas e mesmo pelo oceano. Os testes são fundamentais antes do início da operação a fim de evitar vazamentos. É necessário monitorar permanentemente esses dutos durante a vida operacional das tubulações” (BERTAGLIA, 2006, p. 288) Para completar, Ballou (2001, p. 126), destaca que as perdas e os danos de produtos são pequenos porque líquidos e gases não estão sujeitos ao dano no mesmo grau que os produtos manufaturados e o número de perigos que podem recair sobre uma operação de dutovia é limitado. 45 3 PROCEDIMENTO METODOLÓGICO A proposta de melhorias para o setor logístico que será apresentada para a empresa Soferro Distribuidora de Ferro e Aço Ltda, servirá para aperfeiçoar os procedimentos logísticos e verificar se existe algum procedimento incorreto no andamento das atividades que já são executadas. O projeto ocorrerá no período de março a novembro de 2009, na cidade de Biguaçu, na empresa Soferro Distribuidora de Ferro e Aço, localizada na rua Hipólito Henrique Pheleger no bairro Rio Caveiras. A presente pesquisa caracterizou-se como descritivo de natureza quantitativa e qualitativa. Roesh (1999, p. 132), destaca que o estudo de caráter descritivo dentro da pesquisa quantitativa tem como propósito obter informações sobre determinada população, ou seja, contar quantos ou em que proporção seus membros tem certa opinião ou característica, ou com que frequencia certos eventos estão associados entre si. A pesquisa quantitativa, segundo Roesh (1999, p. 131) implica em medir relações entre variáveis (associação causa-efeito) e utilizar o melhor meio possível de controlar o delineamento da pesquisa para garantir uma boa interpretação dos resultados. Já a pesquisa qualitativa é descrita por Roesh (1999, p. 155) como apropriada para a avaliação formativa, quando trata-se de melhorar a efetividade de um programa ou plano. Quanto ao objetivo do projeto o presente estudo utilizará a entrevista como técnicas de coleta de dados, que segundo Roesch (1999, p. 143) “é um instrumento que busca mensurar alguma coisa”. Para a coleta de dados foram realizadas entrevistas com os colaboradores de todas as áreas da empresa e abordados itens como estoque, armazenagem, leiaute do armazém, equipamentos para manuseio dos materiais, roteirização, espaço, estrutura física e serviços prestados no prazo. Além desses itens, a entrevista também procurou identificar o perfil dos colaboradores com relação á idade, sexo, tempo de empresa e o setor que trabalha. Quanto ao procedimento será utilizada a pesquisa bibliográfica que conforme Gil (1991, p. 46) destaca, são desenvolvidas a partir de material já 46 elaborado, constituído principalmente de livros e artigos científicos. Para fudamentar a pesquisa será realizada o levantamento da bibliografia através da consulta de livros. Segundo Gil (1991, p. 45), “a principal vantagem da pesquisa bibliográfica reside no fato de permitir ao investigador a cobertura de uma gama de fenômenos muito ampla do que aquela que poderia pesquisar diretamente”. Além disso, a acadêmica utilizou a observação no estudo, que conforme Gil (1991, p. 35), é fundamental para a construção de hipóteses, fornece os indícios para a solução dos problemas propostos pela ciência. Todavia, essas hipóteses têm pouca probabilidade de conduzir a um conhecimento suficientemente geral e explicativo. A população utilizada para o estudo deste trabalho foi composta pelos colaboradores da empresa. Foram realizadas 19 entrevistas no período de 10/08/09 á 14/08/09. A variável que estipulou a amostra acabou sendo a quantidade de colaboradores presentes no momento da aplicação. É importante mencionar que alguns colaboradores não foram entrevistados, pois não estavam presentes no momento da aplicação. A entrevista ocorreu no período prédeterminado pela acadêmica e foi explicado a todos os colaboradores o objetivo da pesquisa. Com o objetivo de propor melhorias para o setor logístico da empresa Soferro foi de grande importância a realização do pré-teste, pois a acadêmica elaborou a entrevista com perguntas de forma mais clara e de fácil entendimento para os pesquisados. Gil (1991, p. 132) destaca que pré-testar cada instrumento antes de sua utilização, com vista em: desenvolver os procedimentos de aplicação, testar o vocabulário empregado nas questões, assegurar-se de que as questões ou as observações a serem feitas, possibilitarão medir as variáveis que se pretende medir. A tabulação e análise dos dados foram realizadas com o auxílio do excel, em seguida foram elaborados tabelas e gráficos com todo o material coletado. A entrevista abordou, no primeiro momento o perfil dos pesquisados e em seguida foram realizadas perguntas sobre questionamentos á respeito da logística atual aplicada pela empresa. 47 Tendo em vista a importância dos processos logísticos e a cadeia de abastecimento acontecer de maneira eficaz, foi detectada a necessidade de propor melhorias para aperfeiçoar a logística aplicada pela organização. 48 4 RESULTADOS DO ESTUDO Conforme objetivos específicos do presente estudo, neste capítulo serão apresentados a descrição do processo logístico da empresa e a pesquisa realizada junto aos colaboradores da Soferro, traduzido por meio de tabelas e gráficos. Após analisados, possibilitarão uma avaliação da percepção dos colaboradores com relação aos itens apresentados sobre a atual logística. Além disso, a caracterização da organização e sua evolução e por fim, os pontos fortes e fracos encontrados durante o estágio realizado na empresa e a proposta de melhorias para o setor logístico. 4.1 CARACTERIZAÇÃO DA ORGANIZAÇÃO A empresa Soferro Distribuidora de Ferro e Aço Ltda foi fundada em 1992, e está localizada no município de Biguaçu, na rua Hipólito Henrique Pheleger, no 2459 A, no Bairro Rio Caveiras. Sua principal atividade é o fornecimento de ferro e aço para a construção civil. A empresa atende algumas regiões do estado de Santa Catarina, que abrange a região metropolitana que envolve São José, Palhoça, Biguaçu e Sul de Florianópolis até o Sul do estado catarinense. A Soferro além de fornecer o ferro e aço para a construção civil, atende também indústrias e serralherias. A empresa trabalha com a dobra de aços longos e o cliente já compra o produto da maneira como precisa utilizar na obra. Quando a empresa iniciou suas atividades em 1992, contava com três colaboradores, o transporte era terceirizado e o mercado de abrangência era somente a grande Florianópolis. No ano de 1993 a empresa adquiriu um equipamento que agilizou e aumentou a efetividade das atividades, um guindaste. No ano de 1996, a Soferro abriu filial em Brusque, caracterizando um significado crescimento da organização. Nessa época a empresa já contava com seis colaboradores. Em 1998, a empresa foi toda informatizada ganhando agilidade nas atividades realizadas. 49 Em 1999, a empresa adquiriu um terreno para a filial de Brusque com 6.300m metros quadrados. Em 2000, abertura da Andrade Ferro e Aço, empresa especializada somente no segmento de corte e dobra do aço, no município de São José. Em 2001, a empresa adquiriu dois caminhões, realizando assim, desde então, suas próprias entregas. Em 2004, foi adquirido um terreno para a matriz da empresa em Biguaçu, com 4850 metros quadrados e construiu uma estrutura de 2086 metros quadrados. Em 2007, a empresa firma parceria com a Arcelor Mittal, maior siderúrgica do mundo. Com isso, foi construída uma estrutura capaz de atender o novo mercado de atuação da empresa. Foi adquirido duas pontes rolantes com capacidade para 5 e 7 toneladas. Foram contratadas pessoas capacitadas e atualmente a empresa conta com um quadro de 29 colaboradores, 22 colaboradores diretos e seis indiretos. O quadro funcional da Soferro conta com um sócio-gerente que é o proprietário da empresa, na área administrativa possui um supervisor administrativo e duas auxiliares administrativos/financeiro, na recepção da empresa possui um auxiliar administrativo e a empresa conta com uma colaboradora para serviços gerais. Já na área comercial é composta por um supervisor comercial e três auxiliares de vendas. Na área da logística possui um supervisor, um auxiliar de faturamento, um encarregado do pátio, dois operadores de ponte e quatro auxiliares de pátio. A empresa ainda conta com o apoio de seis colaboradores indiretos que são os representantes e três motoristas. Os produtos são classificados da seguinte forma: BBA’s (Belgo Bekaert), Indústrias, Planos, Tubos e Construção civil. A Soferro possui um estoque consistente e conta com a ISO 9002 que garante e atesta o padrão de qualidade dos produtos. Abaixo o quadro demonstrativo com os produtos que a empresa comercializa: 50 BBA Construção Civil ARAMES PARA SOLDA CA-25 Indústria BARRA SERRALHERIA ALMA DE ELETRODO CA-50 VARJÃO/BELGO FORTE CA-60 Planos Tubos PERFIL PERFIL UDC PERFIL ELETROSOLDADO PERFIL IMPORTADO BOBINA FINA A FRIO TUBO PRETO TUBOS INDUSTRIAIS BF TUBOS INDUSTRIAIS BQ RODEIO/SERTANEJO FERROPRONTOCA50BARRA BCH LEVE <= 1.1/4" ROLOS CALHEIROS PERFIL TUBO OCO BQ OVALADO Z700 BARRA TRANSF.BELGO CTN>1.1/4"e<=2.1/2" CHAPA GROSSA TUBO IMPORTADO DISTANCIADOR RECOZIDO CTN PESADA > 2.1/2" BOBINA FINA QUENTE PERFIL TUBO OCO BF MOTTO FERROPRONTOCA60BARRA BARRA QUADRADA BOBINA GROSSA PERFIL TUBO OCO BZ BELGOFIX CA25/50 ROLO Barra Chata Esteira BOBINA ZINCADA TUBO IND. ZINCADO GALVANIZADO k TELA SOLDADA CHAPA FINA A FRIO FRUTICULTURA TELA PARA TUBO BCH PESADA > 1.1/4" BARRA CHATA MOLAS GRAMPOS ARAME NÃO REVESTIDO TELA GALVANIZADA CTN LEVE <= 1.1/4" COLUNA BELGO B.RED.PESADA > 1" CHAPA XADREZ CHAPA GROSSA A QUENT ARAME REVESTIDO Display Prego Encart MIG CONVENCIONAL ESPAÇADOR DE TELA B.RED.LEVE <= 1" BARRA TREFILADA IND TELA FORTNET TRELIÇA TELA HEXAGONAL ESTRIBO TELA PRACTICA PREGOS TELA HOBBY PREGO ENCARTELADO CHAPA FINA A QUENTE CHAPA ZINCADA Rolo Fino Frio (RFF) Recozido K Figura 4. Portfólio da empresa Fonte: Dados primários Contudo, pode-se concluir que para a organização tornar-se um diferencial competitivo no mercado, importante que seja delineado a missão, visão e valores da organização. Segue missão, visão e valores da empresa: - Missão: Atuar no ramo de aço, oferecendo produtos e serviços de qualidade, buscando excelência e satisfação de clientes, colaboradores e parceiros. - Visão: Ser uma empresa de referência no mercado de aço, reconhecida pela qualidade, preços coerentes e atendimento eficiente. - Valores: Ética, transparência e comprometimento. 4.1.2 Organograma Figura 5. Organograma da empresa Fonte: Dados primários 51 4.2 PROCESSO LOGÍSTICO DA EMPRESA O processo logístico da empresa pode ser dividido em recebimento, vistoria do material recebido, estocagem, armazenagem e distribuição. • Recebimento Por se tratar de uma distribuidora, a Soferro Distribuidora de Ferro e Aço Ltda, solicita os produtos dos quais ela necessita para a siderúrgica Arcelor Mittal. Por sua vez, a Arcelor utiliza alguns critérios para a liberação dos pedidos feitos pela distribuidora. O critério analisado e utilizado pela Arcelor Mittal, segue conforme cálculo abaixo: P = PV – VR - ES Figura 6 - Cálculo de pedido de mercadoria Fonte: Dados primários P = Pedido PV = Previsão de Vendas VR = Vendas Realizadas ES = Estoque de segurança Após a aprovação dos pedidos, as mercadorias são direcionadas até a empresa através de caminhões. Ao chegar ao pátio da empresa, o motorista entrega a nota fiscal ao faturista e o caminhão se posiciona a balança rodoviária que fica na parte externa para pesagem. O faturista descreve o peso do caminhão no check list e entrega o mesmo ao responsável do pátio que encaminha ao auxiliar de pátio para a verificação do peso junto à balança da ponte rolante. Esse check list utilizado é apresentado no quadro a seguir: 52 53 RELATÓRIO PARA CONFERÊNCIA DE DESCARGA N° NF: DATA: ORIGEM: CHEGADA DO VEICULO DATA: LIBERAÇÃO DE ACESSO HORA: DATA: HORA: DADOS DO TRANSPORTE PLACA (CARRETA): TRANSPORTADORA: MOTORISTA: DOC ID: PESAGEM DO VEICULO FINAL PESO HORA INICIAL PESO HORA DIFERENÇA PESO HORA PESAGEM DE PRODUTO NOTA FISCAL COD PRODUTO DESCRIÇÃO PESO NF PESO BALANÇA (kg) DIFEREN ÇA (kg) ANOTAÇÕES / DIVERGÊNCIAS DATA RESP. P/ CONF: HORA Quadro 1 - Relatório de conferência de descarga. Fonte: Arquivo da empresa LIB. DO VEICULO 54 Logo, após a conferência do peso do caminhão na balança com a nota fiscal, o caminhão se direciona para dentro do armazém no local de descarregamento que é o mesmo que o local de carregamento, nesse momento dois colaboradores se posicionam para descarregar a carreta. Dentro do pátio, através da ponte rolante onde há uma balança acoplada (uma balança tem capacidade para 3.000 kg e a outra para 5.000) o material é pesado feixe por feixe e em seguida encaminhado para a armazenagem no local de cada produto. A figura 7 apresenta o colaborador armazenando o produto no local específico. Figura 7 - Armazenamento de cantoneiras Fonte: Dados primários O auxiliar de pátio que possui o chek-list confere o peso com o físico e anota o peso correto e também o valor da diferença. Após o caminhão descarregado, esse chek-list retorna ao faturista com os dados da pesagem da carreta e em seguida o caminhão é novamente pesado na balança rodoviária para a verificação final. • Armazenagem As mercadorias são retiradas dos caminhões, através de uma ponte rolante que fica instalada no pátio, para manuseio de materiais. Alguns produtos com o 55 auxílio da ponte rolante já são armazenados no local específico. Porém, alguns quando não tem espaço são colocados em outros locais. Os produtos são estocados conforme critérios adotados pelos colaboradores, por exemplo, produtos semelhantes ficam próximos uns dos outros e assim sucessivamente. Na linha de construção civil, que tem características de produtos longos e pesados, foram projetados setores com espaço para estocagem e manuseio dos mesmos. Percebe-se que os produtos possuem etiquetas com o peso e a especificações técnicas do produto. As figuras 8 e 9, demonstram os produtos longos armazenados no meio de colunas reforçadas (aço) que são chamados de estocadores/paliteiro. Figura 8 - Estoque de produtos longos Fonte: Dados primários 56 Figura 9 – Estoque de produtos longos Fonte: Dados primários Nas outras linhas, que tem os produtos com características menores, foram também organizados conforme a praticidade de manuseio. A figura 10, apresenta o armazenamento de produtos menores. Figura 10 – Estoque de pregos e eletrodos de solda Fonte: Dados primários 57 A dobra dos materiais longos são realizados dentro do armazém e armazenados conforme figura 11 a seguir: Figura 11 – Estoque de material dobrado Fonte: Dados primários Alguns materiais ficam armazenados no pátio da empresa. Conforme mostram as figuras 12 e 13, a seguir: 58 Figura 12 – Estoque de telas (pátio da empresa) Fonte: Dados primários Figura 13 - Estoque de telas (pátio da empresa) Fonte: Dados primários 59 • Distribuição No processo de distribuição ocorre a separação do material, pesagem, acondicionamento dentro do transporte e a entrega dos produtos para o consumidor. Quando o cliente solicita um pedido para a empresa, o setor comercial gera uma ordem de venda no sistema. A ordem de venda é analisada pelo setor financeiro conforme as condições de pagamento. Se for compra à vista em dinheiro, o financeiro autoriza a ordem de venda, se for compra a prazo é necessário que o cliente envie toda a documentação para a análise de crédito. O setor comercial informa ao cliente que o financeiro tem até 48 horas para realizar a análise de crédito e assim que for aprovado é liberado para entrega do material. Após a liberação da ordem de venda (pedido do cliente), o supervisor de pátio entrega para os auxiliares de pátio a seqüência que deverá ser feita para alocar o material dentro do caminhão. Em seguida é realizada a separação, pesagem e conferência. Os materiais são pesados dentro do pátio através da balança suspensa pela ponte rolante. Por fim, os materiais são alocados dentro do transporte e o carregamento é feito conforme o itinerário de entrega. A Soferro, dispõe de três caminhões com capacidade para 14 toneladas duas pontes rolantes com capacidade para 5 e 7 toneladas, um porta palete, uma máquina para dobra do aço e um guincho. Após os caminhões serem carregados são pesados na balança rodoviária com capacidade máxima de 60 toneladas. Para entregas fora da grande Florianópolis o mínimo exigido para compor a carga no caminhão é de 10 toneladas. Para pedidos dentro da região da grande Florianópolis, são exigidos no mínimo 400kg de material, para poder ser entregue. É formada uma carga conforme rota estabelecida, ao chegar ao local de entrega o cliente recebe a nota fiscal com a descrição dos produtos que estão sendo entregues. O material entregue é acompanhado por uma etiqueta com as especificações descritas: peso e as quantidades. A empresa utiliza um sistema de entrega organizado conforme quadro a seguir: 60 Quadro 2 – Roteiro de entrega Fonte: Fornecido pela empresa. 61 4.3 ANÁLISE DA ENTREVISTA Conforme pesquisada realizada junto aos colaboradores da Soferro, por meio de entrevistas, será apresentado o resultado da análise. Foram analisados itens como estocagem, leiaute, armazenagem, roteirização, transportes e equipamentos. 4.3.1 Perfil dos colaboradores Tabela 1 - Sexo dos colaboradores pesquisados Sexo Absoluto Relativo % masculino 15 79 feminino 4 21 Fonte - Dados Primários Gráfico 1 - Sexo dos colaboradores pesquisados Fonte: Dados Primários A tabela 1 e o gráfico 1, apresentam os resultados referentes ao sexo dos colaboradores pesquisados. Dessa forma, foi possível verificar que 79% dos colaboradores são do sexo masculino e 21% são do sexo feminino. O resultado mostra que é comum que os homens sejam maioria no setor, pois o fator relevante é o esforço físico. 62 Tabela 2 - Idade dos Colaboradores Pesquisados Absoluto Relativo % 18 a 24 Idade 6 32 25 a 29 3 16 30 a 39 5 26 40 a 49 3 16 acima de 50 2 11 Fonte: Dados Primários Gráfico 2 - Idade dos Colaboradores Pesquisados Fonte: Dados Primários A tabela 2 e o gráfico 2 demonstram os resultados obtidos com relação à idade dos colaboradores pesquisados. Dos 19 colaboradores pesquisados, 32% possuem de 18 a 24 anos; 16% de 25 a 29 anos; 26% de 30 a 39 anos; 16% de 40 a 49 anos e 11% acima de 50 anos. Portanto, é possível verificar que os colaboradores pertecem a uma faixa etária entre 18 e 24 anos. Tabela 3 - Tempo de Serviço na Empresa Tempo de serviço na empresa Absoluto Relativo % 0 a 1 ano 10 53 2 a 3 anos 6 32 4 a 7 anos 1 5 8 a 12 anos 1 5 13 a 17 anos 1 5 Fonte: Dados Primários 63 Gráfico 3 – Tempo de Serviço na Empresa Fonte: Dados Primários A tabela 3 e o gráfico 3 apresentam os dados coletados relacionados ao tempo que os colaboradores trabalham na empresa. Verificou-se que dos colaboradores pesquisados, 53% trabalham de 0 a 1 ano na empresa; 32% de 2 a 3 anos; 5% de 4 a 7 anos; 5% de 8 a 12 anos e 5% trabalham há mais de 13 a 17 anos na empresa. Portanto, verificou-se na pesquisa que dos colaboradores pesquisados, 5% estão desde quando a empresa iniciou suas atividades que varia de 8 a 12 anos. Com isso, conclui-se que os colaboradores que estão há mais tempo possui um bom conhecimento da empresa em que trabalham. A pesquisa revelou ainda que os colaboradores que estão á pouco tempo são maioria na empresa, destaque para 53% dos entrevistados. Tabela 4 – Setor que trabalha na empresa Setor que trabalha Absoluto Relativo % Administrativo 3 16 Comercial 6 32 Logística 10 53 Fonte: Dados Primários 64 Gráfico 4 – Setor que trabalha na empresa Fonte: Dados Primários A tabela 4 e o gráfico 4 apresentam os dados coletados referente ao setor que os colaboradores trabalham na empresa. Verificou-se que dos colaboradores pesquisados, 16% trabalham no setor administrativo; 32% trabalham no setor comercial e 53% são do setor de logística da empresa. Com isso, constatou-se que a maioria dos colaboradores é do setor logístico da empresa que é o foco principal da pesquisa. Portanto, percebe-se que o fato de os colaboradores do setor logístico ser a maioria na empresa, as contribuições são significativas para a análise desse estudo. Tabela 5 - Escolaridade dos Colaboradores Escolaridade Absoluto Relativo % Ensino fundamental 6 32 Ensino médio 7 37 Superior incompleto/cursando 4 21 2 11 Superior completo Pós-graduação Fonte: Dados Primários 65 Gráfico 5 – Escolaridade dos Colaboradores Pesquisados Fonte: Dados Primários A tabela 5 e o gráfico 5 apresentam os dados coletados relacionados a escolaridade dos colaboradores. É relevante destacar que para cada setor a empresa exige um tipo de escolaridade, porém os que trabalham no setor da logística não é exigido escolaridade. Verificou-se que dos colaboradores pesquisados, 37% tem o nível médio; 32% é ensino fundamental, importante destacar que esse percentual corresponde aos colaboradores da logística pois nesse setor não é exigido escolaridade mínima, 21% tem nível superior incompleto ou cursando e 11% possuem pós-graduação. Portanto, fica evidente que a maioria dos colaboradores pesquisados possuem nível médio e que é uma minoria que está buscando formação superior. 4.3.2 Itens relacionados ao setor logístico Após a apresentação dos dados relacionados ao perfil dos colaboradores pesquisados, serão apresentados os resultados obtidos na pesquisa com relação aos itens relacionados ao setor logístico da empresa. 66 Tabela 6 – Materiais utilizados para a realização das atividades diárias Avaliação Absoluto Relativo % é adequado 9 47 poderia ser melhorado 10 53 é inadequado não atuo nessa área Fonte - Dados Primários Gráfico 6 – Materiais utilizados para a realização das atividades diárias Fonte: Dados Primários Com relação aos materiais utilizados para a realização das atividades diárias 47% dos pesquisados afirmaram que está adequado, porém 53% destacaram que poderia ser melhorado. Percebe-se que a grande maioria mencionou que poderia ser melhorado. Destaque para os EPI’s utilizados no manuseio dos materiais da logística. Por se tratar de material pesado são necessários que os EPI’s estejam de acordo com a realidade da empresa. Itens como luvas podem ser melhorados e perneiras para alguns colaboradores que realizam atividades de maior risco como a dobra do aço. Tabela 7 – Equipamentos para manuseio Avaliação Absoluto Relativo % é adequado 6 32 poderia ser melhorado 8 42 é inadequado 1 5 não atuo nessa área 4 21 Fonte: Dados Primários 67 Gráfico 7 – Equipamentos para manuseio Fonte: Dados Primários A tabela 7 e o gráfico 7 apresentam a avaliação dos colaboradores pesquisados com relação aos equipamentos disponíveis para manuseio de materiais na logística da empresa. Dos colaboradores pesquisados, 32% avaliam como adequado; 42% que poderia ser melhorado; 5% afirmam que são inadequados e 21% não atua nessa área, portanto não sabem se são ou não adequados. É de suma importância que os equipamentos estejam em perfeito estado e adequados para o manuseio, pois se trata de um material pesado e todo o cuidado é imprescindível no processo. Vários equipamentos exercem influência decisiva para a logística do setor. A maneira inadequada de manusear os materiais prejudica o andamento e a eficiência do setor. Dessa forma, o setor carece de determinados equipamentos para atender os clientes internos e externos. Tabela 8 – Posto de trabalho Avaliação Absoluto Relativo % é adequado 16 84 poderia ser melhorado 3 16 é inadequado não atuo nessa área Fonte: Dados Primários 68 Gráfico 8 – Posto de trabalho Fonte: Dados Primários A tabela 8 e o gráfico apresentam a avaliação dos colaboradores com relação ao seu posto de trabalho. Dos pesquisados 16% julgam adequado para realizar suas atividades diárias e 16% afirmaram que poderia ser melhorado. Nessa análise pode-se concluir que mais da metade dos colaboradores estão satisfeitos com o local que eles realizam as atividades diárias. Tabela 9 – Fluxo do processo produtivo Absoluto Relativo % é adequado Avaliação 14 74 poderia ser melhorado 1 5 4 21 é inadequado não atuo nessa área Fonte: Dados primários 69 Gráfico 9 – Fluxo do processo produtivo Fonte: Dados Primários A tabela 9 e o gráfico 9 mostram a avaliação dos colaboradores pesquisados quanto ao fluxo do processo produtivo. Dos colaboradores pesquisados, 74% disseram que está adequado, 5% dizem que poderia ser melhorado e 21% não atuam na área e não tem opinião sobre o assunto. Percebe-se que a maioria dos colaboradores destacou que o processo está adequado, e, portanto pela análise realizada pela acadêmica esse processo acontece de maneira eficaz. Porém, quando esse processo inicia que é momento quando os caminhões chegam das usinas, os colaboradores da logística param de exercer as atividades que estão realizando. Isso pode acarretar um atraso nas atividades que são realizadas normalmente. Tabela 10 – Estocagem dos materiais Avaliação Absoluto Relativo % é adequado 13 68 poderia ser melhorado 3 16 3 16 é inadequado não atuo nessa área Fonte : Dados Primários 70 Gráfico 10 – Estocagem dos materiais Fonte : Dados Primários A tabela 10 e o gráfico 10 correspondem à análise dos colaboradores no que se refere à estocagem dos materiais dentro do armazém. Dos pesquisados 68% afirmaram que está adequado, 16% dizem que poderia ser melhorado e 16% não atua nessa área, portanto desconhecem o assunto. Durante a pesquisa notou-se que a maneira como foi armazenado os materiais foram de comum acordo entre a gerência e os colaboradores. A maneira como eles estocam os materiais e a alocação deles no armazém funciona de maneira eficaz para a realidade da empresa. Porém, a acadêmica percebeu que alguns produtos estavam misturados e que não existem placas de sinalização dos produtos nos corredores. Isso pode ocasionar demora na procura dos produtos diminuindo a eficiência e a agilidade das atividades. Outra percepção foi quanto a distância de alguns estocadores eles deveriam estar numa distância de no mínimo 60 cm um do outro, para que o colaborador possa se locomover nesse espaço sem problemas. Tabela 11 – Espaço físico Absoluto Relativo % é adequado Avaliação 6 32 poderia ser melhorado 10 53 é inadequado 1 5 não atuo nessa área 2 11 Fonte: Dados Primários 71 Gráfico 11 – Materiais utilizados para a realização das atividades diárias Fonte: Dados Primários A tabela 11 e o gráfico 11 mostram a avaliação dos colaboradores quando ao espaço físico utilizado para a armazenagem dos materiais e o estoque dos produtos. Dos colaboradores pesquisados 32% afirmaram está adequado, 53% poderia ser melhorado, 5% é inadequado e 11% não atua nessa área e desconhecem o assunto. Durante a pesquisa percebeu-se que o espaço físico utilizado para a armazenagem está com sua capacidade máxima de uso. Tabela 12 – Quantidade de veículos Avaliação Absoluto Relativo % é adequado 11 58 poderia ser melhorado 6 32 é inadequado 1 5 não atuo nessa área 1 5 Fonte: Dados primários 72 Gráfico 12 – Quantidade de veículos Fonte: Dados Primários A tabela 12 e o gráfico 12 apresentam a avaliação dos colaboradores pesquisados com relação a quantidade de veículos de entrega que a empresa possui. Dos 19 colaboradores pesquisados, 58% avaliam que está adequado; 32% que poderia ser melhorado, 5% afirmam que é inadequado e 5% não atua na área e desconhece o assunto. Dos que consideram que poderia ser melhorado, percebeu-se na pesquisa que um caminhão menor com a carroceria de 7 metros e com capacidade para 5 toneladas, ajudaria nas entregas dos materiais menores. Tabela 13 – Alocação da carga Avaliação Absoluto Relativo % é adequado 14 74 poderia ser melhorado 4 21 1 5 é inadequado não atuo nessa área Fonte - Dados Primários 73 Gráfico 14 – Alocação da carga Fonte: Dados Primários A tabela 14 e o gráfico 14 apresentam a avaliação dos colaboradores pesquisados no que diz respeito ao acondicionamento da carga no interior dos veículos. Verificou-se que 74% dos colaboradores dizem ser adequado; 21% afirmam que poderia ser melhorado e 5% diz não atuo nessa área desconhece totalmente o assunto. Pode-se observar que as respostas obtidas a maioria diz estar adequado a alocação da carga dentro dos veículos. Porém, um dos pontos observados é que a empresa não possível guindauto nos caminhões, isso facilitaria na descarga quando o material fosse entregue ao cliente. Tabela 14 – Rotulagem dos materiais Avaliação Absoluto Relativo % é adequado 14 74 poderia ser melhorado 4 21 1 5 é inadequado não atuo nessa área Fonte - Dados Primários 74 Gráfico14 – Rotulagem dos materiais Fonte: Dados Primários A tabela 14 e o gráfico 14 representam a avaliação dos colaboradores pesquisados com relação á rotulagem da carga expedida pela unidade. Dos 19 colaboradores pesquisados, 74% avaliam como está adequado; 21% afirmam que pode melhorar e 5% não atuam na área, por isso desconhece. Nenhum dos colaboradores considerou como inadequado. Durante a análise realizada, percebeu-se que muitas das etiquetas utilizadas na carga acabam saindo ou se perdendo no meio do trajeto. Importante destacar que a rotulagem esteja apropriada para não haver problemas na hora da entrega. Sabe-se, porém, que as especificações do produto e quantidades estão detalhados na nota fiscal que o cliente recebe na hora da entrega. Tabela 15 – Roteirização Avaliação Absoluto Relativo % é adequado 11 58 poderia ser melhorado 6 32 2 11 é inadequado não atuo nessa área Fonte: Dados Primários 75 Gráfico 15 – Roteirização Fonte: Dados Primários A tabela 15 e o gráfico 15 apresentam a avaliação dos colaboradores pesquisados com relação a roteirização existentes no setor de logística. Dos colaboradores pesquisados, 58% avaliam estar adequado; 32% poderia ser melhorado e 11% não atuam na área desconhece o assunto. Nenhum dos colaboradores considerou essa variável como inadequada ao processo. O setor de logística utiliza um roteiro para as entregas e até o momento atende a capacidade da empresa. Tabela 16 – Entregas dentro do prazo Avaliação Absoluto Relativo % é adequado 9 47 poderia ser melhorado 10 53 é inadequado não atuo nessa área Fonte: Dados Primários 76 Gráfico 16 – Entregas dentro do prazo Fonte: Dados Primários A tabela 16 e o gráfico 16 apresentam a avaliação dos colaboradores pesquisados com relação ao cumprimento das entregas dentro do prazo prometido ao cliente. Dos colaboradores pesquisados, 47% avaliam como adequado; 53% que poderia ser melhorado, nenhum dos colaboradores considerou essa variável como inadequado ao processo e não atua nessa área. Portanto, verificou-se que mais da metade dos colaboradores destacam que poderia ser melhorado, ou seja, as entregas dentro do prazo são fundamentais para assegurar a satisfação e fidelização do cliente. Tabela 17 – Logística da empresa Avaliação Absoluto Relativo % é adequado 8 42 poderia ser melhorado 11 58 é inadequado não atuo nessa área Fonte: Dados Primários 77 Gráfico 17 – Logística da empresa Fonte: Dados Primários A tabela 17 e o gráfico 17 correspondem a avaliação dos colaboradores quanto a atual logística da empresa. Dos colaboradores pesquisados 42% avaliam que é adequado e 58% destacam que poderia ser melhorado. 78 4.4 PRINCIPAIS CONSTATAÇÕES DA PESQUISA Neste tópico do trabalho, serão apresentados os pontos fortes e fracos encontrados na pesquisa. 4.4.1 Pontos fortes do processo logístico Foram encontrados vários pontos fortes dentro do setor e do processo logístico da organização. Serão listados abaixo os pontos fortes encontrados na pesquisa do presente trabalho: • Relacionamento entre os colaboradores: percebeu-se também um bom relacionamento interpessoal e um comprometimento com as tarefas executadas. • Mão-de-obra adequada: o quadro de colaboradores atualmente é qualificado para as atividades que são executadas. • Posto de trabalho adequado: conforme pesquisa realizada junto aos colaboradores, percebeu-se uma satisfação e julgam estar adequado o local onde são executadas as atividades diárias. • Fluxo do processo produtivo: este item os colaboradores avaliam estar adequado. • Estocagem dos materiais: a pesquisa constatou que a maioria dos colaboradores mostrou satisfação quanto à estocagem dos materiais dentro do armazém. Para a realidade da empresa atualmente a localização dos materiais estão apropriados. • Quantidade de veículos de entrega: a pesquisa constatou satisfação quanto à quantidade de veículos e no momento julgam estar adequada a quantidade de veículos que a empresa possui. • Alocação da carga dentro do veículo: este item obteve avaliação de estar adequado e os colaboradores observam que os produtos dentro do caminhão são alocados de maneira correta para a entrega ao cliente. 79 • Rotulagem dos materiais expedidos: os colaboradores constataram que as informações contidas nos rótulos dos produtos são suficientes e que estão adequados. • Roteirização: durante a pesquisa percebeu-se que a roteirização que o setor aplica está adequado para a realidade da empresa atualmente. 4.4.2 Pontos fracos do processo logístico Os pontos fracos observados no decorrer do estágio foram: • Concorrência: existem vários concorrentes fortes no mercado. • Controle de custo do transporte: é realizado por uma pessoa do setor e não são feitos controles precisos que possam garantir a eficiência e a veracidade do cálculo. • Setor financeiro: também não são elaborados controles precisos que garantam a eficiência. • Comunicação interna: percebeu-se uma fragilidade na comunicação interna entre os setores e os indivíduos o qual a informação não transita de forma completa e satisfatória, gerando por sua vez, conflitos e problemas. • Qualificação profissional: a pesquisa demonstrou que é uma minoria que busca formação superior e qualificação profissional. • Materiais utilizados para a realização das atividades diárias: este item os colaboradores destacaram que poderia ser melhorado, destaque para os EPI’s utilizados no manuseio dos materiais na logística. • Equipamentos para o manuseio: a maioria dos colaboradores destacou que poderia ser melhorado, pois para determinados produtos não existem equipamentos próprios para o manuseio. • Espaço físico: durante a pesquisa percebeu-se que o espaço físico utilizado para a armazenagem dos produtos está com sua capacidade máxima de uso. • Rotulagem dos materiais: embora as informações contidas nos rótulos anexos ás cargas para a entrega ao cliente estarem apropriadas, a acadêmica percebe que muitas das etiquetas acabam saindo ou se perdendo no meio do trajeto. Importante que as etiquetas cheguem ao cliente em perfeito estado 80 para garantir que o material que está sendo entregue é o que foi solicitado à empresa. • Entregas dentro do prazo: percebeu-se neste tópico que a maioria dos colaboradores avaliou como poderia ser melhorado. Importante que as entregas cheguem dentro do prazo ao cliente para assegurar a satisfação e fidelização do cliente. • Colaboradores desconhecem alguns procedimentos da empresa: durante a pesquisa percebeu que alguns colaboradores responderam às perguntas como não atuo nessa área, pois desconhecem o assunto. Esse dado é relevante para a pesquisa, pois demonstra que vários colaboradores não conhecem alguns dos procedimentos que a empresa aplica. Importante que todos os colaboradores conheçam os procedimentos adotados pelos setores para entender o processo como um todo, facilitando na tomada de decisão em vários aspectos. 81 4.5 PROPOSTAS DE MELHORIAS Neste tópico serão apresentadas algumas propostas de melhorias para o setor logístico da empresa Soferro. Conforme objetivo específico do presente estudo, itens como armazenagem, equipamentos de manuseio e de proteção individual e entrega dentro do prazo, serão abordados neste tópico, apresentando sugestões de melhorias, além de outros itens que a acadêmica julga necessário que sejam mencionados com o objetivo de melhorar a eficiência da organização. Com relação à logística aplicada atualmente na empresa serão listados abaixo itens que servirão para auxiliar na melhoria das atividades realizadas. • Armazenagem No que se refere à armazenagem dos produtos, importante que as mercadorias de maior rotatividade estejam estocadas o mais perto possível do ponto de uso. Já as mercadorias de menor rotatividade sugere-se que sejam armazenadas no espaço mais afastado do ponto de uso conforme a necessidade. Mercadorias semelhantes e de forte correlação no que diz respeito ao tipo devem ser estocadas próximas umas das outras. Quanto às etiquetas de identificação é imprescindível que elas estejam acondicionadas na posição frontal dos estocadores, com o objetivo de identificar produto de cada baia. Em relação aos corredores intermediários, o ideal é que se obtenha larguras entre as estantes e paredes de no mínimo 60 cm para permitir uma operação eficaz ao colaborador para que possa se locomover sem obstruções, por sua vez otimizando o espaço. Para algumas mercadorias de tamanhos menores como pregos e eletrodos de solda, sugere-se que o armazenamento seja elaborado de maneira vertical através de estantes. 82 • Equipamentos de manuseio Quanto ao transporte a aquisição de um guindauto em um caminhão da empresa facilitaria na descarga das mercadorias ao cliente, principalmente com relação às chapas, telas e materiais em paletes. Um veículo menor facilitaria no transporte dos materiais menores e nos pedidos que os clientes solicitam com entregas urgentes. Também auxiliaria nas entregas em locais de difícil acesso, onde os atuais caminhões não conseguem entregar. • Equipamentos de proteção individual (EPI’s) Quanto aos equipamentos de proteção individual sugere-se a adoção da utilização dos sapatos com biqueiras e solas de aço, pois possuem maior durabilidade e segurança, evitando, por sua vez, lesões nos membros inferiores, as quais podem ser provocadas por perfurações nos solados e por quedas de produtos e materiais sob os mesmos. Adotar a utilização de perneiras, equipamento de proteção dos joelhos aos pés, para alguns dos colaboradores e principalmente àqueles que estão mais expostos ao risco, por exemplo: os que trabalham na dobra do aço. • Entregas dentro prazo Para fidelização e manutenção dos clientes faz-se necessário que as entregas sejam realizadas impreterivelmente dentro do prazo que o cliente solicita. Porém, sabe-se que o não cumprimento dos mesmos origina-se de vários fatores tais como: - Promessa de prazo de entrega fora da capacidade logística, - Venda fora do roteiro; - Problemas com separação de produtos; - Problemas com faturamento; - Processos inadequados desde o pedido até a separação dos produtos; - Problemas de acuracidade de estoque; 83 - Erro por falta e/ou inexistência de informações necessárias no momento do pedido. Devido a inúmeros fatores possíveis recomenda-se que se desenvolva um estudo para identificar as possíveis causas do não cumprimento dos prazos, visto que as causas podem ser nos diversos procedimentos existentes da empresa. • Custo de transporte Pode-se considerar como um dos custos mais importantes que compõem os custos logísticos, pois a empresa pode tanto tê-los dentro de sua organização como terceirizar a movimentação dos produtos ou mercadorias para o cliente. Porém a empresa possui seu próprio meio de transporte e encontrar o valor correto do seu custo com transporte contribui com o aumento da competitividade no mercado. Sugere-se que seja elaborado um levantamento de custo para que se conheça o custo real da entrega e um controle eficaz do mesmo. Para esse controle pode-se utilizar planilhas eletrônicas, buscando informações necessárias para a elaboração do cálculo, tornando-se assim uma ferramenta gerencial completa e essencial na tomada de decisão. • Setor administrativo (financeiro) No setor administrativo no que se refere à área financeira da organização, é importante que reavalie o atual controle de despesas de modo que se obtenham informações de despesas fixas e variáveis e que implante um controle de custos, separando os fixos dos variáveis. Desta maneira, proporcionará informações gerenciais para melhorar a tomada de decisão no que se refere às áreas administrativo/comercial. Essa implantação pode ser realizada através de planilhas eletrônicas sem que seja dispendiosa para a empresa. 84 • Setor comercial (endereço eletrônico da empresa) Quanto à página virtual da empresa é importante que se mantenha atualizada a fim de ampliar os meios de comunicação entre a empresa e o cliente. Com o intuito de aprimorar essa comunicação sugere-se que se disponibilize no site da empresa a opção de cotação, aumentando os canais de atendimento aos clientes. • Comunicação entre os setores A comunicação dentro de uma organização é geralmente concebida como um ponto crítico. Por isso, é de extrema importância que se aprimore a comunicação entre os setores desta organização. Com intuito de aumenta a efetividade das atividades bem como amenizar os conflitos internos fazendo com que todos trabalhem unidos em busca de um só objetivo. Dessa forma, sugere-se que estipule processos como, por exemplo, toda e qualquer informação seja registrada e comunicada através de email. 85 5 CONSIDERAÇÕES FINAIS O presente estudo se baseou na pesquisa junto aos colaboradores e a percepção da acadêmica através da observação dos procedimentos realizados na organização. O objetivo do trabalho foi analisar e propor melhorias no setor logístico da Empresa Soferro Distribuidora de Ferro e Aço Ltda. Este estudo foi possível devido à acadêmica possuir vínculo empregatício com a empresa e acesso a qualquer informação necessária para a pesquisa. Para o desenvolvimento do estudo foi necessária uma pesquisa de campo através de entrevistas realizadas junto aos colaboradores da empresa. A entrevista abordou aspectos relacionados aos equipamentos de manuseio e de proteção individual, distribuição física, roteirização e armazenagem entre outros fatores considerados importantes pela pesquisadora. Percebeu-se, de um modo geral, que a empresa possui satisfação em alguns aspectos pesquisados como fluxo do processo produtivo, rotulagem das cargas expedidas, quantidade de veículos, posto de trabalho, estocagem dos materiais, alocação da carga e roteirização. Os que não obtiveram uma boa análise foram os materiais utilizados para a realização das atividades diárias, equipamentos para manuseio das cargas, espaço físico, entregas dentro do prazo e a logística de um modo geral, ou seja, esses aspectos poderiam ser melhorados. No decorrer do estudo, houve algumas limitações, principalmente quanto à entrevista, pois nem todos os colaboradores estavam presentes no período da aplicação. Dentre os objetivos estabelecidos na pesquisa do presente estudo, pode-se concluir que: • A descrição do processo logístico da empresa, desde o momento do recebimento da mercadoria até a entrega ao cliente, este objetivo também foi alcançado; • Avaliar os pontos fortes e fracos da organização, o presente estudo conseguiu alcançar este objetivo; 86 • Avaliar o leiaute do armazém e a alocação dos materiais, este objetivo foi alcançado. • Apresentar propostas de melhorias para o setor logístico envolvendo o armazém, equipamentos de manuseio e de proteção individual, este objetivo foi concluído. Foi possível propor melhorias para este objetivo e outros tópicos que a acadêmica julgou necessário para a pesquisa. Portanto, pode-se concluir que o presente trabalho foi de grande importância para a empresa Soferro Distribuidora de Ferro e Aço Ltda, no setor logístico, pois até o momento não havia sido aplicado nenhum tipo de pesquisa quanto à opinião e percepção dos colaboradores a respeito da logística da organização. Quanto à contribuição, no que se refere à análise e propostas de melhorias, são de considerável valor tanto para a empresa quanto para a acadêmica. Para a acadêmica, o trabalho desenvolvido foi de grande valia, pois trouxe experiência e proporcionou análise crítica quanto ao assunto abordado. Por outro lado, contribui para a vida profissional, pois exigiu muita responsabilidade, comprometimento e pontualidade. 87 REFERÊNCIAS ALVARENGA, Antonio Carlos; NOVAES, Antônio Galvão. Logística aplicada: suprimento e distribuição física. 2 ed. São Paulo: Pioneira, 1994. BALLOU, Ronald H. Logística empresarial: transportes, administração de materiais e distribuição física. São Paulo: Atlas, 1993. BALLOU, Ronald H. Gerenciamento da cadeia de suprimentos. 4. ed. Porto Alegre: Bookman, 2001. BERTAGLIA, Paulo Roberto. Logística e gerenciamento da cadeia de abastecimento. São Paulo: Saraiva, 2003. ______, Paulo Roberto. Logística e gerenciamento da cadeia de abastecimento. São Paulo: Saraiva, 2006. ______, Paulo Roberto. Logística e gerenciamento da cadeia de abastecimento. 2 ed. rev. e atual. São Paulo: Saraiva, 2009. BOWERSOX, Donald J; CLOSS, David J. Logística empresarial: o processo de integração da cadeia de suprimento. São Paulo: Atlas, 2001. CASTIGLIONI, José Antonio de Mattos. Logística operacional. São Paulo: Èrica, 2008. CHRISTOPHER, Martin. Logística e gerenciamento da cadeia de suprimentos. São Paulo: Pioneira, 1997. CHING, Hong Yuh. Gestão de estoques na cadeia de logística integrada. 3 ed. São Paulo: Atlas, 2007. DIAS, Marco Aurélio P. Transportes e distribuição física. São Paulo: Atlas, 1987. DORNIER, Philippe-Pierre, etal. Logística e operações globais. São Paulo: Atlas, 2000. FACHIN, Odília. Fundamentos de metodologia. 4 ed. São Paulo: Saraiva, 2003. FERREIRA, Paulo César Pegas. Técnicas de armazenagem. Rio de Janeiro: Qualitymark, 1994. FOSSATI, Kleber Figueiredo; FLEURY, Paulo Fernando; WANKE, Peter. Logística e gerenciamento da cadeia de suprimentos: planejamento do fluxo de produtos e dos recursos. São Paulo: Atlas, 2003. 88 GIL, Antonio Carlos. Como elaborar projetos de pesquisa. 3. ed. São Paulo: Atlas, 1991. KOBAYASHI, Shun’ichi. Renovação da logística: como definir estratégias de distribuição física. 1 ed. São Paulo: Atlas, 2000. NOVAES, Antônio Galvão. Logística e gerenciamento da cadeia de distribuição. 2.ed. Rio de Janeiro: Elsevier, 2004. ROESCH, Sylvia Maria Azevedo. Projetos de estágio e de pesquisa em administração: guias para estágios, trabalhos de conclusão, dissertações e estudos de casos. 2. ed. São Paulo: Atlas, 1999. VIANA, João José. Administração de materiais: um enfoque prático. 1 ed. São Paulo: Atlas, 2009. 89 APÊNDICES APÊNDICE A – Roteiro de entrevista com colaboradores 90 PESQUISA COM COLABORADORES PREZADO COLABORADOR Esta entrevista refere-se a uma parte de minha pesquisa destinada à elaboração do trabalho de conclusão de curso – TCE que será apresentado no curso de Administração da Universidade do Vale do Itajaí – Univali. O tema do trabalho tem como objetivo melhorar o andamento e aperfeiçoar o fluxo de atividades do setor logístico da empresa. Peço sua cooperação e veracidade nas respostas e informo também que não precisa sua identificação para assim preservar os nomes dos entrevistados. Desde já agradeço sua colaboração. Um abraço, Elisângela Alves Pereira 1. Perfil do Colaborador: 1. a) Sexo: ( ) masculino ( ) feminino 1. b) Qual a sua idade: ( ) 18 a 24 ( ) 25 a 29 ( ) 30 a 39 ( ) 40 a 49 ( ) acima de 50 1.c) Quanto tempo você trabalha na empresa? ( ) 0 a 1 ano ( ) 02 a 03 anos ( ) 04 a 07 anos ( ) 08 a 12 anos ( ) 13 a 17 anos 1. d) Qual o setor você trabalha? ( ) ADMINISTRATIVO ( ) COMERCIAL ( ) LOGÍSTICA 91 1. e) Qual a sua escolaridade? ( ) ensino fundamental ( ) nível médio ( ) superior incompleto/cursando ( ) superior completo ( ) pós-graduação 2. Com relação aos materiais utilizados para a realização das suas atividades diárias, como você classificaria? Exemplo: EPI’s (Luvas, capacetes), itens como o uniforme, computadores e materiais de expediente. ( ) é adequado ( ) poderia ser melhorado ( ) é inadequado ( ) não atuo nessa área 3. Como você classificaria os equipamentos utilizados para o manuseio dos materiais no armazém? ( ) é adequado ( ) poderia ser melhorado ( ) é inadequado ( ) não atuo nessa área 4. O seu posto de trabalho é adequado para a realização das suas atividades diárias? ( ) é adequado ( ) poderia ser melhorado ( ) é inadequado ( ) não atuo nessa área 5. Como você classificaria o fluxo do processo produtivo, desde o momento que o material é recebido em nossa unidade até ser alocado nos locais apropriados para armazenagem? ( ) é adequado ( ) poderia ser melhorado ( ) é inadequado 92 ( ) não atuo nessa área 6. Com relação á estocagem de materiais, a organização deles no armazém facilita na realização das suas atividades? ( ) é adequado ( ) poderia ser melhorado ( ) é inadequado ( ) não atuo nessa área 7. O espaço físico utilizado para armazenagem dos materiais é suficiente para atender o estoque? ( ) é adequado ( ) poderia ser melhorado ( ) é inadequado ( ) não atuo nessa área 8. Para atender a demanda que a empresa possui você acha que a quantidade de veículos de entrega é suficiente? ( ) é adequado ( ) poderia ser melhorado ( ) é inadequado ( ) não atuo nessa área 09. A carga no interior dos veículos é alocada corretamente no transporte? ( ) é adequado ( ) poderia ser melhorado ( ) é inadequado ( ) não atuo nessa área 10. As informações contidas na rotulagem dos materiais que são entregues ao cliente estão apropriadas e suficientes? ( ) é adequado ( ) poderia ser melhorado 93 ( ) é inadequado ( ) não atuo nessa área 11. A roteirização que a empresa aplica atualmente é suficiente para atender o mercado? ( ) é adequado ( ) poderia ser melhorado ( ) é inadequado ( ) não atuo nessa área 12. Com relação aos pedidos entregues, o cliente costuma receber o material dentro do prazo que ele solicitou à empresa? ( ) é adequado ( ) poderia ser melhorado ( ) é inadequado ( ) não atuo nessa área 13. Com relação á atual logística aplicada pela empresa, você acredita que: ( ) é adequado ( ) poderia ser melhorado ( ) é inadequado ( ) não atuo nessa área 14. Se você respondeu na pergunta 13 que é inadequado ou poderia ser melhorado a atual logística da empresa, qual a sugestão daria? Resposta: 15. Escreva abaixo, caso você tenha alguma sugestão para melhorias na Logística da empresa: Resposta: